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O semanário do futebol

Ed. Nº53 - Ano II - Belo Horizonte - 23 a 29 de junho de 2014

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não jogue este impresso em via pública

X Segunda-feira (23), às 17h, no Mané Garrincha, em Brasília

Em busca da vaga e dos gols Brasil encara Camarões para chegar às oitavas, enquanto o atacante Fred luta contra recorde negativo

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fotos: Jefferson Bernardes/Vipcomm​e rafael ribeiro/cbf

Copa

Argentinos estiveram em Belo Horizonte fazendo festa e mostrando confiança no craque Lionel Messi 3

Copa

O BolanoBarbante conversou com especialistas para eleger as camisas mais bonitas e as mais feias do Mundial 4

História

Na África do Sul, em 2010, a Espanha conquistou seu primeiro título vencendo a Holanda na grande final 5

Copa

Mesmo eliminados, torcedores ingleses chegam em BH animados para conhecer a capital dos butecos 8


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Contra-ataque Leovegildo Leal - leoleal@bolanobarbante.com

Apenas provável Editorial

O

Caro leitor,

O

clima de Copa contagiou os belorizontinos. Mesmo com a invasão estrangeira nos butecos da capital, os mineiros têm se mostrado ótimos anfitriões. Em contrapartida, quem não pode ser considerado bom visitante foram os torcedores argentinos, que protagonizaram uma triste cena na Savassi, local dominado por torcedores de todo o mundo e que tem vivido um carnaval fora de época. Na última sexta (20), torcedores da Albiceleste e brasileiros brigaram em um dos quarteirões fechados do bairro boêmio e uma chuva de garrafas de vidro pegou todos de surpresa. Ainda bem que nada de grave aconteceu. A cidade está voltada para a Copa. Senão nos jogos, nas manifestações que continuam a ocupar as ruas. Além disso, estrangeiros que passam pela capital têm elogiado bastante Belo Horizonte e o próprio Mineirão, como mostramos na matéria da página 9. Hoje o Brasil encara mais um desafio. Diante de Camarões, estará em prova o talento de Fred, que pode alcançar a triste marca de ser o centroavante com o pior desempenho na Seleção. E somente um gol pode salvá-lo da situação.

esporte tem na imprevisibilidade do resultado um de seus fatores essenciais. Aliás, o principal fator, já que afinal de contas estamos diante de um jogo. E o futebol talvez seja aquele esporte que contenha a maior carga de imprevisibilidade. Alie-se a isso o fato de apenas o jogo futebol – entre os jogos mais difundidos pela mídia no país, como o vôlei, o basquete e o automobilismo, nos quais se ganha ou se perde – contemplar a hipótese de três resultados: a vitória, a derrota e o empate. Não falo aqui de jogos de puro azar ou sorte, falo de esportes. O que há de mais próximo ao previsível no futebol é o favoritismo, que pode por sua vez ser absoluto ou relativo. Dada a (baixa) qualidade do futebol apresentado pela Seleção até agora o máximo que se pode esperar hoje é a confirmação de uma provável classificação às oitavas de final da Copa. Mesmo levando-se em conta o primarismo do jogo da seleção camaronesa, não se pode falar sequer em um favoritismo absoluto do time brasileiro, o que seria indiscutível em outros tempos nem tão remotos assim. Os analistas não vendidos do país – existem alguns e até em número razoável – são unânimes em apontar as

graves precariedades de que padece a Seleção: a inexistência de um meio de campo portador de um mínimo de criatividade e de capacidade de se somar ao ataque e, quando preciso, formar no bloco defensivo, um frágil sistema de cobertura dos lados do campo, a ausência de planos táticos ofensivos para além de se deixar tudo por conta de Neymar e, principalmente, a incapacidade de um técnico que nada entende de futebol. Entre os fatores que levaram a Seleção ao título em 2002 não figurou o técnico do time. A vitória ocorreu apesar dele. É por tudo isso que a torcida brasileira não pode alimentar a ilusão de que a classificação amanhã já esteja garantida. Sim, a classificação é provável. Mas não mais que isso. De primeira – Desculpem, mas quero discordar de que a seleção espanhola tenha-se acabado, que seu estilo de toque de bola e troca de passes esteja superado. Se o atacante David Silva não tentasse fazer gracinha e entregasse a bola nas mãos do goleiro holandês quando a Espanha vencia por dois a zero, a história seria outra. Quem fala que não existe “se” na história não sabe do que está falando.

Expediente Diretor de Marketing, Projeto Gráfico e Diagramação Tiago Haddad 15.374/MG-JP

Diretor de Redação e Editor Responsável Ramon Lopes 14.361/MG-JP

Redator Tiago Haddad

Repórteres Daniel Ottoni 15.729/MG-JP

Guilherme Guimarães 16.054/MG-JP

Colaboradores Gabriel Pazini Matheus Franchini Ruy Viana

Impresso em papel jornal pela Sempre Editora

Distribuição gratuita Contatos Redação: 3262-1580 redacao@bolanobarbante.com Publicidade: 3262-1583 publicidade@bolanobarbante.com Rua Ministro Orozimbo Nonato, 102 - Torre A Sala 2204 - Vila da Serra - Nova Lima/MG

Erramos Na última edição, na página 12, a notícia sobre o vôlei saiu com o texto errado. A nota de título “EUA bate Sérvia” era para comunicar a vitória dos Estados Unidos na Liga Mundial de vôlei masculino, ocupando a liderança do Grupo B. A equipe americana derrotou a Sérvia por 3 sets a 2, com parciais de 25/22, 25/12, 26/28, 23/25 e 15/13, em 2h20 de partida, em duelo disputado em Chicago.


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Copa do Mundo

foto: gabriel pazini

Argentinos confiam em Messi

Torcedores da Albiceleste viram a segunda vitória de sua seleção e exaltaram o craque Messi, que foi decisivo Gabriel Pazini

A

torcida argentina que invadiu Belo Horizonte antes do confronto contra os iranianos fez uma grande festa e mostrou sua preferência pelo craque Messi. Gustavo Martín, que veio para o Brasil com vários amigos, usava uma roupa diferente com o “Messi Redentor”, uma montagem com o rosto do craque no “corpo” do Cristo. “Messi tem o jogo bonito. Já decidiu dois jogos para nós. Creio que este pode ser o Mundial dele”, disse Martín ao BolanoBarbante. “A Argentina não fez um bom jogo contra o Irã. O time estava muito parado, sem criar chances e tomou perigosos contra-ataques”, completa. Porém mesmo sabendo das dificuldades encontradas, o torcedor argentino lembrou o fato de sua seleção ter enfrentado apenas times que jogam fechado. “A Argentina não enfrentou equipes que jogam para ganhar do adversário. Foram equipes que jogaram para se defender. Creio que contra Brasil, Alemanha e França, que são times que tentarão fazer gols e ganhar, o jogo será diferente. Será uma partida mais parelha e em que a Argentina terá mais espaço para jogar e será melhor”, analisa.

