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ISSN 2317-4544

BORRACHAAtual - 1


Índice 3 4 12 22 24 28 40 46 56 59 60 63 64 66

Editorial Entrevista Pneus Rotulagem Adesivos Eventos Agrishow 2017 Notas & Negócios Gente ABTB Matéria Técnica Frases & Frases Classificados Agenda & Cursos

Editorial

Baixando a Poeira Foto da Capa: Trator Autônomo da CASE

O furacão político que assola o Brasil levantou muita poeira no ar e continua a agitar todo o ambiente macroeconômico. Porém, a poeira começou a baixar em alguns setores e em outros a tendência também será esta. O reconhecimento da nova realidade trará confiança e a volta dos investimentos. Nesta edição temos um bom exemplo do Brasil que dá certo. A matéria sobre a Agrishow mostra um mundo agrícola moderno e atuante, totalmente em consonância com os mais avançados mercados do mundo. O trator sem

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motorista promete ser uma realidade já nos próximos anos e exigirá especialistas para um novo mercado que está surgindo. Um exemplo de como tecnologia, produtividade e inserção global trazem benefícios reais ao País. O avanço agrícola mantém um horizonte de progresso e inovação que moverá toda a cadeia produtiva pelos próximos

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anos, demandando máquinas, tratores, colheitadeiras, automação e “softwares”, obrigando a melhoria da mão de

Ano XXII - Edição 130 - Mai/Jun de 2017

obra, conscientização ecológica e aumento da geração da

Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

riqueza, não só no campo como também nos centros urbanos.

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Na Entrevista temos um relato da história da indústria

Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 CEP 13033-580 - Vila Proost de Souza - Campinas - SP redacao@borrachaatual.com.br

que quando não encontra soluções num mercado interno

de máquinas brasileira, fortemente atacada nos últimos anos, mas que ainda respira, mostrando mais uma vez toda a criatividade e improvisação do empresário brasileiro, estagnado parte para conquistar novos mercados no exterior.

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semestre a BORRACHA ATUAL virá com novidades, tanto editoriais como digitais, mostrando que quando a poeira baixar por completo estaremos preparados para a nova

Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto Gráfico: Ponto Quatro Propaganda Ltda. Impressão: Gráfica Josemar Ltda. Tiragem: 5.000 exemplares

Estamos terminando mais um semestre e no segundo

realidade. Boa leitura a Todos! Antonio Carlos Spalletta Editor

Editora BORRACHAAtual - 3

A revista Borracha Atual, editada pela ASPA Editora Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuída entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizada pela ASPA Editora.


Entrevista

Somos bastante competitivos e muito menos protegidos José Velloso Dias Cardoso

A

ABIMAQ completa 80 anos de fundação e para contar a história da entidade para os leitores de Borracha Atual, seu presidente, José Velloso Dias Cardoso recebeu a reportagem da revista na sede da associação, em São Paulo. José Velloso Dias Cardoso nasceu em São Paulo em 1962, graduou-se em Engenharia Mecânica, na Fundação Armando Álvares Penteado em 1989 formou-se em Administrador de Empresas, na Fundação Getúlio Vargas, aonde concluiu seu mestrado em Finanças e Marketing. Iniciou sua atividade profissional em 1984, como Executivo da Empresa Voith SA Máquinas e Equipamentos. Em 1992 assumiu a Diretoria da empresa PTI – Power Transmissores Industriais do Brasil S/A, permanecendo até 2013. Paralelamente, foi nomeado Vice-Presidente da ABIMAQ/ SINDIMAQ - 1998 a 2007 e 1º Vice-Presidente da ABIMAQ/ SINDIMAQ - 2007 a 2013, além de ocupar os cargos de diretor Eleito da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo; Membro do Conselho Deliberativo da Investe SP – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade e; Membro do Conselho Deliberativo da ONIP – Organização Nacional da Indústria do Petróleo. Em 2013, assumiu a Presidência Executiva da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, entidade representativa da indústria brasileira de máquinas e equipamentos, setor composto de cerca de 7.500 empresas. BORRACHA ATUAL: A ABIMAQ está completando 80 anos. Conte um pouco desta história da entidade. JOSÉ VELLOSO: A ABIMAQ começou há 80 anos como um sindicato de fabricantes de máquinas têxteis. De lá para cá evoluiu muito. Há 80 anos a indústria de máquinas no Brasil era pequena, incipiente ainda, aonde os próprios usuários finais precisavam 4- BORRACHAAtual

das máquinas e assim passaram a fazer suas próprias máquinas. Por exemplo, os cafeicultores tinham que fazer torradores de café, fazer tulha, beneficiar o café... tirar a casca. O fornecedor do tecido tinha que fazer o tear, era tudo importado, vinha de navio e era demorado. Assim começaram a fabricar seus próprios teares, suas ferramentas e assim por diante. A indústria da cerâmica tinha que fabricar sua própria máquina porque a importação não era rápida.

Na verdade, conforme a indústria do Brasil foi nascendo, a própria indústria, consumidora de máquinas, começou a produzir suas máquinas. Até que as coisas foram evoluindo e os empresários brasileiros começam a ir ao exterior em busca de tecnologia. Os ciclos de imigração ajudaram muito o desenvolvimento da indústria brasileira. Os italianos quando vieram, principalmente para o sul do país, e antes disso, no estado de São Paulo - as empresas


centenárias do interior paulista, todas têm sobrenome italiano – e que fabricavam alguma coisa na Itália ou tinham conhecimento de mecânica, montavam suas fábricas e prosperavam. Eram empreendedores. O mesmo aconteceu com a imigração japonesa e também ocorreu no Sul com a imigração alemã, principalmente em Santa Catarina, com a indústria de corte de carne de porco, de frango... E eles também começaram a fabricar máquinas. Vou dar um número curioso. O estado que tem mais indústrias de máquinas no país logicamente é o estado de São Paulo, que é o mais industrializado. Mas o segundo estado da indústria de máquinas é Santa Catarina. Em faturamento e número de empresas. Lógico que temos surtos de industrialização no Brasil de acordo com novidades que chegam do exterior. Por exemplo, voltando 60 anos, um pouco mais do que isso, até antes da Segunda Guerra Mundial. Getúlio Vargas decide que o Brasil deve deixar de ser uma grande fazenda e se industrializar. E trouxe o aço. O Brasil precisava de aço. Tinha fundições, mas não tinha acearia e assim surgiu a Companhia Siderúrgica Nacional, inaugurada em 1941. E com ela veio a indústria de máquinas. O Brasil, tradicional país minerador, já tinha uma indústria de máquinas deste setor e equipamentos para produzir e beneficiar minérios. Desde a época dos bandeirantes já se minerava no Brasil. E assim a indústria cresceu. No caso do aço, a mesma indústria que fazia equipamentos para mineração começou a fazer equipamentos para aço. E vieram muitas tecnologias para o Brasil. Posteriormente surge a indústria automotiva. Quando ela se

“Os ciclos de imigração ajudaram muito o desenvolvimento da indústria brasileira.” estabeleceu no ABC paulista, ao redor dela, apareceram diversas indústrias de autopeças. Essas autopeças precisavam de máquinas e a indústria brasileira de máquinas, principalmente de usinagem, se desenvolveu muito perto de São Paulo para atender a demanda das autopeças. Quando surge o ciclo da Petrobras, ela cria os CENPES, que é um dos principais centros de pesquisa do mundo para a tecnologia de petróleo e na sua esteira uma indústria nacional nasce tendo que acompanhar a evolução desta tecnologia, principalmente a da exploração de petróleo em águas profundas... Na década de 80? Décadas de 70 e 80. Na década de 70, houve um trabalho muito grande da Petrobras em nacionalizar produtos importados. O Brasil explorava petróleo em águas rasas, na Bacia de Santos. Em águas profundas, começou na década de 80. O Brasil deixou de ser um nacionalizador de máquinas para ser um criador de novas tecnologias porque estava na vanguarda das águas profundas. Por exemplo, no golfo do México, onde está o petróleo do Texas - que tem muito petróleo on shore - e onde os Estados Unidos têm suas plataformas e o México também, é água rasa. Oriente Médio também é on shore. E o Atlântico Norte, que aí sim, é uma fronteira tecnológica, que foi um arrojo, mas ele surge no final da década de 90, na nossa esteira. Assim o Brasil fica líder em tecnologia em águas profundas em toda a década

de 80 e em grande parte da década de 90, até chegarem as descobertas do Atlântico Norte e do Reino Unido. A partir desta época o Brasil começa a perder sua primazia até por falta de uma política para o setor, que persiste até hoje e piora cada vez mais. Salientamos que essa é uma indústria que está sendo destruída, a fornecedora da cadeia de óleo e gás, por uma política errada da Petrobras e por vários anos de políticas erradas do Governo Federal, desde a época do presidente Fernando Henrique Cardoso e principalmente nos governos Lula e Dilma. Agora piorou de vez. A política do governo Temer para o desenvolvimento da indústria brasileira de fornecedores da indústria de óleo e gás é a pior de todas e ele vai enterrar essa indústria se nada for feito. O desenvolvimento da indústria brasileira aconteceu, mas aonde se deu o grande impulso? Foi na metade desses 80 anos, há 40 anos, quando se deu a grande arrancada. Terminado o período do Getúlio Vargas, o Brasil deu um avanço no sentido de “vamos deixar de ser uma fazenda e vamos ser um país industrializado”. Mas o Brasil tinha muitos problemas, o problema da falta de democracia, quem mandava no governo eram os poderosos do café, os barões da própria mineração, empresários ligados a produtos primários - ainda não existia uma indústria forte no Brasil. Houve um direcionamento para nos tornarmos um país industrial, mas isso efetivamente não aconteceu em uma velocidade grande. Aí vem o JK. No governo do Juscelino Kubitschek houve um arranco maior. O país já era democrático... Veio a democracia... as empresas resolvem investir mais, há mais BORRACHAAtual - 5


Entrevista

confiança e o seu programa 50 anos em cinco, de alto desenvolvimento - e para desenvolver um país é preciso uma indústria que acompanhe. E para uma indústria são necessárias máquinas. E nós somos a indústria de fazer indústrias. Aí começa um processo de industrialização mais importante do que aquele que havia na época de Getúlio Vargas, mas foi um período de cinco anos. Depois tivemos um grande problema, com um governo que vem depois do Juscelino, que era para dar continuidade, mas ele tem só sete meses (Jânio Quadros, que renunciou), o que criou uma instabilidade política no Brasil. Logo a coisa reverte e vem o maior salto da história da indústria brasileira, incomparável com qualquer outro período antes e depois, que é o período dos militares. Não falo aqui de política. Não estou defendendo um golpe militar - porque não sou daqueles que falam em revolução, falo que foi um golpe. Gosto de liberdade e de democracia. Mas do ponto de vista da indústria o Brasil passou por um período de grande desenvolvimento. O Brasil cresceu nos anos 70 muito mais do que a China cresce hoje. Crescia à razão de mais de 10% ao ano durante muitos anos. O milagre econômico... Sim. Considerando a metade da década de 60 (1965, 1966, 1967) até a metade da década de 80, que são 20 anos, até o governo Figueiredo, tivemos todos os governos militares, do Castello Branco até o Figueiredo, com fortíssimo crescimento. Se a indústria cresce, também precisou crescer no Brasil a infra-estrutura. Vou fazer siderúrgica, vou fazer máquina de papel, vou fazer indústria de alumínio... vou precisar de energia elétrica. Então houve todos os 6- BORRACHAAtual

“O Brasil deixou de ser um nacionalizador de máquinas para criar novas tecnologias.“

investimentos em energia elétrica. Vou precisar de transporte para levar o produto industrial que estou fazendo. Então... estrada para todo lado, usinas hidrelétricas, estradas de rodagem, portos... o Brasil nesse período construiu mais de 30 portos. Tudo isso demanda aço, demanda concreto, então tudo demanda indústria. A indústria automotiva continuou crescendo, demanda máquinas, máquinas rodoviárias, máquinas para a indústria de cimento, para a indústria de papel, para mineração, para a indústria de automóveis, de tecidos, de cerâmica, para construção civil. Foi um período de muita prosperidade e foi onde a indústria mais lucrou. Vários industriais viraram banqueiros. No Brasil ganhava-se muito dinheiro. Hoje temos meia dúzia de bancos, mas há 30 anos havia 40, 50. O próprio Unibanco e o Itaú são fusões de dezenas de bancos. O banco Noroeste, que já foi fundido, mas foi resultado de fusão de vários bancos da Oeste Paulista. O banco Bonfiglioli, com família que veio da construção civil, o já citado banco Noroeste, que veio da agricultura, o Comind (Banco do Comércio e Indústria) veio da agricultura também. A agricultura no passado criou famílias milionárias. Essas famílias viraram banqueiras. E essas famílias foram para a indústria. Observe a indústria de máquinas do passado, os grandes sobrenomes, os Villares, os Bardella, eram empresas familiares, famílias com muito dinheiro. Os Vidigal tinham várias indústrias. Tinham bancos também o Banco Mercantil Finasa.

A redemocratização do país defrontou-nos com um grande problema. Tivemos uma das piores gestões financeira que foi o governo do José Sarney. Ele entregou o Brasil com mais de 1000% de inflação - mais de 80% ao mês - o que vai contra qualquer indústria e mesmo assim a indústria naquela época crescia mais do que hoje. Foi o começo de um problema sério. Veio o Governo Collor que deu um choque de abertura da noite para o dia e muita gente acreditou que a indústria brasileira não iria aguentar esse choque de competição com o produto importado, mas ela sobreviveu e foi bem. Chegamos ao final do governo Collor com o impeachment e com a indústria sobrevivendo bem - a indústria de máquinas crescendo ainda. Analisando os últimos ciclos, de 23 anos atrás pra cá, quando chegamos nesse período do Plano Real, houve uma mudança de paradigma no país e de orientação. O Brasil adota um sistema econômico liberal, de liberalismo total, principalmente com o Gustavo Franco no Banco Central e o Pedro Malan no Ministério da Fazenda, onde combateu-se a inflação usando política monetária, ou seja, tínhamos inflação quase zero e uma taxa Selic de 46%, uma sobrevalorização de nossa moeda para combater a inflação, com o dólar a 0,87. Na arrancada do Real houve um prejuízo muito grande para a indústria, que começa a decrescer. Foi quando ela começou a perder participação no PIB. Vale salientar a relação existente entre a indústria de máquinas e a indústria de transformação, porque a indústria de máquinas é que faz a indústria de transformação. Se a indústria de transformação vai mal, nós vamos mal, se vai bem, nós vamos bem. É uma relação simbiótica.


A partir do choque do Plano Real e do choque de liberalismo, a indústria só perdeu participação no PIB e a indústria de máquinas, juntamente com a indústria como um todo. Houve um processo importante da substituição do produto nacional pelo importado em função do câmbio e da taxa de juros. Ainda no Plano Real, houve uma brutal transferência de recursos do setor produtivo para o setor financeiro. Os bancos prosperaram e, pior, houve uma falha do governo e de todos os governos de lá para cá, de permitir uma concentração muito grande no setor financeiro. Não tem competição e aí há uma concentração muito grande, um lobby muito forte do setor financeiro que existe até hoje junto ao Banco Central - e acho que ninguém discorda disso. Houve então um privilégio para quem aplica o dinheiro no overnight e um prejuízo e risco muito grande de quem dá emprego, enfrenta justiça trabalhista, o cipoal tributário que há no Brasil, a alta carga de tributos. O presidente Fernando Henrique Cardoso pegou o Brasil com uma carga tributária de 24% do PIB e deixou o governo já em 30%. O Lula pegou com 30% e elevou para 36%. O Lula fez uma política econômica idêntica ao do Fernando Henrique Cardoso, só que com outra roupagem. Ele só mudou a embalagem, mas foi a mesma coisa. A política monetária do Meirelles é a mesma política monetária do Armínio Fraga e o Palloci deu continuidade ao que vinha fazendo Pedro Malan. Ficamos oito anos de Fernando Henrique, mais oito anos de Lula, transferindo recursos para o setor financeiro. Houve uma desidratação da indústria brasileira, que logicamente afeta a indústria de máquinas, que tem que se reinventar.

“O Brasil cresceu nos anos 70 muito mais do que a China cresce hoje”

O que aconteceu? 20 anos atrás, a indústria de transformação se tornou a maior indústria exportadora brasileira. Quando falo em indústria de transformação estou tirando fora minério de ferro e produtos agrícolas in natura. A carne é industrializada porque o boi foi cortado, foi tirado o osso, e embalado para exportação. Para isso precisa de indústria, mas não é indústria de transformação, porque a carne continua sendo carne. Mesma coisa que colher a soja, beneficiar, lavar e colocar no trem, isso é indústria. A Cargill é indústria, porque a soja chega no destino ainda soja. Já a celulose é transformação. Porque peguei a madeira e transformei em celulose. O Brasil não exporta aço acabado, só semimanufaturado. Então a placa de aço não é uma máquina, não é automóvel, mas é da indústria de transformação. É uma matéria-prima. A celulose é a matéria-prima do papel. A placa de aço é a matériaprima para o aço, mas é indústria de transformação. A Vale é o quê? É uma indústria, mas não de transformação. Ela dinamita, tritura três vezes a rocha, moe e concentra a rocha, faz o blend, exporta o minério e faz até a pelota. É indústria, mas não de transformação, porque quando chega no porto da China, ainda é minério de ferro. Quando falo indústria de transformação, tiro fora a Vale e a Petrobras. A Petrobras que faz combustível está dentro, mas a que exporta petróleo está fora. Dentro de toda a indústria brasileira de transformação, a ABIMAQ se tornou a principal exportadora. Nos

últimos 25 anos, em média 30% de nosso faturamento foi exportação. Em 2016, 44% foi exportação. É uma indústria extremamente competitiva e que não precisa de benefícios. Hoje a nossa alíquota de importação modal, ou seja, a média da alíquota de importação de máquinas no Brasil é 7,5%. Só para fazer um paralelo, automóvel tem 35% de alíquota de importação, mais o Inovar Auto, que dá mais 30% de IPI. Então o automóvel tem uma alta alíquota de importação e nós 7,5% . Somos muito mais competitivos, muito menos protegidos do que qualquer outra indústria de transformação. O setor de máquinas, mesmo sem proteções, exporta 30% do seu faturamento. Dependemos da exportação. Foi a forma da indústria se reinventar em função do que estava acontecendo no Brasil de um processo claro e precoce de desindustrialização. Esse processo tem 25, 30 anos. Considerando a participação da indústria no PIB tem mais.

O setor de máquinas, mesmo sem proteções, exporta 30% do seu faturamento. Vocês fazem ações junto a Brasília? Muita gente atuava, mas o Brasil, principalmente no período do presidente FHC e depois no período do presidente Lula, estava em lua de mel. Estávamos em lua de mel com nós mesmos. O Fernando Henrique porque debelou a inflação. O Lula porque surfou nas commodities. E essa “surfada” trouxe um prejuízo grande para a indústria, a chamada “Doença Holandesa”, um fato que acometeu a Holanda quando este país começou a exportar muitas BORRACHAAtual - 7


Entrevista

commodities, ou seja, produtos não industrializados. Esse processo permite uma entrada muito grande de divisas, valorizando a moeda do país e tirando a competitividade de sua indústria. A doença holandesa aconteceu na época do Lula, que tirou força da indústria brasileira. A ABIMAQ sempre protestou. Mas não simplesmente por protestar. A ABIMAQ nunca saiu de casa sem um pleito e uma solução. Sempre fizemos isso e continuamos batendo na mesma tecla. Hoje, mesmo nos governos Lula e Dilma, ninguém combateu mais do que a ABIMAQ. Mesmo na época do namoro do Brasil com a equipe econômica do presidente Lula quando estavam todos enfeitiçados - o Brasil até virou grau de investimento. A ABIMAQ cunhou a expressão “processo de desindustrialização” e a gente bate nessa tecla desde 2008. Na época em que começamos a falar não parecia desindustrialização porque tudo estava indo bem, mas percebíamos que a indústria estava perdendo participação e falávamos do risco de desindustrialização. O governo Lula entendeu que a ABIMAQ estava fazendo oposição a ele. Fomos até retaliados. Depois tivemos seis anos de Dilma Rousseff.

A ABIMAQ cunhou a expressão “processo de desindustrialização” e batemos nessa tecla desde 2008.” que nos acompanha há décadas, que é a falta de investimento. O Brasil, em média, nos últimos 30 anos, investia em torno de 20, 21, 22% do PIB. O Brasil precisa investir mais de 25% do PIB sempre. A Argentina sempre investiu mais de 25% do PIB. A América Latina, com o Brasil dentro, também investe 25%. Se analisarmos o BRICS - na verdade o RICS, que é o Brics sem o B de Brasil -, que é Rússia, China, Índia e África do Sul, a média de investimento desses países é de 35% do PIB todo ano. A China, 40%. E o Brasil, em torno de 21%. E agora, depois da Dilma, em 2016, investimos apenas 16%. E em 2017, deveremos terminar com algo em torno de 15%. Não tem investimento. O que acontece? A indústria está ficando defasada porque não investe. Já investia muito pouco, passou a investir menos ainda. E com baixo investimento, vai crescendo um “gap” entre a indústria brasileira e a internacional, difícil de recuperar. Quais são os grandes obstáculos hoje para essa retomada?

Infelizmente... E assim a indústria perdeu e toda a nação entrou em crise, a maior da história desse país, acontecendo fatos difíceis de se imaginar. Comparando o faturamento da indústria de máquinas do final de 2013 com o final de 2016 - portanto, em apenas 3 anos - perdemos 50% de nosso faturamento. Hoje a indústria de máquinas é 50% do que era. E por que isso? Porque o Brasil não investe. O Brasil tem um grande problema, 8- BORRACHAAtual

O grande problema do Brasil hoje é a política monetária exagerada, um aperto monetário que nos impõe uma recessão desnecessária, porque a inflação está controlada e essa mania de valorizar nossa moeda porque se acha que assim se combate a inflação. Enquanto tivermos moeda valorizada e taxa de juros do jeito que está e também todo esse risco trabalhista e toda a questão tributária, o Brasil não volta a investir. O que temos hoje no Brasil? Uma indústria instalada.

Você não vê uma indústria nova vinda para o Brasil. Quando falamos nesses 80 anos, na década de 70, 80, centenas de empresas vieram e se instalaram no Brasil, multinacionais, que vieram para fazer do Brasil um ponto de exportação. Plataformas de exportação, principalmente do setor de máquinas. A companhia vinha para cá com a intenção de fabricar máquina de papel “tissue”. A Voith, por exemplo, empresa que trabalhei, afirmava que o Brasil seria o centro de excelência mundial de “papel tissue” e que daqui do Brasil exportaríamos para o mundo inteiro. Eu, quando trabalhava nesta empresa, na década de 80, vendia máquinas para a China, Bélgica, Dinamarca, Noruega e Suécia, que eram concorrentes - lá havia fábricas de máquinas de papel, porque a Escandinávia era forte no setor de papel -, vendíamos para o Canadá, outro país que tinha muita madeira, para os Estados Unidos, para o Chile, Argentina,... Exportávamos máquinas para o mundo inteiro e isso em um período curto que fiquei lá, durante 8 anos. A China comprava turbinas hidroelétricas do Brasil. Comprou a maior do mundo para a usina de Três Gargantas. Éramos competitivos com a China, exportávamos para a China, para o Japão, Coreia e Estados Unidos. Dificilmente verei isso novamente na minha vida. Ou trabalhamos para manter o que temos ou destruímos o que temos. Com essa política monetária, entendemos que o governo, com a atual gestão do Banco Central pela Ilan Goldfajn, coloca uma barreira para se investir no Brasil em setores produtivos como a indústria. Mas o Brasil não vai bater este ano o recorde de investimentos externos diretos?


Historicamente recebemos US$ 60 bilhões todo ano e neste ano vamos receber U$ 80 bilhões. Mas temos que olhar o que é isso, o tipo de investimento que está sendo introduzido. Esses investimentos que estão entrando são para projetos “brown field” e não projetos “green field”. O que é um projeto “brown field”? É quando já existe um projeto e a empresa interessada compra. O negócio só mudou de dono. Por exemplo, uma companhia estrangeira compra uma grande rede de supermercados. Ninguém vendeu um tijolo a mais para construir uma loja. Ninguém vendeu um vidro a mais. Mas entrou dinheiro de fora no Brasil. A empresa que era brasileira passou a ser controlada por um estrangeiro. Nada contra, o que estou dizendo é que houve uma troca de ativo existente. O ativo existente trocou de mãos. Era de uma empresa brasileira, passou a ser de uma empresa estrangeira. Temos outros exemplos assim como a compra da maior empresa de turismo do Brasil a CVC, a compra da maior escola de inglês do Brasil (Wizard), a compra de várias instituições de ensino pela Kroton. O investimento externo é grande, mas está vindo fazer “brown field”, comprando o que já existe.

