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Publicação do SENGE-RS

Nº 101 | Dezembro de 2009

Retomada do crescimento impulsiona a Engenharia no Brasil PÁGINAS 8 E 9

Diretorias Regionais recebem apoio total

PÁGINA 6

Assistência Técnica e Extensão Rural: SENGE-RS assume protagonismo PÁGINA 10

Retrospectiva 2009: um ano passado a limpo PÁGINA 12


Dezembro 2009 | O ENGENHEIRO 3

Publicação do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio Grande do Sul DIRETORIA Gestão 2008 - 2011 Diretor Presidente José Luiz Bortoli de Azambuja Diretores Vice-Presidentes Fermin Luis Perez Camison Joel Fischmann Nelson Antônio Baldasso Valery Nunes Pugatch José Claudio da Silva Sicco Paulo Ricardo Castro Oliano Diretor Administrativo Jorge Luiz Gomes Diretor Administrativo Adjunto Flávio Abreu Calcanhotto Diretor Financeiro Nilo Antônio Rigotti Diretor Financeiro Adjunto Nelso Volcan Portelinha DIRETORES Miguel Antonio Pompermayer, Jorge Afonso Souto Severo, Rodrigo Zanella, Elton Luiz Bortoncello, José Homero Finamor Pinto, Julio Cesar Volpi, Lino Geraldo Vargas Moura, Marcos Fernando Uchôa Leal, Francisco Carlos Bragança de Souza, Pedro Augusto Loguércio Bittencourt. REPRESENTAÇÃO JUNTO À FNE Marcos Newton Pereira e Córdula Eckert. CONSELHO FISCAL Luiz Inácio Camargo Gré, Rogério Corrêa Fialho, Lino Ivanio Hamann, João Carlos Felix, Gilberto José Capeletto e Cléo José Tessele. CONSELHO TÉCNICO CONSULTIVO Miguel Jorge Palaoro, Pedro Silva Bittencourt, Augusto Cesar Correa Franarin, Carmem Lúcia Vicente Níquel, Clóvis Santos Xerxenevski, David Borile, David Turik Chazan, Jayme Tonon, Lilian Bercht, Jairo Antonio Karnas, Jorge Silvano Silveira, Mário Luiz Gerber, Marco Antonio Kappel Ribeiro, Rui Dick e Vinícius Teixeira Galeazzi. DIRETORIAS REGIONAIS Região Central José Vilmar Viegas, Luiz Antônio Rocha Barcellos e Washington Luis Marques Lencina. Região Alto Uruguai Gilberto Rodrigues Jaenisch e Luiz Pedro Trevisan. Região Planalto Edival Silveira Balen e Nildo José Formigheri. Região Noroeste Luis Carlos Cruz de Melo Sereno Região Serra Cedamir Poletto e Orlando Pedro Michelli. Região Sul Cláudio Marques Ribeiro, José Antônio Nunes Torrescasana Filho, José Francisco Lopes e Jorge Luiz Saes Bandeira. Região Metropolitana Armando Luiz Rezende Junior, Augusto Portanova Barros, Carlos Carpena de Coitinho, Cezar Henrique Ferreira, Janice Ariane Heineck, João Carlos Bicca, Jorge Luiz Giulian Marques, Luiz Alberto Schreiner, Luiz Carlos Dias Garcia, Moacir Fischmann, Paulo Carvalho Laydner e Roberto Arpini. Região Litoral Alceu Kras Dimer Região Fronteira Sudoeste Leopoldo Pires Porto Neto, Lulo José Pires Corrêa e Mário Cezar Macedo Munró. Região Fronteira Oeste Maria Rosane Renck Jornalista Responsável Fernando Antunes – Mtb 11.142 Estagiárias Bruna Garbin e Jamylle Moraes Projeto Gráfico Martins+Andrade Diagramação Carlos Ismael Moreira Impressão Gráfica Pallotti Tiragem 40.000 exemplares SENGE Av. Erico Veríssimo, 960 CEP 90160-180 Porto Alegre/RS Fone: (51) 3230-1600 Fax: (51) 3230-1616 www.senge.org.br senge@senge.org.br

EDITORIAL A crise econômica do final de 2008 interpôs às organizações um sinal de alerta em escala planetária. A impressionante volatilização de ativos e a consequente retração dos mercados colocaram em cheque planos de desenvolvimento e expansão sem distinção de segmento. Iniciávamos naquele exato momento uma nova gestão a frente do Sindicato dos Engenheiros, munidos de ideias, coragem e força de vontade, ingredientes indispensáveis, porém insuficientes para a superação dos desafios inerentes à ação sindical. Neste sentido, o Planejamento Estratégico construído com ampla participação dos novos diretores, estabeleceu uma linha de prioridades para o futuro da entidade, para curto, médio e longo prazo. Com satisfação podemos afirmar que o cronograma e as ações ali definidas encontram-se hoje em pleno andamento, com resultados já percebidos de maneira clara pela categoria. Alguns exemplos: ampliamos conquistas trabalhistas para os profissionais, com a participação cada vez mais decisiva em negociações e acordos coletivos; os planos de fortalecimento dos polos regionais vêm contribuindo em muito para o processo de descentralização proposto, com destaque tanto para a integração eficaz de novas e tradicionais lideranças, quanto para a presença do sindicato em toda a base territorial. Da mesma forma, é crescente a importância do SENGE-RS na abordagem das pautas de interesse da engenharia, da sociedade, e por consequência, da cadeia produtiva. Ampliamse os serviços oferecidos aos sócios, o que favorece novas adesões. Assim, considerando os indicadores macroeconômicos já disponibilizados, vislumbramos para 2010 um cenário de retomada do desenvolvimento para nossa atividade, a partir do revigoramento do setor privado da engenharia, para o qual o SENGE-RS volta-se com vigor. A lamentar, no entanto, o agravamento do quadro de penúria enfrentado pelo setor público no Rio Grande do Sul, onde o Governo do Estado, na busca do equilíbrio fiscal, reduz de maneira cada vez mais dramática sua capacidade de investimento. Resultado disso, o quase sucateamento de instituições como Emater-RS, Metroplan, Cientec, Fepam, entre outras, provedoras do conhecimento indispensável ao crescimento, notadamente nas áreas da agricultura, transportes, logística, mobilidade urbana, pesquisa e desenvolvimento em C&T e meio ambiente. Como sempre, será compromisso do Sindicato dos Engenheiros assumir seu papel, oferecendo denúncia e propondo soluções, como por exemplo, a organização do Seminário de ATER Pública em outubro último em Gramado. Superando dificuldades e priorizando o atendimento aos associados sob a forma de uma eficiente plataforma de serviços, o Sindicato dos Engenheiros projeta-se ao futuro, munido de modernas ferramentas de planejamento e gestão corporativa. O lançamento em novembro de 2009 do novo Portal do SENGE-RS na internet, inteiramente voltado à informação, à participação e aos serviços, consolida e ratifica a decisão de investirmos em tecnologia e comunicação, como forma de alcançarmos a dimensão que toda a categoria projeta para sua entidade. A edição de nº 101 de O Engenheiro reproduz uma parte deste trabalho. Boa leitura.

SUMÁRIO

4 Diretorias Regionais .................................................................... 6 Sustentabilidade .......................................................................... 7 Capa: Perspectivas 2010 na Engenharia ..................................... 8 ATER ....................................................................................... 10 Novo Portal ............................................................................. 11 Retrospectiva 2009 ................................................................. 12 Serviços ................................................................................... 15 Infraestrutura ......................................................................... 16 Entrevista ....................................................................................


