Boletim Dezembro - 500

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Nº 500 - 2ª Quinzena de dezembro de 2021

Sindicatodos dosTrabalhadores TrabalhadoresTécnico-Administrativos Técnico-Administrativosem emEducação Educaçãodas dasUniversidades Universidades Públicas Públicas Federais Federais no no Estado Estado da da Bahia Bahia - Assufba Sindicato

Trabalhadores na luta e nas ruas derrotam a PEC 32 A força da luta dos servidores, da ASSUFBA, das entidades de base, das centrais sindicais, dos movimentos populares e dos partidos de oposição fez com que o governo federal enfrentasse dificuldades para aprovar a PEC 32, que institui a Reforma Administrativa. Vitória importante da categoria, que impôs uma derrota ao presidente. A proposta nefasta representa um verdadeiro desmonte do Estado brasileiro. Agora, é aumentar a mobilização e a unidade para tirar Bolsonaro da presidência. Páginas 2, 3, 4 e 5

Praça Castro Alves é palco de luta da ASSUFBA e outros movimentos

Coordenação do Sindicato e categoria firmes no combate ao fascismo

Deputada Alice Portugal marca presença contra a PEC 32 em Salvador

Alice Portugal fala sobre a Reforma Administrativa

ASSUFBA faz rico debate no Congresso UFBA 75 anos

ASSUFBA completa 41 anos de história

Categoria aprova a Prestação de Contas do Sindicato

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Página 7

Páginas 8 e 9

Página 10

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CONTRA O RETROCESSO

Resistência nas ruas O ano de 2021 foi marcado por muita luta e resistência, seja nas redes ou nas ruas. A ASSUFBA participou de todas as manifestações convocadas pela campanha Fora Bolsonaro, que pediam não só o impeachment do presidente, que impôs ao país uma necropolítica, pautada pelo retrocesso, mas também denunciaram a fome, a carestia, o desemprego, o custo de vida elevado e as propostas prejudiciais à população, como as PECs 32 e 23, da Reforma Administrativa e a PEC dos Precatórios. O Sindicato também integrou outros

protestos, como o que ocorreu no Aeroporto de Salvador, para convencer os parlamentares sobre os prejuízos das medidas, e no Dia do Servidor, no CAB. A mobilização deu certo. O governo Bolsonaro sofreu a derrota. A PEC 32, maior ataque do governo Jair Bolsonaro aos serviços e aos servidores públicos, não foi votada em 2021. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta precisava de, pelo menos, 308 deputados para ser aprovada. Para 2022, a mobilização continua forte para evitar que a matéria volte à tona.

A PEC 32 representa a destruição do Estado brasileiro

Em Cajazeiras, mulheres marcham em defesa da vida

ASSUFBA participou de todas as manifestações da campanha Fora Bolsonaro

Dia do Servidor é marcado com luta contra a PEC 32

O grito das ruas contra a necropolítica do governo

No Aeroporto de Salvador, pressão em cima dos parlamentares

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CONTRA O RETROCESSO

Luta em Brasília

A ASSUFBA, os servidores públicos, além das centrais e entidades sindicais realizaram vigílias nas últimas semanas em Brasília para aumentar a pressão contra a Reforma Administrativa. As entidades fizeram diversos protestos no Aeroporto de Brasília e no Anexo II da Câmara dos Deputados. Os sindicatos recepcionavam os deputados com palavras de ordem e faixas que estampavam a luta em defesa do serviço público e dos servidores. A pressão foi fundamental para barrar a votação da PEC 32.

