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EDITORIAL DIRETORES Sônia Inakake Almir C. Almeida

Caro leitor,

EDITORA Rosali Figueiredo

O otimismo dá o tom da pesquisa “Sonho Brasileiro”, promovida pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas

PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO Diretores e Compradores

em Educação, Cultura e Ação Comunitária), em parceria com a Fundação Vanzolini, e divulgada em setembro

PERIODICIDADE MENSAL exceto Junho / Julho Dezembro / Janeiro cuja periodicidade é bimestral

inédita” entre “um novo Brasil” e “uma nova geração”. Foram entrevistados 1.784 jovens de todas as classes

passado. Realizada pela Box 1824, com apoio do Instituto Datafolha, a pesquisa identificou uma “combinação sociais, de 18 a 24 anos, em 173 cidades de 23 estados brasileiros. E o indicador mais celebrado em torno do estudo aponta que 89% dos jovens têm orgulho de ser brasileiro e 76% acreditam que o país está mudando

TIRAGEM 20.000 exemplares

para melhor.

JORNALISTA RESPONSÁVEL Rosali Figueiredo MTB 17722/SP jornalista@condominio.inf.br

O engenheiro aeronáutico Ozires Silva, ícone do empreendedorismo no Brasil, precursor da Embraer e mentor

ESTAGIÁRIO Rafael Lima (Jornalismo)

pelo Sieeesp. Segundo Ozires, a juventude atual superou uma das principais mazelas culturais que o Brasil

CIRCULAÇÃO Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais

trocando-as por bens de consumo de maior valor agregado. Para o engenheiro, a mudança projeta grande

dos primeiros aviões projetados e construídos em solo nacional, festejou os dados da pesquisa em conferência proferida durante o XV Congresso e Feira do Saber, realizada em princípios de setembro, em São Paulo,

DIREÇÃO DE ARTE Jonas Coronado

carregava, a de que nação seria incapaz de produzir tecnologia e estaria condenada a vender commodities, responsabilidade sobre as escolas, que devem habilitar este jovem a desenvolver todo seu potencial. Conforme revelou a pesquisa, o maior sonho da juventude brasileira está na formação profissional e na conquista de um emprego que proporcione realização pessoal. Pelo menos 74% dos entrevistados desejam se

ASSISTENTE DE ARTE Fabian Ramos Rodrigo Carvalho

graduar em nível superior, índice apurado entre os representantes das classes D e E, e que salta a 79% entre os da A e B. Comentando o esforço conjunto que tem sido empreendido entre escolas, governo e empresas

ASSISTENTE DE VENDAS Emilly Tabuço

na China, que forma cerca de 650 mil engenheiros por ano, contra 40 mil no Brasil, Ozires defendeu com

CONTATOS PUBLICITÁRIOS Alexandre Mendes Paula De Pierro Sônia Candido

veemência que nosso país sele um pacto nesta direção. Claro que há distorções a serem vencidas, como a

ATENDIMENTO AO CLIENTE João Marconi Juliana Jordão

tituições precisam reposicionar seu papel, mas buscando a excelência e persistindo na formação de valores, a

IMPRESSÃO Prol Gráfica

em nossas duas reportagens de cobertura do Saber 2011, publicadas nesta edição, nas páginas de Especial

tributação às instituições de ensino, observou Ozires. Em relação às escolas, o que ficou bastante claro nas conferências promovidas pelo Saber 2011, é que as insdespeito das dificuldades geradas pelo novo ritmo da sociedade contemporânea. A questão está contemplada e de Gestão. Também nesta edição publicamos o perfil da Escola Viva, de São Paulo, dicas sobre Biblioteca Escolar, Segurança e Primeiros Socorros e um Fique de Olho sobre softwares de gestão. Confiram e tenham uma boa leitura,

Conheça também a Direcional Condomínios e Direcional Educador www.direcionalcondominios.com.br www.direcionaleducador.com.br

Para anunciar, ligue: (11) 5573-8110 Filiada à

Tiragem auditada por

Rosali Figueiredo Editora NOVO ESPAÇO DO LEITOR Queremos nos aproximar mais de você, leitor, conhecendo suas opiniões, expectativas, sugestões e necessidades. Por isso criamos um novo canal de contato, o endereço de email espacodoleitor@grupodirecional. com.br. Envie seus comentários e lembre-se de deixar nome completo, escola ou empresa em que atua, profissão e telefones para contato, nos informando ainda se autoriza a publicação total ou parcial da mensagem.

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Outro convite que faço a todos é que respondam ao questionário publicado na página 4 desta edição, uma valiosa maneira de contribuir para que tenhamos um perfil mais preciso de nosso público. Respondam e concorram a prêmios, que serão sorteados no dia 2 de dezembro.

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Direcional Escolas, Outubro 11

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.

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WWW.DIRECIONALESCOLAS.COM.BR

No site da Direcional Escolas, você encontra grande acervo de informações e serviços que o auxiliam na gestão administrativa, pedagógica e da sua equipe de colaboradores. Acesse e confira. SABER 2011 / UM SONHO POSSÍVEL

A confiança e a dedicação aos estudos podem levar a conquistas como se tornar o primeiro astronauta brasileiro a viajar pelo espaço ou a construir um avião brasileiro em uma época em que o país mal fabricava carros. Esse foi o recado deixado pelo engenheiro aeronáutico Ozires Silva, precursor da Embraer, e o astronauta Marcos Pontes, em palestras no Saber 2011.

ESCOLA VIVA

Reportagem fala sobre o trabalho de formação dos professores e de bonificação das metas alcançadas, concedida às equipes pedagógica e de apoio administrativo pela Escola Viva, de São Paulo. Leia ainda sobre seu modelo de gestão participativa e de parceria com os pais e o projeto de responsabilidade socioambiental. Conheça também o estatuto do novo grêmio dos estudantes e passeie pelas belas imagens do livreto “Apropriações”, de 2010, contendo produções visuais dos alunos do 9º ano.

BIBLIOTECA ESCOLAR

Direcional Escolas, Outubro 11

Artigo do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo (CRB – 8) trata de um novo modelo de biblioteca para as escolas. Confira ainda informações sobre o “II Fórum Internacional de Biblioteconomia Escolar - V Seminário Biblioteca Escolar”, que acontecerá no Cepam / Cidade Universitária (USP), entre os dias 18 a 21 de outubro.

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SEGURANÇA / CONTROLE DE ACESSO

Artigo do consultor em segurança, Eduardo Lauande, aborda o perfil diferenciado do planejamento de segurança no ambiente escolar.

E MAIS – CONTROLE DE FREQUÊNCIA POR BIOMETRIA

A rede municipal de ensino de Praia Grande, no litoral de São Paulo, está implantando um sistema de controle de frequência em sala de aula por identificação biométrica, desenvolvido em parceria com a Madis Rodbel. Leia reportagem sobre a experiência já em curso na Escola Municipal Roberto Mário Santini.

