Issuu on Google+

Ana Paula Gomes da Costa Oliveira

Projecto de Intervenção para o Agrupamento de Escolas de Milheirós de Poiares 2009/2013

HARMONIA DE VOZES Numa só voz, para a Unidade de um Agrupamento

Milheirós de Poiares 8 de Julho de 2009


Índice Índice .............................................................................................................................................................1 Sumário .........................................................................................................................................................2 1. Apresentação do projecto nas suas linhas gerais ....................................................................................2 a)

Resultados - intermédios (2011) .......................................................................................................3

b)

Resultados finais (2013) ....................................................................................................................3

1.1 Identificação da problemática a abordar .............................................................................................3 1.2 Descrição do processo ........................................................................................................................4

1.2.1 Objectivos/metas .........................................................................................................................4 1.2.2 Destinatários ................................................................................................................................4 1.3 Medidas do projecto ............................................................................................................................4 1.4 Recursos necessários .........................................................................................................................6 1.5 Cronograma de execução: calendarização das actividades previstas ...............................................6 1.6 Dispositivo de avaliação do projecto ...................................................................................................6

1.6.1 Modalidades/instrumentos de avaliação .....................................................................................6 1.6.2 Indicadores de medida .................................................................................................................6 1.6.3 Momentos ....................................................................................................................................7 1.7 Avaliação do projecto: produto (resultado das actividades) ................................................................7

1.7.1 Resultados - intermédios (2011) ..................................................................................................7 1.7.2 Resultados finais (2013) ...............................................................................................................8

Ana Paula Oliveira

|1


Sumário O Decreto-Lei nº 75/2008, de 22 de Abril, após 10 anos de incompleta aplicação do Decreto-lei nº. 115A/98, de 4 de Maio, veio concretizar vontades políticas emanadas de práticas nacionais e internacionais, consideradas exemplares. Consequentemente, foi criada a figura de Director, órgão unipessoal, “o órgão de administração e gestão do agrupamento de escolas ou escola não agrupada nas áreas pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial” (SUBSECÇÃO II, artigo 18º). “…um rosto, um primeiro responsável, dotado da autoridade necessária para desenvolver O projecto educativo da escola e executar localmente as medidas de política educativa. A esse primeiro responsável poderão, assim, ser incumbidas responsabilidades pela prestação do serviço público de educação e pela gestão dos recursos públicos postos à sua disposição”. No cumprimento do estabelecido no ponto 3 do artigo 22º e artigo 25º, apresento o meu projecto de intervenção no agrupamento, para um mandato de 4 anos.

1. Apresentação do projecto nas suas linhas gerais O projecto está organizado em várias partes, a saber: 1. Identificação da problemática a abordar a) Objectivos/metas b) Destinatários 2. Descrição do processo 3. Objectivos/metas a) Destinatários 4. Medidas do projecto 5. Recursos necessários 6. Cronograma de execução: calendarização das actividades previstas 7. Dispositivo de avaliação a) Modalidades/instrumentos de avaliação b) Indicadores de medida c) Momentos 8. Avaliação do projecto: produto (resultado das actividades)

Ana Paula Oliveira

|2


a) Resultados - intermédios (2011) b) Resultados finais (2013) 9. Conclusão 10. Referências bibliográficas

1.1 Identificação da problemática a abordar O conhecimento da organização, os resultados da avaliação interna efectuada, o levantamento de problemas e a análise da realidade actual face ao futuro, imperaram na definição de objectivos a cumprir. Os problemas detectados têm a ver com vários factores e implicam os vários actores do processo educativo. Por um lado, no que concerne às famílias, a falta de formação dos pais e encarregados de educação revelados na baixa escolaridade que leva ao desacreditar na escola como instituição credível e fundamental na formação de cidadãos responsáveis, aptos a enfrentar as adversidades da vida e a acompanhar a evolução dos tempos; a inexistência de um projecto de vida por parte dos alunos que deriva automaticamente em desmotivação e em alheamento da escola; o estado de crise económica e social em que se encontra o país, responsável pela debilidade da estrutura familiar e desânimo dos seus membros. Por outro lado, em relação à escola como instituição, a desadequação da mesma face à cruel e inegável realidade de um mundo em mudança minuto a minuto; a dificuldade de acompanhar em tempo útil todas as transformações; a dificuldade em tratar com equidade os diferentes alunos proporcionando-lhes vivências de acordo com as suas capacidades e potencialidades que se traduz em oferta formativa pobre e pouco diversificada; a falta de formação e preparação por parte dos docentes para enfrentar e acompanhar o ritmo alucinante da mudança; a falta de tempo previsto nos horários dos docentes para o trabalho colaborativo em prol dos alunos; a sobrecarga de horas lectivas sem espaços de reflexão; a falta de espaços físicos para o trabalho colaborativo e produção de materiais de suporte pedagógico. No dia-a-dia da escola, toda esta problemática tem reflexo a nível comportamental com repercussões no aproveitamento escolar dos alunos. Porém, o quadro normativo e valorativo existente em relação à acção disciplinar é débil. Assim, identifiquei dois problemas: - Inexistência de trabalho cooperativo e colaborativo. - Fraca imagem da escola no meio;

