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Foto: Ana Cláudia Bohler

Edição nº15 | 2018

APM ENTREVISTA DR. XENOFONTE MAZZINI

Encontro discute atual perfil da Ginecologia e Obstetrícia com profissional dedicado à Medicina e ao ensino ELEIÇÕES APM 2017

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

HOMENAGEM

Nova diretoria toma posse e inicia trabalhos

Hospital Regional recebe certificação da ONA

Classe médica se despede de Dr. Mangeon, de SJC


ÍNDICE

Rua Engenheiro Fernando de Mattos, 134 Centro - Taubaté /SP (12) 3632.3818 E-mail: taubate@apm.org.br Site: apmtaubate.com.br Facebook: APM-Taubaté_Oficial Instagram: @apmtaubate

Fachada da sede Regional Taubaté Foto: Interativa Mix

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DIRETORIA Presidente: Dr. Camillo Soubhia Junior Vice-presidente: Dr. Auro Fábio Bornia Ortega 1º Secretário: Dr. Oscar Cesar Pires 2º Secretário: Dra. Luciana da Cruz Noia 1º Tesoureiro: Dr. Marcos Roberto Martins 2º Tesoureiro: Dr. Ronaldo Abraham Diretor Científico e Cultural: Dr. Flavio Luiz Lima Salgado Diretor Social: Dr. José Paulo Pereira Delegado: Dr. Izac Alessandro B. de Souza

EDITORIAL Dr. Camillo Soubhia Junior

OPINIÃO Dr. José Paulo Pereira

REGIONAL CAMPOS DO JORDÃO Dr. Nelson Guimarães Proença

09 ELEIÇÕES APM 2017

CONSELHO FISCAL Titular: Dra. Maria Tereza Torres Frota Titular: Dr. Pedro José Chiavegato da Silva Titular: Dr. Jorge Miguel Kather Neto Suplente: Dr. Milton Gauch Suplente: Dr. Antônio Javier Salan Marcos Suplente: Dr. Ailton Augustinho Marchi

10 CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL 12 CAPA 16 HOMENAGEM CREMESP 20 Dra. Silvana Morandini

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REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Dr. David Alves de Souza Lima

23 REGIONAL GUARATINGUETÁ Dr. Antonio Diniz Torres

ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO 24 DIRETÓRIO DABM

EXPEDIENTE Secretária APM: Denizi Morais Jornalista responsável: Ana Cláudia Bohler/ MTB: 57.484 Designer: Aline Gonzaga de Campos

Esclarece-se que as colunas assinadas nesta publicação não condizem, necessariamente, com a opinião da diretoria da APM. Desta forma, fica registrado que as opiniões emitidas nos referidos textos são de exclusiva responsabilidade dos autores.

26 EMPREENDIMENTO 30 LITERATURA | HUMOR 32 CLUBE DE BENEFÍCIOS

Periodicidade: Trimestral Tiragem: 600 exemplares Circulação: Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte | SP Impressão: Resolução Gráfica - Taubaté | SP

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EDITORIAL

Foto: Box Criativo

APM sempre atuante Por: Dr. Camillo Soubhia Junior Presidente APM Regional Taubaté

P

rezados colegas,

Em fevereiro, tivemos a honra de receber em nossa sede o Dr. Xenofonte Mazzini, médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia. O Dr. Xenofonte dispensa apresentações, pois a sua trajetória profissional é amplamente conhecida e respeitada em Taubaté. A entrevista que realizamos com o colega, a qual exibiremos nas páginas seguintes, é esclarecedora, pois mostra um pouco do perfil do médico que ele é, sempre atuante na sua área específica e também muito envolvido com o ensino médico dentro da Unitau. A ele, registramos os nossos agradecimentos pela visita. Também gostaria de destacar a Frente Parlamentar da Medicina, instituição que tem por objetivo defender os interesses médicos, através de suas associações, junto dos congressistas nacionais. A exemplo de outras frentes

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parlamentares, como a Ruralista, que hoje tem grande expressão na defesa de reivindicações dos envolvidos com a área rural, a Frente Parlamentar da Medicina vai prestar um apoio imprescindível na aprovação de projetos do interesse médico. Em recente reunião na APM SP, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta, do DEM, um dos articuladores do projeto, explicou como será a rede de atuação. Ainda sobre a atuação em benefício da classe, é preciso citar que muitos colegas sócios da APM ainda não têm conhecimento total sobre as vantagens que a entidade oferece para facilitar o dia a dia do médico. São inúmeros os tópicos deste capítulo, e nas próximas edições da revista “Médicos do Vale” iremos detalhar cada segmento e os privilégios que eles agregam aos associados. São benefícios materiais que se traduzem em economia e conforto. Com cada um deles que o afiliado se envolver, tipo plano de saúde, seguro de carros, consultórios, etc, sempre haverá o nome da APM como garantia.

Para finalizar, gostaria de citar que a APM apoiou o grupo dos Otorrinolaringologistas de Taubaté, que denunciou a pressão exercida por uma operadora de planos de saúde no final do ano passado. A maioria dos colegas não gostou das inovações propostas, sentindo que não era economicamente favorável a eles. A APM Taubaté imediatamente solicitou apoio junto ao Departamento de Defesa Profissional da APM SP, que também agiu com presteza, realizando uma reunião com superintendentes da empresa do plano de saúde. O resultado foi que, até o momento, os médicos não mais foram pressionados pela operadora e continuam trabalhando normalmente. Até o presente momento, a APM continua no aguardo de manifestação por parte da empresa. Espero que apreciem a nossa revista.

Saúde!

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REGIONAL CAMPOS DO JORDÃO

Vacinas

Ensinar, Aprender, Educar Por: Dr. Nelson Guimarães Proença

Por: Dr. José Paulo Pereira

Diretor Científico – Associação Médica Jordanense Membro da Academia de Medicina de São Paulo Ex-Presidente da APM e da AMB

Diretor Social APM Regional Taubaté

A

s crianças têm medo de injeções. Naturalmente aquilo é uma agressão. Como imaginar alguém pegar uma agulha e furar o braço das pessoas? Com o tempo isto acaba se tornando natural e não há um ser humano que nunca tenha se submetido a isto. Mas, tudo o que envolve Medicina e saúde sempre gera desconfiança. Pessoas acham que remédio faz mal, e que é melhor tomar chá do raizeiro do mercado. Misturar remédios, jamais. Toma um a cada meia hora, senão seria fatal. Lembro-me de quando era criança, lá na roça, e um amigo do meu tio, militar e enfermeiro, Sr. Azevedo, levava vacinas para todos. Alguns dos primos se embrenhavam no canavial e só apareciam quando a fome apertava. Acabavam todos vacinados e saudáveis. Graças a isto, o índice de mortalidade e a expectativa de vida mudaram radicalmente desde este tempo. Na mortalidade infantil, então, nem se fala. As criancinhas fortes, sadias, bonitinhas, morriam por diarreia, pneumonia e, principalmente, por complicações

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das doenças evitáveis. A mortalidade por sarampo, poliomielite e outras doenças era muito grande. Desde Oswaldo Cruz que as vacinações passaram a ter uma importância fundamental na saúde pública. Epidemias de Varíola, Febre Amarela, Gripe Espanhola dizimavam populações. As coisas foram mudando e muitas destas doenças estão erradicadas. Quando tudo parecia resolvido, veio a Dengue. Foi um desastre visto e sentido por todos. Grande parte da população se conscientizou da importância de evitar os criadouros dos mosquitos e os últimos índices estão menores, embora ainda muito grandes e preocupantes. Mas, vejam bem. Imaginem esta ameaça de Febre Amarela junto com a epidemia de Dengue de dois anos atrás? O vírus da Febre Amarela ainda não chegou ao mosquitinho da Dengue. Valem promessas, rezas, despachos ou tudo o que puder ser feito para que isto não aconteça. Por isto me lembrei das vacinas da minha infância. As pessoas perderam o

medo e estão abarrotando os Postos de Saúde, à procura daquela agulhadinha que tanto repugnavam quando eram pequenas. E, vejam as contradições: agora a bendita vacina pode, em alguns casos, fazer mal. Há um medo generalizado, não mais nas crianças, mas nos velhos, contrariando tudo o que já tínhamos discutido sobre desconfiança nas coisas da saúde. E, mesmo para os médicos, esta desconfiança faz sentido. O cidadão está sadio e vai ao consultório procurando uma orientação. O médico libera e o infeliz tem uma reação mais forte. Como saber? O fato é que se a população se vacinar, não haverá disseminação da doença. E os velhinhos evitando a visita a matas, bosques, parques, etc., estarão livres. Acredito que isto irá acontecer. Aproveitem para irem ao quintal e verificarem se não tem água parada. Deem uma olhadinha no quintal dos vizinhos, porque se houver o Aedes por aí, tudo isto pode ser balela.

