Issuu on Google+

cmyb

Sabado e Domingo 210 100

DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI

10 E 11 MAIO DE 2014

ANO XVII - N0 2625 R$ 1,00

www.tribunadovale.com.br

INVESTIGAÇÃO

Policiais militares podem ter cometido crime, diz Corregedoria A Corregedoria da Polícia Militar concluiu essa semana o inquérito aberto para investigar a conduta de policiais militares envolvidos no acidente com uma viatura da corporação que mutilou um jovem de 19 anos, assim como as

denúncias de ameaças a testemunhas do caso em Jacarezinho. De acordo com o relatório do Coger, as investigações apontaram “indícios de criminalidade” na conduta dos policiais durante a perseguição que vitimou o estoquista Fábio

Júnior dos Santos. O rapaz teve a perna esquerda amputada no acidente. Com o fim das investigações da PM os dois policiais que estavam na viatura no dia 30 de janeiro serão denunciados à Vara da Auditoria da Justiça Militar.

„ PÁG. A3

INTEGRAÇÃO

Amunorpi vai ajudar a criar organismo para cuidar do turismo Antônio de Picolli

ECONOMIA

Produção industrial cresce 3,3% A produção da indústria do Paraná registrou alta de 3,3% no primeiro trimestre de 2014, a quarta taxa positiva seguida, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional - Produção Física (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos treze setores pesquisados, oito aumentaram a produção, puxados por madeira (20,1%), minerais não-metálicos (15,0%), metal (8,7%), veículos (8,6%) e bebidas (7,6%). „ PÁG. A6

JACAREZINHO

Pedro Lupion entrega cinco respiradores para Santa Casa „ PÁG. A8

Turista fotografa imagem de São Miguel Arcanjo no santuário de mesmo nome em Bandeirantes

A integração pode ser o primeiro passo dado pelas cidades do Norte Pioneiro para desenvolver o turismo regional. A proposta foi apresentada na quinta-feira, 8, durante encontro que reuniu secretários e diretores de Turismo de 12 municípios da região. Essa integração passa pela criação de um organismo para gerenciar as ações de desenvolvimento do turismo regional. A criação de uma governança, além de fundamental, é uma exigência do Ministério do Turismo desde a criação da Região Turística do Norte Pioneiro. „

PÁG. B1

PARANÁ

Prorrogada vacinação contra gripe A campanha de vacinação contra a gripe continua nas unidades de saúde de todo Paraná. Até o começo de ontem, 9, cerca de 1,9 milhão de paranaenses dos grupos prioritários foram vacinados, o que equivale a 72% da meta estipulada. Mesmo sendo o Estado com o maior índice de vacinação no país, o governo estadual optou pela prorrogação da campanha e não estabeleceu prazo para o término da vacinação. Apenas recomenda que a população esteja imunizada o mais rápido possível. „

PÁG. B4

cyan magenta yellow black


A-2 Opinião

TRIBUNA DO VALE Sabado e domingo, 10 e 11 de maio de 2014

O Banco do Nordeste teve ligações com o famoso caso do “dinheiro na cueca”, cujas operações fraudulentas ultrapassaram R$ 1 bilhão. ” Editorial

Agora, fotografamos tudo e arquivamos compulsivamente. Nossa an!ga caixa de sapatos foi subs!tuída pelas galerias de fotos de nossos disposi!vos móveis. ”

A RTIGO

E DITORIAL

Carlos Alberto Di Franco

Privataria petista Aos poucos os brasileiros estão acordando para os males que o PT está nos fazendo, ao colocar os órgãos públicos e as estatais a seu serviço. O esquema vem sendo construído desde 2003 e o mensalão era apenas uma das facetas mais evidentes. Nada pior do que um partido colocar órgãos públicos e estatais a seu serviço, espalhando seus tentáculos para atingir benefícios econômico-financeiros e obcecado pelo poder. Vejamos apenas alguns poucos exemplos, pois este pequeno espaço não permite enumerar tudo. As estatais estão a serviço do PT, formando uma verdadeira privataria petista. A Petrobras, na gestão petista, teve o seu valor reduzido pela metade, e transformou-se na empresa com o maior endividamento no mundo; agora, saem as estarrecedoras informações de que Dilma aprovou a compra de uma refinaria sucateada nos EUA, que valia pouco mais de US$ 40 milhões, por mais de US$ 1 bilhão, numa das transações mais intrigantes já vistas. Não custa lembrar que o HORÁRIO DE FECHAMENTO

22:10

dinheiro que movimentou parte do esquema de pagamento de deputados do mensalão saiu do Banco do Brasil (Pizzolato, que fugiu para a Itália, foi diretor do BB). O Banco do Nordeste teve ligações com o famoso caso do “dinheiro na cueca”, cujas operações fraudulentas ultrapassaram R$ 1 bilhão. E Erenice Guerra, à época braço direito da presidente Dilma, transformou-se em influente lobista, em especial para liberar recursos do BNDES – um empresário disse que teve de pagar R$ 5 milhões em propina. Outra face da privataria petista vem dos sindicatos e organizações não governamentais. Hoje em dia as ONGs se sustentam basicamente dos milhões de reais que recebem da mesada estatal. Somente de 2003 a 2007 o governo Lula repassou R$ 12,6 bilhões para 7,7 mil ONGs. Trata-se de um caso típico de esquema de “compra” de ONGs. Somente em 2011 as centrais sindicais receberam R$ 124 milhões. A simbiose entre os sindicatos e o governo é total. Mas o mais prejudicial

são as oligarquias sindicais que pressionam o governo e estão mandando nos fundos de pensão ligados a empresas estatais. E até a UNE está cooptada, pois tem recebido milhões de reais dos governos petistas. Pode-se dizer que a UNE foi estatizada e deixou de criticar o governo, como fazia no passado. Mas, além das estatais, das ONGs, da UNE e dos sindicatos, outro instrumento da privataria petista é a ocupação de órgãos do Estado como se fossem braços partidários. É a tal da privatização do Estado. As agências reguladoras viraram prêmio de consolação para petistas derrotados em eleições, sem nenhum preparo técnico. Até mesmo o STF está sob o contágio petista, ao ter como ministro um sujeito sem “notório saber jurídico”, pois já havia sido reprovado duas vezes em concursos para juiz. É por isso que Joaquim Barbosa sentenciou: “Isso é apenas o começo”. O futuro será ainda pior. Por último, o partido está a serviço de grandes empresas, que doam milhões para o PT

C HARGE

em troca de favores, como o de acesso aos empréstimos do BNDES, a juros abaixo da inflação. É o dinheiro mais cobiçado. O BNDES vem despejando bilhões para poucas empresas, como JBS e as agora falidas companhias de Eike Batista. Até Lulinha levou R$ 5 milhões na primeira “investida” nesta área. Enfim, estamos falando de bilhões de reais a serviço de um partido, que não se contenta apenas dentro do país e por isso apoia governos como o da Venezuela e de Cuba (onde torrou milhões num porto), e o caso dos médicos cubanos que recebem migalhas é apenas uma das aberrações. Para onde vai o resto do dinheiro dos médicos? Temos o direito de perguntar. Este artigo serve apenas para abrir os olhos dos brasileiros. Está na hora de nos espelharmos nos ucranianos, que ficaram dois meses em praça pública, sob temperaturas abaixo de zero. Nós só ameaçamos em junho de 2013 e depois nos acomodamos. Acorda, Brasil. chargeonline.com.br