Ana Paula Oliveira

|3


1.2 Descrição do processo 1.2.1 Objectivos/metas Após a tomada de consciência dos problemas existentes, defini objectivos para cada problema e poder assim, direccionar uma linha de actuação. Problema 1- Inexistência de trabalho colaborativo

Objectivos/metas  Criar gabinetes de trabalho  Promover a prática colaborativa  Produzir materiais pedagógicos

2- Fraca afirmação da escola no meio

 Diminuir a indisciplina na escola  Formar e certificar a comunidade nomeadamente pais e encarregados de educação  Diversificar a oferta formativa

1.2.2 Destinatários O projecto tem como destinatários os docentes, os discentes, em particular os delegados de turma, os pais e encarregados de educação e a comunidade em geral pertencente a este Agrupamento de Escolas. Serão intervenientes para além dos docentes, o GAM - Grupo de Área de Melhoria “Disciplina”, as Comissões de Horários, formadores externos e o Órgão de Direcção e Gestão – o Director.

1.3 Medidas do projecto As medidas que vou enunciar são actividades /acções concretas para resolver os problemas identificados. São as seguintes: M1 – Transformação da sala pequena de docentes em dois gabinetes de trabalho M2 – Maior rentabilização das salas de trabalho 1 e 2. Na elaboração de horários e nomeadamente na distribuição de salas, as salas de trabalho 1 e 2 devem ficar livres para reuniões, da parte da tarde. M3 – Realização de três reuniões disciplinares (uma por mês) cujo objectivo seja a planificação conjunta de aulas e consequentemente a elaboração de documentos partilhados e aplicados por todos os docentes. M4 – Realização de uma reunião por trimestre, para analisar e partilhar expectativas e resultados.

Ana Paula Oliveira

|4


M5 – Realização de pelo menos duas reuniões de trabalho, para fazer o levantamento das necessidades (temas / matérias, bibliografia, fichas de trabalho, etc.). Este tipo de trabalho obriga à pesquisa e elaboração de fichas em casa como complemento. M6 – Criação de grupos de trabalho de acordo com os temas/matérias para a elaboração, compilação e respectiva divulgação (em suporte de papel, informático ou através do moodle) de materiais de suporte pedagógico. M7 – Realização de sessões de formação na área das relações humanas (educação para a cidadania responsabilidade e civismo) destinada a pais e encarregados de educação e docentes. M8 – Envolvimento delegados de turma e subdelegados nas questões da resolução de conflitos promovendo duas reuniões por ano lectivo, a primeira de reflexão sobre os problemas disciplinares da Escola e a segunda em que seriam propostas medidas de intervenção no meio escolar pelos alunos, com o grupo da área de melhoria responsável pela Disciplina M9 – Realização de formação na área da mediação de conflitos de uma forma sistemática, todos os anos, durante os períodos, destinada essencialmente aos delegados e subdelegados. M10 – Continuação do grupo responsável pela área de melhoria “Disciplina” (GAM Disciplina), com elementos diversos da comunidade educativa com a incumbência de implementar medidas, acompanhálas e monitorizá-las e monitorizar também as acções aqui propostas. M11 – Realização de encontros de esclarecimento e reflexão com todos os elementos da comunidade educativa sobre o quadro normativo da escola, promovida pelo grupo referido na medida 10 (GAM Disciplina) em que será convidado um especialista nesta matéria. M12 – Continuação dos Cursos de Educação e Formação (CEF): Curso de Educação Formação de Acolhimento a Crianças Curso de Educação Formação de Canalizações Curso de Educação Formação de Electricidade Curso de Educação de Padaria e Pastelaria

M13 - Continuação dos Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA). M14 - Implementação do Ensino Secundário num dos Cursos de Educação e Formação(CEF). M15 - Implementação do Ensino Secundário nos Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA).

Ana Paula Oliveira

|5


M16 - Formação de uma orquestra com todos os elementos da comunidade que toquem um instrumento musical. M17 – Selecção de um grupo de docentes do quadro da escola com perfil para leccionar os cursos mencionados nas medidas 12, 13, 14 e 15.

