Page 1

SUÍNOS&CIA - REVISTA TÉCNICA DA SUINOCULTURA

ANO VIII - Nº 48/2013


Editorial Devido à característica de ser uma atividade altamente dinâmica, a suinocultura passa por uma série de transformações, entre elas, a facilidade de transferência da informação. Nesta edição, o Dr. Antonio Palomo faz uma maravilhosa revisão sobre o último encontro anual da Associação Americana de Veterinários Especialistas em Suínos, conhecido mundialmente como AASV, que aconteceu em março deste ano, em San Diego, na Califórnia, costa oeste dos EUA. Para escrever este editorial, procurei tirar algumas lições das evidências que chamaram a atenção na palestra de abertura do evento, que focou o papel do veterinário na atual suinocultura, mostrando como ele deve exercer sua profissão e quais são seus objetivos nesta nobre e real missão. Primeiramente, é preciso entender e definir o seu propósito, que deve ser voltado para uma visão futurista, reconhecendo que vivemos em um mundo de constantes mudanças, no qual se deve aplicar o mais moderno conceito baseado no conhecimento científico à mercê da sociedade. Também é preciso proporcionar as exigências básicas, que são promover a saúde ao rebanho na mais alta essência do conceito de medicina preventiva, promover e aplicar conceitos de bem-estar animal, proteger o meio ambiente, conservar os recursos naturais e promover a saúde pública, melhoria na qualidade de vida da comunidade e os avanços do conhecimento médico, a partir dos princípios de ética e conduta profissional. O conhecimento deve ser embasado na ciência, para aplicação na prática. Isto também exige que a sociedade faça a sua parte, no contexto dos valores que orientam o consumidor. Produzir alimentos para humanidade é uma das mais nobres responsabilidades da medicina veterinária. Devemos considerar que os tempos mudaram e que as percepções mudam com eles, obrigando-nos a analisar e a enfrentar as oportunidades que nos são oferecidas. A produção de alimentos conduz à segurança alimentar, com base em um modelo de negócio sustentável, no qual se pode crescer de forma ética, verificando sempre a questão científica e a viabilidade econômica do processo, na prática. “A veterinária é uma profissão nobre”. Na pirâmide de papéis, o veterinário é o mentor e está na ponta, acima do apoiador, ou seja, ele é o modelo, o treinador e o facilitador. O objetivo, a atitude e a paixão por tudo o que faz são indicativos de que ele pode estar cumprindo o seu papel, colocando à disposição da comunidade todo o seu talento. Sem dúvida, ser veterinário é cumprir com o objetivo de transferir informações sempre em prol da saúde animal, no mais amplo conceito de medicina preventiva, proporcionando melhorias constantes na produção animal e na transformação de nobres alimentos para a humanidade. Boa leitura. Nazaré Lisboa


Índice 6

Entrevista

10

Diagnóstico

13

Nutrição

18

Produção

20

Reprodução

28

Sumários de Pesquisa

32

Revisão Técnica

44

Dicas de Manejo

50

Divirta-se

Dr. Alberto Stephano Hornedo Uso e interpretação de resultados sorológicos Alimentação: líquida x seca Leitões de baixo peso e nascidos de porcas jovens: uma combinação muito perigosa - Parte (III) Estratégias para desempenho reprodutivo diferenciado

Propostas de práticas de campo inspiradoras Biosseguridade

Encontre as palavras Jogo dos 7 erros Teste seus conhecimentos Verdadeiro ou Falso


Expediente Revista Técnica da Suinocultura A Revista Suínos&Cia é destinada a médicosveterinários, zootecnistas, produtores e demais profissionais que atuam na área de suinocultura. Contém artigos técnicocientíficos e editorias instrutivas, apresentados por especialistas do Brasil e do mundo.

Editora Técnica Maria Nazaré Lisboa CRMV-SP 03906

Consultoria Técnica Adriana Cássia Pereira CRMV - SP 18.577 Edison de Almeida CRMV - SP 3045 Mirela Caroline Zadra CRMV - SP 29.539

Jornalista Responsável Paulo Viarti MTB.: 26.493

Projeto Gráfico e Editoração Dsigns Comunicação - dsigns@uol.com.br

Ilustrações Roque de Ávila Júnior

Departamento Comercial Mirela Caroline Zadra dtecnico@consuitec.com.br

Atendimento ao Cliente Adriana Cássia Pereira adriana@suinosecia.com.br

Assinaturas Anuais Brasil: R$ 120,00 Exterior: R$ 160,00 Mirela Zadra assinatura@suinosecia.com.br

Impressão Gráfica Silva Marts

Administração, Redação e Publicação Av. Fausto Pietrobom, 760 Jd. Planalto - Paulínia/SP CEP 13.145-189 Tel: (19) 3844-0443/ (19) 3844-0580

Central de Inseminação Artificial - Globosuínos - Toledo - PR

A reprodução parcial ou total de reportagens e artigos será permitida apenas com a autorização por escrito dos editores.


Entrevista

As novidades do 23º IPVS

Alberto Stephano Hornedo

Presidente da próxima edição do mais importante congresso de veterinários especialistas de suínos, o médico-veterinário Alberto Stephano Hornedo fala sobre as propostas do IPVS para 2014 e conta sua expectativa pelo fato de seu país sediar o evento

Dr. Alberto Stephano Hornedo graduou-se em

Em 1977 começou a trabalhar principalmente

Medicina Veterinária e Zootecnia em 1971, na Univer-

com suínos, e a partir de 1979 passou a dedicar parte de

sidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Fez

seu tempo à consultoria em granjas de suínos, decidindo,

mestrado na Royal Veterinary College, em Londres,

assim, ocupar-se integralmente com a suinocultura.

onde realizou estudos sobre as causas de encefalite em

Como consultor, percebeu a importância dos di-

suínos, e trabalhou como laboratorista no Departamento

ferentes aspectos de produção relacionados ao manejo de

de Patologia da UNAM. Posteriormente, foi professor e

doenças e à eficiência das granjas, focando grande parte

pesquisador e gerenciou o Departamento de Produção Suína na mesma faculdade onde atuou durante 22 anos. Colaborou, ainda, por sete anos, com a Direção de Saúde Animal do governo do México, diagnosticando doenças que afetam animais de produção. Nos primeiros anos de sua carreira profissional, Dr. Stephano atuou na área de patologia geral, quando teve oportunidade de trabalhar no estudo de diferentes animais domésticos e de zoológico. Durante os anos na

estudar a melhor forma do suíno expressar o seu potencial. Ao longo dos anos teve a oportunidade de colaborar com publicações como o livro Diseases of Swine, escrever numerosos artigos em revistas científicas e em outras publicações nacionais e internacionais e participar, como palestrante, de diversos congressos. A 23ª edição do IPVS (International Pig Veterinary Society) Congress, mais importante congresso de veterinários especialistas em suínos, tem como presiden-

universidade, realizou estudos de uma doença na época

te o médico-veterinário Dr. Alberto Stephano Hornedo,

desconhecida, chamada Doença do Olho Azul, somen-

que nos fala sobre as propostas do evento, que acontecerá

te descrita no México. Mas outras enfermidades, como

de 8 a 11 de junho de 2014, no México, em um dos mais

Enteropatia Proliferativa Suína, Doença de Aujeszky e

maravilhosos cenários do Caribe: Cancun.

Pleuroneumonia Suína também foram objetos de seus estudos.

Suínos & Cia

6

de seus esforços a entender os sistemas de produção e a

Confira quais são as expectativas do Dr. Alberto sobre o fato de seu país sediar esse importante congresso.

Ano VIII - nº 48/2013


Entrevista S&C: Em 2014, será a segunda vez que o México sediará o IPVS. A primeira foi em 1982. Como é para você participar deste evento, agora como presidente? AS: O primeiro IPVS realizado no México aconteceu em julho de 1982 e foi um êxito, com participantes de diferentes e importantes países. Assumir agora a presidência desse importante evento é uma grande responsabilidade, afinal, trata-se do mais importante congresso internacional de veterinários especialistas em suínos. Temos de manter sua qualidade e, inclusive, melhorá-la no que for possível. Sem dúvida é uma grande satisfação participar da organização do IPVS 2014 e também uma grande responsabilidade.

S&C: Por que a cidade de Cancun foi escolhida para sediar a 23ª edição do IPVS? AS: Simplesmente porque Cancun destaca-se por sua beleza natural, além de ser um local muito acessível a partir de todos os continentes, com mais de 150 voos diários. O hotel sede do evento, o Moon Palace Golf and SPA Resort, tem uma excelente infraestrutura para o congresso, com duas áreas distintas à nossa disposição, além de numerosos atrativos para acompanhantes e congressistas, como praias, piscinas-restaurante, campo de golfe, quadras de tênis e outras atividades de luxo que poderemos desfrutar a preços altamente competitivos. Além de tudo isso, os atrativos turísticos da região são inigualáveis, sendo possível desfrutar da história pré-hispânica, com praias maravilhosas de recifes de corais. Tudo isso acrescido de total segurança, o que faz da região de Cancun um destino privilegiado.

S&C: Nessa 23ª edição, quais serão os destaques para os participantes? AS: O objetivo do programa científico é realizar um evento de qualidade, com apresentações atrativas para as diferentes especialidades, revisadas por um comitê internacional. Como novidade, na área reservada à apresentação de pósteres, serão selecionados trabalhos para serem apresentados em “corners”, que serão explanações breves e simultâneas, de cinco minutos, com mais cinco para discussão, o que permitirá maior interação entre os participantes. Ano VIII - nº 48/2013

S&C: Quais os principais temas que serão abordados nesta edição? AS: O IPVS caracteriza-se por ser um evento no qual as doenças infecciosas são o tema relevante, destacando-se aquelas que, eventualmente, sejam de maior interesse para pesquisadores e de maior impacto na suinocultura. Os assuntos abordados serão doenças virais e bacterianas; medicina diagnóstica; imunologia e vacinação; epidemiologia e economia; genética; reprodução, IA; nutrição; produção, manejo e instalações; segurança alimentar e qualidade de carne; bem-estar animal e saúde pública e temas voltados à prática da profissão de veterinários especialistas em suínos no âmbito da medicina preventiva como um todo.

S&C: Qual a sua expectativa de público para esta edição?

“A suinocultura brasileira vem demonstrando ser líder, em termos de produtividade, com desempenho reprodutivo excelente e custos de produção altamente competitivos, ocupando os primeiros lugares no ranking mundial”

AS: Estamos participando de importantes conferências em diferentes países. No Brasil elegemos participar da ABRAVES e do SUINTER para convidar esses participantes a estarem conosco no IPVS 2014. Também divulgaremos o congresso internacionalmente, em importantes sites e revistas da mais alta expressão técnica, que podem colaborar para levar informações sobre o evento. Dessa forma, esperamos visitantes de todos os países de expressão de produção suína, contando com expressiva participação de 3 mil ou mais congressistas, das Américas do Norte, Sul e Central, Europa, África, Ásia e Oceania.

S&C: Qual a proposta do IPVS 2014 para atrair médicos-veterinários especialistas em suínos de diferentes países e continentes?

S&C: Sendo este o mais importante evento científico de suinocultura, qual sua análise sobre as duas últimas edições, realizadas no Canadá e Coreia do Sul?

AS: O próprio IPVS já é um evento de prestígio e tradição, no qual os participantes poderão ter acesso ao que há de mais recente em conhecimento dentro da sua especialidade, em um ambiente descontraído e amigável. Além do seleto programa técnico, nosso programa social foi concebido para fortalecer o relacionamento entre os nossos colegas, com atividades culturais. E este cenário maravilhoso estará cercado por mangues, recifes, florestas tropicais, praias de areia branca, sítios sagrados e pirâmides colossais, como a Chichen Itza, uma das sete maravilhas do mundo moderno.

AS: Os dois foram relevantes eventos, com afluência e participação crescentes tanto em termos de congressistas quanto de trabalhos apresentados. No Canadá, houve maior participação de colegas da América e da Europa, enquanto na Coreia, a participação foi maior de profissionais asiáticos.

S&C: A 24ª edição do IPVS será em Dublin, na Irlanda. Em sua opinião, quais foram os motivos que levaram o evento de volta à Europa? AS: O IPVS teve origem em Cambridge, na Inglaterra, em 1967. Suínos & Cia

7


Entrevista Tradicionalmente, os congressos eram organizados a cada dois anos, principalmente na Europa, e, ocasionalmente, em outros países. Posteriormente, realizavase um congresso na Europa e outro fora do continente. Porém, com o aumento dos países participantes e do número de congressistas, essa regra não oficial foi desfeita, passando a ganhar diferentes países em outros continentes. Acredito que na última eleição houve uma análise de que o IPVS já estava há muitos anos fora da Europa, além da excelente proposta apresentada pela Irlanda, que foi muito oportuna. Dessa maneira, os participantes do IPVS em Jeju consideraram que era o momento de regressar, e pelo voto direto, assim expressaram esta vontade.

S&C: Além do programa científico com os temas da atualidade, o que mais os participantes podem desfrutar durante o IPVS 2014? AS: Estamos montando programas de atividades pré e pós-congresso para que os participantes possam apreciar a beleza e a riqueza da península de Yucatán, capital do mundo Maia. Conseguimos tarifas bem interessantes e oportunas nos hotéis, a partir de sete dias antes e/ ou sete dias depois do evento, para que todos possam participar do congresso e

antes ou depois possam conciliar visitas aos principais pontos turísticos da região. Assim, poderão assistir às conferências e participar dos eventos científicos que estamos organizando. Como programa social, estamos preparando algo de excelente qualidade, que deverá ocorrer durante o congresso, por meio do qual os participantes poderão desfrutar da cultura e das tradições do México. Haverá um coquetel de boas vindas, cujo tema será a história pré-hispânica, uma tradicional noite mexicana, alegre e com diferentes atividades, e um jantar de gala, no qual mostraremos parte da nossa cultura e costumes.

S&C: Como consultor internacional, conhecendo a suinocultura brasileira, poderia dizer qual a sua análise sobre ela? AS: Tive a sorte de participar, com meus amigos veterinários do Brasil, do desenvolvimento da suinocultura deste belo país. Seu potencial é enorme, e o seu crescimento tem sido rápido. As empresas vêm crescendo e se consolidando como grandes integradoras, em esquemas verticais e/ou horizontais. A suinocultura brasileira vem demonstrando ser líder, em termos de produtividade, com desempenho reprodutivo excelente e custos de produção altamente competitivos, ocupando os primeiros lugares no ranking

mundial. O Brasil tem tido a capacidade, e acho que também a sorte, de manter doenças como a PRRS fora do país, o que lhe concede um plus com relação à suinocultura mundial. Mas, para crescer em algumas regiões, certas medidas de biosseguridade foram negligenciadas, e muitas granjas foram construídas muito próximas umas das outras, o que concentra grandes populações de suínos em áreas comuns. Trata-se de um erro, pois uma das melhores medidas de biosseguridade é respeitar a distância entre as granjas, considerando sua localização e isolamento. Também é importante ter mais cuidado com o fluxo da produção, o que requer mais atenção no planejamento, antes de estabelecer a granja em uma determinada área. Sem dúvida, o potencial de exportação do Brasil é enorme. Porém, essa é uma área complicada, e não entendo bem a situação dos mercados, que não são apenas regidos por leis de oferta e procura, mas também por muitas barreiras não tarifárias, que obedecem muito mais a decisões políticas. E desse assunto, infelizmente ou felizmente, tenho muito pouca experiência.

“O IPVS já é um evento de prestígio e tradição, no qual os participantes poderão ter acesso ao que há de mais recente em conhecimento dentro da sua especialidade, em um ambiente descontraído e amigável”

S&C: Qual a sua mensagem final para os convidados e congressistas da 23ª edição do IPVS? AS: Sejam bem-vindos à 23ª edição do IPVS, no México. Vemo-nos em Cancun, em junho de 2014. Suínos & Cia

8

Ano VIII - nº 48/2013


Entrevista

Ano VIII - nº 48/2013

Suínos & Cia

9


Diagnóstico Uso e interpretação de resultados sorológicos

Um dos maiores desafios para a suinocultura é manter sua competitividade, incrementando a produtividade e reduzindo os custos operacionais. A manutenção da saúde dos animais em ótimas condições é, seguramente, um dos fatores mais importantes para que as empresas que produzem suínos se mantenham competitivas nos mercados globalizados atuais. Neste contexto, numerosos estudos têm demonstrado que manter os animais sadios se traduz em maior produtividade, pela redução dos custos e por evitar o atendimento de animais doentes, os quais necessitam de tratamento terapêutico constante e, ainda assim, têm um crescimento desuniforme e baixa produtividade. Além de causar perdas econômicas, reduzindo a competitividade dos produtores, a presença de doenças nas granjas de suínos diminui a oferta dessa excelente fonte de proteína animal para a população, restringindo também – como no caso da peste suína clássica – a sua comercialização no atrativo mercado internacional. Algumas doenças, como a síndrome respiratória e reprodutiva suína (PRRS) e a doença de Aujeszky (PRV), são detectadas facilmente no plantel, pois promovem surtos de abortos e causam alta mortalidade, trazendo perdas econômicas consideráveis ao suinocultor. Por exemplo, nos Estados Unidos, calcula-se que cada aborto custe entre 300 e 500 dólares. A presença da PRRS pode incrementar entre 20% e 30% o número de leitões nascidos mortos e diminuir em cerca de 5% a conversão alimentar das reprodutoras. Outras doenças respiratórias, tais como as causadas pelo Mycoplasma hyopneumoniae (M. hyo) e Actinobacillus pleuropneumoniae (APP) e a influenza suína (SIV), podem passar despercebidas e, ao não mostrarem sinais clínicos tão evidentes, incrementam substancialmente os custos de produção devido às intervenções terapêuticas constantes, à diminuiSuínos & Cia

10

Silvia Zimmerman Médica-veterinária silvia-zimmerman@idexx.com

Na monitoria sorológica a coleta de sangue deve ser realizada de acordo com o número de animais na população, obtendo, assim, uma prevalência de 95% de confiabilidade na amostragem analisada

