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Ceará em Brasília Jornal da Casa do Ceará

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DEVOLUÇÃO GARANTIDA

CORREIOS

Ano XXV - 266 - Agosto de 2014

Criação dos tribunais regionais federais de Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Manaus depende de decisão do Supremo. Outros dois poderiam ser criados em Belém e Fortaleza. Leia mais na pág. 20 Governador Cid Gomes esteve em Brasília buscando verba para duplicação do Anel Viário de Fortaleza. Leia mais na pág. 05. Lei Maria da Penha já salvou mais de 300 mil mulheres. Leia mais na pág. 06 Márcio Catunda Gomes passa por Brasília e mostra seus livros na Associação Nacional de Escritores. Leia mais na pág. 06 Getúlio Vargas - Historiador Cearense Lira Neto encerra a trilogia. Leia mais na pág. 14 Leia nesta edição Editorial, pág.2 Espaço Luciano Barreira, pág. 2 Conversando com o Leitor, pág. 2 Samburá, avenida Beira Mar, pág. 3 Cid se reuniu com ministros e BID em Brasília, pág. 4 Prefeitura de Fortaleza e UFC em ritmo de parceria, pág. 4 Anúncio de José Lírio, pág. 4 BNB aplica mais de R$ 297 milhões do Plano Safra, pág 5 Lei Maria da Penha já salvou mais de 300 mil mulheres, pág. 5 Seja doador de órgãos. Basta deixar a família avisada. pág. 5 Anúncio da Marquise, pág. 5 Leituras I - a Poesia de Jarbas Motta, Reação, Consolo, Mais uma Loa e A Taça de Byron, pág. 6 BNB e FIEC celebram acordo de cooperação técnica, pág.6 Leituras II - artigo de Wilson Ibiapina, A praça é do povo como o céu é do Condor (Castro Alves), pág. 7 Anúncio do Uniceub, pág. 7 Leituras III - artigo de João Soares Neto, Os Meninos e el Niño, pág. 8 Do Fyber ao Troller: conheça a história do cearense que fez sucesso fabricando carros 4×4, pág. 8 Leituras IV - artigo de JB Serra e Gurgel, O Ceará poderia ter tido mais um presidente: Juarez Távora, pág. 9 Anúncio de M. Dias Branco, pág. 10 Anúncio do Expresso Guanabara, pág. 11 Leituras V - artigo de Gonzaga Mota, Responsabilidade, pág. 12 SENAI inaugurou instituto de tecnologia em eletrometalmecânica, pág. 12 Solenidade marca os 89 aos do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, pág. 12 Leituras VI - artigo de Macário Batista, Oito anos da Lei Maria da Penha: o que ainda deve ser feito, pág. 13 Governo do Ceará projeta renúncia fiscal de R$ 967 milhões para 2015, pág. 13 Leituras VII - artigo de Gervásio Batista, Saudades da poesia, pág. 14 Leituras VIII - artigo de Edmilson Caminha, Ubaldo, o Imortal de Bermudas, pág 15 Nossa Senhora da Assunção é devolvida à 10ª Região Militar, pág.15 CSP representa incremento de 48% no PIB do Ceará, pág. 15 Nova reunião com a Infraero para o Aeroporto de Juazeiro do Norte, pág. 16 Casa do Ceará recebeu certificado de empresa amiga do Centro Educacional de Audição e Linguagem Ludovico Pavoni, pág. 16 Anúncio da Nacional Gás, pág. 16 Projetos Institucionais de Francisco Albery Mariano, pág. 17 Página da Mulher - artigo de Regina Stella, Seca: a tragédia se repete, pág. 18 Os Cearenses na Cozinha de Brasília, pág. 18 Leituras IX - Humor Negro e Branco Humor, 60 Anos no ramo, pág. 19 Governo veta projeto de lei sobre criação de municípios, pág. 19 Veto às regras para criação de municípios divide deputados e senadores, pág. 19 Veto presidencial impede criação de seis novos municípios cearenses, pág. 19 Anúncio do Beach Park, pág. 20

O escritor Edmílson Caminha com a esposa, Ana Maria.

Efeitos da seca no Ceará. Açude Castanhão tem menor volume de água em 10 anos. O Açude Castanhão, o maior do Ceará, esta com apenas 37% da sua capacidade de armazenamento. O número corresponde a apenas 2,5 bilhões de m³ dos 6,7 bilhões de m³ que o reservatório pode armazenar. Esse é o menor volume de armazenamento em 10 anos. De acordo com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), desde fevereiro de 2004, mês em que o açude tinha apenas 15% da sua capacidade abastecida com água, os números não marcam índices tão baixos no armazenamento do reservatório do município de Alto Santo, a 245 km de Fortaleza. O reservatório do Castanhão foi construído em 2012 e é responsável pelo abastecimento de água de Fortaleza, Região Metropolitana, Complexo Portuário do Pecém e distritos do Eixão das Águas Segundo Berthyer Peixoto, chefe de gabinete da Cogerh, apesar do baixo percentual, ainda não há

Inácio de Almeida, Edmílson Caminha, Marcondes Sampaio e Jorge Cartaxo.

Evandro Pedro Pinto, Edmílson Caminha e José Sampaio de Lacerda Júnior.

necessidade de se preocupar com racionamento de água. “O número de metros cúbicos no açude garante o abastecimento para o fim de 2014 e 2015 com tranquilidade mesmo que não haja chuva no Estado”, garantiu. Cenário no Interior é preocupante Dos 149 reservatórios monitorados pela Cogerh, 103 estão com volume inferior a 30%. De acordo com o órgão, os índices preocupam em vários grandes reservatórios, como o Araras (17%), Banabuiú (15%), General Sampaio (7%), Pentecoste (3%) e Figueiredo (3%). Somente dois estão com volume superior a 90%, o Açude Curral Velho, em Morada Nova, e o Açude Gavião, em Pacatuba, com 97% e 92%, respectivamente. Peixoto afirmou que a situação é tranquila na Capital, mas no Interior cenário é inverso. “Irauçuba e Canindé, por exemplo, já estão em racionamento devido à capacidade dos reservatórios que abastecem as regiões”. Com o Diário do Nordeste.

Carlos Fernando Mathias de Souza e Edmílson Caminha.

Com os editores da Thesaurus, Victor Tagore e Victor Alegria.

Edmilson Caminha lançou ‘Com a Mala na Cabeça”, Crônicas de Viagens. Leia mais na pág. 09


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Espaço Luciano Barreira Cabaré processa Igreja

Edi t o r i a l

As eleições para Presidência da República, Senado, Câmara e Assembleias Legislativas estão chegando. A Casa do Ceará não tem um candidato. O vencedor das eleições no Ceará será o presidente de honra da Casa, por força dos nossos estatutos. Respeitaremos a decisão do nosso povo. Apoiamos os cearenses que se candidatem no Ceará ou fora dele. Apoiamos também os descendentes de cearenses que entram para a política. Em muitos estados, os cearenses se candidatam. A todos, nossas felicitações. O Brasil exige eleições limpas, com fichas limpas. O Brasil quer mudanças em educação, saúde, segurança. Transportes, estradas, ciência e tecnologia, agricultura, habitação. Mas a exemplo do fome zero, o país quer corrupção zero. Chega de armações como as licitações acertadas em Brasília, com dinheiro federal, em que a cadeia da corrupção se arruma - senador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador – todos roubam e nada acontece. Isto não é ficção. Antigamente se dizia em Brasília que de cada real apenas 20 centavos chegavam ao destino. Hoje quando chega é uma obra de carregação, é asfalto de um centímetro, Hoje, a corrupção virou de ponta cabeça. Antigamente, ficava na ponta. Hoje, fica na cabeça em Brasília. A impunidade virou regra. A seriedade se transformou em exceção. Já se dizia no tempo do ronca e fuça que “ou o Brasil acaba com a saúva ou a sauva acaba com o Brasil”. Na versão atual, se o Brasil não acabar com a corrupção e a impunidade, elas vão acabar com o Brasil. Inácio de Almeida (Baturité) Diretor

Expediente

Fundada em 15 de outubro de 1963 Fundadores – Chrysantho Moreira da Rocha (Fortaleza) e Álvaro Lins Cavalcante (Pedra Branca) Diretoria Presidente - Osmar Alves de Melo (Iguatu): José Sampaio de Lacerda Junior (Fortaleza), 1º vice; Luiz Honzaga de Assis, (Limoeiro do Norte) 2º vice; Evandro Pedro Pinto (Fortaleza), Administração e Finança Edivaldo Ximenes Ferreira (Fortaleza), Planejamento e Orçamento; Vicente Magalhães (Aurora), diretor de Educação e Cultura; Francisco Machado da Silva (Pedra Branca), Saúde; JB Serra e Gurgel (Acopiara), Comunicação Social, general Nilton Pessoa Cavalcante (Iracema) Obras, Maria Áurea Assunção Magalhães (Fortaleza), Promoção Social, e João Rodrigues Neto (Independência), Jurídico. Conselho Fiscal Membros efetivos: José Ribamar Oliveira Madeira (Uruburetama), José Colombo de Souza Filho (Fortaleza) e José Carlos Carvalho ( Itapipoca); Membros suplentes: Antônio Florêncio da Silva (Fortaleza), e José Aldemir Holanda (Baixio). Jornal da Casa do Ceará Fundador e Editor Emérito - Luciano Barreira (Quixadá) Conselho Editorial Ary Cunha (Fortaleza), Carlos Pontes (Nova Russas), Edmilson Caminha (Fortaleza), Egidio Serpa (Fortaleza), Frota Neto (Ipueiras), Geraldo Vasconcelos (Tianguá), Gervásio de Paula (Fortaleza), Haroldo Hollanda (Fortaleza), Jorge Cartaxo (Crato), J. Alcides (Juazeiro do Norte), José Jézer de Oliveira (Crato), Lustosa da Costa (Sobral), Marcondes Sampaio (Uruburetama), Milano Lopes (Fortaleza), Narcélio Lima Verde (Fortaleza), Orlando Mota (Fortaleza), Paulo Cabral Jr. (Fortaleza), Raimunda Ceará Serra Azul (Uruburetama), Roberto Aurélio Lustosa da Costa (Sobral) e Tarcisio Hollanda (Fortaleza). Diretor Inácio de Almeida (Baturité) Editores JB Serra e Gurgel (Acopiara) e Wilson Ibiapina (Ibiapina) Gurgel@cruiser.com.br / wilsonibiapina@globo.com Editoração Eletrônica Casa do Ceará Distribuição Antonia Lúcia Guimarães Circulação O jornal não se responsabiliza por textos assinados. Banco de dados com apoio da ANASPS - Brasília – DF SGAN Quadra 910 Conjunto F - Asa Norte | Brasília-DF CEP 70.790-100 | Fone: 3533 3800 casadoCeará@casadoCeará.org.br / www.casadoCeará.org.br

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Aconteceu em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza (CE) Tarcília Bezerra começou a construção de um anexo do seu cabaré, a fim de aumentar suas “atividades”, em constante crescimento. Em resposta, a igreja neopentecostal da localidade iniciou uma forte campanha para bloquear a expansão, com sessões de oração, em seu templo, de manhã, à tarde e à noite. Não obstante, o trabalho da reforma progrediu até uma semana antes da reabertura, quando um raio atingiu o cabaré de Tarcília, queimando instalações elétricas e provocando um incêndio que destruiu tudo. Tarcília processou a igreja, com o fundamento de que a Igreja “foi a responsável pelo fim de seu prédio e seu negócio, seja através de intervenção divina, ou seja, pelo poder das orações”. Na sua resposta à acção, todos os membros da igreja negaram veemente toda e qualquer responsabilidade com o fim do cabaré, pois as orações não tinham nada a ver com raio nem o incêndio. Na audiência de abertura, o veterano juiz leu a reclamação do autor e a resposta do réu e comentou: - Não sei como vou decidir neste caso porquanto, pelo que li até agora, tem-se uma proprietária de puteiro que acredita firmemente no poder das orações; e uma igreja inteira que pensa que orações não valem nada!!! Esta está boa...

a Dama, o Diplomata e o Militar

Durante almoço em uma embaixada sueca, conversas amenas rolando, a anfitriã pergunta a um velho General: o senhor sabe a diferença entre a dama, o diplomata e o militar? O velho homem, calmamente disse que sim...e explicou: - A dama, quando diz NÃO, significa TALVEZ; quando diz TALVEZ, significa SIM; e quando diz SIM não é uma dama. - O diplomata, quando diz SIM, quer dizer TALVEZ;

quando diz TALVEZ, significa NÃO; quando diz NÃO, não é diplomata. - O militar quando diz SIM, significa SIM; quando diz NÃO, significa NÃO; e quando diz TALVEZ...não é militar

Anulação de casamento:

Karla Dias Baptista, 26 anos, advogada e residente no município de Porto Grande no Amapá decidiu processar seu ex-marido por uma questão até então inusitada na jurisprudência nacional. Ela processa Antonio Chagas Dolores, comerciante de 53 anos, por insignificância peniana. Embora seja inédito no Brasil os processos por insignificância peniana são bastante frequentes nos Estados Unidos e Canadá. Esta moléstia é caracterizada por pênis que em estado de ereção não atingem oito centímetros. A literatura médica afirma que esta reduzida envergadura inibe drasticamente a libido feminina interferindo de forma impactante na construção do desejo sexual. O casal viveu por dois anos uma relação de namoro e noivado e durante este tempo não desenvolveu relacionamento sexual de nenhuma espécie em função da convicção religiosa de Antonio Chagas. Karla hoje o acusa de ter usado a motivação religiosa para esconder seu problema crônico. Em depoimento a imprensa a denunciante disse que “se eu tivesse visto antes o tamanho do ‘problema’ eu jamais teria me casado com um impotente”. A legislação brasileira considera erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge quando existe a “ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável, ou de moléstia grave”. E justamente partindo desta premissa que a advogada pleiteia agora a anulação do casamento e uma indenização de R$ 200 mil pelos dois anos de namoro e 11 meses de casamento. Antonio que agora é conhecido na região como Toninho Piroquinha, afirma que a repercussão do caso gerou graves prejuízos para sua honra e também quer reparação na justiça por ter tido sua intimidade revelada publicamente. Um caso tenso! E ela ainda deu entrada no processo no Juizado de Pequenas Causas ... (Aí também já é sacanagem)

Conversando com o Leitor

+ Recebemos o Binóculo de junho com artigos de Dias da Silva,Batista de Lima, Maria Lúcia Silveira Rangel,Soleiman Dias, João Luis Sampaio de Vasconcelos e poesias de Djanira Pio, Clauder Arcanjo, Francisco Carvalho, Linhares Filho Dimas Macedo, Vicente Amorim, Cosme Custódio.

+Recebemos o livro Direito Tributário de Aluísio Alves de Almeida Questionário com 1000 perguntas e suas respectivas respostas. Aluísio se formou pela Faculdade de Direito da UFC, foi procurador do DNOS, foi assessor do Procon de Brasília/DF, do Frifort, de Fortaleza/CE , Promotor de Justiça no Maranhão, atuando nas comarcas de São João dos Patos, Barão de Grajaú, São Francisco do Maranhão, Timon e Coelho Neto. Em São Luis, atuou em diversas Varas do Tribunal de Justiça + O site principal da Casa do Ceará www.casadoceara. org.br continua bombando e bateu os 217 mil acessos. Passaremos dos 220 este mês, o que é positivo. + O nosso Facebook também está bombando. + O nosso site www;brasilia50anosdeceara.com.br também está chamando a atenção dos 55.597n visitantes que se informaram sobre os 150 cearenses que contribuíram para a consolidação de Brasília. + O nosso site www.50anosdacasadoceara.com.br começa a chamar a atenção. Chegamos aos 2.892 visitantes que viram a história de outros 150 cearenses que construíram

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suas vidas em Brasília, + Os 80 anos de Niceas Holanda Gurgel no Condomínio Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba/SP, reuniu mais de 200 pessoas, entre elas familiares de Acopiara/CE, liderados por José Holanda Gurgel, de 85 anos, morado em Marília/SP. + Recebemos e agradecemos o livro dos 25 anos do Sineaenco, Sindicato da Arquitetura e da Engenharia com o titulo: ARQUITETURA E ENGENHARIA CONSULTIVA NO BRASIL; UMA HISTORIA EM PROJETOS E OBRAS, que nos foi enviado pelo diretor executivo Antonio Othon Pires Rolim (Crato). O livro acompanha o desenvolvimento da engenharia brasileira desde 1549, com a fundação de Salvador por Tomé de Souza e as primeiras construções na cidade. No mês de julho nosso site www.casadoceara.org.br teve 6.848 sessões, 6,772 acessos e 5.668 usuários que viram 15.072 páginas. No exterior, fomos visitados por nacionais dos Estados Unidos (Nova Iorque), Índia (Mumbai), Bolívia, México, Holanda, Angola, Costa do Marfim, França, Áustria, Suiça, Alemanha Etiópia, Itália, Portugal, Romênia e Venezuela. No Brasil, fomos acessados em Brasília, São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro, Goiânia, Campo Grande, Salvador, Sobral, Anápolis, Belo Horizonte, Curitiba, Jacareí, Mesquita, Recife, Porto Alegre, São Francisco/MFG, Manaus, Vitória, Cuiabá, Blumenau e Bauru.

