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Carlos Leonardo Figueiredo Cunha Doutorando em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Especialista em Saúde da Família pela UFMA. Especialista em Formação Pedagógica (Área de Enfermagem) pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FioCruz). Especialista em Planejamento, Programação e Políticas de Saúde pelo Instituto Laboro – Estácio de Sá, MA.

Atualmente, a solicitação, a leitura e a interpretação dos exames laboratoriais de rotina e complementares fazem parte do cotidiano do cuidado realizado pela Enfermagem. Essas ações estão respaldadas na Lei do Exercício Profissional (Lei no 7.498, de 25 de junho de 1986) e em portarias emitidas pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Nesse contexto, é importante que o enfermeiro tenha subsídios científicos que lhe garantam um bom desenvolvimento em sua profissão. Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro é um guia prático e mostra, de maneira sistemática, os exames de rotina (hemograma [eritrograma e plaquetograma], leucograma, dosagem de lipídios séricos, EAS [exame de urina tipo 1] e exame parasitológico de fezes) e os complementares (gasometria, análises laboratoriais no pré-natal de baixo risco e exame de Papanicolaou [laudo citológico]).

Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

Sobre o Organizador

Abordagem Interdisciplinar do Idoso William Malagutti | Ana Maria Amato Bergo

Assistência Domiciliar – Atualidades da Assistência de Enfermagem William Malagutti

Bioética e Enfermagem William Malagutti

Organizador

Carlos Leonardo Figueiredo Cunha

Interpretação de

Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

BIZU Comentado – Perguntas e Respostas Comentadas de Enfermagem, 2a ed. BIZU o X da Questão – 1.300 Questões para Concursos de Auxiliar e Técnico de Enfermagem William Malagutti

BIZU o X da Questão – 5.100 Questões para Concursos de Enfermagem, 5ª ed. William Malagutti

Cuidados de Enfermagem em Geriatria William Malagutti

Graduado em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Gestão do Serviço de Enfermagem no Mundo Globalizado

Enfermagem Patologia Clínica

Carlos Leonardo Figueiredo Cunha (Org.)

Áreas de interesse

CAPA – Interpretação Exames Enfermeiro.indd 1

Outros títulos de interesse

William Malagutti | Karen Cardoso Caetano

Imunização, Imunologia e Vacinas William Malagutti

Manual para Prevenção de Lesões de Pele: Recomendações Baseadas em Evidências, 2a ed. Rita de Cássia Domansky | Eline Lima Borges

Nefrologia – uma Abordagem Multidisciplinar William Malagutti | Renato R. N. Ferraz

Saiba mais sobre estes e outros títulos em nosso site: www.rubio.com.br

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Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro Organizador Carlos Leonardo Figueiredo Cunha Doutorando em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Especialista em Saúde da Família pela UFMA. Especialista em Formação Pedagógica (Área Enfermagem) pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FioCruz). Especialista em Planejamento, Programação e Políticas de Saúde pelo Instituto Laboro-Estácio de Sá, MA. Graduado em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

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Copyright © 2014 Editora Rubio Ltda. ISBN 978-85-8411-003-2 Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em parte, sem autorização por escrito da Editora. Produção e Capa Equipe Rubio Editoração Eletrônica EDEL

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ C972i Cunha, Carlos Leonardo Figueiredo Interpretação de exames laboratoriais na prática do enfermeiro / Carlos Leonardo Figueiredo Cunha (Organizador); ilustração: Lin Lima. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Rubio, 2014. 172 p.: il.; 21cm. Inclui bibliografia e índice. ISBN 978-85-8411-003-2 1. Enfermagem. 2. Enfermagem – Exames Laboratoriais. I. Autor. II. Título.

Editora Rubio Ltda. Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ Telefax: 55(21) 2262-3779 • 2262-1783 E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br Impresso no Brasil Printed in Brazil

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CDD: 610.73 CDU 616.08

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Adriana do Rosario Figuerêdo Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Adriana Laís Oliveira Saraiva Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Alanna Dayse Nogueira Correia Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Albina Karolyne Diniz Souza Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Alcyone de Oliveira Paredes Professora Substituta do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Maranhão (DEENF/UFMA). Professora das disciplinas de Farmacologia e Patologia Geral dos cursos de Enfermagem e Farmácia do Instituto Florence de Ensino Superior (IFES), MA. Mestranda em Saúde Materno-Infantil pela UFMA. Especialista em Saúde Materno-Infantil pela UFMA. Especialista em Citologia Clínica pela Sociedade Brasileira de Citologia Clínica (SBCC). Graduada em Farmácia e Bioquímica pela UFMA. Graduada em Enfermagem pela Faculdade Santa Terezinha (CEST), MA.

Anderson Cardoso Baldez França Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Áurea Mariana Costa Farias Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Bernardino Ferreira de Macedo Junior Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Cassandra dos Santos Maia Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Danielle Cardoso de Macedo Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

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Colaboradores

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Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Ericka Letícia Lima Perdigão Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Flávio Vieira Machado Mestrando em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Brasília (UnB). Especialista (Residência Médica) em Psiquiatria pelo Instituto Municipal Philippe Pinel (IMPP), RJ. Graduado em Medicina pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Graduado em Farmácia pelo Centro Universitário Patos de Minas (UNIPAM/UEMG).

Francisco J. Karkow Professor Titular da Faculdade Fátima de Caxias do Sul, RS. Ex-Professor Titular do Departamento de Clínica Cirúrgica do Curso de Medicina da Universidade de Caxias do Sul (UCS), RS. Doutor em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (SCSP). Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC). Membro da Associação de Pesquisa da Active Hexose Correlated Compound (AHCC) Research Foundation, Japão.

Glaucia Marcelle Souza de Jesus Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Joel Faintuch Professor-Assistente, Doutor e Livre-Docente do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

José de Ribamar Medeiros Lima Júnior Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Josiana Araujo de Oliveira Mestranda em Enfermagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Especialista (Pós-graduação Lato Sensu e Residência) em Terapia Intensiva pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da UERJ. Professora Substituta do Departamento Médico-cirúrgico da Faculdade de Enfermagem (Fenf) da UERJ. Enfermeira Plantonista do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), RJ.

Keila Raianan Santos Nunes Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

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Élbia Cristine Silveira dos Santos

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Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Larissa Calixto-Lima Nutricionista da Unidade de Cuidados Paliativos do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA/HC-IV), RJ. Especialista em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Enteral e Parenteral (SBNPE). Especialista em Nutrição Clínica pelo Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão (IBPEX) e pela Associação Brasileira de Alimentação e Nutrição (ASBRAN). Especialista em Nutrição Clínica − Cirurgia Geral e Transplante Hepático – pelo Programa de Residência do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), PE. Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Marcos Ronad Mota Cavalcante Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Marina Belchior Cavalcanti Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Mayane de Melo Bezerra Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Naylle de Jesus da Silva Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Nayra Souza da Silva Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Odineilce Sampaio Pereira Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Paula Karine Portela Portugal Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Rafaela Gomes Fonseca Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Rayna Bianca Rodrigues Serra Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Rodrigo Siqueira-Batista (Revisor Científico) Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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Kelly Portela Sousa

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Doutor em Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). Mestre em Medicina (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela UFRJ. Especialista (Residência Médica) em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela UFRJ. Graduado em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Rômulo Luiz Neves Bogéa Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Rosana de Jesus Santos Martins Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Sergiane Maia Maciel Docente do Curso de Enfermagem na Área de Saúde da Criança da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Doutoranda em Políticas Públicas pela UFMA. Pós-Graduada em Enfermagem Clínico-Cirúrgica pelo Hospital Universitário da UFMA. Graduada em Enfermagem pela UFMA.

Suelen Melo Pacheco Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Taísa Rocha Berrêdo Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Thaianne Raquel Jansen Reis Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Thayane Costa Ferreira Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Valéria Oliveira Moreira Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Wellyson da Cunha Araújo Firmo Professor da Faculdade de Educação de Bacabal (FEBAC), MA. Doutorando em Biodiversidade e Biotecnologia (Rede BIONORTE) pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Mestre em Saúde e Ambiente pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Especialista em Farmacologia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), MS. Especialista em Saúde Pública pelo Instituto Nordeste de Educação Superior e PósGraduação (INESPO), MA. Graduado em Farmácia pela Faculdade de Imperatriz (FACIMP), MA.

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Professor Adjunto do Departamento de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.

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Atualmente, a solicitação, a leitura e a interpretação dos exames laboratoriais de rotina e complementares fazem parte do cotidiano do cuidado realizado pela Enfermagem. Estas ações estão respaldadas na Lei do Exercício Profissional (Lei no 7.498, de 25 de junho de 1986) e em portarias emitidas pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Nesse contexto, é importante que o enfermeiro adquira subsídios científicos que lhe garantam um bom desenvolvimento de sua profissão. Em 1997, o Conselho Federal de Enfermagem regulamentou a solicitação, a leitura e a interpretação de exames laboratoriais pelo profissional enfermeiro, conforme observamos no Anexo I − Resolução Cofen no 195/1997. Posteriormente em 2002, o Cofen, no gozo de suas prerrogativas, publicou a Resolução Cofen no 271/2002, que discorre sobre a prescrição de medicamentos e a requisição de exames. Além disso, a Resolução aborda a consulta de enfermagem, enfatizando a necessidade de os currículos de graduação se adequarem ao preparo das ações supracitadas. Para mais detalhes, vale conferir o Anexo II − Resolução Cofen no 271/2002.