COLUNA

Mantenedora pós-graduada em Gestão Escolar, Márcia Regina do Carmo Claro Oliveira sugere em artigos exclusivamente desenvolvidos para o site Direcional Escolas as diferentes etapas que devem contemplar o planejamento escolar.


SUMÁRIO

10 ESPECIAL COBERTURA DO SABER 2011 Na escola em transição, aonde chegar?

Em três dias de palestras e debates, o XV Congresso e Feira do Saber, ocorrido em São Paulo em princípios de setembro, buscou reafirmar o papel da escola como principal mediadora do repertório de valores e conhecimento da sociedade. Sob visões nem sempre otimistas, frente ao imediatismo que pauta a modernidade, os encontros defenderam uma escola reflexiva e aberta ao novo.

12 GESTÃO

Foto João Elias

COBERTURA DO SABER 2011 Na escola em transição, como fazer?

Adotar um modelo de gestão participativa é uma das saídas que as escolas têm para gerar um comprometimento maior de sua equipe com o ensino de excelência, conforme indicaram gestores e consultores presentes no Saber 2011. A solução, no entanto, exige preparo e disponibilidade. E mesmo os processos baseados em sistemas de ensino devem abrir espaço à participação e interação de alunos e professores.

18 PERFIL DA ESCOLA ESCOLA VIVA

Criada há 35 anos na Vila Olímpia, zona Sul de São Paulo, a Escola Viva traz em sua raiz o fazer artístico e a expressão cultural por meio de diferentes linguagens. Ela cresceu com uma imagem de “liberalidade”, mas na verdade construiu um trabalho que projeta o equilíbrio entre a criação e o rigor no compromisso com o conhecimento. Uma experiência que chega à maturidade com a implantação do Ensino Médio. Foto Wagner Batizelli

Direcional Escolas, Outubro 11

CONFIRA AINDA

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DICAS PRIMEIROS SOCORROS .................................................................................16 BIBLIOTECA ESCOLAR ................................................................................... 17 SISTEMA DE SEGURANÇA: CONTROLE DE ACESSO ......................... 20 FIQUE DE OLHO SOFTWARE DE GESTÃO ................................................................................ 22


ESPECIAL: COBERTURA DO SABER 2011

REFLEXÕES PARA UMA ESCOLA EM TRANSIÇÃO: AONDE CHEGAR? O XV Congresso e Feira de Educação Saber 2011, realizado entre os dias 8 e 10 de setembro pelo Sieeesp, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, abrigou os encontros sob o tema geral “Escola de Sucesso, Educação de Qualidade: o Saber rumo a uma gestão de excelência”. Mas como pano de fundo comum a palestras e debates, se destacou a necessidade de as escolas melhor definirem seus propósitos em um cenário hoje desfavorável ao aprofundamento do saber. Por Rosali Figueiredo Fotos João Elias

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Direcional Escolas, Outubro 11

metáfora com a indústria de cosméticos e da moda poderia servir como boa dica às instituições de ensino: por que não fazer como esses segmentos, “que têm visão de futuro e trabalham com as tendências do ano seguinte?”, questionou a consultora educacional, pedagoga e psicopedagoga Jane Haddad, durante sua conferência no Saber 2011. Estava em discussão, no momento, uma autoavaliação do que pensam e pretendem as escolas, de que forma elas ainda se mantém presas a modelos clássicos, alheias ao que acontece no ambiente externo, e como isso lhes cria imensas dificuldades em um mundo marcado pelo “excesso de patologias” (apatia, preguiça intelectual, violência e omissão da família). Pois o “automatismo” e a “ausência do olhar” estão entre alguns dos “nós” que impedem as instituições de encontrarem seu caminho para construir uma “escola democrática”, que acolha os conflitos, negocie as regras, mobilize um professor “guerreiro” e desencadeie nos alunos “o desejo e a energia” indispensáveis à aprendizagem. Este é, em síntese, o diagnóstico apresentado pela consultora Jane Haddad, com teor bastante convergente a muitas das conferências realizadas no Congresso do Saber 2011. A questão central, segundo ela, “é entender o que está acontecendo no mundo atual”, “trazê-lo para dentro da escola”, “se instrumentalizar para compreender como pensa o aluno” e, “depois, instrumentalizar a família”. Ou seja, buscar fora da escola subsídios para a construção de sua proposta pedagógica, sem perder de perspectiva, no entanto, seu papel como mediadora da herança simbólica e cultural da sociedade.

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ALGUNS CAMINHOS

Para começar esse processo, Jane Haddad sugeriu que a escola reflita, inicialmente, sobre sua própria memória, princípios e propósitos. Entre esses, sugeriu a apropriação da “noção de cuidado” e preservação da vida como valor maior a ser seguido, assim como acontece na área ambiental. Outro propósito estaria em “(re) significar valores morais como Justiça e respeito” em lugar de valorações não morais que pautam as relações sociais hoje, como “ser popular e desejado”. É uma mobilização que ajuda a definir “quem somos”, movimento que também deve chegar aos professores, primeiramente sedimentando esses princípios e, em seguida, despertando neles uma postura de “guerreiros” (“que sabem pelo que lutam”) e não de “soldados” (“que apenas cumprem tarefas”). Neste caso, o ponto central é trabalhar a formação, a mobilização interna, a corresponsabilidade e seu preparo para o acolhimento e a mediação de conflitos. Quanto aos alunos, o investimento a ser feito está em “conhecer o desenvolvimento psico-afetivo de cada faixa etária” e “aprender a observar esse desenvolvimento em cada criança”, disse. Já entre os pais, tem que ser feita uma aproximação, “trazendo a família para a escola”. Um exemplo dessa interlocução com o outro pode ser encontrado em uma questão aparentemente simples, mas que ainda é conduzida à moda antiga: a definição de regras. “O gestor deve mostrar aos alunos que para tudo há regras, como os sinais de trânsito. Mas quem constrói as regras? Por que o uso do boné ou o não uso do uniforme romperiam com a aprendizagem? Como é possível pautar regras sem se conhecer o desenvolvimento emocional da criança?”, questionou a palestrante. Jane explicou, por exemplo, que o boné atende a uma necessidade emocional do adolescente e não vê razão em sua restrição nas instituições. Portanto, é preciso saber que “cada faixa etária se desenvolve de um jeito” e considerar isso quando se definirem as regras, exemplificou.

REAVALIANDO PROCEDIMENTOS

O educador francês Bernard Charlot, professor visitante na Universidade Federal do Sergipe, doutor em Ciências da Educação e Livre-Docente pela Universidade Paris X, ponderou em conferência (sobre conceitos e práticas do que fazer em sala de aula), que o cenário atual


ESPECIAL: COBERTURA DO SABER 2011 mente há uma dissonância com a demanda que o próprio jovem traz, “pois ele quer coisas rápidas o tempo todo, seu tempo de reflexão é muito curto”. “A trabalheira é grande, tem que estimular o jovem a querer estar na escola, a buscar esse aprendizado, não se pode negligenciar”, professou Martins.

