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Ano 1 . Número 5 - dezembro 2013

Fest Aruanda

Capa

Criado inicialmente para divulgar as produções de cursos da UFPB, o Fest Aruanda cresceu, ganhou vida e firmou-se como importante evento cultural. E agora, em sua 8ª edição, passa a integrar o calendário oficial da capital paraibana.

UFPB em revista 

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Editorial

Mais um ano chega ao fim. 2013 foi um ano de superação de desafios. A UFPB cresceu, quantitativa e qualitativamente. Vitórias que podem ser expressas em números, mas que altera diretamente o dia a dia de uma comunidade acadêmica que se esforça para fazer um trabalho cada vez melhor. Foi neste ano de tantas mudanças que nasceu a UFPB EM REVISTA. Inicialmente desenvolvida como projeto de uma disciplina de produção de textos, do Curso de Mídias Digitais, a publicação ganhou vida própria. Deixamos de integrar apenas um curso e nos tornamos a revista oficial da Universidade Federal da Paraíba. Totalizamos, de junho a novembro, 14.139 leitores, distribuídos em quatro edições. Crescemos, amadurecemos e reafirmamos o nosso compromisso com a informação independente, que dá voz a todos que assim desejarem. A valorização dos que fazem acontecer na universidade tem espaço aberto para divulgação de seus feitos e conquistas. Assim procedemos, dando voz e visibilidade a autores e projetos das mais diversas áreas de atuação e conhecimento. Na UFPB que faz não há espaço para as mesquinharias ou para os conflitos paroquiais. É com o espírito de mostrar o cotidiano de uma universidade múltipla, que não se encerra em si própria, cheia de relações entre as várias formas de expressão da sociedade: cultura, trabalho, lazer, que chegamos ao final deste ano dizendo obrigado. Desejamos que 2014 seja ainda melhor, para todos nós.


Administração Reitora: Margareth De Fátima Formiga Melo Diniz Vice-Reitor: Eduardo Ramalho Rabenhorst Pró-Reitoria de Administração (PRA): Clivaldo Silva Pró-Reitoria de Assistência e Promoção ao Estudante (PRAPE): Thompson de Oliveira

Sumário 4

Cristovam Buarque recebe título de Doutor Honoris Causa da UFPB

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Ensino, Pesquisa e Extensão são te mas de encontro na UFPB

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Prefeitura Universitária realiza poda de árvores no Campus I

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Prefeitura Universitária Projeto visa dar nomes as ruas da Instituição

8 Extensão

UFPB oferece cursos de idiomas e modalidades esportivas a comunidade

Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PRAC): Orlando Vilar Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP):

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Francisco Ramalho

Conteúdo extra-curricular Mudanças beneficiam estudantes que já trabalham na área do seu curso

Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN):

12 Congresso Nacional de Psicologia discute Desenvolvimento Humano e Solidariedade

Marcelo Sobral

14 ENCUN

Pró-Reitoria de Graduação (PRG): Ariane Sá

Evento inédito na Paraíba recebe compositores de todas as regiões

Pró-Reitoria de Pós Graduação (PRPG): Isac de Medeiros Prefeitura Universitária (PU):

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Sérgio Alonso Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI): Pedro Jácome

 Fest Aruanda Evento ganha vida para além da Universidade

18 Janeiro

Férias antecipadas dividem opniões

Expediente Editor Derval Golzio Redatores/Estagiários Luan Matias Peter Shelton Rômulo Jefferson Wallyson Costa PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Thales Lima

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22 E-books

Biblioteca Central realiza novas aquisições de livros eletrônicos

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Rede Global promove intercâmbios tsociais Diversos alunos da UFPB fazem parte de organização

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Energia Solar Instituição implantará sistema de energia sustentável

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Exames Periódicos Procura da comunidade atinge percentual de16,6%

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Avaliação da Capes revela melhoria

Foto capa Divulgação CONTATO ufpbemrevista@gmail.com facebook.com/ufpbemrevista UFPB em revista está vinculada a Assessoria de Comunicação da Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa - PB Dezembro - 2013

 Coleta seletiva Projeto visa implantar Agenda Ambiental da Administração Pública na UFPB

em programas de Pós-Graduação Pesquisador estuda potencialidades da algaroba


Cristovam Buarque recebe título de Doutor Honoris Causa da UFPB Por: Luan Matias

admiradores do ex-Ministro da Educação se fizeram e presentes ao auditório da reitoria. A trajetória de vida e política de Buarque, desde muito cedo voltada para a educação, foi relembrada pela propositora do título e professora do Departamento de Ciências das Religiões, Neide Miele. Em seu discurso, Cristovam Buarque mostrouse honrado em receber o título, mas deixou claro que seu nome apenas representa uma causa maior. “Esta honra não é para mim, mas para uma causa. Eu apenas simbolizo a luta por uma revolução na educação”, contou. Por fim, o agora Doutor Honoris Causa prometeu valorizar o título que lhe foi concedido: “Meu compromisso com esta universidade é continuar lutando pela educação de base, por aqueles que daqui a alguns anos serão alunos desta instituição. Assim irei honrar o título que a UFPB hoje me concede, disse emocionado. Cristovam Buarque (esq.) Margareth Diniz (dir.)

Equiparar o salário dos professores de escolas públicas ao de funcionários das grandes empresas estatais e tornar o magistério atrativo a ponto dos cursos de licenciatura serem os mais procurados nas universidades brasileiras. Estas foram algumas das ideias proferidas no discurso do Senador do DF, Cristovam Buarque, que veio recentemente a Universidade Federal da Paraíba receber o título de Doutor Honoris Causa da instituição. A solenidade de entrega da honraria, dada em reconhecimento as décadas de luta de Cristovam Buarque pela melhoria no sistema educacional brasileiro, foi presidida pela Reitora Margareth Diniz, também responsável pela outorga do diploma. Na oportunidade, professores, funcionários, alunos e 4 

  UFPB em revista

Além de receber o título, Cristovam Buarque veio a UFPB participar da sexta conferência do Fórum Universitário, onde falou sobre os problemas educacionais do Brasil e compartilhou sobre o plano que, segundo o próprio, revolucionaria a educação do país. Entre as principais propostas do projeto estão o aumento do investimento do PIB nacional em educação e a federalização do ensino público básico. Perguntado se a proximidade das eleições presidenciais não criariam um momento oportuno para o debate sobre o projeto, Buarque não mostrouse otimista: “Acredito que mais uma vez teremos uma campanha totalmente voltada para economia, onde não teremos nada concreto para a educação. É preciso enxergar a educação como um criador de capital”, concluiu.


