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Foto: Divulgação

CAMPOS DOS GOYTACAZES, RIO DE JANEIRO • 13 A 19 DE MAIO DE 2018

Nas bancas por R$ 1,50

NÚMERO 84

IMNE propõe parceria público-privada para ampliar Ong Orquestrando a Vida Ação que começou em Campos tende a se expandir resgatando crianças em risco social através da música e da cidadania

Foto: Igor Gomes

AloysioBalbi

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Foto: Arquivo pessoal

Oitentão O empresário Edvar Freitas Chagas, com seu jeito cativante de festeiro, nem parece, mas vai comemorar no próximo dia 15 de junho, 80 anos. Para muitos, ele continua um garoto. Destas oito décadas de vida, mais de seis foram dedicadas à atividade comercial.

HEY Londonnn...

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Você ganhou meu coração.

Sylvia Paes

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A professora e historiadora Sylvia Paes fala das muitas demandas da área cultural do município e da defesa do patrimônio cultural, artístico e arquitetônico.

jeans ALERTA

Geriatra Deborah Casarsa, idealizadora

Em Campos, projeto inovador promove o tratamento e a prevenção de doenças como Alzheimer, coordenado pela médica geriatra Deborah Casarsa, em um evento médico altamente necessário e indispensável para os dias de hoje. PÁGINA 15

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joga Laila Póvoa com

CAPA

Foto: Marcelle Lima

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Geriatra alerta mentes e corações sobre doenças como a de Alzheimer

Foto: Gabriel Carvalho

Foto: Arquivo pessoal

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Especial

13 A 19 DE MAIO DE 2018

Cidadania ao som de música

Grupo IMNE apoia ações culturais e socioeducativas da Orquestrando a Vida, estimulando parcerias e colaborações público-privadas Foto: Divulgação

Com o violino Letícia Porto, uma das muitas atendidas pela ong

Wirlon Ribeiro deixou a vida de risco na Baleeira e hoje é professor de violoncelo na ong, estudando e dando aulas durante todo o dia Foto: Silvana Rust

Ocinei Trindade São 23 anos promovendo cidadania e cultura por meio da música. O projeto “Orquetrando a Vida” é reconhecido e aplaudido em Campos, no Rio de Janeiro e até mesmo fora do Brasil. Porém, para mantê-lo funcionando os desafios são contantes. Como qualquer organização não governamental, contar com apoio financeiro público ou privado requer esforços. O interesse do Grupo IMNE, liderado por Dr.Herbert Sidney Neves, ao promover suporte financeiro à ong obteve adesão de outros empresários. Para ele, é preciso também estimular as parcerias público-privadas em projetos sérios e educativos como é o da “Orquestrando”. De acordo com o idealizador da ong, Jony William Vilella, a iniciativa do Grupo IMNE tem possibilitado a “Orquestrando a Vida” a continuar trabalhando, ajudando a formar crianças e adolescentes em prática de instrumentos musicais nas sinfônicas criadas pelo projeto. Cerca de 280 crianças e adolescentes de sete a 17 anos, no período da tarde, dedicam-se a estudar música. São horas diárias de ensaios. A maioria dos garotos vem de escolas públicas e comunidades carentes. Os resultados são considerados satisfatóros. Além da excelência em formação musical, pessoas são preparadas para a vida. Outros apoiadores Além do IMNE, recentemente, empresários e parceiros apoiaram a ong. São colaboradores Cesar Henrique; Edvar Chagas (Femac Móveis); Latife Haddad (Montigás); José Ricardo (L. Alves); Joílson Barcelos (Rede Super Bom); Sandro Moura (Academia Sandro Moura); Carlos Eduardo Soares (Excelência Diagnóstico por Imagem); Trindade e Medicina e Cláudio Andrade. Para o empresário Joilson Barcelos, é preciso que o terceiro setor seja intensificado em Campos. Segundo ele, o Grupo Barcelos atenta para apoiar iniciativas socioculturais. Doar quatro violinos para a Orquestrando a Vida foi uma das ações em favor da ong: "Acho louvável a iniciativa do Grupo IMNE, por meio de seu fundador, Herbert Sidney Neves, ao procurar sensibilizar o empresariado campista para promover cidadania por meio da arte. Fazer parte da equipe de colaboradores nos honra”, disse. Conhecer de perto as atividades da “Orquestrando a Vida” ajudou a aumentar o interesse do empresário Sandro Moura para ações socioeducativas, como as desenvolvidas pela organização não governamental. “É um projeto muito sério, pois ajuda a tirar crianças das ruas, transforma-as em cidadãos. Como não tem fins lucrativos, depende da ajuda da sociedade e de doadores e voluntários. Por sua eficácia, merece ser copiado em todo o Brasil, pois dá chances aos jovens de acessar a cultura. É muito bonito de ver e ouvir”, considera. De acordo com Jony William, a Orquestrando a Vida se esforça para atender às crianças, dando suporte educacional e emocional também às famílias dos integrantes do projeto. A ong funciona em um prédio cedido pelo governo estadual. “São muito boas as instalações, mas precisamos manter o prédio e o telhado. A limpeza é feita pelos alunos, professores e famílias dos estudantes, inspirados no modelo japonês de mutirão coletivo. Despesas de luz, água, telefone, material de limpeza e higiene, manutenção dos instrumentos são compromissos mensais. Fomos contemplados com um edital do “Criança

Jony William e o trumpetista Patrick de Oliveira que trocou a droga pela música

Esperança” da Rede Globo que ajuda a pagar salários de sete professores e maestro, além do suporte do IMNE e amigos colaboradores”, explica. Núcleos de bairros e parcerias Uma das metas da Orquestrando a Vida este ano é estender para bairros e distritos, com aulas e criação de núcleos sinfônicos. Estão previstos cinco núcleos na Baleeira, Penha, Ururai, Parque Guarus, Santa Rosa. De acodo com Jony William, isto facilitará o acesso dos estudantes que poderão ensaiar mais perto de suas casas nos bairros próximos. A sede do centro continuará sendo mantida. “Ainda faltam definir locais para aulas e ensaios, mas já contamos com instalações cedidas no Santa Rosa e na Baleeira”, disse. Para Herbert Sidney Neves, os núcleos dos bairros auxiliarão ainda mais na execução de transformação social, principalmente em locais onde a violência tem crescido. “Para tanto, é necessário estimular as parcerias público-privadas, pois governo e empresas podem contribuir para essa implantação de ações sociais do gênero”, disse. A diretora-administrativa do IMNE, Martha Henriques, vê com entusiasmo a ampliação do projeto em locais fora da área central: “Há jovens que muitas vezes não têm oportunidades, e acabam escolhendo o caminho mais fácil nas suas vidas. O homem é fruto do meio? É preciso estimular a educação que ajuda a combater a violência”, considera. Atualmente, a Orquestrando a Vida não recebe verbas da Prefeitura de Campos. O governo informou que está em fase de elaboração um Termo de Fomento com a ong através do Conselho Municipal de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente. O prefeito Rafael Diniz disse que considera essencial o trabalho desenvolvido, por se tratar de um projeto vitorioso de inclusão, além de promover o nome de Campos no Brasil e até no exterior, servindo de estímulo para muitos outros jovens. “As ongs são parceiras do Estado, desempenham papel primordial. O governo precisa fortalecer cada vez mais o desenvolvimento humano social. Quando a situação financeira estiver mais favorável, muito mais será feito neste sentido. As ongs têm um papel histórico em benefício da sociedade, sobretudo por trabalharem com o voluntariado, e com a visão de que cuidar da cidade não é tarefa apenas do Poder Público, mas de toda a sociedade”, disse o prefeito.

Exemplos de superação Aos 28 anos, o trumpetista Patrick de Oliveira, é só empolgação e entusiasmo quando se fala em música e no projeto “Orquestrando a Vida”. Ele começou na Ong quando tinha 14 anos. Durante um período, envolveu-se com drogas e enfrentou sérios problemas para livrar-se da adicção. Segundo ele, a música ajudou a resgatá-lo. Abandonou os vícios, e hoje dedica-se pela manhã ao lava-à-jato que montou, e nas tardes e noites à música. “Para mim, é a realização de um sonho poder trabalhar com música. Tenho dedicado metade de minha vida ao instrumento e à orquestra. É muito bom poder fazer o que gosto. A música é um projeto de vida. Estar aqui me ajuda a crescer como pessoa. Os problemas com drogas que enfrentei estão superados. Como também sou professor

de trumpete na Ong, tenho a chance de ensinar o instrumento, mas também lições de vida para que outras crianças e adolescentes não passem pelo que vivi em relação às drogas. A música salva vidas”, afirma Patrick. Já a história de Wirlon Ribeiro, de 17 anos, envolve outro instrumento musical: o violoncelo. Faz sete anos que a rotina diária do jovem é estudar pela manhã onde está completando o ensino médio, e à tarde e à noite estudar e ensinar música. Morador da comunidade Baleeira, estigmatizada como área em situação de risco e violência, Wirlon vem conseguindo se destacar no local onde mora, e também artisticamente: “Acho que minha participação na “Orquestrando a Vida” me faz ser olhado de modo diferente onde moro. Creio que sou respeitado pelo caminho que escolhi. É maravilhoso estar aqui, pois conheci coisas da música e da vida que, talvez, não conheceria se não viesse para cá. Além de Vivaldi, Bach, Mozart e tantos compositores, tenho lições de vida. Aprendi a falar e a me comportar melhor nos lugares. Creio que amadureci. O meu irmão, Wendell, de 14 anos, veio para o projeto influenciado por mim. Minha mãe e meu avô com quem moramos, nos dão muito apoio”, revela. É habitual que os adolescentes que aprenderam a tocar instrumentos ensinem aos novos alunos do projeto. Eles compartilham conhecimento em todas as fases e idades. Este também é o caso de Letícia Porto, de 21 anos. Estuda violino desde os 8 anos de idade, mas passou a ensinar a tocar o instrumento no projeto. A música abriu portas para a moça dedicada. Além das atividades na Ong, está cursando a faculdade de Música, no Instituto Federal Fluminense. “A música me realiza. Descobri cedo que é isso o que quero para minha vida”, conta.


Opinião

AloysioBalbi Oitentão O empresário Edvar Freitas Chagas, com seu jeito cativante de festeiro, nem parece, mas vai comemorar no próximo dia 15 de junho 80 anos. Para muitos ele continua um garoto. Destas oito décadas de vida mais de seis foram dedicadas à atividade comercial. Logicamente, a data não vai passar em branco e deve vir uma big festa com direito a bolo e nada mais nada menos que 80 velas pra soprar. Autódromo em Campos Foi em Mineiros, em Campos, o segundo autódromo do Estado do Rio de Janeiro. A pista tem 21 mil metros com uma reta de 700 metros. Terá estrutura de box. Um empresário local está apoiando em parceria com um novo forte do automobilismo brasileiro. A conceituada Truck Pneus também está na parada. Além de corridas, como de Fórmula 3, entre outras, o espaço será usado para corridas de motos. O projeto vem sendo pensado desde 2014. Já está pronto e pode ser inaugurada semana que vem, se não chover. E o Morumbi fechou Por outro lado, o Morumbi Speed Park que funcionou em Campos durante dois anos, com corridas de carros adaptados, abrigando até um circuito nacional, fechou as portas. Emerson Hermiro disse que a falta de patrocínio para o espaço inviabilizou o seu funcionamento. Era o único com infraestrutura do Rio de Janeiro. "Ódromo" Bom lembrar que Campos tem camelódromo, sambódromo, já teve hipódromo e agora tem autódromo. Copa e cozinha A Liga Gastronômica de Campos, formada por 20 restaurantes vai promover um grande evento durante a Copa do Mundo. Cada um deles vai representar um país na Copa, e vai servir pratos e bebidas típicas. E por falar nisso, no dia 18 de junho, Campos irá sediar o primeiro Fórum Regional de Polos Gastronômicos, reunindo aqui as maiores grifes da gastronomia do Estado do Rio de Janeiro.

