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RobeRto CaRlos nos bastidores do seu cruzeiro: “um novo amor está chegando”

thiago Fragoso deixa uti, após queda no teatro entrevista GeoRGe luCas não achava que star wars seria o grande filme de sua carreira

Imagens exclusIvas na jamaIca

Ricardo amaral, o rei da noite carioca: “tenho horror a área vip”

Rohan MaRley dá a aliança e suRpReende a noiva eM pôR do sol na pRaia: “o coRação dela se abRiu”

Ensaio ALÊ DE SOUZA

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mais: A top em fotos deslumbrantes

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“rohan é a pessoa certa para viver ao meu lado o resto da vida”

I S SN

O nOivadO surpresa

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ISABELI FONTANA

13/fev/2012

ano 13 n° 648

R$ 9,90


Capa

Sob

a bênção

Os detalhes do noivado surpresa de Isabeli Fontana e Rohan Marley na Jamaica, ao som de reggae e de acordo com os mandamentos do Deus rastafari

Jah

de

POR Simone BlaneS

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‘‘O Ro está aprendendo a ser romântico. Ele disse que nunca tinha feito algo assim antes. E eu fiquei encantada com a doçura dele’’ Isabeli Fontana

• A manhã do dia 23 de janeiro começou diferente para Isabeli Fontana. Em férias na Jamaica, curtindo a praia e o namorado, o empresário Rohan Marley, a top ouviu dele um pedido que a deixou intrigada. “Quero que vista branco hoje no jantar”, disse o filho de Bob Marley. Isabeli não entendeu bem, mas consentiu. O dia seguiu, a top se bronzeou na praia de Negril, uma das mais desertas do país, e, de volta ao hotel – o exclusivo Tensing Pen Resort, de 22 suítes –, foi con-

ferir na mala quais peças brancas tinha levado. Achou apenas um vestido Gloria Coelho, cool e despretensioso. Para dar um charme no look, Isabeli ligou na recepção e pediu que preparassem uma tiara de flores, para usar no jantar “especial” que Rohan havia armado. O adereço é entregue no quarto e ela desce ao saguão, onde o rapaz a esperava vestindo uma calça e camisa de linho brancas. A partir daí, as cenas poderiam fazer parte de um roteiro de novela das oito.

Após o jantar, Rohan revelou a surpresa. Um anel de brilhantes, feito por um artesão local, e a oficialização do noivado, após cinco meses de namoro. “O Ro está aprendendo a ser romântico. Ele disse que nunca tinha feito algo assim antes. E eu fiquei encantada com a doçura dele e esse jeito de querer me mimar a toda hora”, disse Isabeli, que já havia sido presenteada por ele com um anel em ouro rosé que trazia a forma de um leão dourado com olhos feitos com dois


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Isabeli improvisou no noivado surpresa: Rohan pediu que ela usasse branco, e ela só tinha um vestido na mala

• O encontro

diamantes negros. Em entrevista à Gente, o músico revelou que a modelo realmente se surpreendeu com a aliança. “O coração dela se abriu, pude ver nos olhos dela”, contou ele, que também não esconde o quanto está apaixonado. “No momento em que a vi pela primeira vez, entendi que tudo acontece no tempo de Deus. Adoramos estar apaixonados.” Após o jantar, os dois encontraram amigos em uma boate e festejaram ao som de reggae até o nascer do sol.

• O casal se conheceu graças a uma ajudinha de outra modelo, Ana Beatriz Barros. Foi a top mineira que conheceu Rohan em uma boate em Nova York e logo quis apresentá-lo a Isabeli. “Falei para ele que tinha uma amiga que era a cara dele. No dia, Rohan viu fotos da Isabeli no Google e eles começaram a se falar por BBM. Isabeli foi para a Jamaica – ela já estava com passagem marcada para lá desde antes – e eles se conheceram pessoalmente. Fico feliz que o relacionamento tenha dado certo!”, comemora a amiga. Tão certo que os dois devem se casar ainda este ano e na Etiópia (leia mais detalhes na reportagem-ensaio a partir da página 26). “Estou finalizando os detalhes do vestido com Dolce&Gabbana”, contou ela. A top conta

que a química entre os dois a faz acreditar que Rohan é o homem de sua vida. “Ele tem o coração puro igual ao meu. É amigo, protetor, generoso, humilde, carinhoso, fiel, divertido e sensual. Tudo que me faz ter certeza de que ele é a pessoa certa para eu passar o resto da minha vida ao lado.” A certeza a leva também a pensar em ter um filho com o empresário – seria o décimo (se juntar a prole do casal), já que Rohan tem sete filhos e Isabeli tem Zion, 8 anos, e Lucas, 5. “Nossa família é grande, mas é como coração de mãe: sempre cabe mais um”, brincou. O noivado ao pôr do sol jamaicano empolgou Rohan: “É o desejo de Jah (Deus, na visão da religião rastafari) que a gente continue a viver e a crescer juntos, apaixonados, e que aceitemos o plano do Todo-Poderoso.” • 13/2/2012

