4| Nossa Voz
Porto Alegre, 9 de junho de 2015
CONCURSO PÚBLICO
Temos vagas Os Banrisulenses sabem o que está acontecendo e percebem no seu dia a dia de trabalho. É cada vez mais trabalho e menos colegas. Mais metas no Banrisul e menos condições de ser produtivo. A verdade é que já estamos sentindo os efeitos da falta de escrúpulos que o governador Sartori prometeu que seria a gestão do banco no seu discurso de posse da nova diretoria em abril. O governador está é cumprindo as metas de maldades e uma delas é o fechamento de vagas pelo cancelamento de concursos públicos. Ou seja, deixa de criar, no mínimo, 2.600 empregos, para suprir as carências e atender de forma adequada os clientes. E os Banrisulen-
ses adoecem. É o velho discurso de crise que já ouvimos de governadores que enxergam o Banrisul e os Banrisulenses apenas como agentes de produção de lucros e dividendos para acionistas. Esse discurso se esfarelou na primeira semana de maio. O banco anunciou lucro líquido ajustado de R$ 147 milhões no primeiro trimestre de 2015. É um desempenho que superou o mesmo período de 2014 em 89,1%. Quer dizer, não há crise nem justificativas para o desmonte do banco. Ao contrário. Os gestores de bancos costumam dizer que o setor financeiro precisa abrir agências para atuar em igualdade de condições num mercado que está altamente competitivo. Pois o nosso escrúpulo, zelo e cuidado
com a instituição e com os banrisulenses demonstra que, para concorrer e ser um banco saudável, é preciso de bons operadores de negócio (ONs), plataformistas, caixas, escriturários, pessoal de TI, técnicos em geral, satisfeitos e confiantes de que o banco vai seguir em frente e respeitar as conquistas da nossa história de lutas. Mas não é isso que o atual governo quer fazer. Em vez de abrir concurso público para tornar o banco competitivo, o banco cancela, como fez em abril. Fecha postos de trabalho. A nova diretoria, alinhada com o governador Sartori, anuncia retrocesso. Em 12 meses, o banco abriu 16 novas agências e fechou 379 postos de trabalho no Estado. Portanto precisa de mais e não de menos gente.
Não aceitaremos a volta da cultura do estágio E a saída para crise que o governo propala e que não existe de fato? Já circulam boatos sobre a volta a cultura do estágio. Mesmo com um número reduzido de funcionários, distribuído em mais agências, os trabalhadores ajudaram muito a garantir o crescimento do lucro. O SindBancários não vai deixar por menos. Seremos firmes na cobrança por melhores condições de trabalho e atuaremos para proteger os direitos dos Banrisulenses. Se o governador não sabe, nós avisamos que isso cria um grande passivo. Durante os
13 anos (1988-2001) que não fez concurso público, o banco contratou irregularmente estagiários, além do número permitido do por lei, sem supervisão e executando trabalho de funcionários. E esta situação continuou, até que no início de 2013, o Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Banrisul, que obrigou a substituição do excesso de estagiários por funcionários e o pagamento do piso dos bancários. Quer dizer, o banco recorre a um ataque que já trouxe prejuízo ao banco e aos bancários. A cultu-
ra do estágio prejudica a carreira e o emprego dos Banrisulenses. O Banrisul precisa de trabalhadores concursados, com seus direitos garantidos, e não de precarização. O banco precisa valorizar mais o trabalho dos Banrisulenses, e se o Estado está em crise, é hora de criar empregos. CONCURSO PÚBLICO JÁ! Diretoria e governador Sartori, parem de desmontar o Banrisul. Nós já sabemos que cancelar concurso público é estratégia de precarização, para justificar a privatização. É a velha história se repetindo. Agora, como farsa.
SEM RESPOSTA
Dois meses de costas para os Banrisulenses Porto Alegre, 9 de junho de 2015
MOBILIZAÇÃO
Todos juntos em defesa do Banrisul Desde 7 de abril, a diretoria do SindBancários tenta uma reunião com a atual diretoria do banco para buscar explicações sobre as suspensões de investimentos em benefícios dos trabalhadores. A diretoria só fala em crise, que o Estado não tem dinheiro para investir e que o banco não estava bem das pernas. Temos a prova, com este crescimento do lucro, de que a tão falada crise não existe e que não passa de um discurso para justificar tesourada na saúde, na segurança e nos benefícios dos trabalhadores. É esta falta de respeito que ficou clara nestes primeiros momentos da gestão. Na quarta-feira, 27/5, chegamos a 50 dias sem que os diretores respondam um pedido de audiência feito em conjunto pela diretoria do SindBan-
cários e da Fetrafi-RS. É inadmissível em tempos de democracia que a diretoria de um banco público vire as costas para os trabalhadores. A atual gestão não quer ver, não quer ouvir, nem quer falar sobre o que os Banrisulenses têm a dizer sobre as dificuldades que passam no seu dia a dia. Para não esquecer desta data e da falta de respeito, elaboramos um contador de dias. Faça as contas, preencha com caneta, na tabela desta página, o número de dias que a nova diretoria não responde e mostre para os colegas de setor. Neste dia 9 de junho, data de fechamento desta edição do Nossa Voz, chegamos a dois meses e dois dias de silêncio. São 63 dias de costas para os Banrisulenses. É tempo de nos mobilizar para defender o banco público de todos os gaúchos.