ção da conversão alimentar e, consequentemente, ao menor ganho de peso. Alguns estudos mostram que, em média, mais de 90% dos plantéis do mundo estão infectados pela pneumonia enzoótica suína, causada pelo M. hyo, o que faz dela uma das doenças mais prevalentes e custosas da suinocultura. Inclusive, infecções de baixa intensidade induzem a uma doença respiratória crônica, que traz consigo custos adicionais importantes para as granjas de suínos ao diminuir a conversão alimentar, reduzir o ganho de peso diário, diminuir a uniformidade e o tamanho dos animais, incrementar a utilização de antibióticos e depreciar as carcaças. Além disso, as infecções por M. hyo podem atrasar entre 6 e 25 dias a idade do abate, causando perdas econômicas consideráveis. Tradicionalmente, a saúde dos animais é avaliada por meio da observação clínica e do monitoramento dos índices de produtividade. Infelizmente, quando o suinocultor baseia-se unicamente na detecção de sintomas clínicos e nos bai-

xos índices de produtividade para detectar doenças, as perdas econômicas já aconteceram, com o agravante de que a doença já se disseminou para outras áreas da granja. É por isso que as suinoculturas que têm mais êxito – no nível mundial – adotaram o uso do diagnóstico sorológico como a ferramenta ideal para implementar um programa sanitário preventivo e evitar ter de correr atrás do prejuízo causado pelas doenças. Por meio do diagnóstico sorológico, ainda que de forma indireta, já se detecta os anticorpos, que são as impressões deixadas por infecções ocorridas no passado, o que proporciona um panorama bastante completo do estado imunológico da granja de suínos. Uma análise apropriada dos resultados sorológicos permite ao veterinário concentrar-se nas medidas preventivas, as quais podem evitar a ocorrência de futuras doenças, identificar desafios de campo e estabelecer programas de controle para agentes infecciosos presentes na granja. Ano VIII - nº 48/2013


Diagnóstico Quadro 1. Número de amostras a serem analisadas para se obter um resultado com 95% de confiança Prevalência da infecção

Número de animais

50%

40%

30%

25%

20%

15%

10%

5%

2%

1%

0,5%

0,1%

20

4

6

7

9

10

12

16

19

20

20

20

20

30

4

6

8

9

11

14

19

26

30

30

30

30

40

5

6

8

10

12

15

21

31

40

40

40

40

50

5

6

8

10

12

16

22

35

46

50

50

50

60

5

6

8

10

12

16

23

38

55

60

60

60

70

5

6

8

10

13

17

24

40

62

70

70

70

80

5

6

8

10

13

17

24

42

68

79

80

80

90

5

6

8

10

13

17

25

43

73

87

90

90

100

5

6

9

10

13

17

25

45

78

96

100

100

150

5

6

9

11

13

18

27

49

95

130

148

150

200

5

6

9

11

13

18

27

51

105

155

190

200

500

5

6

9

11

14

19

28

56

129

225

349

500

1.000

5

6

9

11

14

19

29

57

138

258

450

950

5.000

5

6

9

11

14

19

29

59

147

290

564

2253

10.000

5

6

9

11

14

19

29

59

148

294

581

2588

> 10.000

5

6

9

11

14

19

29

59

149

299

596

2995

Atualmente o procedimento sorológico mais usado no diagnóstico veterinário é a técnica de Enzima-Imuno Ensaio, popularmente conhecida como ELISA, em razão de sua sigla do inglês Enzyme-Linked InmunoSorbent Assay, por ser um método barato, simples, rápido e capaz de analisar muitos soros de uma

Ano VIII - nº 48/2013

só vez. No entanto, quem sabe sua maior vantagem resida no fato de ser um método disponível comercialmente em um formato padrão e que está respaldado pelo uso de programas computadorizados que permitem ao veterinário analisar rapidamente uma grande quantidade de informação, usando histogramas armazenados

em um sistema de banco de dados. A sistematização dos resultados e a possibilidade de analisá-los por meio do tempo permitem ao veterinário detectar as tendências com que os agentes infecciosos se apresentam nas granjas, permitindo-lhe desenhar objetivamente os programas de biosseguridade.

Suínos & Cia

11


Diagnóstico

O ELISA Enzima-Imuno Ensaio é um método capaz de analisar muitos soros de uma só vez, permitindo detectar as tendências com que os agentes infecciosos se apresentam nas granjas

Entre as principais utilidades do ELISA estão as seguintes: a) determinar o estado imunológico dos suínos antes de adquiri-los e introduzi-los na granja; b) detectar infecções de campo; c) estabelecer a efetividade dos programas de vacinação; d) estimar a prevalência da infecção causada pelo agente; e) certificar granjas livres de determinada doença; f) eliminar suínos positivos (PRRS, Aujeszky, etc.); f) estabelecer o perfil sorológico da granja por meio da avaliação da imunidade dos animais em diferentes idades. A prova de ELISA é a ferramenta mais utilizada na implementação da monitoria sorológica preventiva para algumas doenças dos suínos, como a PRRS, as infecções por M. hyo e APP e a SIV, sendo também utilizada em programas de erradicação e eliminação de doenças como a Pseudorraiva, a Peste Suína Clássica e a própria PRRS. Para implementar uma monitoria sorológica que nos forneça a maior quantidade possível de informações com o menor custo, é necessário estabelecer um calendário adequado para a coleta de amostras, ou seja, deve-se coletar um número ótimo de amostras de sangue, com a frequência adequada, e de animais com diferentes idades. No quadro 1 podemos verificar o número de animais a serem examinados, em função da prevalência da infecção na granja. No quadro 1 observamos que para a obtenção de um resultado com um grau de confiança de 95%, a uma prevalência de infecção de 10%, se a população consistir em 20 suínos, deverão ser analisadas 16 amostras de soro; se a população for Suínos & Cia

12

de 1.000 suínos, deverão ser analisadas 29 amostras. É importante salientar que deve ser analisado um número adequado de amostras para que os resultados sorológicos possam ser interpretados e transferidos corretamente a toda a população. Na prática, recomenda-se uma coleta de 15 a 30 amostras por categoria de idade dos suínos, por exemplo: a) fêmeas gestantes: 5 amostras do primeiro parto, 5 amostras do segundo parto e 5 amostras dos partos subsequentes; b) machos reprodutores: de 15 a 30 amostras; c) leitões nas seguintes idades (entre 2 e 4, entre 6 e 8, entre 8 e 10, entre 10 e 14, entre 14 e 18 e entre 18 e 22 semanas): de 15 a 30 amostras. Uma vez implementada uma monitoria sorológica, os dados coletados passam a constituir o que chamamos de perfil sorológico do plantel de suínos, que mede a dinâmica das infecções de campo e dos programas de vacinação, com base nos títulos de anticorpos ao longo da vida dos suínos; o que nos fornece informação valiosa sobre o estado imunológico da granja em determinada fase de idade dos animais. Portanto, ao determinar o perfil sorológico de vários lotes de suínos, podemos utilizar um programa de computação para estabelecer uma curva básica de títulos de anticorpos obtidos nas diferentes idades dos animais e associálos com os índices de produtividade da granja. Isso nos permitirá usar a referida curva como base “padrão ouro” e compará-la com os perfis sorológicos de novos lotes que venham a ingressar na granja. Desse modo, poderão ser identificados os desafios devidos a agentes infecciosos de

campo, como também avaliados de forma objetiva a efetividade dos programas de vacinação. Esse tipo de informação permitirá ao veterinário delinear uma estratégia efetiva para o controle de doenças, utilizando racionalmente os recursos disponíveis para poder implementar oportunamente as medidas corretivas requeridas para evitar perdas econômicas. Finalmente, alguns lembretes de precaução. É importante enfatizar que, ainda que a sorologia aponte dados muito importantes para a tomada de decisões no que se refere à sanidade do plantel, trata-se apenas de uma ferramenta adicional que deve ser usada pelo veterinário no processo dedutivo do estabelecimento de um diagnóstico clínico correto. Portanto, o veterinário deve integrar os resultados de sorologia com toda a informação obtida das observações clínicas e epidemiológicas e com os resultados de patologia, para delinear estratégias que lhe permitam estabelecer dois níveis de proteção: para os períodos pré-patógeno (ausência de casos clínicos) e patógeno (presença de casos clínicos). No primeiro poderão ser implementadas medidas gerais de promoção da saúde (biossegurança, programas de certificação de granjas livres, origem dos animais, etc.) e medidas inespecíficas de manejo operacional (sistema tudo dentro – tudo fora, programa de controle de roedores, limpeza, desinfecção, etc.). E quando determinado agente infeccioso já tiver sido introduzido na granja e houver casos positivos, o veterinário ainda poderá atuar em três níveis: a) precocemente, na ausência de sinais clínicos; b) de modo tardio, quando já houver sinais clínicos aparentes; c) depois que a infecção se tornar crônica. Somente quando se integra, de forma lógica, todos estes elementos de diagnóstico, pode-se estar relativamente seguro de que a nossa conclusão final será acertada.

Literatura 1- BELLUSCI, S.M. Epidemiologia – SENAC, 1995. 2- MARTINS, S.W. Veterinary Epidemiology – Principles and Methods – Iowa State University Press – Ames, 1987. 3- ELISA PRRS IDEXX Newsletter – www.idexx.com

Ano VIII - nº 48/2013


Nutrição Alimentação: líquida x seca

Introdução No atual momento de crise, a tendência natural é procurar mecanismos que permitam reduzir nossas despesas operacionais. Como sabemos, a alimentação representa o maior percentual de nossos custos de produção (entre 62% e 75%), dependendo do tipo de produto utilizado e do sistema adotado. Portanto, ao considerarmos a nutrição como 2/3 do nosso custo total, temos uma vasta gama de medidas de ações possíveis. Acontece que a base de um suíno rentável passa pelo fato de ele ser saudável e bem nutrido. Assim, a redução dos custos de alimentação pode ser tão simples como baixar os níveis dos nutrientes essenciais (aminoácidos, energia, vitaminas, minerais), porém, isso não condiz, necessariamente, com a forma mais eficiente de produzir. Como um princípio básico de nutrição, temos de dar aos nossos suínos produtivos, a todo o momento, todos os nutrientes necessários para satisfazer suas necessidades de manutenção e produção. E é precisamente desta forma e com este objetivo que a alimentação líquida se encaixa perfeitamente em nossa necessidade (Rosil, L., 2008). Está claro que ela implica em dispor de instalações e sistemas específicos, o que nos deve levar a uma análise do retorno ao investimento, sendo este mais interessante quanto maior for o custo das matérias-primas das rações convencionais. A título de ilustração, podemos dizer que em toda a Europa, especialmente em alguns dos principais países produtores de suínos (Alemanha, França, Holanda, Dinamarca e Bélgica), mais de 65% dos animais de engorda recebem alimentação líquida (GDA, 2004). E é por isso que expressamos a nossa preoAno VIII - nº 48/2013

cupação ao ver que na Espanha, segundo produtor da Europa e quinto do mundo, nem 5% dos suínos possuem alimentação líquida, atualmente. No Brasil, o terceiro maior produtor mundial e o primeiro em custos de produção, a alimentação líquida é amplamente utilizada (Abraves, 2007). Em contrapartida, nos EUA – apesar de ser o segundo maior produtor mundial, sua aplicação é muito limitada. No entanto, gostaria de salientar a reflexão feita pelo renomado nutricionista Dr. Jim Pettigrew, em St.Paul/MN, em setembro de 2007, ao dizer que a indústria de carne suína norteamericana estava perdendo uma grande oportunidade de ser competitiva, no futuro, por não implementar em seu sistema de produção a alimentação líquida.

Metodologia A distribuição do alimento líquido para os suínos realiza-se por meio de um circuito, após prévia preparação (como uma sopa preparada em uma cozinha), sendo o processo totalmente automatizado e informatizado, o que nos permite fornecer de forma precisa a quantidade equivalente de ração/nutrientes para cada fase produtiva, com base nas necessidades e rendimentos que precisamos para cada caso. Baseado na fase da criação, número de animais e estado fisiológico em que se encontram, um programa computadorizado de gerenciamento define as quantidades de alimento, água e subprodutos que entrarão na cozinha para serem misturados, de modo preciso e uniforme, resultando na dita sopa. Esta, subsequentemente, será distribuída por meio de um sistema de bombas para os diferentes tipos de instalações, salas e baias individuais ou coletivas, em quantidades precisas controladas por uma série de válvulas,

Antonio Palomo Yagüe 1 Diretor da Divisão de Suínos 1 SETNA NUTRICION S.A. – INZO 1 Eugenio Fernández Moya 2 Diretor de Produção – IBÉRICOS DE ARAUZO 2 antoniopalomo@setna.com

cujas aberturas são reguladas pelo mesmo computador central. Neste ponto, é lógico pensar que o investimento em equipamentos para alimentação líquida contemple um número mínimo de animais para que seja rentável. Em nossos países vizinhos foi estimado que se deveria partir de um mínimo de 500 suínos. Em nossa experiência, o número ideal ficaria entre1.500 e 6.000 animais, dependendo do tipo de instalação e da genética utilizada, fatores que podem determinar um melhor retorno sobre o investimento. Uma das bases para o correto funcionamento do sistema determina que o alimento esteja suficientemente líquido e homogêneo no que diz respeito às partículas em suspensão ao longo de todo o circuito. Para isso, o desenho correto e a montagem adequada da instalação da cozinha, o sistema de distribuição, tubos, cotovelos e demais componentes são essenciais para o bom desempenho da operação ao longo do tempo. Da mesma forma, o teor de matéria seca da sopa, definido pelo diferencial do teor de água e com base na relação concentrado/água, é essencial. Em diferentes estudos, a proporção entre 2 e 4 litros de água por quilo de ração é válida (ITP, 2000) em termos de desempenho dos suínos e dos resultados zootécnicos, mas a verdade é que temos de considerar precisamente essa proporção para a instalação que temos, já que alguns sistemas operam irregularmente a partir de diluições inferiores a 2,8/1. A partir do exposto até aqui, gostaríamos de fazer as seguintes considerações com relação à qualidade da diluição da mistura a ser preparada: A - Se estiver demasiadamente concentrada, as consequências mais imediatas serão: Suínos & Cia

13


Nutrição a. Transporte inadequado do alimento pelos tubos; b. Risco elevado de congestionamentos nos tubos (Heidenreich, 2000); c. Risco de congestionamento nas válvulas de dosificação; d. Fornecimento irregular devido a problemas na mistura; e. Maior consumo de energia; f. Maiores gastos com manutenção; g. Heterogeneidade no consumo de matéria seca por parte dos suínos, o que determinará uma diferença nos pesos. B - Se estiver demasiadamente líquida, as consequências mais imediatas serão: a. Redução no rendimento zootécnico, devido à menor ingestão de nutrientes (Feurier, 1985); b. Aumento na produção de dejetos, com maior impacto ambiental e gasto superior no manejo; c. Maior risco de separação das fases, com decantação nas tubulações, cones e saídas, aumentando a possibilidade de congestionamentos, os quais se agravam mais nos sistemas nos quais o alimento permanece na tubulação, entre os tratos; d. Dispersão no consumo de matéria seca e nutrientes entre os suínos de diferentes locais. Estando a diluição da sopa ade-

quada, o que garante o funcionamento do sistema de distribuição, devemos nos ater aos componentes essenciais dela, particularmente no que diz respeito à qualidade. E nesse ponto gostaríamos de destacar o seguinte: 1 - Alimentos e subprodutos: controle de qualidade preciso das matériasprimas que os compõem. Devemos evitar variações consideráveis em seus padrões. Tanto o tipo de moinho quanto o tempo de mistura são importantes. Com relação aos moinhos, partindo do princípio de que na Espanha e em grande parte da Europa eles são do tipo martelo, o tamanho das partículas deve oscilar entre 700 e 900 micras, com uma peneira de 2,5 a 3,5 mm. Estudos realizados na Inglaterra (www. bpex.org.uk) admitem como válidas para a obtenção de uma sopa adequada alimentos produzidos com peneiras de 2 a 5 mm e com partículas de 650 a 1100 micras; 2 - Água de bebida: sua qualidade microbiológica não influencia na qualidade da mistura, mas possíveis contaminações são sempre um risco importante. Devemos instalar sistemas que se autoclavem e permitam uma limpeza diária entre os tratos (tanques, tubulações, cotovelos, saídas, elevadores). Em condições práticas, utilizam-se acidificantes e prebióticos. Quanto à qualidade química da água, devemos cuidar da dureza dela para prolongar a vida útil e o funcionamento eficaz dos filtros e válvulas; recomenda-se instalar sistemas de descalcificação para toda a água destinada à preparação da sopa.

Podemos melhorar a qualidade da sopa incorporando na sua formulação componentes com propriedades reológicas. Certos minerais, como as sepiolites (silicato básico, hidratado, de magnésio), devido à sua estrutura física reticular, orientam as partículas sólidas em suspensão em uma única direção e transformam o fluxo turbulento do produto final, dentro da tubulação de distribuição, em fluxo laminar. A inclusão da sepiolite SPLF 1% de matéria seca - melhora a fluidez da mistura e homogeneíza a distribuição da ração líquida (INZO, 2003).

Resultados produtivos Sabemos que a apresentação do alimento influencia o desempenho dos animais e, por conseguinte, a rentabilidade do sistema de produção. A alimentação líquida pode ser fornecida para os suínos em todas as fases da criação. Mas pela nossa experiência, as áreas de maior benefício direto, tanto em termos qualitativos como quantitativos, considerando a otimização do consumo e o aumento do crescimento, seriam para os suínos de engorda e reprodutoras

A - Suínos de engorda  Sem dúvida, os suínos de engorda, que consomem mais de 60% de todo o alimento produzido para uma granja de ciclo completo e têm um valor variável entre 48,00 e 60,00 euros (suíno de granja) e entre 100,00 e 130,00 euros (suíno ibérico), têm uma margem de manobra considerável. Os resultados zootécnicos de suínos alimentados com ração granulada à vontade, em comparação com os que recebem alimentação líquida, não variam (Quemere, 1988). Pelo contrário, eles chegam, inclusive, a serem superiores quando se considera a sopa versus o arraçoamento fornecido com restrição (Jenssen, 1998). Na fase de engorda é na qual temos resultados mais eficazes, derivados de melhoras significativas nos parâmetros produtivos, entre elas: • Melhora do ganho médio de peso diário, de 4% a 5% (variações de 2,6% a 15%);

O sistema de alimentação líquida computadorizado nos permite ajustar o consumo de alimentos à base de nutrientes necessários e em cada fase de produção

Suínos & Cia

14

• Melhora do índice de conversão alimentar, de 6% a 8% (variações de 2% a 13%); Ano VIII - nº 48/2013


Evolução constante, pioneirismo e qualidade são compromissos que sempre estiveram presentes na história da Farmabase. Ao longo dos anos, desenvolvemos e disponibilizamos ao mercado de aves e suínos produtos e serviços que ajudaram a produzir mais e melhor. Diante de tantos avanços, não poderíamos deixar de atualizar nossa marca. E, assim, apresentamos ao mercado nossa nova identidade visual. Muito mais direta, nossa nova marca transmite aqueles que são os valores que sempre nortearão nossas ações: foco, agilidade e transparência.

farmabase.com.br

Soluções de alta performance em saúde animal.

55/Brands

FARMABASE: UMA MARCA EM CONSTANTE EVOLUÇÃO.


