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Jornal da SBD - Nº 3 Maio / Junho 2008

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Editorial Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira

www.sbd.org.br

Diretoria 2007-2008 Presidente - Alice de Oliveira de Avelar Alchorne Vice-presidente - Omar Lupi Secretária-geral - Ryssia Florião Tesoureira - Claudia Pires Amaral Maia 1a secretária - Célia Kalil 2o secretário - Josemir Belo

Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano XII - no 3 - maio-junho - 2008 Coordenador médico - Paulo R. Cunha Conselho editorial - Alice Alchorne, Omar Lupi, Ryssia Florião, Claudia Pires Amaral Maia, Célia Kalil, e Josemir Belo Jornalista responsável - Andréa Fantoni - Reg. MTB/RJ n0 22.217 JP Redação - Andréa Fantoni Editoração eletrônica - Nazareno N. de Souza Estagiária - Ana Luíza Reyes Contato publicitário - Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18o andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Sol Gráfica

Sumário

Paulo R. Cunha - Coordenador médico do Jornal da SBD

C

ontinuamos com nosso propósito de dar créditos aos indivíduos que criaram e continuam a construir nossa sociedade, levando ao público informações de interesse e leitura prazerosa. Nossa coluna Linha do Tempo, iniciada em 1888, segue rumo ao tempo presente.Vale a pena lembrar alguns fatos ocorridos nos últimos anos da década de 1980 e início da seguinte, entre eles, a primeira campanha de combate ao câncer de pele, o elevado nível de inflação anual que atingiu o Brasil e a simbólica queda do Muro de Berlim. Construído Prof. Dr. Paulo pela URSS para separar duas ideologias políticas inimigas, o comunismo e R. Cunha o liberalismo econômico, sua queda foi emblema de uma importante transformação para a humanidade. É gratificante a notícia de que brevemente teremos mais conforto e agilidade para atender a nossos associados. A reforma e ampliação da sede da SBD já tiveram início, e as obras têm previsão de entrega antes do final do ano. Na página 11, vale a pena conferir as informações sobre os aparelhos de laser e, de maneira objetiva, as vantagens e desvantagens de se investir em um. Na coluna “Fronteiras da Dermatologia”, a dra. Neuza Valente relata os avanços da imunohistoquímica, realçando a importância do seu emprego na dermopatologia. Conheça também a influência dos hormônios na pele. A dermatologista dra. Denise Steiner e o ginecologista dr. Rogério Bonassi, de forma sucinta porém profunda, explicam o que há de novo nessa área do conhecimento. Notícias também sobre a realização do primeiro TED Especial, que teve grande adesão e foi um marco nas conquistas de nossa sociedade. Não deixem de ler na página 13 pérolas publicadas nos meses de fevereiro, março e abril de 2008 no Journal of Investigative Dermatology.Trata-se de resumos dos artigos “Eficácia a longo prazo do infliximab na hidradenite supurativa”, “Auto-anticorpos transglutaminase na Dermatite Herpetiforme” e “Metotrexate x ciclosporina na psoríase”. Nosso objetivo é, através dessas traduções, oferecer publicação de pesquisas originais de alta qualidade e informações novas de todos os aspectos da biologia cutânea e doenças da pele. Gostaria de aproveitar para recomendar a leitura da reportagem sobre as peculiaridades da dermatologia na Coréia do Sul, país que será sede do Congresso Mundial de Dermatologia em 2011. Nossa matéria de capa aborda a teledermatologia, assunto atual com tendência a significativa expansão, e por isso mesmo selecionado para o destaque. Não percam e, principalmente, não deixem de aproveitar as dicas da coluna "Recomende", preparada por Ana Luíza. E, para concluir, ainda no embalo do clima romântico do mês dos namorados que passou, sugiro que façam uma viagem lendo a matéria sobre os casais de dermatologistas. Boa leitura! Prof. Dr. Paulo R. Cunha - Coordenador Médico do Jornal da SBD

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Palavra da Presidente Começam as obras na sede SBD no Dia Mundial do Meio Ambiente O dermatologista na luta contra o tabagismo Dermatologia na Coréia do Sul A influência dos hormônios na pele AMB: finalidade e ações Investir em aparelhos de laser: vantagens e desvantagens Primeira etapa do TED Especial foi um sucesso Pérolas do Journal of Investigative Dermatology Participação de associados em eventos médicos Painel Amor à flor da pele Tudo pronto para o 63o Congresso da SBD Fronteiras da Dermatologia Vultos da Dermatologia: dr. Edson Virgilio Martins Linha do Tempo Serviços Credenciados Recomende Departamentos Regionais

