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ISSN 2317-4544

BORRACHAAtual Atual - 1


Índice 3 4 10 12 16 18 26 34 35 36 40 42 48 52 53 54 58 60

Editorial

Editorial Entrevista Perspectivas Fusões Artigos Pneus Indústrias Químicas Inovação Calçados ABTB Mercado Notas & Negócios Feiras & Eventos Livro Frases & Frases Matéria Técnica Classificados Agenda

Agenda & Cursos

Foto da capa: Renault.

A Revista BORRACHA ATUAL comemora 20 anos de circulação mantendo seus princípios e foco no mercado de elastômeros e borrachas. Muita coisa mudou nestes anos. As pessoas de hoje pensam diferente. As tecnologias evoluíram. Empresas foram criadas ou incorporadas. O mercado cresceu, mas seus integrantes diminuíram. Todavia, nada supera a

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A MELHOR PUBLICAÇÃO DO SETOR.

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20 ANOS DE ATUALIDADES maior de todas as transformações que foi a velocidade da informação. Informação que fica guardada fica ultrapassada. A informação de hoje é o degrau da informação de amanhã. Aquele que ficou com a informação de ontem talvez não tenha tempo de acompanhar as novidades de amanhã. Inovamos para nos antecipar a estes movimentos irreversíveis com o aprimoramento de nossa mídia eletrônica, mas sabemos que o mercado brasileiro atravessa um momento desafiador

ISSN 2317-4544

com um final completamente desconhecido. Desejamos que bem no final, ele seja positivo e possamos sonhar novamente

Ano XX - Edição 122 - Jan/Fev de 2016

com um Brasil grande, moderno e justo.

Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

Os desafios de hoje são de ordem político-econômica. Momento ideal para florecerem ideias e implementar

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inovações. Nesta edição vemos que algumas empresas já se antenaram para isto e priorizaram sua área de Pesquisa & Desenvolvimento. A Entrevista Especial revela muito bem o que é um perfil empresarial empreendedor que acredita

Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP redacao@borrachaatual.com.br

e investe para aumentar sua participação num mercado

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e parceria de todos os nossos amigos, leitores, anunciantes

Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392)

sempre atual no coração, na mente e nos ideais de todos vocês.

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maduro e bastante disputado. Gostaríamos de agradecer a participação, companheirismo e colaboradores nestes 20 anos de existência da BORRACHA ATUAL, que como o próprio nome diz quer estar Parabéns a todos nós! Antonio Carlos Spalletta Editor

Editora BORRACHAAtual - 3

A revista Borracha Atual, editada pela ASPA Editora Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuída entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizada pela ASPA Editora.


Entrevista

“Estamos sólidos e preparados para atravessarmos as crises”

Jan Felix Krueder

J

an Felix Krueder, 44 anos, é graduado em Administração de Empresas pela FGV, e, antes de comandar a Química Anastácio, onde está desde 1996, atuou em grandes empresas, do porte da Procter & Gamble (1992 a

1995) e Price Waterprice (1991). Nesta entrevista à Borracha Atual, Jan explica os segredos do crescimento da Química Anastácio em plena crise e a complexa atividade da empresa como um dos mais importantes players do setor de distribuição de produtos químicos da atualidade.

4- BORRACHAAtual

A Química Anastácio existe há 75 anos. Qual o segredo para sobreviver a tantas crises? A empresa que foi fundada em 1941 existiu até 2001. Ela durou 60 anos na estrutura inicial (de fabricante), e em 2001 desativamos toda a nossa produção e resolvemos virar distribuidor. Então, na verdade, a Anastácio Distribuição existe há 15 anos, é nova. É uma outra Anastácio. Tem toda a tradição, mas é uma empresa diferente.


A Anastácio antiga sobreviveu a muitas crises e depois do Plano Collor teve sete anos de prejuízos. Éramos uma indústria, e começou a entrar produto importado barato. Nessa época muita gente quebrou... Quase todos os nossos concorrentes quebraram. Paranaense, Girardi, Bressiani... E como a Anastácio sobreviveu? Justamente porque mudamos de estratégia em 2001. Porque, quem ficou forte nesse mercado? Quem já tinha uma verticalização ou quem seguiu aquele lema de que é melhor se juntar aos parceiros do que ser devorado por eles. Então decidimos desativar a fábrica e começar com a importação. Temos várias operações terceirizadas, por volta de 10. São fábricas no Brasil que produzem para a Anastácio. Trazemos as matériasprimas importadas, mas com a política de agregar mais valor aqui no Brasil. Fazemos parcerias muito fortes. Há boas fábricas no Brasil, com boa capacitação técnica, mas sem uma estrutura de venda ou financeira. Qual percentual de importados e nacionais no mix da Anastácio? Hoje é 70% de importados e 30% de nacionais. A tendência é aumentar a distância ou de aproximar? Nosso objetivo é aproximar de 50% nacional. Acreditamos que com esse trabalho de financiamento, da logística e da escala, a gente consiga agregar valor nessa cadeia nacional também. Hoje nossa estratégia é nos aproximar mais dos fornecedores locais, desenvolvendo parcerias, porque nossa operação atual é muito mais de importação que nacional. Temos o interesse de aumentar nosso percentual de parcerias nacionais.

“Nosso maior diferencial é ter muito estoque para pronta entrega.”

Quais as principais características da Anastácio como distribuidora? Nosso acesso aos clientes e fornecedores é ótimo, nossa matéria prima é competitiva, nosso trabalho comercial, a logística muito boa e o financiamento. Muitas empresas têm infra-estrutura ótima, têm know how, mas não conseguem operar. Como está o segmento de borracha dentro da Química Anastácio? A área da borracha é a mais nova entre todos os segmentos e a gente conta muito com o apoio do trabalho de divulgação. Este ano estamos completando 75 anos de atividades. Vai ter uma festona agora em setembro para essa comemoração. Estamos nessa área há 2, 3 anos, somos um pouco desconhecidos e só agora estamos mostrando a cara, mas a ideia é virar um player significativo no mercado. A área da borracha é diferente da área, por exemplo, têxtil. Geralmente a empresa passa de pai para filho. Quando você entra, é pra se molhar. Se você recua, vão dizer que é mais um que entrou no mercado e voltou... E isso não pega bem Exatamente! É interessante porque às vezes o pessoal da concorrência fala isso. “Ah... o Anastácio vai demorar... logo vai sair dessa área”. Não existe nenhum negócio em nossa história em que a gente entrou e não ficou. Porque é uma estrutura que é criada e uma energia que é gasta que sai muito caro para você deixar de lado depois. Por

isso nós insistimos bastante, e obviamente dentro de cada ramo temos que achar a estratégia certa para construir o negócio. De repente você não vai conseguir em um grupo de produtos construir outro grupo de produtos. Mas existe esse mercado. Em nossa história inteira não existe isso. Onde entramos, é pra valer. Fazendo um bom trabalho de participação, visitação, trabalho técnico, essas parcerias que vocês têm em vários segmentos... A gente tem dado todo o apoio técnico aos nossos clientes e temos feito as parcerias sempre pensando no médio e longo prazos, não no curto prazo. E visitar os clientes não só para oferecer borracha. Entrar na fábrica para conhecer o pessoal, ver as necessidades da empresa... Sim. Hoje temos uma equipe toda focada apenas no desenvolvimento de novos negócios. E hoje todos os projetos vêm dos clientes ou de nossos fornecedores. É raríssimo o projeto que vem da nossa cabeça. Então é o cliente que chega e diz “preciso disso, disso e disso...” ou o vendedor que fala “eu já vendo pra você o produto a, b ou c, e eu quero que você venda o d, o e e o f pra mim”. É isso que movimenta essa equipe de desenvolvedores que fica sempre trabalhando em cima de novos lançamentos. Como a Anastácio está se adaptando às turbulências do momento? Temos que ser sempre criativos em fases como essas. Sempre estar abertos para novos negócios. Basicamente, no que a Química Anastácio acredita (e vem acreditando nesses 75 anos)? Passamos já por várias crises econômicas ao longo da história. Acreditamos que é uma crise grave, mas não é a primeira crise BORRACHAAtual - 5


Entrevista

e nem será a última. Quem estiver mais preparado e estruturado vai sair da crise fortalecido. É esse o nosso objetivo. Estamos nos preparando muito ao longo dos anos para estarmos sólidos e atravessarmos bem esses períodos. Óbvio que é uma época em que todos nós estamos muito mais cautelosos, a nossa área de crédito está muito mais atenta. Em 2015 basicamente mais do que dobramos o número de visitas da área de crédito com os clientes. Porque o grande desafio para a nossa distribuição é a questão do crédito. Na minha opinião é o item mais crítico dessa crise. O que acontece? Nós temos que ser muito parceiros dos clientes, apoiá-los nesse momento de dificuldade... Por outro lado, temos que ter todas as cautelas necessárias, porque as margens da distribuição são baixas. Nessa área comercial vocês focam assistência técnica e a venda em si. Mas o importante é lá no cliente, quando vocês visitam para ver como está a empresa... Você acaba formando uma parceria consistente... O crédito não é só um número. É você ver como está o funcionamento da empresa. Como está a movimentação, como está a energia dentro da empresa. Não são coisas objetivas como números, mas você também tem que levar em consideração. O mercado vem reagindo à crise de que maneira? O mercado de borracha em especial vem sofrendo com a crise. Hoje a Química Anastácio atua em 14 segmentos, então temos um termômetro muito interessante do mercado como um todo, o que para nós é muito estratégico, porque a gente acaba conseguindo manter uma escala interessante de custos e negociação. 6- BORRACHAAtual

“O nosso desafio hoje é proporcionar competitividade aos clientes.”

O que tenho visto é uma concentração do número de distribuidores - acho que a tendência é que esse número seja reduzido - o que passa a ser muito importante ter uma estrutura, uma escala mais forte. E eu vejo nesse momento as empresas que trabalham com bens duráveis sofrendo muito mais do que as que trabalham com bens não duráveis - o que geralmente acontece nas crises. Uma dona de casa não vai conseguir trocar o carro, a geladeira, mas não vai parar de comprar remédio, vai continuar comendo, limpando a casa... Então o mercado dos não duráveis vai compensando um pouco o mercado dos duráveis nessa crise. Nestes a gente está sentindo o sofrimento. A indústria automobilística, por exemplo, com queda de quase 30% em comparação com o ano passado, é muito drástico. A economia vai decrescendo 3% (4% no ano passado). Essa situação preocupa, principalmente para o mercado de borracha, que tem um vínculo mais forte com a indústria automobilística. E também os eletrodomésticos. E tem o caso das indústrias que investiram em novas plantas, caso da Mercedes. Também é preocupante o desemprego que a crise gera. A minha visão é que o mercado vai piorar ao longo desse ano. E quando vai começar a melhorar? Só quando tiver a eleição presidencial em 2018, se tiver a perspectiva de alguém da oposição entrar e melhorar o humor. Hoje infelizmente estamos em uma espiral negativa. Porque você tem as contas públicas piorando, menos arrecadação, mais desemprego, pessimismo, ninguém investe, produz

menos, paga menos imposto e diminui a arrecadação. O triste é ver um governo pegando uma espiral subindo e conseguir virar esse espiral do avesso. Esse governo não tem solução mesmo? Não. O Brasil é muito mal administrado. Aqui não temos terrorismo, não temos problemas climáticos graves, terremotos. O que exportamos no agribusiness... Só o que entra de dólar dessa indústria... Nosso povo consome, movimenta a economia. O que está faltando é as pessoas acordarem e se movimentarem. O espelho do Brasil deveria ser a Argentina hoje? É o efeito Orloff. Infelizmente vamos ter que esperar três anos. Uma coisa boa que vejo nesse cenário é o seguinte. Vamos reduzir 10%? Vamos. O que está acontecendo nessa esfera de ética, de punição nunca vista na história do País, por conta desse fenômeno chamado Moro, isso talvez crie uma base um pouco mais sólida para o Brasil recomeçar o ciclo. Estava tudo distorcido, estava artificial, o crescimento baseado em consumo... O que o Brasil precisa para voltar a receber investimentos? Primeiro, precisa arrumar as contas. Olhar o velho receita/despesa. Ter equilíbrio nas contas públicas é o início de tudo, é a base. Tem que gastar menos. E a arrecadação ninguém agüenta mais. O governo não está cortando nada. Em primeiro lugar tem que ter o ajuste das contas públicas. Quando o governo começar a fazer o que tem que fazer, vai ganhar a confiança do Congresso e melhorar o ambiente político. Porque na minha opinião, o problema maior não é econômico, é político.


O que representaria para a empresa hoje a volta da CPMF? Somos absolutamente contra, porque a CPMF vai criar uma reação em cadeia, porque toda a cadeia vai aumentar os preços, gerar inflação, e deixar mais dinheiro na mão do governo para gastar, o que a gente não sabe se vai fazer bem ou não. Dentro de todos os segmentos em que atuam, algum deles está passando ileso pela crise? Ileso nenhum. Todos estão sentindo. Talvez o farmacêutico seja o que menos esteja sofrendo. O povo está ficando mais doente, precisando de mais remédio... A indústria de alimentos está sentindo, cosméticos também... Na verdade, todas as áreas sofrem. Algumas mais e outras menos. E qual está sentindo mais? Infelizmente é o da borracha. Mas o de plástico, lubrificantes e tintas também estão sentindo bastante. Todos que sofrem influência da indústria automotiva... Sim. A alta do dólar afetou a empresa? Por um lado, a alta do dólar deixou os produtos importados menos competitivos em segmentos onde existem concorrentes nacionais. Por outro, as commodities caíram junto com a alta do dólar. De certa forma isso amenizou muito. Alguns produtos mantiveram o mesmo preço em reais. Vários derivados de petróleo caíram, em reais, 50%. O nosso desafio hoje o que é? Proporcionar competitividade aos clientes. O nosso quintal de compras é o mundo. Então procuramos no mundo inteiro produtos competitivos, negociamos de forma muito agressiva, trazemos o produto para cá para termos pronta entrega –

“Participação do segmento de borracha dentro da Anastácio é 3%. E está crescendo.”

nosso maior diferencial de todos: ter muito estoque para pronta entrega. A gente investe em estoque. Sabemos que isso tem um custo, mas esse é o nosso diferencial: ter estoque em casa e comprar muito bem lá fora, porque isso vai ajudar o nosso cliente no Brasil a tocar o negócio dele com um produto muito competitivo e com logística rápida. Os asiáticos continuam competitivos? Sim. E a tendência é manterem-se assim. O mercado interno chinês, por exemplo, não está indo muito bem. Eles precisam exportar. Então continuam competitivos. A Química Anastácio pretende fazer investimentos em 2016? A Anastácio nunca para de investir. Nunca para porque a nossa visão é a seguinte: quem está parado está andando para trás. E é justamente nesses momentos como o de agora que precisamos nos preparar bem para o momento que vem a seguir que é o de crescimento. Estamos com alguns investimentos, acabamos de adquirir uma área nova junto ao nosso site de líquidos, para ampliar nossa operação. Acabamos de construir um galpão novo, que fica na esquina da marginal Tietê com a ponte da Anhanguera. Investimos para praticamente dobrar o tamanho do site, e lá fica toda essa parte de granéis. Fica perto do nosso prédio que temos desde 1941. Fica bem localizado, perto de saídas da cidade...

Superbem localizado. Lá já não tem rodízio, e estamos na saída para a Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, subindo a Marginal vai para a zona norte... É um local estratégico. É necessário, porque a logística é um dos gargalos da indústria... Exatamente. E lá a gente estava muito apertado. Vocês vão se mudar daqui para lá? Não. Aqui é o site de carga seca. Nesse site aqui a gente está agora com 17 mil metros. Fica o recebimento na rua de trás e a expedição por aqui. No escritório vamos fazer uma grande reforma, vamos deixar mais confortável. Na química com esse galpão novo vamos fazer alguns ajustes nas linhas de base. Faremos um investimento grande em TI, vamos renovar toda a nossa rede, melhorar a questão da velocidade, controle de acessos. Basicamente neste ano vamos avançar nestas três frentes. A empresa lançará produtos novos neste ano? Temos uma meta de lançamentos mensais de produtos novos. Temos lançado todos os meses e é isso que vem sustentando o nosso crescimento nesse momento de crise. Queremos crescer ampliando a linha. Por mês temos lançado, no mínimo, 10 novos produtos. Porque o mercado químico é gigante. A nossa base é 6 mil clientes ativos. Consideramos ativo aquele cliente que compra pelo menos uma vez a cada 90 dias. Desses clientes vêm os projetos, e assim estamos sempre lançando. Isso ajuda a empresa conseguir, nessa redução de mercado, ter crescimento. Mas também depende do mercado. Obviamente que o segmento de borracha, onde começamos da estaca BORRACHAAtual - 7


Entrevista

zero, está crescendo. Estamos fazendo um trabalho de desbravar. Estamos crescendo bastante, conhecendo clientes novos que não nos conheciam. Por isso que o fato do mercado de borracha estar diminuindo não é necessariamente um problema, porque é um mercado novo, onde entramos há 2,3 anos. Estamos crescendo até pelo fato de estarmos nos tornando mais conhecidos. Já em mercados mais maduros conseguimos uma certa estabilidade no faturamento que aumenta quando lançamos produtos novos. Dentro da Química Anastácio qual é a participação do segmento de borracha? Representa hoje em torno de 3%. E está crescendo. Qual é a meta de crescimento? A curto prazo pretendemos chegar a 5% até o final de 2017. É possível, com o país quase parado? Sim, porque vai penetrando país afora. Hoje é muito concentrado em São Paulo ainda. Mas estamos começando a estruturar as vendas pelo Brasil. E qual o segmento que mais cresce? É o de saúde, com cosméticos e farmacêuticos.

“A maior característica da Anastácio é a velocidade. Somos muito rápido. ”

Algum segmento novo em vista? Na verdade não. 14 segmentos já estão de bom tamanho. Chegamos a ensaiar uma entrada no mercado de não químicos, aproveitando toda a nossa estrutura operacional, mas por sorte resolvemos recuar porque percebemos que tínhamos que focar em nosso core business. Tinha cliente que queria que trouxéssemos embalagem... Resolvemos não fazer e focar naquilo que somos bons, que são os produtos químicos. Estamos aprendendo ainda – eu tenho 20 anos de mercado químico e acho que vou ficar bom mesmo aos 30. Todo ano estou aprendendo bastante. A empresa atua no exterior? Temos uma estrutura internacional que consiste em um escritório na China, que nos apóia em compras e desenvolvimento, e nos dá suporte junto aos fornecedores da Ásia, e uma operação no Panamá de trading, por onde atendemos a partir de lá todos os países latino-americanos do Pacífico (Chile, Equador, Peru, Colômbia).

O que estamos fazendo? Estamos tanto vendendo para todos esses países através da Anastácio Overseas, que é o nosso braço de trading, como usando uma distribuidora local para nos apoiar em vendas. Por isso estamos agora ampliando o trabalho sem ter que ter uma operação de distribuição própria nesses países. Damos três opções para os clientes: ou eles compram diretamente do país de origem, e a trading só faz o financiamento e a logística, ou o produto fica no Panamá armazenado e a gente pode fazer vendas mais picadas para esses países, ou o produto vai para a distribuidora local, parceira, e de lá é feita a distribuição para os clientes. Vocês importam de quantos países? 43. É uma operação bem grande de importação. E no Brasil, atendem que regiões? Distribuímos para o Brasil inteiro. Todos os estados são cobertos pela Anastácio. É um trabalho logístico de fôlego... Sim. A maior característica da Anastácio é a velocidade. Somos muito rápidos. Os clientes sabem que quando pegam algo com a Anastácio, a empresa é uma ótima executora. Rapidamente vamos fazer o trabalho, contatar o fornecedor, usar uma estrutura que é muito bem organizada.

HISTÓRIA DIVIDIDA EM DUAS PARTES FUNDADA EM 1941 PELO SR. FREDERICO KRUEDER, A QUÍMICA ANASTÁCIO INICIOU SUAS ATIVIDADES EM SÃO PAULO NA VILA ANASTÁCIO COM A PRODUÇÃO DE GLICERINA ANIMAL. POSTERIORMENTE EM 1950, COMPLEMENTOU SUA LINHA COM A FABRICAÇÃO DE ÁCIDOS ESTEÁRICOS E ÁCIDOS OLÉICOS. EM 1997, BUSCANDO AMPLIAR O PORTFÓLIO DE PRODUTOS FABRICADOS, INVESTIU EM TECNOLOGIA E EQUIPAMENTOS PARA PRODUÇÃO DE GLICERINA VEGETAL E ÁCIDOS GRAXOS VEGETAIS, ATINGINDO RAPIDAMENTE POSIÇÃO DE DESTAQUE NESTES MERCADOS. EM 2001, A ANASTÁCIO INGRESSOU NO MERCADO DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS, FIRMANDO PARCERIAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS COM EMPRESAS LÍDERES DE MERCADO, PASSANDO A OFERECER UMA LINHA COMPLETA DE PRODUTOS PARA O SEGMENTO DE CUIDADOS PESSOAIS, PROCESSOS INDUSTRIAIS E ALIMENTOS. NOS DIAS ATUAIS, A ANASTÁCIO CONTINUA INVESTINDO, AMPLIANDO SUAS INSTALAÇÕES E AUMENTANDO SEU PORTFÓLIO DE PRODUTOS, COM A FINALIDADE DE ATENDER MELHOR AOS SEUS CLIENTES E FORNECEDORES. 8- BORRACHAAtual


BORRACHAAtual - 9


Perspectivas

Perspectivas 2016

2016, o ano da paciência Diante de tantas incertezas nos campos político e econômico, quem tiver serenidade e condições financeiras para suportar a passagem do furacão poderá colher bons frutos. Muito provavelmente não neste ano. E talvez nem no próximo.

Não é surpresa para ninguém que

ficar em 14,25% durante o ano que se

“Enquanto isso, o governo sequer fez

o país está em recessão. Das piores

inicia. E o dólar continuará subindo.

sua lição de casa para reduzir gastos e

que já passou. Até mesmo o mais

Aliada a tudo isso, a carga tributária

reestruturar a máquina administrativa.

renitente governista admite que a

deve aumentar com a volta da CPMF

Preferiu aumentar a arrecadação ao

situação econômica não é a ideal.

-

invés de cortar despesas.”

Entretanto, como diz o ditado, não há

Movimentação Financeira -, sem falar

mal que sempre dure, e a crise uma

dos reajustes nas tarifas de serviços

Para ele, o empresário brasileiro

hora vai passar. O problema é que

básicos de infraestrutura, como luz,

precisa de uma injeção de ânimo.

nem o mais otimista dos analistas

água, transporte.

“Motivação é uma espécie de estado

Contribuição

Provisória

sobre

afirma que os maus momentos irão

mental ou emocional que coloca o

terminar em 2016. A maioria dos

Para a indústria e para a construção

indivíduo em movimento”, explica.

gestores não acredita até mesmo que

civil, devido à queda do PIB, as

Apesar de ser uma técnica pouco

a crise passe em 2017, empurrando

perspectivas também não são boas

utilizada pelas empresas, o ingrediente

o fim do problema para 2018 –

e a esperança é de que a turbulência

deve ganhar espaço gradualmente

coincidentemente quando termina o

melhore

e se tornar um elemento estratégico

mandato da presidente Dilma.