NESTA EDIÇÃO TEM

8 PÁGINAS CADERNO PRINCIPAL - OPINIÃO - POLÍTICA - GERAL - CIDADES - COTIDIANO - ESPORTES - AGRONEGÓCIO

Carlos Alberto Di Franco

A 01 - 08 A 02 A 03 A 04 A 05 A 06 A 07 A 08

PREVISÃO PARA HOJE

210 100

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA

Jornalismo com alma Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos ou uma caixa de sapatos cheia de fotografias. Lá estavam as nossas lembranças, os nossos registros afetivos. Muitas vezes abríamos o álbum ou a caixa e a imaginação voava. Era bem legal. Agora, fotografamos tudo e arquivamos compulsivamente. Nossa antiga caixa de sapatos foi substituída pelas galerias de fotos de nossos dispositivos móveis. Temos overdose de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Fica para depois. E continuamos fotografando e arquivando. Pensamos, equivocadamente, que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de um instante. Algo análogo, muito parecido mesmo, ocorre com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispersam a inteligência. Ficamos reféns da superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Penso que há uma crescente nostalgia de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. Há uma demanda reprimida de reportagem. É preciso reinventar o jornalismo e recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e a magia do jornalismo de sempre. É preciso olhar para trás para dar saltos consistentes. “Hoje”, dizia Nelson Rodrigues, “ninguém imagina o que eram as velhas gerações românticas da imprensa. Mudaram o jornal e o leitor. No ano passado, houve uma chuva inédita, uma chuva bíblica, flagelando a cidade. Desde Estácio de Sá, não víamos nada parecido. E todo mundo morreu e desabou, e se afogou, menos o repórter. Não houve uma única baixa na reportagem. Fez-se toda a cobertura do dilúvio e ninguém ficou resfriado, ninguém espirrou, ninguém apanhou uma reles coriza. Por aí se vê que há, entre a nossa imprensa moderna e o fato, uma distância fatal. O repórter age e reage como um marginal do acontecimento. Antigamente, não. Antigamente, o profissional sofria o fato na carne e na alma.” Jornalismo sem alma. É o dignóstico de uma doença que contamina inúmeras redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. As empresas precisam repensar os seus modelos e investir poderosamente no coração. É preciso dar novo brilho à reportagem e ao conteúdo bem editado, sério, preciso, isento. É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Mas alguns procedimentos, próprios de opções ideológicas invencíveis, transformam um princípio irretocável num jogo de aparência. A apuração de mentira representa uma das mais graves agressões à ética e à qualidade informativa. Matérias previamente decididas em guetos sectários buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decisão de ouvir o outro lado não é honesta, não se apoia na busca da verdade, mas num artifício que transmite um simulacro de isenção, uma ficção de imparcialidade. O assalto à verdade culmina com uma estratégia exemplar: repercussão seletiva. O pluralismo de fachada, hermético e dogmático, convoca pretensos especialistas para declarar o que o repórter quer ouvir. Mata-se a notícia. Cria-se a versão. Resultado: a credibilidade, verdadeiro capital de um veículo, se esvai pelo ralo dos preconceitos. O jornalismo precisa recuperar a vibração da vida, o cara a cara, o coração e a alma. Carlos Alberto Di Franco, professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor do Master em Jornalismo

A RTIGO Gilberto Antonio Cantú

Mais motoristas Cem mil motoristas. Este é o número de profissionais de que o Brasil precisa para suprir a demanda. Sim, o setor de transportes está carente de cerca de 100 mil profissionais, sendo que este déficit já atinge 13% da frota das transportadoras. Os dados nacionais são da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística). Aqui no Paraná, nós, do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Setcepar), estimamos que faltem 5 mil funcionários nas empresas do ramo. Para tentar solucionar o problema da falta de mão de obra,

fomos buscar motoristas na Colômbia. A ideia surgiu quando nós, do Setcepar, conhecemos um instrutor de motoristas da Colômbia e o convidamos para realizar um curso no Instituto Setcepar de Educação no Transporte (Iset). Tivemos a ideia de iniciar uma parceria; ele comentou com os amigos sobre as oportunidades no Brasil, o que gerou uma grande consulta sobre vagas. A partir disso, fomos verificar a possibilidade da vinda destes motoristas e iniciamos o processo da legalização da mudança e do visto de trabalho, dentro da nossa Con-

TRIBUNA DO VALE

O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Jornal Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Rua Tiradentes 425, Centro Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114

Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br

solidação das Leis do Trabalho. A iniciativa está dando certo, já temos mais de 200 currículos de motoristas colombianos em nosso banco de dados e a expectativa é de que a cada dia este número aumente. São profissionais competentes, assim como os brasileiros, que passam por um treinamento de aperfeiçoamento das nossas normas e regras, além de demonstrar um interesse e comprometimento com o trabalho. Hoje temos 14 motoristas trabalhando em empresas associadas, outros estão fazendo treinamento para logo serem inseridos nas transpor-

tadoras e o número estimado, em três meses, é de no mínimo 50 profissionais colombianos contratados. Mas muitas pessoas devem estar se perguntando sobre a razão da falta de profissionais, pois o salário de um caminhoneiro pode chegar a R$ 4 mil por mês. Fatores como a distância da família, as más condições de segurança das estradas, os roubos e outros riscos da profissão têm afastado novos profissionais. Além disso, a nova lei que obriga os motoristas a trabalhar somente por oito horas diárias, com intervalo intrajornada de

Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00

Impressão e Fotolito: Editora Jornal Tribuna do Vale Fone/Fax : 43 3534 . 4114

11 horas, ajudou a aumentar a defasagem no setor, obrigando as empresas a importar caminhoneiros.Não é só no setor de transportes que a escassez de profissionais é visível e preocupante. Um estudo divulgado pela Fundação Dom Cabral apontou que a falta de mão de obra especializada atinge 91% das empresas de todos os setores, fazendo com que as companhias reduzissem o nível de exigência para contratação e importassem profissionais. Esse problema não tem previsão de solução no curto e médio prazos, ainda mais com a demanda

crescente de oportunidades neste ano no Brasil, em virtude de toda a estrutura necessária para a realização da Copa do Mundo. Uma das saídas é a importação de profissionais e as empresas não estão buscando só os colombianos, mas também os cubanos, os haitianos, venezuelanos e, enfim, gente de outros países. Bem, parece que a situação se inverteu e o Brasil está começando a virar fonte de empregos. Gilberto Antonio Cantú é presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Setcepar).

Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé ¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz

Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná

* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.


Cotidiano A-3

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 10 e 11 de maio de 2014

Corregedoria da PM diz que acidente com viatura tem indícios de crime

AÇÃO DESASTROSA»Inquérito que investiga perseguição de policiais militares que feriu gravemente rapaz de 19 anos será encaminhado à Justiça Militar Marco Martins

A Corregedoria da Polícia Militar concluiu essa semana o inquérito aberto para investigar a conduta de policiais militares envolvidos no acidente com uma viatura da corporação que mutilou um jovem de 19 anos, assim como as denúncias de ameaças a testemunhas do caso em Jacarezinho. De acordo com o relatório do Coger, as investigações apontaram “indícios de criminalidade” na conduta dos policiais durante a perseguição que vitimou o estoquista Fábio Júnior dos Santos. O rapaz teve a perna esquerda amputada no acidente. Com o fim das investigações da PM os dois policiais que estavam na viatura no dia 30 de janeiro serão denunciados à Vara da Auditoria da Justiça Militar. O relatório deve ser entregue do começo da próxima semana ao promotor Misael Pimenta Neto que vai analisar o caso. O relatório também sugere que o próprio promotor analise as denúncias que recaem sobre outros dois policiais militares acusados de ameaçar e agredir um adolescente considerado a principal testemunha do acidente e se manifeste pela denúncia à Justiça ou não. Apesar da divulgação do resultado da investigação,

