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PRISCILA DE OLIVEIRA VIEIRA


Trabalho de Conclusão de Curso do Centro Universitário SENAC, realizado sob orientação do professor Gabriel Pedrosa.


“ não há perigo que a intrépida coragem não consiga conquistar, não há prova que a pureza imaculada não consiga passar, não há dificuldade que um forte intelecto não consiga superar”. Madame Blavatski


Agradecimentos: Gratidão é um sentimento de reconhecimento. Nestas linhas não posso deixar de reconhecer que, apesar de ser pequena e incapaz, existe alguém que me faz conquistar o que sozinha eu não conseguiria. Este alguém é aquele que não me deixou desistir nos momentos de desespero e me deu forças nas horas de cansaço, trouxe a serenidade em meio às agonias, e acima de tudo, humildade diante das realizações. Por isto, antes de tudo e de todos, ao meu DEUS, declaro toda minha gratidão, por ter me carregado nos braços durante estes árduos 05 anos de curso. Agradeço aos principais professores da vida; meus pais Leidemara e Juraci que com toda simplicidade, esforço e carinho fizeram com que meu sonho se tornasse realidade. Mãe, sеυ cuidado е dedicação fоі o que me deu em alguns momentos а esperança pаrа seguir. Pai, sempre me impulsionou a buscar e fazer o melhor com muito esforço, obrigado por ter me ensinado sobre integridade e responsabilidade ao longo da vida. À minha irmã e meu namorado qυе dе forma especial е carinhosa mе dеram força е coragem, mе apoiando nоs momentos dе maiores dificuldades. À minha família por sempre estarem presentes, me apoiando e ajudando. Ao professor e orientador Gabriel, e aos instrutores de oficina por ter pego no meu pé, pela compreensão, cobrança e apoio. À todos os verdadeiros amigos que estiveram do meu lado direta ou indiretamente me apoiando. Sem vocês nada disso seria possível!


Resumo: O objetivo do presente trabalho é apresentar um pré-estudo sobre a reutilização de materiais recicláveis para criação de mobiliário; no caso o tambor de aço. Veremos inicialmente algumas características da sustentabilidade industrial, os três “Rs” da sustentabilidade e exemplos de obras com reuso. Em seguida serão apresentadas as propriedades do aço, seus pontos positivos e negativos e o surgimento dos tambores de aço. No terceiro capítulo será abordada a destinação final dos tambores, papel das fábricas e dos aterros. Serão apresentadas também referências de tambores de aço como possíveis mobiliários e mobiliários de aço em chapa/tubo. Por fim as diretrizes e estudos de projeto executados ao longo do trabalho, considerando quatro assentos, com duas tipologias. Palavras-Chave: Reutilização; tambor de aço, Sustentabilidade; Criação.


Abstract: This work's goal is presenting a prestudy about the recyclable materials reuse in order to make furniture, specifically steel drums. First of all, we'll see some industrial sustainability characteristics, the "three Sustainability's Rs" and examples of the works practiced with reuse. Later on, some of the steel properties will be analyzed - its strengths and weaknesses - and the emergence of steel drums. On the third chapter, the final destination of the drums will be presented, role of the factories and landfills. The presentation will also cover some references of steel drums as possible furniture; and steel furniture made in sheets/tubes. At last, the directions and studies of the project executed during this paper, considering four seats with two typologies. Key-words: reuse; steel drum; sustainability; creation.


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Sumário 1 . 0 - Sus t e nt abilidade

1.1 - Sus tentab i l i dade Indus tri al 1.2 - Os três “ Rs ” da Sustentab i li dade 1.3 - E x emplos de ob ras com reus o.

2 . 0 – Proprie dade s do Aço 2 .1 - Matéri a Pri ma 2 .2 - Pontos posi ti v os X neg ati v os 2 .3 - Surg i mentos dos tamb ores de aço

3 . 0 – D e s t inação dos t ambo res 3 . 1 - D es carte Leg al / Ileg al 3. 2 – Fábricas 3 . 3 - A terros

4 . 0 – Re f e rê ncias 4.1 – E s tudos de Cas o

5 . 0 – D e s e nvolvim e nt o do Pro jeto 5.1 5.2 5.3 5.4

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Pri mei ro M odel o Seg undo Modelo Tercei ro Modelo Quarto M odel o


Introdução Períodicamente tambores de aço são abandonados em perfeito estado em aterros, lixões, canteiros de obra, porque as próprias empresas fabricantes não recolhem, não fazem reutilização dos mesmos. Isso acaba gerando um acumulo de material desperdiçado. Com os atuais métodos de sustentabilidade, a reutilização de tambores de aço passou a ser uma proposta interessante para criação de novos objetos, reduzindo o custo de produção, colaborando com o meio ambiente, e ajudando no lucro pós venda. A partir dessas informações surge a ideia de fazer reutilização dos tambores de aço para criação de mobiliário, que consiste na criação de uma serie de cadeiras com diferentes tipologias. Os capítulos que compõem este trabalho iram apresentar algumas características da sustentabilidade industrial, exemplos de obras com reuso, propriedades do aço, seus pontos positivos e negativos, destinação final dos tambores de aço e referências de tambores e chapas de aço.


