Issuu on Google+

BOLA NO

Baixe um leitor de QR code em seu celular e fotografe o código abaixo

BARBANTE.com Distribuição gratuita - Venda proibida

O semanário do futebol

Ed. Nº52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

Compartilhe informação, passe esse jornal para outro leitor

não jogue este impresso em via pública

X

Terça-feira (17), às 16h, no Castelão, em Fortaleza

Espantando o fantasma Confira o raio-x do México, o próximo adversário do Brasil e que costuma dar trabalho para a Seleção

6

fotos Brasil: Jefferson Bernardes/Vipcomm​fotos: divulgação

Copa

Vindo de família de futebolistas, o meia do Chelsea e da seleção belga, Hazard, pode se destacar no Mundial 3

Copa

Revelado pelo Galo, Sammir foi destaque no futebol croata pelo Dínamo Zagreb e compõe o elenco da Croácia 4

História

Depois da conquista do penta, o Brasil foi eliminado precocemente da Copa de 2006, vencida pela Itália 5

Copa

Com a chegada de estrangeiros no país, torcedores adequam o idioma para falar a ‘mesma língua’ 8


BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

2

Contra-ataque Leovegildo Leal - leoleal@bolanobarbante.com

Um time fraco Editorial

N

Caro leitor,

A

Copa finalmente começou no Brasil. E como é bom ter futebol todos os dias na televisão, concorda? Principalmente, quando estão em campo os melhores jogadores do mundo. E por falar em melhores do mundo, a Seleção Brasileira precisa melhorar bastante seu futebol caso pense em levantar a taça dessa Copa. O jogo de estreia foi uma grande decepção para quem esperava o domínio do futebol brasileiro. Fora a má atuação do time de Scolari, vale a pena registrar um dos melhores jogos de Copa do Mundo da história: a brilhante vitória de goleada da Holanda sobre a Espanha, até então tida como favorita. O futebol holandês já se credenciou ao título, e quem quiser brigar pela taça, muito provavelmente irá enfrentar a Laranja Mecânica, que jogou de azul. Podemos destacar também o grande número de viradas que o torneio já proporcionou. Será que estamos diante de uma edição histórica da Copa que terá o maior número de partidas que viraram o placar? O fato é que nesses poucos dias de competição já pudemos assistir grandes duelos. E que venha o México, próximo adversário do Brasil.

nha ouvido falar em sistema de cobertura. Oscar, o melhor do time na estreia, tentava cruzamentos aleatórios pela direita. Os dois laterais, somados, chegaram apenas uma vez à linha de fundo. Fred parece não haver entrado em campo, a não ser para simular o pênalti. E Neymar, sempre com três a marcá-lo, acabou cumprindo pelo menos a função de dificultar a saída do time croata em contra-ataques pelo meio. E foi só isso que sobrou de positivo no jogo. Este é o time. Precisamos ver os resultados e desempenhos das demais equipes não apenas na primeira rodada, mas de toda a primeira fase para sabermos das reais possibilidades da Seleção. Como estarão jogando espanhóis, uruguaios, argentinos, holandeses, alemães, franceses e ingleses? Se estes países não apresentarem um bom jogo de conjunto, com estratégias e sistemas bem treinados, aí sim, a Seleção Brasileira terá chances. Ficando apenas na dependência da sorte.

ão fosse a decisiva ajuda do juiz japonês, a Seleção Brasileira poderia ter amargado uma derrota em seu primeiro jogo da Copa 2014, jogada em seu próprio país. De início, na hora do jogo, cheguei a pensar que eu estivesse vendo coisas em razão da minha ojeriza ao técnico Luiz Felipe Scolari e seus métodos fascistoides. Mas não. Por incrível que pareça, a própria grande imprensa – que não pode merecer a total confiança de ninguém – foi unânime em afirmar que o jogo foi decidido a favor da Seleção pelo juiz. Revendo o jogo, confirmei que: a) não houve o pênalti em Fred. b) o gol de Oscar nasceu de uma falta clara de Ramires. c) o segundo gol da Croácia foi grosseiramente anulado sob a alegação de uma inexistente falta sobre o goleiro Júlio César – que por sinal falhou no lance. Mas o que merece maior destaque é que o time brasileiro não apresentou nada parecido com um padrão de jogo. Sem esquema definido, com um meio de campo que não sabia o que fazer, os jogadores se viravam como podiam. A alardeada “melhor defesa do mundo”, que enche a boca dos puxa-sacos de sempre, deixou duas avenidas pelos lados do setor defensivo, sem qualquer indício de que o técnico algum dia te-

De primeira – Parece que a epidemia de juízes estúpidos é mundial. O apitador do jogo México x Camarões anulou dois gols legítimos dos mexicanos. Repito: alguém tem que punir estes homens antes que eles desmoralizem de vez o futebol.

Expediente Diretor de Marketing, Projeto Gráfico e Diagramação Tiago Haddad 15.374/MG-JP

Diretor de Redação e Editor Responsável Ramon Lopes 14.361/MG-JP

Redator Tiago Haddad

Repórteres Daniel Ottoni 15.729/MG-JP

Guilherme Guimarães 16.054/MG-JP

Colaboradores Gabriel Pazini Matheus Franchini Ruy Viana

Impresso em papel jornal pela Sempre Editora

Distribuição gratuita Contatos Redação: 3262-1580 redacao@bolanobarbante.com Publicidade: 3262-1583 publicidade@bolanobarbante.com Rua Ministro Orozimbo Nonato, 102 - Torre A Sala 2204 - Vila da Serra - Nova Lima/MG

Acesse nosso site

Curta nossa página no Facebook

Baixe um leitor de QR Code em seu celular para ler os códigos ao lado.

BOLA NO

BARBANTE.com


BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

3

Copa do Mundo

Futebol no DNA foto: divulgação/chelsea oficial

O habilidoso meia Hazard, estrela do Chelsea e da seleção da Bélgica, vem de uma família de jogadores gabriel pazini

