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Celebração na Catedral marca a abertura da Campanha da Fraternidade

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Florianópolis, Jan/Fev de 2013 Nº 186 - Ano XVII

Peregrinação da Cruz da JMJ Emoção e participação ativa dos jovens foi o que caracterizou a passagem dos símbolos da JMJ pela Arquidiocese Dos dias 10 a 13 de janeiro, a Arquidiocese viveu a passagem da Cruz Peregrina, do ícone de Nossa Senhora e da imagem da beata Albertina Berkenbrock pelas suas oito comarcas. Nos quatro dias, houve intensa movimentação nas comunidades por onde os ícones passavam. Cada comarca realizou programação especial para recebê-los.

Mesmo com os muitos atrativos do período de férias, milhares de jovens participaram em toda parte das atividades alusivas à passagem dos símbolos: visita a hospitais, presídio, comunidades terapêuticas e empobrecidas... Acompanhe uma síntese dos vários momentos na Arquidiocese. PÁGINA S 08 E 09 PÁGINAS

Tema do Mês

“Bote Fé” reuniu mais de três mil jovens de todo o Estado e marcou a passagem dos símbolos pelo Regional

GBF- Livreto Quaresma/Páscoa Subsídio oferece pistas para concretizar o processo de conversão no dia a dia Neste mês damos início ao tempo litúrgico especial da Quaresma, que nos prepara para a Páscoa do Senhor. São quarenta dias, dedicados também à Campanha da Fraternidade. Todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja nos convida a uma revisão sincera de nossas

Projeto social concorre ao melhor do País PÁGINA 03

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atitudes, para adequá-las ao projeto de Deus. O Livreto nos oferecerá pistas para concretizar o processo de conversão das nossas atitudes no dia a dia, vivenciando o testemunho do amor-serviço, que nos deu o Mestre e Senhor Jesus.

Fraternidade e juventude Nesse ano de 2013, todos somos convidados a converternos ao Senhor através da opção pelos jovens, para ouvir suas angústias, partilhar de suas esperanças, acolher seus sonhos, entender suas propostas, carregar suas cruzes, transformar sua realidade. Juventude expressa jovialidade. Não a jovialidade ingênua da publicidade, da moda, da mídia. Mas a jovialidade do próprio Deus, que na sua eternidade é sempre jovem e jovial. De fato,

Jovis é o nome que os antigos gregos davam ao deus supremo, o deus da força do dia. Jovialidade significa, portanto, o vigor de Deus, a força de Deus. Se todos somos chamados a ser jovens e joviais no espírito, no reflexo do próprio Deus, cabe, porém, aos que são fisicamente jovens, aos que estão na idade da adolescência e da juventude, viver de modo pleno a jovialidade de Deus. PÁGINA 04

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Seminaristas concluem graduação em Teologia PÁGINA 05

Cartilha auxiliará no aprendizado de índios PÁGINA 10

Jornal Missão Jovem é transferido para São Paulo PÁGINA 13

Louvor de Verão reuniu mais de cinco mil fiéis PÁGINA 16

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Opinião

Janeiro/Fevereiro 2013

Palavra do Bispo Chamou a atenção a reação de muitas pessoas diante da passagem da Cruz da Jornada Mundial da Juventude pelas comunidades. Jovens e adultos participaram de forma intensa da acolhida à Cruz. Ao tocá-la, davam a impressão de encontrarem algo muito precioso que guardavam no mais íntimo de suas vidas. Eram tomadas por uma forte alegria que se espalhava por todo o ambiente. Quem olhava, constatava, mais uma vez, que a Cruz guarda um mistério. Para se conhecer o mistério é preciso entrar nele, e se deixar envolver por ele. O mistério produz fascínio e transforma as pessoas. Por ser um símbolo, a Cruz age sobre o inconsciente. O efeito do símbolo é mais profundo do que as palavras para explicá-lo. A cruz sempre esteve presente na vida da comunidade cristã. São João já lembrava que o Verbo constrói o mundo, mas é o Verbo pregado na Cruz que reúne todo o universo. Santo Irineu afirma que Cristo morreu na cruz para impri-

Dom Wilson TTadeu adeu Jönck

Palavra do Papa

Bento XVI

Aos Institutos de Vida Consagrada Em seu relato da infância de Jesus, Lucas enfatiza que Maria e José eram fiéis à Lei do Senhor: cumpriram tudo o que era prescrito após o nascimento de um primogênito. Maria e José ofereceram o sacrifício dos pobres (cf. 2,24), para mostrar que Jesus nasceu em uma família de gente simples e humilde: uma família pertencente aos pobres de Israel. Na perspectiva da Carta aos Hebreus, da qual foi proclamada uma passagem na segunda leitura, encontramos o tema do sofrimento, muito marcante no texto do Evangelho, onde Simeão pronuncia sua profecia sobre o Menino e sobre a Mãe. A “salvação” que Jesus traz ao seu povo passa pela cruz. “Luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel” (Lc 2,32): assim Simeão define o Messias do Senhor. O tema da luz tem uma forte presença nesta liturgia que iniciou com uma expressiva procissão, da qual participaram os Superiores e as Superioras Gerais dos Institutos de Vida Consagrada aqui representados, carregando velas acesas. Este sinal manifesta a beleza e o valor da vida consagrada como reflexo da luz de Cristo. Caros irmãos e irmãs consagradas, a cada qual de vós, e aos vossos Institutos, dirijo com afeto minha mais cordial saudação e agradeço a vossa presença. Neste espí-

Arcebispo de Florianópolis

O Símbolo da Cruz mir o seu sinal no mundo inteiro. Recapitulou em si todo o universo. Para São Justino, a cruz é a imagem da união dos opostos, por isso uma imagem para o ser humano. O ser humano, em si, não é uniforme, coerente, pelo contrário, é cheio de contradições. Reúne no seu interior espírito e matéria, anjo e animal, ser humano e Deus. Somente quando aceita a estrutura da Cruz, o ser humano torna-se inteiramente ele mesmo. Para Justino, o elemento vertical representa o ser humano que se acha situado entre o céu e a terra. O elemento horizontal representa a oposição amor-ódio, sim-não, solidão-comunhão, presente no ser humano. A Cruz remete a pessoa à solidariedade com os outros, sem a qual ela não pode tornar-se um ser humano de verdade. A tensão entre os opostos pode dilacerar a pessoa, mas, quando ela aceita seus opostos e contradições,

rito de reconhecimento e de comunhão, gostaria de fazer-vos três convites: Convido-vos, em primeiro lugar, a alimentar uma fé capaz de iluminar a vossa vocação. Exortovos, para isso, a fazerdes memória, como em uma peregrinação interior, do “primeiro amor” com o qual o Senhor vos aqueceu o coração. Em segundo lugar, convido-vos a uma fé que saiba reconhecer a sabedoria da fraqueza. É justamente nas limitações e fraquezas humanas que somos chamados a viver a conformação com Cristo. Finalmente, convido-vos a renovar a fé que vos torna peregrinos em direção ao futuro. Por sua natureza, a vida consagrada é uma peregrinação do espírito, à procura de um rosto que por vezes se manifesta e outras vezes se oculta.

A vida consagrada é uma peregrinação do espírito, à procura de um rosto que por vezes se manifesta e outras vezes se oculta”.

Bento XVI XVI, 02 de fevereiro

torna-se capaz de abraçar todo o universo. Dois personagens permitem compreender a força da cruz. O primeiro é Ulisses Ulisses. Ele pediu a seus homens que o amarrassem ao mastro do navio para que pudesse ouvir sem perigo o canto das sereias. Da mesma forma, quem está amarrado à cruz de Cristo pode navegar com segurança em meio às confusões do mundo. O outro personagem é o bom ladrão, Dimas. Ele escutou do próprio Cristo: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Dimas andou muito tempo da sua vida como errante pelo mundo. Teve vários desencontros. Jamais teria voltado à pátria do paraíso, da qual tinha saído um dia, se não estivesse amarrado à arvore da cruz do Senhor. O Antigo Testamento apresenta várias imagens da cruz de Cristo. Uma delas é a madeira da arca de Noé. Noé Ela salva do dilúvio. Da mesma forma, a cruz salva

Reflexão

Rua Esteves Júnior, 447 - Centro - Florianópolis 4-4 799 Cep 88015-130 - Fone/Fax (48) 322 3224-4 4-4799 E-mail: jornal@arquifln.org.br - Site: www.arquifln.org.br 24 mil e plares mensais exx em emplares

a natureza humana do naufrágio e nos conduz com segurança para a ara com vida eterna. Também a vvara a qual Moisés tocou a rocha é um símbolo da Cruz. Como o toque da vara transforma a rocha em fonte de água viva, também a cruz de Cristo abre a fonte da graça. Outro símbolo é a árvore da vida no centro do paraíso. A cruz de Cristo é a verdadeira árvore que dá vida e foi plantada no centro da Terra. São João Crisóstomo afirma que a cruz transformou o orbe terrestre. Este era infértil, como um deserto, incapaz de gerar algo de bom. A Cruz tornou-a um paraíso, fecundo em filhos e filhas. Quem compreendeu, de forma bem concreta, o significado da Cruz foi Santa Edith Stein, a carmelita de origem judia que foi morta num campo de concentração. “Sob a cruz entendi a sorte do Povo de Deus, que começou a manifestarse já no deserto. Penso que aqueles que entendem o que é a cruz de Cristo, deveriam tomá-la sobre si em nome de todos”.

Para se conhecer o mistério é preciso entrar nele, e se deixar envolver por ele. O mistério produz fascínio e transforma as pessoas”.

Pais, não irriteis vossos filhos

“Pais, não irriteis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor” (Ef 6,4). São Paulo pede que os pais não irritem os filhos, mas os criem na educação e doutrina do Senhor, isto é, criem os filhos na lei do amor e da misericórdia. Podemos citar algumas atitudes que deixam os filhos profundamente machucados e plantam neles o sentimento de insegurança, inferioridade. Esquecer os acertos, lembrar os erros: é necessário corrigir, mas o elogio estimula, reforça as qualidades. Os pais resolverem suas diferenças com discussões: os filhos precisam mais de pais que se amem do que de pais que os amem. Apelar para a “honra” da família: às vezes, na melhor das intenções, diante do erro do filho vem o lamento: “Meu filho, você estragou o nome da família!”. Pouco importa o sofrimento de quem errou: conta mais o nome da família. Comparar os filhos entre si: sem querer, os pais elegem um filho como alegria da casa, modelo para os outros, os desmancha-prazeres. Comparar os filhos com os filhos dos outros: os filhos do vizinho parecem sempre ser melhores. Então as comparações, como se as pessoas fossem feitas em série. Filho não é artigo de comparação, mas projeto de pessoa, de vida. Sonhar o futuro

Jornal da Arquidiocese de Florianópolis

Jornal da Arquidiocese

para os filhos: em vez de a criança amadurecer, descobrir sua vocação, seu gosto profissional, os pais passam a fazer as escolhas em seu lugar, geralmente achando que aquilo que acham o melhor também o seja para os filhos. Uma coisa é abrir perspectivas, horizontes, outra é tomar o lugar de quem deve decidir. Cobrar o sucesso material, esquecendo os valores

Quando amam de verdade, os pais podem muito mais do que todas as pedagogias e psicologias. Só o amor constrói!”.

humanos, espirituais: numa época marcada pelo valor do dinheiro, do poder e do prestígio, os pais preferem orientar os filhos para aquilo que dá sucesso, garantia financeira, o tal do «futuro garantido». O que realiza mesmo o ser humano são os valores humanos (verdade, lealdade, sinceridade, honestidade, espírito comunitário) e espirituais (o amor a Deus, a capacida-

de de perdoar, ser fraterno). Não admitir que o filho está crescendo em idade, sabedoria e graça: o filho não nasce pronto, nem é um baú onde os pais depositam suas certezas. O filho é um projeto em desenvolvimento. Normalmente aprende-se errando, o que é desagradável, mas é assim mesmo. Se os pais se recordassem mais de sua infância e juventude, seriam muito mais compreensíveis... Querer que a criança e o jovem já sejam adultos: não se pode pular etapas, exigir o que o filho ainda não pode dar. Criança-adulta não é normal! Não amar o filho como ele é: o filho não é aquele que a gente sonha, mas o que se tem. E, sem dúvida, boa parte dele, de seu temperamento, qualidades e manias é herança dos pais. O fruto cai perto da árvore! Ama-se alguém não porque seja bom, mas se ama para que seja sempre melhor. Uma palavra final: quando amam de verdade, os pais podem muito mais do que todas as pedagogias e psicologias. Só o amor constrói! Pe. José Artulino Besen http://pebesen.wordpress.com/ historiador eclesiástico, professor de História da Igreja no Instituto Teológico de Santa Catarina ITESC, e pároco na paróquia N.Sra. Aparecida, Procasa, São José(SC).