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Capítulo 01

SUSTENTABILIDADE 1.1 - SUSTENTABILIDADE INDUSTRIAL As constantes transformações no entorno em que vivemos, altera frequentemente a visão, forma de pensar e de agir do homem moderno. Com as constantes mudanças climáticas e o desequilíbrio do ecossistema, agravado pelo consumismo desenfreado, torna o ser humano consciente de seu desrespeito à natureza. Para transformação do modelo atual de desenvolvimento sustentável, o governo, os cidadãos e as empresas, em esforço coletivo, precisam assumir os princípios da sustentabilidade em respeito ao meio ambiente. A palavra sustentável tem origem no latim "sustentare”, que significa sustentar, apoiar e conservar. O conceito de sustentabilidade está relacionado com uma mentalidade, atitude ou estratégia que é ecologicamente correta, e viável no âmbito econômico, socialmente justo e com uma diversificação cultural. "A diminuição da miséria mental dos desenvolvidos permitiria rapidamente, em nossa era científica, resolver o problema da miséria material dos subdesenvolvidos. Mas é justamente desse subdesenvolvimento mental que não conseguimos sair, é dele que não temos consciência". Edgar Morin

Com as novas tecnologias e o avanço da globalização, o desenvolvimento de produtos impulsionou ao consumo desenfreado. A população passou a consumir mais que suas necessidades básicas, assim a demanda por matéria prima sem preocupação de um destino renovável, foi fugindo do controle. “Nossa sociedade é chamada de sociedade do consumo por que consumir se tornou uma atividade cotidiana que foi além da ideia inicial de satisfazer as necessidades”. André Trigueiro Crescentes tensões e demandas de reações urgentes vêm fazendo com que o conceito de sustentabilidade seja incorporado e praticado por lideranças empresariais, governamentais e pela sociedade. O papel das empresas se destaca, já que muitos dos problemas foram produzidos ou estimulados por suas atividades. Dessa forma as empresas acabaram definindo um conjunto de práticas que procuram demonstrar o seu respeito e a sua preocupação com as condições do ambiente e da sociedade em que estão inseridas ou aonde atua como parte de uma estratégia comercial e de marketing, ligado diretamente a responsabilidade social, tornando-se uma vantagem competitiva.


Desenvolvimento sustentável é um processo de transformação onde a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender as necessidades e aspirações futuras. “aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades” Relatório Brundtland 1987 Para estabelecer estratégias competitivas e de integração no mercado, algumas empresas buscam novos recursos e meios na gestão de design. O design entra no projeto do produto em busca de vários aspectos, como ergonomia, tecnologia, estética, economia social/ambiental, atuando na moda e serviços. Com a junção dessas atividades, e respeitando o meio ambiente surgiu o conceito de Ecodesign. O Ecodesign defende criação de produtos que causem menor impacto ambiental, e que respeitem o meio ambiente. Busca utilizar a gestão dos resíduos compreendendo todo ciclo de vida do produto e suprir a falta de informações e preparo do público em geral a respeito de procedimentos ambientalmente corretos. Representa a materialização de uma estratégia de início de processo, onde o produto é concebido na empresa, e a ela deve voltar, quando for o caso. O ciclo de vida do produto vai desde a extração da matéria prima até sua eliminação, passando por alguns processos de gestão de resíduos (fabricação, transporte, instalação, utilização e gestão final dos resíduos). O conceito do Ecodesign contribui para compreensão e percepção das empresas em contribuir para melhoria do meio ambiente, lucrando em termos ambientais e econômicos.

1.2 - OS TRÊS “RS” DA SUSTENTABILIDADE Conceito surgido no começo do século XXI envolvem ações práticas em busca de estabelecer uma relação mais harmônica entre consumidor e meio ambiente. O “Reduzir ” engloba economia em todos os aspectos; o “Reutilizar ” envolve o reaproveitamento do produto; e o “Reciclar ” destina à separação do que é e não é lixo, e reciclagem de embalagens. Reduzir: Significa consumir de acordo com sua necessidade em prol de evitar possíveis desperdícios, que muitas vezes são gerados por status, pela “necessidade” de estar com um produto mais atual pelo seu novo designer, por uma nova função. Para diminuirmos essas ações poderíamos optar por algumas alternativas como: - Questionar se de fato esta precisando do produto. - Ir à busca de produtos com maior durabilidade. - Não desperdiçar água e energia, optar por alternativas relacionadas às atividades. - Não desperdiçar alimentos. - Economizar combustível, fazer percursos curtos a pé ou de bicicleta, em busca de economia, bem estar e menor poluição do ar. Reutilizar: Significa dar o destino certo para qualquer objeto que ainda pode ser utilizado em outras funções ou até na mesma função por outra pessoa. Eletrodomésticos podem ser revendidos se forem concertados; roupas, sapatos, móveis, bijuterias, brinquedos e livros podem ser doados. Existem compradores de produtos úteis por menor preço no mercado, uma boa opção para quem pensa em se desfazer de algo inútil e ainda lucra. - A água utilizada para lavar roupa pode ser utilizada posteriormente para lavar o quintal. - Reutiliza as embalagens de presentes. - Potes e garrafas de plástico podem virar vasos de plantas. - Evite os descartáveis. - Reutilize folhas de sulfite na sua casa, local de trabalho e incentive as pessoas a sua volta.


