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© Ana Branco

THE LISBON STUDIO WEBMAG#01 Autores

Ana Freitas, Ana Branco, Jorge Coelho, (Outro) Nuno Duarte, Pedro Brito,Pepedelrey, Ricardo Cabral, Nuno Saraiva, João Maio Pinto, Joana Afonso, Filipe Andrade, Filipe Duarte Pina, André Oliveira, Pedro Ribeiro Ferreira e Nuno Duarte

Capa

Pepedelrey

Design e paginação Pedro Brito

Fotografias

Copyright © 2013 The Lisbon Studio Todos os trabalhos apresentados têm Copyright © dos seus respectivos autores. www.thelisbonstudio.com

Ana Branco http://vimeo.com/anabranco


(INTRO) Pepedelrey

As mudanças reflectem sempre uma lavagem do passado para melhorar o presente e garantir um possível futuro, pleno de actos criativos. Esta aposta na existência digital continua a dar visibilidade ao trabalho dos artistas residentes do The Lisbon Studio, que já se aguardava, mas resistindo à problemática da realidade editorial do nosso país. O papel passa a pixel. O prazer físico de manusear a Mag, sentindo o cheiro das folhas e das tintas, não será comparável ao virar das páginas digitais, de certo modo frias e sintéticas. Mas acreditamos que os pequenos-grandes prazeres que oferecemos, digitalmente, neste novo modelo de publicação bimensal que apresentamos, poderá agradar-vos e muitas vezes até surpreender-vos. A arte pulsa vigorosa e continuará a ser o veículo primordial para retratar as ideias, as emoções e os outros sentimentos daqueles que ilustram o dia-a-dia do The Lisbon Studio, agora via Webmag.


Š Ana Branco


Š Ana Branco


Š Ana Branco


JORGE COELHO http://jcoelho.deviantart.com/ http://almirantefujimori.blogspot.com/


Sabia que o nosso Jorge Coelho está a ilustrar um webcomic escrito pelo argumentista Eric Skillman (Liar’s Kiss, EGG)? E não vai ficar por aqui. Conheça o projecto publicado no site Trip City. Quando Corey White tinha quatro anos de idade, a sua mãe disse-lhe que o pai tinha morrido e deixado a família sem nada. Aos dezoito anos, o pai contou-lhe outra versão. No entanto, o seu pai é um vigarista, por isso em quem é que é suposto Corey acreditar? Aceda aos links para ler os primeiros 5 capítulos e fique atento aos seguintes: http://welcometotripcity.com/2012/11/suckers-1/ http://welcometotripcity.com/2012/12/suckers-2/ http://welcometotripcity.com/2013/01/suckers-3/ http://welcometotripcity.com/2013/02/suckers-4/ http://welcometotripcity.com/2013/04/suckers-5/


FOLLOW-UP

POLARITY JORGE COELHO Jorge Coelho está neste momento a colaborar com a Boom Studios com a série em quatro volumes Polarity, escrita pelo músico Max Bemis (Say Anything). Como surgiu o convite para participares nesta série? Já mantinha um pequeno namoro com um dos editores da BOOM! que me contactou pois tinha gostado de ver o meu trabalho para o colectivo Brand New Nostalgia assim sendo, depois de regressar do festival de Lucca 2012 enviei-lhe o portfólio (em versão digital low res) que compilei para o festival. Ele respondeu positivamente e

fizeram-me dois testes e aparentemente passei pois propuseram-me esta mini série... Como descreves o processo de produção deste comic, desde o início até agora (final do terceiro número)? Tem corrido muito bem. Recebo os scripts, submeto layouts, pencils, inks e dou notas para as cores. Todos estes passos de


produção recebem notas com sugestões construtivas e pertinentes da minha editora a Jasmine Amiri que merece destaque pela contribuição positiva e por saber coordenar toda a equipa. O que passa nos teus headphones quando estás a trabalhar nele? Apanhado! Hehehe... geralmente passam documentários, podcasts e música. É uma

condição positiva deste tipo de trabalho que no processo de desenhar e passar a tinta nos permite absorver outras coisas. O que é que os leitores podem esperar da conclusão da saga (na altura ainda não deve ter saído o número 4)? Ainda não li o último capítulo mas creio que vai surpreender e fazer sentido ao mesmo tempo.


Quais as grandes mais valias que estás a tirar desta experiência? No fundo estou a sentir passar de uma situação de amador para profissional. A diferença são os prazos e a responsabilidade - queres dar o teu melhor mas tens de o fazer com as limitações de tempo. E tal demora, não acontece de um momento para o outro mas ao longo de algum tempo, suponho que dois ou três anos de trabalho regular. Estou a aprender também a coordenar-me em equipa um detalhe muito importante, pois para maximizarmos a qualidade temos de estar alerta e comunicar eficazmente de uma maneira construtiva e positiva. Sempre.


