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Sabado e Domingo

ANO XXII - N0 3413R$ 1,00

DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI

05 E 06 DE AGOSTO DE 2017

www.tribunadovale.com.br

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA

Agência do Trabalhador recebe mais de mil currículos em três dias

Antônio de Picolli

COTIDIANO

Polícia Civil investiga fuga na cadeia de Joaquim Távora

O delegado Rubens José Perez, titular da 35ª Delegacia Regional de Polícia de Joaquim Távora, instaurou inquérito para investigar

a fuga de dois presos da Cadeia Pública local. A informação sobre a fuga foi divulgada na noite de quinta-feira, 3, mas segundo o delegado,

ela pode ter ocorrido durante o banho de sol, na quarta-feira, 2. O delegado não descarta a possibilidade de facilitação.

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André Rodrigues e Antônio de Souza entre os mais de mil currículos que chegaram até a Agência

A grande procura pelas vagas oferecidas na empresa Frangos Pioneiro em Joaquim Távora na semana passada surpreendeu a equipe da Agência do Trabalhador em Santo Antônio da Platina. Em apenas três dias, foram recebidos mais de mil currículos de candidatos às vagas oferecidas para a linha de produção da empresa. Diariamente a agência recebeu cerca 300 a 350 currículos. Diante da procura, a Agência do Trabalhador encerrou o recolhimento dos documentos, já que o número já é suficiente para a seleção da empresa.  PÁG. A3

AGRONEGÓCIO

Valor do hectare no Paraná varia de R$ 1,3 mil a R$ 75,8 mil

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento lançou nova metodologia para avaliação das terras no Paraná, que leva em conta a classificação de uso do solo. Conforme a primeira pesquisa feita pelo Departamento de Economia Rural (Deral), já com o novo modelo, o valor médio das terras no Paraná é de R$ 61,8 mil o hectare, considerando as áreas mais planas e de boa fertilidade. As áreas mais valorizadas do Estado estão na região de Maringá, onde o hectare foi avaliado em até R$ 75,8 mil. O valor mais baixo para terras de menor aproveitamento econômico nesta mesma região para cada hectare é de R$ 9,5 mil.  PÁG. A8

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A-2 Opinião

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TRIBUNA DO VALE

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Basta não interferir no trabalho do Ministério Público e da Justiça, que têm a obrigação de apurar, julgar e punir os responsáveis.” Editorial

Sabado e domingo, 05 e 06 de agosto de 2017

O prédio divide-se em dois blocos erigidos sobre a mesma estrutura. O bloco A é mais amplo e abriga cerca de dois terços dos moradores. ” Fernando Rezende

A RTIGO

E DITORIAL

O que esperar do governo renascido O Brasil – especialmente o governo – vive agora a ressaca do embate para a manutenção do presidente Michel Temer no poder. Aconselhado a renunciar logo que surgiram as denúncias, o governante reagiu na área em que mais conhece: o parlamento. Afinal aquele chão é seu, pois exerceu cinco mandatos de deputado federal e presidiu a Câmara durante três biênios. Diferente de Jânio Quadros e Fernando Collor, que partiram para o confronto e tiveram de sair, usou suas habilidades de aglutinador e obteve os votos necessários para barrar o propósito do procurador-geral da República e da oposição, que queriam derrubá-lo. Vencido esse round, Temer precisa transformar sua vitória

em ações concretas para a solução dos problemas nacionais. De nada terá adiantado lutar para permanecer sem que a permanência possa representar solução para a situação difícil em que se encontra o país. Oxalá sua sensibilidade política não o permita avançar ou insistir em ações que não tenha como tornar concretas e irreversíveis no tempo de mandato que lhe resta, mesmo não sendo seu propósito concorrer à reeleição, que ainda é possível segundo a lei. Espera-se ações concretas na área econômica, que possam ir corrigindo as distorções e o aparelhamento que levaram o país à bancarrota. Se o governo cuidar apenas de buscar o equilíbrio da economia, a revogação de

medidas temerárias e até criminosas e o emprego do erário em estratégias de cunho ideológico, já terá feito bastante. Poderá, também, avançar na privatização de serviços e empreendimentos que podem ser bem geridos pelo particular e hoje são estatizados e predados pelo imenso cabide de empregos e apadrinhamento. Evidente que não há tempo para fazer tudo em um ano e cinco meses, mas esse período poderá ser usado para a gestação de um processo a ser entregue como sugestão ao sucessor. Da mesma forma, dificilmente se reformará tanto o trabalho quanto a previdência social em tão pouco tempo, pois os problemas e vícios vêm de até oito décadas atrás.

Fernando Rezende

Então, que se faça o possível e se indique o mais difícil para futuras oportunidades. Neste momento, além de medidas econômicas pontuais que levem ao aquecimento da produção e do emprego, é preciso correr com a reforma política, que também não precisa ser ampla e definitiva. Basta resolver a questão do financiamento de campanha, que está em aberto e pode inviabilizar uma eleição nacional como a de 2018. Outra coisa importante: quanto aos malfeitos já conhecidos e outros que vierem à tona, não são problemas do governo. Basta não interferir no trabalho do Ministério Público e da Justiça, que têm a obrigação de apurar, julgar e punir os responsáveis.

A RTIGO Marcos Poggi

A impopularidade fica para depois Apesar de sua significativa rele vância para o futuro equilíbrio das contas públicas, a reforma da Previdência segue, aos trancos e b ar r anc o s , e m me i o a contestações dos partidos de oposição, das centrais sindicais, de importante parcela do funcionalismo público e até de setores da própria base de sustentação do governo no Congresso. Obviamente, contribui para composição de tal cenário o enfraquecimento político do Planalto em face das sucessivas notícias de envolvimentos de destacadas autoridades federais – o próprio presidente da República incluído – em delações premiadas no âmbito – e também fora do âmbito – da Operação Lava Jato. Um a d a s l i n h a s m ai s exploradas pelos críticos da reforma é o da negação da existência do déficit previdenciário, sobretudo à luz dos vultosos créditos que a Previdência Social no âmbito federal teria na praça. Os números divulgados de tais haveres somam atualmente cerca de R$ 430 bilhões. Segundo as informações disponíveis, entre os principais devedores do INSS estão vários governos estaduais, inúmeras prefeituras e importantes empresas públicas, entre as quais o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Quer dizer, é o setor público devendo ao próprio setor público. Além disso, há inúmeros casos de créditos previdenciários rigorosamente incobráveis, como, por exemplo, os de empresas falidas sem a menor condição de honrarem tais dívidas. Entre estas há caso notórios, como os da Varig, da Vasp e da antiga TV Manchete.