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Vanessa Vidal na UFC Vanessa Vidal, ex-Miss Ceará 2008 e que ficou em segundo lugar no Miss Brasil do mesmo ano, está de emprego novo. Ela, que é surda, foi empossada nesta semana como nova professora da Universidade Federal do Ceará, no Departamento de Letras-Libras e Estudos Surdos da instituição. Revelou o Blog do Eliomar.

Foto: Alcides Freire, O POVO

SAMBURÁ - Avenida Beira Mar

Finor Passa dos R$ 17 bilhões o passivo do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) ligado a debêntures. Isso preocupa o empresariado, que, por meio da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e em comum acordo com o Ministério da Integração Nacional, elaborou uma proposta para a solução da questão. Fernando Castelo Branco, presidente do Conselho de Economia da Fiec, explica que a proposta “é bastante flexível”, pois exclui juros de mora e multas, permite rebate sobre o saldo devedor e admite diferentes opções desde a liquidação à renegociação dos contratos. Das 519 empresas emissoras de debêntures, 512 estão inadimplentes. O que está proposto pela Fiec virou emenda do deputado Antônio Bahmann à MP 651. Teremos, então, o Refis do Finor. Respirando O Banco do Nordeste do Brasil está finalmente respirando, depois de uma fase entregue a mensaleiros, graneiros, boleiros, pessoas que transportam dinheiro em malas, sacolas de mercantil, sacolões de muambeiros, maletas, mochilas e cuecas. Falta dágua Em sua sede em Fortaleza, o Dnocs reuniu empresários que produzem alimentos no Perímetro Irrigado de Tabuleiros de Russas. E os advertiu: por causa da estiagem que há três anos reduz o nível dos grandes açudes do Ceará – Orós, Castanhão e Banabuiú – é possível que, em 2015, haja a redução ainda maior da oferta de água para os projetos de irrigação sob sua gestão. Os técnicos do Dnocs foram claros: além do baixo nível dos açudes, a limitação da vazão dos sifões do Eixão das Águas agrava o problema. O uso da água tem hierarquia, que, corretamente, dá prioridade ao consumo humano e animal. Mas vale imaginar o que acontecerá em todo o Jaguaribe se os perímetros irrigados não tiverem mais água: haverá desemprego em massa. Candidatos O PT é a sigla com mais candidatos concorrendo nas eleições de 2014, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados 25.07. De 25,2 mil candidatos, 1,3 mil são do PT, o que representa 5,3% do total. Nas eleições de 2010, o PT era a segunda sigla com mais pessoas concorrendo, ficando apenas atrás do PV. O PV, por sua vez, caiu para a 6ª posição em 2014, com um pouco )mais de mil candidatos. O PSDB também desceu uma posição na lista. Os únicos partidos que se mantiveram estáveis entre 2010 e 2014 foram o PMDB e o PDT. Neste ano, as siglas com menos candidatos são o PSTU (306 pessoas), o PCB (162) e o PCO (46). Juntos, os três reúnem 2% de todas as pessoas que estão concorrendo.

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Um doutorado merecido Em solenidade realizada, em 01/08, no Auditório do Centro de Ciências da Saúde, a Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) outorgou o Título de Doutor Honoris Causa ao Dr. Luciano de Arruda Coelho. A homenagem do Conselho Universitário da UVA foi em reconhecimento pela importante contribuição do Dr. Luciano para a criação da Instituição, pioneira na interiorização do Ensino Superior no interior do Ceará. A solenidade, presidida pelo Reitor Fabianno Cavalcante de Carvalho, contou com a presença do Secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado, René Barreira. Ceará 1 Cabra nasceu no Ceará, muitos passam a ser conhecidos como Ceará. No Cruzeiro, há um jogador de defesa conhecido como Ceará. Ceará 2 Na Rede TV tem um comentarista conhecido como Ceará. O Luiz Ceará já passou pela Globo e pela Band como repórter. Agora virou comentarista. Ceará 3 No Pânico da Band há um humorista batizado de Ceará. Ceará 4 No Goias, há um jogador de futebol que começou no Cruzeiro, passou pela Asia, como Dudu Cearense. SAté prometia brilhar, mas parou pelo caminho. Ceará 5 Em Brasília , no Rio de Janeiro, São Paulo, há centenas de porteiros, faxineiros e garçons que são chamados de Ceará. Marcondes 70 anos Para marcar seus 70 anos, o jornalista e poeta Marcondes Sampaio (Uruburetama) reuniu os amigos. Falta dágua Em sua sede em Fortaleza, o Dnocs reuniu empresários que produzem alimentos no Perímetro Irrigado de Tabuleiros de Russas. E os advertiu: por causa da estiagem que há três anos reduz o nível dos grandes açudes do Ceará – Orós, Castanhão e Banabuiú – é possível que, em 2015, haja a redução ainda maior da oferta de água para os projetos de irrigação sob sua gestão. Os técnicos do Dnocs foram claros: além do baixo nível dos açudes, a limitação da vazão dos sifões do Eixão das Águas agrava o problema. O uso da água tem hierarquia, que, corretamente, dá prioridade ao consumo humano e animal. Mas vale imaginar o que acontecerá em todo o Jaguaribe se os perímetros irrigados não tiverem mais água: haverá desemprego em massa. Respirando O Banco do Nordeste do Brasil está finalmente respirando, depois de uma fase entregue a mensaleiros, graneiros, boleiros, pessoas que transportam dinheiro em malas, sacolas de mercantil, sacolões de muambeiros, maletas, mochilas e cuecas.

Ivens é Cidadão Pernambucano O controlador do Grupo M. Dias Branco, Ivens Dias Branco, ganhou dia 12.08 título de Cidadão Pernambucano. Projeto de autoria do deputado Antônio Morais já aprovado pelo legislativo estadual desse Estado. Ivens Dias Branco tem vários investimentos em Pernambuco. Um dos quais a Fábrica Vitarella, do ramo de massas alimentícias. Homenagem O Jornal da ABI, edição 402, de junho de 2014, publicou texto de Celso Sabadin sobre Francisco José (Crato), ex- seminarista do Seminário São José do Crato, “a cara da Globo no Nordeste”, filho de Francisco José de Brito, o famoso Chico de Brito, autor de uma lei no sertão “A Lei de Chico de Brito” que pune que estiver à margem da Lei. Francisco José já perdeu a conta dos países que conhece mas tem certeza que gravou pelo menos 89 Globo Repórter. Diz que chegou ao Recife com 11 anos, não fala de sua passagem pelo Seminário, começou no Jornal do Comercio, cobriu as Copas de 1986 na Inglaterra e de 1970 no México e ingressou na Globo em 1975, a convite de Armando Nogueira. Em 2015, fará 40 anos de Globo. A Medalha do Mérito Municipal Governador Raul Barbosa de 2014. Foi no IV Encontro Nacional dos Tribunais de Contas e XIII Encontro do Colégio de Corregedores e Ouvidores dos Tribunais de Contas do Brasil, como parte das comemorações dos 60 anos de existência do Tribunal, que foi entregue a Medalha do Mérito Municipal Governador Raul Barbosa 2014. Foram agraciados: a desembargadora Maria Iracema Martins do Vale, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE); o deputado estadual José Albuquerque, presidente da Assembléia Legislativa; o ex-ministro-chefe da Secretaria Nacional de Portos do Brasil, José Leônidas Menezes Cristino; o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará, Germano Francisco de Almeida; o ministro ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto; o ex-presidente da Assembléia Legislativa, Marcos César Cals de Oliveira; e o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, Antônio Leite Tavares Cearense no Iraque Encontro Higino Magalhães (Fortaleza), o homem da Casa das Molduras, em Brasília, ele informa que seu irmão, o embaixador Miguel Magalhães, que estava numa das ilhas do Caribe vai ser o novo embaixador do Brasil no Iraque. Cumprimentos Maria Célia e Cid Ferreira Gomes enviaram cumprimentos a Osmar Alves de Melo, presidente a Casa, no seu aniversário, em 14.08.

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Governador Cid Gomes esteve em Brasília buscando verba para duplicação do Anel Viário de Fortaleza

O governador Cid Gomes manteve nesta em 04.08 ), em Brasília, reuniões com três ministérios: dos Transportes, da Integração Nacional e do Planejamento. A primeira audiência foi com o ministro Paulo Passos, dos Transportes, onde foi tratada a ampliação e duplicação do Anel Viário na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A obra está sendo executada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Infraestrutura e emprega recursos do Governo Federal. “Essa é, certamente, a maior obra viária da região metropolitana de Fortaleza dos últimos 30 anos”, disse Cid Gomes. O secretário da Infraestrutura, Adail Fontenele, também participou da reunião. Em seguida, o governador Cid Gomes se reuniu com a Ministra do Planejamento, Míriam Belchior, e o Ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira. Nela foram discutidas o andamento das obras

do Cinturão das Águas do Ceará (CAC) e de adutoras que estão sendo construídas em 11 cidades do Interior e que vão beneficiar cerca de 287 mil pessoas. O Governador garantiu repasse de recursos e atualizou os ministros sobre a execução das obras. Banco Interamericano de Desenvolvimento Cid Gomes também se reuniu com a representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Daniela Carrera Marquis. Na pauta da reunião, estavam as duplicações da CE-187 de Tianguá até o município de São Benedito e da CE-040 de Fortim até a cidade de Aracati. O objetivo dos investimentos, que têm recursos do Banco, é desenvolver o turismo, facilitando o acesso dos visitantes e cearenses às praias do litoral e às regiões serranas.

Prefeitura de Fortaleza e UFC em ritmo de parceria Uma parceria efetiva que muda radicalmente a relação entre Prefeitura de Fortaleza e a Universidade Federal do Ceará. O prefeito Roberto Cláudio já era sabedor que na gestão passada o reitor da UFC, Jesualdo Farias, não fora recebido, um vez sequer, pela prefeita de então. Os tempos mudaram, e RC quebrou um isolamento que agora já faz parte do passado. Nesta quarta-feira, o prefeito Roberto Cláudio recebeu em audiência, no Paço Municipal, o reitor da Universidade Federal do Ceará, Jesualdo Farias, o vice-reitor, Henry Campos, e o diretor de hospitais universitários da UFC, Luciano Moreira. Na pauta, termos de parceria que unem Prefeitura e UFC em projetos que deverão render bons frutos à população da Capital. Uma das parcerias prevê a construção de uma UPA 24h (Unidade de Pronto Atendimento) no Bairro Rodolfo Teófilo, que será gerenciada em processo de co-gestão entre a UFC e a Prefeitura Municipal. Além disso, o reitor Jesualdo Farias disse ao prefeito Roberto Cláudio que a universidade pode ceder outras áreas para garantir a construção de equipamentos públicos da PMF também no Campus do Pici, a exemplo de centros de reabilitação e mais uma unidade da Rede Cuca.

Há 42 anos

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Lei Maria da Penha já salvou mais de 300 mil mulheres

BNB aplica mais de R$ 297 milhões do Plano Safra

Seja doador de órgãos. Basta deixar a família avisada

A Lei Maria da Penha salvou a vida de mais de 300 mil mulheres no Brasil. Nos últimos 8 anos, outros 100 mil mandados de prisão também foram expedidos contra os agressores. A revolução social, iniciada em 7 de agosto de 2006 com a sanção da lei, permitiu que mulheres rompessem com o silêncio e denunciassem seus parceiros violentos. Os dados são da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM). Para a relatora da lei, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), o dado mais emblemático é sobre violência psicológica: “Cerca de 30% das mulheres atualmente denunciam seus agressores quando há violência moral. A ameaça, por exemplo, ou desqualificação verbal também passaram a ganhar força. Isso mostra a reação das mulheres”, diz. Também para Jandira, a sociedade ainda precisa superar culturalmente o chamado processo de dominação, propriedade e de agressão às mulheres: “Todos devemos comemorar a lei em vigor. Mas é preciso avançar mais, principalmente na relação de posse entre os gêneros. É preciso que mais mulheres continuem denunciando e enfrentando, pois só assim conseguiremos alcançar uma cultura de paz no Brasil”, alertou. Conhecida por 98% dos brasileiros de acordo com as estatísticas da SPM, a lei também obriga que estados e municípios criem juizados, delegacias e fóruns especiais para prevenção e punição de violência doméstica.

Fortaleza (CE), 28 de julho de 2014 – O Banco do Nordeste aplicou mais de R$ 297 milhões junto aos agricultores familiares cearenses, no âmbito do Plano Safra 2013/2014. O montante foi distribuído em mais de 65,3 mil operações de crédito. Em toda a sua área de atuação, o Banco aplicou mais de R$ 2 bilhões, o que representa 116,53% da meta estipulada, que era de R$ 1,8 bilhão. Os recursos são referentes a mais de 475 mil operações realizadas. Segundo o superintendente de Microfinança e Agricultura Familiar do BNB, Stélio Gama, o programa de microcrédito rural Agroamigo, cujas operações destinam-se aos agricultores familiares de mais baixa renda, respondeu por R$ 1,4 bilhão do total de aplicações. “Mais de 45% das operações foram realizadas por mulheres e mais de 66% do valor total aplicado foi para a região semiárida”, complementou Stélio. Ele adianta que o BNB vem apresentando desempenho crescente nos últimos períodos, graças a um conjunto de estratégias implementadas para melhor atendimento dos agricultores familiares enquadrados nesses programas. 2014/2015 Para o novo Plano Safra Pronaf 2014/2015, a meta de aplicações do Banco do Nordeste é de R$ 2,3 bilhões. O Banco do Nordeste dispõe de crédito para custeio, com taxas de juros de 1% a 3% ao ano, e investimentos, com juros que vão de 1%, a 2% ao ano, para agricultores familiares de todos os portes. Os pronafianos do grupo B (possuem renda bruta anual de até R$ 20 mil), são atendidos pelo programa de microcrédito rural do BNB, Agroamigo, que oferece taxa de juros de 0,5% ao ano e desconto de até 40% para o pagamento realizado em dia. O Agroamigo também atende agricultores(as) familiares de outros Grupos do Pronaf em operações de até R$ 15 mil, com crédito orientado e acompanhado

Números levantados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram que o total de pessoas que doaram órgãos passou de 1.896, em 2010, para 2.562, em 2013, uma alta de 35,1%. Apesar do aumento, 47% das famílias que podiam doar órgãos de um parente que teve morte cerebral se recusaram a autorizar o procedimento. A ABTO ressalta que no país só quem pode tomar essa decisão é a família do doador, mesmo que a pessoa tenha manifestado o desejo por escrito. Por isso, para ser doador de órgãos para transplantes é fundamental comunicar à família o desejo da doação. Cada Estado tem uma Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) que coordena a captação e locação dos órgãos, baseada na fila única, estadual ou regional. As doações e os transplantes de órgãos e tecidos são submetidos no Brasil a legislação específica que atribui às CNCDOs o controle de todo o processo, desde a retirada dos órgãos até a indicação do receptor. No Ceará, assim como nos demais estados, a Central de Transplante da Secretaria da Saúde do Estado controla o destino de todos os órgãos doados. Essa atribuição exclusiva da Central de Transplante garante a obediência aos critérios de seleção do receptor de órgãos e tecidos. Por isso, a única forma de se receber um transplante é a inscrição na lista de espera. É potencial doador de órgãos todo paciente em morte encefálica. O processo de doação começa com a identificação e manutenção dos potenciais doadores. Em seguida, os médicos comunicam à família a suspeita da morte encefálica, realizam os exames comprobatórios do diagnóstico, notificam o potencial doador à Central de Transplantes, que repassa a notificação às Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTTs).

