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Jornal da SBD - Nº 3 Maio / Junho 2007

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Editorial

Sociedade Brasileira de Dermatologia www.sbd.org.br

Diretoria 2007 - 2008 Presidente - Alice de Oliveira de Avelar Alchorne Vice-presidente - Omar Lupi Secretária-geral - Ryssia Florião Tesoureira - Altiva Lobão 1a secretária - Célia Kalil 2o secretário - Josemir Belo Diretora da biblioteca - Izelda Costa

Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano XI - no 3 - maio / junho - 2007 Coordenador médico - Paulo R. Cunha Conselho editorial - Alice Alchorne, Omar Lupi, Ryssia Florião, Altiva Lobão, Célia Kalil, Josemir Belo e Izelda Costa Jornalista responsável - Andréa Fantoni - Reg. MTB/RJ n0 22.217 JP Redação - Andréa Fantoni Estagiário - Felipe Pissiali Editoração eletrônica - Nazareno N. de Souza Contato publicitário - Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Sol Gráfica

Sumário

02 03 04 05 06 08 09 10 15 16 18 19 20 21 22 23

Paulo R. Cunha - Coordenador médico

E

Afiliada à Associação Médica Brasileira

ste número do jornal da SBD traz, entre as tradicionais seções que incluem notícias dos Departamentos, Serviços Credenciados e Regionais, uma entrevista que retrata a dermatologia na Índia. Além de nos permitir entender aspectos culturais do país, trará, numa visão ampla, aspectos sobre as faculdades de medicina, a situação da dermatologia, número de dermatologistas, o treinamento para a especialidade e o exame para se obter o título de especialista. Com isso, queremos, além de enfatizar a importância crescente da globalização da dermatologia, também ressaltar a necessidade de a SBD se integrar nesse contexto, seguindo modelos políticos positivos e adaptando-os à nossa realidade. Essa seção internacional se justifica também por nos parecer de interesse do leitor receber relatos jornalísticos ligados às questões da dermatologia mundial, que poderão inspirar propostas, debates, soluções e decisões políticas em benefício da dermatologia brasileira. Em contrapartida, o trabalho realizado pela SBD é, sem dúvida, digno de ser divulgado e estamos certos de que poderá ser útil a outras sociedades. Com esse objetivo, o próximo número do nosso jornal será bilíngüe (inglês e português). A SBD está integrada em torno do assunto responsabilidade social, participando do programa “O Dia do Meio Ambiente”, por intermédio do prof. Omar Lupi, vice-presidente da SBD. Merece destaque a reportagem sobre o Congresso Mundial de Dermatologia que ocorrerá em outubro, em Buenos Aires. Tendo em vista as facilidades de participarmos de um Congresso Mundial na América do Sul, esperamos que a delegação brasileira seja a maior pela primeira vez. Estejam atentos para as datas e condições e não deixem de visitar o estande da SBD no local. Na coluna “Linha do Tempo”, mostramos alguns brasileiros que contribuíram significativamente para a grandeza da Dermatologia com trabalhos de grande valor, como Jarbas Porto e Osvaldo Costa, em 1953. Vale destacar instigante artigo elaborado pelos doutores Hermênio C. Lima e Hélio A. Miot, sobre avanços recentes na seção “Fronteiras da Dermatologia”. Ainda, a profa. Alice Alchorne fala da honra de receber o título de membro honorário da Sociedade Italiana de Dermatologia. O destaque da edição é a matéria “Área de Atuação em Dermatologia”, na qual o dr. Aldemir H. Soares, secretário da AMB, trata da regulamentação de “Áreas de Atuação”, suas implicações específicas e a situação da dermatologia. O Brasil teve destaque na Europa, apresentando o Simpósio Dermatologia Tropical, na EADV 2007, em Viena. Em artigo, o dr. Nelson Proença propõe um trabalho de capacitação dos profissionais médicos do Programa de Saúde da Família visando aumentar a resolubilidade das terapêuticas básicas em dermatologia. Finalizando, faço hoje um convite diferente aos leitores, ligado ao puro aspecto estético do jornal. Se puderem, percorram página após página detendo-se mais um pouco em algumas delas. Atentem para a beleza das fotografias das reportagens. São apenas sugestões, tão somente para chamar a atenção, por dever de justiça, para o criativo e competente trabalho da equipe de jornalismo e arte. Boa leitura. Com pausas para a reflexão.

Palavra da Presidente 62o Congresso da SBD Site dos ABD Calendário – 2007 Fronteiras da Dermatologia SBD marca presença no 16o Congresso da EADV XXIX Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente Responsabilidade social: SBD pensa verde Dermatologia na Índia Presidente da SBD é homenageada pela Sociedade Italiana de Dermatologia Buenos Aires será palco de encontro científico Simpósio de cosmiatria é sucesso de público Programa Saúde da Família - É bom e pode melhorar Linha do tempo Vultos da Dermatologia Os novos dermatologistas SBD lança calculadora de risco para o câncer da pele Serviços Credenciados Departamentos Painel Regionais

Matéria de capa Áreas de atuação em dermatologia

12 Jornal da SBD

Ano XI n. 3

1


Palavra da Presidente

Alice de Oliveira de Avelar Alchorne

“ÁREAS DE ATUAÇÃO” NA DERMATOLOGIA

O

tema “Áreas de Atuação” na Dermatologia está na ordem do dia para atender à solicitação da AMB de dar início ao cumprimento de suas normas fundadoras. Através da Resolução do CFM, no 1.634/2002 foi constituída a Comissão Mista de Especialidades (CME) – Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) –, a qual em junho de 2006 normatizou a obtenção de “Áreas de Atuação”, pela Resolução do CFM 1.785/2006 (anexa). As chamadas “áreas de atuação” são áreas dentro de uma especialidade para cuja formação é necessário treinamento especial, não contemplado adequadamente pelo programa de especialização ou com interface com outras especialidades, o que não acontece com duas das três áreas de atuação solicitadas pela própria Sociedade Brasileira de Dermatologia (cosmiatria e cirurgia dermatológica). A Resolução do CFM 1.785/2006 Anexo II Resolução da Comissão Mista de Especialidades (CFM/AMB/CNRN) A Comissão Mista de Especialidades (CME), no uso das atribuições que lhe confere o convênio celebrado em 11 de abril de 2002 entre o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), visando estabelecer critérios para o reconhecimento e denominação de especialidades e áreas de atuação na Medicina, bem como a forma de concessão e registros de títulos de especialista, aprova o novo relatório que modifica o Anexo II da Resolução no 1.763/05, da qual destacamos os itens: Normas Orientadoras e Regulamentadoras O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) reconhecerão as mesmas especialidades e Áreas de Atuação. A CME não reconhecerá especialidade médica com tempo de formação inferior a dois anos e área de atuação com tempo de formação inferior a um ano. As áreas de atuação previstas pela CME e listadas no item 3 terão sua certificação sob responsabilidade da AMB e/ou CNRM. O tempo de formação de especialidade médica ou área de atuação, tanto para a CNRM como para a AMB, será previsto neste relatório, respeitados os pré-requisitos necessários. A AMB emitirá apenas títulos e certificados que atendam às determinações da CME. Em seus editais de concursos para título de especialista ou certificado de área de atuação, a AMB deverá observar o tempo mínimo de formação na especialidade ou área de atuação constante neste relatório. A área de atuação que apresente interface com duas ou mais especialidades somente será criada ou mantida após consenso entre as respectivas Sociedades. Os exames da AMB para certificado de área de atuação comuns a duas ou mais Sociedades serão únicos e contarão, na sua elaboração, com participação de todas as Sociedades vinculadas. Os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) deverão registrar apenas títulos de especialidade e certificados de área de atuação reconhecidos pela CME. É proibida aos médicos a divulgação e anúncio de especialidades ou áreas de atuação que não tenham o reconhecimento da CME. As Sociedades de Especialidades ou de áreas de atuação reconhecidas ficam obrigadas a comprovar sua participação em centros de treinamentos e formação, mediante relatório anual enviado à AMB. Resolução CFM no 1.785/2006 Anexo III Do funcionamento da Comissão Mista de Especialidades: A Comissão Mista de Especialidades só analisará propostas de criação de especialidades ou áreas de atuação mediante solicitação da Sociedade de Especialidade, via AMB. A Comissão Mista de Especialidade não analisará pedido de criação de área de atuação com programa inferior a um ano e carga horária de inferior a 2.880 horas. A Comissão Mista de Especialidades poderá, a seu critério, emitir recomendações e normativas sobre suas atividades.

2 Jornal da SBD Ano XI n. 3

hansenologia tem interface com várias especialidades. Conforme a resolução, para o exercício dessas áreas, o especialista deve obter o respectivo certificado, de acordo com as normas vigentes. Para tanto, todos os quase quatro mil especialistas necessitam da formação específica nas “Áreas de Atuação” de sua escolha, pelo período de um ano com carga horária total de 2.880 horas. Talvez seja possível solicitar à AMB que não exija esse ano de treinamento para os mais velhos que comprovem atividade nessas “Áreas de Atuação”. O passo seguinte será um exame realizado pela SBD/AMB, semelhante ao Exame de Título de Especialista da SBD, para aqueles que não tiverem obtido essa formação pela CNRM. Cumpridas essas etapas, o candidato estará apto a receber o Certificado da “Área de Atuação”. Não se deve confundir “Áreas de Atuação” da CME com as áreas de atividades ou campos das especialidades, uma vez que, para a CME, as “Áreas de Atuação” são campos que necessitam de formação especial e certificação por capacitação da CME. Deve-se informar que não é exigência da CME nem a manutenção nem a retirada das “Áreas de Atuação”, uma vez que foi a SBD que as solicitou; porém, se mantidas, deverão obedecer às normas vigentes da resolução já referida. O exercício profissional em determinada “Área de Atuação” sem a obtenção do respectivo certificado não estará de acordo com o que estabelece a Resolução 1.785/2006 do CFM. Seria situação semelhante a de quem atua na especialidade sem o Título de Especialista, não podendo, portanto, anunciar e divulgar sua prática, pois se o fizer estará incorrendo em deslize ético, além de eventuais implicações jurídicas por realizar atos médicos sem a devida capacitação. Em sua formação especializada, o dermatologista já conta com o treinamento adequado nessas “Áreas de Atuação”, uma vez que no programa de residência médica já constam essas atividades que, aliás, são temas inseridos no Exame de Título de Especialista da SBD. Ao criar e manter essas “Áreas de Atuação”, a SBD estaria admitindo a insuficiência do treinamento durante o período de especialização para o exercício profissional. Assim, a manutenção das “Áreas de Atuação” nos tiraria o direito adquirido de nelas atuar pela formação na especialidade, como sempre ocorreu. É impraticável certificar todos os quase quatro mil efetivos em curto espaço de tempo.Teríamos na SBD duas categorias de especialistas: com e sem “Áreas de Atuação”. As exigências dos convênios médicos, bem como para efeitos curriculares, estão diretamente ligadas às certificações existentes. Os que não tiverem a certificação de “Áreas de Atuação” poderão ter algumas dificuldades. De acordo com a resolução, para a criação de uma determinada “Área de Atuação”, é necessária a concordância de todas as especialidades envolvidas. Dessa forma, se outra especialidade desejar criar “Áreas de Atuação” em algum campo da dermatologia, ou seja, que conste do programa de formação do dermatologista, isso só poderá ocorrer se a SBD estiver de acordo. Portanto, caso não sejam mantidas quaisquer de suas “Áreas de Atuação”, a dermatologia não corre o risco de outra especialidade as criar sem a anuência da Sociedade. Pelo exposto, torna-se necessária rápida e cuidadosa reflexão antes de qualquer decisão sobre a manutenção ou não dessas “Áreas de Atuação” da dermatologia, analisando bem os prós e contras de sua permanência.


