



![]()





Recursos serão investidos entre 2026 e 2028 para reforçar a segurança hídrica e ampliar a infraestrutura de água e esgoto no município
Após os problemas no abastecimento de água registrados no fim de 2025, a Prefeitura de Botucatu intensificou o diálogo institucional com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e garantiu um pacote de investimentos de R$ 200 milhões para a modernização do sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município. O anúcio foi feito na noite desta terça-feira (13) pelo Prefeito de Botucatu Fábio Leite.
Os recursos estão previstos para o período entre março de 2026 e junho de 2028 e serão destinados à ampliação, modernização e reforço da infraestrutura, com foco na segurança hídrica e na melhoria da prestação dos serviços à população O montante é três vezes superior ao investimento realizado na construção da represa de acumulação do Rio Pardo, considerada estratégica para o abastecimento da cidade.
Durante o feriado de Natal, falhas operacionais provo-
EXPEDIENTE
caram interrupções no fornecimento de água em diversos bairros, afetando diretamente moradores de Botucatu. Diante do cenário, a Prefeitura notificou formalmente a concessionária, solicitando esclarecimentos técnicos e a apresentação de um plano de investimentos e ações preventivas para evitar novas ocorrências
Como parte das tratativas, o prefeito Fábio Leite esteve em São Paulo, onde se reuniu com a presidência da Sabesp. No encontro, foi confirmada a destinação dos recursos e o compromisso da empresa com a melhoria estrutural do sistema local.
Estive em São Paulo, me reuni com o presidente da Sabesp e garanti R$ 200 milhões em investimentos para modernizar o sistema de água e esgoto de Botucatu — um valor três vezes maior do que o investido na barragem. Água é dignidade. É respeito com as famílias. E podem ter certeza: mesmo quando o problema não é da Prefeitura, eu vou até onde for preciso para defender os botucatuenses, disse Fábio Leite em suas redes sociais.
A administração municipal informou que seguirá atuando de forma permanente na fiscalização, cobrança e acompanhamento dos investimentos, para assegurar que os compromissos assumidos sejam cumpridos dentro dos prazos estabelecidos. (Acontece Botucatu)
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

José Maria Benedito Leonel
-Não, eu não tô sumido! O que tô fazendo?
-Tô por aí, procurando as falas sensatas e mansas dos afáveis.
Tô andando por aí com saudade da cartilha de minha infância. Ela tinha um nome doce e o “caminho suave” era de esperança
O que ando a procurar?
Ando procurando gente feliz . E como achar gente feliz neste conturbado mundão de Deus? Primeiramente é preciso acreditar que elas existem e não colocar rótulos nelas. Elas necessariamente não são alienadas, incultas,despolitizadas. Cuidado, de repente somos preconceituosos e/ou pretensiosos demais.
Para achá-las estabeleci alguns critérios:
- é feliz quem faz alguém feliz ;
- é feliz quem se preocupa em ver o outro feliz.
Como identificar gente feliz?
Ora,observando: gente feliz proseia prosa pro bem, aquieta corações aflitos, vê beleza nos velhos azulejos dos prédios antigos.
Gente feliz liberta o outro, deixa viver, não sufoca, não reprime, não julga. Gente feliz se alegra com a alegria alheia e é solidário na dor, também alheia.
Gente feliz sabe, no que procura,o que é essencial e o que é supérfluo.
Gente feliz respeita a humanidade do outro.
Gente feliz é grata a Deus, ao destino, à sorte, às oportunidades, às pessoas, à vida.
Enfim, em conclusão: a felicidade pessoal expulsa o egoísmo

e exige o outro.
Certamente, não há consenso no que estou a pensar No que diz respeito a felicidade, enganar-se,iludir-se, também é um jeito de ser feliz. E a vida segue, cada um a seu modo, com seus valores, verdades e escolhas .
Sabe, lá no meu passado, vejo um peão campeiro feliz, aboiando o gado. Ele, seu cavalo baio e um cachorro preto. Esperando por ele, num canto de invernada,num casarão véio, uma morena feliz. E é por isso, que acredito nessa tal felicidade.
Simples assim


MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA
Conversando com uma pessoa da família, há muito tempo atrás, ela me contou um sonho que sempre tinha
Ela andava por uma estrada carregando um enorme fardo.
Sentia-se exausta e com os ombros machucados.
E na noite seguinte continuava levando o mesmo fardo.
Nas minhas reminiscências dos meus sonhos, um se repetia muito também
Eu estava sempre indo a pé até minha cidade natal, Avaré
Conhecia cada canto, cada curva, cada morro, cada árvore dessa estrada
E andava apressada para chegar antes do anoitecer
E na chegada ver o grande flamboyant florido ao lado da linda igreja branca lá encima no morro.
As estradas foram mudando.
A estrada que era de terra foi asfaltada, a entrada da cidade mudou, a casa da vovó foi demolida, muitos dos nossos queridos nos deixaram para viver em outro plano.
Se voltar a Avaré ainda reconheço muitos lugares
Quando menina andávamos muito a pé pela cidade
Você ganha outras dimensões de espaço, conhece cada pedra do caminho
As ruas tinham nomes de estados brasileiros
Sabia como chegar na cidade de trem.
Como ir para a casa dos meus avós.
Onde ficava a casa de cada tia, e a da Nona Constantina, tio Tone e do Silvio.

A sorveteria na esquina da praça e o sabor do sorvete de coco queimado que gostava tanto.
Como chegar ao cinema descendo a praça central.
Dona Elizabete com suas netinhas, os deliciosos biscoitos que fazia.

Depois começamos a usar ônibus
E chegávamos na rodoviária onde meu tio Omar sempre nos recebia porque trabalhava lá, ou o querido Tio Domingos ia nos buscar com sua kombi
Sabia a rua e a casa de cada amiga da minha mãe, pois íamos visitá-las a cada férias.
Lembro-me muito de D. Zilá, era mãe de uma das nossas amiguinhas, a Maria Cristina, que era uma menina irritantemente linda e educada, exemplo constante da minha mãe a ser seguido.
Era muito diferente de nós, loira e com grandes e lindos olhos azuis que enfeitavam sua delicada carinha de boneca
Nossas mães conversavam muito, e me lembro que a partir de um tempo eram conversas que entristeciam minha mãe , pois sua grande amiga estava muito doente
Numa das nossas férias já não fomos visitá-las, pois tinham se mudado para São Paulo, aonde D. Zilá poderia ter um melhor tratamento médico.
Muito tempo depois nos encontramos com Maria Cristina, que se tornou uma linda moça.
Seus pais tinham falecido, ela continuava morando em São Paulo.
E o Rio da vida foi mudando o seu curso suave e firmemente, mas na minha memória ainda sei o rumo