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Apresentação

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Como o cuidado humano é objeto da Enfermagem, o qual deve ser prestado com qualidade, considera-se importante que os profissionais da área desenvolvam o pensamento crítico e sua capacidade de tomar decisões. Isso porque os enfermeiros são reconhecidamente agentes de transformação das condições de vida, atuando diretamente no processo saúde-doença e no bem-estar dos indivíduos, famílias e comunidade. O cuidado de enfermagem deve ser realizado com planejamento e de modo sistematizado. A Disciplina Eixo Integrador VI, ministrada pelo Enfermeiro e Mestre Carlos Leonardo Figueiredo Cunha aos acadêmicos do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), ofereceu a oportunidade de um estudo analítico visando à integralidade do conteúdo desenvolvido durante o semestre. Para isso, utilizaram-se estratégias de sistematização e compreensão reflexiva e crítica das várias situações de aprendizagem, as quais otimizam a criatividade, o raciocínio lógico e a organização do conhecimento à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse cenário, as práticas docente e discente levaram a vários seminários sobre os exames laboratoriais na prática do enfermeiro, com o objetivo de desenvolver e aplicar conhecimentos técnico-científicos, evidenciar a prática profissional e proporcionar uma assistência sistematizada. O estudo que utilizou os conhecimentos sobre interpretação de um exame laboratorial possibilitou reflexões acerca de alguns conceitos básicos, como valor de referência, sensibilidade, especificidade, valor preditivo e coeficiente de variação, com base sempre no valor de referência, estabelecido por cada laboratório. Esta experiência originou a criação deste Manual, uma ferramenta essencial para o enfermeiro na área de exames laboratoriais de rotina e complementares. Os autores esmeraram-se em sua organização, procurando contribuir para a melhora da qualidade da assistência de enfermagem e o bem-estar de pacientes e familiares. Além disso, os esforços desta publicação visam ao conhecimento científico e à maior visibilidade do trabalho de Enfermagem em equipe multiprofissional de saúde. Waldeney Costa Araújo Wadie Enfermeira e Mestre em Pedagogia Profissional. Professora-Assistente VI da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

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Prefácio

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AA

aminoácidos

ACTH

hormônio adrenocorticotrófico

AG

ácidos graxos

AGC-NEO

células glandulares atípicas neoplásicas

AGC-SOE

células glandulares atípicas sem outras especificações

AGL

ácidos graxos livres

ADH

hormônio antidiurético

ADP

difosfato de adenosina

AIDS

síndrome da imunodeficiência adquirida

ASC

atipias em células escamosas

ASC-H

atipias de significado indeterminado em células escamosas em que não se pode afastar lesão de alto grau

ASC-US

atipias de significado indeterminado em células escamosas

AVE

acidente vascular encefálico

BE

excesso de base

beta-HCG

beta gonadotrofina coriônica humana

CHCM

concentração de hemoglobina corpuscular média

CID

coagulação intravascular disseminada

CML

convencional e em meio líquido

CMV

citomegalovírus

CO2

dióxido de carbono

Cofen

Conselho Federal de Enfermagem

CT

colesterol total

DIU

dispositivo intrauterino

DM

diabetes melito

DPOC

doença pulmonar obstrutiva crônica

DST

doença sexualmente transmissível

DU

densidade urinária

EAB

equilíbrio acidobásico

EAS

elementos anormais e sedimentares

EDTA

ácido etilenodiaminotetracético

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Lista de abreviaturas

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ensaio imunoenzimático indireto

EPF

exame parasitológico de fezes

ESF

Estratégia Saúde da Família

FiO2

concentração de oxigênio inspirado

fL

fentolitros

FTA-Abs

teste de absorção de anticorpos fluorescentes treponêmicos

GJ

glicemia em jejum

GV

glóbulos vermelhos

H+

próton

H2CO3

ácido carbônico

HAI

inibição de hemaglutinação

HAS

hipertensão arterial sistêmica

Hb

hemoglobina

HbeAg

hepatite B e antígeno

HbsAg

antígeno de superfície de hepatite B (sorologia para hepatite B)

HCM

hemoglobina corpuscular média

HDL

lipoproteína de alta densidade

HDL-C

HDL-colesterol

HIV

vírus da imunodeficiência humana

HPV

papilomavírus humano

HSIL

lesão intraepitelial escamosa de alto grau

Ht

hematócrito

ICC

insuficiência cardíaca congestiva

Ig

imunoglobulina

IL

interleucina

INCA

Instituto Nacional de Câncer

INF

interferon

IRA

infecção respiratória aguda

IRC

insuficiência renal crônica

ITU

infecção do trato urinário

LDL

lipoproteína de baixa densidade

LDL-C

LDL-colesterol

LES

lúpus eritematoso sistêmico

LSIL

lesão intraepitelial escamosa de baixo grau

MHA-TP

micro-hemaglutinação para anticorpos contra Treponema pallidum

N2

nitrogênio

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Elisa

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cloreto de amônio

NIC

neoplasia intraepitelial cervical

O2

oxigênio

OMS

Organização Mundial da Saúde

PaCO2

pressão parcial de gás carbônico no sangue arterial

PCR

reação em cadeia da polimerase

PCT

plaquetócrito

PDF

produtos da degradação da fibrina

PDW

amplitude de distribuição do tamanho das plaquetas

PEEP

pressão expiratória final positiva

pH

potencial de hidrogênio

PO2

pressão parcial de oxigênio

PSO

pesquisa de sangue oculto

RDW

amplitude de distribuição do tamanho das hemácias

RI

resposta imunológica

RPR

reação rápida do plasma

SBC

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Sinan

Sistema de Informação de Agravos de Notificação

Siscolo

Sistema Nacional de Informação do Câncer do Colo do Útero

SNC

sistema nervoso central

SUS

Sistema Único de Saúde

TAP

tempo de atividade de protrombina

TCT

tempo de coagulação da trombina

TG

triglicerídios

TGI

trato gastrintestinal

TGF-beta

fator de transformação e crescimento beta

TIG

teste imunológico de gravidez

TRD

teste rápido para diagnóstico

TSH

hormônio estimulante da tireoide

TT

tempo de trombina

TTG

teste de tolerância à glicose

TTGO

teste de tolerância à glicose oral

UTI

unidade de terapia intensiva

VCM

volume corpuscular médio

VDRL

teste laboratorial para pesquisa de sífilis

VG

volume globular

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NH4Cl

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vírus da hepatite B

VHS

velocidade de hemossedimentação

VLDL

lipoproteína de muito baixa densidade

VO

via oral

VPM

volume plaquetário médio

WB

Western blot

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VHB

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1 Hemograma − Eritrograma e Plaquetograma, 1 Alcyone de Oliveira Paredes  Carlos Leonardo Figueiredo Cunha  Adriana do Rosario Figuerêdo  Glaucia Marcelle Souza de Jesus  Odineilce Sampaio Pereira  Thaianne Raquel Jansen Reis

2 Leucograma, 23 Alcyone de Oliveira Paredes  Carlos Leonardo Figueiredo Cunha  Danielle Cardoso de Macedo  Keila Raianan Santos Nunes  Kelly Portela Sousa  Rômulo Luiz Neves Bogéa  Rosana de Jesus Santos Martins  Wellyson da Cunha Araújo Firmo

3 Dosagem de Lipídios Séricos, 37 Wellyson da Cunha Araújo Firmo  Alcyone de Oliveira Paredes  Carlos Leonardo Figueiredo Cunha  Adriana Laís Oliveira Saraiva  Cassandra dos Santos Maia  Élbia Cristine Silveira dos Santos  Paula Karine Portela Portugal  Valéria Oliveira Moreira  Flávio Vieira Machado

4 Urinálise, 53 Alcyone de Oliveira Paredes  Carlos Leonardo Figueiredo Cunha  Áurea Mariana Costa Farias  Bernardino Ferreira de Macedo Junior  Ericka Letícia Lima Perdigão  Marina Belchior Cavalcanti  Rayna Bianca Rodrigues Serra  Wellyson da Cunha Araújo Firmo

5 Exame Parasitológico de Fezes, 69 Wellyson da Cunha Araújo Firmo  Alcyone de Oliveira Paredes  Carlos Leonardo Figueiredo Cunha  Alanna Dayse Nogueira Correia  Mayane de Melo Bezerra  Naylle de Jesus da Silva  Taísa Rocha Berrêdo  Thayane Costa Ferreira

6 Desordens do Equilíbrio Acidobásico, 85 Francisco J. Karkow  Joel Faintuch  Larissa Calixto-Lima  Josiana Araujo de Oliveira

7 Exames Laboratoriais no Pré-Natal de Baixo Risco, 111 Alcyone de Oliveira Paredes  Carlos Leonardo Figueiredo Cunha  Marcos Ronad Mota Cavalcante  Rafaela Gomes Fonseca  Sergiane Maia Maciel

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Sumário

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Alcyone de Oliveira Paredes  Carlos Leonardo Figueiredo Cunha  Albina Karolyne Diniz Souza  Anderson Cardoso Baldez França  José de Ribamar Medeiros Lima Júnior  Nayra Souza da Silva  Suelen Melo Pacheco

Anexo I

Resolução Cofen no 195/1997, 141

Anexo II Resolução Cofen no 271/2002, 145 Índice, 147

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8 Exame de Papanicolaou – Laudo Citológico, 127

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1

Hemograma – Eritrograma e Plaquetograma Alcyone de Oliveira Paredes • Carlos Leonardo Figueiredo Cunha • Adriana do Rosario Figuerêdo • Glaucia Marcelle Souza de Jesus • Odineilce Sampaio Pereira • Thaianne Raquel Jansen Reis

Introdução.................................................................................................... 3 Eritrograma................................................................................................... 4 Plaquetograma............................................................................................. 15

Considerações finais...................................................................................... 21 Referências................................................................................................... 21