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Leituras I Reação

(*) Jarbas Motta Continuar é desafio na derrota, a mudança no voo da gaivota! Forçar a nossa vontade contra o orgulho. Que importa o ego? Nas cinzas da fênix encontra a alma para reagir o motivo. Não devemos de modo cego aceitar caminho subversivo porque a revolta nos visita. Superar o momento adverso com a audácia do alpinista e florir a noite a cada verso!

Consolo Meu amor, quando chora um anjo, chove tanto no Jardim do Éden! As flores orvalhadas pelo pranto mais fragrância ao vento cedem! Pois a dor, a mágoa, o desencanto que aflige um cândido semblante, é só sombra de nuvem um instante sobre a pura água hialina da fonte! Ah! efêmera agonia do sofrimento! Só a luz, o bem, a virtude é perene! Assim que o sol de novo nos acene; Ah! astros a cantar no firmamento! Tudo isso terá passado tão rápido no arco-íris do seu sorriso plácido Luto poético

Mais uma loa Ariano Suassuna, Outro vate que vai ao encontro do Pai! Saltou intrépido uma duna mais alta, mergulhando no rastro de luz dourada do sol poente sobre o mar. Olhar de águia, alma alada! Agora, virou espírito de luz, Companheiro fiel de Jesus!

A Taça de Byron Fora a cabeça ardente de um poeta este crânio em forma assim de taça que a sua mão suspende com graça. O vinho que deixa sua alma repleta de suaves visões sublimes, é abjeta porção mágica? Ou elixir sem jaça da vida imortal, imensurável meta da arte e da alma santa ou devassa. O cálice? Isso não importa à poesia. Beba avidamente esse néctar todo! Como brotam lírios em pleno lodo, vale a pena saber o sabor da estesia metafísica que provoca essa bebida... Ousar o sacrilégio, dissolver o mito! Basta de superstição tola! O espírito não pode ter medo da própria vida! (*) Jarbas Motta (Fortaleza), escritor, poeta

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Márcio Catunda Gomes passa por Brasília e mostra seus livros na Associação Nacional de Escritores. A caminho de seu novo posto em Argel e depois de uma longa temporada em Madrid, o poeta e diplomata Márcio Catunda Gomes *Fortaleza) mostrou sua coleção de livros de poesias lançados em Brasília, numa articulação do também poeta cearense Jarbas Motta. Foi dia 20.08, quando mostrou “Verbo Imaginário, Antologia Poética 1998/2010)”, “Plenitude Visionária, Poesias Selecionadas”, “Palavras Singulares”, “Laudetur, 63 Poetas Espanhóis do século XXI” e “Autobiografia em Madrid”. Foi Presidente do Clube dos Poetas Cearenses em 1975 , de que participavam Jarbas Jr., Mario Gomes Carneiro Portela, Dimas Macedo, e fundador do Grupo Siriará em 1985, ambos em Fortaleza. Participou das reuniões do denominado “Sabadoyle”, no Rio de Janeiro, onde conheceu Carlos Drummond de Andrade, com quem manteve intercâmbio. De 1991 a 1994 foi Secretário da Carreira Diplomática na Embaixada do Brasil em Lima (Peru), período durante o qual fundou, com os poetas peruanos Eduardo Rada, Regina Flores e Elí Martin, o grupo literário REME, tendo realizado diversos recitais e publicado dois livros. De 1995 a 1997 foi Cônsul-Adjunto

no Consulado-Geral do Brasil em Genebra (Suíça), cidade onde frequentou a Associação de Escritores Genebrinos. De 1998 a 2000 foi Conselheiro na Embaixada do Brasil em Sófía (Bulgária), onde publicou antologia de seus poemas, traduzidos pelo poeta búlgaro Rumen Stoyanov. De 2002 a 2005 exerceu o cargo de Conselheiro na Embaixada do Brasil em São Domingos (República Dominicana). De 2006 a 2008 foi designado Assessor Cultural na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Lisboa) e de 2008 a 2010 foi nomeado Ministro-Conselheiro em Acra (Gana). Até bem pouco era Conselheiro, Chefe do Setor de Imprensa e Divulgação, junto à Embaixada do Brasil em Madri (Espanha Editou diversos livros de poesia, de prosa (alguns dos quais escritos diretamente no idioma espanhol) e discos de poemas musicados, em diferentes cidades, onde morou e trabalhou. Seu livro Escombros e Reconstruções recebeu o Prêmio Vinicius de Moraes, concedido pela Academia Carioca de Letras, ao melhor livro editado em 2012.

BNB e FIEC celebram acordo de cooperação técnica

– Firmar um compromisso no intuito de ampliar o acesso ao crédito e promover ações conjuntas para fortalecer a capacidade empresarial e a competitividade das indústrias cearenses. Esse é objetivo que motivou o Banco do Nordeste e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará a celebrarem um acordo de cooperação técnica, em reunião realizada na FIEC, em 21.07. O ato foi assinado pelo superintendente do BNB no Ceará, João Robério Pereira de Messias, e pelo presidente da FIEC, Roberto Proença de Macêdo. Na ocasião, o Banco apresentou suas linhas de crédito, produtos e serviços para o público formado por diretores da FIEC, presidentes de sindicatos associados e lideranças empresariais. Um destaque foi a implementação de instrumentos de modernização e celeridade tanto do processo de concessão de crédito, quanto de renegociação de dívidas. Como exemplo, hoje é possível realizar a avaliação para concessão de crédito no valor de até R$ 10 milhões, através da ferramenta Credit Scoring, o que permite ao Banco realizar o estudo e a concessão de limites de crédito para utilização em operações de giro e investimento, de forma desburocratizada. Na visão do presidente do Banco do Nordeste, Nelson Antônio de Souza, “a parceria une o BNB, principal instituição financeira de fomento ao desenvolvimento sustentável na região Nordeste, à FIEC, importante entidade representativa empresarial, que atua no estímulo à realização do investimento produtivo, em particular de micro, pequenas e médias empresas, um dos focos da atuação do Banco”. “O Banco do Nordeste demonstra que está aberto a

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fortalecer seu relacionamento com setor empresarial e essa aproximação tende a gerar bons negócios para ambas as partes. A indústria cearense precisa de investimento em novos equipamentos e melhorias de processos para se tornar mais competitiva. Para isso, o financiamento proporcionado pelo BNB é fundamental”, frisou Roberto Macêdo. A tática para executar o acordo firmado será a realização de rodadas de negócios setoriais, tendo como exemplo o modelo adotado na parceria preexistente entre o Banco do Nordeste e um dos sindicatos associados à FIEC - o Sindicato das Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Destilação e Refinação de Petróleo do Estado do Ceará (Sindiquímica). O case demonstra resultados animadores, que motivam os outros sindicatos associados a seguirem os passos do Sindiquímica: foram feitos 25 atendimentos, com 18 negócios efetivados e resultando no financiamento das necessidades de giro e investimento das empresas atendidas. “Esse momento foi excelente. O trabalho que nos foi apresentado pela superintendência do BNB deixa o setor produtivo mais estimulado a fechar negócios com o Banco”, destacou Agostinho Alcântara, presidente do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias de Fortaleza (Sindserrarias). Segundo Carlos Matos, diretor corporativo do Instituto de Desenvolvimento da Indústria do Ceará (INDI), essa parceria com o BNB, garantindo acesso facilitado ao crédito, será fundamental para a expansão da indústria cearense. “Estamos, inclusive, criando polos de desenvolvimento regional para o setor industrial e nesse processo contamos também com o apoio do BNB”, destacou.

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Leituras II

A praça é do povo como o céu é do Condor (Castro Alves)

Wilson Ibiapina (*) A praça do Ferreira já foi palco de tudo que você possa imaginar. Tudo que envolvia o povo de Fortaleza passava pela praça. Os políticos, músicos, artistas, camelos desempregados e intelectuais, cada grupo tem até hoje seu canto, sua roda de papo, um lugar para apreciar o movimento, como os paqueradores que se postam lá à espera que a brisa que sopra da praia levante as saias das mulheres. Essa praça foi o berço da opinião pública do Ceará. É nela que os problemas da cidade, do estado são discutidos desde o tempo em que a prefeitura era chamada de intendência e o estado de província. Só que o povão não tinha voz,, só podia ouvir Meu saudoso amigo Alberto Santiago Galeno, advogado, contista, historiador e trovador, no seu livro sobre a praça do Ferreira, lamenta que o povo cearense tenha sido tão insultado, tão caluniado pelos escritores reacionários dos anos 20 e 30, como Gustavo Barroso e Gomes de Matos. Segundo o neto de Juvenal Galeno, para esses dois o povo era massa falida, ralé, massa ignara que só merecia o desprezo. Naquele tempo, os senhores do pode mandavam empastelar jornais, prender, surrar e matar jornalistas, tentando impedir a divulgação de fatos que achavam não deviam chegar ao conhecimento do povo. Mas como nem todos comungavam dessa cartilha, na manhã de um domingo de março de 1922, um grupo de intelectuais, tendo à frente o professor Euclides César, paraibano de nascimento, cearense por adoção,fundou uma Academia Polimática, a primeira e única do país, para levar conhecimento ao povo.

Durou apenas de 1922 a 1924, mas foi a mais democrática e eficiente de quantas academias já existiram no país. Essa academia não tinha estatuto, nem regras, muito menos preconceitos. A Polimática tentava chegar ao povo pra esclarecê-lo, educá-lo. O polímata é a pessoa que sabe muito, de tudo. O italiano Leonardo as Vinci é reconhecido como o maior polímata da história. Tinha habilidades em artes, engenharia, arquitetura, geologia, fisiologia,

anatomia etc. No Brasil, são considerados polímatas Rui Barbosa, Gilberto Freyre, Mário de Andrade No Ceará, o paraibano Euclides César, professor de línguas da Fênix Caixeiral fundou a Academia Polimática por achar que a cultura não devia ser privilegio das elites e

sim um bem de toda a sociedade. A Academia Polimática de Fortaleza realizava suas sessões na praça do Ferreira. Os oradores, que não podiam ser aparteados, falavam sobre todo e qualquer assunto direto para o povo. Alberto Galeno conta que um dia Moesio Rolim representou “A ceia dos Cardeais”, de Júlio Dantas, correndo o risco de ser amaldiçoado pelo bispo dom Manoel, já que se tratava de obra condenada pela igreja. A entidade, que chegou a reunir mais de dois mil filiados, criou um dia para homenagear as mulheres e cogitou pedir a substituição do dia da árvore pelo dia do jumento. A Academia acabou no dia em que seu fundador ficou doente. Quando se recuperou, a entidade estava morrendo. Os associados haviam debandado, alguns para o café Riche e o Maison Art Nouveau, ponto de encontro dos intelectuais na praça do Ferreira. Mas o professor paraibano não saiu de cena. Foi liderar movimentos intelectuais e de protestos pela liberdade. É ainda o ex-presidente da Casa de Juvenal Galeno quem revela: “No dia 19 de agosto de 1942, Euclides César desfilou à frente de manifestantes protestando, na praça, contra os nazistas que afundaram navios brasileiros. O povo, tomado de fúria patriótica, pouco depois promoveu quebra-quebra de lojas de alemães, italianos e japoneses. O professor Euclides morreu octogenário em Fortaleza no ano de 1973. Poucos lembram hoje desse educador, idealista que fundou uma academia na praça do Ferreira destinada ao povo. (*) Wilson Ibiapina (Fortaleza), jornalista, diretor do Diário do Nordeste em Brasília.

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Os Meninos e el Niño

João Soares Neto (*) Quem, brasileiro, não há remoído sobre o que nos aconteceu nos últimos dias? Quem não foi abordado sobre palpites, legados e, pouco a pouco, viu a euforia coletiva, quase histeria, e o “imprevisto” desapontamento, arquivar o bom humor e fazer-se crítico de tudo e de todos? Desafio a qualquer brasileiro, salvo os cronistas esportivos, para citar todos os clubes onde atuam no exterior os atletas da seleção. De heróis a meninos chorões atarantados, não veem mais a bola como objeto lúdico, mas como afirmação de seus elevados salários, premiações e privilégios. Extra pauta: houve até o caso patético de seleção africana querendo receber em “dinheiro”, o acertado. Um jato chega e a sanha se extingue. O endeusamento de Neymar Jr., ilustrando a existência do Neymar, o pai, seu empresário, passa do censo comum. O seu namoro com jovem artista de televisão vira conto de fadas com fofocas. Por outro lado, não li qual seria o valor da premiação de cada atleta. Além disso, como mercadoria (ou commodities, na linguagem econômica), eles vivem numa bolsa de valores, oscilando em múltiplos contratos por desempenhos. A ida de Neymar no banco para o jogo contra a Holanda, não seria apenas para solidarizar-se com os companheiros, mas, quiçá, sugerir que não lhe culpa do colapso. A seleção não conseguiu sequer jogar no “novo” Maracanã, onde a honra perdida em 1950 seria lavada e todos sairiam alegres para este fim de ano, com o “El Niño”, a ameaçar com estiagem em 2015 no Nordeste, cem anos depois da seca que colocou a jovem Rachel de Queiroz na literatura brasileira. Protagonismo, hoje O Brasil assumiu, desde o início deste século, uma posição de protagonista. Palavra de origem latina (proto: primeiro, principal; agonista: lutador, competidor) que, em linhas gerais, significa ser o dono do seu próprio destino, não se deixar levar a reboque de outrem. Na cinematografia é o ator principal. Na vida real, há muitos protagonistas, sejam pessoas, empresas, governantes, países, grupo de países e blocos econômicos. O que se viu no governo Lula foi uma ação intensiva de divulgação do Brasil e o jeito sem cerimônia do então presidente da República de viajar intensamente ao redor do mundo para dizer que estávamos preparados para a luta ingente de ser considerado um novo protagonista no concerto das nações. Segunda-feira passada, lua cheia, em cenário armado no interior do Parque do Cocó, um país inovou ao se mostrar protagonista, não apenas com a presença em Fortaleza de Xi Jimping, nome ocidentalizado do líder atual da República da China, que veio para o 6o. Encontro dos Brics, entidade ainda não institucionalizada que, como sabem, reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países de culturas díspares e que veem a necessidade de formar um bloco multilateral para, em sinergia, propiciar aumento das suas relações de negócios e firmarem posição como protagonistas da história do Século 21.De início sedimentam acordo para a criação de um banco de desenvolvimento. Não é sobre os Brics que desejo falar, mas da forma singular como a China vem se mostrando ao mundo ocidental - além de sua expansão industrial - através da divulgação de sua cultura ancestral, na arte e na música. A China trouxe uma orquestra da província de Zhe Jiang,na sua costa leste, composta de 78 integrantes com um “Concerto de Sinfonia”, e escolheu repertório diversificado para um grande público que ali compareceu de forma descontraída, sentando-se no gramado, ouvindo de forma respeitosa o que, grande parte, talvez nem entendesse. Ao fim e ao cabo de mais de uma hora de concerto, seguindo um programa preestabelecido que incluía músicas chinesas, romenas e alemãs, com destaque para a composição do 4o. andamento da Quarta Sinfonia do russo Tchaikovsky, a orquestra foi ovacionada de pé. O maestro Iu Hai, sempre sorridente, retomou a batuta e foi em frente, com músicas extra pauta, inclusive brasileiras, para a alegria de crianças que, soltas, rolavam no declive verde sob os olhos complacentes de seus pais. Essa celebração faz parte do 40o.aniversário das relações diplomáticas entre China e Brasil e se repetiu, na noite de ontem, em Brasília. Como se vê, de forma diferente, os chineses adaptaram a política de boa vizinhança praticada pelos EEUU no curso da 2a. Guerra Mundial, com uma diferença: a distância imensa a nos separar desse novo protagonista que se espalha pelo mundo. (*) João Soares Neto (Fortaleza), escritor, membro da Academia Cearense de Letras e empresário

