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Sexta-feira

30 DE JUNHO DE 2017

DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI

ANO XXII - N0 3387 - R$ 1,00

www.tribunadovale.com.br Antônio de Picolli

Pronto Socorro ficou lotado praticamente todo dia de ontem e muita gente teve que esperar em pé por um atendimento que demora horas a acontecer: descaso

PRONTO SOCORRO MUNICIPAL

DESUMANIDADE

Conseguir atendimento no Pronto Socorro Municipal se tornou tarefa inglória para a população de Santo Antônio da Platina. O que já era ruim agora ficou pior com a chegada do inverno, período que as doenças respiratórias atingem com maior freqüência crianças e idosos. Com mais gente para ser atendido, a espera por uma consulta de emergência deixou de ser exercício de paciência para se tornar sessões de tortura já

que muitas pessoas – para não dizer a maioria – aguarda por mais de quatro horas com dor, febre e em alguns casos até risco de morte. Enquanto a população doente sofre, o prefeito José da Silva Coelho Neto (PHS) e sua secretária de Saúde Ana Cristina Micó continuam insistindo num modelo (mal) adaptado de um protocolo de atendimento que foi criado para ser adotado por grandes unidades hospitalares e que não 

atende as particularidades de uma cidade com menos de 50 mil habitantes. Ontem, 29, pelo menos 25 pessoas aguardavam em pé ou mal acomodadas no Pronto Socorro Municipal, por alguns minutos frente a frente com um médico. Muitos destes desistiram e voltaram para casa com a dor e a humilhação de ter passado – mais uma vez – pela desumanidade do serviço público, onde até a água é servida copinhos de café.

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LOCAL

AGORA É LEI

Prefeitura já pode assinar convênio Comércio deve conceder com empresas de Planos de Saúde desconto para pagamento à vista

Os vereadores de Santo Antônio da Platina aprovaram no início da tarde de ontem, 29, em sessão extraordinária, o projeto de Lei do prefeito José da Silva Coelho Neto. O projeto visa firmar convênio ou parceria com operadoras de Plano de Saúde Empresarial, que prestem serviço na região e que ofereçam condições vantajosas aos servidores municipais ativos e inativos, e pensionistas que quiserem aderir ao plano. 

Antônio de Picolli

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OBRAS

TCE passa a conferir a qualidade do asfalto construído no Paraná 

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Lojas precisam disponibilizar na vitrine preços a vista ou no pagamento com cartão de crédito ou débito

A partir de agora, lojistas podem conceder descontos aos consumidores nas compras feitas em dinheiro. A nova lei, sancionada nesta semana pelo presidente Michel Temer permite cobrar preços diferentes para um mesmo produto dependendo da forma de pagamento (cartão, dinheiro ou cheque). Além de permitir esse desconto, a medida possibilita também a variação do valor em função do prazo de pagamento. Porém, para se oferecer a condição de diferenciação de preços, o fornecedor tem a obrigação de informar em lugar visível os descontos que são oferecidos, tanto com relação ao meio de pagamento quanto em relação ao prazo. O comerciante que não cumprir essa regra estará sujeito a multas previstas no Código de Defesa do Consumidor. 

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A-2 Opinião

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TRIBUNA DO VALE

A luta de titãs ora estabelecida não pode, jamais, fazer sofrer os mais de 200 milhões de brasileiros. Representaria muito egoísmo dos contendores” Editorial

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Sexta-feira, 30 de junho de 2017

Apesar de tanto tempo lidando com essa situação de violência, ainda estamos longe de alcançar uma solução para a verdadeira angústia do futebol brasileiro e exemplos recentes deixam isso claro para todos.”

A RTIGO

E DITORIAL

Marcello Richa

A luta dos poderes e o povo O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denuncia o presidente Michel Temer por corrupção passiva no caso da mala dos R$ 500 mil filmada nas mãos do ex-assessor Rodrigo Loures, hoje encarcerado. Temer rebate, dizendo não haver provas de sua participação no crime denunciado, classifica a denúncia como ilação (o mesmo que suposição) e se permite afirmar que, pelo mesmo raciocínio, também poderia dizer que Janot recebeu parte do dinheiro ganho por um ex-procurador que deixou o serviço público e foi trabalhar num escritório que atende ao delator Joesley Batista e, na fala do presidente, ali ganhou elevadas somas.

Está instalada a queda de braços entre os titulares do Ministério Público Federal e da Presidência da República. A tendência é tudo se transformar num penoso embate e o povo, mais uma vez, assistir a tudo sem nada poder fazer e sofrer as consequências. Embora o governo insista em manter ativas suas pautas de votações no Congresso Nacional, as duas casas – Câmara dos Deputados e Senado – têm produzido pouco e abrigado amplo embate político. Deputados e senadores têm suas atenções voltadas para a chegada do feito do STF (Supremo Tribunal Federal) com as denúncias e o pedido de autorização legislativa cons-

titucional para a abertura de processo contra o presidente. Assim que chegar, o expediente tramitará pela Comissão de Justiça durante 15 sessões, que equivale a 15 ou mais dias, pois não se convoca sessões da Câmara aos sábados e domingos, a não ser em casos excepcionalíssimos. Além do rito estabelecido, ainda há o recesso parlamentar de julho e – o pior – a possibilidade das denúncias virem fatiadas em quatro ou cinco, cada uma delas se transformar em um processo distinto e com tempo próprio. Esses fatos tornam o momento atípico e praticamente sepultam as reformas que Temer tem como carros-chefe da sua administração.

Lançado o embate, as atenções estão voltadas para as provas de que possa dispor Janot contra Temer e das atenuantes de que se servirá o presidente, que promete resistir e governar até o fim. Como componente adicional da crise, cabe, nos próximos dias, ao presidente, a tarefa escolher o sucessor do seu acusador. É difícil supor até onde a economia nacional e seus fundamentos suportarão esse clima de instabilidade sem rolar novamente pelas ribanceiras da recessão. A luta de titãs ora estabelecida não pode, jamais, fazer sofrer os mais de 200 milhões de brasileiros. Representaria muito egoísmo dos contendores

A RTIGO Claudio Lamachia

Justiça em primeiro lugar A crise que envolve o presidente da República – e é objeto de um pedido de impeachment da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – suscitou uma discussão lateral sobre a conveniência de questionar o chefe do governo em meio a um quadro de recessão econômica. É uma tese sem lastro moral, de fundo meramente utilitário, que, levado ao extremo, revoga o artigo 5.º da Constituição, segundo o qual “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (...)”. Usou-se de idêntica argumentação quando do processo contra a presidente Dilma Rousseff. Nada de novo, pois. A crise que já há alguns anos sacode o País, antes de ser política, econômica e social – e é isso tudo –, é bem mais grave que isso: é m or a l . A prof u s ã o d e a ge nte s pú bl i c o s e nvol v i d o s e m i l í c ito s , c omo jamais se viu em qualquer tempo, distanciou a sociedade daqueles cuja missão institucional é representá-la. Quando isso acontece, tem-se a desordem, o descrédito das instituições leva à anomia e, por essa via, à desobediência civil. Ao caos. O Brasil só escapará a essa tragédia, que as pessoas sensatas têm o dever de evitar, se não descuidar do único antídoto capaz de debelá-la: a justiça – sem messianismos de espécie alguma, respeitando o devido processo legal, com ampla defesa e direito ao contraditório. Sem isso nã o have r á just i ç a , mas justiçamento. Por essa razão, a OAB ingressou em março com uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental para que o Supremo Tribunal Federal, nos termos da C onstituição,

ofereça interpretação do artigo 260 do Código de Processo Penal, que trata de conduções coercitivas. E o fez não para dificultar as investigações, mas para impedir os excessos que a deslegitimem. A condução coercitiva cerceia a liberdade de ir e vir do indivíduo, constrangendo-o a um depoimento não previamente marcado, o que torna inviáveis os mais mínimos arcabouços de defesa, por impedi-lo de obter a orientação técnica. Trata-se, pois, de garantir a ampla defesa, que não permite relativizar nenhum direito ou garantia fundamental, sob pena de se abrir uma janela para o abuso e a arbitrariedade do Estado policial. O combate ao crime ao arrepio da lei constitui outro crime e não pode ser tolerado sob nenhum pretexto. É o outro lado da mesma moeda: de um lado, a impunidade em nome da estabilidade econômica e, do outro, a supressão do rito judicial em nome da eficácia punitiva. Nas duas hipóteses se sabota a justiça. A tentativa de dar cunho ideológico, partidário ou cor p orativo ao pro cess o de saneamento moral do País não faz sentido, venha de onde vier : Ministério Público, Poder Judiciário, Legislativo ou Executivo. Moral não tem lado nem ideologia, tem princípios. Ju st i ç a nã o é d e d i re it a nem de esquerda, simplesmente é, nos termos da lei. Está – ou não será justiça – acima do conf lito das partes, do duelo dos partidos e das ideias, exatamente por ter a missão de garanti-los, mediante regras claras e universais. Ou as regras valem para todos – ou não valem para

