INFORMATIVO AMC 18

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Da esquerda para direita, Dr. Fernando Melo, Dra. Inês Melo, Dr. Osmiro, Dra Francisca Lucia do Carmo, Dr. Aurillo Rocha e Dra. Izabela Cavalcanti Dr. Aurillo Rocha - presidente da AMC e Dr. Lucena Júnior - presidente eleito da SAEC.

LANÇAMENTO EM 15 DE FEVEREIRO

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O FEVEREIRO ROXO

tratamentos que podem ajudar a controlar os sintomas. Além dos tratamentos com remédios temos um foco muito grande nos tratamento não-medicamentosos. Fisioterapia, acompanhamento psicológico, atividades físicas tem apresentado resultados superiores.

O Lúpus é uma doença autoimune crônica que pode atingir diversos órgãos e sistemas. Pode ser uma condição de diagnostico complexo por causar uma grande variedade de sintomas. Afeta milhões de pessoas em todo o mundo e é bem mais comum em mulheres do que em homens.

O Fevereiro Roxo é o mês dedicado à conscientização sobre duas doenças importantes na reumatologia, o Lúpus e a Fibromialgia. Aumentar a conscientização sobre o lúpus e a fibromialgia é importante, pois essas doenças são mal compreendidas e podem ser muito debilitantes para quem sofre delas.

A Fibromialgia é uma condição crônica que causa dor generalizada e sensibilidade em várias partes do corpo. Afeta milhões de pessoas em todo o mundo e é mais comum entre as mulheres. Embora a causa exata ainda não seja conhecida, acredita-se que uma combinação de fatores genéticos e ambientais pode estar na origem deste problema.

Os sintomas podem variar muito de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem dor crônica, fadiga e distúrbios do sono. Outros sintomas podem incluir dores de cabeça, depressão e síndrome do intestino irritável. O diagnóstico pode ser difícil pois não existe nenhum teste ou exame que seja confirmatório.

Não há cura para a fibromialgia, mas existem

As causas exatas do lúpus ainda não são totalmente conhecidas. O lúpus ocorre quando o sistema imunológico ataca tecidos e órgãos saudáveis, causando inflamação e danos. Os sintomas mais comuns incluem dor e inchaço nas articulações, alterações cutâneas, fadiga e sensibilidade a luz. Os sistemas mais comuns afetados são o músculo esquelético, a pele e o sistema renal.

Não há cura definitiva para o lúpus, mas existem tratamentos disponíveis para ajudar a controlar os sintomas e prevenir crises. Nos últimos anos tivemos a chegada de novos medicamentos com diferentes abordagens e mecanismos de ação. A comunidade científica tem feitos grandes avanços na pesquisa de novas linhas de tratamento e as promessas para o futuro são animadoras.

É de grande importância educar a comunidade sobre os sintomas e o impacto dessas doenças. Também é vital desfazer mitos arraigados sobres estas doenças. Ao divulgar o Lúpus e a Fibromialgia durante o Fevereiro Roxo, podemos contribuir para um maior conhecimento geral e melhorar a qualidade de vida das pessoas que lutam contra estas doenças.

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Presidente da Sociedade Cearense de Reumatologia Dr. André Xenofonte Cartaxo Sampaio

PERDER A MEMÓRIA É NORMAL?

A demência é causada por alterações no cérebro, que ocasionam perda de memória, inicialmente. Quando o comprometimento se agrava, o idoso perde até a habilidade de comer e de se vestir. A evolução da doença de Alzheimer é lenta e progressiva e seu diagnóstico é feito quando há comprometimento importante a ponto de interferir nas atividades diárias da pessoa.

Dra. Andréa Gondim

Médica Geriatra

Pessoas idosas costumam se queixar de esquecimento. Muitas vezes, alta carga de estresse, uso de medicações inadequadas e deficit de atenção podem causar prejuízos à memória. Entretanto, não devemos entender que esquecimento seja uma característica do envelhecimento.

Existem causas potencialmente reversíveis para as alterações cognitivas, como doenças da tireoide, hematomas, deficiência de vitamina B12, depressão, tumores benignos, neurossífilis e hidrocefalia. Por isso, as causas de esquecimento devem ser investigadas assim que o sintoma se manifesta. Por outro lado, há as síndromes demenciais irreversíveis, e a mais comum é a doença de Alzheimer, que não tem cura; entretanto, é possível evitar que sua evolução ocorra de forma dramática, com uso de medicamentos. Essa doença acarreta perda de funções como memória, orientação, atenção e linguagem.

