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entrevistamos KRISTEN STEWART, a mUsa de crepúsculo

istoegente.com.br

Hebe Camargo

ENvIOu CARtA A SILvIO SANtOS PARA vOLtAR AO SBt, MAS SEu EStADO DE SAúDE é DELICADO

Jennifer Lopez

EDSON CELULARI

DESCOBRE IPANEMA

ABRE o CoRAÇÃo

Aos 54 anos e 33 de carreira, o ator brilha no teatro, prepara volta à tevê, fala do fim do casamento de 17 anos com Cláudia Raia e sobre o novo amor

Grazi depois do bebê ELA FAZ 30 E REAPARECE LINDA, LOIRA E MAgRA I S SN

“o DIVÓRCIo É MUITo DoLoRoSo. MAS VoCÊ TEM DE SUPERAR” “ESToU APAIXoNADo PELA KARIN”

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4/jul/2012

ano 13 n° 669

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“EU NÃo ESPERAVA PELA SEPARAÇÃo”

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“O divórciO fOi muitO dOlOrOsO” Dois anos depois do fim do casamento de 17 anos com Cláudia Raia, EDson CElulaRi fala, pela primeira vez, da dor da separação. após a temporada de sucesso no teatro e prestes a voltar à tevê, ele se diz apaixonado pela namorada, KaRin RoEpKE, fala da carreira e da imagem de galã sexy POR julia leão fOtOS marcelo liso / ag. istoÉ

• Edson Celulari está feliz da vida. Terminando a temporada de sucesso da peça Nem um Dia se Passa Sem Notícias Suas – em cartaz em São Paulo, no Teatro Cultura Artística, até o domingo 1º –, ele se prepara para voltar à tevê na próxima novela das 19h da Globo, o remake de Guerra dos Sexos. E está apaixonado. Dois anos depois de se separar da atriz Cláudia Raia, com quem ficou casado por 17 anos e tem dois filhos – Enzo, 15, e Sophia, 9 –, o ator de 54 anos e 33 de carreira curte o namoro com a arquiteta e atriz Karin Roepke, 30. “Estou superapaixonado por ela”, diz Celulari, aos suspiros. Mas isso não significa que a separação de Cláudia Raia tenha sido superada com facilidade. Nada disso. “O divórcio foi muito doloroso. Eu não esperava. Mas você tem de superar”, declara. Ele superou. E parece viver um dos seus melhores momentos. Na vida e no trabalho. Além do namoro, Edson Celulari está num patamar especial na carreira. Prova disso é o papel que fará no remake de Guerra dos Sexos, que deve estrear em setembro ou outubro. Na trama, o ator viverá Felipe, personagem interpretado por ninguém menos do que Tarcísio Meira na versão original da novela, exibida em 1983. É quase uma passagem de bastão.


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“A gente tenta se dar bem (sobre Cláudia Raia). E conseguimos, porque queremos cuidar dos nossos filhos. Mas a Cláudia é página virada’’


Não é exagero dizer que Edson Celulari é, hoje, o que Tarcísio Meira era há 30 anos para a tevê brasileira: um ator maduro, experiente, admirado e respeitado pela sua beleza e talento. Um legítimo galã. E, se depender dele, esse talento ainda produzirá muita arte no País. “Pretendo trabalhar até os 100 anos”, diz. • Como foi atuar com alguém da família? • Tenho orgulho e foi ótimo. O Pedro (Garcia Netto, 34 anos, sobrinho do ator que contracena com ele na peça Nem Um Dia se Passa sem Notícias Suas) começou com teatro amador. Tenho um carinho muito especial por ele. Trabalhar com ele é poder compartilhar uma intimidade que raramente você pode ter com um ator em cena. Nossa peça fala de família, de envolvimento de sangue. No palco, temos flashes de olhares que são algo muito pessoal. • Você teria vontade de atuar com seu filho (Enzo, 15 anos)? • Primeiro, ele teria de ser ator. Tento não misturar essa coisa de criação com a vida profissional. Ele tem dom para a música. Já faz aula há muito tempo. Toca guitarra, bateria, violino. Ele tem vocação. Acho que pode vir a ser algo que ele vai seguir. • Como ficou a sua relação com seus filhos, após a separação? • Eu tenho uma relação muito próxima com eles. Acho que isso ajudou para que superassem muito bem a separação dos pais. Continuo sendo um pai muito atento com o Enzo e com a Sophia (9 anos). Graças a Deus, está tudo ótimo. • Você olha para os seus filhos e compara a sua infância com a deles? • Eu tinha o mundo nas mãos, mas de outra forma. Hoje, meus filhos têm celular e sabem o que está acontecendo no Japão, nos EUA, na Europa. Mas tento preservar o lúdico na criação deles. A internet é boa, mas às vezes atrapalha. Acho que o básico do ser humano continua igual. Nossa essência é a mesma. Só os meios mudaram. Não adianta ter todo acesso à informação se você não é criativo. Por isso, eu e a Cláudia incentivamos nossos filhos a trabalhar o lado criativo, lúdico. • Você impõe regras a eles? • Claro. Eu e a Cláudia conversamos muito sobre isso. Sempre que podemos, nos encon-

