Page 1

Edição nº11 | 2017

ASSEMBLEIA GERAL DOS MÉDICOS Liderança máxima da APM Estadual visita Taubaté e debate sobre Defesa Profissional


ÍNDICE

Rua Engenheiro Fernando de Matos, 134 Centro - Taubaté /SP (12) 3632.3818 E-mail: taubate@apm.org.br Site: apmtaubate.com.br Facebook: APM-Taubaté_Oficial Instagram: @apmtaubate

Fachada da sede Regional Taubaté Foto: Interativa Mix

4

EDITORIAL

6

OPINIÃO

Dr. Camillo Soubhia Junior Dr. Paulo Pereira

CAMPOS DO JORDÃO 7 REGIONAL Dr. Nelson Guimarães Proença

10

HOMENAGEM

14 EDUCAÇÃO

DIRETORIA Presidente: Dr. Camillo Soubhia Junior Vice-presidente: Dr. Décio Henrique Rocha 1º Secretário: Drª. Luciana da Cruz Noia 2º Secretário: Dr. Gustavo Salgado Muragaki 1º Tesoureiro: Dr. Auro Fábio Bornia Ortega 2º Tesoureiro: Dr. Marcos Roberto Martins Diretor Científico e Cultural: Dr. Flávio Luiz Lima Salgado Diretor Social: Dr. José Paulo Pereira Delegado: Dr. Izac Alessandro B. de Souza

CONSELHO FISCAL Titular: Dr. José Roberto Silva Miranda Titular: Drª. Maria Teresa Torres Frota Suplente: Dr. Oscar Cesar Pires Suplente: Dr. Régis Moreno Macri Suplente: Dr. Ailton Augustinho Marchi

15 CAPA REGIONAL DE MEDICINA 18 CONSELHO Dra. Silvana Morandini

19 REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

EXPEDIENTE Secretária APM: Denizi Morais Jornalista responsável: Ana Cláudia Bohler/ MTB: 57.484 Designer: Aline Gonzaga de Campos

21 REGIONAL GUARATINGUETÁ Dr. Antonio Diniz Torres

23 DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO 24 ELEIÇÕES 25 CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

Esclarece-se que as colunas assinadas nesta publicação não condizem, necessariamente, com a opinião da diretoria da APM. Desta forma, fica registrado que as opiniões emitidas nos referidos textos são de exclusiva responsabilidade dos autores.

27 LITERATURA 27 HUMOR 28 DIVULGAÇÃO CLUBE DE BENEFÍCIOS APM

Periodicidade: Bimestral Tiragem: 1000 exemplares Circulação: Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte | SP Impressão: Resolução Gráfica - Taubaté | SP

3


Foto: Box Criativo

EDITORIAL

Sobre o ontem e o hoje Por: Dr. Camillo Soubhia Junior Presidente APM Regional Taubaté

E

stava revendo algumas publicações de jornais escritos há algum tempo. Guardei-as por achá-las muito bem redigidas e comoventes, pois retratam um tempo em que vivi intensamente a minha juventude. Dentre elas, gostaria de compartilhar com vocês o artigo intitulado “Falso brilhante”, assinado por Renato Andrade e veiculado pela Folha de S. Paulo na data de 06 de dezembro de 2014. Este texto faz um paralelo sobre os ativistas de outrora, dos anos de 60 e 70, que eram imbuídos de ideais altruístas e lutavam contra um regime de exceção, mas que, nos dias atuais, se tornaram uma decepção política após se afogarem no poder. Vale a pena a leitura! “Elis Regina sempre encheu os cômodos da nossa casa. Foi a voz feminina da minha infância. Mesmo vivendo sob um teto tipicamente de classe média baixa, onde debates sobre as desventuras políticas do país inexistiam, o canto que embalou

4

boa parte da esquerda brasileira na década de 1970 era reverenciado pela dupla que bancava as coisas para a meninada lá em casa. “Falso Brilhante” foi o disco que mais ouvi na vida. A matriarca sardenta das Minas Gerais se orgulha até hoje de ter assistido – na segunda fila do teatro – uma das apresentações da famosa turnê de 1976. No último domingo, resolvi revisitar a obra. Dessa vez, ouvi longe das montanhas que “preenchiam” a janela do meu quarto. O que dá para ver da minha varanda agora, entre os prédios da quadra, é um pedaço da Esplanada dos Ministérios. É estranho, considerando o cenário político atual, ouvir alguns dos hinos que foram entoados por gente que clamava por democracia e ver o que aconteceu com alguns dos ícones daquela geração. Foi inevitável a sensação de que algo saiu fora do script. “O que há algum tempo era novo, jovem, hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer.”

A democracia ainda engatinha por aqui. Mas essa moça já conseguiu produzir cenas marcantes. Fernando Henrique Cardoso, o professor, estava visivelmente satisfeito de passar a faixa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, o operário, naquela tarde chuvosa de janeiro de 2003. Foi com Lula que alguns fãs do brilhante chegaram ao poder. Mas eis que o mensalão (todos eles) veio para mostrar que nem tudo era festa. Para deixar as coisas mais turvas, estamos agora no meio de uma investigação que pode colocar o esquema Marcos Valério no chinelo. Mais uma vez, o protagonismo, até onde sabemos, é de parte da turma que constatou, há quase 40 anos, que “apesar de tudo o que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Saúde!


5


Foto: Raquel Marques

OPINIÃO

Um grande orgulho Por: Dr. Paulo Pereira Diretor artístico APM Regional Taubaté

F

ui colaborador na Faculdade de Medicina em dois períodos: o primeiro levado por Dr. Cícero Haddad, e o segundo por Dr. Ciro Bertoli. Passei longos anos dando aulas de Propedêutica e convivendo com os jovens estudantes nos seus “bê-a-bás”. Eu percebia neles o deslumbramento por iniciarem a carreira à beira de um leito, em contato com um paciente. Eu preparava as aulas e conseguia transmitir as informações de uma forma amigável e descontraída, fazendo daqueles momentos algo muito agradável para mim e, acredito, também para os alunos. Eu me formei na Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, fazendo o curso clínico na cadeira de um mestre gigante, Professor Lopes Pontes. Lá, era prioridade absoluta o contato com os doentes nos leitos, onde os casos eram discutidos e se aprendia pela osmose proporcionada por aqueles instan-

6

tes. Trouxe esta formação, o que me facilitou a exercer o meu trabalho. Não fiz carreira, não fiz mestrado, e não tinha título de Residência Médica por ter me formado bem antes de sua formalização. Minha intenção era me aposentar e passar a me dedicar a minha lida, com exclusividade, no Hospital Escola. Queria estar lá em tempo integral, conversando com alunos, discutindo casos clínicos e, se possível, ajudando na cura dos necessitados. Fui atropelado pelas mudanças necessárias impostas pelo MEC e, portanto, adotadas pela Universidade: se não tinha titulação, teria que sair. Paciência! Fiquei triste, mas continuei trabalhando. Hoje, sinto grande orgulho pelo que fiz. Sempre dizia nas aulas que os alunos deveriam aprender tudo direitinho, pois, um dia, quem sabe, me atenderiam na condição de paciente. Recentemente, passei por um pequeno procedimento cirúrgico, o qual foi feito com maestria por um ex-aluno. Outra coisa que me deixa feliz, em-

bora um pouco constrangido, é me encontrar com um colega médico, já graduado e de carreira consolidada, e ser chamado de “Professor”. Claro que não me sinto professor, mas este tipo de comentário me traz satisfação, pois significa que aquele colega, lá no terceiro ano, se lembra de termos participado juntos de uma atividade docente. A vida tem compensações e, por isso, não deve haver lamentos, mas sim, agradecimentos por tudo o que acontece. Na condição de Diretor Social da APM, fui indicado para ser o membro da comunidade no Conselho Universitário da UNITAU. Lá, orgulhosamente, estou entre os professores e outros representantes de diferentes instâncias da Universidade e do Reitor. Estou feliz! Sei das limitações de minhas atividades, mas estou respirando numa atmosfera que me é agradável. Por isso, reafirmo o título desta crônica: Um grande Orgulho!


Sistema Público Autofágico, Planos Populares de Saúde Por: Dr. Nelson Guimarães Proença

Foto: Reprodução

REGIONAL CAMPOS DO JORDÃO

Diretor Científico Associação Médica Jordanense Membro da Academia de Medicina de São Paulo Ex-Presidente da AMB e da APM

H

á quatro anos, a Academia de Medicina de São Paulo promoveu um debate sobre a situação da assistência pública à saúde no Brasil. Fui convidado a participar deste debate. Na ocasião, foi unânime a reprovação ao atendimento feito pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Foi igualmente unânime a concordância sobre a necessidade do orçamento público destinar mais verbas para esta área. Em minha intervenção, concordei com as críticas, mas acentuei que não basta apenas solicitar mais verbas, é preciso ir mais ao fundo da questão. Insisti na necessidade de rever alguns pontos básicos; as sugestões que fiz, então, vou recordar agora de modo sucinto. Primeiro, a questão das competências. A Atenção Básica a Saúde (ABS) deve ser uma competência Municipal. A Atenção Secundária à Saúde (ASS) deve ficar a cargo dos Governos Estaduais e, finalmente, a Atenção Terciária à Saúde (ATS) seria de competência do Governo Federal. Segundo; apesar das responsabilidades estarem assim bem definidas, o orçamento de cada nível de Atenção à Saúde receberia contribuição dos três Poderes: Federal, Estadual, Municipal. As verbas necessárias seriam destinadas segundo percentuais definidos em lei.

