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borrachaatual .com.br Ano XXIII • Nº 133 • Nov/Dez 2017 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

18 LEVORIN lança

26 Novidades e alta

pneu de moto

tecnologia no Salão Duas Rodas

22 FENATRAN 2017

34 1º Seminário de Crosslinking via peróxidos

50 Comparativo

entre polimeros

NEGRO DE FUMO

SÍLICA A disputa está apenas começando

04 ENTREVISTA François Pontais, vice presidente executivo da Solvay

28 MAQUINATUAL

Salão de Detroit: o primeiro grande show automotivo do ano


distribuidorafragon / www.fragon.com.br

Juntos, vamos brilhar em

É tempo de novos desafios. �� Seguimos juntos e conectados para os desafios de 2018. E ao futuro que nos espera, levamos nossos aprendizados e todas as boas memórias que ficaram escritas em nossos corações, na certeza de escrever um ano ainda melhor do que este que acabou de passar.

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SUMÁRIO

EDITORIAL

borrachaatual .com.br Ano XXIII • Nº 133 • Nov/Dez 2017 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

18 LEVORIN lança

26 Novidades e alta

pneu de moto

tecnologia no Salão Duas Rodas

22 FENATRAN 2017

34 1º Seminário de Crosslinking via peróxidos

50 Comparativo

entre polimeros

NEGRO DE FUMO

SÍLICA A disputa está apenas começando

04 ENTREVISTA François Pontais, vice presidente executivo da Solvay

28 MAQUINATUAL

Salão de Detroit: o primeiro grande show automotivo do ano

04

Entrevista

18 22

Pneus

26 28 34

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MATÉRIA DE CAPA Negro de Fumo X Sílica A disputa está apenas começando

François Pontais – os caminhos da sílica nas curvas dos penus

Fenatran 2017

Retomada do setor de transporte de cargas

Salão Duas Rodas

Novidade, alta tecnologia e muita adrenalina

MAQUINATUAL

Salão de Detroit – o primeiro grande show automotivo do ano

Retilox

‘1º Seminário de Crosslinking via peróxidos”

36 48

Livro “Kurt Politzer

50

Matéria Técnica

55 56 58

Frases & Frases

Notas & Negócios A inovação na indústria química brasileira” Comparativo entre polimeros de alta performance

Classificados Agenda

Mística de final de ano Os dias de um final de ano e início de outro podem ser considerados como místicos. O desprendimento humano em relação às dificuldades por que passou e a esperança de que muita coisa poderá ser diferente no futuro, criam uma aura de tranqüilidade que só acabará de verdade no Carnaval. Embora pouca coisa aconteça de fato, é um período importante para reflexões e planejamento de estratégias que afetarão substancialmente a vida de empresas e pessoas. Uma das experiências positivas nesta edição foi o Seminário sobre Peróxidos que aconteceu nos principais mercados de borracha do Brasil, São Paulo e Rio Grande do Sul. Temas de vanguarda foram discutidos por importantes especialistas e técnicos de setores vitais do mercado, avançando em conceitos e tecnologias que poderão fazer a diferença competitiva nos próximos anos. A matéria especial mostra a última revolução na área de borracha com a introdução de maneira economicamente importante da sílica em substituição ao negro de fumo na produção dos pneus verdes. Embora esta substituição seja parcial, ela mostrou que antigas verdades podem ser reescritas e gerar vantagens para todos os lados, inclusive o ambiental. Enfim, ressaltamos a realização do Prêmio TOPRUBBER em março de 2018, já num momento de maior estabilidade e recuperação da economia brasileira e do setor de borracha, em particular, que por sua flexibilidade e energia renovadora pode dar a volta por cima e voltar a crescer sustentavelmente. Nós da BORRACHA ATUAL continuamos a acreditar que o pior já passou e o futuro que temos pela frente será fruto de nosso trabalho, empenho e criatividade. Boa leitura amigos e um “Belíssimo 2018”!

ANTONIO CARLOS SPALLETTA Editor

EXPEDIENTE

Ano XXIII - Edição 133 - Nov/Dez de 2017 - ISSN 2317-4544 Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

A revista Borracha, editada pela Editora ASPA Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuído entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizados pela ASPA Editora.

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Editora Aspa Ltda.: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. CNPJ: 07.063.433/0001-35 Inscrição Municipal: 106758-3 Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. redacao@borrachaatual.com.br

Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044.2609 assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto: Three-R Editora e Comunicação Ltda www.threer.com.br Foto Capa: Divulgação. Impressão: Mais M Comercial Editora. Tiragem: 5.000 exemplares

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ENTREVISTA

Os caminhos da sílica nas curvas dos pneus François Pontais Vice-presidente executivo da Solvay Paulo Garbelotto Gerente comercial da Solvay

“O uso de sílica no pneu está crescendo dois dígitos por ano.” François Pontais, vice-presidente executivo da Solvay, executivo de negócios altamente experiente em ambientes internacionais, reposicionamento e desenvolvimento de atividades, novos produtos em indústrias de enchimentos, plásticos, solventes e ingredientes de aromas. Paulo Garbelotto, graduado em engenharia de materiais pela Universidade Federal de São Carlos (1990) com especialização em polímeros. Atualmente é gerente comercial da Solvay, perímetro América Latina, para as tecnologias: silicas, terras raras, solventes oxigenados, cetônicos e esteres, intermediários poliamida, fenol e surfactantes. Visando ter um panorama realista das perspectivas do mercado para sílica e negro de fumo, BORRACHA ATUAL foi recebida na sede da Solvay pelo Vicepresidente François Pontais e pelo gerente comercial Paulo Garbelotto. Os executivos traçaram possíveis cenários de desempenho da sílica no futuro, desenvolvimento de produtos novos, substituição e convivência da sílica com o negro de fumo, além da comemoração pelos 40 anos da sílica no Brasil.

BORRACHA ATUAL: Quais as novidades da sílica para o próximo ano? FRANÇOIS Pontais: Este é um ano especial para nós. O evento de junho de 2017 em comemoração aos 40 anos da sílica no Brasil foi um sucesso. Os clientes deram um bom feedback, a presença dos executivos internacionais da Solvay também estiveram presentes e permitiu uma excelente exposição de nossas atividades aqui no Brasil. Falamos da casca de arroz, da sílica de casca de arroz e engajamos discussões com nossos clientes, o que vamos fazer nesse período de market test. Temos uma boa perspectiva nesta linha de desenvolvimento com a participação de renomadas fabricantes de pneumáticos. Agora estamos na fase de testes do produto, o conceito e os prazos. Qualquer mudança em seu processo produtivo deve ser informado aos especialistas e técnicos que trabalham na indústria automotiva. Tudo deve ser declarado, testado novamente. Nesse período temos que organizar e acelerar a chegada deste produto. PAULO Garbelotto: Este desenvolvimento contribui para a redução da dependência do petróleo. Se você analisar a pegada de carbono do pneu feita com a sílica que vem de uma fonte agrícola, melhora... Esse é o interesse da indústria de uma maneira geral. ©Foto Divulgação

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FRANÇOIS: A análise do ciclo de vida mostra que ganhamos CO2 e ganhamos água, que no final é o que os clientes estão buscando. Como reduzir a dependência do petróleo e poder comunicar aos consumidores e às montadoras também. Parece que existe uma pegada forte desta parte da indústria. Vontade das montadoras em especificar pneus que utilizem ao menos uma parte das matérias-primas de uma fonte “agro”. PAULO: O máximo possível. Não estamos falando só de sílica. Existe a borracha natural necessária em duas partes do pneu e que é ao mesmo tempo muito difícil de ser usada em outras partes do pneu. Existe uma limitação. Não se consegue substituir totalmente, mas também não conseguimos usar 100% de borracha natural. Vemos outras borrachas de fontes alternativas sendo utilizadas... as próprias indústrias de pneus usando látex de plantas como a “dente de leão” e uma série de outras plantas que geram látex. FRANÇOIS: Tudo isso entra na conta final da economia de carbono... PAULO: Na Europa há uma legislação que precisa ser cumprida. Porém, caso seja desobedecida, haverá um pênalti a pagar. Diferentemente da legislação do Brasil. Aqui muitas vezes quando não se cumpre uma determinação, a indústria perde benefícios ou isenções que poderia ter. Na Europa não, lá há penalização.

As recentes medidas do presidente americano Donald Trump atrapalham esse processo? PAULO: Não acredito. Não li nada contra. O “Smart Way” é um programa paralelo ao programa de etiquetagem. Ele regula a emissão de CO2 no transporte de carga. Contém uma classificação e o fabricante tem que atender essa classificação. O fabricante do caminhão que vai para o mercado, e consequentemente todas as suas peças, acessórios e pneus www.borrachaatual.com.br

também. Até poderia ser implementado aqui no Brasil porque isso serviria para a etiquetagem das bandas. Regularia o mercado de recapagem de pneus. Então esse mercado segue firme nos Estados Unidos, com muita atenção à poluição no transporte rodoviário de cargas.

Ônibus também? PAULO: Sim. Eles têm metas a serem atingidas conforme o tempo? PAULO: Sim, têm metas e dentro dessas metas, semelhante ao programa de etiquetagem, há classificações. Assim um pneu ou uma banda são classificados em determinado nível. E esse nível está relacionado a economia de combustível e a emissão de CO2. Como está a etiquetagem no Brasil para pneu de caminhão? PAULO: Para pneu de caminhão eu creio que é necessário desenvolver uma cultura para que o usuário entenda o que é aquele programa de etiquetagem. Para ele isso ainda é novo. Ele olha aquela etiqueta e vai passar a associar aquele pneu com o desempenho do equipamento do caminhão – gastou mais, gastou menos. Hoje eles misturam muito os pneus. A administração das frotas no Brasil, no geral, não está em um nível de excelência. Estão começando a desenvolver a administração das frotas e os pneus são itens importantes, fazem parte de um dos principais custos de manutenção. Porém, muitas vezes não é olhado dessa forma ou com a importância necessária. Encontramos misturas de pneus em um mesmo eixo, um pneu de uma marca e outro pneu de outra marca. Ou quando é “Truck”, mistura de marcas. E como se controla isso? Não se controla. Mas felizmente acredito que essa cultura está começando a melhorar.

“A administração das frotas no Brasil, no geral, não está em um nível de excelência”. FRANÇOIS: A cultura desta gestão tem que evoluir. Um comprador que vai adquirir um pneu talvez tenha como meta o preço, ou seja, o custo dos pneus. Não é a mesma pessoa que vai olhar o custo da gasolina, por exemplo. Se você não faz um pacote total, você não vai otimizar. Você vai comprar pneus baratos, mas por outro lado, você não vai ganhar na gasolina. O desafio é como elevar o nível destes frotistas.

Estão fazendo algum programa quanto a isso? PAULO: Nós, não. O que vemos são as indústrias de pneus investindo, comprando ou estruturando empresas de controle de frota. Todas elas. Observe o website da Goodyear, que investiu recentemente, a Michelin com a Sascar, a Pirelli montou uma empresa chamada Cyber. Todas estão preocupadas com isso hoje. Isso é mundial. Não é que o Brasil faz mal. Todo mundo faz mal. Nunca se preocuparam com determinados detalhes que são importantíssimos na logística. FRANÇOIS: A estrutura dessas empresas precisa ser desenvolvida. Focar as pessoas somente no custo dos pneus gerará como resultado a obtenção dos pneus mais baratos. Mas e a questão da segurança e o lado consumo de energia? Estes e outros parâmetros também precisam ser levados em conta. O mercado brasileiro de pneus usa sílica. Não é diferente de outros mercados mundiais. PAULO: O mercado brasileiro já evoluiu muito e o mercado de pneu de caminhão vai bem. O pneu de automóvel usa bastante sílica e isso vem cres-

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“A utilização de mais sílica somente irá acontecer com o aumento da capacidade de produção”. cendo ano após ano. Alguns clientes já atingiram a maturidade no uso de sílica e percebe-se que eles atingiram a maturidade.

Isso no pneu de passeio... PAULO: Sim, no pneu passeio. A utilização de mais sílica somente irá acontecer com o aumento da capacidade de produção. Há fábricas que só produzem pneus com sílica enquanto outros ainda estão se desenvolvendo. Mas há um crescimento de dois dígitos no uso de sílica no pneu ano a ano. Sabemos que a sílica também tem sido usada em pneu de caminhão. O conceito do pneu de automóvel está sendo extrapolado para o pneu de caminhão. Não é exatamente a mesma coisa. O pneu trabalha sob pressão, sob uma carga enorme, tem composição diferente, borrachas diferentes, banda de rodagem e estrutura distinta. Mas vemos um movimento de extrapolação, de transferência do conceito para o pneu de caminhão. A sílica pode ser utilizada da mesma maneira ou proporcionalmente no pneu de caminhão como num pneu de passageiros? PAULO: Isso é o que está evoluindo. Hoje na banda de rodagem dos pneus de passeio se substitui 100% do negro de fumo por sílica. No pneu de caminhão a impressão é de que ainda não. Tem um desenvolvimento de tecnologia... Mas todas as indústrias usam sílica no pneu de caminhão.

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Um percentual sempre existe? PAULO: Não tinha, isso é novo. Está sendo criado esse percentual. FRANÇOIS: Talvez seu uso seja maior nos produtos tipo Premium. PAULO: Aqui no Brasil a indústria de transporte compra o pneu por quilometragem. Na verdade compra quilometragem. Se você fizer algo no pneu que reduza a quilometragem ele não aceita. Então temos algumas sílicas de alta área superficial (bem alta área superficial), que tem ido muito bem nesse conceito pois a alta área superficial está relacionada com reforço mecânico da borracha e com a resistência mecânica da borracha. E isso mantém a quilometragem no mínimo padrão exigido. Essa sílica é nova. Foi lançada em fevereiro na TyreTech, na Alemanha, o Zeosil SW.

ao rolamento. Continuamos com vários projetos até 2020 e 2025. Estamos antecipando com grandes fabricantes mundiais que têm que respeitar esses prazos porque a pressão, a sustentabilidade está aumentando. Ao mesmo tempo, ainda em pneu de caminhão, a questão da reciclagem é uma tendência a aumentar a resistência à abrasão. Sem quebrar o triângulo mágico da durabilidade, do piso molhado e da resistência ao rolamento. PAULO: Ainda assim, com o negro de fumo a tendência é essa: aumentar a vida útil do pneu. O pneumático hoje é feito para 60 mil km e o interesse é fazer um pneu que tenha uma duração maior. Seja com negro de fumo, seja com sílica. Essa é uma tendência importante para caminhões e carros também. Por conta da reciclagem da carcaça.

Está disponível no Brasil? PAULO: Está disponível. Não está sendo usada comercialmente, mas está em fase de testes. Usa-se outro tipo que é o Zeosil Premium com área superficial de 200 m2 e a outra tem 250 m2. Estamos construindo tecnologia com a sílica. Constantemente lançamos novas sílicas. Praticamente a cada ano há uma sílica nova para esse mercado. E sempre no TyreTech, na Alemanha. FRANÇOIS: Sinto que há uma nova tendência a propor formulações com sílicas que vão melhorar a resistência à abrasão, além do que foi feito antes. No passado, foi mais a resistência ao rolamento e economia de combustível. Em pneus de caminhão o foco direciona-se mais na resistência à abrasão para recuperar o que foi perdido quando o negro de fumo foi retirado ou diminuir o tamanho da banda para fazer pneus mais leves. Ou, se não mais leves, pneus que vão durar mais tempo. Quanto à reciclagem existe uma nova pegada que não é só resistência

O pneu de caminhão tem que fazer ao menos uma recapagem... PAULO: A sílica Zeosil SW, o SW é de SuperWare, é indicada para durabilidade Dá pra falar que o ciclo evolutivo da sílica é longo ainda? Sempre será possível fazer melhoramentos nela em relação ao negro de fumo? PAULO: A tecnologia está começando. Ao olharmos para o portfólio do negro de fumo, veremos uma lista de tipos, de área superficial, combinando processabilidade com durabilidade da peça do pneu. Muita coisa já foi feita. No caso da sílica, até há 10 anos, existiam 2 ou 3 tipos de sílica, basicamente. Mudava só a área superficial. Uma área de 170, outra de 140 e outra de 100, 120. Muito pouco explorada. Não tinha encontrado ainda o caminho para entrar no mercado de pneus. Era usada nas partes dos belts, por exemplo, ajudando na química do reforço do pneu com a borracha. Isso sempre teve. www.borrachaatual.com.br


Uma sílica com área superficial mais alta fará cair a formulação para 110, 120 ou para 100, 90. A indústria busca isso. É realidade hoje. O uso de uma forma carregada assim.

Sempre se falando de banda... PAULO: Sempre de banda de rodagem. Entra em outras aplicações, sempre entrou, desde que pneu é pneu. FRANÇOIS: Tem uma tendência. Você faz um pneu full efficience, principalmente 70, 80% por conta da banda. Mas como você chega a uma excelência ou a um limite da tecnologia para a banda? O que você faz? Trabalha o resto. Então há uma tendência hoje de se olhar para os 20, 30% das outras partes do pneu para também otimizar essas fórmulas e ter uma dissipação de energia menor nesses lugares que precisam também de boas sílicas. Mas não é necessariamente a área superficial (e aí está o segredo), a indústria está buscando soluções melhores nestas partes de fora da banda. PAULO: A banda tem esse compromisso de se deformar e de se recuperar, deformar e recuperar. Aí é que está o negócio de perder energia. A energia perdida vem do combustível. E a lateral do pneu? Também perde! Então a tendência é a sílica entrar em outras partes do pneu. Sinto muito pela indústria de carbon black, mas é o conceito... Já que eu não consigo andar mais... FRANÇOIS: Imaginem pneus de carros elétricos. Têm um torque muito, muito mais alto. Nesta torção, a banda e o eixo... Tem o eixo no meio, que vai impulsionar a rotação e a banda tem que seguir. E na transmissão, aonde está a rotação? PAULO: A roda gira e a lateral deve suportar este giro. A transmissão da potência da roda está na lateral. Quando a roda faz isso e o pneu está cravado no chão, o trabalho da lateral é crítico. Tanwww.borrachaatual.com.br

to é que muitos carros elétricos, principalmente os de alta performance, têm que alterar o costado justamente para não fendilhar.

Há sílicas específicas para carros elétricos? PAULO: Que eu conheça, não. FRANÇOIS: Não sei se temos projeto assim... Isso ainda está em aberto. Temos número de código para cada projeto. O que sabemos é que estão trabalhando. PAULO: Hoje em dia, é mais projeto de pneu para carro elétrico. Temos que trabalhar com os materiais, com o reforço, principalmente A sílica de casca de arroz já tem sua viabilidade comercial comprovada? FRANÇOIS: Sim, já. E qual o cronograma para entrar em comercialização? PAULO: O François anunciou no evento dos 40 anos que essa tecnologia está pronta. Agora é a parte de desenvolver. Já temos um projeto (...) Mas ele precisa ser consolidado com carros feitos. Estamos nessa fase. FRANÇOIS: E também para definir um investimento o processo está fechado, está patenteado. Agora temos que mudar a escala, validar o scale up em paralelo porque no final teremos que dizer sim para investir. Quando partimos a planta, os clientes vão comprar, tem o outro lado, o lado financeiro. Em paralelo a esta fase de scale up, temos que assegurar, temos que discutir as fases de homologações que têm que ser organizadas por cliente, inclusive as negociações também. PAULO: É um movimento da indústria. Uns mais, outros menos, o timing um pouco diferente de um e de outro. É uma tecnologia nacional? PAULO: Sim.