O

s muitos anos vividos acumulam experiência; levam-me hoje a olhar de modo diferente os fatos que compõem o nosso cotidiano. À luz desta experiência, procuro não apenas olhar - e julgar - de modo crítico, mas procuro também entender e interpretar os fatos de modo analítico.

assim se faz o Aprendizado e se amplia o Conhecimento. Neste aspecto, a comunicação virtual está apta para cumprir plenamente a missão de Ensinar.

Analisar e não apenas criticar. Buscar respostas que permitam encontrar o caminho certo, que evitem a repetição de situações indesejáveis, de atos que me parecem impróprios.

Destaque-se agora: seres humanos tem uma vida social, e esta não é apenas um desdobramento destes verbos. A vida em Sociedade depende essencialmente do verbo Educar. Todos nós precisamos ser educados de modo humano, para convivermos com nossos semelhantes.

Feitas estas considerações iniciais, passo agora a abordar um tema que me traz preocupações, e está relacionado com o fantástico desenvolvimento das telecomunicações. A tecnologia da telecomunicação ainda está longe de atingir seus limites; cada dia nos traz algo novo, antes inimaginável. As novas gerações estarão cada vez mais dependentes do ensino através da comunicação virtual, fenômeno universal e irreversível, que precisa ser corretamente aproveitado e otimizado. A mente humana consegue captar as informações virtuais que são transmitidas e as fixa,

Acabamos de utilizar três verbos correlatos, que são pertinentes àquilo que queremos analisar: ensinar, conhecer, aprender.

Os instrumentos virtuais de comunicação social não impõem limites para referenciar a relação entre os poucos que transmitem e os milhões que recebem. Tudo é transmitido, tudo é permitido, a prática acompanha a corrente de pensamento que se auto-intitula “Politicamente Correta”.

Foto: Reprodução

Foto: Raquel Marques

OPINIÃO

os mais fracos, isto era natural. Tribos mais fortes dizimavam as tribos mais fracas, isto era natural. Sexo entre machos e fêmeas era praticado à vista de todos, isto era natural. Todos os componentes do grupo assim se comportavam, assim era o correto. E não é exatamente isto que está sendo copiado e transmitido hoje, como se fosse um modelo de vida, da vida atual e da vida futura? Foram necessários centenas de milhares de anos para o que o “animal homem” passasse à condição de “ser humano”. Somente nos últimos dez mil anos é que a Humanidade se diferenciou e se tornou o que ela é hoje, buscando um convívio social mais civilizado.

Vamos agora olhar para o passado, voltando nos milênios.

Agora chego ao ponto que me preocupa. Pergunto a mim mesmo: os veículos de comunicação social, hoje tão bem aparelhados e utilizados para transmitir Conhecimento e Ensino, estão promovendo Educação Social? Mais ainda, estão capacitados para promover essa Educação?

A espécie animal que descendeu dos macacos - a que foi denominada espécie humana - era tão primitiva quanto seus ancestrais. Os mais fortes da tribo dominavam

A pergunta procede, pois robôs precisam apenas ser bem programados, já os seres humanos precisam ser educados para conviver socialmente.

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ELEIÇÕES APM 2017

Diretoria recém-eleita inicia 2018 com novos projetos A nova gestão da APM Taubaté iniciou 2018 com os ânimos revigorados para empenhar maiores esforços na defesa dos interesses da classe médica e na promoção de melhorias dos serviços prestados. A primeira reunião ordinária do ano aconteceu na noite do dia 29 de janeiro. Membros da diretoria encontraram-se na sede da entidade para traçar estratégias e discutir projetos que nortearão os próximos meses de trabalho.

Projeto ATUALIZE

EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA

TAXAS:

Associação AMJ e contratados PSF/ Campos do Jordão são isentos de pagamento Programa anual: R$200,00 Programa semestral: R$120,00 Inscrições por jornada: R$40,00

10/03 – METABOLISMO E ENDOCRINOLOGIA

Nutrição Enteral e Parental Vitamina D: Mitos e verdades Prof. Sérgio Alberto Rupp de Paiva

19/05 – PSCODERMATOLOGIA

Classificação das Psicodermatoses Dermatoses Devidas a Respostas Fisiológicas Exaltadas Dermatoses Desencadeadas e / ou Agravadas por Influência Emocional Dermatoses Produzidas por Atos Compulsivos Patomimia Cutânea Condições Psiquiátricas que Primeiro Consultam o Dermatologista Prof. Nelson G. Proença (Apresentador) Prof. Samuel Mandelbaun (Comentador)

07/04 – DOR CRÔNICA

Dor Pélvica Crônica Profª Telma Regina M. Zakka Recursos Terapêuticos em Dor Prof. Nilton Alves Lara Júnior

09/06 – EMERGÊNCIAS

Uso / Indicações de Câmara Bariátrica Medidas Essenciais a Serem Decididas e Adotadas em Casos de Emergência, Antes do Envio do Paciente para Hospital de Referência Profª. Marisa D’Agostino Terapia Intensiva – Conduta em Queimados Prof. Luiz Philipe Molina

Local das Jornadas:

Auditório do Hospital São Camilo Informações: (12) 3664-3705 8

2018

Em complemento, reforçamos a opinião de que é essencial que os médicos estejam unidos para fortalecer a categoria e criar estímulos para a luta em defesa da profissão.

menintene pasobre profis-

Os colegas que ainda não tiveram a oportunidade de visitar a APM, estão todos convidados para nos fazerem uma visita. Será uma satisfação recebê-los e acolher novas ideias e sugestões.

Também se falou sobre a necessidade de se convocar os médicos do município para discutir temas polêmicos relacionados à área da Saúde, em busca de soluções junto ao poder público e às entidades médicas. Um dos importantes casos citados foi a crise no serviço hospitalar da cidade.

ELEIÇÕES 2017 Em 31 de agosto do ano passado, afiliados compareceram à sede da Regional Taubaté para participar do processo eleitoral da APM. A única chapa inscrita, nomeada “Defesa da Classe”, foi eleita.

Na ocasião, estiveram presentes: Dr. Camillo Soubhia Junior, Dr. José Paulo Pereira, Dr. Oscar Cesar Pires, Dr. Jorge Miguel Kather Neto, Dr. Milton Gauch e Dr. Ronaldo Abraham. O presidente da entidade, Dr. Camillo

A reunião de posse aconteceu no dia 20 de novembro e contou com a presença dos diretores Dr. Camillo Soubhia Junior, Dr. Jorge Miguel Kather Neto, Dr. Marcos Roberto Martins, Dra. Maria Tereza Frota e Dra. Luciana da Cruz Noia, além de membros do Diretório Acadêmico do curso de Medicina da UNITAU.

Foto: Ana Cláudia Bohler

Convidamos a todos os colegas para prestigiarem mais uma edição do Projeto Atualize. A Associação Médica Jordanense / Regional APM, em parceria com Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, Sociedade Beneficente São Camilo, e Associação Paulista de Medicina - Regional Taubaté, rigorosamente selecionou os temas e os professores que contemplarão as jornadas didáticas deste ano, a fim de contribuir com o aperfeiçoamento profissional dos participantes envolvidos. A seguir, divulgamos a programação referente ao primeiro semestre de 2018.