A Argentina não fez um bom jogo contra o Irã. O time estava muito parado, sem criar chances, e tomou perigosos contra-ataques

Gustavo Martín, torcedor argentino Por enquanto, Lionel Messi vai dando mostras de que essa pode ser a sua Copa do Mundo. Mais maduro, com 26 anos, o camisa 10 quer finalmente brilhar em seu terceiro Mundial. As provas vieram com mais um tento saído de seus

pés. O craque marcou o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Bósnia, no Maracanã, dando o triunfo aos Hermanos. Posteriormente, no Mineirão, contra o Irã, o craque fez o único gol do duelo. Aventuras pelo Brasil A Copa do Mundo é um evento atraente para várias pessoas do planeta. Tanto que, muitos dos turistas que desembarcaram no Brasil enfrentaram verdadeiras maratonas para acompanhar a seleção de seu país de perto, como é o caso de Gustavo e Juan Miguel, que enfrentaram viagens de ônibus e de avião até chegarem ao destino desejado.

Não temos dinheiro para comprar ingressos, aí estamos vendo pela televisão

Rodrigo García, torcedor argentino “Viemos para o Brasil de ônibus. Saímos de Buenos Aires para Porto Alegre e lá pegamos um avião para o Rio de Janeiro. Depois, viemos de avião para cá. Infelizmente vamos ver só os três jogos da primeira fase e depois voltar para a Argentina. São muitos dias”, disse Juan. Só pela festa Enquanto alguns assistem os jogos, como Gustavo e Juan, outros argentinos vieram ao Brasil só pela festa que acontece durante a realização do Mundial. Rodrigo García e sua namorada, Angeles, são um exemplo. “Estou viajando pelo Brasil faz um mês. Vim de ônibus para Foz do Iguaçu e depois de avião para Salvador. Agora estou rodando por todo lado acompanhando a Argentina, mas não estou vendo os jogos nos estádios. Não temos dinheiro para comprar ingressos, aí estamos vendo pela televisão”, diz García, que trouxe várias camisas da Argentina para trocar.

Argentinos fazem tudo pela seleção As histórias de Gustavo e Rodrigo não são as únicas de argentinos que fazem de tudo pela seleção. Os namorados Juan Manuel e Tânia Ruiz também estão provando seu amor pela Albiceleste nesta Copa e contaram a história ao BolanoBarbante. “Vim de carro para o Brasil com seis amigos, sendo que um veio no porta-malas (risos). Rodei 3000km em três dias. Vi todos os jogos da Argentina até aqui e vou ver todos os outros. Estamos rodando o Brasil de carro”, conta Juan. Tânia, por sua vez, não poderá ver todas as partidas, mas viu a genialidade de Messi contra o Irã. “Vim de avião para cá apenas para ver esse jogo e já volto para a Argentina. Infelizmente tenho que trabalhar”, diz a torcedora, que conta uma curiosidade: “Eu moro perto da casa de Messi, em Rosário! Esse vai ser o Mundial dele! Ele já decidiu dois jogos. A Argentina vai melhorar e vamos ser campeões”. Rivalidade E se o casal se une para torcer pela seleção, quando o assunto é clube, a rivalidade é acirrada. Como cada um torce para um grande time argentino, a entrevista virou uma verdadeira guerra de argumentos, mas tudo com os dois abraçados e no melhor bom-humor. “Torço para o River Plate. Somos campeões, os supercampeões da Argentina!”, exaltou Juan, enquanto Tânia garantia: “É claro que sou Boca Juniors! Temos a melhor torcida da Argentina!”.


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Copa do mundo

O manto vestido pelos craques Camisas das seleções que disputam a Copa do Mundo resgatam aspectos marcantes de seus países Daniel Ottoni

E

m um contexto onde a imagem é quase tudo, as seleções que disputam a Copa do Mundo no Brasil chamam a atenção não só pelos grandes craques, mas também pelos uniformes, uma das primeiras formas de contato com o público. Em busca de saber qual a camisa faz mais sucesso, o BolanoBarbante escutou alguns torcedores, jornalistas e especialistas em moda para desvendar o ‘mistério’. Para a consultora de moda do Senac, Andrea Azevedo, a França saiu na frente devido a manutenção do tradicionalismo do azul marinho, inspirada na Copa de 1958, realizada na Suécia. “Eles mantiveram sua clássica tradição, inserindo a gola polo e trazendo um tom escuro de azul. Ficou muito elegante”, elogia em entrevista ao BolanoBarbante. Nem só o tradicionalismo inspira as seleções participantes do Mundial, mas também símbolos que fazem referência a aspectos marcantes do país. O uniforme reserva do Irã, por exemplo, estampa um tigre em seu uniforme, animal que faz parte da história asiática.

Mais do que confortável, é importante que os uniformes ajudem a melhorar a performance dos jogadores

Ana Paula Pedras, consultora Assim como o Irã, Gana também optou por fazer algo diferente no uniforme. Na camisa principal, a gola e a manga são as principais novidades, pois ambas trazem a inscrição “Estrelas Negras”, sendo completados por símbolos referentes à cultura africana. Já o uniforme número dois possui os mesmos inscritos, porém, ocupando toda a camisa, de cima à baixo. “O que mais chama atenção são os desenhos étnicos sempre ricos em detalhes e reforço cultural. O de Camarões também inovou, fugindo das listras e padrões geométricos normalmente usados nas camisas tradicionais”, mostra Ana Paula Pedras, consultora de imagens, em entrevista ao BnB. Seguindo uma linha contrária, outras seleções preferiram não in-

ventar e disputam o Mundial com uniformes mais discretos, mas não menos atraentes. É o caso de Honduras, Uruguai e Grécia, que se diferem apenas por alterações na gola e pelo material utilizado na confecção da camisa. Tendências Junto com as novidades, a tecnologia também está presente nos uniformes, que contribui não apenas para a camisa ficar mais bonita, como também se ajustam melhor nos atletas. Entre as várias inovações tecnológicas nas peças confeccionadas, destaca-se a melhor absorção do suor do atleta, além de um tecido mais resistente, que não rasgue durante os puxões do adversário que acontecem nas partidas, como indica Ana Paula Pedras. “Mais do que confortável, é importante que os uniformes ajudem a melhorar a performance dos jogadores. As camisas hoje são mais justas e os tecidos possuem furos para ajudar na transpiração, com faixas que melhoram a resposta muscular”, afirma Pedras. Entre as concorrentes que se destacam pela feiura, a Croácia foi uma das que lideram neste infeliz quesito. “Seu quadriculado em vermelho e branco fazem muita gente lembrar um tabuleiro de xadrez ou até mesmo uma mesa de piquenique. Ficou parecendo uma toalha de mesa”, opina Andrea Azevedo.


