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Ano I - Nº 6 - Dezembro de 2009

Revista

www.peninsulanet.com.br

este exemplar é seu

Brincadeiras

Do tempo da vovó

Café

Unanimidade nacional

Cantinho do Morador

O talento da nossa gente

Arena

Em campo, os nossos craques

Natal

Vem aí a festa da Península


EDITORIAL E EXPEDIENTE

Presidente Carlos Felipe Andrade de Carvalho Vice-Presidente Sergio Lopes Gerente Administrativo/Financeiro Jorge Leone Gerente de Relacionamento Claudia Capitulino www.peninsulanet.com.br revistapeninsula@peninusalanet.com.br 21 3325 0342 Revista Península é uma publicação

Editorial

D

ezembro, época de comemorarmos e agradecermos o ano que começa a se despedir.

Se olharmos para trás, contabilizamos alegrias, encontros, crescimento, mudanças e parcerias. A Revista Península vem na sua 6ª Edição e firma-se como um canal importante de informação, onde tivemos a oportunidade de conhecer mais profundamente alguns vizinhos, a energia que circula nas áreas verdes, os trabalhos de preservação ambiental, enfim, um retrato vivo do espaço mais charmoso do Rio de Janeiro. A nossa conexão também foi ampliada, ganhamos um novo portal, o Peninsulanet. Estamos ligados 24 horas por dia. A ASSAPE completou um ano de existência, de muito trabalho e dedicação incondicional ao seu bem-estar. Temos muito para realizar e interagir com você, mas o canal está firmado, as portas abertas e a sintonia afinada. Esperamos todos no dia 20 de dezembro para a nossa Festa de Natal e, desde já, desejamos um 2010 de muita paz, saúde e prosperidade. Feliz Natal! Feliz 2010!

Diretor Executivo Paulo Roberto de Mesquita Diretora Administrativa Rebeca Maia Comercial Victor Bakker | victor@utilcd.com.br Editora Responsável Tereza Dalmacio | terezadalmacio@utilcd.com.br Estagiária Debora Rolim Colaboradores Cidinha Fernandes Karen Montenegro Marcella Castro Fotografia Bruno Leão Revisão Giselle Martins Design e Projeto Gráfico Tati Piqué | tatipique@utilcd.com.br Rua Jornalista Ricardo Marinho, 360 / sala 243 Barra da Tijuca-RJ contato@utilcd.com.br utilcomunicacao.blogspot.com (21) 3471 6799 | 7898-7623

ASSAPE

REVISTA PENÍNSULA DEZEMBRO 2009 3


SUMÁRIO

Sumário

08 É Natal 12 Cantinho do Morador 13 Ponto de Vista | Ser Mulher 14 Curiosidade | Brincadeiras de outrora 16 É de Casa | Margareth Molon 18 Entrevista | Conselheiro Carlos Fialho 20 Mundo Legal |Dr. Valdir Andrade 22 Acervo Cultural 24 Saúde em Casa | Dra. Maria Fernanda 26 Meio Ambiente 30 Esporte 34 Porta-Retrato 40 ASSAPE Responde 38 Blog do Vice-Presidente 40 O Prazer de um Bom Café

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Telefones úteis

TELEFONES ÚTEIS

Anjos do Asfalto | 2590-2121

Defesa Civil Municipal | 199

Bombeiros | 193

Disque-intoxicação | 0800 722 6001

Central da Prefeitura | 2503-3000

Light | 0800-210196

CET-Rio | 2226-5566

Patrulha Ambiental | 2498-1001

Controle de zoonoses | 3395-1595 /3395-2190

Polícia Civil | 3399-3040

Crianças Desaparecidas | 2286-8337

Polícia Militar | 190

Defesa Civil Estadual | 3399-4302

Samu - Ambulâncias | 192

3399-4301/2293-1713

TeleSaúde | 2273-0846 Vigilância Sanitária | 2503-2280


SALA DE ESTAR

Sala de estar revistapeninsula@peninsulanet.com.br

A

Dividindo para somar 1

Sugira temas, pautas, mande a foto que quer ver publicada, participe, interaja, escreva pra gente. Essa sala de estar é para receber você e saber o que gostaria de encontrar na sua Revista Península. Até o próximo encontro, e sempre com a sua participação.

moradora do Paradiso, Gizza Machado, parabeniza a nossa Revista e divide o seu talento com todos os nossos leitores. O material dessa artista abre a seção Cantinho Morador que você irá conhecer nesta edição.

Revista Península chega a sua 6ª edição e conta sempre com a sua participação, porque acreditamos que você é a nossa grande motivação para buscar novidades, informações interessantes, registrar o que acontece aqui.

A

Obrigada, Gizza, pela sua participação e parabéns pelo seu trabalho. Equipe Revista Península

Dividindo para somar 2

A

proveite o período de festas para dividir com quem mais precisa e somar com a solidariedade. A ASSAPE colocou um contêiner na portaria principal para receber brinquedos usados e em bom estado que serão distribuídos para crianças carentes. Participe!

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ARMAZÉM

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ocê sabia que, mais de 500 anos depois do descobrimento do Brasil, a mais antiga das práticas comerciais, o escambo, ganha força novamente no mercado? Segundo o International Reciprocal Trade Association (IRTA), a troca de produtos e serviços movimenta, informalmente, quase 800 milhões de dólares por ano no país. E nós vamos aumentar, mesmo que timidamente, essa cifra. Esse espaço aqui é o seu Armazém, para venda ou troca de objetos entre os moradores da Península e também para os parceiros que prestam serviços aqui.

Armazém

Vamos funcionar como um pequeno classificado. Anuncie o seu produto. Faça um bom negócio sem sair de casa. Maiores informações pelo telefone 3325-0342 ou pelo e-mail revistapeninsula@peninsulanet.com.br.

Música, alimento da alma Paulo de Carvalho, morador do Quintas, é professor de violão e guitarra. O interessado em aprender música pode ligar para o número 9123-0039 ou enviar e-mail para paulogrua@gmail.com. Se quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho do professor, acesse www.myspace.com/asus2.

Pasta mia Luiza Castilho, moradora do Mandarim, acaba de abrir no Rio de Janeiro a Sabor do Cerrado, distribuidora de massas artesanais recheadas e congeladas prontas para serem servidas. A Sabor do Cerrado possui diversos tipos e sabores de massa com baixíssimas calorias e ingredientes nobres e importados. O produto é embalado a vácuo com atmosfera modificada, tendo 50% menos colesterol e 35% menos calorias. A massa Speciale possui dois deliciosos tipos de molhos: o pomodoro e o branco. Você não precisa mais sair de casa para comer

uma excelente massa que não possui aditivos químicos nem óleo em sua elaboração. Ligue para (21) 8601-0790 e a Luiza mandará entregar em sua casa.

Linda de viver • Andrea Ballock, moradora do Mandarim, apartamento 205, é consultora Avon e consultora Natura. Vende beleza e charme, o que toda mulher adora. Se quiser conhecer a linha de produtos da Avon ou da Natura, ligue 2408–3967. • Tereza Michalski, moradora do Monet, apartamento 905, informa que é consultora Natura (Natura Cosméticos). Aos interessados, o telefone para contato é o 3151-3421. A Tereza é professora de português e inglês, exerce essa nova função com muita alegria.

Inglês sem complicação Déborah Grossman, moradora do Atmosfera, é formada em Inglês/Português pela Universidade de São Paulo - USP - com especialização em tradução. Oferece aulas para todos os níveis e reforço escolar, também faz traduções. Para contato, os telefones são 3503-1560 / 8133-3362 ou pelo e-mail madevata@uol.com.br. REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009 7


NATAL PENÍNSULA

Natal Península Participe da festa, no dia 20 de dezembro, às 14 horas

Fotos de arquivo/Natal Península 2008 8 REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009


NATAL PENÍNSULA

Natal, tempo de comemorar e confraternizar

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nascimento do menino Jesus nos convida a refletir e a festejar o Seu aniversário. E é com esse espírito de alegria e fraternidade que a ASSAPE prepara mais um momento especial para você e sua família. No domingo, 20 dezembro, a partir das 14 horas, a Península vai se transformar: recreadores, muitos brinquedos, presentes, surpresas e o ponto alto da festa, a chegada do Papai Noel.

Solidariedade, Dividir com quem mais precisa

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amos aproveitar esse momento de festa para proporcionar ao próximo um pouco mais de alegria e conforto. Por favor, leve para a nossa festa uma lata de leite em pó ou um pacote de fraldas. Participe também doando brinquedos usados para crianças carentes. A ASSAPE colocou um contêiner próximo à portaria principal para receber a sua doação. Muitas vezes, o brinquedo que seu filho não usa mais vai ser a maior alegria em outros lares.