Evento científico da SBD na terra da garoa

62o Congresso da SBD

O

62o Congresso da SBD, primeiro congresso médico realizado dentro da Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, será de primeiro a 5 de setembro de 2007. Serão enfocados temas como biologia molecular, oncologia cutânea, dermatopatologia, dermatologia neonatal e perinatal, e haverá sessões de interface com outras áreas da medicina. Segundo o dr. Jayme Filho, presidente do CBSBD, a programação científica terá alto nível científico, abordada por convidados nacionais e estrangeiros de excelente gabarito. “A expectativa de que nosso congresso seja inesquecível é grande. Temos mais de 3.300 inscritos, sendo viável a marca almejada de cinco mil”, comenta. Estão previstos múltiplos cursos de transmissão ao vivo, com ênfase em procedimentos dermatológicos cosmiátricos e cirúrgicos utilizados na prática diária. Entre os destaques está o curso sobre óxido nitroso. O procedimento será feito em porco vivo, com a presença de anestesista. “A sedação consciente com a utilização do óxido nitroso é arma antiga utilizada para minimizar a dor e ansiedade dos pacientes. Apresentaremos a técnica para os dermatologistas interessados em cirurgia”, explica a dra. Ediléia Bagatin. Haverá cursos práticos sobre o linfonodo sentinela, tricologia, micologia, alergia dermatológica, fotografia digital, laser e transplante de cabelos, e ainda um curso gratuito de procedimentos dermatológicos para seniores. Uma das inovações ficou por conta de atividades, no anfiteatro, dedicadas à língua espanhola. “O objetivo de termos esse espaço é aumentar a participação de dermatologistas estrangeiros”. A iniciativa decorre da participação com um estande do evento durante o último congresso da Academia Americana de Dermatologia, em Washington. “Vivenciamos a admiração dos colegas estrangeiros pelo dinamismo e pujança de nosso evento, além de atrair novos investidores”, afirma o dr. Jayme Filho. Outra novidade é o Dermatúnel, um projeto ousado dirigido à população, que abrigará exposição audiovisual sobre os avanços da dermatologia. “Planejamos o Dermatúnel para divulgar as verdadeiras dimensões dessa megaespecialidade, chamando atenção para a importância da prevenção de doenças, diagnósticos e tratamentos”, explica o presidente.

Atividades sociais em destaque

✔ Abertura do evento, domingo: casa de espetáculos Via Funchal com cômico e apresentação da Samy’s Band. ✔ Circuito gastronômico de São Paulo, segunda-feira: confraternização no Credicard Hall, casa de espetáculos, com comidas típicas de todas as nacionalidades que imigraram para São Paulo, com a banda Insônia (Programa Altas Horas) e grupo Araketu. ✔ Festa à fantasia, terça-feira: festa no Clube Paineiras do Morumbi; além de jantar, haverá festa à fantasia ao som da banda Layout. ✔ Festa de botequim, quarta-feira: na própria bienal com comidas de botequim e muita música.

Terra da garoa Considerada o motor econômico do país, São Paulo é responsável por mais de 30% do produto interno bruto. Além da situação econômica, a cidade tem outros atrativos. Para quem procura diversão, oferece ótimos lugares e boa programação. O Parque do Ibirapuera, considerado o pulmão da cidade, é um dos belos lugares em que os paulistanos passam suas horas de folga. Quando o assunto é cultura, a cidade se torna uma das referências nacionais. Uma boa sugestão de passeio é conhecer o Centro Cultural Banco do Brasil. O local tem três andares e abriga salas de exposição com entrada franca, cinemas e teatros. O Mercado Municipal, também no Centro, oferece grande variedade gastronômica em bela arquitetura de estilo europeu. Quem deseja um lugar mais intimista e comida italiana de qualidade se encantará com o restaurante Fasano, que fica no piso térreo do hotel de mesmo nome. Com inúmeros pontos turísticos, a dica é partir da Praça da Sé para os diversos cantos da terra da garoa.

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3


Site dos ABD oferece mais recursos

O

site dos Anais Brasileiros de Dermatologia ganhou nova formatação, com atraente layout, melhor navegabilidade e conteúdo mais abrangente. A última edição fica em destaque na tela principal, com evidência para alguns artigos que, agora, têm acesso direto, dispensando a abertura da tela do sumário. Além disso, as novas normas ganharam proeminência com o recurso da animação. Segundo o editor científico associado dos Anais, dr. Everton Vale, o intuito é despertar a atenção do internauta para as recentes modificações das instruções aos colaboradores. “Ainda a partir da tela principal pode-se ter acesso a grande parte dos arquivos dos Anais, desde o volume 35 (1960); contudo, estamos trabalhando arduamente na recuperação de todo o acervo do periódico para disponibilizá-lo de forma completa”, explica o dr. Everton Vale. Outro recurso fomentado foi o de busca; por meio de listagem alfabética das palavras-chave, os artigos localizados no acervo podem ser rapidamente acessados na íntegra. Está disponível ainda eficiente sistema de busca dos artigos, obtidos a partir de qualquer palavra contida nos arquivos, seja referente à temática ou aos autores. Estes dois últimos recursos tornam mais fácil e ágil a recuperação de matérias publicadas nos Anais e do interesse de pesquisadores, dermatologistas e médicos em geral, assim como demais profissionais da saúde. “Cumpre-nos salientar que tais soluções foram também proje-

Haverá sessão especial dedicada aos Anais Brasileiros de Dermatologia durante o 62o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em São Paulo. Serão discutidos temas de grande importância para o aprimoramento do periódico, como “Redação de publicações em periódicos científicos”; “Ética na publicação científica: autoria e conflito de interesses”;“Por que os Anais não foram indexados pela Medline?”;“Desrespeito às normas nos artigos submetidos aos Anais”; e “Principais problemas estatísticos nos artigos submetidos aos Anais”, apresentados por Maria Mércia Barradas (presidente da Associação Brasileira de Editores Científicos/Abec), Rodrigo A. Bressan (Unifesp), Bernardo Gontijo e Everton Siviero do Vale (editores científicos dos Anais) e Enrico A. Colósimo (UFMG), respectivamente. tadas com um objetivo crucial para o nosso periódico – o de permitir que autores localizem com facilidade artigos nele publicados e que os citem nas referências bibliográficas de novas publicações. Só assim poderá ter impulso o fator de impacto dos Anais”, ressalta o editor.

Calendário - 2007 Nacional

1 - 5/9

62o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia SBD

18/10

Dia do Médico

26 - 27/10 I Simpósio de Cirurgia Dermatológica SBD 29/10

Dia Nacional da Psoríase

24/11

Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele

São Paulo, SP Botucatu, SP SBD

Regionais - julho

10 e 11

III Jornada Maranhense de Dermatologia SBD - São Luis, MA

Reg.MA

11

Reunião Mensal - AMMG - SBD - Belo Horizonte, MG

Reg. MG

11

6a Reunião Ordinária Mensal SBD - Niterói, RJ

Reg. Flu.

17

Curso Teórico-Prático SBD - Recife, PE

Reg. PE

17 e 18

Reunião Científica - Colagenoses - Reunião para discussão de casos clínicos

Reg. RN

17

Dermatologia na Infância SBD - Fortaleza

Reg. CE

18

Sessão Clínica - Hosp. Univ. Walter Cantídio SBD - Fortaleza, CE

Reg. CE

18

Fórum de Procedimentos em Consultório SBD - Recife, PE

Reg. PE

11

Reunião Clínica - Amb.Dermatologia Hosp. Universitário - SBD

Reg. SE

18

Curso de Cirurgia Básica SBD - Niterói, RJ

Reg. Flu.

13

Jornada de Cosmiatria SBD - Niterói - RJ

Reg. Flu.

18

Curso de Laser e Terapia Fotodinâmica SBD

Reg. BA

14

5o Reunião Ordinária Mensal SBD - Niterói, RJ

Reg. Flu.

18

4a Reunião Dermatológica do Distrito Federal - Cabelo - SBD

Reg. DF

14

Curso Teórico Cosmiatria III SBD - Salvador, BA

Reg. BA

24

Workshop Peeling SBD - Vitória, ES

Reg.ES

25

Reunião Mensal - CBC SBD - Rio de Janeiro, RJ

Reg. RJ

24

Reunião Ordinária - SBD - Porto Alegre, RS

Reg. RS

25

Reunião Mensal de casos clínicos - SBD - São Luiz, Maranhão

Reg. MA

25

Reunião Clínica Mensal – SDSCMV SBD - Vitória, ES

Reg. ES

26 a 28

Dermanatal SBD - Natal, RN

Reg. RN

25

Fórum Cosmiatria SBD - Campina Grande, PB

Reg. PB

27

Workshop Toxina Botulínica SBD - Vitória, ES

Reg. ES

25

Curso Teórico - Cosmiatria SBD Curitiba, PR

Re.g. PR

28

Reunião Clínica Mensal – SDHUCAM SBD - Vitória, ES

Reg. ES

28

Reunião Administrativa e de estudos SBD - Aracaju, SE

Reg. SE

28

Reunião Científica SBD - João Pessoa, PB

Reg. PB

29

Reunião Mensal - CBC SBD - Rio de Janeiro, RJ

Reg. RJ

31

Reunião Administrativa e de estudos SBD - Aracajú, SE

Reg. SE

29

Reunião Mensal de casos clínicos SBD São Luis, MA

Reg. MA

Regionais - agosto 3e4

XI Jornada Interiorana de Dermatologia SBD - Caxias do Sul, RS

Internacional Reg. RS

3e4

3 Curso de Atualização em Laser e Evento de Dermatologia Cosmiátrica

Reg. RJ

3e4

6a RDO - Fecomércio SBD

Reg. SP

4

II Jornada de atualização terapêutica SBD - Cuiabá, MT

Reg. MT

8

Reunião Clínica - Amb. Dermatologia Hosp. Universitário SBD Aracajú, SE Reg. SE

o

4 Jornal da SBD Ano XI n. 3

30/9 a 5/10 21o Congresso Mundial de Dermatologia Buenos Aires, Argentina 1 a 5/8

Academy 2007 - Academia Americana de Dermatologia - Hilton New York New York - EUA