ASSUFBA e demais entidades no Aeroporto de Brasília

Vigília permanente para derrubar de vez a PEC 32

Sindicatos e FASUBRA mantem em intensa mobilização em Brasília

Deputada Alice Portugal presente na luta para derrubar a Reforma Administrativa

FASUBRA e seus sindicatos de base protestam no Ministério da Economia

Protesto no anexo II da Câmara dos Deputados aumenta a pressão

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CONTRA O RETROCESSO

Campanha contra a Reforma Administrativa leva outdoors e faixas para toda a Bahia Com produção e veiculação de outdoors e faixas, a ASSUFBA Sindicato e o Fórum dos Técnicos das UEBA realizam uma campanha de comunicação contra a Reforma Administrativa. As entidades denunciaram as reais intenções da PEC 32, proposta pelo governo Bolsonaro, que são privatizar o serviço público e esvaziar os direitos da população. Os outdoors e faixas foram espalhados nos quatro cantos do Estado, em locais estratégi-

cos das cidades onde funcionam os campi da UFBA, UFRB, UFOB, UNILAB e UFSB. A ASSUFBA buscou envolver também a sociedade na luta contra a PEC 32, que, se aprovada, teria um profundo impacto social ao reduzir a oferta de serviços públicos essenciais, como saúde, educação e assistência. Além disso, retira direitos importantes dos servidores públicos e abre espaço para a corrupção.

Faixas também foram espalhadas nas universidades federais da Bahia

ASSUFBA participou de campanha estadual contra a PEC 32

Outdoors foram fixados em várias cidades da Bahia

Na estrada campanha contra a Reforma Administrativa PEC-32 chega a Santo Amaro, Saubara e Cachoeira

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CONTRA O RETROCESSO

Panfletagem alerta a categoria e a população Para alertar a sociedade sobre os riscos que corre o serviço público com as medidas do governo Bolsonaro, a ASSUFBA realizou panfletagem nos hospitais universitários da UFBA. Os Coordenadores do Sindicato dialogaram com servidores e pacientes sobre os prejuízos da Reforma Administrativa. Se aprovada, a PEC 32 atingiria diretamente a saúde. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 7 em cada 10 brasileiros de-

pendem do SUS. O Sistema Único de Saúde é a única opção para quase 90% dos moradores do Norte e Nordeste. Com a reforma, os serviços hoje ofertados gratuitamente poderiam ser pagos. Este e outros alertam foram dados pelos Coordenadores da ASSUFBA também no Ambulatório Magalhães Neto e na Maternidade Climério de Oliveira. Ainda distribuíram máscaras de proteção contra a Covid-19 nas unidades. Na porta do COM-HUPES, Coordenação dialoga com pacientes, servidores e empregados

Panfletagem movimenta o Ambulatório Magalhães Neto

Defesa da vida é prioridade para a ASSUFBA

Coordenação da ASSUFBA alerta pacientes e trabalhadores sobre as perversidades do governo

Categoria e população são informada sobre os ataques do governo

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ENTREVISTA

Alice Portugal: A luta agora é pelo arquivamento da PEC 32 com os desgastes e a queda livre de Bolsonaro e seu governo nas pesquisas, a tendência é que a proposta não seja votada. Mas, o cenário que a gente prevê e convoca é sem dúvida de um alerta permanente. ASSUFBA: O texto passou por algumas alterações desde o seu texto original, mas ainda retira direitos dos servidores. Poderia citar os trechos mais perigosos para o servidor? O governo Bolsonaro não conseguiu votar a PEC 32 da Reforma Administrativa em 2021. Apesar de 2022 ser ano de eleição e ter a probabilidade do texto ficar na gaveta, a ASSUFBA continuará vigilante. Em entrevista ao Sindicato, a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) tira algumas dúvidas dos servidores, faz um panorama do cenário na Câmara dos Deputados e fala sobre as expectativas para o ano que vem.

De uma maneira harmônica e unitária, os sindicatos e suas federações, confederações e centrais sindicais organizaram talvez um dos mais pujantes movimentos em defesa dos serviços públicos. Quero destacar o papel da ASSUFBA Sindicato que, em todos as semanas dos últimos 90 dias, manteve equipes em Brasília, sempre com a bandeira azul e branca hasteada em defesa dos direitos dos servidores.