Ensino, Pesquisa e Extensão são temas de encontro na UFPB Foto: Luan Matias

Por: Luan Matias

Estudantes participam da semana de Encontro Unificado de Ensino, Pesquisa e Extensão

Com o objetivo de fortalecer a integração entre aqueles que são considerados os três pilares do ensino superior, a UFPB promoveu no último mês de novembro o Encontro Unificado de Ensino, Pesquisa e Extensão. Todos os centros e campus estiveram envolvidos na programação, que além de apresentações teóricas, contou com expressões artísticas e culturais - todas realizadas por alunos vínculados a projetos da instituição. A unificação se deu ao fato de que, encontros já consolidados, como o ENID - Encontro de Iniciação a Docência, ENEX – Encontro de Extensão e o ENIC – Encontro de Iniciação Científica aconteceram de maneira paralela, possibilitando assim uma maior mobilização da comunidade acadêmica e ampliando a repercussão, público e participação durante as apresentações dos dicentes. A amplitude e junção do encontros se deu a um trabalho conjunto entre a Pró-Reitoria de Gradua-

ção, Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa e Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários. Para a professora Marilene Salgueiro, coordenadora do ENID e assessora da PRG, o evento superou as expectativas. “Tudo ocorreu de forma maravilhosa e os resultados foram os melhores possíveis. Tivemos a participação não só dos envolvidos, mas de funcionários, estudantes e professores que, mesmo não estando diretamente ligados a nenhum projeto, fizeram questão de prestigiar as apresentações”, relatou.

Marilene destacou que além de divulgar os trabalhos desenvolvidos na instituição, os encontros são uma oportunidade ímpar para os alunos apresentarem seus trabalhos diante de públicos maiores e mais diversificados. Alguns docentes levaram turmas inteiras para as apresentações. Professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Universidade Federal de Pernambuco também compareceram ao evento. O Encontro Unificado teve como tema central “A construção do conhecimento no cotidiano acadêmico: práticas e reflexões”. Para o aluno do curso de Comunicação em Mídias Digitais, Gustavo Moraes, o evento serviu justamente como meio de reflexão sobre a sua relação com a pesquisa acadêmica. “Visitei alguns estandes no hall da reitoria e me vi motivado a me dedicar não só as atividades de sala de aula, mas a também me envolver com pesquisa, aspecto fundamental na construção de formação acadêmica sólida”, confessou. UFPB em revista 

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Prefeitura Universitária realiza poda de árvores no Campus I Foto: Derval Golzio

Por: Peter Shelton

Para evitar maiores transtornos, a Prefeitura Universitária (PU) está realizando uma poda preventiva das árvores localizadas nas margens dos espaços ocupados pela vegetação. Edificada em uma parte importante da reserva de mata atlântica, a Universidade Federal da Paraíba, através da PU, busca, com a medida, evitar os danos provocados pela queda dos galhos das árvores nas edificações, instalações elétricas e em integrantes da comunidade universitária. Segundo Antônio Borba, engenheiro da comissão de gestão ambiental da prefeitura, existe um cuidado em evitar problemas para quem transita pelo campus: “Sempre foi feita a poda das árvores que, como ficam em áreas isoladas, existe o efeito de borda, que são as árvores que se inclinam para o lado de fora procurando a luminosidade. E isso tem causado transtornos em cima de carros e edificações.” A poda da vegetação nativa das reservas começou há duas semanas e é feita anualmente. Para o engenheiro, outro benefício no corte dos galhos é o aumento da visão das reservas de floresta nativa, que ajuda na manutenção dessa vegetação: “Nós fazemos a poda anual para evitar esses problemas e termos uma visão maior dessas reservas, pois detectamos uma grande árvore seca, com grande risco de cair. Se não fizermos a poda na borda, não teremos essa visão.” Ainda segundo Borba, todo o processo de poda das árvores é acompanhada pelo técnico Reginaldo Meirelles, que orienta os trabalhadores quanto ao uso dos equipamentos e quais os locais adequados para o serviço. Ele reconhece que o corte da vegetação poderia ser mais preciso: “O ideal é que nos tivéssemos um carro com a lança para fazer uma poda menos radical.” 6 

  UFPB em revista

A PU acertou com a poda, mas errou com a inexistência de equipamento de segurança


Prefeitura Universitária Projeto visa dar nomes as ruas da Instituição Por: Wallyson Costa

redundam na caracterização própria de uma cidade. Sérgio revela que o projeto não é novo, e vem sendo refletido há muito tempo, dentro de um grupo de estudos. Ele revela que o projeto visa não apenas dar uma nomenclatura as ruas, mas dar mais visibilidade a Universidade, efetuando toda a sinalização da estrutura acadêmica. “Queremos demonstrar claramente onde está cada centro, em que rua se está exatamente. Hoje a localização funciona apenas no boca a boca, as pessoas correm o risco de perguntar a um porteiro novato e ficar perdida”, afirma.

Mapa da Universidade Federal da Paraíba

A Prefeitura Universitária da UFPB está preparando um projeto que dará nomes as ruas e avenidas localizadas no Campus I da Instituição. Ele se encontra na fase orçamentária e ajudará na localização, facilitando a vida da comunidade acadêmica. Segundo Sérgio Alonso, Prefeito Universitário, “se trata de uma cidade universitária, com ruas, avenidas, que se encontram sem as devidas nomeações. Como uma cidade, a UFPB precisa desse sistema de localização”. Alonso relata que o campus I se encontra em um espaço incrustrado em João Pessoa, uma Universidade, que é denominada Cidade Universitária, e que se comporta como uma verdadeira cidade. Com o conjunto de pessoas que transitam, os serviços que são oferecidos onde também são gerados empregos etc. e

Os nomes escolhidos levaram em consideração os componentes da mata atlântica, que servirão como base para a escolha dos nomes utilizados nas ruas e avenidas. Todas serão nomes de árvores, como por exemplo, a rua principal que irá circular toda a Instituição e se chamará Avenida Mata Atlântica. Outros exemplos de nomes escolhidos são Avenida das Acácias, Avenida Ipê Amarelo, Rua Milona etc. Nesse momento, o projeto está em fase orçamentária. Sérgio Alonso revela que o grupo de estudos responsável pelo projeto fez toda a identidade visual, que contará além de placas, com a instalação de totens por todo o campus. No projeto, foi feita a análise do tipo de letra, de fonte, e de toda a caracterização da instituição, os nomes de departamento e das placas, procurando dar uma identidade à UFPB. Alonso revela que após a finalização do orçamento terá início o processo de licitação. “Sempre temos aquela ânsia de dar uma finalidade ao projeto. Acredito que até meados de 2014 estaremos concluindo, pois dependemos muito de recursos do orçamento, e esse ano foi muito complicado pra nós em relação a isso. Mas, estamos no caminho certo” concluiu. UFPB em revista 

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Extensão UFPB oferece cursos de idiomas e modalidades esportivas à comunidade Por: Peter Shelton