A biologia molecular, por meio da farmacogenética, projeta o uso e prediz a eficiência de novas drogas por definição de análises genômicas. Novos genes de susceptibilidade a dermatoses estão sendo identificados por meio de técnicas como SNPs. Esses dados predizem que, no futuro, estudos genéticos simples irão prevenir doenças, prever a resposta a drogas e intervir no envelhecimento. A cirurgia dermatológica com o treinamento sistemático e a produção científica propiciaram a projeção do dermatologista como protagonista da ação cirúrgica da pele. Destacam-se na vanguarda novas técnicas cirúrgicas terapêuticas de tumores cutâneos, procedimentos estéticos minimamente invasivos, toxina botulínica, preenchedores e peelings. O desenvolvimento de sistemas de detecção precoce, educação médica e populacional, campanhas de prevenção associadas ao treinamento dermatoscópico e mapeamento corporal dos indivíduos de risco são elementos que visam ao diagnóstico precoce e à redução da mortalidade dos cânceres de pele apesar do aumento mundial da incidência. Uma nova fronteira nessa linha é o efeito da radiação luminosa na pele, em destaque os lasers, sistemas de luz pulsada e terapia fotodinâmica. Por exemplo, a microscopia confocal a laser que permite avaliação histopatológica in vivo. Essas novidades estão ainda aquém de seu completo potencial. A inovação tecnológica da informática, a nova fronteira digital, estendendo-se aos consultórios pelo sistema de registro clínico, prescrição automatizada, gerenciamento de pacientes, câmeras digitais, sistemas de análise de imagem, videodermatoscópios, acesso à literatura científica na Internet, representa ampliações da área do dermatologista. A expansão da telecomunicação permitiu o acesso à assistência dermatológica para as populações desprovidas de cuidado especializado a partir de sistemas de teledermatologia, agregando educação, monitorização e formação de grupos de discussão. Todas essas observações devem ser avaliadas em seus impactos imediatos na prática clínica e no ato médico dermatológico, que tem incorporado conceitos oriundos da prática da medicina baseada em evidências, defensora do subsídio de estudos científicos controlados na orientação da tomada de decisões na prática clínica. Assim, o dermatologista tem que familiarizar-se rapidamente com a ‘sopa de letrinhas’ da imunologia para entender os mecanismos de ação dos novos biológicos e manter seu campo de atuação.A incorporação dos conceitos clínico-morfológicos desenvolvidos pelos dermatologistas do passado e o acesso irrestrito aos avanços tecnológicos e terapêuticos vislumbram um novo futuro para a especialidade e para nossos pacientes. Enfim, a motivação clínica é necessária para mover a ciência básica, porque as novas pesquisas dermatológicas, nessa fronteiras do conhecimento, devem contribuir para a melhor prática dermatológica e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com dermatoses.

Fronteiras da Dermatologia A

dermatologia dos séculos passados esteve imersa em realidade descritiva da morfologia das dermatoses. A incipiência tecnológica limitava a atuação médica e o sucesso dos tratamentos. Participando do avanço científico global, a dermatologia superou o controle das antigas epidemias e passou a lidar com o progresso das ciências básicas e da medicina clínica, envolvendo-se com especialistas de outros campos, incluindo imunologistas, biologistas moleculares, microbiologistas, engenheiros, entre outros, que conectaram a ciência básica e a informática com a clínica dermatológica. Na imunodermatologia, o papel do mastócito no remodelamento tecidual da dermatite atópica é alvo de investigação. Assim como as pesquisas sobre sensibilização da dermatite de contato determinando o papel das células dentríticas e linfócitos T reguladores. Novos tipos celulares, como o Th17, citocinas, quimiocinas, e seu papel na patogênese da psoríase e outras dermatoses são passos desse progresso. Novas drogas imunobiológicas, usando e ampliando a compreensão da imunobiologia das dermatoses, têm sido descritas diariamente. Estudos de neurotransmissores e peptídeos inflamatórios na gênese e no tratamento do prurido; os novos imunoestimuladores (imiquimod e resiquimod) e imunossupressores (inibidores de calcineurina) tópicos para tratamento de câncer ou infecções virais e dermatoses inflamatórias, respectivamente, são exemplo de produtos que ultrapassam as fronteiras da dermatologia e já estão em uso. Na medicina cutânea regenerativa, estudos de biologia molecular dos ceratinócitos na cicatrização de feridas e fisiopatogenia das genodermatoses, especialmente moléculas de adesão, são novos desafios que foram ampliados com estudos de regeneração de melanócitos e folículos. O entendimento do metabolismo do tecido conjuntivo no envelhecimento e no desenvolvimento de metástases de câncer, as novas terapêuticas de dermatoses com células-tronco e pele sintetizada por expansão clonal de ceratinócitos in vitro são raias em que a ciência brasileira se destaca.

Hermênio C. Lima e Hélio A. Miot Comissão de Tecnologia e Informática do Congresso da SBD Leitura recomendada 1. Voltarelli JC, et al. Autologous nonmyeloablative hematopoietic stem cell transplantation in newly diagnosedtype 1diabetes mellitus. JAMA 2007; 297: 1568-1576. 2. Giacomini KM, et al. The Pharmacogenetics Research Network: From SNP discovery to clinical drug response. ClinicPharma Therap 2007; 81: 328-345. 3. Seitz M, et al.The -308 tumour necrosis factor-alpha gene polymorphism predicts therapeutic response to TNF alpha-blockers in rheumatoid arthritis and spondyloarthritis patients. Rheumatology 2007; 46: 93-96. 4. Weaver CT, et al.Th17: An effector CD4 T cell lineage with regulatory T cell ties. Immunity 2006; 24: 677-688. 5. Eminovic N, et al.Ten years of teledermatology. Stud Health Technol Inform. 2006; 124:362-7. 6. Dill S. et al. Changing paradigms in dermatology: information technology. Clin Dermatol. 2003; 21:375-82. 7. Wolff K. Quo vadis dermatology: a scenario for the future. J Am Acad Dermatol. 2003; 48:605-8.

Jornal da SBD

Ano XI n. 3

5


SBD marca presença no

16o Congresso da EADV

Da esq. para dir. os profs. Maurício Alchorne, Alice Alchorne, Maria Ester M. Café, Silvio A. Marques, Paulo Cunha, Omar Lupi e Luna Azulay

6 Jornal da SBD Ano XI n. 1

A

dermatologia tropical ganhou mais espaço no 16o Congresso da Academia Européia de Dermatologia e Venereologia (EADV), que aconteceu entre 16 e 20 de maio em Viena, na Áustria.“O prof. dr. Paulo Cunha afirma que essa é a sua sétima participação nesse congresso e neste ano teve a honra de organizar e coordenar o Simpósio de Dermatologia Tropical, que contou também com os conferencistas Alice e Maurício Alchorne, Omar Lupi, Silvio A. Marques, Maria Ester M. Café e Luna Azulay. O simpósio esteve inserido na programação em horário e espaço adequados, o que se refletiu na presença de muitos interessados, algo inédito. Havemos de buscar inserção em horário ainda mais nobre, porém foi um grande avanço”, comenta o prof. Paulo Cunha. Com o lema Dermatologia européia: passado forte – futuro forte, um dos objetivos do evento foi mostrar o que há de novo no diagnóstico e no desenvolvimento terapêutico da dermatologia. “Viena tem particular e proeminente posição na história da cultura européia, na medicina e na dermatologia em particular. A clínica dermatológica de Viena foi a Mecca para a dermatologia, e hoje ainda tem brilhante posição no cenário mundial”, afirma. Foram apresentados 13 cursos, 10 sessões plenárias, 48 simpósios, 25 workshops proferidos por experts da Europa e de outras partes do mundo e 12 sessões de “comunicações livres” que receberam mais de 1.600 abstracts, além de 26 simpósios-satélites patrocinados por indústrias. O programa variou de doenças infecciosas à flebologia, da genética em dermatologia até técnicas como o resurfacing para rejuvenescimento; da dermapatologia aos últimos avanços na terapia da psoríase. O Simpósio de Dermatologia Tropical visou discutir doenças tropicais comuns e sua importância crítica no mundo. Abordou o


N o v i d a d e s

A

dra. Maria Ester M. Café conta como foi a sessão “O que há de novo em terapia genética para as doenças cutâneas hereditárias”, apresentada pelo prof. Michelle de Luca (Modena - Itália). Segundo ela é bastante importante o trabalho sobre a correção da epidermólise bolhosa juncional, meio de transplante de células-tronco epidérmicas modificadas geneticamente. A renovação contínua da epiderme se deve a células-tronco presentes na camada basal da epiderme e folículos pilosos. Queratinócitos cultivados, conhecidos como holoclones, geram lâminas de epitélio usadas para restaurar defeitos da pele, mucosa e córnea. O trabalho foi desenvolvido em paciente portador de epidermólise bolhosa juncional, com deficiência na laminina 5 – beta 3. Células-tronco epidérmicas do paciente foram transduzidas por um vetor retroviral que expressava a laminina beta 3 e usadas para preparar um enxerto com epiderme geneticamente corrigida. Nove enxertos foram

colocados em áreas preparadas das pernas do paciente,e a síntese e montagem de laminina 5 normais foram observadas juntamente com o desenvolvimento de pele firmemente aderida. O follow up já está em 19 meses, e os enxertos de pele continuam aderidos, não tendo havido nesses locais aparecimento de bolhas, o que indica que a epiderme regenerada está sendo mantida por um repertório de células-tronco transduzidas. Para a dra. Maria Ester M. Café esse trabalho representa um grande avanço e esperança para os portadores de epidermólise bolhosa, e, segundo o prof. Michelle, o alvo é a correção das formas distróficas da epidermólise bolhosa, o que será mais problemático pela dificuldade de se corrigir o defeito genético. A diretora da biblioteca, dra. Izelda Maria Carvalho Costa, assistiu à palestra “Inovação no tratamento tópico da acne” proferida pelo prof. Enzo Berardesca (Roma-Itália). O autor avaliou a eficácia de controlar a doença através da aplicação tópica de etil-linoleato (ethylinoleate) e

que há de novo em dermatoses tropicais, tais como micoses subcutâneas, pênfigo foliáceo endêmico, leishmaniose mucocutânea, hanseníase e tuberculose cutânea, além de trocar experiências internacionais. Na opinião do prof. Paulo Cunha, foi um sucesso com participações expressivas de pessoas de várias partes do mundo. “É importante salientar a qualidade e a inserção da SBD no simpósio", destaca o prof. Silvio Marques, que proferiu palestra sobre micoses subcutâneas.

trietilcitrato formulados em loção. Esses compostos foram aplicados como ingredientes inertes e ativamente transformados pela ação de enzimas cutâneas. Isso levou ao aumento do ácido linoléico e diminuição do p4 dentro do folículo. Conseqüentemente foi possível ao mesmo tempo controlar o crescimento de P.acnes e inibir a liberação de ácidos graxos próinflamatórios que são comedogênicos. Trinta pacientes foram envolvidos nesse estudo, de ambos os sexos, com idade variando de 16 a 18 anos, apresentando acne leve e moderada, e tratados com o produto durante um mês, como monoterapia. Melhora clínica estatisticamente significativa foi observada, como redução dos comedões, inflamação, pápulas, pústulas e pequenos nódulos nesse mês de tratamento. Concluiu-se que usar compostos ativos que exerçam atividades metabólicas dentro do folículo pode ser sua nova abordagem no manejo da acne.