Calendário dos encontros regionais Considerando a nova configuração política e administrativa do Estado, o Comando Nacional dos Banrisulenses decidiu mudar a dinâmica dos debates específicos para a Campanha Salarial 2015.
Depois de quase seis meses de indecisão e falta de clareza sobre seus objetivos, José Ivo Sartori, finalmente, começa a abrir o jogo sobre os rumos de seu governo.
Aos Banrisulenses, que já vêm discutindo a Campanha Salarial deste ano – e têm seu Encontro Nacional no dia 18 de julho – o recente “pacote de maldades” enviado pelo Gringo à Assembleia Legislativa traz uma ameaça a mais: a proposta de reestruturação do banco, através da abertura de capital do Banrisul Cartões. Para quem lembra do governo Yeda Crusius, que vendeu metade do Banrisul, as primeiras iniciativas do atual governador são semelhantes e muito preocupantes. Como já sabemos, o funcionalismo estadual vive hoje sob o corte e a ameaça de atraso nos salários e benefícios. É importante estarmos juntos e atentos ao chamado à mobilização. No dia 12 de junho, a sexta-feira, vamos ao Ato em defesa do Banrisul e pelo concurso público. A partir o meio-dia, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre, em frente à Agência Central, vamos defender o caráter público do banco. No dia 18 de julho, será a vez do Encontro Nacional dos Banrisulenses. Já é tempo de Campanha Salarial.
de Ato em defesa Sexta|12 junho|12h|Praça do Banrisul e pelo u da Alfândega, em à Agência concurso público frente Central
Encontro Nacional u Sábado, 18 de julho dos Banrisulenses
Durante reunião na Casa dos Bancários,na quarta-feira, 3/6, os dirigentes debateram alternativas para ampliar a participação dos trabalhadores nas discussões sobre a pauta específica. Até a próxima quarta-feira, 10/6, sindicatos devem informar à Fetrafi-RS as datas desses encontros regionais ou por sindicato. Os encontros irão abordar a conjuntura estadual, a defesa do banco público e a pauta específica dos Banrisulenses. Uma medida muito importante para todos os Banrisulenses é a consulta que os sindicatos vão promover em suas bases, a respeito das prioridades dos trabalhadores. Todos lembram que recentemente Sartori disse que, para ele, o Banrisul não devia “ter escrúpulos” para atuar no mercado financeiro. Mas o Sindicato representa uma categoria pautada pela ética e pelos escrúpulos, e vamos continuar defendo os direitos e conquistas dos Banrisulenses. Não aceitamos o discurso de crise do governador. No primeiro trimestre deste ano o lucro do Banrisul praticamente dobrou. É tempo de mobilização e defesa do Banrisul. Somos muitos. Na diretoria, tem poucos. É tempo de lembrar: unidos somos mais fortes.
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Porto Alegre, 9 de junho de 2015
CAMPANHA SALARIAL 2015
QUANTO MAIS PARTICIPAÇÃO MELHOR O Comando Nacional dos Banrisulenses decidiu mudar a dinâmica dos debates específicos para a Campanha Salarial 2015. Durante reunião ocorrida na quarta-feira, 3/6, na Casa dos Bancários, os dirigentes debateram alternativas para ampliar a participação dos trabalhadores nas discussões sobre a pauta do segmento. Para atingir este objetivo, foi deliberada a organização de encontros regionais ou por sindicato. As propostas aprovadas nestes fóruns serão encaminhadas ao Encontro Nacional dos Banrisulenses, que acontece no dia 18 de julho. Além de discutir e sistematizar demandas espe-
cíficas dos trabalhadores do Banrisul, os encotnros regionais ou por sindicato devem abordar a conjuntura estadual e a defesa do banco público. Estes temas são urgentes devido ao pacote de medidas enviado na quarta-feira, 3/6, à Assembleia Legislativa pelo Governo Sartori, que também agrega uma proposta de reformulação do banco, através da abertura de capital da Banrisul Cartões. O calendário de realização deve ser informado pelos sindicatos à Fetrafi-RS até esta quarta-feira, 10 de junho, para viabilizar a participação de representantes da Federação e do Comando nas atividades.