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história

África do Sul 2010 Polokwane

Rustemburgo

Nelspruit

Pretoria

Johannesburg

A Fúria levanta a taça pela primeira vez

Bloemfontein Durban

Cidade do Cabo

Porto Elizabeth

Cidades sede: Bloemfontein, Cidade do Cabo, Durban, Joanesburgo, Nelspruit, Polokwane, Porto Elizabeth, Pretória e Rustemburgo

foto: divulgação

Na Copa da África do Sul, a Espanha fez valer seu grande time e venceu a Holanda na final com um gol de Iniesta da redação

E

m 2010, a 19ª Copa do Mundo da história foi realizada na África do Sul, com a Espanha levantando a taça de campeão pela primeira vez em toda sua história. Na época, a Fúria estava no auge, com vários jogadores que se destacaram na competição. A equipe contava com Casillas, até então eleito o melhor goleiro dos anos de 2008 e 2010. Além dele, David Villa, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta, todos mostrando um grande futebol, faziam parte desta grande seleção. Para que a competição acontecesse na África do Sul, o país construiu cinco novos estádios. Com pouca tradição futebolística, pela primeira vez os sul-africanos tiveram uma ‘arena’ dedicada apenas para a prática deste esporte. Sob o antigo governo, os estádios eram construídos apenas para a prática de rúgbi e críquete. Quando a bola rolou, o país anfitrião não teve um bom desempenho, sendo eliminado ainda na primeira fase do torneio. Assim como os africanos, Itália e França também não foram bem no Mundial, e pela primeira vez na história as duas seleções que fizeram a final da Copa anterior foram desclassificadas antes da fase mata-mata da competição. Participação Brasileira Como na maioria das copas, o Brasil era apontado como uma das seleções que poderiam levantar o caneco. Na primeira fase, a seleção verde-amarela não teve trabalho para vencer a Coreia do Norte e a Costa do Marfim por 2 a 1 e 3 a 1, respectivamente. Diante de Portugal, o jogo ficou empatado sem gols, em

um duelo de poucas oportunidades. Desta forma, a Seleção encarou nas oitavas o Chile, velho rival sul-americano, que não costuma ir bem diante do Brasil. E em 2010, mais uma vez esta perspectiva se confirmou, com o Brasil vencendo por 3 a 0. Porém, nas quartas de finais, o time comandado por Dunga sofreu um duro golpe e depois de começar ganhando o duelo, acabou sofrendo a virada e perdendo por 2 a 1 para a Holanda, outra velha conhecida dos brasileiros na Copa. Após a eliminação, a responsabilidade do fracasso foi colocada nos ombros do volante Filipe Melo, escolhido como bode expiatório da vez. Quem também sentiu muito a derrota foi o goleiro Júlio César, atual titular da Seleção. “O sentimento do povo brasileiro é de muita tristeza como o nosso também”, disse o arqueiro após desembarcar no Brasil. Assim como Júlio, o lateral-esquerdo e meia Gilberto também mostrou consternação pela eliminação. “Estamos tristes porque vencemos três competições e a Copa seria a competição para nos coroar, infelizmente não conseguimos”, lamentou o ex-jogador, frustrado com o revés para a Laranja Mecânica. Finais Se o Brasil foi uma decepção, os uruguaios se saíram bem, voltando a ficar bem colocado na Copa após vários anos. Nas oitavas, a Celeste Olímpica bateu a Coreia do Sul por 2 a 1, com gols de Luis Suárez. Já nas quartas, o duelo foi mais complicado e depois de um empate por 1 a 1 diante de Gana, os uruguaios conquistaram a classificação nos

pênaltis. Porém, na semifinal, o Uruguai encarou a Holanda, que eliminara o Brasil da Copa. E mais uma vez, a Laranja Mecânica levou a melhor, vencendo por 3 a 2 e se classificando para encarar a Espanha na grande final. Nas semi, a Fúria havia derrotado a Alemanha por 1 a 0, após o gol do zagueiro Puyol.

Na grande final, o duelo foi muito disputado, com chances para as duas equipes. Porém, aproveitando melhor as chances criadas, a Espanha se sagrou campeã pela primeira vez, com um gol de Iniesta. Após o título, milhares de torcedores se aglomeraram em Madri, capital do país, para festejar a glória conquistada pela Fúria. Arte: matheus franchini


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especial cop

Rezando para

Seleção Brasileira entra em campo nessa segunda-feira (23), contra Camarões, em jogo decisivo para o ata gabriel pazini

P

ressionada após não ter uma grande atuação e empatar com o México, a Seleção Brasileira entrará no gramado do Mané Garrincha hoje, às 17h, com a necessidade de vencer e convencer em seu 100º jogo em Copas do Mundo. É bem verdade que um empate classifica o time de Felipão para as oitavas de final, no entanto, uma vitória com bom futebol se tornou obrigação, principalmente depois das dificuldades encontradas para trocar passes e armar jogadas nos dois primeiros compromissos do Mundial. Além disso, alguns jogadores não estão apresentando o esperado, como é o caso de Daniel Alves, Paulinho e Fred. O atacante do Fluminense passou em branco contra Croácia e México e o fato de não marcar gols já rendeu um recorde negativo para o avante, que pode alcançar uma marca ainda pior. Fred tem, atualmente, o pior desempenho de um camisa 9 da Seleção Brasileira em Copas ao lado de Serginho (1982). Ambos são os únicos dois jogadores da posição que não balançaram as redes nos primeiros dois duelos do Brasil em Mundiais.

