Diário da Cuesta

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A conquista da FAZENDA LAGEADO é um marco na História de Botucatu. Fruto da atuação positiva de dois representantes parlamentares de Botucatu em períodos distintos, a FAZENDA DO LAGEADO, hoje, é importante campus da UNESP. No livro “Memórias de Botucatu III”, de 2000, à página 107, temos o registro dessa importante conquista no texto ao lado:



Que a Embaúba é uma árvore típica do cimo da Cuesta de Botucatu? Pois é, a Embaúba que também é conhecida por Umbaúba, Ambaíba, Ambaúba, Imbaúva ou Imbaúba, é árvore da família das Moráceas (cecropia palmata); é árvore de tronco indiviso. Embaubal é o bosque de embaúbas. Também é chamada de árvore-dos-macacos ou árvore-da-preguiça ou torém. O antigo traçado férreo da Sorocabana passava por Vitória (Vitoriana), Lageado e...Embaúba... Sim, Embaúba é uma pequena Vila pertencente a Botucatu que até hoje é procurada pelos amantes da pesca por ser um local ideal e piscoso. Hoje, o descuido e o desrespeito à natureza reduziu muito o número de Embaúbas em nossa região, mas podem ser encontradas na Cuesta e em vários pontos verdes de nossa cidade.
EXPEDIENTE
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes
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por BIANCA CAMARGO (Solutudo)
Acredita-se que o maior eucalipto e talvez um dos mais antigos do Brasil, esteja aqui em Botucatu, na Fazenda Lageado. As estimativas e estudos foram do professor Valdemir Antonio Rodrigues, falecido em 2019. O professor era docente aposentado do Departamento de Ciência Florestal em Botucatu e fundador do projeto “Trilha”
Segundo os estudos “O Gigante da Floresta”, como foi apelidado, é da espécie Eucalyptus robusta, tem aproximadamente 100 anos, mais de 50 metros de altura e 9 metros de circunferência e veio parar em Botucatu por conta de estudos de celulose realizados há mais de um século na região.
O projeto “Trilha” tem o intuito de incentivar a visitação da população a essa árvore centenária. O projeto que agora esta nas mãos da Professora Renata Fonseca, esta em remodelação e será aberto ao público no próximo ano.
Docente do Departamento de Ciência Florestal, a professora Renata Fonseca nos conta como foi a chegada do eucalipto no Brasil:
(Foto: Bianca Camargo)

O “Eucalyptus robusta‘ é uma árvore nativa do leste da Austrália, frequentemente utilizada na silvicultura.
(Foto: arquivo pessoal)

“O início dos eucaliptos no Brasil aconteceu em 1904, por intermédio do engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade, que foi quem se interessou pelo estudo e cultivo da espécie por conta da sua pesquisa para a Companhia Paulista
de Estradas de Ferro. Ele precisava desenvolver um projeto de criação de Hortos Florestais, nesse intuito foram plantadas várias espécies para experimento, até ser escolhido o eucalipto, árvore nativa da Austrália.”

“Tese defendida pela Doutoranda Claudete Cameschi de Souza da Universidade da UNESP/Marília em dezembro de 2.000 sobre “ A Literatura Infantil e Juvenil Brasileira de 1940/1960 na obra de Francisco Marins” - quando ao final lança um desafio: “Terá sido esse escritor esquecido pelos estudiosos e pesquisadores de Literatura infantil e juvenil brasileira ou teria sido a sua obra a esquecida?”

O nome acima relembrado (1922-2016) escritor conhecido no mundo da cultura em Botucatu, no Brasil e no mundo, nascido no Distrito da Prata, atrelado ao território de Botucatu e atualmente Município de Pratânia, descendente de antiga família de boiadeiros e pequenos plantadores de café, desde mocinho encantou-se com a vida rural, escrevendo crônicas identificadoras de suas raízes “Pitangas e Gabirobas” ambas frutas nativas de sabor agradável.
Desde o ensino secundário em parceria com seu malungo Hernâni Donato escreviam novelas de aventuras “O Tesouro” com 25 capítulos em suplemento do “Diário de São Paulo” e, concomitantemente, fundou o jornal “O Estudante”. Desde então sua vida de escritor já estava lançada e encerrada somente com seu falecimento em 10 de abril de 2016 aos 93 anos. Axiomático dizer sobre a vida do laureado escritor botucatuense; sua trajetória foi coberta de louros por conquistas literárias e é de conhecimento público em Botucatu, no Brasil e exterior onde seus livros foram traduzidos, com mais de cinco milhões de livros vendidos por re-

Roque Roberto Pires de Carvalho email:roquerpcarvalho@gmail.com
nomadas Editoras nacionais e estrangeiras. Marins é um dos poucos autores nacionais com seu nome na coleção europeia “Delphin”, Instituição que reúne os grandes clássicos da literatura juvenil em todo o mundo. Marins é o Autor da letra do Hino Oficial da cidade de Pratânia, Música: Tinoco. Mesmo sem ser convidado/consultado, até mesmo por me faltar bagagem para uma contestação, acredito não poder deixar passar sem uma atenção ao desafio da lavra da Doutoranda. Só pelo fato da Ilustre consulente ter baseado sua tese nas obras do escritor já é ponto suficiente para se afirmar que ele efetivamente está vivo na literatura brasileira, tanto isto é verdadeiros à vista de seu trabalho universitário ter sido acolhido e aprovado por méritos
Não obstante o desafio, nem o escritor e nem a sua obra estão esquecidos; atribuo simplesmente ao fato de que a Companhia Editora Melhoramentos de São Paulo que editava livros até a década de 1970 extinguiu suas atividades livreiras adotando o ramo do urbanismo como é atualmente conhecida, cessando também as reedições dos livros de Marins e de tantos outros notáveis escritores. Marins retorna de São Paulo fixando seu domicílio em à Botucatu em 1978 onde assume a Presidência das empresas Hidroplas/Brashido/Bordoplas Indústria e Comércio Ltda, em sociedade com seus filhos Eduardo, Fernando e Marcos, tendo como técnico em Fibras de Vidro o sócio Helios Monteferrante. Instala o “Espaço Cultural Francisco Marins” local destinado à sua imensa Biblioteca e servindo também para reuniões de literatos botucatuenses; Presidente Emérito da Academia Paulista de Letras e um dos fundadores da Academia Botucatuense de Letras nos idos de 1972, precisamente no dia 9 de julho. Marins prosseguiu em sua vocação de escritor, publicando livros até o final de sua vida em 2016.
As empresas do Grupo Marins foram incorporadas ao Grupo Caio/Induscar em 2008, fabricantes de carrocerias para ônibus. No período de transição de 2009 a 2022 a Família do escritor Francisco Marins sofreu diversos abalos de saúde e em, pouco espaço de tempo aconteceram os falecimentos dos sócios Fernando (1951-2010; Eduardo (1949-2011); Dr. Marins (1922-2016);Marcos (1953-2017) e a esposa Elvira Marins(1928-2022), deixando noras, neto, netas e bisnetos; irmãos e sobrinhos.
FONTE: Wikipédia: Dra.Educ. Claudete C.Souza; Livro Jubileu ABL.