Page 1

REVISTA DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE CHAPECÓ Maio 2017

REFORMA TRABALHISTA - 8 Entenda o que pode mudar

ALMOÇO EMPRESARIAL - 18 Acari Menestrina apresentará case de sucesso da Gran Mestri

NÚCLEOS - 23 ACIC empossa coordenações para 2017


A eterna busca do bem-comum promoveu a defesa técnica e política das classes produtoras, dos empresários e empreendedores, pugnando por políticas de apoio à expansão industrial, pela dinamização comercial, pelo aperfeiçoamento dos serviços, pela qualificação de gestores. Na busca desse desiderato, ampliou o mercado de trabalho e gerou emprego e renda para as famílias. Outra frente de atuação foi a luta por investimentos infra e superestruturais para a integração e o desenvolvimento de Chapecó e do grande oeste catarinense. A par dos temas de natureza econômica, a ACIC também priorizou as questões sociais, trabalhando pela melhoria da segurança pública, por melhores serviços educacionais e de saúde, pela criação de escolas básicas, técnicas e profissionalizantes e pela interiorização/implantação do ensino superior. Nesse campo, ajudou

É um privilégio para a comunidade empresarial de Chapecó e do oeste de Santa Catarina testemunhar o transcurso do 70º aniversário de fundação da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), festejado neste mês de maio. Chegar a esta provecta idade ostentando uma magnífica folha de serviços prestados à comunidade local e regional é, sem dúvidas, fator de orgulho para pioneiros e seguidores, colaboradores e voluntários, representantes e representados, associados e dirigentes. Nessas sete décadas a ACIC operou como um legítimo e autêntico fórum de análise, discussão e busca de solução para problemas de interesse social que transcenderam aos limites dos interesses empresariais e atingiram amplo espectro social. Na área empresarial, a ACIC

Josias Mascarello - Presidente Chapecó, maio 2017

Agenda Maio 02 – Palestra sobre Autodisciplina e Responsabilização no Trânsito – Central de Penas e Medidas Alternativas de Chapecó - Núcleo dos Centros de Formação de Condutores 06 – Visitação Projeto Maria Leite – Núcleo de Sustentabilidade 06 – Costelão Dia do Trabalhador – Núcleo das Automecânicas – CTG Índio Condá 08 – Início Projeto Sintonia – Núcleo Assessorias e Consultorias 09 – Workshop Estou Livre para Terceirizar? 09, 10 e 11 – Curso Técnicas de apresentação e oratória - Destrave-se 09, 10 e 11 – Missão Expogestão – Joinville 13 – Pedágio Azul AmaOeste 16 – Palestra Associativismo e Desenvolvimento Empresarial – Apresentação Núcleos Empresariais da ACIC para novos nucleados 16, 17 e 18 – Curso Neurovendas - Neurociência aplicada as vendas

MISSÃO ACIC Representar os segmentos econômicos de Chapecó, estimulando a livre iniciativa e trabalhando como agente de mudanças. Atender com eficiência e eficácia as necessidades dos associados correspondendo às suas expectativas. Ser a indutora de Av. Getúlio Vargas, 1748N CEP: 89805-000 - Chapecó/SC Fone/Fax: 49 3321-2800 E-mail: acic@acichapeco.com.br facebook.com/acic.chapeco

a articular políticas públicas de inclusão e sempre cooperou com os poderes públicos. Aos 70 anos, a ACIC demonstra incessante capacidade de inovação e reciclagem, capitalizando experiência e sabedoria para sua eterna renovação e modernização, sem perder a essência de seus princípios e de seus postulados: a perpétua busca do bem-comum.

ações para o fortalecimento da classe empresarial, oportunizando condições para o surgimento de novos mercados de trabalho e ampliação dos já existentes.

20 – Curso Manutenção Preventiva de Equipamentos – Wave Esporte e Saúde – Núcleo das Academias 23, 24 e 25 – Curso Gestão de Indicadores - metas e performance de resultado 24 – Palestra BOSCH “Novas Tecnologias” – Mecânica Irmãos Tolotti – Núcleo das Automecânicas 25 e 26 – Assembleia do Núcleo Estadual das Automecânicas – Florianópolis/SC 29 e 30 – Workshop Prospecção de Clientes 30 – Workshop CENA – Inovação a partir de Produtos e Serviços, com Rafael Patzlaff

Diretoria Executiva Gestão 2016/2017 Diretor Presidente Josias Antonio Mascarello Diretor 1° Vice Presidente e do Micro Empreendimento Cidnei Luiz Barozzi Diretor 2° Vice Presidente Gilson Carlos Confortin Diretor Administrativo Lenoir Antonio Broch Diretor Administrativo Adjunto Lenoir Carminatti Diretor Financeiro Sergio Perondi Diretor Financeiro Adjunto Jefferson Garcez da Luz Diretora de Desenvolvimento de Núcleos Carla de Almeida Martins Basso Diretora de Responsabilidade Social Márcia Berticelli Diretora de Relações Internacionais e Comércio Exterior André João Telocken Diretor de Feiras e Eventos Bento Zanoni Diretor de Desenvolvimento Industrial, Comercial e Inovação Francis Marcel Post Diretor de Assuntos Econômicos e Tributários Dalvair Jacinto Anghében Diretor de Projetos Especiais Marcia Damo Diretor de Relações Institucionais Nelson Eiji Akimoto Diretor de Agronegócio Vincenzo Francesco Mastrogiacomo Diretor de Gestão Ambiental Djalma Aquino Azevedo

TODOS OS DIRETORES DA ACIC COLABORAM DE FORMA VOLUNTÁRIA, SEM REMUNERAÇÃO ESTRUTURA ORGNIZACIONAL Conselho Deliberativo: Presidente: Marcos Moschetta Vice-Presidente: Leandro Sorgato Secretária: Leandra Merisio Conselho Consultivo: Mauricio Zolet Diretor Executivo: Fabio Luis Magro Gerente de Núcleos: Taisa Bonassi Brassanini

Jornalista Responsável: Marcos Antônio Bedin (M.T.B.: SC-0085 JP) Edição: Lisiane Kerbes | Redação: Marcos Antônio Bedin, Lisiane Kerbes, Kaehryan Fauth, Silvana Cuochinski e Caroline Figueiredo Projeto Gráfico: Rodrigo Felchilcher | Impressão: Gráfica Arcus | Tiragem: 2.000 unidades | Fechamento da Edição: 26/04/2017


Empresário do Ano: reconhecimento da ACIC a grandes lideranças de Chapecó

Há 70 anos a ACIC representa o empresariado e as classes produtoras e defende os verdadeiros interesses de toda a sociedade. A entidade é a porta voz dos empresários, agentes econômicos

essenciais para o País: são eles que criam empregos, geram riquezas e recolhem tributos que sustentam o Estado e todos os serviços públicos e, além disso, ainda destinam tempo e recursos para atividades sociais e ambientais. Para reconhecer esse esforço, desde 1993, a cada ano, a comunidade empresarial chapecoense outorga o Troféu Nelson Galina ao “Empresário do Ano”. Desde então, 24 empreendedores foram agraciados. Essa iniciativa da Associação Comercial e Industrial de Chapecó tornou-se uma homenagem revestida da mais alta credibilidade e legitimidade pela forma democrática e transparente como se elege o homenageado e pelos critérios observados na escolha. A eleição ocorre em dois turnos, ambos amparados pela liberda-

de de escolha exercida pelo voto direto dos associados da ACIC. A honraria foi inspirada no desejo de homenagear lideranças de todos os setores da atividade humana que colaboram de forma efetiva e decisiva para o desenvolvimento econômico, social e cultural do município e que, pelo seu exemplo, contribuem para estimular e elevar a representatividade da classe empresarial de Chapecó. O troféu homenageia Nelson Antônio Galina, um dos mais dinâmicos presidentes da ACIC (1990/1992). Ele faleceu tragicamente aos 47 anos de idade, vítima de acidente de trânsito no dia 14 de abril de 1993, na cidade de Chapecó. Era um líder em ascensão a quem estavam reservados importantes papéis nas áreas pública e empresarial.

3 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Josias Mascarello fala sobre os desafios e o futuro da ACIC

Ao completar 70 anos, a ACIC se firma como uma das entidades com maior representação no Estado e continuará atuando na busca de melhorias para a classe empresarial e para a cidade de Chapecó e região Oeste. Algumas bandeiras estão há anos na pauta de reivindicações, mas ainda necessitam evolução. Nesta entrevista, o atual presidente da entidade, Josias Mascarello, fala sobre as necessidades para os próximos anos.

Quais os desafios da ACIC para os próximos anos? O primeiro grande desafio é o de se reinventar. Para fazermos frente às novas demandas que batem à porta da entidade é preciso preparar nossos colaboradores e diretores com inovadoras ferramentas de gestão (processo já iniciado por nós). Para as empresas associadas também é necessário e imprescindível utilizarem-se das mesmas ferramentas para o enfrentamento da brutal crise econômica que se instalou no País. Paralelamente aos desa-

4 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

fios internos, a ACIC, como uma das mais importantes promotoras do desenvolvimento social e econômico do município, deverá continuar liderando e atuando de forma muito contundente nas questões de interesse da classe empresarial na região, Estado e País. Quais devem ser as prioridades em relação à segurança? A segurança pública é um tema que atormenta a todos nós. Percebemos que ao cobrarmos de nossas autoridades respon-

sáveis, temos como respostas: falta de efetivos, necessidade de armas mais eficazes, sucateamento da frota de veículos, orçamentos apertados etc e a cada ano a situação vai se agravando. Entendemos que o modelo de gestão para esta questão deve ser revisto. Devemos atacar definitivamente as causas, investindo em programas sociais e envolvendo a sociedade civil organizada. Temos o exemplo prático que está sendo testado e ampliado aqui mesmo em Chapecó, no bairro Quedas do Palmital, por


meio do PROPAZ. O resultado foi muito positivo. As famílias e a comunidade se envolveram, reduzindo quase a zero os índices de criminalidade naquela região. Hoje o Programa Viver é exemplo para o Estado e para o Brasil. O mesmo projeto está sendo implantado na região leste da cidade, também com o envolvimento da ACIC e demais entidades empresariais. E quanto à infraestrutura, saúde e tecnologia? São temas que fazem parte das bandeiras da ACIC. Quanto à infraestrutura, temos a BR-282, o aeroporto e o contorno viário leste. BR-282: assunto antigo e surrado que pouco avança. Há décadas cobramos, clamamos pela duplicação da BR-282, nossa principal via de escoamento das riquezas aqui produzidas. Também é uma via indispensável para a chegada de outros produtos vitais para o crescimento da região a exemplo do milho, responsável pela sustentação da cadeia produtiva do agronegócio. Aeroporto: nossa principal via de conexão com o mundo. Entendemos ser ele a porta de acesso do conhecimento da inovação e integração das regiões. Responsável direto pelo sucesso das nossas feiras de negócios a exemplo da Mercoagro, maior feira do setor da América Latina. Na última edição, em 2016, tivemos 17 países representados, além do Brasil. Contorno viário leste: fará toda diferença com relação à questão da mobilidade urbana. Também viabilizará a instalação de novos e modernos parques industriais gerando receita e renda para o muni-

cípio reduzindo, assim, o desemprego e proporcionando o desenvolvimento econômico e social de Chapecó e região. Saúde: em nível de Brasil, uma tragédia. Em nível regional temos o Hospital Regional do Oeste com a obra física praticamente concluída, o novo grande desafio é mantê-lo funcionando. Sabemos que a construção representa a parte mais fácil e barata, teremos pela frente ainda a segunda fase, os equipamentos, alguns de alta complexidade e, por fim, o chamado custeio, isto é, os recursos financeiros para mantê-lo em funcionamento. Tecnologia: hoje o mundo se move através da ciência da tecnologia e inovação. Sabendo disso, a ACIC participa em vários conselhos de nossas universidades, contribuindo de forma muito próxima e prática na gestão, inclusive sendo parceira em vários projetos. Lembramos o Parque Tecnológico junto à Unochapecó, que deverá estar finalizado no segundo semestre deste ano. O próximo passo será fazê-lo funcionar como um verdadeiro centro de inovações tecnológicas, vindo a fortalecer e ampliar esse novo setor chamado “a Matriz do Conhecimento e da Inovação”. Quais são, na sua opinião, outras questões cruciais que impactam o desenvolvimento? Questão da água. Nossa barragem há tempos vem dando sinais de incapacidade no atendimento ao abastecimento da cidade. O projeto de captação d’água do rio Chapecozinho deve urgentemente sair do papel. Esse

projeto foi apresentado como pronto para ser executado há mais de dois anos e nada. A questão da energia elétrica – captação, transformação e distribuição, o sistema todo precisa de investimentos. Só não estamos tendo apagões devido a forte recessão que se abateu no País nos dois últimos anos e o pífio crescimento do País na década. Referente à alta carga tributária brasileira, como a ACIC pode atuar? Somos massacrados pela vergonhosa carga tributária, considerada uma das maiores do mundo. O desafio constante é continuar cobrando de todas as formas possíveis dos nossos representantes políticos as reformas estruturantes de nossa economia, juntamente com a Facisc e demais federações e confederações empresariais do Estado e do Brasil. De que maneira a ACIC pode contribuir para o fortalecimento do associativismo? A ACIC entende que a maneira mais eficaz para o fortalecimento do associativismo é incentivando os diretores das empresas associadas a motivarem seus colaboradores e a eles próprios à inserirem-se nos diversos programas e projetos oferecidos pela entidade. Alguns exemplos são as missões empresariais (dentro e fora do País); participação dos núcleos, assumindo cargos e funções; participando de palestras orientativas com foco no fortalecimento das empresas através da modernização da gestão, incentivando a ideia e a prática da sustentabilidade, incorporando a responsabilidade social e empresarial.