O atOR e O temPO Confira alguns momentos marcantes na vida e na carreira de Edson Celulari Estreia na tevê Em 1979, o ator estreou em sua primeira novela, gaivotas (TV Tupi). Na trama, ele interpretou Mário, filho de Carlos (Paulo Goulart). Talento reconhecido Seu primeiro papel de grande destaque na tevê foi como o revolucionário Jean Pierre, na novela Que rei sou eu?, da Globo, em 1989. Após esse trabalho, Celulari passou a fazer parte do time de galãs da televisão brasileira. Casamento Edson Celulari conheceu Cláudia Raia em 1992, durante as gravações de Deus nos acuda, da globo. Na novela, eles faziam par romântico e acabaram iniciando o namoro na vida real. Dois anos depois, se casaram, numa cerimônia budista, realizada no dia 7 de fevereiro de 1994.

Em família Em abril de 1997, nasce Enzo, o primeiro filho de Edson Celulari e Cláudia Raia. Seis anos depois, eles tiveram Sophia. Hoje, as crianças têm 15 e 9 anos, respectivamente.

Novo amor Em setembro de 2011 (1 ano e meio após se divorciar de Cláudia), o ator começou a namorar a atriz Karin Roepke, 24 anos mais nova do que ele. O casal se conheceu em 2010.

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“Meu namoro com a Karin (Roepke, atriz) está ótimo. Estou super apaixonado. Gosto muito da companhia e da amizade dela. Tudo na Karin me atraiu. Estou muito feliz’’

tramos para falar de limites, coisas da rotina. Eu sou o pai e ela é a mãe. Tem de haver esse tipo de conversa. Precisamos determinar coisas e espaços que eles podem ter ou não. • Por falar na sua ex-mulher... Como foi a separação de vocês? • Você nunca terminou um namoro? Separação é triste. O divórcio foi muito doloroso. Eu não esperava pela separação. Mas você tem de superar. Hoje, é normal que a vida continue. O que houve foi uma separação de duas pessoas públicas, com a maior elegância possível. • Por que não esperava? • Mas essa é a pauta da entrevista? • Você está tão aberto sobre tudo que achei que poderia falar. • Prefiro não falar. • Como é a relação de vocês hoje? • A gente tenta se dar bem. E conseguimos, porque queremos cuidar dos nossos filhos. A questão é tocar a vida. Vou continuar vivendo. Hoje, enfrento a página virada com a maior naturalidade, mesmo a separação não tendo sido simples. Aliás, a minha peça fala de página virada. Eu sou assim. Esse foi um dos motivos de eu ter gostado tanto do texto, pois levo a vida dessa maneira. Quando algo acontece, ponho ponto final e viro a página.

• Então, Cláudia Raia é página virada na sua vida? • Sim. A Cláudia é página virada. • E o namoro com a Karin, como está? • Muito bom. Com o tempo, o coração se apaixona por outra pessoa. Estou namorando e meu namoro está ótimo. A Karin é uma pessoa muito querida. Estamos iniciando uma relação agora. Estou muito feliz. Se não estivesse, não estaria namorando. • Como é ter uma namorada do meio artístico novamente? • Na verdade, a Karin é arquiteta, mas também é cantora, bailarina e atriz. Ela está buscando o espaço dela. Conversamos e é natural que falemos de trabalho. Trocamos algumas dicas. É bom saber aprender em qualquer idade. Estou superapaixonado por ela. Gosto muito da companhia e da amizade da Karin. Tudo nela me atraiu. • Você acha que a renovação de rostos na televisão pode vir a afastar antigos galãs, como você? • A televisão sempre usou rostos novos. Acho que sempre vai ter isso. Mas sempre vai existir a necessidade de um personagem de pai e avó. E eu pretendo trabalhar até os 100 anos. Não penso no passado. Tenho orgulho do que fiz e até lembro, mas não sou nostálgico. O que fiz está feito. Uso o passado apenas como referên-

