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REVISTA SEMANAL

3 FEVEREIRO 2011

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Mãos mágicas

ATUALIDADE

SOCIEDADE

SOCIAL

Novo Pediátrico dispõe do equipamento TAC mais moderno do País

Carpinteiro invisual da Lousã construiu casa com as próprias mãos

Apresentação da revista C foi um sucesso na cidade e na região Centro


C02


C50


C57


índice

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9 Editorial 10 Sete sóis, sete luas 12 Ex(Sic)tações 14 Acredite se quiser 16 Retrato falado 17 Debate 18 Confidencial 22 Via do leitor 24 Cartas 54 Clube Criança 60 Dinheiro 68 As sete melhores ruas de Coimbra 78 Topo de gama 82 Viajar 86 À Mesa 92 Casas 110 Casino 112 Aldeia global Colunistas 23 Mário Ruivo 43 Mira Lagoa Sobral 114 Luís de Matos

AO MICROSCÓPIO

19 Um dia com José Redondo A C foi ver, em visita guiada pelo detentor do "segredo", como se faz e comercializa o Licor Beirão 20 Que é feito de si? Fizemos "reaparecer" Zita Henriques, antiga presidente da Associação Académica de Coimbra

ATUALIDADE

26 Acima da rua, outra cidade A C percorreu os "trilhos" da Alta de Coimbra 28 PSD memória Os sociais democratas de Coimbra vão a votos este sábado. Fique a conhecer o historial do partido no distrito 30 EDP Distribuição "Ligada ao Futuro" A empresa efetuou em Antanhol um simulacro de resgate em altitude

Sociedade

40 Ticha Penicheiro A maior basquetebolista portuguesa de sempre, natural da Figueira da Foz, nunca brincou com bonecas 44 Guitarra de Coimbra Construtores e instrumentistas garantem que a produção artística não está em crise

Cérebros

58 Nemátodo Equipa de investigadoras da Escola Agrária de Coimbra descobriu "medicamento" para salvar o pinheiro

DESPORTO

74 Parkour Praticantes querem fazer escola em Coimbra

VIVER

90 Beij(arte) "Beijinho português" virou peça de bijuteria em porcelana que rapidamente se transformou em êxito comercial

3 Fevereiro 2011


editorial

O burro e a nora SOARES REBELO Diretor

Os políticos continuam a recorrer insistentemente à prestidigitação verbal para manipular a opinião pública. Resultado: nunca um Presidente da República entrou em Belém com tão poucos votos

mais de metade dos portugueses inscritos (cerca de 5,2 milhões) abstiveram-se de votar nas recentes Presidenciais – o que reflete inequívoco alheamento democrático. Registaram-se, ainda, quatro por cento de votos em branco e dois por cento de votos nulos – o que significa que nenhum dos seis candidatos agradou a centenas de milhar de eleitores. É certo que se tratava da consulta para um segundo mandato de Cavaco Silva que, em princípio, face à concorrência, nunca estaria em causa; é inequívoco que ao chefe de Estado não sobram poderes constitucionais para resolver os problemas do difícil quotidiano com que nos confrontamos; é verdade que a campanha eleitoral foi ainda mais pobre do que um hábito franciscano; é compreensível que com dia tão frio, sobretudo nas re­ giões do interior, o eleitorado mais idoso não se tivesse arriscado a uma eventual pneumonia - mas importa, ainda assim, meditar, e muito seriamente, sobre tamanha desmobilização popular. a descrença é generalizada na a­t ual nomenclatura. Os 16,5 por cento de votos no independente Fernando Nobre e os 4 ,5 por cento no divertido José Manuel Coelho refletem cansaço do regime, por um lado, revolta contra as verdades mentirosas, por outro. Para o Poder, parece que não há pobres, falidos da Bolsa, dramas sociais. Dos ministérios irradiam diariamente as velhas mentiras piedosas, entretanto descredibilizadas, de tão sistematicamente repetidas. Em Portugal, tem-se feito crer, por exemplo, que um presidente de junta de freguesia é mais importante do que um professor universitário. Ou seja: perdida a vertente

construtiva das ideologias, apenas delas restam rastos negativos e destruidores. Os atores políticos continuam a recorrer insistentemente à prestidigitação verbal para manipular a opinião pública. Resultado: nunca um Presidente da República entrou em Belém com tão poucos votos. o país precisa, urgentemente, como se comprovou, agora, de forma exdrúxula, de uma nova classe dirigente, de políticos honestos, leais, conscientes das carências e das expetativas dos portugueses. A quem governa exigem-se ideias, convicções, empenho e confiança na decisão. A democracia só se consolida se for generalizadamente participada, nunca se for, como acontece, meramente representativa. Há que recorrer, inclusivamente, a novas técnicas de consulta, à interatividade, aproveitando as novas tecnologias da informação para promover uma comunicação mais direta entre a sociedade e o poder político. De outra forma, o "apodrecimento" será imparável, o regime, o atual regime, dificilmente sobreviverá. que tem acontecido? Vamos às urnas e, nas listas, lá estão sempre os mesmos protagonistas a perpetuar-se na carreira até bem para lá das próprias conveniências. A "ditadura" partidária impede, consulta a consulta, a renovação. Em suma: passam os anos e nada muda, a nível de elites, na República Portuguesa. É como nas monarquias com séculos: nunca se registam surpresas de guião, até quando se renova o casting. Os nossos políticos, tal como os velhos aristocratas, continuam a dar sempre as mesmas voltas. Como o burro e a nora.

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sete sóis, sete luas

há um ano ao microscópio

este país

frases

2 milhões para Cavaco

"Preferia uma dona de casa nas Finanças" MEDINA CARREIRA

os candidatos presidenciais vão poder receber a subvenção pública mais rápido do que nas anteriores eleições. A s si m que forem publ ic ados os resultados oficiais da consulta de 23 de janeiro, os mandatários financeiros das candidaturas poderão pedir o adiantamento de 50 por cento do valor estimado para a subvenção, que terá de ser entregue no prazo máximo de 15 dias a contar da solicitação. Os restantes 50 por cento terão de

ser pagos no prazo máximo de 60 dias, havendo lugar ao pagamento de juros de mora caso este prazo não seja respeitado, segundo as alterações à lei do financiamento, aprovadas em novembro passado. Face aos resultados obtidos, José Manuel Coelho e Defensor Moura nada receberão, por não terem conseguido o mínimo de cinco por cento dos votos, estando previstas, para os outros quatro candidatos, as seguintes subvenções:

1,9 milhões

CORREIO DA MANHÃ, 07-02-2010 Cavaco Silva

863 mil

Manuel Alegre

"A divulgação das escutas que me foram feitas pelo semanário 'Sol' é um ato criminoso, é um ato ilegal"

651 mil

Fernando Nobre

JOSÉ SÓCRATES 09-02-2010

525 mil

Francisco Lopes

0

José M. Coelho

0

Defensor Moura

"O grande jornalismo é aquele que vai aos bastidores, que vai atrás da cortina ou do buraco da fechadura" JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA I, 10-02-2010

Sócrates continua

Em defesa do cavalo

josé Sócrates vai recandi-

A Fundação Alter Real (FAR), que em 2007 passou a integrar as coudelarias Nacional e de Alter, a Escola Portuguesa de Arte Equestre e o Laboratório de Genética Molecular, vai ser alvo de uma reestruturação, tendo como fim principal a manutenção e desenvolvimento do património genético animal das raças Lusitana, Sorraia e Garrano. O plano passa pela atribuição de um valor ao que é serviço público, passando o resto para os privados da fundação.

datar-se à liderança socialista, tendo escolhido o eurodeputado Capoulas Santos para diretor de campanha. O XVII Congresso Nacional do PS, cuja comissão organizadora será presidida por Joaquim Raposo, presidente da Câmara Municipal da Amadora, terá lugar nos dias 8 a 10 de Abril, nas instalações da Exponor, na cidade do Porto. Será a quarta candidatura do actual primeiro-ministro ao lugar de secretário geral do PS.

"Estou farto de barbas, gordos e shreks!" CARLOS CARVALHAL Após a derrota do Sporting em casa (0-4) com o Benfica, 10-02-2010

faCtos Dia 3 O Presidente da República dá posse ao constitucionalista José Joaquim Gomes Canotilho como conselheiro de Estado.

Dia 5 O semanário Sol publica uma notícia sobre o alegado plano do Governo para controlar os media.

outros mundos Guerra colonial começou há 50 anos passam amanhã 50 anos sobre

o início da Guerra Colonial. Na madrugada de 4 de fevereiro de 1961, grupos de guerrilheiros angolanos desencadearam ações de combate na cidade de Luanda: ataque a uma patrulha da Polícia Militar, tentativa de assalto à Casa da Reclusão Militar, para libertação de

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presos políticos, ataque à cadeia da PIDE, no Bairro de São Paulo, e à 7.ª Esquadra da PSP. Tentaram ainda ocupar a Emissora Oficial de Angola. Estes factos são tidos como marco no início da Guerra pela Independência, nos territórios africanos então sob administração portuguesa. Ao clima de conflito em Angola, suceder-se-iam depois levantamentos na Guiné, em 1963, e em Moçambique, em 1964.

Nelson Mandela já está em casa

Cerca de meia tonelada de explosivos é detetada num alegado esconderijo da ETA, em Óbidos.

nelson mandela , 92 anos, foi

Dia 8 O médico de Michael

internado no hospital privado de Milpark para "exames de rotina", mas a notícia provocou uma vaga de preocupação na África do Sul. O primeiro presidente negro do país já se encontra em casa e a normalidade imediatamente restabelecida.

3 Fevereiro 2011

Jackson declara-se inocente na morte involuntária do cantor.

Dia 9 Parlamento Europeu aprova a nova equipa da Comissão Europeia liderada por José Manuel Durão Barroso.


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es(sic)tações

ao microscópio

toma lá dá cá

Fui expulsa de casa à bofetada e pontapé

Não houve qualquer espécie de violência

VERA NUNES

frases desfeitas Manuel Alegre saiu de Coimbra com a convicção de que a segunda volta das eleições presidenciais é possível. Carlos Cidade, presidente da Comissão Política Concelhia do PS Coimbra Sair, saiu, mas deve ter ido por Argel, já que Cavaco, pela segunda vez, não lhe deu a segunda oportunidade.

Coimbra precisa de políticos com mais força. Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra Para puxarem o metro ou para desistir a poucos meses das eleições autárquicas?

PEDRO VAZ SERRA

As eleições não são fáceis. Salazar sabia-o

Se me perguntar se aquele é o projeto de arquitetura ideal para um hospital pediátrico, já disse algumas vezes que, do ponto de vista estrutural, arquitetonicamente, este hospital (pediátrico) não foi pensado para crianças, foi pensado como um hospital.

Francisco QueirÓs, vereador da CDU na CMC E os camaradas da ex-URSS imitavam-no.

Universidade deve ser pensada a longo prazo Eduardo Melo, presidente da DG-AAC

ana jorge Ministra da Saúde

Nada que se compare às suas decisões, pensadas a curto prazo e que mudam ao sabor da pressão das cervejas.

Sendo assim, vamos começar a pensar num novo hospital? Quem faz um, faz dois ou três, nem que demore mais 30 anos. Aliás, quem paga um, paga dois ou três.

BRIOSA: hoje é o dia da Paixão com inteligência. "É nas taças que se entorna o tempo". Maló de Abreu, médico e empresário A hora é de luta académica?

Os empresários do negócio da educação (estranha esta sua perspetiva perante um bem social inquestionável) usam tudo e todos para exercerem a pressão social. Mário Nogueira, coordenador do SPRC Aprenderam a ler pelos seus livros?

Última mensagem: Cavaco = 147% Luis ProvidÊncia, presidente da concelhia de Coimbra do CDS-PP BPN 1 ­- BPP 0?

AAC é uma grande escola de vida Miguel Portugal, ex-presidente da AAC Da vida de estudante ou de político?

Fontes: Facebook, As Beiras, Diário de Coimbra e Lusa. Seleção de frases e comentários: Fernando Moura

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Conheci o Dr. Marcelo Nuno quando na década de 90 foi presidente do então Instituto Português da Juventude do Distrito de Coimbra. Já na altura era um jovem voluntarioso, dedicado e trabalhador.

CATARINA FURTADO

João Moura

3 Fevereiro 2011

Celeste Amaro

Resposta certa: Celeste Amaro

quem foi que disse?


se eu mandasse

PEDRO RAMOS

"Tentaria travar o descalabro" ERNESTO GOMES VIEIRA, Gestor empresarial

mas, "se eu mandasse" empenhar-me-ia a apoiar cidadãos que são cumpridores, capazes, bons patriotas, competentes

e que Portugal tem em grande quantidade. Esta grande maioria populacional desespera à espera de ser bem governada e conduzida para a grande "Obra" que é fazer do nosso Portugal um país europeu, no seu pleno. se eu mandasse obrigaria

como prioridade nacional que todo o "Sistema de Justiça" se organizasse compativelmente com "os dias de hoje" e se obrigasse a ser célere na “justiça” que muito dela se espera para

a viabilidade da vivência colectiva… se eu mandasse obrigaria a que se respeitassem todos os cidadãos e especialmente as personalidades de Estado e seria intolerante com difamações, notícias falsas, informação publicada não fundamentada e mentirosa.

População desespera à espera de ser bem governada e conduzida PUB

C52

se eu mandasse tentaria travar o descalabro, a incompetência e a falta de cidadania que nos cerca. Nós cidadãos portugueses, estamos a ficar prisioneiros de fracas governações que nos fazem afastar, cada vez mais, dos caminhos correctos para atingirmos os níveis médios europeus.

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ao microscópio

Portugueses não são preguiçosos

acredite se quiser

Couve gigante em Leiria

A Business Insider não tem dúvidas: os europeus do Sul não são preguiçosos. E dá exemplos: os trabalhadores de países como Portugal e Grécia trabalham mais horas que franceses e alemães. A diferença, segundo a publicação, é que os dois últimos trabalham de forma mais eficiente. Ineficiências e "outro tipo" de custos que não salários influenciam a fraca competividade da periferia.

Bolo do Beira Mar ganhou asas e voou A festa de aniversário do Beira

Mar corria de feição quando o presidente do emblema aveirense decidiu apagar as velas. Pegou no bolo, soprou e o rectângulo doce (e amarelo...) não mais foi mesmo. O registo vídeo mostra a viagem cruel... em direcção ao soalho!

Bitoque é rei na capital universal da chanfana A cerimónia de atribuição do painel "Restaurante Recomendado", que assinalou o final da edição de 2011 da Semana da Chanfana, em Vila Nova de Poiares, registou um dado curioso: o grande vencedor desta edição foi o restaurante "O Cantinho do Bitoque". Ou seja, o chef tem mão segura em qualquer tipo de carne...

talento escondido: a construção com fósforos. E não só. Por estes dias dá forma ao Castelo de Leiria com compensados, esferovite, corticite, ferragens, cartão, madeira, fósforos, papel, etc. "Uma obra, que se prolongará por cerca de um ano e meio", explica.

LUÍS Cruz tanto conversou

com a pequena couve que ela decidiu crescer de forma surpreendente. Já atingiu 4,35 metros e cresce há cinco anos. A "estória" teve honras nas páginas do JN, mas o dono da couve gigante, que mora em Barosa, no concelho de Leiria, tem um

Coelho é nome de indivíduo na Madeira As presidenciais já lá vão, mas

na Madeira continua o bailinho. O Governo Regional da Madeira decidiu enviar ao Procurador-

-Geral da República, a título de queixa, a cópia da entrevista que "um indivíduo, de nome Coelho, deu à RTP/Madeira". Mas vai mais longe: o Governo Regional da Madeira "censura ainda os responsáveis pela RTP/RDP locais por organizar semelhante espetáculo potencialmente criminoso e que contraria o mais elementar civismo e dignidade de uma Democracia".

Casal unido também no Metro O "não" do Governo ao Metro Mondego teve várias consequências: Jaime Ramos regressou aos bons velhos tempos e segundo muito boa gente poderá aproveitar a "embalagem" mediática para a candidatura à Câmara de Coimbra. Em Miranda do Corvo, a irmã Fátima Ramos e o cunhado Carlos Ferreira, estão unidos na defesa do Metro, marcando pontos, pelo menos, para as próximas autárquicas - isto se o PSD, quando for Governo, se esquecer do desempenho do casal no combate com o executivo de Sócrates.

Que opinião tem sobre os cortes salariais na administração pública? E o que dizem os clientes que transporta?

Sou contra os cortes nos salários. Estão-nos a prejudicar toda a vida. A minha filha é assistente social e eu sei bem como é. Os políticos primeiro afundaram-nos. E agora isto já é um roubo! Antes de terem afundado o país deviam ter pensado duas vezes o que iam fazer e como iam fazer. Porque é que os mais ricos não baixam os ordenados altos que têm? Quem paga somos nós! Os clientes que transporto também estão revoltados e aflitos. Não é preciso ser muito inteligente para ver que o mundo nos caiu em cima. As pessoas não sabem como viver nestas circunstâncias. REINALDO ANTUNES, 69 ANOS

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Mário Nicolau

praça de táxis

Taxista diz que os cortes salariais "são um roubo"

3 Fevereiro 2011


C07


ao microscópio

retrato falado

elevador do mercado figura da semana os nadadores do CNAC/Ma­

JOÃO PEDRO PIMENTEL

tobra continuam a somar vitórias. Agora, num torneio em Alcoba­ ça, conquistaram 17 lugares no pódio.

UM BLOCO operatório com seis salas, con­ siderado o melhor a nível nacional, 163 camas e uma moderna unidade de cuidados intensivos fazem do novo Hospital Pediátrico de Coimbra unidade de saúde exemplar, inclusivamente, a nível internacional. Outra "jóia da coroa" do novo HPC, integra­ do no Centro Hospitalar de Coimbra, EPE, é a sua unidade de cuidados intensivos, preparada para receber 20 doentes em caso de catástrofe.

a turismo do Centro aproveitou bem a FITUR – Feira Internacional de Madrid para promover con­ dignamente a região como desti­ no de qualidade.

A conclusão da obra foi várias vezes adia­ da, a empreitada, adjudicada por 45 milhões de euros, custou mais do dobro, mas o projeto ai está e a Administração Regional de Saúde bem pode orgulhar-se do trabalho realizado.

menções honrosas

O Médico conimbricense foi reeleito, por unanimida­ de, pelos delegados dos 30 países que participaram na Assembleia Geral da organização, que decorreu em Poznan, na Polónia, presidente da Federação Columbófila Internacional. Vai cumprir o quarto mandato.

OS RELATÓRIOS das análi­ ses são inequívocos: o líquido que a empresa Águas de Coimbra faz chegar às nossas torneiras continuam a obedecer a elevados padrões de qualida­ de. Os prémios "satisfação dos clientes" e "qualidade de serviço" aí estão a premiar o esforço.

GILBERTO MADAÍL

FILIPE CAMELO

O presidente da Federa­

A CÂMARA Municipal de Seia decidiu melhorar o conforto dos munícipes no acesso aos edifícios pú­ blicos. Numa sociedade onde a esperança de vida tem vindo a aumentar, as acessibi­ lidades têm de ser realmente encaradas como um fator de sustentabilidade eco­ nómica e social.

ção Portuguesa de Futebol, com residência e interesses empresariais em Aveiro, candidatou-se a um dos sete lu­ gares disponíveis no Comité Executivo da UEFA. A votação terá lugar no XXXV Congresso Ordinário da UEFA, em mar­ ço, em Paris.

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o empresário Fernando Tava­ res Pereira poderá candidatar-se à presidência do Sporting. É ou­ sado – mas corajoso.

a subir

MARCELO NUNO

a descer

JOSÉ TERESO

3 Fevereiro 2011

o ministério da Justiça está fali­

do: as dívidas aos CTT, advogados e Caixa Geral de Aposentações já ultrapassam os 100 milhões de euros.


debate

Continua a registar-se um grande fosso entre a classe política e o eleitorado. É imperioso que o Poder fale verdade e cumpra os compromissos que assumiu e que se ponha termo, simultaneamente, à corrupção no seio da classe dirigente.

É fundamental que os políticos reforcem a sua credibilidade junto dos trabalhadores e que apresentem novos argumentos que levem os cidadãos a votar. Enquanto as pessoas não acreditarem nas mensagens que os políticos transmitem, não irão votar.

Que fazer para diminuir a abstenção nas eleições em Portugal?

António Moreira

Carlos Silva

Presidente da União de Sindicatos de Coimbra

Presidente do Sindicato dos Bancários do Centro

C38

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confidencial

De olho em você PROFESSOR DOUTOR "FEBRÃO" CATARINO - É "dono" de uns maiores grupos empresariais da região de Coimbra. Pessoa dinâmica e de boas famílias. Passa a vida a construir estações de serviço, restaurantes da fast-food e outras obras de grande dimensão. Há quem o queira ver na presidência daquele clube que tem um presidente acusado de vários crimes de corrupção. Por enquanto, o empresário de sucesso tem uma postura passiva, antes de decidir se quer ter uma posição ativa nas próximas eleições.

"PONTA" AÉREA - Volta não volta, sobretudo por alturas do carnaval,

FAMÍLIA "LIXADA"- Adoram limpar tachos. Pai, mãe, filho e compadres comem todos do mesmo saco. São resíduos sólidos urbanos do "centrão" alargado a vários poderes locais. Enquanto não são reciclados, separam milhares de euros do erário público.

LEITÃO COM LARANJA – O bom empresário é aquele que sabe apreciar todas as variedades de laranja, sobretudo quando serve leitão, no intervalo de um jogo que fica na história do Ramal da Lousã. Na hora de fazer política de camarote, antes, durante e depois da vitória do seu clube de refeição, conseguiu juntar os 4 que eram para ir, com o irmão do que vai… ganhar.

PITA "SÓ ARMA" DE CAÇA - Andava enjoado de chanfana. Resolveu experimentar outros pratos. Para ser mais rápido, comprou um smartphone de última geração. Conheceu uma pita dos campos do Mondego. Enviou 14 MMS. Provou a cabidela com carolino. Mas a mulher descobriu a receita da ausência. Deu-lhe o arroz. Está feito ao bife…mal pensado. NA HORA DA DESPEDIDA – Foi escolhido por ter "experiência" na organização de excursões fadistas. Pode ir de férias por causa do artigo 35 do Código das Sociedades Comerciais e da perda de confiança politícia. Enquanto não cai, deixa que uma funcionária misture o público e o privado.

SUPER PATRÃO INSOLVENTE – Chegou a comandar os patrões do centro. Tem ligações com meio mundo dos negócios. É político encartado. Um beirão dos passos perdidos. Com tanta atividade no capital e na capital, deixou que uma das suas empresas entrasse em processo de insolvência. AAIC/OAF - Um vende carros made in Berlusconi. O outro serve comidas da mesma nacionalidade. O Papa é testemunha que andam a analisar o que é preto... no banco. No fundo, bem no fundo empresarial, são são homens de massa caseira e industrial, que podem fazer molho, se o arguido ficar queimado.

REPROVADO SOS ENSINO

Com a morte não se brinca, mesmo que a "brincadeira" envolva crianças. Os defensores do ensino podem protestar à vontade, mas é de muito mau gosto andarem a passear caixões pelas ruas de Lisboa.Nota 6

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quando por lá é verão e por cá é inverno, dezenas de empresários de Coimbra vão até ao Brasil. O objetivo é simples, como diria o pretérito prefeito. Vão tratar da sua vida empresarial, enquanto "malham um chopinho". Trocas bilaterais, tão quentes como o calor do varão nordestino. Consta que o negócio mais desejado é uma noite de motel em troca de um "frizer".

