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Diário da Cuesta

Verdadeira apoteose! O povo ocupando a História. É um marco, sem dúvida. O Brasil nunca mais será o mesmo!

“ACORDA BRASIL”cumprindo seu trajeto em Brasília! Parabéns, Nikolas! Parabéns, Patriotas! Parabéns, Brasil! AVANTE!!! Leia o Editorial

“Quando o povo ocupa a História” página 2

Quando o povo ocupa a História!

“A mãe-pátria é a nossa cidade, no sentido de que elas, as cidades, as vilas, as fazendas compõem o país. Quem ama o seu torrão natal é um grande patriota, que idolatra o seu berço para enaltecer a grandiosidade da nação... Antes de vivermos para nós mesmos é preciso que vivamos para a nossa Pátria e ela se chama BOTUCATU!” AGOSTINHO MINCUCCI

O 25 de janeiro entra para a História como um marco do maior movimento cívico recente do povo brasileiro. Foi mais do que uma caminhada. Foi uma explosão de consciência nacional, uma apoteose popular que ecoou muito além da caminhada (250 Km) que partiu de Paracatu (MG) com destino a Brasília. A mobilização liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, o parlamentar mais votado do Brasil em 2022, mostrou que o povo não aceita mais a inércia, o silêncio imposto nem o distanciamento entre governantes e governados.

O grito “ACORDA BRASIL” não foi slogan vazio Foi ordem de despertar. Despertar para a política real, para os problemas concretos da comunidade, da cidade — da “Pátria pequena” — onde a vida acontece e onde a omissão cobra seu preço mais alto. É ali que começa a verdadeira transformação social.

Mas o movimento foi além. Chamou o brasileiro a olhar de frente para os grandes dilemas nacionais: a fragilização do Estado de Direito, as ameaças à liberdade de expressão e a necessidade urgente de se discutir, sem medo ou censura, uma anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos acontecimentos de 8 de janeiro, bem como a todos aqueles punidos por suas manifestações de caráter político. Democracia não combina com perseguição, seletividade nem silenciamento.

A imagem que acompanha este Editorial não é apenas fotografia — é documento histórico. Ela nos remete à mobilização de Botucatu, no final de 2022, quando cidadãos comuns – famílias, idosos, jovens - de forma ordeira e patriótica, ocuparam o espaço público para defender a democracia, o direito de manifestação e o respeito à soberania popular. Aquela chama não se apagou. Ela ressurge agora, mais forte, mais consciente e mais determinada e já pertence à história política de Botucatu e do Brasil.

Não se trata de uma fotografia de multidão ocasional. É o re-

trato de um despertar cívico, de um povo que decidiu não silenciar diante de dúvidas, inquietações e inconformismos com os rumos do processo eleitoral. A Pátria, nesta cena, não é um conceito abstrato: ela tem rosto, voz, suor e presença.

Botucatu mostrou, nesse ato, que o patriotismo não morreu nem se envergonha de ocupar o espaço público. Pelo contrário: manifesta-se de forma ordeira, firme e consciente, reivindicando transparência, respeito ao voto e fidelidade ao Estado de Direito — valores que não pertencem a partidos, mas à própria democracia.

A fotografia que o leitor vê não é apenas um registro jornalístico. É um documento. Um lembrete de que a soberania popular não se exerce apenas nas urnas, mas também na vigilância permanente da cidadania. Quando o povo se levanta em defesa do que acredita, a História deixa de ser escrita apenas nos gabinetes.

Que ninguém se engane: quando o povo desperta, o poder treme. A democracia não sobrevive de discursos vazios, mas da vigilância permanente de cidadãos atentos, ativos e corajosos. O Brasil só encontrará seu rumo quando seu povo decidir, definitivamente, não mais se calar.

Gostem ou não, concordem ou discordem, o fato é incontestável: o povo estava lá. E quando o povo ocupa as ruas com civismo, a democracia respira!

Direção.

REGISTRO HISTÓRICO!

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a dominar o debate público ao transformar uma simples caminhada em um dos maiores movimentos políticos orgânicos das redes sociais brasileiras. Sem agência milionária, sem campanha tradicional e sem gastar um centavo em propaganda, ele apostou em algo que muitos políticos ignoram: ação simbólica, história e narrativa

Em 1955, nos Estados Unidos, Rosa Parks foi presa por se recusar a ceder seu lugar em um ônibus a um homem branco. O episódio acendeu a chama do movimento dos direitos civis e levou Martin Luther King a liderar uma mobilização histórica. O ápice veio em 1963, com a marcha até Washington, reunindo cerca de 250 mil pessoas e um discurso que atravessou gerações.