Nas Confederações, eu falei que queria fazer um gol por jogo. Fiquei dois sem fazer e vocês quase me mataram. Não vou falar nada para fazer a mesma coisa na Copa Fred, atacante da Seleção

Se não marcar contra Camarões, Fred será o primeiro centroavante do Brasil a não anotar tentos na primeira fase de uma Copa do Mundo e terá o pior desempenho de um camisa 9 em toda a história da Seleção em Copas. O jejum, porém, não é tão grande assim. No último amistoso da Seleção antes da Copa, no dia 6 de junho, Fred marcou o gol da vitória sobre a Sérvia, por 1 a 0, no Morumbi. O curioso é que, em entrevista coletiva, ele lembrou o fato de não ter marcado gols em dois jogos na Copa das Confederações e ter sido muito cobrado, assim como atualmente. “Vou trabalhar para marcar gols, vamos ver o que acontece. Vou estar lá dando a vida para ajudar. Mas na Copa das Confederações, eu falei que queria fazer um gol por jogo. Fiquei dois sem fazer e vocês quase me mataram. Não vou falar nada para fazer a mesma coisa na Copa”, disse o camisa 9. É obrigação Apesar de não viver um grande momento, o Brasil tem a obrigação de vencer Camarões. A equipe verde-amarela é muito superior técnica e taticamente e conta com o melhor elenco. Além disso, os Leões Indomáveis estão muito aquém do que podem apresentar neste Mundial

Camarões tem muita força física, mas pouco talento e joga um futebol previsível, que sempre busca os lados do campo com Chupo-Moting e Moukandjo para municiar Eto’o. Porém, o atacante, que é a estrela da equipe, não está 100% fisicamente e não vive um bom momento. Além dele, outro destaque do time, o volante Song, está suspenso por ter sido expulso diante da Croácia. E como se tudo isso não bastasse, a equipe sofre com fatores extracampo: Eto’o se aposentou da seleção e voltou. Depois brigou com o técnico Volker Finke e teve desavenças com a federação local. Para completar, o grupo está dividido entre os amigos de Song e os amigos de Eto’o. Porém, mesmo que a Seleção Brasileira tenha todos os motivos para enfrentar camarões e sair com uma boa vitória, o lateral-direito, Daniel Alves, acredita que o jogo desta segunda-feira será muito difícil. “Eu acho que a gente vai ter um jogo muito difícil pelo fato de que o rival não tem pressão nenhuma. A pressão toda passa para a gente, que está disposto a assumir essa responsabilidade. Esta competição só ganha os mais constantes, não os que oscilam muito. Nosso objetivo é classificar como primeiro do grupo e é por isso que queremos vencer”, disse o lateral-direito do Brasil.

Seleção

Se não marcar contra Camarões, Fred terá o pior desempenho da história de um camisa 9 do Brasil em Copas, pois será o único centroavante brasileiro que não marcou nos primeiros três jogos. Em 82, Serginho marcou gol contra a Nova Zelândia, na terceira rodada Na Copa das Confederações, o camisa 9 não marcou gols nos dois primeiros jogos, contra Japão e México, mas fez dois gols no terceiro jogo contra a Itália. Será que a história se repete agora? Fred tenta pouco. Nos dois jogos da Copa até agora, o atacante da seleção finalizou apenas duas vezes. Fred também tentou apenas uma arrancada em direção à área O atacante só tem um gol em Copas do Mundo. Em 2006, na Alemanha, ele marcou um dos gols da vitória brasileira sobre a Austrália, por 2 a 0

Eu tenho que melhorar, mas cada um tem uma característica. Respeito meus limites. Fazer gol driblando cinco seria um sonho para mim, mas esquece que isso é impossível Fred, atacante da

Ao lado de Serginho Chulapa, em 1982, Fred tem o pior desempenho de um centroavante da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Eles não marcaram nos dois primeiros jogos do Brasil

” Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm

Fred tem 36 jogos e 17 gols pela Seleção Brasileira. A média é de 0,47 gols por jogo. Seu maior jejum foi de cinco partidas, mas ele já teve duas sequências de três jogos sem marcar, contra França, Japão e México, e depois contra Suíça, África do Sul e Panamá


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pa do mundo

a marcar gols

acante Fred, que, caso não balance as redes, terá o pior desempenho de um camisa 9 do Brasil em Copas

Estatística aponta favoritismo brasileiro Além da superioridade técnica e tática, o Brasil leva vantagem sobre Camarões no retrospecto. As equipes se enfrentaram apenas quatro vezes na história, saldo positivo para os brasileiros: são três vitórias, contra apenas uma derrota. A Seleção marcou sete gols, enquanto os Leões Indomáveis marcaram apenas um. Dos quatro jogos, apenas um foi válido por Copa do Mundo, realizado no ano de 1994, em San Francisco, nos Estados Unidos, com o Brasil vencendo por 3 a 0, após os gols marcados por Romário, Márcio Santos e Bebeto. Aquele duelo foi válido pela fase de grupos, assim como o de hoje. Já pela Copa das Confederações, foram disputadas duas partidas. O Brasil venceu um jogo por 2 a 0 em 2001, no Japão, com gols de Washington e Carlos Miguel. Em 2003, veio a vingança camaronesa na França: vitória dos Leões Indomáveis, por 1 a 0, com gol de Samuel Eto’o. Para completar, o outro duelo entre tupiniquins e africanos foi em um amistoso, disputado em Curitiba, em 1996. Naquela ocasião, vitória brasileira por 2 a 0.

3 vitórias do Brasil 1 vitória de Camarões 0 empates

GOLS

7 gols brasileiros 1 gol camaronês

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1 jogo 1 vitória do Brasil 0 vitória de Camarões 0 empates

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GOLS

3 gols brasileiros 0 gol camaronês

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sido o jogador mais regular no meio-campo do Brasil, enquanto Ramires sempre é uma boa opção para determinados momentos dos jogos. Por isso, a atenção precisa ser redobrada, para nenhum deles ficar de fora de possíveis duelos nas oitavas contra Holanda ou Chile.

Para o jogo, um fator extra campo chama atenção, devido à preocupação por manipulação de resultados. Segundo o diretor de segurança da Fifa, Ralf Mutschke, “há maior vulnerabilidade porque é o último jogo do grupo, e não tem validade para um time”.