É tempo de Campanha Salarial
Encontro Nacional dos Banrisulenses Dia 18 de julho Os passos da nossa luta 1) Encontros regionais ou por sindicato 2) Encontro Nacional 3) Aprovação da pauta específica 4) Entrega da pauta à diretoria do Banco 5) Chamada para a mesa de negociação 6) Reuniões de negociação
7) Assembleia dos Banrisulenses para decidir se aceita ou rejeita propostas 8) Greve por tempo indeterminado
IRREGULARIDADE
De olho nos caixas eventuais Devido ao grande número de denúncias de caixas eventuais nas agências, os Sindicatos de todo o Estado irão ampliar a fiscalização. O SindBancários, a Federação e o conjunto dos Sindicatos do Interior estão atentos.
O caixa eventual é uma irregularidade. É como se o governo Sartori antecipasse, no Banrisul, a vigência da terceirização. Vamos apurar essas denúncias, construir provas e enviar, até 19 de junho, à Fetrafi-RS.
FORMAÇÃO
Delegados Sindicais #EMCONSTRUÇÃO
Delegados sindicais estão construindo a formação para buscar direitos Se, na manhã da quinta-feira, 21/5, os delegados(as) sindicais tomaram posse e foram diplomados no Auditório da Casa dos Bancários, a tarde foi de trabalho intenso. Os delegados e delegadas eleitos do Banco do Brasil, Banrisul, Caixa e BRDE puderam se familiarizar com a proposta de formação política pedagógica do Sindicato e experimentar o processo participativo de construção que dará o tom da luta até o final do ano.
Depois da posse e os primeiros passos da formação, os delegados sindicais participaram do Seminário em Defesa dos Bancos Públicos. Os palestrantes, os economistas Arno Augustin e André Cunha, exaltaram a importância do papel dos bancos públicos no desenvolvimento e na proteção da economia do país e importância da luta dos sindicatos para manter o caráter público. O segundo encontro dos delegados sindicais será no dia 12 de junho.
Contra o fim da gestão socioambiental Uma das iniciativas mais importantes das últimas gestões do Banrisul, a Gestão Socioambiental está para deixar de existir. Colegas têm observado que a nova diretoria do banco estuda o cancelamento de outras ações tradicionais e socialmente importantes, como os projetos Pescar, Reciclar e o Museu Banrisul. Todas estas iniciativas seriam esvaziadas, ficando submetidas às Unidades de Gestão de Pessoas, Patrimonial e Marketing. Na contramão do crescente movimento mundial pela preservação do meio ambiente – onde ações de preservação são valorizadas e conquistam um espaço cada vez maior em todos os setores sociais inclusive no mercado – o desmonte da Gestão Socioambiental significa um grande retrocesso.
Sindicato acompanha e questiona
Assista pelo celular à íntegra das palestras do Seminário dos Bancos Públicos
Pressionar é preciso na Comissão Paritária. A diretoria, ao apagar das luzes do prazo de apresentação, disse que o Plano de Carreira estava suspenso. Como os Banrisulenses já sabem, o Plano de Carreira, com as
FUNDAÇÃO BANRISUL
AÇÃO DO BPD
PLANO DE CARREIRA
Há quatro anos, o movimento sindical tem construído, de forma democrática e transparente, uma proposta de Plano de Carreira. Recebemos do banco, no dia 30 de abril, uma péssima notícia
NA CONTRAMÃO
garantias de promoção por tempo e por mérito, assim como com seus critérios claros e democráticos, é fundamental. É hora da pressão e da mobilização. É Plano de Carreira já!
Colegas têm questionado o motivo pelo qual um perito foi nomeado para realizar os cálculos do processo BPD do Banrisul. Isso ocorreu por decisão do juiz em seu último despacho e em virtude dos valores e número de contemplados apresentados pelo Banrisul terem sido questionados pelo Sindicato. O cálculo deverá ser apresentado por perito em até 120 dias. O prazo é longo por se tratar de valores individualizados
para mais de 800 bancários. O processo tem o número 013640037.2000.5.04.0017.
