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fábio assunção e seu novo filme: “estou aprendendo a fazer rir”

istoegente.com.br

XuXa ganha r$ 2 milhões para ficar morena

carolina dieckmann: “a internet não É terra de ninguem”

o príncipe está nu o escândalo das fotos de harry em las vegas

VIAGEM A MÔNACO

OS nOvOS rumOS de

“Vou estrear dois filmes, penso em um programa de domingo. não perco mais tempo com coisas que eu não gosto” a polêmica com seu nome na biografia de mick Jagger:

“me chocou. mas conversei com Lucas e ele não ligou, porque conhece a mãe que tem”

venda proibida

LuCIAnA GImeneZ

exemplar de assinante

internada e sem receber, hebe fala ao sBt: “silvio nunca atrasou pagamento”

reinaldo lourenço, o estilista que as estrelas amam: “É mais honesto andar pelado do que usar uma roupa ruim”

29/Ago/2012

ano 13 n° 677

R$ 9,90


Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

MÚSICA •

tom zé

“POde ser Que eu esTeja aprendendo”

O composito e cantorTom Zé lança o disco Tropicália Lixo Lógico e constrói teoria que vai da viagem à Lua à civilização árabe Juliana Faddul

• As rodinhas da cadeira, diante do computador, já alertavam pelos seus constantes rodopios a inquietude dos 75 anos de Tom Zé. E parece que ele não para. Para lançar o disco Tropicália Lixo Lógico, o cantor, nascido em Irará, interior da Bahia, traçou uma tese que engloba os temas mais diversos. Vai desde a chegada dos portugueses ao Brasil à viagem do homem à Lua, passando pela civilização árabe, estudos psiquiátricos e o que ele chama de “creche tropical”. Segundo o músico, tudo isso foi o “gatilho ativador” na cabeça de Caetano Veloso e Gilberto Gil para a impulsão do Tropicalismo.

Fotos Marcelo Navarro / Ag.IstoÉ

tom zé chama de renascimento a retomada da amizade com caetano, que estava estremecida

• Como foi o processo de criação do disco? • Para falar do começo, temos de voltar a 1969, quando eu estava na emoção da corrida espacial (foi o ano em que o homem chegou à Lua). Na época, estava lendo uma novela de ficção de Arthur Clarke, acho que é O Fim da Infância. Ele dizia: “Se o rei Charles Martel não tivesse impedido a invasão árabe na Península Ibérica, hoje estaríamos indo às estrelas mais próximas, e não à Lua”. Os árabes são um povo muito inteligente. Vim a saber que essa própria razão árabe tinha a ver com a infância do Nordeste. Quando Portugal invadiu o Brasil, estava bastante contaminado pelo amor à ciência. Depois de quatro séculos, misturando raças no Nordeste, a primeira coisa que apareceu foi isto (ele fala mostrando a própria pele e o cabelo). O caboclo. Todos à nossa volta


“Eu tento escrever letras que sejam adequadas à canção. Penso em canções populares, com refrão, ritmo, alegres, para o negócio não ficar carregado, pesado, teórico” eram analfabetos. Mas esses analfabetos amavam a cultura dos avós e cultuavam essa cultura no canto, na dança, nas festas populares. Uma espécie de creche tropical. Em 1975, tínhamos Oswald de Andrade, o teatro do Zé Celso, os parangolés do Oiticica, o rock internacional. Tudo isso, mexendo na cabeça de Gil e Caetano, serviu de gatilho para o Tropicalismo. Foi assim que o Tropicalismo nasceu. • Quando você pensa numa música, o que vem à sua cabeça? • Eu tento escrever letras que sejam adequadas à canção. Penso em canções populares, com refrão, ritmo, alegres, para o negócio não ficar carregado, pesado, teórico. Eu me preocupo em juntar coisas que o Tropicalismo sempre fez, que é ligar os assuntos da rua e adaptar à linguagem. • O Tropicalismo está muito atual... • Sim. A Tropicália de Gil e Caetano nos tirou da Idade Média e nos levou à segunda Revolução Industrial. A canção ‘Marcha Enredo da Creche Tropical’ fala da maneira como fomos criados e do aparecimento do lixo lógico. Em música,se você se rodeia de um determinado tema, você acaba sendo um compositor desse tema. Eu ouvi muito Caetano e Gil. Lembro de que, em 1957, o Caetano traduziu para mim o disco Sgt Pepper, dos Beatles. Depois, ele me levou para ver uma peça do Zé Celso, Rei da Vela. Imagina que dia!