O Brasil deixou de ser bola da vez para ser plataforma de exportação. Não gera nada... Não gera emprego. Precisa olhar

“O Brasil tem um grande problema, que nos acompanha há décadas, que é a falta de investimento”

país nenhum. Continuando nesta toada, seremos um país que tende a ser submergente e não um país emergente. Poderia explicar como a ABIMAQ está organizada?

para ver que tipo de investimento tem vindo. O Brasil deixou de ser a bola da vez para ser plataforma de exportação. É uma situação difícil que a indústria brasileira vive hoje e a indústria de máquinas vai nesse norte. Quais as perspectivas para o futuro próximo? Dos 80 anos, para resumir, a gente sai de uma fazenda, o país começa a se desenvolver, principalmente na indústria e a indústria de máquinas acompanha isso... Quando vêm as décadas de 60 e 70 do milagre brasileiro, o país cresce, nasce esse prédio (antes ficávamos no Palácio das Indústrias com as outras empresas da FIESP). Quando a FIESP resolve fazer o prédio da Paulista, a ABIMAQ decide não ir, para ter uma sede própria - e nenhuma associação no Brasil tem uma sede como a ABIMAQ. Digo associação que não vive de impostos, essas coisas. Do tamanho da ABIMAQ só tem Confederação. Cresceu muito e com isso vieram os problemas que já falamos. Quanto às perspectivas para o futuro, ou o Brasil muda e decide que precisa voltar atrás nesse modelo que privilegia o ócio, que é deixar o dinheiro parado no banco, e esse dinheiro deve remunerar mais do que a atividade produtiva, que gera risco, ou não volta a ter grandes crescimentos. Sem indústria, o Brasil não volta a ter grandes crescimentos. Porque serviços de baixo valor agregado, que é o que o Brasil tem, não dão crescimento para

A ABIMAQ é dividida em 35 câmaras setoriais e nós temos, além da sede de São Paulo, mais nove sedes regionais. São 35 subsetores como: o setor agrícola, o setor de cimento e mineração, setor de bombas, de válvulas, máquinas rodoviárias, saneamento... até para máquinas de postos de gasolina temos câmaras aqui. É uma estrutura matricial. Cada câmara olha verticalmente os seus problemas, traz para a diretoria e aí trabalhamos com os problemas específicos de cada um. As minhas diretorias executivas, que são as áreas de competitividade, comércio exterior, de marketing, de feiras, direito tributário, previdenciário e trabalhista... todas essas diretorias são horizontais, passam por todas as câmaras. Beneficiam todas as câmaras e todas as sedes regionais. As câmaras olham nos problemas próprios. Vamos tomar como exemplo a Câmara Setorial de Máquinas de Implementos Agrícolas. Eles cuidam dos problemas agrícolas e, quando precisam de uma ajuda, para ir a Brasília fazer um pleito ao governo federal ou ao governo estadual como tivemos com sucesso agora nesse próprio setor de Implementos Agrícolas com o governador Alckmin -, ele vem para a diretoria da ABIMAQ e fazemos o trabalho. A ABIMAQ tem essa formação tridimensional, onde temos em um eixo as diretorias executivas, no outro eixo as câmaras setoriais e no terceiro eixo as sedes regionais. Seriam como 35 pequenas BORRACHAAtual - 9


Entrevista

associações, mas não são porque nenhuma têm CNPJ. Aqui temos três CNPJs: da ABIMAQ, do SINDIMAQ e do IPDMAQ, que é o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Indústria de Máquinas. Quais as Feiras que a ABIMAQ organiza e como foram as mais recentes? Hoje nós temos quatro feiras próprias. A ABIMAQ sempre promoveu feiras de terceiros, apoiando várias delas, totalizando a cada dois anos (porque há feiras que são anuais e outras bienais) cerca de 50 feiras no Brasil e 18 feiras no exterior, por meio do projeto APEX. Tínhamos uma feira própria, que é a Agrishow, que em 2018 terá sua 25ª edição. A Agrishow é a maior feira do mundo a céu aberto com dinâmica, ou seja, com máquinas funcionando. É um grande sucesso e é um difusor de tecnologia. Chamamos de feira de tecnologia a Agrishow, porque, se o Brasil avançou tanto no agronegócio com o aumento de 60% da área plantada e aumento de seis vezes a produção agrícola, foi por causa das máquinas. Tem a Embrapa também, mas a Embrapa tem seus limites. Hoje, se você pega as safrinhas, o plantio direto e a mesma terra que no passado tinha uma colheita por ano, hoje tem três, é por causa da máquina. As outras três feiras que também eram as principais feiras da ABIMAQ, que apoiávamos: Feira da Mecânica, com mais de 50 anos, Feimafe e Feiplastic. Por que a decisão de deixar essas três feiras e organizar eventos próprios? Os nossos associados chegaram à conclusão, depois da Agrishow, que deveríamos ter feiras próprias. Ou seja, é uma tendência mundial 10- BORRACHAAtual

“A Agrishow é a maior feira do mundo a céu aberto com dinâmica, ou seja, com máquinas funcionando” que as feiras não sejam organizadas pelos organizadores de feiras, mas sim pelo setor beneficiado pela feira. Porque a feira acaba sendo um braço da ABIMAQ no sentido de difundir tecnologia, de atrair politicamente a atenção para o setor, no sentido em que a feira é um evento em que todos os políticos estão presentes e lá podemos fazer os pleitos e mostrar onde estão os problemas, os gargalos, mas principalmente porque a feira é uma forma das empresas fazerem vendas. É uma atividade-fim, uma atividade importante da ABIMAQ para promover vendas para seus associados. As feiras que tínhamos no Anhembi não nos atendiam mais, primeiro pela infra-estrutura - o Anhembi não tinha banheiro, não tinha estacionamento, era de difícil acesso, tinha problemas graves de falta de energia durante as feiras, falta de água, falta de ar comprimido. Por outro lado, nos considerávamos explorados pela organizadora da feira. Não nos ouviam - tínhamos uma comissão de feiras que não era ouvida - aumentavam os preços barbaramente, tratavam o cliente como qualquer um... Então, perguntavam por que não lançamos uma feira concorrente antes. Porque não tinha onde fazer. Fazer feira não é só vontade de fazer. Tem que ter o local e tem que ter a data. E o Anhembi já era todo ocupado o ano inteiro e lá não nos interessava porque estava deteriorado. Quando surgiu o São Paulo Expo, que é um novo pavilhão de padrão internacional, melhor ou igual a qualquer pavilhão da França,

Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra... Estávamos no primeiro mundo, o melhor disparado do Brasil e conseguimos reservar as datas. Foi como se nós arrebentássemos as algemas e fomos fazer nossas feiras. O que está acontecendo agora? Nós já fizemos, das três feiras, uma de cada. Pela ordem, em 2016 fizemos a Feimec, em 2017 a Plástico Brasil e a Expomafe. As três com um sucesso retumbante. Até de vendas. Eu digo até, porque estamos nessa crise. A feira não é nenhuma Disneylândia em que lá tudo é diferente. Não. Mas foram feiras fantásticas, excepcionais, muito melhores do que aquelas que a outra organizadora fazia no Anhembi, todo mundo satisfeito, feliz da vida, em um lugar muito mais caro e pagando quase a metade do preço. Para o associado, quase metade do preço. A nossa feira, quando comparada com outras feiras do mesmo padrão de máquinas, que não são nossas, as feiras estão em média metade do preço ou 40% mais baratas. Se estivéssemos na Feira da Mecânica, Feimafe e Feiplastic, estaríamos pagando 30, 40% mais caro do que paga hoje o associado. Ele teve uma redução forte de preço e o aumento de qualidade. A ABIMAQ não está ganhando mais com isso, não quer ganhar dinheiro, que não é o nosso negócio. Nosso negócio é que o associado gaste menos e que venda mais. Como foi a participação estrangeira nos eventos? A participação estrangeira na Expomafe foi fantástica. Nunca no Brasil tivemos uma feira de máquinas com tanta participação estrangeira. Com pavilhões - o da Alemanha estava fantástico -, expositores japoneses (vieram Mazaki, SMG Mori, Okuma,


grupo Mitsui, com várias empresas)... tivemos empresas japonesas, italianas, alemãs... foi uma feira internacional. E não há diferença de tratamento entre empresa brasileira e empresa estrangeira. E estão todos renovando para o ano que vem. Por exemplo, a Haas, que é uma empresa que está na Fórmula 1 e Fórmula Indy, está maravilhada. Foi a primeira vez que veio e quer dobrar o tamanho do estande dela para a próxima feira. Então o próprio estrangeiro se achou acolhido nas feiras, em um ambiente com asseio. Hoje nosso projeto é esse. Entendo que a ABIMAQ já fez o que tinha que fazer e agora é tocar o projeto e oxalá melhorar as vendas nas feiras em função do arrefecimento da crise. O projeto de feiras próprias considero que já está concluído. Nós lançamos esse projeto em 2015 e em 2017 terminamos de entregar para os associados. Vai continuar? Nós temos um contrato de longo prazo com a empresa realizadora e com o pavilhão. É um contrato de praticamente 30 anos, a partir de 2015. Tem casamento que não dura isso.... É um projeto de longo prazo, já deu certo e não tem o que mexer. A crise afeta a implantação da indústria 4.0 no Brasil? Sem dúvida. No Brasil, quando você tem quatro anos consecutivos de queda de consumo aparente, é queda de consumo aparente. Não se compra máquina, não se moderniza e não estamos investindo no 4.0. Quando falo que o Brasil terminou o ano passado com investimento de 16% do PIB é falta de investimento. E em tudo que se possa imaginar. É o gap que se está abrindo em relação à indústria mundial.

“Com baixo investimento, vai crescendo um gap entre a indústria brasileira e a internacional, difícil de retomar.” Qual o tamanho desse gap hoje? É difícil de medir, mas é muito maior do que era há quatro anos. E quanto tempo o Brasil deve levar para colocar a economia nos eixos? Muito mais de uma década. Para o Brasil igualar de novo vai demorar muito. E não estou falando da indústria de máquinas. Estou falando da indústria brasileira. Automóveis, por exemplo. Era para estar produzindo 3,5 milhões por ano e está produzindo dois milhões. Na boa fase, em que o Brasil era o quinto mercado do mundo, havia uma escala enorme, tinha dinheiro (todas as multinacionais aqui, as melhores do mundo) e um grande mercado. Uma proteção de 65%, por quê? Defasagem tecnológica. Se estivesse no top não precisaria de uma proteção de 65%. O único setor da indústria de transformação brasileira que tem um ex tarifário é o setor de máquinas. Se você quiser comprar uma máquina que não é produzida no Brasil, o imposto de importação dela é zero. Vou fazer uma pergunta: se eu importar uma Ferrari, vou tirar mercado do Gol? Não vou. Então porque vou pagar imposto de importação para comprar uma Ferrari? Porque é um setor protegido. Agora outra pergunta, no setor do aço. Se você vai comprar uma máquina que não existe no Brasil não vai pagar imposto de importação. Por que temos que pagar imposto de importação de aço que não é feito no Brasil? Tem aço que não é feito no Brasil e que usamos nas nossas máquinas

sobre as quais pagamos imposto de importação. A alíquota modal média do aço está em 14%. A da máquina é 7,5%. Tem sentido, se a máquina tem mais valor agregado que o aço? Esse é o problema de estar no Brasil. O Brasil, e aqui não quero fazer distinção de esquerda, direita, FHC, oito anos, Lula, oito anos, Dilma, seis anos e agora o Temer nessa mesma toada, são governos que não privilegiam agregação de valor no Brasil.

“Com essa política monetária, o governo coloca barreiras para se investir no Brasil em setores produtivos como a indústria.” Por isso que o país está “reprimarizando” sua economia e cada vez mais o Brasil produzirá produtos de baixo valor agregado, que geram pouco emprego e renda, e cada vez menos produtos de alto valor agregado. Isso pra mim é patente! Estamos piorando essa situação e o maior exemplo é o novo marco regulatório da indústria de petróleo e gás, que mostra que o governo tem muito mais interesses em exportar e tirar o petróleo in natura do Brasil do que transformar esse petróleo no Brasil, e ainda mais: produzir os equipamentos que vão retirar o petróleo do fundo do mar. O Brasil prefere comprar uma cápsula de Nespresso e vender um saco de 60 quilos de grãos de café - a grama do Nespresso custa 20 vezes mais que a do café vendido em saco. E o governo Temer é do mesmo jeito, não é diferente do governo da Dilma, que não é diferente do governo do Lula, que não é diferente do governo do FHC no aspecto de desindustrialização, que continua. BORRACHAAtual - 11


Pneus Pirelli leva à Agrishow gama de pneus com novas medidas

Para o trabalho florestal, a fabricante exibe o TF:01, pneu que possui estrutura reforçada e um pacote com cinturas metálicas que ajudam na preservação da carcaça contra furos, cortes e lacerações nas laterais, além de reforços na banda de rodagem e nos flancos.

A TP Industrial do Brasil - empresa que produz e comercializa pneus para Caminhão, Ônibus, Tratores e Máquinas de Construção e Mineração com a marca Pirelli e pertencente ao grupo Prometeon Tyre Group (ex-Pirelli Industrial) – apresentou na Agrishow a gama de produtos disponível para o setor agrícola.

A empresa mostrou na feira a tecnologia Novateck, destinada a pneus de caminhões e ônibus, que oferece desenhos idênticos ao novo, garantindo maior durabilidade e redução de custos para o proprietário.

A fabricante de pneus lançou também um aplicativo exclusivo para o segmento agrícola com o objetivo de auxiliar o produtor a obter os melhores resultados a partir do uso dos pneus. O app indica onde encontrar o pneu ideal com busca que pode ser feita por aplicação, medida e produto; ajuda o produtor a encontrar o Revendedor Oficial de Revendedores mais próximo; oferece vídeos explicativos; calcula a curva de pressão por carga, entre outros. Este é mais um canal em que a empresa se aproxima dos produtores de todo o Brasil. No celular, o aplicativo é encontrado sob o nome Pirelli Agro. Sete novas medidas que complementam a gama das seguintes linhas de produto, PHP: SERIES, TM95 e TF:01 foram lançadas na feira: • PHP: 540/65R28, 710/70R42, 600/70R30, 800/70R38 e 460/85R34 • TM95: 6.00-12 • TF:01: 30.5-32 26 lonas A linha radial agrícola PHP proporciona rendimento horário até duas vezes superior a um pneu convencional equivalente. As principais características são melhor capacidade de tração, redução de emissão de CO2, economia de combustível, menor compactação do solo e melhor dirigibilidade. A linha radial agrícola PHP também apresenta uma banda de rodagem projetada para expulsar a terra acumulada no pneu. Sua camada de borracha mais larga entre a banda de rodagem e a carcaça e os novos compostos especialmente desenvolvidos para aumentar a vida útil do pneu oferecem maior resistência a cortes e lacerações durante o plantio e a colheita. O TM95 é um pneu destinado a eixos trativos, para todos os tipos de cultura em solos consistentes. Dentre os benefícios deste modelo, destacam-se excelente capacidade de tração em todos os tipos de terreno, barras alternadas que minimizam as vibrações horizontais e verticais (efeito cavalgar), oferecendo rodagem mais uniforme, e autolimpeza, que elimina resíduos durante o trabalho e aumenta a tração. 1212-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Esta reconstrução só é possível graças ao projeto do pneu, que é feito levando em conta tecnologias que os tornam mais robustos, ampliando seu rendimento quilométrico e mantendo o desgaste de maneira uniforme. O resultado é um pneu com elevado índice de reconstrução. O sistema Camelback Premium Novateck, voltado para a reforma de pneus de maquinário agrícola, de mineração e construção civil, é outro destaque do estande. Para identificar as atividades de produção e comercialização de pneus de caminhão, ônibus, agrícola e OTR com a marca Pirelli em licença, a empresa TP Industrial do Brasil apresenta as novas cores do logotipo do grupo: azul, cinza e branco. As novas cores entram em vigor este mês, com o anuncio da operação de integração a nível mundial do Grupo Aeolus e do Grupo Prometeon Tyre Group (ex Pirelli Industrial). Prevê-se que esta integração seja finalizada formalmente ainda neste ano, quando houver as aprovações das autoridades competentes.

Michelin Power RS traz tecnologia desenvolvida nas pistas Aderência, versatilidade e estabilidade excepcionais fazem do pneu Michelin Power RS a nova referência no segmento esportivo de pneus para motos. Aliando a rica expertise da Michelin em Motorsport à ampla diversidade de suas fontes de inovações tecnológicas, o lançamento garante desempenho surpreendente às motos, satisfazendo aos mais exigentes motociclistas. “O Michelin Power RS é o primeiro lançamento realizado pela Michelin após o seu retorno à MotoGP. Durante o ano de 2016, as pistas do campeonato atuaram como um dinâmico laboratório para o desenvolvimento das últimas inovações tecnológicas que, com a chegada do pneu ao mercado, estarão acessíveis aos consumidores”, explica Antonio Barbosa, diretor de Marketing e Vendas de Pneus para Motocicletas da Michelin América do Sul. Segundo o executivo, com a nova gama, a Michelin tem a meta de se tornar líder no segmento esportivo de pneus para motos na América do Sul.


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Pneus A superioridade de performances já garantiu ao Michelin Power RS o título de melhor pneu do segmento esportivo de acordo com testes realizados pela entidade independente alemã Motorrad Test Center¹, no fim de 2016. Segundo os resultados, o manuseio extremamente leve, a brilhante precisão de condução em todos os tipos de curva e a estabilidade impecável nas curvas fizeram do pneu Michelin vencedor. “Graças ao design de sua carcaça e aos novos compostos de borracha, muitos deles vindos de competições, onde a Michelin tem sido pioneira em inúmeras evoluções tecnológicas, o Michelin Power RS é um pneu extremamente versátil, tanto nas pistas quanto nas ruas, proporcionando uma maior segurança aos motociclistas”, completa Daniel D’Almeida, gerente de Marketing de Pneus para Motocicletas da Michelin América do Sul. O Michelin Power RS está disponível em 13 dimensões para motos de alta cilindrada, acima de 500cc. A partir de julho, equipará também motos de média cilindrada. “A inovação esteve presente em todas as etapas da concepção do Michelin Power RS, da fabricação e testes ao desenvolvimento da revolucionária tecnologia Michelin ACT+, responsável por sua flexibilidade, ao se adaptar às circunstâncias do momento e da pista. Como resultado, podemos dizer que o lançamento é provavelmente uma das mais significativas inovações em pneus de motocicletas desde a invenção do radial, em 1987”, afirma Dalmeida. Características principais: • Aderência e versatilidade – Além dos novos compostos de borracha proporcionarem excelente aderência, a estrutura competitiva do pneu dianteiro otimiza a força de direção requerida para inclinar e oferece uma rápida resposta da moto através das voltas. • Estabilidade – A carcaça dos pneus traseiros traz a tecnologia patenteada MICHELIN Adaptive Casing Technology+ (MICHELIN ACT+), que assegura uma excepcional estabilidade tanto em retas quanto em curvas. Isso porque o uso de uma única camada torna a coroa menos rígida, enquanto os ombros são reforçados com uma segunda camada sobre ela. • Equilíbrio de performances – Uma das razões de suas frequentes vitórias em competições, a expertise da Michelin está baseada no MICHELIN Total Performance, conceito que guia a empresa na fabricação de seus produtos e garante – em um único pneu – mais segurança, mais durabilidade e mais prazer em pilotar. Segundo uma série de testes realizados pelo Motorrad Test Center em Outubro 2016 nos circuitos de Boxberg e Neuhausen (Alemanha) usando uma BMW S1000RR equipada com pneus 120/70 R17 e 190/55 R17, comparando o novo MICHELIN Power RS com os pneus Pirelli Diablo Rosso 3, Dunlop Sportsmart 2, Continental Sportsmart 2, Continental Sportattack III, Bridgestone S21, Metzeler M7 RR. 1

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Continental apresenta linha de pneus de passeio e carga A divisão de pneus da Continental participou da Automec 2017 em conjunto com o Grupo Automotivo e com a Contitech, mostrando sua linha de pneus de passeio e de carga. Como o esportivo ContiSportContact 5, que entrega alto desempenho e dirigibilidade no seco e molhado para veículos premium. O ContiSportContact 5 obteve do Inmetro a classifição A em aderência ao piso molhado, que garante a alta performance do pneu. Sua dirigibilidade é precisa e o seu poder de tração se impõe nas mais diversas situações. Ele oferece máxima estabilidade em curvas e uma performance excepcional nas frenagens em pista seca e molhada, sempre sem o comprometimento da segurança. Diversos modelos da Semperit, General Tire e Viking, marcas integrantes do Grupo Continental, também foram expostos. Um deles é o Semperit Speed-Life, que se destaca pela durabilidade, menor nível de ruído e visual esportivo. O desenho de sua banda de rodagem possibilita um menor nível de ruído e proporciona uma experiência mais confortável. Desenvolvido para aplicação em furgões, o Eurovan 2 da General Tire é referência em durabilidade, em desempenho no piso molhado e em conforto. Já o Evertrek, também da General Tire, incorpora a tecnologia VAI (Indicador Visual de Alinhamento) para sinalizar visualmente um possível alinhamento incorreto. Se o desgaste da banda não for uniforme durante a utilização o motorista consegue verificar o problema visualmente, o que aumenta de forma significativa a sua vida útil. Ele traz também um sistema inovador, o “Replacement Tire Monitor”, que informa o momento de sua substituição. A tecnologia acústica de modulação de som embarcada em sua banda de rodagem garante um rodar silencioso e confortável. Os modelos da Viking TransTech II, destinado para Vans, e ProTech II, voltado para carros de passeio, combinam tecnologias que possibilitam menor distância de frenagem em piso molhado, estabilidade em curvas e trechos retilíneos, conforto ao rodar e baixo nível de ruído. Além disso, oferecem ótima relação custo x benefício entregando elevada quilometragem e um preço final ao consumidor extremamente competitivo. Já na linha de pneus de carga um dos destaques é o sistema Conti Pressure CheckTM, que em breve estará disponível no mercado brasileiro e que foi projetado especificamente para uso em veículos comerciais. Ele


monitora constantemente e fornece, em tempo real e ondemand por meio de radiofrequência, informações sobre a temperatura e a pressão de cada pneu do veículo. Sinais sonoros alertam o condutor sobre eventuais problemas relacionados à operação dos pneus antes que eles se tornem uma preocupação crítica. O sistema é integrado por sensores fixados na parte interna dos pneus, por uma CPU instalada na parte inferior do veículo e por um display fixado no painel de instrumentos na cabine. O ContiPressureCheck™ traz benefícios diretos à economia de combustível e ao aumento da vida útil dos pneus graças ao monitoramento constante da pressão. Assim, os veículos passam a rodar de forma mais contínua na estrada, reduzindo os custos operacionais para as frotas. Outro grande destaque para o mercado de cargas é a nova geração de pneus ContiHybrid HS3, integrante da linha Hybrid que já conta com pneus nas medidas 295/80R17,5, 275/80R17,5, 215/75R17,5 e 235/75R17,5. O ContiHybrid HS3 foi especialmente desenvolvido para atender as exigências de ônibus e caminhões que fazem o transporte regional e de longa distância nas estradas nacionais. Disponível na medida 295/80R22,5 e 275/80R22,5 e fabricado na planta da Continental Pneus em Camaçari, na Bahia, o ContiHybrid HS3 apresenta expressivas

melhorias em relação à geração anterior, entregando uma quilometragem 20% superior, além de um aumento no índice de recapabilidade e na resistência ao picotamento. A banda de rodagem, mais larga, utiliza um maior volume de borracha além de um composto especial para proporcionar um expressivo aumento da quilometragem combinado com uma grande aderência em piso molhado. Três novas tecnologias foram incorporadas ao ContiHybrid HS3: o pacote de cintas reforçadas Triangle Belt, que reduz os esforços nas laterais do pneu contribuindo para ampliar a sua durabilidade e prevenir o desgaste irregular; o Air Keep Inner Liner, um composto empregado na parte interna (inner liner) que permite uma retenção em até 50% mais eficiente da pressão de ar; e o VAI (Indicador Visual de Alinhamento), que monitora e alerta o condutor para eventuais irregularidades no alinhamento através de um sistema de sinais inserido nas ranhuras da banda de rodagem. “Ofertamos o menor custo operacional total para um dos maiores nichos de transporte do mercado brasileiro, o regional e de longa distância. Somadas, essas tecnologias proporcionam uma maior quilometragem, durabilidade e o aumento da recapabilidade da carcaça”, explica Antonio Junior, especialista comercial de desenvolvimento de produto da Continental Pneus.