ASSUFBA: Durante o processo de discussão da PEC 32, os sindicatos, como a ASSUFBA, estiveram na linha de frente para derrotar a proposta. Como você avalia o papel das entidades sindicais nesta luta?

ASSUFBA: O governo não tinha votos necessários para aprovar a PEC 32 no plenário da Câmara ainda este ano, mas o que se espera para o ano que vem? Qual o cenário no Congresso Nacional?

Alice Portugal: O governo tem uma maioria muito expressiva no plenário na Câmara, mas não obteve votos para a aprovação da PEC e isso aconteceu em função da grande mobilização realizada pelos sindicatos dos servidores em todo o Brasil.

AP: Vamos entrar em um ano eleitoral, muito dificilmente os deputados do Centrão vão querer colocar o dedo em uma votação que deixam os servidores em revolta. Então, se esse ano que foi anterior às eleições e não conseguiram votos,

AP: O texto é o pior que já tivemos notícia em qualquer tipo de alteração no serviço público. O relator fez algumas modificações, mas depois voltou atrás e recrudesceu no texto. Não tem o que se salve no texto da PEC 32. São artigos que defenestram o Estado nacional. Primeiro eles não consideram o estágio probatório como parte do concurso público. Depois eles instalam um método de avaliação subjetivo que é um verdadeiro código penal para o servidor público. Punições de toda ordem para facilitar demissões como se já não houvesse os processos administrativos suficientes para que em um julgamento de improbidade, de ação administrativa, o servidor seja demitido. Ainda tem a “voucherização”, que é a privatização mais perversa de serviços públicos. E o pior, além da privatização, eles instalam uma terceirização gigantesca no texto da PEC 32, fazendo seleção simplificada para funcionários temporários por 10 anos.

ASSUFBA: Explica para a gente o que ainda falta para a aprovação ou não da PEC 32? AP: Ela continua tramitando na Câmara dos Deputados e bastaria um ato do presidente com acordo dos líderes para pôr para votação. Mas, ele não tem força para fazer, portanto, na minha opinião, agora precisamos trabalhar em movimentação ‘Arquiva PEC 32’. ASSUFBA: A senhora está à frente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, quais as ações considera mais importantes da frente, durante esse processo de tramitação da PEC? AP: A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público é a mais antiga Frente Parlamentar da Câmara dos Deputados e 2021 foi um ano decisivo. Nós mobilizamos os sindicatos, conseguimos fazer uma aliança com outra frente que há no Congresso e constituímos movimentos com tuitaços, reuniões, seminários, participações dos deputados nos estados. Realmente uma grande movimentação permanente do serviço público, que vamos continuar a fazer no ano de 2022. ASSUFBA: Outra dúvida de muitos servidores é sobre a PEC dos Precatórios, que surge no momento em que a Reforma Administrativa ainda representa um grande perigo ao funcionalismo público, ficando evi-

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dente o plano de Bolsonaro de acabar com os serviços públicos. Por que com esse governo a conta sempre cai no colo do servidor. Qual é a sua opinião sobre isso? AP: O governo Bolsonaro é um governo que entrega a nação ao interesse do capital e especialmente do capital externo, todas as semanas, votando propostas absurdas, fazendo o refinanciamento de dívida do empresariado, do setor agrícola e sobre os trabalhadores é um arrocho. É carteira verde e amarela, é a tentativa de retirar férias, 13º terceiro salário e eles estão anunciando a nova reforma trabalhista agora. Portanto, é um governo que odeia os sindicatos e oprime os trabalhadores. A PEC 32 ainda representa de fato um risco. É preciso que ela seja arquivada. E a PEC dos Precatórios surgiu quando botaram os precatórios no meio da criação do Auxílio Brasil, mas na verdade com interesse de dar um calote. A mobilização foi muito grande para salvar os precatórios do Fundef, que atinge os professores do ensino básico, mas também para a luta de todos os outros que têm recursos a receber transitado em julgado na justiça e que o governo precisa pagar, como nós servidores da UFBA, que temos em precatórios uma série de ações trabalhistas que datam desde o início década de 1980 e que agora chegam a consumação em forma de precatórios, que são assumidas dívidas do Estado brasileiro para com os terceiros.