Ele também destacou o simpósio interativo sobre dermatologia baseada em evidências, através do qual foram salientadas questões de análise crítica de artigos. “Fica apontada a necessidade de dominarmos conceitos de estatística e risco relativo (Odds Ratio), risco absoluto, tamanho de amostra, randomização e discussão conceitual sobre o Intention to treat approach. Cada vez é mais claro que o curriculum dos programas de residência tem que contemplar tais itens”, completou.

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Dermatoses tropicais e meio ambiente são temas de curso

O

aquecimento global aumentará o número de enfermidades por conseqüência da proliferação de vetores. Estudos apontam que doenças tropicais como malária e leishimaniose, que ocorrem em áreas do Norte e Nordeste, deverão alcançar os grandes centros do país. As doenças tropicais são focalizadas pela SBD, que há 29 anos promove cursos anuais sobre essas dermatoses. A próxima edição do XXIX Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente será de 26 a 28 de julho, na Casa de Arte do Campus da Unesp, em Botucatu (SP), realizada pelos departamentos de Micologia, Doenças Infecciosas e Parasitárias, Hanseníase e Doenças Bolhosas da No início de junho, durante o entidade. encontro de cúpula do G-8, grupo Segundo o coordenador local, dr. dos sete países mais ricos do mundo Vidal Haddad Júnior, a alteração e desmais a Rússia, ocorrido em Berlim, truição do meio ambiente proporciona Alemanha, foi acertado um paco- nam que certas espécies procriem em te de medidas para a África, preven- locais em que antes eram inexistentes. do a educação com relação à Aids e “Um bom exemplo é a epidemia da à malária. A meta é gastar US$60 dengue vivenciada hoje no Brasil. O bilhões no combate a essas doenças. mosquito, por ação humana, se desenA maior parte da verba vai para o volveu em áreas urbanas. Como resulFundo Global de Combate à Aids, tados dos desmatamentos na Tuberculose e Malária, criado pelo Amazônia, o inseto que transmite a G-8 em 2000. leishmaniose cutâneo-mucosa deixou

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de picar apenas animais silvestres e vitima o homem, que adquire a doença, antes restrita a animais da selva”, explica. No XXIX Curso de Dermatopatologia Tropical e Meio Ambiente, pesquisadores com ampla experiência apresentarão temas como micoses profundas – a paracoccidiodomicose, por exemplo; acidentes por plantas e animais peçonhentos; doenças causadas por artrópodos, como a escabiose e a pediculose; e moléstias sexualmente transmissíveis. De acordo com o dr. Vidal Haddad Júnior, o curso foi criado pelos atuais coordenadores nacionais, profs. René Garrido Neves e Sinésio Talhari. “Eles têm levado aos mais distantes pontos do Brasil informações sobre doenças dermatológicas associadas a ambientes tropicais. Essas moléstias são também, e não por coincidência, as principais endemias da nossa especialidade, sendo extremamente comuns em todo o país”, afirma.


Conheça

Responsabilidade social:

SBD pensa verde

A

s discussões que marcaram o Dia do Meio Ambiente, 5 de junho, ganharam tom mais grave este ano. Depois da convenção sobre mudanças climáticas que aconteceu em Nairobi, no fim de 2006, as conseqüências do efeito estufa ficaram em evidência, ilustrando capas dos principais veículos mundiais de comunicação. Por ser tema global urgente, a SBD o adotou. No último dia 11 de junho, o vice-presidente da SBD, dr. Omar Lupi, representou a entidade na Semana do Meio Ambiente, comemorada de 11 a 15 de junho, em Hortolândia, São Paulo. Cerca de mil alunos da primeira à quarta série da rede municipal participaram da ação de educação ambiental promovida pela Bosh, que teve apoio do Ministério do Meio Ambiente e a presença de autoridades locais. O convite da Bosh à SBD foi feito por intermédio do Núcleo de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Segundo o dr. Omar Lupi, o projeto mostrou de forma lúdica às crianças as conseqüências do efeito estufa, além de adaptar as situações à vida real.“Trabalhar com crianças e pré-adolescente é a chave para disseminar informação. Os pais aprendem com seus filhos de nove, 10, 11 anos, que são verdadeiros difusores de informações”, comenta o dr. Omar Lupi. O evento também abordou os danos causados à pele por meio do sol em excesso. Os alunos participaram de atividades sobre conscientização ambiental, com brincadeiras, palestras e apresentações de materiais didáticos, um deles baseado no Dertamogibis, produzido pela SBD. De acordo com a representante do Núcleo de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente, Claudia Focking, a participação da SBD por intermédio de seus representantes nos eventos promovidos pelo MMA, bem como pelo setor privado, é de extrema importância para que as mensagens em relação aos cuidados que todos devem tomar com a exposição aos raios solares sejam feitas corretamente. “Assim a SBD contribui para que a população se proteja adequadamente do sol”, completa Claudia Focking.

Protocolo de Kioto: assinado em 1988, estabeleceu, para os países desenvolvidos, metas de redução das emissões de gases do efeito estufa e culminou com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC), na Eco 92, que aconteceu no Rio de Janeiro. Plante para o Planeta: integrante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Plante para o Planeta prevê o plantio de um bilhão de árvores, posto que elas podem desacelerar mudanças climáticas ao absorver dióxido de carbono enquanto crescem. Elas também ajudam a reduzir a poluição, manter as cidades frias, proteger a captura de água e reduzir a erosão do solo.

Aquecimento global As principais causas do aquecimento global são aumentos crescentes das emissões dos chamados gases do efeito estufa, sendo o CO 2 o principal deles. Esses gases acumulam-se na atmosfera, impedindo a refração de calor para o espaço, e com isso as temperaturas do planeta tendem a aumentar. O CO 2 resulta da queima de combustíveis fósseis, de queimadas, da poluição industrial, entre outras atividades do homem. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, um dos problemas mais urgentes que afetam o meio ambiente e a vida no planeta é a destruição da camada de ozônio, que protege a vida na Terra dos danos causados pelos raios ultravioletas emitidos pelo sol. As Nações Unidas criaram a Convenção de Viena, com o objetivo de proteger a camada de ozônio, e o Protocolo de Montreal, para a eliminação das substâncias destruidoras da camada de ozônio – SDOs. O Brasil, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, implementou e coordena o Programa Brasileiro de Eliminação das SDOs. Em 2007 comemoram-se mundialmente os 20 anos de existência do Protocolo de Montreal, e o Brasil tem muito para comemorar, pois está em pleno cumprimento das metas. Um dos objetivos do MMA é criar campanha de conscientização da população sobre a impor tância da camada de ozônio e seus efeitos na vida do planeta.

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Dermatologia na India

Entrevista feita pelo coordenador médico do JSBD, prof. Paulo Cunha

O dr. Shyam Verma mora em Vadodara, no oeste da Índia, cidade localizada no estado de Gujarat, a terra de Mahatma Gandhi. É professor clínico adjunto na Universidade Estadual de Nova York, em Stony Brook (Suny), e na Universidade de Virginia, em Charlottesville, nos EUA. Membro honorário da Sociedade de Dermatologia da Jordânia, é convidado internacional de vários eventos, tendo proferido 70 palestras em mais de 15 universidades norte-americanas, além de participar de diversos congressos internacionais.

Os hospitais são suficientes para atender à população? Sim, há hospitais suficientes nas cidades grandes. A situação é diferente nas cidades pequenas. Infelizmente, mais de 70% da população indiana vive em cidades pequenas! E tem de se contentar em ser tratada com os remédios tradicionais, por médicos generalistas ou se deslocar até os grandes centros para receber tratamento dermatológico. Muito esforço será necessário para fortalecer a estrutura da atenção dermatológica nas áreas rurais da Índia. Qual é a situação dos dermatologistas na Índia? Para começar, vamos falar em proporções. Mais de 80% dos dermatologistas são particulares. Deles, pelo menos 80%, possivelmente muito mais, exercem a dermatologia em áreas urbanas, enquanto 70% da população vive em áreas rurais! Existe muito mais dinheiro na prática privada do que em empregos públicos, mas estes últimos têm-se tornado bastante atraentes ultimamente. Quantas faculdades de medicina existem na Índia? Há mais de 200. Qual é o tamanho do território indiano, e qual é sua população em relação à mundial? Nós cobrimos apenas 2,4% do território do planeta, mas temos 16% da população mundial! Nossa população já é superior a 1,1 bilhão, o que nos torna o segundo país mais populoso do

Capital: Nova Délhi Clima: tropical e temperado População: 1.080.264.388 Idioma: hindi, tâmil e inglês No de dermatologistas: 5.500 Área territorial: 3.287.590 km2 Expectativa de vida: 64.71 (homem) 63.9 (mulher)

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mundo. Se essa tendência se mantiver, seremos mais populosos do que a China dentro de 40 anos. Como é a formação em dermatologia em seu país? Como são selecionados médicos residentes? Em média, quantos candidatos concorrem a uma vaga? A dermatologia tem-se tornado um dos ramos mais procurados da medicina, já que gera boa renda e é compatível com a vida familiar. Os melhores candidatos escolhem a dermatologia. Existe uma prova de múltipla escolha comum a todo o país. Algumas faculdades têm seus próprios sistemas internos de mérito e têm também algumas vagas reservadas para o Exame Nacional da Índia. Não existe alocação nacional oficial de residentes nos programas. Cerca de 30 mil médicos são formados por ano, e aproximadamente metade deles entra em algum programa de pós-graduação. Existem em torno de 250 candidatos para cada vaga em dermatologia. É necessário o pré-requisito de dois anos de formação em clínica médica antes do início da formação em dermatologia? Não. É possível começar a residência imediatamente após a conclusão do curso médico, do Bacharelado em Medicina e Cirurgia e do ano obrigatório de internato. Ou fazer um curso integral de dois anos em dermatologia e venereologia, ou um programa de três anos de MD (doutorado) em dermatologia e venereologia.A maioria dos dermatologistas é treinada em dermatologia, venereologia e leprologia. Como é a prova de título de especialista em dermatologia? Não existe uma uniformidade nos exames de pós-graduação na Índia. Cada centro possui suas provas individuais e examinadores diferentes. Alguns setores realizam avaliações periódicas de seus residentes, mas todos têm que se submeter a um exame final qualificatório. Esse exame consiste em provas teóricas, prova prática e oral. Cada hospital realiza seu próprio exame.Tipicamente, são quatro examinadores: dois externos e dois internos. O foco é em casos clínicos. Casos reais ao vivo são selecionados para o exame, triados pelos examinadores e levados aos residentes para a resolução.Tenta-se incluir um caso de hanseníase e um de DST em cada exame. As chamadas provas de observação (spotters) são também parte do exame e consistem de casos nos quais a anamnese não é permitida. A prova oral engloba vários temas, incluindo o projeto de tese do candidato, avanços recentes da área e questões práticas e teóricas. Lâminas de dermatopatologia e instrumentos dermatocirúrgicos podem também fazer parte do exame. As provas teóricas são corrigidas pelos mesmos examina-