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Pneus Agrishow – A Continental apresentou no evento como destaques o CrossContact LX, o CrossContact LX2, o CrossContact LX Sport e o Cross Contact UHP. Todos contam com avançadas tecnologias como sulcos circunferenciais profundos que se alargam em uso, proporcionando não só alto poder de frenagem no asfalto, concreto e off-road leve, mas também facilitando a expulsão das pedras do solo que aderem às ranhuras. Entre as principais características desses modelos estão a excelente dirigibilidade e a resposta precisa aos movimentos do volante, além de um baixo nível de ruído, com um rodar silencioso e confortável. Hoje disponível no mercado de reposição, o ContiCrossContact LX Sport foi concebido como equipamento original, ganhando aprovações na Europa e nos Estados Unidos. Trata-se de um pneu para veículos mais potentes que oferece boa aderência, direção precisa em terrenos secos e molhados, bem como uma elevada quilometragem. Os visitantes da Agrishow 2017 conheceram ainda o CrossContact UHP. Reconhecido facilmente nos veículos das marcas Mercedes, Land Rover, Audi, BMW e Porsche, é o pneu original de diversos modelos destas marcas. Sua banda de rodagem assimétrica de alta performance incorpora desenhos largos e sulcos profundos, gerando alta capacidade para suportar cargas em curvas, baixo índice de ruído e perfeito escoamento da água. Seu contorno assegura perfeita adequação da área de contato com o piso em situações emergenciais, o que se traduz em menores distâncias nas frenagens e maior estabilidade nas curvas. O composto de última geração empregado em sua banda de rodagem acentua as características de dirigibilidade tanto em piso seco como molhado. Um outro segmento, de versões cross e adventure, também vem apresentando um sólido crescimento no país, principalmente a partir de 2010. No ano passado, registrou 36 mil unidades vendidas, o que representa cerca de 5% do mercado de carros compactos. Especificamente para esse nicho, os engenheiros da Continental desenvolveram o ContiCrossContact AT, modelo totalmente adaptado às necessidades do motorista aventureiro e capaz de oferecer um desempenho superior tanto no asfalto como em superfícies não pavimentadas. Sua banda de rodagem é mais larga, proporcionando uma área maior de contato com o solo, o que se traduz em melhor distribuição de carga, maior aderência ao asfalto e tração na terra, bem como em um ótimo desempenho nas curvas. Disponível nas versões ContiCrossContact AT, nos aros 15 a 18, 1616-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

e ContiCrossContact AT Adventure, nos aros 14 a 16, a linha ContiCrossContact AT é uma opção perfeita para um amplo universo de modelos produzidos por algumas das principais montadoras presentes no mercado brasileiro. “O consumidor deste tipo de veículo valoriza muito o prazer de dirigir, a performance e o visual, além de estar consciente da importância da qualidade dos pneus em automóveis com essa proposta versátil”, pondera Luiz Gomes, diretor comercial de pneus de passeio reposição Brasil. Na Agrishow também foram expostos os pneus de uso misto, ideais para o uso em pick-ups e jipes da linha Graber, da General Tire, marca integrante do Grupo Continental. É possível aproveitar para ver, em detalhes, a grife primorosa da marca que atende ao nicho 4x4 no segmento de off-road. É o caso dos all-terrains Grabber AT e AT2. Esta linha proporciona um ótimo desempenho tanto na estrada como fora dela, atrelando robustez e tração off-road com conforto e bom desempenho em pista molhada. Outro modelo em destaque é o General Tire Grabber MT, desenvolvido para enfrentar os desafios dos caminhos sem pavimentação e que tem a resistência assegurada pelo emprego da lona tripla em sua construção. Blocos de tamanhos diferentes nos ombros asseguram forte poder de tração tanto em pisos compactados, como em terrenos fofos ou lamacentos. A carcaça extremamente robusta do Graber SRL / MT garante uma maior proteção contra impactos, cortes e perfurações. “O Graber MT é um pneu já consagrado nesse nicho no exterior, em particular no mercado norte-americano, por suas qualidades de robustez, durabilidade e segurança”, destaca Luiz Gomes. Pneus agrícolas - Com o início da colheita no último mês de abril, a Continental está reforçando a produção e a oferta do pneu direcional HSC1+ e do trativo HDC1+ em sua rede de revendas. Fabricados em Camaçari, na Bahia, eles foram desenvolvidos para aplicação em veículos que operam tanto no asfalto como em terrenos pedregosos, rochosos, lamacentos ou arenosos (on e off road), cenário conhecido do segmento canavieiro, e foram expostos na Agrishow 2017. “Este é o momento ideal para abastecermos o mercado com modelos especialmente desenvolvidos para aplicação em veículos que operam on e off-road. Os pneus estão totalmente adequados às particularidades do mercado brasileiro e às duras demandas da aplicação canavieira, sua principal vocação. Investimos continuamente no


desenvolvimento de novas tecnologias e na introdução de produtos capazes não só de economizar combustível como entregar uma maior vida útil, pois sabemos que os pneus estão entre os maiores custos de operação para os motoristas e frotistas. O HDC1+ montado em conjunto com o HSC1+ proporciona ao usuário um desempenho superior nas duras solicitações da aplicação canavieira”, explica Antonio Junior, gerente de produtos para veículos comerciais da Continental Pneus. O HSC1+ e o HDC1+ oferecem um alto rendimento quilométrico graças ao composto utilizado em sua fabricação, ao seu desenho agressivo, marcado por sulcos extraprofundos autolimpantes e ao seu perfil externo otimizado, que melhora a distribuição da carga em contato com o solo, proporcionando melhor dirigibilidade tanto no asfalto como em terrenos mistos. Um pacote de cintas reforçadas (Triangle Belt™) confere grande resistência a pressões altamente concentradas, impedindo fraturas de desgaste e ampliando a tração por meio da rigidez estrutural. O Triangle Belt™ também protege a carcaça, aumentando a sua vida útil e contribuindo para uma maior durabilidade do pneu possibilitando que o pneu seja recapado. Apesar do crescente aumento de participação dos pneus sem câmara, o mercado brasileiro ainda demanda um grande volume de pneus com câmara. Mais da metade dos pneus utilizados nas operações de transporte das usinas de açúcar são com câmara, pois contam com um talão mais robusto para suportar as exigências da aplicação e oferecem uma manutenção mais fácil. Por isso, o HSC1+ está disponível nas versões 11.00R22 (com câmara), 275/80R22.5 e 295/80R22.5 (ambos sem câmara). O HDC1+ é comercializado na rede de revendedores oficiais da Continental nas dimensões 11.00R22 (com câmara) e 295/80R22.5 (sem câmara). Ainda neste primeiro semestre, ele passará a ser ofertado também na medida 275/80R22.5. Tanto o HDC1+ como o HSC1+ estão em conformidade com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que tornou mais fácil para o consumidor final comparar diferentes produtos e performances antes de tomar sua decisão de compra, e contam com a proteção adicional da garantia de sete anos contra defeitos de fabricação. O HDC1+ tem classificação em resistência ao rolamento “E”, recebeu “B” em aderência ao molhado e registrou 70 dB em ruído. Já, o HSC1+ na dimensão 295/80R22.5 obteve “E” em resistência ao rolamento “C” em aderência ao molhado e 78 dB em ruído. Em sua segunda e terceira vida útil, ambos podem ser recapados com a aplicação da exclusiva banda de

recapagem ContiTread. Elas são fabricadas no Brasil com a mesma tecnologia e desenhos originais, garantindo ao pneu recapado as características de baixo consumo de combustível, alta durabilidade quilométrica, capacidade de escoamento de água e poder de tração dos modelos originais da Continental.

Rinaldi apresenta novas medidas para os pneus on-road HB37 A Rinaldi amplia a sua gama de produtos no mercado de motocicletas on-road com as novas medidas para o modelo HB37. Os lançamentos da fábrica gaúcha são os pneus Tubeless (sem uso de câmaras de ar) 100/80-18 HB37 53P traseiro, 100/90-14 HB37 57P traseiro e 90/90-14 HB37 46P dianteiro. Em pista seca ou molhada, os produtos oferecem a melhor relação entre custo e benefício. “As medidas chegam para atender os consumidores que prezam pela segurança em qualquer situação. Os pneus ainda trazem visual agressivo nos dizeres e no desenho da banda de rodagem e maior rendimento quilométrico e durabilidade, em função dos compostos empregados”, explica Silvio Grecco, gerente de tecnologia e qualidade da Rinaldi. Sérgio De Paris, gerente comercial da empresa, acrescenta. “A Rinaldi acompanha de perto o mercado de motocicletas e há uma demanda para as novas medidas do HB37, as quais ampliam a gama de produtos da fábrica. Outra tendência do segmento é o uso de pneus sem câmaras de ar, por isso a marca investe e desenvolve constantemente novas opções para a linha. E sempre com muita segurança, desempenho e visual esportivo.” Vale destacar que a fábrica possui certificação do INMETRO e da ISO 9001. “O fato garante regularidade nos processos produtivos e nas especificações utilizadas nos pneus”, lembrou Grecco. “Todos os desenvolvimentos passam por ensaios dinâmicos antes de chegarem ao mercado e os materiais são testados e aprovados para garantir segurança, uniformidade e alta performance”, finalizou. Características das novas medidas de pneus HB37: 100/90-14 HB37 57P Tubeless (traseiro) e 90/90-14 HB37 46P Tubeless (dianteiro) – Para uso sem câmaras de ar, os pneus garantem o alto desempenho em scooters utilizadas em tráfego urbano ou em trajetos de pequenas e BORRACHAAtual- -17 17 BORRACHAAtual


Pneus médias distâncias. Os produtos possuem os mesmos compostos empregados em pneus de motocicletas de maior potência, o que garante excelente aderência em todos os tipos de vias pavimentadas, além de estrutura constituída em Nylon, para melhorar a área de contato e a estabilidade em altas velocidades. O desenho de rodagem dos pneus foi desenvolvido para proporcionar grande rendimento quilométrico em uso misto (cidade/estrada). 100/80-18 HB37 53P Tubeless (traseiro) – Pneu para uso sem câmara de ar com novas tecnologias em compostos e estrutura, as quais aumentam o rendimento quilométrico. Apresenta desenho de rodagem que otimiza as áreas de contato e minimiza o desgaste. Os destaques da nova medida do HB37 são o desenho otimizado da banda de rodagem, visual agressivo, melhor aderência na chuva, mais segurança nas frenagens e mais estabilidade, tanto em retas quanto em mudanças de faixa.

especializados que tornam o trabalho produtivo e confortável. As soluções BKT são ideais para os mais diferentes veículos, entre os quais – precisamente – as máquinas espalhadoras.

Elevada capacidade de carregamento, excelente estabilidade e ótima tração são caraterísticas fundamentais para esta aplicação. Não menos importante é a flutuação do pneu que se traduz numa delicadeza extrema, de forma a evitar a tão temida compactação do solo.

especial e arredondada do ombro. Atualmente estão disponíveis no mercado cinco medidas: 620/75 R 26, 540/65 R 28, 800/65 R 32, 1050/50 R 32 por fim 650/65 R 38.

Flotation: as linhas BKT no sinal da flutuação - São inúmeros os modelos Flotation da BKT e são especificamente projetados para os reboques agrícolas, cisternas móveis e espalhadores. Pneus perfeitos para o uso combinado em estrada e no campo e caracterizados por excelentes qualidades de flutuação, que produzem um baixíssimo impacto no terreno.

BKT apresenta soluções para máquinas espalhadoras

Hoje em dia, entre os maiores produtores de pneus Off-Highway no mundo, a BKT propõe linhas completas de produtos, especificamente projetadas para os veículos que operam nos setores agrícola, industrial e OTR. A empresa, constantemente empenhada na Pesquisa e Desenvolvimento de novas soluções, soube enfrentar as exigências dos utilizadores, projetando pneus 1818-BORRACHAAtual BORRACHAAtual

Pneus Agrimax - A gama Agrimax é composta por pneus radiais específicos para tratores e proporciona produtos reconhecidos e protetivos em relação aos terrenos mais delicados, mas que se orgulham, ao mesmo tempo, de ter qualidades de força e elevada capacidade de carga. Entre os destaques para máquinas espalhadoras está o Agrimax RT 600: mistura perfeita de capacidade de carregamento, ótima estabilidade, elevada tração e delicadeza, para assegurar o menor impacto possível no terreno. É ideal para o trabalho nos terrenos que exigem uma atenção especial. A torná-lo a solução perfeita são as caraterísticas do design do piso do pneu, a sua menor profundidade, a presença e disposição de inúmeras barras dos pneus, além da forma

O primeiro entre os modelos Flotation ideal para os espalhadores é FL 630 Ultra. O seu design modificado com mais barras, a área do talão reforçado e o desenho especial do piso dos pneus garantem a perfeita aderência em qualquer tipo de terreno, tanto em estrada como no campo, com ótimas qualidades de autolimpagem. São oito as medidas disponíveis: 500/60 R 22.5, 560/45 R 22.5, 560/60 R 22.5, 600/50 R 22.5, 710/40 R 22.5, 600/55 R 26.5, 650/55 R 26.5 e 710/50 R 26.5. www.bkt-tires.com/pt/pattern/fl-630ultra


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Pneus Pirelli equipará caminhões da Copa Truck A TP Industrial do Brasil - empresa que produz e comercializa pneus com a marca Pirelli para Caminhão, Ônibus, Tratores e Máquinas de Construção e Mineração e pertencente ao grupo Prometeon Tyre Group (ex Pirelli Industrial) - será a fornecedora de pneus Pirelli para a Copa Truck. O acordo de parceria entre a empresa e os promotores do evento foi fechado recentemente e prevê o suprimento de pneus Pirelli para todas as equipes. Os organizadores já têm assegurada a presença no grid de 18 trucks. Os caminhões estarão equipados com o pneu Pirelli FR:01 na medida 295/80R22,5, tanto na versão de pista seca (com banda de rodagem raspada) quanto de asfalto molhado (com banda de rodagem integra). O produto integra o portfolio SERIE :01, a gama de pneus radiais da Pirelli com produtos desenvolvidos no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da fabricante no Brasil, em Santo André (SP), utilizando também a tecnologia elaborada na matriz. Já com forte participação em diversas competições nacionais, a TP Industrial do Brasil decidiu engajar-se desde o primeiro momento na criação de uma categoria que chega às pistas com um projeto diferenciado em termos de esporte e entretenimento, sem prejuízo de seu envolvimento com séries similares. Desta forma, a fabricante reforça a presença no motorsport desta categoria. A empresa pretende utilizar a competição como laboratório de produtos com o objetivo de desenvolver continuamente os pneus Pirelli que equipam os caminhões que rodam as estradas brasileiras. “Para nós, as pistas são ótimos laboratórios a céu aberto onde podemos ver nossos pneus Pirelli desenvolvidos para as estradas ser utilizados no máximo de performance e potência. Desta forma, estarmos presentes nos caminhões desta nova categoria do esporte a motor é motivo de grande orgulho”, afirma Ana Claudia Pugina, diretora de Marketing da TP Industrial do Brasil para América Latina. Para a rodada dupla inaugural da capital goiana, que marcará a abertura da Copa Centro-Oeste, a primeira das três copas que serão realizadas na atual temporada, cada truck terá direito a um set de seis pneus Pirelli de pista seca e outro de chuva. Os pneus de pista seca são os originais de uso em estradas, mas são retrabalhados para a retirada de borracha a fim de que os sulcos fiquem com altura apropriada para o uso em pista. Brevemente, os organizadores da Copa Truck informarão as equipes sobre a quantidade de pneus Pirelli que será liberada por caminhão ao longo de 2017.

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A Copa Truck é formada pelos principais nomes da categoria, como Felipe Giaffone, Wellington Cirino, Djalma Fogaça, Fábio Fogaça, Adalberto Jardim, Renato Martins, Débora Rodrigues, Beto Monteiro, Roberval Andrade, Danilo Dirani, Régis Boessio e vários outros. Além do formato inovador, com a regionalização das provas – as copas Nordeste e Sudeste completarão o calendário -, o piloto com maior número de pontos ao longo do ano será homenageado com a réplica de um troféu nos moldes do oferecido ao vencedor das 500 Milhas de Indianapolis.

Centro de Distribuição Ecopia da Bridgestone recebe certificação internacional de sustentabilidade O Centro de Distribuição Ecopia da Bridgestone, localizado na cidade de Mauá (SP), recebeu a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedido pela U.S. Green Building Council. O selo reconhece e atesta as construções e edificações que são planejadas, construídas e operadas seguindo os mais eficientes padrões de sustentabilidade. Em virtude dos trabalhos de reutilização e reciclagem de materiais, reaproveitamento da água e eficiência energética realizados na edificação, o CD recebeu a classificação “Gold” da certificação LEED. Este reconhecimento está alinhado ao compromisso global de responsabilidade social corporativa da Bridgestone de trabalhar continuamente em prol de uma sociedade sustentável, operando em harmonia com a natureza, valorizando os recursos naturais e reduzindo as emissões de dióxido de carbono em suas plantas. Segundo Lafaiete Oliveira, diretor de Supply Chain da Bridgestone, o CD Ecopia, que começou suas operações em setembro de 2016, foi planejado desde a sua concepção seguindo as melhores práticas e diretrizes de sustentabilidade. “No início do projeto, buscamos uma edificação que comportasse as principais tecnologias do setor para se tornar um espaço sustentável de alta performance. A certificação LEED é o reconhecimento da excelência deste trabalho”, completa Lafaiete. O nome do Centro de Distribuição foi escolhido com base na linha de pneus da Bridgestone chamada Ecopia, cujos produtos são projetados com materiais que minimizam a resistência ao rolamento, aumentam a eficiência energética e ajudam a diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2).


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Notícias

Mapeado sistema de classificação e rotulagem de produtos químicos na América Latina O Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS) passou a ser, nos últimos tempos, o parâmetro adotado por diversos locais do planeta para garantir o acesso dos trabalhadores às informações sobre perigos no manuseio e transporte de produtos químicos no ambiente de trabalho. Países e regiões como Brasil, Estados Unidos, Europa, Canadá, Japão e China já exigem documentos de segurança (FISPQ/SDS e rótulos) que contêm elementos do GHS. Cada vez mais lugares têm aderido à harmonização por meio de decretos e leis que tornam a aplicação do GHS obrigatória. Porém, ainda é difícil encontrar informações sólidas sobre o status atual de implementação do sistema na América Latina e Caribe. Com o intuito de coletar tais informações, a equipe técnica da Lisam EcoAdvisor Systems – empresa brasileira que oferece assessoria para o cumprimento de aspectos regulatórios nas indústrias químicas e para o gerenciamento do risco químico e toxicológico nos ambientes de trabalho - realizou uma pesquisa sobre o status do GHS nos principais países da América Latina. De acordo com a gerente da Lisam EcoAdvisor Systems, Tatiana Moneró, com o levantamento, percebeu-se que “a aplicação do GHS vem sendo uma realidade em grande parte da América Latina. Aos poucos, mais países vão se adequando ao sistema harmonizado para classificação de produtos químicos, porém, existem singularidades de cada região que devem ser observadas em conjunto com esse sistema, como limites de exposição ocupacional aplicados a cada país e regulamentação de transporte de produtos perigos”, afirma. A fim de cumprir com os aspectos obrigatórios advindos com a aplicação do GHS, a Lisam oferece um software que funciona para as diversas regiões do globo, que facilita o acompanhamento das demandas de cada região e o aumento da segurança química nas empresas.

Resumo das informações coletadas pela Lisam em alguns países: Argentina - O País estabeleceu o GHS para o ambiente de trabalho por meio da Resolución 801/2015 da Superintendencia de Riesgos de Trabajo, com um prazo de implementação de 180 dias a partir de 14 de abril de 2015. A Resolución 3359/2015, além de ter definido a 5ª edição do GHS para ser adotada na Argentina, prorrogou os prazos de implantação para 15 de abril de 2016 para substâncias, e primeiro de janeiro de 2017 para misturas. Bolívia - Nos dias 2 e 3 de junho de 2014, aconteceu um workshop para analisar e planejar a efetivação nacional do GHS, que deveria ter sido concluída em 2014, porém não há informações sobre o andamento do projeto após essa data. 22- BORRACHAAtual

Brasil - No Brasil, a Portaria n° 229, de maio de 2011, que alterou a Norma Regulamentadora n° 26 (NR 26), do Ministério do Trabalho e Emprego foi o marco inicial para a implementação do GHS no país. A norma ABNTNBR 14725 estabeleceu prazos para classificação dos produtos, rotulagem e elaboração de FISPQ para substâncias puras e misturas de acordo com o GHS. Dentre esses, o último prazo foi dezembro de 2015. Portanto, hoje em dia o GHS é obrigatório no país. Colômbia - Em 15 de dezembro de 2016, o Ministério do Trabalho colombiano publicou um projeto de um decreto para a implantação da 6ª revisão do GHS no País. O decreto ainda não foi publicado, mas é possível acessar o seu

rascunho. Até então, os requisitos para elaboração de SDS estão apresentados na Norma NTC 4435, de 2010.

Chile - A instalação do GHS no País começou oficialmente em 2012, com a colaboração da United Nations Institute for Training and Research (UNITAR) como agência implementadora. Em 2015, o Instituto Nacional de Normalización (INN) atualizou a norma NCh 2245:2015, que trata da ficha de segurança de produtos químicos, baseada na 5ª revisão do GHS. A norma NCh 2245:2015 tornou-se obrigatória por meio do Decreto nº 61, de 26 de setembro de 2015. A classificação de perigo da ficha de segurança chilena deve levar em conta também a norma NCh 382:2017, que traz a classificação de produtos perigosos para transporte.


FRAGON realiza Workshop em Minas Gerais

A Fragon, tradicional distribuidora de matérias primas para a indústria de borracha, realizou seu “I Workshop Técnico FRAGON”, no município de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O evento contou com uma expressiva presença de técnicos do setor de borracha dos mais diversos mercados como: anéis, mangueiras, defensas, retentores, recapagem, mantas de borracha, peças técnicas, calçados e outros. O ponto a ser destacado foi o interesse destes especialistas nas palestras que

estavam sendo apresentadas pelas empresas parceiras da Fragon: Arlanxeo, Auxyborr, Chemtrend, IQX, Lord e SI Group. O início dos trabalhos foi com uma apresentação de Abrão Zacharias, diretor da FRAGON, que deu boas vindas aos presentes e destacou a importância deste tipo de evento técnico para a Fragon, focando em novos produtos e também na necessidade de uma logística profissional para manter a competitividade e lucratividade das empresas brasileiras do mercado de borracha.

“...uma Logística Profissional é fundamental para manter a competitividade e a lucratividade das empresas...”

A primeira palestra foi da LORD, fabricante de adesivos metal-borracha, apresentada por Silvia Ribeiro, engenheira de aplicação. A especialista detalhou a adesão do metal à borracha e avançou em pormenores de processamento e aplicação deste tipo de adesivo. Após a apresentação a sessão de perguntas permitiu o esclarecimento de várias dúvidas acerca do assunto. A oportunidade dos técnicos presentes em dialogar diretamente com o fabricante da matéria prima foi um dos pontos altos da programação. Uma interessante palestra sobre resinas foi realizada por Eduardo Smetana da SI GROUP, enquanto Elias Tauchert, da ARLANXEO, fabricante de borrachas sintéticas, mostrou em pormenores a dimensão da empresa no mundo e as aplicações de seus elastômeros tanto em artefatos leves como em pneumáticos ecológicos, os pneus verdes.

Já Eduardo Colacio, da CHEMTREND, empresa pertencente ao Grupo Freundenberg, discursou sobre a importância dos desmoldantes na qualidade do artefato de borracha e como isto pode impactar fortemente na produtividade na produção de uma indústria de borracha. Pela AUXYBORR, Reginaldo, especialista da empresa, abordou o importante tema da mistura e vulcanização da borracha, que determinará a qualidade final do artefato, bem como suas características e especificações. Finalizando o ciclo de palestras as doutoras Carla Fonseca e Silmara Neves, da IQX – Inove Qualyx Tecnologia e Desenvolvimento de Aditivos e Especialidades Ltda, apresentaram com muita competência, aditivos para recuperação e regeneração de borrachas. A importância deste tema está intimamente envolvida com as necessidades ecológicas atuais, onde o reaproveitamento de materiais será sempre prioridade para atingirmos

níveis satisfatórios de reciclagem. Foi uma das palestras que mais despertou o interesse da platéia, motivada pelo conhecimento das apresentadoras e também pela novidade do tema, que antes era uma possibilidade e hoje se tornou uma realidade. A Fragon foi muito elogiada pelos presentes por possibilitar que temas especiais como estes possam ser discutidos neste tipo de fórum e o mais importante, que as soluções estejam disponíveis por um importante distribuidor de elastômeros e borrachas.