Com o fim das eleições na Fundação Banrisul, que mobilizou 8.444 pessoas, cerca de 50% do eleitorado, o SindBancários busca, agora, garantir que os eleitos cumpram suas propostas e o seu papel de representantes dos participantes. Dos oito cargos em disputa, seis ficaram com integrantes da Chapa 3. A Chapa 1, apoiada pelo movimento sindical, elegeu Carlos José Marcos (titular) e Ocleria Ma-
ria Chiardia (suplente) para uma das vagas no Conselho Consultivo dos planos CV. A primeira luta do SindBancários será pela abertura de uma nova migração para os participantes do Plano de Benefícios I, considerado imprescindível para que os participantes não sejam onerados e a Fundação cumpra seu papel de proporcionar um futuro mais tranquilo para seus vinculados e suas famílias. É uma questão de
Acesse pelo seu celular a matéria com a lista dos Banrisulenses que estão no processo
Banrisul Cartões é a bola da vez a proposta de abrir o capital do Banrisul Cartões – seriam criadas a “Banrisul Seguros” e a “Banrisul Administradora de Cartões de Crédito”. Querem reduzir o papel do Estado e das empresas públicas, entregando o filé mignon de um banco público à iniciativa privada.
garantia de futuro decente para todos. E o mais urgente de tudo: a abertura imediata da migração para os afastados por licença saúde. Até o fechamento desse jornal, ainda não havia confirmação dos indicados pelos patrocinadores nem a data da posse, mais uma mostra da desorganização da atual direção do Banrisul, que se nega a dialogar com os Banrisulenses. Estamos atentos às promessas de campanha.
A responsabilidade dos eleitos
O SindBancários lembra que os candidatos escolhidos pelos vinculados aos planos da Fundação têm o papel de representar os participantes e não ser condizentes com os desmandos do Banrisul. A cada decisão, a responsabilidade será de pensar no que seria melhor para os mais de 14 mil ativos e seus familiares. Entre os eleitos, há um representante no Conselho Deliberativo, cargo máximo na Fundação Banrisul e com atribuição de definir a política geral da entidade e alterações no Estatuto, regulamentos e planos. Tem também um no Conselho Fiscal, responsável por analisar e fiscalizar as contas. Sem contar as diretorias de Previdência e Administrativa, imprescindíveis para
executar as políticas definidas pelo Conselho Administrativo. Preste atenção nas propostas e promessas dos eleitos. Elas
não assumem compromissos de forma clara. Recorte e guarde. Vamos cobrar.
Os eleitos CONSELHO DELIBERATIVO: Marcus Borges Gonzaga (Titular); Ivan Marasca (Suplente) CONSELHO FISCAL: Marinês Bilhar (Titular); Lauro Hass (Suplente) DIRETORIA EXECUTIVA: Diretoria de Previdência: Leci Campos Pacheco; DIRETORIA ADMINISTRATIVA: Sérgio Luiz Scarpato CONSELHOS CONSULTIVOS: Modalidade Benefício Definido: Leonir Ricardo Moschen (Titular); Lucídio Hermes Perin (Suplente); Glaci Peres Bunselmeyer (Titular) Victor Hugo Silveira Gomes (Suplente). Modalidade Contribuição Variável: João Carlos Coffy Filho (Titular); Roselaine Ines Moraski (Suplente). Carlos José Marcos (Titular) Ocleria Maria Chiaradia (Suplente)
Recorte e guarde
PACOTE DE MALDADES
Depois de seis meses sem apresentar plano de governo para o Estado, além do corte de verbas e nos salários dos servidores, o governador José Ivo Sartori finalmente enviou seu “pacote de maldades” à Assembleia Legislativa em 3/6. O governador incluiu
Na luta por nova migração
As propostas da maioria dos eleitos • Dar total transparência aos atos da gestão; • Realizar estudos para a reabertura de um novo processo de migração para os participantes e assistidos do PB1; • Administrar o patrimônio com profissionalismo, buscando a perenidade dos planos; • Desenvolver o planejamento estratégico da Fundação; • Fazer uma gestão abrangente a todos participantes , ativos e assistidos; • Aumentar a base de participantes do FBPREV; • Criar canais de comunicação com informações simples e objetivas; • Melhor aparelhar a área de gestão de ativos e dos passivos atuariais dos planos de benefícios; • Reduzir custos administrativos.
