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Economia Negócios REVISTA PORTUÁRIA

Edição 244 / Ano XXII / 2020

R$ 50,00

AEROPORTO DE

NAVEGANTES Atraso de 30 anos se edital não for modificado

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• Edição 244 • Economia&Negócios


EDITORIAL

ISSN - 1981 - 6170

ANO 22  EDIÇÃO Nº 244 Editora Bittencourt Rua Anita Garibaldi, 425 | Centro | Itajaí Santa Catarina | CEP 88303-020 Fone: 47 3344.8600 Direção: Carlos Bittencourt carlos@bteditora.com.br | 47 9 8405.8777 Presidente do Conselho Editorial: Antonio Ayres dos Santos Júnior Diagramação: Solange Maria Pereira Alves (0005254/SC) solange@bteditora.com.br Capa: Foto - Shutterstock Colaboraram nesta edição: Ivan Tauffer e Yuri Utida Contato Comercial: Sônia Anversa - 47 9 8405.9681 carlos@bteditora.com.br Para assinar: Valor anual: R$ 600,00 A Revista Portuária não se responsabiliza por conceitos emitidos nos artigos assinados, que são de inteira responsabilidade de seus autores. www.revistaportuaria.com.br twitter: @rportuaria

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A RETOMADA DA ECONOMIA PÓS-PANDEMIA

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economia brasileira manteve, ao longo do terceiro trimestre, a trajetória de recuperação após o choque da pandemia da Covid-19 de março-abril. Além da gradual flexibilização das restrições à mobilidade de pessoas, a extensão do auxílio emergencial, a ampliação do crédito a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) com garantia do Tesouro e a política monetária expansionista ajudam a explicar a retomada observada a partir de maio. Os dados de atividade econômica divulgados desde junho têm basicamente confirmado o cenário, segundo o qual, com a continuidade do processo de flexibilização das restrições à mobilidade e ao funcionamento das atividades econômicas iniciado em junho, a economia voltaria a crescer no terceiro e quarto trimestres de 2020, recuperando parte das perdas do segundo trimestre e encerrando o ano com uma queda de 6%. Contudo, o desempenho observado de parte dos indicadores de atividade econômica nos primeiros meses do terceiro trimestre permite uma expectativa mais otimista acerca do ritmo de recuperação ao longo do restante do ano. Com isso, a queda projetada para o PIB no ano foi revisada de 6% para 5%, enquanto, para 2021, o crescimento projetado foi mantido em 3,6%. No curto prazo, a intensidade da recuperação ainda depende da evolução da pandemia, em especial da continuidade da trajetória de redução do número de novos casos e mortes. O efetivo controle da disseminação da Covid-19 é particularmente importante para o setor de serviços, que vem apresentando desempenho inferior aos demais devido às restrições ainda em vigor e ao comportamento cauteloso por parte de consumidores. As perspectivas para a economia dependem também, ou principalmente, da redução das incertezas quanto à política fiscal diante do forte aumento do deficit e da dívida pública resultante das medidas de combate aos efeitos da pandemia, bem como das pressões que vêm se acumulando pelo aumento de gastos.

TRANSPORTE DE CARGAS FRACIONADAS E LOTAÇÕES 30anos anostransportando transportandocom comagilidade agilidadee rapidez e rapidez 32

BRUSQUE/SC (47) 3351-5111

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SÃO JOÃO BATISTA/SC (48) 3265-1311

FLORIANÓPOLIS/SC (48) 3258-5330

GUARULHOS/SP (11) 2085-4500

CURITIBA/PR (41) 3348-7000 Economia&Negócios • Edição 244 • 3


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Sumário

17. CAPA. Futuro do aeroporto de Navegantes

em debate entre representantes empresariais 06. Entrevista: EDUARDO RIOS NETO Pandemia impactou 70% das indústrias 08. Opinião: Ivan Tauffer Comércio otimista para o pós-pandemia

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16. RECONLOG entrega nove galpões de armazenamento no Porto de São Sebastião 18. SESI e SENAI são parte do Brasil que funciona 20. SINDUSCON elege diretoria TRIÊNIO 2020-2023

10. Opinião: Yuri Utida Afinal, para quem o seguro de vida faz sentido?

22. Quantum Logistics afretou Antonov para megaoperação

12. Logistique muda de formato e parte para internacionalização

24. FIESC lança cartilha para indústria se adequar à Lei de Proteção de Dados

14. Obras da Fg Big Wheel avançam e começa nova etapa

25. Porto Itapoá alcança a marca de 5 milhões de TEUs movimentados

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26. Portonave investe mais de R$ 16 milhões na compra de equipamentos 27. Governador inaugura pera ferroviária no Porto de Imbituba para facilitar acesso de trens 28. Confiança da indústria sobe nos 30 setores industriais pesquisados em setembro 30. Escritório da Apex-Brasil no Sul completa um ano de operações e contabiliza resultados positivos


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Entrevista: EDUARDO RIOS NETO

Pandemia impactou 70% das indústrias Em entrevista, o diretor do IBGE, Eduardo Rios Neto, apresenta dados e explica a metodologia da pesquisa quinzenal Pulso Empresa, que mostra a extensão dos prejuízos da Covid-19

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pandemia da covid-19 teve um impacto geral negativo sobre os negócios de 70% das empresas brasileiras, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Responsável pelo estudo, o diretor de Pesquisa da instituição, Eduardo Rios Neto explica, nesta entrevista, que “o maior percentual de empresas em que a pandemia teve efeito negativo estava no setor de serviços, seguido por indústria, construção e comércio”. Economista com doutorado em demografia pela Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, Rios Neto foi também professor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) de 1980 a 2015. Confira a entrevista completa a seguir: A pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas foi criada recentemente. O que levou à criação do estudo? EDUARDO RIOS NETO - No Brasil, o primeiro caso confirmado de covid-19 foi no final de fevereiro. A partir da segunda quinzena de março, diversas medidas de isolamento social foram adotadas, com restrição ao deslocamento de pessoas e fechamento temporário de estabelecimentos não essenciais, decididos por estados e municípios, visando preservar a população e o estresse sobre os serviços de saúde. Ainda no mês de março, os efeitos sobre as empresas começaram a ser percebidos pelos indicadores conjunturais do IBGE sobre a produção industrial, o volume de comércio e o volume de serviços. Ao longo de abril, dada a magnitude e multiplicidade de choques negativos observados na atividade econômica, notamos impactos em diversos setores, o que demandou um estudo específico. Que dados são coletados? EDUARDO RIOS NETO - O IBGE desenvolveu uma gama de produtos para contribuir no entendimento dos impactos

da pandemia na sociedade. Essa pesquisa, de natureza experimental, tem o objetivo de identificar e acompanhar a evolução de alguns dos principais efeitos da pandemia nas empresas, principalmente as de pequeno porte. Ela se baseia num questionário de resposta rápida, com perguntas qualitativas, dirigido a um conjunto de empresas de diferentes tamanhos, segundo o número de pessoas ocupadas, espalhadas no território e representativas dos setores de indústria, construção, comércio e serviços. A primeira edição da pesquisa mostrou que a pandemia do novo coronavírus teve um impacto negativo sobre os negócios. Que dados o senhor destacaria? EDUARDO RIOS NETO - Nessa primeira edição, as empresas compararam a situação percebida na primeira quinzena de junho ao período anterior ao início da pandemia. Os resultados mostraram que,

ARMAZÉM: Rua Blumenau, Nº 2020 - sala 01 – Barra do Rio - Itajaí/SC 6

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entre 2,7 milhões de empresas em funcionamento, 70% reportaram que a pandemia teve um impacto geral negativo sobre o negócio. Por outro lado, algumas afirmaram que a pandemia trouxe oportunidades, com um efeito positivo. Por segmento, o maior percentual de empresas em que a pandemia teve efeito negativo estava no setor de serviços, seguido por indústria, construção e comércio. E como ficou a produção? EDUARDO RIOS NETO - Em relação à produção, 63% das companhias tiveram dificuldade de fabricar produtos ou atender clientes, 29,9% relataram não ter havido alteração significativa e 6,9% informaram que tiveram facilidade, mas a maior parte das empresas teve dificuldades para realizar pagamentos de rotina. Nossa estimativa, com base na pesquisa, é que cerca de 1,2 milhão de empresas em funcionamento adiaram o pagamento de impostos desde o início de março, sendo que mais da metade considerou ter recebido apoio do governo na adoção dessa medida. Em relação à indústria, quais são os dados pesquisados? EDUARDO RIOS NETO - Foram investigadas empresas de diferentes segmentos industriais e tamanhos, localizadas de forma espalhada no território. Os resultados estimados foram apresentados de forma agregada e mostraram que os impactos negativos foram percebidos por cerca de 73% das empresas industriais, até o final da primeira quinzena de junho. Entre os problemas apontados estão percepção de redução nas vendas, maior dificuldade na capacidade de fabricar produtos e dificuldades em acessar fornecedores de insumos e matérias-primas em decorrência da pandemia. Isso fez com que seis em cada dez empresas industriais reportassem, também, dificuldades para honrar pagamentos de rotina. Como ficaram as vendas industriais? EDUARDO RIOS NETO - Na primeira rodada, referente à primeira quinzena de junho, em comparação ao período pré-pandemia, 65,3% das empresas industriais apontaram que a covid-19 causou queda nas vendas, ou seja, é um indicador de incidência de empresas com diminuição de vendas e não de redução na escala das mesmas. As empresas tiveram dificuldade de acesso a crédito mais barato? EDUARDO RIOS NETO - Foi identificada dificuldade de acesso a uma modalidade específica, que foi o crédito emergencial para pagamento da folha salarial, mas o custo do crédito para as empresas, principalmente para pequenos e médios empresários, não é um problema que surgiu com a pandemia.