ANTÔNIO DE PICOLLI

a Corregedoria da PM não informou que crimes os militares teriam cometidos e se os policiais envolvidos foram afastados das suas funções ou continuam nas ruas. Se condenados, os policiais podem ser suspensos ou até excluídos dos quadros da Polícia Militar. O inquér ito cr imina l aberto para investigar o caso na Polícia Civil já foi prorrogado uma vez, mas o delegado-chefe da 12ª Subdivisão Policial, com sede em Jacarezinho, Marcos Fernando da Silva Fontes não comenta o assunto. O policial também não quis informar se o inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público Ao saber da conclusão da investigação, a vítima do acidente, o jovem Fábio Júnior dos Santos disse que ficou satisfeito com a investigação, mas ele acredita que só poderá comemorar se os policiais que causaram o acidente forem condenados e se possível presos. “A investigação apontou o que eu sempre vinha falando, que foi um crime o que eles fizeram. Eu já estava fora da minha motocicleta, não era bandido e nem tinha droga. Porque eles fizeram isso comigo? Não perdi só uma perna. Tudo para mim agora é mais difícil. Enquanto isso esses policiais continuam vivendo da mesma forma como

Fábio dos Santos teve sua vida prejudicada depois que um acidente com uma viatura da PM amputou sua perna

se nada tivesse acontecido, inclusive trabalhando”, disse. Fábio dos Santos perdeu a perna em uma ação desastrosa da Polícia Militar que o confundiu com um traficante. Na perseguição, segundo a vítima, os policiais teriam jogado a viatura contra o corpo de Fábio dos Santos que teve a sua perna esquerda dilacerada. O rapaz foi socorrido e levado à Santa Casa de Misericórdia

de Jacarezinho, mas devido à gravidade dos ferimentos, os médicos resolveram amputar a perna do rapaz. Cem dias depois do acidente, a vítima segue sem amparo nenhum, inclusive da Polícia Militar. O rapaz tenta conseguir uma prótese para voltar a trabalhar, mas até agora a espera tem sido em vão. Fábio Santos reclama também do descaso da PM que em nenhum momento

Arquivo

Ex-presidiário é preso após danificar residência e ameaçar família de morte Luiz Guilherme Bannwart

Comando do 2º Batalhão passou a retaliar veículos de comunicação após série de denúncias Da Redação

Desde que o jornal Tribuna do Vale e o portal Tanosite. com passaram a publicar denúncias de abuso e violência cometidas por policiais militares, o comando do 2º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Jacarezinho, passou a retaliar os dois veículos de comunicação, assim como seus profissionais. Entre as medidas retaliatórias estão o boicote a informações de interesse da comunidade como a prisão de criminosos e apreensões de drogas e armas. Além disso, qualquer tipo de informação sobre as ações da PM só chegam à redação destes dois veículos através de e-mails enviados pelo setor de comunicação do Batalhão após passar pelo crivo do comando. A maioria destas informações é encaminhada às redações da Tribuna e do Tanosite.com

até dois dias de atraso, numa nítida atitude para prejudicar a cobertura jornalística dos dois veículos. A mesma postura não é adotada para encaminhar informações a outros veículos da região. Para o editor-chefe da Tribuna do Vale, jornalista Marco Martins, com a atitude o comando da PM não prejudica o jornal, mas sim a comunidade que fica privada de informações de interesse público. Para Marco Martins, “escondendo” do jornal informações que deveriam ser públicas, a polícia dá margem para interpretações das mais variadas, inclusive de que a PM tenta esconder o resultado de algumas de suas ações. Já o diretor do portal Tanosite.com, jornalista Luiz Guilherme Bannwart, a retaliação é a certeza de que as denúncias, na ótica do comando da PM, não

deveriam ser feitas. O jornalista revela que antes da série de reportagens, os profissionais dos dois veículos sempre tiveram acesso irrestrito às informações em torno da Polícia Militar, inclusive durante a madrugada. “Depois que começamos a ouvir supostas vítimas e testemunhas de abusos de policiais passamos a ser preteridos dentro do Batalhão e outras unidades da PM”, revela. A situação ficou mais grave depois que os dois jornalistas denunciaram à Corregedoria da PM que estavam sendo ameaçados por integrantes da corporação, inclusive com ameaças partindo de computadores de unidades da corporação. Desde então, outros veículos de comunicação passaram a receber informações, através do serviço de comunicação, antes que dados e imagens cheguem à Tribuna e ao Tanosite.

de conduta de policiais militares o comando do 2º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Jacarezinho, deixou de atender aos pedidos de informação e solicitação de entrevistas. A assessoria de imprensa do comando-geral da PM em Curitiba também foi procurada, mas até o fechamento desta edição não houve retorno aos questionamentos feitos pela reportagem.

»S.A. PLATINA

»PERSEGUIÇÃO

Após série de denúncias, comando da PM passa a retaliar jornal e site

ofereceu qualquer tipo de ajuda. “Só vieram aqui pra tomar meu depoimento. Fora isso, nunca nenhum policial perguntou se eu precisava de algo. Mas eu continuo esperando. Minha esperança é que os policiais que fizeram isso paguem pelo crime que cometeram”, desabafou. Não fala Desde que a Tribuna do Vale começou a mostrar as denúncias de abuso e desvio

com. Um exemplo disso foi o que aconteceu ontem, 9. Duas prisões, uma delas acompanhada por repórteres dos dois veículos, tiveram seus dados mantidos em sigilo para que os profissionais não pudessem concluir suas reportagens. Minutos depois, as informações foram enviadas a outros sites noticiosos sem que fossem enviadas ao jornal e ao Tanosite. Outro lado Desde que a Tribuna do Vale e o Tanosite.com começaram a denunciar supostos casos de abuso e violência por parte de policiais militares, o comando do 2º Batalhão deixou de atender aos pedidos de informação e solicitação de entrevistas por parte dos profissionais dos dois veículos. Alguns praças e quase todos os oficiais da corporação sequer atendem os telefonemas feitos pelos jornalistas.

Alex Alexandre Lemes, 35, foi preso em flagrante na manhã de ontem (9), pela Polícia Militar após danificar uma residência e ameaçar os moradores de morte, no povoado da Platina, em Santo Antônio da Platina. De acordo com uma das vítimas, que preferiu não se identificar com medo do acusado, em dezembro de 2013, quando ainda estava preso na Penitenciaria Estadual de Piraquara, onde cumpria pena por roubo (assalto a mão armada), Lemes foi beneficiado por uma portaria que lhe concedeu a liberdade temporária durante as festas de fim de ano. Foi quando o suspeito reapareceu no povoado – local onde também morava antes de ir embora para a capital do Estado e ser preso – e pediu pouso e comida a uma das vítimas. Diante da situação do acusado e por conhecê-lo, uma das vítimas o recebeu em sua casa, onde então permaneceu até o início de janeiro deste ano antes de retornar a Piraquara e se reapresentar a Justiça. Em fevereiro, Lemes ganhou a liberdade condicional e retornou para Santo Antônio da Platina, onde procurou a moradora que o recolherá meses antes, dando-lhe pouso e comida. Dizendo estar mudado e disposto a recomeçar a vida após a experiência vivida na prisão, Lemes foi acolhido pela família

e passou a morar na casa. Na manhã de ontem, por volta das 7 horas, o ex-presidiário teve um surto psicótico após fazer uso de drogas, segundo as vítimas, e começou a quebrar vários objetos e vidros da casa com uma arma, também usada para ameaçar os moradores, que correram e se esconderam em um dos quartos da residência, e acionaram a PM. Em seguida, o acusado deixou a casa e encontrou uma criança de 10 anos, filha de uma das vítimas, em um supermercado. Ele a chamou e disse que dentro de uma hora voltaria até a residência para matar todos da família, caso não desocupassem o imóvel, alegando ser de sua propriedade. Minutos depois, há poucos metros do local onde havia ameaçado a criança, Lemes foi abordado por dois policiais que, durante a revista encontraram um simulacro de arma de fogo na cintura do suspeito, que recebeu voz de prisão. Na sede da 4ª Companhia da PM, uma das vítimas revelou aos policiais que em dezembro, período em que o acusado passou alguns dias na casa, ela teria sofrido uma tentativa de estupro por Lemes, e que só não denunciou o caso à época com medo de ser morta. Alex Alexandre Lemes, que já cumpriu pena por furto e roubo, foi encaminhado à 38ª Delegacia Regional de Polícia, onde permanece preso à disposição da Justiça.


