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DC 29/02/2012

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Caça do Kansas derruba Super Tucano e acerta a Embraer Pressionado por políticos do Kansas, terra da Hawker Beechcraft , rival da Embraer, EUA cancelam contrato de US$ 355 milhões para 20 caças A-29 (à dir.). Pág. 54 Ano 87 - Nº 23.572

Conclusão: 23h25

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pior do que está, fica? PR ameaça com Tiririca.

Diogo Moreira/AE

Serra: futuro do País em jogo em SP

Francisco Everardo Oliveira Silva. Este é o nome que o PR cogita para a Prefeitura. "Não digo sim nem não, estou na mão do partido", diz Silva, o ex-palhaço Tiririca. Pág. 6

Ao comunicar oficialmente seu desejo de concorrer à Prefeitura, o ex-governador deixou claro o tom que pretende dar à campanha. Pág. 5

AFP Adriano Lima/Brazil Photo Press/AE

Antonio Scorza/AFP

Honras aos heróis da Antártica Militares mortos homenageados no Rio. Pág. 7

Lilo Clareto/DC

Consumo das famílias movimenta R$ 1,3 tri neste ano A pesquisa do Ibope Inteligência aponta um crescimento de 13,5% sobre 2011 no consumo familiar de bens, 30% do PIB. Pág. 51 HOJE Parcialmente nublado Máxima 33º C. Mínima 19º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 33º C. Mínima 18º C.

Carro atropelado no corredor: 2 mortos. Casal de idosos que estava no veículo atingido por ônibus na av. Vereador José Diniz morreu. Condutor foi preso. Pág. 16

ISSN 1679-2688

23572

9 771679 268008

Au, au, se eu te pego. Diante da Dog Bakery os clientes latem e abanam os rabos. Querem pegar os quitutes saindo do forno. Pág. 16


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sem boas informações e com candidatos avalizados pelo partido, o eleitor pode ser facilmente enganado. José Márcio Mendonça

pinião

Vamos preservar a vitória da civilidade N

ós, basileiros – com as exceções de praxe, facilmente identificáveis com RG, CPF, endereço e em muitos casos folha corrida –, estamos exultantes com a confirmação pelo STF da validade da Ficha Limpa, lei aprovada pelo Congresso em 2010, com relutância e que, pelo vai-não-vai da Câmara e do Senado, não teve aplicação nas eleições municipais do ano retrasado. Este é um momento de civilização da política nacional. Apesar do júbilo, é bom ficarmos com as orelhas e todos os sentido bem de pé para que as expectativas positivas não se frustrem. Não vamos nem falar dos movimentos subterrâneos arquitetados para burlar suas normas aqui e ali. Vamos aos fatos efetivos, que podem dar guarida ainda a muito ficha-suja. Duas são as ameaças. De um lado está a mais do que decantada demora da Justiça brasileira para agir e julgar suspeito de diversas modalidades

de crime, de atitudes contra a cidadania. E como só será enquadrado na lei, perdendo o direito de concorrer a qualquer cargo eletivo, apenas quem tiver sido condenado por um colegiado, isto é, num segundo julgamento, muita gente "boa", com culpa em cartório, poderá ganhar o mandato sem merecer.

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a outra ponta está a falta de democracia interna nos partidos, embora todos se jactem de possuir tal dom. Basta ver o que aconteceu com o PT, pela medida federal o maior partido brasileiro, e com o PSDB, a maior agremiação da oposição. O PT nasceu com nova postura e tinha como prova de sua disposição para o ambiente democrático as prévias para escolher seus candidatos. Há muito, porém, execra esta prática: vai mesmo da escolha pela cúpula, quase sempre imutável, ou a indicação solitária e incontestável de Lula. O PMDB, que por dificulda-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA des várias, nunca deu atenção a tal expediente, resolveu adotá-lo nas eleições municipais de São Paulo, e que por diversas razões é a mais importante do País neste ano. Como as circunstâncias mu-

daram com a apresentação da pré-candidatura de seu maior peso-pesado paulistano, hoje (além de figura nacional), José Serra, os tucanos podem desistir de inovar – ou então vão fazer

Faltou prever na lei algum mecanismo que responsabilize também os partidos que indicarem candidatos sem qualidades, sem investigar a vida pregressa de sua turma.

um arremedo de prévia, apenas para não dar vexame demais.

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endo, pois, feudos de poucos, os partidos – cujo único motivo de ser é catar votos a qualquer custo, com velas acesas a Deus e ao diabo – não têm interesse real em barrar fichas sujas e aprendizes de fichas sujas, desde que não tenham pendências diretas com a Justiça, conforme a Lei Ficha Limpa. Dificilmente barrarão preventivamente, apenas notórios personagens. Sem boas informações e com candidatos avalizados pelo partido, o eleitor pode ser facilmente enganado. E não há retorno. Faltou, talvez, prever na lei algum mecanismo responsabilizando também os partidos por indicar candidatos sem qualidades, pondo nas mão deles, também, a responsabilidade de investigar a vida pregressa de sua turma. Se estivessem mesmo, como dizem, entusiasmados com a Lei da Ficha Limpa, os partidos não te-

riam apresentado em 2010 tantos candidatos, alguns eleitos, com ficha sujíssima, mesmo sabendo que a norma não estava juridicamente valendo, então, muito por culpa dos atrasos do Congresso em votar a tempo a proposta de iniciativa popular (mais de 1,5 milhão de assinaturas).

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ontudo, mesmo com essa má vontade, a sociedade não deve desanimar; deve, na verdade, redobrar sua atenção, com apoio da Justiça e do Ministério Público. Deve fazer listas para alertar eleitores, buscar informações em todas as cidades. É preciso evitar que um dos grandes momentos da cidadania brasileira nos últimos anos vire uma rede de pesca bem furada, da qual escapam até os peixes mais graúdos. Alguns movimentos sociais já estão fazendo esse trabalho. É só procurar como ajudar no "santo" Google. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

IMÓVEIS: OS DIREITOS DOS ENDIVIDADOS

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om o aumento das oportunidades de crédito, tem aumentado também o endividamento das famílias. De acordo com dados do Sistema de Informações de Crédito do Banco Central, cerca de 80 milhões de pessoas, ou 42% da população brasileira, possuem algum tipo de dívida. Ou seja, há muita gente por aí perdendo o sono por causa das contas a pagar. Mas o que nem toda essa legião de endividados sabe é que o devedor também tem os seus direitos. E um dos mais importantes é o direito de preservar o imóvel que lhe serve de residência. É o que garante aLei nº 8.009, de 29 de março de 1990, que trata da impenhorabilidade do bem de família. E o que é que isso significa na prática? Bem, a coisa funciona assim. Em alguns casos, os credores possuem o direito legal de acionar o Estado para reivindicar que os bens do devedor inadimplente sejam utilizados para a quitação de suas dívidas. Contudo, isso não pode ser feito de modo a privar o devedor das condições mínimas necessárias para que ele possa sobreviver dignamente. Por esse motivo, a lei estipula que certos bens – como, por exemplo, o imóvel que serve de residência à família ou à pessoa – não podem ser executados para o pagamento de dívidas. Em outras palavras, o imóvel tido como bem de família é impenhorável, isto é, não pode ser penhorado. Diz a lei, expressamente, que o imóvel

IVONE ZEGER

residencial próprio do casal ou da entidade familiar é impenhorável e não responderá por qualquer dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam. E isso é válido mesmo nos casos em que a família ou a pessoa, em vez de residir no imóvel, o aluga com o objetivo de compor os seus rendimentos. bom lembrar que a impenhorabilidade recai apenas sobre um imóvel. Se os proprietários possuem mais de um, os demais podem estar sujeitos à penhora. A impenhorabilidade também pode se estender aos móveis e pertences que estão dentro do imóvel, desde que todos eles tenham sido devidamente quitados. As exceções são as obras de arte; aquilo que a lei chama de "objetos suntuosos", ou seja, aqueles que possuem elevado valor de mercado e os veículos de transporte. Mas cuidado, a impenhorabilidade não é exatamente a "salvação da lavoura". Há casos nos quais ela não se aplica. É o que acontece, por exemplo, se as dívidas forem de natureza fiscal – para cobrança de

a reclamante havia agido de má fé quando ofereceu seu imóvel como garantia para obter determinado benefício e depois mudou de ideia quando chegou a hora de pagar.

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imposto predial ou territorial urbano ou taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar –; trabalhista – nos casos de créditos de trabalhadores da própria residência e suas respectivas contribuições previdenciárias – ; se forem referentes ao pagamento de pensão alimentícia em atraso, ou se estiverem atreladas ao uso do imóvel como garantia de fiança em contrato de locação. A impenhorabilidade também pode ser desconsiderada quando se trata de imóvel adquirido por meio de crime ou quando há alguma sentença

judicial que implique o uso do imóvel para o pagamento de indenizações ou ressarcimentos. ntretanto, caso o devedor habite em imóvel que não seja de sua propriedade, portanto fazendo uso de imóvel locado, a impenhorabilidade será aplicada aos bens móveis quitados que guarneçam a residência e que sejam de propriedade do locatário. Há, ainda, a possibilidade de que o bem de família seja penhorado para execução de hipoteca caso ele tenha sido oferecido como garantia pelos

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Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

em imagine que o cidadão, ciente de que se encontra insolvente, ou melhor, é devedor, e espertamente adquire de má-fé imóvel mais valioso para transferir a residência da família se desfazendo ou não da antiga moradia, poderia ser, de alguma forma, beneficiado. Novamente a lei é expressa ao determinar que esse devedor não será beneficiado. Resumo da ópera: pense muito bem antes de oferecer seu bem de família como garantia para qualquer coisa. A impenhorabilidade o protege, mas só até certo ponto. Se o juiz entender que você abriu mão dela, voluntariamente, ao assinar um contrato, pode se preparar para dar adeus ao seu imóvel – mesmo que ele seja o único que você possui.

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proprietários. E é bom tomar cuidado com esse aspecto, pois ele pode ser interpretado de maneira mais ampla pelo juiz. Foi o que ocorreu recentemente, quando uma mulher ingressou na Justiça para tentar anular a cláusula de um contrato que ela havia assinado com uma empresa e que previa o uso de seu único imóvel como garantia da quitação da dívida. Em sua defesa, a mulher invocou a Lei nº 8.009, bem como a Constituição Federal, que assegura o direito de moradia. Para os juízes, porém, a conversa não colou. Eles entenderam que

IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E

SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS “HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS” E “FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS” WWW.IVONEZEGER.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

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BRASIL É A BOLA DA VEZ, MAS BOM CENÁRIO ESCONDE PROBLEMAS ESTR UTURA IS.

pinião

Reprodução: cena do filme Secretariat

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oje em desuso, a expressão "pule certa" frequentou décadas atrás o vocabulário informal brasileiro. Com origem na parcela da população mais afeita aos jogos de azar e apostas em geral, generalizou-se no gosto popular ao indicar um negócio "100% garantido", uma vantagem certa. Nos hipódromos das grandes cidades servia para denominar o cavalo ou égua cuja certeza de ganhar o páreo era inquestionável. Aliás, "pule", para quem não está familiarizado, é o nome do bilhete de aposta das corridas de cavalo. Pois bem, na sua opinião, prezado leitor, dentre as moedas mundiais, qual tem sido a "pule certa" para 2012? Acertou em cheio quem cravou suas apostas no real. Segundo dados do Banco Central, a nossa moeda valorizou quase 8% em relação ao dólar no mês de janeiro. Em outras palavras, qualquer banco ou investidor internacional que, no final de 2011, tenha vendido dólares americanos e comprado reais e, no final de janeiro, tenha vendido os reais e recomprado dólares, embolsou uma diferença de quase 8% nessa aposta. Isso, sem falar nos eventuais ganhos por aplicar os reais em papéis da bolsa de valores ou mesmo em renda fixa, ao longo de janeiro! Pode parecer pouco, diante do risco envolvido, mas tente pensar na escala com que esses bancos trabalham. Ao trocar para reais, por exemplo, 100 milhões de dólares no dia 31 de dezembro e decidir destrocá-los trinta dias depois, o banco teve um lucro de 8 milhões de dólares. Insisto: essa montanha de dinheiro surge apenas do fato de trocar as moedas, sem nenhum "juro" associado ao movimento, nem tampouco ganho extraordinário com ações ou papéis de empresas ou governos. Mas você deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com a tal da "pule certa"? É simples de entender. Hoje, investir no real é quase "100% garantido". Uma parcela disso é mérito próprio. O Brasil fez a lição de casa. De 1994 para cá, com o Plano Real, o nosso país tem assumido outro papel no cenário global. Junto com essa transformação, o aumento da nossa credibilidade. Outra parte dessa "garantia" se

MANUELITO MAGALHÃES JÚNIOR nomia, pois como estamos crescendo, é "natural" que haja maior demanda por produtos importados e haja mais remessa de lucros das empresas ao exterior!

F

Brasil, "pule certa"? deve ao cenário econômico difícil em praticamente todo o restante do globo, o que ressalta as virtudes de nossa economia. Vejamos o outro lado da moeda: os Estados Unidos lutando para sair da crise de 2008/2009, a Europa num clima pré-recessão, o Japão estagnado. Tente, caro leitor, colocar-se no lugar dos analistas desses bancos de investimento. Onde alocar os recursos e obter algum lucro? Bingo! Nós somos a bola da vez!

E

mbora eu continue insistindo na tese de que não é porque está bom que não poderia ser melhor e que o Brasil aqui e ali vem perdendo chances de resolver algum dos seus problemas estruturais, o fato é que neste início de 2012 estamos esbanjando vitalidade. Tanto é que, segundo dados da BMF/Bovespa, entraram no mercado de capitais brasileiro cerca de 2,7 bilhões de dólares, oriundos de investidores estrangeiros. Esse

volume adicional de recursos ajudou o índice Bovespa a subir quase 16% este ano. Ou seja, para quem teve apetite por risco, investir na nossa Bolsa foi, de longe, um dos mais apetitosos retornos de investimentos do planeta. Somese a isso os quase 8% ganhos pela valorização do real perante o dólar e, certamente, os rendimentos ganham escala astronômica... Agora entendo porque o amigo imaginário dessa coluna, Mr. Smith, aquele velhinho aposentado do Nebraska, está sem dar notícias há um bom tempo: deve estar es-

banjando seus lucros em algum paraíso terrestre! Mas não se engane. Nesse oceano de boas notícias, nem tudo são flores. Ano após ano, nossa indústria vem assistindo o seu peso no PIB (Produto Interno Bruto) encolher. Em 1980, o setor industrial correspondia a 30% do PIB. Hoje mal chega a 17%. A exportação de manufaturados, que correspondia a quase 57% em 1998, hoje beira 36%. Já chamamos a atenção aqui para esse encolhimento. A falta de uma política industrial clara, o alto peso dos impostos na cadeia

Não é porque está bom que não poderia ser melhor. O Brasil vem perdendo chances de resolver problemas estruturais e, ano após ano, encolhe o peso da nossa indústria no PIB.

produtiva e a infraestrutura deficiente tem feito nossa indústria sofrer de uma prolongada crise de falta de competitividade. As respostas, até aqui, têm sido muito tímidas. Algumas medidas protecionistas em um ou outro setor ou a desoneração tributária seletiva. É pouco. E pior é essa recusa sistêmica em enfrentar o problema, atribuindo a causa unicamente a uma questão de "guerra cambial" entre países, que estaria forçando a valorização do Real.

E

m janeiro, o Brasil atingiu o maior déficit em transações correntes desde 1947, quando a série começou a ser calculada: 7 bilhões de dólares foi o resultado líquido negativo de todas as operações do País com o exterior, atingindo, em 12 meses, 54 bilhões de dólares, também este número um recorde. Agora, pasme, esse resultado foi atribuído, pelas nossas autoridades econômicas, a um comportamento "normal" da eco-

rancamente, nossas autoridades se comportam como se fabricar produtos no Brasil ou importá-los do exterior fosse apenas uma questão simples, de desligar um botão ou ligar outro. Ou, para ficar no nosso exemplo inicial, tão simples quanto trocar uma moeda por outra! Dessa maneira fica mais difícil acreditar na capacidade que teremos de reagir a esse nítido processo de desindustrialização que estamos vivendo. Ou, pelo menos, acreditaremos que essa reação virá, tanto quanto esperamos o dia 29 de fevereiro chegar. Lentamente, a cada quatro anos! Precisamos aproveitar o bom momento para devolver ao setor industrial o peso que ele precisa ter. É para isso que deveríamos voltar os olhos e concentrar esforços, porque é um setor industrial competitivo que nos garantirá o futuro, sem depender do mau humor do resto do mundo. Ou, dificilmente, a "pule certa" de hoje será a de amanhã. MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

AINDA A SACOLINHA DOS SUPERMERCADOS E

stamos diante de mais um sério problema neste País. Não só no nosso, claro, pois ele é importado do exterior – mas, conforme acontece, sempre subvertido aqui. Trata-se da execrada sacolinha plástica de supermercados adotada em São Paulo. A crítica não é tanto quanto à sacolinha, mas ao flagrante e contínuo desrespeito ao brasileiro. E, mais ainda, à sua inteligência. Parece que este País foi criado apenas para que aqui se pratiquem as maiores barbaridades contra o povo. O Brasil é um cluster. Parece que tudo aquilo que está errado no mundo, está mais errado aqui, de alguma forma. A sacolinha plástica virou o vilão da má qualidade de vida no planeta. Como se fosse apenas ela a culpada e que com sua eliminação o planeta estaria a salvo. Já contra a garrafa de tereftalato de polietileno (pet) não se fala ou faz absolutamente nada. Talvez porque o povo seja a parte fraca, e as grandes companhias de refrigerantes e os governos das várias esferas a parte forte. Pior do que isso é o desrespeito à nossa inteligência. Todos sabem que a sacolinha plástica tem uma utilidade posterior. Vira saco de lixo e vai para o aterro sanitário. A eliminação da sacolinha tem, certamente, quatro desfechos certos, incontestáveis: 1) A drástica e instantânea redução de custos dos supermercados, aumentando ainda mais seus. Economia que, certamente, não será repassada aos preços.

SAMIR KEEDI Afinal, somos todos brasileiros, moramos aqui e sabemos qual é a índole do País e de parte dos seus empresários; 2) Além de não darem, agora há a venda das sacolinhas, aumentando ainda mais seus lucros. E, claro, dos fabricantes das sacolas que agora terão preço. A menos que o Procon resolva isso. 3) A sacolinha, como se sabe, comporta o lixo caseiro de cada um de nós. Com sua eliminação, o consumidor passará a comprar sacos de lixo para colocar seus resíduos caseiros. Gastando bem mais do que com aqueles dos supermercados, pois os sacos de lixos "normais" custam muito mais. Antes que alguém se esqueça, a sacolinha nunca foi dada. Estava no preço. Só que, para não admitir isso, as mercadorias não baixarão de preço, justificando assim o injustificável. Aliás, fazendo jus ao Brasil, os sacos de lixo plásticos já subiram de preço com a procura. É bem Brasil mesmo, um país único. 4) Os sacos de lixo irão para o aterro sanitário, exatamente como as sacolinhas. E com o mesmo estrago, ou maior, considerando sua espessura. E, como dissemos, as garrafas

pet continuam por aí, reinando de forma absoluta. Pensemos também nas demais mercadorias vendidas diariamente e que estão embaladas em plásticos, como vários alimentos e salgadinhos em geral. Muitos produtos de limpeza e higiene vêm em embalagens plásticas. O nosso jornal é entregue em casa em um saco plástico. Há uma infinidade de mercadorias cuja embalagem é plástica, e não vimos ninguém vociferar contra elas. Talvez porque essas embalagens façam parte clara do preço de compra e venda, não estão sendo "dadas". Os refrigerantes, da mesma forma. nada se ouve dizer sobre a eliminação do petróleo como combustível. Ao contrário, no País virou o "must". Afinal, agora temos uma das maiores reservas do mundo e seremos exportadores da matéria-prima. Está claro a todos que a questão não é ecológica. É puramente financeira. Não se está pensando no meio ambiente, no futuro do planeta: todos estão pensando em seus próprios bolsos, que é como se faz no nosso Brasil. Tudo é sempre contra o povo, inclusive esta volúpia sobre a destruição do planeta, que talvez

E

não passe de terrorismo. Temos visto muita bobagem ser dita sobre isso e sobre a falta de água na Terra. Seja lá o que for que ocorra, de qual modo a água seja usada, ela estará no planeta, suja ou limpa. Ela não se evadirá para a Lua, Marte, etc. A água que usamos hoje é a mesma que os dinossauros usaram há 200 milhões de anos. Como dizia Lavoisier, "nada se perde, nada se cria, tudo se transforma". É fato. E usamos apenas um por cento da água doce do planeta. Nem falamos da salgada, que pode ser tratada. Jamais vai faltar. O que pode acontecer é encarecer, pois custará mais para chegar ao consumidor em condições de consumo. ortanto, vamos parar de nos preocupar com bobagens e encarar os verdadeiros problemas. Ou desafios. Fazendo com que as coisas sejam normais, como devem ser. Fazendo do Brasil um país melhor, já que tem todas as condições para isso, e não ser apenas um grande acampamento. Basta de terrorismo, de achincalhe, de vantagem sobre todos nós por mero interesse econômico. De nos virem como palhaços de plantão. Que é, em realidade, como nos comportamos, voluntariamente. A maior prova disso é que é tudo voluntário: não há lei contra a sacolinha.

P

SAMIR KEEDI É BACHAREL EM ECONOMIA, PROFESSOR DA ADUANEIRAS, AUTOR DE VÁRIOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR. SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 A Skol ainda está indeci- 3 MAIS: ela até gostaria de sa, mas Val Marchiori, de Mulheres Ricas, acha que vai estrelar novo comercial da cerveja.

gibaum@gibaum.com.br

«

k Tem que suar a batina.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MARCELO ROSSI // padre, comemorando os 7,5 milhões de exemplares vendidos de seu livro Ágape.

Fotos: BusinessBank

colocar seu Heloooo! no rótulo. Detalhe: fã de champanhe, sempre criticou as amigas cervejeiras.

Médium, de novo 333 Quando o ex-presidente Lula começou a passar mal, há quase três semanas, em decorrência da radioterapia (foi obrigado a se internar no Sírio-Libanês), já havia recebido a visita por duas vezes, no apartamento de São Bernardo, do médium João de Deus, famoso por suas operações espirituais. Agora, no carnaval, o mesmo João de Deus voltou ao ABC para conversar de novo com o exchefe do Governo (eles também costumam rezar juntos). O médium vive na cidade de Abadiânia, a 78 quilômetros de Brasília.

ATÉ JESUS Em total recuperação e preparando sua volta ao espetáculo Cruel, em São Paulo (já está escalado para um remake da novela Guerra dos Sexos), Reynaldo Gianecchini não esconde de ninguém o que sofreu no Sírio-Libanês em decorrência de um acidente de cirurgia. Um cateter perfurou uma veia dele, sangrou muito, ficou sete horas anestesiado e dez quilos mais pesado por inchaço. Era um procedimento simples que, em 99% dos casos, é bemsucedido. Gianecchini lembra que o médico Raul Cutait considerou uma fatalidade. “Ele não é meu médico. Ele é gastro e quis estar presente na cirurgia”. 333

CAMISA SUADA Até a cúpula do PSDB acha que o governador Geraldo Alckmin deverá jogar mais que pesado para eleger José Serra prefeito de São Paulo, envergando sua camisa 24 horas por dia – e desde já. O raciocínio é mais do que evidente: se Serra não se eleger, Alckmin não se reelegerá em 2014. Os mesmos tucanos estavam convencidos de que Fernando Haddad, com o PSD de Gilberto Kassab de dobradinha, se elegeria no primeiro turno – e agora será vital para Serra. Fora os R$ 4,3 bilhões previstos para investimentos em São Paulo, neste ano, 72% a mais do que no ano passado.

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Vai virar samba Boni – Vida, Paixão e Glória de um Fazedor de Sonhos é o título do enredo da escola de samba da Grande Rio para o carnaval do ano que vem. Ou seja: a história de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho vai para a avenida. Este ano, Boni desfilou na comissão de frente da Grande Rio e sua nora, Ana Furtado, foi a rainha da bateria. Ainda a Grande Rio: Ana Hickmann não apareceu no desfile das campeãs, sábado passado, não deu satisfações e teve de ser substituída, às pressas, por Marina Mantega, filha do ministro da Fazenda.

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ISOLADA 333 A senadora Marta Suplicy ouviu da própria presidente Dilma Rousseff o pedido que desistisse de ser candidata a prefeita de São Paulo abrindo espaço para Fernando Haddad, escolhido por Lula. Não se conformou: queria um ministério e não levou. Ausentou-se das primeiras concentrações com Haddad e até do aniversário do PT. Aí, o mesmo Lula pediu à bancada petista no Senado que deixasse Marta na primeira vicepresidência da Casa (era hora de José Pimentel assumir). Os companheiros engoliram: só que para ela custou o total isolamento na bancada.

Todos os anos, quase tradicionalmente, depois de cerimônia de entrega do Oscar aos melhores do cinema, acontecem festas que reúnem famosos vencedores e outros nem tanto. As mais movimentadas são da revista Vanity Fair e a pilotada por Elton John, com renda para sua fundação de combate e prevenção da Aids. No evento organizado pelo cantor, pela 20ª vez, estavam, entre tantos, da esquerda para a direita, Katy Perry, com cabelos azuis e Dita von Teese, a diva do buslesque; Alessandra Ambrósio e Kourtney Kardashian, as duas devidamente grávidas; e Heidi Klum e Bar Refaeli, trocando tapinhas à derrière .

After Oscar

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A Polícia Federal só começou a investigar movimentação bancária de Allan Toledo, ex-vice-presidente do Banco do Brasil, depois de informações levantadas pelo Coaf – Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Ele sempre teve boas relações com Marcos Molina (Marfrig) e com Wanderley Mantovani, seu sócio numa usina de biodiesel, agora envolvido em depósitos bancários suspeitos. Para a cúpula do BB, Allan também teria relações de amizade com Ivan Zurita (Nestlé), Joseley Batista (JBS/Friboi), Benjamin Steinbruch (CSN) e muitos mais. No começo do ano passado, o mesmo Allan teria sido acusado por outros empresários de pedir doações para a campanha de Dilma em 2010, o que acabou não se confirmando. 333

Outros amigos

Também a carioca Mayra Dias Gomes, 24 anos, filha do novelista Dias Gomes (dona de grande poitrine, ela já posou nua para revistas) e candidata a escritora, estava – e agora, loira – na 84ª edição do Oscar, em Los Angeles. Lá, ao lado do cirurgião plástico Robert Ray (destaque), fazia uma cobertura especial para a Rede TV!, onde ele ganhará novo programa. Mais: Mayra está gravando com Supla e João Suplicy o novo clipe deles. Será a estrela da música Hustler Girl, com direção de Robert Mattoso, especializado em filmes de terror.

A filha de Dias Gomes

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Divórcio à lusa Donos do grupo Ongoing, o português Nuno Vasconcellos e a brasileira Maria Alexandra acabam de se separar, depois de 22 anos de casamento. Juntos, construíram uma fortuna estimada em cerca de 350 milhões de euros. No Brasil, controlam O Dia, Brasil Econômico, Meia Hora e Marca. O grupo está tentando comprar o portal iG e já andou namorando até a Rede de TV! Administrativamente, nas empresas do Ongoing, nada deve mudar no Brasil, com a manutenção de Maria Alexandra nos principais postos. É que, na condição de brasileira, pode ser dona desses e outros veículos de mídia, segmento onde estrangeiros só podem ter 30%. 333

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Veia perfurada

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Prateado.

Dourado.

País do futuro, não O primeiro relatório de economista Nouriel Roubini distribuído a seus clientes em todo o planeta, depois de passar o carnaval no Brasil, sinaliza que, nos próximos anos, a economia brasileira deverá crescer em torno de “respeitáveis 4%” – e nada além disso. Mr. Apocalipse, que previu com muita antecedência, a crise financeira de 2008, acha que está ficando para trás a idéia de que o Brasil “é o país do futuro”. Ele não chega a denunciar uma bolha imobiliária, mas assinala que o mercado de imóveis avançou muito com o enorme aumento do crédito. Depois, alerta para o risco da doença holandesa com as divisas das commodities. 333

A música Ai se eu te pego, com Michel Teló, ganha versões de todos os dias e nos mais variados lugares e idiomas, incluindo eventos políticos. Agora, ganhou uma versão evangélica: “Aí, Jesus, me pega/ Ai, Jesus me pega/ Aí, aqui nesse lugar...” Para quem não tem idéia do que significa o fenômeno Teló: no YouTube, o volume de acessos ao clipe do cantor já ultrapassou 200 milhões, fora as variações. 333

MISTURA FINA GRANDE grupo chinês quer entrar no Brasil no segmento de papel e celulose e namora compra de gorda parcela (controle, não) de um dos maiores conglomerados na área, a Suzano, ainda controlada por integrantes da família Feiffer. 333

333 VENCEDOR do Oscar e de outras premiações, O Artista, com Jean Dujardin, depois de três semanas de exibição no Brasil, ainda não alcançou um público de 150 mil espectadores. O Motoqueiro Fantasma é o campeão de bilheteria da temporada com 1,4 milhão de pagantes até agora.

333 O SENADOR gastou em janeiro R$ 65 mil em reembolso de despesas médicas de três exsenadores. O ex-presidente nacional do PT e novo diretor corporativo da Petrobras, José Eduardo Dutra, que passou quase um ano afastado da cena política, recebeu mais de R$ 32 mil. Para quem não sabe: senadores e seus dependentes têm direito a um plano de saúde vitalício.

JENNIFER Lopez, que levou R$ 2 milhões para ficar uma hora e 50 minutos no camarote da Brahma e aparecer num comercial, estará de volta ao Brasil em junho – e para cantar. Antes, no final de março, deverá voltar para gravar uma participação no programa Melhor do Brasil, de Rodrigo Faro, quando escolherá um dançarino (ou dançarina) que levará para os Estados Unidos para participar de seus shows. 333

333 DIA 15 de março, na Livraria da Vila, nos Jardins, em São Paulo, a socióloga Ivani Rossi, lançará o livro Peruca, Pizza e Pitadas de Quimio – Relatos bemhumorados de um tratamento de sucesso contra o câncer. São 256 páginas que reúnem boletins online enviados pela autora, em 2009, durante tratamento de um linfoma não-Hodgkin.

SONINHA Francine, exvereadora e subprefeitura da Lapa na administração de Gilberto Kassab, quer manter sua candidatura a prefeita pelo PPS. Nas pesquisas de intenção de votos, Soninha tem cerca de 10%. Se José Serra for para o segundo turno e ela, não, seu apoio ao exgovernador será automático. Não esconde de ninguém que é e sempre foi admiradora de Serra.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

5 PREVISÃO Serra avalia que disputa pela prefeitura de SP mexe com o País

olítica

CONSTATAÇÃO Marta Suplicy acha que tentativa de aliança com PSD foi um erro

Serra projeta disputa nacional em SP Na carta em que se apresentou ontem como candidato tucano, ex-governador diz que o que está em jogo na disputa pela prefeitura paulistana é "o futuro do País" Diogo Moreira/Futura Press/AE

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o comunicar ofi- ficar a decisão de entrar na discialmente ao PSDB puta oito meses após o partido seu interesse em ter iniciado um processo de departicipar da elei- bate interno para definir uma ção em São Paulo, o ex-gover- candidatura: "É aqui, neste nador José Serra deixou claro o ano, que se travará uma disputom nacional que pretende dar ta importante para o futuro do à disputa e a intenção de pola- município, do Estado e do rizar com o PT. Ele afirmou que País", previu. está em jogo o "futuro do País" O ex-governador afirma no e o embate "entre duas visões texto que tomou a decisão dedistintas de Brasil, duas visões pois de refletir sobre "a situadistintas de administração dos ção do País, os dissabores que o bens coletivos, duas visões dis- processo democrático tem entintas de defrentado dianmocracia, te do avanço duas visões da hegemonia distintas de de uma força É aqui, neste ano, re s p e i t o a o s política", e o que se travará uma p e s o d e S ã o valores repudisputa importante P a u l o n e s s e blicanos". De Pernamprocesso. Serpara o futuro do buco, a presira, no entanto, município, do dente Dilma n ã o m e n c i oestado e do País. Rousseff rebanou o PT. Na tia a tese de JOSÉ SERRA, AGORA CANDIDATO carta, ele diz que a entrada que definiu OFICIAL DO PSDB. de Serra vai sua pré-candinacionalizar a datura após eleição num claro embate entre ouvir os argumentos do prefeiPT e PSDB. "Vocês dizem que to Gilberto Kassab (PSD) e do nacionaliza. Acho que essa é governador Geraldo Alckmin uma questão que tem de ser (PSDB), além de amigos, eleitratada em nível municipal. Eu tores, parlamentares e dirigenparticipo do governo federal, tes de outros partidos sou presidenta da República. "Aprendi a reconhecer que o Não sou prefeita de São Paulo e interesse coletivo se sobrepõe, nem tenho nenhum pronun- sempre, aos planos pessoais ciamento específico a fazer daqueles que abraçaram de fanesse sentido". A petista afir- to a causa pública", escreveu. mou ainda que, como presi- "Vou ao encontro de um chadente, sua função institucional mamento da minha consciênnão é se "envolver nas discus- cia: quero ser prefeito de São sões eleitorais". Paulo porque acho que esta ciCarta – O tucano entregou dade cobra o que de melhor o ontem uma carta à executiva nosso partido e parceiros têm a municipal do PSDB para justi- lhe dar". (AE)

Kassab: apoio a tucano não impede sigla de aceitar ministério

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prefeito Gilber to Kassab afirmou ontem que o apoio do PSD à pré-candidatura de José Serra (PSDB) na disputa pela sua sucessão em São Paulo não altera a "independência" da sigla em relação ao governo Dilma Rousseff. Para Kassab, o apoio ao tucano não impede o PSD de aceitar convites para o ministério da petista. "São coisas distintas, o projeto e as eleições municipais. Vamos continuar tendo a posição de independência em relação ao governo Dilma. Isso não impede algum filiado de, se for con-

vidado (para o ministério), aceitar", afirmou. Ele citou, hipoteticamente, o caso do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mas ressalvou que falava como exemplo. "Não tenho nenhum indicativo (de que o convite possa acontecer)". O prefeito também minimizou as declarações do pré-candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, de que se sentia mais "tranquilo" sem o apoio de Kassab. "É próprio do jogo. Entendo o processo eleitoral. Vamos para frente". (Folhapress)

Consciência: "Aprendi a reconhecer que o interesse coletivo se sobrepõe aos planos pessoais dos que abraçaram a causa pública", diz Serra.

Nova data das prévias do PSDB: dia 25 O adiamento teve votação aperta: 10 votos a 8. A pré-candidatura de José Serra foi aceita por unanimidade. Chico Ferreira/LUZ

Guilherme Calderazzo

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Executiva Municipal do PSDB oficializou, em reunião tensa, ontem à noite, a pré-candidatura do ex-governador José Serra à prefeitura da capital pelo partido para as eleições de outubro. Além disso, ainda decidiu adiar as prévias internas na legenda para a escolha do candidato tucano nessa eleição, que agora ocorrerão no dia 25, em vez do dia 4, como previsto anteriormente. "Houve consenso em torno da aceitação do nome do exgovernador Serra como précandidato. Mas muita divergência sobre a data das prévias. O adiamento venceu por 10 votos a oito", disse Júlio Semeghini, presidente da Executiva Municipal do partido na capital. Segundo ele, o adiamento da disputa interna foi necessário para que os précandidatos que saíram da competição – Bruno Covas e Andrea Matarazzo – possam explicar a decisão que tomaram para seus eleitores dentro da legenda e, ainda, para que o ex-governador Serra tenha tempo de fazer campanha na sigla. Serra e seus aliados de-

Trípoli (à esquerda) e Aníbal (à direita): postergação não foi bem aceita pelos concorrentes.

fendiam essas posições. Ontem à tarde, o ex-governador entregou pessoalmente à Executiva carta na qual pediu que a direção aceitasse tanto sua pré-candidatura quanto a presença nas prévias. Mas na carta não fez menção ao adiamento da disputa interna. "O importante é que as prévias serão realizadas. Queremos que as campanhas continuem à base de debates e exposições de

propostas. Se houver tentativa de compra de voto ou de ameaça para conseguir eleitor, o pau vai quebrar feio no partido", disse Rosalvo Salgueiro, integrante da Executiva. Os dois opositores de Serra, os pré-candidatos José Aníbal e Ricardo Trípoli, eram contra o adiamento da disputa interna. "Espero que com o adiamento possamos realizar mais debater internos", disse Trípo-

li. Serra prometeu explicar o lançamento da pré-candidatura e a participação nas prévias hoje à tarde, em coletiva de imprensa, na sede da Executiva Estadual do PSDB. Encontro– Serra e Fernando Haddad, pré-candidato do PT à prefeitura, se encontram ontem à noite, em jantar do Renato Rabelo, presidente do PCdoB. Falaram de futebol e posaram para fotos.

Para Marta, PT errou ao negociar com o PSD Preterida na disputa em favor de Fernando Haddad, senadora lamentou em seu twitter a aproximação com o prefeito Gilberto Kassab. "Fomos precipitados", disse.

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senadora petista Marta Suplicy criticou ontem a condução do "processo eleitoral de São Paulo" pelo PT e afirmou que o partido errou ao iniciar negociações com o prefeito Gilberto Kassab (PSD) para buscar uma possível aliança nas eleições municipais. "É preciso reconhecer que erramos. Fomos precipitados", afirmou em seu Twitter. Sem citar Kassab, Marta condenou o fato de o PT ter ficado "flertando com adversário enquanto nossos tradicionais aliados migraram para o lado deles". Marta, que se colocava como pré-candidata do PT à prefeitura até o final do ano passado, foi preterida pelo partido em favor da candidatura de Fernando Haddad, que tem o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva como principal fiador. Foi Lula também quem mo-

Wilson Pedrosa/AE - 09.02.12

tivou o partido a iniciar conversas com Kassab para discutir uma possível aliança. A negociação foi interrompida depois que o ex-governador José Serra (PSDB) decidiu entrar na disputa municipal, atraindo o apoio de Kassab. No início de fevereiro, Marta chegou a comparar as articulações entre PT e PSD a um pesadelo e disse que temia "acordar de mãos dadas" com Kassab. Divergência – O presidente do PT-SP, deputado Edinho Silva, rebateu as declarações da senadora. "A opinião dela tem de ser respeitada como liderança importante do partido, mas o PT acertou em dialogar com o PSD, uma sigla que apoia o governo Dilma e com a qual o PT está aliado em diferentes cidades", corrigiu. "Um partido que se dispõe a ser governo tem de estar aberto ao diálogo".

Queixa: "Flertamos com adversário e aliados migraram para eles"

Segundo Edinho, Marta fez as declarações porque está analisando o momento "da perspectiva dela". "Mas ela é experiente e sabe que política se faz olhando para frente. Dialogou com todas as forças quando foi prefeita", afirmou. Relação não muda – O

apoio do prefeito Gilberto Kassab ao ex-governador José Serra (PSDB) para sucedêlo na Prefeitura não vai alterar a relação entre PT e PSD nas esferas nacional e estadual. Para os petistas, Kassab sempre deixou claro que uma aliança com o PT só não vin-

garia se Serra entrasse na disputa, portanto as discussões sobre alianças no resto do Estado continuam. "Temos conv e r s a d o c o m o P S D s o b re alianças no estado todo e são conversas exitosas. O PSD hoje é um aliado em cidades importantes do estado", disse Edinho Silva. Edinho afirma que, apesar do apoio aos tucanos na capital, não há motivos para interromper a aproximação entre PT e PSD. "A aliança conosco é nacional, é estadual, ela só não é no município. Penso que temos todas as condições para continuarmos dialogando com o PSD. Não vejo problemas no apoio ao Serra", reforçou o dirigente petista. "Vou trabalhar muito para que esse espaço de diálogo seja mantido. Essa é a minha vontade política". Mesmo com a fidelidade de

Kassab a Serra, alguns petistas já apostam que a eleição de 2012 será a última em que os dois estarão juntos no mesmo palanque. Na visão da cúpula do PT, a aproximação de Kassab com o governo Dilma Rousseff é real, uma vez que os deputados federais já votam com o governo na Câmara. "O que prende o PSD à oposição (do governo Dilma) é o Serra. Não acho que o acordo com ele (Serra) vai até 2014. Acho que vai até a eleição municipal", avaliou o deputado federal Paulo Teixeira (SP). Na visão dos petistas, como a aliança de Kassab é exclusiva com Serra, o prefeito não deve apoiar o governador Geraldo Alckmin em sua campanha de reeleição em 2014, muito menos apoiaria o senador Aécio Neves (MG) como candidato do PSDB à Presidência da República. (Folhapress)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Dos 513 deputados, eu sou um dos poucos que nunca faltou. Deputado federal Tiririca (PR-SP)

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Reinaldo Ferrigno/Agência Câmara - 08.12.11

É sério: Tiririca quer saber o que faz um prefeito Com a sua candidatura, o PR evitaria se indispor com os tucanos e os petistas

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Destemido em relação à grandiosidade de São Paulo, Tiririca pontifica: "Quem elege o prefeito é o povo".

A Copa dos Excluídos A nova versão da Lei Geral não contempla os índios nem os deficientes físicos

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comissão especial da Câmara aprovou ontem o texto-base da Lei Geral da Copa de 2014 e Copa das Confederações de 2013, que estabelece regras sobre a venda de ingressos, comercialização de bebidas e garantias aos patrocinadores. Os parlamentares vão ainda analisar os destaques, que serão votados hoje, em separado. Um deles, o que permite a venda de bebida alcoólica onde serão realizados os jogos. O pro-

jeto deverá ainda ser votado no plenário da Câmara, antes de seguir para o Senado. O texto do relator da matéria na comissão especial, deputado Vicente Cândido (PT-SP), estabelece a venda de meia-entrada apenas para idosos e 300 mil ingressos populares para estudantes e beneficiários de programas de transferência de renda. Pela proposta, pessoas com mais de 60 anos também estão incluídas entre os beneficiários de ingressos baratos,

previstos para serem vendidos a este grupo por US$ 25 ou cerca de R$ 43, na cotação atual. Os índios perderam o direito à meia-entrada na nova versão, assim como os proprietários de armas de fogo que aderiram à campanha do desarmamento, entregando suas armas ao governo. Pela nova versão apresentada, os ingressos para eles "serão objeto de acordo entre o Poder Público e a Fifa". Os deficientes físicos também foram excluídos. (Agências)

m meio às negociações de alianças na corrida eleitoral e de mais espaço no governo federal, o PR cogita lançar o deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, na disputa pela Prefeitura de São Paulo. De acordo com lideranças da legenda, o movimento teria dois objetivos. O primeiro, evitar indisposições tanto com o PSDB quanto com o PT. Atualmente, o PR é aliado do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), mas teria dificuldade em apoiar José Serra (PSDB) por estar, em âmbito nacional, mais próximo da presidente Dilma Rousseff do que da oposição. Ao mesmo tempo, caso venha a apoiar o petista Fernando Haddad, poderá ficar "a pão e água", segundo uma liderança do partido, caso Serra vença a eleição municipal. Haveria ainda outra possibi-

Não digo nem sim nem não. Estou na mão do partido. Ele é que decide. TIRIRICA lidade com o lançamento do nome de Tiririca. Puxar votos para os vereadores da capital. A cúpula do PR acredita que, na disputa, Tiririca seria um cabo eleitoral mais forte. As mesmas lideranças, porém, negam que as negociações aconteçam para pressionar o Palácio do Planalto a indicar um novo ministro para os Transportes. Para Tiririca, a possibilidade de ser candidato é encarada co-

mo um "reconhecimento ao meu trabalho na Câmara" . Sem entrar no mérito de ter ou não capacidade para administrar a maior cidade do País, Tiririca disse que "dos 513 deputados, eu sou um dos poucos que nunca faltou", acrescentando que apesar de ter ficado "surpreso", quem elege, "quem bota o prefeito lá é o povo". De acordo com Tiririca, a decisão depende apenas do partido. As conversas sobre o assunto começaram no carnaval e devem prosseguir ao longo dessa semana. "Não digo nem sim nem não. Estou na mão do partido. Ele é que decide", garantiu Tiririca. Na opinião do líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), "pela votação, ele tem todo o direito de ser candidato". Tiririca foi o deputado federal mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, dos quais 430 mil somente na capital. (Agências)

João Carlos Mazella/AE

'Juízes não podem ser confundidos com meia dúzia de vagabundos' Eliana Calmon, em audiência no Senado, defendeu o CNJ e chamou desembargadores de "malandros" Dorivan Marinho/AE

E Dilma na janela: transporte e moradia para os pernambucanos

Dilma Rousseff anuncia investimentos no Recife

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presidente Dilma Rousseff disse ontem, em Recife, que o governo federal vai entrar com R$ 1 bilhão no financiamento de corredores de transporte na cidade e em municípios vizinhos. O governo estadual e as prefeituras envolvidas aplicarão igual quantia. O anúncio foi feito na ceri-

mônia de entrega de 480 moradias vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As novas habitações fazem parte do Residencial Vila Mangue, com 992 apartamentos nos quais foram investidos R$ 48,39 milhões e destinados a famílias que viviam em área de risco. (ABr)

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO PRESENCIAL 015/2012-SMS.G, processo nº 2012-0.017.442-5, destinado ao registro de preços para aquisição de SUGADOR DESCARTÁVEL, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 13 de março de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 023/2012-SMS.G, processo nº 2012-0.020.843-5, destinado ao registro de preços para aquisição de PAPEL CREPADO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 14 de março de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 039/2012-SMS.G, processo nº 2012-0.020.114-7, destinado ao registro de preço para o fornecimento de MEDICAMENTOS SUJEITOS A CONTROLE ESPECIAL II, para a Divisão Técnica de Suprimentos SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 16 de março de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 036/2012-SMS.G, processo nº 2012-0.022.559-3, destinado ao registro de preço para o fornecimento de EUGENOL E ÓXIDO DE ZINCO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 22 de março de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

liana Calmon, correge- sembargadores que não são aldora do Conselho Na- vo de investigações por serem cional de Justiça (CNJ), "malandros" e conquistarem a disse ontem, durante audiên- simpatia dos magistrados. "É cia na Comissão de Constitui- dificílimo um tribunal julgar ção e Justiça do Senado, que "os desembargador", disse Caljuízes decentes" do País não mon. 'Se ele tem a simpatia do podem ser confundidos "com colegiado, e os malandros são meia dúzia de vagabundos", sempre extremamente simpáque estão infiltrados na magis- ticos, o tribunal não tem poderes para julgar", afirmou, tratura brasileira. Calmon afirmou que as in- acrescentando: "Eu não tenho vestigações conduzidas pela medo dos maus juízes, mas do silêncio dos c or re ge d o ri a bons juízes devem ocorrer que se calam em vários setona hora do julres para apongamento". Caltar falhas do Eu não tenho mon foi ao SePoder Judiciámedo dos maus nado defender r i o . " P re c i s aa aprovação da mos abrir em juízes, mas do Proposta de diversos flansilêncio dos bons Emenda Conscos para falar o juízes que se titucional que está errado calam na hora (PEC) que fordentro de nosdo julgamento. maliza os posa casa", afirderes do CNJ mou. "Faço isso ELIANA CALMON de investigar e em prol dos punir juízes. A magistrados sérios, decentes, que não po- corregedora luta para incluir dem ser confundidos com na proposta a competência pameia dúzia de vagabundos ra o CNJ investigar desembarque estão infiltrados na magis- gadores. Ela também se mostrou fatratura brasileira". Ao longo da audiência, a vorável à possibilidade de o corregedora fez diversas críti- conselho quebrar sigilo de juícas à atuação de juízes. Disse zes investigados sem que, para que o Poder Judiciário vive ho- isso, seja incluído no texto da je uma "crise ética" e atacou de- PEC. "No momento em que fi-

Eliana Calmon, corregedora do CNJ: Poder Judiciário vive crise ética.

car delimitada a competência do CNJ para manusear provas produzidas por outrem, como investigações policiais ou em juízo tributário, o poder de quebra de sigilo virá por consequência", afirmou. Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter reconhecido os poderes do CNJ, Calmon disse que as funções do órgão devem estar explicitas na legislação. "A decisão do STF foi por maioria bastante reduzida e, mais ainda, na medida em que esta competência pode ser questionada em instrumento que é iniciativa do próprio STF, que é a lei orgânica da magistratura".

Numa defesa da atuação do conselho, Calmon disse que as corregedorias dos tribunais estaduais estão "absolutamente despreparadas" para investigar os magistrados. "E também pela cultura que se estabeleceu com o ranço de que temos que nos proteger". A PEC tramita no Senado desde 2011, depois da polêmica que envolveu a corregedora, cujo trabalho vem sendo criticado por supostos abusos, principalmente pelas associações representativas da magistratura. Em resposta às críticas, disse ter consciência de que "encontraria grandes dificuldades". (Folhapress)

Diógenes Santos/Ag. Câmara - 20.3.09

PF amplia investigação sobre Luiz Felipe Denucci Denucci, ex-presidente da Casa da Moeda, é suspeito de cobrança de propina e lavagem de dinheiro.

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Ministério Público do Distrito Federal determinou abertura de novo inquérito para investigar Luiz Felipe Denucci, ex-presidente da Casa da Moeda, que será investigado pela Polícia Federal por suspeita de cobrança de propina e pelo envio de US$ 25 milhões a offshores no exterior. Denucci já é alvo de outro inquérito da PF no Rio de Janeiro por suspeita de lavagem de dinheiro. A nova investigação contra o ex-presidente da Casa da Moeda foi provocada pelo líder do PPS, Rubens Bueno (PR). A decisão do MP-DF foi comunicada ao parlamentar por meio de um

ofício assinado pelo procurador José Diogenes Teixeira. No ofício, Teixeira informa que foi requisitada a abertura de inquérito para a "cabal apuração do fato". Segundo nota do PPS, a representação que deu origem a abertura de inquérito teve como base denúncias publicadas pela imprensa, "que apontam fortes indícios de que a operação clandestina foi mesmo executada por Denucci". Além disso, ressalta a nota, "mesmo alertado no início de 2011, sobre as suspeitas contra o economista, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o manteve no cargo até o final de janeiro. (AE)


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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

7 Um sonho de muitos. São 30 anos de pesquisas, 30 anos de histórias, 30 anos de resultados. Tenente Pablo Tinoco

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Tarso Marcelo/AE

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s corpos do primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos, 45, e do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo, 47, mortos no incêndio da Estação Antártica Comandante Ferraz, na Antártica, chegaram à Base Aérea do Galeão, no Rio, ontem cedo. Os corpos foram trazidos de Punta Arenas, no Chile, em uma aeronave C130-Hércules da FAB (Força Aérea Brasileira). Ainda na base chilena, o embaixador do Brasil, Frederico Cezar de Araújo, comandou uma cerimônia com honras militares, antes de os corpos deixarem a Antártica. Eles foram recepcionados pelo vice-presidente República, Michel Temer, os ministros Celso Amorim (Defesa) e Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia), o comandante da Aeronáutica, o almirante-deEsquadra Julio Soares de Moura Neto e os familiares. Em seguida começaram as cerimônias de homenagens "post-mortem" da Presidência da República e das Forças Armadas, em decorrência de atos de bravura praticados no combate ao incêndio. Temer conduziu a homenagem do Planalto, que promoveu os dois oficiais ao posto de segundo-tenente e admissão na Ordem do Mérito da Defesa no grau de cavaleiros. O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que a "perda é sempre irreparável, mas jamais será esquecida". Já comandante da Aeronáutica, condecorou os militares com a "Medalha Naval de Serviços Distintos". A medalha premia civis e militares que se destacaram no exercício da profissão, além de organizações militares e instituições civis que prestaram serviços ao Ministério da Defesa e às Forças Armadas.

Eles eram profissionais excelentes e agregadores. Não corremos risco, foi tudo feito com muita tranquilidade. MÁRCIO TENÓRIO, PESQUISADOR Promoção – Segundo a Marinha, os dois foram promovidos ao cargo de segundo-tenente porque a elevação de patente do primeiro-sargento Santos para suboficial já estava tramitando e ele já era considerado suboficial. Em nota, a Marinha informou que o militar ferido no incêndio, o primeiro-sargento

Dilma garante reconstrução da estação

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Militares mortos recebem homenagens Presidência da República e Forças Armadas fazem cerimônias de "post-mortem" aos heróis Luciano Gomes Medeiros, permanece internado em tratamento no Hospital Naval Marcílio Dias e o estado de saúde do militar é estável. Ainda segundo a nota, dos 26 pesquisadores que desembarcaram no Galeão, 16 não moram no Rio. Foram hospedados em hotel no centro, de onde partiram em voos comerciais para os locais de destino. Figueiredo era de Vitória da Conquista (BA), onde deve ser enterrado e Santos deve ser enterrado no Cemitério do Caju. As duas famílias serão indenizadas pelo governo, mas a proposta ainda deve antes passar por aprovação no Congresso. Indenização – O valor da indenização pode chegar a R$ 500 mil. Além desse dinheiro, os filhos em idade escolar recebem auxílio até o ingresso na universidade. Santos deixou dois filhos: Allan, 14, e Aline, 18. Figueiredo também: Vinícius, 25, e Vítor, 20. O ministério da Ciência e Tecnologia deverá indenizar em R$ 10 mil os pesquisadores que estavam na base para suprir perdas pessoais que ocorreram no incêndio. A base militar brasileira de pesquisas na Antártida tinha infraestrutura que incluía laboratórios cientí-

ficos bem equipados, dormitórios e cozinha industrial, biblioteca, oficinas e instalações técnicas para embarcações usadas em expedições. Herói – Em cerimônia emocionante, com cerca de 50 familiares dos oficiais mortos ao tentar combater o fogo que destruiu a estação na Antártica, a mãe do primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos, 45, Nair Santos, chorou muito e disse que filho era "maravilhoso". "Ele sempre foi tudo pra mim. Sempre foi um herói". A mulher do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo, 47, Nilza Costa Figueiredo, contou que era casada com ele há 26 anos. "Foi uma vida de muita alegria. Ele sempre foi um marido muito bom". "A gente combateu com neve, a gente combateu com água, a gente combateu com força, a gente combateu com suor, mas (pausa) não foi possível. A gente fez o que era possível. A estação se queimou. Um sonho de muitos. São 30 anos de pesquisas, 30 anos de histórias, 30 anos de resultados", lembrou o tenente Pablo Tinoco ao desembarcar. A homenagem foi feita em um hangar da base, logo depois da chegada dos corpos, às

8h50 de ontem. A chegada dos caixões ao hangar causou comoção entre os parentes. Dever – Cobertos pela bandeira do Brasil, os caixões receberam os retratos dos dois. O comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, destacou o heroísmo dos que "ofereceram suas vidas no cumprimento do dever" e lamentou o incêndio "que reduziu à cinzas uma parcela significativa da pesquisa científica (na Antártica) brasileira". O pesquisador Márcio Tenório, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais, estava há 40 dias na estação e conviveu com os dois militares. "A perda da minha pesquisa foi total, mas nada se compara às vidas. Isso aí perto da perda de

dois amigos não é nada. Eles eram profissionais excelentes e agregadores. Não corremos nenhum risco, foi tudo feito com muita tranquilidade e profissionalismo. Os pesquisadores, em nenhum momento, correram risco algum". Carlos Alberto Vieira Figueiredo (Vitória da Conquista (BA), 1964), ingressou na Marinha em 1982 e, nos 30 anos de carreira, serviu em várias unidades militares como supervisor eletricista. Já Roberto Lopes dos Santos (Salvador (BA), 1966), ingressou na Força em 1985. Veterano no Programa Antártico Brasileiro, Santos já havia trabalhado na estação em 2001 e 2007. (Agências)

A

pós o acidente na Estação Comandante Ferraz, na Antártica, o ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, conversou, na segunda-feira, por telefone com o chanceler do Chile, Alfredo Moreno, para agradecer o apoio dado na retirada dos brasileiros que estavam na base e também nas operações seguintes. Patriota disse ainda que a presidente

Dilma Rousseff quer visitar o Chile, em data a ser definida. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o "Brasil também manifesta seu reconhecimento pelo inestimável apoio prestado" pelos governos da Argentina, Polônia e Uruguai que, por meio de suas bases na Antártica, prestaram ajuda e apoio no socorro aos brasileiros. Paralelamente, o governo brasileiro informou que pre-

Evaristo SA/AFP

Patriota se reúne com Connie Hedegaard: economia verde no mundo.

tende reconstruir a estação. A previsão, de acordo com especialistas, é que o processo de reconstrução da base dure cerca de dois anos. Nos próximos dias, a coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA), Yocie Yoneshigue Valentin, vai se reunir com os pesquisadores que desenvolviam trabalhos de campo na Antártica para avaliar as perdas base. Economia verde – Ao se reunir ontem com a comissária da União Europeia para o Clima, Connie Hedegaard, Patriota, ressaltou que é fundamental associar as propostas relativas à economia verde no mundo com as ações para a erradicação da fome e da pobreza que geram empregos. Patriota defendeu que a União Europeia amplie negociações para obrigar que as empresas estrangeiras em atuação na Europa reduzam emissões de gases causadores de efeito estufa. (Agências)

Corpos chegam ao Aeroporto do Galeão, no Rio, onde recebem as últimas homenagens e medalhas em cerimônia que emocionou a todos.

Antônio Lacerda/EFE

A gente combateu com neve, com água, com força, com suor. A gente fez o que era possível, mas a estação se queimou. TENENTE PABLO TINOCO

Patriota agradece chanceler chileno pelo apoio Ministro ligou para colega pela solidariedade na retirada dos brasileiros

presidente Dilma Rousseff garantiu ontem que o governo irá reconstruir a Estação Antártica Comandante Ferraz, da Marinha, destruída no sábado, por um incêndio. "Nós vamos reconstruir". Ela acrescentou que os técnicos vão definir as condições e a melhor forma de fazer isso. A presidente advertiu que já havia a intenção de modernizar as instalações da estação e que agora, depois da tragédia, isto será colocado em prática. Segundo ela, a nova estrutura vai depender da opinião de pesquisadores. "As condições sobre como vamos fazer dependem dos técnicos que dirão qual é, hoje, a melhor forma". Dilma destacou a "atuação extremamente heróica" do primeiro sargento Roberto Lopes dos Santos e do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo, que morreram no acidente. "Eles não titubearam em arriscar suas vidas para salvar as pessoas que estavam ali na estação. Para o Brasil é um momento de perda e são em momentos como esses que percebemos que o País é formado de heróis anônimos, de pessoas que sacrificam suas vidas para salvar a vida de outros". "E acho que também lá, naquele lugar (no Continente Antártico), tanto o pessoal militar quanto o pessoal civil, os pesquisadores, foram muito fortes, no sentido de que enfrentaram uma adversidade muito grande", emendou a presidente, durante entrevista coletiva, logo depois de participar da entrega de casas populares no Recife. (AE)

Companhia Aberta CNPJ nº 03.847.461/0001-92

Aviso aos Acionistas Proposta de Remuneração Mínima aos Acionistas para 2012 A Diretoria desta Sociedade, em reunião realizada nesta data, decidiu submeter ao Conselho de Administração, que deliberará em reuniões de 26.4 e 31.10.2012, proposta para pagamento de remuneração mínima aos acionistas da Sociedade em 2012, no valor total equivalente a US$320,000,000.00, correspondente a US$0.859636337 por ação ordinária e US$0.945599971 por ação preferencial. O pagamento será feito em duas parcelas semestrais equivalentes a US$160,000,000.00 cada, nos dias 15.5 e 14.11.2012, convertidas em moeda corrente nacional pela cotação do dólar de venda (Ptax-opção 5), divulgada pelo Banco Central do Brasil, do dia útil anterior ao da realização das respectivas reuniões do Conselho de Administração. São Paulo, SP, 28 de fevereiro de 2012

Bradespar S.A.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ESTADOS UNIDOS Terceiro estudante ferido por atirador em escola morre em Ohio

nternacional

TURISMO Voos comerciais de nave espacial da Virgin devem ser iniciados em 2013 ou 2014

NO LIMITE DA BARBÁRIE O Conselho de Segurança da ONU prepara nova resolução contra a Síria por violência que já matou mais de 7,5 mil civis. Na contramão, o Brasil defende o diálogo.

E

nquanto o Brasil insiste no diálogo para cessar a violência na Síria, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) prepara uma nova resolução contra Damasco. A entidade atualizou ontem para mais de 7,5 mil o número de mortos desde o início da insurgência contra o presidente Bashar al-Assad, há 11 meses. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, sugeriu que o líder sírio pode ser um criminoso de guerra. "Há relatos críveis de que o total de mortos agora supera os 100 civis por dia, incluindo muitas mulheres e crianças", disse o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, ao Conselho de Segurança. "O total de mortos até agora se encontra certamente bem acima de 7,5 mil.". Pascoe disse que tanto a Síria quanto a comunidade internacional não foram capazes de interromper a carnificina que já dura 11 meses, encorajando o governo sírio a acreditar que pode agir "impunemente". Pelo menos 16 pessoas foram mortas ontem em Homs, informaram grupos opositores. Os Comitês de Coorde- Reuters TV nação Local disseram que 92 pessoas foram mortas em Homs, Halfaya e Deraa desde segunda-feira. Mobilização - Enquanto aumenta o assombro mundial com a violência, a França afirmou que o Conselho de Segurança trabalha em uma resolução sobre a Síria e pediu que Rússia e China não vetem a proposta, como fizeram anteriormente. O chanceler francês, Alain Juppé, afirmou que começou o trabalho no Conselho de Segurança para uma resolução que "possa ordenar uma interrupção imediata das hostilidades e permitir o acesso de ajuda humanitária". Segundo ele, a Síria "rompeu todos os limites da barbárie". Já Hillary Clinton disse ao Senado dos EUA que pode se argumentar que Assad é um criminoso de guerra, mas que usar essa nomenclatura "limita as opções para convencer os líderes a deixar o poder". Resistência - Apesar das críticas cada vez mais contundentes à repressão de Assad, o Brasil decidiu manter seu embaixador na Síria como sinalização de apoio ao diálogo. A decisão brasileira vai contra a iniciativa de outros países como Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Egito, que determinaram que seus embaixadores deixassem a Síria. Fuga - O fotógrafo britânico Paul Conroy, ferido em um ataque na semana passada em Homs, está agora a salvo no Líbano, segundo fontes diplomáticas. Após cruzar a fronteira na madrugada de ontem, ele foi levado a Beirute, no Líbano, onde recebeu assistência da embaixada britânica. Já a situação da jornalista francesa Edith Bouvier, que também ficou ferida no ataque, é menos clara. A sua chegada a Beirute teria sido comemorada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que depois voltou atrás e disse que não há "confirmações de que ela se encontra em segurança no Líbano". Edith foi atingida no mesmo ataque que matou o fotógrafo francês Rémi Ochlik e a jornalista norte-americana Marie Colvin. Os corpos de ambos permanecem em Homs. (Agências)

Tunísia: um novo lar para Assad e família.

O

presidente da Tunísia, Moncef Marzouki, ofereceu asilo ontem ao presidente sírio, Bashar al-Assad, e sua família como parte de uma solução negociada do conflito na Síria. "A Tunísia está pronta para conceder asilo ao presidente sírio, Bashar al-Assad, e seus parentes no âmbito de um acordo negociado para a crise síria", disse Marzouki, em entrevista que deve ser publicada na edição de hoje do jornal em francês La Presse. Foi descartada na Síria uma solução "à tunisiana" ou "à egípcia", onde seus líderes deixaram o poder pressionados por revoltas e abandonados pelo Exército. Portanto, a Tunísia pretende agora uma saída "à iemenita", onde o presidente transferiu o poder a seu sucessor. (Agências)

Zohra Bensemra/Reuters

Le Figaro

/AFP

O fotógrafo britânico Paul Conroy conseguiu fugir dos ataques em Homs e está agora a salvo no Líbano. Já a jornalista francesa Edith Bouvier não teve a mesma sorte. Morador acena de casa destruída por bombardeio de forças leais a Assad em Sermeen, no norte da Síria.

De olho no bolso da rainha

O pecado do Irã: a bomba atômica.

Argentina propõe a empresas do país que não comprem produtos 'made in UK'

P

ressionado por causa de seu programa nuclear, o Irã pediu novas negociações com a agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) ontem e condenou a produção de armas atômicas, dizendo que isso é um "grande pecado". O Irã afirma que seu programa nuclear é pacífico, mas as negociações com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) estão interrompidas e as potências ocidentais se preocupam cada vez mais com a possível dimensão militar da atividade atômica de Teerã. Em discurso na Conferência sobre o Desarmamento, em Genebra, patrocinada pela ONU, o ministro das Relações

O

Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, disse esperar a manutenção do diálogo. "Gostaria de enfatizar novamente que não vemos nenhuma glória, orgulho nem força nas armas nucleares, mas o oposto, com base no decreto religioso emitido por nosso líder supremo, de que a produção, a posse, o uso ou a ameaça de uso de armas nucleares são ilegíti-

mos, fúteis, perigosos, prejudiciais e proibidos como um grande pecado", afirmou ele. Muitos países, entretanto, permanecem céticos. Israel ameaçou desferir ataques, sem avisar os EUA, para evitar que o Irã obtenha a bomba atômica, dizendo que o progresso tecnológico de Teerã indica que em breve ele pode passar a uma "zona de imunidade". (Reuters)

Vítimas do 11/09 acabam no lixão

O

s restos de algumas das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, que não puderam ser identificados, foram parar em aterros sanitários, segundo um relatório divulgado ontem pelo Pentágono, que revela outras irregularidades no principal necrotério militar dos EUA. O relatório disse que, em vá-

rias ocasiões, restos de vítimas do ataque ao Pentágono e da queda de um avião sequestrado na Pensilvânia foram despachados para o lixão depois de serem manipulados por uma empresa privada. Segundo o relatório, tratam-se de restos que não puderam ser identificados porque eram pequenos demais ou porque estavam carboni-

zados e não havia condições para análises de DNA. O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, ordenou em novembro passado investigar a gestão do necrotério militar de Dover, local onde chegam os soldados mortos no Iraque e Afeganistão, depois da divulgação de extravio e manipulação indevida de alguns restos. (Agências)

governo da Argentina propôs ontem a empresas argentinas e multinacionais que importam produtos e insumos do Reino Unido que substituam o país de origem de suas compras, informaram fontes oficiais. A proposta coincide com um aumento na tensão entre o país e o Reino Unido nas vésperas do 30º aniversário da guerra entre ambos pela soberania das ilhas Malvinas, que deixou cerca de 900 mortos. O objetivo da proposta, destacaram fontes citadas pela agência estatal Telám, é impedir que siga reduzindo o superávit que a Argentina ainda mantém com o Reino Unido. "É fundamental que a Argentina possa determinar quem são seus parceiros comerciais estratégicos e, nesse sentido, o governo também dá um sinal para os que ainda utilizam o colonialismo como uma forma de acessar os recursos naturais alheios", explicaram as fontes. O governo argentino fixou sua atenção no fato de que as importações do Reino Unido aumentaram 40% quando se

compara o período de janeiro a novembro de 2011 com o mesmo do ano anterior. Nesse lapso de 2010, a Argentina importou produtos do Reino Unido por US$ 440 milhões e um ano mais tarde as compras cresceram para US$ 614 milhões. Desta maneira, o país perdeu em um ano mais de 60% do saldo comercial favorável que mantém com o Reino Unido, que passou de US$ 274 milhões para US$ 104 milhões. Trem - O governo argentino ainda anunciou ontem que fará uma intervenção de 15 dias na empresa Trenes de Buenos Aires, concessionária responsável pelo ramal Sarmiento, onde ocorreu o acidente que deixou 51 mortos e 703 feridos na última quarta-feira. A intervenção, que também inclui a linha Mitre, será até que a Justiça argentina conclua as investigações sobre o acidente. Durante esse período, as duas linhas, que transportam diariamente 300 mil pessoas, poderão sofrer redução de composições e mudanças de horário. (Agências)


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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

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Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.552.142/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Novíssimo - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Líquido de R$ 4,784 bilhões e Ativos Totais de R$ 4,928 bilhões. Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, da Alvorada Cartões, Crédito, Em 2011 foram pagos aos acionistas R$ 200 milhões a título de Juros sobre o Capital Próprio. Financiamento e Investimento S.A. (Alvorada Cartões), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. funcionar pelo Banco Central do Brasil. No exercício, a Alvorada Cartões registrou Lucro Líquido de R$ 488,635 milhões, correspondente a R$ 97,53 por lote de mil ações, Patrimônio Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... p ç p Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Moeda de Privatização .................................................................................................................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 7a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 7b)......................................................................................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 8) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 9)................................................................................................................... Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 4.285.228 10 4.081.681 4.081.681 165.230 136.680 28.550 38.161 20.906 17.255 146 208 (62) 397.558 61.304 61.304 336.254 1.896 334.358 245.595 201.562

2010 4.110.778 17 3.958.263 3.958.263 83.138 41.313 41.825 69.193 23.054 46.139 167 337 (170) 376.299 64.587 64.587 311.712 311.712 238.678 192.943

201.228 3.174 (2.840) 44.033 90.270 (46.237) 4.928.381

191.660 4.123 (2.840) 45.735 90.270 (44.535) 4.725.755

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................ OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

2011 22.119 22.119 15.384 6.735

2010 47.845 520 520 47.325 2.539 39.357 5.429

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 11a)............................................................................................................. Diversas (Nota 11b).......................................................................................................................................

122.319 122.319 99.955 22.364

179.162 179.162 157.982 21.180

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País (Nota 12a) .......................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 12b)..................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

4.783.943

4.498.748

3.044.000 1.733.366 6.577

3.044.000 1.444.731 10.017

TOTAL ...........................................................................................................................................................

4.928.381

4.725.755

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Operações de Crédito ................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Despesas de Pessoal (Nota 13) .................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 14).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 15) ..................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 8a) ............................ Outras Receitas Operacionais (Nota 16)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 17)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 18) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 21) ................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de ações (Nota 12a) ........................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

2º Semestre 2011 244.170 1.211 242.959 244.170 151.366 (962) (2.173) (12.024) 23.474 158.907 (15.856) 395.536 25.999 421.535 (76.613) 344.922 5.009.948.649 68,85

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 469.416 370.198 1.893 1.989 467.523 368.209 469.416 370.198 149.803 (9.120) (1.064) (1.030) (4.297) (5.665) (26.150) (19.024) 39.550 20.073 310.040 35.785 (168.276) (39.259) 619.219 361.078 30.165 7.784 649.384 368.862 (160.749) (121.470) 488.635 247.392 5.009.948.649 5.009.948.649 97,53 49,38

Eventos Saldos em 30.6.2011................................................... Reversão de dividendos provisionados no 1º semestre de 2011....................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial.................................. Lucro Líquido................................................................ Destinações: - Reservas............................................... - Juros sobre o Capital Próprio Pagos .... Saldos em 31.12.2011................................................. Saldos em 31.12.2009................................................. Ajustes de Avaliação Patrimonial.................................. Lucro Líquido................................................................ Destinações: - Reservas............................................... - Dividendos Propostos........................... Saldos em 31.12.2010................................................. Ajustes de Avaliação Patrimonial.................................. Lucro Líquido................................................................ Destinações: - Reservas............................................... - Juros sobre o Capital Próprio Pagos .... Saldos em 31.12.2011.................................................

Capital Social 3.044.000 3.044.000 3.044.000 3.044.000 3.044.000

Reservas de Lucros Legal Estatutárias 90.236 1.496.843 17.246 107.482 70.680 12.370 83.050 24.432 107.482

Ajustes de Avaliação Patrimonial Próprias 9.935

1.365 127.676 1.625.884 1.129.009 232.672 1.361.681 264.203 1.625.884

(3.358) 6.577 10.385 (368) 10.017 (3.440) 6.577

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

2º Semestre 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ............................. Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos............................................................. Depreciações ................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas............................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ................................................. Ganho/Perda na Alienação de Investimentos ................................................................. Ganho/Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio...................................................... Outros .............................................................................................................................. Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social............... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ..................................... (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos. Redução/(Aumento) em Relações Interdependências ...................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ..................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ............................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades Operacionais ........................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda .................................................. Alienação de Bens não de Uso Próprio............................................................................. Alienação de Investimentos ............................................................................................... Aquisição de Bens não de Uso Próprio ............................................................................. Aquisição de Investimentos ............................................................................................... Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos .................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos..................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento: Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Pagos ........................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamento ................... (Redução)/Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa................................................. Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ............................................................. Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período ................................................................ (Redução)/Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa.................................................

421.535 (179.467) 851 (23.474) (136.833) (20.032) 147 (126) 242.068 12.046 (62.745) 9 85.869 (100.840) (7.953) 168.454

649.384 (49.253) 1.702 (39.550) 8.468 (20.032) 269 (110) 600.131 (123.418) (86.001) (537) (69.438) (94.533) (58.905) 167.299

368.862 (11.345) 1.702 (20.073) 7.140 56 143 (313) 357.517 (272.946) 10.146 (352) (7.505) (7.096) (80.017) (253)

3.715 298 30.236 (308) (60) 15 33.896

4.937 361 30.236 (483) (60) 53 35.044

2.831 80 (484) 92 2.519

(202.350) (202.350) 10 10 -

(202.350) (202.350) (7) 17 10 (7)

(2.302) (2.302) (36) 53 17 (36)

Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Outras ........................................................ 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Serviços Técnicos Especializados ..................... Serviços de Terceiros......................................... Serviços do Sistema Financeiro ........................ Propaganda, Promoções e Publicidade............. Comunicações ................................................... Outras ................................................................ 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) ................. 4 - DEPRECIAÇÕES............................................... 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)..................................... 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas..................................................... 7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (5+6)..... 8 - DISTRIBUIR VALOR ADICIONADO.................. 8.1) Pessoal ...................................................... Outros Encargos ......................................... 8.2) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federais ...................................................... 8.3) Remuneração de Capitais Próprios ........ Dividendos .................................................. Juros sobre o Capital Próprio ..................... Lucros Retidos ............................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2º Semestre 2011 % 413.220 95,0 244.170 56,2 169.050 38,8 (1.322) (0,3) (1.021) (0,2) (173) (0,1) (32) (91) (1) (4) 411.898 94,7 (851) (0,1)

Lucros Acumulados 344.922 (144.922) (200.000) 247.392 (245.042) (2.350) 488.635 (288.635) (200.000) -

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 641.345 94,8 374.508 469.416 69,4 370.198 171.929 25,4 4.310 (2.595) (0,4) (3.963) (1.748) (0,3) (3.077) (295) (0,1) (235) (274) (349) (236) (268) (1) (1) (41) (33) 638.750 94,4 370.545 (1.702) (0,3) (1.702)

Totais 4.641.014 1.365 (3.358) 344.922 (200.000) 4.783.943 4.254.074 (368) 247.392 (2.350) 4.498.748 (3.440) 488.635 (200.000) 4.783.943

% 96,3 95,2 1,1 (1,1) (0,8) (0,1) (0,1) (0,1) 95,2 (0,4)

411.047

94,6

637.048

94,1

368.843

94,8

23.474

5,4

39.550

5,9

20.073

5,2

23.474 434.521 434.521 962 962 88.637 88.637 344.922 200.000 144.922

5,4 100,0 100,0 0,2 0,2 20,4 20,4 79,4 46,0 33,4

39.550 676.598 676.598 1.064 1.064 186.899 186.899 488.635 200.000 288.635

5,9 100,0 100,0 0,2 0,2 27,6 27,6 72,2 29,6 42,6

20.073 388.916 388.916 1.021 1.021 140.503 140.503 247.392 2.350 245.042

5,2 100,0 100,0 0,3 0,3 36,1 36,1 63,6 0,6 63,0

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (Alvorada Cartões), tem como objetivo as operações de concessão de créditos e financiamentos de bens e serviços, financiamentos de capital de giro e administração de recursos de terceiros, bem como a emissão, administração de cartões de crédito, próprios e/ou de terceiros, a cobrança de faturas e o financiamento aos clientes, podendo ainda participar no capital social de outras empresas. A Alvorada Cartões é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto.

k) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridos (em base “pro-rata” dia). l) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS os As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis n 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. associadas às Normas e Instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem estimativas e premissas, tais Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011. como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro - R$ mil para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. 2011 2010 As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 10 17 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 10 17 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalente de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. h) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso - edificações - 4% ao ano e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. i) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. j) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 10a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 10c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 10b).

5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos 1 a 180 dias 4.081.681 4.081.681 3.958.263

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 4.081.681 3.958.263 4.081.681 3.958.263

Aplicações em depósitos interfinanceiros ..................................................................... Total em 2011 ............................................................................................................... Total em 2010 ............................................................................................................... b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. 445.633 352.990 Total (Nota 6b)........................................................................................................................................ 445.633 352.990 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categorias e prazos

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 Valor de Valor de mercado/ Valor de Marcação mercado/ Marcação 1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de contábil custo a contábil a Títulos (1) dias dias dias 360 dias (2) atualizado mercado (2) mercado Títulos para negociação (3) ................ 38.794 1.524 13.314 111.595 165.227 165.224 3 79.226 (2) Letras financeiras do tesouro ................ 1.152 3.915 98.678 103.745 103.742 3 66.172 (2) Certificados de depósito bancário ......... 372 1.284 2.882 4.538 4.538 825 Letras do tesouro nacional .................... 2.724 2.724 2.724 338 Debêntures ............................................ 943 943 943 183 Outros.................................................... 809 7.322 6.368 14.499 14.499 2.560 Operações compromissadas................. 37.985 793 38.778 38.778 9.148 Títulos disponíveis para venda .......... 3 61.304 61.307 48.370 12.937 68.499 16.696 Ações..................................................... 3 3 3 3.912 2.751 Certificados de privatização .................. 61.304 61.304 48.370 12.934 64.587 13.945 Total em 2011 ....................................... 38.797 1.524 13.314 172.899 226.534 213.594 12.940 Total em 2010 ....................................... 13.479 14.863 1.971 117.412 147.725 16.694 (1) As aplicações em cotas de fundos exclusivos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras e no caso de operações compromissadas pelos respectivos papéis que estão lastreando as operações, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do exercício, os fundos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 128.528 mil (2010 - R$ 37.352 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificação, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante. b) Resultado de títulos e valores mobiliários Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários. Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................. 445.633 352.990 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 11.262 13.050 Fundos de investimento........................................................................................................................... 7.327 2.169 Títulos de renda variável ......................................................................................................................... 3.301 Total ........................................................................................................................................................ 467.523 368.209 c) A Alvorada Cartões não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. 2011

7) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber

Dividendos............................................................................................................................................... Juros sobre o capital próprio ................................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversos

Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Créditos tributários e impostos e contribuições (Nota 21c) ..................................................................... Depósitos em garantia de recursos fiscais.............................................................................................. Depósitos em garantia - outros ............................................................................................................... Depósitos em garantia de recursos trabalhistas ..................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 20.906 21.121 37 1.896 1.896 22.802 23.054 Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 112.237 109.601 92.523 14.328 70.651 166.129 69.476 61.042 3.836 3.895 1.447 1.410 1.443 1.446 351.613 357.851 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

...continuação

Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 74.552.142/0001-06 Sede: Cidade de Deus - Prédio Novíssimo - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 8) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”. Em 31 de dezembro - R$ mil Quantidade de Participaações/cotas ção no Lucro Patrimônio possuídas Social líquido/ Ajuste decorrente Capital Líquido (em milhares) Capital (prejuízo) Valor contábil de avaliação (3) Empresas Social ajustado Ações Cotas (%) ajustado 2011 2010 2011 2010 BEC - D.T.V.M. Ltda. ........ 16.500 37.579 16.499 99,999 8.241 37.579 29.416 8.241 1.585 Serel Participações S.A. 111.000 1.120.832 1.640 11,357 111.289 123.922 111.404 12.639 10.351 Caboquenas Holdings Ltda. (1).......................... 36.296 17.120 7.205 Tapajós Holdings Ltda. (1) 413.333 402.415 24.830 6,007 8.651 24.175 520 Caetê Holdings Ltda. ...... 40.158 184.659 304 0,756 133.249 1.395 411 1.006 943 Marselha Holdings Ltda... 135.000 277.896 74 0,055 43.785 153 129 24 (11) Tecnologia Bancária S.A. (2)........................... 14.004 14.004 Total Geral ...................... 201.228 191.660 39.550 20.073 (1) Investimento utilizado para aquisição de participação no capital social na Empresa Tapajós Holdings Ltda., em 23 de dezembro de 2011, pelo valor de custo; (2) Investimento na Tecnologia Bancária S.A. - TECBAN - não avaliado pelo método de equivalência patrimonial em decorrência das alterações estabelecidas pela Resolução nº 3.619 do CMN; e (3) Ajuste decorrente de avaliação: considera os resultados anuais apurados pelas companhias e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicáveis. b) Composição de outros investimentos Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. 3.120 3.120 Outros investimentos (1).......................................................................................................................... 46 996 Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. 8 7 Subtotal .................................................................................................................................................. 3.174 4.123 Provisão para perdas em aplicações por incentivos fiscais .................................................................... (2.829) (2.829) Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... (11) (11) Subtotal .................................................................................................................................................. (2.840) (2.840) Total ........................................................................................................................................................ 334 1.283 (1) Alienação de investimento em ações na CETIP S.A. (Nota 18). 9) ATIVO IMOBILIZADO

Taxa Imóveis de uso - Terrenos.......................................................................................... - Edificações ..................................................................................... Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 ..................................................................................

Custo 4%

Depreciação

34.535 55.735 90.270 90.270

(46.237) (46.237) (44.535)

Em 31 de dezembro - R$ mil Valor residual 2011 2010 34.535 9.498 44.033

34.535 11.200 45.735

10) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos Contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões e passivos contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. III - Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. As principais questões são: COFINS - R$ 32.224 mil (2010 - R$ 30.024 mil): pleiteia calcular e recolher a COFINS, a partir de outubro de 2005, sobre o efetivo faturamento, cujo conceito consta do artigo 2º da Lei Complementar nº 70/91, afastando-se assim a inconstitucional ampliação da base de cálculo pretendida pelo parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98. IRPJ - Dedução da CSLL na Base de Cálculo - R$ 26.931 mil (2010 - R$ 24.512 mil): pleiteia deduzir, para formação da base de cálculo do imposto sobre a renda, a despesa relativa ao pagamento da contribuição social sobre o lucro, no período-base de 1998 e subsequentes, afastando, por ilegal e inconstitucional, o art. 1º da Lei nº 9.316/96 que elimina a possibilidade de utilização da referida despesa. IV - Movimentação das Provisões Constituídas Em 31 de dezembro - R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) No início do exercício de 2011 ....................................................................................... 999 20.975 83.462 Atualização monetária ....................................................................................................... 4.625 Constituições líquidas de reversões .................................................................................. 819 3.681 (657) Baixas/Transferências........................................................................................................ (153) (1.509) No final do exercício de 2011 - (Notas 11a e 11b)......................................................... 1.665 23.147 87.430 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. d) Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante.

16) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 146.561 1.927 145.753 6.924 4.540 3.176 152 2.965 84 260 6.026 27.457 310.040 35.785

Reversão de provisões operacionais....................................................................................................... Créditos fiscais (1)................................................................................................................................... Receita de impostos a compensar .......................................................................................................... Atualização de depósitos judiciais........................................................................................................... Variação monetária sobre tributos........................................................................................................... Juros sobre o capital próprio/Dividendos recebidos................................................................................ Outras (2) ................................................................................................................................................ Totais ...................................................................................................................................................... (1) Refere-se a receitas de impostos a compensar; e (2) No exercício 2010, contempla valores de processos inclusos na adesão ao Programa de Parcelamento e pagamento à vista de débitos tributários. 17) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Provisão para riscos - fiscais................................................................................................................... 145.616 Variação monetária sobre tributos (1) ..................................................................................................... 9.253 23.715 Patrocínio cultural .................................................................................................................................... 4.140 1.605 Indenizações cíveis ................................................................................................................................. 3.681 347 Doações .................................................................................................................................................. 9.450 Outras...................................................................................................................................................... 5.586 4.142 Totais ...................................................................................................................................................... 168.276 39.259 (1) No exercício de 2010, contempla atualização de processos inclusos na adesão ao Programa de Parcelamento e pagamento de tributos. 18) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Resultado na alienação de valores e bens (1) ........................................................................................ Receitas de alugueis ............................................................................................................................... Reversão de provisões não operacionais................................................................................................ Provisão para desvalorização de bens e investimentos.......................................................................... Total ........................................................................................................................................................ (1) Em 2011, refere-se, substancialmente, ao lucro apurado na alienação de ações da CETIP S.A.

19) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador, coligadas e controladas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas de operações, e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 10 17 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 4.081.681 3.958.263 445.633 352.990 Dividendos/Juros sobre Capital Próprio: Serel Participações S.A. .................................................................. 18.389 18.269 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (2.350) Caetê Holdings Ltda. ....................................................................... 2.322 2.675 Outras controladas e coligadas ........................................................ 194 177 Aluguel: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 7.559 5.861 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da organização Bradesco e seus Administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 20) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS A Alvorada Cartões (incorporadora do Banco BEC S.A.) patrocina plano de benefício definido por meio da Caixa de Previdência Privada do Banco do Estado do Ceará - CABEC. Os recursos garantidores dos planos de previdência são investidos de acordo com a legislação pertinente (títulos públicos e privados, ações de companhias abertas e imóveis). 21) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente ................................................................................................................................... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas e controladas .............................................................................................. Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social .......................................................................... Despesas indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis .................................................................... Juros sobre o capital próprio pagos ........................................................................................................ Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício............................................................................... b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 649.384 368.862 (259.753)

(147.545)

15.820 741 80.000 2.443 (160.749)

8.029 21.749 (3.679) (24) (121.470)

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010

11) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisão para riscos - fiscais (Nota 10b)................................................................................................. Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 21c).................................................................. Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 19.654 (199) 10.403 7.670 471 108 (158) 30.165 7.784

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 87.430 83.462 11.469 11.157 13.335 37.473 3.105 65.247 115.339 197.339

Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social, devidos..................................................................................... Impostos diferidos Constituição/realização, no exercício, sobre adições temporárias .......................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 23.147 20.975 4.261 4.607 1.665 999 26 28 29.099 26.609

Saldo em 31.12.2010 1.926 7.761 24.940 1.928 7.199 11.630 10.247 46.933 53.565

(65.271)

(67.602)

(95.478) (95.478) (160.749)

(53.868) (53.868) (121.470) R$ mil Saldo em 31.12.2011 2.002 5.412 29.202 2.055 7.484 12.019 9.914 2.563

Constituição Realização Provisão para créditos de liquidação duvidosa ...................................... 76 Provisão para contingências cíveis ........................................................ 2.349 Provisão para contingências fiscais ....................................................... 5.206 944 Provisão para contingências trabalhistas ............................................... 286 159 Provisão para perda de títulos e investimentos...................................... 285 Provisão para desvalorização de bens imóveis...................................... 481 92 12) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Ajuste a Valor de Mercado dos títulos para negociação......................... 319 652 a) Capital social Ágio amortizado ..................................................................................... 46.933 O capital social no montante de R$ 3.044.000 mil (2010 - R$ 3.044.000 mil), totalmente subscrito e integralizado, é representado por 5.009.948.649 ações Outros..................................................................................................... 2.563 53.565 ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. Total dos créditos tributários sobre diferenças b) Reservas de Lucros temporárias (Nota 7b)......................................................................... 166.129 9.216 104.694 70.651 Em 31 de dezembro - R$ mil 11.157 1.816 1.504 11.469 Obrigações fiscais diferidas (Nota 11a).................................................. 2011 2010 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas ........ 154.972 7.400 103.190 59.182 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. 1.733.366 1.444.731 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias Reserva Legal (1) .................................................................................................................................... 107.482 83.050 Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Reserva Estatutária (2)............................................................................................................................ 1.625.884 1.361.681 Diferenças temporárias (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido Imposto Contribuição das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital de renda social Total ou para compensar prejuízos; e 7.597 4.321 11.918 (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 2012............................................................................................................................... 2013............................................................................................................................... 23.405 13.794 37.199 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. 2014............................................................................................................................... 13.362 7.745 21.107 c) Dividendos e Juros sobre o capital próprio 267 160 427 Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 2015............................................................................................................................... Total (Nota 7b).............................................................................................................. 44.631 26.020 70.651 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. semestrais e mensais, utilizando-se das contas de Lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. e) O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 66.417 mil (2010 Demonstrativo dos juros sobre o capital próprio e dividendos relativos aos exercícios findos em 31 de dezembro: R$ 153.723 mil) de diferenças temporárias. R$ mil f) Obrigações fiscais diferidas 2011 2010 A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 11.469 mil (2010 - R$ 11.157 mil) relativas a: Lucro Líquido......................................................................................................................................... 488.635 247.392 ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários - R$ 5.174 mil (2010 - R$ 6.678 mil) e atualização monetária de depósitos judiciais de R$ 6.295 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (24.432) (12.370) mil (2010 - R$ 4.479 mil). Base de cálculo ..................................................................................................................................... 464.203 235.022 22) OUTRAS INFORMAÇÕES Dividendos propostos (1)......................................................................................................................... 2.350 Juros sobre o capital próprio (2).............................................................................................................. 200.000 a) Gerenciamento de riscos Imposto de renda na fonte....................................................................................................................... (30.000) A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos Juros sobre o capital próprio (líquido) ..................................................................................................... 170.000 negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. Percentual em relação à base de cálculo............................................................................................ 36,6% 1,0% As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o (1) Os dividendos de 2010 foram pagos em 29 de dezembro de 2011; e alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. (2) Pagos em 28 de outubro de 2011, conforme Ata da Reunião da Diretoria de 30 de setembro de 2011. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. 13) DESPESAS DE PESSOAL A Alvorada CCFI como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, Refere-se a processos trabalhistas no montante de R$ 1.064 mil (2010 - R$ 1.030 mil). de mercado, de liquidez e operacional. 14) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns pronunciamentos contábeis, suas interpretações Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil e orientações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando 2011 2010 aprovados pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 1.748 3.077 • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Depreciação ............................................................................................................................................ 1.702 1.702 Serviços de terceiros............................................................................................................................... 295 235 • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 274 349 • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Propaganda e publicidade....................................................................................................................... 236 268 • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Outras...................................................................................................................................................... 42 34 • Resolução nº 3.973/11 - Evento Subsequente (CPC 24); Total ........................................................................................................................................................ 4.297 5.665 • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento Baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de janeiro de 2012); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro 15) DESPESAS TRIBUTÁRIAS de 2012). Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será 2011 2010 de maneira prospectiva ou retrospectiva. Contribuição à COFINS........................................................................................................................... 22.276 15.091 Contribuição ao PIS................................................................................................................................. 3.620 2.452 A DIRETORIA Impostos e taxas ..................................................................................................................................... 254 1.481 Jorge Andrade Costa - Contador - 1SP159543/O-0 Total ........................................................................................................................................................ 26.150 19.024

Provisão para riscos - cíveis (Nota 10b).................................................................................................. Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Provisão para riscos - trabalhistas (Nota 10b) ........................................................................................ Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. Osasco - SP

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Examinamos as demonstrações contábeis da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço Opinião patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis funcionar pelo Banco Central do Brasil. A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstrações do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício Responsabilidade dos auditores independentes e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6

Osasco, 14 de fevereiro de 2012

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

José Cláudio Costa Contador CRC 1SP167720/O-1


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

11

Andorra Holdings S.A. CNPJ 08.503.501/0001-00 Sede: Cidade de Deus, Osasco, SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Cidade de Deus, 15 de fevereiro de 2012.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, temos a satisfação de submeter à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis, relativas

Diretoria

ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhado das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO

2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Ativos Financeiros para Negociação (Nota 7) ............................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 14b)........................................................................................ Dividendos a Receber (Nota 13a) ................................................................................................................. NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Realizável a Longo Prazo ........................................................................................................................... Empréstimos e Adiantamentos a Instituições de Crédito (Nota 6) ............................................................... Créditos Tributários........................................................................................................................................ Investimentos (Nota 8) ................................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010

293.973 19 291.692 1.970 292 173.791 38 38 173.753 467.764

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

75.294 11 74.224 826 233 346.232 202.926 202.903 23 143.306 421.526

2011

2010

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 14c).......................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 9d) ....................................................................................................................... Outras Obrigações ........................................................................................................................................

1.526 926 490 110

6.371 5.922 382 67

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País............................................................................................................................ Reservas de Capital (Nota 9b) ...................................................................................................................... Reservas de Lucros (Nota 9c).......................................................................................................................

466.238

415.155

120.628 183.517 162.093

120.628 183.517 111.010

TOTAL ...........................................................................................................................................................

467.764

421.526

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 62.574 48.510 31.835 23.945 30.739 24.565

RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Receitas Financeiras (Nota 10) ..................................................................................................................... Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 8a) ......................................................................................... DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Tributárias ..................................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 11)............................................................................................... Despesas Financeiras (Nota 12) ...................................................................................................................

304 1 213 90

464 1 396 67

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

62.270

48.046

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 14a) .................................................................

(10.697)

(7.824)

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................

51.573

40.222

Número de ações .......................................................................................................................................... Lucro Líquido básico e diluído por lote de mil ações em R$ .........................................................................

321.379.517 160,47

321.379.517 125,15

Eventos Saldos em 31.12.2009.................................................

Capital Social 120.628

Reservas de Capital 183.517

Lucro Líquido do Exercício ...........................................

-

-

-

-

Destinações: - Reservas.............................................. - Dividendos Propostos (R$ 1,19 por lote de mil ações) ................................

-

-

2.011

37.829

(39.840)

-

-

-

-

(382)

Saldos em 31.12.2010.................................................

120.628

183.517

5.604

105.406

Lucros Acumulados -

Totais 375.315

40.222

40.222

415.155

51.573

51.573

Lucro Líquido do Exercício ...........................................

-

-

-

-

-

-

2.578

48.505

(51.083)

-

-

-

-

(490)

Saldos em 31.12.2011.................................................

120.628

183.517

8.182

153.911

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

(382)

-

Destinações: - Reservas.............................................. - Dividendos Propostos (R$ 1,52 por lote de mil ações) ................................

-

(490) 466.238

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA (PELO MÉTODO INDIRETO) - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos......................................................................................... Resultado de Participações em Controlada ................................................................................................ Juros, Variações Monetárias e Cambiais Líquidas ...................................................................................... Outros .......................................................................................................................................................... Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. (Aumento)/Redução em Ativos Financeiros para Negociação/Empréstimos e Adiantamentos .................. (Aumento)/Redução em Outras Obrigações ............................................................................................... Tributos a Compensar e Créditos Tributários................................................................................................. Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ........................................................................................... Caixa Líquido Gerado pelas Atividades Operacionais ............................................................................ Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Dividendos Recebidos ................................................................................................................................. Caixa Líquido Gerado pelas Atividades de Investimentos...................................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................................................ Caixa Líquido Gerado pelas Atividades de Financiamentos .................................................................. Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

Reservas de Lucros Legal Estatutária 3.593 67.577

62.270 (30.739) (30.739) 31.531 (14.565) 43 (1.159) (15.693) 157 233 233

Exercícios findos em 31 de dezembro GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

48.046 (24.477) (24.565) 66 22 23.569 (56.919) (14) (6.333) (39.697) 39.994 39.994

(382) (382) 8 11 19 8

(296) (296) 1 10 11 1

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2011

1 - RECEITAS .................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ 2.1) Serviços de Terceiros ........................................................ 2.2) Outros ................................................................................. 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - RETENÇÕES .............................................................................. 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO (3-4)........................................ 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ............................................................... 6.1) Resultado de Equivalência Patrimonial ........................... 6.2) Receitas Financeiras ......................................................... 7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6).................. 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL................... 8.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Estaduais ............................................................................. 8.2) Remuneração de Capitais de Terceiros e Outros............ 8.3) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

(175) (175) (175) (175) 62.574 30.739 31.835 62.399 62.399 10.736 10.735 1 90 51.573 490 51.083

%

2010 (0,3) (0,3) (0,3) (0,3) 100,3 49,3 51,0 100,0 100,0 17,2 17,2 0,1 82,7 0,8 81,9

% (361) (101) (260) (361) (361)

48.510 24.565 23.945 48.149 48.149 7.860 7.859 1 67 40.222 382 39.840

(0,7) (0,2) (0,5) (0,7) (0,7) 100,7 51,0 49,7 100,0 100,0 16,4 16,4 0,1 83,5 0,8 82,7

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) INFORMAÇÕES GERAIS A Andorra Holdings S.A. é uma sociedade que tem por objetivo a administração, locação, compra, venda de bens próprios e participação em outras sociedades como cotista ou acionista. A Andorra Holdings S.A. é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012.

O ágio é testado anualmente e sempre que for observado um evento que cause a redução ao valor recuperável, comparando-se o valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados de uma unidade geradora de caixa ao valor contábil de seus ativos líquidos, incluindo o ágio atribuível e contabilizado ao custo deduzido das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável. Perdas por redução ao valor recuperável de ágio não podem ser revertidas. Ganhos e perdas auferidos na venda de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relativo à entidade vendida.

2.2) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis estão apresentadas em milhares de reais (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de apresentação.

2.9) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) Os valores contábeis dos ativos não financeiros são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda ao valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é estimado anualmente. Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento operacional determinado de acordo com o CPC 22. Perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes às UGCs são inicialmente alocadas na redução de qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de maneira pró-rata. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas de valor recuperável é revertida somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tenha sido reconhecida.

2.8) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. justo por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se existirem evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoca um impacto nos fluxos de 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável. (CPCs). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir a mensuração dos ativos ao seu valor justo, b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está quando aplicável. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar e o aumento puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, a perda por redução Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis. ao valor recuperável é revertida da demonstração do resultado. A Companhia não apresenta demonstrações contábeis consolidadas conforme previsto no CPC 36, item 10.

2.3) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimentos, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. 2.4) Ativos Financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado subdividido em: mantidos para negociação e designados ao valor justo por meio de resultado, no reconhecimento inicial; disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo no reconhecimento inicial. II - Ativos financeiros para negociação Os ativos financeiros para negociação são os ativos mantidos pela Companhia com o propósito de negociar no curto prazo, ou que a Companhia mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os instrumentos financeiros também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos financeiros mantidos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. As receitas e despesas de juros de ativos financeiros mantidos para negociação são reconhecidas nas contas de “Receitas Financeiras”. b) Ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados em mantidos até o vencimento ou para negociação para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidos em resposta a mudanças nas taxas de juros, taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidos no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, com exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros disponíveis para venda. c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento e que não são designados como avaliados pelo valor justo por meio do resultado ou como disponíveis para venda. Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. d) Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são mensurados inicialmente pelo valor justo mais os custos diretos de transação, e subsequentemente avaliados pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Ativos financeiros adquiridos com compromissos de revenda são registrados como empréstimos e adiantamentos à instituições de crédito ou clientes, conforme apropriado. A diferença entre o preço de venda e de recompra é tratada como juros e reconhecida ao longo do prazo do contrato com base na taxa efetiva de juros. Juros sobre empréstimos e recebíveis são incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil dos empréstimos e adiantamentos e é reconhecida na demonstração do resultado, como perda por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia não possuía empréstimos e recebíveis. 2.5) Passivos Financeiros A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes passivos podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos financeiros mantidos para negociação. I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. II - Passivos financeiros para negociação Os passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e perdas líquidos de ativos financeiros para negociação”. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Companhia não possuía passivos financeiros mantidos para negociação. b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas. 2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas. 2.7) Investimento em Controladas São classificados como controladas as entidades as quais a Companhia exerce controle, ou seja, quando detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controle quando a Companhia possuir, direta ou indiretamente, preponderâncias de gerir as políticas financeiras e operacionais de determinadas entidades para obter benefícios em suas atividades, mesmo que a percentagem que detém sobre o seu capital próprio for inferior a 50%. A existência e o efeito de potenciais direitos de voto, que são atualmente exercíveis ou conversíveis, são levados em consideração ao avaliar se a Companhia controla outra entidade. Os investimentos em sociedade controlada são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado do exercício como despesa (ou receita) operacional. O resultado das controladas adquiridas ou vendidas durante os exercícios são incluídos nas demonstrações contábeis a partir da data efetiva de aquisição ou até a data em que o controle deixar de existir. I - Ágio (Goodwill) l O ágio (ou deságio) é originado no processo de aquisição de controlada. O ágio representa o excesso do custo de aquisição em razão da participação da Companhia sobre o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis adquiridos de uma controlada na data da aquisição. O ágio originado na aquisição de controlada é incluído no valor dos investimentos. Quando o excesso é negativo (deságio) este é reconhecido imediatamente no resultado como ganho na data de aquisição.

2.10) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e Obrigações Legais: Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. 2.11) Patrimônio Líquido a) Lucro por ação A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas pela Companhia e mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. b) Dividendos a pagar A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. 2.12) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. Receitas Financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial), ganhos na alienação de ativos financeiros disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito em receber o pagamento é estabelecido. Os dividendos recebidos dessa controlada são registrados por equivalência patrimonial e reduzem o valor do investimento. 2.13) Imposto de Renda e Contribuição Social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A despesa com imposto de renda corrente é calculada como a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício. De acordo com a Lei no 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei no 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei no 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS A Companhia, como parte integrante da Organização Bradesco, tem estrutura de gerenciamento de riscos que permite que estes sejam efetivamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados de modo integrado, envolvendo a Alta Administração, quando necessário. 3.1. Valor justo de ativos e passivos financeiros A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. Nível 3 Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa significativos da Administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos contratos de derivativos. 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

...continuação

Andorra Holdings S.A. CNPJ 08.503.501/0001-00 Sede: Cidade de Deus, Osasco, SP

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 6) EMPRÉSTIMOS E ADIANTAMENTOS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO Essas estimativas e julgamentos contábeis referem-se basicamente ao seguinte item: I - Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros Empréstimos e Adiantamentos a Instituições de Crédito no montante de R$ 202.903, em 31.12.2010, refere-se a operações compromissadas com lastros Determinados ativos, como investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda ao valor recuperável (impairment). As despesas com perda ao valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda ao valor recuperável, ou de não-recuperabilidade do em debêntures. custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda ao valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2011 Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... (1) Refere-se a depósito bancário à vista.

19 19

Em 31 de dezembro 2010 11 11

7) ATIVOS FINANCEIROS PARA NEGOCIAÇÃO Ativos Financeiros para Negociação no montante de R$ 291.692 (2010 - R$ 74.224), referem-se a aplicações em Fundos de Investimento no montante de R$ 73.220 (2010 - R$ 74.224) e Letras Financeiras, à taxa de 105% do CDI, com vencimento em 28/01/2013, montante de R$ 218.472. Estes ativos são classificados na categoria de ativos financeiros para negociação, enquadradas no nível 1.

8) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na conta de Resultado de Equivalência Patrimonial e corresponderam, no exercício, a um resultado positivo de R$ 30.739 (2010 - R$ 24.565). b) A composição dos Investimentos está demonstrada a seguir: Em 31 de dezembro Quantidade de cotas possuídas (em milhares) 76.866 -

Patrimônio Lucro Participação Líquido Líquido no capital Empresas Ajustado Ajustado social - % Veneza Empreendimentos e Participações S.A. ................................ 109.757 30.739 100,0 Ágio - Veneza Empreendimentos e Participações S.A. (1).................. Total .................................................................................................... (1) O ágio está fundamentado na diferença entre o valor de mercado de ativos e o respectivo valor contábil, quando da aquisição da Companhia, em 10 de agosto de 2007.

Investimentos 2011 109.757 63.996 173.753

2010 79.310 63.996 143.306

9) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Composição do capital social em ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal.

12) DESPESAS FINANCEIRAS

Em 31 de dezembro 2011 2010 Ordinárias................................................................................................................................................ 321.379.517 321.379.517 Total ........................................................................................................................................................ 321.379.517 321.379.517 b) Reservas de Capital A reserva de capital é composta principalmente por ágio pago pelos acionistas na subscrição de ações. A reserva de capital é utilizada para (i) absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros; (ii) resgate, reembolso ou compra de ações; (iii) resgate de partes beneficiárias; (iv) incorporação ao capital social; e (v) pagamento de dividendo às ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for assegurada. c) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro 2011 2010 Reservas de lucros................................................................................................................................ 162.093 111.010 Reserva legal (1) ..................................................................................................................................... 8.182 5.604 Reserva estatutária (2)............................................................................................................................ 153.911 105.406 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Companhia, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, mediante proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho de Administração e deliberada pela Assembleia Geral, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. d) Dividendos Conforme disposições estatutárias aos acionistas estão assegurados dividendos que correspondam no mínimo a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da lei societária. A Assembleia deliberará sobre a destinação do resultado do exercício. Os cálculos dos dividendos relativos aos exercícios de 2011 e 2010 estão demonstrados a seguir: Em 31 de dezembro 2011 % (1) 2010 % (1) Lucro Líquido do Exercício ........................................................... 51.573 40.222 Reserva Legal .................................................................................. (2.578) (2.011) Base de Cálculo.............................................................................. 48.995 38.211 Dividendos complementares/provisionados ..................................... 490 382 Total dos Dividendos ..................................................................... 490 1,0 382 1,0 (1) Percentual dos dividendos sobre a base de cálculo.

Juros Passivos......................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2011

10) RECEITAS FINANCEIRAS 2011 Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... Rendimento de Operações Compromissadas com Lastro em Debêntures ............................................ Rendimento de Aplicações em Letras Financeiras ................................................................................. Juros Ativos ............................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

8.075 1.485 22.273 2 31.835

Em 31 de dezembro 2010 5.931 18.013 1 23.945

11) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS 2011 Serviços de Terceiros .............................................................................................................................. Editais e Publicações .............................................................................................................................. Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. Doações .................................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Ajuste decorrente de avaliação 2011 30.739 30.739

12 163 38 213

Em 31 de dezembro 2010 17 84 35 260 396

90 90

2010 24.565 24.565

Em 31 de dezembro 2010 67 67

13) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com partes relacionadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, vigentes nas datas das operações, e as transações estão assim representadas: Em 31 de dezembro 2011 2010 Ativo Receitas Ativo Receitas (passivo) (despesas) (passivo) (despesas) Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 19 11 Empréstimos e Adiantamentos a Instituições de Crédito: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 1.485 202.903 18.013 Ativos Financeiros para Negociação: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 218.472 22.273 Dividendos a Receber: Veneza Empreendimentos e Participações S.A. .............................. 292 233 Dividendos a Pagar: Miramar Holdings Ltda. .................................................................... (225) (176) Bradesplan Participações Ltda. ....................................................... (265) (206) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. 14) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social: 2011 62.270 (21.171)

Em 31 de dezembro 2010 48.046 (16.336)

Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ 10.450 8.352 Despesas e provisões indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis ............................................... (54) Benefícios fiscais..................................................................................................................................... 24 214 Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (10.697) (7.824) b) Tributos a Compensar ou a Recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar no montante de R$ 1.970 (2010 - R$ 826) referem-se ao imposto de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras. c) Impostos e Contribuições a Recolher Os impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 926 (2010 - R$ 5.922), referem-se a Imposto de Renda de R$ 680 (2010 - R$ 5.713), e Contribuição Social de R$ 246 (2010 - R$ 209). 15) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Não houve componentes de outros resultados abrangentes e por esta razão não está sendo apresentada a Demonstração do Resultado Abrangente. b) Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perdas possíveis ou prováveis de natureza relevantes. c) A empresa, em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos.

A DIRETORIA Jorge Andrade Costa – Contador – CRC 1SP159543/O-0

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Aos Administradores e Acionistas da Andorra Holdings S.A. Osasco - SP

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Examinamos as demonstrações contábeis da Andorra Holdings S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 financeira da Andorra Holdings S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 28 de janeiro de 2011, que não conteve qualquer modificação.

São Paulo, 15 de fevereiro de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Zenko Nakassato Contador CRC 1SP 160769/O-0

André Dala Pola Contador CRC 1SP 214007/O-2

O segredo absoluto sobre a saúde dos chefes é um traço totalitário. Teodoro Petkoff , opositor venezuelano. nternacional

UMA CIRURGIA DE SUCESSO? Autoridades dizem que médicos retiraram 'totalmente' tumor de Hugo Chávez. Mas especialistas dão menos de dois anos de vida ao líder, aponta WikiLeaks.

A

s autoridades venezuelanas comemoraram ontem a 'boa condição física' do presidente Hugo Chávez, após uma cirurgia para a retirada de um tumor na região pélvica, mas médicos russos e cubanos que o atenderam no ano passado não estão tão otimistas: eles estimam que o mandatário teria entre um e dois anos de vida. Segundo e-mail da empresa de segurança Stratfor vazado pelo WikiLeaks, o tumor de Chávez teve início perto da próstata e se estendeu para o cólon. Citando "fontes médicas confiáveis", o documento alega que o câncer atingiu os nódulos linfáticos e a medula óssea. Os médicos cubanos, prossegue a mensagem, dão dois anos de vida ao presidente, enquanto a previsão dos russos, "devido a equipamentos médicos impróprios, é de menos de um ano". No e-mail, há a alegação de que os russos culpam os cubanos por uma "cirurgia incorreta" na primeira tentativa de remoção do tumor, o que fez com que a segunda cirurgia fosse apenas para os russos "consertarem os erros da equipe cubana". Os russos dizem ainda que os cubanos não têm o tratamento por imagem correto a fim de cuidar de Chávez de modo adequado. O documento também alega

que Chávez, de 57 anos, é um "mau paciente", pois não escuta os médicos e interrompe o tratamento quando precisa fazer uma aparição pública. Cirurgia - Em Cuba, Chávez passou por uma terceira cirurgia, na noite de segunda-feira, para a retirada de um novo tumor. Em junho passado, após a retirada de um abscesso, ele anunciou a detecção de um tumor, também extraído, em uma segunda cirurgia. Segundo o vice-presidente venezuelano, Elías Jaua, a retirada total da lesão foi um sucesso e agora Chávez se recupera em um hospital de Havana. "Foi realizada a extração total da lesão pélvica diagnosticada. Não houve complicações relacionadas com os órgãos locais. O pós-operatório imediato tem sido estável clinicamente sem complicações sistêmicas. Ele se recupera adequadamente", disse Jaua, acrescentando que o líder estava em contato direto com o governo em Caracas. Jaua leu um comunicado dando detalhes sobre a cirurgia de Chávez diante da Assembleia Nacional, dizendo que o resultado foi "satisfatório". Uma fonte médica próxima à equipe que o tratou em Caracas disse que a cirurgia durou 90 minutos. Nada ainda foi divulgado, no entanto, sobre a

natureza da "lesão". O jornalista venezuelano Nelson Bocaranda, o primeiro a divulgar, na semana passada, a notícia de que Chávez estava em Cuba, afirmou ontem em sua coluna de que um dos três oncologistas oferecidos a Chávez pelo ex-presidente Luiz Iná-

cio Lula da Silva e pela presidente Dilma Rousseff havia viajado para Havana. Silêncio - Chávez voltou a Havana na semana passada para mais uma cirurgia, após reiteradas afirmações de que estava curado depois dos dois procedimentos realizados no

ano passado. Isso alimentou dúvidas com relação à sua capacidade de fazer campanha para a reeleição em outubro – ou de governar, caso vença. A oposição venezuelana criticou ontem o silêncio oficial em torno da saúde de Chávez. "Este silêncio é uma coisa

completamente anômala, só comparável com o sucedido com a doença de Fidel Castro e com o que ocorria na União Soviética", porque "o segredo absoluto sobre a saúde dos chefes é um traço totalitário", disse o excandidato presidencial Teodoro Petkoff à agência Efe. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

13

Banco Bankpar S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 60.419.645/0001-95 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

No exercício, o BANKPAR registrou Lucro Líquido de R$ 16,661 milhões, correspondente a R$ 47,95 por lote de mil ações, Patrimônio Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, do Banco Bankpar S.A. Líquido de R$ 160,312 milhões e Ativos Totais de R$ 3,684 bilhões. Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. (BANKPAR), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) ......... Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 6)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operação de Créditos de Liquidação Duvidosa ..................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 8).......................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 6)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operação de Créditos de Liquidação Duvidosa ..................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 7)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Outros Investimentos..................................................................................................................................... IMOBILIZADO DE USO (Nota 10)................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 11) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 12).................................................................................................................................. Outros Ativos Intangíveis............................................................................................................................... Amortização Acumulada Intangível ............................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 3.568.854 9.997 2.415 2.415 340.216 498.244 (158.028) 3.198.766 3.282.853 (84.087) 17.460 17.460 109.333 437 645 (208) 108.896 108.943 (47) 5.507 1 1 4.657 23.724 (19.067) 50 4.085 (4.035) 799 1.203 (404) 3.683.694

2010 3.046.532 8.123 14.094 14.094 278.043 389.742 (111.699) 2.746.272 2.815.206 (68.934) 108.818 893 1.251 (358) 107.925 107.963 (38) 7.970 407 407 6.552 23.500 (16.948) 111 4.085 (3.974) 900 1.076 (176) 3.163.320

PASSIVO CIRCULANTE. .............................................................................................................................................. DEPÓSITOS (Nota 13a)................................................................................................................................ Depósitos Interfinanceiros. ............................................................................................................................ Depósitos à Vista........................................................................................................................................... INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) .......................................................................... Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança/Arrecad. Tributos e Assemelhados................................................................................................ Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota 15b).......................................................................................................................................

2011 3.520.924 929.568 928.179 1.389 4.093 4.093 2.587.263 602 9.906 2.576.755

2010 2.992.722 775.743 775.743 10.191 10.191 2.206.788 424 4.563 2.201.801

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13a)................................................................................................................................ Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) .......................................................................... Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota 15b).......................................................................................................................................

2.458 1.021 1.021 1.437 970 467

26.947 2.341 2.341 2.204 2.204 22.402 5.640 16.762

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 16). ............................................................................................................... Capital: - De Domiciliados no País.............................................................................................................................. Prejuízos Acumulados. ..................................................................................................................................

160.312

143.651

318.000 (157.688)

318.000 (174.349)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

3.683.694

3.163.320

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Operações de Crédito ................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários ......................................... Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 5d) ..................................... Resultado de Operações de Câmbio ............................................................................ DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 13b)........................................................ Operações de Empréstimos e Repasses ...................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 6f)............................................ RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Receita de Prestação de Serviços (Nota 17) ................................................................ Despesas de Pessoal (Nota 18) .................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 19).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 20) ..................................................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 21)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 22)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 23) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 25) ................................... LUCRO LÍQUIDO/(PREJUÍZO)..................................................................................... Número de ações (Nota 16a) ........................................................................................ Lucro/(Prejuízo) por lote de mil ações em R$ ...............................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

2º Semestre 2011 175.472 178.763 (3.291) 141.533 48.641 92.892 33.939 (40.762) 3.826 (4.192) (54.107) (92.918) 206.529 (99.900) (6.823) 10.077 3.254 (7.154) (3.900) 347.487.104 (11,22)

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 340.252 296.507 342.518 298.801 264 (2.266) (6.355) 3.797 249.241 192.051 92.086 70.051 192 157.155 121.808 91.011 104.456 (58.271) (61.710) 8.060 9.875 (9.047) (21.028) (86.719) (68.778) (116.937) (20.674) 339.301 217.630 (192.929) (178.735) 32.740 42.746 10.077 42.817 42.746 (26.156) (27.984) 16.661 14.762 347.487.104 347.487.104 47,95 42,48

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

2º Semestre 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos......................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa......................................................... Depreciações e Amortizações..................................................................................... Constituições/(Reversões) de Provisões Trabalhistas e Cíveis ................................... Lucro na Alienação de Investimentos .......................................................................... Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social......... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................... (Aumento)/Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos.............................................................................................. (Aumento)/Redução em Operações de Crédito........................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos/Outros Valores e Bens................................ Aumento/(Redução) em Depósitos.............................................................................. Aumento/(Redução) em Obrigações por Empréstimos e Repasses ........................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Alienação de Investimentos ......................................................................................... Alienação de Imobilizado de Uso ................................................................................ Aquisição de Imobilizado de Uso................................................................................. Aplicações no Intangível.............................................................................................. Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos .............................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............... Aumento/(Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................. Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................

3.254 83.959 92.892 1.199 (55) (10.077) 87.213 -

42.817 149.814 157.155 2.408 328 (10.077) 192.631 -

42.746 134.787 121.808 2.513 10.466 177.533 36.692

(401) (109.142) (409.040) 73.403 379.162 (27.283) (6.088)

4.398 (203.710) (468.751) 151.483 368.675 (52.985) (8.259)

1.887 (109.985) (314.308) (20.976) (15.414) 257.587 (38.834) (25.818)

10.483 (98) (109) 10.276 4.188 5.809 9.997 4.188

10.483 (223) (127) 10.133 1.874 8.123 9.997 1.874

3 (117) (753) 209 (658) (26.476) 34.599 8.123 (26.476)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Eventos Saldos em 30.6.2011....................................................................... Prejuízo ............................................................................................ Saldos em 31.12.2011..................................................................... Saldos em 31.12.2009..................................................................... Lucro Líquido.................................................................................... Saldos em 31.12.2010..................................................................... Lucro Líquido.................................................................................... Saldos em 31.12.2011.....................................................................

Capital Social 318.000 318.000 318.000 318.000 318.000

Lucros/ (Prejuízos) Acumulados (153.788) (3.900) (157.688) (189.111) 14.762 (174.349) 16.661 (157.688)

Reservas de Capital -

Totais 164.212 (3.900) 160.312 128.889 14.762 143.651 16.661 160.312

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Prestação de Serviços.............................. 1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.................................................... 1.4) Outras ........................................................ 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ..................................................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Materiais de Energia e Outros ........................... Serviços de Terceiros......................................... Comunicações ................................................... Serviços do Sistema Financeiro ........................ Propaganda, Promoções e Publicidade............. Serviços Técnicos Especializados ..................... Processamento de Dados.................................. Manutenção e Conservação de Bens ................ Viagens .............................................................. Vigilância e Segurança....................................... Transporte .......................................................... Outras ................................................................ 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3).............. 5 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ............. 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5)...................................... 7 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR .............. 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 8.1) Pessoal ...................................................... Proventos .................................................... Benefícios ................................................... FGTS .......................................................... Outros Encargos ......................................... 8.2) Remuneração do Governo ....................... Federais ...................................................... Municipais ................................................... 8.3) Remuneração de Capitais Terceiros........ Alugueis ...................................................... 8.4) Remuneração de Capitais Próprios ........ Lucro/(Prejuízo) do Período ........................

2º Semestre 2011 % 203.112 196,8 175.472 170,0 3.826 3,7

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 347.606 199,4 223.469 340.252 195,1 296.507 8.060 4,6 9.875

% 248,3 329,4 11,0

(92.892) 116.706

(90,0) 113,1

(157.155) 156.449

(90,1) 89,8

(121.808) 38.895

(135,3) 43,2

(48.641) (50.056) (1.805) (13.857) (2.705) (205) (17.361) (2.999) (6.378) (1.588) (935) (549) (895) (779) 104.415 (1.199)

(47,1) (48,5) (1,7) (13,4) (2,6) (0,2) (16,8) (2,9) (6,2) (1,5) (0,9) (0,5) (0,9) (0,9) 101,2 (1,2)

(92.086) (78.744) (3.267) (21.485) (4.914) (302) (22.491) (6.157) (11.193) (2.533) (1.860) (1.006) (1.840) (1.696) 176.776 (2.408)

(52,8) (45,2) (1,9) (12,3) (2,8) (0,2) (12,9) (3,5) (6,4) (1,4) (1,1) (0,6) (1,1) (1,0) 101,4 (1,4)

(70.243) (60.690) (2.301) (12.904) (5.424) (746) (18.902) (6.758) (3.868) (1.973) (2.088) (951) (1.895) (2.880) 92.536 (2.513)

(78,0) (67,5) (2,6) (14,3) (6,1) (0,8) (21,0) (7,5) (4,3) (2,2) (2,3) (1,1) (2,1) (3,2) 102,8 (2,8)

103.216 103.216 103.216 3.655 2.657 508 309 181 100.609 100.551 58 2.852 2.852 (3.900) (3.900)

100,0 100,0 100,0 3,5 2,5 0,5 0,3 0,2 97,5 97,4 0,1 2,8 2,8 (3,8) (3,8)

174.368 174.368 174.368 7.954 5.429 995 482 1.048 144.186 144.043 143 5.567 5.567 16.661 16.661

100,0 100,0 100,0 4,6 3,1 0,6 0,3 0,6 82,7 82,6 0,1 3,2 3,2 9,5 9,5

90.023 90.023 90.023 19.591 7.250 1.381 516 10.444 50.095 49.897 198 5.575 5.575 14.762 14.762

100,0 100,0 100,0 21,8 8,1 1,5 0,6 11,6 55,6 55,4 0,2 6,2 6,2 16,4 16,4

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Bankpar S.A. (BANKPAR) é uma instituição financeira, que tem por objetivo efetuar operações bancárias em geral. O BANKPAR é parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas atividades conduzidas de forma integrada a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos, e suas informações financeiras trimestrais devem ser entendidas neste contexto. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a coparticipação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. O BANKPAR mantém a exclusividade de emitir os cartões American Express da linha Centurion no Brasil. A linha Centurion inclui os tradicionais cartões Green, Gold e Platinum que apresentam a logomarca American Express Centurion. O direito de exclusividade considera o prazo mínimo de 10 anos, contados a partir de junho de 2006 e permite ao BANKPAR emitir cartões American Express para clientes pessoas físicas e jurídicas e oferecer o programa “Membership Rewards” relativo a esses cartões. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas pelo método exponencial. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificadas de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção contra risco (hedge) ou não. As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado dos ativos e passivos financeiros são considerados como instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em: • Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas, realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e • Hedge de fluxo de caixa: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações é registrada, líquida dos efeitos tributários, em conta destacada no Patrimônio Líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida diretamente em conta de resultado. f) Operações de crédito, outros créditos com características de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo) e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes da seguinte forma: Período de atraso • de 0 a 14 dias ................................................................................................................................................................ • de 15 a 30 dias .............................................................................................................................................................. • de 31 a 60 dias .............................................................................................................................................................. • de 61 a 90 dias .............................................................................................................................................................. • de 91 a 120 dias ............................................................................................................................................................ • de 121 a 150 dias .......................................................................................................................................................... • de 151 a 180 dias .......................................................................................................................................................... • superior a 180 dias ........................................................................................................................................................