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Tvai udo

dar pé Isabeli Fontana fala de sua relação leve e desencanada com o noivo, Rohan Marley, mas assume que tem ciúme e o desejo de ter um filho com ele – somados, eles já têm nove! POR Bianca Zaramella fOtOs e beleza alê de SouZa

ediçãO de MOda alê duprat e rodrigo grunfend para ar conSultoria de imagem


Capa

• O noivado recente selou seu novo rumo amoroso, mas a aliança que Isabeli Fontana ganhou de Rohan Marley não mudou o ritmo da relação. O romance permanece no compasso do reggae: sem pressa nem estresse. “Vivo o amor hoje sem pensar no amanhã. Não tenho medo de viver”, diz ela. Traduzindo, a cerimônia de casamento com o filho de Bob Marley, no rito rastafari, já tem dia e lugar – em algum dia 8, de algum mês deste ano e na Etiópia. Tudo assim, meio no ar, mas sem uma ruga de preocupação no rosto renascentista da top. O que não quer dizer que Isabeli esteja livre de fragilidades. Ciúme ela assume e demonstra que tem. “Hoje, por exemplo, liguei duas vezes e ele não atendeu. Agora vai ficar de castigo: não o atendo e só ligo amanhã.”A seguir, os melhores trechos desta entrevista com um dos rostos mais belos do mundo da moda.

Sem medo de ser feliz

“Vivo o amor hoje sem pensar no amanhã. Faço todas as minhas coisas intensamente e não me arrependo de nada que fiz na vida. Não tenho medo de viver. Só quero ser feliz hoje e agora.” “A gente sempre se falava por Skype, e-mail e telefone. Fomos apresentados por amigas em comum. Na primeira vez em que nos vimos, já rolou uma energia superpositiva. Entrei no carro e ele me disse: “Posso te dar um beijo?” Foi assim, direto mesmo. Na hora, pensei: Por que não, né? Não tenho medo de me entregar. Estou vivendo um amor que deu certo no primeiro encontro.”

Casamento na Etiópia

“Rohan escolheu fazer na Etiópia para voltar às origens. Ele está me ensinando muito sobre a religião rastafari, que prega viver o amor intensamente e sem medo.”

Rasta e chique no altar

“Usarei um vestido branco Dolce&Gabbana. E acho que a música será uma do pai dele, Bob Marley. Ela me acalma. Quando estou muito nervosa, Rohan sempre canta para mim ‘Don’t worry/Be happy’ (“Não se preocupe, seja feliz)...” 13/2/2012

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Vestido Maria Filó, caleçon Daslu e brincos Sara Joias

Amor à primeira vista


“Na primeira vez em que Rohan e eu nos encontramos rolou uma energia superpositiva. Entrei no carro e ele me disse: ‘Posso te dar um beijo?’. Foi assim, direto mesmo”


Top Un.i, saia de tule Bianca Marques e calcinha Un.i

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“Quero muito ter um filho com ele, mas não agora. Rohan tem sete filhos e eu, dois. Precisamos montar uma estrutura para tudo isso primeiro. Ele adora o Zion e o Lucas. Eu já conheci dois dos filhos dele. Vou viajar para a formatura de uma das filhas, Eden, de 17 anos. E sei que uma delas, a que tem 12 anos, quer ser modelo. Quero muito conhecê-la.”

Ciúmes

“Sabe do que ele não gosta? Que as pessoas me deem beijos no rosto. Na Jamaica, é no máximo um abraço. Aqui, todo mundo beija e abraça. Ele não gosta muito. Eu sou ciumenta, sim. Com Rohan, estou vivendo uma fase mais plena e tranquila. Isso ainda é estranho. Sempre fui muito ansiosa. Faço terapia desde os 9 anos por conta disso.”

Balzaquiana

“Estou me cuidando mais por causa da idade. Comecei a fazer um tratamento antienvelhecimento, com células-tronco, com a dermatologista Célia Sampaio. É um método natural de repor as células. Não ligava a mínima para essas coisas, mas preciso me cuidar. Vivo da minha imagem.”

O outro lado da moda

“Não vivo para a moda. É o meu trabalho. Não vejo graça nenhuma no glamour de que as pessoas falam tanto. Que diferença isso faz na minha vida? Não tenho paciência.”

Mulher de verdade

“A mulher bonita vende a moda. Mas não gosto daquela de pele e cabelos perfeitos. Gosto da real, que sai com o cabelo despenteado e uma maquiagem de personalidade.”