Matéria de capa Teledermatologia em expansão na SBD

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Palavra da Presidente

N

Alice de Oliveira de Avelar Alchorne

a nossa gestão, a Educação Médica Continuada em Dermatologia é menina-dosolhos. Nesses 18 meses de trabalho na SBD realizamos inúmeros eventos, com a colaboração dos coordenadores dos departamentos, a seguir relacionados:

Alergia dermatológica – 2 eventos (RS e MG) Alergia dermatológica e Dermatoses ocupacionais (GO) Geriatria (GO) Dermatoscopia e Fotografia dermatológica digital (PE) Laser (RJ) Cosmiatria (SP) Cosmiatria itinerante (PI, ES e BA) Doenças infecciosas e parasitárias e DST (SP) Unhas (RJ) Psicodermatoses (RJ e SP) Dermatologia tropical e meio ambiente (SP)

O Conselho Deliberativo criou o Departamento de Teledermatologia em setembro de 2007. Para desenvolver

Alice de Oliveira de Avelar Alchorne

as atividades desse Departamento, nossa Diretoria, com a colaboração incansável do coordenador Ivan Semenovitch, montou uma estrutura na sede da SBD para transmissão de palestras on-line. Já foram realizados quatro eventos (Laser, Novidades do Meeting da AAD, O fumo e a pele e Cosméticos para cabelo). Para o segundo semestre já estão programados outros eventos: Cosmiatria e Laser (SP), mais quatro de Cosmiatria itinerante (RS, PA, SE, AM), Geriatria (PR), Imagem (GO), Alergia (PE), Hanseníase (BA), IV Jornada de Câncer de Pele (SP) e diversas palestras on-line. Gostaria de agradecer aqui a grande colaboração de todos os que trabalham para a realização desses eventos: funcionários da SBD, coordenadores dos Departamentos, palestrantes e toda a Diretoria, mas dar destaque à atuação do nosso coordenador dos Departamentos, dr. Josemir Belo (PE), que é segundo secretário da SBD. Aos associados peço que prestigiem nossos eventos com sua presença e desejo que os conhecimentos adquiridos lhes possam ajudar a desempenhar a Dermatologia com embasamento científico.

Calendário - 2008 Regionais - Agosto de 2008

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8 9 9 15 e 16 16 16 22 22 23 23 23 23 23 27 27 30

47o Jornada Paranaense de Dermatologia - Curitiba - PR 4o Curso EMC-D - Simpósio: Como eu trato? - Jornada HC-FMUSP X Jornada de Dermatologia Cosmiátrica da Policlínica Geral do RJ Quinta Dermatológica - Maceió - AL Reunião Ordinária - ADS / Curso Teórico e Prático de Preenchimento com Ácido Hialurônico - Porto Alegre - RS XLIX Jornada Goiana de Dermatologia - Goiânia - GO Reunião Clínica Dermatológica - Cuiabá - MT 6a Reunião Ordinária Mensal - Niterói - RJ II Jornada Catarinense de Dermatologia - Terapêutica - Balneário Camboriú - SC Reunião Científica mensal - AMMG / Curso prático - Serviço Cred. da SBD - Belo Horizonte - MG Curso de Hanseníase - Hotel Blue Tree - Salvador - BA Curso Teórico-prático de Toxina Botulínica e Preenchimento - Recife - PE III Jornada Mato-Grossense de Cosmiatria - Cuiabá - MT Reunião Científica - João Pessoa - PB DermaSábado - Recife - PE Curso de Cirurgia Avançada - Niterói - RJ 4a Reunião Dermatológica do DF - Dermatologia Pediátrica - Brasília - DF Curso de Alergia Dermatológica - Belém - PA Reunião Mensal - Rio de Janeiro - RJ Reunião Científica - São Luís - MA Reunião Clínica Mensal - SDHUCAM - Vitória - ES

SBD Regional PR SBD Regional SP SBD Regional RJ SBD Regional AL SBD Regional RS SBD Regional GO SBD Regional MT SBD Regional Flum. SBD Regional SC SBD Regional MG SBD Regional BA SBD Regional PE SBD Regional MT SBD Regional PB SBD Regional PE SBD Regional Flum. SBD Regional DF SBD Regional PA SBD Regional RJ SBD Regional MA SBD Regional ES

Academy 2008- Academia Americana de Dermatologia - Hyatt Regency

Chicago - EUA

Internacional 30-7 à 3-8

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Fotos: Andréa Fantoni e Ana Luíza Reyes