Somam-se a tais créditos de difícil, se não impossível, realização um sem-número de questões ainda sub judice em que existe a possibilidade de os devedores lograrem ganho de causa, ou de a pendência perdurar ainda por muitos anos mais, o que tornaria o crédito de utilidade duvidosa para saneamento das contas previdenciárias em prazo hábil como apoio à realização de qualquer análise. Todavia mais importante do que tudo isso é o fato de que a argumentação com base na existência de vultosos créditos não justifica a manutenção do status quo, com a geração de elevados déficits anuais nas contas previdenciárias. Trata-se, na verdade, de uma mistura conceitual entre estoque e fluxo, muito mais comum do que se imagina, mesmo entre profissionais do ramo. Pois uma coisa é o estoque de supostos realizáveis da Previdência. Outra, muito diferente, é a cruel realidade do fluxo de receitas e despesas anuais que dá a medida do drama atuarial vivido pelo sistema previdenciário no Brasil. Para se ter uma ideia das dimensões do problema basta lembrar que se prevê um rombo da ordem de R$ 180 bilhões nas contas previdenciárias da União no presente exercício fiscal. Como a tendência, nas condições atuais, é de significativo crescimento do déficit, a expectativa é de que a situação fique simplesmente insustentável, se tanto, dentro de três ou quatro anos. Mesmo na hipótese ext remamente ot imist a de que, c omo p or enc anto, com exceção daqueles que não têm nenhuma condição

TRIBUNA DO VALE

O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Mário Marcondes Marques, 38, Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114

Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br

de fazê-lo, todos os demais devedores privados da Previdência decidissem pagar tudo o que a ela devem nos próximos 24 meses, pelo atual andar da carruagem, ainda assim, certamente o sistema não teria dinheiro suficiente para cobrir sequer o crescente déficit do período. E depois? Como ficaríamos? Em complemento a essa linha de argumentação, os adversários a reforma vêm, nos últimos dias, disseminando nas redes sociais o artigo Reforma da Previdência e as desigualdades sociais, de Katia Maia e Oded Grajew, recentemente publicado na imprensa, que ressalta as enormes desigualdades sociais existentes na sociedade brasileira. O texto dá como exemplo de tais desigualdades o alegado fato de que, dentro do Município de São Paulo, enquanto a expectativa de vida dos habitantes do Distrito de Pinheiros é de 79,17 anos, a dos moradores de Cidade Tiradentes é de apenas 53,85 anos. E acrescenta que os baixos níveis de expectativa de vida nas periferias das cidades brasileiras são causados principalmente pela violência urbana, pela mortalidade infantil e pela precariedade dos sistemas de saúde. Tomando esses números e afirmativas como corretos, tais constatações – usadas no mencionado artigo para mostrar a injustiça social de tentar aumentar os limites de idade para aposentadoria –, ironicamente, passam a constituir o melhor conjunto de argumentos a favor da reforma da Previdência. Isso porque o remédio para atalhar a triste realidade mostrada não é manter e

aumentar, ainda mais, o déficit da Previdência, o que tornaria inviável uma possível e desejada elevação da disponibilidade de recursos do Estado para investimentos na área social. Na realidade, isso contribuiria, no mínimo, para eternizar a injustiça social apontada na matéria. C om o n ã o é p o ss íve l dispor de uma Previdência para as regiões ricas como Pinheiros e outra para regiões pobres como Cidade Tiradentes, o que deve ser feito não é manter o status quo, pela cristalização dos fatores que resultam numa baixa expectativa de vida dos desvalidos. E, sim, reunir condições para elevar os níveis de segurança, saúde e bem-estar da população mais pobre. Para tanto o Estado precisa dispor de recursos financeiros suficientes. Ademais, como se sabe, fora de um adequado controle das contas públicas não há alternativa desejável. Pois, em primeiro lugar, não existe espaço para mais aumentos de impostos e maiores sacrifícios dos contribuintes numa economia em que o setor público (União, Estados e municípios) já gasta mais de 40% do PIB. Infelizmente, o que se constata é que a situação não deixa espaço para nenhuma opção popular. Porque, a exemplo da alegada perda de direitos atribuída à reforma, as alternativas existentes – um endividamento catastrófico do Estado ou a hiperinflação – também não são nem um pouco populares. A única diferença é que muitos preferem, demagogicamente, deixar a impopularidade para depois. *Economista e escritor

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As reformas começam pelo teto

O prédio divide-se em dois blocos erigidos sobre a mesma estrutura. O bloco A é mais amplo e abriga cerca de dois terços dos moradores. O bloco B é bem menor e nele se espremem os moradores do terço restante. Há tempos se discute a necessidade de fazer uma grande reforma para promover um reordenamento do espaço e eliminar as disparidades que se acumularam na distribuição de seus ocupantes, mas não há acordo a esse respeito.Na ausência de um entendimento sobre o escopo e a amplitude da reforma que se faz necessária, os responsáveis pela administração do prédio tomaram uma decisão que abrirá a oportunidade de realizar a reforma, que vem sendo postergada. O teto será rebaixado para forçar uma reacomodação. Com essa medida os administradores do edifício esperam provocar mudanças na convenção do condomínio para rever direitos concedidos à maioria, de modo a criar condições para equilibrar a repartição do espaço e harmonizar as condições de permanência no prédio. Do que estamos falando? Da ocupação indevida de parte de um prédio abandonado no centro de uma grande metrópole qualquer? Não, estamos falando do edifício que abriga o orçamento brasileiro, cuja ocupação corresponde à descrição acima. Nele, dois terços dos ocupantes adquiriram direitos que lhes concedem o usufruto de um espaço privilegiado que, na prática, dividiu o orçamento em dois blocos – o menor abriga os que não contam com garantias de ocupação. A analogia com a reforma do prédio é útil para uma melhor compreensão, pelo público, dos efeitos da aplicação do teto para os gastos públicos estabelecido na Emenda Constitucional 95/16. Ao nivelar o teto para os gastos, o espaço que hoje abriga aqueles que dispõem de direitos assegurados sobre o orçamento não será suficiente e levará à gradual expulsão dos ocupantes do outro bloco, a menos que as normas que regulam os direitos de ocupação do espaço orçamentário sejam revistas. Quais são os gastos que serão afetados pela restrição decorrente da imposição de um teto global para as despesas públicas? São os requeridos para prover os serviços indispensáveis ao equilíbrio no atendimento dos direitos sociais relacionados no artigo 6.° da Constituição federal e para sustentar os investimentos imprescindíveis à competitividade da economia e ao crescimento do País. Para evitar que os desequilíbrios no atendimento dos direitos sociais continuem crescendo, e que o País siga amargando taxas de crescimento incompatíveis com seu potencial e com os justos anseios de melhores condições de vida da sua população, é que as reformas que estão sendo discutidas precisam ser realizadas. O tempo é curto para evitar que aumentem as pressões para alterar a emenda constitucional que impôs o teto para os gastos, ou para arrefecer a disposição de evitar o renovado recurso ao aumento de impostos. Com a queda da inflação, o teto das despesas para os próximos anos tornará mais difícil acomodar a disputa pela ocupação do espaço orçamentário sem mudanças nas regras atuais que determinam sua ocupação. O que provocou a necessidade de rebaixar o teto e quais as reformas necessárias para garantir a estabilidade e o equilíbrio na ocupação do edifício orçamentário? É preciso lembrar que ao longo do tempo o teto foi subindo pelo fato de a maioria dos ocupantes do bloco A disporem de um regime de financiamento que todos pagam, mas cujos recursos se destinam exclusivamente ao financiamento de suas despesas. Com isso a participação das outras fontes de recursos nas receitas do condomínio encolheu, limitando as possibilidades de ampliação do espaço destinado aos ocupantes do outro bloco.A reforma do regime de financiamento é, portanto, essencial para a correção dos desequilíbrios na ocupação do prédio. A adoção de um regime que trate todos igualmente torna viável a rediscussão das regras que determinam a ocupação ao propiciar que, anualmente, por ocasião da assembleia-geral que decidirá sobre a repartição dos recursos, surjam oportunidades para rediscutir as escolhas com o objetivo de buscar o equilíbrio no atendimento das necessidades de todos. No contexto atual das discussões sobre os problemas fiscais do Brasil, o redesenho da ocupação do espaço orçamentário deve fazer parte dos debates sobre a reforma tributária. A instituição de dois regimes tributários com finalidades distintas, adotada com a criação de contribuições exclusivamente destinadas ao financiamento da seguridade social, ajudou a ampliar a parcela destinada a uma parte dos ocupantes que se beneficiaram dessa decisão, expulsando a saúde e a educação para o outro bloco do prédio e contribuindo, ademais, para a destruição da qualidade do regime tributário e o desequilíbrio da Federação. Está na hora de rever uma decisão que se mostrou equivocada. Ao abrir espaço para o crescimento das despesas que tratam do atendimento de parte dos direitos sociais assegurados a todos os brasileiros, ela acarretou grandes danos à sua população. De um lado, deu lugar ao retorno de tributos que oneram pesadamente a atividade produtiva e encarecem o consumo de produtos e serviços essenciais, impondo um ônus maior à população de menor poder aquisitivo. De outro, contribuiu para reduzir as disponibilidades financeiras para atender aos direitos coletivos de acesso a serviços públicos fundamentais, para o acesso da nova geração de brasileiros a empregos de qualidade. As propostas de reforma tributária que circulam na mídia são de fusão de todos os tributos que incidem sobre a produção e o consumo de bens e serviços, mas não tocam nessa tecla. Importa chamar a atenção para esse fato, até porque o avanço da reforma tributária pode beneficiar-se de ela ser reconhecida como importante para todos. *Economista, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV, foi presidente do Ipea Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé ¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz

Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná

* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.


Cidades A-3

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 05 e 06 de agosto de 2017

Agência do Trabalhador recebe mais de mil currículos em três dias OPORTUNIDADEProcura pelas vagas abertas pelo Frigorífico Frangos Pioneiro surpreende

Antônio de Picolli

Antônio de Picolli

Mais de mil currículos foram entregues em busca das vagas oferecidas pela empresa Frangos Pioneiro Da Redação

A grande procura pelas vagas ofertadas na empresa Frangos Pioneiro (Joaquim Távora) na semana passada surpreendeu a equipe da Agência do Trabalhador. Em apenas três dias, foram recebidos mais de mil currículos para se candidatar às vagas oferecidas para a linha de produção da empresa. Diariamente a agência recebeu cerca 300 a 350 currículos. O gerente da

unidade André Luiz Rodrigues informa que não estão mais recebendo candidatos para estas vagas, pois, o número de pessoas que já se cadastraram é satisfatório para a empresa selecionar e contratar nesta primeira etapa. Após fechar um ônibus de trabalhadores, a empresa abrirá novamente outras vagas, que será divulgada pela imprensa local. De acordo com a agência, o perfil dos candidatos que estão em bus-

ca de empregos é de pessoas desempregadas e das que buscam outro tipo de atividade para trabalhar, como por exemplo, os trabalhadores da lavoura, que fazem o corte de cana de açúcar. “Para eles, estar na linha de produção da empresa Frangos Pioneiro é muito melhor porque não precisa enfrentar sol, tem café da manhã e almoço incluso. É uma oportunidade para estas que querem mudar de ramo”, disse Rodrigues. O diretor de Indústria,

Agência do Trabalhador já suspendeu o recebimento de currículos nesta primeira etapa de abertura de vagas

Comércio e Turismo, Antônio Marcos de Souza explica que a prefeitura será p arc e i r a e m ofe re c e r as orientações jurídicas para montar a associação dos trabalhadores. “Por se tratar de uma empresa particular, a prefeitura não tem como ce der o t ransp or te, mas vamos dar suporte jurídico para montar a associação. Vale lembrar que a empresa prioriza a contratação de pessoas responsáveis, que não estejam indo ocupar a

vaga somente por aventura, afinal, se uma pessoa desistir da vaga despois de contratado, prejudicará os demais trabalhadores que pagam pelo ônibus. Quanto mais pessoas tiver na condução, melhor para os trabalhadores, porque conforme ocorra desistência, o preço vai encarecer aos demais”, explicou o diretor. A empresa faz parte do Gr up o Pioneiro, que foi fundado em 1983, no Norte Pioneiro do Paraná. No mu-

nicípio de Joaquim Távora conta com uma fábrica de ração, a Frangos Pioneiro e a Maná Alimentos. Em Ribeirão do Pinhal o grupo tem a sede da Rações Pioneira. São mais de dois mil colaboradores na região. Os produtos da Pioneiro Alimentos estão presentes em todo Brasil. A Mana Foods (marca da Frangos Pioneiro no mercado externo) está n o Jap ã o e e m d ive rs o s países da África e Oriente Médio.

JOAQUIM TÁVORA

PREVIDÊNCIA

Aposentadoria por idade Prefeito nega suspensão será reconhecida de convênio com albergue automaticamente pelo INSS

Antônio de Picolli

Da Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) determinou, por meio de portaria, o reconhecimento automático da aposentadoria por idade a partir da verificação das informações constantes nos sistemas da autarquia e nas bases de dados do governo federal. A medida, em vigor desde o fim de julho, estabelece que o segurado não precisa mais comparecer a um posto de atendimento para solicitar esse tipo de aposentadoria. O INSS vai fazer uma pesquisa mensal para identificar os segurados que já têm o direito disponível e enviará comunicado sobre a concessão do benefício. O segurado

também poderá requerer a concessão do benefício por meio do canal 135. Para a realização do pedido será solicitada a confirmação dos dados pessoais, como ocorre no sistema tradicional. De acordo com a portaria, o INSS enviará comunicado indicando as informações sobre os dados da concessão e pagamento do benefício ao cidadão assim que houver o reconhecimento do direito. Aposentadoria por idade Atualmente, a aposentadoria por idade é um benefício ao trabalhador que comprovar o mínimo de 180 meses de trabalho, além da idade mínima de 65 anos, se homem, ou 60 anos, se mulher. Para o chamado “segurado especial”, a idade mínima é reduzida em

cinco anos. No grupo de segurados especiais estão profissões como agricultor familiar, pescador artesanal, além de indígenas. Para receber o benefício nessa condição, o trabalhador deve estar exercendo a atividade no momento da solicitação do benefício. Caso não comprove o tempo mínimo de trabalho necessário ao segurado especial, o trabalhador poderá pedir o benefício com a mesma idade do trabalhador urbano, somando o tempo de trabalho como segurado especial ao tempo de trabalho urbano. Informações como cálculo do benefício e documentos necessários para solicitação do benefício podem ser acessados na página do INSS.