Os tratamentos dependem do diagnóstico e visam a oferecer ao paciente e à sua família uma melhor qualidade de vida. Para isso, é importante o acompanhamento de uma equipe formada por vários profissionais, capaz de oferecer todo o suporte necessário para o bem-estar do idoso e de seus familiares.

SINAIS DA DOENÇA DE ALZHEIMER

(ABRAZ): A pessoa repete as mesmas perguntas

Esquece onde guardou as coisas

Esquece datas comemorativas

Não sabe onde está e o ano em que está

Não reconhece parentes e pessoas conhecidas

Ouve vozes, enxerga coisas que não estão acontecendo, acredita estar sendo perseguida Tem insônia e alteração do apetite.

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Dr. Ivan de Araujo Moura Fé, recebendo o certificado de patrimônio AMC.
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Dr. Ivan de Araujo Moura Fé, é sócio desde 1974.

Com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre o modelo de atuação das cooperativas de especialidade médica e sensibilizar os médicos quanto aos desafios do mercado de saúde no Brasil e no Ceará, ocorreu na última sexta-feira, 3, a primeira edição do Sou + COOP, com o apoio da Associaçao Médica Cearense, patrocinado pela Sicredi Ceará, Unimed Fortaleza e SESCOOP Ceará.

O evento visou integrar residentes com as cooperativas de especialidade médica, crédito e trabalho. Com público estimado em mais de 300 profissionais médicos, residentes do último ano em formação e entidades convidadas a iniciativa contou com palestras interativas abordando temas como “Mercado de Saúde: Oportunidades e Ameaças” e “Por que abraçar a cooperativa médica de especialidade e o cooperativismo de crédito?”. As palestras foram ministradas pelo Dr. Eduardo Vidal presidente da COOPANEST e Dr. Elias Leite, da Seguros Unimed, respectivamente.

“A ideia do evento surgiu com alguns diretores de cooperativas que pensaram em mostrar o cooperativismo na pratica, nao só para quem já é cooperado, mas quem ainda vai entrar no mercado de trabalho.” como explica Doutor Eduardo Vidal, presidente da COOPANEST.

O momento também apresentou aos participantes o modelo do cooperativismo de crédito, através do Sicredi como uma alternativa ao modelo convencional dos bancos.

“Esse evento é o primeiro de muitos, além disso é uma experiencia fantastica juntar as 14 cooperativas médicas e ainda contar com a participacao da Sicredi e da Unimed Fortaleza”, pontua Nicédio Nogueira, Presidente da OCB Ceará.

Da esquerda para direita, Dr. Ricardo Pessoa, Dr. Marcos Aurelio, Dra. Izabela Parente o Autor e Dr. Isaac Furtado

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CAUSO MÉDICO: A FISIOLOGIA DO PINHEIRO X A BIOQUÍMICA DO RAMOS

mestre João Ramos em reuniões reservadas, no tocante aos seus respectivos setores de estudo, quis tornar pública a “rivalidade” de conteúdo, dizendo:

– Professor João Ramos, quando é que o senhor vai se convencer de que a

Bioquímica que você leciona não passa de um capítulo da Fisiologia?

Dr. Marcelo Gurgel

Membro SOBRAMES

Por volta de 1955, no prédio do Instituto Evandro Chagas da Faculdade de Medicina, da recém-inaugurada Universidade Federal do Ceará, o Prof. João Ramos estava ministrando uma aula da sua cadeira de Bioquímica aos acadêmicos do segundo ano, quando foi interrompido pelo seu dileto amigo Prof. Aloísio Pinheiro, o catedrático de Fisiologia, que pondo a cabeça junto à porta, saudou-o:

– Bom dia, Prof. João Ramos.

– Muito bom dia, Prof. Aloísio – secundou o colega, sinalizando para que o outro entrasse.

O Prof. Aloísio Pinheiro atendeu ao convite e direcionou à turma um sonoro:

– Bom dia, caros alunos.

– Bom dia, professor – responderam, em uníssono, os discentes.

O Prof. Aloísio, que costumava provocar o

A resposta não se fez por esperar, com aquele que se tornaria um intrépido bombardeador de nuvens e abnegado fazedor de chuvas, o Prof. João Ramos, que de pronto retrucou:

– Sim, já me convenci, é um capítulo da Fisiologia – e arrematou – aliás, o único.

O alunado caiu na gargalhada, enquanto o Prof. Aloísio Pinheiro bateu em retirada. Depois disso, os docentes continuaram grandes amigos e a suposta rixa científica entre eles desapareceu.

Fonte: SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. 2.ed. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 144p. p.43.

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