Os projetos de extensão dos departamentos de Educação Física e de Letras Estrangeiras Modernas, da UFPB, oferecem à comunidade em geral oportunidades de cursos e práticas esportivas. Segundo o professor Roberto de Assis, chefe do departamento de Letras Estrangeiras Modernas (Dlem), existe uma forte procura para o aprendizado de uma nova língua. “Temos entre 400 e 500 alunos ao total, e a procura pelo curso de extensão é muito grande, principalmente pela comunidade acadêmica.” Atualmente, o departamento oferece 150 vagas semestrais para os cursos de idiomas, sendo 60 vagas para o curso de Inglês e 30 vagas para cada uma das turmas das demais línguas. Além da língua inglesa, são oferecidos os cursos em espanhol, francês e alemão. A duração total do curso é de 7 semestres (3,5 anos). As inscrições normalmente acontecem no ínico do ano, mas excepcionalmente em 2014 não haverá novas inscrições. Segundo o professor Assis, o curso de línguas estrangeiras passará por uma importante reformulação. “Houve uma modificação no calendário da extensão. Estamos passando por um processo de readequação que acarretará em modificações na estrutura dos cursos oferecidos.” O chefe do departamento relata que entre as principais mudanças que ocorrerão na extensão, os cursos de idiomas estrangeiros terão objetivos distintos: como cursos para proficiência ou voltados para o mercado de trabalho: “Queremos veri-

ficar a possibilidade de ofertar cursos distintos, ao invés de ofertar o curso de idiomas, para demandas específicas para ser utilizado em empresas”. O inicio do curso de extensão em línguas estrangeiras foi adiado para o segundo período de 2014. Para os interessados, basta apenas ter ensino médio completo e realizar uma prova de interpretação de texto em língua portuguesa, além de uma taxa semestral de 100 reais. As aulas ocorrem duas vezes por semana, às 15 ou 17 horas.


Atividades Esportivas Outro curso de extensão bastante procurado é ofertado pelo curso de Educação Física. Apesar da alta demanda, a extensão vem enfrentando alguns problemas, como reconhece o chefe do departamento do curso, o professor Cláudio Meireles: “Existe uma importante demanda na extensão, mas o quantitativo que o departamento apresenta nas atividades já sobrecarregam as instalações e o professores.” Segundo Cláudio Meireles, o departamento de Educação Física está reorganizando e renovando a estrutura da extensão para o começo de 2014, devido à aposentadoria de alguns funcionários ligados à extensão, “Vamos enxugar a estrutura,

em função da aposentadoria dos funcionários, mas na medida do possível, resolvendo esses problemas. No ano que vem, teremos uma nova roupagem para o projeto.” Neste momento, a extensão oferece as modalidades de Hidroginástica, Ginástica, Biodança, Judô, Natação, Musculação e exercícios para a melhoria do condicionamento físico. Em fevereiro de 2014, começam as inscrições para as práticas esportivas e as aulas começam após o carnaval. Segundo Meireles, quem estiver interessado em participar dos cursos de extensão, deve procurar a secretária do departamento de Educação Física com RG e com-

Fotos: Peter Shelton

provante de residência no período de matrículas. O valor da taxa semestral está em 40 reais. No ato das inscrições, existe uma triagem do pessoal inscritos e algumas pessoas são insentas do pagamento da taxa semestral, como os estudantes da residência universitária, que precisam comprovar que moram na residência. Segundo Cláudio, a maior parte dos usuários das instalações esportivas da universidade são as pessoas com mais de 60 anos, e existe uma prioridade para a manutenção desse público, pois muitos participantes idosos da extensão, fazem parte de projetos de pesquisa de professores. “Embora existe uma dificuldade para manter as instalações, pelo seu alto custo, o departamento acha por bem manter os idosos, pois eles participam de várias pesquisas dos professores de Educação Física.” reitera.


Conteúdo extra-curricular Mudanças beneficiam estudantes que já trabalham na área do seu curso Por: Rômulo Jefferson

Há alguns meses a UFPB aprovou mudança significativa para os estágios. A mais importante delas é o fato de aproveitamento por parte do estudante que já trabalha na área do seu curso, fazer o aproveitamento para efeito de grade curricular: o estágio é realizado no local onde já trabalha, desde que a empresa preencha os formulários e tenha convênio com a UFPB. No caso da empresa não ser cadastrada, o processo dura em torno de vinte dias e pode ser feito na coordenação de estágio. Para Maria de Lourdes Duarte Leite, encarregada de estágio na UFPB, criar meios que possibilitem cada vez mais o acesso dos estudantes ao estágio é de fundamental importância porque facilita a passagem do ambiente estudantil para o mercado de trabalho. “Isso representa uma evolução na política pública de empregos para jovens no Brasil, ao reconhecer o estágio como um vínculo educativo-profissionalizante, supervisionado e desenvolvido como parte do projeto pedagógico e do itinerário formativo do educando.” De acordo com números do Núcleo de Tecnologia (NTI), foram matriculados 6.391 estudantes nas disciplinas Estágio Supervisionado I e II no período 2013.1, contando também os integrantes dos cursos de graduação à distância (EaD). Maria de Lourdes reforça que recentemente foram abertos muitos campos de estágio no próprio âmbito da Universidade e as vantagens para as empresas que também fornecem oportunidades. “As empresas passam a contribuír para a formação profissional escolhida pelo educando, como também elas são beneficiadas com a mão de obra já com elevado nível de formação profissional, pagando ao estagiário uma bolsa sobre a qual não incide custos da legislação trabalhista.” Terminar o ensino médio, passar no vestibular e entrar para a universidade são metas sonhadas por todo jovem. Mas, após isso, se inicia uma nova fase 10 

  UFPB em revista

Ivo e Renata, estagiarios da CEM

de mudanças. É a passagem da vida estudantil para a construção de uma carreira profissional que exige mais, e por ser tudo muito novo, acaba confundindo a cabeça dos “feras.” Questões como estágio, extensão, monitoria, iniciação científica, conteúdos flexíveis, são sempre fontes de muitas dúvidas, e como ninguém gosta de ler os incisos e parágrafos (§) das leis, a UFPB em Revista dá uma mãozinha.

Estágio: Que bicho é esse? O estágio é fase onde o estudante põe em práti-


ca todo o conhecimento que vem desenvolvendo no curso. A partir do 3º período qualquer estudante pode fazer estágio. Ele é dividido em duas categorias: Não obrigatório e obrigatório (art. 2º da Lei 11.788/2008). O não obrigatório é opcional e as horas acumuladas podem ser usadas para pedido de dispensa de algumas disciplinas, desde que feito a solicitação através de formulário disponível na Coordenação de Estágio e Monitoria (CEM), localizada no térreo da reitoria. Já o estágio obrigatório é parte integrante de qualquer curso, ou seja, sem ele o diploma não é concedido. Algumas pessoas tem ideias como: “Trabalho no mercadinho do meu pai, na farmácia do meu avô. Se ele assinar uma declaração vale”? Não é bem assim. O estágio obrigatório precisa ser na área de atuação do curso e a empresa tem que ter convênio com a UFPB. Foto: Rômulo Jefferson

No caso do estágio obrigatório, para que essa atividade tenha validade para o currículo acadêmico é preciso estar matriculado na disciplina de estágio obrigatório e ser supervisionado por um professor que tenha relação com a área da atividade. Ele irá acompanhar o desempenho do aluno, receber o relatório feito pelo estagiário sobre a sua experiência e atribuir a nota final. A carga horária também é outra exigência da lei, no máximo 30 horas semanais ou 40 em casos especiais de cursos que aliam teoria e prática e não tem aulas presenciais programadas no horário (§ 1º do art. 10 da Lei 11.788/2008). Outras dúvidas de muita gente diz respeito a se o estágio tem caráter empregatício e se o estagiário tem direito a recesso remunerado Nestes casos, o estágio não constitui, de nenhuma forma, vínculo de emprego entre a empresa e o estagiário (art. 3º e 15 da Lei nº 11.788/2008). E para estágio que tenha duração

de pelo menos um ano, o estagiário tem direito a recesso remunerado de 30 dias (em período contínuo ou fracionado) preferencialmente no período das férias escolares (caput e § 2º do art. 13 da Lei 11.788/2008).