Serão necessários ajustes de rotas,

para

com abertura de novos mercados,

principalmente, nos momentos de crise.

no

segundo

semestre.

impulsionar

os

negócios,

O fato é que a presidente continua e

inovação, qualificação de profissionais,

os problemas, que parecem insolúveis

redução de custos e fortalecimento de

No setor automotivo, a esperança é

no momento, também. As turbulências

parcerias para superar a crise.

de que a situação apenas se estabilize

afetam todos os setores da economia.

ou caia pouco. Diante de um 2015

O que os diferencia é apenas o grau de

De acordo com Ricardo Martins, diretor

complicado, as projeções para 2016 são

sofrimento. Nenhuma área produtiva

titular do Centro das Indústrias do

desafiadoras, segundo a Fenabrave –

pode alegar que a crise não a afeta:

Estado de São Paulo (CIESP), Distrital

Federação Nacional da Distribuição

indústria, comércio, construção civil e

Leste, “No caso do Brasil, quando a

de Veículos Automotores -, que espera

serviços. E todos os empresários estão

queda de confiança é generalizada

um ano difícil no primeiro semestre,

sendo obrigados a se reinventar para

como acontece agora, é indício de

mas com viés de recuperação a partir

sobreviver. É tempo de planejar com

que algo mais que preocupante venha

do terceiro trimestre, dependendo do

cautela.

ocorrer.

imediata

encaminhamento político. Com base

correção de rumos antes que o cenário

É

preciso

uma

nos estudos realizados pela entidade, o

Segundo o Banco Central, em 2016

piore e o País mergulhe numa crise

setor como um todo deverá apresentar

a inflação anual deve ficar em torno

sem volta”.

queda de 5,2%.

PIB - Produto Interno Bruto - deve ter

Empresários e trabalhadores pagaram,

Para os segmentos de automóveis e

uma nova queda, de 1,9%, em relação

em 2015, alto pela volta do desenvol-

comerciais leves, a expectativa é ter

a 2015. A taxa básica de juros deve

vimento econômico, segundo Martins.

queda de 5,9%. Já para caminhões,

de 7% e continuar declinando. Já o

10- BORRACHAAtual


ônibus e implementos rodoviários, a

(FGV). Com a perda de renda, muitas

àquele pretendido, causando redução

Fenabrave projeta retração de 2,7%

famílias perderam sua casa própria,

da

para caminhões, 3,2% para ônibus e

também houve retirada de recursos

diminuição de receitas tributárias.

1,8% para implementos rodoviários.

da poupança, retração do crédito e de

O segmento de motocicletas, que vem

investimentos, queda na confiança do

Um dos mais consolidados players

sofrendo sucessivas quedas desde a

consumidor e das empresas e atrasos

do setor químico, a quantiQ, está

crise de 2008, deverá permanecer

nos pagamentos do Minha Casa, Minha

enfrentando

com retração, estimada em 4,1%.

Vida e do Programa de Aceleração do

problemas específicos do setor de

Crescimento (PAC).

frente. Segundo . Ricardo Verona,

Para tratores e máquinas agrícolas,

produção

e

a

a

crise

consequente

geral

e

os

gerente das unidades Agroindústria,

considerando a safra recorde de 209

A indústria química é uma das que

Borrachas e Metanol , uma das saídas

milhões de toneladas, a previsão é de

mais sofre com a situação de crise,

é buscar a diferenciação. “A quantiQ

manter os índices de 2015 ou apresentar

até porque a alta do dólar, que

sempre teve como propósito prestar

um leve crescimento de 2% em 2016.

ameniza alguns setores, não causa

um atendimento de extrema qualidade

efeito imediato sobre sua atividade.

e

Segundo o presidente da Fenabrave,

E, além dos problemas conjunturais,

acreditamos que no cenário atual, isto

as projeções são iniciais e dependerão

tem que enfrentar situações crônicas,

seja ainda mais fundamental. Cada

do curso que o Brasil tomará ao longo

como a alta ociosidade da capacidade

empresa apresenta uma dificuldade

do ano, tanto em relação às diretrizes

instalada. Para a diretora de Economia

diferente, que pode corresponder a

econômicas

“Vale

e Estatística da Abiquim, Fátima

uma oportunidade de negócio. Ouvir

lembrar que temos alguns eventos que

Giovanna Coviello Ferreira, embora

o mercado e o cliente é fundamental

podem afetar as vendas de veículos,

exista espaço para o crescimento

para oferecer a solução certa e na

para o bem ou para o mal, como o feriado

da produção nacional, as empresas

hora certa”, afirma.

de Carnaval no início de fevereiro, a

realização das Olimpíadas no Brasil,

investimentos quando a ociosidade

Entre os poucos setores que têm

as Eleições Municipais e a realização

for reduzida. “Isso só acontecerá se

uma visão menos cinzenta para o ano

do Salão Internacional do Automóvel”,

houver aumento da competitividade

econômico de 2016 está o calçadista.

declarou Assumpção Júnior.

de

local,

Dados do IEMI Inteligência de Mercado

como

políticas.

conseguirão

produção

planejar

no

personalizado

a

cada

cliente,

novos

mercado

mas estamos num círculo vicioso

mostram que a indústria calçadista

Já a Anfavea – Associação Nacional

brasileira

dos

Fabricantes

de

alguns

anos,

com

problemas

deve

aumentar

sua

Veículos

sérios e estruturais, mais relevantes

produção em 3,5% este ano, enquanto

Automotores – prevê uma retração nos

do que propriamente as questões

o

emplacamentos em 2016 da ordem

conjunturais”, observa a diretora.

2,1%. Dados como a evolução do

de 7,5%. Lembrando que a indústria

consumo

aparente

crescerá

consumo aparente e da participação

automotiva é a cabeça de uma cadeia

Além disso, deve-se considerar que

dos importados no suprimento do

produtiva que segue o seu ritmo.

a química tem forte correlação com

mercado interno também mostram

Ou seja, setores como autopeças

o desempenho do PIB e a economia

que o volume fabricado, em 2016, deve

e fabricantes de pneus tendem a

em recessão puxa mais intensamente

chegar a 885 milhões de pares, ante

apresentar quedas semelhantes.

a atividade do setor para baixo do

855 milhões de 2015. Já o consumo

que para cima nos momentos de

previsto para o mercado interno é

No

setor

da

crescimento. Para Fátima Giovanna,

de 780 milhões de pares, enquanto

deve

apesar da necessidade de adoção

as exportações devem totalizar 133

recuar 5% em 2016, de acordo com

de algumas medidas que ajudem o

milhões de pares, com alta de 7,0%.

estimativa do Sindicato da Indústria

governo a realizar o ajuste fiscal

O mercado brasileiro de calçados

da Construção Civil do Estado de São

pretendido, o País deve repensar

encerrou 2015 com uma queda nas

Paulo (SindusCon-SP), em parceria

algumas

vendas próxima a 8%, de acordo com

com

exatamente

construção

a

imobiliário, civil

Fundação

o

PIB

brasileira

Getúlio

Vargas

ações o

que

podem

impacto

ter

contrário

a Abicalçados. BORRACHAAtual - 11


Notícias

Fusões e aquisições devem crescer 8% em 2016 Investidores olham o Brasil no longo prazo e, apesar das crises política e econômica, aproveitam o momento de desvalorização do real para a compra de ativos a preços mais baixos

O Deal Flow Predictor (DFP), relatório

O número de fusões e aquisições

baixos, devido à forte desvalorização

da Intralinks sobre as tendências e

globais

primeiro

do real em relação ao dólar”, comenta

previsões para níveis de atividades

semestre de 2016 será modestamente

Cláudio Yamashita, diretor geral da

futuras em fusões e aquisições (M&A)

superior ao do primeiro semestre de

Intralinks Brasil.

em estágio inicial, prevê crescimento

2015. O ponto médio da previsão é de

de 8% para o volume de negócios

3.5% de crescimento, de um intervalo

Isto é particularmente aplicável para

de M&A globais anunciados ao longo

entre 1.5% e 6%.

negociadores da Ásia, especialmente

anunciadas

no

do segundo trimestre de 2016, em

da China, cujas empresas estatais

comparação a 2015. Os setores com

América Latina: o retorno - A previsão

parecem mais dispostas a fazer esses

previsão de maior crescimento são os

da Intralinks para a América Latina é

tipos de trade-offs. Basicamente, os

de consumo, telecomunicações, saúde,

positiva, com 7.4% de crescimento no

negociadores parecem ignorar as más

indústria, imobiliário e energia. Já

quarto trimestre de 2015. O pequeno

notícias da economia para a região

os setores de alta tecnologia, varejo,

aumento nas atividades de M&A em

hoje e estão se posicionando para a

mídia e entretenimento e materiais

estágio inicial no segundo semestre de

esperada recuperação da região em

devem apresentar redução.

2015, após uma série de crescimentos

longo prazo. Além disso, as mudanças

negativos ou muito fracos durante

demográficas, juntamente com uma

“2015 foi um ano recorde para fusões

os últimos seis trimestres, indica um

classe média emergente com mais

e aquisições e nossa previsão atual

interesse renovado na região por parte

renda disponível, fazem da América

mostra contínuo crescimento de

dos investidores. Dadas as projeções

Latina um destino de investimento

M&A ao longo do primeiro semestre

econômicas desastrosas para o Brasil,

cada vez mais atraente, especialmente

de 2016”, diz Matt Porzio, Vice

a maior economia do continente, isso

para os players de produtos de

Presidente de estratégia de M&A e

sugere que os investidores estão

consumo.

marketing de produto da Intralinks.

fazendo avaliações visando um futuro

“Apesar das flutuações do mercado

um pouco mais distante.

global no início deste ano, com base

M&A nas demais regiões - Globalmente, as atividades de negócios em estágio

em nossos insights sobre atividades

“Ao olhar para mercados emergentes,

inicial no quarto trimestre de 2015

de M&A em estágio inicial, estamos

como a América Latina, os investidores

aumentaram

prevendo

crescimento

8.1%,

uma

taxa

de

global

terão de rejeitar o cenário de curto

crescimento mais rápida se comparada

devido à recuperação na região

prazo e, em vez disso, estarem

aos 5.2% de aumento no terceiro

Ásia-Pacífico

a

dispostos a assumir uma visão de

trimestre de 2015. A aceleração do

desaceleração econômica da China,

longo prazo para que possam garantir

crescimento das atividades de M&A

crescimento contínuo na Europa,

o sucesso. Isso se aplica ao caso do

em estágio inicial no quarto trimestre

Oriente Médio e África (EMEA), e

Brasil, que permanece em turbulência

de 2015 foi vista em três das quatro

América Latina e América do Norte

com as crises econômica e política,

regiões do mundo – a América Latina

se recuperando do declínio do último

mas assiste investidores internacionais

foi a exceção. Na América do Norte,

trimestre”.

comprando ativos a preços mais

as atividades de M&A em estágio

12- BORRACHAAtual

(APAC)

após


inicial cresceram 5.4%, após declínio

trimestre de 2015. Na Europa, Oriente

atividades de M&A em estágio inicial

de 3.2% visto no terceiro trimestre

Médio e África, as atividades de M&A

cresceram 7.4% no quarto trimestre

de 2015. Na região Ásia-Pacífico

em estágio inicial aumentaram 11%;

de 2015, em comparação a 48.6% no

o crescimento foi de 9.8%, em

no terceiro trimestre o crescimento

terceiro trimestre de 2015.

comparação a apenas 1.8% no terceiro

foi de 10.4%. Na América Latina, as

QUADRO 1

Principais previsões globais para os próximos seis meses:

O número de fusões e aquisições globais

e a possibilidade de uma desestabilizadora

Na região Ásia-Pacífico, eventos econômicos

anunciadas no primeiro semestre de 2016

decisão de saída. Já na África e Oriente

e de mercado na China vão dominar a região e

será modestamente superior ao do primeiro

Médio, os níveis de atividades de M&A vão

também afetarão o resto do mundo. Os níveis

semestre de 2015. O ponto médio da previsão

sofrer com a desaceleração da demanda

das atividades de M&A no Japão e Sudeste

é de 3.5% de crescimento, de um intervalo

chinesa por commodities, preços baixos do

da Ásia devem aumentar, ao passo que as

entre 1.5% e 6%.

petróleo e instabilidade política.

perspectivas para a Austrália, norte e sul da

Na Europa, Oriente Médio e África, a

Na América do Norte, é esperado um aumento

Ásia são mais incertas.

recuperação das economias e medidas de

modesto nas atividades de M&A como

Apesar da situação econômica e política

flexibilização quantitativa por parte do Banco

resultado da adoção de uma abordagem

extrema no Brasil, as atividades de M&A

Central Europeu vão continuar a apoiar fortes

cautelosa do FED para novos aumentos das

na América Latina tendem a surpreender

níveis de atividades de M&A nos países da

taxas de juros em 2016, a continuação do

positivamente com o crescimento econômico

Zona do Euro. Negociadores visando o Reino

crescimento econômico estável dos EUA,

no México e negociadores olhando para

Unido continuarão em alta, descartando a

menores custos de matérias-primas e de

o potencial de recuperação e a atraente

incerteza em torno do referendo antecipado

energia devido aos baixos preços do petróleo

demografia da região.

de permanência do país na União Europeia

e um dólar mais forte.

Evonik e quantiQ firmam parceria para distribuição de produtos

Solvay adquire a Cytec e lança planos de integração

A quantiQ anuncia nova parceria com

disponibiliza ambos os componentes

O Grupo Solvay concluiu com êxito

a Evonik para distribuição de linhas

para o mercado brasileiro de borracha.

a aquisição da Cytec e começará

sílicas e silanos, que atende o mercado

A quantiQ também irá distribuir outras

imediatamente

de borracha. O acordo atende as

linhas de aditivos (antioxidantes e

seus negócios para obter sinergias

regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte

antiozonantes) especiais da AddivantTM,

de custos e aproveitar oportunidades

e Sudeste do país. Entre os produtos

representada pela Evonik. “A quantiQ

significativas

que serão distribuídos estão as sílicas

tem tradição, reconhecimento e é aliada

materiais leves avançados para as

precipitadas ULTRASIL®, COUPSIL®

a produtos de alta qualidade. A parceria

indústrias

e COFILL® e a linha de organosilanos

com a Evonik reforça nosso portfólio de

e automotiva, e em especialidades

Dynasylan®, Si 69®, Si 266®, Si 75®,

produtos, garantindo o sucesso de nosso

químicas para mineração.

Si 363® e X-50S. O uso de sílicas em

cliente perante os desafios atuais do

combinação com silanos permite a

mercado global“, afirma Ricardo Verona,

“A

produção de compostos de borracha.

gerente de unidade de negócios de Agro,

decisivo na transformação da Solvay

A Evonik é o único fornecedor que

Borracha e Metanol, da quantiQ.

e abre novos horizontes para o

Cytec

a

de

integração

negócios

com

em

aeroespacial/aeronáutica

representa

um

marco

BORRACHAAtual - 13


Notícias

crescimento e a inovação. A Solvay é

Arlanxeo, novo player na área de borracha sintética

agora um dos principais fornecedores de materiais leves para a indústria aeroespacial”,

afirma

Jean-Pierre

Clamadieu, CEO da Solvay. “Graças aos extensos preparativos, vamos iniciar agora uma integração rápida e eficaz dos negócios da Cytec e de

Empresa é fruto de joint venture entre Lanxess e Saudi Aramco

suas equipes talentosas à Solvay e acelerar a geração de valor para nossos acionistas.”

A empresa de especialidades químicas

que torna ambos os parceiros muito

A Solvay também vai criar duas novas

Lanxess e a Saudi Aramco anunciaram

orgulhosos”,

Unidades de Negócios Globais (GBU’s,

a Arlanxeo, nome da sua nova joint

Al-Wuhaib, Senior Vice-Presidente de

na sigla em inglês): Uma GBU vai

venture na área de borracha sintética.

Empresas Derivadas, da Saudi Aramco.

agrupar os negócios de compósitos

O novo nome e logo combinam

Em 22 de setembro de 2015, a Lanxess

da Cytec, Aerospace Materials e

elementos dos nomes e logotipos

e a Saudi Aramco assinaram um acordo

Industrial Materials. Bill Wood foi

de ambos os parceiros. O logotipo

para criar uma joint-venture, com

nomeado presidente desta GBU, que

é

descritor

composição igualitária de 50% para

fará parte do segmento operacional

“Elastômeros de Desempenho” para

cada parceiro, para o desenvolvimento,

Advanced

GBU

destacar a gama de produtos da nova

produção,

combinará as atividades In Process

empresa. Todas as mais importantes

e distribuição de borracha sintética

Separation, que atua em aditivos

autoridades

autorizaram

usada na indústria mundial de pneus,

para polímeros e resinas formuladas

a transação. Desta maneira, a joint

fabricação de autopeças e uma ampla

da

venture será lançada como Arlanxeo

gama de outras aplicações.

Cytec,

Materials;

com

outra

intermediários

a

partir de fósforo da Novecare da

complementado

pelo

antitruste

disse

Abdulrahman

comercialização,

venda

em 10 de Abril de 2016. A Arlanxeo terá sua sede na Holanda.

Solvay. Mike Radossich foi nomeado presidente desta GBU, que fará parte

“A Arlanxeo será uma empresa forte

Os parceiros em breve nomearão a

do segmento operacional Advanced

formada por dois parceiros fortes”

equipe de gestão que irá comandar

Formulations.

“Isto está refletido também no novo

a

nome da empresa”, disse Matthias

terá representação igualitária nos

A expectativa da Solvay é gerar um

Zachert, Presidente do Conselho de

conselhos

mínimo de €100 milhões em sinergias

Administração da Lanxess AG e futuro

empresa. O CEO será nomeado pela

anuais no prazo de três anos após

Presidente do Comitê de Acionistas

Lanxess e CFO pela Saudi Aramco.

a aquisição. A aquisição deverá ser

da Arlanxeo. “Nós estabeleceremos

adicionada aos lucros ajustados e

a Arlanxeo como um player novo e

“Com este empreendimento, o maior

fluxo de caixa livre após o primeiro

independente no mercado mundial

produtor mundial de borracha sintética

ano da aquisição e para CFROI no

de borracha sintética. E estamos

e

médio prazo. O financiamento da

convencidos de que, no mundo de

de

aquisição está quase concluído. Ele

borracha, a Arlanxeo vai se tornar uma

as bases para o desenvolvimento

consiste na emissão de cerca de € 4,7

marca forte.”

sustentável e positivo da Arlanxeo

joint

a

venture. que

maior

energia

Cada

supervisionarão

companhia do

parceiro

mundo,

a

integrada lançamos

“, disse Zachert. “Esta é uma vitória

bilhões em títulos seniores e híbridos, e a emissão de direitos de €1,5 bilhão,

“Sob seu novo nome, a Arlanxeo

para nossos clientes, bem como para

que está em curso. A Cytec está

terá como base o foco no cliente, o

os funcionários da Arlanxeo. Estamos

totalmente consolidada no Grupo

reconhecimento e a reputação, tanto

ansiosos para o lançamento desta

Solvay desde 1º de janeiro de 2016.

da Saudi Aramco como da Lanxess, o

nova e promissora parceria”.

14- BORRACHAAtual


BORRACHAAtual - 15


Artigos

Máquinas que conversam Por Mauro Andreassa*

A propósito da quarta revolução industrial, assunto controverso no Fórum de Davos, parece que resta muito a fazer e a dizer. Em nossas cabeças, o tema, também conhecido pelo nome de indústria 4.0, remete à automação e ainda é nebuloso para muitos dentro e fora dos muros da atividade econômica. Quando falamos de automação, pensamos logo em robôs com cabeça, tronco e membros, à nossa imagem e semelhança. Essa imagem vem se propagando por diversas gerações.

(*) Mauro Andreassa é membro do Comitê de Manufatura, Logística e Qualidade do Congresso SAE BRASIL 2016, South America STA Senior Manager Site da Ford, e professor no Instituto Mauá de Tecnologia

A palavra robô tem origem na checa robota, que significa trabalho compulsório, forçado ou escravo, e nasceu da peça R.U.R., do dramaturgo Karel Capek, datada de 1921, em que um robô humanizado faz um mundo de coisas em lugar do homem. No cinema, os robôs se imortalizaram em Metropolis, ficção científica impressionista alemã de 1927, dirigida por Fritz Lang, uma distopia que se passa em 2026 e revela Maria, um robô com formas femininas. Quando o foco é produção, a manufatura 4.0 não é tão romântica. Mas, a julgar pelas profundas mudanças que poderá causar no modelo de negócios que conhecemos até aqui, vale a pena tentar entendê-la. As tecnologias que já habitam o chão de fábrica não são tão simpáticas quanto Maria, porém são extremamente funcionais. Os robôs vêm sendo substituídos por sensores que enviam sinais pela internet, delegando pequenas decisões a circuitos integrados de computadores cada vez mais cognitivos.

16- BORRACHAAtual

Vale reforçar que, como é típico nas revoluções, a manufatura 4.0 também nasceu na sociedade, a partir de mudanças de comportamento geradas nas crises. Hoje se propaga por toda a cadeia de valor eliminando desperdícios, reduzindo o tempo de produção e melhorando a qualidade, resultando no que chamamos hoje de economia de compartilhamento. Diametralmente oposta ao conceito de sociedade de consumo, essa economia reforça o P2P (do inglês person-to-person), em que pessoas se relacionam diretamente eliminando intermediários, evitando desperdícios e reduzindo custos. Um bom exemplo dessa prática é o aplicativo Airbnb, que permite aos viajantes reservas de quartos diretamente com proprietários em busca de renda adicional. Outro exemplo, ainda polêmico, é o UBER, espécie de carona remunerada. Senhoras e senhores, estamos falando aqui da tal inovação disruptiva, em pleno curso no lado do consumidor. Assim, enquanto a economia caminha pelo P2P, a indústria corre para garantir que máquinas conversem com máquinas, dispositivos de inspeção conversem com máquinas e com outros dispositivos de inspeção, e peças troquem informações com outras peças. A peça teve um processo errado? Um dispositivo inspeciona, enxerga o problema e avisa a próxima máquina, que por sua vez a rejeita. É a Internet das Coisas (do inglês, IoT – Internet of Things). Em analogia com a nossa


casa, seria como se o microondas conversasse com a geladeira e ambos decidissem sobre o nosso hambúrguer congelado.

conhecimento genérico se deslocando para o especializado, fazendo com que a inovação acontecesse não de forma casual, mas organizada.

É a visão de Peter Drucker se materializando diante de nossos olhos. Em seu livro Sociedade PósCapitalista, lançado em 1993, ele previu a transição da era Industrial para o póscapitalismo quando a internet ainda estava na infância. Drucker enxergou o

Ao que parece, é mesmo no ambiente disruptivo que a manufatura caminhará nos próximos anos, povoando o chão de fábrica de tecnologia, ciência e empreendedorismo. Uma revolução, de fato, liderada por “máquinas” que conversam.

Montadoras e autopeças na mesma mesa Por Ingo Pelikan *

É preciso mudar a visão do mercado sobre parceria. Por exemplo: para a evolução de toda a cadeia automotiva, devemos entender que montadoras e autopeças, apesar de terem pontos conflitantes, dependem umas das outras. Quanto mais trabalham em conjunto, em prol da qualidade, melhor é o resultado para o consumidor final. Foi justamente esse entendimento que motivou há cerca de três anos a realização de reuniões e eventos conjuntos entre as comissões de qualidade da Anfavea e do Sindipeças, com apoio do IQA, que identificou esta necessidade pelo fato de muitos temas serem comuns, dos quais alguns complementares, outros conflitantes.

entendimento das recomendações. Hoje nas reuniões da comissão conjunta o Sindipeças tem a oportunidade de apontar onde estão as maiores dificuldades para esclarecimento, considerando que diversos requisitos são similares.