Nutrição • Redução do custo por kg de animal abatido, de € 0,23; • Benefício anual por local de engorda, da ordem de € 7,54. Estes dados referem-se a suínos comerciais (brancos), já que – em se tratando de suínos ibéricos (puros ou cruzados com Duroc) entre 25 kg e 160 kg – o benefício estimado, segundo nossos controles recentes, estaria entre € 25,00 e € 40,00/suíno, considerando os preços atuais das rações. A essa melhora de índices temos de adicionar outros benefícios, que surgem com a prática da alimentação líquida na fase de engorda, entre eles: 1. Maior homogeneidade dos suínos no abate (menor percentual de refugos). Melhora o índice “suínos com valor total”; 2. Maiores possibilidades de padronização da deposição de tecido magro e gordura, segundo os níveis de racionamento (Torrellardona, 2003). Determina uma melhor qualidade de carne no produto final; 3. Redução na incidência de transtornos digestivos, derivados de certas infecções causadas pelas bactérias:

4. Redução do impacto no meio ambiente, estimado em uma redução média na produção de purinas (bases nitrogenadas presentes em dejetos) da ordem de 5,8% (Dourmad, 1999); 5. Menor grau de lesões na mucosa gastroesofágica (Palomo, A.; 2003); 6. Menor quantidade de pó nas instalações, o que determina uma redução no agravamento das patologias respiratórias. Certamente, o sistema de alimentação líquida computadorizado nos permite ajustar o consumo de alimentos à base de nutrientes necessários e em cada momento da produção (modelagem correta), além de produzir dietas múltiplas e proporcionar a diferenciação da alimentação por sexo. As melhoras nesses parâmetros são derivadas, fundamentalmente, dos seguintes pontos: • Melhora na digestibilidade de minerais e vitaminas; • Redução na oxidação do alimento e melhora da sua acidificação; • Redução no conteúdo de micotoxinas;

* Salmonella sp (incidência10 vezes menor);

• Melhora da digestibilidade da fibra dietética e do trânsito intestinal;

* Lawsonia intracellularis (incidência 25 vezes menor);

• Melhora no equilíbrio homeostático e eletrolítico;

* Brachispira sp (redução clínica ostensiva).

• Melhora na atividade enzimática (fitases, proteases, glucosidases).

B - Reprodutoras  A alimentação das porcas destinadas à reprodução, em uma granja comercial, não representa mais do que 18% (suínos brancos) e 12% (suínos ibéricos) do custo final com alimentos. Portanto, não é só do ponto de vista quantitativo que podemos adotar a alimentação líquida, mas também pelas melhorias qualitativas que ocorrem em certos parâmetros produtivos e reprodutivos. Assim, quando em uma granja temos um consumo total de 1.200 e 750 kg anuais, entre suínos brancos e ibéricos, respectivamente, um aumento de 10% a 14% na proporção do número de porcas em grupos sobre o de porcas em gaiolas, nessas quantidades, é, sem dúvida, muito rentável. Mas, ainda mais importante, é poder manejar adequadamente o consumo para manter a boa condição corporal média do plantel, evitando o efeito sanfona, que sempre leva a um maior consumo de alimento não rentável, além dos problemas metabólicos associados. Se tomarmos como exemplo o parâmetro atual utilizado nas grandes criações de suínos norte-americanas, nas quais o objetivo é desmamar mais de 165 quilos de leitão/porca/ano, estima-se que – se hoje nos custa quase € 300,00 a ração de uma porca por ano – teríamos um valor agregado direto de € 0,60/kg de leitão desmamado apenas com a economia no custo de alimentação da mãe dele. Para fixar a importância deste ponto, se considerarmos que apenas desmamamos 132 kg de leitão (24 leitões × 5,5 kg de peso vivo), cada um deles já teria adicionado sobre o seu custo € 0,73 relativos apenas à quantia de ração da porca. Os benefícios mais diretos da alimentação líquida na fase de reprodução poderão ser apreciados nos seguintes pontos: a. porcas nulíparas  otimizar o consumo energético na fase prévia à inseminação para uma melhor taxa de ovulação e fertilidade; b. porcas gestantes  adequar a curva de alimentação por fases, segundo a genética e o estado corporal, no momento da inseminação e na entrada dos partos. Manutenção de uma condição corporal mais homogênea;

A alimentação líquida proporciona maior homogeneidade dos suínos no abate (menor percentual de refugos)

Suínos & Cia

16

c. porcas desmamadas  otimizar o consumo de nutrientes, adequando-o para Ano VIII - nº 48/2013


Nutrição reduzir o intervalo desmame à primeira inseminação (melhorando, assim, a fertilidade e a prolificidade no ciclo seguinte);

• a melhora da digestibilidade das rações líquidas é variável;

d. porcas lactantes  nos permite maximizar o consumo da ração e, portanto, dos nutrientes nos dias de lactação, melhorando a produção de leite e o peso da leitegada no desmame, com um risco menor de a perda de peso corporal afetar os outros parâmetros reprodutivos. Além disso, nos permite realizar a redução e o aumento gradual do consumo nos dias anteriores e posteriores ao parto, reduzindo o risco de distúrbios metabólicos e infecciosos no periparto. Em porcas Ibéricas é possível regular com precisão a perda de peso adequada durante esta fase, o que facilita a liberação do calor e alivia os quadros de síndrome MMA subsequentes.

• a relação matéria seca/água deve ser inferior em comparação às outras fases;

Nosso objetivo, com a alimentação líquida, é poder atender melhor à nova normativa europeia do bem-estar animal, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2012 (RD 1135-1102, de 31 de outubro) e que nos dá condições de alimentar melhor as porcas a partir das quatro semanas de gestação, em grupos, melhorando o seu comportamento, reduzindo estereotipias e observando maior saciedade dos animais e também melhor qualidade das fezes.

C - Leitões  Até o momento, o fornecimento de alimentação na forma de papinha para leitões recém-desmamados de pequeno peso tem trazido bons resultados, em função da melhora na ingestão e na digestibilidade. É bem conhecido o efeito positivo da alimentação líquida sobre as vilosidades intestinais, na fase do pós-desmame, embora haja resultados contraditórios relativos à sua rentabilidade (Kerber, 2006) e a distúrbios digestivos, o que torna relativa à sua utilização. Há muitos estudos que indicam melhor ganho médio de peso diário, assim como outros que demonstram pior índice de conversão alimentar, de modo que a rentabilidade final do sistema, nessa fase, ainda é incerto. Os pontos críticos que devemos considerar e continuar estudando a respeito desse assunto são: • os leitões são pouco tolerantes a variações no pH dos alimentos; Ano VIII - nº 48/2013

• a alimentação ad-libitum determina maior homogeneidade;

• o consumo derivado da palatabilidade é mais variável nos alimentos líquidos; • a temperatura da mistura deve ser levada em conta; • os rendimentos zootécnicos são variáveis. Não obstante, nem tudo são vantagens, e devemos considerar os pontos críticos que poderiam nos levar ao fracasso na implementação dos sistemas de alimentação líquida. Para tanto, nos permitimos apontar, na sequência, as dez regras que consideramos básicas para obter os maiores benefícios: • Pessoal que maneja o programa de informática de modo adequado e supervisiona corretamente o consumo dos suínos em cada lote, evitando ajustes e reajustes contínuos por deficiência ou excesso; • Serviço de manutenção e assessoramento por especialistas em instalações de alimentação líquida; • Armazenagem e distribuição espacial das matérias-primas e dos alimentos terminados (definição das necessidades de válvulas pelo no de suínos e espaço linear por suíno); • Controle de qualidade dos subprodutos utilizados (matéria seca, gordura, cinzas, proteína, sódio, potássio); • Percentuais de inclusão dos referidos subprodutos, em substituições parciais ou totais (síndrome do soro de leite, distensões e torções intestinais, fígado gordo); • Valor líquido e digestível de lisina na dieta líquida final (atenção à degradação de parte da lisina sintética adicionada às rações); • Equilíbrio do concentrado versus a qualidade e a quantidade de subprodutos a incorporar; • Curva de alimentação e grau de racionamento; • Relação matéria seca/água em diferentes momentos e fases produtivas; • Número de tratos/dia e percentuais relativos a eles.

Bibliografia 1- BROOKS, P.H. Liquid feeding of pigs: potential for reducing environmental impact and for improving productivity and food safety. Rec Adv Anim Nutr Austr. v. 13. p. 49-63. 2001. 2- DE HAAS, T.C.M. Home mix farming with food industry co-products: experience in the Netherlands and its worldwide possibilities. Annual Symposium Alltech. 14. Proceedings... Nottingham University Press. UK. 1998. 3- GILL, B.P.; Improve performance with liquid feeding. International Pig Topics. v. 22. n. 7. p. 7-11. 2007. 4- JENSSEN, B. Feeding liquid diets to pigs. Rec Adv in Anim Nutr. Nottingham University Press. UK. 1998. 5- LE TREUT, Y. La soupe en ensgraissement: des auges propres et des porcs qui poussent. Porc Magazine. v. 363. p. 134-137. 2003. 6- PEDERSON, A.O. Liquid feed for growing-finishing pigs under Danish conditions. Annual Meeting. 49. Proceedings... p. 24-27. Poland. 1999. 7- ROSIL, L. Utilización de alimentos líquidos para ganado porcino. www. ergonmix.com. 1998. 8- ROYER, E. La higiene en los sistemas de alimentación en sopa. Jornadas de Alimentación líquida del ganado porcino. IRTA. Proceedings… España. 2003. 9- ROYER, E. et al. Effects of the waterfeed ratio and of a rheological sepiolite on some physical parameters of liquid feed and performances of pigs. Annual meeting of the European Association for Animal Production. 58. Proceedings... p. 26-29. University College. Ireland. 2007. 10- SCHOLTEN, R. Uso de dietas líquidas y subproductos líquidos para porcino. Curso FEDNA. 16. v. 6-7. Proceedings… p. 143-154. Barcelona. 2000. 11- THOMSON, JR. Pressure-related abdominal changes in pigs with “whey bloat” – a case report. The Pig Journ. v. 59. p. 152-159. 2007.

Suínos & Cia

17


Produção Leitões de baixo peso e nascidos de porcas jovens: uma combinação muito perigosa Parte (III) Maria Nazaré T. Lisboa Carlos Piñeiro Médica-veterinária - Consuitec Diretor PigCHAMP Pro Europa

nazare@consuitec.com.br

carlos.pineiro@pigchamp-pro.com

Nos dois artigos anteriores vimos

cedentes de leitões nascidos de primíparas

os fatores que influenciam a ocorrência

e multíparas. 2.660 leitões, no total (1.740

de leitões pequenos e com menor viabili-

de multíparas e 920 de primíparas), foram

dade, devido, em parte, ao fato de serem

individualmente controlados para se estu-

originários de marrãs. Tanto o peso mais

dar o efeito mencionado no desempenho

baixo como a menor ingestão de colostro

produtivo (ganho médio de peso diário

e a menor concentração de IgGs (Cabrera

– GMD –, índice de conversão alimentar

Rendimentos produtivos Os gráficos 1 a 4 mostram os resultados produtivos e sanitários dos leitões em função da sua origem e no período de transição. Os animais nascidos de primíparas cresceram menos (14%), principal-

et al 2012) explicam os riscos mais eleva-

– IC –, consumo médio diário – CMD –,

dos nestes leitões. Mas como eles se com-

peso vivo – PV – e conversão e consumo),

portam em condições comerciais? Por

no percentual de perdas por óbito e nos

(13 %) e à menor eficiência na conversão

meio do PigChamp vimos trabalhando

animais tratados individualmente. Em

dela (2%), o que determinou 2,6 kg de

para quantificar esse efeito em termos

cada ensaio foi comparado o desempenho

diferença no final deste período (13%).

comerciais e poder definir a sua aplicação

de animais provenientes de primíparas e

Por outro lado, os resultados – em

na prática. A seguir está uma prévia dos

multíparas que compartilharam o mesmo

termos de sanidade – foram consistentes

resultados, os quais serão publicados em

espaço, distribuídos aleatoriamente em

com os anteriores, já que tanto o percen-

breve.

baias do mesmo tamanho, para cada tra-

tual de perdas por óbitos quanto o de ani-

Em um total de cinco ensaios

tamento. A baia foi a unidade experimen-

mais tratados foi menor (de modo signi-

experimentais foram registrados, separa-

tal para o consumo de ração e o índice de

ficativo), no caso de leitões provenientes

damente, os resultados em transição pro-

conversão alimentar.

de multíparas.

mente devido à menor ingestão de ração

Gráficos 1 e 2: GMD (g/dia) e CMD (g/dia) nas creches, em função da origem

Suínos & Cia

18

Ano VIII - nº 48/2013


Produção Gráficos 3 e 4: IC (g/g) e PV/kg nas creches, em função da origem

Probabilidade: NS, P > 0,10; t, P < 0,10; ***, P < 0,001

Gráficos 5 e 6: Total de perdas por óbito (%), animais tratados (%) e sua distribuição nas creches, em função da origem

Probabilidade: NS, P > 0,10; t, P < 0,10; *, P < 0,05

Os leitões nascidos de primíparas tiveram mortalidade em dobro, com rela-

o seu controle a partir de dois pontos de

com consequente lucro para a granja. Esta

vista:

opção é mais adequada a granjas peque-

ção aos de multíparas, e uma necessidade

• Venda/segregação dos leitões

nas ou familiares, porém, com certa estru-

de tratamento quase tripla, em particular

nascidos de primíparas. Recomendável

tura para separar esses leitões em baias

contra diarreias.

no caso de haver um excesso de produção

específicas, ainda que não se consiga uma

Podemos concluir que os leitões

para as necessidades da granja ou se hou-

separação completa, o que sempre facili-

com baixo peso e provenientes de primí-

ver problemas patológicos de difícil con-

tará o controle dos problemas.

paras mostrarão sempre o pior desempe-

trole ou caro pelos meios tradicionais.

Embora ainda falte muita pesquisa

nho e um risco de morte cerca de duas

• Criação segregada dos leitões

aplicada para definir melhor as alternativas

vezes maior que os provenientes de multí-

nascidos de primíparas, o que facilitará o

de controle para esses efeitos, considerá-los

paras, além de uma maior necessidade (até

controle dos riscos que trazem por meio

dentro das rotinas de produção pode ajudar

3 vezes) de serem tratados contra alguma

de planos sanitários específicos (vacina-

a melhorar a competitividade do setor, já

patologia. As implicações dessa situação

ções ou tratamentos medicamentosos)

que são situações importantes, suficientes

são significativas, e podemos concentrar

para eles – a critério do veterinário –,

para serem tratadas como tal.

Ano VIII - nº 48/2013

Suínos & Cia

19


Reprodução Estratégias para desempenho reprodutivo diferenciado As linhas genéticas tiveram uma melhora produtiva bastante importante nos últimos 20 anos (figura 1). As atuais fêmeas apresentam um aumento da carne magra na carcaça, diminuição da quantidade de gordura e alta eficiência alimentar, além de terem mais leitões nascidos (0,05 de incremento da leitegada/ano), com maior vitalidade. A preparação das marrãs tem aumentado sua importância para garantir produtividade e redução de custos dentro das granjas. Algumas têm taxa de reposição acima de 50%, o que causa uma perda econômica considerável não só no custo dessa reposição, mas também na diminuição da qualidade do padrão sanitário da granja.

Rovério Magrini de Freitas Zootecnista roverio.freitas@mcassab.com.br

Evolução do desempenho reprodutivo das fêmeas na França Ano

1990

2000

2010

Nascidos vivos

10,80

11,90

13,00

Desmamados

9,40

10,4

11,30

Idade de desmame (dias)

27,40

25,80

24,30

Peso no desmame (kg)

7,40

7,80

7,30

GP leitegada kg/dia

2,02

2,50

2,70

Partos/porca/ano

2,37

2,43

2,47

Partos/porca descarte

4,60

4,90

5,20

Fonte: adaptado de Dourmad, Noblet – III Simpósio Internacional de Exigências Nutricionais de Aves e Suínos, 2010

A estratégia nutricional também acarretou o uso de maiores níveis nutricionais nas fases de recria e reposição, gestação e lactação, que são diferenciados se compararmos com os usados nas fêmeas 20 anos atrás. Hoje, são buscadas fêmeas altamente produtivas e com longevidade dentro do plantel, suficientes para se pagar o investimento da reposição (pelo menos 3 partos) e manter o status sanitário do rebanho. Portanto, buscar um maior número de partos efetivos dentro da vida útil da fêmea é importante para a lucratividade da operação. Espera-se que entre 70% a 75% das fêmeas cheguem ao 3º parto (Pinella e Wilians, Leman Conference, 2010). Espera-se que um rebanho estabilizado com 40% a 50% de taxa de reposição tenha nas parições 0 e 1 aproximadamente 33% de fêmeas, e entre as parições 2 e 5, mais de 50%. No rebanho de alta produtividade, os gestores devem ter atenção especial nas fases de recria e reposição das marrãs, focando as condições de fornecimento de rações e a qualidade das instalações, principalmente na questão de pisos, ambiênSuínos & Cia

20

Fonte: adaptado de Pinella e Wilians, 2010

Distribuição ideal de parição num plantel. Fonte: Carrol, 1999 Parição

0

1

2

3

4

5

6

7

% Fêmeas

17

16

15

14

13

11

10

4

Fonte: Lawlor & Linch

cia e densidade dos animais por baia. O descarte precoce está muito ligado a problemas da formação das marrãs, erros de manejo, falhas na seleção do sistema locomotor e na estrutura das instalações, como piso, espaços adequados de comedouros e bebedouros, e, sem dúvida, da quantidade e da qualidade da ração fornecida.

A seguir, nesse trabalho feito numa granja multiplicadora, podemos observar que as primíparas e as fêmeas de primeira e segunda crias têm uma frequência de remoção muito grande em comparação com os outros ciclos. Como podemos observar, mais de 75% das fêmeas são descartadas até o 6º parto. Nesse trabalho, as fêmeas tiveram a Ano VIII - nº 48/2013


Reprodução Primípara

Parição 1

Parição 2

Parição 3

Parição 4

Parição 5

Parição 6

Parição 7

Parição 8

Parição 9

Total

Problemas reprodutivos

6,40%

4,60%

2,60%

2,40%

1,30%

0,80%

0,80%

0,50%

0,10%

0,00%

19,50%

Performance leitegada

0,00%

0,30%

1,70%

2,20%

2,40%

3,40%

4,40%

3,40%

1,10%

0,30%

19,20%

Problemas aparelho locomotor

3,70%

1,90%

1,90%

0,80%

0,80%

0,60%

0,50%

0,50%

0,40%

Condição corporal

0,60%

1,10%

1,90%

1,10%

0,80%

1,00%

0,60%

0,40%

0,30%

0,10%

0,20%

0,30%

Miscelânea

3,80%

1,10%

0,70%

0,50%

0,30%

0,20%

0,30%

0,10%

Frequência de descarte

14,50%

9,00%

8,80%

7,00%

5,60%

6,00%

6,70%

5,10%

2,20%

Causa do Descarte

Idade

11,10% 0,10%

7,90% 0,60% 7,00%

Mortalidade

1,80%

7,60%

5,40%

0,70%

2,10%

1,10%

1,20%

0,80%

0,30%

Frequência da remoção

16,30%

16,60%

14,20%

7,70%

7,70%

7,10%

7,90%

5,90%

2,50%

0,40%

65,30% 21,00%

0,40%

86,30%

Fonte: adaptado de Stalder K, et al, 2012 - Manitoba Swine Seminar

da própria fêmea significa entre 0,07 a 0,1 leitão nascido total e vivo na sua primeira leitegada; - Um incremento de 100 g de GPD entre o nascimento até 100 kg de PV representa um aumento entre 0,3 a 0,4 leitão, assim como diminuição do intervalo desmame/cobertura e aumento da taxa de fertilidade; - Leitoas com alta porcentagem de gordura corporal aos 100 kg apresentam melhor desempenho reprodutivo no segundo parto.