Classificação do cliente A B C D E F G H

l das operações vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas de operações de crédito e, a partir do 60º dia, em rendas a A atualização (accrual) apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações, que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão estimada para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações procedidas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. g) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social, são registrados na rubrica “Outros créditos - diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras obrigações - fiscais e previdenciárias”. Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários sobre prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social serão realizados de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando à alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Os créditos tributários originados em períodos anteriores decorrentes da elevação da alíquota da contribuição social para 15%, são registrados até o limite das obrigações tributárias correspondentes (Nota 23). Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não apresentam efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários das mencionadas leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes.

h) Despesas antecipadas São representadas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registrados no resultado de acordo com o período de competência. i) Investimentos Outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. j) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrados ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útileconômica estimada dos bens, sendo: instalações, móveis e equipamentos de uso - 10% ao ano e sistemas de processamento de dados - de 20% a 30% ao ano e ajustado por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Diferido Está registrado ao custo de aquisição ou formação, liquido das respectivas amortizações acumuladas. A amortização do diferido, composto por gastos com desenvolvimentos de programas de processamento de dados, é efetuada a taxa anual de 20%. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do BACEN. l) Intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são amortizados no decorrer do período estimado do benefício econômico. Compostos por softwares são registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. m) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment). Caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. n) Depósitos São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base “pro-rata” dia. o) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 14a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 14c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 14b). p) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais, auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais, incorridos (em base “pro-rata” dia). q) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2011 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Disponibilidade em moeda estrangeira ................................................................................................... Total de caixa e equivalentes de caixa ................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 9.847 7.990 150 133 9.997 8.123

5) INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS O BANKPAR participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representados por contratos “a termo”, registrados em contas patrimoniais e de compensação, destinados a atender as necessidades próprias da Instituição. Os instrumentos financeiros derivativos, quando utilizados pelo Banco como instrumentos de “hedge”, destinam-se a protegê-lo contra variações cambiais. Os derivativos geralmente representam compromissos futuros para trocar moedas ou indexadores, ou comprar ou vender outros instrumentos financeiros nos termos e datas especificadas nos contratos. O valor justo dos contratos a termo é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando-se técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequado. A política de gestão de riscos da Organização é fundamentada na utilização de instrumentos financeiros derivativos com o objetivo, predominantemente, de mitigar os riscos decorrentes das operações efetuadas pelo Bradesco e empresas controladas. a) Valor dos instrumentos financeiros derivativos registrados em contas de compensação Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Valor Valor Valor Valor global líquido global líquido Contratos a termo Compromissos de compra: - Moeda estrangeira ......................................................................... Compromissos de venda: - Moeda estrangeira ......................................................................... Total .................................................................................................

146.010

-

441.467

-

167.823 313.833

21.813 21.813

702.764 1.144.231

261.297 261.297 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

...continuação

Banco Bankpar S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 60.419.645/0001-95 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS b) Composição dos instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos), demonstrados pelo seu valor de custo atualizado e valor de mercado Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Ajuste a Ajuste a Custo valor de Valor de Custo valor de Valor de atualizado mercado mercado atualizado mercado mercado Compras a termo a receber..................................... 2.330 2.330 Vendas a termo a receber ....................................... 85 85 14.094 14.094 Total do Ativo em 2011.......................................... 2.415 2.415 Total do Ativo em 2010.......................................... 14.094 14.094 Compra a termo a pagar ......................................... 2.102 2.102 12.395 12.395 Vendas a termo a pagar .......................................... 3.012 3.012 Total do Passivo em 2011 ..................................... 5.114 5.114 Total do Passivo em 2010 ..................................... 12.395 12.395

c) Contratos a termo - Prazos Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias

31 a 60 dias

Acima de 360 dias

2011 2010 Contrato a termo Compras a termo.............................................................................. 130.478 4.470 11.062 146.010 441.467 Vendas a termo ................................................................................ 137.871 29.952 167.823 702.764 Total em 2011 .................................................................................. 268.349 34.422 11.062 313.833 Total em 2010 .................................................................................. 823.165 299.594 21.472 1.144.231 d) Valores de despesas e receitas líquidas No exercício, o resultado líquido das operações a Termo montou R$ 2.266 mil de despesa (2010 - R$ 6.355 mil) de despesas. e) Valores globais dos instrumentos financeiros derivativos por local de negociação Os valores globais dos instrumentos financeiros derivativos, registrados na CETIP, perfazem o montante de R$ 313.833 mil (2010 - R$ 1.144.231 mil).

6) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS CRÉDITOS COM CARACTERÍSTICA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 31 de dezembro - R$ mil

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados..................................................... Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... Total em 2010 .....................................................................................

1 a 30 dias 250.353 1.419.170 1.669.523 1.400.446

31 a 60 dias 5.535 487.875 493.410 506.152

1 a 30 dias 56.689 56.689 32.781

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................................................ Outros créditos (1)...................................................................................... Total em 2011............................................................................................ Total em 2010 ............................................................................................

1 a 30 Operações de crédito dias Empréstimos e títulos descontados............................ 2.314 Outros créditos (1)...................................................... Total em 2011 ............................................................ 2.314 Total em 2010 ............................................................ 1.254 (1) Com característica de concessão de crédito - cartão de crédito.

31 a 60 dias 213 213 250

Curso normal 61 a 90 91 a 180 dias dias 3.550 6.750 344.648 436.361 348.198 443.111 260.504 390.607 Curso anormal Parcelas vencidas 61 a 90 dias 24.265 24.265 15.287

31 a 60 dias 36.993 36.993 22.546 Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 186 379 186 379 189 451

181 a 360 dias 4.856 173.296 178.152 180.123

Acima de 360 dias 549 1.620 2.169 2.623

2011

2010

(A) 271.593 2.862.970 3.134.563

%

(A) 232.993 2.507.462

8,7 91,3 100,0

8,5 91,5

2.740.455 100,0 Em 31 de dezembro - R$ mil

181 a 540 dias 56.882 56.882 48.763

2011

2010

(B) 223.845 223.845

%

(B) 155.552 -

100,0 100,0

Acima de 360 dias 106 106 15

2010 %

3.451 3.451

(C) 100,0 100,0

100,0 -

Total geral

2011 (C)

%

155.552 100,0 Em 31 de dezembro - R$ mil

Total 181 a 360 dias 253 253 289

%

Total 91 a 180 dias 49.016 49.016 36.175

b) Concentração das operações de crédito

% 2.448 -

100,0 -

2.448

100,0

2011 (A+B+C) 498.889 2.862.970 3.361.859

2010 (A+B+C) 390.993 2.507.462

% 14,8 85,2 100,0

% 13,5 86,5

2.898.455

100,0

c) Setor de atividade econômica 2011

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores...................................................................

Total

25.606 59.833 127.855 169.508

%

2010 0,7 1,8 3,8 5,0

Setor privado Pessoas físicas................................................................................. Indústria............................................................................................ Comércio .......................................................................................... Intermediários financeiros ................................................................ Outros serviços ................................................................................ Total .................................................................................................

%

17.264 39.295 84.120 112.833

0,6 1,4 2,9 3,9

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 %

%

2.905.491 146.539 71.885 8.685 229.259 3.361.859

86,4 4,4 2,1 0,3 6,8 100,0

2.615.721 102.966 37.737 7.137 134.894 2.898.455

90,2 3,6 1,3 0,3 4,6 100,0

d) Modalidades e níveis de risco Operações de crédito AA A B Empréstimos e títulos descontados.................................................... 6.141 159.505 32.077 Outros créditos ................................................................................... 163.894 1.882.332 98.559 Total em 2011 .................................................................................... 170.035 2.041.837 130.636 % ........................................................................................................ 5,1 60,7 3,9 Total em 2010 .................................................................................... 115.367 1.894.526 100.109 % ........................................................................................................ 4,0 65,4 3,4 e) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa das operações de crédito e de outros créditos

C

D

83.268 646.036 729.304 21,7 588.660 20,3

E 39.543 24.357 63.900 1,9 37.918 1,3

F 23.587 3.432 27.019 0,8 15.979 0,6

G 18.903 3.017 21.920 0,6 13.178 0,5

17.379 1.956 19.335 0,6 12.732 0,4

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2011 2010 498.889 390.993 2.862.970 2.507.462 3.361.859 100,0 2.898.455 100,0

H 118.486 39.387 157.873 4,7 119.986 4,1

Em 31 de dezembro - R$ mil Saldo da carteira Níveis de Risco AA........................................................................................................ A .......................................................................................................... B .......................................................................................................... C .......................................................................................................... Subtotal .............................................................................................. D .......................................................................................................... E .......................................................................................................... F .......................................................................................................... G.......................................................................................................... H .......................................................................................................... Subtotal .............................................................................................. Total em 2011 ..................................................................................... % ......................................................................................................... Total em 2010 ..................................................................................... % .........................................................................................................

Curso Normal 170.035 2.041.837 107.748 692.927 3.012.547 39.841 8.145 6.200 4.794 63.036 122.016 3.134.563 93,2 2.740.455 94,6

Curso Anormal 22.888 36.377 59.265 24.059 18.874 15.720 14.541 94.837 168.031 227.296 6,8 158.000 5,4

Provisão Total 170.035 2.041.837 130.636 729.304 3.071.812 63.900 27.019 21.920 19.335 157.873 290.047 3.361.859 100,0 2.898.455 100,0

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa das operações de crédito

Específica 5,0 60,7 3,9 21,7 91,3 1,9 0,8 0,7 0,6 4,7 8,7 100,0 100,0

229 1.091 1.320 2.406 5.662 7.861 10.178 94.838 120.945 122.265 50,4 90.997 50,3

Provisão Requerida Genérica 10.209 1.078 20.788 32.075 3.984 2.443 3.100 3.356 63.035 75.918 107.993 44,6 81.197 44,8

Excedente 6.169 6.169 5.943 5.943 12.112 5,0 8.835 4,9

2011 Provisão Existente

2010 Provisão Existente

10.209 1.307 28.048 39.564 12.333 8.105 10.961 13.534 157.873 202.806 242.370 100,0

% Mínimo Requerido

9.462 1.000 22.655 33.117 7.632 4.794 6.589 8.911 119.986 147.912

0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

181.029 100,0

15) OUTRAS OBRIGAÇÕES Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 181.029 176.355 157.155 121.808 (95.814) (117.134) 242.370 181.029 122.265 90.997 107.993 81.197 12.112 8.835 7.316 10.032 31.579 12.218

Saldo inicial............................................................................................................................................ Constituição........................................................................................................................................... Baixas ..................................................................................................................................................... Saldo final .............................................................................................................................................. - Provisão específica (1).......................................................................................................................... - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ - Provisão excedente (3).......................................................................................................................... - Recuperação de créditos baixados como prejuízo (4) .......................................................................... - Renegociados ....................................................................................................................................... (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 6e); e (4) Classificadas em receitas de operações de crédito. 7) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS

Títulos e créditos a receber ..................................................................................................................... - Com característica de concessão de crédito (Nota 6a) ........................................................................ - Sem característica de concessão de crédito......................................................................................... Créditos tributários (Nota 25c)................................................................................................................. Créditos a receber de bancos conveniados ............................................................................................ Operações e valores a receber de terceiros............................................................................................ Rendas a apropriar de cartões................................................................................................................ Devedores diversos - Valores em trânsito ............................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

%

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2.872.232 2.515.758 2.862.970 2.507.462 9.262 8.296 162.039 138.757 147.451 144.382 63.265 41.547 11.798 11.171 83.294 24.906 51.716 46.648 3.391.795 2.923.169

a) Fiscais e previdenciárias

Provisões para impostos e contribuições sobre o lucro .......................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisões para impostos e contribuições diferidos (Nota 25c)................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Contas a pagar a estabelecimentos afiliados.......................................................................................... 2.187.066 1.841.701 Contas e valores a pagar a terceiros....................................................................................................... 161.276 179.806 Programa de pontuação - Recompensas Membership Rewards ............................................................ 137.978 108.888 Valores a pagar a Tempo Serviços Ltda. (i) ............................................................................................. 57.425 50.637 Recebimento de titulares de cartões de crédito a processar .................................................................. 11.380 9.708 Provisão para passivos contingentes (Nota 14) ...................................................................................... 11.647 11.320 Outras...................................................................................................................................................... 10.450 16.503 Total ........................................................................................................................................................ 2.577.222 2.218.563 (i) Repasses decorrentes de remuneração de atividades não financeiras relativos à administração dos cartões American Express. 16) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social de R$ 318.000 mil está dividido em 347.487.104 ações sem valor nominal, representadas em sua totalidade por ações ordinárias. b) Dividendos Aos acionistas está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Não houve provisionamentos/pagamentos de dividendos no período. 17) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

8) OUTROS VALORES E BENS - DESPESAS ANTECIPADAS Em 2011, corresponde a despesas com publicidade no montante de R$ 17.460 mil.

5.683 1.625 641 111 8.060

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2010 5.841 3.195 733 106 9.875

5.429 1.575 995 483 565 9.047

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2010 7.250 1.953 1.381 10.390 54 21.028

2011 22.491 21.485 6.157 5.567 4.914 11.193 2.408 1.860 2.533 1.840 3.267 302 1.006 1.696 86.719

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2010 18.902 12.904 6.758 5.575 5.424 3.868 2.513 2.088 1.973 1.895 2.301 746 951 2.880 68.778

2011 22.733 3.694 90.368 142 116.937

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2010 17.342 2.818 316 198 20.674

2011

Comissões por venda de prêmios de seguros ........................................................................................ 9) INVESTIMENTO Taxas e serviços de cartões .................................................................................................................... O investimento de R$ 1 mil refere-se a título patrimonial da CETIP Educacional. Em novembro de 2011 foram alienadas as ações da CETIP S.A., e baixado Tarifa de saques ...................................................................................................................................... o registro do valor de custo no montante de R$ 406 mil (Nota 23). Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 10) IMOBILIZADO DE USO Demonstrado ao custo de aquisição corrigido. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útil 18) DESPESAS DE PESSOAL econômica dos bens. Em 31 de dezembro - R$ mil Valor Residual Taxa Anual Custo Depreciação 2011 2010 Proventos................................................................................................................................................. Móveis e equipamentos de uso........................................................ 10 % 6.164 (3.870) 2.294 2.677 Encargos sociais ..................................................................................................................................... Instalações ....................................................................................... 20% 5.365 (3.771) 1.594 2.583 Benefícios................................................................................................................................................ Sistema de processamento de dados .............................................. 20 a 30% 12.195 (11.426) 769 1.292 Provisão Trabalhista ................................................................................................................................ Total em 2011 .................................................................................. 23.724 (19.067) 4.657 Treinamento............................................................................................................................................. Total em 2010 .................................................................................. 23.500 (16.948) 6.552 Total ........................................................................................................................................................ 11) DIFERIDO Os valores registrados no diferido referem-se a gastos com desenvolvimento de logística em implantação, e seu valor residual corresponde a R$ 50 mil 19) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS (2010 - R$ 111 mil). No exercício, a despesa de amortização correspondeu a R$ 60 mil (2010 - R$ 119 mil). 12) INTANGÍVEL Os valores registrados no intangível referem-se a gastos com desenvolvimento de softwares, e seu valor residual corresponde a R$ 799 mil (2010 - R$ 900 Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... mil). No exercício, a despesa de amortização correspondeu a R$ 228 mil (2010 - R$ 148 mil). Serviços de terceiros............................................................................................................................... 13) CAPTAÇÕES Serviços técnicos especializados............................................................................................................ a) Depósitos Alugueis................................................................................................................................................... Em 31 de dezembro - R$ mil Comunicações......................................................................................................................................... 1 a 30 31 a 61 a 91 a 181 a Acima de Total Processamento de dados........................................................................................................................ dias 60 dias 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias 2011 2010 Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Depósitos a vista. .................... 1.389 1.389 Depósitos interfinanceiros ....... 6.658 4.459 4.341 906.141 6.580 928.179 778.084 Viagens.................................................................................................................................................... Total em 2011 ......................... 8.047 4.459 4.341 906.141 6.580 929.568 Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... Total em 2010 ......................... 8.840 12.161 746.449 8.293 2.341 778.084 Transportes.............................................................................................................................................. b) Despesas com operações de captação Materiais, energia e outros ...................................................................................................................... Exercícios findos em Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 31 de dezembro - R$ mil Vigilância e segurança ............................................................................................................................ 2011 2010 Outras...................................................................................................................................................... Depósitos a prazo.................................................................................................................................... 258 Total ........................................................................................................................................................ Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... 92.086 69.789 Outras despesas de captação................................................................................................................. 4 20) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Total ........................................................................................................................................................ 92.086 70.051 14) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente os ativos contingentes. Os valores envolvidos não são significativos para divulgação. b) Provisões e passivos contingentes classificados como perdas prováveis O Banco é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição de provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração entende que a provisão constituída é suficiente para atender perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho efetivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sob os quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex- empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses, considerando o ano do ajuizamento. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial, na maioria referente a protestos, inserção de informações sobre devedores no cadastro de restrições ao crédito. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento dos Tribunais. As questões discutidas nas ações normalmente não constituem eventos capazes de causar impactos representativos no resultado financeiro. A maioria dessas ações envolve Juizado Especial Cível (JEC), no qual os pedidos estão limitados a 40 salários mínimos. Cerca de 50% de todas as causas do JEC são julgadas improcedentes e o valor da condenação imposta corresponde a uma média histórica de apenas 5% dos pleitos indenizatórios. Não existem em curso processos administrativos por descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro. III - Movimentação das provisões Em 31 de dezembro - R$ mil Trabalhistas Cíveis Início do exercício de 2011 ................................................................................................................... 11.291 29 Constituições líquidas de reversões (i).................................................................................................... 256 71 Pagamentos............................................................................................................................................. Final do exercício de 2011 (Nota 15 b)................................................................................................. 11.547 100 (i) Adequação da média de provisão adotada anteriormente, alinhando-se com a política da Organização. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A empresa mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco e perda possível não são reconhecidos contabilmente. Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível de natureza relevante.

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 6.469 1.695 3.437 2.868 970 5.640 10.876 10.203

2011

Contribuição à COFINS........................................................................................................................... Contribuição ao PIS/PASEP .................................................................................................................... Impostos e taxas ..................................................................................................................................... Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

2011

21) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Remuneração recebida de estabelecimentos (i) ..................................................................................... 114.209 108.767 Variação Cambial (ii) ............................................................................................................................... 97.318 89.386 Reversão de provisões operacionais....................................................................................................... 6.311 10.411 Recuperação de encargos ...................................................................................................................... 92.114 Outras...................................................................................................................................................... 29.349 9.066 Total ........................................................................................................................................................ 339.301 217.630 (i) Referem-se a receitas proveniente da remuneração dos juros descontados, pela antecipação de pagamentos feitos aos estabelecimentos afiliados aos cartões American Express; e (ii) Variação cambial decorrente das compras efetuadas no exterior pelos associados aos cartões American Express. 22) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Programa de recompensas - Titulares de cartões American Express .................................................... Royalties .................................................................................................................................................. Seguro Associados.................................................................................................................................. Impostos sobre importação ..................................................................................................................... Comissões............................................................................................................................................... Encargos ................................................................................................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 95.326 42.042 16.596 1.883 9.404 10.531 17.147 192.929

2010 82.995 38.565 12.402 801 5.872 18.716 19.384 178.735

23) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Corresponde ao lucro apurado na venda das Ações da CETIP S.A. (Nota 9). continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

15

...continuação

Banco Bankpar S.A. Empresa da Organização Bradesco CNPJ 60.419.645/0001-95 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 4º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 24) TRANSAÇÃO COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador, coligadas e controladas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) 2011 2010 2011 2010 Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 3.507 1.810 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 264 Instrumentos financeiros derivativos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (2.699) 1.699 (2.266) (6.355) Valores a receber: Tempo Serviços Ltda. (i) ................................................................... 1.172 232 Depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (928.179) (778.084) (92.086) (69.789) Valores a pagar: Tempo Serviços Ltda. (i) ................................................................... (57.426) (50.637) Bpar Corretagem de Seguros Ltda. (ii)............................................. (5.288) (5.448) PTS Viagens e Turismo Ltda. ........................................................... (370) (328) (i) Valores decorrente de remuneração das atividades não financeiras relativos à administração dos cartões American Express, conforme Instrumento Particular de Constituição de Convênio entre os partícipes, celebrado em 1º de agosto de 2004; e (ii) Valores decorrente de comissões de corretagem proveniente das vendas de prêmios de seguros na base de clientes associados. Nesta operação o Banco é remunerado por comissão de interveniência paga pelo estipulante. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta aos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A empresa é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivo ou administrativo, fiscal e semelhante, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 25) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% ........................... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social........................................................................... Despesas e provisões indedutíveis líquidas de receitas não tributáveis................................................. Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social

Saldo em 31.12.2010 63.123 39.844 12 3.997

(1) Constituição 80.091 11.993 25 236

Realização 52.943 -

R$ mil Saldo em 31.12.2011 90.271 51.837 37 4.233

Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ Programa de recompensa “Membership Rewards”.......................... Provisão para contingências cíveis .................................................. Provisão para contingências trabalhistas ......................................... Ajuste Mark to Market no Resultado (instrumentos financeiros derivativos) ..................................................................................... 4.493 92 2.475 2.110 Outros............................................................................................... 8.364 1.253 1.230 8.387 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 119.833 93.690 56.648 156.875 Prejuízo fiscal e base negativa ......................................................... 18.924 389 14.149 5.164 Total dos créditos tributários (Nota 7).......................................... 138.757 94.079 70.797 162.039 Obrigações fiscais diferidas (Nota 15a)............................................ 5.640 4.670 970 Crédito tributário líquido das obrigações fiscais diferidas ........ 133.117 94.079 66.127 161.069 (1) Contempla o crédito tributário relativo à elevação da alíquota de contribuição social para as empresas do segmento financeiro, determinada pela Lei nº 11.727/08. d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal, base negativa de contribuição social e crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35. Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Prejuízo fiscal e base negativa Imposto Contribuição Imposto Contribuição de Renda Social de Renda Social Total 2012........................................................................................................ 29.680 13.870 1.666 328 45.544 2013........................................................................................................ 29.680 13.870 655 44.205 2014........................................................................................................ 29.687 13.873 682 44.242 2015........................................................................................................ 8.259 3.793 1.833 13.885 2016........................................................................................................ 9.538 4.625 14.163 Total ....................................................................................................... 106.844 50.031 1.666 3.498 162.039 A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 150.913 mil (2010 R$ 130.409 mil) sendo: R$ 146.108 mil (2010 - R$ 112.108 mil) de diferenças temporárias e R$ 4.805 mil (2010 - R$ 18.301 mil) de prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social. e) Créditos tributários não ativados Em função da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro - CONSIF contra a Medida Provisória nº 413, de 3 de janeiro de 2008 (convertida em Lei nº 11.727 de 23 de junho de 2008, artigos 17 e 41), os créditos tributários decorrentes da elevação da alíquota da Contribuição Social de 9% para 15% foram registrados até o limite das obrigações tributárias correspondentes. O saldo do crédito tributário relativo à elevação da alíquota da Contribuição Social não constituído monta a R$ 13.149 mil (2010 - R$ 16.388 mil) (Nota 3g). 26) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS O BANKPAR patrocina planos de aposentadoria complementar de benefício definido e de contribuição variável. Os recursos necessários à consecução dos benefícios de caráter previdenciário, complementares ao regime geral de previdência social, na forma da legislação vigente, provêm de contribuições do patrocinador e dos participantes, bem como dos rendimentos resultantes da aplicação desses recursos em investimentos, de acordo com normas estabelecidas pelas autoridades competentes. As despesas com contribuições efetuadas durante o período totalizaram R$ 191 mil (2010 - R$ 264 mil). Não há provisões adicionais a serem efetuadas.

(49.438)

(41.465)

37.042

27.243

(4.273) (9.876)

(3.279) (11.428)

27) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. O BANKPAR como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações, foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.

389 23.282 (26.156)

945 13.481 (27.984)

Paulo Sérgio Odierna França – Contador – CRC1SP182495/O-0

2011 42.817 (17.127)

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2010 42.746 (17.098)

(3.408) (13.019) 7.398 (26.156)

(1.341) (15.685) 6.140 (27.984) Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2010

2011 Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos Constituição/(realização) no semestre, sobre adições temporárias........................................................ Utilização de saldos iniciais de: Base negativa de contribuição social ...................................................................................................... Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... Constituição no exercício sobre: Base negativa de contribuição social ...................................................................................................... Total dos impostos diferidos................................................................................................................ Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

A DIRETORIA

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Banco Bankpar S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Bankpar S.A. (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Bankpar S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Demonstrações do valor adicionado como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício Responsabilidade dos auditores independentes e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Osasco, 14 de fevereiro de 2012 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos Cláudio Rogélio Sertório José Cláudio Costa relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP167720/O-1 apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6

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INVESTIGAÇÕES Polícia ainda vai ouvir mais depoimentos para tentar descobrir as causas do acidente que matou uma menina no parque Hopi Hari.

idades

Em depoimento à polícia, engenheiro do Hopi Hari disse que os brinquedos são tecnicamente seguros

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m depoimento prestado ontem na delegacia de Vinhedo, o engenheiro de manutenção do parque de diversões Hopi Hari considerou impossível uma falha mecânica no brinquedo La Tour Eiffel, do qual caiu a adolescente Gabriella Yukari Nichimura, de 14 anos, que morreu na última sexta-feira. O depoimento do funcionário, cujo nome não foi divulgado, reforça a principal hipótese levantada pela Polícia Civil e pela Promotoria para explicar o acidente: a de falha humana. O delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior ainda ouvirá os pais de Gabriella, gerentes do parque e os cinco operadores do brinquedo. As datas não estão definidas porque os pais da menina estão muito abalados e os funcionários que atuavam na atração foram afastados por orientação médica, para recebem tratamento psicológico. O engenheiro do Hopi Hari falou por aproximadamente três horas ao delegado e aos promotores de Justiça de Vinhedo Rogério Sanches (Criminal) e Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira (Consumidor). De acordo com o advogado do parque Hopi Hari neste caso, Alberto Zacharias Toron, o engenheiro tem vasta experiência no ramo e, para ele, uma falha mecânica não seria possível uma vez que os brinquedos passam por inspeções

Rafa von Zuben/AE - 24/02/2012

O brinquedo Torre Eiffel, de onde caiu e morreu a menina Gabriella Maurício de Souza/AE - 27/02/2012

Jet ski: à espera do laudo

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eritos da Capitania dos Portos fizeram uma vistoria preliminar no jet ski (foto) que matou Grazielly Lames, de 3 anos, em Bertioga no último

dia 18. Uma perícia completa deve ser feita pelo Instituto de Criminalística, assim que a Polícia Civil liberar o veículo para a investigação. (Folhapress)

muito rigorosas, além de uma vistoria diária. Segundo Toron, o parque estranha, ainda, a hipótese de falha humana, já que seus funcionários passam por treinamentos. "O Hopi Hari está à disposição dos órgãos envolvidos na investigação, até porque a família tem o direito de ter uma resposta", disse. O parque funciona de sexta a domingo nesta temporada e o brinquedo permanecerá interditado até o fim das investigações. Para Noventa Júnior, as perícias realizadas na sexta-feira, dia do acidente, e anteontem, além do depoimento do engenheiro sobre o funcionamento do equipamento indicam que um cinto de segurança deixou de ser afivelado ou não existia no momento do ocorrido. Durante os testes da perícia, todas as cadeiras aptas a funcionar estavam com uma trava e um cinto. O sistema não apresentou falhas, mas foi possível identificar que mesmo sem abaixar a trava ou afivelar o cinto ele funciona normalmente, sem dar alertas. O "elevador", como é chamado o brinquedo, possui cinco conjuntos com quatro cadeiras cada um, que sobem a uma altura de 69,5 metros, o equivalente a um prédio de 23 andares. Descem em queda livre em uma velocidade de até 94 km/h. Gabriella teria caído após a primeira frenagem, de uma altura entre 20 e 30 metros. (AE)

ACORDO Para evitar uma greve, o Metrô de São Paulo aceitou proposta de sindicato.

Ó RBITA

JACK NICHOLSON No Recife, homem usa RG com foto do ator Jack Nicholson para abrir empresa e conta em banco.

Reuters

Engenheiro reforça tese de falha humana no parque

RUMO A UM PORTO SEGURO – O cruzeiro italiano Costa Allegra, que estava à deriva no Oceano Índico após um incêndio em sua casa de máquinas, foi rebocado por um pesqueiro francês (foto) até a ilha Desroches, onde ainda se estuda uma maneira de encaminhar seus 636 passageiros e de 413 tripulantes.

AMBIENTE

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esde ontem, o descarte de embalagens de produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, material de limpeza, óleos lubrificantes e agrotóxicos, além de pilhas e baterias serão responsabilidade do fabricante dos produtos. Quatro termos de compromisso foram assinados ontem por representantes do governo paulista e de cerca de 3 mil empresas desses segmentos, que se comprometeram a dar destinação final aos produtos. A intenção é a de que o material coletado seja encaminhado para cooperativas de reciclagem que serão financiadas por empresas. (Folhapress)

MIZAEL

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Justiça concedeu o direito a uma sala de Estado-Maior para o advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza, acusado de matar a exnamorada Mércia Nakashima em 2010. Mizael está no presídio militar Romão Gomes desde a última sextafeira, quando se entregou à Justiça após mais de um ano foragido. O benefício foi concedido pelo juiz da Vara do Júri de Guarulhos, Leandro Jorge Bittencourt Cano. Mizael tem direito à sala, que não pode ter grades, por ser advogado. Caso não haja vaga, ele poderá ficar em prisão domiciliar. O Estado tem sete dias para cumprir a ordem judicial. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Funcionam mais como um complemento, um agrado. Naelson Santos Ribeiro, dono da The Dog Bakery

idades

Acidente: motorista é preso após matar idosos

Adriano Lima/AE

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motorista do ônibus envolvido em um acidente que matou um casal de idosos e deixou outros dois feridos ontem, na zona sul, deve responder por homicídio doloso. A afirmação é do delegado João Paulo de Carvalho, que investiga o acidente. Segundo o delegado, o motorista ficará preso sem direito a fiança. O acidente ocorreu na avenida Vereador José Diniz, na altura da rua Demóstenes. O tacógrafo do ônibus apontou que, no momento da batida, ele estava a 50 km/h. Mas, segundo o delegado, ele havia começado a frear cerca de 20 metros antes, o que indica que o ônibus trafegava acima da velocidade máxima do corredor – 50 km/h. Após o acidente, o ônibus ficou por cima do carro onde estava o casal (ao lado), que precisou ser erguido com guincho para que os bombeiros fizessem o resgate das vítimas. Os corpos do casal de idosos foram retirados das ferragens por volta das 17h30. (Folhapress)

A cada fornada, um latido de satisfação Padaria especializada em produtos para cães comemora o sucesso no Cambuci. Entre os produtos, bolos, pães e panetones finos para os animais de estimação. Fotos de Lilo Clareto/DC

Marisa Folgato

M

al o cheirinho das tortinhas de frango, panetones, bolos, sonhos e biscoitinhos invade a padaria do Cambuci, na avenida Lacerda Franco, os clientes não resistem. Abanam o rabo e latem forte, querendo provar os quitutes ali mesmo. E não é para menos. Cada produto oferecido nas vitrines foi pensado para agradar em cheio os paladares daquela freguesia na The Dog Bakery, padaria especializada em guloseimas para cães. “As receitas foram desenvolvidas por um zootecnista da USP, não levam sal nem açúcar refinado ou fermento, são assadas em vez de fritas. São produtos muito saudáveis que humanos podem comer sem problemas”, diz o proprietário da padaria, Naelson Santos Ribeiro. E, segundo ele, há donos que provam mesmo. Ele alerta, porém, que os petiscos não substituem a ração. “Funcionam mais como um complemento, um agrado”, explica. Quem quiser agradar muito mesmo pode comprar um kit-festa, com direito ao nome do aniversariante no bolo em forma de pata ou osso e comes para os outros cachorros convidados. Os kits, com biscoitos, bolos, esfihas, quibes, sonhos e tortas custam a partir de R$ 150 para 20 animais. A produção fica por conta da confeiteira Raquel do Amaral Pacheco. “Tinha trabalhado como recepcionista, atendente de balcão em padaria, mas nem sonhava em comandar a cozinha e ainda mais para cachorros.” Mas daí o padeiro estava saindo e a indicou para o seu lugar. “Não tinha experiência, mas ele me treinou e estou aqui”, afirma a paulistana, que vai de Santo Amaro, onde mora, ao Cambuci de moto e garante que costuma experimentar cada quitute. “São bons, viu? O bolo, por exemplo, não tem açúcar, leite ou manteiga, mas consigo um pão-de-ló muito macio com ovos e glicose de milho.” Leva ainda cobertura de geleia de maçã ou banana, salpicada de granola light. Páscoa – A padaria, aberta

Ao lado, bolo feito para cachorros que reproduz o formato de um osso. Padaria é especializada em confeitos e oferece até kits completos para festas dos bichos de estimação.

Padaria no Cambuci é especializada em produtos para bichos

Raquel Amaral, confeiteira: produtos selecionados

No alto, à direita, o proprietário, Naelson Ribeiro comemora a satisfação dos clientes, como Fernanda Aranha (ao lado)

em 2002, faz produtos sazonais também, como ovos e bombons na Páscoa e panetones no Natal. Detalhe: o chocolate não tem cacau, mas um produto à base de farinha tostada de alfarroba, que, juram, tem sabor parecido com o original; o panetone é salgado, sabor frango com uvas passas. A iguaria natalina fez sucesso não apenas com Benjamin e Moly, respectivamente um mestiço de maltês com lhasa apso e uma coton de tulear, da funcionária pública Karline Christine Mary Murto.

“Dei de presente de Natal também para outros cachorros da família, que adoraram a novidade”, garante Karline, cliente da The Dog Bakery há quatro anos. “Vou todos os fins de semana e aproveito outros serviços, como a clínica veterinária e o pet shop. Na saída sempre levo dois pacotes de biscoitos de banana e de maçã, que eles amam.” Ela confessa que, no início, achou curioso o bairro ter uma padaria para cães. Mas foi conquistada pela qualidade. “Não gosto de dar qualquer coisa pa-

ra eles e na padaria há esse cuidado em não ter gordura, açúcar, sal.” Ela confessa que o cheiro dos petiscos é muito bom e dá vontade de provar mesmo. “Já experimentei, num dia de degustação na loja, o biscoito de queijo, mas achei meio duro para mim.” “Acho a proposta bacana, diferente, um espaço intimista, muito fofo”, diz a estilista Fernanda Aranha, dona de um par de shitzus, Laurent e Marie. “Hoje comprei coleiras, mas minha mãe sempre leva alguma coisa da padaria.” O fu r ô – O mundo dos pet shops não para de inovar – com serviços especializados como a The Dog Bakery, banhos de ofurô e jóias para os bichos – e de crescer. No ano passado, apenas a cidade de São Paulo contava com 10 mil lojas, segundo a Associação Nacio-

nal dos Fabricantes de Produtos para Animais de Estimação (Anfalpet). Em 2005, eram apenas 2.800. Segundo a entidade, o setor movimentou no País, em 2011, R$ 11 bilhões. Para 2012, a expectativa é de crescimento de 13% no faturamento. De acordo com a Anfalpet, há cerca de 100 milhões de animais de estimação no Brasil, sendo 34,3 milhões apenas de cães.

Na época do Natal são feitos panetones. Na Páscoa, ovos.

S ERVIÇO The Dog Bakery Avenida Lacerda Franco, 92 Cambuci. Tel: 3399-2000 Preço das guloseimas Bolo maior – R$ 55, Bolo menor – R$ 25, Biscoitos (pacote 130 g) - R$ 8, Torta de frango, carne ou queijo – R$ 5, Sonho – R$ 5, Esfiha (4 mini-unidades) – R$ 3,50, Kibe (2 mini-unidades) – R$ 3,50


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

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INSPIRAÇÃO Mário de Andrade inspirou a criação da Biblioteca Circulante, em 1935.

setor

LEITURA Os livros podem ser lidos no ônibus ou levados para casa, como empréstimo.

Fotos: Sylvia Masini/Divulgação

Ônibus Biblioteca: projeto deu um salto de qualidade com veículos mais novos, bem equipados e com espaço para leitura

Biblioteca de porta em porta O projeto Ônibus Biblioteca, que na década de 30 funcionava num Ford 1929, ganhará o 12º veículo e pretende atender 72 bairros da periferia paulistana Kelly Ferreira

E

m vez de esperar em casa pelo seu público, vai em busca do seu público onde este estiver. A frase, do escritor Mário de Andrade, serviu como um impulso para a criação da Biblioteca Circulante, em 1935. À época, o escritor era o primeiro diretor do Departamento de Cultura de São Paulo. Hoje, o projeto, que teve duas interrupções, uma na Segunda Guerra Mundial e outra na década de 70, continua percorrendo os bairros da periferia da capital paulista, mas com um nome diferente: Ônibus Biblioteca. No próximo dia 13, um novo veículo começará a cumprir seis novos roteiros. Esse será o 12º Ônibus Biblioteca entregue para a cidade, fechando a frota que percorrerá 72 pontos de atendimento, incluindo os bairros de Brasilândia, Cidade Ademar, Jardim Ângela, Parelheiros, São Miguel Paulista, São Mateus e Rio Pequeno, entre outros da periferia paulistana.

Títulos – Com espaço bem maior do que um modelo Ford 1929 usado pelo projeto há muitos anos, em meados da década de 30, cada ônibus carrega atualmente quatro mil títulos, divididos em infantil, juvenil, literaturas clássica, contemporânea, nacional e internacional, pesquisa, jornais do dia e principais revistas, gibis e mangás. Todos os exemplares podem ser lidos no ônibus ou levados para casa, como empréstimo. Não há burocracia para conseguir um livro emprestado. Basta fazer a matrícula, tendo em mãos um documento de identificação e um comprovante de residência. Se, por algum motivo, o interessado não tiver o documento, não será impedido de fazer a inscrição e levar os livros para casa gratuitamente. Caso o título escolhido não esteja disponível, é possível solicitar a reserva e retirálo na semana seguinte. "Temos poucos problemas com as devoluções. Em torno de 10% a 15% dos títulos não são devolvidos, o que é considerado um volume baixo. Mui-

Vivi Andreani/Luz

O projeto tem capacidade para transformar a vida de um ser humano apenas com a leitura. MARTA NOSÉ, COORDENADORA DO

ÔNIBUS BIBLIOTECA "Nos últimos sete anos, os ônibus apresentaram defeitos e não foram repostos. Com isso, o atendimento diminuiu", diz Marta Nosé, bibliotecária e coordenadora do programa Ônibus Biblioteca, da Prefeitura de São Paulo. O último veículo, dos dez que existiam, quebrou em 2005. "Conseguimos repor quatro deles, mas que também viviam quebrando. Foi por meio de um pregão, no ano passado, que conseguimos 12 novos ônibus. Eles foram retirados de frotas, mas estão bem mais conservados. E a manutenção agora é por conta das empresas de ônibus. Demos um salto de qualidade", explica.

tas vezes, as pessoas não devolvem por força maior, como o fato de ter perdido tudo em enchente", diz a coordenadora. Roteiros – O projeto Ônibus Biblioteca tem seis roteiros semanais, sempre com destino às regiões mais distantes, como o Jardim Angela, na zona sul, e o Jardim Helena, na zona leste, bairros onde o investimento em cultura e educação está próximo de zero. Uma vez por semana, os ônibus ficam estacionados sempre no mesmo local. O serviço funciona de terça a domingo, inclusive feriados (exceto Carnaval, Páscoa e Natal), das 10h as 16h. O programa ainda conta com uma programação para

Livros nos terminais

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estimular a socialização e o convívio da comunidade, com a participação de contadores de estórias, peças teatrais, rodas de poesias e palestras realizadas por oficineiros da rede colaborativa da Liga Brasileira de Editores (Libre). Há também uma programação mensal de encontro com autores. As atividades são destinadas a todas as faixas etárias, com foco nas crianças e adolescentes. "Tenho muito orgulho de integrar um projeto tão especial quanto o Ônibus Biblioteca. Ele rompe com uma série de ideias pré concebidas sobre a leitura. A verdade é que o brasileiro gosta de ler, mas quase não tem acesso à leitura. O projeto tem capacidade para transformar a vida de um ser humano apenas com a leitura", disse Marta. Os livros expostos são comprados, mas o projeto aceita doações, desde que em bom estado. Os títulos devem ser entregues direto nos ônibus. Modelo - As bibliotecas circulantes existem nos Estados Unidos desde 1929, com o nome de Bookmobiles. Na França, se chamavam Bibliobus. No Brasil, mas precisamente em São Paulo, o primeiro modelo foi construído e doado pela Ford (um tipo de caminhonete) e seu itinerário era largo da Concórdia, Jardim da Luz e praça da República. Em 1942, com a Segunda Guerra Mundial e o racionamento de combustível, o projeto foi interrompido.

Acima e à direita, os livros e revistas distribuídos dentro do ônibus. Cada um deles carrega quatro mil títulos. Abaixo, à direita, ônibus antigo, praticamente sem bancos e sem espaço para leitores.

Caio Guatelli/Folhapress

Em 1979, os livros eram levados em uma Kombi adaptada para tal fim. Estava criada assim a Kombi-Biblioteca, que alguns anos depois deu a origem aos Ônibus Bibliotecas,

que circularam entre 1990 a 2005, ano em que o último veículo da frota quebrou. Os roteiros estão disponíveis no w ww.p ref ei tu r a. sp . go v. br, link Secretaria de Cultura.

Vivi Andreani/Luz

Espaço no Biblioteca Affonso Taunay onde os livros são estocados

ma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e a Fundação Editora Unesp está proporcionando mais chances de leitura aos moradores da capital. Com o objetivo de criar o hábito da leitura, o programa De Mão em Mão, lançado no ano passado, distribui gratuitamente livros em terminais de ônibus da Capital. Na primeira fase do programa, que aconteceu no final do ano passado, foram distribuídos 20 mil exemplares de Missa do Galo e outros Contos, de Machado de Assis, nos terminais de ônibus Mercado, na região central, e Lapa, na zona oeste. Na segunda fase, que começa em março – ainda sem dia definido –, serão lançados mais cinco livros, voltados a diferentes perfis e faixas etárias. Os títulos são selecionados por um conselho editorial composto por José de Souza Martins, sociólogo e colunista do jornal O Estado de S. Paulo, Luciana Veit, escritora, Sérgio Vaz, poeta e fundador do sarau da Cooperifa, Heloísa Jahn, editora e tradutora, e Samuel Titan Jr., professor de Teoria Literária na Universidade de São Paulo. Colôm bia – O programa paulistano De Mão em Mão é inspirado na iniciativa Libros al Viento, iniciada em 2004 em Bogotá, na Colômbia. A proposta destas ações é que os livros circulem de mão em mão, isto é, que as pessoas compartilhem os livros com outros leitores, criando assim uma rede informal de divulgação. Depois da leitura, as obras podem ser devolvidas nos próprios quiosques, a qualquer tempo, possibilitando o compartilhamento com outros leitores. Neste caso, funciona como um empréstimo, com a diferença de que não há controle formal de entrega e devolução. (KF)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18 -.LOGO G ASTRONOMIA Fotos: NYTimes

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Logo Logo

Tipografia

www.dcomercio.com.br

A imagem é só um experimento de ilustração usando tipografia feito por Charis Tsevis para as Olimpíadas de Londres. Além desta, para o Futebol, ele criou imagens para várias outras modalidades. http://bit.ly/ysGq7y

'Chien chaud', o hot dog de Paris O chef Yannic Alleno, do restaurante do hotel Meurice de Paris, três estrelas no guia Michelin, foi parar no jornal The New York Times. Tudo porque transformou um ícone do fast food dos EUA, o hot dog, em refeição de luxo. O "chien chaud" é feito com salsicha de carne, cérebro, olhos e gordura de bezerro cozida em caldo de cenoura e temperos. A delícia é servida em baguete e vinagrete de alcaparras e custa 9 euros. F UTEBOL L ONDRES 2012

A UTOMOBILISMO

Vitória do gol contra

Miguel Medina/AFP

A

L

Anéis olímpicos gigantes montados em um barco flutuam pelo rio Tâmisa, em Londres. Os organizadores dos Jogos Olímpicos lançaram o barco para marcar os 150 dias que faltam para o início do evento.

seleção brasileira venceu ontem a Bósnia-Herzegovina por 2 a 1, em amistoso realizado em St. Gallen, na Suíça. O Brasil jogava mal, mas conseguiu o triunfo nos acréscimos do segundo tempo, num gol marcado contra por Papac, após cruzamento de Hulk. O defensor foi tentar cortar e mandou para dentro do próprio gol. O primeiro gol do Brasil foi feito por Marcelo aos 3 minutos de jogo. Ibisevic empatou pouco depois. (AE)

Fabrice Coffrini/AFP

Montoya sai ileso de acidente O colombiano Juan Pablo Montoya sofreu um acidente ontem durante as 500 Milhas de Daytona da Nascar. O ex-piloto da Fórmula 1 perdeu o controle do carro, por um problema no câmbio, e bateu em um caminhão que fazia a secagem da pista. O carro de Montoya explodiu, mas ele saiu ileso e não teve de ser hospitalizado. AFP

Neymar e Marcelo comemoram falha de jogador bósnio Pierre Verdy/AFP

Gabriel Bouys/AFP

R EDES SOCIAIS

Facebook, disparado o maior O Facebook é a rede social com o maior número de usuários do mundo, de acordo com uma análise da Comscore divulgada ontem pelo Wall Street Journal. Segundo o jornal, cada usuário do site de Mark Zukcerberg passou, somente em janeiro, 405 minutos conectado, em média, contra três minutos no Google+. Além disso, o Facebook é 19 vezes mais usado que o Twitter no mundo e 135 vezes mais utilizado que o Google+, em

termos planetários. O levantamento, que analisou as pessoas nas redes sociais de setembro de 2011 a janeiro de 2012, colocou o Tumblr e o Pinterest na segunda posição de fidelidade de uso, ambos com 89 minutos de uso médio por usuário. Na sequência, vêm o Twitter com 21 minutos e o LinkedIn com 8 minutos. Antes do Google+, ainda aparece o MySpace, com tempo médio no mês de janeiro de 8 minutos.

Joia da rainha O "Beau Sancy", diamante que ornamentava a coroa de Maria de Médici quando ela foi coroada rainha da França ao lado de Henrique IV, em 1610, será leiloado em 15 de maio na casa de leilões Sotheby's.. A peça é avaliada em US$ 4 milhões.

A NIMAIS E M

AFP

C A R T A Z

L

MODA - Modelos durante os desfiles realizados ontem para a apresentação das criações de outono/inverno dos estilistas Sergei Grinko, em Milão (à esquerda) e de Fatima Lopes, em Paris.

A RTE

L

COLETIVA

Tarzan, um dos quatro orangotangos que foram soltos na natureza ontem, na floresta de Bukit Batikapna Indonésia. A floresta é uma área de conservação para espécies ameaçadas de extinção.

Mostra coletiva "Lista". Galeria Logo. Rua Artur de Azevedo, 401, Jardim Paulista, tel.: 3062 2381. Grátis.

C IÊNCIA

Metástases controladas Pesquisadores espanhóis sintetizaram uma molécula em laboratório que ativa de forma controlada uma resposta imunológica contra a proliferação de tumores. A pesquisa foi divulgada ontem na revista The Journal of Immunology. Os cientistas da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) desenvolveram uma molécula capaz de promover uma redução drástica na formação de

metástases nos pulmões em ratos. A nova molécula, batizada como HS44, se encaixa bem aos receptores dos linfócitos iNKT e se desassocia mais rapidamente, o que reduz sua potência e permite que se ative de forma mais eficiente e controlada a resposta imunológica. Nos testes com ratos, a HS44 inibiu a metástases em pulmões, resultados que abrem as portas a novas aplicações terapêuticas no futuro.

L OTERIAS Concurso 1050 da DUPLA SENA Primeiro sorteio 01

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Segundo sorteio 01

O surto do artista

O "Quarto do Pânico" é obra do grafiteiro que se identifica apenas como Artist Tilt. O quarto é uma das suítes do hotel Au Vieux Panier, em Marselha, na França. A cada ano, o hotel transforma cinco de seu quartos em obras de arte. www.auvieuxpanier.com

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Concurso 2834 da QUINA 06

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RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO BRADESCO SEGUROS S.A. E SUAS CONTROLADAS Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Bradesco Seguros S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, incluindo as normas expedidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, acompanhadas das respectivas Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes. Desempenho do Grupo Bradesco Seguros nas Operações de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização No exercício, o Lucro Líquido atingiu o montante de R$ 3,046 bilhões (R$ 2,741 bilhões em 2010). O faturamento com prêmios de seguros, contribuição de previdência e receita de capitalização, no final do exercício, alcançou R$ 37,636 bilhões, crescimento de 22,70% em relação ao montante auferido em 2010.

Em indenizações, benefícios pagos e resgates, atingiu o montante de R$ 23,171 bilhões, 12,03% a mais que o registrado em 2010.

No segmento de Seguros, em pensões previdenciárias, indenizações por morte, acidentes, perdas com veículos, perdas em residências, consultas, exames, cirurgias e internações médicas, a Bradesco Seguros pagou aos seus segurados R$ 92,315 milhões, por dia útil, durante o exercício de 2011. Política de Reinvestimento de Lucros e Política de Distribuição de Dividendos Os acionistas da Bradesco Seguros, em cada exercício, terão direito a receber, a título de dividendos, o mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido (Nota no 22a). O saldo do lucro líquido, verificado após as distribuições previstas no Estatuto Social, terá a destinação proposta pela Diretoria e deliberada pela Assembleia Geral, podendo ser destinado 100% à Reserva de Lucros – Estatutária, visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, até atingir o limite de 95% do valor do capital social integralizado. Investimentos Os investimentos em Títulos de Renda Fixa e Variável, Ações de Coligadas e Outros Investimentos Permanentes alcançaram, ao final do exercício, o montante de R$ 114,506 bilhões (R$ 99,667 bilhões em 2010). Os Ativos financeiros estão classificados nas categorias “Disponível para Venda”, “Valor Justo por meio do Resultado” e “Mantidos até o Vencimento”, em atendimento à Circular SUSEP no 424, de 29 de abril de 2011. De acordo com o disposto nessa mesma Circular, a Bradesco Seguros S.A. declara que suas empresas controladas possuem a capacidade financeira e intenção de manter até o vencimento os títulos classificados na categoria “títulos mantidos até o vencimento”. Provisões Técnicas O valor contabilizado das Provisões Técnicas, ao final do exercício, era de R$ 103,653 bilhões (R$ 87,177 bilhões no exercício de 2010), com a seguinte composição: Provisões Técnicas de Seguros ......................................................................................................................... Provisões Técnicas de Previdência Complementar Aberta e VGBL .................................................................. Provisões Técnicas de Capitalização.................................................................................................................

R$ 11,941 bilhões R$ 87,141 bilhões R$ 4,571 bilhões

Os Ativos financeiros garantidores das Provisões Técnicas atingiram, em 31 de dezembro, o montante de R$ 104,296 bilhões (R$ 87,845 bilhões no exercício de 2010).

Empresas Controladas e Coligadas Em 31 de dezembro, o Grupo Bradesco Seguros, que atua nos segmentos de Seguro, Previdência Complementar Aberta e Capitalização, estava composto pelas seguintes sociedades: Bradesco Seguros S.A., Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros, Bradesco Saúde S.A., Atlântica Companhia de Seguros, Bradesco Vida e Previdência S.A., BMC Previdência Privada S.A., Alvorada Vida S.A., Bradesco Capitalização S.A., Atlântica Capitalização S.A., Mediservice - Administradora de Planos de Saúde S.A., Odontoprev S.A. e Bradesco Argentina de Seguros S.A. O Grupo Bradesco Seguros, por meio da Bradesco Saúde S.A., detém 43,50% do capital da Odontoprev S.A. A consolidação das plataformas comerciais referentes às operações do segmento de planos odontológicos possibilitou ganho de escala e de sinergia com combinação das melhores práticas de gestão de sinistros, além de oferecer ao mercado uma operação diferenciada. Eventos Societários Informações sobre eventos societários constam nas Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis (Nota no 22b). Margem de Solvência No que se refere à solvência, o Grupo está em compliance com o disposto nas Resoluções nos 222/10, 227/10 e 228/10, do Conselho Nacional de Seguros Privados, e com o disposto na Resolução Normativa no 246/11, da Agência Nacional de Saúde. Tecnologia da Informação No segundo semestre de 2011, a Tecnologia da Informação privilegiou a automatização de processos, alinhada à economia de recursos e equipamentos. Foram realizadas melhorias na infraestrutura para oferecer maior disponibilidade e performance dos serviços. Intensificamos a adoção da virtualização de hardware, prática que permite que vários serviços, programas e sistemas sejam executados em um único equipamento físico. Isto propicia gerenciamento centralizado, simplificação nas instalações e consequente diminuição nos custos de energia e refrigeração. O programa de Gestão Corporativa de Informações, iniciado no semestre anterior, deu destaque à administração de conteúdo (documentos, imagens e vídeos), criando um repositório de conhecimento. A Gestão de Impressos reduziu de forma expressiva os custos de impressão. Também foi disponibilizada uma solução automática para integrar o processo de desenvolvimento de software, visando ao maior controle, qualidade, produtividade e segurança. Para o segmento Saúde, ocorreram melhorias nas aplicações que atendem a Central de Atendimento. A reestruturação do sistema de análise e liberação de senhas médicas para procedimentos ambulatoriais e hospitalares trouxe maior assertividade e redução no tempo de atendimento aos segurados. Na área de análise e regulação de Sinistros, foi implantado um novo processo de análise de guias de honorários médicos no Sistema de Gerenciamento de Contas e Análise Médica - SCAM. Outra entrega importante foi a adaptação do Portal da Bradesco Saúde para acesso de pessoas com deficiência visual e a busca de referenciados que possuem instalações adaptadas a PCD - Pessoas com Deficiência. No segmento Automóvel e Ramos Elementares, foi adotada a solução Crivo para a etapa de aceitação de riscos, agregando agilidade e flexibilidade ao processo. O Kit Digital, projeto que acabou com a impressão das condições gerais das apólices, disponível no Site Segurado, foi mais uma demanda relevante. No segmento de Previdência, foram criados novos produtos com a Tábua BR, que tem por objetivo alinhar a exposição das Sociedades Seguradoras à expectativa de vida do consumidor, e no segmento de Vida foi desenvolvido o produto “Proteção em Dobro”, que oferece as coberturas de Seguro de Vida e Seguro Residencial. Marketing, Cultura e Esporte O Grupo, por meio do Circuito Cultural Bradesco Seguros, dentre suas diversas manifestações culturais, patrocinou importantes peças teatrais, exposições e espetáculos de dança e de música. A maior árvore de Natal flutuante do mundo – segundo o Guinness Book of Records – brilhou pelo 16º ano consecutivo na Lagoa Rodrigo de Freitas, com o tema “Um Presente para a Família Brasileira”. Símbolo do Natal no Brasil e admirada em inúmeros países, a Árvore de Natal da Bradesco Seguros foi inaugurada no Estádio de Remo da Lagoa, no Rio de Janeiro, em 26 de novembro. O principal diferencial deste ano foi a transmissão do evento, em tempo real, em 360°, por meio do site e ainda um destaque na cenografia, como as grandes caixas de presentes ao seu redor ilustrando o tema. Premiações O Grupo Bradesco Seguros, no exercício, registrou importantes reconhecimentos, destacando-se: • Vencedor do Prêmio Profissionais do Ano, promovido pela Rede Globo, com o case da campanha publicitária “Vai que...”, na categoria “Campanha Nacional”; • A Bradesco Seguros liderou, pela quinta vez consecutiva, o ranking de seguradoras no Brasil e ocupa a 24ª posição entre as 250 maiores holdings do País, segundo a edição 2011 do anuário Valor 1000; • No relatório anual da Microinsurance Innovation Faccility/Organização Internacional do Trabalho - OIT, a Bradesco Seguros ganhou destaque, sendo a única instituição de seguros do Brasil a fazer parte dessa importante publicação.

Microsseguros A Bradesco Seguros vem atuando com seguros populares desde 2004, por meio da oferta do Vida Segura Bradesco. A partir de 2010, passou a focar o mercado de microsseguros, com o lançamento de produtos voltados às necessidades das classes sociais com menor poder aquisitivo. Da experiência inicial com as comunidades de Heliópolis (SP) e Rocinha (RJ), com o lançamento do Primeira Proteção Bradesco, em janeiro de 2010, e, no mesmo ano, do Bradesco Bilhete Residencial Estou Seguro, na comunidade Dona Marta (RJ), a Seguradora encerrou o exercício fiscal de 2011 com a marca de 1,3 milhão de segurados nessas modalidades. O Grupo oferece ainda dois outros tipos de seguro de vida populares, por meio dos corretores de seguros e de outros canais (telemarketing, Internet, mala-direta e parcerias com redes de Varejo): Acidente Pessoal Premiável - APP e Tranquilidade Familiar Bradesco. O Grupo Bradesco Seguros patrocinou, em abril de 2011, na cidade de São Paulo, o Fórum Brasileiro de Seguros Populares & Microsseguros, um encontro entre especialistas da área que discutiram importantes temas como desafios e impactos da regulamentação, aspectos tributários, questões legais do setor e as relacionadas ao código do consumidor, estratégias de marketing, canais de distribuição, entre outros assuntos relevantes aos seguros populares e aos microsseguros. Responsabilidade Socioambiental O Grupo Bradesco Seguros busca unificar esforços no aprimoramento de uma gestão que integre a sustentabilidade em suas estratégias, conjugando ações sociais, conservação da natureza e retorno econômico, destacando-se: • Movimento “Conviva” - incentiva a convivência harmoniosa entre ciclistas, pedestres e motoristas, além de fomentar a prática do ciclismo como esporte e como hábito de vida saudável e sustentável. Integram o Movimento “Conviva”, os projetos CicloFaixa de Lazer São Paulo, World Bike Tour São Paulo, Tour do Rio e Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade; • Projeto Integração Empresa Escola - criado em 2004, atua promovendo, em conjunto com a Fundação Bradesco, ações complementares à educação que contribuem para a integração social, formação da cidadania e promoção de qualidade de vida, por meio do incentivo e desenvolvimento de atividades esportivas e culturais; • Reciclagem Automotiva – parceria com empresas especializadas, em 2011, a coleta de sucatas automotivas alcançou o resultado de 2,34 mil toneladas; • Títulos de Capitalização, com foco socioambiental em áreas como ecologia, educação e saúde. Parte dos recursos captados com esses produtos beneficia projetos sociais e ambientais, além de permitir a formação de uma reserva financeira para os clientes. Em 2011, foram comercializados mais de 2,016 milhões de unidades desses títulos de capitalização; • Ações que promovem o debate sobre a longevidade e qualidade de vida. Dentre estas iniciativas destacam-se: a 6ª edição do Fórum da Longevidade, com mais de 500 participantes, a 5ª edição do Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade, com a participação de 60 mil pessoas, e o Programa Porteiro Amigo do Idoso, que capacitou 281 profissionais desde o seu lançamento em 2010; e • Oficina TemQuemQueira - inaugurada em dezembro, na comunidade do Turano, Rio de Janeiro, promove a reinserção dos moradores da comunidade ao mercado de trabalho e a transformação de banners usados em campanhas publicitárias, que levariam cerca de 400 anos para se decompor, em belos acessórios. Recursos Humanos Criado em maio de 2004, o UniverSeg - Universo do Conhecimento do Seguro propicia o desenvolvimento profissional e pessoal para funcionários, corretores e parceiros do Grupo Bradesco Seguros, promovendo ações de gestão do conhecimento e de capacitação. O site UniverSeg é disponibilizado para os Corretores e para os funcionários na Intranet do Grupo, com acesso aos cursos on-line, artigos, matérias, entrevistas, dicas de autodesenvolvimento, de filmes e livros, visando desenvolver competências essenciais, como relacionamento interpessoal, trabalho em equipe, liderança, comunicação e negociação. Em 2011, registrou 141.043 participações, sendo 103.101 presenciais e 37.942 on-line. Praticando a Gestão do Conhecimento de forma democrática, ágil e eficiente e contribuindo para a construção de uma visão compartilhada com foco na estratégia do negócio, o UniverSeg deu continuidade ao Programa Saber para Crescer. Suas ações são realizadas por colaboradores internos e externos, em forma de palestras, debates e troca de experiências. As palestras Caminhos da Mudança, Consumo Consciente – Ecoficiência e Sustentabilidade, Mais Tempo, Mais Dinheiro e Postura em Redes Sociais e Mobilidade foram gravadas e disponibilizadas para todos os funcionários na página do UniverSeg na Intranet. Com o objetivo de propiciar espaço de conhecimento, maior sinergia, troca de experiências e identificar oportunidades de melhoria contínua para o negócio, foram realizados diversos seminários e fóruns para os colaboradores da Bradesco Seguros e suas Controladas nas áreas Comerciais, Técnicas, Controle e Finanças, Contabilidade, Gestão de Pagamentos e Recebimentos e Serviços, Jurídica, Tecnologia da Informação e Ouvidoria. Para envio das propostas do ramo Vida, via Internet, foi disponibilizada uma nova ferramenta on-line, a BVP Web, e, para disseminar este serviço, aproximadamente 3.000 corretores foram capacitados na utilização. A Bradesco Vida e Previdência, com o objetivo de atualizar e qualificar ainda mais o grupo de funcionários e corretores, prosseguiu com os programas Oficina do Conhecimento e Ciclos de Vida e Previdência. Os profissionais da área Comercial participaram do evento The Life Insurance Conference e The Retirement Industry no México, gerando conhecimento sobre o mercado mundial de Seguro e Previdência Privada e, aproximadamente, 30 corretores estiveram reunidos no Million Dollar Round Table (Távola Redonda de Um Milhão de Dólares). Os corretores e funcionários da Bradesco Vida e Previdência também foram reconhecidos pelos melhores resultados no T&M – Treinando e Motivando que reuniu cerca de 900 pessoas. Rating A agência de classificação de risco Fitch Ratings, em novembro de 2011, manteve o rating em escala nacional AAA (bra) com perspectiva estável e internacional A- perspectiva estável. Esta classificação é reflexo da força financeira e do forte suporte do Controlador do Grupo Bradesco Seguros, o Banco Bradesco. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s reafirmou, em novembro de 2011, o rating Nacional brAAA/Estável. Destacou-se o sólido padrão de proteção financeira e patrimonial que a empresa garante a seus clientes. Riscos: operacional, crédito, mercado, legal e subscrição O Grupo Bradesco Seguros, em linha com os modelos adotados nos mercados Nacional e Internacional e em atendimento à legislação vigente, estruturou uma área independente de Estudos Atuariais e Gestão de Riscos que atende às melhores práticas de Governança Corporativa. Estão inseridas, nesse contexto, as disseminações da cultura de gestão de riscos operacionais em vários níveis, a divulgação de Políticas Corporativas, Normas Internas e Manual de Procedimentos Internos, visando ao monitoramento contínuo da exposição aos riscos. O Comitê Executivo de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros reúne-se trimestralmente com a atribuição de aprovar estratégias, definir diretrizes, normas e procedimentos, bem como homologar os assuntos relevantes relacionados à Gestão de Riscos, visando ao processo de mitigação dos eventos de perdas de acordo com a especificidade de cada risco. O Grupo Bradesco Seguros mantém níveis de capital de acordo com os requerimentos regulatórios. Nos termos da legislação vigente, o capital mínimo requerido para funcionamento das sociedades seguradoras é composto por um capital base e um capital adicional para cobertura dos riscos de subscrição, de crédito, de mercado, legal e operacional. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente a todos os riscos previstos na legislação, o capital mínimo requerido deverá ser o maior valor entre a soma do capital base com o capital adicional e a margem de solvência, calculada por meio de resolução específica. Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento ao Terrorismo A Bradesco Seguros e suas controladas possuem o compromisso permanente de prevenir e combater a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento ao Terrorismo nas empresas do Grupo, contribuindo assim com as autoridades governamentais de controle. Outrossim, atua constantemente para assegurar a conformidade às normas e regulamentações, editadas pelos órgãos competentes, relativas ao tema e no relacionamento diferenciado com os clientes enquadrados na condição de Pessoas Politicamente Expostas. Diante desse compromisso, durante o exercício, buscou o aprimoramento e a melhoria das ferramentas, dos controles e dos sistemas utilizados, que dão suporte ao processo de comunicação das operações/ocorrências (automáticas e suspeitas) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF ou à Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS. Do mesmo modo, desenvolveu, publicou e revisou normativos internos, materiais de apoio e programas de treinamento, visando à constante conscientização do quadro de colaboradores. Prevenção à Fraude A Bradesco Seguros, em consonância com a regulamentação vigente no que diz respeito à Prevenção à Fraude, mantém-se vigilante em desestimular, prevenir, combater e identificar ocorrências que possam caracterizar indícios de cometimento de fraudes, assim como minimizar riscos operacionais e legais aos quais a empresa possa estar sujeita, caso venha a ser envolvida em tentativas para negócios ou práticas de fraudes/crimes de qualquer natureza. Dentro desse contexto, adota procedimentos de controles internos, tais como: i) a disponibilização de canais de denúncia aos colaboradores e à sociedade, incentivando aqueles que tenham informações sobre operações ou ocorrências com indícios de cometimento desse ato ilícito a fornecê-las à Companhia, garantindo que a denúncia seja mantida sob sigilo; e ii) acompanhamento e apuração, quando cabível, das operações que possam apresentar irregularidades. Do mesmo modo, desenvolveu, publicou e revisou os materiais atinentes ao assunto, estimulando o constante e tempestivo treinamento dos colaboradores da Companhia sobre a matéria. Governança Corporativa Em consonância e adoção às melhores práticas de Governança Corporativa, dentre outras ações, a Bradesco Seguros e suas Controladas possuem Comitês formalmente instituídos, que suportam as operações e conferem transparência na busca constante dos mais elevados padrões de integridade e comportamento ético. Diante desse cenário, foi publicado e disponibilizado a todos os públicos de interesse da Bradesco Seguros e suas Controladas, o Código de Conduta Ética Setorial, resultado do compromisso constante em promover e definir com clareza as responsabilidades e a postura que devem pautar a atuação dos profissionais que integram as empresas do Grupo. Controles Internos e Compliance Durante o exercício, com base na política corporativa definida e visando atender às determinações legais sobre o tema, a Bradesco Seguros prosseguiu com a avaliação e aperfeiçoamento dos seus instrumentos, que integram o Sistema de Controles Internos do Grupo Bradesco Seguros. Os processos são continuamente reavaliados e os testes de aderência, para aferir a efetividade dos controles existentes, regularmente aplicados, em conformidade com os principais frameworks de controles, como o COSO – Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission e o COBIT – Control Objetives for Information and Related Technology, que abrangem, respectivamente, aspectos de negócio e tecnologia. Quanto à Lei Sarbanes-Oxley, a Bradesco Seguros e suas Controladas vêm obtendo a Certificação anualmente, ratificando a efetividade e eficácia dos controles que suportam a emissão das Demonstrações Contábeis. Destacam-se os benefícios, em ambiente corporativo, resultantes do cumprimento da citada Lei, representados pela difusão da importância da cultura de controle. Para obtenção e manutenção de conformidade às leis e aos regulamentos, o Grupo Bradesco Seguros verifica, diariamente, a publicação de novos normativos pelos Órgãos reguladores, informa às áreas afetadas e acompanha o atendimento tempestivo das ações necessárias, de forma a garantir que as práticas operacionais estejam em conformidade. Plano e Gestão de Continuidade de Negócios A Bradesco Seguros, com a finalidade de assegurar a continuidade de seus processos críticos/essenciais de negócios, principalmente aqueles voltados para relacionamento e atendimento aos clientes, possui Plano de Continuidade de Negócios – PCN. O PCN é um conjunto de estratégias e planos de ação, que são ativados quando da ocorrência de um evento, independentemente de sua proporção, que interrompa a continuidade de suas operações. Segurança da Informação A informação é um dos elementos do negócio mais importante para o Grupo Bradesco Seguros. O zelo pela informação no que tange a sua disponibilidade, integridade e confidencialidade, tem sido uma meta constante da governança da informação. Nesta linha, são realizados trabalhos de revisões periódicas nos Sistemas de Informação, assim como são analisadas normas e regulamentos de caráter interno e externo, que incidem em alterações nas instruções, riscos e controles de Segurança da Informação. Diante desse compromisso, o Grupo tem realizado a disseminação da cultura, por meio de divulgação da Política Corporativa de Segurança da Informação, da administração de palestras, de cursos e dos canais internos de comunicação disponíveis, abordando os mais diversos tipos de assuntos sobre o tema, com o intuito de garantir a conformidade com as melhores práticas de Segurança da Informação disponíveis no mercado. Ouvidoria Criada em 2003, como resultado da Política de Relacionamento com os Clientes, a Ouvidoria do Grupo Bradesco Seguros tem por principal atribuição atuar como representante dos clientes das Empresas do Grupo Bradesco Seguros, reconhecendo seus direitos de forma transparente e eficiente e traduzindo suas expectativas em informações para melhoria contínua dos processos, produtos e serviços. Neste sentido, em 2011, a Ouvidoria do Grupo Bradesco Seguros implementou e manteve um Sistema de Gestão da Qualidade, recebendo da Fundação Vanzolini a certificação NBR ISO 9001:2008. Agradecimentos Pelos êxitos obtidos, agradecemos a preferência e a confiança dos nossos segurados e corretores, o apoio recebido dos Órgãos reguladores e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e colaboradores.

São Paulo, 24 de fevereiro de 2012. Diretoria continua


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BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) Controladora Nota

Consolidado

2011

2010

2011

2010

CIRCULANTE .....................................................................

1.630.270

1.310.092

87.023.886

73.900.943

Disponível .......................................................................

16.083

3.697

263.327

166.575

Caixa e bancos ..............................................................

16.083

3.697

140.534

100.292

ATIVO

Equivalente de caixa .......................................................

-

-

122.793

66.283

998.204

948.475

82.934.871

70.508.275

122.149

68.445

1.874.385

1.496.502

34

693

1.604.602

1.334.572

Operações com seguradoras .........................................

16

20

25.035

25.929

Operações com resseguradoras ....................................

299

599

33.970

29.402

Aplicações.......................................................................

4

Créditos das operações com seguros e resseguros .. Prêmios a receber ..........................................................

6

Outros créditos operacionais ......................................... Ativos de resseguro - provisões técnicas ...................

7

Títulos e créditos a receber........................................... Títulos e créditos a receber ............................................ Créditos tributários e previdenciários .............................

11

Outros créditos .............................................................. Outros valores e bens....................................................

10

Bens à venda .................................................................

121.800

67.133

210.778

106.599

97.811

70.433

594.954

530.469

395.879

218.834

681.921

686.813

242.866

87.368

249.733

338.471

151.479

129.843

303.039

274.611

1.534

1.623

129.149

73.731

14

29

44.208

37.202

-

-

43.480

36.841

Outros valores ................................................................

14

29

728

361

Despesas antecipadas ...................................................

130

179

72.512

57.678 417.429

-

-

557.708

Seguros ..........................................................................

-

-

557.708

417.429

ATIVO NÃO CIRCULANTE ................................................

11.953.704

12.863.851

35.930.440

32.745.091

Custos de aquisição diferidos ......................................

19

733.679

632.690

33.436.123

30.874.944

Aplicações.......................................................................

4

-

-

30.000.328

28.006.748

Ativos de resseguro - provisões técnicas ...................

7

296

210

66.222

78.103

Títulos e créditos a receber...........................................

733.383

632.480

3.369.573

2.790.093

Títulos e créditos a receber ............................................

418

729

4.294

12.371

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO.......................................

Créditos tributários e previdenciários .............................

11

276.157

189.407

1.291.359

938.849

Depósitos judiciais e fiscais ...........................................

9

455.853

441.482

2.059.359

1.827.690

955

862

14.561

11.183

12

11.088.066

12.151.930

1.571.049

1.152.338

11.085.200

12.149.064

1.044.999

962.656

-

-

513.033

184.085

2.866

2.866

13.017

5.597

Outros créditos a receber ............................................... Investimentos ................................................................. Participações societárias - financeiras ........................... Imóveis destinados à renda ...........................................

13

Outros investimentos ....................................................

31.945

35.866

152.435

139.186

Imóveis de uso próprio ...................................................

2.546

2.551

47.725

46.640

Bens móveis ...................................................................

22.799

26.819

61.208

66.957

Outras imobilizações ......................................................

6.600

6.496

43.502

25.589

100.014

43.365

770.833

578.623

Imobilizado......................................................................

Intangível.........................................................................

14

15

Outros intangíveis ............................................................

100.014

43.365

770.833

578.623

TOTAL DO ATIVO ............................................................

13.583.974

14.173.943

122.954.326

106.646.034

PASSIVO CIRCULANTE .................................................................... Contas a pagar................................................................ Obrigações a pagar ........................................................ Impostos e encargos sociais a recolher ......................... Encargos trabalhistas ..................................................... Impostos e contribuições ............................................... Outras contas a pagar .................................................... Débitos de operações com seguros e resseguros ..... Prêmios a restituir .......................................................... Operações com seguradoras ......................................... Operações com resseguradoras .................................... Corretores de seguros e resseguros .............................. Outros débitos operacionais .......................................... Depósitos de terceiros .................................................. Provisões técnicas - seguros ...................................... Danos ............................................................................. Pessoas ......................................................................... Vida Individual ................................................................ Saúde ............................................................................. Vida com cobertura de sobrevivência ............................ Provisões técnicas - previdência complementar ........ Planos não bloqueados .................................................. PGBL/PRGP .................................................................. Provisões técnicas - capitalização ............................... Provisões para resgates ................................................ Provisões para sorteios .................................................. Outras provisões ............................................................ PASSIVO NÃO CIRCULANTE ....................................... Contas a pagar................................................................ Contas a pagar ............................................................... Tributos diferidos ............................................................ Outras contas a pagar .................................................... Provisões técnicas - Seguros ....................................... Danos ............................................................................. Pessoas ......................................................................... Vida Individual ................................................................ Saúde ............................................................................. Vida com cobertura de sobrevivência ............................ Provisões técnicas - previdência complementar ........ Planos não bloqueados .................................................. PGBL/PRGP .................................................................. Outros débitos ................................................................ Provisões judiciais .......................................................... PATRIMÔNIO LÍQUIDO .................................................. Aos acionistas da controladora ................................... Capital social ................................................................. Redução de capital (em aprovação) ............................... Reservas de reavaliação ................................................ Reservas de lucros ........................................................ Ajustes com títulos e valores mobiliários ....................... PARTICIPAÇÃO DE ACIONISTAS MINORITÁRIOS ....... TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO .............

Nota

16

17

18 19

19

19

20 19

19

21

2011 1.011.204 896.630 796.893 10.471 9.799 77.786 1.681 2.258 1.884 374 2.343 109.973 103.474 6.499 420.334 71.173 71.173 10.059 296 9.763 339.102 339.102 12.152.436 12.152.436 6.080.000 423.332 142 3.951.402 1.697.560 13.583.974

Controladora 2010 217.858 130.419 58.900 7.618 9.942 53.959 3.207 3.042 165 2.932 81.300 77.493 3.807 376.045 66.537 66.537 10.447 210 10.237 299.061 299.061 13.580.040 13.580.040 4.294.056 605.944 144 6.744.504 1.935.392 14.173.943

2011 15.541.191 2.267.531 1.210.764 185.778 52.325 815.980 2.684 462.233 6.643 45.737 106.402 183.538 119.913 149.101 7.123.149 3.651.810 1.089.394 768.082 1.527.277 86.586 967.883 892.521 75.362 4.571.294 4.321.150 76.051 174.093 94.617.329 1.592.037 617 1.557.647 33.773 57.993.100 683.340 1.015.946 711.502 2.493.186 53.089.126 32.997.566 15.728.326 17.269.240 2.034.626 2.034.626 12.795.806 12.152.436 6.080.000 423.332 142 3.951.402 1.697.560 643.370 122.954.326

Consolidado 2010 12.332.598 1.536.776 663.183 178.650 50.342 644.601 273.854 3.243 26.010 68.346 157.281 18.974 226.518 5.956.946 3.249.028 899.121 503.106 1.241.307 64.384 614.830 537.900 76.930 3.723.674 3.532.802 47.481 143.391 80.239.869 1.624.489 2.992 1.600.746 20.751 46.940.950 599.391 962.474 443.320 2.270.444 42.665.321 29.940.669 15.166.856 14.773.813 1.733.761 1.733.761 14.073.567 13.580.040 4.294.056 605.944 144 6.744.504 1.935.392 493.527 106.646.034

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais, exceto lucro líquido por ação)

Nota Prêmios emitidos líquidos................................................ 27a Contribuição para cobertura de risco ............................. Variação das provisões técnicas ..................................... Prêmios ganhos................................................................. 26 Receitas com emissão de apólices ................................. Sinistros ocorridos............................................................ 27b Custos de aquisição.......................................................... 27c Outras receitas e (despesas) operacionais .................... 27d Resultado com resseguro ................................................ 27i Receita com resseguro..................................................... Despesa com resseguro................................................... OPERAÇÕES DE PREVIDÊNCIA Rendas de contribuições e prêmios ................................ 27e Constituição da provisão de benefícios a conceder ......... Receitas de contribuição e prêmios de VGBL............. Rendas com taxas de gestão e outras taxas ............... 27f Variação de outras provisões técnicas ....................... Custos de aquisição....................................................... 27g Outras receitas e despesas operacionais.................... 27h OPERAÇÕES DE CAPITALIZAÇÃO Receita bruta com títulos de capitalização...................... Deduções e cancelamento de títulos de capitalização ... Variação das provisões técnicas..................................... Receitas líquidas com títulos de capitalização ........... Despesas com resgates.................................................. Despesas com sorteios................................................... Despesas com títulos resgatados e sorteados ........... Custos de aquisição....................................................... Outras receitas e despesas operacionais.................... Despesas administrativas ............................................. 27j Despesas com tributos .................................................. 27k Resultado financeiro ...................................................... 27l Resultado patrimonial.................................................... 29b Resultado operacional ................................................... Ganhos e perdas com ativos não correntes................ Resultado antes dos impostos e participações .......... Imposto de renda ............................................................ 28 Contribuição social.......................................................... 28 Participações sobre o resultado...................................... Participações acionistas minoritários .............................. Lucro líquido do exercício............................................. Quantidade de ações ....................................................... Lucro por ação - R$.........................................................

2011 660 660 15.931 237 (20.826) 7.655 7.655 -

Controladora 2010 241 241 4.352 312 78.237 (1.542) (1.542) -

212.560 21.331 188.923 3.111.535 3.037.888 1.517 3.039.405 13.679 5.751 (12.761) 3.046.074 785.379 3.878,48

184.489 7.527 233.249 2.675.871 2.789.376 551 2.789.927 (25.519) (9.118) (13.795) 2.741.495 750.693 3.651,95

2011 16.803.243 1.088.065 (1.577.879) 16.313.429 167.899 11.351.469 1.720.317 (636.273) (74.799) 124.116 (198.915)

Consolidado 2010 13.824.909 932.169 (965.124) 13.791.954 139.233 9.749.340 1.477.552 (337.805) (69.179) 130.149 (199.328)

16.697.159 (16.654.227) 42.932 1.086.078 33.396 158.099 (110.042)

13.431.146 (13.386.872) 44.274 980.171 114.648 133.969 (8.330)

3.071.550 (24.418) (49.862) 2.997.270 2.595.752 55.297 2.651.049 52.787 55.095 2.050.401 472.950 3.425.368 240.843 5.084.124 (33.785) 5.050.339 (1.105.402) (693.272) (59.057) (146.534) 3.046.074

2.500.857 (17.174) (45.126) 2.438.557 2.127.172 58.560 2.185.732 36.444 (3.521) 1.829.930 365.862 3.088.712 192.916 4.592.801 (32.821) 4.559.980 (1.049.956) (629.471) (69.282) (69.776) 2.741.495

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) Atividades operacionais .......................................................................

2011

Controladora 2010

2011

Consolidado 2010

Recebimento de prêmios de seguro, contribuições de previdência e taxas de gestão e outras ......................................................................

26.719

25.313

39.021.438

32.066.173

Recuperações de sinistros e comissões .............................................

31.593

15.541

235.973

353.146

Outros recebimentos operacionais (salvados, ressarcimentos e outros)

19.357

36.360

840.236

904.521

Pagamentos de sinistros, beneficios, resgates e comissões ...............

(89.060)

(14.028) (24.789.007) (22.549.533)

Repasses de prêmios por cessão de riscos ........................................

(28.802)

(27.593)

(309.941)

(372.587)

Pagamentos de despesas com operações de seguros e resseguros, previdência e capitalização ..................................................................

(3.205)

(4.776)

(674.695)

(349.905)

Pagamentos de despesas e obrigações .............................................

(114.308)

(131.398)

(2.167.812)

(1.914.431)

Pagamentos de indenizações e despesas em processos judiciais......

(1.541)

(4.125)

(178.205)

(66.978)

Outros pagamentos operacionais.........................................................

(22.341)

(36.336)

(306.888)

(379.451)

Recebimentos de juros e dividendos....................................................

99.476

107.980

Constituição de depósitos judiciais.......................................................

(43.217)

(90.303)

(214.455)

(236.151)

Resgates de depósitos judiciais ...........................................................

(22.827)

38.749

13.644

66.403

Pagamentos de participações nos resultados...................................... Caixa líquido gerado pelas operações .............................................

4.622.017

(12.318) 4.362.067

1.633.444

(10.229) 1.430.619

(139.040)

(44.630)

11.430.724

7.584.557 (1.045.594)

Imposto de renda .................................................................................

(23.288)

(343)

(1.515.788)

Contribuição social ...............................................................................

(5.826)

(175)

(530.482)

(624.244)

Pis e Cofins ..........................................................................................

(1.461)

(1.362)

(332.621)

(285.438)

Outros...................................................................................................

(6.337)

(2.093)

(35.355)

(25.958)

Investimentos financeiros: Aplicações...........................................................................................

(1.384.755)

Vendas e resgates ..............................................................................

1.216.239

(1.621.484) (31.587.652) (29.848.895) 1.616.333

26.911.005

25.778.816

Caixa líquido consumido nas atividades operacionais ..................

4.156.639

1.421.495

4..339.831

1.533.244

Atividades de investimento Pagamento pela compra de ativo permanente........................................

(284.253)

(376.013)

Investimentos .......................................................................................

(200.000)

(325.258)

(36.465)

(186.010)

Imobilizado e intangível ........................................................................

(84.253)

(50.755)

(293.234)

(125.195)

Recebimento pela venda de ativo permanente .......................................

100.000

8.008

50.269

184.074

Investimentos .......................................................................................

100.000

4.166

43.597

178.161

Imobilizado ...........................................................................................

-

3.842

6.672

Caixa líquido consumido nas atividades de investimento................

(184.253)

(368.005)

(329.699)

(279.430)

(311.205)

5.913 (127.131)

Atividades de financiamento

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE DO EXERCÍCIO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais)

Aumento (redução) de capital ..............................................................

2011

2010

Lucro líquido do exercício................................................................................................................

3.046.074

2.741.495

Realização da reserva de reavaliação ................................................................................................

3

3

Distribuição de dividendos.................................................................... Outros...................................................................................................

Ganhos não realizados de ativos financeiros disponíveis para venda Controladora........................................................................................................................................

(154.462)

Investidas (*)........................................................................................................................................

(241.949)

Efeitos dos impostos controladora ......................................................................................................

61.784

Efeitos dos impostos controladas........................................................................................................

96.794

Total do resultado abrangente do exercício ...................................................................................

2.808.245

(22.383)

Caixa líquido consumido nas atividades de financiamento..............

180.000 (4.140.000)

(1.062.756)

(3.960.000)

(1.062.756)

191.368 (4.151.095)

(252.283) (1.062.977)

(3.922)

(2.365)

(3.963.649)

(1.317.625)

Aumento líquido de caixa e equivalente de caixa ..............................

12.386

(9.266)

96.752

Caixa e equivalente de caixa no início do exercício................................

3.697

12.963

166.575

88.488 78.087

Caixa e equivalente de caixa no final do exercício..................................

16.083

3.697

263.327

166.575

3.248.286

Aumento/Redução líquido de caixa e equivalente de caixa..............

12.386

96.752

88.488

8.952

Ativos livres no início do exercício...........................................................

922.371

838.146

12.060.652

7.751.221

Ativos livres no final do exercício ............................................................

4.941.325

922.371

10.164.905

12.060.652

Aumento/redução nas aplicações financeiras - recursos livres

4.018.954

84.225

(1.895.747)

4.309.431

(1.276.165) 4.700.189

(*) Parcela do resultado de empresa investida reconhecida por meio de equivalência patrimonial.

(9.266)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais)

Receitas.............................................................................................................................................. Receita com operações de seguros .................................................................................................. Receita com operações de previdência privada................................................................................ Receita com títulos de capitalização ................................................................................................. Outras receitas operacionais............................................................................................................. Reversão (constituição) da provisão para créditos de liquidação duvidosa...................................... Rendas com taxas de gestão ............................................................................................................ Variação das provisões técnicas ..................................................................................................... Operações de seguros ...................................................................................................................... Operações de previdência privada....................................................................................................

2011 39.350.380 18.189.010 16.697.159 3.047.132 363.422 (32.421) 1.086.078 (18.248.572) (1.577.879) (16.620.831)

Consolidado 2010 32.559.537 15.067.788 13.431.584 2.483.684 500.144 96.166 980.171 (14.297.755) (980.410) (13.272.219)

Valor adicionado bruto ..................................................................................................................... Depreciação e amortização .............................................................................................................. Valor adicionado líquido produzido pela entidade ........................................................................ Valor adicionado recebido em transferência.................................................................................. Resultado de Equivalência Patrimonial ............................................................................................. Receita Financeira............................................................................................................................. Outras................................................................................................................................................ VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO: Pessoal Remuneração direta .......................................................................................................................... Benefícios.......................................................................................................................................... Encargos sociais - FGTS................................................................................................................... Impostos, taxas e contribuições Federais............................................................................................................................................. Estaduais........................................................................................................................................... Municipais.......................................................................................................................................... Remuneração de capital de terceiros.............................................................................................. Juros.................................................................................................................................................. Aluguéis............................................................................................................................................. Outros................................................................................................................................................. Remuneração de capital próprio...................................................................................................... Dividendos......................................................................................................................................... Lucros retidos no exercício................................................................................................................ Participação dos não controladores nos lucros retidos .....................................................................

(49.862) (45.126) Operações de capitalização .............................................................................................................. Receita operacional 21.101.808 18.261.782 13.954.541 11.805.507 Sinistros retidos e despesas com benefícios, resgates e sorteios Sinistros............................................................................................................................................. 15.060.549 9.894.738 Recuperação de sinistros .................................................................................................................. (3.439.789) (521.657) Variação da provisão de sinistros ocorridos mas não avisados........................................................ (391.609) 196.030 Despesas com pecúlio ...................................................................................................................... 9.760 10.420 Variação da provisão de eventos ocorridos mas não avisados ........................................................ 64.581 40.242 Despesas com títulos resgatados e sorteados.................................................................................. 2.651.049 2.185.734 4.192.539 4.042.706 Insumos adquiridos de terceiros Prêmios de cosseguros e resseguros cedidos.................................................................................. 391.588 352.923 Materiais, energia e outros ................................................................................................................ 1.403.136 1.114.081 Serviços de terceiros, comissões líquidas......................................................................................... 2.508.404 2.581.137 Variação das despesas de comercialização diferidas....................................................................... (110.066) (5.839) Perda/recuperação de valores ativos ................................................................................................ (523) 404 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

2011 2.954.728 71.770 2.882.958 10.967.086 120.578 10.720.614 125.894 13.850.044 13.850.044 806.870 601.848 178.967 26.055 2.490.668 2.445.624 25.094 19.950 7.359.898 7.316.185 43.416 297 3.192.608 731.001 2.315.073 146.534

Consolidado 2010 2.413.569 69.370 2.344.199 9.609.951 96.513 9.416.433 97.005 11.954.150 11.954.150 672.537 501.183 148.962 22.392 2.215.317 2.185.431 860 29.026 6.255.025 6.218.759 35.974 292 2.811.271 762.000 1.979.495 69.776 continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

21

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO EM 2011 E 2010 (Em milhares de reais)

Saldos em 1º de janeiro de 2010 ............................................................ Aumentos de capital: AGO/AGE de 28/01/2010 ...................................................................... AGO/AGE de 26/03/2010 ...................................................................... Reserva de reavaliação: Realização ............................................................................................. Outros (i) ................................................................................................ Ajustes com títulos e valores mobiliários ............................................... Lucro líquido do exercício ...................................................................... Dividendos antecipados (R$ 1.015,06 por ação) .................................. Destinação do lucro líquido .................................................................. Saldos em 31 de dezembro de 2010 ..................................................... Aumento/(redução) de capital: AGE de 30/03/2011 ............................................................................... AGE de 18/08/2011 ............................................................................... Portaria SUSEP nº 1.180 de 21/01/2011 .............................................. Portaria SUSEP nº 1.226 de 14/06/2011 .............................................. Portaria SUSEP nº 4.324 de 14/12/2011 .............................................. AGE de 21/11/2011 ............................................................................... AGE de 27/12/2011 ............................................................................... Reserva de reavaliação: Realização ............................................................................................. Ajustes com títulos e valores mobiliários ............................................... Combinação de negócio líquido dos efeitos tributários na controlada ... Lucro líquido do exercício ...................................................................... Dividendos antecipados (R$ 666,05 por ação) ..................................... Dividendos antecipados (R$ 4.634,71 por ação) .................................. Dividendos propostos (R$ 930,76 por ação) ......................................... Destinação do lucro líquido ................................................................... Saldos em 31 de dezembro de 2011 .....................................................

Capital social 4.294.056

Aumento/Redução de capital em aprovação -

-

(425.772) 1.031.716

4.294.056

-

605.944

605.944 1.000.000 180.000 -

-

(2) 144

1.000.000 180.000 (605.944) (1.000.000) (180.000) 10.000 413.332

6.080.000

Reservas de lucros Reserva Reserva legal estatutária 662.060 5.134.663

Reservas de reavaliaçãoImóveis próprios e de controladas 146

423.332

137.075 799.135

Ajustes com títulos e valores mobiliários (23.299)

(1.031.716) 1.842.422 5.945.369

-

-

(1.000.000) -

(2) 142

153.892 953.027

(500.000) (3.640.000) 2.193.006 2.998.375

Lucros acumulados -

1.958.691 1.935.392

2 2.741.495 (762.000) (1.979.497) -

(237.832) 1.697.560

2 31.823 3.046.074 (731.001) (2.346.898) -

Total 10.067.626

Participação de acionistas minoritários 598.453

(425.772) -

-

1.958.691 2.741.495 (762.000) 13.580.040

(140.896) 69.776 (33.806) 493.527

180.000 10.000 413.332

-

(237.832) 31.823 3.046.074 (500.000) (3.640.000) (731.001) 12.152.436

(47) 41.333 146.534 (37.977) 643.370

Total do patrimônio líquido 10.666.079 (425.772) (140.896) 1.958.691 2.811.271 (795.806) 14.073.567 180.000 10.000 413.332 (237.879) 73.156 3.192.608 (500.000) (3.640.000) (768.978) 12.795.806

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (Em milhares de Reais) 1.

2. a.

Contexto operacional A Companhia é a líder do Grupo Bradesco Seguros, sociedade anônima de capital fechado, sediada em São Paulo, autorizada pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP a operar em todas as modalidades de seguros dos ramos elementares e pessoas, em todo o território nacional. O endereço registrado da sede da Companhia é Avenida Paulista nº 1.415, São Paulo. A Companhia é controlada direta pela Bradseg Participações S.A. e em última instância pelo Banco Bradesco S.A. O Grupo Bradesco Seguros, por intermédio de subsidiárias e filiais, atua nos segmentos de seguro saúde, ramos elementares, seguro de vida, previdência complementar aberta e capitalização. A rede de distribuição do Grupo Bradesco Seguros tem cobertura nacional e conta com uma sinergia com a rede de distribuição bancária do Banco Bradesco, além do atendimento através da Internet/Redes Sociais e Centrais Telefônicas. As operações são conduzidas no contexto do conjunto das empresas integrantes do Grupo Bradesco Seguros, atuando de forma integrada no mercado, e os custos das estruturas operacionais e administrativas comuns, são absorvidos segundo a praticabilidade e a razoabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. Essas demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho de Administração do Banco Bradesco, controlador final, em 30 de janeiro de 2012. Resumo das principais políticas contábeis As políticas contábeis discriminadas abaixo foram aplicadas em todos os períodos apresentados nas demonstrações contábeis. Base de preparação Em consonância à Circular SUSEP n° 424/11, as demonstrações contábeis foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, incluindo os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) quando referendadas pela SUSEP. As demonstrações contábeis estão apresentadas em conformidade com os modelos de publicação estabelecidos pela referida Circular, cujas principais modificações em relação ao formato de apresentação foram: (i) as Provisões Técnicas estão sendo apresentadas por grupo de ramos de seguros; (ii) as despesas com inspeção de riscos estão sendo apresentadas no grupo Custos de Aquisição; (iii) as operações de resseguro estão sendo apresentadas em grupos específicos no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. Também, conforme facultado pela referida norma e pela adoção dos CPC’s 38 e 40, a Companhia reclassificou outros títulos e valores mobiliários anteriormente classificados na categoria mantidos até o vencimento para a categoria disponível para a venda. Em consonância com a Circular SUSEP n° 426/11, foi mantida para operações de capitalização, a forma de contabilização estabelecida pela Circular SUSEP n° 379/2008. Os saldos divulgados anteriores foram reclassificados para fins de comparabilidade como demonstrado abaixo:

Controladas Bradesco SegPrev Investimentos Ltda. ............................................. Neon Empreendimentos e Participação Ltda..................................... BSP Affinity Ltda. ............................................................................... Jahu Tecnologia em Seguros Ltda..................................................... BSP Empreendimentos Imobiliários S.A............................................ Alvorada Vida S.A. ............................................................................. Atlântica Capitalização S.A. ............................................................... BPS Participações e Serviços Ltda.................................................... Bradesco Saúde S.A.......................................................................... Danúbio Empreendimentos e Participações Ltda. ............................. Atlântica Companhia de Seguros....................................................... Ipê Holding Ltda. ................................................................................ Marília Reflorestamento e Agropecuária Ltda.................................... Tamisa Empreendimentos e Participações Ltda. ............................... Reno Empreendimentos e Participações Ltda................................... Bréscia Empreendimentos e Participações Ltda. .............................. Mediservice Administradora de Planos de Saúde S.A....................... EABS Serviços de Assistência e Participação Ltda. .......................... Odontoprev S.A. (*)............................................................................ BMC Previdência Privada S.A. .......................................................... Niágara Participações e Empreendimentos Ltda............................... Caboquenas Empreendimentos e Participações Ltda. ...................... Mississipi Empreendimentos e Participações Ltda. ........................... Everest Holdings Ltda. ....................................................................... Paineira Empreendimentos e Participações Ltda. ............................. Empresas de controle compartilhado Companhia Brasileira de Gestão de Serviços ...................................

Controladora Saldo divulgado anteriormente dezembro de 2010 Ativo Circulante .................................................................................. Créditos das operações com seguros e resseguros ................. Ativos de resseguro - provisões técnicas.................................. Títulos e créditos a receber....................................................... Ativo não circulante ................................................................. Ativos de resseguro - provisões técnicas.................................. Títulos e créditos a receber....................................................... Investimentos ............................................................................ Total do ativo .......................................................................... Passivo Circulante ................................................................................. Provisões técnicas - Seguros ................................................... Passivo não circulante ............................................................ Patrimônio líquido .................................................................... Total do passivo ................................................................. Resultado Prêmios emitidos líquidos ......................................................... Prêmios ganhos ........................................................................ Sinistros ocorridos..................................................................... Resultado com resseguro ......................................................... Lucro líquido ..............................................................................

Saldo reclassificado em Reclassificação dezembro de 2010

1.337.646 139.088 246.178 10.742.150 605.136 10.057.783 12.079.796

(27.554) (70.643) 70.433 (27.344) 2.121.701 210 27.344 2.094.147 2.094.147

1.310.092 68.445 70.433 218.834 12.863.851 210 632.480 12.151.930 14.173.943

228.305 91.747 365.598 11.485.893 12.079.796

(10.447) (10.447) 10.447 2.094.147 2.094.147

217.858 81.300 376.045 13.580.040 14.173.943

241 241 5.894 2.741.495

(1.542) 1.542 Consolidado

241 241 4.352 1.542 2.741.495

Saldo divulgado Saldo anteriormente reclassificado em dezembro de 2010 Reclassificação dezembro de 2010

b.

c.

d.

e.

Ativo Circulante .................................................................................. 74.163.296 (262.353) 73.900.943 Créditos das operações com seguros e resseguros ................. 1.964.664 (468.162) 1.496.502 Títulos e créditos a receber....................................................... 952.462 (265.649) 686.813 Despesas de resseguros e retrocessões diferidas ................... 59.011 (59.011) Ativos de resseguro - Provisões técnicas ................................. 530.469 530.469 28.981.922 3.763.169 32.745.091 Ativo não circulante ................................................................. Aplicações ................................................................................. 24.516.500 3.490.248 28.006.748 Títulos e créditos a receber....................................................... 2.595.275 194.818 2.790.093 Ativos de resseguro - Provisões técnicas ................................. 78.103 78.103 Investimentos ............................................................................ 1.011.908 140.430 1.152.338 279.616 (140.430) 139.186 Imobilizado ................................................................................ 103.145.218 3.500.816 106.646.034 Total do ativo ...................................................................... Passivo 13.481.378 (1.148.780) 12.332.598 Circulante ................................................................................. Débitos de operações com seguros e resseguros .................... 282.788 (8.934) 273.854 Depósitos de terceiros............................................................... 136.186 90.332 226.518 Provisões técnicas - Seguros ................................................... 7.187.125 (1.230.179) 5.956.946 77.684.420 2.555.449 80.239.869 Passivo não circulante ............................................................ Provisões técnicas - Seguros ................................................... 45.710.770 1.230.180 46.940.950 11.979.420 2.094.147 14.073.567 Patrimônio líquido .................................................................... 103.145.218 3.500.816 106.646.034 Total do passivo ................................................................. Resultado Prêmios resseguros cedidos ...................................................... (194.118) 194.118 Variação das provisões técnicas ................................................ (980.410) 15.286 (965.124) 13.582.550 209.404 13.791.954 Prêmios ganhos........................................................................ Receitas com emissão de apólice .............................................. 139.233 139.233 Sinistros ocorridos ...................................................................... 9.619.773 129.567 9.749.340 Custos de aquisição ................................................................... 1.433.374 44.178 1.477.552 Outras receitas e (despesas) operacionais ................................ (232.099) (105.706) (337.805) Resultado com resseguro........................................................... (69.179) (69.179) Variação de outras provisões técnicas ....................................... 129.899 (15.251) 114.648 4.608.045 (15.244) 4.592.801 Resultado operacional............................................................... Ganhos e perdas com ativos não correntes ............................... (14.359) (18.462) (32.821) 2.741.495 2.741.495 Lucro líquido .............................................................................. Base para avaliação As demonstrações contábeis estão apresentadas em milhares de reais e foram elaboradas de acordo com o princípio do custo histórico, com exceção para: • Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; e • Ativos financeiros disponíveis para venda mensurados pelo valor justo. Moeda funcional A moeda funcional da Companhia é o Real. As transações em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transação. Os ativos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para Real à taxa de câmbio em vigor na data do balanço. As diferenças cambiais resultantes dessa conversão são reconhecidas no resultado. Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as normas CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistos de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados. As informações sobre julgamentos críticos referentes às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Nota 2f – Classificação de um contrato de seguro As informações sobre incertezas sobre premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Nota 11 - Créditos tributários e previdenciários • Nota 19 - Provisões técnicas • Nota 21 - Provisões judiciais Base de consolidação As práticas contábeis destacadas nessa nota foram adotadas de forma uniforme em todas as empresas consolidadas. As demonstrações contábeis consolidadas incluem as demonstrações contábeis da Bradesco Seguros S.A. e das suas controladas diretas e indiretas incluindo aquelas de controle compartilhado. Destacamos as principais Companhias incluídas nas demonstrações contábeis consolidadas: Controladas Bradesco Argentina de Seguros S.A.................................................. Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros ....................................... Bradeseg Participaciones S.A............................................................ Bradesco Capitalização S.A............................................................... Bradesco Vida e Previdência S.A. .....................................................

Percentual de participação Direto Indireto 99,90 59,86 40,14 100,00 100,00 100,00 -

i.

ii.

iii.

iv.

f.

g.

h.

i.

ii.

iii.

iv.

v.

i.

j.

k.

Percentual de participação Direto Indireto 100,00 0,05 60,57 100,00 100,00 68,34 31,66 100,00 100,00 99,99 100,00 100,00 100,00 100,00 98,38 100,00 100,00 100,00 100,00 50,00 43,50 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 41,85

-

(*) Empresa consolidada em função de acordo de acionista. Controladas São classificadas como controladas as empresas sobre as quais a Companhia exerce controle, ou seja, quando detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controle quando a Companhia possuir, direta ou indiretamente, preponderância de gerir as políticas financeiras e operacionais de determinada empresa para obter benefícios das suas atividades, mesmo que a percentagem que detém sobre o seu capital próprio seja inferior a 50%. As empresas controladas são consolidadas integralmente desde o momento em que a Companhia assume o controle sobre as suas atividades até ao momento em que esse controle cessa. Controle compartilhado (joint ventures) Empresas de controle compartilhado são os investimentos sobre os quais a Companhia possui controle conjunto, estabelecido por acordo contratual. As demonstrações contábeis consolidadas incluem a parcela proporcional detida pela Companhia dos ativos, passivos, receitas e despesas deste investimento, os quais são apresentados em rubricas contábeis de natureza similar, a partir da data em que o controle conjunto se iniciou até a data em que esse controle cessa. Participação minoritária A Companhia aplica a política de tratar as operações com participações minoritárias como operações com partes externas à Companhia. As baixas com participações minoritárias resultam em ganhos e perdas para a Companhia e são registradas na demonstração do resultado. As compras de participações minoritárias resultam em ágio, que é a diferença entre qualquer contraprestação paga e a participação relevante adquirida do valor justo dos ativos líquidos da controlada. Saldos e transações eliminados na consolidação Saldos e transações entre empresas incluindo quaisquer ganhos ou perdas não realizadas resultantes de operações entre as empresas consolidadas são eliminados no processo de consolidação, exceto nos casos em que as perdas não realizadas indiquem a existência de impairment que deva ser reconhecido nas contas consolidadas. Classificação dos contratos de seguros Um contrato em que a Companhia aceita um risco de seguro significativo do segurado, aceitando compensá-lo no caso de um acontecimento futuro, incerto, específico e adverso ao segurado, é classificado como um contrato de seguro. Os contratos de resseguro também são tratados sob a ótica de contratos de seguros por transferirem risco de seguro significativo. Disponível (caixa e equivalentes a caixa) São representados por disponibilidades em moeda nacional e estrangeira, caixa e depósitos bancários, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo e que são utilizados pela Companhia para o gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Aplicações A Companhia determina a classificação inicial de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado, disponíveis para venda e mantidos até o vencimento. Os ativos de renda fixa são contabilizados na data da liquidação, e as ações são contabilizadas na data da transação. Ativos financeiros mensurados a valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. Ativos financeiros mantidos até o vencimento Caso a Administração tenha intenção e a capacidade de manter títulos de dívida até o vencimento, então tais ativos financeiros são classificados como mantidos até o vencimento. Os investimentos mantidos até o vencimento são registrados pelo custo amortizado deduzidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável, acrescido dos rendimentos auferidos, os quais impactam o resultado do período. Ativos financeiros disponíveis para venda Compreende os ativos financeiros que não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável, são reconhecidas no patrimônio líquido, líquido dos efeitos tributários. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado no patrimônio líquido é transferido para o resultado. Determinação do valor justo O valor das aplicações em fundos de investimentos foi obtido a partir dos valores das quotas divulgadas pelas instituições financeiras administradoras desses fundos. Os títulos de renda fixa públicos tiveram seu valor justo obtido a partir das tabelas de referência divulgadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Os títulos de renda variável tiveram seus valores de mercado obtidos a partir da última cotação publicada pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA). Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, referência a outros instrumentos que são similares, análise do fluxo de caixa descontado e contam o mínimo possível com informações geradas pela Administração da própria Companhia. Redução ao valor recuperável (impairment) de ativos financeiros Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo financeiro. A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos patrimoniais) perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para o título. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em conta redutora do ativo correspondente. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. Perdas de valor (redução ao valor recuperável) nos ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa que foi reconhecida no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa que é reclassificada do patrimônio líquido para o resultado é a diferença entre o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente reconhecida no resultado. Instrumentos financeiros derivativos O Grupo mantém operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos destinados, exclusivamente, à proteção de riscos associados com a variação de taxas de juros dos investimentos. As operações com derivativos são registradas e negociadas na BM&FBovespa. Derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo, e os custos de transação são reconhecidos no resultado quando incorridos. Após o reconhecimento inicial, os derivativos são mensurados pelo valor justo, e as variações no valor justo são registradas no resultado do período e estão classificados na categoria ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado. Para instrumentos financeiros derivativos, cotações de preço de mercado são usadas para determinar o valor justo destes instrumentos. O valor justo dos contratos de futuros é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequados. As informações para construir as curvas de rendimento são obtidas principalmente na BM&FBovespa e no mercado secundário doméstico. Estas curvas de rendimento são utilizadas para determinar o valor justo de taxa de juros. O monitoramento das operações no mercado de derivativos é feito pelo gestor dos fundos, de forma ativa, através da mensuração do risco por meio do Value at Risk (VaR). Provisão para riscos de crédito O Grupo reconhece uma provisão para riscos de crédito, com base em estudo de perdas, baseada no histórico de inadimplência para os prêmios a receber de segurados dos últimos 29 meses. Para as operações de recuperação de resseguro, é constituída provisão de perda para os valores pendentes há mais de 120 dias. No caso de recuperação de cosseguro, a provisão é constituída para os valores pendentes há mais de 165 dias. Propriedade para investimentos (Imóveis destinados a renda) Propriedade para investimento é a propriedade mantida para auferir receita de aluguel ou para valorização de capital ou para ambos, mas não para venda no curso normal dos negócios, utilização no fornecimento de produtos ou serviços ou para propósitos administrativos. As propriedades para investimento estão registradas pelo valor do custo deduzido de depreciação calculada, que é apurada de acordo com a vida útil remanescente do imóvel de 67 anos. (25 anos em 2010). continua


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

Imobilizado O ativo imobilizado de uso próprio compreende imóveis, equipamentos, móveis, máquinas e utensílios, veículos utilizados para a condução dos negócios e softwares objeto de contratos de arrendamento mercantil que tenham sido registrados neste grupo em função da classificação como “arredamento mercantil financeiro”. O imobilizado de uso é demonstrado ao custo histórico, reduzido por depreciação acumulada e perdas de redução de valor recuperável acumuladas, quando aplicável. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado, e são reconhecidos no resultado do período. Gastos subsequentes são capitalizados somente quando geram benefícios econômicos futuros associados e possam ser avaliados com confiabilidade. Gastos de reparo ou manutenção são reconhecidos no resultado do período à medida que são incorridos. Gastos com reformas e melhorias que prolongam a vida útil dos bens são incorporados ao custo do ativo imobilizado. A depreciação do ativo imobilizado é reconhecida no resultado pelo método linear considerando a vida útil estimada dos ativos. As vidas úteis estimadas para os períodos correntes e comparativos são as seguintes: • Imóveis: 67 anos (25 anos em 2010) • Móveis, utensílios, máquinas e equipamento: 10 anos • Equipamentos de informática e veículos: 10 anos • Benfeitoria em imóveis de terceiros: 5 anos m. Ativos intangíveis i. Ágio (Goodwill) O ágio ou deságio são originados no processo de aquisição de subsidiárias. O ágio representa o excesso do custo da aquisição em razão da participação no valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis na empresa adquirida na data da aquisição. Quando há deságio, o montante é reconhecido imediatamente no resultado. Uma perda por impairment em relação a ágio não é revertida. ii. Softwares Softwares adquiridos são registrados ao custo, deduzido da amortização acumulada e eventuais perdas acumuladas por impairment. Despesas de desenvolvimento interno de software são reconhecidas como ativo quando é possível demonstrar sua intenção e capacidade de concluir o desenvolvimento, mensurando seu custo e a utilização dos softwares de modo que gere benefícios econômicos futuros. Os custos capitalizados de softwares desenvolvidos internamente incluem todos os custos diretamente atribuíveis ao desenvolvimento, deduzido da amortização acumulada gerada durante a vida útil e são testados por impairment, caso haja indicativo de perda. Despesas subsequentes com softwares são capitalizadas somente quando aumentam os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo específico a que se referem. Todas as demais despesas são contabilizadas como despesas à medida que são incorridas. iii. Gastos com promoção e prevenção à Saúde Compreende os investimentos aplicados no Programa de Prevenção à Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças aprovadas pela ANS em cumprimento às exigências estabelecidas nas Instruções Normativas Conjuntas nº 2, de 7 de julho de 2010, e nº 4, de 24 de fevereiro de 2011. n. Bens à venda - Salvados Os salvados são estimados com base no valor de realização menos os custos diretamente relacionados à venda. o. Operações de resseguro A cessão de resseguros é efetuada no curso normal de suas atividades com o propósito de limitar sua perda potencial, por meio da diversificação de riscos. Os passivos relacionados às operações de resseguros são apresentados brutos de suas respectivas recuperações, as quais encontram-se registradas no ativo, uma vez que a existência do contrato não exime as obrigações para com os segurados. Conforme determinado pelo órgão regulador, as empresas de resseguro sediadas no exterior devem possuir rating mínimo, de acordo com agência classificadora de risco, para operar no país, sendo as demais operações efetuadas com resseguradores locais. Desta forma, os riscos de impairment são reduzidos. No caso de serem identificados indícios de que os valores não serão realizados pelos montantes registrados, estes ativos serão ajustados ao seu valor recuperável. p. Custos de aquisição diferidos Compõem os custos de aquisição diferidos os montantes referentes a comissões, agenciamentos e angariações relativos à comercialização de apólices de seguros, sendo a apropriação ao resultado das despesas com comissão realizadas pelo período de vigência das respectivas apólices e contratos de previdência, e as despesas com agenciamentos e angariações realizadas no período de doze meses. q. Impairment de ativos não financeiros Os valores dos ativos não financeiros da Companhia, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente para determinar se há alguma indicação de perda considerada permanente, que é reconhecida no resultado do período se o valor contábil de um ativo exceder seu valor recuperável. No caso do ágio, ainda que não haja indicação de perda, anualmente é realizado teste de impairment. r. Provisões técnicas i. Seguros de danos A Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) é calculada “pro rata” dia, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros e contemplando as operações de transferência em resseguro e é constituída pela parcela correspondente aos períodos de riscos não decorridos dos contratos de seguros. A parcela desta provisão, correspondente à estimativa para os riscos vigentes mas não emitidos, é constituída na PPNG-RVNE. A Provisão Complementar de Prêmio (PCP) é constituída mensalmente para complementar a PPNG. Seu valor é estimado com base na diferença, se positiva, entre a média diária das PPNGs no mês, base e o saldo da PPNG no último dia do mês base, adicionando-se à diferença uma estimativa referente aos casos já vigentes mas ainda não emitidos. A Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL) é constituída com base nas estimativas de pagamentos de indenizações, considerando todos os sinistros administrativos e judiciais existentes na data do balanço e os custos relacionados, tais como despesas com regulação de sinistros, honorários de sucumbência, entre outros. A provisão para sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) relativa às operações próprias é calculada atuarialmente para quantificar o montante dos sinistros ocorridos e que não foram avisados pelos segurados/beneficiários. A metodologia tem como fundamento a projeção, com base no comportamento histórico observado, dos futuros pagamentos de sinistros relacionados com ocorrências anteriores à data-base de cálculo. Ao deduzir do valor projetado o total de Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL) estimada caso a caso, obtém-se a provisão IBNR. A Provisão de Insuficiência de Prêmios (PIP) deve ser constituída caso constatado déficit na PPNG referente aos riscos em curso para fazer face às indenizações a ocorrer e despesas relacionadas futuras. Para a data-base não foi identificada a necessidade de constituição. ii. Seguros de pessoas, exceto vida individual A Provisão de Prêmios Não Ganhos (PPNG) é calculada “pro rata” dia, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros e contemplando as operações de transferência em resseguro, sendo constituída pela parcela correspondente aos períodos de riscos não decorridos dos contratos de seguros e contempla estimativa para os Riscos Vigentes mas Não Emitidos (RVNE). A provisão complementar de prêmio (PCP) é constituída mensalmente para complementar a PPNG e considera estimativa para os riscos vigentes mas não emitidos (RVNE). A Provisão de Insuficiência de Prêmios (PIP) é constituída para fazer face às diferenças resultantes entre o valor presente esperado de indenizações e despesas relacionadas futuras e o valor presente esperado dos prêmios futuros. A provisão é calculada atuarialmente e leva em consideração a tábua biométrica AT-2000 Male para homens e AT-2000 Female para mulheres, improvement de 1,5% ao ano, taxas decrementais específicas para as demais coberturas de risco e taxa real de juros de 4 ao ano. A Provisão Matemática de Benefícios a Conceder (PMBaC) é calculada pela diferença entre o valor atual dos benefícios futuros e o valor atual das contribuições futuras, correspondentes às obrigações assumidas. A Provisão de Resgates e Outros Valores a Regularizar (PROVR) abrange os valores referentes aos resgates a regularizar e às devoluções de prêmios ainda não transferidas para entidade receptora. A Provisão para Sinistros Ocorridos e Não Avisados (IBNR) é apurada com base na estimativa dos sinistros que já ocorreram, mas que ainda não foram avisados à seguradora. A Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL) considera todos os avisos de sinistros recebidos até a data do balanço e os custos relacionados, tais como despesas com regulação de sinistros, honorários de sucumbência, entre outros. A provisão é atualizada monetariamente e inclui todos os sinistros em discussão judicial. iii. Seguros de vida individual, excluindo os seguros de contribuição variável com cobertura de sobrevivência A Provisão de Riscos Não Expirados (PRNE) é calculada “pro rata” dia, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros, porém, contemplando as operações de transferência em resseguro, e é constituída pela parcela, correspondente aos períodos de riscos não decorridos dos contratos de seguros e contempla estimativa para os Riscos Vigentes mas Não Emitidos (RVNE). A Provisão Complementar de Prêmio (PCP) é constituída mensalmente para complementar a PRNE e considera estimativa para os Riscos Vigentes mas Não Emitidos (RVNE). A Provisão Matemática de Benefícios a Conceder (PMBaC) é calculada pela diferença entre o valor atual dos benefícios futuros e o valor atual das contribuições futuras, correspondentes às obrigações. A Provisão de Resgates e Outros Valores a Regularizar (PROVR) abrange os valores referentes aos resgates a regularizar, às devoluções de prêmios e às portabilidades solicitadas e ainda não transferidas para entidade receptora. A provisão para eventos ocorridos e não avisados (IBNR) é apurada com base na estimativa dos sinistros que já ocorreram, mas que ainda não foram avisados à seguradora. A Provisão de Benefícios a Regularizar (PBR) considera todos os avisos de sinistros recebidos até a data do balanço e os custos relacionados, tais como despesas com regulação de sinistros, honorários de sucumbência, entre outros. A provisão é atualizada monetariamente e inclui todos os sinistros em discussão judicial. A provisão de oscilação de riscos (POR) é constituída para a cobertura de eventuais desvios estatísticos entre os eventos esperados e os eventos observados. A Provisão de Oscilação Financeira (POF) é constituída até o limite de 15% da provisão matemática de benefícios a conceder relativa aos seguros de vida com garantia de rendimentos para cobrir eventuais oscilações financeiras. No cálculo dessa provisão, é utilizada a taxa de juros real de 4% ao ano. iv. Saúde Para o segmento de saúde, a Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL) era constituída, até fevereiro de 2011, considerando todos os sinistros judiciais existentes na data do balanço e seus custos relacionados, em complemento ao saldo da provisão de IBNR. A partir de março de 2011, a PSL passou a ser constituída com base nos avisos de sinistros recebidos até a data do balanço incluindo os sinistros judiciais e custos relacionados. Para a carteira de planos de saúde individuais, no que se refere à cobertura de remissão por cinco anos para os dependentes do titular em caso de falecimento deste, constitui-se a Provisão Matemática de Benefícios a Conceder (PMBaC), cuja metodologia de cálculo leva em conta a expectativa de permanência dos titulares no plano até a sua saída do grupo por falecimento, e a partir deste momento, os custos relacionados a permanência dos dependentes no plano por cinco anos sem o correspondente pagamento de prêmios. A Provisão de Benefícios Concedidos (PMBC), da carteira de planos de saúde individuais, é constituída pelas obrigações decorrentes das cláusulas contratuais de remissão das contraprestações pecuniárias referentes à cobertura de assistência à saúde, tomando-se como base o valor presente das despesas futuras estimadas com os custos de assistência saúde dos dependentes dos titulares já falecidos, previsto na RN nº 75/2004 da ANS. As outras provisões são constituídas, para a carteira de saúde individual, para fazer face às diferenças resultantes entre o valor presente esperado de indenizações e despesas relacionadas futuras e o valor presente esperado dos prêmios futuros. v. Operações com o seguro DPVAT As operações do seguro DPVAT, incluindo as respectivas provisões técnicas, são contabilizadas com base nas informações recebidas da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A. vi. Previdência complementar aberta e seguros de vida de contribuição variável com cobertura de sobrevivência A Provisão de Riscos Não Expirados (PRNE) é calculada “pro rata” dia, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros, porém, contemplando as operações de transferência em resseguro, e é constituída pela parcela, correspondentes aos períodos de riscos não decorridos dos contratos de seguros e contempla estimativa para os Riscos Vigentes mas Não Emitidos (RVNE). A Provisão Matemática de Benefícios a Conceder (PMBaC) refere-se aos participantes cujos benefícios ainda não iniciaram. Nos planos de previdência, conhecidos como “tradicionais”, a provisão representa a diferença entre o valor atual dos benefícios futuros e o valor atual das contribuições futuras, correspondentes às obrigações assumidas sob a forma de planos de aposentadoria, invalidez, pensão e pecúlio. A provisão é calculada segundo metodologia e premissas estabelecidas em Notas Técnicas Atuariais. As provisões matemáticas de benefícios a conceder vinculadas a seguros de vida e planos de previdência da modalidade “gerador de benefícios livres” (VGBL e PGBL) representam o montante das contribuições efetuadas pelos participantes, líquidas de carregamento e outros encargos contratuais, acrescidas dos rendimentos financeiros gerados pela aplicação dos recursos em fundos de investimento em quotas de fundos de Investimento Especialmente Constituídos (FIEs). A Provisão de Resgates e Outros Valores a Regularizar (PROVR) abrange os valores referentes aos resgates a regularizar, às devoluções de prêmios e às portabilidades solicitadas e ainda não transferidas para entidade receptora. A Provisão Matemática de Benefícios Concedidos (PMBC) refere-se aos participantes que se encontram em gozo de benefícios e corresponde ao valor atual das obrigações futuras referentes aos pagamentos de benefícios continuados. A Provisão de Insuficiência de Contribuição (PIC) é constituída para fazer face à eventual oscilação desfavorável nos riscos técnicos assumidos na provisão matemática de benefícios a conceder e na provisão matemática de benefícios concedidos, considerando tendência de maior sobrevida dos participantes. Nos planos com risco de sobrevivência, a provisão é calculada atuarialmente e leva em consideração a tábua biométrica AT-2000 Male (suavizada) para homens e AT-2000 Female (suavizada) para mulheres, improvement de 1,5% ao ano e taxa real de juros de 4% ao ano. Nos planos com risco de sobrevivência de inválidos, a provisão leva em consideração a tábua biométrica AT-49 Male e taxa real de juros de 4% ao ano. Improvement é uma técnica que atualiza a tábua de sobrevivência automaticamente, considerando o aumento esperado da sobrevida futura. A provisão de despesas administrativas (PDA) é constituída para cobrir as despesas administrativas futuras dos planos de benefício definido, de contribuição definida e de contribuição variável. As premissas de cálculo são as mesmas consideradas no cálculo da PIC, com a inclusão da despesa com pagamento de benefícios. A Provisão de Excedente Financeiro (PEF) corresponde à parte do rendimento financeiro obtido com a aplicação das provisões que excede a rentabilidade mínima dos planos de previdência com cláusula de participação de excedente financeiro. A Provisão de Excedente Técnico (PET) corresponde à diferença entre o valor esperado e o valor observado de eventos ocorridos no período para os planos de previdência com cláusula de participação em excedente técnico. A Provisão de Eventos Ocorridos e Não Avisados (IBNR) relativa às operações de previdência, é constituída de acordo com as determinações da Circular SUSEP n° 288/2005.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A Provisão de Benefícios a Regularizar (PBR) considera todos os avisos de sinistros recebidos até a data do balanço e os custos relacionados, tais como despesas com regulação de sinistros, honorários de sucumbência, entre outros. A provisão é atualizada monetariamente e inclui todos os sinistros em discussão judicial. A Provisão de Oscilação de Riscos (POR) é constituída para cobertura de eventuais desvios estatísticos entre os eventos esperados e os eventos observados. A Provisão de Oscilação Financeira (POF) é constituída até o limite de 15% da provisão matemática de benefícios a conceder relativa aos planos de previdência na modalidade de contribuição variável com garantia de rendimentos para cobrir eventuais oscilações financeiras. No cálculo dessa provisão, é utilizada a taxa de juros real de 4% ao ano. vii. Planos de capitalização Os produtos de capitalização têm suas provisões técnicas constituídas no momento do recebimento dos recursos, assim como as receitas são reconhecidas ao resultado quando do efetivo recebimento das mensalidades dos planos de capitalização. A provisão matemática para resgates é constituída para cada título ativo ou suspenso, durante o prazo previsto nas condições gerais do plano, e é calculada conforme metodologia descrita em notas técnicas atuariais aprovadas pela SUSEP. As provisões para resgates são constituídas pelos valores dos títulos vencidos e também pelos valores dos títulos ainda não vencidos, mas que tiveram solicitação de resgate antecipado pelos clientes. As provisões são atualizadas monetariamente com base nos indexadores previstos em cada plano. As provisões para sorteios a realizar e a pagar são constituídas para fazer face aos prêmios provenientes dos sorteios futuros (a realizar) e também aos prêmios provenientes dos sorteios em que os clientes já foram contemplados (a pagar). A provisão de contingência é constituída para cobrir eventuais insuficiências para pagamento dos resgates solicitados e/ou dos prêmios de sorteios realizados. A provisão de despesa administrativa é constituída para cobrir as despesas de colocação e divulgação do plano, corretagem e demais despesas. viii. Teste de adequação de passivo (“LAT”) Conforme requerido pela Circular SUSEP n° 410/10, o Grupo elaborou o teste de adequação de passivos para todos os contratos que atendem à definição de um contrato de seguro segundo o CPC 11 e que estão vigentes na data de execução do teste. Este teste é elaborado semestralmente e considera como valor líquido contábil (net carrying amount) os passivos de contratos de seguro bruto de resseguro, deduzido da despesa de comercialização diferida (Custos de aquisição diferidos) e os ativos intangíveis relacionados. Para esse teste, o Grupo utilizou metodologia atuarial que considera a estimativa a valor presente de todos os fluxos de caixa futuros e que também inclui as despesas de liquidação de sinistros a partir de premissas atuariais na data de execução do teste. Neste teste, os contratos são agrupados com base nos riscos similares ou quando o risco de seguro é gerenciado em conjunto pela Administração. As premissas de sinistralidade, despesas administrativas e operacionais, despesas de comercialização, cancelamento, contribuições futuras, resgates e conversão em renda adotadas no teste têm como base as observações históricas. Já as premissas de mortalidade e de sobrevivência seguem as tábuas biométricas construídas especificamente com a experiência do mercado segurador brasileiro, BR-EMS, sendo considerada ainda uma premissa de melhoria contínua da expectativa de vida, conhecida tecnicamente como improvement, de acordo com a Escala G da Sociedade de Atuários - SOA. As taxas de desconto utilizadas para se trazer os fluxos projetados a valor presente são as taxas a termo livres de risco correspondentes à garantia oferecida em cada produto que foram sugeridas pela SUSEP. Caso seja identificada qualquer insuficiência, o Grupo deve registrar a insuficiência como uma despesa no resultado do período e constituir provisões adicionais aos passivos de seguro já registrados na data-base do teste. Em linha com as determinações da Circular SUSEP n° 410/10, não foram incluídos no teste de adequação os passivos relacionados ao seguro DPVAT. O resultado do teste de adequação não apresentou insuficiência. ix. Tábuas, taxas e carregamento dos principais produtos Produto Planos de Aposentadoria (PGBL E VGBL)........................ Seguros de Pessoas e Coberturas de Risco..................... s. i.

ii.

iii. t. i.

ii.

iii. iv.

u.

v.