C

andidata a surpresa da Copa do Mundo, a Bélgica estreia no Mundial nesta terça-feira (17) em Belo Horizonte, no Mineirão, às 13h, contra a Argélia. Com uma geração talentosa, os Red Devils carregam grandes expectativas para o torneio e, dentre todos os bons jogadores, a grande estrela é o camisa 10, Eden Hazard, meia do Chelsea, que tem o futebol no sangue. Hazard cresceu em uma família de futebolistas. O garoto, de 23 anos, é filho de Thierry e Carine. O pai, que era volante, atuou durante quase toda a carreira no La Louvière, time da cidade em que viveu e onde Eden nasceu. Já Carine, que jogava como atacante, chegou a atuar até na primeira divisão belga feminina, mas largou a carreira ainda jovem, em 1991, quando engravidou de Hazard. Irmãos no caminho Além dos pais, os irmãos mais novos também jogam futebol. Thorgan, de 21 anos, é companheiro de Eden no Chelsea, enquanto Kylian, 19, e Ethan, 11, ainda atuam nas categorias de base de seus clubes, Bruxelas e Tubize, respectivamente. O sucesso da família Hazard não deve parar em Eden. Thorgan foi emprestado pelo Chelsea ao Zulte-Waregem-BEL nas últimas duas temporadas, e ganhou o prêmio de melhor jogador da temporada belga 2013/14. A expectativa é que ele seja utilizado por José Mourinho nos Blues nos próximos anos. Já Kylian e Ethan

são tidos como grandes promessas do futebol de seu país. Com esta perspectiva, as comparações pelo sucesso da família não poderiam deixar de acontecer, principalmente quanto às perguntas de se um dia algum dos irmãos vai chegar ao nível de Hazard. “Todos nós jogamos futebol em nossa casa e é claro que o jogo une nossa família. Todos os meus irmãos têm muito talento e vão construir belas carreiras no futebol”, disse o camisa 10 da Bélgica em entrevista ao Chelsea TV, canal oficial do clube londrino. Inspiração Campeão pelo Lille-FRA, e pelo Chelsea, Hazard tem como próximo objetivo fazer história com a Bélgica na Copa. Os Red Devils são cabeça de chave e favoritos para avançar às oitavas de final, conquistando o primeiro lugar do grupo H, que ainda conta com Coreia do Sul, Rússia e Argélia. No entanto, pelo excelente time e geração de jogadores, as expectativas são altas e espera-se que a Bélgica alcance pelo menos as quartas de final. Para isso, Hazard é fundamental e o meia quer, além disso, inspirar as crianças. “Quando eu era garoto, Zidane era meu ídolo. Eu espero inspirar as crianças da Bélgica e do mundo como o Zidane me inspirou. Quando eu era criança, tentei melhorar meu jogo e minhas habilidades vendo-o jogar. Espero que agora, as crianças tentem me imitar e se inspirem em mim.”

Colecionador de prêmios e títulos Eden Hazard é um prodígio. Com apenas 23 anos, o garoto é um dos melhores do mundo em sua posição e o grande nome do Chelsea e da seleção belga. No entanto, o talento do meia é conhecido há muito tempo. Em 2008, com apenas 17 anos, Hazard, jogando pelo Lille, foi eleito o melhor jogador jovem do Campeonato Francês, prêmio novamente vencido pelo atleta em 2010, com 19 anos. No ano seguinte, ainda no Lille, veio o brilho definitivo. O meia conquistou o “double”, como falam na Europa, levantando as taças do Campeonato Francês e da Copa da França. Destaque nos dois títulos, Hazard passou a ser cobiçado por vários clubes europeus, mas resolveu ficar no Lille por mais uma temporada. Em 2012, ele não faturou títulos, mas ganhou novamente o prêmio de Melhor Jogador do Francês. Depois de mais um ano fantástico, o meia ficou valorizado e o Lille não conseguiu segurá-lo. À época, o Chelsea desembolsou cerca de 32 milhões de euros (R$ 100 milhões) para contratar o jogador. Não sou o melhor Nos Blues, Hazard rapidamente se tornou um dos destaques do time e conquistou o título da Liga Europa na temporada 2011/2012.

Na temporada passada, o meia se consolidou como destaque do time e um dos melhores do mundo. Depois da Copa, ele vai usar a camisa 10 no time londrino, que já veste na seleção belga.

Quem é o melhor jogador de futebol da família? Nem meu pai, Thierry, nem meus irmãos, Thorgan, Kylian e Ethan. É claro que é a minha mãe!

Eden Hazard, meia do Chelsea Porém, mesmo com vários holofotes em sua direção, Hazard mantém a humildade e afirma não ser o melhor da família. Em entrevista ao Chelsea TV, o jogador foi bastante carismático e quando perguntaram quem era o grande destaque entre seus familiares não teve dúvidas ao deixar os irmãos de lado e responder com firmeza: “É claro que é a minha mãe!”.


BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

4

Copa do mundo

Croata com raízes brasileiras Revelado pelo Atlético, meio-campo Sammir hoje defende a Croácia e é uma importante peça do time foto: Divulgação

Daniel Ottoni

O

Brasil sempre foi um celeiro de craques quando o assunto é o futebol. Não é atoa que corriqueiramente vemos jogadores brasileiros envolvidos em negociações para o exterior e até mesmo se naturalizando para atuar em seleções de outro país. Na atual Copa do Mundo, Croácia, Espanha, Itália e Portugal representam bem esta perspectiva. Entre os croatas, podemos destacar Eduardo da Silva – nascido no Rio de Janeiro, e o meia Sammir, revelado pelo Atlético, e que atualmente defende o Getafe, da Espanha. Mesmo não entrando em campo na esteia do Mundial, diante do Brasil, o atleta é uma importante peça para o técnico da Croácia, Niko Kovac. Antes de atuar no futebol espanhol, Sammir, natural de Itabuna-BA, deixou sua marca na história do Dínamo Zagreb, um dos principais times da Croácia. O meia se naturalizou croata há cinco anos e não se arrepende da decisão. “Os croatas o consideram o melhor estrangeiro que jogou pelo Dínamo até hoje. Ele é um grande ídolo por lá. O Mamic, presidente do Dínamo, fala que ele é melhor que Luka Modric, que joga no Real Madrid e é uma das referências da seleção. Ele fala isso desde quando os dois jogavam juntos no clube. O treinador da seleção croata disse que ele é o jogador mais bem preparado da sua equipe”, comenta ao BolanoBarbante, Carlos Alberto, empresário do jogador e um dos seus melhores amigos. Eles estão juntos desde os tempos em que o meia atuava no Galo. Despertando interesse Apresentando um bom futebol na temporada passada e em franca evolução, a saída de Sammir do modesto Getafe parece estar próxi-

ma, como revela o agente do atleta ao BolanoBarbante. “Já temos propostas para a sua saída em julho. Há pouco tempo, ele foi o melhor em campo contra o Barcelona. Na Croácia, ele não queria mais ficar no Dínamo, pois ganhou tudo lá e já faltava motivação. Todo ano ele era eleito o melhor jogador do campeonato”, lembra Carlos Alberto. Apesar de ver o filho jogar a Copa do Mundo por um outro país, a mãe do meia, Erci Cruz, garante que a alegria é a mesma. “É um prêmio por tudo que ele fez na sua carreira, por tudo que ele sonhou. Jogar um Mundial é uma realização, e o prazer que tenho de vê-lo neste torneio é muito grande”, alegra-se. Reconhecimento Ciente de que Sammir ainda não é muito conhecido no Brasil, até pela pouca idade com que saiu do país – com 20 anos – dona Ecir acredita que seu filho pode aproveitar bem a oportunidade de atuar pela Croácia. “A Copa do Mundo abre muitas portas e cabe a ele aproveitar as oportunidades. Pode ser que ele tenha um reconhecimento maior e que o pessoal acabe conhecendo melhor sua história”, projeta. Assim como a mãe de Sammir, Carlos Alberto acredita que a Copa vai mostrar o atleta para o mundo e com isso portas se abrirão para o meia, principalmente se ele tiver um bom desempenho no torneio. “A Copa será o ápice da carreira dele. Muitos poderão ver brilhar uma estrela e também um jogador que teria lugar na Seleção Brasileira. Com apenas seis meses de Croácia, ele já queria se naturalizar, mas era preciso esperar cinco anos. Neste intervalo, mandei vários emails para a CBF pedindo que o olhassem com atenção. Nunca obtive resposta”, lamenta o empresário.