Começam as obras na

sede S

exta-feira 13 não foi dia de azar, nem de gato preto, muito menos de espelho quebrado. Foi, sim, dia de Santo Antônio e, mais, aconteceu a primeira martelada da obra da nova sede da SBD. Durante esse final de semana de junho, todas as paredes do 17o andar foram quebradas para configurar o grande salão que vai abrigar a administração da entidade. Essa primeira etapa está prevista para acabar em setembro. A aquisição desse andar, pela atual diretoria, duplicará as instalações da SBD, que passa a ter 760m2, em dois pavimentos. O projeto considera soluções ajustadas à preservação ambiental, segundo a arquiteta Neuza Mar tinez. A iluminação utilizará lâmpadas econômicas, com luz fria e alógena. O sistema de ar condicionado será tipo split, que proporciona melhor confor to ambiental com o mínino de gasto energético, além de os modernos aparelhos não utilizarem gases prejudiciais à camada de ozônio. “Os móveis e as marcenarias em geral utilizarão madeiras com cer tificado e madeiras de reflorestamento. Todos os circuitos elétricos serão projetados para permitir o uso da iluminação setorizada e refeitos com nova fiação e quadros de luz e força, evi-

tando perda de energia”, comenta Neuza Mar tinez. Para as janelas da entidade, estão previstas cor tinas tipo persiana, visando impedir que a entrada do sol aqueça os ambientes e aumente a necessidade do condicionamento de ar. A diretoria planeja para o segundo andar a biblioteca, salas de reuniões, auditório, sala de espera, recepção e banheiros para visitantes e convidados. Nesse espaço acontecerão diversas atividades voltadas para o associado. Jornal da SBD

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Ação social

5 de junho

Dia Mundial do Meio Ambiente

A

Fotos: Andréa Fantoni

SBD comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente, no último dia 5 de junho. No mundo todo, essa data é aproveitada para chamar a atenção para os problemas e para a necessidade urgente de medidas na área de preservação ambiental. Preocupada com os resultados da atividade humana sobre a camada de ozônio e os conseqüentes danos à pele, a entidade também abraçou essa

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A dra. Michele Monteiro em palestra na Escola Municipal Professora Zuleika de Alencar

causa. Foi criada a campanha “SBD é branca, parda, preta, amarela e VERDE”, que incluiu a distribuição de folhetos educativos e cartazes, além de aula em slides.Também foi feito hotsite, no site voltado para o público da entidade, sobre proteção solar, enfatizando a importância da preservação da camada de ozônio.


O dermatologista na luta contra o

tabagismo

Distribuição de folhetos na praia da Barra, com a participação de alunos da rede municipal

P Segundo o coordenador da campanha e vice-presidente da entidade, dr. Omar Lupi, esse evento agora faz parte do calendário oficial da sociedade.“Como cidadãos e representantes de uma sociedade médica, nós devemos nos engajar na causa da preservação ambiental e em políticas ecologicamente sustentáveis. Essa campanha é de importância fundamental”, afirma. Como parte das atividades, a dra. Michele Monteiro, residente da Policlínica do Rio de Janeiro, voluntariamente realizou palestra para alunos da Escola Municipal Professora Zuleika de Alencar, na Barra, no Rio de Janeiro. O tema principal era proteção solar e preservação da camada de ozônio, mas as crianças fizeram perguntas desde como cuidar da acne até sobre doenças sexualmente transmissíveis. “Através dessas ações, podemos divulgar a importância da nossa especialidade e o devido valor da prevenção de doenças. A experiência de participar desse projeto foi muito gratificante, principalmente pela oportunidade de levar informações a crianças, lembrando que elas, além de divulgarem os conhecimentos recebidos a outros colegas, também o fazem no seu círculo familiar, dando dimensão ainda maior à nossa ação”, ressalta a dra. Michele Monteiro. Também foram encaminhados materiais educativos para as escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro cadastradas no projeto Amigos da Escola, bem como para os Serviços e as Regionais da SBD.

ara celebrar o Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto de 2008, a SBD realizará a campanha “Pare de fumar ou sinta na pele”. A meta é prestar esclarecimentos sobre o fumo e suas conseqüências na pele. Serão distribuídos cartazes para as Regionais e os Serviços Credenciados, criado um espaço no site da entidade para o público leigo, além de promovida ampla divulgação do tema na mídia. Para a atualização dos médicos, está disponível no site da SBD a palestra “O tabagismo e suas consequências na pele”,proferida via internet pelo dr. Marcus Maia, que faz considerações sobre os danos do cigarro na pele, destacando, entre outros pontos, que os fumantes apresentam envelhecimento facial mais evidente e maior quantidade de rugas do que não fumantes. Segundo o dr. Marcus Maia, os efeitos do tabagismo na pele, apesar de intensos, são pouco divulgados e mesmo desconhecidos dos médicos. Ele sugere que esses problemas sirvam como elemento de combate ao hábito de fumar. “A preocupação com a beleza e com o aspecto da pele pode ser mais importante para o indivíduo do que com os efeitos internos da nicotina. Os argumentos dermatológicos colocam o dermatologista na luta contra o tabagismo, fato que até hoje não foi explorado”, explica. Ele afirma ainda que, além das rugas profundas, verdadeiras dobras da pele, a nicotina provoca alterações cutâneas que dificultam a cicatrização, como alargamento de cicatrizes e resultados precários nas cirurgias plásticas, principalmente na face.“O efeito da nicotina está centrado nas fibras de colágeno e elástico, ou seja, as mesmas fibras que compõem o pulmão. Portanto, as conseqüências do hábito de fumar ocorrem paralelamente na pele e no pulmão. Dessa forma, a pele pode ser significante marcador da doença pulmonar obstrutiva crônica”, afirma. Jornal da SBD