3. a.

Tábua BR-EMS AT83 e CSO-58

Taxa de juros 0% 3% a 6%

Taxa de carregamento 0% a 5% 20% a 30%

Ativos e passivos contingentes e obrigações legais - Fiscais e previdenciárias Ativos contingentes - Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável são divulgados, quando aplicável. Passivos contingentes - São constituídos levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento dos Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas quando individualmente relevantes, e os classificados como remotos não são divulgados. Obrigações legais - Fiscais e previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos nas demonstrações contábeis. Benefícios a empregados Obrigações de curto prazo As obrigações de benefícios de curto prazo para empregados são mensuradas e lançadas como despesa à medida que o serviço respectivo é prestado. Obrigações por aposentadorias Plano de contribuição definida A Companhia é patrocinadora de plano de previdência complementar para seus funcionários e administradores, na modalidade Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL). O PGBL é um plano de previdência do tipo de contribuição variável, que permite acumular recursos financeiros ao longo da carreira profissional do participante mediante contribuições pagas por ele mesmo e pela empresa patrocinadora, sendo os recursos investidos em um Fundo de Investimento Exclusivo (FIE). As obrigações atuariais do PGBL estão integralmente cobertas pelo FIE correspondente. O PGBL é administrado pela Bradesco Vida e Previdência S.A., e a BRAM - Bradesco Asset Management S.A. DTVM é a responsável pela gestão financeira dos fundos FIEs. As contribuições dos funcionários e administradores são equivalentes a 4% do salário, exceto para os participantes que em 2001 optaram em migrar do plano de benefício definido para o PGBL, cujas contribuições foram mantidas nos níveis que vigoravam no plano de benefício definido quando da transferência de plano, observando-se sempre o mínimo de 4% do salário. As obrigações das contribuições para planos de previdência de contribuição definida são reconhecidas como despesa no resultado quando são incorridas. Uma vez pagas as contribuições, a Companhia, na qualidade de empregadora, não tem qualquer obrigação de pagamento adicional. Além do PGBL anteriormente apresentado, está assegurado aos participantes transferidos do plano de benefício definido um benefício proporcional diferido até a data de migração. Para os participantes do plano de benefício definido, transferidos ou não para o PGBL, participantes aposentados e pensionistas, o valor presente das obrigações atuariais está aplicado nos FIEs. Outras obrigações pós-emprego Há custeio do plano de saúde para ex-funcionários por um período de 3 meses a 6 meses da data de desligamento. Outros benefícios de curto prazo Outros benefícios de curto prazo, tais como seguro-saúde, assistência odontológica, seguro de vida e de acidentes pessoais e treinamento profissional, são oferecidos aos funcionários e administradores e reconhecidos no resultado do exercício à medida que são incorridos. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescido de 10% sobre a parcela do lucro tributável anual excedente a R$ 240, e a contribuição social sobre o lucro líquido é calculada à alíquota de 15% sobre o lucro tributável. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado, a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido. O imposto corrente é o imposto a pagar sobre o lucro tributável ou prejuízo fiscal do exercício calculado com base nas alíquotas vigentes na data de balanço e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins de recolhimento (impostos correntes). Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de balanço e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja provável. Resultado O resultado é apurado pelo regime de competência. Os prêmios de seguros e cosseguros deduzidos dos prêmios cedidos em cosseguros e resseguro e as comissões correspondentes, são apropriados ao resultado quando da emissão das respectivas apólices e faturas de seguro, e apropriados, em bases lineares, no decorrer do prazo de vigência das apólices, por meio de constituição e reversão da provisão de prêmios não ganhos e das despesas de comercialização diferidas (custos de aquisição diferidos). As receitas de prêmios e as correspondentes despesas de comercialização (custos de aquisição diferidos), relativas aos riscos vigentes ainda sem emissão das respectivas apólices, são reconhecidas ao resultado no início da cobertura do risco, em bases estimadas. As receitas e despesas decorrentes de operações de seguros do ramo DPVAT são contabilizadas com base nas informações recebidas da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A. As operações de cosseguros aceitos e de retrocessões são contabilizadas com base nas informações recebidas das congêneres e do IRB - Brasil Resseguros S.A., respectivamente. As operações de resseguro mantidas com o IRB Brasil Resseguros S.A. são contabilizadas com base nos movimentos operacionais e financeiros enviados pelo IRB e as operações mantidas com outros resseguradores são registradas com base em prestações de contas que estão sujeitas à análise pelos resseguradores. O diferimento dos prêmios de resseguros cedidos é realizado de forma consistente com o respectivo prêmio de seguro relacionado e/ou contrato de resseguro. As angariações e agenciamento das operações de seguros são diferidos e apropriados ao resultado, de forma linear, pelo prazo de 12 meses. As contribuições de planos previdenciários e os prêmios de seguros de vida com cobertura de sobrevivência são reconhecidos no resultado quando do seu efetivo recebimento. As rendas com taxa de gestão pagas pelos fundos de investimentos especialmente constituídos são apropriadas ao resultado pelo regime de competência segundo taxas estabelecidas contratualmente. As receitas dos planos de capitalização são reconhecidas contabilmente quando de seu efetivo recebimento. As correspondentes provisões técnicas são constituídas simultaneamente ao reconhecimento das receitas. A partir de 2011, a Companhia adotou a prática de reconhecimento de títulos prescritos. As receitas com planos de capitalização prescritos são reconhecidas após período de prescrição, nos termos do artigo 206 do Código Civil Brasileiro. As despesas com colocação de títulos de capitalização, classificadas como “Custos de aquisição”, são reconhecidas contabilmente quando incorridas. Os pagamentos dos resgates por sorteios são considerados como despesas do mês em que os mesmos se realizam. A participação dos funcionários no resultado é apurada com base na convenção coletiva firmada com o sindicato da categoria, sendo reconhecida no resultado de acordo com as metas estipuladas pela Administração. Gerenciamento de riscos Introdução O Grupo está exposto aos riscos de seguros/subscrição, crédito, liquidez, mercado, operacional e legal, provenientes de suas operações e que poderiam afetar os objetivos estratégicos e financeiros. Esta nota apresenta informações sobre a exposição a cada um dos riscos acima, os objetivos, as políticas, os processos de mensuração e o gerenciamento de riscos. Estrutura de gerenciamento de risco O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor ao negócio à medida que proporciona suporte às áreas de negócios no planejamento das atividades, maximizando a utilização de recursos próprios e de terceiros, em benefício dos acionistas e da Companhia. As atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos são aprimoradas continuamente, buscando as melhores práticas utilizadas internacionalmente, devidamente adaptadas à realidade do mercado brasileiro. Consideráveis investimentos nas ações relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos são realizados, especialmente na capacitação do quadro de funcionários. Tem-se o objetivo de elevar a qualidade de gerenciamento de riscos e de garantir o necessário foco a estas atividades, que produzem forte valor agregado. No sentido amplo, o processo de Governança Corporativa representa o conjunto de práticas que tem por finalidade otimizar o desempenho de uma Companhia e proteger os acionistas, investidores, clientes, empregados, fornecedores, etc., bem como facilitar os níveis de capital requerido, agregar valor e contribuir para sua sustentabilidade, envolvendo, principalmente, aspectos voltados à transparência, equidade de tratamento dos acionistas e prestação de contas. Nesse contexto, o processo de gerenciamento de riscos conta com a participação de todas as camadas contempladas pelo escopo de Governança Corporativa, que abrange desde a Alta Administração até as diversas áreas de negócios e produtos na identificação e gestão dos riscos. Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com políticas, Comitês com funções específicas e estrutura diretiva, estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos humanos e tecnológicos, voltados a estas atividades. O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um processo, apoiado em estrutura independente (no que tange a regulamentos, normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos de gestão de riscos e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e mensuração. A estrutura do processo de gerenciamento de riscos permite que os riscos de seguro/subscrição, crédito, liquidez, mercado e operacional sejam efetivamente identificados, avaliados, monitorados, controlados e mitigados de modo unificado. Para assegurar unicidade ao processo de gerenciamento de riscos, há um fórum de alto nível, permanente sobre o tema, com o intuito de se obter sinergia entre estas atividades. Essa instância denominada Comitê Executivo de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros estuda todos os riscos (subscrição, crédito, mercado, liquidez, operacional e legal), define os limites de tolerância aos seus respectivos riscos e elabora planos de mitigação entre outras atribuições. Adicionalmente, existem os Comitês Executivos definidos pelo Banco Bradesco para tratar os assuntos relacionados ao Risco de Crédito, Mercado, Liquidez e Operacional, que são submetidos ao Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, que tem por atribuição assessorar o Conselho de Administração na aprovação de políticas institucionais, diretrizes operacionais e estabelecimento de limites de exposição a riscos. continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

b.

Risco de seguro/subscrição O risco de seguro é o risco transferido por qualquer contrato de seguros onde haja a possibilidade futura de que o evento de sinistro ocorra e onde haja incerteza sobre o valor de indenização resultante do evento de sinistro. Dentro do risco de seguro, destaca-se também o risco de subscrição que advêm de uma situação econômica adversa que contraria as expectativas do Grupo no momento da elaboração de sua política de subscrição no que se refere às incertezas existentes tanto na definição das premissas atuariais quanto na constituição das provisões técnicas e cálculo dos prêmios de seguro. Em síntese, é o risco de que a frequência ou a severidade de sinistros ou benefícios ocorridos sejam maiores do que aqueles estimados pelo Grupo. O gerenciamento do risco de subscrição é realizado pela Superintendência Técnica. As políticas de subscrição e aceitação de riscos são periodicamente avaliadas através de grupos de trabalho. Além disso, a Superintendência Executiva de Estudos Atuariais e Gestão de Riscos, parte integrante da estrutura de gerenciamento de riscos, tem como uma de suas principais atribuições o desenvolvimento de modelo interno para o cálculo do capital adicional baseado no risco de subscrição. O processo de gerenciamento busca diversificar as operações de seguros, visando primar pelo balanceamento da carteira, e se sustenta no agrupamento de riscos com características similares, de forma a reduzir o impacto de riscos isolados. Incertezas na estimativa de pagamentos futuros de sinistros Os sinistros são devidos à medida que ocorridos. O Grupo deve efetuar a indenização de todos os eventos cobertos ocorridos durante a vigência da apólice, mesmo que a perda seja descoberta após o término da vigência desta. Como resultado, os sinistros são avisados ao longo de um período e parte significativa destes sinistros está relacionada à Provisão de Sinistros Ocorridos mas Não Avisados (IBNR). O custo estimado de sinistro inclui despesas diretas a serem incorridas na sua liquidação. Considerando as incertezas inerentes ao processo de estimativa das provisões de sinistros, pode acontecer da liquidação final mostrar-se diferente do passivo inicialmente constituído. Gerenciamento de ativos e passivos (ALM) O Grupo Bradesco Seguros realiza periodicamente a análise dos fluxos de ativos e passivos mantidos em carteira, ALM - Asset Liability Management. A metodologia da análise compreende a observação de suficiência ou insuficiência do valor presente do fluxo de ativos em relação ao valor presente do fluxo de passivos, assim como a duração dos ativos em relação à duração dos passivos. O objetivo é verificar se a situação da carteira de ativos e passivos está equilibrada para honrar os compromissos futuros da Companhia com seus participantes e segurados. Gerenciamento de riscos por segmento de negócios O monitoramento da carteira de contratos de seguros permite o acompanhamento e a adequação das tarifas praticadas, bem como avaliar a eventual necessidade de alterações. São consideradas, também, outras ferramentas de monitoramento: (i) análises de sensibilidade; (ii) verificação de algoritmos e alertas dos sistemas corporativos (de subscrição, emissão e sinistros); (iii) gerenciamento de ativos e passivos (ALM). Além disso, o LAT (Liability Adequacy Test) é realizado semestralmente, com o objetivo de averiguar a adequação do montante registrado a título de provisões técnicas, considerando as premissas adequadas à realidade dos negócios em vigor. Seguros de bens O risco de seguro de bens resulta de: • Flutuações na ocasião, frequência e gravidade dos sinistros e das indenizações de sinistros relativas a expectativas; • Sinistros imprevistos resultantes de um risco isolado; • Precificação incorreta ou subscrição inadequada de riscos; • Políticas de resseguro ou técnicas de transferência de riscos inadequadas; e • Provisões técnicas insuficientes ou supervalorizadas. A natureza dos seguros subscritos, em geral, é de curta duração. As estratégias e metas de subscrição são ajustadas pela Administração e divulgadas através de políticas internas e manuais de práticas e procedimentos. A seguir apresentamos um resumo dos riscos inerentes nas principais linhas de negócios de seguros de bens: • Seguro de veículos inclui, entre outros, danos físicos, perda do veículo segurado, seguro de responsabilidade de terceiros para automóveis e acidentes pessoais passageiros; • Seguros empresariais, residenciais e diversos incluem, entre outros, riscos de incêndio (ex.: incêndio, explosão e interrupção do negócio), perigos naturais (ex.: terremoto, vendaval e enchente), linhas de engenharia (ex: explosão de caldeiras, quebra de maquinários e construção), marítimos (carga e casco) e seguro de responsabilidades. Gerenciamento dos riscos de seguro de bens • O Grupo Bradesco Seguros monitora e avalia a exposição de risco, sendo responsável pelo desenvolvimento, implementação e revisão das políticas referentes à subscrição, tratamento de sinistros, resseguro e constituição das provisões técnicas. A implementação dessas políticas e o gerenciamento desses riscos são apoiados pela Superintendência Técnica. • As Superintendências Executivas Técnicas desenvolveram mecanismos, como, por exemplo, agrupamentos dos riscos por CPF, CNPJ e endereços de riscos, que identificam, quantificam e gerenciam exposições acumuladas para contê-las dentro dos limites definidos nas políticas internas. Seguros de vida e previdência • Os seguros de vida e previdência são de natureza de longo prazo, exceto as apólices de vida em grupo sem cobertura por sobrevivência e, por este motivo, são utilizadas diversas premissas atuariais para gerenciar e estimar os riscos envolvidos, tais como: premissas sobre retornos de investimento, longevidade, despesas, taxas de mortalidade e persistência. As estimativas são baseadas na experiência histórica e nas expectativas atuariais. Os riscos associados ao seguro de vida e previdência incluem, entre outros: • Risco biométrico, que inclui experiência de mortalidade, morbidade adversa e invalidez. O risco de mortalidade pode se referir aos segurados que vivam mais tempo do que o previsto (longevidade) ou que morram antes do que o previsto. Isto porque alguns produtos garantem uma indenização se a pessoa morre, outros produtos garantem o pagamento de quantias regulares enquanto o segurado permanecer vivo; • Risco de comportamento do segurado, que inclui experiência de persistência. Taxas de persistências baixas para alguns produtos podem fazer com que menos apólices/contratos permaneçam contratados para ajudar a cobrir as despesas fixas e reduzir os fluxos de caixa positivos futuros do negócio subscrito. A persistência baixa pode causar impacto de liquidez quando se trata de produtos que preveem o benefício de resgate. • O risco do seguro de vida coletivo resulta da exposição à mortalidade e morbidade e à exposição à experiência operacional pior do que o previsto sobre fatores, tais como, níveis de persistência e despesas de administração; e Alguns produtos de vida e previdência possuem garantias de rentabilidades pré-definidas, que incluem um risco devido a movimentações nos mercados financeiros, retornos de investimento e risco de taxa de juros que são gerenciados como parte do risco de mercado. O seguro de acidentes inclui, entre outros, riscos de mortalidade e taxa de juros resultantes dos contratos de seguro de acidentes. Gerenciamento dos riscos de seguro de vida e previdência • A Companhia monitora e avalia a exposição de risco, sendo responsável pelo desenvolvimento, implementação e revisão das políticas referentes à subscrição, tratamento de sinistros e provisões técnicas de seguros. A implementação dessas políticas e o gerenciamento desses riscos são apoiados pela Superintendência Técnica. • A Superintendência Técnica desenvolveu mecanismos, tais como análise de eventuais acúmulos de riscos com base em relatórios mensais, que identificam, quantificam e gerenciam exposições acumuladas para contê-las dentro dos limites definidos nas políticas internas. • O risco de longevidade é cuidadosamente monitorado em relação aos mais recentes dados e às tendências do ambiente que a Companhia opera. A Administração monitora a exposição a este risco e as implicações de capital para gerenciar os possíveis impactos, bem como a captação de capital que os negócios poderão exigir. A Administração adota para o cálculo das provisões técnicas, premissas de melhoria contínua na longevidade futura da população, de forma a se antever e assim estar coberta de possíveis impactos gerados pela melhora da expectativa de vida da população segurada/assistida; • Riscos de mortalidade e morbidade são atenuados mediante a cessão de resseguro na modalidade catástrofe; • O risco de persistência é gerenciado por meio do monitoramento frequente da experiência em comparação com as informações do mercado. A Administração também estabeleceu diretrizes sobre o gerenciamento da persistência para monitorar e implementar iniciativas específicas para melhorar, quando for o caso, a retenção de apólices que possam prescrever; e • O risco de um elevado nível de despesas é monitorado principalmente pela avaliação da rentabilidade das unidades de negócio e o monitoramento frequente dos níveis de despesa. Seguro Saúde Riscos associados ao seguro saúde: • Flutuações na ocasião, frequência e gravidade dos sinistros e das indenizações de sinistros relativas a expectativas; • Sinistros imprevistos resultantes de um risco isolado; • Precificação incorreta ou subscrição inadequada de riscos; • Provisões técnicas insuficientes ou supervalorizadas. Para o seguro saúde individual, onde algumas das suas provisões são calculadas com base na expectativa de fluxo de caixa futuro (diferença de sinistros esperados futuros e prêmios esperados futuros), além dos riscos citados acima, existe o risco biométrico, que inclui a experiência de mortalidade e longevidade, o risco de comportamento do segurado, que inclui a sua experiência de persistência e o risco de taxa de juros que são gerenciados como parte do risco de mercado. Gerenciamento dos riscos associados ao seguro saúde • O Grupo monitora e avalia a exposição de risco sendo responsável pelo desenvolvimento, implementação e revisão das políticas referentes à subscrição, tratamento de sinistros e provisões técnicas de seguros. A implementação dessas políticas e o gerenciamento desses riscos são apoiados pelo departamento técnico. • A Superintendência de Atuária e Estatística desenvolveu mecanismos que identificam, quantificam e gerenciam exposições acumuladas para contê-las dentro dos limites definidos nas políticas internas. • O risco de longevidade é cuidadosamente monitorado em relação aos mais recentes dados e às tendências do ambiente que o grupo segurador opera. A Administração monitora a exposição a este risco e as implicações de capital para gerenciar os possíveis impactos, bem como a captação de capital que os negócios poderão exigir. • O risco de persistência é gerenciado através do monitoramento frequente da experiência em comparação com as informações do mercado. A Administração também estabeleceu diretrizes sobre o gerenciamento da persistência para monitorar e implementar iniciativas específicas para melhorar a retenção de apólices que possam prescrever. • O risco de um elevado nível de despesas é monitorado principalmente pela avaliação da rentabilidade das unidades de negócio e o monitoramento frequente dos níveis de despesa; e O risco de taxa de juros é monitorado como parte do risco de mercado. Resultados da análise de sensibilidade Fator de sensibilidade Taxa de juros Sinistralidade Longevidade Conversão em renda Longevidade Conversão em renda

c.

Ativos Financeiros / Rating A valor justo por meio do resultado ... Título de Renda Fixa Privado ............... Título de Renda Fixa Público................ Título de Renda Variável ...................... Disponíveis para a venda .................... Título de Renda Fixa Público................ Título de Renda Fixa Privado ............... Título de Renda Variável ..................... Mantidos até o vencimento ................. Título de Renda Fixa Público................ Título de Renda Fixa Privado ...............

d.

e.

(16. 889) (4.301) (25.160) (37.096)

AAA AA 63.819.111 1.913.392 10.150.695 1.913.392 53.668.416 31.668.898 184.918 31.100.335 33.778 568.563 151.140 3.515.003 54.611 3.490.502 24.501 54.611

A -

BBB 1 1 -

BB-

A BBB 419.148 6.223.976 419.148 6.223.976 9.707 9.707 -

BB54.597 54.597 -

A Administração classificou os títulos públicos na categoria de rating AAA, uma vez que a contraparte é o Governo Federal. Trimestralmente, são realizadas as reuniões dos Comitês Executivos de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros e de Gestão de Risco de Crédito do Banco Bradesco, para as tratativas deliberativas, possuindo as atribuições necessárias para o atendimento regulatório e o aprimoramento nos processos de gestão. Exposições ao crédito de seguro A exposição máxima de risco de crédito originado de prêmios a serem recebidos de segurados é considerada reduzida pela Administração, uma vez que em alguns casos a cobertura de sinistros pode ser cancelada (segundo regulamentação brasileira), caso os pagamentos dos prêmios não sejam efetuados na data de vencimento. A exposição ao risco de crédito para prêmios a receber difere entre os ramos de riscos a decorrer e riscos decorridos, onde nos ramos de risco decorridos a exposição é maior, uma vez que a cobertura é dada em antecedência ao pagamento do prêmio de seguro. O Grupo está exposto a concentrações de risco com resseguradoras individuais, devido à natureza do mercado de resseguro e à faixa estrita de resseguradoras que possuem classificações de crédito aceitáveis. O Grupo adota uma política de gerenciar as exposições de suas contrapartes de resseguro, limitando as resseguradoras que poderão ser usadas, e o impacto do inadimplemento das resseguradoras é avaliado regularmente. Risco de liquidez Risco de liquidez é a possibilidade da não existência de recursos financeiros suficientes para que o Grupo honre seus compromissos em razão dos descasamentos entre pagamentos e recebimentos, considerando as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. O conhecimento e o acompanhamento deste risco são cruciais, sobretudo para que o Grupo possa liquidar as operações em tempo hábil e de modo seguro. Exposição ao risco de liquidez O risco de liquidez é limitado pela reconciliação do fluxo de caixa de nossa carteira de investimentos com os respectivos passivos. Para tanto, são empregados métodos atuariais para estimar os passivos oriundos de contratos de seguro. A qualidade de nossos investimentos também garante a capacidade de cobrimos alta exigência de liquidez. Gerenciamento do risco de liquidez O gerenciamento do risco de liquidez é exercido de forma corporativa, envolvendo um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito ao estabelecimento de limites técnicos, com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos financeiros utilizados. A política corporativa de gestão de riscos de mercado e liquidez tem por objetivos assegurar a existência de normas, critérios e procedimentos que garantam ao Grupo o estabelecimento de reserva mínima de liquidez, bem como a existência de estratégia e de planos de ação para situações de crise de liquidez. Risco de mercado O risco de mercado é representado pela possibilidade de perda financeira por oscilação de preços e taxas de juros dos instrumentos financeiros do Grupo, uma vez que suas carteiras ativas e passivas podem apresentar descasamentos de prazos, moedas e indexadores. Este risco é identificado, mensurado, mitigado e gerenciado, sendo as diretrizes e limites monitorados diariamente, de maneira independente. O controle do risco de mercado é realizado para todas as empresas do Grupo. As atividades expostas a risco de mercado são mapeadas, mensuradas e classificadas quanto à probabilidade e magnitude, com seus respectivos planos de mitigação devidamente aprovados pela estrutura de governança. Gerenciamento do risco de mercado O processo, realizado de forma corporativa, é aprovado pelo Conselho de Administração e reavaliado anualmente pelos comitês abaixo descritos, bem como pelo próprio Conselho de Administração. Definição de limites As propostas de limites de risco de mercado são validadas em Comitês específicos de negócios, bem como pelos Comitês Executivos de Investimentos e de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros quando os limites são relacionados ao segmento de seguros. Posteriormente, são submetidas à aprovação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, observando os limites definidos pelo Conselho de Administração, conforme as características das operações. A carteira do Grupo consiste em operações estruturais provenientes das diversas linhas de negócio considerando, ainda, os seus respectivos hedges. Nesse tipo de operação, a intenção não é a negociação de curto prazo, visando se beneficiar de oscilações de mercado, mas sim a manutenção do investimento pelo período necessário ao seu tipo de negócio e demanda, atendendo suas necessidades específicas. Os principais riscos monitorados são os riscos de taxa de juros e de carteira de ações. Exposições de moedas estrangeiras não são significativas nas operações do Grupo, e o risco é acompanhado de forma consolidada com as demais empresas do Grupo Bradesco Seguros, conforme critério padrão da Circular do BACEN nº 3.389/08. Modelos de mensuração do risco de mercado As posições em ações são mensuradas mediante a metodologia de VaR Delta-Normal para o horizonte de 1 dia, com nível de confiança de 99% e volatilidades e correlações calculadas a partir de métodos estatísticos que atribuem maior peso aos retornos recentes. A mensuração e o controle do risco de taxa de juros são feitos a partir da metodologia EVE (Economic Value Equity), que mede o impacto econômico sobre as posições, de acordo com os cenários elaborados pela área econômica do Banco Bradesco. Nesses cenários são determinados movimentos positivos e negativos que podem ocorrer nas curvas de taxas de juros, com impactos sobre nossos ativos e passivos ao longo da vida das operações, não representando necessariamente prejuízo contábil. Análise de sensibilidade de risco de mercado

56.187 10,06% 4,37%

Os impactos líquidos de efeitos fiscais, desse cenário, sobre as posições em 31 de dezembro de 2011 seriam os seguintes:

Controladora........................................................................... Consolidado............................................................................ Definição f.

Limitações da análise de sensibilidade As análises de sensibilidade demonstram o efeito de uma mudança em uma premissa importante enquanto as outras premissas permanecem inalteradas. Na realidade, existe uma correlação entre as premissas e outros fatores. Deve-se também ser observado que essas sensibilidades não são lineares, impactos maiores ou menores não devem ser interpolados ou extrapolados a partir desses resultados. As análises de sensibilidade não levam em consideração que os ativos e passivos são gerenciados e controlados. Além disso, a posição financeira do Grupo poderá variar na ocasião em que qualquer movimentação no mercado ocorra. Por exemplo, a estratégia de gerenciamento de risco visa gerenciar a exposição a flutuações no mercado. À medida que os mercados de investimentos se movimentam através de diversos níveis, as ações de gerenciamento poderiam incluir a venda de investimentos, mudança na alocação da carteira, entre outras medidas de proteção. Outras limitações nas análises de sensibilidade incluem o uso de movimentações hipotéticas no mercado para demonstrar o risco potencial, que somente representa a visão da Administração de possíveis mudanças no mercado no futuro próximo que não podem ser previstas com qualquer certeza, além de considerar como premissa que todas as taxas de juros se movimentam de forma idêntica. Concentração de riscos Potenciais exposições são monitoradas analisando determinadas concentrações em alguns segmentos de negócio. O quadro abaixo mostra a concentração de risco no âmbito do negócio por segmento baseada no valor de prêmios. 2011 2010 Prêmio Emitido Líquido por ramo Auto ...................................................................................................................................................... 2.896.801 2.830.801 Ramos elementares ............................................................................................................................. 1.059.855 862.556 DPVAT.................................................................................................................................................. 424.036 342.749 Saúde individual ................................................................................................................................... 1.165.555 1.054.776 Saúde empresarial ............................................................................................................................... 6.420.406 4.868.749 Seguros de vida.................................................................................................................................... 3.360.571 2.717.728 VGBL .................................................................................................................................................... 14.723.541 11.822.186 PGBL .................................................................................................................................................... 1.805.052 1.418.882 Tradicionais .......................................................................................................................................... 1.256.292 1.121.811

AA 1 1 -

Fator de risco Índice Bovespa em pontos .................................. Taxa Prefixada de 1 ano ..................................... Cupom de IPCA de 1 ano....................................

Bruto de Líquido de resseguro resseguro (16. 889) (5.711) (25.348) (37.096)

AAA 369.592 4 369.589 -

Controladora 2011 Sem rating Total 22 369.616 6 369.589 21 21 628.588 628.588 628.588 628.588 Consolidado 2011 Sem rating Total 2.647.494 75.077.718 253.710 19.015.518 - 53.668.416 2.393.784 2.393.784 2.424.344 34.287.867 - 31.134.113 729.410 2.424.344 2.424.344 3.569.614 3.490.502 79.112

Cenário Choque de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de variação para preços

Seguros de Vida com Cobertura de Sobrevivência e Previdência e Seguro de Vida Individual Nesses contratos, o Grupo está exposto a sensibilidades relacionadas à taxa de juros, longevidade e conversão em renda. Nossos testes indicaram sensibilidade para os planos tradicionais de (R$37.219) no quesito taxa de juros, considerando redução de 10% em relação às taxas atuais. Não foi identificado outro valor para os demais produtos que o Grupo opera que pudessem afetar o patrimônio líquido e/ou o resultado. Seguros de danos, vida e de saúde Para os seguros de danos, de vida e de saúde, a tabela abaixo apresenta o impacto no resultado e patrimônio líquido caso houvesse aumento na sinistralidade em 1 ponto percentual nos últimos 12 meses da data-base do cálculo.

Auto ...................................................................................................................................................... RE......................................................................................................................................................... Vida ...................................................................................................................................................... Saúde ...................................................................................................................................................

Risco de crédito O risco de crédito consiste na possibilidade de ocorrer em perdas associadas ao não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem como a desvalorização de contrato decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador e a outros valores relativos ao descumprimento de obrigações financeiras da contraparte. Política de Resseguro A compra de resseguro tem naturalmente embutido em sua operação, e por mais que as empresas seguradoras sejam conservadoras e seletivas na escolha de seus parceiros, o risco de crédito. Entretanto, no Brasil esse risco é relativamente amenizado em função das regras legais e regulamentares existentes, uma vez que as seguradoras devem operar com resseguradores registrados junto à SUSEP, que são classificados como local, admitido ou eventual. Os resseguradores classificados na como admitido e local com sede no exterior devem atender a requisitos mínimos específicos, previstos na legislação em vigor. A política de compra de resseguro e a aprovação dos resseguradores que integram os seus contratos competem à Diretoria Executiva, que observa, além dos requisitos mínimos legais e regulamentares, alguns outros parâmetros na escolha desses parceiros, que minimizam o risco de crédito intrínseco à operação, tais como: rating mínimo A- da S&P (ou equivalente) e patrimônio líquido compatível aos montantes cedidos. Outro aspecto importante nessa gestão de compra de resseguro é o fato de que a Companhia busca trabalhar dentro de suas capacidades contratuais, evitando assim a compra frequente de coberturas em contratos facultativos e exposições mais elevadas ao risco de crédito. O prêmio cedido em resseguro, em relação ao prêmio emitido total, é relativamente pequeno, cabendo ressaltar que praticamente todas as carteiras de ramos elementares, exceto automóvel, possuem proteção de resseguro e, em sua maioria, com a conjugação de planos proporcionais e não proporcionais, por risco e/ou por evento. Atualmente, grande parte dos contratos automáticos (proporcionais e não proporcionais) é cedida ao IRB Brasil Resseguros S.A. Alguns resseguradores admitidos participam com menor percentual individual, mas todos possuindo rating mínimo A- da S&P (ou equivalente) e patrimônio superior a US$1 bilhão, o que, no entendimento da Administração, reduz o nosso risco de crédito. Gerenciamento de risco de crédito O gerenciamento de risco de crédito do Grupo é um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos. Esse gerenciamento de risco inclui o monitoramento de exposições ao risco de crédito de contrapartes individuais em relação às classificações de crédito por companhias avaliadoras de riscos, tais como Fitch Ratings, Standard & Poor’s, Moody’s, entre outras. Conforme exposto acima, o gerenciamento de risco de crédito é realizado de forma corporativa mediante procedimentos internos estruturados, independentes e embasados em documentação e relatórios próprios, devidamente avaliados pelas Estruturas de gestão de riscos do Grupo Bradesco Seguros e do Banco Bradesco, e baseado em modelos internos, em fase de implementação gradual, visando à apuração, mensuração e cálculo do capital. No que tange às aplicações financeiras, a Administração avalia o risco de crédito como baixo, visto que a maior parte do total da carteira de investimentos está concentrada em títulos públicos federais, como demonstrado abaixo.

Ativos Financeiros / Rating A valor justo por meio do resultado ... Título de Renda Fixa Privado ............... Título de Renda Fixa Público................ Título de Renda Variável ...................... Disponíveis para a venda .................... Título de Renda Variável ......................

Descrição do fator de sensibilidade aplicado O impacto de uma redução na curva da taxa a termo livre de risco O impacto de um aumento na sinistralidade para o negócio O impacto de um aumento na estimativa de melhoria da sobrevivência para contratos de anuidade. O impacto de um aumento no índice de conversão em renda para contratos de anuidade. O impacto de um aumento na estimativa de melhoria da sobrevivência para contratos de anuidade. O impacto de um aumento no índice de conversão em renda para contratos de anuidade.

Impacto no resultado e patrimônio líquido após impostos e contribuições

23

g.

Exposições sujeitas a variações de taxas de juros prefixadas e cupons de taxas de juros

Fatores de riscos (Valores em R$ mil) Taxa de Índices de Renda Total sem Total com juros preços variável correlação correlação (92) (2.796) (2.888) (2.794) (1.013) (9.864) (10.570) (21.447) (14.455) Exposições sujeitas à variação da taxa dos cupons de índices de preços

Exposições sujeitas à variação do preço de ações

Risco operacional O risco operacional é representado pela perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos. Essa definição inclui o Risco Legal, mas exclui o Estratégico e o de Imagem. Gerenciamento do Risco Operacional O Grupo aborda o gerenciamento do risco operacional num processo de aprimoramento contínuo, visando acompanhar a evolução dinâmica dos negócios e minimizar a existência de lacunas que possam comprometer a qualidade deste gerenciamento. Todo o processo de Governança Corporativa para gerenciamento do risco operacional é acompanhado trimestralmente pelos comitês executivos do Grupo Bradesco Seguros e do Banco Bradesco, cada qual com a sua especificidade, possuindo as seguintes atribuições: • Garantir o cumprimento das políticas de gestão de risco operacional e de continuidade de negócios do Grupo Bradesco Seguros; • Assegurar a efetividade do processo de gerenciamento de risco operacional e de continuidade de negócios do Grupo Bradesco Seguros; • Aprovar e revisar, as definições e critérios, modelagens matemáticas e estatísticas e cálculos referentes ao montante da alocação de capital; e • Avaliar e submeter à validação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, com reporte aos comitês específicos, a política, estrutura, papéis, procedimentos e responsabilidades das dependências envolvidas no processo, bem como as revisões executadas anualmente. Mecanismos de controle e monitoramento contínuo: • Identificar junto às dependências interna e externa do Grupo os eventos de perdas decorrentes de risco operacional e consequente abertura e/ou manutenção de rubricas contábeis específicas para registro, contabilização e consolidação dessas perdas. • Assegurar o levantamento e tratamento das perdas identificadas mediante as origens/causas, para a avaliação, monitoramento, controle e mitigação do processo, possibilitando a redução dos impactos, ao menor custo. • Estabelecer reuniões com os gestores e executivos, quanto à proposta de recomendações técnicas das perdas junto às áreas, visando à melhoria contínua, às ações corretivas e preventivas do Risco Operacional. Risco legal Esse risco está relacionado à escolha, não ao acaso, pois decorre da incerteza inerente aos eventos que podem trazer consequências (ganhos ou perdas) sobre as decisões tomadas diariamente pelo Grupo. Esse risco não deve ser confundido como sendo a ausência ou a não execução de um controle. Especificação do risco O risco legal está associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pelo Grupo, bem como a sanções em razão de continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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h.

4. a.

b.

descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pelo Grupo. Gerenciamento do risco legal A abordagem de todo o processo de gerenciamento do risco legal, mediante um software moderno para a apuração, mensuração e cálculo do capital do Grupo, considerando os modelos avançados estatísticos, matemáticos, e adotando as melhores premissas metodológicas com as avaliações qualitativas e quantitativas. Gerenciamento de capital O processo de gerenciamento de capital é realizado de forma corporativa, visando proporcionar condições para o alcance dos objetivos estratégicos do Grupo Bradesco Seguros, levando em consideração o ambiente econômico e comercial onde atua. Este processo é compatível com a natureza das operações, complexidade e especificidade de cada produto e serviços no mercado securitário e com a dimensão da exposição a riscos do Grupo. O processo de adequação e gerenciamento de capital é acompanhado diariamente de forma contínua e visa assegurar que o Grupo Bradesco Seguros mantenha uma sólida base de capital para apoiar o desenvolvimento das atividades e fazer face aos riscos, seja em situações de normalidade de mercado, ou em condições extremas, em atendimento aos requerimentos regulatórios e/ou aos aspectos de Governança Corporativa. As Companhias devem manter, permanentemente, capital compatível com os riscos de suas atividades e operações conforme as características e peculiaridades de cada empresa no Grupo Bradesco Seguros, representado por níveis adequados de capital em linha com o modelo interno. O Grupo Bradesco Seguros acompanha de maneira permanente os limites requeridos (margem de solvência, capital mínimo requerido e capital adicional) pelo respectivo órgão regulador. Aplicações Resumo da classificação das aplicações

Títulos a valor justo por meio do resultado......................................... Títulos de renda fixa - Fundos de investimento........................................ Títulos de renda variável - Fundos de investimentos ............................... Títulos disponíveis para venda ............................................................. Títulos de renda variável - Ações ...........................................................

2011 369.616 369.595 21 628.588 628.588 998.204

Controladora % 2010 37,03 218.827 37,03 218.798 29 62,97 729.648 62,97 729.648 100,00 948.475

% 23,07 23,07 76,93 76,93 100,00

Títulos a valor justo por meio do resultado......................................... Títulos de renda fixa - Fundos de investimento........................................ Títulos de renda fixa - Certificados de depósitos bancários..................... Títulos de renda variável - Fundos de investimentos ............................... Títulos de renda variável - Certificados de recebíveis imobiliários........... Títulos de renda fixa - Notas do tesouro nacional .................................... Títulos de renda fixa - Debêntures ........................................................... Outras aplicações..................................................................................... Quotas de fundos especialmente constituídos......................................... Títulos disponíveis para venda ............................................................. Títulos de renda fixa – Notas do tesouro nacional ................................... Títulos de renda fixa – Letras financeiras do tesouro – judiciais Títulos de renda fixa - Certificados de depósitos bancários..................... Títulos de renda fixa - Debêntures .......................................................... Títulos de renda fixa - Fundos de investimentos ..................................... Títulos de renda fixa - Letras financeiras do tesouro ............................... Títulos de renda fixa - Fundos de investimentos imobiliários................... Títulos de renda fixa - Outros fundos de investimentos ........................... Títulos de renda variável - Ações ............................................................. Títulos de renda variável - Certificados de recebíveis imobiliários........... Outras aplicações..................................................................................... Títulos mantidos até o vencimento ...................................................... Títulos de renda fixa - Notas do tesouro nacional .................................... Títulos de renda fixa - Certificados de recebíveis imobiliários .................

2011 75.077.718 6.632.690 34.007 90.343 73.552 8.224 5.686 68.233.216 34.287.867 1.223.240 79.298 724,016 29.788.193 9.603 23.884 9.708 2.424.344 5.316 265 3.569.614 3.490.501 79.113 112.935.199

Consolidado % 2010 66,48 62.699.134 5,86 6.916.095 0,03 39.941 0,08 90.229 0,07 65.208 0,01 8.023 3.165 0,01 5.541 60,42 55.570.932 30,36 32.455.054 1,08 1.145.352 0,07 17.942 4.351 0,64 666.465 26,38 27.793.874 0,01 0,02 41.472 0,01 2,15 2.748.444 37.154 3,16 3.360.835 3,09 3.282.815 0,07 78.020 100,00 98.515.023

% 63,64 7,02 0,04 0,09 0,07 0,01 0,01 56,41 32.94 1,16 0,02 0,68 28,21 0,04 2,79 0,04 3,41 3,33 0,08 100,00

c.

Títulos a valor justo por meio do resultado..... Certificados de depósitos bancários..................... Letras financeiras de emissores privados ............ Letras financeiras do tesouro ............................... Letras do tesouro nacional ................................... Notas do tesouro nacional.................................... Ações.................................................................... Debêntures ........................................................... Títulos disponíveis para venda ......................... Ações.................................................................... Total em 2011 ....................................................

Controladora - 2010 1 a 30 dias ou Acima Valor do 181 a Valor investimento sem vencimento 31 a 180 de dias 360 dias 360 dias contábil atualizado (i) definido Títulos a valor justo por meio do resultado............................................. Certificados de depósitos bancários...... Letras financeiras do tesouro ............... Letras do tesouro nacional ................... Notas do tesouro nacional..................... Ações..................................................... Quotas de fundos de investimentos ...... Títulos disponíveis para venda .......... Ações..................................................... Total em 2010 .....................................

210.641 300 42.877 28 167.436 729.648 729.648 940.289

3.144 3.144 3.144

1.779 7 1.772 1.779

3.263 747 1.022 1.494 3.263

218.827 7 5.663 1.322 44.371 28 167.436 729.648 729.648 948.475

Ajuste a valor justo

218.827 7 5.663 1.322 44.371 28 167.436 835.698 (106.050) 835.698 (106.050) 1.054.525 (106.050)

Consolidado – 2011 1 a 30 dias ou sem vencimento definido Títulos a valor justo por meio do resultado ........................................... Certificados de depósitos bancários ..... Letras financeiras de emissores privados.......................................................... Letras financeiras do tesouro ............... Letras do tesouro nacional ................... Notas do tesouro nacional .................... Ações .................................................... Debêntures ............................................ Outros .................................................... Certificados de recebíveis imobiliários . Quotas de fundos de investimentos ..... Depósito em garantia especial .............. Notas promissórias ................................ Títulos disponíveis para venda ........ Ações .................................................... Debêntures ............................................ Letras do tesouro nacional .................... Letras financeiras do tesouro ............... Letras financeiras do tesouro - judiciais Notas do tesouro nacional ..................... Certificados de recebíveis imobiliários . Fundos de investimentos imobiliários .. Outros fundos de investimentos ............ Outros .................................................... Títulos mantidos até o vencimento Certificados de recebíveis imobiliários . Notas do tesouro nacional ..................... Total em 2011 ....................................

31 a 180 dias

43.304.560 2.158.828 2.324 1.209.410

181 a 360 dias

Acima de 360 dias

6.032.516 23.581.814 977.512 5.885.115

Valor do investimento Valor atualizado contábil (i) 75.077.718 8.074.361

75.077.718 8.074.361

Ajuste a valor justo -

222 127.470 1.706.200 5.007.396 6.841.288 6.841.288 252.154 174.443 1.614.025 3.131.213 5.171.835 5.171.835 4.046.897 582.185 1.234.316 5.863.398 5.863.398 35.335.321 39.994 7.257.868 42.633.183 42.633.183 2.393.784 2.393.784 2.393.784 64.447 646.511 991.297 922.090 2.624.345 2.624.345 5.690 121.303 126.993 126.993 80.303 80.303 80.303 1.202.971 1.202.971 1.202.971 994 63.513 64.507 64.507 750 750 750 2.728.468 17.431 4.985.368 26.556.600 34.287.867 31.450.152 2.837.715 2.424.344 2.424.344 3.360.929 (936.585) 855 485.419 237.742 724.016 702.477 21.539 292 292 292 326 9.277 9.603 9.472 131 17.105 62.193 79.298 79.293 5 269.209 - 4.499.949 26.241.983 31.011.141 27.226.580 3.784.561 5.316 5.316 5.269 47 23.884 23.884 55.867 (31.983) 9.708 9.708 9.708 176 89 265 265 125.886 3.443.728 3.569.614 3.569.614 79.113 79.113 79.113 125.886 3.364.615 3.490.501 3.490.501 46.033.028 2.176.259 11.143.770 53.582.142 112.935.199 110.097.484 2.837.715 Consolidado - 2010

Títulos Títulos a valor justo por meio do resultado.......................................... Certificados de depósitos bancários... Letras financeiras de emissores privados ............................................ Letras financeiras do tesouro ............. Letras do tesouro nacional ................. Notas do tesouro nacional.................. Ações.................................................. Debêntures ......................................... Outros................................................. Notas promissórias............................. Certificados de recebíveis imobiliários Quotas de fundos de investimentos ... Títulos disponíveis para venda ....... Ações.................................................. Certificados de depósitos bancários... Debêntures ......................................... Letras financeiras do tesouro ............. Letras financeiras do tesouro - judiciais Letras do tesouro nacional ................. Notas do tesouro nacional.................. Fundos de investimentos imobiliários Outros................................................. Títulos mantidos até o vencimento Notas do tesouro nacional.................. Certificado de recebível imobiliário..... Total em 2010....................................

1 a 30 dias ou sem vencimento definido

31 a 180 dias

181 a 360 dias

Acima de 360 dias

Valor do investimento Valor atualizado contábil (i)

Ajuste a valor justo

40.351.361 1.509.705 3.446.312 17.391.756 62.699.134 1.339.205 31.255 1.346.041 5.423.969 8.140.470

62.699.134 8.140.470

359.885 906.380 15.891.177 283.236 18.502.948 65.850 3.418.234 248 109.594 5.371 - 113.390 834.293 3.250.557 355.544 2.748.443 4.351 46 30.335 5.120 453.112 320.858 41.472 2.364 43.601.918 1.865.249

1.562.174 6.280.310 16.751.118 23.188.166 3.418.234 2.276.251 61.113 113.390 73.615 834.293 29.225.754 3.229.300 3.001.191 (252.748) 4.351 646.787 19.678 82.382 126 17.942 5.120 25.376.972 3.474.627 53.853 (12.381) 37.156 ( 2) 3.360.835 3.282.815 78.020 95.285.723 3.229.300

- 1.562.174 1.562.174 874.063 4.139.982 6.280.310 26.129 550.576 16.751.118 17.368 4.602.000 23.188.166 - 3.418.234 1.127.939 1.038.470 2.276.251 54.772 970 61.113 113.390 73.615 73.615 834.293 4.203.040 24.645.913 32.455.054 - 2.748.443 4.351 636.084 666.465 980 81.528 82.508 17.942 17.942 5.120 4.167.349 23.910.280 28.851.599 41.472 34.711 79 37.154 - 3.360.835 3.360.835 - 3.282.815 3.282.815 78.020 78.020 7.649.352 45.398.504 98.515.023

-

(i) Para os títulos designados a valor justo por meio do resultado o valor indicado refere-se ao valor justo. O valor justo dos títulos mantidos até o vencimento é superior ao valor de custo atualizado em R$ 1.583.791 em 31 de dezembro de 2011 (R$ 1.524.982 em 2010).

Cobertura das provisões técnicas Os valores dos bens e direitos oferecidos em cobertura das provisões técnicas são os seguintes:

Total das provisões técnicas ..................................................................................................... Total a ser coberto .................................................................................................................. Parcela correspondente a resseguros contratados (Nota 7a)................................................... Títulos renda fixa públicos......................................................................................................... Total dado em cobertura.........................................................................................................

Total das provisões técnicas ..................................................................................................... Total a ser coberto .................................................................................................................. Ações......................................................................................................................................... Quotas de fundos especialmente constituídos.......................................................................... Títulos de renda fixa Direitos creditórios (líquidos dos prêmios vencidos e não pagos) ............................................ Parcela correspondente a resseguros contratados (Nota 7a)................................................... Debêntures ................................................................................................................................ Depósitos especiais no IRB – Brasil Resseguros S.A............................................................... Depósitos judiciais..................................................................................................................... Total dado em cobertura......................................................................................................... d.

e.

Nível 1 Nível 2 58.806.749 16.270.969 - 8.074.361 - 6.841.288 5.171.835 5.863.398 42.633.183 2.624.345 64.507 120.204 1.082.767 2.393.784 80.303 127.743 34.266.138 21.729 2.424.344 717.576 6.440 23.884 5.316 9.708 31.011.141 292 88.901 265 93.072.887 16.292.698

Movimentação das aplicações financeiras Saldo em 1º janeiro ................................................. (+) Aplicações............................................................ (-) Resgates .............................................................. (+) Rendimentos ....................................................... (+/-) Ajuste a valor justo ........................................... Saldo em 31 de dezembro ......................................

f.

5.

Controladora 2011 2010 120.032 91.747 120.032 91.747 98.107 70.643 31.924 26.104 130.031 96.747 Consolidado 2011 2010 103.652.992 87.177.069 103.652.992 87.177.069 1.647.409 1.859.414 68.233.216 55.570.932 32.399.286 28.580.461 772.878 702.588 661.176 608.572 490.383 443.564 6.809 6.658 84.996 72.450 104.296.153 87.844.639

Hierarquia do valor justo A tabela abaixo apresenta instrumentos financeiros registrados pelo valor justo, utilizando um método de avaliação. Os diferentes níveis foram definidos como se segue: • Nível 1: Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos; • Nível 2: Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços); • Nível 3: Premissas, para o ativo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). Controladora 2011 2010 Nível 1 Nível 2 Total Nível 1 Nível 2 Total 369.611 5 369.616 218.815 12 218.827 Valor justo por meio do resultado ............... Certificados de depósitos bancários................ 2 2 7 7 Letras financeiras de emissores privados ....... 3 3 5 5 Letras financeiras do tesouro .......................... 828 828 5.658 5.658 Letras do tesouro nacional .............................. 2.258 2.258 1.322 1.322 Notas do tesouro nacional............................... 366.503 366.503 44.371 44.371 Quotas de fundos de investimentos ................ 167.436 167.436 Ações............................................................... 21 21 28 28 Debêntures ...................................................... 1 1 628.588 628.588 729.648 729.648 Disponíveis para venda ................................ Ações............................................................... 628.588 628.588 729.648 729.648 998.199 5 998.204 948.463 12 948.475 Total ..............................................................

Valor justo por meio do resultado .............. Certificados de depósitos bancários............... Letras financeiras de emissores privados ...... Letras financeiras do tesouro ......................... Letras do tesouro nacional ............................. Notas do tesouro nacional.............................. Debêntures ..................................................... Depósito a prazo com garantia especial ........ Quotas de fundos de investimentos ............... Ações.............................................................. Certificados de recebíveis imobiliários ........... Outras aplicações........................................... Disponíveis para venda ............................... Ações.............................................................. Certificados de depósito bancário .................. Debêntures ..................................................... Fundo de investimento imobiliário .................. Certificados de recebíveis imobiliários ........... Quotas de fundos de investimento ................. Notas do tesouro nacional.............................. Letras do tesouro nacional ............................. Letras financeiras do tesouro ......................... Outras aplicações........................................... Total ...............................................................

Composição das aplicações financeiras por prazo e por título Apresentamos a seguir a composição das aplicações financeiras por prazo e por título, incluindo os títulos que compõem as carteiras dos fundos de investimentos. Os títulos a “valor justo por meio do resultado” estão apresentados no ativo circulante, independentemente dos prazos de vencimento. Controladora - 2011 1 a 30 dias ou Acima Valor do Ajuste 181 a Valor investimento a valor sem vencimento de definido 360 dias 360 dias contábil atualizado (i) justo 365.419 1.163 3.034 369.616 369.616 2 2 2 3 3 3 828 828 828 1.159 1.099 2.258 2.258 365.398 1.105 366.503 366.503 21 21 21 1 1 1 628.588 - 628.588 887.939 (259.351) 628.588 - 628.588 887.939 (259.351) 994.007 1.163 3.034 998.204 1.257.555 (259.351)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

2011 Total 75.077.718 8.074.361 6.841.288 5.171.835 5.863.398 42.633.183 2.624.345 64.507 1.202.971 2.393.784 80.303 127.743 34.287.867 2.424.344 724.016 23.884 5.316 9.708 31.011.141 292 88.901 265 109.365.585

Nível 1 52.345.114 7.549 6.280.310 16.751.118 23.188.166 2.274.898 424.839 3.418.234 32.381.976 2.748.443 666.465 9.820 28.851.599 5.120 100.450 79 84.727.090

Controladora 2011 2010 948.475 887.275 1.384.755 1.621.484 (1.194.638) (1.565.105) 14.074 27.204 (154.462) (22.383) 998.204 948.475

Consolidado 2010 Nível 2 Total 10.354.020 62.699.134 8.140.470 8.140.470 1.554.625 1.562.174 6.280.310 - 16.751.118 - 23.188.166 1.353 2.276.251 409.454 834.293 3.418.234 73.615 73.615 174.503 174.503 73.078 32.455.054 2.748.443 4.351 4.351 666.465 31.652 41.472 - 28.851.599 5.120 100.450 37.075 37.154 10.427.098 95.154.188

Consolidado 2011 2010 98.515.023 82.582.737 31.587.652 29.848.895 (26.729.822) (25.991.545) 9.953.931 8.810.026 (391.585) 3.264.910 112.935.199 98.515.023

Desempenho e taxas contratadas A Administração mensura a rentabilidade de seus investimentos utilizando como parâmetro a variação das taxas de rentabilidade dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI). Em 2011, o desempenho global dos ativos financeiros em renda fixa, títulos públicos e títulos privados, que compõem a carteira de aplicações financeiras, atingiu 93,89% do CDI acumulado do período. Instrumentos financeiros derivativos Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía em fundos de investimentos contratos futuros de DI, que totalizavam R$ (2.246) - posição vendida (R$ 3.955 em 31 de dezembro de 2010 - posição comprada), na controladora, e R$ (890.944) - posição vendida (R$ 612.666 - posição comprada), no consolidado, como valor de referência, sendo que os diferenciais a pagar ou a receber dos contratos futuros são liquidados diariamente. O objetivo de atuação no mercado de derivativos, seja através de posições ativas ou proteção (hedge), sempre visa administrar a exposição a riscos de mercado, de moeda ou taxa de juros e proteção das posições detidas à vista. Controladora - 2011 Ano de Tipo de Valor dereferência Operação (*) Quantidade vencimento compromisso 2011 Fundo de investimento FIF RF Cardial ................................. DI1 12 2012 Venda (1.143) FIF RF Cardial ................................. DI1 15 2015 Venda (1.103) Total FIF RF Cardial..................... (2.246) Resultado do período....................... (57)

Operação (*) Fundo de investimento FIF RF Cardial ................................... FIF RF Cardial ................................... Total FIF RF Cardial ........................... Resultado do período.......................

Controladora – 2010 Ano de Tipo de Quantidade vencimento compromisso

DI1 DI1

3 71

2011 2012

Valor de referência 2010

Venda Compra

(300) 4.255 3.955 168

Consolidado - 2011

Fundo de investimento FIF RF Cardial ................................................ FIF RF Cardial ................................................. Total FI RF Cardial ...................................... FIF RF Master Previdência.............................. FIF RF Master Previdência.............................. FIF RF Master Previdência.............................. FIF RF Master Previdência.............................. FIF RF Master Previdência.............................. FIF RF Master Previdência.............................. Total FIF RF Master Previdência .................. FIF Negocial ................................................... FIF Negocial .................................................... Total FIF Negocial..................................... FIF RF Master II Previdência .......................... FIF RF Master II Previdência........................... FIF RF Master II Previdência........................... FIF RF Master II Previdência........................... FIF RF Master II Previdência........................... Total FIF RF Master II Previdência ............ FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. Total FIF RF Master Prefixado ...................... FIF RF Crédito Privado Master........................ FIF RF Crédito Privado Master........................ FIF RF Crédito Privado Master........................ FIF RF Crédito Privado Master........................ Total FIF RF Crédito Privado Master........ FRAM Capital Previdência FI Renda Fixa.... FRAM Capital Previdência FI RF Longo Prazo FRAM Capital Previdência FI RF Longo Prazo Total FRAM Capital Previdência FI RF Longo Prazo.................................. FRAM Capital Previdência RV 20 FIM ............ FRAM Capital Previdência RV 20 FIM ............ Total FRAM Capital Previdência RV 20 FIM ................................................ GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... Total GBS FIM ............................................. Ibiúna Previdência FIM.................................... Ibiúna Previdência FIM.................................... Total Ibiúna Previdência FIM ........................ Total ............................................................... Resultado do período....................................

Tipo de compromisso

Valor de referência 2011

Operação (*)

Quantidade

Ano de vencimento

DI1 DI1

12 15

2012 2015

Venda Venda

DI1 DI1 DI1 DI1 DI1 DI1

6 5.565 17.842 16.001 983 12.223

2012 2012 2013 2014 2015 2017

Venda Venda Compra Venda Venda Venda

DI1 DI1

85 92

2012 2015

Venda Venda

DI1 DI1 DI1 DI1 DI1

378 1.362 898 353 967

2012 2013 2014 2015 2017

Venda Compra Venda Compra Venda

DI1 DI1 DI1 DI1 DI1 DI1 DI1 DI1 DI1 DI1 DI1

37 8 21 5 40 45 70 70 75 10 15

2012 2012 2012 2012 2013 2013 2013 2014 2015 2017 2021

Venda Compra Compra Compra Compra Compra Compra Compra Compra Compra Compra

DI1 DI1 DI1 DI1

10 18 6 3

2012 2013 2014 2015

Compra Compra Compra Compra

DI1 DDI DI1

1 30 50

2014 2020 2017

Venda Venda Venda

(1.143) (1.103) (2.246) (600) (530.037) 1.620.795 (1.309.894) (72.276) (726.029) (1.018.041) (8.096) (6.764) (14.860) (36.003) 123.726 (73.513) 25.955 (57.438) (17.273) (3.697) 780 2.000 465 3.634 3.993 6.051 5.730 5.514 594 580 25.644 999 1.635 491 221 3.346 (82) (1.982) (2.970)

DDI DI1

50 30

2020 2017

Venda Venda

(4.952) (3.303) (1.782)

DI1 DI1 DI1 DI1 DI1 IDI IDI IDI

530 7.406 5.059 484 165 79 158 79

2012 2012 2013 2014 2017 2012 2012 2012

Venda Compra Compra Venda Venda Compra Venda Compra

DI1 IND

200 105

2015 2012

Venda Venda

(5.085) (952.223) 705.383 459.567 (39.622) (9.801) 10 (11) 3 163.306 (14.705) (5.996) (20.701) (890.944) (14.993) continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

b.

Consolidado - 2010

Operação (*)

Quantidade

Ano de vencimento

DI1 DI1

3 71

2011 2012

Venda Compra

DI1 DI1 DI1 DI1

24.445 58.790 16.960 2.398

2011 2012 2014 2015

Venda Compra Venda Venda

DI1 DI1

103 1.957

2011 2012

Venda Compra

DI1 DI1

87 945

2011 2012

Venda Compra

DI1 DI1 DI1 DI1

4.723 4.562 930 127

2011 2012 2014 2015

Venda Compra Venda Venda

DI1 DI1 DI1

11 70 15

2011 2012 2017

Venda Compra Venda

DI1 DI1

39 524

2011 2012

Venda Compra

DI1 DI1 DOL DI1 DD1

30 1 2 5 30

2011 2014 2011 2011 2020

Venda Venda Venda Venda Venda

(300) 4.255 3.955 (2.441.695) 4.266.074 (1.201.795) (152.042) 470.542 (10.292) 147.036 136.744 (8.693) 69.576 60.883 (471.921) 339.926 (65.900) (8.052) (205.947) (1.046) 1.554 (765) (257) (3.897) 36.870 32.973 (2.998) (71) (1) (473) (1.651)

DOL DOL

2 50

2011 2020

Compra Venda

(2.125) 167 (2.751)

IDI DI1 DI1 DI1 DI1

50.002 1.856 1.791 816 641

2011 2011 2012 2013 2017

Compra Compra Venda Compra Compra

Fundo de investimento FIF RF Cardial ................................................ FIF RF Cardial ................................................. Total FI RF Cardial ...................................... FIF RF Master Previdência.............................. FIF RF Master Previdência.............................. FIF RF Master Previdência.............................. FIF RF Master Previdência.............................. Total FIF RF Master Previdência .................. FIF RF Riviera ................................................ FIF RF Riviera ................................................. Total FIF RF Riviera ................................... FIF Negocial ................................................... FIF Negocial .................................................... Total FIF Negocial..................................... FIF RF Master II Previdência .......................... FIF RF Master II Previdência........................... FIF RF Master II Previdência........................... FIF RF Master II Previdência........................... Total FIF RF Master II Previdência ............ FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. FIF RF Master Prefixado ................................. Total FIF RF Master Prefixado ...................... FIF RF Memorial.............................................. FIF RF Memorial.............................................. Total FIF RF Memorial ................................ FIF RF Método ................................................ FRAM Capital Previdência FI Renda Fixa....... FRAM Capital Previdência FI RF Longo Prazo .. FRAM Capital Previdência FI RF Longo Prazo .. FRAM Capital Previdência FI RF Longo Prazo .. Total FRAM Capital Previdência FI RF Longo Prazo ................................... FRAM Capital Previdência RV 20 FIM ............ FRAM Capital Previdência RV 20 FIM ............ Total FRAM Capital Previdência RV 20 FIM ................................................ GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... GBS FIM.......................................................... Total GBS FIM ............................................. Total ............................................................... Resultado do período....................................

6. a.

A vencer Até 30 dias ........................................................... De 31 a 120 dias .................................................. Acima de 121 dias................................................ Total a vencer ............................................. Vencidos Até 30 dias ........................................................... De 31 a 120 dias .................................................. Acima de 121 dias................................................ Total vencidos ............................................ Redução ao valor recuperável ..................... Total .............................................................

20 20 1 1 6.453 6.455 (6.441) 34

2010 667 667 1 1 6.440 6.442 (6.441) 668

Consolidado 2011

734.213 337.457 92.795 1.164.465

144.717 50.833 103.391 298.941 (149.991) 1.604.602

119.322 73.250 108.659 301.231 (131.124) 1.334.572

1.396.638 14.412.396 597.928 84.269 (1.166.944) (14.099.106) (2.885) 1.222.296

(*) Não contempla prêmios de cosseguro aceito no montante de R$ 25 em 2010 na controladora e R$ 138.442 (R$ 112.276 em 2010) no consolidado. Operações de resseguro Controladora Consolidado Composição 2011 2010 2011 2010 Sinistros pagos a recuperar .............................................................. 565 1.917 37.283 35.865 Outros créditos.................................................................................. 5.192 8.206 Provisão para risco de créditos......................................................... (266) (1.318) (8.505) (14.669) 299 599 33.970 29.402 Operações com resseguradoras ................................................... Provisão de sinistros a liquidar ......................................................... 97.563 70.048 436.513 422.772 Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) 544 595 116.146 131.984 Provisão de benefícios a regularizar................................................. 906 1.039 Provisão de prêmios não ganhos...................................................... 107.611 52.777 98.107 70.643 661.176 608.572 Ativos de resseguros - provisões técnicas .................................. 98.406 71.242 695.146 637.974 Total................................................................................................

Consolidado 637.974 196.532 (16.750) (127.325) 25.044 (20.329) 695.146 692.301 117.700 (172.933) (157.754) 160.280 5.832 (7.452) 637.974

Controladora – 2011 Recuperação de sinistros Categoria (Nota 27i) Resseguradores IRB Brasil Resseguros S.A..................................... Local 7.705 7.705 Total.............................................................

Sinistros a recuperar (Nota 7a) 565 565

Controladora – 2010 Categoria Recuperação de sinistros (Nota 27i) IRB Brasil Resseguros S.A...................................... Local (1.350) (1.350) Total..............................................................

Sinistros a recuperar (Nota 7a) 1.917 1.917

Resseguradores IRB Brasil Resseguros S.A.......................... Outros.......................................................... Outros.......................................................... Total .................................................

d.

Controladora 71.242 8.055 651 19.163 (705) 98.406 75.438 (1.554) (421) (2.221) 71.242

Composição por ressegurador

Resseguradores

Consolidado – 2011 Prêmio cedido Categoria (Nota 27i) Local 223.982 Admitida 30.361 245 Eventual 254.588

Prêmio a liquidar 97.539 8.824 106.363

Recuperação de sinistros (Nota 27i) 138.154 138.154

Sinistros a recuperar (Nota 7a) 37.283 37.283

Consolidado – 2010 Prêmio Cedido Categoria (Nota 27i) Local 171.796 Admitida 8.480 163 Eventual 180.439

Resseguradores IRB Brasil Resseguros S.A.......................... Outros.......................................................... Outros.......................................................... Total ................................................. Demonstração do percentual ressegurado Resseguro cedido Ramo Risco operacional/risco nomeado .............................. 95.903 Transportes ................................................................ 24.645 134.040 Outros ........................................................................ 254.588 Total .........................................................................

Recuperação Sinistros Prêmio a de sinistros a recuperar liquidar (Nota 27i) (Nota 7a) 61.726 113.446 35.865 1.666 54 63.446 113.446 35.865 Consolidado 2011 % Cessão Recuperação Sinistros % Cessão 75,97 88.285 88,27 16,86 10.284 11,83 15,84 39.585 19,20 138.154

Consolidado 2010 Resseguro cedido % Cessão Recuperação Sinistros % Cessão Ramo Risco operacional/risco nomeado ............................. 72.106 71,43 32.030 80,20 Transportes ............................................................... 12.816 8,85 4.956 7,92 95.517 13,02 76.460 22,44 Outros........................................................................ 180.439 113.446 Total ................................................................ 8.

Arrendamento mercantil financeiro As operações de arrendamento mercantil financeiro serão liquidadas conforme se segue:

Até um ano ............................................................................................................................... Entre um e cinco anos.............................................................................................................. Total...............................................................................................................................

9.

2010

956.932 398.335 100.385 1.455.652

652 31.984 (487) (31.977) 496 668

c.

b.

Controladora/Consolidado 2011 2010 2.105 1.881 5.787 7.053 7.892 8.934

Os arrendamentos financeiros realizados pela Companhia estão relacionados à servidores e softwares. Os contratos geralmente são realizados pelo período de 5 anos, com opção de serem renovados após a data de vencimento por igual período. Depósitos judiciais e fiscais Controladora Consolidado 2011 2010 2011 2010 INSS .......................................................................... 208.459 202.303 1.019.666 919.491 IR e CSLL .................................................................. 77.477 72.258 482.759 436.654 DPVAT ....................................................................... 55.068 34.297 64.998 40.983 Cíveis e trabalhistas .................................................. 23.006 15.189 200.777 162.409 PIS............................................................................. 21.910 19.965 25.170 23.117 Sinistros..................................................................... 16.786 34.115 131.770 140.150 FINSOCIAL................................................................ 15.848 15.848 16.868 17.481 ICMS.......................................................................... 2.086 2.086 2.134 2.123 35.213 45.421 115.217 85.282 Outros........................................................................ 455.853 441.482 2.059.359 1.827.690 Total................................................................

10. Bens à venda a. Composição

Os produtos da Bradesco Auto/RE são geralmente oferecidos com parcelamento médio de 10 prestações. Para os bilhetes (Residencial e DPEM), só existe a opção de pagamento à vista. Movimentação dos prêmios a receber Controladora Consolidado 668 1.222.296 Saldo em 1º janeiro de 2011 (*).......................................................................................... (+) Prêmios emitidos ............................................................................................................ 33.418 16.959.948 (+) Custo de apólice e IOF ................................................................................................... 100 656.517 (+) Adicional de fracionamento............................................................................................. 79.360 (-) Prêmios cancelados......................................................................................................... (576) (1.262.572) (-) Recebimentos ................................................................................................................. (33.576) (16.169.862) (19.527) Constituição/ (reversão) de provisão para perda ................................................................. Saldo em 31 de dezembro de 2011 (*)............................................................................... 34 1.466.160 Saldo em 1º janeiro de 2010 ............................................................................................. (+) Prêmios emitidos ............................................................................................................ (+) Custo de apólice e IOF ................................................................................................... (+) Adicional de fracionamento............................................................................................. (-) Prêmios cancelados......................................................................................................... (-) Recebimentos ................................................................................................................. Constituição/(reversão) de provisão para perda .................................................................. Saldo em 31 de dezembro de 2010 (*) ..............................................................................

7. a.

Consolidado 2011 2010 770.575 741.134 539.491 307.352 185.055 211.693 55.015 58.021 49.991 33.823 23.066 26.928 25.404 22.843 37.020 20.126 12.320 11.944 7.391 6.904 3.748 2.482 4.991 537 5.770 374 34.756 20.418 1.754.593 1.464.579 (149.991) (130.007) 1.604.602 1.334.572

Movimentação Saldo em 1º janeiro de 2011 .............................................................................................. Constituição de provisões .................................................................................................... Reversão de provisões......................................................................................................... Sinistros recuperados........................................................................................................... Atualização monetária e juros de sinistros ........................................................................... Outros................................................................................................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2011 ................................................................................... Saldo em 1º janeiro de 2010 .............................................................................................. Constituição de provisões .................................................................................................... Reversão de provisões......................................................................................................... Sinistros recuperados........................................................................................................... Sinistros a recuperar ............................................................................................................ Atualização monetária e juros de sinistros ........................................................................... Outros................................................................................................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2010 ...................................................................................

2010 693 693

Faixas de vencimento Controladora 2011

c.

(2.584) 37 183.875 (159.782) 64.739 32.682 121.551 612.666 16.970

(*) IND - Contrato futuro de Ibovespa; DI1 - Contrato futuro de taxa média de depósitos interfinanceiros de 1 dia; DDI - Contrato futuro de cupom cambial; IDI - Índice de taxa média de depósitos interfinanceiros de um dia. Prêmios a receber Ramos de seguro Controladora 2011 34 Seguros de pessoas............................................................................................................. 34 Total ...........................................................................................................................

Automóvel/RCF .................................................................................................................... Saúde .................................................................................................................................. Seguros de pessoas............................................................................................................. Transporte nacional/internacional/RC cargas ...................................................................... Compreensivo residencial .................................................................................................... Marítimo/aeronáutico............................................................................................................ Compreensivo empresarial................................................................................................... Riscos nomeados e operacionais......................................................................................... Riscos diversos .................................................................................................................... Crédito doméstico................................................................................................................. Compreensivo condomínio................................................................................................... Responsabilidade civil geral ................................................................................................. Riscos de engenharia........................................................................................................... Demais ................................................................................................................................. Prêmios a receber .............................................................................................................. Redução ao valor recuperável.............................................................................................. Total........................................................................................................................ b.

Tipo de compromisso

Valor de referência 2011

25

Consolidado 2011 41.477 2.003 43.480 Consolidado 2011 18.091 9.681 10.583 5.125 43.480

Auto...................................................................................................................................... Ramos elementares ............................................................................................................. Total ................................................................................................................................. Aging De 1 a 30 dias ...................................................................................................................... De 31 a 60 dias .................................................................................................................... De 61 a 120 dias ................................................................................................................. De 121 a 180 dias ................................................................................................................ Total...........................................................................................................................

2010 35.586 1.255 36.841 2010 12.791 9.773 8.802 5.475 36.841

11. Créditos tributários e previdenciários Controladora Até 1 ano Diferenças temporárias (i) ......................... Impostos a compensar .............................. 151.479 Total ................................................ 151.479

Antecipação de IR e CSLL ........................ Diferenças temporárias (i) ......................... Impostos a compensar .............................. Total ...............................................

Até 1 ano 34.521 268.518 303.039

2011 Acima de 1 ano 268.753 7.404 276.157

2010 Total Até 1 ano Acima de 1 ano 268.753 182.227 158.883 129.843 7.180 427.636 129.843 189.407

Total 182.227 137.023 319.250

Consolidado 2011 2010 Acima de 1 ano Total Até 1 ano Acima de 1 ano 34.521 17.269 1.276.639 1.276.639 922.874 14.720 283.238 257.342 15.975 1.291.359 1.594.398 274.611 938.849

Total 17.269 922.874 273.317 1.213.460

Movimentação de tributos diferidos

Provisão para riscos de crédito .......................................................... Provisão judicial - Cíveis .................................................................... Provisão judicial - Fiscais ................................................................... Provisão judicial - Trabalhistas ........................................................... Provisão para ágio amortizado........................................................... Provisão para desvalorização de títulos e investimentos................... Prejuízo fiscal ..................................................................................... Ajuste a valor justo - títulos disponíveis para venda .......................... Outros................................................................................................. Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias.......

Saldo em 2010 4.642 6.921 92.798 4.288 6.044 10.352 3.086 42.420 11.676 182.227

Controladora Adições/Baixas 3.857 15.347 (1.451) 805 (4.347) 8.232 61.320 2.763 86.526

Saldo em 2011 8.499 22.268 91.347 5.093 1.697 10.352 11.318 103.740 14.439 268.753

Provisão para riscos de crédito .......................................................... Provisão judicial - Cíveis .................................................................... Provisão judicial - Fiscais ................................................................... Provisão judicial - Trabalhistas ........................................................... Provisão para ágio amortizado........................................................... Provisão para desvalorização de títulos e investimentos................... Prejuízo fiscal ..................................................................................... Ajuste a valor justo - títulos disponíveis para venda .......................... Outros................................................................................................. Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias

Saldo em 2010 143.488 164.531 373.039 9.025 38.332 39.672 20.767 54.984 79.036 922.874

Consolidado Adições/Baixas 42.174 47.487 75.990 2.775 (4.499) (211) 6.492 76.063 107.494 353.765

Saldo em 2011 185.662 212.018 449.029 11.800 33.833 39.461 27.259 131.047 186.530 1.276.639

Nota 12 - Participações Societárias As participações societárias estão assim apresentadas: Companhia Bradesco Bradesco Bradesco Bradesco Marília Reflo- BSP EmpreÁtria Tamisa EmpreJahu Neon Empre- Bradeseg Bradesco Vida e PreBrasileira Argentina SegPrev InAuto/RE restamento e endimentos Particiendimentos e Tecnologia en- dimentos Particide Gestão de Seguros vestimentos Capitalizavidência Companhia Agropecuá- Imobiliários pações Participações BSP Affini- em Seguros Participa- paciones ção S.A. ty Ltda. Total de Serviços S.A. (a) (b) Ltda. S.A. de Seguros ria Ltda. (e) S.A. (f) Ltda. (c) (d) Ltda. Ltda. (b) ções Ltda. S.A. (a) (b) Dados 31 de dezembro de 2011 Capital social ................................................ 129.177 7.798 2.276.503 150.000 2.100.000 1.323.700 859.011 60.300 34 205.000 5.017 Quantidade de ações/quotas possuídas: ON ................................................................ 708.700 9.006.835 2.276.502.959 192.803 181.570 108.198 - 581.279.122 - 60.299.999 34.000 107.660 112.186 Percentual de participação ........................... 41,85 99,90 100,00 100,00 100,00 59,86 68,34 100,00 100,00 0,05 97,50 Total de ativos............................................... 124.503 10.110 4.806.326 5.265.790 97.534.646 6.596.705 914.392 49.545 401 423.286 5.840 Total de passivos líquido de provisões judiciais 19.924 1.522 234.200 4.972.361 93.198.541 4.656.118 13.770 1.479 247 920 59 Patrimônio líquido ........................................ 104.579 8.588 4.157.338 197.961 2.594.564 1.898.441 900.622 48.066 154 422.366 5.781 Total de receitas ........................................... 160.747 938 4.750.388 3.685.230 30.802.096 5.018.925 40.160 5.115 45.989 435 Lucro líquido/(prejuízo) do exercício ............ 12.478 (35) 859.256 338.410 1.762.721 165.950 42.010 (4.162) (12) 45.277 288 Saldo em 31 de dezembro de 2009 ........... 36.302 9.417 3.975.276 562.225 2.934.462 591.466 3.831 391.472 54.083 5.345 197 176 - 8.564.252 Aumento/(redução) de capital ...................... (21.174) (13.126) 216.812 34.300 70.000 50.000 5.258 342.070 Variação cambial .......................................... (359) (510) (869) Ajustes com títulos e valores mobiliários - coligadas e controladas............................ 428.948 50.148 1.484.353 8.672 - 1.972,121 Dividendos.................................................... (316.000) (255.814) (380.000) (17.553) (5.810) (975.177) Baixa............................................................. (3.947) (425.772) (429.719) 2.241 (784) 721.300 234.964 1.626.996 69.819 116 24.464 (3.117) (31) 22 396 2.676.386 Resultado de equivalência patrimonial......... 38.543 8.274 4.809.524 570.349 5.652.685 869.216 142.737 52.228 166 198 5.144 12.149.064 Saldo em 31 de dezembro de 2010 ........... Aumento/(redução) de capital ...................... (100.000) 200.000 589.663 689.663 Combinação de negócio líquido dos efeitos tributários na controlada ............................. 31.823 31.823 Variação cambial .......................................... 355 211 566 Ajustes com títulos e valores mobiliários - coligadas e controladas............................ (16.846) (39.220) (105.801) 16.712 (145.155) Dividendos.................................................... (1.111.631) (476.110) (2.973.500) (23.594) (273) - (4.585.108) Baixa............................................................. (166.330) (166.330) 5.222 (50) 859.256 338.410 1.762.721 99.341 26.053 23.593 (4.162) (12) 24 281 3.110.677 Resultado de equivalência patrimonial......... 43.765 8.579 4.572.126 293.429 4.336.105 1.161.675 615.443 48.066 154 222 5.636 11.085.200 Saldo em 31 de dezembro de 2011 ........... continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26

IRB - Brasil Resseguros S.A. (a) (b) Dados 31 de dezembro de 2011 Capital social ................................................ Quantidade de ações possuídas: ON ................................................................ PN................................................................. Percentual de participação ........................... Total de ativos............................................... Total de passivos líquido de provisões judiciais Patrimônio líquido ajustado .......................... Total de receitas ........................................... Lucro líquido do exercício............................. Saldo em 31 de dezembro de 2009 ........... Ajustes com títulos e valores mobiliários coligadas e controladas................................ Dividendos.................................................... Resultado de equivalência patrimonial......... Saldo em 31 de dezembro de 2010 ........... Ajustes com títulos e valores mobiliários coligadas e controladas................................ Dividendos/juros sobre capital próprio ......... Resultado de equivalência patrimonial......... Saldo em 31 de dezembro de 2011 ...........

Consolidado Nova Marília Administração de Embaúba bens Móveis e Holding’s S.A. Imóveis S.A.

1.350.000 212.422 21,24 9.679.309 7.450.028 2.229.281 2.573.268 263.485 445.171

551.937 67.883.421 12,30 798.085 166.521 631.564 66.061 65.174 69.652

17. Impostos e contribuições

Elba Holding's S.A.

Total

4.308.182 203.777.014 4,73 8.483.339 1.330.768 7.152.571 891.095 862.499 253.137

904.362

468.272 93.538.373 19,98 800.171 19.982 780.189 55.221 54.460 136.402

(4.087) (26.835) 38.859 453.108

(6.469) 7.037 70.220

10 8.636 145.048

(838) 41.981 294.280

(253) (37.055) 57.749 473.549

98 (658) 8.016 77.676

(81) 10.879 155.846

102 (53) (387) (38.181) 43.933 120.577 337.928 1.044.999

(4.087) (34.132) 96.513 962.656

Imposto de renda ........................................................................ Contribuição social...................................................................... COFINS....................................................................................... PIS .............................................................................................. Outras ......................................................................................... Total ........................................................................................ 18. Depósitos de terceiros

Até 30 dias ................................................................................. De 31 a 180 dias ........................................................................ De 181 a 360 dias ...................................................................... Acima de 361 dias...................................................................... Total ....................................................................................... 19. Provisões técnicas e custos de aquisição diferidos a. Composição - Seguros e Previdência complementar

Provisão matemática de benefícios a conceder ........................ Provisão matemática de benefícios concedidos ........................ Provisão de resgates e outros valores a regularizar.................. Provisão de IBNR ...................................................................... Provisão de benefícios a conceder ............................................ Provisão de prêmios não ganhos............................................... Provisão de insuficiência de contribuição .................................. Provisão de sinistros a liquidar - Administrativo......................... Provisão de sinistros a liquidar - Judicial ................................... Provisão de oscilação financeira ............................................... Provisão de insuficiência de prêmio........................................... Provisão de excedente financeiro .............................................. Provisão de riscos não expirados .............................................. Provisão de despesas administrativas ...................................... Provisão para benefícios a regularizar....................................... Provisão de oscilação de riscos................................................. Outras provisões ....................................................................... Total das provisões ................................................................

( a ) Empresas sediadas no Brasil ( b ) Equivalência patrimonial com base em 30 de novembro de 2011 ( c ) Participação recebida em janeiro 2010 mediante a redução de capital na Bradesco Capitalização S.A. e Bradesco Vida e Previdência S.A. nos valores de R$ 21.174 e R$ 13.126 respecticamente. ( d ) Participação entregue em janeiro de 2010 à Bradseg Paricipações S.A. mediante a redução de capital com cancelamento de ações. ( e ) Redução de capital da Marília Participações com extinção de cotas em favor da Bradesco Seguros que se retira da referida sociedade ( f ) Participação adquirida em julho de 2011 da Bradesplan Participações Ltda e União Participações Ltda, cuja denominação anterior era Denver Holdings S.A. 13. Imóveis destinados a renda Consolidado 2011 2010 Custo original .................................................................................................................................. 763.037 257.591 Depreciação .................................................................................................................................... (249.291) (72.793) (713) (713) Provisão para perda........................................................................................................................ Total ............................................................................................................................................ 513.033 184.085 A receita obtida com o aluguel desses imóveis foi de R$ 43.416 em 31 de dezembro de 2011. (R$ 35.974 em 2010). 14. Imobilizado Controladora Terrenos e Bens Outras Total imóveis móveis imobilizações Custo de aquisição Saldo em 1º janeiro de 2011 ....................................................... 3.063 155.961 11.156 170.180 Aquisições..................................................................................... 3.736 2.434 6.170 3.063 159.697 13.590 176.350 Saldo em 31 de dezembro de 2011............................................ Depreciação Saldo em 1º janeiro de 2011 ....................................................... (514) (129.142) (4.660) (134.316) Depreciação .................................................................................. (3) (7.756) (2.330) (10.089) (517) (136.898) (6.990) (144.405) Saldo em 31 de dezembro de 2011............................................ Total .......................................................................................... 2.546 22.799 6.600 31.945

Custo de aquisição Saldo em 1º janeiro de 2011 ....................................................... Aquisições..................................................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2011............................................ Depreciação Saldo em 1º janeiro de 2011 ....................................................... Depreciação .................................................................................. Saldo em 31 de dezembro de 2011............................................ Total ..........................................................................................

b.

(35.297) (556) (35.853) 47.725

(208.640) (15.911) (224.551) 61.208

(19.881) (9.376) (29.257) 43.502

c.

Controladora

Sistema de computação (57.188) (21.362) (78.550) 5 anos 100.076

Amortização e impairment Saldo em 1º janeiro de 2011 ....................................... Amortização .................................................................. Saldo em 31 de dezembro de 2011............................ Vida útil (em anos) ........................................................ Total ..........................................................................

Total 100.615 78.011 178.626

Redução ao valor recuperável (62) (62)

Total (57.250) (21.362) (78.612)

(62)

Custo de aquisição Saldo em 1º janeiro de 2011 ..................................... Ativo intangível desenvolvido internamente................ Constituição de ágio.................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2011..........................

Amortização e impairment Saldo em 1º janeiro de 2011 ....................................... Amortização .................................................................. Saldo em 31 de dezembro de 2011............................ Total .......................................................................... Vida útil (em anos) ........................................................

Sistema de computação 222.712 177.924 400.636

Valor de Sistema de negócios adquiridos computação (15.139) (139.073) (41.934) (15.139) (181.007) 531.689 219.629 5 anos

Redução Outros ao valor recuperável intangíveis (134) ( 762) (8.219) (134) (8.981) (134) 19.649 5 a 10 anos

Total 733.731 198.508 43.855 976.094

Total (155.108) (50.153) (205.261) 770.833

O ágio (goodwill) é representado pela diferença positiva entre o valor pago pela aquisição de um negócio e o montante líquido do valor justo dos ativos e passivos da controlada adquirida. É o alocado às unidades de negócio (UN) para fins de teste de impairment, as quais se beneficiam da combinação de negócios que originou o ágio. O teste de impairment do ágio é aplicado anualmente, tendo o último sido realizado em 31 de dezembro de 2011, no encerramento do exercício. Neste teste foi empregada a abordagem de renda através da metodologia do fluxo de caixa descontado com abordagem baseada na natureza da unidade geradora de caixa avaliada, na existência de controle financeiro e operacional histórico da UM, na disponibilidade de projeções financeiras e em discussões com a Administração. Após aplicação do teste de impairment, concluímos não ser necessária constituição de provisão de perda. 16. Obrigações a pagar

Dividendos a pagar ..................................................................... Participação nos lucros a pagar.................................................. Honorários, remunerações e gratificações a pagar .................... Fornecedores .............................................................................. Arrendamento mercantil (Nota 8)................................................ Outras obrigações....................................................................... Total ........................................................................................

2011 739.036 11.511 3.723 335 7.892 34.396 796.893

Controladora 2010 8.037 11.068 811 177 8.934 29.873 58.900

2011 967.147 40.735 15.812 1.824 7.892 177.354 1.210.764

Até 2005 Montante estimado para os sinistros.............................................................. No ano do aviso Um ano após o aviso ...................................................................................... Dois anos após o aviso................................................................................... Três anos após o aviso................................................................................... Quatro anos após o aviso............................................................................... Cinco anos após o aviso................................................................................. Seis anos após o aviso................................................................................... Estimativa dos sinistros na data base ........................................................... Pagamentos de sinistros efetuados Provisão de sinistros a liquidar.......................................................................

2.839.803 2.733.490 2.676.594 2.659.617 2.656.479 2.663.882 2.661.169 2.661.169 (2.506.388) 154.781

Consolidado 2010 101.203 36.828 2.131 1.776 8.934 512.311 663.183

2006 2.322.027 2.234.546 2.190.605 2.190.000 2.188.530 2.183.865 2.183.865 (2.072.313) 111.552

2011 632 1.654 51 6 2.343

Controladora 2010 2.337 342 1 252 2.932

2011 109.124 24.245 8.130 7.602 149.101

Consolidado 2010 202.920 15.036 4.009 4.553 226.518

Controladora 2010 2011 - 78.201.790 - 5.535.681 478.431 5.655 1.848.775 318.921 - 2.125.672 - 3.636.981 68.952 2.139.134 17.140 1.370.415 635.843 473.682 379.694 14.940 98.797 161.868 13.146 - 1.647.928 91.747 99.081.698

Consolidado 2010 64.538.836 5.120.520 346.557 2.153.472 268.443 1.865.003 3.332.695 1.009.110 1.267.236 650.397 590.545 357.833 13.328 111.400 147.879 18.550 1.661.591 83.453.395

2011 8.242 96.635 15.155 120.032

2011 4.321.150 3.838.024 142.089 341.037 76.051 53.259 22.792 174.093 9.299 164.794 4.571.294

Consolidado 14.296.713 (294.453) 14.002.260 12.621.069 (553.904) (10.463.886) (32.716) 539.416 16.112.239 397.032 16.509.271

Saldo em 1º janeiro de 2011 ....................................................................................................................... Recebimento de prêmios líquidos de carregamento...................................................................................... Pagamento de benefícios .............................................................................................................................. Pagamento de resgates ................................................................................................................................. Atualização monetária e juros........................................................................................................................ Outras movimentações .................................................................................................................................. Saldo em 31 de dezembro de 2011.............................................................................................................

Consolidado 42.729.705 14.599.241 (8.313) (7.764.952) 3.652.071 (32.040) 53.175.712

iv.

Seguros - Vida com Cobertura de Sobrevivência (VGBL)

Previdência - PGBL e Planos Tradicionais de Renda

Consolidado 3.723.674 2.700.911 (2.098.097) 244.806 4.571.294

Movimentação dos custos de aquisição diferidos Saldo em 1º janeiro de 2011 ........................................................................................................................ Constituição ................................................................................................................................................... Reversões ...................................................................................................................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2011.............................................................................................................

e.

Consolidado 26.426.977 1.954.865 (398.565) (1.164.597) 2.276.707 301.328 29.396.715

Capitalização

Saldo em 1º janeiro de 2011 ....................................................................................................................... (+) Constituições de resgates e sorteios....................................................................................................... (-) Resgates/Sorteios ................................................................................................................................... (+) Atualização monetária e juros ................................................................................................................. Saldo em 31 de dezembro de 2011............................................................................................................ d.

Consolidado 2010 3.532.802 3.091.769 129.259 311.774 47.461 34.097 13.364 143.391 6.523 136.868 3.723.674

Controladora 91.747 (7.653) 84.094 20.238 (477) (9.165) (2.250) 21.535 113.975 6.057 120.032

Saldo em 1º janeiro de 2011 Recebimento de prêmios líquidos de carregamento...................................................................................... Pagamento de benefícios .............................................................................................................................. Pagamento de resgates ................................................................................................................................. Atualização monetária e juros........................................................................................................................ Outras movimentações .................................................................................................................................. Saldo em 31 de dezembro de 2011.............................................................................................................

100.014

Outros intangíveis 8.046 20.584 28.630

Consolidado 2010 302.959 300.515 35.350 5.777 644.601

Movimentação das provisões técnicas de seguros e previdência i. Seguros - Auto, RE, Vida, Saúde e Previdência - Planos Tradicionais de Risco

iii.

Consolidado Valor de negócios adquiridos 502.973 43.855 546.828

2011 409.823 311.668 70.320 24.016 153 815.980

Composição - Capitalização

ii.

15. Intangível

Custo de aquisição Saldo em 1º janeiro de 2011 .................................................................................... Ativo intangível desenvolvido internamente............................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2011.........................................................................

Controladora 2010 2.923 35.460 13.399 2.177 53.959

Saldo em 1º janeiro de 2011 ......................................................................................... (-) Seguros DPVAT e retrocessões................................................................................. Subtotal em 1º janeiro de 2011 .................................................................................... Constituição .................................................................................................................... Reversão......................................................................................................................... Pagamento de sinistros, benefícios e resgates ............................................................. Ajuste de estimativa de sinistros..................................................................................... Atualização monetária e juros de sinistros...................................................................... Subtotal em 31 de dezembro de 2011 ......................................................................... (+) Seguros DPVAT e retrocessões................................................................................ Saldo em 31 de dezembro de 2011..............................................................................

(263.818) (25.843) (289.661) 152.435

Sistema de computação 100.615 78.011 178.626

2011 288 17.050 45.332 15.116 77.786

Provisão para resgates.................................................................................................. Provisão matemática para resgates................................................................................. Provisão para resgates de títulos vencidos ..................................................................... Provisão para resgates antecipados de títulos ................................................................ Provisão para sorteios .................................................................................................. Provisão para sorteios a realizar...................................................................................... Provisão para sorteios a pagar Outras provisões............................................................................................................ Provisão para contingências ............................................................................................ Provisão administrativa .................................................................................................... Total .............................................................................................................................

Consolidado Bens Outras Total móveis imobilizações 275.597 45.470 403.004 10.162 27.289 39.092 285.759 72.759 442.096

Terrenos e imóveis 81.937 1.641 83.578

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Consolidado 417.429 4.504.935 (4.364.656) 557.708

Desenvolvimento de sinistros O quadro de desenvolvimento de sinistros tem como objetivo ilustrar o risco de seguro inerente, comparando os sinistros pagos com as suas respectivas provisões, partindo do ano em que o sinistro foi avisado. A parte superior do quadro demonstra a variação da provisão no decorrer dos anos. A provisão varia à medida que as informações mais precisas a respeito da frequência e severidade dos sinistros são obtidas. A parte inferior do quadro demonstra a reconciliação dos montantes com os saldos contábeis. Vida, Automóvel/RCF e Ramos Elementares - Sinistros brutos de resseguro

Até 2005 Montante estimado para os sinistros No ano do aviso .................................... Um ano após o aviso ............................ Dois anos após o aviso ......................... Três anos após o aviso ......................... Quatro anos após o aviso ..................... Cinco anos após o aviso ....................... Seis anos após o aviso ......................... Estimativa dos sinistros na data base .. Pagamentos de sinistros efetuados .......... Provisão de sinistros a liquidar .............

2007 2.294.195 2.230.097 2.191.447 2.186.241 2.189.363 2.189.363 (2.048.607) 140.756

50.215 44.877 46.685 45.327 45.614 46.630 52.000 52.000 (45.169) 6.831

2006 31.358 29.705 30.355 28.967 28.996 29.383 29.383 (27.960) 1.423

Consolidado Ano de aviso do sinistro 2008 2009 1.839.834 1.805.083 1.795.413 1.795.886 1.795.886 (1.535.695) 260.191

2.820.306 2.817.373 2.809.578 2.809.578 (2.554.373) 255.205

Controladora Ano de aviso do sinistro 2007 2008 2009 2010 15.162 12.470 12.054 12.122 12.215 12.215 (11.629) 586

76.713 76.541 76.814 94.040 94.040 (9.290) 84.750

2010 3.271.232 3.268.391 3.268.391 (2.919.506) 348.885

7.488 7.830 8.226 8.226 (5.768) 2.458

2011

Total

8.020 17.003 9.103 9.103 17.003 221.970 (5.939) (4.425) (110.180) 3.164 12.578 111.790

2011 3.642.541 3.642.541 (2.813.044) 829.497

Total 18.550.793 (16.449.926) 2.100.867

Não foram considerados no desenvolvimento de sinistros os seguros DPVAT no montante de R$ 259.658, Retrocessão - R$ 25.745, Seguro Saúde e Dental R$ 1.123.279. Vida, Automóvel/RCF e Ramos Elementares - Sinistros líquidos de resseguro Até 2005 Montante estimado para os sinistros No ano do aviso............................................................................................. Um ano após o aviso ..................................................................................... Dois anos após o aviso.................................................................................. Três anos após o aviso.................................................................................. Quatro anos após o aviso.............................................................................. Cinco anos após o aviso................................................................................ Seis anos após o aviso.................................................................................. Estimativa dos sinistros na data base ........................................................... Pagamentos de sinistros efetuados ................................................................... Provisão de sinistros a liquidar......................................................................

2006

2007

49.046 42.592 40.963 42.562 42.834 43.839 48.217 48.217 (42.365) 5.852

30.128 26.901 27.479 27.452 27.389 27.785 27.785 (26.364) 1.421

10.750 10.889 10.447 10.490 10.577 10.577 (10.005) 572

Até 2005

2006

2007

Controladora Ano de aviso do sinistro 2008 2009 8.343 8.008 8.226 8.400 8.400 (7.437) 963

5.270 5.521 5.751 5.751 (5.304) 447

2010

2011

7.769 8.857 8.857 (5.707) 3.150

6.060 6.060 (4.239) 1.821

2010

2011

Total 115.647 (101.421) 14.226

Consolidado Ano de aviso do sinistro Montante estimado para os sinistros.............................................................. No ano do aviso.............................................................................................. Um ano após o aviso ...................................................................................... Dois anos após o aviso................................................................................... Três anos após o aviso................................................................................... Quatro anos após o aviso............................................................................... Cinco anos após o aviso................................................................................. Seis anos após o aviso................................................................................... Estimativa dos sinistros na data base ............................................................ Pagamentos de sinistros efetuados .................................................................... Provisão de sinistros a liquidar.......................................................................

2.541.431 2.454.081 2.390.523 2.386.641 2.391.276 2.408.914 2.421.266 2.421.266 (2.311.065) 110.201

2.087.761 2.022.479 2.002.413 2.002.887 2.007.599 2.005.927 2.005.927 (1.906.764) 99.163

1.991.469 1.955.592 1.954.623 1.950.255 1.956.007 1.956.007 (1.842.886) 113.121

2008 1.544.421 1.540.101 1.540.732 1.542.891 1.542.891 (1.395.150) 147.741

2009 2.543.113 2.543.085 2.546.913 2.546.913 (2.346.656) 200.257

3.115.739 3.108.358 3.108.358 (2.823.722) 284.636

3.434.276 3.434.276 (2.724.943) 709.333

Total 17.015.638 (15.351.187) 1.664.451 continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

f.

Aging de sinistros judiciais Sinistro bruto de resseguro ............................................. Sinistro líquido de resseguro...........................................

Até 1 ano 2.973 2.773

De 2 a 3 anos 5.431 4.967

Sinistro bruto de resseguro (*) ........................................ Sinistro líquido de resseguro...........................................

Até 1 ano 285.910 147.360

De 2 a 3 anos 475.908 199.967

Controladora Total 15.155 13.882 Consolidado Acima de 3 anos Total 561.913 1.323.731 199.051 546.378

(*) Não foram considerados no aging de sinistros os seguros DPVAT no montante de R$ 46.684 mil. g.

Desenvolvimento da provisão sinistro judicial

Controladora Provisão Sinistro Bruta Resseguro Valor do Resseguro Saldo do início do exercício..................................................... 17.140 1.554 Total pago no exercício............................................................... (7.146) (638) Total provisionado até o fechamento do exercício anterior ........ (2.404) (315) Quantidade de ações pagas no exercício................................... 314 162 Novas constituições efetuadas no exercício ............................... 8.066 364 Quantidade de ações referente a novas constituições no exercício 1.297 82 Novas constituições referentes a citação do exercício .............. 2.562 271 Novas constituições referentes a citação de exercícios anteriores . 5.504 93 Baixa da provisão por êxito......................................................... (4.835) (46) Baixa da provisão alteração de estimativas e probabilidades .... (164) 2.094 41 Alteração da provisão por atualização monetária e juros ........... 15.155 1.275 Saldo final do exercício ........................................................... Consolidado Desenvolvimento da provisão sinistro judicial Provisão Sinistro Bruta Resseguro Valor do Resseguro Saldo do início do exercício..................................................... 1.074.733 79.577 Total pago no exercício............................................................... (376.854) (8.559) Total provisionado até o fechamento do exercício anterior ........ (97.737) 1.816 Quantidade de ações pagas no exercício................................... 10.507 275 Novas constituições efetuadas no exercício ............................... 664.619 11.335 Quantidade de ações referente a novas constituições no exercício 20.966 1.392 Novas constituições referente a citação do exercício ................ 388.007 6.308 Novas constituições referente a citação de exercícios anteriores... 276.612 5.027 Baixa da provisão por êxito......................................................... (77.083) (1.617) Baixa da provisão alteração de estimativas e probabilidades .... (94.739) (14.256) 133.055 889 Alteração da provisão por atualização monetária e juros ........... 1.323.731 67.369 Saldo final do exercício (*) ....................................................... (*) Valores líquidos das operações do convênio DPVAT que corresponde a R$ 46.683.

20. Tributos diferidos Ajuste a valor justo de títulos disponíveis para venda ............... Atualização monetária de depósitos judiciais ............................ Reserva de reavaliação ............................................................. Total...........................................................................................

2011 71.075 98 71.173

Controladora 2010 66.438 99 66.537

2011 1.270.429 286.182 1.036 1.557.647

Consolidado 2010 1.351.482 248.200 1.064 1.600.746

21. Provisões judiciais A Administração do Grupo entende que as provisões constituídas são suficientes para fazer face a eventuais perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até a definição da ação. i. Obrigações legais - Fiscais e previdenciárias O Grupo Bradesco Seguros vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, em especial os abaixo descritos, os quais estão provisionados. • CSLL - alíquota diferenciada - ECR nº 01/1994 e EC nºs 10/1996 e 17/1997 - R$ 1.535 (R$ 1.485 em 2010), na controladora, e R$ 3.886 (R$ 3.748 em 31/12/2010), no consolidado. Questionamento da CSLL exigida das companhias seguradoras, nos anos-base de 1995 a 1998 por alíquotas superiores às aplicadas às pessoas jurídicas em geral, em desrespeito ao princípio constitucional da isonomia; • IRPJ - dedutibilidade da CSLL na base de cálculo do IR – com valor de depósito judicial de R$ 7.852 (R$ 7.465 em 31/12/2010) e valor provisionado de R$ 7.877 (R$ 7.489 em 31/12/2010), na controladora, e R$ 273.736 (R$ 241.886 em 31/12/2010), no consolidado. Pleiteia calcular e recolher o imposto de renda devido, relativo ao ano-base de 1997 e subsequentes, sem efetuar a adição da CSLL na base de cálculo do IR, determinada pelo artigo 1º da Lei nº 9.316/1996, uma vez que essa contribuição representa uma despesa efetiva, necessária e obrigatória da Companhia; • CSLL - empresas sem empregados - R$ 14.691 (R$ 14.156 em 31/12/2010), na controladora, e R$ 14.987 (R$ 15.056 em 31/12/2010), no consolidado. Pleiteia o não recolhimento da CSLL dos anos - base de 1997 e 1998, anos nos quais a empresa não possuía empregados, uma vez que o artigo nº 195 I da Constituição prevê que essa contribuição somente é devida pelos empregadores; • INSS - contribuição previdenciária - corretores de seguro e médicos referenciados (LC nº 84/1996 e artigo 22, inciso I da Lei nº 8.212/1991) - R$ 142.218 (R$ 133.549 em 31/12/2010), na controladora, e R$ 1.004.092 (R$ 848.338 em 31/12/2010), no consolidado. Discute a incidência da contribuição previdenciária sobre as remunerações pagas a corretores de seguro e médicos referenciados, instituída, inicialmente, pela LC nº 84/1996, após, pela Lei nº 9.876/1999 (nova redação dada ao artigo 22, inciso I da Lei nº 8.212/1991), à alíquota de 20% e adicional de 2,5%, sob o argumento de que os serviços não são prestados às seguradoras, mas aos segurados, estando desta forma fora do campo de incidência da referida contribuição. ii. Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses, considerando o ano de ajuizamento. iii. Processos cíveis Referem-se à estimativa global de perdas com ações decorrentes do curso normal das operações, cujos valores estão sendo discutidos judicialmente pela Companhia e suas controladas. Não existem em curso passivos contingentes relevantes para os quais as chances de perdas sejam prováveis que não tenham sido razoavelmente estimados. Processos judiciais movidos por terceiros visando obter vínculo empregatício são provisionados com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. iv. Movimentação das provisões judiciais constituídas Controladora Fiscais Trabalhistas Cíveis Total 266.094 12.611 20.356 299.061 Saldo em 1º janeiro de 2011 ........................................... Constituições..................................................................... 3.748 8.519 34.643 46.910 Reversões ......................................................................... (6.154) (9.782) (15.936) 9.067 9.067 Atualização monetária....................................................... 278.909 14.976 45.217 339.102 Saldo em 31 de dezembro de 2011................................

Saldo em 1º janeiro de 2011 .......................................... Constituições.................................................................... Reversões ........................................................................ Atualização monetária...................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2011............................... v.

Fiscais 1.286.460 117.135 (1.507) 79.256 1.481.344

Trabalhistas 25.335 20.700 (12.198) 7 33.844

f.

Acima de 3 anos 6.751 6.142

Cíveis 421.966 296.162 (198.705) 15 519.438

Consolidado Total 1.733.761 433.997 (212.410) 79.278 2.034.626

Cíveis 20.356 (1.663) 1.643 129 34.643 403 9.831 24.812 (812) (7.307) 45.217

Trabalhistas 12.611 (1.195) 1.417 41 8.519 27 7.767 752 (236) (4.723) 14.976

Cíveis 421.966 (77.712) (10.874) 2.089 124.024 2.000 171.968 45.279 (94.544) (24.272) (1.992) 519.438

Trabalhistas 25.335 (3.735) 2.253 103 20.349 125 12.650 2.538 (978) (7.009) (118) 33.844

Desenvolvimento de provisões trabalhistas e cíveis - Consolidado Saldo em 1º de janeiro de 2011...................................................................................... Total pago no exercício..................................................................................................... Total provisionado até 31/12/2010 para ações pagas no exercício.................................. Quantidade de ações pagas no exercício......................................................................... Constituições efetuadas no exercício de 2011 ................................................................. Quantidade de ações referente a novas constituições no exercício................................ Novas constituições referentes a citações do exercício .................................................. Novas constituições referentes a citações de períodos anteriores.................................. (-) Baixa por êxito.............................................................................................................. Alteração de estimativas ou probabilidades...................................................................... +/(-) Alteração da provisão por atualização monetária e juros.......................................... Saldo em 31 de dezembro de 2011................................................................................

b.

c. d. e.

2011 3.046.074 31.823 (153.892) 2 2.924.007 731.001 25,00%

24. Benefícios a empregados Planos de previdência complementar A contribuição para os planos durante o exercício de 2011 montou a R$ 19.801 (R$ 12.687 em 31/12/2010) na controladora e R$ 70.985 (R$ 50.629 em 31/12/2010) no consolidado, que estão integralmente cobertos por provisões técnicas, que totalizam R$ 221.919 (R$ 206.686 em 31/12/2010) na controladora e R$ 634.787 (R$ 540.301 em 31/12/2010) no consolidado, sendo: benefícios concedidos R$ 130.422 (R$ 128.688 em 31/12/2010) na controladora e R$ 294.444 (R$ 272.851 em 31/12/2010) no consolidado, benefícios a conceder R$ 91.497 (R$ 77.731 em 31/12/2010) na controladora e R$ 340.343 (R$ 267.450 em 31/12/2010) no consolidado. Além desse benefício, o Grupo oferece aos seus funcionários e administradores seguro-saúde, assistência odontológica, seguro de vida e de acidentes pessoais e treinamento profissional. 25. Transações e saldos com partes relacionadas Ativo/(passivo) Receita/(despesa) 2011 2010 2011 2010 Disponibilidades Banco Bradesco S.A. .......................................... 19 30 Valores a receber Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros ........ 6.589 8.811 Bradesco Saúde S.A. ........................................... 2.935 9.656 Bradesco Vida e Previdência S.A. ....................... 7.171 2.652 Bradesco Capitalização S.A................................. 2.958 Atlântica Capitalização S.A. ................................. 2 Valores a pagar Atlântica Companhia de Seguros......................... (12.557) (7) Dividendos a receber Bradesco Capitalização S.A................................. 55.814 Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros ......... 23.594 17.553 Tamisa Empreendimentos e Participações Ltda.. 5.810 BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. ............. 273 Bradesco Segprev Investimentos Ltda................. 211.631 Cosseguro aceito Bradesco Vida e Previdência S.A. ....................... 25 144 165 Cosseguro cedido Bradesco Vida e Previdência S.A. ....................... (931) (2.155) (15.048) (14.748) Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros ......... ( 900) (833) Comissão de cosseguro cedido Bradesco Vida e Previdência S.A. ....................... 2 4.482 4.601 Receitas com aluguéis Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros ........ 94 84 Bradesco Saúde S.A. ........................................... 85 79 Odontoprev S.A.................................................... 8 5 Despesas com aluguéis Bréscia Empreendimentos e Participações Ltda. (2.890) (2.686) Reno Holdings Ltda.............................................. (2.453) (2.379) Tamisa Empreendimentos e Participações Ltda.. (40) (37) Danúbio Holdings Ltda. ........................................ (739) (653) Recuperação das despesas administrativas (i) Bradesco Capitalização S.A................................. 23.401 21.502 Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros ........ 71.069 68.917 Bradesco Saúde S.A. .......................................... 97.916 91.545 Bradesco Vida e Previdência S.A. ....................... 52.055 34.513 Receitas com serviços prestados Odontoprev S.A. .................................................. 606 4.089 Outras despesas (ii) Banco Bradesco S.A. .......................................... (14) (13) Total ....................................................................... 240.782 97.360 228.676 204.984 (i)

a.

O rateio de despesas administrativas compartilhadas é efetuado a partir aplicações de percentuais de alocação para cada empresa do Grupo definidos com base em medidores de atividades e critérios estabelecidos na Convenção do Grupo Bradesco Seguros. (ii) Despesas com taxa de custódia e serviços de ações escriturais. Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária são fixados: O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em Reunião de Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores do Grupo Bradesco Seguros. Em 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 15.000, líquido de encargos sociais, para remuneração dos Administradores e de R$ 15.000 para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. 2011 14.136 3.181 14.316 31.633

Benefícios de curto prazo a Administradores Proventos .................................................................................................................................. Encargos sociais ....................................................................................................................... Planos de previdência complementar de contribuição definida ................................................ Total .......................................................................................................................................

2010 9.297 2.092 9.989 21.378

O Grupo não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. 26. Principais ramos de atuação Controladora – 2011 Prêmios ganhos Sinistralidade % Comercialização % Ramos Seguros de pessoas ............................................... 660 2.414,74 35,95 660 Total......................................................................... Controladora – 2010 Prêmios ganhos Sinistralidade % Comercialização % Ramos Seguros de pessoas ............................................... 241 1.805,81 129,46 241 Total......................................................................

2010 2.741.495 (137.075) 2 2.604.422 762.000 29,26%

Atos societários Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 28 de janeiro de 2010, o acionista deliberou sobre a redução de capital no montante de R$ 425.772, com a entrega de sua participação na empresa Átria Participações Ltda., mediante o cancelamento de 33.150 ações ordinárias nominativo - escriturais, sem valor nominal. Este ato societário foi aprovado conforme Portaria SUSEP nº 1.180, de 21 de janeiro de 2011. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 26 de março de 2010, o acionista da Empresa deliberou, entre outros assuntos, o aumento de capital no montante de R$ 1.031.716, mediante a capitalização de parte do saldo da conta Reservas de Lucros – reserva estatutária, sem emissão de ações. Este ato societário foi aprovado conforme Portaria SUSEP nº 1.180, de 21 de janeiro de 2011. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 30 de março de 2011, foi deliberado o aumento de capital no montante de R$ 1.000.000, mediante a capitalização de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros – Reserva Estatutária”. Este ato societário foi aprovado conforme Portaria SUSEP nº 1.226, de 14 de junho de 2011. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 18 de agosto de 2011, foi deliberado o aumento de capital no montante de R$ 180.000, em espécie, com a emissão de 10.827 novas ações ordinárias nominativas escriturais sem valor nominal. Este ato societário foi aprovado conforme Portaria SUSEP nº 4.324, de 14 de dezembro de 2011. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 21 de novembro de 2011, foi deliberado aumento de capital no montante de R$ 10.000, com a emissão de 571 novas ações ordinárias nominativas escriturais sem valor nominal, mediante a entrega de sua participação na empresa BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 27 de dezembro de 2011, foi deliberado aumento de capital no montante de R$ 413.332, com a emissão de 23.288 novas ações ordinárias nominativas escriturais sem valor nominal, mediante a entrega de suas participações nas empresas Niágara Participações e Empreendimentos Ltda., Caboquenas Empreendimentos e Participações Ltda., Paineira Empreendimentos e Participações Ltda., Mississipi Empreendimentos e Participações Ltda. e Everest Holding Ltda. Reservas de reavaliação Nos termos do artigo 6º, capítulo 22 da Lei nº 11.638/2007, o Grupo optou por manter os saldos existentes nas reservas de reavaliação até sua efetiva realização. Reserva legal Constituída, ao final do exercício, na forma prevista na legislação societária brasileira, podendo ser utilizada para a compensação de prejuízos ou para aumento do capital social. Reserva estatutária Constituída por até 100% do lucro líquido remanescente após as deduções legais e a constituição de reserva legal, é efetuada ao final de cada exercício social, até atingir o limite de 95% do capital social, estando sujeita à deliberação em Assembleia Geral.

750.693 10.827 571 23.288 785.379

23. Demonstração do cálculo do patrimônio líquido ajustado e capital mínimo requerido Nos termos das Resoluções CNSP nº 222/10, 227/10 e 228/10, o Capital Mínimo Requerido (CMR) para funcionamento das sociedades seguradoras é composto por um capital base e um capital adicional baseado nos riscos de créditos e subscrição. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente aos demais riscos identificados na regulamentação, a eventual insuficiência de patrimônio líquido ajustado deverá ser aferida em relação ao maior dos valores entre a soma dos capitais base e adicional e a margem de solvência calculada na forma estabelecida pela Resolução CNSP nº 55/01 como demonstrado abaixo para a data-base de 31 de dezembro 2011: 2011 Patrimônio líquido contábil................................................................................................................................... 12.152.436 Participações societárias ......................................................................................................................................... 11.085.200 Despesas antecipadas............................................................................................................................................. 130 Créditos tributários (Prejuízo fiscal e base negativa)............................................................................................... 11.318 Intangível.................................................................................................................................................................. 100.014 Obras de arte ........................................................................................................................................................... 2.599 953.175 Patrimônio líquido ajustado (a) ............................................................................................................................ 149.162 Capital mínimo requerido (b) ................................................................................................................................ Capital base .......................................................................................................................................................... 15.000 Capital adicional de risco de crédito ..................................................................................................................... 133.548 Capital adicional de risco de subscrição ............................................................................................................... 1.220 Deflator em função da correlação entre os riscos................................................................................................. (606) 2.314 Margem de solvência............................................................................................................................................. 804.013 Suficiência (a) - (b) .................................................................................................................................................

22. Patrimônio líquido a. Capital social e dividendos O capital social, totalmente subscrito e integralizado, já considerados os atos societários abaixo, é representado por 785.379 (750.693 em 31/12/2010) ações escriturais, ordinárias e nominativas, sem valor nominal. De acordo com as disposições estatutárias, a cada ação corresponde um voto nas Assembleias Gerais, sendo garantido aos acionistas um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido de cada exercício, ajustado nos termos da legislação societária brasileira. Os dividendos foram calculados conforme se segue: Lucro líquido do exercício ............................................................................................. Combinação de negócios em controlada.......................................................................... Constituição da reserva legal............................................................................................ Realização de reavaliação ................................................................................................ Base de cálculo dos dividendos.................................................................................... Dividendos antecipados .................................................................................................... Dividendos propostos no exercício ................................................................................... Percentagem sobre o lucro líquido ajustado de exercício .........................................

Movimentação de ações Quantidade de ações em 31 de dezembro de 2010 .............................................................................. Aumento de capital com emissão 10.827 de ações em AGE de 18/08/2011 ............................................. Aumento de capital com emissão 571 de ações em AGE de 21/11/2011 .................................................. Aumento de capital com emissão 23.288 de ações em AGE de 27/12/2011 ............................................. Quantidade de ações em 31 de dezembro de 2011 ...............................................................................

Desenvolvimento de provisões trabalhistas e cíveis - Controladora Saldo em 1º de janeiro de 2011...................................................................................... Total pago no exercício..................................................................................................... Total provisionado até o fechamento do exercício anterior .............................................. Quantidade de ações pagas no exercício......................................................................... Novas constituições efetuadas no exercício ..................................................................... Quantidade de ações referentes a novas constituições no exercício .............................. Novas constituições referentes a citações do exercício .................................................. Novas constituições referentes a citações de exercícios anteriores................................ (-) Baixa por êxito.............................................................................................................. Alteração de estimativas ou probabilidades...................................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2011................................................................................

27

Ramos Automóvel/RCF ....................................................... Riscos diversos ....................................................... Compreensivo residencial ....................................... Compreensivo empresarial ..................................... Riscos nomeados e operacionais ........................... Crédito doméstico ................................................... DPVAT .................................................................... Transporte nacional/internacional/RC cargas ......... Marítimo/Aeronáutico .............................................. Responsabilidade civil geral .................................... Seguros de pessoas ............................................... Saúde individual ...................................................... Saúde coletivo ......................................................... Demais .................................................................... Total......................................................................

Prêmios ganhos 2.814.455 72.067 248.302 81.597 95.799 65.954 423.915 144.887 62.389 16.188 3.118.856 1.112.405 7.891.606 165.009 16.313.429

Ramos Automóvel/RCF ........................................................ Riscos diversos ........................................................ Compreensivo residencial ........................................ Compreensivo empresarial ...................................... Riscos nomeados e operacionais ............................ Crédito doméstico .................................................... DPVAT ..................................................................... Transporte nacional/internacional/RC cargas .......... Marítimo/Aeronáutico ............................................... Responsabilidade civil geral ..................................... Seguros de pessoas ................................................ Previdência - riscos .................................................. Saúde individual ....................................................... Saúde coletivo .......................................................... Demais ..................................................................... Total.......................................................................

Prêmios ganhos 2.658.656 62.457 165.111 82.143 20.143 56.971 344.626 132.773 37.337 7.395 1.883.942 1.029.329 919.649 6.320.464 70.958 13.791.954

27. Detalhamento das contas de resultado a. Prêmios emitidos líquidos Prêmios diretos ............................................................................. Prêmios de cosseguros aceitos .................................................... Prêmios convênio DPVAT............................................................. Prêmios cedidos cosseguros ........................................................ Prêmios de retrocessões .............................................................. b.

Sinistros ocorridos Sinistros diretos............................................................................. Sinistros de cosseguros aceitos e retrocessões ........................... Sinistros de consórcios e fundos .................................................. Serviço de assistência .................................................................. Recuperação de sinistros.............................................................. Salvados e ressarcimentos ........................................................... Variação da provisão de sinistros ocorridos mas não avisados ...

Consolidado – 2011 Sinistralidade % 71,58 24,90 13,71 34,65 134,01 48,95 87,17 57,86 10,81 16,12 37,89 93,41 80,59 31,88

Comercialização % 18,31 15,47 25,85 34,76 5,44 0,23 1,46 17,48 13,41 22,42 18,91 0,30 5,48 16,19

Consolidado – 2010 Sinistralidade % 75,34 41,98 18,31 72,45 32,53 48,79 88,21 71,70 30,36 93,90 47,66 24,61 101,33 80,08 50,26

Comercialização % 17,48 13,00 24,28 29,66 6,50 (5,48) 1,43 17,91 19,70 18,99 21,63 13,97 0,43 5,37 14,54

Controladora 2011 2010 32.748 31.408 143 165 (32.231) (31.332) 660 241

Consolidado 2011 2010 16.502.014 13.576.863 68.945 32.594 424.027 342.748 (191.834) (127.307) 91 11 16.803.243 13.824.909

Controladora 2011 2010 29.569 26.968 (16.224) (17.589) 2.586 (5.027) 15.931 4.352

Consolidado 2011 2010 11.699.481 9.583.609 95.175 31.596 345.797 271.813 40.433 31.227 (212.632) (215.439) (209.340) (175.992) (407.445) 222.526 11.351.469 9.749.340 continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28

c.