Reciclar: Consiste no aproveitamento de um bem descartado como matéria prima para a produção de outros bens, busca redução do volume de resíduos sólidos e do lixo. Cerca de 35% dos materiais do lixo coletado poderiam ser reciclados e outros 35% transformados em adubo orgânico. Cada brasileiro gera, em média, 500 gramas de lixo diariamente, podendo chegar até a mais de 1 kg. A maior parte do que jogamos fora não é sujo, fica sujo depois de misturado. Portanto: - Separe o lixo orgânico do lixo reciclável. - Opte por produtos reciclados. - Evite produtos com embalagens elaboradas. O projeta será direcionado ao segundo “R” reutilizar, já que será dado um novo uso a um objeto (tambor de aço) que simplesmente seria descartado, perdendo a vida útil para que foi projetado.

Catedral de Papelão - Shigeru Ban Construída em Nova Zelândia na cidade de Christchurch pelo arquiteto Shigeru Ban , e vencedora do Pritzker em 2014, tem como principal função ser uma construção provisória com vida útil de 50 anos para substituir um dos edifícios mais valorizados , a Catedral Anglicana, construída em 1864. Em prol de garantir a estrutura rígida, a construção conta com 98 tubos do tamanho de oito containers de aço recobertos por poliuretano à prova d'água e retardam-te contra incêndio. Externamente os tubos são protegidos por uma cobertura translúcida de policarbonato. Shigeru Ban diz que "a força do edifício não tem nada a ver com a força do material.” E acrescentou dizendo que "mesmo edifícios de concreto podem ser facilmente destruídos por terremotos, mas edifícios de papel não."


Pallet Home Project Em busca de ajudar milhões de refugiados e desabrigados a ganharem uma habitação, foi criado o Pallet Home Project pela empresa de design e arquitetura I-Beam Design, com sede em NY . O projeto visa construção de casas com paletes de madeira, sendo eles reciclados e reutilizados. A quantidade necessaria serão cerda de 700 milhões e a casa poderá ser construida por cinco pessoas e com 100 paletes cada uma. Os paletes são pregados e colocados no seu lugar, depois vem uma lona para evitar que a entrada da chuva dentro de casa. O projeto ganhou o prêmio de Arquitetura para a Humanidade, em 1999, e desde então tem sido destaque em vários livros e revistas.


Casa Contêiner Cada vez mais presente no Brasil, o conceito de construção vem crescendo e ganhando popularidade. Conteiner é uma caixa feita de aço, alumínio ou fibra, de estrutura bem resistente. A construcao em conteiner apresenta uma série de vantagens sendo elas; uma obra mais limpa com a reducão de entulhos, rapida execucão, durabilidade pela resistencia do material, baixo custo, flexibilidade em poder desmontar, economia de recursos naturais, etc. Considerando que foi feita com 70% de materiais reutilizados e reaproveitados , a casa El Tiemblo na Espanha conta com elegância e harmonia. Projeto feito pelo escritorio James & Mau, utilizaram quatro conteiners divididos em dois andares e mais de sete comodos, com total de 190 metros quadrados. Na parte interna da casa possui sala, cozinha, banheiros, suite, sala de estudos. Um ponto a ser observado é que o sistema modular usado na construção da casa, reduziu os impactos com transporte de materiais e também os custos. Permitindo mudanças na estrutura com o passar do tempo.


Pavilhão IE Paper - Shigeru Ban Pavilhao feito com 173 tubos de papel, a estrutura temporária fica localizada no campus do IE de Madri e foi criada para ser usada como abrigo de eventos de formação executiva e outras atividades. O projeto estrutural apresenta grande eficiencia, e levou apenas duas semanas para ser construído baseando-se nos princípios de sustentabilidade. “A cultura do IE e a obra de Shigeru Ban tem em comum sua aposta pela sustentabilidade, o espírito humanista e a união de múltiplas culturas" Santiago Iñiguez "O pavilhão que hoje se inaugura está destinado ao intercâmbio de ideias, em um espaço leve, translúcido, elegante e funcional, com um caráter efêmero que nos relembra a necessidade de transformação permanente do conhecimento". Santiago Iñiguez "Nas minhas obras tento sempre apostar nas empresas locais. Neste casode, os tubos, por exemplo, foram feitos em Zaragoza". Shigeru Ban


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Capítulo 02

PROPRIEDADES DO AÇO 2.1 - MATÉRIA PRIMA DO AÇO

Médio Carbono:

Denomina-se aço toda liga de ferro e carbono na qual o percentual de carbono por peso não ultrapasse o limite de 2%. O aço, o mais comum disponível no mercado, e chamado de aço carbono embora existam diversas ligas que conferem o aumento ou redução de algumas de suas propriedades e são destinadas a aplicações especificas.