Estratégias para melhorar a produtividade das fêmeas Segundo Neil Debuse, há quatro fatores importantes para a eficiência reprodutiva das porcas:

Efeito da paridade na sobrevivência pré-desmame / peso no desmame e viabilidade até o abate Parição

• Genética

P1

P2

P3

P4

P5

P6

Viabilidade na maternidade

84,80%

86,70%

85,90%

84,80%

83,90%

82,80%

Peso no desmame aos 21 dias

6,9 kg

7,2 kg

7,4 kg

7,4 kg

7,5 kg

7,5 kg

Viabilidade ao abate

91,50%

93,40%

Fonte: Schinckle, 2011 PIC

Influência da linha genética na longevidade das fêmeas. Fonte: Moeller et al, 2004 Linha

% Parição 4

1

70

2

48

3

50

4

50

5

52

6

52

Ano VIII - nº 48/2013

sua idade média de descarte em 3,7 partos. Granjas de produção de leitões com alta taxa de reposição certamente terão a viabilidade de suínos para abate diminuída, causando queda de produtividade. Levantamento feito em 20 mil gestações citadas por Lawlor e Linchy Irish (Journal Veterinary, 2007) relatou a influência da seleção das futuras marrãs: - Cada leitão a mais na leitegada

• Sistema de Produção (instalações, manejo alimentar) • Idade e peso à primeira cobertura • Nutrição das fases de gestação e lactação • Ambiência

Genética: influencia muito. A comparação ao lado realizada com seis linhas genéticas presentes no mercado norte-americano demonstra que ocorre diferenças na longevidade entre as linhas comerciais: Sistema de produção: as linhas atuais tiveram uma redução significativa do teor de gordura na carcaça. A fêmea Suínos & Cia

21


Reprodução

Leitegadas > 10

Leitegadas < 7

% que porcas ao 6 parto

17,30%

35,50%

Taxa de parto

83,30%

88,70%

Nascidos vivos

10,5

11,0

Resposta ao macho

53%

77%

Fonte: Flowers, WL 2011

Efeito do peso ao nascimento na longevidade das porcas Peso ao Nascimento Porcentagem retida até 6 partos ou mais

< 1,13

1,18 - 1,58

> 1,63

> 10 Leitões

10,40%

15,80%

32,40%

< 7 Leitões

26,20%

39,10%

36,30%

Fonte: Flowers

Influência dos minerais orgânicos na ração de gestação no desempenho reprodutivo das fêmeas Autores

Mineral

Melhoria

Mahan & Kim (1996)

Selênio

(-) Natimortos

Lindemann (1996)

Cromo

(+) Leitões

Close (1998,1999)

Ferro

(+) Tamanho de leitegada

Bortolozzo et al.(1998)

Cromo

(+) Sobrevivência Embrionária

Lindemann et al. (2004)

Cromo

(+) Tamanho de leitegada

Peters & Mahan (2008)

Cobre Ferro, Manganês, Selênio e Zinco.

(+) Tamanho de leitegada

Fonte: Abreu M. – Simpósio Mineiro de Suinocultura, 2012, adaptado por Rovério M. Freitas

Desempenho reprodutivo de primíparas com uso de Arginina e Glutamina na gestação Variáveis Leitões Nascidos vivos

Controle

Arginina + Glutamina

% de Melhoria

9,91

11,33

12,53

Peso Leitegada

13,4

15,4

12,99

Natimortos

1,13

0,57

-98,25

CV (coeficiente de variação) do peso dos leitões NV

15,1

11,5

-31,30

Fonte: adaptado de Márvio Abreu, 2012 citando Wu et al. (2010)

Suínos & Cia

22

atual mobiliza não só as reservas de gordura, mas também as de massa muscular. Isso tem sido levado em conta nas formulações, com aumento dos níveis de lisina nas fases de recria e reposição. Porém, temos de ficar atentos ao excesso de níveis. Por isso mesmo não é recomendado trabalharmos com as rações de recria e terminação para as fêmeas reprodutoras nessas fases, pois, além de buscarem o máximo de deposição de carne magra, essas rações têm níveis de cálcio e fósforo inferiores às necessidades das fêmeas reprodutoras, sem falar dos níveis vitamínicos diferenciados para essa fase. As necessidades de vitaminas Biotina, A e E são maiores nos Premix de reprodução do que nos Premix para as fases de engorda. Por outro lado, trabalhar com níveis de lisina muito baixos (na gestação) pode reduzir o desempenho dessa futuras reprodutoras no plantel. A importância da nutrição no desempenho das futuras reprodutoras e reprodutores começa muito antes do que os produtores imaginam. Esta observação foi feita por Flowers (Leman Conference, 2011) em um estudo numa empresa com 80 mil porcas, sobre a influência do desempenho das fêmeas e cachaços no período pré-desmame. Futuras reprodutoras nascidas entre leitegadas de 10 a 12 leitões nascidos vivos foram transferidas para o período de lactação com duas quantidades de animais por fêmea: um grupo com mais de 10 leitões e outro com menos de 7 leitões. Veja no quadro ao lado o desempenho dessas reprodutoras com relação à longevidade e produtividade. Da mesma forma, o peso ao nascimento influenciou o desempenho das futuras reprodutoras. Portanto, leitoas de baixo peso ao nascimento devem ser avaliadas de forma bem correta para evitarmos baixo desempenho causado por uma falta de critério na seleção delas desde o nascimento. Podemos também usar outras ferramentas via nutrição para melhorar o peso dos leitões ao nascimento. O uso de minerais orgânicos e da arginina, mais a glutamina, reduz a variabilidade dos índices reprodutivos, assim como a variabilidade de pesos em leitegadas maiores, como cita Márvio Lobão Abreu, 2012.

Idade e peso: as principais genéticas têm recomendado pesos e idades maiores na primeira cobertura. Essa estratégia visa a melhorar as reservas corporais das fêmeas no momento da primeira parição. Ano VIII - nº 48/2013


Reprodução LINHAGEM PESO IDADE

Peso, idade e espessura recomendados pelas genéticas PIC TOPIGS DANBRED PENARLAN 135 130 135 145 196 220 230 240

P2 mm (Espessura de Toucinho no ponto P2)

Nutriente E.M.S (Energia Metabolizável)

12 a 14

Unidade 23 - 41 kg

15 a 18

PIC 41 - 68 kg

68 - 91 kg

13

GENETIPORC 140 230 13 a 15

91 - 118 kg 118 - 136 kg

Kcal

3356

3311

3311

3311

3311

Lisina dig. Ca

% %

1,12 0,7

0,95 0,7

0,80 0,7

0,70 0,7

0,62 0,7

Fósforo disponível

%

0,35

0,35

0,35

0,35

0,35

Fonte: Guia Nutricional Agroceres PIC 2012

Nutrientes E.M.S (Energia Metabolizável de Suínos)

Unidade

GENETIPORC 25 - 50 kg 50 - 70 kg

75 - 100 kg

100 - 125 kg

Kcal

3250

3250

3250

3250

PB Ca

% %

17 0,65

16 0,6

16 0,55

15 0,5

Fósforo disponível

%

0,35

0,28

0,25

0,22

Lisina Total Lisina Dig.

% %

1,25 1,10

1,05 0,90

0,95 0,80

0,8 0,65

Fonte: Manejo para Leitoas Genetiporc, 2011

LINHAGEM PB CA PD FB E.M.S LIS TOTAL LIS DIG.

NÍVEIS RECOMENDADOS PELAS GENÉTICAS RECRIA TOPIGS PIC DANBRED PENARLAN 17,5 18 0,75 0,70 0,85 0,90 0,35 0,35 0,40 0,40 3 3200 3330 3280 3250 1,00 1,00 0,89 1,03

LINHAGEM PB CA PD FB E.M.S LIS TOTAL LIS DIG.

NÍVEIS RECOMENDADOS PELAS GENÉTICAS REPOSIÇÃO TOPIGS PIC DANBRED PENARLAN 16 16 0,70 0,70 0,90 0,90 0,35 0,35 0,45 0,40 3 3,5 3000 3311 3150 3050 0,90 0,85 0,69 0,71 0,72

Fonte: empresas de genética

Suínos & Cia

24

GENETIPORC 16 0,65 0,35 3 3250 1,05 0,90

GENETIPORC 15 0,55 0,22 3250 0,80 0,65

Ao lado, as recomendações das necessidades das fêmeas nas fases de recria e reposição. A recomendação é para se trabalhar com a ração para recria de marrãs à vontade, da saída de creche até os 120 dias, ou conforme a recomendação da linha genética. A partir dessa data, deve-se entrar com a ração para marrãs de reposição, fornecendo de 2,5 kg a 2,0 kg, em média, conforme a recomendação da genética e o estado corporal do lote.

Gestação: segundo Foxcroft, 2009, marrãs cobertas com 135 kg a 150 kg, ganhando de 35 kg a 40 kg na gestação e chegando ao parto com peso aproximado de 180 kg, foram as que apresentaram os melhores desempenhos na vida produtiva. Dourmad e Noblet, 2011, afirmam que na primeira gestação há a necessidade de ganho entre 36 kg a 45 kg e que as fêmeas de primeira cria não podem perder mais que 8% do seu peso na primeira lactação, pois essa perda vai acarretar em queda de desempenho nos partos subsequentes. Devemos ficar atentos a dois importantes detalhes nessa fase. As fêmeas de primeira cria estão em fase de crescimento, portanto, restrições severas de nutrientes irão afetar o seu desenvolvimento e o dos fetos. Por outro lado, excesso de ração nessa fase pode aumentar o peso dos animais de forma desnecessária, o que causará problemas, principalmente, na redução de consumo da ração na lactação. É necessário ficar atento aos consumos na gestação e na lactação no segundo ciclo. Também é muito importante que as fêmeas de segunda cobertura estejam entre 85% e 90% no grau 3 de escore corporal a partir da 4ª e 5ª semanas de gestação (Pinilla e Willians, 2010). Nos últimos anos, as pesquisas demonstraram que o manejo alimentar das fêmeas em gestação precisa ser revisto, principalmente na questão dos níveis nutricionais. As necessidades de energia e aminoácidos mudam, principalmente no início (do zero aos 70 e 80 dias) e no final da gestação. Portanto, trabalhar com duas rações de gestação permite melhor ajuste na demanda de nutrientes e economia, evitando desperdício, principalmente na primeira fase da gestação, melhorando a qualidade e o peso do leitão ao nascimento e corrigindo as demandas de aminoácidos e energia para a fêmea no final Ano VIII - nº 48/2013


Reprodução da gestação. Na tabela abaixo podemos observar a dinâmica da mudança. Outra questão é que, com o aumento da quantidade dos leitões nascidos vivos, há diminuição do peso médio dos leitões ao nascer e aumento dos leitões com peso abaixo de 900 g, os chamados CRIU (crescimento retardado intrauterino). Na primeira lactação, é muito importante que o consumo, principalmente de lisina e energia, seja o mais adequado possível, visto que as fêmeas de primeira cria têm problemas de consumo nesse período. Muitas se desgastam na primeira lactação, e a melhora do estado corporal de forma mais rápida possível é uma estratégia nutricional importante. Como são animais de baixa capacidade de consumo, o uso da nutrição pré-parto ou mesmo da lactação auxilia essa recuperação. A quantidade seria de 2 kg a 2,2 kg de ração na primeira semana após a cobertura (6200 kcal a 6820 kcal).

Lactação: Na lactação, este é justamente o problema enfrentado nas maternidades, pela maior quantidade de leitões e a necessidade de a fêmea ter um consumo adequado ou, melhor dizendo, uma temperatura confortável para evitar o estresse calórico e consumir os nutrientes requeridos. Reduzir a temperatura ambiental e da água de consumo é o grande desafio. No exemplo da tabela brasileira, podemos observar como as necessidades mudam conforme o aumento da quantidade de leitões, sem a fêmea mobilizar as suas necessidades corporais (perda de peso de 8%), mantendo o peso da leitegada: Se não for houver conforto ambiental, as fêmeas não conseguirão manter o consumo e nem a mobilização adequada das suas reservas para a produção de leite. Nas rações de lactação temos de ter especial atenção à qualidade dos ingredientes e à granulometria deles (500 a 600 micras). Como as fêmeas em lactação no nosso ambiente tropical estão sempre em estresse calórico, se a inclusão de ingredientes não for criteriosa, teremos grandes problemas de consumo de ração e de produção de ganho de peso nos leitões. Especial atenção deve ser feita para a inclusão de gorduras de origem vegetal ou animal. Gorduras rancificadas irão causar danos não só no consumo, mas também na integridade das vitaminas lipossolúveis e na disponibilidade de aminoácidos (metionina e triptofano) presentes na ração (Silva, 2010). Ano VIII - nº 48/2013

Mudança de desempenho e das necessidades nutricionais da 2ª à 4ª parição, no início de gestação (IG) e no final (FG) Parição

Peso

Ganho Maternal

Retenção Proteica gr/dia

Retenção Energética MJ / dia

NT

Peso

44

32

3

13,8

19,5

126

-0,7

38

1,2

13,6

20,1

119

-0,9

4

1,5

15,8

22,1

64

-1,3

2

IG

177

2

FG

215

3

IG

205

3

FG

244

4

IG

240

4

FG

266

40

25

Fonte: Mohen et al, Manitoba Swine Seminar, 2012

NÍVEIS RECOMENDADOS PELAS GENÉTICAS GESTAÇÃO LINHAGEM

PIC

PB

DANBRED

DB Pré-Parto

TOPIGS

PENARLAN

GENETIPORC

14,5

17,0

14,5

15

13

CA

0,85

0,9

0,9

0,82

1

0,95

PD

0,4

0,45

0,45

0,38

0,45

0,4

FB

4

5,5

4

3230

2850

3240

2900

2950

2900

0,7

1,0

0,7

0,75

0,69

0,65

0,65

0,55

E.M.S LIS TOTAL LIS DIG.

0,60

4,5

Suínos & Cia

25


Reprodução NÍVEIS RECOMENDADOS PELAS GENÉTICAS LACTAÇÃO LINHAGEM

PIC

PIC 1ª CRIA

TOPIGS 20

DANBRED

DB 1ª CRIA

PENARLAN

GENET 1ª CRIA

GENETIPORC

18

18

19

19

17

PB CA

0,85

0,85

0,95

0,9

0,9

1,0

0,95

0,95

PD

0,4

0,4

0,45

0,45

0,45

0,45

0,4

0,4

FB

3,5

E.M.S

3360

3360

3430

3350

3450

3400

3250

3250

1

1,3

1,0

1,3

1,1

0,85

1,16

0,98

LIS TOTAL LIS DIGESTÍVEL

0,95

1,12

0,95

Cálculo das necessidades nutricionais utilizando a Tabela Brasileira de Exigências Nutricionais Quantidade de Leitões

11

12

13

Peso entrada Fêmea

180

180

180

Peso saída Fêmea

165

165

165

Peso ao nascimento (Kg)

1,4

1,4

1,4

Peso ao desmame (Kg)

6,8

6,8

6,8

Idade ao desmame

24

24

24

Ganho da leitegada (Kg/dia)

2,47

2,70

2,92

17753

19155

20557

Exigência de Lisina Digestível (gr/dia)

55,8

61,11

66,42

Consumo de ração (Kg/dia)

5,3

5,72

6,14

Exigência de energia (Kcal/dia)

Temperatura (°C)

Produção de leite (kg/dia)

20

9,8

29

7,6

18

8,27

29

6,13

20

10,43

29

7,25

Fonte: Donzele, Juarez 2011

Redução da produção de leite (%)

Fonte

22

Noblet et al. (2000)

26

Quiniou et al. (2000)

30

Renaudeau & Noblet (2001)

O uso de aminoácidos industriais e sintéticos também deve ser feito de forma que possamos reduzir a proteína bruta e o incremento calórico da digestão do excesso de alguns aminoácidos. O uso de enzimas também é uma ferramenta importante para melhorarmos a digestibilidade das rações de lactação. Se pensarmos que podemos melhorar a disponibilidade de fósforo, aminoácidos e carboidratos diminuindo o uso das enzimas endógenas, essa estratégia visa a permitir uma economia de energia importante para a produção de leite. Para estimular o consumo na fase de lactação, o uso de açúcar é sempre recomendado em testes conduzidos por Glaser et al, citados por Silva, 2010. Os testes de dupla escolha com a sacarose foram os mais efetivos nesta observação. Nessa fase devemos evitar alimentos fibrosos e de sabores amargos, segundo Vieira, citando Mclaughlin,et al. Os suínos preferem sabores de queijo, frutas, carnes e doces.

Ambiência: Na questão de controle de ambiência, hoje, para se conseguir que a fêmea desmame pesos adequados de leitegadas, precisamos investir no melhor controle da temperatura nas instalações. Sem isto, dificilmente teremos a total demonstração da capacidade produtiva dessas linhagens.