Há uma terceira decisão - fundamental - a ser tomada; e eu dizia, então, tomada urgentemente. O orçamento destinado à Saúde teria de ser a soma de três orçamentos individualizados, independentes entre si: o da APS, o da ASS e o da ATS. E deverá constar claramente o impedimento de seu remanejamento, como ocorre atualmente, havendo o deslocamento de verbas da APS e da ASS, para atender às necessidades da ATS. É fácil justificar estas propostas, pois elas resultam do fato da APS ter verbas absolutamente PREVISÍVEIS, também do fato da ASS ter verbas RAZOAVELMENTE PREVISÍVEIS. No caso da ASS, a margem de erro não é superior a dez por cento. A ATS, o nível Terciário, é absolutamente IMPREVISÍVEL quanto a seus gastos; esses crescem assustadoramente, ano a ano. Portanto, o objetivo de tais propostas é o de separar APS e ASS da ATS, garantindo a extensão e a qualidade das duas primeiras. Já o nível Terciário necessita ter programas específicos, de acordo com as necessidades da população e também de acordo com as disponibilidades orçamentárias que, para ele, podem ser destinadas. Importante destacar que a elevação da resolutividade dos níveis Primário e Secundário diminuiria a pressão sobre os serviços voltados para o Terciário. Publiquei estas sugestões no Suplemento Cultural da Revista da Associação Paulista de Medicina. Não recebi

sequer um comentário favorável, nem sequer uma única manifestação de apoio, seja de médicos ou de entidades médicas. Silêncio absoluto. Tendo relembrado ideias que venho sustentando, quero agora destacar algo que despertou a minha atenção recentemente. Acaba de ser aberto o debate sobre “Planos Populares de Saúde”; as empresas que já trabalham neste setor ofereceriam planos mais accessíveis para a maioria da população. Um argumento que tem sido usado, considerado muito importante: tais planos iriam reduzir a pressão sobre o SUS. No início do mês de abril de 2017, foram publicados na grande imprensa artigos defendendo a ideia de “Planos Populares”. O tema, inclusive, já chegou a ser comentados informalmente por membros da administração pública federal. A iniciativa do debate público foi feita por José Chechin, Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar, a FENASAÚDE. O seu artigo já foi acompanhado por outros artigos, assinados por pessoas afeitas aos problemas desta área. Não parece ser um balão de ensaio, creio que agora a discussão é para valer. Qual seria o seu objetivo? O que esta discussão está sugerindo? Simplesmente, a aceitação de “Planos Populares” com separação das

7


Atenções Primária e Secundária em relação ao nível Terciário. As duas primeiras - que tem custos previsíveis - seriam o universo dos “Planos Populares”. O nível Terciário, com seus custos imprevisíveis, ficaria a cargo do Poder Público. A raiz do problema são os custos das Atenções Terciárias. Para usar as palavras do Presidente da FENASAÚDE, em apoio aos “Planos Populares”: “pode ser que se encontre um caminho para a escalada do custo dos planos”. Certo ou errado? Absolutamente certo!

Mas é preciso deixar claro: só há viabilidade para esta proposta se os “Planos Populares” ficarem desobrigados de dar ATS a seus beneficiários. Por que, então, o SUS não trilha o mesmo caminho? Os “Planos” só tem espaço se o Poder Público não tomar primeiro algumas decisões indispensáveis, que lhe cabe tomar com urgência. E as decisões são aquelas que há anos venho sugerindo e que apresentei, sumariamente, na abertura deste artigo. Caso o orçamento público venha a separar os recursos para cada nível de Atenção à Saúde, sendo impedido de remanejá-los, a melhoria quantitativa e qualitativa das atenções oferecidas à população será

muito rápida. Isto tornará supérfluo qualquer “Plano Popular” accessível aos menos afortunados. Inversamente, se nada for feito na área do Poder Público, ao mesmo tempo em que forem permitidos os “Planos Populares”, será construído um abismo entre os padrões da oferta de Serviços pelo Poder Público e pela iniciativa privada. Passados estes anos, está agora sendo reconhecido que as raízes dos problemas são os custos da Atenção Terciária à Saúde. Em face do que está sendo proposto como solução do problema, será que eu não estava com a razão?

Projeto ATUALIZE

EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA

O Projeto ATUALIZE continua cumprindo a sua proposta, desta vez realizando os trabalhos correspondentes ao ano de 2017. A Associação Médica Jordanense / Regional APM, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a Associação Paulista de Medicina, e a Sociedade Beneficente São Camilo, organizou o Projeto ATUALIZE com o programa abaixo. Convidamos os colegas a virem participar conosco.

TAXAS:

8

20/05 - GINECOLOGIA

Novas Diretrizes para a Prevenção do Câncer do Colo Uterino Prof. André Luis Ferreira Santos Pré-natal: Verdades e Mitos Profª. Rossana Pulcineli Vieira Francisco

10/06 - DERMATOLOGIA E MEDICINA INTERNA

Sinais Cutâneos que marcam as Colagenoses Prof. Samuel Mandelbaum Sinais Cutâneos que marcam as Doenças Endócrinas e Metabólicas Profª. Thais Proença

2017

16/09 - METABOLISMO E ENDOCRINOLOGIA

Nutrição Enteral e Parenteral Vitamina D: Mitos e Verdades Prof. Sergio Alberto Rupp de Paiva

21/10 - PSIQUIATRIA

Depressão, Ansiedade e Somatização na Clínica Geral Profª. Sandra Lúcia Correia Lima Fortes Dor Crônica e outras Condições Neurofuncionais Prof. Manoel Jacobsen Teixeira

18 /11 - CIRURGIA

Sinais Cutâneos que marcam os Cânceres Viscerais Prof. Evandro Rivitti

Colecistite: Diagnóstico, Conduta e Complicações

19/08 - PNEUMOLOGIA

Pancreatite: Diagnóstico, Conduta e Complicações Prof. Deonir Lencione

Associação AMJ e contratados PSF/ Campos do Jordão são isentos de pagamento

Tabagismo e Terapia de Grupo: Intervenção Comportamental, uma Proposta Prof. Igor Polônio

Programa anual: R$200,00 Programa semestral: R$120,00 Inscrições por jornada: R$40,00

Câncer do Pulmão: Estado Atual do Diagnóstico Precoce Prof. Roberto Gonçalves

Local das Jornadas:

Auditótio do Hospital São Camilo Informações: 12 3664-3705


Quality Cancer Care: Recognizing Excellence GIA

O DE ITUT

INST

OLO ONC

DO

VALE

INSTITUTO DE ONCOLOGIA DO VALE


HOMENAGEM

Saudades, Dr. Toninho No último dia 22 março, nos despedimos de Antonio Mario Correa Marcondes, carinhosamente apelidado e chamado pelos colegas de “Doutor Toninho”.

Rio de Janeiro para fazer a Faculdade Nacional de Medicina, conhecida como Praia Vermelha. Tempos difíceis aqueles! O dinheirinho era contado e a semana acabava no sábado, pois no domingo só sobrava o suficiente para comer um pastel e saborear uma sopa.

A Associação Paulista de Medicina – Regional Taubaté teve a honra de ter sido presidenciada pelo médico no período de 1971 a 1973, o qual agregou prestígio à entidade e atuou em defesa da categoria médica. Em respeito aos familiares e amigos, gostaríamos de prestar uma singela homenagem ao Dr. Antonio, em agradecimento aos serviços dedicados à APM e ao comprometimento proporcionado à Medicina durante toda a carreira. Optamos, então, por convidar o Dr. Arthur Querido Marcondes, filho de Dr. Antonio e médico Intensivista, para testemunhar a respeito do pai. Alcançamos um depoimento rico em história, detalhes e muita admiração, o qual convidamos-lhes a lê-lo. Ao Dr. Toninho, registramos as nossas preces de um santo descanso.