Nossa Voz Jornal dos Funcionários do Banrisul Jornalista Responsável: Clóvis Victória (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória, José Antônio Silva (MTb 3.870), Josias Bervanger (MTb 14.235 e Marisane Pereira (MTb 9519). Projeto gráfico e diagramação: Nina de Oliveira (MT 6612RS). Arte: Gerson Schneider. Impressão: Gráfica Relâmpago. Tiragem: 8 mil exemplares. Fetrafi-RS/SindBancários - Rua General Câmara, 424 CEP 90010-230, Porto Alegre/RS fone: 513433 1200
Sindicatos do Interior
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CAMPANHA SALARIAL 2015
QUANTO MAIS PARTICIPAÇÃO MELHOR O Comando Nacional dos Banrisulenses decidiu mudar a dinâmica dos debates específicos para a Campanha Salarial 2015. Durante reunião ocorrida na quarta-feira, 3/6, na Casa dos Bancários, os dirigentes debateram alternativas para ampliar a participação dos trabalhadores nas discussões sobre a pauta do segmento. Para atingir este objetivo, foi deliberada a organização de encontros regionais ou por sindicato. As propostas aprovadas nestes fóruns serão encaminhadas ao Encontro Nacional dos Banrisulenses, que acontece no dia 18 de julho. Além de discutir e sistematizar demandas espe-
cíficas dos trabalhadores do Banrisul, os encotnros regionais ou por sindicato devem abordar a conjuntura estadual e a defesa do banco público. Estes temas são urgentes devido ao pacote de medidas enviado na quarta-feira, 3/6, à Assembleia Legislativa pelo Governo Sartori, que também agrega uma proposta de reformulação do banco, através da abertura de capital da Banrisul Cartões. O calendário de realização deve ser informado pelos sindicatos à Fetrafi-RS até esta quarta-feira, 10 de junho, para viabilizar a participação de representantes da Federação e do Comando nas atividades.
É tempo de Campanha Salarial
Encontro Nacional dos Banrisulenses Dia 18 de julho Os passos da nossa luta 1) Encontros regionais ou por sindicato 2) Encontro Nacional 3) Aprovação da pauta específica 4) Entrega da pauta à diretoria do Banco 5) Chamada para a mesa de negociação 6) Reuniões de negociação
7) Assembleia dos Banrisulenses para decidir se aceita ou rejeita propostas 8) Greve por tempo indeterminado
IRREGULARIDADE
De olho nos caixas eventuais Devido ao grande número de denúncias de caixas eventuais nas agências, os Sindicatos de todo o Estado irão ampliar a fiscalização. O SindBancários, a Federação e o conjunto dos Sindicatos do Interior estão atentos.
O caixa eventual é uma irregularidade. É como se o governo Sartori antecipasse, no Banrisul, a vigência da terceirização. Vamos apurar essas denúncias, construir provas e enviar, até 19 de junho, à Fetrafi-RS.
FORMAÇÃO
Delegados Sindicais #EMCONSTRUÇÃO
Delegados sindicais estão construindo a formação para buscar direitos Se, na manhã da quinta-feira, 21/5, os delegados(as) sindicais tomaram posse e foram diplomados no Auditório da Casa dos Bancários, a tarde foi de trabalho intenso. Os delegados e delegadas eleitos do Banco do Brasil, Banrisul, Caixa e BRDE puderam se familiarizar com a proposta de formação política pedagógica do Sindicato e experimentar o processo participativo de construção que dará o tom da luta até o final do ano.
Depois da posse e os primeiros passos da formação, os delegados sindicais participaram do Seminário em Defesa dos Bancos Públicos. Os palestrantes, os economistas Arno Augustin e André Cunha, exaltaram a importância do papel dos bancos públicos no desenvolvimento e na proteção da economia do país e importância da luta dos sindicatos para manter o caráter público. O segundo encontro dos delegados sindicais será no dia 12 de junho.
Contra o fim da gestão socioambiental Uma das iniciativas mais importantes das últimas gestões do Banrisul, a Gestão Socioambiental está para deixar de existir. Colegas têm observado que a nova diretoria do banco estuda o cancelamento de outras ações tradicionais e socialmente importantes, como os projetos Pescar, Reciclar e o Museu Banrisul. Todas estas iniciativas seriam esvaziadas, ficando submetidas às Unidades de Gestão de Pessoas, Patrimonial e Marketing. Na contramão do crescente movimento mundial pela preservação do meio ambiente – onde ações de preservação são valorizadas e conquistam um espaço cada vez maior em todos os setores sociais inclusive no mercado – o desmonte da Gestão Socioambiental significa um grande retrocesso.
Sindicato acompanha e questiona
Assista pelo celular à íntegra das palestras do Seminário dos Bancos Públicos
Pressionar é preciso na Comissão Paritária. A diretoria, ao apagar das luzes do prazo de apresentação, disse que o Plano de Carreira estava suspenso. Como os Banrisulenses já sabem, o Plano de Carreira, com as
FUNDAÇÃO BANRISUL
AÇÃO DO BPD
PLANO DE CARREIRA
Há quatro anos, o movimento sindical tem construído, de forma democrática e transparente, uma proposta de Plano de Carreira. Recebemos do banco, no dia 30 de abril, uma péssima notícia
NA CONTRAMÃO
garantias de promoção por tempo e por mérito, assim como com seus critérios claros e democráticos, é fundamental. É hora da pressão e da mobilização. É Plano de Carreira já!