Sem retoques

“Não gosto de fotos artificiais, retocadas. O bonito da fotografia é a naturalidade. Hoje em dia as meninas estão tão magras que têm de disfarçar os ossos aparentes no computador. É horrível! A ditadura da magreza é absurda, mas faz parte deste mundo.” •

PROduçãO de MOda • Renato telles paRa ar conSultoria de imagem assistente de beleza • CaRol pRada e felipe rodrigueS assistente de fOtOgRafia • Romulo soaRes tRataMentO de iMageM • oCtavio duaRte

Vestido Bianca Marques

Família grande


“Não vivo para a moda. É o meu trabalho. Não vejo graça nenhuma no glamour de que as pessoas falam tanto. Não tenho a mínima paciência”

Macaquinho NK Store

Blusa Morena Rosa e caleçon Daslu

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ALÊ DE SOUZA • Alê de Souza é maquiador, beauty artist e fotógrafo

brILhO pArA O OLhAr A sombra em creme na cor chocolate da Make Up Forever valorizou os olhos de Isabeli Fontana. A máscara para cílios Hypnose Doll Lashes foi aplicada várias vezes para deixar os olhos da top ainda mais azuis.

pele perfeita • Para compor esse visual cheio de frescor apostei em tons suaves e naturais para a Isabeli Fontana. Primeiro tonalizei a pele com a base Parure Extreme de Guerlain e as pequenas imperfeições foram corrigidas com Secret Camouflage, de Laura Mercier. O blush em creme The Multiple, da Nars (cor Maui) foi aplicado nas maçãs do rosto de Isabeli para dar um ar de saúde. Após terminar a pele, apliquei em toda pálpebra móvel uma sombra em creme na cor chocolate, da Make Up Forever. O lápis bege, aplicado na linha d’água dos olhos, ajudou a abrir o olhar. Para finalizar, valorizei o intenso azul dos olhos dela com camadas generosas da máscara para cílios Hypnose Doll Lashes da Lancôme. Para os lábios escolhi o brilho labial Lorac Sheer Wash, que dá mais frescor e naturalidade ao look. •

LábIOs nAturAIs Para deixar lábios irresistíveis aposte nos brilhos labiais levemente transparentes em tons de cereja ou rosé

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DICA DO ALÊ Pele bronzeada não combina com muita maquiagem, por isso neste verão faça valer a regra do menos é mais. Um bom corretivo, um blush em creme, um hidratante labial e muita máscara para cílios já são suficientes para você ficar linda nesta época do ano!”

(1). Corretivo Secret Camouflage Laura Mercier (2). Rímel Lancôme Hypnose Doll Lashes (3). Blush Cremoso Nars/ Cor Maui (4). Base Guerlain Parure Extreme Lumininouse Extreme


“Texturas cremosas deixam a maquiagem com um ar saudável” Alê de Souza

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Diversão & Arte

cinema • música • teatro • televisão • livros • gastronomia

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

cinema •

“VOu VOltar a fazEr fIlmEs experimentais”

george lucas O diretor, um dos mais bem-sucedidos de Hollywood, fala da volta de Star Wars – Episódio 1: A Ameaça Fantasma aos cinemas, agora em 3D, lembra o início da carreira e o inesperado sucesso da saga de ficção científica e conta que vai financiar seus projetos mais pessoais

Na pág. ao lado, ceNa de Star WarS

• George Lucas acreditava que Loucuras de Verão, filme de 1973, seria o seu maior sucesso. Até que um executivo da indústria cinematográfica viu o trabalho dele, perguntou se ele teria outro longa para oferecer e ele fez Star Wars, que mudaria a sua vida. Foram duas trilogias da saga de ficção científica protagonizada por Luke Skywalker e Darth Vader que acumulou, ao longo dos anos, uma bilheteria de mais de US$ 4 bilhões. Em ordem inversa, a primeira tem os episódios quatro, cinco e seis, estreando nos cinemas em 1977. Os três primeiros são da segunda trilogia. E é a partir do número 1, A Ameaça Fantasma, de 1999, que os filmes voltam ao cinema, agora em 3D. A seguir, Lucas lembra o início da carreira, do sucesso da série, do que faz um filme sobreviver ao tempo e avisa: não está se aposentando, mas voltando a fazer trabalhos experimentais. • Como exatamente o 3D enriquece a experiência de ver o filme? • É como a diferença entre assistir a um filme em preto e branco ou colori-


do. Funciona em preto e branco, mas fica melhor colorido. É a mesma coisa com o 3D. Não é preciso assistir em 3D, mas é melhor quando se vê com essa tecnologia.

• E qual foi o passo seguinte? • Uma vez que comecei a fazer filmes, eles começaram a ganhar prêmios, as pessoas começaram a estudar meu trabalho, eu ganhei reconhecimento nos festivais. Queria ver se eu poderia viver de fazer filmes, porque, até aquele momento, ainda era muito difícil. Eu pensava em ser cameraman, editor e fazer documentários e filmes experimentais no tempo livre. Era o meu plano. Na Warner Bros., encontrei Francis (Ford Coppola). Ele e eu concordamos que não queríamos estar em Hollywood. Então, mudamos para São Francisco e começamos uma empresa de cinema lá. Para mim, esse foi um grande passo. Francis me desafiou a fazer algo que não era nem científico nem artístico, que era apenas comédia. E eu comecei a escrever Loucuras de Verão (1973) • Isso o levou a mudar seus planos? • Eu não tinha uma visão muito clara de onde eu gostaria de chegar, mas a oportunidade continuava batendo na minha porta. Levou dois anos para colocar Loucuras de Verão em pé, o que fiz, basicamente, porque eu precisava de um emprego. Levei a ideia para todos os estúdios e eles disseram: “Não”. Foi uma batalha. Finalmente, fomos até a Universal e eles aceitariam. Mas o estúdio não gostou do filme pronto e o colocaram na gaveta.

