Molde N.º 131 - outubro 2021

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N 131 OUTUBRO 2021

ANIVERSÁRIO DOS ASSOCIADOS /

MOLDES CATARINO: QUATRO DÉCADAS DE BEM-FAZER CONQUISTAM CLIENTES 18

comercialização para desenvolver trabalho para clientes estrangeiros. João Catarino recorda a diversidade de moldes, todos de pequena dimensão, que desenvolveu nesses primeiros anos: para o sector da rega gota-a-gota, utilitários de jardim, brinquedos, entre outros.

A satisfação dos clientes tem permitido à Moldes Catarino crescer e afirmar-se na indústria de moldes, desde 1981. Aos 40 anos tem consolidada a sua posição como uma das referências neste sector, na Marinha Grande. Com três dezenas de colaboradores, a empresa tem na Europa os seus principais mercados, representando a indústria automóvel quase 80% da sua produção. Com a nova geração integrada na liderança, a Moldes Catarino projeta manter, no futuro, a sua característica de empresa familiar, bem como continuar a dar prioridade àquilo que a fez chegar onde está hoje: a qualidade que coloca em tudo o que faz. 1981. João Catarino aplicou a experiência que detinha na indústria de moldes e criou o seu próprio negócio. Nos primeiros anos, foi acompanhado pelo irmão, pelo que a empresa se designou, inicialmente, por ‘Irmãos Catarino’. Mas o destino quis que o projeto seguisse outro rumo, tendo como único administrador o seu fundador. Por isso, em 1984, a empresa adquiriu o nome que ainda hoje mantém: Moldes Catarino. E foi com este nome que o projeto foi crescendo, com passos sólidos e seguros, trilhando um caminho de sucesso, sustentado na qualidade e rigor que o fundador definiu como prioridades para a empresa. Foi num pequeno espaço, junto a sua casa, que o negócio se manteve nos primeiros anos de atividade, prestando serviço para fabricantes locais de moldes ou contando com o apoio de empresas de

O bom serviço foi atraindo mais negócios e, a determinado momento, decidiu procurar clientes diretamente no estrangeiro. A Alemanha foi o primeiro mercado que visitou. A deslocação saldou-se pela positiva e, com esse passo, a empresa começou a ganhar dimensão. De tal forma que, no final da década de 1980 foram adquiridos terrenos para construir de raiz novas instalações, no local onde ainda hoje funcionam, na zona de Albergaria, Marinha Grande. Em 1991, o espaço foi inaugurado. A empresa tinha, então, 15 colaboradores. Atualmente, tem o dobro. A mudança permitiu investir em novos equipamentos e reforçar a capacidade instalada, melhorando a resposta e possibilitando abraçar outros desafios, como a produção de moldes de maior dimensão. Com isto, o número de clientes internacionais cresceu e as exportações aumentaram, tendo como destino vários pontos do globo.

CRESCIMENTO Em 2002, foi dado um outro passo importante, com a conclusão do processo de certificação da qualidade. Com isto, conta João Catarino, a empresa conseguiu melhorar o seu processo produtivo e, ao mesmo tempo, prestar um melhor serviço aos seus clientes. Conseguiu, também, reforçar a sua posição em sectores onde ainda praticamente não operava. A indústria automóvel foi um desses exemplos. Desde 2010 e até aos nossos dias, a Moldes Catarino tem sido distinguida com o galardão PME Líder, pelo IAPMEI. Em 2011, com os níveis de crescimento que mantinha, a empresa ampliou as suas instalações, o que permitiu adquirir novos equipamentos e tecnologias de vanguarda. A capacidade produtiva foi crescendo e a Moldes Catarino passou a fabricar moldes de maior dimensão, até 20 toneladas. Em 2018, foi dotada com equipamentos de grande porte. Surgiu também a automação. Um ano depois, viu o seu processo certificado no âmbito da Higiene e Segurança no Trabalho. Em 2020, foi inaugurada uma nova área: um polo de injeção, com instalações próximas da sede da empresa. Para além de ensaios de moldes, tem capacidade para produção de pequenas e até de grandes séries. Com isto, a empresa lançou-se na criação de vários produtos próprios. Em plena pandemia de Covid-19, desenvolveu equipamentos de proteção, como óculos e viseiras. Mas não só: criou também uma gama de utilitários domésticos.

/ / Moldes Catarino (1991)