IPAD POD - É o mais "tecnológico"jornalista da televisão privada. Veio em reportagem a Coimbra. Para não fugir às estatísticas oficiais, só dormiu uma noite na cidade. O short-breaker escolheu o mais recente hotel da beira-rio. Não gostou do serviço. Em vez de pedir o livro de reclamações, contou a todos os amigos do mundo virtual. Provou que a "rede" é capaz de fazer mais estragos do que uma "malha" policial do inspector fumador de charutos. INVENTO NOTURnO - Três vereadores da situação e da oposição

coimbrã resolveram "dar uma escapadela" noturna. Escolheram a quinta-feira, noite de botellón da Sá da Bandeira à Sé Velha. Tal como os putos, arranjaram uma boa desculpa para sair de casa. Disseram aos cônjuges que iam numa de prevenção. Tomaram algumas medidas de precaução, convidando vários jornalistas, algumas polícias municipais e o respetivo comandante, para os acompanhar no moche fiscalizador. Como de noite nem todos os gatos são parvos, evitaram os complexos de diversão que não têm as licenças em dia, facto que era do conhecimento de toda a comitiva. Jogaram pelo seguro, para evitar problemas políticos ou não tinham pulseira VIP?

APROVADO

NINA FIGUEIREDO

A atual responsável pela Comunicação da Águas de Coimbra vai assumir a assessoria de imprensa do novo presidente da Câmara de Coimbra. A transferência promete trazer alegria mediática a João Paulo Barbosa de Melo Nota 15

3 Fevereiro 2011


um dia com

JOSÉ REDONDO Sócio-gerente da empresa J. Carranca Redondo, Lda (Lousã)

além do fabrico e venda do Licor Beirão, Há ainda lugar, no dia a dia do empresário, para a família e para o râguebi Texto Sílvia Diogo FotoS Pedro Ramos

10H30 Reunião, privada, com os filhos

11H00 O empresário vai ter com a família

15H00 A tarde é dedicada à seleção e pesagem das essências indispensáveis ao licor

O licor Beirão é um segredo de família;

manter-lhe o sigilo de fabrico é, por isso, a primeira grande preocupação de José Redondo, sócio-gerente da empresa J. Carranca Redondo Lda, sediada na Lousã. Outra, consiste em garantir fórmulas de trabalho que, embora conservadoras nalguns casos, não excluem a criatividade e a inovação. Negócio é negócio… Recebe-nos no seu gabinete, na quinta do Meiral, às nove em ponto, após ter tomado, na vila, com amigos habituais, o café da manhã e recolhido o correio. Selecionado este, remete para o filho mais velho, Daniel, a correspondência mais relevante, o qual depois delega alguma dela no irmão Ricardo ou faz seguir diretamente para o Gabinete de ­Marketing e Contabilidade. Profundamente envolvido, dia a dia, nas diversas vertentes da empresa, institucionalizou a realização sistemática, a meio da manhã, de uma reunião, precisamente com os dois filhos, que já assumem, na estrutura empresarial, lugares da maior responsabilidade. Uma reunião privada, é claro.

Todos os fins de semana paro num café e entrego publicidade

Con­cluído o encontro, convida-nos, então, a visitar a fábrica, onde nos dá a conhecer o processo de produção do licor e o controlo ali feito para garantir a qualidade. Mostra-nos ainda o compartimento onde, em vários tanques, estão armazenadas as 13 especiarias que tornam o Beirão um licor inimitável. Por volta das 11H30, já em sua casa, confessa-nos que o râguebi é outra das suas paixões. "Joguei cerca de quinze anos na Académica e, depois, em 1973, terminada a tropa, decidi reunir cerca de trinta miúdos a quem ensinei a praticar a modalidade, aqui, na Lousã. E houve muitos títulos", recorda.

13H00 Almoço num restaurante da vila

A conversa deriva seguidamente para o pai. "Comecei a trabalhar com o meu pai quando ainda era uma criança. Para além de ir às aulas, ajudava-o a pintar paredes e a fazer tinta refletora", revela o empresário, cujo maior orgulho, sublinha, "é a união da família, o convívio com os meus nove netos". Voltamos à fábrica – e agora é altura de falar-se de publicidade. "Todos os fins de semana, quando saio com a minha mulher para passear, paro num café e vou entregar publicidade", confessa. Vem o almoço – desta vez no restaurante do Hotel Meliá: canja de galinha, depois lasanha. Como sobremesa, pão-de-ló caseiro. A parte da tarde é sempre reservada à seleção e pesagem, em sala fechada - pois então, e o segredo? - a pesar a quantidade certa das sementes aromáticas que, posteriormente, serão colocadas num recipiente próprio, onde permanecerão oito dias em maceração. Só depois de concluído esse processo, serão finalmente destiladas duas vezes e adicionadas ao álcool, açúcar e água desmineralizada.

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ao microscópio

1995-1997 Presidente da Direcção Geral da AAC

o que é feito de si?

1998

1999-2000

Licenciada em Engenharia Química pela FCTUC

Diretora da Fundação das Universidades Portuguesas

2001-2002 Adjunta no Ministério da Educação

2005-2008 Vereadora na Câmara Municipal de Penacova

2009 Doutoranda em Ciências Sociais na UA

a fazer doutoramento na Universidade de Aveiro, não esquece Coimbra. Zita Henriques continua ligada ao ensino superior. a química terá de esperar. Texto Vasco Garcia Foto Pedro Ramos

Não se pode falar de Coimbra sem falar da Associação Académica. É indissociável

Tinha saudades da AAC? Saudades não diria. Acho que a Associação Académica de Coimbra (AAC) será sempre uma experiência vivida muito intensamente, com muita alegria, mas separo isso do saudosismo. Gosto de vir a esta casa, de saber notícias, mas o meu tempo já passou. O que tem feito desde que passou pela presidência da Direção Geral da AAC? Em outubro de 1997, ainda antes de acabar o curso, comecei a trabalhar no Conselho de Avaliação da Fundação das Universidades Portuguesas. Acabei o curso a trabalhar em Lisboa e passei a diretora executiva da fundação. Mais tarde, fui convidada para ser vogal da direção do Fundo de Apoio ao Estudante. Depois, fui adjunta do ministro da Educação Júlio Pedrosa. Quando o Governo caiu, fui assessorar a reitora da Universidade de Aveiro, Helena Nazaré. Após um período de descanso, fui vereadora da Educação, Ação Social e Cultura da Câmara de Penacova. Entretanto, não esqueci a carreira académica. Uma das coisas que estou a fazer neste momento é o doutoramento em Políticas do Ensino Superior, na Universidade de Aveiro. Como se isso não fosse suficiente, estou a fazer, em simultâneo, a gestão de uma empresa familiar de mediação de seguros. Nesse percurso, de que gostou mais? De tudo. Todas as minhas atividades têm sido vividas intensamente e em cada uma delas encontro sempre coisas em que me revejo e a que me dedico de corpo e alma. Tem uma ligação forte à Universidade de Aveiro... A minha vida profissional assim o proporcionou. Mas eu nunca me esqueço que a minha casa mãe é a Universidade de Coimbra (UC). Terei eternamente um carinho enorme pela UC, que, por sua vez, me proporcionou a oportunidade

de ser presidente da Direção Geral da AAC, o que transformou radicalmente a minha vida. O que mais recorda desses tempos? Os mandatos foram diferentes. O primeiro foi muito marcado pela questão das propinas. No segundo, houve a alteração dos estatutos, que permitiu uma descentralização da AAC. Além disso, a questão financeira foi muito presente. A solução de vários processos que envolviam contratos que as secções desportivas não cumpriram, a resolução das dívidas relacionadas com o IVA e a centralização de toda a contabilidade foram muito marcantes. Como vê hoje a AAC? Não posso falar com muito conhecimento de causa, porque vou tendo um acompanhamento muito longe daquele que gostaria. Em termos de política educativa, identifico-me bastante com a causa da ação social escolar. Infelizmente, não tenho oportunidade de acompanhar a agenda cultural, mas sei que continua a ser bastante forte e que a AAC continua a ser responsável por uma grande parte da animação desta cidade. Não se pode falar de Coimbra sem falar da AAC. É indissociável. A AAC traz muito à cidade do ponto de vista cultural e desportivo e, também, como escola de cidadania. E a UC? Tem tido progressos muito interessantes, mas acho que ainda temos um percurso muito grande pela frente, porque temos de nos afirmar não apenas no espaço nacional mas também no espaço europeu. Isso só se consegue com lideranças muito fortes na reitoria, nas faculdades e nos departamentos. Esta é uma casa muito grande e pô-la a tocar a mesma música não é fácil. É preciso que o próximo reitor trace objetivos muito claros e mobilize toda a gente. Isso é que fará a distinção entre os candidatos: a capacidade de mobilização.

Zita Henriques 20

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ao microscópio

via do leitor

espelho meu

cartas Envie a sua opinião: Carta: Rua 25 de Abril, n.º 7 Taveiro 3406 - 962 Coimbra Email : diretor@beirastexto.pt

agenda da semana

As cartas deverão ser datilografadas com morada e número de telefone. A C reserva-se o direito de selecionar as partes que considere mais importantes. Os originais não solicitados não serão devolvidos.

Dia 6. Data prevista para o início do julgamento do Caso Portucale, em Lisboa.

Seja repórter C C, portal multimédia e revista semanal, assume a ligação aos seus leitores como principal objetivo

Sejam também repórteres C, enviando-nos notícias, testemunhos ou fotografias de figuras ou factos da atualidade, por email ou carta, para redacao@beirastexto.pt ou C, Rua 25 de Abril, n.º 7, 3045-501 Taveiro - Coimbra. A interatividade com os nossos leitores é compromisso que assumimos. Todos quantos queiram ajudar-nos a enriquecer a massa crítica indispensável ao progresso da região e do país, terão nas nossas páginas o melhor acolhimento.

inquérito A informação na Internet é credível? Participe com a sua opinião em www.cnoticias.net

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Dia 7. Termina mandato do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Luís Vasco Valença Pinto, quando completa 65 anos. Início do julgamento de sete pessoas, três delas médicos do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), pela prática de crimes de corrupção e de falsificação de documentos.

Parabéns pela ideia inovadora e pela excelência dos conteúdos Fernando Pereira, Coimbra

A revista está boa. Tem boa imagem, bom grafismo e bom conteúdo. Luís Antunes Gostei do que vi. Espero mais e melhor. Felicidades. Lisete Oliveira Um novo e positivo contributo para Coimbra e para a região Centro. A aposta está ganha. Força. Anabela Correia Vi a revista na Net e gostei. Pode ir para os quiosques a nível nacional. Parabéns. António Costa

3 Fevereiro 2011

Dias 10 a 12. Encontro Internacional de Ensino do Português, promovido pela Escola Superior de Educação de Coimbra e pelo Instituto Politécnico de Coimbra. Ao longo de três dias são compostos grupos de trabalho e de reflexão de acordo com os temas em análise e ciclos de ensino, destacando-se os painéis dirigidos aos professores do 3.º Ciclo, ao Ensino do Português L2, aos estudos em Literacia e à apresentação de novíssimos estudos académicos em curso no âmbito do ensino do Português. Escola Superior de Educação de Coimbra.


opinião

A importância de ser primeiro Mário Ruivo

O primeiro é o que define o futuro e estabelece os seus parâmetros

Quando me convidaram para escrever para o primeiro, confesso que hesitei. Não porque sentisse qualquer incapacidade mas porque o primeiro é sempre o primeiro, e merece um escrito com registo cuidado! O primeiro é sempre o número um! Aquele que não tem comparação, o que só tem futuro e nenhum passado para avaliar.

diz-me a experiência que um segundo nunca terá a relevância, nem a projeção de um primeiro. É apenas o que se segue e está indissociavelmente dependente daquele.

É Caso único e marca eternamente a vida dos que se seguem, incorpora um sonho e um projeto que o tempo avaliará. Esse é o destino dos primeiros! Serem referências distintivas do que existe, traçarem novos rumos, trazerem dimensão qualitativa à nossa realidade, complementando tudo o que já existe e realçando traços de momentos que se querem perpétuos.

por isso, o primeiro é o que define o futuro e estabelece os seus parâmetros. Conheço alguns segundos que só o foram porque o calculismo opor tunista lhes permitiu sonhar que seria na sombra dos primeiros que poderiam ascender a figuras principais. Mas quando se assume um papel secundário é-se sempre segundo, perderam-se as oportunidades e, por mais que porfiem, nunca se libertarão do oportunismo em que se consumiram as expectativas dos que alguma vez lhes creditaram a importância de serem primeiros!

MAs este desafio de escrever para o primeiro tornou-se muito mais fácil quando percebi que se identificava com alguém que nunca temeu os desafios, que sempre soube desafiar as dificuldades e que tem a força inesgotável dos que acreditam, dos que têm visão e confiança nas suas capacidades mobilizadoras da sociedade.

É por que me sinto honrado, mas sempre consciente das responsabilidades, de escrever para o primeiro. Cada homem afirma-se pelo que realiza e pelos meios que utiliza para atingir os fins que se propõe! É de homens que tornam possíveis os projetos que outros definem (ou definiram!) como impossíveis que Portugal necessita.

Numa altura em que a sociedade e o mundo enfrentam dificuldades poder ter na liderança de qualquer projeto uma personalidade que resiste, que enfrenta os problemas e que se afirma sem receios é uma valia acrescida para as equipas e para os que investem nessas lideranças. Não são, contudo, desconhecidas as dificuldades de qualquer primeiro.

orgulho-me, por isso, de me associar a um primeiro que tem na sua genética alguém que nunca desistiu do que acreditou! Termino, citando esse grande poeta que foi Vinícius de Moraes: "Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo".

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ao microscópio

cartas

texto elaborado pelo gabinete de "imaginação ao poder" da revista

Portugueses

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ar, que C, para vos dizer, em primeiro lug Venho aqui, hoje, a esta página da erada reit is cinco anos em Belém era sua a minha mulher está radiante. Ma resto, de , ui satisfazer-lhe o desejo. Quero às vontade, com o vosso apoio conseg ido m oísmo de, num dia tão frio, tere agradecer-vos, sensibilizado, o her uma coragem de conjurados que muito me sensibilizou. ram povo de urnas – e votado em mim. Mostra a, pois é de inteira justiça - o bom faç o que e -m am mit per e – lar estarei no Destaco, em particu pôs a cruzinha. Serei generoso: lá me nte me ciça ma que e!), zer aiá Alvaiázere (olá, Alv próximo festival do chícharo. co. Dormi into, dos 15 dias passados convos suc a bor em o, anç bal um vos erpo para Quero também faz não estava habituado, mal tive tem que a cia lên vio a um foi que o dor febril de pouco, falei muito, andava para aí a reclamar-se luta gre ale ta poe O e. i-m ert div E ado pelo místico comer, mas gostei. ria. Por pouco não foi até derrot gló de vo viú r fica a tou vol s ma , talvez por bem batalhas muitas engolir a trova gótica. Diógenes, fez lhe ta, con sem es vez a, for s da AMI, que, paí ero que faça o mesmo. menos, apagaria a lanterna. Esp o me acusadizer isto, não estou a ser cruel, com , chegou a ao e, s nte ria hila s nto me mo e A campanha tev de contabilidade fensivo como um dos meus livros ram. O lírico das bananas, tão ino da saberá o nome, pôde, ain m tal, de que ningué spi Ho do a veir Oli de ele, Aqu . chegou a parecer ser enternecedor ridinho. O doutor autarca, esse, cor o e go dan fan o a, vir o çar finalmente, dan um sacristão de capela minhota. tante ncias. A Maria anda, vejam lá, bas fidê con as um alg co vos con ra ago pá-la seriaQuero partilhar da tomada de posse está a preocu nia imó cer a a par ette toil da muito melhor ner vosa. A escolha na cabeça – exige que me apresente de quem va essi obs ia ide a um da ain lhe mente. Meteu-sent-Laurent, eu sei lá E fala-me de Armani, de Yves Sai vestido que o janota de S. Bento. . isso bém não me tem largado com mais. E as cores da gravata? Tam , condescendi. com inteligência, é claro. No fato a; blem pro o i olv res já s ma ito, a vesti-los do Tive de pensar mu a certa idade, têm mais propensão um a gam che ens hom os ndo Maria desejava, As mulheres, qua à gravata, aí tive de impor-me. A ta pei res que No ! e-se end pre prosperidaque despi-los. Com pensar – são cores que prometem Nem a. rad dou ou la are am e foss cor que perspeinicialmente, que pelo vermelho – mas essa é uma ois, dep , tou Op . uês tug por o cas guntou ela. O de, o que não é o iado à conjuntura. E o branco?, per quer-me opr apr é não bém tam que o a, tiva sorte e alegri e, meu Deus, o Diabo , respondi-lhe - e rezei: “ajuda-m branco é a cor da morte e do luto – será o preto, anunciei-lhe, ano amente me eng rar e s ida dúv ho ten ca nun , em r no assunto… gordo”. Como sab undo mandato. Não voltou a fala seg u me te des io tér mis do io; tér que é a cor do mis de 2011 Palácio de São Bento, 21 de Janeiro

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reportagem

atualidade Tempo de levantar os olhos do chão e ver os pormenores que escapam no dia a dia

As manhãs de janeiro são conhecidas por

Outra cidade acima da rua Quem passa todos os dias pela Alta de Coimbra e só vê as pedras da calçada, pode pensar que as paredes não dizem nada de novo. Mas quem olha para cima descobre outra cidade, um museu ao ar livre Texto Marco roque Fotos mário Nicolau

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ser frias. E quando é uma manhã de domingo, a tendência natural é ficar no quentinho da cama. Mas nunca se sabe o que se pode perder. Estamos na Alta de Coimbra, em frente ao Laboratório Chimico, prontos para dar um passeio pela zona envolvente. Vamos saber mais sobre os edifícios antigos da cidade… do ponto de vista dos materiais e da construção. O tema continua a não dar energia para saltar da cama? É porque não conhecem o entusiasmo do nosso guia. O professor Raimundo Mendes da Silva, do departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia, chega cheio de bom humor. "Têm cinco minutos para desistir, se acham que não têm fôlego", ri. A viagem começa logo sem nos mexermos. "Vamos olhar para a rua como se fosse um grande museu. O Chimico tem a vantagem de ser um museu que está dentro de outro museu", acrescenta. Mas não estamos a falar de um museu qualquer, é uma visita onde é obrigatório "mexer, mexer, mexer". Aprendemos logo que as paredes antigas são porosas e canalizam a água do solo… Por isso, uma cobertura de cimento é uma pele rígida, que não deixa o edifício respirar. Não estão a perceber? Há que tocar na parede. Ver que numa zona a tinta descasca-se, na outra esfarela-se. E parte-se na direção da Faculdade de Medicina. De caminho, tempo para olhar quem nos acompanha. Cerca de trinta pessoas, crianças e mais velhos. Esta é uma edição do "Trilhos", um programa do Museu da Ciência e da Universidade de Coimbra que desafia as famílias a passear a pé por Coimbra e a procurar ciência pelas ruas e jardins. O próximo é dia 27 de fevereiro, e vai ser sobre um "passeio com os azulejos jesuítas", com outro guia. Agora é tempo para uma revelação. "Qual é o segredo da Faculdade de Medicina? Tem uma parte de pedra, mas no meio é uma argamassa de cal – esquartelada para concentrar as fissuras. E a argamassa já tem cor - nunca foi pintada", revela. Descemos, passamos pela Sé Nova e pela Fa-

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Os ornamentos em cal são típicos dos edifícios antigos

culdade de Farmácia. Sempre a parar e a tocar. Se os pequenos são os que mais se divertem a mexer nas paredes, os pais também não hesitam. Um pouco mais abaixo, junto à Sé Velha, tempo para um pouco de futuro para ver o passado. O professor tira uma caneta laser do bolso. "Estas canetas estão muito em voga", brinca. "Servem para ver a textura da cal". Um condutor para, vendo amigos no grupo. Depois de lhe explicarem a visita, passando um pouco do entusiasmo do guia, fica com ar de pena por não ter acordado mais cedo e enfrentado um passeio pela Alta. Tempo para outra lição. "Os edifícios são como seres vivos, vivem de equilíbrios… Por exemplo, as telhas concentram água e têm de ser ventiladas", explica Raimundo Mendes. Todos a olhar para cima. "Aliás, se imaginarmos que a rua é seis metros acima, temos outra cidade, nos telhados", sublinha. Damos a volta, estamos perto de regressar. Mas o passeio pode continuar. "Coragem para mais dez minutos?", pergunta o professor. E ninguém para…

É a tocar que se aprende a diferença entre cimento e argamassa e cal

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política

atualidade

PSD memória o psd vai a votos em Coimbra. Albano Pais de Sousa espera muito de Marcelo Nuno Texto Vasco Garcia Foto Pedro Ramos

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Albano Pais de Sousa foi presidente da Distrital "laranja" entre 1978 e 1980

Marcelo Nuno é o único candidato à presidência da Comissão Política Distrital

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foi um homem assumidamente "de esquerda" um dos principais rostos na implantação do Partido Social Democrata (PSD) no distrito de Coimbra. Albano Pais de Sousa tem hoje 85 anos e uma lucidez de fazer inveja a muitos dos que agora se iniciam numa carreira que ele começou a percorrer logo após o 25 de abril de 1974. Mostra com orgulho o cartão de militante com o número 497 e lembra com saudade os tempos em que passava as noites na sede "laranja" em Coimbra - "um local muito concorrido, de encontro de pessoas unidas pelo mesmo ideário político e iam criando relações de amizade". Em 1978 foi o escolhido para encabeçar uma lista candidata à Comissão Política Distrital. Uma equipa onde era, admite, "dos indivíduos com menos habilitações". No meio de quatro professores universitários, distinguiu-se pelo trabalho que havia mostrado na Câmara de Cantanhede (de que foi presidente durante 14 anos). Os companheiros de aventura não tinham "tanta combatividade nem argumentação política" como ele, justifica. Na altura, o principal desafio da equipa foi

levar o partido a todo o distrito. "Trabalho profícuo", recorda. Hoje, os desafios são outros. Albano Pais de Sousa considera que faltou a Pedro Machado tempo e espaço de manobra para liderar o PSD em Coimbra. "Fez o que podia com a sua falta de tempo e com a sua aproximação ao Governo, que tinha de fazer por força de estar ligado ao Turismo", afirma. Fruto disso, lembra, abriram-se no partido algumas feridas que não foram saradas e que resultaram na perda de algumas câmaras importantes, como Figueira da Foz ou Penacova, nas últimas autárquicas. Por isso, o mais antigo presidente da distrital "laranja" ainda vivo espera que o próximo líder "promova a unidade do partido". No que respeita às legislativas, Albano Pais de Sousa acredita que este é "o momento ideal" para retirar terreno ao PS, num distrito que "sempre teve um pendor socialista" Marcelo Nuno é, para o advogado, a pessoa indicada para essa tarefa. "Penso que ele tem a din��mica e a idade para recuperar um pouco de terreno que foi perdido neste mandato da distrital", aponta.

3 Fevereiro 2011


O PSD Coimbra escolhe sábado o novo líder

As eleições para os órgãos sociais do PSD Coimbra realizam-se este sábado, dia 5. O presidente do Conselho de Administração da Águas de Coimbra, Marcelo Nuno, é o único candidato à presidência da Comissão Política Distrital.

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homens fortes do PSD Coimbra

Marcelo Nuno sucede a Pedro Machado, que não teve um mandato particularmente feliz. Fica marcado pela perda, nas autárquicas de 2009, de algumas câmaras imporantes, como a Figueira da Foz, Penacova e Oliveira do Hospital.