Fotos Divulgação

• Como o sr. se envolveu com cinema? • Entrei para o mercado de cinema de uma maneira maluca, que é como as coisas acontecem na vida. Eu era um carpinteiro e meu pai não me deixaria ir para uma escola de artes. Então, comecei a aprender fotografia e fui para uma escola de cinema. Naquela época, eu não tinha ideia que poderia aprender a fazer um filme na faculdade. Não conhecia muito de cinema. Mas então eu descobri que eu adorava fazer filmes e era bom nisso. Encontrei a minha paixão.

‘‘É engraçado como a vida toma caminhos tão inesperados. Eu achava que Loucuras de Verão seria o filme mais bem-sucedido que eu faria. Mas acabou sendo Star Wars” • O que aconteceu então? • Começamos a fazer exibições para algumas pessoas, sempre com boa recepção. Eles finalmente decidiram lançar. Foi um grande sucesso. Alan Ladd Jr., da Fox, viu e perguntou se tínhamos outros filmes. Respondemos que sim. Então, eu levei Star Wars para ele. Desde então, minha vida está atrelada a Star Wars. É engraçado como a vida toma caminhos tão inesperados. Não há como prever. Eu achava que Loucuras de Verão seria o filme mais bem-sucedido que eu faria. Mas acabou sendo Star Wars. • O sr. é frequentemente descrito como um visionário. Como encara isso? • Quero criar histórias e as transformar em filmes. Isso é o que os artistas têm feito ao longo do tempo. Mas, seja em que época for, há problemas. Se você tem giz branco para desenhar na parede, você quer colocar cor. Então, sai para procurar cor e dá um passo adiante, vai além da média. Cinema é a mais técnica das formas de arte, e há muito mais além

dos limites da tecnologia. Eu fui além da média para fazer coisas que não podiam ser feitas antes. O que chamam de “visionário” é ficar frustrado com a média e tentar fazer algo melhor. Não sei se isso é ser visionário ou apenas ser alguém que pode ver as coisas com clareza. • Qual seu próximo projeto? • Terminei de filmar Red Tails, sobre afroamericanos que foram pilotos na Segunda Guerra Mundial. Tenho trabalhado nesse projeto há 23 anos e é algo que faço por amor. Tive bastante dificuldade para conseguir fazê-lo, mas, finalmente, consegui terminá-lo. É emocionante. • tendo conquistado tanta coisa, o que mais deseja alcançar? • Digo às pessoas que estou me aposentando. Mas, na verdade, estou voltando para onde comecei, fazendo filmes experimentais. Já consegui bastante dinheiro e posso financiar isso para mim. Não preciso me preocupar em dar satisfação a ninguém e posso fazer o que quero. Se não forem lançados, tudo bem. • 13/2/2012

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“Tenho horror a área VIP” Ricardo Amaral volta a promover os seus badalados bailes de carnaval, compara as festas de ontem e de hoje, conta como é ser o “rei da noite carioca”, e ainda assim manter um casamento de 46 anos, e diz que não fica nos “cercadinhos” para convidados POR Samia mazzucco fOtOs oreSteS locatel / ag. iStoÉ

• Cabelos brancos milimetricamente penteados para trás, barba aparada, pele bronzeada, camisa polo azul e aquela característica voz de trovão. Ricardo Amaral, o “rei da noite carioca”, sobe as escadas de uma das tribunas do Jockey Club pedindo desculpas pelo atraso e segurando um pouco discreto guarda-chuva rosa: “Foi o que me emprestaram no restaurante”, justifica. Com sua animação costumeira, ele emenda um assunto no outro e aponta, orgulhoso, para o local em que será montada a área de 3.450 m2, onde acontecerá a segunda edição do “Bailes do Rio” − evento que resgatou os grandes bailes de Carnaval da sociedade carioca, organizado por ele, o filho Bernardo e os empresários Luiz Calainho e Alexandre Accioly. “O Carnaval de rua nos últimos cinco anos foi revigorado e os desfiles viraram esse espetáculo grandioso que a gente conhece”, diz o empresário ao explicar por que resolveu voltar a investir no Carnaval.