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Capítulo 1

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O hemograma é um conjunto de testes laboratoriais que possibilita a análise das variações quantitativas e qualitativas dos elementos figurados do sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas). Consiste em um dos exames complementares mais requisitados, auxiliando no diagnóstico de inúmeras enfermidades.1 Para a realização do hemograma e de outros exames rotineiros, indica-se a punção de veias periféricas, com exceção da gasometria arterial (ver o Capítulo 6, Desordens do Equilíbrio Acidobásico). Em ato contínuo, o sangue é transferido para um tubo contendo anticoagulante, sendo o ácido etilenodiaminotetracético (EDTA) considerado o anticoagulante de escolha em hematologia, pois mantém as características histomorfológicas das células.2 O EDTA também oferece a vantagem de não deformar os glóbulos brancos e os glóbulos vermelhos, além de proporcionar resultado satisfatório no hematócrito (Ht) e na hemoglobina (Hb), com exceção para as provas de coagulação. Isso porque não conserva os fatores de coagulação, já que o EDTA forma quelatos insolúveis com o cálcio. Nesse caso, utiliza-se outro anticoagulante, o citrato, o qual remove o cálcio, sendo o anticoagulante mais usado nos estudos da coagulação e das plaquetas.3 A maioria das amostras de sangue é coletada diretamente em tubos comerciais a vácuo com pressões negativas que contêm a concentração correta de anticoa­gulante, o que minimiza as possíveis fontes de erro. Indica-se esse dispositivo também quando se requer uma quantidade maior de amostra. Recomenda-se que o hospital e o laboratório estabeleçam uma política institucional para a escolha da técnica de coleta de sangue. Assim, devem ser observados, para tanto, a finalidade do procedimento, o tipo de clientela, a habilidade dos profissionais e as características da instituição. É de extrema importância que, imediatamente após a coleta, todos os tubos sejam homogeneizados por inversão. Contudo, não se devem homogeneizar tubos vigorosamente, a fim de não ocorrer hemólise, o que pode interferir em muitos exames. O sangue anticoagulado deve ser analisado até 2h após a coleta. No entanto, o EDTA possibilita a contagem das células em até 24h após a coleta, se refrigerada de 2°C a 8°C.4 A análise pode ser realizada por contadores automatizados. Estes auxiliam na avaliação microscópica para a contagem diferencial dos leucócitos do sangue. Para o hemograma e outros exames rotineiros, recomenda-se a punção de veias periféricas, com exceção da gasometria arterial.5

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Introdução

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Dessa maneira, o conhecimento prático do hemograma torna-se imprescindível, a fim de o profissional enfermeiro avaliar com eficácia parâmetros que podem ser analisados. Do mesmo modo, é importante a correlação com o quadro clínico/patológico do paciente, o que possibilita conduta e assistência de enfermagem adequadas ao acompanhamento dos diversos processos patológicos.

Eritrograma O eritrograma consiste na parte do exame hematológico que avalia especificamente a série vermelha, por meio dos seguintes parâmetros: ƒ Número de eritrócitos (células vermelhas). ƒ Dosagens de hemoglobina e hematócrito. ƒ Índices hematimétricos. O eritrograma possibilita o diagnóstico e o acompanhamento das anemias e poliglobulias.6

Contagem de hemácias (hematimetria) Os eritrócitos são unidades morfológicas da série vermelha do sangue, também denominadas glóbulos vermelhos ou hemácias. Sua principal função é transportar oxigênio dos pulmões para os tecidos e transferir dióxido de carbono dos tecidos para os pulmões.7 Este processo é realizado por meio da Hb presente nas hemácias, que se combina facilmente com o oxigênio e o dióxido de carbono. Os eritrócitos têm um formato semelhante a um disco bicôncavo, o que proporciona maior área de superfície para a Hb combinar-se ao oxigênio. Além disso, são capazes de modificar seu formato, quando necessário, o que possibilita sua passagem pelos capilares menores. A contagem de hemácias, chamada de hematimetria, consiste na determinação do número de eritrócitos por mm3 de sangue, após adição de um líquido diluidor isotônico que evite a lise e conserve o formato dos eritrócitos, utilizando-se para leitura uma câmara de contagem, denominada câmara de Neubauer. A contagem de hemácias, o Ht e a Hb estão intimamente relacionados. No entanto, são maneiras distintas de examinar a adequada produção de eritrócitos. As mesmas condições causam aumento ou redução em cada um destes fatores.8 A hematimetria pode revelar algumas alterações importantes para determinação de anemia ou policitemia, por meio do número total de eritrócitos encontrados em um milímetro cúbico (mm3) de sangue. O número de eritrócitos de um indivíduo varia, principalmente em função do sexo. Nos homens, os valores obtidos são maiores do que nas mulheres.9 As taxas variam conforme os autores e as populações estudadas (Tabela 1.1).

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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Tabela 1.1  Valores de referência de eritrócitos Eritrócitos em adultos

Homens

4,4 a 6,0×106 células/mm3 (média de 5,2×106 células/mm3)

Mulheres

4,2 a 5,5×106 células/mm3 (média de 4,8×106 células/mm3) Eritrócitos em crianças e adolescentes

Nascimento a 2 semanas

4,1 a 6,1 × 106 células/mm3

2 a 8 semanas

4 a 6 × 106 células/mm3

2 a 6 meses

3,8 a 5,6 × 106 células/mm3

6 meses a 1 ano

3,8 a 5,2 × 106 células/mm3

1 a 6 anos

3,9 a 5,3 × 106 células/mm3

6 a 16 anos

4 a 5,2 × 106 células/mm3

16 a 18 anos

4,2 a 5,4 × 106 células/mm3

Fonte: adaptada de Silva, 2008;2 e Lorenzi, 2006.4

Alterações do eritrograma Oligocitemia É a diminuição do número de hemácias. Ocorre em: ƒ Anemia: condição em que há uma redução do número de eritrócitos circulantes, da quantidade de Hb e/ou do volume das células (Ht). A anemia está associada à destruição de células, à perda de sangue e à insuficiência alimentar de ferro ou de determinadas vitaminas, como a cianocobalamina, que são essenciais na produção de hemácias. ƒ Enfermidades de evolução crônica: são exemplos a doença de Hodgkin e outros linfomas; o mieloma múltiplo; os distúrbios mieloproliferativos; a leucemia; a hemorragia aguda ou crônica; o lúpus eritematoso; a doença de Addison; a febre reumática; a endocardite subaguda; e a infecção crônica.

Policitemia É o aumento do número de hemácias, o qual ocorre nas seguintes circuns­ tâncias:10-12 ƒ Eritrocitose primária. ƒ Policitemia vera (distúrbio mioproliferativo). ƒ Eritrocitose-eritremia (aumento da produção de hemácias na medula óssea). ƒ Eritrocitose secundária. ƒ Hipoxemia.

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Hemograma – Eritrograma e Plaquetograma

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Figura 1.2 Cascata de coagulação AT: antitrombina; PC/PS: proteína C; TFPI: inibidor da via do fator tissular; SF: sistema fibrinolítico; HMNK: cininogênio de alto peso molecular. Fonte: adaptada de Zuliani Mauro et al., 2004.24

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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A agregação plaquetária serve para avaliar distúrbios funcionais qualitativos congênitos de adesão, liberação ou agregação. Raramente é usada para avaliar distúrbios hemorrágicos adquiridos. Valores de referência25 ƒ Normais: agregação plaquetária total em resposta aos agentes agregantes plaquetários, tais como: • Difosfato de adenosina (ADP) • Colágeno • Adrenalina • Trombina • Ristocetina

Implicações clínicas A diminuição da agregação plaquetária ocorre em doenças congênitas, como:26 ƒ Síndrome de Bernard-Soulier. ƒ Trombastenia de Glanzmann. ƒ Doença do pool de armazenamento (p. ex., síndrome de Chédiak-Higashi, doença da plaqueta cinza). ƒ Deficiência de ciclo-oxigenase. ƒ Síndrome de Wiskott-Aldrich. ƒ Albinismo. ƒ Beta-talassemia maior. ƒ Anomalia de May-Hegglin. ƒ Vários distúrbios do tecido conjuntivo (p. ex., síndrome de Marfan). ƒ Doença de von Willebrand. A diminuição da agregação plaquetária também ocorre em distúrbios adquiridos, como: ƒ Uremia. ƒ Produção de anticorpos antiplaquetários. ƒ Distúrbios mieloproliferativos. ƒ Disproteinemias (macroglobulinemia). ƒ Púrpura trombocitopênica idiopática. ƒ Policitemia vera. ƒ Uso de drogas ilícitas e aspirina, alguns antibióticos e medicações anti-inflamatórias, psicotrópicas e outras. ƒ Coagulação intravascular disseminada (CID). Há aumento da agregação na síndrome de Raynaud primária e secundária.

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Hemograma – Eritrograma e Plaquetograma

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Leucograma

2

Alcyone de Oliveira Paredes • Carlos Leonardo Figueiredo Cunha • Danielle Cardoso de Macedo • Keila Raianan Santos Nunes • Kelly Portela Sousa • Rômulo Luiz Neves Bogéa • Rosana de Jesus Santos Martins • Wellyson da Cunha Araújo Firmo

Introdução.................................................................................................... 25 Leucograma.................................................................................................. 27

Considerações finais...................................................................................... 34 Referências................................................................................................... 34

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Capítulo 2

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Os leucócitos, ou glóbulos brancos, compõem a porção dos elementos figurados do sangue. Têm papel essencial na resposta imunológica (RI) do organismo.1 No adulto, considera-se normal uma contagem total entre 4 mil e 11 mil células/mm³. Os leucócitos são efetores da RI e dividem-se em cinco tipos de células com funções e morfologia específicas, reconhecidos, em um esfregaço de sangue periférico corado, pelas suas características mor­ fológicas:2 ƒ Basófilos. ƒ Eosinófilos. ƒ Linfócitos. ƒ Monócitos. ƒ Neutrófilos. Os leucócitos reúnem-se em duas classes:3,4 ƒ Granulócitos: neutrófilos, basófilos e eosinófilos, conforme a afinidade de seus grânulos para corantes neutros, básicos e ácidos, respectivamente. ƒ Agranulócitos: linfócitos e monócitos – mononucleares. Os granulócitos são úteis no processo de fagocitose, e desempenham função essencial na resposta aos microrganismos. Eles atuam, também, na rea­ção te­ cidual inflamatória associada. Os linfócitos são células centrais na RI adapta­ tiva, atuando tanto em seu braço celular, linfócitos T, quanto no braço humoral, linfócitos B (Figura 2.1). Os macrófagos relacionam-se com a RI inata. Assim, são igualmente estimulados pelos linfócitos T após a montagem da RI adaptativa.5 Por seu papel na imunidade do organismo, a interpretação correta das contagens sanguíneas dessas células auxilia o diagnóstico de inúmeras doenças, constituindo-se, isso posto, no escopo do presente capítulo.6

Função dos leucócitos séricos As funções dos leucócitos, de acordo com o tipo celular, são apresentadas na Tabela 2.1.