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Do Fyber ao Troller: conheça a história do cearense que fez sucesso fabricando carros 4×4 Nascido em Nova Russas, Rogério Farias é um visionário inventor de automóveis. Da fibra de vidro criou um carro anfíbio, o buggy Fyber e o Troller 4×4

Criatividade é seu ponto forte. Apresentar-se em público deve ser o fraco. “Não costumo dar entrevistas. Sou uma pessoa normal, uma história de vida comum”, justifica. Ele conquistou o sonho de muitos meninos: criou um carro. Humilde e discreto, o cearense Rogério Farias é pai do Troller, modelo 4×4 que até hoje apaixona quem gosta de aventura off-road. Filho de um agente de estação, Rogério nasceu em Nova Russas, no interior do Ceará, e ainda jovem se mudou para Fortaleza com seus 12 irmãos. O pai tinha um escritório de consultoria, em que os filhos trabalhavam. Sala pequena, quadrada e com uma pequena janela. Basicamente, o trabalho Rogério é pai do Troller era atender o telefone, que tocava uma vez por semana. Para passar o tédio, Rogério brincava com um dos irmãos de memorização, além de ler muito, mas muito mesmo. Se interessava por tecnologia, por mecânica e veículos. Um dia teve vontade de criar um barco com suas próprias mãos. Começou. Ninguém entendia em sua casa, mas ele continuava. Já maior de idade, viajou para São Paulo e voltou com matéria-prima e uma ideia: fibra de vidro e criar coisas. Um amigo do pai investiu na sua ideia. Com o tempo passou a fabricar algumas coisas, inclusive lanchas. O lucro começou a chegar. Formou-se em administração de empresas, mas, no fundo, sempre foi engenheiro mecânico. Até hoje não compreende como as pessoas não valorizam a prática de seus trabalhos. Conheceu um aventureiro formado em Londres. Com ele aprendeu muita coisa: soldar, tornear e pintar. Quis desbravar o Ceará com sua lancha, mas chegar a alguns locais era impossível. Resolveu desenvolver um carro que pudesse transpor flutuando pequenos cursos de água. Nascia o carro anfíbio. Após uma viagem à Califórnia, nos Estados Unidos, Rogério se inspirou nos buggys americanos e criou o Fyber 2000, em 1982. Foram vendidos 12 mil carros desse modelo. Após seis anos, ele fabricou o Fyber 3000. Após alguns problemas internos em sua fábrica, resolveu sair e criar outra, focando em outro projeto. Chegava a hora do Troller nascer. Ve í c u l o c o m uma mecânica simples com chassi tubular usando um monobloco em plástico reforçado com fibra de vidro e componentes básicos, motor 1600 cc refrigerado a ar, cambio diferencial e Fyber 2000 (1982) suspensão dianteira da V.W. Com fabrica em Fortaleza-Ce, foram comercializadas 12.000 unidades em um período de 14 anos.

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FOTO: Arquivo pessoal

Leituras III

A propaganda do Fyber 2000 anunciava: o carro das fortes emoções Era 1994. No bolso, havia 1 milhão de dólares. Na cabeça, a imagem de um 4×4 histórico. Não teve dúvidas e investiu. Foram muitos erros, assim como no começo. A memorização da adolescência tornou-se aliada na produção do veículo. Rogério reparava em diversas peças e decorava o que mais lhe chamava atenção. Depois, colocava tudo em um papel. Vieram tentativas e aperfeiçoamentos. Para o inventor, quanto mais críticas melhor, não importava de quem viesse. Um dia, um vigilante apontou um erro no modelo do Troller. Rogério o escutou e, com bom senso, atendeu ao chamado do companheiro. “Com ajuda e crítica de pilotos, amigos e usuários, foram eliminados os pontos frágeis e vulneráveis do veículo”. No começo, a produção era a conta-gotas. Um Troller por semana, com três pessoas trabalhando. O 4×4, enfim, ficou pronto. E com ele, nasceram outras aventuras, trilhas e disputas, como o rally mais famoso do mundo, o Paris Dakar. Em 2000 se classificou em 4° lugar em sua categoria. Em 2001 o jipe Troller participou de várias competições na Europa, Ásia, Africa e América Latina, conquistando o 1° lugar por antecipação no Campeonato Mundial de Rally. Seu desligamento com da Troller aconteceu em 2002 e, cinco anos depois (2007), a fábrica localizada em Horizonte foi vendida para a Ford. Ainda passou um tempo tendo ligação com a fábrica, porém resolveu enveredar para outro ramo. Hoje, fabrica elevadores, o que daria outra grande história. “Se eu tivesse 20 anos com a experiência que tenho hoje…”, solta o clichê. O empresário tem noção das dificuldades que passou e dos erros que cometeu. Mesmo assim, considera toda a vivência importante para o que sabe hoje em dia. Conheceu fábricas internacionais e pessoas influentes, como o Roy Mills, presidente da Dana Mundial. “Contribui para a felicidade de muita gente é bom, sabe?”. De tudo isso tirou duas lições. A primeira é que o importante é estar bem e tranquilo para realizar coisas incríveis. A segunda é que as amizades construídas o empurraram para a frente e para o melhor.

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Leituras IV

O Ceará poderia ter tido mais um presidente: Juarez Távora.

(*) JB Serra e Gurgel O Ceará teve dois presidentes da República: o ministro José Linhares (29.10.1945 a 21.01.1946) , presidente do Supremo Tribunal Federal, e o marechal Humberto de Alencar Castello Branco (15.04.1964 a 15.03.1967). Poderia ter tido mais um: o marechal Juarez do Nascimento Fernandes Távora (Jaguaribemirim, atual Jaguaribe) nascido em 1898, um dos lideres da Coluna Prestes , do tenentismo e da Revolução de 1930, junto com seu conterrâneo, Juracy Magalhães (Fortaleza) Em 1930, suas tropas cercaram o Rio de Janeiro e o comandante militar do Rio, general Arelano Passos, rendeu-se entregou-lhe a sua espada: afirmando ; - o governo é seu! Juarez que era um dos lideres da Revolução de 30, com muita expertise em levantes, conspirações, sedições e sublevações militares , limitou-se a dizer: - O comandante da Revolução é Getúlio Vargas. Ele está chegando do Rio Grande do Sul. Fosse outro, se tivesse ambição de poder, teria assumido o governo e se instalado no Palácio do Catete pois os revoltosos depuseram o presidente eleito, Júlio Prestes, que sucederia a Washington Luiz (1926-1930) Em 1955, disputaria a sucessão do presidente Café Filho, pela União Democrática Nacional-UDN, perdendo para Juscelino Kubitschek, Partido Social Democrático-PSD. A trajetória militar de Juarez Távora começou aos 21 anos quando concluiu a Escola Militar do Realengo, em 1919, tornando-se aspirante. Em1924, participou da Revolução Paulista contra Artur Bernardes (1922-1926), sendo preso, julgado e condenado a três anos, perdendo a

sua patente no Exército. Bernardes governou quatro anos, sob estado de sítio. Em 1926, já no governo Washginton Luis , rodou pelo Paraná e Rio Grande do Sul participando de levantes revolucionários, acabando por aderir ao comando do capitão Luís Carlos Prestes, na Coluna Prestes, que durante dois anos percorreu o interior do Brasil. Juarez desempenhou papel de destaque no comando da Coluna, até ser preso nos arredores de Teresina (PI). Em 1927, fugiu da prisão e passou a viver na clandestinidade. Em 1929 exilou-se na Argentina. Em 1930, já de volta ao Brasil, dirigiu-se ao Nordeste, onde comandou a Revolução de 30 para impedir a posse de Julio Prestes, eleito para um mandato até 1934. Assumiu o posto de comandante militar do movimento revolucionário no Nordeste, foi aclamado “Vice Rei do Norte”. Seus seguidores usavam um lenço vermelho . Rompeu com Luís Carlos Prestes, que criticava o apoio dado à Getúlio Vargas. , Com a posse de Getúlio\( 03.11.1930 a 29.,10.1945) foi ministro da Viação e Obras Públicas por um dia 04.11.1930 a 05.11.1930. Participava do chamado “Gabinete Negro”, grupo restrito que se reunia regularmente com Vargas no Palácio Guanabara, então residência do Presidente da República. Em janeiro de 1931 foi designado delegado militar junto aos dirigentes dos estados do Norte e Nordeste Nessa posição promoveu mudanças nas interventorias estaduais designadas nos primeiros dias do novo regime. No Ceará, nomeou Francisco Menezes Pimentel (Santa Quitéria) interventor. Em dezembro desse ano, por sua sugestão, a delegacia militar do Norte-Nordeste foi extinta. Ainda em 1931, participou da fundação do Clube 3 de Outubro, agremiação que buscava conferir maior coesão à atuação dos “tenentes” revolucionários. Em 1932, combateu ao movimento Constitucionalista de

São Paulo e foi nomeado para o Ministério da Agricultura ( 22.12.1932 a 24.07.1934) Como ministro, participou dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, entre novembro de 1933 e julho de 1934, Em 1934, retomou sua carreira militar. Em 1936, ingressou na Escola de Estado-Maior do Exército, concluindo seu curso em fins de 1938. Durante a Segunda Guerra Mundial tomou parte na organização da Força Expedicionária Brasileira (Feb). Em 1945, rompeu com Getúlio Vargas e filiando-se à União Democrática Nacional (UDN), partido que se opunha à ditadura do Estado Novo. Em 1946, atingiu a patente de general. 1937, envolveu-se no debate em torno do petróleo brasileiro, defendendo a participação do capital estrangeiro em sua exploração . Em 1952 assumiu a direção da Escola Superior de Guerra (ESG). Em 1954 foi eleito vice-presidente do Clube Militar, ao mesmo tempo que apoiava o movimento que exigia a renúncia de Vargas. Após o suicídio do presidente, assumiu a chefia do Gabinete Militar do governo de Café Filho (24.08.1954 a 14.04.1955). quando foi lançado candidato a presidente da República pela UDN, perdendo para Juscelino Kubitscheck, Em 1962, elegeu-se deputado federal pelo estado da Guanabara na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Atuou na oposição ao governo do presidente João Goulart, e apoiou o golpe militar que o afastou da presidência, em março de 1964, embora não tenha participado diretamente das articulações. Com Castello Branco foi ministro da Viação e Obras Públicas (15.03.1964 a 15.-03.1967). Morreu em 1975, no Rio de Janeiro. (*) JB Serra e Gurgel (Acopiara), jornalista e escritor

Edmilson Caminha lançou ‘Com a Mala na Cabeça”, Crônicas de Viagens

Ana Maria e Edmílson Caminha com Fernando La Roque, do restaurante Carpe Diem.

Para o jornalista e escritor Edmílson Caminha (Fortaleza), são pelo menos três as características comuns a judeus e cearenses: a vocação para negócios, o fazer graça de si próprio e o gosto por sair pelo mundo. As crônicas que escreveu sobre as dezenas de países que visitou são agora reunidas no livro “Com a mala na cabeça”, lançado pela Thesaurus Editora de Brasília no dia 8 de agosto, em noite de autógrafos no restaurante Carpe Diem. O viajante divide com o leitor as lembranças que lhe deixaram a Irlanda de Joyce, o México de Frida Kahlo, a Argentina de Borges, a Rússia de Dostoievski, a Praga de Kafka, o Chile de Neruda, a Lanzarote de Saramago, a Holanda de Rembrandt, a Paris de Gertrude Stein. Declara-se, até, praticante de um aparentemente mórbido “turismo fúnebre”, quando visita cemitérios para homenagear moradores ilustres... Não se considera, porém, um simples turista, dos que levam o tempo a fotografar tudo que veem: “Para mim, viajar sempre foi uma ação intelectual, um exercício literário. Chego a outras terras em nome de

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Com a presidente da Associação Nacional de Escritores, Kori Bolivia.

um grande escritor, de um livro incomum, de um notável artista, de um belo quadro, atento ao que vejo e ao que sinto, mas também, e sobretudo, voltado para mim, certo de que a viagem maior é feita dentro de cada um, como experiência pessoal e intransferível.” Ao lançamento de “Com a mala na cabeça” compareceram o 1° vice-presidente da Casa do Ceará, José Sampaio de Lacerda Júnior; o diretor de Administração e Finança, Evandro Pedro Pinto; os jornalistas Inácio de Almeida (diretor do “Ceará em Brasília”), Jorge Cartaxo e Marcondes Sampaio; os escritores Carlos Fernando Mathias de Souza (presidente da Academia

Elizabeth Hazin, Edmílson Caminha e João Carlos Taveira.

Brasiliense de Letras), Kori Bolivia (presidente da Associação Nacional de Escritores), João Carlos Taveira, Anderson Braga Horta, José Jeronymo Rivera, Danilo Gomes, Jacinto Guerra e Elizabeth Hazin, professora da Universidade de Brasília. Professor, jornalista e escritor Edmilson Caminha nasceu em Fortaleza, Ceará. É membro da Academia de Letras do Brasil, da Academia Brasiliense de Letras e da Academia Cearense de Língua portuguesa. Obras publicadas: Palavra de Escritor (1995; 2a. ed. 1996); Inventário de Crônicas (1997); Vilaça, um noviço na solidão do mosteiro (1998); Lutar com Palavras (2001); Drummond, a lição do poeta (2002. 2a. ed. 2006); Pedro Nava, em busca do tempo vivido (20013). Brasil e Cuba, modos de ver, maneiras de sentir (2006); O monge do Hotel Bela Vista (2008); Rachel de Queiroz, a senhora do Não Me Deixes (2010); Em memória de Drummond (2012) e Cadeira 24: dos rios do Pará após verdes mares do Ceará 2013)

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Leituras V Responsabilidade Gonzaga Mota (*) Buscar um mandato eletivo ou exercer uma atividade pública significa muita responsabilidade ética, moral e também social. Aqueles que assumem um cargo na vida pública pensando em fazer negócios, agir de forma deslumbrada ou omissa, desenvolver tráfico de influências, tirar incentivos ou financiamentos de órgãos estatais, dentre outras atitudes, não possuem sensibilidade social e muito menos moral, são dominados por forças da corrupção. Não são democratas. Por outro lado, a coerência programática e de ideias, abrangendo indicadores políticos, administrativos, econômicos e sociais, nos levam ao caminho da justiça e da liberdade, sem opressão física ou moral, mas com capacidade de entendimento ético-jurídico. O fim da atividade estatal deve ser o bem comum e não a vantagem de uma minoria ou de alguns que estão temporariamente no governo. O objetivo da política, todos sabemos, é a conquista, a expansão e a preservação dos espaços de poder. É comum, portanto, a disputa que os partidos políticos desenvolvem para melhorar suas posições e operar a meta de maximizar seus esforços e efeitos. O embate e os jogos dos contrários constituem a essência dos sistemas democráticos. Mas uma regra se impõe: as democracias não podem ser ameaçadas pelas estratégias de emboscadas e conluios, bem como por atitudes aéticas e amorais, muito comuns em regimes fragilizados. Lembremo-nos de Norberto Bobbio, defensor da democracia, dos direitos individuais e da lei, ao analisar o “liberal-socialismo”, destaca ideias compatíveis com a liberdade, a igualdade de oportunidades e a justiça social. Paz e amor Nosso objetivo é refletir sobre algumas questões que preocupam a opinião pública mundial em nossos dias. A ganância de determinados países motiva uma desconfiança que prejudica o entendimento, gerando injustiças e desequilíbrios políticos, econômicos, sociais e culturais. Nessa linha de raciocínio, surgem a morte e a miséria crescente de milhões de pessoas, a corrida armamentista, a falta de solidariedade humana, a ausência de uma paz estável, dentre outros problemas. A decadência traduz a falta de perspectiva das novas gerações e deixa num clima de perplexidade os mais velhos. Precisamos renascer a cada dia. O ideal se conquista com o trabalho sério, a verdade e os mecanismos justos de colaboração. Segundo Gandhi, “Nada tenho de novo para ensinar o mundo; a verdade (satyagraha) e a não violência (ahimsa) são tão antigas quanto as montanhas. Tudo o que tenho feito é tentar praticar as duas na escala mais vasta que me é possível”. Necessitamos de fé, esperança e caridade para sermos generosos e tolerantes. O radicalismo tem influenciado de forma negativa as alterações de comportamento e de organização social. É extremamente difícil e controvertido encontrar um modelo sociológico, filosófico e ideológico capaz de gerar uma unanimidade. No entanto, todos de bom senso rejeitam as covardes e cruéis manifestações belicosas existentes: Israel/Palestina(Hamas), Rússia/Ucrânia, Síria, Líbia, Iraque, Afeganistão, etc. Enfim, qual o mundo tolerável? Na nossa opinião, pelo menos, não deverão prevalecer a ganância, a falta de ideal, o fundamentalismo e o ódio. Meu Deus, até quando? (*) Gonzaga Mota (Fortaleza) Professor e escirtor