Conclusões Para obtermos o melhor potencial de desempenho das matrizes e alcançarmos as metas de produção, devemos implementar as recomendações de manejo alimentar propostas pelas empresas de genética e buscar a melhor nutrição, tanto em qualidade de ingredientes quanto em níveis nutricionais e de consumo. Suínos & Cia

26

Ano VIII - nº 48/2013


Reprodução Revisão Bibliográfica 1. De Abreu, Márvio – Nutrição Uterina

7. Silva Caio – Consumo e Preferência

11. Flowers, W - Effect of neonatal litter

e seus benefícios para os leitões – IV

Alimentar dos Animais Domésticos –

size and early puberty stimulation

Simpósio Mineiro de Suinocultura, Abril 2012. 2. Dourmand,J.Y ,Noblet,J – Protein,

Cap.4 Consumo de suínos – 2010. 8. Pinillla, JC, Williams - Managing Sow

Energy and Mineral Requeriments

Farms for high Performance – Allen

of Sows - III Simpósio Internacional

D.Leman Swine Conference – 2010.

de Exigências Nutricionais de Aves e Suínos, 2010. 3. PIC Sow and Gilt Management Guide – August 2011. 4. Manual TOPIGS de Reprodução – 2012. 5. Manual Nutricional Penarlan – 2010. 6. Rostangno,

Horácio

Tabelas

brasileiras para aves e suínos- 2011.

on sow longevity and reproductive performance. NPB final Report. 12. Debuse, Neil – Putting it all together – the high producing Sow – Allen D. Leman Swine Conference - 2010

9. Moeller, S.J., et al - A Comparison

13. Lawlor,P &Linch,P – A review of

of six genetic lines for female

factors influencing litter size in Irish

productivity

Sows – Irish Veterinary Journal

measures

over

four

parities –Journal of Animal Science, October 2011 10. Stalder, K, et al – Impacts on Sow

Volume 60 , 2007 14. Donzele, Juarez, Donzele,Rita – Influência do Ambiente Térmico e do desafio Imune na nutrição de Suínos -

Longevity – Manitoba Swine Seminar,

IV Simpósio Mineiro de Suinocultura,

2012

Abril 2012.

14 anos no mercado, credibilidade, seriedade, fazem do suino.com uma marca forte na suinocultura brasileira. ANUNCIE NO MAIOR PORTAL BRASILEIRO DE SUINOCULTURA.

www.suino.com.br Ano VIII - nº 48/2013

Grupo Agro | Av Irmãos Piccoli, 338 - CentroTangará - SC - CEP: 89642-000 marina@grupoagro.com.br | Marina Rambo | 49 3532.1408

Suínos & Cia

27


Sumários de Pesquisa A administração antes do parto de uma solução injetável de tulatromicina reduz a prevalência de Mycoplasma hyopneumoniae em leitões no nascimento e desmame O Mycoplasma hyopneumoniae é um dos patógenos respiratórios mais prevalentes e economicamente importantes na produção suína. A transmissão vertical do M.hyopneumoniae tem sido sugerida como um dos mais importantes meios de transmissão em sistemas de produção em diferentes sítios. Adicionalmente, a prevalência do M.hyopneumoniae no desmame tem sido demonstrada como sendo

swabs dos leitões foram testadas em gru-

Método Quarenta e oito fêmeas de um rebanho de 5.000 matrizes, com diferente ordem de parto, foram aleatoriamente distribuídas para constituir um grupo tratado ou grupo controle. As fêmeas do grupo

um importante fator na determinação da

tratado receberam uma injeção intramus-

apresentação clínica da doença, nas sub-

cular (IM) de uma solução injetável de

sequentes fases da produção. Um estudo

tulatromicina (2,5mg/kg) no 112º dia de

recente conduzido por Sam Holst e cola-

gestação. Foram coletados swabs nasais e

boradores, da Universidade de Minnesota (AASV Annual Meeting, 2013), testou os efeitos da administração de uma solução injetável da tulatromicina antes do parto, em porcas e leitoas, para determinar se ocorreria redução na prevalência do

de tonsilas de todas as fêmeas no 112º dia de gestação, no parto e no desmame. Os grupos tratado e controle foram alojados em diferentes salas de parto. Todos os leitões viáveis das fêmeas tratadas e controle foram incluídos no estudo. Os leitões haviam sido pesados individualmente, e no

M.hyopneumoniae em leitões lactentes no

nascimento e desmame houve a coleta de

nascimento e desmame.

swabs nasais e de tonsilas. As amostras de

Grupo

112º dia

Parto

Desmame

Controle

4/23

10/23

8/23

Tratamento

6/24

2/24

0/24

Tabela 2. Grupos (pool) de leitões PCR positivos para o M.hyopneumoniae Grupo

Nascimento

Desmame

Controle

6/54

8/49

Tratamento

0/58

2/56

Suínos & Cia

tidas à detecção do M.hyopneumoniae por PCR em tempo real (VetMax). Os swabs de tonsilas foram usados para verificar o status de swabs nasais “suspeitos”, quando cabível.

Resultados O tratamento foi associado a reduções significativas na prevalência do M.hyopneumoniae nas porcas, no parto e desmame, e nos grupos de leitões testados, no nascimento e desmame. Os resultados deste estudo indicaram que é possível reduzir a disseminação do M.hyopneumoniae em porcas e leitoas pela administração de uma solução injetável de tulatromicina no 112º dia de gestação. Subsequentemente, esta reduzida transmissão em porcas e leitoas conduz a um número reduzido

Tabela 1. Porcas PCR positivas para o M.hyopneumoniae

28

pos (pool) de cinco por leitegada e subme-

de leitões M.hyopneumoniae positivos no nascimento e desmame. Como a prevalência ao desmame tem sido associada à severidade da doença nos leitões das fases subsequentes, estudos posteriores são indicados para definir os benefícios potenciais dessa abordagem na redução de doenças respiratórias e no aumento do desempenho em leitões em crescimento. Ano VIII - nº 48/2013


Sumários de Pesquisa Fertilidade do sêmen suíno congelado: um relatório retrospectivo abrangendo um período de quatro anos Em todo o mundo, mais de 90% das porcas são inseminadas com sêmen resfriado. Mesmo que o sêmen congelado seja uma tecnologia eficaz para a transferência de genes entre pirâmides de rebanhos e também para uma provisão confiável de sêmen nas coberturas planejadas, menos de 1% das inseminações utilizam sêmen congelado. Pouca informação existe sobre o uso de longo prazo do sêmen congelado de cachaços em operações comerciais de produção de carne suína. Um estudo recente conduzido por B.A. Didion e colaboradores (Animal Reproduction Science, 137 (2013) 189-196) avaliou os resultados da aplicação de sêmen congelado durante um período de quatro anos, compreendendo mais de 2.600 inseminações.

O estudo O sêmen congelado foi produzido numa unidade de difusão de genes em Manitoba, no Canadá. Todas as inseminações (IA) ocorreram em um único rebanho de 1.800 matrizes em Indiana, nos Estados Unidos. A fração rica em espermatozoides foi coletada, e somente os ejaculados que apresentaram mais de 80% de motilidade e menos de 15% de formas anormais foram processados. O sêmen foi preparado para criopreservação, usando Androhep® CryoGuardTM, congelado e embalado em palhetas francesas de 0,5 mL (média de 500 milhões de espermatozoides totais

por palheta), e utilizando um congelador programável (IceCubeTM). Para cada ejaculado congelado, foi realizado um teste de qualidade pós-descongelamento. Noventa e oito por cento dos ejaculados que foram congelados apresentaram motilidade mínima de 50% pósdescongelamento, sendo aprovados para a expedição. Por IA, oito palhetas foram descongeladas (para conseguir pelo menos 2,0 × 109 de espermatozoides móveis) e diluídas em 60 mL de diluidor pré-aquecido a 26°C. Dentro de 2 a 5 minutos pósdescongelamento, as porcas ou marrãs foram inseminadas por meio de inseminação intracervical (tradicional), usando um cateter de IA padrão. As porcas e marrãs foram inseminadas três vezes durante o estro, no seguinte protocolo: PM/AM/PM e AM/PM/AM, respectivamente.

Resultados Dentre 2.696 serviços registrados, 2.122 (78,7%) fêmeas pariram. A média (±SD) total de leitões nascidos foi 12,5

Tabela 1. Taxa de parição e número médio de nascidos totais por leitegada utilizando sêmens congelado e resfriado, concomitantemente, na mesma granja comercial. Sêmen

N° coberturas

N° parições

Taxa de parição

Média de nascidos totais

Congelado

2285

1854

81,1%

13,0 ± 4,0

Resfriado

2780

2380

85,6%

13,8 ± 3,6

Ano VIII - nº 48/2013

(±3,9). Uma melhoria progressiva da fertilidade (ao redor de 30%) foi observada ao longo do tempo, principalmente devido à adaptação dos procedimentos, naturalmente associada à introdução de uma tecnologia. Com tempo e experiência, ocorreram mudanças nos protocolos de processamento e congelamento do sêmen, na IA e no manejo da porca inseminada. A taxa de partos aumentou para além de 80%, quase o equivalente ao que é possível com a utilização de sêmen resfriado, como pode ser observado na tabela 1. Nela, o número de serviços com sêmen congelado reflete o período de tempo quando os sêmens resfriado e congelado foram usados concomitantemente (de 2009 a 2011), existindo, portanto, menor número de serviços com sêmen congelado durante este período do que no período total de tempo de uso do sêmen congelado (de 2007 a 2011). De acordo com os autores, os dados sugerem que a fertilidade do sêmen congelado é comparável à do resfriado quando o controle dos vários fatores que influenciam a fertilização é cuidadosamente manejado. Em resumo, uma fertilidade aceitável é possível com sêmen congelado, que tem mérito para ser aplicado como uma ferramenta de manejo reprodutivo. Suínos & Cia

29


Sumários de Pesquisa Valor econômico da eficiência alimentar e a questão do escore de condição corporal no rebanho de porcas Por vários anos, os produtores estiveram concentrados na eficiência alimentar das linhas de machos terminais. Mas no momento da escolha genética materna para o seu rebanho de matrizes, a tendência é olhar, primariamente, para o desempenho reprodutivo. No passado, a utilização de ingredientes relativamente de baixo custo significava que pouca ênfase era dada para a eficiência alimentar do rebanho de porcas. Além disso, a fêmea fornece 50% da contribuição genética para a eficiência alimentar dos animais de terminação. O aumento dos preços de ingredientes trouxe maior interesse para estas duas questões. Um recente estudo realizado por John Sonderman & Thomas Rathje (AASV Annual Meeting, 2013, p.131) avaliou o valor econômico da eficiência alimentar, ressaltando a importância do escore de condição corporal no rebanho de matrizes.

Rebanho de porcas O Serviço de Gerenciamento de Suínos (SMS) refere-se à gestão do banco de dados, que analisa a produção e seus registros financeiros. Sua análise mostra que, em média, as granjas reportam que as porcas consomem 1.044,2 kg de ração por ano. Uma grande operação comercial do meio-oeste americano, que utiliza genética DanBred, recentemente demonstrou uma média de 953,4 kg de alimentação por porca por ano. Supondo que o custo de alimenta-

ção da porca seja US$ 300 por tonelada, este representa um extra de US$ 30 por porca/ano ou 1,07 leitão desmamado, com base em 28 leitões por porca/ano. Em um rebanho de 5 mil porcas, isto somaria US$ 150 mil por ano. Os dados do SMS também mostram que os rebanhos menos produtivos tendem a relatar a mesma quantidade de ração consumida quando comparados a rebanhos com maior produtividade. Então, em um rebanho que produz apenas 26 leitões porca/ano, comparado com outro que produz 28 leitões porca/ano, o custo da alimentação por leitão desmamado produzido aumenta 0,87 leitão. O alto custo da alimentação torna imperativo ajustar o consumo de ração por porca às suas exigências. O escore de condição corporal deve ser usado para ajustar a quantidade de ração das porcas, de acordo com as suas reais necessidades. Subalimentar uma porca não se constitui no objetivo do uso do escore de condição corporal. O objetivo é fornecer à porca a quantidade de nutrientes que ela

Tabela 1. Mudança genética esperada a cada ano na eficiência alimentar nas linhas maternas e o efeito sobre o leitão terminado Linha

Mudança esperada (F:G)

Valor ($ por 90,8 kg de ganho a $20/ 91g de custo de ração)

Yorkshire

- 0,052

$ 2,08

Landrace

- 0,052

$ 2,08

50% do leitão de engorda

- 0,026

$ 1,04

Suínos & Cia

30

necessita, mas não mais em cada fase da gestação e lactação. A pesquisa demonstrou claramente que as porcas vão comer menos alimentos durante a lactação se forem mais alimentadas durante a gestação. É imperativo evitar o excesso alimentar nas porcas em gestação.

Crescimento-terminação A porca contribui para o potencial genético de melhoria da conversão alimentar do suíno de terminação. A tabela 1 apresenta o incremento genético anual esperado na eficiência alimentar das linhas maternas DanBred. Pelas hipóteses listadas abaixo, a economia por suíno terminado é de US$ 1,04. Em um rebanho de 5 mil porcas, produzindo 26,5 suínos terminados porca/ano (132.500 suínos), isto equivale a uma sobra adicional anual de US$ 137.800 em economia de ração. Esta poupança na alimentação é uma previsão da mudança do potencial genético a cada ano e se acumula ao longo do tempo. A poupança combinada da operação de engorda e gestação é de US$ 287.800 por ano (rebanho de porcas US$ 150; e crescimento-terminação US$ 137.800.000). As atuais condições de mercado têm dramaticamente aumentado o impacto na rentabilidade ao conectar o negócio de produção a uma linha genética materna que forneça, ao mesmo tempo, desempenho reprodutivo superior e eficiência alimentar. Ano VIII - nº 48/2013


Revisão Técnica Propostas de práticas de campo inspiradoras Resumo da 44ª reunião anual da Associação Norte-americana de Veterinários Especialistas em Suínos (AASV) Nesta edição, o Dr. Antonio Palomo Yagüe faz um resumo das principais ideias apresentadas durante a reunião anual da Associação Norte-americana de Veterinários Especialistas em Suínos, realizada em março, em San Diego, na Califórnia, costa oeste dos EUA. Elas foram divididas em itens para facilitar o desenvolvimento dos principais conceitos aplicados na prática de produção de suínos. Os temas apresentados foram os seguintes:  Geral  Vírus da PRRS (Síndrome Respiratória e Reprodutiva Suína)  Parvovírus suíno (PCV-2)  Vírus da Influenza (Flu)  Doenças Respiratórias  Brachispira spp  Lawsonia intracellularis

Antonio Palomo Yagüe Diretor da Divisão de Suinocultura SETNA NUTRICION SA – INZO antoniopalomo@setna.com

os produtos que nossos clientes produzem (suíno = carne para o consumo humano). Por isso, devemos estar atentos às mudanças e adaptar a nossa profissão para esse segmento, que tem futuro e oportunidades. Para fazer isso, a aquisição de conhecimento é essencial e deve ser feita com paixão. Devemos ter bem claro os objetivos da nossa missão, definir o nosso propósito e ter uma visão futurista, reconhecendo que vivemos em um mundo de mudanças constantes. Para fazer isso devemos colocar o nosso conhecimento científico à mercê da sociedade, para proteção da saúde dos animais, do bem-estar deles, do meio ambiente, da conservação de recursos naturais, da promoção da saúde pública, da melhoria na qualidade de vida da nossa comunidade e dos avanços no conhecimento médico, a partir dos princípios de ética e conduta profissional. Os conhecimentos devem ser embasados na ciência e ter aplicações na prática. Isto também exige que a sociedade faça a sua parte, no contexto dos valores que orientam o consumidor.

 Escherichia coli  Rotavírus suíno  Reprodução  Nutrição  Manejo  Miscelânea

Geral ROWLES, C.  Faz uma retrospectiva sobre os seus 30 anos de experiência na produção de suínos. Enfatiza a evolução da prática da medicina individual para a medicina populacional. Na crise dos anos 80, as granjas sofreram grandes mudanças, assim como as empresas de nutrição e os frigoríficos, havendo alterações significativas, sobretudo na relação entre produtores e veterinários. Entre 1960 e 1978, foi realizado, nos EUA, um bom trabalho de erradicação da Peste Suína Clássica e, entre 1980 e 1990, da doença de Aujeszky, o que demonstrou o valor dos serviços de diagnóstico. A seguir foram desenvolvidos os programas de manejo e os sanitários, ao mesmo tempo em que a produção partia para as fases múltiplas, o que mudou a dinâmica do setor produtivo. Nós temos responsabilidade para com Suínos & Cia

32

Ano VIII - nº 48/2013


Revisão Técnica Produzir alimentos para os outros é uma das mais nobres atividades. Devemos considerar que os tempos mudam e que as percepções mudam com eles, nos obrigando a analisar e a enfrentar as oportunidades que nos são oferecidas. A produção de alimentos conduz à segurança alimentar, com base em um modelo de negócio sustentável no qual podemos crescer de forma ética, verificando sempre a questão científica e a viabilidade econômica do processo, na prática. “A veterinária é uma profissão nobre”. WADDELL, J.T.  O nome “mentor” vem da mitologia grega e significa aquele que transmite conhecimento e experiência para os mais jovens e que lhes serve de guia e treinamento. O mentor aprende com os outros, investindo parte do seu tempo e interesse a serviço dos demais. Seus exemplos de vida são tão importantes quanto suas aulas. As quatro competências essenciais de um mentor são aceitar, se entregar, dar e expandir – como um sinal de crescimento – sem esperar nada em troca, uma vez que seu pagamento está implícito no futuro. Na pirâmide de papéis, o mentor está na ponta, acima do apoiador, ou seja, ele é o modelo, o treinador e o patrocinador. O objetivo, a atitude e a paixão por tudo o que faz são indicativos de que podemos estar diante de um mentor. Ele coloca o seu talento à nossa disposição. Um mentor não passa a vida juntando fortuna, mas sim investindo nos outros.