ASSEMBLEIA DOS MANTENEDORES

ESCOLA REFLEXIVA / ALUNO EMPREENDEDOR

Para o gestor João Carlos Martins, diretor do Colégio Renascença de São Paulo, pós-graduado em Psicologia da Educação e Administração Escolar, as instituições de ensino não podem abrir mão de atuar como espaço de reflexão e de ensinar alunos, pais e comunidades a olharem para o interesse coletivo. Martins teve duas participações durante o Congresso do Saber, entre elas em uma mesa de debates que abordou a gestão do capital humano e a formação da juventude empreendedora. “A escola procura entender esse jovem mais imediatista, um nativo digital que chega com excesso de informação.” Mas segundo Martins, ela precisa promover “a construção do conhecimento, o aprofundamento e a reflexão”, persistir para formar um “jovem empreendedor que saiba se posicionar na sociedade, goste de desafios e tenha ferramentas, competências e habilidade para enfrentá-los”. “A própria sociedade demanda esse jovem que saiba usar a criatividade e aprofundar o conhecimento”, argumentou o gestor. Certa-

Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sieeesp, na assembleia dos mantenedores

EM WWW.DIRECIONALESCOLAS.COM.BR, CONFIRA A COBERTURA DAS PALESTRAS DE OZIRES SILVA E DO ASTRONAUTA MARCOS PONTES.

O engenheiro aeronáutico Ozires Silva, precursor da Embraer, hoje uma das maiores empresas de aviação do mundo, e o piloto, engenheiro aeronáutico e astronauta Marcos Pontes (foto) levaram ao Saber 2011 paradigmas de como a força da educação e do espírito empreendedor pode contribuir para o crescimento dos jovens.

SAIBA MAIS BERNARD CHARLOT bernard.charlot@terra.com.br JANE HADDAD janepati@terra.com.br JOÃO CARLOS MARTINS joaocarlos.m@renascenca.br

Direcional Escolas, Outubro 11

não é exatamente otimista ou favorável à escola. Pelo contrário, ao olhar para fora, ela se defrontará com “uma sociedade que valoriza a informação, não o conhecimento nem o saber”. “A sociedade valoriza o desejo e sua satisfação imediata, isso torna muito difícil o aprender”, apontou Charlot. Segundo ele, a mudança no padrão de satisfação do desejo pode ser visualizada pela metáfora da poupança e do crédito. Anteriormente, explicou, o mundo vivia sob o imperativo da necessidade de poupar, da construção gradativa de um projeto de futuro. Atualmente usufrui do crédito, em que o dinheiro é concedido previamente a um trabalho árduo, diário e contínuo. A educação é comparada a este investimento de longo prazo, em que não cabem parâmetros como imediatismo e utilidade, entre outros. Conforme observou o pensador francês, compete à escola conferir um “sentido aos saberes que não passe pela sua utilidade, mas sim pelo prazer que dá ao indivíduo de se sentir inteligente, forte e capaz”, além de articular “o ensinar e o aprender”. “Essa a grande dificuldade”, disse, ressaltando que ela existe qualquer que seja o modelo de ensino-aprendizagem adotado pela instituição, do tradicional ao construtivista. Para sair do impasse, Bernard Charlot propôs mesmo resgatar alguns procedimentos, como a lição de casa. “Ela não pode ter o perfil de momento de aprendizagem (neste o professor deve estar presente), mas sim de memorização, o que ajuda no desenvolvimento intelectual do aluno, desde que ele memorize o que tenha aprendido, entendido.” O que muda, segundo Charlot, é o tipo de abordagem dada ao conhecimento: “Não devemos ensinar coisas difíceis demais porque fracassam e nem muito fáceis, porque não vale a pena. Devemos trabalhar com situações que partam dos questionamentos e ter menos um professor de respostas, e mais de questionamentos. Conhecimento é sempre resposta a uma questão”, completou.

O reajuste das mensalidades escolares de 2012 foi um dos temas principais da Assembleia dos Mantenedores, realizada pelo Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) no primeiro dia do Saber 2011. A orientação do presidente Benjamin Ribeiro da Silva e do vice, José Augusto de Mattos Lourenço, foi a de que os gestores considerem, antes da definição dos novos valores, os custos da inadimplência, os investimentos em tecnologia da informação, a variação nos preços dos aluguéis e da inflação, que se encontra em elevação. A expectativa é de um reajuste mínimo de 10%.

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GESTÃO: COBERTURA DO SABER 2011

REFLEXÕES PARA UMA ESCOLA EM TRANSIÇÃO:

COMO FAZER?

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A escola é uma empresa de natureza diferenciada, pois interage fortemente com a subjetividade de todos envolvidos. Assim, buscar a gestão participativa é uma das saídas para lidar com os desafios contemporâneos, conforme destacaram algumas conferências do Saber 2011. Confira em dois cases e veja como os sistemas de ensino se adaptam a essa nova realidade.

Direcional Escolas, Outubro 11

m uma das mesas de debates do Congresso do Saber 2011, em que se discutia como trabalhar as relações humanas dentro da escola e a formação de um jovem atuante, o diretor do Colégio Renascença, João Carlos Martins, alertou gestores e educadores presentes na plateia que “somente teremos uma juventude empreendedora se ela puder observar as pessoas fazendo isso” em cada uma das instituições. Esse é o ponto de chegada da “gestão de excelência” a que o evento se propôs a discutir, em mais de cem palestras e atividades. “O papel da escola é o de universalização da cidadania e o desafio do gestor é o de envolver o professor e a equipe nesse compromisso”, pontuou Martins. Segundo ele, a gestão participativa torna-se, neste contexto, o grande desafio e também modelo para que provoque atitudes empreendedoras. “Difícil é fazer o professor pensar assim, pois ainda temos uma escola muito fechada no planejamento e centrada em conteúdo”, ressalvou o diretor do colégio voltado à comunidade hebraica de São Paulo. Segundo análise do consultor e ex-diretor da Rede Católica de Educação, Roberto Prado, predominam na atualidade dois principais modelos empresariais de instituições privadas de ensino: de um lado, a escola focada na ampliação do seu mercado, competitiva, e, de outro, aquela voltada a nichos específicos, a uma clientela diferenciada. De qualquer maneira, porém, ambos devem proporcionar um processo de aprendizagem mais participativo (para professores e alunos principalmente) e contar com educadores que atuem como mediadores do conhecimento.