• este mês, Caetano Veloso elogiou seu novo disco, dizendo que era seu melhor trabalho. Como foi receber um elogio dele? • Foi um renascimento. A retomada de uma amizade que estava abalada (em 2008, Caetano criticou o disco Estudando a Bossa, de Tom Zé, e eles cortaram relações). Eu sempre mantive a admiração por ele. Se eu fosse ficar de blábláblá, ia acabar chorando agora. Foi algo sem tamanho. • e sobre as participações especiais no disco? • Chamamos o Emicida, a Mallu Magalhães, o Rodrigo Amarante e o Pélico. Também chamei o Washington, que é um cantor que descobri na feira. No ano retrasado, fui comprar umas frutas e um vendedor me falou: “Meu sobrinho canta muito bem”. Eu respondi: “Então, me traga um disco dele”. Quando ouvi a voz do rapaz, quase caí para trás. Que voz bonita! Ele é de Caruaru (PE) e trabalha numa loja de móveis de lá. É uma juventude muito interessante. • Quando você rasgava suas roupas no palco, era uma forma de protesto. agora você está mais calmo. O Brasil está mais calmo? • Qualquer coisa que você faz é política. Quando o Caetano fez “Baby”, ele fez algo de economia política. Incentivou a juventude a pensar. A canção fala que você precisa pensar na

piscina, na margarina, na galinha. Aquela canção incentivou as mentes dos jovens, que hoje são empresários, a pensar num país industrial. • Você acha que está numa fase bem humorada? • Esse novo disco deu um pouco mais de sorte. Não há duvidas. Ou pode ser que eu esteja aprendendo. • 29/8/2012

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Ensaio


Francesa com olhos de

gata

O olhar da top COnstanCe JablOnski conquistou o mundo da moda e promete atrair mais fãs por aqui. a história desta felina é literalmente animal: ela trocou o curso de veterinária pelas passarelas depois de acompanhar a cirurgia de um pit bull POR Simone BlaneS fOtOS henrique gendre / mint Styling luíS Fiod/ mint


Ensaio

• Por muito pouco este olhar felino que hipnotiza nesta foto estaria dando plantão em alguma clínica veterinária na interiorana Lille, cidade francesa onde nasceu a top Constance Jablonski. Explica-se: a modelo chegou a fazer faculdade e estagiar em um hospital para cães, mas desistiu depois de acompanhar uma cirurgia em um pit bull. E nem foi por medo de sangue. “Percebi naquele dia que poderia perder um animal bem nas minhas mãos e isso eu não suportaria”, disse. No Brasil para estrelar a nova campanha da marca Animale, Constance falou à Gente, em São Paulo. O começo inconstante desta felina que amava o mundo dos bichos começou a mudar graças a um anjo da guarda. Foi seu irmão mais velho quem deu o primeiro empurrãozinho, ao mandar uma carta para a agência de modelos da cidade sem ela saber. Um agente a procurou, mas seus pais não permitiram que ela ingressasse na profissão. “Tinha 15 anos e me achavam muito nova. Só aos 17 comecei a modelar mesmo”, contou. O início foi complicado emocionalmente. “Me lembro da primeira vez que eu pisei numa passarela. Foi horrível, não conseguia sentir minhas pernas.” Agora, aos 22, ela vê sua carreira ganhar velocidade meteórica, com direito a recorde de capas das edições internacionais da revista Vogue e um contrato milionário com a marca de cosméticos mais poderosa do planeta: a Estée Lauder.