A cultura do povo indiano.

dores. Em geral, o objetivo é avaliar as habilidades clínicas, e o residente que tem bom desempenho na prova prática pode ficar confiante em sua qualificação, mesmo que não tenha ido tão bem na prova teórica, embora o contrário não seja verdadeiro. Quantos dermatologistas existem na Índia? A Associação Indiana de Dermatologia, Venereologia e Leprologia (IADVL), criada em 1973, conta com mais de 5.500 membros. Realizamos conferências anuais em diferentes cidades grandes.Temos alguns dirigentes muito jovens, dinâmicos e com o olhar voltado para o futuro, que estão em processo de realização de mudanças inovadoras e muito bem-vindas. Criamos uma tradição nas conferências de nossa associação, bem como nas da EADV, de ter uma sessão de 90 minutos dedicada à “Dermatologia na Índia”. Fico feliz em dizer que organizei e presidi essa sessão no XVI EADV em Viena, Áustria, no mês passado. Minha mensagem final para a honrável comunidade da dermatologia brasileira. Por favor, pensem globalmente. A decisão de entrevistar um dermatologista de outro continente é um passo louvável, e fico feliz de estar associado com todos vocês. Aproveito para convidá-los individualmente ou como um grupo para nos visitarem aqui. Será um prazer organizar um encontro de dermatologia de alta qualidade para dermatologistas interessados que quiserem trocar pontos de vista e participar de um curso de educação médica continuada com um grupo da Índia, seja na Índia ou no Brasil. Espero me envolver bastante com o estimado grupo. Bem-vindos!

De acordo com o dr.Verma a Índia é um país vasto e diverso. A população é formada por minoria de pessoas influentes e pela classe média, que tem crescido rapidamente. Em contraponto há quantidade significativa de pobreza. A maioria da população indiana vive em pequenas cidades. “Os grandes centros e algumas pequenas cidades têm excelentes instituições de ensino, com professores e dermatologistas cujas habilidades clínicas são invejáveis e de qualidade internacional”, afirma o médico. Para ele, a pobreza e a falta de consciência são os principais problemas que afetam a prática da dermatologia no país.“A dermatologia, comparada a muitas outras áreas, ocupa posição secundária, já que não registra mortalidade, nem emergências médicas! Como resultado, há muita negligência, mau tratamento, padrões irracionais de prescrição, especialmente da parte de não-dermatologistas que tratam doenças de pele, etc. Contudo, em comparação ao resto do mundo a nossa população tem orientação bem menos legal, é não-litigiosa e essencialmente grata. Em extremos, isso pode ser problemático, porque os médicos são em regra considerados superiores o suficiente para não ser questionados, e isso às vezes leva à falta de responsabilidade, tanto no setor público quanto no privado”, conclui.


Capa

Area de atuação Na última reunião do Conselho Deliberativo, que aconteceu no dia 24 de março, em São Paulo, um importante debate foi posto em pauta: cosmiatria e cirurgia dermatológica devem permanecer como áreas de atuação da dermatologia? Segundo a resolução CFM 1.785/2006, para os dermatologistas pertencerem a essas áreas, eles devem ter um tempo mínimo de formação e o título, obtido por prova específica. Para esclarecer dúvidas, a Diretoria da SBD formulou perguntas para o dr.Aldemir Soares, primeiro secretário da AMB e membro da Comissão Mista de Especialidades composta pelo CNRM, CFM e AMB. Leia a seguir.

em dermatologia

Da esq. para dir.: dra. Altiva L. Salgado, dr. Omar Lupi, dr. Aldemir Humberto Soares, dra. Alice Alchorne, dra. Ryssia F. Alvarez e dra. Célia Kalil

JSBD: Se ficarmos com a Área de Atuação qual será a carga horária e qual tem sido o procedimento em relação a outras especialidades? Aldemir Humberto Soares: A questão de formação em especialidade ou área de atuação é regulamentada pela Comissão Mista de Especialidades (CME) e é colocada em prática por meio de resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM). Atualmente encontra-se em vigência a Resolução CFM 1.785/2006, da qual destacamos os seguintes itens em suas Normas Orientadoras e Reguladoras: b) A CME não reconhecerá especialidade médica com tempo de formação inferior a dois anos e área de atuação com tempo de formação inferior a um ano.

e) O tempo de formação de especialidade médica ou área de atuação, tanto para a CNRM como para a AMB, será o previsto neste relatório, respeitados os pré-requisitos necessários. g) A AMB emitirá apenas títulos e certificados que atendam às determinações da CME. h) Em seus editais de concurso para título de especialista ou certificado de área de atuação, a AMB deverá observar o tempo mínimo de formação na especialidade ou área de atuação constante neste relatório. Conforme regulamentação da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) os programas são sempre realizados com carga horária anual de 2.880 horas. O convênio firmado entre AMB, CFM e CNRM criou a CME e estabeleceu que deveria haver equiparação no reconhecimento de especialidades e área de atuação; logo, o tempo mínimo de formação de qualquer área de atuação é de um ano com 2.880 horas de treinamento. JSBD:Tem havido exigência dessa carga horária para todas as especialidades? AHS: A AMB, como integrante do convênio firmado com CFM e CNRM, deve incentivar e exigir obediência às resoluções. Essa norma tem sido aplicada em todos os editais para Título de Especialista ou Certificado de Área de Atuação das diferentes Sociedades de Especialidade.

JSBD: Caso a dermatologia abra mão das Áreas de Atuação quais são as implicações e, caso permaneçam, quais as implicações para os que não a tiverem obtido? AHS: A dermatologia deve avaliar se é necessária ou conve-

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niente a manutenção das áreas de atuação, sabendo que sua existência implica a necessidade de certificação do médico por meio de exames. Apenas os médicos certificados podem anunciar ou divulgar a área de atuação. Os não certificados podem, eventualmente, ficar expostos a cobranças de explicações em caso de insucesso na conduta adotada. JSD: Como a AMB irá reconhecer a banca examinadora e os professores que darão os cursos para essas certificações? AHS: Em toda especialidade ou área de atuação ainda não certificada, a AMB, em comum acordo com a Sociedade de Especialidade, montará uma grade de critérios a serem aplicados para escolha do grupo de especialistas que comporão a primeira banca certificadora. Não compete à AMB a realização de cursos. JSBD: Se desistirmos das Áreas de Atuação agora em que prazo a SBD poderá requerê-las novamente? AHS: Não há regra estabelecida para essa questão. Tanto a criação como a desistência de uma área de atuação devem ser discutidas com a CME, ocasião em que se estabelecerão as condições para futuras avaliações. JSBD: Se desistirmos das Áreas de Atuação alguma outra especialidade poderá requerê-las? AHS: Qualquer especialidade pode requer área de atuação, mesmo se já existente e vinculada a outra. Em todos esses casos a palavra final cabe à CME, que avaliará o pedido e ouvirá todos os interessados, principalmente o que tem ligação direta, mesmo que seja apenas histórica. O que é certo é que a Comissão tem sido extremamente competente na regulação dessas áreas. JSBD: Quando as Áreas de Atuação em Dermatologia entrarão em vigor? AHS: Elas se encontram em vigor desde abril de 2002, quando foi editada a Resolução CFM 1.634/2002. Até agora a SBD veio retardando a certificação, situação cujo prolongamento a AMB não aceita mais. JSBD: Poderia ser concedido o Certificado, sem curso de um ano e sem prova, para os efetivos atuais que já executam essas atividades, passando a exigir esses pré-requisitos para quem tirar o Título de Especialista daqui para frente? AHS: Não há possibilidade de liberação de certificados sem provas. Os critérios são equivalentes aos da titulação da especialidade. Portanto, edital com regras a serem seguidas, previamente aprovado pela AMB e que contemple prova de avaliação teórica com teste de múltipla escolha e, quando necessário prova prática escrita e/ou oral. JSBD: O que acha de a Sociedade mudar o nome para firmar essas competências que já possuímos, por exemplo, para Dermatologia Clínica, Cirúrgica e Estética ou Cosmiátrica? AHS: Pode ajudar na divulgação da vinculação das áreas com a especialidade, porém não implica mudança automática no nome da especialidade, que permanecerá sendo chamada de dermatologia.

JSBD: O que acha de mudando ou não o nome da Especialidade e retirando as Áreas de Atuação atuais criar novas Áreas de Atuação, como, por exemplo, laser, cirurgia cosmiátrica, etc.? AHS: A criação de área de atuação deve seguir os critérios da CME, apresentar proposta com justificativas técnicas e científicas. O que se entende é que muitas vezes alguns buscam a criação de áreas que são novas técnicas de procedimentos, novos ou antigos, vinculadas ou não a aparelhos, apenas para diferenciação no mercado. Na maioria das vezes essas áreas devem receber tratamento adequado por parte da Sociedade, promovendo cursos e incentivando a qualificação de seus especialistas, ampliando assim as competências de cada um deles e, ao mesmo tempo, a abrangência da especialidade. JSBD: O programa de residência médica permitiria que um médico de outra especialidade fizesse R3 em cirurgia dermatológica ou cosmiatria? AHS: Não há possibilidade; as duas áreas exigem residência médica prévia em dermatologia, conforme estabelecido na Resolução CFM 1.785/2006. JSBD: No caso de retirar áreas de atuação, é necessária comprovação de diplomas com 50 horas em áreas de atuação de cirurgia dermatológica ou de cosmiatria? AHS: Para área de atuação que não existe, não há situação alguma em que se possa exigir comprovação de curso ou diploma. JSBD: A prova em áreas de atuação seria baseada em cartilhas (só poderia cair pergunta da cartilha)? AHS: Não teria o mínimo sentido esta situação. Toda prova deve ter como base uma formação e qualificação ao exame, preenchendo as condições estabelecidas em edital. JSBD:A prova escrita apenas teórica seria de toda a matéria de cosmiatria e cirurgia dermatológica separadamente? Quais as mais indicadas: A) A área de atuação especial prática, como em cirurgia de Mohs ou lipoaspiração, prova em rotação de retalho (estas com comprovantes em cirurgia geral ou outras especialidades cirúrgicas) e prova prática de cosmiatria também separadamente. B) Provas em áreas de atuação completa (escrita e prática) em cosmiatria e em cirurgia dermatológica separadamente. C) Um ano em serviço credenciado mais prova de atuação prática e teórica tipo TED; cosmiatria e cirurgia dermatológica separadamente. AHS: Cosmiatria e cirurgia dermatológica são áreas de atuação independentes, portanto, devem ser realizadas provas individualizadas e as mesmas devem abranger a totalidade de suas respectivas matérias. A formação deve ser de um ano em cada uma delas. Quanto à cirurgia de Mohs e lipoaspiração, são procedimentos médicos, portanto, me parece que não comportam a classificação de área de atuação. As questões mostram o quanto ainda se desconhecem as áreas de atuação. É conveniente simplificar ao máximo possível as explicações. Área de atuação é uma certificação complementar a de uma especialidade, com programa de treinamento (formação) no mínimo de um ano, mediante programa de residência médica ou estágio reconhecido pela Sociedade. Na AMB, é certificada por meio de aprovação em concurso, tendo como pré-requisito ser portador de título de especialidade específico. Jornal da SBD