5 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Pioneiro Victorino Zolet “Chapecó tinha um espírito comunitário muito forte”

Victorino Zolet registrou a história de Chapecó por meio da fotografia

Estradas, telefonia, eletricidade, saúde, ensino superior. Parecem demandas atuais da ACIC, mas não são. Esses são alguns temas de discussões e reivindicações da entidade desde sua fundação e que evoluíram graças à dedicação de lideranças que há algumas décadas abraçaram a causa e lutaram para ver Chapecó e suas empresas crescerem. Uma dessas pessoas é o ex-presidente da ACIC, Victorino Zolet (gestão 1984/1986). Ele lembra que, na época, apesar de muitas das demandas serem as mesmas das atuais, os pedidos eram outros. Estradas, telefonia e eletricidade eram precárias. Ensino superior não existia no município. “Um dos pedidos frequentes era para aumentar a rede elétrica, além da melhoria e manutenção das estradas. Um grupo grande de empresários também se empenhou em trazer o ensino superior para Chapecó, pois para os jovens continuarem estudando, na época, iam geralmente para Passo Fundo e Porto Alegre”, lembra.

6 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Após visitas a instituições e reuniões com o Governo do Estado, foi instalada em Chapecó a Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste (Fundeste). O primeiro curso, de Pedagogia, foi instalado em 1972. “Existia na comunidade um espírito comunitário muito forte. Todos sempre estavam dispostos a ajudar”, destaca Zolet. Apesar de ter sido presidente da ACIC no início da década de 1980, Zolet se envolveu com as causas comunitárias desde que chegou em Chapecó, em dezembro de 1956. Victorino Biazio Zolet é o quinto filho de Vergínia Deboni e Olivo Zolet, nasceu em 3 de fevereiro de 1930 em Paraí (RS), ainda município de Lagoa Vermelha. Em abril de 1930, a família mudou-se para Concórdia, onde residiu com os pais por 20 anos. Seu primeiro trabalho foi na Sadia, onde o próprio Atílio Fontana assinou sua carteira de trabalho. Também foi chofer de caminhão. A profissão de fotógrafo foi incentivada pelo tio Albino Deboni e, ao chegar em Chapecó, instalou seu estúdio fotográfico. Em 1960 casou-se com Zilma Therezinha Aiolfi, com quem teve quatro filhos. O apoio da esposa foi de vital importância em todas as atividades. O envolvimento em entidades sociais e empresariais foi intenso. Participou ativamente da comissão que elaborou o projeto do monumento O Desbravador. “O objetivo era fazer algo para que as pessoas olhassem para Chapecó. Fizemos o projeto e depois buscamos o artista, que foi o Paulo de Siqueira. O monumento foi construído na gestão do prefeito Milton Sander, cumpriu sua finalidade e até hoje é atração turística”, relata Zolet. Toda essa trajetória da cidade foi registrada. As fotografias de Victorino Zolet demonstram o desenvolvimento econômico e as mudanças culturais e sociais do município e eternizaram o histórico crescimento da maior cidade do Oeste.

Agosto de 1965 - Nevasca em Chapecó (Foto Victorino Zolet)

Solenidade de criação da Fundeste (Foto Victorino Zolet)

Centro de Chapecó em 1980 (Foto Victorino Zolet) 7 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Segurança pública pauta permanente da Acic

Em 2014 entidades atuaram em prol da segurança no município

A complexa problemática da segurança pública e o avanço da criminalidade e da delinquência alcançam a todas as classes socioeconômicas, levando o pânico, a incerteza e a inquietação a todas as famílias de Chapecó. Para muitas, onde o crime ceifou vidas e patrimônio, essa situação representa verdadeiras tragédias. Para essas famílias de nada adiantarão promessas e anúncios dos governos, porque essas perdas são irreversíveis. Nas últimas décadas, a ACIC procurou diagnosticar o quadro de violência e criminalidade que assola Chapecó, selecionar as prioridades e construir as condições para implementá-las. A opção foi conhecer as defi8 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

ciências para traçar as melhores estratégias de superação, especialmente aquelas localizadas no aparelho policial instalado em Chapecó, em termos de efetivo, equipamento, viaturas, armamento e instalações físicas. A ACIC nunca buscou apenas uma visão policial, pois sabe que a violência é um fenômeno multicausal. A entidade sempre buscou a manifestação da comunidade e seus representantes para complementar o diagnóstico, ao mesmo tempo em que solicitou a mobilização das autoridades sobre ações e medidas para modificar esse panorama. Ao lado dos parceiros SICOM e CDL, a ACIC formulou consis-

tentes reivindicações na área de segurança pública e organizou atos públicos de intensa repercussão. Foram momentos em que a comunidade mostrou não suportar mais conviver com os níveis de violência e criminalidade que destrói lares, ceifa vidas, dilapida patrimônio e vergasta as comunidades rurais e urbanas. Chapecó viveu por muito tempo três insuficiências: não havia policiamento preventivo (insuficiência de policiais militares), quando ocorria o delito não havia investigação (insuficiência de delegados e investigadores) e quando ocorria a prisão não havia onde trancafiar o criminoso (insuficiência de prisões). As três deficiências foram relativamente equacionadas.


ACIC participou de ato público pela segurança em 2014

Reivindicações da ACIC total ou parcialmente atendidas: • Aumento do número de Delegados de Polícia Civil. • Aumento do número de investigadores policiais. • Aumento do número de policiais militares. • Viaturas leves e viaturas para investigação. • Motocicletas. • Armamento e equipamento moderno. • Helicóptero para a Polícia Civil. • Central de plantão policial.

• Recursos para manutenção e recuperação de viaturas. • Não transferência de PMs para o litoral, no verão. • Instalação de uma Delegacia Especializada em Homicídios. • Ampliação de vagas do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) e do Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep). • Construção de uma Guarnição especial da PM no bairro Efapi.

“As sociedades mais evoluídas são aquelas em que os cidadãos envolvem-se permanentemente com os problemas de suas comunidades. Eles abandonam aquelas arcaicas e omissivas atitudes de autoexclusão daquelas pessoas acomodados que deixam para o poder público resolver tudo. O exercício da cidadania exige, acima de tudo, participação consciente. A maioria de nós, empresários, foi treinada para pagar impostos, cumprir todas as obrigações fiscais e suportar uma rotina diária de 12 horas. Nunca fomos estimulados a participar com frequência de ações e programas comunitários. Acredito que essas práticas estão mudando em razão dos novos desafios que nos retiram de nossa “zona de conforto” para as asperezas de uma realidade perturbadora.” Josias Mascarello, Presidente da ACIC 9 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Aeroporto de Chapecó Fator de liderança regional Um dos fatores que sustentam a liderança regional exercida por Chapecó sobre a vasta área do oeste catarinense, sudoeste do Paraná e noroeste do Rio Grande do Sul é o Aeroporto Municipal Engenheiro Serafim Enoss Bertaso. A operação comercial regular de grandes companhias aéreas, o emprego de aeronaves de grande porte e as opções de destinos fazem do aeródromo um dos mais movimentados do interior do País. Por isso, a ACIC sempre priorizou e acompanhou atentamente a situação do aeródromo. A importância desse aeroporto para a economia regional ficou cabalmente demonstrada e comprovada no período em que ficou paralisado para obras de recuperação e ampliação. Em dois meses de 2012, a suspensão das operações provocou prejuízos à economia do grande oeste catarinense. O aeroporto está localizado a 10 quilômetros do centro de Chapecó, tem operação noturna e procedimentos para pouso por instrumentos, constituído por auxílio rádio VOR/DME e NDB.

10 -- Empresa Empresa Forte Forte www.acichapeco.com.br www.acichapeco.com.br 10

Conta com Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão (PAPI) para o procedimento de aproximação e uma equipada seção contra incêndio. O conjunto aeroportuário contempla, ainda, hangares da aviação executiva, táxi aéreo e o Aeroclube de Chapecó, com uma escola destinada à formação com cursos de Piloto Privado, Piloto Comercial, IFR e Planador e também uma escola privada de formação de pilotos. A estrutura inclui lanchonete, táxis, sala de embarque e desembarque, balcões para aluguéis de carros e compra de passagens aéreas e estacionamento gratuito com segurança 24 horas. Por ter uma elevada abrangência de atendimento, o aeroporto impacta diretamente na movimentação econômica regional. Calcula-se que 50% dos quase meio milhão de passageiros/ ano procedem de outros municípios e aproveitam para comprar no comércio local. Com isso são beneficiados hotéis, bares, restaurantes, prestadores de serviços e os lojistas. Mas não é somente a área empresarial que dinamiza suas ativi-

dades com o aeroporto, considerado um instrumento logístico de imensa contribuição regional. Seu funcionamento reflete diretamente na economia do oeste de Santa Catarina, sudoeste do Paraná e noroeste do Rio Grande do Sul. Chapecó polariza a Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul, que compreende 415 municípios, cujas estruturas locais de gestão dependem do transporte aéreo. Nas últimas décadas, a ACIC integra a Comissão de Segurança Aeroportuária do Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso através da qual frequentemente contribui com ações positivas para o desenvolvimento e para as melhorias dessa importante ferramenta geradora de negócios e de ligação com os principais centros econômicos, culturais e sociais do País. O papel da ACIC nesta Comissão de Segurança é contribuir para que o terminal aéreo tenha cada vez mais importância e impacto na economia regional. Em face dos pesados investimentos realizados nos últimos anos pelo Poder Público Municipal, a infraestrutura do


Aeroporto melhorou significativamente. As estatísticas de embarques e desembarques comprovam o vigoroso crescimento do transporte aéreo de passageiros e também de cargas. Isso torna mais urgentes as novas melhorias. Um dos destaques foi a assinatura do convênio entre as esferas estadual e federal com o Ministério da Defesa para implementação do programa federal de auxílio a aeroportos (PROFFA).

A ACIC considera essencial a elaboração de um novo plano-piloto de investimentos que contemple, entre outras melhorias, a construção de uma nova estação de passageiros com estrutura e condições para receber com segurança e conforto meio milhão de passageiros por ano, a adequação do estacionamento para usuários e visitantes e a instalação de equipamentos de proteção ao voo.

QUADRO GERAL DE VOOS VOO

EMPRESA

DESTINOS

FREQUÊNCIA

6319

Avianca

Florianópolis-Guarulhos-Brasília

Diária

2622

Azul

Campinas

Segunda a Sábado

4464

Azul

Campinas

Domingo

1299

Gol

Guarulhos

Segunda à Sábado

4992

Azul

Florianópolis-Porto Alegre

Sábado

5139

Azul

Campinas

Segunda à Sexta

6175

Avianca

Florianópolis-Guarulhos

Diária

4405

Azul

Florianópolis-Porto Alegre

Segunda à Sexta

5263

Azul

Porto Alegre

Sexta

1297

Gol

Guarulhos

Segunda à Sexta e Domingo

6915

Azul

Florianópolis

Domingo

11 -- Empresa Empresa Forte Forte www.acichapeco.com.br www.acichapeco.com.br 11


Duplicar a BR-282 uma aspiração do grande oeste de SC

Infraestrutura é uma pauta constante da ACIC

A importância da rodovia federal BR-282 para o grande oeste catarinense é imensa. Mantê-la em condições de segurança para o tráfego de pessoas e mercadorias, construir terceira pista e duplicá-la são metas que a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) persegue há décadas. Documentos, reuniões, audiências públicas, articulações com parlamentares e ministros foram algumas das atividades desenvolvidas nas últimas décadas. Construída nas décadas de 1960/1970, a rodovia foi concebida como um ícone para integração política, econômica e cultural. O oeste, distante e abandonado, mantinha profundas ligações com as capitais sul-rio-grandense e paranaense e acalentava a ideia de 12 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

constituir nova unidade da Federação. Na condição de espinha dorsal do sistema rodoviário catarinense, a BR-282 é essencial para o escoamento da vasta produção agroindustrial do oeste de Santa Catarina aos portos e aos grandes centros brasileiros de consumo. Por ela transitam milhões de dólares em produtos exportáveis que asseguram as divisas das quais o País precisa para sustentar seu desenvolvimento. Durante muito tempo, o quadro era este: pavimento asfáltico de grandes extensões destruído pelo uso contínuo sem manutenção reparativa ou com obras de baixíssima qualidade e curta durabilidade; crateras disseminadas em todos os trechos, asfalto es-

boroado, acostamento engolido pela erosão, sinalização horizontal apagada pelo tempo e, a vertical, tragada pela mata. Essas condições persistem em alguns trechos da BR-282, provocando acidentes diários com perda de dezenas de vidas que enlutam muitas famílias a cada mês e, ainda, astronômicos prejuízos econômicos para empresas e para o País. Esquecida pelas autoridades, a via tornou-se um gargalo logístico para o transporte de toda a produção agropecuária da região oeste, reconhecida como maior produtora de suínos do Brasil, uma das maiores produtoras de aves, a maior exportadora de suínos e aves e o maior polo brasileiro de carnes industrializadas.


Pesquisa histórica revela que a construção foi desenvolvida entre 1960 e 1975, embora foi efetivamente concluída na região do Planalto Serrano no ano de 2008. Foi projetada para cortar o Estado de Santa Catarina de leste a oeste e levar a produção do interior para os portos e para os demais Estados do País. Não há cálculo direto sobre os prejuízos que essa situação representa, mas as empresas da região oeste acreditam que as péssimas condições da BR-282 onerem os fretes em quase 40%.