Nota de esclarecimento da Cohapar: Todas as medidas necessárias para o cumprimento integral da decisão do TCE-PR estão sendo tomadas pela Cohapar. Att. Assessoria de Comunicação Companhia de Habitação do Paraná

Albergue completa 60 anos em 2018, atende tavorenses e toda região do Norte Pioneiro Da Redação

O prefeito de Joaquim Tá v o r a G e l s o n M a n s u r (PSDB) garantiu por telefone à reportagem da Tribuna do Vale que o convênio com a Associação Casa de Caridade São Vicente de Paulo (albergue) não será suspenso. O acordo feito entre as partes tem por objetivo dar condições à aquisição de materiais e serviços, e proporcionar o atendimento auxílio para o albergue no valor de R$ 15 mil por ano. Mansur explicou que foi acordado entre as partes que a entidade receberia mensalmente uma quantia de R$ 1 mil e caso fosse necessário em alguma data específica esse valor seria maior. O político garante que nunca sequer falou em cortar o repasse do albergue e só depositou a quantia de R$ 2 mil no primeiro mês do contrato para ajudar a

quitar a dívida do albergue com a Sanep ar. “Garanto que além de nunca ter mencionado suspender o convênio, a presidente do albergue também em momento algum me procurou para falar sobre o assunto”, disse. A presidente do albergue Márcia Regina Quadri explica que com 11 albergados , sua despesa mensal é muito alta e o local tem e n f re nt a d o d i f i c u l d a d e s para manter as contas em dia. Ela expõe que foi informada na prefeitura que o contrato seria cancelado e caso isso viesse a acontecer, seria o município deixar de prestar assistência para estas pessoas que moram lá. Ela pontua em sua versão, que o combinado com o executivo era um repasse mensal de R$ 2 mil, que foi cumprido na primeira parcela e na segunda recebeu um valor inferior a R$ 1 mil.

Sua despesa mensal está em torno de R$ 4 mil somente para os gastos essenciais. Emocionada, Márcia conta sobre uma dívida com a empresa Sanepar no valor de R$ 4,8 mil, que foi necessário parcelar para não cortarem novamente o recurso da entidade. “Estou promovendo uma feijoada beneficente junto a voluntários e doações para vender neste final de semana. Eu espero que a comunidade me ajude para quitar esta dívida. Temos internos que estão aqui faz mais de 10 anos, pessoas sofridas, que não tem ninguém e eu me sinto na obrigação de ajudar jamais vou fechar o albergue. Enquanto Deus me manter em pé, a entidade não vai fechar. Nós vivemos de doação aqui, cestas básicas, roupas, o que eu faço é por amor, não por dinheiro. O dinheiro nós precisamos para manter a nossa entidade”, declarou a presidente.


A-4 Região

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 05 e 06 de agosto de 2017

Colégio Silvio Tavares deve voltar a atender alunos em setembro CAMBARÁDeputados estaduais Pedro Lupion e Romanelli e o prefeito José Haggi Neto visitaram o Colégio Silvio Tavares, já recuperado do incêndio de 2015 Divulgação

Colégio passou por ampla reforma depois de incêndio em 2015 Da Redação

Os deputados estaduais Pedro Lupion (DEM) e Luiz Claudio Romanelli (PSB) visitaram na manhã de ontem, 4, o Colégio Estadual Sílvio Tavares, em Cambará, que teve boa parte de sua estrutura destruída por um incêndio em fevereiro de 2015. A boa notícia, é que as reformas já foram concluídas e a previsão

é de a escola voltar a funcionar a partir do dia 20 de setembro. O deputado Pedro Lupion lembra que a reconstrução do imóvel rendeu inúmeras reuniões junto ao governo estadual e até idas a Brasília para conseguir os recursos necessários à obra. “Foram várias reuniões e intermediações minha, do deputado Romanelli e do nosso prefeito

Divulgação

Deputados Pedro Lupion, Romanelli, prefeito Haggi Neto e equipe da escola

José Haggi Neto, junto ao governo estadual para agilizarmos a recuperação do colégio”, disse. Em julho de 2016, acompanhado da Secretária Estadual de Educação, Ana Seres, Pedro Lupion esteve em Brasília com o ministro da Educação, Mendonça Filho, para explicar a situação do colégio e reivindicar ajuda para a sua reconstrução.

Ano passado, para conclusão da obra, o governador Beto Richa liberou mais de R$ 1.200 milhão, que foram aplicados na recuperação da cobertura do prédio, piso, paredes, parte hidráulica e elétrica. “Em nome dos funcionários, alunos e comunidade agradecemos ao governador pela importante conquista”, disse o deputado na manhã

 RIBEIRÃO DO PINHAL

Melhorias no atendimento da UBS agradam a população

de ontem. A diretora do Colégio Maria Angela Cegatti aproveitou a visita dos deputados e do prefeito José Haggi Neto para reivindicar o mobiliário que a escola vai precisar para voltar a atender aos alunos. Transtornos - Após o incêndio que destruiu o piso superior do imóvel, a direção do Colégio precisou transferir alunos e até mesmo parte

 RIB. PINHAL

Divulgação

Saúde promove mobilização para exames preventivos e vacinação Da Assessoria

Hoje, 5, a Secretaria Municipal de Saúde promove na Unidade Básica de Saúde da Família (UBS) José Antônio de Moraes (conhecido como Posto de Saúde da Mulher), a campanha para coleta de exames prevent ivo s d o c âncer d e colo uterino e hepatites virais. Mulheres na faixa etária dos 25 aos 59 anos estão convidadas a comparecer a UBS com documentos pessoais e cartão do SUS para agendamento e coleta de exame gratuito. O atendimento será das 8h às 15h. S e g u n d o a s e c re t ár i a Municipal de Saúde, Vanderlene Silveira de Rezen-

UBS garante presença de médico e implanta farmácia Da Assessoria

O atendimento da Unidade Básica de Saúde (UBS) Joaquim Domingues de Oliveira vem recebendo elogios da população. Com médico disponível todos os dias, farmácia para distribuição gratuita de medicamentos, instalações confortáveis, funcionários prestativos e agilidade no acolhimento entre a triagem e a clínica médica, os moradores estão satisfeitos. As melhorias estão sendo implantadas nos últimos meses na UBS, que atende a Vila Almeida, Vila Hermínia, Conjunto Eliel de Souza Brito, Conjunto Santo Expedito, Conjunto Silvio Frutuoso, Eugênio Tobias e Jardim Primavera. A doméstica Luzia Aparecida da Silva esteve na UBS, na terça-feira (1º) para acompanhar o filho Ilson Marcondes, e disse que foi muito bom ter o atendimento médico perto de onde mora. “Antes era bem

mais difícil, porque tinha que perder muito tempo ir até o centro e também era perigoso sair cedo de casa para pegar ficha. Agora consigo atendimento aqui perto de casa, a médica está aqui ‘direto’ e atende muito bem, é muito atenciosa”, afirmou. A enfermeira responsável, Katia do Carmo Ito Bianconi, informou que a doutora Lucilene Fagundes da Silva Martins, contratada por meio de concurso público, está atendendo todos os dias e nos dois períodos (manhã e tarde), realizando uma média de 350 consultas por mês. A UBS também presta serviços de curativos, inalação, testes rápidos de HIV, hepatites B e C, sífilis, exames preventivos e conta agora também com uma farmácia. “Procuramos fazer o possível para atender a população de forma que não precise se deslocar até o Posto Central, somente nos casos em que a médica avalia a necessidade de procurar um

tratamento mais especializado. Nesse caso, o paciente precisa ir até o centro para agendar o atendimento que é promovido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em outros municípios”, explicou Katia. A dona de casa Hilda Maria Mendes Faria também afirmou satisfação com o atendimento que considera muito bom e facilitou sua vida. “O atendimento é muito bom porque a médica conversa bastante com a gente. Eu venho sempre para medir minha pressão e pegar meus remédios e sou bem atendida”. A UBS presta serviços do Programa Saúde da Família fazendo o acompanhamento dos pacientes com visitas domiciliares e segundo as enfermeiras é feito também um acompanhamento com os internos do Lar dos Idosos São Vicente de Paula, saúde do trabalhador e acompanhamentos de oxigênioterapia. “Além das visitas das agentes de saúde

da área administrativa para outros prédios. A prefeitura cedeu um espaço em uma escola municipal, mas de acordo com a direção, embora o socorro tenha sido útil, o outro estabelecimento não era apropriado para receber crianças por causa da quantidade de escadas. O Colégio Silvio Tavares recebe cerca de 1.2 mil alunos em três período.