“... a tendência é a sílica entrar em outras partes do pneu. Sinto muito pela indústria de carbon black, mas é o conceito”. Os primeiros clientes deverão ser daqui? FRANÇOIS: Está aberto. Abrimos para cada sede destes fabricantes mundiais. Por exemplo, na Coréia do Sul querem fazer pneus com a sílica do Brasil. Mas a logística não ajuda. Vamos ver como isso se concretiza. Seguir o caminho do polietileno verde da Braskem, que é feito para quem trabalha com cana de açúcar. É um pouco mais caro, mas tem indústrias japonesas que querem exatamente esse. FRANÇOIS: É aí que temos que valorizar. Não vamos valorizar mais 20%. (...) Vai depender da complexidade da homologação do produto. Pode-se associar a sílica com produtos de melhor qualidade? PAULO: Normalmente sim. FRANÇOIS: No creme dental, sim, porque o flúor tem maior compatibilidade com a sílica . PAULO: No creme dental é verdade, na sola de sapato é verdade... E em 2018, o consumo de sílica deverá aumentar? PAULO: Vai crescer. FRANÇOIS: É importante comentar que estes mercados, fit, agro, são mercados onde a sílica vai ajudar o processamento de uma fórmula em pó. Mas não são em todos os lugares,

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Era usada na produção dos artefatos claros de borracha... PAULO: Quando foi encontrada uma forma de usar a sílica na banda de rodagem através da alta dispersabilidade, é preciso ter uma carga mineral, que o negro de fumo não é, negro de fumo é orgânico. É petróleo igual à borracha, totalmente compatível. Então quando coloca-se uma sílica, que é inorgânica, dentro da borracha vai dar errado. Tecnicamente se conhecia o que a sílica poderia agregar, mas tinha que se encontrar a solução técnica, que foi fazer uma sílica com boa dispersão dentro da borracha para que as partículas ficassem bem quebradas e distribuídas dentro da cadeia da borracha e não tivesse defeito. Outros agentes compatibilizantes eram usados? PAULO: Sim. Sempre que necessário. Isso foi encontrado no final da década de 80 e a partir da década de 90 esse conceito entrou no mercado. No início tudo que entra é mais caro, mais complicado, a tecnologia não está dominada. Hoje a tecnologia é dominada. Não tem segredo fazer pneu com sílica. A partir daí, alavancou o seu uso. Agora é o período evolutivo... PAULO: Alguns são. Tanto é que temos vários tipos de sílica no portfólio. Lançamos e a concorrência copia. Mas não tem problema...... FRANÇOIS: E ainda tem potencial. Acredito que a tendência é utilizar produtos de superfície ainda mais alta. Aí a dificuldade de misturar. A funcionalização da superfície, a integração com outros ingredientes que devem ser desenvolvidos. Isso necessita parcerias criativas entre sílicas e outros ingredientes. Esse é o desafio. É como abrir a caixa na confiança e tudo o que tem que respeitar, mas desenvolver novos sistemas.

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“Isso necessita parcerias criativas entre sílicas e outros ingredientes”. Onde é feito esse desenvolvimento e quem estimula esse desenvolvimento? FRANÇOIS: A indústria está chamando, está falando: precisamos de inovação. Temos metas altas até 2020 e 2025. Temos que cortar metade dessa resistência ao rolamento. É um step change como foi feito nos anos 90. Trabalhamos no passado bem mais com produtores de polímeros, óleos, ingredientes para tentar termos um perímetro mais amplo em relação à sílica, à problemática da sílica. Mas o sistema, um sistema mas não o pneu todo, que vai ajudar a introdução e a dispersão de uma sílica ainda mais reforçante. PAULO: As sílicas funcionalizadas têm um problema. O fato de ser funcionalizada para combinar com uma borracha que também é funcionalizada. Mas qual a funcionalização? O fabricante de sílica conversou com o de borracha? Provavelmente não. Então isso hoje é um problema no mercado. O mercado prefere uma sílica que não seja funcionalizada e a borracha funcionalizada. E aí ele usa o agente de interface no meio. Normalmente é assim. O que é uma sílica funcionalizada? PAULO: O silano, por exemplo. Alguém que mistura o silano com a sílica e entrega, afirmando que é sílica com o agente. Neste caso o mercado fica amarrado, pensando que só há um tipo de silano. Então o mercado procura alguma alternativa? PAULO: Que tenha flexibilidade porque ele precisa combinar as coisas. Uma matéria-prima precisa conversar com a outra. Precisa estar compatível.

E essas pesquisas são feitas no Brasil por conta das condições locais do terreno ou podem vir de fora e serem adaptadas? FRANÇOIS: Esse tipo de pesquisa é a nível mundial com produtores de polímeros no Japão e na Europa. Acompanha também o desenho de novas sílicas desenvolvidas na Europa. PAULO: Temos essa sílica com base na casca de arroz, que é um desenvolvimento local. A matriz também participa, mas basicamente é desenvolvimento local. FRANÇOIS: Isso é mais um desenvolvimento de uma cadeia de suprimento, a partir da casca de arroz. A receita da sílica não está bem inovadora. É uma receita clássica beneficiando a cadeia agro do Brasil. A morfologia, tudo em que está estruturada a sílica, está sendo feito fora. PAULO: Poderia servir para a Ásia, mas avaliamos que o melhor local seria aqui para esse tipo de conceito. Quando observamos a tendência do mercado, o que falamos? Tem a areia, que será substituída pela cinza da casca do arroz. Então deixamos de usar uma coisa que é esgotável para usar outra que é renovável. Criamos aí a área superficial. Isso aqui não tem área. O que significa não ter área? Não tem efeito com a borracha. Efeito de resistência mecânica com a borracha. Por isso a área deve ser cada vez mais alta para proporcionar maior durabilidade ao pneu. Hoje no mercado observase o uso da sílica muito maior do que o nível de carga que se usou um dia. O pneu nasceu com 80 partes de sílica – o Green Tyre original tinha 80 partes de sílica para 100 de borracha. Hoje essa formulação já passou de 100, 110, 120. www.borrachaatual.com.br


todas as indústrias que sabem que a sílica pode ajudar. Podemos fazer este anticaking, como um agente de fluidez. Então a beleza é que, se você foca, se você coloca recursos no mercado, você identifica onde têm esses processos de formulação em pó. Você pode desenvolver o mercado. Você vai fazer o bolo crescer...

Ensiná-los a usar. FRANÇOIS: Exatamente. Não é só brigar com nossos concorrentes por mercados existentes. Se você ajuda os clientes a fazer melhor até mesmo na embalagem, a sílica vai ajudar a absorver a umidade. A Solvay tem fábricas na Coréia do Sul e China, regiões aonde se planta muito arroz.

Centro de Pesquisa e Inovação da Solvay completa 40 anos

©Foto Divulgação

Fábrica de Paulínia.

O Centro de Pesquisa e Inovação de Paulínia, instalado no complexo químico da Solvay em Paulínia (SP), está completando quatro décadas de atividades. Criado em 1975 para pesquisar a flora brasileira em busca de princípios ativos para uso em produtos farmacêuticos e agroquímicos, o CPP se consolidou como um dos polos globais de inovação do Grupo e importante aliado dos negócios. Em seus laboratórios, inovações são desenvolvidas, tecnologias provenientes do exterior são adaptadas ao mercado local e produtos e aplicações são testados e customizados segundo as necessidades dos clientes. A equipe do Centro de Pesquisas reúne 90 profissionais entre pesquisadores, cientistas, doutores e pós-doc em diferentes ramos do conhecimento, e o pessoal administrativo. Essa equipe trabalha em 13 laboratórios, sendo cinco compartilhados (Biotecnologia Industrial, Meio Amwww.borrachaatual.com.br

Seria fácil introduzir essa tecnologia da sílica de casca de arroz nestas fábricas? PAULO: É fácil implementar a tecnologia, uma vez desenvolvida aqui no Brasil. Já temos patentes e processos desenvolvidos. É fazer um copiar e colar entre as fábricas. E tem que desenvolver a cadeia de fornecedores.  biente, Química Analítica, Físico-Química e Piloto de Processos Químicos) e oito dedicados a áreas de negócios específicas, para desenvolver produtos e aplicações que atendam diversos mercados importantes da economia, tais como automotivo e transportes, pneus, agro, alimentação humana e nutrição animal, beleza e cosmética, plásticos, têxteis, petróleo e gás, tintas, construção, calçados, produtos industriais, água e meio ambiente. Confira alguns marcos dos 40 anos do Centro de Pesquisas e Inovação de Paulínia:

1975 Criação do Centro de Pesquisas de Paulínia. 1976 Laboratório de Ensaios de Processos (atual Laboratório Piloto de Processos Químicos). 1997 Laboratório da Novecare – aplicações de produtos empregados para Cuidados Pessoais e

Domésticos, Petróleo e Gás, Tintas, Agroquímicos e produtos industriais. 1999 Transferência do Laboratório de Solventes (Coatis) de Santo André para Paulínia. Os solventes oxigenados, derivados de etanol e de acetona, são utilizados para produção de tintas para vários segmentos de mercados. 2002 Laboratório da Sílica (insumo fundamental, por exemplo, para pneus que economizam energia e ajudam a reduzir as emissões de CO2). 2007 Apoio à equipe de Fibras no desenvolvimento do fio têxtil inteligente Emana – premiadíssima inovação da empresa, utilizada para a confecção de roupas que ajudam a reduzir os sinais da celulite e a retardar a fadiga muscular. 2009 Desenvolvimento do solvente sustentável Augeo, derivado da glicerina, para uso em tintas, couro, fundição e produtos para limpeza doméstica e institucional. 2011 Apoio à equipe do Plástico de Engenharia no desenvolvimento da tecnologia Technolub, produto Technylstar A205F para uso em autopeças. 2013 Apoio à equipe Coatis no desenvolvimento do processo de fermentação do biobutanol (projeto COBIO). 2013 Laboratório de Poliamida e Intermediários para desenvolvimento de aplicações e produtos para as indústrias do couro e do poliuretano. 2014 Desenvolvimento de Rhodiaeco Cromofix, premiado como melhor inovação para o mercado de couro na última Fimec. 2015 Instalação de Centro de Desenvolvimento de Agentes Condicionantes de Cabelos.

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CAPA

X

NEGRO DE FUMO

SÍLICA

A disputa está apenas começando

A

formulação de borracha envolve diversos materiais para que suas especificações sejam atingidas. Dentre eles a disputa mais emblemática atualmente é o duelo entre o tradicional negro de fumo e a revolucionária sílica, grande responsável pelo desenvolvimento dos pneus verdes. Face ao grande interesse atual em sustentabilidade estas duas matérias-primas vão dar muito o que falar. Já se foi o tempo em que a borracha usada em pneumáticos utilizava somente negro de fumo. As novas exigências da sociedade para preservação do meio ambiente impeliram os pesquisadores a procurar alternativas ecologicamente amigáveis ou menos nociva ao meio ambiente. Nesta busca surgiu a sílica, que da areia transformou-se numa das principais soluções para diminuir o consumo de combustíveis.

O Negro de Fumo Conhecido como Carbon Black, o Negro de Fumo é um dos produtos químicos mais antigos, com registros de seu uso há mais de 5.000 mil anos, quando chineses e egípcios utilizavam o conhecido pó preto em tintas para murais e impressão. Sua composição é dada, basicamente, por carbono obtido a partir da decomposição térmica de óleos ricos em hidrocarbonetos. É matéria-prima essencial para a fabricação de diversos produtos como pneus, artefatos de borracha e também plásticos e tintas. Além disso, ele é um importante elemento encontrado na fabricação de ampla gama de produtos para os consumidores nas áreas de transporte e embalagem, calçados, eletrônicos, embalagem de alimentos, entre outros. É também utilizado como pigmento, estabilizador de UV e agente condutor ou agente isolante em uma variedade de aplicações especiais em plásticos, tintas para impressão e pintura.

Aplicações do Negro de Fumo

A grande maioria das aplicações de negro de fumo é para proporcionar reforço em compostos de borracha, e através da grande diversificação que o produto proporciona, também pode ser utilizado em diversas aplicações especiais como tintas, tonners, adesivos, plásticos, baterias etc. BORRACHA - funciona como carga reforçante, ou seja, o negro de fumo propicia durabilidade aos artefatos de borracha, aumenta o tempo de vida dos pneus e outros produtos, como correias, coxins e mangueiras. PLÁSTICO - é utilizado como pigmento e proteção contra os raios ultravioletas dando maior durabilidade aos artefatos em plástico que ficam expostos às intempéries, além de fornecer condutividade elétrica. TINTAS - aplicado como pigmento, sendo utilizado não só na tinta preta, mas em todas as outras como matizante. O negro de fumo pode ser encontrado em tintas industriais, imobiliárias, impressoras e tintas para jornais. ©Foto: Divulgação

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O material proporciona melhoria de desempenho em diversas propriedades do elastômero, tais como: mecânicas, reológicas, ópticas, condutivas e elétricas. Devido à versatilidade do negro de fumo e sua facilidade no processamento, ainda não existe nenhum outro produto que o substitua completamente. O negro de fumo tem uma grande vantagem para aplicação nos pneumáticos, pois confere alta durabilidade aos pneus, além de ter uma excelente processabilidade nas plantas industriais. Desde outubro de 2016, entrou em vigor no Brasil o PBE – Programa Brasileiro de Etiquetagem para pneus, sendo um dos requisitos e definição de padrões de eficiência energética dos pneus. O negro de fumo pode contribuir sensivelmente para atingir níveis desejáveis de resistência ao rolamento, melhorando a eficiência energética dos pneus. A Cabot desenvolveu uma linha de produtos direcionada para esta nova tendência no mercado de pneumáticos.

Mercado Brasileiro

Na América do Sul, o Brasil é o único país onde estão presentes os três principais fabricantes de negro de fumo globais com produção local. Com o crescimento da indústria automotiva e a consequente procura de produtos como pneus e artigos de borracha, se espera que a demanda de negro de fumo cresça nos próximos anos. A Cabot é o único fornecedor de negro de fumo que conta com quatro plantas na América Latina: Brasil, Argentina, Colômbia e México – mantendo assim um equilíbrio entre o fornecimento e demanda, proporcionando maior garantia e segurança de fornecimento. A companhia está desenvolvendo produtos para o mercado local visando atender às crescentes demandas por inovação no mercado através de novas tecnologias de produção e parcerias com seus clientes. A empresa continua www.borrachaatual.com.br

buscando oportunidades de novos investimentos em tecnologia de processos, novos produtos e novas aquisições. As exigências governamentais relativas às emissões estão cada vez mais restritivas mundialmente e a Cabot tem investido fortemente em suas operações para superar os padrões ambientais e de segurança exigidos em todos os países em que atua. A fim de contribuir com a evolução do mercado brasileiro e desenvolvimento de mão de obra especializada, ela patrocina diversos eventos e participa de várias associações, tanto na indústria como nas comunidades. Além disso, ministra palestras em universidades para divulgação da tecnologia de negro de fumo para futuros profissionais do mercado. Com as regulamentações ambientais cada vez mais exigentes, somente as empresas com responsabilidade ambiental e social terão crescimento sustentável, o que tem colocado pressão em fabricantes de negro de fumo que não têm a mesma prioridade ambiental como a Cabot. A Birla Carbon é um dos maiores fabricantes e fornecedores mundiais de negro de fumo (Carbon Black) capaz de entregar produtos e serviços consistentes e de alta qualidade para seus clientes, globalmente. Seja uma formulação estabelecida ou uma solução personalizada, a Birla Carbon é a parceira certa com o produto certo para um desempenho superior em qualquer aplicação para pneus, negro de fumo especiais e no segmento de artefatos de borracha. Sendo um dos principais negócios do Grupo Aditya Birla, está presente em 12 países, nos cinco continentes, com 16 unidades de fabricação ao redor do mundo. Com capacidade de produção de mais de 2 milhões de toneladas por ano, a Birla Carbon emprega mais de 2.400 colaboradores no mundo. O Grupo Aditya Birla é um conglomerado global líder na maior parte dos segmentos em que atua. Presente em

36 países, nos seis continentes, contando com mais de 130 instalações fabris e empregando 120 mil pessoas de 42 nacionalidades ao redor do mundo. A aquisição da Columbian Chemicals Company pelo negócio de negro de fumo do Grupo Aditya Birla levou à formação da Birla Carbon, tornando-se líder global na fabricação de negro de fumo. Presente em cada um dos principais mercados da Ásia, Europa e Américas, a Birla Carbon oferece produtos e serviços de qualidade consistentes em todo o mundo. Com forte atuação na América do Sul, a Birla Carbon possui duas fábricas nos principais polos industriais do país: em Cubatão, no Estado de São Paulo, e em Camaçari, na Bahia, além de um escritório comercial na cidade de São Paulo. Comprometida com a sustentabilidade, a Birla Carbon desenvolve um trabalho contínuo de otimização do uso de energia, e também de preservação ambiental em suas fábricas. Um exemplo disso é o reaproveitamento do gás residual (Tail Gas), utilizando-o como combustível no próprio processo produtivo e também na produção de energia elétrica e vapor – o que torna a Birla Carbon autosuficiente no consumo de energia. A Birla Carbon também apoia iniciativas culturais e de engajamento com a comunidade, através de seus programas de voluntariado e de visitas da comunidade, com a participação de seus colaboradores como forma de levar o conhecimento sobre o negro de fumo e seus benefícios à toda sociedade. Ciente da necessidade de compatibilizar suas operações com a preservação do meio ambiente, a Birla Carbon prioriza ações que sejam voltadas à minimização dos impactos ambientais gerados por suas atividades. Seu negócio depende de recursos naturais limitados, tais como petróleo, gás natural e água e a empresa reconhece sua responsabilidade de

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CAPA contribuir para o crescimento, utilizando estes recursos com sabedoria. Sua estratégia ambiental concentra-se em quatro áreas: energia e emissões, água, resíduos e responsabilidade no suprimento e no consumo. A empresa é certificada pelas normas ISO 9001 – ISO 14001 OHSAS 18001 - ISO TS 16949

VOCÊ SABIA? • Sem o Negro de Fumo, um pneu de borracha não teria durabilidade para ser usado por mais de 100 km. • Fios e cabos elétricos são mais eficientes, mais seguros e fornecem melhor distribuição de força graças ao Negro de Fumo. • O Negro de Fumo em pneus significa vida útil mais longa da banda de rodagem, maior durabilidade e maior segurança. • O brilho preto que chama atenção em qualquer carro novo, caminhão, utilidades domésticas ou celulares é possibilitado pelo uso do Negro de Fumo. • Telefones celulares, televisões e outros dispositivos eletrônicos são protegidos devido à capacidade do Negro de Fumo de reduzir o acúmulo da força estática. • Muitas das cédulas bancárias do mundo contêm tinta feita exclusivamente com produtos da Birla Carbon.

A Sílica A sílica é uma matéria-prima de grande desempenho e alta funcionalidade que facilita os processos de fabricação e aumenta a qualidade dos produtos finais em diversos segmentos. Pode ser utilizada nas indústrias de pneus, adesivos, selantes, tintas, cerâmicas, construção, artefatos de borracha, cuidados pessoais, nutrição animal, plásticos, produtos farmacêuticos, entre tantas outras. Considerando-se a ampla gama de aplicação das sílicas, trata-se de um mercado bastante ativo, ainda que venha sofrendo os efeitos da baixa atividade industrial, devido à crise dos últimos anos. Por outro lado, a substituição de pneus convencionais por pneus que economizam combustível compensou em parte a queda em outros mercados. Segundo Ralf Ahlemeyer, Diretor de Negócios da Evonik, uma das principais produtoras de sílica do mundo, o Brasil começa a demonstrar uma tendência da recuperação da atividade econômica, ainda que lenta, o que aponta para um novo ciclo de crescimento, o que é muito bom. O mercado global também apresenta diversas oportunidades de crescimento e aumento de market share em diversos segmentos. Confirmando o comprometimento e aposta no mercado brasileiro e sul-americano, a Evonik inaugurou, em 2016, uma planta em Americana (SP),

para a produção de sílicas precipitadas, incluindo as de alta dispersão (HDS), que atende principalmente aos fabricantes de borracha e, especialmente, a indústria de pneus. A produção de Americana se destina também a outros segmentos, como alimentos, agroquímicos e nutrição animal. A empresa possui uma extensa variedade de produtos e investe constantemente em desenvolvimento de produtos que atendam a necessidades cada vez mais específicas. Com a indústria focada cada vez mais em produtos inovadores, existe uma tendência natural ao desenvolvimento tecnológico de processos e materiais mais práticos e eficazes que possam garantir melhorias nas características do produto e o máximo de benefícios ambientais. Estes aspectos estão presentes nas sílicas, matérias-primas essenciais para todas as tecnologias ambientalmente mais adequadas. “Sentimos o início da recuperação, sobretudo na indústria automotiva, e acreditamos no potencial de demanda no mercado interno e externo, a exemplo da construção civil, que ainda apresenta fortes carências em infraestrutura e habitação”, afirma Ahlemeyer. Visando atender aos diversos segmentos industriais, a Evonik oferece uma ampla linha de sílicas, como AEROSIL®, AEROXIDE®, AERODISP® (sílicas pirogênicas, óxidos especiais e disper©Fotos: Divulgação

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sões), SIPERNAT® (sílicas e silicatos precipitados), SIDENT® (sílicas para fabricação de creme/gel dental), ACEMATT® (agentes fosqueantes), ULTRASIL® (sílicas precipitadas para aplicação em borracha) e COUPSIL® (sílica modificada com silanos, para fabricação de produtos de borracha), entre outros tipos. O especialista destaca o inovador organosilano Si 363®, que é o responsável pela ligação química da sílica com as moléculas de borracha. Foi desenvolvido especialmente para fabricantes de pneus para melhorar as principais propriedades de desempenho do produto. Os pneus produzidos com Si 363® são característicos por sua resistência ao rolamento reduzida em mais de 10%. Deste modo, o consumo de combustível diminui de forma significativa. Além disso, as emissões de compostos orgânicos voláteis (VOC) durante o processo de fabricação de pneus são reduzidas em até 80%, contribuindo com o meio ambiente. O Brasil é um importador de sílicas sintéticas, sejam elas precipitadas, pirogênicas ou gel. As plantas instaladas são insuficientes para atender o mercado local. As plantas locais exportam parte da produção para clientes preferenciais, mas essas quantidades também não seriam suficientes para cobrir as quantidades de material importado. Essa foi, entre outras, uma das razões para a instalação da planta de Americana. Um aspecto que proporciona boas perspectivas para o segmento de sílicas é que, segundo a ANIP (Associação Nacional das Indústrias de Pneumáticos), a produção de pneus não sofreu retração, uma vez que a queda da produção automobilística foi compensada pelo mercado de reposição, exportação e importação de pneus. Recentemente, começamos a observar a retomada da produção de veículos, o que indica expectativas positivas para os próximos anos neste mercado. Com a retomada da economia como um

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todo, podemos vislumbrar o aumento do consumo em geral, inclusive em segmentos que sofreram mais fortemente com a crise, como a construção civil e a indústria de solados, por exemplo. O mercado nacional em geral tem sofrido com a crise econômica, mas esse período tem sido importante para que muitas empresas reorganizem seus processos, foquem em produtividade e eficiência, beneficiando toda a cadeia produtiva. Da mesma forma, exige-se mais especialização da mão de obra e muitas indústrias têm investido na qualificação de seus segmentos de atuação. O mercado mundial de especialidades químicas é bastante disputado, mas a Evonik ocupa uma posição privilegiada. Neste ano, para reforçar ainda mais essa presença, foi concluída, em setembro, a aquisição do negócio de sílica da empresa norte-americana J.M. Huber Corporation por US$ 630 milhões. A aquisição representa um acréscimo perfeito ao portfólio de produtos da Evonik. A atuação da Huber Silica é voltada especialmente às aplicações na indústria de bens de consumo, ampliando as áreas de atuação da Evonik. A integração das companhias levou à renovação visual das marcas do segmento de sílica.