Os resultados mostraram que, entre 2,7 milhões de empresas em funcionamento, 70% reportaram que a pandemia teve um impacto geral negativo sobre o negócio.

 Texto: Revista Indústria Brasileira

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Opinião Comércio otimista para o pós-pandemia

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Por Ivan Tauffer O autor é presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de SC (FCDL/SC)

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m seis meses de enfrentamento ao novo coronavírus, o comércio catarinense recorreu a medidas que proporcionaram resultados positivos e que agora nos permitem olhar com confiança para o cenário pós-pandemia. As vendas caíram e era impossível evitar tal impacto. Mas algumas datas especiais ao longo do período registraram reações, com quedas abaixo do previsto. E, ao adotarmos os protocolos de segurança recomendados pelas autoridades de saúde, garantimos a proteção aos nossos colaboradores e aos clientes, resguardamos os empregos e iniciamos a retomada gradual das atividades. Procuramos manter um diálogo permanente com o Governo do Estado, em parceria com outros setores produtivos - e obtivemos conquistas como a prorrogação por 90 dias do pagamento do ICMS para os contribuintes do Simples Nacional, assim como a concessão de crédito emergencial do Badesc e a liberação para a prova de calçados (com utilização de plástico filme e demais medidas sanitárias). Foi um diferencial capaz de manter o comércio ativo, assegurando a sobrevivência das empresas familiares e de micro e pequeno porte, sabidamente as maiores geradoras de empregos. Foi esse segmento o mais penalizado no período de isolamento social e que, portanto, mais necessita de apoio. A entidade lançou campanhas como "Comércio Consciente", disseminando a importância das práticas que podem preservar a saúde dos envolvidos, e "A gente se reinventa", para estimular o comércio local e fomentar a economia de cada município. Atentos ao e-commerce, impulsionado durante a pandemia, criamos - em parceria com o Sebrae/SC - um programa de transformação digital no varejo, para acelerar as vendas on-line e fortalecer as marcas. Nossas iniciativas foram frutos de muitos debates, análises técnicas e discussões coletivas, permitindo que a retomada à vida normal seja viabilizada com o menor desgaste possível. Continuamos concentrando esforços para a retomada gradual dos números positivos. A próxima data especial é o Dia das Crianças, em outubro, mais uma oportunidade para seguirmos evoluindo nos resultados, e chegarmos ao Natal com mais otimismo e esperança. 


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Opinião Afinal, para quem o seguro de vida faz sentido?

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Por: Yuri Utida O autor é Especialista em Gestão de Risco & Patrimonial na Mônaco Investimentos & Seguros

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pandemia do novo coronavírus mudou a forma como o brasileiro trabalha, vive e cuida da saúde. E dá sinais de que mudará a forma com que nos relacionamos com o dinheiro. Sem poder trabalhar por causa da quarentena prolongada, muitas famílias viram sua renda e qualidade de vida despencar. Afinal, pouco mais de 90% dos brasileiros não dispõem de reservas financeiras. O sinal de alerta disparou e a procura por seguros de vida mais que dobrou em algumas seguradoras. Mas, apesar da pandemia escancarar a necessidade de ter garantias e reservas, muita gente ainda pensa que contratar um seguro de vida é algo exclusivo para quem tem muito dinheiro. “Aí que começa o primeiro erro no planejamento financeiro das famílias. Muitos têm a ideia de que ter um seguro é coisa só para quem tem reservas e teria como sobreviver sem poder trabalhar, mas é justamente o contrário”, conta o planejador financeiro e gestor de riscos, Yuri Utida. De acordo com o especialista, autônomos, profissionais liberais e todos que não têm patrimônio autossustentável e reservas financeiras são o perfil de quem precisa contratar garantias. “Estamos falando não apenas de pessoas que só geram renda se puderem trabalhar, mas também de trabalhadores assalariados que não têm reservas. Se, num piscar de olhos, a pessoa não puder trabalhar por motivos de saúde, por exemplo, não vai gerar a renda que precisa para sobreviver. É para esse público que foram desenvolvidos os seguros”, completa Utida. As pessoas também têm a ideia equivocada de que o seguro só serve para garantir um recurso para a sua família em caso de morte, mas há inúmeras soluções que garantem uma renda em caso de afastamento temporário ou definitivo por doenças ou outros imprevistos, como acidentes, por exemplo. “E, ao contrário do que muitos imaginam, é possível ter uma garantia com um investimento de 3 a 7% da receita. Não é algo irreal ou só para os ricos”, completa. Outro erro comum é pensar que, no caso dos trabalhadores com carteira de trabalho assinada, o INSS pode oferecer alguma segurança futura em caso de invalidez ou incapacidade de trabalhar. “Depois da Reforma na Previdência, está cada vez mais difícil conseguir o benefício e o pagamento pelo teto, que só é pago para quem contribui por pelo menos 15 anos pagando pelo teto. Então é uma ilusão achar que o INSS vai manter seu padrão de vida se algo errado acontecer”, explica. Para os autônomos, a situação é ainda mais dramática. “Muitas vezes o autônomo não contribui com o INSS e quando faz, paga o mínimo. Numa necessidade de afastamento, quando muito, terá um beneficio de R$ 1 mil. Se ele não tiver outras garantias, estará completamente desamparado”, reforça o Utida. O gestor de risco alerta, no entanto, que antes de correr para contratar um seguro é preciso escolher uma instituição idônea e um produto personalizado, que atenda às suas necessidades específicas. “Fuja dos modelos de prateleira que bancos costumam oferecer. É preciso encontrar uma solução que se encaixe no seu perfil, para que, se você precisar no futuro, tenha o retorno do investimento e não saia no prejuízo”, diz. 


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Logistique muda de formato e parte para internacionalização

Serão três dias de evento onde serão abordados temas ligados ao comércio internacional, o transporte multimodal de cargas e logística, em seus diversos aspectos

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Logistique – Feira e Congresso de Logística e Negócios Intermodais, ganha nova roupagem e neste ano será realizada de forma totalmente digital, de 4 a 6 de novembro. O evento está na sua sétima edição e consolidou-se como um importante e estratégico agente de negócios e network para os setores de logística, comércio exterior e transporte multimodal na região Sul, reunindo importantes players para discutir o futuro das cadeias logística e do comex, apresentar práticas de sucesso e gerar negócios. E esta edição não será diferente. A internacionalização do evento a partir deste ano se faz necessária devido ao grande peso do comércio internacional e a internacionalização de marcas brasileiras e globais têm na formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A corrente de comércio brasileira somou US$ 402,731 bilhões em 2019, sendo US$ 225,383 bilhões em exportações e US$ 177,348 bilhões em Importações. Já nos primeiros oito meses deste ano o Brasil exportou US$ 138,321 bilhões e importou US$ 102,040 bilhões, somando uma corrente de comércio de US$ 240,361 bilhões. A previsão de entrada de investimentos estrangeiros no Brasil em 2020, segundo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) avançou de US$ 51,25 bilhões para US$ 55 bilhões. Para 2021, a estimativa é de US$ 65,48 bilhões. E as expectativas são positivas, até porque não há dúvidas de que haverá uma retomada das operações comerciais internacionais. As mudanças estruturais que estão sendo feitas no âmbito governamental justificam tal otimismo, juntamente com os hercúleos esforços que a iniciativa privada está fazendo para se manter competitiva e preparada para enfrentar as adversidades que possam aparecer na fase pós-pandemia. O carro chefe da edição 2020 da maior feira do setor no Sul do Brasil será a Logistique Web Conference, que contará com gestores de grandes empresa brasileiras e internacionais. Também estão confirmados painéis com os embaixadores da União Europeia, da China e dos Estados Unidos no Brasil, Ignacio Ybáñez, Yang Wanming e Todd Chapman, respectivamente. O Sul do Brasil, região geográfica na qual a Logistique – Feira e Congresso de Logística e Negócios Multimodais está consolidada como principal feira do setor, tem um grande potencial exportador e importador e as relações

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bilaterais do Brasil e dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com os Estados Unidos, China e União Europeia são cruciais para o comércio exterior brasileiro, pois os dois países e o Bloco Econômico são os maiores parceiros comerciais do Brasil e também dos estados do Sul.