Ficha técnica do atleta Nome: Jorge Samir Cruz Campos Idade: 27 anos Posição: Meia-atacante Nascimento: 23 de abril de 1987 Local: Itabuna (BA) Clubes: Atlético-MG (2006 a 2007); São Caetano (2006), Paulista (2007), Dínamo Zagreb (2007 a 2014) e Getafe (2014) Títulos: Copa Sendai Sub-18 (2005), pela Seleção Brasileira. Campeonato Croata (2007 a 2013); Copa da Croácia (2007 a 2009, 2011 e 2012) e Super Copa da Croácia (2010 a 2013), todos pelo Dínamo Zagreb

Sammir é considerado um dos melhores que passaram pelo Dínamo Zagreb


BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

5

história

Alemanha 2006 Hamburgo

Berlim Hanôver

Gelsenkirchen

Dortmund Leipzig

Colônia

foto: divulgação

Aos trancos e barrancos é tetra

Frankfurt

Kaiserslautern

Nuremberg

Stuttgart

Munique

Cidades sede: Berlim, Colônia, Dortmund, Frankfurt, Gelsenkirchen, Hamburgo, Hanôver, Kaiserslautern, Leipzig, Munique, Nuremberg e Stuttgart

Os italianos chegaram na Alemanha em crise, sob fortes críticas, mas conseguiram levar para casa o quarto título da redação

A

Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha, foi a 18ª edição do Mundial e teve o Brasil mais uma vez como o grande favorito para conquistar o torneio. Após o pentacampeonato em 2002, a expectativa para a Seleção Brasileira ganhar o hexa era imensa. Contudo, os brasileiros não contavam em encontrar a França mais uma vez pelo caminho e acabaram eliminados após o gol do atacante Henry. Os franceses até chegaram a final, mas perderam para a Itália, que conquistou o seu quarto título. “Se não for Brasil, depois vêm Inglaterra, Itália e Alemanha”, afirmou à época o lendário Diego Maradona, quando perguntado sobre os favoritos a conquistar a Copa da Alemanha. Por outro lado, Pelé, preferiu não se pronunciar sobre o assunto. Em 1994, o Rei do Futebol havia apontado a Colômbia como principal candidata – fato que não se confirmou – assim como em 1998, quando assinalou o favoritismo para a Espanha e em 2002, quando o ex-atacante enxergou nas seleções de Inglaterra e Portugal grandes possibilidades de título. Na primeira fase, o Brasil não teve problemas para passar às oitavas, se classificando em primeiro na chave que contava com Austrália, Croácia e Japão. Inclusive, neste Grupo F, os australianos ficaram com a segunda colocação, após o empate diante dos croatas, protagonizando uma das surpresas do torneio realizado em 2006. Oitavas de final Na segunda fase do torneio, as principais seleções do mundo es-

tiveram presentes, e logo no primeiro confronto do mata-mata o torneio reservou grandes duelos, como Espanha e França, vencido pelos franceses por 3 a 1. Além disso, Portugal e Holanda também se encontraram nesta fase do torneio, em um jogo que terminou com o triunfo dos lusitanos por 1 a 0, após o gol de Maniche. Já o Brasil, entrou em campo para encarar Gana, que assim como a Austrália, foram as grandes zebras do Mundial. Porém, ambos os países acabaram caindo nas oitavas de final. Os ganeses não suportaram a pressão brasileira, que com muita facilidade venceu por 3 a 0, com tentos marcados por Ronaldo, Adriano e Zé Roberto. Por outro lado, o gol solitário de Totti garantiu a Itália nas quartas. Fase final Com o torneio chegando em sua parte final, o Brasil novamente encarou a França, mas acabou derrotado. Por outro lado, a Itália seguiu firme, vencendo a Ucrânia por 3 a 0. A Azzurra, inclusive, chegou à Copa em crise, com fortes críticas da crônica esportiva italiana. Contudo, isso não chegou a ser problema, pois em todos os títulos conquistados pelos italianos, sempre existiu um clima de poucos amigos entre a seleção e a imprensa. Na grande final, a Itália duelou conta a França, em um jogo muito tenso, que acabou sendo benéfico para a Azzurra. Em um dos lances, após discussão entre Materazzi e Zidane, “Zizou” acabou perdendo a linha e desferiu uma cabeçada

no zagueiro italiano, recebendo prontamente o cartão vermelho. Por coincidência, os dois atletas envolvidos na confusão foram os autores dos gols de suas respectivas equipes. Pênaltis decidem outra Com o empate por 1 a 1, a decisão do título aconteceu nas

penalidades máximas. Nas cobranças, os italianos levaram a melhor e triunfaram por 5 a 3, afastando de vez a maldição de nunca terem vencido uma disputa de pênaltis em Copas. “Somos os melhores! Viva a Itália, viva a Itália”, gritavam os fanáticos torcedores por toda a cidade de Roma, após o título. Arte: matheus franchini


BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

6

especial cop

Tirando a ped BolanoBarbante analisa o México, próximo adversário do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo no jogo Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm

gabriel pazini

A

pós a vitória por 3 a 1 sobre a Croácia na estreia na Copa do Mundo, o Brasil terá pela frente México e Camarões nos jogos que fecham a participação tupiniquim na fase de grupos do Mundial, e consequentemente a classificação para o mata-mata. Inferiores ao time de Felipão, El Tri e os Leões Indomáveis são adversários mais fáceis para o escrete canarinho, pelo menos na teoria. O técnico Luiz Felipe Scolari já descartou mudanças na equipe que enfrentará o México nesta terça-feira (17), no Castelão, em Fortaleza, às 16h. “Não temos nenhum problema físico para enfrentar o México. Só uns dois ou três jogadores mais cansados e com gelo no joelho, na panturrilha, mas não temos problema algum”, disse Felipão, em entrevista coletiva.