Dr. Toninho, como era conhecido, presidenciou a APM de 1971 a 1973

“Falar de meu pai, Antonio Mario Correa Marcondes; como é difícil! Ele foi uma pessoa em que sempre me espelhei. Nascido em uma família humilde, filho de mãe professora e pai bancário, tinha uma criação muito exigente quanto à retidão de caráter e a bondade. Em 1949, aos 18 anos, rumou para o

Após seis longos anos, formou-se e começou a trabalhar na Maternidade Pró-Matre, no Rio de Janeiro. Após dois anos, voltou a Taubaté e iniciou a sua carreira como médico Generalista e Pediatra, havendo trabalhado na Casa da Criança - Ondina Amadei Beringhs. Como era necessário diversificar, trabalhou também na Mecânica Pesada e Willis Overland, que se tornaria a atual Ford. Durante este período, foi a São Paulo fazer cursos de aperfeiçoamento em Ginecologia e Obstetrícia, o que seria a sua especialidade até o final de sua carreira profissional. No final da década de 60 e início

Momento especial! Dr. Antonio, reunido com ex-colegas de faculdade, comemorando 62 anos de formatura

10


Acompanhado dos netos em reunião familiar

dos anos 70, trabalhou na Maternidade do Hospital Santa Izabel e ministrou aulas na Faculdade de Medicina de Taubaté. Neste mesmo período, foi presidente da APM Taubaté, instituição que tinha um carinho especial pelas lutas da categoria médica.

do por sua família que aqui ficou. Obrigado, meu pai!”

Quero deixar registrada a minha grande admiração por esta pessoa tão importante para mim que foi meu pai. Sinceramente, acredito que neste momento ele se encontra ao lado de Deus Pai, olhan-

Arthur Querido Marcondes

Fotos: Arquivo Dr. Arthur Q. Marcondes

Como falar mais de uma pessoa que sempre amou e aglutinou a sua própria família? Juntamente com a esposa Célia Querido Marcondes,

criaram com muita sabedoria seis filhos, os quais lhes deram 13 netos.

Viajar era um dos hobbies favoritos do casal

Em passeio na Itália com o filho Arthur, também médico

11


HOMENAGEM

Siga em paz, Dr. Marco Destro No último mês de Março, familiares, amigos, pacientes e colegas disseram adeus a Marco Willians Baena Destro. Aos 69 anos, Marco era casado com Alice e pai de duas filhas, Cristina e Tatiana. Era uma pessoa sociável; gostava de viajar, de contar piadas, e tinha um bom ciclo de amizades. Apreciava vinhos e promovia saborosos e divertidos churrascos. No âmbito profissional, Dr. Marco dedicou-se à formação em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (1971). Cursou Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital Escola da Escola de Medicina e Cirurgia de Uberlândia (1974-1976), na mesma época em que fazia Especialização em Cirurgia Plástica pelo Hospital dos Defeitos da Face. Concluiu o Mestrado em Cirurgia Abdominal pela Universidade Federal de Minas Gerais (1985), e o Doutorado em Cirurgia Abdominal pela

mesma instituição (1989). Mudou-se para Taubaté no ano de 1976, onde residiu pelos últimos 40 anos. Era um profissional sério. Demonstrava racionalidade e praticidade em suas ações. Possuía rigidez nos conceitos e nas condutas, e transmitia objetividade nas suas decisões. Vítima de Neoplasia de tireoide, Dr. Destro partiu e deixou um legado de boas lembranças e avanços científicos e sociais para a Medicina da região. Com o intuito de homenageá-lo, buscamos depoimentos de amigos e colegas de trabalho que revelaram momentos especiais e teceram nobres elogios a este notável ser humano. A APM Taubaté presta sinceras condolências à família e aos amigos do Dr. Marco Destro, registra a prece para que o colega descanse e paz, e o agradece pelo cumprimento ético e exemplar dedicado à Medicina e ao ensino médico.

Sempre que possível, o grupo de amigos se reunia. Em jantar oferecido na casa do Dr. Camillo Soubhia, estavam presentes Dr. Destro, Dr. Lafaiete e Dr. Kather

12

“Cheguei em Taubaté em 1975; Dr. Des-

tro chegou em 1976. Desde que ele veio para cá, sempre fomos amigos particulares. Nossa trajetória foi parecida, mas com algumas ressalvas, é claro! Viemos para implantar na Faculdade de Medicina de Taubaté as disciplinas de Cirurgia Plástica e Cirurgia Torácica. Trabalhávamos sob a chefia do Professor Manlio Speranzini. Ao chegar na cidade, Dr. Destro orientou e supervisionou a implantação de uma Unidade de Queimados no antigo Hospital Santa Isabel, hoje chamado Hospital Universitário. Na época, ocorrera um incêndio no presídio do município, incitado pelos próprios detentos. Muitos presos sofreram queimaduras e acabaram sendo destinados para atendimento nesta Unidade. Posteriormente, o serviço foi encerrado devido a dificuldades financeiras da Irmandade de Misericórdia de Taubaté. Em 1980, após a crise da Irmandade, o chamado Hospital de Clínicas passou a ser chamado de Hospital Santa Isabel de Clínicas. No mesmo ano, Dr. Destro e eu implantamos neste Hospital a Residência de Cirurgia Geral; ele cuidava da parte burocrática e legal do programa, e eu, do treinamento, da parte doutrinária e pedagógica. Alguns meses depois, o Ministério da Educação regulamentou os programas de Residência Médica como estágios de pós-graduação para formação de especialistas. O programa de Residência de Cirurgia do Hospital Santa Isabel de Clínicas foi autorizado e se tornou, portanto, um dos primeiros programas aprovados no país. Coordenamos a Residência por 33 anos, mas, em 2013, alegando problemas de saúde, solicitei afastamento da função que desempenhava. Em todos estes anos, formamos cerca de 150 Cirurgiões Gerais, que atuam em diversas regiões do país e do mundo. Em 1986, ocasião em que assumi a direção da Faculdade de Medicina da


Churrasco promovido com os residentes do Hospital Regional. Dr. Destro estava acompanhado das filhas Cristina e Tatiana

Fotos: Arquivo Dr. Roosevelt Kalume

Universidade de Taubaté (UNITAU), contei com o auxílio e “know how” administrativo do Dr. Destro. Implantamos juntos o Centro de Estudos do Hospital Universitário que, entre outras atividades, também desenvolveu um programa próprio de Residência Médica. Dr. Destro foi o primeiro chefe deste Centro de Estudos. Aposentou-se como professor da UNITAU em 2015. Mesmo acometido da doença que o vitimou, continuou como voluntário ministrando aulas. O antigo Centro de Estudos evoluiu e veio a se transformar no atual IEP (Instituto de Ensino e Pesquisa) do Hospital Regional, do qual Dr. Destro era chefe. Ele desenvolveu um tipo de retalho cutâneo triangular, usado em cirurgia plástica, e que ficou conhecido como “Os Triângulos de Destro”. Com estes retalhos, defendeu duas teses muito elogiadas em conclusão dos cursos de Mestrado e Doutorado. Também publicou trabalhos médicos em revistas nacionais e estrangeiras. O legado deixado pelo Dr. Marco Destro desperta orgulho em todos nós, em particular neste velho companheiro das jornadas acadêmicas.” Dr. Roosevelt de Sá Kalume Cirurgião Geral Amigo e companheiro de trabalho

“O Destro foi o meu primeiro contato com a Cirurgia Plástica. Nos anos de 1983 e 1984, tive a companhia dele no Hospital Regional na Residência em Cirurgia Geral. Por conveniência minha, do Destro e dos demais, eu acompanhei todas as cirurgias dele naquele período. Acabei a Residência, fiquei quatro anos fora estudando Cirurgia Plástica e, a convite dele, regressei à Taubaté. Tínhamos uma respeitosa relação de professor e aluno, e acabamos desenvolvendo uma amizade. Ganhei uma cópia da

Encontro realizado na casa do Dr. Roosevelt Kalume com a presença de Dr. Paulo Pereira, Sr. Massud Murad e Dr. Destro

tese dele e me senti muito orgulhoso. Também tive a satisfação de recebê-lo em meu casamento. Sempre nos encontrávamos. Ele me ajudou muito na carreira e na vida. Dr. Destro sempre foi uma pessoa séria e de boa técnica. A ética e a honestidade eram nobres valores que ele possuía. Dedicou a sua vida profissional a en-

sinar, e deixou um grande legado à Medicina e à Faculdade de Medicina de Taubaté.” Dr. João Carlos Moura Menezes Cirurgião Plástico Amigo e ex-aluno

13


EDUCAÇÃO

Em avaliação de 2016, mais da metade dos recém-formados foi reprovada em Exame do Cremesp Mais da metade dos recém-formados em escolas médicas do Estado de São Paulo foi reprovada na 11ª edição do Exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), aplicada em outubro de 2016. De um total de 2.677 participantes, 1.511 não alcançaram a nota mínima estabelecida, ou seja, acertaram menos de 60% das questões da prova. A reprovação foi maior entre os alunos de escolas particulares: 66,3% contra 37,8% nas escolas públicas. Entretanto, é necessário constatar que para ambas escolas houve um aumento considerável de reprovação em comparação ao Exame de 2015. De acordo com o Cremesp, nos últimos 10 anos - com exceção de 2015 -, o índice de reprovação ficou acima de 50%. Este dado evidencia o dé-

ficit no ensino médico, a má formação dos alunos, e o despreparo dos novos médicos que ingressam no mercado de trabalho, os quais não apresentam conhecimentos básicos de situações cotidianas do atendimento médico. Esta situação exige que as instituições de ensino promovam melhorias nos métodos didáticos e imprimam maior rigor nos sistemas de avaliação.