Dire orial: Dom Wilson Tadeu Jönck, Pe. João Francisco Dirett or: Pe. Ney Brasil Pereira - Conselho Edit Editorial: Salm, Pe. José Artulino Besen, Pe. Vitor Galdino Feller, Ir. Marlene Bertoldi, Leda Cassol Vendrúscolo, Maria Antônia Carsten, Maria Glória da Silva Luz, Carlos Martendal, Felipe Candin - Jornalista R esponsáv el: Zulmar Faustino - SC 01224 JP - (48) 8405-6578 - Coor esponsável: Coor.. de Publicidade: Pe. Pedro José Koehler - Revisão: Pe. Ney Brasil Pereira - Editoração e Fotos: Zulmar Faustino Distribuição: Juarez João Pereira - Impressão: Diário Catarinense


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Janeiro/Fevereiro 2013

Projeto social de Florianópolis concorre ao melhor do País Procurando Caminhos ganhou a etapa estadual e concorre com projetos sociais de todo o Brasil Divulgação/JA

O projeto social Procurando Caminhos, do Centro Cultural Caminhos Escrava Anastácia (CCEA), entre os concorrentes nacionais, é o representante estadual como melhor projeto social do Brasil. A disputa se dá através das redes sociais e acontece após o projeto ter vencido a edição estadual do Prêmio Anu, disputado entre os melhores projetos sociais de Santa Catarina. Idealizado e realizado pela CUFA – Central Única das Favelas – o Prêmio Anu tem como principal objetivo destacar ações de toda natureza desenvolvidas dentro de favelas, que contribuam para o desenvolvimento humano e social desses espaços. Identificando ações que tragam um novo significado para esses territórios e novas formas de convivência, o Prêmio Anu volta o olhar para essas iniciativas que colaboram diretamente para a melhoria de vida dos moradores, desconstruindo assim o estigma imposto a esses espaços e suas populações, e buscando a consolidação de uma sociedade mais justa. Suscitar vida e promover a cidadania pela integração com o esporte, este é o objetivo que o “Procurando Caminhos” promove na realidade dos jovens de comunidades em situação de vulnerabilidade social. Uma das formas de conseguir isto é com a integração através do esporte. O Governo do Estado reconhece o êxito dessas ações na redução da criminalidade entre adolescentes nas regiões atendidas. A mobilização feita em dezembro deu destaque ao projeto na categoria estadual, garantindo o Troféu Anu Dourado. A equipe do CCEA se foca agora para vencer na categoria nacional e receber

Escola de Multiplicadores

Projeto possibilita atividades recreativas, esportivas e de lazer para jovens e crianças de comunidades em situação de vulnerabilidade social um dos três troféus Anu Negro. O voto de todos os internautas e parceiros será fundamental para alcançar essa vitória que terá um significado único para o CCEA. O Projeto “Procurando Caminhos” é um dos projetos eixo do Centro Cultural Escrava Anastácia, que faz parte dos trabalhos sociais sob a liderança do Pe. Vilson Groh, com atuação nas comunidades empobrecidas da GrandeFlorianópolis. O projeto foi idealizado em 2007, com a finalidade de recuperar adolescentes do mundo do narcotráfico e criminalidade, a partir da solicitação de escolas das comunidades Chico Mendes, Novo Horizonte, Monte Cristo, Morro da Mariquinha e Complexo do Maciço do Morro da Cruz, atendendo de forma continua 50 adolescentes e jovens oriundos dessas comunidades. Nos últimos cinco anos, o “Procurando Caminhos” ampliou seu número de atendidos e diversificou suas atividades. Atualmente são 100 jo-

vens se revezando em diversificadas oficinas ministradas por educadores do CCEA. Após várias experiências e considerações feitas sobre a geografia de Florianópolis, além da relação custo-benefício, chegou-se à conclusão que os esportes radicais, sem desmerecer a paixão brasileira pelo futebol, que também faz parte do projeto, são as práticas mais indicadas para aproximar toda essa garotada do processo pedagógico. A partir daí, com todo o entusiasmo que é gerado, diferente de otimismo, pois o primeiro resulta em atitudes, os educadores oferecem oficinas de artes, como dança e música, despertando o senso estético, o convívio social e a solidariedade. As oficinas de informática entram para promover a inclusão digital, ingrediente indispensável hoje para a construção da cidadania coletiva. Para conhecer melhor o projeto, acesse o site http:// ccea.org.br otar ccea.org.br,, para vvo tar,, acesse www .premioanu.com.br www.premioanu.com.br .premioanu.com.br..

Inscrições abertas para o curso de Teologia para leigos A Faculdade Católica de Santa Catarina – FACASC – oferece a partir do dia 25 de fevereiro de 2013 os cursos de extensão em Bíblia, Teologia, Liturgia, Catequese e também Canto e Música Litúrgica. Os cursos serão realizados sempre às segundas-feiras, das 19h30 às 22h, na sede da

Vai acontecer...

instituição, na rua Deputado Antônio Edu Vieira, 1524, no Pantanal, em Florianópolis. As aulas terão início na noite do dia 25 de fevereiro e serão ministradas por professores da instituição, por professores convidados e por alunos (monitorados) das últimas fases do Curso de Ba-

charelado em Teologia. As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de fevereiro, das 08h às 16h, pelo telefone (48) 3234-0400, com Mariana, ou pelo email: e xt ensao@f acasc. edu.br xtensao@f ensao@facasc. edu.br.. Mais informações pelo site www .f acasc.edu.br www.f .facasc.edu.br acasc.edu.br..

A Coordenação Arquidiocesana de Catequese estará realizando, a partir do dia 24 de março, a Escola de Formação Catequética para Multiplicadores. Criada há 15 anos, pelo segundo ano consecutivo as sete etapas de formação da Escola serão realizadas na Paróquia Santa Inês, em Balneário Camboriú. Segundo Irmã Marlene Bertoldi, coordenadora de Catequese, a mudança atendeu a uma reivindicação dos padres da região norte da Arquidiocese, que reclamavam da distância. “Como nos anos anteriores sempre foi na região próxima de Florianópolis, decidimos

beneficiar a região norte”, disse. Mas todos podem participar da formação independente da região. Na última edição, 150 catequistas concluíram a formação, realizada em Balneário Camboriú. A Escola Catequética tem duração de três anos. A cada ano com uma temática diferente, não obedecendo a uma sequência. Para participar, os interessados devem procurar a coordenação de catequese de sua paróquia, que já dispõe do folder de inscrição. Mais informações no site www.catequese floripa.org.br floripa.org.br, ou pelo fone (48) 3224-4799.

Reviver, recomece aqui No carnaval de 2013, a Comunidade Católica Shalom convida os que quiserem viver uma experiência diferente. Pelo sétimo ano consecutivo, a obra de Florianópolis promove o retiro de carna er carnavval Reviv viver er. São três dias de formação pessoal, cursos, shows e muita oração. O Reviver vai acontecer nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro, no Centro de evangelização Shalom, na Rua Santos Dumont, 124, centro de Florianópolis. A programação tem inicio às 8h30 e a participação é gratuita. Para as crianças está sendo organizado um

espaço exclusivo, o Reviverzinho. Todos os dias, às 18h, será celebrada a Santa Missa. Durante os três dias de evento, o Shalom vai disponibilizar serviço de cozinha, e as refeições podem ser compradas na hora. Moysés Azevedo, fundador da comunidade, frisa que o Reviver não é um carnaval Cristão, mas um retiro de carnaval: “É um retiro diferente e um carnaval diferente”. Para mais informações, entrar em contato com a Comunidade Shalom pelo telefone (48) 3223-7801 ou pelo e-mail: florianopolis@comshalom.org florianopolis@comshalom.org.


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Tema do Mês

Os jovens e suas cruzes

Mas nem tudo é motivo de jovialidade na vida dos jovens. Dados do IPEA, citados no texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano, revelam verdadeiras cruzes dos nossos jovens. A grande maioria dos jovens brasileiros vive em famílias pobres, com baixa renda per capita familiar. Embora a distribuição entre jovens brancos e não brancos seja equitativa, os não brancos são maioria quando se trata de pobreza de suas famílias. Vivendo maciçamente nos meios urbanos, sobretudo nas periferias, os jovens brasileiros convivem com altas taxas de desemprego e de violência, de segregação espacial e de deterioração da qualidade de

Fraternidade e juventude Deus, na sua eternidade, é sempre jovem e jovial. Foto JA

Com o lema “Eis-me aqui, envia-me! (Is 6,8)”, a Campanha da Fraternidade deste ano trata do tema “Fraternidade e Juventude”. Durante o santo tempo da Quaresma, na sua preparação para a celebração do mistério pascal da morte e ressurreição do Senhor, a Igreja convida a todos para o jejum, a esmola e a oração, como exercícios preciosos de piedade e de conversão. Nesse especial tempo litúrgico, a Igreja do Brasil nos apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão pessoal, comunitária e social. Nesse ano de 2013, todos somos convidados a converternos ao Senhor através da opção pelos jovens, para ouvir suas angústias, partilhar de suas esperanças, acolher seus sonhos, entender suas propostas, carregar suas cruzes, transformar sua realidade. Juventude expressa jovialidade. Não a jovialidade ingênua da publicidade, da moda, da mídia. Mas a jovialidade do próprio Deus, que na sua eternidade é sempre jovem e jovial. De fato, Jovis é o nome que os antigos gregos davam ao deus supremo, o deus da força do dia. Jovialidade significa, portanto, o vigor de Deus, a força de Deus. É jovem a pessoa que se deixou tomar pelo vigor de Deus, que ama sem medida, sem condições, sem esperar retorno, que ama por primeiro, a todos, também aos inimigos. Haja jovialidade! Se todos somos chamados a ser jovens e joviais no reflexo do próprio Deus, cabe, porém, aos que são fisicamente jovens, aos que estão na idade da adolescência e da juventude, viver de modo pleno a jovialidade de Deus.

Janeiro/Fevereiro 2013

vida, de moradias inadequadas e de exclusão da vida escolar. São altíssimas as taxas de homicídio de jovens no Brasil, mormente por causa do tráfico e do consumo de drogas e de acidentes de trânsito. Não contando com o amparo de adultos responsáveis, às vezes nem mesmo de seus pais, muitos jovens são lançados no mundo ilusório da droga, da pornografia e da prostituição, da moda e da mídia mercantilistas, deixando-se levar por ideologias materialistas e consumistas e egoístas, até perder o sentido da vida e o caminho da verdadeira felicidade. Por isso, o papa João Paulo II doou aos jovens uma cruz, pedindo-lhes que a carreguem consigo e testemunhem a todos que, na cruz de Cristo, todas as cruzes dos jovens podem transformar-se em caminho de ressurreição. Em preparação para a Jornada Mundial da Juventude, a realizar-se no Rio de Janeiro, em julho próximo, desde setembro de 2011, essa cruz percorre todas as dioceses do Brasil, para mostrar-se como Cruz vitoriosa, que anuncia a vida

É na juventude que o ser humano faz suas grandes escolhas e toma decisões que vão afetar toda a sua vida, com influências em toda a sociedade”

e vence o poder do mal. Para mostrar que há cruzes provenientes do pecado humano e que, portanto, devem ser combatidas e eliminadas, pela oração, pela denúncia profética, pelo engajamento comum na prática do bem. E há cruzes que são consequência do anúncio do projeto divino de vida plena e bemestar para todos, a começar dos últimos e excluídos. Cruz que deve, portanto, ser assumida e carregada, com firmeza e esperança de transformação.

A opção pelos jovens

Toda a Igreja é convidada a carregar, junto com os jovens, as suas cruzes. Esse é o sentido da opção pelos jovens que a Igreja na América Latina fez, em 1979, no Documento de Puebla. Essa opção, como aquela feita em favor dos pobres, não se explica só pelo grande número de jovens, mas por causa da própria ação de Deus. Em toda a Sagrada Escritura, há uma opção de Deus pelos jovens. É claro que toda idade é boa para a conversão, para uma nova vocação, uma missão especial. Mas é na idade da juventude que o ser humano faz suas grandes escolhas e toma decisões que vão afetar toda a sua vida, com influências em toda a sociedade. Por isso, respeitando a dinâmica da própria natureza humana, Deus escolheu muitos jovens para missões especiais. A Bíblia está repleta de jovens. Isaac, Josué, Samuel, Davi, Ester, Judite, Isaías, Maria de Nazaré, João Batista, o apóstolo João, Paulo, só para citar alguns, foram grandes homens e

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Jornal da Arquidiocese mulheres que desde a tenra juventude dedicaram toda a sua vida aos planos de Deus, e colaboraram com seu povo na instauração de uma sociedade de justiça e paz. Também a Igreja fez sua opção pelos jovens. A presença dos jovens na Igreja e a ação da Igreja junto aos jovens é um dos grandes desafios. Envolvidos que estão em questões pessoais de relacionamento familiar, de namoro, de estudo, de ingresso no mercado de trabalho, muitos jovens não encontram tempo e disposição para as coisas de Deus e da Igreja. É preciso uma atenção especial para mostrar-lhes que o Evangelho não é um peso a mais, mas uma força vital que lhes dá ânimo e coragem no enfrentamento de seus inúmeros problemas. A Igreja sabe que precisa deles para renovar os seus quadros – no ministério ordenado, na vida religiosa e no ministério leigo – de serviço à causa do Evangelho e do Reino, para estar atualizada nos novos mecanismos e metodologias da comunicação, para garantir-se a si mesma um rosto jovem e jovial, para alcançar de modo mais imediato as grandes massas de jovens das sociedades atuais.

O lugar dos jovens

Por isso, como na Campanha da Fraternidade deste ano a Igreja se propõe debruçar-se sobre a realidade dos jovens, para acolhê-los com a riqueza de suas diversidades, propostas e potencialidades, para ajudá-los a encarar os desafios do impacto cultural em que vivem, para solidarizar-se com suas angústias, especialmente junto aos que mais sofrem com os desafios desta mudança de época e com a exclusão social, para contar com seu potencial de participação e transformação. O documento Evangelização da Juventude sugere para nossas paróquias que haja canais de participação dos jovens nas decisões, que possibilitem uma experiência autêntica de corresponsabilidade, de escuta e de diálogo, e de envolvimento no processo de renovação contínua da Igreja. Pe. Vitor Galdino Feller Vigário Geral da Arq., Prof. de Teologia e Diretor da FACASC/ITESC Email: vigariogeral@arquifln.org.br


Jornal da Arquidiocese

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Janeiro/Fevereiro 2013

Seminaristas concluem graduação em Teologia 12 seminaristas e uma leiga concluíram o curso no ano em que o ITESC graduou a sua 40ª turma

Arquidiocese de Florianópolis Transferências para 2013 Eis a relação de transferências dos Padres da Arquidiocese neste início do ano: NOME

IRÁ PARA...