Planta química da Evonik.

As dificuldades são as naturais de um mercado recessivo, mas um País como o Brasil, em desenvolvimento, tem inúmeras possibilidades de crescimento. Vale destacar a tendência de produtos e processos menos agressivos ao meio ambiente, como pneus verdes, por exemplo, que encabeçam as formulações de novos insumos e grades, abrindo diversas possibilidades de mercados. O grande destaque deste setor são os pneus “verdes”, aos quais a sílica confere elevada qualidade e características diferenciadas. O uso de sílicas em combinação com silanos permite a produção de pneus com menor resistência ao rolamento, promovendo redução no consumo de combustível em até 8%, proporcionando assim, diminuição na emissão de CO2 pelos automóveis. Essas modernas formulações de borracha usando sílica e silano também aumentam a aderência dos pneus em pista molhada e, consequentemente, melhoram a segurança dos automóveis, em comparação aos pneus convencionais. Estudos demonstram que a tecnologia de sílica/ silano em “pneus verdes” reduz de modo significativo as emissões e os impactos ambientais, com menor consumo de combustível e emissões em geral. 

©Foto: Divulgação

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CAPA

Avaliação de Ciclo de Vida (LCA – Life Cycle Analyses) Pneus são artigos de alta tecnologia, e os componentes das bandas de rolagem exercem enorme impacto sobre o desempenho dos mesmos. Na comparação com pneus convencionais (borracha E-SBR, com negro de fumo apenas), os pneus “verdes” (borracha S-SBR e tecnologia sílica/silano) comprovaram oferecer uma resistência ao rolamento significativamente menor e, consequentemente, emitindo menos CO2. O segredo do sucesso reside a interação dos componentes: a sílica atua como carga ativa nas bandas e assegura a resistência ao desgaste dos pneus, mas, na realidade, é incompatível com a borracha S-SBR. A Evonik, uma das maiores fabricantes mundiais de sílica e silanos e a única empresa no mundo inteiro que fabrica e comercializa os dois materiais, resolveu esse problema por meio da adição de silano a fim de “acoplar” quimicamente a borracha S-SBR e a sílica. Os pneus “verdes” já comprovaram exercer um impacto significativo no consumo total de combustível dos veículos. A próxima etapa lógica era examinar o potencial impacto ambiental das bandas dos pneus à base de sílica/silano e S-SBR (pneus “verdes”) em comparação com as bandas de pneus à base de negro de fumo e E-SBR, não somente durante a fase de uso, mas em toda sua vida útil. Para examinar os efeitos ambientais durante todo o ciclo de vida, a Evonik conduziu uma Avaliação de Ciclo de Vida (LCA) abrangente, que se estendia da pro-

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dução da matéria-prima ao fim da sua vida útil. O estudo analisou categorias de impacto como o Potencial de Aquecimento Global (GWP, Global Warming Potential), o Potencial de Criação de Ozônio Fotoquímico (POCP, Photochemical Ozone Creation Potential) e a Demanda Energética Primária (PED, Primary Energy Demands). A unidade funcional definida foi o uso de sílica/silano e S-SBR em bandas de rolagem de pneus de carros de passeio em um trajeto de 150.000 km. Além disso, conduziu-se uma análise de sensibilidade tendo como parâmetros o consumo de gasolina, a economia de combustível e o tempo de vida. De acordo com o estudo, a tecnologia de sílica/silano em pneus “verdes” consegue reduzir de modo significativo as emissões e os impactos ambientais no cenário básico em qualquer categoria de impacto relevante analisada. Em consequência, o Potencial de Aquecimento Global pode ser reduzido em 4,9% no total ao longo de todo o ciclo de vida; com a substituição do negro de fumo e do E-SBR por Sílica/Silano e S-SBR, evitam-se emissões de até 1,4 tonelada métrica de CO2 equivalente a cada 150.000 km percorridos. “A Evonik é um dos principais fabricantes mundiais de sílica, sendo o único a produzir tanto a sílica pelo processo de precipitação química como pelo processo pirogênico. As marcas oferecidas às diversas indústrias são: AEROSIL®, SIPERNAT®, ULTRASIL®, AEROXIDE®, ACEMATT®, ZEODENT®, ZEOFREE®, SPHERILEXTM, HYDREX® e ZEOLEX®”, afirma Ralf Ahlemeyer, Diretor de Negócios da Evonik.

Solvay completa 40 anos de produção de sílica no Brasil A unidade global de negócios Sílica, do Grupo Solvay, é a inventora da sílica de alta dispersão (HDS), na década de 1990, e um player importante em pneus que economizam energia. Suas soluções inovadoras fornecem aos fabricantes de pneus, em todo o mundo, os meios para progredir na mobilidade sustentável. Com nove fábricas e quatro laboratórios de Pesquisa e Inovação em quatro continentes, a Solvay Sílica também oferece uma gama de aplicações de seus produtos, sob as marcas Zeosil®, Efficium® e Tixosil®, para formulações de artefatos técnicos de borracha e calçados, oral care (cremes dentais) e cuidados pessoais (grânulos esfoliantes), de nutrição animal e agroquímicos e para membranas de alta desempenho. A sílica precipitada quimicamente, um insumo utilizado por indústrias de diferentes segmentos, desde os pneus (incluindo os ‘pneus verdes’) e artefatos técnicos de borracha até formulação de agroquímicos, nutracêuticos e calçados, passando por produtos de cuidados pessoais e para a alimenwww.borrachaatual.com.br


tação humana, é uma das apostas para o crescimento sustentado dos negócios da Rhodia, empresa do Grupo Solvay, na região da América Latina. Pioneira na região a produção de sílicas precipitadas, a Rhodia tem feito investimentos permanentes em sua unidade industrial instalada em Paulínia (SP), que está completando 40 anos de instalação. Por ano, em média, a empresa tem aplicado em torno de 10 milhões de reais em projetos de processos operacionais, na introdução de novas tecnologias e produtos, em logística e aumento de capacidade de produção. Os objetivos dessa área de negócios são aumentar a eficiência dessa área de negócio da empresa e abastecer adequadamente os clientes em todos os países da região, com os produtos comercializados sob as marcas Zeosil®, Zeosil® Premium, Efficium® e Tixosil®, em suas diversas apresentações, de acordo com os segmentos de mercados em que são aplicadas. “Produtividade e competitividade são as palavras-chave do setor e elas estão incorporadas ao nosso modo de trabalhar. Com nossas inovações e a capacidade de atender os diversos mercados em que atuamos, nós estamos bem posicionados para continuar crescendo na região junto com nossos clientes”, afirma François Pontais, vice-presidente para a América Latina da unidade global de negócios Sílica do Grupo Solvay. A mais recente iniciativa na fábrica de Paulínia foi o início da produção da sílica de alta dispersabilidade (HDS, na sigla em inglês) destinada principalmente à produção dos pneus que economizam energia. Análises realizadas pela empresa e de organismos do setor automotivo indicam que o uso dessa sílica HDS permite a redução de até 7% no consumo de combustível do automóvel. Portanto, reduz na mesma proporção as emissões de carbono na atmosfera. A expansão do uso da sílica www.borrachaatual.com.br

de alto desempenho na produção dos chamados pneus verdes pode ser um fator importante para que a indústria automobilística alcance mais rapidamente as metas de redução de emissões de carbono previstas nos programas de desenvolvimento do setor. Do mesmo modo, a empresa está investindo para aumentar o uso de suas sílicas precipitadas em outros segmentos de mercado em que há potencial de crescimento, tais como oral, care, formulações de nutracêuticos e agroquímicos, além de mercados regionais importantes, como calçados e alimentação humana. “Temos em nosso pipeline de inovações, em nossos laboratórios no Brasil e em outras regiões de atuação do

Grupo Solvay, uma série de projetos em diferentes etapas de desenvolvimento, que serão colocados à disposição do mercado até 2020”, acrescenta Pontais. 40 anos de pioneirismo – Erguida em 1977, sob o signo do pioneirismo, a unidade industrial de Sílica da Rhodia passou ao longo de 40 anos por diversas transformações e modernizações para manter sua competitividade em um cenário econômico regional de muitos desafios. Inicialmente a Rhodia e depois o Grupo Solvay (que adquiriu as operações da Rhodia em 2011) investem permanentemente nessa área de negócios. Confira abaixo uma linha do tempo sobre a atuação mundial do negócio Sílica nos últimos 40 anos. 

1977

Início da produção de sílica no conjunto industrial da Rhodia, em Paulínia.

1992

Invenção pela Rhodia da sílica de alta dispersabilidade (HDS, na sigla em inglês)

2001

Novo grade de Tixosil® para o segmento Feed.

2005

Lançamento mundial de Zeosil® HRS 1200MP, sílica micropérola para pneus esportivos de carros de passeio.

2008

Zeosil® Premium 200MP o mercado de ‘pneus verdes’, permitindo a redução de consumo de até 7% de combustível. E redução na mesma proporção de emissões de carbono.

2009

Lançamento de Tixosil® Soft Clean para o mercado de oral care em cremes dentais especiais.

2010

É lançada a sílica Zeosil® 1085GR, que aumenta a performance de pneus mesmo em locais de temperaturas muitos baixas.

2011

Rhodia se une à Solvay, criando um dos maiores grupos mundiais em química de multiespecialidades.

2011

Lançamento de Zeosil® para aplicações em baterias

2013

Lançada Tixosil® para uso em produtos de Personal Care, tais como cremes esfoliantes

2015

Surge Efficium® by Zeosil®, nova sílica que permite aumento de produtividade e de desempenho dos equipamentos dos clientes.

2016

Início da produção de sílica HDS em Paulínia (SP).

2017

Lançada Zeosil® Premium SW – para maior desempenho e segurança em pneus.

2017

Grupo Solvay comemora o 40º aniversário da implantação da unidade industrial de Sílica no Brasil.

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PNEUS

LEVORIN lança STREET RUNNER

A Levorin é uma empresa 100% brasileira fundada em 1943 que produz pneus e câmaras para bicicletas e motocicletas em duas unidades industriais, uma na cidade de Guarulhos (SP) e outra em Manaus (AM). A empresa produz mais de vinte milhões de pneus por ano abastecendo

o mercado de reposição e também pneus originais de grandes montadoras, como a Honda, Caloi, Dafra, Sense Bike e Yamaha. Agora acaba de lançar o pneu mais esportivo do segmento de motos para uso urbano, o Street Runner, um pneu 100% brasileiro, sem câmara, que proporciona excelente desempenho para motocicletas de até 160cc. “Este pneu vem para reforçar a nossa presença no mercado nacional de motocicletas onde a Levorin é líder em reposição. Com o lançamento, iremos cobrir mais de 80% do segmento urbano, oferecendo o mais esportivo pneu da categoria”, afirma Francis Ferreira, presidente da Levorin. Segundo Rafael Nogueira, gerente de marketing da Levorin, “o LEVORIN Street Runner é um pneu único, com o design mais arrojado do seu segmento, tanto no dianteiro como no traseiro, proporcionando assim uma ótima performance esportiva em todos os tipos de superfície, às motos de até 160cc”. 

CARACTERÍSTICAS: 1) Equilíbrio ideal entre quantidade e profundidade dos sulcos, proporcionando maior aderência “a pista seca, segurança em alta performance e ganho de resistência ao desgaste durante vida útil (maior área de contato com o solo – Foot Print) 2) Composto de borracha especial: Composto e design projetados para alto desempenho em superfícies secas e molhadas com excelente tração, melhor controle e frenagem em pista molhada, menor desgaste e maior durabilidade

LEVORIN Street Runner

Disponível em cinco dimensões, para motos de até 160cc 2.50-17 (traseiro): Italika-ST50, Italika-XT50, Shineray-50Q, TraxxMOBY50 e Traxx-STAR50. 80/100-14 (traseiro): HondaPOP100i, Honda-BIS100i, HondaBIS125, Honda-BIS100, HondaPOP100, Traxx-SKY50 e Traxx-SKY125. 900/90-18 (traseiro): Honda-CG FAN160, Honda-STAR160, HondaCG 125FAN, Honda-CG 150START, Honda-CG125 CARGOFLEX, HondaCG150 TITANFLEX, Honda-CG150 CARGO, Sundown-MAX SED 125, Honda-CG150 FAN FLEX, YamahaYBR 150 E FADOR, Yamaha-YBR 125 K FADOR e Yamaha-YBR 125 ED FLEX. 600/100-17 (dianteiro): HondaPOP 110i, Honda-BIZ 100i, Honda-BIZ 125FLEX, HondaBIZ 100 e Honda-POP 100. 2.75-18 (dianteiro): Dafra-RIVA 150, Shineray-XY 150MAX, Yamaha-YBR 150 E FACTOR, Yamaha-FAZER YS150 ED FLEX e Yamaha-YBR 125 K FACTOR.

3) Construção estrutural reforçada: Maior agilidade e precisão superior nas respostas, melhor dirigibilidade em condições extremas, maior segurança para o usuário e maior resistência.

©Fotos Divulgação

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PNEUS

Tipler com novos concessionários A JB Pneus é o mais novo Concessionário da Rede Tipler no estado, oferecendo serviços de recapagem na capital. Com uma tradição de 20 anos de atuação independente, a empresa viu na Tipler a oportunidade de uma parceria estratégica em busca de fidelidade e solidez, trazendo consigo um crescimento sustentável e mais rentável. A JB Pneus, que possui uma estrutura voltada para atender às necessidades dos transportadores da capital paulista e demais cidades próximas, conta com vários serviços de truck center, trazendo ainda mais vantagens a seus clientes. O proprietário da empresa, Wellington Barbosa, comenta que buscou na Tipler uma relação de segurança e sustentabilidade. Sendo agora parte da Rede Tipler, a JB Pneus conta com todo o apoio necessário através do Pacote de Valor Tipler, um conjunto de vantagens que proporciona aumento

contínuo da lucratividade de seus parceiros, agregando ainda mais valor aos produtos e modernizando os processos e a gestão de seus Concessionários. Em Minas Gerais a Rede Tipler passa a contar com mais um concessionário: a HD Pneus, da cidade de Lambari. Atuando há quatro anos no segmento de reforma, a HD Pneus viu na força e solidez da Tipler a parceira perfeita para crescer e ir mais longe. Produtos de alta performance, rendimento quilométrico superior, no tamanho exato da carcaça e com ligação já aplicada direto de fábrica (exclusiva tecnologia PPA – Pronta Para Aplicar da Tipler), fizeram com que a HD optasse pela Tipler para ser mais rentável. Garantir menor desperdício de matéria prima e maior aproveitamento de tempo do reformador é um dos compromissos da Tipler. Porém, não foram apenas os pro-

dutos que fizeram com que a HD Pneus se tornasse Concessionário Tipler, mas também o suporte comprometido e diferenciado das equipes das áreas técnica e comercial, que estão sempre próximos dos recapadores, auxiliando em processos produtivos internos e/ou na conquista e fidelização de clientes. O plano de expansão e crescimento da HD Pneus dentro da Rede Tipler já está em andamento. A empresa está construindo um Truck Center na cidade de Pouso Alegre, que tem por objetivos “auxiliar na fixação do nome da HD Pneus e da Tipler na região, junto a transportadores autônomos e importantes frotas, além de incrementar o volume de pneus reformados e de serviços prestados. Acreditamos que com isso agregaremos valor ao nosso serviço e conquistaremos a confiança dos clientes” afirma Henrique Maciello, diretor da HD Pneus. 

BKT presente na Agritechnica Um trator que pesa 1.500 kg (mais as rodas) pode ser transparente? Sim, se for de plexiglass. E pode ser transparente uma grande multinacional com milhares de empregados? Sim, se como a BKT, se mantiver aberta e permeável às inovações, à pesquisa e também ao mundo do trabalho, aos jovens e à sociedade. Ambas estas “transparências” puderam ser apreciadas na Agritechnica 2017, entre as feiras mais importantes do mundo para o setor da mecanização agrícola, que aconteceu em Hannover de 12 a 18 de novembro de 2017. A novidade principal em programa no stand BKT (HALL 3 – STAND B11) foi o pneu FL 637 (na medida 520/50 R 17) da família Flotation, um produto

FL 637

ideal para espalhadores, reboques e cisternas móveis, capaz de prestações excelentes tanto no campo como na estrada, também graças à tração excepcional, assegurada por um piso do pneu direcional com ótimas caraterísticas

V-Flecto SX

LOADER 53

de flutuação, baixa resistência ao rolamento e uma excelente auto-limpagem. Uma sensacional capacidade de carregamento e uma grande resistência são asseguradas pela estrutura dotada de cinto em aço. 

©Foto Divulgação

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PNEUS

Bridgestone equipa Renault Sandero Stepway

A Bridgestone é a fornecedora exclusiva do Renault Sandero Stepway. O automóvel é equipado com o pneu Turanza ER300 na medida 205/55R16 91V – o modelo é o principal produto da Bridgestone voltado ao conforto e estabilidade. O desenho assimétrico da banda de rodagem do pneu Turanza ER300 otimiza o desempenho da área de contato com o solo proporcionando um menor nível de ruído, além de maior estabilidade em pistas molhadas e melhor performance em curvas. Redução do consumo de combustível e durabilidade também fazem parte das características do pneu devido ao conjunto de tecnologia inteligente desenvolvida pela Bridgestone chamada Uni -T (Tecnologia Única em Pneus). “O modelo Turanza ER300 é resultado de constantes investimentos em pesquisa e desenvolvimento da Bridgestone para seguir a sua missão global de “Servir à sociedade com qualidade superior”. Para atingir esta meta, a empresa inova e vende produtos da mais alta qualidade e tecnologia proporcionando assim as melhores soluções do setor”, comenta Marcos Aoki, diretor de Vendas de Equipamento Original da Bridgestone. 

