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Bancario30032016

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Ano 83|Nº 4|30 de março de 2016 Guilherme Santos/Sul21

O tempo que se apresenta para os trabalhadores do Brasil é de ameaças à democracia e aos direitos. E quando falamos em democracia, falamos em lutas por conquistas de um futuro decente. Perder o horizonte da democracia é arriscar a perda de direitos que lutamos muito para construir. O que se quer com um processo de impeachment contra um governo democraticamente eleito como é o da presidenta Dilma Rousseff, é preparar um pacote de maldades que já conhecemos muito bem. O vice-presidente, Michel Temer (PMDB), anuncia um conjunto de medidas que prevê cortes em investimentos públicos, na educação, saúde e segurança e já se anunciando como herdeiro legítimo desse futuro como

presidente do país. Ele chama esse conjunto de medidas de Ponte para o Futuro e nós sabemos que por trás de sua agenda golpista está ele ter sido denunciado na Operação Lava-Jato. Nós sabemos que se trata de um retrocesso a um passado que pensávamos ter sido superado. Os últimos 14 anos legaram à luta dos bancários e bancárias 14 anos consecutivos de greves e os mesmos 14 anos de conquistas como sucessivos aumentos reais, vales e PLR. A ponte para o futuro quer nos levar de volta ao passado! Os bancários já conhecem esta história de cortes de direitos anunciados como se a salvação o fossem. É a velha estratégia de arrocho salarial, de demissões e de ampliação

da exploração e do lucro dos banqueiros. Os bancários e as bancárias sentirão na pele o aumento das metas, e o assédio moral campeando nas agências e postos de trabalho. Há uma reforma trabalhista em curso no Congresso Nacional sob a forma de 55 projetos de lei que atacam direitos. Um deles é o PL da Terceirização, que já foi aprovado na Câmara e agora está no Senado. Se for aprovado, férias e descanso semanal, podem passar a não valer mais. Em outro projeto de lei, os deputados e senadores querem que o negociado valha mais do que a lei, submetendo os trabalhadores às chantagens dos patrões. Podemos perder muito direitos ou ter que lutar de novo por o que já havíamos conquistado, como é o caso do 13º Salário. A classe trabalhadora será a mais prejudicada

com o golpe do impeachment. Deixamos claro que o Sindicato não defende nenhum tipo de malfeito ou corrupção. Todos, repetimos, todos que tiverem desvios de conduta comprovados na Justiça devem pagar de acordo com a obediência ao processo legal. No entanto, ninguém pode estar acima nem abaixo da lei. Não pode haver privilegiados nem uma Justiça seletiva.

A Ponte de Pedra, também chamada de Ponte dos Açores, foi concluída em 1854 e é um monumento histórico de Porto Alegre. O abandono atual mostra que as pontes do passado projetam o futuro e podem sobreviver ao descaso e à lama. A ponte para o futuro do trabalhador é construída com os tijolos da luta não com golpe nos nossos direitos Por isso é tempo de lutarmos para que a democracia prevaleça ante a aventura de um golpe sem militares, mas com a grande imprensa, Congresso Nacional e setores da Justiça. A nossa jornada é de vigília e mobilização permanentes.

Não precisamos de mais ditadura. Precisamos é de mais democracia. Compreendemos também que o processo de impeachment vem sendo cevado pelos discursos de crise e de corrupção. Esses dois discursos servem como uma distração, como cortina de fumaça, para o retrocesso nos direitos.

Leia em seu celular a nota do SindBancários em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores migre.me/tnIyf

O impeachment é a cortina de fumaça para reduzir salários, extinguir empregos, prejudicar a previdência, entregar o petróleo e o pré-sal e terceirizar o Brasil.


Porto Alegre, 30 de março de 2016

2 O Bancário

O nosso futuro está em jogo nesta hora!