Fotos de arquivo/Natal Península 2008 REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009 9


NATAL DE LUZ | PETRÓPOLIS

Natal de

Luz

Petrópolis, a cidade se ilumina para o Natal

rial); a Avenida Koeler, ladeada por casarões e palacetes; a fachada da Catedral de São Pedro de Alcântara; o Palácio de Cristal e o da Princesa Isabel.

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Também merece visita a Casa de Santos Dumont, construída no Morro do Encanto, um chalé do tipo alpino francês. Chama a atenção de todos a escada recortada em forma de raquete, o que obriga o visitante a sempre começá-la com o pé direito. Muitas outras surpresas o esperam.

Mas a história do lugar começou um pouco antes, quando o Imperador D. Pedro I, passou pela região. Isso aconteceu quando ele seguia o “Caminho do Ouro”, que o levaria a Minas Gerais. Nessa passagem, dormiu na Fazenda Padre Correia e encantou-se com a beleza do lugar e o com o clima refrescante.

Mas não é só a parte histórico-cultural da cidade que se destaca e encanta o turista. As festas de fim de ano irão iluminar Petrópolis. O Palácio de Cristal se transformará na cidade de Papai Noel, com atrações para várias idades. O presépio em tamanho natural será outra atração à parte, além da apresentação de grupos teatrais, corais, concertos e exposição de artesanatos.

onhecer Petrópolis é viajar no tempo pelo Brasil Imperial. O município situado a 65 km do Rio de Janeiro e com população de pouco mais de 300 mil habitantes foi a morada do Imperador D. Pedro II em boa parte do século XIX.

Do primeiro olhar à compra da propriedade, foi uma questão de tempo. Anos mais tarde, com a abdicação e morte de seu pai, D. Pedro II herdou essas terras. Já no século passado, em 1981, Petrópolis ganhou status de Cidade Imperial, orgulho para sua gente. Passeando pela cidade, reconhecemos o tempo do Império, cujo conjunto arquitetônico é riquíssimo, com destaque para o Palácio Imperial (hoje, Museu Impe-

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Desde 1º de dezembro, foram acesas mais de 1 milhão de microlâmpadas pelas ruas do Imperador, nas Avenidas Koeler e Tiradentes e na Praça da Liberdade. O famoso Obelisco foi transformado numa gigantesca árvore de natal. O Natal de Luz de Petrópolis é um sonho que nos faz ser criança novamente. Portanto, reúna a família e viva esse momento de magia.


NATAL DE LUZ | PETRÓPOLIS

Programe-se 05 a 27/12 | das 9h às 18h Weihnachtsmarkt: Feira de Natal que comercializa objetos decorativos e produtos da culinária germânica. As barracas trazem os nomes dos quarteirões petropolitanos e das famílias alemãs que ajudaram a construir a cidade e mantêm, até hoje, vivas as tradições de seus antepassados. No Palácio de Cristal. Quinteto Villa-Lobos 19/12 – 19h Apresentação do grupo vencedor do Prêmio Carlos Gomes 2009 na Catedral São Pedro de Alcântara. Abertura do Presépio de Natal Logo após a apresentação do Quinteto Villa-Lobos, Padre Jack faz a benção do tradicional presépio da Cidade Imperial.

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CANTINHO DO MORADOR | GIZZA MACHADO

Cantinho do

Morador

Daniel Geller

E

sta é a nova seção da sua Revista Península. Aqui, você poderá publicar sua crônica ou poesia. E quem estreia este espaço é a moradora do Paradiso, Gizza Machado, administradora de empresas, com pós-graduação na FGV. Mas é pelas artes que seu coração bate mais forte: é cantora, compositora e poeta. Outras informações no site www.bigg.com.br.

Ventos do infinito Talvez eu precise de um pouco de ordem talvez eu queira, na verdade, um pouco de desordem... para jogar fora o controle remoto da rotina, que sufoca... reprime... e desanima qualquer vida. Talvez eu precise de um relógio e uma agenda talvez eu queira, na verdade, ficar apenas admirando o tempo sentindo o vento... ouvindo música... olhando pro infinito... e descobrir dentro dos meus devaneios essa simples poeta que chora, ri, levita e se inspira com as fantásticas mensagens enviadas pela vida. 12 REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009


PONTO DE VISTA

Ser

Mulher Por Cidinha Fernandes

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utro dia, fui surpreendida pela propaganda do livro: “Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?”. Um guia para você deixar de ser boazinha e se tornar irresistível.

gradar. Que dá suporte, mas que também precisa dele.

Pensei, imediatamente, num conceito novo de bondade, que não tem nada a ver com o que aprendemos em casa, na escola e na igreja. Imagino que faça referência ao fato de a maioria das mulheres estar sempre querendo agradar.

E isso é o que nos deixa poderosas, quando conseguimos ser transparentes, verdadeiras, comunicar o que pensamos, o que sentimos e o que necessitamos naquele momento específico. Ser assertiva é uma virtude que não exclui o carinho, a atenção, a delicadeza tão esperados numa mulher.

Ser “boazinha” parece estar ligado a uma baixa autoestima que acomete grande número de mulheres e que se apresenta como uma herança histórica e cultural. A necessidade de ser amado, aceito, confirmado é muito forte no ser humano e, na mulher, isso se manifesta mais claramente, talvez pela expectativa que se cria em torno dela desde cedo. Meninos temperamentais, desorganizados, são mais bem aceitos do que meninas introspectivas e reservadas. Para ser amada, a menina deve ser delicada, simpática, vaidosa, ordeira, solícita, prestativa, etc. etc. A mulher foi e ainda é criada para dizer sim, para servir, para ceder. Por muito tempo, o seu universo foi restrito ao lar e, hoje, apesar de atuar mais efetivamente no mundo que era dos homens, a mulher ainda carrega a herança cultural da dupla, ou tripla jornada, reassumindo seu papel original quando retorna ao lar. O comentário sobre o livro sugere que irresistível é o oposto de boazinha. Irresistível seria, então, a mulher segura, que sabe dizer sim e também dizer não. Que faz escolhas conscientes e corre o risco de, às vezes, desa-

Só nessa perspectiva se pode aceitar que ser irresistível seja melhor do que ser boazinha.

Quanto à “poderosa”, no sentido hierárquico, de autoridade, duvido que algum homem goste de conviver com uma mulher desse porte. Mas, se o sentido é de competência, capacidade, inteligência cognitiva e emocional - atributos desejáveis em todo ser humano -, é certo que uma mulher assim vem a somar na relação. A mulher consciente de seu valor, que se ama e se admira, é livre para amar o outro, porque caminha junto com ele, ao seu lado, sem necessidade de se travestir para se afirmar perante o mundo. Ela é uma parceira amada, aceita, que sempre será confirmada pelos que vivem em torno dela e principalmente pelo homem que ama. Essa mulher é naturalmente boa, irresistível e poderosa! Cidinha Fernandes, moradora da Península, é terapeuta, possui especialização em clínica psicológica na abordagem da Gestalt-Terapia, utilizando método fenomenológico e técnicas vivenciais.

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CURIOSIDADE | ANTIGAS BRINCADEIRAS

Brincadeiras de criança Por Tereza Dalmacio

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tecnologia é uma realidade em todos os setores da vida moderna, assim como é a globalização. Com a Internet, o quintal de casa rompeu fronteiras e continentes. Mas algumas coisas como ser criança, por exemplo, não mudam. Correr, brincar, inventar, viajar em histórias e diversões. Os mais velhos sempre falam com saudosismo dos tempos de outrora, mas se observamos bem, a essência dos pequenos é a mesma: essas criaturinhas são observadoras, exploradoras, imaginativas, ativas, atuantes e, hoje, informadas. Os brinquedos não são mais os mesmos: os bites e bytes fazem parte do universo infantil: games, bonecas que falam, nadam, cantam. Desenhar com o mouse, colorir no computador, andar de moto elétrica são apenas algumas mudanças nos objetos mágicos da

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meninada. Mas será que os brinquedos de madeira, as bonecas de pano eram mais atraentes? Despertavam mais a criatividade? Difícil de responder, mas vamos viajar no tempo, lembrar das antigas brincadeiras e de como os nossos avós se divertiam. Tocos de madeira, pedrinhas, legumes e palitos para fazer animais e transformar esse universo numa grande floresta, era apenas uma questão de sonhar acordado. Leões, elefantes, patos e galinhas, a criatividade comandava a trupe e, por horas, crianças da vizinhança se divertiam a valer. Geralmente, essa viagem era interrompida com o grito da mãe: “menino, vem almoçar!” Cinco Marias, cirandas, escravos de Jó, amarelinha, pião, passa anel, pula corda, pipa, bolinha de gude,