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Especial

ADESIVOS são fundamentais no mundo moderno

Um mundo com todas as facilidades e tecnologias modernas seria impossível sem o uso de adesivos. Estes materiais entram como agentes de união entre materiais diferentes que por si só nunca ficariam unidos de maneira consistente. Assim as empresas esforçam-se cada vez mais para produzir e criar agentes adesivos que facilitem o desenvolvimento de artefatos e veículos mais leves, seguros e tecnológicos A Dow Automotive Systems é líder no fornecimento de elastômeros, fluídos, adesivos e materiais de isolamento acústico e interiores para a indústria automotiva mundial. O foco do negócio é oferecer soluções e tecnologias para melhorar a performance, conforto e segurança nos veículos para as montadoras, além do mercado de reposição e manutenção (aftermarket = oficinas de reparos e manutenção). A empresa desenvolve soluções na indústria para atender às mais importantes necessidades do mercado, seja por meio da redução do peso dos veículos, otimização do processo produtivo, aumento da eficiência energética e garantia de segurança dos veículos. Além dos adesivos, a companhia produz e fornece soluções de espuma de poliuretano para injeção em peças, 24- BORRACHAAtual

como volantes, estofamento para bancos, painéis de instrumento, teto, colunas e demais cavidades, reduzindo ruído e vibração, proporcionando rigidez na carroceria, conforto ao usuário e mais performance do automóvel. A Dow tem uma fábrica produtora de adesivos de colagem de vidro para o segmento automotivo em Pindamonhangaba, São Paulo, Brasil, sendo a única fabricante local desse produto na América Latina. É líder no segmento de adesivos para o mercado automotivo no Brasil, sendo a única empresa do setor a ter uma unidade fabril de adesivo para colagem de vidro automotivo no Brasil e na América Latina, que foi inaugurada em 1998. Essa presença local é um diferencial, pois a empresa consegue atender os clientes com mais rapidez e prestar

assistência técnica prontamente. Oferece soluções feitas sob medida para as montadoras, adequando as soluções às necessidades e processos de cada uma delas, fornecendo adesivos para colagem de vidro (BETASEALTM) e estruturais (BETAMATETM). A boa colagem do vidro do carro é essencial para a segurança do veículo, contribuindo para a melhor estrutura da carroceria. Após 2012, com a regulamentação sobre a obrigatoriedade do uso de airbags, a colagem bem-feita se tornou imprescindível, pois o vidro ajuda a conter o airbag e não lançar a pessoa para fora do veículo. A empresa investe continuamente em inovação para atender às necessidades atuais de seus clientes. Um exemplo disso é o investimento na otimização do processo de colagem


de vidro, permitindo a redução do uso de três primers para apenas um. Isso dá agilidade ao processo de montagem com a mesma segurança. A inovação também está presente na solução de adesivos que permite substituir a solda e outros sistemas de fixação em grande parte do processo de colagem da estrutura metálica. Entre as vantagens estão a redução do peso do veículo e possibilidade de colar chapas finas em lugares onde o ponto de solda não alcança, como as longarinas. Além disso, possibilita colar diferentes substratos, como fibra de carbono, alumínio, aço e liga de magnésio, contribuindo com a meta de redução de peso dos veículos das montadoras. Por gerar essa redução, a solução contribui com o novo regime automotivo brasileiro (InovarAuto), que prevê a redução do consumo de combustível. Ela também possui uma linha de adesivos para colagem metal com borracha (linha THIXONTM e MEGUMTM) para uso em controle de vibração, vedações e juntas, correias, buchas e no painel dos veículos. Soluções e Tecnologias BETAMATE™: Adesivos estruturais de alto desempenho, utilizados para colagem de chapas metálicas (aço, AHSS, alumínio, magnésio) bem como materiais dissimilares tais como aço e compósito, alumínio e aço, etc. Os principais benefícios dos adesivos estruturais BETAMATE™ são redução de peso, melhoria da durabilidade do veículo, aumento da performance de segurança, redução de ruídos, melhoria da eficiência energética e proporcionar economia de custos. Os adesivos substituem as soldas e os prendedores mecânicos, ajudando a reduzir falhas. Os Adesivos Estruturais BETAMATE™ foram introduzidos pela Dow Automotive Systems para uso em veículos leves em 1999. Desde então, várias formulações dos adesivos BETAMATE™ ajudaram a melhorar a segurança e a durabilidade, enquanto reduzem peso e aumentam a flexibilidade de design. Agora, com um foco global em eficiência de combustível e redução de emissão, os adesivos BETAMATE™ voltam a liderar a indústria como facilitadores chave - desta vez para a redução de massa. BETASEAL™: Os adesivos para colagem de vidros BETASEAL™ são usados mundialmente para colagem estrutural e vedação de vidros fixos, ajudando os veículos a atenderem aos requisitos de segurança obrigatórios globais relativos à regulamentação de barreiras, capotagens e impacto no teto. Com um histórico de desempenho comprovado, redução de custos e redução do tempo de montagem, os sistemas de ligação em vidro BETASEAL™ são utilizados para a colagem estrutural e vedação de vidros de veículos estacionários. Os sistemas são constituídos por produtos de limpeza BETACLEAN™, primários BETAPRIME™ e adesivos BETASEAL™ para proporcionar uma solução de ligação total para aplicações de colagem de vidro.

Benefícios do BETASEAL™ U-418: • Não é necessária a utilização de primer no vidro; • Simplifica o processo de instalação; • Aprovado em testes de colisão de acordo com os FMVSS; • Atende a todos os requisitos de durabilidade de longo prazo; • Possui baixa viscosidade; • Pronto para usar (não é necessário aquecer); • Preserva o sistema de rádio, celular e GPS em vidros com antena encapsulada; • Melhora a rigidez do veículo e, consequentemente, a acústica e a estabilidade; • Excelente adesão sobre adesivos de uretano originais recém-cortados. BETASEAL™ U-838: Com alta viscosidade, o BETASEAL™ U-838 dispensa o primer para vidro e oferece uma excelente sustentação, trabalhabilidade, resistência ao escorrimento e ótimo tempo de liberação do veículo. É fácil de usar, dispensa aquecimento e foi aprovado no teste de impacto da FMVSS (Norma Federal Norte-Americana de Segurança de Veículos Automotivos). O BETASEAL™ U-838 atende todas as exigências, inclusive a durabilidade a longo prazo e está disponível em embalagens de alumínio.

Henkel lança nova linha de adesivos estruturais A Henkel acaba de trazer ao mercado a linha inovadora de adesivos híbridos - LOCTITE Adesivos Estruturais. Em quatro versões, os lançamentos trazem a patenteada tecnologia híbrida, que combina a velocidade de cura e facilidade de aplicação dos adesivos instantâneos (cianoacrilato) com os principais benefícios dos adesivos estruturais, como força e resistência de adesão, flexibilidade e capacidade de preenchimento de espaços. Com essa combinação inovadora das tecnologias as novas soluções oferecem alto desempenho em uma grande variedade de substratos (metais, plásticos, borracha etc.), além de uma ampla versatilidade de aplicações para design, montagem e reparos de peças e máquinas industriais. Esses adesivos híbridos resolvem os desafios dos gerentes de plantas, responsáveis pela manutenção e operação, que procuram por reparos rápidos de máquinas, sem comprometer a produção, com uma solução durável e adequada para todos os tipos de operações. BORRACHAAtual - 25


Especial

“Temos um time global e local especializado em soluções químicas para produção e reparo de máquinas e peças para indústrias dos mais diversos segmentos. Esta linha inovadora de Adesivos Estruturais LOCTITE foi desenvolvida para atender as necessidades de manutenção industrial, atividade que está sob pressão constante para otimizar eficiência, reduzir custos e manter a operação funcionando com segurança. A tecnologia híbrida patenteada pela Henkel oferece segurança, durabilidade e rapidez em reparos desafiadores”, explica Hugo Ladeira, diretor de Adesivos Gerais da Henkel para a América do Sul.

LOCTITE Adesivos Estruturais • LOCTITE HY 4070 oferece fixação ultrarrápida com alta força de adesão, excelente capacidade de preenchimento, e ótima resistência à temperatura, umidade e contato químico. Desenvolvido para ser aplicado em uma grande variedade de substratos, incluindo metais, plásticos e borrachas, LOCTITE HY 4070 é peça-chave para toda caixa de ferramenta dentro das fábricas. Disponível em embalagem pronta para usar de 10 ml. • LOCTITE HY 4060 é um adesivo universal, usinável, com cura de cinco minutos e adequado para uma ampla variedade de materiais, como plásticos, alumínio, aço, borracha, entre outros. O produto tem alta durabilidade, rápida fixação e conta com excelente cura em baixa temperatura e ganhos de segurança. O produto está disponível em cartuchos de 25 ml. • LOCTITE HY 4090 oferece rápida fixação, versatilidade de aplicações, excelente durabilidade, e segurança. Suas propriedades balanceadas o tornam ideal para diversos usos, incluindo adesivos, selantes e instalações de iluminação LED e alto-falantes. O produto tem boa resistência à temperatura, umidade, químicos, e a impactos e vibrações. Além disso, pode ser usado em aplicações em baixas temperaturas. O produto está disponível em seringas de 50 ml e cartuchos em 400 ml. • LOCTITE HY 4080 é um adesivo forte, seguro e com ótima resistência à impactos e vibrações. Desenvolvido para grande variedade de aplicações industriais, LOCTITE HY 4080 oferece durabilidade para adesão em todos os materiais – de metais a plásticos. Com pouco odor e não inflamável, o lançamento traz benefícios à saúde e segurança para além dos tradicionais adesivos de duas partes metil metacrilato (MMA) e adesivos estruturais acrílicos. Disponível em seringas de 50 ml e cartuchos de 400 ml. Ambos na cor cinza com recomendação de mistura para garantir a consistência apropriada.

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Adesivo Versilok da LORD A LORD Corporation atua no Brasil desde 1972. Foi fundada em 1924 nos EUA como uma companhia especializada no desenvolvimento de adesivos e coatings, bem como sistemas de controle de vibração e tecnologias de sensoriamento para os mercados automotivo, aeroespacial e defesa, óleo/gás e industrial. Versilok é um sistema de adesivo bi-componente híbrido à base de Acrílico e Epóxi. É utilizado em aplicações automotivas na união de diversas chapas metálicas como aço, aço galvanizado, alumínio, dentre outros. O adesivo Versilok desenvolve cura à temperatura ambiente, podendo também ser aquecido para se obter um processo mais rápido de cura. Esferas de vidro são incluídas no sistema do adesivo proporcionando um travamento mecânico imediato entre os painéis metálicos (painel interno + painel externo). ® O adesivo Versilok é aprovado pela Chrysler ® (MS-CD-500). Com o adesivo Versilok, possibilita-se a eliminação dos pontos de solda na região da grafagem (hemming) das partes móveis dos veículos. Travamento mecânico imediato: contém esferas de vidro que propiciam uma trava mecânica que irá impedir o deslocamento dos painéis; Fácil de aplicar: não escorre; substitui a necessidade de solda que degrada o metal e permite a ocorrência de oxidação; Baixa temperatura de cura: desenvolve uma alta resistência em menos de uma hora à temperatura ambiente, eliminando o empenamento de metal causado por cura induzida a altas temperaturas; Une metais não preparados: une excepcionalmente bem através de lubrificantes de estampagem normalmente presentes sobre metais, eliminando a necessidade de limpeza prévia e preparação da superfície; Resistência ao ambiente: oferece excelente resistência à umidade, luz solar, névoa salina (salt spray) e ciclagem térmica.


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Notícias

FEIPLASTIC 2017

A expectativa geral da Indústria de transformados plásticos para este ano é positiva, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgado pela ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) na FEIPLASTIC 2017 – Feira Internacional do Plástico. A ABIPLAST considerou uma possível recuperação do PIB Brasileiro de 2017 a 2018 em torno de 1,5% a 3% ao ano, estimando que a demanda brasileira por transformados plásticos atingirá os patamares observados em 2012/13, auge do setor dos últimos dez anos, apenas em 2023. O consumo aparente de transformados plásticos atingiu naqueles anos 7,7 milhões de toneladas. No ano passado, esse número fechou em 6,1 milhões de toneladas. No ranking dos principais setores da atividade economia que mais consomem plástico, a construção civil lidera ocupando 25,7% do total, seguido por alimentos, 19%, automóveis e autopeças, 12,1%, máquinas e equipamentos, 7,3% entre outros. O gerente de engenharia de Aplicação e Desenvolvimento de Mercado PVC da Braskem Antonio Rodolfo Jr. comparou o consumo per capita de plástico no Brasil com o dos países desenvolvidos e afirmou que o país ainda está muito aquém do seu 28- BORRACHAAtual

potencial de produção e consumo. Cada brasileiro corresponde ao consumo por ano de cerca de 25 quilos do grupo de resinas termoplásticas (PE, PP e PVC), enquanto nos EUA, a quantidade é de 75 kg, na Europa, de 50 kg e Japão, 48 kg. Rodolfo destacou que a vocação do plástico é substituir materiais tradicionais (como metais e madeira) em todas as áreas por conta da sua durabilidade, resistência à corrosão, impermeabilidade, resistência mecânica, além de ser atóxico. No caso da construção civil, especificamente, as aplicações ganham grandes dimensões haja vista alguns fatores característicos da realidade brasileira como a necessidade de diminuir o déficit habitacional, estimado entre 4,5 e 6 milhões de unidades. Um dos destaques da participação internacional na FEIPLASTIC 2017 foi o pavilhão italiano, que reuniu oito empresas expositoras com máquinas voltadas à reciclagem, moldes e matériasprimas para a indústria de transformação

de resinas plásticas. Entre pavilhões, como o da Índia, e empresas que chegam à feira de forma independente, o evento contou com 15 países expositores, como Áustria, Estados Unidos, França, Reino Unido e Suíça. Lançamentos para o setor da construção civil • EVONIK - A linha Dynasylan® inclui uma gama de diferentes grupos de silanos: para cabos e tubulações; para formulações retardantes de chamas e para adesivos e selantes de alta performance. • RHODIA SOLVAY - Linha de estabilizadores de luz CYASORB CYNERGY SOLUTIONS®, que oferece proteção térmica e UV de longo prazo para poliolefinas, expostas às intempéries. As aplicações incluem componentes confeccionados em TPO ou polipropileno como: telhas, fachadas, membranas de impermeabilização multicamadas e geomembranas.


Inovações impulsionam crescimento da Solvay Specialty Polymers na América do Sul O Grupo Solvay, principal fornecedor global de polímeros especiais, anunciou que a demanda por seus polímeros de alto desempenho continua a crescer na América do Sul para apoiar tecnologias em desenvolvimento para as indústrias dos setores automotivo, aeroespacial e de saúde. “A aplicação de nossos polímeros especiais têm ganhado espaço nos diversos mercados em que atuamos aqui na região, principalmente porque substituem com vantagens outros materiais tradicionalmente usados nessas indústrias. Temos reforçado nossa presença comercial na região, procurando aproveitar as oportunidades oferecidas pelo mercado regional”, afirma Andreas Savvides, Diretor Regional de Vendas e Marketing da Solvay Specialty Polymers na América do Sul. Os fabricantes de automóveis em todo o mundo estão explorando maneiras de reduzir o peso total do veículo, a fim de cumprir as próximas normas de emissões de CO2, além de desenvolver carros mais eficientes em termos de combustível. Embora os termoplásticos tenham ajudado a reduzir o peso do veículo através da substituição de metal em componentes do interior, do exterior e sob o capô, o motor automotivo continua a ser uma fronteira para a tecnologia de plásticos e polímeros. O Polimotor 2, um motor totalmente de plástico e polímeros, desenvolvido pelo engenheiro automotivo Matti Holtzberg, tem como objetivo aumentar substancialmente o uso de termoplásticos avançados para a produção de um motor de quatro cilindros e duplo comando de vávulas, que pesa 63-67kg ou cerca de 40kg menos do que o motor padrão atual da indústria automobilística. A Solvay é a principal fornecedora de materiais avançados para este projeto revolucionário do setor. O Polimotor 2 está centrado na substituição de metal em uma vasta gama de componentes do motor, incluindo as bombas de água, corpo do acelerador, bomba de combustível e correia dentada, entre outros, com o uso de polímeros de alto desempenho fabricados pela Solvay. As aplicações visam: engrenagem da correia dentada (Torlon® PAI), duto eliminador do óleo e duto de admissão do combustível (KetaSpire® PEEK), bomba de óleo (AvaSpire® PAEK), saída de água (Amodel® PPA), juntas da saída de água e anéis do bico injetor (Tecnoflon® FKM), galeria de combustível (Ryton® PPS), tampa do comando de válvulas (Radel® PPSU) e câmara de admissão (Sinterline® Technyl®). O compósito TegraCore™ PPSU é utilizado pela indústria do setor Aeroespacial-Aeronáutico na produção

de espuma estrutural para painéis e revestimentos, funcionando como componente isolador de cabines e interiores de aeronaves. Atendem os mais exigentes requisitos de inflamabilidade, densidade de fumaça e emissão de gases tóxicos, além de oferecer maior resistência ao impacto do que os materiais tradicionais. No setor de saúde, os polímeros especiais da Solvay são oferecidos para uso em dispositivos implantáveis, dispositivos médicos e instrumentos cirúrgicos. Os afastadores cirúrgicos feitos em Ixef® PARA e AvaSpire® PAEK são exemplos mais avançados da Solvay para mostrar as vantagens de polímeros de alto desempenho sobre o metal nessas aplicações. O uso de polímeros da Solvay podem reduzir significativamente os custos de produção e permitir que os fabricantes de peças originais (OEM’s) comercializem instrumentos de uso único, normalmente mais econômicos do que os produzidos em metal.

Versatilidade do clarificante Milliken O NX UltraClear® proporciona às embalagens de plástico em polipropileno (PP) altíssima transparência, ideal para recipientes cujo conteúdo precisa estar protegido e à vista do consumidor, além de poder ser usado em forno micro-ondas. A ação do clarificante é capaz de superar o tradicional aspecto translúcido do PP em embalagens termoformadas (moldadas em altas temperaturas), criando uma transparência similar àquela do PET e PS (poliestireno), mas com benefícios ambientais e desempenho superior. As embalagens com o NX UltraClear® combinam a transparência do PET e PS com a resistência para altas e baixas temperaturas (no aquecimento - e reaquecimento em micro-ondas e na refrigeração dos alimentos). A indústria norte-americana Display Pack conseguiu desenvolver uma embalagem com formato mais adequado para estocagem e transporte, além de exposição em prateleiras. Outras vantagens proporcionadas pelas embalagens de polipropileno com o clarificante da Milliken são a facilidade no processo de reciclagem do material e o peso mais leve, reduzindo o uso de matérias-primas e o menor consumo de combustível e emissões durante o transporte.

DOW destaca tecnologia do metaloceno A Dow, empresa química global, apresentou diversas matérias primas para a indústria de plástico e também da borracha, mostrando seu interesse em sempre estar à frente em termos de tecnologia. BORRACHAAtual - 29


Notícias A prova disto foi a presença de Seema V. Karande, Diretora de Tecnologia para Elastômeros, Elétrica e Telecomunicações da Dow no evento. Dentre os diversos assuntos abordados mereceu destaque a produção de EPDM da empresa, que é reconhecido mundialmente pela marca Nordel. Há vários anos fabricados pela empresa ele agora terá uma planta totalmente nova que utiliza a tecnologia dos metalocenos, permitindo a fabricação de um produto ainda mais moderno e eficiente para as demandas do mercado atual.

A companhia é pioneira na implementação da metodologia de redução dos níveis de gel, que caracteriza sua distinta tecnologia de catalisador e de processo na produção de EPDM. Consequentemente, os produtos raramente apresentam géis, o que requer testes frequentes e amostragens estatisticamente suficientes para antecipar com precisão os desempenhos do processamento e do produto final.

A tecnologia de detecção de gel inclui um processo de frequente O novo EPDM conviverá com os Seema V. Karande, Diretora de Tecnologia da Dow amostragem da linha de produção e tipos produzidos em outras unidades, mas sua aplicação avaliação direta dos níveis de gel para garantir produtos será preponderantemente no mercado automobilístico, de alta qualidade. A frequência de amostragem é notadamente no segmento de perfis de vedação. O EPDM suficiente para assegurar que todos os lotes produzidos tem se mostrado um material inigualável nesta aplicação, sejam analisados. Em alguns casos, são tomadas mantendo uma relação custo/benefício muito vantajosa. várias amostras para garantir uma caracterização As especificações dos novos veículos exigem não somente estatisticamente significativa. Essa melhora do processo qualidade e durabilidade, mas também sustentabilidade, de amostragem é apenas o começo. A forma como os géis tanto no processo produtivo como no manuseio de suas são medidos também foi aperfeiçoada. Para determinar o nível total de gel, câmeras com tecnologia de ponta matérias-primas. fazem a varredura da amostra. Cada gel é medido e O desenvolvimento técnico-comercial deste produto digitalizado para determinar o seu tamanho real. fica sob a responsabilidade da equipe técnica da Dow, Os géis geralmente aparecem como uma série de baseada em São Paulo, que conta com o apoio tecnológico de todas as unidades de Pesquisa e Desenvolvimento formas distorcidas. A metodologia para caracterizáda empresa em diversas partes do mundo, permitindo los dentro do processo da Dow consiste em converter ao cliente brasileiro usufruir de soluções testadas e a área de superfície não uniforme num círculo de tamanho equivalente. O diâmetro deste círculo é aprovadas em outros mercados globais. chamado de diâmetro circular equivalente (DCE). Detecção de Gel - Os géis reduzem a produtividade e Com base no DCE, estima-se o volume de cada gel podem fazer com que o produto final esteja muito abaixo simplesmente utilizando a geometria. Em seguida, dos padrões requeridos. Por isso, eles podem significar esses volumes são somados e classificados como desperdício, atrasos na entrega do produto e redução nos um volume total. O resultado é uma imagem muito lucros. A Dow utiliza equipamentos de ponta projetados para mais precisa do nível total de gel de todo o lote de detectar géis com maior precisão e, portanto, melhorar a produção. Se o qualidade dos produtos de NORDEL™ EPDM. Os tradicionais conteúdo total métodos de detecção têm sido incapazes de identificar com de gel de segurança o teor de gel do produto como um todo. Por isso, u m a num esforço para melhorar o serviço prestado ao cliente e manter a meta Six Sigma global de “zero falha”, a empresa aprimorou significativamente seu processo de detecção de gel em terpolímeros de etilenopropileno-dieno (EPDM). Aproveitando sua tecnologia para resinas plásticas já utilizada com sucesso, foi investido em equipamentos de visão microscópica para medir os níveis de gel. Também amostra mudou-se o processo de coleta de testada for muito amostras e a forma como o conteúdo alto, a empresa consegue é reportado no Certificado Oficial de reagir com rapidez e remover o Análise (COA).

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produto programado inicialmente, para que os clientes sempre recebam apenas produções de qualidade superior. Inovações em Embalagens Desta maneira, na Feiplastic 2017 a Dow apresentou suas mais recentes inovações: DOWLEX™GM, INNATE™, AGILITY™ e OPULUX™HGT. Essas novas tecnologias proporcionam a produção de embalagens e filmes com melhores propriedades óticas - que ajudam no posicionamento dos produtos nas gôndolas do varejo - e melhores propriedades mecânicas - que possibilitam a produção de embalagens mais leves e resistentes - resultando numa maior eficiência e sustentabilidade para toda a cadeia de valor. Some-se também o ganho de produtividade em função de melhor processabilidade nas linhas de extrusão.

A família DOWLEX™GM possibilita o desenvolvimento de filmes com melhores óticas, que ajudam a posicionar a embalagem como uma importante ferramenta de marketing, em função do papel relevante que exerce na percepção do consumidor. Para isso, aprimora atributos como transparência e brilho, de forma a ter maior destaque no ponto de venda. Já a família INNATE™ apresenta um balanço inédito entre tenacidade e rigidez, combinado a uma excelente resistência ao rasgo e à perfuração, o que possibilita a produção de embalagens mais leves e resistentes Além dessas inovações em resinas de polietileno, a Dow conta também com o OPULUX™ HGT, solução recente em verniz de alto brilho que substitui o processo de laminação, incrementando a resistência térmica e mecânica de embalagens flexíveis, complementando, assim, seu amplo portfolio para o mercado de embalagens. A nova família AGILITY™ de resinas de polietileno de baixa densidade da Dow, indicadas tanto para processos balão quanto de revestimento por extrusão, possibilitam uma maior produtividade nas linhas de produção, mantendo a uniformidade e a qualidade dos filmes.

Pack Studios - Para atender às necessidades de seus clientes e da cadeia de valor, a Dow criou o Pack Studios, que é uma rede global de especialistas em embalagens que buscam atender as demandas atuais e futuras da indústria de embalagens. O desenvolvimento colaborativo no aprimoramento das embalagens é o foco principal deste time que busca, de forma contínua, trazer soluções inovadoras em embalagens. O Pack Studios possui como objetivos aumentar a colaboração entre a Dow e toda a cadeia de valor, entregar soluções inovadoras para melhores embalagens e acelerar o ciclo de desenvolvimento para levar embalagens mais rapidamente ao mercado. Atualmente, além do Brasil, o Pack Studios está presente nos Estados Unidos, Itália, Suíça, China e Singapura. E todos eles estão interconectados nessa rede global de experts. Desta maneira, a Dow consegue fazer testes de novas tecnologias em qualquer lugar do mundo, oferecendo a seus parceiros esta conectividade global para o processo de desenvolvimento de novas embalagens. Outra característica importante do Pack Studios é que por estar presente em todo o mundo, torna possível acompanhar os últimos desenvolvimentos e antecipar novas estruturas para os clientes.

AUTOMEC 2017 tem recorde de negócios Os corredores do pavilhão da São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, onde aconteceu a AUTOMEC 2017, estiveram lotados durante todos os dias do evento. “Foi uma edição histórica” avaliaram expositores e as entidades do setor que apoiaram a 13ª Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços. A AUTOMEC é a principal plataforma de negócios da América Latina voltada à indústria da Reposição e Reparação Automotiva para veículos leves, pesados e comerciais. Neste ano, houve recorde de visitantes logo na abertura do evento, e a tendência se manteve até o último dia. Esta edição recebeu o total de 74.252 visitantes, superando assim a expectativa da Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora da Feira, que era de 70 mil pessoas.