• Lince

• Os intensos olhos azuis de Constance definiram a escolha da marca brasileira. Como a coleção de verão 2013 tem inspiração em uma noite na savana africana, nada melhor que uma modelo com ares felinos. “Investimos em uma imagem feminina completamente nova e que tivesse uma perfeita combinação de cores. O tom de azul dos olhos de Constance tinha tudo a ver com a estética do safári noturno que retratamos na campanha”, explica Luis Fiod, que assina a direção criativa da Animale. Constance, nº 6 no ranking do site Models.com, chega com a missão de repetir a perfomance de outra beldade, a inglesa Rosie Huntington-Whiteley, que foi garota-propaganda da grife nas duas temporadas passadas fez um pausa para filmar a sequência de Mad Max no cinema, e volta para a marca em 2013.

“Percebi naquele dia da cirurgia que poderia perder um animal nas minhas mãos e isso eu não suportaria” Constance Jablonski


Ensaio


Na sessão de fotos para a campanha, a francesa – que adora esquiar e, dizem, joga tênis quase como uma profissional – chegou bem descontraída, ouvindo seu iPod. A trilha sonora? Bem, o refrão, cantado com sotaque, era “Delícia, delícia...”. Fácil descobrir. Ela disse que não entende uma palavra do que canta, mas adora o hit “Ai se eu te pego”, do brasileiro Michel Teló. “Gosto muito dessa música mesmo sem saber o que estou dizendo”, diverte-se ela, que tem nas tops Isabeli Fontana e Izabel Goulart suas melhores amigas no País. “Adoro as meninas. Sempre nos divertimos muito quando estamos juntas. A última vez, aliás, foi na festa do Mario Testino, em Lima. Foi ótimo”, contou ela, que pretende conhecer o Rio e Búzios na próxima visita ao Brasil. Volte sempre, Constance. • ConStanCe JaBlonSki veSte lookS AnimAle BelezA • Henrique Martins

14/01/2011

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“É mais honesto estar nu do que usar uma roupa ruim” O estilista ReinaldO lOuRençO define a nova elegância, lança coleção

para homens na daslu, conta que começou a carreira costurando para amigos e que estudava muito por ser filho do diretor da escola

POR Por Bianca Zaramella fOtOS gaBriel cHiaraSTelli / ag. iSToÉ

• Após um almoço no restaurante Rodeio, um de seus preferidos em São Paulo, Reinaldo Lourenço observava tranquilamente o movimento de sua loja na rua Bela Cintra. “Gosto de passar aqui neste horário. As coisas na fábrica já estão encaminhadas hoje”, disse ele. Além do ponto de venda nos Jardins, Reinaldo está presente em mais de 120 multimarcas brasileiras e também em lojas de luxo na Europa. Neste mês de agosto, o estilista trabalha em sua coleção de Inverno 2013, que será apresentada no São Paulo Fashion Week, no final de outubro. “Rabisco tudo neste caderno. Tem minha vida aqui”, brinca ele, ao mostrar seu moleskine preto. Em fevereiro, o estilista lançará uma coleção masculina exclusiva para a Daslu. “Quero fazer roupas de qualidade com as quais o homem se identifique. Isso veio com a minha própria vontade de ter roupas mais contemporâneas. Só encontrava roupas comuns. O homem gosta de conforto, mas sempre busca um bom corte também.” Nesta entrevista à Gente, Reinaldo relembra a infância e o início na moda, fala sobre a relação com a ex-mulher, Gloria Coelho, da carreira do filho, Pedro Lourenço e sobre o que é ser elegante nos dias de hoje. “A mulher pode sair do trabalho e ir a uma festa ou ao teatro com a mesma roupa. A elegância está muito mais na alma da pessoa do que em qualquer outra coisa.”