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ENTREVISTA

Qualificação, presença e representatividade farão o SENGE-RS crescer ainda mais em 2010 Passada a crise econômica, o momento é de expectativa no setor produtivo. Para o diretor presidente do Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (SENGE-RS), José Luiz Azambuja, é hora da categoria buscar qualificação para tirar melhor proveito da situação. Nesta entrevista, ele fala sobre como o sindicato pode ajudar os profissionais neste novo reposicionamento de mercado, e faz um balanço geral dos seus primeiros 18 meses de gestão. Como você avalia seu primeiro ano à frente do SENGE-RS? Foi possível cumprir o planejado até aqui? Faço um balanço extremamente positivo. Iniciamos a gestão com o planejamento estratégico, elaborado com a participação de todo o quadro diretivo do Conselho de Representantes, que definiu as linhas estratégicas de atuação desde o começo da gestão. Tivemos, na sequência, a implementação de várias parcerias na qualificação profissional, como foi com a ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), com o SEBRAE-RS (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), com a UFRGS e com a PUCRS. Também colocamos o sindicato no contexto dos temas relevantes para a engenharia e para a sociedade, o que nos rendeu solicitações e demandas de representação em variadas comissões e grupos de trabalho nas Câmaras Municipais e na Assembleia Legislativa do Estado. Paralelamente, conseguimos manter as negociações que já realizávamos, com perspectivas de ampliação e melhoria na qualidade destas negociações em 2010. O crescimento destas demandas, inclusive, nos obrigou a trazer para nossos trabalhos diários mais dois colegas de diretoria com tempo integral. Você e sua diretoria assumiram propondo uma postura ética e transparente. Como isso pode ser percebido no cotidiano do sindicato? Desde o primeiro momento a transparência e a ética são princípios bási-

Azambuja: “colocamos o sindicato no contexto dos temas relevantes para a engenharia e para a sociedade”

cos da gestão. Como providência inicial, abrimos as reuniões de diretoria, transformando-as em reuniões de trabalho semanais. Outra ação foi estimular o funcionamento de todas as instâncias do sindicato. Começamos com o Conselho de Representantes, depois implementamos o funcionamento do Conselho Técnico Consultivo, que até então não tinha

“A identidade visual reflete este novo momento, mais interativo, mais aberto e transparente” por hábito se reunir, e por fim mobilizamos também o Conselho Fiscal, para que se reunisse não apenas nas situações previstas no regimento, mas também permitindo pró-atividade. Também realizamos o primeiro encontro entre diretores regionais, de forma a elencar prioridades por região e desenvolver ações mais focadas. Por fim, remodela-

mos todas as nossas ferramentas de comunicação e interação, a começar pelo portal (www.senge.org.br), que agora dispõe de um fórum de discussões, que serve como canal direto para livre manifestação dos associados, assim como uma seção para dicas e esclarecimento de dúvidas frequentes. O conteúdo também foi ampliado na parte institucional e de notícias. Acrescentamos novas seções para sócios, empregos e oportunidades, acordos e convenções coletivas, palestras e textos técnicos e disponibilizamos uma biblioteca virtual. Ou seja, foi uma reformulação total para melhor atender aos nossos associados. O SENGE-RS apresenta uma nova identidade visual, uma nova logomarca. Com que objetivos esta identidade foi pensada e criada? Esta mudança se baseia numa pesquisa de atualização de perfil dos engenheiros em todo o Estado, que o sindicato contratou junto à UFRGS. Um dos aspectos deste levantamento apontou que a marca “SENGE-RS” não dizia absolutamente nada a quase 80% dos entrevistados, o que nos surpreendeu e preocupou de forma alarmante. Estes


Dezembro 2009 | O ENGENHEIRO 5 resultados nos levaram a deliberar sobre a necessidade de adotar uma política de comunicação. A identidade visual reflete este novo momento, mais interativo, mais aberto e transparente. Junto a esta identidade e a nova postura comunicacional, ampliamos a presença no dia a dia dos profissionais representados, que agora podem acompanhar e participar ativamente das atividades do sindicato. Como esta participação interfere nas decisões tomadas pela diretoria? Diversos produtos nasceram desta participação. Melhoramos alguns serviços e criamos novos, como o E-Pharma, que dá descontos em medicamentos, e o Plano odontológico Uniodonto. Também foi ampliada a Assistência Jurídica, que agora presta orientação gratuita em nossa sede. As sugestões dos colegas também são importantes para elaborarmos os cursos de aperfeiçoamento que temos oferecido, que têm agregado valor aos currículos. A valorização da questão ambiental pode se tornar algo permanente nas políticas do sindicato? Isto já se tornou realidade. Firmamos uma excelente parceria com a ABES para diversas palestras e cursos voltados para temas técnicos relacionados à questão ambiental. Implantamos ainda no dia a dia do SENGE-RS uma política de gestão sustentável, que aponta onde podemos melhorar nossas rotinas de uma forma mais condizente com a ideia de responsabilidade ambiental. Por fim, a preocupação ambiental tem levado o sindicato a se manifestar publicamente sobre o tema em diversas discussões em âmbito regional, estadual e federal. A ideia é contribuir para que o SENGE-RS se torne referência na abordagem deste tema, o que já podemos ver nos convites que o sindicato tem recebido para compor conselhos e grupos temáticos no Estado e municípios. Este ano foram ampliadas as opções de qualificação profissional no SENGE-RS. O que a categoria pode esperar daqui pra frente? Isto é momentâneo ou já faz parte de uma política consolidada do sindicato? É uma questão consolidada. Entendemos que a atuação sindical deve ser voltada para o conjunto dos interesses dos profissionais. Existem estudos que

dizem que um engenheiro precisaria reciclar os seus conhecimentos a cada seis anos, no mínimo, para se manter atualizado no mercado. E o sindicato pode e deve oferecer uma política de qualificação permanente. Nós já dispomos, na sede do SENGE-RS, de diversos espaços que foram montados pensando nisto. Agora estamos consolidando convênios com diversas instituições de ensino, para sermos parceiros neste processo. Nossa intenção com este tipo de iniciativa é fortalecer a categoria não só com conhecimento, mas com organização. Estes cursos são uma forma de nos mobilizarmos para que a engenharia continue a liderar o desenvolvimento do Brasil. A tão falada e buscada valorização profissional só será realidade para os profissionais competentes e qualificados, para isso estamos fazendo a nossa parte.

“A tão falada e buscada valorização profissional só será realidade para os profissionais competentes e qualificados” O sindicato pretende levar estas mesmas iniciativas para o interior? O que tem sido feito junto às diretorias regionais neste sentido? No começo do ano realizamos a primeira reunião entre os diretores regionais do sindicato. Várias destas lideranças conseguiram operacionalizar as atividades que planejamos. Assim, realizamos em Bento Gonçalves, por exemplo, uma ação conjunta com outras entidades locais da área tecnológica, onde tratamos da valorização profissional junto à prefeitura da cidade. Desenvolvemos cursos em Rio Grande, como a palestra técnica sobre gerenciamento de custos em construção civil, dentro da Semana Acadêmica da FURG (Universidade Federal de Rio Grande). Proferimos palestras em diversas universidades, enfim, a atuação do sindicato está diretamente vinculada à atuação dos diretores regionais. Esperamos que em 2010 possamos dar mais apoio a este trabalho e, dependendo dos

resultados, é possível se pensar em ampliar nossa presença no interior, até mesmo com uma sede física em determinada região, porque não? Mas isto vai germinar, eu repito, a partir do trabalho que nossos diretores consigam realizar em suas localidades. O Engenheiro: O que os engenheiros podem esperar desta gestão para 2010? A área da engenharia está muito aquecida. Com isto, estamos buscando uma intensa aproximação com as outras entidades da engenharia com vistas a alavancar o desenvolvimento do Estado. Hoje nós estamos num processo de construção com entidades do setor tecnológico preocupadas com o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul. Estas parcerias vão gerar muitas atividades, cursos e ações, que trarão enormes resultados à categoria dos engenheiros. O ano de 2010 será um ano de maiores investimentos na qualificação profissional, de busca da consolidação de produtos e serviços recém lançados, bem como novas possibilidades. Queremos ocupar os espaços políticos de participação da sociedade nos vários fóruns existentes, procurando contribuir com o nosso conhecimento técnico na construção de soluções viáveis para os inúmeros problemas que enfrentamos no cotidiano. E acima de tudo, vamos trabalhar na qualificação e ampliação das negociações coletivas de trabalho. Estas serão nossas prioridades para os próximos 12 meses, pois acreditamos que isto vai gerar um resultado positivo para o sindicato e para toda a categoria que representamos.