Extensão, monitoria e iniciação científica A extensão é uma atividade educativa, cultural, artística, científica e/ou tecnológica desenvolvida entre alunos e professores junto à sociedade. As atividades de monitoria são desenvolvidas por alunos que participam da aprendizagem de outros alunos, uma extensão da sala de aula. E a iniciação científica, coloca o estudante em contato com pesquisas científicas e tecnológicas. Todas elas equivalem ao estágio, mas somente quando previsto no projeto pedagógico do curso, ou seja, é uma resolução interna individual de cada curso (§ 3º do art. 2º da Lei 11.788/2008).

Conteúdos Flexíveis Esses conteúdos também integralizam o currículo de todos os estudantes, ou seja, sem cumprir mais essa etapa na graduação, não é possível obter o diploma. Existe uma resolução na UFPB que trata especificamente do assunto (Resolução nº. 07 /2010 do Conselho Superior de Pesquisa, Ensino e Extensão – CONSEPE), mas todos os cursos podem estabelecer sua própria resolução, de modo a atender melhor suas demandas.

Mas afinal, o que vale? Cursos online em geral valem sim, desde que devidamente certificados junto ao curso. Aquelas horas que sobraram do estágio obrigatório também podem ser computadas como conteúdo flexível. Cursos como inglês no SENAC ou atividades de voluntariado desenvolvidas junto à instituições sociais ou religiosas também contam. Para a coordenadora de estágio do Demid, Signe Dayse, a gama de atividades possíveis é muito grande. E mesmo para aqueles que trabalham e tem o tempo um pouco mais complicado é possível cumprir essas horas com as atividades desenvolvidas pelo próprio curso do estudante. UFPB em revista 

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Fotos: Rômulo Jefferson Ilka Bichara (esq.), professora da UFBA

Congresso Nacional de Psicologia discute Desenvolvimento Humano e Solidariedade Por: Wallyson Costa

Com a proposta de incentivar o intercâmbio entre pesquisadores, estudantes e profissionais de Psicologia, foi realizado na UFPB, entre os dias 19 e 22 de Novembro de 2013, o IX Congresso Nacional de Psicologia do Desenvolvimento. O evento, que neste ano teve como tema “Desenvolvimento Humano e a Solidariedade”, contou com mais de mil participantes inscritos. De acordo com o Professor Júlio Rique, integrante da Comissão Organizadora do evento “é o maior congresso da área de psicologia do desenvolvimento no Brasil”. O evento se voltou para a investigação de questões relacionadas aos diversos contextos de desenvolvimento humano, na interlocução com as questões educacionais, culturais e ambientais.Dias antes do 12 

  UFPB em revista

Congresso, também ocorreu na UFPB o III Colóquio Internacional de Epistemologia e Psicologia Genéticas, que funcionou como um pré-evento ao congresso. O objetivo do Colóquio foi a disseminação da epistemologia e psicologia genéticas nas áreas da psicologia, filosofia e educação. No Congresso, os trabalhos foram realizados em cinco níveis, onde foi feita uma estimativa inicial da quantidade de apresentações que seriam realizadas. O previsto foi um total de 12 conferências, 30 simpósios, 30 mesas redondas, 100 sessões de comunicação oral e várias sessões de pôsteres. Nas conferências realizadas, houve a participação de vários professores internacionais, dentre eles


Anne Petersen, Professora americana, Larry Nucci, Professor da Universidade da California, Professor Juan Delval, da Universidade de Madrid, e também a Professora Colette Daiute da Universidade de Nova York. Ao todo foram realizadas 38 mesas redondas, número que ultrapassou o inicial previsto. Cada mesa foi composta por quatro professores convidados de várias universidades brasileiras. As mesas redondas procuraram trazer temas atuais das diversas áreas da psicologia do desenvolvimento, como por exemplo, desenvolvimento da linguagem, da neurociência, do desenvolvimento moral e ético, raciocínio matemático, etc. No evento, também aconteceram sessões de comunicação orais compostas por professores e alunos, uma mistura de orientadores e seus alunos de graduação e pós-graduação. Houve também a apresentação de pôsteres, com professores e alunos, e ainda a realização dos simpósios, onde os envolvidos se or-

ganizaram ao redor de um único tema. De acordo com Júlio Rique, o congresso foi uma realização bastante abrangente, e avaliação feita foi bastante positiva. “O resultado foi o esperado, pois foi um ano de trabalho da comissão organizadora. Vale dizer que o congresso foi organizado pela professora Cleonice Camino, por mim e pelo grupo de estudos do Núcleo de Desenvolvimento Sócio moral, e foi preciso um ano de trabalho para absorver o número de pessoas do evento em um congresso desse porte.” Rique afirma acreditar que o evento atingiu seu objetivo e que a organização cumpriu com toda a demanda. “Foi muito trabalho, e no final a avaliação geral das pessoas que vieram e que se comunicam conosco até hoje é que foi tudo muito bem organizado e que a UFPB atendeu aos critérios de receber esse pessoal todo e as sessões ocorreram com muita tranquilidade, e o nível foi muito bom.”, completa.

UFPB em revista 

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ENCUN Evento inédito na Paraíba recebe compositores de todas as regiões Por: Rômulo Jefferson

O professor de composição da UFPB, Valério Fiel da Costa, explica que esse é um evento diferente de outros que ocorrem pelo país, porque os compositores mandam as músicas e a aprovação depende apenas da viabilidade de apresentação, por isso “espera-se que o Encun seja uma vitrine do que realmente acontece no cenário da música nacional”. Por onde passa, o evento transforma o modo como os compositores costumam lidar com a música, gerando de forma espontânea pequenas agremiações de compositores, jovens principalmente. “Geralmente as pessoas que fazem parte da produção do evento acabam se organizando melhor e propondo temporadas, se constituindo como grupos estáveis de compositores”.

Foto: Rômulo Jefferson

Com a presença de compositores independentes de todo o Brasil, o Encontro Nacional de Compositores Universitários (ENCUN) em sua 11ª edição, completa dez anos de existência e escolheu João Pessoa para comemorar a data. O evento aconteceu entre 24 e 30 de novembro em diferentes locais da cidade, como o Espaço Mundo, a Companhia da Terra na Praça Antenor Navarro e o Departamento de Música da UFPB.


sonoro digital, com Adriano Monteiro.