Além de deteriorada, a BR-282 dá sinais de que está com sua capacidade esgotada. O fluxo de veículos aumenta diariamente e os motoristas são obrigados a conviver com os riscos dos congestionamentos. A deterioração progressiva de toda malha atinge níveis que requerem a atuação em caráter emergencial, objetivando dotá-la de condições mínimas necessárias à segurança dos usuários e fluidez de tráfego. Chegamos a um estágio em que a reparação não resolve mais.

BR 282 em números: - Construção: entre 1960 e 1975. - Projeção: cortar o Estado de Santa Catarina de leste a oeste e levar a produção do interior para os portos e para os demais Estados do País. - Situação: precária, com buracos, desníveis, falhas de sinalização e de acostamento em inúmeros trechos. - Prejuízos: não há cálculo direto sobre os prejuízos que essa situação representa, mas as empresas da região oeste acreditam que as condições da BR-282 onerem os fretes em quase 40%. - A BR-282 está para Santa Catarina assim como a BR-101 está para o Brasil. Para o oeste do Estado a rodovia é vital. - Passam pela BR-282: 600 mil suínos/mês e 60 milhões de aves/ mês (carga viva) que são conduzidos às agroindústrias. - Sete em cada dez toneladas de carne suína e de aves exportadas pelo Brasil saem do oeste catarinense. - A BR-282 começa a dar sinais de que está com sua capacidade esgotada. O fluxo de veículos aumenta continuamente. Acidentes e congestionamentos são rotineiros. - O processo de conservação e restauração da BR-282 vem sendo prejudicado por razões orçamentárias e financeiras. A deterioração progressiva de toda malha atinge níveis que requerem a atuação em caráter emergencial, objetivando dotá-la de condições mínimas necessárias à segurança dos usuários e fluidez de tráfego.

13 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Ferrovia: o futuro do oeste passa pelos trilhos A construção de ferrovias é uma luta de real interesse dos catarinenses encampada pela ACIC há anos porque o desenvolvimento e a competitividade da região oeste estão ameaçados por questões infraestruturais. Duas ferrovias são necessárias. Uma é a Leste-Oeste, ligando a região produtora oestina aos portos marítimos catarinenses. Essa é necessária para o escoamento da produção. Outra é a ferrovia Norte-Sul, ligando a região produtora de grãos do centro-oeste do País com Chapecó. Essa é essencial para garantir o suprimento de milho às agroindústrias do grande oeste catarinense. A operação para busca do milho no Brasil Central requer mais de 100 mil viagens de carretas com capacidade média de 30 toneladas que fazem o percurso de 2.200 quilômetros (elevado custo ambiental e humano) para trazer o precioso grão. Isso representa mais de 5 bilhões de reais em fretes, todo ano. Com esse dinheiro é possível construir em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás as mais avançadas indústrias do Planeta. Só há um meio para evitar a fuga das agroindústrias: construir a ferrovia Norte-Sul, ligando o oeste catarinense ao centro-oeste do País. O oeste barriga-verde está longe dos grandes centros de consumo e distante das áreas produtoras de milho, seu principal insumo. Com a ferrovia será possível unir os dois polos, levando

14 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

o alimento industrializado para as grandes cidades e trazendo, principalmente, milho e soja. Além dos produtos alimentícios, inclui-se todo o transporte de fertilizantes, calcário, grãos, farelo etc demandados nessa região. De outro lado, o custo de transporte, caso mantenha-se a atual matriz, inviabilizará grandes empreendimentos do agronegócio em solo catarinense. Esse quadro é agravado pelas rodovias em péssimas condições que neutralizam a competitividade das empresas. A dependência dessa matéria-prima e as deficiências da infraestrutura logística brasileira, localizadas fora da porteira dos estabelecimentos rurais e agroindustriais, anulam a aptidão e a competência do agronegócio e prejudicam muito mais a agricultura do que as chamadas barreiras externas, como subsídios, quotas e sobretaxas. Cada vez mais o transporte terá um peso crescente no preço final dos produtos. Quem estiver longe dos centros de consumo ou de produção acabará mortalmente penalizado. O transporte ferroviário é a alternativa mais viável para baratear o transporte e o custo final dos produtos. É o segundo transporte mais barato, depois do marítimo. Caso existisse essa alternativa na região, não seria necessário temer o avanço da fronteira agrícola para o centro oeste e norte, juntamente com as agroindústrias de carne.


Um avanço importante Em 15 de outubro de 2014 a ACIC festejou um grande avanço: três Ministros estiveram em Chapecó para assinar a ordem de serviço para a realização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Ferrovia da Integração que ligará o oeste ao litoral barriga-verde. O consórcio vencedor da licitação foi o Prosul/Setepla/Urbaniza/Hansa. A ordem de serviço foi assinada pela Ministra do Planejamento Miriam Belchior, Ministro dos Transportes Paulo Sérgio de Oliveira Passos, Secretária Especial dos Direitos Humanos Ideli Salvatti, Governador João Raimundo Colombo, Presidente da

Frente Parlamentar das Ferrovias, Deputado Federal Pedro Uczai, Prefeito de Chapecó José Caramori, Presidente da Fiesc Glauco José Côrte e Presidente da ACIC Bento Zanoni. Ligando o Oeste ao litoral catarinense, a obra de 862 quilômetros de extensão sairia de Dionísio Cerqueira e passaria por São Miguel do Oeste, Chapecó, Herval D’Oeste, Ponte Alta, Blumenau e Itajaí. Em 2014, a previsão era de dois anos para elaboração de todos os projetos e de mais cinco anos para execução da ferrovia Leste-Oeste. Os projetos estão em fase final.

“Só um alienado não consegue enxergar que as agroindústrias do grande oeste de Santa Catarina estão paulatinamente se transferindo para o centro-oeste brasileiro. A insuficiência de milho catarinense para abastecer as gigantescas cadeias produtivas da avicultura e suinocultura obriga as indústrias de processamento da carne a buscar, todos os anos, de 3 milhões a 3,5 milhões de toneladas de grãos no Brasil central. Para isso é necessária uma operação rodoviária que, de tão grande e tão cara, está se tornando irracional e absurda. A única solução é a construção de ferrovias.” Mário Lanznaster Presidente da Aurora, vice-presidente de agronegócio da FIESC e ex-diretor da ACIC

15 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


ACIC impediu a cisão territorial de Chapecó

A desanexação do território do Distrito de Marechal Bormann – fato que traria prejuízos imensos e irreversíveis ao município de Chapecó – foi evitada graças à mobilização da ACIC que adotou posição absolutamente contrária à emancipação em 2003.

Mobilização reuniu dezenas de instituições do município

O distrito de Marechal Bormann – o antigo Passo Bormann – representa um marco histórico e cultural no processo de formação do município de Chapecó e de colonização do grande Oeste catarinense. Foi, no início do século passado, importante passadouro das levas de colonizadores sul-rio-grandenses que buscavam terras para ocupação. O fato de ter sido, mesmo que temporariamente, a sede do município, expressa a importância dessa povoação na história de Chapecó. Retirar Marechal Bormann da base territorial do município mutilaria nossa memória socio-

cultural. Quando criado, em 25 de agosto de 1917, o município de Chapecó ocupava 14.000 quilômetros quadrados de área territorial. Nesses 100 anos deu origem, entre emancipações primárias e secundárias, a mais de 80 novos municípios, hoje organizados nas microrregiões da AMOSC, AMEOSC, AMAI, AMNOROESTE e AMERIOS. Sua atual base territorial (661,71 quilômetros quadrados) representa apenas 4,7% da área original. Reduzí-la ainda mais significaria decretar sua estagnação e seu colapso.

A emancipação de Marechal Bormann seria também, por via de consequência, a de Goio-Ên em razão da descontinuidade territorial que provocaria. Com isso, a expansão urbana, industrial e agrícola ficaria mortalmente asfixiada. Essa área é vital para o futuro de Chapecó porque ali – somente ali – poderão ser executados projetos essenciais para o desenvolvimento do município. Depois de décadas de espera, o aproveitamento hidrenergético do rio Uruguai finalmente conferirá valiosas oportunidades de exploração racional do turismo e renda advinda de royalty proporcionado pelas usinas hidrelétricas, as quais devem ser fruídas por todo o município. A ACIC não identificou razões objetivas para a 16 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

emancipação de Marechal Bormann e Goio-Ên. A administração municipal tem assegurado investimentos suficientes em infraestrutura e em serviços de saúde, educação, transporte, além de apoiar as atividades econômicas. A população está assistida e integrada com a comunidade municipal. A baixa e rarefeita densidade populacional, as diminutas dimensões do povoamento da sede distrital e outras características geoeconômicas e sociais não satisfariam as condições previstas na atual legislação que disciplina a


criação de novos municípios. A ACIC convocou e teve o apoio de mais de 50 instituições do município que a acompanharam na postura de manutenção da integridade territorial de Chapecó, pela defesa das condições básicas do desenvolvimento municipal e pela compreensão de que a emancipação asfixiaria o crescimento e estagnaria os setores produtivos.

Carreata enfatizou a contrariedade da emancipação do distrito de Marechal Bormann

Campanha Vote pelo Oeste aumentou a representatividade regional Sob iniciativa e coordenação da ACIC foi desenvolvida a “Campanha Voto Pelo Oeste” de forma articulada com as Associações Comerciais e Industriais (ACIs) das regiões oeste e extremo-oeste e, ainda, com as vice-presidências regionais da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC). A campanha consistiu em incentivar o eleitorado a votar de forma maciça nos candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal que representem as regiões Oeste e Extremo-Oeste, estabelecendo comprometimento com as necessidades locais e regionais e com o desenvolvimento de ações parlamentares. As metas estabelecidas para a campanha foram ampliar a representatividade política regional no legislativo mantendo constante atenção sobre as carências locais e regionais; estabelecer o comprometimento dos candidatos com propostas que atendam as necessidades da comunidade local e regional, fixar o compromisso dos eleitos com a sociedade local e regional e o acompanhamento da atividade parlamentar. Com o slogan “Não coloque seu voto para viajar...” a campanha enfocou as perdas que a população sofre quando o eleitorado vota em candidatos de outras regiões. Através de cartilha explicativa, adesivos de automóveis, botons e comerciais de rádio, jornal e televisão, a campanha atingiu toda a população do Oeste e Extremo-Oeste. “Se o candidato não é daqui, muita coisa vai embora. Voto que fica, traz”. É com este pensamento que a coordenação da campanha alertou os eleitores. O objetivo foi conscientizar a população sobre o quanto a região era prejudicada com a distribuição de recursos, por causa da falta de representatividade. Desenvolvida em várias oportunidades, a cam-

panha produziu resultados positivos em 2002 e 2010 com a eleição de seis deputados federais e nove deputados estaduais.

17 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


ACIC articula evolução dos serviços de saúde em Chapecó

ACIC participa ativamente das decições referentes à saúde no município

Transformar Chapecó em polo de referência na área da saúde é um dos grandes objetivos da ACIC que, nestes 70 anos, trabalhou na busca por melhorias e investimentos no setor. Destacam-se a ampliação do Hospital Regional do Oeste (HRO) e do Hospital Unimed e a instalação de cursos de Medicina na Unochapecó e na Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS). A ACIC acompanha e mantém representantes na Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreria (AHLVF), mantenedora do HRO, desde a sua fundação. O hospital foi inaugurado em 1986 e passou por três modalidades de gestão, até chegar ao modelo atual. Em 2005 extinguiu-se o modelo de consórcio, passando a ser efetiva-

mente gerido pela AHLVF. O presidente e também representante da ACIC na AHLVF, Severino Teixeira da Silva Filho, mencionou o fundamental apoio e participação da ACIC, em 2004, sob a gestão do então presidente Eloi Bergamaschi e do vice Gelson Dalla Costa, que contribuiu para que as mudanças ocorressem. Ao longo dos anos, foram implantados novos serviços em alta complexidade: Pronto Socorro/ Urgência/Emergência 24 horas; radioterapia e quimioterapia; UTI geral e neonatal; captação e transplante de órgãos e tecidos; banco de olhos; neurocirurgia; entre outros. “Atendemos uma população em torno de 1,3 a 1,5 milhão de pessoas. Quando começamos, eram realizadas, por

“A inauguração do hospital da Unimed Chapecó no fim dos anos 90 marcou o início do investimento no centro de alta complexidade existente hoje em Chapecó. Temos à disposição excelentes médicos das mais diversas especialidades e equipes altamente qualificadas que operam em estruturas modernas e com tecnologia comparável às existentes nos grandes centros. Hoje, não é preciso se deslocar às capitais para a realização de procedimentos na área da saúde. Estamos muito bem equipados em Chapecó.” Josias Mascarello, presidente da ACIC 18 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

exemplo, entre 800 a 850 cirurgias por mês, atualmente são mais de 1.300, relatou Severino. A ACIC também apoiou integralmente a instalação do Hospital Unimed Chapecó, inaugurado no dia 5 de dezembro de 1998 (na época denominado Uniclínicas) primeiro do sistema Unimed na região sul. A iniciativa foi resultado da aquisição, reforma e ampliação da estrutura que pertencia à Fundação Hospitalar Assistencial Santo Antônio (FHASA). W A decisão do investimento ocorreu em uma assembleia realizada em dezembro de 1996 e deve-se ao fato de que o cenário na área da saúde passava por grandes dificuldades. As obras iniciaram em agosto de 1997 e foram concluídas em dezembro de 1998. Considerado referência em Santa Catarina, o Hospital Unimed Chapecó evoluiu a cada ano e continua em franco crescimento, ampliando as áreas de atendimento e possibilitando a instalação de novas tecnologias para o cuidado dos seus clientes. O novo hospital (em fase de construção) representa a continuação de uma série de investimentos e ações previstas no plano diretor da cooperativa médica que, em longo prazo, prevê a substituição de toda área existente por novas e modernas instalações.