TRIBUNA DO VALE

O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Mário Marcondes Marques, 38, Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114

Marcello Richa

Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br

ninguém. Como num jogo de futebol, o juiz não joga: garante o jogo. Se houver parcialidade, descumprimento das regras, o jogo é ilegítimo. Historicamente, a classe dirigente brasileira postulou privilégios inaceitáveis. D e u c abi m e nt o à s át i r a com que Millôr Fernandes se referia ao artigo 5.º da Constituição: “Todos são iguais perante a lei... mas alguns são mais iguais”. Essa distorção, que formou uma cultura nefasta – e agora chega ao paroxismo –, está no cerne da atual crise. A população, padecendo os rigores de uma recessão sem precedentes, com 14 milhões de desempregados, projeta suas expectativas na justiça. Não quer pagar uma conta que não é sua – nem tem a segurança de que, ainda que faça os sacrifícios que lhe pedem, a dívida será mesmo honrada. Os precedentes dão-lhe razão. Só a justiça – a válvula de escape que resta – rest ab ele ce a ordem. Não imp or t a, ness es ter mos, quais sejam os suspeitos, sobretudo se entre eles está o presidente da República; quanto mais importantes os personagens, mais urgentes e indispensáveis se tornam os esclarecimentos, sob pena, aí sim, da ingovernabilidade. Supor que é possível reconstruir a economia sem sanear a política – e sanear esta sem enquadrar os que nela delinquiram – é não entender nada de política e e c on om i a . Q u e m n ã o perceber que um novo País está sendo forjado, em bases morais mais sadias, já está fora da realidade – e perdeu a sintonia com a História. O advento da era da informação, com a internet e suas redes sociais, produ-

ziu uma sociedade em sinergia, conectada mesmo. E essa é uma viagem sem volta. O povo não está apenas nas ruas, está em rede. Quer transparência e não é mais agente passivo da História. É protagonista. A OAB, em seus 87 anos d e e x istê nc i a , j amais s e omitiu em relação à vida pública brasileira. É a única entidade não estatal que tem o dever estatutário – e seu estatuto é lei federal – de zelar pelo Estado Democrático de Direito e pela boa aplicação das leis. Por isso se tornou porta-voz da sociedade civil e desde sua fundação tem tido grande protagonismo na cena política, sem, no entanto, tomar partido. Ad v é m d a í s u a f o r ç a moral. Foi interlocutora d a s o c i e d a d e , p or m e i o de seu então presidente, Raymundo Faoro, quando, na década de 1980, o regime militar quis negociar os termos da redemocrat i z a ç ã o. D e s s e pro c e s s o resultaram o fim da censura, o restabelecimento do habeas corpus, as eleições diretas e, em suma, a assim chamada Nova República. Já nessa etapa, além de se manter intransigente no combate à corrupção, esteve à frente dos processos de impeachment que afastaram Fernando Collor e Dilma Rousseff – agora faz o mesmo com Michel Temer – e foi protagonista novamente na defesa do habeas corpus quando da apresentação das dez medidas de combate à corrupção. Pela diversidade dos partidos e dos perfis ideológicos desses personagens, vê-se que não age facciosamente. O partido da OAB é o Brasil e sua ideologia, a Constituição.

Inegavelmente o esporte tem o poder de despertar paixões nas pessoas. Geralmente isso é algo benéfico e atua como um incentivador para que muitos pratiquem atividades saudáveis, acompanhem competições e se divirtam com os amigos. Porém essa paixão às vezes supera a linha da racionalidade, especialmente no futebol, onde o país possui um extenso histórico de violência e mortes em confronto entre torcedores. De acordo com levantamento do jornal Lance!, o Brasil registrou 300 mortes ligadas ao futebol desde 1988, isso sem contar os incontáveis casos de agressão, vandalismo e destruição de patrimônio. Apesar de tanto tempo lidando com essa situação de violência, ainda estamos longe de alcançar uma solução para a verdadeira angústia do futebol brasileiro e exemplos recentes deixam isso claro para todos. Apenas nesse mês assistimos duas situações que escancaram que a violência ainda continua muito presente no futebol. Antes da partida entre Corinthians e Coritiba pelo Campeonato Brasileiro, um torcedor foi brutalmente espancado e por pouco não perdeu a vida. Uma semana depois um torcedor do Goiás foi morto antes da partida contra o Vila Nova, pela Série B do Brasileiro. Situações trágicas que demonstram a urgência do poder público, clubes, torcidas organizadas e mídia atuarem juntos para fazer do futebol aquilo que ele realmente deveria ser: um espetáculo para famílias e torcedores e um trabalho para os profissionais da área. Infelizmente no Brasil o tema não recebe a devida atenção, as leis não preveem penas rígidas para a violência de torcedores e ocorre muita impunidade. Dados do Ministério do Esporte mostram que apenas 3% dos assassinatos relacionados ao futebol acabam em condenação, um número absurdo que demonstra a necessidade de mudarmos a nossa abordagem em relação ao problema. Anos atrás a Inglaterra viveu um cenário no futebol até mais crítico que o do Brasil, mas superou essa realidade e se tornou um exemplo mundial graças a um conjunto de ações que incluíram a participação direta de clubes e da segurança pública. Essa mudança aconteceu devido à implantação e cumprimento de leis mais severas, melhoria de estrutura e ações efetivas de repressão e prevenção. Entre as principais ações que realizaram estão instalações de câmeras em todos os estádios para monitoramento e verificação da presença de torcedores com comportamento violento, que eram sumariamente retirados. Também criaram a Ordem de Banimento do Futebol, que obriga o torcedor violento a ficar de três a dez anos afastados do estádio (cada vez que seu time jogar, ele tem que se apresentar a uma delegacia). Caso não o faça, é processado e preso. Lógico que a realidade estrutural e financeira da Inglaterra é bem diferente do Brasil, mas é um exemplo de trabalho preventivo eficaz, que seguido de ações de comunicação com foco na conscientização dos torcedores, podem trazer resultados positivos. A mudança não acontecerá do dia para a noite, mas com ações intersetoriais, punições severas, constante aprimoramento da polícia e agentes de segurança para lidar com grandes eventos esportivos, fortalecimento da comunicação e maior organização nos estádios, é possível enfrentar a cultura de violência que ainda existe no futebol brasileiro. Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR)

*Presidente da OAB

Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00

Angústia do futebol

Impressão e Fotolito: Editora Tribuna do Vale Fone/Fax : 43 3534 . 4114

Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé ¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz

Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná

* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.