O Encun tem como marca principal o fato de não ser tão rígido quanto os festivais tradicionais, como dizem os organizadores do evento, “tudo pode acontecer”. Mesmo assim, foram organizadas algumas oficinas, palestras e exibições de audiovisuais em paralelo as apresentações.

Outras salas abrigaram as palestras que abordaram diferentes temas, como: Arreferencialismo na Colagem Musical, de Henrique Iwao (MG), Limites do corpo e fisicalidade na composição musical, de Mário Del Nunzio (USP), A obra das obras: proposições ontológicas a partir de obras singulares, de J. P. Caron (USP), Compondo com o Corpo e Algorítmos, de Bernardo Barros (SP), Conversão imagem-som na pesquisa do COMUS - Grupo de pesquisa em composição musical da UFJF, de L. E. Castelões (UFJF) e o Concerto-Palestra (com o Grupo Bravo - UFRN), de Heather Jennings (UFRN).

Na sala Gerardo Parente, localizada no departamento de música, foram realizadas entre 26 e 29 as oficinas Guitarra elétrica na música contemporânea - história, escritas e técnicas, com Mario Del Nunzio e Matthias Koole e Introdução a técnicas de síntese e processamento

Foto: Wallyson Costa

O evento


Fest Aruanda Evento ganha vida para além da Universidade Por: Rômulo Jefferson

Dizem que o cinema é a arte de enganar, do fazer parecer. Mas também é justo dizer que essa expressão artística é carregada de características singulares: a atmosfera criada pela imersão é capaz de alterar o estado de espírito do telespectador, que pode ir do medo ao riso, da repulsa à comoção, não necessariamente em momentos distintos. Estas são sensações que podem ser vivenciadas no 8º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, evento que acontece

Criado dentro da Universidade Federal da Paraíba pelo professor Lúcio Vilar, o Aruanda foi pensado para divulgar a produção audiovisual dos estudantes de Rádio e TV e Jornalismo (únicos cursos da área que existiam na Instituição à época), e logo teve a adesão de vários professores da UFPB, entre eles, o cineasta Bertrand Lira. Ele menciona a transformação que o Festival passou nos últimos anos, tornando-se o evento mais importante do audiovisual no estado da Paraíba, sem perder no entanto o contato com a universidade. “Hoje o Aruanda procura fazer chegar à comunidade paraibana a recente produção nacional de curtas e longasmetragens, sem perder o vínculo com o universo acadêmico, já que continua existindo na sua grade de programação a categoria TV Universitária e Curtas Universitários.” Por muito tempo, toda a produção audiovisual do país foi monopolizada pelo eixo Rio-

São Paulo, seja por questões econômicas, culturais ou regionais. Mas hoje, essa realidade se altera. A Paraíba por exemplo, ainda que em número menor que estados de outras regiões, participa cada vez de importantes festivais no país e no exterior, como reforça Bertrand: “Não acredito que exista preconceito em relação ao audiovisual paraibano nem aqui e tampouco nacionalmente, pelo contrário, a Paraíba está sempre presente nas mostras e festivais mais Foto: Rômulo Jefferson

de 13 a 19 de dezembro, no Cinespaço do Mag Shopping em João Pessoa.

Bertrand Lira, organizador


Aruanda Como sempre ocorre na noite de abertura, uma personalidade do meio artístico nacional é homenageada. Este ano, será o cantor e ator Ney Matogrosso, personagem do documentário Olho Nú, filme-biografia do cantor, feito por Joel Pizzini. Conhecido como “o cineasta dos vencidos” por suas abordagens sobre João Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Marighella, Silvio Tendler é outro documentarista convidado para participar do seminário “50 anos de Ditadura Militar pelo olhar do cinema brasileiro,” ocasião em que exibirá Jango, de 1988. Também estará presente o ator Lázaro Ramos, protagonista do filme O grande kilapy, dirigido pelo angolado Zezé Gamboa. O filme teve cenas feitas na Paraíba e a presença de atores paraibanos no elenco. Crítico de cinema renomado no Brasil, Jean-Claude Bernadet receberá uma homenagem por suas reflexões sobre o cinema local. Uma outra novidade dessa 8ª

edição é a mudança do local de realização do evento, que do Hotel Tambaú, ocorrerá no Cinespaço do Mag Shopping. Segundo Bertrand Lira, a mudança ocorre principalmente pela possibilidade de reprise dos filmes na manhã seguinte, dando oportunidade para mais gente assistir as produções que são quase todas inéditas. Além de exibições de filmes, o evento contará ainda com as oficinas: Sonoridades audiovisuais, com Luís Bourschedt e

Débora Opolski; Documentário de invenção: estratégias da não-ficção, com Joel Pizzini; História do documentário moderno e contemporâneo, com o antropólogo Henri Gervaseau. Ainda serão lançados os livros: Introdução ao desenho de som, de Débora Opolski e Luz e sombra: significações imaginárias na fotografia do expressionismo alemão, de Bertrand Lira. Ocorrerá também, o lançamento de duas obras em dvd do documentarista paraibano, Vladimir Carvalho.

Foto: Divulgação

importantes do país e eventualmente no exterior. A Paraíba é uma referência para o audiovisual brasileiro e o Fest Aruanda tem papel fundamental nisso pois, embora sem muitos recursos, o festival tem excelente repercussão no resto do país”.

Lázaro Ramos, protagonista do filme O grande Kilapy


Janeiro Férias antecipadas dividem opniões O mês de janeiro tradicionalmente é dedicado ao período de férias na região nordeste. É um período de altas temperaturas que compromete a saúde de quem precisa se expor nos horários mais quentes (manhã e tarde) e demanda muita energia elétrica para tentar minimizar esses fatores. Para a Universidade, o calendário escolar esse ano teve que ser repensado por causa da greve de 2012, modificando o final e o início do período letivo.

Foto: Gustavo Mikaell

Por: Rômulo Jefferson

ro, a gente quer curtir,” diz Rayssa. As férias para ela já tem destinação certa: “vou viajar, visitar o meu amor, descansar, assistir séries e filmes que gosto muito e aproveitar para ler algumas coisas que não sejam relacionadas ao curso.”