O primeiro objetivo era alinhar os assuntos comuns e eliminar conflitos em diversos temas que envolviam a qualidade. Esse foi o nosso primeiro grande avanço. Antes disso era cada um no seu mundo, com sua interpretação e sua reivindicação. Perdia-se tempo demais. Muitas vezes os processos não andavam por conta de sua complexidade. As autopeças discutiam os requisitos específicos das montadoras, complementares à norma ISO TS 16949, mas não chegavam a um claro

Assim, montadoras e sistemistas discutem abertamente na mesma mesa as necessidades do setor e as oportunidades de melhoria. Resultado disso: as autopeças podem simplificar os processos e agilizar as aplicações. Melhoram-se a qualidade do produto e a do processo, e a própria interpretação do sistema da qualidade.

A relação entre as duas partes já se mostra de maior transparência. Quando as autopeças pedem derrogas, os desvios em relação aos requisitos específicos das montadoras, o setor por meio desta comissão consegue interpretar o motivo do desvio, seja ele de processo ou sistema, buscando a melhoria continua do sistema da qualidade.

Quanto mais as duas partes trabalham juntas no planejamento da qualidade e no entendimento dos requisitos de

engenharia, melhor nasce o produto porque será melhor interpretado, e menor será o prejuízo para o cliente final. O planejamento avançado da qualidade é um tema em bastante discussão, o que deve trazer mais benefícios. O IQA trabalha tanto em prol dessas demandas, assim como de outras entidades do setor. Aliás, parte dos serviços oferecidos pelo Instituto vem das demandas apresentadas nessas discussões. Em capacitação, exemplo é o desenvolvimento da Formação em EQF – Especialista em Qualidade de Fornecedor. A nossa grande meta na Comissão Conjunta de Qualidade Anfavea e Sindipeças é aprimorar a qualidade dos produtos nacionais para melhorar a satisfação do consumidor final e, por consequência, ter a qualidade made in Brazil reconhecida em todo o mundo. Queremos apresentar indicadores que sejam comparáveis aos de qualquer país e, assim, alavancar as exportações. Portanto, que sigam os trabalhos desta boa parceria! (*) Ingo Pelikan é presidente do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva BORRACHAAtual - 17


Pneus Pirelli mostra primeiro pneu de alta performance produzido com borracha extraída da Guaiúle Alta performance e materiais inovadores com baixo impacto ao Meio Ambiente. Estas são as características do novo protótipo de pneu que a Pirelli testou recentemente nos campos de provas na Itália, de Vizzola Ticino e de Balocco, utilizando uma Maserati Ghibli. Pela primeira vez, a empresa produziu um pneu de Ultra High Performance (UHP) que contém em sua composição a borracha natural da guaiúle. A guaiúle é uma planta, tipo arbusto, que cresce, normalmente, em climas áridos, mas que não serve para consumo humano, e pode ser cultivada com pouca água e sem pesticidas. Assim, torna-se uma alternativa viável para a tradicional Seringueira, árvore tipicamente brasileira. Este inovador pneu protótipo já estabeleceu um novo recorde. Foram apenas dois anos entre o início do projeto e o primeiro teste prático nas pistas. Tudo começou em 2013, quando a Pirelli assinou um acordo de fornecimento exclusivo de borracha natural extraída da guaiúle com a Versalis (empresa italiana do grupo petroleiro Eni), para a produção dos pneus. Durante este curto espaço de tempo, os pesquisadores da Pirelli estudaram as características da nova matéria-prima em laboratório, a fim de avaliar qual seria a melhor forma de utilização. O programa para a produção do protótipo UHP foi possível graças a um projeto de pesquisa que a Versalis realizou para desenvolver novas tecnologias para extração de borracha; e, ainda, pela característica da planta, tipicamente resinosa. Essa característica permitiu a Pirelli obter um material capaz de atender às exigências de desempenho, além de ser compatível com as partes não elastoméricas que compõem um pneu. A pesquisa realizada pela Versalis faz parte do programa de desenvolvimento de uma ampla plataforma tecnológica, que visa incorporar o uso da guaiúle em toda a indústria. Em sua primeira fase, com a ampliação da colheita experimental que já vem sendo realizada atualmente no sul da Europa e, depois, se expandindo para várias tecnologias destinadas a extrair a borracha natural para a fabricação de pneus. Nos campos de prova na Itália, os pneus foram submetidos a simulações extremas de uso, incluindo condições de piso molhado. Os resultados demonstraram o mesmo desempenho dos pneus equivalentes, aqueles feitos com polímeros sintéticos de produtos derivados do petróleo. A escolha de uma Maserati para testar os novos pneus não foi por acaso: tratase de um carro de alto desempenho, capaz de proporcionar situações que exijam bastante dos pneus. 1818-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

A substituição de polímeros petroquímicos por matériasprimas alternativas e renováveis é um objetivo fundamental para a divisão de pesquisas da Pirelli, que tem sido líder em soluções de mobilidade sustentável há muitos anos. Juntamente com o desenvolvimento de novos biopolímeros como estes (um ingrediente chave em compostos), a Pirelli já produz pneus que utilizam matérias-primas renováveis, como, por exemplo, sílica obtida a partir da queima da casca de arroz. Isso garante não apenas uma melhoria constante do desempenho, mas, também, padrões mais elevados e consistentes de sustentabilidade ambiental, tanto de produtos quanto de processos de produção. Para Sergio Lombardini, diretor de pesquisa & desenvolvimento e tecnologias inovadoras da Versalis, “a guaiúle é a matéria-prima perfeita para que a Versalis possa desenvolver uma biorrefinaria verdadeiramente integrada. Usando uma plataforma tecnológica que visa a utilização integral da guaiúle, será possível produzir pneus e resinas que terão aplicações tanto nas indústrias automotivas quanto nas do setor de construção civil. Além disso, outros componentes desta matéria-prima poderão ser utilizados nos setores farmacêuticos e de cuidados com a saúde. A parceria com a Pirelli só deve aumentar as chances de sucesso deste projeto”. Fabrizio Sanvito, gerente de projetos e de referência técnica da Pirelli, acrescentou que “a fase de testes e de controle de nossos pneus de borracha extraída da guaiúle tem sido mais do que positiva. A escolha de um carro de alto desempenho para a realização desses testes ocorreu pela necessidade de colocar as maiores demandas possíveis sobre os pneus e extrair os resultados mais significativos. Após o sucesso desta primeira fase, agora poderemos avaliar estes pneus protótipos em condições de inverno”.


BORRACHAAtual- -19 19 BORRACHAAtual


Pneus Continental testa pneus fabricados a partir de borracha do Dente De Leão As pistas do Contidrom, ao norte de Hanover, e de Arvidsjaur, na Suécia, serão usadas para os testes de performance do pneu WinterContact TS 850 P™ da Continental. Tratase de um importante marco no projeto de pesquisa para a industrialização da borracha obtida a partir da planta Dente de Leão na produção de pneus. No final do ano passado, a Continental apresentou os primeiros pneus de teste em uma série limitada feita desse inovador material que a empresa chama de Taraxagum, derivado do nome botânico do Dente de Leão (taraxacum). A fabricação do primeiro WinterContact TS 850 P™ com a banda totalmente fabricada de borracha natural da raiz do Dente de Leão representa um importante passo da Continental em direção ao seu objetivo de longo prazo de tornar a produção de pneus mais sustentável e menos dependente de materiais tradicionais.

Goodyear é a fornecedora do novo Boeing 777X

“Após diversos anos de intensivo trabalho de desenvolvimento em conjunto com o Fraunhofer Institute, estamos animados em colocar os primeiros pneus Dente de Leão na pista”, comenta Nikolai Setzer, membro do Conselho Executivo da Continental responsável pela Divisão de Pneus. “Para obtermos os mais importantes resultados do material produzido por nosso projeto de pesquisa até hoje, decidimos construir pneus de inverno para carros, uma vez que eles empregam uma proporção particularmente alta de borracha natural. Continuamos a perseguir nosso objetivo de desenvolver pneus baseados na borracha de Dente de Leão para início da produção em série entre os próximos cinco a dez anos”. A Continental tem a pista do Contidrom à sua disposição para testes intensivos de pneus nas condições do verão. Todavia, os primeiros pneus de inverno com banda de Dente de Leão serão testados na pista de Arvidsjaur, na Suécia, onde a empresa tradicionalmente realiza as provas de desempenho de seus futuros lançamentos sob as condições de inverno, de dezembro até abril. 2020-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

A Goodyear foi selecionada pela Boeing Company para fornecer os pneus para o trem de pouso principal e de nariz da sua nova aeronave 777X, programada para lançamento em 2019. Com base no sucesso do Boeing 777 e 787 Dreamliner, o Boeing 777X será o maior e mais eficiente jato bimotor no mundo, inigualável em cada aspecto de desempenho, de acordo com representantes da Boeing. O pneu Goodyear Flight Radial, produto de aviação mais avançado da Goodyear, apresenta a Goodyear Featherweight Alloy Core Bead, mais recente tecnologia do grupo em pneus radiais leves para aviões. Ele também conta com atributos como as cintas rígidas de borracha reforçada que oferecem maior estabilidade dimensional, vida útil e aumento da resistência contra cortes. “O acordo de fornecimento para o 777X é um passo muito importante na continuação da relação de longa data entre Goodyear e Boeing, e é mais uma validação do compromisso da Goodyear em fornecer produtos e serviços premium para a indústria da aviação”, disse Pierre Jambon, vicepresidente de Pneus Fora de Estrada da Goodyear. “Estamos ansiosos para fornecer nosso pneu radial para essa aeronave altamente aguardada que é o Boeing 777X “. Desde 1º de dezembro de 2015, o programa Boeing 777X já recebeu pedidos para 306 aeronaves.


Titan expõe inovações em pneus radiais para máquinas e implementos agrícolas A Titan Pneus do Brasil mostrou com exclusividade os mais recentes lançamentos da linha de pneus radiais, marca ‘Goodyear Farm Tires’, no encontro técnico com produtores rurais ‘Fundação MT em Campo 2016 – Produtividade & Rentabilidade’, realizado dias 29.01 e 30.01, na Fazenda Três Irmãos, em Nova Mutum, MT, e 05.02 e 06.02, na sede da Fazenda Cachoeira, em Rondonópolis (MT). O objetivo do encontro foi apresentar as novidades tecnológicas da indústria visando a redução dos custos operacionais e a melhora dos índices de produtividade das principais lavouras de interesse econômico para a região Central e Norte do País. O Estado que concentra alguns dos maiores projetos de produção agrícola do em operação no País foi responsável por 25% do total da produção nacional de grãos em 2015, colhendo volume próximo de 50 milhões de toneladas.

Emydio Gaio, responsável de desenvolvimento da marca Titan Pneus no Brasil, destaca que o principal diferencial da tecnologia do pneu IF está na menor necessidade de pressão de ar no interior do conjunto, ampliando a área de contato dos rodados com o solo. “Os efeitos são muito positivos na redução da compactação do solo e maior eficiência operacional, em especial no consumo de combustível”, explica. Ainda segundo o especialista, a indicação da tecnologia é para atender a atual demanda, que pede por máquinas e implementos de maior porte, mais pesados e difíceis de transportar. “A questão ergonômica também é bastante beneficiada uma vez que as carcaças sofreram reestruturação a fim de suportar melhor o amortecimento no momento da deflexão. Os impactos e os solavancos são melhores amortecidos enquanto que o ruído do pneu e as vibrações da direção são reduzidos ao mínimo”, conclui. Na linha de pneus radiais com indicação para equipar as máquinas autopropelidas, a Titan apresentou em detalhes a tecnologia do PNEU 600/65R28 DT824 R1W 154A8 – fabricado no Brasil – que oferece tração extra e maior área de contato

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Pneus de produtos para a reforma de pneus. Os três proprietários da empresa passaram entre os dias 9 e 11 de dezembro visitando o parque fabril da Vipal em Nova Prata/RS e também em Feira de Santana/BA. A Llanco contou com seus proprietários, Francisco Lopez, Nancy Elizabeth Gomez e Nancy Itzabo Lopez como representantes. Eles foram recebidos na fábrica gaúcha pela equipe da Vipal composta pelos: Gerente Industrial, Jorge Rampon, Gerente de Negócios Internacionais, Leandro Rigon, Coordenador Comercial no México e América Central, Jean Barros, Gerente da Vipal NAFTA, Antonio Brito e pelo Diretor de Negócios Internacionais, Aldo Bastos. Após uma apresentação institucional da empresa, os clientes participaram de um almoço típico, realizado na Associação de Funcionários da Vipal (AFUVI).

com o solo. O desenho das barras que forma um ângulo de 45º graus ajuda na melhora da autolimpeza, sobretudo em solo úmido. Outro destaque é o modelo IF380/90R46 ULTRA SPRAYER 160 A8 com indicação para uso em pulverizadores, lançamento recente e de grande sucesso no mercado agrícola nacional. Completa o pacote de soluções o pneu 520/85R42 APR R1 162A8 TL para uso em tratores e colhedoras de grãos – produto inovador que proporciona excelente tração e ótimo suporte de carga, além da área de contato maior com o solo o que ajuda a reduzir a compactação e menor consome de combustível.

Na parte da tarde, a visita começou pela Fábrica II, seguindo para o Laboratório da Vipal. Em seguida os visitantes passaram pelo Centro de Pesquisa e Tecnologia (CPT), estrutura mantida pela empresa para o desenvolvimento de novos processos e melhorias. Os clientes puderam conhecer ainda o Vipaltec, um laboratório de alta tecnologia no qual a Vipal realiza pesquisas e testes para certificação de pneus novos e reformados. Por fim, encerraram a visita no Centro Técnico Vicencio Paludo (CTV), reformadora-escola que tem como objetivos formar mão de obra especializada em reforma de pneus e ser uma referência tecnológica para as empresas integrantes da Vipal Rede Autorizada. No dia seguinte a equipe da Llanco viajou para Salvador, na Bahia, para visitar a fábrica da Vipal em de Feira de Santana. Todos puderam desfrutar das atrações turísticas da cidade antes de se dirigirem até o parque fabril. Na chegada eles foram recebidos pelo Gerente Industrial, Marcelo Moreto, encarregado de apresentar a estrutura da Vipal responsável pela fabricação dos pneus de moto Vipal e ainda dos produtos para reforma de pneus. Para os clientes mexicanos, visitar a estrutura da Vipal foi de grande importância, pois além de mostrar-lhes toda a estrutura da empresa parceira, possibilitou que levassem ainda ideias de melhorias para aplicarem na sua reformadora. “Realizar estas visitas é parte crucial da estratégia da Vipal de manter um relacionamento próximo com seus clientes do mundo todo”, ressalta Leandro Rigon.

Vipal convida mexicanos A Vipal Borrachas faz questão receber seus clientes, dos mais de 90 países onde atua, para que tenham a oportunidade de conhecer a estrutura da empresa no Brasil. Desta vez a equipe da Llanco, reformadora da cidade de Monterrey, no México, que visitou a estrutura da líder na América Latina e uma das maiores fabricantes mundiais 2222-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Vipal amplia Rede Autorizada A Vipal Rede Autorizada, grupo de reformadoras que conta com cerca de 300 integrantes, sendo 220 delas no Brasil, soma mais uma parceira. A nova unidade da ATZ Pneus, inaugurada em novembro, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, passa a fazer parte deste grupo. Isso significa que a


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Pneus reformadora dispõe do mix de produtos e de todo o suporte fornecido pela Vipal para reforma de pneus. O Grupo ATZ possui mais três unidades, todas elas no Paraná. A decisão por abrir uma nova operação no estado vizinho se deu pela prosperidade do mercado na região. “Campo Grande possui um ótimo mercado, em expansão, e vimos a necessidade de oferecer um serviço com mais qualidade e excelência aos clientes, por isso nossa escolha”, destaca um dos proprietários da ATZ, Vinicius Atz. Adenilson Severo, coproprietário, destaca o fato de que a Vipal, pelo nome forte e tradicional que possui no mercado, será uma parceira de extrema importância nesta nova operação. A nova planta da ATZ possui capacidade para reformar cerca de 1.500 pneus por mês. O Grupo começou a operar em 2001, e desde 2008 estabeleceu parceria com a Vipal, com foco no atendimento de frotistas e caminhoneiros autônomos. Para a ATZ, o diferencial da Vipal, além da alta qualidade do produto oferecido, é a diversidade de alternativas que oferece ao cliente. Além disso, o transportador conta com a confiabilidade da marca, tendo a certeza de obter um produto e serviço de qualidade em qualquer lugar do Brasil e nos mais de 90 países onde a Vipal atua. Através da Vipal Rede Autorizada, os transportadores podem contar com bandas exclusivas e desenhos da marca, camelbacks, manchões, reparos e bandas especiais, como as pioneiras Bandas ECO, que proporcionam economia de combustível e preservam o meio ambiente. Dispõe ainda da mais completa linha de soluções para o segmento, além de uma série de serviços, como o Programa de Orientação ao Transportador (Protrans), Cartão BNDES, Reforma Qualificada e Garantida (RQG) e treinamentos e qualificação através da Univipal e do Centro Técnico Vicencio Paludo. Pneus Zanella, mais uma na rede - Nunca é tarde para tomar novas decisões, ainda mais quando essa mudança significa crescimento e boas perspectivas. Esse foi o pensamento da Renovadora de Pneus Zanella, empresa com 47 anos de estrada da cidade de Rio do Sul, Santa Catarina. Após anos sob outra bandeira, a Zanella acaba de entrar para a Vipal Rede Autorizada. Agora, a nova integrante do time da Vipal Borrachas passa a contar com a força da marca e com todos os benefícios que a líder na América Latina e uma das maiores fabricantes mundiais de produtos para a reforma de pneus oferece. Mais antiga reformadora do Alto Vale do Itajaí, a Zanella é especializada na reforma de pneus agrícola, OTR e de carga, este último, para o qual tem capacidade produtiva de 1500 unidades/mês. Segundo Maristela Zanella, proprietária da reformadora, a mudança se deve às oportunidades que surgem ao se associar a uma líder de mercado com uma estrutura ímpar como a Vipal.

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SL Auto Lins lança UTI dos Pneus Nem sempre é possível evitar um acidente com pneus, principalmente de carga. Ele é o único item do veículo que está em contato diretamente com o solo, por isso, está exposto a todos os tipos de situações adversas. Pensando nisso, o Grupo SL & Auto Lins, reformadora de pneus com 60 anos de mercado, está lançando a UTI dos Pneus. Com a nova solução é possível recuperar pneus seminovos que sofreram perfurações (corte acidental) por objetos ou que passaram por impactos que colaboraram para o rompimento de cintas de aços e ocasionaram danos na carcaça. “A UTI dos Pneus consiste no processo da reparação dos danos acidentais nos pneus, estando totalmente em conformidade com as normas vigentes do INMETRO. Utilizando produtos importados (manchões e borracha de enchimento), que repõem as características originais dos pneus, é possível reparar danos onde, com produtos nacionais, não seria possível”, explica o diretor comercial do Grupo SL, Alexandre Levi Cardoso. UTI dos Pneus na prática – Quando o pneu chega à reformadora com um dano superior é levado a UTI dos Pneus, onde é examinado e preparado para área do dano, retirando todas as imperfeições. Após toda a área preparada é utilizada uma tabela que indicará qual manchão (conserto) será utilizado, estes manchões irão repor todas as características originais do pneu, sendo possível a reforma posterior. Além do beneficio de dar vida nova aos pneus, a UTI também contribui para a preservação do meio ambiente, uma vez que diminui as chances de eliminar pneus na natureza. “Utilizando a UTI dos pneus é possível contribuir para a redução dos custos operacionais da frota e também com o meio ambiente”, afirma Cardoso. A UTI dos Pneus está disponível nas unidades de São Bernardo do Campo, grande São Paulo, e Araraquara, no interior do estado. Mais informações no site www.slgrupo.com.br


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Notas Indústrias Químicas Biesterfeld Simko é o novo distribuidor de Santoprene™ A partir de janeiro passado, os produtos Santoprene™ TPV (termoplásticos vulcanizados), da ExxonMobil, já são distribuídos pela Biesterfeld Simko Distribuição Ltda. Com mais de 30 anos de atuação nesse segmento, a ExxonMobil é um dos maiores produtores de termoplásticos do mundo. “No Brasil, trabalhamos com clientes globais, atendendo os mercados industriais e automotivos. Com este novo relacionamento queremos ampliar a nossa área de distribuição, alcançar novos clientes e novas aplicações”, diz Mauricio Cesareo, Gerente de Vendas da ExxonMobil Química Ltda. para América Latina. A ExxonMobil é um dos maiores fornecedores de TPV, material com diversas aplicações além do mercado automotivo, tais como mangueiras, juntas e selantes para produtos da linha branca, juntas de expansão, encapadores de fios, vedações de tubos, vedações de seringa e produtos de borracha em geral (embalagens para cosméticos, empunhaduras etc.).

“O desenvolvimento da tecnologia INTUNE™ comprova que o negócio de Elastômeros da Dow é líder em inovação, desenvolvimento e comercialização de soluções únicas e diferenciadas para o mercado. Este novo material permite que os fabricantes e usuários finais possam desenvolver novos produtos pela obtenção de características únicas de dois polímeros que tipicamente não são compatíveis. Um exemplo seria ter num só produto as propriedades de flexibilidade do polietileno e a resistência a altas temperaturas do polipropileno. O INTUNE™ é um exemplo de como soluções inovadoras podem trazer benefícios de desempenho e custo para diversas aplicações, mercados, clientes diretos e indiretos. Essa nova tecnologia baseada na plataforma copolímeros de bloco poliolefinicos foi desenvolvida através do contato direto com toda a cadeia de valor e possibilitando obter uma família de produtos que pode ajudar a mudar o cenário da indústria de plástico, celebra Marcello Mori, Diretor Comercial do negócio de Elastômeros da Dow para a América Latina.

“A ExxonMobil já é um dos nossos parceiros estratégicos na Europa. Temos orgulho de trazer para o Brasil o nosso know-how no desenvolvimento de aplicações automotivas e de consumo”, diz Dietmar Zinkand, Gerente da Biesterfeld Business Engineering Polymers. Enric Albert, Gerente Diretor da Biesterfeld Simko, acrescenta: “É muito importante a presença local, assim como a indústria automotiva, que produz aqui no Brasil.”

O INTUNE™ permite o desenvolvimento de materiais com misturas ou estruturas multicamadas contendo PE e PP, combinando os melhores atributos de cada material, como a tenacidade, processabilidade e excelente propriedade de selagem do PE com a rigidez, transparência e resistência à alta temperatura do PP. A tecnologia também possibilita atingir propriedades superiores em aplicações obtidas a partir de matéria-prima pós consumo e pós-industrial em que PE e PP não foram previamente segregados. Assim, é possível produzir material reciclado com alto valor agregado.