Colegas têm questionado o motivo pelo qual um perito foi nomeado para realizar os cálculos do processo BPD do Banrisul. Isso ocorreu por decisão do juiz em seu último despacho e em virtude dos valores e número de contemplados apresentados pelo Banrisul terem sido questionados pelo Sindicato. O cálculo deverá ser apresentado por perito em até 120 dias. O prazo é longo por se tratar de valores individualizados
para mais de 800 bancários. O processo tem o número 013640037.2000.5.04.0017.
Com o fim das eleições na Fundação Banrisul, que mobilizou 8.444 pessoas, cerca de 50% do eleitorado, o SindBancários busca, agora, garantir que os eleitos cumpram suas propostas e o seu papel de representantes dos participantes. Dos oito cargos em disputa, seis ficaram com integrantes da Chapa 3. A Chapa 1, apoiada pelo movimento sindical, elegeu Carlos José Marcos (titular) e Ocleria Ma-
ria Chiardia (suplente) para uma das vagas no Conselho Consultivo dos planos CV. A primeira luta do SindBancários será pela abertura de uma nova migração para os participantes do Plano de Benefícios I, considerado imprescindível para que os participantes não sejam onerados e a Fundação cumpra seu papel de proporcionar um futuro mais tranquilo para seus vinculados e suas famílias. É uma questão de
Acesse pelo seu celular a matéria com a lista dos Banrisulenses que estão no processo
Banrisul Cartões é a bola da vez a proposta de abrir o capital do Banrisul Cartões – seriam criadas a “Banrisul Seguros” e a “Banrisul Administradora de Cartões de Crédito”. Querem reduzir o papel do Estado e das empresas públicas, entregando o filé mignon de um banco público à iniciativa privada.
garantia de futuro decente para todos. E o mais urgente de tudo: a abertura imediata da migração para os afastados por licença saúde. Até o fechamento desse jornal, ainda não havia confirmação dos indicados pelos patrocinadores nem a data da posse, mais uma mostra da desorganização da atual direção do Banrisul, que se nega a dialogar com os Banrisulenses. Estamos atentos às promessas de campanha.
A responsabilidade dos eleitos
O SindBancários lembra que os candidatos escolhidos pelos vinculados aos planos da Fundação têm o papel de representar os participantes e não ser condizentes com os desmandos do Banrisul. A cada decisão, a responsabilidade será de pensar no que seria melhor para os mais de 14 mil ativos e seus familiares. Entre os eleitos, há um representante no Conselho Deliberativo, cargo máximo na Fundação Banrisul e com atribuição de definir a política geral da entidade e alterações no Estatuto, regulamentos e planos. Tem também um no Conselho Fiscal, responsável por analisar e fiscalizar as contas. Sem contar as diretorias de Previdência e Administrativa, imprescindíveis para
executar as políticas definidas pelo Conselho Administrativo. Preste atenção nas propostas e promessas dos eleitos. Elas
não assumem compromissos de forma clara. Recorte e guarde. Vamos cobrar.
Os eleitos CONSELHO DELIBERATIVO: Marcus Borges Gonzaga (Titular); Ivan Marasca (Suplente) CONSELHO FISCAL: Marinês Bilhar (Titular); Lauro Hass (Suplente) DIRETORIA EXECUTIVA: Diretoria de Previdência: Leci Campos Pacheco; DIRETORIA ADMINISTRATIVA: Sérgio Luiz Scarpato CONSELHOS CONSULTIVOS: Modalidade Benefício Definido: Leonir Ricardo Moschen (Titular); Lucídio Hermes Perin (Suplente); Glaci Peres Bunselmeyer (Titular) Victor Hugo Silveira Gomes (Suplente). Modalidade Contribuição Variável: João Carlos Coffy Filho (Titular); Roselaine Ines Moraski (Suplente). Carlos José Marcos (Titular) Ocleria Maria Chiaradia (Suplente)
Recorte e guarde
PACOTE DE MALDADES
Depois de seis meses sem apresentar plano de governo para o Estado, além do corte de verbas e nos salários dos servidores, o governador José Ivo Sartori finalmente enviou seu “pacote de maldades” à Assembleia Legislativa em 3/6. O governador incluiu
Na luta por nova migração
As propostas da maioria dos eleitos • Dar total transparência aos atos da gestão; • Realizar estudos para a reabertura de um novo processo de migração para os participantes e assistidos do PB1; • Administrar o patrimônio com profissionalismo, buscando a perenidade dos planos; • Desenvolver o planejamento estratégico da Fundação; • Fazer uma gestão abrangente a todos participantes , ativos e assistidos; • Aumentar a base de participantes do FBPREV; • Criar canais de comunicação com informações simples e objetivas; • Melhor aparelhar a área de gestão de ativos e dos passivos atuariais dos planos de benefícios; • Reduzir custos administrativos.