Guardadas as proporções, Nikolas decidiu aplicar a mesma lógica no Brasil de 2026. Ele iniciou uma caminhada de 240 quilômetros, saindo de Paracatu-MG, até Brasília Sete dias de estrada, cerca de 40 quilômetros por dia. Camiseta branca, calça jeans, tênis simples e um celular na mão. Cada passo foi registrado. Cada buzina, cada apoio espontâneo, cada foto com apoiadores virou conteúdo em tempo real.

O que começou como um ato individual está ganhando corpo rapidamente. Outros parlamentares e influenciadores passaram a se juntar no percurso. A caminhada virou uma série acompanhada diariamente nas redes. O país está parando para assistir. A imprensa correu atrás. E tudo aconteceu fora do script tradicional da política.

Nikolas hoje soma quase 20 milhões de segui-

dores, com média de 1,5 milhão de interações por postagem e uma taxa de engajamento em torno de 10%, números raros até para grandes marcas. No ranking do Instagram brasileiro, ele aparece como a terceira personalidade mais influente, atrás apenas de Neymar e Virgínia.

Enquanto muitos políticos ainda apostam em milhões de reais em campanhas engessadas e horário eleitoral, Nikolas escolheu estudar história e usar a tecnologia a seu favor. Ele entendeu que atenção não se compra apenas com propaganda, mas se conquista com gestos que carregam significado.

Na reta final, Nikolas avalia que caminhada ‘já atingiu seu objetivo’

Parlamentar destaca o ‘despertar’ da população e afirma que mobilização ocorreu de forma pacífica e sem acidentes

Por Lincoln Fernandes e Nícolas Robert

Durante a passagem pela zona urbana de Valparaíso de Goiás, já no final da caminhada iniciada na segunda-feira (19), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) conversou com a reportagem da Jovem Pan sobre a adesão do público e o impacto do movimento Entre os objetivos do ato está o protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Cercado por apoiadores, o parlamentar afirmou que a ação ultrapassou a simples euforia e gerou uma conscientização política. “O que está acontecendo não é euforia, o que está acontecendo é um despertar das pessoas”, declarou Nikolas. Segundo o deputado, a população tem demonstrado maior atenção aos problemas do seu estado e da sua cidade, citando como exemplos questões de “pautas locais” e “tarifa de lixo”.

Nikolas afirma que o intuito da mobilização já foi cumprido antes mesmo da conclusão do percurso “A caminhada já atingiu seu objetivo, que é acordar as pessoas, elas olharem para o lado e saberem o que está acontecendo na sua cidade”, afirmou

Questionado sobre a logística do evento, que ocupou rodovias e atraiu grande número de pessoas, o deputado ressaltou a ausência de ocorrências graves. “Graças a Deus, nenhum acidente, nenhum vandalismo. Estamos caminhando de forma pacífica”, disse. Nikolas reconheceu que, embora o ato tenha tomado uma proporção maior do que a esperada, a ordem foi “mantida”.

Ao ser perguntado sobre como se sente após o esforço físico e a repercussão do ato, Nikolas respondeu que será “mais forte e mais queimado”.

Entenda a caminhada

Nikolas Ferreira iniciou na segunda uma caminhada, que saiu de Minas Gerais e tem como destino Brasília Por meio das redes sociais, o deputado disse que decidiu retornar para a capital federal a pé como um movimento “simbólico” para “trazer luz”

e “dar esperança àqueles que já desistiram”. A chegada está prevista para este domingo (25).

“Meu coração está inquieto diante das coisas que estão acontecendo, é escândalo atrás de escândalo, o brasileiro tem ficado em uma posição praticamente de manipulação psicológica, onde nada mais abala e essa indignação que vocês sentem, essa impotência não é só seus, eu, como deputado federal, sou testemunha de quantos [parlamentares] ficam com o mesmo sentimento perante as prisões injustas dos atos de 8 de Janeiro e a própria [detenção] de Bolsonaro”, declarou Nikolas em vídeo postado no início do ato.

O deputado também afirmou que “sacou a estratégia” do “inimigo”. Sem citar nomes, Nikolas disse que os adversários “querem matá-los em vida”, “silenciá-los” e “jogá-los para a invisibilidade”. “Vou fazer essa caminhada e fato como um ato simbólico para as pessoas lembrarem e relembrarem quem nós somos e [por qual razão] estamos aqui”, declarou.

Desde a publicação do vídeo, o parlamentar começou a compartilhar a caminhada até Brasília. Nikolas tem relembrado, a cada 10km, “um caso absurdo acontecendo no país”. O primeiro relato do parlamentar foi sobre a morte do comerciante Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, enquanto estava preso preventivamente pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

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