CURIOSIDADE | ANTIGAS BRINCADEIRAS

enfim uma gama de brincadeiras infantis que atravessaram séculos. A molecada corria e brincava na rua, construía laços, escrevia suas histórias e levava essa bagagem lúdica como um tempero ao longo da vida. A segurança era outra, as cidades eram menores, mais casas do que apartamentos, mais simplicidade. Criança não sabia o que era depressão, ansiedade, comida light. Criança vivia um mundo mais mágico, bem ao personagem do Ziraldo, “Menino Maluquinho”. Toda família tinha uma figurinha como essa. Ontem era melhor do que hoje? Não necessariamente. A evolução ocorre em todos os setores, não só

no mundo infantil. E o que conta realmente é como estamos conduzindo os nossos filhos, se o amor é a base, se o respeito é o alicerce, enfim, o acolhimento, o sentindo da casa. No mais, brincar é brincar, é cor, magia, é crescer numa família que transmite seus valores que serão a linha de condução para a infância, adolescência e a vida adulta. Agora, que para muitos, o saudosismo bate forte, isso é verdade. E só chega assim porque a infância de piques, de carinho de pai e mãe, de brincadeiras com irmãos e amigos, está presente na alma, latente como a chegada dos primeiros cabelos brancos.

Quer brincar? A gatinha parda (gato mia) Faz-se uma roda, todos de pé. Uma criança é escolhida para ficar no centro da roda com os olhos vendados e com uma varinha na mão. As outras crianças começam a girar na roda e a cantar: - Ah, minha gatinha parda, que em janeiro me fugiu, quem roubou minha gatinha você sabe, você sabe, você viu? Todos se calam. A que está no centro da roda toca em alguém com a varinha. A que foi tocada deve miar como um gato, e a que tocou tentará descobrir quem mia. Se descobrir, diz o nome em voz alta e quem miou vai para o centro, recomeçando a brincadeira. Se não acertar, a que já estava no centro continua lá, recomeçando a brincadeira até adivinhar quem é. Amarelinha 1ª etapa - O primeiro jogador joga a pedra na primeira casa e, com um pé só, pula a casa 1 e pisa na 2; depois, na 3 e 4 ao mesmo tempo; depois, na 5 com um pé só; e depois, no céu ( 6 e 7) com os dois pés ao mesmo tempo. Vira e volta, quando chegar na casa 2, pega a pedra na 1 e pula fora. Depois, joga a pedra na casa 2, pisa na 1 com um pé só, salta a 2 e assim por diante. Não pode pisar na linha senão é a vez do outro. 2ª etapa - Chutinho - Joga-se a pedra perto, antes da amarelinha, começa a chutar sem tocar nos riscos. Se errar, é a vez de outra criança.

3ª etapa - Joga-se sem pedra com os olhos vendados, então pergunta: - Pisei? E as outras crianças respondem sim ou não. Se pisar e disserem sim, é a vez de outra. 4ª etapa - De costas, joga a pedra por trás de si, sem ver ainda onde parou. Exclui-se a casa onde a pedra cair marcando um “x” com o giz. Vira e começa a pular igual à primeira etapa, porém na casa excluída, pode-se pisar com os dois pés. Boca de forno ou seu mestre mandou Uma criança é eleita como chefe ou mestre. Ela deverá ser a única a dar ordens na brincadeira e os demais deverão cumpri-las. O mestre inicia a brincadeira dizendo: Mestre: - Boca de Forno Crianças: - Forno Mestre: - Faz o que eu mando? Crianças: - Faço Mestre: - Se não fizer? Crianças: - Toma bolo O mestre deverá ditar a ordem que deve ser a de trazer um objeto como um lápis, um batom, um caderno, uma folha de árvore ou revista etc. Se a criança não conseguir deverá pagar uma prenda que pode ser cantar uma música, dançar, imitar um bicho etc.

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É DE CASA | ENTREVISTA MARGARETH MOLON

É de Casa

A

qui, você vai sempre encontrar uma cara conhecida, pode ser o seu vizinho, alguém que tenha um trabalho relevante, que se destaque em sua atividade e que resida na Península. E quem aparece no É de casa da 6ª edição é a chef de cozinha Margareth Molon, casada, mãe de Manoel, de oito anos, moradora do Excellence há três meses. Ela fala da profissão e nos ensina duas receitas de dar água na boca para as festas de fim de ano.

Revista Península: Por que você escolheu a gastronomia como profissão? Margareth Molon: Trabalhava com moda, tinha uma loja de roupa, e a gastronomia era um hobby. Meu maior prazer é comer bem. Prestava muita atenção nas comidas que eram servidas e, depois, tentava reproduzir em casa. Então, resolvi estudar gastronomia. Me formei há três anos e, hoje, faço eventos, jantares temáticos e festas. Revista Península: Na ceia de Natal, quais são os pratos que não deveriam faltar? Margareth Molon: Sou a favor da ceia tradicional, que tenha rabanada, peru, bacalhau, carne de porco, tender, porém que não seja exagerada para não haver 16 REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009

desperdício. Procuro servir esses pratos que fazem parte da tradição de forma diferente, colocando um molho, um tempero que dê um toque especial. Brinco também com as crianças, é uma época que elas gostam muito. Revista Península: Qual seria o prato que agradaria mais às crianças no Natal? Margareth Molon: Para as crianças, faço bombinhas com glacê e biscoitos confeitados, que depois, elas pintam. Enfeitamos as árvores com os biscoitos ou entrego como lembrancinhas para os convidados. Revista Península: Ao fazer uma ceia com muitos pratos, como fazer para não desperdiçar os alimentos?


É DE CASA | ENTREVISTA MARGARETH MOLON

Margareth Molon: Armazenar de maneira adequada os alimentos e depois congelá-los, sobretudo reaproveitando esses alimentos. Por exemplo, com o peru, pode-se fazer uma salada de salpicão, com frutas ou iogurte.

marinados no limão e temperos. Podem ser feitos com salmão ou peixes brancos de água salgada, como o namorado, e no tempero, usa-se a pimenta dedo-demoça. Faz-se com, no mínimo, 1 ou 2 horas de antecedência para ficar marinando na geladeira.

Revista Península: Há alguma receita de Natal para o nosso clima tropical? Margareth Molon: Há uma receita de pudim de panetone que é super fácil de fazer e pode servir gelada. Para prato salgado há também uma receita de bacalhau que qualquer pessoa pode fazer em casa e fica deliciosa.

Revista Península: O que mais gosta no espaço da Península? Margareth Molon: Gosto muito da área das árvores frutíferas. Se pudesse, plantava em toda aquela área. E como não posso, minha varanda tornou-se uma bela hortinha. Aqui, tenho vários temperos, fresquinhos e orgânicos.

Revista Península: O que você indicaria para a ceia de Ano Novo? Margareth Molon: Uma ceia leve com muitas frutas, frutos do mar e a lentinha, devido às superstições.

Revista Península: E qual o recado para quem deseja fazer uma bela ceia de Natal e de Ano Novo? Margareth Molon: O legal são as pessoas experimentarem não seguir uma regra, realizando um ceia de Natal proporcional ao número de pessoas para evitar o desperdício. Outro ponto importante é a conservação dos alimentos.