Não temos nenhum problema físico para enfrentar o México. Só uns dois ou três jogadores mais cansados e com gelo no joelho, na panturrilha, mas não temos problema algum Felipão, técnico da Seleção

Com isso, o Brasil deve jogar com a mesma equipe que venceu a Croácia em São Paulo. E com um time superior e sem o nervosismo da estreia, a seleção de Scolari conta com o favoritismo perante o México, mesmo com a mística mexicana de ser carrasco do escrete canarinho. Como esperado Na estreia contra Camarões, o México mostrou o esperado. Contra um time inferior e que tem uma defesa fraca, a equipe de Miguel Herrera dominou o jogo e mereceu a vitória, que teria sido por um placar mais elástico não fossem os erros de arbitragem. El Tri tem um bom meio-campo com Hector Herrera, Juan Vásquez e Giovani dos Santos. Herrera é um atleta de boa qualidade no passe, além de chegar bem ao ataque, enquanto Giovani é o camisa 10 e principal jogador do elenco e vem de ótima temporada no Villarreal, da Espanha. No entanto, apesar do bom meio-campo, o México tem seus defeitos. Peralta fez um bom jogo contra os africanos, mas não é um excelente atacante. A retaguarda brasileira pode marcá-lo com facilidade. Já Chicharito Hernández perdeu um gol incrível e mostrou porque é reserva atualmente, além de provar que a fase realmente não é boa. Fora isso, a defesa mexicana é fraca, lenta e bate cabeça. Foram muitos erros contra os Leões Indomáveis, que não têm um setor ofensivo tão forte quanto o Brasil. Com o talento de Neymar, Oscar e companhia, a Seleção pode deitar e rolar na defesa mexicana se forçar o ritmo e jogar sua técnica.

Na última vez que as seleções se enfrentaram, em duelo válido pela Copa das Confederações, no ano pa

Seleção do México é tratada com cautela Mesmo com o Brasil sendo o favorito diante do México, o duelo requer cuidados, afinal os mexicanos costumam ‘engrossar o caldo’ para os brasileiros. Inclusive, a partida de terça (17), pode ser considerada uma vingança por alguns atletas. Afinal, alguns jogadores da Seleção atual estavam naquele time que perdeu o sonho de enfim conquistar a medalha de ouro das Olimpíadas em Londres 2012, após o revés na final justamente para o México, por 2 a 1. Oscar, Neymar, Hulk e Marcelo estavam naquele time, que tinha Thiago Silva como capitão. Do outro lado, dentre outros jogadores, Giovani dos Santos, Javier Aquino e Oribe Peralta eram os destaques daquela equipe de El Tri. Curiosamente, Peralta, que marcou os dois gols mexicanos naquela final, anotou o tento de El Tri na vitória sobre Camarões na última sexta-feira. Outro fato que vale lembrança é que Giovani dos Santos é carrasco brasileiro há muito tempo. Além das Olimpíadas de Londres,

o camisa 10 mexicano também acabou com um sonho tupiniquim em 2005, quando foi o craque do México campeão mundial sub-17. Na ocasião, os mexicanos bateram o Brasil na final, por 3 a 0, com grande atuação do então prodígio do Barcelona. Por tudo isso, o confronto desta terça-feira tem uma motivação a mais para os brasileiros. Além da chance de encaminhar o primeiro lugar do Grupo A e a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo, é uma oportunidade de exorcizar o fantasma mexicano que tem assombrado o escrete canarinho nos últimos anos. No entanto, também vale lembrar que os tempos são outros. O Brasil tem um time superior, com mais jogadores capazes de decidir, joga em casa, com força total e o México tem muitos problemas defensivos. Além disso, os mexicanos também chegaram ao Mundial com grande desconfiança de seus torcedores, que não acreditam em uma boa campanha de sua seleção no torneio.


BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

7

pa do mundo

dra do sapato desta terça-feira, às 16h, no Castelão, em Fortaleza, e faz um levantamento dos confrontos entre as seleções

Brasil leva vantagem no confronto direto

assado, o Brasil levou a melhor contra os mexicanos

O México tem a fama de ser carrasco do Brasil por conta de alguns jogos memoráveis, entre eles, as mencionadas finais das Olimpíadas de Londres, em 2012, e do Mundial Sub17, em 2005. No entanto, no retrospecto geral e em Copas do Mundo, a história é totalmente diferente. O escrete canarinho venceu todos os jogos contra El Tri em Mundiais, enquanto no geral, triunfou no dobro de partidas. Brasileiros e mexicanos se enfrentaram 36 vezes na história. São 20 vitórias do Brasil, contra dez mexicanas e seis empates. Dessas 36 partidas, nove foram disputadas em solo tupiniquim e a vantagem também do time verde e amarelo: cinco vitórias, contra dois empates e dois triunfos de El Tri. Já em Copas do Mundo, a vantagem é toda do escrete canarinho. Foram três confrontos e três vitórias do Brasil, que marcou 11 gols e não sofreu um tento sequer. A primeira partida aconteceu na Copa de 1950, com vitória brasileira por 4 a 0, no Maracanã. Já o segundo duelo foi no Mundial seguinte, em 1954, na Suíça. O Brasil venceu por 5 a 0, no Charmilles Stadium, com show de Didi, Pinga e Julinho. O último confronto entre brasileiros e mexicanos em Copas foi relaizado no Chile, em 1962. Triunfo fácil da nossa Seleção: 2 a 0, em Viña del Mar, com gols de Zagallo e Pelé. Esse tento, inclusive, foi o único do Rei naquele Mundial, pois o camisa 10 acabou se lesionan-

do posteriormente. Além da vantagem nas vitórias, a seleção canarinho, obviamente, leva vantagem nos gols. São 67 tentos marcados contra 35 sofridos. A média é de 1,86 gols feitos por jogo e 0,97 tentos sofridos por partida. Outro dado curioso é que o Brasil dificilmente passa em branco contra o México. O escrete canarinho marcou gols em 75% dos jogos contra El Tri.