“A ACIC sempre foi parceria nas reivindicações do HRO perante os poderes públicos municipal, estadual e federal. A ampliação do hospital está muito ligada às ações da ACIC. Para o futuro, precisamos desenvolver ações conjuntas na busca do custeio e manutenção da nova ala, que representa uma ampliação de 60% em relação ao que temos atualmente. Temos carência hoje nas especialidades de cirurgias hemodinâmicas, cardíaca vascular e neurológica. A ACIC teve papel muito importante em toda a nossa caminhada e terá nos pleitos futuros.” Severino Teixeira da Silva Filho, presidente da AHLVF


19 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Depoimentos

“A Associação Comercial e Industrial de Chapecó surgiu da visão de um conjunto de lideranças que, em maio de 1947, constituiu uma entidade que se mostra forte em toda a sua trajetória, principalmente na defesa da iniciativa privada. Em sua história de 70 anos, a ACIC tem sabido angariar a atenção dos poderes públicos nas demandas que conduz pela busca da solução de questões relativas às empresas e à própria comunidade. De outra parte, atrai o empresariado na condução de bandeiras que levantam a necessidade de mudanças para que as empresas possam melhor cumprir o papel de produzir. De parte do Sicom, destacamos, especialmente, a integração e a parceria mantida em prol da defesa conjunta de ações de interesse do setor produtivo e da sociedade, não somente de Chapecó, mas também da região.” Marcos Antonio Barbieri, presidente Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom)

“A construção de uma instituição de cunho associativo empresarial se faz com muita visão, perspectiva de crescimento e expectativa de vida longa. Foi esse conjunto de valores que levaram empresários de grande descortínio a constituir, há 70 anos, a Associação Comercial e Industrial de Chapecó, numa época em que o associativismo era incipiente na região e mesmo no Estado, mas que se mostrava já de grande valia para o empresariado. Nessa caminhada de sete décadas, a ACIC se mostra uma entidade plenamente consolidada em seus ideais, consistente nas iniciativas que conduz em seu cotidiano e atuante em favor da classe empresarial e de carências que também envolvem a população. Em nome do Conselho das Entidades Empresariais, do qual a ACIC faz parte, realçamos a sua forte trajetória e lembramos a importância dos nomes que tem feito sua história crescer ao longo dos anos.” Neloir Antônio Tozzo, presidente do Conselho das Entidades Empresariais de Chapecó (CEC)

“A ACIC completa 70 anos de excelente desempenho e credibilidade. A sociedade chapecoense e seus associados têm na Associação Comercial e Industrial um amparo legítimo em suas demandas e ansiedades. Há quase meio século a CDL de Chapecó valoriza esta relação harmônica de cooperação, contribuindo mutuamente pelo sucesso da centenária Chapecó.” Clóvis Spohr, presidente da CDL Chapecó

“Nós que fazemos o Sistema FACISC nos sentimos orgulhosos de ter Chapecó como uma de nossas cidades parceiras. É modelo para todo o País por ser uma das mais bem sucedidas em mercado de trabalho. É intitulada como a capital brasileira da agroindústria e capital catarinense de turismo de negócios. A parceria com a cidade vem por meio da nossa filiada Associação Empresarial de Chapecó (ACIC), também referência no Estado. Ela cumpre seu papel fundamental na defesa de projetos de interesse da cidade, de liderança no meio empresarial, no desenvolvimento de núcleos para planejamento e ações estratégicas, na capacitação de empreendedores, entre tantas outras missões. Sempre envolvida nas principais demandas políticas e econômicas da região, a ACIC trouxe grandes contribuições para toda a sociedade de Chapecó, conquistando assim o reconhecimento de sua relevância institucional. A FACISC é o maior sistema empresarial voluntário catarinense e nossa crença é que apenas nos unindo poderemos buscar melhorias para todas as comunidades onde tivermos uma entidade empresarial forte e atuante, a exemplo da ACI de Chapecó.” Ernesto João Reck, presidente da Facisc 20 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


“Ao longo de sete décadas, a Associação Comercial e Industrial de Chapecó atuou calcada nos princípios de uma história transformada em desenvolvimento. Ainda muito jovem, a entidade contribuiu para construir a identidade econômica e social do Município, um verdadeiro desafio em tempo de miscigenação cultural e incertezas políticas. A efetivação da ACIC é destaque entre os registros que marcaram o crescimento de Chapecó e merece todo o nosso reconhecimento. Atualmente, a Associação Comercial e Industrial de Chapecó contribui ativamente com as ações da Administração Municipal em projetos que permitem construir, de forma participativa, estratégias integradas para o planejamento de uma Chapecó cada vez mais forte. Destaco o envolvimento da entidade nos processos de modernização das nossas leis, como a construção do Plano Diretor, Plano de Mobilidade Urbana, Plano de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos. É inegável que a ACIC sempre assumiu um papel de âncora no nosso desenvolvimento. A entidade é valorizada pelo envolvimento de seus integrantes, atuando permanentemente como agentes de transformação.” Luciano Buligon, prefeito de Chapecó

“A contribuição da ACIC tem se mostrado através de inúmeras iniciativas para sedimentar o desenvolvimento local e regional. A entidade, por seus dirigentes, tem sabido agir na vanguarda de uma série de ações, com a percepção da importância do crescimento integrado, que conjuga esforços da iniciativa privada e do poder público. Especialmente para a classe empresarial, uma ampla visão de mundo tem sido incutida, o que é uma forma de acompanhar o que evolui em termos de gestão, de produtos e de serviços, no mercado nacional e no âmbito do que ocorre nos principais centros do mundo. Nestes 70 anos, avalio que o maior marco da ACIC está em três fatores. Um deles a campanha que defendeu a votação em candidatos da região efetivamente comprometidos com as demandas regionais. Outro foi a busca de voos para o aeroporto de Chapecó. O terceiro está na criação da Mercoagro que deu um novo entendimento quanto à importância de nossa agroindústria e sua cadeia de fornecedores. Em relação a minha gestão, as ações que destaco como fundamentais referem-se à própria constituição da Mercoagro e à criação do programa de reuniões-almoços, iniciativa esta que permitiu a aproximação de empresários, lideranças e governantes. Outra foi o desafio de expansão da telefonia, quando a Telesc foi provocada e instalou 2 mil novas linhas telefônicas.” João Carlos Scopel, gestão 1992/1994

“A ACIC sempre esteve à frente do desenvolvimento econômico e social de Chapecó, com visão estratégica de longo prazo. Fomentou investimentos em diversos setores econômicos, político e social do município. Sendo uma das entidades mais representativas do Estado, faz a defesa dos interesses da classe empresarial, atuando para atender as demandas que surgem ano após ano. A entidade também esteve presente nos projetos que trouxeram novas empresas para Chapecó, contribuindo para a geração de emprego e renda. Destaco ainda as ações em prol do comércio exterior e a criação da Mercoagro.” Antonio Rebelatto, gestão 1994/1995

21 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


“Somos um país de apenas 517 anos, nossa cidade está prestes a completar 100 anos. Nesse contexto, a ACIC completa neste mês de maio seus 70 anos. Uma entidade, uma cidade e um País extremamente jovens. Como a nossa cidade, a ACIC só alcançou o sucesso devido à valorosa e participativa classe empresarial chapecoense. Hoje é referência de gestão associativa. Somos o retrato do nosso envolvimento e, por isso, acredito que o sucesso que a ACIC conquistou irá se repetir nas próximas gerações. A classe empresarial precisa continuar acreditando no associativismo como instrumento da manutenção e fortalecimento das empresas, com objetivos comuns, buscando melhorias, gerando riquezas e emprego e, consequentemente, melhor qualidade de vida para a comunidade. Parabéns a todos os homens e mulheres que deram a sua parcela de tempo e vida ao longo destes 70 anos para a nossa Associação Comercial e Industrial de Chapecó, e parabéns a todos os associados desta jovem entidade. Vamos unidos para os próximos 70 anos!” Amauri Luiz Battiston, gestão 1996/1997

“A ACIC contribuiu e contribui para o crescimento e desenvolvimento de Chapecó através de iniciativas da Diretoria Executiva e do Conselho Deliberativo como um verdadeiro laboratório de ideias, realizando feiras e eventos, palestras, capacitações, além de participar de feiras internacionais trazendo novos conceitos, motivando e orientando os empreendedores locais e regionais. Além disso, sugerindo e cobrando ações dos poderes públicos (municipal, estadual e federal) em prol do desenvolvimento regional. É fundamental que haja a participação dos associados, pois somente o empreendedor ativo terá novos conhecimentos para evoluir e buscar a consequente evolução do mercado. A entidade tem o dever de representar todos os segmentos, estando vigilante às ações que venham a desenvolver a classe empresarial, oportunizando que o trabalho do empresário seja facilitado e cooperado. Além disso, a criação dos núcleos setoriais contribui para a integração crítica de cada setor do mercado, com inovação e cooperação. Entre tantas iniciativas que contribuíram com o desenvolvimento de Chapecó e região, com posicionamentos firmes e valorosos, destaco a implantação de rodovias, instalações de universidades e a participação fundamental na criação de novas indústrias e comércio em nossa cidade.” Sérgio Utzig, gestão 1998/1999

“A ACIC sempre participou das grandes decisões do Município. Contribuiu e contribui sendo propulsora e incentivadora de novas empresas, levando informação e capacitação aos associados, seus colaboradores e à população, incentivando e realizando feiras e eventos. Temos um grande desafio que será participar novamente nas decisões estruturais de Chapecó para os próximos 100 anos. A ACIC sempre procurou colaborar, participar e incentivar as administrações municipais, com algumas exceções, fazendo com que esse bom relacionamento buscasse o melhor para a cidade e associados. Da minha gestão, destaco o resgate da Mercoagro, pois tinha sido levada a outra cidade e, naquele ano, depois da retomada, transformada em um mega evento internacional, mantido até hoje; o aumento no número de associados; e participação de maior número de mulheres na gestão.” Cláudio De Marco, gestão 2000/2001

22 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


“A ACIC concentra expressivo esforço na representatividade dos setores da indústria, comércio, serviços e agronegócio. Notabilizou-se pela sua visão estratégica de longo prazo. Fomentou investimentos no desenvolvimento tecnológico, criando e coordenando eventos a exemplo da Mercoagro. O movimento da ACIC sempre foi estimular o desenvolvimento econômico, politico e social do município, posicionando-se sempre na vanguarda do crescimento, especialmente em apoio na implantação de novos projetos de plantas geradoras de emprego e renda. A ACIC é considerada a locomotiva que puxa o desenvolvimento. Vejo a relação entre ACIC e empresas como uma via de mão dupla que nos motivou durante nossa gestão a instituir a campanha Empresa Participativa, Empresa Forte. A participação efetiva das empresas torna a entidade mais forte no seu poder reivindicatório junto às diversas instituições e organismos públicos e, em contrapartida, essa força viabiliza investimentos e realizações que impactam diretamente no crescimento da musculatura econômica regional. A ACIC sempre esteve presente na animação e discussão dos principais projetos regionais. Destaco dois deles: atuação efetiva no apoio e viabilização da implantação da indústria da carne e no apoio e viabilização da implantação da indústria do conhecimento.” Armelindo Carraro, gestão 2002/2003

“A ACIC sempre cumpriu e tem cumprido importante papel no desenvolvimento de Chapecó, dada a sua capacidade de unir o empresariado na solução de causas que afetam positivamente a coletividade e na resolução de problemas. A ACIC tem sido fundamental no incentivo à capacitação e encorajamento da expansão da atividade econômica de Chapecó. Nestes 70 anos, tem sido a casa do empresário chapecoense e, como tal, grande incentivadora do crescimento econômico do município. Entre os destaques da minha gestão cito como principais: a expansão dos núcleos setoriais e a retomada da Chapecoense, cuja iniciativa e decisão ocorreu na ACIC.” Elói Bergamaschi, gestão 2004/2005

“A história da ACIC se confunde com a história de Chapecó. A entidade esteve sempre presente em todas as principais ações e projetos de crescimento e desenvolvimento do município. Desde sua fundação, a ACIC tem em seus princípios ser agente de estímulo ao desenvolvimento de seus associados e do município, sendo líder e participando diretamente nas atividades empresariais, fortalecendo as relações institucionais, incentivando a livre iniciativa e apoiando o surgimento de novos mercados. Como três principais ações da nossa gestão, cito uma em cada área: institucional, o crescimento de número de associados que passou de cerca de 600 para mais de 1200 empresas; na área social, um jantar beneficente em que sorteamos uma pintura em quadro do artista plástico David Dalmau e o resultado financeiro R$ 50.000,00 foi destinado à Rede Feminina de Combate ao Câncer; na área de representação aos interesses empresariais e do município, Chapecó tinha perdido todas as linhas de conexão aérea e, em ação conjunta com o poder público, estivemos em São Paulo e negociamos com duas empresas que operam até hoje – Gol e Avianca.” Itacyr Centenaro, gestão 2006/2007