cia. Procuro ser prático. Essa maturidade conta a meu favor. A idade só tem a acrescentar. • Ainda se vê como um galã? • As tias e avós do Brasil acompanharam minha trajetória, me viam como galã. Mas não sou de rótulos. Quero poder divertir e emocionar as mulheres. É isso que me interessa. É o meu ofício. Mas acho bacana as pessoas reconhecerem meu trabalho, a histeria de algumas fãs. Sempre tentei lidar com o assédio com naturalidade. Gosto de falar com meus fãs, posar para foto. Adoro o que faço e me divirto com tudo, até com o assédio. • Acha que está mais sexy aos 54 anos? • Acho que posso servir de referência para mulheres e para homens. É natural. Mas isso não me preocupa. Continuo sendo quem eu sou. Aos 20 anos, eu era o Edson jovem. Aos 30, era outro homem. Hoje, aos 54, sou outro Edson. Mas não sei se sou mais ou menos sexy. • Como você encara a questão de envelhecer? • É complicado. Mas tenho um condicionamento físico bacana e sou bem ativo para a minha idade. Faço pilates, aeróbica, musculação. Jogo tênis de mesa, bato bola com meu filho. Faço até stand up no mar (espécie de surfe, praticado com remo). Estou bem para minha idade. A idade traz um novo ritmo à vida. Sou vaidoso e gosto de cuidar da saúde.


O ator faz pilates, aeróbica, musculação, joga tênis de mesa e bate bola com o filho: “Faço até stand up no mar (esporte com prancha e remo). Estou bem para minha idade. A idade traz um novo ritmo à vida”

• Como lida com a vaidade? • Eu vou à dermatologista e até compro os produtos que ela manda. Mas só uso por uma semana e depois esqueço. Acho que tenho de cuidar mais da minha pele, que é o meu instrumento de trabalho. Saio de casa com protetor solar. Também vou ao nutricionista. Sei o que posso e o que não posso comer. Sou vaidoso. Gosto de me vestir bem. Procuro roupas com bom caimento. Gosto de ler sobre moda, acompanhar as tendências. Um dos meus melhores amigos é o Ricardo Almeida (estilista). Ele me dá muitas dicas. Agora, somos parceiros de tênis de mesa. Aprendi a jogar em Bauru (interior de São Paulo, onde ele cresceu) com os japoneses. • O interior é bem tradicional. Você sentiu um choque de cultura quando saiu de Bauru para São Paulo? • Foi difícil porque optei pelo teatro e não pelo negócio do meu pai, que tinha uma lanchonete. Como meu pai sempre me apoiou, foi mais fácil. Cheguei a São Paulo aos 17 anos, para fazer faculdade de artes cênicas. Comecei a correr atrás. Passei por situações difíceis, mas sou uma pessoa que tem determinação e sempre soube que queria ser ator. E a Universidade de São Paulo (USP), onde estudei, sempre me deu muito apoio na arte e no teatro, que são a minha base. Na faculdade, só tinha doido. Mas eu vivia bem com todo tipo de loucura. E os loucos também viviam bem com as minhas loucuras (risos). • Que tipo de loucuras? • Muitas. Mas cada um com a sua. Nenhum artista é normal. Vejo o mundo de uma forma sonhadora. Mas, muitas vezes, ele é muito concreto. Sou um interpretador das loucuras e das nuances da vida. Sou feliz e acho que fiz uma carreira boa na televisão. Tenho meu espaço e não é simples manter o nome aqui no Brasil. No teatro, já experimentei de tudo. Já produzi muito também. Gosto de interferir na direção. Também tive experiência no cinema, mas quero ter mais. •

“Eu não esperava pela separação. Mas você tem de superar. É normal que a vida continue. O que houve foi uma separação de duas pessoas públicas, com a maior elegância possível’’ “ele é a PeSSOa maiS importante da minha vida” Especialmente para esta reportagem, Cláudia Raia deu um breve e carinhoso depoimento a respeito do ex-marido. Confira: “O Edson é um pai maravilhoso, uma pessoa muito querida. É a pessoa mais importante da minha vida e isso nunca vai mudar, pois ele me deu o que tenho de mais valioso, que são nossos filhos. A gente se fala diariamente e ele frequenta a nossa casa a hora que quiser. Temos um carinho muito grande um pelo outro. Afinal, foram 17 anos de um casamento muito feliz. Sempre fomos uma família e sempre vamos ser.”