Custo de aquisição - Seguros

Comissões sobre prêmios emitidos ....................................... Comissões sobre prêmios cancelados .................................. Comissões sobre prêmios restituídos .................................... Comissões sobre prêmios de cosseguros cedidos................ Despesa com inspeção de riscos .......................................... Comissões de riscos .............................................................. Variação dos custos de aquisição diferidos ........................... Outros custos de aquisição.................................................... d.

Controladora 2011 2010 4.720 4.821 (4.483) (4.601) -

-

237

92 312

2011 (653) (381) (24.861)

Controladora 2010 28.552 (432) (15.451)

2011 (74.914) 2.689 (342.987) (5.200) (20.817)

Consolidado 2010 (91.784) 1.550 (235.133) (4.830) (8.938)

5.069 (20.826)

67.067 (1.499) 78.237

(32.421) (162.623) (636.273)

108.267 (106.937) (337.805)

2011 158.099

Consolidado 2010 133.969

2011 (16.207) (79.679) (14.156) (110.042)

Consolidado 2010 (3.478) (1.314) (3.538) (8.330)

2011 7.705 (50) 7.655

Controladora 2010 (1.350) (192) (1.542)

2011 (254.588) 54.834 138.154 (15.836) 1.799 838 (74.799)

Consolidado 2010 (180.439) (19.476) 113.446 16.121 1.169 (69.179)

2011 100.407 15.156 25.822 10.446 19.801 29.182 33.316 22.228 47.044 79 1.422 8.064 212.560

Controladora 2010 76.804 10.236 19.073 8.242 12.867 26.386 37.489 3.624 59.109 2.266 2.072 3.125 184.489

2011 775.346 54.695 311.045 113.137 81.598 214.871 462.135 410.243 151.678 2.567 46.844 28.586 173.002 2.050.401

Consolidado 2010 725.819 39.209 292.354 112.061 51.381 230.814 537.860 315.261 131.385 7.192 50.776 22.534 39.103 1.829.930

2011 4.700 10.114 598 5.906 13 21.331

Controladora 2010 730 4.489 502 1.806 7.527

2011 59.429 341.412 21.704 45.586 4.819 472.950

Consolidado 2010 43.728 273.654 11.891 29.404 7.185 365.862

2011 14.074 213.917 4.885

Controladora 2010 27.204 215.326 (421)

2011 5.128.083 547.738 105.868

Consolidado 2010 5.183.086 305.847 128.745

9.067 11.840 3.661 257.444

8.954 10.909 2.449 264.421

4.825.848 79.278 17.292 122.375 10.826.482

3.626.940 85.987 13.453 72.375 9.416.433

2011 (7.261) (11.047) (4.081)

Controladora 2010 (7.220) (9.979)

2011 (374.129) (190.824) (3.652.071) (84.929) (4.137)

Consolidado 2010 (18.708) (932) (38.175) (2.691.122) (108.962) (3.115.019)

2011

Controladora 2010

2011

Consolidado 2010

44.002 14.074 58.076

56.239 27.200 83.439

3.452.052 6.501.879 165.609 10.119.540

2.130.224 6.679.802 1.664.935 10.474.961

2011

Controladora 2010

2011

Consolidado 2010

19.430 19.430

(25.775) (25.775)

19.430

(8.862) (34.637)

243.913 243.913

(558) (558)

(2.042.587) (1.798.674)

Resultado antes de impostos e participações .............................................................................. Imposto de renda e contribuição social às alíquotas básicas de 25% e 15%, respectivamente ....... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Equivalência patrimonial tributada nas controladas e coligadas...................................................... Participações no resultado............................................................................................................... Ganho/perda com variação cambial ................................................................................................ Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social (1).............................................................. Ajustes permanentes: Doações e patrocínios .................................................................................................................... Contribuição entidade de classe ...................................................................................................... Dividendos ....................................................................................................................................... Ajustes efetuados na declaração de rendimento ............................................................................... Outros valores.................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social contabilizados no exercício ........................................ Alíquota efetiva ................................................................................................................................

(1.678.869) (1.679.427)

Controladora 2011 2010 3.039.405 2.789.927 (1.205.993) (1.115.971) 1.234.720 5.104 (2.282) (9.319) (117) 4.478 (6.024) (1.137) 19.430 0,64

1.070.554 5.518 3.746 (6.889) (510) 2.450 6.465 (34.637) 1,24

Consolidado 2011 2010 5.050.339 4.559.980 (1.951.962) (1.985.718) (6.203) 17.651 220 (18.528)

214.301 27.480 (537) 11.829

(29.587) (24.406) (2.323) (4.332) 18.940 73.058 5.846 (112) 167.272 9.010 (1.798.674) (1.679.427) 35,61 36,83

(1) Refere-se à equalização da alíquota efetiva da contribuição social em relação à alíquota (40%) demonstrada. 29. Informações complementares a. Relatório do Comitê de Auditoria Em consonância com a Resolução nº 118/2004, o resumo do relatório do Comitê de Auditoria foi divulgado junto com as demonstrações contábeis do Banco Bradesco S.A. (acionista controlador) em 31 de janeiro de 2012. b. Resultado de equivalência patrimonial O saldo da rubrica “Resultado patrimonial”, apresentado na Demonstração de Resultados, é composto por resultado de equivalência patrimonial no montante de R$ 3.110.677 (R$ 2.676.386 em 2010) e despesas patrimoniais de R$ 858 (R$ (515) em 2010), na controladora. No consolidado, o resultado de equivalência patrimonial representa R$ 120.577 (R$ 96.513 em 2010) e outras receitas monta a R$ 120.265 (R$ 96.403 em 2010). c. Conciliação do lucro líquido com as atividades operacionais

Despesas financeiras

Despesas com títulos de renda variável ............................... Despesas com títulos de renda fixa ...................................... Despesas com operações de seguros e resseguros ............ Despesas financeiras com VGBL ......................................... Tributação sobre operações financeiras ............................... Atualização monetária...........................................................

Consolidado 2010 (3.407) (59.207) (184.072) (61.934) (46.183) (6.327.721) 3.088.712

Resultado antes de impostos e participações .............................................................................. Imposto de renda e contribuição social às alíquotas básicas de 25% e 15%, respectivamente ....... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Equivalência patrimonial tributada nas controladas e coligadas...................................................... Participações no resultado............................................................................................................... Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social (1).............................................................. Ajustes permanentes: Doações e patrocínios .................................................................................................................... Contribuição entidade de classe ...................................................................................................... Dividendos ....................................................................................................................................... Outros .............................................................................................................................................. Ajustes efetuados na declaração de rendimento ............................................................................... Imposto de renda e contribuição social contabilizados no exercício ........................................ Alíquota efetiva ................................................................................................................................

Resultado financeiro Receitas financeiras

Receitas com títulos de renda fixa .......................................... Receitas com títulos de renda variável ................................... Receitas com operações de seguros e resseguros ................ Receitas financeiras com quotas de fundos especialmente constituídos garantidores de planos de previdência .......... Atualização monetária de depósitos judiciais e fiscais ........... Receitas com créditos tributários ............................................ Outras receitas financeiras ..................................................... ii.

Consolidado 2010 752.265 208.188 14.689 5.029 980.171

2011 (2.276.707) (244.806) (76.953) (496.558) (7.401.114) 3.425.368

28. Reconciliação da alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social

Despesas com tributos

Despesas com PIS................................................................. Despesas com COFINS......................................................... Despesas com taxa de fiscalização ....................................... Impostos federais/estaduais/municipais ................................ Outras despesas com tributos ............................................... l. i.

2011 829.285 235.318 14.994 6.481 1.086.078

Despesas administrativas

Despesas com pessoal próprio............................................... Honorários da Administração ............................................... Ordenados............................................................................ INSS/FGTS .......................................................................... Planos de previdência privada ............................................. Outras................................................................................... Despesas com serviços de terceiros ...................................... Despesas com localização e funcionamento .......................... Despesas com publicidade e propaganda .............................. Despesas com publicações .................................................... Despesas com donativos e contribuições............................... Despesas com Convênio DPVAT ........................................... Despesas administrativas diversas......................................... k.

Consolidado 2010 11.822.186 1.418.882 190.078 13.431.146

Controladora 2010 (11.443) (2.530) (31.172) 233.249

Despesas de imposto de renda e contribuição social

Impostos diferidos Constituição (realização) no semestre sobre adições temporárias........................................................................ Subtotal ................................................................................. Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos ................... Imposto de renda e contribuição social devidos.............

Resultado com operações de resseguro

Prêmios resseguros cedidos.................................................. Variação das provisões técnicas - Resseguro cedido ........... Recuperação de indenização de resseguro........................... Variação da provisão IBNR - Resseguro ............................... Participação nos lucros .......................................................... Comissão sobre prêmio emitido cedido resseguradora......... Total.................................................................................... j.

n.

Outras receitas e despesas operacionais - Previdência

Provisão para contingências ................................................................................... Provisão para riscos sobre outros créditos ............................................................. Outras despesas operacionais................................................................................ i.

Resultado de instrumentos financeiros Ativos disponíveis para venda ............................................... Ativos a valor justo por meio do resultado ............................. Ativos mantidos até o vencimento ......................................... Total.......................................................................................

Custo de aquisição - Previdência e VGBL

Despesas de corretagem e agenciamento ............................................................. h.

2011 14.723.542 1.805.052 168.565 16.697.159

2011 (9.114) (37.018) (68.521) 188.923

m. Resultado financeiro por categoria

Rendas com taxas de gestão

VGBL....................................................................................................................... PGBL....................................................................................................................... Previdência ............................................................................................................. Taxas de administração .......................................................................................... g.

Atualização monetária de operações de resseguros ............ Despesas financeiras com operações de previdência.......... Despesas financeiras com títulos de capitalização............... Atualização monetária de contingências passivas................ Outras despesas financeiras.................................................

Receitas de contribuições e prêmios de VGBL

VGBL...................................................................................................................... PGBL...................................................................................................................... Previdência ............................................................................................................ f.

2011 1.679.077 (62.466) (13.970) (1.265) 43.605 108.714 (84.201) 50.823 1.720.317

Consolidado 2010 1.455.231 (87.450) (12.132) (1.963) 34.103 103.944 (47.841) 33.660 1.477.552

Outras receitas e despesas operacionais - Seguros

Despesas com administração de apólice................................ Receita (despesa) com DPVAT .............................................. Receitas (despesas) de seguros............................................. Despesas com encargos sociais............................................. Constituição de provisão para contingências cíveis ............... Reversão (constituição) de provisão para riscos sobre créditos ...................................................................... Outras receitas e despesas operacionais ............................... e.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Lucro líquido do exercício ................................................................................................... (+/-) Depreciações e amortizações ......................................................................................... (+/-) Resultado equivalência patrimonial................................................................................. (+/-) Variação das aplicações.................................................................................................. (+/-) Variação dos créditos das operações com seguros e resseguros .................................. (+/-) Variação dos ativos de resseguro - provisões técnicas ................................................. (+/-) Variação de títulos e créditos a receber .......................................................................... (+/-) Variação de outros valores e bens .................................................................................. (+/-) Variação das despesas antecipadas............................................................................... (+/-) Variação de contas a pagar............................................................................................. (+/-) Variação de débitos de operações com seguros e resseguros....................................... (+/-) Variação de depósitos de terceiros ................................................................................. (+/-) Variação de provisões técnicas - seguros....................................................................... (+/-) Variação de outros diversos ............................................................................................ (+/-) Ajuste TVM .................................................................................................................... Caixa líquido gerado nas atividades operacionais............................................................

2011 3.046.074 31.525 (3.110.677) (49.729) (53.704) (27.464) 4.306.594 15 49 39.845 (949) (589) 28.285 40.041 (92.677) 4.156.639

Controladora 2010 2.741.495 21.864 (2.676.386) (61.200) (40.009) 530 1.431.409 2 16 51.208 (160) 433 (3.503) (30.773) (13.431) 1.421.495

Lucro líquido do exercício ................................................................................................. (+/-) Depreciações e amortizações ........................................................................................ (+/-) Resultado equivalência patrimonial................................................................................ (+/-) Participação nos lucros de controladas ou coligadas..................................................... (+/-) Variação das aplicações................................................................................................. (+/-) Variação dos créditos das operações com seguros e resseguros ................................. (+/-) Variação dos ativos de resseguro - provisões técnicas ................................................ (+/-) Variação de títulos e créditos a receber ......................................................................... (+/-) Variação de outros valores e bens ................................................................................. (+/-) Variação das despesas antecipadas.............................................................................. (+/-) Variação de contas a pagar............................................................................................ (+/-) Variação dos custos de aquisição diferidos ................................................................... (+/-) Variação de débitos de operações com seguros e resseguros...................................... (+/-) Variação de depósitos de terceiros ................................................................................ (+/-) Variação de provisões técnicas - seguros ..................................................................... (+/-) Variação de provisões técnicas - previdência complementar ........................................ (+/-) Variação de provisões técnicas - capitalização.............................................................. (+/-) Variação de outros débitos ............................................................................................ (+/-) Ajuste TVM ................................................................................................................... Caixa líquido gerado nas atividades operacionais...........................................................

2011 3.046.074 71.782 (120.578) 146.534 (14.420.176) (377.883) (52.604) (434.123) (7.006) (14.834) (6.999) (140.279) 188.379 (77.417) 12.218.353 3.409.950 847.620 300.865 (237.827) 4.339.831

Consolidado 2010 2.741.495 69.370 (96.513) 69.776 (15.932.286) (115.193) 1.975 (118.820) (137) (13.537) 795.607 (77.217) (25.465) 118.649 8.350.745 2.901.180 700.014 200.824 1.962.777 1.533.244

DIRETORIA Marco Antonio Rossi Aurélio Conrado Boni Marcos Suryan Neto Ivan Luiz Gontijo Júnior Ricardo Saad Affonso Marcio Serôa de Araujo Coriolano

- Diretor Presidente - Diretor Gerente - Diretor Gerente - Diretor Gerente - Diretor Gerente - Diretor Gerente

Norton Glabes Labes Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa Enrique Adan Y Coello Tarcísio José Massote de Godoy Alexandre Nogueira da Silva Mauro Silvério Figueiredo

- Diretor Gerente - Diretor - Diretor - Diretor - Diretor - Diretor

Luiz Henrique Cajado de Azeredo Coutinho Atuário - MIBA no 701

Getúlio Antônio Guidini Contador - CRC 1RS034447/O-7S-SP

PARECER ATUARIAL ANO-BASE 2011 À Diretoria e aos Acionistas da Bradesco Seguros S.A. 1. Realizamos a Avaliação Atuarial da Bradesco Seguros S.A. com base em 31 de dezembro de 2011, conforme estabelecido na Circular SUSEP n.º 272/2004. 2.

Nossa análise foi conduzida de acordo com os princípios atuariais e compreendeu, principalmente, a avaliação da capacidade da Companhia em honrar seus compromissos passados e futuros junto aos seus segurados. Deste modo, através de testes de consistência, atestamos a suficiência das Provisões Técnicas constituídas durante o período compreendido entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2011. Nossos cálculos não indicaram a necessidade de constituição da Provisão de Insuficiência de Prêmio.

3.

As provisões foram contabilizadas pelos valores calculados pelo atuário responsável, respeitando os critérios contábeis estabelecidos no plano de contas das Seguradoras. Os cálculos foram realizados de acordo com metodologias adequadas e constantes nas Notas Técnicas Atuariais encaminhadas à SUSEP - Superintendência de Seguros Privados.

4.

Deste modo, com base na Avaliação Atuarial referida no parágrafo 1, ratificamos que as Provisões Técnicas constituídas em 31 de dezembro de 2011 são suficientes para honrar os compromissos da Companhia junto aos seus segurados. São Paulo, 24 de fevereiro de 2012 Luiz Henrique Cajado de Azeredo Coutinho Atuário MIBA n.º 701

Ivan Luiz Gontijo Junior Diretor-Gerente

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Aos Administradores e Acionistas da Bradesco Seguros S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Bradesco Seguros S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, dos resultados abrangentes, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis individuais e consolidadas com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais e consolidadas acima referidas apresentam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Seguros S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. Outros assuntos a. Reclassificações Como parte de nossos exames das demonstrações contábeis individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2011, examinamos, também, as reclassificações descritas na Nota Explicativa nº 2(a), as quais foram efetuadas para alterar determinados valores nas demonstrações contábeis da Companhia relativas ao balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e ao exercício findo naquela data, anteriormente divulgadas. Em nossa opinião, tais reclassificações são apropriadas e foram corretamente efetuadas. Não fomos contratados para auditar, revisar ou aplicar quaisquer outros procedimentos sobre as referidas demonstrações contábeis da Companhia e, portanto, não expressamos opinião ou qualquer forma de asseguração sobre o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e das demonstrações de resultado, dos resultados abrangentes, da mutação do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010. b. Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração consolidada do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação está sendo efetuada de forma voluntária pela Companhia. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. c. Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, exceto pelas reclassificações descritas na Nota Explicativa nº 2(a), apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 24 de fevereiro de 2011, que não conteve qualquer modificação. São Paulo, 27 de fevereiro de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Luciene Teixeira Magalhães Contadora CRC 1RJ079849/O-3 S-SP

Érika Carvalho Ramos Contadora CRC 1SP224130/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

29

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Bradesco Vida e Previdência S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, na forma da Legislação Societária. O Mercado de Seguros A Bradesco Vida e Previdência, desde a sua fundação em 1981, vem apresentando crescimento contínuo em um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira, em virtude do compromisso de manter uma política de produtos inovadores e seguros, retribuindo a confiança de seus participantes e segurados e a sólida posição conquistada no mercado. Desempenho das Operações de Seguros e Previdência Complementar O Lucro Líquido do exercício de 2011 foi de R$ 1,933 bilhão e o Patrimônio Líquido somou R$ 4,336 bilhões. As receitas de Contribuições de Planos de Aposentadoria, Pensão e Pecúlio, somadas aos Prêmios do VGBL, apresentaram crescimento de 23,83%, totalizando no exercício R$ 17,785 bilhões (R$ 14,363 bilhões em 2010). O volume de prêmios de seguros de Pessoas atingiu R$ 3,361 bilhões, aumento de 23,66% (R$ 2,718 bilhões em 2010). As Provisões Técnicas relativas aos Planos de Previdência e VGBL cresceram 19,10%, somando R$ 86,741 bilhões (R$ 72,830 bilhões em 2010), e a Carteira de Investimentos 15,89%, atingindo R$ 89,742 bilhões (R$ 77,436 bilhões em 2010), 33,83% do total do mercado, conforme dados divulgados pela Fenaprevi - Federação Nacional de Previdência Privada e Vida, em novembro de 2011. Distribuição de Dividendos e Eventos Societários Informações sobre distribuição de dividendos e eventos societários constam nas Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis, notas 15 (a) e (b), respectivamente. Investimento Em atenção ao disposto na Circular SUSEP nº 424, de 29 de abril de 2011, a Bradesco Vida e Previdência declara possuir capacidade financeira e intenção de manter até o vencimento os títulos classificados na categoria “títulos mantidos até o vencimento”. Riscos: seguros/subscrição, crédito, mercado, operacional e legal As políticas de gestão dos riscos implementadas estão alinhadas às melhores práticas de governança, atendendo às recomendações e normas dos órgãos reguladores e de Governança Corporativa. Estão inseridas, nesse contexto, as disseminações da cultura de gestão de riscos operacionais em vários níveis, a divulgação de políticas corporativas e estabelecimento de procedimento de monitoramento contínuo dos graus de exposição. A Bradesco Vida e Previdência mantém níveis de capital acima dos requerimentos mínimos regulatórios. Nos termos da regulamentação vigente, o capital mínimo requerido para funcionamento das sociedades seguradoras é composto por um capital base e parcelas adicionais para cobertura dos riscos de subscrição, de crédito, de mercado, legal e operacional. Até que o Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP regule o capital adicional pertinente a todos os riscos previstos na regulamentação, a eventual insuficiência de patrimônio líquido ajustado deverá ser aferida em relação ao maior dos valores entre o capital mínimo requerido e a margem de solvência calculada por meio de resolução específica. Governança Corporativa Em consonância e adoção às melhores práticas de Governança Corporativa, dentre outras ações, o Grupo Bradesco Seguros possui Comitês formalmente instituídos, que suportam as operações e conferem transparência na busca constante dos mais elevados padrões de integridade e comportamento ético. Diante desse cenário, foi publicado e disponibilizado a todos os públicos de interesse da Bradesco Vida e Previdência, o Código de Conduta Ética Setorial do Grupo Bradesco Seguros, resultado do compromisso constante em promover e definir com clareza as responsabilidades e a postura que devem pautar a atuação dos profissionais que integram as empresas do Grupo. Controles Internos e Compliance Durante o exercício, com base na política corporativa definida e visando a atender as determinações legais sobre o tema, a Bradesco Vida e Previdência prosseguiu com a avaliação e aperfeiçoamento dos seus instrumentos, que integram o Sistema de Controles Internos do Grupo Bradesco Seguros. Os processos são continuamente reavaliados e os testes de aderência, para aferir a efetividade dos controles existentes, regularmente aplicados, em conformidade com os principais frameworks de controles, como o COSO - Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission e o COBIT - Control Objetives for Information and Related Technology, que abrangem, respectivamente, aspectos de negócio e tecnologia. Quanto à Lei Sarbanes-Oxley, a Bradesco Vida e Previdência, vem obtendo a Certificação anualmente, ratificando a efetividade e eficácia dos controles que suportam a emissão das Demonstrações Contábeis. Destacam-se os benefícios, em ambiente corporativo, resultantes do cumprimento da citada Lei, representados pela difusão da importância da cultura de controle. Para obtenção e manutenção de conformidade às leis e regulamentos, o Grupo Bradesco Seguros verifica, diariamente, a publicação de novos normativos pelos Órgãos Reguladores, informa as áreas afetadas e acompanha o atendimento tempestivo das ações necessárias, de forma a garantir que as práticas operacionais estejam em conformidade. Plano e Gestão de Continuidade de Negócios A Bradesco Vida e Previdência, com a finalidade de assegurar a continuidade de seus processos críticos/essenciais de negócios, principalmente aqueles voltados para relacionamento e atendimento aos clientes, possui Plano de Continuidade de Negócios PCN. O PCN é um conjunto de estratégias e planos de ação, que são ativados quando da ocorrência de um evento, independentemente de sua proporção, que interrompa a continuidade de suas operações. Segurança da Informação A informação é um dos elementos do negócio mais importante para o Grupo Bradesco Seguros. O zelo pela informação no que tange a sua disponibilidade, integridade e confidencialidade tem sido uma meta constante da governança da informação. Nesta linha, são realizados trabalhos de revisões periódicas nos Sistemas de Informação, assim como são analisadas normas e regulamentos de caráter interno e externo, que incidem em alterações nas instruções, riscos e controles de Segurança da Informação. Diante desse compromisso, o Grupo tem realizado a disseminação da cultura, por meio de divulgação da Política Corporativa de

Segurança da Informação, da administração de palestras, de cursos e dos canais internos de comunicação disponíveis, abordando os mais diversos tipos de assuntos sobre o tema, com o intuito de garantir a conformidade com as melhores práticas de Segurança da Informação disponíveis no mercado. Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento ao Terrorismo A Bradesco Vida e Previdência possui o compromisso permanente de prevenir e combater a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento ao Terrorismo, contribuindo assim com as autoridades governamentais de controle. Outrossim, atua constantemente para assegurar a conformidade às normas e regulamentações, editadas pelos órgãos competentes, relativas ao tema e no relacionamento diferenciado com os clientes enquadrados na condição de Pessoas Politicamente Expostas. Diante desse compromisso, durante o exercício, buscou o aprimoramento e a melhoria das ferramentas, dos controles e dos sistemas utilizados, que dão suporte ao processo de comunicação das operações/ocorrências (automáticas e suspeitas) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, com vistas a prevenir e detectar tais atos ilícitos. Do mesmo modo, desenvolveu, publicou e revisou normativos internos, materiais de apoio e programas de treinamento, visando à constante conscientização do quadro de colaboradores. Prevenção à Fraude A Bradesco Vida e Previdência, em consonância com a regulamentação vigente no que diz respeito à Prevenção à Fraude, mantém-se vigilante em desestimular, prevenir, combater e identificar ocorrências que possam caracterizar indícios de cometimento de fraudes, assim como minimizar riscos operacionais e legais aos quais a empresa possa estar sujeita, caso venha a ser envolvida em tentativas para negócios ou práticas de fraudes/crimes de qualquer natureza. Dentro desse contexto, adota um efetivo sistema e procedimentos de controles internos, tais como: a disponibilização de canais de denúncia aos colaboradores e à sociedade, incentivando aqueles que tenham informações sobre operações ou ocorrências com indícios de cometimento desse ato ilícito a fornecê-las à Companhia, garantido que a denúncia seja mantida sob sigilo; e o acompanhamento e apuração, quando cabível, das operações que possam apresentar irregularidades. Do mesmo modo, desenvolveu, publicou e revisou os materiais atinentes ao assunto, estimulando o constante e tempestivo treinamento dos colaboradores da Companhia sobre a matéria. Recursos Humanos Durante o exercício de 2011, a Companhia manteve também o foco na ampliação dos canais de distribuição, na qualidade das vendas realizadas e na especialização das pessoas. O investimento em treinamento possibilitou 82.617 participações de funcionários e de Corretores de Seguros. Responsabilidade Socioambiental Desde 2006, a Bradesco Vida e Previdência vem desenvolvendo ações que visam a promover o debate e a reflexão sobre práticas saudáveis para se alcançar a longevidade com qualidade de vida. Dentre as iniciativas de 2011, destacam-se: a 6ª edição do Fórum da Longevidade, com participação de especialistas do Brasil e Exterior; as 15 etapas do Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade para incentivar a prática de exercícios físicos, um dos pilares que levam à longevidade com qualidade de vida; o Programa Porteiro Amigo do Idoso, que visa a preparar aqueles que lidam diariamente com uma população longeva, que necessita de atenção especial. Em 2011, foi lançado o Prêmio Longevidade Bradesco Seguros – Meio Acadêmico, Jornalismo e Histórias de Vida, com o objetivo de estimular o estudo, a disseminação das informações e a contextualização da longevidade no dia a dia das pessoas, promovendo o diálogo e a troca de experiência entre gerações. Premiações A Bradesco Vida e Previdência, no exercício de 2011, recebeu vários reconhecimentos do mercado, dos quais se destacam: • O “Educational Achievement Award – Latin America and Caribbean”, promovido pela LOMA – Life Office Management Association, pelo contínuo investimento na capacitação de seus funcionários e colaboradores; • Prêmio “Excelência - Melhor Empresa em Previdência Privada”, no XI Prêmio Mercado de Seguros - Troféu Gaivota de Ouro 2011; • Prêmio “Marcas de Confiança”, pelo nono ano consecutivo, promovido pela revista Seleções Reader´s Digest, na categoria “Previdência Privada”; • Prêmio CVG como melhor Seguradora de Previdência Complementar do Ano de 2011, promovido pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro; e • Na 8ª edição do Prêmio Segurador Brasil, promovido pela Editora Brasil Notícias, foi destinguido com: “Liderança/Melhor Desempenho de Vendas Previdência Privada Aberta” e “Líder de Vendas Vida Individual”. Certificação ISO 9001 A Companhia manteve seus investimentos no controle de qualidade, com foco no atendimento e no relacionamento, resultando na manutenção do Certificado na versão ISO 9001:2008, pela Fundação Vanzolini, na área de Pagamento de Sinistros e Benefícios. Expectativas para 2012 A Bradesco Vida e Previdência continuará investindo na formação e ampliação dos canais de distribuição, objetivando atingir diferentes segmentos de mercado e proporcionar melhorias em nossos produtos e serviços oferecidos aos clientes. Continuará, ainda, com sua estratégia de pioneirismo e inovação, centrando esforços no aumento da oferta de produtos e facilitando o acesso à previdência complementar e ao seguro de pessoas no Brasil. Agradecimentos Pelos êxitos obtidos, agradecemos a preferência e a confiança dos nossos segurados e corretores, o apoio recebido do Órgão regulador e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e colaboradores. Cidade de Deus, 24 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 (Em milhares de reais) Ativo Circulante .................................................................................................................

2011 70.949.769

2010 59.458.854

Disponível...............................................................................................................

7.752

6.385

Caixa e bancos ......................................................................................................

7.752

6.385

70.511.640

58.946.025

180.296

221.584

158.420

194.311

Operações com seguradoras ................................................................................

11.638

24.022

Operações com resseguradoras............................................................................

2.036

25

Outros créditos operacionais .................................................................................

8.202

3.226

Aplicações..............................................................................................................

Nota

4

Créditos das operações com seguros e resseguros ......................................... Prêmios a receber .................................................................................................

Ativos de resseguros - Provisões técnicas ........................................................

6

7

Títulos e créditos a receber .................................................................................. Títulos e créditos a receber ................................................................................... Créditos tributários e previdenciários ....................................................................

8

4.830

3.273

120.110

236.164

114.462

214.213

3.674

20.034

Outros créditos ......................................................................................................

1.974

1.917

Despesas antecipadas ..........................................................................................

17.386

4.685

107.755

40.738

Custos de aquisição diferidos..............................................................................

13 c

Seguros..................................................................................................................

107.755

40.738

Ativo não circulante ................................................................................................

26.584.877

24.596.454

Realizável a longo prazo ......................................................................................

26.251.420

24.362.991

Aplicações..............................................................................................................

4

25.411.432

23.662.878

Ativos de resseguros - Provisões técnicas ........................................................

7

3.660

3.389

836.328

696.724

Títulos e créditos a receber .................................................................................. Créditos tributários e previdenciários ....................................................................

8

287.936

230.505

Depósitos judiciais e fiscais ..................................................................................

14 c

548.047

465.876

Outros créditos operacionais ................................................................................

345

343

Investimentos.........................................................................................................

288.065

201.241

286.533

199.923

Participações societárias .......................................................................................

9

Outros investimentos .............................................................................................

1.532

1.318

Imobilizado .............................................................................................................

5.917

5.822

Bens móveis .........................................................................................................

5.916

5.821

Outras imobilizações..............................................................................................

1

1

Intangível ................................................................................................................

39.475

26.400

Outros intangíveis .................................................................................................. Total do ativo ...........................................................................................................

10

Nota

11

12 13

13

14 d 13

13

14 a 15

39.475 26.400 97.534.646 84.055.308 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

Nota

20.a 20.b 20.c 20.d 20.e

20.f

20.g

20.h 20.i 20.j 20.k

21 21

2011 3.664.554 1.087.726 (1.330.448) 3.421.832 (1.430.143) (593.946) (69.144) (14.829) 4.018 (18.847) 16.697.159 (16.654.227) 42.932 1.079.597 33.396 (158.099) (109.787) (628.505) (218.393) 1.703.088 40.247 3.098.246 (35.127) 3.063.119 (687.405) (428.944) (14.049) 1.932.721 181.570 10.644,50

2010 2.937.813 931.732 (923.917) 2.945.628 (1.215.712) (512.421) (85.610) (16.921) 4.188 (21.109) 13.431.147 (13.386.872) 44.275 975.142 114.651 (133.969) (8.085) (552.561) (196.006) 1.468.555 36.742 2.863.708 (31.337) 2.832.371 (634.546) (395.271) (15.558) 1.786.996 181.570 9.841,91

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) Lucro líquido do exercício............................................................................................................ Ajuste a valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda ............................................... Ajuste a valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda em controladas e coligadas .. Efeito dos impostos...................................................................................................................... Total do resultado abrangente do exercício ............................................................................... Atribuível aos acionistas: Controladores ............................................................................................................................. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

2011 3.762.648 593.556 90.476 46.164 9.484 447.432 86.609 959 34.588 10.898 39.799 365 4.329 4.329 34.307 2.075.994 131.932 1.089.394 768.082 86.586 967.853 892.491 75.362 89.435.893 972.203 972.203 54.966.699 150.125 1.015.946 711.502 53.089.126 32.997.566 15.728.326 17.269.240 499.425 499.425 4.336.105 2.100.000 877.304 1.358.801 97.534.646

2010 2.778.245 545.650 106.346 64.892 9.016 365.396 66.934 1.292 11.852 5.772 45.326 2.692 40.330 1.510.539 47.736 895.313 503.106 64.384 614.792 537.862 76.930 75.624.378 1.023.102 1.023.102 44.217.071 156.193 952.237 443.320 42.665.321 29.940.669 15.166.856 14.773.813 443.536 443.536 5.652.685 1.480.000 2.708.083 1.464.602 84.055.308

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais)

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) Prêmios emitido líquido ............................................................................................. Contribuições para cobertura de riscos..................................................................... Variações das provisões técnicas ............................................................................. Prêmios Ganhos ...................................................................................................... Sinistros ocorridos ................................................................................................. Custos de aquisição............................................................................................... Outras receitas e despesas operacionais.............................................................. Resultado com operações de resseguro .............................................................. Receita com resseguro .......................................................................................... Despesa com resseguro ........................................................................................ Rendas de contribuições e prêmios...................................................................... Constituição da provisão de benefícios a conceder............................................ Receitas de contribuições e prêmios de VGBL.................................................... Rendas com taxas de gestão e outras taxas......................................................... Variação de outras provisões técnicas .................................................................. Custos de aquisição............................................................................................... Outras receitas e despesas operacionais.............................................................. Despesas administrativas ...................................................................................... Despesas com tributos .......................................................................................... Resultado financeiro .............................................................................................. Resultado patrimonial ............................................................................................ Resultado operacional ............................................................................................ Ganhos e perdas com ativos não correntes......................................................... Resultado antes dos impostos e participações ................................................... Imposto de renda ................................................................................................... Contribuição social................................................................................................. Participações sobre o resultado............................................................................. Lucro líquido do exercício...................................................................................... Quantidade de ações .............................................................................................. Lucro líquido por ação - R$ ...................................................................................

Passivo Circulante ................................................................................................................. Contas a pagar......................................................................................................... Obrigações a pagar ................................................................................................... Impostos e encargos sociais a recolher .................................................................... Encargos trabalhistas ................................................................................................ Impostos e contribuições........................................................................................... Débitos de operações com seguros e resseguros .............................................. Prêmios a restituir...................................................................................................... Operações com seguradoras .................................................................................... Operações com resseguradoras ............................................................................... Corretores de seguros e resseguros ......................................................................... Outros débitos operacionais...................................................................................... Débitos de operações com previdência complementar ...................................... Outros débitos operacionais...................................................................................... Depósitos de terceiros............................................................................................ Provisões técnicas - Seguros ................................................................................ Danos ........................................................................................................................ Pessoas..................................................................................................................... Vida individual ........................................................................................................... Vida com cobertura por sobrevivência ...................................................................... Provisões técnicas - Previdência complementar ................................................. Planos não bloqueados ............................................................................................. PGBL/PRGP.............................................................................................................. Passivo não circulante............................................................................................ Contas a pagar......................................................................................................... Tributos diferidos ....................................................................................................... Provisões técnicas - Seguros ................................................................................ Danos ........................................................................................................................ Pessoas..................................................................................................................... Vida individual ........................................................................................................... Vida com cobertura de sobrevivência ....................................................................... Provisões técnicas - Previdência complementar ................................................. Planos não bloqueados ............................................................................................. PGBL / PRGP............................................................................................................ Outros débitos ......................................................................................................... Provisões judiciais ..................................................................................................... Patrimônio líquido ................................................................................................... Capital social ............................................................................................................. Reservas de lucros.................................................................................................... Ajustes com títulos e valores mobiliários................................................................... Total do passivo e patrimonio líquido ...................................................................

2011 1.932.721 (153.139) (23.196) 70.535 1.826.921

2010 1.786.996 2.454.400 (19.521) (950.526) 3.271.349

1.826.921

3.271.349

2011 Atividades operacionais Recebimento de prêmios de seguro, contribuições de previdência e taxas de gestão e outras....................................................................................................... Recuperações de sinistros e comissões ................................................................................... Outros recebimentos operacionais (ressarcimentos e outros) .................................................. Pagamento de sinistros, beneficios, resgates e comissões ...................................................... Repasses de prêmios por cessão de riscos .............................................................................. Pagamento de despesas com operações de seguros e resseguros......................................... Pagamento de despesas e obrigações ..................................................................................... Pagamento de indenizações e despesas em processos judiciais............................................. Outros pagamentos operacionais.............................................................................................. Recebimento de juros e dividendos........................................................................................... Constituição de depósitos judiciais............................................................................................ Resgate de depósitos judiciais .................................................................................................. Pagamento de participações no resultado ................................................................................ Caixa gerado pelas operações................................................................................................. Impostos e contribuições pagos ................................................................................................ Investimentos financeiros: ......................................................................................................... Aplicações................................................................................................................................ Vendas e resgates ................................................................................................................... Caixa líquido gerado nas atividades operacionais ................................................................ Atividade de investimento Pagamento pela compra de ativo permanente:......................................................................... Investimentos........................................................................................................................... Imobilizado............................................................................................................................... Intangível ................................................................................................................................. Recebimento pela venda de ativo permanente: ...................................................................... Imobilizado............................................................................................................................... Caixa líquido consumido nas atividades de investimento.................................................... Atividades de financiamento Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio ........................................................... Caixa líquido consumido nas atividades de financiamento.................................................. Aumento líquido de caixa ......................................................................................................... Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ................................................................ Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício .................................................................. Aumento líquido de caixa ......................................................................................................... Ativos livres no início do exercício ............................................................................................. Ativos livres no final do exercício............................................................................................... Diminuição/aumento nas aplicações financeiras - Recursos livres.....................................

2010

22.772.997 72.012 62.855 (11.904.912) (161.298) (207.417) (540.423) (105.177) (93.180) 57.560 (94.071) 31.934 (12.517) 9.878.363 (1.282.862) (5.390.423) (20.767.549) 15.377.126 3.205.078

18.311.268 78.493 163.064 (11.406.354) (132.781) (199.293) (388.109) (59.298) (66.777) 47.245 (126.435) 13.016 (11.110) 6.222.929 (1.141.911) (4.188.302) (19.182.104) 14.993.802 892.716

(85.733) (61.600) (1.578) (22.555) 22 22 (85.711)

(15.370) (2.017) (13.353) 9 9 (15.361)

(3.118.000) (3.118.000) 1.367 6.385 7.752 1.367 6.152.579 4.744.992 (1.407.587)

(876.735) (876.735) 620 5.765 6.385 620 2.753.110 6.152.579 3.399.469

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

30

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) Reservas de lucros

Saldos em 1º de janeiro de 2010 .....................................................................................................................

Capital social 907.000

Reserva legal 183.449

Reserva estatutária 1.863.764

Ajustes com títulos e valores mobiliários (19.751)

Lucros acumulados -

Total 2.934.462

Aumento (redução) de capital: Portaria SUSEP nº 1.126 de 30/07/2010........................................................................................................

(13.126)

-

Portaria SUSEP nº 1.131 de 06/08/2010........................................................................................................

586.126

-

Ajustes com títulos e valores mobiliários ..........................................................................................................

-

-

(586.126) -

-

-

-

-

-

1.484.353

-

1.484.353

1.786.996

1.786.996

Lucro líquido do exercício.................................................................................................................................

-

-

-

-

Dividendos antecipados (R$ 2.092,86 por ação)..............................................................................................

-

-

-

-

(380.000)

Destinação do lucro líquido ..............................................................................................................................

-

89.350

1.157.646

-

(1.246.996)

Juros sobre o capital próprio (R$ 881,20 por ação) .........................................................................................

-

-

-

-

(160.000)

Saldos em 31 de dezembro de 2010 ...............................................................................................................

1.480.000

272.799

2.435.284

1.464.602

-

Portaria SUSEP/CGRAT nº 1.235 de 21.06.2011...........................................................................................

620.000

-

-

-

Ajustes com títulos e valores mobiliários ..........................................................................................................

-

-

(13.126)

(380.000) (160.000) 5.652.685

Aumento de capital: (620.000) (1.815.284)

(105.801)

-

-

(105.801) (1.815.284)

Dividendos pagos .............................................................................................................................................

-

-

-

-

Lucro líquido do exercício.................................................................................................................................

-

-

-

-

1.932.721

1.932.721

Dividendos antecipados (R$ 6.378,90 por ação)..............................................................................................

-

-

-

-

(1.158.216)

(1.158.216)

Destinação do lucro líquido ..............................................................................................................................

-

96.636

507.869

-

(604.505)

Juros sobre o capital próprio pagos (R$ 936,28 por ação)...............................................................................

-

-

-

-

(170.000)

Saldos em 31 de dezembro de 2011 ...............................................................................................................

2.100.000

369.435

507.869

1.358.801

-

(170.000) 4.336.105

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) 1.

Contexto Operacional A Companhia é uma subsidiária do Grupo Bradesco Seguros, sociedade anônima de capital fechado, sediada em São Paulo, autorizada pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP a operar em todas as modalidades de seguros de pessoas e previdência em todo o território nacional. O endereço registrado da sede da Companhia é Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, São Paulo. A Companhia controladora direta da Bradesco Vida e Previdência S.A. é a Bradesco Seguros S.A., e o controlador em última instância é o Banco Bradesco S.A. A Bradesco Vida e Previdência, por intermédio de subsidiárias e filiais, atua nos segmentos de seguro de vida e previdência complementar aberta. As operações são conduzidas no contexto do conjunto das empresas integrantes do Grupo Bradesco Seguros, atuando de forma integrada no mercado, e os custos das estruturas operacional e administrativa comuns são absorvidos segundo a praticabilidade e a razoabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. Essas demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho de Administração do controlador final, Banco Bradesco S.A., em 30 de janeiro de 2012.

2.

Resumo das principais políticas contábeis As políticas contábeis discriminadas abaixo foram aplicadas em todos os períodos apresentados nas demonstrações contábeis. Base de preparação Em consonância à Circular SUSEP n° 424/11, as demonstrações contábeis foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, incluindo os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) quando referendadas pela SUSEP. De acordo com o item 10 do CPC 35, a preparação das demonstrações contábeis consolidada desta Companhia não é requerida, uma vez que as demonstrações contábeis consolidadas do acionista controlador direto (Bradesco Seguros S.A.), entidade domiciliada no Brasil, foram divulgadas, nesta mesma data, no Diário do Comércio e no Diário Oficial do Estado de São Paulo. As demonstrações contábeis estão apresentadas em conformidade com os modelos de publicação estabelecidos pela referida Circular, cujas principais modificações em relação ao formato de apresentação foram: (i) as Provisões Técnicas estão sendo apresentadas por grupo de ramos de seguros; (ii) as despesas com inspeção de riscos estão sendo apresentadas no grupo Custos de Aquisição; (iii) as operações de resseguro estão sendo apresentadas em grupos específicos no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. Também, conforme facultado pela referida norma e pela adoção inicial dos CPCs 38 e 40, a Companhia reclassificou certos títulos e valores mobiliários anteriormente classificados na categoria mantidos até o vencimento para a categoria disponível para venda. Os saldos divulgados anteriores foram reclassificados para fins de comparabilidade como demonstrado abaixo: Saldo divulgado Saldo anteriormente em reclassificado em 31 de dezembro 31 de dezembro de 2010 Reclassificação de 2010 (3.120) 58.952.443 58.949.323 Ativo circulante............................................................................ Aplicações................................................................................... 58.945.756 269 58.946.025 Crédito das operações com seguros e resseguros..................... 6.673 (6.648) 25 Ativos de resseguros - Provisões técnicas ................................. 3.273 3.273 Despesas de resseguros e retrocessões diferidas ..................... 14 (14) 21.325.826 2.570.946 23.896.772 Ativo não circulante .................................................................... Aplicações................................................................................... 21.024.491 2.638.387 23.662.878 Ativos de resseguros - Provisões técnicas ................................. 3.389 3.389 (70.830) 301.335 230.505 Créditos tributários e previdenciários.......................................... Total do ativo reclassificado ............................................... 80.278.269 2.567.826 82.846.095

a.

Passivo não circulante................................................................ Tributos diferidos......................................................................... Patrimônio líquido ....................................................................... Ajustes com títulos e valores mobiliários .................................... Total do passivo e patrimônio líquido reclassificado .......

38.470 38.470 (118.592) (118.592) (80.122)

984.632 984.632 1.583.194 1.583.194 2.567.826

1.023.102 1.023.102 1.464.602 1.464.602 2.487.704

Saldo divulgado Saldo anteriormente reclassificado em 31 de dezembro 31 de dezembro de 2010 Reclassificação de 2010 Resultado Prêmios ganhos............................................................................ Sinistros retidos ............................................................................ Custos de aquisição ..................................................................... Outras receitas e despesas operacionais .................................... Resultado com resseguros .......................................................... Total .............................................................................................

b.

c.

d.

e.

f.

g.

i.

ii.

iii.

iv.

2.924.519 (1.211.524) (509.944) (88.087) 1.114.964

21.109 (4.188) (2.477) 2.477 (16.921) -

2.945.628 (1.215.712) (512.421) (85.610) (16.921) 1.114.964

Base para avaliação As demonstrações contábeis estão apresentadas em milhares de reais e foram elaboradas de acordo com o princípio do custo histórico, com exceção para: • Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; e • Ativos financeiros disponíveis para venda mensurados pelo valor justo. Moeda funcional e de apresentação As informações estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia. As transações em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transação. Os ativos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para o Real à taxa de câmbio em vigor na data do balanço. As diferenças cambiais resultantes dessa conversão são reconhecidas no resultado. Uso de estimativas e julgamentos Na elaboração das demonstrações contábeis, a Administração é requerida a usar seu julgamento na determinação de estimativas que levam em consideração pressupostos e premissas quanto a eventos futuros. Os valores reais de liquidação das operações podem divergir dessas estimativas em função da subjetividade inerente ao processo de sua determinação. Estimativas e premissas são revistas periodicamente. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre julgamentos críticos referentes às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações contábeis estão incluída na seguinte nota explicativa: • Nota 2c – Classificação de um contrato de seguro As informações sobre incertezas sobre premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Nota 8 - Créditos tributários e previdenciários • Nota 13 - Provisões técnicas • Nota 14 - Provisões judiciais Classificação dos contratos de seguros A Companhia e suas controladas classificam os contratos emitidos como contratos de seguro quando os contratos transferem risco significativo de seguro. Como guia geral, define-se risco significativo de seguro como a possibilidade de pagar benefícios adicionais significativos ao segurado na ocorrência de um acontecimento futuro incerto específico que possa afetá-lo de forma adversa. Disponível (Caixa e equivalentes de caixa) São representados por disponibilidades em moeda nacional e estrangeira, caixa e depósitos bancários, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo e que são utilizados pela Companhia para o gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Ativos financeiros - Aplicações A Companhia determina a classificação inicial de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado, disponíveis para venda e mantidos até o vencimento. Os ativos de renda fixa são contabilizados na data da liquidação e as ações são contabilizadas na data da transação. Ativos financeiros mensurados a valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do período. Ativos financeiros mantidos até o vencimento Caso a Administração tenha intenção e a capacidade de manter títulos de dívida até o vencimento, então tais ativos financeiros são classificados como mantidos até o vencimento. Os investimentos mantidos até o vencimento são registrados pelo custo amortizado deduzidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Ativos financeiros disponíveis para venda Compreende os ativos financeiros que não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado. Determinação do valor justo O valor das aplicações em fundos de investimentos foi obtido a partir dos valores das quotas divulgadas pelas instituições financeiras administradoras desses fundos. Os títulos de renda fixa públicos tiveram seu valor justo obtido a partir das tabelas de referência divulgadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Os títulos de renda variável e os fundos de investimentos imobiliários tiveram seus valores de mercado obtidos a partir da última cotação publicada pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA). Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso

de operações recentes contratadas com terceiros, referência a outros instrumentos que são similares, análise do fluxo de caixa descontado e contam o mínimo possível com informações geradas pela Administração da própria Companhia. v. Redução ao valor recuperável (impairment) de ativos financeiros Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo financeiro. A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos patrimoniais) perderam valor pode incluir o não-pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para o título. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em conta redutora do ativo correspondente. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. Perdas de valor (redução ao valor recuperável) nos ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa, que foi reconhecida em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa, que é reclassificada de outros resultados abrangentes para o resultado, é a diferença entre o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente reconhecida no resultado. Todavia, qualquer recuperação subsequente no valor justo de um ativo financeiro disponível para venda para o qual tenha sido registrada perda do valor recuperável, é reconhecida em outros resultados abrangentes. h. Instrumentos financeiros derivativos A Companhia mantém operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos destinados exclusivamente à proteção de riscos associados com a variação de taxas de juros dos investimentos. As operações com derivativos são registradas e negociadas na BM&FBovespa. Derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo e os custos de transação são reconhecidos no resultado quando incorridos. Após o reconhecimento inicial, os derivativos são mensurados pelo valor justo e as variações no valor justo são registradas no resultado do período e estão classificados na categoria ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado. Para instrumentos financeiros derivativos, cotações de preço de mercado são usadas para determinar o valor justo destes instrumentos. O valor justo dos contratos de futuros é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequados. As informações para construir as curvas de rendimento são obtidas principalmente na BM&FBovespa e no mercado secundário doméstico. Estas curvas de rendimento são utilizadas para determinar o valor justo de taxa de juros. O monitoramento das operações no mercado de derivativos é feito pelo gestor dos fundos, de forma ativa, através da mensuração do risco por meio do Value at Risk (VaR). i. Provisão para riscos de crédito Os prêmios a receber estão apresentados líquidos da provisão para riscos de crédito, que é mensurada com base em estudo de perdas, baseado no histórico de inadimplência para os prêmios a receber de segurados. No caso de valores de recuperação de cosseguros, a provisão é constituída para os valores pendentes por mais de 60 dias. j. Imobilizado O ativo imobilizado de uso próprio compreende equipamentos, móveis, máquinas e utensílios, incluindo softwares objeto de contratos de arrendamento mercantil que tenham sido registrados neste grupo em função da classificação como “arrendamento mercantil financeiro”. O imobilizado de uso é demonstrado ao custo histórico, reduzido por depreciação acumulada e perdas de redução de valor recuperável acumuladas, quando aplicável. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado e são reconhecidos líquidos dos custos de transação no resultado do período. Gastos subsequentes são capitalizados somente quando geram benefícios econômicos futuros associados e possam ser avaliados com confiabilidade. Gastos de reparo ou manutenção são reconhecidos no resultado do período à medida que são incorridos. Gastos com reformas e melhorias que prolongam a vida útil dos bens são incorporados ao custo do ativo imobilizado. A depreciação do ativo imobilizado é reconhecida no resultado pelo método linear, considerando a vida útil estimada dos ativos. As vidas úteis estimadas para os períodos correntes e comparativos são as seguintes: • Móveis, utensílios, máquinas e equipamento: 10 anos • Equipamentos de informática: 5 anos k. Ativos intangíveis i. Softwares Softwares adquiridos são registrados ao custo, deduzido da amortização acumulada e eventuais perdas acumuladas por impairment. Despesas de desenvolvimento interno de software são reconhecidas como ativo quando é possível demonstrar sua intenção e capacidade de concluir o desenvolvimento, mensurando seu custo e a utilização dos softwares, de modo que gere benefícios econômicos futuros. Os custos capitalizados de softwares desenvolvidos internamente incluem todos os custos diretamente atribuíveis ao desenvolvimento, deduzido da amortização acumulada gerada durante a vida útil e são testados por impairment, caso haja indicativo de perda. Despesas subsequentes com softwares são capitalizadas somente quando aumentam os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo específico a que se referem. Todas as demais despesas são contabilizadas como despesas à medida que são incorridas. l. Ativos de resseguros A cessão de resseguros é efetuada no curso normal de suas atividades com o propósito de limitar sua perda potencial, por meio da diversificação de riscos. Os passivos relacionados às operações de resseguros são apresentados brutos de suas respectivas recuperações, uma vez que a existência do contrato não exime as obrigações para com os segurados. Conforme determinado pelo órgão regulador, as empresas de resseguro sediadas no exterior devem possuir rating mínimo, de acordo com agência classificadora de risco, para operar no país, sendo as demais operações efetuadas com resseguradores locais. Desta forma, a Administração entende que os riscos de impairment desses ativos são reduzidos. No caso de serem identificados indícios de que os valores não serão realizados pelos montantes registrados, estes ativos serão ajustados ao seu valor recuperável. m. Custos de aquisição diferidos É composto substancialmente por valores referentes a comissões, agenciamentos e angariações relativos a comercialização de apólices de seguros, sendo a apropriação ao resultado das despesas com comissão realizadas pelo período de vigência das respectivas apólices, e as despesas com agenciamentos e angariações realizadas no período de doze meses. n. Impairment de ativos não financeiros Os valores dos ativos não financeiros, exceto créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente para determinar se há alguma indicação de perda considerada permanente, que é reconhecida no resultado do período se o valor contábil de um ativo exceder seu valor recuperável. o. Provisões técnicas As provisões técnicas são calculadas conforme determinações da Resolução CNSP nº 162/2006 e alterações posteriores. i. Seguros de pessoas, exceto vida individual A provisão de prêmios não ganhos (PPNG) é calculada “pro rata” dia, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros, porém, contemplando as operações de transferência em resseguro, conforme disposto na Resolução CNSP nº 195/08 e alterações posteriores, e é constituída pela parcela, correspondentes aos períodos de riscos não decorridos dos contratos de seguros e contempla estimativa para os riscos vigentes, mas não emitidos (RVNE). A provisão complementar de prêmio (PCP) é constituída mensalmente para complementar a PPNG e considera estimativa para os riscos vigentes mas não emitidos (RVNE); A provisão de insuficiência de prêmios (PIP) é constituída para fazer face às diferenças resultantes entre o valor presente esperado de indenizações e despesas relacionadas futuras e o valor presente esperado dos prêmios futuros. A provisão é calculada atuarialmente e leva em consideração a tábua biométrica AT-2000 Male para homens e AT-2000 Female para mulheres, improvement de 1,5% ao ano, taxas decrementais específicas para as demais coberturas de risco e taxa real de juros de 4% ao ano; A provisão matemática de benefícios a conceder (PMBaC) é calculada pela diferença entre o valor atual dos benefícios futuros e o valor atual das contribuições futuras, correspondentes às obrigações assumidas; A provisão de resgates e outros valores a regularizar (PROVR) abrange os valores referentes aos resgates a regularizar e às devoluções de prêmios ainda não transferidas para entidade receptora; A provisão para sinistros ocorridos e não avisados (IBNR) é apurada com base na estimativa dos sinistros que já ocorreram, mas que ainda não foram avisados à seguradora; A provisão de sinistros a liquidar (PSL) considera todos os avisos de sinistros recebidos até a data do balanço e os custos relacionados, tais como despesas com regulação de sinistros, honorários de sucumbência, entre outros. A provisão é atualizada monetariamente e inclui todos os sinistros em discussão judicial. ii. Seguros de vida individual, excluindo os seguros de vida com cobertura de sobrevivência (VGBL) A provisão de riscos não expirados (PRNE) é calculada “pro rata” dia, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros, porém, contemplando as operações de transferência em resseguro, conforme disposto na Resolução CNSP nº 195/08 e alterações posteriores, e é constituída pela parcela, correspondentes aos períodos de riscos não decorridos dos contratos de seguros e contempla estimativa para os riscos vigentes, mas não emitidos (RVNE); A provisão complementar de prêmio (PCP) é constituída mensalmente para complementar a PRNE e considera estimativa para os riscos vigentes mas não emitidos (RVNE); A provisão matemática de benefícios a conceder (PMBaC) é calculada pela diferença entre o valor atual dos benefícios futuros e o valor atual das contribuições futuras, correspondentes às obrigações; A provisão de resgates e outros valores a regularizar (PROVR) abrange os valores referentes aos resgates a regularizar, às devoluções de prêmios e à portabilidade solicitada e ainda não transferida para entidade receptora; A provisão para eventos ocorridos e não avisados (IBNR) é apurada com base na estimativa dos sinistros que já ocorreram, mas que ainda não foram avisados à seguradora; A provisão de benefícios a regularizar (PBR) considera todos os avisos de sinistros recebidos até a data do balanço e os continua


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

custos relacionados, tais como despesas com regulação de sinistros, honorários de sucumbência, entre outros. A provisão é atualizada monetariamente e inclui todos os sinistros em discussão judicial. A provisão de oscilação de riscos (POR) é constituída para a cobertura de eventuais desvios estatísticos entre os eventos esperados e os eventos observados. A provisão de oscilação financeira (POF) é constituída até o limite de 15% da provisão matemática de benefícios a conceder relativa aos seguros de vida com garantia de rendimentos para cobrir eventuais oscilações financeiras. No cálculo dessa provisão é utilizada a taxa de juros real de 4% ao ano. iii. Previdência complementar aberta e seguros de vida com cobertura de sobrevivência (VGBL) A provisão de riscos não expirados (PRNE) é calculada “pro rata” dia, com base nos prêmios líquidos de cessão de cosseguros, porém, contemplando as operações de transferência em resseguro, conforme disposto na Resolução CNSP n° 195/08 e alterações posteriores, e é constituída pela parcela, correspondentes aos períodos de riscos não decorridos dos contratos de seguros e contempla estimativa para os riscos vigentes mas não emitidos (RVNE); A provisão matemática de benefícios a conceder (PMBaC) refere-se aos participantes cujos benefícios ainda não iniciaram. Nos planos de previdência, conhecidos como “tradicionais”, a provisão representa a diferença entre o valor atual dos benefícios futuros e o valor atual das contribuições futuras, correspondentes às obrigações assumidas sob a forma de planos de aposentadoria, invalidez, pensão e pecúlio; As provisões matemáticas de benefícios a conceder vinculadas a seguros de vida com cobertura de sobrevivência e planos de previdência da modalidade “gerador de benefícios livres” (VGBL e PGBL) representam o montante das contribuições efetuadas pelos participantes, líquidas de carregamento, e outros encargos contratuais, acrescidas dos rendimentos financeiros gerados pela aplicação dos recursos em fundos de investimento, em quotas de fundos de investimento especialmente constituídos (FIEs); A provisão de resgates e outros valores a regularizar (PROVR) abrange os valores referentes aos resgates a regularizar, às devoluções de prêmios e à portabilidade solicitada e ainda não transferida para entidade receptora; A provisão matemática de benefícios concedidos (PMBC) refere-se aos participantes que se encontram em gozo de benefícios e corresponde ao valor atual das obrigações futuras referentes aos pagamentos de benefícios continuados; A provisão de insuficiência de contribuição (PIC) é constituída para fazer face a eventual oscilação desfavorável nos riscos técnicos assumidos na provisão matemática de benefícios a conceder e na provisão matemática de benefícios concedidos, considerando tendência de maior sobrevida dos participantes. Nos planos com risco de sobrevivência, a provisão é calculada atuarialmente e leva em consideração a tábua biométrica AT-2000 Male (suavizada) para homens e AT-2000 Female (suavizada) para mulheres, improvement de 1,5% ao ano e taxa real de juros de 4% ao ano. Nos planos com risco de sobrevivência de inválidos, a provisão leva em consideração a tábua biométrica AT-49 Male e taxa real de juros de 4% ao ano. Improvement é uma técnica que atualiza a tábua de sobrevivência automaticamente, considerando o aumento esperado da sobrevida futura; A provisão de despesas administrativas (PDA) é constituída para cobrir as despesas administrativas futuras dos planos de benefício definido, de contribuição definida e de contribuição variável. As premissas de cálculo são as mesmas consideradas no cálculo da PIC, com a inclusão da despesa com pagamentos de benefícios; A provisão de excedente financeiro (PEF) corresponde a parte do rendimento financeiro obtido com a aplicação das provisões, que excede a rentabilidade mínima dos planos de previdência com cláusula de participação de excedente financeiro; A provisão de excedente técnico (PET) corresponde à diferença entre o valor esperado e o valor observado de eventos ocorridos no período para os planos de previdência com cláusula de participação em excedente técnico; A provisão de eventos ocorridos e não avisados (IBNR) relativa às operações de previdência é constituída de acordo com as determinações da Circular SUSEP n° 288/2005; A provisão de benefícios a regularizar (PBR) considera todos os avisos de sinistros recebidos até a data do balanço e os custos relacionados, tais como despesas com regulação de sinistros, honorários de sucumbência, entre outros. A provisão é atualizada monetariamente e inclui todos os sinistros em discussão judicial. A provisão de oscilação de riscos (POR) é constituída para cobertura de eventuais desvios estatísticos entre os eventos esperados e os eventos observados. A provisão de oscilação financeira (POF) é constituída até o limite de 15% da provisão matemática de benefícios a conceder relativa aos planos de previdência na modalidade de contribuição variável com garantia de rendimentos para cobrir eventuais oscilações financeiras. No cálculo dessa provisão é utilizada a taxa de juros real de 4% ao ano; Os encargos financeiros creditados às provisões técnicas, bem como a constituição e/ou reversão da provisão de excedente financeiro, são classificados como despesas financeiras e estão apresentados no grupo “Resultado financeiro”. iv. Operações com o Convênio DPVAT As operações do seguro DPVAT, incluindo as respectivas provisões técnicas, são contabilizadas com base nas informações recebidas da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A. v. Tábuas, taxas e carregamento dos principais produtos Produto Tábua Taxa de juros Taxa de carregamento Planos de Aposentadoria (PGBL E VGBL) BR-EMS 0% 0% a 5% Seguros de Pessoas e Coberturas de Risco AT83 e CSO-58 3% a 6% 20% a 30%

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Teste de adequação de passivo (“LAT”) Conforme requerido pela Circular SUSEP n° 410/10, a Companhia elaborou o teste de adequação de passivos para todos os contratos que atendem à definição de um contrato de seguro segundo o CPC 11 e que estão vigentes na data de execução do teste. Este teste é elaborado semestralmente e considera como valor líquido contábil (net carrying amount) os passivos de contratos de seguro, deduzido da despesa de comercialização diferida (DAC) e os ativos intangíveis relacionados. Para esse teste, a Companhia utilizou metodologia atuarial que considera a estimativa a valor presente de todos os fluxos de caixa futuros e que também inclui as despesas de liquidação de sinistros a partir de premissas atuariais na data de execução do teste. Neste teste, os contratos são agrupados com base nos riscos similares ou quando o risco de seguro é gerenciado em conjunto pela Administração. As premissas de sinistralidade, despesas administrativas e operacionais, despesas de comercialização, cancelamento, contribuições futuras, resgates e conversão em renda adotadas no teste têm como base as observações históricas. Já as premissas de mortalidade e de sobrevivência seguem as tábuas biométricas construídas especificamente com a experiência do mercado segurador brasileiro, BR-EMS, sendo considerada ainda uma premissa de melhoria contínua da expectativa de vida, conhecida tecnicamente como improvement, de acordo com a Escala G da Sociedade de Atuários - SOA. As taxas de desconto utilizadas para se trazer os fluxos projetados a valor presente são as taxas a termo, livres de riscos correspondentes à garantia oferecida em cada produto que foram sugeridas pela SUSEP. Caso seja identificada qualquer insuficiência, a Companhia deve registrar a insuficiência como uma despesa no resultado do período e constituir provisões adicionais aos passivos de seguro já registrados na data-base do teste. Em linha com as determinações da Circular SUSEP n° 410/10, não foram incluídos no teste de adequação os passivos relacionados ao seguro DPVAT. O resultado do teste de adequação dos passivos não apresentou insuficiência em relação às provisões técnicas. Ativos e passivos contingentes e obrigações legais - Fiscais e previdenciárias (Provisões judiciais) i. Ativos contingentes - são reconhecidos contabilmente quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível. Os ativos contingentes cuja expectativa de êxito é provável são divulgados, quando aplicável. ii. Passivos contingentes - são constituídos levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento dos Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando individualmente relevantes, e os classificados como remotos não são divulgados. iii. Obrigações legais - fiscais e previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. Benefícios a empregados i. Obrigações de curto prazo As obrigações de benefícios de curto prazo para empregados são mensuradas e lançadas como despesa à medida que o serviço respectivo é prestado. ii. Obrigações por aposentadorias Plano de contribuição definida A Companhia é patrocinadora de plano de previdência complementar para seus funcionários e administradores, na modalidade Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL). O PGBL é um plano de previdência do tipo de contribuição variável, que permite acumular recursos financeiros ao longo da carreira profissional do participante mediante contribuições pagas por ele mesmo e pela empresa patrocinadora, sendo os recursos investidos em um Fundo de Investimento Exclusivo (FIE). As obrigações atuariais do PGBL estão integralmente cobertas pelo FIE correspondente. O PGBL é administrado pela Bradesco Vida e Previdência S.A. e a BRAM - Bradesco Asset Management S.A. DTVM é a responsável pela gestão financeira dos fundos FIEs. As contribuições dos funcionários e administradores são equivalentes a 4% do salário, exceto para os participantes que em 2001 optaram em migrar do plano de benefício definido para o PGBL, cujas contribuições foram mantidas nos níveis que vigoravam no plano de benefício definido quando da transferência de plano, observando-se sempre o mínimo de 4% do salário. As obrigações das contribuições para planos de previdência de contribuição definida são reconhecidas como despesa no resultado quando incorridas. Uma vez pagas as contribuições, a Companhia, na qualidade de empregador, não tem qualquer obrigação de pagamento adicional. Além do PGBL anteriormente apresentado, está assegurado aos participantes transferidos do plano de benefício definido um benefício proporcional diferido, correspondente aos seus direitos acumulados nesse plano até a data de migração. Para os participantes do plano de benefício definido, transferidos ou não para o PGBL, participantes aposentados e pensionistas, o valor presente das obrigações atuariais está aplicado no FIEs. iii. Outras obrigações pós-emprego Há custeio do plano de saúde para ex-funcionários por um período de 3 meses a 6 meses da data de desligamento. iv. Outros benefícios de curto prazo Outros benefícios de curto prazo tais como seguro saúde, assistência odontológica, seguro de vida e de acidentes pessoais e treinamento profissional são oferecidos aos funcionários e administradores e reconhecidos no resultado à medida que são incorridos. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescido de 10% sobre a parcela do lucro tributável excedente a R$ 240 para o exercício e a contribuição social sobre o lucro líquido é calculada à alíquota de 15% sobre o lucro tributável. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado, a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido. O imposto corrente é o imposto a pagar sobre o lucro tributável ou prejuízo fiscal do exercício, calculado com base nas alíquotas vigentes na data de balanço e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins de recolhimento (impostos correntes). Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferidos são revisados a cada data de balanço e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja provável. Resultado O resultado é apurado pelo regime de competência. Os prêmios de seguros e cosseguros e comissões, deduzidos dos prêmios cedidos em cosseguros e resseguro e comissões correspondentes, são apropriados ao resultado quando da emissão das respectivas apólices e faturas de seguro, e apropriados, em bases lineares, no decorrer do prazo de vigência das apólices, por meio de constituição e reversão da provisão de prêmios não ganhos e das despesas de comercialização diferidas. As receitas de prêmios e as correspondentes despesas de comercialização (custos de aquisição diferidos), relativas aos riscos vigentes ainda sem emissão das respectivas apólices, são reconhecidas ao resultado no início da cobertura do risco, em bases estimadas. As receitas e despesas decorrentes de operações de seguros do ramo DPVAT são contabilizadas com base nas informações recebidas da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT S.A. As operações de cosseguros aceitos e de retrocessões são contabilizadas com base nas informações recebidas das congêneres

3. a.

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e do IRB - Brasil Resseguros S.A. As operações de resseguro mantidas com o IRB Brasil Resseguros S.A. são contabilizadas com base nos movimentos operacionais e financeiros enviados pelo IRB e as operações mantidas com outros resseguradores são registradas com base em prestações de contas que estão sujeitas a análise pelos resseguradores. O diferimento dos prêmios de resseguros cedidos é realizado de forma consistente com o respectivo prêmio de seguro relacionado. As angariações e agenciamento das operações de seguros são diferidos e apropriados ao resultado, de forma linear, pelo prazo de 12 meses. As contribuições de planos previdenciários e os prêmios de seguros de vida com cobertura de sobrevivência são reconhecidos no resultado quando do seu efetivo recebimento. As rendas com taxa de gestão são apropriadas ao resultado pelo regime de competência segundo taxas estabelecidas contratualmente. A participação dos funcionários no resultado é apurada com base na convenção coletiva firmada com o sindicato da categoria, sendo reconhecida no resultado de acordo com as metas estipuladas pela Administração do Grupo Bradesco Seguros. Gerenciamento de riscos Introdução A Companhia está exposta aos riscos de seguro/subscrição, crédito, liquidez, mercado, operacional e legal, proveniente de suas operações e que poderiam afetar os objetivos estratégicos e financeiros. Esta nota apresenta informações sobre a exposição a cada um dos riscos acima, os objetivos, as políticas, os processos de mensuração e o gerenciamento de riscos. Estrutura de gerenciamento de riscos O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor ao negócio à medida que proporciona suporte às áreas de negócios no planejamento das atividades, maximizando a utilização de recursos próprios e de terceiros, em benefício dos acionistas e das operações da Companhia. As atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos são aprimoradas continuamente, buscando as melhores práticas utilizadas internacionalmente, devidamente adaptadas à realidade do mercado brasileiro. Consideráveis investimentos relacionados ao processo de gerenciamento de riscos são realizados, especialmente na capacitação do quadro de funcionários. Tem-se como objetivo elevar a qualidade de gerenciamento de riscos e garantir o necessário foco a estas atividades, que produzem forte valor agregado. No sentido amplo, o processo de Governança Corporativa representa o conjunto de práticas que tem por finalidade otimizar o desempenho de uma companhia e proteger os acionistas, investidores, clientes, empregados, fornecedores, etc., bem como monitorar os níveis de capital requerido, agregar valor e contribuir para sua sustentabilidade, envolvendo, principalmente, aspectos voltados à transparência, equidade de tratamento dos acionistas e prestação de contas. Nesse contexto, o processo de gerenciamento de riscos conta com a participação de todas as camadas contempladas pelo escopo de Governança Corporativa que abrange desde a Alta Administração até as diversas áreas de negócios e produtos na identificação e gestão dos riscos. Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com políticas, Comitês com funções específicas e estrutura diretiva, estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos humanos e tecnológicos voltados a estas atividades. O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um processo, apoiado em estrutura independente (no que tange a regulamentos, normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos de gestão de riscos e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e mensuração. A estrutura do Processo de Gerenciamento de Riscos permite que os riscos de seguro/subscrição, crédito, liquidez, mercado, operacional e legal sejam efetivamente identificados, avaliados, monitorados, controlados e mitigados de modo unificado. Para assegurar unicidade ao processo de gerenciamento de riscos, há um fórum de alto nível permanente sobre o tema, com o intuito de se obter sinergia entre estas atividades. Essa instância, denominada Comitê Executivo de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros, estuda todos os riscos (seguro/subscrição, crédito, mercado, liquidez, operacional e legal), define os limites de tolerância aos seus respectivos riscos e elabora planos de mitigação, entre outras atribuições. Adicionalmente, existem os Comitês Executivos definidos pelo Banco Bradesco para tratar os assuntos relacionados ao Risco de Crédito, Mercado, Liquidez e Operacional, que são submetidos ao Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, que têm por atribuição assessorar o Conselho de Administração na aprovação de políticas institucionais, diretrizes operacionais e estabelecimento de limites de exposição a riscos. Risco de seguro/subscrição O risco de seguro é o risco transferido por qualquer contrato de seguro onde haja a possibilidade futura de que o evento de sinistro ocorra e onde haja incerteza sobre o valor de indenização resultante do evento de sinistro. Dentro do risco de seguro, destaca-se também o risco de subscrição, que advêm de uma situação econômica adversa que contraria as expectativas da entidade no momento da elaboração de sua política de subscrição no que se refere às incertezas existentes, tanto na definição das premissas atuariais quanto na constituição das provisões técnicas e cálculo de prêmios e contribuições. Em síntese, é o risco de que a frequência ou a severidade de sinistros ou benefícios ocorridos sejam maiores do que aqueles estimados pela Companhia. O gerenciamento do risco de subscrição é realizado pela Superintendência Técnica. As políticas de subscrição e aceitação de riscos são periodicamente avaliadas através de grupos de trabalho. Além disso, a Superintendência Executiva de Estudos Atuariais e Gestão de Riscos, parte integrante da estrutura de gerenciamento de riscos, tem como uma de suas principais atribuições o desenvolvimento de modelo interno para o cálculo do capital adicional baseado no risco de subscrição. O processo de gerenciamento busca diversificar as operações de seguros, visando primar pelo balanceamento da carteira, e se sustenta no agrupamento de riscos com características similares, de forma a reduzir o impacto de riscos isolados. Incertezas na estimativa de pagamentos futuros de sinistros Os sinistros são devidos à medida que ocorridos. A Companhia deve efetuar a indenização de todos os eventos vigentes ocorridos durante a vigência da apólice, mesmo que a perda seja descoberta após o término da vigência deste. Como resultado, os sinistros são avisados ao longo de um período, e parte significativa destes sinistros está relacionada à Provisão de Sinistros Ocorridos mas Não Avisados (IBNR). O custo estimado de sinistro inclui despesas diretas a serem incorridas na sua liquidação dos sinistros. Considerando as incertezas inerentes ao processo de estimativa das provisões de sinistros, pode acontecer da liquidação final mostrar-se diferente do passivo inicialmente constituído. Gerenciamento de ativos e passivos (ALM) A Companhia realiza periodicamente a análise dos fluxos de ativos e passivos mantidos em carteira, ALM – Asset Liability Management. A metodologia da análise compreende a observação de suficiência ou insuficiência do valor presente do fluxo de ativos em relação ao valor presente do fluxo de passivos, assim como a duração dos ativos em relação à duração dos passivos. O objetivo é verificar se a situação da carteira de ativos e passivos está equilibrada para honrar os compromissos futuros da Companhia com seus participantes e segurados. As premissas atuariais utilizadas na geração do fluxo dos passivos estão em linha com as práticas atuariais internacionais e também com as características da carteira de produtos da Companhia. Gerenciamento de riscos por segmento de negócios O monitoramento da carteira de contratos de seguros permite o acompanhamento e a adequação das tarifas praticadas, bem como avaliar a eventual necessidade de alterações. São consideradas, também, outras ferramentas de monitoramento: (i) análises de sensibilidade; (ii) verificação de algoritmos e alertas dos sistemas corporativos (de subscrição, emissão e sinistros); (iii) gerenciamento de ativos e passivos (ALM). Além disso, o LAT (Liability Adequacy Test) é realizado semestralmente, com o objetivo de averiguar a adequação do montante registrado a título de provisões técnicas, considerando as premissas adequadas à realidade dos negócios em vigor. Principais riscos associados aos Seguros de Vida e Previdência Os seguros de vida e previdência são de natureza de longo prazo, exceto as apólices de vida em grupo sem cobertura por sobrevivência, e, por este motivo, são utilizadas diversas premissas atuariais para gerenciar e estimar os riscos envolvidos, tais como: premissas sobre retornos de investimento, longevidade, despesas, taxas de mortalidade e persistência. As estimativas são baseadas na experiência histórica e nas expectativas atuariais. Os riscos associados ao seguro de vida e previdência incluem, entre outros: Risco biométrico, que inclui experiência de mortalidade, morbidade adversa e invalidez. O risco de mortalidade pode se referir aos segurados que vivam mais tempo do que o previsto (longevidade) ou que morram antes do que o previsto. Isto porque alguns produtos garantem uma indenização se a pessoa morre, outros produtos garantem o pagamento de quantias regulares enquanto o segurado permanecer vivo; Risco de comportamento do segurado, que inclui experiência de persistência. Taxas de persistências baixas para alguns produtos podem fazer com que menos apólices/contratos permaneçam contratados para ajudar a cobrir as despesas fixas e reduzir os fluxos de caixa positivos futuros do negócio subscrito. A persistência baixa pode causar impacto de liquidez quando se trata de produtos que prevejam o benefício de resgate; O risco do seguro de vida coletivo resulta da exposição à mortalidade e morbidade e à exposição à experiência operacional pior do que o previsto sobre fatores tais como, níveis de persistência e despesas de administração; e Alguns produtos de vida e previdência possuem garantias de rentabilidades pré-definidas que incluem um risco devido a movimentações nos mercados financeiros, retornos de investimento e risco de taxa de juros que são gerenciados como parte do risco de mercado. Gerenciamento dos riscos de seguro de vida e previdência A Companhia monitora e avalia a exposição de risco, sendo responsável pelo desenvolvimento, implementação e revisão das políticas referentes à subscrição, tratamento de sinistros e provisões técnicas de seguros. A implementação dessas políticas e o gerenciamento desses riscos são apoiados pela Superintendência Técnica. A Superintendência Técnica desenvolveu mecanismos, tais como análise de eventuais acúmulos de riscos com base em relatórios mensais, que identificam, quantificam e gerenciam exposições acumuladas para contê-las dentro dos limites definidos nas políticas internas. O risco de longevidade é monitorado em relação aos mais recentes dados e às tendências do ambiente que a Companhia opera. A Administração monitora a exposição a este risco e as implicações de capital para gerenciar os possíveis impactos, bem como a captação de capital que os negócios poderão exigir. A Administração adota para o cálculo das provisões técnicas premissas de melhoria contínua na longevidade futura da população, de forma a se antever e assim estar coberta de possíveis impactos gerados pela melhora da expectativa de vida da população segurada/assistida; Riscos de mortalidade e morbidade são atenuados mediante a cessão de resseguro na modalidade catástrofe; O risco de persistência é gerenciado por meio do monitoramento frequente da experiência histórica da Companhia. A Administração também estabeleceu diretrizes sobre o gerenciamento da persistência para monitorar e implementar iniciativas específicas para melhorar, quando for o caso, a retenção de apólices que possam prescrever; e O risco de um elevado nível de despesas é monitorado principalmente pela avaliação da rentabilidade das unidades de negócio e o monitoramento frequente dos níveis de despesa. Resultados da análise de sensibilidade Alguns resultados do teste estão apresentados abaixo. Para cada cenário de sensibilidade, é demonstrado o impacto no resultado da Companhia de uma mudança razoável e possível em apenas um único fator. Ressaltamos que nas operações de seguros não existem riscos cambiais significativos. Fator de sensibilidade

Descrição do fator de sensibilidade aplicado

Taxa de juros

O impacto de uma redução na curva da taxa a termo livre de risco

Sinistralidade

O impacto de um aumento na sinistralidade para o negócio.

Longevidade

O impacto de um aumento na estimativa de melhoria da sobrevivência para contratos de anuidade.

Conversão em Renda

O impacto de um aumento no índice de conversão em renda para contratos de anuidade.

Seguros de Vida com Cobertura de Sobrevivência e Previdência e Seguro de Vida Individual - Sensibilidades em 31 de dezembro de 2011. A Companhia está exposta a sensibilidades relacionadas à taxa de juros, longevidade e conversão em renda. Nossos testes indicaram sensibilidade para os planos tradicionais de (R$ 37.219) no quesito taxa de juros considerando redução de 10% em relação às taxas atuais. Não foi identificado outro valor para os demais produtos que a Companhia opera que pudessem afetar o patrimônio líquido e o resultado. Seguros de Vida - Sensibilidades em 31 de dezembro de 2011 continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

32

Para os seguros de Vida, a tabela abaixo apresenta o impacto no resultado e patrimônio líquido caso houvesse aumento na sinistralidade em 1 ponto percentual nos últimos 12 meses da data-base do cálculo. Bruto de Líquido de Impacto no resultado e patrimônio líquido após impostos e contribuições Resseguro Resseguro Seguros de Pessoas ...................................................................................................................... (25.348) (25.160) Limitações da análise de sensibilidade As análises de sensibilidade demonstram o efeito de uma mudança em uma premissa importante enquanto as outras premissas permanecem inalteradas. Na realidade, existe uma correlação entre as premissas e outros fatores. Deve-se também ser observado que essas sensibilidades não são lineares, impactos maiores ou menores não devem ser interpolados ou extrapolados a partir desses resultados. As análises de sensibilidade não levam em consideração que os ativos e passivos são altamente gerenciados e controlados. Além disso, a posição financeira da Seguradora poderá variar na ocasião em que qualquer movimentação no mercado ocorra. Por exemplo, a estratégia de gerenciamento de risco visa gerenciar a exposição a flutuações no mercado. À medida que os mercados de investimentos se movimentam através de diversos níveis, as ações de gerenciamento poderiam incluir a venda de investimentos, mudança na alocação da carteira, entre outras medidas de proteção. Outras limitações nas análises de sensibilidade incluem o uso de movimentações hipotéticas no mercado para demonstrar o risco potencial, que somente representa a visão da Administração de possíveis mudanças no mercado no futuro próximo que não podem ser previstas com qualquer certeza, além de considerar como premissa que todas as taxas de juros se movimentam de forma idêntica. Concentração de riscos Potenciais exposições são monitoradas analisando determinadas concentrações em alguns segmentos de negócio. O quadro abaixo mostra a concentração de risco no âmbito do negócio por segmento baseada no valor de prêmios e contribuições. 2011 Prêmio Emitido Líquido por ramo (i) Seguros de Vida Vida em Grupo .................................................................................................. 1.280.190 Vida Individual ................................................................................................... 925.583 Acidentes Pessoais Coletivo ............................................................................. 531.593 Prestamista........................................................................................................ 449.601 Outros................................................................................................................ 173.604 Seguros de Vida com cobertura de Sobrevivência e Previdência VGBL ................................................................................................................. 14.723.541 PGBL ................................................................................................................. 1.805.052 Tradicionais ....................................................................................................... 1.256.292 (i) Não contempla os valores do convênio DPVAT e retrocessão de R$ 303.983 (Em 2010 R$ 220.085). c.

2010 1.245.567 553.407 414.220 375.969 128.565 11.822.186 1.418.882 1.121.811

Risco de crédito Risco de crédito consiste na possibilidade de ocorrer perdas associadas ao não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem como à desvalorização de contrato decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, e a outros valores relativos ao descumprimento de obrigações financeiras da contraparte. Gerenciamento do Risco de Crédito A Administração entende que, no que se refere às operações de seguros do ramo vida, não há uma exposição significativa ao risco de crédito, uma vez que a Companhia opera com produtos fundamentalmente massificados. Em relação às operações de resseguro, a Companhia está exposta a concentrações de risco com resseguradoras individuais, devido à natureza do mercado de resseguro e à faixa restrita de resseguradoras que possuem classificações de crédito aceitáveis. A Companhia adota como procedimento gerenciar as exposições das contrapartes de resseguro, operando somente com resseguradores com alta qualidade de crédito refletidas nos ratings atribuídos por agências classificadoras. O principal ressegurador com o qual a Companhia opera é o IRB Brasil Resseguros S.A., o qual concentra 92% das operações de resseguro da Companhia. A classificação de rating definida pela agência A.M.Best ao IRB é A. No que se refere a aplicações financeiras, a Administração avalia o risco de crédito como baixo, conforme quadro abaixo: 2011 Ativos Financeiros / Rating

AAA

AA

A

BBB

BB- Sem rating

A valor justo por meio do resultado ...... 57.896.409 1.825.984 237.198 6.095.537 40.755 Título de Renda Fixa Privado........... 9.541.686 1.825.984 237.198 6.095.537 40.755 Título de Renda Fixa Público ........... 48.354.723 Título de Renda Variável (*) ............. Disponíveis para a venda ....................... 22.256.147 Título de Renda Fixa Público ........... 21.834.083 Título de Renda Fixa Privado........... 422.064 Título de Renda Variável (*) ............. -

80.681 80.681 -

9.707 9.707 -

-

-

3.515.003 3.490.501 24.502

54.611 54.611

-

-

-

Mantidos até o Vencimento .................... Título de Renda Fixa Público ........... Título de Renda Fixa Privado ..........

d.

e.

Total

2.628.598 68.724.481 236.388 17.977.548 - 48.354.723 2.392.210 2.392.210

• •

Assegurar a efetividade do processo de gerenciamento de risco operacional e de continuidade de negócios da companhia; Aprovar e revisar, as definições e critérios, modelagens matemáticas e estatísticas e cálculos referentes ao montante da alocação de capital; • Avaliar e submeter à validação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, com reporte aos comitês específicos, a política, estrutura, papéis, procedimentos e responsabilidades das dependências envolvidas no processo, bem como as revisões executadas anualmente. Mecanismos de Controle e Monitoramento contínuo: • Identificar junto às dependências interna e externa da Companhia os eventos de perdas decorrentes de risco operacional e consequente abertura e/ou manutenção de rubricas contábeis específicas para registro, contabilização e consolidação dessas perdas. • Assegurar o levantamento e tratamento das perdas identificadas mediante as origens/causas, para a avaliação, monitoramento, controle e mitigação do processo, possibilitando à redução dos impactos, ao menor custo. • Estabelecer reuniões com os gestores e executivos, quanto à proposta de recomendações técnicas das perdas junto às áreas, visando à melhoria contínua, ações corretivas e preventivas do Risco Operacional. g. Risco Legal Esse risco está relacionado à escolha, não ao acaso, pois decorre da incerteza inerente aos eventos que podem trazer consequências (ganhos ou perdas) sobre as decisões tomadas diariamente pela Companhia. Esse risco não deve ser confundido com sendo a ausência ou a não execução de um controle. Especificação do Risco O risco legal está associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela Companhia, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela Companhia. Gerenciamento do Risco Legal A abordagem de todo o processo de gerenciamento do risco legal se dá, mediante um software para a apuração, mensuração e cálculo do capital da Companhia, considerando os modelos estatísticos e adotando as melhores práticas de avaliações qualitativas e quantitativas. h. Gerenciamento de Capital O processo de gerenciamento de capital é realizado de forma corporativa, visando proporcionar condições para o alcance dos objetivos estratégicos do Grupo Bradesco Seguros, levando em consideração o ambiente econômico e comercial onde atua. Este processo é compatível com a natureza das operações, complexidade e especificidade de cada produto e serviços no mercado securitário e com a dimensão da exposição a riscos do Grupo. O processo de adequação e gerenciamento de capital é acompanhado de forma contínua e visa assegurar que o Grupo Bradesco Seguros mantenha uma sólida base de capital para apoiar o desenvolvimento das atividades e fazer face aos riscos, seja em situações de normalidade de mercado, ou em condições extremas, em atendimento aos requerimentos regulatórios e/ou aos aspectos de Governança Corporativa. O Grupo Bradesco Seguros acompanha de maneira permanente os limites requeridos (margem de solvência, capital mínimo requerido e capital adicional) pelo respectivo órgão regulador. 4. Ativos financeiros - Aplicações a. Resumo da classificação das aplicações financeiras 2011 % 2010 % 71,64 57.012.904 69,01 Títulos a valor justo por meio do resultado............................................ 68.724.481 Quotas de fundos especialmente constituídos......................................... 68.233.216 71,13 55.570.932 67,26 Títulos de renda fixa - fundos de investimentos ....................................... 394.323 0,41 1.345.746 1,63 Títulos de renda variável - fundos de investimentos ................................ 88.718 0,09 88.203 0,11 Títulos de renda fixa - notas do tesouro nacional..................................... 8.224 0,01 8.023 0,01 24,64 22.235.163 26,92 Títulos disponíveis para venda ................................................................ 23.628.977 Títulos de renda fixa - fundos de investimentos ....................................... 20.539.530 21,41 19.098.875 23,13 Títulos de renda variável - ações ............................................................. 1.282.442 1,34 1.482.469 1,79 Títulos de renda fixa - letras financeiras e notas do tesouro nacional ..... 1.223.240 1,28 1.062.845 1,29 Títulos de renda fixa - debêntures............................................................ 497.120 0,52 457.716 0,55 Títulos de renda fixa - letras financeiras do tesouro................................. 71.313 0,07 82.012 0,10 Títulos de renda fixa - depósito em garantia especial .............................. 34.711 0,04 Títulos de renda fixa - outros fundos de investimentos ............................ 9.707 0,01 2.364 Títulos de renda fixa - certificado de depositos bancarios ....................... 4.351 0,01 Títulos de renda fixa - fundos de investimentos imobiliários .................... 5.625 0,01 9.820 0,01 3.569.614 3,72 3.360.836 4,07 Títulos mantidos até o vencimento ......................................................... Títulos de renda fixa - notas do tesouro nacional..................................... 3.490.501 3,64 3.282.815 3,98 79.113 0,08 78.021 0,09 Títulos de renda fixa - certificados de recebíveis imobiliários .................. 95.923.072 100,00 82.608.903 100,00 b.

1.282.442 23.628.977 - 21.834.083 512.452 1.282.442 1.282.442 -

3.569.614 3.490.501 79.113

A Administração classificou os títulos públicos na categoria de rating AAA, uma vez que a contraparte é o Governo Federal. (*) Os títulos de renda variável que não possuem rating de crédito inclui ações das empresas Petrobras, ItauUnibanco e Gerdau. Trimestralmente, são realizadas as reuniões do Comitê Executivo de Gestão de Risco de Crédito e do Comitê Executivo de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros para as tratativas deliberativas, possuindo as atribuições necessárias para o atendimento regulatório/aprimoramento nos processos de gestão. Risco de liquidez Risco de Liquidez é a possibilidade da não existência de recursos financeiros suficientes para que a Companhia honre seus compromissos em razão dos descasamentos entre pagamentos e recebimentos, considerando as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. O conhecimento e o acompanhamento deste risco são cruciais, sobretudo para que a Companhia possa liquidar as operações em tempo hábil e de modo seguro. Exposição ao risco de liquidez O risco de liquidez é limitado pela reconciliação do fluxo de caixa da carteira de investimentos com os respectivos passivos. Para tanto, são empregados métodos atuariais para estimar os passivos oriundos de contratos de seguro. A qualidade dos investimentos também garante a capacidade de cobrirmos altas exigências de liquidez. Gerenciamento do Risco de Liquidez O gerenciamento do risco de liquidez é exercido de forma corporativa, envolvendo um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito ao estabelecimento de limites técnicos, com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos financeiros utilizados. A política corporativa de gestão de riscos de mercado e liquidez tem por objetivos assegurar a existência de normas, critérios e procedimentos que garantam à Companhia o estabelecimento de reserva mínima de liquidez, bem como a existência de estratégia e de planos de ação para situações de crise de liquidez. Risco de mercado O risco de mercado é representado pela possibilidade de perda financeira por oscilação de preços e taxas de juros dos instrumentos financeiros da Companhia, uma vez que suas carteiras ativas e passivas podem apresentar descasamentos de prazos, moedas e indexadores. Este risco é identificado, mensurado, mitigado e gerenciado, sendo as diretrizes e limites monitorados diariamente, de maneira independente. O controle do risco de mercado é realizado para todas as empresas do Grupo Bradesco Seguros. As atividades expostas a risco de mercado são mapeadas, mensuradas e classificadas quanto à probabilidade e magnitude, com seus respectivos planos de mitigação devidamente aprovados pela estrutura de governança. Gerenciamento do risco de mercado O processo realizado de forma corporativa é aprovado pelo Conselho de Administração e reavaliado anualmente pelos comitês abaixo descritos, bem como pelo próprio Conselho de Administração. Definição de Limites As propostas de limites de risco de mercado são validadas em Comitês específicos de negócios, bem como pelos Comitês Executivos de Investimentos e de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros quando os limites são relacionados ao segmento de seguros. Posteriormente, são submetidas à aprovação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, observando os limites definidos pelo Conselho de Administração, conforme as características das operações. A carteira da Companhia consiste em operações estruturais provenientes das diversas linhas de negócio de uma Companhia considerando, ainda, os seus respectivos hedges. Nesse tipo de operação a intenção não é a negociação no curto prazo, que visa se beneficiar de oscilações de mercado, mas sim a manutenção do investimento pelo período necessário ao seu tipo de negócio e demanda, atendendo suas necessidades específicas. Os principais riscos monitorados são os riscos de taxa de juros e de carteira de ações. Exposições de moedas estrangeiras não são significativas nas operações da Companhia e o risco é acompanhado de forma consolidada com as demais empresas do Grupo Bradesco Seguros, conforme critério padrão da Circular do BACEN nº 3.389/08. Modelos de Mensuração do Risco de Mercado As posições em ações são mensuradas mediante a metodologia de VaR Delta-Normal para o horizonte de 1 dia, com nível de confiança de 99% e volatilidades e correlações calculadas a partir de métodos estatísticos que atribuem maior peso aos retornos recentes. A mensuração e o controle do risco de taxa de juros são feitos a partir da metodologia EVE (Economic Value Equity), que mede o impacto econômico sobre as posições, de acordo com os cenários elaborados pela área econômica do Banco Bradesco. Nesses cenários são determinados movimentos positivos e negativos que podem ocorrer nas curvas de taxas de juros, com impactos sobre os ativos e passivos ao longo da vida das operações, não representando necessariamente prejuízo contábil. Análise de Sensibilidade de Risco de Mercado Cenário Choque de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de variação para preços Fator de Risco Índice Bovespa em pontos ............................. 56.187 Taxa Prefixada de 1 ano................................. 10,06% Cupom de IPCA de 1 ano............................... 4,37%

Valor justo por meio do resultado Certificados de depósitos bancários................ Letras financeiras de emissores privados ....... Letras financeiras do tesouro ......................... Letras do tesouro nacional ............................. Notas do tesouro nacional .............................. Ações .............................................................. Debêntures ..................................................... Depósito em garantia especial ....................... Notas promissórias.......................................... Certificados de recebíveis imobiliários ............ Quotas de fundos de investimentos ............... Total ...............................................................

Renda Variável (5.854)

Total sem correlação (14.198)

f.

Risco operacional O risco operacional é representado pela perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos. Essa definição inclui o Risco Legal, mas exclui o Estratégico e o de Imagem. Gerenciamento do Risco Operacional A Companhia aborda o gerenciamento do risco operacional num processo de aprimoramento contínuo, visando acompanhar a evolução dinâmica dos negócios e minimizar a existência de lacunas que possam comprometer a qualidade deste gerenciamento. Todo o processo de Governança Corporativa para gerenciamento do risco operacional é acompanhado trimestralmente pelos comitês executivos do Grupo Bradesco Seguros e do Banco Bradesco, cada qual com a sua especificidade, possuindo as seguintes atribuições: • Garantir o cumprimento das Políticas de Gestão de Risco Operacional e de Continuidade de Negócios da companhia;

Acima de Valor contábil/ 360 dias Valor justo

31.236 1.072.807 5.410.001 - 1.516.932 719.122 746.386 3.724.764 283.236 25.414 537.580 65.850 17.368 4.561.245 109.594 1.127.080 1.026.226 54.772 879 113.390 8.407 1.322.428 3.043.827 16.786.034

De 31 a 180 dias

De 181 a 360 dias

Valor Acima de Valor do contábil/ 360 dias Valor justo investimento

Disponíveis para Venda Ações....................................................... 1.282.442 - 1.282.442 Fundos de investimentos imobiliários...... 5.625 5.625 Letras financeiras do tesouro .................. 9.257 9.257 Letras financeiras do tesouro - judiciais (*) - 13.254 48.802 62.056 Debêntures .............................................. 10 - 360.551 136.559 497.120 Quotas de fundos de investimentos ........ 9.707 9.707 2.938 - 21.759.832 21.762.770 Notas do tesouro nacional....................... Total ........................................................ 1.300.722 13.254 360.551 21.954.450 23.628.977 2010 De 1 a 30 Valor ou sem De 31 a De 181 a Acima de contábil/ vencimento 180 dias 360 dias 360 dias Valor justo Disponíveis para venda Ações ......................................................... Certificados de depósitos bancários........... Fundos de investimentos imobiliários ........ Depósito em garantia especial .................. Letras financeiras do tesouro - judiciais (*) Notas do tesouro nacional ......................... Letras do tesouro nacional ........................ Debêntures ................................................ Letras financeiras do tesouro .................... Fundos de investimentos............................ Total ..........................................................

7.839.379 1.516.932 5.550.157 16.104.941 19.734.058 3.416.329 2.263.148 55.651 113.390 8.407 410.512 57.012.904

1.482.469 4.351 9.820 42.419 320.857 5.120 10 30.335 2.364 1.542.202 355.543

Ajuste a valor justo

1.873.469 (591.027) 8.646 (3.021) 9.126 131 62.053 3 490.336 6.784 9.707 18.866.929 2.895.841 21.320.266 2.308.711 Valor do Ajuste a investivalor mento justo

- 1.482.469 1.660.536 (178.067) 4.351 4.351 9.820 8.682 1.138 34.711 34.711 34.713 (2) 68.894 68.894 68.899 (5) - 19.793.324 20.156.600 17.532.087 2.624.513 5.120 5.120 427.371 457.716 443.573 14.143 665 12.453 13.118 12.988 130 2.364 2.364 35.376 20.302.042 22.235.163 19.773.313 2.461.850

(*) As letras financeiras do tesouro dadas em garantias de processos judiciais estão apresentadas no ativo não circulante independente do vencimento dos títulos. 2011 Acima de Valor do investimento De 181 a 360 dias atualizado/contábil 360 dias Mantidos até o vencimento Notas do tesouro nacional............................................................. 125.886 3.364.615 3.490.501 79.113 79.113 Certificados de recebíveis imobiliários .......................................... 125.886 3.443.728 3.569.614 Total .............................................................................................. 2010 Acima de Valor do investimento 360 dias atualizado/contábil Mantidos até o vencimento Notas do tesouro nacional ............................................................................................. Certificados de recebíveis imobiliários .......................................................................... Total ..............................................................................................................................

Total com correlação (9.163)

Exposições sujeitas à Exposições sujeitas à variações de taxas de variação da taxa dos Exposições sujeitas juros prefixadas e cupom cupons de índices de à variação do preço Definição ........ de taxas de juros preços de ações

1.325.335 359.885 15.258.711 15.089.595 3.416.329 248 410.512 35.860.615

2010 De 181 a 360 dias

2011 De 1 a 30 ou sem vencimento

Fatores de Riscos

Índices de Preços (7.314)

Composição das aplicações por prazo e por título Apresentamos a seguir a composição das aplicações financeiras por prazo e por título, incluindo os títulos que compõem as carteiras dos fundos de investimentos. Os títulos a “valor justo por meio do resultado” estão apresentados no ativo circulante, independentemente dos prazos de vencimento. Os títulos que pertencem a fundos de investimentos abertos foram considerados com base no percentual de participação da Companhia nos fundos. 2011 De 1 a 30 ou sem De 31 a 180 De 181 a Acima de Valor contábil/ vencimento definido dias 360 dias 360 dias Valor justo Valor justo por meio do resultado Certificados de depósitos bancários................ 879 1.206.065 955.991 5.800.880 7.963.815 Letras financeiras de emissores privados ....... 222 127.470 1.552.105 5.001.719 6.681.516 Letras financeiras do tesouro ......................... 67.501 106.974 1.610.393 2.751.597 4.536.465 Letras do tesouro nacional ............................. 3.784.033 572.901 1.223.946 5.580.880 Notas do tesouro nacional .............................. 30.969.384 39.994 7.228.000 38.237.378 Ações .............................................................. 2.392.210 2.392.210 Debêntures ..................................................... 64.447 646.511 931.279 915.992 2.558.229 Notas comerciais do agronegócio ................... 4 121.303 121.307 Certificados de recebíveis imobiliários ............ 6.751 6.751 Quotas de fundos de investimentos ............... 595.235 595.235 995 49.700 50.695 Depósito em garantia especial ........................ 37.874.910 2.087.020 5.783.966 22.978.585 68.724.481 Total ............................................................... De 1 a 30 ou sem De 31 a 180 vencimento definido dias

Os impactos, líquidos de efeitos fiscais, desse cenário sobre as posições seriam as seguintes:

Posição Taxa de Juros em Reais 31/12/2011....... (1.030)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

3.282.815 78.021 3.360.836

3.282.815 78.021 3.360.836

O valor justo dos títulos mantidos até o vencimento é superior ao valor de custo atualizado em R$ 1.594.276 (R$ 1.540.605 em 2010). c.

Cobertura das provisões técnicas Os valores dos bens e direitos oferecidos em cobertura das provisões técnicas são os seguintes: Total das provisões técnicas.................................................................................. Total a ser coberto............................................................................................... Quotas de fundos especialmente constituídos...................................................... Títulos de renda fixa - públicos.............................................................................. Ações..................................................................................................................... Debêntures ............................................................................................................ Títulos de renda fixa - privados ............................................................................. Parcela correspondente a resseguros contratados (nota 7a) ............................... Depósitos judiciais (nota 14c)................................................................................ Total ......................................................................................................................

2011 91.008.112 91.008.112 68.233.216 21.017.019 1.280.109 490.383 95.297 8.490 68.703 91.193.217

2010 76.283.071 76.283.071 55.570.932 18.797.667 1.480.137 443.564 95.130 6.662 72.450 76.466.542 continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

d.

Hierarquia do valor justo As tabelas abaixo apresentam os instrumentos financeiros registrados pelo valor justo, utilizando um método de avaliação. Os diferentes níveis foram definidos como a seguir: • Nível 1: Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos; • Nível 2: Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços); • Nível 3: Premissas, para o ativo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). 2011 2010 Ativos disponíveis para venda Nível 1 Nível 2 Total Nível 1 Nível 2 Total Ações.......................................................... 1.282.442 1.282.442 1.482.469 1.482.469 Letras financeiras do tesouro .................... 71.313 71.313 82.012 82.012 Depósito em garantia especial ................... 34.711 34.711 Debêntures ................................................. 497.120 497.120 457.716 457.716 Fundo de investimento imobiliário .............. 5.625 5.625 9.820 9.820 Certificados de depósitos bancários........... 4.351 4.351 Letras do tesouro nacional ......................... 5.120 5.120 Notas do tesouro nacional ......................... 21.762.770 - 21.762.770 20.156.600 - 20.156.600 9.707 9.707 2.364 2.364 Quotas de fundos de investimentos ........... 9.707 23.628.977 22.193.737 41.426 22.235.163 Total ............................................................ 23.619.270 2011 Ativos mensurados a valor justo por Nível 1 meio do resultado Ações .......................................................... 2.392.210 Crédito de recebíveis imobiliários................ Certificados de depósitos bancários............ Quotas de fundos de investimentos ............ Debêntures .................................................. 2.558.229 Depósito em garantia especial .................... Letras do tesouro nacional .......................... 5.580.880 Letras financeiras ........................................ Letras financeiras do tesouro ...................... 4.536.465 Notas comerciais do agronegócio ............... Notas do tesouro nacional........................... 38.237.378 Notas promissórias...................................... 53.305.162 Total

e.

f.

5.

Nível 2 6.751 7.963.815 595.235 50.695 6.681.516 121.307 15.419.319

Total 2.392.210 6.751 7.963.815 595.235 2.558.229 50.695 5.580.880 6.681.516 4.536.465 121.307 38.237.378 68.724.481

Nível 1 3.416.329 2.263.148 16.104.941 5.550.157 19.734.058 47.068.633

Nível 2 8.407 7.839.379 410.512 55.651 1.516.932 113.390 9.944.271

Total 3.416.329 8.407 7.839.379 410.512 2.263.148 55.651 16.104.941 1.516.932 5.550.157 19.734.058 113.390 57.012.904

Instrumentos financeiros derivativos Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía em fundos de investimentos contratos futuros de DI, que totalizam R$ 1.037.144 - posição vendida (R$ 396.301 em 2010 - posição comprada), como valor de referência, sendo que os diferenciais a pagar ou a receber dos contratos futuros são liquidados diariamente. O objetivo de atuação no mercado de derivativos, seja através de posições ativas ou proteção (hedge), sempre visa administrar a exposição a riscos de mercado, de moeda ou taxa de juros e proteção das posições detidas à vista. Valor de Ano de Tipo de Referência Fundo de Investimento Mercadoria Quantidade Vencimento Compromisso 31/12/2011 Ibiúna Previdência FIM DI1 200 2015 Venda (14.705) Ibiúna Previdência FIM IND 105 2012 Venda (5.996) Subtotal (20.701) FRAM Capital Previdência FIF Renda Fixa DI1 1 2014 Venda (82) Subtotal (82) FRAM Capital Previdência RV 20 FIM DDI 50 2020 Venda (3.303) FRAM Capital Previdência RV 20 FIM DI1 30 2017 Venda (1.782) Subtotal (5.085) FRAM Capital Previdência FIF RF Longo Prazo DDI 30 2020 Venda (1.982) FRAM Capital Previdência FIF RF Longo Prazo DI1 50 2017 Venda (2.970) Subtotal (4.952) Bradesco FIF RF Master II Previdência DI1 378 2012 Venda (36.003) Bradesco FIF RF Master II Previdência DI1 1.362 2013 Compra 123.726 Bradesco FIF RF Master II Previdência DI1 898 2014 Venda (73.513) Bradesco FIF RF Master II Previdência DI1 353 2015 Compra 25.956 Bradesco FIF RF Master II Previdência DI1 967 2017 Venda (57.438) Subtotal (17.272) Venda (3.697) Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 37 2012 Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 8 2012 Compra 781 Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 21 2012 Compra 2.000 Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 5 2012 Compra 465 Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 40 2013 Compra 3.634 Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 45 2013 Compra 3.993 Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 70 2013 Compra 6.051 Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 70 2014 Compra 5.730 Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 75 2015 Compra 5.514 Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 10 2017 Compra 594 Bradesco FIF RF Master Prefixado DI1 15 2021 Compra 579 Subtotal 25.644 Bradesco FIF RF Crédito Privado Master DI1 10 2012 Compra 999 Bradesco FIF RF Crédito Privado Master DI1 18 2013 Compra 1.635 Bradesco FIF RF Crédito Privado Master DI1 6 2014 Compra 491 Bradesco FIF RF Crédito Privado Master DI1 3 2015 Compra 221 Subtotal 3.346 Venda (600) Bradesco FIF RF Master Previdência DI1 6 2012 Bradesco FIF RF Master Previdência DI1 5.565 2012 Venda (530.037) Bradesco FIF RF Master Previdência DI1 17.842 2013 Compra 1.620.795 Bradesco FIF RF Master Previdência DI1 16.001 2014 Venda (1.309.894) Bradesco FIF RF Master Previdência DI1 983 2015 Venda (72.276) Bradesco FIF RF Master Previdência DI1 12.223 2017 Venda (726.030) (1.018.042) Subtotal Total (1.037.144) Resultado no exercício (165.505) IND - Contrato futuro de Ibovespa; DI1- Contrato futuro de taxa média de depósitos interfinanceiros de 1 dia; DDI - Contrato futuro de cupom cambial.

FRAM Capital Previdência RV 20 FIM FRAM Capital Previdência RV 20 FIM FRAM Capital Previdência FIF RF Longo Prazo FRAM Capital Previdência FIF RF Longo Prazo FRAM Capital Previdência FIF RF Longo Prazo FRAM Capital Previdência FIF RF Longo Prazo Bradesco FIF RF Riviera Bradesco FIF RF Riviera Bradesco FIF RF Riviera Bradesco FIF RF Master II Previdência Bradesco FIF RF Master II Previdência Bradesco FIF RF Master II Previdência Bradesco FIF RF Master II Previdência Bradesco FIF RF Master II Previdência Bradesco FIF RF Master Prefixado Bradesco FIF RF Master Prefixado Bradesco FIF RF Master Prefixado Bradesco FIF RF Master Prefixado Bradesco FIF RF Master Previdência Bradesco FIF RF Master Previdência Bradesco FIF RF Master Previdência Bradesco FIF RF Master Previdência Bradesco FIF RF Master Previdência Total Resultado no exercício

Ano de Tipo de Mercadoria Quantidade Vencimento Compromisso DI1 1 2014 Venda Subtotal DOL 50 2020 Venda DOL 2 2011 Compra Subtotal DDI 30 2020 Venda DI1 5 2011 Venda DOL 1 2011 Compra DOL 1 2011 Venda Subtotal DI1 103 2011 Venda DI1 1.798 2012 Compra DI1 159 2012 Venda Subtotal DI1 4.723 2011 Venda DI1 4.175 2012 Compra DI1 387 2012 Venda DI1 930 2014 Venda DI1 127 2015 Venda Subtotal DI1 11 2011 Venda DI1 25 2012 Venda DI1 45 2012 Compra DI1 15 2017 Venda Subtotal DI1 24.445 2011 Venda DI1 53.142 2012 Compra DI1 5.648 2012 Venda DI1 16.960 2014 Venda DI1 2.398 2015 Venda Subtotal

Valor de referência 31/12/2010 (71) (71) (2.751) 167 (2.584) (1.651) (473) 83 (84) (2.125) (10.292) 160.406 (13.369) 136.745 (471.921) 372.467 (32.541) (65.900) (8.052) (205.947) (1.047) (2.230) 3.784 (765) (258) (2.441.695) 4.740.988 (474.914) (1.201.795) (152.043) 470.541 396.301 14.900

DI1- Contrato futuro de taxa média de depósitos interfinanceiros de 1 dia; DOL - Contrato futuro de taxa de câmbio de reais por dólar comercial; DDI - Contrato futuro de cupom cambial.

Prêmios a receber Ramos de seguros 2011 63.934 40.739 16.947 6.461 4.512 4.287 41.700 521 (20.681) 158.420

Vida em grupo ...................................................................................................................... Prestamista........................................................................................................................... Acidentes pessoais coletivo ................................................................................................. Vida individual ...................................................................................................................... Acidentes pessoais............................................................................................................... Eventos aleatórios ................................................................................................................ Dotal misto............................................................................................................................ Outros................................................................................................................................... Redução ao valor recuperável.............................................................................................. Total ..................................................................................................................................... b.

c.

2011

2010

130.785 4.596 103 135.484

175.411 813 214 176.438

21.198 15.530 6.889 43.617 179.101 (20.681) 158.420

15.445 11.706 7.370 34.521 210.959 (16.648) 194.311

2011 194.311 3.865.249 13.615 (276.842) (3.633.880) (4.033) 158.420

2010 161.910 3.026.896 13.153 (161.014) (2.844.019) (2.615) 194.311

Movimentação dos prêmios a receber Saldo em 1º de janeiro ...................................................................................................... (+) Prêmios emitidos ............................................................................................................ (+) IOF .................................................................................................................................. (-) Prêmios cancelados......................................................................................................... (-) Recebimentos ................................................................................................................. Constituição/ (reversão) de provisão para perda ................................................................. Saldo em 31 de dezembro ................................................................................................

7. a.

Ativos de Resseguro - Provisões Técnicas Composição Provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR)................................................... Sinistros a liquidar ................................................................................................................ Provisão benefícios a regularizar ......................................................................................... Prêmios de resseguro diferidos............................................................................................ Total .....................................................................................................................................

b.

2011 6.662 1.595 37 196 8.490

2010 5.749 2.640 (1.946) 219 6.662

2010

Circulante

Não Circulante

Total

Circulante

Não Circulante

Total

237

-

237

17.263

-

17.263 230.505

Antecipação de IRPJ e CSLL ..... Diferenças temporárias (i) ..........

-

287.936

287.936

-

230.505

Impostos a compensar ...............

3.437

-

3.437

2.771

-

2.771

Total ...........................................

3.674

287.936

291.610

20.034

230.505

250.539

Movimentação de tributos diferidos Saldo em 2010

9.

2010 3.123 2.479 1.039 21 6.662

Créditos tributários e previdenciários 2011

(i)

2011 4.738 2.846 906 8.490

Movimentação de ativos de resseguros Saldo em 1º de janeiro ...................................................................................................... Constituição de provisões .................................................................................................... Sinistros recuperados........................................................................................................... Atualização monetária e juros de sinistros .......................................................................... Saldo em 31 de dezembro .................................................................................................

8.

2010 122.403 33.843 14.053 34.855 2.751 3.054 (16.648) 194.311

Faixas de vencimento A vencer Até 30 dias............................................................................................................................ De 31 a 120 dias .................................................................................................................. Acima de 121 dias ................................................................................................................ Total a vencer...................................................................................................................... Vencidos: Até 30 dias............................................................................................................................ De 31 a 120 dias .................................................................................................................. Acima de 121 dias ................................................................................................................ Total vencidos..................................................................................................................... Subtotal ............................................................................................................................... Redução ao valor recuperável.............................................................................................. Total .....................................................................................................................................

2010

Desempenho e taxas contratadas A Administração mensura a rentabilidade de seus investimentos utilizando como parâmetro a variação das taxas de rentabilidade dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI). Em 2011, o desempenho global dos ativos financeiros em renda fixa, títulos públicos e títulos privados, que compõem a carteira de aplicações financeiras atingiu 120,93% no acumulado do período. Movimentação das aplicações financeiras 2011 2010 Saldo em 1° de janeiro ....................................................................................................... 82.608.903 68.616.543 (+) Aplicações....................................................................................................................... 20.767.549 19.182.104 (-) Resgates.......................................................................................................................... (15.309.708) (14.770.540) (+) Rendimentos................................................................................................................... 8.009.467 7.126.396 (153.139) 2.454.400 (-) Ajuste a valor justo........................................................................................................ 95.923.072 82.608.903 Saldo em 31 de dezembro .................................................................................................

Fundo de investimento FRAM Capital Previdência FIF Renda Fixa

6. a.

33

Adição Exclusão

Saldo em 2011

Provisão judiciais - cíveis ..................................................................

90.926

18.461

(12.213)

97.174

Provisão para riscos de crédito .........................................................

67.061

50.599

(14.330)

103.330

Provisão judiciais - fiscais..................................................................

51.189

14.214

-

65.403

Provisão para desvalorização de títulos e investimentos..................

10.793

-

-

10.793

Provisão judiciais - trabalhistas .........................................................

2.739

1.914

(20)

Outros................................................................................................

7.797

-

(1.194)

6.603

Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias......

230.505

85.188

(27.757)

287.936

Investimentos - Participações societárias BPS AlvoÁtria Damaniva Part. e Danúbio rada Itajuba Ser- Empr. e MaríliaRefl. e partici- Holdings Vida Ltda. Holdings viços Particip. Agropecuária pações S.A. Ltda. Ltda (i) Ltda. (i) Ltda. Ltda. Dados 31 de dezembro de 2011 Capital social........... 136.000 4.100 1.756 Quantidade de ações/quotas possuídas - ON... 91.006 4.100.000 1.727.039 Percentual de participação........... 100% 100% 98,38% Total de ativos......... 127.135 9.029 2.079 Total de passivos .... 2.769 434 69 Patrimônio líquido... 124.272 8.595 2.010 Total de provisões judiciais.................. 94 Total de receitas...... 6.739 7.341 213 Lucro líquido do período............. 3.931 1.284 157 Saldo em 1º de 6.705 55.346 1.727 13.126 janeiro de 2010.... 119.760 Dividendos .............. (1.727) (211) (6.706) Baixas ..................... - (13.126) Ajuste com títulos e valores mobiliários ........... (11.713) Resultado de equivalência patrimonial........... 7.272 1.101 28.237 132 Saldo em 31 de dezembro 7.595 76.877 1.859 de 2010 ............... 113.592 Dividendos .............. (934) (284) (36) Aquisição ................ 1 1 Aumento de capital. 21.600 20.000 20.000 Transferência de investimento..... - (102.419) (20.425) (20.425) Ajustes com títulos e valores mobiliários ........... (13.917) Resultado de equivalência patrimonial........... 3.931 1.284 25.542 154 424 424 Saldo em 31 de dezembro 8.595 1.977 de 2011 ............... 124.272

4.633

BSP Empreend. Imobiliários S.A.

Total

859.011

143.268.967 16,84% 901.454 832 900.622 42.540 42.010 - 196.664 (8.644) - (13.126)

-

(11.713)

-

36.742

- 199.923 (68) (1.322) 2 61.600 143.269

-

8.488

-

(13.917)

40.247

151.689 286.533

(i) Empresas adquiridas em 13 de julho de 2011 e transferidas à BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. em 30 de novembro de 2011. 10. Ativos intangíveis Custo de aquisição Saldo em 1º de janeiro de 2011 ............................

Sistema de computação

Outros intangíveis

Total

98.271

9

98.280

Ativo intangível desenvolvido internamente .............

22.555

-

22.555

Saldo em 31 de dezembro de 2011 ......................

120.826

9

120.835

Amortização e impairment Sistema de computação Redução ao valor recuperável Saldo em 1º de janeiro de 2011 ............................ (71.815) (65) Amortização .............................................................

(9.480)

Saldo em 31 de dezembro de 2011 ......................

(81.295)

Vida útil (em anos) ..................................................

(65)

5

Total

Total (71.880) (9.480) (81.360) 39.475

11. Impostos e contribuições a pagar Imposto de renda.................................................................................................................. Contribuição social ............................................................................................................... COFINS ................................................................................................................................ PIS........................................................................................................................................ Total .....................................................................................................................................

2011 225.541 204.364 15.077 2.450 447.432

2010 154.411 195.416 13.393 2.176 365.396

2011 23.124 6.671 2.793 1.719 34.307

2010 30.513 6.203 1.958 1.656 40.330

12. Depósitos de terceiros Até 30 dias............................................................................................................................ De 31 a 180 dias .................................................................................................................. De 181 a 360 dias ................................................................................................................ Acima 360 dias ..................................................................................................................... Total .....................................................................................................................................

continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

34

b.

13. Provisões técnicas e despesas de comercialização diferidas a. Composição Provisão matemática de benefícios a conceder .................................................................. Provisão matemática de benefícios concedidos ................................................................. Provisão de insuficiência de contribuição............................................................................. Provisão de sinistros a liquidar - judicial .............................................................................. Provisão de sinistros a liquidar - administrativo ................................................................... Provisão de sinistros ocorridos e não avisados - IBNR........................................................ Provisão de oscilação financeira ......................................................................................... Provisão de insuficiência de prêmio .................................................................................... Provisão de resgates e outros valores a regularizar ............................................................ Provisão de excedente financeiro ....................................................................................... Provisão de benefícios a conceder (vida individual) ............................................................ Provisão de benefícios a regularizar - judicial ...................................................................... Provisão de benefícios a regularizar - administrativo........................................................... Provisão de prêmios não ganhos ........................................................................................ Provisão de despesas administrativas ................................................................................ Provisão de oscilação de riscos .......................................................................................... Provisão de riscos não expirados ........................................................................................ Outras provisões ................................................................................................................. Total ..................................................................................................................................... b. (i)

2011 77.492.774 5.397.833 3.636.981 779.487 221.061 743.826 635.843 473.682 478.431 379.694 318.921 78.098 83.770 158.927 98.794 13.146 14.939 1.905 91.008.112

2010 63.866.814 4.994.380 3.332.695 706.459 159.528 607.940 650.397 590.545 346.557 357.833 268.443 111.819 36.060 84.430 111.397 18.550 13.326 25.898 76.283.071

2011 7.126.389 (203.929) 6.922.460 1.237.372 (73.729) 1.227.403 (1.383.683) (237.492) 461.296 8.153.627 282.056 8.435.683

2010 6.097.905 (200.436) 5.897.469 917.634 (182.850) 1.051.602 (1.222.518) (132.709) 593.832 6.922.460 203.929 7.126.389

Movimentação das provisões técnicas de seguros e previdência Seguros - Vida e Previdência - Planos Tradicionais de Risco

(ii) Seguros - Vida com Cobertura de Sobrevivência (VGBL)

c.

227.315

(-) Total pago no período .....................................................................................................

(1.387)

(63.992)

Total provisionado até 31/12/2010 para ações pagas no exercício .....................................

(167)

(23.649)

Quantidade de ações pagas no exercício ............................................................................

41

1.294

(+) Novas constituições referentes a citações do exercício ................................................

5.492

77.609

Quantidade de ações referentes a novas constituições no exercício .................................

54

1.187

(+) Constituições referentes a citações de exercícios anteriores ........................................

966

15.941

(-) Baixas por êxito ..............................................................................................................

(211)

(11.945)

(-)Alteração de estimativas...................................................................................................

(125)

(1.992)

11.582

242.936

2011 229.442 164.248 68.703 83.463 2.191 548.047

2010 213.569 121.080 72.450 56.313 2.464 465.876

2011 923.376 48.827 972.203

2010 984.632 38.470 1.023.102

Depósitos judiciais e fiscais IR e CSLL ............................................................................................................................. Cíveis e trabalhistas ............................................................................................................. Sinistros................................................................................................................................ INSS ..................................................................................................................................... Outros................................................................................................................................... Total ..................................................................................................................................... Tributos diferidos Ajuste a valor justo - Títulos disponíveis para a venda ........................................................ Atualização de depósito judicial ........................................................................................... Total .....................................................................................................................................

15. Patrimônio líquido a. Capital social e dividendos O capital social, totalmente subscrito e integralizado, já considerados os atos societários abaixo, é representado por 181.570 ações escriturais, ordinárias e nominativas, sem valor nominal. De acordo com as disposições estatutárias, a cada ação corresponde um voto nas Assembleias Gerais, sendo garantido aos acionistas um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido de cada exercício, ajustado nos termos da legislação societária brasileira. Os dividendos foram calculados conforme se segue: 2011 2010 Lucro líquido do exercício................................................................................................. 1.932.721 1.786.996 (96.636) (89.350) Constituição da reserva legal ............................................................................................... Base de cálculo dos dividendos ....................................................................................... 1.836.085 1.697.646 Dividendos pagos antecipadamente .................................................................................... 1.158.216 380.000 Juros sobre capital próprio ................................................................................................... 170.000 160.000 72% 32% Percentagem sobre o lucro líquido ajustado do exercício.............................................

2011

2010 35.562.797

Recebimento de prêmios líquidos de carregamento ............................................................ Pagamento de benefícios.....................................................................................................

14.599.241 (8.313)

11.703.046 (11.001)

Pagamento de resgates .......................................................................................................