Multimodalidade e logística

Serão três dias de evento, sendo que no primeiro serão abordados temas relacionados ao comércio internacional, o segundo dia está reservado para assuntos ligados ao transporte intermodal de cargas e, o terceiro dia, à logística, em seus diversos aspectos. O segundo dia do evento digital vai abordar a multimodalidade, vista hoje como uma importante alternativa para diminuir custos, tempo e o impacto ambiental causado pelos deslocamentos, utilizando-se diversos meios de transporte, principalmente para longas distâncias. O tema será amplamente discutido com especialistas e representantes de portos e grandes prestadores de serviços, com o objetivo de otimizar processos e minimizar custos operacionais. Principalmente porque o Brasil é um país de distancias continentais e o transporte rodoviário de cargas é ainda a principal matriz. No entanto, no Brasil há ainda os modais aéreo e marítimo, que são grandes opções para as longas distâncias, e a navegação costeira, ou cabotagem, que é um meio de transporte altamente competitivo. “Foi pensando nos benefícios das plataformas multimodais completas que foi definida a programação do segundo dia da Logistique – Feira de Logística e Negócios Multimodais, que terá como tema ‘O Crucial Papel do Transporte Multimodal na Cadeia Logística’, se faz cada vez mais necessário, uma vez que a globalização da economia exige competitividade”, diz o diretor da Logistique, Leonardo Rinaldi. No terceiro e último dia serão discutidas a logística e intralogística como diferenciais competitivos. Ou seja, vai compreender a movimentação de produtos dentro de armazéns, unidades fabris e centros de distribuição envolvidos na logística da empresa. Isso garante o funcionamento em sincronia da distribuição de todos os insumos necessários para o funcionamento da operação. Logo, é um processo que otimiza todo o gerenciamento da cadeia de suprimentos e os processos, tendo influência decisiva na eficiência dos serviços da empresa fazendo com que esteja voltada à gerar valor. Aumenta ainda a produtividade e o valor do negócio, pois o foco é não só nos processos físicos, mas também nos fluxos de informações da operação. 


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TURISMO

Obras da Fg Big Wheel avançam e começa nova etapa Aro da roda gigante de Balneário Camboriú está 100% concluído

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FG Big Wheel em Balneário Camboriú chegou a uma das etapas mais esperadas da construção do empreendimento. Depois de quase dois meses do início da montagem, o aro está completo. São 18 peças que formam a parte principal da maior roda gigante estaiada da América Latina. “É muito bom ver ao vivo o que idealizamos, e melhor ainda ver a reação das pessoas ao se depararem com a roda gigante. Nitidamente fará parte da memória afetiva dos visitantes, que farão a associação desse astral, dessa atmosfera positiva, moderna, à Balneário Camboriú”, comenta emocionado Cícero Fiedler, fundador da FG Big Wheel. “Estamos muito felizes com a conclusão da instalação do aro, foi um etapa que despertou o acompanhamento de perto de toda a sociedade, gerando forte interesse e curiosidade a cada parte que era montada. A equipe trabalhou de forma incansável e está de parabéns. Agora estamos ansiosos para iniciar a colocação das cabines”, conta Erondi Roveda, sócio diretor. Quem também comemora muito essa primeira fase concluída

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é Gil Koeddermann. “Lágrimas nos olhos e somente vendo para acreditar que chegamos até aqui”. O consultor ambiental da Koeddermann Consultores Associados comandou uma grande equipe de profissionais de diversas áreas para a implantação da roda gigante. Os trabalhos começaram em 2017.

PRÓXIMA ETAPA

A previsão para a inauguração da FG Big Wheel é a primeira quinzena de dezembro. Então, até lá ainda tem muito trabalho pela frente! Nos próximos dias vão ser desmontadas as estruturas auxiliares que foram utilizadas na montagem do aro, além da retirada dos guindastes, guinchos, e outros equipamentos. “Com a retirada desses auxiliares a roda gigante vai ficar totalmente estaiada, o que é o diferencial do empreendimento que vamos entregar a Balneário Camboriú”, relata Cícero.   Segundo o engenheiro da obra, Marcelo Anderle, o cronograma geral do empreendimento encontra-se com 69% executado.  Já a montagem


mecânica da roda gigante atingiu 73%, com o fechamento total do aro. “A operação aconteceu com sucesso, e perfeito encaixe de todas as peças. Os próximos trabalhos serão de solda dos segmentos e torqueamento dos cabos de aço de sustentação. Após estes ajustes serão iniciadas a montagem dos suportes das cabines e posterior montagem das mesmas.” Marcelo ainda complementa. “Neste momento estamos com aproximadamente 70 profissionais, equipes de arquitetos, e quatro engenheiros envolvidos diretamente no empreendimento.” A instalação das 36 cabines climatizadas deve durar cerca de 30 dias. Cada uma terá a capacidade para seis pessoas sentadas confortavelmente. Os visitantes vão ter uma visão 360 graus e vão se surpreender com o cenário que o novo ponto turístico de Balneário Camboriú vai proporcionar a 82 metros acima do nível do mar. A FG Big Wheel está no Costão da Barra Norte rodeado de Mata Atlântica e de frente para o mar. O passeio vai durar 20 minutos poderá ser feito tanto durante o dia quanto à noite. O valor dos ingressos ainda não foi definido, mas os empreendedores já anunciaram que o preço será acessível e com desconto especial para quem comprar pela internet.   A roda gigante está sendo montada numa área privada de 37.500m2, e mais de 57.000m2 contando a faixa de marinha. O empreendimento vai utilizar menos de 2% da área total do terreno. O complexo vai oferecer ainda áreas de convivência com praça de alimentação, lojas de souvenirs e banheiros, em um local com segurança, iluminação e Wi-fi. O espaço vai ser aberto ao público e apenas o que for consumido será cobrado. Toda a estrutura vai se conectar ao Deck do Pontal Norte, que já foi reformado pela empresa.  

FG BIG WHEEL E BC CONVENTION

Para dar ainda mais força ao turismo local, a FG Big Wheel se associou ao BC Convention. “Nós estamos felizes em fazer parte da Convention & Visitors Bureau de Balneário Camboriú. E agora juntamente com outros atrativos fazemos parte da oferta turística da nossa cidade. Quanto mais atrações para oferecer aos visitantes, mais fortes estaremos posicionados no cenário Turístico Nacional”, comenta Ricardo Fiedler, sócio diretor. Para presidente do BC Convention, Margot Rosenbrock Libório, a roda gigante em Balneário Camboriú é um orgulho para Santa Catarina. “Estamos muito felizes com a rapidez com que a obra da FG Big Wheel está se desenvolvendo. Este novo equipamento turístico chega à cidade em um momento estratégico, um momento de renovação. Balneário Camboriú inova e se renova e este é um equipamento turístico que empolga moradores e turistas.” 

www.multiplaaa.com.br

Decreto que regulamenta Lei do Mecenato prevê R$ 75 milhões para o setor cultural de SC Já está em vigor o decreto que cria a Lei do Mecenato em Santa Catarina. Com a medida, empresas catarinenses poderão doar parte do ICMS para projetos aprovados pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC). Conforme o Decreto 843/2020, editado pelo governador Carlos Moisés na última semana, o Estado poderá abrir mão de arrecadar até R$ 75 milhões por ano para o financiamento de iniciativas culturais. “Não temos dúvidas que essa ajuda é essencial e vem em boa hora, especialmente por atender um setor já tão prejudicado com a pandemia de coronavírus. Trata-se de um incentivo fiscal para a cultura”, afirmou o governador. As normas e critérios para a seleção das propostas culturais serão definidas em um novo decreto. A Lei do Mecenato estabelece que os recursos captados com as empresas não poderão exceder 0,5% da parte estadual do ICMS. A base para o cálculo será o ICMS pago no ano anterior, gerando um crédito para a empresa doadora.

Outras medidas

O Decreto 843/2020 - que regulamenta o artigo 5º da lei estadual nº 17.762/2019 e a lei 17.942/2020 - soma-se à Medida Provisória 229, editada para diminuir os prejuízos econômicos decorrentes da pandemia de Covid-19. A MP destina R$ 4 milhões por meio de auxílio emergencial ao setor cultural e está sendo executada por meio do Edital #SCulturaemSuaCasa, cadastro que continua em aberto no site da FCC. Além das duas iniciativas, na última terça-feira, 22, iniciou o período para solicitar o auxilio emergencial destinado a trabalhadores e trabalhadoras da área cultural por meio da Lei Aldir Blanc, que vai até 9 de outubro de 2020. A Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020, dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural a serem adotadas durante o estado de calamidade pública. 

Julio Cavalheiro/ Arquivo/ Secom

EXPORTAÇÃO • IMPORTAÇÃO Economia&Negócios • Edição 244 • 15


RECONLOG entrega nove galpões de armazenamento no Porto de São Sebastião Empresa construiu mais de 27 mil m2 de ambientes personalizados para armazenagem de açúcar para organização privada

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RECONLOG - referência no mercado de estruturas metálicas revestidas em lona - que atua no país desde 2012, entregou à PROPORTO desde maio deste ano, nove galpões no Porto de São Sebastião para armazenagem de açúcar. O projeto, que começou com a entrega de três módulos em maio deste ano, ganhou robustez quando a PROPORTO recebeu uma demanda ainda maior para armazenagem de açúcares em “big bag” e precisou de mais seis galpões para atender suas necessidades logísticas e de armazenamento. No total, são 27.050m² de área construída com o modelo RL360 para estocagem, já que a operadora logística é responsável por receber a carga em sacarias individuais e depois preparar o montante para exportação. Cada construção possui 30m de largura, 90m de comprimento e 6m de altura, além de iluminação e três portões de acesso, com montagem feita em piso de concreto. Neste projeto, também foi adicionado um item de alta importância para a eficiência logística do cliente, o grid lateral. O módulo padrão conta com grid lateral de 5m. Para a PROPORTO, a Recon personalizou este comprimento para 10m de comprimento, gerando uma abertura que possibilita a formação de mão dupla na passagem de caminhões e melhorando a circulação simultaneamente entre os galpões. Todas as estruturas foram erguidas dentro do porto e com muita agilidade, levando, em média, apenas cinco dias para montagem de cada galpão. O contrato é temporário, porém com grandes chances de renovação devido às expectativas de aumento da demanda para 2021. Para Naldo Sales, CEO do Grupo Recon: “O galpão em lona temporário permite ao operador logístico transitar entre os mais diversos tipos de produtos e consequentemente das suas modalidades específicas de armazenagem”. Ele ainda enfatiza que a capacidade de armazenamento varia conforme o produto e o modelo de armazenamento, como sacarias, “big bags”, a granel etc.