Š Ana Branco

JOANA AFONSO http://jusketching.blogspot.com/ http://www.joanaafonso.com/


CONTINUA


FILIPE ANDRADE

http://www.filipeandradeart.blogspot.com/


Š Ana Branco

RICARDO CABRAL

http://www.ricardopereiracabral.blogspot.pt/


CONTINUA


ANA FREITAS

http://anafrei.daportfolio.com/ http://wootdoodles.blogspot.pt/


Š Ana Branco

PEPEDELREY http://lifeofpepe.blogspot.com http://onfridays.tumblr.com http://imagesdelrey.tumblr.com


Š Ana Branco

PEDRO BRITO http://cargocollective.com/pedrobrito/ http://margemsulcomic.blogspot.pt/


NUNO SARAIVA

http://nunosaraivaillustration.blogspot.pt/ http://naterracomonoceu.blogspot.pt/


© Ana Branco

ANDRÉ OLIVEIRA

http://andreoliveirabd.blogspot.pt/ http://horadosaguim.blogspot.pt/


SNEAK PEEK

André Oliveira e Joana Afonso

LIVING WILL


Está a nascer um projecto de BD no estúdio, uma colaboração do André Oliveira com a Joana Afonso que dá pelo nome de Living Will. Embora ainda embrionário, será uma série de 7 comics de 16 páginas integralmente em inglês. No dia em que perde o seu animal de estimação, Will apercebe-se que já não lhe restam razões para viver. Ao longo dos seus oitenta e dois anos foi um homem de ligações fortes e de um grande amor,

mas hoje o dia-a-dia é povoado por conversas fortuitas e memórias coleccionadas numa velha pasta cheia de desenhos, textos e recortes. É ao admirá-la uma última vez que decide qual vai ser o seu derradeiro desafio: acertar todas as pontas soltas que ficaram ao longo do seu percurso e não deixar nada por dizer. Morrer em paz será o seu último testamento. Mas cedo vai perceber que, na vida, entre o preto e o branco há toda uma variedade de cinzentos.


Tenho saudades tuas,

DAVID

Ver http://www.youtube.com/watch?v=8Bmp8HJT4PU

À medida que um tipo vai envelhecendo vai ganhando interesses inesperados e redescobrindo memórias surpreendentes. Quando digo “um tipo” estou a falar de mim próprio, evidentemente. Estou a tentar implementar aos poucos esta mania de falar na terceira pessoa, sempre como “um tipo”, e acho que dentro de um ano ou dois já é coisa para exportar lá para fora. Tentei fazer o mesmo há tempos usando antes o termo “desgraçado” mas, por alguma razão, as pessoas não aceitaram tão bem. São feitios...

tamanho do crânio, é certo, mas fora isso pouco nos afasta. Sei que eles por regra têm menos tolerância ao álcool do que as pessoas de dimensão dita normal, mas como também deixei de beber há uns bons meses calculo que até nisso sejamos parecidos. Os anões, é preciso dizê-lo sem rodeios, a meu ver não são nada de especial.

Já quando se fala de gnomos, a conversa é diferente. Adorava-os em criança e, caso tivesse hoje uma doença grave do foro psicológico, continuava a Mas enfim, hoje em dia dou por mim a ouvir adorá-los e a acreditar na sua existência. música que não ouvia na altura em que foi feita, a ver filmes que dantes não me interessavam Para começar, usam aqueles chapéus bicudos para nada, a gostar de coisas que não gostava, que tanto gabo nos Papas. Continuo a achar que só pela época que representam e pela nostalgia é preciso um indivíduo estar muito seguro de si que me trazem. Posso estar vinte a trinta anos e da sua sanidade mental para colocar um bichaatrasado mas a verdade é que não me importo roco daqueles todos os dias na pinha e achar muito com isso. Desde que um desgraçado que se está em condições para sair para a rua. possa tirar daí momentos de genuína comoção, No entanto, duvido que os gnomos associem ao acho que é aposta ganha. Viram? Desgraçado adereço qualquer significado religioso... O que não é tão eficaz, de facto. me levanta dúvidas quanto à posição relativamente às questões raciais. Há qualquer coisa de E se aquilo que eu ontem desprezava hoje faz Ku Klux Klan naquele outfit mas prefiro não as minhas delícias, que dizer de tudo o resto pensar muito no assunto. É certo que nunca vi que eu já venerava? Tipo a série de animação nenhum sujeito de raça negra nos episódios de “David, o Gnomo”?! “David, o Gnomo” mas também não é menos certo que toda aquela realidade de floresta e Uma vez mais digo: não tenho nada contra nem não sei mais o quê pouco tem a ver com o Sul a favor dos anões. Eles são como são e eu sou dos Estados Unidos. Lá está: não vale a pena como sou, tenho mais meio metro e metade do ir por aí.