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SINDICATO

ASSUFBA tem participação destacada no Congresso UFBA 75 anos O Congresso em comemoração aos 75 anos da UFBA, que teve início em 6 de dezembro e segue até o próximo dia 11, contou com a importante e destacada participação da ASSUFBA, que inscreveu oito mesas no evento. A programação do Congresso UFBA 75 anos contou com os nomes de cerca de 6 mil membros da comunidade universitária. Ao todo, foram inscritas 1.150 mesas, 2.200 vídeo-pôsteres e 165 intervenções artísticas. Durante todos os dias, os temas discutidos de forma democrática nas mesas por vários coletivos com nuances políticas e opiniões acadêmicas diversas, reforçaram o compromisso da Universidade e da comunidade com temas fundamentais na sociedade. Ao propor as mesas, a ASSUFBA apresentou o seu ponto de vista sobre temas que o Sindicato tem tratado ao longo do tempo, como o teletrabalho, os hospitais universitários e o as-

sédio moral. No dia 7 de dezembro, o Sindicato debateu o papel das centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares e sociais no enfrentamento às crises democráticas em tempos de pandemia político-sanitária na Bahia. No período da tarde, foi a vez do ASSUFBA-Sindicato COM VIDA: Iconografia fotográfica da atuação classista nas universidades federais do Estado da Bahia em tempos de pandemia político-sanitária. A Coordenação da entidade apresentou, de forma cronológica, as ações virtuais e presenciais, desenvolvidas neste período de crise sanitária em defesa dos trabalhadores, do serviço público e do Brasil. No dia seguinte, 8 de dezembro, o primeiro debate foi sobre a comunicação na sociedade e o papel das centrais sindicais com seus sindicatos em tempos de pandemia político-sanitária, discutindo se houve avanços ou retrocessos.

Depois, a prevenção ao assédio moral nas instituições federais de educação, assunto bastante abordado e combatido pelo Sindicato, foi debatida no Congresso. O Sindicato reafirmou a necessidade de a Universidade criar uma política institucional permanente de combate à prática. As questões sobre o teletrabalho e os impactos da IN 65 no PCCTAE: acirramento da exploração do trabalhador e a precarização da vida foram discutidas no dia 9 de novembro. O assunto é frequentemente tratado pela ASSUFBA, que reafirmou a luta em defesa da saúde do trabalhador, das condições de trabalho e da carreira dos servidores. Como não podia faltar, o aniversário da ASSUFBA, que ocorreu no dia 1º de dezembro, também foi celebrado na mesa 41 anos de luta em defesa da Universidade pública, gratuita, democrática, de qualidade e inclusiva. Um resgate histórico sobre o processo de construção

Tecnologia da Informação amplifica a comunicação da categoria

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desta entidade tão importante e combativa na luta em prol da categoria e do serviço público. O papel dos hospitais universitários, vinculados às universidades a serviço do ensino, pesquisa e extensão foi reforçado na mesa da manhã do dia 10 de dezembro. O debate da tarde, sobre as consequências dos cortes orçamentários para as universidades públicas federais, precisou ser cancelado por motivos de saúde da proponente da mesa. Para a ASSUFBA, o Congresso, o sétimo e maior evento dessa natureza já realizado na UFBA, foi bastante participativo, plural e diverso. O evento é ainda uma ferramenta importante de resistência em meio a um cenário preocupante de tantas adversidades, com o somatório de forças a partir dos membros da comunidade universitária para fazer o enfrentamento ao obscurantismo e o cerceamento da liberdade que o governo Bolsonaro tenta impor.