nos bairros nossa equipe vai uma vez por mês no Lar e atendemos todos os internos fazendo uma avaliação completa”, esclareceu. Segundo a secretária Municipal de Saúde, Vanderlene Silveira de Rezende, cinco médicos aprovados no concurso foram contratados para reforçar a equipe de saúde. “Com as contratações autorizadas nesse ano pelo prefeito Wagner Martins foi possível destinar um profissional para atender esta UBS nos dois períodos. O fato ajudou a desafogar o atendimento garantindo que os pacientes possam ser atendidos pela médica sem ter que esperar muito e sem precisar se deslocar até o Posto Central. A outra medida do prefeito que tem trazido satisfação aos moradores é a implantação da farmácia na UBS, com o atendimento do farmacêutico, que controla a distribuição dos remédios e facilita a vida da população”, explicou.

de, a campanha tem como objetivo ampliar as ações de prevenção, detecção precoce e tratamento oportuno do câncer de colo uterino e mamas. “É muito importante à realização preventiva do exame, pois ajuda na descoberta da doença ainda em estágio precoce e isso é fundamental para um tratamento mais bem sucedido”. Também está à disposição, vacinação contra o HPV (Human Papiloma Virus) e Meningite. As vacinas são destinadas a meninas entre os9e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos no caso do HPV. Será necessária a apresentação da carteirinha de vacinação e cartão do SUS.


Cidades A-5

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 05 e 06 de agosto de 2017

Polícia Civil investiga fuga na cadeia de Joaquim Távora Divulgação

FACILITAÇÃODois presos aproveitaram o banho de sol para escapar da unidade Luiz Guilherme Bannwart

O delegado Rubens José Perez, titular da 35ª Delegacia Regional de Polícia de Joaquim Távora, instaurou inquérito para investigar a fuga de dois presos da Cadeia Pública local. A informação sobre a fuga foi divulgada na noite de quinta-feira, 3, mas segundo o delegado, ela pode ter ocorrido durante o banho de sol, na quarta-feira, 2. “Ainda não é possível dizer se houve facilitação, por exemplo, ou se de fato a fuga ocorreu em um momento de distração do Agente de Cadeia. O que já sabemos é que ela

aconteceu durante o banho de sol, na quarta-feira. Os presos podem ter se escondido no telhado durante o dia e fugido à noite, mas são apenas suposições que estão sendo investigadas”, explica Rubens Perez. De acordo com a Polícia Civil, os fugitivos são Giovane B onareti, preso pelo crime de homicídio tentado, e Jhony Ferreira da Silva, indiciado por roubo. Informações que possam levar a polícia ao esconderijo dos fugitivos p o d e m s e r d e nu nc i a d a s anonimamente através dos telefones 190 ou (43)35591202.

Giovane Bonareti

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Jhony Ferreira da Silva

PROGRAMA

REGIÃO

Bombeiros recebem viaturas Sanepar se reúne com a comunidade em Tomazina Divulgação

Divulgação

Governo do Paraná entregou três viaturas para Santo Antônio da Platina e jacarezinho Da Redação

A 2ª Seção do Corpo de Bombeiros de Jacarezinho e o Posto Avançado do Corpo de Bombeiros de Santo Antônio da Platina, receberam na manhã de ontem, 4, do governo do Estado viaturas três para auxiliar no serviço dos militares. A solenidade contou com a presença de prefeitos, vereadores e autoridades da região. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Santo Antônio da Platina tenente Jefferson Gregório, o Posto Avançado recebeu uma viatura Mitsubishi L200 da Defesa Civil e uma Renault

Duster para auxiliar nos serviços de vistoria na região. A previsão da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil é viabilizar nas regiões Norte, Centro e Sudoeste do Paraná, mais estrutura e agilidade ao atendimento à população eventualmente afetada por desastres naturais. A camionete L200, por exemplo, facilitará a entrega de materiais de ajuda humanitária, como cesta básica, telhas, colchão, kits de limpeza. Já para Jacarezinho, o Estado enviou também uma Renault Duster para auxiliar nos serviços diários da unidade. O outro veículo adquirido um Mitsubishi

ASX, foi obtido com recursos municipais através de um convênio com a prefeitura. O comandante da 2ª Seção do Corpo de Bombeiros de Jacarezinho tenente Angelino José de Siqueira comemorou a vinda dos Itens de segurança a mais, atividades de prevenção, resgate e diversos outros. O deputado estadual Pedro Lupion participou da solenidade de entrega das viaturas, representando o governador Beto Richa. Ele destaca que investir em equipamentos e veículos para os militares representa melhor qualidade nos serviços prestados à comunidade.

Reunião da Sanepar em Tomazina reúne 80 membros da comunidade Da Assessoria

O programa C omunid ade Sanep ar reuniu 80 pessoas na noite de quinta-feira (3) em Tomazina. O evento foi realizado na Câmara Municipal com a participação de vereadores, lideranç as comunit ár i as e representantes de entidades locais. O objetivo foi apresentar os serviços prestados pela Companhia e dados da atuação no município e no Estado. “Est amos p ercorrendo a região para levar informações da Sanepar. Além de falar, queremos ouvir o cliente, com total respeito”, afirma o gerente regional da Empresa em Santo Antônio da Platina, Juarez Wollz. Ele avaliou que a reunião foi bem recebida pela população e agradeceu ao presidente da Câmara Adalberto Sanches e aos demais vereadores o apoio para a realização do encontro.

O prefeito Flávio Xavier de Lima Zanrosso também considerou o evento produtivo. Ele se disse satisfeito com a qualidade dos s e r v i ç o s pre s t a d o s p e l a Companhia no município e animado com as parcerias em curso. “Estamos finalizando o pro cess o para implantar a distribuição de água no distrito Sapé e já estamos agilizando a estrutura necessária para o Parque Industrial”, comemora. Ele citou ainda o projeto para abastecer com água tratada o assentamento João Furtado, retomado recentemente e com previsão de ser concluído nos próximos meses. To m a z i n a t e m 1 0 0 % de atendimento com água tratada e 72% de cobertura com a rede coletora de esgoto, considerando a população urbana do município. Durante o encontro desta quinta-feira, alguns membros da comunidade qu e st ionaram a mu d an-

ça da captação do Rio das Cinzas para poço. “O abastecimento, há alguns meses, tem sido feito com a contribuição de poço, de maneira quase igualitária, 50% cada. Algumas pessoas estão estranhando as características da água distribuída, porque estavam acostumadas com apenas uma fonte”, comenta Wollz. O gerente explica que tanto a água da captação superficial quanto da subterrânea são analisadas e tratadas, seguindo à risca a legislação vigente, portanto, segura para consumo humano. “Vamos continuar com o poço, apresentar para a comunidade como os parâmetros de potabilidade estão todos dentro do que pre vê a Por t ar ia 2914 do Ministério da Saúde. Mas também vamos estudar uma maneira de melhorar os aspectos que implicam no paladar e na satisfação do cliente”, afirma Wollz.


