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Os avanços da cirurgia bucomaxilofacial com a

Formada pelos especialistas Gabriel Sardinha, Patrícia Siqueira e Silmar Antunes PÁGINA 7

Alerta para falta Dr. Diego Motta de remédios em fala da Vitamina todo o país B12 como aliada

Depressão é mais comum em mulheres

Atenção dos pais na saúde mental das crianças

Segundo estudo, o problema é nacional e atinge hospitais públicos e privados.

Sua deficiência pode gerar desconfortos e até mesmo problemas graves de saúde.

Segundo a OMS, alguns fatores de risco estão associados com o desenvolvimento do distúrbio.

Queda no desempenho escolar e agressividade podem ser sinais de alerta para a família.

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Equipe ProFace


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VIAsaúde A ultrassonografia com Doppler no 1º trimestre de gestação e a prevenção de pré-eclâmpsia N

o Brasil, a pré-eclâmpsia ainda é a principal causa de morte materna, chegando a 15%. Isso representa cerca de 2 a 3 mulheres por dia, além de partos prematuros e complicações para o recém-nascido. De acordo com a médica ultrassonografista Dra. Daniela Rebello, especialista em ginecologia e obstetrícia, pré-eclâmpsia é uma das mais frequentes complicações da gravidez que matam mãe e feto no mundo. “As estatísticas mundiais revelam que 76.000 mulheres morrem por ano devido a pré-eclâmpsia e 500.000 bebês morrem por ano devido a pré-eclâmpsia materna. Ao identificar esta doença precocemente, podemos mudar este cenário”, afirma a médica.

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ou ganho de peso excessivo durante a gravidez. Diabetes e hipertensão crônica (pacientes que já apresentavam pressão alta antes da gestação) também são causas que contribuem para o desenvolvimento desta doença. Cabe considerar, também, que a história prévia ou familiar de pré-eclâmpsia da gestante também estão dentro do grupo de risco, assim como pacientes de raça negra ou com trombofilia.

Quais são as possíveis complicações para o bebê? Na pré-eclâmpsia, ocorre o comprometimento placentário, restringindo o crescimento do bebê intrauterino e podendo diminuir a quantidade de líquido amniótico. Por consequência, ocorre a diminuição da oxigenação fetal, ou seja, o sofrimento fetal, o parto prematuro, sequelas no recém-nascido e O que é pré-eclâmpsia? A pré-eclâmpsia é uma doença caracterizada até mesmo a sua morte. pelo aumento da pressão arterial materna Como podemos encontrar soluções e ou altos níveis de proteína na urina (proteinúria), podendo associar-se a lesão de para prevenir ou evitar a intercorrência órgãos maternos durante a segunda metade desta doença? Essa é uma excelente pergunta! A da gestação. Caso não seja diagnosticada de forma precoce e controlada pode levar a prevenção é o que mais buscamos em sérias consequências para a gestante como medicina. Atualmente, estudos científicos internacionais, respaldados pela FIGO convulsões, acidente vascular cerebral, (Federação Internacional de Ginecologia hemorragias, insuficiência hepática, dano e Obstetrícia) e nacionais publicados renal e morte materna. A esse contexto se pela FEBRASGO (Federação Brasileira de soma o fato de a paciente que desenvolve pré-eclâmpsia na gestação, tem o dobro de Ginecologia e Obstetrícia), além de amplos risco de adquirir sequelas cardiovasculares e estudos realizados pelas mais renomadas aumenta em 4 vezes as chances de se tornar instituições de pesquisas internacionais, como The Fetal Medicine Foundation, hipertensa ao longo da vida. demonstram que esta doença pode, sim, ser evitada, com prevenção. A vista disso, Quais os principais fatores de risco para o é recomendável que haja solicitação desenvolvimento desta doença? médica para a realização do exame de Ocorre com mais frequência na primeira ultrassonografia com Doppler das artérias gestação (primigestação).Outro fator uterinas ainda no 1º trimestre de gestação. gerador, reside na obesidade da gestante