23 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


“A ACIC estimula o crescimento e novos investimentos, contribui com ideias e sugestões aos mandatários para o desenvolvimento sustentável da cidade, participa nos conselhos municipais para ajudar no planejamento e progresso do município. Usa sua influência junto a órgãos estaduais e federais para trazer recursos para benefício da comunidade. Promove feiras, seminários e reuniões para desenvolver o parque produtivo e gerar condições de sustentabilidade dos trabalhadores. Creio que a ACIC esteve presente em todos os atos relevantes do crescimento de Chapecó, como o Parque da Efapi, vinda das agroindústrias, apoio na construção do Hospital Regional do Oeste, reerguimento da Associação Chapecoense de Futebol, melhorias no aeroporto municipal, criação da Fundeste e da Mercoagro e várias outras feiras de destaque.” Vincenzo Francesco Mastrogiacomo, gestão 2008/2009 “O poder emana do povo e para o povo. É a máxima do regime democrático, porém faz-se necessário entender quais os canais para a comunicação de tais demandas. Creio que desde a sua fundação até os dias atuais a ACIC exerce grande papel de liderança neste quesito: levar até os poderes constituídos as demandas empresariais e sociais que visam o desenvolvimento socioeconômico não só da cidade, mas de uma grande região. Vigilante e sabedora que, sem a força da representação que os sócios lhe outorgam, é em vão. Por isso, a importância da força associativista, sinônimo de poder e de responsabilidade para demandas legítimas de uma região trabalhadora e carente de investimentos. Participar, opinar e sair da zona de conforto é obrigação fundamental para sermos agentes de transformação. É preciso empreender não só em seu negócio, mas também na busca de uma sociedade mais justa. Empreender com associativismo de representação, por uma região, por um País e por um mundo melhor.” João Carlos Stakonski, gestão 2010/2011

“A ACIC contribuiu de forma decisiva para o município durante esses 70 anos, pois participa diretamente do crescimento e desenvolvimento de Chapecó. Para a classe empresarial também é de vital importância. A entidade sempre se atualiza e proporciona aos empresários muitas oportunidades, desde treinamentos até missões empresarias e visão macro do mercado. Durante essas sete décadas, um marco da ACIC foi o desenvolvimento do associativismo. Nossos empresários e comunidade sempre tiveram muito forte essa questão da cooperação e a ACIC teve grande destaque. Sobre a minha gestão, destaco as missões empresariais internacionais, como as missões para a Itália e para a China que até hoje estão rendendo frutos; as tratativas com o aeroporto, que esteve fechado para reformas, e a ACIC acompanhou ativamente para agilizar as reformas. Outra ação é em relação às ferrovias. Fizemos diversas audiências trazendo importantes autoridades dos governos estadual e federal. Essa é uma bandeira que precisa continuar sendo forte devido a importância das ferrovias para a região.” Maurício Zolet, gestão 2012/2013

“A ACIC hoje é uma das entidades mais representativas de Santa Catarina. Sempre esteve e está presente em todas as ações sociais do município atendendo os interesses sociais e de seus associados. Hoje, a entidade é muito importante para o desenvolvimento da classe empresarial, orientando seus associados através de núcleos, cursos, palestras, além de muita orientação pessoal. Além da Mercoagro, outro marco durante esses 70 anos é o Programa Empresário do Ano. Durante minha gestão, destaco as seguintes ações: a união das três entidades do complexo Cesec ( ACIC, CDL e SICOM ); o movimento a favor da segurança pública, por meio do qual levamos quase 3.000 pessoas às ruas para solicitar ao Governo do Estado a necessidade de maior atenção para Chapecó; e a retomada da Mercoagro sob o comando da ACIC.” Bento Zanoni, gestão 2014/2015 24 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Util Card é ampliado para empresas de todos os segmentos A ACIC atua sempre para a evolução dos serviços e produtos oferecidos aos associados, buscando atender as necessidades das empresas e contribuir para o seu crescimento e desenvolvimento. Um exemplo é o cartão Util Card que vem conquistando a confiança dos usuários e cada vez mais fazendo parte do dia a dia das empresas e colaboradores. A partir de agora, empresas de todos os segmentos que possuem interesse em oferecer o convênio

como forma de pagamento podem entrar em contato com a ACIC para credenciamento, desde supermercados, farmácias, postos de combustíveis, profissionais da saúde, até empresas de materiais de construção, gás, pet shop, etc. O convênio informatiza o sistema de adiantamentos salariais pelo uso do cartão na rede credenciada, debitando diretamente em folha de pagamento. As vantagens para as empresas são oferecer mais um convênio aos clientes, conquista e fidelização de clientes, baixo custo de implementação, acesso online para gestão e conciliação financeira. Para os colaboradores, as vantagens são facilidade, segurança e opções de estabelecimentos para compra, cadastro e limite pré-aprovado, não possui taxas administrativas ou anuidades, entre outros. A executiva de contas da ACIC, Angela Ferronatto, frisa que, além desses benefícios, o cartão promove o desenvolvimento do comércio de Chapecó, pois estimula a compra nas empresas do município e, com isso, o dinheiro permanece na cidade, movimentando a economia local. Mais informações pelo e-mail servicos@acichapeco.com.br ou pelo telefone (49) 3321-2800.

25 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


ACIC

70 anos de história A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) foi fundada em 10 de maio de 1947 com o objetivo de ser uma entidade empresarial representativa do comércio, indústria, prestação de serviços e agropecuária.

Há 70 anos, o empresário Serafim Enoss Bertaso era eleito o primeiro presidente da entidade. Não começava ali a história econômica do Município, mas ali se começava a escrever a história da organização política das classes produtoras que, nesses 100 anos de emancipação administrativa e sete décadas de associativismo empresarial, legaram a Santa Catarina um dos mais eloquentes paradigmas de trabalho e desenvolvimento. A ACIC, que representa 85% do PIB chapecoense, desenvolve ações consistentes na defesa dos interesses da classe empresarial e do bem-estar da coletividade. É reconhecida no cenário estadual pela sua atuação de vanguarda, com posicionamentos que visam assegurar direitos da cidadania e o desenvolvimento da livre iniciativa. Declarada de utilidade pública através da Lei Municipal 114/80, de 01 de dezembro de 1980, e pela Lei Estadual 5874, de 07 de maio de 1980. É com o senso de visão histórica e de compreensão de nosso papel na sociedade contempo26 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

rânea que, biênio após biênio, os presidentes das Diretorias Executivas, ao lado do Conselho Deliberativo, assumiram o comando desta que é uma das mais representativas entidades de Santa Catarina. As riquezas que a natureza nos legou nessa terra inóspita, a capacidade de mudança e transformação dos pioneiros, a inventividade das lideranças e a determinação dos colonizadores foram elementos que se amalgamaram nesse rico episódio de conquistas que se tornou a ocupação do vasto território de Chapecó. Desde os primórdios, a crença nos valores do trabalho predominou. Esperança, força e coragem, pouco capital financeiro para investimento, ausência total de recursos tecnológicos, nenhuma preocupação com a derrota e o fracasso marcaram nossos primeiros empreendedores. Eles foram, acima de tudo, trabalhadores visionários, labutando ombro a ombro com seus pares, de tal forma que resultava indistinta a divisão de classes entre deten-

tores do capital e detentores do trabalho. Patrões e trabalhadores se harmonizavam numa vinculação laborativa de cooperação e solidariedade que permeava a maior parcela das relações de trabalho da primeira metade de nossa história. Esse registro é fundamental na tipificação dos protagonistas daqueles tempos para realçar que a origem de nosso empresário não está vinculada a grande concentração de capital, ao controle de muitos meios de produção ou a subordinação de grandes contingentes de mão de obra, mas resulta, invariavelmente, do trabalho perseverante, continuado, pertinaz de um agente econômico com incrível capacidade de transformar o meio em que atua. Mesmo transcorrido sete décadas, a ACIC traz como marca de sua atuação uma surpreendente capacidade de mudanças e transformações para enfrentar os novos e inquietantes tempos, mas mantém imutáveis os mesmos compromissos solenemente anunciados pelo pioneiro Serafim Bertaso nos idos da


década de 1940. Por isso, a ACIC atua para tentar reduzir ao mínimo as angustiantes incertezas de nossa era contemporânea, oferecendo oportunidades de debate, de formação, de informação e de intercâmbio que buscam antecipar os cenários desse novo século. Fundamentalmente, porém, a ACIC mantém-se vigilante na de-

fesa dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, na preservação dos postulados de um mercado minimamente regulamentado e sem as distorções da tecnoburocracia, na valorização do empreendedorismo, fundamentada nas liberdades democráticas para a construção de uma sociedade livre, pluralista, justa e solidária.

Galeria de presidentes da Diretoria Executiva Serafim Enoss Bertaso – 1947 João Batista Zéca – 1947/1949 Alcebíades Sperandio – 1949/1953 Osvaldo Cypriano Guindani – 1954/1955 Basílio Machado de Almeida – 1956/1957 Arnaldo Mendes – 1958/1963 Ivo Giacomazzi – 1964/1966 Clair Eloi Dariva – 1967/1968 – 1970/1971 Eduardo Matiewicz – 1968/1969 Sebastião da Silva Neres – 1969/1970 Rui Müller – 1971/1972 Leonhardt Lang – 1972/1976 Luiz Carlos Franken – 1976/1977 Arduino Galina – 1978/1983 Victorino Zolet – 1984/1986

Joaquim da Silva Néri – 1986/1990 Nelson Galina – 1990/1991 João Carlos Scopel – 1992/1994 Antônio Rebelatto – 1994/1995 Amauri Luiz Battiston – 1996/1997 Sérgio Utzig – 1998/1999 Cláudio De Marco – 2000/2001 Armelindo Carraro – 2002/2003 Elói Bergamaschi – 2004/2005 Itacyr Centenaro – 2006/2007 Vincenzo F. Mastrogiacomo – 2008/2009 João Carlos Stakonski – 2010/2011 Maurício Zolet – 2012/2013 Bento Zanoni – 2014/2015 Josias Mascarello – 2016/2017

Galeria de presidentes do Conselho Deliberativo Plinio David de Nes Filho – 1992/1994 José Mayr Bonassi – 1994 Gilso Ítalo Galina – 199/1995 Edemar Luíz Magro – 1995/1997 Vincenzo F. Mastrogiacomo – 1997/1998 José Norberto Perucchi – 1998/2000 Enio Luiz Sbeghen – 2000/2001 Josias Antonio Mascarello – 2001/2002 Sergio Utzig – 2002/2003 Sérgio Migliorini – 2003/2004 José Claudio Caramori – 2004/2005

Severino Teixeira da Silva Filho – 2005/2006 Armelindo Carraro – 2006/2007 Ricardo Gallina – 2007/2008 Gilson Confortin – 2008/2010 Milton Sordi – 2010/2011 Claudio De Marco – 2011/2012 Orivaldo Chiamolera – 2012/2014 Flavio Pasquali – 2014/2016 Maurício Zolet – 2016/2017 Marcos Antonio Moschetta – 2017/2018

27 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Mercoagro torna Chapecó centro mundial da indústria da carne

O SUCESSO MAIS RECENTE O papel das feiras técnicas na dinamização da economia e na promoção dos negócios continua evidente em todo o mundo. No Brasil, a Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne e Leite – Mercoagro – ostenta uma trajetória de sucesso. Realizada na cidade de Chapecó, dinâmico polo econômico do grande oeste de Santa Catarina, a exposição-feira é promovida bienalmente pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) com apoio da Prefeitura Municipal. É com orgulho que Chapecó recebe, há mais de duas décadas, a segunda maior feira técnica especializada do mundo, atraindo para uma das regiões mais singulares do território brasileiro, as maiores e mais avançadas empresas fornecedoras da indústria de processamento de carnes. O montante de negócios efetivamente fechados em todas as edições consagra a Mercoagro como espaço de negócios e de 28 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

intercâmbio por excelência, colocando frente a frente alguns dos mais importantes elos da cadeia produtiva da indústria alimentícia. Dessa forma, a feira notabilizou-se no Brasil e no exterior como uma das melhores oportunidades de incremento dos negócios. Centenas de expositores do Brasil e do mundo prestigiam a Mercoagro, além de proprietários, dirigentes, engenheiros e técnicos das indústrias de processamento de alimentos. As empresas expositoras compõem o maior e mais completo conjunto de insumos para o processamento industrial de carnes e de lácteos. Simultaneamente ao fomento dos negócios, a Mercoagro atua como importante instrumento de integração e difusão tecnológica. Neste contexto, o SENAI em Chapecó participa da feira como organizador de eventos paralelos de cunho técnico e científico, trazendo tendências, oportunidades e inovação para a indústria de alimentos, como o Seminário

Na 11ª edição, em 2016, a feira reuniu 200 expositores que representaram 650 marcas e recebeu visitantes da Alemanha, Argentina, Áustria, Austrália, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Rússia, Canadá e China. Foram fechados 160 milhões de dólares em negócios e o número de visitantes-compradores chegou a 20 mil.

Internacional de Industrialização da Carne, o Laboratório Experimental e o Salão de Inovação, entre outros. Desde sua primeira edição, em 1996, Chapecó vem incrementando e ampliando sua infraestrutura para acolher a crescente clientela do País e do exterior, especialmente no que se relaciona ao parque de exposições, à rede hoteleira e aos serviços de apoio. Organizada pelo setor privado com apoio do Poder Público, a Mercoagro torna Chapecó o centro mundial da indústria da carne.


Programas estimulam a troca de experiências e o relacionamento Histórias de sucesso inspiram e estimulam a adoção de práticas positivas e superação. Para difundir essas histórias, a ACIC mantém dois programas: O Vida Empresarial e o Almoço Empresarial. PROGRAMA VIDA EMPRESARIAL O Programa Vida Empresarial foi criado em 1991 pela ACIC em parceria com a Unochapecó para registrar e destacar o espírito empreendedor de pessoas que contribuem na construção e no desenvolvimento econômico de Chapecó e região. A cada edição, um empresário é convidado para contar sobre sua trajetória de vida, a história do desenvolvimento de seus negócios, o processo de expansão, consolidação, as perspectivas da empresa. Muitos dos empresários chapecoenses começaram do zero e o evento também é uma oportunidade para os estudantes da Unochapecó, que participam do programa, perceberem que podem empreender e serem bem sucedidos, tanto na vida pessoal como profissional.