Revista Península: Qual a receita com frutos do mar que você sugere? Margareth Molon: Sugiro os ceviches, que são peixes

PUDIM DE PANETONE - 1 Panetone de 500 gr - 1 lata de leite condensado - 1 lata de creme de leite - 1 lata (medida) de leite - 100 gr de damasco seco picado (opcional) - 4 ovos - açúcar e água suficiente para caramelizar a forma MODO DE PREPARO: Bata o creme de leite, o leite condensado, o leite e os ovos no liquidificador. Use uma forma de pudim com furo no meio. Faça um caramelo de açúcar e unte toda a forma, deixe um pouco de caramelo para jogar em cima do pudim depois de desenformar. Pique grosseiramente o panetone e coloque dentro da forma caramelizada, jogue o creme batido no liquidificador por cima do panetone cobrindo bem, salpique o damasco se quiser. Coloque para assar em banho-maria em temperatura média por mais ou menos uma hora, deixe esfriar desenforme e sirva com mais calda por cima. Fácil e com uma apresentação muito bonita. TARTAR DE SALMÃO - 300 gr de salmão - 1 colher (sopa) de alcaparra - 1 colher (sopa) de azeite de oliva - pimenta do reino branca - 1 colher de mostarda

- 1 cebola - 1 pitada de sal - folhas de endívias - salsinha para decorar - 1 punhado de endro MODO DE PREPARO: Pique bem o peixe. Tempere com a mostarda, o azeite, o sal, a cebola bem picada, o endro e por último as alcaparras picadas. Misture bem. Leve à geladeira. Recheie as folhas de endívias com o tartar de salmão e polvilhe com salsinha bem picada. BACALHAU ESPECIAL - 1 kg de bacalhau sem espinhas e dessalgado - 5 colheres de azeite - 200 gr de batata palha - 1 cebola - 8 ovos - salsinha para decorar MODO DE PREPARO: Deixar o bacalhau de molho em água fria de véspera (trocar essa água algumas vezes). Refogue a cebola no azeite, junte o bacalhau desfiado refogue por mais alguns minutos até ficar dourado. Bata os ovos inteiros e acrescente ao bacalhau refogado e continue mexendo. Acrescente a batata palha e a salsinha para finalizar, sirva em seguida.

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CONSELHEIRO | ENTREVISTA CARLOS FIALHO

Conselho

Comunitário S

eguimos com a apresentação dos conselheiros comunitários da ASSAPE – Associação Amigos da Península. Nesta edição, é a vez do senhor Carlos Fialho, casado, pai de dois filhos, morador do Quintas há dois anos.

Revista Península: Como a Península entrou em sua vida? Carlos Fialho: Conheci a Península quando fui realizar um trabalho para o condomínio Excellence. Logo depois, apresentei a minha esposa. Adoramos o projeto, sobretudo pela qualidade de vida. Revista Península: O que destacaria de melhor na Península? Carlos Fialho: A tranquilidade. Quando chego à noite, posso passear sossegado. Essa sensação de segurança é muito boa. Você está dentro do Rio, mas parece que não está. A vista também é linda, a natureza e a vizinhança são ótimas. O ambiente em si é muito bom. Revista Península: Quando e como se tornou conselhei-

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ro comunitário? Carlos Fialho: Entrei para algumas comissões ao vir morar na Península. A síndica da época indicou-me para o Conselho Comunitário. Após sua saída, fiquei por 8 meses no cargo, mas como tenho dois negócios, não consegui conciliar as atividades com as de síndico. O atual síndico, então, solicitou que ficasse como conselheiro comunitário, e aceitei. Revista Península: Quais são as funções do conselheiro comunitário? Carlos Fialho: Cada condomínio tem seu conselheiro que será indicado ou não pelo síndico. Representamos os moradores nas votações que acontecem na ASSAPE, em que são debatidos temas ligados à parte comum da Península como: segurança externa, lim-


CONSELHEIRO | ENTREVISTA CARLOS FIALHO

peza, meio ambiente, transporte e a manutenção da Península. Revista Península: Como é a relação do conselheiro comunitário com os moradores? Carlos Fialho: Quando há votação sobre um assunto importante na ASSAPE, transmitimos aos condôminos para que seja decido em conjunto nas assembleias. Mas os moradores também podem encaminhar sugestões ou trazer problemas que estão acontecendo nas partes externas da Península. Encaminhamos para o vice-presidente que convoca uma reunião e, depois, informamos aos moradores o que foi deliberado. Revista Península: Como você vê a ASSAPE? Carlos Fialho: Acredito que a ASSAPE foi um movimento legal. O trabalho está dando certo, mas há criticas. É difícil você fazer um trabalho que agrade a todos,

ainda mais em uma comunidade deste tamanho. Por exemplo, a revista foi um projeto da ASSAPE e ficou muito boa. Mas até hoje o shopping não saiu. Revista Península: Como os moradores poderiam participar mais da vida da Península, contribuindo com sua administração? Revista Península: Quando houve a implantação da ASSAPE, muitas comissões se formaram como, por exemplo, a de transporte e a de segurança. Houve mobilização, o que foi bem legal. Porém, acredito que poderia haver mais participação dos moradores. Os condôminos são livres para levantar questões e encaminhar para ASSAPE e ainda podem participar das reuniões, no entanto, para que não aglomere muita gente, foram criados os conselheiros, que em consenso geral, representam os moradores.

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MUNDO LEGAL | ENTREVISTA DR. VALDIR ANDRADE

Mundo legal revistapeninsula@peninsulanet.com.br

N

esta seção, teremos sempre um advogado para tirar as suas dúvidas jurídicas. E nesta edição, Dr. Valdir Andrade, advogado, casado, pai de 5 filhos, responde às perguntas enviadas para o nosso e-mail. Vale lembrar que, aqui, sempre divulgamos as perguntas, mas não o nome do morador quando este nos solicita o anonimato.

Revista Península: Ex-companheiro tem direito à metade dos bens, mesmo sem contribuir financeiramente? Dr. Valdir Andrade: No casamento realizado com comunhão parcial de bens, assim como na união estável, os bens adquiridos na constância da união serão igualmente divididos entre o casal, mesmo que um deles não tenha participado financeiramente para a aquisição dos mesmos, consoante dispõem os artigos 1.658 e 1.660, I e II do Código Civil. Revista Península: Ações judiciais sobre relacionamentos amorosos têm respostas no STJ? Dr. Valdir Andrade: À luz do art. 105 da Constituição Federal, compete ao STJ, dentre outros, julgar, em grau de Recurso Especial, decisões dos Tribunais 20 REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009

que contrariarem tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência. Neste caso, o STJ poderá ser instado a se manifestar em processos relativos a relacionamentos amorosos, em que a decisão proferida pelos Tribunais contrariar a lei federal que disciplina a matéria, ou negar-lhe vigência. A jurisprudência do STJ é farta na matéria. Portanto, tem respostas, sim. Revista Península: Direito do Consumidor. Apresentação do cheque pré-datado antes do prazo gera alguma ação contra o estabelecimento ou dano moral? Dr. Valdir Andrade: A Lei nº 7.357/85, que disciplina o cheque, não prevê a espécie de cheque pré-datado, até porque a citada lei dispõe no art. 32 que “O cheque é pagável à vista. Considera-se não escrita


MUNDO LEGAL | ENTREVISTA DR. VALDIR ANDRADE

qualquer menção em contrário”. No entanto, a nossa sociedade, há muito, aceitou a prática do cheque prédatado, fomentando o mercado. A aceitação desse tipo de cheque pelo comerciante constitui um contrato tácito entre as partes, o qual deverá ser cumprido, sob pena de violação do princípio da boa-fé contratual. Logo, a apresentação do cheque, antes da data aprazada, constitui um dano de ordem moral, conforme Súmula 370 do STJ, dando azo ao manejo de ação judicial para reconhecimento e compensação pelo dano sofrido ao emitente. Revista Península: Direito do Trabalho. O Trabalhador deve ser ressarcido das despesas com o advogado contratado? Dr. Valdir Andrade: A condenação ao pagamento de honorários advocatícios, na Justiça do Trabalho, resulta dos estritos termos da Lei 5.584/70, conforme entendimento cristalizado na Súmula 219/TST. Logo, quando não houver assistência sindical, não há que se falar em pagamento da verba advocatícia. Em julgado recente, o Tribunal Regional do Trabalho, da 3ª Região, ao julgar o Recurso Ordinário nº 01595-2008-113-0300-4, publicado em 21/09/2009, reformou decisão de 1º grau, condenando a empresa empregadora ao pagamento dos honorários advocatícios, mesmo con-

siderando que, na Justiça do Trabalho, a presença do advogado é desnecessária, tendo em vista o direito de peticionar da parte, autorizado pelo artigo 791 da CLT, sob a fundamentação de que não se pode negar ao empregado a contratação de advogado de sua confiança para patrocinar seus interesses. Assim, tem-se que a matéria não é unânime, decidindo o juiz da causa na conformidade de seu entendimento. Revista Península: O dinheiro de rescisão de contrato trabalhista é impenhorável? Dr. Valdir Andrade: O Código de Processo Civil dispõe no art. 649 sobre os bens que são impenhoráveis e, dentre estes, os vencimentos. Assim, o STJ, ao julgar o REsp. nº 978.689, em 06/08/09, por unanimidade, decidiu que é inadmissível a penhora dos valores recebidos a título de verba rescisória de contrato de trabalho e depositados em conta corrente destinada ao recebimento de remuneração salarial (conta-salário), ainda que tais verbas estejam aplicadas em fundos de investimentos, no próprio banco, para melhor aproveitamento do depósito. Assim sendo, a impenhorabilidade ocorrerá desde que o valor financeiro esteja depositado em conta-salário, conforme se depreende do julgamento em tela.