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Notícias De acordo com Paulo Octavio Pereira de Almeida, vicepresidente da Reed Exhibitions, as marcas que apostaram no sucesso da AUTOMEC 2017 puderam comemorar os números positivos neste balanço final. As mais de 1500 marcas em exposição receberam compradores de todo o Brasil e de mais de 60 países e realizaram importantes negócios, que movimentarão o mercado nos próximos meses. Somente nos Encontros de Negócios foram realizadas mais de 130 reuniões com a participação de 60 expositores e 80 compradores. “Os números desta edição são superlativos e fazem da AUTOMEC a mais importante feira de negócios da América Latina”, acrescenta Paulo Octavio. O clima de otimismo esteve presente nos estandes da AUTOMEC em todos os setores do evento, que foi dividido em Acessórios e Customização, Reparação e Manutenção, Serviços e TI. “A AUTOMEC 2017 promoveu um excelente ambiente de negócios com público qualificado. Está muito profissional e é possível sentir o otimismo”, afirmou Sergio Montagnoli, diretor de Marketing e Vendas da Nakata. Na mesma linha, o vice-presidente da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch para a América Latina, Delfim Calixto, afirmou que esse clima positivo favorece as perspectivas de crescimento dos negócios de reposição automotiva para este ano. “Desde o primeiro dia da Feira foi possível concretizar negócios”, revelou. Para Calixto, outro ponto importante foi a setorização dos estandes por segmentos, pois além de facilitar a localização das marcas para os visitantes, também valorizou as empresas. “Esse otimismo mencionado pelos expositores se explica por alguns fatores da conjuntura do país, que apesar de atravessar um período de baixo desempenho econômico, têm tido importante crescimento no segmento de reposição e reparação automotiva. De um modo geral, as pessoas não podem comprar um zero quilômetro, mas precisam cuidar da manutenção e do reparo do seu veículo atual, e isso impulsiona as vendas no segmento”, avalia Leandro Lara, diretor de Eventos da Reed Exhibitions Alcantara Machado. O mercado de reposição, que abrange uma cadeia composta por fabricantes, distribuidores, varejo e oficinas, cresce em média 4,8% ao ano e deve movimentar em 2017 R$ 121 bilhões, até 2020 estima-se chegar a R$ 142 bilhões, segundo dados do Grupo de Manutenção Automotiva (GMA) composto pelo Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo), Sincopeças (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios de Veículos), Sicap (Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Peças Rolamentos, Acessórios e Componentes para Indústria e para Veículos no Estado de São Paulo) e Andap (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças).

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Expositores e visitantes destacam qualificação do público “A AUTOMEC quebrou paradigmas, oferecendo maior suporte que permitiu gerar mais conteúdo, bem como garantiu a presença de um número maior de varejistas com a realização das Caravanas de Compradores. Com isso, acredito que aumentou a presença do varejista na Feira, chegando a 25% do total de visitantes”, avaliou o presidente do Sincopeças, Francisco De La Tôrre. “A edição 2017 da AUTOMEC superou as nossas expectativas em todos os aspectos”, exultou José Roberto Alves, diretor-geral da Federal-Mogul. Da mesma forma, Fernanda Giacon, gerente de Marketing América do Sul, da ZF, patrocinadora oficial da AUTOMEC, afirma que o evento foi “um divisor de águas” marcando efetivamente a retomada do crescimento do setor. “O clima positivo da Feira começou bem antes, já na comunicação com o mercado e nas redes sociais. Estamos surpresos com a quantidade de pessoas, mesmo no primeiro dia do evento. Nosso estande esteve cheio todos os dias”, afirmou. Ela também elogiou a qualificação do público e a reunificação das linhas leves e pesadas, pois, segundo Fernanda, permitiu que a ZF pudesse mostrar aos seus clientes todo o seu pacote de produtos e serviços. A impressão da gerente quanto ao público vai ao encontro de levantamento realizado pela Reed Exhibitions, em que houve crescimento de 16%, em relação à ultima edição, do número de visitantes com efetivo poder de compra e decisão. Estamos falando de profissionais como gerentes, diretores, presidentes e proprietários de empresas. De acordo com o diretor de Vendas da Dana, Carlos Dourado, a unificação da Feira proporcionou uma elevação significativa na qualificação do público. “Os próprios donos e diretores de empresase lojas estiveram em nosso estande, permitindo o estreitamento muito mais forte nos relacionamentos”. E completou: “A edição da AUTOMEC deste ano foi a mais importante de todas já realizadas para a Dana”. Para a Alfatest a volta no mesmo espaço das linhas de leves e pesados significou mais negócios fechados. “Estar na AUTOMEC representa, normalmente, 20% do faturamento de um mês. Não costumamos fechar negócios dentro da Feira, mas maio, por exemplo, vai começar com um prospecto muito maior de vendas por estarmos aqui. Mesmo assim, ao menos R$ 250 mil já devemos ter faturado, em pedidos fechados”, informou o gerente comercial Raffaele Ventieri Neto. “Nossa presença é institucional dentro da Feira, mas acabamos fazendo negócios dentro do pavilhão, também”,


ressaltou Luis Abilio Marques, coordenador de Trade Marketing da Gedore. O executivo também considera a reunificação uma “decisão positiva, pois os eventos isolados perdem força”.

Evento de expressão internacional O presidente do Sindirepa Nacional, Antonio Fiola, avalia que a AUTOMEC 2017 virou um “marco” no setor pelos números positivos e pela reunificação de leves e pesados. Para ele “mostrou a pujança e a grandeza do setor e da cidade de São Paulo que sediou este evento de porte internacional, com uma programação intensa de atividades”. O aspecto internacional da Feira também foi destacado pelo presidente interino da Andap, Rodrigo Carneiro. “A AUTOMEC retoma a posição como um evento de expressão internacional e com a devida importância em relação ao impacto econômico no mercado de reposição, sendo uma das melhores edições de todos os tempos”. A AUTOMEC recebeu visitantes de mais de 62 países, principalmente da América Latina. Foram cerca de 9 mil estrangeiros vindos dos países latino-americanos, 1.500 a mais que da última edição. Da Argentina, por exemplo, houve crescimento de 50% de visitantes, do Uruguai 20%, México 100% e Peru, 70%.De todos os visitantes internacionais, 20% vêm da Europa, Ásia, Países Árabes e América do Norte. “Recebemos clientes de todas as partes do Brasil e também de outras localidades, incluindo Estados Unidos e Europa, o que mostra o alcance da feira”, confirmou o diretor Comercial da Motorservice, Luis Lipay. Entre os expositores, a presença estrangeira também foi significativa. Um dos países que ocupou maior espaço foi a Argentina, que participou da Feira com mais de 40 empresas do setor. O Brasil é o maior mercado de autopeças para a Argentina, com 58,6% das exportações, segundo a Agência Argentina de Investimento e Comércio Internacional.Para a Taranto Brasil, estar na feira foi a opção ideal. “Como somos uma marca argentina, tivemos muitos visitantes de países da América Latina, da Europa e também de todo o Brasil, com interesse em nosso portfólio, que foi ampliado com novas linhas de produtos.O evento sempre gera oportunidades de negócios”, afirmou Jurandir Defani, diretor geral. No pavilhão da Itália, organizado pela Italian Trade Agency (ITA) – agência do governo responsável pela internacionalização de empresas italianas –estiveram pelo menos 14 empresas com tecnologias para automóveis, veículos comerciais, implementos rodoviários e caminhões. “O Brasil tem um excelente potencial de consumo e está entre os principais importadores da Itália”, informou Erica Di Giovancarlo, diretora do ITA para o Brasil.

Importância da manutenção preventiva da frota de veículos O presidente interino da Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças (ANDAP), Rodrigo Carneiro, lembrou que o mercado no qual a entidade atua é responsável por 80% da manutenção da frota calculada em 43 milhões de veículos. Ele chamou a atenção para a importância de investimentos, inclusive do poder público, na manutenção preventiva “100%” de carros, caminhões e motos como medida de segurança no trânsito. “Precisamos melhorar a esse tipo de manutenção para salvar pessoas que morrem todos os dias no trânsito, são mais de 40 mil vidas que se vão por ano por causa de acidentes”, declarou. Da mesma opinião, Antonio Carlos Fiola, do SINDIREPA, defendeu o funcionamento efetivo da inspeção veicular com fiscalização rigorosa do poder público. De acordo com ele, as estatísticas de acidentes de trânsito indicam que mais de 50% das causas estão relacionadas a algum tipo de falha mecânica. A integração cada vez maior dos serviços e do trabalho conjunto entre as entidades do setor, na produção e distribuição de peças e serviços, por exemplo, é um bom caminho para soluções, declarou Fiola. O presidente da ZF (Região América do Sul) – patrocinadora oficial do evento, Wilson Bricio, acrescentou ser fundamental o investimento em tecnologia e conectividade, uma vez que os veículos fabricados no futuro próximo deverão ser conduzidos autonomamente.

Sabó lança nova geração de vedadores A Sabó apresentou na AUTOMEC lançamentos em produtos aplicados em motores três cilindros nacionais e transmissões automáticas híbridas americanas (transmissão impulsionadas por um motor interno, conjugado com um motor elétrico de alto desempenho) como parte de seu portfólio de produto: retentores, juntas e pistões hidráulicos. De acordo com o diretor geral da Sabó Américas, Lourenço Agnello Oricchio Junior, os quesitos de baixas emissões, economia de combustível e redução de atrito vão balisar as principais montadoras nos próximos anos e dentro dessas exigências a Sabó destaca na Feira as novas gerações de vedadores como: sistema de vedação utilizando roda fônica de última geração; para a linha agrícola, a empresa levou para o estande um novo display, demonstrando o funcionamento do mecanismo e aplicação de um retentor tipo BY cassete, conhecido como “retentor blindado”; e o sistema integrado de vedação e monitoramento de frenagem nos cubos de roda, para a linha pesada.

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Notícias Delphi apresenta dispositivos para carro autônomo Pioneira no desenvolvimento de dispositivos tecnológicos para os veículos autônomos, a Delphi mostrou na AUTOMEC seu conceito sobre o tema utilizando a réplica de um automóvel com todos os dispositivos que permitem a condução sem motorista. Nesse exemplo, a Delphi apresenta o chamado V2E (Vehicle-to-Everything), equipado com avançados sistemas de câmeras, radares, sensores e softwares capazes de tomar decisões seguras em alta velocidade, visando o bem estar do motorista, passageiro, pedestre e de outros veículos.

MTE-THOMSON investe em novos sensores para escapamentos da linha pesada A MTE-Thomson trouxe como destaque no seu estande na AUTOMEC os sensores EGPS (Sensor de Pressão dos Gases do Escapamento) e o EGTS (Sensor de Temperatura dos Gases do Escapamento) para a linha de veículos pesados movidos a diesel. Esses sensores auxiliam na redução de emissão de poluentes e na consequente economia de combustível. O funcionamento incorreto desses tipos de sensor pode acarretar na diminuição da vida útil do catalisador e dos filtros do veículo. A MTEThomson informa ainda que é a única empresa brasileira que possui esses itens para o mercado de reposição.

Randon acredita em otimismo cauteloso para o setor O Grupo Randon, detentor de marcas como Fras-le, Master, JOST Brasil, Suspensys e Controil, falou à imprensa durante a AUTOMEC 2017. Para o CEO da Randon Autopeças, Sérgio Carvalho, o momento é de otimismo com cautela. “Tivemos um desempenho financeiro muito bom em 2016, levando em consideração o momento do país”. Os executivos do grupo explicam que, dentro da divisão de autopeças da empresa, no ano passado 30% do portfólio foi destinado à exportação ou produzido em unidades fabris do grupo localizadas fora do Brasil.

Gates desenvolve campanha de manutenção inteligente Outra marca que também está apostando na estratégia 34- BORRACHAAtual

aftermarket é a Gates, maior fabricante de correias, tensionadores, mangueiras e kits do Brasil. O anúncio feito na AUTOMEC diz respeito a uma campanha de manutenção inteligente “10/40”, intitulada “Pense no Sistema”, cujo objetivo é conscientizar desde o distribuidor dos produtos automotivos, passando pelo mecânico, até o consumidor final a fazerem a inspeção dos sistemas mecânicos nos quais estão funcionando as correias, mangueiras, tensionadores etc. A cada 10 mil quilômetros essa inspeção deve ser feita, e a cada 40 mil trocar os componentes desgastados, sem deixar de seguir as recomendações do fabricante do veículo. Não se trata de simplesmente trocar a correia, por exemplo, uma vez que esse tipo de componente dura mais de 40 mil quilômetros, mas de inspecionar o sistema completo a fim de verificar se há algum vazamento ou irregularidade que possa diminuir a vida útil da peça, explicou o diretor de Vendas e Marketing, Sidney Aguilar Jr.

BorgWarner lança motor de partida remanufaturado e turbo A BorgWarner, líder global em soluções tecnológicas limpas e eficientes para veículos a combustão, híbridos e elétricos, apresentou na AUTOMEC lançamentos e soluções voltadas para o mercado de reposição, entre eles o motor de partida remanufaturado para os caminhões Volkswagen com motores Cummins de 8,3L, fabricado de 2009 a 2012. Esse produto faz parte do programa D3R, criado pela BorgWarner, em que é reindustrializado e testado seguindo os mesmos critérios técnicos de fabricação e a mesma qualidade de um equipamento original. Outro destaque apresentado na Feira é a gama de turbos para o mercado de reposição, disponibilizados para veículos de marcas como Toyota, General Motors, Mitsubishi, Fiat, Ford, Hyundai, Volkswagen, Mercedes, Renault, Nissan, Land Rover, entre outras. O turbo tem como principais características a melhora no desempenho do motor, a redução do consumo de combustível e emissões de poluentes.

Dana aposta em lançamento para colecionadores A Dana, grande fornecedora de sistemas de transmissão, vedação e gerenciamento térmico para veículos leves, pesados e máquinas, chegou à AUTOMEC 2017 reestabelecendo canal direto com distribuidores, através de uma rede de representantes. “Precisávamos progredir mais do que o crescimento orgânico do mercado, e esse foi o caminho escolhido”, avaliou o diretor de Vendas da companhia, Carlos Dourado, durante entrevista coletiva.


Ainda de acordo com o executivo, o foco da empresa agora é atender bem os clientes e construir uma rede de representantes. “A receptividade tem sido positiva. O mercado vem ganhando fôlego e, atuando diretamente com os distribuidores, poderemos crescer 50% acima do que o segmento cresce anualmente”.

Continental apresenta kit exclusivo para correias dentadas

Valeo Service mostra palhetas e embreagens

O Grupo Continental trouxe muitas novidades para a Automec 2017. Uma delas foi a ampliação da linha de Sondas Lambdas, agora com 54 modelos. Esse componente é um dos principais itens na injeção eletrônica do veículo. Com ele, há mais durabilidade e mais eficiência no controle de emissão de O2 do motor, além de mais equilíbrio no consumo de combustível. Instalada próxima do catalisador, a sonda lambda também é conhecida como sensor de oxigênio ou sensor de O2. O cuidado com ela é essencial, pois uma peça defeituosa pode aumentar o consumo de combustível em até 15%.

A Valeo Service apresentou como grande destaque a sua nova estratégia mundial no aftermarket: o “We care for you” – Nós cuidamos de você. Líder mundial em sistemas de limpa vidros, a marca traz novidades como os novos adaptadores para a linha de palhetas Flat Blade, Evollution.

Outra novidade que a empresa levou ao evento é o sistema TecDoc, um sistema de informação eletrônico que auxilia as lojas de autopeças a ter acesso às informações dos produtos e soluções da Continental de maneira rápida e completa. Com a tecnologia, é possível consultar as especificações técnicas e os veículos que aquela determinada peça atende. Com a solução, a empresa acredita que contribuirá com toda a cadeia automotiva, otimizando o atendimento ao consumidor. A Continental também apresentou os kits Completos para Correias Dentadas. Essa solução já existe na Europa e agora chega ao Brasil. Os pacotes incluem correias dentadas, polias tensoras e de desvio, acessórios e bomba de água. Com o kit, os profissionais de autopeças podem fazer a substituição simultânea de todos os componentes que trabalham no acionamento da correia dentada do veículo. Por se tratar de um sistema com vários itens (destacados acima), a recomendação da Continental é que todos eles sejam trocados, evitando-se assim que componentes desgastados trabalhem junto a componentes novos, comprometendo o funcionamento do sistema. Uma bomba de água danificada pode, por exemplo, causar o sobreaquecimento do motor, passando pela danificação do pinhão até danos na correia dentada, que, nos casos mais graves, podem levar à falha completa do motor. Além das novidades, o Grupo Continental levou toda a sua linha de pastilhas freio ATE e correias automotivas para aplicações em motores, tensores e bolsas pneumáticas para sistemas de suspensão para caminhões e ônibus.

Especialista mundial na fabricação e desenvolvimento de embreagens, a multinacional francesa mostrou para a linha pesada os novos kits de embreagem para os veículos MAN Volkswagen Constellation 24-280 e 17-280 e para o Scania Série 3. Já para veículos leves, o destaque fica por conta da embreagem para o Chevrolet Onix. A área de suporte técnico da empresa também marca presença com um espaço exclusivo destinado ao Tech Care – programa de atendimento ao cliente – que compartilha toda a expertise da companhia.

Magneti Marelli Cofap leva produtos para mercado de reposição A Magneti Marelli Cofap Aftermarket mostrou ao público da Automec 2017 seu portfólio de produtos para o mercado de reposição. Ao todo foram mais de 50 linhas, com destaque para os amortecedores Cofap, líderes em seu segmento com cobertura de frota de 98%, além dos sistemas de injeção eletrônica de combustível Magneti Marelli, também líderes de mercado, e iluminação automotiva, com faróis e lanternas das marcas Magneti Marelli. Desde a última versão da Automec, em 2015, cerca de 1.300 novos códigos foram lançados entre pastilhas de freio, amortecedores, bandejas, bieletas, buchas e coxins, juntas homocinéticas, molas, pivôs de suspensão, terminais e barras de direção, além de kits de transmissão, de motor, bielas e tubos de suspensão para motocicletas. Bicos injetores, bobinas de ignição, bombas de combustível, bombas de água e de óleo, corpos de borboleta, sensores e componentes elétricos, faróis e lanternas, radiadores, condensadores, compressores e válvulas termostáticas e componentes de câmbio automatizado completam as linhas de produtos que foram incrementadas no período. BORRACHAAtual - 35


Notícias

EXPOMAFE impulsiona a retomada dos investimentos do setor Maior evento do setor no País, a primeira edição da EXPOMAFE – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial -, foi realizada em maio no São Paulo Expo, em São Paulo, e reuniu 400 expositores que representaram 630 grandes marcas nacionais e internacionais dos mais diferentes segmentos da indústria metalmecânica. Na avaliação dos organizadores e empresas expositoras, foi um grande sucesso. Para José Velloso, presidente-executivo da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, a feira aconteceu num momento importante de renovação do parque fabril. “A crise ficou para trás, e depois de quase três anos sem investimentos, os empresários sabem que precisam atualizar suas linhas para entrar na retomada com ganhos de produtividade e competitividade. A EXPOMAFE cumpriu essa função ao apresentar o que há de mais moderno para a indústria”, diz. Velloso afirma que a feira “já nasceu grande”, e destaca a diversidade de segmentos representados, o que possibilitou uma ampla oferta ao mercado: máquinasferramenta, corte, solda e conformação, metrologia, ferramentas e automação. “Na EXPOMAFE foram apresentadas soluções tecnológicas de última geração, que vão permitir aos fabricantes nacionais encararem o desafio da Indústria 4.0”. Maurício Lopes, coordenador da Comissão Organizadora da EXPOMAFE e gerente de Comercialização de Máquinas-Ferramenta da Indústrias ROMI, chamou atenção para o fato de os expositores trazerem para a feira o que eles têm de mais moderno em seus portfólios. “Todos estão muito satisfeitos com a organização e com a alta qualificação dos visitantes. Os estandes foram visitados por tomadores de decisão e técnicos em busca de soluções para suas fábricas. Com certeza, as empresas que expuseram na feira têm de 45 a 60 dias de trabalho árduo pela frente”. Com relação à ROMI, que é também patrocinadora da EXPOMAFE, Lopes garante que não foi diferente. “No nosso estande a qualidade dos visitantes foi excelente. Temos pela frente um período de visitas técnicas e análises para oferecer a melhor solução aos nossos clientes. Viemos para a feira com uma expectativa realista com o atual momento econômico e ela foi atendida”. Lopes destaca que as feiras são muito importantes para a ROMI, dado o vasto portfólio da empresa, os muitos segmentos abrangidos por suas máquinas e equipamentos e a presença de clientes em todo o Brasil. 36- BORRACHAAtual

Prestígio - A EXPOMAFE contou com o apoio de 77 associações nacionais e internacionais, sindicatos representativos e instituições de ensino ligados à indústria de máquinas-ferramenta e automação industrial. A cerimônia de abertura, no dia 9, foi prestigiada pela presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do deputado federal e representante da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Vanderlei Macris, representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e outras autoridades. Exportações - A EXPOMAFE promoveu a 1ª Rodada Internacional de Negócios entre empresas expositoras da feira e importadores convidados pelo Programa Brazil Machinery Solutions. A iniciativa resultou em 140 reuniões entre 26 expositores e 8 compradores de 6 países: Chile, Estados Unidos, Egito, Nigéria, Peru e Quênia. As reuniões aconteceram em um espaço exclusivo para a ação e tiveram como objetivo potencializar o contato e as negociações entre fabricantes brasileiros e compradores estrangeiros do setor. A ação de promoção comercial, denominada Projeto Comprador, foi organizada pelo Programa BMS, fruto da parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). Qualificação e negócios - Para o gerente geral Marcelo da Silva, da Stäubli, fornecedora de soluções tecnológicas em três divisões (Connectors, Roboctis e Textile), a participação na EXPOMAFE foi muito positiva e possibilitou muitas conquistas. “O primeiro dia foi o melhor de todas as participações que já tivemos em feiras e já no terceiro dia do evento batemos nosso recorde conquistado até então”. Segundo o executivo, o público veio em busca de novas tecnologias e lançamentos de produtos, visando a melhorar a eficiência da fábrica com automação e obter mais produtividade e competitividade no mercado global. Na avaliação do vice-presidente da Mitutoyo, Rubens Nishimura, o primeiro trimestre do ano começou a apresentar melhoras e a movimentar o mercado – e isso, segundo ele, foi evidenciado na EXPOMAFE. “Percebemos que as empresas estão investindo e, em muitos casos, priorizando o setor de metrologia e medição. Na feira, observamos que elas estão em busca de novidades e produtos com qualidade melhor, visando a alavancar as vendas e a redução de custos”, declara. De acordo com Nishimura, as empresas estão se preparando para a Indústria 4.0. “Já temos muitos equipamentos direcionados para atender a nova realidade e tendência de mercado”.


A dinamarquesa Universal Robots escolheu a EXPOMAFE para sua estreia em feiras de negócios no Brasil. A empresa, que há três anos atua no Brasil por meio de representantes e integradores, vai dar início a sua operação no País com a abertura de um escritório e um centro de treinamento ainda neste ano. Denis Pineda, gerente de Desenvolvimento de Vendas da Universal Robots no Brasil, considerou que o movimento no estande e a prospecção de clientes ficaram muito acima do esperado. “Recebemos mais de três mil visitantes nos primeiros dias e notamos que o mercado está se preparando para voltar a investir. A maioria dos visitantes está esperando por um pequeno aumento da demanda e querem estar prontos para este momento. Para nós, a feira foi excelente”. Para o diretor da Haas, Tadeu Evangelista, a meta da empresa foi atingida na feira. “A visitação qualificada e a localização são pontos positivos. Além disso, com o fechamento de diversos negócios e novos projetos, a feira confirmou a retomada de crescimento do mercado”, avalia. “Enxergamos quer o mercado tem buscado aplicações com enfoque de agregar tecnologia e se diferenciar da concorrência. O público está em busca de renovação fabril e melhores tecnologias para atender o aumento de demanda”. Conteúdo técnico e profissional – A EXPOMAFE apresentou como uma de suas atrações o Estande Temático. Coordenado pela Câmara Setorial de MáquinasFerramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (CSMF) da ABIMAQ, o espaço demonstrou, na prática, a importância das máquinas-ferramenta na produção de todo e qualquer tipo de bem manufaturado. O Estande Temático teve como tema a indústria de máquinas e implementos agrícolas, e contou com a parceria da empresa Jacto, que demonstrou a avançada tecnologia de seus equipamentos e a importância das máquinasferramenta e sistemas integrados de manufatura em seu processo produtivo. Somados a esses dois estandes, a EXPOMAFE ofereceu mais de 60 horas de conteúdo avançado para colaborar com o desenvolvimento técnico e profissional do setor de máquinas-ferramenta e automação industrial. Seminários, simpósios e painéis debateram temas relevantes e contaram com a presença de autoridades e especialistas nacionais e internacionais. A programação incluiu o Seminário Óleo e Gás; Simpósio Internacional de Excelência em Produção: Soluções Smart para a Indústria (realizado pela VDI-Brasil - Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha); Painel Tecnológico de Corte & Solda; Palestra do fundador da Thymus Branding, Ricardo Guimarães; Seminário Internacional – Protocolo de Comunicação para Indústria 4.0; e a Arena Técnica, BORRACHAAtual - 37


Notícias com palestras gratuitas ministradas por especialistas e executivos das empresas expositoras. Marco Basso, presidente da Informa Exhibitions concorda que o mercado está saindo de um período difícil e começa a reagir. “O que presenciamos na EXPOMAFE mostrou que a indústria aposta num novo ciclo de crescimento e na retomada dos investimentos”. O executivo lembrou que esta foi a terceira feira de um projeto iniciado com a ABIMAQ e inaugurado com a FEIMEC, em 2016, e a Plástico Brasil, em março deste ano – todos muito bem avaliados pelo mercado. Numa iniciativa da ABIMAQ, com organização e promoção da Informa Exhibitions, a próxima edição da EXPOMAFE acontece de 7 a 11 de maio de 2019 no São Paulo Expo, com expectativa de crescer ainda mais e se consolidar como evento referência para os negócios da indústria de máquinas-ferramenta e automação industrial. Futuro na prática - A Manufatura Avançada – também chamada de Indústria 4.0, Indústria do Futuro e Fábrica Inteligente – caminha a passos largos no Brasil, mas ainda gera muitas dúvidas, em especial para fabricantes de pequeno e médio portes. Com o ciclo de produção montado na feira, os visitantes puderam ver os principais conceitos e tecnologias da Indústria 4.0 aplicados na prática – Módulos Autônomos de Produção, Comunicação Máquina-Máquina, Sistema de Autogestão da Produção, Gêmeo Digital e outras características – e tirar suas dúvidas com especialistas. Para exemplificar de forma concreta todos esses conceitos, o Demonstrador de Manufatura Avançada da EXPOMAFE 2017 produziu 600 unidades de portacelulares personalizados, o dobro do que foi produzido na FEIMEC. O acessório evidencia uma das principais características da Indústria 4.0: a customização. Os convidados da feira receberam um QR-Code para solicitar a produção personalizada de seu porta-celular. O sistema faz a leitura do código enviado por e-mail na tela do smartphone do “cliente”, que ainda pode escolher entre três opções de cores – azul, vermelho ou verde – e digitar um texto a ser gravado no acessório. Ao final da linha, o visitante se identifica pelo mesmo QR-Code para retirar seu produto personalizado.

