ESPECIAL PARA OS EMPREGADOS DA CAIXA
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Ano 84 | Nº 23 | 28 setembro de 2017
MOBILIZAÇÃO PERMANENTE
DEFENDA A CAIXA A Caixa atingiu um lucro de R$ 4,1 bilhões entre janeiro e junho, melhor resultado semestral da história, crescimento de 69,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Simultaneamente, de forma incoerente, temos a direção do banco realizando cortes de pessoal e fechamento de unidades. Fragilizar os bancos públicos é uma estratégia clara do governo Michel Temer de preparar a Caixa para uma futura abertura de capital. Nós, do SindBancários, entendemos que o país necessita de um banco público forte e presente, não o contrário. A Caixa é o banco da casa própria, dos municípios, dos trabalhadores, dos mais carentes. Por isso, defender a Caixa é defender a habitação, o saneamento, a cultura, o esporte, o FGTS. Quem perde com o sucateamento da Caixa é a população, em especial a mais humilde. A Caixa precisa se manter
pública, e os empregados têm papel importante nisso. Se estamos denunciando o desmonte do banco, no dia 9 de outubro segunda-feira, a partir das 18h30, será tempo de mobilização, para fortalecer a luta permanente em defesa da Caixa. Na sede da Fetrafi/RS, haverá o Lançamento da Frente Parlamentar em Defasa dos Bancos Públicos. O momento é crítico e para superá-lo precisamos da participação de todos. A mobilização tem de ser dos empregados e sociedade. Essa luta tem que ser de todos nós. Participe!
Defenda a Caixa
Você Também.
A reestruturação fragiliza a estabilidade dos(as)bancários(as) Além de sucatear o atendimento à população, a reestruturação é um pesadelo para os trabalhadores bancários. Muitos profissionais estão sem garantias e poderão ser descomissionados e transferidos. Na GIFUG, em Porto Alegre, mais de 80 empregados da Caixa estão sofrendo com a falta de transparência da diretoria do banco no processo de reestru-
turação. Alguns outros setores estão sendo enxugados, como é o caso da GIFAB/RS, que trata de programas sociais. A diretoria jurídica do SindBancários está à disposição para amparar juridicamente os(as) colegas empregados(as) da Caixa que precisarem de ajuda. Lembrando que o Sindicato fez uma reunião, no dia 24/7, com o pessoal da
GIFUG para esclarecimentos na Casa dos Bancários. Em 14 de setembro, o SindBancários entrou com uma interpelação judicial (pedido de explicação em juízo) por conta da reestruturação da GIFUG. Estamos cobrando transparência da gestão da Caixa. A ação está na 12º Vara do Trabalho de Porto Alegre sob o número 002134472.2017.5.04.0012.
A PLR da Caixa A Caixa registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no primeiro semestre de 2017, com crescimento de 69,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, o lucro líquido totalizou R$ 2,6 bilhões, com avanços de 62,8% em 12 meses e de 73,9% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. O movimento
sindical reivindicou pagamento da antecipação da PLR, mas a Caixa não havia dado resposta. A Caixa tem até 30 de setembro para pagar a primeira parcela, correspondente a 60% do total. Regra da PLR No banco, o valor é composto pela regra básica Fenaban
(90% do salário base), parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido pelo número total de empregados em partes iguais) e PLR Social (4% do lucro líquido, distribuídos linearmente para todos os trabalhadores). Também conforme o ACT 20162018, está garantida uma remuneração base para todos os empregados.
Porto Alegre, 28 de setembro de 2017
2 O Bancário RESISTÊNCIA
Pela valorização dos empregados Medidas adotadas pelo banco têm provocado insegurança entre os empregados e poderão precarizar ainda mais o atendimento à população em decorrência da redução do quadro de pessoal do banco, por conta do PDVE. Essa é uma estratégia chamada de Reestruturação, mas que não passa de desmonte da Caixa. Com a falta de pessoal para atender FGTS, Minha Casa Minha Vida e outros programas sociais, as filas crescem. E os
clientes começam a achar que o melhor mesmo é vender a Caixa A Caixa chegou a ter 101 mil empregados em 2014. Atualmente, após os recentes desligamentos voluntários, o quadro de pessoal é de 87 mil. Com menos trabalhadores, agências e áreas meio estão sendo fechadas. Quadro de pessoal e estrutura menores resultam em atuação menor da empresa. Outras ações, como a reestruturação, a verticalização, as mudanças de funções no PFG (Plano de Funções Gratificadas)
e na Gestão de Desempenho de Pessoas minimizam a importância do banco e preparam o banco para a privatização. Os sindicatos e entidades associativas têm como foco cobrar da empresa a revisão de medidas que estão provocando o seu enfraquecimento. Queremos uma Caixa pública, fomentadora do desenvolvimento econômico e social do país, através das políticas públicas. Queremos uma Caixa que valorize seus trabalhadores!