Foto: Wander Roberto/VIPCOMM

Luiz Gustavo é um dos que podem ficar de fora das oitavas

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Brasil

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México

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Croácia

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1

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Camarões

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Grupo B

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Holanda

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0

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Chile

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0

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Austrália

0

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Espanha

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Grupo C

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Colômbia

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C. Marfim

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Japão

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Grécia

1

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Grupo D

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Costa Rica

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Itália

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Uruguai

3

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1

3

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Inglaterra

0

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Grupo E

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França

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Equador

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Suiça

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6

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Honduras

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Grupo F

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Argentina

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Nigéria

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Irã

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Bósnia

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Grupo G

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Alemanha

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EUA

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Gana

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Portugal

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Grupo H

P

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Bélgica

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Argélia

3

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Rússia

1

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4 Coreia do Sul

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3

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-2

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EM COPAS:

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1

Confronto Brasil x Camarões

Cartões ainda preocupam Seleção Nesta Copa do Mundo os cartões continuam sendo um problema que pode atrapalhar a Seleção Brasileira e este fator precisa ser observado para o time não se complicar nas oitavas de final devido a suspensão. Vale lembrar, que os cartões são zerados apenas nas quartas. O Brasil tem quatro jogadores importantes pendurados: Neymar e Luiz Gustavo foram amarelados contra a Croácia, enquanto Thiago Silva e Ramires foram advertidos com o cartão amarelo diante do México. Como na Copa do Mundo duas tarjetas amarelas rendem suspensão automática, o técnico Luiz Felipe Scolari corre o risco de perder peças importantes para as oitavas de final - caso o Brasil garanta a classificação. Neymar é o craque do time, seguido por Thiago Silva, que é o capitão e melhor zagueiro do mundo. Já Luiz Gustavo tem

Grupo A


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Copa do mundo

Uma cidade para inglês ver

Belo Horizonte aguarda turistas ingleses que vêm mesmo com eliminação precoce na Copa do Mundo foto: Guilherme Guimarães

Guilherme Guimarães

O

clima de Copa do Mundo faz com que Belo Horizonte viva um ambiente antes nunca visto na capital. A cidade, conhecida por ser pacata, ganhou novos ares ao se tornar ponto de encontro de cidadãos das mais diversas nacionalidades. Colombianos, chilenos, argentinos, uruguaios, mexicanos, equatorianos e tantos mais já sentiram o calor da população mineira nesses primeiros dias do Mundial. Agora, a população local espera pelos ingleses. Com o jogo Costa Rica e Inglaterra marcado para amanhã (24), às 13h, no Mineirão, a capital mineira pode receber um bom número de visitantes da Terra da Rainha. Eliminado da Copa, o “English Team” se despedirá oficialmente do torneio em solo mineiro. A expectativa é que, mesmo com a eliminação precoce da seleção campeã em 1966, os britânicos voltem à cidade para um jogo de Copa do Mundo depois de 64 anos. Se vierem mesmo, uma ótima notícia para donos de bares ou vendedores de cerveja de Belo Horizonte. Bebedeira real Foi na capital amazonense que os ingleses mostraram o quanto gostam de cerveja. Os britânicos invadiram o Norte do país com centenas de bandeiras. Um enorme grupo de pessoas se fez presente no Largo de São Sebastião, um dos pontos turísticos de Manaus por abrigar, dentre algumas construções antigas, o Teatro Amazonas, datado de 1896. Para o duelo diante da Costa Rica, os ingleses não devem repetir o grande público do jogo contra a Itália. Contudo, os que vierem prometem fazer festa e tomar muita cerveja. “Gostei muito da cerveja brasileira. Gosto bom, refrescante quando tomada gelada. Ainda mais nesse calor do Brasil”, disse Darrick Couth, que esteve em Manaus

Muitos me disseram que o Brasil era um país ruim. Vi totalmente o contrário

Tony Rea, torcedor inglês

para a estreia do English Team e promete vir a Minas Gerais ver sua seleção se despedir da Copa. Ao saber que Belo Horizonte era conhecida como a capital mundial dos botecos, Peter Sherrer comemorou: “Adoro os pubs ingleses e estou ansioso por conhecer Belo Horizonte. Estou impressionado com o clima positivo da Copa no Brasil. E as mulheres aqui são muito lindas”, disse. Boa impressão Vários torcedores mostraram muita animação por estarem no Brasil. A maioria deles pela primeira vez, como Tony Rea, seu filho e duas amigas, que estarão em BH para o confronto entre Costarriquenhos e ingleses. Apesar de a Inglaterra jogar só para cumprir tabela, Rea espera que os medalhões terminem o Mundial de forma honrada. “A esperança que a gente tinha estava depositada em nomes como Wayne Rooney, Sterling e Sturridge. Espero que a Inglaterra vença a Costa Rica em Belo Horizonte para terminar o Mundial de forma honrada. O povo inglês que for a esse jogo fará uma grande festa na cidade”, declarou Rea, de 50 anos, ao jornal BolanoBarbante. Sobre sua primeira visita e impressões do Brasil, Tony não poupou elogios. Principalmente, ao clima de euforia e festa dos brasileiros neste Mundial. “Muitos me disseram que o Brasil era um país ruim. Vi totalmente o contrário. É a minha primeira vez aqui e estou curtindo muito. Trouxe minhas amigas, que trabalham em hotéis na cidade de Birmingham. Foi o primeiro jogo que elas assistiram da seleção. Pena que fomos derrotados”, lamentou. “Todo mundo aqui gosta de futebol. Em Belo Horizonte esperamos ver o nosso time vencer. Vamos comemorar muito pelas ruas da cidade. E beber cerveja, coisa que inglês gosta muito de fazer”, finalizou Tony Rea. Apesar de muitos ingleses confirmarem presença na capital mineira, outros lamentam o fato de não passarem pela cidade. “Só consegui ingresso para Inglaterra e Uruguai. Vou ficar em São Paulo. Portanto, não vou conhecer Belo Horizonte. Lamento muito, pois vários amigos meus conseguiram ingresso para o jogo contra a Costa Rica e eu não”, disse John Even.

Após invadir Manaus, ingleses se preparam para conhecer Belo Horizonte

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Copa do Mundo

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Gigante até nos elogios Foto: Guilherme Guimarães

Turistas de diversas nacionalidades exaltam o Mineirão, um dos grandes palcos da Copa do Mundo Guilherme Guimarães

O

nome Belo Horizonte, por si só, indica aquilo que o turista encontrará na maior cidade de Minas Gerais: maravilhas naturais, além da arquitetura de época e contemporânea. Dentre todas as belezas da capital mineira, uma tem se destacado neste período de Copa do Mundo. Parte do complexo arquitetônico da Pampulha, o Mineirão chama a atenção dos estrangeiros por sua grandeza e imponência, naquele que é considerado um dos mais famosos cartões-postais do Brasil. “Que lugar magnífico, esplêndido. O Mineirão é ótimo. Estive na África do Sul na última Copa do Mundo e posso dizer, não há naquele país uma arena tão bonita assim. Nem no meu país existe local tão maravilhoso para a prática esportiva”, elogiou o argelino Salim Baha, 36, que assistiu ao jogo Argélia e Bélgica no estádio.