Nossa Voz Jornal dos Funcionários do Banrisul Jornalista Responsável: Clóvis Victória (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória, José Antônio Silva (MTb 3.870), Josias Bervanger (MTb 14.235 e Marisane Pereira (MTb 9519). Projeto gráfico e diagramação: Nina de Oliveira (MT 6612RS). Arte: Gerson Schneider. Impressão: Gráfica Relâmpago. Tiragem: 8 mil exemplares. Fetrafi-RS/SindBancários - Rua General Câmara, 424 CEP 90010-230, Porto Alegre/RS fone: 513433 1200
Sindicatos do Interior
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CONCURSO PÚBLICO
Temos vagas Os Banrisulenses sabem o que está acontecendo e percebem no seu dia a dia de trabalho. É cada vez mais trabalho e menos colegas. Mais metas no Banrisul e menos condições de ser produtivo. A verdade é que já estamos sentindo os efeitos da falta de escrúpulos que o governador Sartori prometeu que seria a gestão do banco no seu discurso de posse da nova diretoria em abril. O governador está é cumprindo as metas de maldades e uma delas é o fechamento de vagas pelo cancelamento de concursos públicos. Ou seja, deixa de criar, no mínimo, 2.600 empregos, para suprir as carências e atender de forma adequada os clientes. E os Banrisulen-
ses adoecem. É o velho discurso de crise que já ouvimos de governadores que enxergam o Banrisul e os Banrisulenses apenas como agentes de produção de lucros e dividendos para acionistas. Esse discurso se esfarelou na primeira semana de maio. O banco anunciou lucro líquido ajustado de R$ 147 milhões no primeiro trimestre de 2015. É um desempenho que superou o mesmo período de 2014 em 89,1%. Quer dizer, não há crise nem justificativas para o desmonte do banco. Ao contrário. Os gestores de bancos costumam dizer que o setor financeiro precisa abrir agências para atuar em igualdade de condições num mercado que está altamente competitivo. Pois o nosso escrúpulo, zelo e cuidado
com a instituição e com os banrisulenses demonstra que, para concorrer e ser um banco saudável, é preciso de bons operadores de negócio (ONs), plataformistas, caixas, escriturários, pessoal de TI, técnicos em geral, satisfeitos e confiantes de que o banco vai seguir em frente e respeitar as conquistas da nossa história de lutas. Mas não é isso que o atual governo quer fazer. Em vez de abrir concurso público para tornar o banco competitivo, o banco cancela, como fez em abril. Fecha postos de trabalho. A nova diretoria, alinhada com o governador Sartori, anuncia retrocesso. Em 12 meses, o banco abriu 16 novas agências e fechou 379 postos de trabalho no Estado. Portanto precisa de mais e não de menos gente.
Não aceitaremos a volta da cultura do estágio E a saída para crise que o governo propala e que não existe de fato? Já circulam boatos sobre a volta a cultura do estágio. Mesmo com um número reduzido de funcionários, distribuído em mais agências, os trabalhadores ajudaram muito a garantir o crescimento do lucro. O SindBancários não vai deixar por menos. Seremos firmes na cobrança por melhores condições de trabalho e atuaremos para proteger os direitos dos Banrisulenses. Se o governador não sabe, nós avisamos que isso cria um grande passivo. Durante os
13 anos (1988-2001) que não fez concurso público, o banco contratou irregularmente estagiários, além do número permitido do por lei, sem supervisão e executando trabalho de funcionários. E esta situação continuou, até que no início de 2013, o Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Banrisul, que obrigou a substituição do excesso de estagiários por funcionários e o pagamento do piso dos bancários. Quer dizer, o banco recorre a um ataque que já trouxe prejuízo ao banco e aos bancários. A cultu-
ra do estágio prejudica a carreira e o emprego dos Banrisulenses. O Banrisul precisa de trabalhadores concursados, com seus direitos garantidos, e não de precarização. O banco precisa valorizar mais o trabalho dos Banrisulenses, e se o Estado está em crise, é hora de criar empregos. CONCURSO PÚBLICO JÁ! Diretoria e governador Sartori, parem de desmontar o Banrisul. Nós já sabemos que cancelar concurso público é estratégia de precarização, para justificar a privatização. É a velha história se repetindo. Agora, como farsa.