Vamos à luta contra o desmonte O governo Temer está promovendo um verdadeiro desmonte nos bancos públicos, com redução do quadro de pessoal, fechamento de agências e a mudança na forma de atuação. Os bancos públicos estão perdendo o caráter público. Estão deixando de investir no desenvolvimento social e econômico do país e passaram a estar preocupados com o lucro. A intenção é fazer com que se tornem desnecessários para a sociedade e possam ser privatizados. Caixa e o BB estão reduzindo seu quadro de pessoal, principalmente pela utilização de planos de demissão voluntária e incentivo à aposentadoria,
sem a recomposição por meio de convocação de aprovados em concurso público. Agências consideradas não lucrativas estão sendo fechadas. Os trabalhadores são remanejados para outras unidades, acarretando perdas na remuneração, longos deslocamentos para o trabalho, separação das famílias. Cidades onde havia apenas uma agência de um dos bancos públicos estão ficando sem banco. A população precisa se deslocar a outros municípios para contar com os serviços de uma agência bancária. A Caixa perdeu capacidade de financiamento habitacional. O governo pretende descentralizar o controle dos recursos do
FGTS, que eram utilizados pelo banco para financiamento de políticas sociais, como a construção de moradias e a garantia de renda mínima, entre outras. O Banco do Brasil perdeu o poder de financiamento rural. Mudanças na remuneração da LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) tiraram a atratividade do investimento e reduziram o volume de recursos do banco. Nossa campanha em defesa dos bancos públicos não é uma reivindicação apenas corporativista, para preservar o emprego da categoria. É uma campanha em defesa do caráter público dos bancos, de sua capacidade de contribuir com o desenvolvimento social e econômico do país.
SAÚDE CAIXA
O plano tem superávit e não precisa de coparticipação
Há nove anos sem necessidade de reajuste no teto de coparticipação e nas mensalidades de dependentes indiretos, o Saúde Caixa é superavitário e sustentável, além de ser uma das mais importantes conquistas da categoria. No entanto, no início do ano, a Caixa propôs reajuste e alteração no mecanismo de custeio, alegando que a assistência aos empregados comprometeria o futuro do banco. A proposta descumpria o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e acabou sendo barrada, através de uma liminar, na Justiça, pela Fenae e outras entidades. O Conselho de Usuários do Saúde Caixa tem cobrado mais transparência. Dados de 2014
apontavam superávit acumulado de R$ 570 milhões. Conforme estimativas do conselho, houve superávit de R$ 30 milhões em 2015 e de R$ 70 milhões em 2016. Com isso, o excedente acumulado já se aproxima de R$ 670 milhões. O modelo atual está vigente desde 2004 e vem se mantendo superavitário, preservando o acesso dos trabalhadores a uma assistência médica e odontológica de qualidade. No último ACT, firmado em agosto de 2016, ficou estabelecida a manutenção das regras do Saúde Caixa. Portanto, a direção da empresa não pode fazer modificações unilaterais durante a vigência do acordo, ou seja, até 31 de agosto de 2018.
Ações ajuizadas pela Fetrafi-RS Relatório dos Principais Processos 0020122-05.2017.5.04.0001 Fetrafi Ação Saúde Caixa Autor FETRAFI/RS Réu Caixa Economica Federal Vara 1a vara do trabalho Foro Porto Alegre 05.04.17: Audiência Inicial Objetivo: Anular alterações ao Saúde Caixa 04.09.17 AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO : Dia 21/03/2018, às 14h45. 0020572-39.2017.5.04.0003 FETRAFI Greve - desconto28_04/2017 Autor FETRAFI/RS Réu Caixa Economica Federal Vara 3a Vara do Trabalho Foro Porto Alegre 18.07.17 - Audiência: Aguardando Decisão, inclusive sobre a competência da Vara do Trabalho para julgar o processo - e não o TST. 0020779-38.2017.5.04.0003 FETRAFI RH - 184 Autor FETRAFI/RS Réu Caixa Economica Federal Vara 3a Vara do Trabalho Foro Porto Alegre 04.09.17 - AGUARDANDO AUDIÊNCIA : dia 25/10/2017.
FUNCEF
Contencioso não pode ser pago pelo participante Atualmente, o contencioso é o maior fator do déficit da Funcef. Representa um prejuízo de R$ 2,4 bilhões que está sendo pago pelos participantes do fundo, através de contribuições extraordinárias para o equacionamento do plano. O contencioso judicial, em resumo, é o passivo trabalhista que, via de regra, é gerado pela Caixa. Quando a Justiça condena o banco, ela manda o banco pagar as verbas devidas ao trabalhador e, ainda, os reflexos dessas verbas
sobre férias, 13º, FGTS, entre outras. É aí que a Funcef é chamada: para arcar com despesas que são fruto de irregularidades cometidas pela Caixa. Colega da Caixa, assine aqui! Mais de 4 mil participantes e assistidos da Funcef já aderiram ao abaixo-assinado eletrônico da campanha ‘Contencioso: essa dívida é da Caixa’. O objetivo é pressionar a direção do banco a solucionar o passivo trabalhista.
A adesão pode ser feita até o dia 29 de setembro.
Baixe leitor de qr-code em seu celular ou digite endereço eletrônico bit.ly/2xRySbR em seu navegador de preferência para participar de abaixo assinado eletrônico contra o contencioso.
0020850-59.2017.5.04.0029 Fetrafi Greve - desconto 30.06 Autor FETRAFI/RS Réu Caixa Economica Federal Vara 29a vara do trabalho Foro Porto Alegre Data Hora Histórico Pend 01.09.17 Audiência inicial designada para o dia 18/09/2017 10:30 - 3a Vara do Trabalho de Porto Alegre. 04.09.17 AGUARDANDO SENTENÇA: Desde a data da audiência aguardamos decisão. 0020887-04.2016.5.04.0003 FETRAFI Classificados Concurso Autor FETRAFI/RS Réu Caixa Economica Federal Vara 3a Vara do Trabalho Foro Porto Alegre 01.05.06 - LIMINAR Não deferido liminar. Processo continua. 0021109-96.2017.5.04.0015 Fetrafi Incorporação de Gratificação Autor FETRAFI/RS Réu Caixa Economica Federal Vara 26a vara do trabalho Foro Porto Alegre 04.09.17 - AUDIÊNCIA : Dia 28/09/2017