Sobre a RECONLOG

Criada por Naldo Sales, em 2012, a RECONLOG é uma empresa especializada em galpões de armazenagem. O intuito é revolucionar o mercado por ser uma das principais referências no mercado de estruturas metálicas revertidas em lona do país. Com profissionais qualificados e comprometidos, a divisão do Grupo RECON é focada em entregar produtos conceituados e inovadores para a logística de todo o Brasil.  Para mais informações, acesse o site: www.reconlog.com.br

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CONCESSÃO

Futuro do aeroporto de Navegantes em debate entre representantes empresariais

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ACISC, FIESC e suas vice-presidências regionais do Vale do Itajaí realizaram um debate virtual sobre a situação atual e futura do aeroporto de Navegantes. O encontro contou com a presença dos presidentes da FACISC, Jonny Zulauf, do Sistema FIESC, Mario Cezar de Aguiar e do presidente eleito da FACISC, Sérgio Alves, que ressaltaram em seus discursos o quanto o transporte de cargas do aeroporto de Navegantes é importante para a competitividade da economia catarinense. Superintendente Aeroporto Internacional de Navegantes, Jaison Mello, fez uma breve explanação sobre a atual situação do aeroporto. Liderando o encontro, o vice-presidente da Facisc para a regional Alto Vale, Rinaldo Luiz Araújo, destacou que a classe empresarial precisa negociar com o Governo Federal para reverter o investimento que o governo pretende fazer em perfumarias para a construção da pista de cargas que fará a diferença para o desenvolvimento do estado. Segundo Rinaldo, já foi enviado oficio ao ministro da infraestrutura apontando as discordâncias e inconsistências da concessão, porém as respostas não atenderam as expectativas dos envolvidos. “Temos que resolver ou resolver. Não vejo outro caminho para o desenvolvimento de Santa Catarina”, ressaltou. Na avaliação do presidente da Fiesc, Mário César Aguiar, há fortes argumentos para as alterações e, se não se resolver a questão da pista agora, será muito difícil fazer depois. “SC tem condições de solicitar ao ministro da infraestrutura que encontre um caminho sobre a concessão”, declarou. “Acompanho a tempo esta situação do aeroporto e acredito que temos dois caminhos diante desta situação. Um é mostrar as

inconsistências em relação aos dados no Tribunal de Contas, outro caminho é a importância de o edital contemplar o investimento numa segunda pista, até como prioridade”, declarou o recém eleito presidente da FACISC, Sérgio Alves. O encontro teve como mediadora a presidente ACIBr, Rita Conti, e contou com a participação dos representantes das Acis de: Presidente da Acibalc – Maria Pissaia, Presidente da Acib – Avelino Lombardi, Presidente de Acig – Nelson Bornhausen , Presidente de Acidi – Renato Tomio, Presidente de Acii – Mario César dos Santos, Presidente da Acin – Verner Dietterle, Presidente da Acipen – Cionei Zanotti, Presidente da Acip – Peter Volkmann, Presidente da Acimvi – Jeter Reinert Sobrinho Também foram convidados: Vice Presidente de Marketing da ACATE e Presidente da BLUSOFT – Henrique Bilbao, Presidente do Foro Metropolitano da Foz do Rio Itajaí Açu – Rafael Mayer, Gerente Administrativo da Pac Log – Jean Pablo, Presidente do COMTUR e Vice Presidente de Turismo da Acibalc – Osny Maciel Júnior. 

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SESI e SENAI são parte do Brasil que funciona Em artigo, presidente da CNI destaca o trabalho desenvolvido pelas duas instituições, ao longo de várias décadas, em prol das empresas, trabalhadores e jovens de baixa renda

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os últimos tempos, tornou-se recorrente – e, em alguns casos, virou até ideia fixa – a defesa que alguns economistas têm feito em artigos na imprensa (e, mais recentemente, em lives) da suposta necessidade de redução dos recursos destinados às entidades que integram o chamado Sistema S. Propugnam que tais cortes sejam feitos no âmbito da reforma tributária em trâmite no Congresso Nacional, como parte da desoneração da folha de pagamentos das empresas. Em razão dessa apregoação, torna-se fundamental alertar a sociedade brasileira sobre os inestimáveis danos que serão impostos a milhares de empresas e a milhões de trabalhadores e jovens de baixa renda, caso tal medida venha a ser implementada, e alcance o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI). Há oito décadas, SESI e SENAI contribuem de forma expressiva para o desenvolvimento da indústria e do país. Neste período, o SENAI transformou-se no maior complexo de educação profissional da América Latina, com 2,3 milhões de matrículas anuais – 67% das quais com gratuidade. Desde que foi criada, já formou mais de 75 milhões de trabalhadores, em 28 setores da indústria. Atualmente, possui 583 unidades fixas e 457 móveis, entre as quais dois barcos-escola que atuam na região Amazônica, levando educação profissional gratuita para moradores de comunidades ribeirinhas localizadas em áreas de difícil acesso. Presente em 3.270 municípios, a instituição emprega 28,3 mil profissionais das áreas de educação profissional, tecnologia e inovação. Uma demonstração da excelência o ensino que ministra foi o 1º lugar que seus alunos conquistaram em 2015 na WorldSkills, a olimpíada internacional de educação profissional, à frente de equipes de países que são referência em educação, como Coreia do Sul e Alemanha. Na edição de 2017, eles ficaram no 2º lugar geral, concorrendo com estudantes de 62 países. O SENAI também tem contribuído de forma expressiva para a inserção de empresas nacionais na 4ª revolução industrial, também conhecida como Indústria 4.0. A entidade possui 58 institutos de tecnologia, que prestam serviços de metrologia, testes de qualidade e processos produtivos, e realizam cerca de 1,5 milhão de ensaios laboratoriais por ano. Nos últimos anos, foram investidos R$ 3 bilhões na implantação da maior rede de inovação industrial do país. Em parceria com indústrias, startups e renomadas instituições internacionais – como o Instituto Fraunhofer, da Alemanha, e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos –, os 26 Institutos SENAI de Inovação já desenvolveram diversos equipamentos e soluções inovadoras, tais como nanossatélites, robôs submarinos autônomos e tintas nanorregenerativas. O SESI, por sua vez, oferece educação básica e continuada para tra18 • Edição 244 • Economia&Negócios

balhadores da indústria, tendo realizado, apenas em 2019, cerca de um milhão de matrículas – um terço das quais gratuitas. Suas escolas apresentam os melhores desempenhos no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), com índices superiores aos de escolas municipais e estaduais. São também a principal referência nacional em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Outro foco de sua atuação são programas de saúde e a segurança no trabalho, com ações que, apenas no ano passado, beneficiaram 4,3 milhões de pessoas – incluindo aplicação de quase um milhão de doses de vacinas. A instituição mantém, ainda, nove centros de inovação, que desenvolvem tecnologias voltadas para a melhora do bem-estar dos trabalhadores. Ao todo, possui 116 unidades de vida saudável e 526 escolas, que empregam 34,5 mil profissionais das áreas de educação, saúde e segurança do trabalho, cultura e ação social.


Um eventual corte nos recursos que financiam ações dessas entidades significaria reduzir, na mesma proporção, oferta de cursos de educação profissional para milhões de jovens e trabalhadores, agravando ainda mais o problema da produtividade no trabalho no país. A situação seria ainda mais dramática neste momento em que, em decorrência da pandemia da Covid-19, o Brasil enfrenta uma crise econômica e sanitária sem precedentes, com milhares de empresas em situação de insolvência e milhões de desempregados e jovens sem qualquer perspectiva profissional. Ressalte-se que o trabalho desenvolvido por SESI e SENAI tem um elevado grau de reconhecimento por parte da população. Pesquisa do Ibope revelou que mais de 90% dos entrevistados consideram ótimos ou bons os diversos serviços prestados pelas duas instituições. Outro levantamento mostra que nove em cada dez empresas industriais dão preferência para a contratação de ex-alunos do SENAI, nos diversos segmentos, em função da excelência da formação deles. Atualmente, a entidade é responsável pela capacitação de 95% da mão de obra empregada na indústria nacional, sendo que 80% dos técnicos que forma são das classes C, D e E. É importante destacar, ainda, que as contribuições destinadas a SESI e SENAI repre-

sentam uma minúscula parte dos encargos que recaem sobre as folhas de salários das médias e grandes indústrias. Milhões de micro e pequenas empresas, maiores geradoras de empregos no país, utilizam sem ônus os serviços das duas entidades. Portanto, o saldo do corte de tais recursos certamente seria negativo, dado que as companhias teriam que lançar mão de outras fontes para qualificar e promover a saúde e a segurança de seus trabalhadores. A não ser que aqueles que, sem conhecimento de causa, defendem o corte nas contribuições estejam querendo transferir recursos dessas entidades, que atendem majoritariamente integrantes das classes C e D, para instituições voltadas para as classes A e B – o que é inadmissível. Por todo o exposto, é possível depreender que uma eventual redução nas receitas que hoje sustentam o SESI e o SENAI, orientada por um lógica meramente fiscal, descontinuará um inestimável trabalho desenvolvido, ao longo de várias décadas, em prol de milhares de empresas e de milhões de trabalhadores e jovens de baixa renda de todos os recantos do Brasil. Diante de tais ameaças, mais do que nunca é crucial que, não apenas seus beneficiários diretos, mas toda a sociedade, ajude a defender estas que estão entre as instituições que, verdadeiramente, funcionam no país.