Inovações trazem melhorias para dirigibilidade Quando se fala em inovação no ramo automotivo, muitos já pensam em carros elétricos e autônomos, modernos sistemas de segurança e navegação inteligente. O que poucos se atentam é que a inovação está presente em todos os detalhes de um veículo, começando pelo pneu. O time de engenharia da Bridgestone trabalha intensamente para criar pneus mais leves que reduzem o peso do veículo e que usem menos matéria-prima, reforçando o cuidado da empresa com o meio ambiente. A empresa investe também em tecnologias para criar produtos de borracha mais sustentáveis e novas fontes renováveis de borracha natural, como o da planta guaiúle. O diretor de Vendas da Bridgestone, Renato Baroli, lista algumas tecnologias que revolucionaram o mercado de pneumáticos nos últimos anos e trouxeram grandes benefícios para diferentes perfis de consumidores: Pneus Run Flat – Os pneus Run Flat possuem borracha reforçada na lateral para garantir que, mesmo depois de uma perfuração, eles mantenham a forma, permitindo que o condutor dirija até 80 quilômetros de distância a uma velocidade de até 80km/h, até que seja possível realizar a troca do pneu. “Este é um exemplo emblemático justamente porque esta tecnologia permite maior segurança para o condutor e para os passageiros do veículo, já que eles não precisam parar e descer imediatamente após uma perfuração, podendo escolher o local mais adequado para realizar a substituição”. Cooling Fin – “Usada no segmento comercial urbano e nos pneus para

R268 – Linha Ecopia

caminhões e ônibus, a tecnologia exclusiva Cooling Fin possibilita que haja uma dissipação de calor mais eficiente e consequentemente uma maior durabilidade da carcaça, contribuindo para múltiplas reformas”, diz Baroli. Linha Ecopia – Para Baroli, a inovação tem que caminhar de mãos dadas com a sustentabilidade. Por isso, a Bridgestone desenvolveu uma linha de pneus batizada de Ecopia. Esses pneus são projetados com materiais que minimizam a resistência ao rolamento, aumentam a eficiência energética e ajudam a diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2). “Os pneus Ecopia são projetados com alto investimento em tecnologia de materiais que minimizam a resistência ao rolamento e aumentam a eficiência energética sem sacrificar a durabilidade”, explica. CAIS – A Bridgestone Corporation desenvolveu uma nova tecnologia para estimar o desgaste dos pneus. Baseado no conceito inovador denominado ©Fotos Divulgação

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PNEUS

“Jovens Campeões” da Campneus concluem curso automotivo

CAIS (Contact Area Information Sensing ou sensoriamento de informações da área de contato), a tecnologia permite ao usuário identificar o momento mais adequado para a substituição dos pneus. “Com o passar do tempo, os pneus começam a ficar desgastados. Com isso, sua capacidade de tração em pisos molhados pode diminuir. A nova tecnologia utiliza sensores ligados ao interior dos pneus para obter informações sobre as alterações na banda de rodagem durante a condução do veículo. Ao analisar essas informações, o dispositivo realiza uma estimativa em tempo real das condições de desgaste do pneu”. Tirematics – As inovações não ficam restritas apenas aos veículos de passeio. A tecnologia serve para monitorar em tempo real as condições de pressão e temperatura dos pneus dos ônibus para assim evitar problemas e eventuais atrasos no itinerário que é parte fundamental de uma mobilidade urbana eficiente. “Por meio do monitoramento, é possível antecipar problemas relacionados à pressão inadequada mesmo com o ônibus em movimento. Caso alguma anormalidade seja detectada, o sistema informa automaticamente, por meio de um alerta para tablets, smartphones, SMS e e-mail, tanto o supervisor das operações, como também o próprio motorista”, finaliza Renato Baroli. 

Após 5 meses de estudos, aulas práticas, discussões e muito aprendizado, o programa “Jovens Campeões”, um projeto realizado pela Campneus, maior revendedora Pirelli do Brasil, realizou no dia 12 de dezembro a formatura de sua primeira turma. Ao todo, 9 jovens de Campinas foram contemplados com bolsas de estudos para um curso técnico automotivo, mercado que busca incessantemente por profissionais capacitados para atender as demandas de manutenção e novas tecnologias. O projeto aconteceu pela primeira vez no município e foi realizado em parceria com a Escola do Mecânico, que ministrou as aulas, e com a SETA (Sociedade Educativa de Trabalho e Assistência), que ajudou a selecionar os jovens. Segundo Rocio Robles, coordenadora de RH da Campneus, o projeto foi

um grande desafio para a companhia, mas também uma troca de aprendizado entre as partes. “Conhecemos um pouco mais da realidade dos alunos selecionados e compreendemos a vontade deles em se formarem e desenvolverem uma carreira no setor automotivo. Utilizar a nossa expertise para capacitar e entregar ao mercado profissionais qualificados é uma grande satisfação. Sinto que formamos verdadeiros ‘Jovens Campeões’”, afirma. Para realização do “Jovens Campeões”, a Campneus contou com parcerias da MANN-FILTER, Stampjet, Cartech, Unistillo e da Coordenadoria da Juventude de Campinas. 

Continental investe em segurança digital automotiva A conectividade dos veículos já é uma realidade e novos sistemas estão sendo desenvolvidos para tornar os carros cada vez mais eficientes, autônomos e seguros. Visando ampliar e fortalecer a atuação em segurança digital automotiva, a Continental acaba de adquirir a startup israelense Argus Cyber Security, uma das líderes mundiais do segmento. Antecipando necessidades tecnológicas, a sistemista alemã já está se preparando e definindo estratégias para minimizar a exposição dos veículos inteligentes a ataques cibernéticos. A aquisição da Argus complementará a inteligência da Continental para oferecer produtos e so-

luções completas, além de softwares com tecnologia OTA (over the air), que permite atualizações remotas e criptografadas, aumentando a segurança das operações. "A única mobilidade segura é a mobilidade inteligente. Com a aquisição da Argus Cyber Security, nós estamos aprimorando nossas habilidades para desenvolver diretamente soluções e serviços em parceria com um dos principais especialistas em segurança digital automotiva. Queremos que a mobilidade seja cada vez mais inteligente e segura", afirma Helmut Matschi, membro do conselho executivo e head da divisão de Interior da Continental. 

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FENATRAN 2017

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intenso movimento de visitantes com decisão de compra e os negócios fechados já durante os cinco dias da FENATRAN – Salão Internacional de Transporte Rodoviário de Cargas superaram as expectativas de expositores e da organização. A perspectiva desde o início era a de que a 21ª edição do Salão acompanharia os sinais positivos emitidos pela economia do país. “Pelo retorno que tivemos dos expositores, essa edição foi uma virada para o setor, e se consolida como a melhor plataforma de negócios em transportes de cargas e logística”, avaliou Gustavo Binardi,

diretor de eventos da Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora Salão. O setor de transporte e de logística é um dos principais sinalizadores de desempenho da economia e, considerando a movimentação registrada na FENATRAN 2017, em sinergia com a MOVIMAT 32ª edição do Salão Internacional da Logística Integrada, que se encerrou na quintafeira, dia 19 de outubro, há fortes indícios da retomada do crescimento. O público, que superou os 50 mil visitantes esperados, pode ver as novidades em produtos e serviços preparadas pelos 350 expositores e especialmente pelos principais fabri-

cantes de caminhões, implementos rodoviários, autopeças, empresas de gestão de frotas e postos de combustíveis. Todas as sete marcas de caminhões que estiveram presentes na FENATRAN fecharam negócios, informou o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Antonio Megale. “O Salão foi um grande sucesso, tanto de público quanto no resultado comercial. As marcas estão aproveitando o momento de alavancagem da economia para retomarem a produção que estava parcialmente paralisada, e os frotistas estão aproveitando para renovar seus veículos”, afirmou. Megale disse ainda que a avaliação dos fabricantes sobre a organização do evento e sobre a infraestrutura do pavilhão também foram muito positivas. Na avaliação da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) o Salão também foi bastante positivo. “A FENATRAN consolidou o movimento de recuperação que a indústria está experimentando nos últimos meses”, afirmou Alcides Braga, presidente da entidade. Durante o evento as empresas associadas realizaram negócios nos dois segmentos. No setor Leve (carroceria sobre chassis) foram negociadas em torno de 150 unidades e no segmento Pesado (reboque e semirreboque) aproximadamente dois mil produtos. Além disso, são esperados para os próximos meses a venda de cerca de 1.200 produtos, na sua maioria pesados. Braga também é diretor ©Foto Divulgação

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Retomada do setor de transporte de cargas da Truckvan, que, de acordo com ele, acompanhou o forte movimento do Salão. “Abrimos muitas negociações novas e novos contatos com clientes, com isso, já fechamos várias encomendas”, adiantou. A palavra “sucesso” também integrou a avaliação do presidente da NTC&Logística, José Hélio Fernandes. Para ele, a FENATRAN 2017 “superou as expectativas”. “Acredito que essa pode ser considerada a FENATRAN da virada. Um marco na retomada da economia após uma crise sem precedentes. Estamos todos muito otimistas e esperançosos de que dias melhores virão”, disse. Fernandes afirmou ainda que todos os segmentos envolvidos com o transporte rodoviário de cargas demonstraram a intenção de voltar a investir. Bastante entusiasmado com os resultados do Salão, o diretor da área comercial da Volvo Caminhões, Bernardo Fedalto, também afirmou que o evento foi um “marco”. "Calculamos a venda de cerca de R$ 600 milhões em veículos, por volta de 1500 unidades, que devem ser comercializados a partir dessa edição, fora os R$ 300 milhões em serviços. Destacamos também que a taxa de conversão dos atendimentos foi de mais de 50% em 2017, número inédito. Recebemos muitos clientes médios e grandes, com lotes de 20, 30, 40 veículos”, afirmou. Taxa de conversão de atendimentos é o volume de negócios efetivamente realizados. Na Scania, segundo seu diretorgeral Roberto Barral, desde o início do ano a marca vinha registrando bons

resultados e na FENATRAN a boa expectativa foi totalmente comprovada. “Percebemos o sentimento de otimismo em todos os clientes que vieram ao nosso estande”, ressaltou. Barral disse ter ficado surpreso com o índice de aceitação do serviço inédito de manutenção, apresentado no Salão, que acompanhou os veículos vendidos da marca. Apesar de ser optativo, 90% dos clientes que fecharam negócios na Scania compraram também esse serviço. Para o diretor de Vendas e Marketing para Caminhões da Mercedes -Benz Brasil, Ari Gomes de Carvalho, a FENATRAN “foi melhor do que a encomenda”. “Recebemos um fluxo de clientes maior do que esperávamos. O mercado despertou, e o evento simboliza essa transformação. O que posso adiantar é que, muito prova-

velmente, zeramos nosso estoque de dois mil veículos que possuíamos antes do Salão”, comentou. Segundo Carvalho, os clientes vieram à FENATRAN com a intenção de renovar a frota ou ampliá-la por conta de novos contratos. “E a MOVIMAT, ao ser realizada simultaneamente, também atraiu para o pavilhão um público que não viria visitar os veículos”, afirmou. “Conseguimos realizar vendas efetivas e todos os pedidos feitos durante o Salão são de clientes com alto potencial de compra, e que certamente contribuirão para o crescimento das nossas operações no Brasil”, revelou o diretor Comercial da DAF Caminhões Brasil, Luis Gambim. A MAN também elogiou a qualidade dos visitantes e pelo poder de decisão de compra. “Teve um público muito grande que

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veio querendo fechar negócio, o que ficou muito acima da nossa expectativa inicial. O nosso estande ficou lotado de segunda a sexta”, afirmou o diretor de vendas de caminhões, Antonio Cammarosano Filho. Para a Iveco, a FENATRAN deu uma boa injeção de ânimo no setor. “Esse Salão trouxe o que não víamos há um bom tempo: gente sentando para fazer negócios e, principalmente, falar de coisas positivas, otimistas. Nos deu uma grande esperança, a de que quem precisa dos nossos produtos está deixando a crise para trás”, disse o gerente de Marketing Mauricio Correa. Implementos e serviços – O movimento no estande da Sascar, empresa do Grupo Michelin, foi “além das expectativas”, gerando ótimas oportunidades de negócios, segundo o diretor de Marketing, Bruno Portnoi. “Os novos relacionamentos e os contatos com os clientes feitos durante a feira nos dão a certeza de bons negócios a curto e médio prazo”. Portnoi considerou muito oportuna a realização da FENATRAN em conjunto com a MOVIMAT. “Conseguimos atender aos dois públicos. Para nós isso foi e é um agregador e intensifica nossos negócios”.

O gerente de Marketing e Gestão de Rede da Randon Implementos, Claude Padilha, afirmou que a participação da empresa na FENATRAN foi planejada para trazer produtos inovadores e oportunidades de negócios para os clientes. “Ficamos muito satisfeitos com os resultados, iniciando negociações diretas para futuras vendas”, completou. A presença estrangeira na FENATRAN foi destacada pelo assessor técni-

co da diretoria da Lavrita Vitor Mutton. "Além de um público muito interessado daqui do Brasil, recebemos muitos visitantes de toda América Latina, como Chile, Argentina, Uruguai, Peru, Costa Rica, Cuba, Guatemala, Bolívia, Panamá, entre outros países. O público é bem qualificado, e a realização junto da MOVIMAT atrai um pessoal que não viria nos visitar". Na Planalto, a presença do público também surpreendeu. Segundo o diretor comercial, Danillo Lisboa Mattos, houve uma visitação “maciça”, com “alta procura de clientes do Brasil e de fora”. De acordo com o supervisor regional de vendas da Zegla, Luiz Carlos Prigol, a empresa conseguiu comercializar entre R$ 120 mil e R$ 130 mil. “Recebemos aqui muitos compradores de fora: chilenos, colombianos, bolivianos, peruanos. O saldo é superpositivo”, destacou. 

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Salão Duas Rodas Novidades, alta tecnologia e muita adrenalina lado para compartilhar essa experiência, sua intenção e sua necessidade de compra”. Estreante no maior evento do segmento, a Vespa atraiu os visitantes com o colorido de seus veículos. As estrelas em destaque no estande do ícone italiano foram a Vespa Classic VXL 150 e o modelo de três rodas Piaggio MP3 Yourban Sport. Para Giuseppe de Paola, presidente da Kawasaki Ninja 400 - uma grata surpresa aos visitantes. Assef Beclly Vespa no Brasil, “esta edição do Salão Duas Rodas ovidades, alta tecnologia foi um momento histórico para a Vespa e e muita adrenalina mara Piaggio, na sua primeira aparição com caram a edição 2017 do um espaço próprio e um lançamento deSalão Duas Rodas realizadicado exclusivo a este evento". da no Expo São Paulo. Dos pequeninos “O Salão mostrou toda sua poaos mais experientes, todos disputaram tencialidade, com público numeroso, um espaço para conferir os lançamenamante das duas rodas e muitos profistos. Falando em lançamento, a Kawasaki sionais. Um palco cênico onde pudemos apresentou no Salão Duas Rodas 2017 a encontrar o nosso target e ficar próximo linha completa de produtos para 2018, dele”, afirma Giuseppe.O presidente da com destaque para dois novos lançamarca italiana no Brasil avalia o Salão mentos globais previstos para chegar como grande oportunidade “para os ao Brasil no segundo semestre de 2018: brasileiros demonstrarem o amor pela Z900RS e Ninja 400. marca-ícone que representa a Itália; Segundo Sonia Harue Ando, gerenuma lembrança de momentos felizes, e te comercial da Kawasaki, “o Salão Duas que é uma combinação perfeita de esRodas nos aproximou mais dos futuros tilo, tradição e qualidade excelente de clientes e pudemos trocar experiências produto e material”. E finaliza dizendo e expectativas com os nossos clientes que o resultado foi ainda mais positivo atuais. O teste-ride foi uma estratégia porque “a Vespa mantém seu espaço no muito positiva para nós e para os futumercado onde há crescente demanda ros clientes poderem ‘experimentar’ os de scooter, porque Vespa é o scooter, e produtos, entender o perfil de cada um o scooter é só Vespa!”. deles e, o melhor de tudo, estar do nosso

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Os destaques do estande foram a Vespa Classic VXL 150 e a Piaggio MP3 Yourban Sport. Irreverente e elegante, a Vespa Classic VXL 150 é o modelo que mudou a história nos anos 40 e continua sendo fonte de inspiração para quem busca praticidade. Repaginada, a VXL 150 ganhou novo design dianteiro e maior conforto e elegância nos assentos. O painel digital de fácil leitura, pneus mais amplos e rodas de liga leve são outros pontos de destaque deste clássico que fará bater mais forte os corações com seu motor 150cc. Tudo isso com quatro opções de cores: vermelha, amarela, branca e preta fosca. Mantendo o conceito revolucionário característico, a Piaggio apresentou o modelo MP3 Yourban Sport de três rodas. Ergononomia e segurança garantem potência e agilidade ao motor de 300cc da MP3 Yourban em todas as situações. O que faz do modelo único em sua categoria é a exclusiva e inovadora tecnologia das rodas frontais. A MP3 Yourban Sport faz curvas e contorna obstáculos com maior performance e aderência extraordinária nunca vista sobre três rodas. Vale ressaltar que já são mais de 130 mil veículos vendidos pelo mundo... A Primavera 125 cc, que figura dentre as favoritas de quem tem irreverência e muita paixão nas veias, é um modelo que foi lançado em 1968, porém mantém a tradição e o charme original, com ares futuristas e elevado nível de segurança – corpo de aço altamente rígido, freio a disco de 200 mm, nova suspensão dianteira e sistema de segurança ABS. Definida pela marca como “Brio, ©Foto Divulgação

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Estande da Vespa.

caráter e desempenho” a Vespa GTS 300 Super é um modelo com características esportivas. O diferencial da categoria é o poderoso motor de 300 cc que está sendo adotado pela primeira vez em uma Vespa. Aos amantes da velocidade, a Piaggio apresenta ainda a Liberty S 150 i-Get. Para este modelo, em parceria com a Bosch, a Piaggio desenvolveu um sistema ABS de controle do freio eletrônico que, em caso de travagem brusca, impede o bloqueio da roda dianteira. Vale destacar o exclusivo acabamento cromado com computador de bordo LCD e painel de instrumentação digital. Já a Riffel Motospirit recheou o estande da marca de acessórios e equipamentos de segurança. De acordo com Charles Koschnik, diretor comercial da empresa, “a edição 2017 do Salão Duas Rodas para nós foi bastante positiva, tivemos a oportunidade de recepcionar e negociar com vários de nossos clientes vindos de diversas regiões do Brasil e América Latina, fortalecendo a imagem da empresa, divulgando nossa marca junto ao trade e também ao público consumidor final, que pela primeira vez teve a oportunidade de realizar uma experiência de compra em nossa loja com nossos produtos da linha de roupas de segurança, o que mostrou-se uma experiência também muito gratificante, pois tivemos a oportunidade de conhecer

melhor esse consumidor, entender e atender seus desejos e necessidades”. Se por um lado "o saldo para a Riffel Motospirit foi positivo e sem dúvida consolidamos ainda mais nossa posição de liderança nos segmentos que atuamos”, por outro, Charles lamenta que “embora para a Riffel a experiência tenha sido muito boa, lamentamos o fato desta edição contar com menor número de expositores da linha de peças de reposição. Certamente a crise e os altos custos cobrados pela promotora do evento inviabilizou maior participação, fazendo com que a feira perdesse importância junto a varejistas e atacadistas do setor de reposição de motopeças. Vários de nossos clientes deixaram de vir ao evento”. O diretor comercial sugere que “este fato precisa ser revisto para que o Salão Duas Rodas continue a ser o principal evento do setor e que tenhamos na próxima edição um melhor aproveitamento do investimento realizado”. De acordo com o diretor e fundador da 4Ride, Gustavo Carvalho, seu primeiro contato com o público do setor foi positivo quando o assunto é clube de motos compartilhadas. “Posso dizer que o lançamento oficial da 4Ride foi positivo, superando as expectativas e nossa aceitação foi de 99%” e com um volume de negócios potenciais chegando aos R$ 300 mil reais que contabilizamos através das fichas de interesse preenchidas nestes dias." Gustavo contou que outro ponto a favor foram a faixa etária e o interesse diversificado nos tipos de clubes. “Ficamos surpresos com a aceitação do público sênior também, além do jovem já previsto. E dentre eles, notamos interesse nas três modalidades de clubes de motos premium propostas”, ressalta Gustavo. “Nossa presença no Salão também foi termômetro para indicar que estamos no caminho certo e que este é mais um passo para o futuro da economia compartilhada", conclui. 

Honda Navi: fun-bike com a versatilidade das scooters Moto ou scooter? As respostas possíveis são "ambos" ou "nenhum": urbano e nada convencional, o Navi (Novo valor agregado para Índia), é um projeto inédito, apresentado em 2016 pela Honda, que rompe paradigmas e oferece a sensação de pilotar uma motocicleta com o conforto e praticidade dos scooters. O design inovador do modelo foi idealizado para fazer com que cada usuário intervenha no visual de seu próprio Navi, que pode e deve ter características e estilos próprios. Para isso a Honda oferece uma série de componentes especiais e acessórios onde os donos do Navi podem desenvolver as possibilidades de customização. Dotado de transmissão automática CVT, baixo peso e dimensões determinadas para torná-lo acessível a todo tipo de usuários, o Honda Navi é o exemplo perfeito de um novo conceito de mobilidade sobre duas rodas divertida, inovadora e conectada com novas tendências. Seu propulsor é um motor de 110 cm3, e traz rodas de 12 polegadas na dianteira e 10 polegadas na traseira. 