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Entrevista com o prof. Soo-Chan Kim feita pelo prof. Paulo Cunha

Dermatologia na Coréia do Sul JSBD - Fale brevemente sobre sua trajetória profissional. Soo-Chan Kim - Formei-me pela Yonsei University College of Medicine, de Seul, em 1978, e concluí a residência no Departamento Prof. Soo-Chan Kim de Dermatologia do Hospital Severance, em 1983.Terminei meu doutorado em 1986, na Yonsei University Graduate School of Medicine. Fiz meu pós-doutorado como pesquisador visitante no Departamento de Dermatologia da Johns Hopkins University, em Baltimore, de 1988 a 1990. Atualmente sou professor titular do Departamento de Dermatologia da Yonsei University College of Medicine. Meu principal interesse são as doenças bolhosas. Fui nomeado secretáriogeral da Comissão Organizadora do 22o Congresso Mundial de Dermatologia, que será realizado em Seul, de 24 a 29 de maio de 2011.

JSBD - Poderia nos dar um panorama geral da dermatologia em seu país? SCK - Na Coréia a dermatologia começou no final do século XIX, quando a medicina ocidental chegou ao país por intermédio de médicos missionários americanos. Desde então a dermatologia coreana muito se desenvolveu.

A Associação Coreana de Dermatologia (KDA) foi fundada em outubro de 1945. Na primeira assembléia geral, em 1947, havia o total de 48 membros.Atualmente contamos com 1.641 membros ativos. A KDA realiza dois encontros anuais, o da primavera, em abril, e o do outono, em outubro. A 60a edição do encontro anual da primavera ocorreu em abril passado. A Sociedade Coreana para Dermatologia Investigativa (KSID), que conta com 300 membros, foi fundada em 23 de março de 1991, com o propósito de promover a pesquisa em dermatologia.

JSBD - Quantos centros de treinamentos em dermatologia há atualmente na Coréia? Como é feito o treinamento de um dermatologista? Quantos especialistas há no país? SCK - Hoje temos 42 faculdades de medicina, 63 hospitais-escola com treinamento em dermatologia e 211 professores na Coréia. Em 2008, somos 1.641 especialistas em dermatologia. Para se tornar dermatologista são necessários um ano de internato e mais quatro anos de residência.

JSBD - Quais os principais desafios dos dermatologistas e das sociedades médicas na Coréia? SCK - Temos um sistema nacional de seguro-saúde administrado pelo governo coreano, que procura manter o custo baixo. Por isso, os médicos coreanos estão cada vez mais interessados em tipos de tratamento médico que não são

Coréia do Sul apresenta diversidades: prédios modernos e templos A capital da Coréia do Sul, Seul, é uma cidade cosmopolita com seus templos, monumentos, parques e praias, às margens do rio Han. Abriga luxuosos palácios como o de Gyeongbokgung e o de Changdeokgung. Como nos grandes centros, o turista pode encontrar bairros como o Daehangno, onde artistas circulam pelas ruas e que guarda simpáticas casas de espetáculos e bares. Há também o elegante bairro de Apgujeong, com várias lojas de departamentos.

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cobertos pelo seguro-saúde, como a dermatologia cosmética e a cirurgia – e essa situação de alguma maneira interfere na confiabilidade do serviço médico. Apesar de essa condição ser uma tendência mundial, devemos encará-la como uma crise bastante eminente. Outro grande problema é que há muitos médicos na Coréia, dermatologistas incluídos, e a concorrência intensa torna-se inevitável.

JSBD - Como é o atendimento público e privado da dermatologia? SCK - Nosso sistema de assistência à saúde é parecido com o dos Estados Unidos.Todo paciente pode utilizar os serviços públicos e privados sem limitação e pode escolher os médicos.

