Países da União Européia aprovam acordo com o Mercosul. Negociado há mais de 25 anos, desde 1999, este amplo acordo cria a maior zona de livre comércio do planeta, com mais de 700 milhões de consumidores e elimina tarifas de 90% do seu comércio bilateral. O Brasil consegue, com esse importante acordo comercial, abrir um leque gigantesco de oportunidades para a sua economia. O agronegócio brasileiro, com excelente padrão de qualidade, deverá ser o carro chefe desse tratado bilateral entre o Mercosul e a União Européia.
- ACORDO HISTÓRICO:
MERCOSUL E UNIÃO EUROPÉIA
Cúpula do Mercosul, no Uruguai, anunciaram o sucesso do acordo. Após 25 anos de negociações. É o maior acordo entre blocos econômicos: mais de 700 milhões de pessoas. É uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Página 2
Mercosul e União Europeia anunciam acordo histórico de livre comércio
Desde 1999, Mercosul e União Europeia (UE) trabalham na construção de um acordo de livre comércio entre os dois blocos
Da CNN
Os líderes do Mercosul e da União Europeia (UE) anunciaram na sexta-feira (6) um acordo de livre comércio entre os blocos econômicos.
A cerimônia ocorreu na cidade de Montevidéu, no Uruguai, durante a cúpula do Mercosul.
“À luz do progresso alcançado desde 2023, o Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia está agora pronto para revisão legal e tradução. Ambos blocos estão determinados para conduzir tais atividades nos próximos meses, com vistas à futura assinatura do acordo”, afirma o documento.
Na ocasião, estavam presentes presidentes de países do bloco sul-americano como Javier Milei (Argentina), Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Santiago Peña (Paraguai), além do anfitrião, Luis Lacalle Pou (Uruguai), além da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.
Desde 1999, Mercosul e União Europeia (UE) trabalham na construção de um acordo de livre comércio entre os dois blocos.
EXPEDIENTE
Faz 25 anos que a Comissão Européia e o Mercosul negociam. Em 2019, já se alcançara um acordo entre as duas partes. A França assumiu, desde então, a liderança da rebelião contra o Acordo Mercosul e União Europeia, convencedo na época vários outros Estados Europeus. Emmanuel Macron, Presidente da França é o maior inimigo do Acordo. Em 2019, na foto, os líderes Angela Merkel, Jair Bolsonaro, Emmanuel Macron entre outros. Foi o primeiro e importante passo para o Acordo.
Ainda na quinta-feira (5), Omar Paganini, Chanceler do Uruguai, afirmou que a negociação entre as delegações foi concluída.
Durante o anúncio na sexta-feira, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, disse que o acordo cria uma das maiores aliança de comércio do mundo.
“A União Europeia e o Mercosul criaram uma das alianças de comércio e investimentos maiores que o mundo tenha visto. Estamos formando um mercado de mais de 700 milhões de consumidores”, afirmou.
Apesar do anúncio, o acordo ainda não foi assinado. A assinatura será realizada uma vez que os textos negociados passem por uma revisão jurídica e sejam traduzidos para os idiomas oficiais dos países.
Após a assinatura entre as partes, o Acordo será submetido aos procedimentos de cada parte para aprovação interna – no caso do Brasil, o Acordo será submetido à aprovação pelo Poder Legislativo Uma vez aprovado internamente, o Acordo pode ser ratificado por cada uma das partes, etapa que permite a entrada em vigor do Acordo.
O Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo. Juntos, Mercosul e UE reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22 trilhões.
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes
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O PODER DO BRASIL NO MERCOSUL E NO CENÁRIO INTERNACIONAL
Marcelo Delmanto
Durante os anos 2003/2008, participei como representante dos jovens descendentes de imigrantes da Regione Emília-Romagna, representando o Brasil. Tínhamos 2 (duas) reuniões anuais dos representantes dos jovens dos outros Continentes, sempre na Itália. Em um desses Congressos pude apresentar um trabalho que, hoje, é mais atual ainda, pois o quadro do Brasil e do Mercosul está cada vez mais consolidado.