Pe. Márcio Alexandre Vignoli

Paróquia Divino Espírito Santo – Camboriú

Pe. Cláudio José Zimermann

Paróquia N.Sra. de Lourdes e São Luiz - Agronômica

Pe. Hélio Tadeu L. de Oliveira

Paróquia São Judas Tadeu e São João Batista – Ponte do Maruim / Palhoça

Pe. Gervásio Fuck

Paróquia São Francisco Xavier – Monte Verde

Pe. David Antônio Coelho

Catedral Metropolitana

Pe.Adão Carlos M. Marcelino

Paróquia Nossa Senhora do Rosário - São José

Pe. Pedro Paulo Alexandre

Paróquia São Sebastião - Anitápolis

Pe. Celso Antunes Duarte

Paróquia São João Batista

Pe. Siro Manoel de Oliveira

Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Leoberto Leal

Pe. Luiz Rebelatto

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Vila Real / Balneário Camboriú

Pe.André Gonzaga

Paróquia Senhor Bom Jesus de Nazaré – Palhoça

Pe. Elizandro Scarsi

Paróquia São Sebastião – Tijucas

Pe. Francisco Rohling

Paróquia N.Sra. de Guadalupe – Canasvieiras

Pe.Timóteo José Steinbach

Par. Santa Catarina – Dom Joaquim / Brusque

Pe. Gercino Atílio Piazza

Paróquia São Sebastião – Tijucas

Pe. Isaltino Dias

Paróquia São Judas Tadeu e São João Batista – Ponte do Maruim / Palhoça

Pe. Jalmir José Rigo

Paróquia N.Sra. de Guadalupe – Canasvieiras

Pe. Norberto Debortoli

Paróquia São João Evangelista - Biguaçu

Pe.William Barbosa Vianna

Assessor da Pastoral Universitária

Seminarista Deivide T.Tomasi

Paróquia São João Evangelista - Biguaçu

Sem.Wellington C. da Silva

Paróquia Sr. Bom Jesus de Nazaré – Palhoça

O Instituto Teológico de Santa Catarina ITESC, realizou na manhã do dia 07 de dezembro uma celebração eucarística de ação de graças pelo encerramento do ano letivo de 2012. A missa, iniciada às 9h, foi presidiadeu Jönck da por Dom Wilson TTadeu Jönck, presidente da CNBB - Regional Sul IV e arcebispo de Florianópolis, e concelebrada pelo Pe. Vit or Galdino FFeller eller Vitor eller, Diretor da FACASC/ ITESC, e pelos professores presbíteros. Presentes, também, além dos colegas, os parentes e amigos dos formandos. Durante sua homilia, Dom Wilson lembrou que, nesses quatro anos, os formandos aprenderam noções e fizeram experiências que contribuíram para a sua formação como teólogos e futuros presbíteros. “Transformados por um maior conhecimento de Jesus Cristo, vocês estão capacitados a serem instrumentos de idêntica transformação”, disse. Após a Missa, teve início o ato de formatura dos 13 acadêmicos. Pe. Vitor, como diretor do ITESC, presidiu ao ato. O seminaael Uliano rista Raf Rafael Uliano, da Diocese de Tubarão, em nome dos demais, fez o pedido do

certificado de conclusão do curso. Cada um dos formandos recebeu o seu, das mãos de um dos professores. Após o discurso de Rafael, como orador da turma, tomou a palavra o Paraninfo, Pe. José Artulino Besen Besen, que chamou a atenção dos formandos para levarem a sério, neste momento alegre de formatura, o paradoxo da quênose de Deus: nosso Deus é um “Deus que se rebaixa”. Lembrando “os frutos do presépio e da cruz”, concluiu pedindo que os bacharelandos “não criem muros, e não percam os pobres de vista”. Antes de encerrar a sessão, o Diretor, Pe. Vitor Feller, lembrou que esse era um evento histórico, pois era a 40ª turma de formandos do Instituto Teológico de Santa Catarina ITESC, neste ano jubilar. E exortou a que os formandos continuem ligados à instituição. “Vocês podem seguir com o ITESC através da A ssociação Paulo Bratti Bratti, junto com os atuais e todos os ex-alunos”, convidou. Mais fotos no site da Arquidiocese ( www.arquifln.org.br ), clicar no link www.arquifln.org.br), “Álbum de fotos”, no alto da página. Foto JA

Párocos Religiosos que assumem missão em 2013 na Arquidiocese de Florianópolis: PÁROCO

PARÓQUIA

LOCAL./MUNICÍPIO

Pe. Frei Gentil de L. Branco, OFM Pe. Frei Daniel Dellandrea, OFM Pe. Frei Justino Félix Stolf, OFMCap Pe.André Borges da Silva, SCJ Pe. Mário Peixe, SCJ Pe. Hélio Feuser, SCJ

N. Sra. da I. Conceição Santo Amaro Santíssima Trindade Reitor/S. Santa Paulina São José São Cristóvão

Angelina Santo A. da Imperatriz Florianópolis Vígolo/Nova Trento Botuverá Itajaí

Vigários Paroquiais Religiosos VIGÁRIO

PARÓQUIA

LOCAL./MUNICÍPIO

Pe. Frei Conrado Lindmeier, OFM Pe. Frei Nilton Decker, OFM Pe. Frei Edson C. Guedes, OFMCap

Santa Inês Santo Amaro Santíssima Trindade “Capelão Especial” S. Sta Paulina São Luís Gonzaga São Cristóvão

Bal. Camboriú Santo A. da Imperatriz Florianópolis

Pe. Nelson Tachini, SCJ Pe. Magnos José B. Caneppele, SCJ Pe. Sérgio Luís da Costa, SCJ

Vígolo/Nova Trento Brusque Itajaí

Uso de Ordens e a Faculdade para Ouvir Confissões USO DE ORDENS Pe. Roberto Cappelletti, SDB Pe. Gilberto M. B. Mittelstaed, SCJ Pe.Adolfo Hülse, SCJ Pe.Adalto Luiz Chitolina, SCJ Pe. José N. L. dos Santos, SCJ Pe. Luciano José Toller, SCJ

PARÓQUIA

LOCAL./MUNICÍPIO

Parque Dom Bosco Casa Padre Dehon Casa Padre Dehon Casa Padre Dehon Casa Padre Dehon Convento S.C.Jesus

Itajaí Brusque Brusque Brusque Brusque Brusque

No ano em que o ITESC comemorou 40 anos da primeira turma, 12 concluíram a graduação

Três são da Arquidiocese Dos formandos de 2012 no ITESC, três são da Arquidiocese: dois deles, seminaristas: Wellington Silva Silva, 29 anos; e Deivide Tiago TTomasi omasi omasi, 24 anos; e uma leiga, Maria de Lourdes Pereira Dias, mãe de família e professora da vizinha UFSC. Formada em Economia, com mestrado, e professora da Universidade Federal de Santa Catarina, Maria de Lour Lour-des Pereira Dias decidiu ingressar no curso de Teologia para se aprofundar na fé. “O que me estimulou a realizar o curso foi a vivência do batismo e buscar a interiorização”, disse. Os dois seminaristas aguardam do Sr. Arcebispo Dom Wilson a indicação da Maria de Lourdes entre Deivide e Wellington, que aguardam a ordenação

data da ordenação diaconal, provavelmente conjunta. Até a ordenação diaconal e posterior presbiteral, os dois realizarão estágio pastoral em paróquias da Arquidiocese. Deivide trabalhará na Paróquia São João Evangelista, em Biguaçu. Já Wellington, na Paróquia Senhor Bom Jesus de Nazaré, em Palhoça. Foto JA


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Bíblia

Janeiro/Fevereiro 2013

Jornal da Arquidiocese

Conhecendo o livro dos Salmos (56)

Salmo 77 (76): angústia e louvor Divulgação/JA

Com este salmo estamos, provavelmente, no tempo do Exílio ou, mesmo, no pós-Exílio, antes de Cristo, quando Judá estava reduzido a uma pequenina província do império persa. Como haviam mudado os tempos, outrora tão felizes, em comparação com os de agora! E, o pior, nenhum lampejo de esperança. Toda a primeira parte do salmo (vv. 2-11) tem essa tônica do desalento. Será que Deus, o Deus da Aliança, não é mais o mesmo? Entretanto, ainda uma vez, é a memória do Êxodo, expressa na segunda parte (vv. 12-21), que vem reacender a chama, quase extinta. O Senhor vai “passar” novamente pelo Mar, à frente do seu povo, guiando-o como o pastor ao seu rebanho.

Vale a pena insistir? 12. Entretanto, vou ainda lembrar os feitos do Senhor, / vou recordar teus milagres de outrora, 13. refletir sobre todas as tuas obras / e meditar nos teus grandes feitos. Apesar do desalento da conclusão do v. 11, o salmista insiste em “lembrar” e “refletir”, como nos vv. 6 e 7, só que agora com uma diferença: ele não recorda mais um passado indefinido (“os dias antigos”), mas, concretamente, num lampejo de memória, quer lembrar “os feitos do Senhor”. E, como que esquecendo as graves acusações dos vv. 810, agora dirige-se diretamente a Deus, de certo modo provocandoo: “vou recordar teus milagres... tuas obras... teus grandes feitos” (vv.12-13).

Voz e mãos que buscam 2. Sobe até Deus a minha voz, clamando; / ergue-se a Deus a minha voz, para que me ouça. 3. Em minha angústia busco o Senhor; / a noite toda estendo as mãos, sem me cansar, / recuso acalmar meu anseio. Estes versículos iniciais, como os quatro seguintes, são dominados por verbos e possessivos na primeira pessoa. É o salmista que se expressa individualmente, embora por certo representando seu povo. É por isso que sua voz, antes, o seu clamor, sobe até Deus, esperando que Ele “ouça” (v.2). Nessa busca ansiosa de Deus empenham-se também suas mãos, estendidas sem parar, como que tateando a escuridão.

Gemidos, abatimento, vigília, mudez 4. Ao lembrar-me de Deus, solto gemidos, / medito, e meu espírito se abate. 5. Tu me seguras as pálpebras dos olhos; / fico aturdido, sem poder falar. A lembrança de um Deus aparentemente insensível, em vez de consolo, provoca gemidos e abatimento. Mais. É como se o próprio Deus não o deixasse dormir, intervindo agora de modo estranho: “segurando-lhe as pálpebras dos olhos” (v. 7)... Resultado: incompreensão, mudez do salmista.

Os dias antigos 6. Relembro os dias antigos, / recordando os anos de outrora.

ta triste conclusão do orante, ela se esconde, inativa, como no Sl 74,11. Pior ainda: teria “mudado”, tornando-se sinistra.

É santo o teu caminho!

7. De noite medito no meu coração, / reflito, e meu espírito se interroga. Entretanto, a vigília se volta para o passado, para os “dias antigos”, os “anos de outrora”, desencadeando uma reflexão que se interroga sobre o sentido desses “dias” e “anos”, não definidos. A interioridade é ressaltada pela referência, no v. 7, ao “coração” e ao “espírito” do orante. Esse detalhe faz-nos lembrar a observação feita duas vezes por Lucas, sobre Maria, a propósito dos acontecimentos ligados à infância do Senhor. Ela, diz o evangelista, “guardava todas essas palavras, meditando-as em seu coração” (Lc 2,19 e 2,51).

Será que, não mais? 8. Será que Deus vai nos rejeitar para sempre / e não mais terá compaixão de nós? 9. Terá acabado para sempre o seu amor / e a promessa feita para todas as gerações? 10. Acaso Deus vai se esquecer de agir com clemência, / ou fechou as entranhas com ira? Chegamos ao clímax negativo do salmo. As perguntas se multiplicam, parecendo esbarrarem numa parede ou muro intranspo-

nível. De fato, o salmista sequer levanta a hipótese de o povo ser culpado ou ter sido infiel à Aliança, fazendo então por merecer o abandono da parte de Deus. Pelo contrário, quem é questionado, ou pelo menos interrogado, é o próprio Deus, que não pode invalidar seu amor uma vez manifestado, e a sua promessa, uma vez garantida “para todas as gerações” (v. 9). Por isso, as perguntas: “Será que Ele vai nos rejeitar para sempre, e não mais terá compaixão de nós?” Mais ainda: poderá Ele “esquecer-se de agir com clemência”, ou, como mãe desnaturada, terá “fechado as entranhas”? Em certo sentido, segundo o corajoso salmista, Deus está, assim, negando-se a si mesmo... pois “não é mais” Aquele que se apresentou a Moisés como “rico em amor e fidelidade” (Ex 34,6). E o pior é que essa mudança parece definitiva: “para sempre” (vv. 8 e 9).

Conclusão: Ele mudou! 11. E concluo: “Meu sofrimento é este: está mudada a mão direita do Altíssimo!” A “mão direita” de Deus aparece em vários textos como operadora de prodígios, p. ex. no Sl 118,16. Aqui, pelo contrário, nes-

14. Ó Deus, é santo o teu caminho: / que Deus haverá tão grande como o nosso Deus? 15. És o único Deus que faz maravilhas, / cujo poder se conhece entre os povos. 16. Com teu braço resgataste o teu povo, / os filhos de Jacó e de José. Agora, já não são queixas angustiadas, mas exclamações cada vez mais entusiastas sobre o poder desse Deus maravilhoso, cujo “caminho” – seu modo de proceder – é “santo”, isto é, transcendente, único, acima de qualquer parâmetro humano. Como o Segundo Isaías, o salmista aqui insiste na incomparabilidade de Deus, “grande” como nenhum outro, “o único” que faz maravilhas, e cujo “poder” é reconhecido “entre os povos”. E é com esse poder, “com a força do seu braço”, que ele faz jus ao seu título de “Redentor”, libertando o seu povo. A menção especial de José, entre os filhos de Jacó (v.16), alude à inclusão das duas tribos que dele descendem: as tribos de Efraim e de Manassés.