Obrigatoriedade para ingresso na Residência Todo estudante formado em Medicina, que deseja atuar como médico no Estado de São Paulo, precisa fazer o Exame do Cremesp para obter o registro profissional. Apesar de ser uma avaliação obrigatória, mesmo quem for reprovado pode obter o documento.

Composição da prova A prova continha 120 questões de múltipla escolha, compostas de cinco alternativas de resposta. Majoritariamente, as perguntas apresentavam complexidade e dificuldade médias para baixas.

Entretanto, desde 2016, a participação no Exame se tornou um critério para acesso a programas de Residência Médica (como nas instituições: Unicamp, USP de São Paulo, USP de Ribeirão Preto, Santa Casa, Unifesp, ABC, Hospital do Servidor Público Estadual, FM Rio Preto, entre outras), concursos públicos e oportunidades no mercado de trabalho.

A avaliação foi aplicada pela Fundação Carlos Chagas, e abrangeu as principais áreas da Medicina: Bioética, Ciências Básicas, Clínica Cirúrgica, Clínica Médica, Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria, Saúde Mental e Saúde Pública e Epidemiológica.

ERROS BÁSICOS

80%

Não souberam interpretar um exame de radiografia e erraram a conduta terapêutica de paciente idoso

78%

Não souberam interpretar o tipo de pesquisa científica e a relevância para indicação de novos tratamentos

76%

Não souberam indicar qual medicação antipsicótica está associada a maior ganho de peso

75% 71% 14

Não souberam identificar as principais características e conduta a ser tomada no caso de paciente com deficiência respiratória Não acertam diagnóstico e tratamento para hipoglicemia de recém-nascido, problema comum nos bebês

Resultado do desempenho Cada participante recebe a sua nota confidencialmente. Os alunos que reprovaram poderão fazer cursos online, oferecidos gratuitamente pelo Cremesp em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, a fim de que aprimorem conhecimentos nas áreas em que não obtiveram desempenho satisfatório. Já as escolas médicas têm acesso a um relatório detalhado do desempenho dos seus alunos – mantendo a confidencialidade do Exame. Faculdade de Medicina - Universidade de Taubaté O curso de Medicina da UNITAU ficou entre as instituições que alcançaram média de acerto igual ou superior a 60% das questões. Este dado o classifica como um dos 16 melhores cursos do Estado de São Paulo.


CAPA

APM discute reajustes e avanços em Assembleia Geral dos Médicos Um importante encontro foi realizado no dia 09 de março na sede da APM Taubaté. Profissionais médicos, representantes de sociedades de especialidades, e membros da Associação Paulista de Medicina se reuniram para debater temas polêmicos da categoria médica.

trução Normativa (IN) 64, que propõe que os critérios do fator de qualidade sejam estabelecidos em parceria entre os conselhos profissionais da área da Saúde, as sociedades médicas de especialidades, as entidades representativas das respectivas profissões, e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O evento foi aberto pelo presidente da APM Taubaté, Dr. Camillo Soubhia Junior, e presidido pelo presidente da APM Estadual, Dr. Florisval Meinão. A mesa ainda estava composta pelos diretores de Defesa Profissional Dr. João Sobreira de Moura Neto e Dr. Marun David Cury, além do Diretor Científico da Associação Médica Jordanense, Dr. Nelson Guimarães Proença.

Outro tema que gerou muita discussão entre os presentes foi o papel do associativismo. Segundo Dr. Florisval Meinão, muitos médicos desconhecem a importância de se congregarem a associações representativas para a defesa dos interesses profissionais. “É muito difícil fazer um movimento coletivo dos médicos, pois eles pensam individualmente e não se associam às entidades. Isso enfraquece a nossa luta pela valorização dos honorários e procedimentos médicos”, lamentou o presidente da APM. Dr. Marun David Cury, concordou com a queixa e completou: “O médico é muito acomodado. Nós não podemos ter medo de pôr a cara a tapa. Precisamos criar coragem, ir à luta, agir com armas inteligentes”.

A pauta inicial da Assembleia tratou das negociações com as operadoras de planos de saúde. Foram apresentadas as propostas de reajuste linear de 16,28% dos honorários de consultas e procedimentos, e de reajuste por fator de qualidade de no mínimo 100% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para todos os médicos. Da mesma forma, debateu-se sobre a alteração da Ins-

Diante do assunto, Dr. Nelson Guimarães

Proença levantou questionamentos e propostas para angariar novos associados. Segundo ele, é fundamental a aproximação dos médicos jovens via redes sociais. Em seguida, Dr. Florisval Meinão mencionou a criação da “Comissão do Médico Jovem” da APM, lançada em novembro do ano passado. O grupo visa fortalecer a presença dos jovens dentro da entidade, apresentando novas demandas e propondo ideias. “Através desta Comissão, é possível compreender que os novos médicos têm uma sistemática diferente no atual mercado de trabalho. Os argumentos e as propostas apresentados em nossos fóruns permitem com que criemos um olhar diferenciado em nossas discussões”, esclarece. Após duas horas de debate, os médicos se dirigiram ao salão de festas da entidade e puderam desfrutar de um saboroso coquetel, organizado pela chef de gastronomia Thais Cesar. A diretoria da APM Taubaté sente-se lisonjeada com a presença das lideranças máximas da APM Estadual, e agradece a todos os presentes pela participação.

Presidindo a Assembleia, Dr. João Sobreira (à esq.), Dr. Florisval Meinão, Dr. Nelson Proença, Dr. Marun David Cury

15


Dr. Florisval Meinão, presidente da APM Estadual

“A Assembleia da APM Taubaté trou-

xe a nossa cidade o presidente da APM Estadual e os diretores de Defesa Profissional, sendo abordados diversos temas de interesse da classe médica. A participação da diretoria e os temas debatidos contribuem para a aproximação do médico com um representante de classe, o qual se oferece para congregar profissionais a se engajarem em lutas que já estão sendo travadas e que ainda estarão por vir. O médico, em sua grade curricular, não tem na universidade aulas de administração e gestão de consultórios e clínicas, passando por momentos difíceis perante as operadoras de planos de saúde. Acredito que a aproximação nos faz mais fortes, coesos em ideias e ideais, e menos vulneráveis.”

Dr. Nelson Guimarães Proença, Diretor Científico da Associação Médica Jordanense

dicos, pois o custo é elevado e o compromisso é alto. Sendo assim, torna-se mais rentável atuar sob a forma de PJ em diversos locais. Por isso, o paciente não é mais do médico e, sim, da instituição; a relação médico-paciente não é desenvolvida; e ao médico liberal resta aguardar as decisões dos planos de saúde. Concordo com o Dr. Nelson Proença, quando mencionou que somente um SUS forte e operante poderia reverter esta situação. Afinal, a Medicina dos planos de saúde não tem concorrentes, dita as regras.” Dra. Maria Tereza Frota Hematologista

“A nossa ação política deve visar a desregulamentação completa da área da saúde com plena liberdade de definição de contratos entre usuários e empresas e entre empresas e médicos, inclusive através de cooperativas e associações. E, seguindo a crença de que ‘saúde é fundamental’, até mesmo um ‘direito do cidadão’, por que não defender a extinção dos impostos sobre remédios, planos de saúde, hospitais e profissionais da saúde? Por que o governo precisa encarecer todo o sistema de saúde prejudicando os mais carentes? ” Dr. Carlos Eduardo Nigro Otorrinolaringologista

“É sempre notada a baixa adesão da classe a eventos desta natureza, o que é lastimável, levando-se em conta a qualidade e experiência dos convidados. Conforme citado, ter consultório não atrai mais os jovens mé16 16

Fotos: Ana Cláudia Bohler

Dr. Henrique Mercaldo Otorrinolaringologista

Estiveram presentes na ocasião profissionais de Medicina de Taubaté e região


“A

APM teve a brilhante iniciativa de realizar uma assembleia dos médicos, visando atualizar a classe sobre as tantas expectativas criadas nos últimos tempos. Valeu a pena! Tivemos a presença da Diretoria da APM Estadual com informações importantes, dando oportunidade a perguntas num diálogo cordial e produtivo. Houve comparecimento mediano, contrariando as expectativas, pois eram esperados muitos colegas. Quem não compareceu, perdeu uma grande chance de saber os caminhos que por aí vêm. Mas, quem lá esteve, aproveitou. Devemos agradecer ao nosso Presidente Camillo pela iniciativa, e rogar para que outras aconteçam.”