Cidades A-3

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 30 de junho de 2017

TCE passa a conferir a qualidade do asfalto construído no Paraná

OBRASPrimeira análise apontou sobrepreço de R$ 110 mil devido à utilização de quantidades abaixo da recomendação técnica na pavimentação de ruas em Tuneiras do Oeste. Processo pede devolução Antônio de Picolli

Da Assessoria do TCE

O Tribunal de Contas vai conferir a qualidade do asfalto utilizado na pavimentação de ruas e estradas do Paraná, em obras pagas por prefeituras, governo estadual e concessionárias de rodovias pedagiadas. Numa fiscalização piloto, realizada no município de Tuneiras do Oeste, o TCE-PR comprovou desvio de R$ 110 mil, devido à utilização de quantidades de material abaixo das recomendações técnicas. O valor deverá ser devolvido pela empreiteira. A análise de amostras de asfalto foi anunciada pelo presidente, conselheiro Durval Amaral, em entrevista coletiva à imprensa, nesta quarta-feira (28 de junho), durante o 2º Fórum de Controle Externo do TCE-PR. Ele aposta no efeito pedagógico do trabalho, que contribuirá para impedir má qualidade de obras, fraudes e desvio de dinheiro público. “Sabendo que o Tribunal de Contas está fiscalizando a qualidade da pavimentação, empreiteiros e gestores evitarão que essas obras continuem sendo sangradouros de recursos públicos”, afirmou Durval. Nas obras em que a má qualidade da pavimentação ficar comprovada, o TCE-PR poderá impor a suspensão dos contratos, a devolução de dinheiro e a aplicação de multas que chegam a 30% do valor do dano. As punições podem atingir tanto os gesto-

Nas obras em que a má qualidade da pavimentação ficar comprovada, o TCE-PR poderá impor a suspensão dos contratos

res públicos – que terão contas julgadas irregulares e poderão ficar inelegíveis perante a Justiça Eleitoral – e os dirigentes das empresas, que serão declaradas inidôneas para contratar com as administrações municipal e estadual do Paraná. O TCE-PR está definindo se a análise do asfalto será feita em laboratório contratado, via licitação, ou no laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio de convênio. O objetivo da Coordenadoria de Fiscalização de Obras Públicas (Cofop) é

avaliar, no período de um ano, 1.700 amostras de material utilizado na pavimentação. Tuneiras do Oeste Em maio, a Cofop concluiu a análise de amostras do asfalto utilizado na pavimentação de ruas em três bairros de Tuneiras do Oeste. A conclusão foi de que a empreiteira utilizou, nessa obra, quantidade de material asfáltico abaixo das recomendações técnicas. O prejuízo ao cofre desse município do Noroeste paranaense atingiu R$ 110 mil – 9,5% do valor total da obra, de R$ 1,16

TOMAZINA

milhão. Diante das evidências da análise, que foi realizada em laboratório contratado, a Cofop emitiu Comunicação de Irregularidade. No processo, atualmente em trâmite no TCE-PR, a unidade técnica pede a determinação de medida cautelar suspendendo os pagamentos ainda não realizados pela prefeitura, a devolução dos R$ 110 mil pela empreiteira e a aplicação de multa de 30% sobre o valor do dano. “Também pedimos no

processo que a empresa seja responsabilizada por garantir a vida útil de cinco anos do asfalto, nos três lotes em que a obra foi dividida”, informa o engenheiro civil Luiz Henrique de Barbosa Jorge, coordenador de Fiscalização de Obras Públicas do TCE-PR. Editais A Cofop decidiu fazer o teste piloto da qualidade do asfalto implantado em Tuneiras do Oeste a partir da análise prévia dos editais de licitação para obras de pavimentação lançados pelas prefeituras. O

edital dessa prefeitura foi o primeiro avaliado pela equipe. O trabalho foi iniciado em fevereiro. Nos 37 editais analisados até o início de junho, os técnicos identificaram sobrepreço de aproximadamente R$ 8 milhões, a partir da avaliação de projetos básicos, preços de serviços – com base em tabelas de referência oficiais – quantidades de materiais empregados e cronogramas de obras. Nos casos avaliados, o sobreprço representou 7% do valor total de obras previstas nos editais, que somam R$ 116 milhões. Os editais com sobrepreço ou deficiências técnicas foram suspensos pelas prefeituras, para correção, após o apontamento de irregularidades pelo TCE-PR. As licitações estaduais para obras de pavimentação, realizadas pela Secretaria de Infraestrutura e Logística e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), atualmente são fiscalizadas pela Quarta Inspetoria de Controle Externo (4ª ICE). O programa de obras em rodovias que está sendo implantado pelo Governo do Paraná soma R$ 2 bilhões. No primeiro semestre, o Tribunal suspendeu, por medida cautelar, três concorrências do DER para obras de conservação de rodovias, nas regiões Oeste e dos Campos Gerais, e para o fornecimento de material e instalação de gradil. O motivo foram indícios de restrição à competitividade nas licitações.

REFLEXO

Prefeitura no Bairro vai levar Número de paranaenses que melhorias para a zona rural deixam o País cresce com a crise Arquivo

Da Assessoria

Programa ‘Prefeitura no Bairro’ vai adequar estradas rurais e Levar serviços de saúde pública à zona rural de Tomazina Vem aí mais uma ação da Prefeitura de Tomazina, desta vez, focada em melhorias para a zona rural do município. Batizado de ‘Prefeitura no Bairro’, o programa terá início pelo bairro do Matão, na próxima segunda-feira (3), e promoverá uma grande ação de adequação de estradas rurais e um reforço nos serviços de saúde em todas as localidade do interior. “A d e t e r m i n a ç ã o d o prefeito Flávio é para colocarmos as máquinas no interior e promovermos as adequações necessárias com agilidade. Vamos fazer um esforço concentrado, uma verdadeira blitz”, destacou o secretário de obras e infraestrutura Delcino Nabor. As prioridades serão para os acessos que ligam os bairros à cidade, além de outros pontos críticos prejudicamos pelas chuvas. Além das máquinas, agentes de saúde acompanharão o calendário do inter ior l e vando s obre tudo a saúde preventiva ao cid ad ão, e t amb ém cadastrando casos que requerem acompanhamento do poder público. Assim

Prefeito Zanrosso determinou a ida dos maquinários para a zona rural

como já foi feito em toda área urbana, com o programa ‘Cidade Bem Cuidada’, haverá ainda um pente fino para evitar criadouros do mos quito aedes aeg ypti. “Estamos tendo uma participação muito expressiva da p opulação e ess e é o foco de todo trabalho, melhorar a vida das pessoas.

Pedimos mais uma vez a união para cuidarmos do nosso interior”, frisou o prefeito Flávio Zanrosso. O programa 'Prefeitura no Bairro' irá continuar após o termino das ações nos bairros citados, os próximos locais serão decididos posteriormente pela prefeitura.

Sequência de bairros do interior que serão atendidos: -Bairro do Matão; -Bairro do Mataozinho; -Bairro da Anta; -Bairro da Corredeira;

-Bairro Caninha do Vale; -Bairro do Gabiroval; -Bairro do Gusmão.

Bem Paraná

O número de paranaenses que estão deixando o País definitivamente para buscar uma vida melhor no exterior, em muitos casos tendo de vender tudo e recomeçar praticamente do zero, cresce cada vez mais. E isso, em grande parte, é reflexo da crise econômica nos últimos anos no País. De acordo com dados da Receita Federal, entre 2015 e 2017 cresceu 84% o número de paranaenses que desistiram de ter domicílio fiscal no Brasil, transferindo as obrigações tributárias para outros países. No período referido, foram entregues ao Fisco 1.402 Declarações de Saída Definitiva do País, enquanto no triênio anterior, período antecedente à crise econômica, haviam sido 762. O levantamento revela ainda que desde 2013 o êxodo de paranaenses está em alta, tendo atingido seu recorde no primeiro semestre deste ano. Quatro anos atrás, por exemplo, haviam sido entregues 217 declarações ao longo do ano todo. Neste ano, foram 568 até a última segunda-feira. Ainda de acordo com a Receita Federal, as saídas ocorreram no ano anterior, ou seja, no período base da apresentação da declaração. Caroline Cordeiro, coordenadora do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Internacional (Uninter), aponta que este seria o

segundo fluxo migratório mais intenso na historia recente do país. O primeiro teria ocorrido na década de 1990, o que também reforça a relação da crise econômica com o êxodo. “Coincidentemente, são momentos da economia brasileira mais delicados, então é uma questão muito vinculada à questão econômica”, aponta a especialista, destacando ainda que a vontade de sair do país sempre existiu - e não é uma exclusividade brasileira. Nesse sentido, então, a crise serviria como uma espécie de impulso àqueles que já pensavam em morar no exterior. “O que temos agora é que as pessoas estão aproveitando esse momento de instabilidade para buscar uma oportunidade fora. Mas não há uma relação causal direta, no sentido de que ‘vivo uma crise econômica, então saio do meu país’. A crise, na verdade, impulsiona uma vontade que muitos já tem, e aí aquela fagulha de vontade de morar fora incendeia quando vem esse momento mais delicado da economia brasileira.” Malas e muita coragem Na lista dos paranaenses que deixaram recentemente o país está Desirée Nunes, que se mudou em janeiro do ano passado com a família (o marido Antônio e os filhos Gabriel e Giovanni) para Winnipeg, no centro-sul do Canadá. Segundo a pedagoga, a vontade de morar no exterior surgiu em 2011, quando