O Mineirão é fantástico. Boa quantidade de sanitários, lanchonetes muito bem apresentáveis. Eu, pelo menos, não tive problemas

Manu Lebrun, torcedor belga

Momento histórico Palco de uma Copa pela primeira vez, o Mineirão, que não existia em 1950 – quando o Brasil sediou o primeiro Mundial de sua história – passou por problemas em sua reinauguração. Um ano e quatro meses depois, agora sob a tutela temporária da Fifa, o Gigante da Pampulha agrada, e muito, quem vem de fora. “O Mineirão é fantástico. Boa quantidade de sanitários, lanchonetes muito bem apresentáveis. Eu, pelo menos, não tive problemas.

Achei um estádio belíssimo e muito moderno”, afirmou o belga Manu Lebrun, 38. Compatriota de Lebrun, o jornalista Yves Collete, 27, chega a comparar o Mineirão com um dos estádios mais emblemáticos da história do futebol mundial. “É incrível como lembra o Maracanã. Muito legal por dentro, grande, maravilhoso. Belo Horizonte tem um excepcional estádio de futebol, local de dar inveja a qualquer cidade do mundo”, exaltou Collete.

Recebendo bem quem vem de fora

Idolatria argentina Presente na vitória da Argentina por 1 a 0 sobre o Irã, no último sábado, Maxi Klein, que veio de Buenos Aires, se apaixonou pelo estádio belo-horizontino. “Muito bonito por dentro e por fora. Foi todo remodelado para esse Mundial e ficou maravilhoso. É uma honra para mim ter conhecido um lugar tão bacana”, comemorou. Porém, mesmo com o estádio bem apresentável para a Copa, algumas ressalvas foram feitas à Belo Horizonte, principalmente em relação ao trânsito. No entanto, no que diz respeito aos acessos do Mineirão, os visitantes não fizeram críticas. “Vim andando e vi que houve um grande engarrafamento de carros na via que leva ao Mineirão. Preferi caminhar que pagar um táxi. Chegar ao estádio fazendo festa, tomando cerveja e conversando com as pessoas foi ótimo. Ter acesso às dependências do Mineirão também foi fácil. Foi super tranquilo”, comentou o argentino Mariano Romero, um dos mais de 57 mil presentes nas arquibancadas. Todo decorado e com identidade visual específica para a Copa do Mundo, o Mineirão também chamava a atenção por seu aspecto multicolorido. “Decoração fantástica, bem colorida. Mostra um aspecto alegre, bem bonito. Um charme a parte, já que o estádio em si é bem bacana. Tão bonito quanto às mulheres que vi na cidade até agora”, brincou Leandro Nogueira, argentino de apenas 15 anos.

Além do Gigante da Pampulha, a recepção dada aos estrangeiros pela população mineira chamou a atenção. Quem esteve em Belo Horizonte percebeu e exalta a hospitalidade do povo local, característica conhecida Brasil afora e que, agora, ganha ares internacionais durante a disputa da Copa do Mundo. “Posso falar com a maior sinceridade, fui muito bem recebido pelo povo de Belo Horizonte. A cidade organizou bons eventos, principalmente o jogo Bélgica e Argélia. Muito bacana estar em um lugar assim, de boa acolhida e com um povo muito hospitaleiro”, disse o belga Manu Lebrun. Assim como Lebrun, o jovem argentino Leandro Nogueira também elogiou a cidade, além de revelar o desejo de conhecer mais sobre Belo Horizonte. “Quero conhecer mais a cidade. Passear, saber mais da história local. Gosto dessas coisas apesar de ser bem novo. É a primeira vez que passo por aqui, então, preciso voltar com muita novidade para a Argentina”, ressaltou Nogueira. De todos os elogios, o mais marcante relacionado ao jeito do mineiro foi de Maxi Klein, que com toda a certeza vai voltar com boas recordações da capital mineira. “Cheguei e fui muito bem recebido por uma família mineira, super solícita. Impressionado pela consideração que o povo daqui tem por quem chega de fora, de outros países. Com certeza, algo de que não me esquecerei jamais. Parabéns aos mineiros”, afirmou.


Bate bola com o torcedor

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Quer ver sua opinião publicada aqui? A seção está aberta a críticas e sugestões, sempre bem-vindas. Envie e-mail para redacao@bolanobarbante.com, assunto “Carta do leitor”, ou correspondência para Rua Ministro Orozimbo Nonato, 102, Sala 2204, Torre A - Vila da Serra - Nova Lima/MG - CEP:34.000-000

Gostei muito da matéria sobre o Sammir, que surgiu nas categorias de base. Além de forte, ele tem muita visão de jogo e no último duelo da Croácia mostrou grande desempenho. Uma pena ele não ter feito sucesso quando jogava no Brasil, pois ainda possui ‘lenhas para queimar’. Acredito também, que apesar de bom jogador, ele não

Marco Aurélio F. de Lima

Moro em Belo Horizonte e estou gostando bastante da movimentação dos estrangeiros na cidade. Em dias de jogos, a praça da Savassi fica lotada e festa é o que não falta

teria chance alguma na Seleção Brasileira, caso não tivesse atuado na seleção croata. No Brasil temos vários atletas melhores na posição e a concorrência seria muito forte para o nível em que Sammir se encontra no momento. De qualquer forma é muito bom ver o atleta se destacando em outro país. É mais um atleta que leva o nome do Brasil para outras localidades

Entre aspas

Vicente Del Bosque, em entrevista ao programa espanhol Deportes Quatro

Foi um assunto menor. Estavam em inferioridade numérica e sendo dominados. Assim, resolvi buscar o apoio do Xabi Alonso

Wilmots, técnico da Bélgica

tudo tem seguido o planejamento. Sempre digo aos jogadores que temos que acreditar. Se você for negativo, dá oportunidade ao adversário. Mas, até agora, tudo tem funcionado bem

Eu penso em todos os jogadores. Eles só pensam neles.

Isso não é coincidência nem sorte. Estamos jogando juntos, somos fortes como equipe. Meus jogadores sabem o que devem fazer, o papel deles. Até o momento,

O R H J U O H T H J B Z C Ç

Ç K I A D V E R S A R I O K

R D G U D J O Ç B Ç A H H K

E W G D O G O L P E S T O H

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Solução

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S S E P O P L R U E C T A S J A U A M P C O R N E S A S

E

ser pacientes e esperar. Só precisamos de 90 minutos. Temos jogadores rápidos que podem causar problemas na defesa deles, além de cinco excelentes cabeceadores

E G Ç L W Y D A F D W Y G N

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Claro que eles dizem que vão jogar para ganhar e não vão mudar o estilo, mas sabemos o que esperar e o que precisamos fazer. Podemos

O judô chegou ao BRASIL por meio da imigração JAPONESA, e, por aqui, as graduações se dão pelas CORES das faixas dos quimonos: BRANCA, cinza, azul, amarela, laranja, verde, roxa, marrom e PRETA.