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SENAI inaugurou instituto de tecnologia em eletrometalmecânica O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Sistema FIEC), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/CE), inaugura na próxima segunda-feira, 11/9, às 8h, o Instituto SENAI de Tecnologia (IST) em Eletrometalmecânica, no município de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza. O IST de Eletrometalmecânica recebeu investimento de R$ 15 milhões. As obras começaram em maio de 2013 Localizado no complexo do Centro de Educação e Tecnologia Alexandre Figueira Rodrigues – SENAI de Maracanaú –, no Distrito Industrial, o equipamento oferecerá soluções para o desenvolvimento e a melhoria de produtos e processos de fabricação e produção para o setor, facilitando o aumento da produtividade e competitividade da indústria cearense. A unidade atenderá indústrias de todas as regiões do estado, mas tem foco nos empreendimentos do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), como a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e a Siderúrgica Latino Americana (Silat). O mesmo local também abrigará o Instituto SENAI de Inovação (ISI) em Tecnologias Construtivas, voltado para o setor da construção civil. Como provedor de soluções no desenvolvimento e melhoria de produtos, processos de fabricação e produção, o IST de Eletrometalmecânica tem filosofia de atuação baseada no desenvolvimento integrado de produto, agregando as áreas de projeto, metrologia, processo produtivo, fabricação mecânica e automação. De acordo com o diretor regional do SENAI/CE, Fernando Nunes, as unidades do SENAI já realizam muitos trabalhos de consultoria, adaptação e criação de produtos na área e com o IST, que contará com instalações e equipamentos modernos, atenderão também o setor de tecnologia da informação. Fernando Nunes diz que a estrutura do IST é formada por engenheiros, todos mestres e doutores, equipamentos e laboratórios de suporte para oferecer a melhor solução no menor tempo possível. Projetos em execução Ainda durante a fase da construção, o Instituto SENAI de Tecnologia em Eletrometalmecânica aprovou dois projetos em parceria com empresas cearenses. Um deles foi com

Inace – Indústria Naval do Ceará e o outro com a Positivo S/A. Em parceria com a Inace, foi aprovado projeto no Edital Finep Navipeças, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que consiste em desenvolver um sistema automático de posicionamento dinâmico em embarcações de apoio marítimo, aperfeiçoando o processo de manobra e controle de embarcações offshore e diminuindo a subjetividade dos critérios aplicados por operadores humanos. O outro projeto será realizado com a aplicação de recursos previstos pela Lei de Informática do Nordeste na empresa Positivo S/A, na área de desenvolvimento de produto. Apoio à competitividade A implantação de 23 institutos de inovação e 63 institutos de tecnologia e a compra de 81 unidades móveis pelo SENAI em todo o país é uma ação do Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, implementado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para estimular a inovação e o desenvolvimento tecnológico da indústria e elevar a oferta de educação profissional no país. Os 63 Institutos SENAI de Tecnologia (ISTs) oferecerão às empresas serviços técnicos e tecnológicos estruturados e abrangentes, que incluem metrologia, ensaios e testes laboratoriais para atestar ou elevar a qualidade dos produtos brasileiros. Atualmente, o SENAI presta serviços técnicos e tecnológicos para mais de 18 mil empresas ao ano. Além disso, os ISTs oferecerão educação profissional em todos os níveis, inclusive cursos superiores. As atividades dos institutos de tecnologia se concentrarão no atendimento das necessidades dos principais eixos regionais de desenvolvimento da indústria brasileira. Atuação do IST em Eletrometalmecânica · Desenvolvimento integrado de produto · Automação industrial · Projeto de máquinas · Engenharia da produção · Serviços laboratoriais – calibração e ensaios (aço e polímero) · Provedor de ensaio de proficiência laboratorial

Solenidade marco os 89 anos do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará A Assembleia Legislativa comemorou em 08.08 os 89 anos de fundação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará. O evento ocorreu no auditório Deputado João Frederico Ferreira Gomes, 6º andar do anexo II da Casa. Criado oficialmente no dia 8 de agosto de 1925, pelo então governador do Estado, Desembargador José Moreira da Rocha, o Corpo de Bombeiros tem como seus pilares de sustentação a dedicação à preservação da vida e do patrimônio alheio. Durante a solenidade desta sexta, profissionais destacados na prestação de serviços na corporação foram homenageados com a entrega de condecorações e novos integrantes foram

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promovidos. O comandante geral, coronel João Carlos de Araújo Gurgel, agradeceu em nome da corporação a todos que colaboram para o engrandecimento do Corpo de Bombeiros e parabenizou os promovidos. Presentes à celebração, o deputado Nelson Martins (PT); o chefe de gabinete da presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Roberto César de Albuquerque; o comandante geral adjunto da Polícia Militar do Ceará, coronel Luís Solano Austragésilo Telles; o perito geral da Perícia Forense do Estado do Ceará, Maximiniano Leite Barbosa Chaves, entre outras autoridades.

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Leituras VI

Oito anos da Lei Maria da Penha: o que ainda deve ser feito de proteção para a mulher, assim como mais delegacias (*) Macário Batista As bicicletas do Ipu Para CRESS-SP, mecanismo de combate à vio- especiais. Muitas vezes a vítima, com medo do agressor

lência contra a mulher é importante, mas ainda há ineficácia na execução A Lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, está em vigor no Brasil desde 7 de agosto de 2006. Uma série de normas criou mecanismos para prevenir e coibir a violência contra a mulher tanto no âmbito doméstico quanto familiar. Para a presidente do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo 9ª Região (CRESS-SP), Mauricleia Soares dos Santos, não há dúvida de que a criação da Lei foi um passo importante para a garantia dos direitos da mulher, mas ainda falta eficácia na execução. “A Lei Maria da Penha foi um grande passo no combate à violência contra a mulher, porém, o Estado deve garantir seu cumprimento. Não adianta a justiça decidir a favor da mulher sem ter ninguém para protegê-la e assegurar a decisão judicial”, ressalta. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a violência contra a mulher, o Brasil registrou, entre 2009 e 2011, 16,9 mil mortes de mulheres por conflito de gênero, especialmente em casos de agressão por parceiros íntimos. A pesquisa também realizou estudo sobre o impacto da Lei Maria da Penha, e de acordo com os números não houve diminuição no número de mortes depois da vigência da Lei até 2011. Ainda para a presidente do CRESS-SP, falta a criação de mais varas e juizados especializados para o atendimento das vítimas. “É necessária a ampliação de institutos

e por não se sentir protegida, não faz a denúncia. O Estado é de vital importância para assegurar a proteção dessa mulher vítima da violência”, finaliza. A frase: “Pelo amor de Deus me ensinem a guiar.” Do jornalista Tom Barros desancando a zona do transito inventada pela AMC em Fortaleza.

Cena cearense

Menino de seis anos de idade chega em casa do colégio e pede a mãe pra ver a novela. A mãe perguntou por que. – Você nunca viu novela. Por quê você quer ver novela? E o menino de seis anos: Mãe é pra ver duas mulheres se beijando. Preocupa a mãe falou com o marido e o marido, preocupado em ter um filho hetero, o que é normal desde antigamente, foi ao colégio. Pediu à coordenadora uma reunião e falou sobre o assunto. E ela: - Infelizmente não podemos fazer nada. Outro dia meu senhor, duas meninas na faixa de idade de seu filho discutiam o comportamento da avó: - Fulaninha minha vó é muito preconceituosa. Pois ela desligou a televisão quando duas mulheres estavam se beijando. O pai, senhor de seu tempo, estudioso da sexualidade dos tempos em que pra ter filhos era preciso haver pelo menos um papai-e-mamãe, não anda vigiando o filho porque é um homem decente, mas não gosta de que seu filho aprenda na escola que por acaso é bom ser baitola e normal as mulheres serem sapatões. A frase: “Olho por olho...deixa todo mundo cego”. Da série atualizando os adágios.

A propósito dos postos de bicicleta que fazem sucesso nos grandes centros e que vão chegar a Fortaleza, contei a história do Posto do Napoleão Maxixe em Sobral dos anos 50. Aí, o jornalista Fran Erle conta que na mesma época, no Ipu, o Agamenon Soares,um menino levado do Ipumirim alugou uma no posto de lá por uma hora e apareceu uma semana depois. Sem a bicicleta que havia trocado por um jumento. Erle teme pelo sucesso da empreitada no Ceará e fica de olho na Feira do Malandro. É puro fuxico Diz pela aí que aquele negócio de voto a R$50,00 pra deputado no Cerará, já era. A inflação não teria sido provocada pelo eleitor, mas pela busca. Diz que tem comprador demais e com muito dinheiro. E mais... No Ceará, se isso aí for mesmo verdade, será verdade tambem a idéia de que ano de eleição pra deputado, senador, governador é muito melhor que um bom inverno. E não precisa nem plantar. (*) Macário Batista (Sobral) multimídia e blogueiro

Indústria e Comércio Governo do Ceará projeta renúncia fiscal de R$ 967 milhões para 2015 A Lei de Diretrizes Orçamentárias programa 80% dos valores com renúncia fiscal para o setor industrial, o que representa R$ 773,8 milhões. Os 20% restantes deverão ser destinados ao comércio, que terá outros R$ 193,4 milhões O governo estadual estima uma renúncia de receita de quase R$ 1 bilhão para o exercício fiscal do ano que vem. De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2015, publicada na semana passada no Diário Oficial do Estado (DOE), 80% desse valor serão destinados a incentivos fiscais à indústria e os 20% restantes, ao comércio. A peça de previsão orçamentária estima uma renúncia de R$ 773,81 milhões ao setor industrial e de R$ 193,45 milhões ao comércio, o que totaliza um volume de R$ 967,26 milhões. Segundo o documento, a compensação para essa renúncia é a expansão da base econômica, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, a modernização da administração fazendária e o controle nas operações interestaduais. Investimento A LDO 2015 também faz uma previsão de investimentos para os próximos três anos e projeta que sejam aportados, neste período, R$ 10,2 bilhões, considerando investimentos e inversões financeiras (aquisição de imóveis em utilização, de bens para revenda, de títulos de crédito, etc.). Entre os destaques, são citados os gastos com a ampliação do Terminal Portuário do Pecém, o Cinturão das Águas e a Linha Leste do Metrô de Forta-

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leza. Além disso, também são salientados aportes na área social com a construção de unidades habitacionais por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida, a implantação de cisternas e sistemas de abastecimento de água, reforma, ampliação e aparelhamento de hospitais e escolas, dentre outros. Receitas e custeio Para o período 2015-2017, a receita prevista é de R$ 72,1bilhões, sendo reflexo principalmente da receita tributária, que deverá crescer 11% ao longo do período. Para custear os novos equipamentos previstos para 2015, o governo estadual prevê crescimento de seu principal imposto, o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Para o ano que vem, está prevista uma arrecadação de R$ 570 milhões em ICMS, superior em 16,5% aos R$ 489 milhões da LDO 2014. Contudo, deste valor são feitas as deduções para a parcela destinada aos municípios (R$ 142,5 milhões) e o montante que irá compor o Fundeb (R$ 85,5 milhões).

Do que restará, serão destinados R$ 235 milhões para custear os equipamentos em 2015. Dentre os principais gastos, destacam-se aqueles com a manutenção de escolas de educação profissional, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), policlínicas, cadeias, Centro de Treinamento Técnico Corporativo (CTTC) e o Hospital do Sertão Central. “O Estado prevê ainda dispêndios gerados por Parcerias Público-Privadas, tais como a cogeração de energia do Centro de Eventos, o Trem do Cariri e o Arco Metropolitano no valor de R$68,8 milhões”, aponta o texto. “Por fim, R$38,2 milhões, aproximadamente, é a margem líquida projetada de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado que poderão advir em decorrência de outros investimentos planejados pelo Estado para os anos subsequentes”, esclarece o documento. Expansão da economia A LDO 2015 projeta, para o ano que vem, uma expansão do PIB estadual de 3,5%, alcançando, em números absolutos, R$ 127,98 bilhões. O percentual de crescimento, mantendo os resultados que vêm sendo apresentados nos últimos anos, é acima da média nacional, apontada em 2%. Para 2016 e 2017, a peça adianta a previsão de incremento de 4% no PIB do Estado. A LDO trabalha com uma previsão de inflação de 5,8% para 2015, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2016 e 2017, prevê-se um índice de 5,5%. Sérgio de Sousa, Repórter do Diário do Nordeste

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Leituras VII

Saudades da poesia

Gervásio de Paula (*) Busquei dentro de mim, a existência de um poeta. Procurei, procurei e não encontrei. No entanto, achei palavras, incorporei-as e saiu o saudosismo de um amor já distante e com vontade de se reaproximar. Eis, portanto, a crônica da semana, em forma de poema. “Saudade da poesia de mesa de bar/ Presa na garganta de um revolucionário./ Loucura de um rapaz sozinho/ Fugindo da sorte de um amor tranquilo./ Amar é sofrer, já dizia o poeta/E cabrocha nenhuma desata esse nó/ De um coração dilacerado./ Emendas se refazem/ Em um mosaico de múltiplas asas partidas./ A vida segue seu rumo/ À procura de um novo amor./ O esperançoso coração leviano/ Se mete de novo em roubada./ Não sossega,/ Não descansa,/ Pois em cada canto de vila,/ Na poeira da estrada,/Sempre há de haver alguém que/ Se renda aos carinhos teus./ E a face avermelha de novo,/ O corpo queima, como se único fosse/Aquele momento./ E as noites sem sono da dor dantes vivida/ Revigoram-se em noites de insônia/ De uma esperança de felicidade./ E o sorriso invade o rosto/ Como se dele viesse/ O rito escondido de uma noite/ Que se foi/ Que se perdeu/ E que surge de novo, tempos depois,/ Uns anos mais velhos/ Um corpo mais curvo e marcado./ Mas uma lembrança e uma saudade/ Que sobreviveram à distancia e ao tempo”. Sem amor e sem fé, nem bicho é... Ouça-me em silêncio. Você falou-me como tudo certo, quando estivemos na padaria tomando um café com pão de queijo, que era amiga pontual, mas não podia deixar sozinha, a casa de seus pais. Ao melhorar da minha mazela senti-me constrangido em ocupá-la, se não podia assumir um trabalho, para dormir fora de casa, ainda que com salário fixo. O acordo que você fez com a Auxiliadora e as crioulinhas - de passar 30 dias me assistindo - não me disseram. Talvez pelo meu estado de saúde que só se equilibraria, totalmente, após oito meses. Só, depois, uma das crioulinhas me contou. Não sabia, como você disse a Germana, que tinha cuidado de seu pai durante longo tempo e tinha dois irmãos alcoólatras, um em adiantado estado de recuperação. É sinal de que o outro, também, vai se recuperar. Se eu soubesse, não tinha lhe convidado, certa ocasião, para me acompanhar, para onde eu fosse, como ajudante. Soube depois de dois meses. Talvez a sua capacidade de pensar, não imagina quanto sou-lhe grato pelo que você tem feito por mim, quase inutilizado. Se estivesse bom já teria lhe empregado. (*) Gervásio de Paula (Fortaleza) jornalista