Confronto Brasil x México 36 jogos na história 3 jogos em Copas

6 10 20

3

20 vitórias brasileiras 10 vitórias mexicanas 6 empates

3 vitórias Brasil 0 vitórias México 0 empates

Gols

Gols

35

67

67 gols Brasil 35 gols México

11 11 gols Brasil 0 gols México

Cartões amarelos podem ser problema Foto: divulgação

Nesta Copa do Mundo, os jogadores são suspensos por uma partida ao levar dois cartões amarelos e as tarjetas são zeradas apenas nas quartas de final. Com isso, existe a possibilidade de atletas estarem suspensos para as oitavas de final. Na Seleção Brasileira, o maior temor em relação a esse caso é com Neymar, camisa 10 e estrela do time, que foi amarelado contra a Croácia, em um lance bobo com Luka Modric – curiosamente, os dois são rivais na Espanha, já que o número 10 croata defende o Real Madri. No entanto, para evitar qualquer chance de o jogador do Barcelona ficar de fora das oitavas, o astro deve forçar o segundo cartão amarelo contra o México para cumprir suspensão contra Camarões e ter os cartões zerados, ou,

caso não seja amarelado contra El Tri, ser poupado contra os Leões Indomáveis. Em entrevista coletiva, Felipão não desmentiu as possibilidades. “O mais importante é a seleção se classificar. Neymar vai jogar contra o México sim e, se precisar levar o segundo cartão amarelo, que leve, mas o mais importante é se classificar. Depois de nos classificarmos é que irei pensar em poupar alguém”, afirmou Scolari. Vale lembrar que além de Neymar, Luiz Gustavo também foi amarelado no jogo que marcou a estreia da Seleção na Copa. No entanto, existem opções para o lugar do volante, como Ramires e Hernanes, por exemplo, enquanto Neymar é o camisa 10 e grande estrela da seleção.

Neymar levou cartão após falta infantil no meia croata Luka Modric


BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

8

Copa do mundo

O ‘portunhol’ está na moda em Minas O estado se torna ‘casa’ de Argentina, Uruguai e Chile e torcedores sul-americanos colorem as ruas foto: Divulgação

Guilherme Guimarães

O

idioma oficial do Brasil é o português, mas a Copa do Mundo tem alterado a rotina linguística do país, fazendo com que os brasileiros convivam com uma interessante mudança na forma de se comunicar: a língua espanhola de uruguaios, argentinos e chilenos, que escolheram Minas Gerais como morada durante o Mundial. Desta forma, o “portunhol” (mistura de português com espanhol) pode ser ouvido em vários lugares. Na cidade do Galo, em Vespasiano, escolhida como quartel-general da Argentina, Messi e os demais jogadores da Albiceleste realizam os treinos se preparando para os importantes jogos. “Que a Argentina jogue com o coração, que os jogadores deixem tudo pela equipe em campo. E que sejam os melhores. Estamos aqui por isso, pela confiança na conquista da taça de campeões do mundo. Que Messi deixe a vida no gramado. Isso nos fará muito contentes”, afirmou Julian Barbari, que veio diretamente de Buenos Aires. “Vamos, vamos Argentina. Vamos, vamos a ganhar. Que o espírito de luta da torcida não te deixe, não te deixe desencorajar”, gritava o animado torcedor. Celeste Olímpica Foram sete anos de espera desde o anúncio do país escolhido como sede da Copa do Mundo até o chute inicial da maior competição do futebol. O ano de 2014 será guardado na memória de todo brasileiro, que há muito tempo não sentia o clima de um mundial em solo verde-amarelo. A última vez foi em 1950, que terminou com a triste história do “Maracanazzo”. Falando em uruguaios, eles estão de volta. E mais perto do que nunca. Concentrados no JN Resort, em Sete Lagoas, jogadores e comissão técnica da seleção vizinha já sentiram o típico calor e receptividade das Minas Gerais. E os torcedores da Celeste Olímpica têm feito loucuras para acompanhar a seleção. Um grupo de seis pessoas deixou Montevidéu, capital do país vizinho, de carro. A promessa é acompanhar o Uruguai na primeira fase da Copa do Mundo. Serão mais de 17 mil quilômetros rodados. “Inicialmente, só com os jogos

Após invadir Minas, torcedores viajam milhares de quilômteros para seguir sua seleção durante a Copa

da primeira fase, 9.500 quilômetros terão sido percorridos. Isso, sem contar com o retorno ao Uruguai. Podemos rodar, no mínimo, 17 mil quilômetros”, contabilizou Ramón Patron, que junto de amigos percorreu cinco mil quilômetros de Montevidéu até Belo Horizonte. “Viemos ao Brasil com uma expectativa enorme. Paramos em Belo Horizonte e estamos de partida para Fortaleza, onde a seleção estreia contra a Costa Rica. A confiança nos move neste Mundial”, disse Cristina Gallo, outra integrante do grupo, ao BolanoBarbante. La Roja A seleção chilena é outra que fez das montanhas de Minas o seu reduto. E “La Roja” (A Vermelha), como é conhecida, escolheu Belo Horizonte, mais precisamente a Toca da Raposa II, como concentração. Mesmo um pouco menos badalado do que Argentina e Uruguai, o Chile também trouxe de longe seus adeptos. “Muita alegria, muito espírito de competição de quem está no Mundial. E esperança que o Chile obtenha sucesso na Copa. Nem mesmo a pequena lesão de Alexis Sánchez nos preocupa. Ele estará pronto para enfrentar os australianos em Cuiabá”, disse Alonso Pérez, nascido em Concepción, mas que mora em BH.

A Flag Digital oferece amplo atendimento na produção de Banners, Painéis, Sinalização, Adesivos, Envelopamento de Frota (Carros, Motos, Vans, Ônibus e Caminhões), Placas em ACM, Poliestireno, Acrílico, Lonas, MDF, Letras Caixas e Cortes Especiais.

Rua Dom Cavati, 13 - Providência Belo Horizonte - MG - 31814-140 31-3567-8128 - 31-3657-8122

www.flagdigital.com.br 55-31-3437-2798 | comercial@flagdigital.com.br


BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

9

Copa do Mundo

Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm

Na expectativa do sexto título

Torcedores brasileiros e de outros países confirmam favoritismo da Seleção Brasileira para conquistar o hexa Guilherme Guimarães

A

última experiência da Seleção Brasileira jogando em casa a Copa do Mundo foi traumática. Difícil não lembrar do “Maracanazzo”, derrota doída para os uruguaios na final, realizada no Rio de Janeiro, no ano de 1950. Porém, agora a história é outra, pois de lá pra cá, o Brasil conquistou cinco títulos mundiais. Além disso, na estreia do Mundial deste ano, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari começou bem, vencendo a Croácia, por 3 a 1, na Arena Corinthians, em São Paulo. Por tudo isso, a torcida pelo hexa é cada vez mais forte pelos torcedores. “Passar bem pela estreia é muito difícil, mas o Brasil fez um bom papel, se impôs e soube usar o fator casa a seu favor”, analisou o auditor fiscal Claudio Melo, de 40 anos. A expectativa por mais um título é tanta, que mesmo pessoas de outras nacionalidades apontam a Seleção como uma das candidatas para levantar a taça.