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ACERVO CULTURAL

Acervo Cultural Obras de Emanoel Araújo

tência, a qualidade e ganha a admiração e o respeito de todos.

aiano de Santo Amaro da Purificação, nascido em 1940, Emanoel Araújo ganhou o mundo com as suas obras. Escultor, desenhista, cenógrafo, curador, museólogo e pintor. Ex-diretor da Pinacoteca de São Paulo, diretor do Museu Afro-Brasil e também responsável pela reforma do Museu de Arte da Bahia. Por onde passa, Emanoel imprime a compe-

Na década de 50, ainda em sua cidade natal, Emanoel Araújo aprendeu marcenaria com um grande mestre, Eufrásio Vargas, e trabalhou na Imprensa Oficial em linotipia e composição gráfica. Logo depois, entre 1960 e 1965, estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia.

B

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ACERVO CULTURAL

1970 – Salvador, BA - Recebe o prêmio Odorico Tavares. 1972 - São Paulo, SP - Recebe o prêmio de melhor gravador do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. 1981 - São Paulo, SP - É lançado o livro “O Construtivismo Afetivo de Emanoel de Araújo”, pela editora Raízes, MWM.

O Panorama da arte brasileira é bem mais rico com o trabalho de Emanoel Araújo. Linhas harmônicas, leves, imagens fortes. Das primeiras xilogravuras às grandes esculturas, o seu trabalho prima pela beleza, pelo contraste de força das peças. Além de grande artista, é um multiplicador nos eventos de arte nacionais e internacionais. Sempre à frente, sempre promovendo, realizando. No acervo cultural da Península, há duas esculturas de Emanoel Araújo expostas no Green Park.

1981/1983 - Salvador, BA - Diretor do Museu de Arte da Bahia. 1983 - São Paulo, SP - Recebe o prêmio de melhor escultor do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. 1984 - São Paulo, SP - Vive nessa cidade. 1988/1989 - Nova York (Estados Unidos) - Artista visitante no The City College, City University of New York, onde leciona artes gráficas e escultura. 1992/2002 - São Paulo, SP - Diretor da Pinacoteca do Estado. 1995/1996 - Brasília, DF - Membro convidado da Comissão dos Museus (1995) e do Conselho Federal de Política Cultural (1996), instituídos pelo Ministério da Cultura. 1999 - São Paulo, SP - Recebe menção especial da Associação Brasileira de Críticos de Arte - ABCA. 2004 - São Paulo, SP - É curador e diretor do Museu Afro-Brasil, aberto nesse ano, com obras de sua coleção. 2005 - São Paulo, SP - Assume o cargo de secretário municipal de Cultura, ao qual renuncia em 10 de abril desse mesmo ano.

Fonte: Itaú Cultural

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SAÚDE EM CASA | ENTREVISTA DRA. MARIA FERNANDA

Entrevista

Dra. Maria Fernanda Por Debora Rolim

N

o nosso quadro saúde, a entrevistada da 6ª edição é a doutora Maria Fernanda, dermatologista, moradora da Península há dois anos. Ela vai nos ensinar como cuidar da pele no verão.

Revista Península: Quais são os cuidados com a pele na alta estação? Dra. Maria Fernanda: O principal cuidado é com o horário de exposição ao sol, evitar ao máximo, o período entre 10 e 16 horas. Sei que é bem difícil, por isso é importante tornar hábito a aplicação do filtro diariamente, sobretudo no verão. Hoje, há várias opções de filtro solar para diversos tipos de pele. As empresas estão investindo cada vez mais, já existem filtros com antioxidantes na formulação dos produtos, que reforçam o sistema de autodefesa do DNA celular. Revista Península: Qual o fator de proteção solar mais indicado? Dra. Maria Fernanda: O ideal é o fator 30. Depois disto há uma pequena diferença, ao invés de 94% de proteção, aumenta para 96, 97%, nenhum filtro chega a 100% de proteção. Apesar disto, recentemente, foi lançado o filtro com fator 90, acredito que, para pesso24 REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009

as muito claras ou que façam um tratamento de pele, seja recomendável o seu uso. Revista Península: Dentre estas variedades, quais são os tipos recomendados para cada pessoa? Dra. Maria Fernanda: Para as crianças, existem filtros físicos, porque o filtro solar tem tanto componentes físicos, como químicos. O físico age como uma barreira, bloqueando a radiação solar, e o filtro químico absorve a radiação. Em sua grande maioria, as duas composições são encontradas nos produtos, mas quando não estão identificados como sendo físico ou químico seja na embalagem, seja em sua composição-, o mais indicado para as crianças são os filtros físicos, pois não causam alergia na pele. Revista Península: Com que idade pode iniciar o uso do protetor solar? Dra. Maria Fernanda: A partir do sexto mês de vida, as


SAÚDE EM CASA | ENTREVISTA DRA. MARIA FERNANDA

crianças podem utilizar o filtro solar, como disse anteriormente, os mais indicados são os filtros físicos.

ou 8, no entanto, um fator menor que 15 não auxilia em nada para a proteção solar.

Revista Península: E para os adultos? Dra. Maria Fernanda: Os filtros para pele oleosa, normalmente, são em gel, mas há ainda o fluido e toque seco; já quem tem a pele normal, pode usar gel, creme ou fluido; e para aqueles com a pele seca tem em creme. Para os homens, recomenda-se o spray, pois eles têm mais pelo. É importante lembrar de passar no couro cabeludo e nas orelhas, pois são áreas com grande índice de câncer de pele. Isto serve para todos, não somente para os homens.

Revista Península: Quais os outros cuidados que poderíamos tomar para ficar com uma pele saudável? Dra. Maria Fernanda: Eu sempre digo que se for se expor ao sol, tem que se proteger e cuidar da pele. Antes de ser expor ao sol: Antes de começar a se bronzear faça uma esfoliação corporal, é bom para remover as células mortas. O que se deve evitar é o uso da bucha vegetal e do esfoliante diariamente, porque removem as camadas de gordura de lipídios que funcionam como uma barreira protetora. Portanto usar, no máximo, uma ou duas vezes por semana. Ao se expor ao sol: Ficar debaixo de uma barraca, usar óculos - é fundamental para proteger os olhos-, usar chapéu e lips labiais para quem tem uma pele bem sensível e, sobretudo, aplicar o filtro solar com fator 15, no mínimo. Pós-exposição solar: A Hidratação da pele é fundamental não só com cremes corporais, mas também através da hidratação oral, ingerindo bastante água de coco e água. Outra dica é tomar banho frio, pois a água quente resseca a pele e o cabelo. Para o cabelo, existem sprays que contêm filtro solar e protetor de cor. Outro cuidado legal é fazer hidratação capilar com maior frequência no verão e evitar o secador. Para as pessoas que têm caspa piora muito. O sabonete deve ser suave, mas com base hidrante. Dê preferência aos sabonetes líquidos que ressecam menos a pele, além disto, não esfregar muito, dar mais enfoque para as áreas principais de higiene e o restante é fazer limpeza bem suave, para não agredir ainda mais a pele. Sempre lavar o rosto com o sabonete que controle a oleosidade indicado pelo dermatologista. Pode-se usar também água termal, são sprays em que há uma concentração bem grande de minerais. Podem ser usados pós-maquiagem para fixar, têm ação calmante, hidrante e cicatrizante, bem confortante e agradável. Até indico para deixarem na geladeira durante o verão.

Revista Península: Recentemente, foi proibido o uso de bronzeamento artificial. Por que foi tomada essa medida pelo governo? Dra. Maria Fernanda: A radiação solar tem tanto os raios UVA quanto os raios UVB. A câmara de bronzeamento artificial emite os raios UVA. Antigamente, acreditava-se que somente o UVB causava danos à pele. Hoje, já se sabe que além do fotoenvelhecimento da pele, o UVA também é um dos causadores do câncer de pele. As pessoas se bronzeavam nestas câmaras de forma indiscriminada, e não usavam nenhum tipo de filtro solar. Revista Península: Existem protetores que contenham, em sua fórmula, proteção contra os raios UVA ? Dra. Maria Fernanda: Sim. Hoje a maioria dos filtros solares já tem proteção UVA e UVB, podemos identificála nas embalagem do produto. Revista Península: O que poderia substituir o bronzeamento artificial? Dra. Maria Fernanda: A opção saudável seriam os bronzeamentos a jato ou autobronzeamento. Produtos que, à medida que são reaplicados, adquirem um bronzeado homogêneo, sem causar malefício. É como se fosse uma maquiagem da pele. Importante consultar um dermatologista para que não ocorra reação alérgica. Agora, o bronzeador não deve ser usado nunca. Inclusive há vários bronzeadores com filtro fator 4

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MEIO AMBIENTE

Meio Ambiente

Por um Natal mais sustentável

Por Marcella Castro

Todos nós temos ouvido muito falar sobre sustentabilidade. Mas o que é isso realmente?