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Getúlio Vargas

Historiador cearense Lira Neto encerra trilogia

O último livro da trilogia “Getúlio” (Companhia das Letras), do jornalista cearense Lira Neto, começa enumerando as muitas ocasiões em que o ex-presidente cogitou o suicídio. Em 1930, no início do movimento que depôs Washington Luís e levou Vargas ao poder, ele registrou no diário: “Sinto que só o sacrifício da vida poderá resgatar o erro de um fracasso”. Em 1932, diante da ameaça da Revolução Constitucionalista: “Escolho a única solução digna para não cair em desonra”. Em 1945, ao ser deposto: “Estou resolvido ao sacrifício para que fique como protesto”. Enfileiradas em poucas páginas, as declarações parecem rascunhos para aquela que seria sua derradeira frase: “Saio da vida para entrar na História”. No mês em que se completam 60 anos dessa frase - e da morte de Vargas, em 24 de agosto de 1954 -, Lira Neto conclui seu trabalho de cinco anos sobre o ex-presidente, lançando “Getúlio 1945-1954: Da volta pela consagração popular ao suicídio”. O primeiro volume ia de seu nascimento, em 1882, até a Revolução de 1930. O segundo, enfocava seu governo até 1945. O terceiro, acompanha Vargas desde a deposição e o retiro nas terras da família, em São Borja (RS), onde articula o retorno à presidência, até o desfecho trágico no Palácio do Catete. “O suicídio não foi uma medida desesperada, nem o gesto de um depressivo” - diz Lira, em entrevista por telefone de sua casa, em São Paulo. “Em situações-limite, Getúlio várias vezes tomou em perspectiva o sacrifício pessoal. Os escritos íntimos dele são como a crônica de uma morte anunciada. Sempre teve a consciência de que não se permitiria passar à História como alguém derrotado em situação vexatória, desonrado”. Pesquisa Autor de biografias de Padre Cícero, do escritor José de Alencar e da cantora Maysa, Lira tomou como fontes principais para narrar os últimos anos da vida de Vargas os diários e cartas do ex-presidente mantidos na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Deu atenção especial às 1.652 páginas de correspondência entre o ex-presidente e sua filha, Alzira. O diálogo entre eles, diz o jornalista, ajuda a entender as negociações políticas e o dia a dia do período em que Vargas instalou-se no interior gaúcho, entre 1945 e 1950. Também foi importante para a pesquisa o manuscrito inacabado e nunca publicado do segundo volume de memórias de Alzira, arquivado na FGV. Atualidade O próprio autor diz que não teve a pretensão de fazer uma análise dos governos do ex-presidente, mas sim de narrar sua trajetória “sem maniqueísmos”. “Tentei falar de Getúlio sem devoção nem negação, com equilíbrio. Acho que consegui, porque sou atacado por todos os lados: getulistas me acusam de udenismo, antigetulistas me acusam de favorecê-lo. Os livros permitem várias leituras. Estão lá as atrocidades do Estado Novo, a tortura e o autoritarismo, mas também as conquistas da Era Vargas e seu legado para os trabalhadores”, diz Lira, que vê Getúlio “ainda muito presente” no cenário nacional. “Os grandes temas da Era Vargas, como o tamanho do Estado e os direitos trabalhistas, continuam em nosso debate político”. Prova dessa permanência de Vargas é que, desde a publicação do primeiro volume, em 2012, políticos de variados matizes comentaram publicamente a biografia, num esforço para colar sua imagem à do “Pai dos Pobres”. Adversários na eleição deste ano, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o candidato do PSB Eduardo Campos elogiaram os livros. Fernando Henrique Cardoso descreveu a obra como um “itinerário humano, intelectual e político”. Lula evocou o apelo popular do gaúcho (“eu me vi andando com Getúlio, fumando um charuto, em Porto Alegre”). E José Sarney, em resenha em seu site, pinçou uma frase dita pelo protagonista: “vencer é adaptar-se”. “Getúlio interessa aos políticos hoje porque tinha leitura aguçada das conjunturas e enorme senso de oportunidade histórica. E pelo fato de ter sido o homem que mais tempo se manteve à frente do Executivo no Brasil, é claro. Para o bem ou para o mal, foi mestre na arte da política”. Livro: Getúlio 1945-1954: Da volta pela consagração popular ao suicídio - Lira Neto - Companhia das letras - 2014, 448 páginas - R$ 49,50 Guilherme Freitas - Agência O Globo.

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Crise politica fecha trilogia sobre Getúlio Há 60 anos o Brasil vivia uma aguda crise política. Getúlio Vargas tinha aumentado em 100% o salário mínimo e provocara a ira de empresários e comandantes militares. Os Estados Unidos estavam incomodados com a limitação de remessas de lucros de companhias estrangeiras no país, o estabelecimento do monopólio estatal da exploração do petróleo e a recusa de envio de brasileiros para a guerra na Coreia. No Congresso, barulhentos conservadores falavam em mar de lama no governo. Na madrugada de 5 de agosto, a notícia do atentado contra Carlos Lacerda, com a morte do major Rubens Vaz, acelerou a turbulência, que culminou com o suicídio de Getúlio, no dia 24. A comoção que tomou conta do país adiou os planos da oposição, que só conseguiu se rearticular na trama do golpe de 1964. A narrativa desses tempos conturbados é o ápice do último livro da trilogia “Getúlio”, do jornalista Lira Neto, que chega agora às livrarias, abarcando o período de 1945 a 1954. No conjunto, o autor trabalhou cinco anos na biografia do líder político. Os dois primeiros volumes venderam no total 79 mil exemplares; esse novo sai uma tiragem de 40 mil. “Não acredito em biografias definitivas. Getúlio é ainda um território vasto a ser explorado. Ele é o personagem mais importante da história brasileira, para o bem e para o mal. Não sou louco de tentar defini-lo”, diz Lira, 50, à Folha. Para ele, Getúlio deixou um amplo legado, que extrapola a política. “Ele modernizou o Brasil, tirou o país de uma situação agrária e o conduziu para um projeto de desenvolvimento, com uma legislação trabalhista que era moderníssima para aquele momento. A pergunta que faço é quanto disso poderia ter sido conquistado com mais democracia”, avalia. Apesar de ter sido investigada em centenas de livros, a trajetória de Getúlio ainda contém aspectos nebulosos. “Há determinadas coisas que não permitem fazer uma narrativa pronta, única e acabada”, diz Lira. Exemplo principal: o assassinato do major Vaz, que fazia a segurança de Lacerda, na rua Tonelero, em Copacabana. “O que aconteceu de fato naquela noite nunca vamos saber. Lacerda contou a história de duas formas diferentes e nunca entregou a sua arma para perícia. Os interrogatórios da investigação do caso foram conduzidos, digamos, de forma pouco polida. Pessoas interrogadas [na chamada “República do Galeão relataram, se não a tortura física, a psicológica. Sofreram ameaças. Todas as perguntas desse caso estão em aberto”, afirma o autor. Se hipoteticamente pudesse perguntar algo a Getúlio, o jornalista trataria do caso da venda da fazenda de Maneco Vargas, filho do presidente, a Gregório Fortunato, chefe da guarda e já envolvido no caso Vaz. Na visão de Lira esse escândalo foi crucial para o desfecho da crise. “Foi o grande golpe naquele instante final de isolamento”, diz. O jornalista lembra que “mesmo os antigetulistas mais ferrenhos não se arriscam a acusar Getúlio de ter se beneficiado financeiramente do poder. O homem mais poderoso da história do Brasil de todos os tempos tinha dificuldades para pagar contas. Em São Borja, seu patrimônio era quase ridículo. Por isso, naquele momento, aquela revelação o feriu”. Para além da crise final do governo, Lira trata, nesse terceiro volume, do exílio de Getúlio em São Borja, das suas articulações políticas para a volta à cena nacional, da campanha vitoriosa à presidência. Para isso, utiliza com fartura mais de 1600 páginas de cartas trocadas com a filha Alzira _”um tesouro virgem”, diz o autor. Também os originais nunca publicados de uma segunda obra de Alzira sobre o pai são importantes no texto. O período anterior a 1950 têm, relativamente, bastante espaço. Com isso, a narrativa sobre o governo propriamente dito não fica prejudicada? Lira discorda. Para ele, o livro discorre bem sobre a assessoria econômica paralela criada por Getúlio para gestar seus grandes projetos. Chamados “boêmios cívicos”, o grupo arquitetou o BNDE, a Petrobras, a Eletrobras, contornando as limitações de um ministério conservador, formado em razão de negociações políticas. “Todo esse projeto desenvolvimentista não poderia passar pelas vias tradicionais do congresso”, avalia. Lira enxerga paralelos entre as turbulências do governo de Getúlio e a situação atual. (...) ( Folha de São Paulo, 09.08.2014)

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Leituras VIII

Ubaldo, o Imortal de Bermudas Edmílson Caminha (*) Houve uma época, na escola pública brasileira, em que o Colégio Central da Bahia, em Salvador, teve, ao mesmo tempo, alunos que se chamavam Glauber Rocha, Paulo Gil Soares, Fernando da Rocha Peres, João Ubaldo Ribeiro, Florisvaldo Mattos, Calasans Neto e João Carlos Teixeira Gomes. Colaboradores da revista Mapa, que deu nome à geração de baianos sem os quais o cinema, a literatura e as artes plásticas não alcançariam a culminância a que chegaram no Brasil. Jovens estudantes, alguns se tornaram amigos fraternos por toda a vida, como Ubaldo e João Carlos Teixeira Gomes, nosso querido Joca, a quem devo o encontro com o romancista de Sargento Getúlio, que fora em 1982 a Fortaleza para receber um prêmio do Banco do Nordeste. No ano seguinte, o cearense Hermano Penna filmaria a história de abuso do poder e de injustiça social, com Lima Duarte em um desempenho que lhe valeria, trabalhasse em Hollywood, o Oscar de melhor ator. Fosse pouco escrever a “epopeia trágica” cujo protagonista se põe, no conceito do crítico José Hildebrando Dacanal, entre as mais comoventes personagens da literatura brasileira, o autor lançaria, em 1984, o monumento que é Viva o povo brasileiro, romance capaz de fazer, sozinho, a grandeza de qualquer literatura. Joca fez chegar a Ubaldo meu artiguete sobre o livro, e mandou-me carta da ilha já orgulhosa do ficcionista que a exaltava: “Como você vê, escrevo-lhe de Itaparica e precisamente da casa do nosso João Ubaldo, que ficou muito feliz com o seu excelente “Viva Ubaldo brasileiro”, um achado logo no título. (Vá perdoando os erros, escrevo estas maltraçadas sem óculos, mas não quis perder a glória de lhe enviar uma carta saída da própria máquina de onde nasceu Viva o povo brasileiro)... Ubaldo está aqui junto e manda abraços.” Comunica que já tem prontas as 500 laudas datilografadas do seu Gregório de Matos, o Boca de Brasa, mas ainda não foi a Salvador para levá-lo ao prelo: “Prefiro a paz destas praias e a intimidade destas solidões, longe dos chatos da Bahia, os chatos mais chatos do mundo”. E reclama divertidamente do colega: “Ubaldo diz-me besteiras a todos os instantes, não me permite a concentração tão necessária às ideias profundas e originais, de tal maneira que serei compelido a interromper tão importantes digressões...” Manda-me um abraço, assina “Joca” e como que passa a palavra ao amigo, que acrescenta: “Edmílson, não o conheço, mas já sei do” – e a frase se interrompe com a seguinte declaração, datilografada em vermelho: “Nota do caluniado. Esta linha aí em cima ia sendo escrita pelo refinado lorpa e solerte safardana, esquecendo-se ele de que já nos conhecemos, embora brevemente. Ele ia escrever uma frase sentimentaloide para eu assinar e mentir para você, dizendo que eu a tinha escrito. Mais uma das aleivosias e dúbias manobras desse rapaz, que sem dúvida as aprendeu na convivência sempiterna com seu ídolo na Terra, o Dr. Antônio Carlos Magalhães. Cabe-nos desmascarar tais raposices, denunciando-as destemidamente à consciência da Nação. Em tempo: em sua carta, ele fez questão de omitir qualquer referência a meus caládios, que estão rebentando prematuramente este ano, constituindo-se em motivo de orgulho para mim e de desenfreada inveja da parte dele. Receba minhas saudações insulanas, um abraço honesto do João Ubaldo.” Romancista admirável, contista dos melhores, excelente cronista, amigo fraterno, ser humano generoso, o escritor partiu rumo ao céu, aos 73 anos, com o fardão da Academia Brasileira de Letras. Acho que preferiria estar sem camisa, de bermudas e sandálias, para continuar a viver como sempre gostou, agora nos itaparicanos latifúndios da eternidade. (*) Edmilson Caminha (Fortaleza), escritor, membro da Academia Brasiliense de Letras

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Nossa Senhora da Assunção é devolvida à 10ª Região Militar

A imagem da padroeira de Fortaleza, Nossa Senhora da Assunção, será devolvida à 10ª Região Militar, antigo Forte. A santa está com a família Nunes há 157 anos, doada pelo segundo bispo de Fortaleza, dom Joaquim José Vieira Após ficar mais de um século e meio longe da Igreja e do Forte, a imagem de Nossa Senhora da Assunção será entregue novamente à 10ª Região Militar. Em posse da família Nunes por 157 anos, a pequena santa, esculpida em madeira, chegou a Fortaleza em 1654, trazida pelo comandante português Álvaro Azevedo Barreto. Agora, uma série de eventos deve marcar o retorno da imagem para o Forte. Uma missa foi celebrada, às 9 horas de12.08, 12, no Sítio Jurucutuoca, local que abrigou a santa nesse século e meio. A família foi homenageada na Assembleia Legislativa, por requerimento da deputada estadual Fernanda Pessoa (PR),em 14.08, no Plenário 13 de Maio. A imagem está em posse da família Nunes desde 1857. Quando o Forte foi reformado para sua transformação em Quartel Militar, a imagem foi levada para a sacristia da matriz da cidade, antiga Sé, hoje Catedral Metropolitana. Lá, o bispo de Fortaleza na época, dom Joaquim José Vieira, fez a doação para o coronel Licínio Nunes de Melo, que era administrador da Irmandade de São José, responsável pela procissão dos mortos e compadre dele. Isso porque o coronel precisava de uma imagem para a capela do seu sítio, o Jurucutuoca. O arcebispo pediu, então, que ele escolhesse qual figura queria. O coronel

elegeu Nossa Senhora da Assunção, porque cabia como uma luva no santuário. “(A imagem) é um patrimônio material e espiritual, são só por ser uma pela antiga e valiosa, mas, principalmente, pelo que ela representa”, afirma Lauro Araújo, casado com a neta do coronel Licínio, e que guarda a imagem atualmente. A psicóloga Andrea Araújo Nunes, bisneta do coronel Licínio, diz que vai ser com muita emoção que a família deve entregar a imagem. “Acho que a fé do povo fortaleza a fé é muito grande. Espero que a santa ajude a acrescentar ainda mais amor e esperança nessa procissão”, acredita. No dia 15 de agosto, dia da Padroeira de Fortaleza, foi celebrada missa na Catedral, às 10 horas, com o arcebispo dom José Antônio de Aparecido Tose. Em seguida, os fies saifram em procissão até a 10ª Região Militar, onde houve um ato de entrega. A santa ficará em exposição para visita. Já no dia 12.08, foi celebrada missa no sítio Jurucutuoca, no Eusébio, de posse da família Nunes de Melo, que abrigou a escultura por muitos anos em um santuário. A imagem chegou à Capital para que a população pudesse ter uma santa de devoção e uma figura de contemplação. O antigo Forte Schoonenborch, erguido pelos holandeses para defender a cidade, foi retomado pelos portugueses e recebeu o nome de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, onde o município começou a ser construído. O comandante português construiu uma capela no centro do pátio da edificação para receber a santa, onde ficou por quase um século.