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ASSUFBA 41 ANOS

Mais de quatro décadas de luta e resistência Uma história tão rica como a da ASSUFBA não podia passar em branco. Os 41 anos do Sindicato foram celebrados numa comemoração para lá de especial, com muita música, poesia, exposição fotográfica, emoção e solidariedade. A entidade realizou, no dia 1º de dezembro, um ato político, artístico, cultural e solidário, transmitido pelas redes sociais e assistido pela categoria no YouTube e Facebook. O Coordenador Geral da ASSUFBA, Renato Jorge, fez questão de dizer que o Sindicato foi construída a muitas mãos, em especial dos(as) trabalhadores(as) que, ao longo da sua história, fizeram e tem feito um trabalho de grande resistência nas universidades do Brasil. Logo em seguida, a apresentação do Coral da ASSUFBA abrilhantou a festa. O vice-reitor da UFBA, Paulo Miguez, registrou a alegria de estar participando do evento. “Não é um aniversário qualquer. São 41 anos de um Sindicato, uma organização que reúne a classe trabalhadora na luta pelos seus direitos, que batalha e conseguiu vitórias. A entidade chega nesta idade com a tranquilidade do dever cumpri-

do e a ansiedade dos deveres que estão por cumprir”. Durante o evento, os convidados puderam voltar no tempo por meio das imagens capturadas ao longo de mais de quatro décadas, que foram expostas no ato. Representando o DCE (Diretório Central dos Estudantes), Pedro Nascimento ressaltou quanto a ASSUFBA é parceira do movimento estudantil. “Sempre que buscamos ajuda do Sindicato somos contemplados. Este evento é muito simbólico. São 41 anos de muitas lutas e conquistas”. Pedro Lucas e Maria Silva da UEB (União dos Estudantes da Bahia) também falaram sobre a união entre estudante e trabalhador por um Brasil melhor. Parabenizaram a ASSUFBA pelos 41 anos de luta e resistência na defesa da educação e da democracia. Ana Elisa Marques foi ao ato representando o CARB (Centro Acadêmico Ruy Barbosa) e levou o abraço carinhoso da deputada federal Alice Portugal, que não pôde participar por estar em Brasília. A parlamentar, no entanto, enviou um vídeo felicitando a ASSUFBA e os servidores. Uma entidade grandiosa como

a ASSUFBA sempre contou com gente comprometida para construir e fortalecer o Sindicato. Quem também participou da festa foi o primeiro Coordenador de Aposentados, Orlando Coutinho. “É um prazer estar aqui porque a ASSUFBA é a continuidade de um trabalho que nós construímos lá atrás, no HUPES, quando nós fazíamos as nossas pequenas reuniões. Hoje, o Sindicato cresceu e se tornou esse grande movimento”. Ivanilda Brito, que estava representando o Sindsaúde – BA e a CTB-BA, disse que “os trabalhadores têm de ter orgulho da entidade. Viemos deixar um forte abraço muito especial para celebrar esses 41 anos”. Opinião

semelhante tem o Coordenador Geral da APLB, Rui Oliveira. Para ele, “a ASSUFBA tem história e trajetória, além de um legado na luta em defesa da educação, da universidade e da democracia”. A representação da Maternidade Climério de Oliveira também esteve no ato, com a presença da terapeuta ocupacional Josa Antunes, que relembrou o apoio da entidade ao eleger uma enfermeira (Sinaide Coelho) à frente da Superintendência da MCO. “Contamos com o apoio incondicional da ASSUFBA e da comunhão de forças entre o Sindicato e a Reitoria para garantir a indicação da candidata eleita. Não foi fácil, mas foi a vontade do coletivo”, contou.