DEMOCRACIA DE VERDADE

A luta é por direitos

Na calada da noite, sob o manto da cortina de fumaça do impeachment, alimentado pelas grandes empresas de mídia, deputados inimigos de todos os trabalhadores jogam lenha na fogueira do retrocesso. O Departamento Intersindical de

Assessoria Parlamentar (DIAP) tornou público estudo de levantamento sobre as ameaças que tramitam e que já estão sendo aprovadas na Câmara dos Deputados e no Senado e todas atentam contra avanços sociais e direitos dos trabalhadores. São 55 projetos de lei, dentre os quais podemos destacar o PLC 030 que já foi aprovado na Câmara como PL 4330, o da terceirização, e agora tramita no Senado. Há também o PL 555 aprovado no Senado e que será enviado à Câmara dos Deputados. Este acaba com os concursos públicos e arrisca incluir na agenda do golpe dos nossos direitos a privatização de toda e qualquer empresa pública. No mês passado, o Senado aprovou o PL 131, aquele

Rodolfo Stuckert/Câmara dos Deputados

Não é de hoje que o SindBancários luta por condições sociais e políticas favoráveis ao avanço dos direitos dos trabalhadores. Desde os anos 1960, o combate tem sido cotidiano. No entanto, desde o fim da Ditadura Militar, ou seja, no período da Redemocratização, não tínhamos um Congresso Nacional tão disposto a atacar direitos conquistados com muita luta pelos trabalhadores.

Não devemos esquecer que o discurso de impeachment e de crise são recorrentes na história do nosso país. Sempre que há governos dispostos a melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, os discursos de corrupção e crise procuram fomentar uma mentalidade de terra arrasada e ausência de futuro para retirar direitos como frear aos sucessivos reajustes acima da inflação do salário mínimo. Nós, bancários e bancárias, sabemos que as conquistas só chegam até nós quando lutamos muito. Sabemos que o futuro está na luta de agora e sempre e que a democracia é a nossa garantia de avanços e contra os retrocessos.

que abre o pré-sal às empresas petrolíferas internacionais e ameaça o repasse de royalties à

educação. Queremos lutar por avançar nos nossos direitos e não para perdê-los.

u As 55 ameaças aos TRABALHADORES

Leia no seu celular entrevista com a secretária nacional da CUT, Graça Costa, sobre pauta bomba no Congresso e no Senado (migre.me/tn6Ev)

no Congresso t

1. Regulamentação da terceirização sem limite permitindo a precarização das relações de trabalho (PL 4302/1998 – Câmara, PLC 30/2015 – Senado, PLS 87/2010 – Senado); 2. Redução da idade para início da atividade laboral de 16 para 14 anos (PEC 18/2011 – Câmara); 3. Instituição do Acordo extrajudicial de trabalho permitindo a negociação direta entre empregado e empregador (PL 427/2015 – Câmara); 4. Impedimento do empregado demitido de reclamar na Justiça do Trabalho (PL 948/2011 – Câmara e PL 7549/2014 – Câmara);

5. Prevalência do negociado sobre o legislado (PL 4193/2012 – Câmara); 6. Vedação da ultratividade das convenções ou acordos coletivos (PL 6411/2013 – Câmara); 7. Estabelecimento da jornada flexível de trabalho (PL 2820/2015 – Câmara e PL 726/2015 – Câmara); 8.Transferência da competência para julgar acidente de trabalho nas autarquias e empresas públicas para a Justiça Federal (PEC 127/2015 – Senado); 9. Aplicação do Processo do Trabalho, de forma subsidiária, às regras do Código de Processo Civil (PL 3871/2015 – Câmara);

10. Alteração da Lei de Biossegurança para liberar os produtores de alimentos de informar ao consumidor sobre a presença de componentes transgênicos quando esta se der em porcentagem inferior a 1% da composição total do produto alimentício (PLC 34/2015 – Senado). 11. Criação do Estatuto das Fundações Estatais (PLP 92/2007 – Câmara); 12. Fim da exclusividade da Petrobras na exploração do pré-sal (PL 6726/2013 – Câmara); 13. Estabelecimento de que a exploração do pré-sal seja feita sob o regime de concessão (PL 6726/2013); 14. Privatização de todas as empresas

públicas (PLS 555/2015 – Senado), o Estatuito das Estatais. 15. Proibição de indicar dirigente sindical para conselheiros dos fundos de pensão públicos (PLS 388/2015 – Senado); 16. Cancelamento da política de Participação Social (PDS 147/2014 – Senado); 17. Alteração do Código Penal sobre a questão do aborto, criminalizando ainda mais as mulheres e profissionais de saúde (PL 5069/2013 – Câmara); 18. Instituição do Estatuto do Nascituro – provavelmente maior ameaça aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Seria concretizada a criminalização generalizada das mulheres, inviabilizando, inclusive, o