A teofania do Êxodo 17. As águas te viram, ó Deus, / as águas te viram e tremeram / e se agitaram os mares. 18. As nuvens derramaram águas / os céus soltaram o fragor, e fusilaram tuas setas.

19. Teu trovão reboou no turbilhão, / teus relâmpagos iluminaram o mundo, / a terra tremeu e se abalou. 20. Abriu-se no mar o teu caminho, / tua senda na imensidão das águas, / mas tuas pegadas ficaram invisíveis, 21. enquanto guiavas teu povo como a um rebanho, / por meio de Moisés e de Aarão. Nesta conclusão magnífica, em poucos versículos o salmista antecipa a teofania, isto é, a “manifestação de Deus”, do Sinai, vendo-a realizar-se no Êxodo. Assim, o terremoto do v. 19 é precedido pelo “maremoto” do v. 17, provocado pela avassaladora intervenção do Senhor nas águas do mar Vermelho. E é nesse mar, assim tocado pelo Senhor, que se abre o seu “caminho” (v.20), que será o caminho da libertação do seu povo. As “pegadas de Deus”, porém, ficaram invisíveis, como tantas vezes, ao longo da história e da nossa vida. É preciso a atenção da fé para percebê-las. Por fim, apesar de toda a suficiência da intervenção divina, é ainda necessária a mediação humana: é “por meio de Moisés e de Aarão” que Deus quis guiar o seu povo. Pe. Ney Brasil Pereira Professor de Exegese Bíblica na Faculdade de Teologia de SC - FACASC email: ney.brasil@itesc.org.br

Para refletir: 1) O que é que faz o orante passar, do desalento da primeira parte do salmo (vv.2-11), para a reanimação e o entusiasmo da segunda parte (vv. 13-21)? 2) Qual a importância da reflexão, da memória “no coração”, à luz da fé, das coisas que aconteceram e acontecem em nossa vida? (cf v. 7 e v. 13) 3) Por que é que, parecendo ter abandonado seu povo, Deus estaria negando-se a si mesmo? Como interpretar as “demoras” de Deus? 4) Por que é importante “insistir” em lembrar as obras de Deus, sem desanimar? (cf Lc 18,1) 5) Que dizer das “pegadas invisíveis” de Deus, no Êxodo e em nossa trajetória?


Jornal da Arquidiocese

Geral 7

Janeiro/Fevereiro 2013

Celebração abre a CF-2013 Após 21 anos, CNBB retoma o tema da Juventude para a Campanha da Fraternidade Como é tradição, a Celebração Eucarística do dia 13 de fevereiro, às 18h15, na Catedral de Florianópolis, marcará a abertura da Campanha da Fraternidade em Florianópolis. A celebração será presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck Jönck. Ao final, será realizada a imposição das Cinzas. Antes, à tarde, Dom Wilson concederá entrevista coletiva à imprensa no Auditório da Cúria Metropolitana, para falar sobre a Campanha. A CF-2013 tem como objetivo “acolher os jovens no contexto atual, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção da vida, da justiça e da paz”. Depois de 21 anos, a Campanha da Fraternidade retorna ao tema da juventude. Novamente a CNBB traz à discussão os jovens e os desafios que eles enfrentam. Em 1992, o tema “Juventude, Caminho Aberto” já havia discutido e refletido sobre a inclusão dos jovens na evangelização.

Candidatos a diácono participam de nova etapa de formação A Escola Diaconal São Francisco de Assis realizou, nos dias 18 a 26 de janeiro, a sexta etapa da 15ª turma. O local foi a Casa de Eventos e Retiros Provincialado Coração de Jesus, em Florianópolis. Foram 32 os candidatos a diácono presentes: 18 da Arquidiocese; 09 da Diocese de Tubarão;

e 05 da Diocese de Joinville. O encerramento da etapa de formação foi com uma Celebração Eucarística, presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, na manhã do dia 26, com a presença dos familiares dos candidatos. Durante a missa, foi realizada a crisma de dois candidatos. Foto JA

A adoção do tema Juventude para a CF-2013 está em consonância com a Jornada Mundial

da Juventude Juventude, que será realizada de 23 a 28 de julho deste ano no Rio de Janeiro.

Dos 32 candidatos a diácono, 18 são da Arquidiocese

Padres Jesuítas se despedem do Santuário Santa Paulina Em função da nova configuração estrutural de missão dos padres Jesuítas no Brasil – que esta-

beleceu uma única Província para todo o país, os padres jesuítas estão encerrando sua missão no Foto Elis Facchini

Padre João, Reitor do Santuário, se despede do Santuário Santa Paulina e de Nova Trento

Santuário Santa Paulina. Para que os neotrentinos, e também os turistas e peregrinos, tivessem a oportunidade da despedida, as Irmãzinhas da Imaculada Conceição realizaram no dia 12 de janeiro uma celebração especial em agradecimento e despedida na Capela Nossa Senhora de Lourdes. Além disso, em todas as missas no dia 13 de janeiro, domingo, foram realizadas no Santuário homenagem e despedida dos Padres Jesuítas. A posse dos novos padres, da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Deho-

nianos), foi realizada no dia 20 de janeiro, domingo, na missa das 10 horas. Pe Pe.. André Borges Silva assume como Reitor, no lugar do Pe . João Schneider Schneider. Também auxiliam nos trabalhos do Santuáachini e Frat er rater rio Pe. Nelson TTachini Rodrigo Thaucher Thaucher.

Pe. João se despede rent o após Novv a TTrent rento de No mais de cinco anos de atividades O Reitor do Santuário Santa Paulina, Pe. João Schneider, que cultivou grandes amizades em

Nova Trento e ganhou a simpatia dos devotos, peregrinos e visitantes, se despede da comunidade neotrentina após mais de cinco anos de atividades, sendo um ano e meio na Paróquia São Virgílio e três anos e nove meses no Santuário Santa Paulina. “Desejamos que seja feliz na próxima missão que o espera”, destaca Irmã Teresa Nascimento, coordenadora de Pastoral do Santuário Santa Paulina. Padre João ainda não tem conhecimento de onde será sua próxima missão.


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JMJ

Jornal da Arquidiocese

JMJ 9

Janeiro/Fevereiro 2013

Foto JA

Simbolos da JMJ peregrinam pela Arquidiocese símbolos pelas oito comarcas da Arquidiocese. Em cada uma delas foi realizada um programação especial. Visita a hospitais, presídio, comunidades terapêuticas e empobrecidas..., foram muitos os locais por onde os símbolos tiveram a oportunidade de passar na Arquidiocese. Veja uma síntese da peregrinação dos ícones pela Arquidiocese.

Recepção em Imbituba

foi realizada uma Celebração Eucarística com a igreja lotada. Durante toda a madrugada, as paróquias da Comarca se revezaram em vigília de oração. Às 6h foi realizada a celebração de envio para a Comarca de Biguaçu.

Uma comitiva da Arquidiocese se deslocou a Imbituba, pertencente à Diocese de Tubarão, para receber a Cruz Peregrina, o Ícone de Nossa Senhora e da Beata Albertina Berken-brock. Centenas de fiéis participaram da celebração de envio. A missa foi presidida por Dom João Francisco Salm, Salm bispo de Tubarão, e conadeu Jönck celebrada por Dom Wilson TTadeu Jönck, arcebispo de Florianópolis. Por volta das 12h, os símbolos da JMJ foram oficialmente entregues aos nossos cuidados, continuando sua peregrinação.

Comarca de Santo Amaro

Na Comarca, os ícones foram recebidos nas primeiras horas da manhã do dia 11/01 na Comunidade Terapêutica “Recanto Silvestre”, que atende pessoas em recuperação da dependência química. No local, foi realizada Celebração Eucarística com a presença dos internos, familiares, voluntários e comunidade. Em seguida, os ícones foram levados pelos jovens até a Igreja Matriz da Paróquia São João Evangelista, em Biguaçu. Lá foram realizados momentos de adoração com a forte presença dos jovens. Por volta das 14h, os ícones seguiram a caminhada.

Comarca de Brusque

Os símbolos foram recebidos na

Comarca de Itajaí

Em Itajaí, os símbolos foram recebidos por volta das 23h do dia 12/01 na entrada da cidade por uma grande comitiva, que seguiu em carreata até o Pavilhão da Marejada. Lá, mais de dois mil jovens aguardavam a sua chegada. Foram realizados momentos de reflexão sobre a passagem da Cruz e show de evangelização. Durante toda a noi-

te, os jovens ficaram em vigília. Às 5h foi realizada a Celebração Eucarística or de despedida, presidida por Pe. Vit Vitor Galdino FFeller eller eller, vigário geral da Arquidiocese, e o envio da Cruz para a Comarca do Estreito, em Florianópolis.

Comarca do Estreito

Uma equipe da Comarca aguardava a chegada dos ícones na entrada de Florianópolis, por volta das 9h, seguindo o caminhão que os transportava até a Igreja Matriz da Paróquia N.Sra. de Fátima. Lá, os participantes realizaram a Celebração da Cruz e encenação artística realizada por jovens da Comarca.

Comarca da Ilha

Por volta das 14h, os símbolos seguiram para a Penitenciária de Florianópolis e foram recebidos pelos presos, que os transportaram até a Capela São Dimas, onde houve Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Ne Neyy Brasil, e os presos tiveram oportunidade de rezar aos pés da Cruz. Depois, os ícones foram levados até o Hospital de Custódia, ainda dentro do complexo penitenciário. Na sequência, os ícones seguiram para a comunidade N.Sra. Aparecida, no Alto da Caieira do Saco dos Limões. Lá, um grande número de jovens que fazem parte dos projetos sociais deoh os senvolvidos pelo Pe. Vilson Gr Groh aguardavam. Após uma Celebração, os jovens desceram transportando a

cruz nos ombros pelas estreitas ruas do morro até a Catedral, onde centenas de jovens da Comarca, com a presença de Dom Wilson, acolheram os símbolos. Na Catedral foi realizada a Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Ew er tins Gerent Ewer ertton Mar Martins Gerent, vigário paroquial. Por volta das 19h, os símbolos seguiram para o Bote Fé Floripa.

Comarca de Tijucas

A Paróquia Santo Antônio, em Itapema, se cobriu de festa para receber os símbolos da JMJ. Eles chegaram por volta das 2h da madrugada do dia 13/01 e foram acompanhados por mais de 500 pessoas. Durante sua passagem, houve momentos de louvor, com música e oração. Nas primeiras horas da manhã, os símbolos se despediram da paróquia e seguiram para o Santuário de Santa Paulina, em Nova Trento. Por volta das 9h, foram recebidos no Santuário, e às 10h, foram levados até o altar, quando foi realizada a Celebração Eucarística, presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson son, que também simbolizou o envio dos ícones para a Diocese de Joinville. Ao final da missa, na Praça da Glorificação, foi inaugurada uma réplica da Cruz Peregrina, marcando a sua passagem pelo Santuário. “Aqui os jovens terão um espaço só seu para rezar”, disse Irmã Maria Adelina da Cunha, diretora geral do Santuário.

Em Azambuja, pessoas hospitalizadas puderam contemplar os símbolos da JMJ

Em Angelina, centenas de fiéis acompanharam os símbolos até a gruta N.Sra. Lourdes

Na Comarca de São José, os símbolos foram recebidos com fogos de artifício

Foto JA

Santa Paulina inaugurou monumento marcando a passagem da Cruz pelo Santuário

Foto JA

Comarca de São José

A Cruz Peregrina e a Imagem de Nossa Senhora foram recebidas pela comunidade do Kobrasol. Cerca de mil fiéis aguardavam na praça em frente à igreja. Os símbolos foram recebidos com queima de fogos e chuva de confetes. Depois, os jovens os conduziram pelas ruas do bairro até a Igreja Matriz da Paróquia Santo Antonio, em Campinas. Lá,

Mais de dois mil jovens receberam os símbolos no Pavilhão da Marejada, em Itajaí

Em Florianópolis, símbolos percorreram comunidade empobrecida no morro

Foto JA

Foto JA

Por volta das 15h30, os símbolos chegaram à Igreja Matriz da Paróquia de Santo Amaro, onde um grupo de fiéis os aguardava. Os símbolos também foram até o hospital do município. Em seguida, foram para o Santuário de Angelina. Em Rancho Queimado foram recebidos por um grande número de fiéis que, em carreata, os acompanharam até Angelina. Na chegada ao Santuário, a Cruz foi recebida por mais de 500 pessoas. Lá houve show de evangelização e apresentação cultural. Dom Wilson estava presente. Depois, os jovens conduziram a cruz pelo Morro do Rosário. Durante o trajeto, foi rezado o terço. No alto, diante da Gruta de N.Sra. de Lourdes, foi conduzida uma oração.