SNIC “Marcas na Era da Influência” A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) promoveu no dia 13 de junho, na Universidade

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do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo/RS, a 21ª edição do Seminário Nacional da Indústria do Calçado (SNIC). O evento nesta edição trouxe nomes como o comunicador Luciano Potter (Grupo RBS) e Maurício Cid (Site Não Salvo), e debateu o tema das “Marcas na Era da Influência”. Segundo o gestor de Projetos da Abicalçados, Cristian Schlindwein, o SNIC segue atualizando os temas para o desenvolvimento do setor calçadista nacional, trazendo à tona um dos maiores desafios contemporâneos, que é a gestão de marcas no ambiente digital e a importância do trabalho junto aos influenciadores. “A Abicalçados há mais de 20 anos desenvolve esse seminário para trazer os temas mais relevantes para o sucesso do segmento, com cases e especialistas nos mais variados assuntos, construindo uma base de informação essencial para a tomada de decisões que garantam bom desempenho no mercado”, comenta o gestor.

IUPAC 2017 Abiquim realiza Seminário de Tecnologia e Inovação A Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim realizou nos dias 12 e 13 de julho o Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação, que aconteceu durante o 46º Congresso Mundial de Química (IUPAC 2017), evento mais importante da área no mundo, foi realizado pela primeira vez na América Latina, na capital paulista. A programação do Seminário de Tecnologia propõe discutir temas relevantes do setor por meio da realização dos painéis ‘O setor Químico e a Indústria 4.0’, ‘Desafios da Biotecnologia Industrial no Brasil’, ‘Soluções Tecnológicas da Química para o Setor de Óleo & Gás’, além de ‘Venture Capital como Mecanismo de Fomento à Inovação’, que reunirão especialistas brasileiros e internacionais do segmento químico, governo, academia e outros setores da economia. O evento foi realizado no WTC Sheraton, na Avenida das Nações Unidas, nº 12.559 – Brooklin Novo, em São Paulo. Por acontecer dentro da IUPAC 2017, os participantes do seminário também poderam participar dos painéis e simpósios realizados no Congresso Mundial de Química. Os associados da Abiquim tiveram o mesmo desconto que os associados da Sociedade Brasileira de Química (SBQ).


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Agrishow

Agrishow 2017 A menina dos olhos do agronegócio brasileiro A Agrishow 2017 – 24ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola - obteve um resultado positivo nesta edição, com a realização de negócios da ordem de R$ 2.204 bilhões, uma recuperação de 13% em relação à edição anterior. Por segmento, o crescimento na intenção de compra de máquinas e equipamentos foi armazenagem (11%), grãos (12%), pecuária (11%), irrigação (20%) e outros (19%). No entanto, contando com os negócios iniciados em Ribeirão Preto, mas finalizados nos próximos meses, a expectativa é que o valor será maior. Em relação ao número de visitantes, a Agrishow 2017 também apresentou um crescimento, chegando a 159 mil pessoas ante 152 mil do ano anterior. Além da elevação de 4,6% na quantidade de público, as mais de 800 marcas expositoras nacionais e internacionais ressaltaram a qualificação desses visitantes, formada, sobretudo, por compradores e produtores rurais de pequeno, médio e grande portes do Brasil e do exterior. A 18ª Rodada Internacional de Negócios reuniu fabricantes brasileiros de máquinas, implementos agrícolas, pecuária e equipamentos de irrigação, com compradores, importadores, distribuidores e representantes procedentes de vários países como: Argélia, Chile, Colômbia, Egito, Etiópia, EUA, Nicarágua, Nigéria e Peru. Foram 12 compradores estrangeiros, que durante três dias reuniramse com 38 empresas brasileiras, em uma ação de promoção comercial que resultou em cerca de 300 reuniões e mais de US$ 17 milhões, entre negócios fechados e futuros para os próximos 12 meses. Denominada Projeto Comprador, a Rodada Internacional de Negócios foi organizada pelo Programa Brazil Machinery Solutions, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). 40- BORRACHAAtual

Fórum Inovação da Abag debateu os desafios tecnológicos do agronegócio no futuro - Ao fazer a abertura do Fórum Inovação promovido pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio na Arena do Conhecimento, da Agrishow 2017 –, Silvio Crestana, chefe geral da Embrapa Instrumentação, defendeu que a agricultura do futuro deve usar as inovações tecnológicas já disponíveis atualmente. “Recursos avançados como drones, Big Data, bionanotecnologia, agricultura de precisão, armazenamento de dados na nuvem, internet das coisas e impressão 3D, entre outros, já estão num estágio de desenvolvimento suficiente para auxiliar na modernização da produção agrícola”, afirmou. No entender do pesquisador, hoje a limitante para se tirar o melhor proveito de toda a tecnologia disponível e necessária à inovação é a dificuldade de conectividade em algumas regiões do País. “Temos de nos esforçarmos para integrar cada vez mais dados e tecnologia para entregar mais valor ao produtor rural”, comentou Crestana. O Fórum Inovação da ABAG foi encerrado pelo presidente da entidade, Luiz Carlos Correa Carvalho, que fez uma avaliação geral do evento, que foi o primeiro promovido pela entidade na Agrishow. “Entendemos que esse tipo de encontro é importante para reunir empresas e entidades dos setores


público e privado para conhecer melhor as expectativas do agronegócio de forma geral”, concluiu. Agrishow tem novo presidente para o biênio 2018-2019 As entidades realizadoras da Agrishow (Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB - Sociedade Rural Brasileira) anunciaram no evento a nova presidência da Agrishow para o biênio 20182019. O vice-presidente da Abag, Francisco Matturro, passa a ser o presidente da Agrishow, nas edições 2018 e 2019. O cargo, até o final da edição 2017 foi exercido pelo presidente da Faesp, Fabio Meirelles, que está à frente da maior feira de tecnologia agrícola da América Latina desde 2015.

Novidades e lançamentos da Agrishow 2017 Agres – A Agres, que atua com inovação e agricultura digital, lançou as suas tecnologias IsoPoint (posicionamento de precisão) e IsoFarm (gerenciador de fazendas), que, usados em conjunto, possibilitam que máquinas agrícolas (tratores, pulverizadores e colheitadeiras) se tornem autônomas, ajudando no aumento da produtividade e evitando desperdício de insumos. Landini – A Landini apresentou seu novo trator agrícola, da Série 7-215, que oferece uma mistura de potência, recursos, conforto e economia, ideal para ser utilizado em preparo de solo, plantio e operações utilizando a tomada de força e transporte. O modelo é projetado e construído nas fábricas da empresa, na Itália. Outra novidade é o Brutus, trator forte, robusto, durável e produtivo, ideal para transporte, trabalhos com tomada de força, plantio, preparo do solo, pulverização e usos em geral na fazenda, disponível em três modelos (75, 90 e 110). Sollus - A empresa lançou o Spander Soprano, primeiro distribuidor de fertilizantes com três reservatórios independentes e capacidade para oito mil litros de insumos (que pode ser ampliada para até 15 mil litros). A autonomia possibilita ao produtor formular os nutrientes na lavoura durante a aplicação. O equipamento é dotado de barras para aplicação em linha com 15 metros de comprimento, que possibilitam a distribuição dos insumos no sistema convencional (11 linhas) ou no combinado (14 linhas). Além de reduzir os custos na compra e aplicação de insumos, ele impacta a produtividade e qualidade do canavial e reduz sensivelmente o tempo de operação e os custos relacionados à mecanização e trato de solo. TMA - A TMA, empresa que nasceu dentro da Agrishow, lançou nesta edição da feira o aplicador de Vinhaça

Enriquecida: CVX 35.000, com capacidade de 35 mil litros, que aplica diretamente o produto em oito linhas de cana, inclusive com dosagem variável. A empresa está no mercado desde 2007 e têm como carro chefe, além das plantadoras, os transbordos de cana e grãos. O portfólio de produtos da TMA conta com sete produtos, em uma total de 18 modelos. Valtra – O modelo T CVT 250 da Valtra foi eleito o Trator do Ano, na categoria acima de 200 cv, em prêmio organizado pela revista Agriworld, que foi anunciado na Agrishow. A máquina integra a série premium da linha pesada da marca, que se destaca com a melhor relação entre potência e transmissão, com desempenho maximizado para os longos dias no campo. A série T CVT é produzida na fábrica de Mogi das Cruzes (SP) e estará disponível para compra com financiamento pelo Finame, na linha de crédito do BNDES. FPT – O produtor agrícola conheceu os novos motores da FPT Industrial que cumprem a legislação PROCONVE MAR-I/Tier 3. Eles garantem até 60% menos emissão de gases em relação às versões anteriores, representando a redução de emissões de material particulado (MP) na atmosfera em cerca de 1.000 toneladas por ano e também deixaram de serem emitidos cerca de 12.000 toneladas de óxidos de nitrogênio. Esses novos motores equipam potentes colheitadeiras, tratores e máquinas de construção disponíveis na feira. Mahindra – Dois novos tratores, com modernas tecnologias voltadas ao agronegócio, foram lançadas pela Mahindra. Os modelos 8000 S (motor com 80 cv) e 9500 S (motor com 92 cv) chegam ao mercado brasileiro com novo design e plataforma integral de operação, oferecendo mais ergonomia e conforto operacional. Robustos, ágeis e econômicos, esses tratores são resistentes e têm freios a disco em banho de óleo, além de transmissão mecânica sincronizada com caixa reversora. Yara – A Yara, que atua no mercado de nutrição de plantas, destacou seus programas Longevita, NossoCafé, Supersoja e SuperCitros, direcionados, respectivamente, para cana-de-açúcar, café, soja e citros. A empresa disponibiliza especialistas agronômicos para prestar consultoria e esclarecimentos sobre esses programas aos agricultores e como eles podem usá-los para aumentar a rentabilidade de suas culturas. Caterpillar – Em conjunto com a distribuidora Sotreq, a Caterpillar apresentou seus equipamentos, tecnologias e serviços da linha amarela para aumentar a produtividade e facilitar o trabalho no campo. Uma das atrações foi a carregadeira de rodas Cat 938K SugarCane Handler, destinada exclusivamente para o setor sucroalcooleiro (preparo de solo para plantio, construção de curvas de nível e carregamento de bagaço de cana). O modelo oferece melhor desempenho, com eficiência 15% superior em relação a carregadeiras convencionais. BORRACHAAtual - 41


Agrishow Valley – A Agrishow marcou o lançamento oficial da Valley, que produz equipamentos de irrigação de precisão, do primeiro painel inteligente para pivôs centrais do mercado: o ICON, que apresenta funcionalidades o controle remoto sem necessidade de internet. O ICON é equipado com um ícone de conexão com a AgSense, possibilitando controle e monitoramento ininterruptos pelo aplicativo. A série ICON é apresentada em versões pensadas para o pequeno, o médio e o grande agricultor. Gates - Fabricante de correias, tensionadores, mangueiras e kits, a empresa marcou presença com a apresentação da Linha AGR (Alternativa Gates para Reposição), composta por mangueiras hidráulicas, terminais e correias industriais, destinada a aplicações de baixo custo e rápido consumo. A linha AGR, criada a partir da demanda do mercado nacional de manutenção que busca produtos que atendam às especificações técnicas de funcionamento das máquinas com o custo mínimo possível, são constituídas de 12 medidas de mangueiras, sendo seis AGR 1 e seis AGR 2, 125 terminais para mangueiras e 306 códigos de correias em V atendendo assim a tratores de qualquer porte e potência, colheitadeiras, semeadores, sprayers, pulverizadores e outros equipamentos que somam mais de 730 produtos, atendendo a mais de mil aplicações. Com uma variação de economia que pode chegar a 30% frente aos seus concorrentes, a linha AGR utiliza basicamente as mesmas matérias-primas e tecnologias aplicadas pela empresa em todo os seus produtos. A diferença está no know- how da Gates em fabricar produtos que superam em média 300% - em alguns casos esse número sobre para 700% - as exigências das normas técnicas de aplicação internacionais. A linha AGR foi desenvolvida para atender a 100% dessas normas e por isso oferece menor custo para as aplicações de rápido consumo. Além disso, a linha AGR atende as normas RMA/ ISO e as voltadas à qualidade, ISO9001 e 14001.

TP Industrial lança aplicativo focado no produtor agrícola A TP Industrial do Brasil, pertencente ao grupo Prometeon Tyre Group (ex Pirelli Industrial) – lançou um aplicativo que tem como objetivo garantir ao produtor agrícola o melhor uso possível dos pneus. A plataforma, que pode ser encontrada sob o nome de Pirelli Agro, já está disponível para os sistemas operacionais iOS e Android. Um dos destaques do que pode ser encontrado no aplicativo é a linha radial agrícola PHP: Series, que proporciona rendimento horário até duas vezes superior a um pneu convencional similar. Suas principais características são melhor capacidade de tração, economia de combustível, menor compactação do solo e melhor dirigibilidade, além da redução no nível de emissão de CO2. 42- BORRACHAAtual

Tecnologia Ultraflex da Michelin Pioneira na radialização do mercado de pneus agrícolas, a Michelin apresentou os primeiros pneus produzidos no Brasil na unidade fabril de Campo Grande (RJ) com a tecnologia radial de última geração MICHELIN Ultraflex, que proporciona significativa economia de combustível enquanto gera maior produtividade. “A Michelin, mais uma vez, mostra que acredita e investe no país. A chegada da tecnologia Michelin Ultraflex vem para revolucionar o mercado de pneus agrícolas do Brasil, onde já estamos presentes industrialmente há mais de 30 anos. A melhoria do rendimento agrícola começa pelos pneus, onde a tecnologia se oferece, cada vez mais, como grande aliada do produtor rural”, afirma Christian Mendonça, diretor de Comércio e Marketing de Pneus Agrícolas da Michelin América do Sul. Desenvolvidos para a realidade brasileira, em solo nacional, os novos pneus MICHELIN MachXbib e MICHELIN Axiobib vêm para incrementar a oferta de produtos e serviços da empresa, capazes de atender aos desafios do agricultor em todos os ciclos da safra. Com as tecnologias Michelin radial e Michelin Ultraflex respectivamente, os lançamentos destinam-se a tratores de alta potência, melhorando a produtividade, ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação do meio ambiente, protegendo solos e economizando combustível, como comprovam testes realizados em dezembro de 2016, auditados pela Fundação Vanzolini e pelos próprios produtores rurais. “Graças à sua alta tecnologia, o aumento da superfície de contato com o solo melhora a capacidade de tração do pneu, diminuindo a taxa de patinagem. Como resultado, o agricultor obtém um aumento da produtividade da lavoura pela menor compactação do solo e trabalha mais rapidamente. Além disso, adquire considerável economia de combustível”, explica Antonio Koller, gerente de Marketing Produto da Michelin América do Sul.

Fotos dos pneus Michelin

O MICHELIN MACHXBIB 710/70 R38 e 600/65 R28 - Apresentou maior durabilidade e tração 14% superior em relação às demais marcas radiais e 24% acima em relação às soluções diagonais, em testes realizados pela empresa, em Mato Grosso, em dezembro de 2016. Pneu adaptado ao suporte de cargas pesadas e com bom desempenho em campo para transferir o torque dos tratores de alta potência ao solo. Menor compactação do solo e mais 32% de superfície de contato em relação às outras marcas de tecnologia diagonal e mais 27% em relação às principais marcas radiais concorrentes. Mais 4 barras no solo no eixo traseiro do trator.


MICHELIN AXIOBIB IF 710/70 R42 - Mais tração e respeito ao solo para tratores de alta potência. Maior economia de combustível com até 8% de redução do consumo de combustível em comparação às outras marcas de tecnologias radiais. Maior produtividade. Maior capacidade de carga. Menor compactação do solo com até mais 39% de superfície de contato com o solo em testes realizados pela empresa em Mato Grosso em 2017, proporcionando melhor proteção às culturas. Maior vida útil. Pneu adaptado ao suporte de cargas pesadas e com bom desempenho em campo para transferir o torque dos tratores de alta potência ao solo.

Continental e seus pneus para o mercado canavieiro A projeção para a safra 2017/18 aponta para um aumento de 2,5% na produção de cana-de-açúcar, que deverá atingir 620 milhões de toneladas. Com o início da colheita no último mês de abril, a Continental reforçou a produção e a oferta do pneu direcional HSC1+ e do trativo HDC1+ em sua rede de revendas. Fabricados em Camaçari, na Bahia, eles foram desenvolvidos para aplicação em veículos que operam tanto no asfalto como em terrenos pedregosos, rochosos, lamacentos ou arenosos (on e off road), cenário conhecido do segmento canavieiro. “Este é o momento ideal para abastecermos o mercado com modelos especialmente desenvolvidos para aplicação em veículos que operam on e off-road. Os pneus estão totalmente adequados às particularidades do mercado brasileiro e às duras demandas da aplicação canavieira, sua principal vocação. Investimos continuamente no desenvolvimento de novas tecnologias e na introdução de produtos capazes não só de economizar combustível como entregar uma maior vida útil, pois sabemos que os pneus estão entre os maiores custos de operação para os motoristas e frotistas. O HDC1+ montado em conjunto com o HSC1+ proporciona ao usuário um desempenho superior nas duras solicitações da aplicação canavieira”, explica Antonio Junior, gerente de produtos para veículos comerciais da Continental Pneus. O HSC1+ e o HDC1+ oferecem um alto rendimento quilométrico graças ao composto utilizado em sua fabricação, ao seu desenho agressivo, marcado por sulcos extraprofundos autolimpantes e ao seu perfil externo

otimizado, que melhora a distribuição da carga em contato com o solo, proporcionando melhor dirigibilidade tanto no asfalto como em terrenos mistos. Um pacote de cintas reforçadas (Triangle Belt™) confere grande resistência a pressões altamente concentradas, impedindo fraturas de desgaste e ampliando a tração por meio da rigidez estrutural. O Triangle Belt™ também protege a carcaça, aumentando a sua vida útil e contribuindo para uma maior durabilidade do pneu possibilitando que o pneu seja recapado. Apesar do crescente aumento de participação dos pneus sem câmara, o mercado brasileiro ainda demanda um grande volume de pneus com câmara. Mais da metade dos pneus utilizados nas operações de transporte das usinas de açúcar são com câmara, pois contam com um talão mais robusto para suportar as exigências da aplicação e oferecem uma manutenção mais fácil. Por isso, o HSC1+ está disponível nas versões 11.00R22 (com câmara), 275/80R22.5 e 295/80R22.5 (ambos sem câmara). O HDC1+ é comercializado na rede de revendedores oficiais da Continental nas dimensões 11.00R22 (com câmara) e 295/80R22.5 (sem câmara). Ainda neste primeiro semestre, ele passará a ser ofertado também na medida 275/80R22.5. Tanto o HDC1+ como o HSC1+ estão em conformidade com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que tornou mais fácil para o consumidor final comparar diferentes produtos e performances antes de tomar sua decisão de compra, e contam com a proteção adicional da garantia de sete anos contra defeitos de fabricação. O HDC1+ tem classificação em resistência ao rolamento “E”, recebeu “B” em aderência ao molhado e registrou 70 dB em ruído. Já, o HSC1+ na dimensão 295/80R22.5 obteve “E” em resistência ao rolamento “C” em aderência ao molhado e 78 dB em ruído. Em sua segunda e terceira vida útil, ambos podem ser recapados com a aplicação da exclusiva banda de recapagem ContiTread. Elas são fabricadas no Brasil com a mesma tecnologia e desenhos originais, garantindo ao pneu recapado as características de baixo consumo de combustível, alta durabilidade quilométrica, capacidade de escoamento de água e poder de tração dos modelos originais da Continental. BORRACHAAtual - 43


Agrishow tecnologia, fortalecendo o trabalho do agricultor brasileiro, que está prestes a colher a maior safra de grãos da história, com quase 220 milhões de toneladas. “A CR8.90 é a mais completa colheitadeira CR que produzimos no Brasil, e oferece o que há de mais moderno em tecnologia embarcada”, afirma Luiz Miotto, gerente de Marketing de produto para colheita. “Todos os motores foram atualizados para atender a legislação MAR-1/Tier 3 e, com isso, as CRs ganharam mais potência para entregar mais lucratividade ao produtor”, conta Carlos Schimidt, especialista de Marketing em colheitadeira. A nova motorização MAR-1/Tier 3 segue as exigências da atual legislação sobre emissão de gases poluentes para máquinas agrícolas com mais de 100 cv. A maior colheitadeira do mundo - Não é exagero: a New Holland é a única marca a possuir a maior colheitadeira do mundo, uma Classe 10 com altíssimo desempenho. Em sua primeira aplicação no Brasil, realizada na fazenda Irmãos Mingori, no município de Formosa do Rio Preto (BA), a CR10.90 obteve excelente desempenho na colheita de soja, sem adaptações, apenas ajustada às condições de colheita da soja no Brasil. “A máquina performou como se espera da maior colheitadeira do mundo, ou seja, uma Classe 10 de verdade, a única”, destacou Carlos Schimidt. Tratores e colheitadeiras com novos motores FPT Industrial - As novidades no turbocompressor, nas calibrações e nos sistemas de recirculação dos gases de escape contribuem diretamente para a redução da emissão de poluentes e no aumento de eficiência, itens fundamentais quando se trata de operações em campos agrícolas. Os tratores CASE Farmall A modelos 110 e 130, Puma modelos 140, 155, 170 e 185 e Magnum modelos 260, 290, 315 e 340 foram os equipamentos que receberam os novos motores FPT Industrial. “Os propulsores dos novos tratores Farmall A, por exemplo, estão com alta reserva de torque, até 41%”, explica Roberto Biasotto, gerente de Marketing de Produto da Case IH. O Futuro - Atualmente, o tema conectividade possui muita relevância para a agricultura de precisão, pois com a evolução dos hardwares, cada vez mais o tratamento dos dados em tempo real auxilia o produtor na tomada de decisão. Isso implica diretamente em corrigir alguma falha ou melhorar alguma atividade no processo de plantio ou colheita. A tendência é que a conectividade suporte o cliente com uma imensa gama de informações para tomada de decisões como, por exemplo, a análise das condições climáticas nas regiões. Possivelmente um hardware poderá cruzar dados do clima e da lavoura com os índices das commodities na bolsa de valores, e assim indicar quando é o melhor momento para colher, finaliza. Evolução das colheitadeiras - O público brasileiro viu pela primeira vez um novo conceito de colheitadeira de alto desempenho. A nova linha CR EVO – totalmente fabricada no Brasil, na planta da New Holland em Sorocaba (SP) – é uma evolução dos atuais modelos, com aumento de potência e 44- BORRACHAAtual

Primeiro trator movido a biometano - A New Holland, líder em energia limpa, apresenta o T6.140, primeiro trator movido a biometano da América Latina, e que já foi testado – em parceria com a Itaipu Binacional – em uma propriedade com aproximadamente 40 hectares no município de Santa Helena (PR). O trator é movido a biogás, produzido a partir de biomassa (dejetos de animais e restos de culturas) das fazendas. O gás cru, após ser refinado em equipamentos especiais, abastece o trator. Ou seja: transforma-se passivo ambiental em ativo energético com valor agregado. Com capacidade para armazenar 300 litros de metano comprimido, o T6.140 emite 80% menos CO2 e economia de, em média, 30% do que com combustível fóssil.


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Notas e Negócios

Holanda escolhida como sede corporativa da ARLANXEO A Arlanxeo Holding B.V. abriu oficialmente sua nova sede corporativa em Maastricht, na Holanda. A partir de agora, uma das principais empresas globais de borracha sintética irá controlar as suas operações em todo o mundo a partir de Maastricht. “Após o lançamento no início de abril, a abertura de nossa sede é o próximo passo para o estabelecimento da Arlanxeo”, disse Jan Paul de Vries, presidente da diretoria da Arlanxeo na cerimônia de abertura. “Em Maastricht encontramos a perfeita localização internacional, próxima das nossas principais plantas europeias. Isto fortalece a posição da Arlanxeo como uma companhia-chave no mercado global de borracha sintética “. A Arlanxeo foi criada em primeiro de abril de 2016, como uma joint venture da Lanxess - uma empresa líder mundial em produtos químicos especiais com sede em Colônia, Alemanha - e a Saudi Aramco - a maior empresa integrada de energia do mundo com sede em Dhahran, na Arábia Saudita. Os dois sócios detêm uma participação de 50% nesta joint venture. Twan Beurskens, Ministro Regional de Economia da Província de Limburg, nos Países Baixos: “Estamos muito satisfeitos em acolher uma empresa forte como a Arlanxeo para a nossa região. Maastricht é a porta de entrada para a Europa e está entre os mais importantes centros globais e econômicos na Holanda. “

ORION expande capacidade de negros de fumo especiais na Suécia A Orion Engineered Carbons, uma das maiores fornecedoras mundiais de negros de fumo especiais e de alta desempenho, anunciou que irá expandir a capacidade de sua planta Norcarb Engineered Carbons localizada em Malmö, na Suécia. O desgargalamento de uma linha proporcionará quantidades adicionais de negro de fumo especial para os mercados de fibras, fios & cabos, adesivos e selantes. “A expansão da capacidade em Malmö é mais um passo no rápido realinhamento da empresa em nosso portfólio de produtos de maior valor agregado e especialidades em aplicações técnicas de borracha,” declarou Jack Clem, CEO da Orion. “Produtos de Malmö suprirão primeiro nossos clientes da Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico. Esta ação é um reflexo do alto comprometimento entre nossos clientes, os produtos da Orion e a capacidade do suporte técnico da empresa.” Mais informações poderão ser obtidas com Tilo Lindner, chefe Global de Marketing e Negócios da linha de Especialidades de Negros de Fumo, no tilo.lindner@orioncarbons.com. A Orion produz vários tipos de negros de fumo especiais utilizados em diversos mercados como tingimento, colorindo, aumentando o desempenho de polímeros, plásticos, tintas e 46- BORRACHAAtual

revestimentos, além de tintas e toners, fibras têxteis, adesivos, selantes, pneus e artigos técnicos de borracha, como correias automotivas e mangueiras. Mais informações no site www.orioncarbons.com.