ALMOÇO EMPRESARIAL Trocar ideias e estabelecer a harmonia entre a classe empresarial para desenvolver uma rede de negócios entre associados e convidados é o objetivo do Programa Almoço Empresarial. A iniciativa reúne empresários para um almoço, quando também é apresentado um case empresarial. O convidado tem cerca de meia hora para apresentar sua trajetória. A cada edição, o espírito empreendedor da região Oeste fica evidente, com histórias de sucesso que inspiram e estimulam a não desistir, apesar das dificuldades, e mostram que com trabalho, comprometimento e responsabilidade os negócios crescem e se fortalecem.

TERCEIRIZAR SOLUÇÕES, esta é a nossa especialidade

LIMPEZA e CONSERVAÇÃO TERCEIRIZAÇÃO de MÃO DE OBRA

www.orbenk.com.br

29 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Capacitações desenvolvem e fortalecem empresas associadas Tendências e inovações nas mais diversas áreas são abordadas nos cursos oferecidos todos os meses pela ACIC. Gestão, vendas, marketing, desenvolvimento de lideranças são alguns dos temas abordados durante as capacitações que têm objetivo de manter os empresários, diretores, gestores e demais colaboradores das empresas associadas atualizados e preparados para mudanças e enfrentamentos de crises. Neste ano, ao completar 70 anos, a ACIC fez um amplo planejamento com mais de 40 opções. A consultora de Treinamentos da ACIC, Josiane Scheffer, ressalta que o mercado de trabalho exige pessoas qualificadas e preparadas para resolver situações adversas do dia a dia. “Os temas oferecidos nos treinamentos procuram suprir as necessidades das empresas associadas e buscam qualificar as equipes de

trabalho em todas as áreas, seja administrativa, comercial, comunicação, marketing, financeira, fiscal, contábil, entre outras”. Josiane destaca que investir em capacitação profissional é uma ótima ferramenta para quem busca se sobressair no mercado, tanto no âmbito das empresas como dos profissionais. Com um cenário de constantes mudanças e altamente competitivo, é fundamental a busca de novos conhecimentos, habilidades e aprendizados constantes. “Pessoas e empresas que investem em qualificação profissional com certeza terão um diferencial competitivo”, enfatiza. As capacitações da ACIC são rápidas, com metodologias práticas e relacionadas com as atividades diárias, facilitando a compreensão dos participantes. Mais informações no site www.acichapeco.com.br/ cursos e pelo telefone (49) 3321-2800.

Cursos

Metodologias são práticas e relacionadas com as atividades diárias

Investir em capacitação profissional é fundamental para quem busca se sobressair no mercado 30 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

Os últimos cursos promovidos foram sobre marketing digital, cobrança e planejamento financeiro. O tema marketing digital foi abordado pelo facilitador Rodrigo Maciel e teve como objetivo capacitar os empresários a explorar ao máximo todo o poder do marketing digital e ter mais clareza na hora de cobrar resultados da sua equipe ou agência. O diretor de marketing da Buffalo Beer, Gustavo Ely, fez o curso para aprimorar conhecimentos e disse que superou as expectativas. “O instrutor foi objetivo e aprofundou o assunto, além de dar várias dicas de como melhorar o marketing digital nas empresas. Eu já aplicava algumas ferramentas e agora estou usando novas a partir do conhecimento adquirido na capacitação”, expôs. Renivaldo José Sebben ministrou o curso “Estratégias e práticas de cobrança e negociação”, mostrando, de forma simples e com linguagem popular, as práticas corretas para uma recuperação de créditos e de clientes com eficácia. “Planejamento financeiro e orçamento empresarial” foi o tema explanado por Ricardo Zanchin. Segundo ele, elaborar um planejamento financeiro e orçamento empresarial é uma ferramenta diferenciada para as empresas em momentos de crise.


Soluções empresariais Potencializando o desenvolvimento dos negócios Oferecer aos associados ferramentas para aprimorar e facilitar a gestão das empresas, contribuindo para o crescimento e fortalecimento dos negócios. Esse é o objetivo da ACIC ao oferecer uma ampla gama de soluções empresariais. São serviços com foco estratégico em inovação que contemplam os convênios gratuitos Util Card, Util Alimentação e Util Refeição, além da Boa Vista - SCPC (serviço central de proteção ao crédito), seguro de crédito para empresas importadoras e exportadoras, Certificado de Origem para exportações, garantia de crédito para micro, pequena e média empresa, convênio de desconto em escolas de idiomas, Núcleos Empresariais, Protesto Expresso, Gerenciamento da Carteira de Clientes, Marketing Service, Uniodonto, capacitações, entre outros. Um dos mais recentes serviços que a entidade passou a disponibilizar aos associados foi o Marketing Service, um conjunto de ferramentas para análise de carteira, enriquecimento de dados, reativação e prospecção de clientes. Entre os benefícios estão a segmentação de mercado, redução do custo e tempo, diferenciais competitivos e campanhas mais precisas. Também se destacam, pela facilidade de operação e pelos benefícios que oferece, os cartões Util Card e Util Alimentação. O Util Card é um cartão de gestão de benefícios que informatiza o sistema de vales e de convênios com estabelecimentos comerciais. O Util Alimentação atende uma das modalidades do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A empresa carrega o cartão com um valor previamente determinado e o colaborador pode utilizá-lo na rede credenciada, formada por diversos estabelecimentos, como mercados, padarias e lojas de conveniências. Ao mesmo tempo em que facilitam a gestão empresarial e as atividades dos colaboradores, os cartões promovem o desenvolvimento do comércio regional, pois credenciam empresas locais como aptas a receberem o cartão como forma de pagamento, facilitam a

relação comercial existente entre empresários, colaboradores e comércio e proporcionam uma eficiente gestão de benefício ao setor de recursos humanos e financeiros das empresas. O sistema de gerenciamento dos cartões é totalmente on-line e seguro para inclusões e exclusões de colaboradores, emissão dos boletos, lançamentos de créditos, consultas de saldos e solicitação de segunda via. Mais informações pelo e-mail servicos@acichapeco.com.br ou pelo telefone (49) 3321-2800.

31 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


ACIC apoia AmaOeste na realização do Pedágio Azul A Associação de Pais e Amigos do Autista de Chapecó e Região (AmaOeste) pretende, neste ano, iniciar a construção da Escola de Atendimento Especializado para os Autistas. Para isso, realiza, no dia 13 de maio, o Pedágio Azul. A intenção é arrecadar recursos para a construção da Clínica. A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) é parceira e apoia a iniciativa, contribuindo na divulgação e com voluntários para ajudar no Pedágio Azul. Todos os associados e colaboradores da entidade e das empresas são convidados a participar da ação que ocorrerá durante o sábado nos turnos matutino e vespertino. A AmaOeste, com sua diretoria e voluntários, irá organizar equipes nos principais semáforos da cidade. O projeto da Clínica Escola está sendo feito em parceria com a Prefeitura de Chapecó e o Governo do Estado. A construção será em um terreno localizado no bairro Passo dos Fortes, doado em sessão de uso pela Prefeitura. O pedágio aconteceu também no ano passado, quando já foram arrecadados recursos que também serão destinados para a construção da Clínica. A diretora de Responsabilidade Social da ACIC, Márcia Berticelli, frisa que o autismo ainda é uma síndrome pouco conhecida e a ação contribuirá também para esclarecimento à população. “A ACIC tem a missão de contribuir positivamente em questões sociais e, com o maior conhecimento sobre o autismo, conseguiremos engajar os empresários para a oferta de oportunidades no mercado de trabalho”, realça. 32 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

SAIBA MAIS O Pedágio Azul ocorrerá em 13 locais. São eles: 1) Sinaleira em frente a Cooperalfa (Fernando Machado com Martinho Lutero); 2) Sinaleira em frente ao Banco do Brasil (Getúlio Vargas com Marechal Deodoro); 3) Sinaleira Restaurante Don Sini (Nereu Ramos com Marechal Deodoro); 4) Sinaleira do bairro Efapi (Atilio Fontana com Cunha Porã); 5) Sinaleira da avenida São Pedro com Licínio Córdova; 6) Sinaleira da avenida São Pedro com Getúlio Vargas; 7) Sinaleira da Aurora Centro (São Pedro com General Osório); 8) Sinaleira Brasão Centro (Fernando Machado com Clevelândia); 9) Sinaleira Celeiro Itália (General Osório com Marechal Deodoro); 10) Sinaleira da Delegacia Regional ( Getúlio Vargas com a Uruguai); 11) Sinaleira Loja Nazari/Posto Galli (General Osório com a Olinda); 12) Sinaleira do Clube CRC (Fernando Machado com Marechal Bormann); 13) Sinaleira do Hotel Lang (Sete de Setembro com Nereu Ramos).


Com os financiamentos do BRDE, o setor de Comércio e Serviços do Sul do Brasil transforma seus projetos em realidade. Aqui, você conta sempre com a orientação de uma equipe técnica especializada, que encontra a solução mais adequada para cada necessidade, além de diversas linhas de crédito que ajudam a promover o crescimento de seus negócios. BRDE. O banco que liga você ao desenvolvimento.

CONHEÇA AS LINHAS DE CRÉDITO PARA COMÉRCIO E SERVIÇOS. 33 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

www.brde.com.br

Ouvidoria DDG 0800 600 1020

ONDE O BRDE ESTÁ PRESENTE, O DESENVOLVIMENTO ACONTECE.


Núcleos empresariais Oportunidade para troca de experiências e fortalecimento das empresas

“Os núcleos têm por finalidade promover atividades e ações que venham oportunizar o desenvolvimento das pessoas e empresas participantes dos grupos.

Carla de Almeida Martins Basso

Oportunidades de integração, troca de experiências, conhecimento e ações em conjunto para fortalecer as empresas e os setores que representam são alguns dos benefícios de quem participa dos núcleos da ACIC. Os núcleos setoriais reúnem empresas de um mesmo ramo de atividade que atuam em conjunto para solução de problemas comuns. Isso oportuniza que as organizações atinjam com mais rapidez suas metas de aperfeiçoamento técnico e gerencial. Os núcleos temáticos são multissetoriais, formados por empresas e profissionais de diferentes setores. Entre os objetivos está a promoção de atividades que contribuam para o desenvolvimento e a melhoria do desempenho das empresas e empresários em determinados temas. Nesta entrevista, a diretora de Desenvolvimento de Núcleos da ACIC, Carla de Almeida Martins Basso, explica os objetivos e o funciona34 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

mento dos Núcleos. Natural de Bagé/RS, Carla é mestre em Ciência da Computação, especialista em Gerenciamento de Projetos, em Sistemas de Informação, em Gestão Estratégica em TI e Consultoria Empresarial. É graduada em Engenharia Agronômica. Atua na área de Gestão Empresarial e de projetos há mais de 10 anos com assessorias e capacitações. É professora de graduação e pós-graduação na Unoesc, professora convidada na Fundação Getúlio Vargas (FGV), tutora no FGV online e outras instituições de ensino superior. Voluntária do PMI desde 2011. Associada na ACIC desde 2011, atualmente diretora de Desenvolvimento de Núcleos Empresariais pela segunda gestão. Sócia-proprietária da empresa B4 Soluções em Gestão Empresarial atuando com assessoria nas áreas gestão empresarial e de projetos, além das soluções corporativas BI Qlik® e Channel.


Como funcionam os Núcleos da ACIC? Existe alguma exigência para participar? Qual? Os Núcleos Empresariais são grupos de trabalho formados por pessoas jurídicas, profissionais liberais, devidamente legalizados e que se dediquem às atividades econômicas correlatas, devidamente associadas. Os Núcleos não têm fins lucrativos ou econômicos, têm duração ilimitada e são subordinados à ACIC que disponibiliza um setor para atender as empresas através de uma gerente e moderadores para as reuniões e todo o apoio necessário às empresas nucleadas. Hoje existem 16 Núcleos Empresariais, todos estruturados com coordenações e com um planejamento construído com metodologia atualizada, muito focado nos objetivos de cada grupo e alinhados com as diretrizes da entidade. Para participar dos Núcleos, as empresas devem ser associadas à ACIC e procurar o setor de Núcleos que orientará e otimizará o ingresso das empresas. Qual é o papel dos Núcleos para o desenvolvimento das empresas? Quais os principais benefícios que as empresas e as pessoas podem usufruir fazendo parte deles? Os Núcleos têm por finalidade promover atividades e ações que venham oportunizar o desenvolvimento das pessoas e empresas participantes dos grupos, bem como promover, através do associativismo, o fortalecimento de setores econômicos. Os benefícios são alcançados à medida em que as empresas têm efetiva participação nos grupos, nas ações realizadas. Isso reforça ainda mais os prin-

cípios do associativismo. O empresariado chapecoense tem sido criativo, proativo e arrojado nas decisões. De que forma os núcleos contribuem para isso? Acredito que ser empresário ou estar à frente de alguma área nas organizações é um desafio atualmente e, com muita convicção e vivência, os Núcleos Empresariais são uma oportunidade que a ACIC disponibiliza para seus associados, por meio das reuniões e ações, de reflexão, troca de experiências que, se bem aplicadas, certamente promovem o desenvolvimento das empresas e dos nucleados. Qual a importância do associativismo para o crescimento e fortalecimento das empresas? O associativismo é uma forma de organização que tem como finalidade conseguir benefícios comuns para seus associados por meio de ações coletivas e se constitui em alternativas necessárias que viabilizem as atividades econômicas, um caminho efetivo para participar do mercado em melhores condições de concorrência. A ACIC vem fortemente valorizando e fortalecendo seus Núcleos Empresariais para que, cada vez mais, as empresas nucleadas alcancem seus objetivos por meio das reuniões, ações, capacitações e discussões que são geradas pelos grupos que certamente provocam e oportunizam o desenvolvimento das mesmas. Ao completar 70 anos, qual a contribuição dos Núcleos para a ACIC? Os Núcleos fazem parte da história de sucesso da entidade! Não vejo a ACIC sem eles! É uma oportunidade para

que as empresas associadas participem mais efetivamente da rotina da entidade, seja através das ações do Núcleo, ações conjuntas, de participar de todas as atividades da ACIC, que são muitas, como capacitações, soluções e serviços, apoio em pleitos coletivos, participação em eventos e feiras locais, regionais e até mesmo no exterior. Sem deixar de mencionar a oportunidade de contribuir ainda com a diretoria e os conselhos da entidade. Para 2017, além de melhorias na gestão, estamos direcionados para reativação de Núcleos que estavam sem atividades e também estamos trabalhando para que novos Núcleos empresariais sejam viabilizados. Qual o maior marco dos grupos empresariais para o município, que completa 100 anos em 2017? Fortalecimento cada vez maior da entidade e, certamente, das empresas participantes que vêm crescendo e cada vez mais oferecendo oportunidades para seus associados e empresas nucleadas, seja através das reuniões, das capacitações e ações pensadas e realizadas pelos grupos e até mesmo projetos que são pensados envolvendo todos os Núcleos, o chamado Conselho de Núcleos que, neste ano, está realizando a 1ª edição do Programa CENA – Capacitação Empresas Nucleadas da ACIC – um conjunto de capacitações no formato de workshop idealizadas unindo desde as temáticas como a sua operacionalização. Além disso, a gestão dos Núcleos Empresariais está sendo fortalecida através de novas práticas para que as empresas possam ter uma maior efetividade das suas ações.