Entre os tópicos debatidos, cionou-se o propósito de se sificar a realização de cursos lestras, na sede da Regional, temas da área médica para sionais e acadêmicos.

Soubhia Junior, reiterou o propósito de modernizar a APM através da participação dos jovens médicos. “Precisamos do apoio da nova geração para trazer novos conceitos à APM. É fundamental conhecermos os seus interesses para que possamos nos adaptar à sua realidade e às suas expectativas”, defendeu.

DIRETORIA

Presidente: Dr. Camillo Soubhia Junior Vice-presidente: Dr. Auro Fábio Bornia Ortega 1º Secretário: Dr. Oscar Cesar Pires 2º Secretário: Dra. Luciana da Cruz Noia 1º Tesoureiro: Dr. Marcos Roberto Martins 2º Tesoureiro: Dr. Ronaldo Abraham Diretor Científico e Cultural: Dr. Flavio Luiz Lima Salgado Diretor Social: Dr. José Paulo Pereira Delegado: Dr. Izac Alessandro Batista de Souza

CONSELHO FISCAL

Titular: Dra. Maria Teresa Torres Frota Titular: Dr. Pedro José Chiavegato da Silva Titular: Dr. Jorge Kather Netto Suplente: Dr. Milton Gauch Suplente: Dr. Antônio Javier Salan Marcos Suplente: Dr. Ailton Augustinho Marchi As demais Regionais vinculadas à 3ª Diretoria Distrital também realizaram processos eleitorais no ano passado e elegeram novas gestões. Nova composição das Regionais:

CAMPOS DO JORDÃO

Presidente: Dr. Miguel Grisi Junior

CARAGUATATUBA

Presidente: Dr. Pedro Norberto dos Santos

CRUZEIRO

Presidente: Neil Riani Nogueira Junior

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

No primeiro encontro ordinário de 2018, estratégias e metas foram estabelecidas pela nova diretoria

Presidente: Dr. David Alves de Souza Lima

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CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

Hospital Regional atinge nível de ‘Excelência’ em certificação de qualidade

Foto: David Bargom

O Hospital Regional do Vale do Paraíba, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foi contemplado com a Acreditação de Excelência pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A Certificação coloca o HR no patamar de outras 31 unidades sob gestão estadual, em São Paulo. Os números comprovam o processo de melhoria contínua e investimentos nos últimos anos. De 2009 a 2017, o número de consultas mais que dobrou (106%); o volume cirúrgico aumentou 62% e os exames diagnósticos tiveram um acréscimo de 25%.

Selo: Divulgação / Comunicação Hospital Regional do Vale do Paraíba

Referência em média e alta complexidade na região, incluindo tratamento contra o câncer, o hospital também tem aumento expressivo de procedimentos de Oncologia, no período, com crescimento de 36% em sessões de Quimioterapia e 48% de Radioterapia.

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Além disso, desde 2012, cerca de R$11 milhões foram investidos e aplicados em equipamentos e infraestrutura, como por exemplo, na reforma de Unidades de Internação e Terapia Intensiva, Pronto Atendimento Adulto, duas novas salas cirúrgicas (totalizando 14) e aquisição de novos e modernos de equipamento de angiografia e hemodinâmica. Atualmente o HR conta com mais de 1.500 colaboradores e um quadro de 321 médicos ativos. A unidade é referência para a Região Metropolitana do Vale do Paraíba, com um total de 2,4 milhões de habitantes.

HOSPITAL REGIONAL DO VALE DO PARAÍBA CERTIFICADO nº 0280/016/062 VALIDADE: 01/12/2020

IB E S Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde

Referência em média e alta complexidade, o Hospital Regional registra mais de 1.500 colaboradores e um quadro de 321 médicos ativos

Etapas da certificação na ONA A ONA é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos que promove um processo constante de avaliação e aprimoramento nos serviços de saúde e, dessa forma, busca melhorar a qualidade da assistência no país. O processo de acreditação é pautado por três princípios fundamentais: voluntário (a unidade de saúde que opta por ser avaliada), periódico (avaliações constantes durante o pe-

ríodo de validade do certificado) e reservado (as informações coletadas pela organização no processo de avaliação não são divulgadas). O HR iniciou sua trajetória na ONA em 2009, quando obteve a primeira Certificação no quesito Segurança. Já o nível 2 foi obtido em 2011, atestando a gestão integrada e, nesta última etapa, a definição dos trabalhos de gerenciamento de resultados e ciclos de melhoria.

HR em números

2009

2017

4.841 cirurgias

7.845 cirurgias

467.048 exames

585.643 exames

51.637 consultas

106.466 consultas

54.408 procedimentos de Oncologia

79.074 procedimentos de Oncologia

Fonte: Comunicação Hospital Regional do Vale do Paraíba

Quality Cancer Care: Recognizing Excellence


CAPA

EncontrodiscuteatualperfildaGinecologiaeObstetrícia com profissional dedicado à Medicina e ao ensino Considerado um dos médicos mais influentes de Taubaté, Dr. Xenofonte Mazzini atendeu o convite da APM e compareceu à sede da Regional na noite do dia 26 de fevereiro. Reunido com a diretoria da entidade, da qual estiveram presentes Dr. Camillo Soubhia Junior, Dr. José Paulo Pereira, Dr. Oscar César Pires, Dr. Marcos Roberto Martins, Dr. Auro Fabio Bórnia Ortega e Dra. Maria Tereza Frota, Dr. Xenofonte debateu não somente sobre Ginecologia e Obstetrícia, sua especialidade médica, mas também sobre o atual rumo da Medicina e a municipalização do Hospital Universitário de Taubaté. A entrevista foi bastante dinâmica e repleta de informações e opiniões. Convidamos-lhe a apreciar o texto, que se encontra a seguir: APM Taubaté: O seu nome é bastante curioso. Qual é a origem dele? É grego? Dr. Xenofonte: Sim, Xenofonte é um nome grego. Não tem um significado específico, mas se for analisado filologicamente, “xeno” é “estrangeiro” e “fonte” é “origem”. Ou seja, “origem de coisas estrangeiras”. Há alguns anos estive na Grécia e achei um “Xenofon”, nome que também não era muito comum.

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APM Taubaté: Em que momento surgiu o seu interesse pela atividade médica? Dr. Xenofonte: Eu sou paulistano, morei no Ipiranga até os 14 anos de idade. Depois, minha família e eu nos mudamos pra São Caetano do Sul, onde fiz o ginásio. Em Santo André, fiz o colegial. Sempre tive certa tendência para a área de Biológicas, pois gostava de mexer com dissecção de animais, atividades que os alunos costumavam a fazer no colégio. Assim que terminei o colegial, decidi prestar vestibular para Medicina. Aos 18 anos, ingressei na faculdade, em Botucatu. APM Taubaté: Como foi o início da sua trajetória na Medicina? Dr. Xenofonte: No último ano, o internato podia ser dividido e eu optei por ir para São Paulo. Foi um momento muito interessante, pois fiz o internato no Hospital Municipal, na Rua Vergueiro, onde tinha um grande movimento. Comecei a frequentar a maternidade no quarto ano. A G.O (Ginecologia e Obstetrícia) era uma especialidade que trazia a questão do nascimento, que me encantou, e também a questão da cirurgia, que também era um fator forte no meu anseio pela Medicina. Prestei concurso de residência no Hospital do Servidor e no HC (Hospital das Clínicas). Na época, passei nos dois concursos. Por aconselhamento do Dr. Paulo Goff, colega aqui da região, optei por cursar a residência no Servidor, onde fiz um ano de Cirurgia Geral e depois

Fotos: Ana Cláudia Bohler

APM ENTREVISTA DR. XENOFONTE MAZZINI

muito massificada, até por conta do fator econômico que entra em jogo. O médico que se dispõe a acompanhar um trabalho de parto de quatro ou cinco horas no hospital, está deixando de fazer alguma coisa lá fora. Então, naturalmente, a tendência é fazer a cirurgia. Eu acho que vamos chegar a um ponto mais equilibrado da Obstetrícia, porque agora estamos com muitos programas de âmbitos nacional, institucionais, que estão limitando as cesáreas.