Recentemente, a ciência demonstrou que se associarmos a história materna da paciente, assim como sua pressão arterial média, com um simples exame de sangue para avaliar o Fator de Crescimento Placentário e a ultrassonografia com Doppler das artérias uterinas realizada no 1º trimestre gestação, podemos prevenir 75% das mulheres que terão pré-eclâmpsia antes do parto (prétermo) e cerca de 90% das pacientes que terão pré-eclâmpsia antes de 32 semanas de gestação (precoce). Publicação feita após 30 anos de análises e pesquisas, mostradas pelo New England Journal of Medicine, um dos mais renomados jornais de pesquisa científica, comprova que se o obstetra usar essa estratégia para identificar o grupo de alto risco de mulheres que irão desenvolver pré-eclâmpsia, é possível evitar esta doença com o simples uso diário, em baixas doses, de Aspirina à noite, iniciando no 1º trimestre de gestação (ou antes da 16ª semana de gravidez), conforme demonstra o estudo, reduz a taxa de pré-eclâmpsia grave e precoce em 90%.

Doutora, para concluir, quais seriam suas considerações finais? Diante do exposto, sobre a maior causa de morte das gestantes no Brasil, no caso, é de suma importância o rastreamento do risco de a paciente desenvolver esta doença, o que inclui, além dos fatores já mencionados anteriormente, a ultrassonografia com Doppler das artérias uterinas, ainda no 1º trimestre de gravidez, possibilitando o tratamento preventivo. Enfim, como se vê trata-se de prioridade no campo das políticas de saúde, pois permite salvar vidas.

Formada pela Faculdade de Medicina de Campos há mais de 20 anos Instagram: @dradanielarebello


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Diástase abdominal, a inimiga da barriguinha perfeita Fisioterapeuta Ellen Schmid é especialista no assunto e conta como resolver o problema

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abdômen anterior é estruturado pelos músculos reto-abdominais. A separação desses músculos é o que se chama de diástase abdominal. Com mais de 20 anos atuando na profissão, a fisioterapeuta Ellen Schmid é especialista no assunto e ressalta a necessidade de atenção para as mulheres que estão no período pós-gestacional e querem voltar à forma e também para os homens que costumam exagerar nos exercícios.

Dra Ellen explicou que a diástase é mais comum em mulheres por questões hormonais e pelas alterações fisiológicas da gravidez, perante a fragilidade da parede abdominal. No entanto, pode ocorrer também devido ao sobrepeso e ao excesso de carga durante os exercícios. “A diástase abdominal pode favorecer, por exemplo, o aparecimento de hérnia umbilical. Alguns sintomas da diástase: dores na região da coluna lombar, incontinência urinária, devido à fraqueza do assoalho pélvico”, alerta a especialista. A fisioterapeuta ressalta ainda que é importante que as mulheres que querem

voltar à boa forma, após o período de gestação, busquem um profissional especializado antes. A diástase abdominal vai atrapalhar o resultado esperado e pode, ainda, caso já exista, ser agravada pela carga de esforços sobre o abdômen.

“Primeiro temos que reabilitar esses músculos, devolver função. Muito se fala em fechar a diástase, mas, muitas vezes, não vamos conseguir aproximar totalmente esses músculos novamente, principalmente quando é uma diástase mais tardia. O mais importante é devolver a função do músculo. Por isso, sempre falamos: não é só estética, é funcional também, já que essa fraqueza muscular traz muitos comprometimentos”, pontua. A profissional revela, ainda, que muitas pacientes procuram seu consultório depois

de não conseguirem o resultado desejado no retorno à academia e por vezes em tratamentos estéticos após a gestação. Isso se deve à presença da diástase abdominal. “Se tem diástase, primeiro a gente tem que reabilitar, senão os resultados almejados não vão acontecer. Inclusive, alguns exercícios podem prejudicar a diástase”, alerta. O tratamento da diástase abdominal não é muito longo e é feito com exercícios específicos. Exercícios que possam seguir uma sequência progressiva de treinamento. Exercícios que trabalham de dentro para fora esses músculos abdominais. Trabalho de respiração da forma correta, trabalho postural, exercícios de equilíbrio e estabilização. Além disso, em alguns casos são necessárias outras intervenções, como: com nutricionistas para orientar a alimentação, principalmente quando há presença de quadros inflamatórios, que atrapalham o tratamento.