Compromisso, emoção, responsabilidade e solidariedade marcam os 41 anos do sindicato

Unidade pra valer se constrói na luta

Comemoração do aniversário da ASSUFBA relembra trajetória de lutas da categoria

Os companheiros e companheiras da Chapa 2 participam do ato de 41 anos do aniversário da ASSUFBA Sindicato e fizeram uso da fala os companheiros Fernando Bandeira, Juca, Zezé, aposentada do Museu e Edilene Costa, que fez a representação da colega aposentada e ex-presidente da ASSUFBA Sindicato, Vânia Galvão, que em função de compromissos no município de Lauro de Freitas não pode participar do evento, mas parabenizou a entidade por seus 41 anos de luta. Entre as falas das lideranças presentes, os servidores puderam ver a apresentação teatral do Coletivo Canduras e Artes e cur-

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tir o som do Forrozeiro e cantor Zé Costa. O aniversário também contou com a entrega de cestas básicas aos terceirizados da segurança e higienização da UFBA que estão em dificuldades. A festa serviu para matar a saudade dos presentes promovendo reencontros entre o Sindicato e a categoria. Em função da pandemia, todos os protocolos sanitários foram respeitados. A ASSUFBA distribuiu álcool em gel e máscaras para todos os convidados. O aniversário, que foi um verdadeiro sucesso, terminou com a certeza de que a luta por melhorias continua. Um dia memorável! Inesquecível!


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SINDICATO

Reitores das Universidades Federais da Bahia parabenizam a ASSUFBA João Carlos Salles – Reitor da UFBA “São 41 anos da ASSUFBA e toda a sua trajetória foi decisiva na defesa dos servidores Técnico-Administrativos da Universidade Federal da Bahia. Mas, com isso, ela fez mais: a ASSUFBA defendeu a instituição e criou condições para que uma universidade pública, gratuita, inclusiva e de qualidade amparasse os trabalhos de seus servidores. Neste momento a ASSUFBA está em muitos lugares. Ela está defendendo a carreira, ela está combatendo a PEC 32 da Reforma Administrativa, ela tem sido decisiva para a reação que devemos ter a tudo aquilo que ameaça o Estado e, em particular, este equipamento extraordinário que é a universidade pública. A ASSUFBA tem estado presente nos nossos conselhos, nas nossas movi-

mentações, no nosso diálogo e na construção da nossa instituição. Esteve, por exemplo, no nosso Congresso da UFBA com muitas mesas, ou seja, está no melhor do espírito da universidade pública. Viva a ASSUFBA!” Roque Albuquerque Reitor da UNILAB

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“Quero parabenizar a ASSUFBA pelos seus 41 anos de luta e de muita resistência, fazendo um trabalho que nos impressiona. Quero, em nome de uma servidora que admiro muito, a Ione, dar o meu abraço a cada um de vocês que tem nos auxiliado, todos os técnicos, as universidades, o Brasil, nós do Ceará e também da Bahia e por estar lutando por aquilo que é de maior importância: a educação do país e o servidor que é na verdade a nossa obra prima preciosa. Agradeço de coração.

Parabéns à ASSUFBA!” Jacques Antônio de Miranda - Reitor da UFOB “Gostaria, em nome da UFOB, congratular o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado da Bahia, nossa querida ASSUFBA, pelos seus 41 anos. Celebrar o aniversário da ASSUFBA é reconhecer a importância histórica do Sindicato de luta para o Estado e para o Brasil e, enaltecer seu compromisso constante na defesa do serviço público oferecendo ao povo brasileiro por meio das ações coletivas construídas com os Técnico-Administrativos em Educação de nossas universidades públicas baianas. Temos consciência de que este é um dos mais desafiadores momentos da história das nossas universidades, do serviço público

Mutirão de solidariedade: ações para enfrentar a crise Desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020, a ASSUFBA realizou iniciativas de apoio às populações mais vulneráveis. Para o Sindicato, a solidariedade de classe é um pilar fundamental. As ações da entidade foram além dos muros das universidades. O Sindicato doou EPIs para os servidores das instituições, além de cestas básicas a estudantes da UNILAB, em São Francisco do Conde,

os moradores de comunidades vizinhas da ASSUFBA, como a de São Lázaro, os trabalhadores terceirizados demitidos do COM-HUPES e os terceirizados da UFBA, como parte das comemorações dos 41 anos da entidade. No dia 16 de dezembro, por exemplo, o Sindicato entregou cestas básicas para os terceirizados da Biblioteca de Exatas (Omar Catunda), Escola Politécnica, os PAFS 5, 2 e 1, a portaria

principal do campus 1 e Palmacea. Para o Coordenador de Esporte e Cultura, Paulo Roque, que participou da distribuição das cestas, afirmou que “desde o início da pandemia, a ASSUFBA vem contribuindo com as ações solidárias em todos os campis da UFBA e das demais universidades federais da Bahia. O grupo tem se mobilizado para ajudar pessoas em estado de vulnerabilidade social”, afirmou.