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Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

teatro •

Vladimir Brichta Roberto Filho/Ag. News

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

O ator e produtor da elogiada peça Arte fala que sempre quis ser como seu irmão mais velho, conta da dificuldade para produzir o espetáculo e da vontade de trabalhar com a mulher Daniel Schenker

“aDriana (EstEVEs) quER sER DIRIgIDA POR mIm”

Brichta está mais sóBrio no palco, falando da arte de se relacionar

•Na hora de escrever um texto para o programa de Arte, Vladimir Brichta decidiu falar sobre o irmão mais velho, que hoje mora em Jacarta. “Ele foi o meu primeiro amigo. Durante a vida toda eu quis ser como ele”, conta Brichta, em entrevista à Gente. O principal fator que o levou a montar Arte foi o desejo de abordar a amizade. Nessa peça da francesa Yasmina Reza, dirigida por Emilio de Mello, Brichta interpreta Ivan, amigo de muitos anos de Sergio (Claudio Gabriel) e Marcos (Marcelo Flores). Os três começam a discutir – e a suscitar reflexões sobre o vínculo que os une – a partir de discordâncias em relação a um quadro aparentemente branco comprado por Sergio na véspera. Vladimir Brichta, que transita em Arte por um terreno doce-amargo – distante da descontração de seu trabalho no humorístico Tapas & Beijos, em exibição na TV Globo –, revela, entre seus projetos, o desejo de trabalhar no teatro com a esposa, a atriz Adriana Esteves. • Você decidiu montar Arte depois de ver a encenação com Ricardo Darín na Argentina? • Sim. Eu já tinha sido sondado para fazer a peça em São Paulo há alguns


• Por que Lázaro Ramos se afastou do projeto? • Devido a outros trabalhos. Ele estava comprometido com uma novela, uma peça, dois ou três filmes e um filho. Precisávamos de prazo. Além disso, Lázaro queria fazer uma montagem pequena, em espaço alternativo. Mas alertei que, pelo preço dos direitos autorais dessa peça, teríamos prejuízo. Não foi fácil encontrar outro ator. Até que entrou Claudio (Gabriel), com quem já tinha atuado em A Hora e A Vez de Augusto Matraga. • Yasmina Reza acha que o ser humano não evoluiu desde a Idade da Pedra e que o verniz social presente nos relacionamentos está sempre prestes a se dissolver. Você concorda? • É uma colocação mais comum a um autor do que a um ator. Mas, em alguns aspectos, concordo, sim. Às vezes, nós nos deparamos com acontecimentos que nos levam a pensar que chegamos à barbárie. Um exemplo foi o episódio em que os integrantes de uma família saíram do carro e começaram a bater no policial que tinha acabado de multá-los. • Por que Arte o instiga tanto? • A peça fala sobre amizade. Lembra que fazemos amizade à medida que reconhecemos os nossos valores no outro. Os personagens são três amigos de longa data que passam por várias transições. Eles têm o riso como moeda valiosa, como termômetro da relação.

No texto para o programa eu escrevi sobre o meu irmão mais velho, que foi o meu primeiro amigo. Durante a vida toda eu quis ser como ele. O lugar da amizade é sagrado. Percebi que estava falando sobre coisas muito sérias. • O ponto de partida é a discussão sobre uma obra, um quadro aparentemente branco, não? • Sim. O quadro é um pretexto para uma discussão sobre valores. Eles começam valorando o quadro, mas o que estão valorando, na verdade, é a própria amizade. E o quadro branco é um elemento muito subjetivo, onde cada um projeta as suas questões pessoais. O título – Arte – parece se referir à obra de arte, mas é sobre a arte de se relacionar. • Por que você decidiu partir para a produção em Arte? • Eu tinha dado uma força na produção de Como Raul já Dizia, montagem de Claudio Simões. Mas não era um projeto meu. Produzir me dá autonomia e a possibilidade de agregar quem conhe-

ço. Acho que não produzirei todos os espetáculos. No caso de Arte, fiz investimentos que podem me trazer consequências preocupantes. • Você e Adriana Esteves já pensaram em trabalhar juntos? • Já. Existem alguns textos que gostaria de fazer com Adriana. Ela disse que queria ser dirigida por mim. Não sei se seria íntimo demais. • Teatro do Leblon – Sala Marília Pêra – r. Conde de Bernadotte, 26, Rio, tel. (21) 2529-7700. Até 15/7. (14 anos)