• Qual é o caminho para uma mulher se tornar bem-vestida? • Reinaldo. Os códigos mudaram. Há um novo tipo de elegância, mais despojada e descontraída. A mulher não tem de se preocupar tanto em ficar perfeita, com a roupa perfeita, o cabelo e a maquiagem perfeitos. Isso pode ficar “over”. No Red Carpet muitas atrizes já têm essa atitude. Estão com o cabelo levemente desestruturado ou apostam em vestido mais simples quando estão com uma beleza muito elaborada. O erro é se vestir mais para os outros do que para si próprio. A mulher segura é sempre a mais elegante da festa. • Quem é assim, na sua opinião? • Carine Roitfeld (ex-editora da Vogue francesa). Ela está sempre com a mesma silhueta ajustada e tem noção da própria estética. O sportswear trouxe conforto e foi uma grande mudança no modo de se vestir da mulher contemporânea. • Como evitar a deselegância? • Tomar cuidado com o corpo faz parte do pensamento do brasileiro e estamos ainda aprendendo a buscar o equilíbrio entre expor o corpo e escondê-lo. Se você usa um decote a mais, procure um comprimento mais longo. Se prefere minissaia, cubra os braços.

• No que a mulher deve investir hoje para se tornar elegante? • No conforto e em peças exclusivas. E você descobre a elegância de uma pessoa pela casa dela também. Na intimidade é que você descobre quem a pessoa realmente é. Acredito também no ‘diga-me com quem andas que te direi quem és’. É bíblico isso. • O que faz alguém vestir uma roupa Reinaldo Lourenço? • Às vezes me pego pensando: ‘Meu Deus, tem tanta roupa no mundo! Por isso estou sempre em busca de perfeição. As mulheres que vestem a minha marca sabem que minha roupa tem história e um cuidado com a modelagem, costura e acabamento. • Como é o seu processo criativo? • Uma vez tive uma ideia quando bati o carro. Observei as formas arredondadas do carro da frente, a cor, o design. Criei uma coleção inspirada em carros dos anos 60. Também sou viciado em Instagram e Tumbler. Passo o dia vendo o que postam. E eu tenho um acervo enorme de peças antigas em casa. Tenho trajes vitorianos e roupas de outras décadas que achei em viagens e brechós. E tenho encontrado muita coisa no e-Bay. E essa história de estilista ser criativo e não pensar nos negócios não existe há um bom tempo.


“A mulher não tem que se preocupar tanto em ficar perfeita, com a roupa perfeita, o cabelo e a maquiagem perfeitos. Isso pode ficar ‘over’”


Com 10 anos, fiz alguns lenços para vender na escola. Com 15, comecei a fazer roupas para os meus amigos

Reinaldo conta que sabe ler mapa astral: “Mas não sou fanático, só acho interessante”, diz. Acima,o estilista com o filho, Pedro, quando criança


• Já pensou em vender sua marca? • Quase vendi uma parte, mas desisti. Tenho receio de a marca perder a identidade. Só faria negócio se continuasse à frente do processo criativo. Me vejo fazendo isso até o final da vida. Tenho personalidade forte e não conseguiria dar minha marca para alguém. • A moda brasileira é muito cara? • Não acho minhas roupas caras. Em loja, os vestidos casuais custam de R$ 700 a R$ 1.500. Os modelos de festa vão de R$ 5 mil a R$ 8 mil. Fizemos uma pesquisa com mais de 100 marcas e acredito que temos um preço de acordo com o custo de elaboração de cada peça. Não uso qualquer tecido ou aviamento. Busco qualidade e a cliente da marca sabe o preço disso. O problema é que temos taxas muito altas, impostos e um custo de mão de obra caro. Meu produto é totalmente feito no Brasil. Eu vejo futuro para o setor. Só precisamos de apoio do governo para isso. • Como começou sua história com a moda? • Minha mãe, Dirce, gostava de costurar, mas tínhamos a costureira que fazia a roupa da família. Dona Ruth vinha em casa com os tecidos e modelos. Comecei a usar roupa sob medida com 3 anos. Com 10, fiz alguns lenços para vender na escola. Acho que foi quando começou a cair a minha ficha. Aos 15, passei a fazer roupas para os amigos. Meu quarto acabou virando uma loja e eu vendia camisetas. • Quais eram suas referências na época? • Era tudo meio Fiorucci, com formas oversize, do início dos anos 80. Eu gostava de rock, de James Dean e do cabelo dele.