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Salão de Detroit

O primeiro grande show automotivo do ano

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North American International Auto Show (NAIAS), realizado desde 1907, é o evento que inaugura o calendário de grandes salões automotivos internacionais. Realizado nos 80 mil metros quadrados do Cobo Center, em Detroit, entre 20 e 28 de janeiro, mostrou cerca de 70 lançamentos de marcas com presença global ou apenas americana. Participaram mais de 200 expositores, entre fabricantes de automóveis de todo o mundo e de sistemas e componentes. A seguir apresentamos várias novidades marcantes do evento.

Ford

Três modelos exuberantes para agradar o público caseiro A Ford apresentou três grandes novidades no Salão Internacional de Detroit 2018. Um dos grandes destaques é o Mustang BullittTM de terceira geração – em edição limitada comemorativa do 50º aniversário do filme clássico “Bullitt ”, de Steve McQueen. Estreiam também o novo Edge ST, o primeiro SUV tunado pela Ford Performance (divisão de carros de alto desempenho da marca) e a Nova Ranger, esta exclusiva para o mercado americano.

Edição especial Mustang BullittTM O novo Ford Mustang BullittTM, apresentado no evento pela atriz Molly McQueen, neta de Steve McQueen, será lançado em meados do ano nos EUA e é equipado com um motor V8 5.0 especialmente calibrado com potência de mais de 480 cv e torque de 569 Nm, chegando à velocidade máxima de 262 km/h. O Mustang GT 1968 original que estrelou o premiado filme “Bullitt” com Steve McQueen também faz parte da mostra da Ford no salão, dando fim a um mistério de 40 anos sobre o paradeiro do carro. ©Foto Divulgação

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Primeiro SUV de Performance da Ford

Mustang BullittTM é uma homenagem ao GT 1968 que estrelou o filme “Bullitt”.

O modelo tem transmissão manual e exibe uma bola branca na manopla do câmbio, como um tributo ao modelo original. Também vem com válvula ativa no sistema de escapamento, tunada para dar ao carro um ronco característico. Outro equipamento de série é o painel de instrumentos com tela digital de 12 polegadas, igual à do novo Mustang que começa a ser vendido no Brasil este ano, mas com uma tela de boasvindas exclusiva, em verde, e a imagem do BullittTM estampada. Suas opções de cor são limitadas ao preto Shadow e ao clássico verde Dark Highland usado no filme. Outras características que homenageiam o carro dirigido por McQueen são os frisos finos cromados ao redor da grade e das janelas dianteiras e as clássicas rodas de alumínio de 19 polegadas. Por dentro e por fora, o veículo traz poucos emblemas. Externamente, vêse apenas o logotipo circular BullittTM aplicado na falsa tampa de combustível na traseira.

Disponível apenas nos EUA, o novo Edge ST é a primeira versão revelada pela Ford da linha 2019 do utilitário esportivo. No final do ano, o modelo também será lançado na Europa nas versões Vignale, ST-Line, Titanium e Trend, com novos motores diesel, estilo aprimorado e tecnologias sofisticadas de assistência ao motorista. O novo Edge ST traz o motor V6 mais potente da categoria, um EcoBoost 2.7 de duplo turbo, especialmente tunado, com potência de 340 cv e torque de 515 Nm. A transmissão automática de oito velocidades com engates rápidos e a suspensão com ajuste esportivo garantem uma condução dinâmica. Além disso, o novo modo “Sport” permite uma resposta de aceleração e padrões de mudança mais agressivos, junto com um som de escape mais forte. O novo Edge vem de série com mais tecnologias de assistência ao motorista que qualquer outro SUV da categoria nos EUA, incluindo recursos inéditos na marca e no segmento. Outros equipamentos incluem câmeras dianteira e traseira de 180 graus, estacionamento automático aprimorado e sistema de áudio premium B&O Play da Harman, com 12 alto-falantes, especialmente ajustado para o Edge.

Ford Edge GT: primeiro SUV tunado de fábrica da marca.

Nova Ranger: de volta ao mercado americano.

Ranger exclusiva A nova versão exclusiva da Ranger para os EUA traz um estilo exterior único, com faróis e lanternas traseiras de LED e tecnologias avançadas como frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego com cobertura para reboque – inédita no segmento, assistência de frenagem com detecção de pedestre, assistência de manutenção na faixa e piloto automático adaptativo. Novas funcionalidades também tornam a direção da picape mais fácil e divertida, em estrada e fora de estrada. O pacote opcional FX4 Off-Road adiciona protetores de carroceria, pneus especiais e suspensão tunada. O sistema de gerenciamento de terreno e o controle Trail ajudam a rodar em pistas mais radicais. A picape é equipada com motor EcoBoost 2.3 a gasolina e transmissão automática de 10 velocidades.

BMW

X2 amplia família de SUVs da marca alemã O Salão de Detroit serviu de plataforma para o lançamento mundial do novo BMW X2, o mais novo integrante da família BMW X, e que tem lançamento no Brasil confirmado para o primeiro semestre de 2018. O modelo fica posicionado entre o X1 e o X3. No Brasil, será vendido com motor 2.0 quatro cilindros turbo de 192 cv e transmissão automática de sete velocidades. O motor é o mesmo do X1. A tração, integral, será item de

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BMW X2: confirmado para o Brasil.

série apenas no X2 diesel que estará disponível apenas para o mercado europeu, enquanto a versão a gasolina que será a única a ser vendida no Brasil, terá tração dianteira. O modelo a ser vendido no mercado brasileiro terá aceleração de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos, e poderá rodar até 18,1 km com um litro de combustível.

NISSAN

Xmotion concept faz a fusão entre tecnologia e arte japonesa Contando com a longa tradição da Nissan no segmento de SUVs e crossovers de ponta, a exemplo dos recém -lançados Nissan Kicks e Rogue Sport, o novo Nissan Xmotion concept é uma viagem exploratória ao mundo do design que têm seu fim em um revolucionário SUV compacto. Revelado nesta edição 2018 do Salão do Automóvel de Detroit, o design

Nissan Xmotion Concept une tecnologia e tradição oriental.

do Xmotion concept apresenta fortes pinceladas de um SUV tradicional, como imponência, grandes proporções e para -lamas volumosos equipados com rodas e pneus prontos para qualquer tipo de terreno. Mas o nome Xmotion (pronuncia-se “cross motion”, em inglês) revela que o conceito é uma fusão entre a cultura e a arte tradicional japonesa, a praticidade ao estilo americano e a nova geração das tecnologias da Mobilidade Inteligente da Nissan.

Exterior do Xmotion concept é robusto, mas sofisticado Carros-conceito apresentam uma visão do futuro, um sonho em três dimensões. Abrindo uma janela para a nova geração de crossovers e SUVs da Nissan, o exterior do Xmotion concept projeta uma dimensionalidade ousada, que os designers chamaram de “força intencional”. Há uma impressão imediata que a carroceria protege tanto a cabine como seus ocupantes. A “camada exterior” do Xmotion concept é uma armadura que protege o coração e as bases do veículo, que ficam expostas nos para-choques dianteiros e traseiros e nas soleiras laterais, sinalizando sua robustez intrínseca. A simplicidade escultural do design do Xmotion concept contrasta com o desenho das rodas robustas e dos pneus para todo o tipo de terreno. Assim como o restante do veículo, as rodas com design inspirado em ferramentas mecânicas e os pneus para todo tipo de terreno se apresentam como um único elemento, com a banda de rodagem fisicamente laminada sobre as rodas de liga de alumínio de 21 polegadas. Esta montagem dá a impressão de que os pneus formam parte da roda, fazendo com que os aros cobertos de borracha pareçam mais largos do que realmente o são. Os pneus foram desenvolvidos em conjunto com a Michelin, com construção de esvaziamento limitado (run-flat).

Layout interno tipo “4+2” Assim como no design externo, o ponto de partida para o interior impressionante do Xmotion concept foi a harmonia entre elementos tradicionais japoneses e toques tecnológicos que remetem a um estilo de vida futurista. Apesar de os designers terem empregado materiais, artes e técnicas de construção tradicionais, estes elementos foram aplicados para conferir uma estética moderna ao design. Graças à grande distância entre eixos, já que as rodas e pneus foram posicionados nas extremidades da carroceria, o Xmotion concept permitiu a criação de um layout renovado para acomodar os passageiros, com configuração do tipo 4+2. Com três fileiras de bancos individuais posicionados lado a lado, o layout foi projetado para oferecer o espaço perfeito para acomodar um jovem casal, outro casal e duas crianças ou animais de estimação na terceira fileira. Paisagem com ponte O interior foi criado para remeter a uma paisagem japonesa. O assoalho representa um rio – com o console central fazendo as vezes de ponte, que conecta as áreas dedicadas aos passageiros na frente e atrás. Parte central do design interno, o console foi produzido por meio da técnica tradicional de arquitetura japonesa conhecida como kanawa tsugi. Esta arte de carpintaria utilizada na construção de templos e santuários religiosos faz a união de elementos sem a utilização de um único prego ou cola, sendo reconhecida por sua durabilidade e resistência. Interface gráfica do usuário mais humana A Interface Homem-Máquina (HMI – Human Machine Interface) do Xmotion concept é tão simples como o próprio design do veículo. Por exemplo, a mudança do modo de condução ProPILOT para o ©Fotos Divulgação

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Desejamos aos nossos clientes, amigos e fornecedores, um Feliz Natal e que 2018 seja

repleto de conquistas e vitórias e esperamos fortalecer ainda mais a nossa parceria,

pois o seu sucesso e a nossa recompensa. Esses sao os sinceros votos da Equipe Auriquimica.

São Paulo Av. Henry Ford, 1.980 - São Paulo - SP Tel: 11 2066-5600 | Fax: 11 2066-5612 auriquimica@auriquimica.com.br

Rio Grande do Sul R. Guia Lopes, 1.203 - N. Hamburgo - RS Tel: 51 3524-5600 | Fax: 51 3524-7833 vendas01sul@auriquimica.com.br

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modo manual – e vice-versa – pode ser feita por meio do PD Commander, localizado no console central e na chave da direção. O Xmotion concept também inclui um total de 7 displays digitais. Além das três telas principais, displays localizados à esquerda e à direita se estendem pela largura do painel de instrumentos. Também foi instalado um “espelho digital de ambiente” no teto e um display no console central. Os displays e o sistema de infotainment podem ser controlados por gestos e movimentos oculares.

“Carpa flutuante” tem a função de assistente pessoal virtual A autenticação digital é utilizada para dar a partida no Xmotion concept. Quando o motorista toca o dispositivo de autenticação digital na parte superior do console, inicia-se a sequência de abertura e a inicialização do assistente pessoal virtual, que assume a forma de uma carpa japonesa (koi). A carpa dá um salto para a tela principal e, após se conectar ao smartphone do motorista, inicializa o sistema de navegação para reconhecer o destino e ativar outras informações úteis para o usuário, como previsão do tempo, dados sobre o veículo e músicas. O sistema de navegação também reconhece as “informações” detectadas no entorno do trajeto.

MINI

Hatch e Cabrio repaginados vêm para o Brasil A MINI escolheu a edição 2018 do Salão de Detroit, nos Estados Unidos, para revelar mundialmente as novidades para o MINI Hatch, de 3 e 5 portas, e também para Cabrio (conversível). O novo design chegará ao Brasil no segundo semestre deste ano. Entre as novidades estão faróis equipados com painéis escurecidos

Mini Cabrio e Hatch foram renovados.

e que conferem uma aparência mais atraente à parte frontal do MINI. As lanternas traseiras, por sua vez, exibem luminosidade gerada por LEDs e desenho que remete à Union Jack, a bandeira do Reino Unido, como forma de prestar uma homenagem à sua origem britânica. Em Detroit foram apresentadas três novas versões de cores externas, de acabamento metálico, e que complementarão a gama de tonalidades disponíveis para a carroceria do modelo: laranja metálico Solaris Orange, azul metálico Starlight Blue e a inédita cinza metálico Emerald Grey. O salão norte-americano marca também a estreia do novo logotipo da MINI, concebido em 2D e que poderá ser visto na dianteira e traseira dos modelos assim como no volante, na tela do instrumento central e na chave. Os novos MINI também passam a contar com novos modelos de roda de liga leve. No interior, os destaques ficam por conta da possibilidade de configuração com assentos em couro Chester Malt Brown para os modelos Hatch de 3 e 5 portas. Outra novidade é a Superfície Interior Iluminada MINI Yours, com desenho estilizado da bandeira britânica, no painel, do lado do passageiro. O sistema de infotainment do MINI Hatch e Cabrio inclui ainda uma tela sensível ao toque. E entre os novos recursos do sistema MINI Connected, o destaque vai para a nova funcionalidade MINI Online, que inclui conteúdo de notícias atualizadas e alertas meteorológicos. Através do Journey Mate possibilita enviar trajetos planejados a partir de um

smartphone ou de outros dispositivos conectados ao sistema de navegação MINI, por meio do aplicativo MINI Connected XL. Outro recurso recém-disponível é a preparação da Apple CarPlay, capaz de transferir a interface de algumas funcionalidades do iPhone para o sistema de infotainment do veículo com a ajuda de conexão sem fio (wireless).

VW

Novo Jetta: World Première no Salão de Detroit A Volkswagen continua trabalhando vigorosamente na estratégia de consolidação regional na América do Norte: a marca apresenta no Salão de Detroit (EUA) a sétima geração de seu modelo mais bem-sucedido na região, o Jetta. O Novo Jetta mede 4,702 mm de comprimento (+43 mm do que a geração anterior) e a distância entre-eixos foi alongada em 35 mm (agora são 2,686 mm). Para colocar isso em perspectiva: as dimensões do Novo Jetta são próximas às do Passat europeu. Em comparação com o Jetta de sexta geração, o balanço dianteiro foi encurtado em 10 mm e o balanço traseriro está mais longo em 18 mm. Isso dá ao Novo Jetta um olhar mais refinado, estendido e elegante. O Volkswagen tem 1,799 mm de largura (+21 mm) e 1,459 mm de altura (+6 mm). Dimensões que garantem ainda mais espaço em toda a cabine. O porta-malas permanece com 510 litros – um dos maiores em seu segmento. 

Novo Jetta tem tamanho parecido com o do Passat europeu. ©Fotos Divulgação

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CONFIANÇA: NOSSA QUÍMICA, NOSSA VIDA. Com mais de 75 anos e com uma história de sucesso, a Química Anastacio está entre as maiores distribuidoras de produtos químicos do Brasil, oferecendo uma linha completa de produtos para os diversos segmentos de mercado. Com atendimento personalizado, qualidade assegurada, suporte técnico especializado, logística customizada às necessidades do cliente e pontualidade nas entregas, a Química Anastacio atende a todas as demandas através de seus 5 Centros de Distribuição, laboratórios próprios, parque de tanques a granel e linhas de envase em ambiente GMP. Na Química Anastacio, confiança e credibilidade estão sempre presentes na nossa química e em nossa vida.

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O seminário mostrou que há alternativas tecnológicas ao alcance das empresas que estiverem dispostas a investir em produtos de ponta e competir de igual para igual com concorrentes estrangeiros.

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corrido em dois locais distintos, o primeiro no ISI Engenharia de Polímeros, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, durante o “22º Seminário de Atualidades Tecnológicas” e o segundo no dia 13 de novembro, em São Paulo, o Seminário foi um evento especial em comemoração aos 25 anos da Retilox Química e focado nas possibilidades de aplicação da tecnologia de cura à base de peróxidos, bem como na quebra de mitos e paradigmas. Organizado pela Revista Borracha Atual, o local do evento foi o Milenium Centro de Convenções, na Vila Mariana, São Paulo, onde participaram profissionais renomados como Antonio D´Angelo, da Retilox Química; Antonio José Co-

lombo Jr., da Horizon Borrachas; Marco Antonio Cardello, da Magma-Mix; Ralph Böhm, da Kuraray; Profº Valdemir José Garbim, José A. Vizagre, da Retilox Química e Luciano Vicente, da L.V Consultoria e Representação. Eles apresentaram interessantes palestras e assuntos sobre os seguintes temas: Modernos Sistemas de Cura Base Peróxidos com redução de custos globais, Vantagens da utilização de peróxidos em borracha natural, Quebrando paradigmas – Peróxidos versus Enxofre (Borracha Líquida) como co-agente para EPDM, cura peróxido, Peróxido de Dícumila Reação com Polímeros, Nova Geração de Peróxidos e seu comportamento nos testes dinâmicos e Flúor-Elastômeros Curados com Peróxidos. Seguindo a programação, após as palestras, houve homenagens da Retilox aos palestrantes, entregando a cada um deles uma placa de reconhecimento, por sua admirável dedicação em buscar inovações e soluções ao campo da reticulação peroxídica. A ABTB , Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha se fez presente sorteando um Livro do Professor Elyo Caetano Grison e um convite para o 17º Con-

anos

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gresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha que ocorrerá em Junho de 2018. O encerramento do evento paulista se deu ao final da tarde com um coquetel de confraternização e uma das ações pós-evento foi o envio de certificados a todos os participantes. No evento gaúcho também houve sucesso de público e as inscrições foram encerradas com antecedência ao evento. Profissionais renomados como o Prof° Elyo Grison, Marco Cardello (Magma-Mix), Luciano Vicente (L.V Consultoria e Representação), Antonio D´Angelo (Retilox Química) e Janir Zago (Retilox) apresentaram os seguintes temas: As Vantagens da Cura Peroxídica, Ruptura de Paradigmas – Peróxidos versus Enxofre, Flúor- Elastômeros Curados com Peróxidos, Modernos Sistemas de Cura base peróxidos com redução de custos globais, Alterações Reológicas de Poliolefinas com ganhos de propriedades físicas sem perda de Reciclabilidade. Houve duas homenagens; a primeira do Professor Elyo Grison, que dedicou sua apresentação ao Sr. Antônio Feijó, reconhecido profissional da área de elastômeros, falecido no último ano, e a segunda foi da própria Retilox, que prestou reconhecimento ao professor Elyo Grison, por meio de uma placa de homenagem, por sua admirável dedicação em buscar inovações e soluções ao campo da reticulação peroxídica. ©Fotos Divulgação

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A cura peroxídica A cura peroxídica veio muito após a descoberta da vulcanização com enxofre (Charles Goodyear, 1829) e no início não teve desenvolvimento tão grande como seria de esperar. A cura peroxídica foi se firmando com o advento dos elastômeros de silicone (Hyde, 1931). A consciência ecológica que começou a tomar vulto na segunda metade do século XX criou condições para que a cura peroxídica conseguisse se desenvolver em qualidade e quantidade sendo de grande utilidade, pois a consciência ecológica clama por alternativas menos poluidoras. Olhando o elenco de alternativas para a reticulação, os sistemas de cura à base de peróxidos despontam como solução satisfatória, seja pela variedade de grades hoje disponíveis, seja pelas características de a toxidez que apresentam. O constante e rápido avanço tecnológico associado a especificações cada vez mais rígidas e à maior consciência quanto aos problemas toxicológicos, tem nos conduzido à substituição da vulcanização tradicional, via enxofre e aceleradores, pela reticulação/cura por peróxidos orgânicos. Os mitos sobre as deficiências da cura peroxidica vêm sendo desmitificados cotidianamente e a quebra de paradigmas é dificil mas não impossível quando se compreender que se trata de pura inovação tecnológica. A eficiência da reticulação dos novos sistemas de cura base peróxido especiais torna possível sua aplicação em compostos onde eram banidos devido à influência de certos ingredientes da fórmula. Problemas da atual tecnologia de cura - A tecnologia atual para a produção de borracha vulcanizada segue o mesmo conceito, há muitos anos, e emprega formulações, de um modo geral, complexas, com inúmeros ingre-

Presença de especialistas foi um dos destaques do seminário.

dientes, altas perdas por pré –queima e baixa vida útil dos compostos. Os processos produtivos de compostos de borracha são complexos e requerem diversas operações unitárias, a aceleração geralmente é adicionada após descanso de 24 horas da massa em cilindro aberto para se evitar a pré - cura. (+ Energia + tempo + MO) Os tempos de cura, em geral, são longos, determinantes para a baixa produtividade e maior consumo de energia com mau aproveitamento da hora homem e hora máquina. Os problemas de migração e afloramento são uma constante. Maior dificuldade e alto custo no processo de reciclagem para reutilização de rebarbas ou peças mal reticuladas. O alto custo global, resultante, faz que as indústrias trabalhem com margens pouco remunerativas. A tudo isso soma-se os problemas com saúde ocupacional, relacionados às nitrosaminas. A nova tecnologia de reticulação, desenvolvida pela equipe de P&D da Retilox, muda o atual conceito, permitindo a produção de artefatos com excelentes propriedades, custos globais menores e maior produtividade. As inovações embutidas nesta tecnologia já são aplicadas industrialmente, seja para artefatos que exijam excelente desempenho, quebrando paradigmas referen-

te às propriedades dinâmicas, idênticas às obtidas pelo atual sistema a base de enxofre e aceleradores. A adoção dos sistemas de cura a base de peróxidos se torna viável em todos os aspectos, pois derruba os mitos e paradigmas com o avançado estágio de inovação, enormes variedades de tipos, com scorch seguro, cura a baixa temperatura, alta produtividade, bis peróxido sem blooming, dicumila sem odor etc… Esta tecnologia permite que se atinja qualquer propriedade física exigida, além da facilidade da reciclagem e por ser correto ecologicamente atendendo os atuais requisitos da sustentabilidade. A política de reciclagem nas empresas utilizando as janelas das paradas dos próprios equipamentos existentes na empresa , sem necessidade de novos investimentos em máquinas. Os sistemas de cura à base de peróxidos conferem maior segurança por estarem desensibilizados. Portanto, não são classificados como perigosos e podem ser transportados, estocados e utilizados de forma confiável e sem toxidez.  Mais informações: www.retilox.com.br Tel: +55 114705-9460 ou contato@retilox.com.br dangelo@retilox.com.br

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Amazonas marca presença no SENAI

‘Química 4.0’: tema de palestra no 22º ENAIQ O 22º Encontro Anual da Indústria Química (ENAIQ), realizado no dia 8 de dezembro, no WTC Events Center, na capital paulista, reuniu representantes do governo e profissionais da indústria química para debater a inserção da química nacional no cenário global, as mudanças no cenário energético e de matérias-primas mundial e os impactos no setor químico. Um dos destaques foi a participação do convidado internacional Wolfgang Falter, líder global do Setor de Químicos e Materiais Especiais da Deloitte, que fez a apresentação “Química 4.0 – crescimento por meio da inovação em um mundo em transformação”. A programação do ENAIQ ainda teve a apresentação dos dados referentes ao faturamento, participação no PIB e balança comercial do setor em 2017, e uma homenagem e entrega de medalhas aos alunos vencedores das Olimpíadas de Química e a 16ª edição do Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia, o qual premia projetos que demonstram a inventividade e a criatividade de empresas e pesquisadores, nas categorias: Empresas Nascentes de Base Tecnológica (Startups), Empresa e Pesquisador. 