Já a estudante de fonoaudiologia, Flaviana Amorim, tem uma visão mais cética em relação ao recesso. “Vai haver uma quebra no período. No nosso caso, os pacientes que atendeA decisão divide opinimos no estágio irão ficar ões: há quem defenda fazer um tempo sem atendio recesso dentro do períomento, mais de um mês na do, ou seja, as aulas voltam verdade. Por outro lado eu com o período letivo ain- gostei porque irá aliviar Rayssa Alcântara, estudante da aberto e quem opine o período, mas essa queque seria melhor deixar bra é realmente complicada. Mas finalizar o período 2013.2 e aí Para a estudante Rayssa Alcân- vou descansar muito e viajar sim, ter férias. Os que preferem tara, o recesso de janeiro é muito o recesso de janeiro dizem que é bem vindo, ela acredita que a que- para ver a família. A outra parte importante ter o mês livre porque bra não irá atrapalhar o andamen- vou dedicar é um período em que todos estão to das atividades e lembra que no aos estudos e de férias e já tinham viagens agendadas. Alguns estudantes contrá- decorrer do período já houve ou- a finalização rios à quebra no meio das aulas tras interrupções, como a Semana do Trabalho reclamam da perda da rotina, da Iniciação à Docência (Enid). de Conclusão de lembrando que os trabalhos finais “É um período super necessário, já estão em andamento. até porque é final de ano, janei- Curso (TCC)”. 18 

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Opções de Férias Muitos estudantes que são de cidades do interior do estado e moram em João Pessoa, aproveitam o período de recesso para viajar e ficar com a família. Muitos deles passam o ano inteiro sem conseguir visitar a família por causa da rotina apertada entre aulas, estudos e estágio. Mas, para aqueles que são da cidade ou por algum motivo preferem ficar, opções de lazer não faltam e a cidade onde o sol nasce primeiro fica ainda mais convidativa. As praias são escolhas garantidas para

quem não abre mão do contato com a natureza dentro da própria cidade, já que a maioria das praias urbanas não são poluídas, privilégio aliás que poucos locais oferecem. Ainda para aqueles que preferem curtir a noite, os barzinhos se tornam uma ótima opção. Eles

oferecem uma atmosfera mais intimista e exclusiva, acompanhada de muita música ao vivo. Outra opção da noite são os shows que ocorrem gratuitamente na orla de Tambaú e no Ponto de Cem Réis, centro histórico da cidade. Então, seja qual for a escolha, viajar, ir à praia ou sair à noite, não vão faltar opções que se encaixem no perfil de todos para aproveitar o recesso de janeiro e só vai ficar em casa quem quiser.

Ilustração: Thales Lima

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Coleta seletiva Projeto visa implantar Agenda Ambiental da Administração Pública na UFPB Por: Wallyson Costa

A A3P É um programa do Ministério do Meio Ambiente criado em 1999 que visa inserir os critérios de sustentabilidade nas atividades dos órgãos públicos, sejam eles municipais estaduais ou federais. Para o órgão implantar esse programa ele precisa ter uma assinatura de um termo de adesão com o ministério do meio ambiente. De acordo com Henrique Gutierres, esse é um projeto piloto, que funciona no Departamento de Geociências e no Laboratório para Estudos 20 

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Ambientais (LEA) da UFPB. Henrique conta que a ideia do projeto nasceu de sua parte, a partir da análise de que a UFPB tem uma particularidade muito grande, por estar encravada em uma área de fragmento de Mata Atlântica onde existe uma fauna, e áreas que precisam e devem ser preservadas. A primeira ação do projeto ocorreu em 2012 onde foi feito

um diagnóstico socioambiental na Universidade inteira. Houve visitas ao Hospital Universitário, ao Restaurante Universitário, a Reitoria e suas várias Pró Reitorias, laboratórios etc., para assim obter com clareza quais são os problemas existentes na UFPB. No LEA e no departamento de Geociências onde o projeto está sendo aplicado, os problemas que foram vistos foram, como

Fotos: Rômulo Jefferson

A UFPB se encontra incrustada em meio a Mata Atlântica, por isso, merece atenção especial por toda população acadêmica no que se refete a preservação ambiental. Esse também foi o pensamento do Servidor Henrique Gutierres, que desenvolve Projeto de Extensão e visa implantar a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) na UFPB. O projeto, do tipo Probex, faz parte do edital de 2013 da Instituição e realiza trabalho educacional e de coleta seletiva, aplicando assim os critérios de sustentabilidade do A3P. Segundo Henrique “a Universidade, como qualquer órgão publico ou empresa, também é geradora de passivos e geram impactos ambientais”.

Henrique Gutierres servidor do Departamento de Geociências


em qualquer outro setor da universidade, papel, plástico, lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias. Além disso, foi adicionada a coleta de óleo de cozinha. O projeto, além de Gutierres, conta com Rafaella da Silva e Iran Cabral, bolsistas de graduação, com o também Servidor André Queiroga, e com dois Professores, Ilana Kiyotani, professora de Turismo, e Belinda Cunha, de Direito, que atua na área de Direito Ambiental. Gutierres revela que em passeio pelo Campus é possível encontrar lâmpadas e pilhas dentro dos fragmentos de mata da Instituição, e que isso o incomodava. “Com o projeto espero que as pessoas sejam ativas, tragam as lâmpadas, pilhas, papéis e etc., até de casa”. Ele relata que os trabalhos atualmente são feitos com os servidores docentes e técnicos, e que foram utilizados questionários para diagnosticar o uso dos materiais para posterior recolhimento. Henrique conta que o questionário também serviu para uma primeira aproximação com as pessoas, e a partir daí pôde ser feita a parte educacional, com a entrega de cartilhas, coletores para óleo, papel, pilhas etc. Para

isso foram fechadas parcerias com empresas. O plástico, por exemplo, foi destinado a empresa Plasuze, que fez a doação de canecas, que substituiriam os copos descartáveis em todas as salas. Também houve parceria da gráfica JB que confeccionaram etiquetas das garrafas de óleo, das canecas e dos recipientes que foram espalhados pelo departamento. Já o papel, usado para tudo dentro de uma Universidade, desde impressão de monografias, teses, xerox, é um dos grandes problemas da UFPB. Henrique revela existir a cultura do “errou uma coisa, amassa o papel e joga fora”. Ele conta que “pra isso também implantamos os coletores de papel. A Universidade

já tem uma ação nessa área, que é o acordo verde, uma cooperativa que recolhe esse papel, mas também fizemos o trabalho de recolhimento desse papel dentro do projeto”. No Encontro de Extensão, realizado na UFPB, foi apresentado um trabalho pelos organizadores, avaliado pela Rede de Educação ambiental – REA, onde surgiu o questionamento sobre a expansão do projeto para outras partes da UFPB. Gutierres salienta que “na verdade, espero que esse projeto exista como projeto piloto, já que hoje a Universidade possui uma comissão de gestão ambiental, e a ideia seria contribuir com essa comissão. Mesmo assim estamos com um bom impacto, eu acredito”. UFPB em revista 

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E-books Biblioteca Central realiza novas aquisições de livros eletrônicos Por: Peter Shelton

Consolidando o projeto de melhoria da sua estrutura, a Biblioteca Central renovou e ampliou o seu acervo virtual. Segundo Suely Pessoa, diretora do sistema de bibliotecas, existe a preocupação em ampliar esse acervo de e-books para melhor atender aos estudantes. Para isso, foi realizada a renovação da assinatura anual do acervo do Ebrary, que possui 100 mil títulos em inglês e mais de 2 mil em português.

very and Anti-Slavery, que diferente das demais coleções foi adquirido de forma permanente. A obra é dividida em quatro partes e nele estão incluso livros, manuscritos, arquivos oficiais e publicações seriais, que relatam os detalhes da escravidão e sua abolição nos Estados Unidos seu envolvimento com o Reino Unido e outros países europeus, Caribe, América Latina e África. A

coleção completa terá 5 milhões de páginas. A diretora ainda ressalta o sucesso da coleção de e-books, a procura é tão importante que a UFPB conquistou um prêmio pela utilização das plataformas virtuais: “A Biblioteca Central ganhou o prêmio Proquest Top User Award, pela utilização do acervo dentro da Plataforma da Capes.”