“O meu irmão mais velho, que foi o meu primeiro amigo. Durante a vida toda eu quis ser como ele. O lugar da amizade é sagrado”

Andre Wanderley/Divulgação

anos. Li o texto, gostei muito, mas, na época, não pude. Estava envolvido com outros projetos. Depois vi a montagem com o Darín. Achei incrível. Ainda mais quando soube que eles apresentavam há mais de dez anos, mesmo que não ininterruptamente. O frescor com que encenavam era impressionante. Assisti à peça com Adriana (Esteves) e ela sugeriu que eu fizesse no Brasil, não necessariamente como ator, mas até como diretor, com Marcelo Flores no elenco. Uma semana depois, Marcelo me ligou contando que Lázaro (Ramos) sugeriu que ele montasse Arte. Era o sinal. Decidi fazer como ator, ao lado de Marcelo e de Lázaro.

Marcelo Flores, Vladimir Brichta e Claudio Gabriel: riso como termômetro da amizade 14/01/2011

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Ensaio


sereia Aque saiu da rede

POR Simone BlaneS fOtOS daniel BenaSSi / ag. iStoÉ COnCeitO Bianca zaramella Styling alexandre SchnaBl

Maiô com estampa tropical Paola Robba para Poko Pano lenço de seda Scarf Me e sandálias Schutz

Aos 21 anos, a gaúcha NAtáliA ZAmbiAsi foi descoberta em uma rede social e agora é presença garantida nos desfiles de biquíni e maiô. seu segredo é ter moldado o corpo com a prática de esportes, como o voleibol


• O Orkut saiu de moda, mas a moda tem o que agradecer: foi nas páginas da rede social que a modelo Natália Zambiasi foi descoberta – a exemplo de outras beldades, como a atriz Laura Neiva. “Eu jogava vôlei por um time de Blumenau e nem pensava em ser modelo. Até que um olheiro de uma agência local me achou no Orkut. Logo depois eu rompi os ligamentos do ombro esquerdo e como não poderia mais jogar, fui tentar a carreira na moda”, conta ela, que integrou categorias de base da seleção brasileira. Da internet para os desfiles mais badalados do São Paulo Fashion Week e do Fashion Rio foi um pulo. A silhueta magra, porém bem definida, da gaúcha de 21 anos a tem credenciado para as passarelas das principais marcas de beachwear brasileiras. Recentemente, fez uma campanha de lingerie para Calvin Klein, seu primeiro trabalho internacional. Se Natália fica poderosa vestindo biquíni não é graças a dietas radicais e rotina espartana. A garota é assumidamente geração saúde, se alimenta bem e encara a atividade física com prazer. Filha de Fábio Zambiasi, ex-jogador de futebol, e de uma professora de educação física, ela e os irmãos foram incentivados a praticar esportes desde a infância. “Quando criança, eu jogava futebol e fazia balé. Mas meu corpo se formou no vôlei, por isso tenho curvas. E tenho uma altura legal (1,78 m) e peitos naturais, o que eu acredito que tenha me ajudado bastante.” Hoje, ela mantém a forma com corrida e abdominais ao menos duas vezes por semana. “Também quero achar tempo para fazer street dance e vou comprar uma bicicleta”, diz. Seu cardápio é digno de uma ex-atleta. “Estou acostumada a comer legumes, verduras e muitas frutas. Não consigo comer nada sem antes ter uma saladinha.” Menina ainda, Natália vê casamento e maternidade como projetos distantes, mas sonha: quer ter três filhos, talvez adotar. Mais imediata é a vontade de se tornar uma Angel: “Quero muito desfilar para a Victoria’s Secret. Porque a modelo pode demonstrar sua personalidade na passarela, é uma performance. E como eu não sou nada tímida, acho que me daria muito bem.” Além de extrovertida, a modelo se considera “muito ansiosa e impulsiva”. “Por isso vou fazer terapia”, conta ela, que sempre que tem um tempinho na agenda corre para Carazinho (RS), sua cidade natal, onde ainda moram os pais e a irmã. “Quando estou lá, tenho horário para chegar em casa”, avisa ela, que não dispensa um carteado com as amigas. •

Maiô listrado Salinas sandálias Schutz e mix de pulseiras em resina Sobral

Ensaio


Vestido tomara-que-caia em seda e com estampa inspirada nas asas de libĂŠlulas, Maria Bonita Extra