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Por Rosali Figueiredo Fotos João Elias

Colégio Renascença A IMPLANTAÇÃO DE UM ORGANOGRAMA CIRCULAR No Colégio Renascença, há cerca de seis anos iniciou-se o desenvolvimento de um “organograma circular” de gestão, conforme definição do diretor João Carlos Martins. “O centro da preocupação é o projeto pedagógico e sua sustentabilidade é dada pela responsabilidade que cada um assume no desenho de participação dos processos”, explicou. Em outras palavras, isso significa que direção, coordenação, docentes, alunos e familiares encontram espaços próprios para pleitear, propor e defender demandas e ideias, bem como ouvir e compreender as escolhas feitas pelos gestores e educadores. “Isso não significa que tudo vai ser colocado ou acatado em assembleia. A escola tem um plano diretor para orientar as discussões”, esclareceu Martins. Além disso, as demandas são pautadas ou discutidas conforme o interesse coletivo e não o individual. Segundo o diretor, nos primeiros encontros com os pais, por exemplo, a tendência é que venham inicialmente muitas reclamações, mas com o tempo, “conforme a comunidade vai participando, ela se compromete e se torna mais parceira, menos cliente”. O Renascença promoveu a formação de uma comissão de pais, com dois representantes por turma, eleitos anualmente. Ela participa de encontros mensais com a direção e a coordenação, tratando de aspectos pedagógicos e administrativos que surgem no seu dia a dia, discussões que acabam contribuindo “para o planejamento do ano seguinte”. Outra comissão é a dos professores, também com reuniões mensais com a direção e a coordenação. Essas duas instâncias, por sua vez, se reúnem semanalmente. A agenda da comissão não substitui o trabalho de formação e orientação dos docentes, que contam com horários estendidos remunerados, para que se dediquem aos estudos e projetos. Finalmente, alunos e funcionários possuem suas respectivas comissões, cujas reuniões com a direção acontecem bimestralmente. Entre os alunos, é definido um representante por classe, do 1º ano do Fundamental ao Ensino Médio. “Os encontros com eles preveem atas e devolutivas para a sala, representam um exercício de cidadania”, analisou Martins. As pautas são abertas, em geral trazem demandas relativas a cantinas, professores e projetos, e vêm acompanhadas “de reclamações ou elogios”. O gestor alertou, entretanto, que as instituições precisam desenvolver “competência para se abrir e discutir o projeto pedagó-


GESTÃO: COBERTURA DO SABER 2011

Colégio Sagarana MODELO PARTICIPATIVO CHEGA À SALA DE AULA Uma escola nova em idade e na forma de educar, o Colégio Sagarana, localizado em Vicente Pires, no Distrito Federal, também foi apresentado durante o Congresso do Saber como um case típico de gestão participativa. Criada há apenas oito anos, conta hoje com 600 alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio e exibe taxas anuais de crescimento entre 10% e 15%, afirmou seu diretor geral, Anchieta Coimbra. Autor de livros de marketing educacional, motivação e qualidade no atendimento, Anchieta foi diretor de instituições tradicionais de ensino em Brasília e há dois anos chegou ao Sagarana. Segundo ele, o Colégio adota o parâmetro participativo no desenvolvimento das próprias aulas. “Elas se formatam nos mais diferentes ambientes da escola, como pátios, jardins, quadras e biblioteca, além da sala de aula. Não existe um modelo fim de aula. É uma dinâmica diferenciada, em que o professor apresenta temas, o aluno traz dúvidas, e isso dá a linha da pesquisa, dos debates e da construção do conhecimento. O estudante vem para a aula com vontade”, observou Anchieta. A instituição promove duas reuniões mensais com professores, uma de estudo, “para manter sua mente ativa para novos conhecimentos”, e outra de avaliação. Os encontros são complementares às horas dedicadas ao estudo do trabalho pedagógico. “Não posso ter um professor tradicional, mas que pesquise mais, planeje e seja um agente interativo constante”, justificou o gestor. Em sua conferência, Anchieta Coimbra disse que “um dos equívocos mais comuns das escolas está na gestão realizada em gabinete”, na ausência de uma relação de boa convivência e proximidade com os recursos humanos, além do baixo compromisso com os docentes e os resultados. O contrário disso não seria o excesso

VITRINE DOS EXPOSITORES Um dos destaques da Feira do Saber 2011 foi o estande do Instituto DSOP (de Educação Financeira). Presente em 100 escolas de São Paulo e mais oito estados brasileiros, a DSOP desenvolveu uma metodologia apropriada para cada faixa etária do ciclo escolar, baseada nos pilares Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar. “A educação financeira é uma disciplina comportamental, que mexe diretamente com os hábitos e pode ser trabalhada transversalmente nas mais diferentes disciplinas”, afirmou Reinaldo Domingos, autor da metodologia e também palestrante no evento. Em termos de serviços, o destaque ficou para as Cantinas do Tio Júlio, que atenderam a 5.382 consumidores durante os três dias do evento, conforme balanço apresentado pelo empresário Júlio Cesar Salles.

Direcional Escolas, Outubro 11

gico”. “As escolas devem melhorar a comunicação com a família e a comunidade, mas esse é um espaço que requer cuidados.” O gestor, por exemplo, tem que “deixar clara sua autoridade, papel e responsabilidade”. “Não é um exercício simples para a escola particular fazer, mas ele ajuda a fidelizar a clientela.” Por outro lado, proporciona um crescimento equilibrado e estável para a instituição e gera reflexos positivos sobre a aprendizagem e o desempenho dos alunos, resultados colhidos pelo Renascença com a gestão participativa, segundo analisou João Carlos Martins. O Renascença possui hoje 900 alunos, em todos os ciclos da educação básica.

de reuniões nem a tendência ao assembleísmo, ressalvou o palestrante, mas uma gestão baseada na liderança e na motivação de professores e alunos. “A maior soma do processo de liderança é a divisão de tarefas e responsabilidades”, observou. Quanto aos familiares, Anchieta anotou que o “pai está carente de atenção e buscando oportunidade de interagir com as escolas, mas os modelos são muito tradicionais e colocam um distanciamento nessa relação”. Conforme explicou, “atrair os pais não é fazer a escola dos sonhos do mantenedor, mas convencê-los que aquela é a escola dos seus sonhos, fazendo-os sentirem-se ativos nessas mudanças”. O recado que Anchieta deixou aos gestores é o de que “criar esse formato participativo demanda zerar uma cultura”. “O aluno vai à escola à procura dessa nova forma de aprender, está o tempo todo querendo interagir. As escolas tradicionais vão ter que se adaptar a esse modelo despertador e questionador”, afirmou o palestrante. Presente ao encontro, o diretor administrativo do Colégio Giusto Zonzini, Aparecido Candido Santos, concordou com Anchieta. “Uma administração que queira se modernizar e sair do conceito antigo de escola terá que se preocupar com essas questões, porque os pais exigem isso, comunicação clara do serviço que estão recebendo”, disse. Sua instituição, localizada no Jardim Arpoador, zona Oeste São Paulo, tem 650 alunos (desde a Educação Infantil ao Ensino Médio) e está buscando subsídios para trabalhar “os relacionamentos, a formação de lideranças e o equilíbrio entre os poderes dentro da equipe”.