A-6 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 05 e 06 de agosto de 2017

AGU recorre de nova liminar que suspendeu aumento de combustíveis

Antônio de Picolli

GUERRA JURIDICA Liminar da Justiça Federal no Rio é a terceira decisão determinando a suspensão do aumento dos tributos sobre combustíveis Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, no início da tarde de ontem (4), que entrou com um recurso no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) para tentar derrubar uma liminar da Justiça Federal no Rio de Janeiro que suspendeu em todo o país, pela segunda vez, o aumento de impostos sobre os combustíveis. Na quinta-feira (3), foi divulgada uma decisão do juiz federal Ubiratan Cruz Rodrigues, da 1ª Vara Federal de Macaé (RJ), determinando a suspensão imediata do aumento do preço dos combustíveis em todo o país. O magistrado atendeu a uma ação popular contra os efeitos do decreto assinado pelo presidente Michel Temer, no último dia 20, que aumentou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição

para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a gasolina, o óleo diesel e o etanol. A ação foi aberta pelo advogado Décio Machado Borba Netto, que usou os mesmos argumentos que levaram a Justiça Federal do Distrito Federal a suspender o aumento pela primeira vez, no final de julho. Ele sustentou que a alta de impostos não poderia se dar por decreto, mas somente por projeto de lei aprovado no Congresso, e que mesmo após a sanção tal aumento somente poderia vigorar após 90 dias, conforme determina a Constituição. A liminar da Justiça Federal no Rio é a terceira decisão determinando a suspensão do aumento dos tributos sobre combustíveis. Além da Justiça Federal em Brasília, a Justiça da Paraíba havia suspendido o aumento, embora somente no es-

Liminar suspende aumento do preço dos combustíveis em todo o país

tado. Esta decisão também foi suspensa após recurso da AGU. A Advocacia-Geral da União usa argumentos econômicos para justificar a medida do governo, defendendo a legalidade do aumento de impostos por ser “imprescindível” para o

A RTIGO Júlio Felix

Um país não pode se desenvolver sem investimento em conhecimento É plenamente sabido e aceito que as nações que adotam políticas efetivas de ciência, tecnologia e inovação, costumam investir entre 2% e 4% do PIB nessas áreas. Não é o caso do Brasil, que jamais chegou perto de 2%, tendo ficado em torno de 1% ou um pouco mais, situação que vem regredindo. O Brasil vive hoje um momento de muita preocupação em toda a comunidade científica e tecnológica. A pergunta recorrente é sobre como lidar com os contingenciamentos para a área, que neste ano sofre um corte de 44% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Como explicar, por exemplo, o fechamento, por falta de recursos, da Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Cientec) e da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec). Hoje, não são empenhados esforços para melhorar as boas práticas de gestão nas organizações de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Ao contrário, elas vêm sendo fortemente tolhidas, em todos os aspectos. O descaso do Estado tira o sangue que supre esse paciente em situação quase terminal. Em vez de equacionar serenamente o grave problema, está-se aniquilando as possíveis soluções. É preciso buscar saídas. O Brasil é um país em que o Estado é o maior comprador. E esse poder de compra do pode ajudar a alavancar a ciência e tecnologia. Há exemplos muito recentes, como os do Ministério da Saúde, que usa o poder de compra para desenvolver medicamentos inovadores e tem apoiado a transferência de tecnologia para que criemos realmente no País a possibilidade de reduzir o custo para a saúde pública. Somente por meio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP), aprovadas em 2013, o Ministério economizou em torno de 60% na compra de medicamentos biológicos, que estão entre os mais caros e são usados para tratar doenças graves como artrite reumatoide e diversos tipos de câncer. Este é o uso benéfico da compra do Estado. Sem minimizar o papel das universidades, os institutos e centros de pesquisa são particularmente importantes, especialmente nesse momento em que se apresentam novas formas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação - como a Internet das Coisas (IoT, da sigla em inglês), Indústria 4.0, Agricultura 4.0, Startups, Fab. Labs, Inovação Aberta, Pesquisa Cooperativa e outras. Os institutos e centros de pesquisa nesse cenário desempenhariam um papel crucial entre as atividades de pesquisa científica nas universidades e as novas demandas do setor produtivo. No entanto, o estado falimentar em que se encontram não permite que esse papel seja exercido a contento, inclusive no que respeita à cooperação internacional, onde estamos perdendo boas chances de desenvolvimento de tecnologias que interessam estrategicamente ao País. Outra saída para a área da ciência, tecnologia e inovação é utilizar recursos que não sejam do orçamento, que está sempre suscetível a cortes. Um exemplo são os fundos setoriais de CT&I, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Diante de um cenário instável, o único caminho para amenizar a situação é o uso dos fundos. Entretanto, eles também viraram uma peça orçamentária. Ou seja, uma peça de ficção. Assim, o problema está na falta de previsibilidade, não somente de indisponibilidade de recursos. O sistema bancário, por sua vez não têm uma estratégia de atuar no contexto da pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação; os que o fazem atuam como agentes do BNDES, mas não com o dinamismo que a economia do País poderia esperar. É imprescindível no financiamento à PD&I que aos recursos públicos se somem os instrumentos privados de crédito, incluindo os fundos de riscos, com se depreende do cenário internacional Está claro que o maior problema da ciência, tecnologia e inovação atualmente não está só na falta de recursos, mas na falta de compreensão da importância do setor por parte dos órgãos que deveriam apoiá-lo. Sem conhecimento, não há como desenvolver o País, em bases sustentáveis. Júlio Felix é diretor-Presidente do Tecpar

equilíbrio das contas públicas. O órgão estimou em R$ 74 milhões o prejuízo diário aos cofres da União com a interrupção da cobrança. A expectativa do governo é arrecadar mais R$ 10,4 bilhões com o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis, de modo a conseguir

cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões para este ano. Alíquotas O reajuste nas alíquotas do PIS/Cofins sobre a gasolina, o diesel e o etanol foi determinado por meio de decreto presidencial no dia 20 de julho. A alíquota subiu

de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, antes zerada, aumentou para R$ 0,1964.

GLP

Petrobras anuncia reajuste médio de 6,9% do gás de cozinha Da Agência Brasil

A Petrobras reajustou em 6,9%, em média, os preços do gás liquefeito de petróleo para uso residencial, envasado pelas d i s t r i bu i d or a s e m b ot i jões de até 13 quilos (GLP P-13). O reajuste do gás de cozinha entra em vigor à 0h deste sábado (5) e, de acordo com a estatal, acompanha a política de preços divulgada no dia 7 de junho deste ano. O ajus-

te anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. A companhia destacou que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados e que as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. A Pet robras ca lculou que, se os repasses feitos especialmente por distribuidoras e revend e d ore s f ore m l e v a d o s ,

integralmente, aos preços ao consumidor, o pre ço do b otijão de GLP P-13 pode ser reajustado, em média, em 2,2% ou cerca de R$ 1,29. O va lor vai depender da manutenção das margens de distribuição e de revenda e das alíquotas de tributos. A estatal ressaltou que o último reajuste ocorreu em 5 de julho deste ano e que a alteração atual não se aplica ao GLP destinado a uso industrial ou comercial.