Carlos Alberto da Mota Pinto

Arménio Ramos de Carvalho

Albano Pais de Sousa

Alexandre Gouveia

João Calvão da Silva

Paulo Pereira Coelho

Jaime Soares

Pedro Machado

O primeiro-ministro do IV Governo Constitucional foi o primeiro líder do PSD Coimbra. Faleceu em Maio de 1985

O segundo presidente da Distrital faleceu em março de 1996 e tem uma rua com o seu nome na cidade de Coimbra

Aos 85 anos, continua a exercer advocacia. Foi presidente da Câmara Municipal de Cantanhede durante 14 anos

O advogado, quarto presidente da Comissão Política Distrital do partido, suicidou-se em fevereiro de 1996

O catedrático da Faculdade de Direito da UC é, atualmente, presidente do Conselho de Jurisdição Nacional

O economista foi deputado, secretário de Estado e vereador em Coimbra e Figueira. Está atualmente em Angola

É um dos "dinossauros" do poder local em Portugal. Está no último mandato à frente da câmara de Poiares

É vereador na Câmara Municipal de Montemor-o-Velho e presidente da entidade regional de Turismo do Centro

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atualidade

segurança no trabalho

EDP Distribuição "Ligada à Vida" Pedro Ramos

Nos últimos 10 anos, morreram 50 pessoas na EDP Distribuição. Empresa quer "Zero Acidentes" Simulacro de resgate em altura realizado em Antanhol demonstrou que os trabalhadores estão bem preparados o esforço é enorme. Segundo o diretor de

manutenção da EDP Distribuição, António Oliveira Chaleira, a empresa investe, anualmente, "cerca de quatro milhões de euros em meios de segurança e na formação dos funcionários". A política de segurança tem dado frutos. Os dados de hoje não têm comparação com aqueles que se verificavam há 25 anos. Em 1982, registaram-se 30 acidentes mortais por um milhão de horas trabalhadas. Em 2007, o número de ocorrências baixou para cinco. Ainda assim, nos últimos 10 anos, morreram 50 pessoas na EDP Distribuição. Alcançar "Zero Acidentes" é, portanto, a grande meta da empresa. O simulacro de resgate em altura realizado na semana passada em Antanhol (Coimbra) foi apenas mais um passo rumo a esse destino. O cenário envolvia a instalação de "espanta pássaros" nos condutores de linhas de alta tensão. Um dos trabalhadores, que utilizava uma bicicleta para se deslocar, foi acometido por uma doença súbita e perdeu os sentidos mas foi rapidamente socorrido pelos colegas de equipa. Enquanto era resgatado e assistido no solo pelos companheiros, um segundo profissional, que também operava no condutor, ao aperceber-se do que tinha sucedido ao colega, ficou paralisado. Esta vítima acabou por ser

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resgatada e assistida pelos Bombeiros Sapadores de Coimbra que, entretanto, já tinham chegado ao local.

Para Oliveira Chaleira, o salvamento de dois profissionais que operavam em cabos elétricos de alta tensão foi "um sucesso" e mostrou que a máquina está "bem oleada". Mas a cultura de segurança que a EDP Distribuição pretende implementar não se fica por aqui. "Ligado ao Futuro" é o nome do projeto que tem vindo a ser desenvolvido e que procura reforçar a posição de vanguarda que a empresa tem no setor elétrico também em termos de segurança. A ideia chave é a de que "nenhuma situação ou urgência pode justificar pôr em perigo a vida de alguém". Por isso, os colaboradores devem melhorar práticas e procedimentos para que, no final do dia de trabalho, "todos regressem a casa para junto das famílias". Afinal de contas, "a EDP Distribuição é mais do que energia, é vida". bombeiros destacam cooperação O simulacro de Antanhol foi também importante para os bombeiros. Lembrando que a corporação ainda não havia partilhado com a EDP este tipo de missões em linhas e postes de alta tensão, Avelino Dantas, comandante dos Sapadores de Coimbra, frisa que os bombeiros "seriam sempre capazes" de responder a uma situação como esta, mas, atuando em cooperação com a EDP e os seus profissionais, a "capacidade de resposta melhora". VG

3 Fevereiro 2011


internet

A luta rende-se às redes sociais "Tunísia: Uma revolução apoia-

da nas redes sociais”. Assim noticiaram as agências internacionais o papel do Twitter e do Facebook na queda do ditador Zine Al-Abidine Ben Ali. Por cá, as redes sociais (ainda) não fizeram cair o Governo, mas já mobilizaram milhares de cidadãos para as mais diversas causas. Por exemplo, o grupo do Movimento Cívico de Lousã e Miranda no Facebook tem mais de 3.700 membros, que aproveitam a "net" para preparar e discutir ações de luta. Por outro lado, a causa destinada a apoiar a extradição do modelo de Cantanhede Renato Seabra para Portugal tem já mais de 11.500 membros. As multidões reunidas durante a noite estão a acabar, mas a luta não morre. Só se rende às novas tecnologias. VG

Pesquisar

C As grandes manifestações são hoje preparadas no Twitter e no Facebook Mural

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Discussões

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+

C Qual a importância das redes sociais na mobilização das pessoas, na defesa do Ramal da Lousã? . . Ontem às 1:58 Gosto Comentar 30 pessoas gostam disto

Bruno Daniel Ferreira As redes sociais agilizam o processo. Qualquer pessoa pode dar ideias e opiniões. . . Ontem às 1:58 Gosto Denunciar

WWW.CnOTiCias.nET

Sérgio Seco Se não fosse o Facebook, não conseguiriamos de forma tão célere chegar a tantar pessoas. . . Ontem às 1:58 Gosto Denunciar

Carlos Ferreira O Facebook tem sido, por excelência, o meio de mobilização utilizado na defesa do Metro Mondego. . . Ontem às 1:58 Gosto Denunciar

Editar Página Promover com um anúncio Sugere aos teus amigos

Jaime Ramos As redes sociais têm sido importantes e algumas ações de protesto surgiram no Facebook. . . Ontem às 1:58 Gosto Denunciar

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atualidade

festival

Lousã mostra o que tem de bom O Festival de Caça e Pesca e o património natural funcionam como atrativo para os visitantes A organização deu liberdade aos restaurantes aderentes para colocarem à disposição dos clientes pratos de caça e pesca até ao próximo domingo ou optarem por fazê-lo unicamente ao fim de semana O figurino definido pela Câmara Municipal da Lousã revelou-se acertado, já que os primeiros dias do Festival de Caça e Pesca superaram as expetativas. Nas propostas disponíveis destacam-se o javali com castanha, veado com tortulhos, além das trutas recheadas e as espetadas de javali com miga, alheira de caça na brasa e coelho à caçador. Além de saborearem as especialidades da gastronomia do concelho, os visitan-

tes habilitam-se ao sorteio de um fim de semana na rede de Pousas da Juventude. Para participar basta preencher os inquéritos de satisfação que estão disponíveis nos restaurantes aderentes. Qualidade da ementa e do serviço, assim com a origem dos comensais, são indicadores fundamentais na avaliação da iniciativa. O presidente da Câmara Municipal da Lousã, Fernando Carvalho, enquadra o Festival de Caça e Pesca na estratégia de promoção do concelho, salientando a autenticidade de todas as receitas. Para o autarca, o "saber fazer" da cozinha tradicional funciona como atrativo para os visitantes que procuram o concelho nesta PUB

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MÁRIO NICOLAU

época e constitui uma "referência" durante todo o ano. Já o vice-presidente da Câmara Municipal da Lousã, Luís Antunes, conjuga a gastronomia com as belezas naturais do concelho. A serra da Lousã surge à cabeça na análise do autarca, devido às enormes potencialidades e, também, pela capacidade de surpreender os visitantes. O contacto com o meio ambiente constitui um apelo para muitos visitantes, que bafejados pela sorte durante os percursos na serra, conseguem observar muitas vezes quer veados, quer javalis. Após saborearem a gastronomia regional, os visitantes têm à disposição um património que, segundo Luís Antunes, "vale a pena conhecer". As aldeias serranas da Lousã, Candal, Casal Novo, Catarredor, Cerdeira, Chiqueiro, Talasnal e Vaqueirinho são o testemunho de adaptação, apego à terra e sobrevivência. O património arquitetónico, paisagístico e cultural das aldeias, pelo seu caráter genuíno e autêntico, oferece ao visitante uma experiência única. Com um fim de semana à porta, haverá melhor proposta para dois dias em cheio? MN

O Burgo Pousada da Juventude Mélia Palácio da Lousã Churrasqueira Tó dos Frangos Astro 2 Hortelã Pimenta

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Restaurantes aderentes


atualidade

sinais COIMBRA

O Portugal dos Pequenitos faz

parte do imaginário dos portugueses. Até ao dia 28 deste mês, a visita tem mais encanto com a iniciativa da C: o voucher publicado na página 33 deste número, vale uma entrada grátis de uma criança dos 3 aos 13 anos. O país em miniatura merece uma visita.

Penacova

Abraço presidencial no centenário João Bernardes, habitante da povoação de Cácemes, Penacova, completou 100 primaveras. No dia do aniversário, o presidente da Junta de Freguesia de Sazes do Lorvão, na década de 80 do século XX, recebeu um presente especial: o jovem presidente da Câmara de Penacova, Humberto Oliveira, associou-se à festa.

instituto

Medicina legal autosuficiente Com uma nova metodologia de trabalho e atuação pericial "mais uniforme", o Instituto Nacional de Medicina Legal garantiu a autosuficiência. Duarte Nuno Vieira, presidente do INML, disse à C que o instituto passou das 40 mil perícias (em 2001, quando foi criado) para mais de 180 mil, em 2010 - sem acréscimo nos quadros de pessoal. "O INML não recebe um cêntimo do orçamento do Estado. Vivemos exclusivamente daquilo que produzimos", garante. Duarte Nuno Vieira lembra que tinha pedido 10 anos para garantir a autonomia financeira e que este objetivo foi alcançado em 2006, pelo que o INML passou a receber "zero" do Estado.

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"Vamos dar chá à solidarieda-

de", afirma Helena Albuquerque. A antiga Casa do Guarda do Jardim da Sereia terá, a partir do próximo dia 8, uma nova função: os formandos do curso profissional de hotelaria e do setor ocupacional da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Coimbra (APPACDM), acompanhados por um monitor, vão levar à mesa refeições ligeiras, chás e doçaria caseira, entre outras iguarias. "Este projeto é uma grande mais valia para nós", confessa a presidente da APPACDM. Além da receita, de que irão beneficiar os 800 jovens oriundos dos concelhos de Cantanhede, Montemor-o-Velho, Arganil e Coimbra, a Casa de Chá do Jardim da Sereia representa um passo de gigante na vida do grupo de utentes escalado para o serviço. "Vão ganhar o próprio ordenado, o que é muito importante. Vamos mostrar à cidade de Coimbra o que somos, o que

MÁRIO NICOLAU

Vá ver as casinhas com a C

Chá de solidariedade na Sereia

fazemos e, também, o que sentimos", sublinha. Tudo o que é produzido na APPACDM/Coimbra será, também, dado a conhecer, para já, de segunda-feira a sábado, até

às 18H30. As refeições ligeiras são garantidas ao almoço, mas a partir de Março, o horário será alargado. Cada chá tem um "nome especial". Objetivo? Ajudar a aceitar a diferença. MN

fotolegenda PEDRO RAMOS

CAMPANHA

A invasão automóvel começa de madrugada e diverte os utentes dos HUC. São 20 mil por dia...

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sociedade

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head reportagem

sociedade

De coração nas mãos Ao assistir ao retorno às suas funções plenas, após choque elétrico, do coração do paciente intervencionado, senti-me, naquela sala fria, assética, como se estivesse perante um qualquer truque de ilusionismo. As intervenções cirúrgicas pareceram-me, a dada altura, autênticas práticas mágicas. Aquelas mãos, sempre aquelas mãos… texto soares rebelo fotos pedro ramos

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Em volta da mesa de operações, uma panóplia de aparelhos sofisticados monitoriza o evoluir da intervenção, que se adivinha morosa e delicada. Pinças, tesouras, seringas, bisturis, porta-agulhas, de todos os tamanhos e formas, alinham-se sobre o pano esterilizado em que se disponibiliza o instrumental cirúrgico. Os armários estão repletos de química para todas as necessidades. O ambiente no bloco não é, ainda assim, tão angustiante como poderia pensar-se. A luz da manhã entra a jorros pelas janelas, a música de Chopin , em fundo, convida à serenidade, a barreira entre a vida e a morte dilui-se no otimismo com que se trabalha. O paciente está a ser submetido à substituição da válvula aórtica e, simultaneamente, à implantação de um by-pass coronário. O coração foi parado, não dá o mínimo pulsar naquele homem, de 69 anos, sobre o qual,

Naquelas mãos está a vida ou a morte de quem se lhes confiou

ligado à máquina, se debruçam, precisos, concentrados, cirurgiões, anestesistas, enfermeiros, outros técnicos. Só os ecrãs confirmam que o sangue continua a correr-lhe nas veias. Calma, empenhada, profissional, a equipa cirúrgica porfia no objetivo. A sua sólida formação científica, a sua experiência, a sua vocação e capacidade executiva confirmam-se a cada movimento. A atenção a eventuais falhas das constantes vitais é permanente. O silêncio e a discrição com que intervém, denuncia automatismos consolidados ao longo de atos sistemáticos em que não há lugar para o improviso – nem para a imperfeição. Naquelas mãos está a vida ou a morte de quem se lhes confiou. Ah, as mãos! Para lá da tecnologia, o que mais impressiona são realmente as mãos dos cirurgiões, ambas, a esquerda e a direita, o seu vaivém, os rodopios, a agilidade com que cortam e suturam, com fios como cabelos, as artérias de dois milímetros, as veias de quatro. Tomam-se decisões relevantes a cada momento, mas não tremem. Pegam nas tesouras e pinças mais compridas e, sem a mínima agitação, atuam, com as pontas, com firmeza, no local exato. Ao fim de horas de trabalho, aqueles dedos continuam a não denotar fadiga – nem tremuras.

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sociedade

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sociedade

Os robôs estão aí, alguns já de alta precisão, alguns já inclusivamente introduzidos nos blocos operatórios, mas falta-lhes, ao menos por enquanto, capacidade, inteligência e autonomia suficientes para fazerem regressar os cirurgiões às cadeiras de barbeiro. O trabalho da humana mão cirúrgica é ainda garantia maior da cura ansiada. Na sua destreza radica a confiança de quem padece de diagnósticos fatais. Ao assistir ao retorno às suas funções plenas, após choque elétrico, do coração do paciente intervencionado, senti-me, naquela sala fria, assética, como se estivesse perante um qualquer truque de ilusionismo. As intervenções cirúrgicas pareceram-me, a dada altura, autênticas práticas mágicas. Aquelas mãos, sempre aquelas mãos… Sim, aquelas mãos! Mas, como mantê-las

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Pedi a todos os meus colaboradores que me avisem se as minhas mãos, alguma vez, começarem a tremer

tão "inteligentes" quanto o cérebro? Como reforçar-lhes a precisão? Enfim, como treiná-las? O ilusionista, o mágico, não descura o treino. E o cirurgião? "Muito menos", garante o professor Manuel Antunes, responsável pelo Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra. "Eu, por exemplo", revela, "tenho um kit de ferramentas no gabinete com que vou arranjando tudo o que é preciso. E em minha casa chego a abrir os eletrodomésticos para depois os refazer". Recorre também ao desenho, com lápis de cor e, quando em vez, puxa de um papel e risca sobre ele uma linha reta. "Confiro então, milímetro a milímetro, se fica alinhada…". O treino é transversal a todas as especialidades, sejam elas do foro da cardiologia ou da ortopedia, da plástica ou da urologia, por aí fora. O cirurgião tem de tomar, muitas vezes, durante o ato, decisões ousadas e rápidas, impondo-se-lhe não só conhecimento e responsabilidade, mas igualmente equilíbrio emocional – e, é claro, boas mãos. Muitos recorrem, por isso, aos jogos eletrónicos para estimularem a destreza, a concentração, o raciocínio. "Pedi a todos os meus colaboradores que me avisem se as minhas mãos, alguma vez, começarem a tremer. Há sempre um tremor mínimo, que aumenta, naturalmente, com a idade, mas importa evitar riscos", sublinha Manuel Antunes, lembrando que o famoso cirurgião sul-africano Christian Barnard, pioneiro dos transplantes de coração, teve de abandonar cedo a carreira devido a ar-

trite reumática. O cirurgião conimbricense mobilizou, recentemente, toda a sua equipa para instalar, ela própria, a mobília, comprada em módulos, na casa que um benemérito ofereceu ao Centro para lá se alojarem familiares de pacientes, de fora de Coimbra, que tenham de permanecer internados durante períodos prolongados. "Quem não for capaz de enroscar um parafuso nunca poderá ser bom cirurgião", justifica. E as mulheres? "Aconselho-lhes que façam renda, que bordem, que caseiem, que preguem botões…". Termina a intervenção, descalçam-se as luvas, arrancam-se as máscaras, restituem-se à lavandaria as batas esterilizadas. O sentimento, generalizado, é indisfarçável: salvou-se mais uma vida. Na visita aos operados na véspera, Manuel Antunes encontra, pelo caminho, na sala reservada às crianças, o Armindo, 11 anos, natural de São João da Madeira. Com grave deficiência cardiovascular congénita, teve de submeter-se, também ele, àquelas tesouras e pinças, clampes e bisturis. Ao ver o professor, hesita, tímido, na abordagem, mas, a instâncias da mãe, que o acompanha, lá lhe entrega o bilhete. "Mãos de anjo" é a dedicatória – e o juvenil, sincero, emotivo, agradecimento. O cirurgião não treme; às vezes chora.

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A melhor basquetebolista nacional de sempre afoga mágoas, quando as tem, no shopping. "Maria Rapaz" desde menina, contenta-se, para já, ser "tia babada". Vive sozinha num hotel entre a felicidade do jogo e as saudades da família TEXTO MARTA VARANDAS FOTOS PEDRO RAMOS

TICHA PENICHEIRO

"Nunca brinquei com bonecas" à lupa Nome

Patrícia Nunes Penicheiro Data de nascimento

18 de Setembro de 1974 Naturalidade

Figueira da Foz Altura

1,80 metros Peso

66 quilos Número de calçado

Sapatos 41, sapatilhas 43

Prato preferido

Bacalhau à Brás ou massas italianas Filme marcante

"A Vida é Bela", de Roberto Benigni

Um livro

Qualquer um, de Nicholas Sparks Um sonho

"Estou a vivê-lo"

Um mimo

Cozinhados da mãe "Porto de abrigo"

A família

Um pecado

Os doces

Um vício

A pastilha elástica

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Quando era menina, preferia receber uma bola de basquetebol ou um par de sapatilhas em vez de uma boneca. Na Figueira da Foz, todos conheciam Patrícia Nunes Penicheiro por ser "Maria Rapaz" e por passar o tempo que podia a jogar basquetebol, no campo que ficava atrás de casa, conhecido como "As Traseiras". Considerada a melhor basquetebolista portuguesa de todos os tempos, a "nossa" Ticha, que atuou na WNBA pelas Los Angeles Sparks o ano passado, está até Abril em Portugal, para fazer uma época pelo Sport Algés e Dafundo. Uma estrela, tatuada no pulso direito, espreita do fundo da manga do casaco. Não se considera vedeta, a despeito dos muitos êxitos alcançados, mas diz que o basquetebol é realmente a sua vida. E é isso que a faz "feliz". Tão feliz como o sobrinho, que recentemente completou dois anos. Aos 36 anos, é uma "tia babada". E, ao menos para já, o pequeno João Miguel "chega", porque se tiver filhos, "esse dia vai surgir de forma natural, até porque para já sou casada com o basquetebol", garante. Os olhos enchem-se-lhe de luz. Mas da mesma forma como acontece com o drible num jogo, desvia-os, subitamente, para evitar falar mais. Ao contrário do que acontece no campo, fora dele é uma mulher reservada e serena, que não suporta a falsidade e lamenta a escassez de "pessoas puras" nos dias que correm. Volta um sorriso, envergonhado, que a leva a admitir, apesar de tanta dedicação à modalidade, haver tempo para muito mais, "tempo para tudo. Até para namorar, porque para isso basta querer".

Para ir às compras também sobra tempo. Todas as mulheres gostam de o fazer e Ticha não é exceção. Chega a ser uma forma de mimar-se. Principalmente quando perde jogos, conta, porque no dia seguinte fica com vontade "de afogar as mágoas no centro comercial". Não tem uma marca favorita, tem várias. Da alta-costura, mas não só. Contudo, não dispensa os acessórios. Malas, sapatos, relógios, jóias… "Fazem a diferença". Relógios, tem cerca de 40. Já os sapatos, por vezes não é fácil comprar o modelo que pretende, porque "para quem tem um pé 41 tudo se complica. Nos Estados Unidos é mais simples. Ou então recorro à compra pela Internet". uma basquetebolista poliglota Fora de casa desde os 16 anos, a basquetebolista desloca-se para todo o mundo, especialmente quando chegam as temporadas europeias. "Sou nómada e fazer malas não é problema. É como treinar, porque é a prática que faz a perfeição". Os idiomas também não são uma preocupação, porque para já fala quatro deles: português, inglês, espanhol e italiano. Enquanto caminha à beira da piscina do Solplay Hotel, em Linda-a-Velha, onde está a viver sozinha enquanto faz a época pelo Algés, recorda que com a chegada aos EUA inscreveu-se na Old Dominion University, onde estudou, durante quatro anos, Comunicação Social. Gosta da área, mas não a pensa seguir. Mesmo quando terminar a carreira. "Quando chegar esse dia, que não sei quando vai ser, devo prosseguir como agente desportiva", conclui a basquetebolista que um dia partiu da Figueira da Foz à conquista do mundo. E conseguiu.

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Não suporto a falsidade. Sou muito honesta e realista. Nos dias de hoje é difícil as pessoas serem puras, são interesseiras. Não há respeito

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MÁRIO NICOLAU

sociedade

A fita métrica falante é um precioso auxiliar de José Moreira nos momentos que antecedem o corte

Lousã

O Zé tem o mundo na ponta dos dedos É INVISUAL. As mãos de José Moreira, no

entanto, "trabalham que se fartam". Começam manhã cedo, no serviço de fisioterapia da ARCIL - Associação para Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã. As massagens "a tempo inteiro" duram há 18 anos. Mal terminou o 12.º ano, abalou para Lisboa para frequentar o curso de massagista. Foi aprovado. José Moreira nasceu em Ceira dos Vales, próximo de Casal de Ermio, na Lousã. Tem mãos de ouro, "as senhoras gostam". Quando deu serventia aos pedreiros, na construção da moradia em que vive, as mãos ficaram "que nem lixa". As senhoras criticaram-no. Mas o "malvado" não desistiu do sonho. E a moradia está à vista de todos. José Moreira saboreia cada canto com todos os outros sentidos. As mãos dão uma preciosa ajuda. Tetos e soalho têm a sua marca. Na instalação elétrica "foram, também, rigoro-

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sas", tanto que o boletim da inspeção da EDP não tem "sequer" uma cruz. Durante algum tempo, além do trabalho na ARCIl, as mãos de José Moreira massajaram, também, no domicílio. A marquesa mora ainda no quarto de serviço do primeiro andar, onde a mulher passa a ferro. Junto à garagem há, também, muito para contar. Antes, porém, o "José" - a pedido do próprio - passou a "Zé". A fita métrica falante, a serra elétrica, o nível sonoro e a serra tico-tico entraram em cena. No caso da moradia, os 17 metros quadrados do forro dos tetos "já vinham envernizados e foi só cortar e aplicar". O soalho "foi pelo mesmo caminho". Ao todo, 140 metros quadrados de parquet e um orçamento de 2.900 euros. O carpinteiro que aplicou as portas e os rodapés estranhou a decisão: o Zé comprou o parquet por 1.300

euros, deitou mãos à obra, após as funções na ARCIL, e ao fim do equivalente a três dias de trabalho tinha a tarefa cumprida e "1.600 euros no bolso". O carpinteiro Pedro temeu a chegada da "nova concorrência", que utiliza réguas como guias na definição das zonas de corte e tem a preciosa ajuda de uma fita métrica que "habla" na língua do país vizinho. Brilhante instalação elétrica Quando pensou na instalação elétrica, o Zé repetiu "a dose": pediu algumas explicações a um familiar e assumiu as funções de eletricista. A inspeção da EDP confirmou o mérito: "nem uma cruz", lembra. Mas o Zé não pára. Os três filhos de dois casamentos dão-lhe que fazer. Gere um negócio de distribuição de rações. "Sabes como é: isto não está para festas", conclui. MN


opinião

Mira Lagoa Sobral

Os três PP's

Até quando continuaremos a mentir a nós próprios?