JSBD - Fale um pouco sobre suas expectativas em relação ao 22o Congresso Mundial de Dermatologia, que ocorrerá na Coréia. SCK - O 22o Congresso Mundial de Dermatologia (WCD) será realizado no Centro de Convenções Coex, em Seul, de 24 a 29 de maio de 2011. É o local ideal para esse importante evento internacional, e a estação do ano também é muito apropriada. Os membros da Comissão Organizadora estão empenhando os melhores esforços, em cooperação com a Ilds, para propiciar aos dermatologistas do mundo todo as melhores oportunidades para aprender, compartilhar conhecimentos e estreitar os laços de amizade. O site do Congresso já está em operação — www.wcd2011.org — e contém informações atualizadas. Desde o primeiro Congresso Mundial de Dermatologia, realizado em Paris, em 1889, esta será a segunda vez que o evento ocorre na Ásia, depois do encontro de Tóquio, em 1982. Esperamos receber cerca de 20 mil participantes e mais da metade deve vir de países asiáticos. Esse congresso será uma grande oportunidade para os dermatologistas asiáticos, os da Coréia também, naturalmente, no sentido de mostrar seus resultados de pesquisa e trocar conhecimentos e experiência com colegas do mundo todo. Atualmente somos testemunhas da onda colossal da globalização em várias áreas, e a dermatologia não é exceção. Sem dúvida, o 22o WCD em Seul será um campo dinâmico e intenso para intercâmbios. Paraíso das compras, duas ótimas opções de consumo são o mercado de Dongdaemun, ponto forte em roupas, e o Yongsan Eletronics Market, com diversificação em eletrônicos e produtos high-tech. Outra cidade importante é Daegu, a quarta maior do país, centro político, econômico e artístico, situada no sudoeste da Coréia do Sul. Para quem visitar a cidade, vale a pena seguir até Gyeongju. Lá está o maior templo de Bulguksa e a gruta Seokguam, com um belíssimo buda, guardião do mar. O excepcional complexo arquitetônico religioso foi eleito pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em 1995, patrimônio da humanidade. Jornal da SBD

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A influência dos

hormônios na pele D

urante a menopausa, o corpo da mulher passa por diversas transformações. A diminuição dos níveis de estrogênio é acompanhada por ondas de calor, perda de massa óssea, atrofia dos tecidos genitais e diminuição da libido. Na pele, os principais efeitos do hipoestrogenismo são desidratação, afinamento, diminuição do colágeno e aumento da flacidez. Segundo o ginecologista dr. Rogério Bonassi Machado, professor adjunto da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP) e secretário-geral da Sociedade Brasileira de Climatério, após a menopausa as fibras de colágeno diminuem no ritmo de 2,1% ao ano, mas essa velocidade pode variar dependendo da coexistência de fatores de risco, como a exposição solar e o tabagismo. Além disso, as alterações vasculares características do climatérico reduzem significativamente a capacidade de retenção de água pelas células e diminuem a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas. “A soma desses efeitos torna a pele fina, seca, enrugada, flá-

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Com a TRH, a pele fica mais hidratada e a perda de colágeno é minimizada, mas existem outros recursos disponíveis para o tratamento cutâneo, como hidratantes e ácidos antioxidantes. Cabe ao médico avaliar

”

cida e quebradiça”, explica. Na opinião da dra. Denise Steiner, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD, o hipoestrogenismo tende a acelerar o envelhecimento cutâneo. Hoje, com o aumento da expectativa de vida, a mulher passa grande parte de sua existência no período pós-menopausa. Por isso, as modalidades terapêuticas que aumentam a qualidade de vida das mulheres nessa fase têm adquirido cada vez mais importância. A terapia de reposição hormonal (TRH) é utilizada, entre outras funções, para eliminar os sintomas do hipoestrogenismo. Os efeitos dessa reposição sobre as alterações cutâneas da menopausa vêm sendo estudados há tempos. De acordo com o dr. Bonassi, existem evidências mostrando que a TRH pode limitar o envelhecimento da pele, mantendo o tônus elástico.“Em estudo duplo-cego e placebo controlado, o uso da terapêutica de reposição hormonal sistêmica associou-se a aumento da espessura cutânea. O declínio dos níveis de colágeno que acompanha a menopausa é revertido pela administração tópica ou sistêmica de estrogênios”, observa. “Uma vez que várias são as associações hormonais disponíveis em TRH, os resultados dos estudos mais recentes podem apresentar diferenças. Avaliando a pele por meio de biópsia, o uso de estrogênios