aborto previsto no Código Penal (PL 478/2007 – Câmara); 19. Instituição do Estatuto da Família – retrocesso para grupos LGBTs e mulheres: não reconhecimento como família – ficam fora do alcance de políticas do Estado (PL 6583/2013 – Câmara); 20 Redução da maioridade penal (PEC 115/2015 – Senado); 21 Atribuição à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do exame do mérito das Propostas de Emenda à Constituição (PEC), acabando com as comissões especiais (PRC 191/2009 – Câmara); e

22. Suspensão de contrato de trabalho (PL 1875/2015 – Câmara); 23. Prevalência das Convenções Coletivas do Trabalho sobre as Instruções Normativas do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE (PL 7341/2014 – Câmara); 24. Livre estimulação das relações trabalhistas entre trabalhador e empregador sem a participação do sindicato (PL 8294/2014 – Câmara); 25. Regulamentação do trabalho intermitente por dia ou hora (PL 3785/2012 – Câmara); 26. Estabelecimento do Código de Trabalho (PL 1463/2011 – Câmara); 27. Redução da jornada com redução de salários (PL 5019/2009 – Câmara); 28. Criação de consórcio de empregadores urbanos para contratação de trabalhadores (PL 6906/2013 – Câmara); 29. Regulamentação da EC 81/2014, do trabalho escravo, com supressão da jornada exaustiva e trabalho degradante das

penalidades previstas no Código Penal (PL 3842/2012 – Câmara, PL 5016/2005 – Câmara e PLS 432/2013 – Senado); 30. Estabelecimento do Simples Trabalhista criando outra categoria de trabalhador com menos direitos (PL 450/2015 – Câmara); 31. Extinção da multa de 10% por demissão sem justa causa (PLP 51/2007 – Câmara e PLS 550/2015 – Senado); 32. Susta a Norma Regulamentadora (NR) 12 sobre Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos (PDC 1408/2013 – Câmara e PDS 43/2015 – Senado); 33. Execução trabalhista e aplicação do princípio da desconsideração da personalidade jurídica (PL 5140/2005 – Câmara); 34. Deslocamento do empregado até o local de trabalho e o seu retorno não integra a jornada de trabalho (PL 2409/2011 – Câmara); 35. Susta Norma Regulamentadora 15, do Ministério do Trabalho Emprego, que regula as atividades de trabalhadores sob céu

aberto (PDC 1358/2013 – Câmara); 36. Susta as Instruções Normativas 114/2014 e 18/2014, do Ministério do Trabalho, que disciplinam a fiscalização do trabalho temporário (PDC 1615/2014 – Câmara); 37. Estabelecimento do trabalho de curta duração (PL 3342/2015 – Câmara); 38. Reforma da execução trabalhista (PL 3146/2015 – Câmara). 39. Substitutivo apresentado na CAPADR estabelece a inexigibilidade do cumprimento simultâneo dos requisitos de “utilização da terra” e de “eficiência na exploração” para comprovação da produtividade da propriedade rural (PL 5288/2009 – Câmara); 40. Alteração da Lei 5.889/1973, que estatui normas reguladoras do trabalho rural, e a Lei 10.101/2000, que dispõe sobre a participação dos trabalhadores no lucro ou resultados da empresa, visando a sua adequação e modernização (PLS 208/2012 – Senado). 41. Alteração da Lei número 1.079/1950,

para definir como crime de responsabilidade de governador de Estado a recusa ao cumprimento de decisão judicial de reintegração de posse (PLS 251/2010 – Senado); 42. Alteração da Lei 8.629/1993, para dispor sobre a fixação e o ajuste dos parâmetros, índices e indicadores de produtividade (PLS 107/2011 – Senado); 43. Regulamentação da compra de terra por estrangeiros (PL 4059/2012 – Câmara e PL 2269/2007 – Câmara); 44. Dispensa do servidor público por insuficiência de desempenho (PLP 248/1998 – Câmara); 45. Instituição de limite de despesa com pessoal (PLP 1/2007 – Câmara); 46. Regulamentação e retirada do direito de greve dos servidores (PLS 710/2011 – Senado; PLS 327/2014 – Senado; e PL 4497/2001 – Câmara); e 47. Extinção do abono de permanência para o servidor público (PEC 139/2015 – Câmara);