Positivos Em Janeiro, duas Ordens (Advogados e Médicos) elegeram bastonários. uma com grande transparência para público. Outra de forma opaca, por participação passiva e de alegado não interesse em ser visível pelo País por parte de um candidato perdedor. Ambos os eleitos são da Universidade de Coimbra. Um recomeço (?) de relevo que se saúda e deseja se multiplique. O Centro no Centro. Também. Finalmente (?!) P REOCUPANTES A repetição até à exaustão, como se verdade fosse, de uma consabida inverdade, a que todos se acomodam e que a ninguém incomoda. A abstenção elevada em actos eleitorais. Que se repete. Que se eterniza. Que cresce. Que continuará a crescer se nada for feito. E se a opção for a manutenção da ignorância consciente. Será possível continuarmos como se se vivesse nas maiores verdade e transparência democrática e eleitoral? Até quando continuaremos a mentir a nós próprios? A dupla "igualitarismo rodoviário - diferencial fiscal". Como se sabe, Corsa é igual a Fiesta, é igual a Uno, é igual a Clio, é igual a … etc., etc. Há, em matéria de segurança rodoviária, uma igualdade garantida e com portaria de alargamento de âmbito aos topos de gama. Os de menor cilindrada estão autorizados a circular à mesma velocidade máxima dos de grande cilindrada, mais potentes, mais seguros e menos perigosos comprovadamente. Estes últimos estão, para poder circular, apenas autorizados a pagar muito mais de impostos. Até se paga IVA sobre Imposto. Originalidade fiscal. À portuguesa. Mas em matéria de coimas por transgressão por circulação com excesso de velocidade, recupera-se a igualdade ple-

na. Ora são iguais para umas coisas, ora são diferentes para outras. Ao jeito das necessidades de caixa. Em nome da equidade fiscal. Assim se garante a democracia fiscal. Tens, pagas, mas não usas. É verdade! PROVOCADORES Sempre que fomos pioneiros, pagámos sempre, logo depois, elevados custos por enfarte ocasionado por excesso de imagem externa. Temos o Magalhães (pioneiros, até em termos fiscais) mas também temos o Cartão do Cidadão que para efeitos eleitorais é o sucesso que se sabe. Ainda não foi desta que Dona Culpa conseguiu evitar morrer sem casar. A Federação Portuguesa de Futebol. Quer dizer, o que lá se passa. Melhor ainda, o que lá não se passa. Mas continuamos coerentes. Há séculos. Desafiar citando de frente, como se o País fosse um eterno Grupo de Forcados Amadores que enfrenta de caras o toiro mais rebelde, por mais que saiba que o derrote é garantido e que nos vai rasgar algures e fazer sangrar, é continuarmos iguais a nós próprios. Este traço de identidade convém manter imutável. Até porque o desafio é intelectualmente motivante. Continua-se , nas estradas, a circular pela esquerda. Quem quiser que ultrapasse pela direita. mesmo que, á direita, existam quilómetros tipo Saara ou Namíbia. Outros dromedários ou equiparados que passem pela direita, que estamos bem. E já agora se alguém se atrever a ultrapassar pela direita, o ultrapassado que ofereça os complementos diretos indispensáveis: adequado concerto de buzina iluminado pelo fogo de artifício de repetidos sinais de luzes. Viva a Alegria das Estradas. Assim é o 1,2,3! Desta vez.

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sociedade

tradição

Fernando Meireles, com uma guitarra de Coimbra de sua autoria

Guitarra de Coimbra não é coisa do passado CIDADE tem "GUITARRISTAS INOVAdores". e o instrumento ainda é construído entre muros Texto bruno vicente Foto Pedro Ramos A 16 DE FEVEREIRO, quando o Edifício Chiado inaugurar uma exposição que reúne 23 guitarras portuguesas dos séculos XIX e XX, o instrumento de Coimbra, único no mundo, vai estar no centro de todas as atenções. A mostra recorda o passado de construtores e executantes, através da exibição de guitarras históricas como as de João de Deus, Artur Paredes, Carlos Paredes e Augusto Hilário. Mas a C foi falar com especialistas e descobriu que, afinal, a guitarra de Coimbra não precisa do passado glorioso para se impor. A primeira explicação veio do Bairro Norton de Matos, onde fomos encontrar Rui Pato, de 65 anos. O antigo presidente do Centro Hospitalar de Coimbra acompanhou durante décadas, com a viola clássica, grandes mestres da guitarra portuguesa e nomes como Zeca Afonso e Adriano Correia. "O fado de Coimbra, o canto propriamente dito, está numa fase de estagnação, temá-

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tica e melódica. Está bafiento. Já a guitarra de Coimbra tem crescido muito, com excelentes intérpretes a fazerem coisas novas", garante o pneumologista, dando o exemplo de Paulo Soares, Ricardo Dias, Bruno Costa, Octávio Sérgio e Francisco Martins. E da escola universitária saem jovens talentos "que tocam maravilhosamente". viver do improviso Entre as paredes da Universidade de Coimbra e os cafés centenários da Baixa ouvimos dizer que a origem da guitarra portuguesa não é uma ciência exacta. Falam-nos de influências remotas dos árabes e do seu alaúde, bem como de um modelo de cítara europeia do século XVI. Mas a cítara, de gente burguesa, entrou em decadência no século XVIII. A meio do século era um objecto do povo e escutava-se nas tabernas dos bairros antigos. O instrumento quase morreu até que, já no sé-

Rui Pato com a viola com que sempre acompanhou Zeca Afonso 3 Fevereiro 2011


Instrumento único em todo o mundo Cabeça do instrumento

Cordas

A cabeça da guitarra de Coimbra tem a forma de lágrima, ao contrário da sua congénere de Lisboa, em voluta (encaracolada).

A guitarra de Coimbra tem 12 cordas de aço, agrupadas em seis pares (ordens).

Escala Assenta no braço da guitarra e acolhe as cordas. A guitarra de Coimbra tem escala maior que a de Lisboa e tem afinação mais grave.

Braço

Caixa A guitarra de Coimbra tem uma forma mais alongada, em gota, ao contrário do instrumento de Lisboa, mais arredondado.

ANDRÉ NAVEGA

É trabalhado, geralmente, a partir de mogno, uma madeira dura e estável. O braço tem 452 mm, sendo maior que o de Lisboa.

Madeiras Os tampos e os fundos são construídos, geralmente, a partir de madeiras que crescem no Norte da Europa, como por exemplo o pinho de Flandres (abeto).

Acabamentos A guitarra de Coimbra, para ser perfeita, deve ser envernizada com materiais 100% naturais. Este processo demora mais de uma semana a ser realizado.

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sociedade

culo XIX, renasceu diferente, pela força do fado e do meio estudantil de Coimbra. Gerações de guitarristas fixaram a guitarra como parte do sentimento nacional, como identidade inequívoca do próprio país. Existem agora três tipos de guitarra portuguesa: a de Lisboa, a de Coimbra e a do Porto (entretanto em desuso). A guitarra da cidade universitária é a que tem maior prestígio. "Há uma tendência muito grande dos guitarristas de Lisboa usarem a guitarra de Coimbra em vez da de Lisboa", diz-nos Rui Pato, com um sorriso. Coimbra tem outra característica mais difícil de ser tomada de empréstimo. "É que a guitarra de cá vive muito do improviso. Apesar de termos dois grandes mestres de guitarra de Coimbra, Paulo Soares e Jorge Gomes, a tradição continua a ser a aprendizagem oral sem método definido", conta o médico. FALTA RECONHECIMENTO Na internet encontramos aqueles que não dispensam uma reflexão cuidada sobre a guitarra de Coimbra. Que o diga Octávio Sérgio, compositor e guitarrista que acompanhou Zeca Afonso, e que agora é responsável pelo blogue "Guitarra de Coimbra". A página é uma forma de "dar visibilidade à guitarra de Coimbra, que não tem a que me-

rece", explica o homem de 73 anos. A cidade do Mondego acolhe dois espaços que, diariamente, abrem as portas aos sons da guitarra de Coimbra, o "À Capella" e o "Diligência". Mas não chega. "Os guitarristas de Lisboa têm tido muita visibilidade, porque têm rádios e televisões do seu lado. Os de Coimbra são ignorados", lamenta Octávio Sérgio. Rui Pato vai mais longe e reivindica mais atenção do poder político. Há muito a fazer, garante: "Devia haver em Coimbra um acervo discográfico, uma escola oficial de guitarra e uma fábrica do próprio instrumento". "VONTADE E PACIÊNCIA" O último construtor de guitarras de Coimbra da cidade trabalha numa oficina alojada em plena Associação Académica. Fernando Meireles, de 51 anos, garante que construir o instrumento que acompanha a canção de Coimbra "não é fácil". "Exige muito estudo, uma grande vontade e paciência", explica. A guitarra de Coimbra nunca está pronta em menos de um mês e custa, em média, 3500 euros. Mas à AAC chegam compradores de todo o país, aqueles que procuram qualidade, os melhores guitarristas, os que conseguem ver um futuro para a guitarra de Coimbra para além do passado glorioso.

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ensino

sociedade

ELEIÇÕES REITOR UNIVERSIDADE DE COIMBRA João Gabriel Silva e Cristina Robalo Cordeiro assumem a luta pela qualidade do ensino e investigação e valorizam a cultura e a internacionalização da UC, mas têm formas distintas de pensar e de trabalhar. Por isso, segunda-feira, na audição pública aos concorrentes, os 35 conselheiros que vão escolher o novo reitor vão procurar descortinar o que os distingue, mais do que aquilo que os une. BV

Michael Nkasu, do Bahrein, ficou fora da corrida à reitoria por não apresentar a documentação básica.

K d E d U d v

Diferenças decidem quem ganha A atual vice-reitora é espontânea e comunicativa. O diretor da FCTUC é cauteloso e mais racional.

João Gabriel gosta de ter total controlo da equipa e dos pelouros. Cristina Robalo Cordeiro gosta de delegar funções.

PU

A docente de Letras aposta na proximidade às pessoas. O professor da FCTUC prefere meter a máquina administrativa a carburar.

O diretor da FCTUC fez o caminho da ciência, tecnologia e empresas. A vice-reitora move-se no seio das humanidades e da cultura.

Cristina Robalo Cordeiro valoriza a tradição e os processos de continuidade. João Gabriel é um entusiasta da mudança e inovação.

Para a docente,o principal problema da UC é a necessidade de requalificar as infraestruturas. O professor evoca a situação financeira.

NOME: João Gabriel Silva faculdade: Ciências e Tecnologia IDADE: 53 anos FUNÇÕES ATUAIS: Diretor da FCTUC

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NOME: Cristina Robalo Cordeiro faculdade: Letras IDADE: 56 anos FUNÇÕES ATUAIS: Vice-reitora da UC

3 Fevereiro 2011


O reitor é o órgão superior de governo e de representação externa, reunindo um leque alargado de competências

Krzysztof Sliwa, docente nos EUA, desistiu ao descobrir que a UC não pagava despesas de viagem.

Elaborar e apresentar ao Conselho Geral propostas para o plano estratégico da Universidade, relatório anual de atividades, orçamento e contas anuais consolidadas.

Definir o calendário letivo, bem como decidir sobre a criação, a suspensão e a extinção de cursos e de ciclos de estudos.

Exercer o poder disciplinar e velar pela observância das leis, dos estatutos e regulamentos.

Superintender na gestão dos assuntos académicos e pedagógicos, nos recursos humanos e na distribuição dos recursos materiais e financeiros.

Assegurar a qualidade do ensino, da investigação, do desenvolvimento e da inovação.

Comunicar ao ministro da tutela todos os dados necessários ao exercício desta, como o orçamentos e os relatórios de atividades e contas.

Reitores da UC após o 25 de Abril

1974-1976

1978-1982

José Teixeira Ribeiro António Ferrer Correia

1982-1998 Rui Alarcão

1998-2002

Fernado Rebelo

2002-2003 Arsélio Pato de Carvalho

2003-2011

Fernando Seabra Santos

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u, u a or a o a.

REITOR

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sociedade

saúde

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Pediátrico é um "luxo" Coimbra dispõe dO primeiro hospital de pediatria construído de raiz em portugal. É A UNIDADE Mais bem EQUIPADA Do CENTRO e usufrui da melhor TAC do país. ninguém poupa elogios às novas instalações Texto marta varandas Foto Pedro Ramos

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ainda cheira a novo nos corredores do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), que abriu as portas no dia 29 de janeiro. A unidade já está a funcionar em pleno e "é um luxo", como dizem os profissionais que lá trabalham, assim como os próprios pais das crianças doentes. Tudo brilha. Quase tudo é a estrear. Na Imagiologia está uma das relíquias das novas instalações: um equipamento de Tomografia Axial Computorizada (TAC) dos mais avançados do país. No gabinete mesmo ao lado está a ressonância magnética. Não existia no velho pediátrico e "vem representar um ganho muito importante, visto que os doentes internados já não vão precisar sair do hospital para ­realizar o exame", explica Alexandra Seabra Dinis, pediatra nos Cuidados Intensivos Pediátricos (CIPE) do HPC.

Luz natural é coisa que não falta na nova unidade, que conta com 11 pisos, sete deles subterrâneos, dos quais cinco correspondem a parque de estacionamento. "Até os elevadores falam", comenta um pai, ao entrar num deles, junto ao piso -4 e que dá acesso direto ao piso zero do HPC. A cor é outra das características do novo hospital. As paredes do serviço de urgência deixam de ser brancas para dar lugar a desenhos que, conjugados com o sorriso dos enfermeiros, tornam o ambiente mais leve. As 80 camas do velho edifício passam agora a ser 157. Nos CIPE, onde estão os doentes "mais delicados", as portas são automáticas e de oito camas passou-se para 20, o que para Alexandra Dinis representa "dar resposta a mais situações". O mais importante, "é que agora os doentes estão muito bem instalados". E as famílias também.

3 Fevereiro 2011

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1 - Quarto dos CIPE 2 - Novo equipamento de TAC 3 - Medicina Física e de Reabilitação 4 - Triagem do serviço de urgência 5 - Uma das duas salas abertas dos CIPE

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sociedade

saúde ESTUDO

opinião O que é a anestesia? A realidade e o mito

Margarida Regêncio * De todas as especialidades médicas, aquela que envolve mais mistério é a anestesia. O desconhecimento do que se passa quando o paciente é anestesiado é o grande responsável por este medo. A maioria das pessoas associa a palavra anestesia à anestesia geral, contudo a anestesia pode ser geral, regional, local ou sedação. De um modo geral, o risco de sofrer complicações devido à anestesia no período peri-operatório é pequeno, especialmente com o desenvolvimento de equipamentos de monitorização, técnicas e fármacos cada vez mais seguros. Estes riscos dependem também do estado pré- oper atório do paciente (idade, obesidade, doenças prévias, medicamentos que toma, tabagismo, etc.), do tipo de cirurgia que vai ser efetuada e do caráter do procedimento (urgente ou de rotina). Os pacientes têm um papel ativo na prevenção de complicações respeitando o jejum pré-operatório de sólidos (6 horas) e líquidos claros (2-4 horas), válido também para água, referir qualquer alergia passada, fármacos que tomam (incluindo os de ervanárias), antecedentes anestésicos, retirar todas as próteses dentárias amovíveis e fazer pausas no consumo tabágico. * Médica

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Portugueses cansados Metade dos portugueses sen-

te cansaço e falta de energia e, segundo um estudo realizado em 14 países europeus, as causas mais apontadas para a situação são o emprego, a falta de exercício físico e uma alimentação pouco saudável. O estudo, que em Portugal decorreu entre 16 e 29 de novembro e envolveu 500 pessoas, com idades entre 25 e 65 anos, revela também que sete em cada 10 portugueses (74%) afirmam não ter tempo para fazerem aquilo que mais gostariam. Mais de metade dos inquiridos (51%) afirma que se sente mais cansado no inverno, por oposição à primavera, estação do ano em que apenas 3% sente maior fadiga. A maioria das mulheres (56%) acredita que tem mais energia do que os homens, mas queixa-se mais do cansaço provocado pelo trabalho.

DIREÇÃO GERAL DA SAÚDE

Baixas temperaturas exigem cuidados especiais Perante a vaga de frio prevista

para os próximos dias, a Direção Geral da Saúde (DGS) recomenda a verificação dos equipamentos utilizados para aquecimento antes de os utilizar. A utilização de lareiras, braseiras, salamandras ou equipamentos a gás implica a correta ventilação das divisões de forma a evitar a acumulação de gases nocivos à saúde. Desta forma previne-se a ocorrência de acidentes por monóxido de carbono que podem ser causa de morte. Antes de dormir ou sair de casa deve verificar que apagou ou desligou os equipamentos de aquecimen-

to, de forma a impedir fogos ou intoxicações. Por outro lado, a utilização de equipamentos de aquecimento de exterior em espaços interiores (habitação, café, restaurante) é perigosa. Os idosos, crianças e doentes crónicos, principalmente com problemas respiratórios, cardiovasculares ou anemias, são os mais vulneráveis ao frio. Os sem abrigo e as pessoas cuja habitação tenha mau isolamento térmico integram, também, o grupo de risco. A Direção Geral da Saúde recomenda o uso de várias camadas

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de roupa adequadas à temperatura ambiente. A proteção das extremidades do corpo (luvas, gorro, meias quentes e cachecol) é também prioritária. As bebidas e alimentos quentes são excelentes aliados na luta contra as baixas temperaturas. As bebidas alcoólicas ou com cafeína não estão incluídas nas recomendações da DGS, que também não aconselha o consumo de tabaco. No sítio da Direção Geral da Saúde ou através da Linha Saúde 24 (808 24 24 24) é possível obter mais esclarecimentos sobre as medidas a tomar.


C13


sociedade

clube da criança

SAÚDE INFANTIL

opinião Três dias de febre

Crianças portuguesas com falta de iodo cerca de metade das crianças portuguesas

A febre é um dos sintomas mais frequentes de doença na criança. O que mais leva os pais à urgência. Mas quase sempre traduz uma infeção ligeira, que passará por si. Uma virose, dirá o médico. Dizem sempre isto, pensam os pais, cansados após horas de espera. contudo, pode ser também sinal

de doença grave, verdadeira ameaça. Sépsis, meningite… Diagnósticos bem piores de ouvir, doenças que não esperam nem três dias nem um só. Como saber então? Quando ir rapidamente ao médico?

cento das crianças avaliadas apresentaram níveis de iodo adequados, na Madeira apenas 32 por cento o apresentam. Já em termos de carência grave, no continente registaram-se dois por cento e na Madeira quatro por cento. O iodo é um elemento que existe em pouca quantidade na natureza e de que o organismo necessita para produzir as hormonas da tiróide, pelo que a quantidade na alimentação condiciona o funcionamento e as doenças relacionadas com esta glândula. As necessidades em iodo aumentam desde o nascimento até à adolescência, mantendo-se constantes no adulto, exceto na gravidez e amamentação, sendo a necessidade maior. O estudo iniciou há três anos pelo Grupo de Estudos da Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, envolveu grávidas e crianças em idade escolar.

Pequenitos organizam exposição PEDRO RAMOS

Alexandra Dinis *

apresentam níveis de iodo abaixo do recomendado, o que pode levar a que desenvolvam hipotiroidismo ou bócio, de acordo com o "Estudo do Aporto do Iodo em Portugal". Segundo o referido estudo, 46,9 por cento da população infantil portuguesa apresenta níveis de iodo abaixo do aconselhado. Destas, 35,1 por cento apresentam uma carência ligeira, 11,8 por cento uma carência moderada e 2,2 por cento uma carência grave. Contudo, em comparação com dados dos anos 1980, estes resultados revelam "uma franca melhoria". O estudo revelou também que a carência verificada na Madeira é superior à do continente: 68 por cento das crianças apresentaram níveis de iodo baixos e no continente 46,9 por cento. Enquanto no continente 53,1 por

Devemos valorizar sinais de alerta,

que no fundo as mães conhecem: choro inconsolável, irritabilidade extrema, gemido que não passa, que não deixa dormir, ou pelo contrário sono a mais, prostração, não se ter de pé. Manchas, de qualquer tipo ou cor, se aparecem no primeiro dia. Mau aspeto, pele cinzenta, lábios roxos, frio e palidez em vez de mãos quentes e faces rosadas, "a escaldar" como deve ser na febre. Nestes casos vale a pena enfrentar a espera, tirar a dúvida. Ir cedo pode fazer a diferença. * Pediatra

mimo Chupeta especial para dormir pensada por ortodontis-

tas para simular a natureza, esta chupeta tem uma forma original e permite um desenvolvimento saudável da boca.

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O Portugal dos Pequenitos, em Coimbra,

recebeu no último fim de semana Oficinas Criativas, numa organização da Fundação Bissaya Barreto. A atividade foi dedicada a crianças entre os seis e os 13 anos e reuniu várias dezenas, que se fizeram acompanhar dos pais, que durante dois dias se divertiram, desenvolvendo o interesse pela História de

Portugal e estimulando a capacidade de memória, dois dos objetivos propostos. A criançada foi chamada a "montar" uma exposição sobre o Portugal dos Pequenitos, onde identificou, catalogou e etiquetou as pequenas casas, os castelos e os monumentos mais emblemáticos, num desafio que foi superado.

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C15


poder local

Regionalização divide os partidos em Portugal nO PROGRAMA ELEITORAL DAS LEGISLATIVAS DO ANO, O ps COMPROMETE-SE A CONSOLIDAR A COORDENAÇÃO TERRITORIAL DAS PÚBLICAS, COMO PROCESSO PRELIMINAR GERADOR DE CONSENSOS ALARGADOS A regionalização do país divide os parti-

dos, com o PS a comprometer-se em avançar com o processo e os sociais-democratas a condicioná-lo à concordância dos eleitores em referendo. No programa eleitoral com que se apresentaram às eleições legislativas de 2009, os socialistas comprometeram-se a "consolidar a coordenação territorial das políticas públicas, como processo preliminar gerador de consensos alargados em torno do processo de regionalização", com base "nas cinco regiões-plano". Há cinco anos, nas "Bases Programáticas" com que se apresentaram aos eleitores que serviram de base ao posterior programa de

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Governo, os socialistas comprometiam-se também a instituir "em concreto (…) verdadeiras regiões administrativas (…) tal como as prevê a Constituição", mas acrescentando a palavra "referendo".

O "sim" dos portugueses em consulta popular é a condição apresentada pelo PSD para avançar com as regiões administrativas

A concordância dos portugueses em consulta popular é, por outro lado, a condição apresentada pelo PSD para avançar com a criação de regiões administrativas. "Não utilizaremos a regionalização como arma de arremesso política nem forçaremos um novo processo político nesse sentido se e enquanto os portugueses não se pronunciarem favoravelmente em novo referendo", referia o partido no programa político com que o PSD se apresentou às eleições de 27 de Setembro de 2009. No referendo de 8 de novembro de 1998, em que os portugueses foram questionados sobre se concordavam com a instituição em concreto das regiões administrativas, o

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Bancos aumentam crédito às autarquias

Concentração dos investimentos na região da Grande Lisboa está a contribuir para a desertificação do interior do país

"não" venceu com 60,8 por cento dos votos contra 34,9 por cento do "sim". No entanto, a abstenção foi de 51,8 por cento, pelo que o referendo não foi vinculativo, o que acontece apenas quando a participação é superior a metade dos eleitores inscritos. O Bloco de Esquerda preconizava "amplo consenso popular" para a criação de "um modelo de regiões" com "organismos eleitos", que se concentrem na "resposta a responsabilidades concretas na coordenação regional dos sistemas de transportes, habitação e outras políticas sociais". No mesmo sentido, os comunistas previam também a criação de regiões administrativas "e a consequente extinção das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)" que "assegurem a definição e promoção de uma política regional assente em critérios de participação efetiva e autonomia regional". O CDS-PP - que foi contra a regionalização em 1998 - defendia, por seu turno, a necessidade de um "novo livro branco" sobre regionalização, tendo em conta "os resultados do referendo" de 1998, bem como "um debate público que permita avançar para a clarificação e definição do patamar intermédio da administração pública".