“A Assembleia Geral dos Médicos foi uma grande oportunidade de se fazer questionamentos à liderança máxima da APM Estadual. Os poucos colegas presentes puderam expor dúvidas e opiniões sobre temas polêmicos do cenário médico atual. Muitas reclamações têm sido ouvidas sobre os reajustes que as operadoras têm proposto, e na maioria dos casos não correspondem nem a 50% do reajuste inflacionário. É importante lembrar que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) propôs como valor mínimo a ser adotado nas recontratualizações o correspondente ao IPCA (Índice Nacional de Preços

ao Consumidor Amplo) em sua totalidade, sem desconto, mas não é isso o que temos observado. As operadoras insistem em forçar os médicos a aceitarem valores irrisórios, sob pena de descrendeciamento. Precisamos do incentivo e da participação de todos. Temos que reagir a estas imposições firmemente!” Dr. Camillo Soubhia Radiologista / Presidente da APM Taubaté

Dr. Paulo Pereira Gastroenterologista

Infográfico: APM SP / Christiane S. Messias

Foto histórica! Diretoria da APM Taubaté recebe visita da diretoria da APM Estadual

17


CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO CREMESP

Foto: Reprodução

Dificuldades para o encontro tão esperado: médico e paciente Por: Dra. Silvana Morandini

Conselheira Segunda Secretária do CREMESP

S

e por um lado o médico não tem possibilidade de montar ou manter um consultório particular devido à dificuldade de fazer residência médica, de ter título de especialista, e de ser credenciado por um bom convenio, por outro lado, o paciente não tem condições financeiras para pagar por uma consulta particular ou por um bom plano de saúde. Para o paciente, a solução seria o atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde), direito garantido como cidadão, pois impostos são pagos. Porém, devido ao sucateamento da Saúde, ocasionado por falta de verbas e por pagar honorários médicos abaixo do valor digno para o exercício da profissão, este encontro fica postergado. Perdido entre a dificuldade de pagar um plano de saúde e de enfrentar longas filas de espera do SUS, o consumidor é ludibriado por intermediários que oferecem os tais “cartões de desconto”, um setor que conquista espaço em tempos de menor renda das famílias. Nesta modalidade, o cliente se associa a uma rede que muito se parece com um plano de saúde. Arcando com mensalidades de baixo custo, ele recebe uma carteirinha e com ela tem o direito de usar clínicas médicas conveniadas à empresa, pagando um determinado valor pela consulta médica. Nem planos de saúde, nem rede

18

pública; o mercado dos cartões de descontos inunda a internet com anúncios e se propaga também pelo “boca a boca”. Entretanto, entidades de Defesa do Consumidor e Conselhos regionais de Medicina alertam e reprovam a opção. Como o mercado não é regulado, o consumidor não conta com as normas que estabelecem o prazo e a qualidade do atendimento, por exemplo. Por isso, esta relação se torna vulnerável. O médico que atende os pacientes com cartões de desconto está sendo antiético e está desobedecendo o Conselho da Classe. No Art. 72 do Código de Ética Médica (CEM) vigente, é prescrito que é vedado ao médico estabelecer vínculo de qualquer natureza com empresas que anunciam ou comercializam planos de financiamento, cartões de descontos ou consórcios para procedimentos médicos. A relação médico-paciente não pode sofrer qualquer influência de outra natureza, devendo ser pautada essencialmente na confiança depositada no profissional médico escolhido, com o objetivo único: a Saúde. As entidades médicas defendem maiores recursos para o SUS e coberturas amplas para os planos de saúde, como forma de garantir o atendimento integral. Também é preocupante a flexibilização para os convênios médicos com a criação de planos populares com cobertura limitada e preços menores.

Esta preocupação foi motivo de uma plenária temática, realizada pelo CREMESP no dia 28 de março. Num estudo realizado pelo Conselho em 2015, foi constatada a falta de especialistas. Para reverter a situação, é necessário investir na formação e especialização do profissional. O resultado do exame do CREMESP, que vem sendo realizado há 10 anos após a conclusão do curso de Medicina, mostra que a atual formação médica deixa a desejar, pois apenas metade dos candidatos são aprovados numa prova de questões básicas. Há uma proposta para que sejam realizados exames em duas etapas durante a faculdade, para que dê tempo ao aluno e à faculdade de avaliarem e aprimorarem a educação universitária. Assim, desejamos que o médico tenha autonomia para atender o paciente da melhor maneira possível, sendo justamente remunerado para isso.


Foto: Reprodução

REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

P4P ou PQP? Por: Dr. Sérgio dos Passos Ramos Diretor de Comunicação APM Regional S. J. Campos

T

udo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas.

consultas e procedimentos em unidades de Pronto Atendimento, encaminhamento a especialistas, agravamento de condições evitáveis, e internações em unidades secundárias e terciárias.

“A medicina está cara?”, “De quem é a culpa? Dos médicos, é claro!” Esta é a “lenga lenga” dos “entendidos” em saúde, que se utilizam de palavras em inglês como “ fee for service ” e “ P4P ” em palestras que propõem soluções para o alto custo da Medicina. São importadas, principalmente, de dois países com realidades e objetivos distintos.

Para funcionar na Inglaterra, é essencial um sistema de informação universal de alto custo, e eles têm. No Brasil, estamos a centenas de anos luz de sistemas que funcionam. Outro fator comparativo é que a satisfação do usuário é responsável por 33% dos pontos que aumentam o ganho do médico. A percepção de saúde e cuidado faz parte da cultura do paciente. Ele avalia bem quem cuida bem dele. No Brasil, a cultura do paciente entende que médico bom é o que pede exame.

(Karl Marx e Friedrich Engels - 1848)

Na Inglaterra, o sistema foi desenvolvido para melhorar a qualidade da assistência dos Clínicos Gerais. A Medicina estatizada esbarrava na inércia do médico, na falta de esforços dos pacientes, principalmente em relação às doenças crônicas e aos maus resultados do sistema. Foram estabelecidas diretrizes de qualidade, tais como eficiência do sistema e satisfação do usuário, premiando o médico com ganhos em dinheiro acima do salário. Veja que em nenhum momento se fala em punir o médico com diminuição de ganhos, nem se culpar o médico pelo alto custo da Medicina. O pressuposto é que a melhoria de qualidade da assistência médica na porta de entrada, que é o consultório do Clínico Geral, reduz

Já nos Estados Unidos, o sistema P4P teve duas ocasiões. Uma na década de 90 - um absurdo fracasso -, que literalmente mais causou danos à saúde dos pacientes (e dos médicos) do que aumentou a qualidade de vida do americano. Outra, na atualidade, com a criação do “Obamacare”. Nos Estados Unidos, não existe nenhum sistema de saúde estatal; quem está doente tem de pagar para receber assistência. O Partido Democrata defendeu um sistema mínimo. Só que, nos Estados Unidos, quando se dá alguma coisa se cobra do povo, e esse tem ideia crítica de quanto paga de imposto. Para o americano médio, dar saúde a quem não tem dinheiro para pagá-la é um absurdo. Não é um problema do estado. Coisas do capitalismo.

Ora, se os americanos precisam de médicos, mas não querem pagar impostos para isso, então porque não cobrar este custo dos médicos? A AMA (Associação Médica Americana) assim define o pagamento: “ which measures the quality and/or cost of care ”. No texto, está claro que o pagamento aos médicos está baseado no custo do tratamento. Ou seja, o médico passa a ser sócio da doença. Quanto mais grave é a doença, menos o médico ganha. Quanto melhor é o médico, menos ele ganha, pois médicos bons são escolhidos por doentes mais graves, que precisam de médicos e sistemas melhores. Existem mais venenos tais como

“Capitation”, “Shared Savings”, “Bundled Payments”, “withhold”, “risk contracting”.

No Brasil, a ANS - e não o CRM, como alguns falam - proibiu qualquer redução dos ganhos dos médicos com base em resultados, metas referenciais, ou restrição de tratamentos desde 2011. Impossibilitadas de fazerem isso, ressurge, principalmente entre as Unimeds, a ideia de cobrar do médico o custo do tratamento da doença disfarçado como P4P ou PQP (Pagamento por Quociente de Performance), como vi um palestrante defender, e que acabou por causar risos - que deveriam ser lágrimas - na plateia.

19


FOTOGRAFIA EM CIRURGIA PODE SER

DADO - Autorizado por Adão, D., 2016

CRIME!