Pesquisa do Ibope revelou que mais de 90% dos entrevistados consideram ótimos ou bons os diversos serviços prestados pelas duas instituições.

Robson Braga de Andrade é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Economia&Negócios • Edição 244 • 19


SINDUSCON elegeu diretoria para o triênio 2020-2023 Confira os nomes que integram a Diretoria eleita: Diretoria Executiva Presidente: Nelson Edilberto Nitz Vice-Presidente de Estratégias e Materiais: João Paulo Packer Silva Vice-Presidente de Relações Trabalhistas e Administração: Alex Haacke

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Sinduscon de Balneário Camboriú e Camboriú elegeu dia 30 de setembro sua nova Diretoria para o triênio 2020-2023.O atual presidente, engenheiro Nelson Nitz, permanece no cargo representando os empresários do setor da construção civil por mais três anos. A eleição se deu em chapa única, alcançando o quórum necessário para sua validação. Atualmente, a entidade representa cerca de 180 empresas ligadas ao setor da construção civil. Devido à pandemia da Covid-19, não haverá solenidade pública para reempossar o presidente e seus membros. A eleição se deu através de voto direto, realizada na sede da entidade e tomadas as devidas precauções sanitárias. Nitz segue no cargo num momento de extremo nervosismo econômico provocado pela pandemia, porém, também quando a construção civil computa alta na intenção de negócios por parte do mercado investidor. Desde o início do isolamento social e das restrições na produção industrial, a construção civil de Balneário Camboriú e Camboriú buscou caminhos para manter-se atuante e dentro dos parâmetros de segurança definidos por legislação dos órgãos competentes. O resultado foi a retomada rápida das atividades e a caracterização do setor como um dos mais importantes na manutenção dos empregos e fomento aos negócios. O presidente reeleito reconhece a responsabilidade da construção civil como agente fundamental na retomada econômica da região. “Num momento de tantas incertezas, como o que temos vivido já há alguns meses, é mister termos por foco o conjunto de atores que integra esse cenário. O momento é de agirmos em conjunto, de unirmos esforços e objetivos pelo bem comum. O mundo está globalizado, e ninguém sobreviverá sozinho”, analisa. Segundo ele, é preciso expandir o olhar e criar uma rede colaborativa, onde cada indivíduo compreenda o seu papel, ciente que todos estão interligados e o sucesso coletivo depende da atuação e disposição de cada um em dar o seu melhor. “Isso alcança empresas seguindo as medidas de segurança, empresários com foco na economia, e trabalhadores responsáveis e conscientes da sua responsabilidade individual”, finaliza Nitz.

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Vice-Presidente de Economia e Estatística: Leandro Ivan Pinto Vice-Presidente da Indústria Imobiliária e Relações Institucionais: Carlos Julio Haacke Junior Vice-Presidente de Obras Públicas e Planejamento: Hermes Tomedi Vice-Presidente de Assuntos Sociais: Marcos Antonio Ampessan Vice-Presidente Tecn. Inovadora e Sustentabilidade: Rafael Zapelini Possobon Vice-Presidente para Assuntos do município de Camboriú: Emanuel Duarte de Souza 2º Vice-Presidente para Assuntos do município de Camboriú: Fernando Ricardo Bernz Vice-Presidente de Gestão Financeira: Jurandir Knabben 2° Vice-Presidente de Gestão Financeira: Radson Gonçalves Conselho Consultivo Efetivos: 1. Francisco Graciola

2. Nivaldo Pinheiro 3. Ricardo Espindola 4. Orlando Rodrigues Gomes Junior 5. Silvio Luis Sauer 6. Jair Cechinel de Souza Neto 7. Leonardo Balena Pereira 8. Maria Emilia Badotti Saraiva 9. Odair Rosada 10. Tero Nunes 11. Carlos Henrique Strithorst Rambo 12. Valdemor Spricigo Conselho Consultivo Suplentes: 1. Adeltraut Zoschke Schappo 2. Alcino Pasqualotto 3. Luiz Fabiano Guimarães Silva 4. Carlos Humberto Silva 5. Emiliano Pereira 6. Lizandra Maria Sandini Sant’ana 7. Jean Carlos Graciola 8. Ricardo Martins Muniz 9. Riccardo Cechinel Werner 10. Paulo Roberto Caseca 11. Auri Antonio Pavoni 12. Julio Cesar Pio Junior Conselho Fiscal Titulares: 1. Estácio Santos Pereira Filho 2. Bruno Nitz Neto 3. Richard André de Sá Conselho Fiscal Suplentes: 1. Fábio Andrei Packer 2. Felipe Pavoni 3. Rafael Guimarães Silva Delegados Representantes junto ao Conselho - Titulares: Nelson Edilberto Nitz Carlos Julio Haacke Junior Suplentes: Rafael Zapelini Possobon Nivaldo Pinheiro


Alfabile Santana

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EXPORTAÇÃO

Fotos: Quantum Logistics/Divulgação

Operação do time de especialistas da Quantum Logistics, comandada pela gerente com a gerente de operações e parcerias globais, Priscila Gasperi, na pista do Aeroporto Internacional de Viracopos.

Quantum Logistics afretou Antonov para megaoperação

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Quantum Logistics, freight forwarder brasileiro, realizou o afretamento de uma aeronave Antonov AN124-100, para atender uma exportação que requisitava embarque em lote único e curto lead time. O embarque de equipamentos totalizou 70 toneladas e 545 metros cúbicos. Robison Gasperi, diretor-executivo da empresa, explica que a demanda surgiu e levou somente um dia para a Quantum apresentar a solução e assinar o charter agreement. A companhia também foi contratada para realizar todo o gerenciamento logístico no Brasil - armazenamento e transporte rodoviário até o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas/SP. Foi usada na operação uma frota exclusiva de 14 carretas sider, o que dá uma dimensão da capacidade de carga da aeronave. Em 2021 a Quantum Logistics, com sua 22 • Edição 244 • Economia&Negócios

matriz em Itajaí, Santa Catarina, completa 10 anos de fundação. Segundo Gasperi, “os clientes da empresa no Brasil e no exterior optam pela Quantum em operações complexas como essa, pois sempre conduzimos o nosso trabalho com seriedade, temos credibilidade e um time que não mede esforços para bem atender. Quando a equipe de uma empresa se emociona com os negócios dos seus clientes, o resultado é certo”, acrescenta o diretor.

Saiba mais:

- Em 25 de agosto a aeronave Antonov aterrissou em Viracopos; - Carregamento concluído em 26 de agosto- O cargueiro decolou com destino a San Juan, Puerto Rico em 27 de agosto; - A aeronave afretada foi fabricada em Ulyanovsk, Rússia em 1992. O primeiro voo desse

tipo de aeronave foi em 1982, na então era Soviética; - É a maior aeronave de carga fabricada em série no mundo; - Tem envergadura de 73,3 metros; - Existem apenas 20 aeronaves operando comercialmente, sendo que a operadora Volga-Dnepr tem a maior frota, com 12 unidades; - O compartimento para cargas tem 36,5 metros de comprimento x 6,4 metros de largura x 4,4 metros de altura; - Suporta até 120 toneladas de carga; - Possui 24 rodas, requer uma tripulação de seis pessoas no cockpit e de sete a oito tripulantes técnicos para carga e descarga, totalizando 14 pessoas a bordo para operacionalizar o avião; - Possui aberturas de porta para carga no nariz e na cauda, bem como guindaste interno e opera ainda no sistema Roll-On-Roll-Off (RO-RO).


Retenção de mercadorias pela RFB na importação por revisão de NCM da mercadoria o recente julgamento do STF e seu real sentido KIM AUGUSTO ZANONI OAB/SC 36.370 Sócio do Silva & Silva Advogados Associados e especialista em tributação, logística e comércio exterior.

