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A grande Campeã do Carnaval de São Paulo em 2025 estará entre as grandes atrações do Carnaval de Botucatu em 2026. Além da Escola de Samba Campeã teremos Grupo Os Travessos, Negritude Júnior e Art Popular.

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Botucatu: Confirmados os artistas que se apresentarão no Carnaval 2026

Pelo segundo ano consecutivo, Botucatu terá o maior Carnaval de rua da região. Serão quatro dias de atrações para toda a família, com grandes shows, brinquedos infantis, praça de alimentação com preços populares e muita diversão.

A festa será novamente realizada na Avenida do Fórum, próxima à Rodovia João Hypólito Martins (Castelinho), um local de fácil acesso que se consolidou como palco de grandes eventos da cidade, como o Carnaval 2025, o Aniversário de Botucatu e o Almoço Solidário

Para garantir que todos os foliões aproveitem ao máximo, a Prefeitura preparou uma programação recheada de música, dança e animação. Por meio de Chamamento Público realizado pela Secretaria de Cultura, artistas locais se apresentarão no evento, além de artistas consagrados que também subirão ao palco.

EXPEDIENTE

Já estão confirmadas para este ano as seguintes apresentações:

Sábado (14) - Grupo Os Travessos

Domingo (15) - Escola de Samba Rosas de Ouro

Segunda-feira (16) - Negritude Júnior

Terça-feira (17) - Art Popular

O Carnaval 2026 acontece todos os dias a partir das 18 horas. A novidade desta edição é a participação dos Blocos Timelo e Associação Atlética Botucatuense.

(Botucatu Online)

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta com br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

“Lembranças”

“Os seres sensíveis conversam com flores, sorriem com os raios de sol e dançam com as borboletas.

Os seres sensíveis ouvem com a alma, melodias singelas, no ar, nos sonhos de estrelas do mar. Trazem no olhar a profundi dade da existência.

Seres sensíveis são presenças irradiantes, intensas pois, estão constantemente a vibrar a vida mais íntima no coração.”

~Ana Rita Sanches

Oque é a vida?

Um punhado de instantes.

Passa num átimo.

Quando pensou, -vou?

Jogou tudo para o alto e foi.

Demorou mas chegou.

Se experenciou e assimilou cada instante.

Viveu,

viu a beleza das cores

A sutileza e carinho que veio

Até num pequeno guardanapo

Na frase impressa num copo.

Ou nos pequenos detalhes feitos de amor, de carinho liquido.

Na paleta do dia.

Sentiu o perfume

Seja do peixe colhido nas águas do mar

Seja aquele aroma do café da manhã, das horas boas

Cada segundo feliz vale dois segundos

Está lá naquele seu sorriso, olhos marcados,

Seu suspiro leve, alegre.

Guarde apenas isso

Deixe as dores da caminhada,

Os tropeços, tudo aquilo que dói .

Solte nas

Belas e vagarosas ondas

Elas levam tudo, lavam , E devolvem nas areias da vida.

Recolha as conchas bonitas, diferentes, Reluzentes, Trazem no seu interior

O som do sonho vivido, bem nítido na retina.

Preso, emoção incontida.

Desce em cada lágrima.

Lá dentro guardada.

Aproxime do ouvido,

Feche os olhos e escute

A música da felicidade.

“ Destino...”

José Maria Benedito Leonel

Sou, como se diz por aí, nascido no mato. Nasci num canto de invernada, beirando um riozinho pequeno. Ele, de tão pequeno era chamado de Petiço, longinho da Água do Corvo, obrigatória pra nóis em nosso caminho de casa.

E por ali, naquelas bandas, conheci, criança ainda, o destino. Quando um cachorro antigo lá de casa “ morreu de um raio” ouvi, chorando, meu pai dizê” chora não, fio, era o destino dele morrê assim”.

Depois a Mariana, a muié mais bonita da colonia, foi embora e o Zé, o Zé da Mariana endoidô de vez. E andava pelos atalhos, trieiros, várzeas, grotas e estradas pobres, gesticulando, falando, rindo, chorando, sujo, cabeludo, magro, faminto.

No seu rancho, a mãe já bem véia, sofrida e aflita esperava por ele no final dos dias, na boca das noites quentes ou de tempestades. E amanhã, de novo, a mesma sina, a mesma tortura, o mesmo martírio.

E daí eu aprendia de novo que “era o destino dele”.

Cresci, deixei o canto de invernada onde nasci, deixei meu arruado, estudei, envelheci, mas o mistério do destino não

me abandonou. Se o destino matou o cão e endoidô o Zé, por que sofria tanto nhá Rita, a mãe veinha dele? É o destino tão insensível assim que faiz mãe veinha sofrê tanta penúria?

Enfim, o que é o destino? É a sina de cada um? Ele permite as escolhas do famoso livre arbítrio? Tá o destino de cada um, traçado, como se dizia lá de onde venho? É dívida do pecado original a ser paga?

Às vezes penso que o destino absolve culpados e causas e justifica o que justo não é!

Outras vezes, penso que o destino esconde nossa resignação ao que não temos resposta e aquieta nossas incertezas na vida. Sim, aquelas que nos consomem.

E daí me pergunto: fui o dono dos meus atos, os humanos e os de homem, ou só cumpri o destino, esse roteiro oculto que norteia e desnorteia vidas?

E o amor? É o destino que ata e desata vidas? É ele quem encanta e desencanta, quem amarra e solta, quem faz a chegada e a partida?

A verdade minha é que de destino eu nada sei. Vez em quando murmuro pra mim mesmo “é o destino”, como se criança fosse, embora já não seja. É um jeito de ajeitá o que não tem mais jeito Simples assim

lustração de Vinicio para “Uma história desenhada”

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