Referência no mercado e um dos maiores fabricantes de componentes para a indústria calçadista da América Latina, o Grupo Amazonas participou do curso “Processos de qualidade para área de calçados”, da Escola de Educação Profissional- Senai Ildefonso Simões Lopes, de Novo Hamburgo (RS), que teve como foco analisar fatores que influenciam a qualidade do calçado. No encontro, realizado no mês de novembro, os 23 participantes puderam aprofundar um pouco mais a questão da colagem, um dos maiores desafios enfrentados pelo segmento. Para Lidmor Carvalho, Gerente Nacional do Negócio de Calçados do Grupo Amazonas, esse tipo de iniciativa traz diversos pontos positivos. De um lado o Senai se firma como uma das instituições mais importantes e focadas em treinamentos, parcerias e divulgações envolvendo o setor coureiro calçadista, e do outro a Amazonas tem a oportunidade de divulgar seus produtos, tecnologias, mostrar sua capacidade técnica e comercial, participando de treinamentos sobre processos de colagens, adesivos e materiais: “Ficamos bastante satisfeitos com o resultado, afinal o retorno foi dos mais positivos. Agradeceram a disponibilidade e elogiaram muito nosso conhecimento técnico. Com isso, a instituição sinalizou

interesse em nos convidar para participação em outros cursos que envolvem materiais, processos e colagens e até um específico sobre colagens”, destaca. Afora o treinamento realizado no Senai de Novo Hamburgo, o Grupo Amazonas tem alguns acordos de cooperação com unidades da instituição pelo Brasil. Para as unidades Senai de Campina Grande e João Pessoa (PB) fornece materiais e, recentemente, ministrou curso na carreta itinerante, em Campina Grande. Em Juazeiro do Norte e Sobral (CE), a parceria contemplou, há pouco tempo, dois treinamentos direcionados ao corpo docente, enquanto que com a Escola de Calçados do Senai de Jaú (SP), pela proximidade com a matriz da empresa em Franca, pôde receber dois ônibus de alunos e professores em visita às instalações. 

Sabó lança juntas superiores para linha leve Atualizando seu portfólio de produtos, a SABÓ lança para o mercado de reposição jogos de juntas superiores para a Linha Leve. São trinta e seis novos itens, atendendo veículos nacionais, de várias marcas e modelos de motorização, dentre eles: GM, Fiat, Renault, Hon-

da, Toyota, Citröen, Ford, Volkswagen e Peugeot, alguns com opções de “com ou sem retentor” e também, motores com tecnologia Flex. Além de serem os mais eficientes e econômicos do mercado, possuem opção de junta de cabeçote metálica e em fibra (não amianto).  ©Fotos Divulgação

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Tipler apresenta nova identidade visual

Os produtos Tipler estão de cara nova. Com mais de 40 anos de história, a marca renova sua identidade visual em um momento visto como estratégico. O lançamento do novo logotipo da Tipler traz consigo um reposicionamento das linhas de produtos da marca e também de todo o conceito de comunicação com o mercado. O logotipo mantém as linhas e cores originais da marca, porém, em uma releitura mais moderna. As alterações vêm em um momento importante para a marca, que está mais competitiva no mercado. As mudanças e o novo posicionamento podem ser vistos nos principais canais de comunicação da marca, como site institucional, e-mails marketing e perfis das principais redes sociais, especialmente a fanpage no Facebook. “Os princípios norteadores dessa nova fase da Tipler poderão ser conhecidos em um filme manifesto lançado no canal do Youtube. Além da identidade visual, a empresa promove um reposicionamento de suas linhas de produtos”, diz Rodrigo Farina, novo gerente de Negócios. Agora a Tipler passa a ter três linhas de bandas prémoldadas, cada uma com características particulares para atender as mais diversas necessidades específicas dos transportadores e reformadores. A linha Ultra ganha ainda mais força, e passa a contar agora com 13 desenhos. Alterações no composto das bandas Ultra as tornam ainda mais resistentes à abrasão e, por consequência, aumentam ainda mais o seu desempenho quilométrico. A linha Ultra, referência pelas caractewww.borrachaatual.com.br

rísticas “Tarjas Laranjas”, voltam a ser protagonistas dentro do portfólio da Tipler, retomando sinônimo de qualidade em bandas de rodagem reconhecido pelos transportadores desde a década de 1980. A linha Eco+ passa por uma reestruturação, e ganha bandas com composto de borracha diferenciado. Voltada à redução da resistência ao rolamento, que auxilia na redução de consumo de combustível dos veículos, a linha Eco+ tem conceito de sustentabilidade e economia. Bandas mais leves, com peso otimizado também são novidade, proporcionando maior competitividade para os Concessionários da Rede Tipler. A recém lançada linha Forte reúne bandas para o segmento misto e fora de estrada, onde a severidade de piso é altíssima. Contando com um composto diferenciado, voltado para a resistência à picotamentos, lacerações e arrancamentos, as bandas da linha Forte atendem a aplicações em canteiros de obras e regime canavieiro, por exemplo, resistindo ao trabalho bruto e gerando ótimos resultados para o usuário final. Uma das grandes novidades em termos de produtos é a TipTread, que surge como uma segunda linha da Tipler, mas com o diferencial de distribuição exclusiva para os Concessionários da Rede Tipler. Ela foi desenvolvida para ser uma alternativa extremante competitiva para o segmento de entrada, conta com bandas com peso reduzido e baixa profundidade de sulco, tornando-as mais leves. Com desenhos para atender a todas as principais aplicações do segmento de transporte, a TipTread é uma solução eficiente para os Concessionários Tipler e transportadores. 

Solvay lança polímero híbrido A Solvay está lançando o Ixef® 3012, polímero de poliarilamida (PARA) reforçado com 55 por cento de fibra de carbono e fibra de vidro. O novo material foi desenvolvido para proporcionar resistência e rigidez extremamente elevadas, combinadas com menor densidade e um acabamento de superfície excepcional. “O Ixef® 3012 PARA destina-se a componentes longos, finos e leves que não precisam de pintura e são capazes de atender a funções mecânicas exigentes em aplicações aeronáuticas/aeroespaciais, automotivas e de bens de consumo”, diz Thomas Kohnert, Gerente dos Produtos Ixef®, Kalix® e Omnix® da unidade global de negócios Specialty Polymers da Solvay. “A união híbrida de fibra de carbono e fibra de vidro oferece superior característica técnica de flexão e abre um amplo potencial de substituição para o metal com redução de peso e integração de sistemas, enquanto a sua alta capacidade de fluidez permite a moldagem econômica por injeção de peças delicadas com longos caminhos de fluxo durante o processo produtivo”. Além da alta rigidez e resistência ao impacto, o Ixef® 3012 PARA exibe excelente resistência à fluência e conduz eletricidade. O seu perfil de propriedade tem um ajuste de mercado ideal em aplicações complexas de lamelas de ventilação de ar automotivas e alavancas do corpo da borboleta para componentes de drone, peças de fixação de câmera de ação e encaixes de cantilever (peças sustentadas em apenas uma extremidade). O Ixef® 3012 PARA complementa o Ixef® 3008 PARA existente reforçado com 30 por cento de fibra de carbono da Solvay e está comercialmente disponível, em todo o mundo, na cor preta. 

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Solvay lança polímero para conectores de veículos elétricos A Solvay, fornecedora global de polímeros especiais, está lançando o Ixef® 1524 RD 001, um polímero especial sem halogênio e reforçado com 50% de fibra de vidro, na cor laranja, para conectores de alto desempenho de recarga de veículos elétricos. “O Ixef® 1524 RD 001 é um material personalizado oferecido exclusivamente na cor laranja, justamente para atender aos fabricantes de conectores de veículos elétricos”, informa Thomas Kohnert, Gerente Global dos Produtos Ixef®, Kalix® e Omnix® da Unidade Global de Negócio Specialty Polymers da Solvay. “A novidade combina um nível

bem equilibrado de alta rigidez e resistência ao impacto, com excelente resistência à deformação e à temperatura, em uma formulação retardante de chamas livre halogênio”, diz Kohnert. Os moldadores apreciarão a alta capacidade de fluidez do Ixef® 1524 RD 001, que permite designs complexos e paredes mais finas, com até 0,5 mm, mesmo com cargas de vidro de 50 por cento - contribuindo, portanto, para economia de material e componentes com peso inferior, com alta velocidade de injeção e tempo de ciclo curto. O Ixef® PARA também é reconhecido por proporcionar um acabamento de su-

perfície excelente, rico em resina e de alto brilho. O Ixef® 1524 RD 001 précomposto está disponível globalmente com estabilidade tonal de cor RAL 2010 consistente, o que economiza tempo e mão de obra normalmente consumidos na combinação de cores. 

Déficit em químicos deve chegar a US$ 23,2 bilhões De acordo com projeções da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, em 2017 deverá ser registrado um déficit comercial em produtos químicos de US$ 23,2 bilhões, revertendo a série dos últimos três anos em que consecutivamente foram verificadas reduções desse indicador (em 2014, de US$ 31,2 bilhões; em 2015, de US$ 25,4 bilhões; e em 2016, de US$ 22,0 bilhões). De janeiro a outubro deste ano as importações somaram US$ 30,9 bilhões e as exportações chegaram a US$ 11,3 bilhões, respectivamente aumentos de 8,2% e de 13,3% na comparação com igual período de 2016. Como resultado, o déficit na balança comercial de produtos químicos, entre janeiro e outubro, somou US$ 19,6 bilhões, o que representa um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Até dezembro, as importações

deverão totalizar US$ 36,8 bilhões, ao passo que as vendas externas US$ 13,6 bilhões, aumentos respectivamente de 7,6% e de 11,7% em relação ao ano de 2016. Em termos de volumes, por sua vez, deverão ser registradas movimentações de 43,2 milhões de toneladas importadas e de 16,5 milhões de toneladas exportadas, aumentos de 15,2% e de inexpressivos 0,8%, na mesma comparação. Os intermediários para fertilizantes permaneceram, até outubro, como o principal item da pauta de importações químicas, respondendo por 16,9% do total das importações em valor e por 60,2% das quantidades importadas. De janeiro a outubro, as compras desses produtos somaram US$ 5,2 bilhões, registrando expansão de 23,9% em relação ao valor importado em igual período de 2016. Para a diretora de assuntos de comércio exterior da Abiquim, Denise

Naranjo, os resultados da balança comercial retratam que a tímida recuperação econômica do País não está se traduzindo em ganhos de competitividade para a indústria química brasileira. “A retomada das compras internas, fato que deveria ser motivo de comemoração, é hoje um dos principais vetores de preocupação setorial. Ao mesmo tempo em que estamos confiantes de que o próximo ano deverá ser marcado pela melhora geral do quadro macroeconômico nacional, em linha com os vários prognósticos econômicos para 2018, preocupa ser crescente a apropriação do aumento das quantidades vendidas pelo produto importado, agravando o déficit na balança comercial brasileira de produtos químicos, que deverá ser de US$ 23,2 bilhões em 2017, enquanto se espera recorde do saldo comercial brasileiro neste ano, de US$ 70 bilhões, segundo projeções do próprio Governo”, destaca Denise.  ©Fotos Divulgação

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PU da BASF para calçados de segurança garante resistência elétrica

A BASF possui soluções para componentes de calçados a partir de um portfólio inovador de sistemas de poliuretano (PU) e poliuretano termoplástico (TPU). Motivada pela Bekina® Boots, empresa líder de botas de PU para fins profissionais e de lazer, a BASF desenvolveu um material especial para uma bota com resistência elétrica excepcional: a primeira bota com esta característica feita com sistemas de PU em vez de borracha ou PVC. A Bekina® Boots, conhecida por seus altos padrões de conforto, design, qualidade, segurança e certificações em sua Tecnologia Neotane®, sempre buscando soluções tecnicamente avançadas, criou este método altamente inovador- uma solução de material compatível, resistente eletricamente e com base em sistemas de PU.

“Além das melhores propriedades que definem um par de botas Bekina® produzidas com a Tecnologia Neotane®, em termos de conforto, leveza, isolamento, resistência à derrapagem e flexibilidade – mesmo em temperaturas muito baixas (-20ºC), fomos solicitados a desenvolver um material com resistência elétrica. Lado a lado com a Bekina® Boots, que investiu em equipamentos de teste de primeira linha, e orientados por seu profundo conhecimento de mercado, os técnicos alcançaram o objetivo graças à sua grande expertise e seu compromisso”, afirma Patrick Bolze, gerente de Marketing de Calçados, Esportes e Lazer da divisão de Materiais de Performance da BASF. Peter Bauwens, CEO da Bekina® Boots, acrescenta: “nossa parceria com a BASF, baseada em cooperação mútua e investimento em P&D, está alinhada à nossa abordagem orientada ao mercado. Nossa liderança nesse produto pretende oferece o maior conforto possível a nossos usuários finais”. Sistema de botas de inverno – Além disso, foi possível expandir ainda mais a gama de produtos Elastopan® para botas e obter um desempenho ainda melhor. Além do Elastopan® para botas padrão, a BASF oferece um novo sistema de PU especialmente adequado

para botas de inverno. O produto tem propriedades excelentes no que diz respeito a isolamento e leveza, deixando a perna flexível até mesmo a -20°C, resultando em maior conforto mesmo em condições climáticas extremas. Elastollan® Safety – Excelentes propriedades como resistência mecânica, à abrasão, diferentes graus de rigidez e boa resistência à derrapagem são características do Elastollan®. O material é usado nos solados de calçados de segurança abricados por meio de moldagem por injeção ou moldado no processo de injeção direta de PU. O portfólio personalizado de Elastollan® para calçados de segurança também abrange agentes antiestáticos para atender aos requisitos de descarga eletrostática (ESD), segundo os padrões de calçados de segurança. A linha Elastollan® Safety oferece grandes possibilidades de liberdade de design. A cor e o formato do solado podem ser escolhidos de acordo com o design do calçado, até mesmo para solados externos multicoloridos. Em combinação com geometrias do solado bem definidas e personalizadas, também é possível obter uma boa resistência à derrapagem. A boa aderência entre os sistemas Elatollan® TPU e Elastopan® PU oferece aos designers um ótimo equilíbrio entre conforto e segurança. 

Feira Plástico Brasil é promovida em eventos na América Latina Como forma de fortalecer a Plástico Brasil em outros mercados e atrair mais expositores e visitantes internacionais, foi montado um estande para promover a feira na Plastimagem, realizada no México entre os dias 7 e 10 de novembro.

Também foi feito um anúncio no catálogo oficial da Andina Pack, realizada na Colômbia, no mesmo período. A segunda edição da Plástico Brasil – Feira Internacional do Plástico e da Borracha será realizada de 25 a 29 de março de 2019, no São Paulo Expo Exhibition e

Convention Center, na capital paulista. O evento é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da Abiquim com promoção e organização da Informa Exhibitions.  ©Fotos Divulgação

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Aditivos de silicone para poliuretano da Dow

Abicalçados participa de Encontro Brasil - Alemanha A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) participou, entre os dias 12 e 14 de novembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), em Porto Alegre/RS, da 35ª edição do Encontro Econômico Brasil e Alemanha (EEBA). A participação ocorreu em estande institucional e em conjunto com as demais entidades representantes da cadeia coureiro-calçadista CICB e AICSul (couros), Abrameq (máquinas) e Assintecal (componentes para calçados). O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que o EBBA consolidou a importância do evento para a aproximação das economias

e dos mercados brasileiro e alemão. “É bom recordar que a Alemanha é o mais importante investidor estrangeiro na área industrial brasileira, o que gera emprego e desenvolvimento econômico sustentável”, ressalta. No estande institucional, além dos programas da Abicalçados, Future Footwear, e Brazilian Footwear, este mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), foram apresentados aos empresários os projetos do CICB – Brazilian Leather, também realizado com a agência de promoção, e as ações institucionais de promoção comercial da Assintecal, Abrameq e AICSul. 

Caoa Chery é marco nas relações comerciais Brasil-China

A CAOA, revendedora, importadora e fabricante dos automóveis Hyundai no Brasil, e a Chery, maior exportadora de veículos chineses, se unem em acordo histórico de cooperação para lançar a CAOA Chery. Essa parceria estratégica agrega a tecnologia de ponta da indústria chinesa com a experiência do time de engenheiros e tecnólogos da CAOA, para lançar a CAOA Chery. A nova marca irá desenvolver soluções inovadoras e parcerias para crescer e ganhar competitividade global, passando a exportar para toda a América Latina. Em síntese, a cooperação consiste em:

• Fabricação de veículos da marca CAOA Chery na planta da CAOA, em Anápolis, que já está sendo ampliada, além da continuidade na produção dos modelos de outra marca já fabricados no local; • Fabricação de veículos da marca CAOA Chery em Jacareí (antiga fábrica Chery); • Aproveitamento da grande experiência da CAOA no mercado brasileiro, cuja excelência gerou o 1º lugar em Satisfação dos Clientes tanto em Vendas- Sales Satisfaction Index (SSI) como em Pós-venda- Customer Service Index (CSI), pela J.D. Power, conceituada consultoria mundial, especializada em pesquisas de Satisfação; • Utilização de tecnologia de ponta oferecida pela Chery International; • Investimento na nova marca CAOA Chery de até US$ 2 bilhões ao longo dos próximos 5 anos, com recursos próprios. 