LANXESS completa aquisição da Chemtura A LANXESS, empresa especializada em produtos químicos, completou com sucesso a aquisição da empresa norte-americana Chemtura, uma das principais fornecedoras mundiais de retardantes de chamas e aditivos lubrificantes. Todos os órgãos reguladores aprovaram a transação. Em fevereiro desse ano, os acionistas da Chemtura votaram pela aprovação da aquisição. Avaliada em EUR 2,4 bilhões, a empresa norte-americana é a maior aquisição na história da empresa e expande, significativamente, o portfólio de aditivos da empresa, tornando a companhia um dos principais players do mundo neste segmento em crescimento, que é um dos mais atraentes na indústria de produtos químicos especiais. Além dos aditivos, os negócios de uretanos e organometálicos da Chemtura também serão integrados ao portfólio da companhia. A Lanxess, com sede em Colônia, irá absorver 2500 colaboradores da Chemtura, em 20 sites localizados em 11 países. Os negócios da Chemtura geram vendas anuais de cerca de 1,5 milhão de euros. “A aquisição da Chemtura é outro grande passo no nosso processo de realinhamento e um marco significativo no nosso curso de crescimento. A ‘nova’ Lanxess está ganhando forma. A expansão dos negócios de aditivos garante à companhia um importante pilar adicional. Em sua nova estrutura e com uma carteira ainda mais equilibrada, a empresa será muito mais estável e rentável. Ao mesmo tempo, a Chemtura fortalece, consideravelmente, nossa presença na América do Norte,” afirma Matthias Zachert, Presidente da Diretoria da Lanxess. “Focaremos agora nossa energia em integrar rápida e harmoniosamente as novas empresas e funcionários, bem como em servir de forma exemplar nossos atuais e novos clientes”. Por meio dessa aquisição, a companhia fortalece sua presença na América do Norte. Nessa região, a companhia está representada em 24 locais de produção (anteriormente eram 12) e emprega aproximadamente 2.800 funcionários (anteriormente eram 1.500). A participação da região nas vendas globais aumenta de aproximadamente 17% para aproximadamente 21%. O resultado anual esperado da sinergia das duas companhias é de cerca de 100 milhões de euros até 2020. A empresa combinará todo o seu negócio de aditivos dentro do novo segmento Specialty Additives. Este segmento é um pilar adicional no grupo, com vendas anuais de aproximadamente 2 bilhões de euros.


Crédito: Divulgação/Rinaldi

Visita da equipe Rinaldi na Lavor Motos, em Marabá (PA)

Rinaldi visita parceiros da região Norte A equipe comercial da Rinaldi visitou parceiros dos Estados do Amazonas, Pará, Amapá e Tocantins em março e abril, a fim de estreitar o relacionamento e trocar informações importantes sobre os produtos e o mercado de pneus na região, que encontrou na motocicleta uma das principais formas de meio de transporte.

A fábrica gaúcha de pneus foi representada pelo gerente Sérgio De Paris no Amazonas e por Fábio Luchese, do departamento comercial, nos outros Estados. Eles também ministraram palestras técnicas comerciais direcionadas às equipes da Pemaza e da Sana, em Manaus (AM), da Fama (em Belém), Lavor Motos (Marabá) e Líder (Xinguara), no Pará, e da Sim Distribuidora, em Araguaína (TO). “As palestras técnicas comerciais são uma forma eficiente de fornecer informações muito importantes sobre o mercado de motocicletas e os produtos, como dados técnicos dos pneus e câmaras de ar e dicas de uso e de armazenamento. O contato com os clientes faz toda a diferença e reflete na forma como os produtos chegam ao consumidor final”, explicou De Paris. As visitas ainda foram feitas em unidades da Ciclo Júnior (Macapá-AP), Armando Motos (Macapá-AP), Nando Motos (Macapá-AP), Amazon Motos (Santana-AP), WB Araújo (Santana-AP), Casa do Motoqueiro (Macapá-AP), TM Comercial (Belém-PA), Loja do Borracheiro (AnanindeuaPA), Hondão Motos (Castanhal-PA), Fan Motos (BelémPA), Casa do Borracheiro (Marabá-PA), Rei das Bicicletas (Tucumã-PA) e Rei Motopeças (Ourilândia do Norte-PA).

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Notas e Negócios

Cooper Standard recebe Supplier Award Todos os anos a Toyota oferece o prêmio Supplier Award aos melhores fornecedores no Brasil que superaram os objetivos de desempenho colocados pela montadora nas avaliações de qualidade, logística e redução de custos. A classificação é dada para as empresas que registraram o índice máximo de 10 PPM, apenas 15 componentes com defeito a cada lote de 1 milhão. Em 2016, na categoria Qualidade, a premiada foi a Cooper Standard, fabricante de sistemas de vedação, anti vibração e componentes para transferência de freio e combustível para a indústria automotiva. “Esse importante reconhecimento vem ao encontro do nosso foco principal que é o reestabelecimento da excelência em qualidade da empresa. Isso é resultado de um trabalho em conjunto e dos investimentos realizados no último ano em novas tecnologias, novos processos e novos gestores”, destaca Jürgen Kneissler, diretor geral da Cooper Standard para a América do Sul.

Pósitron lança linha de alarmes Cyber 360 Marca da PST Electronics, a Pósitron está lançando novo produto no mercado de alarmes para veículos, a linha Cyber 360, que chega em quatro versões – Exact 360, Cyber FX 360, Keyless 360 e Cyber PX 360BT – com a mais avançada tecnologia automotiva. O Cyber PX 360 BT, versão mais completa da nova linha, é o primeiro dispositivo de segurança desenvolvido no Brasil que pode ser acionado por meio de aplicativo de celular, ou wearables (tecnologias vestíveis, como a aplicada em relógios, por exemplo), via Bluetooth, compatível com os sistemas iOS e Android. A novidade garante maior conectividade do usuário com seu veículo, facilitando a configuração das funções do alarme. “Agora tudo fica mais fácil. Basta ao motorista acessar o aplicativo no seu celular ou smartwatch”, afirma o Gerente de Vendas de Aftermarket da PST, Alexandre Jordão. “Se o motorista esquecer o local em que estacionou o carro, o aplicativo do alarme registra o local onde foi ativado pela última vez, apontando a sua localização na tela do aparelho”, ressalta o especialista. 48- BORRACHAAtual

De série, os quatro modelos contam com o sistema ASIC (Application Specific Integrated Circuit) que, com uso de avançados recursos tecnológicos, proporciona maior desempenho do circuito integrado e garante mais resistência à interferência eletromagnética, como acontece em regiões que possuem um grande número de antenas. “A ideia é que o controle remoto possa transmitir sinais para o módulo do alarme, via radiofrequência, com mais efetividade, ou seja, com menor probabilidade de falhas em seu funcionamento”. Os dispositivos contam também com um acelerômetro, que garante maior vida útil da bateria. Esse sistema detecta se o controle remoto está em movimento ou não. “Quando chegamos em casa ou no trabalho e deixamos o aparelho na gaveta, o sistema irá desligar automaticamente a bateria. Com isso, a expectativa é aumentar a sua vida útil em até seis vezes”. A Samsung, parceira da Pósitron nesse lançamento, criou ainda um aplicativo específico para os proprietários do alarme Cyber PX 360BT, que poderão usar os smartwatches da marca, nos modelos Gear S2, Gear S3 e Gear Fit2, para efetuar os principais comandos disponíveis no alarme.“A Samsung identificou, por meio de pesquisa, que os seus clientes desejam utilizar os smartwatches para controlar outros equipamentos e dispositivos, como o alarme do seu automóvel”, explica Marcelo Daou, gerente sênior de Produto e Aplicativos da Samsung Brasil. “O desenvolvimento desse aplicativo é mais um passo para entregar soluções que se incorporam de forma natural ao dia a dia dos clientes da Pósitron e da Samsung”, diz Daou. Toda a tecnologia da linha Cyber 360 foi desenvolvida no período de um ano e meio pela equipe de engenheiros e técnicos da Pósitron da unidade de Campinas (SP). O grupo foi responsável pela elaboração do projeto, passando pelos ajustes na linha de produção e testes para assegurar a qualidade e eficiência dos alarmes. A versão Cyber PX 360 BT reúne 26 funções. Uma delas é a Bluetooth, que permite parear até quatro controles remotos em um aparelho celular.

Produção de Bicicletas cai 1,9% Nos primeiros três meses de 2017 a produção de bicicletas somou 146.097 unidades, volume que representa leve queda de 1,9% frente ao mesmo período do ano passado, com 148.959, segundo dados divulgados pelas associadas à ABRACICLO, Associação Brasileira de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, que possuem fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM. A importação de bicicletas apresentou recuo de 23% no primeiro trimestre de 2017, totalizando 29.653 unidades, ante 38.526 registradas em período similar do ano passado, conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) analisados pela Abraciclo. As bicicletas importadas para o mercado brasileiro no período foram produzidas basicamente na China (22.562), que sofreu queda de 35,5%, Taiwan (2.876) e Camboja (2.177 unidades).


Produto emborracha peças e componentes de equipamentos A fabricante de especialidades químicas Quimatic Tapmatic está lançando o Plasti Film, que proporciona mais conforto durante o manuseio de peças e componentes, bem como proteção contra impactos, umidade e ferrugem. Com seu uso, algumas partes de ferramentas e equipamentos metálicos podem ser emborrachadas de forma prática e rápida no próprio local de trabalho. Aplicável com pincel ou por imersão, o produto seca em até duas horas e possui excelente aderência sobre todo tipo de metal. De acordo com o fabricante, Plasti Film é resistente e dura por muitos anos. Outras vantagens são a alta elasticidade, a resistência a ácidos e à água do mar, e a superfície lisa, fácil de limpar.

Evonik lança produto contra corrosão Com o lançamento do ALBIDUR® 1223, a Evonik introduz no mercado um produto que garante flexibilidade do filme e longa duração para os revestimentos. Usado como um co-binder em tintas e revestimentos anticorrosivos, o novo produto complementa as formulações baseadas nas resinas híbridas SILIKOPON® EF e SILIKOPON® ED da Evonik. Ao promover alta resistência contra agentes químicos e radiação UV, o ALBIDUR® 1223 oferece aos revestimentos uma proteção duradoura contra a corrosão. “Os revestimentos anticorrosivos tendem a ficarem quebradiços com o passar do tempo,” explica Kirstin Schulz, diretora de marketing de revestimentos industriais. “O ALBIDUR® 1223 proporciona maior flexibilidade a esses tipos de revestimentos ao longo do tempo. Além disso, o produto não migra, mantendo um alto e consistente nível de resistência às substâncias químicas e à radiação UV para os revestimentos.”

BASF apresenta soluções para pisos de frigoríficos A BASF levou suas principais soluções em pisos para indústrias de alimentos e frigoríficos à Expomeat, Feira Internacional de Processamento e Industrialização de Aves, Bovinos, Suínos e Pescado, que aconteceu entre os dias 9 a 11 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. No evento, a empresa também participou do ciclo de palestras com o engenheiro Danilo Silva, do negócio de Químicos para Construção da BASF para América do Sul, que discursou sobre o tema “Revestimentos de Pisos em Poliuretano para Indústrias de Alimentos’’. BORRACHAAtual - 49


Notas e Negócios O principal revestimento da BASF para áreas de processamento de carnes, frangos, peixes e laticínios, cozinhas industriais, câmaras frigoríficas e de resfriamento, entre outros do setor de alimentos, é o sistema Ucrete®. Conhecido como o revestimento mais resistente do mundo, o sistema é uma tecnologia única de revestimento uretânico de alto desempenho, com excelente resistência a agentes químicos agressivos, impacto pesado e choque térmico, suportando congelamento e ciclos de gelo e degelo e temperaturas que variam de -45°C até 150°C.

Segundo Mauricio Canineo, CEO da Campneus, o CD de Ribeirão Preto tem um papel fundamental para a companhia no estado. “Estamos abrindo esse centro de distribuição para complementar nossas vendas na região, já que temos uma forte participação nas vendas das linhas truck e agro. Este é o nosso 5º CD no Brasil. Temos como objetivo garantir velocidade de entrega e mix diferenciado para abastecer, além de aumentar a nossa participação de mercado em até 15%, visto que a Campneus é a única revenda que possui toda a gama de produtos Pirelli em todo o país”, ressalta. Serão vendidos pneus das linhas passeio, High performance, SUV e moto da Pirelli, incluindo produtos da marca Nexen, distribuídos exclusivamente pela companhia, do qual a Campneus é a maior revenda do Brasil. Entre os diferenciais dos serviços das lojas da Campneus está o equipamento de alinhamento em 3D, modelo de tecnologia avançada e que garante mais precisão nos serviços da marca.

Grupo Amazonas cria Sala de Inovação O Grupo Amazonas colocou à disposição de seus funcionários a Sala de Inovação, desenvolvida para estimular a criatividade de forma distinta das atividades rotineiras. Inovação em produtos, processos e serviços é uma das bases da companhia desde sua fundação. O objetivo é incentivar percepções diferenciadas, com foco em novos projetos, processos, produtos, enfim, tudo o que levar a melhorias e inovações ao escopo de atuação da empresa. Colaboradores de todos os departamentos podem utilizar o espaço - inclusive em horário de almoço ou após o expediente - que também é acessível a clientes e fornecedores. A intenção é que o ambiente esteja sempre em atualização, para que novos estímulos sejam apresentados e possam tirar os usuários de sua zona de conforto de forma leve e agradável. A ideia surgiu em 2016, integrada ao projeto PMO – um portfólio de projetos em diferentes áreas da empresa, abrangendo diversas funções e competências.

Campneus inaugura Centro de Distribuição A Campneus, maior Revendedora Oficial da Pirelli do Brasil, inaugurou no dia 25 de maio o seu novo centro de distribuição de pneus localizado na cidade de Ribeirão Preto (SP). A companhia, que já tem três lojas na cidade, inaugura o novo espaço projetado para atender toda a região metropolitana e abrigará toda a gama de pneus da Pirelli das linhas leve e motos. 50- BORRACHAAtual

Alfa Romeo Giulia 2017 tem peças com poliamida A BASF está introduzindo a sua poliamida de elevada resistência térmica, o Ultramid® Endure, em duas novas aplicações no powertrain do Alfa Romeo Giulia 2017: no coletor de admissão de ar com intercooler integrado e no duto de ar do turbo (lado quente). Devido à alta temperatura embaixo do capô, que pode chegar até a 220°C, se faz necessário o uso de um material que suporte essa temperatura de trabalho. É aqui que entra o Ultramid Endure pois, por meio de sua alta resistência térmica, permite que as montadoras consigam a redução do tamanho do motor e do turbo compressor sem comprometer a performance. As classes de Ultramid Endure apresentam boa processabilidade, excelente resistência da linha de solda e estão disponíveis globalmente. Uma parceria com o fornecedor automotivo ABC Group, do Canadá, foi feita para desenvolver o duto de ar do turbo (lado quente) do Alfa Romeo Giulia. Para esta aplicação, o ABC Group escolheu o Ultramid Endure D5G3 BM da BASF, com 15% de fibras de vidro para moldagem por processo de sopro, apresentando uma alta resistência nas mangueiras e boas propriedades de expansão.


As classes de Ultramid Endure são adequadas para diversas aplicações no sistema dos turbos compressores, incluindo coletores de admissão de ar, dutos de ar, ressonadores, tampas de extremidades dos intercoolers e corpos de borboleta. Eles conseguem, durante sua longa vida útil, suportar temperaturas de serviço de 220° C, e até picos de 240° C. O excelente comportamento, perante ao envelhecimento térmico, é resultado de um sistema de estabilização inovador da BASF, que reduz significativamente o ataque do oxigênio na superfície do polímero.

Cummins anuncia novo Centro de Integração de Tecnologia em Aplicações A Cummins Inc. está desenvolvendo um novo Centro de Integração de Tecnologia em Aplicações no Parque Industrial Woodside Northwest, localizado ao sul de Columbus, nos EUA. Na estratégia, a maior fabricante independente de motores Diesel vai customizar as instalações atuais para acomodar, até fevereiro de 2018, as operações do Centro Piloto. Esta ação

faz parte de uma iniciativa maior da companhia em integrar e otimizar as instalações do centro técnico para garantir eficiência operacional e ambiental de classe mundial. De acordo com Adriano Rishi, diretor de Engenharia da Cummins para América Latina, “para o mercado brasileiro, devemos a longo prazo desenvolver uma réplica do Centro de Integração de Tecnologia em Aplicações, na fábrica da Cummins, em Guarulhos (SP), que seja adequada para o nosso mercado, permitindo com que os nossos clientes tenham o mesmo tipo de experiência”. A Cummins Brasil conta com um Centro Piloto, em Guarulhos (SP), destinado à construção de protótipos de veículos e máquinas capaz de desenvolver e realizar toda a integração eletrônica de seus produtos junto aos equipamentos dos clientes.

GPA e Braskem vão produzir embalagens de plástico reciclado A Braskem e o Grupo GPA, maior empresa varejista do Brasil, vão reciclar 60 toneladas de plástico por ano para produzir as novas embalagens do tira-manchas Qualitá, marca exclusiva

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Notas e Negócios comercializada nas redes Extra e Pão de Açúcar de todo o país. A parceria faz parte da plataforma Wecycle, criada pela petroquímica, para valorização de resíduos plásticos na cadeia produtiva e integra o programa de logística reversa do GPA, o Novo de Novo. A iniciativa vai utilizar os materiais descartados nas Estações instaladas em hiper e supermercados do GPA (redes Extra e Pão de Açúcar), que são doados para cooperativas parceiras do Programa. Depois de separado, o plástico é enviado a uma recicladora que fabrica a resina composta de 70% de material reciclado e 30% de polietileno virgem. A resina é então vendida para o transformador de plástico, que irá produzir a embalagem do produto e realizar o envase.

O termo “fácil de dispersar” (ou “E2D”, abreviado) foi escolhido para descrever as propriedades únicas desses produtos (i.e., facilmente disperso), que estão agora prontos para amostragem. Com o lançamento do VP RS 92, a Evonik agora dispõe de uma versão E2D do seu conhecido AEROSIL® R 972. Medições da distribuição do tamanho das partículas demonstraram haver uma diferença crucial entre os dois produtos da família AEROSIL®: enquanto o espectro da partícula da versão padrão do AEROSIL® R 972 é dividida em duas frações, o novo processo resulta em somente uma, a fração mais fina. O uso da sílica de fácil dispersão irá diminuir os tempos de processamento e limpeza e as perdas de produção, enquanto a eliminação da etapa de moagem de esferas reduz os custos de investimento e manutenção, especialmente na produção de vernizes. Os fabricantes de pigmentos também oferecem produtos que podem ser dispersados em dissolver, abrindo a possibilidade de formular revestimentos coloridos sem a necessidade de um moinho de esferas. Os fabricantes de tintas e revestimentos querem reduzir os custos da etapa de dispersão e as sílicas pirogênicas atendem esse desejo de duas maneiras: além de reduzir a quantidade de componentes necessária para o processamento produtivo, elas também reduzem o tempo necessário para obter um grau otimizado de dispersão — um desenvolvimento que, em última análise, reduz os custos de produção.

Vipal Borrachas entrega máquina Smart Duo Evonik moderniza fabricação do AEROSIL® Uma inovação no processo de fabricação da sílica pirogênica AEROSIL® permite aos fabricantes de tintas e revestimentos eliminarem uma etapa inteira da produção. A eliminação da moagem de esferas reduz a utilização de máquinas, o tempo de produção e os custos. A inovação abre a possibilidade de combinar umectação e dispersão – duas etapas que, até agora, eram executadas em sistemas separados (dissolver e moinho de esferas) – em uma única etapa de processo. Após o VP RS 92 ser produzido com sucesso em escala piloto (e está disponível em forma de amostras), o desenvolvimento de outros produtos AEROSIL® em versões de fácil dispersão está em andamento. A busca dos clientes em reduzir os custos do processo de dispersão não é nenhuma novidade. A utilização de um moinho de esferas para criar a dispersão perfeita é a etapa de processamento mais desafiadora do ponto de vista técnico e mais onerosa em tempo na fabricação de tintas e revestimentos. 52- BORRACHAAtual

Uma unidade da VR01 SMART DUO, primeira máquina desenvolvida para comercialização pela Vipal, foi entregue no começo de maio para a União de Pneus, reformadora da Rede Autorizada instalada no Município Paulista de Rio das Pedras. Conforme Dirceu Formaggio, diretor da União de Pneus, a máquina ainda está em fase de adaptação, mas a previsão é de que a produção cresça. “Pretendemos alcançar o índice de 30 pneus/hora, para raspar 200 pneus por dia com esta nova aquisição, que acreditamos que vá trazer muitos benefícios à nossa produção”, considera. “Este é um projeto pioneiro da Vipal, que demonstra que estamos sempre pensando no aumento da produtividade das reformadoras parceiras e no aperfeiçoamento do mercado de reforma de pneus como um todo”, observa Henrique Brito, Gerente de Tecnologia e Qualidade da Vipal Borrachas e coordenador do grupo de inovação que desenvolveu o equipamento. A máquina conta ainda com a versão VR01 Smart Uno, com uma posição de raspagem. Assim como o outro modelo, é mais produtiva que as concorrentes, sendo a mais produtiva de todas com apenas uma posição de raspagem.


RETILOX realizará “I Seminário Internacional de Crosslinking - via Peróxidos” Fundada em 1992, a Retilox Química é uma empresa 100% brasileira, especialista na fabricação de peróxidos orgânicos modificados, coagentes e aditivos exclusivos para cura/ modificação dos mais diversos tipos de polímeros. Líder em tecnologias para crosslinking, a empresa possui knowhow no desenvolvimento de soluções aos transformadores de elastômeros e plastômeros, fornecendo a mais de dez países da América Latina, atualmente. O seminário é um evento especial, focado nas possibilidades de aplicação da tecnologia de cura base peróxidos e quebra mitos e paradigmas relacionados ao tema. Assim, a Retilox, com a promoção oficial da BORRACHA ATUAL e apoio institucional da ABPOL - Associação Brasileira de Polímeros, ABTB - Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha e da SLTC - Sociedad Latinoamericana de Tecnologia Del Caucho,

promoverá dois seminários de crosslinking - via peróxidos. O primeiro será realizado no dia 07/11/17, no Hotel Deville, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e o segundo no dia 13/11/17, no Milenium Centro de Eventos, na capital paulista. Dentre os palestrantes já confirmados estão: Antonio D´Angelo Diretor Técnico e Comercial da Retilox com mais de 40 anos de experiência em peróxidos, Domingos Antonio Jafelice, ex-diretor da ABPOL, consultor técnico, especialista em Poliolefinas, Jordão Gheller, pesquisador sênior de polímeros no Instituto SENAI de Inovação em Engenharia de Polímeros e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, José Colombo Jr, experiente em tecnologia, características de compostos e aplicações nas indústrias de borracha desde 1974 e químico responsável na Horizon Artefatos de Borracha, Marco Antonio Cardello, Diretor na MagMa-Mix, engenheiro químico e químico Industrial, Pietro Pulici, ex-diretor da Montedison SpA Itália, ex-proprietário da Oxidos – Itália com 50 anos de experiência em peróxidos e Valdemir José Garbim, consultor, autor de livros e especialista em elastômeros de alta desempenho.

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Notas e Negócios

Venda de carros importados retrai 28,4% As dezoito marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 2.044 unidades, anotaram em abril último queda de 28,4% ante igual período de 2016, quando foram vendidas 2.856 unidades. Com esse resultado, associadas à entidade fecharam o primeiro quadrimestre do ano também com queda, de 36,1%. No período foram licenciadas 8.128 unidades contra 12.716 veículos nos primeiros quatro meses de 2016. “Voltamos a indagar por que manter os 30 pontos percentuais no IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados até o final do ano, impedindo a recuperação do setor de veículos importados e, por consequência, a sobrevivência da rede autorizada de concessionárias. Se não é possível extinguir o Inovar-Auto nesse quesito, por que não liberar as cotas não utilizadas em 2016?”, argumenta José Luiz Gandini, presidente da Abeifa.