Depois, tanto David como Lisa (a esposa) eram idosos... E sabemos como as crianças apreciam idosos. Eu não era excepção, de facto sentia empatia com velhotes mas hoje vejo as coisas com outros olhos. É que a grande generalidade dos gnomos que apareciam na série tinham já uns Invernos a mais, o que me leva a suspeitar que se a população gnoma era já envelhecida na altura, hoje já pouco deveria restar da mesma. Sou capaz de imaginar David com o chapéu meio murcho, sentado numa poça de mijo a ver o Goucha e a queixar-se que “Ser gnomo no meu tempo é que era e a malta nova não quer pegar nisto...” Enfim, preocupações que não me assombravam mas que actualmente, viciadas pela vida adulta, não deixam de surgir na ideia. Para quem não via a série, David, além de gnomo, era também uma espécie de veterinário. Tipo, curava os animais que estivessem doentes, que tivessem sido apanhados em armadilhas ou que sofressem de uma maleita qualquer. Nenhum dos episódios abordava questões de ordem médica mais complexas ou até mesmo embaraçosas (não me lembro de ver David a ter de retirar um espinho do escroto de um texugo, por exemplo) nem sei se prestava serviços no âmbito da psicoterapia ou de medicinas alternativas, mas se tal acontecia deduzo que tais cenas tivessem sido registadas off the record.

O tamanho de David não deixava de ser uma vantagem no exercício da sua profissão porque lhe permitia observar de perto e em grandes dimensões quaisquer orgão que tivesse de tratar. No fundo, uma boa maneira de se poupar uns trocos num microscópio. David era manhoso e sabia-o. No entanto, era também bastante estúpido dado que nunca o vi receber um cêntimo pelos serviços prestados. Os bichos deviam agradecer e dizer que pagavam no fim do mês quando recebessem e o otário dizia que sim e voltava para o buraco a cantarolar e a equilibrar o chapéu bicudo na cabeça. Enfim, há ursos... Já a Lisa, sejamos sinceros, era uma mula que não fazia nada. Estava gorda como uma porca com um problema glandular e isso é fácil de explicar pelo simples facto que raramente saía do covil que partilhava com o marido. Seria uma trophy wife não fosse o seu aspecto asqueroso e abrutalhado em cima do qual, equilibrava também ela, o seu chapéu bicudo. Ok, podem dizer que provavelmente tratava da lida da casa. Mas quando a casa tem cerca de quinze centímetros quadrados digamos que as tarefas não podem consumir muito tempo ou energia. De qualquer maneira, acredito que houvesse uma certa tensão entre ela e David por causa da sua ineficácia em trazer dinheiro para o agregado familiar. O sair todos os dias para ir trabalhar e o regressar à noite com um sorriso idiota na cara e os bolsos vazios deviam encher Lisa de dúvidas e inquietação. Inquietação essa