mais dois anos de G.O. Foi ótimo! Terminei a residência em 1973. APM Taubaté: O que motivou a sua vinda para Taubaté? Dr. Xenofonte: Eu tinha dois colegas de turma aqui em Taubaté, o Dr. Lenine Garcia Brandão e o Dr. Antonio Mari. Na época, quem coordenava a Ginecologia era o Dr. Paulo Emilio junto com o Dr. Motta. Eles precisavam de alguém que fizesse Oncoginecologia, e meus colegas me indicaram. Eu vim para cá em julho de 1974. Quando cheguei à cidade, o Dr. Paulo me orientou e sugeriu que eu fizesse, na época, um vínculo com a Irmandade, pegasse um serviço de prevenção de câncer, e também desse um plantão. Morei um mês na faculdade, em um apartamento perto do Anfi 5. Depois de um mês, mudei-me para Taubaté e fui ficando ao longo dos anos. Vinculeime à Faculdade de Medicina, a qual se mudou para Universidade em 1982. Pouco tempo depois, houve uma nova eleição e fui eleito Diretor pelos anos de 1983 e 1984. Por detalhes políticos que eu não concordava em relação à administração, pedi desligamento da Universidade em 1984. Fiquei 15 anos longe da Universidade e, enquanto isso, fiquei no HC, em São Paulo, e me dediquei aos estudos para defender a minha tese de pósgraduação. Depois que defendi a

Renomado Ginecologista de Taubaté, Dr. Xenofonte Mazzini visitou a APM para um bate papo com a diretoria da entidade

tese, fui direto para doutorado, concluído em 1992. Em 1998, seis anos depois deste doutorado, a Universidade chamou-me de volta. Na época, o reitor era o Nivaldo Zollner e o Milton Chagas era o superintendente da Fust. Fiz o concurso em janeiro e assumi o cargo em fevereiro de 1999. De lá para cá, continuei na Universidade coordenando a G.O. Há três anos, fui levado para a direção da Faculdade. Fizemos uma eleição e elegemos o Gregório como o chefe das disciplinas da G.O, e eu fiquei na direção da Faculdade até os dias de hoje. E, neste imbróglio todo, sempre tive a minha clínica privada. Também trabalhei durante muitos anos no serviço público, antigo INAMPS APM Taubaté: Tornando esta conversa menos acadêmica, qual é o índice de cesarianas, atualmente, em Taubaté? Dr. Xenofonte: Eu vim de uma Escola vaginalista, a qual incentivava o parto normal. Quando vim para Taubaté, fiquei

conhecido por “aquele que fazia parto normal”. Então, eu tinha uma incidência bastante baixa de parto cirúrgico, uma média de 15%. À medida que os anos foram transcorrendo, os conceitos das pessoas foram mudando e a Obstetrícia também mudou muito. Além disso, houve uma mudança social, porque havia o medo do parto, o medo da dor, a diminuição do número de filhos, a segurança social da cesárea, a comodidade do obstetra, enfim, diversos fatores. Havia também o conceito de que o parto estragava a região genital da mulher. Na verdade, as mulheres perderam alguns hábitos físicos e, por isso, o assoalho pélvico está diferente. Não dá para fazer uma comparação entre uma índia e uma caucasiana, pois os hábitos de comportamento físico, como a cócoras, auxiliam muito o assoalho pélvico. Hoje, eu ainda acompanho no hospital trabalhos de parto de três, quatro, cinco horas, mas muito menos do que antigamente. Mas ainda faço bastante partos, mas vejo que a nossa especialidade está num processo de extinção. Eu entendo que a Obstetrícia acabou sendo

APM Taubaté: A Faculdade de Medicina de Taubaté tem formado muitos Obstetras por ano? Dr. Xenofonte: Não, não tem. Até mesmo o Brasil está formando menos Obstetras. O consumo físico em G.O continua sendo um dos maiores em termo de estágio, segundo o que os alunos falam. É o mais elogiado no internato, porém é o último que eles querem como opcional. Em G.O, os alunos praticam atividades psicomotoras, operam, fazem partos, dão ponto. Mas, no finalzinho do sexto ano, que na verdade é o décimo segundo período, os alunos querem um ritmo mais calmo para poder estudar para a residência. Por isso, eles preferem fazer Clínica Médica e outras matérias que caem nas provas. APM Taubaté: A Medicina como profissão de sacrifício, de doação, está se extinguindo. Você concorda? Dr. Xenofonte: Disso eu não tenho a menor dúvida. Na verdade, os novos médicos estão perdendo o compromisso com o paciente, estão perdendo a escuta. O paciente entra no consultório e já sai com uma receita na mão com um pedido de exame. Hoje em dia, infelizmente, há uma medicina de “metas”. Evidentemente, há exceções.

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Fotos: Ana Cláudia Bohler

do Hospital, a situação foi por água abaixo. Mesmo em reuniões em que se precisava discutir posturas, o pessoal não comparecia. Até que se chegou num ponto insustentável, e todo mundo saiu. Eu não quero mais fazer parte de lá.

Os presentes debateram temas polêmicos da área da Saúde, como a municipalização do HU e a atual situação do Hospital São Lucas

APM Taubaté: Antigamente, nós fazíamos reuniões aqui na APM e a sede enchia de gente. Todo mundo discutia os problemas da época. Atualmente, a adesão é muito baixa. O pessoal de hoje não tem a mesma preocupação do que os colegas de antes. Qual a sua opinião acerca desta falta de interesse pelo associativismo? Dr. Xenofonte: Eu acho difícil fazermos uma análise absolutamente precisa sobre isso. Acho que a situação é multifatorial. Primeiro, porque as pessoas não estão sensibilizadas, e eu digo isso por observação em reuniões científica. Promovemos grandes eventos e quase ninguém participa. É um desinteresse coletivo. Eu acho que estamos vivendo em um momento de isolamento individual. Dr. Xenofonte: Posso ler um texto que redigi para reflexão? APM Taubaté: Claro que pode! Dr. Xenofonte: “Prezados colegas, quero colocar algumas questões para que possamos refletir. Nós, médicos, estamos habituados a exagerar no exercício da nossa profissão. Quando nos dispomos a trabalhar no período noturno,

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historicamente achamos que devemos descansar por algumas horas durante o nosso plantão. Imaginem os senhores se nos turnos noturnos de qualquer montadora, só para exemplificar, os funcionários dividissem os horários? Acreditam que a empresa aceitaria? Cer tamente, não! Por que nós seremos diferentes de quaisquer funcionários? Temos salários como eles, jornada de trabalho como eles, enfim, somos tão funcionários como. A opção de trabalhar a noite é nossa. Quando estamos em regime de plantão, período noturno é tão impor tante quanto o diurno. Vamos refletir sobre nossas opções”. APM Taubaté: Excelente colocação! APM Taubaté: Você tem acompanhado a crise do Hospital São Lucas? Dr. Xenofonte: Eu fui coordenador da maternidade de lá na época em que o Hospital era da Unimed. Fizemos um programa, estipulamos alguns quesitos e montamos um grupo. Fazíamos reuniões e o pessoal comparecia. Com o passar do tempo, as coisas foram mudando e o ambiente começou a ficar complicado. Depois da chegada do novo comprador e administrador

APM Taubaté: Sobre o Hospital Universitário, qual é a sua expectativa dele ser municipalizado? Dr. Xenofonte: Eu tenho duas opiniões. Uma opinião é como Diretor de Departamento e a outra opinião é como Xenofonte. Como Diretor de Departamento, a minha preocupação é estritamente pedagógica. Não me importa quem seja o gestor, o que me preocupa é a interferência na questão pedagógica. Eu, Xenofonte, se fosse prefeito, batalharia pelo Hospital Universitário. Eu teria que privilegiar os habitantes da minha cidade. APM Taubaté: Neste ano, haverá eleições para a escolha da nova Reitoria da Unitau. Qual é o seu envolvimento com este processo eleitoral? Dr. Xenofonte: Fui convidado por um dos reitoráveis para ocupar o cargo de pró-reitor, mas não há nada decidido por enquanto. O processo eleitoral ainda está sendo iniciado. APM Taubaté: Nós estamos programando uma reunião com o reitor, aqui na APM, para tratar deste assunto. APM Taubaté: Xenofonte, ainda temos muitos assuntos para debater, mas, por hoje, encerramos a nossa conversa. Foi uma honra contar com a sua presença aqui na APM, e gostaríamos de recebê-lo muitas outras vezes. Dr. Xenofonte: Eu quem agradeço a oportunidade. Será uma satisfação retornar a APM e ter outros encontros, como esse, com vocês.