Comarca de Biguaçu

Paróquia de São Judas por um grande número de fiéis, que aí fizeram um momento de oração. Depois seguiram em carreata até o Santuário de Azambuja. Lá, centenas de fiéis aguardavam a chegada dos símbolos da JMJ, que foram colocados diante do Santuário, onde foi realizada uma oração e reflexão. Em seguida, foram levados até diante do Hospital Cônsul Carlos Renaux (Hospital de Azambuja), para que os pacientes e acompanhantes pudessem vê-los. Ato contínuo, foi realizada uma carreata até a Igreja Matriz da Paróquia São Luiz Gonzaga, onde houve um momento forte de oração. Depois os símbolos seguiram em procissão pelas ruas da cidade até a Praça, onde cerca de mil pessoas os aguardavam, e foi realizado show de evangelização, com apresentações artísticas e momentos de reflexão da Cruz. Por volta das 21h, a cruz se despediu da Comarca de Brusque com queima de fogos de artifício.

Foto JA

“Emoção!”. É a forma como pode ser descrita a passagem da Cruz Peregrina, do Ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude - JMJ, que será realizada de 23 a 28 de julho no Rio de Janeiro. Mesmo com os muitos atrativos do período de férias, milhares de jovens participaram das atividades alusivas à passagem dos

Foto JA

Milhares de jovens de todo o Estado participaram do “Bote Fé Floripa”

Um grande show de evangelização Assim pode ser sintetizado o Bote Fé Floripa, o principal evento que marcou a passagem dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude. Mais de três mil jovens de todo o Estado se reuniram no Centro Multiuso de São José. A partir das 18h, eles puderam acompanhar as apresentações musicais e encenações realizadas no local. Depois, às 20h, foi realizada a entrada da Cruz Peregrina, do ícone de Nossa Senhora e da beata Albertina Berkenbrock. Um momento de grande emoção entre os presentes. Em seguida, foi realizada a Celebração

Eucarística, presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, e concelebrada por seis bispos da CNBB - Regional Sul IV, e dezenas de padres e diáconos. Após a celebração, foram realizados shows de evangelização com as bandas nacionais Cantores de Deus, Vida Reluz e Dominus, que animaram o Bote Fé em vários regionais. O evento superou as expectativas da equipe organizadora. “O Bote Fé Floripa foi evento de grande animação e envolveu a juventude de todo o Regional”, disse Pe. Leandro Rech, coordenador do Bote Fé.


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Jornal da Arquidiocese

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Janeiro/Fevereiro 2013

Foto JA

Simbolos da JMJ peregrinam pela Arquidiocese símbolos pelas oito comarcas da Arquidiocese. Em cada uma delas foi realizada um programação especial. Visita a hospitais, presídio, comunidades terapêuticas e empobrecidas..., foram muitos os locais por onde os símbolos tiveram a oportunidade de passar na Arquidiocese. Veja uma síntese da peregrinação dos ícones pela Arquidiocese.

Recepção em Imbituba

foi realizada uma Celebração Eucarística com a igreja lotada. Durante toda a madrugada, as paróquias da Comarca se revezaram em vigília de oração. Às 6h foi realizada a celebração de envio para a Comarca de Biguaçu.

Uma comitiva da Arquidiocese se deslocou a Imbituba, pertencente à Diocese de Tubarão, para receber a Cruz Peregrina, o Ícone de Nossa Senhora e da Beata Albertina Berken-brock. Centenas de fiéis participaram da celebração de envio. A missa foi presidida por Dom João Francisco Salm, Salm bispo de Tubarão, e conadeu Jönck celebrada por Dom Wilson TTadeu Jönck, arcebispo de Florianópolis. Por volta das 12h, os símbolos da JMJ foram oficialmente entregues aos nossos cuidados, continuando sua peregrinação.

Comarca de Santo Amaro

Na Comarca, os ícones foram recebidos nas primeiras horas da manhã do dia 11/01 na Comunidade Terapêutica “Recanto Silvestre”, que atende pessoas em recuperação da dependência química. No local, foi realizada Celebração Eucarística com a presença dos internos, familiares, voluntários e comunidade. Em seguida, os ícones foram levados pelos jovens até a Igreja Matriz da Paróquia São João Evangelista, em Biguaçu. Lá foram realizados momentos de adoração com a forte presença dos jovens. Por volta das 14h, os ícones seguiram a caminhada.

Comarca de Brusque

Os símbolos foram recebidos na

Comarca de Itajaí

Em Itajaí, os símbolos foram recebidos por volta das 23h do dia 12/01 na entrada da cidade por uma grande comitiva, que seguiu em carreata até o Pavilhão da Marejada. Lá, mais de dois mil jovens aguardavam a sua chegada. Foram realizados momentos de reflexão sobre a passagem da Cruz e show de evangelização. Durante toda a noi-

te, os jovens ficaram em vigília. Às 5h foi realizada a Celebração Eucarística or de despedida, presidida por Pe. Vit Vitor Galdino FFeller eller eller, vigário geral da Arquidiocese, e o envio da Cruz para a Comarca do Estreito, em Florianópolis.

Comarca do Estreito

Uma equipe da Comarca aguardava a chegada dos ícones na entrada de Florianópolis, por volta das 9h, seguindo o caminhão que os transportava até a Igreja Matriz da Paróquia N.Sra. de Fátima. Lá, os participantes realizaram a Celebração da Cruz e encenação artística realizada por jovens da Comarca.

Comarca da Ilha

Por volta das 14h, os símbolos seguiram para a Penitenciária de Florianópolis e foram recebidos pelos presos, que os transportaram até a Capela São Dimas, onde houve Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Ne Neyy Brasil, e os presos tiveram oportunidade de rezar aos pés da Cruz. Depois, os ícones foram levados até o Hospital de Custódia, ainda dentro do complexo penitenciário. Na sequência, os ícones seguiram para a comunidade N.Sra. Aparecida, no Alto da Caieira do Saco dos Limões. Lá, um grande número de jovens que fazem parte dos projetos sociais deoh os senvolvidos pelo Pe. Vilson Gr Groh aguardavam. Após uma Celebração, os jovens desceram transportando a

cruz nos ombros pelas estreitas ruas do morro até a Catedral, onde centenas de jovens da Comarca, com a presença de Dom Wilson, acolheram os símbolos. Na Catedral foi realizada a Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Ew er tins Gerent Ewer ertton Mar Martins Gerent, vigário paroquial. Por volta das 19h, os símbolos seguiram para o Bote Fé Floripa.

Comarca de Tijucas

A Paróquia Santo Antônio, em Itapema, se cobriu de festa para receber os símbolos da JMJ. Eles chegaram por volta das 2h da madrugada do dia 13/01 e foram acompanhados por mais de 500 pessoas. Durante sua passagem, houve momentos de louvor, com música e oração. Nas primeiras horas da manhã, os símbolos se despediram da paróquia e seguiram para o Santuário de Santa Paulina, em Nova Trento. Por volta das 9h, foram recebidos no Santuário, e às 10h, foram levados até o altar, quando foi realizada a Celebração Eucarística, presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson son, que também simbolizou o envio dos ícones para a Diocese de Joinville. Ao final da missa, na Praça da Glorificação, foi inaugurada uma réplica da Cruz Peregrina, marcando a sua passagem pelo Santuário. “Aqui os jovens terão um espaço só seu para rezar”, disse Irmã Maria Adelina da Cunha, diretora geral do Santuário.

Em Azambuja, pessoas hospitalizadas puderam contemplar os símbolos da JMJ

Em Angelina, centenas de fiéis acompanharam os símbolos até a gruta N.Sra. Lourdes

Na Comarca de São José, os símbolos foram recebidos com fogos de artifício

Foto JA

Santa Paulina inaugurou monumento marcando a passagem da Cruz pelo Santuário

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Comarca de São José

A Cruz Peregrina e a Imagem de Nossa Senhora foram recebidas pela comunidade do Kobrasol. Cerca de mil fiéis aguardavam na praça em frente à igreja. Os símbolos foram recebidos com queima de fogos e chuva de confetes. Depois, os jovens os conduziram pelas ruas do bairro até a Igreja Matriz da Paróquia Santo Antonio, em Campinas. Lá,

Mais de dois mil jovens receberam os símbolos no Pavilhão da Marejada, em Itajaí

Em Florianópolis, símbolos percorreram comunidade empobrecida no morro

Foto JA

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Por volta das 15h30, os símbolos chegaram à Igreja Matriz da Paróquia de Santo Amaro, onde um grupo de fiéis os aguardava. Os símbolos também foram até o hospital do município. Em seguida, foram para o Santuário de Angelina. Em Rancho Queimado foram recebidos por um grande número de fiéis que, em carreata, os acompanharam até Angelina. Na chegada ao Santuário, a Cruz foi recebida por mais de 500 pessoas. Lá houve show de evangelização e apresentação cultural. Dom Wilson estava presente. Depois, os jovens conduziram a cruz pelo Morro do Rosário. Durante o trajeto, foi rezado o terço. No alto, diante da Gruta de N.Sra. de Lourdes, foi conduzida uma oração.

Comarca de Biguaçu

Paróquia de São Judas por um grande número de fiéis, que aí fizeram um momento de oração. Depois seguiram em carreata até o Santuário de Azambuja. Lá, centenas de fiéis aguardavam a chegada dos símbolos da JMJ, que foram colocados diante do Santuário, onde foi realizada uma oração e reflexão. Em seguida, foram levados até diante do Hospital Cônsul Carlos Renaux (Hospital de Azambuja), para que os pacientes e acompanhantes pudessem vê-los. Ato contínuo, foi realizada uma carreata até a Igreja Matriz da Paróquia São Luiz Gonzaga, onde houve um momento forte de oração. Depois os símbolos seguiram em procissão pelas ruas da cidade até a Praça, onde cerca de mil pessoas os aguardavam, e foi realizado show de evangelização, com apresentações artísticas e momentos de reflexão da Cruz. Por volta das 21h, a cruz se despediu da Comarca de Brusque com queima de fogos de artifício.

Foto JA

“Emoção!”. É a forma como pode ser descrita a passagem da Cruz Peregrina, do Ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude - JMJ, que será realizada de 23 a 28 de julho no Rio de Janeiro. Mesmo com os muitos atrativos do período de férias, milhares de jovens participaram das atividades alusivas à passagem dos

Foto JA

Milhares de jovens de todo o Estado participaram do “Bote Fé Floripa”

Um grande show de evangelização Assim pode ser sintetizado o Bote Fé Floripa, o principal evento que marcou a passagem dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude. Mais de três mil jovens de todo o Estado se reuniram no Centro Multiuso de São José. A partir das 18h, eles puderam acompanhar as apresentações musicais e encenações realizadas no local. Depois, às 20h, foi realizada a entrada da Cruz Peregrina, do ícone de Nossa Senhora e da beata Albertina Berkenbrock. Um momento de grande emoção entre os presentes. Em seguida, foi realizada a Celebração

Eucarística, presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, e concelebrada por seis bispos da CNBB - Regional Sul IV, e dezenas de padres e diáconos. Após a celebração, foram realizados shows de evangelização com as bandas nacionais Cantores de Deus, Vida Reluz e Dominus, que animaram o Bote Fé em vários regionais. O evento superou as expectativas da equipe organizadora. “O Bote Fé Floripa foi evento de grande animação e envolveu a juventude de todo o Regional”, disse Pe. Leandro Rech, coordenador do Bote Fé.


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Ação Social

Janeiro/Fevereiro 2013

Jornal da Arquidiocese

Projeto potencializa educação indígena Produção de uma cartilha bilíngue é o foco de um projeto coordenado pela ASA Divulgação/JA

Em dezembro de 2012, a Comunidade Indígena Pira Rupá, do Massiambu, em Palhoça, iniciou a execução do Projeto “Cartilha Bilíngue: Reinventando a Alfabetização de Crianças Indígenas Guarani, à luz da Cultura e Costumes do Povo” Povo”, que conta com o apoio da Ação Social Arquidiocesana – ASA em parceria com o Ministério Público do Trabalho – MPT. O projeto pretende, através de pesquisas e entrevistas, elaborar uma cartilha nos idiomas guarani e português para a primeira série do ensino fundamental, contribuindo com a alfabetização das crianças indígenas nas aldeias de Santa Catarina. Para o cacique da aldeia de Massiambu, Marco Antonio da Silva, “com este material em mãos, o professor inexperiente poderá aprender enquanto ensina, facilitando a sua própria

Produção de Cartilha facilitará o aprendizado das crianças indígenas capacitação e melhorando o ensino para os alunos, os quais terão histórias coletadas dentro da própria cultura e uma didática voltada às dificuldades específicas dos Guaranis em entender a língua portuguesa e a matemá-

tica, principalmente. À frente do desenvolvimento do projeto estão o cacique Marco Antonio da Silva e Elizete Antunes, professores que atuam na Aldeia. A publicação do material deve ocorrer em junho deste ano.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO 41ª ASSEMBLEIA GERAL DA ASA A Presidente em exercício da Ação Social Arquidiocesana ASA, no uso das suas atribuições, convoca todas as Entidades Membro e associados colaboradores para participarem da quadragésima primeira Assembleia Geral Ordinária da Ação Social Arquidiocesana Arquidiocesana. Data Data: 02 de março de 2013, sábado; Horário Horário: das 08:30 às 12 horas;

ASA realiza seminários em Gestão de Risco e Desastres O aumento de catástrofes ambientais, em diversas regiões do mundo, tem trazido consequências irreparáveis. É impossível evitar algumas delas. No entanto, é necessário preparar melhor a sociedade para enfrentar esses desastres ambientais. No ano de 2012, o Projeto Ges-

tão de Risco e Desastres, que é executado pela Ação Social Arquidiocesana em parceria com o Instituto HSBC de Solidariedade, desenvolveu muitas atividades no Vale do Itajaí, sendo uma das mais importantes a implementação dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil nos municípios de Brusque, Botu-

verá e Guabiruba. Por meio deles, foram feitas visitas de campo, simulados, campanhas com óleo de cozinha, produção de sabão pelas comunidades e distribuição gratuita, desfile alusivo à Semana Rio +20, entre outras atividades. Neste ano, daremos início às atividades propondo aos municípios de Botuverá, Brusque e Guabiruba, os Seminários municipais com o tema Gestão de Risco e Desastre e a participação da sociedade por meio dos Núcleos Comunitários de Defesa Civil. Serão oportunidades para os NUDECs refletirem sobre a sua participação na Gestão de risco e desastre local, buscando ampliar a participação da sociedade. Os seminários, que estão em fase de organização e articulação, contarão com a assessoria de Marcos Ferreira, Psicólogo com experiência em Psicologia Social e Ambiental. Queremos iniciar o novo ano com muita fé, força e solidariedade, pois, como disse Dom Hélder Câmara, “É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca”.