48. Estabelecimento de independência do Banco Central (PEC 43/2015 – Senado); 49. Estabelecimento do Código de Mineração (PL 37/2011 – Câmara); 50. Demarcação de terras indígenas (PEC 215/2000); 51. Retirada do texto das políticas públicas do termo “gênero” e instituição do Tratado de San José como balizador das políticas públicas para as mulheres. 52. Revogação do Estatuto do desarmamento (PL 3722/2012 – Câmara); 53. Estabelecimento de normas gerais para a contratação de parceria público-privada para a construção e administração de estabelecimentos penais (PLS 513/2011 –Senado); 54. Aumento do tempo de internação de adolescentes no sistema socioeducativo (PLS 2517/2015 – Senado); 55. Alteração da Constituição para que entidades de cunho religioso possam propor Ações de Constitucionalidade perante o STF (PEC 99/2001 – Câmara).

O Bancário

Jornal do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) - filiado à CUT e à Fetrafi/RS. Presidente: Everton Gimenis. Diretor de Comunicação: Ana Guimaraens. Jornalista Responsável: Clóvis Victória (MTb 13.829). Redatores: Clóvis Victória, José Antônio Silva (MTb 3.870), Josias Bervanger (MTb 14.235). Projeto gráfico e diagramação: Nina de Oliveira (MT 6612RS). Ilustração: Augusto F. Bier. Arte: Gerson Schneider. Impressão: Grupo Sinos. Tiragem: 12 mil exemplares. Casa dos Bancários - Rua General Câmara, 424 CEP 90010-230 - Porto Alegre - RS Telefone: (51) 3433.1200 redacao@sindbancarios.org.br | www.sindbancarios.org.br | www.facebook.com/SindBancarios.PoA | twitter.com/@sindbancarios


O Bancário 3

Porto Alegre, 30 de março de 2016

DELEGADOS(AS) SINDICAIS

Mais prazo para eleições O SindBancários abriu novo prazo para inscrições e eleições suplementares de delegados(as) sindicais no Banco do Brasil, Caixa, Banrisul e Badesul. O prazo de inscrições se encerra na próxima sexta-feira, 1º/4. As eleições serão de 4 a 8 de abril nos locais de trabalho. Só podem ser candidatos aqueles bancários e bancárias sindicalizados. Para votar, não é preciso ser sindicalizado. Todos podem. Quanto mais votos e quanto maior a participação, mais fortalecidos ficam os bancários para lutarem por melhores condições de trabalho. A manhã da terça-feira, 22/3, foi marcada pela recepção e início do processo de formação dos 22 novos delegados sindicais do Banrisul, Caixa Federal e Banco do Brasil na área de abrangência do SindBancários. O encontro também

reuniu dirigentes da entidade e trouxe como palestrante a sindicalista cearense Maria das Graças Costa, secretária de Relações do Trabalho da CUT nacional, que alertou para o risco de retrocesso das conquistas dos trabalhadores que o impeachment representa. No final do dia, os delegados tomaram posse. Como participar :: Para ser candidato, é preciso ser sindicalizado. :: Todos os funcionários do banco poderão votar, mesmo aqueles não sindicalizados. Voto na urna ::A coleta de votos acontece de 4 a 8 de abril. Pelo seu celular, confira os nomes dos 22 delegados eleitos

CAIXA

Na luta contra a reestruturação José Antônio Silva

BANRISUL

Ação de integração do ADI

A ação do SindBancários de integração do ADI na gratificação semestral dos empregados do Banrisul teve movimentação. O juiz responsável pelo andamento do processo, Horismar Carvalho Dias, recebeu uma complementação de cálculos do perito por ele nomeado e determinou que os cálculos fossem remetidos para a União se manifestar, especialmente quanto aos valores de imposto de renda e

previdência social apontados pelo perito. Após o prazo da União, o processo volta para o juiz que pode homologar os cálculos do perito e determinar o pagamento. A ação tramita com o número 000037733.2013.5.04.0016. O Sindicato está formando grupos para novas ações de reparação de perdas no Banrisul. Para ser representado pelo Sindicato, é preciso se sindicalizar.