E P

Niko Kovac, técnico croata

Criado no JAPÃO em 1882 pelo professor de EDUCAÇÃO física Jigoro Kano, o judô foi baseado nas TÉCNICAS do jiu-jítsu e tinha como objetivo a defesa PESSOAL, além do desenvolvimento FÍSICO, espiritual e mental. Na luta, são utilizados os MÚSCULOS, juntamente com a velocidade do PENSAMENTO, para se vencer o oponente. Cada uma dura até cinco minutos e pode contar com os seguintes GOLPES: ippon, ponto completo, que é o objetivo do JUDÔ; wazari, que vale meio ponto; yuko, um TERÇO de ponto; e koka, a menor pontuação, um quarto de ponto. São proibidos golpes no rosto do ADVERSÁRIO ou que possam provocar LESÕES no pescoço e nas vértebras.

E

” ” ” ” ”

para aqueles que buscam badalação. O idioma espanhol realmente está na moda na capital mineira. Porém para decepção dos nossos visitantes, acredito que o Brasil vá conquistar o Hexa

Judô

O Ç R E T J U O Ã Ç A C U D A D O V G Ã T E C E O P R L A C N A R B S P J A E B R A S I L S E Õ S I O O T N E M A S N

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Wander Linhares

© Revistas COQUETEL

Procure e marque, no diagrama de letras, as palavras em destaque no texto.

ilustração: acervo ediouro

Carta do leitor

CAÇA-PALAVRAS

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Nacional

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Intertemporada Da redação

Minas Gerais

O

Atlético aproveitou a parada do Brasileirão para a realização da Copa do Mundo e foi excursionar na China. Neste domingo (22), o Galo fez o primeiro de uma série de três amistosos no continente asiático. Os atleticanos venceram o Guizhou Renhe, por 3 a 0, com gols de Edcarlos, Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli. Após a partida, os atletas alvinegros comentaram a atuação da equipe. O zagueiro Leonardo Silva gostou do primeiro teste em solo chinês. “A equipe jogou bem, com uma pegada muito boa. Temos que ressaltar esse bom trabalho que está sendo feito visando o bom desempenho na Recopa e no segundo semestre”, declarou. O atacante Diego Tardelli, autor de um dos gols, ficou satisfeito pela exibição que teve e vê o Galo em evolução. “Me senti muito bem, estou cada vez mais confiante e espero que seja assim até o final da temporada. Por isso é bom

me condicionar bem. O grupo está evoluindo bastante e vamos chegar longe no Campeonato Brasileiro”, afirmou o avante do Galo. Já Ronaldinho Gaúcho, que voltou aos gramados após lesão muscular, não escondeu a alegria por ter ajudado a equipe. “Estou muito feliz de ter voltado a atuar e de ter ajudado a equipe, era o que eu queria. Me senti bem, consegui jogar mais de um tempo em bom nível, dando uma assistência e fazendo um gol”, comentou. Cruzeiro A Raposa também abriu a intertemporada com vitória. Jogando no acanhado Bowditch Stadium, em Framingham, na tarde deste domingo, o Cruzeiro goleou o Miami por 5 a 1, com gols de Júlio Baptista, Manoel e Marlone, que balançou as redes por três vezes. No duelo, o técnico Marcelo Oliveira aproveitou para escalar um time reserva. Além

disso, o amistoso marcou a estreia do zagueiro Manoel, contratado recentemente junto ao Atlético-PR. No final do confronto, o treinador celeste promoveu a entrada de alguns atletas considerados titulares, como por exemplo os meias Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. Coelho Já o América confirmou a saída do atacante Wéverton para a Portuguesa. De acordo com o clube mineiro, chegou-se a um acordo com o jogador e o contrato foi rescindido, já que ele não vinha tendo oportunidades na equipe de Moacir Júnior. O supervisor de futebol, Alexandre Faria, explicou a situação. “O Wéverton acertou a rescisão. Houve liberação do jogador para a Portuguesa. Foi um pedido do jogador e da própria Portuguesa. Não estava sendo utilizado e achamos por bem liberar”.

Rio de Janeiro

O

técnico Ney Franco pode implantar um novo esquema tático na equipe do Flamengo para o prosseguimento do Campeonato Brasileiro. No treinamento realizado na manhã deste sábado (21), em Atibaia, São Paulo, no interior paulista, o treinador armou a equipe titular com três zagueiros. Wallace, Chicão e Samir integraram o trio defensivo. Ney Franco também testou os goleiros Felipe e Paulo Victor na equipe titular, deixando claro que ainda não definiu quem ocupará o gol rubro-negro no primeiro jogo. Durante a atividade, o treinador do Flamengo também testou o atacante Matheus, filho de Bebeto, ao lado de Paulinho. Assim, o time titular começou o treinamento com Paulo Victor; Wallace, Chicão e Samir; Léo Moura, Cáceres, Elano, Everton e André Santos; Matheus e Paulinho. Na segunda parte do treino, Ney Franco fez

várias mudanças na equipe titular, como as entradas de Mugni na vaga de Everton e de Gabriel no lugar de Matheus. O elenco rubro-negro treinou até domingo em Atibaia e, nesta segunda-feira, retornará ao Rio para prosseguir com as atividades no Ninho do Urubu. Fluminense Já no Tricolor das Laranjeiras, a diretoria negocia o atacante Fred, com o Besikitas, da Turquia. Segundo os primeiros contatos, o clube turco estaria disposto a pagar três milhões de euros, cerca de R$ 9 milhões, para ter o artilheiro tricolor. O Fluminense só admitiria liberar o jogador pelo dobro, seis milhões de euros (cerca de R$ 18 milhões). As negociações devem prosseguir nos próximos dias, agora com a participação dos agentes do jogador. Quem está acertando a saída das Laranjei-

ras é o zagueiro Leandro Euzébio, que perdeu a posição de titular depois que Cristovão Borges assumiu a direção técnica da equipe. Segundo entrevista do empresário Anselmo Paiva à Rádio Brasil, o Al Khor do Catar é o clube interessado no jogador que conquistou dois títulos brasileiros com a camisa tricolor. A diretoria do Fluminense está facilitando a transferência do jogador e não vai cobrar nenhum valor pela rescisão do contrato. Estrela Solitária Já no Botafogo, a perspectiva é de empolgação de alguns jogadores para a volta do Campeonato Brasileiro. O meia Jorge Wagner, que veio do futebol japonês, e o atacante argentino Tanque Ferreyra, além de Bolatti, seguem esta perspectiva. “O Botafogo tem um elenco forte e em condições de brigar lá em cima”, disse Bolatti.