Rua Barão da Lagoa Dourada, 266. (22) 99824-3493. @ellensnschmid


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Estudo aponta desabastecimento de ~ remédios em todas as regioes do país Segundo levantamento, Dipirona é o medicamento com maior dificuldade para ser comprado

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m levantamento coordenado por entidades científicas brasileiras apontou que ainda é grave a falta no mercado de medicamentos considerados imprescindíveis ao bem-estar dos brasileiros. Segundo o estudo, o problema é nacional e atinge hospitais públicos e privados. Segundo os entrevistados, Dipirona foi a solução com maior dificuldade para ser encontrada para compra. Preocupadas com a situação, seis entidades — como a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (SBRAFH) — enviaram um ofício relatando o desabastecimento ao ministro da Saúde, Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A coleta de dados foi realizada entre os dias 21 e 27 de junho e contou com a colaboração de 883 respondentes, dentre eles médicos, farmacêuticos, enfermeiros, administradores e outros profissionais de saúde, de 25 estados e o Distrito Federal, compreendendo todas as regiões do país. O desabastecimento de medicamentos imprescindíveis foi relatado por 97,4% dos

profissionais, independentemente do tipo de serviço e porte da unidade. Integram o grupo que pediu providências ao governo federal: a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), o Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP), a Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente (REBRAENSP), a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (SBRAFH) e a Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP). “Os resultados indicam que as dificuldades têm sido vivenciadas por todas as regiões do país, atingindo os diferentes perfis de serviços de saúde. Diante do exposto, ratificamos nossa preocupação, pois o acesso a estes medicamentos é indispensável ao processo assistencial. É importante ressaltar que também foram relatadas dificuldades envolvendo outros medicamentos, além dos descritos na tabela, como Solução Fisiológica 0,9% (100ml, 250ml, 500ml ou 1000ml) e Metronidazol 5mg/ml bolsa 100ml, entre outros. O desabastecimento representa

um sério fator de risco, que pode aumentar a ocorrência de complicações e de mortalidade nos estabelecimentos de saúde”, diz o ofício enviado ao ministro. Ausência Também de acordo com o levantamento, a lista dos medicamentos com importância clínica em desabastecimento, citados com maior frequência são: Dipirona Sódica 500mg/ml 2ml injetável (com ação analgésica e antipirética); Amoxicilina (muito usado para o tratamento de infecções em pacientes pediátricos),

contrastes radiológicos (indispensável ao apoio diagnóstico por imagem), Atropina – solução injetável 0,25mg/ml ou 0,50mg/ml (indicada para o bloqueio temporário de efeitos muscarínicos graves ou potencialmente letais). O levantamento apontou que o caso é mais grave nos hospitais públicos: 47,2% dos profissionais ouvidos trabalhavam neste tipo de estabelecimento e se queixaram do problema. Já 28,9% dos entrevistados que reclamaram do desabastecimento atuavam em hospitais privados.


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Vitamina B12: uma aliada para a saúde Sua deficiência no organismo pode ocasionar problemas

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oa semana meus amigos, hoje falaremos sobre propriedades importantes da vitamina B12, sua deficiência pode gerar desconfortos e até mesmo problemas graves de saúde.

Fábio Paes

Você sabia que a deficiência de vitamina B12 pode ocasionar problemas sérios de saúde como: • Depressão; • Dificuldade de concentração e aprendizagem; • Ansiedade; • Anemia; • Desanimo e fadiga; • Formigamentos; • Fraqueza nas pernas e câimbras; • Falha de memória, • Confusão mental; • Falta de equilíbrio; • Infertilidade; • Doença cardiovascular; • Perda de massa muscular.. Lembrando também que o uso de algumas medicações muito populares atrapalham a absorção dessa vitamina, por exemplo omeprazol que é usado em larga escala para “tratar” gastrite e outras doenças, o problema que muitos utilizam sem orientação médica e por longos períodos podendo ocasionar danos.