(7.764.952)

(7.131.402)

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 30 de março de 2011, a Diretoria propôs aumentar o capital no montante de

Atualização monetária e juros ..............................................................................................

3.652.071

2.690.983

R$ 620.000, elevando-o de R$ 1.480.000 para R$ 2.100.000, sem emissão de ações, mediante capitalização de parte do saldo

(32.040)

b.

(84.718)

53.175.712

42.729.705

2011 26.426.977 1.954.865 (398.565) (1.164.597) 2.276.707 301.330 29.396.717

2010 24.031.441 1.589.755 (365.991) (1.305.693) 2.589.663 (112.198) 26.426.977

Atos societários

da conta “Reserva de lucros - Estatutária”. Este ato societário foi aprovado pela Portaria SUSEP/CGRAT nº 1.235 de 21 de junho de 2011. Em reunião realizada em 7 de junho de 2011, a Diretoria deliberou pelo pagamento à Bradesco Seguros S.A., única acionista

(iii) Previdência - PGBL e Planos Tradicionais de Renda Saldo em 1º de janeiro ...................................................................................................... Recebimento de contribuições líquidas de carregamento.................................................... Pagamento de benefícios..................................................................................................... Pagamento de resgates ....................................................................................................... Atualização monetária e juros .............................................................................................. Outras movimentações......................................................................................................... Saldo em 31 de dezembro ................................................................................................ Movimentação dos custos de aquisição diferidos

da Companhia, dividendos no valor de R$ 500.000, à conta “Reserva de lucros - estatutária de 2009”, não havendo retenção de imposto de renda na fonte, nos termos do artigo 10 da Lei nº 9.249/95. Em reunião realizada em 21 de dezembro de 2011, a Diretoria deliberou pelo pagamento à Bradesco Seguros S.A., única acionista da Companhia, dividendos no valor de R$ 1.315.284, à conta “Reservas de lucros – estatutária”; e dividendos intermediários no valor de R$ 1.158.216, e juros sobre capital próprio no valor de R$ 170.000, por conta do resultado do exercício de 2011. c.

2011 40.738 94.820 (27.803) 107.755

2010 31.519 44.522 (35.303) 40.738

Aging de sinistros judiciais - Ramo vida

Reserva legal Constituída, ao final do exercício, na forma prevista na legislação societária brasileira, podendo ser utilizada para a compensação de prejuízos ou para aumento do capital social.

d.

Saldo em 1º de janeiro ...................................................................................................... Constituição.......................................................................................................................... Reversões ............................................................................................................................ Saldo em 31 de dezembro ................................................................................................

e.

Cível

6.847

42.729.705

Saldo em 31 de dezembro .................................................................................................

d.

Trabalhista Saldo em 1° de janeiro de 2011 ........................................................................................

Saldo em 1º de janeiro .......................................................................................................

Outras movimentações.........................................................................................................

c.

Desenvolvimento das provisões judiciais

Saldo em 31 de dezembro de 2011 ..................................................................................

d.

Saldo em 1º de janeiro ...................................................................................................... (-) Seguros DPVAT e retrocessões....................................................................................... Subtotal em 1º de janeiro .................................................................................................. Constituição.......................................................................................................................... Reversão .............................................................................................................................. Sinistros avisados................................................................................................................. Sinistros, benefícios e resgates pagos................................................................................. Ajuste de estimativa de sinistros .......................................................................................... Atualização monetária e juros de sinistros ........................................................................... Subtotal em 31 de dezembro ............................................................................................ (+) Seguros DPVAT e retrocessões...................................................................................... Saldo em 31 de dezembro ................................................................................................

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Reserva estatutária Constituída por até 100% do lucro líquido remanescente após as deduções legais e a constituição de reserva legal, é efetuada ao final de cada exercício social, até atingir o limite de 95% do capital social, estando sujeita à deliberação em Assembleia Geral.

16. Demonstração do cálculo do patrimônio líquido ajustado e capital mínimo requerido Nos termos das Resoluções CNSP nº 222/10, 227/10, e 228/10, o capital mínimo requerido (CMR) para funcionamento das sociedades seguradoras é composto por um capital base e um capital adicional baseado no risco de crédito e de subscrição. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente aos demais riscos identificados na regulamentação, a eventual insuficiência de

Até 1 ano

De 2 a 3 anos

Acima de 3 anos

Total

patrimônio líquido ajustado deverá ser aferida em relação ao maior dos valores entre a soma dos capitais base e adicional e a

Provisão de sinistro a liquidar................................

135.089

280.732

363.666

779.487

Provisão de benefícios a regularizar ....................

5.080

26.874

46.144

78.098

Total ......................................................................

140.169

307.606

409.810

857.585

margem de solvência calculada na forma estabelecida pela Resolução CNSP nº 55/01, como demonstrado abaixo para a data-base de 31 de dezembro de 2011: Patrimônio líquido ........................................................................................................................................... 4.336.105 Participação direta e indireta ............................................................................................................................. (286.533) Despesas antecipadas não relacionadas a resseguro...................................................................................... (7.346) Ativos intangíveis............................................................................................................................................... (39.475) Patrimônio líquido ajustado (a)...................................................................................................................... 4.002.751 Capital mínimo requerido (b).......................................................................................................................... 863.540 - Capital base ................................................................................................................................................. 15.000 - Capital adicional de risco de subscrição ...................................................................................................... 639.800 - Capital adicional de risco de crédito ............................................................................................................ 322.760 - Deflator em função da correlação entre os riscos........................................................................................ (114.020) Margem de Solvência...................................................................................................................................... 542.839 Suficiência (a-b)............................................................................................................................................... 3.138.211

Desenvolvimento de sinistros O quadro de desenvolvimento de sinistros tem como objetivo ilustrar o risco de seguro inerente, comparando os sinistros pagos com as suas respectivas provisões, partindo do ano em que o sinistro foi avisado. A parte superior do quadro demonstra a variação da provisão no decorrer dos anos. A provisão varia à medida que as informações mais precisas a respeito da frequência e severidade dos sinistros são obtidas. A parte inferior do quadro demonstra a reconciliação dos montantes com os saldos contábeis. Vida - Sinistros brutos de resseguro Ano de aviso do sinistro Até 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Total Montante estimado para os sinistros • No ano do aviso ............................... 816.255 624.866 592.756 687.464 761.747 856.558 995.242 • Um ano após o aviso ....................... 778.352 608.403 591.752 696.812 780.007 873.782 • Dois anos após o aviso .................... 755.274 590.246 594.548 708.354 791.249 • Três anos após o aviso .................... 747.555 586.480 592.715 701.091 • Quatro anos após o aviso ................ 738.165 590.823 591.280 • Cinco anos após o aviso .................. 738.659 577.977 • Seis anos após o aviso .................... 735.071 Estimativa dos sinistros na data base . 735.071 577.977 591.280 701.091 791.249 873.782 995.242 5.265.592 Pagamentos de sinistros efetuados ... (687.491) (516.572) (516.849) (618.747) (673.562) (722.905) (718.982) (4.455.108) Provisão de sinistros a liquidar (administrativo e judicial) .............. 47.580 61.405 74.431 82.344 117.687 150.877 276.260 810.584 Não foram considerados no desenvolvimento de sinistros os seguros relacionados ao Convênio DPVAT no montante de R$ 186.456 mil e operação de retrocessão de R$ 3.508 mil. Vida - Sinistros líquidos de resseguro Ano de aviso do sinistro Até 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Total Montante estimado para os sinistros • No ano do aviso ................................ 816.154 623.675 569.701 684.770 751.864 855.545 993.850 • Um ano após o aviso ........................ 778.251 607.198 569.881 693.977 769.993 872.853 • Dois anos após o aviso ..................... 755.173 589.042 572.674 705.518 780.761 • Três anos após o aviso ..................... 747.454 585.275 570.813 698.255 • Quatro anos após o aviso ................. 738.064 589.619 569.402 • Cinco anos após o aviso ................... 738.558 576.773 • Seis anos após o aviso ..................... 734.970 Estimativa dos sinistros na data base .. 734.970 576.773 569.402 698.255 780.761 872.853 993.850 5.226.864 Pagamentos de sinistros efetuados .... (687.390) (515.368) (495.318) (615.911) (665.572) (721.977)(717.590)(4.419.126) Provisão de sinistros a liquidar 47.580 61.405 74.084 82.344 115.189 150.876 276.260 807.738 (administrativo e judicial) ...............

14. Provisões judiciais A Administração da Companhia entende que as provisões constituídas são suficientes para fazer face a eventuais perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até a definição da ação. (i) Obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Companhia vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, em especial os abaixo descritos, os quais estão provisionados. As principais discussões são: • IRPJ – Valor depositado judicialmente de R$ 124.164 (R$ 116.941 em 2010) e valor provisionado de R$ 122.572 (R$ 115.901 em 2010): pleiteia calcular e recolher o imposto de renda devido, relativo ao ano-base de 1997 e subsequentes, sem efetuar a adição da CSLL respectiva base de cálculo, determinada pelo artigo 1° da Lei n° 9.316/1996, uma vez que essa contribuição representa uma despesa efetiva, necessária e obrigatória. • CSLL - R$ 13.447 (R$ 12.976 em 2010): pleiteia calcular e recolher a CSLL, relativa ao ano-base de 1997 e subsequentes, sem efetuar a adição da CSLL na base de cálculo respectiva, determinada pelo artigo 1° da Lei n° 9.316/1996, uma vez que essa contribuição representa uma despesa efetiva, necessária e obrigatória. • INSS - R$ 82.035 (R$ 55.028 em 2010): Discute a incidência da contribuição previdenciária sobre as remunerações pagas a corretores de seguro e previdência, instituída, inicialmente pela LC nº 84/96, após, pela Lei 9.876/99 (nova redação dada ao artigo 22, inciso I da Lei 8.212/91), à alíquota de 20% e adicional de 2,5%, sob o argumento de que os serviços não são prestados às seguradoras, mas aos segurados, estando desta forma fora do campo de incidência da referida contribuição. (ii) Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses, considerando o ano de ajuizamento. (iii) Processos cíveis As ações propostas referem-se a assuntos pertinentes à atividade comercial normal desenvolvida pela Seguradora, sendo assuntos referentes à devolução de contribuições de planos previdenciários, à cobrança de benefícios e indenizações por danos morais. Não existem passivos contingentes relevantes para os quais as chances de perdas sejam prováveis que não tenham sido razoavelmente estimados. Processos judiciais movidos por terceiros, visando obter vínculo empregatício, são provisionados com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. a. Movimentação das provisões judiciais constituídas Fiscais Trabalhistas Cíveis Total Saldo em 1º de janeiro de 2011 .............................. 209.374 6.847 227.315 443.536 Constituições ......................................................... 20.190 6.458 93.550 120.198 Reversões/Pagamentos......................................... (1.723) (77.929) (79.652) 15.343 15.343 Atualização monetária............................................ 244.907 11.582 242.936 499.425 Saldo em 31 de dezembro de 2011 ........................

17. Benefícios a empregados Planos de Previdência Complementar A contribuição para os planos durante o exercício de 2011 montou a R$19.414 (R$ 12.464 em 2010), que estão integralmente cobertos por provisões técnicas, que totalizam R$ 134.674 (R$ 92.967 em 2010), sendo: benefícios concedidos R$ 46.654 (R$ 34.923 em 2010), benefícios a conceder R$ 88.020 (R$ 58.044 em 2010). Além desse benefício, a Companhia oferece aos seus funcionários e administradores seguro saúde, assistência odontológica, seguro de vida e de acidentes pessoais e treinamento profissional. 18. Transações e saldos com partes relacionadas Ativo / (Passivo)

Receita / (Despesa)

2011

2010

2011

2010

34

61

-

-

Alvorada Vida S.A. (Controlada) (i) ...................................................

934

1.727

-

BPS Participações e Serviços Ltda. (Controlada) (i) ........................

325

-

-

-

Danúbio Empreendimentos e Parti Ltda. (Empresa Ligada) (i) ........

-

6.706

-

-

BSP Empreendimentos Imobiliarios S.A (Empresa Ligada) (i) .........

67

-

-

-

Marilia Reflorestamento e Agropecuária Ltda (Controlada) (i)..........

37 -

Disponibilidades: Banco Bradesco S.A (Controlador final) ........................................... Valores a receber:

Valores a pagar: Banco Bradesco S.A (Controlador final) ...........................................

(1)

(1)

-

Bradesco Saúde S.A. (Empresa Ligada) ..........................................

(13)

(6)

-

-

Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros (Empresa Ligada) ........

(135)

(43)

-

-

-

-

Bradesco Capitalização (Empresa Ligada).......................................

(3.513)

Bradesco Seguros S.A (controlador indireto)....................................

(7.171)

(2.652)

Cosseguro aceito: Bradesco Seguros S.A (controlador indireto)....................................

931

2.155

15.048

14.748

Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros (Empresa Ligada) ........

-

318

-

-

-

(25)

Cosseguro cedido: Bradesco Seguros S.A (controlador indireto).................................... Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros (Empresa Ligada) ........

(484)

-

(144)

(165)

-

-

Prestação de serviços de custódia: Banco Bradesco S.A (Controlador final) ...........................................

-

-

(12)

(12)

-

-

(52.055)

(34.513)

Despesas administrativas: Bradesco Seguros S.A (controlador indireto).................................... Comissões: Baneb Corretora de Seguros S.A (Empresa Ligada) ........................

-

-

Bradesco Seguros S.A (controlador indireto)....................................

-

(2)

(289)

(300)

(4.482)

(4.601)

Bradescor Corretora de Seguros Ltda. (Empresa Ligada)................

-

-

(193)

(170)

-

-

(8)

(7)

Outras despesas: Bradescor Corretora de Seguros Ltda (Empresa Ligada)................. Despesas com aluguéis: Banco Bradesco S.A (Controlador final) ...........................................

-

-

(2.542)

(2.021)

Bréscia Empreendimentos e Participações Ltda. (Empresa Ligada)

-

-

(1.055)

(602)

Danúbio Empreendimentos e Participações Ltda (Empresa Ligada)

-

-

(1.036)

(963)

Everest Holdings Ltda (Empresa Ligada) .........................................

-

-

(164)

(140)

Reno Empreendimentos e Participações Ltda (Empresa Ligada) ....

-

-

(78)

(72)

Tamisa Empreendimentos e Participações Ltda (Empresa Ligada) .

-

-

(411)

(380)

8.238

(47.421)

(29.198)

Total ..................................................................................................

(8.989)

O rateio de despesas administrativas compartilhadas é efetuado a partir aplicações de percentuais de alocação para cada empresa do Grupo definidos com base em medidores de atividades e critérios estabelecidos na Convenção do Grupo Bradesco Seguros. (i) Saldos referentes a dividendos (ii) Despesas com taxa de custódia e serviços de ações escriturais Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária são fixados: O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em Reunião de Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores. continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Em 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 11.500, líquido de encargos sociais, para remuneração dos Administradores e de R$ 11.500 para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. Benefícios de curto prazo à administradores 2011 2010 Proventos ......................................................................................................................... 10.864 7.351 Encargos sociais .............................................................................................................. 2.444 1.654 11.398 8.104 Planos de previdência complementar de contribuição definida ....................................... 24.706 17.109 Total .................................................................................................................................... A Companhia não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. 19. Principais ramos de atuação

j.

Prêmios Ganhos

k.

Sinistralidade % Comercialização %

Seguros de pessoas..............................................................

2.547.187

43,03

18,88

DPVAT e retrocessão ............................................................

303.683

87,04

1,46

Previdência - risco .................................................................

570.962

12,22

19,04

Total ......................................................................................

3.421.832 2010

Ramos

Prêmios Ganhos

Sinistralidade % Comercialização %

Seguros de pessoas..............................................................

2.145.771

45,71

18,89

DPVAT e retrocessão ............................................................

221.329

86,98

1,43

Previdência - risco .................................................................

578.528

7,32

17,97

Total ......................................................................................

2.945.628

20. Detalhamento das contas de resultado a. Prêmios ganhos

b.

Prêmios diretos..................................................................................................................... Contribuições de riscos ........................................................................................................ Prêmios convênio DPVAT..................................................................................................... Prêmios cedidos cosseguros................................................................................................ Prêmios de retrocessões...................................................................................................... Variações das provisões técnicas ....................................................................................... Total ..................................................................................................................................... Sinistros ocorridos Sinistros diretos .................................................................................................................... Sinistros de riscos ................................................................................................................ Sinistros de consórcios e fundos.......................................................................................... Serviço de assistência.......................................................................................................... Recuperação de sinistros ..................................................................................................... Ressarcimentos.................................................................................................................... Variação da provisão de sinistros ocorridos, mas não avisados .......................................... Total .....................................................................................................................................

c.

2011 3.525.293 1.087.726 303.975 (164.723) 9 (1.330.448) 3.421.832

2010 2.822.728 931.732 220.084 (105.000) 1 (923.917) 2.945.628

2011 (1.116.442) (64.581) (248.043) (39.909) 111.513 103 (72.784) (1.430.143)

2010 (1.044.319) (40.241) (182.639) (30.186) 93.809 72 (12.208) (1.215.712)

2011 (521.233) (108.714) 11.416 (1.280) 25.865 (593.946)

2010 (428.804) (103.945) 15.766 (2.477) 7.039 (512.421)

2011 (47.752) 1.935 (14.285) (186) 585 (13.104) 3.663 (69.144)

2010 (66.704) 1.051 (16.549) (97) (1.864) (2.148) 701 (85.610)

2011 (19.665) (21) 2.404 1.615 838 (14.829)

2010 (21.703) 7 3.531 657 587 (16.921)

Custos de aquisição - Seguros e previdência Comissões e agenciamento ................................................................................................. Comissões de riscos ............................................................................................................ Recuperação de comissões ................................................................................................. Inspeção de riscos................................................................................................................ Variação das despesas de comercialização diferidas .......................................................... Total .....................................................................................................................................

d.

e.

Prêmios resseguros cedidos ................................................................................................ Variação das provisões técnicas - Resseguro cedido .......................................................... Recuperação de indenização de resseguro ......................................................................... Variação da provisão IBNR – Resseguro ............................................................................. Comissão sobre prêmio emitido cedido ressegurador ......................................................... Total ..................................................................................................................................... f.

Receitas de contribuições e prêmios de VGBL VGBL .................................................................................................................................... PGBL .................................................................................................................................... Previdência........................................................................................................................... Total .....................................................................................................................................

g.

2011 14.723.542 1.805.052 168.565 16.697.159

2010 11.822.186 1.418.882 190.079 13.431.147

2011 829.285 235.318 14.994 1.079.597

2010 752.265 208.188 14.689 975.142

Provisão de processos judiciais cíveis ................................................................................. Provisão para riscos sobre outros créditos .......................................................................... Outras despesas operacionais ............................................................................................. Total ..................................................................................................................................... i.

2010 (3.477) (1.314) (3.294) (8.085)

2011 (246.264) (11.372) (72.614) (30.609) (19.414) (112.255) (176.688) (90.138) (60.017) (723) (27.744) (20.487) (6.444) (628.505)

2010 (209.375) (6.860) (65.906) (32.572) (12.844) (91.193) (163.259) (83.218) (46.113) (1.565) (28.542) (14.852) (5.637) (552.561)

2011

2010

(i) Receitas financeiras Receitas financeiras com quotas de fundos especialmente constituídos garantidores de planos de benefícios.......................................................................... Receitas com títulos de renda fixa ................................................................................ Receitas com títulos de renda variável.......................................................................... Receitas com operações de seguros e resseguros ..................................................... Atualização monetária de depósitos judiciais e fiscais ................................................. Outras receitas financeiras............................................................................................ Total ..............................................................................................................................

4.825.848 3.183.619 99.905 1.937 36.788 27.973 8.176.070

3.626.940 3.499.456 205.106 2.386 26.768 28.058 7.388.714

(ii) Despesas financeiras Atualização monetária -VGBL ....................................................................................... Atualização monetária - Planos Previdência e PGBL ................................................. Despesas com operações com seguros e resseguros.................................................. Outras despesas financeiras - impostos, contribuições e eventuais............................. Atualização monetária de processos judiciais............................................................... Total .............................................................................................................................. Total .....................................................................................................................................

(3.652.071) (2.682.627) (107.418) (15.523) (15.343) (6.472.982) 1.703.088

(2.691.122) (3.143.020) (59.207) (15.619) (11.191) (5.920.159) 1.468.555

Resultado financeiro por categoria

Impostos diferidos Constituição/(realização) no exercício sobre adições temporárias ..................................... Subtotal ............................................................................................................................... Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos.................................................................. Imposto de renda e contribuição social devidos ............................................................

2011

2010

2.409.084 5.036.952 663.130 206 8.109.372

2.518.941 4.049.406 762.803 352 7.331.502

2011

2010

47.073 47.073

23.415 23.415

(1.163.422) (1.116.349)

(1.053.232) (1.029.817)

21. Reconciliação da alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social

Resultado antes de impostos e participações

2011

2010

3.063.119

2.832.371

(1.225.248)

(1.132.948)

Imposto de renda e contribuição social às alíquotas básicas de 25% e 15%, respectivamente (1) ........................................................................................................... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Equivalência patrimonial tributada nas controladas .............................................................

15.551

Participações no lucro ..........................................................................................................

5.620

6.223

Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social........................................................

(9.324)

(3.355)

Juros sobre capital próprio ...................................................................................................

68.000

64.000

Receitas não tributáveis, líquidas de despesas indedutíveis:

29.052

19.789

(11.276)

(11.721)

- Doações e patrocínios ................................................................................................ - Contribuições para entidade de classe.......................................................................

14.702

(977)

(745)

- Dividendos ..................................................................................................................

9.829

6.803

- Outros .........................................................................................................................

31.476

25.452

Ajustes efetuados na declaração de rendimentos................................................................

-

Imposto de renda e contribuição social contabilizados no exercício........................... Alíquota efetiva.....................................................................................................................

(1.116.349)

1.772 (1.029.817)

36,44%

36,36%

(1) Refere-se à equalização da alíquota efetiva da contribuição social em relação à alíquota (40%) demonstrada. 22. Informações complementares a. Relatório do Comitê de Auditoria Em consonância com a Resolução CNSP nº 118/2004, o resumo do relatório do Comitê de Auditoria foi divulgado junto com as demonstrações contábeis do Banco Bradesco S.A. (acionista controlador) em 31 de janeiro de 2012. b. Conciliação do lucro líquido com atividade operacional

Lucro Líquido......................................................................................................................

2011

2010

1.932.721

1.786.996

Ajustes que não representam entrada ou saída de caixa Depreciações e amortizações ..............................................................................................

10.960

14.728

Resultado (positivo) de equivalência patrimonial .................................................................

(40.247)

(36.742)

Prejuízo na venda de investimento ou imobilizado ..............................................................

-

69

Lucro na venda de investimentos ou imobilizado.................................................................

28

20

Variação das aplicações.......................................................................................................

Despesas administrativas Despesas com pessoal próprio: • Honorários da administração ........................................................................................ • Ordenados..................................................................................................................... • INSS/FGTS ................................................................................................................... • Planos de previdência privada ...................................................................................... • Outras............................................................................................................................ Despesas com serviços de terceiros.................................................................................... Despesas com localização e funcionamento ....................................................................... Despesas com publicidade e propaganda institucional........................................................ Despesas com publicações.................................................................................................. Despesas com donativos e contribuições ............................................................................ Despesas administrativas do convênio DPVAT.................................................................... Despesas administrativas diversas ...................................................................................... Total .....................................................................................................................................

2010 (148.855) (24.189) (19.501) (3.461) (196.006)

m. Despesas de imposto de renda e contribuição social

Outras receitas e despesas operacionais - Previdência 2011 (16.207) (79.679) (13.901) (109.787)

2011 (166.244) (27.015) (21.589) (3.545) (218.393)

Resultado financeiro

Resultado de instrumentos financeiros Ativos disponíveis para venda ............................................................................................ Ativos a valor justo por meio do resultado .......................................................................... Ativos mantidos até o vencimento ...................................................................................... Ajuste a valor justo ............................................................................................................. Total ...................................................................................................................................

Rendas com taxas de gestão VGBL .................................................................................................................................... PGBL .................................................................................................................................... Previdência........................................................................................................................... Total .....................................................................................................................................

h.

l.

Outras receitas e despesas operacionais - Vida Despesas com administração de apólice ............................................................................. Receita com DPVAT ............................................................................................................. Despesas com lucros atribuídos .......................................................................................... Despesas com encargos sociais .......................................................................................... Provisão de processos judiciais cíveis ................................................................................. Provisão para riscos de crédito ............................................................................................ Outras despesas operacionais ............................................................................................. Total ..................................................................................................................................... Resultado com operações de resseguro

Despesas com tributos Despesas com COFINS ....................................................................................................... Despesas com PIS ............................................................................................................... Despesas com ISS ............................................................................................................... Outras despesas com tributos.............................................................................................. Total .....................................................................................................................................

2011 Ramos

35

(13.314.169)

(13.992.360)

Variação dos créditos das operações com seguros e resseguros .......................................

41.288

Variação de ativos de resseguro - provisões técnicas .........................................................

(1.828)

(43.523) (908)

Variação de títulos e créditos a receber ...............................................................................

(22.492)

(10.377)

Variação das despesas antecipadas ....................................................................................

(12.701)

(1.338)

Variação dos custos de aquisição diferidos..........................................................................

(67.017)

(9.019)

Variação de contas a pagar..................................................................................................

(28.493)

Variação de débitos de operações com seguros e resseguros............................................

19.675

Variação de débitos de operações com previdência complementar ....................................

4.329

Variação de depósitos de terceiros ......................................................................................

(6.023)

1.050.361 12.825 6 (2.027)

Variação de provisões técnicas - seguros ...........................................................................

11.315.083

7.689.749

Variação de provisões técnicas - previdência complementar...............................................

3.409.958

2.901.179

Variação de outros débitos ...................................................................................................

55.889

Variação de ajustes de TVM (PL).........................................................................................

(91.883)

Caixa líquido gerado nas atividades operacionais .........................................................

37.210 1.495.867

3.205.078

892.716

DIRETORIA

Lúcio Flávio Condurú de Oliveira Ivan Luiz Gontijo Júnior Marcos Suryan Neto

-

Diretor Presidente Diretor Gerente Diretor Gerente

Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa Jair de Almeida Lacerda Júnior Eugênio Liberatori Velasques Enrique Adan Y Coello

-

Adriano Gonçalves Martins Américo Pinto Gomes Tarcísio José Massote de Godoy

Diretor Diretor Diretor Diretor

-

Jair de Almeida Lacerda Júnior Atuário - MIBA no 809

Diretor Diretor Diretor

Alberto Barcellos Miranda Contador - CRC 1RJ094195/O-2 S SP

PARECER ATUARIAL Aos Acionistas e à Diretoria da Bradesco Vida e Previdência S.A. Cidade de Deus - Osasco - SP Em atendimento à Circular SUSEP no 272, de 22/10/2004, e à Carta Circular SUSEP/DECON/GAB/N. 002/08, de 11/02/2008, procedemos a Avaliação Atuarial para todos os planos de Previdência Complementar e Seguros de Pessoas da Bradesco Vida e Previdência em 31/12/2011. O trabalho foi conduzido de acordo com as normas e melhores práticas atuariais, abrangendo a revisão, análise e consistência das Provisões Técnicas, visando aferir possíveis desvios nas hipóteses atuariais dos planos e seguros vigentes. As provisões técnicas apresentadas em 31/12/2011 foram calculadas de acordo com as normas vigentes e suas respectivas Notas Técnicas Atuariais, mostrando-se adequadas e suficientes para fins da presente Avaliação Atuarial.

Em 31/12/2011, os desvios verificados nas coberturas por sobrevivência encontravam-se totalmente integralizados sob a Provisão de Insuficiência de Contribuição (PIC), representando 4,34% do total das Provisões Técnicas, sendo 2,80% referentes a participantes ativos e 1,54% referentes a participantes inativos. Em 31/12/2011, as coberturas de risco (morte, invalidez e eventos aleatórios) encontravam-se totalmente integralizados sob a Provisão de Insuficiência de Prêmios (PIP), totalizando 0,19% do total das Provisões Técnicas. Tendo em vista o acima disposto, consideramos a Bradesco Vida e Previdência em equilíbrio técnico atuarial quanto aos compromissos assumidos com seus participantes e segurados. 30 de janeiro de 2012. Jair de Almeida Lacerda Júnior - Atuário MIBA nº 809

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INDIVIDUAIS Aos Administradores e Acionistas da Bradesco Vida e Previdência S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis individuais da Bradesco Vida e Previdência S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, dos resultados abrangentes, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais anteriormente referidas apresentam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Vida e Previdência S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. Outros assuntos a. Reclassificações Como parte de nossos exames das demonstrações contábeis individuais em 31 de dezembro de 2011, examinamos, também, as reclassificações descritas na Nota Explicativa nº 2(a), as quais foram efetuadas para alterar determinados valores nas demonstrações contábeis da Companhia relativas ao balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e ao exercício findo naquela data, anteriormente divulgadas. Em nossa opinião, tais reclassificações são apropriadas e foram corretamente efetuadas. Não fomos contratados para auditar, revisar ou aplicar quaisquer outros procedimentos sobre as referidas demonstrações contábeis da Companhia e, portanto, não expressamos opinião ou qualquer forma de asseguração sobre o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e das demonstrações de resultado, dos resultados abrangentes, da mutação do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010. b. Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, exceto pelas reclassificações descritas na Nota Explicativa nº 2(a), apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 24 de fevereiro de 2011, que não conteve nenhuma modificação. São Paulo, 27 de fevereiro de 2012.

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Luciene Teixeira Magalhães Contadora CRC 1RJ079849/O-3 S-SP

Érika Carvalho Ramos Contadora CRC 1SP224130/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

36

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Bradesco Capitalização S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, incluindo as normas expedidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP e pela SUSEP, acompanhadas das respectivas Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes. Desempenho das Operações de Capitalização No exercício, a Bradesco Capitalização S.A. manteve a política de fortalecimento de sua participação no mercado, atingindo receita de R$ 3,047 bilhões, apresentando um crescimento de 22,67% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a receita alcançou R$ 2,484 bilhões. Foram sorteados 2.298 títulos (2.353 títulos em 2010), atingindo o montante de R$ 55,297 milhões (R$ 58,560 milhões em 2010) de prêmios sorteados aos clientes. Com isso, pautada por uma política de fidelização dos clientes voltada para a qualidade no atendimento e a oferta de produtos inovadores, a Bradesco Capitalização S.A. encerrou o exercício com 3,097 milhões de clientes (2,691 milhões em 2010) e uma carteira de 20,206 milhões de títulos ativos (17,400 milhões em 2010). Resultado do Exercício A Bradesco Capitalização S.A. apresentou, no exercício, Lucro Líquido de R$ 338,410 milhões (R$ 234,964 milhões em 2010). Política de Reinvestimento de Lucros e Política de Distribuição de Dividendos. Os acionistas da Bradesco Capitalização, em cada exercício, terão direito a receber, a título de dividendos, o mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido (Nota nº 15a). O saldo do lucro líquido, verificado após as distribuições previstas no Estatuto Social, terá a destinação proposta pela Diretoria e deliberada pela Assembleia Geral, podendo ser destinado 100% à Reserva de Lucros – Estatutária, visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, até atingir o limite de 95% do valor do capital social integralizado. Eventos Societários Informações sobre eventos societários constam nas Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis (Nota nº 15b). Investimentos Os Ativos financeiros estão classificados nas categorias “Disponível para Venda” e “A Valor Justo por meio do Resultado” em atendimento à Circular SUSEP nº 424, de 29 de abril de 2011. Marketing A Bradesco Capitalização lançou o projeto “Mobile Banking Títulos de Capitalização Pé Quente Bradesco”. Com esse serviço, por meio de iPhone e smartphones, o cliente tem acesso às informações dos produtos oferecidos, além de outras informações sobre periodicidade, prêmios e vigência de cada um deles. A Internet também teve grande destaque em 2011 na comercialização de Títulos de Capitalização. Através das ofertas realizadas pelo site da Bradesco Capitalização, foram vendidos cerca de 223 mil títulos em 2011, o que representa crescimento de 82% em relação a 2010. A Bradesco Capitalização lançou o seu terceiro título com foco ambiental: o Pé Quente Bradesco Projeto Tamar. O título é uma iniciativa da Bradesco Capitalização em parceria com o Projeto Tamar, que monitora, pesquisa e protege o ciclo de vida das tartarugas marinhas, além de realizar ações de educação ambiental e inclusão social das comunidades costeiras. Premiações A empresa recebeu o Prêmio Top Social 2011, com o case “Bradesco Capitalização viabiliza 22,5 milhões de árvores na Mata Atlântica em 11 estados”. Promovido pela Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB-SP), a premiação reconhece, todos os anos, o valor de ações e programas que incorporam o conceito de Responsabilidade Social. A Bradesco Capitalização foi vencedora do Prêmio Marketing Best Sustentabilidade pela segunda vez consecutiva com o case “Ação Social da Bradesco Capitalização apoia humanização no tratamento do Câncer no IBCC”, baseado na parceria com o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. Responsabilidade Socioambiental Em ação pioneira, o Grupo Bradesco Seguros, por meio da Bradesco Capitalização, oferece títulos com foco socioambiental, em áreas como ecologia, educação e saúde. Os produtos de capitalização possuem finalidades específicas e atributos que lhes conferem caráter social. Parte dos recursos captados com esses produtos beneficia projetos sociais e ambientais, além de permitir a formação de uma reserva financeira para os clientes. Os títulos são: Pé Quente Bradesco SOS Mata Atlântica, Pé Quente Bradesco Instituto Ayrton Senna, Pé Quente Bradesco O Câncer de Mama no Alvo da Moda, Pé Quente Bradesco Amazonas Sustentável e Pé Quente Projeto Tamar. O Projeto Clikarvore, que conta com a Bradesco Capitalização como principal parceira, é o primeiro grande programa de restauração florestal da Fundação SOS Mata Atlântica, recuperando mais de 13 mil hectares em 10 anos de atividades. A temporada 2011 da Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama contou com o patrocínio do Grupo Bradesco Seguros e apoio da Bradesco Capitalização. O evento, que está em sua 41ª edição, tem por objetivo incentivar a adoção de hábitos mais saudáveis de vida e chamar a atenção das pessoas para a questão da prevenção e tratamento contra o câncer de mama. Também com o apoio da Bradesco Capitalização, foi realizada a “Ayrton Senna Racing Day”, maratona de revezamento em homenagem ao tricampeão mundial de Fórmula1. O evento, que está em sua 8ª edição e conta com a parceria do Instituto Ayrton Senna, ocorreu no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A “Ayrton Senna Racing Day” é uma das maiores provas de revezamento do País. Com cunho social diferenciado, o valor total arrecadado com as inscrições desse evento esportivo é revertido para o Instituto Ayrton Senna que realiza trabalhos para crianças e jovens em todo o Brasil. Rating A Bradesco Capitalização S.A. possui atualmente a nota ‘brAAA/Estável’ da Standard & Poor’s e mantém-se como a única empresa do segmento de capitalização com esse rating. Contribuiu para este resultado o sólido padrão de proteção financeira e patrimonial que a Bradesco Capitalização garante aos seus clientes. Sistema de Gestão da Qualidade A Bradesco Capitalização S.A. é a primeira e única empresa de capitalização do país a receber o certificado ISO. Em 2009, foi certificada na versão ISO 9001:2008 no escopo Gestão de Títulos de Capitalização Bradesco. Esse certificado, concedido pela Fundação Vanzolini, atesta a qualidade dos seus processos internos e confirma o princípio que está na origem dos Títulos de Capitalização Bradesco: bons produtos, bons serviços e evolução permanente.

Riscos: operacional, crédito, mercado, legal e subscrição O Grupo Bradesco Seguros, em linha com os modelos adotados nos mercados Nacional e Internacional e em atendimento à legislação vigente, estruturou uma área independente de Estudos Atuariais e Gestão de Riscos que atende às melhores práticas de Governança Corporativa. Estão inseridas, nesse contexto, as disseminações da cultura de gestão de riscos operacionais em vários níveis, a divulgação de Políticas Corporativas, Normas Internas e Manual de Procedimentos Internos, visando ao monitoramento contínuo da exposição aos riscos. O Comitê Executivo de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros reúne-se trimestralmente com a atribuição de aprovar estratégias, definir diretrizes, normas e procedimentos, bem como homologar os assuntos relevantes relacionados à Gestão de Riscos, visando ao processo de mitigação dos eventos de perdas de acordo com a especificidade de cada risco. O Grupo Bradesco Seguros mantém níveis de capital de acordo com os requerimentos regulatórios. Nos termos da legislação vigente, o capital mínimo requerido para funcionamento das sociedades seguradoras é composto por um capital base e um capital adicional para cobertura dos riscos de subscrição, de crédito, de mercado, legal e operacional. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente a todos os riscos previstos na legislação, o capital mínimo requerido deverá ser o maior valor entre a soma do capital base com o capital adicional e a margem de solvência, calculada por meio de resolução específica. Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento ao Terrorismo A Bradesco Capitalização possui o compromisso permanente de prevenir e combater a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento ao Terrorismo, contribuindo assim com as autoridades governamentais de controle. Outrossim, atua constantemente para assegurar a conformidade às normas e regulamentações, editadas pelos órgãos competentes, relativas ao tema e no relacionamento diferenciado com os clientes enquadrados na condição de Pessoas Politicamente Expostas. Diante desse compromisso, durante o exercício, buscou o aprimoramento e a melhoria das ferramentas, dos controles e dos sistemas utilizados, que dão suporte ao processo de comunicação das operações/ocorrências (automáticas e suspeitas) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF. Do mesmo modo, desenvolveu, publicou e revisou normativos internos, materiais de apoio e programas de treinamento, visando à constante conscientização do quadro de colaboradores. Prevenção à Fraude A Bradesco Capitalização, em consonância com a regulamentação vigente no que diz respeito à Prevenção à Fraude, mantémse vigilante em desestimular, prevenir, combater e identificar ocorrências que possam caracterizar indícios de cometimento de fraudes, assim como minimizar riscos operacionais e legais aos quais a empresa possa estar sujeita, caso venha a ser envolvida em tentativas para negócios ou práticas de fraudes/crimes de qualquer natureza. Dentro desse contexto, adota procedimentos de controles internos, tais como: i) a disponibilização de canais de denúncia aos colaboradores e à sociedade, incentivando aqueles que tenham informações sobre operações ou ocorrências com indícios de cometimento desse ato ilícito a fornecê-las à Companhia, garantindo que a denúncia seja mantida sob sigilo; e ii) acompanhamento e apuração, quando cabível, das operações que possam apresentar irregularidades. Do mesmo modo, desenvolveu, publicou e revisou os materiais atinentes ao assunto, estimulando o constante e tempestivo treinamento dos colaboradores da Companhia sobre a matéria. Governança Corporativa Em consonância e adoção às melhores práticas de Governança Corporativa, dentre outras ações, o Grupo Bradesco Seguros possui Comitês formalmente instituídos, que suportam as operações e conferem transparência na busca constante dos mais elevados padrões de integridade e comportamento ético. Diante desse cenário, foi publicado e disponibilizado a todos os públicos de interesse do Grupo, o Código de Conduta Ética Setorial, resultado do compromisso constante em promover e definir com clareza as responsabilidades e a postura que devem pautar a atuação dos profissionais que integram as empresas do Grupo. Controles Internos e Compliance Durante o exercício, com base na política corporativa definida e visando atender as determinações legais sobre o tema, a Bradesco Capitalização prosseguiu com a avaliação e aperfeiçoamento dos seus instrumentos, que integram o Sistema de Controles Internos do Grupo Bradesco Seguros. Os processos são continuamente reavaliados, e os testes de aderência, para aferir a efetividade dos controles existentes, são regularmente aplicados, em conformidade com os principais frameworks de controles, como o COSO – Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission e o COBIT – Control Objetives for Information and Related Technology, que abrangem, respectivamente, aspectos de negócio e tecnologia. Quanto à Lei Sarbanes-Oxley, a Bradesco Capitalização vem obtendo a certificação anualmente, ratificando a efetividade e eficácia dos controles que suportam a emissão das Demonstrações Contábeis. Destacam-se os benefícios em ambiente corporativo, resultantes do cumprimento da citada Lei, representados pela difusão da importância da cultura de controle. Para obtenção e manutenção de conformidade às leis e aos regulamentos, o Grupo Bradesco Seguros verifica, diariamente, a publicação de novos normativos pelos Órgãos reguladores, informa às áreas afetadas e acompanha o atendimento tempestivo das ações necessárias, de forma a garantir que as práticas operacionais estejam em conformidade. Plano e Gestão de Continuidade de Negócios A Bradesco Capitalização, com a finalidade de assegurar a continuidade de seus processos críticos/essenciais de negócios, principalmente aqueles voltados para relacionamento e atendimento aos clientes, possui Plano de Continuidade de Negócios – PCN. O PCN é um conjunto de estratégias e planos de ação, que são ativados quando da ocorrência de um evento, independentemente de sua proporção, que interrompa a continuidade de suas operações. Segurança da Informação A informação é um dos elementos do negócio mais importante para o Grupo Bradesco Seguros. O zelo pela informação, no que tange a sua disponibilidade, integridade e confidencialidade, tem sido uma meta constante da governança da informação. Nesta linha, são realizados trabalhos de revisões periódicas nos Sistemas de Informação, assim como são analisadas normas e regulamentos de caráter interno e externo, que incidem em alterações nas instruções, riscos e controles de Segurança da Informação. Diante desse compromisso, o Grupo tem realizado a disseminação da cultura, por meio de divulgação da Política Corporativa de Segurança da Informação, da administração de palestras, de cursos e dos canais internos de comunicação disponíveis, abordando os mais diversos tipos de assuntos sobre o tema, com o intuito de garantir a conformidade com as melhores práticas de Segurança da Informação disponíveis no mercado. Agradecimentos Pelos êxitos obtidos, agradecemos a preferência e a confiança dos nossos clientes, o apoio recebido do Órgão regulador e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e colaboradores. São Paulo, 24 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 e 2010 (Em milhares de reais) 2011

2010

2011

2010

CIRCULANTE ..................................................................................................

Nota

2.950.802

2.460.309

CIRCULANTE ...................................................................................................

4.750.556

3.894.610

Disponível......................................................................................................

7.665

18

Contas a pagar...............................................................................................

179.279

170.956

Caixa e bancos .............................................................................................

7.665

18

Obrigações a pagar .......................................................................................

17.075

66.671

2.842.278

2.412.010

Impostos e encargos sociais a recolher.........................................................

916

900

100.859

48.281

Encargos trabalhistas ....................................................................................

548

578

ATIVO

Aplicações.....................................................................................................

4

Títulos e créditos a receber ......................................................................... Títulos e créditos a receber .......................................................................... Créditos tributários e previdenciários............................................................

6

5.134

4.580

49.008

44.954

Outros créditos .............................................................................................

49.987

2.017

Provisão para riscos de créditos...................................................................

(3.270)

(3.270)

ATIVO NÃO CIRCULANTE ............................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO.................................................................... Aplicações.....................................................................................................

4

Títulos e créditos a receber ......................................................................... Créditos tributários e previdenciários............................................................ Depósitos judiciais e fiscais ..........................................................................

2.314.988

2.219.866

2.245.641

2.159.493

2.033.018

1.977.450

212.623

182.043

38.096

34.113

6 13(vi)

174.527

147.930

67.668

59.853

Investimentos................................................................................................

Nota

PASSIVO

Impostos e contribuições ...............................................................................

11

160.740

102.807

Provisões técnicas - capitalização...............................................................

12

4.571.277

3.723.654

Provisão para resgates ..................................................................................

4.321.133

3.532.802

Provisão para sorteios ...................................................................................

76.051

47.461

Outras provisões............................................................................................

174.093

143.391

PASSIVO NÃO CIRCULANTE .........................................................................

221.805

215.216

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO...........................................................................

221.805

215.216

Contas a pagar............................................................................................... Tributos diferidos ...........................................................................................

67.181

84.796

13

67.181

84.796

154.624

130.420

14(iv)

154.624

130.420

Outros débitos ...............................................................................................

Participações societárias - financeiras..........................................................

7

57.832

49.565

Provisões judiciais .........................................................................................

Imóveis destinados a renda ..........................................................................

8

9.836

10.288

PATRIMÔNIO LÍQUIDO....................................................................................

293.429

570.349

Imobilizado ....................................................................................................

9

526

436

Capital social..................................................................................................

250.000

249.000

Bens móveis .................................................................................................

380

403

Redução de capital (em aprovação) ..............................................................

(100.000)

Outras imobilizações.....................................................................................

146

33

Reservas de reavaliação ...............................................................................

-

764

803 226.693

1.153

84

Reservas de lucros ........................................................................................

88.032

Outros intangíveis .........................................................................................

1.153

84

Ajustes com títulos e valores mobiliários .......................................................

54.633

93.853

TOTAL DO ATIVO ...........................................................................................

5.265.790

4.680.175

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO............................................

5.265.790

4.680.175

Intangível .......................................................................................................

10

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais)

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais, exceto o lucro líquido por ação) 2011

2010

Receita líquida com títulos de capitalização ...............................................

Nota

2.997.270

2.438.558

Receita bruta com títulos de capitalização .....................................................

3.071.550

2.500.858

Devolução e cancelamento de títulos de capitalização ..................................

(24.418)

(17.174)

Variação das provisões técnicas ....................................................................

(49.862)

(45.126)

Despesas com títulos resgatados e sorteados ...........................................

(2.651.049)

(2.185.732)

Despesas com resgates .................................................................................

(2.595.752)

(2.127.172)

Despesas com sorteios ..................................................................................

(55.297)

(58.560)

(52.787)

(36.444)

Despesas de comercialização.......................................................................

19a

Outras receitas e despesas operacionais....................................................

19b

55.095

(3.520)

Despesas administrativas .............................................................................

19c

(64.083)

(58.876)

Despesas com tributos ..................................................................................

19d

(20.271)

(12.853)

Resultado financeiro ......................................................................................

19e

290.534

242.812

Receitas financeiras .......................................................................................

550.292

440.153

Despesas financeiras .....................................................................................

(259.758)

(197.341)

Resultado patrimonial....................................................................................

4.849

8.201

559.558

392.146

19g

Resultado operacional ...................................................................................

(50)

Ganhos e perdas com ativos não correntes................................................ Resultado antes dos impostos e participações ..........................................

(1.995)

559.508

390.151

Imposto de renda............................................................................................

20

(137.009)

(96.374)

Contribuição social ........................................................................................

20

(83.607)

(58.106)

Participações sobre o resultado ...................................................................

(482)

(707)

Lucro líquido do exercício.............................................................................

338.410

234.964

Quantidade de ações .....................................................................................

192.803

234.013

1,76

1,00

Lucro líquido por ação - R$ ........................................................................... As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS ABRANGENTES EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) 2011

2010

Lucro líquido do exercício..................................................................................................

338.410

234.964

Realização da reserva de reavaliação ..................................................................................

65

Ajuste a valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda - Companhia...................

(54.146)

65 91.976

Ajuste a valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda - Controlada....................

(11.222)

(8.395)

Efeitos dos impostos .............................................................................................................

26.121

(33.458)

Total do resultado abrangente do exercício .....................................................................

299.228

285.152

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

2011 ATIVIDADES OPERACIONAIS Recebimentos de títulos de capitalização .............................................................................. Outros recebimentos operacionais ........................................................................................ Pagamentos de resgates, sorteios e comissões .................................................................... Pagamentos de despesas com operações de capitalização.................................................. Pagamentos de despesas e obrigações ................................................................................ Pagamento de indenizações e despesas em processos judiciais.......................................... Outros pagamentos operacionais........................................................................................... Recebimentos de juros e dividendos da carteira de ações .................................................... Constituição de depósitos judiciais......................................................................................... Resgates de depósitos judiciais ............................................................................................. Pagamentos de participações nos resultados ........................................................................ Caixa gerado pelas operações ............................................................................................ Impostos e contribuições pagos ............................................................................................. Imposto de renda .................................................................................................................. Contribuição social................................................................................................................ Pis e Cofins ......................................................................................................................... Outros ................................................................................................................................... Investimentos financeiros: Aplicações ......................................................................................................................... Vendas e resgates ............................................................................................................ Caixa líquido gerado nas atividades operacionais ........................................................... ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Pagamento pela compra de ativo permanente....................................................................... Integralização de capital em controlada............................................................................ Imobilizado e intangível..................................................................................................... Recebimento pela venda de ativo permanente ...................................................................... Investimentos .................................................................................................................... Caixa líquido (consumido)/gerado nas atividades de investimento................................ ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Distribuição de dividendos...................................................................................................... Redução de capital ................................................................................................................. Caixa líquido (consumido) nas atividades de financiamento .......................................... Aumento/(Redução) líquida de caixa e equivalente de caixa............................................. Caixa e equivalente de caixa no início do exercício ............................................................... Caixa e equivalente de caixa no final do exercício................................................................. Aumento/(Redução) líquida de caixa e equivalente de caixa............................................. Ativos livres no início do exercício............................................................................................ Ativos livres no final do exercício ............................................................................................. Redução nas aplicações financeiras - recursos livres .......................................................

2010

3.047.132 69.848 (2.150.881) (13.224) (79.052) (1.242) (7.108) 16.435 (16.426) 11 (560) 864.933

2.483.684 2.747 (1.741.730) (9.241) (57.207) (647) (4.598) 12.220 (1.405) (448) 683.375

(103.828) (62.397) (19.565) (66)

(75.828) (52.282) (12.828) (262)

(1.190.286) 1.165.775 654.566

(1.202.797) 923.610 262.988

(15.013) (13.700) (1.313) 18 18 (14.995)

(53) (53) 744 744 691

(531.924) (100.000) (631.924) 7.647 18 7.665 7.647 465.802 214.019 (251.783)

(264.261) (264.261) (582) 600 18 (582) 488.328 465.802 (22.526)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

37

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais)

Saldos em 1º de janeiro de 2010 ........................................................................................... Aumento (redução) de capital: AGE de 27/01/2010 ................................................................................................................ AGE de 26/03/2010 ................................................................................................................ AGE de 30/04/2010 ................................................................................................................ Portaria SUSEP nº 1.145 de 24/09/2010................................................................................ Portaria SUSEP nº 1.146 de 29/09/2010................................................................................ Reserva de reavaliação: Realização .............................................................................................................................. Ajustes com títulos e valores mobiliários ................................................................................. Lucro líquido do exercício ........................................................................................................ Dividendos antecipados (R$ 822,46 por ação) ........................................................................ Dividendos propostos (R$ 238,51 por ação) ............................................................................ Destinação do lucro líquido ...................................................................................................... Saldos em 31 de dezembro de 2010 ..................................................................................... Aumento/(redução) de capital: AGE de 30/03/2011 ................................................................................................................ Portaria SUSEP/CGRAT nº 1.236 de 24/06/2011 .................................................................. AGE de 28/12/2011 ................................................................................................................ Reserva de reavaliação: Realização .............................................................................................................................. Ajustes com títulos e valores mobiliários.................................................................................. Lucro líquido do exercício......................................................................................................... Dividendos antecipados (R$ 752,56 por ação) ........................................................................ Dividendos antecipados (R$ 1.555,99 por ação) ..................................................................... Destinação do lucro líquido ..................................................................................................... Saldos em 31 de dezembro de 2011 .....................................................................................

Capital social 156.000 (21.174) 114.174

Aumento (redução) de capital em aprovação (21.174) 104.000 10.174 21.174 (114.174)

249.000

-

1.000 -

1.000 (1.000) (100.000)

250.000

(100.000)

Reservas de reavaliação 842

Reservas de lucros Reserva Reserva legal estatutária 38.835 322.843

(39) 803 (39) 764

Ajustes com títulos e valores mobiliários 43.705

Lucros acumulados -

-

(104.000) (10.174) -

-

11.748 50.583

(200.000) 167.441 176.110

50.148 93.853

(1.000) 49.583

(176.110) 38.449 38.449

(39.220) 54.633

39 234.964 (55.814) (179.189) 39 338.410 (300.000) (38.449) -

Total 562.225 (21.174) 50.148 234.964 (200.000) (55.814) 570.349 (100.000) (39.220) 338.410 (176.110) (300.000) 293.429

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) 1.

2. a.

Contexto operacional A Companhia é uma subsidiária do Grupo Bradesco Seguros, sociedade anônima de capital fechado, sediada em São Paulo, autorizada pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP a operar em todas as modalidades de capitalização em todo o território nacional. O endereço registrado da sede da Companhia é Avenida Paulista, nº 1.415, São Paulo. A entidade é controlada diretamente pela empresa Bradesco Seguros S.A. e em última instância pelo Banco Bradesco S.A. As operações são conduzidas no contexto do conjunto das empresas integrantes do Grupo Bradesco Seguros, atuando de forma integrada no mercado, e os custos das estruturas operacional e administrativa comuns são absorvidos segundo a praticabilidade e a razoabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. Essas demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho de Administração do Banco Bradesco, acionista controlador final, em 30 de janeiro de 2012. Resumo das principais políticas contábeis As políticas contábeis discriminadas abaixo foram aplicadas em todos os períodos apresentados nas demonstrações contábeis. Base de preparação As demonstrações contábeis foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, incluindo os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) quando referendadas pela SUSEP. Em consonância com a Circular SUSEP n° 426/11, foi mantida para as sociedades de capitalização a forma de contabilização e apresentação estabelecida pela Circular SUSEP n° 379/2008. Em função da adoção inicial dos CPCs 38 e 40, preconizada pela Circular SUSEP n° 424/11, a Companhia reclassificou certos títulos e valores mobiliários anteriormente classificados na categoria mantidos até o vencimento para a categoria disponível para venda, em decorrência, os saldos divulgados anteriores foram reclassificados para fins de comparabilidade como demonstrado abaixo: Saldo divulgado anteriormente Dezembro de 2010 2.460.309 2.105.577 1.863.161 4.565.886

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Saldo em Ativo Reclassificação Dezembro de 2010 2.460.309 Circulante ........................................................................... 114.289 2.219.866 Ativo não circulante .......................................................... Aplicações ........................................................................ 114.289 1.977.450 114.289 4.680.175 Total do Ativo .................................................................... Passivo Circulante .......................................................................... 3.894.610 3.894.610 169.500 45.716 215.216 Passivo não circulante ..................................................... Tributos diferidos .............................................................. 39.080 45.716 84.796 501.776 68.573 570.349 Patrimônio líquido ............................................................ Total do Passivo ............................................................... 4.565.886 114.289 4.680.175 De acordo com o Item 10 do CPC n° 35, a preparação da demonstração contábil consolidada desta Companhia não é requerida, uma vez que as demonstrações contábeis consolidadas do acionista controlador direto (Bradesco Seguros S.A.), entidade domiciliada no Brasil, foi divulgada, nesta mesma data, no Diário do Comércio e no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Base para avaliação e moeda funcional A moeda funcional da Companhia é o Real. As demonstrações contábeis estão apresentadas em milhares de reais e foram elaboradas de acordo com o princípio do custo histórico, com exceção para: • Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; e • Ativos financeiros disponíveis para venda mensurados pelo valor justo. Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as normas CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistos de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados. As informações sobre incertezas e julgamentos críticos considerados na aplicação das práticas contábeis, que apresentam efeitos significativos nos saldos registrados nas demonstrações financeiras e, portanto, existe um risco significativo de ajuste material dentro do próximo exercício financeiro, estão descritas nas notas explicativas apresentadas abaixo: • Nota 6 - Créditos tributários e previdenciários • Nota 12 - Provisões técnicas • Nota 13 - Provisões judiciais Disponível (Caixa e equivalentes a caixa) São representados por disponibilidades em moeda nacional, caixa e depósitos bancários, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo e que são utilizados pela Companhia para o gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Aplicações A Companhia determina a classificação inicial de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado, disponíveis para venda e mantidos até o vencimento. Os ativos de renda fixa são contabilizados na data da liquidação, e as ações são contabilizadas na data da transação. i. Ativos financeiros mensurados a valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. ii. Ativos financeiros mantidos até o vencimento Caso a Administração tenha intenção e a capacidade de manter títulos de dívida até o vencimento, então, tais ativos financeiros são classificados como mantidos até o vencimento. Os investimentos mantidos até o vencimento são registrados pelo custo amortizado deduzidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável, acrescido dos rendimentos auferidos, os quais impactam o resultado do período. iii. Ativos financeiros disponíveis para venda Compreende os ativos financeiros que não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Os investimentos em títulos patrimoniais são classificados como ativos financeiros disponíveis para venda. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo, e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado no patrimônio líquido é transferido para o resultado do período. iv. Determinação do valor justo O valor das aplicações em fundos de investimentos foi obtido a partir dos valores das quotas divulgadas pelas instituições financeiras administradoras desses fundos. Os títulos de renda fixa públicos tiveram seu valor justo obtido a partir das tabelas de referência divulgadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Os títulos de renda variável e os fundos de investimentos imobiliários tiveram seus valores de mercado obtidos a partir da última cotação publicada pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA). Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, referência a outros instrumentos que são similares, análise do fluxo de caixa descontados e contam o mínimo possível com informações geradas pela Administração da própria Companhia. v. Redução ao valor recuperável (impairment) de ativos financeiros Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo financeiro. A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos patrimoniais) perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para o título. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em conta redutora do ativo correspondente. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. Perdas de valor (redução ao valor recuperável) nos ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa que foi reconhecida em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa que é reclassificada de outros resultados abrangentes para o resultado é a diferença entre o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente reconhecida no resultado. Todavia, qualquer recuperação subsequente no valor justo de um ativo financeiro disponível para venda, para o qual tenha sido registrada perda do valor recuperável, é reconhecida em outros resultados abrangentes. Instrumentos financeiros derivativos A Companhia mantém operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos destinados, exclusivamente, à proteção de riscos associados com a variação de taxas de juros dos investimentos. As operações com derivativos são registradas e negociadas na BM&FBovespa. Derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo, e os custos de transação são reconhecidos no resultado quando incorridos. Após o reconhecimento inicial, os derivativos são mensurados pelo valor justo, e as variações no valor justo são registradas no resultado do período, e estão classificados na categoria ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado. Para instrumentos financeiros derivativos, cotações de preço de mercado são usadas para determinar o valor justo destes instrumentos. O valor justo dos contratos de futuros é determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando técnicas de modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequados. As informações para construir as curvas de rendimento são obtidas principalmente na Bolsa de Mercadoria e Futuros - BM&FBovespa e no mercado secundário doméstico. Estas curvas de rendimento são utilizadas para determinar o valor justo de taxa de juros. O monitoramento das operações no mercado de derivativos é feito pelo gestor dos fundos, de forma ativa, através da mensuração do risco por meio do Value at Risk (VaR).

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Imobilizado O ativo imobilizado de uso próprio compreende equipamentos, móveis, máquinas e utensílios. O imobilizado de uso é demonstrado ao custo histórico, reduzido por depreciação acumulada e perdas de redução de valor recuperável acumuladas, quando aplicável. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado, e são reconhecidos líquidos dos custos de transação no resultado do período. Gastos subsequentes são capitalizados somente quando geram benefícios econômicos futuros associados e possam ser avaliados com confiabilidade. Gastos de reparo ou manutenção são reconhecidos no resultado do período à medida que são incorridos. Gastos com reformas e melhorias que prolongam a vida útil dos bens são incorporados ao custo do ativo imobilizado. A depreciação do ativo imobilizado é reconhecida no resultado pelo método linear considerando a vida útil estimada dos ativos. As vidas úteis estimadas para os períodos correntes e comparativos são as seguintes: • Imóveis: 25 anos; Móveis, utensílios, máquinas e equipamento: 10 anos; Equipamentos de informática: 5 anos; Benfeitoria em imóveis de terceiros: 5 anos. h. Ativos intangíveis Softwares adquiridos são registrados ao custo, deduzido da amortização acumulada e eventuais perdas acumuladas por impairment. Despesas de desenvolvimento interno são reconhecidas como ativo quando é possível demonstrar sua intenção e capacidade de concluir o desenvolvimento, mensurando seu custo e a utilização dos softwares de modo que gere benefícios econômicos futuros. Os custos capitalizados de softwares desenvolvidos internamente incluem todos os custos diretamente atribuíveis ao desenvolvimento, deduzido da amortização acumulada gerada durante a vida útil, e são testados por impairment, caso haja indicativo de perda. Despesas subsequentes são capitalizadas somente quando aumentam os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo específico a que se referem. Todas as demais despesas são contabilizadas como despesas à medida que são incorridas. i. Provisões técnicas Os produtos de capitalização têm suas provisões técnicas constituídas no momento do recebimento dos recursos, assim como as receitas são reconhecidas ao resultado quando do efetivo recebimento das mensalidades dos planos de capitalização. A provisão matemática para resgates é constituída para cada título ativo ou suspenso, durante o prazo previsto nas condições gerais do plano, e é calculada conforme metodologia descrita em notas técnicas atuariais aprovadas pela SUSEP. As provisões para resgates são constituídas pelos valores dos títulos vencidos e também pelos valores dos títulos ainda não vencidos, mas que tiveram solicitação de resgate antecipado pelos clientes. As provisões são atualizadas monetariamente com base nos indexadores previstos em cada plano. As provisões para sorteios a realizar e a pagar são constituídas para fazer face aos prêmios provenientes dos sorteios futuros (a realizar) e também aos prêmios provenientes dos sorteios em que os clientes já foram contemplados (a pagar). A provisão de contingência é constituída para cobrir eventuais insuficiências para pagamento dos resgates solicitados e/ou dos prêmios de sorteios realizados. A provisão de despesa administrativa é constituída para cobrir as despesas de colocação e divulgação do plano, corretagem e demais despesas. j. Ativos e passivos contingentes (Provisões judiciais) i. Ativos contingentes - não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível. Os ativos contingentes cuja expectativa de êxito é provável são divulgados. ii. Passivos contingentes - são constituídos levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento dos Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas quando individualmente relevantes, e os classificados como remotos não são divulgados. iii. Obrigações legais - fiscais e previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. k. Benefícios a empregados i. Obrigações de curto prazo As obrigações de benefícios de curto prazo para empregados são mensuradas e lançadas como despesa à medida que o serviço respectivo é prestado. ii. Obrigações por aposentadorias Plano de contribuição definida A Empresa é patrocinadora de plano de previdência complementar para seus funcionários e administradores, na modalidade Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL). O PGBL é um plano de previdência do tipo de contribuição variável, que permite acumular recursos financeiros ao longo da carreira profissional do participante mediante contribuições pagas por ele mesmo e pela patrocinadora, sendo os recursos investidos em um Fundo de Investimento Exclusivo (FIE). As obrigações atuariais do PGBL estão integralmente cobertas pelo FIE correspondente. O PGBL é administrado pela Bradesco Vida e Previdência S.A., e a BRAM - Bradesco Asset Management S.A. DTVM é a responsável pela gestão financeira. As contribuições dos funcionários e administradores são equivalentes a 4% do salário, exceto para os participantes que em 2001 optaram em migrar do plano de benefício definido para o PGBL, cujas contribuições foram mantidas nos níveis que vigoravam no plano de benefício definido quando da transferência de plano, observando-se sempre o mínimo de 4% do salário. As obrigações das contribuições para planos de previdência de contribuição definida são reconhecidas como despesa no resultado quando são incorridas. Uma vez pagas as contribuições, a Companhia, na qualidade de empregador, não tem qualquer obrigação de pagamento adicional. Além do PGBL anteriormente apresentado, está assegurado aos participantes transferidos do plano de benefício definido um benefício proporcional diferido, correspondente aos seus direitos acumulados nesse plano até a data de migração. Para os participantes do plano de benefício definido, transferidos ou não para o PGBL, participantes aposentados e pensionistas, o valor presente das obrigações atuariais está aplicado nos FIEs. iii. Outras obrigações pós-emprego Há custeio do plano de saúde para ex-funcionários por um período de 3 meses a 6 meses da data de desligamento. iv. Outros benefícios de curto prazo Outros benefícios de curto prazo, tais como seguro-saúde, assistência odontológica, seguro de vida e de acidentes pessoais e treinamento profissional são oferecidos aos funcionários e administradores e reconhecidos no resultado do exercício à medida que são incorridos. l. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescido de 10% sobre a parcela do lucro tributável anual excedente a R$ 240, e a contribuição social sobre o lucro líquido é calculada à alíquota de 15% sobre o lucro tributável. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido. O imposto corrente é o imposto a pagar sobre o lucro tributável ou prejuízo fiscal do exercício calculado com base nas alíquotas vigentes na data de balanço e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins de recolhimento (impostos correntes). Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de balanço e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja provável. m. Resultado As receitas dos planos de capitalização são reconhecidas contabilmente quando de seu efetivo recebimento. As correspondentes provisões técnicas são constituídas simultaneamente ao reconhecimento das receitas. A partir de 2011, a Companhia adotou a prática de reconhecimento de títulos prescritos. As receitas com planos de capitalização prescritos são reconhecidas após período de prescrição, nos termos do Artigo 206 do Código Civil Brasileiro. As despesas com colocação de títulos de capitalização, classificadas como “Despesas de comercialização”, são reconhecidas contabilmente quando incorridas. Os pagamentos dos resgates por sorteios são considerados como despesas do mês em que os mesmos se realizam. A participação mínima dos funcionários no resultado é apurada com base na convenção coletiva firmada com o sindicato da categoria. Complementos adicionais à participação mínima são reconhecidos de acordo com metas estipuladas pela Administração. 3. Gerenciamento de riscos a. Introdução A Companhia está exposta aos riscos de subscrição, crédito, liquidez, mercado, operacional e legal, provenientes de suas operações e que poderiam afetar os objetivos estratégicos e financeiros. Esta nota apresenta informações sobre a exposição a cada um dos riscos acima, os objetivos, as políticas, os processos de mensuração e o gerenciamento de riscos. Estrutura de gerenciamento de risco O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor ao negócio à medida que proporciona suporte às áreas de negócios no planejamento das atividades, maximizando a utilização de recursos próprios e de terceiros, em benefício dos acionistas e da Companhia. As atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos são aprimoradas continuamente, buscando as melhores práticas utilizadas internacionalmente, devidamente adaptadas à realidade do mercado brasileiro. Consideráveis investimentos nas ações relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos são realizados, especialmente na capacitação do quadro de funcionários. Tem-se o objetivo de elevar a qualidade de gerenciamento de riscos e de garantir o necessário foco a estas atividades que produzem forte valor agregado. No sentido amplo, o processo de Governança Corporativa representa o conjunto de práticas que tem por finalidade otimizar o desempenho de uma companhia e proteger os acionistas, investidores, clientes, empregados, fornecedores, etc., bem continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

38

b.

c.

como facilitar os níveis de capital requerido, agregar valor à empresa e contribuir para sua sustentabilidade, envolvendo, principalmente, aspectos voltados à transparência, equidade de tratamento dos acionistas e prestação de contas. Nesse contexto, o processo de gerenciamento de riscos conta com a participação de todas as camadas contempladas pelo escopo de Governança Corporativa que abrange desde a Alta Administração até as diversas áreas de negócios e produtos na identificação e gestão dos riscos. Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com políticas, Comitês com funções específicas e estrutura diretiva, estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos humanos e tecnológicos, voltados a estas atividades. O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um processo, apoiado em estrutura independente (no que tange a regulamentos, normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos de gestão de riscos e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e mensuração. A estrutura do Processo de Gerenciamento de Riscos permite que os riscos de subscrição, crédito, liquidez, mercado, legal e operacional sejam efetivamente identificados, avaliados, monitorados, controlados e mitigados de modo unificado. Para assegurar unicidade ao processo de gerenciamento de riscos, há um fórum de alto nível, permanente, sobre o tema com o intuito de se obter sinergia entre estas atividades. Essa instância denominada Comitê Executivo de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros estuda todos os riscos (subscrição, crédito, mercado, liquidez, operacional e legal), define os limites de tolerância aos seus respectivos riscos e elabora planos de mitigação, entre outras atribuições. Adicionalmente, existem os Comitês Executivos definidos pelo Banco Bradesco para tratar os assuntos relacionados ao Risco de Crédito, Mercado, Liquidez, Legal e Operacional, que são submetidos ao Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital que tem por atribuição assessorar o Conselho de Administração na aprovação de políticas institucionais, diretrizes operacionais e estabelecimento de limites de exposição a riscos. Risco de subscrição O risco de subscrição advém de uma situação econômica adversa que contraria as expectativas da Companhia no momento da elaboração de sua política de subscrição no que se refere às incertezas existentes, tanto na definição das premissas atuariais quanto na constituição das provisões técnicas e cálculo de contribuições. O gerenciamento do risco de subscrição é realizado pela Superintendência Técnica. As políticas de subscrição e aceitação de riscos são periodicamente avaliadas através de grupos de trabalho. Além disso, a Superintendência Executiva de Estudos Atuariais e Gestão de Riscos, parte integrante da estrutura de gerenciamento de riscos, tem como uma de suas principais atribuições o desenvolvimento de modelo interno para o cálculo do capital adicional baseado no risco de subscrição. Principais riscos associados aos Títulos de Capitalização Os títulos de capitalização são de natureza de médio e longo prazo, e por este motivo são utilizadas algumas premissas atuariais para gerenciar e estimar os riscos envolvidos, tais como: premissas sobre retorno de investimentos, despesas, persistência e sorteios. As estimativas são baseadas na experiência histórica e nas expectativas atuariais. Os riscos associados aos títulos de capitalização incluem, entre outros: • Risco de sorteio, que corresponde à expectativa da Companhia em pagar prêmios de títulos sorteados em séries não integralizadas; • Risco de comportamento do cliente, que inclui experiência de persistência; • Os títulos de capitalização possuem garantias de rentabilidade pré-definidas, que corresponde ao risco de taxa de juros, que é gerenciado como parte do risco de mercado. Gerenciamento dos riscos dos Títulos de Capitalização A Companhia monitora e avalia a exposição de riscos, sendo responsável pelo desenvolvimento, implementação e revisão das políticas referentes à subscrição, tratamento de mensalidades e provisões técnicas. A implementação dessas políticas e o gerenciamento desses riscos são apoiados pela Superintendência Técnica da Bradesco Capitalização. O risco de sorteio é gerenciado pelo acompanhamento constante do desempenho das séries de títulos não integralizadas. O risco de persistência é gerenciado por meio do monitoramento frequente da experiência histórica da Companhia. Risco de crédito O risco de crédito consiste na possibilidade de ocorrer perdas associadas ao não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem como à desvalorização de contrato decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador e a outros valores relativos ao descumprimento de obrigações financeiras da contraparte. Gerenciamento do Risco de Crédito O gerenciamento de risco de crédito da Companhia é um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos. Esse gerenciamento de risco inclui o monitoramento de exposições ao risco de crédito de contrapartes individuais em relação às classificações de crédito por companhias avaliadoras de riscos, tais como Fitch Ratings, Standard & Poor’s, Moody’s, entre outras. Conforme exposto acima, o gerenciamento de risco de crédito é realizado de forma corporativa mediante procedimentos internos estruturados, independentes, e embasados em documentação e relatórios próprios, devidamente avaliados pelas estruturas de gestão de riscos da Companhia e do Banco Bradesco, e baseado em modelos internos, em fase de implementação gradual, visando à apuração, à mensuração e ao cálculo do capital. No que se refere a aplicações financeiras, a Administração avalia o risco de crédito como baixo pelo fato de que a maior parte da carteira está concentrada em títulos públicos como demonstrado no quadro abaixo: Ativos Financeiros / Rating

d.

e.

AAA

AA

BBB

A valor justo por meio do resultado .........................

2.198.532

49.923

58.985

10.944

BB- Sem rating 14.939

2.333.323

Título de Renda Fixa Privado .......................................

127.432

49.923

58.985

10.944

13.391

260.675

Título de Renda Fixa Público .......................................

2.071.100

-

-

-

-

2.071.100

• • •

g.

h.

4.

Garantir o cumprimento das políticas de gestão de risco operacional e de continuidade de negócios da Companhia; Assegurar a efetividade do processo de gerenciamento de risco operacional e de continuidade de negócios da Companhia; Aprovar e revisar, as definições e critérios, modelagens matemáticas e estatísticas e cálculos referentes ao montante da alocação de capital; • Avaliar e submeter à validação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, com reporte aos comitês específicos, a política, estrutura, papéis, procedimentos e responsabilidades das dependências envolvidas no processo, bem como as revisões executadas anualmente. Mecanismos de Controle e Monitoramento contínuo • Identificar junto às dependências interna e externa da Companhia os eventos de perdas decorrentes de risco operacional e consequente abertura e/ou manutenção de rubricas contábeis específicas para registro, contabilização e consolidação dessas perdas. • Assegurar o levantamento e tratamento das perdas identificadas mediante as origens/causas, para a avaliação, monitoramento, controle e mitigação do processo, possibilitando a redução dos impactos, ao menor custo. • Estabelecer reuniões com os gestores e executivos, quanto à proposta de recomendações técnicas das perdas junto às áreas, visando à melhoria contínua, ações corretivas e preventivas do Risco Operacional. Risco Legal Esse risco está relacionado à escolha, não ao acaso, pois decorre da incerteza inerente aos eventos que podem trazer consequências (ganhos ou perdas) sobre as decisões tomadas diariamente pela Companhia. Esse risco não deve ser confundido como sendo a ausência ou a não execução de um controle. Especificação do Risco O risco legal está associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela Companhia, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela Companhia. Gerenciamento do Risco Legal A abordagem de todo o processo de gerenciamento do risco legal se dá mediante um software para a apuração, mensuração e cálculo do capital da Companhia, considerando os modelos estatísticos e adotando as melhores práticas de avaliações qualitativas e quantitativas. Gerenciamento de Capital O processo de gerenciamento de capital é realizado de forma corporativa, visando proporcionar condições para o alcance dos objetivos estratégicos do Grupo Bradesco Seguros, levando em consideração o ambiente econômico e comercial onde atua. Este processo é compatível com a natureza das operações, complexidade e especificidade de cada produto e serviços no mercado securitário e com a dimensão da exposição a riscos do Grupo. O processo de adequação e gerenciamento de capital é acompanhado diariamente de forma contínua e visa assegurar que o Grupo Bradesco Seguros mantenha uma sólida base de capital para apoiar o desenvolvimento das atividades e fazer face aos riscos, seja em situações de normalidade de mercado, ou em condições extremas, em atendimento aos requerimentos regulatórios e/ou aos aspectos de Governança Corporativa. A Companhia deve manter, permanentemente, capital compatível com os riscos de suas atividades e operações conforme as características e peculiaridades representadas por níveis adequados de capital em linha com o modelo interno. O Grupo Bradesco Seguros acompanha de maneira permanente os limites requeridos (margem de solvência, capital mínimo requerido e capital adicional) pelo respectivo órgão regulador. Aplicações a. Resumo da classificação das aplicações Títulos a valor justo por meio do resultado......................................................... Títulos de renda fixa - fundos de investimento ....................................................... Títulos de renda variável - fundos de investimentos .............................................. Títulos disponíveis para venda ............................................................................. Títulos de renda fixa - fundos de investimento ....................................................... Títulos de renda fixa - certificados de recebíveis imobiliários ................................ Títulos de renda fixa - debêntures .......................................................................... Títulos de renda fixa - fundos de investimentos imobiliários .................................. Títulos de renda variável - ações............................................................................ Total .........................................................................................................................

b.

Total

2011 2.333.323 2.331.775 1.548 2.541.973 1.933.443 5.316 220.456 18.260 364.498 4.875.296

% 47,86 47,83 0,03 52,14 39,66 0,11 4,52 0,37 7,48 100,00

2010 1.813.785 1.811.913 1.872 2.575.675 1.958.872 208.718 31.652 376.433 4.389.460

% 41,32 41,28 0,04 58,68 44,63 4,75 0,72 8,58 100,00

Composição das aplicações por prazo e por título Apresentamos, a seguir, a composição das aplicações financeiras por prazo e por título, incluindo os títulos que compõem as carteiras dos fundos de investimentos. Os títulos a “valor justo por meio do resultado” estão apresentados no ativo circulante, independentemente dos prazos de vencimento. Os títulos que pertencem a fundos de investimentos abertos foram considerados com base no percentual de participação da Companhia nos fundos. 2011

Títulos

1 a 30 dias ou sem venci- 181 a 360 Acima de dias 360 dias mento definido

Valor contábil

Valor do Ajuste a investimento (i) valor justo

Título de Renda Variável ..............................................

-

-

-

-

1.548

1.548

Disponíveis para a venda ..........................................

2.073.236

104.239

-

-

364.498

2.541.973

Títulos a valor justo por meio do resultado....

2.093.492

166.420

73.411 2.333.323

2.333.323

2.071.100

-

- 2.071.100

2.071.100

-

118.663

-

118.663

118.663

-

-

Título de Renda Fixa Público .......................................

1.933.443

-

-

-

-

1.933.443

Notas do tesouro nacional .................................

Título de Renda Fixa Privado .......................................

139.793

104.239

-

-

-

244.032

Letras financeiras de emissores privados .........

-

Título de Renda Variável ..............................................

-

-

-

-

364.498

364.498

Certificados de depósitos bancários..................

-

-

58.259

58.259

58.259

Debêntures ........................................................

-

47.757

4.208

51.965

51.965

-

Quotas de fundos de investimentos ..................

20.844

-

-

20.844

20.844

-

Depósito em garantia especial ..........................

-

-

10.944

10.944

10.944

-

Ações.................................................................

1.548

-

-

1.548

1.548

-

Títulos disponíveis para venda ........................

384.088

124.867 2.033.018 2.541.973

2.427.391

114.582

Notas do tesouro nacional .................................

485

- 1.932.958 1.933.443

1.778.086

155.357

Ações.................................................................

364.498

-

-

364.498

384.707

Debêntures ........................................................

845

124.867

94.744

220.456

212.108

8.348

Fundos de investimentos imobiliários................

18.260

-

-

18.260

47.221

(28.961)

-

5.316

5.316

5.269

47

291.287 2.106.429 4.875.296

4.760.714

114.582

A Administração classificou os títulos públicos na categoria de rating AAA, uma vez que a contraparte é o governo federal. Trimestralmente, são realizadas as reuniões dos Comitês Executivos de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros e de Gestão de Risco de Crédito do Banco Bradesco, para as tratativas deliberativas, possuindo as atribuições necessárias para o atendimento regulatório e o aprimoramento nos processos de gestão. Risco de liquidez Risco de liquidez é a possibilidade da não existência de recursos financeiros suficientes para que a Companhia honre seus compromissos em razão dos descasamentos entre pagamentos e recebimentos, considerando as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. O conhecimento e o acompanhamento deste risco são cruciais, sobretudo para que a Companhia possa liquidar as operações em tempo hábil e de modo seguro. Exposição ao risco de liquidez O risco de liquidez é limitado pela reconciliação do fluxo de caixa da carteira de investimentos com os respectivos passivos. Para tanto, são empregados métodos atuariais para estimar os passivos oriundos de títulos de capitalização. A qualidade dos investimentos também garante a capacidade de cobrirmos altas exigências de liquidez. Gerenciamento do Risco de Liquidez O gerenciamento do risco de liquidez é exercido de forma corporativa, envolvendo um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito ao estabelecimento de limites técnicos, com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos financeiros utilizados. A política corporativa de gestão de riscos de mercado e liquidez tem por objetivo assegurar a existência de normas, critérios e procedimentos que garantam à Companhia o estabelecimento de reserva mínima de liquidez, bem como a existência de estratégia e de planos de ação para situações de crise de liquidez. Risco de mercado O risco de mercado é representado pela possibilidade de perda financeira por oscilação de preços e taxas de juros dos instrumentos financeiros da Companhia, uma vez que suas carteiras ativas e passivas podem apresentar descasamentos de prazos, moedas e indexadores. Este risco é identificado, mensurado, mitigado e gerenciado, sendo as diretrizes e limites monitorados diariamente, de maneira independente. O controle do risco de mercado é realizado para todas as empresas do Grupo Bradesco Seguros. As atividades expostas a risco de mercado são mapeadas, mensuradas e classificadas quanto à probabilidade e magnitude, com seus respectivos planos de mitigação devidamente aprovados pela estrutura de governança. Gerenciamento do risco de mercado O processo, realizado de forma corporativa, é aprovado pelo Conselho de Administração e reavaliado anualmente pelos comitês abaixo descritos, bem como pelo próprio Conselho de Administração. Definição de Limites As propostas de limites de risco de mercado são validadas em Comitês específicos de negócios, bem como pelos Comitês Executivos de Investimentos e de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros quando os limites são relacionados ao segmento de seguros. Posteriormente são submetidas à aprovação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, observando os limites definidos pelo Conselho de Administração, conforme as características das operações. A carteira da Companhia consiste em operações estruturais provenientes das diversas linhas de negócio de uma Companhia considerando, ainda, os seus respectivos hedges. Nesse tipo de operação, a intenção não é a negociação no curto prazo, que visa se beneficiar de oscilações de mercado, mas sim a manutenção do investimento pelo período necessário ao seu tipo de negócio e demanda, atendendo suas necessidades específicas. Os principais riscos monitorados são os riscos de taxa de juros e de carteira de ações. Exposições de moedas estrangeiras não são significativas nas operações da Companhia, e o risco é acompanhado de forma consolidada com as demais empresas do Grupo Bradesco Seguros, conforme critério padrão da Circular do BACEN nº 3.389/08. Modelos de Mensuração do Risco de Mercado As posições em ações são mensuradas mediante a metodologia de VaR Delta-Normal para o horizonte de 1 dia, com nível de confiança de 99% e volatilidades e correlações calculadas a partir de métodos estatísticos que atribuem maior peso aos retornos recentes. A mensuração e o controle do risco de taxa de juros são feitos a partir da metodologia EVE (Economic Value Equity), que mede o impacto econômico sobre as posições, de acordo com os cenários elaborados pela área econômica do Banco Bradesco. Nesses cenários, são determinados movimentos positivos e negativos que podem ocorrer nas curvas de taxas de juros, com impactos sobre os ativos e passivos ao longo da vida das operações, não representando necessariamente prejuízo contábil. Análise de Sensibilidade de Risco de Mercado

Fator de Risco Índice Bovespa em pontos ....................................................................................... Taxa Prefixada de 1 ano .......................................................................................... Cupom de IPCA de 1 ano......................................................................................... Os impactos, líquidos de efeitos fiscais, desse cenário sobre as posições seriam as seguintes:

c.

31/12/2011....................... Definição

Taxa de Juros em Reais (91)

Índices de Preços

d.

(603)

Renda Total sem Total com Variável correlação correlação (1.226)

(1.920)

(1.388)

Risco operacional O risco operacional é representado pela perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos. Essa definição inclui o Risco Legal, mas exclui o Estratégico e o de Imagem. Gerenciamento do Risco Operacional A Companhia aborda o gerenciamento do risco operacional num processo de aprimoramento contínuo, visando acompanhar a evolução dinâmica dos negócios e minimizar a existência de lacunas que possam comprometer a qualidade deste gerenciamento. Todo o processo de Governança Corporativa para gerenciamento do risco operacional é acompanhado trimestralmente pelos comitês executivos do Grupo Bradesco Seguros e do Banco Bradesco, cada qual com a sua especificidade, possuindo as seguintes atribuições:

2010 1 a 30 dias ou Valor sem venci- 181 a 360 Acima de dias 360 dias contábil mento definido

e.

(20.209)

Valor do Ajuste a investimento (i) valor justo

Títulos a valor justo por meio do resultado.... 1.462.680 256.127 94.978 1.813.785 1.813.785 Notas do tesouro nacional ................................ 1.445.874 - 1.445.874 1.445.874 Certificados de depósitos bancários.................. - 176.512 - 176.512 176.512 Letras financeiras do tesouro ........................... 79.615 79.615 79.615 Letras financeiras de emissores privados ........ 89.064 89.064 89.064 Quotas de fundos de investimentos .................. 11.821 11.821 11.821 Debêntures ....................................................... 5.914 5.914 5.914 Letras do tesouro nacional ............................... 3.113 3.113 3.113 Ações ................................................................ 1.872 1.872 1.872 598.225 - 1.977.450 2.575.675 2.410.475 Títulos disponíveis para venda ........................ Notas do tesouro nacional ................................ 190.136 - 1.768.736 1.958.872 1.846.063 Ações ................................................................ 376.433 - 376.433 316.027 Debêntures ....................................................... 4 208.714 208.718 203.214 31.652 31.652 45.171 Fundos de investimentos imobiliários................ Total ................................................................... 2.060.905 256.127 2.072.428 4.389.460 4.224.260 (i) Para os títulos designados a valor justo por meio do resultado, o valor indicado refere-se ao valor justo Cobertura das provisões técnicas Os valores dos bens e direitos oferecidos em cobertura das provisões técnicas são os seguintes: 2011 4.571.277 364.498 3.050.329 1.246.450 4.661.277

165.200 112.809 60.406 5.504 (13.519) 165.200

2010 3.723.654 376.437 3.025.026 522.195 3.923.658

Hierarquia do valor justo A tabela abaixo apresenta instrumentos financeiros registrados pelo valor justo, utilizando um método de avaliação. Os diferentes níveis foram definidos como se segue: • Nível 1: Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos; • Nível 2: Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços); • Nível 3: Premissas, para o ativo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis).

Valor justo por meio do resultado ................... Notas do tesouro nacional .................................. Letras financeiras de emissores privados .......... Certificados de depósitos bancários................... Debêntures ........................................................ Letras financeiras do tesouro ............................. Letras do tesouro nacional ................................. Ações.................................................................. Quotas de fundos de investimentos ................... Depósito em garantia especial ........................... Disponíveis para venda .................................... Notas do tesouro nacional .................................. Ações ................................................................. Debêntures ........................................................ Fundos de investimentos imobiliários................. Certificados de recebíveis imobiliários ................ Total .....................................................................

56.187 10,06% 4,37%

Exposições sujeitas à Exposições sujeitas variações de taxas de à variação da taxa Exposições sujeijuros prefixadas e cupons dos cupons de índi- tas à variação do de taxas de juros ces de preços preço de ações

2.477.580

Total das provisões técnicas ............................................................................................................ Ações.................................................................................................................................................... Títulos de renda fixa públicos............................................................................................................... Títulos de renda fixa privados .............................................................................................................. Total .....................................................................................................................................................

Fatores de Riscos (Valores em R$ mil) Posição

Certificados de recebíveis imobiliários ............... Total ....................................................................

Títulos

Cenário Choque de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de variação para preços

f.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nível 1 2.124.613 2.071.100 51.965 1.548 2.536.657 1.933.443 364.498 220.456 18.260 4.661.270

2011 Nível 2 208.710 118.663 58.259 20.844 10.944 5.316 5.316 214.026

Total 2.333.323 2.071.100 118.663 58.259 51.965 1.548 20.844 10.944 2.541.973 1.933.443 364.498 220.456 18.260 5.316 4.875.296

Nível 1 1.548.209 1.445.874 5.914 79.615 3.113 1.872 11.821 2.575.675 1.958.872 376.433 208.718 31.652 4.123.884

2010 Nível 2 265.576 89.064 176.512 265.576

Total 1.813.785 1.445.874 89.064 176.512 5.914 79.615 3.113 1.872 11.821 2.575.675 1.958.872 376.433 208.718 31.652 4.389.460

Movimentação das aplicações financeiras 2011

2010

Saldo em 1° de janeiro ........................................................................................................................

4.389.460

3.601.332

(+) Aplicações........................................................................................................................................

1.190.286

1.202.797

(-) Resgates........................................................................................................................................... (1.159.394) (+) Rendimentos ...................................................................................................................................

509.090

(+/-) Ajuste a valor justo .......................................................................................................................

(54.146)

Saldo em 31 de dezembro ..................................................................................................................

4.875.296

(910.976) 404.331 91.976 4.389.460 continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

f.

5.

Desempenho A Administração mensura a rentabilidade de seus investimentos utilizando como parâmetro a variação das taxas de rentabilidade dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI). Em 2011, o desempenho global dos ativos financeiros em renda fixa, títulos públicos e títulos privados, que compõem a carteira de aplicações financeiras, atingiu 111,83% no acumulado do exercício. Instrumentos financeiros derivativos Em 31 de dezembro 2011, a Companhia não possuía em fundos de investimentos contratos futuros de DI pendentes de liquidação. Em 31 de dezembro de 2010, a posição comprada era de R$ 2.992.283, como valor de referência, sendo que os diferenciais a pagar ou a receber dos contratos futuros são liquidados diariamente. O objetivo de atuação no mercado de derivativos, seja através de posições ativas ou proteção (hedge), sempre visa administrar a exposição a riscos de mercado, de moeda ou taxa de juros e proteção das posições detidas à vista. Ano de Tipo de Mercadoria Quantidade Vencimento Compromisso Fundo de investimento Bradesco FIF RF Método ............................................ DI1 29 2011 Venda Resultado do período................................................

6.

Valor de Referência 31/12/2010 (2.992.283) 238.252

Créditos tributários e previdenciários 2011

depósito judicial no valor de R$ 139.761 (R$ 115.484 em 31/12/2010), a qual a Companhia pleiteia calcular e recolher o imposto de renda devido, relativo ao ano-base de 1997 e subsequentes, sem efetuar a adição da CSLL na base de cálculo do IR, determinada pelo Artigo 1º da Lei nº 9.316/1996, uma vez que essa contribuição representa uma despesa efetiva, necessária e obrigatória. (ii) Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses, considerando o ano de ajuizamento. (iii) Processos cíveis Referem-se à estimativa global de perdas com ações decorrentes do curso normal das operações, cujos valores estão sendo discutidos judicialmente pela Companhia. Não existem em curso passivos contingentes relevantes, para os quais as chances de perdas sejam prováveis, que não tenham sido razoavelmente estimados. (iv) Movimentação das provisões judiciais constituídas Fiscais

Trabalhistas

Cíveis

Total

Saldo em 31 de dezembro de 2010 ....................................................

128.912

210

1.298

130.420

14.531

146

716

15.393

2010

Não Circulante Circulante

Total

Não Circulante Circulante

Total

Constituições .........................................................................................

Diferenças temporárias (i) .......................................

-

38.096

38.096

-

34.113

34.113

Reversões/Pagamento ..........................................................................

-

Impostos a compensar ............................................

49.008

-

49.008

44.954

-

44.954

Atualização monetária ...........................................................................

10.171

6

-

10.177

Total ........................................................................

49.008

38.096

87.104

44.954

34.113

79.067

Saldo em 31 de dezembro de 2011 ....................................................

153.614

220

790

154.624

Trabalhistas

Cíveis

Trabalhistas

Saldo 1° de janeiro ...................................................................................

210

1.298

258

148

Total pago no exercício ..............................................................................

-

(1.112)

(181)

(189)

Total provisionado até o fechamento do exercício anterior para ações pagas no período ...........................................................................

-

989

181

133

Quantidade de ações pagas no exercício ..................................................

-

79

3

15

Novas constituições no exercício ...............................................................

146

716

13

1.339

Saldo em 31/12/2010 Provisões judiciais – fiscais ............................................................................. 18.632 Provisão para desvalorização de incentivos fiscais e outros investimentos ... 13.992 Provisões judiciais – cíveis.............................................................................. 519 Provisão para desvalorização de bens imóveis .............................................. 178 Provisões judiciais – trabalhistas..................................................................... 84 Provisão para riscos de crédito ....................................................................... 58 Outros.............................................................................................................. 650 Total ................................................................................................................ 34.113

Adições 4.041 4 122 4.167

7.

Investimentos - Participações societárias

8.

Dados em 31 de dezembro 2011 da Controlada Capital social .......................................................................................................................... Quantidade de ações possuídas: ON .......................................................................................................................................... Percentual de participação ..................................................................................................... Total de ativos ....................................................................................................................... Total de passivos líquido de provisões judiciais..................................................................... Total de provisões judiciais .................................................................................................... Patrimônio líquido................................................................................................................... Total de receitas ..................................................................................................................... Lucro líquido do exercício....................................................................................................... Saldo do investimento em 1° de dezembro de 2010 ......................................................... Ajustes com títulos e valores mobiliários ............................................................................... Dividendos ............................................................................................................................. Resultado de equivalência patrimonial................................................................................... Saldo do investimento em 31 de dezembro de 2010......................................................... Integralização de capital......................................................................................................... Ajustes com títulos e valores mobiliários................................................................................ Dividendos.............................................................................................................................. Resultado de equivalência patrimonial................................................................................... Saldo do investimento em 31 de dezembro de 2011......................................................... (a) Empresa sediada no Brasil Imóveis destinados à renda

Saldo em Baixas 31/12/2011 22.673 13.992 (184) 335 178 88 58 772 (184) 38.096

2010 Cíveis

73

70

13

140

646

-

1.199

Atlântica Capitalização S.A. (a)

Quantidade de ações referentes a novas constituições no período...........

8

123

1

78

75.000

(-) Baixa por êxito .......................................................................................

-

(112)

-

-

118

-

Alteração de estimativas e probabilidades ................................................. 57.315.373 84,74 71.965 1.684 2.033 68.248 3.910 2.065 52.097 (5.037) (780) 3.285 49.565 13.700 (6.733) (415) 1.715 57.832

16.720

16.840

(6.171)

(5.839)

Provisão para perda ...............................................................................................................................

(713)

(713)

Total ....................................................................................................................................................... 9.836 10.288 O método de avaliação adotado para as propriedades de investimento é o de custo, deduzido da depreciação acumulada calculada pelo método linear. A receita obtida com o aluguel desses imóveis foi de R$ 3.466, em 31 de dezembro de 2011, e R$ 2.509, em 31 de dezembro de 2010. O valor justo dos imóveis, apurado com base em laudo de avaliação, é de R$ 34.459. Imobilizado Bens móveis 1.086 41 1.127

Outras imobilizações 45 133 178

(683) (64) (747) 380

(12) (20) (32) 146

Total 1.131 174 1.305 (695) (84) (779) 526

10. Intangível Redução ao valor recuperável -

(32) (70) (102) 1.161

(8) (8) (8)

Total 124 1.139 1.263 (40) (70) (110) 1.153

11. Impostos e contribuições Imposto de renda............................................................................................................................. Contribuição social .......................................................................................................................... COFINS ........................................................................................................................................... PIS................................................................................................................................................... Total ................................................................................................................................................

2011 95.578 63.465 1.460 237 160.740

2010 61.234 41.536 32 5 102.807

12. Provisões técnicas a. Composição 2011

2010

Provisão para resgates ..................................................................................................................

4.321.133

3.532.802

Provisão matemática para resgates .................................................................................................

3.838.024

3.091.769

Provisão para resgates de títulos vencidos ....................................................................................

142.072

129.259

Provisão para resgates antecipados de títulos...............................................................................

341.037

311.774

Provisão para sorteios...................................................................................................................

76.051

47.461

Provisão para sorteios a realizar ....................................................................................................

53.259

34.097

Provisão para sorteios a pagar.......................................................................................................

22.792

13.364

Outras provisões ............................................................................................................................

174.093

143.391

Provisão para contingências...........................................................................................................

9.299

6.523

Provisão administrativa...................................................................................................................

164.794

136.868

Total .................................................................................................................................................

4.571.277

3.723.654

Movimentação das provisões técnicas

Saldo em 1° de janeiro ................................................................................................................... (+) Constituições (resgates e sorteios)........................................................................................... (-) Resgates/Sorteios pagos ...........................................................................................................

2011

2010

3.723.654

3.023.628

2.700.911

2.230.858

(2.098.094) (1.714.904)

(+) Atualização monetária e juros...................................................................................................

244.806

184.072

Saldo em 31 de dezembro .............................................................................................................

4.571.277

3.723.654

2011

2010

13. Tributos diferidos

Ajuste a valor justo de títulos classificados como disponível para venda .......................................

44.422

66.081

Atualização de depósito judicial .....................................................................................................

22.249

18.180

Reserva de reavaliação...................................................................................................................

510

535

Total ................................................................................................................................................

67.181

84.796

14. Provisões judiciais A Administração da Companhia entende que as provisões constituídas são suficientes para fazer face a eventuais perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. (i) Obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Companhia vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão provisionados. A principal discussão refere-se à dedutibilidade da CSLL na base de cálculo do IR, com provisão e

(142)

-

Alteração da provisão por atualização monetária e juros...........................

6

-

2

-

Saldo em 31 de dezembro .......................................................................

220

790

210

1.298

(vi) Depósitos judiciais e fiscais 2011

2010

IR e CSLL ............................................................................................................................................

166.048

139.694

Plano verão - IR e CS .........................................................................................................................

3.047

2.864

ILL - Imposto sobre o Lucro Líquido....................................................................................................

3.842

3.842

Finsocial ..............................................................................................................................................

1.020

1.020

Cíveis e trabalhistas ............................................................................................................................

283

192

Outros .................................................................................................................................................

287

318

Total ....................................................................................................................................................

174.527

147.930

(vii)

Depreciação ...........................................................................................................................................

Software 124 1.139 1.263

2011

73

Custo original..........................................................................................................................................

b.

(1.366)

Novas constituições referentes a citação do exercício base......................

2010

Custo de aquisição Saldo em 31 de dezembro de 2010 .................................................................. Aquisições ........................................................................................................... Saldo custo de aquisição ................................................................................. Amortização Saldo em 31 de dezembro de 2010 .................................................................. Amortização......................................................................................................... Saldo amortização acumulada ......................................................................... Saldo contábil em 31 de dezembro 2011.........................................................

(1.224)

Novas constituições referentes a citação de exercícios anteriores ...........

2011

Custo de aquisição Saldo em 31 de dezembro de 2010 ................................................................. Aquisições .......................................................................................................... Saldo custo de aquisição ................................................................................ Depreciação Saldo em 31 de dezembro de 2010 ................................................................. Depreciação ....................................................................................................... Saldo depreciação acumulada ........................................................................ Saldo contábil em 31 de dezembro 2011........................................................

(142)

(v) Desenvolvimento de provisões trabalhistas e cíveis

(i) Movimentação de tributos diferidos e diferenças temporárias

9.

39

Detalhamento das provisões judiciais por probabilidade Trabalhista

Probabilidade

Cível

Valor Valor Qde reclamado provisionado

Valor Valor Qde reclamado provisionado

Provável...................................................................

2

31

58

82

1.783

790

Possível ...................................................................

2

15

16

82

888

-

Remota ....................................................................

8

259

146

28

291

-

Total ........................................................................

12

305

220

192

2.962

790

15. Patrimônio líquido a. Capital social e dividendos O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é representado por 192.803 (234.013 em 31/12/2010) ações escriturais, ordinárias e nominativas, sem valor nominal. De acordo com as disposições estatutárias, a cada ação corresponde um voto nas Assembleias Gerais, sendo garantido aos acionistas um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido de cada exercício, ajustado nos termos da legislação societária brasileira. Os dividendos foram calculados conforme se segue: 2011

2010

Lucro líquido do exercício.............................................................................................................

338.410

234.964

Constituição da reserva legal ...........................................................................................................

-

(11.748)

Realização de reservas: Realização de reavaliação..............................................................................................................

39

39

Base de cálculo dos dividendos ...................................................................................................

338.449

223.255

Dividendos antecipados no exercício ...............................................................................................

300.000

-

Dividendos propostos no exercício...................................................................................................

-

55.814

88,64%

25,00%

Percentagem sobre o lucro líquido ajustado de exercício b.

Atos societários Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 27 de janeiro de 2010, foi deliberado a redução de capital no montante de R$ 21.174, com a entrega de sua participação na Átria Participações Ltda., mediante o cancelamento de 9.158 ações ordinárias nominativo-escriturais, sem valor nominal. Este ato societário foi aprovado pela Portaria SUSEP nº 1.145, de 24 de setembro de 2010. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 26 de março de 2010, foi deliberado o aumento de capital no montante de R$ 104.000, mediante a capitalização do saldo da conta Reservas de lucros – reserva estatutária de 2007 - R$ 18.568; e parte do saldo da conta Reservas de lucros – reserva estatutária de 2008 – R$ 85.432, sem emissão de ações. Este ato societário foi aprovado pela Portaria SUSEP nº 1.146, de 29 de setembro de 2010. Em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 30 de abril de 2010, foi deliberado o aumento de capital no montante de R$ 10.174, mediante a capitalização de parte do saldo das contas Reservas de lucros – reserva estatutária de 2008, sem emissão de ações. Este ato societário foi aprovado pela Portaria SUSEP nº 1.146, de 29 de setembro de 2010. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 30 de março de 2011, foi deliberado o aumento de capital com reservas no valor de R$1.000, mediante a capitalização de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros – Reserva legal de 2007”. Este ato societário foi aprovado pela Portaria SUSEP/CGRAT nº 1.236, de 24 de junho de 2011. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 28 de dezembro de 2011, foi deliberada a redução de capital no montante de R$ 100.000, com o cancelamento de 41.210 ações ordinárias nominativas escriturais sem valor nominal. Este ato societário encontra-se em fase de aprovação pela SUSEP. c. Reservas de reavaliação Conforme permitido pela Lei nº 11.638/2007, a Companhia optou por manter os saldos existentes nas reservas de reavaliação até sua efetiva realização. d. Reserva legal Constituída, ao final do exercício, na forma prevista na legislação societária brasileira, podendo ser utilizada para a compensação de prejuízos ou para aumento do capital social. e. Reserva estatutária Constituída por até 100% do lucro líquido remanescente após as deduções legais e a constituição de reserva legal, é efetuada ao final de cada exercício social, até atingir o limite de 95% do capital social, estando sujeita à deliberação em Assembleia Geral. 16. Patrimônio líquido ajustado Nos termos das Resoluções CNSP nº 222/10, 227/10 e 228/10, o Capital Mínimo Requerido (CMR) para funcionamento das companhias de capitalização é composto por um capital base e um capital adicional baseado no risco de crédito. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente aos demais riscos identificados na regulamentação, a eventual insuficiência de patrimônio líquido ajustado deverá ser aferida em relação à diferença entre patrimônio líquido ajustado e capital mínimo requerido calculada na forma estabelecida pela Resolução CNSP nº 55/01 como demonstrado abaixo para a data-base de 31 de dezembro 2011: Patrimônio líquido contábil ..............................................................................................................................

293.429

Participação direta...............................................................................................................................................

(57.832)

Ativos intangíveis.................................................................................................................................................

(1.153)

Patrimônio líquido ajustado (a)........................................................................................................................

234.444

Capital mínimo requerido (b)............................................................................................................................

82.628

Capital base.......................................................................................................................................................

10.800

Capital adicional de risco de crédito ..................................................................................................................

71.828

Suficiência (a) – (b)............................................................................................................................................

151.816

17. Benefícios a empregados Planos de Previdência Complementar A contribuição para os planos durante o exercício de 2011 montou a R$ 5.251 (R$ 3.279 em 31/12/2010), que estão integralmente cobertos por Fundos de Investimentos Especialmente Constituídos (FIEs) na empresa ligada Bradesco Vida e Previdência S.A. continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

40

e.

18. Transações e saldos com partes relacionadas 2011 2010 Ativo/(Passivo) Disponível Banco Bradesco S.A. (controlador final) ............................................................. Títulos e créditos a receber Bradesco Auto/Re. (empresa ligada) .................................................................. Bradesco Vida e Previdência. (empresa ligada) ................................................. Obrigações a pagar Bradesco Seguros S.A. (controlador direto)........................................................ Dividendos a receber Atlântica Capitalização S.A. (controlada) ............................................................ Dividendos a pagar Bradesco Seguros S.A. (controlador direto)........................................................ Receita com aluguel Banco Bradesco S.A. (controlador final) ............................................................. Despesas com aluguéis Bréscia Empreendimentos e Participações Ltda. (empresa ligada).................... Reno Holdings Ltda. (empresa ligada) ................................................................ Banco Bradesco S.A. (controlador final) ............................................................. Rateio das despesas administrativas (i) Bradesco Seguros S.A. (controlador direto)........................................................ Outras despesas (ii) Banco Bradesco S.A. (controlador final) ............................................................. Total ....................................................................................................................

147

19

133 3.513

-

-

415

-

780 (55.814)

-

-

-

-

1.250

-

-

(2.958)

-

2011 2010 Receita/(Despesa)

-

-

-

3.466

2.509

(221) (39) (4)

-

-

-

(21.502)

(14) (55.015) (20.213)

(13) (19.248)

O rateio de despesas administrativas compartilhadas é efetuado a partir de aplicações de percentuais de alocação para cada empresa do Grupo definidos com base em medidores de atividades e critérios estabelecidos na Convenção do Grupo Bradesco Seguros. (ii) Despesas com taxa de custódia e serviços de ações escriturais. Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária são fixados: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em Reunião de Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores do Grupo Bradesco Seguros. Em 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 5.000, líquido de encargos sociais, para remuneração dos Administradores e de R$ 5.000 para custear planos de previdência complementar de contribuição definida. Benefícios a Administradores Proventos............................................................................................................................................ Encargos sociais................................................................................................................................. Planos de previdência complementar de contribuição definida.......................................................... Total .....................................................................................................................................................

2010

Receitas com títulos de renda fixa .......................................................................................................

509.090

404.331

Receitas com títulos de renda variável.................................................................................................

25.881

26.308

Atualização monetária de depósitos judiciais e fiscais.........................................................................

10.174

7.179

Atualização monetária de créditos tributários.......................................................................................

5.104

2.318

Outras receitas financeiras...................................................................................................................

43

17

Subtotal ...............................................................................................................................................

550.292

440.153

Despesas com títulos de renda variável...............................................................................................

(394)

(2.118)

Tributação sobre operações financeiras ..............................................................................................

(2.430)

(2.774)

Atualização monetária das provisões técnicas.....................................................................................

(244.806)

(184.072)

Atualização monetária de provisões judiciais.......................................................................................

(10.177)

(7.186)

Outras despesas financeiras ................................................................................................................

(1.951)

(1.191)

Subtotal ...............................................................................................................................................

(259.758)

(197.341)

Total .....................................................................................................................................................

290.534

242.812

2011

2010

f.

(i)

2011

2011

(ii) Despesas financeiras

(203) (36) (3)

(23.401)

Resultado financeiro por categoria

Resultado de instrumentos financeiros Ativos disponíveis para venda ............................................................................................................

289.367

260.410

Ativos a valor justo por meio do resultado..........................................................................................

219.723

143.921

Total .....................................................................................................................................................

509.090

404.331

g.

2010 3.087 695 3.180 6.962

Resultado patrimonial 2011

2010

Resultado de equivalência patrimonial.................................................................................................

1.715

3.285

Receita com aluguel líquida da depreciação........................................................................................

3.134

2.177

Reversão de incentivos fiscais .............................................................................................................

-

2.739

Total .....................................................................................................................................................

4.849

8.201

2011

2010

(638) (638)

(1.831) (1.831)

(219.978) (220.616)

(152.649) (154.480)

h. 4.798 1.079 4.801 10.678

Resultado financeiro

(i) Receitas financeiras

-

-

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Despesas de imposto de renda e contribuição social

Impostos diferidos Realização no exercício sobre adições temporárias ............................................................................ Subtotal ............................................................................................................................................... Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos................................................................................... Imposto de renda e contribuição social devidos ............................................................................

A Companhia não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. 19. Detalhamento das contas de resultado a. Despesas de comercialização

20. Reconciliação da alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social

2011

2010

Despesas com corretagem....................................................................................................................

(4.334)

(6.766)

2011

2010

Despesas com custos de venda............................................................................................................

(43.920)

(24.703)

Resultado antes de impostos e participações ...............................................................................

559.508

390.150

Imposto de renda e contribuição social às alíquotas básicas de 25% e 15% respectivamente........

(223.803)

(156.061)

Outras despesas comercialização.........................................................................................................

(4.533)

(4.975)

Total ......................................................................................................................................................

(52.787)

(36.444)

2011 49.615 8.370 (1.366) (1.524) 55.095

2010 19 (1.678) (1.861) (3.520)

b.

Outras receitas e despesas operacionais

Receita com baixa de títulos prescritos................................................................................................. Receita com penalidade sobre resgate antecipado .............................................................................. Constituição de provisão para contingências cíveis e trabalhistas ....................................................... Outras.................................................................................................................................................... Total ...................................................................................................................................................... c.

Despesas administrativas 2011 (24.710) (4.797) (8.032) (3.907) (5.251) (2.723) (8.982) (16.786) (8.908) (18) (4.010) (669) (64.083)

Despesas com pessoal próprio ............................................................................................................. Honorários da Administração .............................................................................................................. Ordenados ........................................................................................................................................... INSS/FGTS.......................................................................................................................................... Planos de previdência privada............................................................................................................. Outras .................................................................................................................................................. Despesas com serviços de terceiros..................................................................................................... Despesas com localização e funcionamento ........................................................................................ Despesas com publicidade e propaganda institucional......................................................................... Despesas com publicações................................................................................................................... Despesas com donativos e contribuições ............................................................................................. Despesas administrativas diversas ....................................................................................................... Total ...................................................................................................................................................... d.

Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos:

2010 (18.846) (3.087) (7.302) (3.319) (3.278) (1.860) (11.350) (18.058) (5.109) (1.470) (3.236) (807) (58.876)

Despesas com PIS ................................................................................................................................ Despesas com COFINS ........................................................................................................................ Despesas com taxa de fiscalização ...................................................................................................... Impostos federais/estaduais/municipais................................................................................................ Total ......................................................................................................................................................

686

1.314

Participações no lucro .......................................................................................................................

193

283

Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social (1) ...............................................................

13

275

Doações e patrocínios .......................................................................................................................

(1.519)

(1.165)

Dividendos .........................................................................................................................................

4.089

2.936

Contribuição de entidade de classe...................................................................................................

(85)

Outros ................................................................................................................................................

361

(75)

Ajustes efetuados na declaração de rendimentos..............................................................................

(551)

(1.955)

Imposto de renda e contribuição social contabilizados no exercício..........................................

(220.616)

(154.480)

Alíquota efetiva....................................................................................................................................

39,43%

39,60%

(32)

(1) Refere-se à equalização da alíquota efetiva da contribuição social em relação à alíquota (40%) demonstrada. 21. Informações complementares a. Relatório do Comitê de Auditoria Em consonância com a Resolução CNSP nº 118/2004, o resumo do relatório do Comitê de Auditoria foi divulgado junto com as demonstrações contábeis do Banco Bradesco S.A. (acionista controlador final) em 31 de janeiro de 2012. 22. Conciliação do lucro líquido com as atividades operacionais

Lucro líquido do exercício...............................................................................................................

2011

2010

338.410

234.964

(+/-) Depreciações e amortizações .................................................................................................

487

(+/-) Resultado equivalência patrimonial ......................................................................................... (+)

Despesas com tributos 2011 (2.627) (16.168) (1.410) (66) (20.271)

Equivalência patrimonial tributada nas controladas e coligadas .......................................................

2010 (1.646) (10.132) (997) (78) (12.853)

(1.715)

Lucro na venda de investimentos ou imobilizado ...................................................................

50

435 (3.285) 1.995

(+/-) Variação das aplicações..........................................................................................................

(485.836)

(788.128)

(+/-) Variação de títulos e créditos a receber ..................................................................................

(82.692)

(21.723)

(+/-) Variação de contas a pagar.....................................................................................................

46.523

62.432

(+/-) Variação de provisões técnicas ...............................................................................................

847.623

700.026 21.087

(+/-) Variação de outros débitos ......................................................................................................

24.204

(+/-) Ajuste TVM ..............................................................................................................................

(32.488)

55.185

Caixa líquido gerado nas atividades operacionais ......................................................................

654.566

262.988

DIRETORIA

Norton Glabes Labes Marcos Suryan Neto Ivan Luiz Gontijo Júnior Ricardo Alahmar

Diretor Presidente Diretor Gerente Diretor Gerente Diretor

Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa Enrique Adan Y Coello Tarcísio José Massote de Godoy

Diretor Diretor Diretor

Jair de Almeida Lacerda Júnior Atuário - MIBA no 809 Getúlio Antônio Guidini Contador CRC-1RS034447/O-7S-SP

PARECER ATUARIAL À Diretoria e aos Acionistas da Bradesco Capitalização S.A. 1. Realizamos a Avaliação Atuarial da Bradesco Capitalização S.A. com base em 31 de dezembro de 2011, conforme estabelecido na Circular SUSEP nº 272/2004. 2. Nossa análise foi conduzida de acordo com os princípios atuariais e compreendeu, principalmente, a avaliação da capacidade da Companhia em honrar seus compromissos passados e futuros junto aos seus subscritores/titulares. Deste modo, através de testes de consistência, atestamos a suficiência das Provisões Técnicas constituídas durante o período compreendido entre 1° de janeiro e 31 de dezembro de 2011.

3. As provisões técnicas foram contabilizadas pelos valores calculados pelo atuário responsável, respeitando os critérios contábeis estabelecidos no plano de contas das Sociedades Seguradoras e de Capitalização. Os cálculos foram realizados de acordo com metodologias adequadas e constantes nas Notas Técnicas Atuariais encaminhadas à SUSEP – Superintendência de Seguros Privados. 4. Deste modo, com base na Avaliação Atuarial referida no parágrafo 1º, ratificamos que as Provisões Técnicas constituídas em 31 de dezembro de 2011 são suficientes para honrar os compromissos da Companhia junto aos seus subscritores/titulares. São Paulo, 31 de janeiro de 2012 Jair de Almeida Lacerda Júnior Atuário – MIBA nº 809

Norton Glabes Labes Diretor Presidente

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INDIVIDUAIS Aos

Opinião

Administradores e Acionistas da

Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais anteriormente referidas apresentam, adequadamente, em todos os as-

Bradesco Capitalização S.A.

pectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Capitalização S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho

São Paulo - SP

de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP.

Examinamos as demonstrações contábeis individuais da Bradesco Capitalização S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, dos resultados abrangentes, das mutações

Outros assuntos

do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

a.

Reclassificações Como parte de nossos exames das demonstrações contábeis individuais em 31 de dezembro de 2011, examinamos, também,

Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis

as reclassificações descritas na Nota Explicativa nº 2(a), as quais foram efetuadas para alterar determinados valores nas

A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de

demonstrações contábeis da Companhia relativas ao balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e ao exercício findo

acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros

naquela data, anteriormente divulgadas. Em nossa opinião, tais reclassificações são apropriadas e foram corretamente efetua-

Privados – SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações

das. Não fomos contratados para auditar, revisar ou aplicar quaisquer outros procedimentos sobre as referidas demonstrações

contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

contábeis da Companhia e, portanto, não expressamos opinião ou qualquer forma de asseguração sobre o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e das demonstrações de resultado, dos resultados abrangentes, da mutação do patrimônio

Responsabilidade dos auditores independentes

líquido e dos fluxos de caixa correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010.

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluin-

b.

Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, exceto pelas reclassificações descritas na Nota Explicativa nº 2(a), apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado em 24 de fevereiro de 2011, que não conteve qualquer modificação.

do a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das

São Paulo, 27 de fevereiro de 2012

demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Luciene Teixeira Magalhães Contadora CRC 1RJ079849/O-3 S-SP

Érika Carvalho Ramos Contadora CRC 1SP224130/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

41

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Prevenção à Fraude

Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Mediservice - Administradora de Planos de Saúde S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, elaboradas em consonância com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, as quais abrangem os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC quando referendadas pela ANS, inclusive as normas instituídas pela própria ANS, acompanhadas das respectivas Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes.

A Mediservice, em consonância com a regulamentação vigente no que diz respeito à Prevenção à Fraude, mantém-se vigilante em desestimular, prevenir, combater e identificar ocorrências que possam caracterizar indícios de cometimento de fraudes, assim como minimizar riscos operacionais e legais aos quais a empresa possa estar sujeita, caso venha a ser envolvida em tentativas para negócios ou práticas de fraudes/crimes de qualquer natureza. Dentro desse contexto, adota procedimentos de controles internos, tais como:

Desempenho das Operações

i) a disponibilização de canais de denúncia aos colaboradores e à sociedade, incentivando aqueles que tenham informações sobre operações ou ocorrências com indícios de cometimento desse ato ilícito a fornecê-las à Companhia, garantindo que a denúncia seja mantida sob sigilo; e ii) acompanhamento e apuração, quando cabível, das operações que possam apresentar irregularidades.

A Mediservice - Administradora de Planos de Saúde S.A. apresentou, no exercício, uma arrecadação de R$ 656,700 milhões (R$ 551,165 milhões em 2010). Resultado do Exercício O resultado do exercício foi de R$ 10,810 milhões (R$ 6,934 milhões em 2010).

Do mesmo modo, desenvolveu, publicou e revisou os materiais atinentes ao assunto, estimulando o constante e tempestivo treinamento dos colaboradores da Companhia sobre a matéria.

Política de Reinvestimento de Lucros e Política de Distribuição de Dividendos

Governança Corporativa

Os acionistas da Mediservice – Administradora de Planos de Saúde, em cada exercício, terão direito a receber, a título de dividendos, o mínimo obrigatório de 1% do lucro líquido (Nota nº 15a).

Em consonância e adoção às melhores práticas de Governança Corporativa, dentre outras ações, o Grupo Bradesco Seguros possui Comitês formalmente instituídos, que suportam as operações e conferem transparência na busca constante dos mais elevados padrões de integridade e comportamento ético.

O saldo do lucro líquido, verificado após as distribuições previstas no Estatuto Social, terá a destinação proposta pela Diretoria e deliberada pela Assembleia Geral, podendo ser destinado 100% à Reserva de Lucros – Estatutária, visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, até atingir o limite de 95% do valor do capital social integralizado.

Diante desse cenário, foi publicado e disponibilizado a todos os públicos de interesse do Grupo, o Código de Conduta Ética Setorial, resultado do compromisso constante em promover e definir com clareza as responsabilidades e a postura que devem pautar a atuação dos profissionais que integram as empresas do Grupo.

Eventos Societários

Controles Internos e Compliance Durante o exercício, com base na política corporativa definida e visando atender as determinações legais sobre o tema, a Mediservice - Administradora de Planos de Saúde S.A. prosseguiu com a avaliação e aperfeiçoamento dos seus instrumentos, que integram o Sistema de Controles Internos do Grupo Bradesco Seguros.

Informações sobre eventos societários constam nas Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis (Nota nº 15b). Riscos: operacional, crédito, mercado, legal e subscrição O Grupo Bradesco Seguros, em linha com os modelos adotados nos mercados Nacional e Internacional e em atendimento à legislação vigente, estruturou uma área independente de Estudos Atuariais e Gestão de Riscos que atende às melhores práticas de Governança Corporativa. Estão inseridas, nesse contexto, as disseminações da cultura de gestão de riscos operacionais em vários níveis, a divulgação de Políticas Corporativas, Normas Internas e Manual de Procedimentos Internos, visando ao monitoramento contínuo da exposição aos riscos. O Comitê Executivo de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros reúne-se trimestralmente com a atribuição de aprovar estratégias, definir diretrizes, normas e procedimentos, bem como homologar os assuntos relevantes relacionados à Gestão de Riscos, visando ao processo de mitigação dos eventos de perdas de acordo com a especificidade de cada risco. Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento ao Terrorismo A Mediservice possui o compromisso permanente de prevenir e combater a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento ao Terrorismo, contribuindo assim com as autoridades governamentais de controle. Outrossim, atua constantemente para assegurar a conformidade às normas e regulamentações, editadas pelos órgãos competentes, relativas ao tema. Diante desse compromisso, durante o exercício, buscou o aprimoramento e a melhoria das ferramentas, dos controles e dos sistemas utilizados, que dão suporte ao processo de comunicação das operações/ocorrências (automáticas e suspeitas) à Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. Do mesmo modo, desenvolveu, publicou e revisou normativos internos, materiais de apoio e programas de treinamento, visando a constante conscientização do quadro de colaboradores.

Para obtenção e manutenção de conformidade às leis e aos regulamentos, o Grupo Bradesco Seguros verifica, diariamente, a publicação de novos normativos pelos Órgãos reguladores, informa às áreas afetadas e acompanha o atendimento tempestivo das ações necessárias, de forma a garantir que as práticas operacionais estejam em conformidade. Segurança da Informação A informação é um dos elementos do negócio mais importante para o Grupo Bradesco Seguros. O zelo pela informação, no que tange a sua disponibilidade, integridade e confidencialidade, tem sido uma meta constante da governança da informação. Nesta linha, são realizados trabalhos de revisões periódicas nos Sistemas de Informação, assim como são analisadas normas e regulamentos de caráter interno e externo, que incidem em alterações nas instruções, riscos e controles de Segurança da Informação. Diante desse compromisso, o Grupo tem realizado a disseminação da cultura, por meio de divulgação da Política Corporativa de Segurança da Informação, da administração de palestras, de cursos e dos canais internos de comunicação disponíveis, abordando os mais diversos tipos de assuntos sobre o tema, com o intuito de garantir a conformidade com as melhores práticas de Segurança da Informação disponíveis no mercado. Agradecimentos Pelos êxitos obtidos, agradecemos a preferência e a confiança dos nossos clientes, o apoio recebido do Órgão regulador e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e colaboradores. São Paulo, 24 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em reais) 2011

2010

CIRCULANTE ..................................................................................................................

Nota

223.070.995

147.929.566

Disponível ...................................................................................................................

3.351.413

5.032.445

ATIVO

Nota

PASSIVO CIRCULANTE ..................................................................................................... Provisões técnicas de operações de assistência à saúde .......................

13

2011

2010

90.610.536

58.164.752

78.938.048

47.211.651

219.719.582

142.897.121

136.792.900

92.543.311

Provisão de eventos/sinistros a liquidar........................................................

78.938.048

47.211.651

81.105.639

49.387.214

Outros débitos de operações de assistência à saúde ..............................

10

2.678.303

4.860.253

71.695.758

45.346.229

799.500

818.135

Tributos e contribuições a recolher ............................................................