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GESTÃO: COBERTURA DO SABER 2011

Sistemas de Ensino | TECNOLOGIA, INOVAÇÕES E FUSÕES Pensar os sistemas de ensino como símbolos de padronização e conteúdos fechados não combina mais com a realidade do mercado brasileiro, tampouco com as necessidades das escolas. A diretora de Educação Básica da Kroton Educacional, Mônica Ferreira, disse que a visão é preconceituosa. “Talvez algum sistema ainda se mantenha nessa linha de engessamento, mas nossas bandeiras (Pitágoras, Projecta e Total) sempre convidaram ao diálogo”, disse Mônica, lembrando que essas marcas desenvolvem “um extenso programa de capacitação para a customização, atendendo às especificidades das escolas e ao perfil de sua clientela”. Segundo Mônica, os sistemas estão hoje estruturados para “desenvolver mais a interação com os alunos, os quais exigem que o professor promova isso”. Na prática, os materiais disponibilizados aos docentes e estudantes deixam janelas para que os educadores desenvolvam atividades com filmes ou sites, por exemplo, e são atualizados anualmente pelo feedback da comunidade. Com os professores, os encontros de formação chegam a 100 horas e permitem essa interação, afirmou. “O tempo todo, o material convida o aluno a dialogar com o outro, o colega, os pais, a comunidade e as próprias ferramentas da tecnologia.” A história dos sistemas de ensino para a educação básica no Brasil conhece pelo menos três momentos diferenciados. No primeiro, que predominou até os anos 70, eles se configuravam como material fechado, em que o professor era um mero aplicador de aulas, descreveu o consultor Roberto Prado. Em seguida, observou Roberto, veio um momento de estruturação em rede, mas também de maior liberdade para o docente fazer intervenções nos materiais, o que foi facilitado pela introdução dos recur-

José Erivam Lima Júnior (Grupo Objetivo)

sos de tecnologia da informação e comunicação. No momento, o mercado assiste à expansão das marcas, das inovações tecnológicas e das fusões. Para José Erivam Lima Junior, supervisor de convênios do Grupo Objetivo, uma das bandeiras pioneiras no país, as mudanças mais fortes aconteceram na virada entre os séculos XX e XXI, “quando surgiu o nicho das escolas públicas e houve a introdução dos conteúdos digitais, que é para onde está migrando toda a área da educação. A internet está fazendo com que os sistemas cresçam muito, com aulas específicas em 3D, por exemplo”. Nesse contexto, novas marcas buscam sua expansão. É o caso do SAS (Sistema Ari de Sá), de Fortaleza (CE). “Temos no Ceará uma escola modelo, de referência, com altos índices de aprovação nos vestibulares mais concorridos e conceituados, o que conseguimos com conteúdo de qualidade, muita atividade e assessoria pedagógica. É isso que fornecemos hoje para 146 escolas conveniadas espalhadas pelo Brasil”, disse Igor Sampaio, consultor educacional do SAS, presente na Feira do Saber 2011. Uma das novidades do sistema é a disponibilização de todo material para tablets. Também o Grupo Leya, de Portugal, esteve no Saber apresentando sua rede – a SEI (Solução Educacional Integrada). Ricardo Marconatto, diretor de marketing da empresa, destacou que o diferencial da marca está na articulação do conteúdo em diferentes plataformas (impressa, digital etc.) e formatos (integrados, seriados), e na sua integração com os serviços de gestão e apoio pedagógico, juntamente com planejamento de aula, controle, calendário anual, índice de frequência e testes. (Colaborou Rafael Lima)

Ricardo Marconatto (Grupo Leya)

Igor Sampaio (Consultor educacional do SAS)

SAIBA MAIS

Direcional Escolas, Outubro 11

ANCHIETA COIMBRA www.institutosagarana.com.br anchietacoimbra@gmail.com

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APARECIDO CANDIDO SANTOS aparecido@giusto.com.br IGOR SAMPAIO igorsampaio@aridesa.com.br JOÃO CARLOS MARTINS joaocarlos.m@renascenca.br

JOSÉ ERIVAM LIMA JUNIOR junior@objetivo.br

RICARDO MARCONATTO rmarconatto@leya.com

JÚLIO CESAR SALLES cantinasdotiojulio@ig.com.br

ROBERTO PRADO roberto.prado@mindlab-brasil.com.br

MÔNICA FERREIRA monical@kroton.com.br REINALDO DOMINGOS reinaldo.domingos@dsop.com.br


Direcional Escolas, Outubro 11

TREINAMENTO E ESTRUTURA: BASES PARA UM ATENDIMENTO EFICAZ Uma boa estrutura para primeiros e prática de atividades físicas como forma de prevenir o distúrbio. A enfermeira afir-

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socorros é fundamental em uma escola. Desde casos mais simples, como pequenos ferimentos, até em situações mais graves, como crises de doenças crônicas, é necessário que o gestor esteja atento aos procedimentos e aos recursos disponíveis a fim de garantir um primeiro atendimento adequado. A Escola Pueri Domus, em São Paulo, implantou serviços de Enfermagem em 2000. Das quatro unidades presentes no Estado, duas delas foram pioneiras – a sede da Rua Verbo Divino, na zona Sul de São Paulo, e Aldeia da Serra (região metropolitana). Hoje, todas possuem procedimentos esquematizados na área de saúde, que são periodicamente revisados e atualizados, conforme destaca a enfermeira Mônica Ramos, responsável pela implantação do serviço. “Os procedimentos padronizados para atendimento dos alunos e encaminhamento de urgências estão definidos visando à organização e segurança diante das ocorrências. Além das profissionais de Enfermagem (técnicas) que atuam nos ambulatórios, os demais colaboradores também recebem treinamento em primeiros socorros. As unidades dispõem de equipamentos básicos para o primeiro atendimento”, descreve Mônica. Segundo Mônica, os casos mais comuns entre os alunos são pancadas, contusões, pequenos ferimentos e dor de cabeça. De maior gravidade são as fraturas e cortes que necessitam de sutura. No entanto, problemas relacionados à obesidade – distúrbio que tem se tornado muito comum entre crianças – também são fatores que podem gerar graves ocorrências, como a hipertensão. “Estudos têm mostrado um aumento da prevalência de hipertensão na idade escolar. O que pode levar a alterações cardiovasculares a partir da segunda década da vida”, alerta. Mônica defende a alimentação saudável

ma que, apesar de não ser comum crises deste tipo no ambiente escolar, o procedimento utilizado na Pueri Domus é o de sempre verificar sinais vitais, e entre eles está a pressão arterial. “Diante de qualquer alteração, os pais são imediatamente comunicados e a indicação é que o aluno seja encaminhado ao serviço da saúde”, diz. Na Escola Castanheiras, em São Paulo, sua estrutura de atendimento conta com sala de enfermaria com maca, cadeira de rodas, armário, pia, aparelho de pressão, termômetro, além de kits completos de primeiros socorros. “Desde o início da escola destinamos uma sala aos primeiros socorros, com o acompanhamento de uma enfermeira de nível técnico”, conta Sandra Regina de Oliveira, diretora administrativa da instituição. “As ocorrências são registradas e avaliadas pela técnica de Enfermagem, e havendo necessidade de avaliação médica, entramos em contato com os pais.” No caso de acompanhamento de alunos doentes, a Castanheiras recomenda que o medicamento não seja deixado na mochila, mas entregue diretamente na enfermaria, juntamente com a receita médica. “Nossa enfermeira está empenhada em exigir a prescrição do médico para administrar qualquer medicamento. Esta medida tem a intenção de garantir a segurança do aluno”, conclui a administradora. (Por Rafael Lima) SAIBA MAIS MÔNICA RAMOS maramos@pueridomus.br SANDRA REGINA DE OLIVEIRA sandra@escolacastanheiras.com.br Na Próxima Edição: Selos Inmetro e Normas ABNT nos materiais e equipamentos escolares