Julyana Valentim

Falta de vitamina B12 -A deficiência do nutriente ocorre em quatro fases, começando com a diminuição dos níveis sanguíneos de vitamina (fase I), progredindo para baixas concentrações celulares da vitamina (fase II), um aumento do nível de homocisteína (aminoácido associado ao surgimento de doenças) no sangue e uma diminuição da taxa de sínte-

se de DNA (fase III) e, finalmente, a anemia macrocítica, caracterizada pelo aumento dos glóbulos vermelhos (fase IV). Por que a falta de vitamina B12 é tão comum? A absorção de vitamina B12 é complexa e envolve várias etapas. Veja algumas causas de má absorção: • Disbiose intestinal; • Intestino permeável e/ou inflamação do intestino; • Gastrites atróficas ou hipocloridria (baixa acidez estomacal); • Anemia perniciosa (condição autoimune); • Medicamentos (especialmente IBP (inibidores da bomba de prótons) e outras drogas de supressão de ácido); • Álcool; • Exposição a óxido nitroso (durante uma cirurgia ou a utilização recreativa).

Karla Bairral

Isso explica por que a deficiência de B12 pode ocorrer mesmo em pessoas que comem grandes quantidades de alimentos ricos no nutriente. Por isso é importante buscar um profissional para avaliação, através de exames físicos e laboratoriais. O tratamento vai de acordo com cada caso, ou seja, é individualizado. Além da alimentação rica em B12, poderemos prescrever suplementos e medicamentos em quadros onde a deficiência está mais acentuada. Fiquem com Deus! Dr Diego Motta “A persistência é o caminho do êxito.” Charles Chaplin

Izabella Motta e César Tinoco


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ProFace: cirurgia maxilofacial Projeto de oito anos é comandado pelos cirurgio~es, Gabriel Sardinha Patrícia Siqueira e Silmar Antunes

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á oito anos em Campos, a ProFace Cirurgia Maxilofacial realiza consultas e cirurgias da face no Hospital Dr. Beda, na rua Conselheiro Otaviano, no Centro da cidade. A empresa, que tem como especialidade a cirurgia bucomaxilofacial, foi fundada pelos cirurgiões Gabriel Sardinha, Patricia Siqueira e Silmar Antunes, e tem o objetivo de “oferecer um atendimento nunca visto na região, fazendo com que o paciente se sinta seguro e acolhido”.

A ProFace realiza todos os procedimentos pertinentes à especialidade, como: cirurgia ortognática, remoção de lesões e tumores, redução e fixação de fraturas de face, além de implantes dentários. O foco da equipe, no entanto, não está só nas habilidades técnicas, mas também no julgamento cirúrgico, em como tomar decisões sobre a necessidade de intervenção e como lidar com pacientes durante um procedimento.

A cirurgia bucomaxilofacial é uma especialidade odontológica que trata cirurgicamente doenças da cavidade oral e da face, tais como: traumas e fraturas, patologias e tumores, alterações congênitas de crescimento facial (deformidade da face), doenças da articulação temporomandibular.

“Nossa equipe se preocupa em desenvolver as mais modernas, e minimamente invasivas, técnicas cirúrgicas, associadas ao melhor atendimento, focando no indivíduo, avaliando o paciente como um todo”, diz a cirurgiã Patricia Siqueira. Ela revela que, no ambulatório no qual os serviços são realizados, existe, atualmente, uma grande demanda de pacientes portadores de deformidade dentofacial, em que há assimetria no crescimento ósseo da face, fazendo com que procurem correção por meio da pela cirurgia ortognática. “Os pacientes com quadro de deformidade dentofacial nos procuram com dificuldades mastigatórias, dor articular e queixas estéticas. E nossa equipe, em conjunto com o ortodontista, prepara o paciente para a cirurgia. Só então, através de um planejamento virtual, é simulado o procedimento que será realizado e o resultado que será obtido, usando toda tecnologia disponível para um procedimento preciso e minimamente invasivo”, conclui Patricia.