Essa é de roer O Parque Alberto Sampaio vive a maior infestação de ratos de que se tem notícia na área. Os mais prejudicados são os comerciantes da Rua Barão do Amazonas. Para se ter uma ideia da gravidade do problema, uma distribuidora de doces teve que descartar todos o seu estoque por causa dos roedores. Agora, eles pensam em grupo, combater os ratos com uma cola especial. Ataque do Javali O agricultor Fernando Neves alertou proprietários rurais de Cajueiro, São Diogo e Floresta sobre ataques de javalis em animais como cavalos e bovinos. Há relatos de que um javali à solta teria matado pelo menos seis cavalos na região. O mais provável é que esse javali, tenha fugido de algum criatório já que esse animal, que é selvagem, passou a ser criado por pecuaristas da região. Moradores temem que o animal possa atacar pessoas. A captura do Javali é uma tarefa difícil. Vários cavalos da região foram atacados e ficaram com ferimentos graves. Monitorando Atafona A Universidade Federal Fluminense (UFF) fez o mapeamento digital de toda a área de Atafona, afetada pelo avanço do mar. Os trabalhos foram coordenados pelos especialistas, Gilberto Pessanha Ribeiro, Bruno Ferraz Bartel e Christiane dos Santos Oliveira. Trata-se de um dos mais completos já realizados nesta área. Tão complexo que teve até voo fotogramétrico. Imigrantes O presidente da Carjopa, João Waked Filho, quer fechar seu mandato com chave de outro. Por iniciativa dele, junto a um vereador, será apresentado à Câmara projeto para construção de um monumento aos imi-

grantes que vieram para Campos. Em um primeiro momento seria para os Libaneses, mas agora já tem lugar para os italianos, etc. O monumento será construído pela iniciativa privada, no Centro.

OAB na Copa Um time de advogados da OAB de Campos está participando do Mindiavocatr, uma espécie de Copa do Mundo de futebol para o pessoal do Direito. Nossos advogados estão na Catalunha, na Espanha participando da peleja que reúne 30 países e 140 equipes. A próxima edição será em 2019 no Uruguai. Campos no espaço Experimentos científicos produzidos por alunos da Escola Municipal Getúlio Vargas e da Fundação Municipal do Menor, ambas em Campos, serão lançados no espaço em junho, sendo os únicos representantes do Brasil em um projeto internacional apoiado pela Nasa. Parabéns para a garotada que concorreu com mais de 600 projetos de 50 países. Em Rio Preto Rio Preto, um lugar aprazível de Campos, vai ficar muito agitado no final deste mês, mais precisamente nos dias 26 e 27, quando acontece a famosa cavalgada. O lugar bomba. As pousadas já estão quase todas reservadas. A festa atrai gente de tudo que é lado e a trilha sonora vai do rock à música sertaneja. Boa Notícia O anúncio feito pelo presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL) Marco Lucchesi, durante visita a Campos de que a entidade vai recuperar o Solar da Baronesa é uma boa notícia. O solar pertence à academia desde 1976, quando foi doado pelo empresário e político João Cleofas de Oliveira, que era dono da Usina Sapucaia. Sua restauração consumiu muito dinheiro e previa o projeto de uma escola de políticos em anexo. Hospedou muitos imortais em Campos. Além do próprio Austregésilo de Athayde que vinha com frequência, passaram fins de semana aqui Rachel de Queiroz e João Cabral de Mello Neto. A ideia era que o prédio se transformasse um Museu da Aristocracia Rural do Rio de Janeiro. O piano O que é preciso saber é onde está um piano de cauda inteira que foi doado à ABL pelo dono das Meias Algas. O piano alemão, uma raridade que teria encantado certa vez Tom Jobim, em Petrópolis, foi trazido para Campos com muita dificuldade e levado para o Solar. Não se sabe onde foi parar a raridade. Fé cega...faca amolada Enquanto muita gente bem empregada enche o saco dos outros tem um, e talvez seja o único de Campos que amola, mas no bom sentido. Sua profissão é amolador de facas e seus primos. Coisa muito rara hoje em dia. E ele vai gritando pelas ruas “amolador... amolador”.

ELA e as panteras O caderno Ela de O Globo circula neste domingo inteiramente dedicado ao 13 de Maio, dia da abolição. A moda da negritude, com turbantes e afins será contada. Uma das modelos escolhidas é a campista Luciana Adriano. Roupas, maquiagem e cabelo são os destaques, além das histórias da força da mulher negra, afinal os 130 anos da Lei Áurea não poderia passar em bancos.

Sair do silêncio através da música O silêncio é um texto fácil de ser lido errado. A música abre a janela da alma e por ela podem entrar muitas coisas, inclusive a solidariedade. O silêncio pode permitir à reflexão, mas a música propõe a ação. E exatamente neste contexto o Grupo IMNE, o maior grupo de medicina privado da região, busca sem a pretensão de maestro, formar uma orquestra de empresários regionais, para amplificar o som, a solidariedade e a proposta da Ong Orquestrando a Vida, que tem apresentado resultados fantásticos, apesar das adversidades em seu caminho. Todos conhecem a história dessa organização não governamental que já tem inclusive reconhecimento internacional, não só pela qualidade dos músicos que forma, mas pelo homem que forma. Crianças nascidas em ambientes de alto risco social, que poderiam estar empunhando uma arma de fogo em suas comunidades, estão com as mãos em instrumentos musicais. Em uma orquestra do bem, que o bem toca e que toca ao coração de pessoas boas. O silêncio também é a porta do consentimento, e hoje torna-se imperativo não consentir que crianças com um grande potencial de vida, seja potencialmente vítima da marginalidade. Há momentos em que silenciar é mentir, se recusar dar uma resposta para a solução de um problema. O Grupo IMNE ouviu na música a quebra da apatia da sociedade diante de um problema que envolve menores e que cresce. Uma sociedade que se esconde através do silêncio, onde habita a máxima de que cala consente não é definitivamente uma sociedade consciente dos seus gestos e de suas responsabilidades. É preciso romper essa barreira, assim como um dia o homem conseguiu romper a barreira do som, mas até hoje existem barreiras sociais que resultam em barricadas. O homem tropeça em pedras e nunca em montanhas. É possível tirar as pedras do caminho destas crianças e pavimentar um futuro promissor para as suas vidas. E a Ong Orquestrando a Vida tem mostrado esse caminho, que não é justo percorrer sozinha. O apoio de todos é necessário para que a música não se transforme em silêncio ou grito de dor. Empresários de visão neste caso também são de audição. Parecem ter ouvido o chamado feito pela música e percebido a importância deste projeto que no futuro poderá projetar Campos em larga escala, com as crianças beneficiadas devolvendo os benefícios. Pela música essa Ong está não só gerando som, mas gerando uma nova geração de homens, enquanto na outra ponta o governamental parece não ligar pelo que gera ou pelo que teria que ser responsável. É simples assim, embora muitos acham complicado. A proposta de amplificar o som do Orquestrando a Vida é nobre e já conta com o apoio dos principais empresários de Campos. Não deixemos para consertar o homem do futuro depois de desfeito pelos maus feitos. Que tal um concerto de música, com crianças que serão no futuro homens feitos?

O assédio sexual Paulo Cassiano Júnior - Delegado da Polícia Federal - cassiano.pcbcj@gmail.com

A notícia da recente demissão de um professor concursado da Universidade Federal Fluminense (UFF), doutor em Ciências Sociais, pela prática de assédio sexual contra alunas da instituição, reacendeu o debate sobre esse tema de grande importância. Muitas pessoas, homens e mulheres, minimizam o problema do assédio sexual, o qual, lamentavelmente, ocorre não apenas nas universidades, mas também em ambientes públicos e privados de ensino e trabalho. Pesquisa realizada pelo Datafolha em 2017 revelou que 42% das brasileiras declararam já terem sofrido assédio sexual. Do ponto de vista legal, o assédio sexual consiste em constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. Prova do desvalor que a nossa sociedade dá ao assédio sexual é que, embora o Código Penal seja de 1940, a criminalização dessa conduta só foi positivada em 2001 e sancionada com detenção

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de apenas um a dois anos. Será que o assédio sexual é uma novidade do século XXI? Será que um crime dessa gravidade merece ser tratado por lei como de menor potencial ofensivo? Como se percebe, para a sua configuração jurídica, o assédio sexual depende da existência de uma relação de subordinação da vítima ao autor do delito. A existência desse vínculo de hierarquia torna a situação ainda mais difícil para as mulheres, pois cria um sentimento de medo de retaliação em caso de denúncia. Some-se a isso a (legítima) descrença na efetividade dos órgãos competentes e pronto: eis aí o prato cheio para o silêncio. O germe do assédio sexual prolifera-se perfeitamente no “habitat” da sociedade patriarcal e dominada pela ideologia machista, na qual a mulher limita-se a cumprir um papel subalterno e de mera adequação e obediência à normatividade masculina. É a reificação da condição feminina que ara o terreno social que favorece a prática de atos de assédio e naturaliza o discurso misógino, tornando as mulheres incapazes de perceber a sua própria condi-

ção de vítima e gerando vergonha e autoculpabilização. Historicamente responsáveis pela criação da prole (enquanto os homens saíam à caça), eram as vovós que contavam às mamães e, assim, de geração a geração, que as outras deviam prender as suas cabras, pois os seus bodes estavam soltos. Isso ajuda a explicar porque nada menos que 26% dos brasileiros concordam que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”, conforme pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2014. Não! De minissaia ou calça, de “top” ou blusão, nenhuma mulher merece ser atacada. A cultura de imposição de constrangimento e humilhação às mulheres muda-se pela educação. Mas também pela repressão. Urge afrontar a impunidade que retroalimenta o assédio sexual. Nenhum galanteio, flerte ou elogio pode ultrapassar o limite do consentimento. Mulheres, gritai!

Expediente: Fundador Herbert Sidney Neves - Direção Executiva Martha Henriques - Diretor Geral Fábio Paes Diretor de Jornalismo Aloysio Balbi Chefes de Reportagem Girlane Rodrigues e Roberta Barcelos - Projeto Gráfico Estúdio Ideia Diagramação Elton Nunes - Departamento Comercial (22) 2738-2700 Rua Gov. Theotonio Ferreira de Araújo, 36 - Centro - Campos dos Goytacazes - RJ Impressão: Parque Gráfico do Jornal O Globo. Tel: (21) 2534-9579/ comercialpg@infoglobo.com.br


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Política

13 A 19 DE MAIO DE 2018

Fotos: Silvana Rust

Falta de estrutura pode fechar o Colégio Agrícola este ano

A RJ-194 que liga Campos a Gargaú ainda está sem asfalto

Precisará de dinheiro para recuperar a Uenf, o maior desafio

Legado amargo para futuro governador Uenf, Ponte da Integração, Colégio Agrícola, ferrovia e estradas abandonadas são heranças para o próximo governo Foto: Governo do Estado do RJ

Marcos Curvello O Jornal Terceira Via vem denunciando constantemente os problemas do município, mais notadamente aqueles que dizem respeito à Saúde, ao Transporte Público e à Educação. Mas, quem vive em Campos e na região tem que lidar, também, com a ausência do estado. Afetado gravemente pela crise dos últimos anos, o Governo Pezão paralisou obras, cortou investimentos e deixou de honrar repasses. O resultado: obras paradas, escolas e universidades agonizando, estradas que se tornaram verdadeiras armadilhas e projetos que não deixaram o papel. Problemas com os quais vai ter que lidar o próximo governador, seja ele quem for. A polêmica mais recente envolve a Escola Técnica Agrícola Antônio Sarlo. Localizada no Parque Aldeia, a unidade funciona há 60 anos, mas corre o risco de fechar as portas por falta de funcionários e estrutura adequada. O orçamento é insuficiente para manter as atividades, financiar a compra de insumos e dar manutenção. Após um período com aulas acontecendo semana sim, semana não, devido à falta de merenda, a escola normalizou o atendimento aos cerca de 300 alunos matriculados nos Ensinos Fundamental e Médio Técnico. Mas, os estudantes ainda têm que lidar com a precariedade e a insegurança. A rede elétrica da unidade não recebe manutenção há 20 anos e somente um vigia cobre a área de 155 hectares, o que torna a escola alvo constante de furtos e roubos. De responsabilidade da Faetec, a Escola Técnica Agrícola pode acabar transferida para a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) — que já mantém, na área rural da Antônio Sarlo, a Unidade de Apoio à Pesquisa (UAP), onde são realizados experimentos e aulas práticas. Uma comissão foi formada para discutir o assunto. Thiers Cardoso Outra unidade de ensino cuja situação demanda atenção urgente do Governo do Estado é a Escola Estadual Dr. Thiers Cardoso, no Parque Tarcísio Miranda. Após ser interditada para reforma, a escola