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a última semana, o STF decidiu, no julgamento do RE 1090591, em repercussão geral, que é constitucional a retenção de bens importados para o pagamento de diferença de tributos apurada mediante arbitramento da autoridade fiscal. O julgamento tem sido (apressadamente) noticiado como uma guinada da jurisprudência e reversão da antiga Súmula nº 323 do STF, causando pânico no segmento do comércio exterior, especialmente por conta do recente aumento das operações de fiscalização relacionadas a classificação fiscal (NCM) - em que é praxe das autoridades fiscais reter a mercadoria até o pagamento das diferenças de II/IPI. Até então, a jurisprudência do TRF4 é (ou era) uniforme: quando há exigência de reclassificação fiscal (divergência de NCM), sem discussão/divergência sobre o tipo, a quantidade, o valor da mercadoria, não se admite a retenção da importação. O fiscal deve lavrar o auto de infração e liberar a mercadoria. A discussão sobre a NCM correta/incorreta deve seguir seu curso em contencioso administrativo. O que muda com o julgamento do STF? Em uma análise puramente técnica, e ao contrário do que se tem veiculado, nada. Analisando a fundo a discussão travada no RE 1090591, é possível identificar que a situação do processo não se dá em torno da reclassificação fiscal, e sim do suposto subfaturamento da mercadoria. Havia, portanto, no caso julgado pelo STF, divergência a respeito de fato. Por isso, a tese fixada em repercussão geral refere expressamente à expressão “arbitramento da autoridade fiscal” - técnica prevista no art. 148 do CTN e que pode ser utilizada quando haja dúvida a respeito do valor/preço dos bens. Nesse passo, quando haja divergência de fato a

respeito da mercadoria importada (Exemplos: O que é a mercadoria? Quanto há de mercadoria? Qual o valor da mercadoria?), a tratativa continua sendo a mesma de antes: permite-se à autoridade fiscal que retenha a importação até a formalização dos procedimentos necessários para o lançamento dos tributos ou perdimento. Quando não exista divergência de fato, ou seja, quando a discussão esteja em torno apenas da classificação fiscal da mercadoria, sem dúvidas a respeito de “o que”, “quanto”, a retenção continua sendo rechaçada pela Súmula nº 323. Contudo, em uma análise prática, é possível que a decisão do STF passe a ser aplicada de maneira equivocada na base, com influência direta na jurisprudência de primeira instância, dificultando a obtenção de novas liminares, daqui para a frente, nos casos de retenção de mercadoria por reclassificação fiscal. A mesma leitura precipitada veiculada nos noticiários pode tomar conta dos julgamentos na origem, influenciando as decisões dos juízes em primeira ou segunda instância. A retenção de mercadoria por mera discussão em torno da classificação fiscal continua sendo uma flagrante violação ao direito de propriedade e à livre iniciativa. Nesse sentido, é importante movimentar-se rapidamente de modo a disseminar, no meio jurídico e no meio do comex, o sentido correto do julgamento do STF. E não apenas isso: temos defendido também a atuação junto às autoridades políticas, de modo a exigir mudança legislativa no procedimento, vedando a retenção de mercadoria nos casos em que haja discussão apenas em torno da classificação fiscal. É apenas dessa maneira que podemos ter alguma expectativa de facilitação da burocracia estatal relacionada à retenção de mercadorias por reclassificação fiscal na importação.

Balneário Camboriú-SC | Itajaí-SC | Florianópolis-SC | Itapema-SC | Sinop-MT | Miami-FL

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FIESC lança cartilha para indústria se adequar à Lei de Proteção de Dados

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om a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a partir deste mês, as empresas e órgãos públicos passam a ter novas obrigações em relação ao tratamento de informações de pessoas naturais – da coleta ao descarte. A nova lei prevê sanções que vão de advertência a multa de R$ 50 milhões, dependendo da gravidade da infração, embora a aplicação de penalidade para as empresas que desobedecerem às novas regras tenha sido adiada para agosto de 2021. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) lançou uma cartilha de orientação ao industrial. “O Brasil está se adequando à legislação mundial”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. “O assunto é motivo de preocupação para todas as empresas e a FIESC está à disposição para auxiliar as indústrias nessa adequação de procedimentos. A cartilha, que está no nosso site, ajuda a entender todas as necessidades geradas pela nova lei”, acrescenta. As empresas podem procurar a FIESC diretamente ou por meio dos sindicatos. “A LGPD fundamentalmente trata de dados pessoais e tem preocupação com a captura, utilização, armazenamento e descarte do dado”, explica o diretor Institucional e Jurídico da FIESC, Carlos José Kurtz. Ele destaca a importância de as empresas darem especial atenção a dados sensíveis, aqueles que tratam de aspectos como saúde, orientação sexual e de crianças e adolescentes, entre outros. Segundo Kurtz, a lei prevê que as empresas criem figuras jurídicas e profissionais para tratamento dos dados. Para o diretor jurídico da FIESC, o assunto envolve aspectos, gerenciais e tecnológicos e o desafio das empresas é encontrar o equilíbrio nesse tripé. Kurtz observa que a lei brasileira se inspira na General Data Protection Regulation (GDPR), legislação europeia que regulamenta

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Marcos Campos

LGPD entrou em vigor nesta sexta-feira, 18, garantindo mais proteção aos titulares dos dados; empresas terão maior responsabilidade em todo o processo de tratamento, que vai da coleta ao descarte de dados pessoais de clientes, funcionários e fornecedores

Presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar

o tema, em vigor desde 2018. “O avanço da tecnologia nos traz uma nova realidade. As bases de proteção da lei já se encontram na nossa Constituição e legislação, mas, cada vez mais, as leis ficam mais aplicáveis e específicas”, diz. “A nova lei traz mais segurança jurídica para os titulares dos dados”, afirma a advogada Carolina Slovinski Ferrari Carlsson, do quadro jurídico da FIESC. Ela ressalta que as empresas devem estar atentas aos 10 princípios da LGPD – finalidade do uso dos dados, adequação, necessidade (coletar apenas os dados necessários para a finalidade desejada), livre acesso, qualidade, transparência, segurança, prevenção, não discriminação e responsabilização e prestação de contas. Segundo Carolina, a coleta e tratamento de dados pessoais pelas empresas precisam atender a pelo menos uma base legal – consentimento, cumprimento de obrigação legal, execução de políticas públicas, estudo de órgão de pesquisa, execução de contrato, exercício regular de direitos, proteção à vida, tutela de saúde, legítimo interesse e proteção ao crédito. Essas bases legais são mais restritas nos casos que envolvem dados sensíveis – origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, informações sobre a saúde ou vida sexual, sobre a genética ou biometria de pessoa naturais.


PORTOS E TERMINAIS

Porto Itapoá

alcança a marca de 5 milhões de TEUs movimentados

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mês de setembro entrou pra história do Porto Itapoá. A névoa imitava uma cortina que abriria o espetáculo programado: 5 milhões de TEUs. Em pouco mais de 9 anos de operação, nesse dia 6 de setembro, o Porto Itapoá chegou a marca de 5 milhões de TEUs movimentados. O contêiner que deflagrou a marca saiu do navio Maersk Bermuda, por volta das 9h. O evento permitiu ainda que o comandante da embarcação recebesse uma homenagem do Porto Itapoá para registar o evento, representando todos os clientes e parceiros, firmando que essa conquista só é possível com o envolvimento, confiança e satisfação de todos os públicos envolvidos com a operação do Terminal.

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PORTOS E TERMINAIS

Portonave investe mais de R$ 16 milhões na compra de equipamentos

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anter os investimentos programados, mesmo em momentos de crise, é importante para ajudar na economia e no desenvolvimento do país. O porto não para, e não pode parar. Este é o pensamento da Portonave, que acabou de adquirir 25 novas Terminals Tractors – carretas reforçadas exclusivas para a movimentação de contêineres dentro do porto – e duas empilhadeiras movidas a bateria de lítio. O Terminal investiu R$ 16,6 milhões na compra. A Aquisição dos novos equipamentos visa o aumento de eficiência, segurança e confiabilidade das operações do porto. As carretas e empilhadeiras possuem alta tecnologia, maior capacidade de carga, incluindo melhorias em ergonomia para os operadores. São equipamentos de ponta, utilizados pelos principais terminais do mundo. “A Portonave preza por possuir em seu parque de equipamentos os mais modernos e eficientes do mercado, sendo esse um dos motivos dos altos níveis de produtividade e eficiência do Terminal, referência mundial no seguimento portuário”, comenta o gerente de Operações, Emanuel Jorge. A empresa possui atualmente 40 Terminal Tractors em operação hoje e vai substituir os 25 equipamentos mais antigos, em operação desde 2007. “A capacidade das novas carretas é 25% superior à capacidade dos equipamentos que serão substituídos. Eles possuem estrutura robusta e reforçada, melhor amortecimento e estão preparadas para o aumento de volume da operação”, completa o gerente de Manutenção, Marcelo Diniz. As duas empilhadeiras elétricas com bateria de lítio trazem melhorias quando comparadas aos equipamentos movidos a GLP. As novas

empilhadeiras EFG 425K já estão trabalhando, no armazém do Terminal, e são as primeiras movidas à eletricidade em operação de portos da região Sul do Brasil. Para fazer frente a estes elevados investimentos o Terminal acredita na redução do custo operacional, além de mais conforto aos profissionais que as operam, porque não produzem calor e nem ruído. Ainda, ao adotar um equipamento movido à eletricidade, a Portonave mais uma vez contribui para a substituição do consumo de energias fósseis por energias limpas e renováveis, uma transformação já iniciada com a aquisição dos trânstêineres (RTGs) elétricos do Terminal. 

Portonave recebe primeiro caça Gripen brasileiro

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aiu da Portonave – Terminais Portuários de Navegantes, o primeiro caça Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB). O protótipo, de cerca de 15 metros de comprimento e 8 metros de largura, foi transportado inteiro, no porão do navio, da Suécia ao Brasil. A aeronave desembarcou no porto no dia 20 de setembro, e, após o desembaraço aduaneiro, foi conduzida pela equipe da Portonave, FAB e da fabricante sueca – Saab – até o Aeroporto de Navegantes. O caça fez o trajeto entre o porto e o aeroporto de madrugada passando pelas ruas de Navegantes puxado por um trator especial. O caça deve agora passar por testes no país, conforme requisitos do projeto e especificações da FAB. A Portonave é um porto especializado em contêineres, mas com expertise também para cargas especiais, como o caça Gripen. O Terminal mobilizou sua equipe para receber da melhor forma, com eficiência e segurança, esse equipamento militar. As tratativas duraram cerca de um ano e a escolha do Terminal levou em conta a infraestrutura do porto e a proximidade com o Aeroporto de Navegantes – que fica cerca de dois quilômetros da Portonave. 