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DIRETORIAS REGIONAIS

Reconhecimento no interior

Encontro em Gramado definiu linha de atuação para o interior No detalhe: palestra em Passo Fundo

O Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (SENGE-RS) registrou um aumento significativo no número de associados no interior do Estado. Este crescimento se deve à maior atuação das diretorias regionais da entidade nas diferentes localidades, que buscaram identificar as necessidades da categoria, respeitando as peculiaridades de cada região. Isto permitiu o desenvolvimento de ações de maior interesse. A estratégia começou a ser planejada ainda durante o primeiro encontro entre as lideranças regionais da categoria, realizado no início de 2009, em Gramado. Por meio de suas dez regionais, o sindicato identificou possíveis parcerias que pudessem auxiliar nesta intensificação de ações fora da região metropolitana. Fomentar os produtos e serviços que o sindicato dispõe aos associados também passou a ser prioridade. A criação do novo portal, a facilidade de acesso às informações e a velocidade em responder aos engenheiros acelerou este processo. A Engenheira Química Sinara Toazzo, de Nova Bassano, por exemplo, recebeu informações sobre o SENGERS por meio da internet e resolveu se

sindicalizar. “Trabalho em uma empresa de metalurgia em Caxias do Sul e não posso ficar me deslocando. Quando descobri que era possível fazer tudo via internet e correio, o processo ficou fácil”, revela. Para o diretor da Regional Planalto, o Engenheiro Civil Edival Balem, profissionais como Sinara ficam mais interessados no trabalho do sindicato quando têm acesso à informação. Ele destaca o grande número de contatos que recebeu

Assembléia Geral define valores das anuidades para 2010 O Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (SENGE-RS), por meio de assembleia, definiu os valores da anuidade para 2010. Confira no quadro:

depois de uma palestra sobre Previdência Social com o Advogado do SENGERS, Dr. Renato Von Mühlen, realizada em Passo Fundo. “A palestra serviu não apenas para manter os colegas atualizados com as novas regras estabelecidas pelo Governo Federal, mas mostrou que o SENGE-RS pode ser um canal de atualização para todos os assuntos de interesse da categoria”, acrescenta. Desenvolver parcerias com as universidades para buscar uma aproximação com os futuros engenheiros do interior também faz parte do planejamento. Com isto, o SENGE-RS procurou atender convites de diversos cursos de graduação do Estado, como ocorreu durante a Semana Acadêmica da Universidade Federal de Rio Grande (FURG), em que o presidente do SENGE-RS, José Luiz Azambuja, e o diretor da Regional Sul, o Eng. Civil Jorge Bandeira, realizaram uma palestra técnica para 200 alunos. “Temos 13 cursos de engenharia aqui na região, o que nos impõe o dever de levar a missão do sindicato para conhecimento desses futuros profissionais”, lembra Bandeira. A atuação no meio universitário foi prioridade na Regional Sul. “Além das palestras já programadas, estamos em negociações com 12 cursos de engenharia, divididos entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e a Universidade Católica (UCPEL)”, enfatiza o Eng. Agrônomo José Francisco Lopes, membro da diretoria regional. Contribuição social Vencimento em 31/jan/2010: Sócio efetivo: R$308,00 Sócio estudante e conveniado: R$30,80 Sócio pensionista: R$154,00 Pagamentos após o vencimento: Multa de 2%, mais juros de 1% ao mês. Contribuição Sindical: Vencimento em 28/fev/2010: R$139,50 Para dúvidas e informações, acesse o site www.senge.org.br ou ligue para 3230.1600


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SUSTENTABILIDADE

Compromisso com o Meio Ambiente A gestão dos resíduos sólidos é um dos grandes desafios ambientais do século 21. Estima-se que, nas metrópoles, cada pessoa produza um quilo de lixo por dia. Segundo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre (DMLU), cerca de 80% deste volume se constitui de material reciclável ou reaproveitável. Preocupado com a questão, o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio grande do Sul (SENGE-RS) criou em 2009 uma política própria de gerenciamento ambiental, que estabelece diretrizes internas com o objetivo de reduzir os impactos que sua atividade causa ao meio ambiente. O plano de ações surgiu a partir de um estudo realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mesmo não identificando procedimentos rotineiros de grande impacto, o SENGE-RS optou por elaborar a política para servir como referência a empresários, instituições públicas e privadas, bem como engenheiros interessados em se adequar às normas de sustentabilidade. Entre as principais ações adotadas neste sentido estão a coleta seletiva, a redução do consumo de água e energia e a manutenção de registros periódicos de consumo, substituicao e adequacao de materiais de uso permanente e equipamentos, entre outras. Junto com estas medidas, a direção começa a realizar um forte trabalho de disseminação destas ações entre os funcionários, de forma que o sindicato comece 2010 totalmente comprometido e engajado com a nova prática. Para o diretor administrativo do SEN-

Primeira turma do curso de Energia Eólica em visita ao Parque Energético de Osório

GE-RS, Jorge Luiz Gomes, a instituição assumiu este compromisso para dar sua contribuição na preservação dos recursos e mostrar que é possível adotar políticas de gestão e produção mais sustentáveis. “O engajamento pessoal e institucional precisa ser cada vez maior para conseguirmos reverter o quadro de degradação ambiental que estamos vendo progredir ano a ano em todo o mundo”, destaca.

Por uma engenharia sustentável O Brasil se tornou protagonista na defesa do meio ambiente no cenário internacional. O País lidera as discussões sobre a redução de gases poluentes e já demonstra boa vontade em assumir metas que diminuam as causas do aquecimento global. Isto significa que as indústrias brasileiras terão que buscar soluções para os próximos anos, no sentido de desenvolver mé-

Posicionamento

Pontal do Estaleiro Só, em Porto Alegre

Ciente de seu compromisso com a categoria dos engenheiros e com a sociedade gaúcha, o SENGE-RS também tem se posicionado em discussões públicas relacionadas ao meio ambiente. Como no caso do referendo do Pontal do Estaleiro Só, em Porto Alegre, que trouxe à tona um assunto de vital importância para a população: a forma como a cidade se relaciona com a orla do Guaíba. A entidade manifestou-se contrária à exploração residen-

todos de produção menos agressivos. Neste contexto, o SENGE-RS procurou desenvolver uma série de cursos e palestras voltados para a produção de energias limpas e empreendimentos sustentáveis. Para isto, buscou parceiros de vanguarda para a elaboração dos conteúdos, como a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), a empresa Krebs Sustentabilidade, que trabalha com certificações Green Building de construções sustentáveis, além de professores da UFRGS e pesquisadores da Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado (Cientec). Segundo Gomes, a intenção é ampliar o leque de ofertas. Para tanto, a Gerente da área de cursos, Solange Rossetti, já começou a organizar o calendário 2010. “Contamos com a contribuição e sugestões de colegas, empresas e usuários para a criação de outros cursos”, enfatiza. cial da área e defendeu o uso comum público dos territórios que margeiam o lago. Em âmbito estadual, o sindicato se manifestou contrário a diversos aspectos do Projeto de Lei (PL) 154/2009, que propõe a reformulação da legislação ambiental do Rio Grande do Sul. A diretoria considerou que o momento é inconveniente para decidir sobre a proposta apresentada, que deve ser construída a partir de um amplo debate, com as devidas consultas aos órgãos e entidades técnicas e representativas de proteção ao meio ambiente.