• O que faria se não fosse estilista? • Acho que seria arquiteto, sempre fui bom em exatas e gostava dos traços geométricos. Aliás, sempre tinha uma japonesa melhor que eu na escola! (risos) • Como conheceu Gloria Coelho? • Foi em uma festa em Prudente. Fui convidado por uma amiga nossa em comum, a Verônica, que tinha organizado uma festa com show do Cauby Peixoto para comemorar o Ano Novo. Foi uma noite muito divertida! • Foi amor à primeira vista? • Não posso afirmar, mas sempre guardei a lembrança daquele dia. Me lembro do vestido que ela usava. Era um modelo de renda marrom. Logo percebi que tínhamos o mesmo gosto para a moda. Tinha 18 anos e ficamos conversando até as 4 horas da manhã. • Como foi após esse primeiro encontro? • Ela era casada com um dono de tecelagem chamado Zé Roberto. Depois fiquei sabendo que ela havia se separado. Era 1982 estava me mudando para São Paulo. Fui trabalhar com ela. Só nos casamos de 1984 para 1985. • E como foi a separação de vocês? • Foram 21 anos juntos e eu não sabia o que era ser sozinho, estar sozinho. Tive que mudar de casa, organizar o meu espaço e criar uma administração pessoal, mas acho que já estava me preparando para isso. Cheguei em um momento em que precisava me conhecer, estar comigo mesmo e me encontrar. Foi difícil esse processo. Mas sempre fomos amigos e isso está de volta agora.

• Como era o Reinaldo adolescente? • Eu era o filho do diretor da escola, o professor Reinaldo. E minha mãe era a professora, em Presidente Prudente (SP). Imagina como era isso? Estudava o dia todo com minha mãe para dar o exemplo. E meu pai era bem severo. Quando ele passava no corredor da escola era um silêncio só. Era tempo do New Wave, do B-52’s e Bee Gees. Amava o David Bowie e sua androgenia. Me lembro que também foi a minha libertação do uniforme da escola.

• O que faz quando não está trabalhando? • Gosto de sair com os amigos, mas também fico muito em casa com meus livros de moda e arquitetura. Amo ver filmes também, Blade Runner é um dos meus preferidos. E gosto de viajar. Amo as praias do Nordeste e sempre que posso fujo para tomar sol.

• E quando veio para São Paulo? • Quando cheguei só usava preto, sapatos de bico fino e cabelo de topete. Era o auge dos estilistas japoneses como Yohji Yamamoto e Issey Miyake. Sabia que teria que vir para cá para entrar no mundo da moda de verdade.

• Já foi a uma praia de nudismo? • Já visitei, mas não estava nu. Fui só para ver como era. Tenho uma relação muito forte com o vestir. É uma linguagem que faz parte da minha vida e na nossa cultura não se pratica o nudismo como é feito em alguns países da Eu-

• De quais praias você gosta? • Gosto de praia deserta, para tomar sol mesmo, sem me preocupar.

“Às vezes me pego pensando: ‘Meu Deus, tem tanta roupa no mundo!’ Por isso estou sempre em busca de perfeição” ropa. O próprio topless nos causa estranhamento. Muitas vezes é mais honesto estar pelado do que usar uma roupa ruim. • E a sua ligação com a astrologia? Como começou? • Sou canceriano. Até sei ler mapa astral, sabia? A (astróloga) Lydia Vainer disse que meu aprendizado foi natural. Tudo começou com o nascimento do Pedro, em 1990. A astrologia é uma forma de conhecimento. Mas não sou fanático, só acho interessante. • Como enxerga a relação da moda com as novelas e celebridades? • Adoro novela. Acho que é uma forma de mostrar o tempo de hoje. Nos anos 80, era um figurino mais específico, nos anos 90, ficou mais pop. Hoje existe todo um universo pessoal para cada personagem. Esse trabalho das celebridades usarem determinados estilistas começou com a Madonna. Ela é o grande exemplo. Soube usar toda essa estética para se apresentar para o mundo. • Muitas atrizes usam suas roupas, não é? • Muitas mesmo! E o melhor é que elas compram as roupas. A Débora Bloch é uma que sabe se vestir de forma elegante e usa as minhas roupas. Alinne Moraes também estava linda com um vestido meu em Cannes. Carolina Ferraz, Carolina Dieckmann e Malu Mader também gostam da minha marca. • Como foi para você ver seu filho, Pedro, se destacar no mundo da moda tão cedo? • Ele sabia o que queria desde cedo, como eu. Ele quis ser estilista e isso aconteceu de forma natural. O primeiro desfile que fez, quando tinha só 12 anos, recebeu muitas críticas. Disse para ele se acalmar e ir em frente. Ele conseguiu. •