Serviços de Encomendas da Emp. Princesa do Norte

As encomendas transportadas em ônibus não aguardam lotação e seguem no primeiro horário, Inúmeras viagens cobrem diariamente mais de 150 cidades nos Estados de São Paulo, Paraná,Minas Gerais, Goiás, Sta Catarina e Distrito Federal .

Curitiba – PR :

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R. Antônio Mano, 1065 Jd. Pacaembu ( garagem da Til ) Fone: (43) 3329-0630

São Paulo -SP :

Av. Comendador Martinelli, 276 – Água Branca ( garagem) Central: 3333-7900

Brasília -DF :

S.G.C.V. Sul lote 18 (garagem ) Fone: (61) 3362-9651

Uberlândia -MG :

Av. Estrela do Sul, 758 Martins ( garagem ) Fone: (34)3235-4585

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Geral A-7

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 05 e 06 de agosto de 2017

Sanepar realiza programa de vistorias ambientais em 13 cidades da região

Divulgação

MEIO AMBIENTETrabalho visa despoluição hídrica e orienta ligação correta na rede de esgoto Da Assesssoria

A C omp a n h i a d e S a neamento do Paraná (Sanepar) deu início, nesta semana, ao programa de visitas de orientação técnica e vistorias ambientais em imóveis beneficiados com obras de esgoto em 13 cidades da Região Nordeste do Estado. Três frentes de trabalho já estão p ercorrendo as r uas de Faxinal, Florestópolis e São Jo ão do Ivaí. Nos próximos 15 meses, o p r o g r a m a d e v e at e n d e r também Assaí, Bela Vista d o Pa r a í s o, C a l i f ó r n i a , Guapirama, Jacarezinho, Nova América da Colina, Santa Mariana, Siqueira C amp os e Wencesl au Braz. A maioria das obras está em fase de execução, mas existem cidades em que o trabalho já foi concluído. “Vamos vistoriar as liga-

ções executadas para saber s e e st ã o d e a c ord o c om as normas técnicas”, diz a assistente social da Sanepar e gestora do contrato, AngelaPagani. Como funciona O ser viço consiste em orientar as famílias quanto à necessidade da interligação correta à rede da Sanepar, o que garante a eficiência da coleta e do tratamento do esgoto. O obj e t ivo d o Pro g r ama é a despoluição hídrica e a melhoria da qualidade de vida da população. A primeira visita é apenas de orientação; na segunda, é feita a vistoria da ligação. “Verificamos se estão ligados na rede s o m e nt e o s p o nt o s q u e geram esgoto, se existe a caixa de gordura e, principalmente, se não tem água d e chuv a i n d o pr a re d e coletora”, explica Pagani. Os imóveis com irregu-

Primeira visita é de orientação; na segunda, verifica se o imóvel está ligado corretamente na rede de esgoto

laridades são notificados e recebem prazo de 30 dias para receber adequações. Os que permanecerem

irregulares, após o prazo e a nova vistoria, vão integrar o relatório que será enviado para a Vigilân-

cia Sanitária, Prefeitura Mu n i c ip a l e Mi n i s t é r i o Público. Os órgãos devem convocar os proprietários

dos imóveis para justificar as condições da sua ligação e o destino dado ao esgoto.

AGOSTO AZUL

FUTSAL

Grand Prix reúne 400 atletas em Santo Antônio da Platina

Antônio de Picolli

Agosto dedicado à conscientização da saúde masculina em Jacarezinho Da Assessoria

O Sesc Paraná aderiu à Campanha Agosto Azul, criada em 2012 pelo governo estadual, e durante todo este mês, desenvolverá ações preventivas e educativas visando à saúde

integral do homem e à uma mu d an ç a c u ltu r a l , p ar a que eles procurem atendimento de um profissional da saúde antes que doenças se manifestem. Neste ano, o tema é “Pai, Seja Presente!” Vinte e quatro unidades

do Sesc em todo Paraná desenvolverão atividades de conscientização no Agosto Azul. Em Jacarezinho, as ações serão realizadas em p arc e r i a c om a C âmar a da Mulher Empreendedora e Gestora de Negócios (CMEG).

Confira a programação: Sesc Jacarezinho Rua Dois de Abril, 720 Dia 10 - Orientações sobre prevenção ao diabetes, hipertensão e doenças cardíacas, realização de testes de glicemia, colesterol e aferição de pressão arterial. Horário: das 14h às 15h - Palestra “Saúde do Homem” Horário: das 15h às 16h No jogo de abertura, Santo Antônio derrotou Jacarezinho pelo placar de 3 a 0 Luiz Guilherme Bannwart

Mais de 400 atletas estão reunidos em Santo Antônio da Platina para a 3ª Etapa do Grand Prix de Futsal Masculino da Liga Sul Norte Pioneiro de Desportos. O evento começou nesta sexta-feira, 4, e se encerra no domingo, 6. Ao todo serão disputadas 65 partidas. De acordo com a Secretaria Municipal de Esportes,

32 equipes se enfrentam em jogos nas categorias sub13, sub-15 e sub-17 na Upe Clube de Campo e no Ginásio de Esporte Henrique S chmidt. Os vence dores garantem vaga na decisão da maior liga esportiva do Estado ao final das cinco etapas que compõem o calendário anual. Os atletas estão alojados nas escolas Doutor Ubaldino do Amaral e Pedro Claro

SÚMULA DE RECEBIMENTO DE LICENÇA DE INSTALAÇÃO E REQUERIMENTO DE LICENÇA DE OPERAÇÃO Emerson Guergolet da Rocha, CPF: 918.474.519-34 torna público que recebeu do IAP, a Licença de Instalação e irá requerer a Licença de Operação para avicultura de postura a ser implantada no Sitio Nossa Senhora de Fátima,bairro Água das Perobas, município de Abatiá -Pr SÚMULA DE REQUERIMENTO DE LICENÇA PRÉVIA DE AMPLIAÇÃO CAPAL COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL, torna público que requereu ao IAP requerimento de licença prévia de ampliação, para Beneficiamento e Armazenagem de Produtos Agrícolas, situado a Rua Saladino de Castro, nº 1375, centro, Arapoti-PR. SÚMULA DE RECEBIMENTO DE LICENÇA PRÉVIA DE AMPLIAÇÃO CLAUDIO PASCOAL FASSINI , torna público que recebeu do IAP, a LICENÇA PRÉVIA DE AMPLIAÇÃO, para ATIVIDADE DE SUINOCULTURA, situado a FAZENDA CAMPO DO PIRAÍ, BAIRRO CACHOEIRA, município de PIRAÍ DO SUL. 1) Súmula de requerimento de Licença Prévia do IAP-Jac-PR Pavitec – Pavimentação e Construção Ltda, torna pública que requereu junto ao IAP/Jac.-Pr, a Licença Prévia, para fins de projeto de parcelamento de solo-loteamento de área urbana, com 7.245,60m2, Matr.18.407, a ser implantada na Rua B – Atual Fátima Romanini, próximo ao bairro Jardim Miguel Afonso.