Intune da Dow em destaque na engenharia química

Dow anuncia nova executiva

A Dow, por meio de seu negócio de Elastômeros, foi premiada no 43º Kirkpatrick Chemical Engineering Achievement Award, por sua tecnologia INTUNE™. O reconhecimento é concedido pela revista Chemical Engineering, uma das mais tradicionais e reconhecidas no setor de engenharia química no mundo.

Paloma Alonso é a nova vice-presidente comercial para a América Latina da Dow, em substituição a Fabian Gil, que assumiu em janeiro de 2016 o cargo de Presidente da Dow para a América. Paloma Alonso ingressou na Dow em 1994 como representante de vendas na divisão de plásticos de engenharia e, desde então, vem assumindo novos postos de liderança em diversas áreas da companhia entre Europa e Estados Unidos. Em 2014, assumiu a Diretoria do Negócio de Infraestrutura da Dow para a América Latina, área na qual atuava até então. Paloma tem licenciatura em Engenharia de Mineração pela Universidade Politécnica de Madrid e Mestrado em Tecnologia Avançada em Petroquímica, Polímeros e Plásticos do Instituto de Petróleo Francês (IFP School), em parceria com a Universidade McGill, de Montreal, no Canadá. Já Fabian Gil substitui Pedro Suarez, que estava no cargo há 8 anos e assumirá a presidência da Dow EUA. Fabian atuava há 4 anos como vice-presidente comercial do negócio de Plásticos para a América Latina e continuará baseado em São Paulo (SP).

Criado a partir da plataforma exclusiva de copolímeros olefínicos em bloco da Dow, uma revolução em ciência de catalisadores e engenharia de reação, a tecnologia INTUNE™ possibilita a combinação de polietileno (PE) e polipropileno (PP), de forma que as melhores propriedades de cada um desses materiais seja mantida. Tal combinação de propriedades somente é possível graças à compatibilização promovida pelo INTUNE™ - uma vez que antes do desenvolvimento dessa inovação, a combinação destes materiais resultava em propriedades inferiores àquelas obtidas individualmente. A tecnologia oferece uma flexibilidade totalmente inédita aos processos de mistura e compatibilização desses importantes polímeros, possibilitando atender necessidades específicas de várias aplicações. 2626-BORRACHAAtual BORRACHAAtual


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Notas Indústrias Químicas Pernod Ricard adota tampas “verdes” A Pernod Ricard Brasil, afiliada da multinacional francesa de destilados, vinhos e champanhes, anunciou em dezembro passado a adoção, nas tampas dos produtos de seu portfólio local, do Plástico Verde I’m green™ da Braskem. O investimento em PE Verde é o primeiro do mundo de uma empresa de destilados e é resultado da combinação de inovação, tecnologia e sustentabilidade. Iniciado há um ano, o projeto de substituição da tampa plástica tradicional pela de polietileno de origem renovável, produzido a partir de etanol de cana-de-açúcar, foi desenvolvido pela Braskem em colaboração com as empresas Guala e Plastamp, fornecedores locais da Pernod Ricard Brasil, e reforça o compromisso das companhias em reduzir o impacto de suas atividades no meio ambiente. Segundo Alexandre Elias, diretor de Químicos Renováveis Para a Braskem, “a parceria demonstra nosso empenho em estar ao lado de indústrias de diferentes segmentos para oferecer soluções sustentáveis. O Plástico Verde já é uma realidade no dia a dia de pessoas de todo mundo e sua presença está cada vez mais evidente”. Lançado há cinco anos, o Plástico Verde I’m green™ é resultado de um longo trabalho de pesquisa. Por ser produzido a partir de um material de fonte renovável, ajuda a capturar e fixar o CO2 da atmosfera, o principal causador do efeito estufa, representando, aproximadamente, 2,15 toneladas de gás carbônico para cada tonelada de eteno produzida.

Times de hóquei testam grama sintética O palco para a tão esperada competição de hóquei sobre grama está pronto. Quatro seleções masculinas e quatro seleções femininas reuniram-se no Parque Olímpico de Deodoro, no Rio de Janeiro para o evento-teste “Aquece Rio” – que compreende o ensaio técnico mais importante para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A The Dow Chemical Company (Dow) está contribuindo com suas resinas para garantir uma superfície de padrão mundial e alto desempenho para o torneio olímpico de hóquei no Rio. A Dow é Parceira Olímpica Mundial e a Companhia Química Oficial dos Jogos Olímpicos.

Braskem compõe Índice Carbono Eficiente A Braskem foi escolhida pela quinta vez consecutiva para fazer parte da carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2) da BM&FBOVESPA, que agrupa empresas com boas práticas para 2828-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

redução das emissões, a fim de impulsionar uma economia de baixo carbono. Nos últimos seis anos, a petroquímica contabilizou 4,4 milhões de toneladas na emissão de gases do efeito estufa que foram evitadas, e trabalha para, até 2020, ser um relevante consumidor de energia de fonte renovável e um importante sequestrador de carbono, devido ao uso de matérias-primas “verdes”. Meta que segue em consonância ao propósito do Brasil, apresentado na COP21, de reduzir em 43% as emissões de gases de efeito estufa até 2030. O Índice Carbono Eficiente (ICO2) é uma inciativa conjunta entre a BM&FBOVESPA e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que tem como objetivo incentivar as empresas emissoras das ações mais negociadas na Bolsa a aferir, monitorar e divulgar, de forma transparente, as emissões de gases efeito estufa (GEE). Com esse dado é gerado um indicador cuja performance será resultante de um portfólio balizado por fatores que incorporam, inclusive, questões relacionadas às mudanças climáticas. Para ponderação das ações das empresas componentes, o índice leva em consideração o seu grau de eficiência de emissões de GEE, além do free float (total de ações em circulação) de cada uma delas. Empresa registra recorde de produção no RS – Foi registrado no ano passado o recorde de produção da Unidade de Petroquímicos Básicos de Triunfo (RS). A Braskem também alcançou os melhores indicadores de desempenho desde o início das operações, há mais de 30 anos. A produção somada de eteno, propeno, butadieno, gasolina e MTBE foi de 3.437.624 toneladas no ano, superando em 220 mil toneladas o recorde anterior. Só o eteno, principal matéria-prima para a indústria do plástico, teve produção de 1.242.814 toneladas – a maior marca era de 2006, quando foram fabricadas 1.209.903 toneladas. “O resultado é uma soma da excelente performance industrial com a atuação das demais áreas, a destacar as áreas comercial, planejamento e logística. Não teríamos alcançado estes resultados sem a mobilização, a sinergia e o comprometimento das equipes, que tornaram um ano que se mostrava desafiador em um ano referência em todos os aspectos”, afirma o diretor industrial, Nelzo Luiz Neto da Silva. Em 2015, a Braskem apresentou taxa média de utilização dos crackers de 89%, 3 pontos percentuais acima do ano anterior, refletindo o bom desempenho operacional da companhia com o recorde da produção da unidade de petroquímicos básicos. Se fosse desconsiderado o fornecimento insuficiente de matéria-prima para o polo do Rio de Janeiro, a taxa de operação no ano teria sido de 92%. No último trimestre do ano, a taxa média de uso dos crackers foi de 83%, impactada pelo incidente no polo petroquímico de Mauá (SP). Nos EUA e na Europa, as plantas de polipropileno (PP) operaram acima de sua capacidade nominal, atingindo taxa média de 101% no quarto trimestre e refletindo tanto uma maior eficiência operacional como também a maior demanda


pelo produto nos Estados Unidos. No período, a produção bateu novo recorde e totalizou 510 mil toneladas, alta de 9% sobre igual trimestre do ano anterior. No acumulado do ano, a taxa média de operação das unidades industriais nos EUA e na Europa foi de 98%, 6 p. p. superior a 2014. Por conta da fraca demanda brasileira de resinas (PE, PP e PVC), o mercado doméstico retraiu-se 7,6% em relação a 2014, somando 4,9 milhões de toneladas. No ano passado, a participação de mercado da Braskem avançou 1 ponto percentual e as vendas da companhia totalizaram 3,4 milhões de toneladas, com queda de 6% em relação a 2014, menor que a retração ocorrida no mercado. De forma a compensar essa queda no front interno, a Braskem aumentou suas exportações de resinas em 28% e de petroquímicos básicos em 1%. O lucro líquido da Braskem alcançou R$ 2,89 bilhões em 2015. No quarto trimestre de 2015, o lucro foi de R$ 158 milhões, revertendo o prejuízo em igual período do ano anterior. O nível de alavancagem financeira da Braskem, medido pela relação entre dívida líquida por EBITDA em dólar, encerrou o trimestre abaixo de 2 vezes (1,91x), o mais baixo patamar em nove anos. “Apesar do fraco desempenho da economia brasileira, o resultado da companhia foi muito positivo graças à maior eficiência operacional no Brasil e no exterior e à estratégia de direcionar parte da produção para a exportação, além de importantes fatores conjunturais externos, como o câmbio e os spreads petroquímicos internacionais”, diz Carlos Fadigas, presidente da Braskem. “Mas, diante de um cenário desafiador para 2016 no Brasil, a Braskem continuará empenhada na busca de maior competitividade com programas internos de redução de gastos, no apoio à cadeia de transformados plásticos e no esforço de exportação.” Começam as operações no México - Neste primeiro trimestre de 2016 a Braskem está dando partida na operação do Complexo no México, que traz importante diversificação de matéria-prima e geográfica no portfólio de ativos da Companhia. Localizado em Nanchital, no estado mexicano de Veracruz, o complexo petroquímico, fruto de um investimento de US$ 5,2 bilhões em parceria com a empresa Idesa, tem capacidade de produção de mais de 1 milhão de toneladas de Polietileno (PE) fabricado a partir do etano fornecido pela PEMEX. Ao longo do ano, a expectativa é que a curva de operação aumente de forma gradual e de forma mais acentuada a partir do segundo semestre.

Evonik investe em novas unidades na Alemanha Novas unidades de produção, instalações com infraestrutura mais moderna, envolvimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D): em 2015, a Evonik mais uma vez demonstrou a sua considerável força criativa, o seu “power do create”, em

suas unidades na Alemanha. Segundo projeções recentes, a empresa investiu mais de 400 milhões de euros em suas fábricas no país. A maior parte dos fundos (em torno de dois terços) foi dividida entre os cinco maiores sites da Evonik na Alemanha: Marl (centenas de milhões de euros), Hanau, Essen, Darmstadt e Wesseling (dezenas de milhões de euros em cada um deles). “O nosso investimento em crescimento e modernização na Alemanha vai fortalecer a nossa posição em importantes mercados do futuro”, destacou Klaus Engel, Presidente da Diretoria Executiva da Evonik. “Condições favoráveis para investimento não são dadas. Eu gostaria de ver um maior entendimento entre as autoridades pertinentes quanto à necessidade de tornar a nossa indústria mais competitiva, por exemplo, por meio da criação de melhorias na infraestrutura de transportes, pela transição para fontes renováveis de energia e pela expansão das redes digitais”. A empresa planeja outros projetos de larga escala na Alemanha. Um deles é a construção de uma nova planta para a produção de copoliésteres especiais em Witten até 2018, com um investimento na casa dos dois dígitos de milhões de euros. Como parte da iniciativa global para a produção de silicones especiais, a Evonik pretende novamente investir na fabricação desses materiais em Essen. Além disso, um novo centro de pesquisas para silanos está em construção em Rheinfelden e deve ficar pronto em 2016. Em Marl, o maior site mundial da Evonik, com aproximadamente 7.000 funcionários, uma unidade de produção de matérias-primas do C4 foi concluída em 2015. Em Essen, a empresa iniciou a produção de dispersantes poliméricos em uma nova unidade de produção, além de expandir uma planta que produz silicones especiais. Planta de copoliésteres especiais em Witten - Uma nova unidade para a produção de copoliésteres especiais está sendo construída em Witten, na Alemanha. Como ligantes BORRACHAAtual- -29 29 BORRACHAAtual


Notas Indústrias Químicas para tintas, os copoliésteres especiais são usados no

Weber Porto, diretor presidente da região Central e América do Sul da Evonik, destaca: “Se cada professor que participar desta iniciativa treinar, em média, 50 crianças em seu projeto social, teremos oportunidade de estender este conhecimento para 3 mil crianças. Ao aproveitar a presença da equipe do BVB aqui de uma forma diferenciada, pretendemos realmente deixar um legado transformador e duradouro, que possibilite novas percepções a todos os envolvidos”.

Déficit em produtos químicos recua 18,5% em 2015 revestimento de bobinas metálicas (coil coatings) e, cada vez mais, no revestimento de latas para alimentos (can coatings). A empresa está investindo um valor na faixa média de dois dígitos de milhões de Euros na planta, cuja capacidade de produção será de vários milhares de toneladas ao ano. A unidade deve ser concluída em 2018. O investimento vai criar em torno de 10 novos empregos em Witten, onde o grupo atualmente emprega aproximadamente 250 pessoas. Os copoliésteres especiais são o principal componente dos revestimentos que oferecem o equilíbrio correto entre flexibilidade e dureza. No revestimento de latas para alimentos, eles oferecem boa resistência à esterilização, rigidez e proteção adequadas. Evonik e Borussia promovem ação inédita no Brasil - Entre os dias 26 e 28 de fevereiro, sete membros da comissão técnica do clube alemão Borussia Dortmund (BVB) - patrocinado pela Evonik – vieram ao Brasil para a realização do projeto “BVB Evonik Soccer School”. A ação que tem como foco a formação de jovens atletas já acontece em outros países, mas aqui recebeu um formato diferenciado. A iniciativa da Evonik – uma das líderes mundiais em especialidades químicas - em parceria com o BVB tem cunho social e o objetivo de deixar um legado, por meio do conhecimento. Para isso atuará na base da formação de jogadores do Brasil, contemplando 100 crianças, de 7 a 13 anos –participantes do projeto social do Clube Pequeninos do Jockey, de São Paulo - e 60 treinadores de futebol da categoria infanto-juvenil que atuam em projetos sociais e escolinhas de futebol de caráter social. Iniciada em 2007, a iniciativa envolvendo Evonik e Borussia Dortmund vem dando excelentes resultados. Além do patrocínio ao time alemão e ao projeto BVB Evonik Soccer School, a indústria química também viabilizou a produção do e-Book “Reading the Game”, sobre o time. O conhecimento que os membros do Borussia compartilharão com os professores e técnicos brasileiros deverá ser replicado para o maior número possível de crianças, aumentando a abrangência do projeto. 3030-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

O Brasil importou US$ 38,2 bilhões em produtos químicos em 2015, valor total pago pela aquisição de mais de 33,6 milhões de toneladas entre as diversas mercadorias acompanhadas pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) no âmbito da balança comercial setorial. Na comparação com os resultados de 2014, tanto os valores quanto os volumes importados foram 16,4% inferiores, consolidando coerentemente as projeções de reduções significativas desses indicadores sinalizadas ao longo de todo o segundo semestre passado. Apesar de expressiva queda de 20,5%, os intermediários para fertilizantes continuaram sendo o principal item da pauta de importação do setor com compras de mais de US$ 6,1 bilhões em 2015, equivalentes a 19,1 milhões de toneladas. As exportações brasileiras de produtos químicos, por sua vez, de US$ 12,8 bilhões, em 2015, diminuíram 11,7% na comparação com o ano anterior, particularmente afetadas pela forte queda de 14,2% dos preços médios (em dólares americanos) praticados na condição FOB de vendas externas. As resinas termoplásticas, com exportações de US$ 2,0 bilhões, foram os produtos químicos mais exportados no ano passado, não obstante redução de 2,0% na comparação com 2014. O déficit na balança comercial de produtos químicos totalizou US$ 25,4 bilhões em 2014, menor valor registrado desde 2011, ano em que foi registrado aumento de 3,9% do PIB nacional e de 10,4% do faturamento líquido da indústria química brasileira, cenário completamente adverso ao delicado momento vivido por toda a indústria em 2015. Avaliando-se as trocas comerciais com os principais blocos econômicos regionais, em 2015, o Brasil foi superavitário apenas em relação aos países do Mercosul e da Aladi, respectivamente saldos comerciais de US$ 655 milhões e de US$ 962 milhões. Entretanto, foram novamente registrados resultados negativos expressivos em relação à União Europeia e ao Nafta (América do Norte), que somados ultrapassaram um déficit agregado de US$ 16,7 bilhões. Para a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da


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Notas Indústrias Químicas Abiquim, Denise Naranjo, o Brasil, a exemplo de outros países importantes em termos de presença comercial externa, precisa fornecer condições competitivas aos exportadores para que o setor privado possa planejar com eficiência sua exposição no mercado internacional, o que permitiria a mitigação, de maneira estruturada, dos impactos conjunturais negativos decorrentes de quedas do nível da atividade econômica interna. “A realidade mostra, em âmbito internacional, que os principais países fabricantes de produtos químicos apostaram no canal externo como opção estratégica para o fortalecimento de suas indústrias e, para viabilizar essa decisão, elaboraram diversas medidas que permitiram com que crescentemente as exportações representassem grande parcela do faturamento líquido setorial”, destaca Denise. O presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, acrescenta que o delicado momento econômico nacional deve ser visto como uma oportunidade para se alavancar a agenda de melhorias para os exportadores. “O Plano Nacional de Exportações (PNE) começa a materializar uma plataforma brasileira de políticas públicas voltadas para o acesso ao mercado externo de forma mais competitiva. Contudo, setorialmente entendemos ainda ser necessário um plano sistêmico de fortalecimento da competitividade, baseado em medidas claras e objetivas como o acesso a matérias-primas e energia com custos competitivos, além de um Reintegra condizente à realidade dos impostos pagos e não recuperados pelos exportadores”, avalia Figueiredo.

Total Lubrificantes anuncia novo Diretor-Geral A petrolífera TOTAL Lubrificantes tem um novo Diretorgeral da divisão de Marketing & Serviços no Brasil: Olivier Bellion. Engenheiro Civil, o executivo, de 41 anos, nasceu em Nice, no sul da França, e iniciou sua carreira no Grupo Total em 1997 na filial de Gana, na África. Nesta unidade, atuou na área de operações até ser transferido, em 2001, para a divisão de combustível pesado da matriz, em território francês. Após passagem pelo setor de GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) da corporação, sediado em Lyon, na França, o executivo foi promovido a Gerente de Desenvolvimento e Marketing na Ásia, mais precisamente em Hong Kong, onde atuou no setor de lubrificantes marinhos da empresa. Posteriormente, Olivier Bellion assumiu a Direção Geral de duas filiais de produção e distribuição de lubrificantes do Grupo Total na Venezuela e em Trinidad e Tobago, na América Latina, onde participou ativamente da abertura da sucursal da companhia na República Dominicana, em 2014. Agora, o francês chega ao Brasil para substituir o argentino Luis-David Rodriguez, que ocupará um novo cargo executivo na matriz do Grupo Total. 3232-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Indústria brasileira de petróleo luta para superar crise A redução de custos está hoje presente em toda a cadeia global de petróleo. O cenário de dificuldades vem conduzindo a uma reestruturação do mercado, que busca se adaptar às novas tendências e sobreviver de forma sustentável. À medida que grandes empresas vêm adotando soluções de curto prazo, no entanto, a indústria brasileira defende mudanças sólidas e mantém foco no longo prazo para consolidar sua retomada, segundo o novo relatório anual da consultoria DNV GL, que contatou mais de 900 profissionais especializados no setor em todo o mundo. Os investidores brasileiros vêm aumentando seu interesse no desenvolvimento de novas tecnologias com focos nos próximos anos: 25% dos entrevistados na pesquisa pretendem ampliar investimentos em P&D, ao passo que em 2015 o total era de apenas 9%. De acordo com o gerente da divisão de óleo e gás para América do Sul da DNV GL, Alexandre Imperial, o relatório revela que as empresas brasileiras caminham para a adoção de mudanças efetivas e estão acima da média global na busca por novas práticas de eficiência. Entre elas está a padronização de operações e métodos de produção por grandes operadoras, medida defendida por 80% dos empresários brasileiros consultados. “Essa busca por inovação mostra que as empresas estão dispostas a investir agora para colher na frente”, afirma Imperial. “É um viés positivo, de repensar estruturas”.

Comperj acumula 37 mil demissões A descoberta dos esquemas de corrupção dentro da Petrobrás, revelados pela Operação Lava Jato, envolvendo diversas empresas com contratos com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, o alto endividamento da estatal, a baixa do preço do barril de petróleo e a alta do dólar, fizeram com que o projeto não alcançasse todo o seu potencial. Era era para ser um dos maiores empreendimentos da Petrobrás, em investimento e importância, e hoje já contabiliza 37 mil demissões. O projeto contemplava uma unidade de refino com capacidade de processamento de 165 mil barris de petróleo por dia, além de uma unidade de petroquímicos básicos de primeira geração – eteno, benzeno, p-xileno e propeno – e seis unidades de petroquímicos de segunda geração. A própria Petrobrás resolveu que somente a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) será finalizada dentro do Plano de Investimentos 2015-2019, mas até mesmo essa obra está tendo dificuldades para seguir adiante.


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Inovação Investimento em inovação cresce em 2015 Os financiamentos concedidos pela Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista para as pequenas e médias empresas (PME’s) e prefeituras paulistas somaram R$ 353 milhões em 2015, redução de 23% no montante total financiado pela instituição em relação a 2014. No entanto, ao mesmo tempo em que a falta de confiança dos empresários diante da crise resultou na queda dos financiamentos para investimento, o crédito para inovação quase quintuplicou, saindo de pouco mais de R$ 5 milhões em 2014 para R$ 23 milhões em 2015. Em um ano de retração no mercado de crédito para pessoa jurídica, motivada principalmente pela queda da demanda, os financiamentos para o setor público, voltados à infraestrutura dos municípios, foram os que tiveram o melhor desempenho, somando 37% do total. O setor de serviços foi responsável por 30%, seguido pela indústria com 29% e o comércio, com 4%. De acordo com o levantamento, a instituição registrou 196 novos contratos de financiamento em 2015. Em 2014 foram 320. “A baixa atividade econômica reduz os investimentos das empresas em ampliações e modernizações. Os setores de serviços e a indústria são os que mais sofrem com a crise. No entanto, há muitos que apostam na oportunidade, os financiamentos para inovação cresceram substancialmente no ano passado, passaram de 1% do total desembolsado em 2014 para 7% em 2015”, diz Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP. Atuação ampliada - A instituição também buscou aumentar sua presença no mercado de venture capital. Em 2015, a Desenvolve SP investiu R$ 11,3 milhões em fundos de participação, apoiando diversas empresas no desenvolvimento de novas tecnologias, e lançou um novo fundo para investimento em obras de infraestrutura nos municípios paulistas, o InfraPaulista. Financiando a sustentabilidade - Outro destaque positivo foram os desembolsos realizados pela Linha Economia Verde, que financia projetos sustentáveis ligados a melhorias da eficiência energética, hídrica e à redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. Foram R$ 36 milhões em 2015, valor 7% superior ao financiado em 2014. Em relação ao setor público, o maior tomador de crédito da Desenvolve SP em 2015, a demanda foi por linhas de crédito que financiam melhorias na infraestrutura, a adequação e construção de distritos industriais, arenas multiuso, iluminação pública e obras de pavimentação em ruas, avenidas e estradas vicinais. 3434-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Carro elétrico já pode rodar no Brasil Veículo elétrico à venda em 35 países do mundo, o elétrico Twizy agora pode ser homologado e emplacado no Brasil, graças à Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Em 2013, Itaipu e Renault assinaram um acordo de cooperação tecnológica prevendo a montagem de 32 Twizy a partir de 2014 no Centro de Pesquisa Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos de Itaipu (CPDM-VE/IB), em Foz do Iguaçu (PR). Os veículos são utilizados exclusivamente para estudos e trabalhos internos, dentro dos limites do complexo hidrelétrico. Os 32 Twizys chegaram à Itaipu em regime SKD (semi knock down, na sigla em inglês) – ou seja, parcialmente desmontados. Na usina, o trabalho envolveu a integração do sistema de tração, bateria e motor elétrico, além da carroceria – totalizando aproximadamente 90 peças. A atividade mobilizou engenheiros e técnicos da matriz da Renault, na França; da fábrica do Twizy instalada em Valladolid, na Espanha; da fábrica da Renault em São José dos Pinhais; do Parque Tecnológico Itaipu (PTI); e da própria binacional. Montadora é líder em veículos elétricos na Europa – A participação da Renault no mercado de veículos elétricos na Europa é de 23,6%, o que a faz líder nas vendas deste tipo de veículo no continente. Foram 23.086 emplacamentos em 2015. O mercado de veículos 100% elétricos totalizou 97.687 unidades, em alta de 47,8% em relação a 2014. Os veículos elétricos representam 0,61% (+0,16% em relação a 2014) de todo o parque circulante na Europa. A França se mantém como um dos principais mercados, onde o ZOE teve participação de 48,1% (contra 41,2% em 2014) e 10.670 unidades vendidas, em parte graças ao bônus de conversão implementado pelo governo francês em abril 2015. Mais da metade das vendas do modelo ZOE se beneficiaram deste incentivo na França.