a família fez sua primeira viagem internacional. Mais tarde, em busca de um país que oferecesse mais segurança e qualidade de vida, decidiram que era hora de tornar o sonho realidade e recomeçar a vida praticamente do zero em outro lugar, “compactando” a vida em 12 malas para encarar uma mudança radical. “Idioma e cultura são, de longe, as maiores barreiras. Por mais que você se considere fluente no idioma e disposto a quebrar pré-conceitos culturais, somente a imersão e a vivência mostram o quão duras essas barreiras são”, afirma Desirée. “Sem falar que, via de regra, no exterior você começa do zero: não tem amigos, referências, histórico de crédito, etc. Alugar uma casa ou financiar um carro, por exemplo, não são tão simples assim.” Passados 18 meses, Desirée afirma que o saldo da mudança é “muito positivo”. No Canadá, ela conseguiu espaço para atuar na área em que é formada após fazer a compatibilização de seu curso. Declarações de saída definitiva do país 2012-2014 Paraná: 762 Brasil: 26.989 2015-2017* Paraná: 1.402 Brasil: 50.501 Fonte: Superintendência Regional da Receita Federal *Declarações Originais entregues até 26/6/2017


A-4 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 30 de junho de 2017

Prefeitura já pode assinar convênio com empresas de Planos de Saúde

Antônio de Picolli

S.A. PLATINAServidores terão a mensalidade descontada diretamente na folha de pagamento Da Redação

Os vereadores de Santo Antônio da Platina aprovaram no início da tarde de ontem, 29, em sessão extraordinária, o projeto de Lei do prefeito José da S i l v a C o e l h o Ne t o, q u e visa firmar convênio ou parceria com operadoras de Plano de Saúde Empresarial, que prestem serviço na região e que ofereçam condições vantajosas aos servidores municipais ativos e inativos, e pensionistas que quiserem aderir ao plano. Em um trecho doprojeto, o prefeito afirma que não haverá contribuição da administração pública para o custeio do convênio,

“sendo responsabilidade do servidor o pagamento dos valores contratados, admitindo o desconto em folha de pagamento”. Em outro trecho, o projeto diz que s ó p o derão realizar propostas aos servidores, as empresas que, c omprov a d ame nte, p o s suam rede assistencial em Santo Antônio da Platina e r e g i ã o, p a r a g a r a n t i r atendimento próximo ao domicílio dos servidores. Além disso, todas as propostas serão encaminhadas à Câmara Municipal p a r a c on h e c i m e nt o d o s vereadores. Na justificativa, o prefeito explica que, mesmo não havendo custos ao Po d e r E x e c u t i v o, é n e -

Projeto foi aprovado em duas votações: na segunda e quinta-feira

c e ss ár i a a aprov a ç ã o d a Câmara Municipal no que diz respeito a realização de convênios. A medida está prevista no artigo 21 da Lei Orgânica do Município.

“ Va l e r e s s a l t a r q u e oportunizar boas condições de prevenção à doenças e manutenção da saúde d o s s e r v i d ore s públ i c o s ensejará em aumento da produtividade e eficiência

na prestação dos serviços públicos”, af ir ma o prefeito. O projeto de Lei foi aprovado em duas sessões. A primeira ocorreu nanoite de segunda-feira

regularmente, e a segunda na manhã de ontem, extraordinariamente. O documento foi aprovado por unanimidade dos pre s e nte s . Um ve re a d or faltou à sessão de ontem.

RIB. DO PINHAL

S.A.PLATINA

Sanepar alerta sobre proibição Reunião informa sobre de eliminadores de ar implantaçãodo Programa Família Acolhedora Divulgação

Da Assessoria

Somente a concessionária pode instalar equipamentos na ligação de água Da Assessoria

Os moradores da cidade de Santo Antônio da Platina estão sendo abordados por vendedores de um equipamento que promete reduzir a conta de água. A Sanepar alerta, porém, que é proibido por lei instalar qualquer equipamento na ligação de água, ramal predial, cavalete e hidrômet ro. A rest r iç ão diz respeito à possibilidade de contaminação da água distribuída e o consequente risco à saúde da população. Os decretos estaduais n. 3926/1988 e 953/2007 autorizam somente a concessionária a instalar equipamentos eliminadores de ar na rede de distribuição g l o b a l , o q u e i mp e d e a ação de terceiros já que a operação das redes públicas de abastecimento é exclusiva da Sanepar. Em casos de interrupção no abastecimento, para a realização de manutenção ou obra de melhoria da rede de água, a própria Sanepar se encarrega de retirar do ar por mecanismos i nst a l a d o s a o l ongo d as tubulações. O sistema de abastecimento é projetado prevendo-se paradas pro-

gramadas e emergenciais. Neste caso, a rede de distribuição é operada de forma a retirar o ar que pode entrar na tubulação entre o momento em que se desliga o bombeamento e a retomada da distribuição de água. “Todo este processo é controlado para garantir a qualidade e equilibrar a pressão na rede”, explica o gerente regional da Sanepar em Santo Antônio da Platina, Juarez Wolz. Reprovado- Nos testes em laboratórios e em situações reais, a quantidade de ar que passou pelo hidrômetro é tão pequena que não representou diferença de consumo. Foi comprovado que os eliminadores de ar comercializados no mercado são ineficazes para a função qu e prome te m c u mpr i r. O Instituto Naciona l de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) não certificou nenhum modelo ou marca de eliminadores de ar até o momento. Por determinação legal, “qualquer dispositivo adicional, projetado para ser instalado junto ao hidrômetro, deverá ser aprovado pelo Inmetro, com vistas a verificação de interferência

no funcionamento do medidor”, conforme Portaria 246 do órgão. O Código de Defesa do Consumidor, no art. 39, inciso VIII, trata da questão na qual a falta de um certificado de órgãos oficiais no produto a ser comercializado é uma prática abusiva, podendo levar a punições. “Neste s entido, or ientamos nossos clientes a não adquirem o equipamento, porque nosso procedimento é fazer a retirada do mesmo, cumprindo o que diz a lei. A prioridade da Sanepar é que o cliente não seja prejudicado e nem tenha a sua saúde colocada em situação de risco”, destaca Woltz. Mais informações– Em caso de dúvida, o cliente deve acessar o link direto do site da Sanepar, no www. sanepar.com.br/informacoes/eliminadores-de-ar, que contém as principais dúvidas dos consumidores. Caso seja abordado por vendedores de equipamentos para a instalação na ligação de água, deve ligar para a Central de Relacionamento Sanepar, no 0800 200 0115, qu e f u nc i ona , d e for m a gratuita, 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana e feriados.

A prefeitura de Ribeirão do Pinhal recebeu ontem, 2 9 , no C e nt ro Cu ltu ra l, gestores municipais, membros e lideranças comunitárias locais, e dos municípios de Abatiá e Jundiaí do Sul para apresentar como se constitui a implantação do Programa Família Acolhedora. A reunião organizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, com a presença da Assistente Social e Coordenadora do Programa Família Acolhedora da cidade de Cascavel Neusa Eli Figueiredo C er utti, tornou p ossível conhecer a proposta e tirar dúvidas quanto à implant a ç ã o d o P ro g r a m a n o s municípios. O prefeito Wagner Martins afirmou ser de grande importância a implantação d o F a m í l i a Ac o l h e d o r a para ajudar as crianças e a d o l e s c e nt e s n e s s e m o m e n t o t ã o d i f í c i l . “ Po r mais que a casa abrigo tenha estrutura e bons profissionais, nada substitui a relação humana que acontece numa família, por isso temos nos e mp e n h a d o p a r a t r a z e r essa nova ideia da Família Acolhedora, para garantir melhores condições às nossas crianças e adolescentes”. Wagner também re s s a lt ou a n e c e s s i d a d e do apoio da comunidade. “Esse evento tem objetivo de tirar as dúvidas porque se a comunidade não tiver oportunidade de compreender e abraçar esta ideia, não será possível acontecer de fato”. Segundo Neuza, o Programa Família Acolhedora consiste em cadastrar e capacitar famílias da comunidade para receberem em

suas casas, por um período d e t e r m i n a d o, c r i a n ç a s , a d o l e s c e nt e s ou g r up o s de irmãos em situação de risco pessoal e social, dando-lhes acolhida, amparo, aceitação, amor e a possibilidade de convivência familiar e comunitária. “A família de acolhimento representa a possibilidade de continuidade da convivência familiar em ambiente sadio para a criança ou adolescente. Mas, isto não significa que haverá a integração como filho. Na realidade, a família de