A Seleção tem dois jogadores diferenciados, Neymar e Oscar. Nomes que darão muitas alegrias nesta Copa

Márcio Maciel, desenhista industrial “Muito cedo para falar em título, mas o Brasil tem plenas condições de ser campeão. Tem uma grande estrela, Neymar. Ele pode fazer ainda mais diferença”, disse o médico boliviano Erik Rodriguez, 25 anos, ao BolanoBarbante. Morador de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, onde exerce funções médicas, Rodriguez assistiu ao jogo do Brasil contra a Croácia em uma badalada área de bares da cidade, ficando muito entusiasmado com a empolgação dos brasileiros. “Sou boliviano e estou adorando a interação com os brasileiros. Aqui se respira Copa do

Mundo”, contou animado Rodriguez, ao BnB. Animação Assim como o médico boliviano, que está extasiado por conta da Copa, o desenhista industrial Márcio Maciel, 21, comemorou e muito a primeira vitória verde e amarela. Além disso, a empolgação do torcedor não impediu que ele lembrasse da figura mais importante do duelo brasileiro contra os croatas.

Muito cedo para falar em título, mas o Brasil tem plenas condições de ser campeão. Tem uma grande estrela, Neymar

Erik Rodriguez, médico boliviano

“Grande vitória, resultado de superação, já que começamos perdendo. Mas, tivemos a ajuda do juiz. Não foi pênalti no Fred. Porém, o mais importante são os três pontos conquistados na estreia”, avaliou Maciel à reportagem.

Poderio ofensivo Além disso, o desenhista industrial fez questão de ressaltar o poder ofensivo do time comandado por Felipão, que conta na frente com vários jogadores habilidosos, que credenciam a Seleção Brasileira a mais uma conquista de Copa. “A Seleção tem dois jogadores diferenciados, Neymar e Oscar. Nomes que darão muitas alegrias nesta Copa”, afirma Márcio Maciel. Para finalizar, Maciel acredita que o próximo confronto será complicado, principalmente porque o México costuma ser uma verdadeira zebra diante do Brasil. “Sempre difícil jogar contra o México, uma pedra no sapato dos brasileiros. Time aguerrido e que depois de ter perdido na Copa das Confederações, vem para dificultar as coisas para nós”, finaliza.

Favoritismo brasileiro em xeque Pedra histórica no sapato dos brasucas, os mexicanos voltam a aparecer no caminho da Seleção, já que no ano passado, na Copa das Confederações, Javier “Chicharito” Hernández e companhia foram adversários da equipe verde e amarela. Com isso, apesar do favoritismo brasileiro, o torcedor trata o duelo com muita cautela. Na última partida entre as equipes, o Brasil levou a melhor, vencendo por 2 a 0, após os gols de Neymar e Jô. “Sempre difícil jogar contra o México, time chato e pedra no sapato dos brasileiros. Elenco aguerrido, perigoso e que precisa de atenção. Depois de ter perdido na Copa das Confederações, os mexicanos vão querer dificultar as coisas mais uma vez”, ressaltou o auditor fiscal Cláudio Melo, ao BolanoBarbante. Precisa melhorar Já o boliviano Edwin Cardozo, 25, outro médico que trabalha em Contagem, também acredita no favoritismo da Seleção Brasileira, mas prevê que os comandados por Felipão precisam ter mais competência se quiserem passar pelo México sem enfrentar dificuldades. Isso, levando em conta a estreia do time verde-amarelo na Copa do Mundo. “O Brasil começou fraco contra a Croácia, mas melhorou ao longo do jogo, principalmente depois do gol. Gostei muito do time de uma forma geral. Mas, para pegar os mexicanos, será preciso muito mais atenção”, afirmou o boliviano à reportagem.


Bate bola com o torcedor

BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

10

Quer ver sua opinião publicada aqui? A seção está aberta a críticas e sugestões, sempre bem-vindas. Envie e-mail para redacao@bolanobarbante.com, assunto “Carta do leitor”, ou correspondência para Rua Ministro Orozimbo Nonato, 102, Sala 2204, Torre A - Vila da Serra - Nova Lima/MG - CEP:34.000-000

A Copa do Mundo começou muito bem, com vários jogos de alto nível no torneio. Inclusive, as partidas são de muita emoção, pois até agora vivenciamos várias virada de placares. Quanto à Seleção Brasileira, creio que o time é muito bom, mas mesmo assim ainda precisa melhorar. Não podemos nos permitir falhas

Jair Fonseca

Já conhecia a fama do japonês Kakitani, lançado pelo técnico Levir Culpi. Contudo, acredito que o atleta não vá se destacar no Mundial, pois ainda sim

infantis como a que resultou o gol da Croácia, ainda no primeiro tempo do duelo. Ainda sobre Copa, gostei bastante da matéria especial, que foi selecionado os principais destaques das seleções que disputam o mundial. Além disso, acredito que os times citados como zebras podem realmente dificultar o trabalho das grandes seleções

Entre aspas

T Ç O B K C M A Q I I H T R

N P Ã S O Ã P A J C L Y N D

R Q Ç A D W G C K T W N E Z

J N A Ç Q V X N I I S S M O

J Y C C S T Z A V Z E U A L

C U U J G E D R I Q Õ P S J

N C D I W C H B X C S X N X

L Y E O K N G E A Q E I E U

A U Y J P I S A U O L T P Z

O Ç U M O C I S I F M O V B

S T C D I A K N O J G S C V

S O L U C S U M X J E Q R Z

E K P U Z C Ç T G R N S J T

P Y Y K K J A P O N E S A X

X X Q T Q G E C B D V L D C

P R E T A C S K S Z Ç C G

T A I A G J W S X L Q R K 14

Solução

I

L A O

E O

N

Seguimos de pé, agora

E W G D O G O L P E S T O H

O C I S I F

mais firmes do que nunca. Temos que seguir remando. Dar a vida pelos meus companheiro e pelo meu país

R D G U D J O Ç B Ç A H H K

S S E P O P L R U E C T A S J A U A M P C O R N E S A

Uruguaio Cristian Rodríguez, após a derrota do Uruguai para a Costa Rica

Faltam dois dias (para o jogo) e preferi não arriscar. Estarei em campo terça-feira. Estou bem. Estou sempre pedindo a Deus para não me contundir durante uma Copa,

Ç K I A D V E R S A R I O K

E

quero jogar todas as partidas da Copa do meu país. Até por ser nordestino e o jogo ser no Nordeste quero estar em campo terça. O que não pode é fazer loucura. Minha cabeça está boa e tenho certeza que terei condições de jogar na terça

O R H J U O H T H J B Z C Ç

S

Hulk, após deixar o treino da Seleção aos 12 minutos em função de dores musculares

Isso foi uma piada. Não acho que fui o melhor jogador, claramente. Fiz uma boa partida

E G Ç L W Y D A F D W Y G N

L

e estou satisfeito com meu desempenho. Se decidiram isso, é um orgulho para mim. Porém, a felicidade não vem pelo prêmio

O judô chegou ao BRASIL por meio da imigração JAPONESA, e, por aqui, as graduações se dão pelas CORES das faixas dos quimonos: BRANCA, cinza, azul, amarela, laranja, verde, roxa, marrom e PRETA.

