Perguntas e Respostas Comentadas de Cardiologia

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Respostas – Reabilitação Cardíaca

mos usando a reserva do VO2 máx. = 24,5–3,5 (que é o consumo relativo basal) = 21mL/kg/min–1. Achamos então o VO2 de treino a 60% do VO2 de reserva. VO2 de treino = 21 × 60% = 12,6. A velocidade de marcha em metros/min é encontrada pela fórmula do ASCM para marcha – VO2 = (m/min × 0,1) + 3,5. Temos então 12,6 = (m/min × 0,1) + 3,5 = 91m/min. 13. Resposta A Podemos realizar esse cálculo de diferentes maneiras. Uma delas é lembrar que, para consumir 1L de oxigênio, gastamos em média 5kcal. Sabemos também que estamos consumindo 12mL/kg/ min–1 de oxigênio, e teremos em 30min consumido – 30 × 12,6 = 372mL/kg/min–1 de O2. Temos que converter esta unidade para litros/min–1 = (372 × 70kg)/1.000 = 26,4L em 30min. Se para 1L de oxigênio gastamos em média 5kcal, temos em 30min 26,4 × 5 = 132kcal. Outra maneira de realizar o cálculo é aplicar a fórmula do ACSM – kcal/min = (MET × 3,5 × kg)/200. Teremos então: (12,6 × 70)/200 = 4,41kcal/min × 30min = 132kcal. 14. Resposta E A realização do exercício físico constitui estresse fisiológico para o organismo em função do grande aumento da demanda energética em relação ao repouso, o que provoca grande liberação de calor e intensa modificação do ambiente químico muscular e sistêmico. Segundo Kraemer (2002), as atividades com componente estático envolvem movimentos de baixa repetição contra elevadas resistências (onde predominam contrações estáticas ou isométricas), ao desenvolver tensão sem encurtamento do músculo. Esse aumento da tensão leva à redução do fluxo sanguíneo ao nível muscular durante a contração por compressão dos vasos sanguíneos (arteríolas e capilares), provocando, com isso, uma desproporção entre a resposta pressórica e o consumo de oxigênio muscular. Durante a contração isométrica, observa-se um aumento da frequência cardíaca, que varia de acordo com a massa muscular envolvida na contração, com a força máxima voluntária (FMV), com a duração da contração e com o tipo de fibra muscular utilizada. Há dois tipos de fibras musculares: tipo I (fibras “lentas”; levam mais tempo para chegar ao pico de tensão muscular para a contração) e tipo II (contração rápida; gastam mais energia para a contração, conferindo maior tensão muscular em curto espaço de tempo). O tipo II é classificado, ainda, como tipos IIa e IIb, com base no maior potencial oxidativo e no menor potencial glicolítico (Figura 18.14).

Figura 18.14 Fibras musculares e tipos característicos. As fibras musculares do tipo I são caracteristicamente vermelhas (1) pelo alto teor de mioglobina. São fibras de contração lenta. Já as fibras do tipo II (2) são fibras esbranquiçadas (baixo teor de mioglobina) de contração rápida. Os tipos IIa (3) e IIb (4) são classificações do tipo II, dependendo do maior (3) ou menor (4) potencial oxidativo e glicolítico Fonte: Graziotti, 2001 (modificado pelo autor).

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