“

Por mais que a casa abrigo tenha estrutura e bons profissionais, nada substitui a relação humana que acontece numa família, por isso temos nos empenhado para trazer essa nova ideia da Família”

apoio assume o papel de parceira no atendimento e n a pre p a r a ç ã o p a r a o retorno da criança/adolescente à família biológica ou s u b s t itut a”, p ontu ou Neusa. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o serviço é indicado como primeira alternativa após as tentativas de fortalecimento de vínculos familiares (ECA, arts. 19 e 23), afastamento d e a bu s a d or ( E C A , a r t . 130), ou, colocação em

família extensa (ECA, art. 25 e parágrafo único). Além do prefeito de Ribeirão do Pinhal participaram do evento o prefeito de Abatiá, Nelson Garcia Júnior; o prefeito de Jundiaí do Sul, EclairRauen; a vereadora de Santo Antonio da Platina, Miriam Montanheiro; o secretário municipal de Assistência Social de Ribeirão do Pinhal, Carlos Alexandre Braz; a secretária municipal de Assistência Social de Abatiá, Carina Carvalho, a diretora de Assistência Social de Jundiaí do Sul, Laís Fernanda Prestes Abras; o secretário municipal de Assistência S ocial de Santo Antonio da Platina, Cristiano Benedito Lauro; a presidente do Conselho Municip a l de D efes a d a Criança e do Adolescente, Liliane Ribeiro de Souza; o presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, José Roberto da Silva; o presidente do Conselho Tutelar de Ribeirão do Pinhal, Valdeci Lourenço de Almeida. Programa Família Acolhedora Toda a família acolhedora recebe, por seis meses, período determinado de uma adoção provisória, uma ajuda de custo de um salário mínimo. A maioria das crianças e adolescentes que participa do programa retorna aos seus lares, após o período de acolhimento em lares substitutos. Cada família acolhedora deverá receber uma criança/ adolescente por vez, exceto quando se tratar de irmãos. Casais, mulheres e homens solteiros podem ser acolhedores. As famílias acolhedoras são selecionadas, capacitadas e acompanhadas pela equipe técnica do Serviço de Acolhimento.


Cidades A-5

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Sexta-feira, 30 de junho de 2017

ATÉ QUANDO?

S.A. PLATINA Atendimento na única unidade de emergência da cidade continua falha, mas secretaria de Saúde insiste em método que não funciona Antônio de Picolli

Antônio de Picolli

Pronto Socorro Municipal permaneceu cheio ontem: secretaria insiste em protocolo que não deu certo Luiz Guilherme Bannwart, especial para Tribuna do Vale

O atendimento no Pronto Socorro de Santo Antônio da Platina piorou drasticamente depois que a Secretaria Municipal de Saúde anunciou a implantação do Protocolo de Manchester para avaliar o grau de prioridade nas consultas aos pacientes. O problema já foi motivo de discussão judicial entre o Executivo e o Legislativo, virou caso de polícia inúmeras vezes, e é acompanhado de perto pelo Ministério Público. No entanto, ao que tudo indica, ainda está longe de ser resolvido. Na tarde de ontem, 29, a cena era a mesma de quase todos os dias: pacientes com

os mais variados sintomas de doenças esperavam aflitos pelo chamado do ‘controlador de acesso’, responsável pela impiedosa tarefa de indicar o próximo cidadão a sentar frente a frente com médico de plantão. O trabalhador rural Nilson Arantes Tomaz chegou ao Pronto Socorro às 9 horas em busca de atendimento médico para sua mulher, Almira da Cruz Prestes Tomas, que reclamava de fortes dores em uma das mãos causada por um acidente de trabalho. A paciente passou pela triagem, foi encaminhada para exames, porém, às 17 horas ela ainda aguardava dentro do carro do casal pelo atendimento médico. “Isso é um absurdo!

É desumano! Onde já se viu fazer uma pessoa de 67 anos esperar por mais de oito horas para ser atendido? Será que ninguém da prefeitura vê isso?”, questiona Tomaz. A diarista Lucimara da Silva Ramos, 37 anos, aguardava atendimento médico para sua filha de 4 anos havia mais de cinco horas. Ela chegou à unidade por volta de 12h45, e até às 17h20 a criança, mesmo com febre e dor de cabeça, ainda não havia sido consultada. “Não sei mais a quem recorrer, pois a prefeitura não faz nada para resolver o problema. A polícia simplesmente registra as reclamações através de um boletim de ocorrência, e infelizmente não vemos a

Almira Tomas aguardou o dia inteiro para apresentar o raio-X que revelaria a lesão em sua mão

Justiça agir para acabar com essa palhaçada”, desabafa Lucimara. Com falta de ar e dor de cabeça, a dona de casa Marilza Maria Carneiro, 50 anos, chegou às 13 horas no Pronto Socorro, entretanto, até às 17h30 ela ainda esperava ser chamada pelo médico. “Cadê o prefeito e os vereadores desta cidade para defender os direitos da população? Deveriam aprovar a contratação de mais médicos para atender os moradores ao invés de colocar segurança no PS”, sugere. A auxiliar de limpeza Neuza Rodrigues também chegou ao Pronto Socorro por volta das 14 horas com fortes dores na cabeça e no peito. Até às 17h30, elatambém aguardava

por atendimento para descobrir o problema de saúde para ser medicada. “Estou aqui há três horas e meia, e devo ser atendida somente no início da noite, pois tem gente que chegou aqui de manhã e ainda espera ser chamado”, avalia. “Onde está a compaixão desses políticos? Será que é tão difícil enxergar que esse protocolo (de Manchester) não funcionou?”, complementa. Sem resposta A reportagem pediu para falar com a enfermeira-chefe do Pronto Socorro para saber quais soluções serão apresentadas pelo Executivo para resolver o problema, uma vez que, recentemente, o prefeito José da Silva Coelho Neto (PHS), o professor Zezão,

anunciou a contração de mais um médico,justamente para auxiliar o profissional de plantão em situações emergenciais como a registrada na tarde desta quinta-feira, e que tem se repetido com frequência na unidade.O recepcionista do PS informou que a secretária municipal de Saúde, Ana Cristina Micó da Costa estava na unidade, porém, em reunião com as enfermeiras para discutir o problema. Entretanto, segundo o atendente, o diretor-clínico do Pronto Socorro, o médico Anderson Hinterlang, entraria em contato com a reportagem da Tribuna do Vale para falar sobre o assunto, o que não ocorreu até o fechamento da edição.

OPERAÇÃO

Polícia do Paraná prende 25 pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica Da Agência Estadual

Vinte e cinco pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica foram presas na manhã de ontem (29) durante a Operação GPS III. Duas estão foragidas e são procuradas pelas forças de segurança do Paraná. Os sinais emitidos pela tornozeleira eletrônica for a m f u n d a m e nt a i s p a r a localizar e prender os monitorados. Eles foram detidos por descumprir as regras do uso do equipamento – a principal delas, deixar a tornozeleira descarregada. A polícia suspeita que os monitorados deixavam propositalmente acabar a bateria para cometer novos crimes. A grande maioria dos alvos é de pessoas que respondem pelo crime de roubo e, por decisão da Justiça, progrediram do regime fechado pelo monitoramento eletrônico através da tornozeleira. No entanto, vão perder o benefício porque deixaram de cumprir as regras do uso do equipamento e retornarão para o regime fechado para terminar de cumprir a pena. Em um dos casos, uma mulher que colocou a tornozeleira no dia 31 de março de 2017 e deixou o equipamento sem bateria por 41 vezes. Ela responde pelo crime de sequestro. A operação GPS III é coordenada pela Secretaria

estadual da Segurança Pública e Administração Penitenciária e contou com o apoio da Polícia Militar, Civil e do Departamento Penitenciário. Os mandados foram cumpridos em Curitiba, região metropolitana, Litoral e em cinco cidades do Interior: Londrina, Ponta Grossa, Enéas Marques, Itapejara do Oeste e Alto Paraíso. Cerca de 100 policiais civis e militares participaram da operação, inclusive policiais do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais) e Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) unidades de elite da Polícia Civil e Militar, contando com o apoio dos agentes penitenciários que, do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), repassavam informações sobre a localização dos monitorados. Esta é a terceira etapa da operação GPS. A primeira aconteceu em abril de 2016 e terminou com a prisão de 34 monitorados. A GPS II foi deflagrada em dezembro de 2016 e resultou na detenção de 24 pessoas. “Em um breve balanço, aproximado, ness as t rês operações GPS I, II, III, nós já conseguimos recuperar mais de 100 pessoas que, de alguma forma, descumpriram as condições impostas para o uso da tornozeleira eletrônica ou se envolveram em alguns delitos”, afirmou o delegado-chefe do Cope,