Proprietário de boates lendárias que marcaram as décadas de 70 e 80, como a Hippopotamus, no Rio, e a Club A, em Nova York, Amaral também era responsável pelas mais glamourosas festas de Carnaval no Rio, como os tradicionais bailes de gala no Theatro Municipal e do Copacabana Palace, onde reunia artistas globais, esportistas e até divas do cinema. Aos 70 anos, ele vai comandar seis bailes entre os dias 16 e 21 deste mês, incluindo um para o público gay e outro exclusivo para crianças. Além, é claro, da tradicional Feijoada do Amaral, que há 35 anos anima as tardes de sábado dos foliões. Mesmo com tantos projetos, ele conta que diminuiu o ritmo da badalação e que em casa os papéis se inverteram: a boêmia agora é Gisella, sua mulher há 46 anos. A receita para manter um casamento longo com tantos anos dedicados à noite? “É respirar fundo e vamos em frente”, diz.


entrevista

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“Os bailes tiveram uma decadência grande em função das baixarias que as televisões ficavam captando. O Carnaval permite que se tenha descontração, mas a baixaria não é o tom” • Os bailes de Carnaval perderam o brilho? • Ricardo. Não. Os bailes tiveram uma decadência grande em função das baixarias que as televisões ficavam captando. O Carnaval permite que se tenha descontração, mas a baixaria não é o tom. Nos anos 80, o Rio viveu uma crise. Houve uma evasão enorme de empresas cariocas para São Paulo e as pessoas tinham até medo de sair nas ruas por causa de sequestro. Hoje o Rio está no seu apogeu. • E de onde surgiu a ideia de voltar a promover bailes? • O Carnaval de rua nos últimos cinco anos foi revigorado e os desfiles viraram esse espetáculo grandioso que a gente conhece. Ano passado, retomamos os bailes. São três manifestações que voltaram a existir harmonicamente: a avenida é a Broadway, o bloco é democrático, com todo mundo convivendo no mesmo espaço, e os bailes são mais sofisticados. Foi uma volta natural, que as pessoas queriam. • O que determina o sucesso de um baile carnavalesco? • Precisa ter globais, modeletes, empresários, gays e mulheres bonitas de toda ordem. Não pode ser igual a um coquetel de lançamento de um perfume Yves Saint Laurent. • Seus bailes sempre foram muito frequentados por celebridades. Lembra de algum fato marcante envolvendo famosos? • Em 1981, fiz um baile no Copacabana Palace e vejo lá Xuxa e Pelé de mãos dadas. Pensei: está pintando alguma coisa. No dia seguinte, no Baile do Municipal, vi que o namoro estava rendendo mesmo. No ano seguinte, o diretor (Franco) Zefirelli estava num camarote no Baile da Cidade e perguntou quem era o senhor que estava atrás dele. Era o João, o segurança. Ele pediu: ‘Você pode me apresentar?’ Falei: ‘Claro, com o maior prazer.’ Apresentei o João e eles saíram (risos). Espero que tenham sido muito felizes. A Ursula Andress (atriz suíça) veio passar o Carnaval no Brasil já no fim dos anos 90. Eu tinha armado camarote, festa e ela preferiu passar o Carnaval todo com o cabeleireiro do Copacabana Palace. • Acha que o Carnaval virou um evento meramente comercial? • O Carnaval ficou mais grandioso. Desfile de escola de samba antigamente era mambembe, não tinha recursos. Hoje, com as cotas de patrocínio, as escolas estão fazendo um espetáculo melhor, mais requintado. Acho

que o fato de o Carnaval ter investimento melhorou. E acho que é uma besteira não ficar tão evidente o patrocínio como é no cinema, no teatro. Toda manifestação artística deve ser patrocinada. • Considera São Paulo “o túmulo do samba”? • São Paulo tem uma vida noturna e casas de samba que nenhuma cidade do Brasil tem, nem o Rio. Jamais vai concorrer com o Rio em Carnaval, mas isso não quer dizer que não tenha um excelente Carnaval. • Você costuma criticar áreas VIP, mas elas existirão nos seus bailes... • Tenho horror a área VIP. Não vou ficar na área VIP. Queria até evitar esse nome, mas é uma maneira de colocar os patrocinadores, criar uma área privativa, agradar o ego de quem frequenta, estar num cercadinho. • Como um casamento resistiu 46 anos a tantas noitadas? • Não tenho a menor ideia. Não tem receita. É respirar fundo e vamos em frente (risos). • Gisella o acompanhava? • Gisella é minha grande companheira. Não era boêmia, mas ficou mais do que eu. Hoje em dia, durmo mais cedo do que ela, ela fuma charuto comigo. O grande problema da Gisella é que ela é tão chata quanto todas as outras mulheres (risos). • Acredita em amor eterno? • Não existe amor eterno. Todo dia acordo, acabo dando um beijo nela e indo em frente. • Você tem dois filhos, Bernardo, de 41, e Rick, de 45. Como se avalia como pai? • Médio, porque não fui um pai muito presente. Gisella é uma mãe nota dez, eu um pai nota cinco por ausência. Embora eu tenha a imagem de “rei da noite”, sempre conduzi minha vida pessoal da maneira mais conservadora possível. Não porque tenha forçado essa barra, mas é uma coisa que nasceu dentro de mim. • Como é o Ricardo avô para suas netas? • É uma relação gostosa. Quem geralmente faz as programações é a Gisella, mas eu pego carona (risos). Levei as netas uma vez na Disney, quase matei as três, porque uma queria o carrinho, a outra o outro, queria ir pra cá, pra lá. A melhor coisa é neta sem pai e mãe. É uma delícia. •


entrevista

‘‘O diretor (Franco) Zefirelli estava num camarote no Baile da Cidade e perguntou quem era o senhor que estava atrás dele. Era o João, o segurança. Eu os apresentei e eles saíram (risos). Espero que tenham sido muito felizes’’ No Jockey Club do Rio de Janeiro, Ricardo Amaral acompanha a montagem do espaço onde acontecerão os seis “Bailes do Rio”, de 16 a 21 deste mês