11

3.120.438

2.536.592

Operadoras de planos de assistência à saúde ......................................................

7.526.632

2.814.461

Fornecedores ................................................................................................

1.289.273

118.324

Outros créditos de operações com planos de assistência à saúde .......................

1.083.749

408.389

Provisões .......................................................................................................

456.000

270.815

1.662.225

852.448

Obrigações com pessoal ..............................................................................

1.931.449

2.154.779

2.197.025

1.012.338

9.383.435

7.099.921

Realizável .................................................................................................................... Aplicações financeiras ...........................................................................................

4

Créditos de operações com planos de assistência à saúde .............................. Contraprestação pecuniária a receber ...................................................................

5

Taxa de administração de planos a receber ..........................................................

Títulos e créditos a receber ...................................................................................

6

Outros valores e bens ............................................................................................

158.818

114.148

ATIVO NÃO CIRCULANTE .............................................................................................

6.044.360

5.749.212

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO ....................................................................................

5.889.269

5.534.414

Débitos diversos ...........................................................................................

12

PASSIVO NÃO CIRCULANTE ...........................................................................

Titulos e créditos a receber ......................................................................................

6

3.312.195

3.091.391

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO .............................................................................

9.383.435

7.099.921

Valores e bens ............................................................................................................

7

2.577.074

2.443.023

Provisões .......................................................................................................

14

9.383.435

7.099.921

Imobilizado .................................................................................................................

8

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ......................................................................................

15

129.121.384

88.414.105

133.974

201.315

Bens móveis - não hospitalares/não odontológicos ...............................................

131.321

198.662

Outras imobilizações - não hospitalares/não odontológicos ..................................

2.653

2.653

Intangível .................................................................................................................... TOTAL DO ATIVO ...........................................................................................................

Capital social ...................................................................................................

104.500.000

74.500.000

24.621.384

13.914.105

229.115.355

153.678.778

21.117

13.483

Reservas de lucros .........................................................................................

229.115.355

153.678.778

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO ..............................................

9

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em reais) Nota

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em reais)

2011

2010

Contraprestações efetivas de planos de assistência à saúde.......................

656.700.402

551.164.930

Contraprestações líquidas ...............................................................................

623.504.562

522.143.268

33.195.840

29.021.662

Eventos indenizáveis líquidos ..........................................................................

617.024.757

516.734.394

Eventos conhecidos .........................................................................................

849.133.692

535.444.185

Recuperação de eventos conhecidos ..............................................................

(232.108.935)

(18.709.791)

39.675.645

34.430.536

Receita com Administração de Planos de Assistência à Saúde

Resultado das operações com planos de assistência à saúde ..................... Tributos diretos de outras operações de assistência à saúde Resultado bruto ..................................................................................................

2.919.408

2.605.496

36.756.237

31.825.040

Despesas de comercialização...........................................................................

18a

48.945

17.991

Despesas administrativas .................................................................................

18b

21.071.256

18.907.340

18c

(9.773.330)

781.907

Outras receitas operacionais ............................................................................ Outras despesas operacionais ......................................................................... Provisão para perdas sobre créditos ...............................................................

78.471

1.827.771 (10.621.150) 1.163.369

Provisão para contingência operacional ..........................................................

(1.935.718)

(4.642.674)

Outras ..............................................................................................................

(7.916.083)

(7.141.845)

10.664.001

7.357.600

11.429.451

7.781.465

Resultado financeiro líquido .............................................................................

18d

Receitas financeiras.........................................................................................

(765.450)

Despesas financeiras....................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL............................................................................

(423.865)

17.308.614

11.463.930

17.308.614

11.463.930

Imposto de renda .............................................................................................

19

(4.531.304)

(3.553.726)

Contribuição social...........................................................................................

19

(1.685.882)

(1.338.496)

Impostos diferidos ............................................................................................

18e

RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS E PARTICIPAÇÕES ...........................

Participações no resultado...............................................................................

858.398 (1.139.853)

1.569.991 (1.207.439)

Resultado líquido do exercício .........................................................................

10.809.973

6.934.260

Quantidade de ações .........................................................................................

46.005.708

35.056.244

Resultado líquido por lote de mil ações - R$...................................................

234,97

197,80

2011 ATIVIDADES OPERACIONAIS Recebimento de planos saúde........................................................................................ Resgate de aplicações financeiras ................................................................................. Outros recebimentos operacionais ................................................................................. Pagamento a fornecedores/prestadores de serviços de saúde...................................... Pagamento de comissões............................................................................................... Pagamento de pessoal ................................................................................................... Pagamento de serviços de terceiros............................................................................... Pagamento de tributos .................................................................................................... Pagamento de contingências (cíveis/trabalhistas/tributárias) ......................................... Pagamento de aluguel .................................................................................................... Pagamento de promoção/publicidade............................................................................. Aplicações financeiras .................................................................................................... Outros pagamentos operacionais ................................................................................... CAIXA LÍQUIDO DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS ...................................................... ATIVIDADES DE INVESTIMENTO...................................................................................... Pagamento de aquisição de ativo imobilizado - outros................................................... Pagamento de aquisição de intangível ........................................................................... CAIXA LÍQUIDO DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO ................................................. ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO................................................................................... Integralização de capital Participação nos resultados Outros pagamentos das atividades de financiamento (dividendos) CAIXA LÍQUIDO DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO.............................................. Variação líquida do caixa................................................................................................... Caixa no início do exercício .............................................................................................. Caixa no final do exercício ................................................................................................ Ativos livres no início do exercício........................................................................................ Ativos livres no final do exercício ......................................................................................... Redução/Aumento nas aplicações financeiras - recursos livres .................................. Redução/Aumento de caixa...............................................................................................

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

2010

592.946.438 51.673.997 34.460.918 (587.328.352) (48.945) (10.438.075) (2.288.994) (17.281.310) (55.038) (812.125) (473.764) (84.721.000) (6.115.121) (30.481.371)

515.475.017 93.268.237 30.971.543 (509.062.391) (17.991) (8.940.005) (2.012.913) (14.867.795) (21.820) (685.559) (161.151) (155.920.187) (5.990.789) (57.965.804)

(40.535) (11.819) (52.354)

(3.352) (2.707) (6.059)

30.000.000 (1.081.432) (65.875) 28.852.693 (1.681.032) 5.032.445 3.351.413 30.343.246 9.047.027 (21.296.219) (1.681.032)

60.000.000 (1.004.314) (38.456) 58.957.230 985.367 4.047.078 5.032.445 22.357.983 33.888.474 11.530.491 985.367

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em reais) Reservas de lucros

SALDOS EM 1º DE JANEIRO DE 2010........................................................................................................... Aumento de capital:

Capital social

Reserva legal

Reserva estatutária

Lucros acumulados

Total

14.082.628

365.254

7.097.838

-

21.545.720

-

-

-

-

-

-

60.000.000

6.934.260

6.934.260

AGE de 26/02/2010 ......................................................................................................................................

60.417.372

Lucro líquido do exercício .............................................................................................................................

-

(162.855) -

(254.517) -

Dividendos propostos (R$ 1,88 por lote de mil ações) .................................................................................

-

-

-

(65.875)

Distribuição do lucro líquido .........................................................................................................................

-

346.714

6.521.671

(6.868.385)

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010......................................................................................................

74.500.000

549.113

13.364.992

Aumento de capital:

-

(65.875) 88.414.105

-

-

-

-

-

AGE de 09/11/2011 ......................................................................................................................................

30.000.000

-

-

-

30.000.000

10.809.973

10.809.973

Lucro líquido do exercício .............................................................................................................................

-

-

-

Dividendos propostos (R$ 2,23 por lote de mil ações) .................................................................................

-

-

-

(102.694)

Distribuição do lucro líquido .........................................................................................................................

-

540.498

10.166.781

(10.707.279)

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011......................................................................................................

104.500.000

1.089.611

23.531.773

-

(102.694) 129.121.384

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

42

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em reais) 1.

ii.

Contexto operacional A Companhia é uma subsidiária do Grupo Bradesco Seguros, sociedade anônima de capital fechado, sediada em São Paulo, autorizada pela Agência Nacional de Saúde - ANS a operar no exercício da atividade de assessoria, consultoria, planejamento e administração de planos de saúde e de benefícios de terceiros, o processamento de dados pertinentes ao ramo de assistência à saúde em todo o território nacional. O endereço da sede da Companhia é Avenida Ipiranga nº 210, 11º e 12º andar.

Plano de contribuição definida A Empresa é patrocinadora de plano de previdência complementar para seus funcionários, na modalidade Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL). O PGBL é um plano de previdência do tipo de contribuição variável, que permite acumular recursos financeiros ao longo da carreira profissional do participante mediante contribuições pagas por ele mesmo e pela empresa patrocinadora, sendo os recursos investidos em um Fundo de Investimento Exclusivo (FIE). As obrigações atuariais do PGBL estão integralmente cobertas pelo FIE correspondente.

A entidade é controlada diretamente pela Bradesco Saúde S.A e em última instância pelo Banco Bradesco S.A. As operações são conduzidas no contexto do conjunto das empresas integrantes do Grupo Bradesco Seguros, atuando de forma integrada no mercado, e os custos das estruturas operacional e administrativa comuns, são absorvidos segundo a praticabilidade e a razoabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. Essas demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho de Administração do Banco Bradesco, controlador final, em 30 de janeiro de 2012. 2.

As obrigações das contribuições para planos de previdência de contribuição definida são reconhecidas como despesa no resultado quando são incorridas. Uma vez pagas as contribuições, a Companhia, na qualidade de empregador, não tem qualquer obrigação de pagamento adicional.

Resumo das principais políticas contábeis

iii.

Outras obrigações pós-emprego

iv.

Outros benefícios de curto prazo

Há custeio do plano de saúde para ex-funcionários por um período de 3 meses a 6 meses da data de desligamento.

As políticas contábeis discriminadas abaixo foram aplicadas em todos os períodos apresentados nas demonstrações contábeis. a.

Base de preparação As demonstrações financeiras foram elaboradas em consonância com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS, as quais abrangem os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis quando referendados pela ANS, inclusive as normas instituídas pela própria ANS. As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas segundo critérios estabelecidos pelo plano de contas instituído pela Instrução Normativa nº 46/2011.

b.

Outros benefícios de curto prazo, tais como seguro saúde, assistência odontológica, seguro de vida e de acidentes pessoais e treinamento profissional são oferecidos aos funcionários e Administradores e reconhecidos no resultado do exercício à medida que são incorridos. m. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescido de 10% sobre a parcela do lucro tributável anual excedente a R$ 240 mil e a contribuição social sobre o lucro líquido é calculada à alíquota de 15% sobre o lucro tributável. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado, a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido. O imposto corrente é o imposto a pagar sobre o lucro tributável ou prejuízo fiscal do exercício, calculado com base nas alíquotas vigentes na data de balanço.

Base para avaliação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais e foram elaboradas de acordo com o princípio do custo histórico, com exceção para: • •

c.

Ativos mensurados pelo valor justo por meio do resultado; e Ativos financeiros disponíveis para venda mensurados pelo valor justo.

d.

O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins de recolhimento (impostos correntes). Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de balanço e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja provável.

Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações contábeis, de acordo com as normas CPC, exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistos de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados. As informações sobre incertezas e julgamentos críticos considerados na aplicação das práticas contábeis, que apresentam efeitos significativos nos saldos registrados nas demonstrações financeiras e, portanto, existe um risco significativo de ajuste material dentro do próximo exercício financeiro, estão descritas nas notas explicativas apresentadas abaixo: • Nota 6a - Créditos tributários e previdenciários •

Nota 12 - Provisões técnicas

•

Nota 13 - Provisões judiciais

n.

3. a.

Esta nota apresenta informações sobre a exposição a cada um dos riscos acima, os objetivos, as políticas, os processos de mensuração e o gerenciamento de riscos. Estrutura de gerenciamento de risco O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor ao negócio à medida que proporciona suporte às áreas de negócios no planejamento das atividades, maximizando a utilização de recursos próprios e de terceiros, em benefício dos acionistas e da Companhia. As atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos são aprimoradas continuamente, buscando as melhores práticas utilizadas internacionalmente, devidamente adaptadas à realidade do mercado brasileiro.

Aplicações A Companhia determina a classificação inicial de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado, disponíveis para venda e mantidos até o vencimento. Os ativos de renda fixa são contabilizados na data da liquidação e as ações são contabilizadas na data da transação.

Consideráveis investimentos nas ações relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos são realizados, especialmente na capacitação do quadro de funcionários. Tem-se o objetivo de elevar a qualidade de gerenciamento de riscos e de garantir o necessário foco a estas atividades, que produzem forte valor agregado.

Ativos financeiros mensurados a valor justo por meio do resultado

No sentido amplo, o processo de Governança Corporativa representa o conjunto de práticas que tem por finalidade otimizar o desempenho da Companhia e proteger os acionistas, investidores, clientes, empregados, fornecedores, etc., bem como facilitar os níveis de capital requerido, agregar valor e contribuir para sua sustentabilidade, envolvendo, principalmente, aspectos voltados à transparência, equidade de tratamento dos acionistas e prestação de contas.

Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda, baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. ii.

Nesse contexto, o processo de gerenciamento de riscos conta com a participação de todas as camadas contempladas pelo escopo de Governança Corporativa, que abrange desde a Alta Administração até as diversas áreas de negócios e produtos na identificação dos riscos. Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com políticas, Comitês com funções específicas e estrutura diretiva, estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos humanos e tecnológicos voltados a estas atividades.

Ativos financeiros mantidos até o vencimento Caso a Administração tenha a intenção e a capacidade de manter títulos de dívida até o vencimento, então tais ativos financeiros são classificados como mantidos até o vencimento. Os investimentos mantidos até o vencimento são registrados pelo custo amortizado deduzidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável, acrescido dos rendimentos auferidos, os quais impactam o resultado do período.

iii.

O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um processo, apoiado em estrutura independente (no que tange a regulamentos, normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos de gestão de riscos e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e mensuração.

Ativos financeiros disponíveis para venda Compreende os ativos financeiros que não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado no patrimônio líquido é transferido para o resultado do período.

iv.

A estrutura do Processo de Gerenciamento de Riscos permite que os riscos de crédito, liquidez, mercado e operacional sejam efetivamente identificados, avaliados, monitorados, controlados e mitigados de modo unificado. Para assegurar unicidade ao processo de gerenciamento de riscos, há um fórum de alto nível permanente sobre o tema, com o intuito de se obter sinergia entre estas atividades. Essa instância denominada Comitê Executivo de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros estuda todos os riscos (crédito, mercado, liquidez, operacional e legal), define os limites de tolerância aos seus respectivos riscos e elabora planos de mitigação, entre outras atribuições.

Determinação do valor justo O valor das aplicações em fundos de investimentos foi obtido a partir dos valores das quotas divulgadas pelas instituições financeiras administradoras desses fundos. Os títulos de renda fixa públicos, dentro da carteira do fundo de investimento, tiveram seu valor justo obtido a partir das tabelas de referência divulgadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).

v.

f.

g.

Redução ao valor recuperável (impairment) de ativos financeiros

Adicionalmente, existem os Comitês Executivos definidos pelo Banco Bradesco para tratar os assuntos relacionados ao Risco de Crédito, Mercado, Liquidez e Operacional, que são submetidos ao Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, que tem por atribuição assessorar o Conselho de Administração na aprovação de políticas institucionais, diretrizes operacionais e estabelecimento de limites de exposição a riscos. b.

O risco de crédito consiste na possibilidade de ocorrerem perdas associadas ao não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem como à desvalorização de contrato decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, e a outros valores relativos ao descumprimento de obrigações financeiras da contraparte.

As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em conta redutora do ativo correspondente. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado.

Gerenciamento de Risco de Crédito

Créditos de operações com planos de assistência à saúde

O gerenciamento de risco de crédito da Companhia é um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos.

São registrados e mantidos no balanço pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos, em contrapartida à conta de contraprestação efetivas de operações de assistência à saúde, provenientes de contratos vigentes na data do balanço e pelos valores a receber referentes a ressarcimentos de eventos. A Companhia constituiu provisão para riscos de crédito em montantes julgados suficientes para fazer face às eventuais perdas na realização de créditos a receber.

Esse gerenciamento de risco inclui o monitoramento de exposições ao risco de crédito de contrapartes individuais em relação às classificações de crédito por companhias avaliadoras de riscos, tais como Fitch Ratings, Standard & Poor’s, Moody’s, entre outras. Conforme exposto acima, o gerenciamento de risco de crédito é realizado de forma corporativa mediante procedimentos internos estruturados, independentes e embasados em documentação e relatórios próprios, devidamente avaliados pelas Estruturas de gestão de riscos do Grupo Bradesco Seguros e do Banco Bradesco, e baseado em modelos internos, em fase de implementação gradual, visando à apuração, mensuração e cálculo do capital. No que se refere a aplicações financeiras, a Administração avalia o risco de crédito como baixo, pelo fato de que a maior parte da carteira está concentrada em títulos públicos, como demonstrado no quadro abaixo:

Imobilizado

O imobilizado de uso é demonstrado ao custo histórico, reduzido por depreciação acumulada e perdas de redução de valor recuperável acumuladas, quando aplicável. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado e são reconhecidos líquidos dos custos de transação no resultado do período.

Ativos Financeiros / Rating AAA A valor justo por meio do resultado .................. 134.173.617 Título de Renda Fixa Privado ............................ 3.734.337 Título de Renda Fixa Público............................. 130.439.280

Gastos subsequentes são capitalizados somente quando geram benefícios econômicos futuros associados e possam ser avaliados com confiabilidade.

i.

j.

2011 BBB BB Sem rating Total 1.607.607 73.133 223.672 136.792.900 1.607.607 73.133 223.672 6.353.620 - 130.439.280

A Administração classificou os títulos públicos na categoria de rating AAA, uma vez que a contraparte é o Governo Federal.

A depreciação do ativo imobilizado é reconhecida no resultado pelo método linear considerando a vida útil estimada dos ativos. As vidas úteis estimadas para os períodos correntes e comparativos são as seguintes:

Trimestralmente, são realizadas as reuniões dos Comitês Executivos de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros e de Gestão de Risco de Crédito do Banco Bradesco, para as tratativas deliberativas, possuindo as atribuições necessárias para o atendimento regulatório e o aprimoramento nos processos de gestão.

•

Móveis, utensílios, máquinas e equipamento: 10 anos.

•

Equipamentos de informática: 5 anos.

c.

Risco de liquidez Risco de Liquidez é a possibilidade da não existência de recursos financeiros suficientes para que a Companhia honre seus compromissos em razão dos descasamentos entre pagamentos e recebimentos, considerando as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações.

Ativos intangíveis Softwares adquiridos são registrados ao custo, deduzido da amortização acumulada e eventuais perdas acumuladas por impairment.

O conhecimento e o acompanhamento deste risco são cruciais, sobretudo para que a Companhia possa liquidar as operações em tempo hábil e de modo seguro.

Despesas subsequentes com softwares são capitalizadas somente quando aumentam os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo específico a que se referem. Todas as demais despesas são contabilizadas como despesas à medida que são incorridas.

Exposição ao risco de liquidez O risco de liquidez é limitado pela reconciliação do fluxo de caixa da carteira de investimentos com os respectivos passivos. A qualidade dos investimentos também garante a capacidade de cobrirmos altas exigências de liquidez.

Impairment de ativos não financeiros

Gerenciamento do risco de liquidez

Os valores dos ativos não financeiros da Companhia, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente para determinar se há alguma indicação de perda considerada permanente, que é reconhecida no resultado do período se o valor contábil de um ativo exceder seu valor recuperável.

O gerenciamento do risco de liquidez é exercido de forma corporativa, envolvendo um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito ao estabelecimento de limites técnicos, com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos financeiros utilizados.

Provisões técnicas

A política corporativa de gestão de riscos de mercado e liquidez tem por objetivos assegurar a existência de normas, critérios e procedimentos que garantam à Companhia o estabelecimento de reserva mínima de liquidez, bem como a existência de estratégia e de planos de ação para situações de crise de liquidez.

Ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias i.

ii.

Ativos contingentes - não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível. Os ativos contingentes cuja expectativa de êxito é provável são divulgados. Passivos contingentes - são constituídos levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento dos Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas quando individualmente relevantes, e os classificados como remotos não são divulgados.

iii. Obrigações legais - fiscais e previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. l.

AA 714.871 714.871 -

Gastos de reparo ou manutenção são reconhecidos no resultado do período à medida que são incorridos. Gastos com reformas e melhorias que prolongam a vida útil dos bens são incorporados ao custo do ativo imobilizado.

São registradas com base nos avisos de cobrança dos serviços médico-hospitalares realizados pelos prestadores de serviços, efetivamente recebidos pela Companhia até a data-base em contrapartida à rubrica “Eventos indenizáveis líquidos.” k.

Risco de crédito

Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo financeiro. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não-pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para o título.

O ativo imobilizado de uso próprio compreende equipamentos, móveis e máquinas e utensílios.

h.

Gerenciamento de riscos Introdução A Companhia está exposta ao risco de crédito, risco de liquidez, risco de mercado, risco operacional e risco legal provenientes de suas operações e que poderiam afetar os objetivos estratégicos e financeiros.

Disponível (Caixa e equivalentes a caixa)

i.

Resultado O resultado é apurado pelo regime de competência. A participação dos funcionários no resultado é apurada com base na convenção coletiva firmada com o sindicato da categoria, sendo reconhecida no resultado de acordo com as metas estipuladas pelo Grupo Bradesco Seguros.

São representados por disponibilidades em moeda nacional, caixa e depósitos bancários, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo e que são utilizados pela Companhia para o gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. e.

Obrigações por aposentadorias

Benefícios a empregados i.

Obrigações de curto prazo As obrigações de benefícios de curto prazo para empregados são mensuradas e lançadas como despesa à medida que o serviço respectivo é prestado.

d.

Risco de mercado O risco de mercado é representado pela possibilidade de perda financeira por oscilação de preços e taxas de juros dos instrumentos financeiros da Companhia, uma vez que suas carteiras ativas e passivas podem apresentar descasamentos de prazos, moedas e indexadores. Este risco é identificado, mensurado, mitigado e gerenciado, sendo as diretrizes e limites monitorados diariamente, de maneira independente. O controle do risco de mercado é realizado para todas as empresas do Grupo Bradesco Seguros. As atividades expostas a risco de mercado são mapeadas, mensuradas e classificadas quanto à probabilidade e magnitude, com seus respectivos planos de mitigação devidamente aprovados pela estrutura de governança. Gerenciamento do Risco de Mercado O processo, realizado de forma corporativa, é aprovado pelo Conselho de Administração do Grupo Bradesco e reavaliado anualmente pelos comitês abaixo descritos, bem como pelo próprio Conselho de Administração. Definição de Limites As propostas de limites de risco de mercado são validadas em Comitês específicos de negócios, bem como pelos Comitês Executivos de Investimentos e de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros. Posteriormente, são submetidas à aprovação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, observando os limites definidos pelo Conselho de Administração do Grupo Bradesco, conforme as características das operações. A carteira da Companhia consiste em operações estruturais provenientes das diversas linhas de negócio de uma Companhia, considerando, ainda, os seus respectivos hedges. Nesse tipo de operação, a intenção não é a negociação no curto prazo, que visa se beneficiar de oscilações de mercado, mas sim a manutenção do investimento pelo período necessário ao seu tipo de negócio e demanda, atendendo suas necessidades específicas. continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

e.

Modelos de mensuração do risco de mercado As posições em ações são mensuradas mediante a metodologia de VaR Delta-Normal para o horizonte de 1 dia, com nível de confiança de 99% e volatilidades e correlações calculadas a partir de métodos estatísticos que atribuem maior peso aos retornos recentes. A mensuração e o controle do risco de taxa de juros são feitos a partir da metodologia EVE (Economic Value Equity), que mede o impacto econômico sobre as posições, de acordo com os cenários elaborados pela área econômica do Banco Bradesco. Nesses cenários, são determinados movimentos positivos e negativos, que podem ocorrer nas curvas de taxas de juros, com impactos sobre os ativos e passivos ao longo da vida das operações, não representando necessariamente prejuízo contábil. Análise de sensibilidade de risco de mercado

Fator de Risco..................................................................................................................... Taxa Prefixada de 1 ano ...................................................................................................... Cupom de IPCA de 1 ano.....................................................................................................

Cenário Choque de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de variação para preços 1 10,06% 4,37%

Os impactos, líquidos de efeitos fiscais, do cenário provável sobre as posições seriam de pouca relevância, próximo de zero. e.

Movimentação das aplicações financeiras Saldo em 1º de janeiro .................................................................................................

f.

(+) Aplicações ................................................................................................................

84.721.000

155.920.186

(51.673.997)

(93.268.237)

(+) Rendimentos ............................................................................................................

11.202.586

7.533.379

Saldo em 31 de dezembro ..........................................................................................

136.792.900

92.543.311

Desempenho

Contraprestação pecuniária a receber

a.

Prêmios por faixa de vencimento

Risco operacional

2011

2010

..........................................................................................................

69.748.232

43.586.048

Total a vencer ...............................................................................................................

69.748.232

43.586.048 1.543.631

A vencer: Até 30 dias Vencidos:

A Companhia aborda o gerenciamento do risco operacional num processo de aprimoramento contínuo, visando acompanhar a evolução dinâmica dos negócios e minimizar a existência de lacunas que possam comprometer a qualidade deste gerenciamento.

Até 30 dias

..........................................................................................................

2.084.078

De 31 a 120 dias ............................................................................................................

19.856

134.242

Todo o processo de Governança Corporativa para gerenciamento do risco operacional é acompanhado trimestralmente pelos comitês executivos do Grupo Bradesco Seguros e do Banco Bradesco, cada qual com a sua especificidade, possuindo as seguintes atribuições:

Acima de 121 dias..........................................................................................................

61.865

294.830

Total vencidos ..............................................................................................................

2.165.799

1.972.703

•

Garantir o cumprimento das Políticas de Gestão de Risco Operacional e de Continuidade de Negócios da Companhia;

Total...............................................................................................................................

•

Assegurar a efetividade do processo de gerenciamento de risco operacional e de continuidade de negócios da Companhia;

•

Aprovar e revisar as definições e critérios, modelagens matemáticas e estatísticas e cálculos referentes ao montante da alocação de capital;

•

Avaliar e submeter à validação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, com reporte aos comitês específicos, a política, estrutura, papéis, procedimentos e responsabilidades das dependências envolvidas no processo, bem como as revisões executadas anualmente.

Provisão para risco de crédito....................................................................................

b.

Mecanismos de Controle e Monitoramento contínuo: •

Identificar junto às dependências interna e externa da Companhia os eventos de perdas decorrentes de risco operacional e consequente abertura e/ou manutenção de rubricas contábeis específicas para registro, contabilização e consolidação dessas perdas.

•

Assegurar o levantamento e tratamento das perdas identificadas mediante as origens/causas, para a avaliação, monitoramento, controle e mitigação do processo, possibilitando a redução dos impactos ao menor custo.

•

Estabelecer reuniões com os gestores e executivos, quanto à proposta de recomendações técnicas das perdas junto às áreas, visando à melhoria contínua, ações corretivas e preventivas do Risco Operacional.

45.346.229

2011

2010

45.346.229

40.593.055

(+) Contraprestações emitidas .......................................................................................

567.420.504

474.859.529

(-) Recebimentos ............................................................................................................

(541.065.224)

(470.633.386)

Constituição /(Reversão) de provisão de perda .............................................................

(5.751)

6.

Títulos e créditos a receber

a.

Créditos tributários e previdenciários

527.031

71.695.758

45.346.229

2011 Acima de Até 1 ano 1 ano

Risco Legal

2010

Total Até 1 ano

Acima de 1 ano

Total

Créditos tributários e previdenciários Antecipação de IR e CSLL...................................

203.075

Diferenças temporárias (i).................................... Impostos a compensar.........................................

O risco legal está associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela Companhia, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela Companhia.

203.075

190.909

-

190.909

- 3.312.195 3.312.195

-

2.453.797

2.453.797

1.262.338

-

- 1.262.338

635.244

-

635.244

1.465.413 3.312.195 4.777.608

826.153

2.453.797

3.279.950

Outros créditos a receber

Gerenciamento do Risco Legal A abordagem de todo o processo de gerenciamento do risco legal se dá mediante um software para a apuração, mensuração e cálculo do capital da Companhia, considerando os modelos estatísticos e adotando as melhores premissas metodológicas com as avaliações qualitativas e quantitativas.

Adiantamentos .....................................................

46.350

-

46.350

26.295

-

26.295

Outros créditos a receber.....................................

150.462

-

150.462

-

637.594

637.594

196.812

-

196.812

26.295

637.594

663.889

1.662.225 3.312.195 4.974.420

852.448

3.091.391

3.943.839

Gerenciamento de Capital

Total ..........................................................................

O processo de gerenciamento de capital é realizado de forma corporativa, visando proporcionar condições para o alcance dos objetivos estratégicos do Grupo Bradesco Seguros, levando em consideração o ambiente econômico e comercial onde atua. Este processo é compatível com a natureza das operações, complexidade e especificidade de cada produto e serviços no mercado securitário e com a dimensão da exposição a riscos do Grupo.

(i)

O processo de adequação e gerenciamento de capital é acompanhado diariamente e visa assegurar que o Grupo Bradesco Seguros mantenha uma sólida base de capital para apoiar o desenvolvimento das atividades e fazer face aos riscos, seja em situações de normalidade de mercado ou em condições extremas, em atendimento aos requerimentos regulatórios e/ou aos aspectos de Governança Corporativa.

Provisão para riscos de crédito .................................................................

177.881

Provisão para contingências cíveis ...........................................................

1.629.672

Provisão para contingências fiscais ..........................................................

23.117

(23.117)

A companhia deve manter, permanentemente, capital compatível com os riscos de suas atividades e operações conforme as características e peculiaridades, representadas por níveis adequados de capital em linha com o modelo interno.O Grupo Bradesco Seguros acompanha de maneira permanente os limites requeridos (margem de solvência, capital mínimo requerido e capital adicional) pelo respectivo órgão regulador.

Provisão para contingências trabalhistas ..................................................

245.403

110.511

355.914

Provisão para Participação lucros empregados ........................................

343.260

19.864

363.124

Outros........................................................................................................

34.464

120.576

155.040

Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias .............

2.453.797

858.398

3.312.195

INSS ...................................................................................................................................... Imposto de renda................................................................................................................... CSLL...................................................................................................................................... Trabalhistas ........................................................................................................................... Sinistros................................................................................................................................. Total ......................................................................................................................................

2011 1.610.404 536.930 260.658 147.261 21.821 2.577.074

2010 1.517.002 512.847 244.092 147.261 21.821 2.443.023

4.

Aplicações

a.

Resumo da classificação das aplicações 2011

%

2010

%

Títulos a valor justo por meio do resultado ......................................

136.792.900

100

92.543.311

100

Títulos de renda fixa - fundos de investimento.......................................

136.792.900

100

92.543.311

100

136.792.900

100

92.543.311

100

Movimentação de tributos diferidos Saldo em 2010

7.

Composição das aplicações por prazo e por título Apresentamos a seguir a composição das aplicações financeiras por prazo e por título, incluindo os títulos que compõem as carteiras dos fundos de investimentos. Os títulos a “valor justo por meio do resultado” estão apresentados no ativo circulante, independentemente dos prazos de vencimento. Os títulos que pertencem a fundos de investimentos abertos foram considerados com base no percentual de participação da Companhia nos fundos.

8.

2011 1 a 30 dias ou sem vencimento definido

31 a 180 dias

181 a 360 dias

Títulos a valor justo por meio do resultado.....

11.698.828

45.936.492

3.956.246

75.201.334

136.792.900

Letras financeiras do tesouro ...............................

11.275.334

45.826.008

1.162.192

71.366.932

129.630.466

Letras financeiras de emissores privados ............

-

-

2.173.489

1.817.284

3.990.773

Certificados de depósitos bancários.....................

-

110.484

385.281

855.407

1.351.172

Letras do tesouro nacional ...................................

-

-

-

808.814

808.814

Debêntures ...........................................................

-

-

235.284

279.764

515.048

Notas promissórias ..............................................

240.166

-

-

-

240.166

Quotas de fundos de investimento .......................

183.328

-

-

-

183.328

Depósito em garantia especial ............................

-

-

-

73.133

73.133

Total em 31 de dezembro de 2011 ....................

11.698.828

45.936.492

3.956.246

75.201.334

136.792.900 2010

1 a 30 dias ou sem vencimento definido

181 a 360 dias

31 a 180 dias

Valor Contábil/ Valor justo

Acima de 360 dias

Títulos a valor justo por meio do resultado.........

7.771.988

4.964.026

1.399.809 78.407.488

92.543.311

Letras financeiras do tesouro ...................................

-

4.964.026

795.551 76.178.607

81.938.184

Letras financeiras de emissores privados ................

-

-

-

2.080.488

2.080.488

Letras do tesouro nacional .......................................

6.621.547

-

274.558

-

6.896.105

Certificados de depósitos bancários.........................

670.192

-

-

-

670.192

Debêntures ...............................................................

-

-

329.700

148.393

478.093

-

-

480.249

1.399.809 78.407.488

92.543.311

Notas do tesouro nacional........................................

480.249

-

Total em 31 de dezembro 2010..............................

7.771.988

4.964.026

Cobertura das provisões técnicas Os valores dos bens e direitos oferecidos em cobertura das provisões técnicas são os seguintes: Total das provisões técnicas ............................................................................................... Títulos de renda fixa - públicos............................................................................................

(26.681) 657.245

Saldo em 2011 151.200 2.286.917 -

Imobilizado

Saldo em 31 de dezembro de 2010........................................................

Acima de Valor contábil/ 360 dias Valor justo

Constituição/ (realização)

Valores e bens (Depósitos judiciais)

Custo de aquisição

d.

(212.522)

71.695.758

Saldo no início do exercício ........................................................................................

Especificação do Risco

c.

(218.273)

Movimentação de contraprestações a receber

Saldo no final do exercício ..........................................................................................

Esse risco está relacionado à escolha, não ao acaso, pois decorre da incerteza inerente aos eventos que podem trazer consequências (ganhos ou perdas) sobre as decisões tomadas diariamente pela Companhia. Esse risco não deve ser confundido, como sendo a ausência ou a não execução de um controle.

b.

2010 22.357.983

(-) Resgates ...................................................................................................................

5.

Gerenciamento do Risco Operacional

g.

2011 92.543.311

A Administração mensura a rentabilidade de seus investimentos utilizando como parâmetro a variação das taxas de rentabilidade dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI). Em 2011, o desempenho global dos ativos financeiros em renda fixa, títulos públicos e títulos privados, que compõem a carteira de aplicações financeiras, atingiu 100,03% no acumulado do período.

O risco operacional é representado pela perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos. Essa definição inclui o Risco Legal, mas exclui o Estratégico e o de Imagem.

f.

43

Bens móveis

Outras imobilizações

Total

2.570.308

2.653

2.572.961

Aquisições.................................................................................................

40.535

-

40.535

Saldo em 31 de dezembro de 2011........................................................

2.610.843

2.653

2.613.496

Depreciação acumulada Saldo em 31 de dezembro de 2010........................................................

(2.371.646)

-

Depreciação ..............................................................................................

(107.876)

-

(107.876)

Saldo em 31 de dezembro de 2011........................................................

(2.479.522)

-

(2.479.522)

Saldo residual em 31 de dezembro de 2011 ......................................... 9.

(2.371.646)

131.321

2.653

133.974

Sistema de computação

Outros intangíveis

Total

1.778.164 11.818 1.789.982

9.088 9.088

1.787.252 11.818 1.799.070

Intangível

Custo de aquisição Saldo em 31 de dezembro de 2010 ........................................................ Ativo intangível desenvolvido internamente .............................................. Saldo em 31 de dezembro de 2011 ........................................................ Amortização Saldo em 31 de dezembro de 2010 ........................................................ Amortização............................................................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2011 ........................................................ Saldo residual em 31 de dezembro de 2011 ......................................... Vida útil (em anos)...................................................................................

(1.773.769) (4.184) (1.777.953) 12.029 5 anos

9.088 5 a 10 anos

(1.773.769) (4.184) (1.777.953) 21.117

10. Outros débitos de operações de assistência à saúde

Adiantamento de clientes......................................................................................................

2011

2010

2.612.603

4.844.301

Outros débitos diversos ........................................................................................................

65.700

15.952

Total......................................................................................................................................

2.678.303

4.860.253

11. Tributos e contribuições a recolher

2011 78.938.048 87.093.193

2010 47.211.651 62.200.064

Retenção de impostos e contribuições..................................................................................

2011

2010

2.507.859

2.112.289 187.994

Hierarquia do valor justo

Imposto de renda...................................................................................................................

316.776

A tabela abaixo apresenta instrumentos financeiros registrados pelo valor justo, utilizando um método de avaliação. Os diferentes níveis foram definidos como se segue:

Contribuição social ................................................................................................................

126.803

91.831

Contribuições previdenciárias ...............................................................................................

136.268

141.507

•

Nível 1: Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos;

FGTS a recolher ....................................................................................................................

32.605

2.915

•

Nível 2: Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços);

Outras....................................................................................................................................

127

56

Total ......................................................................................................................................

3.120.438

2.536.592

•

Nível 3: Premissas, para o ativo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). 2011

12. Débitos diversos (Depósito de terceiros)

2010

Nível 1

Nível 2

Total

Nível 1

Valor justo por meio do resultado .......... 130.954.328

5.838.572

136.792.900

89.792.631

Letras financeiras do tesouro .................... 129.630.466

-

129.630.466

81.938.184

2011

2010

Até 30 dias ............................................................................................................................

1.177.182

629.793

2.750.680 92.543.311

De 31 a 180 dias ...................................................................................................................

401.188

326.593

- 81.938.184

De 181 a 360 dias .................................................................................................................

327.560

49.158

Nível 2

Total

Letras financeiras de emissores privados .

-

3.990.773

3.990.773

-

2.080.488

2.080.488

Superior a 361 dias ...............................................................................................................

291.095

6.794

Certificados de depósitos bancários..........

-

1.351.172

1.351.172

-

670.192

670.192

Total ......................................................................................................................................

2.197.025

1.012.338

Letras do tesouro nacional ........................

808.814

-

808.814

6.896.105

-

6.896.105

Debêntures ................................................

515.048

-

515.048

478.093

-

478.093

Notas Promissórias ....................................

-

240.166

240.166

-

-

-

13. Provisões técnicas

Saldo em 1º janeiro ............................................................................................................

2011

2010

47.211.651

39.807.702

Quotas de fundos de investimento .............

-

183.328

183.328

-

-

-

Notas do tesouro nacional .........................

-

-

-

480.249

-

480.249

Eventos conhecidos ..............................................................................................................

610.069.811

516.126.188

Depósito em garantia especial ...................

-

73.133

73.133

-

-

-

Eventos pagos.......................................................................................................................

(578.343.414)

(508.722.239)

Total ............................................................ 130.954.328

5.838.572

136.792.900

89.792.631

2.750.680 92.543.311

Saldo em 31 de dezembro ..................................................................................................

78.938.048

47.211.651 continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

44

14. Provisões

18. Detalhamento das contas de resultado

A Administração da Companhia entende que as provisões constituídas são suficientes para fazer face a eventuais perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até a definição da ação. i.

a.

b.

Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses, considerando o ano de ajuizamento. Processos cíveis Referem-se à estimativa global de perdas com ações decorrentes do curso normal das operações, cujos valores estão sendo discutidos judicialmente pela Companhia. Não existem em curso passivos contingentes relevantes para os quais as chances de perdas sejam prováveis que não tenham sido razoavelmente estimados.

iv.

c.

Fiscais Trabalhistas 1.438.142 64.018 1.105.785 (384.011) 82.834 1.584.994 721.774 6.840 645.295 (76.564) (320.263) 95.134 1.610.404 1.046.806

Cíveis 5.513.404 (720.251) 4.793.153 3.077.526 (1.144.454) 6.726.225

Total 1.438.142 6.683.207 (1.104.262) 82.834 7.099.921 3.729.661 (1.541.281) 95.134 9.383.435

Capital social O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é representado por 46.005.708 (35.056.244 em 2010) ações escriturais, ordinárias e nominativas, sem valor nominal.

2011

2010

Receitas com títulos de renda fixa ..............................................................................

11.202.586

7.533.379

Atualização monetária de créditos tributários...............................................................

115.760

73.803

Atualização monetária de depósitos judiciais e fiscais.................................................

71.132

73.838

Resultado financeiro

Receitas financeiras

Outras receitas financeiras...........................................................................................

39.973

100.445

Total ............................................................................................................................

11.429.451

7.781.465

(ii)

Despesas com títulos de renda fixa .............................................................................

(192.318)

(334.946)

Atualização monetária de contingências passivas .......................................................

(95.134)

(82.834)

Encargos sobre tributos................................................................................................

(402.496)

Outras despesas financeiras ........................................................................................

(75.502)

2011 10.809.973 (540.498) 10.269.475 102.694 1,00%

2010 6.934.260 (346.714) 6.587.546 65.875 1,00%

Atos societários

(423.865)

10.664.001

7.357.600

Despesas de imposto de renda e contribuição social 2011

2010

Impostos diferidos Constituição/(realização) no exercício sobre adições temporárias .......................................

858.398

1.569.991

Subtotal ................................................................................................................................

858.398

1.569.991

Impostos correntes

Reserva legal

Imposto de renda e contribuição social devidos....................................................................

(6.217.186)

(4.892.222)

Imposto de renda e contribuição social devidos .............................................................

(5.358.788)

(3.322.231)

19. Reconciliação da alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social

Constituída por até 100% do lucro líquido remanescente após as deduções legais e a constituição de reserva legal, é efetuada ao final de cada exercício social, até atingir o limite de 95% do capital social, estando sujeita à deliberação em Assembléia Geral. 16. Patrimônio líquido ajustado e margem de solvência A seguir detalhamos o cálculo do patrimônio líquido ajustado e margem de solvência: Patrimônio líquido contábil ...................................................................................... Antecipações de IRPJ e CSLL (nota 6) ...................................................................... Despesas antecipadas ................................................................................................ Intangível (nota 9)........................................................................................................ Patrimônio líquido ajustado ..................................................................................... Margem de solvência (A) 0,20 contraprestações – últimos 12 meses .......................................................... (B) 0,33 eventos indenizáveis – últimos 36 meses..................................................... Maior entre (A) e (B) .................................................................................................. Suficiência .................................................................................................................

2011 129.121.384 (203.075) (139.918) (21.117) 128.757.274

2010 88.414.105 (190.909) (114.148) (13.483) 88.095.565 52.214.327 81.869.058 81.869.058 6.226.507

62.350.456 96.915.155 96.915.155 31.842.119

Ativo / (Passivo) 2011 2010 Disponível Banco Bradesco S.A. (Controlador final) ............................................. Dividendos a pagar Bradesco Saúde S.A. (Controlador direto)........................................... Despesas com aluguéis Banco Bradesco S.A. (Controlador final) ............................................. Despesas com prestação de serviços (i) Odontoprev Serviços Ltda. (Empresa ligada) ...................................... Companhia Brasileira de Gestão de Serviços (Empresa ligada) ......... Total ....................................................................................................

3.092.309 (102.694) -

2011

2010

Resultado antes de impostos e participações ................................................................

17.308.614

11.463.930

Imposto de renda e contribuição social às alíquotas básicas de 25% e 9%, respectivamente ............................................................................................................

(5.884.929)

(3.897.736)

Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos:

Receita / (Despesa) 2011 2010

6.074.142 (65.875)

-

-

-

-

Participações no lucro........................................................................................................

387.550

Doações e patrocínio .........................................................................................................

-

Contribuição para entidade de classe................................................................................

(13.110)

Outros ................................................................................................................................

151.701 (5.358.788)

Imposto de renda e contribuição social do exercício...................................................... Alíquota efetiva....................................................................................................................

410.529 (23.822) (4.452) 193.150 (3.322.231)

30,96%

28,98%

20. Informações complementares a.

Relatório do Comitê de Auditoria O resumo do relatório do Comitê de Auditoria - Resolução CNSP nº 118/2004 foi divulgado junto com as demonstrações contábeis do Banco Bradesco S.A. (acionista controlador) em 31 de janeiro de 2012.

17. Transações e saldos com partes relacionadas

(i)

(6.085)

(765.450)

e.

Reserva estatutária

Despesas financeiras

Total .............................................................................................................................

Constituída, ao final do exercício, na forma prevista na legislação societária brasileira, podendo ser utilizada para a compensação de prejuízos ou para aumento do capital social.

a.

2010 (5.610.753) (881.700) 1.163.369 (4.642.674) (649.392) (10.621.150)

Os dividendos foram calculados conforme se segue:

Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 26 de fevereiro de 2010, foi deliberado o aumento de capital social no montante de R$ 60.417.372, sendo R$ 60.000.000 em espécie, R$ 254.517 da conta Reservas de lucros - reserva estatutária de 2007 e R$ 162.855 da conta Reservas de lucros - reserva legal, com a emissão de 25.665.819 ações ordinárias nominativo-escriturais, sem valor nominal. Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 9 de novembro de 2011, foi deliberado o aumento de capital social em espécie no montante de R$ 30.000.000, com a emissão de 10.949.464 ações ordinárias nominativo-escriturais, sem valor nominal.

d.

2011 (6.020.156) (1.890.395) 78.471 (1.935.718) (5.532) (9.773.330)

Outras despesas operacionais

De acordo com as disposições estatutárias, a cada ação corresponde um voto nas Assembléias Gerais, sendo garantido aos acionistas um dividendo mínimo de 1% do lucro líquido de cada exercício, ajustado nos termos da legislação societária brasileira.

Lucro líquido do exercício............................................................................................ Constituição da reserva legal ......................................................................................... Base de cálculo dos dividendos .................................................................................. Dividendos propostos no exercício.................................................................................. Percentagem sobre o lucro líquido do exercício .............................................................

c.

2010 10.822.474 7.186.726 1.846.520 172.844 1.616.384 2.012.913 4.406.946 161.151 83.093 911.585 18.398.162 445.716 63.462 18.907.340

(i)

15. Patrimônio líquido

b.

2011 11.980.952 7.267.674 1.855.516 480.398 2.377.364 2.288.994 4.880.693 473.764 38.558 672.202 20.335.163 467.148 268.945 21.071.256

Despesas com encargos sociais ................................................................................. Materiais diversos........................................................................................................ Reversão/(constituição) de provisão para perdas sobre créditos ............................... Provisão para contingências ...................................................................................... Outras despesas operacionais diversas...................................................................... Total ............................................................................................................................ d.

2010 17.991 17.991

Despesas administrativas

Movimentação das provisões judiciais Saldo em 1° de janeiro de 2010............................................. Constituições ........................................................................ Reversões ............................................................................ Atualização monetária ......................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2010....................................... Constituições ........................................................................ Reversões ............................................................................ Atualização monetária .......................................................... Saldo em 31 de dezembro de 2011.......................................

a.

2011 48.945 48.945

Despesas com pessoal próprio..................................................................................... • Ordenados .................................................................................................................. • INSS/FGTS ................................................................................................................. • Planos de previdência privada.................................................................................... • Outras ......................................................................................................................... Despesas com serviços de terceiros ............................................................................ Despesas com localização e funcionamento ................................................................ Despesas com publicações .......................................................................................... Despesas com donativos e contribuições..................................................................... Despesas administrativas diversas............................................................................... Subtotal........................................................................................................................ Despesas com taxa de saúde suplementar .................................................................. Outras despesas com tributos ...................................................................................... Total..............................................................................................................................

SESC/SENAC e SEBRAE - Discute a incidência da contribuição social destinada ao custeio do SESC/SENAC e SEBRAE, instituída pelo art. 3º do Decreto-Lei n° 9.853/1946 e art. 4º do Decreto-Lei nº 8.621/1946, à alíquota de 1% incidente sobre a folha de pagamento da Companhia, sob o argumento de que não se enquadra dentre os contribuintes do tributo. O saldo provisionado em 31 de dezembro de 2011 monta a R$ 1.610.404 (R$ 1.517.002 em 2010).

iii.

Despesas de comercialização Angariação de clientes ................................................................................................ Total ............................................................................................................................

Obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Companhia vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão provisionados e depositados judicialmente. A principal discussão está detalhada abaixo:

ii.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

b.

Conciliação do lucro líquido com atividades operacionais

Lucro líquido do exercício................................................................................................. (+) Depreciações e amortizações.........................................................................................

2011

2010

10.809.973

6.934.260

112.060

191.470

(+/-) Variação das aplicações...............................................................................................

(44.249.589)

(70.185.328)

-

(490.187)

(259.867)

(+/-) Variação dos créditos de operações com planos de assistência à saúde ..................

(31.718.425)

(4.415.719)

6.008.267

(1.080.819) (923.013) (2.494.019)

(411.430) (671.297)

(+/-) Variação de títulos e créditos a receber ......................................................................

(1.030.581)

(1.521.501)

(+/-) Variação de outros valores e bens ...............................................................................

(178.721)

Refere-se a prestação de serviço de processamento de informações a sinistros e de administração da carteira odontológica da Companhia.

(+/-) Variação das provisões técnicas de operações de assistência à saúde .....................

(1.080.819) 1.908.796

Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária são fixados: •

O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em Reunião de Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e

•

Os Administradores abdicaram do direito de recebimento da remuneração, posto que receberam honorários de outra empresa do Grupo Bradesco Seguros.

31.726.397

(+/-) Variação de débitos de operações de assistência à saúde e diversos ........................

(997.263)

(149.568) 7.403.949 (2.211.458)

(+/-) Variação de contas a pagar .........................................................................................

2.576.079

911.035

(+/-) Variação de provisões .................................................................................................

2.468.699

5.077.056

Caixa Líquido Consumido nas Atividades Operacionais ...............................................

(30.481.371)

(57.965.804)

DIRETORIA Marcio Serôa de Araujo Coriolano

Diretor Presidente

Marcos Suryan Neto

Diretor Gerente

Jackson Fujii

Diretor

Ivan Luiz Gontijo Júnior

Diretor Gerente

Flávio Bitter

Diretor

Getúlio Antônio Guidini Contador CRC-1RS034447/O-7S-SP

Sérgio Azoury Galvão

Diretor

Enrique Adan Y Coello

Diretor

Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa

Diretor

Tarcísio José Massote de Godoy

Diretor

Manoel Antonio Peres

Diretor

Mauro Silvério Figueiredo

Diretor

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos

fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada

Administradores e Acionistas da

apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados

Mediservice Administradora de Planos de Saúde S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Mediservice Administradora de Planos de Saúde S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, das mutações do

nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião

patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Mediservice Administradora de Planos de Saúde S.A. em 31 de dezembro de

Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis

2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas

A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de

contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS.

acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Agência Nacional de Saúde

Outros assuntos

Suplementar – ANS e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 24 de fevereiro de 2011, que não

Responsabilidade dos auditores independentes

conteve nenhuma modificação.

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, São Paulo, 27 de fevereiro de 2012

conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das

Luciene Teixeira Magalhães

divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor,

Auditores Independentes

Contadora

incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por

CRC 2SP014428/O-6

CRC 1RJ079849/O-3 S-SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

45

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

relatório dos auditores independentes.

Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Alvorada Vida S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, na forma da Legislação Societária e das normas expedidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e dos pronunciamentos contábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC quando referendados pela SUSEP, acompanhadas das respectivas notas explicativas e do

O resultado acumulado do exercício de 2011 foi de R$ 3.931 milhões e o patrimônio líquido somou R$ 124.272 milhões. Cidade de Deus, 24 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais)

2011

2010

Passivo ........................................................................................................................

Circulante .................................................................................................................................

100.230

101.979

Disponível ..............................................................................................................................

8

8

Caixa e bancos .....................................................................................................................

8

8

Ativo..........................................................................................................................................

Aplicações .............................................................................................................................

Nota

4

2011

2010

Circulante ....................................................................................................................

2.769

5.636

Contas a pagar .......................................................................................................

2.769

5.636

Obrigações a pagar ................................................................................................

1.049

1.827

1.720

3.809

94

-

98.255

101.759

Títulos e créditos a receber..................................................................................................

1.967

212

Impostos e contribuições ........................................................................................

Títulos e créditos a receber...................................................................................................

1.804

90

Passivo não circulante...............................................................................................

163

122

26.905

17.249

Créditos tributários e previdenciários....................................................................................

5

Ativo não circulante ............................................................................................................... Realizável a longo prazo.........................................................................................................

17.564

Títulos e créditos a receber.................................................................................................. Créditos tributários e previdenciários....................................................................................

5

Participações societárias ......................................................................................................

-

8.230

94

-

Patrimônio líquido ......................................................................................................

9

124.272

113.592

Capital social............................................................................................................

136.000

114.400

Reservas de lucros ..................................................................................................

14.535

11.538

(26.263)

(12.346)

127.135

119.228

8.230 8.230

9

-

9.341

Outros débitos........................................................................................................

9.019

9.341

9.019

Ajustes com títulos e valores mobiliários .................................................................

127.135

119.228

Total do Passivo e Patrimônio Líquido ....................................................................

6

Total do Ativo...........................................................................................................................

94 8

17.564

Investimentos ........................................................................................................................

7

Provisões judiciais ..................................................................................................

17.555

Depósitos judiciais e fiscais ..................................................................................................

Nota

As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) Nota Outras despesas operacionais..................................................................

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais)

2011

2010

(255)

-

Despesas administrativas .........................................................................

12. a

(209)

(626)

Despesas com tributos..............................................................................

12. b

(413)

(754)

Resultado financeiro .................................................................................

12. c

6.177

12.902

Resultado patrimonial ...............................................................................

422

92

Resultado antes dos impostos ..................................................................

5.722

11.614

Imposto de renda ......................................................................................

13

(1.110)

(2.686)

Contribuição social....................................................................................

13

(681)

(1.656)

Lucro Líquido do exercício.........................................................................

3.931

7.272

Quantidade de ações ..................................................................................

91.006

75.590

43,19

96,20

Lucro Líquido por ação - R$....................................................................... As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) 2011

2010

3.931

7.272

Ajuste a valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda ...................................................

(23.196)

(19.521)

Efeito dos impostos..........................................................................................................................

9.279

7.808

(9.986)

(4.441)

(9.986)

(4.441)

Lucro líquido do exercício.................................................................................................................

Total do resultado abrangente do exercício .................................................................................... Atribuível aos acionistas Controladores................................................................................................................................... As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis.

2011 Atividades operacionais Outros recebimentos operacionais....................................................................................................... Pagamento de despesas e obrigações ................................................................................................ Outros pagamentos operacionais......................................................................................................... Recebimento de juros e dividendos da carteira de ações.................................................................... Constituição de depósitos judiciais....................................................................................................... Caixa gerado pelas operações............................................................................................................. Impostos e contribuições pagos ........................................................................................................... Investimentos financeiros ..................................................................................................................... Aplicações .......................................................................................................................................... Resgates ............................................................................................................................................ Caixa líquido (consumido)/ gerado nas atividades operacionais..................................................... Atividade de Financiamento Aumento de Capital .............................................................................................................................. Dividendos pagos ................................................................................................................................ Caixa líquido gerado/(consumido) nas atividades de financiamento .............................................. Redução líquida de caixa...................................................................................................................... Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ........................................................................... Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício............................................................................. Redução líquida de caixa...................................................................................................................... Ativos livres no início do exercício........................................................................................................ Ativos livres no final do exercício ......................................................................................................... Diminuição nas aplicações financeiras - Recursos livres................................................................. As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis.

2010

28 (182) (276) 3.045 (167) 2.448 (4.286) (18.035) (101.922) 83.887 (19.873)

1 (198) (491) 2.882 2.194 (4.510) 3.954 (399.418) 403.372 1.638

21.600 (1.727) 19.873 8 8 101.759 98.255 (3.504)

(1.656) (1.656) (18) 26 8 (18) 115.160 101.759 (13.401)

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) Reservas de lucros Capital social Reserva legal Reserva estatutária Saldos em 1º de janeiro de 2010 ..................................................................................................................................................... 114.400 1.026 4.967 Ajustes com títulos e valores mobiliários .......................................................................................................................................... Lucro líquido do exercício.................................................................................................................................................................. Destinação do lucro líquido .............................................................................................................................................................. 364 5.181 Dividendos propostos ........................................................................................................................................................................ Saldos em 31 de dezembro de 2010 ................................................................................................................................................ 114.400 1.390 10.148 Aumento de capital ............................................................................................................................................................................ 21.600 Ajustes com títulos e valores mobiliários .......................................................................................................................................... Lucro líquido do exercício ................................................................................................................................................................. Destinação do lucro líquido .............................................................................................................................................................. 196 2.801 Dividendos propostos ........................................................................................................................................................................ Saldos em 31 de dezembro de 2011 ............................................................................................................................................... 136.000 1.586 12.949 As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis.

Ajustes com títulos e valores mobiliários Lucros acumulados (633) (11.713) 7.272 (5.545) (1.727) (12.346) (13.917) 3.931 (2.997) (934) (26.263) -

Total 119.760 (11.713) 7.272 (1.727) 113.592 21.600 (13.917) 3.931 (934) 124.272

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 (Em milhares de reais) 1.

2. a.

b.

c. d.

e.

f.

Contexto operacional A Alvorada Vida S.A. é uma sociedade anônima de capital fechado, sediada em São Paulo, autorizada pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP a operar em todas as modalidades de seguros de pessoas e previdência em todo o território nacional. O endereço registrado da sede da Companhia é Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, São Paulo. A controladora direta da Alvorada Vida é a Bradesco Vida e Previdência S.A e o controlador final é o Banco Bradesco S.A. As operações são conduzidas no contexto do conjunto das empresas integrantes do Grupo Bradesco Seguros, atuando de forma integrada no mercado, e os custos das estruturas operacional e administrativa comuns são absorvidos segundo a praticabilidade e a razoabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. No entanto, as operações com seguros e previdência complementar estão temporariamente suspensas. Essas demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho de Administração do controlador final Banco Bradesco S.A. em 30 de janeiro de 2012. Resumo das principais políticas contábeis As políticas contábeis discriminadas abaixo foram aplicadas em todos os períodos apresentados nas demonstrações contábeis. Base de preparação Em consonância à Circular SUSEP n° 424/2011, as demonstrações contábeis foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, incluindo os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) quando referendadas pela SUSEP. As demonstrações contábeis estão apresentadas em conformidade com os modelos de publicação estabelecidos pela referida Circular. Base para avaliação As demonstrações contábeis estão apresentadas em milhares de reais e foram elaboradas de acordo com o princípio do custo histórico, com exceção para: • Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; e • Ativos financeiros disponíveis para venda mensurados pelo valor justo. Moeda funcional e de apresentação A moeda funcional e de apresentação da Companhia é o Real. Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações contábeis, de acordo com as normas do CPC, exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados. As informações sobre julgamentos críticos referentes às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações contábeis estão incluídas na seguinte nota explicativa: • Nota 5 - Créditos tributários e previdenciários Disponível (caixa e equivalente de caixa) São representados por disponibilidades em moeda nacional, caixa e depósitos bancários, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo e que são utilizados pela Companhia para o gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Ativos financeiros - Aplicações A Companhia determina a classificação inicial de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado, disponíveis para venda e mantidos até o vencimento. Os ativos de renda fixa são contabilizados na data da liquidação e as ações são contabilizadas na data da transação. i. Ativos financeiros mensurados a valor justo por meio do resultado

ii.

iii.

iv.

Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como “mantido para negociação” e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do período. Ativos financeiros mantidos até o vencimento Caso a Administração tenha a intenção e a capacidade de manter títulos de dívida até o vencimento, então tais ativos financeiros são classificados como “mantidos até o vencimento”. Os investimentos mantidos até o vencimento são registrados pelo custo amortizado deduzidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Ativos financeiros disponíveis para venda Compreende os ativos financeiros que não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado. Determinação do valor justo O valor das aplicações em fundos de investimentos foi obtido a partir dos valores das quotas divulgadas pelas instituições financeiras administradoras desses fundos. Os títulos de renda variável tiveram seus valores justos obtidos a partir da última cotação publicada pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa). O valor justo dos títulos públicos são apurados com base nos preços unitários do mercado secundário divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA).

v.

g.

h.

i.

j. 3.

4. a.

Redução ao valor recuperável (impairment) de ativos financeiros Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo financeiro. A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos patrimoniais) perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para o título. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em conta redutora do ativo correspondente. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. Perdas de valor (redução ao valor recuperável) nos ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa que foi reconhecida em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa que é reclassificada de outros resultados abrangentes para o resultado é a diferença entre o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente reconhecida no resultado. Todavia, qualquer recuperação subsequente no valor justo de um ativo financeiro disponível para venda para o qual tenha sido registrada perda do valor recuperável, é reconhecida em outros resultados abrangentes. Investimentos Os investimentos em sociedade controlada são avaliados pelo método de equivalência patrimonial, sendo resultado dessa avaliação reconhecido no resultado do período como resultado patrimonial. As práticas contábeis da controlada são adequadas para garantir consistência com as práticas adotadas pela Companhia. Ativos e passivos contingentes e obrigações legais - Fiscais e previdenciárias i. Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível. Os ativos contingentes cuja expectativa de êxito é provável são divulgados, quando aplicável. ii. Passivos contingentes São constituídos levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento dos Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas quando individualmente relevantes, e os classificados como remotos não são divulgados. iii. Obrigações legais Fiscais e previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescido de 10% sobre a parcela do lucro tributável excedente a R$ 240 para o exercício e a contribuição social sobre o lucro líquido é calculada à alíquota de 15% sobre o lucro tributável. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido. O imposto corrente é o imposto a pagar sobre o lucro tributável ou prejuízo fiscal do período calculado com base nas alíquotas vigentes na data de balanço e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos períodos anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins de recolhimento (impostos correntes). Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferidos são revisados a cada data de balanço e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja provável. Resultado O resultado é apurado pelo regime de competência. Gerenciamento de riscos A Companhia faz parte do Grupo Bradesco Seguros e consequentemente utiliza-se da estrutura de gerenciamento de risco do Grupo, administrando seus riscos de forma corporativa. A administração desses riscos contempla uma série de políticas e estratégias consideradas adequadas pela sua Administração. Essas políticas e estratégias, além de serem reavaliadas frequentemente, contemplam, entre outras, a verificação tempestiva da adequação das aplicações financeiras comparadas aos vencimentos dos passivos. O Grupo possui controles internos que se destinam a garantir que as políticas e estratégias estão sendo cumpridas, de forma que os resultados obtidos estejam de acordo com os objetivos definidos pela Administração da Companhia. Ativos financeiros - Aplicações Resumo da classificação das aplicações financeiras Títulos mensurados a valor justo por meio do resultado ... Títulos de renda fixa - fundos de investimentos ........................ Títulos disponíveis para venda .............................................. Títulos de renda variável - ações .............................................. Total ..........................................................................................

b.

2011 5.569 5.569 92.686 92.686 98.255

% 5,67 5,67 94,33 94,33 100

2010 1.320 1.320 100.439 100.439 101.759

% 1,30 1,30 98,70 98,70 100

Composição das aplicações financeiras por prazo e por título Apresentamos a seguir a composição das aplicações financeiras por prazo e por título, incluindo os títulos que compõem as carteiras dos fundos de investimentos. Os títulos a valor justo por meio do resultado estão apresentados no ativo circulante, independentemente dos prazos de vencimento. continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

46

2011

b.

Atos societários Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 18 de agosto de 2011, a Diretoria propôs aumentar o capital social no valor de R$ 21.600, elevando-o de R$ 114.400 para R$ 136.000, com emissão de 15.416 ações ordinárias, nominativas, escriturais sem valor nominal, aprovado pela Portaria SUSEP nº 4.289 de 21 de novembro de 2011.

c.

Reserva legal Constituída, ao final do exercício, na forma prevista na legislação societária brasileira, podendo ser utilizada para a compensação de prejuízos ou para aumento do capital social.

d.

Reserva estatutária Constituída por até 100% do lucro líquido remanescente após as deduções legais e a constituição de reserva legal, é efetuada ao final de cada exercício social, até atingir o limite de 95% do capital social, estando sujeita à deliberação em Assembleia Geral.

1 a 30 dias ou sem

Valor do

Ajuste ao

vencimento

Valor Justo investimento

valor justo

Títulos mensurados a valor justo por meio do resultado ...

5.569

5.569

-

-

Notas do tesouro nacional.........................................................

5.569

5.569

-

-

Títulos disponíveis para venda ..............................................

92.686

92.686

136.458

(43.772)

Ações (*)...................................................................................

92.686

92.686

136.458

(43.772)

Total em 31 de dezembro de 2011 .........................................

98.255

98.255

136.458

(43.772)

Títulos mensurados a valor justo por meio do resultado ...

1.320

1.320

-

Notas do tesouro nacional.........................................................

1.320

1.320

-

Títulos disponíveis para venda ..............................................

100.439

100.439

121.015

(20.576)

Ações........................................................................................

100.439

100.439

121.015

(20.576)

Total em 31 de dezembro de 2010 .........................................

101.759

101.759

121.015

(20.576)

2010 -

(*) Inclui ações das empresas Petrobrás, ItaúUnibanco e Marfrig. c.

Hierarquia do valor justo As tabelas abaixo apresentam os instrumentos financeiros registrados pelo valor justo, utilizando um método de avaliação. Os diferentes níveis foram definidos como a seguir: • Nível 1: Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos; • Nível 2: Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços); • Nível 3: Premissas, para o ativo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). 2011

2010

Total

Total

Nível 1

Nível 1

Ativos mensurados a valor justo por meio do resultado ...............................................................

5.569

1.320

Quotas de fundos de investimento ......................................................................................................

5.569

1.320

Ativos Financeiros disponíveis para venda.....................................................................................

92.686

100.439

Títulos de renda variável - Ações ........................................................................................................

92.686

100.439

Total .....................................................................................................................................................

98.255

101.759

d.

e.

5. a.

2011

2010

Saldo em 1º de janeiro ................................................................................................................

101.759

115.160

(+) Aplicações ...............................................................................................................................

101.922

399.323

(-) Resgates ..................................................................................................................................

(82.753)

(394.207) (19.521)

Saldo em 31 de dezembro ..........................................................................................................

98.255

101.759

Até 1 ano 163 163

2011 Acima de 1 ano 17.555 17.555

2010 Acima de 1 ano 8.230 8.230

Total Até 1 ano 163 122 17.555 17.718 122

11. Transações e saldos com partes relacionadas a.

Disponível .......................................................................................................................... Banco Bradesco S.A. (controlador final) ............................................................................. Títulos e créditos a receber ............................................................................................. BMC Previdência Privada S.A. (i) (controlada) ................................................................... Obrigações a pagar........................................................................................................... Bradesco Vida e Previdência S.A. (ii) (controladora direta)................................................ Total.................................................................................................................................... (i)

2010

8

8

100

22

(934) (826)

(1.727) (1.697)

Refere-se a dividendos a receber.

(ii) Refere-se a dividendos a pagar. b.

a.

Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente, na Assembleia Geral Ordinária, é fixado o montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em Reunião de Diretoria, conforme determina o Estatuto Social. Os administradores abdicaram do direito ao recebimento da remuneração, posto que recebem honorários de outra empresa da Organização.

Saldo em 31/12/2010 8.230 8.230

Constituição (realização) 9.278 47 9.325

Total 122 8.230 8.352

Saldo em 31/12/2011 17.508 47 17.555

b.

2011

2010

c.

7.250 9.341 422 10.205 864 264 1.302

7.250 9.019 92 9.435 416 200 1.207 100% 7.200.000 8.949 92 (22) 9.019

Impostos e contribuições

2011 (219) (36) (157) (1) (413)

2010 (82) (505) (162) (5) (754)

2011 5.763 523 (109) 6.177

2010 12.159 1.004 (261) 12.902

2011 5.763 523 6.286

2010 12.159 1.004 13.163

Resultado financeiro por categoria Resultado de instrumentos financeiros.................................................................................... Ativos disponíveis para venda ...................................................................................................... Ativos mensurados a valor justo por meio do resultado ............................................................... Total..............................................................................................................................................

e.

2010 (313) (67) (1) (50) (195) (626)

Resultado financeiro Resultado com venda de títulos de renda variável ....................................................................... Receitas com quotas de fundos de investimentos........................................................................ Outras ........................................................................................................................................... Total..............................................................................................................................................

d.

2011 (123) (74) (1) (11) (209)

Despesas com tributos Despesas com COFINS................................................................................................................ Despesas com PIS........................................................................................................................ Despesas com taxa de fiscalização .............................................................................................. Outras ........................................................................................................................................... Total..............................................................................................................................................

Investimentos - Participações societárias

100% 7.200.000 9.019 422 (100) 9.341

Despesas administrativas Despesas com publicação ............................................................................................................ Despesas com serviços de terceiros ............................................................................................ Despesas com localização e funcionamento ................................................................................ Despesas com patrocínio.............................................................................................................. Outras ........................................................................................................................................... Total..............................................................................................................................................

Despesas de imposto de renda e contribuição social Impostos diferidos Constituição (realização) exercício sobre adições temporárias ................................................. Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos ........................................................................ Imposto de renda e contribuição social devidos.....................................................................

2011 46

2010 (4)

(1.837) (1.791)

(4.338) (4.342)

2011 5.722

2010 11.614

(2.289)

(4.646)

169 (7) 336 (4) 308 32 (1.791)

37 267 (24) 217 74 (4.342)

13. Reconciliação da alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social 2011 1.045 646 25 4 1.720

2010 2.303 1.473 28 5 3.809

Resultado antes dos impostos e participações........................................................................ Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente ......................................................................................................................... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas ........................................................................................................ Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social ................................................................. Receitas não tributáveis, líquidas de despesas indedutíveis.................................................. - Contribuição para entidade de classe .................................................................................. - Dividendos ............................................................................................................................ - Outros ................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social contabilizados no exercício ....................................

Provisões judiciais A Administração da Companhia entende que as provisões constituídas são suficientes para fazer face a eventuais perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até a definição da ação.

9. a.

Transações com controlador e controlada Ativo/(Passivo) 2011

Movimentação

Imposto de renda ............................................................................................................................ Contribuição social.......................................................................................................................... Cofins .............................................................................................................................................. Outros ............................................................................................................................................. Total................................................................................................................................................ 8.

124.272 (9.341) 114.931 17.181 15.000 2.181 97.750

12. Detalhamento das contas de resultado

Créditos tributários e previdenciários Composição

Informações sobre a controlada (BMC Previdência Privada S.A.) Capital social ............................................................................................................................... Patrimônio líquido........................................................................................................................ Resultado do período .................................................................................................................. Total de ativos ............................................................................................................................. Total de passivos ........................................................................................................................ Total provisões judiciais .............................................................................................................. Total de receitas.......................................................................................................................... Informações sobre o investimento: Percentual de participação.......................................................................................................... Quantidade de ações possuídas - ON ........................................................................................ Saldo no início do exercício........................................................................................................ Resultado de equivalência patrimonial........................................................................................ Dividendos................................................................................................................................... Saldo no final do exercício.......................................................................................................... 7.

Patrimônio líquido................................................................................................................................................ Participações diretas ou indiretas .......................................................................................................................... Patrimônio líquido ajustado (a) .......................................................................................................................... Capital mínimo requerido (b) .............................................................................................................................. Capital base ........................................................................................................................................................... Capital adicional de risco de crédito ...................................................................................................................... Suficiência (a)-(b) .................................................................................................................................................

1.004

(23.196)

Ajustes a valor justo - títulos disponíveis para venda........................ Outros................................................................................................ Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias ..... 6.

523

(-) Ajuste a valor justo ...................................................................................................................

Impostos a compensar ............................................ Diferenças temporárias .......................................... Total ........................................................................ b.

10. Demonstração do cálculo do patrimônio líquido ajustado e capital mínimo requerido Nos termos das Resoluções CNSP nº 222/2010, 227/2010 e 228/2010, o capital mínimo requerido (CMR) para funcionamento das sociedades seguradoras é composto por um capital base e um capital adicional baseado no risco de crédito. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente aos demais riscos identificados na regulamentação, a eventual insuficiência de patrimônio líquido ajustado deverá ser aferida em relação ao maior dos valores entre a soma dos capitais base e adicional e a margem de solvência calculada na forma estabelecida pela Resolução CNSP nº 55/2001 como demonstrado abaixo para a data-base de 31 de dezembro de 2011:

Desempenho e taxas contratadas A Administração mensura a rentabilidade de seus investimentos utilizando como parâmetro a variação das taxas de rentabilidade dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI). Em 2011, o desempenho global dos ativos financeiros de renda fixa e renda variável que compõem a carteira de aplicações financeiras atingiu 99,57% no acumulado do exercício. Movimentação das aplicações financeiras

(+) Rendimentos............................................................................................................................

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Patrimônio líquido Capital social e dividendos

14. Informações complementares

O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é representado por 91.006 (75.590 em 2010) ações escriturais, ordinárias

a.

Relatório do Comitê de Auditoria Em consonância à Resolução CNSP nº 118/2004, o resumo do relatório do Comitê de Auditoria foi divulgado junto com as demonstrações contábeis do Banco Bradesco S.A. (controlador final) em 31 de janeiro de 2012.

b.

Reconciliação do lucro líquido com atividade operacional

e nominativas, sem valor nominal. De acordo com as disposições estatutárias, a cada ação corresponde um voto nas Assembleias Gerais, sendo garantido aos acionistas um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido de cada exercício, ajustado nos termos da legislação societária brasileira. Os dividendos foram calculados conforme se segue:

Lucro líquido do exercício .......................................................................................................... Constituição da reserva legal ...................................................................................................... Base de cálculo dos dividendos.................................................................................................

2011

2010

3.931

7.272

(196)

(364)

3.735

6.908

Dividendos propostos no exercício .............................................................................................

934

1.727

Percentagem sobre o lucro líquido ajustado do exercício ......................................................

25%

25%

Lucro líquido do exercicio .......................................................................................................... Resultado de equivalência patrimonial .......................................................................................... Variação das aplicações ................................................................................................................ Variação de títulos e créditos a receber......................................................................................... Variação de outros débitos ............................................................................................................ Variação de contas a pagar ........................................................................................................... Variação de ajustes de TVM (PL) .................................................................................................. Caixa Líquido (Consumido)/ gerado nas Atividades Operacionais .......................................

2011 3.931 (422) 3.504 (10.989) 94 (2.074) (13.917) (19.873)

2010 7.272 (92) 13.401 (7.921) 691 (11.713) 1.638

DIRETORIA

Lúcio Flávio Condurú de Oliveira

- Diretor Presidente

Jair de Almeida Lacerda Júnior

- Diretor

Ivan Luiz Gontijo Júnior

- Diretor Gerente

Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa

- Diretor

Marcos Suryan Neto

- Diretor Gerente

Eugênio Liberatori Velasques

- Diretor

Jair de Almeida Lacerda Júnior Atuário - MIBA nº 809 Alberto Barcellos Miranda Contador - CRC 1RJ094195/O-2 S SP

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INDIVIDUAIS Aos Administradores e Acionistas da Alvorada Vida S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis individuais da Alvorada Vida S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, dos resultados abrangentes, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro.

Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais anteriormente referidas apresentam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alvorada Vida S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. Outros assuntos Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 24 de fevereiro de 2011, que não conteve nenhuma modificação. São Paulo, 27 de fevereiro de 2012 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Luciene Teixeira Magalhães Contadora CRC 1RJ079849/O-3 S-SP

Érika Carvalho Ramos Contadora CRC 1SP224130/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

47

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Atlântica Capitalização S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, incluindo as normas expedidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP e pela SUSEP, acompanhadas das respectivas Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes. Resultado do Exercício A Atlântica Capitalização S.A. apresentou, no exercício, Lucro Líquido de R$ 2,065 milhões (R$ 4,054 milhões em 2010). Política de Distribuição de Dividendos Os acionistas da Atlântica Capitalização, em cada exercício, terão direito a receber, a título de dividendos, o mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido (Nota no 10a). Eventos societários Informações sobre eventos societários constam nas Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis (Nota no 10b). Riscos: operacional, crédito, mercado, legal e subscrição O Grupo Bradesco Seguros, em linha com os modelos adotados nos mercados Nacional e Internacional e em atendimento à legislação vigente, estruturou uma área independente de Estudos Atuariais e Gestão de Riscos que atende às melhores práticas de Governança Corporativa. Estão inseridas, nesse contexto, as disseminações da cultura de gestão de riscos operacionais em vários níveis, a divulgação de Políticas Corporativas, Normas Internas e Manual de Procedimentos Internos, visando ao monitoramento contínuo da exposição aos riscos. O Comitê Executivo de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros reúne-se trimestralmente com a atribuição de aprovar estratégias, definir diretrizes, normas e procedimentos, bem como homologar os assuntos relevantes relacionados à Gestão de Riscos, visando ao processo de mitigação dos eventos de perdas, de acordo com a especificidade de cada risco. O Grupo Bradesco Seguros mantém níveis de capital de acordo com os requerimentos regulatórios. Nos termos da legislação vigente, o capital mínimo requerido para funcionamento das sociedades seguradoras é composto por um capital base e um capital adicional para cobertura dos riscos de subscrição, de crédito, de mercado, legal e operacional. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente a todos os riscos previstos na legislação, o capital mínimo requerido deverá ser o maior valor entre a soma do capital base com o capital adicional e a margem de solvência, calculada por meio de resolução específica. Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento ao Terrorismo A Atlântica Capitalização possui o compromisso permanente de prevenir e combater a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento ao Terrorismo, contribuindo assim com as autoridades governamentais de controle. Outrossim, atua constantemente para assegurar a conformidade às normas e regulamentações, editadas pelos órgãos competentes, relativas ao tema e no relacionamento diferenciado com os clientes enquadrados na condição de Pessoas Politicamente Expostas. Diante desse compromisso, durante o exercício, buscou o aprimoramento e a melhoria das ferramentas, dos controles e dos sistemas utilizados, que dão suporte ao processo de comunicação das operações/ocorrências (automáticas e suspeitas) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF. Do mesmo modo, desenvolveu, publicou e revisou normativos internos, materiais de apoio e programas de treinamento, visando à constante conscientização do quadro de colaboradores. Prevenção à Fraude A Atlântica Capitalização, em consonância com a regulamentação vigente no que diz respeito à Prevenção à Fraude, mantém-se

vigilante em desestimular, prevenir, combater e identificar ocorrências que possam caracterizar indícios de cometimento de fraudes, assim como minimizar riscos operacionais e legais aos quais a empresa possa estar sujeita, caso venha a ser envolvida em tentativas para negócios ou práticas de fraudes/crimes de qualquer natureza. Dentro desse contexto, adota procedimentos de controles internos, tais como: i) a disponibilização de canais de denúncia aos colaboradores e à sociedade, incentivando aqueles que tenham informações sobre operações ou ocorrências com indícios de cometimento desse ato ilícito a fornecê-las à Companhia, garantindo que a denúncia seja mantida sob sigilo; e ii) acompanhamento e apuração, quando cabível, das operações que possam apresentar irregularidades. Do mesmo modo, desenvolveu, publicou e revisou os materiais atinentes ao assunto, estimulando o constante e tempestivo treinamento dos colaboradores da Companhia sobre a matéria. Governança Corporativa Em consonância e adoção às melhores práticas de Governança Corporativa, dentre outras ações, o Grupo Bradesco Seguros possui Comitês formalmente instituídos, que suportam as operações e conferem transparência na busca constante dos mais elevados padrões de integridade e comportamento ético. Diante desse cenário, foi publicado e disponibilizado a todos os públicos de interesse do Grupo, o Código de Conduta Ética Setorial, resultado do compromisso constante em promover e definir com clareza as responsabilidades e a postura que devem pautar a atuação dos profissionais que integram as empresas do Grupo. Controles Internos e Compliance Durante o exercício, com base na política corporativa definida e visando atender as determinações legais sobre o tema, a Atlântica Capitalização prosseguiu com a avaliação e aperfeiçoamento dos seus instrumentos, que integram o Sistema de Controles Internos do Grupo Bradesco Seguros. Os processos são continuamente reavaliados, e os testes de aderência, para aferir a efetividade dos controles existentes, regularmente aplicados, em conformidade com os principais frameworks de controles. Para obtenção e manutenção de conformidade às leis e aos regulamentos, o Grupo Bradesco Seguros verifica, diariamente, a publicação de novos normativos pelos Órgãos reguladores, informa às áreas afetadas e acompanha o atendimento tempestivo das ações necessárias, de forma a garantir que as práticas operacionais estejam em conformidade. Segurança da Informação A informação é um dos elementos do negócio mais importante para o Grupo Bradesco Seguros. O zelo pela informação, no que tange a sua disponibilidade, integridade e confidencialidade, tem sido uma meta constante da governança da informação. Nesta linha, são realizados trabalhos de revisões periódicas nos Sistemas de Informação, assim como são analisadas normas e regulamentos de caráter interno e externo, que incidem em alterações nas instruções, riscos e controles de Segurança da Informação. Diante desse compromisso, o Grupo tem realizado a disseminação da cultura, por meio de divulgação da Política Corporativa de Segurança da Informação, da administração de palestras, de cursos e dos canais internos de comunicação disponíveis, abordando os mais diversos tipos de assuntos sobre o tema, com o intuito de garantir a conformidade com as melhores práticas de Segurança da Informação disponíveis no mercado. Agradecimentos Pelos êxitos obtidos, agradecemos o apoio recebido do Órgão regulador. São Paulo, 24 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em reais) 2011 59.411.815

2010 58.111.770

Disponível..................................................................................................................

821.403

40.348

Caixa e bancos .........................................................................................................

821.403

40.348

ATIVO CIRCULANTE ..............................................................................................................

Nota

Aplicações.................................................................................................................

4

57.856.201

57.798.193

Títulos e créditos a receber .....................................................................................

734.211

273.229

Títulos e créditos a receber .....................................................................................

362.632

90.526

371.579

182.703

ATIVO NÃO CIRCULANTE .........................................................................................

Créditos tributários e previdenciários .......................................................................

5

12.553.072

6.633.625

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................

12.553.072

6.633.625

Títulos e créditos a receber .....................................................................................

12.553.072

6.633.625 4.968.212

Créditos tributários e previdenciários .......................................................................

5

10.519.909

Depósitos judiciais e fiscais .....................................................................................

9

2.033.163

1.665.413

71.964.887

64.745.395

TOTAL DO ATIVO .......................................................................................................

PASSIVO CIRCULANTE .............................................................................................................. Contas a pagar ......................................................................................................... Obrigações a pagar ................................................................................................. Impostos e encargos sociais a recolher ................................................................... Impostos e contribuições ......................................................................................... Provisões técnicas - capitalização ......................................................................... Provisão para resgates ............................................................................................ PASSIVO NÃO CIRCULANTE ................................................................................... Contas a Pagar.......................................................................................................... Tributos diferidos ...................................................................................................... Outros débitos .......................................................................................................... Provisões judiciais ................................................................................................... PATRIMÔNIO LÍQUIDO ............................................................................................... Capital social ............................................................................................................ Reservas de lucros .................................................................................................. Ajustes com títulos e valores mobiliários ................................................................. TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO .......................................................

Nota

2011 1.337.806 1.320.550 709.821 791 609.938 17.256 17.256 2.379.493 346.330 346.330 2.033.163 2.033.163 68.247.588 75.000.000 7.944.331 (14.696.743) 71.964.887

6 7 8

9 10

2010 1.612.793 1.592.667 1.163.867 33 428.767 20.126 20.126 1.962.793 297.380 297.380 1.665.413 1.665.413 61.169.809 61.300.000 6.370.123 (6.500.314) 64.745.395

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em reais, exceto o lucro líquido por lote de mil ações) Nota Outras despesas operacionais ................................................................................. Despesas administrativas ......................................................................................... Despesas com tributos .............................................................................................. Resultado financeiro .................................................................................................. Receitas financeiras ................................................................................................... Despesas financeiras ................................................................................................. Resultado operacional ............................................................................................... Resultado antes dos impostos ................................................................................. Imposto de renda.......................................................................................................... Contribuição social ....................................................................................................... Lucro líquido do exercício......................................................................................... Quantidade de ações ................................................................................................. Lucro líquido por lote de mil ações - R$ ..................................................................

13a 13b 13c

14 14

2011 (222) (318.390) (278.149) 3.714.176 3.910.016 (195.840) 3.117.415 3.117.415 (650.536) (402.344) 2.064.535 67.637.937 30,52

2010 (1.301) (329.704) (417.690) 7.060.176 7.522.181 (462.005) 6.311.481 6.311.481 (1.395.613) (861.445) 4.054.423 54.409.942 74,52

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em reais) Lucro líquido do exercício........................................................................................................ Ajuste a valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda .............................................. Efeitos dos impostos ................................................................................................................... Total do resultado abrangente do exercício ...........................................................................

2011 2.064.535 (13.660.715)

2010 4.054.423 (10.360.025)

5.464.286 (6.131.894)

4.144.010 (2.161.592)

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em reais)

2011 ATIVIDADES OPERACIONAIS Pagamentos de despesas e obrigações ................................................................................... Outros pagamentos operacionais.............................................................................................. Recebimentos de juros ............................................................................................................. Recebimentos de dividendos..................................................................................................... Constituição de depósitos judiciais............................................................................................ Caixa gerado pelas operações ............................................................................................... Impostos e contribuições pagos Impostos de renda pagos ........................................................................................................ Contribuição social pagos........................................................................................................ Pis/Cofins................................................................................................................................. Outros ...................................................................................................................................... Investimentos financeiros: Aplicações................................................................................................................................ Vendas e resgates ................................................................................................................... Caixa líquido (consumido)/gerado nas atividades operacionais.......................................... ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Aumento de capital...................................................................................................................... Distribuição de dividendos........................................................................................................... Caixa líquido gerado/(consumido) nas atividades de financiamento .................................. Aumento líquido de caixa e equivalente de caixa .................................................................. Caixa e equivalente de caixa no início do exercício.................................................................... Caixa e equivalente de caixa no final do exercício...................................................................... Aumento líquido de caixa e equivalente de caixa .................................................................. Ativos livres no início do exercício............................................................................................... Ativos livres no final do exercício ................................................................................................ Aumento/(Redução) nas aplicações financeiras - recursos livres .......................................

2010

(211.830) (189.294) 1.244.494 463.641 (245.376) 1.061.635

(273.653) (334.528) 1.405.750 615.455 1.413.024

(404.320) (292.433) (148.662) (45.190)

(1.920.621) (1.351.537) (321.480) (113.671)

(64.077.993) 51.950.944 (11.956.019)

(237.619.626) 240.847.261 933.350

13.700.000 (962.926) 12.737.074 781.055 40.348 821.403 781.055 57.748.094 57.800.290 52.196

(919.066) (919.066) 14.284 26.064 40.348 14.284 65.968.751 57.748.094 (8.220.657)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em reais) Reservas de lucros

Saldos em 1º de janeiro de 2010 .................................................................................... Ajustes com títulos e valores mobiliários........................................................................... Lucro líquido do exercício.................................................................................................. Distribuição de dividendos (R$ 17,70 por lote de mil ações) ............................................ Destinação do lucro líquido .............................................................................................. Saldos em 31 de dezembro de 2010 .............................................................................. Aumentos de capital: AGE de 18/08/2011 ....................................................................................................... Portaria SUSEP nº 4.278 10/11/2011 ........................................................................... Ajustes com títulos e valores mobiliários........................................................................... Lucro líquido do exercício.................................................................................................. Distribuição de dividendos (R$ 7,25 por lote de mil ações) .............................................. Destinação do lucro líquido .............................................................................................. Saldos em 31 de dezembro de 2011 ..............................................................................

Capital social 61.300.000 61.300.000 13.700.000 75.000.000

Aumento de capital em aprovação 13.700.000 (13.700.000) -

Reserva legal 521.428 202.721 724.149

Reserva estatutária 2.757.198 2.888.776 5.645.974

Ajustes com títulos e valores mobiliários (284.299) (6.216.015) (6.500.314)

Lucros acumulados 4.054.423 (962.926) (3.091.497) -

Total 64.294.327 (6.216.015) 4.054.423 (962.926) 61.169.809

103.227 827.376

1.470.981 7.116.955

(8.196.429) (14.696.743)

2.064.535 (490.327) (1.574.208) -

13.700.000 (8.196.429) 2.064.535 (490.327) 68.247.588

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 (Em reais) 1.

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i.

Contexto operacional A Companhia é uma subsidiária do Grupo Bradesco Seguros, sociedade anônima de capital fechado, sediada em São Paulo, autorizada pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP a operar em todas as modalidades de capitalização em todo o território nacional. O endereço registrado da sede da Companhia é Avenida Paulista nº 1.415. A Companhia é controlada diretamente pela Bradesco Capitalização S.A. e em última instância pelo Banco Bradesco S.A. As operações são conduzidas no contexto do conjunto das empresas integrantes do Grupo Bradesco Seguros, atuando de forma integrada no mercado, e os custos das estruturas operacional e administrativa comuns são absorvidos segundo a praticabilidade e a razoabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. Essas demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho de Administração do Banco Bradesco, controlador final, em 30 de janeiro de 2012. Resumo das principais políticas contábeis As políticas contábeis discriminadas abaixo foram aplicadas em todos os períodos apresentados nas demonstrações contábeis. Base de preparação As demonstrações contábeis foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, incluindo os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) quando referendadas pela SUSEP. As demonstrações contábeis estão apresentadas em conformidade com os modelos de publicação estabelecidos pela referida Circular. Em consonância com a Circular SUSEP nº 426/11, foi mantida para as sociedades de capitalização a forma de contabilização e apresentação estabelecida pela Circular SUSEP nº 379/2008. Base para avaliação e moeda funcional A moeda funcional da Companhia é o Real. As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais e foram elaboradas de acordo com o princípio do custo histórico, com exceção para: • Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; e • Ativos financeiros disponíveis para venda mensurados pelo valor justo. Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as normas CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistos de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados. As informações sobre incertezas e julgamentos críticos considerados na aplicação das práticas contábeis, que apresentam efeitos significativos nos saldos registrados nas demonstrações contábeis e, portanto, existe um risco significativo de ajuste material dentro do próximo exercício financeiro, estão descritas nas notas explicativas apresentadas abaixo: • Nota 5 - Créditos tributários e previdenciários • Nota 8 - Provisões técnicas • Nota 9 - Provisões judiciais Disponível (Caixa e equivalentes a caixa) São representados por disponibilidades em moeda nacional, caixa e depósitos bancários, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo e que são utilizados pela Companhia para o gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Aplicações A Companhia determina a classificação inicial de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado, disponíveis para venda e mantidos até o vencimento. Os ativos de renda fixa são contabilizados na data da liquidação e as ações são contabilizadas na data da transação. Ativos financeiros mensurados a valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos, de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do período.

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iii.

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g. i.

ii.

iii.

Ativos financeiros mantidos até o vencimento Caso a Administração tenha intenção e a capacidade de manter títulos de dívida até o vencimento, então tais ativos financeiros são classificados como mantidos até o vencimento. Os investimentos mantidos até o vencimento são registrados pelo custo amortizado deduzidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável, acrescido dos rendimentos auferidos, os quais impactam o resultado do período. Ativos financeiros disponíveis para venda Compreende os ativos financeiros que não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado. Determinação do valor justo Os títulos de renda fixa públicos tiveram seu valor justo obtido a partir das tabelas de referência divulgadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Os títulos de renda variável e os fundos de investimentos imobiliários tiveram seus valores de mercado obtidos a partir da última cotação publicada pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA). Redução ao valor recuperável (impairment) de ativos financeiros Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo financeiro. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não-pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para o título. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em conta redutora do ativo correspondente. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. Perdas de valor (redução ao valor recuperável) nos ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa que foi reconhecida em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa que é reclassificada de outros resultados abrangentes para o resultado é a diferença entre o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente reconhecida no resultado. Todavia, qualquer recuperação subsequente no valor justo de um ativo financeiro disponível para venda para o qual tenha sido registrada perda do valor recuperável, é reconhecida em outros resultados abrangentes. Provisões técnicas Os produtos de capitalização têm suas provisões técnicas constituídas no momento do recebimento dos recursos, assim como as receitas são reconhecidas ao resultado quando do efetivo recebimento das mensalidades dos planos de capitalização. As provisões de resgates são calculadas sobre os valores nominais dos títulos e atualizadas monetariamente. A provisão para resgates de títulos vencidos, incluída na provisão para resgates, é constituída pelos valores de títulos já vencidos, porém não resgatados, sendo atualizada monetariamente com base nos indexadores previstos em cada plano. Ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias Ativos contingentes - não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível. Os ativos contingentes cuja expectativa de êxito é provável são divulgados, quando aplicável. Passivos contingentes - são constituídos levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento dos Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas quando individualmente relevantes, e os classificados como remotos não são divulgados. Obrigações legais - fiscais e previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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i. 3.

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Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescido de 10% sobre a parcela do lucro tributável anual excedente a R$ 240 e a contribuição social sobre o lucro líquido é calculada à alíquota de 15% sobre o lucro tributável. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado, a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido. O imposto corrente é o imposto a pagar sobre o lucro tributável ou prejuízo fiscal do período calculado com base nas alíquotas vigentes na data de balanço e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos períodos anteriores.O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins de recolhimento (impostos correntes). Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferidos são revisados a cada data de balanço e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja provável. Resultado As receitas dos planos de capitalização são reconhecidas contabilmente quando de seu efetivo recebimento. As correspondentes provisões técnicas são constituídas simultaneamente ao reconhecimento das receitas. Gerenciamento de riscos A Companhia faz parte do Grupo Bradesco Seguros e consequentemente utiliza-se da estrutura de gerenciamento de risco do Grupo, administrando seus riscos de forma corporativa. A administração desses riscos contempla uma série de políticas e estratégias consideradas adequadas pela sua Administração. Essas políticas e estratégias, além de serem reavaliadas frequentemente, contemplam, entre outras, a verificação tempestiva da adequação das aplicações financeiras comparadas aos vencimentos dos passivos. O Grupo Bradesco Seguros possui controles internos que se destinam a garantir que as políticas e estratégias estão sendo cumpridas, de forma que os resultados obtidos estão de acordo com os objetivos definidos pela Administração da Companhia. Aplicações Resumo da classificação das aplicações 2011 % 2010 % 4.887.242 8,45 1.609.626 2,78 Títulos a valor justo por meio do resultado.................................. Títulos de renda fixa - fundos de investimento ................................ 4.887.242 8,45 1.609.626 2,78 91,55 56.188.567 97,22 Títulos disponíveis para venda ...................................................... 52.968.959 Títulos de renda variável - ações..................................................... 52.968.959 91,55 56.188.567 97,22 57.856.201 100,00 57.798.193 100,00 Composição das aplicações por prazo e por título Apresentamos a seguir a composição das aplicações financeiras por prazo e por título, incluindo os títulos que compõem as carteiras dos fundos de investimentos. Os títulos a “valor justo por meio do resultado” estão apresentados no ativo circulante, independentemente dos prazos de vencimento. Os títulos que pertencem a fundos de investimentos abertos foram considerados com base no percentual de participação da Companhia nos fundos. 1 a 30 dias ou Valor contábil/ Valor do Ajuste a Títulos sem vencimento Valor justo investimento valor justo Títulos a valor justo por meio do resultado ....... 4.887.242 4.887.242 4.887.242 Notas do tesouro nacional...................................... 4.887.242 4.887.242 4.887.242 52.968.959 52.968.959 77.463.531 (24.494.572) Títulos disponíveis para venda ............................ Ações .................................................................... 52.968.959 52.968.959 77.463.531 (24.494.572) Total em 31 de dezembro 2011 ............................. 57.856.201 57.856.201 82.350.773 (24.494.572) 1 a 30 dias ou 181 a Valor contábil/ Valor do sem vencimento 360 dias Valor justo investimento 1.468.402 141.224 1.609.626 - 141.224 141.224 5.310 5.310 1.463.092 1.463.092 56.188.567 56.188.567 67.022.423 56.188.567 56.188.567 67.022.423 57.656.969 141.224 57.798.193 67.022.423

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Títulos Títulos a valor justo por meio do resultado.. Letras financeiras do tesouro ......................... Letras do tesouro nacional ............................. Notas do tesouro nacional................................ Títulos disponíveis para venda ...................... Ações .............................................................. Total em 31 de dezembro 2010....................... Cobertura das provisões técnicas Os valores dos bens e direitos oferecidos em cobertura das provisões técnicas são os seguintes:

10. a.

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Ajuste a valor justo (10.833.856) (10.833.856) (10.833.856)

2011 2010 17.256 20.126 Total das provisões técnicas................................................................................................. 55.911 50.099 Títulos de renda fixa ............................................................................................................ Hierarquia do valor justo A tabela abaixo apresenta instrumentos financeiros registrados pelo valor justo, utilizando um método de avaliação. Os diferentes níveis foram definidos como se segue: • Nível 1: Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos; • Nível 2: Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços); • Nível 3: Premissas, para o ativo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). 2011 2010 Nível 1 Total Nível 1 Total 4.887.242 4.887.242 1.609.626 1.609.626 Valor justo por meio do resultado ............. Letras financeiras do tesouro ....................... 141.224 141.224 Letras do tesouro nacional ........................... 5.310 5.310 Notas do tesouro nacional............................. 4.887.242 4.887.242 1.463.092 1.463.092 52.968.959 52.968.959 56.188.567 56.188.567 Disponíveis para venda ............................... 52.968.959 52.968.959 56.188.567 56.188.567 Ações ............................................................ 57.856.201 57.856.201 57.798.193 57.798.193 Total ............................................................... Movimentação das aplicações financeiras 2011 2010 57.798.193 66.014.379 Saldo inicial................................................................................................................... (+) Aplicações................................................................................................................. 64.077.993 237.619.626 (-) Resgates.................................................................................................................... (50.758.618) (241.040.572) (+) Rendimentos ............................................................................................................ 399.349 565.746 (13.660.716) (5.360.986) (+/-) Ajuste a valor justo.................................................................................................. Saldo final ..................................................................................................................... 57.856.201 57.798.193 Instrumentos financeiros derivativos Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia não possuía instrumentos derivativos. Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia possuía em fundos de investimentos contratos futuros de DI, que totalizavam R$ 115.810 em posição comprada, como valor de referência, sendo que os diferenciais a pagar ou a receber dos contratos futuros são liquidados diariamente. O objetivo de atuação no mercado de derivativos, seja através de posições ativas ou proteção (hedge), sempre visa administrar a exposição a riscos de mercado, de moeda ou taxa de juros e proteção das posições detidas à vista. Desempenho e taxas contratadas A Administração mensura a rentabilidade de seus investimentos utilizando como parâmetro a variação das taxas de rentabilidade dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI). Em 2011, o desempenho global dos ativos financeiros em títulos públicos, que compõem a carteira de aplicações financeiras atingiu 101,37% no acumulado do período. Créditos tributários e previdenciários 2011 2010 Até 1 ano Acima de 1 ano Total Até 1 ano Acima de 1 ano Total Diferenças temporárias (i) ............ 10.519.909 10.519.909 4.968.212 4.968.212 Impostos a compensar ................ 370.870 370.870 181.994 181.994 709 709 709 709 Outros créditos ............................. 371.579 10.519.909 10.891.488 182.703 4.968.212 5.150.915 Total ............................................ Movimentação de tributos diferidos Saldo em 2010 Adições Baixas Saldo em 2011 Provisões judiciais ............................................................................. 334.553 41.567 (19.369) 356.751 Ajuste a valor justo - títulos disponíveis para venda ......................... 4.333.544 5.464.286 9.797.830 300.115 65.213 365.328 Outros................................................................................................ 4.968.212 5.571.066 (19.369) 10.519.909 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias...... Obrigações a pagar 2011 2010 Partes relacionadas (Nota 12) ....................................................................................... 490.327 989.586 Provisão de publicação de balanço................................................................................ 212.649 142.545 6.845 31.736 Outras obrigações a pagar ............................................................................................. 709.821 1.163.867 Total .............................................................................................................................. Impostos e contribuições 2011 2010 Imposto de renda............................................................................................................ 365.132 314.200 Contribuição social ......................................................................................................... 220.599 96.265 COFINS .......................................................................................................................... 20.823 15.744 3.384 2.558 PIS. ................................................................................................................................ 609.938 428.767 Total .............................................................................................................................. Provisões técnicas Composição Provisão para resgates ............................................................................................... 2011 2010 17.256 20.126 Provisão para resgates de títulos vencidos ................................................................... 17.256 20.126 Total .............................................................................................................................. Movimentação das provisões técnicas Saldo em 31 de dezembro de 2010 ............................................................................................................ 20.126 (-) Resgates ................................................................................................................................................. (3.085) 215 (+) Atualização monetária e juros ................................................................................................................ 17.256 Saldo em 31 de dezembro de 2011 ............................................................................................................ Provisões judiciais A Companhia vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados por ser considerado obrigação legal. A principal questão é: CSLL - Dedutibilidade da CSLL na base de cálculo do IR - R$ 2.033.163 (R$ 1.665.413 em 2010) que se encontra totalmente provisionado e depositado judicialmente. Pleiteia calcular e recolher o imposto de renda devido, relativo ao ano-base de 1997 e subsequentes, sem efetuar a adição da CSLL na base de cálculo do IR, determinada pelo artigo 1º da Lei

13. a.

b.

c.

nº 9.316/1996, uma vez que essa contribuição representa uma despesa efetiva, necessária e obrigatória da Companhia. Movimentação Fiscais 1.665.413 Saldo em 31 de dezembro de 2010 ................................................................................................................ Constituições ................................................................................................................................................ 245.376 122.374 Atualização monetária ................................................................................................................................... 2.033.163 Saldo em 31 de dezembro de 2011 ............................................................................................................... Patrimônio líquido Capital social e dividendos O capital social, totalmente subscrito e integralizado, já considerados os atos societários abaixo, é representado por 67.637.937 (54.409.942 em 2010) ações escriturais, ordinárias e nominativas, sem valor nominal. De acordo com as disposições estatutárias, a cada ação corresponde um voto nas Assembleias Gerais, sendo garantido aos acionistas um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido de cada exercício, ajustado nos termos da legislação societária brasileira. Os dividendos foram calculados conforme se segue: 2011 2010 Lucro líquido do exercício........................................................................................... 2.064.535 4.054.423 (103.227) (202.721) Constituição da reserva legal ......................................................................................... Base de cálculo dos dividendos ................................................................................. 1.961.308 3.851.702 490.327 962.926 Dividendos propostos no exercício................................................................................. 25,00% 25,00% Percentagem sobre o lucro líquido ajustado do exercício....................................... Atos societários Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 18 de agosto de 2011, foi deliberado o aumento de capital no montante de R$ 13.700.000, em espécie, com a emissão de 13.227.995 novas ações ordinárias nominativas escriturais sem valor nominal. Este ato societário foi aprovado pela Portaria SUSEP nº 4.278, de 10 de novembro de 2011. Reserva legal Constituída, ao final do exercício, na forma prevista na legislação societária brasileira, podendo ser utilizada para a compensação de prejuízos ou para aumento do capital social. Reserva estatutária Constituída por até 100% do lucro líquido remanescente após as deduções legais e a constituição de reserva legal, é efetuada ao final de cada exercício social, até atingir o limite de 95% do capital social, estando sujeita à deliberação em Assembleia Geral. Patrimônio líquido ajustado Nos termos das Resoluções CNSP nº 222/10, 227/10 e 228/10 o capital mínimo requerido (CMR) para funcionamento das companhias de capitalização é composto por um capital base e um capital adicional baseado no risco de crédito. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente aos demais riscos identificados na regulamentação, a eventual insuficiência de patrimônio líquido ajustado deverá ser aferida pela diferença entre PLA e CMR na forma estabelecida pela Resolução CNSP nº 55/01, como demonstrado abaixo para a data-base de 31 de dezembro de 2011: Patrimônio líquido contábil ............................................................................................................................. 68.247.588 12.182.501 Capital mínimo requerido (b)....................................................................................................................... Capital base ................................................................................................................................................ 10.800.000 1.382.501 Capital adicional de risco de crédito ........................................................................................................... 56.065.087 Suficiência (a) - (b)........................................................................................................................................ Transações e saldos com partes relacionadas Ativo/(Passivo) Receita/(Despesa) Disponível 2011 2010 2011 2010 Banco Bradesco S.A. (controlador final) ..................................... 10.294 20.125 Contas a pagar Bradesco Seguros S.A. (controladora indireta) ........................... (2.377) Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros (empresa ligada) .... (24.283) Dividendos a pagar Bradesco SegPrev Investimentos Ltda.(empresa ligada) ........... (74.831) (182.685) Bradesco Capitalização S.A. (controladora direta)...................... (415.496) (780.241) Outras despesas (i) (14.333) (13.476) Banco Bradesco S.A. (controlador final) ..................................... Total ........................................................................................... (480.033) (969.461) (14.333) (13.476) (i) Despesas com taxa de custódia e serviços de ações escriturais. Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado o montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em Reunião de Diretoria, conforme determina o Estatuto Social, sendo que os administradores abdicaram do direito de recebimento da remuneração, posto que receberam honorários de outra empresa da organização. Detalhamento das contas de resultado Despesas administrativas 2011 2010 Despesas com serviços de terceiros ............................................................................. (77.518) (67.338) Despesas com localização e funcionamento ................................................................ (2.518) (1.031) Despesas com publicações ........................................................................................... (209.281) (214.332) Despesas com donativos e contribuições ..................................................................... (28.520) (46.938) (553) (65) Outras ............................................................................................................................ (318.390) (329.704) Despesas com tributos 2011 2010 Despesas com COFINS ................................................................................................ (132.960) (273.059) Despesas com PIS ......................................................................................................... (21.606) (44.372) Despesas com taxa de fiscalização .............................................................................. (97.131) (99.266) (26.452) (993) Impostos municipais ....................................................................................................... (278.149) (417.690) Resultado financeiro 2011 2010 (i) Receitas financeiras Resultado na venda de títulos de renda variável ........................................................... 3.372.097 6.869.653 Receitas com fundos de investimentos .......................................................................... 399.349 565.746 Atualização monetária de depósitos judiciais e fiscais................................................... 122.374 80.239 16.196 6.543 Outras............................................................................................................................. 3.910.016 7.522.181 (ii) Despesas financeiras Despesas com títulos de renda variável ........................................................................ Atualização monetária de contingências passivas ........................................................ Despesas com agentes de custódia e câmara de liquidação de ativos ......................... Tributação sobre operações financeiras ....................................................................... Despesas financeiras com títulos de capitalização ....................................................... Outras ............................................................................................................................

d.

Resultado financeiro Resultado financeiro por categoria

e.

Resultado de instrumentos financeiros Ativos disponíveis para venda ..................................................................................... Ativos a valor justo por meio do resultado ................................................................... Total .............................................................................................................................. Despesas de imposto de renda e contribuição social Impostos diferidos Constituição no exercício sobre adições temporárias ................................................... Subtotal ................................................................................................................... Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos ............................................................ Imposto de renda e contribuição social devidos .....................................................

-

Diretor Presidente Diretor Gerente Diretor Gerente Diretor

(122.374) (51.004) (18.737) (215) (3.510) (195.840) 3.714.176

(225.000) (80.239) (25.999) (112.680) (46) (18.041) (462.005) 7.060.176

2011

2010

3.372.097 399.349 3.771.446

6.869.653 565.746 7.435.399

2011

2010

34.500 34.500

8.958 8.958

(1.087.380) (1.052.880)

(2.266.016) (2.257.058)

14. Reconciliação da alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social 2011 2010 3.117.415 6.311.481 Resultado antes de impostos e participações .......................................................................... Imposto de renda e contribuição social às alíquotas básicas de 25% e 15%, respectivamente .... (1.246.966) (2.524.592) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social (1) ......................................................... (5.769) (1.344) Doações e patrocínios ................................................................................................................... (8.000) Dividendos ..................................................................................................................................... 185.456 246.182 Constituição entidades da classe .................................................................................................. (11.408) (10.775) Outros ............................................................................................................................................ 29.770 45.343 (3.963) (3.872) Ajustes efetuados na declaração de rendimento ............................................................................ Imposto de renda e contribuição social contabilizados no exercício ..................................... (1.052.880) (2.257.058) (1) Refere-se à equalização da alíquota efetiva da contribuição social em relação à alíquota (40%) demonstrada. 15. Informações complementares a. Relatório do Comitê de Auditoria Em consonância com a Resolução nº 118/2004, o resumo do relatório do Comitê de Auditoria foi divulgado junto com as demonstrações contábeis do Banco Bradesco S.A. (acionista controlador) em 31 de janeiro de 2012. b. Conciliação do lucro líquido com as atividades operacionais 2011 2010 2.064.535 4.054.423 Lucro líquido do exercício........................................................................................... (+/-) Variação das aplicações ........................................................................................ (58.008) 8.216.186 (+/-) Variação de títulos e créditos a receber ................................................................ (6.380.429) (4.477.466) (+/-) Variação de contas a pagar ................................................................................... 249.432 (959.402) (+/-) Variação de provisões técnicas ............................................................................ (2.870) (12.002) (+/-) Outros débitos ...................................................................................................... 367.750 327.626 (8.196.429) (6.216.015) (+/-) Ajuste TVM ............................................................................................................ Caixa líquido (consumido)/gerado nas atividades operacionais............................ (11.956.019) 933.350

DIRETORIA Norton Glabes Labes Marcos Suryan Neto Ivan Luiz Gontijo Júnior Ricardo Alahmar

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa Enrique Adan Y Coello Tarcísio José Massote de Godoy

-

Diretor Diretor Diretor

Jair de Almeida Lacerda Júnior Atuário - MIBA nº 809 Getúlio Antônio Guidini Contador CRC 1RS034447/O-7S-SP

PARECER ATUARIAL À Diretoria e aos Acionistas da Atlântica Capitalização S.A. 1. Realizamos a Avaliação Atuarial da Atlântica Capitalização S.A. com base em 31 de dezembro de 2011, conforme estabelecido na Circular SUSEP nº 272/2004. 2. Nossa análise foi conduzida de acordo com os princípios atuariais e compreendeu, principalmente, a avaliação da capacidade da Companhia em honrar seus compromissos passados e futuros junto aos seus subscritores/titulares. Deste modo, através de testes de consistência, atestamos a suficiência das Provisões Técnicas constituídas durante o período compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2011. 3. As provisões técnicas foram contabilizadas pelos valores calculados pelo atuário responsável, respeitando os critérios

4.

contábeis estabelecidos no plano de contas das Sociedades Seguradoras e de Capitalização. Os cálculos foram realizados de acordo com metodologias adequadas e constantes nas Notas Técnicas Atuariais encaminhadas à SUSEP – Superintendência de Seguros Privados. Deste modo, com base na Avaliação Atuarial referida no parágrafo 1, ratificamos que as Provisões Técnicas constituídas em 31 de dezembro de 2011 são suficientes para honrar os compromissos da Companhia junto aos seus subscritores/titulares. São Paulo, 31 de janeiro de 2012. Jair de Almeida Lacerda Júnior Norton Glabes Labes Atuário – MIBA N. º 809 Diretor Geral

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da Atlântica Capitalização S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Atlântica Capitalização S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, dos resultados abrangentes, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por

fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Atlântica Capitalização S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. Outros assuntos Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 24 de fevereiro de 2011, que não conteve nenhuma modificação. São Paulo, 27 de fevereiro de 2012.

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Luciene Teixeira Magalhães Contadora CRC 1RJ079849/O-3 S-SP

Érika Carvalho Ramos Contadora CRC 1SP224130/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

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RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da BMC Previdência Privada S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, na forma da Legislação Societária e das normas expedidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e dos pronunciamentos contábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC quando referendados pela SUSEP, acompanhadas das respectivas notas explicativas e do relatório dos auditores independentes.

A BMC Previdência Privada S.A., constituída em 2004, iniciou suas atividades em janeiro de 2007, comercializando planos de pecúlio com cobertura temporária. O resultado acumulado de 2011 foi de R$ 422 mil e o patrimônio líquido somou R$ 9.341 milhões. Cidade de Deus, 24 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) Ativo Circulante .................................................................................................................................. Disponível................................................................................................................................ Caixa e bancos ....................................................................................................................... Aplicações............................................................................................................................... Títulos e créditos a receber ................................................................................................... Créditos tributários e previdenciários...................................................................................... Ativo não circulante ................................................................................................................. Realizável a longo prazo ........................................................................................................ Títulos e créditos a receber ................................................................................................... Créditos tributários e previdenciários...................................................................................... Investimentos.......................................................................................................................... Imóveis destinados à renda .................................................................................................... Intangível ................................................................................................................................. Outros intangíveis ................................................................................................................... Total do Ativo............................................................................................................................

Nota

4

5

2011 9.744 176 176 9.563 5 5 461 127 127 127 330 330 4 4 10.205

2010 9.016 956 956 8.049 11 11 419 68 68 68 337 337 14 14 9.435

Passivo ................................................................................................................................ Circulante ............................................................................................................................ Contas a pagar.................................................................................................................. Obrigações a pagar .......................................................................................................... Impostos e encargos sociais a recolher............................................................................ Impostos e contribuições .................................................................................................. Débitos de operações de previdência complementar................................................... Outros débitos operacionais ............................................................................................. Provisões técnicas - Previdência complementar .......................................................... Planos não bloqueados .................................................................................................... Passivo não circulante....................................................................................................... Outros débitos .................................................................................................................. Provisões judiciais ............................................................................................................ Patrimônio líquido .............................................................................................................. Capital social..................................................................................................................... Reservas de lucros ........................................................................................................... Total do Passivo e Patrimônio líquido .............................................................................

Nota

2011 600 413 212 5 196 157 157 30 30 264 264 264 9.341 7.250 2.091 10.205

6

7 8

2010 216 170 154 1 15 8 8 38 38 200 200 200 9.019 7.250 1.769 9.435

As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) Nota Contribuições para cobertura de riscos...................................................................................... Variação das provisões técnicas de prêmios ............................................................................. Prêmios ganhos........................................................................................................................ Variação de outras provisões técnicas ..................................................................................... Outra receitas operacionais...................................................................................................... Despesas administrativas......................................................................................................... Despesas com tributos ............................................................................................................. Resultado financeiro ................................................................................................................. Resultado patrimonial ............................................................................................................... Resultado antes dos impostos ............................................................................................... Imposto de renda...................................................................................................................... Contribuição social ................................................................................................................... Lucro líquido do exercício....................................................................................................... Quantidade de ações ............................................................................................................... Lucro líquido por lote de mil ações em R$ ............................................................................

11 a 11 b 11 c 11 e 12 12

2011 2010 339 437 3 1 342 438 5 (3) 25 (472) (885) (169) (162) 870 705 31 19 607 137 (130) (33) (55) (12) 422 92 7.200.000 7.200.000 58,61 12,78

As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) Atividades operacionais Recebimentos de contribuições de previdência ................................................................................... Outros recebimentos operacionais ....................................................................................................... Pagamento de despesas e obrigações ................................................................................................ Caixa (consumido) pelas operações .................................................................................................. Impostos e contribuições pagos ........................................................................................................... Investimentos financeiros: .................................................................................................................... Aplicações ............................................................................................................................................ Resgates............................................................................................................................................... Caixa líquido (consumido)/gerado nas atividades operacionais..................................................... Atividade de Financiamento Dividendos pagos ................................................................................................................................. Caixa líquido consumido nas atividades de financiamento (Diminuição)/Aumento líquido de caixa ............................................................................................. Caixa e equivalentes de caixa no início do exercicio ........................................................................... Caixa e equivalentes de caixa no final do exercicio ............................................................................. (Diminuição)/Aumento líquido de caixa ............................................................................................. Ativos livres no início do exercício........................................................................................................ Ativos livres no final do exercício.......................................................................................................... Aumento/(Diminuição) nas aplicações financeiras - Recursos livres............................................. As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis.

2011

2010

339 37 (473) (97) (73) (588) (1.335) 747 (758)

438 35 (806) (333) (158) 905 905 414

(22) (22) (780) 956 176 (780) 7.896 9.507 1.611

(74) (74) 340 616 956 340 8.079 7.896 (183)

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais)

Saldos em 1º de janeiro de 2010 .............................................................................................................................................................................. Lucro líquido do exercício.......................................................................................................................................................................................... Destinação do lucro líquido ....................................................................................................................................................................................... Dividendos propostos ................................................................................................................................................................................................ Saldos em 31 de dezembro de 2010 ........................................................................................................................................................................ Lucro líquido do exercício.......................................................................................................................................................................................... Destinação do lucro líquido ....................................................................................................................................................................................... Dividendos propostos ................................................................................................................................................................................................ Saldos em 31 de dezembro de 2011 ........................................................................................................................................................................

Capital social 7.250 7.250 7.250

Reservas de lucros Reserva legal Reserva estatutária 112 1.587 5 65 117 1.652 21 301 138 1.953

Lucros acumulados 92 (70) (22) 422 (322) (100) -

Total 8.949 92 (22) 9.019 422 (100) 9.341

As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) 1.

2. a.

b.

c. d.

e.

f.

g.

Contexto operacional A BMC Previdência Privada S.A. é uma sociedade anônima de capital fechado, sediada em São Paulo. É autorizada pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP a operar em todas as modalidades de previdência em todo o território nacional. O endereço registrado da sede da Companhia é Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, São Paulo. A controladora da BMC Previdência Privada é a Alvorada Vida S.A., e o controlador final é o Banco Bradesco S.A. As operações são conduzidas no contexto do conjunto das empresas integrantes do Grupo Bradesco Seguros, atuando de forma integrada no mercado, e os custos das estruturas operacional e administrativa comuns são absorvidos segundo a praticabilidade e a razoabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. Essas demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho de Administração do controlador final Banco Bradesco S.A. em 30 de janeiro de 2012. Resumo das principais políticas contábeis As políticas contábeis discriminadas abaixo foram aplicadas em todos os períodos apresentados nas demonstrações contábeis. Base de preparação Em consonância à Circular SUSEP n° 424/2011, as demonstrações contábeis foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, incluindo os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) quando referendadas pela SUSEP. As demonstrações contábeis estão apresentadas em conformidade com os modelos de publicação estabelecidos pela referida Circular, cuja principal modificação em relação ao formato de apresentação refere-se às provisões técnicas que estão sendo apresentadas por grupo de ramos de seguros. Base para avaliação As demonstrações contábeis estão apresentadas em milhares de reais e foram elaboradas de acordo com o princípio do custo histórico, com exceção para: • Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; e • Ativos financeiros disponíveis para venda mensurados pelo valor justo. Moeda funcional e de apresentação A moeda funcional e de apresentação da Companhia é o Real. Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações contábeis de acordo com as normas do CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados. As informações sobre incertezas e julgamentos críticos considerados na aplicação das práticas contábeis, que apresentam efeitos significativos nos saldos registrados nas demonstrações contábeis e, portanto, existe um risco significativo de ajuste material dentro do próximo período financeiro, estão descritas nas notas explicativas apresentadas abaixo: • Nota 6 - Provisões técnicas • Nota 7 - Provisões judiciais Disponível (Caixa e equivalente de caixa) São representados por disponibilidades em moeda nacional, caixa e depósitos bancários, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo e que são utilizados pela Companhia para o gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Ativos financeiros - Aplicações A Companhia determina a classificação inicial de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado, disponíveis para venda e mantidos até o vencimento. Os ativos de renda fixa são contabilizados na data da liquidação, e as ações são contabilizadas na data da transação. i. Ativos financeiros mensurados a valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como “mantido para negociação” e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. ii. Ativos financeiros mantidos até o vencimento Caso a Administração tenha intenção e a capacidade de manter títulos de dívida até o vencimento, então tais ativos financeiros são classificados como “mantidos até o vencimento”. Os investimentos mantidos até o vencimento são registrados pelo custo amortizado deduzidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. iii. Ativos financeiros disponíveis para venda Compreende os ativos financeiros que não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo, e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado. iv. Determinação do valor justo Títulos públicos: com base nos preços unitários do mercado secundário divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA). O valor unitário da quota dos fundos de investimento abertos é determinado pela instituição financeira administradora e considera a valorização dos títulos mobiliários que compõem a carteira pelo valor justo, em consonância com a regulamentação aplicável. v. Redução ao valor recuperável (impairment) de ativos financeiros Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo financeiro. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para o título. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em conta redutora do ativo correspondente. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. Perdas de valor (redução ao valor recuperável) nos ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa que foi reconhecida em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa, que é reclassificada de outros resultados abrangentes para o resultado, é a diferença entre o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente reconhecida no resultado. Todavia, qualquer recuperação subsequente no valor justo de um ativo financeiro disponível para venda, para o qual tenha sido registrada perda do valor recuperável, é reconhecida em outros resultados abrangentes. Investimento - Imóveis destinados a renda É composto por bem imóvel destinado a renda, depreciado pelo método linear, com base na vida útil estimada de 67 anos (25 anos em 2010). A Companhia, em 2011, procedeu a avaliação da vida útil do seu imóvel que foi reconhecida de forma prospectiva a partir de 1º de janeiro de 2011. A mudança de estimativa provocou uma redução de despesas de depreciação na ordem de R$ 10.

h.

i.

j.

k.

3.

4. a.