1.4 Recursos necessários Para concretizar as medidas que enunciámos é necessário mobilizar todos os recursos disponíveis: logísticos (físicos e materiais), relacionais, políticos, humanos e financeiros, que existem na comunidade, na escola, nas instituições intervenientes e entre as próprias pessoas e famílias que são alvo do projecto.

1.5 Cronograma de execução: calendarização das actividades previstas Para concretizar os objectivos definidos, proponho 17 medidas a ser concretizadas ao longo dos 4 anos, de uma forma sistemática, com excepção da M1 pois, só com trabalho contínuo e continuado se conseguem resultados.

1.6 Dispositivo de avaliação do projecto

1.6.1 Modalidades/instrumentos de avaliação Inquéritos para a avaliação das actividades, a análise documental e a observação directa são os instrumentos privilegiados a utilizar para medir o grau de adesão do público-alvo, o grau de satisfação das pessoas envolvidas, o número de sugestões e o grau de cumprimento das recomendações feitas. O número de ofertas curriculares, formativas e culturais constituem também indicadores de medida que confirmam o número de objectivos cumpridos.

1.6.2 Indicadores de medida São considerados indicadores de medida, numa 1ª fase:  A percentagem de adesão às diferentes medidas propostas;  O grau de satisfação obtido através da aplicação de inquéritos aos intervenientes nos finais das sessões formativas referidas nas medidas enunciadas;  A percentagem de adesão aos cursos com base na frequência dos mesmos;

Ana Paula Oliveira

|6


 A percentagem de casos de indisciplina.

Na fase final do projecto, os indicadores de medida serão:  A percentagem de alunos que se identifica com a escola;  A percentagem da comunidade que revela ter uma boa imagem da escola;  O grau de satisfação da comunidade em relação aos serviços prestados pela escola.

1.6.3 Momentos Defini dois tempos de avaliação: intermédio, em 2011 e final, em 2013.

1.7 Avaliação do projecto: produto (resultado das actividades)

1.7.1 Resultados - intermédios (2011) Considero como resultados intermédios os que foram definidos para cada medida e que constam do quadro abaixo. Medidas

Resultados intermédios

M1-Transformação da sala pequena de docentes

Criação de 2 gabinetes de trabalho

M2-Rentabilização das salas de trabalho 1e2

80% de disponibilidade diária das salas para reuniões

M3-Realização de três reuniões disciplinares/mês

Maior colaboração entre docentes visível nas actas

M4-Realização de uma reunião trimestral para análise e partilha

Classificações finais dos períodos mais homogéneas entre alunos de diferentes docentes duma mesma disciplina e ano

M5-Realização de duas reuniões para fazer levantamento de necessidades

Elaboração de materiais pedagógicos

M6-Criação de grupos de trabalho para produção de materiais pedagógicos

Existência de pelo menos um dossier por grupo disciplinar com materiais pedagógicos

M7-Realização de sessões de formação destinada a pais e docentes

10% de participação nas sessões

M8-Realização de reuniões destinada a delegados de turma e subdelegados

Apresentação de propostas por 50% dos delegados

M9-Realização de sessões de formação para delegados e subdelegados sobre mediação de conflitos

Diminuição das ocorrências disciplinares em 20%

M10-Continuação do Grupo da Área de

Intervenção do GAM na promoção de acções

Ana Paula Oliveira

|7


Melhoria "DISCIPLINA" (GAM Disciplina) M11-Realização de encontros de esclarecimento e reflexão sobre o quadro normativo

de formação 15% de adesão da comunidade educativa Diminuição em 20% dos processos disciplinares

M12-Continuação dos Cursos de Educação e Formação

50% dos alunos, pais e docentes estão satisfeitos e apostam na continuidade dos cursos

M13-Continuação dos cursos de Educação e Formação de Adultos

20% da comunidade aposta na sua formação

M14-Implementação do Ensino Secundário num dos cursos de Educação Formação (CEF)

50% dos alunos, pais e docentes apostam na continuidade

M15- Implementação do Ensino Secundário nos Cursos de Educação Formação de Adultos (EFA)

75% na continuidade da sua formação

M16- Formação de uma orquestra com todos os elementos da comunidade que toquem um instrumento musical

75% de adesão da comunidade escolar

M17-Selecção dum grupo de docentes para leccionar os Cursos referidos em M12,13,14 e 15

50% de adesão dos docentes para dar continuidade aos cursos

1.7.2 Resultados finais (2013) Como resultado do projecto espera-se uma maior afirmação social da escola no meio, e mais trabalho colaborativo traduzido por: - acréscimo de identificação com a escola, por parte dos alunos; - mais de 75 % dos professores e funcionários considera que a escola melhorou; - mais de 75% dos pais e encarregados de educação declara, estar satisfeito com os serviços prestados pela escola.

Ana Paula Oliveira

|8


Projeto de Intervenção