Divulgação

Presos foram detidos por descumprir as regras do uso do equipamento – a principal delas, deixar a tornozeleira descarregada

Rodrigo Brown. E le ress a lt a que a lém do caráter didático de que a tornozeleira é um meio eficaz, esse tipo de operação mostra que há uma fiscalização efetiva. “Por vezes, as pessoas podem achar que não há o acompanhado, mas existe um setor específico no Depen para isso. E também tem servido como uma ferramenta de investigação e elucidação de vários crimes por pessoas que utilizam esse tipo de equipamento”, disse Brown. O Paraná é o estado com

maior número de presos monitorados com tornozeleira eletrônica do país. Ao todo hoje são 5.300 detentos que usam o equipamento por determinação judicial. O contrato da Secretaria, que previa inicialmente o uso de 5.000 tornozeleiras, foi ampliado para 6.250. “No Centro Integrado de Comando e Controle há o trabalho conjunto de policiais civis, militares e de agentes penitenciários que monitoram esses milhares de indivíduos que estão hoje controlados através da torno-

zeleira eletrônica. É um artefato eficaz, traz economia, ao custo de R$ 250 a mensalidade em face de mais de R$ 4 mil do indivíduo no regime fechado. É um instituto que temos de estimular e multiplicar”, explicou o secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita. “Eventualmente o monitorado não tem fé na eficácia do instrumento e além de cometer novos delitos, que identificamos e prendemos semanalmente, não segue as determinações que o poder judiciário diz, como local de

deslocamento, necessidade de manter a tornozeleira com a energia ativa, dando sinal. Nesses casos informamos o juiz, que toma as medidas cabíveis e deflagramos operações como essa”, acrescentou Mesquita. As pessoas com tornozeleira s ão monitorad as de forma ininterrupta, 24 horas p or di a, s ete di as por semana, por agentes penitenciários no CICC. Qualquer violação detectada pelo sistema é imediatamente repassada ao Poder Judiciário.


A-6 Geral

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 30 de junho de 2017

Copel é eleita novamente a melhor distribuidora do Brasil

ENERGIA PREMIADAA Copel também ficou em primeiro na avaliação dos clientes em 2011, 2012, 2014, 2015 e 2016 AEN

A Copel foi eleita novamente a melhor distribuidora de energia do Brasil na categoria avaliação do cliente do Prêmio Abradee. É a sexta vez que a estatal paranaense recebe a premiação nos últimos sete anos. O anúncio foi feito em Brasília na tarde desta quarta-feira (28) pela Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica. “É mais um reconhecimento ao excelente serviço oferecido pela Copel aos paranaenses, fruto de um investimento recorde de mais de R$ 2 bilhões por ano desde 2011”, afirmou o governador Beto Richa ao ser informado da premiação. A Copel também ficou em primeiro na avaliação dos clientes em 2011, 2012, 2014, 2015 e 2016. A companhia foi a segunda colocada em 2013. “Também fomos a me-

lhor da América Latina por quatro vezes nos últimos seis anos”, afirma o governador, referindo-se ao Prêmio Cier, que terá o resultado de 2017 divulgado no final de agosto. Maior Nota - A Copel concorreu com empresas de distribuição de energia de todo o país, em diferentes categorias, e teve a maior nota no índice de satisfação da qualidade percebida (ISQP). O índice é calculado a partir de um questionário com uma centena de perguntas feitas a mais de 2 mil consumidores de todo o Paraná. O questionário avalia a empresa em cinco aspectos: fornecimento de energia, conta de luz, atendimento ao consumidor, imagem da empresa e comunicação com os clientes. “O rigor desta pesquisa, principal avaliação do setor elétrico nacional, atesta a qualidade dos serviços da Copel”, diz o presidente da

Divulgação

A Copel concorreu com empresas de distribuição de energia de todo o país, em diferentes categorias

companhia, Antonio Guetter. “É uma conquista que nos enche de orgulho e resultado da dedicação de mais de 8.500 empregados da Copel, a quem este reconhecimento deve ser creditado”. Histórico

O Prêmio Abradee foi criado em 1999 com o objetivo de reconhecer o trabalho das melhores distribuidoras de energia, em categorias que premiam diferentes aspectos da atuação das empresas, como gestão operacional e

econômico-financeira, evolução do desempenho ao longo do tempo e responsabilidade social. Também são reconhecidas as melhores distribuidoras das regiões Norte/Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste.

Devido ao tamanho da área de concessão das empresas, a Abradee divide as distribuidoras em duas categorias para a premiação, até 500 mil consumidores e acima de 500 mil consumidores, da qual a Copel faz parte.

INCLUSÃO DIGITAL

AGRICULTURA

Caixa começa a liberar crédito do Idosos aprendem a usar recursos Plano Safra na próxima semana do smartphoneemcursodaCelepar Agência Brasil

O Curso Básico de Smartphone está em sua quinta edição Agricultores interessados poderão apresentar suas propostas nas agências da Caixa Da Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal informou hoje (29) que disponibilizará mais de R$ 10 bilhões para o ano safra 2017/2018, que começa em 1º de julho. O crédito estará disponível em linhas com recursos obrigatórios, livres e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A maior parte dos recursos será para custeio da produção agrícola. Os agricultores interessados poderão apresentar suas pro-

postas nas agências da Caixa a partir da próxima quarta-feira (5), quando o banco já estará apto a contratar as operações com as condições do Plano Safra 2017/2018 para produtores rurais e cooperativas. No início deste mês, o governo federal anunciou R$ 190,25 bilhões em recursos para o plano. Os empréstimos obedecerão às novas regras do Plano Safra. Os recursos dos depósitos à vista foram direcionados para o crédito de custeio e houve alteração no limite de contratação, permitindo que o produtor

contrate a totalidade do limite de R$ 3 milhões em qualquer momento do ano. As taxas de juro do custeio agrícola e pecuário foram reduzidas em um ponto percentual, para 8,5% ao ano.Para agricultores com faturamento bruto anual máximo de R$ 1,76 milhão, que se enquadram no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), os juros serão de 7,5% ao ano. Segundo a Caixa, gerentes especializados atuarão regionalmente para atender melhor aos produtores.

AEN

Aos 84 anos, a professora aposentada da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Geny Hoecke van deer Broocke se diz muito motivada a aprender. Ela foi uma das alunas do Curso Básico de Smartphone voltado às pessoas da terceira idade, promovido pela Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). De terça a quinta-feira (27 a 29) desta semana, 50 alunos participam da capacitação. Antes do curso dona Geny se descrevia como “nulidade em celular”. Após a capacitação ela vai se comunicar com mais frequência com a filha que mora no Rio Grande do Norte e com os amigos que fez quando lecionou na Universidade Federal de Alagoas. “Com o curso, aprendi a utilizar algumas ferramentas, entre elas o Whatsapp, o que auxilia a eliminar a solidão em família”, disse. A costureira aposentada Malvina de Oliveira Cardoso, 82 anos, aprendeu a mandar para os amigos as fotografias que tira com o aparelho celular. Ela tem orgulho da sua horta e dos seus dotes na cozinha. A partir

de agora, imagens de moranga, pimentão, caqui e de vários tipos de bolos serão compartilhadas pelo Whatsapp. “Aprendi a mexer com as fotos e muitas outras coisas também”, comemora. O curso é gratuito, tem nove horas de duração e acontece na própria Celepar, em Curitiba. Os 50 inscritos foram divididos em duas turmas, no período da manhã e à tarde. Ao final, cada participante recebeu um certificado. Inclusão Social – De acordo com o presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite, a capacitação é um processo de inclusão social da pessoa idosa no universo digital. “O cidadão precisa ver no celular um aliado, uma ferramenta tecnológica que pode proporcionar mais comodidade e facilidade no dia a dia, inclusive no acesso aos serviços públicos disponibilizados pelo Governo do Estado na internet”. Para a instrutora do curso, a técnica de informática da Celepar Dircélia Maria Alessi, a riqueza maior de participar deste projeto é ver o sorriso nos rostos dos participantes por cada desafio superado. “Muitos entram aqui com medo de mexer no celular, pensando que podem danificar o aparelho.