Calçados a notícia é boa para o setor exportador e pode resolver o problema do limite do crédito, mas ainda são necessários mais detalhes sobre o funcionamento do mecanismo.

Amazonas marca presença O Grupo Amazonas, que é referência no segmento de calçados e atua em diferentes segmentos como adesivos, construção, compostos, logística, solados, entre outros, apresentou a sua nova coleção de sandálias Verão 2016, em duas importantes feiras que aconteceram em fevereiro: A Micam ( 14 a 17), em Milão, na Itália, com mais de 1500 expositores de 30 países, e a Magic/Platform (16 a 18, em Las Vegas, nos Estados Unidos). Ambas são importantes plataformas internacionais para o lançamento de tendências e novidades que serão vistas ao longo do ano no mercado mundial de calçados. A nova linha da Amazonas conta com mais de 350 produtos e entre as principais novidades estão as linhas Eco Baby, Junior e Girl, Unique, Laces, Leather, Eco Leather, Prime e Fios. Entre os materiais presentes nos produtos da Amazonas para o verão 2016 estarão tecidos estampados, produzidos com tecnologia de fios reciclados de PET, além dos solados de borracha reciclada (mínimo 30%) e também os biodegradáveis. Vale lembra que todas as sandálias Amazonas são 100% recicláveis. Floral, grafismos étnicos, cabedais de couros rústicos, cortados a fio, animal print e acabamento de brilho, além de bordados com pedras e fitas serão destaques na linha feminina. Já o masculino contará com muito couro rústico, como camurça e nobuck, além do animal print. Em ambas aparecerão fortemente a tendência do acabamento artesanal nas peças. “O tipo de acabamento que escolhemos para esta coleção, além de dar um toque especial em cada peça, também é responsável pela ativação da mão-de-obra local, já que utilizamos bordadeiras para produzir esses produtos da SpecialSelection”, destaca Frederico Pucci, gerente comercial de exportação do Grupo Amazonas.

Menos crédito para exportador A desvalorização da moeda brasileira vem proporcionando a formação de preços mais competitivos nas negociações internacionais, o que representa melhores condições de concorrência perante os competidores além-fronteiras. “O fato vem trazendo alento para os exportadores de calçados, que hoje têm a perspectiva de, a partir de 2016, retomar a posição do Brasil como fornecedor destacado em nível mundial”, avalia o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein. Uma questão, todavia, vem chamando a atenção dos exportadores. Trata-se da disponibilidade de financiamento ao setor exportador, o que já motivou ações do Ministério da Fazenda, que recentemente divulgou reforço nas linhas de crédito para este fim. Visando estimular a economia, o Governo Federal, após reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília, anunciou a abertura de linhas de crédito no valor de R$ 83 bilhões. Segundo o executivo da Abicalçados,

Abicalçados foca o mercado internacional A coletiva de imprensa da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), ocorrida durante a Couromoda, destacou o potencial dos calçadistas no mercado externo. Com participação do presidente-executivo da entidade, Heitor Klein, e do presidente da Couromoda, Francisco Santos, o encontro com a imprensa foi marcado pelo otimismo quanto aos negócios internacionais e a instabilidade no âmbito doméstico. Para Klein, a situação no mercado doméstico, enfraquecido pela queda na renda do consumidor, inflação e endividamento, deve se deteriorar ao longo de 2016. “Temos uma crise de ordem política contaminando a economia de uma forma muito forte”, destacou. Segundo o dirigente, a situação é inversa no mercado internacional. Favorecido pelo câmbio, os exportadores de calçados devem galgar melhores resultados do que no ano passado, que fechou em 10% negativo na relação com 2014, com a exportação de 124 milhões de pares por US$ 960,4 milhões. “Se não tivermos uma escalada nos custos com estrutura e logística, podemos iniciar uma recuperação gradual e, em 3 ou 4 anos chegarmos aos níveis anteriores à crise, quando exportávamos US$ 2 bilhões”, projetou o executivo. Na oportunidade, Klein também ressaltou a sinalização de melhores dias no comércio com a Argentina, segundo principal mercado para o calçado nacional e que vem registrando quedas consecutivas desde 2012. “A eleição do presidente Macri sinaliza dias de mais harmonia no Mercosul. Esperamos que o fato tenha reciprocidade do governo brasileiro”, comentou. Questionado sobre a queda no mercado internacional ao longo dos últimos anos, o executivo ressaltou que não faltou competência ao calçado brasileiro, faltou competitividade. Já no mercado doméstico, que deve retrair 7% em 2015, a expectativa não é das mais positivas. Para Klein, se houver uma repetição da performance em 2016 será um grande feito.

Dados do setor em 2015 Exportação: US$ 960,4 milhões (-10% em relação a 2014) Importação: US$ 481 milhões (-14,3%) Balança comercial: US$ 479,37 milhões (-5,3%) Principais destinos: Estados Unidos, Argentina, Bolívia e França Varejo de calçados: Queda da 7% (estimativa) Emprego: Queda de 8% (de 328 mil postos para 302 mil postos no comparativo de novembro de 2015 com novembro de 2104) Produção de calçados: Queda de 7% (estimativa)

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ABTB promove a tecnologia da borracha Paulo Garbelotto, diretor da Solvay-Rhodia, afirma que a ABTB tem trabalhado para promover a tecnologia da borracha e o fortalecimento do mercado. O executivo entende que a inovação tem papel-chave na competitividade e perenidade das indústrias brasileiras e é nesse contexto que atua a ABTB. O apoio da Rhodia à ABTB tanto na realização de eventos técnicos como no 16º Congresso da Borracha 2016, tem um significado importante No decorrer dos últimos anos, a Solvay tem trabalhado bastante alinhada com a ABTB, que organiza os Encontros Tecnológicos nos diferentes polos que reunem as indústrias de borracha, e os profissionais da Solvay juntamente com os distribuidores participam para levar atualidades tecnológicas e promover a discussão sobre inovação. “Para o Congresso da ABTB, que acontecerá em junho deste ano, em paralelo à Expobor, já nos comprometemos com o investimento para patrocínio exclusivo na categoria master, Diamante”, afirma Garbelotto. Segundo o executivo, a busca de associados é um interessante desafio. Há necessidade de trazer para as atividades da associação os profissionais que atuam na fabricação de artefatos de borracha os quais são os protagonistas desse mercado, e principalmente das indústrias de pneus. Outro desafio é trazer os profissionais jovens para que convivam com os mais experientes, absorvam conhecimento e assim garantam a perenidade da categoria. Quanto aos jovens profissionais, é necessário entender o que os motiva, o que deveria ser evoluído na forma de atuação da ABTB para que eles se interessem em participar dos eventos da associação. Há um projeto que visa a presença das universidades, de professores e estudantes que apresentariam os seus trabalhos nos eventos da associação, e assim dando oportunidade aos mais jovens os quais estão diretamente relacionados como o ambiente de pesquisa de base, da inovação. A ABTB tem buscado divulgar a tecnologia no mercado brasileiro através dos vários eventos que organiza e divulga para a participação dos profissionais que atuam no mercado da borracha, como Encontros Tecnológicos em diferentes pólos da indústria da borracha, Congressos, e uma interessante experiência foi feita com a ferramenta “webnar”. A necessidade de mais pessoas e empresas se envolverem independentemente de não fazerem parte da gestão é fundamental. O esforço dos profissionais que fazem parte da gestão da associação, sem qualquer remuneração, é um trabalho dedicado e importante à categoria como um todo. Nesse contexto a ABTB poderia organizar reuniões trimestrais ou com frequência definida para ouvir as empresas associadas e associados e definir a pauta de trabalho em alinhamento com as necessidades, independente de participar da gestão. Na minha opinião a ABTB poderia lançar um eixo de trabalho junto a outras instituições relacionadas ao mercado da borracha e assim estabelecer uma pauta de atuação alinhada, ganhando em sinergia de recursos, acelerando a implementação dos projetos e aumentando a penetração nas indústrias

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ABTB 40 ANOS - FESTAS DE ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES CULTURAIS As comemorações do encerramento das atividades culturais da ABTB neste ano celebraram seus 40 anos de fundação. Os jantares regados a bons vinhos e música de qualidade foram realizados na cidade de São Paulo/SP – Círculo Militar e na cidade de Novo Hamburgo/RS – NH Hall com o patrocínio das empresas associadas Birla Carbon/Columbian Chemicals e Cabot Corporation. Nestas noites foram homenageados os fundadores da associação presentes, Sr. Flávio Pacini e in memorian do Sr. Bechara Nasser Neto na pessoa do seu filho Sr. Sidnei Nasser. Sr. Flávio relembrou o dia em que surgiu a ideia da criação da ABTB, de toda trajetória e da alegria de ter feito parte desta história. Sr Sidnei trouxe histórias interessantes e divertidas que exaltaram a personalidade marcante do Sr. Bechara. Em Novo Hamburgo foram homenageados dois associados que nestes 40 anos atuaram ativamente para o crescimento e manutenção da ABTB. São eles: Sr. André Mautone – Gerente Administrativo Regional da ABTB Sul e o Sr. Sylvio Vicente Leonardo. E nesse clima de emoção e alegria em ambas as festas seguimos homenageando as nossas associadas, parceiras e patrocinadoras Birla Carbon/Columbian Chemicals na pessoa do Sr. Ronaldo Duarte - presidente e Cabot Corporation na pessoa do Sr. Edgar Citrinite – Ger. América Sul. Os associados Sra. Janice Lawall da empresa Interquímica, Srs. José Carlos Tsai Chou da empresa Convip/ SP, Sr. José Luis Massoco da empresa Dicetti/SP, e representante da empresa Vipal foram sorteados com um convite cada um para assistirem a toda programação do 16º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha que será realizado nos dias 28 e 29 de junho deste ano no Expo Center Norte. Em seguida todos foram convidados a confraternizarem. Abaixo, discurso do Sr. Henrique Brito, presidente da ABTB. O Sr. Henrique de Oliveira Brito, presidente da associação fez um discurso como porta voz da diretoria atual. 38- BORRACHAAtual


ABTB 40 anos “Boa noite a todos Estamos aqui reunidos para celebrar a passagem de mais um ano e em especial comemorar os 40 anos da ABTB. Infelizmente, comemoramos esta data em um ano que provavelmente ficará marcado na história brasileira como o ano de uma crise econômica, política e moral sem precedentes. Apesar de tudo o que vimos e enfrentamos em 2015, não podemos deixar de comemorar e agradecer. COMEMORAR o aniversário de uma entidade que há 40 anos cumpre a missão de congregar as pessoas que se dedicam à Tecnologia da Borracha no Brasil, promovendo o progresso e a divulgação desta tecnologia e promovendo também o encontro e o relacionamento entre as pessoas do setor. AGRADECER a todos aqueles que ajudaram a ABTB no cumprimento desta missão. Agradecer aos seus associados, razão principal da entidade, pelo apoio e confiança ao longo destes 40 anos. Agradecer àqueles que se dedicaram de forma voluntária a atuação como dirigentes da ABTB. São mais de 180 pessoas, cujos nomes foram lembrados no site e no caderno de 40 anos da ABTB. Agradecer aos ex-Presidentes, seus suplentes, vices, Diretores e Conselheiros, alguns dos quais presentes nesta noite como Emilton Becker, Luis Tormento, Luiz Emilliani, Marcelo Silva, Marcos Carpeggiani, Mário Pinheiro, Maurício Nunes (filho do Ex-Presidente Ilson Nunes), Paulo Garbellotto, Percy Putz, e Sylvio Leonardo, pelo trabalho que realizaram e que nos permitiu chegar até aqui. Agradecer as pessoas extraordinárias que pela ABTB passaram, como dirigentes, associados, palestrantes ou amigos. Alguns que deixaram os seus nomes marcados definitivamente na história da ABTB e da borracha no Brasil, como os senhores Roberto Gênova, Leônidas Calvi e Prof. Edmundo Cidade da Rocha. Queremos também nesta festa de 40 anos, agradecer as empresas e patrocinadores cujo apoio é indispensável para a existência da associação. Como é muito difícil citar todas as empresas que apoiaram a ABTB nestes 40 anos, cito aquelas que nos apoiaram e patrocinaram os diversos eventos deste ano: Auriquímica, Birla, Revista Borracha Atual, Borrachas NSO, Cabot, Chem Trend, Copé, Cya, Evonik, Fragon, Lanxess, Lord, Nynas, Parabor, Proquimil, Quisvi, Retilox, Rhodia/Solvay, Seriac, Struktol, Vipal e Zanaflex. Nosso agradecimento muitíssimo especial à Birla, e seus executivos Cynthia Guenaga, José Azevedo e Ronaldo Duarte, bem como à Cabot e seus executivos Edgar Citrinite, Patrícia Marchesan e Willian Lima pela parceria e apoio fundamentais às ações da ABTB ao longo de vários anos.

Agradecemos também ao SENAI CETEPO, hoje ISI Polímeros, que por muitos anos tem sido o principal parceiro da ABTB em seus eventos. Sei que citei muitos nomes até agora, e ao fazer isso se corre o risco de errar ao esquecer de citar alguém que merecidamente deveria ser lembrado; porém acredito que o erro maior é não citar ninguém. Por fim, e mais importante, estamos aqui para RELEMBRAR, AGRADECER E HOMENAGEAR àqueles que no dia 5 de maio de 1975 se encontraram no antigo restaurante “O Franciscano” situado na rua da Consolação no centro de São Paulo: Bechara Nasser Neto, Francisco de Assis Esmeraldo, Francisco Cyro Prado, Flavio Pacini, Hagop Yeghiaian, Hans Herbert Freytag, Naum Wiadacz, Tito Chilomer e Chang Loo Sih.

Assim nascia a ABTB. E o polo do Rio Grande do Sul foi criado e desenvolvido pelo Prof. Edmundo que será sempre uma inspiração para os profissionais do segmento. Destaco e agradeço o Sylvio Leonardo que, junto com o Prof. Edmundo, estabeleceu as bases da ABTB no Rio Grande do Sul. O Sylvio durante muitos anos visitava praticamente todas as empresas de borracha do estado e vendia SBR, mas também vendia a ideia e a importância da ABTB. Nesta comemoração dos 40 anos da ABTB, queremos também destacar uma “jovem” liderança que se dedicou e conseguiu estabelecer as bases da ABTB em Santa Catarina. Durante muito tempo nós tivemos associados em SC, mas não tínhamos atividades, cursos, palestras neste estado até que ele resolveu assumir a liderança e fazer por volta do ano 2000 algo semelhante ao que o prof. Edmundo e o Sylvio fizeram no Rio Grande do Sul. Por isso nós destacamos e agradecemos a André Mautone pelo trabalho realizado em Santa Catarina. Se nós estamos aqui hoje é porque essas pessoas tiveram uma visão, um sonho e acima de tudo atitude para tornar este sonho uma realidade. 40 anos se passaram e a ABTB que iniciou as suas atividades em SP, hoje realiza eventos de forma rotineira em SP, RS, SC e mais recentemente MG. Nestes 40 anos a ABTB realizou 15 Congressos Nacionais, 3 Congressos Latino-americanos, 2 Congressos Internacionais, dezenas de cursos, seminários e workshops e algumas centenas de palestras técnicas. Diz a sabedoria Chinesa: “Uma longa caminhada começa com o primeiro passo”. Em 1975 estes senhores deram o primeiro passo, cabe a nós e aos que virão depois, continuar e aperfeiçoar essa caminhada.

Muito Obrigado. “

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Mercado Abraciclo Prevê Estabilização em 2016 Compatível com um Setor de Duas Rodas amadurecido, mesmo enfrentado a forte crise que se estende por todos os segmentos da economia, as montadoras instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM se organizaram e protagonizaram, ao longo dos últimos 12 meses, investimentos equilibrados e constantes, tanto em lançamentos como em segurança e inovações tecnológicas. Para o próximo ano, o setor espera o fim da queda do mercado de motocicletas, de acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo. Entre janeiro e novembro de 2015 foram produzidas 1.212.075 motocicletas, volume 15% inferior ao apresentado em igual período de 2014 (1.432.842). Na comparação mensal, a queda foi de 28,2%, passado de 104.388 em outubro para 74.972 unidades em novembro. A retração com relação ao mesmo mês de 2014 (121.719) foi de 38,4%. As vendas no atacado – para as concessionárias – registraram um recuo de 14,9% no acumulado do ano (1.120.680) em relação aos primeiros onze meses do ano passado, quando foram comercializadas 1.316.289 motocicletas. Na comparação com outubro (91.205), foi registrada uma queda de 22,8% em novembro (70.398). Em relação ao mesmo mês de 2014 (119.803), o recuo de novembro chegou a 41,2%. No varejo, foi observado um crescimento de 18,4% no volume de motocicletas, passando de 89.020 unidades, em outubro, para 105.371 em novembro. Todavia, esta evolução leva em conta o crescente volume de ciclomotores licenciados desde a mudança na legislação, ocorrida neste semestre e que transferiu para os Estados a competência de efetuar o emplacamento destes veículos, anteriormente atribuída às prefeituras municipais. As chamadas “cinquentinhas”, ou seja, veículos de duas rodas de até 50 cm³, deram um salto de 287% de outubro (4.691) para novembro (18.155), refletindo a nova determinação legal. As exportações de motocicletas totalizaram 63.179 unidades de janeiro a novembro de 2015, o que representa um recuo de 23% frente a igual período de 2014, com 82.003 motos. Em relação a outubro (10.959), as vendas externas de motocicletas em novembro registraram recuo de 42,5%, com 6.298. Frente a novembro de 2014, com 3.555 unidades, houve um crescimento de 87,7%. Fechamento de 2015 e Projeções para 2016 - Com base nos números atuais, a Abraciclo estima o fechamento de 2015 com a produção total de 1.270.000 motocicletas e vendas no atacado em torno de 1.210.000 unidades. Para a entidade, as exportações deverão atingir 73.000 motos. No 4040-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

varejo, a estimativa de fechamento do ano envolve 1.255.000 motocicletas. Em suas projeções para 2016, a Abraciclo considera que a produção totalizará 1.280.000 unidades, com 1.220.000 vendas no atacado e 75.000 para exportação. No varejo, é projetada a venda de 1.260.000 unidades. “A entidade considera que estes números – muito próximos dos observados em 2015 – podem representar o gradual fim da queda do mercado de motocicletas”, avalia Marcos Fermanian, presidente da entidade.

Emplacamentos caem 21,85% em 2015 Segundo dados apurados pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, as vendas de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários, e outros, como carretinhas para transporte) apresentaram queda acumulada de 21,85% em 2015, no comparativo com 2014. Ao todo, foram emplacadas 3.982.816 unidades em 2015, ante as 5.096.207 registradas noano anterior. As concessionárias encerraram o ano com um estoque médio de veículos de 50 dias de vendas, índice considerado alto pelo setor. Na comparação entre dezembro e novembro, ambos com 20 dias úteis, os emplacamentos apresentaram alta de 19,11%. Foram emplacadas 370.996 unidades em dezembro, contra 311.464 em novembro. Já em relação a dezembro de 2014 (512.577 unidades), houve retração de 27,62%. Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a queda foi acentuada em função das crises econômica e política que o Brasil atravessa e que vêm comprometendo a oferta de crédito, níveis de emprego e renda e, fundamentalmente, os índices de confiança por parte dos investidores e consumidores. “Tivemos uma recuperação notável em dezembro, fruto de inúmeras promoções realizadas pelas marcas instaladas no país. No entanto, nem mesmo as ações promocionais conseguiram atenuar os impactos negativos da crise, que afeta empregos e, principalmente, a confiança de quem vive, investe e consome no país. Assim, os reflexos sobre o setor automotivo são coerentes com esta situação”, avalia. Conforme os dados consolidados pela entidade, os segmentos de automóveis e comerciais leves também apresentaram queda no acumulado do ano, com uma redução de 25,59% sobre o ano anterior. Foram emplacadas 2.476.904 unidades em 2015, contra 3.328.711 em 2014. Já no mês de dezembro (220.656) houve crescimento de 16,54% para os segmentos, se comparados ao mês novembro (189.343 unidades). Com relação a dezembro de 2014 (353.563 unidades), no entanto, o resultado aponta uma baixa de 37,59%.


“A baixa atividade econômica, com PIB negativo, inflação alta – provocada pelo aumento dos preços administrados, em especial energia elétrica –, taxas de juros e dólar elevados, e a retração dos níveis de emprego e renda resultaram numa bomba de fabricação caseira para a nossa economia. Somado a isso, temos enfrentado uma política com sérios entraves e notória necessidade de apoio para que os ajustes sejam praticados pelo governo. Estamos diante de uma equação difícil”, alerta o presidente da Fenabrave.

Queda de 36% na venda de carros importados A queda de 36% nas vendas de automóveis e comerciais leves importados pelas marcas associadas da ABEIFA (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) em 2015 não foi uma surpresa e esse resultado negativo já estava previsto pela entidade, que mensalmente divulgava quedas constantes nas vendas. Em 2015, de janeiro a dezembro, as associadas emplacaram 59.975 unidades importadas, em comparação às 93.685 do ano anterior. No resultado isolado do mês de dezembro, a queda das vendas dos veículos importados foi de 46,6%, com 4.918 emplacamentos, ante os 9.214 registrados em dezembro de 2014. Em dezembro de 2015, as empresas associadas que já fabricam no Brasil emplacaram 1.471 unidades, queda de 6,2% na comparação com o mês de novembro de 2015, quando registraram 1.569 unidades. O comparativo é feito com o mês anterior, pois não há dado histórico para dezembro de 2015, pois as fábricas estavam em fase de implantação. “2015 foi, sem dúvida, um dos anos mais difíceis para o setor, com forte impacto da queda da confiança do consumidor, retorno da inflação de dois dígitos, queda dos níveis de emprego e o aumento do dólar. Em janeiro do ano passado, anunciamos que estávamos cautelosos e esperávamos que fossem feitos importantes ajustes na economia, para que o setor tivesse um desempenho próximo ao de 2014. Porém, o que vivenciamos em 2015 foi uma sucessão de eventos que impactaram negativamente o setor automotivo como um todo e não só o segmento de importados. Os índices do setor automotivo retornaram a patamares de 10 anos atrás e, agora, a recuperação em 2016 dependerá de ações firmes do governo para a recuperação da economia e o retorno da confiança do consumidor”, declara o presidente da entidade, Marcel Visconde. “Todos os agentes envolvidos na cadeia, sejam as empresas importadoras, as fabricantes e a rede de revendedores já começaram a readequar suas operações para o novo patamar do mercado, que ficou abaixo das 2.5 milhões de unidades”, complementa Visconde.