Grupo de aços meio doces a meio duros com teor de carbono de 0,30% a 0,50%. Inclusos os aços na faixa de 1030 a 1049.

Aço carbono: Separado por três grupos de aço em comum de acordo com teor de carbono:

Características: confortabilidade, temperabilidade média.

soldabilidade

e

Aplicações: chapas, tubos, tarugos, aplicações com dureza e resistência à temperatura mais elevada, produtos para construção civil, construção naval, tubos em geral, estruturas mecânicas, caldeiras. Densidade: 7,8 g/m.

Baixo Carbono: Grupo de aços extradoces a doces com teor de carbono ate 0,30%. No caso de um aço SAE 1030, o teor de carbono pode variar entre 0,25 a 0,31%.

Processos mais comuns: estampagem, repuxo, dobramento, corte, usinagem, soldas, rebitagem, processos de acabamento. Alto Carbono

Características: tenacidade, conformabilidade, soldabilidade, baixa temperabilidade.

Grupo de aços duros e extraduros com teor de carbono de 0,50% a 0,70%. Inclusos aços na faixa de 1050 em diante.

Aplicações: chapas, tubos, tarugos, construção civil, construção naval, estruturas mecânicas, caldeiras.

Características: péssima confortabilidade e soldabilidade, ótimo comportamento em altas temperaturas e resistência ao desgaste.

Densidade: 7,8 g/m

Aplicações: chapas, perfilados, tarugos, produtos ferroviários e agrícolas, parafusos especiais.

Processos mais comuns: estampagem, repuxo, dobramento, corte, usinagem, soldas, rebitagem, processos de acabamento.

Densidade: 7,8 g/m Processos mais comuns: estampagem, dobramento, corte, usinagem difíceis, pintura, polimento, usinagem, soldagem difícil.


Aços Especiais:

Processo de fabricação:

Os aços especiais ou aços-liga são obtidos por meio da adição de outros elementos em busca de obtenção de propriedades extra.

A fabricação de um produto envolve atividades diversificadas, simultâneas ou não com diferentes níveis de complexidade e dificuldade de realização.

Aço Cromo:

processos

Combinação do aço carbono com cromo, na proporção variando entre 2 a 4%. Por ter uma excelente estabilidade dimensional com sua resistência a oxidação e a sua dureza, este tipo de aço e muito empregado para confecção de moldes, ferramentas e instrumentos abrasivos. Aço Boro: Combinação do aço carbono com pequenas quantidades de boro da ordem de 0,0015%. Apresenta bom desempenho para ser temperado e conformado mecanicamente, boa soldabilidade e fácil usinagem e excelente estabilidade após ser submetido a um esforço de estiramento utilizado para fabricação de perfilados com ou sem costura Aço inoxidável: Combinação do aço carbono com o cromo na proporção de 11 a 20%, com uma notável resistência a oxidação. O cromo em contato com oxigênio propicia surgimento de uma fina camada de oxido de cromo em todo o contorno da peça que se recompõe mesmo se for interrompida algum risco ou corte, impedindo a oxidação do ferro. O mesmo pode ser encontrado em três famílias distintas: - Martensiticos: aços magnéticos que atingem elevadas durezas por tratamentos térmicos, dotados de excelente resistência mecânica sendo adequadas as indústrias de cutelaria, instrumentos de medição. - Ferriticos: aços magnéticos em geral conformados a frio sendo indicados para fabricação de utensílios domésticos, balcões frigoríficos, produtos que serão submetidos ao contato com ácidos. - Austeniticos: aços não magnéticos, não endurecidos por tratamento térmico normalmente conformado a frio. Apresenta boa resistência a corrosão em virtude da presença do cromo e do níquel.

conformação

melhoria

separação

união

estado líquido

moldados

corte de laminados

térmica

estado plástico

abrasivos

usinagem

adesão

estado sólido

pint. revestimento

chama, laser

mecânica


Conformação: Categoria que envolve todos os processos na qual a matéria prima no estado liquido, plástico ou solido, com ou sem a presença de calor, e submetido a algum tipo de esforço ou ação que venha a alterar sua geometria inicial em outra diferente. Melhoria: Buscam o aprimoramento do aspecto final visual e tátil de uma peca. Pode servir como proteção do material de base como acontece quando utilizamos vernizes sobre a madeira, anodização sobre o alumínio e a pintura sobre o aço e o ferro. Separação: Envolve a subtração de parte da matéria prima que esteja sendo trabalhada. Pode acontecer com a matéria prima aquecida ou não, sob a ação de corte, sob a ação de ferramentas com elevada rotação ou mesmo pela ação do calor. União: Implica em juntar, fixar, duas ou mais partes para obtenção de componentes, conjuntos ou do próprio produto final. Uma união pode ser de natureza térmica (soldagem), adesiva (colas e adesivos), ou mecânica (parafusos e rebites). (Livro: Introdução aos materiais e processos para designers)