Com jeitinho e muita atenção, vamos, passo a passo, dirimindo as dúvidas dos participantes. No final do curso, para a grande maioria, o celular passa a ser visto como um grande aliado”. O curso aborda tópicos como a personalização do aparelho celular, como inserir papel de parede ou plano de fundo; aumentar ou diminuir volume e tamanho de letras, mover e excluir ícones, cadastrar, alterar e excluir contatos; ler, enviar e excluir mensagens; baixar aplicativos como Whatsapp, pesquisar informações através de navegador da internet e redes sociais, tirar fotos, compartilhar e limpar galeria de fotos, entre outras possibilidades que esta tecnologia móvel oferece. O Curso Básico de Smartphone está em sua quinta edição, uma em Pato Branco e quatro em Curitiba, totalizando 200 participantes. O próximo treinamento acontece em 18, 19 e 20 de julho, na Celepar. Mais informações pelo telefone (41) 3200-6000 ou pelo e-mail celepar@celepar.pr.gov.br. Para julho e agosto as vagas estão esgotadas. Os interessados podem se inscrever para o curso de setembro.


Geral A-7

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Sexta-feira, 30 de junho de 2017 PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ – PARANÁ CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE BARRA DO JACARÉ – PR RESOLUÇÃO 01/2017 – CMDCA SÚMULA O CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Barra do Jacaré –Paraná, de acordo com suas competências estabelecidas em Lei Municipal, considerando a deliberação em plenária ata de nº 08/2017 realizada em reunião extraordinária no dia 29 de junho de 2017. RESOLVE: Art.1º - Aprovar Plano de Ação para incentivo do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos –SCFV conforme deliberação nº 062/2016 – CEDCA/PR Barra do Jacaré 29 de junho de 2017. Walquiria Regina Silva Dutra Presidente do CMDCA PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ – PARANÁ CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL BARRA DO JACARÉ – PR RESOLUÇÃO 04/2017 – CMAS SÚMULA O CMAS – Conselho Municipal de Assistência Social de Barra do Jacaré –Paraná, no uso de suas atribuições, que lhe confere a Lei Municipal nº 18/95, de 06/12/1995. Considerando a Resolução CNAS nº 16 de 05/05/2010, que define os parâmetros nacionais para a inscrição das entidades e organizações de assistência social, bem como serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais nos conselhos de Assistência Social dos municípios e Distrito Federal. Considerando a Ata de número 07/2017 e a deliberação em plenária realizada em reunião no dia 31 de maio de 2017, RESOLVE: Art.1º - Aprovar o Plano de Ação para co-financiamento do Governo Federal do Sistema Único de Assistência Social – SUAS Barra do Jacaré 31 de maio de 2017. Cristiane Martins da Cunha Mello Goulart Presidente do CMAS PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ – PARANÁ CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE BARRA DO JACARÉ – PR RESOLUÇÃO 03/2016 – CMDCA SÚMULA O CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Barra do Jacaré –Paraná, de acordo com suas competências estabelecidas em Lei Municipal e CONSIDERANDO a Resolução nº. 161, de 04 de Dezembro de 2013, da Presidência da República, Secretaria de Direitos Humanos e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente; Considerando a deliberação em plenária ata de nº 16/2016 realizada em reunião extraordinária no dia 01 de dezembro de 2016. RESOLVE Art.1º - Aprovar o Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Município de Barra do Jacaré, Estado do Paraná 2017-2026. Barra do Jacaré 01 de dezembro de 2016. Izabel Cristina Gonçalves Zanatta Presidente do CMDCA PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ – PARANÁ CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL BARRA DO JACARÉ – PR RESOLUÇÃO 05/2017 – CMAS SÚMULA O CMAS – Conselho Municipal de Assistência Social de Barra do Jacaré –Paraná, no uso de suas atribuições, que lhe confere a Lei Municipal nº 18/95, de 06/12/1995. CONSIDERANDO a Resolução CNAS nº 16 de 05/05/2010, que define os parâmetros nacionais para a inscrição das entidades e organizações de assistência social, bem como serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais nos conselhos de Assistência Social dos municípios e Distrito Federal. CONSIDERANDO reunião realizada no dia 30 de junho de 2017. RESOLVE: Art.1º - Aprovar Plano de Ação para incentivo do serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos –SCFV conforme deliberação nº 062/2016 – CEDCA/PR Barra do Jacaré 30 de junho de 2017. Cristiane Martins da Cunha Mello Goulart Presidente do CMAS

Serviços de Encomendas da Emp. Princesa do Norte

As encomendas transportadas em ônibus não aguardam lotação e seguem no primeiro horário, Inúmeras viagens cobrem diariamente mais de 150 cidades nos Estados de São Paulo, Paraná,Minas Gerais, Goiás, Sta Catarina e Distrito Federal .

Curitiba – PR :

Rua Jackson Figueiredo, 72 - Parolim (garagem) Fone: (41) 3332-1244 / 3332- 5526 /3030-1078

Londrina -PR :

R. Antônio Mano, 1065 Jd. Pacaembu ( garagem da Til ) Fone: (43) 3329-0630

São Paulo -SP :

Av. Comendador Martinelli, 276 – Água Branca ( garagem) Central: 3333-7900

Brasília -DF :

S.G.C.V. Sul lote 18 (garagem ) Fone: (61) 3362-9651

Uberlândia -MG :

Av. Estrela do Sul, 758 Martins ( garagem ) Fone: (34)3235-4585

Avaré -SP :

Av. Pará,791 Terminal Rodoviário Fone: (14) 3733-5090

EMPRESA PRINCESA DO NORTE S/A. Matriz: Rua 24 de Maio, 253-A - Vila Claro CEP: 86.430-000 - Santo Antônio da Platina - PR Fone: (43) 3534-8400 - Fax (43) 3534-1616 Informações: (43) 3534- 1826 site: www.princesadonorte.com.br

QUALIDADE, SEGURANÇA E EFICIÊNCIA COM SUAS ENCOMENDAS

Governo já destinou R$ 622 mi para Atenção Primária no PR

SAÚDE PÚBLICAA Atenção Primária é o contato inicial do usuário com os serviços do Sistema Único de Saúde

AEN

Já foram 529 unidades de saúde beneficiadas pelo APSUS e R$ 193 milhões investidos na construção AEN

Desde o início da gestão, em 2011, o Governo do Paraná já investiu R$ 622 milhões no fortalecimento da Atenção Primária no Paraná por meio do Programa de Qualificação da Atenção Primária à Saúde (APSUS), da Secretaria estadual da Saúde. Além de capacitação de profissionais e custeio das atividades, o Estado também garantiu verba para obras em unidades de saúde e compra de veículos e equipamentos. “Estreitamos as relações entre Estado e municípios nesta gestão, pois sabemos que um bom trabalho é feito em conjunto”, afirma o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto. “Estamos constantemente criando novas parcerias para garantir a continuidade dessa nossa empreitada a favor da saúde dos paranaenses”, acrescentou. A Atenção Primária é o contato inicial do usuário com os serviços do Sistema Único de Saúde. “É na unidade de saúde que o cidadão receberá o primeiro atendimento, as devidas orientações e, se necessário, será encaminhado à atenção secundária, nos centros de especialidade, ou à atenção terciária, na rede hospitalar”, explica o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd. Até agora, foram 529 unidades de saúde beneficiadas pelo APSUS e R$ 193 milhões investidos na c ons t r u ç ã o, re for m a ou a mp l i a ç ã o d o s e s p a ç o s . A população de Irati, no Centro-Sul do Estado, foi uma das favorecidas pelo Programa. Nos últimos seis anos, o município foi contemplado com a construção de uma unidade de saúde e a reforma de outras três no valor total de 614 mil. Além do custeio mensal de R$ 11 mil para a Atenção Primária e recurso para transporte. “Os investimentos do Governo do Estado para a saúde do nosso município estão sendo fundamentais para a