Ilustração: Fabian Ramos

DICA: PRIMEIROS SOCORROS


DICA: BIBLIOTECA ESCOLAR

A UNIVERSALIZAÇÃO SOB UM NOVO MODELO P

ouco mais de um ano após a promulgação da Lei Federal 12.244/2010, em 24 de maio, determinando que em uma década as escolas de educação básica implantem sua biblioteca, as instituições parecem ainda pouco empenhadas em torno do assunto. As mudanças têm sido lentas, observa Rosana Telles, coordenadora da Comissão de Educação do Conselho Regional de Biblioteconomia da 8ª Região (CRB - 8), em São Paulo. A lei é sucinta e faz uma única exigência adicional às escolas: que elas disponibilizem um acervo com pelo menos um exemplar por estudante. É pouco. O CRB – 8 desencadeou, principalmente nos últimos dois anos, várias iniciativas no sentido de disseminar um novo conceito para as bibliotecas, baseado no documento “Standards for the 21st Century Learner”, da Associação Americana de Bibliotecários Escolares (American Association of School Librarians – AASL). “Chega de contar historinhas para crianças. É preciso torná-las capazes de ler, entender, buscar, avaliar e transformar essa experiência em nova informação e conhecimento”, defende Rosana. Para tanto, a biblioteca deve se transformar em um espaço para estudo individual e em grupo, pesquisas on-line, leitura, reuniões, eventos, uso de recursos audiovisuais e exposições de trabalhos dos alunos, descreve. “Tradicionalmente reconhecida como o espaço da leitura por excelência, a biblioteca precisa ir além de ações meramente voltadas ao incentivo à leitura para desempenhar plenamente sua função”,

pontua documento do CRB – 8. O Conselho lançou dois projetos desde 2009, visando ao compartilhamento de experiências entre as escolas. Um deles é o “Projeto Biblioteca – Vitrine: uma parceria para ser vista”, que pretende mapear o perfil das bibliotecas escolares em São Paulo. Outro é a série de “Encontros Sobre Biblioteca Escolar”, um workshop gratuito realizado periodicamente na sede do CRB - 8, na Vila Mariana, em São Paulo, com vistas a “disseminar o novo modelo entre bibliotecários, professores, diretores, coordenadores e estudantes de Biblioteconomia e Pedagogia”. O encontro mais recente aconteceu no dia 1º deste mês. A bibliotecária Dilza Gonçalves de Araújo, responsável pela área no Colégio Stance Dual, situado no centro de São Paulo, participa dos encontros do CRB -8 e destaca que este novo conceito de biblioteca escolar demanda “uma parceria fundamental com o professor”. No Stance, a biblioteca atua como ambiente para atividades como contação de histórias, rodas de leitura, pesquisas semanais com horários pré-agendados para os estudantes do 9º ano realizarem seus trabalhos de conclusão de curso, entre outros. A bibliotecária e sua auxiliar oferecem suporte aos docentes com recursos às suas aulas, projetos e pesquisas. (Por Rosali Figueiredo)

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SAIBA MAIS DILZA GONÇALVES DE ARAÚJO dilzaraujo@stance.com

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Na Próxima Edição: Sala de Psicomotricidade – Estrutura e materiais

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LEIA MAIS SOBRE O TRABALHO DO CRB – 8 COM AS BIBLIOTECAS ESCOLARES. CONFIRA AINDA INFORMAÇÕES SOBRE O “II FÓRUM INTERNACIONAL DE BIBLIOTECONOMIA ESCOLAR - V SEMINÁRIO BIBLIOTECA ESCOLAR”, QUE ACONTECERÁ NO CEPAM / CIDADE UNIVERSITÁRIA (USP), ENTRE OS DIAS 18 A 21 DE OUTUBRO.

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LEVEZA, PRAZER E EXCELÊNCIA NA RELacÃO COM O CONHECIMENTO ,

Foto Rafael Lima

PERFIL DA ESCOLA: ESCOLA VIVA

A Escola Viva conquistou importante equilíbrio entre o estímulo à criação e expressão e o rigor com a qualidade de suas produções. Agora investe no Ensino Médio e procura oferecer ao aluno amplo repertório de experiências escolares, como projetos transdisciplinares, preparação aos vestibulares e grêmio estudantil.

Por Rosali Figueiredo

Direcional Escolas, Outubro 11

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expressão artística, a inovação da linguagem e a criação estão na gênese da Escola Viva e reverberam pelo seu ambiente a partir da estética do mobiliário, da organização espacial e dos trabalhos dos alunos. Mas a instituição que surgiu como ateliê de artes no final dos anos 70, começou a se estruturar como escola de educação básica ainda naquela década e construiu um modelo ímpar de organização do ensino: estruturou equipes, horários e rotinas de forma a que o aluno conte sempre com o apoio de “mediadores da aprendizagem”, um educador que o auxilia não apenas na disciplina dos estudos, mas também na ponte entre o conhecimento e a prática dos projetos transdisciplinares e trabalhos individuais, e até mesmo nas experiências de aprendizagem em sala de aula. São professores contratados como especialistas (como o atelierista de artes, por exemplo), além de auxiliares aos docentes polivalentes do Fundamental I, orientadores (seis no total) e tutores, que mudam suas abordagens conforme a evolução dos ciclos escolares. “O professor atelierista, do Fundamental I, não tem uma hora aula específica. Anteriormente, tínhamos a aula de Artes Visuais, mas hoje ele trabalha diferentes linguagens expressivas de maneira integrada ao projeto do professor polivalente. A atividade de Matemática conta, por exemplo, com representação gráfica pensada pelo atelierista”, explica o diretor Francisco Manuel de Carvalho Costa Ferreira. Já os orientadores atuam com os estudantes do Fundamental II e Ensino Médio no desenvolvimento dos projetos transdisciplinares, articulados a eixos temáticos (um para cada série). Os tutores, por sua vez, trabalham com pequenos grupos de alunos do Fundamental no horário invertido. “São dispositivos que a escola desenvolveu para lidar de forma sistêmica com a heterogeneidade, com as diferenças dentro do grupo”, relata Francisco, remetendo a outra característica marcante da instituição – a inclusão de alunos com necessidades diferenciadas. E não apenas em relação àqueles com dificuldades de aprendizagem, mas também aos que precisam “de desafios adicionais para se manterem motivados”. Outro destaque do modo “Vivoativo” de educação, forma como a escola se posiciona em seu estatuto, está na organização curricular e no

permanente convite à participação dos alunos em seus processos. Não à toa, a instituição conquistou o 3º Lugar no Prêmio Microsoft Educadores Inovadores no Brasil em 2011, em função de um torneio de Matemática promovido com o uso de ferramentas como Word, Power Point e Movie Maker.