As obras da ponte ligando São João da Barra a São Francisco de Itabapoana estão paradas desde 2017

se viu no centro de uma polêmica. Os 1.080 alunos da unidade foram transferidos para o Ciep Doutor Nilo Peçanha, mas um grande número deles relatou problemas de adaptação. Muitos deixaram de ir às aulas. Os pais temem que o fechamento — qualificado como arbitrário — seja permanente e pedem que um prédio seja alugado para abrigar os estudantes ou uma estrutura de containers, semelhante à usada no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos, seja montada no pátio da própria escola. Depois de uma série de manifestações, a questão foi parar na Alerj. O deputado estadual Bruno Dauaire (PRP) fez uma indicação ao secretário estadual de Educação, Wagner Victer, para que o Governo alugue um imóvel próximo ao Thiers Cardoso. Além disso, uma ação contra a transferência dos alunos segue na Vara da Infância e Juventude, na Comarca de Campos. O processo é resultado de uma denúncia feita ao Ministério Público por uma comissão da comunidade escolar e, por envolver menores, segue em segredo de justiça. Uenf Uma das principais instituições de ensino superior do interior do Estado, a Uenf sofreu uma longa agonia nos últimos anos. Sem custeio de verbas desde outubro de 2015, perdeu alunos e pesquisas. Com as bolsas em atraso, estudantes abandonaram os cursos. Sem segurança — as duas últimas empresas Foto: Agência Petrobas

terceirizadas suspenderam os serviços por falta de pagamentos —, o campus da Uenf passou por vandalismo e furtos. Algum alento veio em dezembro do ano passado, quando uma proposta de emenda à Constituição do Estado foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Com isso, o Governo do Estado ficou obrigado a repassar, por meio de duodécimos, a partir de janeiro deste ano, parte do orçamento da Uenf diretamente para a instituição. Em 2018, seriam transferidos 25% do orçamento, percentual que subiria para 50% em 2019 e 100% em 2020, levando a Uenf à tão sonhada autonomia da execução financeira. No entanto, o repasse dos duodécimos vem sofrendo atrasos e o caso pode ir parar no Ministério Público. Ponte da Integração Iniciadas em 2014, as obras da Ponte da Integração foram paralisadas, pela segunda vez, em janeiro de 2016. Fonte de diversas promessas, encontros e previsões furadas — a última delas, feita pelo governador Luiz Fernando Pezão, de que a construção seria retomada no último mês de fevereiro — a estrutura deve encurtar em cerca de 50 quilômetros o trajeto entre os municípios de São João da Barra e São Francisco e integrar o litoral Norte do Estado, conectando a RJ-196 à RJ-194. A obra foi orçada em R$ 124.113.316,08 e deveria

Royalties: mais dinheiro para os municípios produtores Preço do barril sobe para US$ 70 no mercado internacional Pela primeira vez desde 2014, o preço do barril de petróleo bateu os 70 dólares no mercado internacional. Para os municípios petrorrentistas, como Campos e Macaé, significa mais verbas de royalties e participações especiais — não só por causa da valorização da commodity, mas também pela própria moeda americana, que serve de base de cálculo para os repasses feitos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). As dinâmicas da política internacional continuam pressionando o preço do brent para cima. Uma delas diz respeito à crise na Venezuela, que provocou uma crise migratória cujos resultados são sentidos diretamente pelo Brasil.

Outra é a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear firmado com o Irã pelo país e mais cinco signatários: Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia. A medida foi anunciada na última terça-feira (8) e gerou comoção na comunidade internacional. Com isso, é possível que o município de Campos volte a contar com orçamentos acima dos R$ 2 bilhões — marca que voltou a atingir em 2018 — e possa até mesmo voltar a sonhar com arrecadação mais próxima a de anos de fartura, como 2012, 2013 e 2014, quando o município arrecadou entre R$ 2,4 e R$ 2,5 bilhões.

EF-118 Também na seara da infraestrutura está a ferrovia EF-118, que vai ligar os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O projeto foi iniciado em 2015 e teve um passo importante dado em novembro do ano passado, quando os governadores Pezão e Paulo Hartung assinaram uma carta pedindo ao presidente Michel Temer que incorporasse o projeto ao Programa de Parcerias de Investimento (PPI) do Governo Federal. A expectativa inicial era de que isso acontecesse ainda no primeiro semestre de 2018, mas pouco foi falado a respeito após a assinatura do documento no Porto do Açu, em São João da Barra — o empreendimento logístico será um dos principais beneficiados, ao lado do Porto Central, em Vitória (ES). A EF-118 terá 577 quilômetros de extensão e deverá custar R$ 5,5 bilhões, mas o projeto passou por uma paralisação no Ministério dos Transportes. Junho se aproxima e o prazo está perto de se esgotar. RJs sem manutenção Esburacadas, sem acostamento e, às vezes, até sem asfalto, parte das rodovias estaduais que cortam o Norte Fluminense é alvo de reclamações constantes. A RJ-196 tem 197 quilômetros de extensão e é a principal via de acesso às praias de São Francisco de Itabapoana e ao litoral capixaba. Mas, cruzá-la pode ser uma aventura. Há grandes trechos de terra, falta sinalização e sobram crateras. Além disso, é comum encontrar animais soltos na pista. Por situação semelhante passa a RJ-194. Com 148 quilômetros de extensão, atravessando Campos e São João da Barra, a rodovia tem trechos em que o recapeamento asfáltico é praticamente inexistente e o mato alto dificulta a visibilidade da sinalização.

Supermercados só abrirão aos domingos a partir de 3 de junho Marcos Curvello

Bacia de Campos é uma das maiores do país em produção e exploração de petróleo e gás natural

ficar pronta em um ano, mas sofreu uma série de atrasos. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), 50% dos trabalhos foram concluídos. Se chegar a ser terminada — Pezão já afirmou que não encerra seu mandato sem finalizar a obra — a estrutura terá 1,3 quilômetros de extensão e 16,2 metros de largura.

Apesar da lei aprovada pela Câmara de Vereadores de Campos na última terça-feira, que regula o horário mínimo de funcionamento de supermercados aos domingos no município, os estabelecimentos só deverão voltar abrir no dia 3 de junho. Quem afirma é Roberto Viana dos Santos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejo). Segundo ele, embora a entidade tenha decidido, em assembleia realizada também na terça, não renovar o acordo coletivo que determinava o fechamento, ele segue em vigor até o dia 27 deste mês. A votação aconteceu horas após a aprovação da lei, de iniciativa do Executivo, que garante o funcionamento dos supermercados aos domingos, de 8h às 14h. O resultado foi apertado: de acordo com Roberto, 45% dos presentes votaram a favor da renovação do acordo coletivo firmado com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campos. Os 55% restantes optaram por suspendê-lo. “O acordo surgiu do contexto de crise que vivemos e, embora as empresas não tenham tido resultados financeiros com o fechamento aos domingos, aquelas que mantêm controle de RH e gestão de custos avaliaram o resultado como positivo. Ficou comprovado que o funcionário tem melhora na produtividade quando não trabalha domingo”, explica Roberto. O presidente do Sindivarejo garante que a falta de fiscalização motivou a decisão pela não renovação do acordo. “Votaram contra pequenos e médios empresários insatisfeitos com quem não cumpriu o acordo. A falta de fiscalização do Ministério do Trabalho foi o motivo da rejeição”. Lei x Acordo — De acordo com Roberto, a lei aprovada pela Câmara não tem o poder de se sobrepor ao acordo firmado entre patrões e empregados. “A Reforma Trabalhista deixa claro que o acordado supera o legislado, desde que tudo aconteça dentro da Constitucionalidade”, diz, citando, também, a Lei Orgânica do município.

Foto: Silvana Rust

Acordo de fechamento já dura quatro meses

“A Lei Orgânica proíbe o funcionamento dos supermercados aos domingos e feriados, mas afirma que se houver acordo coletivo, prevalece o acordado. Ou seja, a lei respeita a decisão dos sindicatos. Era dessa maneira que os supermercados abriam no domingo. Com base em acordo. Desta vez, porém, o acordo foi pelo fechamento. Para todos, para ser igualitário, por causa do momento econômico, e atendendo a uma demanda do sindicato laboral. Esse entendimento não foi revogado, de forma que a lei aprovada na Câmara não vai sobrepor ao acordo”. O presidente do Sindivarejo afirma que isso não significa obrigação de fechar, mas que há um custo para quem decidir abrir. “Nós não podemos fechar nenhum estabelecimento. Nós só regulamentamos o trabalho. Mas, para as empresas maiores abrirem aos domingos até dia 31, há uma multa de 20% sobre o salário e a hora extra do trabalhador. Ninguém está proibido de funcionar”. Roberto afirma que o assunto pode voltar à pauta dos sindicatos patronal e laboral em outubro. “Teremos outra assembleia e vamos ver se, até lá, temos amparo legal e levantamos mais sugestões para melhorar o atendimento do varejo”. Os estabelecimentos começaram a fechar aos domingos no dia 4 de fevereiro de 2018.


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Campos

Ser mãe acima de tudo e a qualquer custo

Conheça histórias de mulheres que sonhavam com a maternidade e alcançaram esse objetivo apesar das adversidades Foto: Arquivo Pessoal

Ulli Marques Tornar-se mãe pode ser considerada uma questão de escolha e, pelo sim ou pelo não, ambas as opções demandam coragem. Criar um filho exige um equilíbrio entre a calma e a bravura e nem todas as mulheres se sentem aptas para tal destreza; assumir isso é, também, um ato de hombridade. Mas o que fazer quando se tem certeza de que “ser mãe” é sua missão no mundo e, por algum motivo, lhe é retirado esse direito? Até onde uma mulher de alma materna é capaz de chegar para realizar-se por inteira? Neste Dia das Mães, a equipe de reportagem do Jornal Terceira Via conta as histórias de duas mulheres que escolheram pela maternidade, se opuseram às leis da natureza e da ciência e foram até fim para que esse direito lhes fosse concedido. Virgínia Fernandes escolheu o nome da filha ainda na adolescência. Ser mãe, para ela, era tão natural quanto ser filha, “a hipótese de não criar uma criança era inconcebível”, contou. Foi um choque quando, logo após se casar, foi diagnosticada com adenoma hipofisário, uma espécie de tumor que gera uma disfunção hormonal, dificultando a produção de óvulos. Virgínia, mãe por natureza, era infértil. “Fiquei sem chão”, lembra. Diante dessa notícia, a adoção era a única maneira do destino se cumprir. “Mas o processo de inscrição me parecia extremamente burocrático, eu não sabia por onde começar”. Foi quando o telefone tocou. Do outro lado da linha estava uma velha amiga, funcionária de um hospital em São Francisco de Itabapoana, que disse: “Uma moça grávida contou que não tem condições de criar o bebê e que vai deixá-lo aqui após o parto”. A porta da felicidade se abriu para Virgínia. Um ano antes, na missa de Dia das Mães, Virgínia pediu a Deus que lhe concedesse a graça de exercer a maternidade. Quando o telefone tocou naquele dia, ela soube que a sua prece havia sido atendida. “A minha filha estava a caminho. Ninguém me tirava essa certeza”, afirmou. Foi uma questão de dias para que Virgínia encontrasse uma juíza sensível à