A divisão de Ciência dos Materiais da DowDuPont (NYSE: DWDP) anuncia que, a partir de agora, os aditivos de silicone da Dow Corning, empresa que foi integrada à Dow em 2016, serão comercializadas pela companhia sob a marca VORASURF™. As soluções são destinadas aos mercados de conforto (colchões e calçados) e eficiência energética (espumas em spray) e contribuirão com o atendimento à crescente demanda por materiais de alto desempenho. “São mais de 100 produtos da antiga Dow Corning voltados ao setor de poliuretanos que foram incorporados pela Dow, expandindo nosso portfólio de surfactantes de silicone para espumas de poliuretano com desempenho superior”, afirma Andres Posada, gerente de Marketing de Performance Silicones da divisão. “Além de ampliar nossa linha, continuamos investindo em inovação, como os novos surfactantes automotivos, com baixo composto orgânico volátil (COV) e novas soluções para espumas rígidas compatíveis com os novos agentes de expansão hidrofluoroolefina (HFOs).” A transição à marca VORASURF™ começou em novembro de 2017 e será concluída no final de 2018. Todos os produtos de silicone da Dow Corning continuarão sendo oferecidos e para ajudar a garantir uma passagem tranquila, os nomes atualizados dos produtos apresentarão o “DC” da Dow Corning e manterão os números originais de grau do produto (como DC 193, DC 2525 e DC 5950). A lista com todos os nomes atualizados está disponível no centro de informações da Dow Corning e para mais informações os clientes podem entrar em contato com os representantes de vendas ou visitar <http://www.dowcorning. com/ content/polyuret>. 

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Solvay inicia produção no México

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A Solvay, líder mundial em materiais de performance à base de poliamida, anuncia o início da produção de plásticos de engenharia em San Luis Potosí, no México. Esta nova instalação é dedicada à produção da gama de plásticos de engenharia Technyl® e foi construída

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em poucos meses em parceria com a Chunil Engineering, uma empresa global tier 1 do setor automotivo e cliente de longa data da Solvay. “Essa unidade tem 10 mil toneladas anuais de capacidade, está totalmente operacional e já serve nossos clientes regionais nos mercados de produtos automotivos e de bens de consumo”, disse Marcos Curti, diretor para as Américas da Unidade Global de Negócios Performance Polyamides da Solvay. “O México atrai um número cada vez maior de players globais, especialmente da Europa e da Ásia. Muitos deles são clientes há longos anos da Sol-

vay e precisam de uma produção local em que possam confiar plenamente”, acrescentou Curti. A Solvay Performance Polyamides oferece suporte a clientes em todo o mundo, com uma gama completa de serviços avançados, projetados para reduzir os prazos de entrega do produto final para o mercado. Esta oferta se estende desde a caracterização de material até a validação de aplicativos e inclui a impressão em 3D de protótipos funcionais em poliamida em pó Sinterline®, a simulação preditiva com MMI® Technyl® Design2, bem como testes de aplicações em centros de validação totalmente equipados. 

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Braskem faz parceria com Haldor Topsoe A Braskem e a dinamarquesa Haldor Topsoe, líder mundial em catalisadores e ciência de superfícies, assinaram um acordo de cooperação tecnológica para desenvolver uma rota pioneira de produção de monoetilenoglicol (MEG) a partir de açúcar. A parceria inclui a construção de uma unidade de demonstração na Dinamarca, com início de operações previsto para 2019. O MEG é um componente fundamental para a produção de PET, resina importante para os setores têxtil e de embalagens e amplamente utilizada para a fabricação de garrafas. O projeto tem como foco a conversão de açúcar em MEG em uma única unidade industrial, o que reduz o investimento inicial na produção e impulsiona a competitividade do processo. Trata-se de um processo de duas etapas desenvolvido nos laboratórios da Topsoe com seus próprios catalisadores. “Essa iniciativa inovadora combina uma tecnologia de ponta com profunda experiência em design de processos, aumento de escala e operação industrial, que vai nos permitir levar a química renovável a um outro nível. Depois do Polietileno Verde, este é outro passo relevante em nossa visão de utilizar biopolímeros como ferramentas de captura de carbono e para continuar contribuindo com um futuro mais sustentável”, afirma Mateus Lopes, gerente de Inovação em Tecnologias Renováveis da Braskem. 

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Dassault Systèmes lança SOLIDWORKS 2018 A Dassault Systèmes, empresa 3DEXPERIENCE líder mundial em software de projetos 3D, 3D Digital Mock Up e Product Lifecycle Management (PLM), anuncia o lançamento do SOLIDWORKS 2018, a última versão de seu portfólio de aplicações de design e engenharia 3D. O software conta com uma solução integrada de ponta a ponta para o processo do design à manufatura que permite às empresas de qualquer tamanho repensar suas abordagens sobre como os produtos e suas peças são fabricados e rapidamente trazem ideias inovadoras ao mercado na atual economia da experiência. Integrado à plataforma 3DEXPERIENCE da Dassault Systèmes, o SOLIDWORKS 2018 suporta um design completo de negócios por meio de estratégia de manufatura com soluções que simplificam as interações entre disciplinas em todo o fluxo de desenvolvimento de produtos. Esse processo unificado impulsiona a fabricação inteligente – um fluxo conectado e contínuo de dados que está disponível para todas as equipes envolvidas no desenvolvimento de produtos, em qualquer formato necessário e em qualquer lugar

sem ter que enviar as informações de um sistema para o outro. "Nos mercados atuais, a concorrência é feroz e a lealdade do consumidor é alimentada por empresas que podem criar experiências convincentes, que vão além da simples compra ou utilização do produto, explica Mario Belesi – Diretor da DS. "Um recurso fundamentado do SOLIDWORKS 2018 para esse processo, é o SOLIDWORKS CAM, uma nova aplicação que fornece processos de máquinas baseados em regras com captura de conhecimento para permitir a automação de programação de manufatura. Os designers e engenheiros podem entender melhor como seus projetos são feitos, tomar decisões mais informadas e criar rapidamente protótipos de peças e fabricá-las internamente para controlar a qualidade, o custo e a entrega. Essa aplicação também permite que as equipes executem novas estratégias sob demanda com peças personalizadas que são projetadas e programadas automaticamente em segundos em vez de horas, completa Marcelo Hendler, Gerente Técnico da SOLIDWORKS para a América Latina". 

Empreendedores no Braskem Labs Scale Os empreendedores da terceira edição do Braskem Labs Scale participaram do Demo Day para apresentar seus negócios. O evento marcou o encerramento do programa de aceleração de empresas, que ofereceu quatro meses de capacitações com mentores da Braskem e da aceleradora ACE. Em 2017 foram selecionadas dez empresas com soluções inspiradas na química e no plástico e no combate ao mosquito Aedes aegypti. Durante o Demo Day, cada empreendedor teve cinco minutos para explicar seu negócio e como a sua ideia inovadora está impactando o mercado e a sociedade. A apresentação foi acompanhada por uma pla-

teia de executivos da Braskem, empresários, investidores e imprensa, além de uma banca. Após cada um dos pitches, a banca iniciou a etapa de perguntas para os empreendedores. “O Demo Day é a etapa decisiva do Braskem Labs Scale, onde cada empreendedor pode provar, para um público de alto nível, o que aprendeu e melhorou no seu negócio após diversos encontros com nossos mentores. Foi o momento para cada um mostrar o valor do seu projeto e identificar novos players no mercado, iniciando um novo ciclo como empreendedores”, afirma Luiz Gustavo Ortega, líder de desenvolvimento sustentável da Braskem.  www.borrachaatual.com.br


NOTAS & NEGÓCIOS

Sobratema estima retomada em equipamentos para construção Segundo o estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, em 2018 deverá ocorrer uma retomada no setor, com alta nas vendas de 7,9%. A linha amarela deverá apresentar um crescimento de 8%, as demais categorias de equipamentos, um aumento de 7,3%, e caminhões rodoviários usados na construção, uma alta de 8%. Editado desde 2007, o estudo retrata a importância econômica do setor, auxilia na formulação das políticas que facilitam a aquisição de equipamentos modernos e eficientes, e é também um instrumento de planejamento muito útil para as empresas do setor. A compilação e análise dos dados conta com a consultoria econômica do jornalista e economista Brian Nicholson. 2017 – O estudo projeta que na consolidação dos números de 2017 as vendas devem totalizar 12,1 mil unidades, contra 14,4 mil unidades no ano anterior, o que significa uma redução de 15% ante 2016. Esse declínio nas vendas de equipamentos foi ocasionado pela atual situação do mercado da construção e do setor de infraestrutura, que ainda não foram impactados de forma significativa pelo início da recuperação econômica, que já é percebido em outros segmentos da economia e, em especial, no PIB brasileiro, cuja expectativa, segundo o Banco Central, é alcançar, depois de três anos, um percentual de crescimento. Para a linha amarela – equipamentos de movimentação de terra –, o estudo Sobratema proje-

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ta uma diminuição nas vendas de 9% em 2017 em relação a 2016. Os equipamentos com menor retração estimada são as pás carregadeiras (queda de 5%) e as minicarregadeiras (9%). As miniescavadeiras terão a maior queda, com 32%. No entanto, de acordo com o estudo, mesmo nesta conjuntura, algumas famílias de máquinas devem conseguir dados positivos em termos de comercialização em 2017 em comparação a 2016. São eles: caminhões fora de estrada (150%), motoniveladoras (56%), plataformas aéreas (38%) e gruas (25%). A alta na comercialização de plataformas aéreas e de gruas vai beneficiar a categoria “demais equipamentos para o setor” divulgadas pelo estudo, cuja estimativa é alcançar uma expansão de 5% em vendas em 2017 ante o ano anterior. Além desses dois equipamentos, a categoria contempla ainda guindastes, compressores portáteis, manipuladores telescópicos e tratores de pneus. Outra categoria avaliada pelo estudo é a área de caminhões rodoviários utilizados na contrução, cuja previsão de retração é de 32% em 2017. O estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção ainda fornece informações relacionadas aos equipamentos da área de concreto. Os caminhões betoneira devem ter uma baixa nas vendas de 44% em 2017 em comparação a 2016, enquanto que as centrais de concreto devem obter um aumento de 15%. 

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NOTAS & NEGÓCIOS

Braskem avaliada com “nota A” na gestão de riscos ambientais A gestão e os investimentos da Braskem na área da sustentabilidade foram reconhecidos, mais uma vez, pelo CDP (Carbon Disclosure Program), organização sem fins lucrativos que seleciona as melhores empresas de capital aberto no mundo em relação ao gerenciamento da emissão de gases de efeito estufa, consumo da água e uso das florestas. A companhia vai integrar novamente a "Lista A" da entidade, figurando como a única brasileira com nota máxima nos rankings de Clima – pela segunda vez consecutiva, e Água – pela primeira vez. Com o resultado, a Braskem se coloca entre as 25 empresas, no universo de 2.452 avaliadas ao redor do mundo, a receber nota A nos dois rankings simultaneamente. Para Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, a presença da companhia entre as mais bem avaliadas em relação ao meio ambiente é resultado da responsabilidade com o uso dos recursos naturais. “Novamente mostramos que o conhecimento e engajamento das nossas equipes em sustentabilidade fazem a diferença na evolução da indústria rumo às melhores práticas. Acreditamos que nossas ações têm impacto global e já tem influenciado alguns dos nossos parceiros, fornecedores e clientes”, observa. 

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Empresas Randon retomam rota do crescimento A Randon fechou os nove primeiros meses do ano de 2017 com crescimento em praticamente todos os setores de atuação, tanto em receita líquida consolidada, como em volume físico (exceto vagões ferroviários). O Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Geraldo Santa Catharina, lembra que a boa performance da empresa é resultado do trabalho realizado ao longo dos últimos meses como a redução de despesas, renovação de processos e adequação de estrutura. Segundo ele, à primeira vista, a recuperação da economia parece evidente, mas um olhar mais cuidadoso mostra que salvo o agronegócio, os setores da indústria e de serviços ainda enfrentam dificuldades. Apesar de os volumes estarem melhorando gradativamente mês a mês, no acumulado de 2017, os emplacamentos de semirreboques no mercado doméstico ainda apresentam volumes mais baixos do que no mesmo período de 2016. Os fatores positivos ficam por conta do importante ganho de market share na área de semirreboques e no crescimento expressivo da produção de caminhões a qual alavancou a produção e a venda de autopeças e componentes. A receita bruta total, com impostos e antes da consolidação, somou R$ 1,1 bilhão no 3T2017, acréscimo de 38,1% sobre o mesmo período de 2016 (R$ 808,7 milhões). A Randon vendeu no 3T2017, 3.591 semirreboques entre os mercados interno e externo, aumento de 56,1% com relação ao 3T2016 (2.300 unidades). O market share da Randon segue trajetória ascendente, atingindo 43% no 3T2017, contra 26,4% no 3T2016. As empresas de autopeças estão se beneficiando do incremento da produção de caminhões e estão registrando crescimento em volumes e em receitas. No terceiro trimestre, a receita líquida da

divisão autopeças cresceu 25,7% sobre o terceiro trimestre de 2016. Nas vendas por mercado, nos nove primeiros meses, as vendas para montadoras voltaram a representar quase metade das receitas da divisão (46%), ficando a exportação com 29% e a reposição com 25%. As concessionárias de ferrovias reduziram o volume de investimentos na compra de vagões em 2017, em grande parte pela demora na renovação das concessões ferroviárias e pela indefinição de como serão os novos leilões de ferrovias no Brasil. Os volumes da Randon confirmam esse cenário. No 3T2017, foram vendidos 118 vagões contra 111 unidades no 3T2016 (+ 6,3%). No acumulado de 9M2017, as vendas somaram 556 unidades contra 1.266 vagões nos 9M2016 (-56,1%). As vendas consolidadas para o mercado externo, no 3T2017, somaram US$ 43,0 milhões, 13,9% acima do 3T2016. As exportações das Empresas Randon representaram 17,8% da receita líquida consolidada no 3T2017, contra 21,9%, no mesmo período de 2016. Destaque para o mercado norte-americano e para os países do Mercosul, que puxaram esta tendência e representaram nos 9M2017, 32,3% e 47,1% respectivamente, do total das exportações consolidadas. No continente europeu e no africano, 2017 foi um ano bastante desafiador, tanto para a venda de autopeças quanto para a de semirreboques. Nas operações instaladas no exterior, a receita bruta total, com eliminações das vendas entre as empresas, nos 9M2017, totalizou US$ 64,7 milhões ante os US$ 55,8 milhões, nos 9M2016. Com o objetivo de ampliar sua internacionalização, a empresa divulgou em 2017 a criação da Randon Peru, a abertura de um escritório da controlada Fras-le na Colômbia e a ampliação da Fras-le Ásia, situada em Pinghu, na China.  www.borrachaatual.com.br


NOTAS & NEGÓCIOS

Mercedes-Benz é a marca de caminhão mais lembrada

A Mercedes-Benz venceu a categoria Caminhões no Prêmio “Folha Top of Mind 2017”, um dos principais estudos de lembrança de marcas do País, que chega ao 27º ano. Desde que a categoria foi incluída na pesquisa do Grupo Folha,

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a Mercedes-Benz sempre conquistou a maioria das respostas espontâneas à pergunta: “Qual é a primeira marca de caminhão que lhe ©Foto Divulgação vem à cabeça”. Em 2017, a Mercedes-Benz foi indicada vencedora com 22% das menções dos entrevistados, o que representa 10 pontos percentuais a mais em relação à segunda marca mais citada. O questionamento foi feito a mais de 7.300 pessoas em

220 cidades de vários portes e de todas as regiões. “É muito bom e gratificante saber que a nossa marca está na cabeça dos brasileiros quando o assunto é caminhão. Notamos assim que as pessoas reconhecem a qualidade dos nossos veículos e sua presença marcante no dia a dia das estradas e das cidades”, diz Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina. “Isso mostra que estamos atendendo às expectativas dos clientes e de todos aqueles que, de alguma forma, estão ligados ao transporte de cargas”. 

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Livro “Kurt Politzer: a inovação na indústria química brasileira”

O 22º Encontro Anual da Indústria Química (ENAIQ), realizado no WTC Events Center, em São Paulo, no dia 8 de dezembro, recebeu o lançamento do livro “Kurt Politzer: a inovação na indústria química brasileira”, biografia sobre o cientista, falecido em 2010, escrita pela jornalista e sua sobrinha-neta, Claudia Martins. A obra publicada pela Editora e Livraria Cabral Universitária tem 142 páginas e conta a história profissional e pessoal do cientista, que colaborou com a Abiquim por mais de 30 anos. Politzer foi membro do Conselho Diretor e coordenador da Comissão de Tecnologia da associação e dá nome ao Prêmio de Tecnologia, realizado desde 2001. O livro retrata a trajetória do tcheco naturalizado brasileiro, que integrou o antigo Conselho Nacional do Petróleo, fundou e presidiu indústrias químicas, foi professor da Escola Na-

cional de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) e defendeu a inovação e a produção nacional. “A trajetória de Kurt Politzer nos ajuda a compreender a história da indústria química brasileira e a enxergar caminhos para os desafios que ela ainda enfrenta”, comenta a autora. Alguns depoimentos de profissionais do setor químico sobre o trabalho desenvolvido por Kurt Politzer: “Na Abiquim, ele era aquele velho sábio que todo mundo ouvia com reverência. E como tinha hábito de professor, argumentava de maneira metódica, mas sempre com lógica, era sempre muito convincente. Do tempo em que ele estava na Abiquim, eu guardo muito isso: o respeito com que todos ouviam, todos ficavam quietos quando o Kurt começava a falar”. Pedro Wongtschowski, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Ultra. "Kurt Politzer se preocupava com a sobrevivência e melhoria das plantas que administrava, mas tinha algo que o diferenciava de todos, que era o seu olhar incansável para o futuro e na luta pela inserção da pesquisa e da

tecnologia na pauta da entidade como fatores diferenciais de competitividade. A necessidade da parceria universidade x empresa sempre aparecia em suas argumentações acerca do tema. Sempre muito didático e paciente, se fazia ouvir e era muito respeitado por todos os seus pares. Esse olhar visionário faz falta." Fátima Giovanna Coviello Ferreira, à época Gerente da Equipe de Economia e Estatística da Abiquim (atual Diretora de Economia e Estatística da associação). “Kurt Politzer era um brasileiro fervoroso não nascido no Brasil. Estava implícito em cada ação sua preocupação com o Brasil e sua população; dar aos brasileiros uma condição de vida digna”. José Alberto de Senna, químico industrial e gerente comercial da antiga GETEC. “Ele tinha uma visão de indústria. Era professor, mas não era teórico. Tinha um pé na universidade e outro na indústria, por isso debatia os assuntos com conhecimento de causa”. Nelson Brasil de Oliveira, 1º vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades – Abifina.  ©Foto Divulgação

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MATÉRIA TÉCNICA

IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo

COMPARATIVO ENTRE POLÍMEROS DE ALTA PERFORMANCE – POLIETILENO CLOROSSULFONADO X EPDM-HT (HIGH TEMPERATURE) – RESISTÊNCIA AO CALOR X RESISTÊNCIA ELÉTRICA Autor: Douglas Martins da Silva e Mari Tomita Katayama

O elastômero de Polietileno-Clorossulfonado (CSM), foi apresentado ao mercado a partir de 1952, fabricado pela empresa DuPont, comercialmente denominado “Hypalon”. É obtido pela clorossulfonação do polietileno e, dentre as suas principais características, estão alta resistência ao calor em altas temperaturas, ótima isolação elétrica, excelente resistência às intempéries, ozônio e água, boa resistência à abrasão, boa resistência química, resistência à chama, resistência a óleos e graxas, entre outras. O elastômero de Etileno-Propileno-Dieno-Monômero (EPDM), também tem a sua descoberta por volta de 1951 e sua fabricação em larga escala a partir de 1960, inicialmente pelas empresas Exxon, Enichem, DuPont e Uniroyal. O EPDM é obtido da copolimerização dos monômeros de etileno, propileno e dieno, e dentre as suas principais características também estão alta resistência ao calor em altas temperaturas, ótima isolação elétrica, excelente resistência às intempéries, ozônio e impermeabilidade à água, boa resistência à abrasão, muito boa resistência química, entre outras. No intuito de apresentar um estudo técnico entre dois polímeros de alta performance, principalmente em relação à resistência ao calor e resistência elétrica, foi realizado um comparativo de propriedades físicas entre o Polietileno-Clorossulfonado (CSM) e o Etileno-PropilenoDieno-Monômero (EPDM). Para este estudo, buscando avaliar especialmente a resistência a altas temperaturas entre os produtos, foram comparados os elastômeros “CSM 40” x “EPDM 580-HT (high temperature)”.