MISSÃO E OBJETIVOS

“A função da escola não é apenas a de consumir, mas a de ser produtora do conhecimento. É a de introduzir às crianças a herança simbólica da sociedade (o conhecimento científico, a arte e a cultura), de acolher este indivíduo e torná-lo apto a dominar, apreciar, renovar e inovar essa herança simbólica”, analisa Francisco Manuel. Diretor geral e pedagógico do Fundamental I ao Ensino Médio, Francisco Manuel tornou-se um dos sócios-mantenedores da instituição para ajudar a viabilizar sua expansão em princípios da década passada, quando implantou o Fundamental II. Agora, chegou a vez do Ensino Médio, que está completando o segundo ano em 2011 e representa o grande desafio dos gestores. Segundo o diretor, o segmento sofre a maior pressão externa por eficiência entre todos os ciclos da educação básica. “É onde emerge mais claramente nas famílias a demanda pelo papel tradicional. É preciso coragem para apresentar proposta diferenciada desse contexto de pressões e sentimos isso o tempo todo. Mas há pais que dão graças a Deus que a escola ofereça essa alternativa.” No Ensino Médio, o foco se direciona um pouco mais

Foto Rafael Lima


PERFIL DA ESCOLA: ESCOLA VIVA ao “preparo para a continuidade dos estudos”, o que, segundo Francisco Manuel, “vai muito além do vestibular”. “O aluno que conclui o Ensino Médio na Escola Viva tem que estar preparado para uma série de coisas, entre elas, os vestibulares. Essa é uma ideia que precisamos desconstruir: não existe o vestibular, mas exames diferenciados de uma universidade para outra e também em relação ao ENEM.” A ideia é preparar o jovem a fazer as escolhas e a ampliar seu repertório por meio da diversidade de experiências escolares, diz.

ORGANIZAÇÃO

O projeto da escola se viabiliza em três dimensões, esclarece o diretor: nas instalações, na política de recursos humanos e na gestão do conhecimento. Em relação às instalações, estão incluídos cuidados com os equipamentos e mobiliários (como harmonia, apuro estético e matérias primas inovadoras). Quanto aos colaboradores, investe-se em formação, gestão participativa, comprometimento e premiação pelos resultados obtidos. E sobre o conhecimento entra toda a expertise desenvolvida em 35 anos de história: a introdução de eixos temáticos transversais que são trabalhados em cada série e amarram os projetos dos alunos; a presença de áreas disciplinares como Artes, Ciência e Tecnologia, Corpo e Movimento, Música, Filosofia, Foto e Vídeo, que se somam às mais tradicionais; além da realização de projetos transdisciplinares pelos estudantes. A avaliação é diferenciada (focada menos nas notas e mais nos processos), mas, de qualquer maneira, Francisco Manuel considera importante que a escola participe de provas externas, como o Saresp e o ENEM. Sua primeira participação neste exame acontecerá em 2012, quando estará formando a primeira turma do Ensino Médio, momento em que espera atingir a 270 alunos no ciclo, com três turmas para cada série (hoje são 103). RADIOGRAFIA – ESCOLA VIVA (EI, EF e EM) LOCAL: Vila Olímpia, São Paulo (Cinco unidades) EQUIPE PEDAGÓGICA (DO EF ao EM): 125 professores, dez coordenadores e seis orientadores (alguns ministram aulas como professores especialistas) DEMAIS COLABORADORES: 55 MENSALIDADES EM 2011: de R$ 1.770,00 (EF I) a R$ 2.061,00 (EM) NÚMERO DE ALUNOS: 953 (do EF I ao EM)

Estudantes do Fundamental II em atividade orientada na biblioteca Fotos Rafael Lima

LIBERDADE DE PARTICIPAÇÃO ESTIMULA GRÊMIO ESTUDANTIL

O ambiente da Escola Viva é acolhedor. Numa tarde ensolarada a sensação que dá é a de estar numa grande varanda de casa, com árvores verdes e a presença marcante dos alunos. A adolescente Giulia de Paola, 13, diz que o ambiente faz toda diferença. “Eu gosto daqui porque é uma escola receptiva”, conta. Giulia estuda na Viva desde o ensino infantil, e destaca que sempre gostou da criatividade que envolve a escola, além da abertura a opiniões e à participação dos estudantes. Uma forma de representar essa característica é dada pelo Grêmio Estudantil, que foi criado no último mês de agosto pelos alunos do Ensino Médio. “A ideia de um grêmio sempre existiu na escola. No final do ano passado eu e mais quatro alunos nos juntamos e com a ajuda do pai de uma garota que fazia parte do grupo, que é advogado, iniciamos a criação de um estatuto”, conta Eduardo Rocca Batista, 16, aluno do 2° ano e um dos membros da diretoria. O final de 2010 chegou e o processo foi interrompido, mas retomado no começo deste ano. “Dessa vez o professor de História, Marcelo Dantas, nos auxiliou e, somente em agosto, numa assembleia realizada com todos os alunos do Ensino Médio, 9° e 8° ano e os representantes de classe do 1° ao 7° ano, ocorreu a fundação.” Eduardo diz que a Viva “não só autorizou como incentivou o grêmio, disponibilizando espaço e a ajuda do professor”. Hoje a diretoria conta com nove alunos, e todos têm a mesma autonomia, dividindo as tarefas igualmente. Entre os projetos, estão a realização de um sarau, um campeonato de esportes e a implantação da semana de provas no Ensino Médio. (Por Rafael Lima)

- Reportagem sobre o trabalho de formação dos professores e de bonificação das metas alcançadas, concedida às equipes pedagógica, administrativa e financeira; - Texto acerca do seu modelo de gestão participativa e parceria com os pais; - Artigo sobre o projeto de responsabilidade socioambiental da Escola Viva; - Estatuto do novo grêmio dos estudantes; - O livreto “apropriações”, contendo produções visuais de 2010 dos alunos do 9º ano.