Além da deformidade dentofacial, a disfunção temporomandibular (DTM) é outra patologia que motivou aumento considerável na procura por atendimentos no consultório da ProFace. O cirurgião Gabriel Sardinha credita o fenômeno à pandemia do novo coronavírus “O componente de estresse e ansiedade gerado nesse período agravou quadros de DTM pré-existentes, e a dificuldade de encontrar profissionais específicos para esse atendimento gerou demanda alta no nosso ambulatório. Atualmente, realizamos cinco vezes mais procedimentos auxiliares no tratamento de DTM que há 3 anos”, revelou. Devido ao aumento da demanda por atendimentos de pacientes diagnosticados com DTM, os cirurgiões da equipe buscaram se capacitar. Patricia Siqueira esteve, em

novembro de 2021, no Hospital Sirio Libanês, em São Paulo, em treinamento para trazer novas técnicas aos pacientes. Já Silmar Antunes cursa mestrado na Universidade São Leopoldo Mandic, também em São Paulo, com o objetivo de reforçar a especialização na área de DTM. Além de atenderem no ambulatório do Hospital Dr. Beda, os profissionais da ProFace também atendem em consultórios particulares. Os agendamentos podem ser feitos pelo aplicativo de mensagem WhatsApp ou pelo instagram no perfil @profacecirurgia. Números de contato: (22) 998815661, (22) 998437990 e (22) 998852833.


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Fotos: Carlos Grevi

Acupuntura e seus benefícios A

acupuntura é uma terapia que surgiu da medicina tradicional chinesa e é usada para promover bem-estar e para tratar vários problemas de saúde. As técnicas de acupuntura consistem na aplicação de agulhas finais, laser ou sementes de mostarda em pontos específicos do corpo, chamados de meridianos, onde estão localizadas terminações nervosas, tendões e fibras musculares. A aplicação das agulhas nos meridianos tem como objetivo liberar a energia acumulada

no corpo e, para que sejam sentidos os efeitos positivos desta terapia, é preciso procurar profissionais qualificados, que tenham conhecimento das técnicas adequadas. Também é importante seguir o tratamento e as recomendações de um médico. A medicina tradicional chinesa acredita que as doenças são resultado do desequilíbrio dos canais de energia do organismo, e a acupuntura atua de forma a fazer o ajuste de yin e yang. A medicina moderna ocidental, por

Técnica se dá pela inserção de agulhas em pontos específicos sobre a pele, de acordo com preceitos da medicina chinesa e conceitos mais modernos

sua vez, acredita que os efeitos dessa técnica acontecem devido à estimulação de substâncias que atuam por todo o organismo. Independente da linha da medicina seguida, muitos estudos têm demonstrado que a acupuntura é capaz de oferecer alívio para uma infinidade de doenças. Tanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece essa técnica como um complemento aos tratamentos convencionais e o Conselho Nacional de Medicina a considera uma especialidade médica.

l Alguns casos em que a acupuntura é usada l Emagrecimento e regulação do metabolismo l Controle da ansiedade, estresse e depressão l Tratamento para a insônia l Alívio da dor nas costas e no joelho l Redução de problemas do sistema digestivo l Melhora na qualidade de vida de pacientes com câncer


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Por que a depressão é mais comum em mulheres? A

depressão é um distúrbio mental comum e altamente incapacitante, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é mais prevalente em mulheres do que em homens. As causas exatas para a depressão em mulheres ainda não são conhecidas. Porém, alguns fatores de risco estão associados com o desenvolvimento do distúrbio. Entre eles, podem ser destacados: hereditariedade genética; alterações hormonais; estresse; efeitos adversos de medicamentos; presença de algumas doenças, como distúrbios da tireoide; e pós-parto. Os sinais e sintomas da doença em mulheres podem variar bastante, segundo especialistas. Mas ter algum sinal ou sintoma não significa que, necessariamente, exista depressão. Contudo, se eles persistirem por semanas ou até mesmo meses, então é preciso ir a um médico para ele fazer o diagnóstico e, se for o caso, definir o melhor tratamento para você. Entre os sinais e sintomas da depressão em

mulheres, os mais frequentes são: tristeza persistente, pensamentos negativos sobre si mesma; Sensação de desamparo; baixa autoestima; variações de humor; perda de interesse em atividades; alterações no apetite; problemas para dormir; dificuldades para se concentrar e memorizar coisas. Como o pós-parto pode afetar a depressão feminina? Apesar de a maternidade ser vista normalmente como motivo de felicidade, a depressão pós-parto afeta entre 10 a 15% das mães até seis meses após o nascimento do bebê. A causa exata não é conhecida, mas a queda na produção de estrogênio e progesterona tem um forte impacto no desenvolvimento dos distúrbios. Caso os sintomas da depressão pósparto persistam, a mulher deve discutir com o médico a melhor forma de tratamento para que a amamentação não seja afetada.