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Presidente da SBD é homenageada pela Sociedade Italiana de Dermatologia

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Terceiro Congresso Nacional Unificado de Dermatologia e Venerologia, realizado pela Sociedade Italiana de Dermatologia, aconteceu entre 6 e 9 de junho, em Roma, na Itália. Durante a cerimônia de abertura do evento, a presidente da SBD, profa. Alice Alchorne, a presidente da Academia Americana de Dermatologia, profa. Diane Becker, e o presidente da Associação Indiana de Dermatologia, Venerologia e Leprologia, prof. Chetan Oberai, receberam do presidente da SIDeMaST e da EADV, prof. Alberto Giannetti, títulos de membro honorário da instituição. “Eu me senti muito honrada em receber o título de sociedade tão importante, fundada em 1885, há 122 anos, especialmente porque sou neta de italianos. Considero que não é uma homenagem só para mim, mas que pode ser interpretada também como uma homenagem à dermatologia brasileira”, observa a presidente da SBD, profa. Alice Alchorne. A conferência magistral proferida pelo prof. Michele De Luca abordou resultados de pesquisas da terapia gênica em epidermó-

Placa recebida pela profa. Alice Alchorne

lise bolhosa juncional através do transplante de células tronco epidérmicas modificadas geneticamente, que, embora em testes, representa grande avanço para a área. Participaram do evento importantes professores, tais como John Hawk (Londres), Andreas Katsambas (Atenas), Francisco A. Kerdel (Miami), Robert Kirsner (Miami), Henry Lim (Detroit) e Jean Hilaire Saurat (Genebra).


A charmosa

Buenos Aires

será palco de encontro científico Valores: Gol: Varig: Aerolíneas:

a partir de USD 305, mais taxa de embarque – ida e volta a partir de USD 385, mais taxa de embarque – ida e volta a partir de USD 431, mais taxa de embarque – ida e volta

Sites:

21o Congresso Mundial de Dermatologia: www.dermato2007.org Embaixada Argentina: www.embarg.org.br

Serviços:

O clima no mês de outubro é quente, com temperaturas entre 25º e 35º As companhias aéreas que voam para lá são:Varig, Gol e Aerolíneas

O

21o Congresso Mundial de Dermatologia será em Buenos Aires, de 30 de setembro a 5 de outubro de 2007, com o tema Dermatologia Global para um Mundo Globalizado. A organização aguarda 12 mil pessoas de mais de 106 países. O programa inclui simpósios, sessões interativas, transmissões de casos ao vivo e novas tendências de tratamentos expostas por renomados professores de diferentes nacionalidades. Em entrevista concedida ao prof. Paulo Cunha, o presidente do congresso, prof. Ricardo Galimberti, afirma: “diversas sociedades de dermatologia e grupos de estudo internacionais foram integrados à programação científica do evento. Desejamos reconhecer publicamente essas contribuições e enfatizar a atitude de muitas especialidades médicas associadas que, propositadamente evitaram marcar suas atividades científicas durante o período do CMD”. A delegação nacional deve ser uma das maiores, com cerca de 1.500 pessoas, e, pela primeira vez em um congresso mundial, haverá um estande da Sociedade Brasileira de Dermatologia no pavilhão de exposição. No local serão disponibilizados alguns computadores com internet, uma sala de visitas com máquina de café, água e distribuição de cartões telefônicos. Segundo o vice-presidente da SBD, dr. Omar Lupi, o lugar será ponto de referência para os brasileiros.“Vai ser bom ter um espaço em que se fala a mesma língua”, comenta.


Capital do tango

F

undada em três de fevereiro de 1536 como Nuestra Señora del Buen Ayre, a cidade acabou por ser conhecida mais tarde só como Buenos Aires (Bons Ventos no castelhano antigo). Além do nome, ao longo dos anos sua arquitetura foi mudada para o estilo europeu. Em 2005, foi eleita pela Unesco a cidade do design. A capital argentina é muito mais do que um cenário pitoresco, e o JSBD mostra aos leitores os melhores lugares para visitação. Um dos pontos mais tradicionais é La Boca, primeiro bairro de imigrantes italianos, que tem como principal atração o Caminito, famosa rua homenageada pelo tango de mesmo título que integrou o repertório do cantor Carlos Gardel. Caminhando ao longo de suas calçadas, costumam-se encontrar músicos e dançarinos de tango exibindo-se ao ar livre. Na Recoleta, outro bairro da cidade que costuma ser bastante visitado, a arquitetura lembra muito a francesa. O turista conta também com inúmeros bares, cafés e vários eventos noturnos. Na cidade ainda há um ponto turístico inusitado: o cemitério com os restos mortais das famílias mais tradicionais da Argentina. Há guias que conduzem os visitantes aos túmulos dos mais conhecidos, como o de Eva Perón. Às margens do Rio de la Plata fica o Porto Madeiro, que foi no passado o maior depósito de produtos que chegavam à cidade por via marítima. Hoje seus galpões abrigam inúmeras lojas, mais de 40 restaurantes, 11 lanchonetes, oito cinemas, hotéis, boates e um Iate Clube. As compras são um atrativo à parte, e a Calle Florida, o lugar mais indicado para essa atividade. A rua é praticamente comercial, mas o turista também pode encontrar bons espaços culturais. Outro bom lugar aberto à visitação é a galeria Museo Aguilar com seus 15 mil quadros de 300 artistas, na maioria argentinos. O bairro de San Telmo é conhecido como reduto boêmio da cidade. Lá estão os mais de 30 antiquários e os famosos cafés tradicionais argentinos. Passeio imperdível é à feira de San Telmo, que se instala somente aos domingos. O lugar abriga uma das mais tradicionais casas de tango da cidade: El Viejo Almacén.

Boa dica

C omo capital, Buenos Aires tem diversas opções de hospedagem e alimentação. Os hotéis da área central, próximos à tradicional Calle Florida, são mais antigos, mas não deixam de ser aconchegantes. A cidade ainda tem quatro linhas de metrô, que, entretanto, não a cobrem inteira. A mais antiga, que sai da Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada, ainda tem os velhos trens e detalhes em madeira. Também há ônibus e táxis a preços muito baixos, mas tente utilizar táxis de empresas credenciadas para garantir a confiabilidade do serviço. Devido à valorização do real, a visitação à agradável cidade tornou-se barata. É recomendável trocar a moeda brasileira por pesos somente nas casas de câmbio.


Simpósio de

cosmiatria

é sucesso de público

Foto: dr. Paulo Cunha

Dermatologistas assistem atentos às apresentações durante o evento

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III Simpósio de Cosmiatria ocorreu no mês de maio, com 784 inscritos. No dia do evento havia fila de espera com mais de 100 dermatologistas na expectativa de participar. Segundo a coordenadora do Departamento de Cosmiatria, dra. Denise Steiner, a grande adesão do público é sinal de que o conhecimento e a formação profissional são fundamentais para preservar o lugar do dermatologista na cosmiatria. “Sentimos a preocupação dos sócios em relação ao fato de outras áreas tentarem ocupar o espaço de direito da cosmiatria dermatológica”, comenta. Para a presidente da SBD, dra. Alice Alchorne, a Diretoria e a

coordenação do evento merecem elogios. “Antes de tudo, gostaria de deixar muito nítido que esse acontecimento foi montado e organizado pela Diretoria da SBD, e, com muito empenho, pelo Depar tamento de Cosmiatria”. Para ela, os par ticipantes foram motivados pela qualidade do programa e pelo baixo custo da inscrição. O próximo passo do Departamento de Cosmiatria é a realização de cursos itinerantes pelas regionais. “Queremos que o curso seja levado, de preferência, a lugares mais afastados dos grandes centros”, comenta a dra. Denise Steiner.


Colaboração do Prof. Ney Romiti

Linha do tempo Nelson Guimarães Proença*

Programa Saúde da Família – É bom e pode melhorar

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programa Saúde da Família foi instituído pelo Ministério da Saúde no início dos anos 90. A princípio em caráter experimental e limitado, logo provou ser um importante instrumento de políticas públicas de promoção à saúde voltadas para as populações de mais baixa renda. Demonstrando melhora dos indicadores sanitários nas áreas em que foi implantado, a entusiástica adesão dos governos estaduais e municipais foi conseqüência. O atendimento é feito por equipes multidisciplinares, centradas em um médico, mas contando com a essencial participação de enfermeiras, de assistentes sociais e de agentes comunitários de saúde.As camadas mais desvalidas da sociedade são reconhecidamente as que têm mais dificuldade para utilizar os recursos e equipamentos do Sistema Único de Saúde (SUS).Assim, de modo paradoxal, os que mais necessitam não são os que mais facilmente têm acesso às atenções primárias e secundárias do SUS. É oportuno destacar uma dessas experiências, nascida sob inspiração da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em áreas de alta carência social, sobretudo nos continentes africano e asiático, procurou-se aprimorar o treinamento das equipes multidisciplinares, aumentando sua aptidão para o enfrentamento dos desafios surgidos em seu trabalho sócio-sanitário. Refiro-me ao programa de treinamento conduzido no Nepal, que teve por objetivo ensinar como reconhecer as doenças de pele mais comuns, determinando conduta mais adequada em cada caso. Os resultados foram comunicados em prestigiosa revista científica internacional** em abril de 2007. Faço um resumo desse trabalho. Na região escolhida para o programa não havia dermatologistas. O grupo treinado compreendia dois médicos, três assistentes sociais e 19 agentes comunitários de saúde. Os dermatologistas que orientaram o treinamento eram três, todos professores em Londres. O trabalho mostra que houve significativa melhora do atendimento efetuado, confirmando assim as expectativas da OMS. No Brasil estamos em situação certamente muito melhor do que a da maioria dos países africanos e também de muitos dos asiáticos. Aqui, todas as equipes de saúde têm seu médico, o que qualifica o trabalho desenvolvido. Não obstante, a maioria dos médicos que trabalham no programa do Ministério da Saúde não tem formação na área de especialidade da dermatologia. Esses profissionais sentem dificuldade em reconhecer e tratar doenças de pele, mesmo as mais comuns. É claro que essa dificuldade resulta da insuficiência de formação, por ocasião de seus cursos de graduação em medicina. Na realidade, são poucas as escolas médicas que oferecem oportunidade para que seus estudantes acompanhem o atendimento ambulatorial de dermatologia. A conseqüência dessa formação insuficiente é que mesmo casos simples, como a sarna humana (escabiose), as micoses superficiais mais banais ou as reações medicamentosas mais comuns, não são reconhecidos lá na linha-de-frente, onde estão as equipes do Saúde da Família. O resultado é que esses casos sobrecarregam os centros de especialidades médicas ou mesmo os ambulatórios dos hospitais destinados ao atendimento secundário, que servem o SUS. Surge então uma boa proposta, que poderia ser apresentada à Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Por que não programar anualmente um final de semana, em caráter nacional, para que especialistas em dermatologia, desprendida e voluntariamente, treinem componentes das equipes de saúde? Ou, pelo menos, treinem os médicos que a compõem? As autoridades públicas, tanto as do Ministério da Saúde como as de secretarias estaduais e municipais de Saúde, não estariam interessadas nessa parceria? Julgo que essa é uma boa proposta, a ser considerada. Conheço o elevado espírito público dos membros da SBD, sempre preocupados em dar sua contribuição para o atendimento aos mais desvalidos. Esta sugestão poderia ser analisada pelo Conselho Deliberativo da SBD em sua próxima reunião. * Professor de dermatologia e sócio honorário da Sociedade Brasileira de Dermatologia. ** International Journal of Dermatology, 2007, vol 46: 466-467.