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MATÉRIA DE CAPA

A vez do setor produtivo Construção civil é o segundo setor que mais criou empregos no Estado: 210,3 mil vagas

O mercado está aquecido e é garantia de emprego para profissionais de todas as áreas da engenharia. Em tempos de investimentos fortes na infraestrutura do país, já faltam engenheiros para construção civil, mineração e indústria do petróleo. A carreira, que é hoje a segunda mais procurada pelos brasileiros, deve triplicar a oferta de novas vagas no mercado de trabalho já em 2010. Segundo especialistas, nos próximos cinco anos deve ocorrer um verdadeiro “boom das engenharias”. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresça 4,5% em 2010, o que para ele significa o recomeço de um novo ciclo de crescimento. O cenário não poderia ser melhor para os engenheiros. Economistas dizem que o País já passou pelo pior período da crise. Agora é hora de investir no desenvolvimento. E para isso, é necessário contratar profissionais. Projetos nacionais como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), programas habitacionais, a descoberta do Pré-sal e a aposta no setor privado são os anfitriões da expansão do setor produtivo. Dados do portal da engenharia da Universidade Federal do Paraná indicam que só os investimentos aprovados pela Petrobrás até 2013, dos quais o Pré-sal é um dos carros-chefes, vão exigir a qualificação de 207 mil pessoas em 185 categorias diferentes. Já se todas as obras previstas pelo PAC saírem do papel, vai faltar mão de obra especializada. Seriam necessários 20 mil novos engenheiros em quatro anos. Ou seja, para acompanhar o crescimento do Brasil, as universidades

precisam formar muitos e bons profissionais, em um curto espaço de tempo. Para a engenheira e diretora da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Maria Cristina Felippetto De Castro, o país precisa de infraestrutura, e a indústria nacional necessita agregar valor tecnológico a seus produtos. “O cenário para as engenharias é muito bom, e há fortes indícios de que assim se manterá ao longo da próxima década. A hora da engenharia é agora. Nunca o país precisou tanto de engenheiros”, afirma. O Rio Grande do Sul pega carona no ritmo nacional. Em outubro o Estado alcançou o segundo lugar no ranking nacional em criação de empregos. Segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2009, o segundo setor que mais criou empregos no RS foi a Construção Civil (210,3 mil), ficando somente atrás do setor de serviços (481 mil), um número que supera o antigo recorde de 2007. O presidente do Sindicato das Indús-

Copa, Pré-sal, PAC, aquecimento da economia e 30 mil vagas de emprego. Entenda porque 2010 é crucial para os engenheiros no Rio Grande do Sul trias da Construção Civil (SindusconRS), Paulo Vanzetto Garcia, explica que o Estado e o País têm aberta uma grande janela de oportunidade demográfica. “A maior parte da população está em idade produtiva, o que permite a construção deste cenário favorável aos negócios, principalmente aos ligados à Construção Civil, impulsionada pelo mercado imobiliário”, acrescenta. Na opinião do empresário e presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco-RS), Edgar Hernandes Cândia, o PAC do Governo Federal e o Déficit Zero do estadual aqueceram a iniciativa privada e a área pública. “O setor da construção civil é o que mais cresce, tanto nas classes de menor poder aquisitivo como nas de maior poder. Só não cresceu mais por falta de projetos. O Estado e o País, de modo geral, precisam urgente de planejamento a curto e longo prazo”, avalia. Com a preparação para sediar jogos da Copa de 2014, o Rio Grande do Sul começa a levantar soluções para problemas antigos como infraestrutura e transporte, o que significa mercado garantido também na área pública. O engenheiro Jayme Tonon, membro do Conselho Técnico Consultivo do Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (SENGE-RS), explica que existem vários problemas de saturação do tráfego e conservação das malhas rodoviárias. “A engenharia deve estar presen-


Dezembro 2009 | O ENGENHEIRO 9 te nos projetos de execução e melhorias destas obras. A demanda por profissionais de nível superior e nível médio deverá aumentar bastante. O mercado realmente é promissor”, acredita Tonon, que também trabalha do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (DAER-RS). Empresário do setor de pavimentação e presidente do Sindicato da Indústria de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral (Sicepot-RS), o engenheiro Athos Roberto Albernaz Cordeiro prevê que se todos os programas e projetos de nível federal saírem do papel, o governo deve contratar em torno de R$ 4 bilhões para melhorar as estradas do Estado até 2010. “Esses números seriam apenas para investimentos federais, fora os programas estaduais e as obras municipais para a Copa. Temos uma expectativa de chegar a 30 mil postos de trabalho formais na área da engenharia no Rio Grande do Sul. Hoje já temos mais de 12 mil postos e isso vai triplicar”, acredia Cordeiro.

As sequelas da crise Mesmo diante de um quadro otimista para 2010, especialistas e empresários da engenharia acreditam que a crise deixará algumas sequelas devido às perspectivas de desemprego a curto e médio prazo. As contratações de profissionais liberais e o crescimento das terceirizações em 2009 é uma delas. A Embraer, por exemplo, que exporta aviões para o mundo todo, cortou cerca de 20% do seu quadro de funcionários no auge da crise, o que equivale a 4.200 profissionais demitidos, dos quais 300 eram engenheiros. Agora a empresa ensaia uma retomada da produção, porém sem a mesma força produtiva. Para o presidente do Sinaenco-RS, Edgar Cândia, a crise no setor da engenharia veio muito antes da crise econômica. “O governo deixou de investir em infraestrutura e as empresas esvaziaram. Os profissionais migraram e, aos poucos,

Só os investimentos aprovados pela Petrobrás até 2013 vão exigir a qualificação de 207 mil pessoas em 185 categorias

estão voltando para o setor”, avalia. Já para o empresário Athos Cordeiro, do Sicepot-RS, a crise já está superada. “O Brasil é a bola da vez no exterior, todo o mundo quer investir aqui”, tranquiliza.

SENGE-RS e PUCRS criam especialização

Graduações em alta A área das engenharias voltou a ser a segunda mais procurada entre os cursos de graduação do País. Nos últimos cinco anos, dobrou o número de engenheiros que se formam anualmente e a maioria dos formados já saem da faculdade trabalhando ou com promessa de trabalho. Em alguns casos até sobram vagas, como nos setores naval e de minas. O Rio Grande do Sul também vivencia este crescimento. Segundo a diretora da Faculdade de Engenharia da PUCRS, Maria Cristina Felippetto, no vestibular de verão de 2008 os cursos da área tiveram 38,7% mais inscritos do que em 2007. Em relação à 2006 o crescimento foi de 47,3%. “ A Engenharia Civil é a que tem mais inscritos no vestibular, seguida pela Mecânica”, afirma. Nesta realidade que, de um lado mostra avanços e novas oportunidades, e de outro mostra a instabilidade deixada pela crise, os profissionais da engenharia precisam se qualificar para as áreas que são cada vez mais específicas, com especializações e treinamentos setoriais que supram eventuais deficiências e desatualizações da graduação. Segundo o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (SENGE-RS), José Luiz Azambuja, a evolução tecnológica das engenharias dá um salto de seis em seis anos em média. Ou seja, é muito provável que o que se aprende na faculdade hoje esteja ultrapassado em 2015. “Para não ficar para trás, o engenheiro precisa ter conhecimentos na área de gestão de processos e projetos e também ter fluência em pelo menos uma língua estrangeira”, recomenda.