Tratamento Existem diferentes tratamentos possíveis para a depressão feminina. Eles podem ser aconselhados como formas únicas de tratar o distúrbio ou também podem ser utilizados em conjunto para serem mais eficientes. A escolha do tratamento para depressão é individual e o médico levará em conta fatores como a frequência ou a intensidade dos sintomas. As formas mais utilizadas de tratamentos são: Tratamento medicamentoso – Atualmente, existem medicamentos para o tratamento da depressão em diferentes estágios. Eles atuam nos neurotransmissores do cérebro, auxiliando o sistema nervoso central a restabelecer o equilíbrio químico normal. Apenas o psiquiatra pode receitar medicamentos para a depressão. Nunca se automedique - Mesmo que por indicação de alguém que tenha passado por um problema semelhante. Psicoterapia – O acompanhamento psicológico com um médico pode ocorrer de diferentes formas, com atendimentos individuais ou em grupos de apoio. O período de tratamento também é variável - pode levar algumas sessões ou até mesmo anos de psicoterapia para conseguir lidar com os sintomas da depressão.


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Clínicas e consultórios também precisam de planejamento tributário Peres & Fernandes Assessoria Contabil e Empresarial presta esse tipo de serviço em Campos

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complexa carga tributária que incide sobre as empresas no Brasil é uma dor de cabeça para qualquer empreendedor. E em clínicas e consultórios não é diferente. Por isso, um planejamento tributário é essencial para evitar problemas futuros. Se houver estudo e planejamento, é possível, inclusive, reduzir essa carga tributária. Em Campos, Peres & Fernandes Assessoria Contabil e Empresarial oferece esse serviço. A contadora Gizelle Fernandes, proprietária do escritório da Peres & Fernandes Assessoria Contabil e Empresarial explica que há dois tipos de planejamento tributário: estratégico e

operacional. Ela ressalta a importância do serviço. “Fazer um bom planejamento tributário para clínicas de saúde é, acima de tudo, usar inteligência fiscal e promover ganho de eficiência financeira para a empresa. O planejamento tributário, embora muito vantajoso, ainda é pouco utilizado pelos proprietários e administradores de clínicas de saúde como ferramenta de gestão e ganho na performance de gestão empresarial. No entanto, as clínicas que se valem deste tipo de planejamento conseguem grandes benefícios”, garante. Gizelle esclarece que planejamento tributário consiste no uso de uma série de técnicas previstas na legislação para reduzir a carga tributária e evitar equívocos que se caracterizem como ilícitos fiscais. Ainda segundo a contadora, para que se atinja esta finalidade, o planejamento deve ser elaborado de forma individualizada, com uma análise criteriosa das normas aplicáveis a cada caso.

Fórmula do sucesso Para Gizelle, o aspecto principal do sucesso de planejamento tributário para clínicas de saúde é a escolha do regime tributário da empresa (Simples Nacional, Lucro Presumido, ou Lucro Real).

podem detectar valores recolhidos a mais, possibilidade de restituição, compensação de créditos tributários, incremento de mudanças ou novas práticas para corrigir equívocos e reduzir a carga tributária”, reitera.