1945 1945 – Os ingleses Sir Alexander Fleming, Sir Ernest Boris Chain e Lord Howard Walter Florey ganharam o Prêmio Nobel da Medicina pela descoberta da penicilina e suas aplicações terapêuticas – Segunda reunião anual dos dermatossifilógrafos brasileiros em Belo Horizonte (foto: da esquerda para direita, André Petrarca de Mesquita, César Chiafetelli, Sebastião A. P. Sampaio, José Salustiano Silva, Antar Padilha-Gonçalves e Jarbas Porto)

1947 1947 – A Organização Mundial de Saúde é criada em 7 de abril

1950 1950 – O Brasil perde a Copa do Mundo para o Uruguai no Maracanã

1951 1951 – Marion B. Sulzberg (foto) publicou os primeiros estudos do uso de corticóide na dermatologia (AMA Arch Dermatol Syphilol 1951; 64: 573-9)

1953 1953 – Jarbas Porto (foto) publicou trabalho usando fita durex para diagnosticar a ptiríase versicolor (J. Invest Dermatol 1953; 21: 231) – Oswaldo Costa foi o primeiro a descrever a doença acroceratoelastoidose (Dermatológica; 107: 164-167) Jornal da SBD

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Vultos da Dermatologia - dr Antônio Renê Diógenes de Sousa - presidente SBD- Regional Ceará A

dra. Aurineuda Facundo Alencar é exemplo de amor pela dermatologia, além de mulher pioneira na especialidade no Ceará. Durante o período acadêmico foi monitora da disciplina de dermatologia. Cumpriu a residência médica no Hospital das Clínicas (USP) – Serviço do Professor Sebastião A. P. Sampaio. Regressando ao Ceará iniciou incansável luta em prol do crescimento e desenvolvimento da especialidade no estado. Contratada pela Universidade Federal do Ceará para o Programa de Ensino e Pesquisa, foi colocada à disposição da cadeira de dermatologia. Integrou a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. Exerceu vários cargos na Sociedade Brasileira de Dermatologia (nacional e regional), destacando-se suas gestões como presidente de nossa regional, caracterizadas pela realização de diversos e importantes eventos, com marcantes encontros científicos, ênfase na educação médica continuada; defesa da classe e integração de seus membros. A vida da dra. Aurineuda é modelo a ser seguido por todos aqueles que lutam por uma dermatologia inovadora, dinâmica, digna e igualitária.

Regional do Ceará Av. Santos Dumont, 1687 – sala 405 CEP: 60150.160 - Fortaleza, CE Fone: (85) 32619055 Serviços Credenciados: 1 Hospital Universitário Walter Cantídio e Centro de Dermatologia Dona Libânia Fundação: 03 de outubro de 1956 No de associados: 106 Diretoria 2007-2008 Presidente: Antônio Renê Diógenes de Sousa Secretária-geral: Érica de Magalhães Holanda 1a secretária: Luciana Pereira de Oliveira 2a secretária: Telma Maria Rabelo Gondim Tesoureira: Andréa Pinheiro de Moraes Delegado: Vinício Brasileiro Martins

Esta coluna destaca profissionais da dermatologia, indicados pelos presidentes regionais da SBD.

Os novos dermatologistas A Diretoria da SBD vai premiar as duas primeiras colocadas na última prova do Título de Especialista em Dermatologista (TED) realizada pela entidade, Ana Elisa Brito e Bárbara Melo. Ambas fizeram residência no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Elas ganharam inscrições para o encontro anual da Academia Americana de Dermatologia, que será em San Antonio, Texas, em fevereiro de 2008. Segundo a Resolução 1.634/2002 do Conselho Federal de Medicina, apenas quem tem o título da especialidade pode divulgarse dermatologista. Essa designação pode ser obtida pela conclusão da residência médica credenciada pelo MEC ou por meio de aprovação na prova do TED. A última avaliação realizada pela SBD ocorreu em abril de 2007, nas cidades de São Paulo e Recife. Foram 468 inscritos; ao todo, 330 candidatos eram associados da SBD, dos quais compareceram 323 e foram habilitados 229. Dividida em duas partes, a prova teórica constou de 80 questões objetivas, e a teorico-prática, de 40 questões englobando conhecimentos de dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica, e 25 sobre propedêutica laboratorial. Os aprovados tiveram que acertar 60% de cada etapa. O Jornal da SBD entrevistou as duas primeiras colocadas na prova.Veja o box.

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Ana Elisa Brito

AEB - Acho que o mais importante é aproveitar os casos e ensinamentos passados durante a residência, estudando durante o curso. Com a proximidade da prova, realizei um estudo mais direcionado, tentando examinar em detalhes as doenças mais prevalentes e ter uma noção geral da totalidade. Utilizei também as provas anteriores como forma de treinamento e auto-avaliação. AEB - Achei que a prova abordou muitos aspectos práticos, de conduta e aplicabilidade reais. Acho que alguns assuntos importantes não foram cobrados. A organização foi excelente.

JSBD - Como se preparou para o TED?

JSBD - O que achou da prova? E da organização do evento? JSBD - Com a obtenção do título, quais são as suas expectativas para o futuro?

Bárbara Melo

AEB - Espero ingressar no mercado de trabalho de maneira coerente e continuar me graduando.

BM - Acredito que para a formação de dermatologista e para a aprovação em um concurso como o TED é fundamental cursar residência médica de qualidade e considero que meu serviço foi essencial para meu aprendizado. Com antecedência, organizei um programa de estudo baseado nos grandes temas da dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica, procurando segui-lo rigorosamente. Reservei um horário de estudo individual diário e, semanalmente, discutia assuntos específicos com um grupo de estudo de residentes do meu serviço. E na hora da prova tentei manter muita atenção e muita tranqüilidade, se é que isso é possível. BM - A prova teórica, realizada pela manhã, foi clara e abordou vários temas da dermatologia. A prova prática, inicialmente assustou um pouco, pela existência de muitas perguntas sobre cirurgia e cosmiatria. Entretanto, compreendo o interesse da SBD nesses temas, que são cada vez mais importantes na dermatologia atual. BM - A obtenção do TED foi muito gratificante. Atualmente curso especialização em dermatologia estética e dermatologia pediátrica no HCFMUSP. Pretendo continuar na instituição realizando pós-graduação e, depois, retornar a minha cidade de origem, Fortaleza (CE), a fim iniciar a carreira universitária e desenvolver prática de consultório.


SBD lança

calculadora de risco

para o câncer da pele no site da instituição

O

dr. Marcus Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele da SBD, desenvolveu uma ferramenta pela qual o internauta, de forma lúdica, responde a algumas perguntas para saber quais são suas possibilidades de desenvolver a doença: a calculadora de risco para o câncer da pele, que está disponível no site www.sbd.org.br. Segundo o dr. Marcus Maia, são conhecidas a causa e as características de quem pode desenvolvê-lo; portanto, é o câncer em que melhor se aplica a prevenção primária. “Para isso a educação da população em relação aos fatores de risco deve ser prioritária.A calculadora é um instrumento educacional de moderno potencial pedagógico, pois o usuário interage com os fatores que possibilitam a doença e aprende a identificá-los”, explica o dr. Maia, que considera uma ação social da SBD a disponibilização da calculadora de risco no site: “Oferecer esse serviço é de extrema importância para uma organização não governamental como a nossa. Temos a oportunidade de ter mais uma atitude realmente efetiva contra uma doença que é um problema de saúde pública”. De forma simples, com alguns cliques, o usuário responde a questões relacionadas a variáveis como idade, tipo de pele, cor dos cabelos e olhos, e hábitos. Com essas informações o programa gera um relatório com os fatores de risco e dicas de como manter a pele mais saudável.“De acordo com as respostas do usuário, a calculadora fornece explicação e orientação individuais”, elucida o dr. Maia.

Serviços Credenciados Hospital Universitário da Ufal O serviço do Hospital Universitário da Ufal realizou em maio um workshop de terapia fotodinâmica, ministrado pelo dr. Gabriel Gontijo (MG). Segundo o chefe, dr. Alberto Cardoso, todos os associados da Regional Alagoas foram convidados, e “tivemos a presença de mais de 30 pessoas”. Instituto Lauro de Souza Lima Aconteceu nos dias 18 e 19 de maio o curso de Cirurgia Dermatológica e Terapia Fotodinâmica, elaborado, em conjunto, pelo Instituto Lauro de Souza Lima e pelo VII Distrito Dermatológico da Regional São Paulo. O evento abordou temas como correção de cicatrizes de acne, desenvolvido pelo dr. Carlos Roberto Antônio; reconstruções cirúrgicas de nariz na prática do dermatologista, que teve como palestrante o dr. Ivander Bastazini Júnior; princípios de dermatoscopia, pelo dr. Sérgio Hirata; e princípios da terapia fotodinâmica e suas indicações, abordada pelo dr. Marco Antonio de Oliveira. Hospital de Heliópolis Será realizado o V Festival de Medicina do Hospital de Heliópolis, em São Paulo, entre os dias 24 e 29 de setembro. O evento anual terá o tema “Emergências médicas”. A dermatologia marcará presença na programação, quando professores convidados, junto com os coordenadores, irão expor experiências sobre causas e condutas de emergências na área dermatológica. Segundo o chefe, dr. Jacob Levites, por mediação de seu centro de estudos, o serviço ganhou uma nova biblioteca, além de inaugurar salas próprias para exames laboratoriais em micologia médica e histopatologia.

Como estratégia, antes de divulgar a nova ferramenta educacional, os acessos espontâneos à calculadora foram monitorados diariamente, representando um número significante. “Também percebemos que o usuário estimula seus parentes ou amigos para acioná-la. Acreditamos que com a divulgação teremos um acréscimo significante de acessos. Além disso, peço aos colegas que mostrem e testem com seus clientes a calculadora em seus consultórios. Com certeza isso ajudará a sedimentar suas orientações”, estimula seu criador. Essa é um das ações que fortalecem o Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele (PNCCP) da SBD, que desde 1999 realiza ações diferenciadas com o objetivo de diminuir, a longo prazo, a incidência de câncer da pele no país. Este ano a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, coordenada pelos drs. Lúcio Bakos, Marcus Maia e Selma Cernea, será no dia 24 de novembro de 2007.