Através de uma pesquisa realizada pelo SENGE-RS em 2008, por meio de seus veículos de comunicação, mais de duzentos profissionais engenheiros opinaram e deram sugestões sobre a necessidade de conteúdos que complementassem o conhecimento técnico adquirido na graduação. Diante das manifestações, o SENGE-RS procurou a reitoria da PUCRS, que designou uma equipe de professores para desenvolver um curso de pós-graduação voltado para a área de gestão estratégica de negócios. Após seis meses de estudo e análises de mercado, foram definidos quatro eixos para compor o curso. O primeiro módulo aborda o estudo das ações e atitudes das pessoas nas organizações. Já o segundo, focado na gestão organizacional, explora os conhecimentos sobre as diversas formas e enfoques de gestão do cotidiano. O terceiro, voltado à área instrumental, visa o controle operacional, através da área de finanças, custos e mercado de capitais. Já o quarto e último módulo aprofunda a parte estratégica e o desenvolvimento da visão sistêmica e espírito empreendedor. O pós tem duração de 360 horas-aulas, distribuídas em 24 créditos, com dois encontros semanais. As vagas são limitadas e os candidatos associados no SENGERS terão preços especiais. As inscrições começam em dezembro e o inicio está previsto para o mês de maio de 2010. Todas as informações, bem como a forma de inscrição, podem ser obtidas no Portal do SENGE-RS ou no da PUCRS (www.pucrs.br/face/cursoslatosensu).


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ATER

Um ano de lutas pela ATER no RS Mais recursos, valorização profissional e fortalecimento das empresas públicas. Estas têm sido as bandeiras do Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (SENGE-RS) na defesa da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) gaúcha. De janeiro até agora, o sindicato promoveu intensas atividades para propor soluções ao sistemático desmantelamento que a Emater-RS/Ascar vem sofrendo nos últimos anos. Palestras junto às diretorias regionais, protestos em parceria com outros sindicatos e a organização do Seminário Estadual de ATER, durante o 26º Congresso Brasileiro de Agronomia, realizado no mês de outubro, em Gramado, marcaram 2009 como o ano da luta pelo fortalecimento da extensão rural no Estado.

Na Expointer, balões lembram os 500 demitidos na Emater-RS

dariedade aos colegas demitidos. De forma propositiva, o SENGE-RS elaborou um documento chamado “O Futuro da Assistência Técnica e Extensão Rural Pública”, que foi entregue a autoridades estaduais e federais durante o seminário organizado pelo sindicato em Gramado. “Este trabalho deve ser entendido como um conjunto de propostas para viabilizar o fortalecimento da ATER Pública no Estado”, ressalta o presidente do SENGE-RS, José Luiz Azambuja. O presidente da Associação dos Servidores da Emater-RS/Ascar, Gervásio Paulus, parabenizou a iniciativa, e enfatizou que a dificuldade crucial da empresa estadual de ATER é de orçamento. “Não podemos fazer mais com menos”, protestou.

Mais de 300 profissionais participaram do Seminário Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural Pública, em Gramado

As ações se justificam pelos números. Nos últimos quatro anos o orçamento da Emater-RS/Ascar está congelado, após sofrer uma brusca redução em 2006, quando passou de R$ 107 milhões para os atuais R$ 84 milhões. A falta de recursos culminou na demissão de 400 funcionários da empresa em 2007, sendo que mais 100 demissões ocorreram nos anos seguintes. A gravidade da situação é visível nos escritórios no interior. Em mais de 100 municípios a empresa não dispõe de profissionais com nível superior, o que desqualifica o serviço. Para simbolizar este sucateamento, engenheiros e demais trabalhadores, apoiados por seus sindicatos, soltaram 500 balões pretos durante a Expointer 2009 em soli-

O encontro em Gramado também serviu para que a categoria conhecesse e discutisse a edição da Lei 5665/09, que estabelece a Política Nacional de ATER (PNATER). Na ocasião, ficou constatado que a proposta da União ainda apresenta carências e interrogações. “É necessário garantir um aporte de recursos orçamentários para as empresas estaduais de ATER, que atendem mais de 2,5 milhões de famílias no Brasil. A Lei precisa prever e fortalecer este sistema”, defende Azambuja. A posição do presidente do SENGERS foi reforçada durante o seminário pelos números apresentados pelo diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e do Setor Público

do Brasil (FASER), o engenheiro agrônomo Lino Moura. Segundo ele, mais de dois milhões de agricultores no país estão sem assistência técnica e extensão rural. “As tecnologias da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) não estão chegando a estas famílias por falta de ATER”, ressaltou.

Estudo do SENGE-RS serve de referência em outros estados O documento “O Futuro da Assistência Técnica e Extensão Rural Pública no RS”, elaborado pelo SENGE-RS com a contribuição de profissionais experientes da Emater-RS/Ascar, está servindo de referência para outros estados. “Temos recebido solicitações de todas as regiões do País, o que demonstra a seriedade com que nossa proposta foi recebida”, destaca Jorge Luiz Gomes, Diretor Administrativo do sindicato. O estudo, que faz um balanço da ATER Pública no RS, relata o surgimento das empresas Ascar-RS e Emater-RS, bem como os desafios que cada governo teve que enfrentar para manter os serviços de assistência e extensão aos pequenos agricultores do Rio Grande do Sul. As peculiaridades da agricultura gaúcha em relação ao solo, à água, clima, ecossistema e ao ambiente socioeconômico em que vivem os produtores, exigem constantes atualizações de conhecimentos e tecnologias. “É fundamental a necessidade de investimentos na ATER pública do Estado”, explica Gomes. O documento foi entregue para representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário; do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio, e demais autoridades presentes no 26º CBA, em Gramado. Uma versão impressa em forma de cartilha foi distribuída aos participantes. Também foi aprovado no congresso a moção apresentada pelo sindicato em defesa da ATER Pública. Os conteúdos, tanto da moção quanto da cartilha, estão disponíveis no portal www.senge.org.br.


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COMUNICAÇÃO

Novo portal permite interação dinâmica com o usuário O Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (SENGE-RS) agora dispõe de um canal interativo de comunicação com seus associados. Já está disponivel o novo portal do sindicato, que traz inúmeras novidades tanto para a categoria dos engenheiros quanto para o público em geral. Além de uma biblioteca virtual, fóruns de discussões, notícias atualizadas e informações completas sobre produtos e serviços, o site foi completamente repaginado, com um layout mais leve, que permite ao internauta um contato completo. Agora também já é possível solicitar a emissão de guias de pagamentos, Anotações de Responsabilidade Técnica (A.R.T.), visualização de documentos das últimas conveções sindicais e outras funcionalidades, como por exemplo, a possibilidade de adesão de novos sócios. Por meio de um cadastro gratuito, os associados que visitarem o portal terão

www.senge.org.br

acesso a áreas restritas, onde é possível compartilhar artigos e publicações técnicas, bem como baixar documentos do acervo histórico do sindicato como notas das conveções, jornal O Engenheiro, boletins online e busca de notícias por meio de palavras-chave. O técnico em processamento de dados Louvair Lima, coordenador de TI (Tecnologia da informação) do SENGE-RS, explica o que considerou mais importante entre as mudanças do site. “Avaliamos todas as necessidades possíveis do usuário distante da sede. Com isto, procuramos disponibilizar ferramentas que reduzam os deslocamentos dos associados, de forma que eles possam interagir com os produtos e serviços do sindicato sem sair de casa”, revela. Dentro de uma política de participação e transparência, a área destinada ao fórum de discussões serve como importan-

te ferramenta de interação, onde o usuário pode dialogar com membros da direção do sindicato e expressar opiniões sobre diversos assuntos relacionados à engenharia. Louvair acrescenta alguns itens sobre o planejamento do site. “Buscamos trazer uma navegação com botões, que facilite, de forma mais intuitiva e natural, o acesso à informação. Também buscamos integrar informações na seção dúvidas frequentes, onde com certeza os usuários poderão sanar muitas questões online”, pontuou o coordenador. De acordo com estudos relacionados à navegabilidade, realizados pelo Departamento de Consummer Trends e Mídias Sociais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), aproximar homem e empresa por meio de serviços online é uma forma de contato direto para quem não possui tempo de deslocamento. Para Davi Neves, responsável pelo desenvolvimento do website, essa é uma forma de eliminar distâncias no mundo real. O novo portal do SENGE-RS foi planejado e detalhado durante oito meses antes de ser disponibilizado na internet. O layout e a programação foram desenvolvidos pela DZ Estúdio. Para conhecer a nova ferramenta de comunicação do sindicato, basta acessar o endereço eletrônico www.senge.org.br.