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) considerou estar “aberto o caminho” para as autarquias conseguirem mais facilmente aceder ao crédito bancário, nomeadamente para cofinanciarem obras do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Fernando Ruas revelou que, na sequência de reuniões que a ANMP tem feito com entidades bancárias, “o caminho está mais desbravado” para que os municípios obtenham crédito. “Os bancos apreciaram sobremaneira esta iniciativa da associação. Acharam que era um setor fundamental da economia portuguesa ligado à administração pública, o único que se incomodou como é que era o seu futuro em termos do financiamento bancário”, frisou Fernando Ruas. O autarca, que preside à câmara de Viseu, lembrou que é preciso financiamento bancário em três situações: saneamento ou reequilíbrio financeiro, dar resposta ao

mapa que vai sair “com a capacidade que os municípios têm para contrair empréstimos resultantes das amortizações que outros fizeram” e, sobretudo, para cofinanciar as obras do QREN. Lembrou que “as câmaras são os principais executores do QREN” e, por isso, precisam de ter meios financeiros.

Agravamento das dívidas da água O grupo Águas de Portugal anunciou que a dívida das autarquias voltou a crescer em 2010 e considerou que os municípios terão de aumentar as tarifas para assegurarem a sustentabilidade dos serviços de água e de saneamento. No final de 2009, as autarquias deviam 257,5 milhões de euros ao grupo AdP. Os municípios esperam que o Governo crie um Fundo de Equilíbrio de Tarifários (FET) “que permita equilibrar os preços dentro de parâmetros aceitáveis no todo nacional”, afirmou Fernando Campos. Para a AdP, a água é vendida por muitos municípios a um preço inferior ao seu custo, pelo que não é possível às autarquias assegurarem a sustentabilidade dos seus serviços.

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seleção de esperanças

cérebros

Mulheres salvam pinheiro DR

equipa da escola agrária de coimbra cria "medicamento" dE Combate ao nemátodo Texto MARTA VARANDAS

O Nemátodo da Madeira do Pinheiro (NMP) tem os dias contados. Uma equipa de investigação composta por cinco cérebros femininos, da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), desenvolveu um nematodicida biológico que "cura" pinheiros infetados com esta doença. O projeto já mereceu um prémio na terceira edição do Concurso de Ideias de Negócio "Arrisca Coimbra 2010", no valor de seis mil euros. Cristina Galhano e Aida Moreira da Silva (coordenadoras), Marta Costa e Silva, Teresa Cardoso e Marta Costa constituem a Carvo Team. Possuem experiência nas áreas das Ciências Biológicas e Agrárias, nomeadamente em Nematodologia, Bioquímica, Biotecnologia e Ciências Alimentares. Esta

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equipa de investigação dedicou-se à elaboração de um novo nematodicida biológico, o "CBC - CarBuCida", uma formulação nanotecnológica capaz de garantir o controlo do NMP, economicamente viável para a fileira da indústria da madeira e setor imobiliário. "A solução apresentada é uma alternativa competitiva, biológica, eficaz e viável, que permite o tratamento não só de pinheiros infetados, mas também de subprodutos da madeira", garante Cristina Galhano. A Carvo Team garante que o CBC é um produto "único e com eficácia 100% comprovada em resultados experimentais in vitro", sendo agora necessário financiamento para "finalizar o pré-pedido de patente, confirmar a eficácia do CBC in vivo e comprovar

o potencial nematodicida de várias formulações in situ e em subprodutos da madeira". A ESAC chegou a ser contactada no sentido de encontrar solução para o problema, dada a importância económica causada pela dispersão do NMP nas florestas nacionais, reforçando o interesse pelo desenvolvimento de novos meios de controlo. Atualmente, para controlar o NMP recorre-se ao abate e destruição no local das árvores afetadas. Toda a madeira portuguesa que é exportada, onde estão incluídas as paletes, passa por tratamento térmico, "tornando-se extremamente dispendioso e não totalmente eficaz". Com o CBC, a equipa da ESAC quer fazer a diferença. E se tudo correr bem, "até final do ano pode estar no mercado", garantem.

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bursaphelenchus xylophilus nemátodo da madeira do pinheiro

Nemátodos alimentam-se de fungos da madeira em decomposição

Inseto vetor alimenta-se dos ramos jovens introduzindo os nemátodos

inseto vetor adulto

Pinheiro saudável

Nemátodos são atraídos para as câmaras pupais do inseto vetor

Larvas do inseto vetor desenvolvem-se no interior da árvore

Pinheiro em declínio

CBC

enquadramento O Nemátodo da Madeira do Pinheiro (NMP), Bursaphelenchus xylophilus, é o responsável pela doença da murchidão dos pinheiros. Foi identificado em Portugal pela primeira vez em 1999, na península de Setúbal. Desde esta altura: - foram abatidas quase 2 milhões de árvores em 2007; - este abate custou a Portugal cerca de 130 milhões de euros; - em causa ficaram 10 mil postos de trabalho; - de um total de 790 mil hectares (ha), 380 mil ha foram infetados e 200 mil ha serão cortados até 2012; - a indústria da madeira representa cerca de 4% do PIB.

Quando a árvore já estiver infetada com NMP, injeta-se "CBC - CarBuCida" no tronco do pinheiro. O CBC tem efeito "curativo" e vai recuperar o pinheiro que já estava em declínio, fazendo com que volte a ser saudável

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banca

Crédito dinheiro

mercado BES mais próximo do Banco Pastor O Banco Espírito Santo (BES) e o Ban-

co Pastor têm em curso uma estratégia de aproximação e estão interessados em aprofundar as suas relações, mas o presidente do banco português, Ricardo Salgado, voltou a afastar um cenário de fusão entre os dois bancos. "O BES é um banco antigo e o Banco Pastor é ainda mais antigo do que o Banco Espírito Santo. São duas instituições que se respeitam, mas mantendo a sua independência", frisou o banqueiro, admitindo que as duas instituições "podem colaborar mais". O BES concretizou no ano passado a compra de 50 por cento do negócio segurador (ramo vida) do Banco Pastor em Espanha e da gestora de activos Gespastor. Ricardo Salgado acredita, no entanto, que, além do asset management (gestão de ativos) e dos seguros de vida, poderá haver "sinergias muito significativas" entre os dois grupos financeiros ibéricos. "Quem compra 50 por cento de uma seguradora dá um sinal que tem uma confiança muito grande" no sócio, salientou Salgado. De acordo com o presidente do BES, o banco português pode dar "apoio às empresas espanholas em Portugal e o Banco Pastor às empresas portuguesas em Espanha", além de um apoio "a uma caminhada conjunta pela internacionalização" das empresas ibéricas. O banqueiro diria ainda que o reforço desta parceria será da maior relevância para as duas instituições bancárias. O financiamento do BES junto do Banco Central Europeu recuou , entretanto, de seis mil milhões de euros em junho de 2010 para 3,9 mil milhões de euros no final de dezembro, salientou hoje o banco.

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Menos empréstimos os bancos portugueses aumentaram as restrições na atribuição de crédito no último trimestre de 2010, devido à importância dada à "deterioração" das expetativas económicas. O Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, da responsabilidade do Banco de Portugal, refere ainda que os bancos portugueses preveem também para o primeiro trimestre de 2011 restrições ao crédito – em especial às empresas – e uma quebra nos pedidos de empréstimo, sobretudo para comprar casa. A restrição aos empréstimos teve como consequência o aumento dos spreads nos empréstimos de médio e alto risco, bem como no aumento das condições que os bancos exigem para emprestar. Para o primeiro trimestre deste ano, os bancos preveem a adoção de critérios ligeiramente mais restritivos em todos os segmentos, em especial para a aprovação de empréstimos a longo prazo a empresas. Relativamente à procura, os inquiridos antecipam uma ligeira diminuição em todos os segmentos, relativamente mais pronunciada no crédito à habitação.

"Recompensa" para projetos inovadores

Liberty Seguros abre escritório na Covilhã

estão abertas, até 31 de Março, as candidaturas ao Prémio Inovação e Empreendedorismo, com caráter bianual, integrado no concurso “Para Voar só é Preciso uma Boa Ideia”, que tem como parceiros a Associação de Transferência de Tecnologia (Biocant), de Cantanhede e a Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego (AD ELO). A divulgação dos projetos vencedores, a que serão disponibilizadas, como “recompensa”, duas linhas de crédito, cada uma no valor de 30 mil euros, está agendada para junho. De acordo com o regulamento, apesar de se tratar de uma competição de âmbito nacional, os projetos premiados deverão ser implantados na região Centro do país, destinando-se a maiores de 18 anos que se apresentem individualmente ou em grupo.

A Liberty Seguros inaugura hoje um escri-

tório na Covilhã, no decurso de uma cerimónia que contará com a presença de José António de Sousa, CEO da companhia, e da estrutura diretiva da empresa. As novas instalações situam-se na Avenida da Anil, 13 A e a inauguração está marcada para as 12H00. A abertura deste escritório é considerada pelos responsáveis da Liberty "um momento importante na vida da seguradora, em contra ciclo com a atual situação económica do País". O objetivo é aumentar o número de escritórios, criando uma maior proximidade com os clientes e melhorando os níveis de serviço. O escritório Liberty Seguros da Covilhã vem juntar-se aos 34 espaços próprios que a companhia já oferece, "o que permite reforçar a presença da marca na região".

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bolsa da praça

Preços diversos para produtos básicos

Preços / Kg / L

Os preços dos produtos básicos apresentam algumas diferenças consoante as lojas comerciais. A partir de hoje, a C vai apresentar, semanalmente, os valores desses produtos. Esta pesquisa foi realizada segunda-feira, dia 31 de Janeiro, através de sites e visitas aos locais comerciais.

Água mineral Luso (1,5 L)

Pingo Doce

Jumbo

Continente

SuperCor

0,82 €

0,79 €

0,82 €

0,89 €

0,46 €

0,46 €

0,35 €

0,49 €

Coca-Cola (1L)

0,89 €

0,89 €

0,89 €

0,96 €

Açúcar amarelo Sores (1kg)

1,06 €

1,04 €

1,06 €

1,10 €

1,49 €

1,49 €

1,49 €

1,69 €

Batata frita Lay's sal (1kg)

6,39 €

7,73 €

7,73 €

11,06 €

Banana importada (1kg)

0,99 €

0,98 €

1,49 €

0,99 €

1,49 €

1,69 €

1,30 €

1,59 €

Cabrito (1kg)

10,97 €

13,99 €

11,99 €

18,00 €

Novilho (Bife do lombo 1 Kg)

20,00 €

29,98 €

30,00€

22,90 €

Leite Matinal magro (1 L)

Óleo Fula (1L)

Maçã reineta parda (1kg)

C35

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Quinta da Torre de Bera Torre de Bera - Coimbra

Quinta de São Pedro

Cernache - Coimbra

Quinta Pinhal do Rei Vale de Marelo - Semide

Quinta do Sobral Alvorge - Ansião

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dinheiro

tome nota

banca

Alterações à lei do arrendamento MÁRIO NICOLAU

Grupo Soporcel subiu lucros 100% Os lucros do Grupo Portucel-

Soporcel, com fábrica na Leirosa (Figueira da Foz), subiram 100,4 por cento, em 2010, para os 210,6 milhões de euros, em comparação com o ano de 2009, beneficiando do aumento da produção e da subida do preço médio das vendas. O resultado explica-se ainda com o aumento de produção de papel proveniente da nova fábrica de Setúbal e com a entrada em funcionamento dos recentes investimentos na área de energia", acrescenta a empresa. A Portucel Soporcel destaca também a importância da redução de custos ao longo de 2010, em especial a baixa nos custos dos produtos químicos e nos custos de manutenção e logística.

consumo

ASAE fechou 5 mil bares e discotecas A ASAE realizou no ano passado quase nove mil operações de fiscalização, de que resultaram apreensões no valor de mais de 13 milhões de euros e a suspensão da atividade de cerca de cinco mil bares e discotecas. De acordo com o relatório anual da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, das 8.994 operações realizadas em 2010, 4.575 foram feitas no âmbito da segurança alimentar e 4.419 de fiscalização económica.

gestão

Inflação na zona euro subiu para 2,4% A inflação na zona euro deverá

ser de 2,4 por cento em janeiro de 2011, de acordo com a estimativa rápida divulgada pelo Eurostat, acima, portanto, do valor de referência definido pelo Banco Central Europeu (2 por cento).

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O governo vai introduzir até

março alterações na lei do arrendamento para conseguir concretizar o programa de regeneração urbana anunciado em dezembro. “Não se trata de alterar a lei das rendas de uma forma pesada, mas intervir de uma forma localizada no mercado livre do arrendamento, torná-lo mais eficaz e alargar o seu espaço”, afirmou o ministro da Economia. O governante revelou que as alterações passam pela simplificação administrativa, agilizando os licenciamentos e pelo alargamento fora dos centros históricos dos apoios ao inves-

timento na reabilitação urbana. O Governo pretende também dar melhores condições aos proprietários de casas arrendadas que promovam obras de recuperação no que aos despejos de inquilinos diz respeito. Vieira da Silva admitiu que “a taxa de execução na regeneração urbana está mais longe do que seria desejado”. O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Fernando Saraiva, defende que “se não existir coragem política de promover a revisão da lei do arrendamento dificilmente os 700 mil fogos arrendados vão para obras”. Dados da CIP apontam a exis-

tência em Portugal de sete milhões de fogos, mas só 10 por cento estão arrendados, cerca de 700 mil, dos quais 400 mil têm rendas antigas. No país, existem 550 casas devolutas, ou seja, 34 por cento do parque habitacional carece de reabilitação. O programa de regeneração, anunciado em dezembro pelo Governo, CIP e Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas pretende também impulsionar o setor da construção, criando meio milhão de postos de trabalho e contribuindo para um acréscimo do Produto Interno Bruto de 900 milhões de euros anuais.

Ambiente para a gaveta Boaventura de Sousa Santos afirma que só uma mudança civilizacional poderá retirar o mundo da crise e criar um novo paradigma de desenvolvimento que respeite o ambiente. Segundo o sociólogo conimbricense, "a questão ambiental ficou praticamente na gaveta,

num momento em que esta crise poderia ser uma oportunidade para podermos mudar esse modelo civilizacional, para um modelo de baixas energias, de energias renováveis, assente nos serviços públicos, nos transportes públicos, em formas de consumo que de alguma maneira

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sejam menos agressivas para a natureza”, sublinha. Boaventura de Sousa Santos, professor jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, crê que a mudança civilizacional “vai ser um pouco provocada” e em resultado da mobilização dos jovens.


trabalho

CH Business no top 3

a CH Business Consulting, grupo de empresas sediado em Coimbra, garantiu o 3.º lugar no estudo, que este ano conta com 100 empresas, o maior ranking de sempre. A eleição das melhores empresas para trabalhar resulta de uma metodologia rigorosa. Numa primeira fase é enviado um questionário de satisfação e envolvimento aos colaboradores, segue-se o inquérito

à equipa de gestão. Depois, a consultora Accenture analisa os dados e, finalmente, os jornalistas Exame/Expresso confirmam as informações junto da organização. O estudo Melhores Empresas para Trabalhar, que vai na sua décima edição, pretende analisar as práticas de recursos humanos em Portugal e distinguir as empresas com o maior grau de compromisso dos seus traba-

lhadores. Na edição 2011, a Remax garantiu o 1.º lugar, seguida da Century 21 Portugal. Das Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal, 70% são PME e 30% são grandes empresas com sede maioritariamente na região de Lisboa (73%). 21% das empresas situam-se na região Norte, enquanto as restantes encontram-se distribuídas por outras regiões do país.

C62

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dinheiro

vida económica

marketeer MOBILIDADE

"Tenho o cheque do 1.º ordenado"

Paula Arriscado é diretora de comunicação e marketing da Toyota Caetano Portugal (Grupo Salvador Caetano). É docente do IPAM, licenciada em jornalismo e doutorada em gestão de marca e comunicação. Qual foi o seu primeiro emprego? O meu primeiro emprego a sério foi em 1991, na Associação Empresarial de Portugal, no gabinete de comunicação do Fórum das PME, na elaboração da publicação do respetivo evento, atividade que acumulei com o estágio na Rádio Nova. Durante os estudos, desde o liceu, sempre fiz trabalhos em part time, desde servir em restaurantes, babysitter, confecção de peças de vestuário. Como gastou o primeiro ordenado? Como estava a fazer o último ano da faculdade, paguei as propinas. Embora não tenha comprado nada de especial para mim, fotografei o cheque, cuja foto ainda possuo. Um sonho... Escrever um livro de ficção. O que não suporta? Esperteza saloia. Um vício que não equaciona deixar... Um cigarrito de vez em quando.

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E que marca não dispensa? Toyota J e a marca "Portugal: a minha primeira escolha". Por necessidade profissional e lazer, o Google. Que música lhe dá vontade de cantar em voz alta? As músicas dos Xutos e Pontapés. Mas é melhor não o fazer. Sou uma lástima. Com quem não jantava? Com a Paris Hilton. Tudo o que ela representa repugna-me. Último livro lido, cd ouvido, filme visto? Livro: "Os apanhadores de conchas", de Rosamunde Pilcher . CD: "Transparente", de Mariza. Até está riscado. Adoro! Filme: "O Turista", de Florian Henckel von Donnersmarc. Lema de vida? "Tudo vale a pena se a alma não é pequena".

IPN e universidade lideram projeto

O sisTEMA de mobilidade centrado no utilizador envolve diversos centros de investigação, empresas e instituições nacionais. O programa de trabalho para os próximos três anos tem um orçamento de seis milhões de euros. Liderado por investigadores do Instituto Pedro Nunes e da Universidade de Coimbra e pela empresa METI- CUBE – Sistemas de Informação, Comunicação e Multimédia, o consórcio, financiado em 80 por cento pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional, inclui o desenvolvimento de produtos de baixo custo para o utilizador.

programa

Penela repete aprovação no InovC O projeto aprovado conta com a parceria do IPN e permitirá alavancar uma iniciativa de incubação de empresas e de apoio a empreendedores no concelho de Penela. A Câmara Municipal de Penela assegura apoio profissional sistemático, colmatando a falta de know-how especializado no município na área da incubação de empresas. O plano de execução contempla, entre outras, um conjunto de atividades de lançamento do projeto de incubação e de dinamização de atividades de apoio ao empreendedor.

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C55


dinheiro

empresário de sucesso

Ourivesaria "honoris causa" há 30 anos em Coimbra O espírito empreendedor de António Cruz levou o empresário a abrir a "Ágata Joalharia", que conta com dois espaços na Baixa de Coimbra

Com apenas 13 anos, abandonou a Carapinheira para começar a trabalhar no mítico Café Nicola, na Rua Ferreira Borges, em Coimbra. Mas não por muito tempo. O espírito empreendedor que caracteriza António Cruz fê-lo abrir as portas, alguns anos mais tarde, de uma das mais conceituadas joalharias da cidade, a "Ágata", que completa em agosto 30 anos de história. Sempre com um sorriso no rosto, António Cruz não esconde a paixão que nutre, desde cedo, por ourivesaria. Quando chegou a Coimbra, com 13 anos, partilhava o trabalho no Nicola com a "Ourivesaria Cruz", dos padrinhos, com quem morava. Ainda houve tempo, "com muito sacrifício", para tirar o Curso Geral de Comércio, na antiga Escola Industrial e Comercial Avelar Brotero. Aos 15 anos, deixou o Nicola, onde "apenas ganhava gorjetas e nada mais " e dedicou-se aos estudos e à "Ourivesaria Cruz", onde permaneceu até se estabelecer por conta própria. A 3 de agosto de 1981, abria em Coimbra, mais ou menos a meio das Escadas de São Tiago, a "Ágata Joalharia", que veio fazer a diferença na cidade. "Correu tudo muito bem. Temos um percurso marcado por coisas muito boas", sublinha o proprietário. Para António Cruz ser ourives estava-lhe "no sangue". E acredita que esse seja um dos motivos para o êxito alcançado ao longo de quase três décadas, que acabaria por resultar na abertura da segunda loja, a cargo do filho, Pedro Cruz, situada na Rua Ferreira Borges. Com 63 anos, o ourives orgulha-se por grande parte das medalhas de Doutoramento Honoris Causa, assim como os vários graus das medalhas da Cidade de Coimbra terem a assinatura da "Ágata". Um facto que atribui ao "cuidado que temos com a execução e à qualidade com que as finalizamos". A "Ágata" também foi responsável pela salva do

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Estamos responsavelmente otimistas. A fase é difícil, mas o mundo não pode parar. Nem nós

centenário do Futebol Clube do Porto, assim como pela chave entregue a Mário Soares, em 1990, aquando da Presidência Aberta que decorreu em Coimbra. No pequeno espaço da "Ágata" das Escadas de São Tiago, onde uma das paredes foi em tempos parte de uma muralha de Coimbra e que hoje serve de atrativo para muitos turistas e clientes, é possível encontrar pratas, ouros, jóias de adorno e decorativas. Também os anéis de curso são um dos cartões-de-visita da joalharia. "Apesar dos tempos que correm, estamos responsavelmente otimistas. A fase é difícil, mas o mundo não pode parar. Nem nós", conclui o empresário. MV

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C17

CJR MOTORS - R. Padre Estevão cabral, n.º 88 - 3000-316 coimbra (frente à Segurança Social) N 40º 12. 912' W008º 26. 1905º


1

2

3

Larga (160 pts ) Sá da Bandeira (170 pts ) Ferreira Borges (220 pts )

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PU

Melhores ruas de coimbra

A C vai eleger os (as) sete melhores em várias áreas. Esta semana elegemos as melhores ruas de Coimbra. Das escolhas do juri, a rua mais pontuada foi a Rua Ferreira Borges, com um total de 220 pontos. Nota: Pontuação:1º lugar:70 Pontos,2º:60,3º:50,4º:40,5º:30, 6º:7º:10. Em caso de empate, são seleccionados os escolhidos que tenham menções nos três primeiros. Se o empate subsistir, a ordenação é feita por ordem alfabética.

júri da semana

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Paula almeida

Mário nunes

Rossana rebelo

luís correia

sónia branquino bruno paixão

Assessora de imprensa

Presidente de A Previdência Portuguesa

Técnica Superior de Serviço Social

Assessor Câmara Municipal de Coimbra

Docente na ESEC

Investigador

1- Ant. José d'Almeida 2- Afonso Henriques 3- Marnoco e Sousa 4- Lour. Alm. Azevedo 5- Sá da Bandeira 6- Combatentes G. G. 7 - Fernandes Tomás

1-Ferreira Borges 2-Visconde da Luz 3- Sofia 4- Calouste Gulbenkian 5- Larga 6-Marnoco e Sousa 7-Dom João III

1- Sá da Bandeira 2- Sofia 3 -Visconde da Luz 4-Corpo de Deus 5-Sapateiros 6-Corvo 7- Dias da Silva

1-Dias da Silva 2-Ferreira Borges 3-Emidio Navarro 4- Afonso Henriques 5-Sá da Bandeira 6-Julio Henriques 7-Cidade de Salamanca

1-Ferreira Borges 2-Larga 3 - Couraça De Lisboa 4-Sofia 5-Figueirinhas 6-Penedo Da Saudade 7-Loureiro

1-Larga 2-Julio Henriques 3-Sobre Ribas 4-Sá da Bandeira 5-Sofia 6-Visconde da Luz 7 -Fernandes Tomás

3 Fevereiro 2011

márcia Espírito santo Técnica Superior na UC 1- Arco de Almedina 2- Palácios Confusos 3- Sobre-Ribas 4- Couraça de Lisboa 5- Marnoco e Sousa 6- Ferreira Borges 7 - Visconde da Luz


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Afonso Henriques (100 pts )

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Marnoco e Sousa (100 pts )

Sofia (120 pts ) Visconde da Luz (160 pts )

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vai ser

Maria Rueff e Ana Bola

CULTURA

CAE - Figueira da Foz. 5 de fevereiro, 21H30 “Vip Manicure – A crise”, com Maria Rueff e Ana Bola, é uma peça de teatro onde impera o sentido de humor.

agenda da semana qui.3 "Encalhadas" - Teatro José Lúcio da Silva / Leiria - 21H30

sex.4

Teatro da ESEC Oficina Municipal do Teatro. 4 a 12 de fevereiro. 21H30 (17H00 aos domingos) O curso de Teatro da ESEC apresenta “Que o diabo seja cego, surdo e mudo”, uma peça que conta a história de seis mulheres apaixonadas.