Tradição e seriedade a serviço da boa medicina.

(12) 2123.9200

Central Analítica Rua Dr. Urbano Figueira, 100 Centro – Taubaté – SP

Taubaté

Caçapava

Jacareí

Av. Independência, 650 (12) 3681.3990

Av. Coronel Manoel Inocêncio, 577 - Centro (12) 3653.2992

Rua João Américo da Silva, 325 - Centro (12) 3951.9475

Pindamonhangaba

Guaratinguetá

Caraguatatuba

Rua Dr. Frederico Machado, 109 - Centro (12) 3642.1066

Rua Visconde de Guaratinguetá, 227 (12) 3132.3100

Av. Anchieta, 196 Centro (salas 12,13 e 14) (12) 3883.1468

Campos do Jordão

São José dos Campos

São José dos Campos

Av. Dr. Januário Miráglia, 608 Abernéssia, 1.536 – Salas 4/5 Centro Comercial AMC (12) 3662.3894

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São Paulo

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HOMENAGEM

O legado de Dr. Mangeon para a Medicina e para a comunidade

Afiliado à APM, recebeu a titulação de sócio remido por manter-se associado à entidade por mais de 30 anos. Pela Câmara Municipal joseense, foi condecorado com o título de “cidadão honorário” no ano de 2015. Entristecidos com a despedida, nós, da Associação Paulista de Medicina - Regional Taubaté, registramos nossos sinceros pesares à esposa, Sra. Cordélia, aos filhos Renata e Henrique, e ao demais familiares e amigos.

Após alguns anos de internato, já cursando o então científico, despertou o interesse e se destacou nas matérias de biologia e química. Foi nessa época que lhe surgiu o sonho de ser médico. Em 1965, foi admitido na Faculda-

de de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Já cursando o 4° ano, decidiu especializar-se em Otorrinolaringologia. Em 1970, buscando maior aprimoramento, iniciou a residência médica em outra instituição de grande prestigio, a Escola Paulista de Medicina (UNIFESP / EPM). Em 1971, a convite do Prof. Dr. Pedro Luiz de Mangabeira Albernaz, então chefe titular do Departamento de Otorrinolaringologia da Escola Paulista de Medicina, foi convidado para ser um dos organizadores do primeiro curso de Otorrinolaringologia da Universidade de Taubaté (UNITAU), onde também exerceu a atividade de professor.

Foto: Henrique Mangeon

A convite da Regional Taubaté, Henrique Mangeon, filho do médico, prestou uma homenagem ao pai narrando sua trajetória profissional no texto que segue:

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que tão bem o acolheu. Aqui, o jovem médico, recém-casado com a Sra. Cordélia Oliveira Castro Mangeon, deu início não só à sua realização profissional, como também à familiar, com a chegada do primogênito Henrique e posteriormente de sua filha Renata.

A partir desta data, iniciou, então, o que considerava uma relação de amor com o Vale do Paraíba,

Ao saudoso Dr. Mangeon, rogamos pelo seu descanso eterno e corroboramos nossos agradecimentos pelo brilhante empenho destinado aos preceitos éticos da Medicina, e pelo precioso legado construído em nome do ensino, da saúde e da sociedade.

“Carlos Henrique Mangeon nasceu em 13 de Abril de 1943 na cidade de Carmo, no estado do

Uma bela imagem do Dr. Mangeon realizando um procedimento cirúrgico no Hospital Policlin, em São José dos Campos, em 2001

Em 2015, Dr. Mangeon recebeu o título de cidadão honorário de São José dos Campos, em cerimônia realizada na Câmara Municipal

especialidade aqui na região, junto com outros colegas foi convidado a fazer parte do corpo clínico e da chefia dos departamentos de Otorrinolaringologia de renomadas instituições médicas de São José dos Campos, como o Hospital Nossa

Senhora de Fátima (1972 a 1982), a Santa Casa de Misericórdia (1976 a 1978), e o Hospital Policlin (1976 a 2013). Paralelamente, tornou-se médico concursado do Instituto

Em 1972, após convite do Dr. Hiroshi Takitani, médico e fundador da Clínica São José, assumiu a chefia do serviço de Otorrinolaringologia desta instituição. Mas, havia ainda muito trabalho a ser realizado, já que a população local carecia de um profissional especialista na área de Otorrinolaringologia. Enquanto continuava seu aprimoramento, foi concursado como membro efetivo da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL / CCF) no ano de 1974. Mediante à paixão e à dedicação atribuídas à profissão, além dos desafios e das carências da

Foto: Cordélia Mangeon

Renomado Otorrinolaringologista atuante em São José dos Campos, dedicou sua carreira médica ao atendimento de pacientes da cidade e de todo o Vale do Paraíba, e ao exercício de cargos como professor, chefe de distintos departamentos, e proprietário de uma consagrada clínica particular no bairro Jardim Esplanada.

Rio de Janeiro, onde passou a sua primeira infância. Era filho da Sra. Carmen Amorim Mangeon, professora, e do Sr. Henrique Ferreira Mangeon, funcionário da Usina Hidroelétrica da Ilha dos Pombos. Aos 11 anos, foi perguntado pelo seu pai se queria ficar na Ilha dos Pombos, fazer um curso técnico e por lá se tornar um eletricista, ou se queria estudar fora, fazer faculdade e se tornar o que ele quisesse. O menino Carlos decidiu pela segunda opção e iniciou a trajetória estudantil no renomado Instituto Metodista Granbery, localizado na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais.

Foto: Henrique Mangeon

No último dia 6 de fevereiro, despedimo-nos de Dr. Mangeon.

Em registro à honraria recebida pelo Legislativo Joseense, Dr. Mangeon posa ao lado do filho, Henrique

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Mas a Medicina prima por uma vida de dedicação e de estudos continuados. Sempre fazendo parte de cursos, congressos e grupos de estudos, foi um dos colaboradores no artigo “Rinofaringite Infantil: Terapêutica Comparativa por via Retal”, na publicação “A Folha Médica”, de 1971, e no artigo “Cyst in Vocal Fold of a Singer: Report of a Case”, publicado no “24th International Association of Logopedics & Phoniatrics Congress”, realizado pela Radboud Universiteit Nijmegen, da Holanda, no ano de 1998. Sua contribuição se expandiu além da área médica, e se somou à Odontologia, na qual fez parte como Professor convidado do Centro de Oclusão e Articulação Temporomandibular (COAT ), da Faculdade Paulista de Odontologia Julio de Mesquita Filho (UNESP - Campus de São José dos Campos), desde 2006.

Foto: Henrique Mangeon

Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INPS), no período de 1975 a 1977.

Acompanhado da esposa, Sra. Cordélia, desfrutando de um passeio no sítio de amigos no ano de 2017

após longos 44 anos de exercício, dedicação e de amor a uma profissão, que contou com empenho pessoal, familiar e com uma profunda confiança daqueles que ao longo de seu caminho fizeram parte de sua vida, se despediu do exercício da Medicina com o sentido de ter cumprido o juramento feito no dia

de sua formatura. Em 15 de maio de 2015, recebeu da Câmara Municipal de São José dos Campos o título de “Cidadão honorário”, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à comunidade joseense.”