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TESOURO particular

Em qualquer lugar do mundo, o jornalista João Pedrosa é capaz de enxergar o objeto mais valioso, num piscar de olhos. Colecionador desde os 12 anos, ele faz da sua casa uma galeria onde tudo está à venda, menos os livros Juliana Faddul FOTOS Juca Rodrigues/Ag. IstoÉ


Estilo Casa • Por Silviane Neno

O colecionador João Pedrosa em flagra de puro prazer. Ao lado, a coleção de desenhos Sertum Palmarum Brasiliensium, de J. Barbosa, e seus livros, os únicos bens que não estão à venda

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O apartamento acomoda cerca de 700 peças, brinquedos inclusive

POST-IT ido Canto prefer “A sala”

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“Hoje estão send go” pre desejando al Mas estou sem

• “Não quero morrer abraçadinho a nada”, diz João Pedrosa diante de uma de suas obras mais preciosas: a seleção de quadros Sertum Palmarum Brasiliensium, de J. Barbosa, que demorou 25 anos para encontrar . O desapego é um paradoxo à sua paixão pelo colecionismo. Talvez porque o barato dele seja o prazer de adquirir o que sua sofisticada curadoria consegue garimpar. A partir daí, sorte do cliente que cobiçar primeiro. “Sou um comerciante, afinal”, conclui ele. Até por uma questão de espaço, só acumular seria um desses problemas de difícil solução. “Se eu tivesse que escolher as 60 melhores peças e os 60 melhores mobiliários que eu já tive durante toda a minha vida, minha casa seria um museu, com cordinha e segurança.” Mas a realidade desse apartamento de 180 metros quadrados nos Jardins chega muito perto disso. A julgar pelo que se vê, se imagina o que se foi. Entre as relíquias que estiveram naquelas paredes, João lembra de maneira especial de 14 obras de Leonilson. Vendidas logo após a morte do artista. Os dois foram amigos durante dez anos. “Me desfiz de todas. Perder os trabalhos dele não foi nada diante de perdê-lo.” Mas Leonilson está lá, no esplen-

dor de seus trinta e poucos anos, sorrindo numa foto em um porta-retrato. No quarto, João montou uma espécie de altar “religioso e profano”, como gosta de definir. Peças religiosas, como uma escultura de Buda, estão ao lado de caixinhas da Gucci, Hermès e Tiffany & Co. João também foi um dos primeiros a comprar os tecidos Suzani e Ikats, importados do Uzbequistão e da Indonésia, muito antes de virarem um must do décor. A paixão pelas artes e pelas coleções começou aos 12 anos. Primeiro os objetos coloniais, depois os art décor e art nouveau. Mas foi só em 1983 que decidiu fazer da sua paixão pela busca uma profissão. “Decidi virar comerciante. Com o meu dinheiro nunca poderia ter as 2.500 peças que tive durante toda a minha vida.” Atualmente ele vende as peças por meio do site www.artepedrosa. com.br, mas elas ficam em sua casa, a maioria na sala. “A decoração muda constantemente. Mas cada vez que muda, fica mais com a mesma cara. Estou comprando mais coisas que eu gosto.” O apartamento, na Alameda Jaú, é o mesmo onde viveu quando criança. “Morei um


Estilo Casa

No quarto, ao lado, cabeceira revestida com tecidos Suzani do Uzbequistão

tempo fora, no interior e no Brooklin. Fiquei procurando apartamentos por um bom tempo. Vi cerca de 40, até concluir que o melhor era este aqui. Acabei comprando de meu pai”. O local passou por duas reformas: na cozinha e nos banheiros. “Se tiver que reformar de novo eu morro.” A nova cozinha juntou eletrodomésticos modernos em inox ao dramático piso preto e branco, referência do estilo holandês. O lustre, também da Holanda, é um bemhumorado mix de velas e lâmpadas. “Aí fica essa coisa esquizofrênica”, brinca. Habituado a receber para almoços e jantares – “Festas são muito arriscadas” –, ele costuma deixar a porta da cozinha aberta. “Dá um ar mais de casa”, justifica. A paixão atual são as fat lavas. “São peças da Alemanha Oriental, descobertas após a queda do Muro de Berlim. Comecei a colecionar há dois anos.” Raríssimas, elas ocupam sozinhas uma estante. Embora a maioria das peças esteja à venda, uma coisa não tem preço: seus livros e sua cultura. “Sempre estudei arte e nunca vou parar. Conhecimento é a coisa mais preciosa que existe.” •