de Oliveira, e as refeições (café da manhã, almoço e jantar) são oferecidas na Upe Clube de Campo. Na tarde de ontem, as equipes sub-17 de Santo Antônio na Platina e Jacarezinho se enfrentaram na primeira partida do torneio. O time da casa derrotou os visitantes pelo placar de 3 a 0. Os atletas platinenses da equipe sub 15 também fizeram o dever de casa e venceram o Joaquim Távora por 10 a 2 na partida seguinte. O evento é promovido pela Liga Sul Norte Pioneiro de Despor tos em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes, e apoio do da Upe Clube de Campo. A arbitragem é feita pela Associação de Of iciais de Arbitragem do Norte Pioneiro (Assonorp). Além da etapa de futsal, Santo Antônio da Platina também deve sediar partidas de voleibol e futebol de campo nas modalidades m a s c u l i no e fe m i n i no, que também integram a Liga Sul Norte Pioneiro de Desportos.

Dia 15 - Orientações sobre prevenção ao diabetes, hipertensão e doenças cardíacas, realização de testes de glicemia, colesterol e aferição de pressão arterial. Horário: das 19h às 20h - Palestra “Saúde do Homem” Horário: das 20h às 21h Dia 23 - - Rodas de conversa sobre saúde do homem Local: unidades básicas de saúde do município Horário: das 18h às 19h


cmyb

A-8 Geral

TRIBUNA DO VALE

Sabado e domingo, 05 e 06 de agosto de 2017

Valor do hectare no Paraná varia de R$ 1,3 mil a R$ 75,8 mil

AGRONEGÓCIOMetodologia antiga tinha classificações mais genéricas, em torno de áreas mecanizáveis ou não AEN

sistema de capacidade de uso publicado pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS). Essa classificação vai desde a classe I, que são as terras cultiváveis, aparentemente sem

problemas de conservação de solos, com amplo aproveitamento econômico, até as áreas mais restritas ocupadas com vegetação natural, impróprias para culturas.

Confira a classificação utilizada na nova metodologia: CLASSES

Áreas mais valorizadas do Estado estão na região de Maringá, onde o hectare foi avaliado em até R$ 75,8 mil Da Agência Estadual

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento lançou nova metodologia para avaliação das terras no Paraná, que leva em conta a classificação de uso do solo. Conforme a primeira pesquisa feita pelo Departamento de Economia Rural (Deral), já com o novo modelo, o valor médio das terras no Paraná é de R$ 61,8 mil o hectare, considerando as áreas mais planas e de boa fertilidade. As áreas mais valorizadas do Estado estão na região de Maringá, onde o hectare foi avaliado em até R$ 75,8 mil. O valor mais baixo para terras de menor aproveitamento econômico nesta mesma região para cada hectare é de R$ 9,5 mil. Maringá está situada entre as áreas de solos férteis que vão desde Foz do Iguaçu, passando por todo o Oeste até a região Norte do Estado, onde as terras são mais

planas e permitem o uso intensivo do solo – por isso, mais disputadas e valorizadas no mercado. A pesquisa levantou também as terras de uso mais restrito, que têm valores médios de R$ 5,3 mil o hectare, geralmente áreas mais quebradas, de morro. As áreas de menor valor no Estado localizam-se no município de Coronel Domingos Soares, no Sudoeste, onde a média por hectare foi de R$ 1,3 mil. De acordo com o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, a Secretaria da Agricultura está disponibilizando aos usuários desses preços entre eles as universidades, agentes financeiros, instituições públicas municipais, estaduais, federais, agentes públicos e privados e produtores rurais, entre outros, um produto que visa dar um referencial de preços de Terras Agrícolas no Paraná. Os estudos duraram cerca de 12 meses e os valores médios

foram calculados com rigor estatístico para que tenham validade institucional e técnica, espelhando a realidade atual. “Entretanto, poderão ser alterados nas próximas pesquisas, de acordo com a evolução de vários fatores, como preços de commodities (a principal é a soja), maior ou menor de disponibilidade de áreas para vendas em determinada região, desenvolvimento local, entre outras, considerando ainda que cada propriedade tem suas características e valor específico”, finalizou Simioni. Segundo o coordenador da Divisão de Estatística Básica do Deral, Carlos Hugo Godinho, o mercado ainda atrela o valor da terra ao preço da soja. Mas esse é indicador vale mais para negociação do que para determinar o valor da terra. O técnico destaca que a metodologia antiga tinha classificações mais genéricas, em torno de áreas

mecanizáveis ou não, e o resultado da pesquisa nem sempre refletia a realidade do mercado. Nova metodologia Como o Deral introduziu neste ano nova metodologia para avaliação das terras no Paraná, não há base de comparação com anos anteriores, explica Godinho. Segundo ele, de uma forma geral os preços estão semelhantes aos do ano passado porque o preço da soja caiu. Para Godinho, o produtor não reduz o preço da terra porque o preço da soja caiu no mercado. “Ele acrescenta um número maior de sacas de soja ao valor da terra. E isso acontece principalmente porque o produtor está capitalizado, nesse momento, depois de quatro anos seguidos de boas safras”. A nova metodologia é mais detalhada que as anteriores e tem como novidade a introdução da classificação de terras no

Grupo A - Classe I Terras cultiváveis, aparentemente sem problemas especiais de conservação. Ocupação mais comum no Paraná: grãos, com altas produtividades. Grupo A- Classe II Terras cultiváveis com problemas simples de conservação. Ocupação mais comum no Paraná: grãos, com produtividades ainda acima da média. Grupo A- Classe III Terras cultiváveis com problemas complexos de conservação. Ocupação mais comum no Paraná: grãos, com produtividades médias. Grupo A- Classe IV Terras cultiváveis apenas ocasionalmente ou em extensão limitada, com sérios problemas de conservação. Ocupação mais comum no Paraná: grãos, com produtividades médias e pastagens para a criação de gado de leite. Grupo B- Classe V Terras adaptadas em geral para pastagens e/ou reflorestamento sem necessidade de prática especial de conservação, cultiváveis apenas em casos muito especiais. Ocupação mais comum no Paraná: áreas alagáveis não sistematizadas. Grupo B- Classe VI Terras adaptadas em geral para pastagens e/ou reflorestamento com problemas simples de conservação, cultiváveis apenas em casos especiais de algumas culturas permanentes protetoras do solo. Ocupação mais comum: pastagens para bovino de corte, especialmente em áreas planas a suave onduladas, porém frágeis devido à textura arenosa ou à baixa fertilidade. Grupo B - Classe VII Terras adaptadas em geral somente para pastagens ou reflorestamento, com problemas complexos de conservação. Ocupação mais comum no Paraná: pastagens degradadas, pastagens em áreas declivosas e reflorestamentos. Grupo C - Classe VIII Terras impróprias para cultura, pastagem ou reflorestamento, podendo servir apenas como abrigo e proteção da fauna e flora silvestre, como ambiente para recreação ou para fins de armazenamento de água. Ocupação mais comum no Paraná: vegetação natural.

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