Atualmente, os Blocos formados por países da mesma região mostram os conflitos entre globalizar e regionalizar. A presença forte e dominante dos Estados Unidos no mercado internacional fez com que as nações revisassem suas estratégias comerciais para o mercado internacional: somente a união entre as nações de um mesmo bloco regional poderia se tornar possível para uma competição efetiva no mercado internacional. Nesse sentido, a Europa gastou meio éculo (imediatamente após o fim da 2ª Guerra Mundial) de negociações, em nove línguas, para chegar à realidade atual do mercado único e com uma moeda única própria. Esta posição europeia é, sem dúvida, um modelo para o resto do mundo.
• Produto Interno Bruto do Brasil será o 5° mercado comprador do mundo em 2005.Nas projeções do comércio internacional (e-commerce) a América Latina movimentará US $ 82 bilhões em 2004. Esse valor é maior que o previsto para Leste Europeu, África e Oriente Médio juntos, que devem gerar US $ 68,6 bilhões . O Brasil comandará esse desenvolvimento, movimentando apenas US $ 64 bilhões, e Argentina em segundo lugar, com US$10 bilhões.
Brasil e Comunidade Européia
Entre os anos de 1993 e 1998 houve um aumento de 116% no comércio entre o Brasil e a Europa, sendo favorável à Comunidade Européia, pois enquanto as exportações européias nesse período cresceram 181%, as exportações brasileiras tiveram um aumento de 31,5%. Em 1993, o Brasil era o 24º comprador de produtos europeus e, em 1997, alcançou o 11º lugar como comprador. A balança comercial, em 1998, ficou com o lado europeu em US$ 2,7 milhões. (Acervo Revista Peabiru)
O MERCOSUL, entre 1990 e 1995, anos que podem ser marcas de sua consolidação é exemplo: as importaçõesque os quatro países (Brasil, Agentina, Paraguai e Uruguai) que o integram cresceram, no período, 218%.
. Enquanto as importações dos outros dois grandes blocos aumentaram muito menos: as da UNIÃO EUROPEIA aumentaram 172% e as do NAFTA (EUA, Canadá México) apenas 150%.
Resumindo: a formação de blocos regionais de comércio pode ser um passo necessário para um mundo sem fronteiras.
O MERCOSUL no Cenário Internacional
O MERCOSUL tem procurado acompanhar a exitosa experiência da UNIÃO EUROPEIA. Inicialmente com quatro membros: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, está prestes a aumentar para nove o seu país-membro, com Chile, Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela. Atualmente, o mercado externo do bloco passa, em 92%, entre Brasil e Argentina. O MERCOSUL foi bom para o Brasil e excelente para a Argentina
Urge agir como um Tratado de Maastrich europeu: é preciso acelerar o processo de “convergência macroeconômica” bloco nas políticas cambial, monetária, tributária, fiscal e trabalhista. Indiscutível é o comando do Brasil no termo do MERCOSUL: todo o Produto Interno Bruto da Argentina corresponde à receita do interior do Estado de São Paulo (sem a capital de São Paulo), um dos 23 Estados brasileiros; todo o Produto Interno Bruto do Chile corresponde à receita da Grande Campinas (a cidade de Campinas mais as cidades de sua região) que é uma das 600 cidades do Estado de São Paulo; todo o Produto Interno Bruto do Uruguai corresponde à receita do distrito de Santo Amaro (um dos distritos da capital do estado: São Paulo).
Isso significa que o Brasil é a maior economia da América do Sul!!!
Marcelo com participantes de reunião da Regione Emilia-Romagna
Conferenza dei Giovani Emiliano-Romagnoli nel Mundo. Marcelo apresenta o projeto “São Paulo”, ao lado do Vice-Presidente do Parlamento Europeu: Renzo Imbeni.
PAÍSES DA UNIÃO EUROPÉIA
APROVAM ACORDO COM O MERCOSUL
A aprovação ocorreu apesar da oposição da França, da Irlanda e de outros países que temem impactos negativos sobre o setor agrícola.
Redação G1
Os países da União Europeia aprovaram provisoriamente nesta sexta-feira (9) o acordo comercial com o Mercosul, segundo diplomatas ouvidos pelas agências France Presse e Reuters. A formalização dos votos, no entanto, ainda depende do envio de confirmações por escrito até as 17h no horário de Bruxelas (13h no Brasil), informaram as fontes.