SEM RESPOSTA
Dois meses de costas para os Banrisulenses Porto Alegre, 9 de junho de 2015
MOBILIZAÇÃO
Todos juntos em defesa do Banrisul Desde 7 de abril, a diretoria do SindBancários tenta uma reunião com a atual diretoria do banco para buscar explicações sobre as suspensões de investimentos em benefícios dos trabalhadores. A diretoria só fala em crise, que o Estado não tem dinheiro para investir e que o banco não estava bem das pernas. Temos a prova, com este crescimento do lucro, de que a tão falada crise não existe e que não passa de um discurso para justificar tesourada na saúde, na segurança e nos benefícios dos trabalhadores. É esta falta de respeito que ficou clara nestes primeiros momentos da gestão. Na quarta-feira, 27/5, chegamos a 50 dias sem que os diretores respondam um pedido de audiência feito em conjunto pela diretoria do SindBan-
cários e da Fetrafi-RS. É inadmissível em tempos de democracia que a diretoria de um banco público vire as costas para os trabalhadores. A atual gestão não quer ver, não quer ouvir, nem quer falar sobre o que os Banrisulenses têm a dizer sobre as dificuldades que passam no seu dia a dia. Para não esquecer desta data e da falta de respeito, elaboramos um contador de dias. Faça as contas, preencha com caneta, na tabela desta página, o número de dias que a nova diretoria não responde e mostre para os colegas de setor. Neste dia 9 de junho, data de fechamento desta edição do Nossa Voz, chegamos a dois meses e dois dias de silêncio. São 63 dias de costas para os Banrisulenses. É tempo de nos mobilizar para defender o banco público de todos os gaúchos.
Calendário dos encontros regionais Considerando a nova configuração política e administrativa do Estado, o Comando Nacional dos Banrisulenses decidiu mudar a dinâmica dos debates específicos para a Campanha Salarial 2015.
Depois de quase seis meses de indecisão e falta de clareza sobre seus objetivos, José Ivo Sartori, finalmente, começa a abrir o jogo sobre os rumos de seu governo.
Aos Banrisulenses, que já vêm discutindo a Campanha Salarial deste ano – e têm seu Encontro Nacional no dia 18 de julho – o recente “pacote de maldades” enviado pelo Gringo à Assembleia Legislativa traz uma ameaça a mais: a proposta de reestruturação do banco, através da abertura de capital do Banrisul Cartões. Para quem lembra do governo Yeda Crusius, que vendeu metade do Banrisul, as primeiras iniciativas do atual governador são semelhantes e muito preocupantes. Como já sabemos, o funcionalismo estadual vive hoje sob o corte e a ameaça de atraso nos salários e benefícios. É importante estarmos juntos e atentos ao chamado à mobilização. No dia 12 de junho, a sexta-feira, vamos ao Ato em defesa do Banrisul e pelo concurso público. A partir o meio-dia, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre, em frente à Agência Central, vamos defender o caráter público do banco. No dia 18 de julho, será a vez do Encontro Nacional dos Banrisulenses. Já é tempo de Campanha Salarial.
de Ato em defesa Sexta|12 junho|12h|Praça do Banrisul e pelo u da Alfândega, em à Agência concurso público frente Central
Encontro Nacional u Sábado, 18 de julho dos Banrisulenses
Durante reunião na Casa dos Bancários,na quarta-feira, 3/6, os dirigentes debateram alternativas para ampliar a participação dos trabalhadores nas discussões sobre a pauta específica. Até a próxima quarta-feira, 10/6, sindicatos devem informar à Fetrafi-RS as datas desses encontros regionais ou por sindicato. Os encontros irão abordar a conjuntura estadual, a defesa do banco público e a pauta específica dos Banrisulenses. Uma medida muito importante para todos os Banrisulenses é a consulta que os sindicatos vão promover em suas bases, a respeito das prioridades dos trabalhadores. Todos lembram que recentemente Sartori disse que, para ele, o Banrisul não devia “ter escrúpulos” para atuar no mercado financeiro. Mas o Sindicato representa uma categoria pautada pela ética e pelos escrúpulos, e vamos continuar defendo os direitos e conquistas dos Banrisulenses. Não aceitamos o discurso de crise do governador. No primeiro trimestre deste ano o lucro do Banrisul praticamente dobrou. É tempo de mobilização e defesa do Banrisul. Somos muitos. Na diretoria, tem poucos. É tempo de lembrar: unidos somos mais fortes.