Provisões técnicas As provisões técnicas são calculadas conforme determinações da Resolução CNSP nº 162/2006 e alterações posteriores. A Provisão de Riscos Não Expirados (PRNE) é calculada “pro rata” dia, a partir da parcela das contribuições correspondentes aos períodos de riscos não decorridos. A Provisão de Despesas Administrativas (PDA) é constituída para cobrir as despesas administrativas futuras dos planos de benefício definido. A Provisão de Eventos Ocorridos e Não Avisados (IBNR) é constituída de acordo com as determinações da Circular SUSEP nº 288/2005. A Provisão Complementar de Prêmios (PCP) é constituída mensalmente para complementar a PRNE. Ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias i. Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível. Os ativos contingentes cuja expectativa de êxito é provável são divulgados, quando aplicável. ii. Contingentes São constituídos levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento dos Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas quando individualmente relevantes, e os classificados como remotos não são divulgados. iii. Obrigações legais Fiscais e previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescido de 10% sobre a parcela do lucro tributável excedente a R$ 240 para o exercício e a contribuição social sobre o lucro líquido é calculada à alíquota de 9% sobre o lucro tributável. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido. O imposto corrente é o imposto a pagar sobre o lucro tributável ou prejuízo fiscal do período calculado com base nas alíquotas vigentes na data de balanço e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos períodos anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins de recolhimento (impostos correntes). Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de balanço e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja provável. Resultado O resultado é apurado pelo regime de competência, observando-se o critério “pro-rata” dia e por estimativa para receitas de prêmios, nos casos em que o risco coberto só é conhecido após o decurso do período de cobertura. E as contribuições de planos previdenciários são reconhecidas no resultado quando do seu efetivo recebimento. Gerenciamento de riscos A Companhia faz parte do Grupo Bradesco Seguros e consequentemente utiliza-se da estrutura de gerenciamento de risco do Grupo, administrando seus riscos de forma corporativa. A administração desses riscos contempla uma série de políticas e estratégias consideradas adequadas pela sua Administração. Essas políticas e estratégias, além de serem reavaliadas frequentemente, contemplam, entre outras, a verificação tempestiva da adequação das aplicações financeiras comparadas aos vencimentos dos passivos. O Grupo possui controles internos que se destinam a garantir que as políticas e estratégias estão sendo cumpridas, de forma que os resultados obtidos estejam de acordo com os objetivos definidos pela Administração da Companhia. Ativos financeiros - Aplicações Resumo da classificação das aplicações financeiras

Títulos mensurados a valor justo por meio do resultado ........... Títulos de renda fixa - fundos de investimentos ................................ Títulos mantidos até o vencimento ............................................... Títulos de renda fixa - letras financeiras do tesouro.......................... Total .................................................................................................. b.

2011 9.563 9.563 9.563

% 100,00 100,00 100,00

2010 7.896 7.896 153 153 8.049

% 98,10 98,10 1,90 1,90 100,00

Composição das aplicações financeiras por prazo e por título Apresentamos a seguir a composição das aplicações financeiras por prazo e por título, incluindo os títulos que compõem as carteiras dos fundos de investimentos. Os títulos a valor justo por meio do resultado estão apresentados no ativo circulante, independentemente dos prazos de vencimento. 2011

Títulos mensurados a valor justo por meio do resultado ...................................... Notas do tesouro nacional............................................................................................ Total ............................................................................................................................

Títulos mensurados a valor justo por meio do resultado ............................. Letras do tesouro nacional .................................................................................. Títulos mantidos até o vencimento ................................................................. Letras financeiras do tesouro .............................................................................. Total .................................................................................................................... c.

1 a 30 dias 9.563 9.563 9.563

Valor contábil/ Valor justo 9.563 9.563 9.563

2010 de 31 a 180 dias 153 153 153

Valor contábil/ Valor justo 7.896 7.896 153 153 8.049

2011 30 30 56 56

2010 38 38 153 153

1 a 30 dias 7.896 7.896 7.896

Cobertura das provisões técnicas Os valores dos bens e direitos oferecidos em cobertura das provisões técnicas são os seguintes: Total das provisões técnicas ................................................................................................... Total a ser coberto .................................................................................................................... Títulos de renda fixa .................................................................................................................... Fundos de investimento .............................................................................................................. Total dos ativos oferecidos em cobertura ..............................................................................

continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

50

d.

Hierarquia do valor justo As tabelas abaixo apresentam os instrumentos financeiros registrados pelo valor justo, utilizando um método de avaliação. Os diferentes níveis foram definidos como a seguir: • Nível 1: Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos; • Nível 2: Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços); • Nível 3: Premissas, para o ativo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). 2011 Total Nível 1 9.563 9.563 9.563

Ativos mensurados a valor justo por meio do resultado ........................................... Fundos de investimentos.................................................................................................. Ativos financeiros disponíveis para venda.................................................................. Letras financeiras do tesouro ........................................................................................... Total .................................................................................................................................

Desempenho e taxas contratadas A Administração mensura a rentabilidade de seus investimentos utilizando como parâmetro a variação das taxas de rentabilidade dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI). Em 2011, o desempenho global dos ativos financeiros de renda fixa e títulos públicos, que compõem a carteira de aplicações financeiras, atingiu 98,20% no acumulado do exercício.

f.

Movimentação das aplicações financeiras

Ativo/(Passivo)

Receita/(Despesa)

2011

2010

2011

2010

14

956

-

-

(100)

(22)

-

-

-

37

35

934

37

35

Disponível: Banco Bradesco S.A. (controlador final) ........... Obrigações a pagar: Alvorada Vida S.A. (i) (controladora)................. Receitas com aluguéis: Banco Finasa BMC S.A.(empresa ligada).........

-

Total .................................................................. (i) Refere-se a dividendos a pagar

(86)

Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente, na Assembleia Geral Ordinária, é fixado o montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em Reunião de Diretoria, conforme determina o Estatuto Social. Os administradores abdicaram do direito ao recebimento da remuneração, posto que recebem honorários de outra empresa do Grupo Bradesco Seguros. 11. Detalhamento das contas de resultado

2011 8.049 1.335 (747) 926 9.563

Saldo em 1º de janeiro .................................................................................................. (+) Aplicações.................................................................................................................. (-) Resgates..................................................................................................................... (+) Rendimentos.............................................................................................................. Saldo em 31 de dezembro ............................................................................................ 5.

10. Transações e saldos com partes relacionadas

2010 Total Nível 1 7.896 7.896 153 153 8.049

e.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

2010 8.219 (905) 735 8.049

a.

Despesas administrativas Despesas com publicação..................................................................................................... Despesas com serviços de terceiros..................................................................................... Despesas com localização e funcionamento ........................................................................ Outras.................................................................................................................................... Total ......................................................................................................................................

Investimentos - Imóveis destinados à renda b.

Custo

Depreciação

2011

2010

Imóveis destinados à renda..................................................................

1,49%

406

(93)

313

Terrenos ...............................................................................................

-

17

-

17 330

Total .....................................................................................................

423

(93)

a.

b.

(8)

Despesas com COFINS .........................................................................................................

(50)

(46)

320

Despesas com taxa de fiscalização .......................................................................................

(99)

(101)

17

Despesas com contribuição sindical ......................................................................................

(11)

(3)

337

Outras despesas ....................................................................................................................

(1)

(4)

Total .......................................................................................................................................

(169)

(162)

2011

2010

8 918 926

13 722 735

(36) (20) (56) 870

(17) (13) (30) 705

7.

Resultado financeiro

Provisões técnicas (I) Receitas financeiras Receitas com títulos de renda fixa........................................................................................ Receitas com fundos de investimentos ................................................................................ Total ..................................................................................................................................... (II) Despesas financeiras Outras despesas financeiras - impostos, contribuições e eventuais .................................... Atualização monetária contingências passivas .................................................................... Total ..................................................................................................................................... Total .......................................................................................................................................

Composição 2011 18 8 3 1 30

2010 23 11 3 1 38

2011 38 (8) 30

2010 36 2 38

Movimentação das provisões técnicas de previdência complementar Saldo em 1º de janeiro .................................................................................................................... Reversão/constituição ....................................................................................................................... Saldo em 31 de dezembro ..............................................................................................................

Provisões judiciais A Companhia é parte em ação judicial envolvendo o questionamento da base de cálculo do PIS e COFINS e constitui provisão do valor total da contribuição, acrescido de juros e atualização monetária. 2011 2010 Saldo em 1º de janeiro ................................................................................................................... 200 154 Constituições .................................................................................................................................... 44 33 20 13 Atualizações monetárias .................................................................................................................. 264 200 Saldo em 31 de dezembro .............................................................................................................

d.

Resultado financeiro por categoria Resultado de instrumentos financeiros ............................................................................. Ativos mensurados a valor justo por meio do resultado......................................................... Ativos mantidos até o vencimento.......................................................................................... Total .......................................................................................................................................

e.

f.

35

(6)

(16)

Total ........................................................................................................................................

31

19

2011

2010

Despesas de imposto de renda e contribuição social Impostos diferidos Constituição (realização) sobre adições temporárias..............................................................

c.

9.

Demonstração do cálculo do patrimônio líquido ajustado e capital mínimo requerido Nos termos das Resoluções CNSP nº 222/10, 227/10 e 228/10, o Capital Mínimo Requerido (CMR) para funcionamento das sociedades seguradoras é composto por um capital base e um capital adicional baseado no risco de crédito. Até que o CNSP regule o capital adicional pertinente aos demais riscos identificados na regulamentação, a eventual insuficiência de patrimônio líquido ajustado deverá ser aferida em relação ao maior dos valores entre a soma dos capitais base e adicional e a margem de solvência calculada, na forma estabelecida pela Resolução CNSP nº 55/01 como demonstrado abaixo para a data-base de 31 de dezembro de 2011: Patrimônio líquido .......................................................................................................................................... Ativos intangíveis..............................................................................................................................................

59

(8)

Imposto de renda e contribuição social devidos......................................................................

(244)

(37)

Imposto de renda e contribuição social devidos ...............................................................

(185)

(45)

Impostos correntes

12. Reconciliação da alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social

Reserva legal Constituída, ao final do exercício, na forma prevista na legislação societária brasileira, podendo ser utilizada para a compensação de prejuízos ou para aumento do capital social. Reserva estatutária Constituída por até 100% do lucro líquido remanescente após as deduções legais e a constituição de reserva legal, é efetuada ao final de cada exercício social, até atingir o limite de 95% do capital social, estando sujeita à deliberação em Assembleia Geral.

2010

Despesa com imóveis de renda - depreciação .......................................................................

Capital social e dividendos O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é representado por 7.200.000 (7.200.000 em 31/12/2010) ações escriturais, ordinárias e nominativas, sem valor nominal. De acordo com as disposições estatutárias, a cada ação corresponde um voto nas Assembleias Gerais, sendo garantido aos acionistas um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido de cada exercício, ajustado nos termos da legislação societária brasileira. Os dividendos foram calculados conforme se segue:

b.

2011 37

a.

2010 92 (5) 87 22 25%

2010 722 13 735

Receita com imóveis de renda ................................................................................................

Patrimônio líquido

2011 422 (21) 401 100 25%

2011 918 8 926

Resultado patrimonial

8.

Lucro líquido do exercício........................................................................................................... Constituição da reserva legal ......................................................................................................... Base de cálculo dos dividendos ................................................................................................. Dividendos propostos no exercício................................................................................................. Percentagem sobre o lucro líquido ajustado do exercício.......................................................

2010

(8)

c.

Provisão de eventos ocorridos mas não avisados ............................................................................ Provisão complementar de prêmios .................................................................................................. Provisão de despesas administrativas .............................................................................................. Provisão de riscos não expirados...................................................................................................... Total ..................................................................................................................................................

2011 Despesas com PIS .................................................................................................................

O valor justo dos Imóveis destinados à renda é de R$ 485. * 4% em 2010 6.

2010 (269) (360) (191) (65) (885)

Despesas com tributos

Valor Contábil *Taxa anual

2011 (132) (263) (65) (12) (472)

2011

2010

Resultado antes dos impostos e contribuições.................................................................

607

137

Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente ...................................................................................................................

(206)

(47)

Receitas não tributáveis, líquidas de despesas indedutíveis ...........................................

21

(16)

- Contribuição para entidade de classe..............................................................................

(2)

- Outros ..............................................................................................................................

23 -

Ajustes efetuados na declaração de rendimentos...................................................................

(185)

Imposto de renda e contribuição social contabilizados no exercício..............................

(16) 18 (45)

13. Informações complementares a.

Relatório do Comitê de Auditoria Em consonância com a Resolução CNSP nº 118/2004, o resumo do relatório do Comitê de Auditoria foi divulgado junto com as demonstrações contábeis do Banco Bradesco S.A. (controlador final) em 31 de janeiro de 2012.

b.

Reconciliação do lucro líquido com atividade operacional 2011

2010

Lucro Líquido do exercício...................................................................................................

422

92

Depreciações e amortizações. ................................................................................................

18

Variação das aplicações..........................................................................................................

(1.514)

Variação de títulos e créditos a receber. .................................................................................

(53)

Variação de outros valores e bens. .........................................................................................

9.341 (4)

-

28 169 (3) 132

Variação de contas a pagar.....................................................................................................

164

Patrimônio líquido ajustado (a).....................................................................................................................

9.337

Variação de débitos de operações com previdência...............................................................

149

(24) (3)

Capital mínimo requerido (b).........................................................................................................................

7.219

Variação de depósitos de terceiros. ........................................................................................

-

(25)

Capital base......................................................................................................................................................

7.200

Variação de provisões técnicas - previdência complementar. ................................................

(8)

2

Capital adicional de risco de crédito.................................................................................................................

19

Variação de outros débitos......................................................................................................

64

46

Suficiência (a) - (b) .........................................................................................................................................

2.118

Caixa Líquido Consumido nas Atividades Operacionais ..................................................

(758)

414

DIRETORIA Lúcio Flávio Condurú de Oliveira

-

Diretor Presidente

Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa

-

Diretor

Ivan Luiz Gontijo Júnior

-

Diretor Gerente

Jair de Almeida Lacerda Júnior

-

Diretor

Marcos Suryan Neto

-

Diretor Gerente

Eugênio Liberatori Velasques

-

Diretor

Tarcísio José Massote de Godoy

-

Diretor

Jair de Almeida Lacerda Júnior Atuário - MIBA no 809 Alberto Barcellos Miranda Contador - CRC 1RJ094195/O-2 S-SP

PARECER ATUARIAL Aos Acionistas e à Diretoria da BMC Previdência Privada S.A. Cidade de Deus - Osasco - SP A Avaliação Atuarial da BMC Previdência Privada S.A. foi realizada respeitando os princípios atuariais e a metodologia própria de cada tipo de cobertura em cumprimento à Circular SUSEP nº 272/04, com base em 31 de dezembro de 2011. Os cálculos atuariais têm como base os dados e informações contábeis e cadastrais fornecidas pela BMC Previdência Privada S.A. As provisões técnicas foram verificadas através de testes de consistência que permitem assegurar que as mesmas foram constituídas suficientemente no decorrer do período analisado.

Os estudos realizados permitiram ainda verificar que não houve a necessidade de constituir a Provisão de Insuficiência de Contribuição (PIC). Considerando os resultados apresentados na Avaliação Atuarial, atestamos que os seus ativos garantidores são bem superiores ao montante das Provisões Técnicas, levando-nos a concluir que a Companhia é superavitária. São Paulo, 30 de janeiro de 2012 Jair de Almeida Lacerda Júnior MIBA nº 809

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da BMC Previdência Privada S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da BMC Previdência Privada S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das

demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis anteriormente referidas apresentam, adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da BMC Previdência Privada S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. Outros assuntos Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 24 de fevereiro de 2011, que não conteve nenhuma modificação. São Paulo, 27 de fevereiro de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Luciene Teixeira Magalhães Contadora CRC 1RJ079849/O-3 S-SP

Érika Carvalho Ramos Contadora Contadora CRC 1SP224130/O-0


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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

e

51

conomia

Consumo das famílias deve atingir R$ 1,3 trilhão Pesquisa do Ibope revela que aquisição de bens no País crescerá 13,5% neste ano, equivalente a 30% do PIB. Fátima Lourenço

O

consumo domiciliar de bens crescerá nominalmente 13,5% em 2012, na comparação com 2011, e representará 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, com movimentação de R$ 1,3 trilhão. A projeção, apresentada ontem pelo Ibope Inteligência, aponta a região Norte como a de maior potencial, com avanço de 26%. O Sudeste, lanterninha no ranking, crescerá 6,5%. "O consumo domiciliar de bens é 70% do consumo familiar", comenta o diretor de geonegócios da instituição, Antônio Carlos Ruótolo. O estudo do Ibope Inteligência não se baseia em entrevistas com consumidores, mas na análise da base de dados da sua ferramenta Pyxis Consumo, com 21 famílias de produtos, desmembradas em cerca de

50 grupos – em calçados, por exemplo, há os masculinos, femininos, esportivos e infantis. A ferramenta é multifontes e também considera dados como os da Pesquisa de Orçamento Familiar, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); a evolução da renda das famílias e o crescimento das cidades, explica Ruótolo. Segundo ele, o estudo completo, normalmente comprado pela indústria, permite (por meio do software instalado no computador do cliente) acompanhar o potencial de mercado para os itens da cesta de produtos analisada, para cada município (ou conjunto de cidades/região) do Brasil, e por classe social. As projeções do estudo do Ibope para 2012, em linhas gerais, mos-

tram continuidade do perfil de consumo por classes sociais, já observado recentemente no País. Re cre açã o – De acordo com a análise da Pyxis, na classe A, com 2,6% dos domicílios brasileiros, a alimentação não aparece entre os dez principais itens de consumo familiar. Os destaques incluem CDs e DVDs (do item recreação e cultura, com 27,3% de todo o consumo nacional); produtos financeiros (com 25,7% do consumo total, especialmente por causa dos gastos com seguros); entre outros itens associados a decoração e lazer. A massa salarial nessa classe (23,7% do total do País) é maior que a sua participação no consumo (16,2%). "A diferença é a poupança", comenta Ruótolo. A classe C, com 26,9% do dinheiro, consome 38,7%

Vendas nos supermercados crescem 3,84% e deixam setor otimista Paula Cunha

A

s vendas dos supermercados iniciaram 2012 repetindo o ritmo de crescimento verificado no começo de 2011. Em janeiro elas registraram avanço de 3,84% ante igual mês do ano passado. O resultado, considerado positivo, foi divulgado ontem pela Associação Brasileira de Supermercado (Abras). Entretanto, houve recuo de 19,36% em relação a dezembro. A retração já era esperada pela entidade, já que houve elevação expressiva em dezembro, considerado o melhor mês em vendas para o segmento. Para o presidente da entidade, Sussumu Honda, as perspectivas são positivas para este ano, pois a renda e a massa salarial em alta, que continuam sendo observadas, serão decisivas para a manutenção do consumo. "O desempenho negativo de janeiro, comparado com dezembro, é normal", acrescentou. Os resultados foram deflacionados pelo Índice de Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cebola – O índice AbrasMercado de preços, composto por 35 produtos de largo consumo, registrou recuo de 0,55% em janeiro frente ao mês anterior e avanço de 4,25% diante de janeiro de 2011, ao passar de R$ 303,97 para R$ 316,88. A cesta é elaborada pela GfK. Entre os itens que a compõem, destacam-se os com maiores altas mensais: tomate (9,97%), cebola (8,85%) e feijão (6,23%). Os dois primeiros foram pressionados por fatores sazonais e o último está em fase de transição de safra, o que prejudica, temporariamente, o abastecimento. As quedas mais expressivas foram de leite em pó integral (3,27%), frango congelado (2,67%) e leite longa vida (2,48%), com aumento da oferta e queda de consumo no início do ano, em razão das férias escolares. Nos próximos meses, Honda espera que os preços das commodities não sejam afetados pela crise europeia. Em relação a fevereiro, as comemorações de Carnaval não deverão influenciar negativamente as vendas. "As pessoas viajam e consomem em outras cidades", disse. A expectativa é de que o desempenho seja equivalente às vendas de fevereiro do ano passado.

dos produtos. "A diferença é a renda não-monetária", como vale-alimentação, vale-combustível e crédito, diz o diretor do Ibope. No geral, o consumo domiciliar da classe A é oito vezes superior à sua presença (de 2,6%) na população total. Já na classe B, com 24,4% dos domicílios do País, a aquisição dos itens mais procurados é duas vezes maior que a sua participação na população. Entre os destaques estão combustível (58,3% de todo o combustível consumido), ensino (58,3%), cinema (54,6%), serviços automotivos (53,8%) e produtos financeiros (49,2%, especialmente pelo pagamento de juros). Na classe C (52% das famílias do País), cigarro e itens associados à alimentação são os maiores destaques (com variações de 44% a 50%

do consumo total). As exceções ficam por conta da aquisição de TVs, som e vídeo (44% das compras totais); roupas e calçados infantis (44%) e aparelhos/planos de celulares (43%). Nas classes D e E, destaca Ruótolo, o percentual do consumo está abaixo da sua participação (de 21%) sobre a população do País. A comparação do consumo por regiões do País é mais equilibrado, como diz o diretor do Ibope. O Sudeste, com 42% da população do Brasil, concentra 53,5% do consumo. Na região Sul, essa proporção é de 14,3% por 16,4%; no CentroOeste, 7,4% e 9,1%, respectivamente; no Nordeste, 27,8% da população e 15,7% do consumo; e no Norte, 8,4% e 5,2% do consumo. (Leia mais sobre a evolução da economia do Brasil em Opinião, página 3)

Casino obtém bons resultados e diz que assumirá Grupo Pão de Açúcar

O

grupo francês Casino reafirmou ontem a intenção de exercer em junho deste ano sua opção de obter o controle do Grupo Pão de Açúcar (GPA), "que será totalmente consolidado em suas demonstrações financeiras assim que o grupo (Casino) se tornar seu único acionista controlador". A declaração consta da apresentação de resultados de 2011 do Casino, divulgada ontem. Atualmente, o Casino divide o controle do Grupo Pão de Açúcar com a família do empresário Abilio Diniz, por meio da Wilkes. Um acordo de acionistas assinado pelo Casino e a família Diniz dá à empresa francesa o direito de assumir o controle da companhia em 22 de junho 2012. Ainda ontem, o presidente-executivo do grupo Casino, Jean-Charles Naouri, afirmou que o empresário Abílio Diniz poderá permanecer como presidente do conselho do Pão de Açúcar, se assim desejar, depois que o Casino assumir o controle da empresa brasileira. No último dia 17, ao comentar os resultados da companhia, o diretor de negócios corporativos da CBD (Companhia Brasileira de Distribuição, do GPA), Hugo Bethlem, confirmou que o Casino está dentro do cronograma para

assumir o controle da empresa. Casas Bahia – Na apresentação do balanço de 2011, o Casino ressalta o forte crescimento de suas operações internacionais (40,4%), resultante do crescimento orgânico bastante satisfatório (12,2%) e dos movimentos de consolidação – que abrangem as antigas operações do Carrefour na Tailândia e a Casas Bahia no Brasil. O grupo francês destaca também o aumento da participação no Grupo Pão de Açúcar. No ano passado, em meio à briga iniciada entre Jean-Charles Naouri e Abilio Diniz, após o empresário brasileiro ter anunciado a intenção de fusão do Pão de Açúcar com as operações brasileiras do Carrefour, o Casino realizou diversas compras de ações em Bolsa. Com isso, o grupo de Naouri foi elevando sua participação na CBD, chegando a 48,1% em outubro passado – em maio do mesmo ano, essa fatia era de 34%. Na América Latina, as vendas do Casino cresceram 13,4% em termos orgânicos, ressalta a companhia, conduzidas pelo crescimento de dois dígitos no critério mesmas lojas. "No Brasil, o Grupo Pão de Açúcar registrou excelentes vendas no critério mesmas lojas (8,8%). (Agências)


52 -.ECONOMIA

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

e

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É normal uma acomodação do crédito nesta época do ano, mas, este ano, a moderação veio um pouco mais significativa. Tulio Maciel, do BC

conomia

Agliberto Lima/DC

Volume de crédito cai 0,2% em janeiro, inadimplência sobe. Queda, primeira em três anos, foi puxada por empréstimos e financiamentos às empresas.

O

As operações de crédito somaram R$ 2,026 trilhão no mês passado, segundo dados do Banco Central.

Nível de atividade da indústria tem queda de 0,8%

O

11,2% anunciados anteriormente. Confiança – A confiança dos empresários industriais paulistas atingiu 48,8 pontos em fevereiro com alta ante os 42,2 registrados em janeiro, segundo a pesquisa Sensor da Fiesp. O resultado representa uma recuperação da confiança dos empresários em relação a janeiro, que havia sido o pior índice desde janeiro de 2009. Dos cinco itens que compõem o Sensor, quatro apresentaram alta em relação a janeiro. O item mercado passou de 41,4 pontos em janeiro para 50,4 pontos em fevereiro. O índice de vendas pulou de 39,9 pontos para 48,2 pontos. Já emprego saiu de 40 pontos para 48,3 pontos e o item investimento, de 46,3 pontos para 53,1 pontos. O único item considerado pela Fiesp como estável foi estoques, que apresentou variação de 43,4 pontos para 43,7 pontos. Na pesquisa Sensor, os resultados acima de 50 pontos indicam otimismo e abaixo disso, pessimismo. Com essa recuperação do

nível de confiança dos empresários, a Fiesp não vai, por enquanto, revisar sua projeção de crescimento de 1,2% da indústria de transformação paulista em 2012. "Se fosse para revisar hoje a expectativa de crescimento, o faríamos para baixo", afirmou o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini. "Mas pretendemos verificar os resultados dos próximos meses porque a pesquisa Sensor mostrou uma melhora em fevereiro" De acordo com Francini, para a indústria paulista de transformação atingir uma alta de 1,2% no fim do ano o crescimento mensal deve ser de 0,9% até dezembro, tendo em vista o carregamento estatístico de queda de 3,9% do resultado do INA em 2011. "E um desempenho mensal de 0,9% é muito forte", ressaltou. "Para se ter uma ideia, tivemos crescimento médio de 1% entre janeiro e março de 2010, um dos melhores períodos para indústria". (Agências)

Francini: "se fosse para revisar hoje a expectativa de crescimento (do INA 2012), o faríamos para baixo"

normal no início do ano. "É normal uma acomodação do crédito nesta época do ano, mas, este ano, a moderação veio um pouco mais significativa", declarou. Ele disse que o BC espera que o estoque de crédito volte a crescer em fevereiro. "Foi uma variação pontual, que não deve ser observada nos próximos meses." Maciel manteve a estimativa de crescimento de 15% do volume de recursos em 2012, mas informou que o BC revisará a projeção no próximo mês. Segundo ele, os empréstimos e financiamentos devem encerrar o ano em 51% do PIB. Inadimplência – A inadimplência das pessoas físicas começou 2012 em alta. Segundo o BC, os empréstimos e financiamentos com atraso de mais de 90 dias atingiram 7,6% das operações de crédito em janeiro. Foi o maior nível desde dezembro de 2009 (7,7%) e 0,2 ponto percentual acima do registrado em dezembro de 2011. Em relação a janeiro do ano passado, houve aumento de 1,9 ponto percentual.

A inadimplência das empresas, no entanto, iniciou o ano em queda. A proporção de operações de crédito não pagas há pelo menos 90 dias caiu de 3,9% em dezembro para 3,7%, o menor percentual desde abril do ano passado. As medidas de afrouxamento monetário em vigor desde o segundo semestre do ano passado não surtiram efeito em janeiro. No mês passado, os juros médios das operações de crédito subiram para 38% ao ano, contra 37,1% registrados em dezembro. Foi a primeira vez desde novembro do ano passado que as taxas voltaram a crescer. Em relação aos financiamentos para pessoas físicas, os juros médios subiram de 43,8% ao ano para 45,1%, acompanhando a alta da inadimplência. Apesar de os empresários estarem honrando as operações de crédito com mais frequência que as pessoas físicas, a taxa média para as pessoas jurídicas também subiu, de 28,2% ao ano em dezembro para 28,7% em janeiro. (Agências)

Dorivan Marinho/AE

Tombini: crédito para pessoa física e pequena e média empresa são foco de estudo sobre spread.

Brasil cresceu abaixo do potencial

O

Patrícia Cruz/LUZ

Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria paulista teve queda de 0,8% em janeiro em relação a dezembro, na série com ajuste sazonal, divulgou ontem a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na série sem ajuste sazonal, o recuo foi de 4,1% na comparação com dezembro de 2011. Houve ainda queda do indicador ante janeiro de 2011, de 5%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) passou de 80,5% em dezembro para 81,7% em janeiro, na série com ajuste sazonal. Em janeiro de 2011, o Nuci era de 83,7%. Sem o ajuste, o indicador de janeiro subiu para 79% ante 78,4% em dezembro. Em comparação a janeiro do ano passado, quando a taxa era de 80,7%, houve queda. A Fiesp revisou os resultados do INA de dezembro, que na série com ajuste apresentou queda de 0,3% em comparação a novembro ante 0,4% divulgado anteriormente. Na série sem ajuste, a queda ante novembro passou a ser de 10,5% ante

volume total de crédito do sistema financeiro caiu pela primeira vez em três anos. Segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC), as operações de crédito somaram R$ 2,026 trilhão em janeiro, queda de 0,2% em relação a dezembro. De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, foi a primeira vez desde fevereiro de 2009 que o volume de crédito apresentou queda em relação ao mês anterior. Na relação com o Produto Interno Bruto (PIB), soma de tudo o que a economia produz, o crédito caiu de 49,1% em dezembro para 48,8% no mês passado. De acordo com Maciel, a retração em janeiro foi puxada pelos empréstimos e financiamentos às empresas. A queda de 7,3% do dólar no mês passado, ressaltou, também interferiu no saldo das operações associadas a moedas estrangeiras. Ele explicou que a redução do crédito foi sazonal e reflete a moderação do crédito

presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou ontem, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE ) do Senado, que o Brasil cresceu abaixo do seu potencial nos últimos três trimestres, incluindo o atual. "Não é por outra razão que o Banco Central vem ajustando para baixo suas taxas", declarou Tombini, referindo-se aos cortes na taxa de juros básica da economia, a Selic, desde agosto pelo Comitê de Política Monetária do BC (Copom). O Copom volta a se reunir na semana que vem para decidir sobre novos cortes na taxa básica de juros, hoje em 10,5% ao ano. Ele declarou ainda que, de 2008 para cá, os Bancos Centrais do mundo vêm adotando juros menores do que deveriam. "Temos visto a adoção de políticas monetárias expansionistas que tem ampliado a liquidez no mercado financeiro global. Isso tem contribuído para minimizar a aversão ao risco e deve intensificar o fluxo de capitais para economias emergentes", afirmou.

Tombini disse ainda que o Brasil vai crescer "mais em 2012 do que cresceu em 2011, sem dúvida". A estimativa é de que a economia tenha crescido entre 2,7% e 3% em 2011; o resultado oficial será divulgado em 6 de março. Já para 2012, o presidente do BC disse que o governo trabalha com a meta de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e acrescentou que a inflação no Brasil continua sua trajetória de convergência para o centro da meta. Multas – Segundo Tombini, O BC "vem apreendendo esforço adicional" na cobrança de multas devido às irregularidades de instituições financeiras. "Naturalmente, todas as aplicações de multa seguem processo administrativo e legal. Estamos intensificando recuperação de multas e crédito do banco. Há espaço para avanço", afirmou. O presidente do BC acrescentou que, conforme o Tribunal de Contas da União (TCU), o BC é uma das autarquias que mais arrecadam com multas. Tombini fez essas declarações durante audiência na

Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi o último parlamentar a fazer uma pergunta ao presidente do BC. Na prática, ele teceu uma série de elogios a Tombini e acrescentou, brincando, que não fazia isso apenas porque o presidente da autoridade monetária é gaúcho. Ao final, Simon pediu ajuda de Tombini na cobrança da construção do estádio do Beira Rio para a Copa. Spread – Tombini também sinalizou ontem que o foco da equipe econômica sobre o tema dos spreads bancários é o crédito voltado aos segmentos de pessoa física e o de pequenas e médias empresas (PME). "O spread no crédito para pessoa física evoluiu ao longo dos últimos anos, mas ainda é elevado. O spread para pequena e média empresa também precisa evoluir", disse em audiência pública. Diante dos patamares ainda elevados nos spreads desses dois segmentos, o presidente do BC disse aos senadores que os dois setores são "foco de estudo" sobre o tema. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

54

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

e EUA cancelam contrato com a Embraer A Embraer aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto (cancelamento da compra dos aviões) para, junto com sua parceira Sierra Nevada Corporation, decidir os próximos passos. Luiz Aguiar, da Embraer

conomia

Acordo entre Brasil e Estados Unidos, ainda não assinado, no valor de US$ 355 milhões, se refere a compra de 20 aviões Super Tucano modelo A-29. Divulgação

E

m uma guinada ines- dizer que o principal executivo perada para a Em- responsável pelas aquisições braer e para o merca- da Força Aérea, David Van Budo, a Força Aérea dos ren, não está satisfeito com a Estados Unidos (Usaf) cance- qualidade da documentação l o u o n t e m s u a d e c i s ã o d e que definiu o vencedor." comprar 20 aviões A-29 SuI n v es t i g a ç ão – De acordo per Tucano, a serem destina- com a Usaf, o diretor da área de dos ao Afeganistão. O valor equipamentos, Donald Hoffdesse contrato, que ainda não mann, determinou a abertura havia sido assinado, era de de uma investigação sobre o US$ 355 milhões. processo de licitação. A portaEmbora justificada por "pro- voz da Força Aérea norte-ameblemas de documentação", a ricana, Jennifer Cassidy, decladecisão foi motivada sobretu- rou ontem não saber quando o do pela pressão política da processo de compra dos equioposição repamentos sepublicana e rá retomado. de políticos Ta m p o u c o do Estado de detalhou as Nós às vezes não Kansas, onde razões do atingimos nosso está instalada cance lamena sede da objetivo. E, quando to da aquisiHawker Beeção. isso ocorre, temos chcraft, a rival No Estado de adotar medidas norte -ameride São Paulo, de correção. cana da Emo presidente braer, derroda Embraer MICHAEL DONLEY, DA FORÇA tada na escoDefesa e SeAÉREA DOS EUA lha da aeronagurança ve de ataque (EDS), Luiz leve e apoio aproximado à tro- Aguiar, informou em curta nopa terrestre. ta corporativa que "a Embraer "Apesar de buscarmos a per- aguardará mais esclarecimenfeição, nós às vezes não atingi- tos sobre o assunto para, junto mos nosso objetivo. E, quando com sua parceira Sierra Nevaisso ocorre, temos de adotar da Corporation, decidir os medidas de correção", disse o próximos passos a seguir". secretário da Usaf, Michael Lamento – Aguiar lamentou Donley, por um comunicado. o cancelamento do contrato, "Dado que a compra ainda está destacando o fato de a Emem litígio, eu somente posso braer ter participado do pro-

Aviões A-29 Super Tucano: aeronaves de ataque leve seriam destinadas pelos norte-americanos para apoio à tropa terrestre no Afeganistão.

cesso de seleção "disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida" pelo comprador. Na opinião do presidente da Embraer, "a decisão a favor do Super Tucano foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já compro-

vado e capaz de atender com eficiência às demandas apresentadas pelo cliente, a Força Aérea dos Estados Unidos". No mês passado, a concorrente da empresa brasileira contestou na Corte Federal de Apelação a decisão da Força Aérea norte-americana de des-

qualificá-la na licitação para a compra dos aparelhos turboélices, um mês antes. Única concorrente, a Embraer foi declarada vitoriosa. A decisão judicial era esperada entre o fim do mês de fevereiro e o início de março, sem causar preocupação para

a empresa brasileira. De acordo com um alto executivo da Embraer nos Estados Unidos, a escolha da Usaf pelas aeronaves se mostrara consistente com as exigências feitas na licitação daquele país, e os argumentos da Hawker eram frágeis. (AE)

Elza Fiúza/ABr

Itaipu deve bater recorde de geração anual de energia em 2012

O

diretor-presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, afirmou ontem que a usina deve bater seu recorde de geração anual em 2012. O recorde anterior foi registrado em 2008, quando Itaipu fechou com geração anual 94,5 milhões de

quilowatts/hora. Em 2011, a usina obteve geração anual de 92,4 milhões de quilowatts/hora. "Há uma perspectiva muito favorável de que, até o fim do ano, consigamos atingir este recorde", disse em evento na sede de Furnas. O executivo explicou que a

probabilidade de isso acontecer é elevada visto os desempenhos mensais de janeiro e fevereiro. De acordo com ele, os dois primeiros meses do ano bateram seus respectivos recordes mensais de geração. Samek não informou o valor da geração destes meses. Ele atribuiu o bom desempenho ao clima benéfico à geração, com alto índice pluviométrico, além de investimentos realizados em redes. Samek reiterou a meta de Itaipu ultrapassar o patamar de 100 milhões de quilowatts/hora em geração anual, mas não deu prazo específico para isso. Ele lembrou ainda que o custo de geração de Itaipu está há três anos congelado em US$ 22,60 por quilowatts/hora. Isso na prática significa que a usina tem arcado com o impacto da valorização do real frente ao dólar nesse período. A intenção do executivo, agora, é de que esse valor suba para US$ 24,30 por quilowatts/hora para que a usina, assim, consiga um preço que leve em conta a variação cambial do período na geração. (AE)

Antonio Patriota e Patrícia Espinosa, chanceler do México, participaram do encontro: acordo entre os dois países já teve cotas de importações, até 2007.

Brasil e México retomam discussão

A

s autoridades brasileiras e mexicanas retomaram ontem mais uma rodada de negociações sobre a revisão do setor automotivo. É o segundo encontro em menos de um mês. Após deficit comercial de quase US$ 2 bilhões em veículos com o México em 2011, o Brasil exigiu uma renegociação da parceria, sob pena de rompê-la. Em caso de rompimento, o acordo ainda vigoraria por mais 14 meses. Entre as mudanças sugeridas pelo Brasil está a adoção de cotas de importações flexíveis, que não seriam calculadas anualmente. Assim, o que for importado além de determinada cota não se beneficiaria do

acordo automotivo que os dois países mantém desde 2002 e pagaria imposto normal. Para que os veículos do México continuem sem pagar imposto de importação, o Brasil também quer incluir no acordo automotivo caminhões e ônibus, o que tornaria a balança comercial entre os dois países mais equilibrada. A discussão sobre o aumento da exigência de conteúdo mexicano nos carros exportados para o Brasil via acordo levou em conta um tempo de implementação, segundo uma fonte, que falou na condição de anonimato. Ou seja, não seria uma medida adotada imediatamente. O acordo entre os dois países já teve um dispositivo de cotas

de importações, que vigorou até 2007, mas depois essa exigência foi abandonada. Mais cedo, uma fonte do governo mexicano disse que tinha dúvidas sobre a disposição do governo brasileiro de manter o acordo. A expectativa do Itamaraty é que essa rodada de negociações seja definitiva para manter ou romper o acordo. Pelo lado brasileiro participaram da reunião os ministros Fernando Pimentel (Indústria, Comércio e Desenvolvimento Exterior) e Antonio Patriota (Relações Exteriores). Pelo México integraram a comitiva a chanceler Patrícia Espinosa e o secretário de Economia, Bruno Ferrari. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 55

DURATEX S.A. CNPJ nº 97.837.181/0001-47 Companhia Aberta www.duratex.com.br

IGC RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 2011

CENÁRIO E MERCADO O ano de 2011 iniciou em ritmo mais lento do que no período anterior, como resultado da série de medidas macroprudenciais adotadas, pela autoridade monetária, com o objetivo de reduzir o nível da atividade econômica e, por consequência, da pressão inflacionária existente. A partir da segunda metade do ano, com a reversão do quadro inflacionário e o agravamento da crise européia, com possíveis desdobramentos negativos para a economia local, o governo volta a estimular a economia por meio de reduções da taxa de juros e incentivos fiscais. O benefício de tais medidas deve surtir efeito ao longo de 2012. Neste ambiente, o setor moveleiro foi mais afetado e, por consequência, a Divisão Madeira apresentou desempenho inferior ao estimado no início do ano. O ambiente de juros mais altos e as incertezas econômicas tornaram o crédito voltado ao consumo de móveis, principal destino dos painéis comercializados, mais caro e com menor número de parcelas ofertadas para o consumidor final. No segmento da construção, atrelado à Divisão Deca, o nível de atividade continuou aquecido, uma vez que as linhas de financiamento imobiliário não foram afetadas pela mudança conjuntural, que impactou o segmento de bens de consumo duráveis. Segundo dados da ABIPA - Associação Brasileira da indústria de Painéis, a demanda por painéis de Chapas de Fibra, MDF e MDP, no mercado interno e externo, apresentou expansão anual agregada de 3,6%, enquanto o nível de expedição da Duratex apresentou retração de 1,9%. Isso é decorrente do movimento de aumento de preço, implementado pela Duratex, em resposta à elevação dos custos industriais, com vistas à manutenção das margens operacionais, num ambiente em que existe ociosidade na capacidade de oferta de painéis. Já o Índice ABRAMAT, que mede o desempenho das vendas do setor da construção, no mercado interno, apresentou expansão anual de 2,9%, enquanto a Deca cresceu 20,1%. Um movimento de expansão orgânica, iniciado em 2007, juntamente com aquisições estratégicas no segmento de louças sanitárias, a partir de 2008, permitiram a captura do bom momento do setor. Embora inserido num cenário global mais difícil, e internamente às voltas com o fantasma da inflação, o Brasil segue em destaque tendo inclusive tido sua classificação de risco melhorada pelas agências Fitch Ratings, S&P e Moody’s. Ao final do ano a cotação do Real em relação ao Dólar era de R$1,8758, ante uma cotação de R$1,6662 por Dólar ao final de 2010. Esta desvalorização da moeda, em resposta a piora do quadro externo, contribuiu para uma pressão adicional nos custos atrelados ao Dólar, ao final do ano.

GESTÃO ESTRATÉGICA Ciente dos desafios que tem pela frente, decorrentes dos possíveis desdobramentos da grave crise de liquidez existente nos países do bloco europeu, a Duratex mantém seu plano estratégico de expansão de capacidade produtiva. Isso se dá pela percepção de que as condições existentes no mercado interno continuam favoráveis aos seus segmentos de atuação. Nesta linha, é destaque o investimento realizado no período de R$635,8 milhões voltados para, principalmente: Divisão Madeira: (i) o down payment realizado para aquisição de equipamentos voltados à instalação das duas novas linhas de MDF, com capacidade de 1,2 milhão de m3; (ii) execução das obras civis do prédio que receberá a primeira, das duas linhas planejadas, em ItapetiningaSP; (iii) conclusão da montagem e início de operação de uma nova linha de revestimento em Baixa Pressão (BP), localizada em Agudos - SP, que contribui para incrementar o mix de venda de painéis; e (iv) inauguração de uma nova linha de pisos laminados, em Agudos -SP, para atender a demanda crescente por este tipo de produto. Divisão Deca: (i) aquisição da Elizabeth Louças Sanitárias, renomeada Deca Nordeste Louças Sanitárias, posteriormente incorporada à Duratex S.A.; (ii) conclusão da montagem e início de atividade de um novo equipamento de galvanoplastia, no segmento de metais sanitários; (iii) implantação de um novo forno com capacidade de queima de 800 mil peças anuais de louças, na unidade de Cabo de Santo Agostinho PE; e (iv) ainda no segmento de louças sanitárias, revisão dos investimentos voltados à unidade de Queimados - RJ, cujo projeto inicial previa investimentos de R$100 milhões para uma capacidade de 1,9 milhão de peças anuais, para R$130 milhões para uma capacidade de 2,4 milhões de peças anuais. Para 2012, são estimados investimentos adicionais de aproximadamente R$650 milhões voltados para: (i) a conclusão das obras civis e montagem dos equipamentos da nova linha de MDF sendo implantada na unidade de Itapetininga-SP, com capacidade efetiva de 520 mil m3 anuais e start-up previsto para início de 2013; (ii) plantio de árvores e manutenção da base florestal existente; e (iii) conclusão e inauguração, na segunda metade do ano, da nova unidade de louças sanitárias em Queimados-RJ. Desta forma, a Duratex busca reforçar sua presença nos mercados em que atua, confiante da existência de condições estruturais favoráveis para a manutenção sustentada do crescimento de seus segmentos de atuação.

EVENTO SUBSEQUENTE - EMISSÃO DE DEBÊNTURES CONVERSÍVEIS Em Fato Relevante divulgado em 18.04.2011, a Duratex informou decisão estratégica de ampliar sua atuação no segmento de MDF. Para tanto, estão sendo realizados investimentos voltados à implantação, na unidade industrial de Itapetininga (SP), de uma nova linha de produção de painéis de fibra de madeira reconstituída de média densidade (MDF), com capacidade efetiva de 520 mil m³/ano. De forma a se obter um mix de venda de maior valor agregado, estão previstos também investimentos em uma nova linha de revestimento em baixa pressão e uma impregnadora de papel laminado a baixa pressão. Para fazer frente a este investimento a Companhia ingressou, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, com pleito de financiamento o qual foi aprovado nas seguintes condições (íntegra disponível no website da Companhia): (i) Concessão de colaboração financeira à Companhia no valor de R$178.722.000,00; e (ii) Participação do BNDES, por meio da subsidiária BNDESPAR, na emissão privada de debêntures que a Companhia fará no montante de R$99.999.900,00. Esta emissão foi aprovada em Assembleia Geral realizada em 08 de fevereiro de 2012 tendo as seguintes características: emissão de 777.000 debêntures, em série única, com valor unitário nominal de R$128,70, emitidas sob a forma escritural e garantia flutuante, conversíveis em ações ordinárias de emissão da Companhia, sem a emissão de cautelas ou de certificados. As debêntures tem prazo de vencimento de 5 anos. Cada debênture poderá ser convertida, de maneira isolada, a qualquer tempo, após o decurso do prazo de preferência e a livre critério de seu titular por uma quantidade de ações ordinárias de emissão da Companhia resultante da divisão entre o seu valor nominal atualizado, na data de conversão, e o preço de R$12,87 por ação, preço este que será atualizado pela variação do IPCA a partir da data de emissão, de modo que cada debênture será conversível em 10 (dez) ações ordinárias da Companhia. SUMÁRIO FINANCEIRO (em IFRS e R$ ‘000) DESTAQUES Volume Expedido Deca (‘000 peças) Volume Expedido Painéis (m3) Receita Líquida Consolidada Lucro Bruto Margem Bruta EBITDA (1) Margem EBITDA Eventos de Natureza Extraordinária (2) EBITDA recorrente Margem EBITDA recorrente Lucro Líquido Lucro Líquido recorrente Margem Líquida recorrente INDICADORES

4º tri/11

3º tri/11

4º tri/10

2011

2010

6.729 555.656 769.544 256.413 33,3% 188.781 24,5% 188.781 24,5% 79.387 79.387 10,3%

6.780 611.696 789.775 276.644 35,0% 242.094 30,7% 25.820 216.274 27,4% 118.214 102.333 13,0%

5.413 569.223 719.616 288.232 40,1% 255.010 35,4% 36.444 218.566 30,4% 143.453 119.598 16,6%

25.505 2.268.822 2.970.365 1.011.931 34,1% 839.349 28,3% 39.888 799.461 26,9% 374.860 349.695 11,8%

21.639 2.312.177 2.741.810 1.117.460 40,8% 893.002 32,6% 42.448 850.556 31,0% 467.247 439.430 16,0%

Liquidez Corrente (3) Endividamento Líquido (4) Endividamento Líquido / EBITDA UDM Patrimônio Líquido médio ROE (5) AÇÕES

1,69 1.189.331 1,42 3.665.424 8,7%

1,96 1.196.777 1,32 3.600.150 13,1%

1,96 977.413 1,09 3.426.898 16,7%

1,69 1.189.331 1,42 3.573.234 10,5%

1,96 977.413 1,09 3.302.350 14,1%

Lucro Líquido por Ação (R$) (6) Cotação de Fechamento (R$) (7) Valor Patrimonial por Ação (R$) Ações em tesouraria (ações) Valor de Mercado (R$1.000) (8)

0,1448 8,92 6,71 1.889.486 4.889.460

0,2156 8,61 6,61 1.849.486 4.719.880

0,2610 14,88 6,28 629.486 8.175.159

0,6833 8,92 6,71 1.889.486 4.889.460

0,8504 14,88 6,28 629.486 8.175.159

(1) EBITDA (Earnings before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization): medida de desempenho operacional dado pelo Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA). (2) Eventos de Natureza Extraordinária: eventos alheios ao curso normal das operações e que contribuíram para a formação do resultado operacional e líquido da Companhia. Em 2011, foram apurados (+) R$39,9 milhões no resultado operacional referentes à venda de imobilizado, principalmente, que representam um impacto no Lucro Líquido de (+) R$25,2 milhões. Em 2010, foram apurados (+) R$42,4 milhões referentes à recuperação de impostos e reversão de provisões realizadas contra devedores duvidosos. Este valor equivale a um efeito de (+) R$27,8 milhões no Lucro. (3) Liquidez Corrente: Ativo Circulante dividido pelo Passivo Circulante. Indica a disponibilidade em R$ para fazer frente a cada R$ de obrigações no curto prazo. (4) Endividamento Líquido: Dívida Financeira Total (-) Caixa. (5) ROE (Return on Equity): medida de desempenho dado pelo Lucro Líquido do período, anualizado nos trimestres, pelo Patrimônio Líquido médio. (6) Lucro Líquido por Ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia pela quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o exercício, excluindo as ações ordinárias mantidas em tesouraria. Este indicador foi ajustado para períodos anteriores 05 de maio de 2011 em decorrência de uma bonificação em ações, de 20%, permitindo, portanto, a comparabilidade entre períodos. (7) A cotação da ação anterior à bonificação em ações, já mencionada, foi ajustada para efeito de permitir a comparabilidade entre períodos. (iii) O Valor de Mercado foi calculado a partir da cotação da ação ao final do período multiplicado pela quantidade de ações (550.035.331 ações), líquidas das ações mantidas em tesouraria, ajustada pela bonificação para períodos anteriores a maio de 2011.

DESEMPENHO CONSOLIDADO - RECONCILIAÇÃO PARA IFRS Os demonstrativos financeiros disponibilizados nesta data, junto a CVM e BM&FBovespa, contemplam o padrão internacional de reporte IFRS (International Financial Reporting Standards) em consonância com a instrução CVM 485/10. As principais alterações nos demonstrativos financeiros decorrentes da adoção do IFRS estão relacionadas aos seguintes eventos: Combinação de Negócios, Ativo Biológico e Benefícios a Empregados. Abaixo foram disponibilizadas tabelas de reconciliação do Ativo Total, Patrimônio e Lucro Líquido em função da adoção deste novo padrão contábil. Vale destacar que as análises aqui contidas são de caráter espontâneo, alinhadas às melhores práticas de governança e transparência. Contudo, elas não substituem os demonstrativos oficiais, disponibilizados junto à CVM, nos termos da Legislação aplicável, devendo, portanto, ser analisadas em conjunto. ATIVO TOTAL

4ºtri/11

3ºtri/11

4ºtri/10

Antes ajustes IFRS (em R$’000) Combinação de Negócios Ativo Biológico Benefícios a Empregados Demais Ajustes Após Ajustes IFRS Variação PATRIMÔNIO LÍQUIDO

5.656.456 728.437 348.276 78.108 2.873 6.814.150 1.157.694 4ºtri/11

5.553.312 733.919 327.275 77.274 2.873 6.694.653 1.141.341 3ºtri/11

5.011.223 757.805 332.164 66.802 2.873 6.170.867 1.159.644 4ºtri/10

Antes ajustes IFRS (em R$’000) Combinação de Negócios Ativo Biológico Benefícios a Empregados Demais Ajustes Após Ajustes IFRS Variação

2.849.357 542.739 229.862 51.551 19.301 3.692.810 843.453

2.800.726 550.514 216.001 51.001 19.795 3.638.037 837.311

2.623.454 556.241 219.228 44.089 9.516 3.452.528 829.074

LUCRO LÍQUIDO

4ºtri/11

3ºtri/11

4ºtri/10

2011

2010

69.072 (4.099) 13.862 552 79.387 79.387

117.257 (4.639) 717 4.879 118.214 (15.881) 102.333

131.186 (3.949) 1.683 1.810 12.723 143.453 (23.855) 119.598

372.492 (15.729) 10.634 7.463 374.860 (25.165) 349.695

442.064 (15.213) 34.051 7.236 (891) 467.247 (27.817) 439.430

Antes ajustes IFRS (em R$’000) Combinação de Negócios Ativo Biológico Benefícios a Empregados Demais Ajustes Após Ajustes IFRS Evento Extraordinário Lucro Líquido Recorrente em IFRS

EBITDA O Lucro Operacional antes do Resultado Financeiro sofreu grandes alterações com o advento da nova metodologia contábil. As principais mudanças estão relacionadas ao Ativo Biológico, principalmente, e ao Benefício a Empregados. Por se tratarem de eventos contábeis, de natureza não caixa, são desconsiderados para efeito da formação do EBITDA. De forma a dar maior transparência ao cálculo, disponibilizamos abaixo uma tabela de reconciliação deste indicador à partir do Lucro Operacional antes do Resultado Financeiro. Reconciliação EBITDA em IFRS R$´000 Lucro Operacional antes do Resultado Financeiro Depreciação/Amortização/ Exaustão Variação do Valor Justo do Ativo Biológico Parcela da Exaustão do Ativo Biológico Benefício a Empregados EBITDA Margem EBITDA Eventos Extraordinários EBITDA Recorrente Margem EBITDA Recorrente

4ºtri/11

3ºtri/11

%

4ºtri/10

%

2011

2010

%

131.218

178.560

-26,5

196.616

-33,3

576.366

715.555

-19,5

79.400

72.013

10,3

63.686

24,7

290.400

240.003

21,0

(53.519)

(37.194)

43,9

(34.354)

55,8

(154.009)

(183.765)

-16,2

32.517 (835) 188.781 24,5% 188.781 24,5%

36.108 (7.393) 242.094 30,7% (25.820) 216.274 27,4%

9,9 -88,7 -22,0 -12,7 -

31.804 (2.742) 255.010 35,4% (36.444) 218.566 30,4%

2,2 -69,5 -26,0 -13,6 -

137.898 (11.306) 839.349 28,3% (39.888) 799.461 26,9%

132.173 (10.964) 893.002 32,6% (42.448) 850.554 31,0%

4,3 3,1 -6,0 -6,0 -

A diferença básica entre o resultado antes e após a adoção do IFRS, desconsiderados os eventos não caixa mencionados acima, está na reclassificação da participação nos lucros e stock options, anteriormente classificadas após o resultado operacional, beneficiando, portanto, o Ebitda. Após a adoção do IFRS, estes eventos são alocados proporcionalmente nas linhas de custo dos produtos vendidos e despesas com vendas, gerais e administrativas reduzindo, portanto, o Ebitda.

Anterior aos ajustes IFRS R$´000 Lucro Operacional antes do Resultado Financeiro Depreciação/Amortização/ Exaustão EBITDA Margem EBITDA Eventos Extraordinários (1) EBITDA Recorrente Margem EBITDA Recorrente

4ºtri/11

3ºtri/11

%

4ºtri/10

%

2011

2010

%

132.278

194.471

-32,0

211.701

-37,5

622.137

719.483

-13,5

74.753 207.031 26,9% 207.031 26,9%

65.750 260.221 32,9% (25.820) 234.401 29,7%

13,7 -20,4 -11,7 -

57.728 269.429 37,4% (36.444) 232.985 32,4%

29,5 -23,2 -11,1 -

266.569 888.706 29,9% (39.888) 848.818 28,6%

216.197 935.680 34,1% (42.448) 893.232 32,6%

23,3 -5,0 -5,0 -

Tanto na leitura em IFRS, quanto anteriormente à adoção da nova metodologia contábil, houve retração anual nominal do indicador, bem como da margem em relação à Receita Líquida, decorrentes do menor volume expedido, na Divisão Madeira, e aumento no custo dos insumos, de forma generalizada, agravado pela desvalorização cambial, ocorrida no último trimestre do ano.

OPERAÇÕES Divisão Madeira O desempenho da Divisão Madeira, ao longo do segundo semestre, apresentou melhora comparativa nos volumes expedidos de 6,1% em relação à primeira metade de 2011. A Receita Líquida, na mesma base de comparação, cresceu 9,8%. No acumulado anual, no entanto, houve uma retração de 1,9% do volume expedido, enquanto a indústria de painéis apresentou expansão de 3,6%, de acordo com dados setoriais da ABIPA. Este desempenho se explica pela antecipação da empresa nos aumentos de preços, como ferramenta de manutenção das margens operacionais, num ambiente de custos pressionados. Assim, a Receita Líquida cresceu 2,5%, no ano, para R$1.875,9 milhões. O desempenho da venda de painéis não acompanhou as expectativas iniciais. A série de intervenções da autoridade monetária na economia, com o intuito de desacelerar o ritmo de consumo no mercado interno e, com isso, arrefecer a pressão inflacionária, cumpriram seu papel. Houve um movimento de desestocagem na cadeia dos moveleiros, no início do ano, além do encurtamento do crédito ofertado aos consumidores de móveis, como medidas de ajuste à nova realidade de mercado. Esta mudança fez com que a indústria operasse com um nível de ociosidade médio, no ano, estimado em aproximadamente 25%, o que prejudicou o desempenho operacional. Os aumentos de preço implementados não foram suficientes para compensar o aumento dos custos, agravados com o efeito da desvalorização cambial ao final do ano. A geração operacional de caixa recorrente, medida pelo EBITDA desconsiderado os efeitos da venda de ativos no período, totalizou R$530,3 milhões com margem de 28,3%. Comparativamente ao desempenho no ano anterior, em que o EBITDA recorrente totalizou R$580,1 milhões com margem de 31,7%, houve piora decorrente da elevação dos custos de produção não acompanhados pelos preços. Esta situação é evidenciada pelo custo caixa unitário, que apresentou evolução de 12,3% no ano, enquanto a receita líquida unitária apresentou evolução de 4,5%. Dentre os principais custos de produção destacam-se as resinas, feitas a partir de uréia e metanol, com elevação média no ano de 16%, mão de obra com 8% e energia elétrica com contratos atrelados ao IGP-M. Quanto ao posicionamento de mercado da Divisão Madeira, vale destacar a conclusão, no ano, de investimentos que permitirão o aumento da expedição de produtos de maior valor agregado: painéis em Baixa Pressão e pisos Durafloor. No âmbito da escala de produção de painéis, encontra-se em curso investimento para inaugurar uma nova linha de painéis de MDF, no início de 2013, com capacidade efetiva de 520 mil m3/ano, assim como linhas adicionais de revestimento. É digno de nota, também, uma reestruturação realizada na área com vistas ao ganho de eficiência e redução de custos fixos. Durante o ano foram lançados 26 novos padrões de painéis com o objetivo de atualizar o portfólio de produto seguindo novas tendências do mercado nacional e internacional. Desta forma, o mix de venda de painéis passou a contar com 16 novos produtos em BP, ofertados em MDP e MDF, e 15 padrões nas linhas de chapas finas - Duraplac e HDF - com acabamento pintado. Houve também renovação da linha Durafloor. A estratégia principal desta ação está em ampliar e reforçar a linha de produtos com o objetivo de atender a um número cada vez maior de consumidores. A Linha Style, por exemplo, preenche lacuna no segmento de produtos diferenciados voltados a segmentos superiores de consumo. Dentre os diferenciais desta linha encontram-se a emenda de réguas praticamente imperceptível, resultado do sistema de encaixe Ultra-Click e a nova largura das réguas. A expectativa é que esta linha agregue valor ao portfólio já existente. Para atender os segmentos mais competitivos foram lançadas as linhas Way e Ritz. Com novos padrões, texturas e dimensões, estas linhas apresentam maiores diferenciais para este segmento. O projeto completo contou com 31 lançamentos que foram incorporados às 8 linhas existentes perfazendo um total de 54 diferentes opções de pisos para uma ampla gama de segmentos de consumo. Como reconhecimentos de mercado, são destaques o 20º Prêmio ANAMACO, premiação promovida pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, os prêmios Pini e Top of Mind na categoria de pisos laminados além do Estan Design que premia as melhores práticas na concepção de estandes montados em feiras no Brasil. 4ºtri/11

3ºtri/11

%

4º tri/10

%

2011

2010

%

332.995 222.661 555.656

364.054 247.642 611.696

-8,5 -10,1 -9,2

352.893 216.330 569.223

-5,6 2,9 -2,4

1.364.833 903.989 2.268.822

1.408.248 903.929 2.312.177

-3,1 -1,9

479.506

502.085

-4,5

474.056

1,1

1.875.979

1.830.285

2,5

452.682 26.824

478.066 24.019

-5,3 11,7

453.962 20.094

-0,3 33,5

1.780.982 94.997

1.755.192 75.093

1,5 26,5

862,95

820,81

5,1

832,81

3,6

826,85

791,59

4,5

(517,75) (46.585) (18.076)

(468,60) (48.271) (18.075)

10,5 -3,5 -

(429,66) (50.250) (20.739)

20,5 -7,3 -12,8

(478,65) (188.387) (69.386)

(426,26) (180.385) (74.283)

12,3 4,4 -6,6

81.888 (53.519) 32.517 66.628 (584) 126.930

119.165 (37.194) 36.108 59.872 (4.808) 173.143

-31,8 43,9 -9,9 11,3 -87,9 -26,7

119.900 (34.354) 31.804 52.914 (1.806) 168.458

-31,7 55,8 2,2 25,9 -67,7 -24,7

353.576 (154.009) 137.898 240.152 (7.379) 570.236

458.516 (183.765) 132.173 199.749 (7.325) 599.348

-22,9 -16,2 4,3 20,2 0,7 -4,9

126.930 26,5%

(25.820) 147.323 29,3%

-13,8 -

(13.241) 155.217 32,7%

-18,2 -

(39.888) 530.348 28,3%

(19.245) 580.103 31,7%

-8,6 -

138.196 28,8%

147.930 30,8%

-6,6 -

160.720 33,9%

-14,0 -

558.378 29,8%

602.274 32,9%

-7,3 -

APÓS AJUSTES IFRS EXPEDIÇÃO (em m3) STANDARD REVESTIDOS TOTAL DESTAQUES FINANCEIROS (R$1.000) RECEITA LÍQUIDA MERCADO INTERNO MERCADO EXTERNO Receita Líquida Unitária (em R$ por m3 expedido) Custo Caixa Unitário (1) (em R$ por m3 expedido) Despesa com Vendas Despesa Geral e Administrativa Lucro Operacional antes do Financeiro Variação Valor Justo Ativo Biológico Parcela da Exaustão do Ativo Biológico Depreciação,amortização e exaustão Benefícios a Empregados EBITDA Eventos Extraordinários EBITDA recorrente Margem EBITDA recorrente Anterior aos ajustes IFRS EBITDA Recorrente Margem EBITDA recorrente

(1) Custo Caixa Unitário é dado pela razão do Custo dos Produtos Vendidos, líquido da depreciação, amortização e exaustão, pelo volume expedido. Divisão Deca O desempenho da Deca no ano foi destaque. O volume de expedição cresceu 17,9%, atingindo 25,5 milhões de peças. Contribuiu para esta capacidade de atendimento ao mercado, além de investimentos realizados no passado, voltados à expansão orgânica de capacidade, a aquisição da Elizabeth Louças Sanitárias. Mesmo desconsiderado o volume agregado por esta operação, o crescimento orgânico das expedições teria atingido aproximadamente 10%. A Receita Líquida apresentou evolução ainda mais expressiva, 20,1%, totalizando R$1.094,4 milhões. Como base de comparação, o Índice ABRAMAT, que mede a receita no mercado doméstico da indústria de materiais de construção, apresentou evolução de 2,9% no ano. O desempenho operacional da Divisão, no entanto, foi afetado pela combinação de um composto de venda de menor valor agregado e custos mais elevados. Desta forma, a receita líquida unitária apresentou expansão anual de 1,9% enquanto o custo caixa unitário sofreu incremento de 12,3%. Contribuíram para esta situação fatores atrelados ao aumento do volume expedido, a incorporação da Elizabeth, com um composto de venda de menor valor e, portanto, rentabilidade inferior, além dos dissídios salariais que pressionaram o custo de mão de obra que representa 41% do custo da Deca. Ao final do ano, os custos dolarizados sofreram pressão adicional em razão do efeito da desvalorização cambial, principalmente. O custo unitário caixa evoluiu 6,8% entre o 3º e 4º trimestres de 2011. Como resultado, o EBITDA manteve-se estável no ano, em relação ao ano anterior, em R$269,1 milhões. A estabilidade deste resultado combinada à expansão da Receita Líquida explica a retração das margens de 29,7% para 24,6%, em 2011. Investimentos sendo realizados nas unidades de São Paulo e Rio de Janeiro devem reforçar o posicionamento da Deca na região Sudeste. A região Nordeste deve aumentar seu peso na participação de vendas na medida em que seja efetuada a migração de produtos fabricados na unidade da Paraíba por um mix mais rico. Durante o ano de 2011, foram lançados uma série de novos produtos, sendo destaques as linhas de chuveiros Deca Balance, de consumo reduzido de água, além da solução Base Fácil Deca, inovador sistema de base de registro que se acoplam diretamente às tubulações de água fria (PVC) e água quente (CPVC e PPR), sem a necessidade de conector ou adaptador. Em louças, foram destaques os lançamentos das linhas Quadra e Soho, além da bacia Studio Kids e o Assento Eletrônico contendo 13 funções dentre as quais as de controle de temperatura e inclinação e intensidade do jato d’água. Como reconhecimento de atuação diferenciada no mercado são destaques os seguintes prêmios recebidos: Empresa do Ano pelo Prêmio Top of Mind, prêmio Museu da Casa Brasileira para o Chuveiro Deca Twin Spa, Prêmio Pini na categoria de metais e louças sanitárias, 6º Prêmio Master Instal para o Base Fácil Deca, além do Prêmio Empresa Sustentável do Green Building Council Brasil, dentre outros. APÓS AJUSTES IFRS

4ºtri/11

3ºtri/11

%

4ºtri/10

%

2011

2010

%

2.347 4.382 6.729

2.321 4.459 6.780

1,1 1,7 -0,7

1.853 3.560 5.413

26,7 23,1 24,3

8.870 16.636 25.506

7.965 13.673 21.638

11,4 21,7 17,9

RECEITA LÍQUIDA 290.038 MERCADO INTERNO 279.128 MERCADO EXTERNO 10.910 Receita Líquida Unitária (em R$ por peça expedida) 43,10 Custo Caixa Unitário (em R$ por peça expedida) (25,81) Despesa com Vendas (41.869) Despesas Gerais e Administrativas (9.997) Lucro Operacional antes do Financeiro 49.332 Depreciação e amortização 12.770 Benefícios a Empregados (251) EBITDA 61.851

287.690 276.659 11.031

0,8 0,9 -1,1

245.560 236.354 9.206

18,1 18,1 18,5

1.094.386 1.054.987 39.399

911.525 873.877 37.648

20,1 20,7 4,7

42,43

1,6

45,36

-5,0

42,91

42,13

1,9

(24,17) (41.602) (9.646) 59.395 12.141 (2.585) 68.951

6,8 0,6 3,6 -16,9 5,2 -90,3 -10,3

(24,58) (37.553) (9.835) 76.716 10.771 (936) 86.551

5,0 11,5 1,6 -35,7 18,6 -73,2 -28,5

(24,70) (155.568) (37.378) 222.792 50.248 (3.927) 269.113

(21,99) (127.969) (35.047) 257.039 40.254 (3.639) 293.654

12,3 21,6 6,7 -13,3 24,8 7,9 -8,4

68.951 24,0% 76.349 26,5%

-10,3 -9,8 -

(23.203) 63.348 25,8% 72.265 29,4%

-2,3 -

269.113 24,6%

(23.203) 270.451 29,7%

-0,5 -

-4,7 -

290.440 26,5%

290.958 31,9%

-0,2 -

EXPEDIÇÃO (em 1.000 peças) BÁSICOS ACABAMENTO TOTAL DESTAQUES FINANCEIROS (R$1.000)

Eventos Extraordinários EBITDA Recorrente Margem EBITDA Recorrente Anterior aos ajustes IFRS EBITDA Recorrente Margem EBITDA recorrente

61.851 21,3% 68.835 23,7%

VALOR ADICIONADO O Valor Adicionado no ano de 2011 totalizou R$1.694,8 milhões, valor 7,9% superior àquele relativo ao ano anterior. Desse montante, R$566,4 milhões, equivalentes a 14,6% das receitas obtidas e a 33,4% do valor adicionado total, foram destinados aos governos federal, estadual e municipal na forma de impostos e contribuições. Distribuição do Valor Adicionado em 2011 Remuneração do Trabalho: 31,7% Remuneração do Governo: 33,4% Remuneração de Financiamentos: 12,8% Remuneração dos Acionistas: 22,1%

MERCADO DE CAPITAIS Em 5 de maio foi realizada uma bonificação em ações equivalente a 20%, tendo sido o custo atribuído às ações bonificadas de R$2,85706740 por ação. Com isso, a quantidade de ações integrantes do Capital Social aumentou para 550.035.331 ações (anteriormente à bonificação eram 458.362.776 ações). Os valores e análises contidos neste Relatório da Administração contemplam tal bonificação, inclusive em períodos anteriores, de forma a permitir a sua comparabilidade. Ao final de 2011 a Duratex apresentava um valor de mercado equivalente a R$4.889,5 milhões, tendo como base a cotação final da ação de R$8,92. Foram realizados, no ano, 728,7 mil negócios que movimentaram 4.343,7 milhões de ações da empresa, o que representou um giro financeiro equivalente a R$4.203,7 milhões. Este nível de liquidez garantiu a presença da ação na carteira do Ibovespa, composto por aproximadamente 60 ações, e que tem como principal critério de inclusão aspectos atrelados à liquidez das ações. Outro importante índice que tem incluído, em sua carteira, ações da Empresa é o ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial. Este índice é composto por 51 ações de companhias que se destacam na aplicação do conceito internacional de sustentabilidade Triple Bottom Line, que avalia, de forma integrada, aspectos sociais, ambientais e econômico-financeiros, aos quais foram incorporadas práticas relacionadas a governança corporativa, características do negócio, natureza do produto e mudanças climáticas. Com o objetivo de reforçar a presença da empresa junto a comunidade local de investidores, foram realizadas reuniões nas regionais da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC) de Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro. A reunião de São Paulo marcou 25 anos consecutivos de apresentações públicas e reforça o compromisso com as melhores práticas que encontra-se inserido na cultura da Companhia. Neste sentido, a Duratex pré aderiu ao Código Abrasca de Autorregulação, em vigência desde 15 de agosto de 2011, e criou, no âmbito do Conselho, um Comitê de Avaliação de Transações com Partes Relacionadas, composto apenas por membros independentes do Conselho de Administração. Cabe lembrar que a Companhia possui outros três Comitês liderados por membros independentes do Conselho de Administração, a saber: (i) Auditoria e Gerenciamento de Riscos; (ii) Sustentabilidade; e (iii) Pessoas, Governança e Nomeação, além de um Comitê de Negociação e Divulgação liderado pelo Diretor de Relações com Investidores. (Continua)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

56 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DURATEX S.A. CNPJ nº 97.837.181/0001-47 Companhia Aberta www.duratex.com.br

IGC RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 2011 (Continuação)

As ações da Duratex encontram-se listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa, segmento diferenciado de listagem que engloba àquelas companhias que, de forma espontânea, se destacam na adoção dos mais elevados padrões de governança corporativa. Neste âmbito, a empresa está vinculada à arbitragem na Câmara de Arbitragem do Novo Mercado da BM&FBovespa para a solução de toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre a Companhia, acionistas e administradores. Além dos pré-requisitos do Novo Mercado, possui política diferenciada de distribuição de dividendos, equivalente a 30% do lucro líquido ajustado, mantém 1/3 de seu Conselho de Administração formado por membros independentes e adota o padrão internacional de reporte em seus relatórios anuais e de sustentabilidade conhecido como GRI (Global Reporting Initiative), nível A. Este relatório encontra-se disponibilizado na página da Companhia na internet no seguinte endereço www.duratex.com.br. Estrutura Acionária em dezembro de 2011 Itaúsa e Famílias: 39,9% Ligna e Família: 17,8% Fundos de Pensão: 2,2% Investidores Estrangeiros: 26,3% Outros: 13,5% Tesouraria: 0,3%

DIVIDENDOS / JCP Aos acionistas é garantido estatutariamente um dividendo mínimo obrigatório correspondente a 30% do lucro líquido ajustado. Em 30 de junho de 2011 foram provisionados dividendos no montante de R$59.655 mil a título de juros sobre o capital próprio, pagos a partir de 15 de agosto de 2011. Adicionalmente, em reunião do Conselho de Administração, foi autorizado o provisionamento de R$64.680 mil em juros sobre o capital próprio, por conta da totalização do dividendo obrigatório de 2011, além de um adicional de R$3.865 mil em dividendos. No total, foram provisionados R$68.545 mil a serem pagos a partir de 29 de fevereiro de 2012. A remuneração bruta ao acionista, referente ao exercício de 2011, totalizará R$128,2 milhões, equivalente a R$0,2338 por ação.

DURATEX 60 ANOS Em comemoração aos 60 anos da empresa, a Duratex promoveu uma série de 12 concertos com a Filarmônica Bachiana Sesi - SP, sob a regência de João Carlos Martins, nas cidades onde possui unidades instaladas. As apresentações foram voltadas a colaboradores e à comunidade local, uma vez que foram abertas à população, e ocorreram em São Leopoldo e Taquari, no Rio Grande do Sul, em Estrela do Sul e Uberaba, em Minas Gerais, em São Paulo, Botucatu, Agudos, Itapetininga, Lençóis Paulista e Jundiaí, no estado de São Paulo, em João Pessoa, na Paraíba e em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. A cada exibição, o público foi convidado a doar livros ou alimentos a instituições da região. O maestro também fez visitas aos projetos sociais apoiados pelas prefeituras locais. Houve, também, uma edição especial em jantar oferecido a clientes e fornecedores na capital paulista. Juntamente com a série de concertos, foi realizado, a partir de setembro, o projeto Rino Mania, que reuniu 75 esculturas de rinocerontes decoradas por artistas. Destas, 60 ficaram expostas na cidade de São Paulo e outras 15 seguiram um roteiro de exposição itinerante em 11 localidades em que a empresa atua com unidades fabris e florestais. Ao final do ciclo de exposição, as esculturas foram leiloadas e a renda apurada, de aproximadamente R$ 600 mil, revertida ao UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), à diversas APAEs (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e a organizações não-governamentais. A Rino Mania também chegou a estudantes do Ensino Fundamental de 128 escolas da rede pública de 11 cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco. A iniciativa promoveu oficinas pedagógicas com 237 professores, que incentivaram seus alunos a discutir sobre a preservação de espécies em extinção, a estudar a vida selvagem e a aprender mais sobre a importância do trabalho em equipe. Durante o projeto, crianças e jovens decoraram 220 mini rinocerontes, em uma ação que alcançou cerca de 7 mil estudantes.

RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL Ao final do período, a Empresa contava com 10.667 colaboradores, aos quais foram destinados a título de remuneração R$81,4 milhões no trimestre perfazendo um total de R$315,5 milhões no ano. (valores em R$ 1.000)

4ºtri/11

3ºtri/11

Var%

4ºtri/10

Var%

2011

2010

Var%

COLABORADORES (quantidade) Remuneração Encargos legais obrigatórios Benefícios diferenciados

10.667 81.411,1 46.494,1 15.829,7

10.806 79.645,8 45.609,5 15.288,3

-1,3 2,2 1,9 3,5

9.690 71.006,1 40.775,1 13.697,8

10,1 14,6 14,0 15,6

10.667 315.498,2 180.815,1 59.368,2

9.690 270.207,3 156.332,8 48.707,2

10,1 16,8 15,7 21,9

A Empresa aplicou em ações direcionadas ao meio ambiente, durante 2011, R$26,7 milhões, sendo destaque o tratamento de efluentes, a coleta de resíduos, e a manutenção de áreas florestais. Este valor corresponde a um aumento de 51,7% em relação ao investimento desta natureza realizado em 2010. Durante o ano foram desenvolvidos projetos de caráter social, de incentivo ao esporte e de cunho ambiental, com investimento total de R$3.265 mil. São destaques: (i) Temporada de Concertos com Maestro João Carlos Martins, na regência da Filarmônica Bachiana e da Orquestra de Câmara de João Pessoa, beneficiando, gratuitamente, cerca de 35 mil espectadores; (ii) Projeto “Cantando por um Brasil Melhor”, com o grupo musical Trovadores Urbanos, que beneficiou gratuitamente a população de 12 cidades do Estado de São Paulo onde a Companhia possui unidades industriais e florestais; (iii) Projeto Musical “Vozes pela Infância”, cuja renda do evento, que contou com a participação do Maestro João Carlos Martins, da Filarmônica Bachiana, da bateria da Escola de Samba “Vai Vai” e de jovens talentos da música clássica, foi doada à Childhood Brasil no âmbito do Programa “Na Mão Certa”; (iv) Teatro Itinerante “Um Mundo Sustentável”, realizado em Estrela do Sul - MG e cidades do entorno, que beneficiou 2.600 crianças e adolescentes da rede pública de ensino e buscou conscientizá-las às questões da sustentabilidade; e (v) Exposição “Morada Ecológica”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, que apresentou projetos pioneiros de arquitetos de várias partes do globo que abordam a necessidade de preservação das escassas reservas naturais e contou com a participação de mais de 25 mil visitantes, dentre outros projetos. Para o ano 2012 está prevista a execução de uma série de projetos com mesmo foco, sendo destaques: (i) Projeto “Biblioteca Comunitária”, que contempla a instalação de 3 bibliotecas em escolas municipais de Botucatu - SP, Uberaba - MG e Cabo de Santo Agostinho - PE, bem como a revitalização de 2 bibliotecas já instaladas nos municípios de Taquari - RS e Estrela do Sul - MG; (ii) Projeto Educativo “Contatos com a Arte”, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, que propõe a articulação entre a arte e as diversas áreas do conhecimento, contribuindo no processo formativo de educadores de diferentes instituições; (iii) Projeto “Campeões da Natação, do Atletismo e do Halterofilismo”, que pretende propiciar melhores condições de treinamento a atletas com deficiência que poderão participar das paraolimpíadas de 2016; e (iv) Projetos “Hands Teams” e “Magic Hands”, que pretendem viabilizar, respectivamente, equipes de vôlei sentado e de basquete em cadeira de rodas de alto rendimento, dentre outros projetos. Para este fim, já foram destinados, para sua realização, recursos da ordem de R$3.141 mil. Adicionalmente, a Companhia investiu aproximadamente R$0,5 milhão em projetos estruturados e recorrentes como: (i) Escola de Marcenaria Tide Setubal, que oferece ensino qualificado e profissionalização a jovens carentes; (ii) Área de Vivência Ambiental Piatan, com objetivo difundir o manejo de plantações florestais sustentáveis por meio de visitas dirigidas para escolas, clientes e comunidade; e (iii) Programa Escola Formare, realizado em parceira com a Fundação Iochpe de São Paulo e a Universidade Federal Tecnológica do Paraná, com o objetivo de prover formação profissional a jovens carentes em situação de risco. Internamente, a Companhia investiu R$1,9 milhão no treinamento de seus colaboradores. Foram aproximadamente 223 mil horas de participação incluindo 83 mil participantes. Foi lançado em junho um periódico eletrônico intitulado Sustentabilidade Duratex. Esta newsletter é utilizada para a divulgação de temas relacionados às práticas de sustentabilidade realizadas pela Companhia nos níveis social, econômico e ambiental. Conforme informado nos Relatórios da Administração anteriores, foi concluído no período o processo de definição da nova Missão, Visão e Valores da Companhia e a partir de junho iniciou-se um programa interno de disseminação denominado Somos Assim, que acontece por meio de apresentações e distribuição de cartilhas explicativas. Este material traz elementos que refletem parte do nosso jeito de ser, são reflexo da nossa maneira de pensar e traz orientação para o nosso modo de agir, tudo em linguagem acessível e com exemplos práticos. De forma a reforçar o tema, a Missão, Visão e Valores, que refletem nossa forma de pensar e agir, ficaram assim definidas: Missão Atendermos com excelência às demandas dos clientes, pelo desenvolvimento e oferta de produtos e serviços que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, gerando riqueza de forma sustentável. Visão Sermos empresa de referência, reconhecida como a melhor opção por clientes, colaboradores, comunidade, fornecedores e investidores, pela qualidade de nossos produtos, serviços e relacionamentos. Valores Integridade; Comprometimento; Valorização Humana; Superação dos Resultados; Melhoria Contínua; Inovação e Sustentabilidade.

AGRADECIMENTOS Agradecemos o apoio recebido de acionistas, a dedicação e o comprometimento de nossos colaboradores, a parceria com fornecedores e a confiança em nós depositada por clientes e consumidores. A Administração

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (Valores em Milhares de Reais) BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO Nota CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Estoques Valores a receber Impostos e contribuições a recuperar Demais créditos

5 6 7 8

NÃO CIRCULANTE Partes relacionadas Depósitos vinculados Valores a receber Créditos com plano de previdência Impostos e contribuições a recuperar I. renda e contribuição social diferidos Investimentos em controladas Outros investimentos Imobilizado Ativos biológicos Intangível

10

8 9 11 12 13 14

TOTAL DO ATIVO

CONTROLADORA 31/12/2011 31/12/2010 1.535.754 1.345.406

CONSOLIDADO EM IFRS 31/12/2011 31/12/2010 1.933.005 1.676.028

376.071 639.562 380.541 56.736 76.714 6.130

309.000 578.661 322.491 56.108 73.301 5.845

726.159 657.589 411.427 31.496 98.484 7.850

616.549 564.810 362.293 27.300 96.715 8.361

4.537.077

4.111.519

4.881.145

4.494.839

12 18.245 46.145 72.402 27.536 45.975 1.373.739 298 2.369.760 582.965

444 10.807 26.635 62.035 28.506 52.957 1.350.103 179 2.039.934 539.919

21.067 71.738 78.108 29.763 62.488 772 2.939.835 1.094.220 583.154

12.908 39.514 66.802 35.605 69.866 652 2.698.783 1.030.717 539.992

6.072.831

5.456.925

6.814.150

6.170.867

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

Nota 20

Variação do valor justo dos ativos biológicos Custo dos produtos vendidos LUCRO BRUTO

15

527.664 162.580 96.588 41.156 51.718 60.152 1.443.764

303.255 169.108 80.143 44.778 36.777 89.674 1.281.324

687.902 159.262 104.893 52.207 68.987 68.288 1.979.801

431.608 126.238 86.105 55.091 59.347 97.856 1.862.094

Empréstimos e financiamentos Provisão para contingências I. renda e contribuição social diferidos Empresas controladas Outras contas a pagar PATRIMÔNIO LÍQUIDO

15 16 9 10

1.096.056 83.283 259.236 95 5.094 3.689.209

989.512 81.443 207.192 17 3.160 3.451.866

1.227.588 135.437 500.721 116.055 3.692.810

1.162.354 142.423 443.071 114.246 3.452.528

1.550.000 (7.823) 307.932 89.721 1.355.588 (23.032) 416.823

1.288.085 (7.823) 303.103 104.590 1.360.660 (8.890) 412.141

1.550.000 (7.823) 307.932 89.721 1.355.588 (23.032) 416.823

1.288.085 (7.823) 303.103 104.590 1.360.660 (8.890) 412.141

3.689.209 6.072.831

3.451.866 5.456.925

3.689.209 3.601 6.814.150

3.451.866 662 6.170.867

Despesas com vendas Despesas gerais e administrativas Honorários da administração Outros resultados operacionais, líquidos LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Receitas financeiras Despesas financeiras Resultado de equivalência patrimonial LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Imp. de renda e contribuição social - correntes Imp. de renda e contribuição social - diferidos LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Lucro atribuível a: Acionistas da Companhia Participação dos não controladores Lucro básico por ação Lucro diluído por ação

23

22 22

24 24

27 27

(1.755.457) 877.628

154.009 (2.112.443) 1.011.931

183.765 (1.808.115) 1.117.460

(334.751) (95.424) (13.103) 14.935

(289.426) (98.977) (9.469) 28.544

(343.955) (106.763) (13.581) 28.734

(308.354) (109.330) (10.115) 25.894

392.294

508.300

576.366

715.555

53.857 (167.255) 134.380

33.867 (128.922) 150.662

98.131 (220.037) -

413.276 (24.661) (14.403) 374.212

563.907 (59.339) (37.673) 466.895

0,6820 0,6688

1,0197 1,0023

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Outros componentes do resultado abrangente Participação no resultado abrangente de controladas RESULTADO ABRANGENTE DO EXERCÍCIO, LÍQUIDO DE IMPOSTOS Atribuível a: Acionistas da Companhia Participação dos não controladores

3.622.441 3.544.055 79.406 (1.020) (1.731.407)

Custos dos produtos vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outros VALOR ADICIONADO BRUTO

(1.846.642) (271.065) 1.577.261

(1.736.986) (277.469) 1.467.259

(1.557.114) (288.444) 2.026.913

(1.417.246) (314.161) 1.891.034

52.377 (150.257) -

Depreciação/Amortização/Exaustão VALOR ADICIONADO LÍQUIDO

(218.805) 1.358.456

(187.959) 1.279.300

(430.288) 1.596.625

(372.175) 1.518.859

188.237

184.529

98.131

52.377

454.460 (59.421) (20.179) 374.860

617.675 (98.930) (51.498) 467.247

Receitas Financeiras Resultado de equivalência patrimonial VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR

53.857 134.380 1.546.693

33.867 150.662 1.463.829

98.131 1.694.756

52.377 1.571.236

374.212 648 -

466.895 352 -

(2.537)

4.682

(2.537)

378.894

464.358

379.542

464.710

378.894 -

464.358 -

378.894 648

464.358 352

466.895

218.805 158.392 (134.380) 47.046

187.959 114.588 (150.662) 18.402

(31.794) (52.957) 19.232

(144.814) (81.690) 98.160

(9.476) 17.627 (1.264) (4.665) (12.139) 588.639

58.060 10.001 (2.703) 18.978 (45.512) 547.662

RECEITAS Receita Bruta de Vendas Outras receitas Provisão p/Créditos de Liquidação Duvidosa INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS

CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010 3.872.471 3.828.277 46.676 (2.482) (1.845.558)

4.682

374.212

CONTROLADORA 31/12/2011 31/12/2010 3.481.714 3.413.282 69.177 (745) (2.014.455)

CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010 374.860 467.247

VALOR ADICIONADO RECEBIDO POR TRANSFERÊNCIA

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO REMUNERAÇÃO DO TRABALHO

483.684

383.042

536.658

430.734

Remuneração direta Benefícios FGTS Outros REMUNERAÇÃO DO GOVERNO

407.342 47.124 26.884 2.334 524.480

320.433 38.537 22.474 1.598 484.970

445.569 59.318 29.416 2.355 566.449

355.489 48.707 24.887 1.651 522.998

Federais Estaduais Municipais REMUNERAÇÃO DE FINANCIAMENTOS

367.347 153.288 3.845 164.317

313.634 169.697 1.639 128.922

407.518 155.077 3.854 216.789

352.502 167.350 3.146 150.257

REMUNERAÇÃO DOS ACIONISTAS

374.212

466.895

374.860

467.247

128.200 246.012 1.546.693

154.687 312.208 1.463.829

128.200 246.012 648 1.694.756

154.687 312.208 352 1.571.236

Juros sobre o capital próprio/Dividendos Lucros retidos Participações dos não controladores TOTAL DO VALOR ADICIONADO DISTRIBUÍDO

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010 Atividades de Investimentos: Investimentos em ativos Biológicos, Imobilizado e Intangível 374.860 467.247 Adiant. p/ futuro aumento de capital em controladas Caixa líquido recebido na incorporação da DRI-Resinas e Deca Nordeste 430.288 372.175 Caixa líquido recebido na incorporação da Cerâmica Monte Carlo S.A. (154.009) (183.765) e Deca Ind. e Comércio Mat. Sanitários 195.173 133.327 Caixa utilizado nas atividades de investimentos Atividades de Financiamentos: 14.721 49.874 Ingressos de financiamentos Amortizações de financiamentos Empréstimos de controladas - mútuo (94.377) (142.913) Juros sobre o capital próprio e dividendos Ações em tesouraria e outras (32.992) (103.884) Caixa (utilizado) atividades de Financiamentos (146) 83.256 VARIAÇÃO CAMBIAL SOBRE DISPONIBILIDADES Aumento (Redução) do caixa no exercício 31.737 19.441 22.437 11.164 Saldo Inicial 36 102.466 Saldo Final (7.454) 34.981 INFORMAÇÕES SUPLEMENTARES AOS FLUXOS DE CAIXA (1.691) (36.894) Imposto de renda e contribuição social pagos 778.583 806.475 Juros pagos

CONTROLADORA 31/12/2011 31/12/2010 Atividades Operacionais: LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Itens que não afetam o caixa: Depreciação, amortização e exaustão Variação do valor justo dos ativos biológicos Juros, variações cambiais e monetárias líquidas Resultado de equivalência patrimonial Provisões, baixa de ativos Investimentos em Capital de Giro: (Aumento) Redução em Ativos Contas a receber de clientes Estoques Demais ativos Aumento (Redução) em Passivos Fornecedores Obrigações com pessoal Contas a pagar Impostos e contribuições Demais passivos Caixa Gerado pelas atividades operacionais

DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO (Demonstração obrigatória pela prática contábil adotada no Brasil e informação suplementar para fins de IFRS)

3.694.968 3.664.522 32.495 (2.049) (2.117.707)

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE CONTROLADORA 31/12/2011 31/12/2010 374.212 466.895

18

Capital social Custo com emissão de ações Reservas de capital Reservas de reavaliação Reservas de lucros Ações em tesouraria Ajustes de avaliação patrimonial Patrimônio Líquido atribuído aos acionistas da controladora Participação dos não controladores TOTAL DO PASSIVO E PATRIMONIO LÍQUIDO

CONSOLIDADO EM IFRS 31/12/2011 31/12/2010 2.970.365 2.741.810

(2.008.751) 820.637

CONSOLIDADO EM IFRS 31/12/2011 31/12/2010 1.141.539 856.245

Empréstimos e financiamentos Fornecedores Obrigações com pessoal Contas a pagar Impostos e contribuições Dividendos e JCP NÃO CIRCULANTE

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO CONTROLADORA 31/12/2011 31/12/2010 2.829.388 2.633.085

CONTROLADORA 31/12/2011 31/12/2010 939.858 723.735

Nota

CONTROLADORA 31/12/2011 31/12/2010

CONSOLIDADO 31/12/2011 31/12/2010

(500.621) 1.720

(151.394) (162.300) -

(635.846) -

(459.564) --

(498.901)

228.471 (85.223)

(635.846)

(459.564)

532.752 (397.411) 578 (144.444) (14.142) (22.667) 67.071 309.000 376.071

444.383 (527.304) 21.481 (101.762) (6.335) (169.537) 292.902 16.098 309.000

675.068 (538.598) (159.428) (11.508) (34.466) 1.339 109.610 616.549 726.159

637.356 (559.517) (102.061) (6.335) (30.557) (729) 315.625 300.924 616.549

60.796 103.336

79.149 95.912

30.400 80.914

60.128 93.193

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Nota SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 RESULTADO ABRANGENTE DO EXERCÍCIO Lucro líquido do exercício Participação no resultado abrangente de controladas TOTAL DO RESULTADO ABRANGENTE DO EXERCÍCIO Opções de ações outorgadas Aquisição de ações em tesouraria Baixa por venda de ações em tesouraria Realização de reserva de reavaliação DESTINAÇÃO DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Constituição de reserva legal Juros sobre o capital próprio 1º semestre Juros sobre o capital próprio 2º semestre Dividendos 2º semestre Destinação de incentivos fiscais Destinação para reservas SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 RESULTADO ABRANGENTE DO EXERCÍCIO Lucro líquido do exercício Participação no resultado abrangente de controladas TOTAL DO RESULTADO ABRANGENTE DO EXERCÍCIO Opções de ações outorgadas Aquisição de ações em tesouraria Aumento de capital com reservas Juros sobre o capital próprio complementares de 2010 Realização de reserva de reavaliação DESTINAÇÃO DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Constituição de reserva legal Juros sobre o capital próprio 1º semestre Juros sobre o capital próprio 2º semestre Dividendos 2º semestre Destinação de incentivos fiscais Destinação para reservas SALDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011

25

18 18 18

Capital Social 1.288.085 1.288.085 261.915 -

18 18 18

1.550.000

Custo na emissão de ações (7.823) (7.823) (7.823)

Reservas de capital 295.753

Reservas de reavaliação 112.919

Reserva de lucros 1.039.747

Ajustes de avaliação patrimonial 414.679

Ações em tesouraria (2.177)

7.350 -

(8.329)

-

(2.537) (2.537) -

(19.847) 13.134 -

466.895 466.895 375 8.329

466.895 (2.537) 464.358 7.350 (19.847) 13.509 -

352 352 -

467.247 (2.537) 464.710 7.350 (19.847) 13.509 -

303.103

104.590

23.231 2.272 295.409 1.360.660

412.141

(8.890)

(23.231) (65.624) (66.185) (22.878) (2.272) (295.409) -

(65.624) (66.185) (22.878) 3.451.866

(407) 662

(65.624) (66.185) (22.878) (407) 3.452.528

4.829 -

(14.869)

(261.915) (4.038) -

4.682 4.682 -

(14.142) -

374.212 374.212 14.869

374.212 4.682 378.894 4.829 (14.142) (4.038) -

648 648 2.634 -

374.860 4.682 379.542 4.829 (14.142) 2.634 (4.038) -

307.932

89.721

18.437 5.478 236.966 1.355.588

416.823

(23.032)

(18.437) (59.655) (64.680) (3.865) (5.478) (236.966) -

(59.655) (64.680) (3.865) 3.689.209

(343) 3.601

(59.655) (64.680) (3.865) (343) 3.692.810

Lucros acumulados -

Total 3.141.183

Participação dos não controladores 717

Total do patrimônio líquido 3.141.900


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 57

DURATEX S.A. CNPJ nº 97.837.181/0001-47 Companhia Aberta www.duratex.com.br

IGC NOTAS EXPLICATIVAS (Valores Expressos em Milhares de Reais, exceto quando indicado)

NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL a) Informações gerais A Duratex S.A. (“Companhia”) é uma sociedade anônima de capital aberto com sede em São Paulo - SP, controlada pela Itaúsa - Investimentos Itaú S.A, com atuação destacada no setor financeiro, químico e de tecnologia da informação e pela Companhia Ligna de Investimentos, que possui relevante atuação no mercado de varejo e distribuição de insumos para construção civil e marcenaria, atuando ainda na construção e locação de empreendimentos imobiliários. A Duratex e suas controladas (conjuntamente,“o Grupo”) têm como atividades principais a produção de painéis de madeira (Divisão Madeira) e louças e metais sanitários (Divisão Deca). Conta atualmente com quatorze unidades industriais no Brasil e uma na Argentina, mantendo filiais nas principais cidades brasileiras e subsidiárias comerciais nos Estados Unidos e Europa. A Divisão Madeira opera com cinco unidades industriais no País, responsáveis pela produção de chapas de fibra, MDP (painéis de média densidade particulados), painéis de MDF, HDF e SDF (painéis de média, alta e super densidade de fibra), pisos laminados Durafloor, componentes semiacabados para móveis e uma unidade de produção de resinas industriais. A Divisão Deca opera com oito unidades industriais no País e uma na Argentina, responsáveis pela produção de louças e metais sanitários, com as marcas Deca, Hydra, Belize, Elizabeth e Deca Piazza (na Argentina). b) Aprovação das Demonstrações financeiras As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 16 de fevereiro de 2012. NOTA 2 - RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados. 2.1 - Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ativos financeiros disponíveis para venda e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) mensurados a valor justo. A preparação das demonstrações financeiras requer uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis do Grupo. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais as premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na nota 3. (a) Demonstrações financeiras consolidadas As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamento Contábil (CPC) e conforme as normas internacionais de relatório financeiro (International Financial Reporting Standards - IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB). (b) Demonstrações financeiras individuais As demonstrações financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo CPC, e são divulgadas com as demonstrações financeiras consolidadas. (c) Mudanças nas políticas contábeis e divulgações A Companhia não adotou antecipadamente nenhuma das novas normas, alterações e interpretações de normas que foram emitidas pelo IASB mas que não se encontram em vigor para 2011. Muito embora a adoção antecipada dessas normas seja encorajada, as mesmas ainda não foram aprovadas pelo CPC. Não obstante, a Companhia vem analisando os efeitos que poderão decorrer da adoção dessas normas, a partir do momento de sua aprovação pelo CPC. 2.2 - Consolidação 2.2.1 - Demonstrações financeiras consolidadas As seguintes políticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras: (a) Controladas Controladas são todas as entidades (incluindo as entidades de propósito específico) cujas políticas financeiras e operacionais podem ser conduzidas pelo Grupo e nas quais há uma participação acionária de mais da metade dos direitos de voto. As demonstrações financeiras consolidadas incluem as empresas: Duratex S.A. e suas controladas diretas: Duraflora S.A., Estrela do Sul Participações Ltda., Duratex Empreendimentos Ltda., Duratex Comercial Exportadora S.A. e suas controladas indiretas: Duratex North America Inc., Duratex Europe NV., TCI Trading S.A., Jacarandá Mimoso Participações Ltda; e Deca Piazza S.A. As operações entre as empresas consolidadas, bem como os saldos, os ganhos e as perdas não realizados nessas operações, foram eliminados. Quando requerido, as políticas contábeis das controladas foram ajustadas para assegurar consistência com as políticas contábeis adotadas pela Companhia. (b) Combinação de negócios Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. O excedente do custo de aquisição, ou seja, do montante que ultrapassar o valor justo da participação da Companhia nos ativos líquidos identificáveis adquiridos, é registrado como ágio (goodwill). Se o custo da aquisição for menor do que o valor justo dos ativos líquidos da controlada adquirida, a diferença é reconhecida diretamente na demonstração do resultado. (c) Transações e participações de não controladores São registradas de maneira idêntica às operações com acionistas do Grupo. Para as compras de participações de não controladores, a diferença entre qualquer contraprestação paga e a parcela adquirida do valor dos ativos líquidos da controladora é registrado no patrimônio líquido, bem como os ganhos ou perdas sobre alienações para participações de não controladores. 2.2.2 - Demonstrações financeiras individuais Os resultados e variações patrimoniais de controladas são contabilizados na Companhia pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajustes são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais, quanto nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. No caso da Companhia, as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicadas nas demonstrações financeiras individuais diferem do IFRS aplicável às demonstrações financeiras separadas, apenas pela avaliação dos investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial enquanto no IFRS seria custo ou valor justo. 2.3 - Apresentação de informações por segmentos As informações por segmento de negócios são apresentadas de modo consistente com o processo decisório do principal tomador de decisões operacionais. O principal tomador de decisões operacionais, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais é a Diretoria Executiva da Companhia, responsável pela tomada das decisões estratégicas do Grupo, suportada pelo Conselho de Administração. 2.4 - Conversão em moeda estrangeira (a) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações financeiras de cada uma das empresas são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão apresentadas em Reais que é a moeda funcional da Companhia e, também, a moeda de apresentação das demonstrações financeiras. (b) Transações e saldos As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras são reconhecidos na demonstração do resultado como receita ou despesa financeira exceto quando contabilizados no Patrimônio Líquido quando qualificados como operações de hedge de investimentos líquido. (c) Empresas do Grupo Os resultados e a posição financeira das empresas sediadas no exterior (nenhuma das quais opera em economia considerada hiperinflacionária), cuja moeda funcional é diferente da moeda de apresentação (Reais), são convertidos na moeda de apresentação, como segue: • ativos e passivos, convertidos pela taxa de câmbio na data de fechamento do balanço; • receitas e despesas, convertidas pela taxa média de câmbio do mês em que estas são registradas; • todas as diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas no patrimônio líquido, na rubrica Ajustes Acumulados de Conversão, e são reconhecidas no resultado quando da realização dos investimentos. 2.5 - Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor e contas garantidas que são demonstradas no balanço patrimonial como “Empréstimos”, no passivo circulante. 2.6 - Ativos financeiros 2.6.1 - Classificação Sua classificação é determinada pela administração no seu reconhecimento inicial e depende da finalidade para o qual foram adquiridos. São duas categorias nas quais os ativos financeiros são classificados: (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado São ativos financeiros mantidos para negociação adquiridos principalmente para fins de venda no curto prazo, inclusive derivativos que não tenham sido designados como instrumentos de hedge, os quais são classificados como ativos circulantes. (b) Empréstimos e recebíveis São ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não-circulantes). Compreendem as contas a receber de clientes, demais contas a receber e equivalentes de caixa, exceto os investimentos de curto prazo. 2.6.2 - Reconhecimento e mensuração As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação, data na qual a Companhia e suas controladas se comprometem a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados pelo valor justo através do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo através do resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham sido realizados ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia e suas controladas tenham transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são apresentados na demonstração do resultado no período em que ocorrem. Os valores justos dos ativos e passivos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Se o mercado de um ativo financeiro (e de títulos não listados em Bolsa) não estiver ativo, a Companhia estabelece o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, análise de fluxos de caixa descontados e modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria Companhia. 2.6.3 - Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros podem ser reportados pelo valor líquido no balanço patrimonial unicamente quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.6.4 - Impairment de ativos financeiros A Companhia e suas controladas avaliam no final de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e as perdas por impairment são incorridos somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que a Companhia e suas controladas usam para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: • dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; • uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; • o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou • dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: a) mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimos na carteira; b) condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com mudanças adversas na situação do pagamento dos tomadores de empréstimos na carteira; c) condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira; A Companhia e suas controladas avaliam em primeiro lugar se existe evidência objetiva de impairment. O montante da perda por impairment é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia e suas controladas podem mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão dessa perda reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.7 - Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge Os derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são subsequentemente, remensurados ao seu valor justo por meio de resultado. Os derivativos são contratados como uma forma de administração de riscos financeiros, sendo que a política da Companhia é a de não contratar operações com derivativos alavancados. Embora não tenha como política a contabilidade de hedge (hedge accounting), a Companhia designou determinadas dívidas ao valor justo por meio do resultado, dada a existência de ativos financeiros derivativos diretamente relacionados a empréstimos, como forma de eliminar o reconhecimento de ganhos e perdas em diferentes períodos. As operações de hedge de investimentos líquidos em operações no exterior são contabilizadas de modo semelhante às de hedge de fluxo de caixa. Qualquer ganho ou perda do instrumento de hedge é reconhecido no patrimônio líquido, na conta “Ajustes Acumulado de Conversão”, o ganho ou perda relacionada com a parcela não efetiva é imediatamente reconhecida na demonstração do resultado em “ Outros Resultados Operacionais, Líquidos”. Os ganhos e as perdas acumuladas no patrimônio líquido são incluídos na demonstração do resultado quando a operação no exterior for parcial ou integralmente alienada ou vendida. 2.8 - Contas a receber de clientes São registradas e mantidas pelo valor nominal dos títulos decorrentes das vendas de produtos, acrescidos de variações cambiais, quando aplicável. As contas a receber de clientes referem-se na sua totalidade a operações de curto prazo e assim não são trazidas a valor presente por não representar ajustes relevantes nas demonstrações financeiras. As perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa (PDD ou impairment) são constituídas com base na análise dos riscos de realização dos créditos em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização desses ativos. As recuperações subsequentes de valores previamente baixados são creditadas contra “Outros resultados operacionais, líquidos”, na demonstração do resultado. 2.9 - Estoques Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou da produção, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realizações, dos dois o menor. As importações em andamento são demonstradas ao custo de cada importação. 2.10 - Ativos intangíveis Ativos intangíveis compreendem: ágio (goodwill), carteira de clientes, marcas, patentes e direitos de uso de software. São demonstrados ao custo de aquisição deduzido da amortização no período, apurado de forma linear com base na vida útil definida. Ágio O ágio (goodwill) é representado pela diferença positiva entre o valor pago e ou a pagar pela aquisição de um negócio e o montante líquido do valor justo dos ativos e passivos da controlada adquirida ou em uma combinação de negócios. Esse ágio não é amortizado, mas é testado anualmente para identificar a necessidade de registro de perdas (impairment) . Marcas e patentes As marcas registradas e licenças adquiridas separadamente são demonstradas, inicialmente, pelo custo histórico. As marcas registradas e as licenças adquiridas em uma combinação de negócios são reconhecidas pelo valor justo na data da aquisição. Posteriormente, as marcas e licenças, uma vez que tem vida útil definida, são contabilizadas pelo valor de custo menos a amortização acumulada. Relações com clientes - carteira de clientes As relações com clientes são reconhecidas apenas em uma combinação de negócios, pelo valor justo na data da aquisição. As relações com clientes têm vida útil definida e são contabilizadas pelo seu valor de custo menos a amortização acumulada. A amortização é calculada usando o método linear durante a vida esperada da relação com o cliente. Software As licenças de software adquiridas são capitalizadas com bases nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para serem utilizados. São amortizados durante sua vida útil estimável. 2.11 - Imobilizado Os itens do imobilizado estão demonstrados pelo seu custo de aquisição, formação ou construção, inclusive os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificáveis menos depreciação acumulada apurada pelo método linear, considerando-se a estimativa de vida útil-econômica dos respectivos itens e que são revisadas ao final de cada exercício. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado e somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídas é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, no período de ocorrência. O valor do ativo imobilizado é reduzido para seu valor recuperável, se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimável. Os ganhos e perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o seu valor contábil e são reconhecidos em“Outros resultados operacionais, líquidos”. 2.12 - Impairment de ativos não-financeiros Os ativos que tem uma vida útil indefinida, como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à depreciação ou amortização são testados apenas se existirem evidências objetivas (eventos ou mudanças de circunstâncias) de que o valor contábil pode não ser recuperável. Nesse sentido são considerados os efeitos de obsolescência, demanda, concorrência e outros fatores econômicos. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). 2.13 - Ativos biológicos As reservas florestais são reconhecidas ao seu valor justo, deduzidos dos custos estimados de venda no momento da colheita conforme nota 13. Para plantações imaturas (até um ano de vida), considera-se que o seu custo se aproxima ao seu valor justo. Os ganhos ou perdas surgidas do reconhecimento de um ativo biológico

ao valor justo, menos os custos de venda, são reconhecidos na demonstração de resultado. A exaustão apropriada no resultado é formada pela parcela do custo de formação e da parcela referente ao diferencial do valor justo. Os custos de formação desses ativos são reconhecidos no resultado conforme incorridos. Os efeitos da variação do valor justo do ativo biológico são apresentados em conta própria na demonstração de resultado. 2.14 - Empréstimos Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), utilizando o método da taxa de juros efetiva, exceto aqueles que têm instrumentos derivativos de proteção, os quais serão avaliados ao seu valor justo. 2.15 - Contas a pagar a fornecedores e provisões Fornecedores As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. São, inicialmente, reconhecidas pelo valor nominal e que equivale ao valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Provisões As provisões são reconhecidas quando há uma obrigação presente legal ou não formalizada como resultado de eventos passados e que seja provável a necessidade de uma saída de recursos para liquidar a obrigação e o valor possa ser estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. São mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, a qual reflita os riscos específicos da obrigação. 2.16 - Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido São calculados com base no resultado do exercício, antes da constituição do imposto de renda e contribuição social, ajustados pelas inclusões e exclusões previstas na legislação fiscal. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são reconhecidos sobre as diferenças temporárias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. Na prática as inclusões ao lucro contábil de despesas, ou as exclusões das receitas, ambas temporariamente não tributáveis, geram o registro de créditos ou débitos tributários diferidos. Esses tributos são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido. Os impostos e contribuições diferidos são reconhecidos somente se for provável a sua compensação com lucros tributários futuros. 2.17 - Benefícios aos empregados (a) Planos de previdência privada A Companhia e suas controladas oferecem plano de contribuição definida a todos os colaboradores, administrados pela Fundação Itaúsa Industrial. O regulamento prevê a contribuição das patrocinadoras entre 50% e 100% do montante aportado pelos funcionários. A Companhia já ofereceu Plano de Benefício Definido a seus colaboradores, mas esse plano está em extinção com acesso vedado ao ingresso de novos participantes. Em relação ao Plano de Contribuição Definida, a Companhia e suas controladas não tem nenhuma obrigação adicional de pagamento depois que a contribuição é efetuada. As contribuições são reconhecidas como despesa de benefícios a empregados, quando devidas. As contribuições feitas antecipadamente são reconhecidas como um ativo na proporção em que essas contribuições levarem a uma redução efetiva dos pagamentos futuros. (b) Remuneração com base em ações A Companhia oferece aos executivos um plano de remuneração com base em ações (Stock Options), segundo o qual recebe os serviços dos executivos como contraprestação das opções de compra de ações outorgadas. O valor justo dos serviços dos executivos, recebidos em troca da outorga de opções, é reconhecido como despesa em contrapartida ao patrimônio líquido, durante o período no qual os serviços dos executivos são prestados e o direito é adquirido. O valor justo das opções outorgadas é calculado na data da outorga das opções e, a cada balanço, a Companhia revisa suas estimativas da quantidade de ações que espera que sejam emitidas, com base nas condições de aquisição de direitos. (c) Participação nos lucros A Companhia e suas controladas remuneram seus colaboradores mediante participação no lucro líquido, de acordo com o desempenho verificado no período. Esta remuneração é reconhecida como passivo e uma despesa operacional nos resultados (custo dos produtos vendidos, despesas com vendas ou despesas administrativas) quando o colaborador atinge as condições de desempenho estabelecidas. 2.18 - Capital social As ações ordinárias são classificadas no patrimônio líquido. Os custos incrementais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou opções são demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquida de impostos. O valor pago na aquisição de ações para manutenção em tesouraria, inclusive quaisquer custos adicionais diretamente atribuíveis, é deduzido do patrimônio líquido atribuível aos acionistas até que as ações sejam canceladas, vendidas ou utilizadas para fazer face ao plano de opções (Stock Options). 2.19 - Reconhecimento da receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos no curso normal das atividades da Companhia e suas controladas. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, descontos e abatimentos concedidos, bem como das eliminações de venda entre empresas do grupo, sendo reconhecida quando o valor desta pode ser mensurado com segurança, que seja provável que os benefícios econômicos futuros fruirão para a entidade e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades. (a) Venda de produtos São reconhecidas no resultado quando da entrega dos produtos, bem como pela transferência dos riscos e benefícios ao comprador. (b) Receita financeira A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa de juros efetiva. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um instrumento financeiro a Companhia e suas controladas reduzem o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa de juros efetiva original do instrumento. 2.20 - Arrendamentos A Companhia possui contratos de arrendamento de terras, utilizadas para reflorestamento. Nesses contratos de arrendamentos, os riscos e direitos de propriedade são mantidos pelo arrendador e assim são classificados como arrendamentos operacionais. Os custos incorridos nos contratos de arrendamento operacional são registrados ao custo de formação de ativos biológicos de forma linear durante o período de vigência desses contratos. O grupo não possui contratos de arrendamento financeiro. 2.21 - Distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras ao final de cada exercício ou em períodos intermediários conforme deliberado pelo Conselho de Administração, e seu saldo é apurado considerando como base o dividendo mínimo estabelecido no Estatuto Social da Companhia, portanto líquido de valores aprovados e pagos durante o exercício. Conforme previsto no Estatuto Social, a Companhia pode pagar juros sobre capital próprio, atribuindo seus valores como dividendos. O benefício fiscal dos juros sobre o capital próprio é reconhecido na demonstração do resultado. NOTA 3 - ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS Na elaboração das demonstrações financeiras foram utilizados julgamentos, estimativas e premissas contábeis para contabilização de certos ativos e passivos e outras transações. A definição das estimativas e julgamentos contábeis adotados pela Administração foi elaborada com a utilização das informações disponíveis na data, envolvendo experiência de eventos passados e previsão de eventos futuros. As demonstrações financeiras incluem varias estimativas tais como: vida útil dos bens do ativo imobilizado, realização dos créditos tributários diferidos, impairment nas contas a receber de clientes, perdas nos estoques, avaliação do valor justo dos ativos biológicos, provisão para contingências e perdas por impairment. As principais estimativas e premissas que podem apresentar risco, com probabilidade de causar ajustes nos valores contábeis de ativos e passivos, estão contempladas abaixo: a) Risco de variação do valor justo dos ativos biológicos A Companhia adotou várias estimativas para avaliar suas reservas florestais de acordo com a metodologia estabelecida pelo CPC 29/IAS 41. Essas estimativas foram baseadas em referências de mercado, as quais estão sujeitas por mudanças de cenário que poderão impactar as demonstrações financeiras da Companhia. Nesse sentido, uma queda de 5% nos preços de mercado da madeira em pé provocaria uma redução do valor justo dos ativos biológicos da ordem de R$ 55.167, líquido dos efeitos tributários. Caso a taxa de desconto apresentasse uma elevação de 0,5%, provocaria uma redução no valor justo dos ativos biológicos da ordem de R$ 8.337 líquido dos efeitos tributários. b) Perda (impairment) estimada do ágio A Companhia e suas controladas testam anualmente eventuais perdas no ágio, de acordo com a política contábil apresentada nas notas 2.10 e 2.12. O saldo poderá ser impactado por mudanças no cenário econômico ou mercadológico, porém sem representatividade importante em relação ao patrimônio líquido. c) Benefícios de planos de Previdência O valor atual dos ativos relacionados a planos de previdência depende de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais, que utilizam uma série de premissas. Entre essas premissas usadas na determinação dos valores está a taxa de desconto e condições atuais de mercado. Quaisquer mudanças nessas premissas afetarão os correspondentes valores contábeis. NOTA 4 - GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO 4.1 - Fatores de risco financeiro A Companhia e suas controladas estão expostas a riscos de mercado relacionados à flutuação das taxas de juros, de variações cambiais e de crédito. Assim, a gestão de riscos segue as políticas aprovadas pelo Conselho de Administração, inclusive com o acompanhamento pelo Comitê de Auditoria e Gerenciamento de Risco. A Companhia e suas controladas dispõem de procedimentos para administrar essas situações e podem utilizar instrumentos de proteção para diminuir os impactos destes riscos. Tais procedimentos incluem o monitoramento dos níveis de exposição a cada risco de mercado, além de estabelecer limites para a respectiva tomada de decisão. Todas as operações de instrumentos de proteção efetuadas pelo Grupo têm como propósito a proteção de suas dívidas e investimentos, sendo que não realiza nenhuma operação com derivativos financeiros alavancados. (a) Risco de Mercado (I) Risco cambial: O risco da taxa de câmbio corresponde à redução dos valores dos ativos ou aumento de seus passivos em função de uma alteração da taxa de câmbio. A Companhia e suas controladas possuem uma Política de Endividamento que estabelece o montante máximo denominado em moeda estrangeira que pode estar exposta a variações da taxa de câmbio. Em função de seus procedimentos de gerenciamento de riscos, que objetiva minimizar a exposição cambial da Companhia e de suas controladas, são mantidos mecanismos de “hedge” que visam proteger a maior parte de sua exposição cambial. (II) Operações com Derivativos: Nas operações com derivativos não existem verificações, liquidações mensais ou chamadas de margem, sendo o contrato liquidado em seu vencimento, estando contabilizado a valor justo, considerando as condições de mercado, quanto a prazo e taxas de juros. Os contratos em aberto em 31 de dezembro de 2011 são os seguintes: a - Contratos de SWAP US$ x CDI A Companhia possui quatro contratos desta modalidade, cujo valor nocional agregado é de US$ 23,747 mil com diversos vencimentos até 10/04/2014, com uma posição ativa (comprada) em Dólares e posição passiva (vendida) em CDI. A Companhia contratou estas operações com o objetivo de transformar dívidas denominadas em Dólares em dívidas indexadas ao CDI. b - Contrato de SWAP Pré x CDI A Companhia possui nove contratos com valor agregado de R$ 438.898 sendo o último vencimento em 28/04/2015 com posição ativa em taxa prefixada e posição passiva em um percentual da variação do CDI. A controlada Duraflora S.A., possui dois contratos com valor agregado de R$ 190.000 sendo o último vencimento em 30/09/2013 com posição ativa em taxa prefixada e posição passiva em um percentual do CDI. A Companhia e sua controlada contrataram essas operações com o objetivo de transformar dívidas com taxas prefixadas de juros em dívidas indexadas ao CDI. c - Contrato de NDF (Non Deliverable Forward) A Companhia possui um contrato dessa modalidade, cujo valor contratado totaliza US$ 18,000 mil com vencimento em 31/01/2012 e posição comprada em dólar. A Companhia contratou esta operação com o objetivo de transformar passivos denominados em Dólares para Reais. Nesta operação o contrato é liquidado no seu respectivo vencimento, considerando-se a diferença entre a taxa de câmbio a termo (NDF) e a taxa de câmbio do fim do período (Ptax). d - Cálculo do valor justo das posições O valor justo dos instrumentos financeiros foi calculado utilizando-se a precificação feita por meio do valor presente estimado, tanto para a ponta passiva quanto para a ponta ativa, onde a diferença entre as duas gera o valor de mercado do Swap. Quadro Demonstrativo Valor de Referência Efeito Acumulado (nocional) Valor Justo (período atual) Valor a Valor a receber/ pagar/ 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 recebido pago I. Contratos de Swaps Posição Ativa Moeda Estrangeira (USD) 41.587 14.139 43.732 10.189 538 Taxa Prefixada 628.898 660.000 718.184 699.451 15.561 Posição Passiva CDI (670.485) (674.139) 745.817 (711.165) II. Contratos de Futuro (NDF) Compromiso de Compra Moeda Estrangeira (USD) 33.541 36.269 (131) (1.012) (131) As perdas ou ganhos nas operações listadas no quadro foram compensados nas posições em juros e moeda estrangeira, ativas e passivas, cujos efeitos já estão expressos nas demonstrações financeiras. e - Análise de sensibilidade Abaixo segue demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros, incluindo derivativos que descreve os riscos que podem gerar prejuízos materiais para a Companhia e suas controladas, com um Cenário Provável (Cenário Base) e mais dois cenários, nos termos determinados pela CVM nº 475/08 representando 25% e 50% de deterioração da variável de risco considerada. Para as taxas das variáveis de risco utilizadas no Cenário Provável, foram utilizadas as cotações da BM&FBOVESPA/Bloomberg para as respectivas datas de vencimento. Quadro demonstrativo de análise de sensibilidade Valores em R$ Mil Risco Instrumento/Operação Descrição Cenário Cenário Cenário Provável Possível Remoto De taxa de Juros SWAP - PRÉ/CDI Aumento CDI 15.550 (5.650) (27.281) Objeto de “hedge”: empréstimo em taxas prefixadas (15.550) 5.650 27.281 Efeito Líquido Cambial SWAP - US$/CDI (Res.2770 e Res 4131) Queda US$ 1.464 (11.540) (24.544) Objeto de “hedge”: dívida em moeda estrangeira (US$) (aumento US$) (1.464) 11.540 24.544 Efeito Líquido Cambial NDF (US$) Queda US$ (8.460) (16.920) Objeto de “hedge”: dívida em moeda estrangeira (US$) (aumento US$) 8.460 16.920 Efeito Líquido Totais (III) Risco de fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros O risco de taxas de juros é o risco de a Companhia sofrer perdas econômicas devido a alterações adversas nessas taxas. Esse risco é monitorado continuamente com o objetivo de se avaliar eventual necessidade de contratação de operações de derivativos para se proteger contra a volatilidade das mesmas. (a) Risco de Crédito A política de vendas da Companhia está diretamente associada ao nível de risco de crédito que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. A diversificação de sua carteira de recebíveis, a seletividade de seus clientes, assim como o acompanhamento dos prazos de financiamentos de vendas e limites individuais, são procedimentos adotados a fim de minimizar inadimplências ou perdas na realização das Contas a Receber. No que diz respeito às aplicações financeiras e aos demais investimentos, a Companhia tem como política trabalhar com instituições de primeira linha e não ter investimentos concentrados em um único grupo econômico. (b) Risco de liquidez A Companhia e suas controladas possuem política de endividamento que tem por objetivo definir o limite e parâmetros de endividamento e disponível mínimo que a mesma deve manter, sendo este último, o maior dos seguintes valores: montante equivalente a 60 dias de receita líquida ou valor do serviço da dívida mais dividendos e ou juros sobre o capital próprio previstos para os próximos seis meses. O controle da posição de liquidez ocorre diariamente através do monitoramento dos fluxos de caixa. O quadro abaixo demonstra o vencimento dos passivos financeiros e as obrigações com fornecedores contratadas pela Companhia e suas controladas nas demonstrações financeiras: Controladora Consolidado Menos de 2013 e 2015 a 2020 em Menos de 2013 e 2015 a 2020 em 1 ano 2014 2019 diante 1 ano 2014 2019 diante 31/12/2011 Empréstimos 527.664 728.871 347.758 19.427 687.902 834.740 369.900 22.948 Fornecedores 162.580 159.262 Total 690.244 728.871 347.758 19.427 847.164 834.740 369.900 22.948 A projeção orçamentária para o próximo exercício, aprovada pelo Conselho de Administração, demonstra capacidade e geração de caixa para cumprimento das obrigações, caso este seja concretizado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

58 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DURATEX S.A. CNPJ nº 97.837.181/0001-47 Companhia Aberta www.duratex.com.br

IGC NOTAS EXPLICATIVAS (Valores Expressos em Milhares de Reais, exceto quando indicado) (Continuação)

4.2 - Gestão de capital A Companhia e suas controladas fazem a gestão de capital de forma a garantir a continuidade de suas operações, bem como oferecer retorno aos seus acionistas, inclusive pela otimização do custo de capital e controle do nível de endividamento pelo monitoramento do índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida pelo capital total. Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 A - Empréstimos e financiamentos 1.623.720 1.292.767 1.915.490 1.593.962 de curto prazo 527.664 303.255 687.902 431.608 de longo prazo 1.096.056 989.512 1.227.588 1.162.354 B - (-) Caixa e equivalentes de caixa 376.071 309.000 726.159 616.549 C = (A-B) Dívida líquida 1.247.649 983.767 1.189.331 977.413 D - Patrimônio líquido 3.689.209 3.451.866 3.692.810 3.452.528 C/D = Índice de alavancagem financeira 34% 28% 32% 28% O incremento da alavancagem financeira ocorreu pela captação de recursos para investimentos. 4.3 - Estimativa do valor justo Pressupõe-se que os saldos das contas a receber de clientes e contas a pagar aos fornecedores pelo valor contábil menos a perda (impairment) estejam próximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros para fins de divulgação é estimado mediante o desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado, que está disponível para a Companhia e suas controladas para instrumentos financeiros similares. A Companhia e suas controladas aplicam o CPC 40 /IFRS 7 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação de seu critério de mensuração. Como a Companhia só possui instrumentos derivativos de nível 2, utiliza-se das seguintes técnicas de avaliação: • O valor justo de “swap” de taxa de juros é calculado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas pelo mercado; • O valor justo dos contratos de câmbio futuros é determinado com base nas taxas de câmbio futuras nas datas dos balanços, com o valor resultante descontado ao valor presente. A seguir demonstramos os instrumentos financeiros por categoria/nível: Instrumentos financeiros Outros ativos e Passivos financeiros Empréstimos e recebíveis derivativos passivos financeiros designados a valor justo Total 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 ATIVOS Caixa e equivalentes de caixa 726.159 616.549 726.159 616.549 Contas a receber de clientes 657.589 564.810 657.589 564.810 Depósitos vinculados 21.067 12.908 21.067 12.908 Soma 1.404.815 1.194.267 1.404.815 1.194.267 PASSIVOS Empréstimos 1.175.572 893.346 739.918 700.616 1.915.490 1.593.962 Fornecedores 159.262 126.238 159.262 126.238 Dividendos / JCP 68.288 97.856 68.288 97.856 Instrumentos financeiros derivativos (*) (9.131) 2.537 (9.131) 2.537 Soma (9.131) 2.537 1.403.122 1.117.440 739.918 700.616 2.133.909 1.820.593 (*) Os instrumentos derivativos estão apresentados no quadro acima pelo valor líquido, ativo ou passivo, e referem-se em sua totalidade a instrumentos financeiros nível 2. NOTA 5 - CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Caixa e bancos 11.996 13.193 21.266 26.713 Títulos de renda fixa 138 92 138 1.229 Certificados de depósitos bancários 363.937 295.715 704.755 588.607 TOTAL 376.071 309.000 726.159 616.549 O saldo de aplicações financeiras está representado por certificados de depósitos bancários, remunerados com base na variação do CDI e títulos no exterior em dólares remunerados com base em taxa de juros. Os certificados de depósitos bancários embora tenham vencimentos de longo prazo, podem ser resgatados a qualquer tempo sem prejuízo da remuneração. NOTA 6 - CONTAS A RECEBER DE CLIENTES Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Clientes no país 631.415 583.072 653.677 567.768 Clientes no exterior 36.075 28.390 32.418 30.397 Impairment no contas a receber de clientes (27.928) (32.801) (28.506) (33.355) TOTAL 639.562 578.661 657.589 564.810 A seguir, são demonstrados os saldos de contas a receber por idade de vencimento: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 A vencer 627.629 558.765 645.544 544.929 Vencidos até 30 dias 6.699 8.679 6.852 8.947 Vencidos de 31 a 60 dias 582 5.822 595 5.828 Vencidos de 61 a 90 dias 1.131 409 1.204 409 Vencidos de 91 a 180 dias 3.172 3.272 3.424 3.281 Vencidos a mais de 180 dias 28.277 34.515 28.476 34.771 TOTAL 667.490 611.462 686.095 598.165 A Companhia e suas controladas possuem Política de Crédito, que tem o objetivo de estabelecer os procedimentos a serem seguidos na concessão de crédito em operações comerciais, venda de produtos e serviços, no mercado interno e externo. A determinação do limite ocorre por meio da análise de crédito, considerando o histórico de uma empresa, sua capacidade como tomadora de crédito e informações do mercado. O limite de crédito poderá ser definido com base num percentual da receita líquida, do patrimônio líquido, ou uma combinação entre estes, considerando ainda o volume médio de compras mensais, mas sempre amparado pela avaliação da situação econômico-financeira, documental, restritiva e comportamental da Empresa. Os clientes são classificados como A, B, C e D pelo seu tempo de relacionamento e histórico de pagamentos. Classificação Tempo de cadastro Histórico de pagamentos % do saldo da carteira de clientes dez/11 dez/10 A acima de 05 anos Pontual 61% 53% B acima de 03 anos até 01 dia de atraso médio 8% 11% C abaixo de 03 anos Acima de 01 dia de atraso médio 27% 30% D Inadimplentes 4% 6% A exposição máxima ao risco de crédito na data de apresentação do relatório é o valor contábil de cada classe de contas a receber mencionada acima. A Companhia e suas controladas não mantêm nenhum título como garantia. NOTA 7 - ESTOQUES Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Produtos acabados 100.868 86.343 114.122 103.684 Matérias-primas 143.238 119.589 150.764 120.191 Produtos em elaboração 61.958 60.988 69.730 70.477 Almoxarifado geral 65.854 50.239 64.774 51.505 Adiantamentos a fornecedores 8.623 5.332 12.037 16.436 Total 380.541 322.491 411.427 362.293

NOTA 9 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda e base negativa de contribuição social, diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e sobre a aplicação dos CPC’s/IFRS. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação dos tributos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Ativo de imposto diferido curto prazo 21.830 25.853 27.088 30.561 Prejuízos fiscais e bases negativas da Contribuição social 57 Provisões temporariamente indedutíveis: Provisões de encargos trabalhistas diversos 11.275 8.845 12.314 9.470 Provisões para perdas nos estoques 3.042 3.264 3.106 3.337 Provisão de ajuste de ativos a mercado 1.647 6.996 1.669 7.019 Provisão de comissões a pagar 1.514 1.254 1.514 1.254 Provisões diversas 4.352 3.658 8.428 7.645 Resultado de SWAP (caixa x competência) 1.836 1.836 Ativo de imposto diferido longo prazo 24.145 27.104 35.400 39.305 Provisões de encargos trabalhistas diversos 8.653 6.380 9.506 7.396 Provisões fiscais 9.379 8.925 20.107 19.330 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 1.399 789 1.455 847 Provisão para perdas em investimentos 469 492 469 492 Provisões diversas 895 566 895 566 Efeito da combinação de negócios - CPCs/IFRS 3.350 9.952 2.968 10.674 Total de ativos de impostos diferidos 45.975 52.957 62.488 69.866 Passivo não circulante I. Renda e C. social s/Reserva de reavaliação (35.317) (42.030) (65.237) (73.633) I. Renda e C. social s/ajuste a valor presente de financiamento (11.835) (13.916) (11.835) (13.916) I. Renda e C. social s/resultado do SWAP (caixa x competência) (2.167) (2.325) (657) I. Renda e C. social s/depreciação(crédito 25% da C.Social) (4.185) (4.565) (13.826) (13.568) I. Renda e C. social s/variações cambiais não liquidadas-reg.caixa (3.494) (3.494) I. Renda e C. social s/ágio rentabilidade futura (4.302) (753) (4.302) (753) I. Renda e C. social s/venda de imóvel (9.029) (11.762) I. Renda de empresas sediadas no exterior (Deca Piazza) (471) (525) I. Renda e C. social s/outras obrigações tributárias (49.235) (51.454) I. Renda e C. social s/ajustes CPCs IFRS (143.166) (142.434) (339.509) (336.525) Total de passivos de impostos diferidos (259.236) (207.192) (500.721) (443.071) NOTA 10 - PARTES RELACIONADAS a) Operações com Empresas Controladas DESCRIÇÃO Ativo Clientes Dividendos a receber Contas a receber Empresas controladas Passivo Fornecedores Empresas controladas Resultado Vendas Compras Financeiro Outros DESCRIÇÃO

Ativo Clientes Passivo Fornecedores Resultado Vendas Compras Custos com arrendamentos (*) DESCRIÇÃO

27.536 27.536

28.506 28.506

29.763 29.763

48 31.914 65 -

16 22.167 261

-

183

2 -

17

16.457 95

27.163 -

-

-

1 -

21.743 (158) -

8 -

12 -

12 236.680 255.838 (80) 778 43 Controladas indiretas Duratex N. America Duratex Europe 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 8.751 -

8.108 -

-

6.151

2.424

-

-

-

-

1

-

111.953 -

74.268 (88)

20.482 683

11.689 (77)

7.814 217

8.268 98

3.670 586

1.683 (25)

Leroy Merlin Cia Bras. Bricolagem 31/12/2011 31/12/2010

46 -

Deca Piazza 31/12/2011 31/12/2010

1

6.100 -

5.873 -

Ligna Florestal Ltda. 31/12/2011 31/12/2010

1.627 -

Elekeiroz S.A. 31/12/2011 31/12/2010

16.551

10.846

24.176

16.441

-

-

-

-

1

-

-

-

-

-

564

467

394 22.103 -

31 15.010 -

83.875 72 -

Itautec S.A. 31/12/2011 31/12/2010

Ativo Aplicações financeiras Clientes Passivo Fornecedores Resultado Vendas Compras Despesas de aluguel Despesas de seguros Rendimentos de aplicações Despesas financeiras Outros resultados

Duratex Empreend. 31/12/2011 31/12/2010

17 1.175 -

Leo Madeiras Maqs. & Fer. Ltda 31/12/2011 31/12/2010

DESCRIÇÃO

Controladas diretas Duraflora 31/12/2011 31/12/2010

12

TCI Trading 31/12/2011 31/12/2010

Ativo Clientes Contas a receber Passivo Fornecedores Resultado Vendas Compras Financeiro b) Outras partes relacionadas

NOTA 8 - IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECUPERAR A Companhia e suas controladas possuem créditos tributários federais e estaduais a recuperar, conforme composição demonstrada no quadro a seguir: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Circulante Imposto de renda e contribuição social a compensar 28.470 15.479 36.787 19.237 ICMS/PIS/COFINS s/aquisição de Imobilizado (*) 44.300 48.639 46.889 57.781 PIS e COFINS a compensar 442 550 8.749 11.001 ICMS e IPI a recuperar 3.502 8.633 6.059 8.696 Total 76.714 73.301 98.484 96.715 Não Circulante ICMS/PIS/COFINS s/aquisição de Imobilizado (*) Total

Duratex Coml. Exportadora 31/12/2011 31/12/2010

86.191 76.888 58.590 84 13.308 13.640 Itaúsa Itaúsa Empreendimentos S.A. Investimentos Itaú S.A. Banco Itaú S.A. 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010

Itaú Seguros 31/12/2011 31/12/2010

64

70

-

-

-

-

251.825 -

179.225 -

-

-

29

89

-

-

-

-

-

-

-

-

66 4.284

2 1.058

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

1.174

-

186

344

937

1.765

-

-

-

-

-

-

-

-

3.187

3.194

-

-

-

-

-

-

15.511

20.534

-

-

4

6

(2.399)

(1.216)

-

-

511 -

124 -

-

-

(*) Os custos com arrendamento referem-se aos custos com o contrato de arrendamento rural firmado pela controlada Duraflora S.A. com a Ligna Florestal Ltda. (controlada pela Companhia Ligna de Investimentos) relativo a terrenos que são utilizados para reflorestamento. Os encargos mensais relativos a esse arrendamento são de R$ 1.109 e são reconhecidos de forma linear ao longo do contrato. Tal contrato possui vencimento em julho de 2036, podendo ser renovado automaticamente por mais 15 anos, e será reajustado anualmente pela variação do preço médio praticado pela Companhia na venda de painéis de MDP. As transações com partes relacionadas com operações comerciais de compras e vendas, normais no curso dos negócios da Companhia, realizadas em condições de mercado. As aplicações financeiras no Banco Itaú S.A. são efetuadas nas condições normais do mercado financeiro e dentro dos limites estabelecidos pela administração da Companhia. Os valores apresentados como receitas financeiras referem-se à remuneração das aplicações financeiras e as despesas financeiras referem- se a despesas com cobrança de títulos. c) Remuneração da Administração A remuneração paga ou a pagar aos executivos da Administração da Companhia e de suas controladas, relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011 foi R$ 13.581 como honorários (R$ 10.115 em 31 de dezembro de 2010), R$ 10.397 como participações (R$ 15.400 em 31 de dezembro de 2010) e R$ 3.184 relativo à remuneração de longo prazo representada por Opções de Ações (R$ 4.593 em 31 de dezembro de 2010).