João Rasteiro lança livro Casa da Cultura Coimbra. 4 de fevereiro. 18H30. “Diacrítico” é o mais recente trabalho do poeta conimbricense João Rasteiro (Prémio Literário Manuel António Pina 2010).

MaBro ao vivo - Arte à Parte/Coimbra - 22H00

Teatro Meridional Teatro Cerca S. Bernardo. 7 a 13 fev.

sab. 5

Grupo está em residência artística e apresenta os espetáculos “Contos em Viagem: Cabo Verde” e “1974”, entre outras atividades.

Concerto Paulo Bandeira Trio - Museu Municipal de Ourém 22H00

PU

The Postcard Brass Band - Cine-Teatro de Alcobaça João D’Oliva Monteiro - 21H30

dom.6 "Mãe-Mão" (Teatro do Biombo) - Sala Jaime Salazar Sampaio / Leiria - 10H00

Peixe : avião Centro Cultural de Ílhavo 4 de fevereiro. 22H00. Bilhetes: 7,5€ O grupo apresenta, num ambiente intimista, o segundo álbum, que tem o nome “Madrugada”.

Exposição de desenho FNAC Coimbra. Até 14 de março. "As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy" é uma mostra com desenhos de Juan Cavia e argumento de Filipe Melo.

seg. 7 Fanfarra Académica da UC - Centro Cultural D. Dinis / Coimbra - 21H30

Paisagens... TAGV. 4 de fevereiro. 21H30. Bilhetes: 8€ a 10€

ter.8 "Valência princesa do mundo", Companhia de Teatro Camaleão - Centro Cultural D. Dinis / Coimbra - 21H30

qua.9

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José Neto (música) Centro Cultural D. Dinis / Coimbra - 21H30

“Paisagens… onde o negro é cor”, uma criação de bailado da Companhia Paulo Ribeiro, chega agora a Coimbra. A produção revela a identidade de oito cidades portuguesas, através da dança. Em 15 anos de vida, o grupo conquistou um importante lugar entre as mais reconhecidas companhias de dança contemporânea portuguesas, apresentando-se regularmente nas principais salas de espetáculo nacionais, bem como pela Europa, Brasil e Estados Unidos da América.

3 Fevereiro 2011


Camané no Teatro S. Luiz (Lisboa), de 3 a 6 de Fevereiro NOVOS INCENTIVOS

"Brevemente 2011"

"Boom cultural" a caminho de Coimbra

Concurso promove o audiovisual

A CÂMARA MUNICIPAL de Coim-

bra (CMC) e os agentes culturais locais acreditam que a cidade "vai sofrer um verdadeiro boom cultural" nos próximos anos, com as artes a atingirem um nível superior de desenvolvimento. Na origem das expectativas está a aprovação de um novo estatuto da Universidade de Coimbra, que oferece um conjunto elevado de regalias escolares aos estudantes do ensino superior que se envolvam em atividades culturais. "Estamos a falar de um documento inédito, muito valioso, que vai enriquecer as artes da cidade, porque vamos ter um maior número de pessoas inte-

ressadas e comprometidas com a cultura em geral", explicou à C a vice-presidente da autarquia e responsável pelo pelouro da Cultura, Maria José Azevedo Santos. Recorde-se que só a Associação Académica de Coimbra tem 16 secções culturais, especializadas em áreas tão distintas como a música, a fotografia, a leitura, a escrita, a dança, o cinema, o colecionismo e o ambiente, entre outras. Os estudantes universitários que investem o seu tempo nestas atividades costumam, mais tarde, transitar para as entidades culturais da cidade e da região, constituindo por isso uma força de desenvolvimento. BV

a tv/aac E O CEC, duas sec-

ções culturais da Associação Académica de Coimbra, estão a organizar o concurso "Brevemente 2011", que pretente promover o audiovisual e estimular a criatividade. O evento, destinado a todos os estudantes, está inserido na Semana Cultural da Universidade de Coimbra, que tem o tema "Reivindicar a Cidade". Os trabalhos podem ser enviados até 22 de fevereiro. As categorias são "Breve Inter venção" (cu r tas metrag en s), " Ident id a de V is u a l Vídeo" e "Identidade Visual Gráf ica" (logótipos e spots promocionais) e “Programação Televisiva” (argumentos pa r a prog r a ma s de T V ). A entrega dos prémios é a 3 de março, no Museu da Ciência.

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olhar

cultura

Estado do teatro em coimbra: teatrão

Otimismo numa cidade rica em propostas culturais

"Gosto muito de música pop e de jazz"

PAULO ABRANTES

confidências

HELENA FREITAS Diretora do Jardim Botânico de Coimbra Que livros está a ler? "Eça de Queirós" (de M. Filomena Mónica), "A breve história da globalização" (A. MacGilivray), "A vida em surdina" (David Lodge) e "The option of urbanism. Investing in a new american dream" (C.B. Leinberger). Vai com que frequência ao cinema? Ultimamente não vou. Vejo em casa. E ao teatro? Nas oportunidades que tenho, em Coimbra ou fora do país, tento ir. Gosto muito. Que preferências musicais tem? Gosto muito de música pop e de jazz. Ouço sobretudo música anglo-saxónica, mas também portuguesa. E nas artes plásticas? Gosto muito da pintura de Modgliani, Kandinsky, A. de Sousa-Cardoso, Júlio Pomar e Ana Vidigal; da escultura de Giacometti e Rui Chafes; da fotografia de Cartier-Bresson e Eduardo Gageiro. Participa nas redes sociais? Participo ativamente e com grande entusiasmo.

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O Teatrão quer fazer pensar o público de todas as idades. Na opinião de Isabel Craveiro, da direção do Teatrão, Coimbra é um grande desafio ao nível da programação de teatro. "É uma cidade com a capacidade para absorver muitas propostas diferentes e que tem muitas companhias", destaca a responsável. Para além disso, beneficia de uma dinâmica crescente criada pelos dois principais espaços, a Oficina Municipal do Teatro (programada pelo Teatrão) e o Teatro da Cerca de São Bernardo. "Estou em Coimbra desde 1993 e acho que a cidade está numa fase muito interessante, muito positiva. Mesmo que "o Teatro Académico Gil Vicente não esteja a passar uma boa fase", argumenta. Apesar disso, ainda se vive um espírito de "frustração" perante a posição da cidade no país. "Temos de ser nós, agentes culturais, a lutar contra a ideia – muitas vezes um mea culpa injusto - de que somos provincianos", garante, destacando que "Coimbra não tem de querer ser igual aos outros, tem de se assumir como uma cidade onde é agradável viver e que tem uma personalidade que deve ser cultivada e acarinhada". E o maior problema? Em Coimbra, os órgãos culturais articulam-se "mal, muito

mal. Aliás, essa é uma das questões que tem de ser resolvida… Devia ser criado um órgão onde as pessoas pudessem trabalhar em conjunto para uma ideia de cidade", prossegue. “Os artistas precisam que discutam o seu trabalho, que as pessoas sejam críticas. A produção artística tem de ser colocada em causa. E em Coimbra devíamos aproximar-nos disso", sublinha Isabel Craveiro. Para atingir esse objetivo, é necessário um público muito especial. “Quem vem aos espetáculos é muito generoso, e a nossa filosofia defende que a cidade deve ter um público educado, exigente e crítico", refere à C. Por isso, o Teatrão apresenta "projetos de intervenção, pretendendo ser um centro de investigação, que questiona qual é o teatro que faz sentido fazer hoje". MR

espaço para a dança? "Do ponto de vista da dança, o público tem de ser muito trabalhado. Acho que era importante haver uma estrutura profissional dedicada à dança em Coimbra", refere Isabel Craveiro.

3 Fevereiro 2011


C20


Parkour salta para Coimbra

desporto

PEDRO RAMOS

radical

A Mealhada poderá vir também a ter escola de parkour ainda este ano

Pela primeira vez, a jam realizou-se fora de Lisboa. A Mealhada foi o local escolhido para o encontro dos traceurs Tudo começou com um vídeo a circular na

Internet. O título – "parece que tem molas nos pés" – descreve, na perfeição, o "pai" do parkour, o francês David Belle. José Gama, ou Zeric, como é conhecido na comunidade portuguesa de traceurs (assim se chamam os praticantes desta atividade), procurou saber mais e descobriu "um exercício físico do mais completo que existe", uma vez que obriga a "mexer todo o corpo". Hoje, é um dos instrutores credenciados em Portugal e é mesmo chamado de "professor" pelos mais novos. No passado domingo, José Gama e mais meia centena de adeptos do parkour reuniram-se numa jam que, pela primeira vez em sete anos, se realizou fora de Lisboa. O facto de a Mealhada ter o primeiro parque no país exclusivamente destinado ao parkour foi decisivo para que os traceurs rumassem à Bairrada. "O parque é um pouco limitado", nota, apesar de aplaudir a iniciativa da autarquia. Descentralizar a prática do parkour é, precisamente, um dos objetivos dos traceurs. De duas em duas semanas, encontram-se em várias cidades do país, à procura dos melhores spots (locais) para pôr à prova as suas capacidades e testar novas acrobacias. Atualmente, existe apenas uma escola oficial de parkour em Portugal. Curiosamente, situa-se na

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Mais de dois mil traceurs em Portugal

Sem federação, não é fácil saber quantos traceurs há em Portugal. Mas José Gama estima que sejam cerca de dois mil, uma vez que é esse o número de inscritos no fórum do site www.parkour.pt.

planície alentejana, mais concretamente em Campo Maior. Mas, em breve, essa situação deverá alterar-se. Os entusiastas dos saltos de prédio para prédio querem abrir escolas em Coimbra, na Mealhada e em Lisboa. No caso da cidade dos estudantes, José Gama revela que as negociações com a câmara estão a correr bem e as aulas poderão arrancar ainda este ano. O que é o parkour? Mas o que é, afinal, o parkour? "É uma maneira rápida, útil e eficaz de nos deslocarmos em qualquer ambiente, seja ele urbano ou na natureza, pelos nossos próprios meios", explica o sítio www.parkour.pt. "É o exercício físico do futuro", acrescenta José Gama, explicando que se pode praticar "em todo o lado", nomeadamente aproveitando elementos urbanos, como bancos, muros, corrimãos... "Não há desculpa para não treinar todos os dias", diz. O parkour não é um desporto, uma vez que não está assente em nenhum conjunto de regras e regulamentos, nem tem uma federação regente. É, no entanto, considerada uma atividade física não competitiva. No entanto, os traceurs acreditam que, tendo em conta o sucesso que o parkour tem atingido, "as competições hão-de surgir". VG

3 Fevereiro 2011


desporto

futebol

Teixeira ainda chegou a tempo

DR

O regresso de Filipe Teixeira à Académica foi a principal novidade no mercado de inverno

Foi já mesmo em cima do fecho do período

de inscrições de janeiro que a Académica garantiu um reforço de peso para enfrentar a segunda metade da época. Filipe Teixeira deixou saudades quando saiu de Coimbra rumo aos ingleses do West Bromwich Albion e está, agora, de regresso à Briosa. O número 10 deixa o Mettalurg Donetsk, da Ucrânia, e assina contrato com os estudantes até ao final da época. Filipe Teixeira junta-se, no centro do terreno, ao outro reforço de inverno academista. O jovem Adrien Silva chegou a Coimbra cedido pelo Sporting, depois de uma infeliz passagem pelos israelitas do Maccabi Hai-

fa. Entretanto, já fez o gosto ao pé, tendo marcado na derrota (2-1) com a Olhanense. Boas notícias para José Guilherme. Quem precisava ainda mais de reforços, para sair do último lugar da classificação, era Carlos Mozer. O treinador da Naval 1.º de Maio acabou por receber três caras novas no plantel no último dia do mercado de inverno. Os olhos estão agora postos em Bruno Moraes (ex-Glória Roménia), uma promessa adiada, que chegou a Portugal para ingressar no FC Porto. O defesa Tiago Rosa e o guarda-redes Diego Silva completam o trio. A U. Leiria aposta no jovem João Silva – cedido pelo Everton até ao final da temporada

– para colmatar a saída do goleador Carlão e no médio brasileiro Cacá (ex-Odense) para fazer esquecer Silas. No plantel leiriense ingressam também Luiz Carlos (ex-Monte Azul); Cepeda (ex-Sertanense); Fabrício Simões (ex-Operário); e o júnior Carlos Daniel. Já o Beira-Mar garantiu os empréstimos, até final da época, de Dudo, avançado brasileiro do Flamengo com apenas 19 anos; e do também jovem médio benfiquista Yartey. O defesa central Ricardo Rocha terá a difícil tarefa de substituir Kanu, que deixou Aveiro rumo aos belgas do Standard de Liège. VG

cromo da semana Vinte e oito anos depois, a Associação

José Guilherme 76

Académica de Coimbra volta a entrar em campo para discutir a presença na final da Taça de Portugal. Hoje disputa-se o primeiro encontro, em Guimarães, mas as coisas só ficarão resolvidas quando se jogar a segunda mão, no Estádio Cidade de Coimbra. Os adeptos estão confiantes. De tal maneira que já foram ao Jamor reservar lugar para a grande final. We'll be back (voltaremos) escreveram numa faixa que exibiram em pleno Estádio Nacional, lembrando as presenças nas finais de 1939, 1951, 1967 e 1969. As prestações menos conseguidas para a Liga parecem ficar para trás e, com uma ponta de sorte, a Briosa pode mesmo qualificar-se para as competições europeias. VG

2007

Campeão nacional de iniciados com o FC Porto

2008

Adjunto de Carlos Queiroz na seleção nacional

2010

Chega ao comando técnico da Académica

2011

Qualifica a Briosa para a meia final da Taça de Portugal, 28 anos depois

3 Fevereiro 2011


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condução Sistema 4Control reforça dinamismo do Renault Laguna

Novo CLS

Segunda geração já chegou A primeira geração do coupé de quatro portas da Mercedes-benz foi lançada em 2003. vendeu, até agora, mais de 170 mil unidades.

O sistema 4Control de quatro rodas

direccionais da Renault é uma das grandes novidades do Novo Renault Laguna. O novo design da dianteira faz parte das melhorias introduzidas e que incluem o reforço da insonorização e do equipamento. A redução dos custos de utilização é outra das mais valisas. Todos os melhoramentos reforçam as conclusões de estudos independentes, que confirmam o posicionamento do Laguna no Top3 de qualidade do seu segmento. O novo Laguna está disponível na rede da Litocar, distribuidor na região Centro da marca francesa. O sistema 4Control de 4 rodas direccionais da Renault, consideram os responsáveis da marca, não é uma extravagância. O sistema exclusivo da Renault e do Laguna, é uma solução que traz benefícios óbvios em domínios absolutamente essenciais num automóvel: a dinâmica e a segurança. Com o sistema 4Control de 4 rodas , o novo Renault Laguna assume-se como uma das propostas mais competitivas do segmento D. É comercializado a partir dos 30.800 euros, valor referente à versão Berlina equipada com o motor 1.5 dCi de 110 cavalos e o nível de equipamento Black Line. No total, segundo a Renault, serão comercializadas em Portugal nove as versões, em duas carroçarias distintas.

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Os preços do novo Mercedes-Benz CLS começam nos 82 877 euros. A comercialização arrancou no final de janeiro e, em Portugal, a nova geração do coupé de quatro portas da Mercedes-Benz está disponível com uma motorização diesel e outra a gasolina: a CLS 350 CDI BlueEFFICIENCY, proposta por 82.877 euros, e a CLS 350 BlueEFFICIENCY, proposta por 84 .107 euros.

equipamento reforçado O equipamento é um dos trunfos do novo Mercedes-Benz CLS, que inclui, entre outras, pack assistência à condução plus, com Distronic Plus, o sistema adaptativo das luzes de máximos, assistente de condução noturna ou assistente de limite de velocidade. No interior, a marca alemã recorreu à utilização de materiais de luxo, incluindo quatro tipos diferentes de pele usados no revestimen-

Novo Focus preparado para o combate às alergias Com A entrada em produção

do novo Focus, a Ford solicitará a certificação pela TÜV Rheinland, uma entidade independente alemã que realiza testes e avaliações de produtos industriais e de grande consumo, controlando e certificando os respectivos níveis de qualidade. Muitos modelos Ford

vendidos na Europa já têm a conceituada certificação em matéria de alergias da TÜV. O primeiro automóvel Ford a obtê-la foi o C MA X, em 2004. Actualmente, oito dos mais recentes modelos da marca já foram certificados: o novo Fiesta, o Fusion, o actual Focus e o C-MAX, entre outros.

3 Fevereiro 2011


gama CLS 350 CDI BlueEFFICIENCY 82 877 euros CLS 350 BlueEFFICIENCY 84 107 euros Concessionário Sodicentro Coimbra Rua Dr. Manuel de Almeida e Sousa, 297 - Telef 239 497 450 3020-258 Coimbra

Jaguar XF com motor diesel e 211 cv É uma das melhores berlinas do mundo e não se cansa de acumular prémios. O título de Melhor carro Executivo 2009 e o Troféu Carro do Ano Volante de Cristal são exemplos. O equipamento de excepção inclui, entre outros, bancos elétricos em couro, caixa de velocidades automática com comando (exclusivo) JaguarDriveSeletor e comandos no volante. Na Auto-Sueco Coimbra, em Coimbra e em Leiria, o XF está pronto para o desafio...

Novo Opel Corsa Ecoflex com start/stop

to do habitáculo, três tipos de revestimentos de madeira e de cabedal à escolha, metais polidos e um relógio analógico no painel de instrumentos. O estilo, segundo a imprensa especializada, é inspirado nos protótipos Shooting Break e F800. As cavas das rodas, a lateral vincada e a frente reflectem quer a inspiração nos protótipos, quer no mais Classe E. A grelha ocupa um lugar de destaque na frente,

enquanto que a traseira cativa pela elegância. Por outro lado, a linha do tejadilho descendente abraça os vidros das portas sem armadura. As luzes LED utilizadas nos faróis da frente e nos farolins traseiros são inovadoras. Os LED dianteiros do novo CLS projetam, pela primeira vez, as funções de iluminação diurna, médios e máximos. Ao todo, são 71 LED a formar os faróis dianteiros do CLS.MN

PARA a Opel, o Corsa 1.3 CDTI ecoFLEX deverá assumir o papel de porta-estandarte da gama de produtos de baixas emissões. Além do rejuvenescimento do visual de toda a linha Corsa, a Opel torna-se num dos primeiros construtores a disponibilizar a tecnologia Start/ Stop no segmento dos automóveis utilitários, passando a oferecer uma das propostas mais económicas e ecológicas.

Nissan Juke supera expectativas

quarta a fundo Lexus CT200h ganhou prémio "Carro Ecológico do Ano 2011" Honda estreia novo Accord em Genebra Toyota prepara apresentação do desportivo FT-86

O crossover com espírito de coupé compacto está a causar sensação em Portugal. O motor 1.5 dCi de 110 cavalos e caixa manual de seis velocidades é a preferida dos portugueses. O Nissan Juke está disponível para ensaio na Ferreira Morais & Morais.

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viver

Hyundai ix35 alcança enorme sucesso Desde o lançamento, no início de 2010, o Hyundai ix35 ganhou o prémio de Carro do Ano em Espanha, de forma clara, sendo esta a primeira vez que um SUV recolheu este galardão. O ix35 recebeu 201 pontos, batendo o rival mais próximo, o Opel Meriva (41 pontos) e o Citroën C3 (36 pontos). Organizado em conjunto com o jornal ABC, o galardão foi atribuído através da votação de 53 jornalistas especializados.

Mitsubishi entregou primeiro i-MIEV A MITSUBISHI Motors de Portugal

entregou o primeiro i-MiEV a um cliente particular, em Portugal. O i-MiEV é um carro elétrico de quatro lugares e cinco portas equipado com um motor elétrico de 67cv e 180 Nm de binário máximo, capaz de alcançar uma velocidade máxima de 130 km/h, e acelerar dos 0 aos 100 km/h em cerca de 15 segundos. Tem uma autonomia de 150 km e um custo inferior a 1,5 euros por cada 100 km.

Peugeot 308 GTi honra tradição

soltas automobilismo

Campeões confiantes

O projeto do Team Novadriver é claro: João Figueiredo e César Campaniço pretendem evoluir com base nos resultados alcançados em 2010: título de Portugal de GT e de Campeões de Espanha de GT (categoria GTS). O Audi R8 LMS continua ao serviço e, segundo Campaniço, "os planos passam por defender os melhores interesses da equipa e, naturalmente, os dos patrocinadores, com particular destaque para a SIVA, representante da marca alemã em Portugal”. João Figueiredo, piloto da Automóveis do Mondego, não esconde o desejo de "repetir a dose" e, adicionalmente, conquistar outros galardões quer em Portugal, quer além fronteiras. A defesa da posição de líderes a nível ibérico em GT está nos planos do Team Novadriver, que promete lutar pela vitória nos campeonatos português e espanhol de GT e, também, na nova série ibérica de GT, que integra uma jornada a realizar no circuito da Boavista, na única prova da Taça de Portugal de GT.

Por outro lado, fruto do acordo estabelecido com as federações portuguesa e espanhola de automobilismo, a Full Eventos criou o Supercars Series, para a comunicação e divulgação de todos os pormenores dos 13 fins de semana de corridas de GT destes três campeonatos. “O facto de existir um novo promotor, ainda por cima comum aos três campeonatos, permite maior cobertura mediática, nomeadamente em televisão, suporte que é por demais importante para os nossos patrocinadores”, refere Campaniço. Quanto a formações para Portugal e para o conjunto composto pelas séries espanhola e ibérica, a equipa ainda se encontra em negociações com diversos pilotos. “De facto, estão ainda por confirmar os pilotos para estes projetos, mas a certeza é que a equipa investirá sempre na competitividade das duplas nestes dois campeo natos, porque o objetivo é defender os títulos conquistados no ano transato”, conclui César Campaniço.

Seat Alhambra é o companheiro ideal o monovolume da Seat adapta-se facilmente

A peugeot honra a tradição dos

desportivos com o lançamento da nova berlina desportiva, o 308 GTi. Alimentado pelo motor 1.6 THP de 200 cv, o 308 GTi apoia-se em vários elementos específicos para proporcionar o máximo prazer de condução.

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ao estilo de vida contemporâneo e desportivo. O Alhambra destaca-se pelo espaço interior e versatilidade, correspondendo às necessidades dos utilizadores tanto no lazer, como nos compromissos profissionais. Graças ao seu comportamento dinâmico, a sua gama de equipamentos avançados e potentes motores de 140 a 200 cavalos, o prazer de conduzir o novo Alhambra não entra em conflito com a eficiência e a economia.