Em janeiro aumenta o ritmo de queda - No primeiro mês do ano, o resultado de vendas de automóveis e de comerciais leves importados pelas associadas da ABEIFA (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) foi de 3.672 unidades, o que representa uma queda de 45,3 % em relação a janeiro do ano passado. Na comparação com dezembro de 2015, quando foram comercializadas 4.918 unidades, a queda é um pouco menor, com uma redução de 25,3 %. O desempenho da produção nacional de veículos das marcas associadas à ABEIFA em janeiro deste ano também apresentou queda em relação ao mês de dezembro de 2015. As 634 unidades produzidas no primeiro mês de 2016 representam uma redução de 56,9 %. O resultado do mês de janeiro reflete a mesma situação de mercado que afetou o desempenho das vendas do setor ao longo de 2015: diante da incerteza dos cenários político e econômico, os consumidores continuam postergando suas compras e ponderando investimentos. Além disso, a taxa de câmbio nos níveis atuais continua impactando, fortemente, todas as atividades de importação. “O ano começa no mesmo ritmo de 2015, com queda nas vendas, sinalizando que o consumidor ainda permanece refratário a investir e aguardando sinais nítidos de que haverá melhora da economia”, declara Marcel Visconde, presidente da entidade.

Volkswagen Truck & Bus acredita no Brasil “O Brasil é e continuará sendo um dos nossos mais importantes mercados em expansão”, afirma Andreas Renschler, CEO da Volkswagen Truck & Bus, holding das marcas de veículos comerciais do grupo VW, e membro da diretoria da Volkswagen AG. O executivo avalia como natural que o negócio de veículos comerciais, que é altamente cíclico, esteja sujeito a flutuações ainda maiores em economias emergentes. “Os mercados sul-americanos nos trouxeram grandes alegrias no passado – e o farão novamente no futuro. Tenho certeza disso”, garantiu Renschler. Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, se mostrou muito satisfeito com o reconhecimento às contribuições do mercado latino. “Essa é uma demonstração de confiança da holding no Brasil e na América Latina. Mesmo diante das condições desafiadoras da indústria, mantemos nossos planos de investimento na região e defendemos nossa posição de liderança”, esclareceu. O executivo brasileiro atribui a solidez dos resultados da empresa, que fechou o ano de 2015 como líder em vendas de caminhões, ao comprometimento de sua rede de concessionários e colaboradores. “Soma-se a isso, certamente, a preferência de nossos clientes, que apreciam o valor de nossas marcas VW e MAN e seus benefícios”, declarou. BORRACHAAtual- -41 41 BORRACHAAtual


Notas e Negócios

Cooper Standard investe R$ 20 milhões na expansão da fábrica de Atibaia A unidade da Cooper Standard instalada em Atibaia, SP, segue focada em seu crescimento contínuo. Após transferir a sua linha de vedação da unidade mineira para o interior paulista, o que ocasionou no aumento de cerca de 30% da sua capacidade produtiva, com o mesmo índice de geração de oportunidades de trabalho, a Cooper Standard Atibaia prepara-se agora para receber uma nova linha, dessa vez voltada à fabricação de sistemas antivibração (AVS).

Copa do Brasil agora é Continental A Continental Pneus adquiriu os naming rights das próximas edições da Copa do Brasil, dando continuidade à estratégia mundial de incentivar o esporte, que incluiu nos últimos anos o patrocínio da Copa do Mundo da FIFA 2014. A Copa Continental Pneus do Brasil 2016 tem início previsto para a segunda quinzena de março.

O investimento está estimado em cerca de R$ 20 milhões de reais, e visa a produção de coxins, componentes que tem como objetivo o controle de vibração do motor e a otimização de ruído do veículo, outrora produzidos apenas nas unidades norte-americana, europeia e asiática da companhia. “Acreditamos que estamos ainda no início do projeto, mas, de fato, nosso plano é expandir ainda mais, fornecendo para cada vez mais montadoras e consolidando o trabalho da nossa companhia no mercado automotivo”, declara o diretor geral para a América do Sul, Jürgen Kneissler.

Sabó apresenta linha de peças para automóveis clássicos Uma das maiores dificuldades dos antigomobilistas é encontrar peças adequadas para seus modelos. Muitas vezes estes recorrem à importação, o que torna o hobby uma prática custosa. Visando este nicho, que é significativo, a Sabó lança a Série Clássicos. Nessa linha, o colecionador pode encontrar jogos de junta com a mesma tecnologia original aplicada. As peças já podem ser encontradas nas lojas revendedoras dos produtos SABÓ e são identificadas com um selo da “Série Clássicos” na embalagem. “A ideia de lançarmos essa linha de produtos, específica para carros clássicos é proporcionar aos apreciadores e colecionadores de carros antigos uma oportunidade de encontrar peças novas e de qualidade para serem aplicadas nos veículos, facilitando também a sua busca pelos itens de reposição”, explica João Conrado, Gerente de Aftermarket da empresa. Para encontrar os itens da “Série Clássicos”, basta consultar o catálogo da” Linha Leve” no site www.sabogroup.com.br, no link “Reposição/Catálogos” 42- BORRACHAAtual

Alinhado à estratégia global da companhia alemã de utilizar o futebol como uma plataforma de aproximação com seus clientes, a empresa realizou o maior investimento de sua história em uma propriedade de esporte nacional, vinculando sua marca às edições de 2016, 2017 e 2018 do torneio mais democrático do País.

Grupo SL Auto Lins lança Reforma Integrada Digital Reduzir custos é uma das principais vantagens da “Reforma Integrada Digital”, solução desenvolvida pelo Grupo SL Auto Lins, reformadora de pneus com 60 anos de mercado no país. A novidade foi implantada nas unidades da empresa para oferecer gestão completa do segundo maior custo para as transportadoras: os pneus. Se, em média, um pneu de carga novo pode custar mais de R$ 1.500,00 reformá-lo e saber exatamente seu custo real para a transportadora é fundamental quando se tem uma frota inteira para gerir. A Reforma Integrada Digital possibilita organizar informações necessárias para o controle de custos relacionados aos veículos de cada empresa. “A principal característica dessa tecnologia é o aproveitamento total dos pneus, reduzindo significativamente os custos operacionais, além de contribuir para a preservação do meio ambiente através da reforma”, explica o diretor comercial do Grupo SL, Alexandre Levi Cardoso.


IQA lança Certificação de Centro de Reciclagem O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, organismo de certificação acreditado pela CGCRE (Coordenação Geral de Acreditação) do Inmetro, lança a Certificação de Centro de Reciclagem, a primeira criada para o segmento. O escopo é baseado na lei federal 12.977/2014, conhecida como Lei do Desmanche, que regulamenta a desmontagem de veículos no Brasil. Pioneiras, a JR Diesel e a Renova Eco Peças participaram do projeto piloto do Instituto para o desenvolvimento da nova certificação. “As duas empresas auxiliaram o IQA a ajustar os processos conforme as necessidades do mercado de reciclagem de veículos. Foram mais de 12 meses entre pesquisa, desenvolvimento e validação”, conta Sérgio Fabiano, gerente de Serviços Automotivos do IQA.

Jürgen Titz, diretor geral da Goodyear na Alemanha, Áustria e Suíça, afirmou que “o Bayern de Munique é o parceiro ideal para elevar ainda mais o perfil da nossa marca premium. Posteriormente, esse acordo desempenhará um papel relevante na estratégia da marca Goodyear, com um marketing abrangente e uma comunicação de vendas adaptada aos nossos consumidores e clientes. ” Estrelas do futebol como Philipp Lahm, Franck Ribéry, Thomas Müller e Manuel Neuer poderão experimentar por si mesmos a qualidade dos excelentes produtos da Goodyear de duas maneiras diferentes - em seus carros particulares e no ônibus da equipe, pois já estão equipados com pneus da Goodyear.

Delphi adquire multinacional HellermannTyton A Delphi Automotive oficializou em dezembro a compra da HellermannTyton Group PLC, empresa focada em soluções inovadoras e de alto desempenho de gerenciamento de cabos. A transação está avaliada em 1,07 bilhão de libras esterlinas. A Delphi espera que a transação seja contabilizada em 15 centavos de lucro por ação, começando em 2016, excluindo custos de provisão de integração.

Parceria Goodyear e Bayern de Munique A Goodyear e o FC Bayern,equipe mais bem-sucedida na Bundesliga, divulgaram que as duas organizações assinaram um acordo de parceria que inclui a publicidade no perímetro do campo em todas as partidas Campeonato Alemão jogadas em casa bem como outros direitos publicitários.

“Esta transação fortalece a liderança da Delphi no mercado de arquitetura eletroeletrônica, ao mesmo tempo em que proporciona oportunidades de crescimento em mercados finais e industriais adjacentes à HellermannTyton”, declarou Kevin Clark, Presidente e CEO da Delphi. “As capacidades, combinadas, permitirão que a Delphi capitalize ainda mais o crescimento das tendências futuras, agregando valor significativo aos nossos clientes e ac

Fábrica da Baerlocher em Americana entra em segunda fase de expansão A Baerlocher, indústria com sede na Alemanha e uma das principais fabricantes de aditivos para indústria do plástico, e de oleoquímicos em geral em todo o mundo, anunciou a conclusão da segunda fase de expansão da planta de oleoquímicos em Americana, SP. Esta ampliação permite que a Baerlocher do Brasil atenda com agilidade clientes de diversos setores em toda a América Latina. Desde 2013, a Baerlocher do Brasil investiu aproximadamente US$ 20 milhões com a construção e ampliação desta unidade. Esta primeira fase da expansão resultou em um altamente inovador sistema de produção, fazendo da planta de ácido esteárico uma das mais avançadas em todo o mundo.

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Notas e Negócios Em face da demanda, e para garantir o abastecimento com produtos de alta qualidade, a empresa concluiu a segunda fase da expansão, aumentando a capacidade total para mais de 30.000 toneladas/ano, viabilizando uma operação ainda mais flexível. Essa estratégia permitirá a Baerlocher do Brasil atender os clientes latino-americanos de todos os tipos com diferentes necessidades, por exemplo, na indústria química, cosméticos, higiene e limpeza, processamento de alimentos, entre outras áreas.

dos Concessionários da Rede Tipler, assim como a transportadores de todo o Brasil e América do Sul. Novos cursos já estão programados para serem lançados e ministrados em 2016, e estarão disponíveis gratuitamente a todos os Concessionários da Rede, frotas e Transportadores. “A Tipler acredita que o conhecimento gera rentabilidade para Recapadores e transportadores, por isso investe cada vez mais em treinamentos, cursos e ferramentas de ensino”, enfatiza o Gerente Comercial, Fabiano Fratta.

Tipler comemora resultados positivos em 2015 Nem todas as empresas estão lamentando o caos econômico que o Brasil passou no ano passado. Na Tipler, por exemplo, os resultados estão sendo comemorados. A marca celebrou quatro décadas de existência encerrando 2015 com 10 novos Concessionários em todo o Brasil, além de um novo integrante de sua Rede na Argentina, a Diemar SRL. Foram seis novos Concessionários apenas no primeiro semestre, com a expansão sendo mantida na segunda metade do ano, com mais quatro novos parceiros. O crescimento é reflexo da estratégia da empresa em fazer crescer ainda mais sua presença no mercado de recapagens. “Foi um saldo altamente positivo, principalmente porque foi conquistado em um ano considerado complicado para a nossa economia”, lembra o Gerente Comercial da Tipler, Fabiano Fratta. Os novos Concessionários passam a contar com o suporte da marca, e estão em diferentes regiões do Brasil. No Sudeste, a AJP Pneus, do Rio de Janeiro, se juntou à Rede. Na Região Sul, o Paraná ganhou dois novos Concessionários: a Cavalli Pneus e a Recapadora de Pneus Toledo. Em Santa Catarina, quem se juntou à Rede Tipler foi a Pneutec. No Nordeste do Brasil, no Piauí, a Alemanha Pneus passou a ser mais uma parceira da marca. No Ceará, foi a Renotec, e a Bahia teve dois novos integrantes: a Renovadora Figueiredo e a Rodoeste. No Norte, em Rondônia, o novo Concessionário é a Renop. A Diemar SRL, na Argentina, completa a lista. Todas as empresas passaram a contar com diversos benefícios que se transformam em lucratividade e rentabilidade, como o amplo mix de bandas pré-moldadas para atender a todas as demandas do segmento de transporte. CTT da Tipler treinou mais de 1.600 pessoas em 2015 - No ano que marcou seus 40 anos, a Tipler treinou 1.654 pessoas por meio de cursos presenciais e a distância. Parte dos cursos foi ministrada no CTT – Centro de Treinamento Tipler e nas próprias estruturas dos Concessionários e frotas. Outro grande número de participantes recebeu os treinamentos pelo CTT Online, a primeira plataforma de ensino a distância do mercado de reforma de pneus. Os cursos têm por objetivo prestar suporte técnico, prático e teórico aos colaboradores 44- BORRACHAAtual

Borgwarner produz embreagem viscosa para extra-pesados A BorgWarner anuncia ao mercado o início da produção de sua embreagem viscosa eletrônica de velocidade variável, a Visctronic®, para os caminhões extra pesados, geralmente utilizados para distribuição, construção e viagens longas. Originalmente produzido na Alemanha, o produto voltado a essa aplicação passa a ser fabricado no país, oferecendo ao mercado nacional um produto capaz de produzir uma refrigeração mais eficiente nos veículos que trabalham com cargas muito grandes em localidades de clima quente e altitudes elevadas, como o próprio Brasil e demais países da América do Sul. Utilizando um software especialmente calibrado para se comunicar com a unidade eletrônica de controle do motor, a embreagem Visctronic responde continuamente às exigências do veículo com base em sua temperatura, velocidade ou carga. Como resultado, o propulsor funciona de forma mais eficiente, oferecendo mais potência, reduzindo o consumo de combustível e produzindo um índice menor de emissão de poluentes. Além disso, a tecnologia apresenta um design livre de manutenção, melhorando assim o conforto do condutor ao reduzir o nível de ruído, vibração e aspereza. A BorgWarner fabrica as embreagens Visctronic para outros tipos de veículos pesados no Brasil desde 2012, ajudando os caminhões comerciais a utilizar menos combustível, conferindo mais produtividade, mesmo em condições operacionais difíceis.


Novas tecnologias vão mudar ações de motoristas A Continental exibiu na recente Consumer Eletronics Show (CES), realizada em Las Vegas, em janeiro, uma série de novidades no que promete impactar - para melhor - a vida dos motoristas. O Dynamics eHorizon, uma tecnologia baseada em nuvem que emprega a informação da estrada à frente para alimentar diretamente a eletrônica embarcada no veículo, foi uma das novidades apresentadas pela empresa. A busca aqui é pela adoção da direção automatizada com segurança, gerando ainda um menor consumo de combustível. A resposta a esse desafio está não apenas no desenvolvimento de veículos inovadores, mas também equipados com pneus que empreguem as mais avançadas tecnologias, algo muito familiar para a Continental. É o caso da tecnologia SSR run-flat que permite um veículo rodar mesmo com o pneu perfurado por até 80 quilômetros a uma velocidade de 80 km/hora, mantendo a dirigibilidade e sem o risco de avarias à roda ou à suspensão. São soluções avançadas como essa que conferem à marca Continental uma imediata associação com o dinamismo e a performance através da oferta de produtos que privilegiam a segurança. Não é por acaso que diversos pneus da Continental trazem a palavra “contact” em sua denominação. Ela se refere à capacidade de contato e de aderência do produto com o solo independentemente das condições climáticas. O ContiPowerContact™, o ContiSportContact™ e o ContiCrossContact™ são alguns exemplos.

destinados aos caminhões Volvo e ônibus Agrale, além de radiador e intercooler para caminhões Mercedes-Benz. Os amortecedores, com a marca Cofap, são líderes do mercado nacional de amortecedores, não somente no mercado de reposição, onde detém o maior catálogo do segmento, com 98% de cobertura da frota circulante, mas também do mercado de peças genuínas. A Magneti Marelli anuncia também o lançamento de produtos da Linha Térmica destinados ao gerenciamento térmico de motores Mercedes-Benz. Essa linha de produtos conta com um dos mais completos catálogos do mercado para veículos leves e comerciais e é composta por itens destinados aos sistemas de ar-condicionado e refrigeração do motor. São radiadores, intercoolers, aquecedores, compressores, condensadores, defletores, eletroventiladores, visco fans, entre outros itens. O sistema de arrefecimento é fundamental e garante que o motor funcione na temperatura adequada, determinada pelo fabricante do veículo. Por isso, é importante realizar a verificação periódica de seus componentes e do fluido de refrigeração para que se obtenha o melhor desempenho do motor em termos energéticos, redução da emissão de poluentes, além de maior durabilidade, ao evitar o superaquecimento do sistema, que aumenta o desgaste geral do motor e pode causar graves danos.

Outra novidade apresentada foi o sistema Curved Centerstack, que combina displays de 12,3 polegadas, sensíveis ao toque, com retorno ativo ao usuário, sensor de força e sensores para detecção de gestos. Reunir essas tecnologias de ponta permite uma interface homem-máquina muito mais atraente e flexível.

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Magneti Marelli Aftermarket anuncia novidades para pesados A unidade Aftermarket do grupo Magneti Marelli está ampliando o número de itens em seu portfólio para veículos pesados e acaba de lançar modelos de amortecedores

Fras-le comemora 62 anos e visa mercado internacional A Fras-le, uma das Empresas Randon, comemorou 62 anos de fundação em fevereiro com foco no processo de internacionalização da empresa, trabalhando estratégias que visam ampliar a prospecção de novos mercados, bem como consolidar a parceria com seus principais clientes nos cinco continentes. Para isso, conta com unidades fabris na China (Pinghu) e nos Estados Unidos (Pratville), que garantem agilidade no atendimento a todos os mercados, tendo o suporte de Centros de distribuição na Argentina, Alemanha e Emirados Árabes, além de Operações Comerciais no Chile, México e África do Sul. BORRACHAAtual - 45


Notas e Negócios No Brasil, a empresa concentra atenção especial no mercado de reposição, importante segmento alinhado aos objetivos da Companhia, e também no fornecimento para as montadoras, que buscam a qualidade e performance das marcas Fras-le e Lonaflex. Para assegurar a excelência sempre renovada de seu portfólio, presente em mais de 100 países, a Fras-le conta com a infraestrutura tecnológica de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, integrado por laboratórios Químico, Físico e Piloto, além do Campo de Provas das Empresas Randon, garantindo mais segurança, qualidade, competitividade e confiabilidade em seus produtos.

Concheta Feliciano, diretora de Marketing.

Para assumir o cargo de diretora Jurídica da Bridgestone do Brasil, a empresa contratou Alderiza Leite da Silva Agustini. A executiva é graduada em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e tem MBA em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde é professora convidada. Ela possui ampla experiência na área Jurídica e Compliance em empresas nacionais e multinacionais como Santher, Claro, Philips e adidas, tendo sido premiada em 2015 como a melhor advogada in house de compliance na região da América Latina pelo LACCA - Latin American Counsel Association.

Lafaiete Oliveira, diretor de “Supply Chain”.

Bridgestone Brasil anuncia nova diretoria A Bridgestone anuncia a chegada de três novos diretores em sua operação no Brasil. Concheta Feliciano é a nova diretora de Marketing, enquanto Lafaiete Oliveira assume a área de Supply Chain e Alderiza Leite da Silva Agustini a diretoria jurídica. Com vasta experiência em suas respectivas áreas, os executivos chegam à Bridgestone para ajudar no fortalecimento da marca no País e na evolução de processos e negócios da empresa. Com 27 anos de experiência nas áreas de Marketing, Trade e Vendas em indústrias de bens de consumo, Concheta Feliciano entrou no time Bridgestone para cuidar de todas as áreas de Marketing e Trade da empresa (estratégia de posicionamento das marcas, gerenciamento de produto, promoções, canais de distribuição e inteligência de mercado). Concheta é formada em Artes e Literatura pela Fundação Santo André (FSA), pós-graduada em Marketing pelo IMES e possui MBA em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seus últimos trabalhos foram na Microsoft, Lenovo, Samsung e Whirlpool. Lafaiete Oliveira, novo diretor de Supply Chain, assume responsabilidade sobre departamentos de Compras, Comércio Exterior, Planejamento, Logística e Distribuição. Ele é formado em Administração de Empresas pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (IMES/USSC), com MBA em Logística pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Antes 46- BORRACHAAtual

de ingressar na Bridgestone esteve na Johnson Controls, Grupo Carvajal, DHL e Grupo MCassab.

Alderiza Leite da Silva Agustini, diretora Jurídica.

Shineray lança portal para facilitar regularização de ciclomotores Otimizar o tempo dos clientes que adquiriram modelos ciclomotores e reduzir a burocracia na regularização dos veículos. Com estes objetivos, a Shineray do Brasil S.A. acaba de lançar o portal http://shineray.com.br/cliente, ambiente virtual no qual o próprio cliente pode fazer seu pré-cadastro junto à Base de Índice Nacional (BIN) de veículos, podendo efetivar a regularização da compra junto aos Departamentos Estaduais de trânsito (Detrans) em até 48h.

Fiat Toro traz tecnologias Magneti Marelli O Grupo Magneti Marelli fornece diversos produtos e tecnologias desenvolvidas exclusivamente para o novo SUP (Sport Utility Pick-up) da Fiat, a Toro. Priorizando o conforto e a segurança, um dos destaques é o sistema de suspensão com amortecedores Full Displacement, que equipa as versões 4x2 e 4x4.


O sistema de suspensão foi projetado para oferecer máximo conforto e estabilidade com a máxima capacidade de carga, de até uma tonelada, nas diversas condições das estradas brasileiras. As tecnologias aplicadas nas suspensões dianteiras McPherson com braços oscilantes Double Layer produzidos com aços de alta resistência, em conjunto com as suspensões traseiras Multilink, proporcionam menor peso aos componentes mantendo a rigidez e robustez do conjunto. O sistema de iluminação totalmente desenvolvido e produzido pela Magneti Marelli no Brasil. A parte frontal da Toro conta com o DRL (“Daytime Running Light”) com Guia de Luz integrada que proporciona forte personalidade. Além dos componentes dianteiros, a Toro é equipada com lanternas traseiras com tecnologia LED e Guias de Luz. Destaque também para o conjunto de pedaleira híbrida, cujos pedais são construídos em plástico de alta resistência, sendo que o pedal de freio possui “alma metálica”, o que assegura menor peso ao conjunto (ganho de 20% em comparação a uma pedaleira 100% metálica) sem abrir mão da segurança. A empresa equipa o modelo com o sistema de abastecimento do combustível com tanque Multilayer, cuja principal vantagem é eliminar a evaporação do combustível, reduzindo as emissões totais, além de ser mais resistente ao impacto, garantia de maior a segurança. As joint ventures estabelecidas entre a Magneti Marelli e as empresas Faurecia (FMM) e Prima Sole (SPMM), exclusivamente para atender as demandas da fábrica de Goiana, em Pernambuco, fornecem importantes componentes do interior do veículo para a Toro como o painel, o console central e os painéis das portas, além de diversos componentes para o acabamento interno e externo em plásticos que conferem a percepção de robustez e qualidade superior. Na parte externa, para-choques dianteiro e traseiro completam a gama dos componentes plásticos.