Foto: Osmar Bustos

conjugados via oral ou de 17 beta estradiol transdérmico associou-se a aumento de 1,8% a 5,1% no colágeno após 12 meses de TRH. Em outro estudo, utilizando a medida da espessura da pele por ultra-sonografia, pôde-se demonstrar que o uso de 17 beta estradiol em adesivo ou gel propiciou aumento de 7% a 15% na espessura da pele, igual ao encontrado com o uso de estrogênios conjugados por via oral, também utilizado por 12 meses consecutivos. Marcadores indiretos de ação sobre o colágeno também foram avaliados, sendo que a aplicação tópica de 17 beta estradiol determinou aumento da hidroxiprolina em 38% após três meses”, complementa o dr. Bonassi. Apesar dos evidentes benefícios da reposição hormonal para a pele, a dra. Denise Steiner lembra que devem ser levados em conta os riscos de cada paciente. “Por se tratar de terapia individual, em cada situação haverá risco/benefício correspondente. Com a TRH, a pele fica mais hidratada e a perda de colágeno é minimizada, mas existem outros recursos disponíveis para o tratamento cutâneo, como hidratantes e ácidos antioxidantes. Cabe ao médico avaliar”, diz. A indicação do tempo de uso da terapia de reposição hormonal também deve levar em conta as especificidades de cada caso. “Na atualidade, não existem recomendações para se limitar o tempo de uso da TRH. As principais entidades internacionais, como a International Menopause Society e a North American Menopause Society e, no Brasil, a Sociedade Brasileira de Menopausa, apontam em suas diretrizes para a avaliação constante dos benefícios em contraposição aos riscos individuais”, esclarece o dr. Rogério Bonassi. O tempo de cinco anos foi colocado em destaque após a publicação dos resultados do estudo Women´s Health Initiative (WHI), que mostraram aumento no risco do câncer de mama (RR = 1.26) e de infarto do miocárdio (RR = 1.29) após 5,2 anos de terapia. No entanto, o mesmo estudo envolvendo mulheres histerectomizadas, que usaram apenas estrogênios, não demonstrou aumento no risco dessas doenças, após sete anos. Outros estudos utilizando hormônios distintos também não apresentaram riscos equivalentes. Não havendo evidências consistentes que apontem para um período limite de uso da TRH, a continuidade do tratamento depende da manutenção dos benefícios e do aparecimento de eventos adversos. “Leva-se em consideração fundamentalmente o impacto dessa modalidade terapêutica sobre a qualidade de vida da mulher, por vezes suficiente para o uso prolongado e seguro”, explica o dr. Bonassi. A TRH é geralmente instituída no início do climatério, quando os riscos cardiovasculares são menores. Segundo a dra. Denise Steiner, não é conveniente iniciar a terapia hormonal muitos anos após instalada a menopausa.“Muitas mulheres realizam a reposição durante anos, com resultados excelentes para sua saúde como um todo”, conclui.

Presidente da AMB, dr. José Luiz Gomes do Amaral

AMB:

finalidade e ações

A

Associação Médica Brasileira (AMB), fundada em 1951, tem a missão de defender a dignidade profissional do médico e a assistência de qualidade à saúde da população brasileira. É formada por 27 Associações Médicas Estaduais e 396 Associações Regionais. Compõem o seu Conselho Científico as 48 Sociedades Médicas, que representam as 53 Especialidades reconhecidas no Brasil. A AMB integra o Conselho da Associação Médica Mundial e é fundadora da Comunidade Médica de Língua Portuguesa. Buscando o aprimoramento científico e a valorização profissional do médico, desde 1971, a AMB concede Títulos de Especialista e Certificados de Área de Atuação aos médicos aprovados em rigorosas avaliações. Por meio da Comissão Nacional de Acreditação, a AMB também administra os créditos necessários para atualização dos Títulos de Especialista. A Associação tem atuado junto ao Ministério da Educação e no Congresso Nacional pela regulamentação da criação e renovação das autorizações de funcionamento de cursos de Medicina. As escolas médicas devem atender a requisitos básicos como: corpo docente capacitado na área médica, oferta de vagas de residência médica, unidades próprias de internação, ambulatorial e de emergência, centros cirúrgicos e obstétricos. Desde 2000, a AMB elabora diretrizes médicas baseadas em evidências científicas para auxiliar o médico nas decisões clínicas. As Sociedades de Especialidade afiliadas à AMB são responsáveis pelo conteúdo informativo e pela produção de diretrizes em sua respectiva área de atuação, que podem ser acessadas pelo site www.projetodiretrizes.org.br. O Programa de Educação Médica Continuada (EMC) atualiza o conhecimento científico. Desenvolvido em parceria com o Conselho Federal de Medicina, o programa é gratuito, a distância e aberto à participação de todos os médicos brasileiros. A Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) define a integralidade dos procedimentos que compõem a assistência médica, ordenando, a partir da hierarquização, a valorização do profissional. Com objetivo de permitir uma distribuição de profissionais de saúde que possam melhor atender às necessidades da população brasileira, a AMB defende o Plano de Carreira, Cargos e Salários para o Sistema Único de Saúde. Jornal da SBD Ano XII n. 3