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA EM WWW.ISTOEGENTE.COM.BR 29/8/2012

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Premiação

CINEMA EM FESTA

Homenageados no 40º Festival de Gramado, o cineasta ArnAldo JAbor reclama da indústria e do público, e a atriz betty FAriA sobe ao palco emocionada POR Júlia leão

• Passaram-se quase 40 anos desde que Arnaldo Jabor recebeu seu primeiro prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Gramado. Na ocasião, em 1973, levou a estatueta com o longa Toda Nudez Será Castigada. Agora, em 2012, subiu ao palco do Cine Embaixador para receber o Troféu Eduardo Abelin, dedicado aos grandes diretores do cinema brasileiro. Ovacionado pelo público, foi discreto com os acenos e ponderado com o discurso. Chegou a dizer até que o Brasil está melhorando. Minutos antes, porém, a modéstia do polêmico jornalista e cineasta ficou escondida sob o blazer preto que usava ao atravessar o tapete vermelho. “Toda Nudez, apesar de ser do Nelson Rodrigues, é a peça que digo ser mais pessoal. Fui muito autoral ao criar o roteiro. E vamos combinar, o longa é muito atual, apesar do tempo que passou. Sou um personagem de mim mesmo”, brincou em tom sarcástico. E continuou: “Hoje eu escolho se vou fazer um filme não pelo dinheiro que ele vai render, mas pelo prazer de dirigir. Foi assim com A Suprema Felicidade. Se me importasse com a bilheteria estaria frito, pois hoje o público não se interessa nem por boas histórias nem por tramas que façam

“Se me importasse com a bilheteria estaria frito”, alfinetou Arnaldo Jabor


Fotos roberto Filho e Alex Palarea/Ag. news

Betty Faria, outra homenageada do festival de Gramado, se emocionou no tapete vermelho

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Fotos roberto Filho e Alex Palarea/Ag. news

Premiação

Toma lá, dá cá Em um papo exclusivo com Gente, Arnaldo Jabor falou sobre novela, política e Nelson Rodrigues Oi, Oi, Oi Depois de confessar que não perde um capítulo da novela avenida Brasil, Jabor deixou a brincadeira de lado e sugeriu que algum sociólogo deveria estudar a trama de João Emanuel Carneiro. “A história virou uma febre nacional. É a realidade do povo e por isso merece uma tese”, afirmou.

pensar”. Jabor criticou a indústria de cinema e foi cético na conclusão: “Parece que as pessoas estão mais burras, não?” Junto de Jabor, a atriz Betty Faria foi outra homenageada no evento. Solícita com os pedidos de autógrafo e fotos, se aproximou da entrada do Palácio dos Festivais com brilho nos olhos e voz embargada. No palco, não foi diferente. Não conteve a alegria. Cantou, arriscou alguns passinhos e levantou o troféu Kikito com orgulho de sua conquista. “Sonho com esse prêmio desde pequena. Muito obrigada a todos por este momento.” •

A atriz Tammy di Calafiori também passou pelo Palácio dos Festivais

O centenário rodrigueano Considerado o melhor cineasta a filmar Nelson Rodrigues, ele acredita ter posto um ponto final nessa sua fase cinematográfica: “Acho que fiz o suficiente”. Mensalão Mesmo não acreditando no verdadeiro desfecho do julgamento do mensalão, Jabor afirma que o povo brasileiro deve comemorar. “Estamos dando um passo histórico no País. Pelo menos agora fingem que existe Justiça.” Já sobre a presidente Dilma Rousseff, ele brincou: “Até a elogiei pelas privatizações. Não temos dinheiro, então vamos correr para os empresários.”