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Introdução

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Figura 2.1 Os linfócitos e a resposta imunológica adaptativa INF-gama: interferon gama; TGF-beta: fator de transformação e crescimento beta; IL-2: interleucina 2; IL-4: interleucina 4; IgE: imunoglobulina E; IgG: imunoglobulina G; Th: linfócitos T auxiliares. Fonte: imagem gentilmente cedida pelos professores e doutores Rodrigo Siqueira-Batista e Mauro Geller (acervo da Editora Rubio).

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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Tabela 2.1 Função dos leucócitos circulantes Célula

Principais funções

Neutrófilos

Participam da resposta imunológica inata, com atuação especial nas infecções bacterianas (piogênicas)

Eosinófilos

Participam da resposta imunológica inata, com atuação especial nos processos alérgicos e nas infecções parasitárias

Basófilos

Participam de processos alérgicos

Linfócitos

Participam da resposta imunológica adaptativa, celular (linfócitos T) e humoral (linfócitos B)

Monócitos

Participam da resposta imunológica inata; além disso, são ativados por linfócitos T

Fonte: elaborada pelos autores.

Leucograma Leucograma é a parte do hemograma que analisa quantitativa e qualitativamente os leucócitos. Ele consiste basicamente na contagem global dos leucócitos, que determina a quantidade total dos leucócitos em uma mistura de volumes padronizados de sangue total e líquido diluidor de leucócitos. Tal líquido preserva as características morfológicas dos leucócitos. A contagem global pode ser feita pelo método automatizado ou manual, utilizando-se a câmara de Neubauer. Os resultados são expressos em número de células por milímetro cúbico (mm3) e da leucometria diferencial. Esta representa a contagem das distintas células, realizada em esfregaços sanguíneos corados, que fornece subsídios para a análise de diversos processos na prática clínica, especialmente aqueles de origem infecciosa.7 Valores de referência ƒ Normais (contagem global): • Adultos: 4.000 a 11.000 células/mm3 • Recém-nascidos: 10.000 a 18.000 células/mm3

Contagem diferencial de leucócitos – implicações clínicas Os níveis séricos dos leucócitos elevam-se em casos de infecções – especialmente bacterianas – e de neoplasias (p. ex., leucemias e linfomas), além de outras condições importantes, como traumatismos e cirurgias. Esta elevação denomina-se leucocitose e pode ocorrer em virtude do aumento de um, dois, até três tipos de células, sendo as mais importantes os neutrófilos, linfócitos e eosinófilos.8 A leucopenia – valores abaixo do normal de leucócitos no sangue, na maioria das

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Leucograma

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Urinálise

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Alcyone de Oliveira Paredes • Carlos Leonardo Figueiredo Cunha • Áurea Mariana Costa Farias • Bernardino Ferreira de Macedo Junior • Ericka Letícia Lima Perdigão • Marina Belchior Cavalcanti • Rayna Bianca Rodrigues Serra • Wellyson da Cunha Araújo Firmo

Introdução.................................................................................................... 55 Coleta e armazenamento da urina................................................................. 56 Fases do exame............................................................................................. 56

Considerações finais...................................................................................... 66 Valores de referência..................................................................................... 66 Referências................................................................................................... 67

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Capítulo 4

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A urinálise – também denominada urina do tipo 1, urina parcial, sumário de urina e elementos anormais e sedimentares (EAS), entre outros – é um procedimento laboratorial muito útil na prática clínica.1 Trata-se de um exame de rotina com alta demanda que compreende um conjunto de provas não invasivas e de baixo custo, porém trabalhoso, com grande variedade nos achados entre observadores. É um indicador do estado funcional do sistema urinário que auxilia no diagnóstico e na monitoração de doenças urinárias, sistêmicas ou metabólicas, hepáticas e biliares e distúrbios hemolíticos. Duas características singulares de amostras de urina podem ser responsáveis pela popularidade do exame: ƒ A urina é, quase sempre, uma amostra prontamente disponível e facilmente coletada. ƒ A urina contém informações sobre a maioria das principais funções metabólicas do organismo,2 e esses dados podem ser obtidos por exames laboratoriais simples. Se for necessário identificar se determinado fluido é realmente urina, a amostra pode ser examinada quanto ao seu conteúdo de ureia e creatinina. Isso porque essas duas substâncias estão presentes em concentrações mais altas na urina do que nos outros fluidos corporais, ou seja, a demonstração de ambos os compostos pode identificar um fluido como urina. Na rotina, o procedimento para realizar o EAS deve ser sistematizado em três fases:3 1. Análise física: observação e registro das características físicas da urina. 2. Avaliação química: realização de uma série de testes bioquímicos para a determinação da presença ou da ausência de algumas substâncias químicas na urina. É utilizada uma fita impregnada com substâncias químicas, revelando a positividade dos testes por modificações de cor. Podem ser obtidos resultados padronizados processando-se a fita umedecida de urina por meio de aparelhos automatizados especiais. 3. Observação microscópica da urina: o sedimento concentrado da urina é analisado no microscópio à procura de elementos anormais. A leitura e a interpretação do EAS pelo profissional enfermeiro são atividades de grande importância no exercício clínico. Isso porque a análise correta desse exa-

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Introdução

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me objetiva melhor correlação dos resultados com o estado clínico informado, o que garante o manejo adequado com o paciente.

Coleta e armazenamento da urina É de suma importância que a coleta do material biológico seja feita com qualidade, para a confiabilidade e a exatidão dos resultados observados. Assim, deve-se estar atento para a coleta, o armazenamento e o transporte do material, visando à qualidade da análise.4 A amostra urinária pode ser coletada pelo próprio indivíduo, após orientações. A partir dessa perspectiva, as instruções podem ser transmitidas oralmente ou por escrito, em uma linguagem simples e acessível, de acordo com os seguintes passos: 1. Realizar completa higiene nos órgãos genitais (principalmente em mulheres). Tal recomendação é de suma importância para não haver contaminação da urina por bactérias da flora normal. 2. Após a higiene, iniciar a micção, desprezando o primeiro jato e coletando o segundo jato (jato médio), no mínimo 20mL da amostra. Não se deve adicionar conservantes. 3. A amostra deve ser refrigerada por até duas horas (nunca congelada), para garantir sua melhor preservação, além de estar claramente identificada e ser coletada em recipiente adequado e encaminhada imediatamente para o laboratório.

Fases do exame Primeira fase: análise física Cor da urina A coloração da urina em indivíduos normais apresenta-se em diferentes tonalidades de amarelo, com variações de amarelo-pálido a âmbar-escuro, as quais se relacionam com o estado de hidratação corporal. Essa coloração surge por causa do pigmento urocromo, um produto do metabolismo que, em condições fisiológicas, é produzido em velocidade constante. Existem vários fatores e constituintes que podem alterar a cor da urina, como substâncias ingeridas, atividade física e diversos compostos presentes em situações patológicas. As cores da urina comumente encontradas e suas correlações clínicas são apresentadas na Tabela 4.1.5

Aspecto da urina Quanto ao aspecto, observado após a homogeneização da urina, detecta-se a transparência da amostra, a qual normalmente é límpida ou ligeiramente turva. Em condições patológicas, a urina apresenta-se límpida, opaca, leitosa, leve-

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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Tabela 4.1 Cores da urina e suas correlações clínicas Cores

Quase incolor (palha)

Correlações clínicas

ƒ Grande consumo de líquido ƒ Diabetes melito ƒ Diabetes insípido ƒ Ingestão de álcool e cafeína ƒ Uso de diuréticos ƒ Insuficiência renal avançada ƒ Estresse

Alaranjada (âmbar)

ƒ Urina concentrada decorrrente de febre, sudorese, redução do consumo de líquidos, desidratação de outras etiologias ƒ Presença de quantidades maiores de bilirrubina ƒ Ingestão de grande quantidade de cenoura ou de vitamina A

Amarelo-escura ou castanha

ƒ Estados oligúricos ƒ Anemia perniciosa ƒ Estados febris ƒ Início da icterícia (presença anormal de bilirrubina) ƒ Exercício

Esverdeada ou azulada

ƒ Infecção por espécies do gênero Pseudomonas ƒ Icterícias de evolução mais prolongada ƒ Tifo ƒ Cólera

Róseo-avermelhada

ƒ Presença de eritrócitos, hemoglobina, mioglobina, porfirinas

Marrom-escura ou enegrecida

ƒ Carcinoma de bexiga (“borra de café”) ƒ Glomerulonefrite aguda ƒ Meta-hemoglobinúria ƒ Alcaptonúria (ácido homogentísico) ƒ Malária ƒ Melanoma maligno ƒ Uso de fármacos, tais como metildopa ou levodopa, metronidazol, argirol ou salicilatos, entre outros

Esbranquiçada ou branco-leitosa

ƒ Enfermidades purulentas do trato urinário ou no caso de quilúria, como em casos de filariose bancroftiana, enfermidade causada pelo parasita Wuchereria bancrofti

Fonte: adaptada de Dreyer et al., 2007.5

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Urinálise

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Hemácias Sua presença pode ser percebida nas três fases da análise e indica lesões inflamatórias, infecciosas, neoplásicas ou traumáticas dos rins ou vias urinárias. A urina após o teste da fita é examinada também em microscópio. Dessa maneira, pode-se contar a quantidade de hemácias presentes. Pelo microscópio consegue-se detectar qualquer presença de sangue, mesmo aquelas não detectadas pela fita. Nesse caso, os valores normais são descritos de duas maneiras: menos que 3 a 5 hemácias por campo ou menos que 10 mil células/mL. O maior número de hemácias na urina representa rompimento da integridade da barreira vascular, por lesão traumática ou doença, na membrana glomerular ou no trato geniturinário. A presença de sangue na urina chama-se hematúria e pode ocorrer por diversos motivos, desde um falso-positivo atribuído à mens­truação até infecções, cálculos renais e doenças renais graves (como os cânceres).