20

Profissional, sempre solicite o consentimento do seu paciente para registro de imagem e nunca divulgue fotos ou vídeos nas mídias sociais! É vedado ao médico fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos. (Artigo 75, Código de Ética Médica, 2013)


REGIONAL GUARATINGUETÁ

Foto: Reprodução

Falando de vinho: Degustação Por: Dr. Antonio Diniz Torres

Cardiologista

D

egustar, no dicionário Aurélio, significa: avaliar pelo paladar o sabor de; provar. Degustação, o ato de degustar, contempla uma forma típica brasileira de expressar “reunião para saborear vinhos, queijos”. Oh!, nossa maravilhosa Língua Portuguesa. O sommelier, profissional que serve vinhos e demais bebidas durante uma refeição, também possui a função de realizar provas em vinhos, a fim de classificá-los e aplicá-los descrições. Estas definições auxiliarão os apreciadores na escolha do vinho que melhor lhes aprouver. Esta degustação profissional é cercada de rituais e possui um vocabulário próprio, bem como uma metodologia que tem que ser seguida. No âmbito de reuniões enogastronômicas entre amigos, prefiro pensar que degustar é viajar pelas amplas vias da emoção, caminhando pelos intrincados meios da percepção sensorial, explorando cada sentido, permitindo a superficialização das emoções registradas na memória, e propiciando uma nova vivência de agradáveis momentos.

dos utensílios que serão usados na degustação. Trata-se do prazer de se avaliar a abertura da garrafa, com os devidos cuidados no manuseio para não se agitar o vinho; da escolha do saca rolhas, das taças, e da temperatura de serviço do vinho. É possível explorar estas emoções até que se chegue ao grande momento de observar o aspecto visual, o qual é exuberante e sedutor nas várias tonalidades e transparência. Em seguida, deve-se partir para o aspecto olfativo, observando o aroma franco e todas as famílias aromáticas (frutas, flores, tostados, etc.). Por fim, certamente vem o aspecto gustativo, a expressão máxima desejada por todos, que vai constatar doçura, acidez, amargor, teor alcoólico, maciez, corpo e presença de taminos. Após toda esta aventura, é possível estabelecer observações sobre a concentração e o sabor, bem como sobre a persistência aromática. E, com o retro-olfato, compor uma impressão pessoal sobre

cada vinho, elegendo os preferidos ao nosso paladar. Desta forma, o vinho ganha corpo, alma e vida, e passamos a viver e reviver renomadas emoções. As etapas de uma degustação devem contemplar tecnicamente: I- Aspecto visual II- Aspecto olfativo III- Aspecto gustativo Como de costume, sugiro este roteiro como método de apreciação de vinhos. O prazer, este fica por conta dos sentidos de cada um. Com o término do verão, recomendo a transição das degustações, direcionando-as para os tintos. Se beber não dirija, pois in vino veritas e in aqua sanitas.

Degustar é estimular os sentidos: Audição, Tato, Visão, Olfato e Paladar, e são estas as ferramentas que iremos utilizar. Os profissionais vão aprimorar ao máximo o aspecto visual, olfativo e gustativo. Mas, na minha opinião poética, é possível começar a reconstrução das emoções através do som preparatório

Foto: Google Creative Commons

21


Auditório

Fotos: Interativa Mix

Sala de reuniões

rmet

o gou Espaç

Espaço gourmet

Auditóri

o

22

Sala de reuniões


DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO DABM

Alunos de Medicina registram bom desempenho em avaliações obrigatórias de proficiência

Por: Ana Beatriz Miguel Comunicação DABM

O

Diretório Acadêmico Benedicto Montenegro, fruto da Faculdade de Medicina de Taubaté, preza pela melhoria da qualidade de ensino, assim como pelos parâmetros que analisam a proficiência dos alunos. Uma das iniciativas do DABM em 2016 foi criar o Curso Preparatório para o CREMESP que, além de alertar sobre a importância da prova e o que ela representa, contou com a ajuda de professores que se dispuseram a ajudar com algumas aulas sobre temas bastante importantes. Em consequência disso, o desempenho dos alunos da turma XLV, formandos de 2016, foi muito acima do alcançado no ano anterior.

Outra avaliação para os estudantes de Medicina é a ANASEM (Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina), criada pelo Ministério da Educação e Cultura e aplicada aos alunos do segundo, quarto e sexto anos. Como foi implantada em 2016, teve apenas a fase para os alunos segundo anistas. A instituição foi a responsável pela inscrição dos alunos, uma vez que ela é obrigatória a partir deste ano. O desempenho dos alunos foi divulgado no último dia 25 de março, podendo ser classificado como conhecimento básico, adequado ou avançado. A média de proficiência do estado de São Paulo foi de 100,3, o que é classificado de acordo com o MEC como

adequado, sendo que 5,5% apresentaram conhecimentos básicos, 92,4% adequados e 2,2% conhecimentos avançados. Na Faculdade de Medicina de Taubaté, o resultado foi mais satisfatório, com a média de proficiência de 101,2%, considerado adequado, com 2,4% dos alunos com conhecimentos básicos, 96% adequado e 1,6% avançado. Ainda é uma avaliação em fase de testes, já que foi o primeiro ano em que foi aplicada. Um questionário foi respondido a respeito da prova, com questões sobre tempo para realização e dificuldades encontradas na prova. Registramos os parabéns aos alunos do segundo ano da Faculdade de Medicina de Taubaté! Que as próximas turmas sejam ainda melhores, e que a Faculdade melhore o seu desempenho também nesta avaliação.

Foto : DABM

A Faculdade de Medicina de Taubaté foi uma das entidades com desempenho acima de 60% no ano de 2016, com 85 participantes. É muito gratificante colher os frutos.

Gostaríamos de parabenizar os alunos da turma XLV pelo comprometimento com o nosso projeto, agradecer aos professores que nos ajudaram a criar este curso, e que ele se intensifique ao longo dos anos para que os resultados sejam ainda melhores!

Membros da gestão 2017

23


ELEIÇÕES APM 2017

Constitua a sua chapa! Eleição da nova diretoria executiva da APM Taubaté acontece em agosto

As eleições são realizadas a cada três anos, simultaneamente com as eleições para os cargos eletivos da Associação Médica Brasileira – AMB. A convocação das eleições será feita 60 (sessenta) dias antes da votação, bem como a divulgação do prazo e dos requisitos para apresentação das chapas. Para votar ou se candidatar a cargo eletivo na APM são necessários os seguintes requisitos: a)Ser associado efetivo da APM, inscrito até a data de 30 de março deste respectivo ano eleitoral; b)Estar em pleno gozo dos seus direitos estatutários; c)Ter quitado, até a data das eleições, os seis primeiros meses da contribuição associativa anual respectiva. Obrigatoriamente, as chapas deverão ser formadas e apresentadas de forma completa, com a expressa anuência dos seus componentes por meio de formulário próprio definido pela Comissão Eleitoral e que deverá ser disponibilizado no formato físico e digital a todos os interessados, respectivamente na Secretaria Geral

24

da APM e no seu site, imediatamente após a publicação do Edital de Convocação das eleições. O requerimento de pedido de inscrição da chapa deverá ser subscrito pelo candidato a Presidente na chapa, dirigido ao Presidente da Comissão Eleitoral e protocolado na Secretaria da APM / Seção Regional, até às 18h do 50º (quinquagésimo) dia anterior à data fixada para as eleições. Verificando-se qualquer irregularidade na chapa, a Comissão Eleitoral concederá ao candidato a Presidente desta chapa o prazo de dois dias úteis para sanar a irregularidade, sob pena de cancelamento da chapa. A morte ou a desistência de algum dos componentes de uma das chapas já inscrita não prejudicará a elegibilidade da mesma que, se eleita, procederá ao preenchimento dos cargos vagos consoantes o Estatuto Social da APM. A Secretaria Geral da APM expedirá a todos os seus Associados, até 30 (trinta) dias antes das eleições, a relação das chapas devidamente inscritas e respectivas constituições. A Seção Regional determinará a forma de eleição das suas votações (por cédula de votação, por correspondência, ou por via eletrônica), nos termos de suas respectivas normas e Estatutos Sociais, providenciando todas as condições necessárias para a realização da eleição. O voto será pessoal, direto, secreto e inviolável, não se admitindo voto por procuração. A apuração dos votos será iniciada na

sede da APM / Seção Regional logo após o término das eleições, devendo prosseguir até o término, ininterruptamente. Os resultados das eleições dos cargos eletivos das Seções Regionais serão imediatamente comunicados à Secretaria Geral da APM. A posse dos eleitos será realizada no mês de novembro do ano eleitoral. As informações acima foram obtidas do Código Eleitoral da Associação Paulista de Medicina, datado de 05 de novembro de 2016. O documento* se encontra disponível no site da APM, www.apm.org.br. (*Documento sujeito a atualizações) Comunicamos que na próxima edição da Revista Médicos do Vale, divulgaremos um conteúdo completo das Eleições 2017 da APM Taubaté.

Foto: Google Creative Commons

Em cumprimento ao Estatuto Social e Código Eleitoral da Associação Paulista de Medicina, as eleições para os cargos eletivos das Seções Regionais da APM serão realizadas no próximo dia 31 de agosto de 2017.


CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

Associados APM são isentos do pagamento de inscrição em cursos, jornadas, simpósios e reuniões científicas AGENDA CIENTÍFICA: ABRIL 25/04 (Terça-feira) DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE PATOLOGIA CLÍNICA Reunião Científica com webtransmissão Tema: ANEMIA HEMOLÍTICA CONGÊNITA Horário:19h30 às 20h30 26/04 (Quarta-feira) COMITÊ CIENTÍFICO DE PSIQUIATRIA FORENSE Reunião Científica com webtransmissão Tema: APRESENTAÇÃO DE LAUDOS DE SIQUIATRIA FORENSE Horário: 19h30 às 22h 27/04 (Quinta-feira) COMITÊ CIENTÍFICO DE ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE Curso CQH Tema: FORMAÇÃO DE AVALIADOR DO PROGRAMA CQH Horário: 8h30 às 17h30 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MULHERES MÉDICAS Reunião Científica da ABMM Tema: DIFERENÇA DE GÊNERO EM DISLIPIDEMIA Horário: 20h às 22h DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE NUTROLOGIA Reunião Científica com webtransmissão Tema: NUTROTERAPIA NA DOENÇA INFLAMATÓRIA: HÁ EVIDÊNCIAS PARA IMUNONUTRIENTES? Horário: 20h30 às 22h

28/04 (Sexta-feira) - I WORKSHOP SAÚDE DIGITAL: SEGURANÇA DE DADOS Temas: REGISTRO ELETRÔNICO DE SAÚDE / PROJETO IDOSO BEM CUIDADO / HACKERS MAIS ATIVOS, COMBATE MAIS EFETIVO / DADOS SENSÍVEIS, COMO PROTEGÊLOS? / EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA, ALIADA DA SAÚDE? / SAÚDE, UM ECOSSISTEMA PROTEGIDO? / DIREITO DIGITAL / A IMPORTÂNCIA DA CERTIFICAÇÃO DIGITAL / O FUTURO DIGITAL Horário: 8h às 16h COMITÊ CIENTÍFICO DE ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE Curso CQH Tema: FORMAÇÃO DE AVALIADOR DO PROGRAMA CQH Horário: 8h30 às 17h30

AGENDA CIENTÍFICA: MAIO 04/05 (Quinta-feira) DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE HOMEOPATIA Reunião Científica Tema: URGÊNCIAS EM HOMEOPATIA Horário: 19h30 às 21h 09/05 (Terça-feira) COMITÊ CIENTÍFICO DE ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE Curso CQH Tema: GESTÃO DE PESSOAS Horário: 8h30 às 17h30

25


10/05 (Quarta-feira) COMITÊ CIENTÍFICO DE ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE Curso CQH Tema: GESTÃO DE PESSOAS Horário: 8h30 às 17h30 DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE ANESTESIOLOGIA Reunião Científica com webtransmissão Tema: PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ANESTESIOLOGIA Horário: 19h30 às 22h 11/05 (Quinta-feira) DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE MASTOLOGIA Reunião Científica com webtransmissão Horário: 18h às 21h30 13/05 (Sábado) DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR Reunião da Liga Acadêmica Paulista de Cirurgia Vascular Horário: 8h30 às 12h COMITÊ CIENTÍFICO DE PSIQUIATRIA FORENSE VI Curso de Psiquiatria Forense, com webtransmissão Temas: A AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE LABORAL / ASPECTOS PSÍQUICOS E SOCIAIS DO TRABALHO / DOENÇA x INCAPACIDADE / ACIDENTE E ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO / PERÍCIA PSIQUIÁTRICA FORENSE NOS CASOS DE CRIMES PASSIONAIS E DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Horário: 8h30 às 13h 16/05 (Terça-feira) COMITÊ CIENTÍFICO DE ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE Curso CQH Tema: GERENCIAMENTO DE RISCOS E SEGURANÇA DO PACIENTE Horário: 8h30 às 17h30 17/05 (Quarta-feira) COMITÊ CIENTÍFICO DE ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE Curso CQH Tema: GERENCIAMENTO DE RISCOS E SEGURANÇA DO PACIENTE Horário: 8h30 às 17h30 COMITÊ CIENTÍFICO DE AUDITORIA MÉDICA Reunião Científica Tema: JUNTAS MÉDICAS Horário: 19h às 21h30

26

18/05 (Quinta-feira) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MULHERES MÉDICAS Reunião Científica Tema: GOVERNANÇA CORPORATIVA – IMPORTÂNCIA PARA MULHERES Horário: 20h às 22h DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE NUTROLOGIA Reunião Científica com webtransmissão Tema: PREBIÓTICOS, PROBIÓTICOS E SIMBIÓTICOS: QUAIS AS EVIDÊNCIAS CLÍNICAS, RISCOS E BENEFÍCIOS? Horário: 20h30 às 22h 20/05 (Sábado) DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE NEUROCIRURGIA Reunião Científica dos serviços de Neurocirurgia do estado de São Paulo Tema: DISCUSSÃO DE CASOS DOS SERVIÇOS DE NEUROCIRURGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO Horário: 8h às 12h 29/05 (Segunda-feira) DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE MEDICINA DO TRABALHO Reunião Científica com webtransmissão Horário: 19h às 22h COMITÊ CIENTÍFICO DE ADOLESCÊNCIA Reunião Científica com webtransmissão Tema: A FUNÇÃO MATERNA NOS DIAS ATUAIS Horário: 20h30 às 22h 31/05 (Quarta-feira) COMITÊ CIENTÍFICO DE PSIQUIATRIA FORENSE Reunião Científica com webtransmissão Tema: APRESENTAÇÃO DE LAUDOS DE PSIQUIATRIA FORENSE Horário: 19h30 às 22h ATENÇÃO: * Eventos promovidos pela APM SP; * Local: Av. Brigadeiro Luis Antônio, 278, São Paulo/SP; * Inscrições: www.apm.org.br / inscrições@apm.org.br * Programação sujeita a alterações; * Associados, estudantes, residentes e outros profissionais deverão apresentar comprovante de categoria na secretaria do evento, a cada participação em reuniões e/ou cursos.


LITERATURA

A Lista Faça uma lista de grandes amigos. Quem você mais via dez anos atrás? Quantos você ainda vê todo dia? Quantos você já não encontra mais?

Foto: Google Creative Commons

Faça uma lista dos sonhos que tinha. Quantos você desistiu de sonhar? Quantos amores jurados pra sempre. Quantos você conseguiu preservar? Onde você ainda se reconhece: na foto passada ou no espelho de agora? Hoje é do jeito que achou que seria?

Por: Oswaldo Montenegro

Escritor e músico

Quantos defeitos sanados com o tempo, eram o melhor que havia em você? Quantas mentiras você condenava, quantas você teve que cometer? Quantas canções que você não cantava, hoje assobia pra sobreviver?

Quantos amigos você jogou fora?

Quantos segredos que você guardava, hoje são bobos e ninguém quer saber?

Quantos mistérios que você sondava, quantos você conseguiu entender?

Quantas pessoas que você amava, hoje acredita que amam você?

HUMOR

Charges

Créditos: Denny

27


CLUBE DE BENEFÍCIOS

Quer economizar em presentes, viagens e equipamentos? A APM garante bons descontos em suas compras! Você pensa em modernizar a casa ou o consultório, e precisa de novos aparelhos? Gostaria de agradar uma pessoa querida com um bom presente, que seja útil e barato? Quer proporcionar um momento especial de lazer a familiares e amigos? Então, confira ofertas imperdíveis concedidas à APM por empresas parceiras. LAZER, ESPORTE E ENTRETENIMENTO A ESPORTIVA Loja virtual de artigos esportivos oferece 10% de desconto nas compras à vista ou em até 10x sem juros no cartão. * O desconto (não cumulativo) será aplicado no carrinho de compras ao digitar o código promocional (APMDESCONT). Localização: Nacional (Compras online)

ELETRODOMÉSTICOS

ELETROELETRÔNICOS

ELECTROLUX Em suas compras, adquira desconto de até 30% e parcelamento em até 10x sem juros. A empresa oferece frete grátis para todo o Brasil. DESCONTÃO! Localização: Nacional (Compras online)

CANON NOVA PARCERIA Garanta 20% de desconto em produtos disponíveis no site. Localização: Nacional (Compras online)

POLISHOP Associado APM, usufrua de 10% de desconto nas compras realizadas no site e nas lojas físicas da empresa. Localização: Nacional (Compras online) USO PESSOAL IMAGINARIUM NOVA PARCERIA Em toda a linha de artigos para presentes, utilidades, decoração e itens de uso pessoal, adquira 10% de desconto. Localização: Nacional (Compras online)

BILHETERIA.COM Associados APM têm de 10% a 50% de desconto na compra de ingressos para shows, teatro, circo, parque de diversões e passeios turísticos. DESCONTÃO! Localização: Nacional (Compras online)

NETSHOES Associado APM recebe desconto de 10% em todo o site NETSHOES. *Exceto nas compras de lançamentos, categoria bike, suplementos da marca Optimum, Games e Eletrônicos, e produtos com selos Especiais. Localização: Nacional (Compras online)