Jorge Mautner ganhou dois Kikitos, pela fotografia e roteiro de O Filho do Holocausto

O elenco de Colegas recebe o prêmio das mãos da atriz Daniela Escobar

ElEs quEREm O oscar colegas, do diretor Marcelo Galvão, foi o protagonista da premiação da 40ª edição do Festival de Gramado. O filme ganhou os Kikitos de melhor longa-metragem e melhor direção de arte e foi aplaudido de pé. Os atores Breno Viola, Rita Pokk e Ariel Goldenberg, portadores da síndrome de Down, subiram ao palco derramando lágrimas. O diretor contou um pouco sobre a alegria do momento, após o processo de produção que durou sete anos:

• Como foi receber o prêmio pelo filme após tanto tempo de trabalho? • Em um festival sempre se tem esperança, mas eu não imaginava essa consagração. A receptividade foi ótima. O elenco sonha agora com o Oscar. Já fizeram até uma página no Facebook. • Como surgiu a ideia de fazer um longa com protagonistas com Down? • Eu cresci com um tio com a síndrome, por isso sempre me interessei por esse universo, que é muito próximo da realidade de uma criança. É lúdico e achei que podia emocionar o público que embarcasse nessa aventura alegre e leve que eles vivem.

• E trabalhar com eles, como foi? • É fácil, pois eles veem magia em quase tudo. Se você fala que ele é um gênio, a crença é tão grande que a interpretação é perfeita. Claro que existe o lado mimado da criança, mas as virtudes são maiores. • Tem histórias de bastidor interessante? • O Ariel não entendia por que o filme demorava tanto para sair. Sugeriu ligar para o então presidente Lula e pedir patrocínio. Respondi que não tinha os números dele. Minutos depois chegaram vários fax com contatos de gabinetes de Brasília. O Ariel disse que não tinha desculpa. No final ele captou, sozinho, R$ 300 mil para o filme. •


Estilo Casa • Por Silviane Neno

André Almada com Guigo na sala de jantar. As fotos são de Lufe Gomes. Acima, a parede da sala de estar reúne boa parte da coleção de arte do empresário. A bicicleta belga, comprada há seis meses, é usada em passeios ao centro da cidade, nos fins de semana


A morada do AlmAdA Dono de um dos clubes mais animados de São Paulo, o empresário André Almada mostra que em casa também sabe compor misturas divertidas, modernas e sem preconceito FOTOS Marcelo Navarro / Ag.IstoÉ RepORTAgem Júlia Leão

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Estilo Casa

O lustre de cristal é da Loja Teo. No banheiro social, a coleção de toy art. A parede do quarto foi revestida de tecido no estilo Hamptons


André aproveita a luz natural na cozinha para cultivar temperos usados nos pratos do dia a dia

• Apesar de comandar algumas das melhores festas no circuito Rio São Paulo, o empresário André Almada é discreto e caseiro.“Adoro ficar sozinho no meu apartamento e desfrutar cada pedacinho dele. Tudo que construí tem muito valor sentimental”, conta André. André Almada é dono das bem-sucedidas The Week em São Paulo e no Rio de Janeiro, além da The Society e da casa de eventos Metrópole, que está em soft opening até o início de outubro. Como negócio bom tem que ter o olho do dono, ele está sempre por lá, de quarta a domingo e recebe pessoalmente os amigos e convidados. Afinal é trabalho. Mas quando volta para casa, André não tem vontade de sair. Assim mesmo, bem paradoxal. Mas olhando ao redor dá para entender o apego. A maior parte dos objetos que compõem seu décor muito particular foi garimpada ao longo de dez anos. Para ele, os 180 m² do espaço que divide com seu mascote Guigo são um santuário. “Desde os quadros, móveis, livros e até as plantas, que compro toda semana no Ceagesp, tudo aqui foi escolhido com carinho.” E segue divagando, “Gosto de sentar, apreciar o que tenho e relembrar como foi que adquiri cada coisa.” Valor sentimental. Bem assim. O apartamento no bairro Bela Vista foi comprado há quatro anos. O amigo arquiteto Nelson Kabarite foi imediatamente convocado para desenhar seu “lar doce lar”. “O projeto