Local Local: Salão da Igreja São Francisco de Assis e Santa Rita de Cássia Rua Silvia Maria Fabro, s/nº - Kobrasol – São José (próximo à avenida central do Kobrasol, em frente à Praça Eugênio Raulino Koerich)

ORDEM DO DIA: Homologação de novas Entidades Membros e associados colaboradores (Ações Sociais Paroquiais); Aprovação do relatório de atividades e da prestação de contas de 2012; Apresentação do Planejamento ASA 2013; Deliberação sobre a vacância do cargo de presidente da ASA. ............................................................................................................. A Assembleia Geral instalar-se-á em primeira convocação com a maioria absoluta dos associados e em segunda convocação, meia hora depois, com qualquer número de associados presentes, e suas deliberações serão válidas quando aprovadas pela maioria simples dos associados presentes (art. 9º do Estatuto, parágrafo 1º). Florianópolis, 30 de janeiro de 2013.

Sandra Aparecida de Souza Schlichting Presidente da ASA (em exercício)


Jornal da Arquidiocese

GBF 11

Janeiro/Fevereiro 2013

GBF- Livreto Quaresma/Páscoa Em 12 encontros, livreto busca oferecer pistas para concretizar o processo de conversão no dia a dia Neste ano, celebrado especialmente como “Ano da Fé”, damos início, neste mês, ao tempo litúrgico especial da Quaresma, que nos prepara para a Páscoa do Senhor. São quarenta dias, dedicados também à Campanha da Fraternidade. Todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja nos convida a uma revisão sincera de nossas atitudes, para adequá-las ao projeto de Deus. Que este tempo penitencial seja para nós a oportunidade imperdível de vi-ver com intensidade a nossa conversão, o nosso encontro pessoal com Jesus Cristo. Vivemos num mundo que exige de nós, cristãos e cristãs, muita fé. Diante dos desafios e das incertezas que encontramos, somos chamados a testemunhar intensamente com renovada convicção, a nossa fé em Jesus Cristo, centro da vida cristã. Professar a fé conscientemente, neste tempo quaresmal, alarga o nosso coração com a esperança de vivermos um empenho eclesial e social mais convicto, empenhados na favor nova evangelização. Nas palavras do Evangelho que iremos ouvir na quarta-feira de Cinzas, Jesus nos relembra como devemos praticar a justiça. Isto é: como devemos agir em relação ao próximo (esmola), a Deus (oração) e a nós mesmos (jejum), vivendo o projeto do Reino

com atitudes de solidariedade, oração e conversão. Neste tempo forte da Quaresma, a Igreja no Brasil também nos convoca para a Campanha da Frater Frater-nidade nidade, este ano dedicada aos jovens, com o tema: Fraternidade e Juventude, e o lema: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Respondendo a

essa convocação, a equipe de redação dos livretos e a coordenação dos GBF apresentam seu novo instrumento de trabalho, o Livreto da Quaresma e Páscoa. Eis os doze encontros que compõem o livreto: Caminho de conversão; Encontro com Jesus no Tempo Quaresmal; Fraternidade e juventu-

de; Deus conta com os jovens; A graça do perdão; Via-Sacra: Convertei-vos e crede no Evangelho; Fica conosco, Senhor! Acreditaste porque viste! Comunidade: lugar de encontro com o Ressuscitado; Ouvindo e seguindo a Jesus; Unidade na fraternidade; O Espírito do Senhor está sobre nós; Encontro com Jesus no mistério da Trindade. Esses encontros nos ajudarão a refletir sobre a caminhada do mistério da salvação: paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. O Livreto nos oferecerá pistas para concretizar o processo de conversão das nossas atitudes no dia a dia, vivenciando o testemunho do amor-serviço, que nos deu o Mestre e Senhor Jesus. Com este instrumento em mãos, os GBF e as CEBs testemunharão o Cristo ressuscitado, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, participando da construção de uma sociedade mais justa e solidária, rumo ao Reino definitivo. Com entusiasmo e alegria, continuemos nossa missão no valioso serviço de evangelização da nossa Igreja Arquidiocesana, atendendo ao mandato de Jesus, “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações... ensinando-as a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19-20). Que a graça do Senhor Jesus Cristo esteja conosco ao longo de todo este ano!

CEBs/GBF – Rumo ao 13º Intereclesial das CEBs Maria Glória da Silva, coordenadora dos GBF na Arquidiocese, também membro da ampliada regional dos GRF e CEBs. Foram dias de trabalho intenso. Na fala dos assessores, do povo e da plenária dos grupos, constatamos vários sinais de profecia nas diversas lutas em favor da vida, em nossas comunidades e na sociedade. Também foi discutida a metodologia e organização do 13º Intereclesial. O secretariado das CEBs aproveitou o momento para lançar os materiais de preparação, como: Cartaz, Texto Base, cartilha popular e o Livro ‘CEBs e os desafios do mundo contemporâneo’. Conscientes de nossa missão, voltamos trazendo na bagagem o compromisso de assumir o profetismo pela justiça no campo e na cidade, na presença

de Jesus ressuscitado. Ele caminha conosco, sendo sempre o Mestre amoroso da escuta e da partilha, como no caminho de Emaús. Que Maria, sua e nossa Mãe, nos aju-

de a sermos sempre fiéis no anúncio do Evangelho e presença viva em nossas comunidades nas lutas, com justiça e profecia. Maria Glória da Silva Divulgação/JA

“Justiça e profecia a serviço da vida. CEBs, romeiras no campo e na cidade”. O trem das CEBs continua com seus vagões cheios de alegria e esperança. Mais uma vez na Diocese de Crato – CE, no Cariri, realizou-se a IV Ampliada Nacional, com representantes dos 17 regionais do Brasil, para preparar o 13º Encontro Intereclesial das CEBs, que acontecerá nas terras do Padre Cícero em janeiro de 2014. Nos dias 23 a 27 de janeiro fomos acolhidos carinhosamente por Dom Fernando Panico, bispo do Crato e pela equipe do secretariado das CEBs no Centro de Expansão Educacional Dom Vicente Matos, no Crato. A CNBB Regional Sul4 foi representada por Edson Luiz Mendes des, coordenador das CEBs no regional e na Arquidiocese, e por

Lideranças se reuniram para preparar o 13º Encontro Intereclesial das CEBs

História do GBF Santo Antônio – Brusque O Grupo Bíblico foi fundado em 1998. Na época, começou quando minha vizinha se comprometeu com Dna. Raquel, uma senhora que já fazia há muitos anos as novenas na Rua Nova Trento e aqui na Rua Luiz Vanolli. Como ficava muito longe para ela fazer as novenas, falou com minha vizinha para ajudá-la. No dia do encontro marcado, ela não compareceu. Então Dna. Raquel me pediu para eu dar início aos encontros, até que minha vizinha se comovesse e assumisse a sua tarefa. Mas o tempo passou, e eu estou até hoje na liderança, insistindo sempre para minha vizinha participar. O mais difícil é que as pessoas não querem ter o compromisso de participar cada semana: participam por um tempo e depois somem. Aí a gente volta a insistir, e as pessoas voltam a participar de novo. Já parei de fazer os encontros por necessidade, por não ter alguém para me substituir e algumas vezes por ficar desanimada. Um tempo, as pessoas pararam de vir: então, o padre veio participar de um encontro, para me incentivar. O incrível é que, nesse dia, muitas pessoas participaram, e alguém disse: “Se for por falta de participantes, os encontros não irão acabar!” Então eu não tive outra opção, senão continuar. Agora dividimos o grupo, porque a ideia é dobrar os encontros, que são poucos: em vez de seis encontros no Natal, fizemos doze visitas nas casas. Atualmente são as crianças que fazem as leituras, leem os compromissos, participam bastante. Assim, nosso grupo já existe há mais de onze anos e já teve vários nomes: “raio de sol, raio de luz, Santa Luzia”. Agora iremos construir uma capela, cujo padroeiro é Santo Antônio. Por isso, também nosso grupo passou a colocarse sob a proteção deste Santo. Com a intercessão dele e com a luz do Espírito Santo, continuamos firmes a caminhada. Animadora do GBF - Grupo Santo Antonio


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Artigos

Janeiro/Fevereiro 2013

Jornal da Arquidiocese

Associação promove o Natal para os pobres Evento proporcionou distribuição de presentes e momentos de lazer para as crianças, e serviços de saúde para os adultos Divulgação/JA

A Associação Diácono Ademir Pereira de Abreu ADAPA - promoveu no dia 22 de dezembro a oitava edição do “Natal Providente”. Realizado na comunidade do Rio Vermelho, em Florianópolis, no Sítio Tia Eliete, o evento atendeu mais de mil pessoas, com presentes e lazer para as crianças e serviços diversos para a comunidade. O evento é uma parceria da ADAPA com a Polícia, Corpo de Bombeiros e a Pastoral Militar. Durante todo o dia, as crianças contaram com apresentações da Banda e Canil da Polícia Militar, e exposição de viaturas dos Bombeiros. Elas ainda puderam andar a cavalo, ver a escolinha de trânsito, tiveram palestras com o PROERD e o serviço ambiental. Além de beneficiar a comunidade do Rio Vermelho, o evento atendeu pessoas das comunidades dos Ingleses, Sitio do Capivari, Muquem e Costa do Moçambique. Além das crianças, as comunidades em geral também foram beneficiadas. Através de um ônibus, houve dentista e médico para

Crianças receberam presentes e participaram de eventos recreativos atender toda a população. Advogados deram assessoria e houve a oficina da beleza, com tratamentos estéticos. Bebida e comida à vontade, com cachorro quente, refrigerantes e picolé. Também foram entregues 300 cestas básicas para famílias cadastradas. O momento forte foi a chegada do Papai Noel “vindo dos céus”. O helicóptero Arcanjo, da Polícia Militar, trouxe o Bom Velhinho, que trouxe presentes para as

crianças. O ato emocionou a todos, principalmente as crianças, que estavam ansiosas pela sua chegada. Segundo o diácono Ricardo José de Souza Souza, coordenador do projeto, a região foi escolhida por solicitação dos moradores e por ter um grande número de pessoas empobrecidas. Mais informações no site www.adapafloripa.blogspot.com

Procissão do Senhor Jesus dos Passos A Irmandade do Senhor dos Passos está preparando a mais tradicional manifestação religiosa do Estado: a procissão do Senhor Jesus dos Passos. Em sua 247ª edição, o evento será realizado nos dias 16 e 17 de março. Em 2013, o “Sermão do Encontro”, realizado

SANTA MARIA-RS:

na tarde do último dia, proferido por Dom Murilo Sebastião Krieger, Arcebispo de Salvador, Bahia, e Primaz do Brasil. A programação já inicia no dia 10 de março, com a investidura dos novos irmãos e irmãs, e segue com eventos todos os dias, Arquivo JA

Milhares de fiéis participam da procissão das imagens pelas ruas da cidade

até o dia 18 de março, com a missa de ação de graças. Os dois pontos fortes, que envolvem uma multidão de fiéis, são a procissão de translado e a do encontro das duas imagens. No dia 17, sábado, às 20h, translado da Imagem do Senhor dos Passos e, às 21h30, o da imagem de Nossa Senhora das Dores, do Hospital de Caridade para a Catedral. No dia 17, domingo, às 16h, será realizada a procissão das imagens pelo centro de Florianópolis, culminando com o encontro na frente da Catedral. O momento de maior emoção. Logo depois, as imagens, levadas pelos Irmãos, retornam para a Capela do Menino Deus, junto ao Hospital de Caridade. Mais informações pelo site .hospitaldecaridade.com. br, www.hospitaldecaridade.com. .hospitaldecaridade.com.b www clicar em “Irmandade”.