São Paulo

A

semana do São Paulo teve especulação quanto à Alexandre Pato. Segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, o atacante do São Paulo está sendo observado de perto por dirigentes da Juventus, atual campeã da Serie-A da Itália. Pato seria o “plano B” da Velha Senhora para o ataque. O clube busca reforçar o setor e tem enfrentado uma complicada negociação com Álvaro Morata, do Real Madrid. A primeira oferta dos alvinegros pelo jogador, de 15 milhões de euros (cerca de R$ 45 milhões) foi negada. Com a recusa, a Juventus subiu a proposta para 18 milhões de euros (R$ 54 milhões) e agora aguarda um retorno dos espanhóis. Caso seja negada novamente, o clube deve buscar outra alternativa – especificamente o brasileiro do São Paulo. Não é a primeira vez que a Juve demonstra

interesse no ex-atacante do Milan. No ano passado, o clube teria feito uma proposta de empréstimo ao Corinthians pelo jogador, que acabou recusada pelos paulistas, que só aceitariam uma transferência em definitivo. Palmeiras No Verdão, depois de folga no domingo, os jogadores viajam nesta segunda para Atibaia, no interior da cidade de São Paulo, onde dará continuidade à intertemporada. Chegando no hotel, o Verdão já iniciará os treinamentos com o técnico Ricardo Gareca a partir das 10 horas (de Brasília). O Palmeiras ficará concentrado em Atibaia até o dia 02 de julho. Após nove rodadas disputadas no Campeonato Brasileiro deste ano, o Alviverde ocupa o 11º posto da tabela de classificação da competição nacional. Com 13 pontos, o Palmeiras tem

quatro vitórias, quatro derrotas e um empate. Santos No Peixe o foco continua também na intertemporada. Sob os olhares de cerca de 300 torcedores, em São José dos Campos, a equipe aprimorou passes, chutes e cabeceio sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Só Rildo e Stéfano Yuri não participaram do circuito de exercícios montado no gramado. O primeiro sentiu dores no músculo adutor da coxa esquerda e fez tratamento, enquanto o segundo foi poupado da atividade para correr em volta do campo. Nesta segunda, o Alvinegro Praiano realiza treinamentos físicos. O Peixe trabalha longe da cidade de Santos porque tanto o CT Rei Pelé como a Vila Belmiro estão cedidos às seleções do México e da Costa Rica, respectivamente, durante a Copa do Mundo.


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Notasno

Barbante Tênis

Em busca do octa

M

aior campeão, junto com o americano Sampras, da era moderna do Grand Slam de Wimbledon, Federer vai atrás de seu oitavo título no piso de grama. Em 2013, o suíço foi eliminado de forma precoce, logo na segunda fase da competição, porém neste ano o quarto colocado no ranking da ATP está melhor preparado para o octacampeonato. “Sinto que tenho uma ótima chance. Neste ano, me sinto mais

Basquete

Cavaliers tem novo técnico

O

Cleveland Cavaliers, do brasileiro Anderson Varejão, anunciou David Blatt como novo treinador da equipe de Ohio. Foram mais de três semanas entrevistando outros possíveis nomes para o cargo de técnico, porém o americano-israelense levou a melhor na seletiva entre os concorrentes à vaga. Com um contrato de três anos, com uma possível renovação para o quarto, Blatt chega ao Cleveland com o objetivo de

Atletismo

A

relaxado mentalmente, e tudo está trabalhando a meu favor”, disse Federer, que foi heptacampeão do ATP 250 de Halle, no último domingo (15). Na estreia, Federer encara o italiano Paolo Lorenzi, número 81 do ranking, nesta segunda-feira. Além de ser hepta em Londres, Roger é dono de outra marca importante. O suíço faz parte de um seleto trio de jogadores que foram campeões cinco vezes de maneira consecutiva.

fazer uma campanha melhor na NBA da temporada 2014/2015. Na última edição, os Cavaliers ficaram apenas na 10ª colocação na Conferência Leste e não se classificaram aos playoffs. Blatt tem 55 anos e se tornou profissional na Europa, onde teve destaque no Maccabi Tel Aviv de Israel. Obteve sucesso também como comandante da seleção russa, com o título Europeu, em 2007, e o terceiro lugar, em 2011.

Asafa Powell é liberado

Corte Arbitral do Esporte (CAS) liberou Asafa Powell, ex-recordista mundial dos 100m rasos e campeão olímpico, para voltar a competir. Além dele, Sherone Simpson também teve seu retorno autorizado. Ambos os jamaicanos foram suspensos por doping, mas apelaram na instância máxima do esporte, podendo disputar provas normalmente. Isso habilita os atletas a disputarem o Campeonato Jamaicano, que serve de qualificatório para

os Jogos da Comunidade Britânica, em Glasgow, na Escócia. “Os atletas estão livres para competir a partir de agora, mas podem ter que cumprir o resto da pena caso a sanção seja confirmada pela CAS. Os dois atletas apresentaram suas apelações com relação à decisão do painel da Comissão Antidoping da Jamaica dos dias 8 e 10 de abril deste ano, quando ambos foram suspensos por 18 meses”, informa o comunicado.

Rosberg abre vantagem O

alemão Nico Rosberg abriu ainda mais vantagem na liderança do Campeonato Mundial de Fórmula 1, neste domingo (22), ao vencer o Grande Prêmio da Áustria da categoria. Largando da terceira colocação em Spielberg, o piloto aproveitou o bom ritmo do carro da Mercedes e conquistou sua terceira vitória no ano. Rosberg chegou ao GP da Áustria já com boa vantagem na ponta do Mundial de F-1 sobre Lewis Hamilton, obrigado a abandonar o GP do Canadá. Com a vitória neste domingo, o alemão abriu mais sete pontos sobre o companheiro de equipe, segundo colocado da corrida em Spielberg. O finlandês Valt-

Fórmula 1

teri Bottas da Williams ficou em terceiro. O brasileiro Felipe Massa conseguiu seu melhor resultado na temporada. Depois de quebrar um jejum de seis anos sem conquistar uma pole position, o paulista andou na frente durante o primeiro trecho da corrida, mas terminou em quarto. Fernando Alonso foi o quinto, seguido pelo mexicano Sergio Pérez, o dinamarquês Kevin Magnussen, o australiano Daniel Ricciardo e o alemão Nico Hulkenberg. Com o resultado da corrida deste domingo, Rosberg chega a 165 pontos na primeira colocação do Mundial, com Lewis Hamilton ocupando a segunda colocação com 136.

BolanoBarbante 53ª edição  

O semanário do futebol

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