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O desafio de fazer cada vez mais e melhor NEGOCIAÇÕES E CONQUISTAS A ação do SENGE-RS em 2009 alcançou significativos resultados. Ampliamos a participação nas negociações dos acordos coletivos de trabalho em números e em representatividade. Obtivemos não só a reposição dos índices de inflação, como também aumentos reais. Avançamos na melhoria das condições de trabalho e nas carreiras dos profissionais das empresas como CEEE, Corsan, Trensurb, CGTE,

Reunião com o Sicepot

CRM, e nos acordos com o Sinduscon-RS, Sicepot, Sinaenco, Sindihospa e Secraso. As conquistas no setor privado e nas empresas de economia mista, lamentavelmente, permanecem como meta nas empresas mantidas diretamente pelo tesouro do Estado. Os casos da Emater-RS, Fepam, Metroplan e Cientec, situações que demandam incansável dedicação por

parte do sindicato, permanecem em pauta de urgência para 2010. O arrocho salarial vigente, em que nem a inflação é reposta há anos, decorrente da má vontade do Governo Estadual em oferecer solução, vem acarretando verdadeiro sucateamento destas instituições. Aliados à evasão dos profissionais, os baixos salários e a falta de perspectiva vêm provocando não só o déficit de pessoal qualificado, mas a própria inviabilidade operacional das empresas. A implantação do Plano de Carreira na CEEE em 2009 foi uma conquista obtida com participação decisiva do SENGE-RS. No entanto, a forma de distribuição do Programa de Participação nos Resultados (PPR), deveria ter obedecido a proporcionalidade salarial, que é uma luta do sindicato para todas as empresas. Na Corsan, mesmo num processo de negociação mais difícil do que em anos anteriores, o resultado final do acordo trouxe avanços importantes não só em termos de reposição. Destaque para a criação do Programa de Demissão Incentivada (PDI), e expectativa de implantação em curto prazo do novo Plano de Cargos e Salários. Nas tratativas com o Sescom na área pública (Cientec– Metroplan– Fepam), o Governo apresentou proposta de reposição parcelada de 5,44%. A questão encontra-se em fase de

Crescendo, inovando e enfrentando desafios com trabalho e transparência: 2009 foi um ano de muitas realizações. Confira os principais pontos desta trajetória

análise pelo SENGE-RS e Semapi-RS. A penúria orçamentária verificada na Emater-RS é reproduzida nas demais empresas. Assim como na extensão rural, também a ciência e tecnologia, mobilidade urbana e meio-ambiente, pautas permanentes nas promessas eleitorais de todos os governos, padecem de investimentos, e sofrem com o engavetamento diário de projetos vitais para o desenvolvimento do Estado. No caso específico da Emater-RS, o processo de negociação permanece em aberto. Resistindo ao sucateamento, o SENGE-RS atua para impedir que o futuro da instituição aponte para um quadro de inanição financeira. As 500 demissões de 2007 e a ausência de profissionais em mais de 100 municípios assistidos materializam esta preocupação. Em conjunto com a ASAE e Semapi-RS, o sindicato propôs emendas ao Orçamento Estadual na Assembleia Legislativa. Com as empresas do setor privado, representadas pelo Sinduscon-RS, Sicepot e Sinaenco, obtivemos reposição integral da inflação, além de outros avanços importantes, como a possibilidade das empresas passarem a realizar aporte de recursos proporcional ao dos empregados engenheiros para o fundo previdenciário SENGEPREVIDÊNCIA. Na Trensurb, a partir da atuação direta do SENGE-RS, conquistou-se um bom acordo coletivo, e o pagamento do salário mínimo profissional passou a ser respeitado pela empresa.

GESTÃO PARTICIPATIVA Compromisso e participação na tomada de decisões foram responsabilidades assumidas pela atual diretoria do SENGE-RS desde a posse em junho de 2008. O desafio sempre foi dar continuidade ao trabalho realizado pelos antecessores, sem deixar de projetar o futuro da entidade. O planejamento estratégico construído coletivamente em agosto de 2008 reitera o caráter participativo proposto pelos novos dirigentes, e estabelece uma rotina de trabalho que contempla de forma eficaz a operacionalização da estrutura do Sindicato. As reuniões semanais da diretoria pas-

saram a contar com a participação de cerca de 20 diretores. As contribuições de todos nas decisões demonstram o perfil de transparência exigido pela categoria na condução da sua entidade representativa. As reuniões sistemáticas do Conselho Técnico Consultivo vêm propiciando ao SENGE-RS uma participação crescente nos debates junto à sociedade e à categoria. Nesta instância de caráter técnico, estão sendo abordados temas como meio ambiente, agricultura, legislação, mobilidade urbana, logística, Pontal do Estaleiro Só, recursos hídricos, energia, plano diretor, entre outros. Ainda no âmbito representativo,

Reunião de diretoria

destaque à atuação das diretorias regionais que contam com apoio permanente do sindicato. Para enfrentar o aumento de demanda das pautas, mais dois diretores foram incorporados nas atividades executivas da entidade, que agora soma sete membros.


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POSICIONAMENTO O SENGE-RS vem assumindo cada vez mais o protagonismo na abordagem de temas de interesse da sociedade, como retribuição à confiança que a coletividade deposita nas instâncias técnicas representadas pelo sindicato. Lei do Reuso d’água - A lei que criou e regulamentou a obrigatoriedade para que os prédios a serem construídos em Porto Alegre adotem a reutilização de águas para determinados serviços, contou com efetiva intervenção técnica do SENGERS, tanto na Câmara Municipal quanto junto ao executivo. Pontal do Estaleiro - O SENGE-RS entrou em ação num momento importante para a comunidade da Capital, intervindo tecnicamente, indicando profissionais especializados, e alertando para a necessidade de ampliação do debate. Defendeu a observância e a prevalência do Plano Diretor de Porto Alegre para a resolução da polêmica. No desfecho do caso, valeu a lição: qualquer projeto deve contar obrigatoriamente com a participação de corpos técnicos qualificados em todas as etapas. Plano Diretor de Porto Alegre - O SENGE-RS sempre defendeu a urgente necessidade de revisão do Plano Diretor de Porto Alegre. Participou ativamente dos trabalhos desenvolvidos na Câmara Municipal, defendendo a aplicação da tecnologia disponível para que o processo revisional ocorresse com absoluta fundamentação técnica, amparada pela posição de todas as áreas, em favor da qualidade de vida na cidade. Avaliações imobiliárias - O SENGE-RS sustenta que as avaliações prediais sejam prerrogativas profissionais de engenheiros e arquitetos, detentores do conhecimento técnico indispensável para que os resultados não reflitam apenas a chamada ótica comercial. Programa Integrado Sócio-ambiental da Prefeitura de Porto Alegre - Desde o final de 2008 o SENGE-RS acompanha com grande interesse a implantação do projeto. Atualmente, apenas 27% do es-

goto produzido recebe tratamento, um dos piores índices entre as capitais brasileiras. O investimento de quase R$ 600 milhões representa a saudável recuperação da capacidade de financiamento externo por parte da Prefeitura. Porém, passado mais de um ano, o processo licitatório, continua trancado, retardando ainda mais a solução. Justiça aos aposentados - O Senador Paulo Paim esteve no SENGE-RS para palestrar sobre a Reforma Previdenciária que tramita no Congresso Nacional. Paim defende há anos o fim do Fator Previdenciário e denuncia o impacto negativo que causa nos benefícios pagos pelo INSS. A luta de Paulo Paim recebe apoio dos Senadores Pedro Simon e Sérgio Zambiazi, bem como de sindicatos e trabalhadores por todo o país, pois visa acabar com a injustiça que corrói o poder aquisitivo e a qualidade de vida de uma parcela significativa da população. O SENGE-RS permanecerá atento ao posicionamento dos Deputados Federais e do Executivo no desfecho desta questão.