Vestido, braçadeiras e sandálais em tressê de couro Cantão

Ensaio


Vestido longo em algodão Alessa

“Meu corpo se formou no vôlei, por isso tenho curvas. E tenho uma altura legal (1,78 m) e peitos naturais, o que eu acredito que tenha me ajudado bastante”

CONFIRA O vídeO dO MAKING OF dO eNsAIO eM WWW.ISTOEGENTE.COM.BR

Beleza nani gama MOdelO natália zamBiaSi (Joy) aSSiStente de PROduçãO mariana mendeS e zeca SantoS tRataMentO digital Bruno rezende agRadeCiMentOS cantão e redley


“É melhor ver cenas genuínas de sexo” Num esforço para deixar de ser a Bela de Crepúsculo, KristeN stewart, a atriz mais bem paga de Hollywood, protagoniza Na estrada, em que vive uma mulher libertária e atua em cenas de nudez e drogas POR Carlos Helí de almeida, de West sussex, inglaterra, e de Cannes, na França

• Em Crepúsculo, apenas no penúltimo filme da série o casal protagonista teve uma romântica cena de sexo. Mas é Kristen Stewart, a intérprete da delicada heroína da saga vampiresca, quem diz: “Acho ridículo ver atrizes fazerem falsas cenas de sexo em filmes e depois declarar que se sentiram seguras no set.” Aos 22 anos e atriz mais bem paga de Hollywood entre maio de 2011 e 2012, faturando US$ 34,5 segundo a revista Forbes, Kristen conta que foi com uma postura destemida que ela protagonizou cenas de nudez em Na Estrada, que estreia no Brasil em 13 de julho. No filme dirigido por Walter Salles, ela é Marylou, jovem de espírito livre que vira amante de dois amigos que atravessam as estradas dos Estados Unidos em uma viagem existencial. “Eu teria me reunido a esses dois caras, com certeza”, diz Kristen, que conta ter lido o livro de

Jack Kerouac, do qual o filme é uma adaptação, ainda na adolescência, e admirar pessoas de atitudes libertárias. Fora das telas, no entanto, ela tem uma vida mais dentro das regras e mantém um romance discretíssimo com Robert Pattinson, seu parceiro em Crespúsculo. • Como descreveria a experiência de trabalhar em Na Estrada? • Kristen. Foi a maior experiência que tive em cinema. Não participei de todos os trechos da viagem que eles filmaram. Mas fui para Montreal me juntar à equipe e nos prepararmos para as filmagens. Depois, fui para Nova Orleans, Phoenix e São Francisco. Em seguida, voltei para casa e fiz um outro filme da saga Crepúsculo. O que foi estranho, porque queria voltar para aquela experiência com o Walter (Salles), que foi interrompida. Não

tive tempo de pensar no que tinha acontecido naquelas semanas na estrada. O que, na verdade, assemelha-se bastante à experiência da minha personagem. • Teve algum receio em fazer as sequências de sexo? • Pelo contrário, eu queria fazer as cenas de sexo. Gosto de filmes que testem meus limites. É uma forma de me desafiar, sair da zona de conforto. Confesso que vivi mais experiências interessantes naquelas quatro semanas de filmagem de Na Estrada do que na minha vida normal. • As sequências de nudez entre os personagens são discretas, não mostram genitais. Isso a deixou mais tranquila? • Acho ridículo ver atrizes fazerem falsas cenas de sexo em filmes e depois declarar


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Fotos tim Hunter/Newspix/Getty images


alberto Pizzoli/aFP

“Acho ridículo ver atrizes fazerem falsas cenas de sexo em filmes e depois declarar que se sentiram seguras no set. Não queria me sentir segura”

‘‘Eu queria fazer as cenas de sexo. Gosto de filmes que testem meus limites. Confesso que vivi mais experiências interessantes nas de filmagem de Na Estrada do que na minha vida normal”