LIVRARIA CULTURA NOVA PARCERIA Em parceria com a APM, a Livraria Cultura oferece aos associados da entidade 15% de desconto em produtos do hotsite exclusivo. Localização: Nacional (Compras online)

O BOTICÁRIO NOVA PARCERIA A rede de perfumaria e cosméticos garante 12% de desconto aos associados APM nas compras efetuadas no site da empresa. Localização: Nacional (Compras online)

28

FAST SHOP NOVA PARCERIA A empresa criou um hotsite exclusivo para a APM, no qual os associados terão acesso a um mix único de produtos, com preços diferenciados e condições especiais. Conquiste até 30% de desconto no valor das compras. Localização: Nacional (Compras online) WALMART Associado APM tem 10% de desconto nas compras efetuadas no site ou nas lojas físicas. Localização: Nacional (Compras online) CÂMBIO CONFIDENCE CÂMBIO Concede aos associados APM 1,5% de desconto na compra de Dólar e Euro, e de 0,5% nas demais moedas. Além disso, os afiliados da entidade não pagam nada pelo Confidence Travel Card (cartão pré-pago internacional), forma mais prática e segura de usar o dinheiro no exterior. Localização: Somente compras por telefone (0800 400 0800) Entre em contato e conheça as outras promoções

www.apm.org.br/clubedebeneficios clubedebeneficios@apm.org.br (11) 3188.4329/4370/4579 Clube de Benefícios Vantagens sem limites!


Aniversariantes A APM Taubaté saúde a todos os amigos e associados pelas comemorações natalícias ANIVERSARIANTES DE ABRIL 01 ANA CLAUDIA DE OLIVEIRA FONSECA TELMA DA SILVA SANTOS VANESSA FALCAO MONTEIRO 02 NELSON SHIDUHO YASSUDA 03 LUCIANO PRUDENTE DOS SANTOS 04 ANDRE LUIS FERREIRA SANTOS THEREZA FREIRE VIEIRA 05 ANA CAROLINA EL ZOUKI 06 PAULO SERGIO VARGAS WERNECK 07 EDNELSON CUNHA NAVARRO LUMA PRINCESS SCHNEIDER 08 ANDREA PAVAN NATALIA XAVIER CARVALHAL DE LIMA VIEIRA 09 PAULO EDUARDO BERTOCCO PARISI PRESPER FERES DAHER FILHO 10 ALESSANDRA CARVALHO TOLEDO MACHADO 11 OSCAR CESAR PIRES THIAGO MARCHTEIN GUEDES 12 ANA LYDIA NOGUEIRA ARENAS JOYCE YUMI MUKAI 13 ANA CAROLINA DA MATTA AIN ANDREA APARECIDA DE ALMEIDA FONSECA 14 LIN CHEN HAU MARCIA LANZONI DE ALVARENGA 16 ALEXANDRE SANTANA FANTAUZZI 17 CLERY NUNES DE CARVALHO RIZZIERI DE MOURA GOMES 18 ARIELLA CASSIA DE MOURA PAULO CESAR PINTO MOUASSAB 19 LAIS NUNES SALLES PINHEIRO MARISTELLA FROIO TOLEDO 21 DIOGO COSTA DE ALMEIDA SUZANA ANDRE 22 AILTON AUGUSTINHO MARCHI GUSTAVO NOTARI DE MORAES JORGE ROBERTO DA COSTA CASTANHEIRA MARIA TEREZA TORRES FROTA ROGERIO DA CUNHA PEREIRA SANDRO EURICO FERRIELLO 24 PAULO CESAR FEROLDI 26 MAGDALENI XAGORARIS ROBERTO WAISSMANN RODRIGO CORREIA COAGLIO 27 DIMAS AGUIAR MELAO JOAO LUCIO RODRIGUES DE CASTRO ROSANE GERALDO BONINSENHA 28 MARIA APARECIDA NOGUEIRA DE BARROS ALVES DA COSTA 30 ADRIANA DE OLIVEIRA MUKAI

29


ANIVERSARIANTES DE MAIO 01 FRANCISCO GERALDO FURTADO 02 HERBERT HIDEYOSHI KAI LARA PIRES BUENO 03 MARIA STELLA AMORIM DA COSTA ZOLLNER SAMARA DA SILVA GAVINIER 04 ANDRESSA DI FILIPPO MINE BASTOS MARIA CRISTINA E CAMPMANY NELSON FRANCO FILHO 05 FLAVIO LUIZ LIMA SALGADO JOVIANO BARBOSA MOASSAB 07 ANA CRISTINA REIS LAGES 08 SHEILA MARTINS DI SANTIS 09 MARCEL SAIJI TAKESHITA NORBERTO ZOLLNER JUNIOR 10 MARCOS BOTTENE VILLA ALBERS PAULO ROBERTO ROSA 11 EDUARDO KEIICHI UNNO 12 CARLOS MARCONDES NETO 13 JOSE ROBERTO SILVA MIRANDA LEONARDO XAVIER MOREIRA MARCOS AUGUSTO CHACON SILVA JUNIOR 15 FLAVIO SANTOS FERREIRA LEITE MAURICIO CAMPOS CUSMANICHI 16 ALCEDIR RAISER LIMA 17 PEDRO ROBERTO DE PAULA 18 MATHEUS SANTOS CASTILHO 19 DENISE LANZONI DE ALVARENGA IVA MARIA FERRARESI NICOLE BALDO MENDES 20 HERNANI AUGUSTO M DA SILVA FILHO JOYCE GODOY FARAT VANDERLI SOARES RAMOS DE CARVALHO 21 OCTAVIO BERTTI 22 JULIANA BRATROV FRANCISCO 23 LUCAS DE CARVALHO LIMA 24 JOHNNY TAH JI NG MARCILIO PAULO DE ANTUNES BUENO SEBASTIAO CRESIO DA SILVA 25 FLAVIA REGINA FERREIRA 26 MARIA FERNANDA CESAR MARSON WAGNER KENDY YANO 27 SAMYRA BRAZ DE LINICA 28 LIVIA MARIA PONZONI DE ABREU PATRICE ALESSANDRA DOS SANTOS ROSELLO 29 GOTARDO PIMENTA DE FIGUEIREDO FILHO 30 MARIA ANGELICA RATIER JAJAH NOGUEIRA PAULO ROBERTO FERREIRA SANTOS RICARDO SALLES CAUDURO

30

ANIVERSARIANTES DE JUNHO 01 DANIELA BUCELES DE ARAUJO 02 ILINA SOARES DE OLIVEIRA SHU MARA PATRICIA GUILHERMINO DE ANDRADE 03 MAURICIO TETSUJI SATO WILSON VIEIRA DE SOUZA 05 LARISSA COUTINHO MARCELO COBRA HILARIO 06 GUILHERME SALGADO MURAGAKI MARIA DA GLORIA A RODRIGUES PALOMA ALVES DA SILVA FERREIRA SAMUEL ALLEYNE NETO 08 AILTON MOURA DE CASTRO 09 HELIO DE CARVALHO BAPTISTA 10 IVANIR MONTEIRO DE A FREIRE 11 LUIZ BARONE JUNIOR PERSIS PEREIRA DE MAGALHAES 12 MARCO ANTONIO PRADO E SILVA GONCALVES ROSA SANDRA REGINA ALVES GIANINI 13 EVELYN BARTHOLO CALVERT TITO SOARES PEREIRA 14 MAURICIO LUCCHESI 15 CARLOS ALBERTO VARELLA 16 JOSE CARLOS BARBOSA 17 ANA PAULA DE ASSUMPCAO REGINALD BRUNO SIMAO RODRIGUES 18 CHELNA PAOLICHI FERRO ELIAS 19 EDSON DE OLIVEIRA VANDALETI EDSON YORIKAWA 21 SIMONE FRANCISCA HEIRAS 22 REJANE LINHARES DALBONI VANESSA REZENDE LEITE 23 GABRIEL EGIDIO PINTO DE OLIVEIRA 24 JOAO BATISTA ALVES DE OLIVEIRA VALERIA LIMA DA CRUZ 25 CLAUDIO RICARDO MANFREDINI 26 DIEGO AUGUSTO DE MOURA TAJES 28 PEDRO LUIZ ANASTACIO 29 FABIO AUGUSTO RIBEIRO FURLAN MARCELO BARBOSA MORAIS MARCELO ZUCHETTO KRUMENAUER PATRICIA MOREIRA NOGALI FURLAN 30 ANTONIO AUGUSTO NEVES DA NOBREGA MARCIO ANTONIO DE CARVALHO SILVA PEDRO JOSE CHIAVEGATO DA SILVA SELMA JANE BRAGA DE OLIVEIRA


31


Revista APM - Médicos do Vale ed. 11  

Revista APM Taubaté - Médicos do Vale - edição 11

Advertisement