“Temos muitas clínicas que pagam impostos além do devido por ausência ou ineficiência de um planejamento tributário. Na prática, um enquadramento tributário equivocado pode levar a empresa a pagar impostos indevidos durante um ano inteiro”, conta. A contadora aconselha que o momento certo de fazer o planejamento é logo quando se abre a clínica ou o consultório. “O indicado é fazer o planejamento tributário logo no momento da abertura do empreendimento, mas também pode e deve ser feito para as clínicas que já estão em atividade. Um bom estudo e análise da situação da clínica (regime tributário, folha de pagamento, etc)

Rua Saldanha Marinho, 416, sala 224 Vips Center, 2º piso Centro, Campos-RJ

O escritório da Peres & Fernandes @peresefernandes Assessoria Contabil e Empresarial (22) 99231-1006 | (22) 99941-6023 contabilidade@peresefernandes.com.br fica localizado na sala 224 do Vip's Center Shopping, na Rua Saldanha Marinho, em Campos dos Goytacazes. Os telefones para atendimento são (22) 3052-3437 e (22) 9994-16023.


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Cuidados com a saúde mental dos pequenos Os primeiros anos funcionam como uma base para todas as aquisiço~es que o cérebro fará nos anos seguintes

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saúde mental não deve ser uma preocupação apenas na vida adulta e na terceira idade. As crianças também podem sofrer com distúrbios emocionais e nem sempre conseguem expressar o que está acontecendo. Por isso, de acordo com especialistas, é importante que os pais e pessoas próximas estejam atentas aos sinais de alerta e se empenhem na promoção da saúde mental infantil. É na infância que os indivíduos desenvolvem a sua estrutura mental. Situações adversas nessa fase da vida estimulam a produção de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, que atrapalha as conexões entre os neurônios. É o acontecimento sucessivo de situações adversas que, em longo prazo, pode atrapalhar o desenvolvimento do cérebro e, até mesmo, alterar alguns sistemas importantes. Entre eles, o neuroendócrino, responsável pela

produção de hormônios, e o límbico, responsável pelas emoções. A saúde mental infantil é importante para toda a vida da pessoa. Afinal, os primeiros anos funcionam como uma base para todas as aquisições que o cérebro fará nos anos seguintes. É também nesse período que surgem os primeiros sintomas de transtornos que podem se agravar na vida adulta. As causas mais comuns para problemas que afetam a saúde mental dos pequenos são: bullying; excesso de tecnologia; abuso sexual; violência; falta de afeto; cobrança exagerada vinda da família e traumas. As crianças ainda não têm capacidade emocional para gerenciar essas experiências ruins, por isso, as vivências negativas podem desencadear o desenvolvimento de doenças mentais.

Não esconda o que está acontecendo. As crianças são perspicazes e entendem quando algo não está bem no seu ambiente. Esconder os acontecimentos pode fazer com que elas desenvolvam sentimentos negativos, como a culpa e a solidão. Evite a sobrecarga mental. Se os adultos sofrem com a correria do dia a dia e a falta de tempo livre, imagine o que passa na cabeça de uma criança que tem o dia repleto de atividades — por mais que sejam educativas ou culturais, acabam se tornando obrigações. Uma rotina lotada de compromissos pode ser estressante para os pequenos. Por isso, os pais devem estar atentos para que sempre haja um tempo livre no dia da criança, quando ela pode se dedicar às atividades que quiser e conviver com as pessoas que ama. Promova o sentimento de pertencimento familiar. O sentimento de pertencimento é fundamental para a saúde mental infantil, pois permite que a criança se sinta segura e desenvolva vínculos afetivos saudáveis com os pais, amigos e outras pessoas com as quais convive. Para isso, os pais devem investir em um tempo de qualidade com os pequenos, quando poderão brincar, conversar, ler ou passear. Sinais Alguns sinais podem indicar que a criança não está bem: queda no desempenho escolar; agressividade; irritabilidade; alterações nos padrões de sono e apetite; tristeza; timidez exagerada; nervosismo sem causa aparente; apatia; pesadelos frequentes; falta de vontade de ir à escola ou de realizar atividades que antes eram prazerosas.

Cuidados Para cuidar da saúde mental das crianças nesse contexto, alguns cuidados devem ser tomados pelos adultos. A escuta, o acolhimento e a disponibilização de um sistema de suporte são os primeiros passos para evitar que os problemas piorem. O espaço de diálogo precisa estar sempre aberto. Para isso, os adultos devem reconhecer os sentimentos das crianças, estar dispostos a ouvir o que elas têm a dizer e valorizar as suas emoções sempre que elas forem compartilhadas.


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