35 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


A atribuição da ACIC é essencialmente estratégica Por Sergio Antonio Migliorini, presidente do Conselho Deliberativo Gestão 2002, presidente do Conselho Consultivo Gestão 2004

Sérgio Antonio Migliorini

A história da ACIC pode ser dividida em duas fases distintas: a primeira, a partir de Serafim Enoss Bertaso, e a segunda a partir de Nelson Antonio Galina. A primeira fase, a partir da sua fundação em 1947, foi marcada pelo pioneirismo que caracterizou a figura imemorial de seus presidentes e suas diretorias que, ao longo de décadas, infundiram no âmago da instituição a sua visão progressista, desenvolvimentista, apartidária e de integração comunitária pela qual Chapecó e seus interesses maiores sempre estiveram muito acima de interesses particulares ou corporativos. O fruto dessa postura visionária e altruística, que consolidou as bases da entidade, é claramente percebido pela simples observação do extraordinário desenvolvimento do município no cenário regional em comparação aos seus pares contemporâneos, inclusive alguns fundados na mesma data. A segunda fase, a partir de 1990, trouxe para a entidade os ingredientes do desafio e da inovação e a clara consciência de que a ACIC é a legítima e maior instituição porta voz das classes produtivas do município, cuja responsabilidade atribuída a quem paga os impostos jamais deverá ser declinada, 36 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

não competindo nesse campo a instituição com a Prefeitura, mas tendo prerrogativas paritárias com essa quando se trata de reivindicar, sugerir, estimular, cobrar e apontar caminhos. A atividade estratégica, associativa e estatutária da ACIC não se confunde com a ação sindical ou congênere, pois a sua composição multi classista lhe outorga uma procuração com deveres ampliados na defesa, preservação e desenvolvimento desses diversos segmentos empreendedores, sem os quais perece o emprego e a própria dignidade do ser humano. É importante destacar que a atribuição basilar da ACIC é “essencialmente estratégica” e que suas atividades cotidianas e operacionais, mesmo sendo importantes, não se confundem com os objetivos maiores da instituição. Agora, na maturidade dos seus 70 anos, afloram outras necessidades desafiadoras, imprescindíveis à continuidade desenvolvimentista de Chapecó. Assim apresenta-se um elenco de estruturas propulsoras que nos fazem falta e a sua implantação passa a ser o desafio do centenário, dentre as quais destacamos como prioritárias, para sua implantação lenta e gradativa, numa sequência de “A” a “Z”: A) um novo Distrito Industrial Setorizado; B) uma Estação Aduaneira de Interior (porto seco); C) a criação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE); D) um novo parque de exposições integrado (multi parque); E) a transformação da atual estrutura do parque da Efapi numa área de incubação industrial; F) a internacionalização do aeroporto e terminal de cargas; G) o contorno viário leste; H) um anel viário integrando os contornos e acessos atuais e futuros;

I) um sistema de fluxos viários urbanos moderno e inteligente; J) um aterro sanitário; K) a complementação do sistema de esgotos urbanos e tratamento de efluentes; L) a canalização dos riachos urbanos e contenção de enchentes; M) a ampliação das subestações de energia elétrica para atender à demanda industrial e urbana atual e futura e a transferência das redes elétricas urbanas aéreas para subterrâneas; N) um passeio público (“Praça do Centenário” na área leste do 2º BPM); O) um Jardim Botânico (na área da Epagri); P) a municipalização da água com captação no rio Uruguai via Guatambu (faltam somente 4 km de tubulação); Q) um centro poliesportivo integrado, com ginásio de esportes com dimensões olímpicas; R) a extensão do perímetro urbano até o distrito de Marechal Bormann; S) uma política de turismo expandida (integrada com os potenciais regionais); T) uma política de estímulos ao desenvolvimento industrial e atração de capitais nacionais e internacionais; U) a ligação ferroviária com o Centro Oeste e portos marítimos; V) um método efetivo de manutenção permanente das estradas do interior; W) uma política integrada de segurança pública; X) um banco de dados estatísticos completo e permanente sobre o município; Y) um planejamento estratégico de longo prazo transformado em lei municipal; Z) celebração de intercâmbios e pesquisas com as universidades locais. Parabéns ACIC pelos seus 70 anos! Parabéns Chapecó pelos seus 100 anos! Vamos em frente!


Núcleo das Automecânicas

Ações sociais integram projetos anuais do grupo empresarial As empresas vêm investindo constantemente em novas tecnologias, produtos e qualificação, mas também têm se preocupado cada vez mais em oferecer projetos sociais para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores e da comunidade onde estão inseridas. Nesse sentido, o Núcleo das Automecânicas da ACIC desenvolve, todos os anos, algumas ações sociais que envolvem os empresários e colaboradores das empresas nucleadas. O interesse das mecânicas que integram o Núcleo está voltado ao comprometimento com a sociedade e as iniciativas têm também como objetivo estimular e mostrar a importância dessas ações. Entre as iniciativas destacam-se a doação de sangue, curso de mecânica básica para mulheres e a realização da Inspeção Veicular Gratuita (IVG). A preocupação com a frota de veículos que transita na cidade estimulou o Núcleo a promover o IVG que, no ano passado, inspecionou mais de 100 veículos. O projeto é realizado em parceria com o Núcleo Estadual das Automecânicas (NEA) da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), com a Associação dos Reparadores Veiculares de Santa Catarina (Arvesc) e Sebrae.

Sensibilizar os condutores sobre a importância da manutenção preventiva é um dos objetivos do IVG

Os motoristas que participam da ação recebem orientações e uma ficha com a indicação dos problemas observados para, posteriormente, procurar uma automecânica. A intenção é sensibilizar os condutores e usuários de veículos da importância dos cuidados com o carro por meio da manutenção que, caso feita corretamente, reduz o número de acidentes de trânsito e diminui a poluição, pois quando o carro está de acordo com as normas do fabricante gera menor consumo de combustível e polui menos.

Núcleo dos CFC’s

Plano de ações de conscientização no trânsito Estreitar o relacionamento com a nova secretária de Defesa do Cidadão de Chapecó, Luciane Stobe, que assumiu a pasta neste ano, repassar alguns pedidos da categoria e iniciar o planejamento para ações de educação no trânsito. Esses foram os objetivos de reunião promovida em abril pelo Núcleo dos Centros de Formação de Condutores (CFC’s) da ACIC com a participação da secretária. “Este é um momento para ouvirmos as demandas identificadas pelo Núcleo para que possamos, a partir das sugestões e reivindicações levantadas, promover melhorias nas ações da secretaria de Defesa do Cidadão. Queremos entender quais as necessidades para proporcionar mais segurança na atuação dos profissionais que atuam diretamente com a formação dos condutores. Além disso, acreditamos que o trabalho preventivo e educativo poderá reduzir as penalidades e imprudências no trânsito. Também contamos com a avaliação dos nucleados para a efetivação de um projeto de mobilidade urbana no município”, explicou Luciane. O coordenador do Núcleo dos CFC’s, Eloi Dalla Vecchia, reforçou a importância de manter um canal de comunicação entre a prefeitura e os Centros de Formação de Condutores para garantir ações integradas de conscientização no trânsito, tendo em vista a segurança no dia a dia dos usuários. “O Núcleo

Encontro aproximou relações com poder público municipal

quer apoiar as ações promovidas anualmente, como o Maio Amarelo e a Semana Nacional do Trânsito. Em conjunto, é possível fazer ações mais efetivas e com maior resultado”, expôs. O grupo empresarial tem como uma de suas finalidades contribuir com a melhoria contínua da segurança no trânsito e as campanhas de conscientização, junto com parceiros, é uma das maneiras de atuação. “É obrigação do Núcleo intervir nesse sentido. Também apresentamos à secretária um pedido para regulamentar uma área para a realização das provas práticas dos Centros de Formação de Condutores”, finalizou o Coordenador. 37 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Núcleo de Sustentabilidade

Visita técnica proporciona troca de experiências e novos conhecimentos

Objetivo das visitas é a troca de experiências entre as empresas nucleadas

Com objetivo de conhecer como as empresas têm aplicado os conceitos de sustentabilidade empresarial em seus negócios o Núcleo de Sustentabilidade da ACIC promoveu uma visita técnica em abril na empresa nucleada Nord Electric. “Essa ação foi programada para sociabilizar os conhecimentos que estamos tendo na caminhada deste novo Núcleo da ACIC e como cada empresa tem colocado em prática o aprendizado”, explicou o coordenador do Núcleo, Nelson Eiji Akimoto. “Todas as empresas podem começar a ter ações sustentáveis sem grandes investimentos. Alguns autores denominam essas ações de ‘nanopráticas’, isto é, pequenas ações que representam muito. Economizar água, não desperdiçar energia, imprimir nos dois lados do papel, separar e destinar corretamente o lixo, ge-

No início da visita, a coordenadora técnica da Fundação Científica e Tecnológica em Energias Renováveis (FCTER), Luciana Maldaner, apresentou a entidade que é voltada ao desenvolvimento nacional de forma sustentável, por meio de ações para a ampliação científica, tecnológica e de inovação. Na sequência, os nucleados conheceram um pouco da história da Nord Electric e os investimentos da empresa em sustentabilidade. Entre as iniciativas está o prédio – o primeiro edifício industrial ecoeficiente de Chapecó, inaugurado em 2010. Entre os conceitos de sustentabilidade estão a orientação solar com aproveitamento da iluminação natural, captação de água da chuva e energia elétrica complementar solar e eólica. Atualmente, entre 65% e 70% da energia anual da empresa é gerada com as placas solares. De acordo com Akimoto, adotar práticas sustentáveis é indispensável para os bons negócios. “As empresas não vão sobreviver se essas responsabilidades forem ignoradas”, frisou. Um dos grandes objetivos do Núcleo é a disseminação do conceito de sustentabilidade empresarial e adoção de práticas que tornem as empresas mais sustentáveis e que sirvam de inspiração para outras organizações. rar oportunidades de emprego digno, não ter trabalho infantil, fazer bons negócios e ter lucro que se possa divulgar e se orgulhar, colaborar com a comunidade, entre outras. Na minha opinião são ações importantes na vida de uma pequena ou grande empresa que trazem resultados nos três pilares da sustentabilidade.” Nelson Akimoto, coordenador do Núcleo de Sustentabilidade

Novos Associados Todos os meses empresas de Chapecó ingressam no quadro de associados da ACIC, em busca dos benefícios oferecidos pelas soluções empresariais e das vantagens de fazer parte de uma entidade forte e representativa. A diretoria executiva da entidade recebe, a cada 15 dias, os novos associados para entregar o certificado de sócio para consolidar a parceria. Cidnei Barozzi (vice-presidente da ACIC), Sergio Perondi (diretor Financeiro da ACIC), Carla Basso (diretora de Desenvolvimento de Núcleos Empresariais da ACIC), Ernani Zottis (GesCooper Software), Neiva P. Bortolotti (Bortolotti Comércio de Combustíveis), Vanessa S. Michelhon (Alce Supermercado e Mat. de Construção), Cleonir P. Theisen (Cervejaria Lassberg), Gelson R. T. Pinto e Delci C. Böttcher (Futurizze Consultoria Empresarial), Volmir Dias (Agrosul Industria de Óleos), Ederson Graseli (Alfa Transportes), Raquel Kemerich (Consulth Soluções em Cobranças Empresariais), Marcos V. R. Pinheiro (Farmácia Popular), Joao Pedro dos Reis (Farmácia Viver Mais), Emanuel Wassmuth da Silva (Cerumar Oeste), Edson Mesa Casa (Mesa Casa Representações), Juliana A. Marocco (Duplan Consultoria), Lenoir Carminatti (diretor Administrativo Adjunto da ACIC) e Josias Mascarello (presidente da ACIC). 38 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Núcleo das Cervejarias do Oeste Catarinense

Empresas ampliam e fortalecem parcerias Fortalecer as cervejarias artesanais do Oeste catarinense. Essa é a missão do Núcleo das Cervejarias do Oeste Catarinense da ACIC que, neste ano, também tem como objetivo unir as empresas e promover o melhoramento constante de gestão e qualidade por meio de cursos, visitas técnicas e outras ações. De acordo com o coordenador do Núcleo, Braulio Dalla Vechia, uma das principais metas é promover um evento cervejeiro aliado à gastronomia para o público acessar as variedades produzidas na região em um único lugar. Para alinhar o planejamento e buscar parcerias para desenvolver o grupo empresarial, o Núcleo promoveu uma reunião em abril com o presidente da Associação das Micro Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc), Carlo

Lapolli. “A intenção foi estreitar os laços e fazer um elo com o Oeste do Estado. A Acasc está se tornando um braço da Associação Brasileira de Cervejarias e isso faz com que estejamos próximos ao órgão nacional também”, frisou o coordenador. De acordo com Lapolli, o objetivo da Acasc é defender os interesses do setor e estimular a troca de experiências e ideias entre os gestores de negócios do segmento. “Como em Chapecó já existe o Núcleo dentro da ACIC é importante fortalecermos nossa atuação no município”, expôs. Santa Catarina possui aproximadamente 50 cervejarias artesanais e, segundo Lapolli, o mercado está em pleno desenvolvimento. O Oeste acompanha a tendência nacional e estadual de crescimento. “Existem dez empresas produzindo cervejas artesanais de qualida-

Núcleo busca unir e fortalecer o setor na região Oeste

de em diversas cidades da região. O Núcleo veio para contribuir com todas as indústrias cervejeiras que buscam melhorar seus processos, gestão e produtos. A união faz com que o setor se fortaleça e trabalhe em sintonia, respeitando o espaço que cada cervejaria procura desenvolver no mercado”, finalizou Dalla Vecchia.