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Investir em aparelhos de laser:

Divulgação

vantagens e desvantagens A

tecnologia do laser invadiu o mercado dermatológico, além de revelar nova perspectiva para o dermatologista. Esses aparelhos proporcionam tratamentos mais potentes e rápida recuperação da pele dos pacientes. A dra. Célia Kalil, membro da Diretoria Executiva da SBD, tem observado ultimamente aumento de publicações referentes aos aparelhos que utilizam a tecnologia do laser fracionado, tais como CO2 e erbium, com a finalidade de melhora nas rítides da face, com potencial de menos efeitos adversos, em comparação aos aparelhos de laser não fracionados de CO2 e erbium, e com o mínimo de tempo de recuperação. “Eles são indicados para fotorrejuvenescimento minimamente ablativo ou invasivo da face”, exemplifica. E faz um alerta:“O uso de tecnologia de ponta, como a desses aparelhos, requer constante aperfeiçoamento e estudo do dermatologista, em prol do desenvolvimento de suas habilidades”. O coordenador do Departamento de Laser da SBD, dr. Alexandre Filippo, considera o Pixel o aparelho de erbium mais utilizado. “No entanto, agora está entrando no mercado o Starlux, ponteira 2940nm fracionada, que permite trabalhar ao mesmo tempo com pulsos longos e cur tos, proporcionando maior atuação no tecido”, comenta. “Os aparelhos de laser de CO2 fracionado são o Active FX e o Smartxide. Bastantes seguros, eles proporcionam recuperação em torno de sete dias, com resultados estéticos excelentes. Suas principais indicações são para fotoenvelhecimento, de moderado a severo, e cicatrizes de acne.” Segundo a dra. Célia Kalil, a tecnologia que abrange laser, luz intensa pulsada e afins, tem sofrido constantes atualizações. De acordo com estudos, os aparelhos com radiofreqüência e infravermelho melhoram a elasticidade da pele, assim como a flacidez. “Atualmente, por exemplo, já existem ponteiras para aparelhos de radiofreqüência que servem no tratamento da lipodistrofia ginóide”, comenta.

I n v e s t i m e n t o P

ara ambos os especialistas, é importante conhecer bem as necessidades pessoais para avaliar o quanto vale a pena investir nesses maquinários. “Sugiro muita calma para tomar essa decisão,além de fazer estudo de mercado, da relação custo/benefício. Outro fator fundamental é ter um bom treinamento. O ideal é ter a máquina 24 horas disponível no consultório, mas isso é muito difícil, pois, além do grande investimento, quando terminamos de pagá-la, outros aparelhos mais modernos surgem no mercado”, comenta o dr.Alexandre Filippo. Para a dra. Célia Kalil, uma boa opção é partir para a locação ou participar de um grupo de consórcio de dermatologistas, repartindo o custo, transporte e manutenção do aparelho.“O conselho que eu dou é conversar com colegas que já tenham aparelhos. Observe como é a relação com a empresa na qual eles compraram e, principalmente, como é a assistência técnica. Não se deixe levar por propaganda, pois muitos resultados mostrados pelos representantes não condizem com a realidade. Caso, finalmente, compre uma máquina, solicite treinamento com um dermatologista especializado”, aconselha. O dermatologista deve dispor de cerca de 150 mil dólares para investir nesses equipamentos. Esse valor vai variar de acordo com os recursos oferecidos. Segundo o dr.Alexandre Filippo, vale a pena apostar nas máquinas plataformes.“É mais vantajoso, pois é possível adquirir as ponteiras de acordo com a necessidade e ir atualizando a máquina, sem a necessidade de fazer um novo investimento”, orienta. Em sua opinião, os preços ainda estão muito elevados para o mercado brasileiro. “Infelizmente poucos dermatologistas podem investir nessas novas tecnologias”, conclui.