Virgínia teve a agradável surpresa de engravidar, após realizar o sonho de ser mãe por meio da adoção

história. “Fiquei grávida por 24 dias; período entre o fatídico telefonema e o nascimento da minha filha. Maria Laura nasceu em um domingo à tarde; na segunda-feira pela manhã, ela já estava em meus braços”. A mãe Virgínia deu o primeiro banho; a primeira mamadeira; curou o umbigo; trocou a primeira fralda; realizou seu maior sonho. No entanto, já crescida, Maria Laura queria um irmão. “Disse a ela que a única maneira de atender a esse pedido era com a ajuda de outra ‘moça boa’, como eu costumo chamar a genitora que me possibilitou a maternidade”, relatou. Também por causa da disfunção hormonal, Virgínia tomava anticoncepcional, portanto engravidar era um verbo impronunciável. Só que não. Aos três meses de gravidez, ela se deu conta de que quando o desejo é forte, nada é impossível. “Realizei-me com Maria Laura. Gerei apenas uma vez, mas eu já era mãe antes. Anamaria foi a minha segunda filha. E quando ela nasceu, eu pude enten-

der que, de fato, não há diferença alguma. A adoção me fez realizar a minha maior ambição: amar incondicionalmente”, concluiu. 10 gestações Quando os três filhos de Ana Luíza Ferraz colocam a casa abaixo e a fazem perder a paciência, ela se sente culpada. Após tantas intempéries enfrentadas para que eles estivessem aqui, qualquer puxão de orelha parece injusto, embora faça parte do processo de ser mãe. Acontece que Aninha, como gosta de ser chamada, passou por 10 gestações. Seis abortos espontâneos e um parto prematuro seguido de óbito do recém-nascido. Sete tentativas frustradas. Sete filhos que não vingaram. Para que Isabela, Mariana e Francisco estivessem aqui, ela precisou ter coragem. E fôlego! A primeira perda, antes dos três meses de gestação, foi um baque, segundo Ana. “Eu não esperava. Ha-

via feito tantos planos... Vê-los indo por água abaixo me deixou sem chão”, contou. Na segunda vez, a dor vivida antes a preparou, “já estava calejada”. Mas a terceira foi, talvez, a mais sofrida. Isso porque, diferentemente das situações anteriores, nesta ela havia completado seis meses de gravidez. “O enxoval estava completo e eu estava eufórica; pela primeira vez conseguia perceber o meu filho dentro de mim. Mas logo após completar o sexto mês, senti fortes contrações e, no hospital, o médico optou pelo parto normal. Não foi uma decisão sábia. O bebê nasceu com vida, mas todo o processo o desgastou e ele faleceu minutos depois”, lembrou. Não só ela, mas toda a família ficou abalada. O sofrimento também prejudicou o casamento, que chegou ao fim pouco depois do ocorrido. “Mas o fato de não estar casada não iria me impedir de conquistar o que eu mais queria, ser mãe”. Ana Luíza engravidou mais uma vez; produção independente. “Foi quando eu conheci o médico que descobriu o motivo dos abortos anteriores, o especialista em fertilização Dr. Francisco Colucci. Fiquei tão grata que batizei meu último filho com o nome dele”. Aninha teve de fazer uma cerclagem uterina, procedimento que consiste na costura do colo do útero, deixando-o fechado, para que segure o feto até que ele esteja pronto para nascer. Foi graças a essa descoberta que Isabella veio ao mundo. Quando a menina tinha oito meses, Ana Luiza conheceu o segundo marido, que assumiu a sua filha e disse que queria mais; ela não hesitou. A mãe engravidou outras seis vezes após o nascimento da primeira criança, mas, nessas tentativas, somente dois bebês nasceram. Questionada sobre a raiz da força que teve para enfrentar a dor de perder sete filhos, Aninha declarou que não concorda com a ideia de que a maternidade é uma questão de escolha. “Eu já nasci mãe. Nasci mãe da Isa, da Mari e do Chico. Tanto que, mesmo diante de todas as frustrações e lágrimas, não passava pela minha cabeça a possibilidade de desistir. Não havia alternativa. Eu tinha de gerá-los. Eles tinham de nascer. Nascemos uns para os outros”, concluiu.

Ministro vem a Campos falar da judicialização da Saúde Laila Nunes Todos sabem que a saúde é um direito constitucional. Ao estado cabe o dever de fornecer medicamentos e tratamentos para a população, porém, não é bem assim que acontece na prática. Em todo país, seja em cidades mais estruturadas ou não, a saúde pública é sempre um assunto polêmico, principalmente em municípios em que moradores dormem em filas esperando por atendimento e não conseguem obter os remédios. Em alguns casos, pacientes chegam a não suportar a espera e acabam morrendo sem o direito ao tratamento, ou recorrem à Justiça para obter seu direito. Pensando justamente nessas pessoas, que precisam pedir ajuda à Justiça para conseguir o que lhe é um direito, que o grupo Imodum, uma empresa criada por especialistas em Direito, com o apoio do Hospital Dr. Beda, discutirá no próximo dia 18, a partir das 18h, no Teatro Municipal Trianon, a Judicialização da Saúde. O evento contará com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, além do ministro do Superior Tribunal

de Justiça (STJ), Paulo Dias Moura Ribeiro; o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Elton Martinez Leme; o desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF), Theophilo Antonio Miguel Filho; e a juíza do TJ-RJ, Maria Daniella Binato de Castro. Um dos organizadores do evento, o juiz Pedro Henrique Alves explica que judicialização da Saúde é a tentativa de obter, por meio de ações judiciais, exames, medicamentos, cirurgias ou tratamentos médicos, que os pacientes não tiveram acesso pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou pelos planos de saúde. “A discussão do tema é muito importante, pois cada vez mais pessoas têm recorrido à Justiça por conta de exames, medicamentos etc. Vamos trazer a visão de pessoas extremamente abalizadas sobre o assunto, como ministros, desembargadores e juízes”, comentou o juiz. As inscrições custam R$ 30 e podem ser feitas no site www.imodum.com. Os participantes também ganham um certificado que pode ser adquirido via online ou impresso no local, no valor de R$ 30. “Nos primeiros dias de inscrição, já foram preenchidas 300 vagas das 700 que colocamos à disposição”, disse o magistrado.

Foto: Divulgação

Ricardo Lewandowski vai representar o Supremo Tribunal Federal em evento no Teatro Trianon


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Historiadora

Sylvia Paes

Ela conhece a história com H

Uma defensora das datas, do folclore, dos personagens, do paisagismo e principalmente do patrimônio arquitetônico Aloysio Balbi / Ocinei Trindade Possui graduação em História pela Faculdade de Filosofia de Campos (1978) e mestrado em Planejamento Regional e Gestão de Cidades pela Universidade Cândido Mendes (2006). Atualmente é professora da Universidade Salgado de Oliveira, nas modalidades EaD e presencial. Sócia-diretora da Academia Campista de Letras, membro do Conselho Municipal

de Cultura, conselheira da Fundação Norte Fluminense de Desenvolvimento Regional, sócia-fundadora e atual presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes. Autora de livros infantis com foco no patrimônio cultural. Atualmente tem desenvolvido trabalhos com Educação Patrimonial. Foto: Divulgação

Se você fosse resumir o significado da História e o papel dos historiadores no Brasil e no mundo, como definiria? O historiador é o pesquisador que acaba revelando verdades que ninguém quer ouvir para não destruir a zona de conforto de conceitos estabelecidos. A internet ajudou a produzir histórias para a História? Como lida com a velocidade da informação hoje em dia? Sim, a internet escreve a atual história da humanidade, é o nosso tempo, o aqui e o agora. A velocidade da informação muitas vezes espanta, mas o que mais me espanta é a velocidade da desinformação, ou da “informação” trucada, que acaba pulverizando ruídos. Sobre Campos, como é pesquisar sua história e como consultar as fontes de pesquisa? Quais são as suas fontes? Como você trabalha? A nossa história é muito rica e ainda há muito a ser trabalhado. Os cursos de humanas nas nossas universidades tem dado um tratamento especial a essas fontes e nos revelado histórias incríveis. Campos ao contrário de outros municípios não queimou sua documentação referente ao período da escravidão, por exemplo, não seguiu a cabeça do Rui Barbosa, e por essa razão temos muitos documentos preservados no nosso Arquivo Público Municipal cuja equipe faz um trabalho primoroso. A Câmara Municipal, gestão de Dr. Edson em parceria com o APM, iniciou um trabalho de recuperação das primeiras atas do nosso legislativo para serem disponibilizadas na internet felicitando a busca e a pesquisa. Adoro ter a minha disposição inúmeras bibliotecas e é nela que busco informações, além da minha própria biblioteca que é ínfima perto da de tio Welligton, também tiro dúvidas com a equipe do APM. Afinal, Campos tem quantas datas de aniversário? Qual a melhor para adequá-la: 28 de março de 1835 ou 29 de maio de 1677? E por que? Não são tantas datas assim. Uma é de fundação da Villa de São Salvador dos Campos – 29 de maio de 1677 e outra de elevação a categoria de cidade – 28 de março de 1835. Uma é data de nascimento e a outra de maior idade para melhor entendimento. Penso que todas duas devem ser celebradas (trazidas a lembrança) uma vez que são dois momentos distintos de nossa trajetória histórica. A idade de Campos está sendo revista por parte de alguns movimentos de historiadores, pesquisadores e jornalistas? Qual a sua opinião sobre o início da história? O historiador trabalha com fontes, sejam elas orais, escritas, iconográficas, mas é preciso que essas fontes dialoguem e que sejam incontestáveis. Sendo assim as fontes mais precisas são as da fundação da Villa por Salvador Correa de Sá e Benevides e a de elevação à categoria de cidade, as demais datas e fontes são frágeis, mas claro são ótimas para promover o debate profícuo de conhecimento histórico. Como você avalia o interesse das pessoas pelo passado e pela história do país e da cidade onde vive? Como está Campos na História? A cada documento revelado, uma nova interpretação pode ser feita, e mais um ponto do enorme quebra-cabeça é colocado à luz. Nossa história econômica, desde os primeiros anos de colonização do Brasil, sempre nos colocou em destaque na historiografia nacional – o gado, a indústria açucareira e a de extração do petróleo. Sendo assim a nossa história refletiu todos os momentos da história mundial e nacional, mas ainda há muito a ser revelado. Você tem na sua família alguns vultos históricos, como o seu pai Wilson Paes, ex-prefeito e o seu tio Wellington Paes, médico, imortal da ACL e um colecionador de jornais e revistas. Fale um pouco deles e de sua ligação com esse lado da história pessoal que se mistura à da cidade. Minha a avó Nini é a grande “culpada” de tudo isso.