A-4 Geral

TRIBUNA DO VALE Sabado e domingo, 10 e 11 de maio de 2014

MPF ajuiza ação contra mudança no cronograma de duplicação da PR-151 ESTRADAS »Modificação no contrato de concessão da rodovia foi realizada através de ato secreto e sem a anuência da União Da Assessoria

O Ministério Público Federal (MPF) em Ponta Grossa ajuizou ontem, 09, uma Ação Civil Pública contra a Concessionária de Rodovias Integradas S/A (Rodonorte), o Departamento de Estradas e Rodagens do Paraná (DER-PR), o Estado do Paraná e a União Federal. Na ação, o MPF pede que a Justiça suspenda alteração realizada de forma ilegal no cronograma de obras do lote do Programa de Concessão de Rodovias do Estado do Paraná sob responsabilidade da Rodonorte e que determine o fim das alterações contratuais sem a devida publicidade legal e sem a anuência da União. Força Tarefa A ação ajuizada ontem é decorrência das investigações da Força Tarefa instaurada

pelo MPF/Paraná para apurar a qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias de rodovias no Estado do Paraná e o cumprimento dos demais compromissos contratuais assumidos. Nas investigações realizadas pelo MPF, foi constatado que, durante a execução dos contratos, o programa de concessões foi substancialmente modificado pelo DER sem a anuência e conhecimento da União Federal. O programa de concessões de rodovias no Estado do Paraná é fruto de um convênio do DER-PR com o Ministério dos Transportes. Este convênio, firmado em outubro de 1996, veda qualquer alteração do programa inicial sem o conhecimento do Ministério dos Transportes. Desta forma, as alterações realizadas através de atos secretos, sem a devida publicidade legal, e sem a autorização do Ministério dos Transportes são absolutamente ilegais. As investigações da Força Tarefa abrangem todos os seis lotes de concessão que tiveram seus contratos firmados em 1997, com prazo de 24 anos de duração. A ACP proposta nesta sexta, entretanto, trata especificamente da concessionária Rodonorte, detentora do “lote 5” do programa de concessões. Pedidos Na ACP, o MPF pede que a Justiça suspenda uma alteração contratual acordada

Arquivo

Concessionária teria postergado investimento de mais de R$ 40 milhões para dispender um total de menos de R$ 24 milhões

entre o DER e a Rodonorte em dezembro de 2013. Com essa alteração, que consiste na antecipação de uma obra e postergação de uma outra, a Rodonorte terá que realizar, entre 2014 e 2015, a duplicação de 11 Km da BR-376 (trecho Ponta Grossa – Imbaú) e, em contrapartida, deixará de realizar no prazo previamente estabelecido a duplicação de 49 Km da PR-151 (Jaguariaíva-Piraí do Sul). Com a alteração, a concessionária deixará de realizar um investimento de 42 milhões de reais na duplicação do trecho

da PR-151 para aplicar um total de menos de 20 milhões de reais no trecho da BR-376. Para o MPF, a alteração contratual é mais uma manobra de postergação da obra de duplicação do trecho Jaguariaíva - Piraí do Sul, que favorece exclusiva e notadamente a concessionária Rodonorte. Em outra ACP, ajuizada em maio de 2012, o MPF

levou ao conhecimento do Poder Judiciário a mudança no cronograma das obras da PR-151 em favor da duplicação do denominado “Contorno de Campo Largo”. Com esta modificação contratual - também realizada ilegalmente, de forma secreta e sem o conhecimento do Ministério dos Transportes e a não concessão de liminar

por parte do Poder Judicário para a sua supensão, o “Contorno de Campo Largo” foi praticamente concluído e a duplicação do trecho da PR-151 sequer foi iniciada. Desta forma, a concessionária postergou o investimento de mais de 40 milhões de reais para dispender um total de menos de 24 milhões de reais.

Omissão do Ministério dos Transportes A partir do levantamento de informações sobre as alterações contratuais ilegais obtidas na primeira fase das investigações, o MPF expediu, em 28 de novembro de 2013, uma recomendação ao Ministério dos Transportes para que adotasse as medidas necessárias para que o Estado do Paraná não promovesse qualquer alteração no programa de concessões sem prévia análise e aprovação do Ministério. Recomendou ainda a averiguação de irregularidades praticadas pelo Estado do Paraná nos convênios celebrados em 1996. Fixado o prazo de 10 dias para uma resposta do Ministério dos Transportes, não houve qualquer resposta. Foi diante desta postura omissiva

da União que, em dezembro de 2013, o Estado do Paraná e o DER autorizaram a antecipação da duplicação do trecho da BR-376 e a postergação da duplicação do trecho da PR-151. A ação foi ajuizada com pedido liminar para que o DER apresente todos os documentos relativos a modificações contratuais sigilosas e que sejam suspensos imediatamente os efeitos da última modificação no cronograma das obras acordada entre o DER e a Rodonorte. Ainda em caráter liminar, o MPF pede que a Justiça Federal conceda a tutela inibitória para que o DER se abstenha de modificar os contratos de concessão de forma totalmente temerária e à revelia

da União Federal. É importante ressaltar que o MPF em Ponta Grossa não é contra a antecipação das obras de duplicação da BR-376, mas sim contra a postergação da obra igualmente importante de duplicação da PR-151. Esta obrigação, a concessionária assumiu voluntariamente e, somente agora, quando já deveria ter iniciado a execução, suscita a discussão sobre sua necessidade, alegando que, feitas terceiras faixas na PR-151, a necessidade de duplicação adviria somente no longínquo ano de 2040. No entendimento do MPF, tal fato demonstra claramente a intenção de não duplicar o referido trecho rodoviário.


Região A-5

TRIBUNA DO VALE Sabado e domingo, 10 e 11 de maio de 2014

Ciclistas de Maria pedalam até Ibaiti TREINAMENTO»Passeio faz parte da preparação para aumentar a resistência física para a ida a Aparecida do Norte arquivo pessoal

Em junho, os Ciclistas de Maria farão a 13ª viagem para Aparecida Gladys Santoro

Um grupo de 18 ciclistas saiu de Jacarezinho esta manhã rumo a Ibaiti. Entre ida e volta, eles calculam que percorrerão cerca de 180 quilômetros. Os atletas fazem parte do grupo Ciclistas de Maria, que há 13 anos pedala 700 quilômetros rumo a Aparecida do Norte (SP), sempre no feriado de Corpus Christi. O passeio de hoje faz parte de um dos treinamentos que os ciclistas costumam realizar no decorrer do ano para aumentar a resistência física para a ida a Aparecida.