Kristen em maio, no Festival de Cinema de Cannes, onde Na Estrada foi lançado


• O livro do Kerouac já lhe era familiar? • Eu o li pela primeira vez quando tinha uns 15 anos. Foi o meu primeiro livro favorito, porque ele abriu tantas portas na minha cabeça. Ele realmente acendeu um fogo dentro de mim, me inspirou aquela sensação querer ver ou ouvir coisas novas, desejar coisas e correr atrás delas. Gostei do estilo do texto, mas também do estilo montanha-russa da narrativa, do sentido de liberdade que os personagens transmitem. • Era comum mulheres de sua geração lerem Na Estrada na adolescência? • Definitivamente, não! Não foram poucas as pessoas que chegaram para mim e disseram: “Como uma garota moderna como você está lendo um livro sobre pessoas que foram jovens nos anos 40 e 50?” Ou: “Como você, uma mulher contemporânea, pode se identificar com uma jovem daquela época?” A gente sempre quer saber de onde veio. Então, era uma questão de ter contato com as minhas raízes, com personagens que me inspiram na vida. E esses dois caras com quem ela partilhou momentos importantes da juventude, eu teria me reunido a eles, com certeza. • O que você admira em Walter Salles? • Walter faz as coisas acontecerem. Uma das coisas mais estranhas sobre ele é que, ao final de um ensaio, da filmagem de um take, ou de um dia de trabalho, ele não toma crédito por nada, porque aconteceu com você. É raro encontrar alguém assim. Walter tem essa habilidade muito particular de juntar as pessoas. Sei que esse é o propósito de todo bom diretor, mas nunca me senti tão motivada por outra pessoa como me senti com ele. Faria qualquer coisa por aquele cara. Esse é o poder dele. Por alguma razão, você quer segui-lo aonde ele vai.

• Como lida com o assédio dos fãs da saga Crepúsculo? Esse tipo de fã ainda a incomoda? • Não saberia dizer... Não penso muito sobre isso. O fato é que consegui compartilhar a experiência desses filmes com milhões de pessoas do mundo inteiro. É uma maluquice, eu sei, mas é uma experiência única que, provavelmente, nunca mais irá se repetir. É muito doida, estranha e maravilhosa essa coisa de dividir uma mesma energia com tantas pessoas tão diferentes entre si. Não sei como essas pessoas me verão depois que a saga acabar.

Veja o trailer do filme em WWW.ISTOEGENTE.COM.BR

• Filmes de orçamentos menores, como Na Estrada, são uma forma de se distanciar da imagem de heroína de superproduções, como Crepúsculo e Branca de Neve e o Caçador? • É legal oferecer algo novo para o público, diversificar a percepção que a plateia tem de você. Mas adoro Crepúsculo, tenho muito orgulho da saga. Vejo como um grande elogio quando um fã diz que não consegue me ver em outro tipo de filme. Sei que sempre serei lembrada pela Bela de Crepúsculo. E não é uma coisa ruim. Há lugar para todo tipo de trabalho. Gosto de filmes pequenos também. Não vejo Branca de Neve e o Caçador como um filme que possa mostrar que sou capaz de fazer algo diferente de Crepúsculo. • Você é religiosa como a Branca de Neve do filme? • Não sou religiosa. Mas converso comigo mesma. Há momentos em que interpreto determinados acontecimentos como sinais, quando estou prestes a fazer algo importante e não sei qual será o resultado, por exemplo. Nesses dias, quando alguma coisa trivial dá errado, como deixar cair algo no chão, eu praguejo e tenho a nítida impressão de que terei um dia horrível (risos). Conversar comigo mesma é uma forma de colocar energia positiva no mundo. Sou obcecada por isso, em não estragar uma situação. Acho que é o que Branca de Neve faz com suas orações. • Divulgação

que se sentiram seguras no set. Na maioria desses casos, as sequências soam falsas, dá para perceber que elas estão usando faixas da cor da pele para cobrir os seios. Não queria me sentir segura. É muito mais interessante ver cenas genuínas de sexo do que uma coisa que a gente percebe que é falsa. Sempre quis ficar mais próxima da experiência real o máximo possível.

“Sei que esse é o propósito de todo bom diretor, mas nunca me senti tão motivada por outra pessoa como me senti com Walter Salles. Faria qualquer coisa por aquele cara”

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Gringos in Brazil


Farofinha chic em

Ipanema Entre os quatro shows que fez no Brasil, JEnnifEr LopEz curtiu uma semana de folga com os filhos Max e Emme, além do namorado, Casper Smart, no rio – com direito a farra na praia e passeio de lancha. De quebra, ela ainda ganhou uma fã mais que especial: JuLiana paES POR AnA CorA LimA

Fotos ag. news

Com o namorado, Casper Smart, e com os filhos, Max e Emme, a cantora brincou na areia e mergulhou no mar, na segunda-feira 25