O final de uma Missão que não acaba quando termina Retornei de Santa Maria-RS e é difícil, quase impossível, esquecer as cenas, os rostos, olhares de horror, desespero e os odores da morte. Na noite de 27 de janeiro dirigi-me como voluntário a Santa Maria-RS. Ofereci o amparo e assistência espiritual possível para o momento, realizando, de forma livre e consentida pelas famílias, as exéquias de todos os jovens que estavam sendo velados no CDM na manhã do dia 28. Algumas jovens voluntárias me ajudaram, perguntando previamente para cada família se gostariam da oração da Igreja Católica e das Exéquias. Foi possível acompanhar alguns ao Cemitério, particularmente o jovem Leandro Nunes da Silva, 20, órfão de pai, arrimo de família da mãe e 2 irmãos, que estudava, fazia serviço militar e ainda trabalhava numa churrascaria para sustentar sozinho a casa. Somos emotivos, nos comovemos muito, nos solidarizamos, Mas parece que não é somente isso que a juventude universitária espera de nós. Os jovens querem atitude, resolutividade - ação. O nome encontrado nesse momento é justiça, mas certamente não é somente isso. O mundo juvenil carece de uma sociedade educativa e não somente de adultos legais, que dão um ‘jeitinho pra você’, mas são omissos na missão de formar o caráter, auxiliar a distinguir o real do virtual, ensinar com exemplos e corrigir, mostrar que a vida tem limites, que pode haver consequências, mesmo quando não se tem intenção. A lição de Santa Maria-RS ensina que é preciso rever não somente a agenda como também os conteúdos do currículo explícito e as atitudes do currículo oculto. Para o currículo explícito são o rigor e solidez da

formação acadêmica, a introdução de disciplinas, conteúdos e estágio em segurança nos cursos e atividades profissionais que delas necessitam, bem como a tolerância zero para as contravenções de certas normas na Universidade como instância educativa de um estado de direito e o resgate do papel do professor como autoridade que ensina. Mas é no currículo oculto que reside a mais difícil e urgente revisão. Ele trata dos não-ditos, das atitudes concretas e da efetiva formação da consciência dos jovens para a autonomia no contínuum entre o substantivo da cidadania e os adjetivos da fé católica ou dos valores universais que transcendem as leis. De fato, naquilo em que o mundo adulto, indissociado do mundo juvenil, se tiver convertido, a partir de 27 de janeiro de 2013, não somente em termos

A lição de Santa Maria-RS ensina que é preciso rever não somente a agenda como também os conteúdos do currículo explícito e as atitudes do currículo oculto”.

de justiça, mas sobretudo de amor consequente e comprometido, depende a lição e o consolo para a tragédia, de maneira que não se torne apenas mais um drama nacional. Pe. William Barbosa Vianna doutor em engenharia de produção e professor da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, e assessor da Pastoral Universitária na Arquidiocese de Florianópolis.


Jornal da Arquidiocese

Missão 13

Janeiro/Fevereiro 2013

Jornal Missão Jovem com nova sede Após 26 anos, desde que foi criado na Arquidiocese, Jornal é transferido para São Paulo Uma palavra que nós, missionários do PIME, ultimamente temos usado muito, é SINERGIA, pois ela expressa o desejo que temos de unir as forças no campo da imprensa. Como diz o ditado: “A união faz a força!” Por isso, com o objetivo de viabilizar uma maior colaboração, decidimos criar uma única direção editorial dos nossos jornais e a reMissão Jo ransvista (Missão Jovvem em, O TTranscendente e Mundo e Missão são). Isso devia acontecer numa mesma sede. Portanto, após longa e séria reflexão, decidimos nos transferir para São Paulo, a maior cidade da America Latina que, sem dúvida, nos abre as portas para novos horizontes e maiores possibilidades. Uma das vantagens, que percebemos de imediato, é que ganharemos com relação ao tempo, pelo fato de que, postando diretamente em São Paulo, a chegada do jornal será bem mais rápida. Queremos agradecer o imenso carinho que vocês, amigos leitores e leitoras do Jornal da Arqui Arqui-diocese diocese, sempre tiveram por nós e por estes nossos instrumentos de evangelização, animação missionária e educação religiosa. Inúmeros são os testemunhos que recebemos de vocês, manifestando a alegria de ter o Missão Jovem e O TRANSCENDENTE como companheiros de viagem. Neste momento não podemos deixar de agradecer profundamente a todos os nossos funcionários, e são muitos e muitas que, desde 1985, colocaram seus dons e empenho para que as nossas publicações progredissem cada vez mais e se tornassem presentes em todo o território nacional, nos países de língua portuguesa e em outros países onde trabalham nossos missionários.Vocês todos e todas continuam fazendo parte da nossa família! Ao nos transferirmos para São Paulo, nosso coração sente um forte aperto por deixarmos a bela cidade de Florianópolis e seus cidadãos, que nos acompanharam com seu afeto. Muitos e muitas nos auxiliaram nas formas mais diversas. Pelos muitos e preciosos artigos que nos enviaram, queremos

Há 26 anos servindo à missão Em agosto de 2012, o jornal Missão Jovem, que nasceu aqui na nossa amada Florianópolis, completou 26 anos de existência. Mas, como tudo começou? Em meados de 1986, Pe. Paulo De Coppi inquietava-se em descobrir uma forma de atuar de maneira mais ampla e eficaz com a juventude e com a animação missionária, que constituíam seu carisma sacerdotal. Pe. Paulo foi-se convencendo de que um jornal seria o melhor veículo para realizar a animação e formação missionária de maneira constante e mais abrangente. Na visão de Pe. Paulo, deveria ser um jornal decididamente missionário. Seus conteúdos, além disso, deveriam calar concretamente no dia a dia das pessoas, comprometendo-as, como cidadãs e cristãs, com a construção da própria comunidade e na evangelização do mundo.

Um pequeno milagre

Missão Jovem e O Transcendente, dois jornais de evangelização criados pelo Pe. Paulo Di Coppi, e sua equipe, que foram transferidos para São Paulo seguindo os caminhos do criador dos periódicos de evangelização lembrar particularmente o saudoso Dom Luciano Mendes de Almeida; Dom Murilo S.R.Krieger; Dom Juventino Kestering e os Padres José Artulino Besen, Pe. Vitor Feller, Pe. Domingos Nandi, o Prof. Celso Loraschi- o Ir. Nery, o Prof. Carlos Martendal e a Irmã Marlene Bertoldi, a qual, há muitos anos, vem preparando mensalmente um maravilhoso Encarte Catequético. É isso mesmo! A servidão Missão Jovem, na Avenida Hercílio Luz, perdeu seus ilustres moradores: o MISSÃO JOVEM- o jornal das comunidades, e O TRANSCENDENTE, subsídio que, há seis anos, vem ajudando os professores de Ensino Religioso das escolas. Junto com os jornais, migraram para São Paulo seu diretor Pe. Francisco Gomes, do Maranhão e missionário no Japão, e alguns meses antes, o Pe. Paulo, o amigo que vos escreve. Foi Deus que me fez sonhar e produzir os dois subsídios, pois sabia que as lideranças comunitárias e os educadores das esco-

las precisavam deles. Nesta minha idade, muitos e muitas se negam a migrar para outros lugares e situações. Não é certo fácil, mas, começar tudo de novo faz bem, pois isso ajuda a sair da rotina para assumir realidades, trabalhos e desafios diferentes. Isso é muito bom! Finalizando, queria lhes dizer que o PIME não abandona Santa Catarina e nem a Arquidiocese, pois continua presente, na bela e operosa cidade de Brusque, com seu Seminário “Ad Gentes”, onde se formam os futuros missionários, e administrando a Paróquia de São Judas Tadeu. A todos e todas, com quem tive a alegria de vivenciar uma grande amizade e que me ajudaram a ser mais missionário, um grande e saudoso abraço. Pe. Paulo De Coppi - PIME

Novo telefone do Missão Jo 1) 55 75.34 74 - eJovv em (1 (11) 5575.34 75.347 mail mj@missaojovem.com.br

O Jornal se empenhou em apresentar conteúdos profundos e sempre atualizados, associados a um estilo direto e ao alcance de todos. É o segredo do sucesso dos meios de comunicação modernos! Outro fator que torna o “Missão Jovem” apreciado pelos padres e lideranças pastorais é o entusiasmo e otimismo que o Jornal transmite a um mundo tão deprimido pelo materialismo e consumismo, bem como aos cristãos em geral e àqueles que se encontram descompromissados com a construção do Reino, com a vinha do Senhor.

A história em si

O Missão Jovem nasceu em Florianópolis, no mês de agosto de 1986. Embora com breve existência, o Jornal está presente em todo o Brasil e em outros 50 países. Depois de ordenado, Pe. Paulo trabalhou no Amapá e na Itália, e em 1985 foi chamado a coordenar a Pastoral Missionária na Arquidiocese de Florianópolis. Depois de visitar dezenas de Paróquias, grupos de jovens e muitas escolas, Pe. Paulo começou a se questionar sobre a validade desse corre-corre que, embora feito com muita disposição, deixava-

lhe a clara impressão de estar realizando um trabalho sem continuidade. Diante disso, buscou outras formas de se comunicar com as comunidades e, em particular, com os jovens. Por isso, lançou o jornal.

Um subsídio

Em abril de 1993, o “Missão Jovem” deu um grande salto de qualidade quando, com a participação da Equipe Catequética Arquidiocesana, começou a incluir o encarte denominado “Catequese Caminhando”. Atualmente, milhares de catequistas, em todo o Brasil, assinam e usam o Jornal MJ, atraídos pela sua riqueza de conteúdos e simplicidade de linguagem. A missão só pode ser uma paixão! Paixão sempre jovem, genuína, atualizada, corajosa, contagiosa. Um veículo para quem é jovem na idade ou conserva o espírito jovem. Muitos de seus leitores afirmam que é um jornal que “não deixa parar”. De fato, a Equipe do Jornal MJ persegue um único objetivo: Fazer de cada cristão um missionário!

Jornal com emoção

A Equipe do “Missão Jovem” é viva e está em constante renovação. Além do jornal, ela já organizou diversas atividades ligadas à vida dos jovens: concursos, gincanas, cursos, e semanas de conscientização missionárias. Sem falar no jornal “O Transcendente” e a Web Rádio “Missão Jovem”, que são as últimas duas “invenções”. Acrescente-se a isso o envolvimento de toda a Equipe do Jornal na animação missionária da Arquidiocese de Florianópolis. Pe. Paulo costuma dizer que toda vez que sai uma nova edição do jornal é um momento de muita emoção. Percebe-se, assim, que o Jornal é fruto do carinho, esforço, amor e de muito ardor missionário. Todos da Equipe do Jornal MJ se sentem comprometidos com o sucesso do jornal. Tudo isto nos faz pensar que estamos no caminho certo. Obrigado pelo imenso carinho que vocês têm demonstrado pelo jornal. Deus abençoe a todos, pois a missão continua! Pe. Francisco Gomes - PIME


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Geral

Janeiro/Fevereiro 2013

Jornal da Arquidiocese

Presos recebem kits de Natal Iniciativa da Pastoral Carcerária leva espírito natalino a 3.500 encarcerados da Grande-Florianópolis Foto JA

Foto JA

Voluntários da Pastoral Carcerária distribuiram mais de 3,5 mil kits

polis. Nos últimos três anos foram incluídos todos os presos dos presídios e delegacias da Grande-Florianópolis, incluindo, portanto, São Pedro, Palhoça, Biguaçu e Tijucas. Os recursos para a aquisição dos kits vieram dos bazares realizados pela Pastoral, principalmente com sapatos e bolsas doados pela Fundação Nova Vida. Além dos kits de Natal, durante todo o ano a Pastoral Carcerária realiza doações de kits de higiene, lençóis e toalhas, roupas de verão e inverno, cobertores, além de passagens de ônibus. Mais informações sobre o trabalho da Pastoral Carcerária pelos fones (48) 3879-2168 ou 2107-2323, ou pelo site www.pastoralcarceraria.org www.pastoralcarceraria.org.

Retalhos do Cotidiano

Penso em Deus olhando o ‘muito bom’ da sua criação: o homem e a mulher. Imagino-O

Colo 4 O colo é uma ilha de ternura no meio dos conflitos, oásis de paz entre as areias do deserto, calor que aquece entre os blocos de gelo. Não custa nada, e vale tanto. E ninguém precisa ter beleza exterior, nem riqueza que se acumula, nem posição de desta-

que para dar colo: precisa, sim, ter coração que compreende, alma que acaricia, corpo que se dá às necessidades de quem a vida abate, ou anima, ou entristece, ou alegra. O colo é sempre bem-vindo, porque é uma das mais belas fotografias do amor!

Orgulho

amor que não existe, quando deixo de fazer - e bem - aquilo que deveria fazer!

Somos nada e queremos ser tudo. Deus, que é Tudo, fez-se nada...

Colo 2

Colo 3

Com 74 anos de idade, Maurino era diácono há 37 anos e fez parte da primeira turma da Escola Diaconal. Deixa a esposa, Natália, e cinco filhos

Divulgação/JA

Colo

Só olhando embevecido para os dois, sua imagem e semelhança. E parando o olhar no lugar onde estão o abdome e as coxas. Ali Ele fez o regaço para as dores do mundo; ali, quando as pessoas têm tempo umas para as outras, e se sentam, Ele mesmo acolhe

tratamento e faleceu. Ele era um dos seis diáconos da Paróquia. No dia oito de outubro de 2000 celebrou 25 anos de ordenação diaconal, junto com seu colega de formação e ordenação Basílio Augustinho Dirksen. Maurino fez parte da primeira turma da Escola Diaconal São Francisco de Assis. Sua ordenação foi realizada no dia 05 de outubro de 1975 junto com outros seis diáconos da comunidade. Seu lema de ordenação foi “Senhor, aqui estou, não como quem manda, mas como quem serve” (Lc 22,27).

Carlos Martendal

Olho à minha direita e, junto à imagem de Nossa Senhora Luz dos Povos, vejo uma das últimas fotografias com a Cida. Ela está no meu colo, sorridente, mas já atingida pela doença. Olho à minha esquerda e, ao lado da cabeça de Cristo talhada em madeira, enxergo a foto dos três netos no meu colo. Existe alegria nos rostos. O colo é um presente que dou ao outro, declarando-lhe meu amor.

Você que é mãe, dê colo; também você que é pai, que é filho ou filha, avô ou avó. Dê colo, o colo é um antídoto precioso contra as drogas, ele combate as aberrações que às vezes querem tomar a vida de assalto.