Senador Paim no SENGE-RS

Código Florestal do RS - Trabalhar na defesa dos recursos naturais é tarefa de toda a sociedade, porém cabe aos engenheiros oferecer aporte tecnológico. A lei que cria o Código Estadual do Meio Ambiente, que tramita na Assembleia Legislativa, pretende regrar diversas atividades. Deveria, no entanto, ter sido amplamente discutida por todos os segmentos. Esta preocupação foi manifestada em ofício encaminhado pelo SENGE-RS em novembro ao presidente do legislativo gaúcho. Votar o projeto como está pode comprometer de forma decisiva a sustentabilidade dos processos de desenvolvimento no Estado.

Pré-sal - Alinhado com a Associação dos Engenheiros da Petrobrás, o SENGE-RS é membro efetivo do Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-sal, onde atua para garantir que os recursos provenientes da exploração sejam preservados como patrimônio de todos os brasileiros.

Fonte: Governo Federal

Lei Geral de Ater - O SENGE-RS participa das discussões por mais recursos federais que tornem a viabilizar as operações das empresas estaduais públicas de assistência técnica e extensão rural. Apesar da falta de vontade dos governos estaduais de fazer sua parte, é inadmissível que empresas como a Emater-RS tenham apenas 3% de suas receitas oriundas de Brasília, índice que já foi de 30% até a extinção da Embrater no Governo Collor. Agilização na liberação de projetos na Prefeitura de Porto Alegre - Os profissionais e as empresas de engenharia convivem com a morosidade da tramitação dos projetos junto à Prefeitura de Porto Alegre. A dinâmica do mercado, aliada às modernas tecnologias disponíveis deixam sem fundamentação lógica o longo tempo perdido. Entre os prejuízos causados, a demora no início da execução dos projetos provoca a redução de investimentos, menos postos de trabalho, desaceleração no desenvolvimento da Capital, entre outros. O SENGE-RS e o Fórum das Entidades de Engenharia e Arquitetura vêm travando esta luta de longa data, e exigem uma ação corretiva por parte do Município.


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AÇÕES INSTITUCIONAIS 26º Congresso Brasileiro de Agronomia em Gramado - Realizado no Rio Grande do Sul depois de 40 anos, teve a participação de mais de 1000 profissionais e contou com o apoio oficial do sindicato.

Mais de mil profissionais no CBA

Lei do Salário Mínimo Profissional Entre inúmeras iniciativas, o SENGE-RS manifestou oficialmente ao superintendente da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) a preocupação do sindicato quanto a necessidade de maior fiscalização da correta aplicação da Lei 4950-A, pois tem sido crescente o descumprimento da legislação por parte das empresas, tanto do setor público quanto do privado. Atuação integrada - O SENGE-RS amplia sua participação em ações conjuntas com entidades do setor, tais como a Sociedade de Engenharia, o Sindicato dos Arquitetos e Sociedade de Agronomia. Marcamos presença em eventos, reuniões técnicas e seminários realizados por associações de engenharia em diversos municípios do Estado. Da mesma forma, temos buscado desenvolver iniciativas em parceria com o CREA-RS e Mútua-RS. Mais destaques - Pelo segundo ano consecutivo, o sindicato participa de diversos grupos de trabalho do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional, sendo que o presidente do SENGE-RS, José Luiz Azambuja, é membro do conselho da entidade e vários diretores integram as comissões técnicas. Da mesma forma, merece destaque a efetiva participação da diretoria no Congresso Nacional de

Engenheiros, realizado em São Paulo. Na ocasião, foram eleitos os novos diretores da Federação Nacional de Engenheiros (FNE), da qual Azambuja passou a liderar a Regional Sul. O SENGE-RS esteve presente também no lançamento em São Paulo da Confederação Nacional de Trabalhadores Liberais Universitários (CNTU), nova entidade representativa de âmbito nacional. Parcerias - O SENGE-RS firmou parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) e lançou o curso de especialização “Gestão Estratégica de Negócios”, voltado especificamente para engenheiros que planejam aprimorar e até mesmo abrir seus próprios empreendimentos. A parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), além de viabilizar a implantação da Política Ambiental do SENGE-RS, vai desenvolver uma série de cursos e atividades técnicas a serem ministrados no sindicato já em 2010. O destaque da parceria com o Sebrae-RS ficou tanto com a realização de diversas palestras, quanto com o projeto de divulgação dos Programas de Apoio ao Empreendedorismo, voltados para a área de engenharia. O SENGE-RS também ampliou o número de estagiários colocados junto as empresas, através do serviço Bolsa Estágio, com ampliação dos convênios firmados com praticamente todas as universidades do Estado.

Cursos e palestras - Para oferecer conhecimento à Categoria, o SENGE-RS dinamizou ainda mais a realização de cursos e palestras em 2009. Em parceria com a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) foram realizadas nove palestras. Com apoio e

participação de outros importantes parceiros, o Sindicato promoveu dezenas de cursos tratando de temas como energia eólica, orçamentação, construções sustentáveis, planejamento e controle de custos, novas tecnologias e gerenciamento de projetos. Em 2009, mais de 1500 profissionais e estudantes participaram das palestras e quase 300 concluíram os cursos oferecidos, o que representa um crescimento de 96% sobre o ano anterior.

Palestra de Marco Kappel Ribeiro

Celebração 67 Anos do SENGE-RS Os eventos comemorativos dos 67 anos do sindicato concentraram-se no dia 26 de junho. Como referência sindical, a vicepresidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Maria Rita de Assis Brasil proferiu a palestra “Desafios para os Sindicatos de Profissionais Universitários”. Na seqüência, o professor André Brayner de Farias, da PUCRS e da UCS abordou “Problemas da Ética no Brasil”. Na oportunidade, ao receber os cumprimentos de diversas lideranças políticas, empresariais e sindicais, o SENGERS homenageou o CREA-RS pela passagem do seus 75 anos.

Maria Rita, vice-presidente do Simers


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SERVIÇOS

Unimed Porto Alegre e SENGE-RS firmam nova parceria

SENGE-RS amplia número de produtos e serviços O SENGE-RS procura aprimorar constantemente os produtos e serviços que oferece à categoria. Veja o que mudou em cada um deles e conheça as novas opções que o sindicato disponibilizou para você.

Espaços e aprimoramento profissional – Senge Office Parcerias com especialistas e profissionais com experiência para oferecer cursos e eventos voltados à capacitação profissional. Oferece salas de trabalho que podem ser locadas para reuniões, três salas de treinamento, com capacidade para 30 pessoas, um laboratório de informática com 12 estações de trabalho, um auditório com 126 lugares e um cyber café.

descontos diferenciados nas mensalidades. Já os convênios odontológicos com Uniodonto e clínicas, permitem atendimentos para os sócios e seus dependentes diretamente nos consultórios credenciados. Ainda na área da saúde, os associados e dependentes têm descontos de 15% a 60% na compra de medicamentos, através do E-Pharma, um sistema integrado de farmácias credenciado em todo o País. É só apresentar o novo Cartão do Associado SENGE-RS.