Síndrome Respiratória e Reprodutiva Suína ou PRRS (vírus RNA) • Nos EUA, as perdas econômicas anuais devidas a essa doença ascenderam a US$ 664 milhões (US$ 302 milhões devidos à falha reprodutiva), sendo US$ 1,8 milhão por dia e US$ 52,19 por reprodutora, em média, havendo uma redução de 8,3 milhões de suínos produzidos anualmente. Novas vacinas são necessárias para induzir uma resposta imune cruzada às diferentes variantes do vírus em circulação nas granjas. A exposição ao vírus de campo ou ao vírus vivo modificado Ano VIII - nº 48/2013

promove a circulação viral, a transmissão transplacentária e as infecções congênitas. A persistência do vírus nos tecidos, nessas duas situações, é altamente variável e dificulta o controle da doença nas granjas. • As duas práticas mais comuns nos EUA para o controle e a eliminação da PRRS em granjas infectadas consistem no fechamento delas e na exposição/ imunização das porcas. O tempo necessário para a produção de leitões negativos ao serem desmamados (TTNP) é muito variável, tendo sido demonstrado que, nos casos de vacinação anterior à infecção, esse tempo se reduz cinco semanas. • Os processos de estabilização dos padrões virais em uma granja são o implemento da utilização do Protocolo de McRebel com fluxo único e o aumento das medidas de biosseguridade. Nesse caso recomenda-se fechar a propriedade por 147 a 156 dias, educar o pessoal que trabalha na granja, estabelecer programas de imunização, controlar os transportes, reduzir as misturas de animais em diferentes fases de produção (leitões lactentes, desmamados e suínos de engorda), montar planos de adoções e cessões de leitões restritos aos primeiros dias de idade e renovar as futuras reprodutoras por fêmeas negativas ao vírus de campo. • O teste de ELISA da IDEXX™ para uso com soro sanguíneo foi adaptado para detectar anticorpos em fluidos orais,

com uma sensibilidade de 94,7% e uma especificidade de 100% (com um ponto de corte SP ≥ 0,40). As variações nesse referido valor SP aumentam à medida que se incrementa a concentração de anticorpos nas amostras. A coleta de amostras de fluidos orais em leitões, por meio de cordões de algodão, é mais eficaz do que quando são utilizados cordões de nylon e/ou cânhamo. Os cordões devem ser mantidos nas baias entre uma e duas horas. Os fluidos orais são eficazes para a detecção viral, tanto em suínos de engorda como em reprodutores. Não foram encontradas diferenças significativas no valor SP do teste de ELISA da IDEXX™ entre granjas de suínos imunizados com vacina viva modificada e expostos ao vírus de campo, quando da utilização de fluidos orais. Assim, esta técnica não é recomendável para a determinação do potencial de exposição ao vírus. • Em cachaços, as provas de PCR realizadas a partir de amostras de soro sanguíneo são mais sensíveis à detecção da infecção pelo vírus da PRRS (PRRSv), em comparação a outros substratos, como sêmen ou fluidos orais. E os machos vasectomizados revelam-se positivos em percentuais elevados. • Um estudo epidemiológico realizado em granjas com mais de 2.400 porcas (13 delas com filtros de ar e 8 delas sem) revelou que aquelas com filtro insSuínos & Cia

33


Revisão Técnica talado produzem mais leitões. A partir de um custo inicial do equipamento, variando entre US$ 150 e US$ 200/porca, sistemas com e sem túneis têm um período de amortização que varia entre 5 anos e 35 dias a 7 anos e 13 dias. As granjas sem filtros de ar em áreas de alta densidade enfrentam quatro vezes mais riscos que aquelas com filtros. A transmissão aerógena, a longas distâncias, está demonstrada (4,7 e 9,1 km em dois estudos). • As medidas de biosseguridade e manejo nos permitem reduzir os animais soropositivos e as perdas de produção no setor de engorda. O importante é checar essas referidas medidas com regularidade e implementá-las em conjunto. O dióxido de cloro, usado como desinfetante da água onde o vírus pode estar presente, não o inativa. • Os caminhões se contaminam durante o transporte de suínos infectados, por meio de suas fezes e fluidos orais. A descontaminação deles é essencial, e tanto o tempo como as temperaturas durante o processo de lavagem são chaves para manter um baixo risco de transmissão. • O risco de transmissão do vírus se reduz muito durante a época do calor. O vírus permanece por mais tempo nas tonsilas do que no soro. • Não foram constatadas diferenças significativas com relação à sequencia viral, seja trabalhando com amostras

individuais ou com um pool de amostras. O congelamento das amostras coletadas a partir de fluidos orais afeta os resultados da prova de PCR. • Uma nova vacina comercial viva modificada, cultivada em linhagem celular, promove soroconversão 30 dias após a vacinação, em comparação com outras vacinas (Fostera® – Zoetis). • Em leitões vacinados, a viremia é detectada aos 7, 14 e 28 dias por meio de PCR, sendo a imunidade maternal deles classificada como baixa, média ou alta. • Está validada a aclimatação das futuras reprodutoras negativas com duas doses de vacina (intervalo de quatro semanas entre elas), mais outras quatro semanas de espera após a última dose, antes de colocá-las em contato com o plantel de reprodutores positivo. • Na Dinamarca, o status das granjas com relação ao PRRSv baseia-se no Sistema de Análise SPF local, o qual contempla um relatório anual de 20 amostras de soro coletadas e testadas por ELISA, de modo que, se for detectada a presença de anticorpos, a propriedade será considerada positiva. A comparação entre índices de granjas positivas e negativas mostra que, no caso das negativas, a fase de lactação apresenta uma mortalidade 0,8% mais baixa, e o número de leitões desmamados é 0,4% menor.

• Foi mencionado um aumento de falsos negativos no diagnóstico laboratorial pelo RT-PCR (PCR em tempo real, avaliados três kits comerciais), tanto na Europa quanto nos EUA. O pico de detecção situa-se entre três e cinco dias após a infecção. A imunidade protetora limitada frente a infecções naturais e a resposta da vacina dependente da capacidade viral de gerar um elevado grau de divergência genética, combinada com a sua capacidade para evadir a resposta inata e adaptativa por parte do suíno, torna muito difícil o controle do problema. Na medida em que a prevalência diminui, o percentual de falsos positivos aumenta, sendo necessário o uso de testes mais precisos. A sensibilidade e a especificidade de qualquer teste não atingem os 100%, e o diagnóstico deve ser baseado na população, em vez de no indivíduo. As três populações de maior interesse são as marrãs de reposição, os leitões e as reprodutoras. • Durante os últimos três anos, novas infecções vêm surgindo gradualmente a partir de setembro, sendo dramático o período entre outubro e novembro, mas havendo uma estabilização a partir de fevereiro. A infecção viral decresce exponencialmente com o aumento da temperatura, a lavagem e a desinfecção. A luz ultravioleta, aplicada durante 10 minutos, inativa o vírus. • As coinfecções com Streptococcus suis são muito frequentes. O ceftiofur sódico a 5 mg/Kg de peso vivo, nesses casos, se demonstra eficaz.

Circovírus Suíno - PCV2 (vírus DNA) • De acordo com vários estudos, as estratégias de vacinação em leitões podem ser desenvolvidas, independentemente do plano de controle das mães. Os anticorpos maternos não influenciam a resposta dos leitões à vacina e nem a viremia ao nascer com a vacina. A viremia das fêmeas ao parir não prediz o estado infeccioso dos leitões. • Nem todos os suínos vacinados desenvolvem níveis de resposta detectáveis. Há descrição de casos de falhas Suínos & Cia

34

Ano VIII - nº 48/2013


Revisão Técnica via colostro, leite e/ou contaminação da porca no ambiente do parto. Em leitões, as infecções subiram de 17,7% em 2006 para 54,3% em 2011, comparado a 44% e 48,6% na fase de engorda, respectivamente.

vacinais (PCV2b) em granjas devido a cepas mutadas (China), infecções concorrentes por PCV2a e PCV2b e aplicação no momento incorreto devido a infecções precoces.

Ano VIII - nº 48/2013

• As infecções principais foram observadas em suínos de 10 a 16 semanas de idade, nos EUA. Houve casos em leitões antes do desmame e no desmame, indicando infecção no útero ou pós-natal,

• Circovac® foi a primeira vacina registrada, em nível mundial, em 2004, para reprodutoras, e em 2007, para leitões. A vacinação de leitões (0,5 mL) produz uma imunidade humoral e celular precoce, reduzindo a viremia, a excreção fecal e as lesões em nódulos linfáticos, protegendo por mais de 21 semanas. Reduz a mortalidade e os refugos e melhora o ganho médio de peso diário e a conversão alimentar, promovendo maior homogeneidade dos animais no abate, o que é tanto mais importante quanto mais elevados forem os preços das matériasprimas para a ração. • As vacinas comerciais reduzem a viremia em leitões, a excreção viral, a depleção e a colonização do tecido linfoide, podendo haver ligeiras diferenças

Suínos & Cia

35


Revisão Técnica entre elas também em termos de reatividade no ponto de inoculação. O uso de vacinas em idades precoces de desmame é eficiente e dependerá do percentual de leitões com infecção precoce. • A vacinação das futuras reprodutoras antes da primeira cobertura tem por objetivo diminuir a viremia – segundo vários estudos –, não tendo sido encontradas diferenças nos parâmetros produtivos diante da aplicação de uma ou de duas doses por marrã de reposição. • A viremia está associada ao menor ganho médio de peso diário, sobretudo nas últimas fases dos suínos de engorda. Os esfregaços de tonsilas representam a técnica de detecção do PCV2 mais específica para granjas vacinadas, onde não haja evidência sorológica de viremia.

Vírus da gripe (vírus RNA) • Nos EUA, nos anos 70, foi identificado o vírus H1N1 clássico, o qual se manteve estável até 1998, quando apareceu o vírus H3N2, que continha genes de humanos, suínos e aves. Sua diversidade genética foi aumentando, e seu controle foi ficando complicado. Hoje, nos EUA, ocorrem os três subtipos do vírus da influenza do tipo A: H1N1, H1N2 e H3N2. Em 2008 várias instituições começaram a realizar um estudo piloto para determinar a sobrevivência do vírus na população de suínos. Em 20 de dezembro de 2012 haviam sido relatados 313 casos de infecções pelo vírus da gripe em pessoas que estiveram em contato com suínos. A influenza não é uma doença passiva de comunicação na produção de suínos. Seu custo estimado varia de US$ 3,23 (Haden) a US$ 10,31 (Donovan) por suíno. O grau de proteção das vacinas disponíveis é variável, dependendo do antígeno vacinal e do vírus de campo circulante na população de suínos vacinados. O uso de vacinas, nos EUA, é comum tanto em porcas como em leitões, o que implica em uma redução da excreção viral pela via nasal durante seis semanas após a vacinação, com um aumento significativo do título de anticorpos, o qual decresce posteriormente. A vacinação afeta a eliminação viral e, consequentemente, reduz sua transmissão. É necessário compreender melhor a ecologia do vírus no efetivo de reprodutores, a qual identifica diferentes linhas genéticas por regiões geográficas (América do Norte, Europa e Ásia). http://www.cdc.gov/ flu/swineflu/variant-cases-us.htm, dados do Laboratório Nacional de Serviços Veterinários ou NVSL – Ames/Iowa (Gen Bank Influenza A dataset). • A imunidade, tanto ativa como passiva, pode influir na dinâmica de transmissão do vírus dentro da população. Nos EUA, há quatro vacinas comerciais e 30 licenças para vacinas autógenas contra influenza suína. • O vírus é detectado em fluidos orais, por meio de PCR, durante os 14 dias posteriores à infecção, tanto em suínos vacinados como em não vacinados. A detecção do vírus em animais febris, também por meio de PCR, em exsudatos nasais e pulmonares é frequente. Pouco se conhece sobre a diversidade genética do genoma completo do vírus da influenza. Suínos & Cia

36

• Foi apresentado o kit teste de antígeno Pfizer Flu Detect® para analisar in situ e de forma rápida a presença de qualquer cepa viral, das atuais, em granjas (tanto vacinadas como não vacinadas). O referido kit tem alta sensibilidade, entre os 3 a 5 dias posteriores à infecção, com um limite de detecção de 10.000 TCID50/mL. • Em 2012 foram relatados 300 casos de variantes do vírus influenza (H3N2v) em humanos, em 11 Estados, o que demonstra clara transmissão interespécie, em muitos casos vinculada a eventos (exposições e feiras agrícolas) locais. • As principais vias de transmissão são o contato direto entre os suínos, os aerossóis e as vias indiretas, como material contaminado, transporte e pessoas. As fêmeas de reposição podem ser a fonte de entrada de um novo vírus na granja, além de atuar como reservatórios endêmicos junto ao efetivo de reprodutoras. Leitões recém-nascidos têm um papel essencial na manutenção da infecção pelo vírus da gripe em uma granja de reprodutoras, assim como na sua transmissão para outras fases da produção. O vírus não é transmitido por meio do sêmen e não está presente na carne suína fresca ou curada para consumo humano. A gripe não é uma doença de notificação compulsória. • A água contaminada com fezes de aves também é considerada uma via de transmissão. A proximidade com granjas de perus e o transporte são outras fontes importantes de infecção a considerar. • Na Alemanha, Bélgica, Espanha e Canadá estima-se uma prevalência de 90% em granjas de reprodutoras. Ano VIII - nº 48/2013


Revisão Técnica • A infecção pode se manter em populações durante longos períodos de tempo (de semanas a anos). São comuns as granjas endêmicas. O vírus da influenza é detectado tanto em granjas vacinadas como em não vacinadas e em animais com ou sem sintomas clínicos. • A gravidade dos sintomas depende muito das coinfecções com o vírus da PRRS e o M. hyopneumoniae. O vírus em si pode agir como um agente primário. A possibilidade da interferência dos leitões virêmicos na eficácia da vacinação contra o M. hyopneumoniae, quando da aplicação simultânea das respectivas vacinas, deve ser considerada. • Os sistemas de filtragem do ar não impedem a infecção pelo vírus da gripe. Os tratamentos com antibióticos (cefalosporina, enrofloxacina, clortetraciclina, tiamulina) via água são utilizados para evitar complicações bacterianas secundárias. A aspirina também costuma ser usada e, além disso, é sempre bom lembrar a necessidade de haver, ao mesmo tempo, um bom controle ambiental.

Mycoplasmas SPP • M. hyopneumoniae: é um dos patógenos do aparelho respiratório mais prevalente na suinocultura e que causa mais perdas econômicas. Existem

Ano VIII - nº 48/2013

diferenças na variabilidade genética das cepas dessa bactéria derivadas do sistema de produção, o que resulta em diferentes quadros clínicos. Durante o outono, aumenta o risco, e no verão, ele se reduz. Estudos de prevalência individual indicam que entre 3 e 5 semanas de idade, ela chega a 7,1% aumentando para 10,9% entre 6 e 11 semanas. A redução da colonização pelo Mycoplasma hyopneumoniae no desmame de leitões, em função da vacinação das porcas, não é consistente. Há dados controversos sobre o papel da imunidade materna e da sua interferência na imunidade apropriada dos leitões. Em um estudo envolvendo porcas vacinadas com MycoFLEX Ingelvac® com 5 e 2 semanas antes do parto, com e sem vacinar os leitões, a vacinação delas não mostrou nenhum benefício adicional sobre os leitões vacinados no que diz respeito à redução de lesões pulmonares. Isso demonstra que esta vacinação nas mães não interfere com a eficácia da vacinação dos leitões. Não houve diferenças significativas quanto à prevalência de lesões pulmonares, grau de lesões e ganho médio de peso diário, do nascimento ao abate, em comparativo realizado entre a vacina Stellamune One (aplicada em leitões com uma semana de idade) e outra vacina comercial concorrente (injetada entre 21 e 32 e aos 42 dias de idade). O referido trabalho foi realizado em 10 granjas

francesas. A eficácia da vacina contra M. hyopneumoniae nos 4 dias posteriores ao desmame, em granjas onde circulava o vírus da PRRS e o vírus da gripe, foi demonstrada em alguns estudos, mas nem tanto em outros. O ELISA Tween20 é o melhor método para detectar positivos no soro, frente a fluidos orais e exsudatos faríngeos. A pneumonia enzootica pode ser controlada com a melhora das práticas de manejo, das condições de alojamento e ambientais, da vacinação e das medicações estratégicas. Tanto a tulatromicina como a tildipirosina mostram-se eficazes na redução dos sinais clínicos e lesões devidas ao M. hyopneumoniae, em infecções experimentais. A injeção de tulatromicina em porcas, antes do parto e a 2,5 mg/kg de peso corporal, está associada à redução significativa na prevalência do M. hyopneumoniae nessa fase, no nascimento e no desmame dos respectivos leitões. Tanto o Mycoplasma hyopneumoniae, como o Mycoplasma hyorhinis e o Mycoplasma hyosinoviae são bastante sensíveis à tilvalosina, embora tenham sido já detectados alguns casos leves de resistência no Japão. A injeção de enrofloxacina a 7,5 mg/kg de peso vivo reduz o grau de lesões pulmonares, a intensidade e a duração das tosses, a respiração abdominal e a depressão. • M. hyorhinis: é encontrado na flora do trato respiratório, causando poliserosite entre 5 e 15 semanas de idade e artrite após o desmame. Produz pneumonia média, com a presença de linfócitos nos bronquíolos, macrófagos alveolares e edema toráxico. Não causa meningite. É detectado por PCR a partir de lesões, esfregaços bucais e nasais e por ELISA no soro sanguíneo. Uma forma potencial de transmissão desse agente, além da oronasal, são os aerossóis. O nível de anticorpos maternos cai nas salas de creche, permitindo a colonização nasal. Nos casos de poliserosites, são frequentes as coinfecções por Haemohilus parasuis e vírus da PRRS e da gripe. As porcas contaminam os leitões lactentes, e essa bactéria é encontrada no pericárdio, na pleura, no peritôneo e nas articulações, por meio de PCR, o que reforça sua característica de doença sistêmica. Suínos & Cia

37


Revisão Técnica Haemophilus parasuis • Os locais de eleição para colonização são a mucosa nasal e as amígdalas. Os suínos são naturalmente infectados. Os fatores de virulência específicos não estão claramente identificados (proteínas da membrana A – OmpA). A proteção cruzada com cepas heterólogas não é consistente. Fluidos orais são amostras mais sensíveis para esse agente do que swabs de faringe. A enrofloxacina é indicada para o tratamento, na base de 7,5 mg/kg de peso corporal, e tem se mostrado eficaz na redução do número de leitões colonizados e na diminuição da presença de bactérias na cavidade nasal e nas amígdalas durante a primeira semana, de forma rápida e ativa, não promovendo, porém, a completa remoção do agente, o qual reaparece novamente aos 12 dias pós-tratamento.

Brachispira SPP (bactéria aeróbica, gram-negativa) • A disenteria suína foi descrita em 1921. Recentemente houve um incremento na incidência de diarreias hemorrágicas com muco, tecido intestinal e presença de colite, nos EUA e Canadá. Essa situação está associada a cepas fortemente hemolíticas de Brachispira, com alta virulência, designadas como Brachispira hampsonii (I e II),

Suínos & Cia

38

além das Brachispira hyodisenteriae e da Brachispira murdochii. Nesses casos se observam também diarreias aquosas intermitentes, e a infecção experimental tem sido reproduzida. O número de bactérias esperado, a ser eliminado por um suíno com infecção subclínica, é baixo. As lesões se concentram no ceco e no cólon, com infiltração de neutrófilos na lâmina própria e edema mesentérico, podendo a mortalidade chegar a 30%. Os ratos são uma fonte de transmissão em potencial – reservatório de transmissão aos suínos. Estima-se que 83% deles, presentes nas granjas, sejam positivos para a Brachispira spp. Nos EUA, os isolamentos conjuntos de L. intracellularis e Salmonella spp são menores que os de Brachispira spp (de 100% dos isolamentos, 31% correspondem a B. hyodisenteriae, 27% a B. murdochii, 13% a B. intermedia, 8% a B. innocens, 5% a B. pilosicoli e 39,2% são Brachispiras spp beta-hemolíticas). As salmonelas mais frequentes, em todas as fases de produção, são as do sorogrupo B (47% a 63% dos isolamentos, frente a 14% a 36% do sorogrupo C1). Não há vacina comercial disponível. Está em desenvolvimento uma vacina experimental, produzida a partir de vetores baseados em partículas do Alphavírus DNA, que expressa o gene da Brachispira hyodisenteriae após a aplicação de uma ou duas doses separadas por um intervalo de 3 semanas, com resultados promissores

(da empresa Harrisvaccines). Medicar as porcas reduz ostensivamente as possibilidades de isolamento. A tiamulina continua demonstrando um alto poder bactericida, na dose de 100 a 200 ppm na ração durante 14 dias, e a 60 ppm na água de bebida durante 5 dias.

