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PI Outubro | Novembro 2024

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GUIA III

34 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – OUT-NOV. 2024

Nova pesquisa feita junto aos transformadores por injeção mostrou que aumentou o uso de células robotizadas no chão de fábrica, e também da manufatura aditiva (impressão 3D), utilizada principalmente para o desenvolvimento de produtos. evantamento realizado no setor de transformação de plásticos por injeção, para atualização do guia de empresas que atuam nesta área, mostrou que aumentou o uso de tecnologias para manufatura aditiva (impressão 3D) no desenvolvimento de produtos nos parques fabris das empresas participantes. A pesquisa de 2024 apontou que 72,09% delas estão usando manufatura aditiva, principalmente para a realização de prototipagem rápida, enquanto o percentual no levantamento de 2023 era de 54,17%. Também foi constatado que 27,91% das empresas que colaboraram com a sondagem de 2024 possuem robôs manipuladores. Neste caso, houve uma ligeira redução no uso desse tipo de tecnologia, tendo em vista que o percentual apontado na pesquisa do ano anterior era de 33,33%. Mas o setor continua a se movimentar em se tratando do uso de robótica industrial no seu dia a dia. Falando da situação atual, 58,33% das entrevistadas contam com de 1 a 4 robôs em suas linhas de produção, enquanto 33,33% possuem de 12 a 25 robôs e um percentual de 8,34% conta com até 36 robôs manipuladores.

Questionadas sobre a presença de células robotizadas em seus parques fabris, 11,62% das companhias afirmaram possuí-las – o que indica um aumento do uso desse tipo de tecnologia, já que em 2023 o percentual era de 10,42%. As células robotizadas estão sendo destinadas à execução de tarefas como soldagem, estampagem, contagem e embalamento de peças plásticas, por exemplo. Além disso, 4,65% das empresas informaram que atualmente também utilizam robôs colaborativos na sua produção. O uso de recursos digitais nos processos produtivos, os quais estão alinhados com os conceitos da Indústria 4.0, também foi um dos tópicos da nova pes´ quisa. Os recursos de computação em nuvem, sistemas MES ( Manufacturing Execution System , ou sistema de gerenciamento de processos produtivos, em tradução livre) integrados a sistemas ERP (Enterprise Resource Planning, ou traduzindo para o português, planejamento dos recursos da empresa), automação robótica e Internet das Coisas (IoT) são os que mais estão em uso em suas plantas fabris. Também foram mencionados sistemas de cibersegurança, de aprendizagem de máquina

(machine learning) e recursos para análise de Big data no ambiente de produção, cujo uso ainda se encontra em menor escala em comparação com os recursos abordados anteriormente. No entanto, 51,16% das participantes do levantamento têm planos de investir em recursos digitais para o chão de fábrica nos próximos anos. Aportes de 3% a 30% do faturamento devem ocorrer nos próximos cinco anos na maioria das empresas. Uma parcela das entrevistadas, porém, pretende fazê-lo no período de dois a quatro anos, ao passo que prazos mais longos estão no horizonte de algumas delas. A disposição para investimentos em decorrência da Lei da Depreciação Acelerada (PL 2/2024), que visa à modernização do parque fabril brasileiro, foi um dos tópicos da pesquisa de 2024. Perguntadas se a lei vai influenciar os planos de aquisição de novas máquinas e equipamentos para a fabricação de produtos plásticos nos próximos dois anos, cerca de 41,87% das companhias disseram sim, ao passo que 58,13% afirmaram que a lei não vai alterar seus planos de aquisição de equipamentos.


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