35.605 35.605

(*) O ICMS e o PIS/COFINS a compensar foram gerados substancialmente na aquisição de ativos destinados ao imobilizado para as plantas industriais. Conforme legislações vigentes, as compensações se darão nos prazos de 12, 24 e 48 meses para o PIS e COFINS e 48 meses para o ICMS. NOTA 11 - INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS Diretas Duratex Coml. Exp.

Duraflora

Estrela do Sul

Duratex Empreend.

Deca Ind. Comércio

Cerâmica Monte Carlo

DRI - Res. Industriais

Deca Nordeste

Duratex Europe

Total

Deca Piazza

North America

Indiretas Duratex Europe

TCI Trading

Jacarandá Mimoso

Acões/quotas possuídas (Mil) Ordinárias

1

182

-

-

-

-

-

-

-

-

16.446

500

3

6.069

Preferenciais

2

52

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

6.069

-

Quotas

-

-

12

2.874

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

88.700

Participação

100,00

100,00

99,99

100,00

-

-

-

-

0,01

-

100,00

100,00

99,99

82,00

100,00

Capital social

25.000

700.000

12

2.874

-

-

-

-

19.904

-

8.384

886

19.904

17.634

88.700

Patrimônio líquido

37.642

1.330.255

5.267

6.078

-

-

-

-

17.482

-

6.133

5.799

17.482

20.009

94.828

Lucro/(prejuízo) do exercício

(3.408)

131.008

(557)

650

-

-

-

-

(1.862)

-

(1.617)

188

(1.862)

3.603

99

91.944

977.826

5.395

5.099

126.757

116.322

71.339

-

-

1.394.682

5.452

7.208

22.945

3.021

84.840

6.382

86.751

429

329

7.470

13.326

3.581

-

-

118.268

17

589

1.278

1.856

3.039

Resultado de Equivalência - CPCs/IFRS

60

33.498

-

-

-

-

-

-

-

33.558

-

-

-

-

-

Equivalência reflexa

(46)

-

-

-

-

-

-

-

-

(46)

-

-

-

-

-

-

(69)

-

-

-

(243)

-

-

-

(312)

-

-

-

-

-

Movimentação dos investimentos Em 31 de dezembro de 2009 Resultado de Equivalência

Amortização de ágio Adiantamento p/futuro aumento de capital

-

158.500

-

-

-

-

3.800

-

-

162.300

-

-

-

-

2.350

Variação cambial sobre patrimônio líquido

(2.537)

-

-

-

-

-

-

-

-

(2.537)

(455)

(346)

(2.064)

-

-

Dividendos

(1.189)

(30.123)

-

-

-

-

-

-

-

(31.312)

-

-

-

(1.775)

-

Redução de capital com quotas da (59.703)

-

-

-

59.703

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Incorporação de controladas em 30.06.2010

Deca Ind. e Comércio

-

-

-

-

(179.326)

(91.548)

-

-

-

(270.874)

-

-

-

-

-

Ágio distribuído nas contas de origem

-

-

-

-

(14.604)

(15.703)

-

-

-

(30.307)

-

-

-

-

-

Ágio por expectativa de rentabilidade futura transferido para o intangível Eliminação do RNR da controladora Em 31 de dezembro de 2010

-

-

-

-

-

(22.154)

-

-

-

(22.154)

-

-

-

-

(1.163)

-

-

-

-

-

-

-

-

(1.163)

-

-

-

-

-

33.748

1.226.383

5.824

5.428

-

-

78.720

-

-

1.350.103

5.014

7.451

22.159

3.102

90.229

Aquisição de 500 ações da DRI Resinas

-

-

-

-

-

-

205

-

-

205

-

-

-

-

-

Aquisição da Deca Nordeste

-

-

-

-

-

-

-

80.000

-

80.000

-

-

-

-

-

Aquisição de 1 ação Duratex Europe

-

-

-

-

-

-

-

-

9

9

-

-

(9)

-

-

Amortização de ágio

-

(65)

-

-

-

-

-

(1.290)

-

(1.355)

-

-

-

-

-

(3.068)

131.161

(557)

650

-

-

1.199

4.995

-

134.380

(1.617)

188

(1.682)

3.137

99

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

2.461

-

-

12.000

4.500

Resultado de Equivalência Aumento de capital

4.682

-

-

-

-

-

-

-

-

4.682

275

800

2.990

-

-

Dividendos

Variação cambial sobre patrimônio líquido

-

(31.914)

-

-

-

-

-

-

(2)

(31.916)

-

(2.640)

(5.983)

(1.832)

-

Incorporação de controlada em 30.04.2011

-

-

-

-

-

-

(80.124)

-

-

(80.124)

-

-

-

-

-

Incorporação de controlada em 29.07.2011

-

-

-

-

-

-

-

(29.511)

-

(29.511)

-

-

-

-

-

Reclassificação do ágio para intangível Eliminação do RNR da controladora Em 31 de dezembro de 2011

-

-

-

-

-

-

-

(54.194)

-

(54.194)

-

-

-

-

1.460

-

-

-

-

-

-

-

-

1.460

-

-

-

-

-

36.822

1.325.565

5.267

6.078

-

-

-

-

7

1.373.739

6.133

5.799

17.475

16.407

94.828

Aquisição de subsidiária Em 4 de fevereiro de 2011, a Companhia adquiriu a totalidade das quotas sociais da Elizabeth Louças Sanitárias Ltda., conforme detalhes contidos na Nota 29. Incorporação de subsidiária 1 - DRI - Resinas Industriais S.A. Em 30 de abril de 2011, foi aprovada pela Assembleia Geral Extraordinária a incorporação pela Duratex S.A. de sua subsidiária integral DRI - Resinas Industriais S.A., a valor de livros, visando à otimização de seus processos de produção. Os principais ativos e passivos da empresa incorporada estão assim representados: Balanço Patrimonial de Incorporação de 30 de abril de 2011 DRI - Resinas Industriais S.A. Ativo Ativo circulante Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Estoques Demais créditos Não circulante Outros créditos Imobilizado Total do ativo

33.738 918 20.227 4.182 8.411

Passivo e patrimônio líquido Circulante Empréstimos e financiamentos Fornecedores Obrigação com o pessoal Outros passivos

8.388 5.748 671 501 1.468

84.374 3.961 80.413

Não circulante Empréstimos e financiamentos Patrimônio líquido

29.600 29.600 80.124

118.112

Total do passivo e patrimônio líquido

118.112

2 - Deca Nordeste Louças Sanitárias Ltda. Em 29 de julho de 2011, foi aprovada pela Assembleia Geral Extraordinária a incorporação pela Duratex S.A. de sua subsidiária integral Deca Nordeste Louças Sanitárias Ltda. (anteriormente denominada Elizabeth Louças Sanitárias Ltda.), a valor de livros, visando à otimização e racionalização do número de empresas, bem como a redução das atividades administrativas e das obrigações acessórias anuais. Os principais ativos e passivos da empresa incorporada estão assim representados: Balanço Patrimonial de Incorporação de 29 de julho de 2011 Deca Nordeste Louças Sanitárias Ltda. Ativo Ativo circulante Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Estoques Impostos e contribuição a recuperar Demais créditos Não circulante Outros créditos Imobilizado

14.114 802 10.928 2.124 117 143 29.947 39 29.908

Passivo e patrimônio líquido Circulante Fornecedores Obrigação com o pessoal Impostos e contribuições Outros passivos Não circulante Provisão para contingências I. renda e contribuição social diferidos Partes relacionadas Patrimônio líquido

5.602 2.276 1.646 1.090 590 8.948 28 7.511 1.409 29.511

Total do ativo

44.061

Total do passivo e patrimônio líquido

44.061


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 59

DURATEX S.A. CNPJ nº 97.837.181/0001-47 Companhia Aberta www.duratex.com.br

IGC NOTAS EXPLICATIVAS (Valores Expressos em Milhares de Reais, exceto quando indicado) (Continuação)

NOTA 12 - IMOBILIZADO Terras e terrenos

Controladora Saldo inicial em 01/01/2010 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido Em 31/12/2010 Saldo inicial Aquisições Baixas Depreciações Transferências Incorporação CMC e Deca Ideal Saldo contábil, líquido Saldo inicial em 31/12/2010 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido Em 31/12/2011 Saldo inicial Aquisições Baixas Depreciações Transferências Incorporação Deca Nordeste e DRI Resinas Saldo contábil, líquido Saldo em 31/12/2011 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

Máquinas, equipamentos e instalações

Imobilização em andamento

Móveis e utensílios

Veículos

Outros ativos

Total

72.355 72.355

530.695 (183.623) 347.072

2.204.049 (727.525) 1.476.524

77.535 77.535

21.380 (15.558) 5.822

19.962 (12.393) 7.569

76.851 (53.821) 23.030

3.002.827 (992.920) 2.009.907

72.355 8 16.361 88.724

347.072 1.174 (64) (20.224) 11.058 20.005 359.021

1.476.524 42.340 (138.029) 30.275 15.817 1.426.927

77.535 102.352 (39.288) 140.599

5.822 730 (640) (1.135) 539 654 5.970

7.569 1.396 (3.130) (1.837) 42 111 4.151

23.030 2.633 (7.234) (2.459) (6.700) 5.272 14.542

2.009.907 150.633 (11.068) (163.684) 12.287 41.859 2.039.934

88.724 88.724

562.868 (203.847) 359.021

2.292.481 (865.554) 1.426.927

140.599 140.599

22.663 (16.693) 5.970

18.381 (14.230) 4.151

70.822 (56.280) 14.542

3.196.538 (1.156.604) 2.039.934

88.724 1.800 (7.456) (448) 4.010 86.630

359.021 1.233 (6.554) (21.505) 18.788 27.691 378.674

1.426.927 66.263 (1.120) (154.466) 156.097 69.541 1.563.242

140.599 334.703 (12.659) (176.769) 9.371 295.245

5.970 1.578 (67) (1.287) 2.110 197 8.501

4.151 6.018 (110) (2.460) (191) 438 7.846

14.542 4.642 15.581 (6.978) 413 1.422 29.622

2.039.934 416.237 (12.385) (186.696) 112.670 2.369.760

86.630 86.630

604.026 (225.352) 378.674

2.583.262 (1.020.020) 1.563.242

295.245 295.245

26.481 (17.980) 8.501

24.536 (16.690) 7.846

92.880 (63.258) 29.622

3.713.060 (1.343.300) 2.369.760

Terras e terrenos

Consolidado Saldo inicial em 01/01/2010 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido Em 31/12/2010 Saldo inicial Aquisições Baixas Depreciações Transferências Incorporação CMC e Deca Ideal Saldo contábil, líquido Saldo inicial em 31/12/2010 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido Em 31/12/2011 Saldo inicial Aquisições Baixas Depreciações Transferências Incorporação Deca Nordeste e DRI Resinas Saldo contábil, líquido Saldo em 31/12/2011 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

Construções e benfeitorias

Construções e benfeitorias

Máquinas, equipamentos e instalações

Imobilização em andamento

Móveis e utensílios

Veículos

Outros ativos

Total

507.322 507.322

567.610 (194.710) 372.900

2.154.932 (653.247) 1.501.685

161.668 161.668

29.682 (22.230) 7.452

34.378 (19.508) 14.870

82.557 (56.247) 26.310

3.538.149 (945.942) 2.592.207

507.322 94.817 (80) 157 602.216

372.900 1.347 (64) (21.697) 25.785 378.271

1.501.685 61.118 (139) (149.207) 98.676 167 1.512.300

161.668 136.330 (129.510) (2.746) 165.742

7.452 790 (1.343) 925 7.824

14.870 10.484 (3.545) (5.464) 1.104 17.449

26.310 3.792 (7.640) (2.521) (7.539) 2.579 14.981

2.592.207 308.678 (11.468) (180.232) (10.402) 2.698.783

602.216 602.216

594.678 (216.407) 378.271

2.314.754 (802.454) 1.512.300

165.742 165.742

31.397 (23.573) 7.824

42.421 (24.972) 17.449

73.749 (58.768) 14.981

3.824.957 (1.126.174) 2.698.783

602.216 8.234 (10.515) 452 3.959 604.346

378.271 1.867 (6.626) (22.684) 20.938 17.380 389.146

1.512.300 76.800 (1.168) (165.265) 160.237 8.114 1.591.018

165.742 341.656 (12.659) (199.200) 4 295.543

7.824 2.020 (70) (1.462) 1.002 47 9.361

17.449 9.327 (993) (7.190) 96 133 18.822

14.981 5.422 15.616 (7.135) 2.637 78 31.599

2.698.783 445.326 (16.415) (203.736) (13.838) 29.715 2.939.835

604.346 604.346

628.237 (239.091) 389.146

2.558.737 (967.719) 1.591.018

295.543 295.543

34.396 (25.035) 9.361

50.984 (32.162) 18.822

97.502 (65.903) 31.599

4.269.745 (1.329.910) 2.939.835

As Imobilizações em andamento referem-se substancialmente a construções e máquinas e equipamentos em instalação. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia e suas controladas possuem contratos firmados para a aquisição de diversos equipamentos e serviços que totalizam aproximadamente R$ 184,1 milhões. Conforme previsto na Interpretação Técnica ICPC10 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, aprovado pela deliberação CVM nº 619/09, em 2011 a Companhia revisou a vida útil-econômica estimada de seus principais ativos para o cálculo da depreciação. NOTA 13 - ATIVOS BIOLÓGICOS (RESERVAS FLORESTAIS) A Companhia detém, através de sua subsidiária integral Duraflora S.A., reservas florestais de eucalipto e de pinus e que são utilizadas preponderantemente como matéria-prima na produção de painéis de madeira, pisos e componentes e complementarmente para venda a terceiros. As reservas funcionam como garantia de suprimento das fábricas, bem como na proteção de riscos quanto a futuros aumentos no preço da madeira. Trata-se de uma operação sustentável e integrada aos seus complexos industriais, que aliada a uma rede de abastecimento, proporciona elevado grau de autossuficiência no suprimento de madeira. Em 31 de dezembro de 2011, a Duraflora S.A. possuía aproximadamente 138 mil hectares em áreas de efetivo plantio (136,2 mil hectares em 31 de dezembro de 2010) que são cultivadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. a) Estimativa do valor justo O valor justo é determinado em função da estimativa de volume de madeira em ponto de colheita, aos preços atuais da madeira em pé, exceto para (i) florestas com até um ano de vida que são mantidas a custo, em decorrência do julgamento que esses valores se aproximam de seu valor justo; e (ii) florestas em formação onde utiliza-se o método de fluxo de caixa descontado. Os ativos biológicos estão mensurados ao seu valor justo, deduzidos os custos de venda no momento da colheita. O valor justo foi determinado pela valoração dos volumes previstos em ponto de colheita pelos preços atuais de mercado em função das estimativas de volumes. As premissas utilizadas foram: i. Fluxo de caixa descontado - volume de madeira previsto em ponto de colheita, considerando os preços de mercado atuais, líquidos dos custos de plantio a realizar e dos custos de capital das terras utilizadas no plantio (trazidos a valor presente). ii. Preços - são obtidos preços em R$/metro cúbico através de pesquisas de preço de mercado, divulgados por empresas especializadas em regiões e produtos similares aos da Companhia, além dos preços praticados em operações com terceiros, também em mercados ativos. iii. Diferenciação - os volumes de colheita foram segregados e valorizados conforme espécie (a) pinus e eucalipto, (b) região, (c) destinação: serraria e processo. iv. Volumes - estimativa dos volumes a serem colhidos (6º ano para o eucalipto e 12º ano para o pinus), com base na produtividade média projetada para cada região e espécie. A produtividade média poderá variar em função de idade, rotação, condições climáticas, qualidade das mudas, incêndios e outros riscos naturais. Para as florestas formadas utilizam-se os volumes atuais de madeira. São realizados inventários rotativos a partir do segundo ano de vida das florestas e seus efeitos incorporados nas demonstrações financeiras. v. Periodicidade - as expectativas em relação ao preço e volumes futuros da madeira são revistos no mínimo trimestralmente ou na medida em que são concluídos os inventários rotativos. b) Composição dos saldos O saldo dos ativos biológicos é composto pelo custo de formação das florestas e do diferencial do valor justo sobre o custo de formação, conforme demonstrado abaixo: 31/12/2011 31/12/2010 Custo de formação dos ativos biológicos 518.927 471.536 Diferencial entre custo e valor justo 575.293 559.181 Valor justo dos ativos biológicos

1.094.220

1.030.717

As florestas estão desoneradas de qualquer ônus ou garantias a terceiros, inclusive instituições financeiras. Além disso, não existem florestas cuja titularidade legal seja restrita. c) Movimentação A movimentação dos saldos contábeis no início e no final do período é a seguinte: Saldo inicial

31/12/2011

31/12/2010

1.030.717

870.446

Variação do valor justo Preço volume Exaustão

154.009

183.765

(137.898)

(132.173)

Variação do valor histórico Formação

97.455

86.334

Exaustão

(57.197)

(36.110)

Aquisições Saldo final

7.134

58.455

1.094.220

1.030.717

Efeito bruto no resultado do valor justo dos ativos biológicos Variação do valor justo

154.009

Exaustão do valor justo (137.898) A elevação do saldo é decorrente do aumento das áreas plantadas para suportar a expansão das operações da Companhia. O ajuste na variação do valor justo é decorrente dos maiores preços a valor presente da madeira em pé, bem como de sua maior produtividade.

183.765 (132.173)

Taxas anuais de depreciação Construções e benfeitorias Máquinas, equipamentos e instalações Móveis e utensílios Veículos Outros ativos

4,00% 6,70% 10,00% 10% a 20% 10% a 20%

NOTA 14 - INTANGÍVEL Controladora Saldo inicial em 01/01/2010 Custo Amortização acumulada Saldo contábil, líquido Em 31/12/2010 Saldo inicial Adições Amortizações Incorporação Cerâmica Monte Carlo Saldo contábil, líquido Saldo inicial em 31/12/2010 Custo Amortização acumulada Saldo contábil, líquido Em 31/12/2011 Saldo inicial Adições Baixas Amortizações Incorporação Deca Nordeste IR e CS s/carteira de clientes - Deca Nordeste IR e CS transf. p/passivo na incorporação Deca Nordeste Saldo contábil, líquido Saldo em 31/12/2011 Taxa média de amortização

Software

Marcas e Patentes

Ágio Rentabilidade Futura

29.056 (10.453) 18.603

2.178 2.178

187.573 187.573

329.000 (7.311) 321.689

547.807 (17.764) 530.043

18.603 11.691 (2.341) 27 27.980

2.178 278 2.456

187.573 22.154 209.727

321.689 (21.933) 299.756

530.043 11.969 (24.274) 22.181 539.919

40.774 (12.794) 27.980

2.456 2.456

209.727 209.727

329.000 (29.244) 299.756

581.957 (42.038) 539.919

27.980 2.952 (156) (6.747) 2 24.031

2.456 197 2.653

209.727 17.092 226.819

299.756 (24.672) 55.000 (18.700) 18.078 329.462

539.919 3.149 (156) (31.419) 72.094 (18.700) 18.078 582.965

20%

Carteira de clientes

0%

0%

6,67%

Marcas e Patentes

Ágio Rentabilidade Futura

Carteira de clientes

Total

Consolidado Software Total Saldo inicial em 01/01/2010 Custo 29.338 2.181 209.727 329.000 570.246 Amortização acumulada (10.623) (7.311) (17.934) Saldo contábil, líquido 18.715 2.181 209.727 321.689 552.312 Em 31/12/2010 Saldo inicial 18.715 2.181 209.727 321.689 552.312 Adições 11.706 278 11.984 Baixas Amortizações (2.371) (21.933) (24.304) Saldo contábil, líquido 28.050 2.459 209.727 299.756 539.992 Saldo inicial em 31/12/2010 Custo 41.044 2.459 209.727 329.000 582.230 Amortização acumulada (12.994) (29.244) (42.238) Saldo contábil, líquido 28.050 2.459 209.727 299.756 539.992 Em 31/12/2011 Saldo inicial 28.050 2.459 209.727 299.756 539.992 Adições 3.097 202 3.299 Baixas (160) (160) Amortizações (6.775) (24.672) (31.447) Aquisição da Louças Elizabeth 17.092 55.000 72.092 IR e CS s/carteira de clientes - Deca Nordeste (18.700) (18.700) IR e CS transf. p/passivo na incorporação Deca Nordeste 18.078 18.078 Saldo contábil, líquido 24.212 2.661 226.819 329.462 583.154 Saldo em 31/12/2011 Taxa média de amortização 20% 0% 0% 6,67% Foi efetuado pela Administração da Companhia, teste de recuperabilidade (impairment) considerando a unidade geradora de caixa do ativo intangível. Neste teste foram consideradas projeções de fluxos de caixa descontado de longo prazo e taxa de desconto nominal de 14,2%, não havendo havendo necessidade de impairment, uma vez que os valores são recuperáveis.

NOTA 15 - EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS 31/12/2011 31/12/2010 Circulante Não Circulante Circulante Não Circulante 57.320 263.579 43.772 281.368 29.765 86.106 28.484 115.275 557 5.018 521 4.980 1.206 5.425 Fiança DCE 180 50.000 Alienação fiduciária e NP 565 5.788 562 1.031 Aval - Duratex Coml. Exp. S.A. 343.711 150.378 145.405 345.337 Aval - Duratex Coml. Exp. S.A. 158.508 Aval - Ligna 11.682 778 5.644 7.974 5.537 9.119 135.000 Fiança - Ligna 13.919 125.912 4.757 126.511 Aval - 70% Itaúsa e 30% pessoa física 4.023 1.300 Fiança - Ligna e Hipoteca de bens 21.047 24.476 11.818 43.089 Fiança - Duratex Coml. Exp. S.A. 15.219 16.000 Nota promissória 159 498.252 1.014.213 271.134 925.206 BNDES mensal e trimestral Aval - Itaúsa 5.470 25.915 4.789 27.623 BNDES mensal e trimestral Fiança - Ligna 3.761 10.889 2.837 13.456 BNDES mensal e trimestral Aval - Itaúsa 955 4.320 BNDES mensal e trimestral 181 820 Resolução 2770 até setembro 2012 15.320 13.862 13.329 Resolução 2770/SWAP até março 2014 Aval - Ligna Hip. e al. Fiduciária 2.700 5.577 8.188 9.198 Resolução 4131/SWAP até março 2013 Aval - Duraflora 234 34.322 Financiamento de importação até março 2012 Pessoa física 689 1.132 90 Financiamento de importação até fevereiro 2012 Aval - Ligna e Caução de títulos 102 1.313 610 29.412 81.843 32.121 64.306 TOTAL CONTROLADORA 527.664 1.096.056 303.255 989.512 Nota de Crédito Rural com SWAP 11,5% a.a. setembro 2013 Aval - Duratex 100.484 102.512 120.516 89.972 Nota Crédito Exportação 104,5% CDI setembro 2012 Aval - Duratex 57.912 1.640 50.000 BNDES TJLP + 2,8% a.a. mensal e trimestral Aval - 70% Itaúsa e 30% pessoa física 992 27.632 BNDES TJLP + 2,3% a.a. mensal e trimestral Aval - Itaúsa 4.697 26.337 FINAME Pré 7,4% a.a. mensal Alienação fiduciária e NP 264 1.388 162 972 FUNDAP 1% a.a. mensal Aval - Duratex Coml. Exp. S.A. 586 325 MOEDA NACIONAL 160.238 131.532 127.340 167.281 BNDES US$ + 1,7% a.a. mensal e trimestral Aval - Itaúsa 1.013 5.561 MOEDA ESTRANGEIRA 1.013 5.561 TOTAL DEMAIS EMPRESAS 160.238 131.532 128.353 172.842 TOTAL DO CONSOLIDADO 687.902 1.227.588 431.608 1.162.354 Os avais e fianças garantidores dos empréstimos e financiamentos da Duratex S.A. foram concedidos pela Itaúsa S.A. no montante de R$ 364.278 (R$ 362.113 em 31 de dezembro de 2010), pela Companhia Ligna de Investimentos no montante de R$ 324.254 (R$ 377.996 em 31 de dezembro de 2010), pela Duratex Comercial Exportadora S.A., no montante de R$ 717.996 (R$ 506.742 em 31 de dezembro de 2010) e pela Duraflora S.A. no montante de R$ 34.556. No caso de empréstimos e financiamentos obtidos pelas subsidiárias, os avais foram concedidos pela Itaúsa S.A. no montante de R$ 20.036 (R$ 37.608 em 31 de dezembro de 2010), pela Companhia Ligna de Investimentos no montante de R$ 8.588, pela Duratex S.A. no montante de R$ 260.908 (R$ 262.128 em 31 de dezembro de 2010) e pela Duratex Comercial Exportadora S.A. no montante de R$ 586 (R$ 325 em 31 de dezembro de 2010). Cláusulas restritivas Os empréstimos e financiamentos junto ao BNDES estão sujeitos a cláusulas restritivas de acordo com as práticas usuais de mercado, que estabelecem, além de determinadas obrigações de praxe, o seguinte: a) Fábricas de MDP de Taquari e de MDF de Uberaba - apresentar licenças de operação, adotar medidas e ações destinadas a evitar ou corrigir danos ao meio ambiente, medidas quanto à segurança e medicina do trabalho. No contrato de financiamento da fábrica de MDP de Taquari a manutenção de “covenants” está baseada no balanço consolidado da Companhia Ligna de Investimentos, que deverá manter: exigível sobre o passivo menor que 60% e margem EBITDA maior que 13%. No contrato de financiamento da fábrica de MDF de Uberaba a manutenção de “covenants” esta baseada no balanço da Duratex S.A., devendo manter limite de cobertura da dívida através da relação da dívida bancária líquida/EBITDA (*) não superior a 3,5 e a relação da dívida bruta/dívida bruta mais patrimônio líquido não seja superior a 0,75. b) Fábricas de HDF de Botucatu, MDFII de Agudos, Resinas Industriais de Agudos, Louças de Jundiaí, Deca Metais Sanitários de São Paulo e de Jundiaí e área Florestal - manter, durante a vigência do contrato, os índices em balanço anual auditado da Duratex S.A: (I) EBITDA (*)/Despesas financeiras líquida: superior ou igual a 3,0 (II) EBITDA (*)/Receita operacional líquida igual ou maior que 0,20: e (III) Patrimônio líquido/Ativo total: igual ou maior que 0,45. Caso as referidas obrigações contratuais não sejam cumpridas a Duratex S.A. deverá oferecer garantias adicionais. Com base nas informações disponibilizadas as obrigações contratuais relativas ao ano de 2011 foram cumpridas. (*) EBITDA (“earning before interest, taxes, depreciation and amortization”) lucro antes dos juros e impostos (sobre o lucro) depreciação e amortização. Empréstimos e financiamentos designadas ao valor justo. Determinados empréstimos e financiamentos (que podem ser identificados na tabela anterior como swap) foram designados ao valor justo por meio do resultado, conforme descrito na nota 2.7. Modalidade BNDES BNDES BNDES BNDES BNDES REVITALIZA FINAME Crédito Industrial com swap Crédito Industrial Crédito Industrial Crédito Bancário Floating Rate Note FUNDIEST FUNDOPEM PROIM/PROINVEST/PRO FLORESTA Desconto NPR Leasing Financeiro

Encargos TJLP + 2,3% a.a. TJLP + 2,7% a.a. TJLP + 2,8% a.a. TJLP + 2,8% a.a. 9% a.a. TJLP + 2,1% a.a./Pré 5,3% a.a. 12,1% a.a. 98,5% CDI selic + 2% a.a. 105% CDI 109,3% CDI 30% IGP-M a.m. IPCA + 3% a.a. IGP-M + 4,0%a.a /IPCA + 6% a.a. 6,75% a.a. CDI + 1,6% a.a. MOEDA NACIONAL Cesta de moedas + 2,2% a.a. Cesta de moedas + 2,4% a.a. US$ + 1,6% a.a. US$ + 2 % a.a. US$ + 6,6% a.a. Libor + 1,75% a.a. US$ + 1,99% a.a. Libor + 0,5% a.a. Libor + 0,9% a.a. MOEDA ESTRANGEIRA

Amortização mensal e trimestral mensal e trimestral mensal e trimestral mensal e trimestral junho 2013 mensal e trimestral até abril 2015 até junho 2014 até dezembro 2011 até setembro 2012 até dezembro 2014 até novembro 2020 até novembro 2024 até janeiro 2018 até abril 2012 até setembro de 2011

Garantias Aval - Itaúsa Fiança - Ligna Aval - 70% Itaúsa e 30% pessoa física


DIÁRIO DO COMÉRCIO

60 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DURATEX S.A. CNPJ nº 97.837.181/0001-47 Companhia Aberta www.duratex.com.br

IGC NOTAS EXPLICATIVAS (Valores Expressos em Milhares de Reais, exceto quando indicado) (Continuação)

Instituições financeiras - Prazo vencimento 31/12/2011

Ano 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Demais Total

Moeda Nacional 357.446 311.166 171.409 85.186 28.294 23.803 17.482 17.722 1.705 1.014.213

Controladora Moeda Estrangeira 47.130 13.129 12.389 7.999 1.196 81.843

31/12/2010

Total 404.576 324.295 183.798 93.185 29.490 23.803 17.482 17.722 1.705

Moeda Nacional 461.637 312.844 173.088 86.864 29.381 30.939 28.044 21.243 1.705

Consolidado Moeda Estrangeira 47.130 13.129 12.389 7.999 1.196 -

1.096.056

1.145.745

81.843

Total 508.767 325.973 185.477 94.863 30.577 30.939 28.044 21.243 1.705 1.227.588

Ano 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 Demais

Moeda Nacional 407.336 101.065 110.547 154.263 77.439 22.437 20.940 15.210 15.969

Total

925.206

Controladora Moeda Estrangeira 24.500 10.472 12.667 10.094 6.093 480 64.306

Total 431.836 111.537 123.214 164.357 83.532 22.917 20.940 15.210 15.969

Moeda Nacional 552.184 105.942 115.424 159.140 82.316 25.349 20.953 15.210 15.969

Consolidado Moeda Estrangeira 25.496 11.468 13.663 11.090 7.089 1.061 -

989.512

1.092.487

69.867

NOTA 16 - PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIAS A Companhia e suas controladas são partes em processos judiciais e administrativos de natureza trabalhista, cível e tributária, decorrentes do curso normal de seus negócios. A respectiva provisão para contingências foi constituída considerando a avaliação de probabilidade de perda pelos consultores jurídicos da Companhia. A Administração da Companhia, com base na opinião de seus consultores jurídicos, acredita que as provisões para contingências constituídas são suficientes para cobrir as eventuais perdas com processos judiciais e administrativos, conforme apresentado a seguir: Controladora Tributários Trabalhistas Cíveis Total Consolidado Tributários Saldo em 01 de Jan/2011 68.586 13.827 4.936 87.349 Saldo em 01 de Jan/2011 129.013 Atualização monetária e juros 3.426 2.406 2.324 8.156 Atualização monetária e juros 6.460 Constituição 4.427 6.577 11.004 Constituição 4.789 Reversão (10.158) (32) (210) (10.400) Reversão (10.539) Pagamentos (4.378) (4.378) Pagamentos (2.416) Saldo final em 31.12.2011 66.281 18.400 7.050 91.731 Saldo final em 31.12.2011 127.307 Depósitos Judiciais (1.805) (1.897) (4.746) (8.448) Depósitos Judiciais (13.211) Saldo em 31.12.2011 após compensação dos depósitos judiciais 64.476 16.503 2.304 83.283 Saldo em 31.12.2011 após compensação dos depósitos judiciais 114.096 Controladora Tributários Trabalhistas Cíveis Total Consolidado Tributários Saldo em 01 de Jan/2010 112.558 7.329 5.557 125.444 Saldo em 01 de Jan/2010 171.032 Atualização monetária e juros 4.370 1.965 656 6.991 Atualização monetária e juros 8.418 Constituição 3.080 8.986 183 12.249 Constituição 3.317 Reversão (51.422) (179) (51.601) Reversão (53.660) Pagamentos (4.453) (1.281) (5.734) Pagamentos (94) Saldo final em 31.12.2010 68.586 13.827 4.936 87.349 Saldo final em 31.12.2010 129.013 Depósitos Judiciais (4.650) (1.063) (193) (5.906) Depósitos Judiciais (7.163) Saldo em 31.12.2010 após compensação dos depósitos judiciais 63.936 12.764 4.743 81.443 Saldo em 31.12.2010 após compensação dos depósitos judiciais 121.850 As contingências tributárias envolvem, principalmente, discussões judiciais sobre o Plano Verão e o crédito de PIS - Semestralidade. a) Plano Verão Refere-se à medida judicial com vistas a obter o reconhecimento do direito de corrigir monetariamente o balanço patrimonial relativo ao exercício de 1989 por meio de aplicação integral do IPC (índice bruto) de 70,28%, evitando assim as distorções que o não reconhecimento da inflação efetiva causa no balanço patrimonial da Companhia e, desta forma, na tributação do resultado. Foi obtida sentença reconhecendo o direito de corrigir o balanço patrimonial de acordo com o índice de 42,72% o que foi efetuado nos anos de 1994 a 1996. Embora a decisão do Tribunal Regional Federal - TRF tenha sido contrária à sentença, a Companhia obteve, através de Ação Cautelar, efeitos suspensivos dos seus recursos no Supremo Tribunal Federal - STF e Supremo Tribunal de Justiça -STJ, mantendo-se, pois, os efeitos da sentença. Em 31 de dezembro de 2011, mantém uma provisão de R$ 50.340 (R$ 48.794 em 31 de dezembro de 2010) decorrente de compensações efetuadas com imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido. b) PIS - Semestralidade Refere-se à ação declaratória com a finalidade de ter reconhecido o direito ao pagamento do PIS nos termos da Lei Complementar nº 7/70. Tal ação foi julgada procedente e transitou em julgado em 1997, fato que motivou a Companhia e suas controladas a compensar os valores referentes aos créditos apurados de acordo com procedimento legal. Contudo, permanece em discussão na esfera administrativa a prescrição dos créditos e a renúncia à execução judicial da ação; os créditos estão sujeitos ainda a homologação por parte das autoridades fiscais. Em função dessa discussão, estão provisionados os montantes compensados a título de IRPJ, CSLL, IPI e COFINS os quais totalizam R$ 20.392 (R$ 19.380 em 31 de dezembro de 2010). c) Contingências não provisionadas A Companhia e suas controladas estão envolvidas em outros processos de natureza tributária cujo valor totaliza R$ 61.060 que por apresentarem probabilidade apenas possível, na opinião de seus assessores jurídicos, não tem provisão constituída. d) Ativos Contingentes A Companhia e suas controladas estão discutindo judicialmente o ressarcimento dos tributos e contribuições, cujas possibilidades de êxito são consideradas prováveis de acordo com a avaliação dos assessores jurídicos. Como se trata de ativos contingentes, os valores a seguir não estão contabilizados nos demonstrativos financeiros: 31/12/2011 31/12/2010 Crédito prêmio de IPI de 1960 a 1985 96.365 88.238 Correção monetária dos créditos com a Eletrobrás 58.160 52.533 Restituição do ILL pago na distribuição de dividendos de 1989 a 1992 9.973 7.800 INSS - SAT, alteração da alíquota rural, vale transporte e seguro saúde 8.044 5.135 COFINS depósito judicial 3.229 3.023 PIS bases de cálculo 2.401 1.191 PIS e COFINS - Zona Franca de Manaus 1.928 1.508 PIS e COFINS - Remessa de comissões sobre vendas ao exterior 2.253 1.681 Outros 1.306 1.352 Total 183.659 162.461 NOTA 17 - ARRENDAMENTO RURAL Refere-se a Contrato de arrendamento rural firmado pela sua controlada Duraflora S.A. com a Ligna Florestal Ltda. (Controlada pela Companhia Ligna de Investimentos), relativos aos terrenos em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul em que estão localizadas as florestas. Os encargos mensais relativos a esse arrendamento são de R$ 1.109. Tal contrato possui vencimento em julho de 2036, podendo ser renovado automaticamente por mais 15 anos, e será reajustado anualmente pela variação do preço médio praticado pela Companhia na venda de painéis de MDP. Os pagamentos mínimos futuros são os seguintes: Linearização 2012 13.308 2013 a 2017 66.540 2018 em diante 247.307 Total 327.155 Adicionalmente, em atendimento aos requerimentos do CPC 06 - Operações de Arrendamento Mercantil, a controlada Duraflora S.A. registra os efeitos decorrentes da linearização dos custos de seus contratos de arrendamento rural. NOTA 18 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social O capital social autorizado da Duratex S.A. é de 920.000.000 (novecentos e vinte milhões) de ações. O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado é de R$ 1.550.000 representado por 550.035.331 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal. Conforme Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 29 de abril de 2011 o capital social passou de R$ 1.288.085 para R$ 1.550.000, mediante capitalização de reservas de lucros e simultânea bonificação em ações, atribuindo-se aos acionistas 2 (duas) ações novas para cada lote de 10 (dez) ações de que fossem titulares na posição de 29.04.2011. b) Ações em Tesouraria nº de ações em MR$ Saldo em 31.12.2010 524.572 8.890 Aquisições no período 1.190.000 14.142 Bonificação de ações em 29/04/2011 174.914 Saldo em 31.12.2011 1.889.486 23.032 Preço das Ações Mínimo Máximo Médio Ponderado Última cotação 2,86 15,65 12,17 8,92 Baseado na última cotação de mercado em 29 de dezembro de 2011, o valor das ações em tesouraria é de R$ 16.854 (R$ 9.363 em 31 de dezembro de 2010). c) Reservas do Patrimônio Líquido Controladora e Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Reservas de Capital 307.932 303.103 Ágio na subscrição de ações 218.720 218.720 Incentivos fiscais 13.705 13.705 Anteriores à Lei 6.404 18.426 18.426 Opções Outorgadas 69.857 60.596 Opções Outorgadas a apropriar (12.776) (8.344) Reservas de Reavaliação 89.721 104.590 Reservas de Lucros 1.355.588 1.360.660 Legal 96.053 77.616 Estatutária 1.251.785 1.280.772 Incentivos fiscais 7.750 2.272 Ações em tesouraria (23.032) (8.890) Ajustes de Avaliação Patrimonial 416.823 412.141 O valor apresentado na Reserva de Capital na rubrica de Ágio na Subscrição de Ações, refere-se ao valor adicional pago pelos acionistas em relação ao valor nominal no momento da subscrição das ações. Os valores relativos às Opções Outorgadas, nas Reservas de Capital, referem-se ao reconhecimento do prêmio das opções na data da outorga. Conforme dispõe o Estatuto Social o saldo destinado à Reserva Estatutária será utilizado para: (I) Reserva para Equalização de Dividendos; (II) Reserva para Reforço de Capital de Giro; e (III) Reserva para Aumento de Capital de Empresas Participadas. d) Dividendos Aos acionistas é garantido estatutariamente um dividendo mínimo obrigatório correspondente a 30% do lucro líquido ajustado. Demonstramos a seguir o cálculo de dividendos, os valores pagos/creditados e o saldo a pagar: Os dividendos em 31 de dezembro de 2011 foram calculados como segue: Lucro líquido do exercício 374.212 (-) Incentivos fiscais (5.478) (-) Reserva legal (18.437) (-) Realização de reserva de reavaliação 14.868 Lucro líquido ajustado 365.165 Dividendo mínimo obrigatório (30%) 109.550 Valor Valor Dividendos declarados no exercício bruto IRRF líquido O Conselho de Administração em reunião realizada em 29.07.2011, deliberou creditar juros sobre o capital próprio, imputado ao valor do dividendo obrigatorio de 2011, no valor de R$ 0,108694714 por ação que totaliza R$ 59.655 cujo pagamento foi efetuado em 15/08/2011. 59.655 (8.948) 50.707 O Conselho de Administração em reunião realizada em 09 de dezembro de 2011, ”ad referendum” da Assembleia Geral, deliberou creditar juros sobre o capital próprio em 29.12.2011, por conta do dividendo obrigatório de 2011, o valor de R$ 0,1180 por ação que totaliza R$ 64.680 cujo pagamento será efetuado até 30.04.2012 64.680 (9.702) 54.978 Dividendos provisionados em 31.12.2011 3.865 3.865 Remuneração 128.200 (18.650) 109.550 NOTA 19 - COBERTURA DE SEGUROS Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia e suas controladas possuíam cobertura de seguros contra incêndio e riscos diversos dos bens do ativo imobilizado e estoques. Nos termos das apólices de seguros, o valor da cobertura monta R$ 3.440 milhões. A Companhia não tem seguro para suas florestas. Para minimizar o risco são mantidos, brigada interna e pessoal treinado no combate a incêndio, sistema de torres de observação, caminhões bombeiros e vigias motorizados. A Companhia não apresenta histórico de perdas relevantes com incêndio de florestas. Demonstrativo do valor e da apropriação das opções outorgadas:

Trabalhistas 17.114 2.792 7.244 (37) (5.906) 21.207 (2.170) 19.037 Trabalhistas 9.827 2.556 10.793 (6.062) 17.114 (1.284) 15.830

NOTA 20 - RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS A reconciliação da receita bruta de vendas para a receita líquida de vendas esta assim representada: Controladora 31/12/2011 31/12/2010 Receita bruta de venda 3.664.522 3.413.282 Mercado interno 3.563.070 3.339.394 Mercado externo 101.452 73.888 Impostos e contribuições sobre vendas (835.134) (780.197) Receita líquida de vendas 2.829.388 2.633.085

Cíveis 4.936 2.324 (210) 7.050 (4.746) 2.304 Cíveis 5.557 656 183 (179) (1.281) 4.936 (193) 4.743

Total 577.680 117.410 129.087 170.230 89.405 26.410 20.953 15.210 15.969 1.162.354

Total 151.063 11.576 12.033 (10.786) (8.322) 155.564 (20.127) 135.437 Total 186.416 11.630 14.293 (53.839) (7.437) 151.063 (8.640) 142.423

Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 3.828.277 3.544.055 3.693.306 3.431.314 134.971 112.741 (857.912) (802.245) 2.970.365 2.741.810

NOTA 21 - DESPESAS POR NATUREZA

Variação do valor justo dos ativos biológicos Variação nos estoques de produtos acabados e produtos em elaboração Matérias-primas e materiais de consumo Remunerações, encargos e Benefícios a empregados Encargos de depreciação, amortização e impairment Despesas de transporte Despesas de publicidade Outras despesas Total

Controladora 31/12/2011 31/12/2010 (373.428) (127.468) 1.647.963 1.275.622 529.246 446.695 191.479 163.450 173.396 154.119 53.435 46.189 216.835 185.253 2.438.926 2.143.860

Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 (154.009) (183.765) (349.680) (175.214) 1.515.983 1.135.505 581.348 498.611 402.519 398.623 177.634 166.667 53.724 46.530 181.633 155.077 2.409.152 2.042.034

Controladora 31/12/2011 31/12/2010

Consolidado 31/12/2011 31/12/2010

NOTA 22 - RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS

Receitas financeiras Rendimento sobre aplicações financeiras Variação cambial ativa Atualizações monetárias Juros e descontos obtidos Operações com controladas Valor justo Deságio Fundap Outras Total Despesas financeiras Encargos sobre financiamentos - Moeda nacional Encargos sobre financiamentos - Moeda estrangeira Variação cambial passiva Atualizações monetárias Operações com derivativos Taxas bancárias Imposto de operações financeiras Outras Total Total do resultado financeiro

35.915 7.015 6.396 4.497 68 (44) 10 53.857

21.830 (688) 2.443 4.878 1.094 5.128 (818) 33.867

70.172 8.365 7.942 5.053 (45) 6.634 10 98.131

43.889 (3.388) 3.482 5.014 (651) 4.353 (322) 52.377

(140.548) (18.361) (3.764) (2.547) 7.585 (4.874) (2.939) (1.807) (167.255) (113.398)

(95.927) (8.350) (8.510) (2.463) (2.981) (4.152) (1.624) (4.915) (128.922) (95.055)

(171.042) (19.381) (4.853) (5.887) 7.916 (5.647) (3.248) (17.895) (220.037) (121.906)

(109.682) (8.813) (6.717) (5.253) (1.300) (4.782) (2.196) (11.514) (150.257) (97.880)

NOTA 23 - OUTROS RESULTADOS OPERACIONAIS, LÍQUIDOS Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Recuperação fiscal da ação do PIS Semestralidade Lei Complementar nº 7/70 36.444 36.444 Resultado do ganho pela adesão à anistia fiscal 3.530 3.947 Participações e Stock Option (15.226) (22.750) (15.226) (22.750) Resultado na baixa de ativos, e outros operacionais 30.161 (1) 11.320 43.960 (1) 8.253 Total 14.935 28.544 28.734 25.894 (1) Refere-se substancialmente à venda da unidade de chapas em Jundiaí (R$ 28.929 mil) e à venda da fazenda Boa Esperança de nossa subsidiária integral Duraflora S.A. no montante de R$ 13.442. NOTA 24 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Reconciliação da Despesa do Imposto de Renda e da Contribuição Social Demonstração da reconciliação entre a despesa de imposto de renda e contribuição social pela alíquota nominal e efetiva: Controladora 31/12/2011 31/12/2010 Resultado antes do imposto de renda e contribuição social 413.276 563.907

Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 454.460 617.675

I. Renda e C. Social sobre o lucro às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente I. Renda e C. Social sobre adições e exclusões ao Resultado

(140.514) 101.450

(191.728) 94.716

(154.516) 74.916

(210.008) 59.580

Resultado de Investimentos no Exterior Juros sobre o capital próprio Resultado da Equivalência Patrimonial Outras adições e exclusões I. Renda e C. Social sobre o Lucro do exercício

51.426 45.690 4.334 (39.064)

45.177 40.211 9.328 (97.012)

(788) 51.426 24.278 (79.600)

1.219 45.177 13.184 (150.428)

No Resultado: Imposto de renda e contribuição social correntes Imposto de renda e contribuição social diferidos

(24.661) (14.403)

(59.339) (37.673)

(59.421) (20.179)

(98.930) (51.498)

NOTA 25 - PLANO DE OPÇÕES DE AÇÕES Conforme previsão Estatutária, a Companhia possui plano para outorga de opções de ações que tem por objetivo integrar executivos no processo de desenvolvimento da Companhia a médio e longo prazo, facultando participarem das valorizações que seu trabalho e dedicação trouxeram para as ações representativas do capital da Duratex. As opções conferirão aos seus titulares o direito de, observadas as condições estabelecidas no Plano, subscrever ações ordinárias do capital autorizado da Duratex. As regras e procedimentos operacionais relativos ao Plano serão propostos pelo Comitê de Pessoas, designado pelo Conselho de Administração da Companhia. Periodicamente, esse comitê submeterá à aprovação do Conselho de Administração propostas relativas à aplicação do Plano. Só haverá outorga de opções com relação aos exercícios em que hajam sido apurados lucros suficientes para permitir a distribuição do dividendo mínimo obrigatório aos acionistas. A quantidade total de opções a serem outorgadas em cada exercício não ultrapassará o limite de 0,5% (meio por cento) da totalidade das ações da Duratex que os acionistas controladores e não controladores possuírem na data do balanço de encerramento do mesmo exercício. O preço de exercício a ser pago à Duratex será fixado pelo Comitê de Pessoas na outorga da opção. Para fixação do preço de exercício das opções o Comitê de Pessoas considerará a média dos preços das ações ordinárias da Duratex nos pregões da BM&FBOVESPA, no período de, no mínimo, cinco e, no máximo, noventa pregões anteriores à data da emissão das opções, a critério desse Comitê, facultado ainda, ajuste de até 30%, para mais ou para menos. Os preços estabelecidos serão reajustados até o mês anterior ao do exercício da opção pelo IGP-M ou, na sua falta, pelo índice que o Comitê de Pessoas designar. 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Total de opções de ações outorgadas 2.659.180 2.787.050 2.678.901 2.517.951 1.333.914 1.875.322 Preço de exercício na data da outorga 11,16 11,82 15,34 9,86 16,33 13,02 Valor justo na data da outorga 9,79 8,88 7,26 3,98 7,04 5,11 Prazo limite para exercício 10 anos 10 anos 10 anos 8 anos 8 anos 8,5 anos Prazo de carência 1,5 anos 1,5 anos 1,5 anos 3 anos 3 anos 3,5 anos Para determinação desse valor foram utilizadas as seguintes premissas econômicas: 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Volatilidade do preço da ação 34,80% 36,60% 36,60% 46,20% 38,50% 32,81% Dividend Yield 2,00% 2,00% 2,00% 2,00% 2,00% 2,00% Taxa de retorno livre de risco (1) 8,90% 7,60% 7,20% 6,20% 7,10% 5,59% Taxa efetiva de exercício 96,63% 96,63% 96,63% 96,63% 96,63% 96,63% A Companhia efetua a liquidação desse plano de benefícios entregando ações de sua própria emissão que são mantidas em tesouraria até o efetivo exercício das opções por parte dos executivos. (1) cupom IGP-M

Data Qtd. Data Prazo para Preço Saldo a Exercer Preço Valor Competência Demais Outorga Outorgada Vencto. Exercício Outorga dez/10 dez/11 (*) Opção Total 2007 2008 2009 2010 dez/11 Períodos 30/03/2006 2.659.180 01/07/2007 até 31/12/2016 11,16 40.714 48.856 11,42 586 586 31/01/2007 2.787.050 01/07/2008 até 31/12/2017 11,82 2.112.699 2.535.227 10,36 24.758 16.020 8.738 13/02/2008 2.678.901 01/07/2009 até 31/12/2018 15,34 2.443.506 2.932.193 8,47 19.456 12.160 7.296 (3) 30/06/2009 2.517.951 01/07/2012 até 31/12/2017 9,86 1.652.752 1.983.285 4,64 9.194 1.669 (4) 5.288 1.490 747 14/04/2010 1.333.914 01/01/2014 até 31/12/2018 16,33 1.220.697 1.464.818 8,21 8.716 2.319 2.132 4.265 29/06/2011 1.875.322 31/12/2014 até 31/12/2019 13,02 1.875.322 5,11 9.583 1.374 8.209 Soma 13.852.318 7.470.368 10.839.701 72.293 16.606 20.898 8.965 7.607 4.996 13.221 Efetividade de exercício 96,63% 96,63% 96,63% 96,63% 96,63% 96,63% 96,63% Valor apurado 69.857 16.046 (1) 20.193 (2) 8.663 7.350 (5) 4.829 (6) 12.776 (7) (1) Valor contabilizado contra lucros acumulados no balanço de transição; (2) Valor contabilizado contra o resultado de 2008; (3) Valor contabilizado contra o resultado de 2009, na antiga Duratex S.A.; (4) Valor contabilizado contra o resultado do 2º semestre de 2009; (5) Valor contabilizado contra o resultado em 2010; (6) Valor contabilizado contra o resultado em 2011; (7) Valor a ser contabilizado contra o resultado até dezembro de 2019; (*) Contempla bonificação de ações de 20% conforme AGO/E de 29/04/2011. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia possuía 1.889.486 ações, em tesouraria, que poderão ser utilizadas para fazer face a um eventual exercício de opção. NOTA 26 - PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA A Companhia e suas controladas fazem parte do grupo de patrocinadoras da Fundação Itaúsa Industrial, entidade sem fins lucrativos, que tem como finalidade administrar planos privados de concessão de benefícios de pecúlios ou de renda complementares ou assemelhados aos da Previdência Social. A Fundação administra um Plano de Contribuição Definida (Plano CD) e um Plano de Benefício Definido (Plano BD). Plano de contribuição definida - Plano CD Este plano é oferecido a todos os funcionários elegíveis ao plano e contava em 31 de dezembro de 2011, com 5.856 participantes (5.515 em 31 de dezembro 2010). No Plano CD-PAI (Plano de Aposentadoria Individual) não há risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes. O regulamento vigente prevê a contribuição das patrocinadoras com percentual entre 50% e 100% do montante aportado pelos funcionários. Fundo programa previdencial As contribuições das patrocinadoras que permaneceram no plano em decorrência dos participantes terem optado pelo resgate ou pela aposentadoria antecipada, formaram o Fundo Programa Previdencial, que de acordo com regulamento do plano, vem sendo utilizado para compensação das contribuições das patrocinadoras. O valor presente das contribuições normais futuras, calculado pela Towers Watson, utilizando-se o percentual médio de contribuição normal dos patrocionadores, totalizou, em 31 de dezembro de 2011, R$ 78.108 (R$ 66.802 em 31 de dezembro de 2010). O acréscimo de R$ 11.306 foi reconhecido no resultado na rubrica Outros resultados operacionais, líquidos. A seguir apresentamos a conciliação dos valores reconhecidos na demonstração financeira: Ativos e Passivos a serem reconhecidos no Balanço 31/12/2011 31/12/2010 Valor presente das obrigações atuariais (629.390) (587.782) Valor justo dos ativos 851.052 795.905 Ativo calculado com base no item 54 do CPC 33/IAS 19 221.662 208.123 Restrição do Ativo devido ao Limite (item 58 do CPC 33/IAS 19) (143.554) (141.321) Ativo a ser reconhecido nas demonstrações financeiras 78.108 66.802 Plano de Benefício Definido - Plano BD É um Plano que tem como finalidade básica à concessão de benefícios que, sob a forma de renda mensal vitalícia, se destina a complementar, nos termos de seu regulamento os proventos pagos pela Previdência Social. Este plano encontra-se em extinção, assim considerado como aquele ao qual está vedado o acesso de novos participantes. O plano abrange os seguintes benefícios: a complementação de aposentadoria, por tempo de contribuição, especial, por idade, invalidez, renda mensal vitalícia, prêmio por aposentadoria, pecúlio por morte. Conforme requerido pela Deliberação CVM nº 600 de 7 de outubro de 2009, a Towers Watson, atuário independente, calculou para a Fundação Itaúsa Industrial os valores a serem reconhecidos nas demonstrações financeiras. Em função do reconhecimento desse superávit depender da ocorrência ou não de um ou mais eventos

incertos (aprovação do pedido de destinação da reserva especial pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc e manutenção dos níveis da reserva de contingência do plano), a Companhia no julgamento de sua Administração, optou por não reconhecer o ativo. Abaixo apresentamos a posição em 31 de dezembro de 2011: Ativos e Passivos a serem reconhecidos no Balanço 31/12/2011 31/12/2010 Valor presente das obrigações atuariais (66.269) (64.462) Valor justo dos ativos 124.965 122.303 (Passivo)/Ativo calculado com base no item 54 do CPC 33/IAS 19 58.696 57.841 Restrição do Ativo devido ao limite (item 58 do CPC 33/IAS 19) (58.696) (57.841) (Passivo)/Ativo a ser reconhecido no balanço patrimonial Premissas atuariais Hipóteses Econômicas Taxa de desconto Taxa de retorno esperado dos ativos Crescimento salariais futuros Crescimento dos benefícios Inflação Fator de capacidade Salários Benefícios Hipóteses Econômicas Tábua de mortalidade Tábua de mortalidade de inválidos Tábua de entrada em invalidez Tábua de rotatividade Idade de aposentadoria % de participação ativos casados na data de aposentadoria Diferença de idade entre participante e cônjuge Método atuarial

31/12/2011 9,52% 10,37% 7,43% 4,30% 4,30%

31/12/2010 9,20% 10,56% 7,12% 4,00% 4,00%

100% 100% 31/12/2011 AT - 2000 RRB 1983 RRB 1944 modificada Nula Primeira idade com direito a um dos benefícios 95% Esposas são 4 anos mais jovens que maridos Crédito unitário projetado

100% 100% 31/12/2010 AT - 2000 RRB 1983 RRB 1944 modificada Nula Primeira idade com direito a um dos benefícios 95% Esposas são 4 anos mais jovens que maridos Crédito unitário projetado


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 61

DURATEX S.A. CNPJ nº 97.837.181/0001-47 Companhia Aberta www.duratex.com.br

IGC NOTAS EXPLICATIVAS (Valores Expressos em Milhares de Reais, exceto quando indicado) (Continuação)

NOTA 27 - LUCRO POR AÇÃO (a) Básico O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o exercício, excluindo as ações ordinárias compradas pela Sociedade como ações em tesouraria. 31/12/2011 31/12/2010 Lucro atribuível aos acionistas da Companhia 374.212 466.895 Média ponderada da quantidade de ações ordinárias emitidas (em milhares) 550.035 458.362 Média ponderada das ações em tesouraria (em milhares) (1.377) (481) Média ponderada da quantidade de ações ordinárias em circulação (em milhares) 548.658 457.881 Lucro básico por ação 0,6820 1,0197 (b) Diluído O lucro diluído por ação é calculado mediante o ajuste da quantidade média ponderada de ações ordinárias em circulação, para presumir a conversão de todas as ações ordinárias potenciais diluídas, correspondentes no programa de Stock Options. 31/12/2011 31/12/2010 Lucro atribuível aos acionistas da Companhia 374.212 466.895 Média ponderada da quantidade de ações ordinárias emitidas (em milhares) 550.035 458.362 Opções de compra de ações 10.840 7.963 Média ponderada das ações em tesouraria (em milhares) (1.377) (481) Média ponderada da quantidade de ações ordinárias em circulação (em milhares) 559.498 465.844 Lucro diluído por ação 0,6688 1,0023 NOTA 28 - INFORMAÇÕES POR SEGMENTO DE NEGÓCIOS A Administração definiu os segmentos operacionais, com base nos relatórios utilizados para a tomada de decisões estratégicas, revisados pela Diretoria. A Diretoria efetua sua análise do negócio baseado em dois segmentos relevantes: Divisão Madeira e Divisão Deca. Os segmentos apresentados nas demonstrações financeiras são unidades de negócio estratégicas que oferecem produtos e serviços distintos. Não ocorrem vendas entre os segmentos. 31/12/2011 31/12/2010 Madeira Deca Consol Madeira Deca Consol Receita Líquida de vendas 1.875.979 1.094.386 2.970.365 1.830.285 911.525 2.741.810 Mercado interno 1.780.982 1.054.987 2.835.969 1.755.189 873.880 2.629.069 Mercado externo 94.997 39.399 134.396 75.096 37.645 112.741 Variação do valor justo dos ativos biológicos 154.009 154.009 183.765 183.765 Custo dos produtos vendidos (1.085.975) (629.900) (1.715.875) (985.595) (475.799) (1.461.394) Depreciação, amortização e exaustão (212.454) (46.216) (258.670) (175.563) (38.985) (214.548) Exaustão do ajuste do ativo biológico (137.898) (137.898) (132.173) (132.173) Lucro Bruto 593.661 418.270 1.011.931 720.719 396.741 1.117.460 Despesas com Vendas (188.387) (155.568) (343.955) (183.736) (124.618) (308.354) Despesas Gerais e Administrativas (69.386) (37.377) (106.763) (74.284) (35.046) (109.330) Outros Resultados Operacionais, líquidos 17.686 (2.533) 15.153 (7.535) 23.314 15.779 Lucro Operacional antes do resultado Financeiro 353.574 222.792 576.366 455.164 260.391 715.555 Estes segmentos operacionais foram definidos com base nos relatórios utilizados para tomada de decisão pela Diretoria da Companhia. As políticas contábeis de cada segmento são as mesmas descritas na nota 2.

NOTA 29 - COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS Em 4 de fevereiro de 2011, a Duratex S.A. adquiriu a totalidade das quotas sociais da Elizabeth Louças Sanitárias Ltda., pelo valor de R$80 milhões. Esta operação se enquadra nas regras do CPC 15 aprovada pela Deliberação CVM nº 580 de 31 de julho de 2009. Dessa forma os ativos e passivos registrados foram avaliados aos seus respectivos valores justos. Os detalhes dos valores em livros e valores justos líquidos adquiridos e o ágio são como seguem: Valor contábil Valor justo da adquirida Ativos 95.416 37.240 Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Estoques Impostos e contribuições a recuperar Demais créditos Imobilizado Relação contratual com o cliente (incluída nos ativos intangíveis nota 14) Passivos

236 6.114 1.298 45 90 32.633 55.000 32.508

236 6.193 988 45 63 29.715 12.724

Fornecedores Obrigações com pessoal Contas a pagar Impostos e contribuições Contingências I. Renda e C. Social diferidos Total dos ativos líquidos Ágio (Nota 14)

1.842 1.729 352 1.010 10 27.565 62.908 17.092

1.862 1.729 352 1.010 10 7.761 24.516 -

Valor pago na aquisição

80.000

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NOTA 30 - EVENTO SUBSEQUENTE Emissão Privada de Debêntures Conversíveis em Ações Em Fato Relevante divulgado em 18.04.2011, a Companhia informou decisão estratégica de ampliar sua atuação no segmento de MDF, mediante investimentos com recursos próprios e de terceiros destinados: (i) à implantação, na unidade industrial da Companhia localizada em Itapetininga (SP), de: uma nova linha de produção de painéis de fibra de madeira reconstituída de média densidade (MDF), com capacidade efetiva de 520 mil m³/ano; uma nova linha de revestimento em baixa pressão; e uma impregnadora de papel laminado a baixa pressão; e, (ii) à aquisição, pela Companhia, das máquinas e equipamentos nacionais necessários ao projeto descrito no inciso (i). Nesse contexto, a Companhia informou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES aprovou: • a concessão de colaboração financeira à Companhia no valor de R$ 178.722; e • a sua participação, por meio da subsidiária BNDESPAR, na emissão privada de debêntures que a Companhia fará no montante de R$ 99.999 com garantia flutuante, conversíveis em ações, assumindo o compromisso de subscrever e integralizar debêntures, no mínimo, na qualidade de cessionária do direito de preferência dos Acionistas Controladores.

RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA E DE GERENCIAMENTO DE RISCOS Introdução O Comitê de Auditoria e de Gerenciamento de Riscos da Duratex S.A. foi criado em novembro de 2009 e, de acordo com seu Regimento, tem como principais responsabilidades: (i) supervisionar os processos de controles internos e de gerenciamento dos riscos inerentes às atividades da Companhia e de suas controladas, bem como os trabalhos desenvolvidos pelas Auditorias Interna e Externa; e (ii) avaliar a qualidade e integridade das demonstrações financeiras (ver http://www. duratex.com.br - Relações com Investidores). No cumprimento de suas atribuições, as análises e avaliações procedidas pelo Comitê baseiam-se em informações recebidas da Administração, da Auditoria Interna, dos auditores externos e dos executivos responsáveis pela gestão de riscos e pelos controles internos nos diversos segmentos da Organização. A Administração é responsável pela correta elaboração das demonstrações financeiras da Duratex S.A. e de suas controladas e coligadas. Cabe a ela, portanto, estabelecer procedimentos e acompanhamentos que garantam a qualidade dos processos que geram as informações financeiras. Ela é responsável, também, pela implementação e manutenção de sistemas de controles internos e de gerenciamento de riscos condizentes com o porte e a estrutura da Companhia. A Auditoria Interna tem como atribuições avaliar os riscos dos principais processos e os controles utilizados na mitigação desses riscos, bem como verificar o cumprimento das políticas e dos procedimentos determinados pela Administração, inclusive aqueles voltados para elaboração das demonstrações financeiras. A PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes é a responsável pela auditoria das demonstrações financeiras e deve assegurar que elas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Duratex S.A. e suas controladas, e que foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis vigentes no Brasil, determinadas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM. Atividades do Comitê No decorrer do ano de 2011, o Comitê de Auditoria e de Gerenciamento de Riscos reuniu-se em doze ocasiões. Na segunda reunião de 2012, realizada em 10 de fevereiro, foram discutidas e analisadas as demonstrações financeiras de 31.12.2011.

Foi discutido e aprovado o Planejamento dos trabalhos para o ano de 2011. Foi, também, analisado o Relatório de Controles Internos elaborado pela Auditoria Externa com base em 31.12.2010. Com base nas informações recebidas, não foram identificadas situações que pudessem afetar a objetividade e a independência dos auditores externos. O Comitê considera satisfatórios o volume e a qualidade das informações recebidas. Auditoria Interna O Comitê tomou conhecimento do Planejamento dos trabalhos da Auditoria Interna para o ano de 2011. No decorrer do ano aprovou a Política de Auditoria Interna e acompanhou a reestruturação da área. Em reuniões trimestrais, o Gerente Executivo da Auditoria Interna apresentou o resultado dos principais trabalhos desenvolvidos. Tais apresentações não trouxeram ao conhecimento do Comitê a existência de riscos que pudessem afetar a solidez e a continuidade da Empresa. Demonstrações Contábeis O Comitê discutiu e analisou as principais práticas contábeis utilizadas na preparação e elaboração das demonstrações contábeis trimestrais. De igual forma, tomou conhecimento dos principais números e dos resultados apresentados pela Companhia. Conclusão Assim, com base nas atividades desenvolvidas no período e, ponderadas as limitações naturais decorrentes do escopo de sua atuação, o Comitê de Auditoria e de Gerenciamento de Riscos entende que as demonstrações financeiras de 31.12.2011 foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis vigentes no Brasil e recomenda sua aprovação pelo Conselho de Administração. São Paulo, 10 de fevereiro de 2012.

Controles Internos e Gerenciamento de Riscos O Comitê procedeu a reuniões com Diretores dos diversos segmentos da Organização. Nessas reuniões, foram analisados os riscos financeiro, operacional e ambiental e principais controles internos mitigadores dos riscos. Em dezembro, o Comitê analisou e aprovou a Política de Gestão de Riscos da Duratex S.A.

O Comitê de Auditoria e de Gerenciamento de Riscos Alcides Lopes Tápias - Presidente Álvaro Antonio Cardoso de Souza Andrea Laserna Seibel Ricardo Egydio Setúbal Rodolfo Villela Marino

Auditoria Externa O Comitê manteve reuniões trimestrais com a Auditoria Externa. Nessas reuniões foram discutidos os pontos de atenção ou melhoria observados no decorrer dos trabalhos, quer, relativamente a controles internos, quer no tocante a aspectos contábeis. RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Administradores e Acionistas Duratex S.A. Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Duratex S.A. (“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Examinamos também as demonstrações financeiras consolidadas da Duratex S.A. e suas controladas (“Consolidado”) que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PRESIDENTE Salo Davi Seibel

Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Duratex S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Duratex S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Conforme descrito na Nota 2.2.2, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Duratex S.A., essas práticas diferem do IFRS aplicável às demonstrações financeiras separadas somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas pelo método de equivalência patrimonial, uma vez que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. Outros assuntos - demonstrações do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 16 de fevereiro de 2012

PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

Carlos Alberto de Sousa Contador CRC 1RJ056561/O-0 “S” SP

DIRETORIA VICE-PRESIDENTES Alfredo Egydio Arruda Villela Filho Ricardo Egydio Setúbal

CONSELHEIROS Alcides Lopes Tápias Álvaro Antonio Cardoso de Souza Fábio Schvartsman Hélio Seibel Paulo Setúbal Neto Rodolfo Villela Marino

PRESIDENTE Henri Penchas

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DIRETORES EXECUTIVOS Alexandre Coelho Neto do Nascimento Antonio Joaquim de Oliveira Antonio Massinelli Flávio Marassi Donatelli (*)

João Jacó Hazarabedian Raul Penteado de Oliveira Neto Renato Aguiar Coelho Roberto Szachnowicz

DIRETORES GERENTES Flávio Dias Soares Francisco de Assis Guimarães Marco Antonio Milleo Roney Rotenberg Roberto Frederico Battaglioli Contador CRC 1SP109479/O-0

(*) Diretor de Relações com Investidores

Resultado primário, obtido principalmente graças ao aumento da arrecadação, mostrou, porém, um recuo de 17, 4% nos investimentos pagos.

conomia

Tesouro anuncia superávit recorde Economia do Governo Central para pagamento dos juros da dívida em janeiro foi de R$ 20,8 bilhões, valor equivalente a 74,3% da meta para todo o quadrimestre

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m um cenário ainda de queda dos investimentos públicos, o governo começou o ano de 2012 com uma economia recorde de R$ 20,8 bilhões para pagamento de juros da dívida em janeiro. O resultado do chamado Governo Central, que inclui as contas do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, apresentou um crescimento de 46,5% em relação ao superávit primário do mesmo mês do ano passado. O esforço fiscal foi R$ 6,6 bilhões maior no período e já garantiu o equivalente a 74,3% da meta para todo o quadrimestre. O resultado, obtido principalmente graças ao aumento da arrecadação, mostrou, porém, um recuo de 17, 4% nos investimentos pagos. Essa desaceleração ocorreu a despeito de o governo ter iniciado em janeiro a mudança na metodologia de cálculo das despesas com o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que passaram a ser classificadas como investimento. As despesas com o programa somaram R$ 2,5 bilhões e representaram boa parte dos R$ 6,5 bilhões de investimentos pagos ao longo de todo o mês.

José Cruz/ABr

Sinal – Para o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, a divulgação do superávit do mês de janeiro (o maior para o mês e o segundo maior da história do País) representa uma sinalização importante do governo em relação ao compromisso de cumprimento da meta fiscal no ano, sem abatimentos. O resultado de janeiro só não foi maior do que o do mês de setembro de 2010, quando o governo conseguiu uma receita extraordinária com o processo de capitalização da Petrobras. "Fica evidente que estamos com o primário em ascensão. Isso é positivo porque reflete o esforço para que o novo mix de política econômica seja o melhor possível", disse Augustin. Nesse novo mix, o governo reforçou a política fiscal para ajudar o Banco Central na redução da taxa básica de juros (Selic), hoje em 10,5% ao ano. Para Augustin, o superávit forte registrado no mês passado mostra que o governo cumprirá a meta fiscal de 2012. Questionado se o governo poderia, ao longo do ano, mudar a estratégia fiscal, disse: "O primário está definido. É cheio. E o contingenciamento demonstra isso." Mas, em seguida,

Augustin, do Tesouro: resultado é sinalização importante de compromisso de cumprir meta fiscal

acrescentou: "Mas pode ter mudanças. Sempre pode." O secretário do Tesouro Nacional evitou falar sobre a decisão dos juros do BC na próxima semana – o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nos dias 6 e 7 de março – e também sobre a possibilidade de

aumento do preço dos combustíveis pela Petrobras. Ele, porém, fez questão de ressaltar que o conjunto de preços para 2012, que inclui todas as variáveis, inclusive de petróleo, aponta uma tendência positiva para o controle da inflação. Segundo ele, a inflação vai

prosseguir dentro da meta (das bandas) e "até com mais folga". A meta para este ano é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. "O governo entende que as políticas das suas empresas são as melhores para cada uma

delas e são definidas pelas suas diretorias", disse Arno Augustin. O secretário do Tesouro, entretanto, ponderou que a União, como acionista majoritária dessas empresas, expressa suas opiniões por meio de seus representantes nos conselhos de cada uma. (AE)


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Já foram feitos 960 mil downloads do programa do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 desde o último dia 24. O prazo para a entrega das declarações vai de 1º de março a 30 de abril.

conomia Antonio Cruz/ABr

Dirigentes de entidades patronais e de trabalhadores se reuniram com o presidente do Senado, José Sarney, que pediu urgência para o assunto.

O fim da guerra fiscal a caminho? Senador José Sarney pediu aos líderes dos partidos esforço para votar uniformização do ICMS na Casa durante o próximo mês de março

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Senado Federal pretende fazer um esforço político para votar em março a proposta de Resolução 72/2010, que uniformiza a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais com bens e mercadorias importadas. Em uma reunião ontem, com a presença de dirigentes de entidades patronais e trabalhadores, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pediu aos líderes dos partidos presentes no Nós não estamos encontro que se esforquerendo a cem para colocar a matéria em votação o proteção da quanto antes. As entiindústria. Nós dades argumentam estamos querendo que o projeto pode protegê-la dos acabar com a chamada ataques. "guerra dos portos". "Nós não estamos JOSÉ SARNEY, SENADO FEDERAL querendo a proteção da indústria. Nós estamos querendo protegê-la dos ataques", afirmou Sarney durante a reunião no gabinete da Presidência do Senado. "Vamos antecipar a votação, desde que

as lideranças aceitem estabelecer urgência urgentíssima em torno dessa matéria", disse. Por esse regime de tramitação, a matéria tem que ser aprovada em até 45 dias, sob pena de trancar a pauta de votações do plenário. Os líderes do PMDB, do PTB e do PSDB, respectivamente, Renan Calheiros (AL), Gim Argello (DF) e Alvaro Dias (PR), comprometeram-se a mobilizar suas bancadas para votar a proposta. Ponto de partida – O projeto original é de autoria do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Entretanto, o próprio Jucá admite que sua proposta é um "ponto de partida", ou seja, foi apresentada apenas para suscitar a discussão. O senador ainda não fechou qual o melhor percentual para o projeto. Apesar disso, o líder do governo defende a adoção de compensações econômicas a Estados que sairiam perdendo com a mudança no ICMS, como Espírito Santo e Santa Catarina. O governo do Estado de São Paulo e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) defendem a adoção de um percentual de 4% de imposto. Há integran-

tes da equipe econômica do governo que têm sustentado a adoção de uma alíquota de 2%. Desde o final de 2010, a matéria tramitou inicialmente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas foi remetida por José Sarney no segundo semestre do ano passado para a de Constituição e Justiça (CCJ), que atendeu pedido do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Ex-governador de um dos Estados que seriam prejudicados com a mudança, Ferraço alega que a proposta é inconstitucional. Depois de discutir se contraria a Constituição, o projeto voltará à CAE. Mas os senadores presentes ao encontro de ontem devem abreviar esse rito de tramitação do projeto. "A ideia é que agora em março façamos audiências públicas conjuntas da CAE e da CCJ e, até o fim do mês, tenhamos condição de votar essa matéria", afirmou Jucá, o autor da proposta. Ataques – Durante a reunião, representantes do setor industrial e de trabalhadores, geralmente em lados opostos, fizeram coro nas críticas à guerra fiscal entre os Estados, e defenderam a aprovação da Resolução 72, que ajuda-

Mercado pede uso de tributos para evitar aumento de preço em combustíveis

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pressão que um eventual aumento dos preços dos combustíveis exercerá sobre a inflação neste ano tem sido fonte de preocupação do mercado financeiro, a ponto de analistas terem questionado o Banco Central (BC), durante uma reunião, ontem, sobre se haveria condições de o governo lançar mão de tributos para evitar o impacto da alta dos preços dos combustíveis no bolso do consumidor. O aumento de 10% no preço da gasolina e 2% no valor do diesel em novembro foram absorvidos via redução da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e não chegou ao consumidor final. A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster afirmou, na semana passada, que a permanecer os atuais patamares do preço do barril de petróleo, acima de US$ 100, a empresa recomenda correção dos preços dos combustíveis. Para os analistas do mercado financeiro, que já contabilizam um pouco mais de inflação devido ao processo de afrouxamento monetário, aumento do salário-mínimo e in-

10 por cento no preço da gasolina e 2% no valor do diesel em novembro foram absorvidos via redução da alíquota da Cide. centivos ao crescimento econômico, entre outros, um reajuste de combustíveis agora só contribuiria para confirmar uma taxa de inflação acima do centro da meta de 4,5% neste e no próximo ano. O BC ouviu essa preocupação na reunião de ontem, que foi presidida pelo diretor de Política Econômica, Carlos Hamilton de Araújo. No encontro, os analistas colocaram ao Banco Central se não haveria uma alternativa via redução de impostos para neutralizar o impacto de um potencial aumento de combustíveis sobre o consumidor.

Nas discussões entre os analistas, o consenso foi de que há menos espaço para o governo usar a redução tributária para impedir o impacto dos combustíveis na inflação. Tecnicamente, explica o economistachefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, a defasagem entre os preços de venda da gasolina e do diesel no mercado não são lineares. No caso da gasolina, haveria espaço para neutralizar a pressão sobre os preços finais, porque a defasagem por litro do combustível no Brasil está em R$ 0,10, e a Cide é de R$ 0,09. Já o diesel está com uma defasagem de R$ 0,40, enquanto a Cide está em R$ 0,03. Dilma – Na última segundafeira, a presidente da República, Dilma Rousseff, se esquivou a responder se concordava com a presidente da Petrobras, Graça Foster, sobre a necessidade de reajustar os preços dos combustíveis. Dilma preferiu sair pelo discurso de que "a construção da Refinaria Abreu e Lima, sem atrasos, é considerada pelo governo uma saída para evitar possíveis aumentos no preço dos combustíveis". (AE)

rá o País na disputa com os produtos vindos de fora. "Isso (a guerra fiscal) A guerra fiscal tem tem prejudicado a inprejudicado a dústria brasileira e o emprego", afirmou o indústria brasileira presidente da Confee o emprego. deração Nacional da ROBSON ANDRADE, CNI Indústria (CNI), Robson Andrade. "Nós achamos que (a proposta) vai dar um equilíbrio em relação ao incentivo fiscal", completou. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, lembrou que, não bastasse a guerra fiscal, a moeda brasileira sobrevalorizada em comparação com o dólar está "inviabilizando" os setores produtivos. Na opinião dele, em 2000, o dólar estava a R$ 1,85. Doze anos depois, está em R$ 1,74, com uma inflação acumulada no período de 112%. De acordo com o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical, a aprovação da matéria traria um "alívio" aos empregadores e empregados. "Ela não resolve todos os problemas", frisou Paulinho da Força. (AE)

IR: atenção ao pagamento. Sílvia Pimentel

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contribuinte com saldo de imposto a pagar este ano poderá diluir a dívida com o fisco em oito parcelas, como nos anos anteriores, mas só poderá imprimir o "boleto" da primeira cota ou quota única pelo programa da declaração. O vencimento será no dia 30 de abril. Os demais recibos deverão ser impressos diretamente do site da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br) Essa é uma das alterações que a Receita fez no programa da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) deste ano, que está disponível para download desde o último dia 24. "O ideal é que os contribuintes nessa situação agendem o pagamento das cotas posteriores pelo débito automático", recomenda o coordenador editorial da IOB Folhamatic, Edino Garcia. Para o especialista, a restrição deve "forçar" o pagamento do imposto com a correção pela

taxa básica de juros, a Selic. Antes da mudança, os contribuintes podiam imprimir os recibos de uma só vez, o que dava brechas para o pagamento do tributo sem a devida atualização. O agendamento via débito automático só poderá ser solicitado se a declaração for enviada dentro do prazo e a conta-corrente indicada seja do próprio contribuinte. Neste ano, a Receita também está exigindo o CPF dos dependentes nas seguintes situações: filho ou enteado incapacitado fisicamente ou mentalmente para o trabalho (código 23), irmão, neto ou bisneto com guarda judicial (código 26) e dependente que seja absolutamente incapaz (código 51). Outra novidade é que programa permite a importação de dados no campo relativo aos rendimentos tributáveis. "Houve uma mudança no layout e a navegação ficou melhor", explica o especialista da IOB. Os contribuintes têm até o

dia 30 de abril para prestar contas ao Leão. As declarações poderão ser enviadas a partir das 8 horas do dia 1º de março. Hoje vence o prazo para as empresas entregarem o informe de rendimentos, documento importante para os trabalhadores preencherem a declaração. A expectativa da Receita para este ano é receber 25 milhões de documentos. Desde que o programa Gerador da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 entrou no ar, no último dia 24, já foram feitos 960 mil downloads.


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ECONOMIA/LEGAIS - 63 Os serviços da TV por Assinatura estão sendo distribuídos para 43 milhões de espectadores

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Rede hoteleira do País em xeque As 27 capitais brasileiras, juntas, podem hospedar 554.427 pessoas. E 85,5% dos estabelecimentos são de médio e baixo conforto, revela pesquisa do IBGE. Márcio Fernandes/AE

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País ainda tenta mensurar sua capacidade de receber os turistas esperados para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpic o s d e 2 0 1 6 . To d a s a s 2 7 capitais brasileiras têm condiç õ e s d e h o s p e d a r, j u n t a s , 554.427 pessoas, se forem levados em consideração todos os leitos duplos e individuais existentes atualmente, pelo cálculo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa de Serviços de Hospedagem 2011, um levantamento censitário sobre as condições de hotelaria no Brasil encomendado pelo Ministério do Turismo. No Rio de Janeiro, cidade que sediará a Olimpíada de 2016, o número de camas disponíveis cai para 67.536, enquanto que só os jogos de 2016 têm cerca de 200 mil pessoas cadastradas, entre atletas, imprensa, voluntários e organizadores. Segundo, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, a cidade se comprometeu em contrato, e portanto tem condições de

fornecer 48 mil quartos, distribuídos entre hotéis, vilas olímpicas e cabines de cruzeiros. Mas a capital dos jogos deve receber 380 mil turistas estrangeiros, conforme estimativas do Ministério do Turismo. O número de camas em todo o território nacional seria o suficiente apenas para atender aos turistas estrangeiros que devem vir ao Brasil para a Copa do Mundo, que devem somar entre 500 mil a 600 mil. Se forem contadas somente as vagas nas 12 capitais que sediarão as partidas de futebol, o total cai para 416.147. Mas há ainda os turistas brasileiros, que devem migrar para as cidadessede nos dias de competição. De acordo com Roberto da Cruz Saldanha, gerente da pesquisa, o País ainda possui poucos hotéis de padrão internacional, os considerados de luxo ou muito confortáveis. De todos os estabelecimentos existentes nas capitais, 85,5% encaixam-se nos padrões de médio e baixo conforto e qualidades dos serviços. Apenas 14,5% foram considerados de luxo ou muito confortáveis.

14,5% dos hotéis são considerados de luxo ou muito confortáveis, como o Unique (acima) em São Paulo.

No Rio de Janeiro, a situação é um pouco melhor, 23,5% dos estabelecimentos atendem à classificação de luxo ou superior. Em São Paulo, que sediará seis jogos da Copa de 2014, esse percentual cai para 19,6%. A pesquisa mostrou que o

Brasil não está preparado para hospedar portadores de necessidades especiais. Apenas 1,3% dos 5.036 estabelecimentos de hospedagem existentes nas capitais brasileiras declararam possuir unidades adaptadas para pessoas com algu-

ma deficiência física. No Rio de Janeiro, que sediará os Jogos Paraolímpicos, apenas 0,9% dos estabelecimentos (272 entre 31.594) possui unidades adaptadas para pessoas com necessidades especiais. São Paulo também tem apenas

0,9% dos estabelecimentos (511 entre 54.065) com unidades adaptadas. As capitais que possuem os maiores percentuais de unidades adaptadas são Maceió (3,4%), Teresina (2,8%), Porto Velho (2,5%) e Aracaju (2,5%). Nas 27 capitais brasileiras, foram encontrados 5.036 estabelecimentos de hospedagem, com 250.284 unidades habitacionais (entre suítes, apartamentos, quartos e chalés) e uma capacidade total de 373.673 leitos (incluindo simples e duplos). A rede de hospedagem estava dividida em 52,1% de hotéis, 23,5% de motéis, 14,2% de pousadas, 4,2% de apart-hotéis, 3,1% de pensões, 1,9% de albergues turísticos e 1% de dormitórios e estabelecimentos coletivos. O levantamento foi o primeiro sobre o assunto feito pelo IBGE, portanto não há como fazer comparações sobre progressos na rede hoteleira nacional. Em dois meses, o instituto divulgará a pesquisa completa, incluindo os municípios das regiões metropolitanas das capitais pesquisadas. (AE)

OAS Investimentos S.A.

SP concentra um quinto da rede de hospedagem

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cidade de São Paulo tem a maior rede de hospedagem entre as capitais do País, com 972 estabelecimentos, 19,3% do total encontrado pela Pesquisa de Serviços de Hospedagem 2011, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, foram contabilizadas 54.065 unidades habitacionais em São Paulo, com 73.488 leitos disponíveis. No ranking das 27 capitais, figurou em segundo lugar o Rio de Janeiro, com 429 estabelecimentos (8,5% do total), 31.594 unidades habitacionais e 45.416 leitos disponíveis. Em seguida, aparecem Salvador – com 358 estabelecimentos, 15.666 unidades habitacionais e 22.366 leitos

– e Belo Horizonte – com 291 estabelecimentos, 13.353 unidades e 19.031 leitos. Como resultado, as quatro primeiras capitais da lista (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte) concentram 40,7% dos estabelecimentos de hospedagem, 45,8% dos quartos e 43% dos leitos disponíveis. A capacidade média de hospedagem – capacidade total dividida pelo número de estabelecimentos – nas capitais do País é de 110 hóspedes por empreendimento. Embora São Paulo tenha a maior rede hoteleira, o Rio de Janeiro tem a maior média de hóspedes por estabelecimento, 157 pessoas, ante os 118 hóspedes na capital paulista. (AE)

Dólar recua a R$ 1,69, apesar de ação do BC.

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Banco Central (BC) tentou mais uma vez conter a tendência de valorização do real ontem, porém não adiantou. O dólar voltou a cair no Brasil e fechou valendo R$ 1,699, a mais baixa cotação desde 28 de outubro do ano passado. Em fevereiro, o BC já fez dez operações de compra de dólares, tanto no mercado de câmbio à vista quanto no futuro, a fim de evitar que o real se valorize rapidamente frente à moeda norte-americana. De acordo com estimativas do economista Alfredo Barbutti, da corretora BGC Liquidez, a autoridade monetária comprou cerca de US$ 7,7 bilhões em fevereiro. E, embora tenha perdido ontem o duelo pelo piso de R$ 1,70 para a moeda norte-americana, conseguiu enxugar até aqui grande parte da entrada de dólares no Brasil. "Mas o mercado tem a expec-

tativa de que continuará a entrar dólares, seja pela captação de empresas brasileiras, seja pela atração de investidores estrangeiros", diz o gestor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Joaquim. O Banco Central Europeu deve anunciar hoje nova rodada de estímulos para reativar a economia. Na última operação, no fim do ano passado, o BCE injetou quase 500 bilhões de euros. Nova rodada de recursos deverá provocar mais valorização do real. Ontem, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que Reino Unido, Japão e EUA seguem no mesmo caminho, injetando recursos no mercado para reestimular suas economias. Parte desses recursos desemboca em países que têm perspectiva de crescimento e paga juros mais elevados, como o Brasil, o que valoriza as moedas locais. (Folhapress)

TV por assinatura cresce 2,43%

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TV por Assinatura registrou, em janeiro, um aumento de 2,43% no número de assinantes em relação a dezembro. Foram mais 309,8 mil novos assinantes, um total de 13,053 milhões, no primeiro mês do ano. E se comparados com os números de janeiro de 2011, o crescimento no mês passado, foi de 31,5%.

Levando-se como referência o número de habitantes por domicílio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços da TV por Assinatura estão sendo distribuídos para 43 milhões de espectadores, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). (AE)

CNPJ/MF nº 07.584.023/0001-30 - NIRE nº 35.3.0032488-9 Subsidiária Integral de Capital Fechado Ata de Assembleia Geral Extraordinária com Reforma e Consolidação do Estatuto Social 1. Data, hora e local: em 30/12/2011, às 18:30 hs, na sede social da Companhia, na Av. Angélica, nºs 2.330/2.346/2.364, 9º andar, sala 901, Consolação, São Paulo/SP (“Companhia”). 2. Presença: acionista representando 100% do capital votante da Companhia, conforme se verifica pela assinatura lançada no Livro de Presença de Acionistas. 3. Convocação: dispensada na forma do artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404/76 (“LSA”). 4. Mesa: Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente) e José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário). 5. Ordem do Dia: (i) aumento do capital social da Companhia; (ii) autorização para a diretoria a efetuar adiantamentos de capital; e (iii) consolidação do estatuto social. 6. Deliberações: instalada a Assembleia, foram tomadas as seguintes deliberações: (i) Aprovar o aumento do capital social da Companhia no valor de R$ 108.434.011,00, mediante a emissão de 108.434.011 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 1,00, as quais foram integralmente subscritas pela única acionista OAS S.A. (atual denominação da OAS Engenharia e Participações S.A.) e integralizadas de acordo com boletim de subscrição e integralização que se encontra arquivado na sede da Companhia, mediante a capitalização do crédito detido pela acionista OAS S.A. contra a Companhia, registrado na conta de passivo denominada Adiantamento para Futuro Aumento de Capital (“AFAC”). Em razão da presente alteração, o capital social da Companhia passa de R$ 444.674.263,00, dividido em 444.674.263 ações ordinárias, para R$ 553.108.274,00, dividido em 553.108.274 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas. Dessa forma, foi alterada a redação do Art. 4º do Estatuto Social, que passa a ter a seguinte nova redação: “Art. 4º - O capital subscrito é de R$ 553.108.274,00 dividido em 553.108.274 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, totalmente integralizadas”. (ii) Autorizar a Diretoria a efetuar adiantamentos de capital (AFAC) em suas controladas e coligadas, para fazer frente aos investimentos necessários para sua operação, devendo os referidos adiantamentos serem capitalizados pela Cia. até o término de cada exercício social. (iii) Reformar e consolidar o Estatuto Social da Companhia, de forma a refletir as deliberações tomadas nos itens acima, o qual se encontra arquivado na sede da Cia. e na JUCESP. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a sessão foi suspensa para lavratura da presente ata, que foi lida, aprovada e assinada por todos, dela se tirando cópias autênticas para os fins legais. Cesar de Araújo Mata Pires (Presidente); José Adelmário Pinheiro Filho (Secretário); Acionistas: OAS S.A., p/Cesar de Araújo Mata Pires e José Adelmário Pinheiro Filho. A presente ata, redigida sob a forma de sumário, nos termos do artigo 130, § 1º, da LSA, é cópia fiel daquela constante do livro de atas de Assembleias Gerais da Companhia. São Paulo/SP, 30 de dezembro de 2011. JUCESP nº 47.304/12-1 em 01/02/2012.

BANCO MERCANTIL DO BRASIL S. A. CNPJ Nº 17.184.037/0001-10 - COMPANHIA ABERTA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA PRIMEIRA CONVOCAÇÃO Ficam convocados os senhores acionistas do Banco Mercantil do Brasil S.A. para a Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 02 de abril de 2012, às 10:00 (dez) horas, na sede social, na Rua Rio de Janeiro, 654/680 - 5º andar, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a fim de discutir e deliberar sobre os seguintes assuntos: I - Demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31/12/2011, publicadas no “Minas Gerais” e no “Estado de Minas”, edições de 16/02/2012, e sob a forma de extrato, no “Diário do Comércio de São Paulo”, edição de 17/02/2012; destinação do lucro líquido respectivo e ratificação dos juros sobre capital próprio, relativos ao ano de 2011, pagos em 31/08/2011 referente ao 1º semestre e o 2º semestre a ser pago em 13/03/2012. II - Eleição dos membros do Conselho Fiscal. III - Remuneração dos administradores e dos membros do Conselho Fiscal. Para participar da Assembleia, os acionistas pessoas físicas deverão exibir documento de identificação pessoal, sendo que os representantes dos acionistas pessoas jurídicas deverão exibir os documentos que legitimem a representação, inclusive contrato social ou estatuto social. Os acionistas que detenham ações custodiadas na BMF&Bovespa deverão exibir extrato de ações custodiadas atualizado. Conforme normas estatutárias, quando da representação do acionista por mandatário, o respectivo instrumento de procuração deve ser depositado, contra recibo, na Sede da Sociedade, até 05 (cinco) dias antes da data da Assembleia. Na forma da ICVM 481/09, toda a documentação pertinente às matérias deste Edital encontra-se disponível aos acionistas na sede da Companhia e no site www.cvm.gov.br, desde 16/02/2012. Belo Horizonte, 24 de fevereiro de 2012. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO - Milton de Araújo, José Ribeiro Vianna Neto, Mauricio de Faria Araujo, José Carneiro de Araújo, Yehuda Waisberg, Peter Edward Cortes Marsden Wilson, Glaydson Ferreira Cardoso, Luiz Henrique Andrade de Araújo e Leonardo de Mello Simão.

Concais S/A CNPJ nº 02.092.233/0001-97 - NIRE 35.300.151.321 Ata da Assembleia Geral Extraordinária Realização/Local: 29/12/2011, às 10h00, na R. Gomes de Carvalho, 1306, 8º andar, s/ 83, S. Paulo/SP. Convocação: Dispensadas na forma da lei. Presenças: Acionistas representando 100% do capital votante e do capital total. Mesa: Presidente: Carlos César Floriano e Secretário: Francisco Cassiani Filho. Ordem do Dia/Deliberações: “Aprovadas por unanimidade” I. Ratificado por unanimidade alterar a letra (b) do Art. 25, do estatuto social, que deverá dispor conforme o seguinte: (b) 5% do lucro do exercício será aplicado para formação de reserva especial para atender encargos trabalhistas e previdências eventuais, até atingir 20% do capital social subscrito. II. Ratificado o pagamento de dividendos referentes ao ano calendário de e 2011 proporcionalmente as respectivas participações dos acionistas, a saber: a) Em AGE realizada em 08/08/2011, foi deliberado o pagamento de dividendos intermediários no valor total de R$ 16.500.000,00 utilizando da reserva de lucros do balanço especial levantado em 30/06/2011 para esta finalidade; b) Ratificado o pagamento de dividendos no valor de R$ 7.862.741,48 utilizando-se do saldo de valores pagos no exercício de 2011 mantidos em conta corrente de adiantamento de dividendos, proporcionais as respectivas participações do capital social nesta companhia. c) O pagamento de dividendos no valor de R$ 3.062.087,82 utilizando-se do saldo mantido em conta corrente correspondente cessão de direitos de créditos ora convertido em pagamento de dividendos que serão levados a conta de pagamento de dividendos proporcionais as respectivas participações do capital social nesta companhia. d) Foi aprovado e deliberado nesta mesma Assembleia Geral a reversão do excesso de reserva especial excedente de 20% do valor do capital social subscrito no montante de R$ 2.382.798,16. e) Foi aprovado e deliberado nesta mesma Assembleia Geral que o saldo de Lucros a serem apurados em balanço de 31/12/2012, após a constituição da reserva legal e reservas estatutárias, serão 100% destina dos para pagamento de dividendos adicionais dos dividendos obrigatórios. III. Foi autorizada a publicação desta ata em forma de extrato; e IV. Em obediência ao disposto no § 4º do art. 5º do Estatuto Social consolidado verifica-se que o quadro atualizado de participação societária no capital da companhia, é o seguinte: Acionistas; Qtde. Ações ON; Qtde. Ações PN: ABA Infra-Estrutura e Logística Ltda.: 13.320; 23.310; Carlos César Floriano: Nihil; 370; Total: 13.320; 23.680. Encerramento: Esta ata foi lida sendo aprovada e assinada por todos os acionistas presentes. Carlos César Floriano - Presidente; Francisco Cassiani Filho - Secretário. JUCESP nº 74.652/12-6 em 15/02/2012.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 36/00965/11/05 OBJETO: ATA DE REGISTRO DE PREÇO PARA AQUISIÇÃO DE BALCÃO TÉRMICO - BT 02. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Ata de Registro de Preço para Aquisição de Balcão Térmico - BT 02. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 29/02/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 13/03/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 29/02/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA PAULISTA AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO Acha-se aberto na Prefeitura do Município de Bragança Paulista, o seguinte certame licitatório: PREGÃO PRESENCIAL Nº 037/2012 OBJETO: REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE MATERIAIS DE ESCRITÓRIO DATA DE ABERTURA: 14/03/2012 – ÀS 09:30 HORAS O edital completo está disponível no site da prefeitura “www.braganca.sp.gov.br”. As informações poderão ser obtidas na Divisão de Licitação, Compras e Almoxarifado da Prefeitura Municipal, sita à Avenida Antonio Pires Pimentel, nº 2.015 - Centro ou pelo telefone (11) 4034-7056 / 59, em dias úteis, das 09:00 às 16:00 horas. Bragança Paulista, 24 de fevereiro de 2012. JOSÉ PEREIRA DE GODOI CHEFE DA DIVISÃO DE LICITAÇÃO, COMPRAS E ALMOXARIFADO PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO TOMADA DE PREÇOS 07/2012 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 07/2012, que objetiva a aquisição de material hospitalar, por fornecimento parcelado e a pedido. O edital poderá ser retirado diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 17:00 horas, de segunda a sexta-feira. Será exigido cadastramento prévio. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 10:30 horas do dia 20/03/2012 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 11:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 28/02/2012. Paulo César Borges - Prefeito Municipal PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO TOMADA DE PREÇOS 06/2012 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 06/2012, que objetiva a aquisição de medicamentos, por fornecimento parcelado e a pedido. O edital poderá ser retirado diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 17:00 horas, de segunda a sexta-feira. Será exigido cadastramento prévio. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 9:30 horas do dia 20/03/2012 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 10:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 28/02/2012. Paulo César Borges - Prefeito Municipal

PREFEITURA MUNICIPAL DE ESPÍRITO SANTO DO TURVO Pregão “Sistema Registro de Preço” nº 03/2012 Faço público, para conhecimento dos interessados, que está aberta a licitação na modalidade Pregão nº 03 “Sistema Registro de Preço”, na forma presencial, do tipo Menor Preço, tendo como objeto Aquisição de Gêneros Alimentícios, Carne, Hortifrutti, Frios e embutidos para Merenda Escolar, conforme descrição, especificações. O edital na íntegra poderá ser obtido no site www.espiritosantodoturvo.sp.gov.br ou solicitado por e-mail: marcos@espiritosantodoturvo.sp.gov.br. O recebimento dos envelopes contendo os documentos e proposta será até dia 13 de março de 2012, às 09:00 h, na Rua Lino dos Santos s/nº. Maiores informações pelo telefone (14) 3375-9500. Espírito Santo do Turvo/SP, 28 de fevereiro de 2012. Marcos Aurélio Oliveira - Pregoeiro

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 28 de fevereiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Ortofibras Confecções Ltda. Requerido: Almed Comércio e Distribuição Ltda. Avenida Fuad Luftalla, 1.202 – Freguesia do Ó - 1ª Vara de Falências. Requerente: Capri Inter Sales Comércio Distribuição Ltda. Requerido: Rimed Comércio e Representações Ltda. Rua Caiowaa, 1.042 - Perdizes - 1ª Vara de Falências. Requerente: Anexo Metal Indústria e Comércio de Etiquetas e Acessórios Metálicos Ltda. Requerido: SDC Comércio de Bolsas Ltda. – Me. Rua Visconde de Taunay, 59 Galpão 11 – Bom Retiro - 2ª Vara de Falências.

GRANCOOPER COOPERATIVA DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS AUTÔNOMOS DE EVENTOS E SIMILARES DO ESTADO DE SÃO PAULO CNPJ 08.322.636/0001-61 - NIRE 35400096365 Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária O Presidente do Conselho de Administração da COOPERATIVA DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS AUTÔNOMOS DE EVENTOS E SIMILARES DO ESTADO DE SÃO PAULO convoca os seus associados para participarem da Assembleia Geral Ordinária, que se realizará na Rua Caio Prado, 267, Consolação, de São Paulo, no dia 30 de março de 2012, obedecendo aos seguintes horários e quorum para sua instalação, cumprindo o que determina o Estatuto Social: 1) em primeira convocação às 09h00 com a presença de 2/3 do número total dos associados; 2) em segunda convocação às 10h00 com a presença de metade mais um do número de associados; 3) em terceira e última convocação às 11h00 com a presença de no mínimo 10 associados, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) Eleição dos Membros do Conselho Fiscal, b) Deliberação sobre a Prestação de Contas do exercício anterior compreendendo: Balanço Geral, Demonstrativo da Conta de Sobra ou Perdas e Parecer do Conselho Fiscal, c) Destinação da sobras ou rateio das perdas do exercício, d) Outros assuntos de interesse geral: Aprovação do prazo máximo para a retirada dos repasses pelos sócios cooperados. São Paulo, 29 de fevereiro de 2012. Clelder Prospero Ferrari Neto – Presidente do Conselho de Administração

PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO TOMADA DE PREÇOS 05/2012 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 05/2012, que objetiva a contratação de empresa para execução de obras e serviços de implantação de um fontanário junto ao Balneário Municipal, por empreitada e preço global, com fornecimento de materiais, mão de obra e equipamentos necessários. O edital e anexos poderão ser retirados diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 16:00 horas, de segunda a sexta-feira, mediante o recolhimento da taxa de R$ 100,00. Será exigido cadastramento prévio, visita técnica e caução de participação. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 10:30 horas do dia 22/03/2012 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 11:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 28/02/2012. Paulo César Borges - Prefeito Municipal PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA HIDROMINERAL DE ÁGUAS DE SÃO PEDRO TOMADA DE PREÇOS 04/2012 A Prefeitura do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro, com sede à Praça Prefeito Geraldo Azevedo, 115, Centro, Águas de São Pedro/SP, torna público, para conhecimento de interessados, que se acha aberta a Tomada de Preços 04/2012, que objetiva a contratação de empresa para execução de obras e serviços de reforma, modernização e remodelação da Praça dos Rouxinóis, localizada a Rua Patrício Miguel Carreta, por empreitada e preço global, com fornecimento de materiais, mão de obra e equipamentos necessários. O edital e anexos poderão ser retirados diretamente no endereço supracitado, das 12:00 às 16:00 horas, de segunda a sexta-feira, mediante o recolhimento da taxa de R$ 100,00. Será exigido cadastramento prévio, visita técnica e caução de participação. Não serão enviados editais pelo correio ou por e-mail. Os envelopes com a documentação e a proposta deverão ser protocolados até às 9:30 horas do dia 22/03/2012 sendo que a abertura dos mesmos será neste mesmo dia às 10:00 horas. Águas de São Pedro/SP, 28/02/2012. Paulo César Borges - Prefeito Municipal

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP TERMO DE HOMOLOGAÇÃO E ADJUDICAÇÃO PROCESSO LICITATÓRIO 72/11 - CONCORRÊNCIA 03/11 Objeto: Contratação de empresa qualificada para execução de obras de construção da Creche “Criança Feliz”. Considerando a regularidade do procedimento, hei por bem, com base no inciso VI, do artigo 43, da Lei Federal nº. 8.666/93, de 21/06/1993, Homologar e Adjudicar o item do objeto licitatório à empresa a seguir delineada: A. a Z. Comércio, Representações e Serviços Ltda. Avenida José Luciano Pereira, 641 – Centro. Castilho – SP. CNPJ (MF): 04.205.309/0001-79. Valor: R$ 1.836.764,32 (Um milhão, oitocentos e trinta e seis mil, setecentos e sessenta e quatro reais e trinta e dois centavos). Castilho – SP, 28 de Fevereiro de 2012. Antonio Carlos Ribeiro - Prefeito. A Debitar (29.02.12)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Se alguém decidir deixar a zona do euro, nós lamentaremos, mas respeitaremos. Wolfgang Schaeuble, ministro das Finanças da Alemanha

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John Kolesidis/Reuters

Aris Messinis/AFP Photo

Policiais, bombeiros e integrantes da guarda da costa fizeram ontem manifestação contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo na Grécia.

Bolsas fecham em alta por conta dos EUA

Parlamento grego aprova corte nos salários e na aposentadoria A Em dia de novos protestos, as reduções no salário mínimo e nos gastos da previdência foram confirmadas pelos parlamentares gregos.

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Parlamento da G ré c i a a p ro v o u ontem por maioria absoluta o projeto de lei que inclui os cortes de gastos adicionais de 3,2 bilhões de euros exigidos como condição para receber os empréstimos internacionais, inclusive a redução das aposentadorias e do salário mínimo. A lei ratificada ontem era necessária para a entrada em vigor das medidas exigidas pelo grupo de entidades credoras conhecido como "Troika" – formado pela Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia), Banco Central Euro-

peu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) – como condição para a concessão do segundo pacote de resgate para a Grécia, avaliado em 130 bilhões de euros. Durante a votação, policiais, bombeiros e integrantes da guarda da costa fizeram protestos diante do Parlamento em Atenas contra o corte nos salários. L a m en t o – O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, disse, porém, que lamentará, mas ainda respeitará uma decisão de qualquer país de deixar a zona do euro. "Se alguém decidir deixar a zona do euro, nós lamen-

taremos, mas também respeitaremos", disse. O ministro falou em evento em Berlim onde recebeu o Prêmio Karl. Os comentários de Schaeuble ocorrem em meio a um número crescente de legisladores alemães que começou a pedir a saída da Grécia da zona do euro em vez de ver a UE jogar dinheiro para tentar evitar um default de Atenas. Na segunda-feira, a própria chanceler Angela Merkel disse que não há garantias de êxito de 100% em relação à Grécia. Portugal – Os credores internacionais de Portugal, a UE e o FMI concluíram ontem que o

ajuste do programa de resgate ao país de 78 bilhões de euros está encaminhado, mas alertaram que desafios e riscos de recessão continuam. "A meta de déficit fiscal para 2012 continua dentro do alcance. Espera-se que a meta de déficit de 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto) seja atingida com as atuais políticas, estabelecido que os riscos de recessão no cenário econômico não se materializem", disse a missão da "Troika" em um documento após sua inspeção trimestral. A missão recomendou um desembolso da próxima parcela do empréstimo, de 14,9 bi-

lhões de euros. "Mas olhando para frente, a economia portuguesa continuará enfrentando ventos contrários", disse o documento, prevendo que a contração da economia será de 3,25% em 2012 – em linha com a estimativa mais recente apresentada pelo governo. O documento mostrou que em 2013 deverá haver lenta recuperação, apoiada principalmente por investimentos privados e exportações, e que "a grande correção fiscal em 2011 e o forte orçamento de 2012 aumentaram a credibilidade da estratégia inicial de consolidação de Portugal". (Agências)

Eric Vidal/Reuters

s bolsas europeias fecharam em alta ontem, impulsionadas pelos dados da confiança do consumidor nos Estados Unidos e pelas expectativas com a operação de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), programada para hoje. No entanto, relatórios sobre as encomendas de bens duráveis e os dados de preços de imóveis nos EUA contiveram os ganhos. O índice paneuropeu Stoxx 600 subiu 0,18%, fechando a 264,33 pontos. O índice de confiança do consumidor norteamericano, medido pelo Conference Board, subiu para 70,8 em fevereiro, da leitura revisada de 61,5 em janeiro (originalmente informada como 61,1). Com o avanço, o índice chega ao maior nível desde fevereiro de 2011. O ganho foi muito maior do que o esperado pelos analistas. Em Portugal, o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, subiu 0,82%, para 5.578,24 pontos. (AE)

Consumidor norte-americano está confiante

O presidente da Sérvia, Boris Tadic (à esq.) e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, durante o anúncio ontem em Bruxelas.

Sérvia é candidata oficial a integrar o bloco da UE

O

s países da União Europeia (UE) decidiram conceder à Sérvia o status de país candidato à adesão, depois que a Romênia deu finalmente ontem sua aprovação. Na semana passada, Belgrado aceitou uma fórmula para que Kosovo – que declarou independência da Sérvia unilateralmente – possa ter voz própria em fóruns internacionais. O pacto estabelecido ontem pelos ministros de Assuntos Europeus será assinado pelos chefes de Estado e de governo dos 27 países do bloco da União Europeia na cúpula que realizarão em Bruxelas amanhã e na sexta-feira. Aspirações – Com este passo, a Sérvia se aproxima de suas aspirações de integrar-se à UE, praticamente paralisadas durante anos, e estará em posição para abrir em um futuro próximo negociações para aderir ao bloco. A decisão dos 27 representa um grande estímulo para o governo próeuropeu de Boris Tadic, que apostou grande parte de seu

crédito em conseguir uma aproximação com a UE. As últimas negociações se prolongaram durante horas pela insistência da Romênia em exigir da Sérvia mais garantias sobre a proteção dos direitos da minoria valaca (de origem romena) que vive no país. Ontem, Tadic teve encontro em Bruxelas com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. A concessão do status de candidato à Sérvia já era esperada desde o último mês de dezembro, depois que Belgrado entregou os últimos foragidos reivindicados pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII). No entanto, os 27 países do bloco fixaram então como condição uma maior cooperação da Sérvia com o Kosovo, sua ex-província que se declarou independente no ano de 2008. "Consideramos que a Sérvia cumpriu as condições", assegurou em entrevista coletiva o presidente do Conselho de Assuntos Gerais, o ministro dinamarquês Nicolai Wammen. (EFE)

O

índice de confiança do consumidor norte-americano, medido pelo Conference Board, subiu para 70,8 em fevereiro, da leitura revisada de 61,5 em janeiro (originalmente informada como 61,1). Com o avanço, o índice chega ao maior nível desde fevereiro de 2011. O índice de situação presente, que mostra a avaliação dos consumidores em relação às atuais condições econômicas, subiu para 45 em fevereiro, do dado revisado de 38,8 em janeiro. O índice de expectativa dos consumidores para os próximos seis meses avançou para 88, de 76,7 na leitura revisada de janeiro. Gasolina – "Os consumidores estão consideravelmente menos pessimistas sobre as atuais condições econômicas e do mercado de trabalho do que estavam em janeiro,", disse Lynn Franco, diretor do centro de pesquisa do Conference Board. "E apesar de novos aumentos nos preços da gasolina, eles estão mais otimistas sobre a previsão de curto prazo para a economia, os prospectos de emprego e sua situação financeira". No que diz respeito ao emprego, em fevereiro 38,7% dos entrevistados disseram que estava "difícil" conseguir um trabalho, abaixo do índice de 43,3% em janeiro. (AE)


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DC 29/02/2012 by Diário do Comércio - Issuu