Desde o início do sonho que começou no ano de 1965, esse cidadão fluminense de coração joseense, médico e cirurgião,

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Foto: Autor desconhecido

No ano de 2000, após 30 anos de formado, no dia exato de sua formatura, 10 de julho, inaugurou a Clínica Mangeon, especializada em Otorrinolaringologia. Mais que um consultório médico, ali o Dr. Carlos Henrique Mangeon concretizou um sonho. Fez com o mesmo esmero e carinho de quem constrói a sua própria casa, uma das referências não só como instalação, mas um local onde o paciente contava com modernos e precisos equipamentos para o diagnóstico de seu problema. Mais do que isso, o paciente contava com o princípio básico da Medicina que consiste em dar ao indivíduo, conforto, bem-estar físico, mental, psicológico e social.

Juntamente da esposa, Dr. Mangeon fez uma viagem a Bogotá, na Colômbia, em 2016, para visitar a filha Renata (ao centro)

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Foto: Reprodução

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO CREMESP

dico brasileiro, mas é uma resolução que expõe a maneira como as diretivas são tratadas e interpretadas até o presente momento. De acordo com a resolução, somente maiores de 18 anos ou os emancipados poderão usufruir das diretivas antecipadas. Para uma efetividade no cumprimento da declaração, as diretivas antecipadas de vontade registradas no prontuário médico deverão também ser

Testamento Vital Por: Dra. Silvana Morandini

registradas em cartório. É importante realçar que existe uma diferenciação entre pacientes em estágio terminal e com cuidado do fim da vida. O primeiro refere-se a pacientes que se encontram em estado de avaliação médica bem realizada, tendo como diagnóstico meses de vida ou até mesmo uma razoabilidade para seus tratamentos paliativos. São pacientes que necessitam de terapias específicas, como radioterapia, quimioterapia,

entre outras. Já os pacientes em cuidados ao fim da vida são aquelas pessoas que já passaram por toda a etapa de diagnóstico, e que resta pouco menos de uma semana para seu óbito. Nestes casos, a equipe médica que está assistindo o paciente deverá priorizar quais tratamentos paliativos deverão ser realizados para possibilitar melhores condições clínicas, evitando dores, ansiedade e proporcionando ao paciente uma morte digna e serena.

Conselheira CREMESP

Como obstetra, escuto a queixa de muitas mães de “primeira viagem” de que o bebê vem sem manual técnico, e sobre a insegurança para lidar com aquela vida tão frágil. Do mesmo modo, como uma médica nos quase quarenta anos de exercício profissional, presencio colegas inseguros em sua conduta diante de um paciente ou parente em fase terminal de vida. Ainda que a morte seja a única certeza da vida. Por essa razão, é difícil sustentar a existência de um direito de morrer. Contudo, a medicina e a tecnologia contemporânea são capazes de transformar o processo de morrer em uma jornada mais longa e sofrida do que o necessário, impondo a questão sobre se nesta hora o ser humano deve poder exercer a sua autonomia para que a morte chegue na hora certa, sem sofrimento inútil e degradante. Assim, seguindo uma evolução histórica, admite-se hoje que, observadas as circunstancias aceitas pela sociedade e assessorada por regulamentações éticas, toda pessoa tem direito a uma morte digna e também tem direito de expressar a sua vontade enquanto estiver saudável. Neste sentido, o Testamento Vital é elaborado de forma escrita por pessoa plenamente capaz e men-

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talmente lúcida. Neste documento, a pessoa expressamente declara a sua vontade em relação aos tipos de tratamentos clínicos que desejaria receber, ou não. Ele será válido em ocasiões em que se encontrar doente e, por consequência desta doença, não for mais detentora de sua plena capacidade de escolha e de sua autonomia de vontade entre submeter-se ao tratamento médico ou simplesmente optar por tratamentos paliativos à procura de uma morte digna. Porque o Testamento Vital não se encontra tipificado no ordenamento jurídico da constituição brasileira, diante da necessidade de disciplinar a conduta em face da terminalidade da vida e face à atual relevância da questão da autonomia do paciente no contexto da relação médico-paciente, o Conselho Federal de Medicina elaborou a resolução nº 1.995/12. Esta resolução define diretivas antecipadas de vontade (Testamento Vital) como o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pelo paciente, sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, sua vontade. Determina que nas decisões sobre cuidados e tratamentos de pacientes que se encontram incapazes de comunicar-se, ou de expressar de maneira livre e independente suas vontades, o médico levará em consideração suas diretivas antecipadas de vontade. Ressalta que caso o paciente tenha de-

signado um representante para tal fim, as informações do paciente serão levadas em consideração pelo médico, que o médico deixará de levar em consideração as diretivas antecipadas de vontade do paciente ou representante que, em sua análise, estiverem em desacordo com os preceitos ditados pelo Código de Ética Médica. Normatiza a prevalência das diretivas antecipadas do paciente sobre qualquer outro parecer não médico, inclusive sobre os desejos dos familiares. Assim sendo, obriga o médico a registrar, no prontuário, as diretivas antecipadas de vontade que lhe foram diretamente comunicadas pelo paciente. Esclarece que não sendo conhecidas as diretivas antecipadas de vontade do paciente, nem havendo representante designado, familiares disponíveis ou falta de consenso entre estes, o médico recorrerá ao Comitê de Bioética da instituição, caso exista, ou, na falta deste, à Comissão de Ética Médica do hospital ou ao Conselho Regional e Federal de Medicina para fundamentar a sua decisão sobre conflitos éticos, quando entender esta medida como necessária e conveniente. É oportuno ressaltar que a resolução 1.995/2012 não legalizou as diretivas antecipadas de vontade, pois é sabido que o Conselho Federal de Medicina não possui competência para legislar no ordenamento jurí-

Foto: Divulgação Cremesp

A

ntes de iniciar o assunto que preparei para vocês, quero desejar um feliz 2018 com muita paz e realizações.

Há 13 anos, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) avalia e prepara facultativamente os recém-formados em Medicina, com o objetivo de aperfeiçoar o ensino oferecido, através do Exame do Cremesp. Desde outubro de 2017, uma petição online tem como meta alcançar um milhão de assinaturas para serem encaminhadas ao Congresso Nacional e, desta forma, pressionar pela aprovação de uma Lei que tor-

ne obrigatório o Exame para recém-formados e seja aplicado em todo o país, assim como ocorre no Exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A prova é aplicada por meio de teste cognitivo, abrangendo as áreas essenciais da Medicina, e é composta por 120 questões de múltipla escolha, contendo as áreas de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Pública, Epidemiologia, Saúde Mental, Bioética e Ciências Básicas. Alunos de Medicina

de todo o país podem participar do Exame do Cremesp. O Exame do Cremesp é uma importante ferramenta para garantir que os estudantes tenham os conhecimentos necessários para exercer a profissão, oferecer parâmetros de desempenho às escolas, bem como assegurar a qualidade na assistência à saúde da população. Fonte: CREMESP

ACESSE: www.cremesp.org.br 21


REGIONAL GUARATINGUETÁ

Falando de vinho... As bebidas adequadas para este verão

A importância da doação Por: Dr. David Alves de Souza Lima

Por: Dr. Antonio Diniz Torres

Presidente Regional SJC

N

o dia 13 de dezembro de 2017, a APM São José dos Campos fez a entrega dos presentes de Natal (roupas e brinquedos) na Creche Patronato Nossa Senhora Aparecida. Nossa entidade já participa do Natal Solidário há muitos anos. Este ano, participei do processo de arrecadação dos presentes para as crianças da creche e senti a dificuldade para conseguir atender a todas as crianças: quando o Natal se aproxima, todos esperam algo... As pessoas fazem as doações, mas preocupadas com seus inúmeros problemas, vividos no dia a dia, muitas vezes não percebem como o seu “pequeno-grande” gesto de doar um brinquedo ou uma roupa faz a diferença para elas mesmas, tanto quanto para aquela criança que irá receber. Depois de muito trabalho, no final tudo deu certo. Foi um pro-

cesso interessante, um tanto quanto exaustivo, mas que felizmente atingiu seu objetivo maior - arrecadar presentes para TODAS as crianças da creche, sem exceção. Para mim, que tive a oportunidade de estar presente na entrega dos presentes, foi muito gratificante. Fomos muito bem recebidos por todos da creche com olhares e sorrisos. A agitação das crianças denunciava a alegria do sonho se realizando. A energia contagiante permeia a alma de quem participa. Assim, quer me parecer que o mais importante, valioso ou interessante, ou seja lá o que for, é que quem doa um presente, estando presente ou não quando a oferta acontece, por certo é o maior beneficiado. A vivência da doação, entregar os presentes, é muito boa. Quem tiver a oportunidade de participar de eventos como este, participe! O doador por si só estará fazendo um bem a si próprio