Segundo uma das participantes, a empresária Karina Cavazzani, este ano, os Ciclistas de Maria ganharam um adepto especial: o padre Antônio Marques Depizoli, do Seminário Menor de Jacarezinho. “Ele já era um atleta, sempre participou de corridas e tem bom preparo físico. No ano passado, ele celebrou a missa de “envio”, que acontece sempre nas vésperas da viagem a Aparecida. Depois disso, o padre decidiu que também faria a viagem. Ele estará hoje no treinamento”, contou. Aparecida- A viagem para

Aparecida está marcada para o dia 18 de junho, quarta-feira, com chegada prevista para o domingo, 22. Ao todo, 41 ciclistas sairão de Jacarezinho, mas no percurso a equipe pode ganhar novos integrantes, já que é comum ciclistas solitários se reunir ao grupo com o mesmo destino. Segundo Karina, a viagem é toda programada com antecedência e os ciclistas devem pedalar 200 quilômetros por dia. Há, ainda, uma equipe de apoio, com três carros, uma caminhonete, uma van e uma Fiat Fiorino que os

acompanha. “Nesses veículos são levados equipamento de apoio, como peças de bicicletas, que podem quebrar no caminho, alimentação, água, etc. Até mecânicos integram a equipe”, disse. Os familiares dos ciclistas também cumprem suas partes. Eles saem de suas casas no sábado, de ônibus e aguardam a chegada dos aventureiros na entrada da cidade. “É um momento, especial, emocionante”, disse Karina. Depois de participarem de uma missa na cidade, eles retornam para suas casas de ônibus.

»COMBUSTÍVEL

»IFPR

No Paraná falta gasolina para viaturas da PF Irineu Colombo reassume reitoria Gazeta do Povo

Além da falta de combustível, até mesmo os pagamentos das diárias dos policiais são repassados com atraso Pauta Paraná

Muitas operações, inclusive na região de fronteira, deixaram de ser feitas pela Polícia Federal no Paraná por falta de recursos.“A falta de efetivo é um dos menores pontos que temos atualmente na PF. Há mais de sete anos enfrentamos problemas com corte no orçamento, dificultando a ação dos policiais. Tivemos delegacias, na região Oeste inclusive, que operações foram canceladas por falta de combustível”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Alberto Domingos ao jornal O Paraná. Segundo Domingos, nos últimos dois anos a situação tem se tornado pior, uma vez que todas as reivindicações feitas não foram atendidas. “Com certeza o trabalho fica prejudicado e acabamos ‘deixando a desejar’. Talvez seja do interesse do governo federal que a Polícia Federal fique realmente parada, por isso falta tudo. E isso é, no

mínimo, estranho”. Além da falta de combustível, Domingos comentou que até mesmo os pagamentos das diárias dos policiais que estão em operação são repassados com atraso. “É incrível que para as operações não tem verba mas para a Copa do Mundo tem”. Domingos disse que os policiais têm defasagem salarial de sete anos sem nenhum reajuste. “O que eles nos oferecem é 15,8% de reposição, mas isso é de apenas um dos sete anos. O Governo não quer se responsabilizar e não faz cumprir os termos de acordo quanto as melhorias na estrutura, reposição salarial e também na reestruturação dos cargos”. Caso a greve da PF venha a se concretizar, as zonas fronteiriças serão as mais afetadas, já que o efetivo será ainda mais reduzido. Além da falta de combustível, a Ponte da Amizade, uma das principais portas de entrada de produtos do tráfico ao Brasil, acaba sofrendo pelo efetivo

insuficiente das diversas esferas. A situação fica ainda mais caótica quando há prisões e apreensões na fronteira com o Paraguai. A aduana chega a ficar sem servidores públicos da PRF (Polícia Rodoviária Federal), por mais de cinco horas, quando há encaminhamentos de criminosos flagrados em situação irregular. Tempo suficiente para a entrada de armas, drogas, explosivos e contrabando ao lado brasileiro, distribuídos para todo o restante do País. Um caso registrado no fim do mês passado comprova a precariedade da segurança pública, que deixa as fronteiras totalmente desguarnecidas. Em 23 de abril, um Ford Ranger, furtado em Cascavel, foi recuperado na Ponte da Amizade. O veículo dirigido por um paraguaio foi encaminhado pelos inspetores da PRF até a delegacia. Enquanto o registro da recuperação era feito, a aduana ficou totalmente livre para quem chegava ao lado brasileiro. O exemplo é repetido a cada

prisão no trecho. Uma ação civil pública garantiu um efetivo mínimo na fronteira, porém, os servidores que arriscam a vida diariamente concordam que o número de trabalhadores envolvidos na contenção de criminosos é insuficiente. “Graças a uma ação civil pública, hoje temos um efetivo mínimo na fronteira. Mas precisaríamos de muitos mais homens trabalhando para que consigamos reduzir ainda mais os números de acidentes e aumentar o número de apreensões”, ressalta Marcos Cesar Bonache, da Delegacia da PRF de Foz do Iguaçu. Questionado a respeito da possibilidade de greve por parte da Polícia Federal, Bonache disse que se ela realmente for desencadeada, vai prejudicar bastante o trabalho. “Sabemos da insatisfação dos policiais federais com o Governo Federal, mas se a greve se concretizar, teremos mais dificuldade para atuar não só na fronteira, mas em todo País”.

Irineu Colombo retomou o cargo de reitor do Instituto Federal do Paraná (IFPR) após a suspensão, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), da liminar expedida pela primeira instância da Justiça Federal de Curitiba que o afastava da função. Colombo estava afastado desde o último dia 02 de maio devido à ação impetrada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Estado do Paraná (Sindiedutec), que pedia a convocação de novas eleições para o cargo, uma vez que o mandato do reitor teria se encerrado em maio de 2014. Procurado pela reportagem, o Instituto Federal do Paraná disse que só vai se manifestar por meio de nota. No site da instituição, uma nota informa sobre a decisão do TRF4 e diz que a Procuradoria Federal junto ao IFPR vai continuar acompanhando o processo até o final da decisão. O relator da decisão, desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Junior, disse no agravo de instrumento que não via motivo para o afastamento do reitor até que os fatos apresentados contra sua permanência no cargo fossem suficientemente esclarecidos. Por isso, ele irá seguir na função até a decisão final do processo. O Sindiedutec alega que, após eleito, Colombo deveria permanecer no cargo até o final do mandato do antigo reitor,

Alípio Santos Leal Neto, de quem ocupa a função, de acordo com o Decreto nº 6986/2009. Neto se licenciou da função em 2011, e seu mandato se encerraria no último dia 31 de maio. Chegado o prazo para a convocação das novas eleições, Colombo teria se recusado a convocar novo pleito, segundo informações do sindicato. O outro lado O Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Estado do Paraná (Sindiedutec) recebeu com tranquilidade a decisão do TRF4, pois entende que o desembargador solicita mais um tempo para a análise da questão. Para a entidade, que representa os professores e técnicos administrativos do IFPR, o que está sendo questionado são os interesses do reitor no apego pelo cargo, que terminou no fim de maio, o que traz prejuízos à comunidade. “Ele foi eleito de forma legítima, e nós defendemos o seu mandato até o último segundo de sua vigência. A melhor alternativa seria negociar novas eleições, mas ele não está disposto a deixar o cargo. Isso gera insegurança, dúvidas e descrédito, o que não é bom para a comunidade e para a instituição”, diz o presidente do Sindiedutec Nilton Brandão. Irineu Mário Colombo chegou a ficar afastado por cinco meses do cargo de reitor do IFPR durante as investigações da Operação Sinapse, da Polícia Federal (PF), em agosto de 2013. Ele voltou a ocupar o cargo no início de fevereiro de 2014.