O campista é tisgo, cabrunco e lamparão, tudo isso junto e misturado nos dá uma característica ímpar no território. Em homenagem a ela minha segunda filha se chama Anna. Uma senhora baixinha, da roça (Murundu) que só tinha até a terceira série primária, mas que gostava de ler os clássicos nacionais e que lia muito para seus netos. O gosto da minha avó pela leitura e pela contação de histórias da família inclusive incentivou todos nós, meu pai, meu tio e a mim. Meu pai dizia que só quem pode avaliar nossos feitos são os outros, isso é sábio, então deixo aos outros essa tarefa. Mas sem dúvida, o fazer bibliófilo do meu tio é uma importante contribuição para nós, na medida que ele não só coleciona, e muito organizadamente, revistas, jornais, folheteria e livros, mas também os disponibiliza à pesquisadores. Você frequenta muito a biblioteca de seu tio, Wellington? Como é essa rotina? Como poderia abrir mão dessa preciosidade? Frequentemente ligo para Tio Welligton e deixo com ele a tarefa de localizar a resposta que necessito, muitas vezes para colegas. Depois repasso a informação construindo a ponte, ou eu mesma vou até lá e bebo na fonte (além da cerveja gelada compartilhada). No momento estou aqui pesquisando sobre cantigas de roda e brincadeiras para a construção do último livro infanto-juvenil da Coleção Tô Chegando, que deverá abordar esse assunto. A obra pesquisada é da Ana Augusta Rodrigues, folclorista que recolheu esses cantares e brincares em Campos e São João da Barra – ela morou na Usina de Barcelos, onde seu marido ocupava importe cargo. Como avalia a situação dos arquivos públicos e bibliotecas públicas de Campos, como o Arquivo Municipal em Tocos e o Palácio da Cultura desativado? O Arquivo Público Municipal viu poucos momentos de fartura seja em material humano ou de uso para elaboração do seu importantíssimo trabalho. Mas a equipe, embora pequena e com poucos recursos, continua garimpando preciosidades e disponibilizando o material. Já a Biblioteca Municipal, que homenageia o maior estadista que já tivemos na história local e nacional, que foi o Nilo Peçanha, vive um momento de

caos. Ou melhor, vivemos um momento de caos sem ela. Muitos podem até dizer que ela não faz falta porque hoje ninguém mais lê ... Eu diria que isso não é uma verdade. Primeiro porque a BMNP não abrigava apenas livros material, mas também os virtuais colocando um conjunto de computadores e rede de internet a disposição de um número enorme de pessoas além de orientar as consultas de estudantes. Digo até que passamos por uma mudança na forma da leitura, assim como aconteceu quando deixamos de ler tábuas de argila para ler pergaminhos, e desses para ler livros, e agora para ler virtualmente muitas outras formas de texto. A História se preocupa mais com o passado, com o presente ou com o futuro? Como lidar com essas narrativas que servem para nortear e identificar uma cultura ou uma sociedade? A história se preocupa em contar a história sem julgamentos, apenas expor as verdades, que são muitas, dependendo do objeto estudado ou exposto. Presente, passado e futuro são abstrações do tempo para nossa orientação. Eu diria que a abstração temporal é a mais difícil de absorvermos. A abstração de quantidade pode ser visualizada em números, a de espaço pode ser visualizada em plantas e mapas, mas a temporal embora visualizadas em números (2018) ou (11:03) ela pode ser facilmente identificada, mas não quantificada, nem Einstein conseguiu entender muito bem o tempo e essa foi uma das suas frustações. A história de longa duração e a história de curta duração trabalhada pelo LeGofe, nos dá um melhor sentido para a construção da história da humanidade no local ou no global. A sociedade, a política, a economia e as artes ajudam a contar a História de um povo. Como Campos está escrevendo sua história neste momento ou nos últimos tempos? O campista é tisgo, cabrunco e lamparão, tudo isso junto e misturado nos dá uma característica ímpar no território. Um viajante do século XIX nos identificou como rudes, com muito dinheiro as sem civilidade, sem hábitos civilizados das cidades grandes e ricas, e somos habitantes de uma cidade grande e rica. Mas somos assim estranhos. E na nossa estranheza social, fomos e somos capazes de construções fantásticas nas artes e na política. A economia desenvolvida no território é claro alavancou a construção do ecletismo, por exemplo, revelado em nossa arquitetura. Em qualquer setor das artes temos campistas de destaque nacional e internacional – artes Plásticas, música erudita ou popular, não vou cometer a insanidade de citar, pois não caberia na limitação solicitada nessa entrevista. Cabe uma matéria a parte. O interesse pela preservação e pela valorização da História começa nas escolas, em casa, nos governos? Como estimulá-las em tempos de internet? Atualmente sou bolsista de universidade aberta no

grupo de pesquisa Oficina, orientado pela professora Simonne Teixeira – UENF/CCH/LEEA e lá vimos desenvolvendo trabalho sobre educação patrimonial ambiental, onde além do estudo e reflexão, organizamos cursos palestra e material didático pedagógico. Nós entendemos que a preservação e a valorização da história e do patrimônio só acontece se o sujeito entende que o patrimônio lhe pertence. Então se nos governos e as famílias tivermos sujeitos conscientes de sue empoderamento e pertencimento de todo essa riqueza patrimonial ambiental, então teremos uma história e um patrimônio preservados, valorizado e, conservados, para legarmos orgulhosamente as gerações futuras. Você é autora de algumas obras literárias. O que prefere? Realidade ou ficção? Fale de seus livros. Sem dúvida são obas de ficção, mas baseadas em sólidas pesquisas. Escrever para os pequenos é uma tarefa que pode parece fácil, mas não é. Quando escrevemos para iguais a tudo momento somos contestadas ou confrontadas, mas quando escrevemos para os pequenos eles tomam o que colocamos no papel como verdades incontestáveis, então a nossa preocupação e responsabilidade cresce. A pesquisa tem que ser tão séria e profunda como se fosse para os grandes, mas muito cuidadosamente colocadas para eles. Contamos também com o trabalho do nosso ilustrador Alício Gomes e de nossas revisoras Simonne Teixeira, Arlete Sendra e Edda Moreira. A Coleção “Tô Chegando” é composta d seis livros, todos com abordagem do patrimônio cultural ambiental – O Ururau Pançudo fala da lenda do Ururau da Lapa e para ela lemos Osório Peixoto e Sisneiros; Indiozinho Crascá – trás o nosso indígena Goitacá e a mata de restinga seu habitat junto ao mar, para esse buscamos uma pesquisa realizada pela Officina com leitura de mais de vinte viajantes e memorialistas sobre os indígenas da nossa região; Rainha Ray’a fala da tradição dos nossos doces e da Mulata Teixara nele buscamos internet, e um trabalho de pós-graduação do Ives Duque (IFF) especialmente sobre o chuvisco; Chiquinha Faceira que rememora a nossa dança da Mana Chica, a mana Chica do Caboio, foi pesquisada em Orávio Soares e Alberto Lamego. O próximo será o Mistério do Jongo que pretendemos lançar na X Bienal do Livro de Campos, trás a dança de origem africana e nossa Noinha como jongueira já patrimonializada. Mas antes desse lançamos ainda esse mês de maio A História do Livro, que não faz parte da coleção e que trás a história da escrita até os e-books. Como historiadora, arrisca um palpite de como estaremos daqui a 100, 200, 500 anos? O que o passado pode nos ensinar para encarar o futuro? Eu não!!!!! A história não é previsível, mas o homem o é, então podemos dizer que continuaremos construindo coisas boas e más, coisas que agradam e desagradam, transformando o patrimônio recebido e legando algo mais as gerações futuras, tecendo e bordando conhecimentos, histórias, saberes, com cores fortes ou esmaecidas, mas sempre construindo. Para você, a História se repete entre as civilizações com altos e baixos, abundância e declínio? Devemos ser otimistas ou pessimistas diante dos fatos atuais? A história não se repete exatamente, ela pode parece igual uma vez que a humanidade não muda em sua essência, continuamos em nossa humanidade a ser amorosos, traidores, corruptos, companheiros, assassinos, irmãos... mas a tecnologia está sempre mudando e dando novas caras ao nosso “ser” humano. Nós temos historicamente falando, mais de 12 mil anos de história, e podemos continuar por um tempo ainda maior com momento de ais consciência humanitária e outros de mais guerras e atrocidades. Gosto muito do Lulu Santos e a letra da sua música “Como uma onda no mar” e em outra ela fala ... e assim caminha a humanidade com passos de formiga e sem vontade ...


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@nataliamuniznutri

nataliamuniznutri@gmail.com

Doenças autoimunes: como a alimentação pode ajudar? Doenças autoimunes! Um dos temas mais estudados em saúde hoje em dia. Isso porque cada vez mais pessoas estão desenvolvendo essa condição, com inúmeras consequências para a saúde e qualidade de vida. Entre as mais comuns: psoríase, esclerose múltipla, lúpus, tireoidite de hashimoto, vitiligo e artrite. E a nutrição tem tudo a ver com isso As doenças autoimunes surgem quando o sistema de defesa do organismo perde a capacidade de distinguir agentes agressores, levando à produção de anticorpos que acabam atacando as próprias células, tecidos ou órgãos. Medicações como imunossupressores e antiinflamatórios podem até ajudar em casos agudos, mas não são tratamento e não agem na origem da causa.

Como prevenir? Antes de tudo cuide da sua alimentação e saúde intestinal - dieta anti inflamatória, rica em nutrientes, sem industrializados, probióticos, prebióticos e glutamina ajudam;

E as causas podem ser variadas, entre elas: • Fatores genéticos • Alterações dos níveis hormonais • Baixa imunidade • Má alimentação • Contato excessivo com toxinas

Reduza seus níveis de exposição a toxinas: medicamentos, agrotóxicos, álcool, BPA e etc.

E o principal: aumento da permeabilidade intestinal - é como se a parede do intestino ficasse mais “porosa”, facilitando a absorção de partículas mal digeridas de alimentos e toxinas, que o corpo reconhece como agressor e faz a reação.

Alguns alimentos podem ser inflamatórios para algumas pessoas por exemplo os que contém glúten, leite e para alguns até cereais e leguminosas. É fundamental uma avaliação individual; Diminua o estresse pois afeta diretamente a saúde intestinal; Mantenha seus níveis de vitamina D altos, com exposição saudável ao sol e/ou suplementos;

Dois alertas importantes Se você está frequentemente estufado e com gases, busque ajuda! Vc pode estar com aumento de permeabilidade intestinal e isso pode se agravar para uma doença autoimune; Se você já tem uma doença autoimune, é importante também buscar ajuda nutricional. Sem tratamento adequado o risco de desenvolver outra doença autoimune é enorme!


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AlertaMENTE: oficinas cognitivas que ajudam no envelhecimento saudável

Fotos: Divulgação

Em Campos, projeto inovador promove o tratamento e a prevenção de doenças como Alzheimer Letícia Nunes Com a chegada da terceira idade, alguns problemas de saúde começam a surgir nesta fase. O Mal de Alzheimer é um deles. Trata-se de um tipo de demência, nome coletivo para as síndromes cerebrais degenerativas progressivas que afetam a memória, pensamento, comportamento e emoção. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), esta manifestação é hoje amplamente reconhecida como uma das mais significativas crises de saúde do século 21. Os sintomas podem incluir perda de memória, dificuldade em encontrar palavras ou compreender o que as pessoas dizem, dificuldade em desempenhar tarefas rotineiras prévias e mudanças de personalidade e humor. Ainda não existe cura para os também chamados de Declínios Cognitivos Maiores, mas tratamentos e estímulos estão disponíveis. Em Campos, um serviço pioneiro oferece oficinas cognitivas para adultos, portadores ou não, dessas doenças. O projeto AlertaMENTE foi criado este ano e tem superado as expectativas. A geriatra, Dra Deborah Casarsa, explica que o objetivo das oficinas é exercitar os domínios cognitivos dos pacientes, a partir do trabalho de uma equipe interdisciplinar formada por neurologista, psiquiatra, geriatra, neuropsicóloga e psicóloga, atingindo adultos de todas as idades, promovendo não só uma reabilitação para os pacientes já doentes, mas também uma estimulação para quem quer ativar as reservas cognitivas. "Nós inauguramos o serviço este ano, visto que havia uma necessidade de fazer mais pelo paciente além de apenas medicações. Hoje, os estudos científicos mostram que a doença de Alzheimer se instala dez anos antes do aparecimento dos sintomas, logo, eu tinha um público que só se tratava quando essas queixas de memória interferiam na rotina de vida diária, por isso através das chamadas TECs - Treinamento de Estimulação Cognitiva, conseguimos estimular as reservas cognitivas que apesar de não apresentarem sinais já podem estar comprometidas. Trata-se de uma alternativa muito nova. Em São Paulo e no Rio de Janeiro já existem alguns trabalhos, mas em Campos é a primeira iniciativa. A cognição é um sentido mais amplo que só a memória. Nós trabalhamos a atenção, que pode ser dividida em atenção concentrada, atenção dividida, atenção sustentada, além da percepção visuoespacial, da linguagem semântica, ou seja, amplos domínios cognitivos, com ferramentas que vão auxiliar na melhora da rotina diária e trazer um impacto significativo na qualidade de vida do paciente", ressalta. O projeto AlertaMENTE é organizado em três grupos: o alerta 1, destinado a participantes com algum tipo de demência. O alerta 2, para pacientes com declínio cognitivo leve, ou seja, quando a memória ainda não interfere na rotina e o alerta 3 para filhos de pacientes portadores ou simplesmente adultos que querem trabalhar a memória. "O Alzheimer pode trazer prejuízos irreparáveis, mas a memória musical ele não ven-