CSP representa incremento de 48% no PIB do Ceará

A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) – uma joint venture entre a brasileira Vale e as sul-coreanas Dongkuk Steel e Posco –, é um dos maiores empreendimentos privados em construção, atualmente, no Brasil e a única do gênero sendo implantada no mundo ocidental. Situada numa área de 980 hectares (ou quase mil quarteirões), terá 571 hectares de área construída, sendo a primeira usina siderúrgica integrada do Nordeste. O investimento total para implantação da CSP é da ordem de US$ 4,86 bilhões (mais de R$ 11 bi), gerando 3,2 mil empregos diretos e cerca de 10 mil a 12 mil indiretos, quando estiver em operação, representando um incremento de 48% no Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, quando suas duas fases estiverem concluídas. Hoje, no canteiro de obras, trabalham cerca de 7.800 operários, técnicos, engenheiros e outros profissionais, na implantação das estruturas de concreto (que estão com 54,6% concluídos) e de aço (50,4%), sendo que 88,2% são cearenses e os 11,8% são oriundos de outros estados brasileiros e até países (como Coreia do Sul e China, por exemplo). De acordo com o diretor de projeto da CSP, Dong Ho Kim, o layout da companhia é o mais avançado da indústria do aço, com uma linha reta de produção, a fim de reduzir os custos. “Foi feito todo um arranjo para minimizar a logística e proporcionar alta eficiência energética”, destacou. Será implantada uma termelétrica para suprir a demanda de energia elétrica, usando principalmente os gases do processo como combustível, que deve estar pronta no primeiro semestre de 2015. Outro ponto importante para o funcionamento da CSP é o fornecimento de água, pois ela deve consumir entre 24 mil e 28 mil metros cúbicos (m³) por dia. Para tanto, haverá uma estação de tratamento que deve proporcionar 98% de reúso e o Governo do Estado garantiu o fornecimento por três anos. Depois desse período poderá haver a utilização de água do mar dessalinizada, extraída do subsolo ou coletada na rede de efluentes de Fortaleza,

tratada e levada para a siderúrgica, através de uma operação em conjunto desenvolvida com a Cagece. “Todas as siderúrgicas do Oriente Médio e algumas da África usam água do mar, mas estamos estudando as opções”, disse Kim. Infraestrutura Segundo o presidente da CSP, Sérgio Leite, na época do Estado investidor, houve a instalação de várias siderúrgicas no Brasil, como a Companhia Siderúrgica Nacional, a Usiminas, dentre outras. E, com as privatizações, ocorreu um boom no setor, que esbarrou na falta de infraestrutura no País. “É preciso que todos tenham consciência do que um empreendimento como a CSP representa para a região, para o Ceará e o Brasil. Não tem sentido um morador, uma comunidade, uma população, não querer fazer parte de um empreendimento dessa magnitude. Nosso maior desafio é a interação entre o projeto, a comunidade, os governos, os fornecedores, as universidades”, afirmou. Ele advertiu que o consumo de aço no Brasil, atualmente, é de 132 quilos per capita por ano (pcpa), que é o da China, há cerca de 20 anos. Hoje, na Coreia do Sul, este consumo é de 1.100 quilos pcpa, na China são 700 quilos e na Indonésia 300 quilos. “Ou seja, há muita possibilidade de expansão, pois o Brasil produz cerca de 35 milhões de toneladas de aço por ano, o que é ínfimo. Na primeira fase do projeto, que deve ser concluída no fim de 2015, a siderúrgica será capaz de produzir 3 milhões de toneladas de placas de aço por ano, um produto semiacabado que deverá ser exportado. Isso porque toda a sua produção tem garantia de compra por parte dos próprios investidores, por um período de 15 anos, sendo a Dongkuk Steel: 1 milhão e 600 mil toneladas anuais, Posco: 800 mil e Vale: 600 mil. Mas a planta da CSP já está sendo construída com a possibilidade de haver uma expansão, sendo que a sua capacidade produtiva poderá ser dobrada, chegando a 6 milhões de toneladas de placas de aço por ano.

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Nova Reunião com a Infraero para o Aeroporto de Juazeiro do Norte

O Coordenador de Turismo de Juazeiro do Norte, José Roberto Celestino, participou de reunião com o Diretor de Aeroportos da INFRAERO, Marçal Goulart, e superintendentes técnicos sobre o Aeroporto Orlando Bezerra. Na reunião em Brasília, ele se fez acompanhar de representantes da Avianca, Gol e Azul Linhas Aéreas, bem como da ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas). Na conversa com o dirigente da Infraero, José Roberto Celestino fez questão de enaltecer o elevado padrão técnico com que é administrado o Aeroporto de Juazeiro no que foi seguido pelo Comandante Paulo Roberto Alonso da ABEAR e pelos executivos das transportadoras aéreas. O Aeroporto Orlando Bezerra atende as regiões Centro Sul do Ceará, Noroeste de Pernambuco, Alto Sertão da Paraíba e Sudoeste do Piauí, representando um dos principais instrumentos para o desenvolvimento econômico da região. Durante o ano recebe diferenciado público devido às muitas potencialidades do Cariri, destacando-se o turismo religioso, de negócios e ecológico. Juazeiro se constitui importante pólo de ensino superior, da produção de calçados e comercial.

Casa do Ceará recebeu certificado de empresa amiga do Centro Educacional de Audição e Linguagem Ludovico Pavoni

Ivete Simonette do Amaral (Assistente Social da Casa do Ceará),Vicente Nunes Magalhães (Diretor de Educação e Cultura da Casa do Ceará), Osmar Alves de Melo ( Presidente da Casa do Ceará) , Antônia Lúcia Guimarães Aguiar (Superintendente da Casa do Ceará), Fabiane Adailce e Mônica Maciel (Assistentes Sociais do CEAL/LP)

Ivete Simonette do Amaral (Assistente Social da Casa do Ceará),Vicente Nunes Magalhães (Diretor de Educação e Cultura da Casa do Ceará), Osmar Alves de Melo (Presidente da Casa do Ceará) , Antônia Lúcia Guimarães Aguiar (Superintendente da Casa do Ceará), Fabiane Adailce, Mônica Maciel e Inês Serra (Assistentes Sociais do CEAL/LP)

“O Presidente da Casa do Ceará, Osmar Alves de Melo, acompanhado do Diretor de Educação e Cultura Vicente Nunes de Magalhães, da Superintendente Antônia Lucia Guimarães e da Assistente Social Ivete Simonette do Amaral esteve em 22.08.2014 , na sede do Centro Educacional de Audição e Linguagem Ludovico Pavoni, para receber o Certificado de Empresa Amiga

Vicente Nunes Magalhães (Diretor de Educação e Cultura da Casa do Ceará), Osmar Alves de Melo ( Presidente da Casa do Ceará), Pe. José Rinaldi (Diretor CEAL/LP) e Kailane (Usuária).

Ivete Simonette do Amaral (Assistente Social da Casa do Ceará), Antônia Lúcia Guimarães Aguiar (Superintendente da Casa do Ceará), Vicente Nunes Magalhães (Diretor de Educação e Cultura da Casa do Ceará), Osmar Alves de Melo ( Presidente da Casa do Ceará) Pe. José Rinaldi (Diretor CEAL/LP) e Kailane (Usuária)

do Ceal/LP, pela importante contribuição e parceria da instituição em projetos de cidadania e inclusão social, que beneficiam pessoas com deficiência auditiva e suas famílias. Os mesmos forma recebidos pelo Diretor Geral do CEAL Pe. José Santos Xavier, a Assitente Social Maria Inês Albuquerque e a Sra. Adriana Trancoso Albuquerque (Relações Públicas)”

mkt.nacionalgás

Energia que faz parte da nossa vida.

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Pr Esp ojeto eci s ais

Fotos: Albino Oliveira

Momentos marcantes da vida do prof. Albery Mariano

Dr. Albery Mariano Poeta de Santana do Aracaú-CE JK e ADILSON I O Adilson é muito amado, Grande Escritor de Brasília; Conhecido e bem afamado, Com o “Dirceu de Marília”. II Seu futuro, esplendoroso, Nossa águia do Planalto; Altruísta e cauteloso, Seu sonho,foi sempre alto. III Juscelino, Presidente, O precursor de Brasília. Adilson foi confidente, Integrou-se com família.

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IV Filho de João Adeodato, Da família Vasconcelos; Descrevendo os seus relatos, São significativos e belos. V Este eloqüente orador, Discursa com autoridade; Brilhante e fiel redator, Engrandece esta cidade. VI O Estadista e o Escritor, Adilson e Juscelino; Presidente e Historiador, Eles, sequem seus destinos. VII Grandes mestres da oratória,

Celebridade dos Pioneiros; Contemplamos a história, Desses heróis brasileiros. VIII “Brasília, minha cidade, Brasília, meu céu, meu mar”. O Adilson é a personalidade, Que Brasília sabe amar. IX “Como pode o peixe vivo, Viver fora da água fria”. JK o criador de Brasília A Pátria o reverencia. X Ambos, os brasileiro conhecem, Seus admiráveis sucessos; Poucos, na vida merecem Ser, recitados em versos.

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Página da Mulher Regina Stella (*) Assisti a euforia da partida, a expectativa entre a proeza e o medo, as risadas de quem se propõe a uma travessura, o gosto da aventura. Diante da imensa massa líquida, ao se quebrar em gigantescas ondas se desfazendo em espuma rendada à beira da praia, o grupo de turistas discutia, brincava, posava para fotografias, aguardando a hora de Regina Stella (*) “_Setenta e sete! Setenta e sete!” Gritavam-lhe os irmãos mais velhos, oito, dez anos, doze, num tom de mofa e franca hostilidade quando querendo participar da brincadeira atrapalhava o jogo, a corrida, a subida nas mangueiras. Pura implicância dos manos a exclamação, dita sempre aos gritos, com um ar de zombaria, agressão que tentava revidar, protestando junto ao pai, à mãe, o insulto recebido.Única menina da casa, recebia dos pais toda proteção e acolhida mas sabia que o apelido era uma ofensa dos irmãos, que se afastavam , rindo às escondidas, fazendo trejeitos e caretas. Enraivecida, respondia a provocação com uma infindável lista de apelidos que sabia de cor, que os instigava, irritava também, verdadeira guerra: bode louro! Tronco de amarrar onça, samangolé, potó, tocambel! Magricela, cambitos finos, cabelo escorrido, desenxabida, esganiçada, só muito depois veio a compreender, com certo humor, o apelido que tanto lhe pesara na infância. A seca de 77, no Ceará, fora a mais terrível, a mais desoladora, a mais cruel entre todas as secas. Ah! A horrenda visão da caatinga crestada, os garranchos retorcidos e secos, o chão calcinado, esturricado, semi-enterrados os esqueletos do gado, morto de fome, de sede, e sob um sol escaldante, os passos lentos, pesados dos retirantes, e a conformação do nordestino ante a tragédia, numa luta insana para sobreviver! “ A secca perante a Sciência e a religião”

Bar dos Cunhados Pedro Prado e Paulo Prado Donos (Hidrolândia) . Garçons: Raimundo Vieira(Viçosa do Ceará), Edmilson Bezerra,(Poranga), Johnson de Souza e Raimundo Pacheco (Santa Quitéria). CLN 115 BL B lj 21- Asa Norte 70772-520Tel(61) 3274-7805.. Bar dos Cunhados no Tênis do Iate Clube Damázio Prado (Hidrolândia) arrendatário - 3379 88763 Setor de Clubes Esportivos Norte Trecho 2 Conj 4 70800-120 Bar dos Cunhados Veleiro no Iate Clube Antonio Prado (Hidrolandia) arrendatário 3329 8761 e 3323 4207 Coco Bambu – Frutos do Mar Gerente Geral Eilson Studart (Fortaleza) SCES Trecho 02, Conjunto 36, Parte CÍcone Parque/ 70200-002 Tel3224 5585 Brasília Shoping SCN Qd 05 BL.A , 70715-900 Tel 3038.1818 Baby Beef Rubaiyat - Brasília Maitres: Jopé Itamar Ferreira Gomes (Acaraú) , Silva (Ubajara) e Manoel Adilson Rodrigues (Jijoca), Garçons: Luis Neto Alves Sobrinho (Acopiara) e Antenor Neto Rodriges (Ibiapina), bar-men: Doniseti Ferreira Chaves (Ibiapina), Hernandes Freitas (Jijoca) e Gleison Ferreira da Silva (São Benedito), Recepcionista Viviane Bezerra da Silva (Ipueiras). SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 1, lote 1 A - Asa Sul Tel 61. 3443.5000 Dom Francisco SCS 402 Bloco B Loja 09, 3224 1634 3226 1816 Gerente: Wilton Melo (Ipu); maitre : Valdemir Alves Souza (Sobral); garçom: Evandro Magalhães (Santa

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Seca: a tragédia se repete Pelo vigário da Cachoeira, Padre Bellarmino José de Souza. Fortaleza. Typ.Constitucional-Rua Formosa número 30.l880 _Aos meus paroquianos em geral- três longos annos tenho demorado entre vós, ó meus bons amigos, a contar do dia l2 de janeiro de 1877 a l2 de janeiro de 1880, tempo verdadeiramente cruel e fatídico para mim e para vós. Como que a Providencia Divina collo cando-me no meio de vós, numa epocha de tantos e tão terríveis infortúnios,quis, pela prova do mão tempo, estreitar melhor os laços que prendem o Pastor a seu rebanho. N`esses três annos tenho sido vosso companheiro de martyrio, vosso irmão pela dor, e a consciência não me accusa de vos ter abandonado um instante siquer no meio de tantas e tão dolorosas privações. Coube-me por partilha a epocha do terror- e do pranto-, da desolação e da morte. Tenho vivido no meio de vós triste como a estatua da dor! Este sol de fogo, este Céo inclemente, esta natureza-sepulcro,esses campos desertos, esses esqueletos de árvores,essas ossadas humanas,(meu Deus), tudo me inspirava terror, amargura, tristeza e desolação! Villa da Cachoeira,12 de janeiro de 1880” Passados mais de cem anos, o cenário é o mesmo, os personagens são chamados , de novo, à cena, a marcação é idêntica, a tragédia se repete, negra, perversa. Findou-se o Império, quando D. Pedro II proclamou que venderia as jóias da coroa para que nenhum nordestino morresse mais de fome. Veio a República, sucedendo-se no mando do país presidentes de todas as origens, inclusive nordestinos, e a despeito dos discursos retumbantes, das teses de doutorado, dos planos de desenvolvimento econômico e social, da distribuição das cestas básicas, da abertura de frentes de emergência, o problema permanece sem solução. Os mesmos programas de ajuda, o abastecimento d’agua pelos carros-pipas, as construções de cacimbões, de pequenas barragens. E ainda, em penosa peregrinação, terrível êxodo, pelas estradas, quilômetros de exaustiva caminhada para apanhar uma lata d’água!

Os Cearenses na Cozinha de Brasília Quitéria) ASBAC SCES Trecho 02 Conj 3226 2005 3224 8429 3223 5679 Garçons: Iran Matos (Independência), Antonio Melo (Independência) Antonio José Barbosa (Monsenhor Tabosa). Elisimar Barbosa Oliveira (Monsenhor Tabosa); barman Francisco Ricardo Ferreira Gomes (Nova Russas); cozinheiros: Romário Vieira Barreto (Tauá) Francisco das Chagas Gomes (Nova Russas) e Francisco Dermival dos Santos (Nova Russsas). Dona Graça Maitre – Carlos Ângelo Veras (Viçosa do Ceará) Vila Planalto, Acampamento Pacheco Fernandes Rua 07 casa 15 Vila PlanaltoTel 3032 1062 70804-270 Beirute Sul Proprietário Francisco Martins (Ipu) SCLS109 Bloco”A” Loja 2/4 – Asa Sul /3244 1717 Beirute Norte Maitre Bartolomeu Martins (f.cearense, Brasília) Fred SCLS 405 Bloco “B” Loja 10 – Asa Sul/ 3443 1450 Forneria Parole Maitre Antonio Carlos de Souza (Guaraciaba do Norte) ; garçom José Gerardo de Azevedo (Guaraciaba do Norte); cozinheiros Juvêncio Fernandes Neto (Tauá), pizzaiolo Sinobilino Bezerra Neto (Tuaá) e Adinaldo Fernandes Bezerra (Tauá) QI 9/10 Comércio Local Loja 39 Lago Norte - 3368 3337 Gero Gerente: Célio Freitas (Hidrolândia) SHIN C04 Lote A Loja 22 Térreo Iguatemi 3577 5522 8110 0209 Galeteria Beira Lago Proprietário João Miranda Lima (Ipueiras) SCES Trecho. 02 conjunto 33, ao lado do PIER 21 3223 7700

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Ah! Só mesmo o nordestino conhece a opressão no peito, a sensação de desgraça iminente,quando, acentuada a estiagem, o mês de março começa, e a desolação se assenhora, sem nenhuma esperança de chuva! Paira no ar um prenuncio de flagelo, e se tem a impressão de que, aterrada, estática, transida de horror a atmosfera não circula, aquietados os ventos, e tão só o sol escaldante e o calor sufocante são testemunhas desse pânico silencioso e secreto que se apossa de cada coração, ante a calamidade prestes a desabar. Agora se mobilizam todos, com presteza...E se retrata, gigantesca, a velha industria. Sabem todos que a tragédia da seca não se resolve com planos de emergência e com paternalismo! Numa terra calcinada,sem água, sem lavoura, sem colheita, transformados os açudes em imensas crateras! E já se fez Itaipu! E já se construiu Tucuruí! Num famoso discurso, como senador do Império, o Padre Francisco de Brito Guerra dizia que “quando as águas do Nordeste deixarem de correr para o mar, por encontrarem açudes e barragens que as retenham, os nordestinos deixarão de correr para o Sul, expulsos pela seca”. As águas do Nordeste ainda correm para o mar, e os nordestinos ainda continuam a sofrer, humilhados, aniquilados, pela seca! Agora, são mais de cem, os municípios em emergência, no “Ceará, velho de guerra”, como se dizia antigamente! E, já tão habituados, todos, com o sol escaldante, a terra rachada, empedrada, os córregos esturricados, que já não se alardeia o mal, e só num cantinho dos jornais se lê a notícia, espremida, encolhida, quase pedindo desculpa! Mas aquela figura esquálida, no rosto a palidez de cera, a trouxa de roupa na cabeça, todos reconhecem. Permita Deus, não comece a procissão do retirante...Até quando, Senhor? (*) Regina Stella (Fortaleza), jornalista e escritora ganhar o mar, na tosca jangada.