TRIBUNA DO VALE

A-6 Economia

Sabado e domingo, 10 e 11 de maio de 2014

Produção industrial do Paraná cresce 3,3% no primeiro trimestre IBGE»Dos treze setores pesquisados, oito aumentaram a produção, puxados por madeira, minerais não-metálicos, metal, veículos e bebidas Da Agência Estradual

A produção da indústria do Paraná registrou alta de 3,3% no primeiro trimestre de 2014, a quarta taxa positiva seguida, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional - Produção Física (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos treze setores pesquisados, oito aumentaram a produção, puxados por madeira (20,1%), minerais não-metálicos (15,0%), metal (8,7%), veículos (8,6%) e bebidas (7,6%). A performance da indústria paranaense segue muito à frente da produção média nacional que cresceu apenas 0,4% nos primeiros meses de 2014. No indicador acumulado de doze meses, encerrado em março, a indústria do Paraná avançou 4,6%, diante de uma alta de 2,1% para o complexo industrial nacional. Os melhores resultados são dos setores de madeira (21,2%), máquinas e equipamentos (14,1%), minerais não-metálicos (13,5%), metal (11,2%) e borracha e plástico (10,2%). Para o economista Francisco José Gouveia de Castro, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômi-

co e Social (Ipardes), as estatísticas do IBGE demonstram recuperação dos níveis da produção fabril do Paraná, ancorada, especialmente, nos insumos para a construção civil e a metalmecânica. “Cabe ressaltar a interferência virtuosa dos primeiros efeitos dos investimentos das empresas que se instalaram no Estado desde o início de 2011”, afirmou o economista. RECUO Na passagem de fevereiro para março de 2014, a produção industrial do Estado apresentou recuo de 2,1%, diante da queda de 0,5% para o Brasil. Entre os locais pesquisados no País, sete apresentaram retração neste tipo de comparação. Os ramos que influenciaram negativamente no Estado foram produtos químicos, veículos e máquinas e equipamentos. Em março de 2014, no confronto com março de 2013, o setor fabril paranaense desacelerou 3,3% após dois meses de crescimento consecutivo, frente contração de 0,9% para a indústria nacional. Dos quinze locais investigados, sete mostraram retração. Os setores que afetaram o desempenho da indústria no Estado foram veículos

AEN

O melhor resultado apresentado foi do setor de madeira com uma alta de 21,2%

automotores (com queda de 20,7%), pressionado pela menor produção de automóveis, veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e autopeças; máquinas e equipamentos (-16,0%), pela menor fabricação de máqui-

nas para colheita, máquinas para preparação de matéria têxtil, fornos industriais e máquinas para indústria de panificação; móveis (menos 9,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (queda de 7,6%). As contribuições positivas vieram dos segmentos

madeira (25,5%), devido a maior produção de madeira densificada (MDF), painéis de p ar t íc u las de madeira, madeira compensada e madeira serrada, aplanada e polida; bebidas (21,0%), pela maior fabricação de preparaçõ es em p ó para a elaboração de bebidas,

refrigerantes e cervejas e chope; e minerais não-metálicos (16,4%), com maior produção de blocos e tijolos para a construção de cimento eu concreto, ladrilhos, placas e azulejos de cerâmica para pavimentação ou revestimento e cimentos “Portland”.

NOVA METODOLOGIA As mudanças metodológicas introduzidas na PIM-PF, pelo IBGE, com a ampliação e atualização do painel de produtos e informantes da pesquisa, a partir de 2012, com base na Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2010, permi-

tiram a revisão dos resultados observados desde 2002. Com isso, o crescimento da produção industrial do Paraná em 2013 ficou em 3,2%, contra 2,3% no Brasil. Não mais de 5,6% contra 1,2% para o País, conforme apurado pela

série anterior. Na média trienal (20112013), o incremento da produção fabril estadual sobe de 2,5% ao ano para 2,7% ao ano. A brasileira aumenta de menos 0,3% para 0,1% ao ano. Além disso, o aumento do

Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná de 2013 passa a ser de 4,6% - ante os 5% divulgados com base na metodologia anterior. A média do triênio aumentou de 4,2% para 4,3% ao ano. O IBGE ainda não refez os cálculos para o País.

»CONTRATOS

PR capta maior volume de financiamentos do BRDE em 2013 AEN

vidas no campo (agricultura, pecuária, floresta); 30,8% com o ramo industrial; 20% para projetos de investimento no comércio e serviços; e 13% destinados à infraestrutura. O diretor-presidente do BRDE, Jorge Gomes Rosa Filho, o Banco vem cumprindo o que está estabelecido como sua missão, que é a de promover e liderar ações de fomento ao desenvolvimento

econômico e social da região Sul, apoiando as iniciativas governamentais e privadas. “Os resultados do trabalho executado por nossa equipe aparecem, estão aí para todos verem. A economia do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul está fortalecida e o trabalho do BRDE garante que ela seguirá avançando”, afirma o presidente.

REGIÃO SUL

Sede do BRDE em Curitiba: R$ 1,5 bilhões em empréstimos em 2013 Da Agência Estadual

O Paraná foi o Estado que mais captou financiamentos do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no ano passado, segundo balanço da instituição. Em 2013, foram efetivados empréstimos de R$ 1,5 bilhão, em contratos formalizados com 2.798 empreendedores de 349 dos 399 municípios paranaenses. Os financiamentos para o Estado representam 40,5% dos R$ 3,7 bilhões contratados pelo banco no ano passado. As operações de crédito atenderam empresários de todos os portes, cooperativas agroindustriais e produtores rurais e viabilizaram investimentos

de R$ 2,2 bilhões no Paraná. Em Santa Catarina, o volume contratado chegou a R$ 1,2 bilhão e no Rio Grande do Sul a R$ 1 bilhão. No total, as contratações do BRDE cresceram 28% em 2013, comparadas ao ano anterior. Foram formalizadas 8.108 novas operações de crédito. As aprovações chegaram a R$ 4,49 bilhões, um incremento de 16,2%. As liberações de recursos, por sua vez, totalizaram R$ 2,98 bilhões, com variação de 57,8% em relação ao ano anterior. Com este resultado, o banco alcançou um lucro líquido de R$ 154,2 milhões no ano passado. O valor é 84,8% superior ao registrado no ano

anterior e representa o maior lucro de toda a história do banco – instituição financeira pública de fomento, controlada pelos governos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, fundado em 15 de junho de 1961. O governador Beto Richa definiu o resultado da instituição como “extraordinário”, e ressaltou que nos últimos anos a agência paranaense do Banco alcançou os melhores níveis em volume de repasses feitos a empreendedores. “O extraordinário desempenho do BRDE em 2013 é reflexo de vários fatores. Mas, dois deles precisam ser ressaltados: a excelência da gestão e a performance da economia

dos estados da Região Sul, que ficou bem acima da média nacional”, afirmou Richa. O governador disse ainda que o Paraná deu uma grande contribuição para que o crescimento da região, que ficou acima da média do País, graças a uma política inovadora para a atração de investimentos e aos mecanismos de fomento como o BRDE. “O banco continuará cumprindo sua missão de agente do desenvolvimento, estimulando novos negócios, atraindo empresas e gerando novos empregos”, ressaltou o governador. A distribuição de financiamentos entre os setores produtivos ficou dividida em: 36,2% para as atividades desenvol-

As operações do BRDE em 2013 viabilizaram, e ainda induzirão, investimentos totais de R$ 6 bilhões na Região Sul, com importantes impactos socioeconômicos. Foram criados ou mantidos 68.995 empregos, com acréscimo de receita de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos estados de R$ 426,9 milhões. No Paraná o incremento do imposto chega a R$ 108,7 milhões e o número de empregos em 25,9 mil. Seguindo a política de preservar postos de trabalho e favorecer a melhora da renda, o BRDE firmou contratos de reestruturação de dívidas da ordem de R$ 285,8 milhões, num total de 274 operações, permitindo, com isso, a manutenção do funcionamento de várias empresas. O Banco encerrou o ano de 2013 com 32 mil clientes ativos, cujos empreendimentos financiados estão localizados em 1.056 municípios - ou 88,7% das cidades da região Sul. A vocação para o atendimento às micro, pequenas e médias empresas, e aos mini e pequenos proprietários rurais é atestada pela carteira de financiamentos, composta por 39.483 operações ativas de crédito de longo prazo, com saldo médio de R$ 236,5 mil. Em 2013, o Banco alcançou o seu menor índice de inadimplência desde 2009, fechando em 1,92%. Este patamar representa uma diferença de 64,6% a menos que a totalidade do índice do Sistema Financeiro Nacional, que apontou 2,97% para o mesmo período. O índice dos pagadores com dificuldades de saldar suas dívidas deste período foi o mais baixo dos últimos cinco anos.