Células epiteliais, cilindros e muco A presença de células epiteliais é considerada um achado normal na urina, na medida em que há descamação das próprias células do trato urinário. Essas células só têm valor, do ponto de vista de indicação de distúrbio, quando presentes em cilindros. Como os túbulos renais são cilíndricos, quando há alguma substância em grande quantidade na urina, eles se agrupam em forma de cilindro. A existência de cilindros indica que essa substância origina-se dos túbulos renais e não de outros pontos do trato urinário, como a bexiga, o ureter e a próstata, por exemplo.14 Os cilindros que podem indicar alguma alteração são:10,12 ƒ Cilindros hemáticos (sangue): indicam glomerulonefrite, mas podem também resultar de dano tubular, como na nefrite intersticial aguda. ƒ Cilindros leucocitários: indicam infecção ou inflamação renal. ƒ Cilindros epiteliais: indicam lesão dos túbulos e podem estar associados a infecções virais como citomegalovírus. São, muitas vezes, observados em conjunto com cilindros de hemácias e leucócitos. ƒ Cilindros gordurosos: indicam proteinúria. ƒ Cilindros hialinos: não indicam doença, mas podem ser sinal de desidratação. Em pequena quantidade, são normais, principalmente após o exercício físico. Estão presentes em glomerulonefrites, pielonefrites, doenças renal e crônica, anestesia geral e insuficiências cardíaca e congestiva. A presença de muco é inespecífica e costuma ocorrer pelo acúmulo de células epiteliais com cristais e leucócitos. O muco é uma proteína fibrilar produzida pelo epitélio tubular renal e pelo epitélio vaginal. Não é considerado clinicamente significativo.

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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Cristais Cristais na urina são achados comuns e têm ligação com a dieta do paciente. Cristais de oxalato de cálcio são normais e decorrentes da ingestão de algumas verduras ou frutas na alimentação, mas valores muito altos podem indicar cálculo renal. Talvez seja esse o resultado mais mal interpretado, tanto por pacientes quanto por alguns médicos. A presença de cristais na urina, principalmente de oxalato de cálcio, não tem significado clínico. Ao contrário do que se possa imaginar, os cristais não indicam uma propensão à formação de cálculos renais. Os únicos cristais com relevância clínica são: ƒ Cristais de cistina: a presença destes cristais na urina é chamado de cistinúria. Esta pode estar relacionada com a doença hereditária do transporte renal de aminoácidos, caracterizada pelo aumento da excreção urinária de cistina e de aminoácidos básicos (lisina, arginina e ornitina).15 ƒ Cristais de magnésio-amônio-fosfato (estruvita): consistem em uma das principais causas de urolitíase, pois estes cristais formam cálculos por meio de complexo de minerais. ƒ Cristais de tirosina: podem ser observados, principalmente, em urina de crianças (tirosinúria), no período neonatal, e possivelmente associam-se a erros inatos do metabolismo.16 ƒ Cristais de bilirrubina: podem ser encontrados em urina ácida ou neutra e relacionam-se com distúrbios hepáticos.17 ƒ Cristais de colesterol: estão associados a elevadas quantidades de colesterol, as quais levam à saturação e à precipitação da substância, formando os cristais. Podem ser observados em pacientes com artrite reumatoide, doenças coronarianas ou pericardite.18

Microrganismos A urina recém-emitida não contém bactérias, devendo ser coletada em condições estéreis para evitar a proliferação bacteriana. A presença de bactérias na urina (bacterinúria) junto com leucócitos e testes positivos de nitrito e leucócito esterase indica processos infecciosos. Os agentes infecciosos podem ser: ƒ Bactérias: por exemplo, pertencentes à família Enterobacteriaceae (E. coli e outras). ƒ Fungos: por exemplo, Candida albicans, com presença de leveduras que podem ser observadas na urina de pacientes com diabetes melito e de mulheres com candidíase vaginal. ƒ Protozoários: o mais frequente é o Trichomonas vaginalis (T. vaginalis), em decorrência da contaminação por secreções vaginais. Eventualmente, podem ser observados também helmintos na urina, como nos casos de esquistossomíase geniturinária, causada por Schistosoma haematobium (S. haematobium).19

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Urinálise

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Espermatozoides Podem ser encontrados espermatozoides na urina se tiver ocorrido atividade sexual no período anterior à coleta ou ejaculação noturna. Geralmente, é um achado ignorado pelo laboratório, ou seja, sem significado clínico.

Considerações finais O EAS, entre os vários exames laboratoriais de rotina, é um dos mais solicitados pelos profissionais da área da saúde, possivelmente pela facilidade em se obter a amostra, pelo baixo custo e pelo significado clínico que seus achados apresentam-se. Em muitos casos, é essencial para a investigação de processos patológicos que acometem o sistema urinário. Muitas são as variações que os analistas observam nas amostras, diversas vezes necessitando associar os achados com outros exames complementares.

Valores de referência (Tabela 4.3) Tabela 4.3 Valores de referência Análise

Valor esperado

Significado

Bilirrubina

Não detectado

Averiguação do nível de bilirrubina não conjugada; níveis elevados em certas doenças hepáticas (p. ex., cálculos biliares)

Cetonas

Negativo

Presente nos pacientes com diabetes melito não controlado ou em casos de febre, anorexia, alguns distúrbios do trato gastrintestinal, vômito persistente, caquexia ou inanição

Densidade específica

1,001 a 1,025mg/mL

Aprecia e monitora a concentração e a capacidade diluente dos rins

Esterase leucocitária

Negativo

Teste para detecção de leucócitos, avaliando indiretamente a existência de bacteriúria; o ensaio pode ter resultado falso-negativo nas circunstâncias em que a urina se encontra muito concentrada ou quando contém glicose, sais biliares, medicamentos como rifampicina ou grande quantidade de vitamina C

Glicose

Não detectada

Presente em indivíduos com diabetes melito (2 a 10g/dL), sendo rara em condições benignas

Nitrito

Negativo

Índice de bacteúria (continua)

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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Desordens do Equilíbrio Acidobásico Francisco J. Karkow • Joel Faintuch • Larissa Calixto-Lima • Josiana Araujo de Oliveira

Introdução................................................................................................. 87 Caracterização do pH................................................................................. 87 Desordens do equilíbrio acidobásico........................................................... 93 Cuidados de enfermagem.......................................................................... 101

Considerações finais................................................................................... 106

Referências................................................................................................ 106

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Capítulo 6

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A expressão “balanço acidobásico” evoca a visão de uma delicada relação entre duas forças de oposição: acidez e alcalinidade, com capacidade de imediato deslocamento para um lado ou outro diante da mais delicada provocação metabólica. Todo esse mecanismo movimenta-se em torno do fato de que um eletrólito, em particular o íon hidrogênio, é produzido no organismo em gigantescas quantidades. Porém, sua presença não é tolerada nos fluidos orgânicos, exceto por muito pequeno espaço de tempo. Desse modo, existe um complexo maquinário com o propósito de neutralizar, suprimir e eliminar esse cátion quando excedente. O citado maquinário envolve substâncias químicas na corrente sanguínea e nos tecidos, assim como a ação de dois sistemas orgânicos: os rins e os pulmões. O íon hidrogênio está presente na corrente circulatória em uma concentração de 0,00004 miliequivalentes (mEq) por litro (L), com oscilações limites variando entre 0,00002 a 0,00012mEq/L. Tal margem oferece um espectro relativamente estreito de compatibilidade com a vida. Assim como os demais eletrólitos orgânicos, o íon hidrogênio deve apresentar-se dentro de determinados limites para que a vida seja possível.1 O presente capítulo, de modo prático e esquemático, tem como objetivos: ƒ Introdução ao tema. ƒ Discussão dos aspectos conceituais do “equilíbrio acidobásico”, abordando o papel dos rins e dos pulmões na sua regulação. ƒ Enumeração de etiologias comuns de distúrbios metabólicos. ƒ Relação dos cuidados de enfermagem envolvidos nas desordens do equilíbrio acidobásico.

Caracterização do pH Um pouco de história O símbolo pH foi introduzido por Soren Peder Lauritz Sorensen e representa uma abreviação, de palavras da língua alemã, em que “p” significa poder, potência; e “H” o símbolo do hidrogênio. Sorensen desenvolveu a escala do “pH” que representa uma das bases atuais da química. Essa escala oferece uma medida da concentração de íons de hidrogênio em solução, a qual afeta a acidez e as propriedades químicas da solução.2,3

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Introdução

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Objetivamente, o pH representa o logaritmo negativo da concentração do íon hidrogênio em moléculas-grama (moles) por litro de solução. O ácido clorídrico (HCl), por exemplo, diluído na água, acabará se dissociando total ou parcialmente em seus iontes constituintes, isto é: HCl ↔ H+ + Cl− Uma solução 0,01 molar de HCl (sua dissociação é quase completa) exibe uma concentração de íons de hidrogênio de acordo com a seguinte visualização: 0,01 molar ou [H+] = 0,01 = 1 × 10−2. O logaritmo da concentração do íon hidrogênio é −2, e o logaritmo negativo, ou pH, é igual a 2. A água dissocia-se nos íons H+ e OH−, ou seja: H2O ↔ H+ + OH−. O equilíbrio dessa reação ocorre à temperatura ambiente, quando [H+] × [OH−] = 10−14. Levando-se em conta que a água pura gera quantidades equivalentes de íons H+ e OH−, haverá uma concentração do íon hidrogênio da água de 10−7 determinando o pH da água em 7. Os ácidos apresentam uma concentração de íon hidrogênio maior do que o da água, com pH correspondente <7; ao passo que as bases se caracterizam por uma concentração hidrogeniônica menor do que a da água e, em consequência, o pH correspondente será >7. O pH normal do sangue é de 7,4, significando a existência de uma reação fracamente básica ou alcalina. A Figura 6.1 demonstra o pH característico de algumas substâncias. 0

Aumento da acidez

1

Ácido de bateria

2

Suco de limão

3

Vinagre

4

Alteração da taxa de reprodução de peixes

5 6 Neutro

Leite

9 10 Aumento 11 da alcalinidade

Variação normal do pH de precipitação Variação normal do pH da água

7 8

Chuva ácida Morte de peixes adultos

Bicarbonato de sódio Água Leite de magnésio

12

Amoníaco

13

Detergente

14

Figura 6.1 Escala de pH de algumas substância naturalmente existentes

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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Tabela 6.1 Desequilíbrios acidobásicos pH

CO2

HCO3–

Acidose respiratória

Acidose metabólica

Alcalose respiratória

Alcalose metabólica

Desequilíbrio

↓: diminuído; ↑: aumentado.