2.2 – PONTOS POSITIVOS X NEGATIVOS Através de informações obtidas pelas pesquisas sobre o aço, foi possível observar pontos positivos e negativos da matéria prima:

pontos positivos PREÇO

pontos negativos PESO

RECICLABILIDADE

PROPENSÃO A CORROSÃO

RESITÊNCIA MECÂNICA

DIFICULDADE DE TRANSPORTE

MALEABILIDADE ELASTICIDADE RESTIÊNCIA AO IMPACTO RIGIDEZ PRAZO CURTO DE PRODUÇÃO

2.3 - SURGIMENTOS DOS TAMBORES DE AÇO. Os tambores de aço surgiram no inicio do século 20 para substituir os barris de madeira que muitas vezes não eram tão eficazes. Os produtos como petróleo, farinha, produtos químicos, grãos já não corriam mais risco de vazar, assim tornou-se o modo de armazenamento mais comum. Pouco tempo depois os barris de aço evoluíram para contêineres que seriam pecas maiores com maior capacidade de armazenamento reutilizáveis fáceis de reciclar e ecológicas. O aço e um material resistente à corrosão, assim os tambores feitos com esse material podem ser reutilizados varias vezes antes de serem descartados ou corretamente reciclados. Obtendo vantagens em termo de custo e colaborando com o meio ambiente, evitando o impacto ambiental. É um material magnético, que facilita e permite ser separado de outros metais na meio da sucata. Possui diversas propriedades que fazem com que seja um metal eficaz para ser reciclado.

Para produção de uma nova peça de aço e necessário certa quantidade de “aço reciclado”. Sendo no mínimo 25% das propriedades que devem ser mantidas quando passa por este processo de reciclagem. A reciclagem dos tambores de aço pode ser um processo que não se acaba já que no processo de reciclagem não se perde as propriedades e não ocorre degradação do material. Instrumento "steelpan" No final da década de 1940, músicos de Trinidad criaram o "steelpan", ou "steel kettle drum", um instrumento de percussão feito a partir de um tambor de aço. Um dos exemplos mais famosos e simples de ser feito, é montado a partir de um tambor vazio virado de cabeça para baixo, martelado até ficar liso e côncavo na parte inferior. Os primeiros bateristas de "steelpan" que faziam parte da trinidad foram recicladores


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Capítulo 03

DESTINAÇÃO DOS TAMBORES 3.1 - DESCARTE LEGAL/ILEGAL

IV - a promoção de padrões sustentáveis de produção e consumo;

A questão do descarte é de consciência social e ambiental. Constantemente lidamos com situações em que o infrator falta com respeito ao próximo e ao meio ambiente, pois deposita lixos nas vias públicas, calçadas e áreas verdes, causando transtornos e prejudicando a mobilidade; entupindo bueiros, poluindo rios, contaminando o solo e muitas vezes acumulando bichos e insetos. Precisamos ter o conhecimento de que cada um é responsável pela destinação correta do lixo que produz.

V - a prevenção da poluição mediante práticas que promovam a redução ou eliminação de resíduos na fonte geradora;

Com a crescente necessidade de organização no que diz respeito à gestão integrada de resíduos sólidos, foram criadas politicas publicas com objetivos e diretrizes. No Estado de São Paulo, a Política de Resíduos Sólidos foi instituída pela Lei nº 12.300/2006. Lei que institui a Política Estadual de Resíduos Sólidos e definem princípios e diretrizes, objetivos, instrumentos para a gestão integrada e compartilhada de resíduos sólidos, com vistas à prevenção e ao controle da poluição, à proteção e à recuperação da qualidade do meio ambiente, e à promoção da saúde pública, assegurando Fazem parte de seus princípios: I - a visão sistêmica na gestão dos resíduos sólidos que leve em consideração as variáveis ambientais, sociais, culturais, econômicas, tecnológicas e de saúde pública; II - a gestão integrada e compartilhada dos resíduos sólidos por meio da articulação entre Poder Público, iniciativa privada e demais segmentos da sociedade civil; III - a cooperação interinstitucional com os órgãos da União e dos Municípios, bem como entre secretarias, órgãos e agências estaduais;

VI - a minimização dos resíduos por meio de incentivos às práticas ambientalmente adequadas de reutilização, reciclagem, redução e recuperação; VII - a garantia da sociedade ao direito à informação, pelo gerador, sobre o potencial de degradação ambiental dos produtos e o impacto na saúde pública; VIII - o acesso da sociedade à educação ambiental; IX - a adoção do princípio do poluidor-pagador; X - a responsabilidade dos produtores ou importadores de matérias-primas, de produtos intermediários ou acabados, transportadores, distribuidores, comerciantes, consumidores, catadores, coletores, administradores e proprietários de área de uso público e coletivo e operador de resíduos sólidos em qualquer das fases de seu gerenciamento; XI - a atuação em consonância com as políticas estaduais de recursos hídrico, meio ambiente, saneamento, saúde, educação e desenvolvimento urbano; XII - o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico, gerador de trabalho e renda;