POST-IT é dele, mas 70% do que está aqui tem o meu dedo. Gosto muito de decoração”, entrega André. “Eu pedia uma mesa de jacarandá e ele trazia algumas opções. Escolhia a que mais combinava comigo.” Afinal casa precisa ter personalidade e identidade. E até a reforma na sala, que ampliou o ambiente e abriu o trânsito entre a área comum com a privada, foi sugestão do empresário. Na lista dos bibelôs, livros com dedicatória que ganhou ao longo da carreira, expostos na estante da sala de tevê, a peça de arte “O Quadrúpede” – escultura do artista Florian Raiss – e a árvore de Olga Nardi. “São minha obras favoritas, pois lembram minhas raízes”, afirma. A manufatura de Florian, foi feita para representar a vinda do Papa Bento XVI ao Brasil, e André arrematou uma das sete. Já a de Olga Nardi, o empresário encontrou durante um passeio com amigos e não hesitou em comprar. Além de peças contemporâneas – a maior parte do seu acervo é da Casa Triangulo, do diretor Ricardo Trevisan – André conta que adquiriu em antiquário. “A mobília, os abajures e alguns objetos comprei na Loja Teo. Gosto de mesclar as épocas, para a casa não parecer nem um museu nem um show room.” Mas, apesar da grande lista de amigos que frequentam as discos, em casa a frequência é o low profile. André dificilmente recebe visitas e quando o faz, reúne no máximo três a quatro convidados. “Balada é daqui para fora”. Party out door. Morou? •

ido Canto prefera luz natural.

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écor Achado de dardi. As raízes

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musa da chanel nos anos 80, Gisele zelauy conta os bastidores dos tempos de top na maison

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Cameron diaz fala à Gente: “tenho muito amor para dar”

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“faz três semanas que minha vida está mais alegre”, diz Giovanna ewbank

Olimpíadas o show no hipismo da neta da rainha elizabeth

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Cleo PIReS CaetanO,70:

TAÍS

carolina dieckmann: “a internet não É terra decontadas ninguem” histórias

ARAÚJO

o príncipe está nu o escândalo das fotos de harry em las vegas

cheia de charme!

pelos amigos

Sucesso na novela das sete, ela internada e semcarreira e da irmã, fala de amor, receber, hebe que no parto de seu filho fala ajudou ao sBt: “silvio o pAizão Marcello Novaes faz 50 anos e cria os filhos sem tabus: “em casa tem camisinha para todos”

FARIA 40 dias em Istambul e na Capadócia para gravar “NuNca fui boa a próxima novela das nove: empreguete” Aplaudida na novela Avenida Brasil, a atriz vive um conflito familiar entra de na balão Justiça “fIzevoos “o braSil é de visitar ade neta de 10entre anos e andava moto “Vou estrear dois filmes, penso empelo um direito programa de domingo. precoNceituoSo” não perco mais tempo com coisas que eu não gosto” uma CIdade e outra”

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LuCIAnA GImeneZ

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reinaldo lourenço, esCândalO abala o estilista que as high society estrelas amam: paulistano EXCLUSIVO “É mais honesto andar a doispelado mesesdode fazer que usar 30 anos, passou uma ela roupa ruim”

VIAGEM A MÔNACO BETTY

nunca atrasou e mais: pagamento”

exemplar de assinante

aventura na turQuIa

ISTOÉ GENTE 677  

ISTOÉ GENTE 677, Luciana Gimenez

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