Cardiologista

e ao outro também. Nilton Bonder (ouvi dele próprio numa de suas palestras) coloca que o “looser” (o perdedor) é a pessoa que está no carrão blindado num semáforo e olha, com escárnio, para o mendigo que pede esmola. Conversando com pessoas que fazem trabalho voluntário, que ajudam outras pessoas, ajudam por ajudar, vejo que esses são os vencedores, pois vivenciam a experiência da doação de si próprios, o que traz muito mais retorno do que “gastos”. Já estamos nos preparando para a Páscoa. A APM São José dos Campos fará arrecadação semelhante para a entrega de ovos de chocolate a crianças de famílias carentes. Desejamos aos colegas de Taubaté e seus familiares e pacientes um 2018 repleto de solidariedade e com muita saúde.

A

no Novo, velhas questões!

E nas conversas de corredor repete-se a pergunta: “Como tomar vinho neste calor? Este nosso verão!” As safras dos vinhos e as dúvidas na hora da compra. Seguindo essas observações, resolvemos reabordar esses dois assuntos. Ledo engano pensar que por estarmos no verão tropical do nosso país não podemos nos refrescar degustando um bom vinho. Tenho dito que a vinicultura nacional só tem melhorado e hoje oferece uma grande variedade de vinhos, que terminam por atender as demandas do dia a dia. É obvio que não devemos beber um vinho tinto de grande estrutura e com alto teor alcoólico sentado ao lado da piscina a 40°C. Mas podemos e devemos saborear um bom vinho branco, mais simples, menos alcoólico e de frescor incomparável. Este vinho tem temperatura de serviço mais baixa, devendo ser servido em torno de 8º a 10°C. Se aproveitarmos que somos hoje um país produtor de muitos bons espumantes, com temperatura de serviço de 5º a 7°C, podemos encontrar aí o companheiro ideal de uma tarde ensolarada.

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Deixo uma dica interessante para os que desejam uma bebida mais doce, o clássico coquetel Kir Royal, preparado com uma dose de licor de Cassis em uma taça de champanhe que deverá ser completada com o espumante. Desta forma, saudaremos o verão entusiasticamente de forma refrescante e certamente elegante. Não podemos esquecer os vinhos roses, que também são uma boa pedida para estes dias. Por sua vez, temos que lembrar que há vinhos tintos com menos corpo, mais leves e bem frutados que também podem acompanhar-nos nos dias de verão. Em relação às safras dos vinhos, sugiro um desapego do jargão “vinho quanto mais velho melhor”. Isto é verdade, mas para os grandes vinhos, aqueles que para serem degustados e revelarem todo seu potencial necessitam de “tempo de guarda”. Estes vinhos são ícones, são sonho de consumo de todo apreciador de vinho, mas têm valores elevados mesmo nas vinícolas que os produzem. Os famosos vinhos franceses, os tops das grandes vinícolas, são comercializados a mais de US$ 100/garrafa. Nestes casos, a safra é muito importante, pois os anos são classificados em melhores e piores em termo de colheita, fazendo com que alguns vinhos nem sejam produzidos. Essas uvas são utilizadas para vinhos mais simples, de consumo mais rápido, sem condição de “guarda”, e haverá uma grande

expectativa na próxima colheita para se verificar a possibilidade de produzir um grande vinho. Para nós que gostamos de vinho, que consideramos que uma refeição não é completa se não for acompanhada por uma taça de vinho, é claro que esses grandes vinhos são desejados, mas não para todo dia. Para esse consumo “fisiológico”, diário, as safras dos vinhos não têm a função de destacar grandes colheitas, e sim de mostrar a “idade” do vinho. A grande maioria dos vinhos quando é engarrafada e colocada em comercialização, já se encontra própria para o consumo. A preocupação na hora da compra é verificar a condição da garrafa: se está exposta adequadamente, em lugar seco, fresco, com pouca luz, ao abrigo do sol. Como estes vinhos não tem potencial de “guarda”, ou seja, não vão evoluir nem melhorar com o tempo, devem ser bebidos o quanto antes. Particularmente, na prática, recomendo que não tenham mais de três anos.

Foto: Google Creative Commons

Foto: Gilberto Freitas

REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Sei que o assunto não deve ter se esgotado, e que cada um tem ou deverá ter a sua própria opinião. Mas o que desejo é que todos possam saborear um vinho com seus amigos e familiares, não esquecendo que se “in vino veritas in aqua sanitas”.

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DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO DABM

Novos desafios, Novas estratégias Por: Desirrê Vizzotto Comunicação DABM

O ano de 2018 será desafiador para o DABM devido às mudanças administrativas que ocorrerão na Reitoria da Universidade de Taubaté e no Hospital Universitário, o que exigirá maior e melhor dinâmica de comunicação entre o órgão e os alunos, a fim de otimizar o repasse de informações e obter um retorno fidedigno quanto aos resultados do trabalho do Diretório.

Fotos : DABM

T

endo assumido oficialmente no último mês de outubro, a gestão 2017/2018 do Diretório Acadêmico Benedicto Montenegro é composta por 11 membros das turmas LIII e LII (4º e 5º períodos): Isabela Bindilatti (Presidente), Marcela Caldeira (Vice-presidente Interna), Andreza Melloni (Vice-presidente Externa), Rafaela Rached (Secretaria), Desirrê Vizzotto (Secretaria e Comunicação), Ana Luiza Gonçalves (FIES), Jamile Floris (Farmácia Comunitária), Gabriela Junqueira (Farmácia Comunitária), Giovana Sanches (Social), Lígia Junqueira (Patrocínio) e Raul Zamboni (Tesouraria).

Membros da gestão 2017/2018 assumem o comando do Diretório Acadêmico

sionais aptos e integrantes ativos da sociedade como um todo.

rica desta farmácia que é tão antiga quanto a nossa Faculdade.

Ademais, devido à crescente demanda por atendimento na Farmácia Comunitária, temos trabalhado para diversificar e aumentar os horários de expediente de forma a melhor atender a população de Taubaté e municípios vizinhos, reiterando a importância histó-

É buscando maior empenho, transparência e representatividade que a atual gestão inicia o ano de 2018 adaptando-se à nova realidade acadêmica e elaborando melhores estratégias para defender os interesses da nossa Faculdade de Medicina de Taubaté

Como entidade político-estudantil, pretendemos oportunizar espaços de discussão periódica de temas importantes (por vezes, controversos) para a formação médica de profis-

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Foto: Julia Resende Moreira

Visando aprimorar a representatividade do órgão, planejamos digitalizar o “Lobotomia” (jornal do DABM), expandindo-o a todos os segmentos da Faculdade como fonte circulante de informação e veículo de voz ativa, tanto sobre assuntos internos quanto sobre conjunturas políticas regionais que eventualmente afetem o curso de Medicina.