e do nosso país. Nosso compromisso em lutar contra a barbárie, contra o desmonte do Estado brasileiro, de enfrentar o ataque à democracia e a autonomia universitária, é alimentado pelo desejo coletivo, por um futuro possível, mais justo e fraterno, os quais sabemos fazer parte dos valores que marcam a história da ASSUFBA. Parabéns pela data festiva e vida longa ao nosso sindicato de luta e que em 2022 possamos nos abraçar e fortalecer este vínculo que nos mantém firmes na linha de frente da contínua batalha em defesa da educação pública de nosso país, enquanto projeto de nação. Um abraço fraterno a toda diretoria e aos filiados e filiadas da ASSUFBA”. Fábio Josué Souza - Reitor da UFRB “Presto aqui as nossas congratulações à ASSUFBA Sindicato pela passagem de mais um ani-

versário neste mês de dezembro. Criada no contexto das lutas pela redemocratização da sociedade brasileira em 1980, a ASSUFBA ao longo desta trajetória tem prestado grande contribuição ao país e à Bahia, sobretudo nas defesas das causas sociais e na luta de uma sociedade mais justa, mais igualitária, mais inclusiva, mais democrática e especialmente na defesa da educação e da universidade pública. Que possamos celebrar esses 41 anos de lutas e resistência e tomamos como referência deste legado, para que ASSUFBA possa continuar firme na defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e engajadas na luta pela construção de uma universidade mais forte, sobretudo nestes tempos em que prevalece o obscurantismo, as tentativas de desqualificar a universidade, a ciência, o serviço público, os servidores e as servidoras públicas. Parabéns, ASSUFBA. Força e resistência”.

ASSUFBA e Seção Sindical do COM-HUPES fazem doações aos terceirizados

Comunidade de São Lázaro recebe doações da ASSUFBA

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UNIVERSIDADES EM FOCO

Prestação de Contas do 1º semestre de 2021 é aprovada com transparência, qualidade na Gestão Administrativa dos recursos de nossa entidade Em uma Assembleia participativa e democrática, ocorrida no dia 28 de setembro, os filiados à ASSUFBA aprovaram, por esmagadora maioria, a Prestação de Contas do Sindicato do primeiro semestre de 2021. Do total de sindicalizados que participaram da atividade, 83% votaram a favor, 8% contra e 9% se abstiveram do Parecer do Conselho Fiscal, que indica a aprovação das contas da entidade, mais uma vez reafirmando a confiança na Gestão Sindicato é pra Lutar. A Coordenadora Geral da ASSUFBA, Nadja

Rabello, apresentou a planilha de Prestação de Contas com os detalhes dos gastos de janeiro a junho de 2021 e leu o Parecer do Conselho Fiscal. Vale lembrar que a entidade registra superávit e não deve nada na praça. Uma prova de transparência e boa administração dos recursos da categoria. Ainda na prestação, a Coordenação deu a excelente notícia da quitação do consórcio para a aquisição da sede própria do Sindicato, hoje avaliada em mais de R$ 2 milhões. Uma conquista de toda a categoria.

ASSUFBA cumpre decisão da categoria. Sede Social já está à venda

Venda da Sede social Na Assembleia Geral Virtual do dia 29 de setembro, também foi apresentado o relatório sobre a Sede Social da ASSUFBA, localizada em Arembepe, que foi adquirida em 2007, sem consulta aos servidores.