FFFCMPA O serviço da FFFCMPA sediou a reunião ordinária da SBD-RS de maio, quando foram apresentados oito casos clínicos "ao vivo". Segundo o chefe, dr. Renan Bonamigo, o evento contou com dermatologistas, pós- Da esq. para a dir. os profs.: João Goldani, Liselotte M. Barea e Renan Bonamigo graduandos, estudantes, professores e preceptores de vários serviços. Já no dia 2 de junho foi realizada a I Jornada Dermatológica da FFFCMPA, com apoio da Santa Casa de Porto Alegre e da SBD-RS. “Participaram 15 palestrantes e platéia de mais de 113 pessoas”, conta o dr. Bonamigo, tendo sido tratados temas como dermatoses em HIV, hanseníase, paniculites, antibióticos em dermatoses infantis, necrólise epidérmica tóxica, lúpus e vitiligo na infância, melanoma e psoríase.Também houve uma sessão de casos clínicos, com a participação dos serviços credenciados. Além da participação especial da profa. dra. Leontina Margarido, de São Paulo. Hospital Naval Marcílio Dias Os alunos de pós-graduação do Hospital Marcílio Dias têm um bom motivo para comemorar. Este ano, as cinco médicas do curso que participaram do Título de Especialista em Dermatologia (TED) passaram com 100% de aproveitamento; são elas: Patrícia Ormiga, Cintia Rito, Gisele F. da Silva, Fabiana Palma e Roberta Borges. “Isso mostra que o curso está crescendo e se firmando como uma pós-graduação de excelência. Como as outras credenciadas pela SBD”, conclui Cláudio Lerer, chefe do serviço. Jornal da SBD

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Departamentos II Simpósio Internacional de Laser será no Rio

Dermatologia integrativa

De acordo com o coordenador do Departamento de Laser, dr. Alexandre Felippo, o II Simpósio Internacional de Laser será entre os dias 30 de novembro e primeiro de dezembro, na cidade do Rio de Janeiro. “O grupo do departamento está totalmente empenhado em trazer alguns convidados de renome internacional e dermatologistas com larga experiência nesse assunto no âmbito nacional”, observa o coordenador. A programação abrangerá diversos temas, todos relacionados à área de laser, desde o básico até o avançado, tentando dividir o tempo igualmente entre as partes prática e teórica. Uma novidade será a presença de um moderador na platéia para interagir com os participantes.“Contamos com a presença de todos os dermatologistas, usuários e não usuários de laser. Programem em suas agendas e venham para o Rio; acreditamos que será imperdível”, convida o dr. Felippo.

O congresso da Sociedade Européia de Dermatologia e Psiquiatria, realizado em Wroclaw, esq. para dir. M. Hashiro (Japão); Polônia, de 14 de maio a primeiro de Luciana Conrado (SP); Márcia Senra(RJ); junho, reuniu os maiores expoentes F. Tausk (EUA); F. Poot (Bélgica) da psicodermatologia mundial, entre os quais estavam M.Musalek (Áustria), S.Consoli (França), U.Gieler (Alemanha), F. Poot (Bélgica) e F.Tausk (EUA). Segundo a coordenadora do Departamento de Dermatologia Integrativa, dra. Márcia Senra, o panorama da psicodermatologia na Europa não é muito diverso do vivenciado no Brasil. “Ainda que mais articulado, já em sua 12a edição, com um programa editorial bem implantado,o congresso apresenta trabalhos que abordam questões iguais às que,na prática clínica,são enfrentadas no Brasil”, afirma. Para ela, em todo o mundo as dermatoses associadas a transtornos psíquicos resultam em comorbidade diagnóstica cujo tratamento multidisciplinar é fator determinante da qualidade de vida do paciente e de sua família, e, em última análise, da qualidade de vida da sociedade. Durante o evento, os palestrantes informaram utilizar questionários sobre qualidade de vida que, aplicados aos pacientes e familiares, denotam a situação real do impacto da doença sobre seu cotidiano. “Como coordenadora do Departamento de Dermatologia Integrativa/Psicodermatologia, pretendo formatar um questionário sobre qualidade de vida que será sugerido como modelo para aplicação em pesquisa e na clínica. Nosso trabalho, mais do que pesquisar os agentes patogênicos, deve ser orientado para a busca da saúde”, conclui a dra. Márcia Senra.

Alergia dermatológica Os serviços credenciados receberão em breve um formulário do Departamento de Alergia para a notificação de farmacodermias, projeto que, segundo o coordenador Renan Bonamigo, vai avaliar o perfil das farmacodermias nacionalmente, além de formar um banco de dados. Ainda segundo o coordenador novos cursos na área nos moldes dos realizados em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul: “priorizaremos regionais com menos possibilidades de promover eventos. Alguns pré-requisitos definidos pela SBD deverão ser preenchidos para seu desenvolvimento”.

I Congresso Mundial de Genodermatologia A Holanda será palco de um importante evento na área dermatológica no mês de novembro. Trata-se do I Congresso Mundial de Genodermatologia, que acontecerá de 7 a 10, na cidade de Maastricht. O dr. Hiram Larangeira de Almeida Jr. conta que o evento terá a participação de doutores renomados internacionalmente, como Rudolf Happle (Alemanha), John Mc Grath (Inglaterra) e Ângela Christiano (EUA), entre outros, com pales-

tras que enfocarão, principalmente, suas experiências na área. Ainda segundo o especialista, o programa abordará vários aspectos das genodematoses, como sua história, a importância de uma nova síndrome e como diagnosticá-la, os vários fenótipos de um gen e vários genes com um fenótipo. Para informações sobre o congresso, acesse www.genodermatology.eu.

Painel

Sócios premiados A diretoria da SBD premiou com ingresso para o Congresso da SBD os associados José Augusto da Costa Nery, Mônica Preto Guimarães e Áurea Aparecida Lopes Pinto. Eles estavam entre os 1.079 associados que atualizaram o cadastro no período de 22 de janeiro a 31 de março de 2007, atendendo ao pedido da Diretoria. O anúncio foi feito na edição de janeiro/fevereiro do Jornal da SBD. O sorteio foi realizado no dia 13 de junho, na sede da instituição. A secretária da SBD, dra. Ryssia Florião, considerou positivo o resultado. “Agradeço a todos que tiveram a gentileza de atualizar os cadastros. É importante que o banco de dados da SBD seja atual para, entre outros motivos, manter melhor comunicação”, lembra a dra. Ryssia.

Cartão da EMC-D A Diretoria da SBD solicita que os associados levem o cartão de sócio da SBD para o próximo 62o Congresso da SBD. Nesse cartão consta o número de matrícula e categoria do associado. Entre outras

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facilidades, agiliza a contagem de pontos para a Educação Médica Continuada em Dermatologia (EMC-D) e para Comissão Nacional de Acreditação (CNA).

Novo atlas da dermatologia O trabalho de mais de 20 anos de pesquisa resultou no Atlas da Dermatologia: da semiologia ao diagnóstico, dos autores Luna Azulay, Agnaldo Bonalume, David Azulay e Fabiano Leal. Organizado em três seções práticas, “exame dermatológico”, “correlação morfonosológica” e “afecções dermatológicas de A a Z”, o livro foi elaborado a partir de uma coleção de cerca de 12 mil fotografias que retratam as afecções dermatológicas. Os autores salientam o aspecto morfológico das dermatoses, complementado pela referência às diferentes áreas do conhecimento médico, o que faz com que essa obra seja de muito valor para os médicos em geral, e não apenas para os dermatologistas.


Regionais II Jornada Sudeste realizada com sucesso Espírito Santo Pará

À primeira reunião científica de 2007 da Regional Pará, em fevereiro, com a participação do dr. José Varela Blanco (RJ) compareceram 30 pessoas

Rio Grande do Sul Bahia

Intensa programação científica Da esq. para a dir.: drs. Maria Helena Sandoval, Carlos Jaques M. Ferreira, Alice Alchorne e Paulo Sergio Emerich

A II Jornada Sudeste aconteceu nos dias 27 e 28 de abril, no Centro de Turismo de Praia Formosa, em Vitória, ES, com sucesso de público: 480 inscritos, entre dermatologistas, residentes, sextanistas e expositores. Os principais especialistas na área apresentaram vasto leque de temas ligados à dermatologia, incluindo células tronco, cosméticos na infância, dermatoses paraneoplásicas, tratamento de cicatrizes, preenchedores e pitiríase rósea. Houve ainda a palestra do editor associado dos Anais Brasileiros de Dermatologia, dr. Everton Vale, abordando as normas que devem ser seguidas para aumentar as possibilidades de publicar artigos científicos no periódico. Segundo a presidente do evento, dra. Maria Helena Lesqueves Sandoval, a principal meta era aliar fomentação científica e integração social. “A experiência trouxe resultados positivos”, afirma. O dr. Carlos Jaques Mazzei Ferreira, presidente regional, destacou a área de exposição destinada à indústria farmacêutica como um dos motivos de orgulho da organização:“Havia estandes de ótima qualidade. Alguns na entrada do Centro de Convenções chamavam a atenção pela grandiosidade”. A programação social foi intensa, culminando com a festa "O sonho não acabou" ao som da banda Clube Big Beatles. “A dra. Maria Helena Lesqueves Sandoval pode desfrutar os louros de o estado ter sediado o evento com tamanho sucesso científico, social e de mídia”, elogia o dr. Jaques. “Agradeço também a honrosa participação dos colegas capixabas, da diretoria regional, das comissões científica e social, e em especial ao dr. Paulo Sérgio Emerich, presidente da Comissão Científica, pela excelente programação. Além das funcionárias Elza e Camila”, finaliza.

No dia 16 de março de 2007, a Regional do Rio Grande do Sul iniciou sua programação científica com o Curso Avançado de Toxina Botulínica, ministrado pela dra. Denise Steiner, “uma excelente abordagem acerca do assunto” segundo a presidente regional, dra. Berenice Capra Valentini, que avalia: “Foi prestigiada por mais de 80 dermatologistas presentes, o que corroborou o sucesso do evento”. Nos dias 18 e 19 de maio foi a vez do Curso Teórico e Prático de Criocirurgia, com o dr. Dácio Burjato. “Esse também foi outro evento conceituado, haja vista o procedimento fazer parte de nossa rotina de consultório, além de o palestrante ter vasta experiência no tema”, afirma a dra. Berenice. Ainda de acordo com a Diretoria, neste semestre será realizado mais um curso teórico-prático, dessa vez de eletrocirurgia, por videotransmissão, com a participação da dra. Laisny Guimarães.

Bahia sediará a XXVII Jornada Norte-Nordeste A Regional Bahia sediará, em 2008, a XXVII Jornada Nor te-Nordeste de Dermatologia, junto com a XVI Jornada Baiana de Dermatologia. “Estamos planejando o evento. Nos próximos comunicados informaremos mais detalhes”, revela a presidente regional, dra. Irene Spinola.

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Jornal da SBD - Nº 3 Maio / Junho 2007 by Sociedade Brasileira de Dermatologia - Issuu