É necessário trocar as válvulas das rodas quando trocamos os pneus? Inventada há quase um século, a válvula para pneus Schrader é padrão para utilização em pneumáticos com câmara e sem câmara. E embora poucos motoristas tenham essa consciência, trata-se de um importante equipamento de segurança no conjunto roda-pneu. Quando um veículo montado com pneus na dimensão 205/55R16 roda a 100 km/h, o pneu é submetido a quase 519 rotações por minuto e nesse processo a válvula sofre uma força de 0.610kgf – o equivalente a mais de 60 vezes o seu peso - por ação da força centrífuga. “Essa força toda gera fadiga no material, trincando o corpo da válvula. Além disso, é comum que elas ressequem

com o passar do tempo pelo ataque do ozônio, deixando-as ainda mais suscetíveis a cortes, o que pode causar uma falha no componente”, explica Rafael Astolfi, gerente de Assistência Técnica da Continental Pneus Mercosul. Ele alerta que danos nas válvulas podem causar uma perda súbita de pressão, uma situação que oferece um grande risco à segurança do veículo e de seus ocupantes. Válvulas velhas também perdem sua propriedade de estanqueidade, fazendo com que os pneus percam sua pressão gradativamente. Isso reduz a performance, afeta a dirigibilidade do veículo, diminui a vida útil do pneu e o deixa mais propenso a danos por impactos. Por todos esses fatores, a Continental recomenda que as válvulas sejam substituídas sempre que pneus novos sejam montados no veículo ou quando um pneu for desmontado para conserto e no qual a válvula esteja em uso há muito tempo. Válvulas de procedência duvidosa nunca devem ser utilizadas e nem as válvulas desmontadas reaproveitadas.

Nova fábrica de motores da Aisin A Aisin anuncia seu primeiro fornecimento de autopeças fabricadas em sua nova unidade fabril, instalada em Itu, SP. Anunciada em 2014, a fábrica é parte de uma expansão que visa o aumento de sua carteira de clientes, ao fornecer soluções ao mercado como um todo, sempre focando na eficiência energética e nacionalização de peças. Atualmente, O Grupo Aisin atende as montadoras Toyota, General Motors, Honda, Nissan e Mitsubishi com o fornecimento de peças da carroceria, como trava, limitador e moldura da porta, estrutura do banco, canaleta do vidro, coletor de admissão, bombas de óleo e também transmissões manuais. Para inaugurar as atividades da unidade, foram fornecidos para a Toyota, mais especificamente para a linha Etios, cerca de 600 peças, incluindo tampas do comando de válvulas, cárter de óleo, cobertura frontal do motor, transmissão manual e coletores de admissão. A previsão é que existam novos fornecimentos ainda no segundo semestre de 2016. BORRACHAAtual - 47


Notas de Feiras & Eventos 20º Encontro Anual da Indústria Química – ENAIQ 2015 A Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química recebeu o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, e o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, na 20ª edição do ENAIQ – Encontro Anual da Indústria Química, realizado no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo, em 11 de dezembro. O ENAIQ 2015 contou com a apresentação do ministro Armando Monteiro, que falou aos presentes que o Brasil se caracteriza por seu empreendedorismo e dinamismo e, neste cenário, a indústria tem um papel importante para o desenvolvimento do PIB nacional. “Acredito que crescer por meio da indústria é a melhor forma para um País crescer”, enfatizou. O ministro Monteiro lembrou também que não existe país desenvolvido sem uma indústria forte. Já o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, enfatizou que a indústria química é um setor importante para a macroeconomia e que muitas transformações foram feitas para gerar energia em maior quantidade e menor custo. “Estamos recuperando as bacias hidrográficas que formam a ‘caixa d’água’ do Brasil e, ao mesmo tempo, efetuando a alteração do perfil da matriz elétrica agregando a energia eólica, que passou a ser um sucesso nos leilões de energia”, informou. O ministro Braga também declarou que o Ministério de Minas e Energia está empenhado em encontrar alternativa que ofereça preço competitivo para a indústria química. O deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS), que é presidente da Frente Parlamentar da Química, contou sobre o trabalho desenvolvido pelo grupo no Congresso Nacional para garantir a competitividade do setor. “A frente trabalha para ser uma divulgadora das boas práticas e dos produtos que a química cria para a sociedade tornar a vida da sociedade melhor”. O então ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participou do evento por meio de um vídeo produzido exclusivamente para os participantes do ENAIQ. Em seu depoimento, explicou que o governo trabalha para estabelecer a situação fiscal e criar confiança nas empresas e sociedade, gerando demanda no mercado e criando condições para um crescimento robusto e sustentável. Levy destacou ainda a importância do Programa Atuação Responsável® – iniciativa voluntária da indústria química, gerenciada no Brasil pela Abiquim – para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Desempenho da indústria - Outro destaque do ENAIQ foi a divulgação do Desempenho da Indústria Química Brasileira em 2015, apresentado pelo presidente do Conselho Diretor 4848-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

da Abiquim, Carlos Fadigas. A indústria química brasileira deverá encerrar 2015 com um faturamento líquido de US$ 112,4 bilhões, segundo estimativa da Abiquim para segmentos de produtos químicos de uso industrial e associações específicas dos segmentos de produtos farmacêuticos; fertilizantes; higiene pessoal, perfumaria e cosméticos; defensivos agrícolas; sabões e detergentes; tintas, esmaltes e vernizes e fibras artificiais e sintéticas. O faturamento estimado para o ano passado é 23,3% inferior ao registrado em 2014, quando a indústria química faturou US$ 146,6 bilhões. Entre os segmentos, o destaque é o de Produtos Químicos de Uso Industrial – acompanhado pela Abiquim, que deverá encerrar 2015 com um faturamento de US$ 54,9 bilhões. Apesar da queda no faturamento, a indústria química ainda representa 9,74% de toda a indústria de transformação brasileira, o que a coloca na quarta maior participação no PIB industrial do País. Já o déficit da balança comercial de produtos químicos deverá encerrar o ano em US$ 26,5 bilhões, resultado de importações de US$ 39,6 bilhões em produtos químicos e exportações de US$ 13,1 bilhões. O recuo de quase US$ 5 bilhões no déficit poderia ser comemorado, não fosse o forte declínio da maior parte da atividade interna do País. Carlos Fadigas contou que, neste cenário, é necessário olhar adiante, mas para isso é preciso reduzir a instabilidade e as incertezas. O executivo lembrou que o País tem uma indústria química forte, a sexta maior do mundo, e recursos naturais para crescer, “mas é preciso reter os recursos naturais e transformá-los para promover o crescimento da indústria, como é feito nos Estados Unidos, China e Índia”. O presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, também ressaltou os recursos naturais como petróleo, gás, a biodiversidade e minerais. “Além disso, temos profissionais capacitados que fazem acreditar que o setor vai se desenvolver”, completa. O evento contou ainda com a presença do professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Sérgio Besserman Vianna, que apresentou a palestra “A Química como Líder do Desenvolvimento Sustentável”. Sua apresentação abordou temas relativos à COP-21. O ENAIQ também promoveu um debate sobre as soluções da indústria química para um futuro sustentável, com a participação do diretor de Operações da Mercedes Benz, Wolfgang Hänle, do membro do Comitê Executivo da Solvay, Pascal Juéry, e do COO da BKO Incorporadora e Construtora, Mario Giangrande. Na sequência, Paul Hodges, presidente da International eChem e consultor da ICIS, ministrou a palestra “Matériasprimas x Petroquímica: perspectiva de mercado”.


Durante o evento, a Abiquim e o Senai assinaram um acordo de cooperação que promoverá o fortalecimento das relações institucionais por meio de intercâmbio de informações, realização de estudos, eventos e ações para promover assuntos de interesse comum em prol da inovação industrial para a indústria química. O acordo foi assinado pelo presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, pelo diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro. Também durante o evento, foi realizada a cerimônia de entrega dos troféus aos vencedores do Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia 2015, que prestigia a PD&I, reconhecendo projetos de inovação tecnológica na área química que demonstrem inventividade e criatividade. Neste ano, pela categoria Startup, a empresa Ipol Nanotecnologia recebeu o prêmio pelo projeto “Polímeros de alto desempenho aditivados com nanomateriais de carbono”. Pela categoria Empresa, a Oxiteno e o Instituto Nacional de Tecnologia (MCTI) foram os vencedores com a “Produção Biocatalítica de Ésteres”. Finalmente, pela categoria Pesquisador, o trio formado pela professora Vanderlan da Silva Bolzani, professor João Batista Calixto e professora Maria Luiza Zeraik conquistou o Prêmio com o projeto “Utilização sustentável da polpa dos frutos de umbu e umbu-cajá: produtos naturais fenólicos de alto valor agregado para a indústria de cosméticos com propriedades antienvelhecimento”. Alunos vencedores das Olimpíadas de Química também receberam uma homenagem e entrega de medalhas.

Mecânica 2016 terá maior fabricante de robôs do mundo Com atuação principalmente nos segmentos automotivo, motociclístico e de equipamentos e veículos agrícolas, a Yaskawa Motoman é expositora confirmada da Feira da Mecânica 2016, que acontece de 17 a 21 de maio no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Maior fabricante de robôs do mundo, a presença da empresa na Mecânica vai ao encontro da proposta da maior feira de bens de capital da América Latina: trazer os mais avançados produtos e sistemas em robótica e manufatura digital para o mercado brasileiro. Em julho de 2015, a revista Automation News apresentou mapeamento mundial de robôs instalados, e a empresa figurava em primeiro lugar, com 300 mil robôs em todo o mundo, cerca de 26% do mercado mundial. Com um século de existência comemorado neste ano, fábricas no Japão e China e presença em 28 países,

a Yaskawa quer promover a robotização da indústria brasileira, de acordo com o gerente geral da empresa no Brasil, Icaru Sakuyoshi. “Hoje em dia a concorrência é global, e a indústria local compete com outras plantas em qualquer parte do mundo. Por isso, a baixa produtividade da indústria nacional e o elevado custo da mão de obra são fatores que nos tornam pouco competitivos. Ser competitivo é apostar na automação”. “O Brasil representa um enorme potencial para nosso grupo – prossegue Sakuyoshi - haja vista a baixa densidade de robôs que possuímos aqui. Hoje, a indústria brasileira tem implantado menos de 10 robôs por 10 mil trabalhadores. Para termos uma dimensão desse potencial, basta olhar para os números dos países mais robotizados no mundo. A Coreia do Sul, por exemplo, tem uma densidade de 450 robôs para cada 10 mil trabalhadores; no Japão, essa proporção é de 320; na Alemanha, 280 e nos Estados Unidos, 150. Estamos muito abaixo. Nossa opinião é que a indústria brasileira caminha para corrigir essa ‘miopia’, e enxergará qual o caminho a ser trilhado para voltar a ser produtiva e competitiva. Estamos prontos para auxiliá-la em seus processos de automação e robotização”. A indústria nacional ainda engatinha, não despertou para a necessidade de implantação massiva de robôs em suas linhas de produção, enquanto países como China e EUA investem pesadamente em robotização, cada qual instalando anualmente algo em torno 35 mil e 25 mil robôs respectivamente. No Brasil, não chegamos a 1.500 por ano!” Para maio do ano que vem, Sakuyoshi adianta que toda a nova geração de robôs Yaskawa estará presente na feira, assim como uma nova tecnologia de sistema robotizado de corte por ultrassom. A Feira da Mecânica chega à sua 31ª edição em 2016. A entrada é gratuita para profissionais do setor, que podem fazer o credenciamento online e imprimir a credencial em casa, antes de chegar ao evento. O credenciamento pode ser feito no link: http://www.mecanica.com.br/Credenciamento/ Credenciamento-de-Visitantes/ A Reed Exhibitions Alcantara Machado espera um público qualificado de 90 mil visitantes/compradores que entrarão em contato com as mais modernas tendências em máquinas, equipamentos e sistemas de manufatura industrial. Em sua última edição, em 2014, a Mecânica obteve 98% de satisfação de visitantes e expositores, com base em uma pesquisa aplicada durante a feira. Serviço: 31ª FEIRA INTERNACIONAL DA MECÂNICA Data: 17 a 21 de maio de 2016 Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana – São Paulo/SP – Brasil http://mecanica.com.br BORRACHAAtual- -49 49 BORRACHAAtual


Notas de Feiras & Eventos Feiplastic 2017 terá vantagens para expositores e compradores Empresários, representantes da cadeia industrial e imprensa estiveram presentes no lançamento da Feiplastic 2017 – Feira Internacional do Plástico, no Hotel Renaissance, em São Paulo. A feira, maior evento do setor de transformação do plástico em toda América Latina, já tem data para acontecer: 3 a 7 de abril de 2017, ocupando 85 mil m2 do Pavilhão de Exposições do Anhembi. A Feiplastic reunirá segmentos como máquinas, equipamentos e acessórios, moldes e ferramentas, resinas, instrumentação, controle e automação; serviços e projetos técnicos; produtos básicos e matérias-primas; transformadores de plástico e reciclagem. De acordo com a organizadora do evento, Reed Exhibitions Alcantara Machado, a antecipação do evento para abril de 2017 visa integrar a feira ao calendário internacional dos principais eventos do setor pelo mundo, facilitando a atração de visitantes compradores internacionais à Feira, principalmente da América Latina “A indústria de transformação do plástico reúne no Brasil 12.500 empresas, emprega cerca de 350 mil pessoas e é um dos cinco maiores setores industriais no país, disse o presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), José Ricardo Roriz, dando dimensão da importância desse setor para a economia nacional. É uma indústria que valoriza seus profissionais, e que tem na Feiplastic a chance de encontrar toda sua cadeia industrial. Por isso, a feira é o momento em que as decisões de investimento são tomadas”. Roriz destacou ainda que Abiplast tem contrato com a Reed Exhibitions até 2025. “Cada edição tem sido melhor que a anterior, graças à integração das equipes Reed e Abiplast”. A Feiplastic também tem adesão do Siresp - Sindicato das Indústrias de Resina do Estado de São Paulo, entidade que representa os interesses de seus associados e trabalha pelo crescimento, integração e aperfeiçoamento da indústria petroquímica e do plástico no Brasil. Entre as empresas associadas ao sindicato está a Braskem, referência deste setor na América Latina e um dos principais players mundiais nesta área. “Trata-se do principal evento da cadeia do plástico no país e tem proporcionado ótimas oportunidades de negócio ao setor. Por isso, reforçamos nossa presença na próxima edição do encontro”, ressalta presidente da Siresp e vice-presidente da Braskem, Luciano Guidolin.

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Paulo Octávio Pereira de Almeida, vice-presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, apresentou números de satisfação dos expositores e visitantes da última edição da feira, em 2015. Segundo ele, 91% dos expositores pretendiam participar da próxima Feiplastic, enquanto 96% dos visitantes disseram que acreditavam comparecer ao evento em sua edição seguinte. “A feira pode ser considerada um termômetro do mercado, e todas as tendências e expectativas apontam que, até 2017, a economia brasileira já estará em outro momento. Acreditamos que a cadeia do plástico irá se beneficiar das melhoras econômicas. A Feiplastic é um evento focado em negócios, inovação, novos produtos e tecnologias que podem despertar o espírito empreendedor em quem expõe e em quem visita”. Em 2015, a feira reuniu 1.400 marcas - mais de 200 novas - e mais de 66 mil visitantes. Para sua edição 2017, a Reed Exhibitions Alcantara Machado já prevê visitação de 70 mil compradores no espaço total do Pavilhão do Anhembi. A organizadora e promotora da feira também aumenta agora em 150% seu investimento em publicidade para a próxima edição da feira, garantindo que todos os potenciais visitantes/compradores possam entrar em contato com a Feiplastic. Serviço: Feiplastic 2017 – Feira Internacional do Plástico Data: de 3 a 7 de abril de 2017 Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana – São Paulo SP Mais informações: www.feiplastic.com.br

Armacell no XVII Sannar Ponto de encontro dos profissionais do setor de HVAC-R, o XVII Sannar – Salão Norte Nordeste de Ar Condicionado e Refrigeração, apresenta as boas práticas de engenharia em eficiência energética. Durante o evento, que esse ano acontece em Fortaleza, entre 30 e 31 de março, a Armacell destaca seus desenvolvimentos mais recentes aos profissionais que especificam, instalam e tomam as decisões referentes à utilização de sistemas com essa finalidade. De acordo com Antonio Borsatti, engenheiro de Produtos e Aplicação da Armacell, o uso de ar-condicionado em edificações comerciais (aeroportos, hospitais, hotéis, shopping center) pode representar de 30% a 70% do consumo de energia, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país. “A linha de isolantes térmicos Armaflex® têm como característica


a alta resistência a difusão de vapor e água. Outros tipos de materiais encontrados no mercado podem encharcar e acumular água com o tempo”. Entre as novidades da linha de produtos da Armaflex® marca líder global em isolamento térmico flexível – está a nova tinta Armaflex Finish. Indicado para proteção de isolamentos térmicos, contra os efeitos das intempéries e dos raios UV, o produto, mantém sua elasticidade permanentemente acompanhando as movimentações do isolamento térmico sem sofrer danos, além de proteger de maneira eficaz os isolantes Armaflex e Armaduct. A nova tinta vem em embalagens de 3,6 L e possui rendimento de 6 m² por litro por demão aplicada. A proteção anti-microbiana Microban é outro diferencial exclusivo do sistema Armaflex que, além de evitar problemas relacionados à contaminação por fungos ou bactérias que possam proliferar no isolamento térmico quando há umidade, a proteção contribui para o aumento da vida útil do material isolante protegendo-o do ataque desses microorganismos. O tema Eficiência energética e controle de condensação com sistema de isolamento térmico Armaflex também será apresentado na palestra do engenheiro Antonio Borsatti. “O evento traz uma oportunidade ímpar de entender melhor as características e dificuldades do mercado local para aplicações em sistemas de HVAC-R, permitindo que novas ferramentas e produtos sejam desenvolvidos”. A empresa tem um serviço de capacitação e formação de mão de obra no Brasil e países vizinhos – o Programa Internacional de Treinamento e também oferece um serviço de apoio técnico a projetistas, engenheiros e instaladores, atendido pelo Departamento de Engenharia de Aplicação da Armacell. Serviço: XVII Sannar – Salão Norte Nordeste de Ar Condicionado e Refrigeração Data: 30 e 31 de março de 2016 Local: Praia Centro Hotéis - Fábrica de Negócios Av. Monsenhor Tabosa, 740 - Praia de Iracema - Fortaleza/CE Mais informações: (11) 3726-3934

Bons negócios calçadistas na GDS 2016

tradicionais feiras calçadistas do mundo, realizada em Düsseldorf, na Alemanha, comemoram quase U$ 4 milhões em negócios imediatos. A participação na feira, promovida entre os dias 10 e 12 de fevereiro, fez parte do projeto Export Thinking, realizado pelo Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para a gestora de Projetos da Abicalçados, Roberta Ramos, a participação brasileira foi positiva. Segundo ela, apesar de visitação menor, negócios foram efetivados. “Apesar da baixa visitação, a feira se mostrou positiva para nossos expositores, que alcançaram bons resultados, esforço das empresas junto a compradores com quem já mantinham relacionamento”, avalia a gestora. Nesta edição da GDS, as 25 marcas brasileiras comercializaram 334 mil pares por US$ 3,8 milhões, 26% mais do que na mostra de fevereiro do ano passado. Para os próximos seis meses, em negócios alinhavados durante a feira alemã, são estimados mais US$ 11,8 milhões. Além do bom volume de negócios realizados na GDS, representantes da Abicalçados se reuniram com diretores da Garant, um dos principais grupos de compra da Alemanha. Com mais de 9 mil sócios, entre lojistas de calçados da Alemanha e países próximos, o grupo ficou interessado nos produtos brasileiros. Export Thinking - A participação do Brazilian Footwear na Alemanha englobou, além da GDS, um seminário preparatório para as marcas brasileiras participantes e um evento de relacionamento com a imprensa local. Durante o seminário, foram realizadas palestras de Niek Jansen, CEO da Rexor Group, e de Claudia Schulz, relações públicas do Deutsch Schuh Institut. O bate-papo contou com uma apresentação sobre os diferenciais do mercado alemão e seguiu com o tema de tendência de consumo e moda. Jansen falou sobre o funcionamento da Rexor Group, dos seus associados, e da necessidade de adaptar a fôrma do calçado brasileiro para o pé do alemão. “Sabemos que essa adaptação iria refletir em investimentos e entendemos que isso não é viável para muitos. Mas é um esforço importante para conquistar os compradores daqui, que são exigentes, porém fieis e não ficam restritos a preços”, destacou o CEO da Rexor Group, um dos principais consórcios de calçados na Alemanha. A empresa já trabalha com algumas companhias brasileiras e vê potencial no produto made in Brazil.

As 25 marcas brasileiras participantes da GDS - Global Destination for Shoes and Accessories, uma das mais

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Frases & Frases “Se você disser que tem elefantes voando no céu, as pessoas não vão acreditar em você. Mas se você disser que tem quatrocentos e vinte e cinco elefantes no céu, as pessoas provavelmente acreditarão em você.” Gabriel García Márquez

“Confie na incerteza, ela te conduzirá à claridade.” Joanna Swanger

“Se você quiser ter boas ideias, você tem que ter várias ideias. A maioria delas estará errada e o que você tem que aprender é quais delas descartar.” Linus Pauling

“Felicidade é um presente e o truque é não esperá-la, mas aproveitá-la quando ela chegar.” Charles Dickens

“’Isso depende’ é quase sempre a resposta certa para qualquer grande questão.” Linus Torvalds

“Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la.” Cícero (escritor romano)

“Escolher seu tempo é ganhar tempo.” Francis Bacon

“Tudo o que precisa é do amor. Mas um pouco de chocolate de vez em quando não faz mal para ninguém.” Charles M. Schulz

“É fácil prever o futuro quando se está distante da realidade.” Tony Flags

“Quem mal lê, mal ouve, mal fala e mal vê.” Monteiro Lobato

“Mesmo uma moderna tecnologia não superauma velha sabedoria.” Charles Bright

“Faz parte de uma boa educação saber quando é oportuno ser mal-educado.” Joan Fuster 53- BORRACHAAtual

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Matéria Técnica

Coloração de Compostos de Borracha Luis Tormento

Muitas pessoas trabalham por anos fabricando compostos

corresponde aos comprimentos de onda (ou frequências) do

de borracha, mas não chegam a entender completamente

feixe de luz que não são absorvidos pelo objeto; isto é, todos

a interação dos diferentes componentes e sua ação nas

os comprimentos de onda são absorvidos, exceto aquele que

propriedades físicas ou coloração de um composto.

corresponde à cor do objeto.