E

xistem mais de 300 definições para sustentabilidade, e a mais conhecida é a definição dada pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento: “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”. Não é um conceito isolado, mas uma conjunção de fatores, relacionados a aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana, voltados para a garantia de um modo de vida seguro para a humanidade. Quando aderimos a um modo de vida mais sustentável, estamos tentando diminuir o impacto negativo gerado por nossas atividades e estilos de vida. Essa é uma atitude local, mas com efeitos globais, pois se cada um fizer a sua parte... Uma velha história que já 26 REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009

conhecemos. Mas por que não a colocamos em prática? Talvez por comodismo, ou mesmo por falta de informações corretas. Acontece que tudo que consumimos tem uma história de extração, produção, consumo e descarte, que somadas, geram muitos gases do efeito estufa. Estes gases em excesso vêm causando alterações climáticas de forma drástica na Terra, o que pode tornar a vida muito difícil num futuro próximo. Nossas atividades não estão causando apenas o aquecimento global, estamos poluindo nosso ar, água e a terra também. Estamos desperdiçando nosso limitado estoque de água, usando fontes não renováveis de energia, como o petróleo, e travando guerras insanas por causa dele. Mudar a mentalidade em relação ao nosso estilo de vida, reduzindo nossa contribuição individual para o aquecimento global, e usar nosso poder como consumidores para encorajar mudanças sistemáticas podem salvar a humanidade de um futuro incerto e catastrófico. Adquirir um estilo de vida mais sustentável significa adquirir: menos coisas descartáveis, menos tralha, menos lixo... Isso está diretamente rela-


MEIO AMBIENTE

cionado à qualidade daquilo que compramos e, já que estamos em época de festas, que tal um Natal mais sustentável? Curiosidade: Você sabia que na época das festas os aterros e lixões recebem até 30% a mais de lixo do que nos demais meses?

Dicas para um Natal mais sustentável: Repensando a “comilança” Os comes e bebes são os elementos principais de uma festa. No Natal, além de nos reunirmos (o que, pra mim, é o mais importante), costumamos servir quantidades excessivas de comida que são frequentemente desperdiçadas, se tornam uma parte gigantesca do lixo gerado nas festas, lançando uma quantidade enorme de metano na atmosfera (gás de efeito estufa, muitas vezes, mais poluente para o aquecimento global que o gás carbônico). Não faça mais comida que o necessário e opte por fazer coquetéis e servir aperitivos, estes podem ser comidos numa mordida, além de propiciar uma bela decoração na sua mesa (use sua criatividade para criar canapés multicoloridos). Use ingredientes orgânicos locais, consumir alimentos locais poupa recursos necessários para transportar insumos por largas distâncias e ajuda pequenas comunidades, aquecendo o mercado orgânico, o que pode tornar o preço mais acessível. Se possível, faça compostagem dos restos de comida e doe os alimentos não consumidos para aqueles que necessitam. Já bebeu vinhos orgânicos ou biodinâmicos? Pois bem, eles existem, são muito bons e não são mais caros. Para a produção de vinho, é necessária uma enorme quantidade de uva, mas para a produção de vinhos orgânicos, estas uvas não foram banhadas de pesticidas e fertilizantes. Melhor para a sua saúde e

para a saúde do planeta. Beba com moderação.

Brindes e Presentes A troca de presentes é um ato saudável, mas é importante avaliarmos o que representam esses objetos. Será que são realmente úteis e necessários, ou estamos apenas cumprindo um “protocolo”? Como eles foram produzidos? O que está por trás de produtos comprados por R$1,99? Por que queremos dar coisas? Talvez proporcionar momentos que sabemos que os presenteados irão gostar seja uma excelente opção. Ingressos, pacotes de massagem ou ginástica, vales-presente... Se você não sabe realmente de algo que aquela pessoa gosta ou está precisando, crie alternativas às opções ou dê um presente com o menor impacto ambiental possível e, se não tiver alternativa, em embalagens recicláveis.

Produção do Evento Evite o uso de descartáveis: copos, pratos, talheres e toalhas de mesa. Eles vão gerar uma quantidade enorme de lixo. Se for realmente necessário o uso de descartáveis, priorize os recicláveis. Procure fazer arranjos naturais, use os próprios alimentos para ornamentar sua mesa e lembre-se: guardanapos de tecido deixarão seu evento muito mais bacana e ambientalmente correto, além de muito mais elegante, e você estará poupando muitas árvores. Pode ter certeza de que lavá-los gastará muito menos água e energia do que produzir novos guardanapos de papel. Agindo assim, certamente você estará gerando uma quantidade de resíduo bem menor, mas não se esqueça de que este resíduo pode ser reciclado, SEPARE SEU LIXO e envie os recicláveis para a cooperativa de sua confiança. E não poderia deixar de lembrar, praticar o bem é uma das atitudes mais ambientalmente corretas, portanto: Deixe-se levar pelo espírito natalino! Boas festas!

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PRAGA DE VERÃO

Pragas de Verão

Cuidado!

C

alor, maior umidade e aumento da vegetação são condições propícias para a reprodução das chamadas pragas de verão. Em seu habitat, elas não oferecem risco, mas quando encontradas no meio urbano, transmitem doenças e danificam estruturas. As mais comuns são: baratas, cupins, formigas e roedores.

A prevenção pode ser feita com cuidados simples mantendo o ambiente limpo, arejado, vedando fendas, frestas e rachadura e condicionando bem os alimentos. Seguem dicas para evitar o aparecimento destas pragas. É importante ressaltar que o controle e a eliminação das pragas, quando detectada uma infestação, devem ser feitos por profissionais capacitados, de empresas especializadas que conheçam as técnicas de aplicação.

Baratas

como garagens ou depósitos de papel e, principalmente, caixas de papelão, entres outros.

Este inseto que provoca asco e medo passa a maior parte do tempo abrigado próximo aos alimentos e saem à noite para buscá-lo. Seus pratos preferidos são aqueles ricos em amido, açúcar ou gorduras. Podem alimentar-se também de celulose como papéis resíduos de lixo ou esgotos, entre outros. São encontradas em caixas de gordura, cozinhas, despensas, gavetas, interruptores de luz, aparelhos eletrodomésticos, rodapés, pias, dutos de fiação elétrica e locais

São responsáveis pela transmissão de várias doenças, sobretudo gastroenterites, conjuntivites, infecções, pneumonias, alergias, e outras. Além de danificarem as leituras nos discos de computadores. A prevenção pode ser feita através da inspeção de caixas, da manutenção de um ambiente sadio e limpo, especialmente os eletrodomésticos que acumulem gordura e restos de alimentos como fornos e geladeiras.

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Mas não pense que somente estas prevenções irão


PRAGA DE VERÃO

acabar com as baratas, pois, estes insetos podem viver até 15 dias sem água ou alimento e 30 dias somente com água contida nos alimentos. É muito importante, portanto fazer a limpeza corrente e não apenas esporadicamente. Outra dica é colocar telas, grelhas, ralos do tipo “abre-fecha” que impeçam a entrada através de ralos e encanamentos.

para que elas não tomem o rumo do açucareiro é colocar saches com cravo-da-índia, pois não suportam o cheiro. Utilizar spray não é aconselhável, pois, ao perceberem o cheiro do inseticida, fogem para outro lugar dividindo a colônia, e piorando a infestação. As formigas também podem transmitir doenças ao passarem por locais contaminados.

Cupins

Mosquitos

Alimentam-se, sobretudo, de celulose, destroem livros, papéis, madeiras ou materiais derivados como gesso. A presença de caminhos ou túneis em paredes ou estruturas de madeiras sugerem que há cupins subterrâneos. Se houver pequenos grânulos da cor da madeira, podem ser cupins, já o pó fino que parece talco são feitos por broca.