E P

Shaqiri discordando ao receber o prêmio de melhor jogador

Criado no JAPÃO em 1882 pelo professor de EDUCAÇÃO física Jigoro Kano, o judô foi baseado nas TÉCNICAS do jiu-jítsu e tinha como objetivo a defesa PESSOAL, além do desenvolvimento FÍSICO, espiritual e mental. Na luta, são utilizados os MÚSCULOS, juntamente com a velocidade do PENSAMENTO, para se vencer o oponente. Cada uma dura até cinco minutos e pode contar com os seguintes GOLPES: ippon, ponto completo, que é o objetivo do JUDÔ; wazari, que vale meio ponto; yuko, um TERÇO de ponto; e koka, a menor pontuação, um quarto de ponto. São proibidos golpes no rosto do ADVERSÁRIO ou que possam provocar LESÕES no pescoço e nas vértebras.

E

” ” ” ” ”

é muito jovem e imaturo. No duelo diante da Costa do Marfim, o atacante entrou na segunda etapa e não mostrou muito futebol, ficando à mercê do que pode apresentar

Judô

O Ç R E T J U O Ã Ç A C U D A D O V G Ã T E C E O P R L A C N A R B S P J A E B R A S I L S E Õ S I O O T N E M A S N

“ “ “ “ “

Felipe Assis

© Revistas COQUETEL

Procure e marque, no diagrama de letras, as palavras em destaque no texto.

ilustração: acervo ediouro

Carta do leitor

CAÇA-PALAVRAS

www.coquetel.com.br


BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

Nacional

11

Intertemporada Da redação

Minas Gerais

A

pesar da parada do Brasileirão para a Copa do mundo, o Cruzeiro segue com novidades e, nesta segunda-feira (16), serão apresentados na Toca I o atacante Neílton e o zagueiro Manoel, os mais novos reforços do elenco comandado por Marcelo Oliveira. Além disso, hoje os jogadores celestes se reapresentam depois de um curto período de férias. Neílton já estava negociando há um bom tempo com a diretoria celeste, que preferiu o encerramento do vínculo do atleta com o Santos para aí sim anunciar a sua chegada à Belo Horizonte. Já Manoel estava insatisfeito no Atlético-PR e desta forma, depois de mover uma ação judicial contra o clube, acabou acertando sua transferência para o Cruzeiro. Por outro lado, Marquinhos também reforço celeste, vai esperar seu contrato encerrar com o Vitória, no próximo dia 30, para ser apresentado oficialmente pela diretoria

do Cruzeiro. Após a apresentação e as atividades, a Raposa já começa a pensar na intertemporada, quando enfrentará o Miami. Dois dias depois da primeira partida, o time volta a campo diante do mesmo Miami. Os outros amistosos serão contra os gigantes mexicanos América, Tigres e Chivas. Os duelos com o Miami serão em Massachusetts, enquanto as partidas contra os times do México serão todas no estado do Texas. O Cruzeiro embarca para os Estados Unidos no dia 17 de junho.

questão de valorizar os atletas do atual elenco. “A gente está estudando alguma coisa. Pode acontecer alguma coisa ainda durante esse período. O elenco, de um modo geral, se puder contar com todos, já é muito forte para tirarmos 11 jogadores”, disse o comandante do Galo. “Com o elenco todo nas mãos, fico muito otimista com a possibilidade de fazer uma boa campanha”, completa Levir Culpi, que após a volta do Nacional vai poder contar com o retorno de Ronaldinho Gaúcho e também do zagueiro Réver, além de Jô e Victor, que estão servindo à Seleção Brasileira na Copa.

Atlético Ainda de olho no mercado, o Atlético segue buscando reforços para voltar a todo vapor no Campeonato Brasileiro. Paciente com o trabalho da diretoria, Levir Culpi não escondeu que aguarda a chegada de novos atletas, mas fez

Coelho Já no América, a atenção está voltada para o goleiro Matheus, que sofre um grande assédio do Sporting Braga, de Portugal. Contudo, apesar de contente, o arqueiro se diz focado apenas no Coelho e na volta do Brasileirão da Série-B.

à Rádio Brasil. A cobrança por parte da torcida também foi abordada por Bandeira. Para ele, o objetivo durante esta parada no Campeonato Brasileiro é tentar recuperar o time e poupar os jogadores de cobranças. Mas o presidente rubro-negro não descarta o contato com o torcedor. “O importante é que o diálogo esteja aberto. Vários pontos que a torcida defende, eu defendo também. Algumas medidas já foram tomadas e só com muito trabalho vamos conseguir sair desta situação”, finaliza o dirigente.

Após se destacar com a camisa tricolor, Wellington Nem chamou a atenção do Shakhtar Donetsk e se transferiu para a Ucrânia em junho do ano passado. Mas fez apenas seis jogos no novo clube na última temporada europeia, na qual amargou a reserva dos também brasileiros Luiz Adriano, Taison e Eduardo da Silva.

Rio de Janeiro

M

esmo com o título estadual, a frustração da eliminação precoce na Libertadores e a zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro fizeram grande pressão na diretoria do Flamengo. Contudo, quando perguntado sobre as novas caras que podem pintar no Rubro-Negro, o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, prefere desconversar. Porém, nos bastidores da Gávea, corre a notícia de que seria Eduardo da Silva, brasileiro naturalizado croata, e que defende a Croácia nesta Copa do Mundo. Inclusive, o diretor executivo do Flamengo, Felipe Ximenes, teria encontrado com Eduardo da Silva para negociar uma possível contratação do atleta para o Rubro-Negro. “Não converso com ele [Felipe Ximenes] há uns dois dias. De qualquer maneira, este encontro não quer dizer que haja interesse por parte do Flamengo. Ele [Ximenes] tem uma rede de conhecimento muito grande”, despistou o dirigente em entrevista

Fluminense No Tricolor das Laranjeiras, a situação também é de trazer reforços. O clube trabalha nos bastidores para conseguir repatriar o atacante Wellington Nem. Os dirigentes do Flu devem se reunir com Eduardo Uram, empresário do atleta, para tentar a negociação.

Alvinegro No Botafogo, a ideia é também reforçar o elenco. Contudo, o Glorioso observa de perto as categorias de base, para se utilizar de alguns jogadores que se destacaram na Taça-Rio Sub-20. “Temos o lateral-direito, Erik, que é capitão. Dos jogadores de frente, André e Vinicius, nosso artilheiro. Tem o Rafael, um médio atacante de qualidade. É um grupo talentoso”, analisa Eduardo Hungaro, que já treinou o time principal, mas agora comanda as equipes das categorias de base.

em nove rodadas disputadas. Após o término da Copa do Mundo, o Timão enfrenta o Internacional de Porto Alegre no dia 17 de julho, às 19h30 (de Brasília), na Arena Corinthians.

físico. Foi um período curto e bom para os jogadores poderem descansar um pouco a musculatura, porque o repouso também faz parte da preparação”, avaliou.