A cozinha tem um mix da robustez do estilo holandês e o high tech dos eletrodomésticos. Acima, a coleção de fat lavas, o must have da temporada

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Especial

Ummar

de súditos Com mais de 3.500 pessoas a bordo, Roberto Carlos comanda seu oitavo cruzeiro de shows se dizendo um marinheiro solitário – e misterioso, já que o pedido por um novo amor feito no Muro das Lamentações, em Jerusalém, estaria prestes a acontecer POR BRUNA NARCIZO fOtOS RAfAel hUpsel / Ag. IstOÉ

Com o quepe de comandante, Roberto Carlos distribui rosas ao final do show do sábado 4, no navio Costa Pacífica

• Para esquecer a vida em terra firme, Roberto Carlos vai ao mar. “Espero por esse cruzeiro o ano todo com a maior ansiedade. Quando saio do navio, olho para fora e tenho vontade de chorar. Aqui eu não tenho problemas para resolver. Quando chego em terra, sinto vontade de voltar para cá”, contou o Rei, no domingo 5, no navio Costa Pacífica, que atracou no Rio após zarpar um dia antes de Santos (SP). Em sua oitava incursão pelo Atlântico, no cruzeiro Emoções em Alto-Mar, o cantor definiu-se como um “homem do mar”. Bem humorado, ele negou, porém, que seja do tipo marinheiro, com um amor em cada porto. “Estou mais para o navegante solitário”, disse. Uma solidão que, segundo ele próprio, estaria perto do fim. Em setembro de 2011, em sua apresentação em Jerusalém, Roberto visitou o Muro das Lamentações e fez um pedido por um novo amor. Se ele já apareceu? “Está chegando, está chegando”, brincou, fazendo mistério sobre o assunto. Solteiro e galanteador, foi questionado sobre o fascínio que, aos 70 anos, continua a exercer nas mulheres. “É porque sou seduzido por vocês”, disse ele, que chegou ao embarque em Santos, na tarde do sábado 4, dirigindo um superesportivo Audi R8 conversível e vermelho, avaliado em R$ 785 mil. 14/01/2011 13/2/2012

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O cantor chegou ao embarque, no Porto de Santos, pilotando um Audi R8, avaliado em R$ 785 mil. Abaixo, o Rei com o comandante italiano Michele di Gregório

• Elogios a Teló

• O primeiro show, na mesma noite, teve um momento inesperado quando o público começou a cantar “Ai Se Eu Te Pego”, de Michel Teló, e Roberto cantarolou um trecho da música. Ao falar sobre o fenômeno, o artista mais popular da história da música brasileira foi só elogios: “Quem decide se uma música é sucesso é o público. Michel está de parabéns.” Na segunda-feira 6, à tarde, ele assistiu ao show de Tom Cavalcante e riu bastante na plateia. O Rei ganhou uma rosa do humorista, que o imitou e lhe ofereceu a apresentação em homenagem ao amigo.

• Tempos modernos

• Com mais de 50 anos de carreira, Roberto se disse entusiasmado com a venda de suas músicas via online. O que não significa que ele tenha aderido aos meios digitais na hora de compor. Suas canções, que fazem a cabeça de gerações, continuam sendo feitas a lápis e papel. Um novo disco, entretanto, não tem data para sair. “Não sei quando vai ficar pronto, quando vou abandoná-lo. Eu abandono os discos quando não aguento mais a pressão do Dody (Sirena, seu empresário) e da Sony.” Sobre o lançamento do primeiro disco, Louco Por Você, de 1961, proibido por ele, Roberto avisa que não vai ser agora. “Nunca lancei esse disco porque fiquei esperando a tecnologia para melhorá-lo. Ele é muito antigo, eu era um menino. Eu quero, assim que

Convidados ilustres: Tom Cavalcante com a mulher, Patrícia, Aline Prado com Cris Viana e Simone Soares


Especial

O cantor ganha um mimo de pelúcia. Abaixo, passista da Escola de Samba BeijaFlor, e a atriz Dira Paes

Cenas a bordo: Totia Meirelles pelos salões do navio, Roberto brinda com a plateia enquanto Maria Paula se diverte com Elba Ramalho

tiver tempo, melhorar o som e então lançálo.” O próximo CD e DVD do cantor será do show em Jerusalém e com direito a lançamento mundial. Bronzeado e em ótima forma, o cantor anunciou sua vontade de fazer um novo mega-show este ano, como o de Israel, mas em um destino mais... caseiro. “Queria levar para Cachoeiro de Itapemirim (no Espírito Santo, sua cidade natal), mas o Dody não é a favor. Ele quer levar para a Austrália, Grécia...”, contou, rindo. Independentemente de onde será, a certeza, pelo que se viu na histeria que tomou conta do navio Costa Pacífica tão logo ele aparece no palco, é que um mar de gente o seguirá. Seja para onde for. •

“Eu chorei”, diz o Rei sobre o navio que afundou na Itália O cruzeiro de Roberto é realizado em um navio da mesma companhia do Costa Concordia, que naufragou em 13 de janeiro ao bater em rochas perto da ilha de Giglio, na Itália. “Quando vi aquelas cenas, eu chorei. Me tocou muito”, contou ele. “Mas não tive receio em embarcar. Aquele acidente está sendo investigado. Aqui eu me sinto seguro. Conheço um pouco de navegação”, disse o Rei, que cantou “Detalhes” em italiano, em homenagem ao comandante de seu cruzeiro, Michele di Gregorio

13/2/2012

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Jurerê InternacIonal

ESPECIAL VERÃO

Vidente nada. Trapezista!