O principal é o Aedes, transmissor da dengue e da febre amarela. A água limpa e sombreada é o principal meio de reprodução, os ovos depositados podem permanecer por vários meses, até um ano. O principal cuidado que se deve ter é não deixar água limpa e parada exposta em: tanques, latas, caixas d’água, pneus e pratos de vasos para plantas. A maneira de prevenir é colocar areia em pratos, vasos de plantas, vedar caixas d’água, esvaziar e escovar as paredes internas de recipientes que acumulam água, guardar latas e garrafas emborcadas, limpar periodicamente calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas e Jogar, quinzenalmente, desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos pouco utilizados.

O controle pode ser feito com produtos injetados em pequenos focos.

Formigas Manter o ambiente limpo e consertar as falhas na estrutura previne a proliferação de formigas. Uma dica

Dicas simples Colocar borra de café nos pratinhos, entre as folhas das plantas que acumulam água, como as bromélias. Regar as plantas 2 vezes por semana com uma solução de água com água sanitária. Pode-se também colocar somente água sanitária nos pratinhos da planta: Prato pequeno - 2 a 4 gotas; Prato médio - 8 a 12 gotas; Prato grande - 20 gotas. No mais, é ficar atento ao local em que reside e acionar uma empresa de dedetização que sabe exatamente como proceder ao controle de pragas.

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ENCONTRO | PELADEIROS

A pelada Por Karen Montenegro

O

ritmo de vida nas grandes cidades – com muito trabalho e correria e pouco lazer – fez, ao longo do tempo, com que as pessoas fossem se isolando. Das comunidades, num primeiro momento, e dos núcleos familiares, em seguida. Em busca de mais qualidade de vida e de um espírito maior de integração familiar e comunitária, os moradores da Península seguem na contramão das tendências comportamentais contemporâneas. E isso tem sido possível graças ao esporte. Terças, quintas e sábados são, na Península, dias de futebol. Os peladeiros reúnem-se todas as semanas para bater uma bolinha e jogar conversa fora. Para

Luis Claudio,o de Futebol Comissã de presidente darticipam, só na peladaos pa ra , fo te , en es lm or Atua posas de 30 morad terça, cercaocura é grande, e as es esmo m pr e A . qu es m nt ra gu visita ulares asse go resoldos atuais titrante a partida são loprevalece du e , as po ig m br as ou fora de ca vidas, dentro a união.

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agregar filhos e esposas, os jogos deram origem a novos eventos que não se limitam aos gramados e mantêm o clima de camaradagem buscado e conquistado pelo grupo em campo. Um dos fundadores da pelada dos adultos e da infanto-juvenil, o presidente da Comissão de Futebol Luis Claudio, morador da Península há três anos e peladeiro há dois anos e meio, afirma que “a ideia partiu da necessidade de realizar eventos e atividades que reunissem e aproximassem os moradores, já que nem todos se conheciam. E deu certo. Com as peladas e os eventos criados a partir dela, está todo mundo interagindo, de 3 meses a 65 anos de idade”.

Elenice Maia,

Vanessa Sant e Alcimara M ana, Heloísa Albuquerqu eritello, espo sas dos craq e, Mônica Rosas ues


Em campo…

ENCONTRO | PELADEIROS

ROBERTO FONTOURA Comerciante, 46 anos

CÁSSIO RENÊ Engenheiro, 48 anos

Morador da Península há um ano e jogador das peladas de terça-feira há dez meses, Roberto afirma que “o entrosamento é tamanho que, além de jantares, chegamos a viajar juntos; o relacionamento em campo foi estendido para fora dele. O Próximo evento do grupo será a noite do crepe”.

“90% da minha decisão de vir para Península foi tomada em função do campo”, afirma Renê, morador há 3 anos e meio e peladeiro da Península. Para ele, a pelada é a oportunidade de encontrar um grupo que, como todo outro, possui virtudes e defeitos, mas no qual as afinidades sobressaem. “A melhorar só a disposição de algumas esposas em deixarem os maridos jogarem todos os sábados, brinca Renê”.

NASIL CALDAS 54 anos, empresário

LUCIANO MAIA Coronel da Polícia Militar, 56 anos

Há três anos morador e jogador, Nasil faz parte da comissão de esporte e é o responsável pelas peladas de quinta. Em semana que sobra disposição, joga às terças, quintas e aos sábados. “A turma é unida, integrada. Eu vejo as peladas como a chance de uma atividade em família. Não só com os eventos fora do campo, mas também, porque às quintas, dá para jogar pai e filho, quando a faixa etária permitida é de 18 anos para cima.”

Maia joga há um ano e três meses e, mesmo contundido, não deixa de comparecer às peladas. Para ele, “hoje há estabilidade e integração no grupo - tanto como jogadores, quanto como moradores - e o meu objetivo de mudança para a Península era esse. Além da segurança, integração e companheirismo.”

Amigos, família, vizinhos... Cabe todo mundo no futebol da Península. Cabem também a alegria e a descontração. E aí é só correr para o abraço.

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ESPORTE | ENSAIO FOTOGRÁFICO

Arena H

á, na Península, um ar de arena, no qual seus gladiadores do século XXI demonstram sua força e sua explosão impressas nos esportes, seja ele futebol, futevôlei ou tênis. Há o embate, a força e, na modernidade, a alegria de encontrar o amigo, o vizinho, o parceiro de partida. A luta, aqui, é por um jogo que renove as energias e descanse a alma.

Em campo… Os guerreiros em campo! Elasticidade, força, destreza. Hugo em combate.

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ASSAPE RESPONDE

Você pergunta

e a ASSAPE responde

?

Existe alguma ação da ASSAPE sobre o assunto Laudêmio? Resposta: A ASSAPE, em conjunto, com os incorporadores contratou o Dr. Nicodemus, advogado que obteve êxito na ação do Jardim Oceânico. A ação será para desconstituição do direito da União Federal cobrar o Laudêmio aos proprietários da Península. Estou encontrando dificuldades em utilizar os ônibus de morador/funcionários da Península, embora como moradora eu tenha este direito, já fui hostilizada por funcionários que julgam ser donos dos veículos. Peço providências. Resposta: A ASSAPE tem conhecimento sobre este tipo de incidente em alguns horários. Já foram instaladas câmeras no interior dos veículos, desta forma já foram identificadas 3 pessoas com conduta inadequada dentro do ônibus. Informamos aos seus contratantes, solicitando providências. Estas orientações devem ser passadas pelos contratantes a seus funcionários e a ASSAPE fará a fiscalização para que tais problemas não mais se repitam.

36 REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009

Senhores, quando enfim teremos as escolinhas para nossos filhos? Resposta: A necessidade de efetuar todo e qualquer tipo de contratação de forma mais clara possível faz com que, às vezes, ocorra uma certa demora. Porém para janeiro já devemos ter as Escolhinhas de Futebol e de Tênis a pleno vapor, estaremos divulgando ainda este mês as datas de início. O que pode ser feito para eliminarmos o barulho terrível provocado pelas cigarras? Resposta: Seguindo orientação do biólogo Cláudio Henrique Pereira, a empresa ECOLAB iniciou neste mês um tratamento com produtos biológicos e alternativos para diminuir a proliferação desses insetos. Nos próximos dias já se perceberá a diminuição.


ASSAPE RESPONDE


INFORME ASSAPE

Informe

ASSAPE

Pelada dos Moradores Atenção para o novo horário. A Península já possui horários reservados para pelada de moradores: MASTER (acima 45 anos) Terças-feiras das 19h às 22h ADULTOS (acima de 18 anos) Sábados e Domingos das 8h às 13h Quartas e Quintas-feiras das 19h às 22h

s aí de Féria adorar. Vem ia n lô o C ato vai inada s do M A men nia de Féria iversão, lô ,d a 3ª Co brincadeira tal segua it u m to so. M tudo co ais? Passe e s io passe uer saber m Q rança. APE. S S na A

. inos s fel ciação o d r a Asso la. hos cuid indin ger e a SAPE, a Penínsu sl , s Gato a prote o da AS ivem na a de e m ã e v Ajud a criaç tos que o progra passaram e a a o d Des nta os g i iniciad imais já ocê gost n v o e a f 0 no. Se alim utubro, ual 4 rúrgico. m bicha q o o Em o, n ento ci adote u zaçã terili rocedim ésticos, . p E m pelo imais do a ASSAP n n a s e d õe maç Infor

38 REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009

ADOLESCENTES (entre 14 e 17 anos) Sábados das 14h30 às 17h30 INFANTIL (entre 09 e 13 anos) Sábados das 17h30 às 19h

Turma do Churrasco A ASSAPE já possui churrasqueiras para a utilização nos apoios.