SAIBA MAIS Francisco Manuel C. C. Ferreira comunicacao.fundamentalemedio@escolaviva.com.br Fotos Wagner Batizelli

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DICA: SISTEMA DE SEGURANÇA – CONTROLE DE ACESSO

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atracas eletrônicas para controle de acesso dos alunos, por meio da leitura por cartão magnético ou leitura biométrica, já compõem o cenário das grandes instituições de ensino superior de São Paulo. Na rede privada de educação básica, colégios tradicionais e com bastante fluxo de estudantes, funcionários, fornecedores e visitantes vêm optando pelo sistema, os quais contêm recursos como o envio de SMS (mensagem via celular) aos pais, informando os horários de entrada e saída dos filhos. Entretanto, o importante é integrar o controle a um sistema de segurança mais amplo, que permita à instituição, por exemplo, observar o que acontece em seu perímetro, em seu ambiente e contar com a gravação e arquivamento das imagens desses acessos via CFTV, alerta o diretor de marketing da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), Oswaldo Oggiam. “Na verdade, a catraca não atua sozinha, mas junto a um projeto de segurança”, explica. O consultor em segurança Eduardo Lauande aponta que, em geral, ocorre “uma desatenção generalizada nos princípios preventivos de acesso às edificações”. Nas escolas, o especialista identifica um “cuidado considerável no embarque e desembarque veicular dos alunos, contudo, o foco da segurança limita-se mais a estas medidas”. É preciso planejar a segurança observando-se aspectos como o

Ilustração: Fabian Ramos

DO “CORPO A CORPO” AOS EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS

perfil do fluxo dos usuários, recomenda o consultor, que defende políticas diferenciadas para estudantes e visitantes, já que os primeiros configuram uma população fixa, de acesso constante, e a outra, flutuante. Além disso, em relação aos alunos, “o filtro no controle é dado pelo uniforme e a faixa etária”. Quanto à população flutuante, não há como escapar dos processos obrigatórios de identificação junto à portaria. No Colégio Sidarta, a vice-diretora Maria Aparecida Schleier relata que o controle de acesso é feito de maneira separada para estudantes e visitantes. Com 270 alunos e localizado na região da Granja Viana, em Cotia, São Paulo, o Sidarta coloca sua própria equipe pedagógica (coordenador ou auxiliar) para acompanhar a chegada e saída dos alunos, que até o 9º ano somente podem ser liberados para pessoas oficialmente autorizadas pelos pais ou responsáveis. “É feito corpo a corpo mesmo”, afirma Maria Aparecida. A partir do Ensino Médio, os estudantes passam a ter carteirinhas identificadas por fotos e cores diferenciadas. “A verde dá passe livre, libera o aluno para sair sozinho, conforme autorização da família. Na azul ele fica sujeito ao mesmo procedimento dos demais”, comenta a diretora. Já o controle de visitantes, pais e colaboradores é realizado por empresa terceirizada, que realiza duas triagens: inicialmente para veículos, depois para a recepção individual. (Por Rosali Figueiredo)

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SAIBA MAIS EDUARDO LAUANDE funnyday@terra.com.br

MARIA APARECIDA SCHLEIER mschleier@sidarta.org.br

OSWALDO OGGIAM abese@abese.org.br

Na Próxima Edição: Sistemas de Segurança - Perímetro


FIQUE DE OLHO: SOFTWARE DE GESTÃO

A TECNOLOGIA A FAVOR DA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR Por Rafael Lima

O

s softwares entraram definitivamente na rotina da administração escolar e atividades como lançamento de notas, emissão de boletos, entre outras, são impensáveis sem o apoio deste recurso. Conheça, neste Fique de Olho, empresas que visam facilitar a gestão dos processos administrativos, financeiros e pedagógicos das instituições de ensino.

JC SOLUÇÕES

Ilustração: Fabian Ramos

A JC Soluções oferece suporte e consultoria em sistemas educacionais. Segundo o empresário José Carlos Bertin, o software Gestão Escolar On-line (GEO) representa o carro-chefe da empresa. “Ele permite o gerenciamento de qualquer tipo de instituição de ensino, e possui todo controle acadêmico e financeiro”, destaca. O GEO gera mais de 100 relatórios e pode ser utilizado em qualquer tipo de cobrança bancária, até mesmo no envio de boletos via e-mail. “É um software ‘vivo’, que trimestralmente faz atualizações com novas funcionalidades, muitas delas sugeridas pelos próprios clientes, tudo incluso na licença de uso”, diz. Em agosto passado foi lançada a versão mais recente, em que é possível criar questionários personalizados sem custo adicional. “Para os clientes que fecharem contrato até o final de novembro, visando as rematrículas e o ano letivo de 2012, não será cobrada a taxa de instalação, treinamento e conversão de dados”, anuncia o empresário. Fale com a JC Soluções: 11 3481-0649 www.jcsolucoes.com.br contato@jcsolucoes.com.br

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QUALITY

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Há 20 anos atuando com gestão escolar, a Quality apresenta o SIGAA - Sistema Integrado de Gestão Acadêmica e Administrativa. “Ele possui módulos para a gestão de vários departamentos, como Secretaria, Contas a Receber e a Pagar, Estoque, Biblioteca, Contabilidade. É entregue ao cliente completo, independente da necessidade inicial de uso. Com isso, as escolas de pequeno porte têm a chance de utilizar um sistema que facilitará a organização e colaborará com o seu crescimento”, afirma a gerente administrativa Célia Vassalo. Até dia 20 de novembro próximo, o módulo SIGAAWeb – que disponibiliza informações na internet para familiares dos alunos – poderá ser utilizado sem custo algum. “A promoção espera contribuir com a campanha de matrículas, divulgando esse diferencial competitivo com consultas de notas de avaliações finais, envio de comunicados, horários de aulas, vida financeira com impressão de boletos, mesmo antes do próximo ano letivo.” Fale com a Quality: 11 5632-3666 www.qualityts.com.br comercial@qualityts.com.br

SISALU

A SisAlu disponibiliza um sistema de gestão escolar composto por módulos variados, como o Acadêmico, Financeiro, Contas a Pagar, Vendas, Estoque, Tutorweb e Biblioteca, integrados num único aplicativo. “Para 2011, estamos focando no desenvolvimento do módulo web, com novas funcionalidades, tais como recados, lição de casa, segunda via do boleto, entre outros”, destaca o empresário Marcos Pereda. “No SisAlu incluímos funcionalidades específicas para o Ensino Superior e no contas a pagar, e também aumentamos a integração entre os módulos”, revela. A empresa atua há mais de 12 anos e procura estar sempre alinhada às necessidades do mercado. Nos contratos com as escolas, a empresa inclui suporte ilimitado, configuração de relatórios e soma de novas funcionalidades ao sistema. “Nós temos um produto que se adapta à realidade da escola”, destaca o empresário. Fale com a SisAlu: 11 5072-9737 www.sisalu.com.br info@sisalu.com.br


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BRINDES, BRINQUEDOS EDUCATIVOS

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ACESSÓRIOS, BRINQUEDOS EDUCATIVOS, COPIADORA, GRÁFICA

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PLAYGROUNDS, RADIOCOMUNICAÇÃO

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SISTEMAS DE SEGURANÇA, TOLDOS

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