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Oficina Público atento aos palestrantes que falam sobre o Alzheimer e ajudam aos portadores e familiares a minimizar os impactos comportamentais

Geriatra Deborah Casarsa idealizou o projeto

ce. Logo, nós trabalhamos muito a música e conseguimos estimular a memória de longo prazo dos nossos pacientes, com respostas fantásticas. Durante o curso, nós também promovemos palestras com psicólogos. A falta de autoestima e motivação está intimamente ligada aos prejuízos cognitivos. Quando estamos em estado de alerta, felizes e animados, o nosso foco aumenta e a nossa atenção transborda. As oficinas começaram em abril com três turmas. Em maio tivemos mais grupos completos e agora temos pouquíssimas vagas para as oficinas de junho. Por isso, no próximo mês, iniciaremos as aulas da dança sênior, promovidas por uma fisioterapeuta especialista. Trata-se de uma modalidade que é feita sentada, onde estimulamos a coordenação motora e a memória, com coreografias para aumentar a flexibilidade e melhorar a postura. O sono fica mais efetivo e alcançamos o bem estar físico e mental do paciente", detalha. As oficinas são semanais com duas horas de duração, já a dança sênior terá uma hora de duração. Segundo a médica, a conclusão dos participantes é surpreendente. Eles aprendem

Cores de maio e o cuidado com a vida Período é marcado por campanhas de prevenção a doenças Letícia Nunes O quinto mês do ano foi escolhido para alertar a população a respeito de temas relevantes. Marcado pelas cores vermelho, amarelo e roxo, maio destaca as campanhas de conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais, a hepatite e a prevenção de acidentes de trânsito. Situações e problemas que podem evitados, reduzindo índices, a partir da informação. As ações do Maio Vermelho buscam mostrar com hábitos simples de higiene, além da vacinação, é possível impedir a transmissão das hepatites, doenças que são caracterizadas por um processo inflamatório do fígado. Quando não há diagnóstico e tratamento corretos, estas pa-

estratégias para ter uma qualidade de vida mental, além de socializar aquele indivíduo ocioso e que está deprimido. "É uma excelente oportunidade de promover uma mudança de vida, com profissionais gabaritados e especialistas em reabilitação. Eu penso em cada vez trazer desafios maiores para os pacientes, de acordo com o nível de escolaridade e cognitivo de cada um, avançando nos módulos. Não podemos fazer algo pontual, temos que manter esse trabalho, lembrando sempre da importância da avaliação neuropsicológica, que são baterias de testes feitos no mundo inteiro e que emitem um laudo, auxiliando o médico a um diagnóstico precoce podendo atuar o mais rápido possível no freio da evolução da possível demência", revela. Impacto mundial A cada 3 segundos alguém no mundo desenvolve demência. Em 2017, foram registradas cerca de 50 milhões de pessoas convivendo com esse problema. As demências trazem um impacto financeiro ao setor público e também ao profissional cuidador de idosos, pois muitos deles acabam morrendo antes do paciente, devido ao desgaste emocional que traz a doença. "Nós também oferecemos palestras aos cuidadores. Eles ficam informados, para assim se sentirem mais leves ao cuidar do paciente portador de demência. Infelizmente, os números estão crescendo. O Brasil será o quinto país com população idosa em 2025. Se o fator de risco maior que existe para a demência é a idade, o número de pacientes com esquecimentos e síndromes demenciais praticamente triplicou. Em julho, estarei participando do Congresso Mundial de Alzheimer, em Chicago, nos Estados Unidos, e existe uma promessa de uma nova medicação, ainda em estudo, que pode ajudar de alguma forma nesse problema. É uma esperança que temos", completa. As oficinas cognitivas AlertaMENTE fazem parte da clínica envelheSER, localizada no Edifício Platinum, na Rua Voluntários da Pátria - Centro.

Integração Oficina aconteceu em três turnos Foto: Divulgação

tologias podem evoluir para a cirrose e também câncer. O indivíduo pode contrair a hepatite, a partir da ingestão de alimentos ou de água contaminados por materiais fecais contendo o vírus e pelo contato sexual ou com sangue. O Maio Roxo é responsável pela campanha para conscientizar sobre as doenças inflamatórias intestinais. Ainda sem causa comprovada, essas manifestações podem estar ligadas a fatores hereditários e imunológicos, podendo ser agravadas pelos hábitos de vida. Atingem ambos os sexos e o diagnóstico acontece geralmente por volta dos trinta anos de idade. Já o movimento Maio Amarelo tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, fazendo com que todos se engajem em ações para propagar o conhecimento e o bom senso. Os motoristas devem ter atenção e respeitar o próximo, como ciclista, pedestre e, inclusive, o outro condutor, evitando também a combinação álcool, droMaio Roxo contra doenças instestinais, amarelo para prevenção a acidentes e vermelho parta evitar hepatite gas e direção.


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13 A 19 DE MAIO DE 2018

Fotos: Gabriel Carvalho

Fotos: Divulgação

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joga Laila Póvoa com

“Tenho uma rotina dividida entre ser mãe, dona de casa e os estudos, mas eu não abro mão de praticar os meus esportes.”

Roberta Barcelos Os fãs de adrenalina já podem comemorar! A Terceira Via TV vai ganhar um novo programa que promete mostrar ao público que é possível manter a prática esportiva e ter qualidade de vida. Tudo isso aliado a muita aventura. No próximo dia 16, quarta-feira, às 22h, o “Se Joga” programa esportivo, estreia sob o comando de Laila Póvoa. A estreante no universo da TV é estudante de Jornalismo, tem 28 anos, dois filhos e garante que vai trazer para as telinhas um conteúdo diferenciado para os telespectadores da emissora. Laila vê com alegria a oportunidade de estar diante das câmeras logo no início da carreira. “É a primeira vez que apresento, mas o esporte está dentro de mim desde criança. Eu vivo diariamente esse universo de qualidade de vida e tenho certeza que vou conseguir repassar tudo isso para os meus telespectadores da Terceira Via”, conta Laila. O convite, segundo ela. surgiu do diretor geral do Sistema de Comunicação Terceira Via, Fábio Paes e ela não pensou duas vezes em aceitar o desafio. “Tenho uma rotina dividida entre ser mãe, dona de casa e os estudos, mas eu não abro mão de praticar os meus esportes. Pela manhã, eu acordo cedo e faço minha musculação e o futvoley. À tarde me divido na rotina com meus dois pequenos: a Lara de 11 anos e o Ricardo de 8. Eles também adoram esporte e eu, claro, sempre incentivo”, relata a apresentadora. Segundo o gerente técnico da emissora, Hernani Camargo, o “Se Joga”, vai complementar o programa "Esporte Total". “Vamos sair do estúdio e partir para a ação, mostrando na prática, os desafios dos atletas, amadores e profissionais. Tudo isso com conteúdo dinâmico e interativo”, afirma Hernani. Já o diretor geral Fábio Paes lembra que o programa da Laila faz parte do atual momento da TV e vem para somar ao time de excelentes apresentadores da casa. “Já temos conteúdo esportivo atualizado e diário na casa, agora, teremos a prática esportiva sendo exibida e testada pela Laila, semanalmente”, comemora Fábio Paes.

“Eu vivo diariamente esse universo de qualidade de vida e tenho certeza que vou conseguir repassar tudo isso para os meus telespectadores da Terceira Via.”

Laila Póvoa em sua rotina de treinos


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" Saibam que todos nós somos o resultado do amor das nossas mães..." Seja como for! Elas são os únicos veículos para a nossa existência!

MÃE É MÃE Sabem por quê? Elas são indivisíveis e divisíveis ao mesmo tempo! Elas são iguais e diferentes para cada filho! Elas são únicas nas suas diferenças! Elas são todas lindas, cheirosas, amigas e carinhosas... Mesmo que elas tenham que de vez em quando ficarem nervosas. Ou saiam do trilho... Nas suas suas sabenças, Retornam com seu brilho, E tiram o filho do relento. Mãe vê e não enxerga os defeitos E por mais que lutem por mal feitos Ela acolhe o seu rebento. Mesmo que algumas delas não cumpram seu legado no mundo... Garanto que lá dentro, bem no fundo, Ela tem uma cicatriz escrita no mais profundo do seu ser. Basta ser um filho para ler A palavra mãe.

Ana Henriques com o filho João - foto Gilles Coutinho

Renata Junquilho com Juliana e Manoela foto Gilles Coutinho

Nathalia Cardoso com Giovanna - foto Gilles Coutinho

Nazareth Tinoco com Bruna - foto Gilles Coutinho

Juliana Medina - foto Gilles Coutinho

Mariana Alvarenga - foto Gilles Coutinho

Agradecimentos ao belo trabalho do fotógrafo Gilles Coutinho para a coluna! Cibele Amaral com seu baby de um aninho - foto Gilles Coutinho

“Mais um curto instante, mais um descanso rápido sobre o vento, e outra mulher me conceberá...” (Gibran)

Janaina Mota - foto Gilles Coutinho


@crisales_

HEY

Londonnn...

Você ganhou meu coração.

D

e todos os livros do mundo, as mais belas histórias estão nas páginas carimbadas de um passaporte. Depois que você vê o mundo por outros ângulos, nunca mais se sentirá completa novamente, parte do seu coração sempre estará em outro lugar. E tomada por esse sentimento e com passaporte carimbado, foi que escrevi a minha história em Londres nos dias in-crí-veis que passei lá.

Tinha ouvido falar que Londres era fria e cinzenta. Mas meus olhos só viram calor humano e beleza. Eu caminhava e me apaixonava por cada cantinho. Sério! Até me senti toda inglesinha naqueles cafés lindos e floridos. E por falar nisso, como não entrar em cada floricultura pelo caminho? Uma mais linda que outra. As cores então se multiplicavam diante de mim. Talvez porque a gente enxerga o mundo com os olhos que tem, né? Será por isso que só via beleza por onde passava?! Rs Pisar em lugares históricos também foi surreal. Camden Town, Notting Hill, Palácio de Buckingham, London Eye e Tower Bridge ganharam um lugar especial no meu coração. E como não registrar aqui todo carinho e atenção que recebi do casal de guias que me recebeu lá da Universal Transfer. Meu beijão para a pastora Cassandra e seu marido Cláudio. Super indico mesmo! Então... Anota na sua listinha dos sonhos aí: Londres

CRM:52530660

é apaixonanteeee!!

Dra. Ana Maria Pellegrini

MD CODES

Igor Gomes, meu amigo e talentoso fotógrafo que me acompanha em todas as viagens... até porque é o melhor, né mores!

Você já observou como algumas pessoas apresentam aquelas ruguinhas ao redor dos lábios? Elas são chamadas de ¨código de barras¨. Sabe por quer isso acontece? A musculatura dessa região é composta de feixes de fibras, e quando essas são forçadas com a movimentação labial constante, geram as tais rugas e linhas de expressão. O problema surge com a perda de colágeno e alguns maus hábitos também costumam estar atreladas a isso, como o fumo e a exposição solar sem proteção. A boa notícia é que é possível retardar o aparecimento das tais rugas. Recomendo o preenchimento do contorno do lábio para dar sustentação à essa área da face e a toxina botulinca diminuir a força de contração labial. Mas quem deseja tratar essa área, porém sem dar volume aos lábios, podemos fazer a aplicação de ácido hialurônico para a hidratação profunda da pele, com skinbooster (esse só hidrata, não dá volume); também utilizamos o laser fracionado tanto ablativo ou não ablativo para remover a camada externa danificada da pele e devolver colágeno. E ainda contamos aqui na clínica com um laser intraoral para tratamento desta região! Busque sempre a avaliação de um dermatologista. O tratamento personalizado é sempre a melhor solução. Dra. Ana atende no edifício Medical Center, na Rua 13 de Maio nº 286/512 Sala 12 Tel: 2733 4211.