Lawsonia intracellularis (bactéria gram-negativa) • Lawsonia intracellularis é uma bactéria intracelular que aparece nos casos crônicos de adenomatose intestinal, em suínos entre 6 e 20 semanas de idade e nos casos agudos de ileíte suína ou enteropatia proliferativa hemorrágica (em inglês, porcine intestinal adenomatosus ou PIA), causando mortes súbitas em suínos na fase final da engorda (além das formas subclínicas, que atrasam o crescimento de suínos de engorda e de fêmeas de reposição, sem sinais clínicos aparentes). É importante conhecer o momento da infecção e da eliminação da bactéria. Ela pode ser detectada nas fezes por meio de PCR ou indiretamente, pela presença de anticorpos, por meio das provas de imunofluorescência indireta (IFAT), imunoperoxidase (IPMA), ou por ELISA específico. O limite quantitativo para a detecção corresponde ao mínimo de 100 bactérias por grama de fezes. A eliminação nas fezes ocorre previamente à soroconversão e sua transmissão é orofecal, sendo a contaminação dos pisos e do ambiente as rotas de exposição para os suínos de engorda. A L. intracellularis não é eliminada pela saliva e tem a virulência atenuada por passagens (10, 20 e 40), de tal forma que 10 a 20 passagens reduzem as lesões, os sinais clínicos e a excreção fecal. Com 40 passagens não há sinais clínicos, lesões, excreção e resposta sorológica (IgG). A lincomicina a 10 mg/ kg de peso vivo, administrada durante 7 dias via água de bebida, reduz a incidência de diarreia. A tilosina, tanto em premix a 100 ppm durante 21 dias como solúvel, também é utilizada no controle da PIA, melhorando o ganho médio de peso diário (+ 40 g) e o índice de conversão (12%), com menor excreção bacteriana pela via fecal. O uso da vacina comercial disponível traz benefícios muito interessantes, tanto produtivos quanto econômicos. Ano VIII - nº 48/2013


Revisão Técnica Escherichia coli • Na validação do uso de vacinas em reprodutoras, com relação aos resultados clínicos e produtivos dos leitões, devemos ter em conta a presença do Clostridium spp, com seu papel nas diarreias neonatais. O dióxido de cloro na água é eficaz no controle da Escherichia coli e da Salmonella spp. Foi descrito um caso clínico de doença do edema, com morte súbita em leitões com 16 a 20 dias pósdesmame e com mortalidade entre 15% e 30%. As lesões mais comuns foram as causadas por enterite, com edema de submucosa e vasculite, edema nos nódulos mesentéricos e nos pulmões, além da presença de conteúdo aquoso no cólon. Não foi observado edema facial nem de cólon. Cerca de 5% dos suínos sobreviventes apresentaram vários sinais clínicos, que incluíam paresia, ataxia, letargia e refugagem. A coleta de amostras de fezes por meio de vários swabs retais para serem analisadas por PCR (no princípio da sintomatologia clínica ou imediatamente antes de sua aparição) é a melhor metodologia para a identificação das cepas F18 positivas shigatoxigênicas ou E. coli STEC (genótipos múltiplos de genes de fímbrias e toxinas). Seu cultivo é muito difícil, e a colonização ocorre vários dias antes da presença dos sinais clínicos.

Rotavírus (vírus RNA) • O rotavírus pode afetar suínos de qualquer idade, embora seja mais frequente em leitões com menos de oito semanas de vida. Nos últimos anos, ele vem emergindo e provocando diarreias em leitões com menos de uma semana de idade, as quais costumam apresentar consistência cremosa ou aquosa, associadas a uma mortalidade elevada. Pertence à família Reoviridae e não possui envólucro nem capsídeo. São conhecidos oito sorogrupos (A a H), associados a diarreias em suínos, sendo A, B e C os mais frequentes nos EUA, e o E, na Inglaterra. Cada grupo é classificado em subtipos, segundo suas diferenças genéticas e antigênicas: tipo Ano VIII - nº 48/2013

P (VP4), responsável pela introdução na membrana celular, e tipo G (VP7), glicoproteína com 30% da proteína viral e que contém a maior quantidade de antígeno neutralizante. Quase 100% das granjas são soropositivas para o rotavírus do tipo A e entre 70% e 90% para os tipos B e C. A proteção cruzada entre os sorogrupos é mínima. Sabe-se que 64% das granjas estão infectadas por um só sorogrupo, 28% por dois deles e 8% das granjas por três. 36% das granjas são infectadas na primeira semana de vida dos leitões, sendo o sorogrupo C duas a três vezes mais frequente que o sorogrupo A. Entre 3 e 6 semanas prevalece o sorogrupo A sobre o C (1,3 vezes). O vírus persiste no meio ambiente por muito tempo (meses), sendo resistente a condições ambientais e ao uso de desinfetantes. A via de transmissão é a orofecal. O rotavírus se replica no citoplasma das células epiteliais das vilosidades intestinais, promovendo a sua destruição (atrofia das vilosidades), sendo essa maior no caso de infecções dos sorogrupos A e C (má absorção – diarreia osmótica). As lesões, os sintomas clínicos e o diagnóstico por imuno-histoquímica (sorogrupo A), ELISA ou PCR (sorogrupos B e C) fecham o diagnóstico. As medidas de higiene, conforto térmico, biosseguridade e manejo ajudam a reduzir a incidência e a gravidade do problema.

Reprodução • Muitas porcas jovens são substituídas ainda durante a fase de desenvolvimento por não entrarem ou entrarem tardiamente em cio (>260 dias). Nestas porcas há uma grande variação no grau e na extensão da tumefação vulvar, além de mudanças em sua coloração, segundo a idade e a genética. O tamanho dos folículos está associado à manifestação do cio (grandes: 81%, médios: 36% e pequenos: 16%), em muito maior grau do que o tamanho da vulva. O manejo das futuras reprodutoras (idade, peso, condição corporal na primeira inseminação) e a sanidade são pontos-chave de oportunidade para otimizar os parâmetros produtivos e os custos de produção na granja. Os dados de prolificidade no primeiro parto têm uma correlação positiva com a produtividade da porca nos partos seguintes. As recomendações nutricionais se baseiam em alimentá-las ad-libitum durante a fase de crescimento e previamente à primeira inseminação (15 dias, no mínimo), com uma ração especialmente desenvolvida para futuras reprodutoras. É essencial a manutenção do espaço e da densidade correta da fase por animal (1m2), assim como a instalação de um bebedouro para cada 15 porcas (no máximo). Os estímulos negativos vêm pelas vias discutidas anteriormente e pelos problemas locomoSuínos & Cia

39


Revisão Técnica Nutrição • O custo da alimentação por porca por ano, nos EUA, é de US$ 278 (2012), relativos a um consumo médio de 1.150 kg por porca. O consumo elevado de ração na gestação reduzirá o consumo na lactação, sendo preciso otimizar a relação entre ambos os consumos e conhecer o custo de alimentação da porca, considerando cada leitão desmamado e cada suíno de engorda enviado ao abatedouro.

tores, ambientais e de vacinações e afetarão a sua produtividade futura. As marrãs devem ser treinadas nas estações eletrônicas de alimentação, pelo menos, um mês antes da primeira inseminação. Segundo tem sido publicado, tudo isso pode resultar entre 0,4 e 1,2 leitões a mais no primeiro parto. O consumo de ração de lactação é o melhor indicador dos parâmetros produtivos dos leitões no desmame (peso no desmame) e de sua própria atividade reprodutiva (intervalo desmame/cio ou IDC, fertilidade e prolificidade). Devemos dar de comer à porca o máximo previsto que ela seja capaz de ingerir diariamente, particularmente a partir do 5º dia de lactação, e estarmos seguros desse procedimento. A progesterona é produzida pelo corpo lúteo (tecido folicular). Nas porcas que não entram em gestação, o corpo lúteo regride entre o 14º e o 15º dia após a inseminação, e a porca repete o seu ciclo estral. As técnicas de determinação de progesterona são a rádio-imunoanálise (RIA) e o ELISA semiquantitativo competitivo no sangue (soro e plasma). São considerados altos os níveis de progesterona acima de 5 ng/mL e baixos os que ficam aquém de 2,5 ng/mL. A sincronização da ovulação às 96 horas posteriores ao desmame, com acetato de triptorelin intravaginal (agonista do GnRH: 2 mL da apresentação de 200 mg – Ovugel®) permite que 100% das porcas sejam inseminadas dentro dos 7 dias seguintes, permitindo, assim, maior Suínos & Cia

40

homogeneidade das bandas de produção. Recomenda-se a exposição aos cachaços durante o período posterior ao tratamento até a entrada no cio. Em condições práticas, a ovulação começa entre 40 e 48 horas após o primeiro sinal de cio. • A empresa Minitube desenvolveu uma técnica não cirúrgica para produção e transferência de embriões em porcas, aos 6 a 7 dias após a detecção do primeiro sintoma do cio. • Na flora seminal aparecem muitas bactérias que podem reduzir fecundação e provocar infecções genitais na porca. Mais de 105 UFC/mL aumentam as repetições de cio e reduzem o tamanho da leitegada. A Serratia marcescens é uma dessas referidas bactérias, procedente dos tubos de silicone e que apresenta risco elevado. • Entre 25% e 30% da redução na qualidade seminal tem lugar nas centrais de inseminação. Foram comparadas 4.055 doses de sêmen, originárias de 30 centrais de inseminação na Espanha, entre 2010 e 2011. A motilidade foi de 83,4 ± 9,3 vs 85 ± 9 em 2010 e 2011, respectivamente. A concentração foi de 3,5 ± 1,1 vs 3,5 ± 1,06 bilhão por dose, com um coeficiente de variação da ordem de 18,28 e 55,90 em 2010 e 2011, respectivamente. Há outros fatores que interferem na variabilidade, entre eles a recepção, o transporte e a temperatura das doses e o diluente.

• Um nível adequado de vitaminas lipossolúveis (A, D e E) nas porcas melhora as imunidades celular e humoral. A transmissão destas vitaminas via placenta ocorre de forma gradual: D > A > E. Após o nascimento, a transferência delas via colostro, de forma quantitativa, é E > A > D. A vitamina A se acumula no fígado sob a forma de palmitato de retinol, e a vitamina E nas células de gordura ou adipócitos. A vitamina D, por sua vez, é sintetizada na pele. A adição extra destas vitaminas é mais eficaz por via injetável do que por via oral, tanto nas porcas gestantes como nas lactantes. • A hipocalcemia não é um problema significativo, imediatamente após o parto em porcas de diferentes ciclos, e a administração intramuscular de gluconato de cálcio a 23% (20 mL por via intramuscular) não modifica os níveis séricos de cálcio, cujos níveis médios variam entre 9 e 13 mg/dL. • A suplementação de vitamina D3 no momento do desmame, em doses variando de 40 mil a 160 mil UI por via oral, não traz diferenças significativas no peso nem na mortalidade dos leitões, tendo sido observadas apenas variações nos níveis de concentração plasmática. • A cifose está associada a fatores genéticos. A suplementação com vitamina D e os níveis séricos de cálcio não têm nenhum efeito no desenvolvimento da mesma. • A inclusão de enzimas exógenas (B-glucanases e mananases) em leitões desmamados melhora a resposta imune inata e ativa o transporte de nutrientes e a estabilidade da flora entérica, melhorando certos parâmetros produtivos (ganho Ano VIII - nº 48/2013


Revisão Técnica médio de peso diário e índice de conversão). Não foram observadas diferenças no tamanho dos órgãos digestivos e das vilosidades intestinais, em função do aumento da longitude do intestino delgado (11%).

• As porcas preferem o mesmo padrão de água e ração, todos os dias, para manter seu consumo e os dados de produção.

• Entre os benefícios da inclusão de ácidos orgânicos, como o ácido 2 hidro 4 metil tiobutírico, na água de bebida de leitões no desmame, estão a melhora da digestibilidade das proteínas, a sanidade do sistema digestório e o efeito positivo sobre os parâmetros produtivos.

Manejo

• A água de bebida é um nutriente importante. Entre 51% e 82% da composição corporal de um suíno é água, dependendo do seu tamanho. É considerada um dos três grandes: boa água, ração e bom ar. Devemos considerá-la um nutriente dinâmico que, assim sendo, pode ser alterado. Melhorar a sua qualidade traz um grande benefício sobre a produtividade, em todos os setores da produção, especialmente no caso dos leitões desmamados, podendo haver um incremento de até 2,5 kg a mais de leitão no final da referida fase, em função do diferencial de qualidade da fonte de água. Seu controle de qualidade deve incluir várias amostras, de diferentes salas e locais de produção, e contemplar:

- Cor: alaranjada pelo conteúdo de ferro e prateada por manganês;

- Odor:

desagradável por contaminação bacteriana;

- Química:

dureza, conteúdo mineral, cinzas, ferro (4 a 8 ppm), pH, sólidos;

- Microbiologia: deve-se tomar a amostra sempre em um recipiente limpo. As bactérias proliferam de forma intermitente, o que pode originar diferenças nos dados produtivos, por lotes;

- Biofilme:

devemos nos assegurar de sua eliminação, por limpeza geral dos condutos em períodos anuais pré-estabelecidos.

• Os desinfetantes de água usados atualmente nos EUA são cloro, clorato sódico (bacteriostático), dióxido de cloro (bactericida), ácidos que regulam o pH e o pK, peróxido de hidrogênio e ozônio. Há dois tipos conceituais de desinfecção: primária e secundária. Ano VIII - nº 48/2013

• A eutanásia na granja está reservada para casos de suínos doentes crônicos, traumatismos, emergências e depopulações em massa. Nos EUA, o uso do CO2 está aprovado para essa finalidade. A perda de consciência (anóxia) é o efeito prioritário no uso de 100% de CO2 (34 segundos) ou da mistura de 70% de N2 / 30% de CO2 (230 segundos). Em 2012, foram sacrificados 7 milhões de porcas por esse sistema, correspondendo a 62 milhões de suínos, em 71 mil granjas. • O estabelecimento da hierarquia ou ordem social em grupos de fêmeas alimentadas por meio de estações eletrônicas é essencial para a manutenção da condição corporal adequada e a ausência de brigas e de problemas locomotores. Em um estudo realizado na Escola de Veterinária da Pensilvânia foi determinado o tempo diário de 10 minutos e 2 segundos (320 a 1.000 segundos de intervalo) por porca, para comer toda a ração. Muitas companhias de integração norte-americanas (Smithfield, Cargill, Hormel) decidiram adotar esse sistema na criação de porcas gestantes em grupos. • Devemos tentar reconhecer as fêmeas dominantes e as reticentes. A empresa Murphy Brown decidiu agrupar as porcas gestantes usando gaiolas de livre acesso, o que gerou um custo adicional sobre a gaiola-padrão da ordem de US$ 100/fêmea. Comparado ao sistema de estações eletrônicas, os resultados de produção obtidos foram semelhantes (fertilidade de 87,9%; total de nascidos = 12,98; mortalidade de porcas de 7,75%; dias não produtivos = 34,1; leitões por porca por ano = 26,9). A empresa em questão considera interessante esse sistema de criação, no caso de grandes lotes, para reduzir as agressões e permitir a alimentação correta de todas as porcas. • A diferença no comportamento individual das porcas frente a vários fato-

res de estresse ambiental é considerável, assim como o contato com as pessoas. Por isso, é importante ser capaz de identificar aquelas não adaptadas ao sistema de gestação em grupos. Os padrões de sono em porcas variam entre os indivíduos. O padrão usado é o movimento rápido dos olhos (REM), que tem uma duração média de 187 ± 39 segundos, sendo observado, aproximadamente, a cada 2,2 horas de sono. • O melhoramento genético concentrado na prolificidade resultou em um aumento do número total de leitões nascidos por leitegada, mas com um percentual maior de leitões de baixo peso. 27.917 leitões estudados apresentaram uma média de peso menor ao nascimento, em leitegadas maiores e com uma maior dispersão de pesos, taxas de mortalidade mais elevadas na fase de lactação e um crescimento mais lento nas creches e na engorda, sem diferenças na mortalidade em ambas as fases de produção. • A aplicação sistemática das boas práticas de manejo em leitões, com especial ênfase no atendimento individual deles (Pig Care) e seu protocolo de execução, pode significar uma melhora na sobrevivência e contribuir para reforçar os benefícios. • Na castração de leitões utiliza-se como anestésico local a lidocaína e como analgésico o meloxicam (3 a 6 minutos antes), não havendo diferenças significativas nos parâmetros de produção e podendo haver a combinação de seus efeitos. A castração cirúrgica é uma prática comum nos EUA. Não há diferenças de comportamento observadas na relação suíno/pessoa entre os animais castrados cirurgicamente e imunocastrados. Num estudo, a taxa de mortalidade e a refugagem foram 1,17% menor nos imunocastrados. Estes machos apresentam menor quantidade de gordura corporal do que os castrados cirurgicamente e maiores apetite, ingestão média diária de ração, ganho de peso médio diário e índice de conversão alimentar. Lembremo-nos de que a gordura contém leptinas, as quais inibem o apetite. Recentes estudos de simulação e meta-análises sugerem que as exigências de lisina dos suínos imunocastrados, antes Suínos & Cia

41


Revisão Técnica da segunda dose do produto destinado a essa finalidade, é maior do que nas fêmeas (5% entre 25 kg e 50 kg e 8% entre 50 kg e 95 kg de peso vivo). Quanto à qualidade da carne, na comparação entre machos imunocastrados e castrados cirurgicamente, não foram observadas diferenças comerciais nem estatísticas relativas ao pH (24 horas), cor, firmeza, perda de água e infiltração gordurosa. • A imunocastração, nos EUA, é realizada por meio da aplicação de um imuno-biológico (IMPROVEST®) aos 94 e aos 122 dias de idade, o que permite estabelecer uma estratégia de marketing para abate de suínos de peso ideal, com maior benefício. Esse cálculo é feito com base no peso da carcaça, nível de gordura e porcentual de carne magra, levando em conta as necessidades do abatedouro e os custos marginais. O peso ideal para o abate de suínos é maior nos imunocastrados do que nos castrados cirurgicamente e nos machos inteiros. O benefício dos primeiros aumenta à medida que o diferencial de preço entre o quilo vendido e o custo da alimentação aumenta. A qualidade da carne de suínos imunocastrados, para uso na produção de curados, não mostra nenhuma diferença significativa com relação aos suínos castrados cirurgicamente. Ocorre, sim, uma melhora na indústria, com relação a cortes e embalagem. Em um estudo realizado nesse sentido, estima-se um benefício de US$ 8,71/ suíno a favor do imunocastrado, dos quais US$ 2 correspondem à redução do custo de ração consumida, e os US$ 6,71 restantes, à melhora da carcaça. • O impacto ambiental dos suínos imunocastrados é menor do que o dos castrados cirurgicamente em 3,7%, o que equivale a 23 kg de CO2 emitido por suíno. Sua utilização foi aprovada pelo FDA como alternativa segura e eficaz para a castração cirúrgica e o manejo dos odores desagradáveis ​​que surgem nos processos de cocção da carne de machos inteiros. Além disso, se obtêm algumas melhorias com relação aos castrados cirurgicamente, de 4,28% – em média – no ganho de peso diário, e de 8,41% na taxa de conversão. http://www.environdec.com/en/Detail/?Epd=8455. Suínos & Cia

42

Miscelânea • Tem sido prestada especial atenção ao resurgimento da parvovirose na população mundial de suínos. O PPV1 é o vírus usado como antígeno nas vacinas comerciais atuais, havendo outras variantes como o PPV2, PPV3, PPV4, sendo o PPV2 o que mais tem sido detectado atualmente no agravamento dos quadros da Doença Associada à Circovirose Suína (sigla PCVAD, em inglês).