Fotos Cleiby Trevisan/ Ag. IstoÉ

A atriz carioca Joana Lerner, a Luana de Fina Estampa, vai a Florianópolis pela primeira vez e revela seu talento circense • Uhúúúúú! Esse era o brado de Joana Lerner a cada salto no trapézio. Nem uma vidente seria capaz de prever a facilidade com que a atriz se jogava de uma altura de 10 metros do chão. Quando deu uma cambalhota no ar e agarrou as mãos do trapezista chegou a hora da emoção. Chorou de alegria. Pediu para que filmassem sua performance no trapézio do Jurerê Sport Center para mostrar aos amigos no Rio. Agora está decidida a fazer escola de circo. Moleca desde menina, Joana, 28 anos, trocou a praia pelo circo com muito gosto. “É exatamente isso que eu quero! Apesar de minha aparência certinha sou muito moleca e adoro circo desde criança. Ficava maravilhada com os trapezistas balançando lá no alto!”, conta ela. Sua destreza nas artes circenses surpreendeu a todos. Parecia ter experiência. “Não pratico não. É que levo jeito mesmo. É só ter equilíbrio e deixar o medo de lado”, disse modestamente. Mostrou desenvoltura também na cama elástica e slackline (algo como andar na corda bamba). Foram momentos de deleite para a atriz que vem trabalhando num ritmo intenso de gravações. Joana, que interpreta a jovem vidente Luana na novela Fina Estampa, estava em Florianópolis pela primeira vez. Carioca, está acostumada a sol e mar. Porém, Jurerê Internacional, onde Gente recebe seus convidados, causou impacto na moça. “Estou impressionada com o clima e com a energia daqui. Sou carioca e gosto muito de praia e


30/1/2012 13/2/2012

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Jurerê InternacIonal

Figurino: Afghan, Colcci e Conceitual Agradecimentos: Circocan International School Of Circus / Club Jurerê

ESPECIAL VERÃO

verão. Mas aqui é tudo muito chique!”, disse ela ao conhecer o Cafe de La Musique ao lado do namorado, o engenheiro Gustavo Spegelberg. “Estamos juntos há um ano e meio e ele é supercompanheiro e compreensivo com minha carreira. Adoramos viajar juntos sempre que temos oportunidade. Como agora para Jurerê Internacional.” Fina Estampa é a sua quarta novela. Por causa dos dons sobrenaturais do personagem – prever o futuro -, Joana já perdeu a conta dos pedidos de adivinhação que recebe nas ruas. “As pessoas me param e perguntam se vão ganhar na Mega-Sena ou se vão encontrar o amor da vida delas. Uma mulher queria saber especificamente como seria a sua noite naquele dia”, diz ela, que não tem religião e é de origem judaica. Para compor a personagem, Joana visitou médiuns, cartomantes e centros de Umbanda. “Nunca tive nenhuma prova, mas acredito em manifestações espirituais e vida após a morte. Tenho, inclusive, amigos que incorporam. Mas não tenho nenhum dom. Se tivesse, gostaria que fosse o de prever tragédias e assim evitar a morte das pessoas”, contou. Quando a novela terminar, Joana se dedicará ao teatro: “Vou começar a produzir duas peças com o meu grupo teatral, a Companhia Pequena Orquestra, que tenho desde 2008”, diz ela já de volta ao hotel Il Campanario Villaggio Resort.

Joana Lerner a bordo do Renault Fluence depois de brincar no slackline (abaixo) “Vou começar a produzir duas peças com o meu grupo teatral”


Revelando seu lado moleca, ela grita ao se jogar a 10 metros do ch達o

13/2/2012

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ASSINE AGORA ISTOÉ GENTE RobeRto CaRlos nos bastidores do seu cruzeiro: “um novo amor está chegando”

thiago Fragoso deixa uti, após queda no teatro entrevista GeoRGe luCas não achava que star wars seria o grande filme de sua carreira

Imagens exclusIvas na jamaIca

Ricardo amaral, o rei da noite carioca: “tenho horror a área vip”

Rohan MaRley dá a aliança e suRpReende a noiva eM pôR do sol na pRaia: “o coRação dela se abRiu”

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mais: A top em fotos deslumbrantes

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“rohan é a pessoa certa para viver ao meu lado o resto da vida”

I S SN

O nOivadO surpresa

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ISABELI FONTANA

13/fev/2012

ano 13 n° 648

Ensaio ALÊ DE SOUZA

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ISTOÉ Gente 648  

ISTOÉ Gente 648, Isabeli Fontana

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