A sinalização favorável abre caminho para a assinatura do tratado, após mais de 25 anos de negociações, que conta com apoio de setores empresariais, mas segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus — sobretudo na França (veja mais abaixo).
Com o aval do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo na próxima segunda-feira (12), no Paraguai.
Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e tem impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diferentes segmentos da indústria brasileira.
Acordo sofre resistências
Segundo a AFP, a maioria dos 27 países da União Europeia votou a favor do acordo na reunião de embaixadores realizada em Bruxelas. Para que o tratado avançasse, era necessário o apoio de pelo menos 15 Estados-membros que, juntos, representassem 65% da população do bloco.
A decisão foi tomada apesar da oposição da França, da Irlanda e de outros Estados-membros que expressam preocupações com
possíveis impactos sobre o setor agrícola.
Na véspera da votação, o presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou a posição de que Paris votaria contra o acordo. “Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo UE-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”, escreveu em comunicado.
Entre produtores rurais da França, o acordo com o Mercosul é visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e submetidos a padrões ambientais diferentes dos exigidos pela União Europeia.
De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O texto é negociado há mais de 25 anos.
A Irlanda também se posicionou contra o tratado. Na véspera da votação, o primeiro-ministro Simon Harris anunciou que o país se juntaria à França, à Hungria e à Polônia na oposição ao acordo.
“A posição do governo sobre o Mercosul sempre foi clara: não apoiamos o acordo da forma como foi apresentado”, afirmou Harris em comunicado.
Mais de 25 anos de negociações
Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial discutido desde 1999 pode avançar para sua etapa final dentro da União Europeia. O Conselho do bloco se reúne nesta sexta-feira (9), em Bruxelas, para decidir se autoriza a aprovação do texto.
Mesmo diante da oposição declarada de países como a França, a expectativa é de que a Comissão Europeia consiga reunir o apoio da maioria entre os 27 Estados-membros.
Caso isso se confirme, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, ficará habilitada a assinar formalmente o acordo na próxima segunda-feira (12), no Paraguai. O tratado criaria a maior área de livre comércio do mundo.
“Faroeste tupiniquim”
Frequentei muitas matinês de faroeste no Cine Cassino. Íamos nas tardes de domingo Vestíamos nossos vestidos domingueiros, aquele último novo recém costurado pela Vovó Angelina, pois crescíamos a olhos vistos.
O cabelo tigelinha brilhava, bem penteado.
Não tinha fio fora de lugar, parecendo o cabelinho das coreanas dos doramas.
Meu grande herói era John Wayne!
Ele vinha em seu uniforme azul e grande chapéu capitaniando a cavalaria.
zia as compras do mês, e que no dia do pagamento do salário eram saldadas pontualmente!
Chegava ao toque das cornetas naquele momento maus difícil.
O cinema vinha abaixo.
A molecada assobiava, batiam os pés no chão muito animados.
O lanterninha não vencia ao apontar a sua lanterna acesa aos mais barulhentos.
Vinham libertar o pessoal que vinham nas caravanas, em suas carroças, dos ataques dos índios sioux.
Ele era o exemplo do homem honesto, corajoso, cristão, sempre pronto a defender os cidadãos em situações desesperadoras.
Antigamente se dizia que a palavra de um homem honesto era mais importante que um aval. Valia mais que um fio de bigode nos ditos de antigamente.
Tínhamos a caderneta do empório aonde se fa-
Hoje temos receio de receber um funcionário uniformizado do SABESP que precisa fazer seu trabalho de trocar o hidrômetro.
Acabei de fazer um questionário ao coitado do moço que com presteza foi desfazendo as minhas dúvidas.
Infelizmente tenho que prezar pela minha segurança, eu disse a ele, porque John Wayne não temos mais...
Na verdade minha vila é bem segura.
Temos viatura passando sempre por aqui.
Mas o que se dizer quando vemos tantos golpes dados contra os cidadãos de bem, não é?
Temos agora até clones de polícia! É mole?
Estes dias mesmo vimos que prenderam um homem que roubava hidrômetros descartados da SABESP.