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ENTREVISTA ANDRÉ SANTOS
“VOU ESTAR A VIVER UM SONHO POR SER EM NOSSA CASA” André Santos vai fechar a época em pleno Pavilhão João Rocha na Gala The Lion’s Crown, marcada já para este sábado. 2021/2022 trouxe‑lhe uma série de desafios, mas o atleta do Sporting Clube de Portugal, de 25 anos, acredita que pode fechar em grande. Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: João Pedro Morais É já neste sábado que o Pavilhão João Rocha vai receber a Gala The Lion’s Crown. Está preparado pa‑ ra o combate? Claro, estou mais do que preparado. O trabalho está feito há já algum tempo e nestas últimas semanas tive apenas de manter aquilo que fiz nos últimos meses, assim como ter alguns cuidados para chegar à Gala na máxima força. Neste género de modalidades há sempre vários sacrifícios, que muitas vezes desconhecemos. Como foi a preparação e o que exigiu de si? Sim, o kickboxing, tal como vários desportos, ‘vive’ de duas coisas muito importantes: o treino e a dieta. É importante treinarmos bem, mas também alimentarmo‑nos muito bem e, por vezes, perder algum peso quando nos aproximamos dos combates. Essa perda faz‑se de forma gradual e sustentada. Vou lutar na categoria
66 kg e o meu peso costuma ser 74/75 kg, mas segui o plano da nutricionista do Sporting CP, Mónica Sousa, e não passei fome. Nunca passo mal, apenas não como o que quero, mas sinto‑me bem. Quando a perda de peso nos faz sentir mal, a única solução é mudarmos de categoria. Na Gala The Lion’s Crown vai ter pela frente o italia‑ no Luca Mameli, como acha que será o combate? Espero que seja uma guerra. Eu treinei bem e espero que ele também tenha treinado bem para darmos um show aos amantes da modalidade, aos Sportinguistas e aos portugueses. Espero mesmo que seja uma grande luta porque sei que ele é um grande atleta, que já venceu grandes nomes e que costuma estar sempre nas melhores provas. Eu fiz o meu melhor até aqui e espero que a luta me corra bem para que o título fique em casa.
E o que espera dos outros combates? Sinceramente não conheço todos os atletas, por isso não posso falar muito sobre isso, mas acho que a Gala, no geral, vai ser muito boa. Os atletas que conheço melhor são o Vinícius Bereta, que vai lutar pelo cinturão intercontinental, e o Basso Pires, pelo continental, e sei que são dois grandes atletas que vão, de certeza, fazer grandes combates. Mais do que os combates em si, que se esperam inten‑ sos, estes eventos são sempre únicos. Por que devem as pessoas marcar presença? Sim, vão mais além do que as lutas em si, é a envolvência, o espectáculo. Infelizmente não acontecem com tanta regularidade em Portugal, e menos com esta dimensão, por isso acho que é uma oportunidade imperdível para aqueles que gostam da modalidade e também