@priscylabezerra

AMOR DE MÃE MARIA FILÓ

Há 21 anos no mercado e desde 2012 com suas portas abertas, a franquia Maria Filó, em Campos, convidou suas clientes para uma homenagem especial entre mães e filhas. E tive o prazer de estar presente neste momento regado de estilo e amor. E é com essa homenagem tão afetuosa que queremos parabenizar a todas as mães que são mais que clientes. Tornaram-se especiais! Feliz Dia das Mães!! Equipe Maria Filó. Av. Pelinca - 104 - Campos dos Goytacazes/RJ Tel.: (22) 2734-8035

Patrícia Pereira Siqueira Braga e sua filha Alice Siqueira Braga

Andressa Tozo da Silva e a filha Alice da Silva

Paula Marsicano e sua filha Liz Marsicano de Souza

Erika Costa Barreto e sua mãe Jurema Costa Barreto

Jociane Ribeiro de Souza e a filha Mariana de Souza Almeida

Claudia Nascimento

Dirce Godoi Miranda, sua neta Valentina e sua filha Claudia Bueno Miranda

FIQUE DE OLHO Rímeis, cílios postiços e produtos para aumentar o volume dos pelos da região dos olhos se tornaram uma verdadeira obsessão feminina. Os cílios são hoje aliados indispensáveis do visual. Vale lembrar, no entanto, que os cílios não são apenas acessórios para embelezar o olhar. Eles têm uma função orgânica de proteção, impedindo a entrada de poeira e de excesso de luz. Desta forma, é necessário adotar cuidados básicos para não danificar essa área tão sensível. Produtos que possam irritar a área dos olhos devem ser evitados. A escolha da maquiagem e dos dermocosméticos deve ser cuidadosa. Dê preferência aos de boa qualidade! Além disso, o demaquilante é um aliado importante e deve ser eficaz sem ser agressivo. Formulações oleosas ou bifásicas para a região tendem a ser mais adequados, pois evitam a fricção excessiva, diminuindo o "arrancamento" dos cílios. As principais causas de danos aos cílios:

Paula Marsicano Dermatologia Integrada Rua Voluntários da Pátria 500 sala 108 Ed. Platinum Tel: 22 3026-1819 @paulamarsicano

Margarete Rodrigues e Manuela Rodrigues Portugal l Uso excessivo de maquiagem sem remoção adequada; l

Hábito de coçar os olhos com frequência;

l Uso de produtos que irritam as pálpebras e causam alergias; l

Poluição, danos ultravioleta e tabagismo.

l

Alongamento ciliar realizado de forma incorreta.


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herminiasepulveda@yahoo.com.br

13 A 19 DE MAIO DE 2018

“É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é um erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.” Martha Medeiros

FELIZ DIA DAS MÃES! Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção. Mãe sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades. Enquanto o mundo, propriamente dito, exige eficiência máxima, selecionam os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo, mãe é de graça. Martha Medeiros. Simoni Soares e Alexandrinho

Flávia Trindade Chalita com Lila e Leandro

Nathalia Toledo com Nina e Bernardo

Ariuza Kury Izar com Renata, Alexandre, Ana e Carlos

Heloisa Beshara com Fredynho e Heloisinha Cristina Maria Carvalho Peixoto e Lucas Glória

Mariana Dias Bousquet Faria com João Humberto

Ana Paula Neves com sua Maria

Patrícia Caetano Ferreira Dan e Théo Mara Simões Robaina com Luís Felipe, Gabriela e Bruninho Noélia Cristina Alves com Esterzinha e Larinha

Carla Boroto e Caio Fatima Braga e suas filhas Luana, Lorena e Liliana

Laila Aragão e Estilack Neto

Nabia Assed e Vivianni e Salminha

Renata Junquilho com Juju e Manu

Bia Azeredo e Bárbara

Bruna Brum e Mariana

Ana Celina Aggio Rocha de Azevedo, Márcio, Junior e Cristiano

Lu Santana Boldrini e Caio Suelen Lemos Guimarães com Rafaela e Rafael Rafaella Vergnano e Mariana

Rosely Maria Queiroz Martins Xavier com a filha Eliana

Manuella Manhães e Pedro Ney

Isabel Petrucci Barcelos e Matheus

Claudia Netto com Clarissa e Carolina

Lara Miguel e João Pedro

Daniela Freitas Lemos com Vicente

Pillar Sardenberg Pessanha com Thalita, Bernardo Bárbara Mendonça e Cauã e Isadora


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13 A 19 DE MAIO DE 2018

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18 A 24 DE MARÇO DE 2018


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Especial

18 A 24 DE MARÇO DE 2018

Dia das Mães "Você é a melhor mãe do mundo, um presente de Papai do Céu. Você é nosso anjo! Seus olhos brilham mais que as estrelas! Te amamos até o fundo do coração!" Mãe Fernanda e Bernar do jos tina dos An n le a V e n e Mãe Hell

Sophia e Raphael Manhães

Pereira

Mãe Rita Bicudo

"Mãe, você é muito linda! E estamos felizes por Deus ter nos dado você de presente quando nascemos." Dan e Val Coutinho

Mãe Michelle e Maria Fernanda

oco Mãe Bruna e Pedro Tin Mãe Mariana e Ana La ura

Rodrigues

Mãe Paula Coutinho

"Mãe, você é o meu cordão da sorte. Te amo muito!! Beijos." Gabi e Anthony

"Mãe, você não precisa passar maquiagem. Você é a princesa do meu coração!" Murilo Sales

Mãe Cris Sales

Maria Izabel Mãe Nathália Correa e

Mãe Tassiana Oliveira

"Mãe, você é meu tesouro. Você é muito legal, divertida e engraçada. Eu gosto de você do fundo do meu coração. Te amo!" Julia Azevedo

Mãe Roberta e Miguel Bensi

André e Arthur Mãe Nathaly Sampaio,

rdo alita e Edua h C la u a P a Mãe An

Mãe Paula Marsicano e Liz

Mãe Bia Azevedo

Mãe Larissa Barcelos e Antônio

aria a Porto e M d n a rn e F e Mã

na aria Valenti M e s u s s a J uyza Mãe Anna L


Conversando sobre a

O

Psicose

lá amigos, hoje contaremos no nosso espaço com a participação da psicanalista Yasmine Chartuni que falará sobre Psicose. A psicose é um estado mental patológico de perda de conexão com a realidade. Este termo vem do Grego, significando estado mental anormal (psic= mente, ose = condição anormal). é utilizado para descrever o estado mental patológico em que o indivíduo apresenta redução da habilidade de caracterização do que é real, ou seja, perde o contato com a realidade, isso compromete a capacidade do paciente comportar-se, pensar, sentir-se e perceber o mundo ao seu redor, em muitos casos isso o torna socialmente retraído e incapaz de desempenhar papéis importantes do dia a dia. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças volume 10 (CID-10), atualmente utilizada no Brasil para referência de classificação de doenças, as psicoses são várias. Elas são a esquizofrenia, o transtorno de personalidade esquizotípica e os transtornos psicóticos. Cada um desses tipos pode conter subtipos. Estima-se que 1% das pessoas entre 14 e 28 anos de idade são consideradas de alto risco clínico para desenvolver esse transtorno. Outros grupos de risco para o desenvolvimento de psicoses são pessoas que fazem Abuso de drogas (Cocaína; Anfetamina; Metanfetamina; Ecstasy; Maconha; LSD; Cogumelos alucinógenos; Álcool entre outras). De acordo com as teorias mais antigas as causas que podem levar a psicose na fase adulta são agressões durante a fase de gestação e partos, isso poderia predispor o indivíduo a obter a doença na idade adulta. Atualmente existem hipóteses que relacionam o estilo de vida social, o abuso de drogas, isolamento social, fatores psicológicos e biológicos com o desenvolvimento das características psicóticas. Os sintomas são diversos e podem incluir confusão mental onde as frases ditas pelo indivíduo podem não apresentar-se de forma clara ou simplesmente não ter sentido, dificuldade de concentração, fala lenta ou muito rápida, perda de memórias recentes, alucinações onde o indivíduo vê ou ouve vozes inexistentes, sentimentos de medo e desconfiança, sentimentos de perseguição, e alterações comportamentais como diminuição no rendimento escolar, hiperatividade, ou simplesmente perder o interesse em atividades cotidianas, comportamento inadequado perante o público. Alguns casos o doente pode iniciar hábitos antes não comuns como falar ou rir sozinho sem motivos aparentes, perder costumes higiênicos como escovar os dentes , tomar banho. Também é muito frequente o indivíduo passar noites sem dormir, nos casos onde há medo excessivo também há perda de apetite associado. O delírio vem como uma tentativa de cura ou preenchimento da realidade que não pôde ser suportada. Em uma alucinação auditiva, por exemplo, o sujeito ouve seu próprio íntimo, seus pensamentos projetados em vozes. Alucinações são experiências que se assemelham com a percepção de um estímulo que não está presente no momento. Elas podem envolver qualquer um dos cinco sentidos, fazendo com que a pessoa veja ou ouça imagens ou sons que não estão sendo emitidos.

O indivíduo psicótico vive em dois mundos simultaneamente, no mundo real e no seu imaginário, porém não consegue diferenciá-los e muitas vezes eles se fundem. Na psicose, tudo é esvaziado de significação ou ganha caráter extremamente significativo. Segundo Freud, os pacientes psicóticos possuem a peculiaridade de revelar aquilo que os neuróticos se esforçam, interminavelmente, em guardar segredo. A esquizofrenia é considerada um tipo de psicose crônica onde há distorções das emoções, pensamentos e percepção da realidade. O tratamento para psicose deve ser direcionado pelo psiquiatra juntamente com o psicólogo, e consiste no uso de medicamentos antipsicóticos e estabilizadores de humor. O tratamento é possível com sessões semanais com o psicólogo, estas poderão ser úteis para reorganizar as idéias ajudando a se sentir melhor. Abordar o sintoma como manifestação subjetiva significa acolhê-lo para que possa ser desdobrado, fazendo daí emergir um sujeito. A estrutura de linguagem do inconsciente é o que faz a psicanálise operar por meio da fala. O psicanalista não dita condutas, trata-se de uma ética relativa à implicação do sujeito pela fala. O analista deve evitar a exigência de abolição do sintoma a qualquer custo, pois lá onde está o sintoma está o sujeito. Mas o paciente não é o único a ser abordado, a família também deve ser acolhida e ouvida, ela é de fundamental importância no tratamento. A família deve buscar informações pois a detecção prévia destes sintomas auxiliam na qualidade de vida tanto do indivíduo quanto dos membros familiares.

Mariah Khenayfis

Andrea Oliveira e Leonardo

Não fique com dúvidas nem medos, busque ajuda!! Yasmine Chartuni Psicanalista 99860-6892 Um abraço e uma excelente semana.

Jéssica Rodriguez

Vivendo bem Janaina Chartuni

Aline Cerbino


GENTE BACANA

QUE É SEMPRE BOM ENCONTRAR POR Aí

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Foto 1 - A lindas Camila e Júlia Brasil Barbosa, desta nova geração do society da planície, filhas amáveis e bem educadas de Eliane e Leonardo Barbosa. Foto 2 - A mãe de hoje é Cristiana Aguiar com o marido Rafael e a filha Helena Foto 3 - As bacanérrimas Cláudia Patrão e Isabel Aguiar.

CONTRA O BANDO

Foi batizada de operação Sapatilha d’Ouro, da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, de fiscalização dirigida ao combate à economia paralela de comercialização de falsificação de produtos na Europa. Envolve a fiscalização de estabelecimentos com apreensão onde em três deles, resultou numa conta em torno de 210 mil euros em dinheiro e de 7870 pares de sapatos de desporto contrafeitos. O calçado apreendido reportou a duas grandes marcas de reconhecido prestígio internacional que estava sendo comercializando diretamente ao público, bem como a outros distribuidores e armazenistas. Considerando os valores de mercado para este tipo de artigos, o valor global da apreensão ascende a cerca de meio milhão de euros.

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Cristina Alves e Luiz Fernando Gonçalves, em noite de moda em shopping da cidade

VIROU O LADO

E a novela O Outro Lado do Paraiso, lotada de monstros sagrados da teledramaturgia em cenas, com roteiro e direção impecável, chegou ao fim. Ahh que pena! O Brasil é craque em novelas e os brasileiros loucos por elas.