que nunca é verdadeiramente abordada na sé- E aos trinta anos, não nego que ver o genérico rie, diga-se. no youtube faz com que haja uma lagriminha a querer saltar. Isto embora também tenha de reNo entanto, a relação entre os dois não parecia cordar com bastante tristeza o momento em que má, embora profundamente assexuada. Os raros nos separámos definitivamente e que envolveu momentos de carinho consistiam no esfregan- um berreiro tal que os vizinhos provavelmente ço vigoroso dos narizes, prática que como é pensaram que me estavam a cortar um braço sabido foi tornada célebre pelos esquimós. com uma colher de chá. Julgo que pouco devia ter a ver uma coisa com a outra, dado que aquela malta nunca devia É que os senhores criadores da série “David, o ter visto um esquimó à frente, provavelmente gnomo”, com certeza esgotados por todo o ferera apenas uma maneira de mostrar qualquer vilhar criativo que os episódios exigiram e não coisa parecida com afecto sem ter de aplicar sabendo como colocar termo à questão, tiveram demasiado esforço nem correr o risco de ser a ideia brilhante de o fazer traumatizando mierótico. E erotismo com aquelas duas aventes- lhares (quiçá milhões) de malta infantil. mas era algo para patrocinar os meus pesadelos durante meses. Para quem não sabe, no final de “David, o gnomo”, David e Lisa MORREM transformandoMas nem tudo era miserável, David fazia-se -se ambos num decrépito e macabro par de ársempre transportar no dorso de uma raposa que vores. chamava com um assobio. Provavelmente o único animal honesto e que assim recompen- Sim, tal qual. sava os serviços de enfermaria prestados pelo gnomo. Uma espécie de limusina com moto- ... rista sempre ao dispor não era para qualquer um. Quando era criança, vivia na mesma rua Ah mas não antes de uma dolorosa despedida que o ex-presidente da República António de lavada em lágrimas entre o gnomo e a raposa Spínola. E, como se sabe, a malta que foi presi- motorista (o que talvez tenha indicado que amdente tem direito a viatura e pinguim condutor bos tinham uma relação extra-profissional mas todos os dias, até ao pijaminha de madeira. Os não vale a pena agora desenvolver o assunto). ex-presidentes e julgo que o Cavaco também, quando largar o poleiro. Bom, lembro-me de Sim, MATARAM David e a mula da mulher só olhar para o velhote e achar que havia muito de para poderem dar a série por finalizada. David nele... Em vez de uma raposa vermelha Hoje, a transformação de personagens em árera um carro preto e ele não o chamava com vores afigura-se-me como “menos má” mas na assobios mas fora isso era igual. Às vezes há altura foi o equivalente a terem sido queimados coisas que aproximam os desenhos animados vivos, decapitados e as cabeças espetadas em da vida real e só topamos quando somos putos. estacas à entrada da floresta. Podiam ter feito Enfim... uma montagem com os trolls a despachá-los a tiro como no fim do Padrinho I, com os violiOs inimigos, também os havia, eram uns de- nos de fundo, que aos meus olhos não teria sido primentes irmãos mostrengos com narizes de menos chocante. bêbado a quem chamavam trolls, mas nunca constituíam grande ameaça. Faziam patifarias Enfim, a vida é curiosa e à medida que avança de modo cristão e sempre dentro de certos e as memórias ganham outros valores e signifideterminados limites, porque eram também cados. eles bastante estúpidos. Aliás, só assim se jus- Julgo que é essa a conclusão que um tipo tira tificava a vida tranquila de David que, como já daqui. foi provado ao longo deste texto, não era propriamente a última Coca-Cola do deserto... Seja como for, e com toda a lamechice que isso implica... Mas voltando ao início, a minha adoração pelo boneco era imensa. Tenho saudades tuas, David.


PEDRO R. FERREIRA http://somehowalongtheway.blogspot.pt/ http://www.pedroribeiroferreira.blogspot.pt/ http://www.arcodavelhanews.blogspot.pt/


SUSANA CARVALHINHOS

A ilustradora Susana Carvalhinhos visitou o Lisbon Studio na sequência de uma colaboração com o André Oliveira (uma banda desenhada para a revista CAIS).


Revelou-se entusiasmada porque há já algum tempo que não fazia uma única prancha com vista à edição. Isto embora a arte sequencial tenha surgido na sua vida ainda antes da ilustração: o primeiro trabalho que viu publicado foi uma BD, num álbum com outros nomes conhecidos, o que a deixou bastante satisfeita na altura. Foi quando estudou no ArCo que teve essa oportunidade e considerou-a muito importante a nível artístico e motivacional. Hoje, a sua vida profissional é bastante dividida, muito trabalho de autor, embora gostasse de abraçar uma maior componente editorial. Está habituada a trabalhar sozinha num espaço em casa e afirma que precisa

de andar um pouco e pensar livremente antes de “atirar-se” para o papel e colocar as ideias cá fora. Mas, por outro lado, também gostaria de trabalhar num sítio com mais profissionais porque considera que “se ganham sempre coisas e perdem-se outras tantas”. No que toca à criatividade, o artista flamengo Hieronymus Bosch é uma referência pelo facto de no mesmo quadro conseguir contar diversas histórias e a cada novo olhar se descobrirem coisas novas. Mas há muitos outros autores que admira e que lhe trazem inspiração. A título de curiosidade, a cor é um dos aspectos mais fortes no seu trabalho mas


nem sempre foi assim. Inicialmente trabalhava a preto e branco, apenas com mais uma ou duas cores, mas o cromatismo foi surgindo e amadurecendo. Neste momento,  concluiu uma ilustração para a CRU (a revista rasca e vadia),  está a participar no Felicidário  (um projecto que é um calendário e uma espécie de dicionário

com 365 definições práticas de felicidade, que abrange uma faixa etária a partir dos 65 anos), a preparar uma exposição e está também com trabalhos comissionados para o Japão. Não percam a revista CAIS de Junho com a curta de BD “Todas as Cores do Mundo”!