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Gringos in Brazil

• A musa pop latina e celebridade mais influente do mundo, segundo lista divulgada em maio pela revista Forbes, não resistiu à descontração e ao astral de Ipanema. De biquíni branco, uma big pulseira dourada e moletom amarrado na cintura, Jennifer Lopez parecia uma turista comum na praia eternizada por Tom Jobim e pela bossa nova na tarde da segunda-feira 25. Ao lado do namorado, o dançarino Casper Smart, e dos filhos gêmeos Max e Emme, J.Lo brincou de fazer buracos na beira d’água e de pá vermelha na mão ajudou a enterrar um dos filhos e o segurança na areia. Só ficaram com a cabeça para fora! O clima de curtição tinha razão de ser. A cantora aproveitava uma rara brecha na agenda de trabalho para aproveitar a miniférias com a família. J.Lo se apresentou no domingo 24, em São Paulo, e na quarta-feira 27, no Rio – com a turnê Dance Again World. Faria também shows em Fortaleza, no sábado 30, e em Recife, no domingo 1. Hospedada no Hotel Fasano Rio, diante do mar do Arpoador, a popstar aproveitou a piscina de borda infinita com os filhos, de 4 anos, frutos do seu relacionamento com o exmarido, o cantor Marc Anthony. “Ela é megacarinhosa com eles, dedicada”, testemunhou um membro do staff que a acompanhou pela cidade. Na manhã da terça-feira 26, usando um maiô bem decotado na frente, J.Lo exibiu o famoso corpão. No mesmo dia, à tarde, ela, o namorado e mais três amigos foram passear de lancha na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde Casper praticou wakeboard.


Fotos ag. news

Usando um maiô bem decotado, J.Lo aproveitou a piscina do Hotel Fasano com os gêmeos. Na mesma terça 26, ela passeou de lancha na Lagoa Rodrigo de Freitas

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Fotos ag. news

Gringos in Brazil

A quarta-feira foi dedicada à preparação para o show. “Ela chegou por volta das 13h, cumprimentou todo mundo, checou as luzes e o som, e depois ensaiou. Todo mundo aqui ficou bobo com o pique e a disposição dela. A J. Lo dança muito!”, contou um dos funcionários da produção. Na lista de pedidos da estrela para o seu camarim na casa de shows havia espaguete de massa integral à bolonhesa, peixes, feijão preto, arroz integral, passas orgânicas, saladas, batata-doce, frutas frescas, quinua e cuscuz. No menu de bebidas, nada de álcool – nem para ela, nem para nenhum do grupo. No dia seguinte à apresentação, a cantora acordou tarde, por volta das 13h, e tomou café na varanda ao lado de Casper, com quem namora desde novembro de 2011. “Ele está sempre por perto. Deixou de ser um bailarino do show para ser um tipo de coordenador da turnê. Eles parecem que estão apaixonados, tem aquele clima de romance no ar, de paixão”, contou um dos produtores.

No palco, Jennifer cantou seus hits e interagiu com o público falando em português. À dir., Juliana Paes estava entre as fãs mais animadas da cantora e dançou todas as coreografias


• Bracinhos para cima!

• O show carioca foi prestigiado por artistas da tevê e outras personalidades do show biz nacional. Entre a turma dos mais animados, ninguém chamou mais a atenção do que Juliana Paes.A protagonista da novela Gabriela, da TV Globo, aproveitou a noite livre de gravações para ir conferir o show e se esbaldou de dançar, bem pertinho do palco. A atriz não só cantou todas as músicas, como mostrou saber também as coreografias. “Ela é linda!”, repetia Juliana para os amigos, para logo em seguida emendar: “Ai, adoro essa música”. Sem a jaqueta brilhante e as sandálias de salto altíssimo, que faziam parte do seu look na chegada, Juliana deixou o show feliz da vida. “Amei”, comentou. A atriz ainda reproduziu alguns passos mais complicados de Jennifer no estacionamento, em direção ao carro. Outra que se destacou, mas por sua discrição, foi Guilhermina Guinle. A atriz tentou disfarçar a presença do namorado, o advogado Leonardo Antonelli, irmão da atriz Giovanna Antonelli, mas no final do show deixou o espaço de mãos dadas com o rapaz. Jonatas Faro, Susana Vieira, Adriana Birolli, Luiza Valdetaro, Fernanda Machado e José Loreto engrossaram o coro dos artistas presentes. Simpática diante da plateia de mais de sete mil espectadores, J.Lo cantou por cerca de uma hora e meia, trocou de roupa sete vezes e interagiu com o público falando em português. “Oi, pessoal. Estão gostando? Eu adoro o Brasil e quero agradecer o carinho de vocês”, disse. • (COlabOROu Simone BLAneS)

rogério Domingues/rogério produções

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Guilhermina Guinle foi com o namorado, o advogado Leonardo Antonelli

14/01/2011

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