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Quinta-feira
31 DE AGOSTO DE 2017
DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI
ANO XXII - N0 3431 - R$ 1,00
www.tribunadovale.com.br
REGIÃO
Julho registra perda de mais de 500 empregos formais nos últimos 2 anos Antônio de Picolli
Trabalhador rural tem procurado trabalho nas cidades e nem sempre são registrados legalmente
A microrregião de Jacarezinho, composta por seis municípios (Santo Antônio da Platina, Barra do Jacaré, Cambará, Jacarezinho, Jundiaí do Sul e Ribeirão Claro), perdeu no mês de julho dos últimos dois anos 511 empregos formais. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com base nos anos de 2015 e 2017. Por se tratar de uma região onde a economia tem a agricultura como base, a mecanização no campo está modificando as relações de trabalho no agronegócio. O trabalhador rural, antes contratado para fazer o plantio e colheita manual de culturas como a cana-de-açúcar e café está aos poucos sendo substituído por máquinas. O antigo boia-fria tem trocado também o campo pelo trabalho na cidade, em setores como a construção civil – porém, na maioria das vezes informalmente. Das seis cidades que compõe a microrregião, Jacarezinho está no topo do ranking com o maior índice de perda de empregos com carteira assinada. Em 2015, o município registrou admissão de 436 pessoas, já em julho deste ano a queda foi de 177, ou seja, uma redução de 40% das vagas ofertadas.
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SUPERAÇÃO
Aos 78 anos, ela realiza o sonho de ler e escrever
Idade não é desculpa para dona Maria correr atrás de seus objetivos
O comum é imaginar uma pessoa na faixa dos 80 anos s e nt a d a à n oite n a frente da televisão, enrolada em uma manta esperando o fim da novela para ir para cama, e com sorte, dormir a noite toda. Raro é encontrar uma senhora de 78 anos frequentando diariamente uma escola no período noturno para aprender ler e escrever. E os motivos são simples, mas inacreditáveis: “Não queria morrer sem saber interpretar essas letrinhas que até criança de pré-escola sabe”. “Quero
ter o prazer de ler as placas nas r uas, os letreiros de nome de lojas, os bilhetes. Quero escrever o que tiver vontade. Quero sair de casa a noite, tirar essa venda que ficou nos meus olhos a vida toda e ver o mundo como ele realmente é”, resumiu a aluna Maria Aparecia Lima Moreira, divorciada , mãe de seis filhos (todos estudados) e avó de um neto que ela mesma cria. Dona Maria é aluna do EJA (Educação para Jovens e Adultos), no Colégio Estadual Maria Dalila Pinto há três anos.
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