São Paulo Já no Tricolor Paulista, os jogadores se reapresentaram para a intertemporada no sábado (14). Posteriormente, a delegação paulista embarcou para a Flórida, nos Estados Unidos, local escolhido para o período de treinos durante a Copa do Mundo, uma vez que os dois centros de treinamento do clube (Cotia e Barra Funda) estão sendo utilizados por seleções que disputam o Mundial. Para o preparador físico tricolor, Zé Mário, a pausa no calendário do clube proporcionada pela Copa do Mundo foi muito proveitosa para os atletas. “Essa pausa de dez dias não fez com que os atletas perdessem o condicionamento

Peixe No Santos a semana foi de apresentação do novo reforço, Souza, contratado junto ao Cruzeiro. O jogador chega à Vila Belmiro por empréstimo e ficará até o fim do Campeonato Paulista de 2015. A nova contratação vai se apresentar no próximo dia 16 de junho, junto com o restante do elenco, que descansa em função da disputa da Copa do Mundo no Brasil. O clube alvinegro e o mineiro não envolveram valores na transação, sendo o Santos responsável por efetuar o pagamento do salário do jogador. Além dele, Oswaldo de Oliveira conta com: Arouca, Alison, Alan Santos, Renato, Lucas Lima e Leandrinho para o setor de meio-campo.

São Paulo

E

m ritmo de Copa do Mundo, vários atletas acompanham o Mundial através da televisão. Contudo, o atacante Paolo Guerrero, diz que não irá acompanhar o torneio, pois prefere joga-lo a acompanhar pela TV. Minha esperança é jogar o Mundial, e não vê-lo. Espero que Deus me dê força para tentar mais uma vez. A esse, não assistirei como espectador. Prefiro me concentrar em meu trabalho no Corinthians”, destacou o atacante em entrevista ao jornal El Comércio. A última vez que a seleção peruana participou de Copa do Mundo foi no ano de 1982. Nessa edição, o Peru não conseguiu chegar às oitavas de final da competição, parando na fase de grupos. O Corinthians deve se reapresentar aos treinamentos nesta segunda-feira. No Campeonato Brasileiro, a equipe paulista ocupa o terceiro posto da tabela de classificação, com 16 pontos


BolanoBarbante.com - Ed. 52 - Ano II - Belo Horizonte - 16 a 22 de junho de 2014

12

Notasno

Barbante Moto GP

Hegemonia de Marquez

O

espanhol Marc Marquez segue hegemônico na temporada de 2014 da MotoGP. Mesmo em uma corrida em que largou da terceira colocação e cometeu erros, inclusive saindo da pista, o jovem piloto conquistou o Grande Prêmio da Catalunha da categoria, o sétimo consecutivo, e igualou a marca de Valentino Rossi. O Doutor, como é conhecido o piloto italiano, venceu sete corridas em sequência na

Vôlei

EUA bate Sérvia

O

começo dos playoffs da NBA foi marcado por uma surpresa no sábado (19). Primeiro colocado da Conferência Leste, o Indiana Pacers acabou surpreendido pelo Atlanta Hawks, oitavo lugar na fase de classificação. Já o Oklahoma City Thunder conseguiu confirmar a condição de favorito diante do Memphis Grizzlies. Mesmo em Indianápolis, os Hawks ganharam dos Pacers por 101 a 93. Com 28 pontos anota-

Atletismo

A

temporada de 2002, recorde da MotoGP, que substituiu a antiga 500cc. Em duas semanas, Marquez pode estabelecer nova marca com o GP da Holanda, em Assen. A segunda colocação na Catalunha neste domingo (15) foi justamente de Valentino Rossi, que liderou a maioria da prova, mas não conseguiu segurar o piloto da Honda. A terceira posição foi de Dani Pedrosa, companheiro de equipe de Marc Marquez.

dos, três a mais que Paul Millsap, Jeff Teague terminou a partida como cestinha. Do outro lado da quadra, Paul George estabeleceu 24 pontos e 10 rebotes. Em outro jogo, o Oklahoma conseguiu fazer valer o mando de quadra e ganhou do Memphis por 100 a 86, apesar da queda de rendimento no terceiro quarto. O astro Durant, 33 pontos, foi cestinha. Randolph, por sua vez, alcançou 21 pontos e 11 rebotes.

Murer é ouro em Nova Iorque

brasileira Fabiana Murer conquistou o primeiro lugar e, consequentemente, a medalha de ouro na prova do salto com vara na etapa de Nova Iorque da Liga Diamante, o principal circuito de competições da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF). A atleta pulou 4,80m e atingiu a melhor marca do Ranking Mundial de 2014. Murer, que detém o recorde sul-americano com 4,85m, passou

4,50m, 4,60m, 4,70m e 4,80m, todas na primeira tentativa. Fabiana ainda tentou saltar 4,90m, o que seria o novo recorde continental, mas não obteve sucesso. Mesmo não atingindo os 4,90m, a brasileira não escondeu a felicidade: “Fazia algum tempo que eu não saltava 4,80m. Na verdade, eu não saltava 4,80m desde o Mundial de Daegu. Foi uma prova ótima para mim, venci e assumi a liderança do ranking mundial”, comemorou.

Federer vence ATP 250 O

suíço Roger Federer esteve longe de fazer uma de suas melhores atuações, mas mesmo assim sagrou-se campeão do ATP 250 de Halle pela sétima vez em sua carreira. O título veio neste domingo (15), com uma vitória sobre o colombiano Alejandro Falla por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-2) e 7/6 (7-3), em um jogo muito duro para o suíço. Campeão consecutivo em Halle entre 2003 e 2006, Federer também ficou com o troféu em 2008 e 2013. Ele ainda foi vice-campeão do torneio em 2012, perdendo na final para o local Tommy Haas, e em 2010, quando caiu na decisão diante do australiano Lleyton Hewitt.

Tênis

Federer conquistou o torneio, mas não jogou bem neste domingo. Diante de Falla, apenas o 69º colocado do ranking mundial, o ex-líder do ranking oscilou. Nas duas vezes em que conseguiu quebrar o serviço do sul-americano, uma em cada set, perdeu seu saque logo no game seguinte. Os dois sets foram para o tie-break, em que a consistência de Federer fez a diferença. Alejandro Falla, jogando apenas a segunda final de um torneio de nível ATP em sua carreira, não conseguiu fazer frente ao ex-primeiro colocado do ranking mundial. Em 1h28 de partida, o suíço garantiu a vitória e mais um título no torneio alemão.


BolanoBarbante 52ª edição