Esporte A-7

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 10 e 11 de maio de 2014

Presidente da Ferrari diz que o problema é a equipe FÓRMULA-1 »"Não estou contente com a equipe, desejo vencer, embora seja verdade que perdemos oportunidades de conquistar o título"

N OTAS

Arquivo

Das Agências

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, acompanhou parte do primeiro dia de treinos livres do GP da Espanha, ontem, 9, no Circuito da Catalunha, em Barcelona. A razão principal da viagem era emocional, como a definiu: "Foi nessa pista que Michael Schumacher venceu pela primeira vez conosco, em 1996, corrida difícil, sob chuva". Fez um pedido: "Quero chamar a atenção de todos para ele. Está lutando muito. Desejo estar muito próximo de Michael e da sua família". O ex-piloto alemão conquistou de 2000 a 2004 cinco títulos mundiais com a Ferrari. No dia 29 de dezembro, no entanto, sofreu um acidente de esqui, na França, bateu a cabeça e entrou em coma, quadro clínico que persiste até hoje. Já Fernando Alonso nunca conseguiu ser campeão com a Ferrari e não mais esconde sua insatisfação com o time. O pre-

Fernando Alonso conduz sua Ferrari durante sessão de treino livre para o GP da Espanha

sidente da empresa permitiu que a imprensa o fizesse três perguntas. Uma delas abordou o momento delicado na relação entre Alonso e a equipe e trocou "ideias" com o repórter francês: "Você o conhece?", perguntou Montezemolo. Ouviu que sim. Replicou: "Eu o conheço muito bem, melhor que você. Tive vários pilotos na Ferrari já. O problema da Ferrari não é piloto, mas a equipe", afirmou. "Não estou contente com a equipe, desejo vencer, embora seja verdade que perdemos oportunidades de conquistar o título, até mesmo com Fernando, quando era mais difícil perder que ganhar", disse o italiano. Referia-se à temporada de 2010, quando por errar na estratégia de Alonso a Ferrari perdeu o campeonato para Sebastian Vettel, da Red Bull, na última etapa, em Abu Dabi.

O quinto lugar lhe garantia a conquista, mas acabou em sétimo. Deu para sentir uma ponta de crítica ao piloto, por não ter arriscado a ultrapassagem em Vitaly Petrov, da Renault, o que o levaria ao título. As repostas de Montezemolo são verdadeiros discursos. "No dia em que estiver contente com a Ferrari, por termos um carro competitivo novamente, Fernando vai estar da mesma forma superfeliz e continuará a dar, como sempre, mais de 100% de si. Hoje, compartilho a sua frustração com a equipe." A respeito do finlandês Kimi Raikkonen, contratado para ser mais eficiente que Felipe Massa, o dirigente saiu em defesa do campeão do mundo com a Ferrari, em 2007. "Eu também o conheço muito bem. Está melhoran-

»MERCADO

do, etapa a etapa. Assim que se sentir mais à vontade no carro vai melhorar." Depois de quatro provas, o finlandês soma 11 pontos, 12.º colocado, diante de 41 de Alonso, terceiro. Massa conseguiu na Williams nessas quatro provas 12 pontos. "Quando Kimi fez seu primeiro teste de F1, com a Sauber, nós treinávamos em Mugello. Determinada hora Michael (Schumacher) me procurou para perguntar quem era aquele piloto que estava a sua frente na pista. Queria saber porque ele era muito rápido. E era Kimi." A contratação de Ross Brawn foi desmentida. "Ele veio me visitar (em Maranello), tem casa ainda na Itália, e já estão dizendo que Ross voltará para a Ferrari." Outra razão por ter viajado a Espanha é dar apoio ao novo diretor

da equipe, Marco Mattiacci. "Quando Jean Todt começou a trabalhar conosco, em 1992 (o correto é 1993), eu também fui às corridas nos dois, três primeiros meses porque ele não tinha experiência com F1", explicou o italiano que lembrou que seu primeiro GP, como diretor esportivo da Ferrari, foi em Brands Hatch, Inglaterra, em 1973. Além das importantes mudanças introduzidas no modelo F14T na Espanha, a Ferrari tem outro grande pacote sendo trabalhado para o GP do Canadá, a ser disputado dia 8 de junho, em Montreal, depois da etapa de Mônaco, dia 25, contou Montezemolo. Se a versão do circuito Gilles Villeneuve não melhorar significativamente o carro é bem provável que a Ferrari passe a concentrar seus esforços já no modelo de 2015.

»PARANÁ

Palmeiras procura Luxembrugo Lúcio Flávio lamenta atrasos salariais Arquivo

Gazeta do Povo

Após declarações de companheiros de que as coisas estão problemáticas fora de campo no Paraná, o meia

“ Último trabalho de Vanderlei Luxemburgo foi no Fluminense, em 2013 Das Agências

O Palmeiras procurou Vanderlei Luxemburgo na noite da última quinta-feira, horas dep ois de demitir Gilson Kleina. Um membro do estafe do treinador confirmou que as conversas começaram na noite da última quinta-feira, em uma ligação feita pelo diretor-executivo, José Carlos Brunoro. A assessoria palmeirense, até a publicação desta matéria, não havia se pronunciado. A ideia partiu de membros do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) antes mesmo da demissão do antigo treinador e teve

aceitação de Brunoro. Os dois trabalharam juntos nos anos 1990, na Era Parmalat. O que ajuda o Palmeiras no negócio é o fato de Vanderlei Luxemburgo estar fora do mercado e em baixa. Com isso, fica mais fácil o técnico aceitar uma proposta semelhante aos R$ 200 mil que Gilson Kleina ganhava. Este valor pode até duplicar caso as metas sejam alcançadas. Vanderlei Luxemburgo está em São Paulo após passar um tempo no exterior. Ele voltou para o Brasil para a c omp an har a op e r a ç ã o da filha, como ele mesmo escreveu em seu blog. Ele recebeu propostas para co-

mandar times estrangeiros, mas não gostou da ideia de se aventurar fora de seu país mais uma vez. Seu último trabalho foi no Fluminense, em 2013, onde não conseguiu desempenhar um bom papel. Seus últimos títulos foram do Carioca, com o Flamengo, em 2011, e o do Mineiro, com o At lét ico-MG, em 2010. Com o próprio Palmeiras ele foi campeão Paulista em 2008. Neste sábado, o Palmeiras enfrenta o Goiás pela 4ª rodada do Brasileiro. Alberto Valentim, auxiliar técnico da comissão fixa montada por Paulo Nobre, será o comandante interino.

