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MM Agosto | Setembro 2023

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Agosto/Setembro 2023

Sandvik lança fresas de topo para usinar ligas de níquel Alta resistência mecânica, à corrosão e a variações de temperatura são algumas das características das ligas de níquel, bastante difundidas em aplicações de engenharia. Trata-se, porém, de um material desafiador em termos de usinagem, com potencial de adesão a ferramentas de corte e presença de partículas abrasivas dentro da estrutura da liga. Por isso a produtividade tende a ser baixa, mesmo usando-se ferramentas de metal duro, e um complicador é o fato de a complexa geometria das peças a serem usinadas normalmente exigir maior alcance da ferramenta. Esses desafios da usinagem de ligas de níquel motivaram a sueca Sandvik Coromant, que tem unidade brasileira em Jundiaí (SP), a desenvolver a linha de fresas de topo cerâmicas Coromill 316, especialmente projetadas para as condições de trabalho com esse material, que impõe muitas exigências aos engenheiros de produção.

Notas & Informações

De acordo com testes feitos pela empresa, as fresas de topo cerâmicas podem proporcionar de 20 a 30 vezes mais velocidade de usinagem em comparação com as ferramentas de metal duro para operações como faceamento e fresamento de cantos. Esse desempenho está associado em grande parte ao fato de essas fresas manterem sua dureza sob as altas temperaturas que são típicas da usinagem de ligas à base de níquel. O substrato cerâmico das fresas de topo cria condições de corte diferentes das observadas em ferramentas de metal duro. Sua composição química de óxido de alumínio e nitreto de silício (Al203+Si3N4) é uma combinação que promove alta resistência ao desgaste, mesmo sob temperaturas elevadas. Por isso a fabricante recomenda que as ferramentas sejam usadas sob altas rotações (pelo menos 13.000 rpm). Outras recomendações incluem a prática do fresamento concordante, bem como uma trajetória que mantenha a ferramenta em contato constante com o material. www.sandvik.coromant.com/en-gb

Foto: Sandvik Coromant

Grafeno em superfícies metálicas Foi anunciada recentemente a assinatura de um acordo entre a WEG e a CSN, que trata da cooperação tecnológica entre as duas empresas para o desenvolvimento de produtos à base de grafeno para uso em componentes metálicos, dentre eles um revestimento com propriedades aprimoradas. O acordo foi elaborado pela CSN Inova, braço de inovação da companhia siderúrgica, e a área de inovação da WEG Tintas. O resultado tem sido maior resistência e durabilidade, com o consequente aumento da vida útil das peças em que o revestimento é aplicado. O projeto está em fase piloto, e os testes em escala industrial estão previstos para começarem ainda em 2023, com a aplicação do material na superfície do aço produzido pela CSN em Araucária (PR). “A CSN e a WEG já mantêm um relacionamento comercial de longa data, que agora se estreita ainda mais por meio dessa cooperação tecnológica. Temos certeza de que o codesenvolvimento dessa nanotecnologia será mais uma parceria de sucesso entre as empresas e irá alavancar o uso do grafeno no aço, em inúmeras aplicações”, destacou Felipe Spiri, head de Gestão de Inovação e Desenvolvimento de Tecnologias na CSN Inova. O grafeno faz parte de uma família de materiais de nanocarbono. Ele consiste em um arranjo bidimensional de átomos de carbono ligados entre si formando um padrão hexagonal semelhante a um favo de mel, que dá origem a uma série de materiais denomi-


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