Para dar suporte à elaboração de políticas públicas que promovam a minimização dos resíduos gerados, como a redução, ao menor volume, quantidade e periculosidade dos materiais e substâncias, antes de descartá-los no meio ambiente; alguns instrumentos como o Plano de Resíduos Sólidos, serão criados . O Plano de Resíduos Sólidos promove a integração da organização e do planejamento dos resíduos no seu território, respeitando a responsabilidade legal dos geradores dos diversos tipos de resíduos envolvidos, sem prejuízo das competências de controle e fiscalização dos órgãos federais, estaduais e municipais, conforme estabelecido na Política Nacional. Também foram elaboradas normas técnicas (ABNT) para a implantação de Áreas de Transbordo e Triagem (ATTs), Aterros, Áreas de Reciclagem e uso do agregado reciclado (NBR 15112 a NBR 15116/2004). A norma que orienta o uso de agregados reciclados em pavimentação e em concreto estrutural viabiliza a compra pelo poder público deste material, dando inicio ao “ciclo da reciclagem” e permitindo a transformação do resíduo inerte da construção em matéria-prima. Alguns resíduos gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis, são conhecidos como Resíduos da Construção Civil (RCC). O RCC é gerado entre 0,4 a 0,7 t/hab.ano e representa 2/3 da massa dos resíduos sólidos municipais ou em torno do dobro dos resíduos sólidos domiciliares. O constante trabalho de manejo adequado dos resíduos mostra notória melhoria da qualidade de vida e dos impactos ambientais nos centros urbanos.

3.2 - FÁBRICAS. As fábricas tem o papel de fornecer produtos (tambores de aço) e serviços com padrão de qualidade, que representem soluções de armazenamento e/ou transporte de produtos para o setor industrial, nacional ou internacional. Muitas delas apresentam atividades como: venda, compra, locação e recuperação de tambores, sempre com atenção especial ao meio-ambiente, conforme normas da CETESB. Para melhor compreensão de dimensão das diferentes tipologias de tambores de aço, seguem tabelas com informações como sua capacidade em litragem, diâmetro, altura e espessura. Além de apresentar possíveis configurações como os tipos de fechamento, sendo de tampa fixa ou removível (fecho rápido ou com parafuso e porca).


-

TAMBOR DE AÇO TAMPA FIXA

CAPACIDADE 80 LITROS 100 LITROS 120 LITROS

( B)

DIÂMETRO ( MM )

: 80

À

( A)

120

LITROS

MODELO

ALTURA ( MM )

TAMBOR DE AÇO TAMPA REMOVÍVEL

CAPACIDADE 80 LITROS 100 LITROS 100 LITROS

590 ± 3 737 ± 3 886 ± 3

448 ± 3

-

0,60 0,75 0,85 1,06

DIÂMETRO ( MM )

( A)

À

474 ± 5

120

± ± ± ±

3 3 3 3

ESPESSURA NOMINAL

B ITOLA #24 B ITOLA #22 B ITOLA #20 B ITOLA #18

MM MM MM MM

CONFIGURAÇÕES POSSÍVEIS

0,60 0,75 0,85 1,06

MM MM MM MM

CONFIGURAÇÕES POSSÍVEIS

B

B B

B B

LITROS

A A A

A

A

A

B

80

LITROS

ALTURA ( MM ) 590 737 730 886

( HOMOLOGADO) 120 LITROS

ESPESSURA NOMINAL

B ITOLA #24 B ITOLA #22 B ITOLA #20 B ITOLA #18

( B)

: 80

100

LITROS

120

LITROS

80

LITROS

100

LITROS

120

TIPOS DE FECHAMENTO FECHO RÁPIDO

EMBALAGEM HOMOLOGADA PARA TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS

ORELHINHA COM PARAFUSO E PORCA

LITROS

A

MODELO


TAMBOR DE AÇO TAMPA FIXA

( B)

CAPACIDADE 200 LITROS 210 LITROS (55 GALÕES) 230 LITROS

: 200

DIÂMETRO ( MM )

À

( A)

230

LITROS

ALTURA ( MM )

-

TAMBOR DE AÇO TAMPA REMOVÍVEL

( B)

CAPACIDADE

0,60 0,75 0,85 1,06

B ITOLA #24 B ITOLA #22 B ITOLA #20 B ITOLA #18

MM MM MM MM

3

REFORÇOS

LITROS

ALTURA ( MM ) 849 ± 3 883 ± 3 967 ± 3 967 ± 2

4

REFORÇOS

0,60 0,75 0,85 1,06

MM MM MM MM

B

REFORÇOS

B

A

B

A

B

B

230

CONFIGURAÇÕES POSSÍVEIS

A

B

A

2

REFORÇOS

B

3

REFORÇOS

4

REFORÇOS

B

B TIPOS DE FECHAMENTO

EMBALAGEM

ORELHINHA

REFORÇOS CORRUGADO

2

REFORÇOS INVERTIDO

PARA TRANSPORTE DE PRODUTOS

COM PARAFUSO E PORCA

2

A

HOMOLOGADA

A

A

FECHO RÁPIDO

A

2

( A)