susanacarvalhinhos@gmail.com http://susanacarvalhinhos.blogspot.pt/ http://cargocollective.com/susanacarvalhinhos


SNEAK PEEK VIDEOJOGOS CATITAS COM A

NERD

MONKEYS

É com muito gosto que anuncio aqui na TLS Mag a criação da minha nova empresa de videojogos, a Nerd Monkeys®. Foi exactamente no mês em que me mudei para o TLS que este novo projecto surgiu, fruto da cooperação com Diogo Vasconcelos responsável pela PressPlay, loja de coleccionismo de videojogos no Porto. A N.M. pega no legado da Seed Studios e mantém a chama da criação de jogos de autor, feitos por e para jogadores. Eu ainda não sei por quanto tempo iremos ficar dentro do TLS pois eventualmente teremos de nos mudar para um espaço nosso, mas para já, é com muita honra e orgulho que me mantenho junto a este bando de geniais artistas. Filipe Duarte Pina


FILIPE D. PINA http://nerdmonkeys.pt/ http://filipeduartepina.wordpress.com/


Os Senhores do Fogo é um projecto inacabado de uma história de ficção sobre bombeiros passada em Portugal. Criada por mim e pelo Filipe Andrade, os Senhores do Fogo era um projecto de banda desenhada para ser publicado em jornais diários nos seus suplementos semanais. Uma história completa dividida em 8 capítulos para ser editada durante os 2 meses seguintes ao verão de 2007 todos os fins de semana. Eram 8 capítulos que podiam ser lidos individualmente mas que se completavam uns aos outros de forma a poderem ser editados como um livro só. O projecto arrancou em 2006 com o planeamento da história, personagens e calendário de produção e a criação de uma apresentação para enviar aos jornais Expresso, Jornal de Notícias e Sol. Esta apresentação consistia em 12 páginas onde o personagem principal falava de si e do projecto. Continha esboços dos personagens principais e uma prancha de exemplo. A ideia era abordar a questão dos grandes fogos que normalmente varrem as florestas Portuguesas no verão através de ficção em banda desenhada. Infelizmente nenhum jornal ou revista pegou no nosso projecto e decidimos então tentar outra abordagem. Em finais de 2007 o Andrade desenhou as primeiras 8 páginas da 1ª parte e eu preparei uma apresentação para Janeiro de 2008 em Angoulême. Com uma BD mais sólida e um argumento com um arco completo fechado, levámos tudo traduzido em Francês e Inglês para mostrar às grandes editoras que se reunem em Angoulême todos os anos. Infelizmente e mais uma vez fomos rejeitados.Fica aqui na TLS Mag pela primeira vez as 8 pranchas de introdução ao projecto conhecido como “Senhores do Fogo”.


NUNO DUARTE

http://outronuno.blogspot.com/ http://mocifao.blogspot.com/ http://duartefolio.blogspot.com/


JOテグ MAIO

PINTO joaomaiopinto@gmail.com


© Ana Branco

EX- TLS

Neste número

NUNO DUARTE

(O argumentista, não é o mesmo que está páginas atrás)


Aqui ficam as primeiras cinco pranchas do projecto ELECTRO & HARDBALL, uma BD assente numa narrativa urbana e moderna, com elementos de ficção e fantasia, numa mescla de elementos europeus com os das séries adultas da Vertigo.

electro & hardball TEXTO: Nuno Duarte

ARTE: Chris Fleming chrisfleming74@hotmail.com

Welcome to a world where freakish is the norm, a life so very much like our own and yet so very weird that you have to be different to be just like everyone else. Beware of your dreams of independence, the Thought Police knows all and rules all. Dress a different pair of pants, dare to dream your own dream, and torture beyond comprehension will fry your brain, teaching you that you’re but a cog in the well oiled Thought Police machine. Enter Electro, a lonely guy with ordinary freakish powers of communication with household appliances. Give him Football Hooligan strict parents, an already traced future as chaplain in the “Spiritual Realm of Holy Retribution Church” where insectoid priests eat their believers brains...add a foreign dimensional exchange student named Hardball...and start to imagine what the taste of anarchy and revolution feel like.


Š Ana Branco


Š Ana Branco


Š Ana Branco


TLS MAG #1 Junho/Julho  

Revista digital do colectivo The Lisbon Studio.

TLS MAG #1 Junho/Julho  

Revista digital do colectivo The Lisbon Studio.