Comunicamos com pesar o falecimento do diácono Maurino Mönster, da Paróquia de São Bonifácio, ocorrida no dia 22 de janeiro de 2013. Ele tinha 74 anos de idade e 37 anos de vida diaconal. Deixa esposa e cinco filhos. A missa de corpo presente foi presidida pelo nosso arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, na comunidade Santo Antônio, em São Bonifácio. Diácono Maurino sofria de câncer e desde maio de 2012 realizava tratamento em Blumenau, onde os filhos residem. Não conseguiu suportar o

Entrega dos kits deixou o Natal dos presos mais feliz sociais da Pastoral Carcerária. O projeto já existe há vários anos, mas antes era restrito ao presídio e penitenciária de Florianó-

Morre Diácono Maurino Mönster, de São Bonifácio

Divulgação/JA

A Pastoral Carcerária na Arquidiocese promoveu mais uma vez o “Natal dos Presos”. Dos dias 12 a 19 de dezembro, mais de 3.500 kits de natal com guloseimas e uma mensagem natalina foram distribuídos aos presos da Penitenciária e dos presídios da Grande Florianópolis. A distribuição foi realizada por voluntários da Pastoral. Eles estavam acompanhados por uma banda que entoava canções natalinas. “O objetivo é mostrar aos presos que aqui fora há pessoas que pensam neles. Nessa data que mexe com coração, é importante oferecer-lhes um sinal de amor, de carinho e esperança”, disse Leila Piv att o, presidente da “AssociaPivatt atto ção Beneficente São Dimas” ASBEDIM, mantenedora das obras

as tristezas e as alegrias, as lágrimas e os sorrisos, as esperanças e os desesperos. E, abençoando-os, dá-lhes novo sentido, o sentido da vida em comunhão, da vida que se entrega, que descobre ou redescobre o próprio sentido de viver!

Quantas vezes na vida se fica só. O ficar só é o preço do amor. Fica-se só – dizia um jornalista francês – para que os outros não fiquem sozinhos.

Tempo Tempo é questão de amor: não é o tempo que não existe, é o

Erro O erro do outro não pode se transformar em fonte do meu pecado!

Vida Se não aprendermos a fazer da vida uma escola, a escola da vida virá ao nosso encontro. E frequentá-la nem sempre será fácil e agradável...


Jornal da Arquidiocese

Brasil e Mundo 15 Catecismo Jovem Bento XVI consola famílias das no Brasil tem nova vítimas de tragédia em Santa Maria página na internet

Janeiro/Fevereiro 2013

O Ano da Fé e a Jornada Mundial da Juventude no Brasil deverão marcar a segunda edição do Seminário Internacional de Comunicação da Igreja, que será realizado de 8 a 10 de abril na Universidade Católica do Chile. O Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli Celli,, é um dos convidados da Conferência episcopal Chilena que organiza o evento. Esta edição do seminário será orientada à situação dos jovens católicos em relação à Igreja e às novas tecnologias de comunicação, levando em consideração que, após 25 anos, a Jornada Mundial da Juventude será realizada na América Latina. O Ano da Fé também será fonte de inspiração para se encontrar a chave que faça chegar aos jovens do século XXI a mensagem do Evangelho em uma linguagem positiva, criativa e clara. Será dado um enfoque especial na profissionalização e compreensão dos instrumentos da comunicação institucional da Igreja, mas também no conto de histórias baseadas em experiências humanas que sejam capazes de provocar empatia na vivência da fé. Também serão estudadas estratégias e o uso das redes sociais na transmissão da fé, com a criação de conteúdos capazes de emocionar e atrair a atenção dos jovens. Além de Dom Celli, deverão participar o jornalista e editor do Vatican Insider, Andrea Tornielli um dos responsáveis pela conta Twitter do Papa e pelo aplicativo Pope App -, e Rafael Rubio, responsável pelas comunicações da Jornada Mundial da Juventude Madrid 2011.

A Secretaria de Estado do Vaticano divulgou, na manhã do dia 28 de fevereiro, o telegrama enviado pelo Papa Bento XVI ao Arcebispo de Santa Maria, Dom Hélio Adelar Rubert, expressando seu pesar pela tragédia ocorrida na madrugada do dia 27 de fevereiro em uma boate, que ocasionou até agora a morte de 238 jovens e a internação de dezenas em estado grave.

Divulgação/JA

Chile sedia Seminário Internacional de Comunicação da Igreja

Leia o telegrama na íntegra: Exmo Revmo Dom Hélio Adelar Rubert Arcebispo de Santa Maria Consternado pela trágica morte de centenas de jovens em um incêndio em Santa Maria, o Sumo Pontíficie pede a Vossa Excelência que transmita às famílias das vítimas suas condolências e sua participação na dor de todos os enlutados. Ao mesmo tempo em

Incêndio na boate de Santa Maria, RS matou mais de 230 jovens que confia a Deus Pai de misericórdia os falecidos, o Santo padre pede ao céu o conforto e restabelecimento para os feridos, coragem e a consolação da esperança cristã para todos atingidos pela tragédia e envia, a quantos estão

em sofrimento e ao mesmo procuram remediá-lo, uma propiciadora bênção apostólica. Car deal TTar ar císio Ber t one Cardeal arcísio Secretário de Estado de Sua Santidade

CNBB comemora 50 anos da CF A programação em comemoração aos 50 anos de história da Campanha da Fraternidade (CF) será realizada no dia 14 de fevereiro, em Nísia Floresta (RN), e no dia 15, em Natal. O município de Nísia Floresta foi escolhido, para a comemoração do cinquentenário, por ter sido o local onde aconteceu a primeira CF, em 1962, já o lançamento nacional da CF será no dia 13, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. Nos dois dias de comemoração, a programação contará com a participação do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’aniello; do secretário nacional da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner; bispos do Regional Nordeste 2, da CNBB, e do assessor naci-

onal da CF, padre Luiz Carlos Dias. Durante todo o dia 14, na cidade de Nísia Floresta, será realizada uma vasta programação. O momento mais significativo será às 17h, quando se realizará uma visita à comunidade Timbó (RN), onde aconteceu a primeira experiência da Campanha da Fraternidade. No dia 15, no Centro de Convenções, na Via Costeira de Natal, acontecerá um Seminário, com o tema: “Igreja, fundamento de fraternidade”. O evento se iniciará às 8h30, com a solenidade de lançamento nacional da Campanha da Fraternidade 2013.Durante a manhã, serão proferidas três palestras, enfatizando a trajetória da CF, tendo como expositores o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Ro-

cha cha, o professor Otto Santana, e o padre José Adalberto Vanzela, exassessor da CNBB. No final da manhã, acontecerá uma quarta palestra, com o tema “Fraternidade e Juventude”, proferida por Dunga, missionário da Canção Nova. Durante a tarde, haverá uma mesa redonda, que debaterá a temática ligada à juventude, enfoque da CF deste ano. Na mesa, estarão Dom Eduardo Pinheiro, presidente da Comissão da Juventude, da CNBB; padre Robério Camilo da Silva, da arquidiocese de Natal; e Fernando Geronazzo de Souza, coordenador nacional do Grupo Jovens Conectados. O tema “Eis-me aqui, envia-me” é o tema da última palestra do Seminário, às 16h, proferida pelo Padre Fábio de Melo.

A equipe do YouCat no Brasil lançou no dia 24 de janeiro, o novo portal do Catecismo Jovem (www.catecismojovem.com.br www.catecismojovem.com.br)) . O lançamento aconteceu no mesmo dia em que também foi divulgada a mensagem do Papa Bento XVI para o 47º Dia Mundial das Comunicações. Segundo a equipe, o intuito é ser a rede oficial do YOUCAT no Brasil e um novo ambiente de evangelização, de comunicação e interação dos jovens sobre a verdade e a fé. O portal apresenta algumas curiosidades, como a história detalhada de como surgiu e como foi ilustrado o YOUCAT, explicações sobre sua estrutura e material de apoio para o estudo em grupo ou pessoal. A iniciativa, no Brasil, está em comunhão com o “Youcat Center” da Alemanha, de onde se administram todas as atividades do Catecismo Jovem no mundo. A principal novidade do site é o espaço “Christian Question – a Igreja responde”, onde os jovens poderão apresentar suas dúvidas sobre diversos temas que abarcam a fé cristã e debatê-las. Para responder às dúvidas dos jovens, estarão disponíveis alguns assessores e diretores espirituais, como Padre Hélio Luciano, da Arquidiocese de Florianópolis (SC), Padre Demétrio Gomes, da Arquidiocese de Niterói (RJ), e professor Felipe Aquino, da Diocese de Lorena (SP). Outra novidade é a seção “Debate do Mês”, em que, todo mês, um tema diferente será refletido, a fim de que os jovens partilhem seus pensamentos, opiniões e questões. Os “Webcards”, publicaer e no Facebook dos no Twitt witter do Catecismo Jovem, estão todos disponíveis no site, seguindo a divisão do Youcat. De acordo com a Equipe do Youcat no Brasil, outras novidades ainda surgirão, em resposta à exortação do Santo Padre.


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Geral

Janeiro/Fevereiro 2013

Jornal da Arquidiocese

RCC promove 22º Louvor de Verão Por um dia, mais de cinco mil fiéis trocaram as praias para participar do evento de evangelização Divulgação/JA

Cerca de 5 mil fiéis acompanharam no dia 20 de janeiro, no Ginásio de Esportes Irineu Bornhausen, em Camboriú, mais uma edição do Louvor de Verão, tradicional evento de inicio de ano organizado pela RCC da Arquidiocese de Florianópolis. Com o tema “Eis o motivo da nossa vitória: a nossa fé” (IJo 5,4b), o evento foi animado pelo Ministério de Música Amados do Eterno, de Camboriú, que, dentro do repertório, apresentou as músicas do novo CD “Ele é o Rei”, lançado em dezembro. O pregador foi Izaias de Souza Souza, da Comunidade Coração Novo – RJ, que dividiu sua pregação em três momentos, abordando o tema dessa edição do Louvor. Pregação, animação e adoração marcaram o dia dos fiéis, que saíram do local com o Espírito renovado para seguir este ano que se inicia. No fim, aconteceu a Santa Missa presidida Rech orienpor Pe. Leandro Rech, tador Espiritual da RCC da Arquidiocese, e concelebrada por vários padres e diáconos. A juventude sentinela também marcou presença no Louvor de Verão, desde a acolhida até a San-

Ginásio de Esportes de Camboriú ficou lotado de fiéis, a maioria jovens, que participaram do tradicional evento de evangelização ta Missa, na qual aconteceu uma apresentação do Ministério de Música e Artes, com a música “Eu acredito na Juventude”. Logo depois, os jovens presentes entraram animados portando bandeiras de diversos países e divulgando a Jornada Mundial da Juventude que acontece em julho, no Rio de Janeiro. HISTÓRIA: O evento foi idealizado em 1990, a partir de um pequeno grupo de oração de

As fotos e vídeos das pregações você encontra no site da RCC Arquidiocese de Florianópolis, acessando http://rccarquiflo rianopolis.blogspot.com.br/

Uma audiência realizada na manhã do dia 25 de janeiro definiu a liberação de recursos para a restauração de igrejas da Arquidiocese. Realizada na Cúria Metropolitana, a audiência reuniu o arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, o Secretário de Turismo, Esporte e Cultura do Estado, Beto Martins, e o presidente da comissão de restauração da Arquidiocese, Roberto Bentes de Sá. No encontro, ficou estabelecido o repasse de R$ 11,5 mil de recursos do Governo do Estado para a última fase de restauração da Catedral, da Igreja Matriz da Paróquia N.Sra. da Lapa, no Ribeirão da Ilha, Florianópolis, e da Igreja Matriz da Paróquia São José, São José. Os recursos serão repassados em parcelas obedecendo ao cronograma das obras. As obras na Catedral iniciaram em 2005 e estão na sexta fase da restauração da igreja. Já na igreja de São José e da Lapa as obras iniciaram em 2009 e

estão na terceira fase das obras, que concluirá a recuperação total dos templos e monumento histórico. Além das três igrejas, a igreja São Francisco, no centro de Florianópolis, também está em processo de restauração. Ela está em fase de conclusão da primeira etapa. Outras igrejas históricas da Arquidiocese também estão em vista de passar por um processo de restauração. “Estamos analisando todas as igrejas históricas da Arquidiocese. Desde que sejam tombadas, buscaremos recursos públicos para fazer a restauração. Pois igrejas tombadas precisam de um processo diferenciado para a restauração”, disse Roberto Bentes. Segundo Dom Wilson, esse trabalho de restauração é muito importante. “São templos, mas também monumentos históricos. Assim, a Igreja, que tem a posse, deve buscar recursos para viabilizar a manutenção desses espaços, sob pena de responder judicialmente”, disse. Divulgação/JA

Divulgação/JA

Izaias de Souza, do Rio de Janeiro, conduziu as pregações

Camboriú, com 12 pessoas. Na época, Pe. Márcio Vignoli era seminarista e propôs a sua realização, o que foi aprovado e realizado no Clube Palmeiras, em Camboriú, com a presença de 100 pessoas. No ano seguinte, recebeu o nome de Louvor de Verão. Como havia a expectativa de reunir um bom número de participantes, já passou a ser realizado no Ginásio de Esportes de Camboriú e contou com a participação de Dom Murilo Krieger, na época nosso bispo auxiliar. “Na oportunidade, Dom Murilo disse que esse evento deveria ser repetido mais vezes, o que acontece até hoje”, disse Pe. Márcio. Durante os 15 anos que esteve na Arquidiocese, tanto como bispo auxiliar, quanto como arcebispo de Florianópolis, sempre que pôde Dom Murilo participou do evento.

Governo libera recursos para restauração de igrejas

Audiência reuniu representantes da Igreja e do Estado

Jornal da Arquidiocese de Florianópolis Janeiro-Fevereiro/2013  

Jornal da Arquidiocese de Florianópolis(SC) Edição 186, ano XVII, Janeiro-Fevereiro/2013

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