Para o Catálogo Universitário de livros eletrônicos do próximo ano, está prevista a inclusão de mais 4,2 mil títulos em português em todas as áreas do conhecimento. Esses e-books são provenientes da plataforma Minha Biblioteca. Além desses livros, a UFPB garantiu a aquisição de mais 14 títulos atualizados na área de Ciências da Informação, isso através da plataforma Cengage Brasil. Outra coleção importante que passou a integrar o acervo virtual da Biblioteca Central foi a coletânea Sla22 

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O link para o acervo virtual pode ser encontrado na página da Biblioteca Central: www.biblioteca.ufpb.br


Rede Global promove intercâmbios sociais Diversos alunos da UFPB fazem parte de organização Fotos: Divulgação

Por: Luan Matias

Gerida por jovens e sem fins políticos ou lucrativos, a AIESEC tem criado oportunidades para que estudantes desenvolvam seus potenciais por meio de intercâmbios, trabalhos sociais ou como voluntários na organização, possibilitando para muitos a primeira experiência profissional. É o caso do estudante de Relações Internacionais Lucas Paschoal, que trabalhou com vendas de intercâmbios para organizações e promoveu um workshop ministrado por intercambistas na UFPB. “Através do trabalho na AIESEC eu pude me conhecer melhor e desenvolver diversas novas capacidades profissionais”, relatou o jovem. Fundada por estudantes europeus em 1948, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, a AIESEC surgiu com a intenção

de promover intercâmbios sociais e assim contribuir com o entendimento entre os países que ainda viviam o clima de tensão pósguerra. No Brasil há mais de 40 anos e hoje instalada em cerca de 120 nações, a rede global chegou a João Pessoa por meio de estudantes universitários em abril de 2012 e atualmente envolve diversos alunos da UFPB e de outras universidades em seus trabalhos. O foco do trabalho da AIESEC em João Pessoa é o voluntariado. Uma das possibilidades de contribuir é sendo uma Host Family (família anfitriã, em português), termo utilizado para quem recebe voluntariamente um intercambista em casa e torna-se responsável não só pela hospedagem, mas por explicar diferenças culturais e características específicas da ci-

dade. Só no ano de 2013, através de parcerias com ONGs e a ajuda das Host Families, mais de trinta intercambistas vieram trabalhar em projetos sociais na capital paraibana. Em contrapartida, os anfitriões têm a oportunidade de praticar diariamente uma nova língua e ter contato direto com uma cultura estrangeira. Atualmente o escritório da AISEC João Pessoa está localizado em uma faculdade particular da cidade. A intenção é trazê-lo para a UFPB, onde estudam a maioria dos seus membros. Uma parceria já foi firmada e em breve deverá ser posta em prática. A ideia é a universidade apoiar a estrutura física da organização, que ficará responsável por divulgar eventos, seleções e programas de intercâmbios para alunos da instituição. UFPB em revista 

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Energia Solar Instituição implantará sistema de energia sustentável

Foto: Rômulo Jefferson

Por: Luan Matias

Com o crescimento das discussões sobre os problemas ambientais, alguns métodos ganham força como alternativas para um desenvolvimento sustentável. A utilização de fontes renováveis para obtenção de energia, menos agressivas ao meio ambiente, esteve no centro das questões abordadas durante a comemoração dos 40 anos do Laboratório de Energia Solar da UFPB. O LES foi o primeiro espaço em uma universidade brasileira voltado à pesquisa em energia solar, uma fonte ener24 

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gética renovável e limpa - não emite poluentes. Entre os últimos dias 10 e 13 de novembro, seminários e minicursos resgataram a história do laboratório, despertaram a importância do desenvolvimento das pesquisas e a utilização destas energias alternativas. Um dos grandes desafios para os pesquisadores da área é tornar o desenvolvimento das pesquisas em ações práticas, mais próximas do dia a dia do cidadão comum. Para o professor Kleber Oliveira, do Departamento de Energias Alternativas e Renováveis, o valor dos investimentos ainda impede uma maior utilização da energia solar. “O custo benefício, infelizmente, ainda é pequeno. Os painéis custam caro para o que podem gerar. Mas a tendência é que gradativamente os preços caiam e a eficiência dos painéis aumente”, relata confiante em uma mudança de quadro durante os próximos anos.

Energia Solar utilizada na UFPB No Brasil, menos de 1% da produção energética se dá por

fontes de energia solar. A Paraíba, um dos estados pioneiros nas pesquisas sobre o tema, ainda dá os primeiros passos na utilização diária da fonte renovável. Uma das ações que visa o desenvolvimento sustentável e em breve será colocada em prática é a construção do prédio do CEAR


da UFPB, que contará com um sistema de fotovoltagem integrado ao edifício. “Teremos um gerador que não apenas será responsável pelo abastecimento de energia elétrica prédio, mas servirá como um telhado convencional”, conta o professor João Ferreira, também do Departa-

mento de Energias Alternativas e Renováveis. O investimento no sistema fotovoltaico visa um retorno a longo prazo e em alguns estados do Brasil a utilização já é viável. “Acredita-se que em sete ou oito anos já haja retorno financeiro no investimento feito no sistema, ca-

paz de durar até 25 anos. Seriam mais de 15 anos de energia gratuita”, explica o professor João. A projeção é de que em alguns anos o sistema já seja realidade em vários prédios, abastecendo pelo menos a iluminação externa e possibilitando uma queda considerável nas taxas de condomínio.

Foto: Krystine Carneiro/G1

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Exames Periódicos

Procura da comunidade atinge percentual de16,6%

O número de exames periódicos realizados em servidores da Universidade de maio até dezembro atingiu apenas a marca de 1.000 pessoas, num universo de mais de 6.000 (entre docentes e técnicos), em 2013. Os exames periódicos são realizados em duas etapas: a primeira consiste na coleta de material e a segunda requer a passagem pelo médico para emissão do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO).

Fotos: Wallyson Costa

Por: Rômulo Jefferson

de compensação de horários. Entretanto, os servidores têm a opção de não realizar os exames, bastando apenas preencher um formulário no site dos servidores (SIAPNET). Existe ainda a possibilidade de realizar os exames fora do HU, através do médico da opção do servidor. Aline Lucena reforça que isso acontece muito com as mulheres. Elas realizam o exame citológico com seu próprio médico e apresentam no HU para emissão do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO).