“Animais saudáveis fazem o alimento seguro” • As ulcerações na pele, em seres humanos, estão associadas a espécies de Mycoplasma spp. Tem sido descrito um quadro clínico em suínos de 18 a 23 semanas de idade, com 20% a 40% de prevalência e com lesões de pele ulcerosas circulares localizadas nas partes laterais (ferida lateral ou “side scores”). Sua histopatologia caracteriza-se por uma lesão colagenolítica granulomatosa, com infiltração de eosinófilos. Por PCR se isola o Mycoplasma hyorhinis e, pela cultura, o Staphylococcus aureus. Lesões semelhantes em equinos e gatos estão associadas à hipersensibilidade por picadas de insetos e poluentes ambientais. • Os problemas locomotores em suínos de engorda têm causas múltiplas, que incluem distúrbios metabólicos, nutricionais, infecciosos e ambientais. De acordo com relatos, a prevalência situa-se entre 1% e 34%. Nos EUA, os produtores os associam ao aumento no peso dos suínos para o abate e ao alojamento em lotes com maior número de animais. • Em suínos assintomáticos o Streptococcus suis reside nas amígdalas, no intestino e no trato genital. Ao agir como um agente infeccioso, o S. suis causa meningite, artrite, endocardite,

pneumonia e septicemia. Existem vários tipos de resistência de antibióticos a esse agente, conhecidas em todo o mundo. As primeiras delas, envolvendo macrolídeos e lincosamidas, foram detectadas na Dinamarca, na década de 70, chegando até os 67% dos casos, hoje, nos EUA. No Canadá, as resistências à eritromicina e à clindamicina são 82% e 91%, respectivamente, sendo 45% e 42% nos EUA. A resistência à tetraciclina na Europa varia entre 52% e 95%, dependendo do país, sendo de 25% nos EUA, 92% na Ásia e 100% no Canadá. A penicilina tem muito poucas resistências conhecidas. As principais estratégias de controle às resistências cruzadas frente ao S. suis concentram-se em:

- Uso prudente de antibióticos em reprodutoras e leitões;

- Boas condições ambientais e de manejo (densidade);

- Vazios sanitários estritos, com o uso de desinfetantes e água quente;

- Controle de insetos e roedores; - Mudança frequente das agulhas usadas em vacinações;

- Rápida destruição dos cadáveres e eliminação de suínos doentes crônicos. • Nos EUA, vacinam-se uns 7% do plantel contra o S. suis. A medicação via água de bebida é mais eficaz do que via ração, sendo as penicilinas, a amoxicilina, a gentamicina, a cefalosporina e a sulfamida + trimetoprim os antibióticos/ agentes antimicrobianos de eleição. Nos casos de meningites, recomenda-se o uso de um anti-inflamatório e, nos casos de artrites, de um analgésico. • Durante os meses de verão, o estresse devido ao calor leva à redução da ingestão de alimentos e à diminuição do crescimento, piora a qualidade da carcaça, aumenta a mortalidade e os parâmetros reprodutivos também pioram. Nas genéticas de alta conformação muscular, a produção de calor basal aumenta, o que reduz a termotolerância do suíno. O fluxo sanguíneo na pele e nos órgãos digestivos é intensificado, causando oxidação nos Ano VIII - nº 48/2013


Revisão Técnica enterócitos, o que aumenta a permeabilidade intestinal, deixando passar as moléculas de maior peso molecular (entre elas os patógenos, os lipopolissacarídeos), as quais, por sua vez, provocam uma resposta inflamatória sistêmica e a consequente redução no consumo de ração. A suplementação com zinco orgânico ajuda a regenerar o dano epitelial e a reduzir essa permeabilidade. • PSY (Piglet/Sow/Year, leitão/ porca/ano ou Profit/Sow/Year, lucro/porca/ ano): entre as 10% melhores e as 10% piores granjas, nos EUA, há uma diferença de US$ 50 a US$ 70/porca em termos de custo de produção. Para cada 100 gramas de conversão, temos US$ 3,50/suíno de engorda, e para cada 1% de mortalidade, US$ 1,50/suíno. Os principais pontos que influenciam a rentabilidade são a mortalidade, os suínos descartados e o ganho médio de peso diário dos leitões e da fase de engorda. O número total de leitões nascidos vivos, desmamados e produzidos/

Ano VIII - nº 48/2013

porca/ano não tem relação direta com o benefício.

são transferidos por meio do leite para

• Metafarms é uma empresa de gestão, criada em 2000 e que, atualmente, responde por uns 30% da gestão de produção do plantel de suínos norte-americano, com seus programas via web: i-Production, Sow Manager, Finishing Manager e Sales Manager (estes integram os consumos semanais de ração).

esse fato tanto no sentido de possíveis

• Estima-se que a metade das porcas mortas venha a óbito devido a episódios de morte súbita, concentrados entre os dois dias que antecedem ao parto e os cinco dias após ele. No caso de primíparas, recomenda-se otimizar seus programas de seleção, aclimatá-las devidamente e acertar detalhes relativos ao ambiente, manejo e desenvolvimento delas, além de verificar as condições adequadas do parto.

levar em conta o risco potencial de sele-

• Os tratamentos com antibióticos via ração, no caso de porcas em lactação,

Situações de Tolerância Zero (sigla ZTS,

os leitões. Por isso, devemos considerar resistências antimicrobianas quanto para a aplicação de determinadas vacinas em leitões que possam ser sensíveis a eles. O uso de antibióticos deve se centrar no seu impacto positivo sobre a saúde dos suínos e das pessoas, no desempenho do crescimento e na rentabilidade, devendo ção à resistência e à eliminação de resíduos na carne, respeitando-se os períodos de retirada deles, assim como a sua ação na prevenção, controle e tratamento de doenças. Novos termos são usados, como o de Redução de Risco Atribuível (sigla ARR, em inglês), Número de Tratamentos Necessários (sigla NNT, em inglês), Nível de Detecção (sigla LOD, em inglês), Nível de Quantificação (sigla LOQ, em inglês) e em inglês).

Suínos & Cia

43


Dicas de Manejo Biosseguridade Vamos conferir quais são as principais medidas relacionadas à biosseguridade que, quando aplicadas adequadamente, podem prevenir a entrada de doenças nas unidades de produção suína.

Toda suinocultura deve ter um médico-veterinário responsável.

A granja deve ser uma unidade separada, com isolamento por meio de cercas e barreiras para prevenir a entrada de animais e predadores.

A localização do escritório deve ser estratégica para que se possa ter controle de funcionários e visitantes. Estacionamento próximo ao escritorio evita que veículos e pessoas se aproximem da granja sem o devido controle.

Suínos & Cia

44

Ano VIII - nº 48/2013


Dicas de Manejo

Funcionários e visitantes devem cumprir todos os protocolos de higiene antes de entrar na granja, como respeito de áreas e vazio, banho, troca de roupa e calçados. Jamais deve-se entrar na granja rompendo essas barreiras.

Para controle de possível contaminação por meio de veículos, recomenda-se dispor de completo esquema de lavagem, limpeza e desinfecção de caminhões que transportam ração e animais. Deverá ser localizado fora do sistema de produção.

É recomendável existir arco de desinfecção para passagem dos veículos, depois de devidamente lavados, secos e desinfetados, antes de se aproximarem das unidades de produção.

Os silos de ração devem ser colocados estrategicamente próximos da estrada, evitando que os caminhões se aproximem das instalações e dos animais.

Ano VIII - nº 48/2013

Suínos & Cia

45


Dicas de Manejo

Os pássaros são transmissores de doenças. Portanto, deve-se proteger os animais colocando em volta das instalações telas antipássaros para evitar este contato.

O programa de animais de resposição para melhoramento genético é uma prática necessária. Portanto, o transporte dos animais reprodutores deve ser realizado em caminhões fechados, climatizados com filtros de ar.

A granja deve dispor de instalações de quarentena ou área de isolamento para receber os animais de reposição, sendo separada das unidades de produção. Deve-se proteger a unidade por meio de barreiras, como também manter funcionário específico para trabalhar nessa unidade.

Suínos & Cia

46

Ano VIII - nº 48/2013


Dicas de Manejo

Os animais de reposição, quando adquiridos, devem estar livres de doenças que podem comprometer a saúde do plantel. Deve-se ter certificado de origem quanto à saúde e índices zootécnicos.

Apenas depois de comprovados por meio de exames laboratoriais que estão livres de enfermidades que podem comprometer a saúde do plantel, poderão ser liberados para entrar na granja.

Estabelecer adequado manejo de fluxo de produção para que se cumpra o manejo tudo dentro - tudo fora em todas as fases. As atividades de lavagem, secagem, desinfecção e novamente secagem, acompanhadas do vazio sanitário entre os lotes, são essenciais.

Ano VIII - nº 48/2013

Suínos & Cia

47


Dicas de Manejo

Deverá existir um adequado e eficiente controle de pragas e roedores. Esse controle deve ser realizado por empresas e profissionais especializados.

Manter área de lixo seletivo, procedendo o descarte dos materiais recicláveis de acordo com a sua origem.

A unidade de produção suína deve ser isolada, mantendo considerável distância de outras propriedades de produção animal e do frigorífico. Quando se adotam medidas preventivas, diminuem consideravelmente os riscos de entrada de doenças.

Suínos & Cia

48

Ano VIII - nº 48/2013


Divirta-se ENCONTRE AS PALAVRAS No diagrama ao lado, vamos encontrar os materiais que fazem parte do processo de vacinação:

Agulhas Álcool Bastão marcador Caixa de isopor Gelo Laço de contenção Luvas de procedimentos Pistola Seringa Vacina

S M A I S I D A F T G S H N L T K R L O M Y M E X R O V P G

N S F F R S N F Q D W L G D R A T D F R S M Z F E S N I F R

D C D G T S J R G T I R T R R T Ç Y C U N I N O T D S Q G T

F D I O Q Q I T V A S M X N L G V O B B N R X L Y T O N V Y

A F G H A E O C I Y T K R J E H O N D H L I T L O G W K C H

H G B A S T Ã O M A R C A D O R K R L E M O J L B T F O Z N

J A B D C T B U K B J B N D B J B N S B C B A K B J E J D B

K H H S C E I W E B L N C M D L R H E E K O P F V K E F E T

L O Y Q R S G D J R L G Y W F L G Y W F L G N J S L R H A I

P J U C O D E L G G P Y U S G P Y U S G P Y H T C O T T C R

Q S J I O D L F O H O T J Z H O T J Z H O T U H E O T G Q A

O E P V I W O O D J I F M X J I F M X J I F O O J N O B A E

W R I E A R C I O M U C K A M U C K A M U C I T M U Ç F L I

E I W I U C X Y T N Y X I Q N Y X I Q N Y X E G N C O Ã I W

R N H R N T I L H K T D O W K T D O W K T D K R L G U D O A

O G E F X B S N M L R R L A L R R L A L R R L F L R E L A D

T A T Y P I G V A P E E P S P E E P S P E E P I P O I S D O

A B P F L E T I E O W S P D O W S P D O W S M D B G O I I C

Y N O E F Q O L Q I Q Z O E I Q Z O E I Q Z F E I S O A A H

R V I C B G Á E N U Z A I R U Z A I R U Z A J R H Z T I T A

U J D F U X N L I D X Q L F J X Q L F J X G E T J M X L X T

C C K M T C W H C I U W K C K C W K C I E U O C R A O K L O

S M C O D I F U C O U K E J H V A J X H L L W N D F L J K S

L X U Z N A Z U A H O I F Z G B Z U Z G S H H E G B F U O G

O N N A D W X N A F L L Y K F N X N A D N A I H A R O E A F

R Z M Q S R S H Q C M N M T F M S M H C R S M I C M B M C C

L U V A S D E P R O C E D I M E N T O S O A Q I A T Z B W D

D R T T R Y I U A M H E H E X P L H E P O E H E X A D H E X

O D Y D S O D Y D S V D Y D C T L F O O R F D H R O N Y D S

K S O D S F L G O H D O R F Z K C R S Z K C T F Z K C E F Z

JOGO DOS 7 ERROS

Suínos & Cia

50

Ano VIII - nº 48/2013


Divirta-se

TESTE SEUS CONHECIMENTOS No histograma de partos abaixo, o gráfico demonstra uma diferente situação do esperado.

Qual o provável problema que está havendo nesse plantel? a) A reposição do plantel no ano ultrapassou 50% b) Problemas relacionados com a preparação de marrãs, sendo que elas não atingem mais de três partos c) O plantel teve problemas de aquisição de marrãs em 2012 e segurou fêmeas mais velhas para cumprir o objetivo de cobertura d) Possivelmente ocorreram problemas de alta mortalidade de matrizes devido à presença de doenças e) Houve excesso de descarte de matrizes mais velhas

VERDADEIRO OU FALSO? Assinalar verdadeiro (V) ou falso (F) nas alternativas abaixo para os itens que podem garantir melhor prolificidade nas nulíparas e primíparas: O critério do momento ideal para a primeira inseminação artificial em marrãs deve ser peso > 140 kg Para efetuar a primeira inseminação em marrãs deve-se considerar muito mais a idade do que o peso Para estimular o aparelho mamário de fêmeas no primeiro parto é necessário manter um leitão por mama e mamilo, além de desmamá-las com seus leitões aos 21 dias de lactação O número de IA por ciclo nas nulíparas e primíparas pode interferir na fertilidade e prolificidade O número de leitões nascidos no primeiro parto jamais interfere no número de nascidos nos partos seguintes

Ano VIII - nº 48/2013

Suínos & Cia

51


Divirta-se - Respostas

TESTE SEUS CONHECIMENTOS

ENCONTRE AS PALAVRAS S M A I S I D A F T G S H N L T K R L O M Y M E X R O V P G

N S F F R S N F Q D W L G D R A T D F R S M Z F E S N I F R

D C D G T S J R G T I R T R R T Ç Y C U N I N O T D S Q G T

F D I O Q Q I T V A S M X N L G V O B B N R X L Y T O N V Y

A F G H A E O C I Y T K R J E H O N D H L I T L O G W K C H

H G B A S T Ã O M A R C A D O R K R L E M O J L B T F O Z N

J A B D C T B U K B J B N D B J B N S B C B A K B J E J D B

K H H S C E I W E B L N C M D L R H E E K O P F V K E F E T

L O Y Q R S G D J R L G Y W F L G Y W F L G N J S L R H A I

P J U C O D E L G G P Y U S G P Y U S G P Y H T C O T T C R

Q S J I O D L F O H O T J Z H O T J Z H O T U H E O T G Q A

O E P V I W O O D J I F M X J I F M X J I F O O J N O B A E

W R I E A R C I O M U C K A M U C K A M U C I T M U Ç F L I

E I W I U C X Y T N Y X I Q N Y X I Q N Y X E G N C O Ã I W

R N H R N T I L H K T D O W K T D O W K T D K R L G U D O A

O G E F X B S N M L R R L A L R R L A L R R L F L R E L A D

T A T Y P I G V A P E E P S P E E P S P E E P I P O I S D O

A B P F L E T I E O W S P D O W S P D O W S M D B G O I I C

Y N O E F Q O L Q I Q Z O E I Q Z O E I Q Z F E I S O A A H

R V I C B G Á E N U Z A I R U Z A I R U Z A J R H Z T I T A

U J D F U X N L I D X Q L F J X Q L F J X G E T J M X L X T

C C K M T C W H C I U W K C K C W K C I E U O C R A O K L O

S M C O D I F U C O U K E J H V A J X H L L W N D F L J K S

L X U Z N A Z U A H O I F Z G B Z U Z G S H H E G B F U O G

O N N A D W X N A F L L Y K F N X N A D N A I H A R O E A F

JOGO DOS 7 ERROS

R Z M Q S R S H Q C M N M T F M S M H C R S M I C M B M C C

L U V A S D E P R O C E D I M E N T O S O A Q I A T Z B W D

D R T T R Y I U A M H E H E X P L H E P O E H E X A D H E X

O D Y D S O D Y D S V D Y D C T L F O O R F D H R O N Y D S

K S O D S F L G O H D O R F Z K C R S Z K C T F Z K C E F Z

Qual o provável problema que está havendo nesse plantel? a) A reposição do plantel no ano ultrapassou 50% b) Problemas relacionados com a preparação de marrãs, sendo que elas não atingem mais de três partos c) O plantel teve problemas de aquisição de marrãs em 2012 e segurou fêmeas mais velhas para cumprir o objetivo de cobertura d) Possivelmente ocorreram problemas de alta mortalidade de matrizes devido à presença de doenças e) Houve excesso de descarte de matrizes mais velhas

VERDADEIRO OU FALSO? Assinalar verdadeiro (V) ou falso (F) nas alternativas abaixo para os itens que podem garantir melhor prolificidade nas nulíparas e primíparas:

V O critério do momento ideal para a primeira inseminação artificial em marrãs deve ser peso > 140 kg

F Para efetuar a primeira inseminação em marrãs deve-se considerar muito mais a idade do que o peso

V Para estimular o aparelho mamário de fêmeas no primeiro parto é necessário manter um leitão por mama e mamilo, além de desmamá-las com seus leitões aos 21 dias de lactação

V O número de IA por ciclo nas nulíparas e primíparas pode interferir na fertilidade e prolificidade

F O número de leitões nascidos no primeiro parto jamais interfere no número de nascidos nos partos seguintes

Suínos & Cia

52

Ano VIII - nº 48/2013








Revista Suínos e Cia Edição 48  

Revista Suínos e Cia Edição 48

Advertisement