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PORTOS E TERMINAIS

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ai ficar mais fácil, seguro e rápido para os trens carregados com contêineres entrarem e saírem do Porto de Imbituba. Está concluída a chamada pera ferroviária, que faz parte da primeira etapa de ampliação da malha de trens do Porto. Com o trajeto em formato de pera, os veículos conseguem entrar e sair sem a necessidade de manobras adicionais. O governador Carlos Moisés inaugurou a obra com a presença do diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Luís Antônio Braga Martins, e secretários de Estado. Em seu discurso, o governador destacou que a atual gestão segue comprometida com entregas aguardadas há anos pela população e que contribuem para o desenvolvimento regional. “Essa obra traz segurança e dinamismo para as operações com os trens. Um gargalo antigo foi vencido com parceria e ação. É para isto que o comando das estruturas do Estado está nas mãos de gente que entende que o sentido de governar é para o bem de quem vive em Santa Catarina”, salientou Carlos Moisés. Diariamente, cerca de 50 contêineres chegam ao porto pela ferrovia e trazem, principalmente, arroz e cerâmicas produzidos no Sul de Santa Catarina. Trajeto dispensa manobras e reduz interferência de fluxo no trânsito local Com investimento de R$ 700 mil, a melhoria na infraestrutura portuária foi realizada pela Ferrovia Tereza Cristina (FTC), concessionária da malha que liga o Sul catarinense ao Porto Público, e integra a primeira fase do Plano de Ampliação da Malha no Porto de Imbituba. “Essa nova extensão de 400 metros de trilhos incorpora uma qualificação enorme para a malha ferroviária que chega ao porto, trazendo eficiência no transporte de cargas, interferindo cada vez menos no fluxo de trânsito local e promovendo maior segurança à operação”, aponta o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba. O projeto da pera foi desenvolvido pelos setores de engenharia da FTC e da SCPAR Porto de Imbituba, Autoridade Portuária. Entre as melhorias, foi construída uma extensão de trilhos, um trecho de retorno, a duplicação de um trecho para acomodação de vagões, a realização de passagens de nível, instalação de equipamentos para mudança de direção, sinalização horizontal, vertical e semafórica. “Para a realização deste projeto, o mais importante foi o interesse comum entre as partes envolvidas, que juntos buscaram alternativas e nos permitiram comemorar essa conquista”, ressalta o diretor-presidente da FTC, Benony Schmitz Filho. Ao longo dos últimos dias foram realizados testes operacionais

Julio Cavalheiro / Secom

Governador inaugura pera ferroviária no Porto de Imbituba para facilitar acesso de trens

e antecipada a construção da estrutura de drenagem, prevista para 2021. “Esta etapa garante, sem dúvidas, melhor qualidade da obra, durabilidade e segurança. No geral, essa alternativa logística é um marco histórico para o setor ferroviário e também para a região”, completa Benony. Após mais de uma década de idealização, o projeto de ampliação da malha ferroviária dentro do porto foi reapresentado em 2019 pela FTC. As obras iniciaram em janeiro deste ano. Plano de Ampliação do Porto A próxima fase do Plano de Ampliação consiste em conectar a extensão de trilhos ao Terminal de Contêineres (TECON), localizado próximo ao Cais 3. A proposta está em fase de estudos desde início de abril e iniciou com uma visita técnica da concessionária FTC. 

Essa obra traz segurança e dinamismo para as operações com os trens. Um gargalo antigo foi vencido com parceria e ação.

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Confiança da indústria sobe nos 30 setores industriais pesquisados em setembro Em 19 setores, a confiança é maior do que há um ano. Os índices de confiança das industrias de transformação, da construção e da extrativa cresceram pelo quinto mês consecutivo. Foram entrevistadas 2.312 empresas

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Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) por setor, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), subiu em todos os 30 setores da indústria considerados na pesquisa em setembro. E, em 19 deles, a confiança é maior em setembro de 2020 do que o registrado no mesmo mês do ano passado. A pesquisa foi feita com 2.312 empresas, sendo 904 de pequeno porte, 848 de médio porte, e 560 de grande porte, entre 1º e 14 de setembro. O ICEI da Indústria de Transformação atingiu 62,6 pontos, 5,1 pontos acima do mês anterior, com alta pelo quinto mês consecutivo. Esse índice é calculado em uma escala de 0 a 100, sendo que todos os valores acima de 50 pontos indicam confiança. O crescimento em setembro é bastante significativo na comparação com abril. No auge da crise, o ICEI estava em 34,3 pontos. Os setores de atividade de Produtos de minerais não metálicos, Equipamentos de informática, produtos eletrônicos, Madeira, Borracha, Móveis, Máquinas, aparelhos e materiais elétricos, Máquinas e equipamentos, Químicos, Têxteis, Produtos de material plástico, Bebidas, Veículos automotores, reboques e carrocerias, Calçados e suas partes, Indústria

de Transformação, Produtos farmoquímicos e farmacêuticos, Couros e artefatos de couro, Metalurgia, Extração de minerais não metálicos, Celulose, papel e produtos de papel e a categoria de Produtos diversos estão mais confiantes em setembro de 2020 do que estavam em setembro de 2019. "É importante notar que a alta da confiança foi generalizada, alcançando todos os setores. E aqueles que tinham confiança mais baixa, até por terem sentido com mais intensidade os impactos da pandemia, mostraram em setembro as maiores altas da confiança", afirma o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. Na construção civil, alta acumula 21,9 pontos desde abril O ICEI da Indústria da Construção alcançou 56,7 pontos, após crescimento de 2,7 pontos em agosto. É a quinta alta consecutiva do índice, que acumula crescimento de 21,9 pontos desde abril. Todos os três setores da Construção considerados registraram aumento do indicador. São eles: Construção de edifícios, Obras de infraestrutura e Serviços especializados para a construção. Na Indústria Extrativa, o índice cresceu 2,7 pontos em setembro, na comparação com agosto, atingindo 59,9 pontos. 

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Escritório da Apex-Brasil no Sul completa um ano de operações e contabiliza resultados positivos

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escritório para a Região Sul da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), instalado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), completou um ano de operações em setembro e a acumula bons resultados neste primeiro ano de operações. Inclusive, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que poderia ter sido um empecilho para as ações da entidade, na verdade foi um desafio que vem sendo combatido. “Na medida em que reuniões individuais presenciais foram mais restritas, seguimos com atendimentos por whatsapp, e-mail e telefone. Os eventos presenciais foram substituídos por webinares e estamos em preparação para a primeira rodada de negócios virtual com empresas da região Sul e compradores internacionais”, comemora o representante Escritório Sul da Apex-Brasil, Márcio Guerra de Carvalho. A unidade gaúcha da Apex também realiza, em 8 de outubro, um webinar para discutir a importância da atuação regional integrada no Sul do Brasil. Entra as ações que ganharam destaque também neste primeiro ano de operações do escritório Sul da Apex estão o mapeamento de oportunidades de nichos específicos [envolvendo a capacitação para exportação de cooperativas setor agronegócios, da noz-pecan e dos lácteos] e a instituição e estreitamento de parcerias locais com entidades relacionadas ao comércio exterior e internacionalização, inclusive englobando parques tecnológicos e startups dos três estados do Sul. “Em Santa Catarina nos aproximamos bastante da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) para prospectar clientes e divulgar ações, como o Programa de internacionalização de Startups do Start Out Brasil. O escritório regional para a Região Sul da Apex-Brasil também está intensificando a divulgação dos serviços de capacitação, qualificação e promoção comercial para micro pequenas e médias indústrias e cooperativas e busca realizar aftercare de investidores nos estados, sempre em parceria com as secretarias de desenvolvimento. Também disponibiliza a customização de ferramentas e projetos para promover um maior aproveitamento da vocação econômica da região. Segundo Carvalho, o Sul tem um parque tecnológico diversificado e amplo, o que abre várias possibilidades de frente de trabalho e apoio. “Então, desde o potente agronegócio [grande carro chefe de exportações como nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina], passando por setores têxtil em SC, vinicultura no RS

e exportação de móveis e serviços no PR, estamos abertos a ajudar a desenvolver mais ainda os negócios internacionais da Região Sul, diminuindo a distância entre aqui e grandes projetos da Apex-Brasil, com sede em Brasília”.A diversidade e capilaridade dos empreendimentos, que são diversos e perpassam toda a extensão de cada um dos três estados, são outros diferenciais do Sul do Brasil.

Programas

Entre os programas desenvolvidos pela unidade estão o atendimento a empresas de todos os setores de produtos e serviços que desejam exportar, fazendo a triagem e diagnóstico e encaminhamento para núcleos de capacitação qualificação para exportação, quanto para projetos setoriais de promoção comercial. “Temos assento também em conselhos de comércio exterior, como a Associação Comercial do Paraná, Ecossitema de internacionalização de SC com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e no Conselho de Comex da Fiergs. Conseguimos ainda apoiar oficinas de competitividade temática presenciais até início de março e, em conjunto com a Fiesc, realizamos o lançamento do Estudo de Oportunidades para Indústria e Serviços de Santa Catarina.” 