A gente tenta passar uma palavra de ânimo, principalmente nas dificuldades. Sabemos que precisamos de resultados, pois eles fazem com que as coisas tendam a melhorar. Temos de passar por cima disso tudo para que a postura atraia o torcedor e o clube tenha os benefícios disso”

Lúcio Flávio, principal líder do elenco, lamentou ainda conviver com atrasos salariais crônicos no clube – atualmente chegam a dois meses entre os jogadores. "É uma questão notória do clube e não gostaria de estar passando. Mas é uma situação que o clube passa e que, observando com o con-

texto do Brasil, tem muita gente passando por isso", disse o experiente meia. Capitão da equipe e um dos mais experientes, ele disse que tenta motivar os companheiros, ressaltando que bons resultados podem colocar o time em evidência e aumentar a arrecadação. "A gente tenta passar uma palavra de ânimo, principalmente nas dificuldades. Sabemos que precisamos de resultados, pois eles fazem com que as coisas tendam a melhorar. Temos de passar por cima disso tudo para que a postura atraia o torcedor e o clube tenha os benefícios disso". Nas últimas temporadas, o elenco paranista chegou a deixar de treinar e não realizar concentrações por causa de atrasos nos pagamentos. A situação não se restringe apenas ao futebol profissional. Afeta também funcionários do setor social, que já fizeram paralisações devido à situação. Lúcio Flávio disse ter confiança que a diretoria resolva o problema a médio prazo. "Eu sempre tenho esperança. Não sabemos se isso [o fim dos atrasos] ocorrerá de fato. Espero que consiga, pois é desafio desta diretoria colocar a casa em ordem. Sabemos que não é fácil e não acontece de um dia para outro. Problemas surgem aqui dentro e atrapalham. Temos de superar isso", concluiu.

Vapt-vupt Há menos de seis meses no Santos e sem ter agradado diretoria e torcedores, Leandro Damião já pode sair do clube. O atacante foi oferecido por empresários para o Porto, de Portugal, que estuda sua contratação. Se for confirmada a ida de Damião para a Europa, a dívida que o Santos tem com o grupo Doyen, que comprou o jogador e o colocou na Vila Belmiro, seria cancelada. O valor devido pelo clube é de R$ 42 milhões. Dinheiro perdido Caso a transferência de Damião para o Porto seja de fato concretizada, ainda assim o Santos terá um certo prejuízo com a contratação do atacante. O clube já assumiu uma dívida de pelo menos R$ 10 milhões com o Doyen, referente ao período que Damião permaneceu no Santos. Luz... Maior surpresa da convocação de Luiz Felipe Scolari, Henrique estava descrente que iria à Copa até o fim de abril. O zagueiro, que não vinha sendo chamado para os últimos jogos da seleção brasileira, foi citado por Scolari em uma palestra concedida pelo técnico no fim do mês passado. ...no fim do túnel Na ocasião, o treinador espontaneamente lembrou do acidente de carro sofrido por Henrique. O fato de ter sido citado fez com que o zagueiro voltasse a acreditar na convocação. O jogador jura que não foi contatado por Scolari antes do anúncio da convocação, anteontem. Censurado O Fluminense não permitiu que os auditores independentes tivessem acesso aos percentuais que possui de seus jogadores, contrariando resolução do Conselho Federal de Contabilidade. O presidente do clube, Peter Siemsen, justifica a crise do Fluminense com os impostos devidos dizendo que no Flamengo a situação é mais grave. Balcão... A notícia da demissão de Gilson Kleina chegou ontem ao Paraguai e causou temor que o Palmeiras corra atrás de Arce, treinador do Cerro Porteño e ídolo alviverde. A imprensa paraguaia até contatou o Palmeiras para saber da possibilidade de o clube contratá-lo. ...de apostas Dentro do Palmeiras, porém, a tendência é que o novo treinador não seja anunciado antes do jogo contra o Goiás, amanhã. Discurso Autoridades que participaram do encontro do governo com representantes de movimentos sociais contra a Copa reconheceram que discutir números macroeconômicos com lideranças de movimentos sociais não funciona. Didático Quem participou das reuniões afirma que vale mais a pena falar sobre questões que os movimentos entenderão facilmente, como a inclusão dos ambulantes no comércio da Copa ou a das desapropriações.


cmyb

TRIBUNA DO VALE

A-8 Política

Sabado e domingo, 10 e 11 de maio de 2014

Deputado Pedro Lupion entrega cinco respiradores para Santa Casa JACAREZINHO»Aparelhos são de última geração e vão reforçar o atendimento na Unidade de Terapia Intensiva Adulta; investimento é de quase R$ 200 mil

Gladys Santoro

Gladys Santoro

O deputado estadual Pedro Lupion (Democratas), entregou na tarde de ontem, cinco respiradores para a Unidade de Terapia Intensiva Adulta da Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho. O investimento é de quase R$ 200 mil. “O empenho em ajudar a equipar a Santa Casa de Jacarezinho é pelo respeito regional que ela merece. Sei bem o trabalho que é realizado aqui e me esforço para atender a cidade em suas mais diversas necessidades. O governador Beto Richa também conhece a realidade de Jacarezinho e região e se esforça para auxiliar no que for possível”, disse. Lupion também destacou que é mais fácil ajudar um município quando há bom entrosamento entre o governo estadual e municipal. “Somente esta semana, Jacarezinho já foi contemplada com quase R$ 1 milhão, de recursos do Plano de Apoio aos Municípios (PAM). O prefeito Sérgio Faria (DEM), é parceiro e sempre que deseja uma melhoria para a cidade nos procura em Curitiba e nos esforçamos para atender suas reivindicações ”, salientou.

Segundo o presidente da Santa Casa, o médico Ken Tokumoto, a UTI adulta conta com 10 leitos e já existem em funcionamento

O empenho em ajudar a equipar a Santa Casa de Jacarezinho é pelo respeito regional que ela merece. Sei bem o trabalho que é realizado aqui e me esforço para atender a cidade em suas mais diversas necessidades. O governador Beto Richa também conhece a realidade de Jacarezinho e região e se esforça para auxiliar no que for possível”

Lupion, Antônio Carlos Setti, Dr. Ken e prefeito Sérgio Faria assinam entrega dos aparelhos

quanto o paciente aguarda por uma vaga na UTI, ele 10 respiradores. “Porém, f i c a i nte r na d o no Pron em inúmeras ocasiões, en- to S o cor ro e na maior ia

das vezes, precisa de um respirador para mantê-lo estável. Essa é a importância desses aparelhos que

acabaram de chegar”, disse ressaltando que os equip amentos s ão de ú lt ima geração. O médico explicou que a Santa Casa atende toda a região e que um levantamento feito em março deste ano, aponta que em 2013, passaram pelo local 52 mil pessoas, delas, 50% são de outros municípios. “Não temos estrutura para t a n t a g e n t e”, c o m e n t o u informando ainda, que o hospital tem um gasto de cerca de R$ 1 milhão por mês. “Em 2013, gastamos R$ 14 milhões”, disse. Segundo ele, só em abril deste ano, foram realizadas 210 cir urgias com anestesia. Mesmo com tantas despesas, a casa de saúde está com as contas equilibradas. “Não devemos nada para ninguém. Os funcionários já receberam no início do mês, os médicos receberam ontem, e os fornecedores vão recebendo conforme os vencimentos. Nosso esforço é para não entrar no vermelho, mesmo não recebendo ajuda dos municípios vizinhos”, comentou dizendo

que s omente Guapirama mantém um convênio com a Santa Casa, que é pago por habitante. ‘A prefeitura paga regularmente esempre em dia”, elogiou. Ken tambémrelatou que a Santa Casa sobrevive mais de recursos vindos d e Pl ano s d e S aú d e d o s pacientes e de particulares. “Do SUS (Sistema Único de Saúde), os recursos são quase insignificantes. Este a n o, o g o v e r n o f e d e r a l também investiu enviando R$ 290 mil para compra de equipamentos. E hoje, a chegada desses respiradores dão um novo fôlego para um atendimento mais digno aos pacientes”, disse. Ao todo, a Santa Casa trabalha com 45 médicos de diversas especialidades, e nt re e l e s , qu at ro or to pedistas. Participaram da entrega dos aparelhos, o prefeito S érgio Faria, os vereadores Fabiano Saad e Diogo Biato, ambos do PSB, o diretor da 19ª Regional de Saúde, Antônio Carlos Setti, o administrador da Santa Casa, Nelson Toloto, funcionários e convidados.

cyan magenta yellow black


Pdf2625