Acidose metabólica17-19 Características ƒ pH arterial menor que 7,35. ƒ Bicarbonato abaixo de 22mEq/L. ƒ Ação compensatória por hiperventilação com objetivo de aumentar a excreção de dióxido de carbono (pCO2 baixo).

Possíveis promotores18-20 ƒ Produção em excesso de ácidos não voláteis de causas metabólicas: acidose láctica (ácido láctico), acidose diabética (corpos cetônicos), cetose de jejum, azotemia por insuficiência renal aguda, ácido sulfúrico, ácido fosfórico. ƒ Comprometimento com falha na redução de ácidos não voláteis. ƒ Diminuição por perda de base orgânica: aguda (diarreia) ou crônica (fístula pancreática, acidose tubular renal). ƒ Aplicação de ácidos não voláteis por via enteral ou parenteral.

Ânion gap Ânion gap (AG), ou intervalo aniônico, refere-se à expressão dos ânions não mensuráveis – como lactato e cetonas − por meio de métodos convencionais de dosagens.21,22 A determinação do AG possui grande importância na interpretação no EAB, pois, além de sugerir a etiologia da acidose, é importante para abordagem terapêutica.23,24 Na prática clínica, determina-se o AG pela diferença entre cátions e ânions extracelulares, cujo valor de normalidade é inferior a 12mmol/L.25-27 O cálculo do ânion gap é realizado utilizando-se a seguinte fórmula: Na+ – (Cl– + HCO3–)

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Desordens do Equilíbrio Acidobásico

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Relacionados com a obtenção da amostra arterial para gasometria Legislação Geralmente, a requisição e a análise da gasometria arterial são realizadas pelo médico, enquanto as amostras são coletadas pelo enfermeiro, dependendo da rotina da instituição. Segundo a Resolução Cofen no 390/2011, Art. 1o, no âmbito da equipe de Enfermagem, a punção arterial tanto para fins de gasometria quanto para monitoração da pressão arterial invasiva é um procedimento privativo do enfermeiro. Convém observar, porém, as disposições legais da profissão, além de o enfermeiro ser dotado dos conhecimentos, competências e habilidades que garantam rigor técnico-científico ao procedimento, atentando para a capacitação contínua necessária à sua realização.52

Escolha da artéria Normalmente, essa amostra é coletada da artéria radial (artéria de primeira escolha), mas isso também ser realizado pela artéria braquial ou femoral.53,54 O enfermeiro deve observar a qualidade do pulso, o tempo de enchimento capilar, a coloração, o movimento, a sensibilidade e a temperatura do membro a ser puncionado, assim como as punções anteriores no local avaliado. Qualquer comprometimento nessa avaliação pode contraindicar o procedimento,46 além da identificação de: ƒ Discrasias sanguíneas. ƒ Lesões, infecções, aneurismas, fístulas, arterites, próteses ou enxertos no membro a ser puncionado. ƒ Circulação colateral inadequada: avaliada pelo teste de Allen.

Teste de Allen O teste de Allen deve ser realizado antes da punção, tanto para fins de gasometria quanto para manutenção do cateter para monitoração invasiva da pressão arterial. Ele tem a finalidade de comparar a amplitude de pulso e a dominância ou a oclusão das artérias radial e ulnar (as quais irrigam as mãos). Tal manobra revela o enchimento arterial do arco palmar e dos ramos arteriais profundos palmares e fornece sinais indicativos de circulação colateral adequada para a mão pela artéria ulnar.48,53,55 O teste de Allen é realizado pelo examinador colocando-se os polegares sobre os pulsos radial e ulnar da mão do paciente, comprimindo-os simultaneamente até que se note palidez na região palmar com o fechamento e a abertura da mão. Deve-se, então, liberar a pressão apenas sobre a artéria ulnar e observar o retorno da coloração da mão (Figura 6.3).48,53,55-57

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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A

B Figura 6.3 (A e B) Teste de Allen. Compressão simultânea dos pulsos radial e ulnar do paciente (A). Liberação da pressão sobre a artéria ulnar. Observa-se o retorno da coloração à mão (B)

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Desordens do Equilíbrio Acidobásico

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Exame de Papanicolaou – Laudo Citológico Alcyone de Oliveira Paredes • Carlos Leonardo Figueiredo Cunha • Albina Karolyne Diniz Souza • Anderson Cardoso Baldez França • José de Ribamar Medeiros Lima Júnior • Nayra Souza da Silva • Suelen Melo Pacheco

Introdução................................................................................................. 129

Classificação citológica segundo Bethesda.................................................. 130

Adequabilidade da amostra........................................................................ 132

Considerações finais................................................................................... 138

Referências................................................................................................ 138

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Capítulo 8

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O corpo humano é colonizado por diferentes microrganismos, principalmente bactérias e fungos, os quais, em condições normais e em indivíduos sadios, são inofensivos ao organismo. Os microrganismos que compõem a microbiota normal habitam em frequência variável as regiões anatômicas sem causar danos.1,2 Na microbiota normal da uretra feminina, região externa, encontram-se cerca de 42,6% de cocos Gram-positivos e bacilos Gram-negativos. A região vaginal é constituída por uma grande variedade de microrganismos, os quais interagem dinamicamente durante o amadurecimento da mulher. Nessa região, predominam os Lactobacillus spp., os quais são bastonetes Gram-positivos (17,7%). Quando há um desequilíbrio desse meio, uma microbiota sobrepõe-se a outra, o que pode desencadear, portanto, um quadro de vaginite infecciosa.3 A defesa do trato genital feminino mais importante contra as vaginites é a microbiota láctica, caracterizada pela presença de lactobacilos (bacilos de Döderlein), grupo heterogêneo de bactérias encontradas nas secreções cervicovaginais, em sua maioria Lactobacillus acidophilus (L. acidophilus). Os lactobacilos hidrolisam o glicogênio presente nas células epiteliais descamadas, produzindo ácido láctico. Dessa maneira, diminuem o potencial de hidrogênio (pH) vaginal, tornando-o ácido. Com o pH ácido, os lactobacilos inibem o crescimento de outros microrganismos.4 Entre os diversos tipos de microrganismos que causam infecções cervicais, destaca-se o papilomavírus humano (HPV). Estudos epidemiológicos e moleculares feitos nos últimos 20 anos confirmaram que as infecções cervicais por alguns tipos de HPV são precursoras na gênese da neoplasia cervical.5,6 Sabe-se que o câncer de colo uterino é o segundo mais comum entre mulheres no mundo. Anualmente, são registrados cerca de 471 mil casos novos. Quase 80% deles ocorrem em países em desenvolvimento onde, em algumas regiões, é o câncer mais comum entre as mulheres. Contudo, o câncer cervical é, em princípio, doença evitável, já que apresenta evolução lenta com longo período desde o desenvolvimento das lesões precursoras ao aparecimento da doença. Assim, hoje em dia, é doença passível de prevenção secundária.7 Atualmente, considera-se que os métodos de detecção das lesões precursoras e da infecção pelo HPV, tais como a citologia oncológica e biologia molecular, são de uso mundialmente difundido.8 A colpocitologia oncótica, ou teste de Papanicolaou, é atualmente considerado o método convencional para rastrea­ mento do câncer cervical, em virtude do seu baixo custo e da simples execução.

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Introdução

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É a estratégia de rastreamento utilizada no Brasil e recomendada pelo Ministério da Saúde, prioritariamente para mulheres entre 25 e 59 anos de idade. Isso representa grande avanço, pois, durante muitos anos, a realização do exame preventivo ginecológico ocorreu fora de um programa estruturado e capaz de estimular a procura regular do exame, garantindo acesso e tratamento dos casos positivos.9

Classificação citológica segundo Bethesda Os laudos citológicos para os esfregaços atípicos seguiam algumas classificações que geravam dúvidas. Assim, o sistema de Bethesda foi proposto em 1988 e revisado em 2001, com o intuito de reduzir resultados contraditórios ou duvidosos. Ele tem como objetivo descartar exames colposcópicos desnecessários, bem como padronizar a nomenclatura citológica internacional dos esfregaços cervicais.10 Nessa classificação, foi adotada a terminologia lesão intraepitelial em substituição ao termo neoplasia. Além disso, estabeleceram-se dois níveis (baixo e alto graus), separando as lesões com potencial morfológico de progressão para neo­ plasia daquelas mais relacionadas com o efeito citopático viral, com potencial regressivo ou de persistência. Foi ainda incluída a possibilidade diagnóstica de suspeita de microinvasão.11,12 Na classificação de Bethesda, as anormalidades em células epiteliais escamosas dividem-se em:13 ƒ Lesões intraepiteliais escamosas de baixo grau (LSIL): respondem pela maioria das lesões e abrangem as chamadas neoplasias intraepiteliais cervicais de grau I (NIC I). ƒ Lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL): pertencem a esse grupo as NIC II e NIC III. Mesmo diante das classificações existentes, torna-se fundamental destacar que o objetivo da citologia oncótica continua o mesmo: identificar alterações sugestivas de uma doença e, como consequência, também indicar ações que possibilitem o diagnóstico de confirmação.14 Hoje em dia, as amostras citológicas utilizadas mais comumente são do tipo convencional (Papanicolaou). Recentemente, a metodologia em meio líquido surgiu como importante ferramenta para o aprimoramento das amostras citológicas, buscando melhores condições de preparo citológico e de excelência na fixação, preservação celular e, também, adequação para o estudo biomolecular. Contudo, a citologia em meio líquido apresenta diferentes apresentações, tornando-se indispensável que seja informado o modo de preparo, uma vez que a adequabilidade do material é avaliada de maneira diversa para cada meio. É, ainda, de fundamental importância que o laboratório informe, em caso de citologia em meio líquido, qual sistema foi usado.15 As amostras convencionais, por sua vez, são categorizadas de acordo com as características morfológicas dos tipos celulares, segundo a Tabela 8.1.