melhoria na Atenção Primária. Agora sou secretário, mas sempre fui funcionário de carreira da Saúde de Irati e nesta gestão percebi a saúde muito bem amparada, independente de partidos políticos”, diz o secretário municipal da Saúde de Irati, Augusto Massisuqueto Basso. Transporte – Além das unidades de saúde, cada vez mais próximas das residências dos paranaenses, o APSUS também liberou R$ 179 milhões para o transp or te s an it ár i o d o s 3 9 9 municípios do Paraná. As prefeituras podem aplicar o rec urs o na compra de ambulâncias, ônibus, vans e veículos para o transporte de pacientes. “Sabemos da importância de ampliar a frota de saúde dos municípios, pois esse é um pedido frequente entre os prefeitos. Com mais veículos, contribuímos para que o deslocamento dos pacientes seja rápido, seguro e de qualidade”, diz Caputo Neto. Os valores para a compra dos veículos variam de R$ 120 mil a R$ 450 mil. O recurso também pode ser aplicado na compra de equipamentos de apoio para o transporte sanitário, como macas, cadeira de rodas, ressuscitador manual, colares cervicais, prancha para imobilização, incubadora, desfibrilador, cilindro de oxigênio, entre outros. Ederson Weber sofreu um acidente de moto há qu at ro ano s e p e rd e u o movimento das pernas. Para ajudar na recuperação, o morador de Pato Branco precisa de sessões de fisioterapia e utiliza o ônibus que o município adquiriu por meio do APSUS três vezes por semana. “O motorista me busca na porta de casa e me traz de novo. Desde que consegui vaga no ônibus, consigo ir à fisioterapia sempre e minha recuperação acelerou muito. Se não fosse esse transporte, eu não teria outro meio”, fala o ferramenteiro. Funcionários– O Estado também já repassou R$

188 milhões para apoiar no custeio das despesas com a Atenção Primária e R$ 61 milhões para a compra de equipamentos, como materiais médicos e clínicos, geladeiras de vacina, detectores de batimento cardíaco fetal, estetoscópios, balanças, armários, balcões, mesas para exames, computadores, e aparelhos de ar-condicionado. Damos apoio total para que o serviço funcione com a estrutura adequada para a assistência à população. Além da verba para custeio de pessoal, é possível escolher entre mais de 100 itens para adquirir com o recurso de equipamentos, incluindo mobiliário, aparelhos médicos e um consultório odontológico completo”, detalha o superintendente. Capacitação O APSUS também inclui a qualificação e capacitação das equipes da Atenção Primária. Cerca de 38 mil profissionais foram capacitados em oficinas por todo o Estado. O objetivo é homogeneizar e alinhar conceitos sobre a Atenção Primária e as Redes de Atenção à Saúde, organizadas pela Secretaria estadual da Saúde. As oficinas abordaram temas como a Rede Mãe Par an a e n s e , Ur g ê n c i a e Emergência, Vigilância em Saúde, Saúde Mental, Saúde do Idoso e outros. “Com os cursos, buscamos capacitar o profissional para que ele possa oferecer um serviço ainda melhor e, acima de tudo, mais humanizado”, acrescentou Gevaerd. Como segunda etapa da educação permanente do APSUS acontece o processo de tutoria nas unidades. A ideia é aprimorar a gestão da qualidade dos serviços prestados com mudanças no modelo de gerenciamento de riscos, processos e resultados. As unidades que atingem os critérios estabelecidos em cada etapa recebem a certificação bronze, prata e ouro. Implantado em 2014, o projeto já beneficia 525 unidades de saúde, em 308 municípios.


cmyb

A-8 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 30 de junho de 2017

Comércio já pode conceder desconto para pagamento à vista

Antônio de Picolli

AGORA É LEI Nova legislação permite cobrar preços diferentes dependendo da forma de pagamento Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale

A partir de agora, lojistas podem conceder descontos aos consumidores nas compras feitas em dinheiro. A nova lei, sancionada nesta semana pelo presidente Michel Temer permite cobrar preços diferentes para um mesmo produto dependendo da forma de pagamento (cartão, dinheiro ou cheque). Além de permitir esse desconto, a medida possibilita também a variação do valor em função do prazo de pagamento. Porém, para se oferecer a condição de diferenciação de preços, o fornecedor tem a obrigação de informar em lugar visível os descontos que são oferecidos, tanto com relação ao meio de pagamento quanto em relação ao prazo. O comerciante que não cumprir essa regra estará sujeito a multas previstas no Código de Defesa do Consumidor. A expectativa é de que, ao permitir a diferenciação de preços, estimule a queda

do valor médio cobrado pelos produtos, e, reduzir o uso de cartões como forma de pagamento, pois, são cobradas taxas embutidas nos preços dos produtos. Antes mesmo da legislação, vários empresários de Santo Antônio da Platina já se mobilizavam oferecendo tais condições para incentivar os consumidores nas compras à vista e isentos de taxas dos cartões. A Ótica Platinense, por exemplo, expõe na vitrine as duas condições de pagamento com preços diferenciados para o cliente optar pela melhor forma de compra. A gerente da loja Sílvia Camargo comenta que mesmo com a condição de desconto nas compras em espécie, o consumidor ainda insiste nas compras a prazo no cartão de crédito. Neste ano, Sílvia aponta que houve um crescimento considerável nas compras à vista. Ela associa esse índice entre 8% e 10% no aumento das vendas com a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)

Lojistas que concederem a diferenciação de preços têm a obrigação de informar em lugar visível os descontos

inativo. “Quem não tem dívidas está optando em fazer compras à vista para pagar um preço mais acessível. Entre maio e junho nossa loja teve um aumento de 15% nas vendas em relação ao ano anterior. Se esse era o objetivo do presidente com a liberação do FGTS inativo, deu muito certo. Esse ano no comércio foi bem melhor.

Acredito que esse foi o reflexo em todo país, não só para Santo Antônio da Platina”, comentou a gerente. Sílvia aponta que o pagamento via cartão de crédito não é vantajoso nem para o consumidor, nem para o lojista, pois, ambos pagam p or t a x as . “É aprov a ç ã o da lei dá oportunidade de não prejudicar o bolso do

cliente oferecendo a melhor negociação entre cliente e lojistas”, disse. Nesta semana, o Banco C ent ra l infor mou que o juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito passou de 428,1% para 363,3% de abril para maio, uma queda de 64,8 pontos porcentuais. Com isso, a taxa média de juros

do rotativo do cartão atingiu o menor patamar em dois anos. O forte recuo é resultado das novas regras de cobrança do rotativo. Em abril, começou a valer a nova regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos.

COMIDA DE RUA

Joaquim Távora recebe 1°Festival de Food Truck

Antônio de Picolli

Joaquim Távora recebe na próxima semana diversidades da culinária Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale

No próx i m o f i n a l d e semana, entre os dias 7 e 9 de julho o 1° Festival de Fo o d Tr uck des emb arc a em Joaquim Távora. Sob organização do Nêgo Food Truck, o evento acontece no Centro de Eventos local com o melhor da comida de rua de Londrina e Ubiratã. São 10 trucks com as opções de crepe francês, comida mexicana e japonesa, hambúrgueres artesanais, pizza na pedra, churros espanhol, pastel gourmet, chope artesanal, petiscos e muito mais. A animação ficará por conta dos cantores Éder Ribei-

ro, Wilson Reis e Eduardo Oliver. O organizador João Aparecido da Rosa está otimista com o evento. Ele revela que conseguiu parcerias e apoio da prefeitura, afinal, o festival vai movimentar quase R$ 5 mil somente com hotelaria, além de mercados, aluguel de mesas, som e entre outros. Já são mais de 500 perfis confirmados na p ág ina do e vento do Facebook. “Esta é a 8ª edição que estou promovendo e tem sido um sucesso. A população gosta de apreciar uma comida diferenciada. Deixo meu convite a toda região para ir participar”, convidou.

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