3 Fevereiro 2011


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viver

viajar

É preciso gostar de África para entender aquelas terras e aquelas gentes. Eu tenho um coração africano nascido e criado na Europa. Extenso, inflamado, entusiasta HELENA VASCONCELOS TEXTO E FOTOS

Quénia meu Partimos com os pormenores estudados ao último detalhe, convencidos que nada nos surpreenderia. Revimos o filme "África Minha", estudámos trajetos, recortámos as melhores paisagens, selecionámos os melhores campos de safari. Mas quando chegámos não podíamos imaginar quanta emoção nos estava destinada. O cheiro da terra, o brilho do pôr do sol, o sussurrar das acácias… As árvores são monumentos em África. E o primeiro safari é como o primeiro filho: marca. Os outros que se seguem são igualmente desejados e amados, mas o milagre foi revelado, a estupefação já passou. Nesta viagem dispensava Nairobi, porque fui lá, e às vezes é preciso ir aos sítios para os dispensar. Mais do que uma tarde é pura perda de tempo. Os safaris começam muito cedo, mas podemos dormir uma sesta no final da manhã, recomeçando por volta das quatro e termi82

nando ao pôr do sol. Os flamingos cor de rosa do lago Nakuru são a não perder, e já que não temos avioneta para os enxotar, uma boa e ruidosa corrida nas margens do lago fazem as mesmas vezes. E a imagem enternece e cristaliza nas nossas mentes. A emoção dos animais ali tão perto, a emoção de procurá-los com os binóculos, de falar-lhes baixinho. Look on the left… Attention on the right... E são gazelas elegantes, zebras divertidas, opalas e gnus resignados e tristes. E são os big five: búfalo, elefante, rinoceronte, leão e leopardo. E todos a achar que o mais perigoso era o leão e o guia a explicar que é preciso fugir dos elefantes sozinhos e angustiados. E horas depois um deles a correr atrás do nosso veículo. Tanta emoção pura e saudável! E os hipopótamos de goela aberta, quase submersos na água e os crocodilos lá no rio Mara á espreita de um gnu distraído? E mais girafas, tão altivas, tão bonitas.

O parque mais cheio de tudo é Masai Mara, mas Amboseli é uma explosão de elefantes no sopé do Monte Kilimanjaru. Os Masai são um povo nómada, que ainda mantém alguma genuinidade, embora tenhamos visto alguns embrulhados em mantas roubadas nos aviões da British Airways. Não se pode deixar de ir visitar uma aldeia Masai, faz parte das recomendações turísticas e vale a pena. As crianças, as crianças, senhores, são uma ternura. Pontificamos a nossa viagem com uma ida à praia e a escolha recaiu na ilha de Kiwayu, no arquipélago de Lamu. É imaginar o paraíso: Kiwayu fica aí. Uma praia inteira numa enseada com nove cabanas, nem um grama de betão. Para chegar, sofre-se, que a avioneta é daquelas de filme, que aterra em campo relvado e que dá alguma vontade de rezar. Mas o sacrifício é suplantado pelo desenlace. Descalços sempre - até voltar… 3 Fevereiro 2011

PU


ficha "As crianças, as crianças, senhores, são uma ternura"

Quénia

Quénia África Oriental

COMO IR Voos da KLM são os mais diretos. ONDE FICAR Existem muitos hotéis para todos os bolsos, mas os Sarova Lodge são os mais recomendados. A NÃO PERDER Lago Nakuri, Reserva Masai Mara, Reserva Amboseli, Kiwayu e visita a uma aldeia Masai. INTERESSANTE Nairobi e Mombaça. COMIDA Os grelhados, de carne ou peixe, são uma verdadeira delícia.

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turismo DR

viver

crise

Turismo cá dentro favorece a Estrela O presidente da entidade de Turismo da Serra da Estrela está convicto de que os portugueses vão fazer este ano mais turismo dentro do país. Jorge Patrão admite que 2011 ainda vai ser um ano difícil, devido às medidas de austeridade do Governo, mas acredita que, do ponto de vista turístico e de acordo com a experiência dos últimos dois anos, haverá menos viagens para o estrangeiro e que o potencial turista vai aproveitar para conhecer melhor Portugal. Um cenário no qual “a Serra da Estrela está bem posicionada” para tirar partido dessa situação, em que “não se gasta tanto lá fora e há mais viagens cá dentro”, conclui Jorge Patrão.

negócios

Luanda no ranking de deslocações As empresas portuguesas ou com sede em Portugal aumentaram uma média de cinco por cento o seu volume de viagens de negócio ao longo de 2010, de acordo com os dados do barómetro conduzido pela Travel Store-American Express, que será apresentado hoje em Lisboa, no Salão das Viagens de Negócio. Luanda foi o destino que mais cresceu, mas Madrid, Barcelona, Londres e Paris continuam a constituir os principais destinos dos viajantes de negócios portugueses.

região centro

Casas de campo lideram oferta As casas de Campo passaram a liderar, na globalidade da região Centro de Portugal, a oferta das várias modalidades de hospedagem existentes (35 por cento), seguidas de perto pelo Turismo Rural (34 por cento).

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fitur

Centro aposta em Espanha A participação da marca Cen-

tro de Portugal na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR) 2011, entre 19 e 23 de janeiro, era "imprescindível", garante o presidente da Região de Turismo do Centro, Pedro Machado. "A FITUR é a maior feira de turismo da Península Ibérica, com mais de 400 mil visitantes", destaca, acrescentando que "o mercado espanhol é o principal mercado estrangeiro emissor", logo, de elevada importância para a região Centro de Portugal. A campanha 4 Senses, virada para o turismo da natureza, foi o principal ponto da participação no certame. "Deixámos em Madrid a apresentação dessa campanha, que ainda não era conhecida do mercado espanhol e reunimos

com vários operadores turísticos", revela Pedro Machado. Depois da FITUR, a aposta no mercado espanhol vai continuar. "Temos um conjunto de contatos estabelecidos que passam por fam trips, road shows e uma forte presença em ações de rua. Em maio, voltamos a Madrid para

várias acções promocionais da nossa gastronomia e vinhos. Em setembro, será a vez de Salamanca e, antes do final do ano, seguir-se-ão Vigo e Valladolid", revela Pedro Machado à C. E deixa um objetivo para este ano: fazer o turismo da região crescer mais de 4% a 5%. MR

Divulgação Entre os produtos divulgados em Madrid, Pedro Machado destaca a presença da Dão Sul, com um chef e a degustação de vários produtos do Centro de Portugal. Congratula-se ainda com a presença do ministro da Economia, Vieira da Silva, na apresentação da campanha 4 Senses.

Mercados O principal mercado para o Turismo do Centro é o nacional. Ao nível dos mercados externos, a região tem fortes presenças de Espanha, França, Itália, Alemanha e Reino Unido. A promoção no estrangeiro passa por tornar a região Centro o destino preferencial de turistas destes países.

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viver

à mesa

ALIMENTAÇÃO

disto & daquilo Borras de vinho temperam comida em Escalhão , freguesia do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, as borras de vinho tinto do Douro Superior, que eram outrora destiladas para fazer aguardentes, estão a dar sabor à comida e inspiram novos pratos e sensações. A primeira experiência surgiu há cerca de quatro anos e deu origem, na ementa, a um arroz de costelinhas.

Azeite só "virgem" ou extra virgem

O azeite puro deverá ter na embalagem a referência “virgem” ou “extra virgem”. O produto rotulado apenas azeite é uma mistura com outros óleos.

Cerveja ultrapassa consumo de vinho

Saber comer é saber viver O equilíbrio da quantidade desempenha um papel fundamental na alimentação, mas a qualidade dos alimentos é ainda mais relevante. a saúde está intimamente ligada aquilo que se come. Os portugueses, ou por carências económicas, outros pelo vício do “bem apaladado”, continuam, no entanto, salvo as tradicionais excepções, a alimentar-se mal. O paladar educa-se. A alimentação correcta tem muito a ver com a educação alimentar. A escola não pode alhear-se dessa função. Nos últimos anos já se conseguiu alguma coisa, mas a situação alimentar no nosso país continua a não ser nada tranquilizadora, ameaçando mesmo o incremento, pelo menos em certos grupos sociais, das doenças arterioscleróticas (enfartes

de miocárdio, ataques cerebrais e outras doenças circulatórias) e a ocorrência da obesidade e da diabetes. Deverá ter-se sempre presente que os alimentos são formados por três substâncias fundamentais, todas necessárias para o nosso organismo, embora dentro de certos limites possa haver uma substituição recíproca. Essas substâncias são as proteínas, os hidratos de carbono e as gorduras. Uma vez que existem vários alimentos contento, misturados, além daquelas substâncias essenciais, sais e vitaminas, gorduras e água, será fácil escolher os alimentos mais convenientes, a

fim de satisfazermos as nossas necessidades calóricas. A rede de comercialização procura, a cada instante, o incremento das vendas, mas o consumidor tem de ser defendido. À publicidade assiste, naturalmente, todo o direito a fazer-se, mas ignora produtos que deveriam ser básicos, diariamente, à nossa mesa – designadamente, as frutas, as hortaliças e as leguminosas. Não seria, portanto, dispiciendo o lançamento de uma campanha nacional de educação alimentar, à semelhança das que têm sido promovidas para evitar a sida ou baixar a sinistralidade rodoviária.

Jamie Olivier lidera vendas de livros

A cerveja é a bebida alcoólica mais consumida pelos portugueses, enquanto o vinho mantém a tendência de decréscimo iniciada na década de 90, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

Lampreia chegou O magnífico ciclóstomo já começa a estar à disposição dos apreciadores. Torna-se é indespensável escolher bem os restaurantes onde consta das respectivas ementas.

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Os livros de receitas do chef britânico Jamie Oliver já renderam quase 120 milhões de euros, numa época em que se multiplicam as obras de gastronomia, alvo de um interesse sem precedentes. Segundo a empresa de estudos de mercado Nielsen Bookscan, que faz o registo das vendas de livros desde 1998, o único autor a ultrapassar esta marca foi J.K. Rowling, com a saga “Harry Potter”. Jamie Oliver é publicado em Portugal pela Civilização, que edita também os da britânica

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Nigella Lawson, dois chefs que, além de estarem nos tops de vendas de vários países, lideram ainda audiências de televisão com os respetivos programas. Os livros de culinária têm uma feira internacional anual que lhes é exclusivamente dedicada, em Paris, e prémios específicos atribuídos com a mesma periodicidade em França: os Gourmand World Cookbook Awards. O preço dos livros é elevado, mas nem assim as pessoas interessadas resistem a levá-los para casa e experimentar as receitas britânicas.


vinhos

Vinhos da região vão ter mais promoção, ações de marketing e iniciativas de comunicação

mercado

sugestão

Dão reforça imagem

"Terras do Demo" forte no mercado

A região do Dão, que durante muitos anos teve um dos melhores

centros de experimentação e investigação vitivinícola do país, sente atualmente a decadência desse organismo. A Comissão Vitivinícola Regional, liderada pelo antigo ministro da Agricultura Arlindo Cunha, pretende incutir na produção uma “cultura de excelência de qualidade”. Está igualmente prevista uma maior aposta na promoção, no marketing e na comunicação. Segundo Arlindo Cunha, “é preciso encontrar uma solução para o centro, que envolva os vários interessados, como o ministério, a comissão vitivinícola, o Instituto Politécnico de Viseu e instituições de investigação”.

Famosa pelos espumantes Murganheira e Raposeira, a região Távora-Varosa tem outra marca que está a conquistar o mercado: o Terras do Demo, espumante produzido pela cooperativa agrícola de Moimenta da Beira, que em 2005 lançou o seu primeiro espumante no mercado, hoje o seu “ex libris”. O crescimento tem sido visível. Das 6.700 garrafas produzidas no primeiro ano passou, na última colheita, para mais de 300 mil.

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Planta Geral 2011

22 de Julho a 31 Julho

2011 Exposição - Feira Agrícola, Comercial e Industrial de

CANTANHEDE

1 - A XXI Expofacic vai realizar-se de 22 de Julho a 31 de Julho 2011. 2 - A XXI Expofacic/2011, vai continuar a contar com uma dinâmica de inovação, continuando a albergar este ano a “Aldeia de Portugal” que contará com a presença de 10 Municípios Portugueses mostrando a sua cultura e a sua gastronomia. A Área Agrícola vai continuar a contar com novidades em termos de exposição de animais e o habitual picadeiro sofrerá um aumento considerável de área, por forma a que não só cavalos em exposição como os residentes no Concelho e outros possam vir a usar o Picadeiro para acções de demostração ou mesmo competição. 3- Entre 24/1 e 21/2 todos os expositores da Área Comercial, Institucional e Agrícola que estiveram presentes na edição de 2010 irão ser contactados oficialmente (por carta) para procederem à sua inscrição definitiva. 4 - Todas as pessoas singulares e empresas que não estiveram presentes, como expositores, na edição de 2010 e pretendam estar na edição de 2011, devem entre 24/1 e 21/2, solicitar a ficha de pré-inscrição para preenchimento, indicando área pretendida, actividade e tipo de produtos a expor. Os stands têm áreas de 3x3m2 ou 6x3m2, podendo haver módulos agrupados. Existem também áreas livres para stand próprio. 5 - Todas as pessoas singulares e empresas do ramo alimentar (bebidas, pão com chouriço, farturas, cachorros, sandes, pizzas, etc.) e Feira Popular, deverão também, entre 24/1 e 21/2, solicitar a ficha de pré-inscrição a fim de poderem ser consultadas para apresentação de propostas. 6 - Qualquer esclarecimento pode ser dado através dos seguintes contactos: correio electrónico: expofacic@inova-em.pt telefones: 231 410 830 / 231 410 833 fax: 231 410 839

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7 - Fichas de pré-inscrição e regulamento poderão ser consultados através do site www.inova-em.pt


à mesa

viver

Análise

Boas referências A Cozinha portuguesa reflete a quali-

Luís lavrador, chef

dade da agricultura nacional, pelo que Luís Lavrador assume, sem favor, o "dois em um": elogia os chef e os agricultores. "Sem produtos de qualidade não há boa cozinha. Apesar dos atentados à qualidade desses mesmos produtos, em Portugal, temos, ainda, à disposição matéria prima de nível excelente", considera. Os motivos de orgulho passam, por vezes, despercebidos, afirma Luís Lavrador, que dá como exemplo o peixe do Atlântico. "É o melhor peixe do mundo", sublinha. Na lista de "maravilhas", o do-

cente da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra inclui o azeite e o vinho. "Temos bons produtos e uma cozinha variada, que se tem aperfeiçoado ao longo do tempo", acrescenta. De acordo com a evolução da sociedade neste início de século, a cozinha portuguesa adaptou-se às novas exigências dos consumidores – nacionais e estrangeiros: reduziu a gordura, o sal e o açúcar. "É, neste momento, um grande produto turístico e tem todas as condições para reforçar a presença do nosso país nos mercados internacionais", conclui Luís Lavrador.

receita do chefe Tornedó salteado sobre raviolis de espinafres, cenouras baby vaporizadas e cogumelos aquecidos no suco da carne.

ingredientes

sugestão A Praxis recuperou a velha tradição de fabrico de cerveja em Coimbra. Na Urbanização Quinta da Várzea, Lote 29, Santa Clara, além do bom bife Praxis, a cerveja tradicional acompanha com joelho de porco, francesinha, salsicha alemã, ou simplesmente alguns petiscos. A simpatia é oferta da casa. 88

Temperar o tornedó com flor de sal e pimenta rosa em grão. Levar ao lume a saltear em azeite com um dente de alho. Levar ao forno cinco minutos para atingir o ponto de cozedura. Colocar o tornedó pronto no prato sobre raviolis de espinafres. Decorar com gomos de cogumelos aquecidos no suco da carne. Juntar cenouras baby cozidas a vapor. Servir bem quente, regado com o molho resultante da cozedura. Nota: pela morosidade da sua confecção aconselhamos a comprar os ravioliis já recheados, ficando apenas ao seu cuidado a respectiva cozedura. Esta processa-se cozendo-os em água abundante durante sete minutos.

Mário Nicolau

Tornedó Azeite Raviolis Espinafres Cogumelos Cenouras baby Alho Flor de sal Pimenta rosa em grão

modo de prepapração

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sugestão

RESTAURANTE

Zé Carioca Com dez anos recém completados, o Zé Carioca inovou no seu segmento, ao trazer para Coimbra uma culinária tipicamente brasileira sem se render somente ao rodízio de carnes. Famoso pelas suas noites de animação com música ao vivo, o Zé Carioca inovou mais uma vez ao apresentar um buffet de feijoada à Brasileira aos almoços de sábados e domingos com horário alargado(até ás 16:30h). As opções de sabores de caipirinha vão tambem muito além da tradicional lima (sendo a caipiroska bla-

ck de maracujá a mais pedida). A ementa contempla-nos com pratos tais como a moqueca de camarão, a carne de sol, a feijoada à brasileira, o camarão tropical (uma deliciosa combinação servida dentro de uma abacaxi), a abóbora recheada e as saladas e risottos. No almoço tem serviço de buffet de saladas, frutas, um prato de peixe, um de carne e todas as carnes do rodízio. O preço é proporcional à sua fome, uma vez que o pagamento é referente ao peso do prato do cliente

Não encerra 2ªs a 6ªs das 12:00h às 15:00h e das 19:00h às 23:00h. Sábados e domingos das 12:30 às 16:30h e das 19:30h às 23:00h. Almoço buffet executivo preço médio com bebida 8,00€. Jantar preço médio por pessoa 25,00€. Serviço de entrega ao domicílio 966498677. Capacidade para 80 pessoas www.restaurantezecarioca.com Av. Sá da Bandeira nº 89 - 3000-351 COIMBRA . Reservas 239835450

receita CAMARÃO NO ABACAXI Ingredientes: 500g de camarão; 1 abacaxi grande; 1 xícara de molho branco; 1/2 xícara de creme de leite; 1/2 xícara de parmesão ralado; 2 colheres de sopa de azeite; 1 colher de sobremesa de amido de milho; Sal a gosto; Curry; Suco de um limão; 2 dentes de alho socados Modo de Preparo 1 - Corte o abacaxi ao meio de cima pra baixo 2 - Retire a polpa com cuidado para não furar a casca, pique a polpa em pedaços pequenos e reserve. 3 - Tempere o camarão com o curry, o sal e o alho. 4 - Em uma frigideira coloque o azeite espere esquentar e acrescente o camarão, deixe dourar e acrescente a polpa do abacaxi 5 - Deixe cozer por 3 minutos em fogo alto. 6 - Acrescente o molho branco e o creme de leite com o amido de milho, esquente mais um pouco e coloque dentro do abacaxi. 7 - Cubra com o parmesão ralado e coloque em forno alto para gratinar. 8 -Sirva com arroz branco.

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viver

design

Beij(arte)

PU

A arte de beijar é das formas mais antigas de expressar amor e carinho. Mas, como dar um beijo? Não há sequer um livro que ensine as pessoas a beijar, mas uma nova “bijuteria” de autor permite dar beijos em Coimbra sem pensar na forma como fazê-lo Texto SÍLVIA DIOGO Fotos Pedro Ramos O Espaço Anthrop, localizado na Rua da Beijinhos portugueses inspirados em doçaria tradicional são afinal feitos em porcelana

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Alegria, começou por ser um gabinete de design. Inicialmente, não foi pensado para comércio, mas lá foi crescendo, a tal ponto que a proprietária, Célia Conceição, acabou por decidir-se a abrir uma loja alternativa, onde se oferecessem – pasme-se! – beijos inspirados em doçaria tradicional. E a que se tem assistido ali? A uma autêntica magia no mundo do design. “As pessoas entravam, queriam isto e aquilo e agora já temos mais áreas do que tínhamos inicialmente”, revelas Célia Guerreiro. O espaço, resultante de uma reflexão acerca do tema design e identidade e desenvolvido por artesãos e designers, aposta no diálogo entre as tecnologias e saberes tradicionais portugueses. Que há na loja? Saltam logo à vista peças de roupa, bijuteria, carteiras e demais acessórios tradicionais. As cores são apelativas e o exótico mostra-se em abundância. É, ainda assim, o beijinho português que mais sobres-

sai quando se olha para a montra principal. Produzido pela Minidesigerns Studio, o beijinho, um alfinete feito em porcelana, tem sido muito procurado tanto por homens como por mulheres, que vêem o “doce” como excelente forma de manifestarem a outrem, com a sua oferta, indesmentível prova de afeto. Parceria para a inovação O beijinho começou a ser fabricado, há um ano, por Andreia Querido e Ricardo Fonseca, dois amigos dos tempos da faculdade. “Conheço a Andreia desde o período académico, embora na altura estivéssemos a tirar cursos em áreas distintas do design”, revela Ricardo Fonseca à C. “A Andreia estudava na área de Design Multimédia e eu na área de Design Industrial, mas já nessa altura partilhávamos conhecimentos e trabalhávamos em conjunto”, acrescenta. Depois de alguns anos de convívio e de empatia, decidiram ultrapassar a barreira pessoal

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e envolveram-se numa parceria profissional voltada para a inovação. Começaram como freelancers, conquistaram alguns clientes e, em 2008, fundaram, finalmente, a empresa “Minidesigners Studio”, acabando por concluir que a doçaria tradicional podia ser a inspiração para o seu trabalho. E lá surgiu então, em Setembro de 2010, o “Beijinho Português”. “Após uma pesquisa para o desenvolvimento deste modelo, ficámos a saber que o tradicional biscoito beijinho português ainda era lembrado com carinho e saudade”, explica Ricardo Fonseca. A partir daí, oferecer beijinhos tornou-se um hábito de muitas pessoas. “Mais do que uma prenda, tornou-se uma amostra de sentimento através de uma peça de arte”, sublinham os “inventores”. Mas não são só os beijinhos ganharam visibilidade no portfolio dos dois designers. O projeto Biscuit, uma peça de ourivesaria em porcelana e prata com a forma de biscoito, é outra “marca” do Minidesigners Studio e que também poderá ser encontrada no Espaço Anthrop.

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CASA DE FAMÍLIA

SOCIAL

ANTÓNIO MANUEL DE VILHENA E MARIA JOÃO FRADE

"Somos uma família feliz" Foi na Quinta de S. Jerónimo que encontramos a família Vilhena. O psicólogo António Vilhena e a neurocirurgiã Maria João Frade abriram as portas do seu mundo privado à C texto márcia de oliveira fotos pedro ramos António Manuel de Vilhena , Maria João Frade, Susana de Vilhena e Rodolfo de Vilhena. A família tem na Quinta de S. Jerónimo, em Coimbra, o seu lar, o seu espaço de conforto. À chegada da equipa da C, o psicólogo, que também é vereador da Câmara Municipal de Coimbra e escritor, não se mostra nervoso com a entrevista. “Sou super sereno. Normalmente não me deixo levar pela emoção nem contaminar pelo stresse”, realça. A equipa segue até ao destino. Maria João

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Frade e os dois filhos recebem-nos com um sorriso na cara. Os progenitores são ambos pessoas bastante ocupadas, por isso, todo o tempo que passam em família é sagrado. E a casa está preparada para isso. “Temos uma casa pensada para a família e para as crianças, onde os brinquedos se misturam com o mobiliário moderno”, explica Vilhena salientando que, assim, não há diferença entre mundo infantil e mundo adulto, fazendo com que todos os elementos da família estejam sempre juntos.

A decoração é sóbria, com móveis em linha reta e de design. “Não temos muita decoração em casa, porque achamos que é melhor ter um espaço mais amplo e neutro, para cada um se recriar em função daquilo que está disponível”, frisa o autor de “Mais Felizes Que o Sonho”. Bege, vermelho e preto são as três cores que predominam na casa e que vão mudando de ambiente, quando a família o entende. Dos elementos que compõem a decoração da sala de estar e de jantar, o destaque vai para uma

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nós desenvolvemos aqui. Uma ideia afetiva e integradora que respeitamos imenso”, afirma.

“ escultura de Pedro Figueiredo (Prémio Bienal de Cerveira) e para o piano. Toda a casa está concebida para ser funcional e para que as pessoas se sintam confortáveis. E isso foi o fator que mais agradou à família quando, hwwá seis anos atrás, se decidiu mudar para lá. Isso e o terraço “fantástico” que está ao longo de toda a estrutura. É ali que fazem as festas e os convívios com os amigos. “Há uma prioridade aqui em casa: os filhos”, diz Vilhena. E é isso que considera ser o mais importante.