LIVRO

Com reflexões evangélicas sem fronteiras e sem pertencimento a qualquer credo religioso em particular, o professor e acadêmico Joel Maciel, lança seu mais rcente livro "Símbolo e Sonho", dia 28 de maio, às sete da noite, na Academia Campista de Letras. A entrada é franca.

Terno e gravata: Lauro Santos e Lucas Maravilha, O black is beautiful Lucas Monteiro. Foto Felicidade geral: Flávia e Rodrigo Bittencourt. eternos tops da cidade. Foto Rodolfo Lins. Rodolfo Lins Siqueira para almoço em casa, para celebrar e Dia das Mães, tanto em torno dela, a super mãe de Karina, Leonardo, Junior, Guilherme e Laura, quanto de Aída Siqueira, mãe de Beto e também de Jayme, Sebastião, Sheila, Silvana,... Entao é sala cheia e família unida, reunida,...

BÚZIOS

Tem cheiro de sucesso o evento FestGastBúzios, um festival gastronômico na Praia dos Ossos, em Búzios, saindo do circuito centrão, Armação, e ganhando um outro recanto da cidade que é recheado de restaurantes de cardápios variados. Serão em dois finais de semana, dias 7, 8, 14 e 15 de julho, sabados e domingos, das duas da tarde às nove da noite. Promete!

Pery Ribeiro, Maria Elcira Motta Dias, Kaio Grosso, Sylmar Ferreira Tavares Junior, Celio Amaral, Suelem Peixoto, Janine Matos, Janete Barreto, Rodrigo Cordeiro, Mariana Silva, Lavínia Cordeiro Alencar, Ronaldo Vasconcelos, Tony Andrade,... e por ai vai a lista dos aniversariantes da semana que passou. Ana Maria Pessanha Ribeiro está de volta ao Procon, onde atuou por anos a fio e estava aguardando o chamado do governo Rafael Diniz para se integrar a equipe. É muito bom voltar a ativa, trabalhar neste setor tão importante a população.

PRESTE ATENÇÃO

O Senac RJ abre inscrições para preencher 3.787 vagas em cursos técnicos de 21 unidades na capital e interior do estado. Outras 219 vagas serão disponibilizadas para ingresso por meio do Programa Senac de Gratuidade (PSG), que oferece educação profissional de qualidade a pessoas de baixa renda. Há oportunidades nas áreas de Moda, Beleza e Bem-estar, Saúde, Design, Informática, Administração, Turismo e Logística. No interior do estado, as unidades Cabo Frio, Campos, Itaperuna, Resende e Rio das Ostras oferecem cerca de 526 vagas. Os interessados devem comparecer diretamente às unidade.

Feliz Dia das Mães à todos esses seres que cumpriram neste mundo com o milagre da vida, dádiva divina. Moema Mocaiber viaja para o sul do pais, mais precisamente para Curitiba, onde acontece um congresso de estética, desses super importantes que ninguém quer perder. Beth e Francisco Roberto Siqueira reunem a família

O Beleza Estudantil 2017, Anderson José, amar o mar e surfar sobre as ondas. Pegou sua prancha e foi surfar por Saquarema onde acontece campeonato que reune os grandes feras do esporte de todo o mundo. Já está com uma coleção de fotos com seus ídolos, dentre eles o nosso Gabriel Medina, campeão mundial. Gente nossa morando em Salvador, Jamil Moreira Castro, que comanda a mais importante agencia de publicidade da Bahia, chega breve à Campos depois cumprir agenda em Morro de São Paulo, onde Ivete Sangalo vai trilhar no San Island Weekend, dia 18, e depois partir com Saulo, Maria Rita, Jau,... para o Festival dos Lençóis, na Chapada da Diamantina, de 31 de maio a 2 de junho.

Ivonete Lobato promove uma vivência na Constelação Familiar, prática criada pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, que define um método psicoterapêutico que estuda os padrões de comportamento de grupos familiares através de suas gerações. Acreditam que ao vir ao mundo no seio de uma família, não herdamos somente um patrimônio genético, mas também sistemas de crença e esquemas de comportamento. Será dia 19 de maio no espaço Yoga Ananda. Fortes orações pedem em corrente de fé, o restabelecimento do nosso querido Dib Hauaji que se encontra internado em estado delicado de saúde. Entre a turma da cidade que ama um agito, nao se fala de outra coisa senão do famoso Wesley Safadão que sobe em trio elétrico esta semana em Campos, para fazer uma multidão ir atrás do seu musical, que pelo jeito, só não vai quem já morreu. A campista Silvia Bussade Braz está em páginas de fama na consagrada revista Vogue deste mês, que homenageia o Dia das Mães, acompanhada das suas três Marias: Maria Antônia, Maria Vitória e Maria Isabela. Mais um beijo gay explodiu na tela da TV Globo. Desta vez na novela Do Outro Lado do Paraíso, com Eriberto Leão e Rafael Zulu, nos papéis de Cido e Samuel, fazendo tremer o chão dos homofóbicos de plantão. Os atores Mateus Solano, no papel de Félix, e Thiago Fragoso, de Niko, também protagonizaram uma cena dessas que deu muito o que falar na época.


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CANDINHO VASCONCELLOS

Super fantástico! O tema da festa de três anos de Bernardo caiu como uma luva. Como a sua maior distração é encher balões, todos os dias, os pais Fernanda e Ricardo de Almeida Pereira foram iluminados em desenvolver a festa nesse mundo mágico. O resultado foi fantástico! A dinda Paula Pizelli arregaçou as mangas e colocou toda sua criatividade para fluir. Como cenário, a centenária fazenda Santa Francisca, em Quissamã, de propriedade da família Almeida Pereira. Eram balões de todos os tipos, tamanhos..., no bolo, nos jardins, no campo. Eles invadiram a festa. No parabéns pra você, inúmeros voaram coloridos em direção ao céu, celebrando a alegria do aniversariante. Bernardo não sabia para onde olhar tal o seu encantamento com tudo. Espaço infantil com barraquinhas gourmet e brinquedos infláveis, sem falar na animação lúdica da Cirandarte. A alegria imperou, atravessou os campos e os corações de todos que dividiram aquele momento inesquecível.

Fotos: Paulo Frota

Bernardo com os pais Fernanda e Ricardo de Almeida Pereira. Festa linda! Balão!

Chico Almeida se esbaldou na festa

Julia Pizelli e Igor Pereira

A criadora de todo espetáculo, Paula Pizelli

Simoni e Alexandre Aguiar com os filhos Alexandre e Alana

Workshop Na busca de praticidade aliada a organização, otimização de espaço, a Personal Organizer Jô Portugal participou do Workshop promovido pela família Chagas. Cicinha, Sid, Edvar Jr., Luciano e Edvar Chagas receberam inúmeros amigos para café da manhã, no dia 05, nas dependências da Femac. Elogiada por todos a iniciativa, o evento ainda contou com a participação de Cristiane Nascimento expondo os seus portas guardanapos e Heloísa Paixão Mota com mesa linda de pratos e louças.

Tiana e Théssio Vago com a filha Heloisa

Vania Henriques Dias, Ana Lúcia Sales e Regina Assed de Souza

Bernardo com os pais Fernanda e Ricardo de Almeida Pereira

Milena e Frederico de Almeida Pereira, Dayse e Aluisio Siqueira com o sobrinho Thomaz

Larissa Raposo e Luiz Felipe de Sales com Mara e Bruno Robaina

Ana Luíza e Rodrigo Muniz com a filha Anna Izabel

O cenário da festa

Denise e Lourenço de Almeida Pereira

Bernardo com os pais Fernanda e Ricardo de Almeida Pereira. Festa Balão Mágico. Festa linda!

Gilda e Aluisio Siqueira

Jô Portugal, Lú Santana Boldrini, Edvar Jr. e Joana Mambreu

Queda de braço Estados reagem contra a concentração de recursos no eixo Rio-São Paulo pelo presidente da Ancine, Christian de Castro. O nordeste, Minas Gerais e o Espírito Santo desconfiam que o ministro Sérgio Sá Leitão quer voltar à direção de um dos braços da agência. Daí a preterição do que está fora do eixo. Há conversações sobre a controvérsia fora do circuito entre as duas cidades.

Jô Portugal com a anfitriã Cicinha Chagas

Grande estreia Quatro socialites dizendo loucuras vêm lotando o Teatro, em São Conrado, no Rio de Janeiro. Na peça “Mordidas”, Luciana Braga, Ana Beatriz Nogueira, Regina Braga e Zélia Duncan destilam veneno e humor. A cantora e compositora é a “pé quente” do sucesso.

Finalmente Daqui a pouco serão leiloados dez imóveis no Rio de Janeiro que pertenciam ao ex-juiz Nestor do Nascimento. Avaliados em R$ 4,6 milhões foram hipotecados criminalmente após a condenação em processo que já transitou em julgado, por fraudes contra o INSS. A AGU quer na lista mais duas propriedades, segundo ações na 2ª Vara da Seção Judiciária do RJ. O argumento é que a impenhorabilidade do bem de família não se aplica a imóveis frutos de crimes, jurisprudência consagrada na Justiça Federal. A União conseguiu recuperar R$ 6,75 milhões do golpe aplicado pelo grupo que tinha a exadvogada Jorgina de Freitas como expoente.


"O grande está sempre associado a viver um sonho! O sonho do casamento perfeito! É por isso que estamos aqui, queremos mostrar que é possível torná-lo real, único é inesquecível!"

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Ingrid Coutinho

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Em uma série de 4 programas, a apresentadora Ingrid Coutinho, mostra os principais fornecedores, serviços e tudo o que não pode faltar em um Casamento dos Sonhos. Na estreia ela já começa com esse super time, referencia em bom gosto, requinte e qualidade. Você confere o programa "Casamento dos Sonhos" na telinha da #TerceiraViaTv. Em Campos – Blue canais 25 e 407 – Vertv Canal 25Net – Canal 2 Macaé – Blue Canal 425 Rio das ostras – Canal 425. Pelo site: www.terceiraviatv.com.br.

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Ingrid Coutinho com o renomado A cerimonialista Flávia Artiles e Ingrid Bruno Lorenz Coutinho

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Tecnologia multimídia com Douglas Rodrigues em som, telhões de led e Este colunista com Ingrid Coutinho e pista de dança. a empresária Mariana Rangel

FOTO 1 - Enfim casados. Jéssica e Daniel Barcelos. FOTO 2 - Os noivos Jéssica e Daniel, com os pais do noivo Joilson e Cecília Barcelos. FOTO 3 - Pedro, Lilian, Fábio, e Lucca Paes. FOTO 4 - Com os pais da noiva Edna e Paulo Viana, os pais do noivo Cecília e Joilson Barcelos com a alegria, inocência e amor dos pagens e damas. FOTO 5 - Cumplicidade, Cecília e Joilson Barcelos. FOTO 6 - Fraternidade entre mãe e filho. Daniel e Cecília. FOTO 7 - Juliana e Noêmia Viana, Ana Maria Pellegrine e Martha Henriques. FOTO 8 - Os pagens, sobrinho e irmã do noivo, Antônio e Marina Barcelos.


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13 A 19 DE MAIO DE 2018

@ju_ribeiros

Lorena Laurindo e Letícia Sales. Dupla ótima!

Spoiler do job que fiz parte da produção com esse casting lindo: Bruno Caetano, Aninha Fonseca e Cris Sales.

Comemorando Lara Assade: Thaís Beda, Larinha, Nathália Pessanha e eu! Noite mágica!

Carol Freitas é uma princesa! Enzo Bernardes escolheu bem...

Ricardo Bueno, sempre impecável.

Leila Félix e Karla Bernardes, dupla maravilhosa!

Lud Crespo e Gustavo Cortes, lindos!

Mãe, Que o nosso amor, seja sempre como um frescor de orvalho ...

Obrigada, por acreditar no nosso trabalho!

Jornal 3avia edicao 84  
Jornal 3avia edicao 84  
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