Ki Filé Maitre – Maitre,Roberto Cavalcante (f.Cearense), Chefe de Cozinha, Raimundo Cavalcante (Sobral). Gerente Eduardo Vasconcelos (f.Cearense), garçons: Francisco Souza (Sobral) e Raimundo Mourão (Nova Russas), cozinheiros Alessandro Loyola (Sobral) e Francisco Ferrreira (Granja) 405 Norte, bloco A - lojas 55/65/69 - (61)3274-6363 Libanus Proprietário Narciso Martins (Ipu) SCLS 206, Bloco “C”,loja 36 – Asa Sul / 3244 9795 Moranguim Chefe de Cozinha: Francisco Oliveira dos Santos (Icó) SHIN QI2, Área Especial, Quiosque 14., Lago Norte/21947641 Em frente a loja do Pão de Açúcar. 3242 9203 9216 9055 Pizzaria Primu’s Grill Dono: Chico Élcio (Sobral) Quadra 4. Conj, A Lt 60 – 9627 6430 Planaltina 73.300-000; Recanto do Norte Donos: Eudes Braga Mesquita e Antônia (Toinha) Celeste Jorge Mesquita (Santa Quitéria) 409 Norte , Bloco B, Loja 65 – Tel 3271 8722 Taperas Restaurante Maitre – Francisco Tadeu de Oliveira (Iguatu) Sobreloja do Garvey Palace HotelTel 33 28 4265 Trindade Maitre Luciano Rodrigues (São Benedito) Chefe de Cozinha - Francisco Alves (Acaraú) SHCS Quadra 105, Bloco D Conjunto 35 0 Asa Sul/ Tel32424005 Verde Perto Proprietário Carlos Pontes (Nova Russas) EPTG Chácara 56 sentido Taguatinga-Guará (ao lado do Posto de Polícia) 3567 8217

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Leituras IX

Humor Negro e Branco Humor 60 Anos no Ramo

Um cara sofria de dor de cabeça crônica infernal. Foi ao médico que, depois dos exames de praxe, disse: - Meu caro, tenho uma boa e uma má notícia. A boa, é que posso curá-lo dessa dor de cabeça para sempre. A má notícia é que para fazer isso eu preciso castrá-lo! Seus testículos estão pressionando a espinha, e essa pressão provoca uma dor de cabeça infernal. Para aliviar o sofrimento preciso removê-los. O cara levou um choque e caiu em depressão. Passou dias meditando. Indagava se havia alguma coisa pela qual valesse a pena viver. Não teve outra escolha a não ser submeter-se à vontade do bisturi. Quando deixou o hospital, pela primeira vez, depois de 20 anos, não sentia mais dor de cabeça. No entanto, percebeu que uma parte importante de si estava faltando. Enquanto caminhava pelas ruas notava que era um homem diferente, mas que poderia ter um novo começo. Avistou uma loja de roupas masculinas de grife. “É disto que eu preciso”, disse para si mesmo. - Quero um terno novo!!!, Pediu ao vendedor. O alfaiate, de idade avançada, deu uma olhadela, e falou: - Vejamos... é um 44 longo. O cara riu: - é isso mesmo, como é que o senhor soube? - Estou no ramo há mais de 60 anos, respondeu o alfaiate. Experimentou o terno, que lhe caiu muito bem. Enquanto se admirava no espelho, o alfaiate perguntou: - Que tal uma camisa nova? Ele pensou por alguns instantes: - Claro! O alfaiate olhou e disse: - 34 de manga, e 16 de pescoço. E ele pasmado: - Mas, é isso mesmo, como pôde adivinhar? - Estou no ramo há mais de sessenta anos, disse. Experimentou a camisa e ficou satisfeito. Enquanto andava pela loja, o alfaiate sugeriu-lhe: - Que tal uma cueca nova? - Claro. O alfaiate olhou seus quadris, e lascou: - Vejamos... Acho que é 36. O cara soltou uma gargalhada: - Desta vez, te peguei. Uso o tamanho 34 desde os 18 anos de idade. O alfaiate sacudiu a cabeça negativamente: - Você não pode usar 34. O tamanho 34 pressiona os testículos contra a espinha, e essa pressão deve provocar em você uma dor de cabeça infernal.

Frases profundas

... Liquidação de Muletas - Venha correndo! ... .. A febre tifóide é aquela febre que, ou você cura ou ela ti fóide! ... O amor é como a gasolina da vida. Custa caro, acaba rápido e pode ser substituída pelo álcool. ... Eu sempre quis ter o corpo de um atleta. Graças ao Ronaldo isso já é possível. ... Os ursos polares adoram o frio. Os bipolares às vezes adoram, às vezes não... ... Gostaria de saber o que esse Jeová fez de errado pra ter tantas testemunhas assim... ... Calculei meu IMC e constatei que minha altura está 20 cm abaixo da ideal. ... Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic: Gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar. ... As melhores crianças do mundo são as japonesas. Estão a 20 mil quilômetros de distância e quando estão acordadas eu estou dormindo. ... Quando a gente envelhece, o cabelo embranquece, o osso adoece, o joelho endurece, a vista escurece, a memória esquece, a gengiva aparece, a hemorroida engrandece, a barriga cresce, a pelanca desce, o bilau amolece, o ovo padece, a mulher se oferece, a gente agradece. ... Calorias são pequenos vermes inescrupulosos que vivem nos guarda-roupas, e que a noite ficam costurando e apertando as roupas das pessoas. (eu já tinha desconfiado disso....)

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Governo veta projeto de lei sobre criação de municípios A presidenta Dilma Rousseff vetou integralmente o Projeto de Lei 104/2014, que tratava da criação, incorporação, fusão e o desmembramento de municípios. A proposta, aprovada no começo de agosto pelo Senado, substituía um outro projeto sobre o mesmo assunto, vetado integralmente por Dilma no fim do ano passado. Na mensagem de veto dirigida ao presidente do Senado, Renan Calheiros, publicada em 27.08.2014 no Diário Oficial da União, Dilma Rousseff argumenta que a proposta criaria despesas sem indicar as fontes de receitas correspondentes, o que desequilibraria a divisão de recursos entre os municípios.

“Embora se reconheça o esforço de construção de um texto mais criterioso, a proposta não afasta o problema da responsabilidade fiscal da federação. Depreende-se que haverá aumento de despesas com as novas estruturas municipais sem que haja a correspondente geração de novas receitas. Mantidos os atuais critérios de repartição do Fundo de Participação dos Municípios, o desmembramento de um município causa desequilíbrio de recursos dentro do seu estado, acarretando dificuldades financeiras não gerenciáveis para os municípios já existentes”, diz a mensagem de veto.( Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel)

Veto às regras para criação de municípios divide deputados e senadores O veto da presidente Dilma Rousseff às regras sobre matéria foi negociada com os líderes do governo, tanto da criação de municípios (PLS 104/2014 – complementar) Câmara quanto do Senado. Mendes afirmou que batalhará provocou reações diferentes em senadores e deputados. para garantir a derrubada do veto. - Se tem uma pessoa que vai virar o mundo para derrubar O senador Anibal Diniz (PT-AC) classificou o veto como “lamentável”. Ele disse que a decisão revela a falta de o veto serei eu daqui para frente – prometeu. Já o deputado Silvio Costa (PSC-PE) elogiou o veto. diálogo entre o Executivo e o Legislativo. Anibal lembrou que em outubro do ano passado já havia ocorrido um veto Para o deputado, a decisão mostra responsabilidade fiscal em projeto de mesmo teor (PLS 98/2002). Assim, disse o e evidencia que a presidente tem responsabilidade pública. senador, um novo projeto foi elaborado, como “fruto de um Costa afirmou que o projeto era “esdrúxulo” e que a decisão de Dilma evitou a criação de mais um ralo de corrupção no entendimento com o governo”. - Simplesmente não entendemos o porquê, depois desse Brasil. De acordo com o parlamentar, nunca houve acordo com o governo. esforço empreendido, a pre- A presidente jamais sinalisidente se manter na posição zou que era a favor da criação de vetar o projeto – declarou de novos municípios – declao senador. rou, acrescentando que a articuDo zero lação foi feita pelos presidentes Para Anibal, o veto revela do Senado e da Câmara. “a supremacia do Executivo” Elites locais na formação do Estado braAs regras para os novos sileiro. Ele disse que agora o municípios foram aprovadas processo terá de começar do pelo Senado no início de agoszero. O senador afirmou que to, com o placar de 52 votos a há um “prejuízo tremendo” favor e apenas 4 contrários. O para as localidades que já senador Randolfe Rodrigues apresentam condições de Plenário do Senado aprovou projeto, em agosto, por 52 a 4 (PSOL-AP), um dos que votou se tornarem municípios. A criação de novos municípios, disse Anibal, é uma forma de contra, elogiou a decisão da presidente Dilma. - Da chefe suprema da Nação eu não esperava um ato garantir direitos para os cidadãos. - É preciso fazer com que o poder público chegue a essas diferente que não a responsabilidade com a coisa pública. O localidades. E se não tem os municípios constituídos fica que é irresponsável é o projeto – afirmou Randolfe. Para Randolfe, o país vive um momento que exige rigor muito difícil um serviço público de qualidade chegar a esses locais – lamentou Anibal, acrescentando que a chance de com o gasto público e não seria responsável a possível criação de “quase 200 novos municípios”. Ele argumenta que derrubada do veto seja “muito pouco provável”. O presidente da Confederação Nacional dos Municí- um novo município exige a criação de prefeitura, câmara de pios (CNM), Paulo Ziulkoski, concorda com Anibal. Para vereadores e muitos outros órgãos – aumentando, assim, o Ziulkoski, a discussão sobre criação, extinção, fusão e gasto público. De acordo com o senador, é preciso encontrar incorporação de municípios “volta à estaca zero”. O relator outros caminhos para levar desenvolvimento às regiões mais do substitutivo aprovado pela Câmara, deputado Moreira pobres do país. Ele ainda aponta um possível uso político na Mendes (PSD-RO), disse que o veto é um “deboche” de criação de novos municípios. - Esse projeto só serviria pra isto: atender às elites políticas Dilma com o Congresso. O deputado chegou a perguntar se Dilma “não respeita negociação”. Ele ainda lembrou que a locais – concluiu.

Veto presidencial impede criação de seis novos municípios cearenses “Com o veto presidencial à emancipação de distritos, o Ceará fica impossibilitado de criar em torno de dez novas cidades, como estava previsto nos critérios do projeto de lei 104/2014. Caso o projeto tivesse sido sancionado pela presidente, abriria-se caminho para a criação de 200 municípios em todo o País. Cinco por cento desse total de candidatos a cidades estão no Estado. Na lista estão os distritos de Jurema (Caucaia); Pajuçara (Maracanaú); Camará e Iguape (Aquiraz); Adrianópolis/Ibuguaçu (Granja); Parajuru (Beberibe) e Betânia do Cruxati (Itapipoca), entre outros. Segundo a justificativa do Governo, publicada no “Diário Oficial”, a proposta contraria o interesse público ao representar gastos que colocam em risco o equilíbrio da responsabilidade fiscal. No último dia cinco de agosto, o projeto

tinha sido aprovado no Senado Federal, sobre a relatoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Dilma já havia vetado outra lei semelhante que possibilitava a criação de 400 novos municípios. À época, o impacto econômico nas finanças públicas chegaria a casa dos 9 bilhões. Agora, de acordo com a justificativa do Governo, a proposta aprovada no Congresso “não afasta o problema da responsabilidade fiscal na federação. Depreende-se que haverá aumento de despesas com as novas estruturas municipais sem que haja a correspondente geração de novas receitas”. O novo texto contou com a aprovação de governistas, mas uma estratégia eleitoral estaria por detrás da decisão de Dilma: agradar os atuais prefeitos.” (Blog do Eliomar, de O POVO, em 28.08.2014)

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Criação dos tribunais regionais federais de Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Manaus depende de decisão do Supremo. Outros dois poderiam ser criados em Belém e Fortaleza Nem sempre alterar a Constituição é suficiente para garantir mudanças concretas. É o caso da Emenda Constitucional 73/2013, promulgada em junho de 2013, que determina a criação de quatro tribunais regionais federais (TRFs), com sedes em Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Manaus. Logo depois de ser promulgada, a emenda foi alvo de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI 5.017) ajuizada pela Associação Nacional dos Procuradores Federais (Anpaf) e o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, concedeu uma liminar para suspender seus efeitos. Atualmente a ação, relatada pelo ministro Luiz Fux, aguarda decisão de mérito do Plenário do STF. A Anpaf questiona, por exemplo, a iniciativa da proposta (PEC 29/2001) – que foi do Legislativo e não do Judiciário. O custo das novas estruturas é outro ponto atacado pela associação. Segundo avaliação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as despesas anuais com os novos TRFs podem chegar a R$ 922 milhões. Pelos cálculos apresentados na ADI, os novos tribunais devem receber 160 mil processos ao ano, apenas 5,3% do total de casos julgados na Justiça Federal, que somam 3 milhões de processos ao ano. De acordo com a Emenda 73, o TRF da 6ª Região

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(Curitiba) passará a receber os processos do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O TRF-7 (Belo Horizonte) atenderá exclusivamente Minas Gerais. Já o TRF-8 (Salvador) servirá a Bahia e Sergipe. Por fim, o TRF-9 (Manaus) concentrará os processos dos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Apesar dos argumentos, a ação da Anpaf recebeu parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR). Para o procurador-geral, Rodrigo Janot, não há

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vício de iniciativa, por ser vedado ao Poder Judiciário apresentar propostas de emenda à Constituição - assim a atuação do Legislativo teria sido correta. Ele também considerou a medida necessária para “descongestionar a sobrecarga de processos pendentes de julgamento no segundo grau da Justiça Federal”. Até uma eventual confirmação da Emenda 73, o TRF-1, com sede em Brasília, continuará recebendo as demandas do Distrito Federal e mais 13 estados: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. Os outros quatro tribunais existentes hoje são os seguintes: TRF-2 (Rio de Janeiro e Espírito Santo), TRF-3 (São Paulo e Mato Grosso do Sul), TRF-4 (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina) e TRF-5 (Pernambuco, Alagoas, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe). Outras propostas Propostas em tramitação no Congresso Nacional ainda podem criar outros TRFs. A PEC 46/2012 cria um tribunal em Belém para atender os estados do Pará, Amapá, Maranhão e Tocantins. Já a PEC 61/2012 subdivide o atual TRF-5, na Região Nordeste, instituindo um tribunal em Fortaleza, com jurisdição sobre Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

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