39 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Núcleo das Academias

Você pratica algum tipo de atividade física regular? Você sabe nadar corretamente? Não? Então este artigo é para você!

As empresas do Núcleo de Academias tem a preocupação de atender com qualidade e responsabilidade quem procura o segmento de atividades físicas.

Vitor Paulo Camargo Goulart

De acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2014, a cada ano, mais de 370 mil pessoas em todo o mundo são vítimas de afogamento enquanto realizam atividades de lazer em praias, balneários e até mesmo em locais privados como os condomínios que dispõem de piscinas. As crianças com menos de cinco anos são as principais vítimas, porém os adultos com idade até 25 anos também engrossam as estatísticas desta verdadeira ameaça à saúde pública. Ainda de acordo com o relatório, os homens têm o dobro de chances de morrerem afogados em comparação às mulheres e o Brasil aparece como o terceiro colocado neste indesejável ranking, ficando atrás apenas do Japão e da Rússia. Além do afogamento, de acordo com a base de dados do Sistema Único de Saúde – DATASUS, 40 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

mais da metade das mortes dos brasileiros ocorrem por infarto ou por conta de acidentes vasculares. Esses números estão relacionados diretamente com um estilo de vida sedentário onde se acumula muito mais calorias do que se gasta. A partir desses números, pode-se perceber que muitas mortes poderiam ser evitadas com a prática regular de Atividades Físicas. Mas para fugir dessas estatísticas não basta apenas sair por aí correndo ou nadando de qualquer jeito. A prática de atividade em academia deve ser orientada por profissionais de Educação Física com formação em universidades qualificadas e devidamente habilitados junto ao Conselho Profissional – CREF/SC. Ele é o responsável pelo planejamento da atividade, indicando a carga apropriada, a intensidade, o volume, o intervalo de repouso,

os cuidados com a alimentação e fará as correções necessárias para que você obtenha o melhor resultado na prática. Uma das boas opções de exercícios são as atividades aquáticas, uma vez que os praticantes poderão aliar a segurança do domínio corporal em meio líquido com a redução ou eliminação da influência de fatores que levam ao óbito por sedentarismo. A ACIC mantém o Núcleo de Academias que tem a preocupação de atender com qualidade e responsabilidade os indivíduos que procuram o segmento de atividades físicas. Procure uma das academias nucleadas à ACIC, escolha a modalidade que estiver mais de acordo com sua personalidade e comece a sair das estatísticas negativas entrando para o grupo de indivíduos que investe em saúde e qualidade de vida.


Núcleo de Saúde e Bem-Estar

Vacina – maneira eficaz de interromper o ciclo de transmissão da gripe

É de conhecimento geral que a Influenza, popularmente conhecida como gripe, é uma doença extremamente frequente e que pode ser fatal. A pandemia de gripe A, ocorrida em 2009, chamou atenção para a gravidade da doença em determinados grupos de pessoas e também para a rapidez com que a doença se espalhou no mundo todo. O Brasil vivenciou novo surto de gripe em 2016 e a procura pela vacina foi maior que nos anos anteriores. Isso fez com que muitas empresas não conseguissem oportunizar aos seus funcionários a imunização contra a Influenza. Cerca de 10% dos casos de Influenza acontecem na população adulta economicamente ativa. Como a doença é extremamente debilitante, o absenteísmo acaba sendo maior em épocas de maior circulação do vírus (meses de inverno), podendo chegar a 13%, segundo dados publicados no British Medical Journal em 2011. Após o início dos sintomas, o vírus é transmitido por sete dias, período durante o qual o colaborador deverá ficar afastado de suas atividades. Ainda, como o vírus é transmitido por via respiratória 24 horas antes do início dos sintomas, a presença de um colaborador infectado pode significar um surto em uma empresa, com consequências catastróficas tanto do ponto de vista humano como econômico. Segundo a infectologista Carolina Ponzi, há também que se levar em consideração que, quando um colaborador tem um filho infectado pelo vírus Influenza, o absenteísmo aumenta também, uma vez que esta criança necessitará de cuidados em casa. O período de transmissibilidade do vírus a partir de crianças é de 24 horas antes começar os sintomas, até 14 dias depois. Portanto, o período que se recomenda que a criança não frequente escolas ou creches é de duas semanas após o início dos sintomas – período este em que deverá ficar em casa, sob os

cuidados dos pais. Mesmo que se proceda as medidas de prevenção como etiqueta da tosse e higiene de mãos, o vírus pode continuar circulando e presente em superfícies inanimadas por até dois dias, o que facilita a sua transmissão. A imunização contra a gripe é a única maneira eficaz de interromper o ciclo de transmissão da doença, prevenindo adoecimento e mortes. Pela primeira vez desde 2010, a vacina contra a Influenza 2017 terá uma nova cepa do vírus A/H1N1, visto que houve mutação deste vírus em relação a anos anteriores. De acordo com a resolução da Anvisa, a vacina trivalente contra a Influenza de 2017 deverá conter os seguintes vírus: •Influenza A (H1N1), subtipo Michigan/45/2015 •Influenza A (H3N2), subtipo Hong Kong/4801/2014 •Influenza B, subtipo Brisbane/60/2008 Já a vacina tetravalente contra a Influenza deve conter, além dessas três cepas, o vírus Influenza B, subtipo Phuket/3073/2013. A rede privada de imunizações disponibilizará tanto a vacina trivalente como a tetravalente. Como houve um aumento no número de casos de gripe no Brasil em 2016, a campanha de imunização contra a Influenza será antecipada em 2017. Não deixe para a última hora para realizar a sua imunização. Quanto antes você ou os colaboradores da sua empresa receberem a vacina, antes ficarão protegidos. Carolina enfatiza que o investimento em imunizações nas empresas é benéfico tanto para o empregador, pois diminui o absenteísmo, como para o colaborador, que se sente cuidado e valorizado. “Ainda, a disponibilização de vacinas para os familiares dos colaboradores também pode ser extremamente custo-efetiva, em todos os aspectos”, finaliza.

VOCÊ SABIA? Estudos têm demonstrado que o vírus Influenza pode sobreviver: • Uma hora ou mais em ambientes fechados • De 8 a 48 horas em superfícies não porosas • Até 15 minutos nas mãos contaminadas

41 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


Núcleo de Comércio Exterior e Logística Internacional da ACIC

Nucleados relatam experiências sobre comércio exterior para acadêmicos

Estudantes tiveram uma aula diferente com a participaçao de nucleados do Comex

Um momento para aprender e se aproximar do mercado foi proporcionado aos acadêmicos do quinto e oitavo período do curso de Administração da Unochapecó com uma palestra dos integrantes do Núcleo de Comércio Exterior e Logística Internacional (Comex) da ACIC. A parceria entre a entidade e a universidade proporcionou uma aula diferente aos alunos. Participaram os nucleados Milvo Zancanaro, (vice-presidente de Relações Internacionais da Facisc), André Telöcken (diretor de Relações Internacionais da ACIC), Fernanda Colatto Guillen (vice-coordenadora do Comex), Diego Cason (tesoureiro do Comex) e Cristina Vaccari (nucleada e também professora do curso de Administração da Unochapecó). Os nucleados relataram suas experiências com exportação. Zancanaro possui empresa no município de Itá, a Gelnex, e exporta para 55 países. “As oportunidades existem, é preciso acreditar que é possível”, disse. Ele também explicou aos estudantes os processos burocráticos para viabilizar a exportação, como os trâmites nos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e nos consulados do Brasil e dos países para onde se exporta. 42 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

Telöcken apresentou a ACIC e falou sobre a importância de participar dos Núcleos. “A ACIC é uma das associações mais representativas no Estado e os Núcleos reúnem empresas com atividades similares que se unem para discutir problemas em comum”, expôs. A empresa de Telöcken, Messtechnik, fabrica torres para medição de vento para energia eólica. O nucleado também falou da importância da união entre universidade, governo e empresas para o crescimento do setor de tecnologia, a chamada tríplice hélice. “Precisamos unir forças para criar um movimento de crescimento. Uma das ações do Comex para isso é o Encontro Regional de Comércio Exterior (Ercoex)”, frisou. O Núcleo do Comércio Exterior e Logística Internacional surgiu em 2006 com a missão de contribuir para o crescimento contínuo das empresas com a oferta de produtos e serviços que atendam as exigências dos mercados globalizados. “As empresas não são concorrentes, tentamos nos ajudar. Assim, nos fortalecemos e crescemos como pessoas, empresas e setor”, enfatizou Cason, que explicou como funciona o Comex. Cason trabalha em uma multinacional que possui uma fábrica em São

Paulo e uma em Vargeão, a Kemin, e explanou aos acadêmicos sobre a logística interna e internacional. “Às vezes pensamos que é caro exportar, mas o valor do transporte no exterior é muito mais barato do que no mercado interno”, frisou. Por último, Fernanda esclareceu aos acadêmicos sobre a logística e as ações dos Correios para o comércio exterior e internacionalização. “Os Correios são a maior empresa de logística da América Latina e possui os programas Exporta Fácil e Importa Fácil, que são uma porta de entrada para as empresas no comércio exterior”, disse. Para Fernanda, esse é um caminho sem volta. “Vivemos comércio exterior 24 horas por dia. Muitos produtos que usamos são importados e muitas vezes não nos damos conta. É um mercado fascinante, desafiador e fácil, se você quiser. Mas precisa de pessoas qualificadas, pois muda muito rápido e os profissionais precisam saber onde buscar informações”, enfatizou. A coordenadora do curso de Administração, Cleunice Zanella, frisou que a atividade é uma das mais importantes do curso por proporcionar a participação de profissionais atuantes no mercado de trabalho e por mostrar a importância da participação em associações como a ACIC.


Capacitação Empresas Nucleadas ACIC - CENA Programa fortalece empresas por meio de capacitações

Jorge Chiodini demonstrou a importância da manutenção de equipes

Proporcionar que os empresários, gestores, diretores e colaboradores adquiram novos conhecimentos para aplicar nas empresas e gerem enriquecimento das discussões nos núcleos da ACIC é o objetivo do Programa Capacitação para Empresas Nucleadas ACIC (CENA). A primeira capacitação em formato de workshop ocorreu em abril e teve como tema “Treinamento e Desenvolvimento de Equipe”, com o facilitador Jorge Chiodini. O workshop demonstrou a importância da manutenção de equipes e a sua relação com a produtividade. “Essa relação passa pelo comportamento individual de cada pessoa dentro da empresa. O líder precisa ter a habilidade de desenvolver o grupo com foco nas individualidades, mas sem passar por cima das diretrizes da organização. Para isso, tem que estar preparado para lidar com comportamentos. Quanto mais hegemonia houver no grupo, melhores serão

os resultados”, explicou Chiodini. Uma sugestão do facilitador é trabalhar com as ferramentas da Programação Neurolinguística (PNL), atuando com empatia e fazendo com que as pessoas percebam que são parte importante nos processos da empresa. “As pessoas precisam se sentir importantes e valorizadas. Isso gera comprometimento e é muito mais explícito nas novas gerações”, enfatizou o facilitador. O nucleado Marcio Muxfeldt participou da primeira capacitação. “O workshop chegou na hora certa. Veio ao encontro com processos de evolução que estamos fazendo na empresa e contribuirá muito nessa caminhada”, relatou. De acordo com o empresário, o Programa pensou em temas direcionados às necessidades das empresas nucleadas. “São assuntos pertinentes que contribuirão para o crescimento de todos”, acrescentou.

ADESÃO DOS NÚCLEOS A diretora de Desenvolvimento de Núcleos da ACIC, Carla Basso, frisou que o Programa CENA foi criado a partir de uma demanda que surgiu no planejamento dos Núcleos. “Reunimos todas as demandas e elaboramos o Programa, com investimento diferenciado para os nucleados. No total, serão seis capacitações no formato de workshops”, frisou. Empresas de todos os Núcleos aderiram ao CENA que é uma excelente oportunidade para investir em atualização e aprimoramento profissional.

43 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br


44 - Empresa Forte www.acichapeco.com.br

Revista Empresa Forte - Maio 2017  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you