A Coordenadora Geral Nadja Rabello informou sobre as despesas com o local entre 2008 a 2021 que já ultrapassa 500 mil reais. A categoria, inclusive, já decidiu por unanimidade em assembleia pela venda do imóvel.

A Coordenação da ASSUFBA Sindicato assumiu o compromisso de providenciar a venda do imóvel, como forma de retirar essa despesa mensal e o valor ser usado para qualificar e capacitar a categoria.

O sonho da casa própria se torna realidade O dia 1º de dezembro de 2017 vai ficar guardado para sempre na memória dos servidores e da Coordenação da ASSUFBA. Na data em que o Sindicato completou 37 anos, o sonho da casa própria se tornou realidade e a sede da entidade foi oficialmente inaugurada. Quase quatro anos depois, agora em 2021, a ASSUFBA deu, com muito prazer e sensação de dever cumprido, a notícia para a categoria da finalização do

pagamento do consórcio para aquisição da sede própria do Sindicato. Sem dúvida, uma im-

portante vitória, sobretudo, diante desse momento de dificuldade em decorrência da crise, em que muitas

entidades precisaram vender suas sedes. Depois de mais de três décadas, o Sindicato e os servidores, enfim,

Sede própria é uma conquista da categoria organizada

puderam ter um lugar para chamar de seu. É a casa da categoria, com um amplo espaço para atender as necessidades dos trabalhadores. Ao longo dos anos, a sede recebeu diversas atividades, como assembleias e eventos comemorativos, além dos atendimentos aos servidores. A sede é uma conquista não só da entidade, mas de cada servidor que acreditou neste sonho que agora se tornou realidade.

Informativo do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado da Bahia - Assufba. Rua Professor Fernando Severo

Pessoa, nºé 170, Federação. CEP 40.210-700. (71) 3245-7775 /à 3331-3363 / 3016-0087 / 3237-5664. Editado e publicado sob a responsabilidade da diretoria da entidade. composição Sede própria uma conquista dosTel.: associados ASSUFBA da coordenação - Coordenação Geral: Renato Jorge Pinto, Aida Celeste Silveira Maia, Nadja Maria Montenegro Rabello. Coordenação de Administração e Finanças: Antônio Valter

Espaço Livre

Almeida da Silva, Devanice Ribeiro Guimarães Souza. Coordenação de Formação Sindical: Valmiro dos Santos, Adelmaria Ione dos Santos. Coordenação de Assuntos Jurídicos: Edson Borba Braga, Jose Carlos Andrade Macedo. Coordenação de Comunicação: Antônio Bomfim Moreira, Lucimara da Silva da Cruz. Coordenação de Esporte e Cultura: Mario Sergio Nascimento Silva, Paulo Roque Pereira Bispo. Coordenação de Aposentados: Edgar de Jesus, Maria Dolores de Brito. Coordenadora de Políticas Sociais e Anti-Racistas: Eliete Gonçalves da Silva, Rosangela de Santana. Coordenadora de Políticas Saúde do Trabalhador: Radinei Santos Nascimento, Giancarlo Damiani Vasques. Coordenação Regional: Romilson Nunes de Aragão, Maristela Aragao de Matos. Lina Teles Guimaraes [suplente], Tulio Cesar Albiani Alves [suplente], Jorge Edmundo Prazeres da Silva [suplente], Edinelvan Batista Lima [suplente], Rony Keito Lopes Moreira [suplente], composição do conselho fiscal - Romeu Guimarães Pereira [titular], Teodoro Bispo dos Santos [titular], Maria Conceição Amorim [titular], Maria das Graças Hora dos Santos [suplente], José Gomes da Silva [suplente] Maria Eloisa Novaes Goes [suplente].

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Jornalista: Ana Beatriz Leal - Reg. MTE 4590 DRT-BA. Estagiários em Jornalismo: Iasmin Moreira e Renata Bispo . Diagramador: Fernando Lopes. Fotos: Assufba ou creditadas


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