BRDE

Assembleia aprova aditivo e GT para plano de carreira

Clóvis Victória

Colegas do BRDE aprovaram aditivo e vão debater plano de carreira Os colegas do Banco Re- Sindicato e dos funcionários, gional de Desenvolvimento para estudar e propor a aplido Extremo Sul (BRDE), de cação de um plano de cargos Porto Alegre, aprovaram, na e salários e para discutir o ISnoite da terça-feira, 15/3, no BRE, o instituto de previdência auditório da sede do banco, do banco. O Acordo Coletivo por maioria, o acordo aditivo. Específico vale por dois anos a Entre os avanços conquistados partir da assinatura e prevê que pelos trabalhadores do BRDE banco, funcionários e represenestá a criação de um Grupo de tantes sindicais mantenham-se Trabalho (GT), formado por em regime de negociação perrepresentantes do banco, do manente.

FETRAFI-RS

Eleita nova diretoria para 2016/2019

Empregados se integraram ao Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação Ao lembrar que a Caixa é a única empresa estatal 100% pública, e que é através dela que são realizadas as principais políticas sociais do governo federal, do Bolsa Família ao Minha Casa Minha Vida e o pagamento do FGTS, entre tantas outras, dirigentes do SindBancários deram o tom da defesa intransigente da instituição, que deve unir todos os trabalhadores e movimentos sociais neste momento. Os dirigentes do SindBancários e empregados deixaram claro que a

Caixa, como banco público, não pode agir como se banco privado fosse. Na quinta-feira, 24/3, o SindBancários se integrou ao Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação na Caixa, com mobilização em protesto em frente ao Edifício Querência, na Praça da Alfândega, Centro de Porto Alegre. O recado foi bem claro: a direção da Caixa deve imediatamente parar com a reestruturação e vir para a mesa negociar mais contratação de colegas.

A Fetrafi-RS elegeu no fim de semana de 18 a 20 de março, durante o 12º Congresso Estadual, os novos diretores e diretoras, incluindo os membros efetivos do Colegiado Executivo. A nova diretoria será empossada em abril. Na abertura do 12º Congresso, o

sociólogo Emir Sader, apresentou Painel sobre Conjuntura Política e Econômica. Confira pelo seu celular a nova diretoria eleita da Fetrafi-RS

Caco Argemi

Emir Sader disse que ataque à democracia esconde retrocesso de direitos

CURTAS uBradesco

A ação movida pelo SindBancários contra o Banco Bradesco S/A de integração da gratificação semestral no 13º salário teve novo andamento nesta semana. O processo 0008000069.2014.5.04.0015 está na fase de apuração dos valores devidos aos bancários substituídos.A discussão é quanto a critérios de juros, atualização monetária. O Sindicato já apresentou seus cálculos, o banco já apresentou seus cálculos e o juiz já determinou a um perito apresentar seus cálculos.

uFuncef

O futuro da Funcef (Fundação dos Economiários Federais), fundo de pensão dos empregados da Caixa, foi debatido no Painel “Funcef e suas perspectivas”, na quinta-feira, 17/3, no auditório da Casa dos Bancários. Os painelistas, Mauricio Marcellini Pereira, diretor de investimento da instituição, Antonio Fermino, o conselheiro eleito do Conselho Deliberativo da Funcef, e o advogado Ricardo Cantalice, disseram que o Fundo de pensão está com as contas em dia e com saúde.

uBanco do Brasil

A primeira ação movida pelo SindBancários contra o Banco do Brasil, para cobrar as horas extras dos colegas que eram enquadrados como assistentes de operação, vai ter a liberação de valores. O Sindicato recebeu o alvará judicial na sexta-feira, 4/3, e encaminha atualização. A ação foi ajuizada em 2011 e tem 15 colegas como favorecidos. O número da ação é o 000071229.2011.5.04.0014.

uItaú-Unibanco

O Sindicato dos Bancários, buscando a integração de gratificação semestral na Participação dos Lucros e Resultados, nos períodos de 1999/2000, 2000/2001, 2001/2002 e 2002/2003, ingressou com a Reclamatória Trabalhista nº 0081400-83.2004.5.04.0026 em 20/08/2004. Depois de o banco desistir, em 2013, no Supremo Tribunal Federal , em Brasília, o processo entrou em fase de cálculos. A apuração de valores está ainda em discussão junto à 26ª Vara do Trabalho de Porto Alegre no tocante aos critérios de atualização monetária previstos em lei. O pagamento não inclui bancários que não prestaram serviços em Porto Alegre.