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Com relação às duas formulações desenvolvidas, tomou-se o cuidado em adicionar os produtos nas mesmas proporções, respeitando-se a necessidade de adição do “Óxido de Magnésio” como receptor e neutralizador de acidez do cloreto de hidrogênio formado durante a vulcanização dos compostos em “CSM” e emprego do óleo plastificante tipo éster “DOP”, indicado e compatível com este polímero. Quanto ao EPDM, também foi utilizado o óleo plastificante compatível com o polímero, o óleo parafínico “NML”, além do óxido metálico apropriado, ou seja, o “Óxido de Zinco”, para garantir a boa ativação da vulcanização. Nas duas formulações utilizou-se sistema de aceleração base peróxido, buscando obter a maior resistência ao calor dos produtos. Não foram utilizados antioxidantes ou antiozonantes específicos para cada polímero nas duas formulações, buscando assim compreender a resistência de ambos, sem influência destes aditivos. Abaixo, seguem as duas formulações desenvolvidas. Tabela 1 – Formulações desenvolvidas. CSM-40 INGREDIENTES (MATÉRIAS PRIMAS) CSM-40 ÓXIDO DE MAGNÉSIO ÁCIDO ESTEÁRICO PARAFINA NEGRO-DE FUMO - N-550 PLASTIFICANTE - DOP TRIM PERÓXIDO DICUMILA 40%

EPDM 580-HT QUANTIDADES (PHR) 100,0 8,0 1,0 2,0 60,0 15,0 3,0 6,0

INGREDIENTES (MATÉRIAS PRIMAS) EPDM 580-HT ÓXIDO DE ZINCO ÁCIDO ESTEÁRICO PARAFINA NEGRO-DE FUMO - N-550 PLASTIFICANTE – NML TRIM PERÓXIDO DICUMILA 40%

QUANTIDADES (PHR) 100,0 8,0 1,0 2,0 60,0 15,0 3,0 6,0

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Após a avaliação das propriedades físicas obtidas das duas formulações desenvolvidas, ou seja, “CSM-40” x “EPDM 580-HT”, foram observadas variações nos resultados do ensaio de “reometria” entre os dois compostos, especialmente com relação ao tempo ótimo de vulcanização (T90), onde a cura foi mais rápida no composto “EPDM 580-HT”. Com relação ao ensaio de “dureza tipo A”, em estado original, observou-se resultado bem mais alto do composto de borracha “CSM-40”, em relação ao composto “EPDM 580-HT”. Quanto ao ensaio de “resistência à tração”, em estado original, observou-se resultado bem mais alto de “tensão de ruptura” do composto de borracha “EPDM 580-HT”, em relação ao composto de borracha “CSM-40”, porém, resultados aproximados de “alongamento de ruptura”. No ensaio de resistência ao “rasgamento tipo C”, observou-se melhor resultado do composto de borracha “CSM-40”, em relação ao composto “EPDM 580-HT”. Com relação à “densidade” dos materiais, o composto “EPDM-HT” apresentou-se mais leve em relação ao “CSM-40”, sendo esta uma das principais características deste tipo de elastômero (EPDM). Quanto ao ensaio de resistência à abrasão, observou-se resultado um pouco melhor do composto “EPDM 580-HT” em relação ao composto “CSM-40”, porém, bons resultados para os tipos de elastômeros comparados. Quanto aos resultados do ensaio de envelhecimento acelerado em estufa realizado com exposição durante 70h a 150°C, observou-se grande superioridade do composto de borracha “EPDM 580-HT” em relação ao composto “CSM-40”, pois sua degradação foi muito menor. Sobre os resultados do ensaio de deformação permanente por compressão realizado com exposição durante 22h/150°C, observou-se desempenho extremamente melhor do composto de borracha “EPDM 580-HT” em relação ao composto “CSM-40”, ou seja, o EPDM deformou muito menos após a exposição. Com relação aos ensaios elétricos, realizados no Centro de Tecnologia Mecânica, Naval e Elétrica do IPT – CTMNE, no Laboratório de Equipamentos Elétricos e Ópticos – LEO, sob os cuidados do Eng.º Luiz Eduardo Joaquim, observou-se que o composto de borracha “CSM40” apresentou melhor rigidez dielétrica e, portanto melhor resistência à perfuração em relação ao composto de borracha em “EPDM”, ou seja, 2,13 kV/mm (2130 volts/ mm) no composto “CSM-40” e 1,2 kV/mm (1200 volts/ mm) no composto “EPDM -580-HT”. www.borrachaatual.com.br

Quanto ao ensaio de resistividade elétrica, o composto “CSM-40” apresentou maiores valores de resistividade volumétrica, ou seja, 2,25x109 Ωxcm e resistividade superficial 4,17x108 Ω em relação ao composto “EPDM-HT”, que apresentou os valores de resistividade volumétrica de 2,23x106 Ωxcm e resistividade superficial 1,43x107 Ω. Assim sendo, os produtos fabricados com este tipo de material (CSM-40) irão possuir maiores valores de resistência de isolamento elétrico, da ordem de 103 maior. Porém, considerando-se algumas aplicações onde é necessário controlar o carregamento eletrostático, por exemplo, alguns tipos de correias transportadoras usadas em minas subterrâneas, usinas térmicas, entre outras, que não podem provocar faíscas, ou cilindros revestidos para indústria têxtil ou gráficas, o material “EPDM 580HT” é mais adequado, pois é mais dissipativo e, portanto, descarrega mais fácil as cargas elétricas acumuladas. Com relação ao custo/Kg dos dois compostos de borracha desenvolvidos, calcula-se custo médio aproximado 25% maior do composto “CSM-40” em relação ao composto “EPDM 580-HT”. A seguir, na tabela 2, seguem os resultados dos ensaios realizados. Tabela 2 – Resultados obtidos dos ensaios realizados. ENSAIOS REALIZADOS REOMETRIA 12 min./180°C T2 (SCORCH) min./seg T90 (TEMPO ÓTIMO) min./seg DUREZA TIPO “A”, original, pts. RESISTÊNCIA A TRAÇÃO TENSÃO DE RUPTURA, original, MPa ALONGAMENTO DE RUPTURA, original, % RESISTÊNCIA AO RASGAMENTO, N/mm DENSIDADE, g/cm3 RESISTÊNCIA A ABRASÃO, mm3 RESISTÊNCIA AO CALOR, após 70h/150°C. DUREZA TIPO “A”, envelhecida, pts. TENSÃO DE RUPTURA, envelhecida, MPa ALONGAMENTO DE RUPTURA, envelhecido, % RESISTÊNCIA AO CALOR, após 70h/150°C. VARIAÇÃO DE DUREZA, pts. VARIAÇÃO DE TENSÃO DE RUPTURA, % VARIAÇÃO DE ALONG. DE RUPTURA, % DEFORMAÇÃO PERMANENTE POR COMPRESSÃO, após 22h/150°C. RIGIDEZ DIELÉTRICA, kV/mm RESISTIVIDADE ELÉTRICA RESISTIVIDADE VOLUMÉTRICA, Ωxcm RESISTIVIDADE SUPERFICIAL, Ω

NORMAS UTILIZADAS

CSM-40

EPDM 580-HT

35 s. 5 m e 17 s. 76

34 s 3 m e 24 s 60

7,67 380,5 37,75 1,32

12,86 372,2 26,84 1,09

130,90

111,21

ASTM D 573

89 12,04 220,3

57 10,47 436,7

ASTM D 573

+13 + 56,97 - 42,10

-3 - 18,58 + 17,33

ASTM D 395

82,18

15,87

ASTM D 149

2,13

1,20

ASTM D 257

2,25x109 4,17x108

2,23x106 1,43x107

ASTM D 2284 ASTM D 2240 ASTM D 412 ASTM D 624 ASTM D 297 ABNT NBR ISO 4649

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MATÉRIA TÉCNICA CONCLUSÃO Com o estudo técnico comparativo proposto entre os dois polímeros de alta performance, ou seja, o Polietileno-Clorossulfonado (CSM) x Etileno-Propileno-DienoMonômero (EPDM-HT), foi possível avaliar as qualidades técnicas mecânicas antes e após os ensaios de envelhecimento acelerado em estufa, qualidades elétricas e até mesmo o aspecto financeiro entre os dois produtos desenvolvidos. Observamos resultados positivos ou negativos entre os dois produtos comparados. Com isso, esperamos que por meio deste estudo as empresas possam melhor formular os seus produtos, respeitando as necessidades técnicas e específicas requisitadas para cada um deles.

Unidade Móvel do setor de transformação de borracha – PRUMO BORRACHA.

Apoio tecnológico às Micro, Pequenas e Médias Empresas – MPMEs O IPT disponibiliza o apoio tecnológico mediante o Programa de Apoio Tecnológico às MPMEs, do governo do Estado de São Paulo, por meio da sua SDECTI – Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, que conta com orçamento anual, e também mediante a Rede Paulista de Extensão Tecnológica do SIBRATEC – Sistema Brasileiro de Tecnologia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos. Esse apoio está classificado em cinco modalidades distintas de atendimento, a saber:

PRUMO – Projeto Unidades Móveis São veículos dotados de equipamentos laboratoriais, dedicados a segmentos industriais específicos, entre eles o de transformação de borracha, que possibilita a realização dos ensaios de reometria, dureza, resistência à tração (tensão de ruptura e alongamento de ruptura), resistência ao rasgamento, resistência à compressão, resistência à abrasão, densidade, imersões em fluídos, entre outros.

Parte interna da Unidade Móvel do setor de transformação de borracha – PRUMO BORRACHA.

Esses veículos são operados por um engenheiro e um técnico que vão até as empresas para solucionar, in loco, e durante dois dias, os principais problemas tecnológicos em relação à matéria-prima, processo e produto, reduzindo desperdícios, refugos, custos de produção, aumentando a produtividade, desenvolvendo novas formulações e melhorando a qualidade dos produtos, de modo a promover a inovação incremental e contribuir para que as empresas fiquem cada vez mais fortes e preparadas para ganhar novos mercados. O atendimento tecnológico pode compreender a sugestão de soluções de problemas técnicos levantados durante um contato ou visita prévia de diagnóstico, e a implementação dessas soluções, sempre que as condições o permitirem. ©Fotos Divulgação

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Fotos de alguns equipamentos disponíveis na Unidade Móvel do PRUMO BORRACHA.

produtos para certificação INMETRO e clientes específicos como os do setor de petróleo e gás, agências reguladoras, indústria automotiva, aeronáutica, nuclear e outras. O objetivo é fortalecer as empresas para competir no mercado interno, inclusive frente aos produtos importados.

GESPRO – Gestão da produção Máquina Universal de Ensaios.

Abrasímetro.

Reômetro.

Balança Analítica-BalancimFuradeira-Prensa.

PROGEX – Adequação de produtos para exportação O PROGEX tem como objetivo o apoio tecnológico a empresas potencialmente ou já exportadoras, para adequar produtos visando satisfazer as exigências de um determinado mercado externo, quanto à qualificação para certificação, embalagens, rotulagem, “design”, atendimento às Normas Técnicas Internacionais, entre outros aspectos. O mercado internacional vem exigindo cada vez mais de seus fornecedores produtos certificados que atendam aos regulamentos de obrigatoriedade legal dos países importadores, cujas exigências técnicas estão baseadas principalmente na segurança, saúde e meio ambiente, sem esquecer o custo competitivo. O PROGEX exerce papel tecnológico fundamental para que as nossas empresas possam concorrer no mercado internacional de igual para igual com as de países mais industrializados.

QUALIMINT – Qualificação de produtos para o mercado interno Aperfeiçoamento tecnológico para atender às exigências dos clientes/usuários e/ou adequar produtos visando atender às Normas Técnicas Nacionais, qualificação de

O atendimento é direcionado diretamente ao aumento da capacidade competitiva das empresas, por meio de ações que envolvam a gestão do processo produtivo. Assim sendo, esta modalidade de ação de extensão não prioriza ações técnicas de produção, mas os aspectos que envolvem, por exemplo, balanceamento da produção para reduzir custos ou aumentar a produtividade, cumprimento de prazos, substituir materiais, entre outros.

PROLIMP – Produção mais limpa Apoio tecnológico visando a adoção de tecnologias mais limpas, ou da melhoria de processos existentes que conduzam, por exemplo, à redução de emissões gasosas e líquidas e de rejeitos de produção (sólidos inclusive), ao consumo mais racional de matérias-primas, de água e de energia e à destinação correta dos resíduos.

Custo do apoio tecnológico para as mpmes Esse apoio tecnológico conta com subsídio de até 90% do valor do atendimento padrão, com contrapartida mínima de 10% pela empresa atendida. No caso do PRUMO Borracha, atualmente a contrapartida da empresa é de R$1.000,00, que podem ser parcelados em 2x ou mais, caso necessário. Para as demais modalidades o IPT/ NT-MPE deve ser consultado, encontrando-se o contato no final desta matéria.

EMBRAPII A EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) é uma Organização Social que atua desde setembro de 2013. A missão da EMBRAPII é apoiar as instituições de pesquisas tecnológicas em determinadas

©Fotos Divulgação

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MATÉRIA TÉCNICA áreas de competência, para que executem projetos de desenvolvimento de pesquisa tecnológica para inovação, em cooperação com empresas industriais brasileiras. O IPT é uma das unidades credenciadas na EMBRAPII, incentivando o desenvolvimento de novos materiais cerâmicos, metálicos e compósitos, com processos de nanotecnologia, biotecnologia, entre outros. Os compósitos poliméricos são materiais estruturais, resultantes da combinação de polímeros com fibras de reforço. As fibras mais usadas são as de vidro, aramida e carbono. Os polímeros utilizados podem ser Termoplásticos, Termofixos ou Elastômeros, possibilitando assim, desenvolvimentos de compósitos a partir de variados tipos de borracha. Cada projeto EMBRAPII prevê a participação da EMBRAPII com 33% do valor global do projeto, o IPT participa com 20% de contrapartida econômica e a empresa beneficiada, com 47% do valor do projeto. Com a participação do SEBRAE Nacional, a empresa poderá aportar recursos no projeto EMBRAPII para pagamento de parte da contrapartida das MPEs, startups e MEIs, conforme duas modalidades de projetos:

grande empresa da cadeia produtiva, o SEBRAE aportará até 80% do valor da contrapartida desse universo de empresas, limitado a R$ 300.000,00, e a grande empresa deverá aportar no mínimo 10% do valor do projeto. A seguir, exemplo de contratação de projeto EMBRAPII e valor do desembolso para cada entidade.

Desenvolvimento Tecnológico

A finalidade do Programa e da EMBRAPII é proporcionar condições para o aumento do número e da frequência de inovações incrementais ou não nas empresas, contribuindo, assim, para elevar seu faturamento e produtividade, além de torná-las mais competitivas nos mercados interno e externo. Ainda, o Programa e a EMBRAPII pretendem estimular a cultura empresarial, usando-os como apoio às atividades de pesquisa, de desenvolvimentos criativos e inovações incrementais ou radicais, essenciais para a sobrevivência e/ou fortalecimento das cadeias produtivas de diversos setores, onde artefatos de borracha são os itens principais ou componentes dos quais se exigem sempre desempenho específico e melhorado. 

Para projetos desenvolvidos em parceria com uma única microempresa, empresa de pequeno porte, microempreendedor individual ou startup, o SEBRAE aportará até 70% do valor da contrapartida desse universo de empresas, limitado a R$210.000,00. Abaixo, exemplo de contratação de projeto EMBRAPII e valor do desembolso para cada entidade. Embrapii

20% 33%

33% 14%

MPE

Sebrae

IPT

Entidade

Valor

EMBRAPII

33.000,00

MPE

14.000,00

SEBRAE

33.000,00

IPT

20.000,00

TOTAL

100.000,00

Embrapii

20% 33%

30%

7% 10%

MGE

MPE

Sebrae

IPT

Entidade

Valor

EMBRAPII

330.000,00

MPE

70.000,00

MGE

100.000,00

SEBRAE

300.000,00

IPT

200.000,00

TOTAL

1.000.000,00

Propósito do programa de apoio às MPMEs e EMBRAPII

Contatos IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. NT-MPE – Núcleo de Atendimento Tecnológico à Micro, Pequena e Média Empresa – Tel: (11) 3767-4204 ou (11) 3767-4296 | ntmpe@ipt.br Projeto Prumo Borracha – Tel: (11) 3767-4684 ou (11) 3767-4281 douglasm@ipt.br ou renatos@ipt.br

Encadeamento Tecnológico Para projetos desenvolvidos em parceria com microempreendedor individual, startups, microempresas e empresas de pequeno porte e participação da média ou

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Bibliografias Caetano Grison, Élyo. Borrachas e seus Aditivos – Componentes Influências e Segredos. 1ª Edição. Porto Alegre: Editora Suliani, 2010. 206 p. D.C. Milles / J.H.Briston – Tecnologia dos Polímeros. 1ª. Edição. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 1975.

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FRASES & FRASES

Desperdiçamos o tempo, queixando-nos sempre de que a vida é breve. Mariano da Fonseca

“Vivo sozinho, mas em boa companhia.” Carlito Maia

“O sábio diz várias verdades e as pessoas o tomam por sonhador. Já os enganadores convencem muito mais com suas mentiras.” Charles Bright

“Se você não consegue se promover, que esperança há de que consiga promover qualquer outra coisa?” David Ogilvy

“Na morte a cegueira é igual para todos.” José Saramago

“Quando crianças acreditamos em super heróis, em juízes, padres e motoristas de taxi. Já adultos, percebemos que todos eles são humanos iguaizinhos a nós.” Tony Flags

“O crítico deve educar o público, o artista deve educar o crítico.” Oscar Wilde

“Não há nada, por mais perfeito que pareça ser, que não seja passível de correção.” Ésopo

“Use toda a sua saúde a ponto de esgotá-la. E gaste todo o seu dinheiro antes de morrer. Não vale a pena sobreviver a essas coisas.” George Shaw

“A verdade é sempre o álibi perfeito.” W.R. Burnett

“Não esquecer que as nuvens estão improvisando sempre, mas a culpa é do vento.” Mário Quintana

“São Paulo é uma locomotiva poderosa puxando vinte vagões.” Artur Neiva

©Foto: Pixabay 2018/annca

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CLASSIFICADOS

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AGENDA

MARÇO/2018

MAIO/2018

TOPRUBBER – PRÊMIO MAIORES & MELHORES - São Paulo

09 Curso Prático de Reometria

Informações: www.borrachaatual.com.br

07 a 09 Preparatório para homologação de veículos elétricos e híbridos Informações: www.aea.org.br

Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

23 Curso Prático de Mistura Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

24 a 25 Indústria 4.0

14 a 16 Global Rubber Technology - Forum 2018 / GRTE 2018 - Rubber, Latex & Tyre Expo 2018

Informações: www.aea.org.br

Local: Bangkok, Thailand. Informações: www.rubbertechnology-expo.com

JUNHO/2018

20 a 21 Processamento de elastômeros: ciência e /ou prática Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

22 a 23 Manufatura Automotiva

06 a 08 Latin Tyre Expo / Latin American & Caribbean Tyre Expo Local: ATLAPA Convention Center, Panama. Informações: info@latintyreexpo.com Tel: +1 786-293-5186

Informações: www.aea.org.br

09 Tecnologia de Injeção de Compostos de Borracha

ABRIL/2018

Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

04 a 05 III Lean Conference Brazil Informações: www.aea.org.br

14 Tecnologia da Extrusão de Compostos de Borracha Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

14 IV Simpósio de Eficiência Energética, Emissões e Combustíveis/ XII Prêmio AEA de Meio Ambiente Informações: www.aea.org.br

26 a 28 EXPOBOR 2018 Local: Expo Center Norte – São Paulo. Informações: www.expobor.com.br/2018

24 a 28 FEIMEC - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos

JULHO/2018

Local: São Paulo Expo. Informações: www.feimec.com.br

30/07 a 03/08 Curso Flexlab de Tecnologia da Borracha

26 Seminário de Propulsões Alternativas

Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

Informações: www.aea.org.br

MAIO/2018 08 a 10 Spring Technical Meeting Local: 193Rd Technical Meeting - Hyatt Regency Indianapolis Informações: call: 330-595-5535. Telefone: 330-595-5531 E-mail: reg@rubber.org

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OUTUBRO/2018 09 a 11 International Rubber Expo - Louisville Local: Kentucky International Convention Center Informações: call 330-595-5535 Email: reg@rubber.org

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MDR-C

®

Moving Die Rheometer - Compact A Alpha Technologies lança o MDR-C ®. Este instrumento é excelente para operações de testes manuais tendo o mesmo compromisso com a excepcional qualidade pela qual a Alpha Technologies é conhecida.

Abordagem amigável para testes em borracha. Projetado para simplicidade e valor.

Tela de LCD sensível ao toque e interface de usuário permitem uma conveniente operação autônom.

Design sem rotor para reduzir o tempo para recuperação da temperatura.

Dados compatíveis com a versão anterior do Pioneer MDR.

Saída de dados para impressora USBcompatível com linguagem PCL3 ou para flash drive.

Efetivo no controle de lotes de produção, ajustes de cura e desenvolvimento de compostos.

Dados compatíveis com a versão anterior do Pioneer MDR.

www.alpha-technologies.com


Ed133  

Edição 133

Ed133  

Edição 133

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