À

ESPESSURA NOMINAL

CONFIGURAÇÕES POSSÍVEIS B

: 200

610 ± 5

ESPESSURA NOMINAL

B ITOLA #24 B ITOLA #22 B ITOLA #20 B ITOLA #18

DIÂMETRO ( MM )

200 LITROS 210 LITROS (55 GALÕES) 230 LITROS 200 LITROS ( HOMOLOGADO)

849 ± 3 883 ± 3 867 ± 3

582 ± 3

MODELO

A

-

A

MODELO

PERIGOSOS

2

REFORÇOS CORRUGADO


3.3 - ATERROS/LIXÕES. Os aterros e lixões mostram o exemplo de descarte ilegal dos tambores de aço. Isso acontece porque os dois descartam a possibilidade de reuso dos tambores. Os lixões são depósitos de lixo a céu aberto, também conhecido como vazadouros. Apresenta uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Não há sistema de tratamento de efluentes líquidos – o chorume (líquido que escorre do lixo, fruto da decomposição da matéria orgânica). Em consequência disso, este líquido penetra pela terra, com substâncias contaminantes para o solo e para o lençol freático. Ao longo do tempo, o acúmulo de lixo atraem bichos e insetos, aumentando o risco de contaminação, principalmente para aqueles que trabalham no local. Os resíduos ficam expostos sem nenhum procedimento que evite suas consequências ambientais e sociais negativas. Os Aterros Sanitários são uma forma de disposição final, projetada para receber e tratar o lixo produzido, em busca de reduzir ao máximo os impactos causados ao meio ambiente e evitando danos a saúde pública. Os mesmos podem ser divididos em dois tipos: - Aterro Sanitário Convencional: Os resíduos são depositados acima do nível do solo para posteriormente serem compactados. - Aterro Sanitário em valas: Os resíduos são depositados em valas para facilitar a formação de camadas e sua manutenção. Após ser preenchida volta a ter a mesma topografia inicial. Tudo é pensado, preparado e operado para evitar danos à saúde pública e ao meio ambiente, desde a escolha da área até a preparação do terreno, com determinação de vida útil e recuperação da área após o seu encerramento.

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“O ser humano deve ver todas as coisas evoluindo de outras, levando-se a outras, uma ação e reação constante, fluxo e refluxo, construindo ou demolindo, criação e destruição, nascimento, crescimento e morte. Nada é real, e nada resiste a não ser a mudança.” Cabala


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Capítulo 04

REFERÊNCIAS Nas referências a seguir apresentarão três estágios de intervenções dos tambores de aço: Referências tambores em seu estado original. Sequencialmente fica visível que o formato real do tambor é mantido, sendo feitas apenas intervenções externas como pintura e em alguns casos uma possível fixação de uma segunda peça ao tambor. Ficando a critério usar o tampo original ou sofisticar a peça. As propostas podem ser aplicadas em diversos lugares do nosso dia a dia, porém percebemos que na segunda referência não ficou confort ’ável a proporção do tambor ao ambiente e para a atividade que está sendo proposta. Nesse caso optaria por um outro tamanho de tambor que se adequasse ao espaço.


Nas referências ao lado o formato do tambor é parcialmente mantido, considerando que a maior parte das intervenções foram internas como: solda, fixação, pintura, corte, complemento de outros materiais. A maior parte das peças apresentam uma harmônia com relação ao tamanho, à atividade que exerce, exceto a última peça que fica claro que só daria certo se fosse um local (restaurante, loja, escritório), com um pé direito alto e um considerável espaço de circulação, já que se imaginarmos um tambor pendurado no teto, ficaria visualmente um ambiente pesado.


ReferĂŞncias Tambores Totalmente Modificados


Praticamente sem identidade, nas referências acima o formato de tambor se perde, dando espaço para uma nova criação e funcionalidade. Diferente das referências citadas anteriormente, é possível notar que as peças não possuém características com o mesmo uso. Já que abre um leque de ideias quando consideramos intervenções em apenas uma parte do tambor.


Referências Em Chapas De Aço

As referências a seguir, serviram para compreender flexibilidades do aço como matéria prima, tanto em chapa quando em tubo. Nelas conseguimos visualizar no detalhe o que é possível ser feito como base de intervenção, levando em conta seus vincos, dobras, pregas e fixações.


Referências Aço Em Tubo:


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Capítulo 05

METODOLOGIA DO PROJETO À partir de pesquisas feitas ao longo do trabalho, neste capítulo apresento minhas diretrizes, testes e variações executadas nas peças de tambores de aço de 200 litros, considerando a execução final de quatro peças (assentos) com duas tipologias distintas citadas no inicio do trabalho. Primeira Tipologia: Parte de cima da cadeira: tambor Parte de baixo da cadeira: tambor Segunda Tipologia: Parte de cima da cadeira: tambor Parte de baixo da cadeira: outra peça Algumas das diretrizes foram sendo modificadas à medida que o projeto tomava forma e surgiam novas ideias com melhores soluções, alternativas práticas e com um acabamento melhor. A intenção de fato era explorar, poder fazer testes e “brincar ” com a criação.