As alunas Jamile e Gabriela, integrantes do DABM, auxiliam nas atividades da Farmacinha Comunitária

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EMPREENDIMENTO

Foto: Divulgação / Laboratório Acta

Laboratório Acta inaugura nova sede em Taubaté

A nova sede do Laboratório Acta conta com moderna infraestrutura para aprimorar a qualidade dos serviços oferecidos

Médicos e convidados participaram no dia 9 de novembro de um coquetel de inauguração da nova unidade do Acta Medicina Diagnóstica, em Taubaté. O prédio, localizado no bairro Jardim das Nações, dispõe de refinada infraestrutura e moderna organização técnica e administrativa. O corpo clínico, assessorado por uma equipe multidisciplinar, realiza exames médicos nas áreas de Anatomia Patológica e Citopatologia, com foco no diagnóstico de doenças relacionadas ao câncer.

Dr. José Paulo Pereira (à esq.) prestigiou o evento ao lado do proprietário do empreendimento, Dr. Marcos Roberto Martins (a dir.)

A unidade atende o Vale do Paraíba e a Grande São Paulo, mas desenvolve um plano de expansão para assistência em todo o Estado. À equipe e aos diretores do empreendimento, Dr. Cláudio Santos Menêses e Dr. Marcos Roberto Martins, registramos votos de sucesso.

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Na inauguração da unidade, estiveram presentes Dr. Alberto Kobbaz (à esq.), Dra. Glaucia Santos, Dra. Yasmin Shukair, Dr. Marcos R. Martins e Dra. Gabriela Ribeiro

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LITERATURA

Avec élégance Por: Martha Medeiros

Jornalista, escritora e poetisa Hoje, a maioria das pessoas que têm acesso à informação sabe que é peruíce usar uma blusa de paetês às duas da tarde e que é deselegante comparecer a um casamento sem gravata. Constanza Pascolato, Gloria Kalil e Claudia Matarazzo são alguns jornalistas especializados em ajudar os outros a não cometerem gafes na hora de se vestir ou de se portar à mesa. Mas, existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

Foto: Google Creative Commons

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir, e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

HUMOR

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É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir às empregadas domésticas, aos garçons ou frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem dá um presente sem data de aniversário por perto, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois mande dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir “licencinha” para o nosso lado “brucutu”, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”. Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão um dia desfrutá-las. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.


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Os momentos de turbulência econômica são sempre desafiadores. Ao mesmo tempo que trazem consequências desagradáveis, eles proporcionam um importante momento de reflexão sobre a organização financeira individual e familiar. Nesses momentos, normalmente vêm à tona as dificuldades de planejamento e a falta de proteção financeira para os imprevistos. Nesse cenário, os seguros de vida e os planos de previdência têm se mostrado ferramentas importantes para a organização doméstica. Essas soluções têm a capacidade de se adequar à realidade de cada família e oferecem mais proteção para o orçamento futuro.

Já a previdência privada é uma opção de planejamento para quem não deseja depender apenas da renda oferecida pelo INSS. Com os planos disponíveis atualmente, é possível escolher um valor mensal e acumular ao longo do tempo uma reserva financeira. Ao se aposentar, o cliente recebe o valor acumulado na forma que ele optar, seja uma renda mensal, seja em uma única parcela. Para conhecer mais ou solicitar uma consultoria especializada para sua realidade financeira, entre em contato: (12) 3911-4005.


Aniversariantes A APM Taubaté saúda a todos os amigos e associados pelas comemorações de aniversário ANIVERSARIANTES DE MARÇO 01 JOSE ELISIO UBARANA NETO 02 EUCLIDES TREVISAN ITHO VIVIANE MARIE DAMASCENO MORGADO 03 ALEXANDRE DE PAIVA LUCIANO IZAC ALESSANDRO B DE SOUZA MARCELO PROSPERO DE ALVARENGA MARIA HELENA MAGALHAES DA SILVA REZENDE 05 FELIPE DA MOTTA BARRICHELLO KARLA TEIXEIRA SOUZA LUCIANA DA CRUZ NOIA 06 ANTONIO CARLOS CANINEO GABRIELA MENDES AGUIAR 09 ALCEMIR DE ASSIS QUEIROGA ROSANA PROLUNGATTI CESAR 10 GLAUCIA LOLITA DOS SANTOS MARCELO LOPES DE CARVALHO RENATA TONZAR LOBATO VANESSA FERNANDES BERTOLO 12 HELIANA HELENA VELLOSO DE ALMEIDA LAFAYETTE DE ALMEIDA NETO REGIS MORENO MACRI 13 RAFAEL CAMPOS FROES MARANGONI TALASSA CISOTTO ROCHA 14 ANA LAURA ALVARENGA BRANDAO WANNA 15 BRUNA ANTUNES NOGUEIRA 16 ANDRE LOPES E SILVA RONALDO ABRAHAM 17 CASSIO LUIS FERREIRA JUNIOR DENISE CAMARGO CIRVIDIU AZEVEDO 18 DENISE CRISTINA DE OLIVEIRA LUIZA VILLARINHO NASCIMENTO RAFAEL SANCHES FERREIRA 19 HELCIO ALVARENGA JUNIOR VALDEMIR JOSE ALEGRE SALLES 20 EDSON TANAKA ROSANA RIBAS BRANCO ROMEIRO 22 WALTER HIROSHI MURAGAKI 23 ANTONIO JOSE ELIAS ANDRAUS JOAO CARLOS DE MOURA MENEZES PRISCILA VITOR ALVES FERREIRA RENATO FILIPE MARTINS DE SA BARRETOS 26 MARCOS AUGUSTO PIRES 30 MARILEI LOPES BONATO ROBERTO ROJAS FRANCO 31 ANDRE LOPEZ DO NASCIMENTO ELISE MAYUMI KAMIGUCHI JOSE JULIO DE SOUZA JOSE ROBERTO DE CAMPOS

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ANIVERSARIANTES DE ABRIL 01 ANA CLAUDIA DE OLIVEIRA FONSECA TELMA DA SILVA SANTOS VANESSA FALCAO MONTEIRO 02 NELSON SHIDUHO YASSUDA 03 LUCIANO PRUDENTE DOS SANTOS 04 ANDRE LUIS FERREIRA SANTOS THEREZA FREIRE VIEIRA 05 ANA CAROLINA EL ZOUKI 06 PAULO SERGIO VARGAS WERNECK 07 EDNELSON CUNHA NAVARRO LUMA PRINCESS SCHNEIDER 08 ANDREA PAVAN NATALIA XAVIER CARVALHAL DE LIMA VIEIRA 09 PAULO EDUARDO BERTOCCO PARISI PRESPER FERES DAHER FILHO 10 ALESSANDRA CARVALHO TOLEDO MACHADO 11 OSCAR CESAR PIRES THIAGO MARCHTEIN GUEDES 12 ANA LYDIA NOGUEIRA ARENAS JOYCE YUMI MUKAI 13 ANA CAROLINA DA MATTA AIN ANDREA APARECIDA DE ALMEIDA FONSECA 14 LIN CHEN HAU MARCIA LANZONI DE ALVARENGA 16 ALEXANDRE SANTANA FANTAUZZI 17 CLERY NUNES DE CARVALHO RIZZIERI DE MOURA GOMES 18 ARIELLA CASSIA DE MOURA PAULO CESAR PINTO MOUASSAB 19 LAIS NUNES SALLES PINHEIRO MARISTELLA FROIO TOLEDO 21 DIOGO COSTA DE ALMEIDA SUZANA ANDRE 22 AILTON AUGUSTINHO MARCHI GUSTAVO NOTARI DE MORAES JORGE ROBERTO DA COSTA CASTANHEIRA MARIA TEREZA TORRES FROTA ROGERIO DA CUNHA PEREIRA SANDRO EURICO FERRIELLO 24 PAULO CESAR FEROLDI 26 MAGDALENI XAGORARIS ROBERTO WAISSMANN RODRIGO CORREIA COAGLIO 27 DIMAS AGUIAR MELAO JOAO LUCIO RODRIGUES DE CASTRO ROSANE GERALDO BONINSENHA 28 MARIA APARECIDA NOGUEIRA DE BARROS ALVES DA COSTA 30 ADRIANA DE OLIVEIRA MUKAI

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Edição 15 - Revista Médicos do Vale  

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