Olha a ba lsa A balsa d aí, gente! a Peníns ula já é re alidade. Para utili zá-la é n cessária ea sua car teirinha, mesma d a o ônibus . Horário: De terça a go, das 7 h às 19h Domin.


BLOG DO VICE-PRESIDENTE

O seu conforto,

o nosso trabalho. A sua participação e sua satisfação, a nossa recompensa...

Acesse meu blog: www.osergiolopes.com.br, clique no link Península. Sergio Lopes é empresário da área de Meio Ambiente, pai de três filhos, vice-presidente da ASSAPE e um apaixonado pelo planeta.

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om orgulho posso dizer que a ASSAPE completou um ano! A sua criação foi um sonho de todos os moradores e um processo de amadurecimento na gestão da Península. Administramos uma estrutura complexa, com uma área equivalente ao Leblon. Hoje, residem na Península 1.700 famílias e, se considerarmos também os que ainda não moram aqui, podemos afirmar que temos um universo em torno de 15 mil pessoas que circulam em nossa área comum. Muitas vezes não percebermos essa grandiosidade, isso porque, contamos com nossos colaboradores diretos, prestadores de serviços e um número enorme de moradores apaixonados pela Península que atuam como síndicos, conselheiros comunitários, membros de comissões e tantos outros que de forma pontual participam da gestão. Sendo assim, por trás de tudo isso, exercemos um árduo trabalho logístico para que tudo funcione ordeiramente e qualitativamente, oferecendo uma rotina de modo a não interferir na sua vida ou na da sua família, garantindo o bem-estar. Pois bem, temos certeza que a Península está crescendo. Em 2008, a taxa média de ocupação era de 63% e tínhamos 12 condomínios instalados num total de 1.176 famílias. Atualmente, essa taxa subiu para 70,25%. Este aumento de mais de 7% em apenas um ano nos mostra que as metas da ASSAPE também precisam crescer, mantendo a presteza, agilidade e eficiência no atendimento a cada morador. Daqui a pouco, em 2010, outros condomínios serão instalados, como Saint Barth, Saint Martin e Via Privillege e novas famílias chegarão a esse nosso espaço tão privilegiado.

e administração ASSAPE, evoluíram no conhecimento do processo, buscando a melhoria contínua. Erros aconteceram, mas com certeza os acertos foram maiores. Na última reunião do Conselho Comunitário realizada na primeira quinzena de dezembro, avançaram muitas questões de gestão e otimização de recursos sem acréscimo de despesas aos moradores. Foi aprovada a melhoria da manutenção, do transporte, do sistema de relacionamento com as demandas dos moradores; a contratação de um advogado especialista em Laudêmio, que lutará por nossos direitos (sem custo direto); a contratação de supervisores de transporte, de manutenção e de atividades esportivas; o início da balsa, dentre outros. A reunião foi absolutamente participativa e proveitosa a todos e esperamos, em muito pouco tempo, sentirmos as diferenças. Estas modificações aprovadas nos tornará mais ágeis nas decisões e soluções. Você terá a efetividade da pronta resposta, do apoio permanente de seu conselheiro comunitário e da ASSAPE. É importante entendermos que administramos inúmeras atividades fundamentais e de interesses diversos, tais como: o transporte com mais de 8 mil usuários, a construção e a manutenção de meio-fio, calçamento e quadras, a manutenção de praças, trilha ecológica, portarias, rede elétrica e quiosques, a recreação, o controle da população de animais, a montagem de eventos para todas as idades, a rede Peninsulanet, enfim, uma gama de atividades destinadas à coletividade que aumenta diariamente motivada pelo próprio crescimento da Península.

Quando nós da ASSAPE nos responsabilizamos pela administração, assumimos o compromisso de priorizar a participação do morador na gestão e conferir transparência ao processo da administração em todos os níveis. Por isso foram criadas as Comissões, para que todos pudessem se envolver diretamente neste processo, desde a identificação dos problemas, passando pelas dificuldades na aprovação dos projetos, até o direcionamento de suas soluções.

Afinal de contas, a ASSAPE foi criada por nós, com esta finalidade. É nosso trabalho serví-lo e, para isto, contamos sempre com a valorosa colaboração e participação de todos.

Em um ano todos os conselheiros comunitários, comissões

Até a próxima!

Neste fim de ano, desejo em nome de todos da administração ASSAPE, Um FELIZ NATAL, Felicidade e Sucesso a todos neste ano que se inicia.

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CAFÉ

Café N

a edição passada, citamos Drummond, “A vida necessita de pausas”. Essa forma doce de olhar para si mesmo e perceber que precisamos de um tempo para desfrutar a vida. A grande maioria dos moradores da Península têm essa visão e, por isso mesmo, escolheram esse espaço como morada. São pessoas que buscam essa qualidade, essa forma leve de usufruir do que de melhor a vida oferece. Nessa edição, vamos falar de um delicioso grão, o nosso café.

Um pouco de história

De vilão a mocinho

café é originiário da Etiópia e ganhou o mundo através do Egito e da Europa. Conta a lenda que um pastor chamado Kaldi, observando as suas cabras, percebeu que elas ficavam mais ativas ao comer folhas e frutos do cafeeiro. Ele provou do fruto e também se sentiu mais esperto. Essa informação correu o vilarejo e um monge da região, começou a usar a infusão para afastar o sono durante as orações. Bom, deixando lenda e histórias para trás, sabemos que o café impulsinou a nossa economia, ganhou o gosto popular e é consumido na grande maioria dos lares brasileiros. Segundo a Wikipedia, o café é a bebida mais consumida no mundo, cerca de 400 bilhões de xícaras são servidas por ano.

A ABIC – Associação Brasileira da Indústria do Café informa em seu site que o café não é remédio, mas a comunidade médico-científica já considera a planta como funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutico). Isso porque o café não possui apenas cafeína, mas também potássio, zinco, ferro, magnésio e diversos outros minerais, embora em pequenas quantidades. O grão do café também possui aminoácidos, proteínas, lipídeos, além de açúcares e polissacarídeos. Mas, o principal segredo: possui uma enorme quantidade de polifenóis antioxidantes, chamados ácidos clorogênicos. Durante a torra do café, esses ácidos clorogênicos formam novos compostos bioativos: os quinídeos. É também nessa etapa, que as proteínas, aminoácidos, lipídeos e açúcares formam os quase mil compostos voláteis responsáveis pelo aroma característico do café. É toda essa composição que faz do café uma bebida natural e saudável.

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CAFÉ

Gostoso e ainda faz bem, a combinação não podia ser mais preciosa.

Simples ou sofisticado

Cappuccino

O cafezinho tomado no balcão do bar ou em uma casa especializada é puro prazer. E para os amantes do requinte e de grãos especiais, os baristas - profissionais especializados em cafés de alta qualidade -, conseguem oferecer aquela xícara perfeita, que exala o aroma da boa bebida e estimula os sentidos. O barista está para o café como o sommelier está para o vinho.

Bebida italiana, o cappuccino é preparado com café expresso e leite. Um cappuccino clássico consiste em um terço de café expresso, um terço de leite vaporizado e um terço de espuma de leite vaporizada. Variações populares do cappuccino como o café latte e o macchiato consistem basicamente na alteração destas proporções. O uso de chocolate em pó no cappuccino é uma prática comum no Brasil, mas não faz parte da receita tradicional. REVISTA PENÍNSULA | DEZEMBRO 2009 41


CAFÉ

A

lém da qualidade do café expresso, o elemento mais importante para a preparação do cappuccino é a textura e temperatura do leite. Quando um barista vaporiza o leite para o cappuccino, cria uma “microespuma” ao introduzir pequenas bolhas de ar no leite, conferindo a ele uma textura aveludada, cremosa e brilhante, sem no entanto, deixá-lo com bolhas na superfície. Simples como o famoso pingado, ou sofisticado com grãos especiais e receitas diferentes, o café é unanimidade nacional, e para fechar o tema, uma receita deliciosa e fácil de preparar.

PONCHE DE CAFÉ Ingredientes: - 4 pedacinhos de chocolate meio amargo - Açúcar a gosto - 4 colheres de creme de leite - 4 xícaras de café bem forte - Chantilly, canela e cacau em pó

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- Raspas de laranja Modo de preparo: Derreter o chocolate, o açúcar e o creme de leite em fogo brando. Juntar o café e levar ao fogo sem deixar ferver. Colocar em xícaras grandes. Guarnecer com chantilly e sobre ele colocar canela, cacau em pó e raspas de laranja. Fontes: ABIC e Wikipedia


Revista Península Nº 6  

A Revista é uma ferramenta de interação e de comunicação para os moradores do condomínio Península.