Música no coração de pai e filhos A cultura não é descurada nesta família. Não fosse António Vilhena, acima de tudo, um escritor. “Sou psicólogo, mas considero-me um escritor” afirma, destacando que “podemos ser o que quisermos, agora a paixão da narrativa, da literatura, essa dificilmente se consegue nos bancos das universidades”. O “bichinho” da escrita acompanhou-o desde sempre. E recorda uma história da sua quarta classe, através do seu professor Aiveca Acabado. “Ele guardou durante muitos anos uma redação minha que considerava a primeira pedra do edifício da minha construção literária. Confidenciou-me isso passados vinte anos. Esse é o documento que data a minha primeira viagem em busca do mundo da palavra”, esclarece.

conforto físico e psicológico, é o que nós desenvolvemos aqui A música também faz parte da sua vida. “Estudei música, guitarra clássica, com o professor Piñeiro Nagy. Isso marcou-me a vida, porque tenho ideia de que quem estuda música apura a sensibilidade e fica mais tolerante, a música é, também, o diálogo de diferentes instrumentos”. O filho, Rodolfo, com apenas seis anos, estuda música com o Maestro Virgílio Caseiro. Já toca flauta e o passo seguinte será o piano. Em casa já vai dando os primeiros toques. Para além da música, o Rodolfo pratica judo e joga futebol na Academia do Sporting, o seu clube do coração. Já o benjamim da família, a Susana, dedica-se mais à pintura e, apenas com quatro anos, já anda a aprender a jogar ténis, desporto que adora. Os pequenos gostam de estar juntos. E nota-se o carinho que têm pelo membro mais novo da família, o Rafa, um labrador de um ano, extremamente carinhoso, que faz as delícias de pais e filhos. O ambiente familiar e extrafamiliar está programado para que as crianças se desenvolvam do ponto de vista intelectual e para as aprendizagens. “Não gosto de condicionar os meus filhos. A única coisa que eu desejo é que sejam curiosos”, afirma o pai de família. Conforto é a palavra-chave desta família: conforto a vestir, conforto a comer, conforto com eles próprios e bem-estar nas festas. “Conforto físico e psicológico, é o que

Momentos marcantes Rodolfo e Susana são fruto de 15 anos de felicidade. António Vilhena, natural de Beja, e Maria João Frade, natural de Vila Viçosa, conheceram-se em Coimbra, cidade dos amores, num jantar de artistas, em 1997. Foi aí que começou o romance e assim continua, até hoje, mesmo não sendo casados. “Somos católicos e batizados, mas estamos muito contentes com o sucesso desta relação da maneira que está, que é formal do ponto de vista da autenticidade, dos sentimentos, do crer, das nossas famílias. E é isso que nos interessa”, afirmam com convicção. Gerir a vida familiar tendo como profissão a medicina não é fácil. Por isso, Maria João Frade conta com a ajuda da família, que lhe dá muito apoio, principalmente, quando faz turnos de 24 horas. No entanto, assume, “adoro o que faço. Durmo muito pouco, mas gosto imenso daquilo que faço, acho que se tivesse de escolher outra vez uma profissão seria médica. Sinto-me muito solidária com os doentes, gosto de ajudar quem precisa, foi uma filosofia que o meu pai me passou e faço-o por vocação e paixão”, clarifica. Os momentos mais marcantes da vida desta família foram os nascimentos do Rodolfo e da Susana. “Vivemos muito para eles e em função deles, mas não temos a pretensão de deixar de fazer aquilo que gostamos de fazer, porque eles existem”, afirmam. Há um grande equilíbrio entre o dever e a obrigação.

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social

Política e saúde na vida do casal António Vilhena exerce com paixão o cargo de vereador. “Na política há muita coisa que se aprende e o Dr. Barbosa de Melo está a aprender. Espero que, com todo o respeito pessoal que tenho por ele, aprenda pouco. Os vereadores eleitos pelo PS, na Câmara Municipal de Coimbra, devem fazer bem o seu papel enquanto oposi-

na política há muita coisa que se aprende e o Dr. Barbosa de Melo está a aprender

ção, credibilizando as suas propostas, para que possam merecer a confiança do povo”, refere o vereador. E traça o perfil que o candidato do PS deve ter: que seja reconhecido pelo eleitorado da cidade, que seja capaz de voltar novamente a pôr os conimbricenses a acreditarem na sua autoestima, que seja mobilizador, que acredite na utopia possível, que consiga tornar Coimbra numa centralidade regional, aproveitando as suas mais-valias: a sua história, o seu imaginá-

rio, o património monumental e imaterial. Que tenha uma visão de desenvolvimento sustentado, onde se combine o urbanismo, a mobilidade, a cultura e os novos paradigmas energéticos. Que compreenda a centralidade da saúde como referência estratégica. Há órgãos no PS que, creio, encontrarão esse protagonista”. E como falar de Coimbra é falar de excelência na saúde, a neurocirurgiã e diretora do Serviço de Urgência do Hospital dos Covões também dá a sua opinião sobre a fusão entre o CHC e os HUC. “O modelo de fusão dos Hospitais de Coimbra não está, até agora, definido, ou melhor, não está divulgado. É claro que a ideia mais fácil é pensar que o Hospital dos Covões, ao fazer a fusão com os HUC, vai um bocadinho atrás deles. Do meu ponto de vista, penso que para a saúde em Coimbra vai ser positivo e contribuir para melhorar a gestão e os recursos e aumentar a massa crítica. Em algumas especialidades, como é exemplo a neurocirurgia, a fusão vai permitir uma melhor otimização, com a concentração de efetivos e com vantagens evidentes ao nível da eficiência. Se a fusão resultar, como se deseja, quem ganha é o doente e o Serviço Nacional de Saúde”, conclui.

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vale 1 bebida


social

apresentação head fotos de pedro ramos

Sucesso na apresentação da C C. Esta é a revista de Coimbra e da região. Casa cheia na apresentação da nova marca de informação, que decorreu no espaço glamoroso da discoteca NB no mesmo dia em que saiu a edição número zero. No evento estiveram presentes personalidades da cidade e da região, trajadas a rigor par a a ocasião. A opinião foi unânime no reconhecimento da qualidade da revista. "Coimbra e a região já precisavam de um produto assim". Elogios e referências semelhantes foi o que mais se ouviu ao longo da noite, que começou com os discursos do diretor e do administrador da C, Soares Rebelo e António Abrantes. Ambos referiram ser "um projeto arrojado, aliciante e feito para Coimbra e região envolvente".

João Paulo Barbosa de Melo

Inês Abrantes, Olinda Rio e Eugénia Abrantes

Milu Loureiro, Palmira Pereira Coelho, Joaquina Fernandes e Macedo dos Santos

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José Canavarro, Artur Ferreira e Marcelo Nuno

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Rui Fonseca e Mário Ruivo


Paulo Júlio e Odete Bernardino

Paulo Canha e Paulo Leitão

João Moura, Maria de Deus Moura e Ricardo Alves

Jorge Bento e Nuno Matos

Carlos Gonçalves, Nunes da Silva e Carlos Góis

Sónia Coelho e Luís Vilar

Lurdes Castanheira e Mário Silva

José Relvão, José Cardoso e Margarida Relvão

Miguel Ventura e Célia Ventura

Carlos Figueiredo e Mário Nicolau

José Maria Barroca e João Orvalho

Pedro Machado

Carlos Marques e Francisco Andrade

Aires Diniz e Massano Cardoso

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social

apresentação

Francisco Ferreira e Patrícia Silveira

Cândido Malva

Ana Bontempo, Ricardo Marques, Marta Cunha, Fernando Lopes e Nuno Maranha

Luís Pirré e Luís Lavrador Francisco Pegado, Alfredo Marques, João Paulo Barbosa de Melo e Agostinho Almeida Santos

Ma

Rui Fonseca e Mendes Ferreira

Basílio Simões e Maria João Castelo Branco

Estibaliz Vicário, Daniel Redondo, José Redondo e Américo Santos

Ab

Rui Antunes

Fausto Correia e Ana Alcoforado

A H

Artur Ferreira, Moisés Rocha e Manuel Oliveira

Centenas de pessoas estiveram presentes na apresentação, onde tam-

bém foi dado a conhecer o vídeo de divulgação da imagem da C. O resultado foi aplaudido por todos. No final ainda houve espaço para apreciar um belo repasto, produzido pela equipa da Fileno's. E para um "pezinho" de dança.

José Luís Carvalhos, Isabel Anjinho e Luís Providência

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Abel Girão e António Pinheiro

Jorge Caninhas, Inês Abrantes, Fernando Regateiro, Eugénia Abrantes e António Abrantes

Manuel Machado, Fernando Oliveira e André Oliveira

Ana Alcoforado, Luís Alcoforado e António Henriques

Bruno Paixão, Carlos Cidade, Rui Duarte e Pedro Coimbra

Henrique Gomes e Jorge Pires

Carlos Clemente, João Silva, António Vilhena e Fernando Ramos

José Morais

Francisco Queiroz

Mário Nunes e Ricardo Rodrigues

Isabel Roseiro e José Roseiro

Ernesto Silva Vieira e Ernesto Vieira

Nuno Bernardes e Ana Bernardes

Ricardo Cândido, Marta Rio Torto e José Carlos Martins 99


social

apresentação

João Paulo Gouveia com as promotoras da C

Nina Figueiredo e Ana Santos

Carlos Páscoa

Maria João Tomás e Pedro Ferreira

Pedro Baptista

António Martins

Sónia Rebelo, Soares Rebelo e Luísa Rebelo

Armando Dias

Pedro Castro, António Abrantes e Pedro Cardoso

Cristina Pinto

Norberto Pires e Abílio Bebiano

José Diogo, Paulo Neto e Bernardino Guimarães A nossa seleção! 100

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Maurício Marques


Luís Teixeira e Carlos Figueiredo

José Espírito Santo e Luís Perdigão

Luís Figueiredo e Fernando Maia

Filomena Folhas e Sara Aishe

Filipe Januário, Joel Oliveira, Miguel Portugal e Jorge Soares

Belarmino Azevedo e Amélia Azevedo

Catarina Antunes e Nádia Duarte

João Almeida, Lurdes Figueiredo e Fausto Rodrigues

António Craveiro e Pedro Gomes

Jorge Veloso, Ricardo Alves e Lurdes Castanheira

Bruno Vale e Luís Figueiredo 101


social

saúde

DR

ORDEM DOS MÉDICOS

Tomada de posse do Bastonário Um grupo de Coimbra decidiu marcar presença na tomada de posse de José Manuel Silva como bastonário da Ordem dos Médicos e não foi de modas: alugou um autocarro. Na capital juntaram-se a outros tantos que também quiseram partilhar com José Manuel Silva uma noite memorável, onde a presença de Coimbra não passou despercebida. Na regresso, o autocarro deu boleia ao recém empossado, numa animadíssima viagem com direito a F-R-A, relatos de futebol (Académica-Setúbal) e as habituais anedotas que marcam sempre estas aventuras.

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1 - José Manuel Silva e Suzana Redondo 2 - José Couceiro, Carlos Ramalheira e João Paulo Barbosa de Melo 3 - Fernando Gomes, Filipa Seabra e Paula Coutinho 4 - Linhares Furtado e Germano de Sousa 5 - José Manuel Silva regressou a casa no autocarro da comitiva conimbricense 6 - Polybio Serra e Silva e Aurora Branquinho 7 - Manuel Brito e Meliço Silvestre 8- Fernando Gomes, João Semedo, Ana Feijão e Manuel Cardoso

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social

moda

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Vestido Miss Sixty 169€ Sapatos Miss Sixty 139€ 2

Casaco Miss Sixty 159€ Calça Miss Sixty 109€ Mala Miss Sixty 119€ Cinto Miss Sixty 79€ 3

T-shirt Miss Sixty 109€ Calça Killah 89€ Pochete Killah 49€ Sapatos Killah 79€

Sixty Store Avenida Armando Gonçalves nº 25 Celas Plaza - Coimbra Modelos: Carina, Soraia e Filipa Cabelos: Cabeleireiro Natália Lopes Fotos: M. Crespo Maquilhagem: Makeit Up Local: Casa de Frutas António Gonçalves Pereira - Rua Pedro Monteiro Produção executiva: Black at White Produtor delegado C: Fernando Moura

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VIVA A PRIMAVER 1

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social

Todos os campeões nacionais das várias modalidades da AAC

PRÉMIOS SALGADO ZENHA

Talento desportivo premiado A XIII Gala de Prémios Francisco Salgado Zenha realizou-se no novo cenário "Theatrix", na Avenida Sá da Bandeira. "Pela causa do Desporto!" foi o título desta festa, que encheu o antigo cinema de estudantes. Foram entregues, entre outros, os prémios Entidade, Carreira, Prestígio, Dedicação e Treinador. Durante o evento, foi homenageado o pai de Tiago Alves, atleta de Judo da Académica que faleceu em Julho de 2010.

Eduardo Melo deu as boas-vindas

José Sousa, Tomás Ramalho e Hélder Sousa

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Paulo Moreira, Rui Fonseca, João Neves e José Basto

Miguel Portugal num momento de homenagem ao falecido atleta Tiago Alves

Grupo de Cordas da AAC

Marta Morais, Miguel Antunes, Gustavo Madureira, Jorge Castanheira, Ângelo Costa e José Estrangeiro

Miguel Dias, Adriano Santos, Jaime Carvalho e Miguel Portugal

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InTocha reabre Theatrix

www.theatrix.pt Av. Sรก da Bandeira Galerias Avenida - Coimbra


social

noite

Blackout Party

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www.noitebiba.pt 3 Fevereiro 2011 R. Venâncio Rodrigues, 11 a 17 – Coimbra


evento VINHOS e gastronomia na EHTC

Combinação perfeita A Quinta do Tedo, da Região do Douro, foi a convidada especial da quinta edição dos Jantares Temáticos de Vinho & Gastronomia. Na iniciativa, organizada pela Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra (EHTC) e pela Associação Comercial e Industrial de C oimbra, participaram diversos apreciadores do "bom vinho e do bom prato", que não perderam a oportunidade de provar os vinhos tintos, brancos e Porto da quinta, aliados à excelente gastronomia da EHTC.

Lino Bernardes, Vasco Bernardes, Luís Teixeira e Carlos Fraga

fotos de pedro ramos

João Paulo Barbosa de Melo, António Martins e Luís Teixeira

António Martins, António Simões, Jorge Alves e Sérgio Martins

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agenda Casino Figueira qui.10.22H00

Seabra Santos lança CD "Hoje"

Participação musical de Camané, Filipa Pais, Luís Represas, Manuel Freire, Sérgio Godinho e Vitorino. A receita reverte a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

sex.11.23H00

Joana Amendoeira Concerto - Sétimo Fado. 10 euros.

Maria Filomena Mónica nos jantares com história A socióloga Maria Filomena Mónica, que

lançou recentemente "Os Cantos - A tragédia de uma família açoriana", foi a convidada de mais um dos "Jantares com História". A ementa foi selecionada pelo Chef Hélio Loureiro. Foi na Primavera de 1988, durante uma estadia em Ponta Delgada, que Maria Filomena Mónica conheceu José do Canto. "É verdade que ele já morrera, mas desde quando é que tal

afetou o meu interesse por alguém? De certa forma, sinto-me mais perto dele do que dos meus contemporâneos", assegura a autora. Para Maria Filomena Mónica "não se trata, como é óbvio, de uma identificação. Quase tudo – e não apenas a época, a origem social e o sexo – nos separa. E, no entanto, não descansei enquanto não decifrei o enigma que o rodeava".

Final de rascunho sÉRGIO gODINHO

seg.14.20H30

Dia dos Namorados

Jantar+concerto com os Anjos. 35 euros.

sex.19.23H00

Kátia Guerreiro Concerto - Viana é Amor. 15 euros.

Num espetáculo com o título "Final de rascunho", Sérgio Godinho assinou um desempenho de qualidade. A palavra falada e integrada na música foi o trunfo do cantautor na noite soberba no Casino Figueira. Sérgio Godinho incluiu alguns temas novos que está a compor para um álbum a editar ainda este ano. A estes juntou a leitura de alguns poemas do livro "O sangue por um fio", editado em 2009. Uma lição de mestre.

Sérgio Godinho transformou palavras em canções, desvendando em "Final de Rascunho" algumas vertentes do seu universo criativo. Sempre num clima intimista, que cativou o público. A escrita esteve presente, em estilo spoken word, com a banda ao sabor da criatividade do autor, entre outras, da banda sonora do filme "Kilas, O Mau da Fita" (1980), e de várias coletâneas das quais se destaca "Era Uma Vez Um Rapaz" (1985).


aldeia global

destaques tv

destaques net

“Havai – Força Especial”

V. Setúbal-Benfica

“Havai – Força Especial” é a produção contemporânea do clássico “Hawaii 5-0”, que segue uma nova força especial de federais de elite cuja missão é acabar com o crime na ilha solarenga e nas praias de areia sedosa do Havai. Quintas-feiras, às 21H30, na Fox.

Dia 6, domingo, às 21H15, na Sporttv1

Sporting-Naval

“Mentes Criminosas” mostra o trabalho diário de uma brigada de criminalistas de elite, pertencente ao FBI, cuja especialidade é analisar em profundidade a mente dos assassinos em série mais retorcidos do país, antecipando-se assim ao seu próximo ataque. Segundas-feiras, às 21H30, no AXN.

Dia 4, sexta-feira, às 20H15, na Sporttv1

“CSI Miami” A equipa de detetives forenses está de volta à cidade de Miami. Horatio Caine (David Caruso) segue sempre o seu instinto aguçado e apoia-se incondicionalmente nas provas forenses apresentadas caso a caso na nona temporada da série. Quintas-feiras, às 22H25, no AXN.

“So you think you can dance” Início da sétima série do programa que procura o bailarino favorito dos Estados Unidos da América. Sexta-feira, dia 4, às 21H25, na Fox Life.

Barcelona-Atl. Madrid Dia 5, sábado, às 21H00, na Sporttv2

Chelsea-Liverpool Dia 6, domingo, às 16H00, na Sporttv2

FC Porto-Rio Ave Dia 6, domingo, às 18H15, na Sporttv HD

www.festivaisverao.com

Inter-Roma Dia 6, domingo, às 19H45, na Sporttv3

“Criminal Minds”

Super Bowl Na Europa, poucos conhecem as regras do futebol americano, mas vale a pena ver a final do campeonato norte-americano. É um dos maiores e mais vistos espetáculos desportivos de mundo. Este ano, enfrentam-se as equipas de Green Bay e de Pittsburgh. Domingo, dia 6, às 23Hoo, na Sporttv1

Académica-V. Guimarães Pela primeira vez em 28 anos, a Académica tem a oportunidade de chegar à final da Taça de Portugal. Como o jogo é num dia de semana, serão muitos os adeptos que não terão oportunidade de se deslocar a Guimarães para apoiar, in loco, a Briosa. Esses poderão assistir à transmissão em direto da Sporttv1, quinta-feira, às 21H00. Os restantes estão convocados para o Estádio D. Afonso Henriques.

“Eu sou Anthony Bourdain. Eu escrevo. Eu viajo. Eu como e tenho fome por mais!" No programa “Anthony Bourdain: no reservations”, o autor percorre o mundo em busca dos sabores que caraterizam as diferentes culturas. Em cada episódio somos levados a descobrir os hábitos culinários dos diferentes locais que visita. Nos separadores, somos confrontados com a mensagem: “... Parental discretion is advised”. Efetivamente, durante as suas viagens, Bourdain fala abertamente das suas experiências, mesmo quando os temas são o sexo e o consumo de drogas. O programa conta já com seis temporadas, apesar de estarmos neste momento a desfrutar da temporada cinco. SIC RADICAL Domingo 22H45 112

3 Fevereiro 2011

Os festivais são só no verão, mas novas presenças são confirmadas todos os dias. Conheça todas as novidades e saiba quais os concertos que não pode perder este ano em www.festivaisverao. com.

www.oscar.go.com Ainda faltam umas semanas pa-

ra a entrega das estatuetas mais famosas do mundo, mas há muito que o site oficial dos Oscars já mexe. Em oscar.go.com pode saber tudo sobre os candidatos e acompanhar, com as câmaras que escolher, a 83.ª edição dos Oscars.

baixa em alta Quem quiser saber tudo o que se

passa na Baixa de Coimbra sem sair de casa tem, para isso, dois excelentes blogues: questoesnacionais.blogspot.com, do comerciante Luís Fernandes Quintans, e independentepelafreguesia. blogspot.com, do membro da Assembleia Municipal Jorge Neves

humor em Portugal “Se não aconteceu, podia ter

acontecido”. Foi com esta máxima que o Inimigo Público (inimigo. publico.pt) se tornou num caso sério de sucesso no humor em Portugal. O suplemento do jornal Público deu o mote para que outras pessoas com imaginação e sentido de humor dessem outro colorido às notícias do dia-a-dia. Criam blogues ou mesmo páginas e usam as redes sociais para divulgar o seu trabalho. O Indesmentível (www.oindesmentivel.com), o Jornal do Fundinho ( jornaldofundinho.blogspot.com) ou o Informação ao Contrário (informacaoaocontrario.blogspot.com) são apenas alguns exemplos de que, apesar de todas as más notícias, a boa disposição reina em Portugal


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as ideias dos outros

Uma garrafa que salva vidas luís de matos

Michael Prichard inventa a Lifesaver Bottle, um dispositivo portátil de purificação de água, ao ver as notícias do tsunami na Indonésia e do furacão Katrina nos Estados Unidos

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Gestos tão simples como beber um copo de água saída diretamente da torneira de nossas casas é algo que nos habituámos a não valorizar convenientemente. Neste momento, há quem tenha que escolher entre beber água contaminada ou morrer. Três biliões e meio de pessoas sofrem, diariamente, as consequências de não ter acesso a água potável. Dois milhões de crianças morrem anualmente pela mesma razão. A promessa que fiz no número zero foi a de aqui trazer "ideias dos outros" que merecem ser partilhadas. Hoje falo-vos de algo chamado Lifesaver Bottle. Um ovo de Colombo que pode mesmo mudar o mundo, ou, pelo menos, salvar milhões de vidas. Não me refiro unicamente às regiões do globo onde as águas contaminadas são um flagelo mas, também, à forma como reagimos na ajuda às populações afetadas for tsunamis e tremores de terra ou que vivem no epicentro de cenários de guerra. Tradicionalmente, em situações de catástrofe, a ajuda humanitária envia água para as zonas afetadas. Para facilitar a distribuição, dezenas de milhares de vítimas são reunidas num único local. Quase sempre o problema do fornecimento de água localmente tem a ver com o facto dela não ser potável e não com o facto de não existir. Ao longo da história do mundo as comunidades foram-se fixando junto a fontes naturais de água. É apenas necessário que a tornemos potável. A "garrafa que salva vidas" é um dispositivo que permite que as vítimas possam permanecer nas áreas afetadas e, aí mesmo, possam transformar em potável a mais conspor-

cada das águas, mesmo aquelas em que flutuam destroços, terra ou corpos. Antes da invenção da Lifesaver ­Bottle, os filtros de água conhecidos eram formados por micro poros de 200 nanómetros de diâmetro (200 milionésimos de milímetro), tamanho idêntico ao de algumas bactérias. Vírus, por outro lado, podem medir 25 nanómetros! Na prática, bactérias e virus passavam livremente pelas malhas desses filtros. Os poros presentes no filtro da Lifesaver Bottle têm 15 nanómetros de diâmetro... Nada passa! Se a água, qualquer que seja, for purificada no ponto em que é utilizada poupamos em tempo e dinheiro, para além de resolvermos o problema de forma sustentada. Sim, porque depois de bebida a água da ajuda humanitária, o problema continua. Um Lifesaver Jerrycan é capaz de filtrar 25 mil litros de água, quantidade suficiente para um agregado familiar de quatro pessoas durante três anos, e custa aproximadamente 320 euros. Uma garrafa custa cerca de 140 euros e serve para filtrar até seis mil litros de água. No final da sua vida útil, a garrafa bloqueia e basta comprar um filtro novo, cujo custo é inferior a seis euros, e que filtrará mais seis mil litros de água suja.

3 Fevereiro 2011


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