Centros Logísticos da Wilson Sons tem nova gerente geral A executiva Thais Sangean assumiu a Gerência Geral dos Centros Logísticos da Wilson Sons, que incluem terminais alfandegados, centros de distribuição e operações de transporte. Engenheira, com mais de 20 anos de experiência na gestão de grandes operadores logísticos, Thais tem sob sua responsabilidade as áreas de operações, projetos e comercial. Na empresa desde 2016, ela ocupava o cargo de gerente de Projetos.

Sobre o Grupo Wilson Sons

A Wilson Sons é o maior operador integrado de logística portuária e marítima no mercado brasileiro. Com mais de 180 anos, a Companhia presta uma gama completa de serviços para empresas que atuam na indústria de óleo e gás, no comércio internacional e na economia doméstica, conectando as melhores soluções aos resultados esperados pelos seus clientes. Com presença nacional, atua de forma inovadora, acompanhando as tendências do mercado.  30 • Edição 244 • Economia&Negócios


A

LGPD em vigor: O que muda para as empresas?

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – Lei nº 13.709/18 entrou em vigor na data de 18 de setembro de 2020. Logo em seu artigo 2º, é perceptível que a legislação possui como fundamento o respeito à privacidade; a autodeterminação informativa; a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião; a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação; a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania pelas pessoas naturais. De modo geral, a LGPD prevê a forma de tratamento a ser seguida com relação aos dados pessoais, que seriam caracterizados como qualquer informação que possa identificar ou tornar alguém identificável. Há, aqui, a exigência que as empresas solicitem autorização do titular dos dados e informem para quais finalidades devem usá-los, tornando a relação entre empresas e usuários mais transparente. Mas afinal na prática, o que muda? Como a Lei estabelece regras para

o tratamento de dados pessoais (RG, CPF, endereço, etc) e informações sensíveis (sexo, etnia, religião, entre outros), há punições para quem utilizar esses dados de forma indiscriminada ou sem a permissão de seu proprietário. Devido a isso, a maioria das empresas precisará revisar grande parte de seus contratos, sistemas e processos, no intuito de garantir que os dados pessoas tenham autorização (consentimento), segurança ao serem manipulados e utilização na exata finalidade para que foram solicitados.

e proibição do tratamento de dados, a depender de fatores como gravidade da infração, reincidência, boa-fé do infrator, grau do dano, entre outros. Portanto, o ideal é manter a equipe da área jurídica da empresa atualizada e alinhada as demais áreas, como da tecnologia da informação, administração e financeiro, para a prática das diretrizes da LGPD, de modo a seguir o determinado pelo ordenamento e evitar a aplicação de sanções.

Desse modo, agora, é necessário fazer uma solicitação de forma clara, transparente e objetiva, especificando quais dados serão utilizados e qual será a finalidade. Autorizações genéricas não servem como consentimento. A fiscalização ficará ao encargo da ANDP (Agência Nacional de Proteção de Dados) ligada ao Poder Executivo Federal. No entanto, a forma que será executada essa fiscalização não ficou definida pela Lei, lacuna essa que dividiu opiniões entre os especialistas. As penas previstas a serem aplicadas são desde advertência, bloqueio dos dados até regularização, além de multa de até 2% do faturamento da empresa (limitado a 50 milhões de reais)

Fernanda Ames Martini Advogada OAB/SC 54.369

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Opinião

OS DESAFIOS PARA OS PORTOS DO SUL E SUDESTE

M

uito se tem discutido sobre a exportação de grãos pelos portos do Arco Norte, que já contam com robusta infraestrutura logística, ampliada nos últimos anos, com destaque para investimentos públicos, BR 163 (ligando Mato Grosso a Miritituba, município de Itaituba - PA) e privados em terminais portuários e áreas logísticas. A construção da Ferrogrão que ligará Sinop (MT) aos portos de Miritituba (PA), prevista para os próximos anos, reduzirá ainda mais os custos logísticos. Estudos científicos comprovam que os grãos produzidos no Mato Grosso, principalmente nas regiões norte e oeste, são mais viáveis exportá-los pelos portos do Arco Norte, do que pelos Portos do Sul e Sudeste, em especial Santos e Paranaguá. Os portos do Sul e Sudeste ainda movimentam o maior volume de exportação de grãos, mas segundo dados da ANTAQ, desde 2010 até o primeiro semestre do corrente ano, os portos do Arco Norte tiveram um aumento na movimentação de grãos (soja e milho) de 482%, contra 99% dos portos do Sul e Sudeste. Assim é uma questão de tempo e estima-se o prazo máximo de 5 anos para os portos do

Arco Norte estarem movimentando mais que os portos do Sul e Sudeste. No Arco Norte destacam-se os portos de Itaqui (MA), Santarém, Terminal Vila do Conde, Ponta da Montanha (PA) e Itacoatiara (Hermasa) no Amazonas. No primeiro semestre de 2020 os portos do Arco Norte exportaram 31,4% de soja e milho, equivalentes a 19,8 milhões de toneladas. Considerando o aumento significativo de exportação de grãos pelos portos do Arco Norte, haverá grãos para os portos do Sul e Sudeste? Mesmo com uma redução significativa, certamente haverá, principalmente se recordes continuarem a serem batidos em cada safra, além das produções dos estado do Sul. No entanto, o caminho para os portos do Sul e Sudeste está na busca de maior eficiência, com investimentos em infraestrutura, principalmente nos calados e na redução das filas de navios. O problema é que eficiência e setor público nem sempre são convergentes, mas por conta de uma competição que tende a aumentar, não existe outra alternativa para os portos de interesse público. Não melhorar a eficiência pode levar os portos do Sul e Sudeste a ver navios no futuro, em se tratando da exportação de grãos.

ADEMAR DUTRA Pesquisador do Setor Portuário, professor da UNISUL. Pós-Doutorado em Sistemas de Controle de Gestão Portuária pela Universidade de Valência – ES. Coordenador do Congresso Internacional de Desempenho Portuário – VII CIDESPORT

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Perini Business Park expande o empreendimento apesar da crise Maior parque empresarial multissetorial da América do Sul está construindo 16 mil m² para locação Neste momento, ainda em plena crise do coronavírus, o parque está construindo 16 mil m² para abrigar a chegada de novos negócios. “Em breve uma empresa norte-americana que já atua no Brasil vai ocupar 7 mil m² em uma nova unidade para atender clientes da América Latina”, comenta Hack.Outro grupo que confirmou presença no parque é o Armazém Datacenter, que ocupará um prédio exclusivo do Ágora Tech Park com investimentos de R$ 20 milhões. Esse Datacenter – que já é um dos maiores e mais tecnológicos do Sul – vai se tornar o único da região a contar com duas unidades e o quinto a obter a certificação TIER III.

Além destes prédios

A

s corporações de grande porte que estão capitalizadas e têm planejamentos de longo prazo já estão fazendo movimentos de expansão. A avaliação é do CEO do Perini Business Park, Marcelo Hack, que vê o mercado aquecido pelo nível de consultas de mercado, propostas de locação desenvolvidas e negociações concluídas nos últimos meses.

Resultados de investimentos acordados durante a crise – o Perini está dando continuidade à construção do Ágora.MOB. Iniciado em 2019, ele será o segundo prédio do parque tecnológico destinado a empresas de tecnologia e inovação. Sobre as perspectivas de futuro, o CEO do Perini está otimista com as previsões de que o recuo do PIB será menor do que o projetado inicialmente pelos economistas. ”O ano de 2021 vai ser um ano muito melhor. Acredito que em 18 meses vamos voltar ao patamar de 2019”, destaca Hack. 

Itajaí Sailing Team confirma participação

O

no 51º Circuito Rio para veleiros de oceano

Itajaí Sailing Team, time embaixador da vela oceânica de Itajaí e Santa Catarina, confirma sua participação no 51º Circuito Rio, na categoria ORC. A prova completa 50 anos em 2020 e já tem inscrito um grande número de barcos e velejadores renomados representando os principais polos da Vela de Oceano do Brasil, como RS, SC, SP, RJ, ES e BA. O evento será realizado entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro e é um dos mais tradicionais da Vela Oceânica Brasileira. A organização é do Iate Clube do Rio de Janeiro com a parceria do Iate Clube de Santos e o apoio da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano. As provas do Circuito Rio são montadas em uma série de sete regatas: uma de percurso longo com a distância 200 milhas (360 km); uma de percurso médio, com 30 milhas (54 km); e mais cinco regatas pequenas, média de 8 milhas cada (14 km). Com exceção da de longo curso, as demais serão realizadas nas águas da Baía de Guanabara e suas proximidades. A programação do evento tradicionalmente inclui, além das

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regatas, as cerimônias de premiação que e devido à pandemia de Covid-19, ocorrerão com as devidas medidas de segurança. “A participação do Itajaí Sailing Team no 51º Circuito Rio será uma grande oportunidade de mostrarmos o potencial da vela oceânica de Itajaí e de Santa Catarina”, diz o comandante do time, Alexandre Santos. O projeto Itajaí Sailing Team tem o patrocínio da APM Terminals Itajaí, Portonave, Multilog, Platinum Log, Braskarne Terminal, Brasfrigo, Terminal Barra do Rio, Conexão Marítima e o apoio da Molim, B&G Sailing Eletronics, Nob Multisports e Marina Itajaí. 


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Profile for Editora Bittencourt

Revista Portuária - Edição 244 - Outubro 2020.  

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