Porto Alegre, 30 de março de 2016

4 O Bancário CINEBANCÁRIOS

Democracia antes da telona Contido. Hétero. Forte. Falar do filme “Para minha Amada Morta”, exibido em pré-estreia com debate no CineBancários, na noite da terça-feira, 22/3, é mergulhar no universo masculino e na sua eminência de uma explosão. O debate no CineBancários, após o longa-metragem, revelou um diretor do filme, Aly Muritiba, surpreendente. Ele chamou a atenção para o contexto político e conclamou os presentes a irem às ruas defender a democracia e o direito dos trabalhadores.

“Neste momento, o lugar de defender a democracia não é dentro de uma sala de cinema. Não vão ver o meu filme. A maior homenagem que vocês podem fazer ao filme é não ir vê-lo. Não vão para o cinema. Vamos para as ruas. Porque agora é a hora de defendermos a democracia”, comentou. O debate sobre o filme contou com a presença, além do diretor Aly Muritiba, do ator Fernando Alves Pinto, e foi mediado pelo jornalista Marcelo Perroni. O filme entra em cartaz no CineBancários na quinta-feira, 31/3, com sessões

Fotos Caco Argemi

Aly Muritiba (E): democracia precisa de gente na rua e não no cinema de terça a domingo, às 15h, 17h e 19h. Ingressos a R$ 5,00 para

bancários sindicalizados e R$ 10,00 para público em geral.

MÊS DA MULHER

Por uma imprensa sem machismo

Painelistas identificam cultura do machismo nos quadrinhos e no jornalismo Afinal, quando uma quadrinista desenha a figura de uma mulher, estariam envolvidos algumas especificidades que influenciariam as ações de seu personagem? E quanto ao jornalismo? Será que os jornalistas quando escrevem e publicam suas matérias estariam reproduzindo um machismo estrutural que impregna a nossa cultura? Digamos que a resposta a essas duas perguntas foi afirmativa na noite da terça-feira, 22/3, no Auditório da Casa dos Bancários, durante o “Seminário sobre representação de gênero nas mídias”, que fez parte da programação do Mês da Mulher e tem organização do Coletivo de Mulheres do SindBancários. As jornalistas Mariamma Fonseca (ilustradora, pesquisadora na área de HQ feita por mulheres e organizadora do site e coletivo Lady’s comic), Maressa Sampaio (produtora cultural que trabalha com eventos de cultura pop, animes, HQs e cinema) e Marcia Veiga (professora, jornalista e pesquisadora de gênero e jornalismo) trouxeram argumentos que dificilmente serão derrubados por uma ou duas frases nas redes sociais. Maressa sugeriu que analisemos brevemente a representação da Mulher Maravilha nos quadrinhos.

Heroína reconhecida há décadas é desenhada por homens. Apesar de ser uma amazona, suas roupas são curtas, desconfortáveis e pouco adequadas para alguém que vai ficar muito tempo em cima de um cavalo. Foi para romper um cerco de machismo que domina a produção de quadrinhos que Mariamma Fonseca juntou outras duas colegas e fundou o site Lady’s Comics (www. ladyscomics.com.br) que virou um coletivo de mulheres quadrinistas. Tem entrevistas e registros de produção desde a campanha sufragista no século 19. Mulheres desenham quadrinhos desde o século 19, ou seja, desde sempre. Durante três meses, a jornalista Marcia Veiga levantou dados em uma redação de telejornal gaúcho para sua pesquisa de mestrado. Marcia queria saber quais eram as concepções de gênero dos jornalistas e em que medida essas concepções influíam no processo de produção da notícia. O resultado de sua pesquisa está na dissertação de mestrado “Machismo, o gênero do jornalismo: um estudo sobre o modo de produção das notícias”. Suas conclusões? Sim, os jornalistas reproduzem o machismo cultural e isso aparece em suas reportagens, ao menos na redação de telejornal que Marcia analisou.