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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Tabela 8.1 Tipos de amostras e categorias utilizadas para classificação dos laudos citológicos, segundo tipos de células Tipos de amostras para laudos citológicos

Convencional e em meio líquido (CML)

Categorias diagnósticas utilizadas no laudo

Dentro dos limites da normalidade Alterações em células epiteliais

Em células escamosas

Em células glandulares

ƒ Atipias de significado indeterminado (ASCUS) ƒ Não é possível excluir uma HSIL (ASCH) ƒ LSIL com efeito citopático compatível com HPV; NIC I (displasia leve) ƒ HSIL compreendendo NIC II (displasia moderada) e NIC III (displasia acentuada, sem descartar possibilidade de microinvasão) ƒ Carcinoma escamoso in situ

ƒ Atipias de significado indeterminado ƒ Sem outras especificações (AGC-SOE) ƒ Possivelmente neoplásicas (AGC-NEO) ƒ Adenocarcinoma in situ ƒ Adenocarcinoma invasivo: endocervical, endometrial, extrauterino, sem outras especificações

ƒ Carcinoma escamoso invasivo AGC-NEO: células glandulares atípicas possivelmente neoplásicas; AGC/SOE: células glandulares atípicas sem outras especificações; ASC-H: atipias de significado indeterminado em células escamosas em que não se pode afastar lesão de alto grau; ASC-US: atipias de significado indeterminado em células escamosas; HPV: papilomavírus humano; HSIL: lesões intraepiteliais escamosas de alto grau; LSIL: lesões intraepiteliais escamosas de baixo grau; NIC: neoplasia intraepitelial cervical. Fonte: adaptada de Soares & Silva, 2010.16

Ao chegar no laboratório, a amostra citológica deve ser submetida à avaliação pré-analítica. Assim, visa-se estabelecer a diferença entre rejeição por causas anteriores à chegada ao laboratório e aquelas relacionadas com a coleta, a coloração ou a análise microscópica. A causa da rejeição deve ser identificada e registrada, de preferência no momento da entrada da lâmina no laboratório. Contudo, é o profissional responsável pelo exame quem irá assinar o laudo contendo o motivo da rejeição. Na Tabela 8.2, estão os principais problemas detectados na fase pré-analítica.

Tabela 8.2 Principais observações na avaliação pré-analítica ƒ Ausência ou erro de identificação da lâmina ƒ Identificação da lâmina não coincidente com a do formulário ƒ Lâmina danificada ou ausente ƒ Causas alheias ao laboratório (especificar) ƒ Outras causas (especificar) Fonte: adaptada de Brasil, 2006.7

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Exame de Papanicolaou – Laudo Citológico

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A

Anexo I...................................................................................................... 143 Anexo II..................................................................................................... 145

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Anexos

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Resolução Cofen no 195/1997 DISPÕE SOBRE A SOLICITAÇÃO DE EXAMES DE ROTINA E COMPLEMENTARES POR ENFERMEIROS Dispõe sobre a solicitação de exames de rotina e complementares por Enfermeiro O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), no uso das atribuições previstas no artigo 8º, incisos IX e XIII da Lei nº 5.905, de 12 de julho de 1973, no artigo 16, incisos XI e XIII do Regimento da Autarquia aprovado pela Resolução Cofen no 52/1979 e cumprindo deliberação do Plenário em sua 253a Reunião Ordinária, CONSIDERANDO a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, no seu artigo 11, incisos I, alíneas “i” e “j”, e II, alíneas “c”, “f”, “g”, “h” e “i”; CONSIDERANDO o Decreto nº 94.406, de 8 de junho de 1987, no artigo 8o, inciso I, alíneas “e” e “f”, e II, alíneas “c”, “g”, “h”, “i” e “p”; CONSIDERANDO as inúmeras solicitações de consultas existentes sobre a matéria; CONSIDERANDO que, para a prescrição de medicamentos em programa de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde, o Enfermeiro necessita solicitar exames de rotina e complementares para uma efetiva assistência ao paciente sem risco para o mesmo; CONSIDERANDO os programas do Ministério da Saúde: “DST/AIDS/COAS”; “Viva Mulher”; “Assistência Integral e Saúde da Mulher e da Criança (PAISMC)”; “Controle de Doenças Transmissíveis”, entre outros; CONSIDERANDO Manuais de Normas Técnicas publicadas pelo Ministério da Saúde: “Capacitação de Enfermeiros em Saúde Pública para SUS – Controle das Doenças Transmissíveis”; “Pré-Natal de Baixo Risco” – 1986; “Capacitação do Instrutor/Supervisor/Enfermeiro na área de controle da hanseníase” – 1988; “Procedimento para atividade e controle da tuberculose” – 1989; “Normas técnicas e procedimentos para utilização dos esquemas de poliquimioterapia no tratamento da hanseníase” – 1990;

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Anexo I

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Anexo II Resolução Cofen no 271/2002 REGULAMENTA AÇÕES DO ENFERMEIRO NA CONSULTA, PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS E REQUISIÇÃO DE EXAMES O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), no uso de suas atribuições legais e regimentais; CONSIDERANDO a Lei Federal no 7.498/1986, art. 11º, I, “e” e II, “c”; CONSIDERANDO o Decreto Presidencial no 94.406/1987, art. 8º, I, “e” e II, “c”; CONSIDERANDO a Lei Federal no 9394/1996, art. 9º, VII, § 1º; CONSIDERANDO a Resolução CNE/CES no 03/2001, especialmente no art. 3o, I e II e art. 5o, VIII e XXII, publicada no DOU de 09/11/2001, seção 1, pág. 37; CONSIDERANDO o Deliberado na Reunião Ordinária do Plenário no 304; RESOLVE: Art. 1o – É ação da Enfermagem, quando praticada pelo Enfermeiro, como integrante da equipe de saúde, a prescrição de medicamentos. Art. 2o – Os limites legais, para a prática desta ação, são os Programas de Saúde Pública e rotinas que tenham sido aprovadas em Instituições de Saúde, pública ou privada. Art. 3o – O Enfermeiro, quando no exercício da atividade capitulada no art. 1º, tem autonomia na escolha dos medicamentos e respectiva posologia, respondendo integralmente pelos atos praticados. Art. 4o – Para assegurar o pleno exercício profissional, garantindo ao cliente/paciente uma atenção isenta de risco, prudente e segura, na conduta prescricional/ terapêutica, o Enfermeiro pode solicitar exames de rotina e complementares, conforme disposto na Resolução Cofen no 195/1997. Art. 5o – O Enfermeiro pode receber o cliente/paciente, nos limites previstos do art 2o, para efetuar a consulta de Enfermagem, com o objetivo de conhecer/ intervir, sobre os problemas/situações de saúde/doença. Art. 6o – Em detrimento desta consulta, o Enfermeiro poderá diagnosticar e solucionar os problemas de saúde detectados, integrando as ações de Enfermagem às ações multiprofissionais.

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Anexos

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A

Amostra arterial, 104

Ácido etilenodiaminotetracético (EDTA), 3

- material para coleta de, 104

Ácidos, 89 Acidose metabólica, 95

Amplitude de distribuição do tamanho das plaquetas, 21

- efeitos clínicos adversos decorrentes da, 97

Análise microscópica do sedimento urinário, 63

- na presença de diferença de ânion gap elevada, 96

Ancilostomíase, 76

- na presença de diferença de ânion gap normal, 96

- dilucionais, 9

- tratamento da, 97 Acidose respiratória, 99 - aguda, 100 - crônica, 100 Actinomyces, 134 Adequabilidade da amostra, 132 Adolescentes, 137 Agranulócitos, 25 Agregação plaquetária, 15 Alcalose metabólica, 98 - resistente à solução fisiológica, 99

- técnica para coleta de, 104

Anemia(s), 5, 9 - hiperproliferativas, 9 - hipocrômica, 13 - hipoproliferativas, 9 - por defeitos de maturação, 9 Ânion gap, 95 Anisocitose, 14 Ascaris lumbricoides, 75 Aspecto da urina, 56 Assistência pré-natal, 113 - exames de rotina solicitados, 115 Atrofia com inflamação, 133

- responsiva à solução fisiológica, 99

B

- tratamento da, 99

Bactérias, na urina, 65

Alcalose respiratória, 100

Bacteriúria, 117

- aguda, 100

Balanço acidobásico, 87

- crônica, 100

Bases, 89

Alterações, 5

Basofilia, 30

- celulares benignas, 132

Basófilos, 30

- do eritrograma, 5

Basopenia, 30

- pré-malignas ou malignas, 135

Bilirrubina, na urina, 62

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Índice

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C

Corticosteroides, 29

Candida, 134

Cristais, 65

Caracterização do pH, 87

- de bilirrubina, 65

Cardiopatia coronariana, 42

- de cistina, 65

Cascata de coagulação, 16

- de colesterol, 65

Cetona, na urina, 61

- de magnésio-amônio-fosfato, 65

Chlamydia trachomatis, 134

- de tirosina, 65

Cilindros, 64

Cuidados com o paciente nos pré- e pós-teste, 44

- epiteliais, 64 - gordurosos, 64 - hemáticos, 64 - hialinos, 64 - leucocitários, 64 Cilindrúria, 117 Cisticercose, 78 Citomegalovírus, 123 Classificação citológica segundo Bethesda, 130 Coagulação - cascata de, 16 - plaquetas e, 15 Colesterol, 41 - fármacos que interferem nos níveis de, 43 - fatores que interferem nos níveis de, 43 - valores de referência, 41 Coleta e armazenamento da urina, 56

D Definições acidobásicas, 89 Densidade urinária, 58 - aumentada, 59 - diminuída, 59 Desoxi-hemoglobina, 92 Desvio à esquerda, 33 Diabetes melito gestacional, 116 Dislipidemias, 40 Distúrbios, 94 - do equilíbrio acidobásico, 93 - - cuidados de enfermagem, 101 - do metabolismo do ferro, 12