Lembramos que, mesmo os compostos mais simples feitos

Sabemos que um feixe de luz pode decompor-se em um

com negro de fumo, possuem variações na sua coloração

prisma, por exemplo, em todas as cores do espectro visível.

devido ao tamanho e estrutura das partículas dos diferentes

A cor branca pode ser considerada como o resultado da

negros de fumo. Neste artigo tentaremos descrever esta

sobreposição de todas as cores ditas primárias - o vermelho,

interação com a cor e as propriedades físicas.

o amarelo e o azul. As cores primárias não são decompostas em outras cores. A cor preta pode ser considerada como a ausência de todas as cores.

A percepção da cor As cores que são percebidas pelo olho humano dividem-se A percepção da cor depende de três fatores: a fonte de luz, o

em três tipos, aos quais correspondem, obviamente, três

observador e o objeto. A fonte pode ser a luz do dia (natural ou

comprimentos de onda. Na nossa retina temos cones sensíveis

artificial), fluorescente branca ou mesmo de raios ultravioleta

às cores azul e violeta (cones B – de “blue”), verde e amarelo

ou luz negra. Cada uma das diferentes fontes pode afetar

(cones G, de “green”), e vermelhos e laranja (cones R, de “red”).

drasticamente a cor que se percebe, pois a percepção será diferente para cada fonte de luz.

Os sistemas de cores organizam informações sobre a percepção cromática humana. Existem vários sistemas de

Para os seres humanos, a cor é a percepção visual provocada

cores, que têm evoluído ao longo dos tempos.

pela ação de um feixe de luz que é refletido de um determinado objeto sobre determinados tipos de células que existem na

O sistema clássico, criado por Newton no princípio do século

retina. Esta percepção é processada pelos nervos ópticos e é

XVIII, é conhecido como “sistema RYB” e ainda é aplicado

transmitida para o sistema nervoso central.

em pintura. As letras RYB correspondem às cores primárias: vermelho (Red), amarelo (Yellow) e azul (Blue). Com estas

Um feixe de luz visível pelo olho humano comporta uma

cores primárias é possível – teoricamente e em combinações

determinada gama de comprimentos de onda do espectro

adequadas – reproduzir qualquer outra cor.

eletromagnético, que varia entre 380 nm -comprimento de onda da cor violeta- e 740 nm -comprimento de onda da

Um outro sistema é conhecido atualmente pela sigla CMYK,

(1 nm = 1 nanómetro = 1.10-9 metros), que

em que as letras correspondem às seguintes cores: Ciano

correspondem às frequências de 790 THz e 405 THz (1THz = 1

(Cyan), Magenta (Magenta), Amarelo (Yellow) e preto

Tera Hertz = 1012 Hz), respectivamente.

(BlacK). Este sistema é baseado nas três cores primárias

cor vermelha-

propostas por Goethe, no princípio do século XIX, na sua obra Os comprimentos de onda inferiores a 200 nm correspondem

Theory of Colours – cores púrpura, azul celeste e amarelo,

às radiações não visíveis -ultravioletas, raios X, raios γ e

posteriormente convertido no sistema CMY (Cyan, Magenta

raios cósmicos; os comprimentos de onda superiores a 1000

e Yellow) e mais tarde, adaptado e modificado pelo Deutsches

nm correspondem a radiações, igualmente não visíveis-

Institut für Normung (DIN), tendo então sido adicionada a cor

infravermelhas, micro-ondas e ondas de rádio (FM, ondas

preta (CMY + K = CMYK). Este sistema foi muito utilizado na

curtas, médias e compridas)

indústria gráfica, até ser criado o sistema Pantone.

Ao final, a percepção da cor de um determinado objeto

O primeiro sistema Pantone foi criado em 1963, pela empresa

54- BORRACHAAtual


americana com o mesmo nome, sediada em New Jersey.

x = A/(A+B+C) ; y = B/(A+B+C) e z = C/(A+B+C)

O sistema inicial evoluiu para um sistema com seis cores primárias, chamado de Pantone Hexachrome. As cores são as

Obviamente:

quatro cores do sistema CMYK, mais a cor verde e a cor laranja. Por esta razão, o sistema Pantone é também conhecido por sistema CMYKOG. O sistema Pantone Hexechrome também é muito utilizado na indústria gráfica. A Colorimétrica é o ramo da Óptica que tem por objetivo o estudo das cores, o estabelecimento dos parâmetros para as definir e o desenvolvimento dos métodos utilizados para as quantificar, medir e analisar. A CIE – Comissão Internacional de Iluminação (CIE – Comission Internationale de L’Eclairage), em 1931, propôs um método para representação de cores, utilizando as cores básicas, vermelho (Red), verde (Green) e azul (Blue), tomando por base a tricromacia da retina humana e adoptou curvas padrão para a determinação de cores. Este método ficou denominado RGB (iniciais de red, green e blue). São três os parâmetros utilizados para definir a cor: o brilho, a tonalidade e a saturação, que passamos a analisar.

As cores verde, vermelho e azul, correspondentes aos seguintes parâmetros x e y:

Brilho ou Luminosidade: corresponde à intensidade luminosa da cor (cores claras e cores escuras). No limite, uma alta luminosidade corresponde à cor branca e uma baixa luminosidade corresponde à cor preta. Tonalidade ou Matiz: corresponde à intensidade espectral, ou seja, ao comprimento de onda dominante. Saturação: corresponde à pureza da cor, isto é, a sua pureza espectral. Uma cor com alta saturação é uma cor bem definida dentro da sua faixa espectral. Uma cor com baixa insaturação é uma cor indefinida, a qual lhe corresponde uma ampla faixa espectral, tendendo, no limite, para a cor branca (abrangendo

O valor do parâmetro z é a diferença para a unidade da soma

todo o espectro de luz visível).

x+y.

Estes parâmetros, em língua inglesa, correspondem às iniciais

Estes três parâmetros definidores da cor são denominados

HSB (Hue – matiz;

Saturation – saturação e Brightness

“tristimulus”. Os valores tristimulus de uma determinada

– brilho. Também são utilizadas HSV, tendo H e S a mesma

cor representam as quantidades necessárias das três cores

simbologia e a letra V corresponde a Value (valor). Estes

primárias – azul, vermelho e verde – necessárias para se obter

parâmetros permitem estabelecer o sistema de cores, que

essa cor, neste modelo de cores aditivas. Modelo também

definem o espaço de cor.

designado por “Espaço cor CIE 1931 X, Y, Z”

Se designarmos por A, B e C as quantidades das três

Neste modelo, as cores mais claras apresentam maior brilho,

cores básicas (vermelho, amarelo e verde), as respectivas

o que é devido ao efeito combinado de brilho e tonalidade.

proporções serão x, y e z, sendo: BORRACHAAtual - 55


Matéria Técnica O efeito combinado de tonalidade

Em borracha é sobretudo utilizado o sistema RAL clássico, do qual se mostram

e saturação corresponde ao que

algumas cores na Tabela 1.

pode chamar-se intensidade da cor. Uma outra grandeza é a chamada densidade de cor; esta é uma medida do grau de opacidade do objeto em combinação com a intensidade da cor (tem a ver com o poder de absorção de luz por parte do objeto). Os técnicos de borracha responsáveis pela

elaboração

de

formulações

deparam-se em muitas situações com compostos

de

borracha

coloridos,

opacos ou translúcidos. A coloração dos compostos de borracha é uma tarefa muito delicada, uma vez que exige grande experiência e um elevado grau de intuição. As tonalidades são muitas e o técnico tem de recorrer, na maior parte das vezes, à mistura de diversos pigmentos corantes. Esta tarefa é designada por “afinação” de cores. Em 1927 foi criado, pela primeira vez, na Alemanha, um sistema de codificação de cores, que possuía 40 cores padrão. Entretanto foram desenvolvidas variantes: • Sistema RAL Clássico: este sistema evoluiu das 40 cores iniciais para as 195 cores que possui atualmente. As cores são identificadas por um sistema de 4 dígitos. • Sistema RAL F9, criado em 1984, que abrange 3 cores (é utilizado para sistemas de camuflagem); • Sistema RAL Design, criado em 1993; comportava

1688,

posteriormente

reduzidas a 1625. As cores são identificadas por 7 dígitos - os 3 primeiros e indicam a tonalidade, os 2 seguintes o brilho e os 2 restantes a saturação; • Sistema RAL Digital: sistema relativamente recente, criado em computador, nomeadamente para sistemas CAD. Possui 1882 cores. 56- BORRACHAAtual


Escolha do Pigmento e Tipo

• Quais são as restrições de custo?

Em artefatos de borracha, a cor é basicamente conferida pela

O ideal seria a cor perfeita com a longevidade infinita. No

utilização de pigmentos ou corantes, ou uma combinação

entanto, a seleção do pigmento é sempre um compromisso

de ambos. Corantes são materiais solúveis, que são caros,

difícil. Quanto melhor estas questões forem respondidas,

usados em baixas cargas e tendem a exsudar ou migrar para

maior será a taxa de acerto inicial. Existem numerosos

fora de compostos de borracha. Os pigmentos são partículas

exemplos onde a cor da peça foi insatisfatória, porque os

discretas insolúveis, usados para materiais coloridos. Por

verdadeiros requisitos de uso foram indevidamente definidos.

causa das questões de migração com corantes, pigmentos

Somente aqueles que estão envolvidos na ciência da cor no

são usados quase exclusivamente para colorir composto de

dia a dia podem eficientemente combinar cor, que combina

borracha -este artigo será limitado à discussão de pigmentos.

cor, desempenho e custo.

Os pigmentos podem ser divididos em dois grupos: orgânicos e

Talvez uma aplicação tenha sido rotulada como uma aplicação

inorgânicos. A definição clássica de orgânico, é que ele contém

externa quando na realidade era subterrânea ou sob o capô.

carbono. Os corantes inorgânicos são normalmente óxidos

Se um pigmento de custo mais baixo é suficiente, então ele

metálicos e não contêm carbono. Ao selecionar pigmentos, é

pode ser usado, mas somente se os requisitos de serviço do

útil ter uma compreensão básica das propriedades típicas de

produto final estão claramente definidos.

cada um desses grupos. Pigmentos inorgânicos, tais como o

Atualmente, no setor de borracha o sistema “dry color” é o

titânio ou óxido de ferro, são tipicamente baratos, estáveis a

mais utilizado, ou seja, os pigmentos e corantes são adicionados

luz e calor e de fácil dispersão. A principal desvantagem com

ao composto de borracha na forma de pó ou grânulo secos.

os pigmentos inorgânicos são os tons amarronzados. Como

Problemas de produção com cores

a cor é muito importante para a comercialização de muitos

Muitas vezes, quando a cor de uma peça está fora das

produtos, e um amarronzado pode não ser aceitável, então a

especificações, o fornecedor é sempre o culpado. Nem sempre

opção é usar pigmentos orgânicos. Os pigmentos orgânicos

isto é correto; é importante compreender como outras escolhas

são geralmente mais caros, não são estáveis ao calor e luz,

também podem afetar a cor de um composto. Na sempre

e alguns são muito difíceis de dispersar. O principal benefício

presente batalha para diminuir o custo de matérias-primas, a

dos corantes orgânicos é a capacidade de transmitir cores

introdução de uma nova matéria-prima pode ser a causa da

brilhantes e vibrantes para o composto.

variação de cor no composto. Por exemplo, o pensamento de

Seleção do Pigmento A melhor fase para selecionar um sistema de pigmento é durante a fase inicial de desenvolvimento do composto. Infelizmente a pigmentação é definida tardiamente. A seleção do pigmento requer um conhecimento profundo dos requisitos das aplicações finais. Para selecionar corretamente o sistema de pigmento, as seguintes perguntas devem ser respondidas corretamente: • Qual é a cor desejada e quão crítica ela é? • Existem requisitos contra U.V? Ou seja, será uma aplicação interna (indoor) ou externa (outdoor)? • Quais temperaturas de processamento serão utilizadas durante a fabricação do produto, e por quanto tempo este produto vai ser exposto a essa temperatura? • É esta uma aplicação de contato com alimentos? • É necessário estar livre de metais pesados? • Qual é a expectativa de vida deste produto? Um dia? Vinte anos? Às vezes a cor é importante apenas para a decisão inicial no ponto-de-venda, e se ele desaparece ou muda de cor depois disso, não é um motivo de preocupação. Um brinquedo de USD 1, ou um automóvel de USD 30000.

que argila é um enchimento barato. Mas qual é o brilho desta argila em relação ao que foi usado no mês passado ou no ano passado? As matérias-primas permaneceram consistentes, quanto a granulometria e cor? Outra área em avaliação está no processamento, tempo e temperatura. Na busca de ciclos de mistura cada vez mais rápidos, a temperatura foi aumentada para acelerar a reação de cura? Pode ser muito interessante ter um composto sob controle e compará-lo com lotes anteriores. Será que a variação de temperatura afeta a cor? As matérias-primas mudaram? Todas estas variáveis causam variação na cor. É possível mascarar estas mudanças, mas isto em maior nível de utilização leva ao aumento de custos. Certifique-se de avaliar todas as variáveis quando olhar para a variação de cor. Verifique a consistência do fabricante do pigmento/corante com os Certificados de análise e testes de entrada da cor. Referências Bibliográficas 1. Reviewing science of coloring rubber compounds - W. Mark Stewart - Rubber & Plastics News - June 26, 2006 2. Coloração de borrachas com pigmentos – Revista Borracha Atual 3. Coloração de compostos de borracha – www.ctborracha.com 4. Coloring silicone rubber – Holland colours BORRACHAAtual - 57


Classificados

LT QUÍMICOS

Atuando nos mercados de Borracha e Plástico.

Trabalhando com uma ampla linha de produtos: -

Poliuretanos Sólidos para revestimento de cilindros, petróleo e calçados. Mídias para rebarbação criogência de peças de borracha. Mídias para limpeza de moldes. Equipamentos para rebarbação criogênica e para limpeza de moldes. Aditivos para PVC. Negro de fumo. Óxido de zinco ativo e nano óxido de zinco Av. Pedro Severino Jr. 366 - cj. 35 - São Paulo/SP info@ltquimicos.com.br - www.ltquimicos.com.br Tel: (11)

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5581.0708


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2016

MARÇO 04 e 05.03 • Curso AeroDesign ; Curso Veículos Elétricos e Híbridos Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

07.03 • Moldagem de borracha - Concord, NC / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

ABRIL 02.04 • Curso Embreagem Veicular Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

02.04 • Tecnologia da Extrusão de Compostos de Borracha. Informações: FLEXLAB pelo tel. (11) 2669 5094; e-mail: flexlab@flexlabconsultoria.com.br ou acesse www.flexlabconsultoria.com.br

09 a 11.03 • GRTE 2016 - Global Rubber, Látex & Tire Expo 2016 - BITEC, Bangkok/TAILÂNDIA Informações: a TechnoBiz & CURC pelo tel: 66-2-933 0077, fax: 66-2-955 9971, e-mail: enquiry@rubbertechnology-expo.com ou acesse www.rubbertechnology-expo.com / www.grte-expo.com

04 e 05.04 • Curso Análise de Riscos de Projetos Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

11.03 • Reometria - Aula Teórica e Prática - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

04 a 06.04 e 07.04 • Intermediário a Avançado Compondo e Teste de Borracha - Akron, OH / Rubber Division ACS (Akron, OH & Cuyahoga Falls, OH) Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber. org/upcoming-training

12.03 • Curso Otimização da Performance dos Motores de Combustão Interna Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

08 a 16.04 • Curso Eletrônica embarcada de sistemas automotivos e sistemas eletrônicos veiculares Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

15 a 17.03 • Introdução à Composição, Teste e Mistura de Elastômeros - Akron, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

11 e 12.04 • Curso Aerodinâmica Veicular Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

17.03 • Curso Prático de Mistura Informações: FLEXLAB pelo tel. (11) 2669 5094; e-mail: flexlab@flexlabconsultoria.com.br ou acesse http://www.flexlabconsultoria.com.br

12 e 14.04 • Forneça para Cadeia Automotiva - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

19.03 • Curso Otimização da Performance dos Motores de Combustão Interna Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

19.03 • Curso Embreagem Veicular Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

14.04 • Introdução à Tecnologia da Borracha para Não-Tecnólogos - Fort Wayne, IN / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber. org/upcoming-training

16.04 a 07.05 • Curso Transmissão Mecânica Manual Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

21 e 22.03 • Curso D-FMEA - Análise do Modo de Falha e seus Efeitos para Projetos (Conforme Manual AIAG – 4ª Edição) Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

18 a 21.04 • 189 Reunião Técnica & Simpósio de Educação - Hilton Palacio Del Rio em San Antonio, TX / EUA Informações: www.rubber.org/189th-technical-meeting-educational-symposium ou contate Linda McClure pelo tel 330.972.7978 ou lmcclure@rubber.org

29 e 30.03 • Curso Vibrações e Ruídos Veiculares Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

19 a 21.04 • Primavera Simpósio de Educação / Rubber Division ACS: Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

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BORRACHAAtual - 57


19.04 Introdução à Tecnologia da Borracha para Não-Tecnólogos Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training 20 e 21.04 Elastômeros para ambientes agressivos Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training 19 a 21.04 • TIRE RECYCLING WORLD section – at the 2016 North American Tire & Retread Expo - Ernest N. Morial Convention Center, New Orleans - Lousiana / EUA Informações: acesse www.usatireexpo.com ou Tel: +1 786-293-5186 e: info@usatireexpo.com 27 e 28.04 • Formação de Carbono Preto & Tour - Co-patrocinado pela Sid Richardson de carbono - Addis, LA / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

12 e 13.05 • Formação de Vendedor Técnico para o Mercado de Borracha - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

14.05 • Curso Lubrificantes e Lubrificação Automotiva Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

MAIO

21.05 • Curso Sistema Diferencial, Caixa de Transferência e Eixo Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

03 a 07.05 • FEIMEC - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos - São Paulo Expo Exhibition & Convention Center - São Paulo/ BRASIL Informações: www.feimec.com.br

24 a 27.05 • RUBBERTECH EUROPA 2016 e REIFEN 2016 – Essen / ALEMANHA Todas as informações nos sites: http://www.rubbertecheurope.de e http://www.reifen-messe.de/for-visitors

03.05 • Fundamentos de Tecnologia da Borracha; Silicone Rubber Chemistry and Technology Akron, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber. org/upcoming-training

04.05 • Mixing Compound e Consistência; Estabelecimento de um Processo de Borracha Molding Akron, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

04 a 06.05 • Curso Conceitos Gerais sobre Torque, Processos de Aperto e Metodologia para Controle do Torque Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

07.05 • Injeção de Compostos de Borracha Informações: FLEXLAB pelo tel. (11) 2669 5094; e-mail: flexlab@flexlabconsultoria.com.br ou acesse www.flexlabconsultoria.com.br

07.05 • Curso Lubrificantes e Lubrificação Automotiva Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

09 e 10.05 • Projeto de Experimentos - Akron, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

11 e 12.05 • Projeto de Borracha Dinâmica - Akron, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

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JUNHO 04.06 • Curso Sistema Diferencial, Caixa de Transferência e Eixo Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

09 e 10.06 • Propriedades Físicas: Significado e Prática Informações: FLEXLAB pelo tel. (11) 2669 5094; e-mail: flexlab@flexlabconsultoria.com.br ou acesse www.flexlabconsultoria.com.br

10.06 • Adesão Borracha Metal - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

13.06 • Noções Básicas de Silicone - St. Simons Island, GA / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

17 e 18.06 • Curso Métodos dos Elementos Finitos Aplicados a Indústria Automotiva Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

18 e 25.06 • Curso Junta e Árvore de Transmissão Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

28 a 30.06 • EXPOBOR - 12ª Feira Internacional de Tecnologia em Borrachas, Termoplásticos e Máquinas - Expo Center Norte, em São Paulo - São Paulo/ BRASIL Informações: 11 2226.3100 / sav@francal.com.br ou acesse www.expobor.com.br


28 a 30.06 • PNEUSHOW - 12ª Feira Internacional da Indústria de Pneus - Expo Center Norte, em São Paulo - São Paulo/ BRASIL Informações: 11 2226.3100 /sav@francal.com.br ou acesse www.pneushow.com.br

JULHO 02 e 09.07 • Curso Otimização da Performance dos Motores de Combustão Interna Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

13 a 15.07 • LATIN AMERICAN & CARIBBEAN TYRE EXPO - ATLAPA Convention Center, Cidade do Panamá / PANAMÁ Informações: www.latintyreexpo.com ou contate Yamila Ansourian pelo e-mail yamila@latintyreexpo.com ou tel +1 786-293 5186.

AGOSTO 01 a 05.08 • Curso Flexlab de Tecnologia da Borracha Informações: FLEXLAB pelo tel. (11) 2669 5094; e-mail: flexlab@flexlabconsultoria.com.br ou acesse www.flexlabconsultoria.com.br

05 e 06.08 • Curso Dinâmica Veicular Aplicada a Veículos de Competição Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

12.08 • Estudo dos Elastômeros de EPDM - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

SETEMBRO 08.09 • Introdução à Composição e Teste de Elastômeros - Fort Wayne, IN/Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

15 e 16.09 • Iniciação à Tecnologia da Borracha - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

23/09 a 01.10 • Curso Eletrônica embarcada de sistemas automotivos e sistemas eletrônicos veiculares Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016

27 e 28.09 • Tecnologia da Borracha Aplicada - Akron, OH / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

OUTUBRO 07 e 08.10 • Curso Veículos Elétricos e Híbridos Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 10 a 13.10 • 2016 International Elastomer Conference - International Rubber Expo, 190th Technical Meeting & Educational - David L. Lawrence Convention Center, Pittsburgh, PA / USA Informações: www.rubber.org/2016-international-elastomer-conference e www.rubberiec.org

11 a 13.10 Simpósio Educacional - durante a Conferência Internacional Elastomer em Pittsburgh, OH / Rubber Division ACS. Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training

11.10 - Introdução à Tecnologia da Borracha para Não-Tecnólogos - Misturadores Internos e Parâmetros de Mistura 12.10 - Moldagem de Borracha 13.10 - Noções Básicas de Silicone - Introdução à Borracha Bonding 14 e 15.10 • Curso Aerodinâmica Veicular Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 19 a 21.10 • Curso Conceitos Gerais Sobre Torque, Processos de Aperto e Metodologia para Controle do Torque Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 21.10 • Estudo dos Aceleradores de Vulcanização - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br

NOVEMBRO 02.11 • Cure Química para Borracha - Lansing, MI / Rubber Division ACS Informações: Christie Robinson através do e-mail crobinson@rubber.org ou www.rubber.org/upcoming-training 11 e 12.11 • Curso AeroDesign Informações: SAE BRASIL pelo e-mail cursos@saebrasil.org.br, tel: (11) 3287 2033 - Ramal 115 ou acesse http://portal.saebrasil.org.br/educacao-continuada/agenda/ano/2016 24 e 25.11 • Formação de Vendedor Técnico para o Mercado de Borracha - Modulus Consultoria Técnica e Treinamentos em Borracha Informações: Evelin Oliveira através dos e-mails treinamentos@modulusconsultoria.com.br / modulus@modulusconsultoria.com.br, Tel/Fax: 55 11-4226 4443 ou www.modulusconsultoria.com.br BORRACHAAtual - 59


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