CONTRA O RETROCESSO

Quanto menos ameaças, melhor para as mulheres Se houve um consenso nas atividades que marcaram o Mês da Mulher do SindBancários, em março passado, pode-se dizer que guardou relação com o contexto político em que estamos imersos. Desde o dia 7 de março, quando o Mês da Mulher estreou com o projeto Mulheres em Tela e o filme “Retratos de Identidade”, no CineBancários, ficou clara a seguinte questão: os ataques Maria da Penha defende mais políticas públicas à democracia pela via do impeachment da presidenta Dilma Rousse- vendas de produtos do banco. ff constituíam um símbolo do que No dia 9 de março, o projeto sempre ocorre quando o assunto Mulheres em Tela, no CineBané ameaça de direitos, a saber, as cários, exibiu o documentário mulheres são aquelas que mais Malala, a menina que ganhou o sofrem com o retrocesso político Prêmio Nobel da Paz, e enche-nos que vem acompanhado de retro- de coragem sobre o papel da luta cesso de direitos. em defesa de direito à educação. No dia 8 de março, Dia In- Malala foi ferida com um tiro na ternacional da Mulher, a Marcha cabeça pelo talibã, no Afeganispelas ruas do Centro de Porto tão, mas não desistiu da sua luta. Alegre ratificou o debate que se Já no dia 11/3, a mulher que se anunciava para marcar a data. tornou símbolo da luta no Brasil Mulheres foram para a rua na contra a violência às mulheres, a Esquina Democrática e voltaram enfermeira Maria da Penha, deu a discursar sobre o perigo de um um exemplo concreto, em palestra golpe na democracia e nos direi- que o SindBancários apoiou, de tos das mulheres. Afinal, são as que falta muito, na prática, para mulheres que perdem o emprego que as mulheres tenham uma vida em primeiro lugar. Em relação melhor. Sobretudo, faltam polítiàs bancárias, a reflexão referiu cas públicas. O Mês da Mulher o salário inferior em relação aos mostrou que precisamos de mais homens, mesmo tendo escolari- e não de menos democracia para dade superior e até o uso do corpo combatermos a desigualdade de da mulher como ferramenta para gênero.

OFICINAS

Vivência teatral

As inscrições para a turma de vivência da Oficina Teatral do SindBancários estão oficialmente abertas. Os interessados devem procurar a sede do SindBancários, a Casa dos Bancários. As aulas dos atores Adriane Azevedo e João França serão todas as terças-feiras, das 19h às 21h. Este ano, o objetivo é ampliar um pouco mais a experiência. :: Valor da mensalidade: R$ 30,00 (bancários sindicalizados); R$ 50,00 (bancários não sindicalizados e público em geral) :: Dia das aulas: Terças-feiras, das 19h às 21h, a partir de 5 de abril

Dança de salão

A dança de salão vai se transformar, na Casa dos Bancários, em mais uma atividade cultural para aproximar os bancários a partir de abril. São duas turmas da Oficina de Dança do SindBancários no Salão de Festas da sede, a Casa dos Bancários. As turmas terão aulas às segundas-feiras e quartas-feiras, das 18h às 20h. As inscrições podem ser individuais ou por casal. São 30 vagas por turma. Às segundas-feiras, as aulas serão com o professor Rodrigo Garbin. Às quartas-feiras, com o professor Ademilton Santos. Os ritmos são Forró, Bolero, Pagode, Salsa, Samba, Sertanejo Universitário, Zouk, Bachata e Tango. ::Valores das mensalidades: Individual: R$ 35,00 e Casal: R$ 50,00 (bancários sindicalizados); Individual: R$ 70,00 e Casal: R$ 100,00 (bancários não sindicalizados e público em geral) Inscrições: A partir de 1º de março (enquanto houver vagas) ::Começo das aulas: 4 e 6 de abril, segunda e quarta-feira. As aulas ocorrem no Salão de Festas da Casa dos Bancários (General Câmara, 424, Centro Histórico, Porto Alegre) ::Dias de semana: Segundas e quartas-feiras, das 18h às 20h.


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