E Enfermidades de evolução crônica, 5 Entamoeba histolytica, 75 Enterobíase, 77 Enterobius vermicularis, 77

Colpocitologia oncótica, 124

Enteroparasitoses, 71

Concentração de hemoglobina corpuscular média, 13

Eosinofilia, 29

Contagem, 27

Eosinopenia, 30

- de hemácias, 4

Equação de Henderson-Hasselbach, 92

- de plaquetas, 19

Eritrócitos, 5

- diferencial de leucócitos, 27

- valores de referência de, 5

Cores da urina, 56

Eritrograma, 4

- e suas correlações clínicas, 57

- alterações do, 5

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Eosinófilos, 29

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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Escala de pH de algumas substâncias, 88

H

Esfregaço de fezes com coloração permanente, 73

Hemácias, 4

Espermatozoides, na urina, 66 Esquistossomose mansônica, 79 Estrongiloidíase, 76 Estruvita, 65 Exame de urina tipo 1, 117 Exame parasitológico de fezes, 71 - etapas, 72

Helmintos, 75 - contagem de, 4 - na urina, 64 Hematimetria, 4 Hematócrito (Ht), 3, 9 - implicações clínicas, 10 - valores de referência, 10 Hematúria, 117 Hemoglobina (Hb), 3, 6

- exame macroscópico, 72

- corpuscular média, 12

- exame microscópico, 72

- implicações clínicas, 7

- - exame direto a fresco, 72

- molécula de, 7

- - análise do sedimento, 72

- na urina, 62

- coleta e armazenamento das fezes, 73

- valores de referência de, 8

- resultados positivos, 74 Exames laboratoriais no pré-natal, 113

F Fator Rh, 114 Ferro, distúrbios do metabolismo do, 12 Fungos, na urina, 65

Hemograma, 3 Hemossedimentação, 14 Hepatite B, 120 Herpes-vírus simples, 135 Himenolepíase, 78 Hipercolesterolemia, 42 Hipercromia, 14 Hiperlipidemias, 40 Hipocromia, 14

G Gardnerella vaginalis, 134 Gasometria arterial, 101 - obtenção da amostra arterial para gasometria, 102

Hymenolepis nana, 78

I Índice(s), 114 - de anisocitose, 14

Gestantes, 137

- hematimétricos, 11

Giardia lamblia, 74

Inflamação sem identificação de agente, 132

Glicemia em jejum, 114 Glicose, na urina, 61

L

Glóbulos brancos, 25

Lactobacillus spp., 134

Gorduras, 39

Lesão(ões) intraepitelial(is), 136

Granulócitos, 25

- cervical de alto grau, 136

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Índice

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- cervical de baixo grau, 136

- de Westergren, 14

- escamosas de alto grau, 130

- de Willis, 72

- escamosas de baixo grau, 130

- quantitativo de Kato, modificado por Katz, 72

Leucócitos, 25 - circulantes, 27 - contagem diferencial de, 27 - na urina, 63 - séricos, 25 Leucocitúria, 117 Leucograma, 27 Leucorreia, 134 Linfocitopenia, 31 Linfócitos, 31

Microalbuminúria, 61 Microrganismos, na urina, 65 Molécula de hemoglobina, 7 Monocitopenia, 33 Monócitos, 32 Monocitose, 32 Mulheres, 137 - imunodeprimidas, 137 - pós-menopausa, 137

- B, 31

N

- e a resposta imunológica adaptativa, 26

Neurocisticercose, 78

- T, 31 Linfocitose, 31 Lipídios, 39 Lipoproteína, 44

Neutrofilia, 28 Neutrófilos segmentados, 28 Neutropenia, 29 Nitrito, na urina, 63

- de alta densidade, 44

Níveis da HDL, fatores que interferem nos, 45

- de baixa densidade, 46

Normocitose, 12

- de muito baixa densidade, 46

M

O

Mecanismo, 93

Obtenção da amostra arterial para gasometria, 102

- renal, 93

Odor da urina, 58

- respiratório, 92

Oligocitemia, 5

Metaplasia escamosa imatura, 133 Método, 73 - de Baermann-Morais ou de Rugai, 73 - de centrífugo-flutuação em sulfato de zinco (de Faust), 73 - de centrífugo-sedimentação em formol-éter, 73 - de Lutz ou de Hoffman, Pons e Janer, 72

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P Parasitologia, 71 Parasitológico de fezes, 118 Pesquisa de sangue oculto nas fezes, 80 pH, 87 - caracterização do, 87 - da urina, 59 - - alto, 60

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . C u n h a . I n t e r p r e t a ç ã od eE x a me sL a b o r a t o r i a i sn aP r á t i c ad oE n f e r me i r o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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- - baixo, 60

Sistemas tampão (ões), 89, 90

Piúria, 117

- inter-relação dos, 91

Plaquetas, 20

Situações de estresse, 29

- amplitude de distribuição do tamanho das, 21

Sorologia, 120

- contagem de, 19

- para sífilis, 118

- e coagulação, 15

- para hepatite B, 120

Plaquetócrito, 20

- para vírus da imunodeficiência humana, 119

Plaquetograma, 15

Strongyloides stercoralis, 76

Policitemia, 5, 8 - absoluta ou verdadeira, 9

T

- relativa, 8

Taenia saginata, 78

Proteinúria, 60

Taenia solium, 78

Protozoários, 65

Tampões químicos, 89, 90

- e helmintos não patogênicos, 80

Tempo, 19

- exame de fezes, 72

- de atividade da protrombina, 19

- na urina, 65

- de coagulação da trombina, 18

Protrombina, tempo de atividade da, 19

- de trombina, 18

Punção arterial, complicações da, 105

Teste, 102

Q Queixas ginecológicas, 133

R Radiação, 133

Teníase, 78 - de Allen, 102 - de tolerância à glicose oral, 114, 116 - imunológico de gravidez, 113 Tipagem sanguínea, 114 Toxoplasmose, 121

Reação hemolítica, 11

Tratamento anticoagulante, 18

Regulação química e fisiológica do equilíbrio acidobásico, 89

Trichomonas vaginalis, 134 Trichuris trichiura, 77

Reparação, 133

Tricuríase, 77

Resultado dentro dos limites da normalidade, 132

Triglicerídios, 48

Ritmo circadiano, 29

- fatores que interferem nos níveis de, 49

Rubéola, 122

Trombina, 18

S Sangue oculto nas fezes, 80

- tempo de coagulação da, 18 - tempo de, 18

Schistosoma mansoni, 79

U

Sífilis, 118

Urina, 55

151

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Índice

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- aspecto da, 56

V

- coleta e armazenamento da, 56

Valores de referência

- cor da, 56

- de eritrócitos, 5

- - e suas correlações clínicas, 57

- de hematócrito, 10

- densidade, 58

- de hemoglobina, 8

- odor da, 58

Velocidade de hemossedimentação, 14

- pH da, 59 Urinálise, 55 - análise física, 55

Vírus da imunodeficiência humana, 119

- avaliação química, 55

Volume, 9

- observação microscópica da urina, 55

- corpuscular médio, 11 - globular, 9

Urobilinogênio, na urina, 62

- - implicações clínicas, 10

Urocultura com antibiograma, 117

- plaquetário médio, 19

152

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

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Carlos Leonardo Figueiredo Cunha Doutorando em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Especialista em Saúde da Família pela UFMA. Especialista em Formação Pedagógica (Área de Enfermagem) pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FioCruz). Especialista em Planejamento, Programação e Políticas de Saúde pelo Instituto Laboro – Estácio de Sá, MA.

Atualmente, a solicitação, a leitura e a interpretação dos exames laboratoriais de rotina e complementares fazem parte do cotidiano do cuidado realizado pela Enfermagem. Essas ações estão respaldadas na Lei do Exercício Profissional (Lei no 7.498, de 25 de junho de 1986) e em portarias emitidas pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Nesse contexto, é importante que o enfermeiro tenha subsídios científicos que lhe garantam um bom desenvolvimento em sua profissão. Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro é um guia prático e mostra, de maneira sistemática, os exames de rotina (hemograma [eritrograma e plaquetograma], leucograma, dosagem de lipídios séricos, EAS [exame de urina tipo 1] e exame parasitológico de fezes) e os complementares (gasometria, análises laboratoriais no pré-natal de baixo risco e exame de Papanicolaou [laudo citológico]).

Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

Sobre o Organizador

Abordagem Interdisciplinar do Idoso William Malagutti | Ana Maria Amato Bergo

Assistência Domiciliar – Atualidades da Assistência de Enfermagem William Malagutti

Bioética e Enfermagem William Malagutti

Organizador

Carlos Leonardo Figueiredo Cunha

Interpretação de

Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro

BIZU Comentado – Perguntas e Respostas Comentadas de Enfermagem, 2a ed. BIZU o X da Questão – 1.300 Questões para Concursos de Auxiliar e Técnico de Enfermagem William Malagutti

BIZU o X da Questão – 5.100 Questões para Concursos de Enfermagem, 5ª ed. William Malagutti

Cuidados de Enfermagem em Geriatria William Malagutti

Graduado em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Gestão do Serviço de Enfermagem no Mundo Globalizado

Enfermagem Patologia Clínica

Carlos Leonardo Figueiredo Cunha (Org.)

Áreas de interesse

CAPA – Interpretação Exames Enfermeiro.indd 1

Outros títulos de interesse

William Malagutti | Karen Cardoso Caetano

Imunização, Imunologia e Vacinas William Malagutti

Manual para Prevenção de Lesões de Pele: Recomendações Baseadas em Evidências, 2a ed. Rita de Cássia Domansky | Eline Lima Borges

Nefrologia – uma Abordagem Multidisciplinar William Malagutti | Renato R. N. Ferraz

Saiba mais sobre estes e outros títulos em nosso site: www.rubio.com.br

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Interpretação de Exames Laboratoriais na Prática do Enfermeiro – Carlos Leonardo Figueiredo Cunha  

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