Dos mil servidores que fizeram uso do serviço, apenas 257 finalizaram as duas etaA partir de 2014 a coleta pas e outros 100 agendaram de material para exames só Aline Lucena, PROGEP a conclusão para o mês de ocorrerá quando todos os serdezembro. De acordo com vidores que já compareceram Aline Lucena, da Coordenação de e os oftalmológicos, realizados finalizar a segunda etapa do proQualidade de Vida, Saúde e Seem servidores acima de 45 anos cesso (agendada para fevereiro), a gurança no Trabalho (PROGEP), passagem pelo médico e a emissão (427). a totalização dos dados referentes do ASO. Aline Lucena pontua A convocação para os exames aos servidores que já realizaram a que esse é um processo importanprimeira fase será concluída em está sendo feita por unidades ad- te para a Universidade, e possibifevereiro. ministrativas e acadêmicas e as lita traçar o perfil dos servidores Ainda segundo Aline Lucena, duas etapas são realizadas no pró- da instituição e a criação de meentre os exames mais procura- prio Hospital Universitário Lau- didas preventivas de fatores de risdos estão o Antígeno prostático ro Wanderley (HULW). Não há co. Segundo ela, no próximo ano específico (PSA), realizado em custos para o servidor e conforme deverão ser desenvolvidas ativihomens com idade acima de 50 o art. 6º da Portaria Nº 4/2009, dades que integrem e divulguem anos (228), o Citológico (205), os exames podem ser realizados melhor as ações e conscientizem sangue oculto nas fezes, feito em no horário de expediente, sem os servidores da importância despessoas acima de 50 anos (343) qualquer ônus ou necessidade se processo. 26 

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Avaliação da Capes revela melhoria em programas de Pós-Graduação Por: Wallyson Costa

A UFPB teve 25 de seus cursos de pós graduação com avaliação superior a conferida em 2010, segundo a Avaliação Trienal realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Além desses, dentre os 88 cursos avaliados, 56 mantiveram a mesma nota e apenas sete tiveram diminuídos seus conceitos. Atualmente, a UFPB apresenta mais cursos com conceito cinco, 22 do total, do que com conceito três, 21, e nenhum curso com conceito um ou dois. De acordo com Isac de Medeiros, Pró Reitor de Pós-Graduação, essa alavancada no resultado se deve a melhoria dos indicadores de eficácia e eficiência dos programas da Pós-Graduação. Isac ressalta as ações que vem sendo conduzidas na instituição que começam na iniciação cientifica, e vão até os programas da PósGraduação. Ele revela que 75% dos alunos que saem do Programa de Bolsas de Iniciação Cientifica (Pibic) migram para programas de pós-graduação, seja na UFPB ou em outras instituições.. Esse processo de avaliação, organizado pela Capes, analisa, em um período de três anos, todos os programas e cursos de pós-graduação do país inteiro. A avaliação é organizada em cinco critérios:

proposta, corpo docente, corpo discente, produção intelectual, e a inserção social dos programas. Os responsáveis pela avaliação nas Universidades são os pares, cientistas de destaque nas áreas de cada programa ou curso, escolhidos dentro da própria Instituição. As notas são atribuídas de um a cinco para o mes trado e de um a sete para doutorado. Os Programas que tem conceito um ou dois, são considerados deficientes e por isso acabam descredenciados, isto é, não podem receber novos alunos a partir da publicação da decisão da Capes. A avaliação de três a cinco revelam cursos de nível regular a muito bom. Já os programas de nível seis e sete são considerados com nível de excelência internacional. Medeiros revela que “há três anos estávamos concentrados na nota três, e hoje a maioria dos cursos já está com nota quatro, e vários outros já avançaram a nota cinco”. Ele ainda aponta que na avaliação anterior, feita em 2010, 11,7% dos cursos tinham nota cinco, e na atual o percentual saltou para 25% desses cursos. Atualmente, nenhum curso da UFPB atingiu o conceito sete. Se-

Isac de Medeiros, Pró Reitor de Pós Graduação

gundo Isac essa é uma meta para a próxima avaliação. “A nossa meta agora é incentivar, para que esses cursos saiam de cinco e vão pra seis, e depois vão também pra sete. Já estamos trabalhando em ações nesse sentido, promovendo um maior incentivo nesses cursos nota cinco, mas também continuando o incentivo aos outros cursos”. O Pró-Reitor ressalta que o crescimento da pós-graduação na instituição é inegável, e que é o fruto do trabalho de cada coordenador em semear a cultura da excelência em seus programas. “Também reconhecemos o valor de ações institucionais no sentido de captarmos maiores quantidades de recursos em editais externos e ações internamente”, completa. UFPB em revista 

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Pesquisador estuda potencialidades da algaroba Fotos: Divulgação

Por: Peter Shelton

Foram desenvolvidas mais de vinte produtos da algaroba

Desde que começou os estudos com a algaroba, o pesquisador Clóvis Gouveia se surpreendeu com o enorme potencial biotecnológico que a planta possui: “As árvores, principalmente as vagens, possui uma enorme versatilidade, podendo potencializar vários processos como a fermentação e destilação.” Desde 2000, foram desenvolvidos por Gouveia vários produtos, entre eles estão a aguardente de algaroba, pães, biscoitos, além do vinho e do vinagre originários da planta. Um projeto que se encontra em andamento é a produção do açúcar orgânico da algaroba, que possui um baixo índice glicêmico. A ideia é usar como um produto funcional em substituição às subs28 

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tâncias sintéticas, como a sacarina e o aspartame, utilizados principalmente pelos diabéticos. Para o pesquisador, existe muitas vantagens na produção deste açúcar em relação ao tradicional, feito a partir de cana-de-açúcar: “A algaroba, em comparação com a cana de açúcar, ela tem um teor de açúcar bem mais elevado, quase três vezes mais e o teor de sólidos solúveis está entre 58% e 60%”. Outro programa que chamando a atenção é a produção de biocombustíveis a partir da algaroba. Por possuir um processo de fermentação mais fácil, principalmente dos açucares, existe um imenso potencial da planta: “Existe uma pesquisa para a produção de biocombustíveis, principalmente a

partir dos açucares, mas existe um outro foco, que é o etanol celulose. Já temos estudos com a hidrólise enzimática e a ácida para transformar os resíduos em álcool e está sendo desenvolvido no curso de Engenharia.” comenta. A algaroba foi introduzida no Brasil em 1942, por J. B. Griffing, diretor da Escola Superior de Agronomia de Viçosa, localizada no interior de Minas Gerais. “A árvore é natural do deserto peruano, que é uma das regiões mais áridas do planeta e o agrônomo J. B. Griffing se surpreendeu com a resistência e a robustez da árvore, implantando inicialmente no interior pernambucano.” relata. Originária do deserto do Piura, no norte do Peru, a algaroba vem despertando o interesse de pesquisadores, como o pesquisador, que desde 2000 estuda a árvore. Segundo o pesquisador, a algaroba é muito abundante no semi-árido nordestino, principalmente no Cariri paraibano, onde é cultivada desde os anos 40 e possui importância na região: “O pioneiro no estudo da árvore e introdução na Paraíba foi o agrônomo Inácio Antonino e levou as primeiras mudas e saía distribuindo de casa em casa e uma dessas foi meu pai que plantou.”


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Ufpbemrevista 05  

UFPB em revista está vinculada a Assessoria de Comunicação da Universidade Federal da Paraíba.

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