Assistência jurídica Previdência Privada O sindicato disponibiliza aos associados o SENGEPREVIDÊNCIA, um plano de aposentadoria complementar. Tem como característica principal a flexibilidade e taxas reduzidas. Para os engenheiros que trabalham em empresas de construção e projetos, as convenções coletivas garantem, desde 2009, que as empresas contribuirão mensalmente com R$70,00, desde que o profissional aporte, no mínimo, o mesmo valor por mês.

O sindicato coloca à disposição dos associados para consultas advogados especialistas em direito do trabalho, previdenciário, civil, tributário e societário. Promove também homologações de rescisões de contratos e, em convênio com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado, fornece a primeira ou segunda via da Carteira de Trabalho e Previdência Social, tanto para os sócios como para os dependentes.

Outros serviços Saúde O convenio com a Unimed garante ao associado planos assistenciais hospitalares e também o serviço SOS Unimed. E o que é melhor:

Bolsa Emprego – Esse serviço facilita aos profissionais colocação no mercado de trabalho através de bancos de dados de currículos existentes.

Buscando oferecer diferentes opções de planos de saúde para seus sócios e familiares, o SENGE-RS firmou uma nova parceria com a Unimed Porto Alegre. Agora, além do plano Unimax, oferecido atualmente, o Unifácil passa a ser mais uma alternativa para os associados do sindicato. O plano Unifácil é uma modalidade exclusiva para empresas. Atualmente, atende a mais de 32 mil usuários em núcleos específicos localizados na Capital, Cachoeirinha, Gravataí, Viamão, Esteio, Canoas, Osório, Tramandaí, Capão da Canoa e Torres. “O Unifácil é um plano economicamente acessível, mas com a grife e a qualidade Unimed”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre, Márcio Pizzato. Para mais informações, agende uma visita ao sindicato pelo e-mail planodesaude@senge.org.br ou ligue para (51) 3230.1600. Bolsa Estágio – Aqui o SENGE-RS atua como agente integrador direto, viabilizando a inserção dos sócios estudantes junto às empresas. Plano de Telefonia Móvel – Em parceria com a Vivo Empresas, o SENGE-RS oferece para seus filiados um plano especial e vantagens, como aparelho com baixo custo e tarifas diferenciadas. Cartão do Associado – Todo sócio em dia com suas obrigações sociais tem direito ao novo cartão, que permite o acesso a serviço e convênios. Boletim Online – Informativo eletrônico semanal. Para recebê-lo, basta efetuar cadastro no portal www.senge.org.br.


Impresso fechado. Pode ser aberto pela ECT. Av. Erico Veríssimo, 960 CEP 90160-180 Porto Alegre/RS

INFRAESTRUTURA

o declínio do Governo Federal em apoiar o metrô faz do projeto dos Portais da Cidade a solução mais viável para a mobilidade urbana de Porto Alegre. O empreendimento prevê três grandes terminais de ônibus ligando os principais pontos de fluxo do trânsito, com linhas especiais que circularão por corredores exclusivos. O custo estimado é de US$ 210 milhões, dos quais a prefeitura já dispõe de US$ 101 milhões, por meio de convênios de cooperação. “O governo fez a proposta de aumentar o sistema e incluir a Avenida Assis Brasil e Protásio Alves nas obras do portal, para isso disponibilizou mais 81 milhões de reais”, revela o secretário.

Nem a Copa tira o Metrô do papel O projeto de ampliação do metrô de Porto Alegre, que começou a ser elaborado ainda em 1990, sofreu mais um revés em 2009. Esperançosa de que a tão sonhada Linha 2 pudesse sair do papel com a indicação da Capital gaúcha para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, a população viu o sonho mais uma vez ser adiado com a exclusão do projeto do chamado “PAC da Copa”, elaborado pelo Governo Federal. A notícia foi um banho de água fria para os engenheiros da Trensurb, que há anos se dedicam a estudar e planejar a obra. O engenheiro eletricista da empresa e diretor vice-presidente do SENGERS, José Claudio da Silva Sicco, afirma que o estado tem capacidade de finalizar todos os projetos previstos para o evento esportivo dentro dos prazos. “Esse seria um desafio e uma oportunidade para a engenharia brasileira mostrar sua qualidade ao Mundo. E nós a perdemos”, lamenta. O projeto atual, realizado após estudos da Trensurb, Metroplan e EPTC, concluídos em 2006, prevê a ampliação na linha em 15,3 quilômetros, ligando a estação Mercado, no Centro Histórico, à confluência das Avenidas Bento Gonçalves e João de Oliveira Remião, no bairro Agronomia. Estão previstas, neste trecho, 11 estações e cinco terminais de integração com outros modais de transporte. O empreendimento foi orçado em R$ 2,5 bilhões, verba considerada elevada demais pelo Ministro das Cidades, Márcio

O RS e a Copa de 2014

Fortes, que alegou ser uma obra muito extensa e inexequível no prazo exigido pela Fifa. Para tentar apaziguar o ânimo dos gaúchos, Fortes se comprometeu a incluir a Linha 2 do Metrô gaúcho no PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), que será lançado em abril de 2010. O engenheiro Sicco concorda que os prazos são cada vez mais apertados, mas defende que se as verbas chegassem, o projeto sairia do papel. Como exemplo,

LEGENDA Linha I (Trem Metropolitano) Linha Circular (Metrô) LinhasTroncais Urbanas (Ônibus) Linhas Troncais Metropolitanas (Ônibus) Linhas Troncais Metropolitanas (Ônibus) Estações Terminal de Integração (Existente)

Rede multimodal prevê integração entre linhas de ônibus e metrô

ele cita a cidade de Atenas, na Grécia, que concluiu a construção do metrô da Copa em três anos. O diretor do SENGERS ressalta ainda que sem esse meio de transporte, 50% mais rápido e menos poluente, Porto Alegre perde em qualidade de vida. “O projeto da nova linha é o modelo estruturador do trânsito da capital”, completa. O Secretário Municipal Extraordinário da Copa, José Fortunati, acredita que

Não é apenas o transporte de Porto Alegre que precisa de melhorias para a realização da Copa na Capital. O Comitê da Fifa que avaliou a candidatura gaúcha no começo do ano fez inúmeros apontamentos para ajustes e melhorias na região metropolitana e arredores. Além do transporte urbano, é preciso melhorias na rede de energia e ampliação do aeroporto Salgado Filho e de mais quatro aeroportos no interior do estado. Também foram apontadas necessidades de construção do Aeromóvel para ligar o aeroporto ao Metrô, a construção da segunda Ponte do Guaíba, a revitalização do Cais do Porto e as duplicações nas BRs e rodovias que dão acesso à capital. Algumas obras já estão em andamento, como o trecho entre Sapucaia e Gravataí e a Linha 1 do Metrô, entre São Leopoldo e Novo Hamburgo. Segundo o Secretário Estadual Extraordinário da Copa, Paulo Odone, essas mudanças ficarão como “legado da copa”, nome do projeto criado pela secretaria. “Todos os investimentos, não apenas as obras, mas o conjunto todo, os empregos e a capacitação sejam sustentáveis. Pretendemos, com esse projeto, definir a sustentabilidade futura”, disse ele. O Estado ainda não fechou o orçamento das obras da copa, o que tem gerado preocupação no setor produtivo. Mas um levantamento prévio, que inclui obras federais, estaduais e municipais, estima que o Rio Grande do Sul necessite de R$ 8 bilhões se quiser fazer bonito em 2014.


Revista O Engenheiro - 101