BMW expande produção de veículos elétricos O BMW Group anunciou em maio um plano de expansão da produção de veículos elétricos na fábrica de Dingolfing (Alemanha), que atualmente produz baterias de alta tensão e fabricará, a partir de 2021, o novo modelo elétrico BMW iNEXT. A planta, que já recebeu cerca de R$ 350 milhões em investimentos no projeto, será capaz de produzir, ao mesmo tempo, veículos com motores à combustão, híbrido plug-in ou totalmente elétrico. O diretor da fábrica de Dingolfing, Dr. Andreas Wendt, comentou: “Dingolfing tem expertise em sistemas complexos de produção, tornando-se o local ideal para a produção do BMW iNEXT. Com seu motor 100% elétrico e novas tecnologias, como condução autônoma e conectividade digital, o modelo 54- BORRACHAAtual

será uma verdadeira inovação. Estamos orgulhosos de ter a oportunidade de construí-lo aqui”. Em 2025, o BMW Group espera que os veículos eletrificados representem entre 15-25% de suas vendas.

Rinaldi presente na principal feira do mercado de motos da Colômbia A Rinaldi marcou presença na Feria De Las 2 Ruedas, realizada na primeira semana de maio, na Colômbia. Com o objetivo de estreitar o relacionamento comercial com clientes e parceiros da América Latina, a fábrica gaúcha montou estande exclusivo para divulgar as linhas on-road e off-road de pneus e câmaras de ar. “A Rinaldi tem conquistado ótimos resultados na área de exportação e a nossa principal meta na Feria De Las 2 Ruedas é investir na divulgação da marca na América Latina. A prospecção de novos mercados é muito importante e fundamental para a fábrica, além de atender com excelência os nossos atuais clientes e parceiros”, afirma Luciane Passaia, “representante do departamento de exportação da Rinaldi no evento.

Déficit em produtos químicos continua em alta O déficit da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 6,4 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano, equivalente a um avanço de 0,5% em relação ao mesmo período de 2016, puxado pelo expressivo aumento dos volumes movimentados. De janeiro a abril de 2017, o Brasil importou US$ 10,7 bilhões e exportou US$ 4,3 bilhões em produtos químicos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as importações cresceram 5,4% e as exportações 13,5%. No acumulado dos últimos 12 meses (maio de 2016 a abril de 2017), o déficit é de US$ 22 bilhões, mesmo valor observado para o ano de 2016.


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Gente

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PIRELLI

PAUL HEMBERY Nomeado Presidente Executivo da Pirelli Consumer para América Latina

A partir de março de 2017, Paul Hembery tornou-se Presidente Executivo da Pirelli Consumer para América Latina, que conta com as unidades fabris da empresa na Argentina, no Brasil e na Venezuela. Hembery substitui Paolo Dal Pino que, desde outubro do ano passado, quando nomeado Chief Executive Officer mundial da Pirelli Industrial, mantinha a responsabilidade interina de Presidente Executivo da Pirelli Consumer para América Latina, região para a qual Claudio Passerini continua no cargo de Chief Operating Officer. Hembery, que entrou na Pirelli em 1992, dispõe de um longo percurso profissional na empresa e foi líder de diversas áreas, inclusive em nível internacional, sendo o último cargo de Diretor de Motorsport. A atividade de esportes a motor, que continua sob coordenação de Hembery, passa à responsabilidade de Mario Isola, na qualidade de responsável por Competições Car, e de Giorgio Barbier, responsável por Competições Moto, junto a Gianni Guidotti, responsável por Technical e Commercial Operations.

SOLVAY

MELISSA TSUTSUMI Assume a direção financeira da Solvay Coatis

A executiva Melissa Tsutsumi assumiu em maio a direção financeira 56- BORRACHAAtual

da unidade global de negócios Coatis do Grupo Solvay. Essa área de negócios, dirigida mundialmente a partir do Brasil, é a responsável pela produção e comercialização de Fenol e Derivados e de Solventes Oxigenados --- produtos largamente utilizados por indústrias dos setores de fundição e madeira, automotivo, tintas e vernizes e domissanitários, entre outros. Graduada em Administração de Empresas pela FEA – USP (SP) e com MBA em Finanças pela FIA -USP, Melissa Tsutsumi tem experiência de 19 anos na área financeira, tendo começado sua carreira como trainee na Rhodia, empresa que foi adquirida pela Solvay em 2011. Entre janeiro de 2000 a dezembro de 2004 ocupou a posição de coordenadora de Controlling da área Acetow (cabo de acetato de celulose) em Santo André (SP). Em janeiro de 2005 foi nomeada Controller da área de negócios Solventes Oxigenados da unidade global Coatis, função que exerceu até dezembro de 2009. Paralelamente, entre o período de janeiro de 2007 a julho de 2009, também foi Controller da Rhodia Energy Services, participando de projetos ligados à compra e produção de energia para a empresa e para terceiros, além da gestão financeira de projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa no escopo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto e na CCX Chicago Climate Exchange.

Em agosto de 2009 assumiu a posição de Head de Controlling da Unidade Global de Negócios Acetow, com sede em Freiburg, na Alemanha, tendo liderado equipes no desenvolvimento de diversos projetos ligados aos segmentos de finanças (projetos de investimentos, hedge e derivados, pricing, fusões e aquisições etc). Ocupou essa posição durante oito anos, regressando ao Brasil em 2017 para assumir a direção financeira da Solvay Coatis.

SABÓ

GILVAN SANTOS É o novo Gerente de Exportação

Completando 75 anos de mercado, a Sabó está ampliando seu qualificado time comercial e conta agora com mais um colaborador. Com experiência de mais de 17 anos no mercado automotivo, com uma carreira desenvolvida na área Comercial de Aftermarket e também em áreas técnicas, combinando experiências de vendas aos conhecimentos técnicos dos produtos, Gilvan Santos assumiu seu novo cargo e será responsável pelas vendas e pelo relacionamento com o mercado da América do Sul. Formado em Engenharia Mecânica pela FEI, com MBA em Marketing pela FGV e Pós-Graduado em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral, em sua trajetória passou por empresas como Mahle Metal Leve, Goodyear e PSA Peugeot Citroën.


Gilvan terá como foco alavancar os negócios da Sabó através do estreitamento da relação com os parceiros comerciais da marca na América do Sul, além do desenvolvimento de portfólio e estratégias específicas para atender as demandas locais desta região. “Chego com muita vontade de atender as expectativas da empresa e dos clientes, aplicando meus conhecimentos técnicos e comerciais adquiridos, sempre contando com o apoio do time Sabó”, declara Gilvan Santos.

business time, mostra e exposição tecnológica compõem a programação desta mostra tecnológica que reúne anualmente engenheiros e especialistas do setor, representantes do governo, universidades, lideranças empresariais e formadores de opinião ligados à engenharia da mobilidade.

DOW SIMEA 2017 Pasquotto é presidente de honra

BASF

MARTIN JUNG É o novo líder da unidade global de negócios de Tratamento de Superfícies.

EVONIK

CHRISTIAN KULLMANN Será o novo Presidente da Diretoria Executiva

Klaus Engel (60), Presidente da Diretoria Executiva da Evonik, entregou o cargo ao sucessor designado, Christian Kullmann (47) em maio. Engel deixa a empresa ao final da Reunião Anual dos Acionistas em 23 de maio de 2017, quando Kullmann então assume como Presidente. O Conselho Administrativo anunciou essas decisões após reunião realizada em 1 de março. Christian Kullmann trabalha na empresa há 14 anos e foi nomeado VicePresidente da Diretoria Executiva em maio de 2016. Suas responsabilidades incluem estratégia, fusões e aquisições, jurídico, comunicações e relações com os investidores. “Agradeço ao Sr. Engel por essa colaboração pautada em confiança”, disse Kullmann. “Estou feliz por poder assumir essa nova função e agradeço ao Conselho de Administração pela confiança que depositam em mim”.

A comissão organizadora, presidida por Marcelo Massarani (Poli/USP), indicou Luis Pasquotto como presidente de honra do XXV Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2017, a ser promovido pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva nos dias 12 e 13 de setembro, em São Paulo. Vice-presidente da Cummins Inc. e presidente da Cummins Brasil, Pasquotto vai contribuir com uma das mais importantes edições do evento que neste ano traz o tema “As Inovações da Indústria Automotiva para a Sociedade”. Engenheiro mecânico aeronáutico pelo ITA, com especialização em Finanças pela FGV, Pós Graduação em Administração de Negócios pelo INPG e MBA em Marketing Empreendedor pela ESPM-ITA, Luis Pasquotto é também vice-presidente da Câmara Americana do Comércio (Amcham Brasil) e membro do Board liderando o Comitê de R, além de membro do Board Executivo do Sindipeças e do Conselho do Grupo +Unidos (Grupo de Responsabilidade Social englobando mais de 100 empresas de origem Americana operando no Brasil). Considerado pelo setor como o principal palco de exibição tecnológica, fórum de negócios e o melhor ambiente de relacionamento e conhecimento para toda a cadeia automotiva, o SIMEA tem como principal objetivo a busca e apresentação de estratégias, soluções, técnicas e inovações para a mobilidade. Palestras, painéis de debates, mesa redonda, sessões técnicas, talk shows,

MARCUS KEREKES Assume a gerência de Novos Negócios e Sustentabilidade para Embalagens e Plásticos de Especialidades na América Latina

O negócio de Embalagens e Plásticos de Especialidades da Dow ganha o reforço de Marcus Kerekes, executivo com sólida experiência em Gestão de Marketing e Planejamento Estratégico. Marcus assume a gerência de Novos Negócios e Sustentabilidade dessa área com a missão de desenvolver novos modelos de negócios que agreguem valor para toda a cadeia do plástico, incluindo a transição para a circularidade e o combate ao desperdício de alimentos. Desde 2015 Marcus atuava como Gerente de Marketing da área de Consumo e Conforto também para a América Latina, dentro do negócio de Poliuretanos da Dow. Marcus ingressou na companhia em 2011 e em 2013 recebeu o prêmio global de vendas Pinnacle de Marketing, promovido pela Dow. No ano seguinte foi selecionado para participar do Programa de Intercâmbio Internacional da Dow (CEO International Exchange), assumindo a gerência de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da área de Microbial Control na Filadélfia (EUA). Marcus é bacharel em Administração de Negócios pela Faculdade de Mogi Mirim; possui pós-graduação em Marketing pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e em Administração de Empresas pela Thunderbird School of Global Management (Garvin School of International Management). O executivo também tem curso de extensão em Marketing Digital pela Harvard University. BORRACHAAtual - 57


Gente

58- BORRACHAAtual


BORRACHAAtual - 59


Matéria Técnica

Pós-Cura em Elastômeros Por: Luis Antonio Tormento

Pós-cura é geralmente mencionada nas fichas de dados técnicos dos elastômeros. A temperatura e tempo de pós-cura são determinados para que os "produtos voláteis" sejam eliminados corretamente. Mas em alguns tipos de elastômeros a pós-cura é utilizada para alcançar a menor deformação por compressão possível; podemos utilizar a pós-cura após a operação de moldagem, para obter um enlace menor entre as cadeias moleculares. No caso de peças grossas, estas devem ser levadas gradualmente para a temperatura de pós-cura solicitada; caso contrário, podem surgir fissuras – isto acontece principalmente no caso de peças de fluorcarbono.

Elastômeros de alto desempenho

Uma vez que as propriedades mecânicas das borrachas dependem fortemente do grau de cura, podemos encontrar

Muitos elastômeros resistentes ao calor, como materiais

gradientes controlados de graus de cura em artefatos

fluorcarbonados e de silicone, têm a necessidade de

espessos. Para atender a demanda, são necessárias

completar suas curas após a moldagem através de uma

considerações mais precisas para a cinética de cura e os

pós-cura em estufa para eliminar resíduos de peróxidos ou

controles de processo. Alguns materiais demandam uma

completar o processo de cura.

pós-cura em autoclave, dispositivo que geralmente utiliza vapor sob pressão para pós-cura dos componentes.

A etapa de pós-cura é também utilizada para eliminar os voláteis residuais formados durante o processo de

Um benefício adicional deste tipo de pós-cura é que

vulcanização - estes voláteis podem perturbar ou destruir

ele fornece uma "lavagem" abrangente dos produtos e

as reticulações químicas formadas a partir da cura e afetar

é frequentemente usado para terminar produtos para

negativamente as propriedades físicas finais.

alimentos ou aplicações farmacêuticas.

A cura posterior aumentará a resistência à tração,

Pós-Cura em borrachas de silicone

melhorará a deformação permanente e diminuirá o alongamento- portanto, a cura posterior poderá ser

Após a cura inicial do silicone, existem os subprodutos

necessária para atender às exigentes especificações de

(voláteis) deixados como produto das reações químicas que

propriedades físicas.

ocorreram. Para expulsar estes subprodutos, é necessário colocar o silicone em um forno estático e utilizar pós-cura

A maioria dos compostos de borracha feitos com

em alta temperatura por um determinado número de horas

elastômeros de alto desempenho requer uma "pós-cura"

-o tempo e a temperatura podem variar, mas o normal é de

após sua cura/vulcanização em processos normais, para

4 horas a 200°C.

obter ótimas propriedades físicas - por exemplo os FKMs; particularmente os FKMs curados com bisfenol necessitam obrigatoriamente da pós-cura.

Mas, quais benefícios efetivos a pós-cura oferece à borracha de silicone?

A etapa de pós-cura é normalmente realizada numa

Existem vários, todos derivados do fato de que a pós-cura

estufa de ar circulante (à pressão ambiente) durante 2 a 24

garante que qualquer coisa no silicone que possa reagir

horas a 150-250°C, dependendo do composto.

posteriormente, já reagiu e foi eliminada.

60- BORRACHAAtual


O produto fica estabilizado no que diz respeito às

Alongamento em função da pós-cura

mudanças que ocorrem nas propriedades físicas dos elastômeros devido ao envelhecimento natural. A partir do momento da reticulação química (às vezes referida como vulcanização), o ato de pós-cura efetivamente envelhece prematuramente o material! No início, isto parece ruim, mas ao fazer isso, a "taxa" de mudanças físicas que ocorrem durante o serviço será reduzida como resultado da pós-cura. As propriedades físicas de qualquer borracha caem à medida que ocorre seu envelhecimento por causas naturais ou por indução por qualquer número ou combinação de influências químicas, calor, pressão, ambiente etc. O tempo para curar o silicone depende de uma série de fatores, Estudos mostram que a maior queda nas propriedades

no entanto, depende principalmente de:

ocorre no início; depois, a redução começa a estabilizar. Um bom exemplo é a característica de alongamento à ruptura

- A concentração de agente reticulante químico

- após a cura inicial, o alongamento de um composto de

- A temperatura de cura

uso geral seria aproximadamente 410%. Após a pós-cura

- Método de cura utilizado

durante 4 horas a 200°C, o alongamento é reduzido para aproximadamente 370%, uma grande queda.

O processo de cura é essencialmente como qualquer outra reação química na medida em que um aumento na

No entanto, este elemento agora não vai reduzir tão rapidamente. Isso é muito importante na indústria

concentração química ou um aumento de temperatura aumentará o tempo de reação.

aeroespacial, onde, além das habilidades mecânicas dos silicones, o designer está preocupado com as mudanças

Pós-cura em borrachas fluoradas

que ocorrerão ao longo do tempo; por meio da pós-cura, podemos garantir que a "taxa" de mudança da propriedade

A pós-cura de FKM a temperaturas elevadas é usada para

ao longo do tempo possa ser reduzida. A maior queda nas

desenvolver a resistência máxima à tração e a resistência à

propriedades mecânicas do silicone sempre ocorre nas

deformação por compressão. As condições gerais de pós-

primeiras horas, à temperatura de serviço. A pós-cura

cura são 16 - 24 horas a 232-260°C. Não é recomendável

leva o silicone ao ponto em que a taxa de queda reduziu-

curar a temperaturas superiores a 260°C devido a efeitos

se ao mínimo, permitindo uma vida longa com desempenho

adversos sobre outras propriedades físicas.

razoavelmente constante.

Condições de pós-cura Por meio da pós-cura, destruímos os "voláteis" residuais, assegurando que o silicone seja adequado para uso em contato com alimentos.

Os vulcanizados de seção transversal "fina" são definidos como uma seção transversal de até 3/8 de polegada (9,5 mm); os de seção transversal "grossa", de 3/8 a 1

Ao garantir que qualquer coisa que pudesse tornar-se volátil à temperatura de serviço foi removida do silicone

polegada, e os de seções transversais "muito grossas" com mais de 1 polegada (25,4 mm).

durante a pós-cura, não haverá nada no silicone em serviço que possa escapar para o ambiente operacional, evitando

O tempo de cura da prensa e a temperatura variam com

possíveis problemas resultantes da contaminação cruzada

o composto, a forma da parte e o tamanho, e dependem

de silicone, embaçamento etc.

diretamente da velocidade de cura e do desenvolvimento

Pós-cura também torna o produto dimensionalmente estável.

de propriedades para desmoldagem.

BORRACHAAtual - 61


Matéria Técnica - Peças finas

Caso uma peça seja deixada resfriar

3- especificações que exijam baixa

até as condições ambiente, pode ser

deformação à compressão (Deformação

As peças de seção transversal fina

necessária uma cura mais longa. As

Residual após a compressão): também

não necessitam de condições especiais.

especificações ou os requisitos de

exigirão um pós-tratamento.

desempenho de campo determinarão

- Peças grossas Peça

com

se a cura posterior é necessária.

seções

transversais

grossas sempre requerem de 3 a 5 PHR de CaO. Além disso, uma peça muito grossa pode exigir curas mais longas a temperaturas mais baixas, para regular a quantidade de água liberada durante a cura em prensa e garantir que o centro da peça vulcanize corretamente. As

experiências

no

polegadas x 4 polegadas de diâmetro de fluorelastômero pode exigir 8 horas na prensa a 177°C, antes que o centro do cilindro atinja 163°C. Curar peças a uma temperatura muito

alta,

como

- Peças muito grossas

para aplicações bem específicas, seja para:

Os compostos não podem ser tratados com sucesso em seções

1 - garantir a estabilidade dimensional

transversais grossas ou muito grossas.

como é o caso de ACM, EVA, ECO/CO,

A cura geral recomendada é de até

etc.

177°C; seguindo as diretrizes, não é recomendada a cura a mais de 204°C,

2 - retirar materiais que eventualmente

e nem deve ser tentada.

possam vir a ser liberados no uso, contaminando ou causando problemas

laboratório

mostraram que um cilindro sólido de 8

204°C,

pode

resultar em reações exotérmicas e / ou encolhimento da peça devido à expansão térmica. Pós-cura de um artefato grosso tem

Assim sendo, a pós-cura pode ser aplicada a todos os tipos de borracha

de saúde. Em geral, peças vulcanizadas

Guia geral para pós-cura de fluoro-elastômeros:

por peróxido utilizam pós-cura para eliminar resíduos de vulcanização.

Fina

Grossa

Muito Grossa

Temperatura (ºC)

16-24 Hrs 16-24 Hrs

* * * * * ** Não recomendado Não recomendado

* * * * * Não recomendado Não recomendado Não recomendado

93º C 121º C 149º C 163º C 177º C 204º C 232º C 260º C

restrições semelhantes, uma vez que o artefato deve ser uniformemente aquecido

e

permitir

a

expansão

térmica, embora as reações reais de reticulação comecem a se tornar

Outras borrachas que utilizam pós-cura

significativas acima de 143°C. ser

utilizada

uma

materiais

que

utilizados

foram

auxiliares durante

taxa

no uso da referida peça.

aplicada nas seguintes situações:

de aquecimento de uma hora por polegada até atingir a temperatura

1- aplicações alimentares e médicas:

de vulcanização/cura. Se possível,

a pós-cura é muitas vezes necessária

as peças muito grossas devem ser

para "purificar" produtos moldados

Referências Bibliográficas

imediatamente após a cura na prensa,

2- produtos

resistência

a)

Literatura Dyneon (3M)

uma vez que o material expande na

química: eles exigirão uma pós-cura, que

b)

Literatura Momentive

temperatura de cura, e na pós-cura

proporcionará uma melhor resistência

c)

Literatura DuPont

mantemos essa expansão e a contração

às várias agressões químicas (óleos,

ocorre apenas no resfriamento.

solventes, ácidos)

submetidas à pós-cura, se necessário,

62- BORRACHAAtual

o

processamento e que são indesejáveis Em geral, a etapa de pós-cura é

Deve

3 - eliminar

com

boa


Frases & Frases

“Um riso sincero é um raio de sol em uma casa.” William Thackeray “O silêncio jamais traiu alguém.” Antoine de Rivarol

“Quem começa a ver muitas vezes tem que se fingir de cego para salvar-se.” Stanislaw Jerzy Lec

“Sempre sabemos o tamanho da Verdade, mas nunca o da Mentira.” Tony Flags

“Quem semeia ilusão colhe sofrimento.” Élie Ben-Gal

“Nada mais raro no mundo do que uma pessoa sempre suportável.” Giacomo Leopardi

“Ir pra cama cedo e levantar-se cedo torna um homem são, rico e sábio.” Benjamim Franklin

“O instinto leva-nos à ação, a inteligência nos paralisa.” Valentin Marcel Proust

“A Lua é o sonho do Sol.” Paul Klee

“As pessoas só vêem o que estão preparadas para ver.” Ralph Waldo Emerson “Se você quiser viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas e nem às coisas.” Albert Einstein “As ideias são forças.” Friedrich Nietzsche

“Um verdadeiro líder não precisa conduzir. Basta que ele mostre o caminho.” Henry Miller “Os homens cuja natureza não contém mais nada de feminino já não são completamente humanos.” Helge Krog “Deixar de ouvir a opinião de uma mulher é ficar surdo para a vida.” Charles Bright BORRACHAAtual - 63


Classificados

LT QUÍMICOS

Atuando nos mercados de Borracha e Plástico.

Trabalhando com uma ampla linha de produtos: -

Poliuretanos Sólidos para revestimento de cilindros, petróleo e calçados. Mídias para rebarbação criogência de peças de borracha. Mídias para limpeza de moldes. Equipamentos para rebarbação criogênica e para limpeza de moldes. Aditivos para PVC. Negro de fumo. Óxido de zinco ativo e nano óxido de zinco Av. Pedro Severino Jr. 366 - cj. 35 - São Paulo/SP info@ltquimicos.com.br - www.ltquimicos.com.br Tel: (11)

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2017 JUNHO • 10º Simpósio SAE BRASIL de Novos Materiais e Aplicações na Mobilidade - Seção São Paulo – São Paulo / BRASIL

06 e 07 – Informações: Regiane Prado - SAE Brasil: Tel. 11-3287 2033 / Ramal 106; regiane.prado@saebrasil.org.br; ou http://portal.saebrasil.org.br/portal/evento/ 10o-simposio-sae-brasil-de-novos-materiais-e-aplicacoes-na-mobilidade

OUTUBRO

• Adesão Borracha Metal - Modulus Assessoria Técnica e Treinamentos em Borracha – S. Paulo / BRASIL

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27 a 28 – informações: www.tyre-conferences.com - Katherine Hampson (Marketing): khampson@crain.com - Tel +44 (0) 208 253 9609 ; ou Donna Bushell: dbushell@crain.com / Tel +44 (0) 208 253 9626

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JULHO • 46º Congresso Mundial de Química – São Paulo / BRASIL

NOVEMBRO • Pré-jornadas para o XIV Jornadas Latinoamericanas de Tecnologia del Caucho – São Leopoldo/RS - BRASIL

06 e 07 – Informações: www.abtb.org e www.sltcaucho.com

09 a 14 -

informações: Tel: 11 4226-4443; treinamentos@modulusconsultoria.com.br modulus@modulusconsultoria.com.br; ou acesse www.modulusconsultoria.com.br

• I Seminário Internacional de Crosslinking via Peróxidos – Porto Alegre/RS - BRASIL

07 – Informações em www.retiloxseminario.vpeventos.com

AGOSTO • XIV Jornadas Latinoamericanas de Tecnologia del Caucho – Porto Alegre/RS - BRASIL • Estudo dos Elastômeros de EPDM - Modulus Assessoria Técnica e Treinamentos em Borracha – S. Paulo / BRASIL

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informações: Tel: 11 4226-4443; treinamentos@modulusconsultoria.com.br modulus@modulusconsultoria.com.br; ou acesse www.modulusconsultoria.com.br

SETEMBRO

08 a 10 – Informações: www.abtb.org e www.sltcaucho.com • Formação de Vendedor Técnico para o Mercado de Borracha - Modulus Assessoria Técnica e Treinamentos em Borracha – S. Paulo / BRASIL

09 e 10 – informações: Tel: 11 4226-4443; treinamentos@modulusconsultoria.com.br modulus@modulusconsultoria.com.br; ou acesse www.modulusconsultoria.com.br • I Seminário Internacional de Crosslinking Via Peróxidos – São Paulo/SP - BRASIL

• Iniciação à Tecnologia da Borracha - Modulus Assessoria Técnica e Treinamentos em Borracha – São Paulo / BRASIL

14 e 15 – informações: Tel: 11 4226-4443; treinamentos@modulusconsultoria.com.br modulus@modulusconsultoria.com.br; ou acesse www.modulusconsultoria.com.br

• Rubbertech CHINA 2017 – Shangai / CHINA

20 a 22 – Informações: www.rubbertech-expo.com

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Zeon

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Edição 130  

Revista Borracha Atual Edição 130