5.1 Primeiro Modelo Primeira etapa: (primeiros estudos)

Os primeiros estudos da primeira peça foram criados com base nas referências buscadas ao longo do trabalho, onde não era clara a ideia de como seria a resistência do material quando fosse feito qualquer tipo de intervenção no mesmo; portanto o partido tinha intenção de manter a estrutura do tambor conservada e posteriormente realizar novos testes.

A segunda etapa foi iniciar os testes na oficina para melhor entender o comportamento da peça.

segunda etapa: (testes em oficina)

Foi feita marcações para o corte com papel crafit, e o corte da peça com a ferramenta tico tico.

Teste de um assento diferente ao modelo de estudo, considerando resistência pós corte da chapa de aço como mostra na imagem anterior.

Primeiro teste de reforço do assento feito com aço em chapa de “L”. Nesse teste percebi que a chapa estava entortando e não chegaria à curvatura, assim foi necessária partir para uma segunda opção.

Segundo teste de reforço do assento feito com aço em tubo.

Corte e fixação dos dois reforços do assento com solda.


Terceira etapa: (desenhos técnicos / 3D)

Nessa etapa mostro a junção dos testes da parte teórica (modelo de estudo) com a prática (modelo em escala real) através dos desenhos técnicos para melhor compreensão do projeto.

Detalhe de fixação Madeira aplicada sobre o aço em tubo.

vista frontal

vista posterior

vista lateral

corte


Modelo 3D


5.2 Segundo Modelo Primeira etapa: (primeiros estudos)

segunda etapa: (testes em oficina)

Corte feito na serra de fita

Na segunda peça eu optei por testar a segunda tipologia, onde mantive o assento com uma parte do tambor e criei a parte de baixo como uma peça anexa do mesmo material do tambor (aço), porém em tubo. Neste busquei perder sua identidade. Cortei apenas uma parte para sentir o quanto precisaria de uma peça suporte caso perdesse sua resistência.

Por ter pouca intervenção estrutural na parte do assento, foi a peça mais fácil de ser executada. Considerando o corte com a máquina serra de fita, lixadeira e posteriormente a solda para fazer a junção da mesma.

Lixadeira (esmerilhadeira) para tirar as rebarbas e facilitar a junção

Lixadeira (em fita) para tirar as rebarbas e facilitar na hora da solda

peça semi finalizada


Terceira etapa: (desenhos técnicos / 3D)

Por ter o layout diferenciado dos outros modelos, o mesmo torna-se multi funções, hora cadeira, hora banco de apoio, hora mesa de centro. Um diferencial em sua simplicidade.

Parafuso fixado na transversal no aço em tubo e na chapa unindo as duas peças Detalhe de fixação

vista frontal

vista posterior

vista lateral

vista superior


Modelo 3D


5.3 Terceiro Modelo Primeira etapa: (primeiros estudos)

Neste modelo busquei reaproveitar uma peça que eu já tinha em mãos (os pés da cadeira do Eames), e á partir dela criar um assento de tambor considerando um designer diferenciado e que seguisse a mesma linguagem.

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Nesta etapa consegui aprofundar as tentativas de corte na chapa de aço sempre testando sua resistência e testar algumas possíveis fixações.

segunda etapa: (testes em oficina)

Marcações e corte com ferramenta esmerilhadeira

a

Teste de conforto

Neste teste percebemos que o encosto estava confortável pela flexibilidade da chapa, porém a parte frontal passou a envergar, correndo risco de entortar a peça.

Definição do reforço de fixação. Neste caso anteriormente a ideia era de uma chapa de aço reta, onde percebemos ao fazer o teste que ela não seria a melhor escolha de resistência, por isso optei pela chapa em L .

Para solucionar o problema utilizei uma chapa de madeira e modelei de acordo com o assento utilizando a máquina serra de fita.

Marcação e furação

Fixação da chapa de madeira a peça.

Detalhe de fixação do tambor junto a chapa de aço e o pé da cadeira.

Peça semi finalizada


Terceira etapa: (desenhos técnicos / 3D)

Detalhe de fixação Detalhe de fixação do tambor junto á chapa de aço e o pé da cadeira.


Modelo 3D


5.4 Quarto Modelo

O partido desse modelo foi criar um desenho curvo linear e explorar a chapa considerando sua estrutura inteiriça.

Primeira etapa: (primeiros estudos)

A segunda etapa foi de exploração considerando os estudos anteriormente executados.

segunda etapa: (testes em oficina)

Utilização da furadeira para fazer a marcação de corte.

Utilização da ferramenta tico tico para remoção da tampa fixa.

Modelagem da peça com a ferramenta tico tico.

Peça em andamento.


Terceira etapa: (desenhos técnicos / 3D)

Detalhe de fixação

Assento de madeira aplicada sobre o aço em tubo.


Modelo 3D


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