As vantagens e desvantagem dos aparelhos vão variar de acordo com os efeitos que os dermatologistas pretendem atingir.“Os fracionados não ablativos causam microzonas térmicas (MTZs) na pele, com necrose e coagulação do tecido. Por outro lado, poupam a epiderme causando efeito de estímulo do colágeno, com rápida recuperação”, explica o dr. Alexandre Filippo. Esse tipo de procedimento necessita em média de quatro sessões. Ainda segundo ele, os mais utilizados são o Fraxel, que “está cada vez mais prático, necessitando de menos preparo pré-procedimento, e mais rápido na execução do tratamento, além de ser o único aparelho de laser aprovado pelo FDA, liberado para tratamento do melasma”, afirma. Outro equipamento de destaque, de acordo com o dr. Alexandre Filippo, é o Starlux, com ponteira 1540nm fracionada, que utiliza técnica de carimbo na pele, emitindo altas energias. Conseqüentemente, há maior concentração de calor na derme, levando ao aumento do estímulo do colágeno. Jornal da SBD

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Divulgação

Primeira etapa do

TED Especial foi um sucesso

Ao todo 373 pessoas participaram da prova

Divulgação

A

prova do Título de Especialista em Dermatologia (TED) Categoria Especial foi realizada em cinco capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Bahia e Porto Alegre –, cada uma delas com mais de 20 inscritos. Candidatos oriundos de outras localidades foram alocados no grupo da capital mais próxima de seu estado. Ao todo foram 373 inscrições. Essa etapa da prova é eliminatória. Quem for aprovado participará de prova prática oral no dia 29 de junho de 2008, em São Paulo, quando serão avaliados por doutores da comissão de ensino, da comissão do TED e doutores convidados de serviços credenciados da SBD. Para o dr. Silvio A. Marques, que acompanhou o evento no Rio de Janeiro, tudo esteve superbem organizado. “Com a participação de vários senhores e senhoras, mas a maioria na faixa dos 40 anos”, ilustra. Em Porto Alegre, comentou o dr. José Hermênio Cavalcante Lima Filho, o evento também seguiu sem interferências, contabilizando seis candidatos faltantes.Tanto em Belo Horizonte como na capital

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Da esq. para dir.: os drs. Berenice Capra, Célia Kalil e José Hermênio Lima, na fase que aconteceu em Porto Alegre

baiana as provas transcorreram com tranqüilidade.“A prova em Salvador foi sem anormalidades, e dela participaram 82 colegas dermatologistas”, comenta o dr. José Sanches. A Comissão do TED da SBD é formada pelos professores Maria Denise Takahashi, Bernardo Gontijo, Jackson Machado-Pinto, Silvio Alencar Marques, Artur Antonio Duarte, José Antonio Sanches Júnior, Lia Cândida Miranda de Castro, José Hermênio Cavalcante Lima Filho e Silmara Cestari, a última, membro ad hoc.


Pérolas do Journal of Investigative Dermatology Edições de fevereiro, março e abril de 2008 Eficácia a longo prazo do infliximab na hidradenite supurativa Vários estudos já demonstraram a eficácia de inibidores de fator de necrose tumoral-α no tratamento da hidradenite supurativa (HS). Mekkes e Bos investigaram por quanto tempo persiste o efeito positivo de um tratamento curto com infliximab. Dez pacientes foram tratados com três infusões e acompanhados por um ano. Todos os pacientes melhoraram em período que variou de duas a seis semanas. Após um ano, foi observada significativa redução no escore de acne e na proteína C-reativa, além de melhora na qualidade e vida. O tempo médio até a recidiva das lesões foi de oito meses e meio, e três pacientes não tiveram qualquer recidiva durante dois anos de acompanhamento. Concluiu-se que o infliximab é tratamento efetivo para HS grave, levando à redução dos sintomas por período prolongado. Br J Dermatol. 2008;158:370-4. Auto-anticorpos transglutaminase na DH Para descobrir onde e como imunoglobulinas A (IgA) auto-antígeno específicas para transglutaminase epidérmica (TGe) e transglutaminase tecidual (TGt) são geradas na dermatite herpetiforme (DH), Marietta et al. estudaram nove pacientes em dieta com quantidades normais de glúten. Os níveis de IgA antiTGt e antiTGe circulantes mostraram correlação entre si e com a extensão da enteropatia, e cerca de cinco dos 15 pacientes com doença celíaca não tratada mostraram níveis elevados de IgA antiTGe. Esses resultados indicam que o dano intestinal está associado à produção de IgA antiTGt e IgA antiTGe em pacientes com DH. J Invest Dermatol. 2008;128:332-5.

Sensibilidade de monócitos na DA: a idade importa Mandron et al. avaliaram a sensibilidade monocítica à enterotoxina B de Staphylococcus aureus (SEB) e a lipopolissacarídeo em 15 adultos com dermatite atópica (DA) majoritariamente grave e 15 crianças com DA leve. Ao contrário dos controles, na maior parte desses adultos e em grande parte dessas crianças os monócitos isolados mostraram-se hiperativados, liberando de forma espontânea grandes quantidades de IL-6, IL-10 e fator de necrose tumoral-·, e não responderam à estimulação com SEB. Algumas crianças responderam à exposição in vitro a lipopolissacarídeo. O monitoramento da sensibilidade monocítica a toxinas bacterianas poderia mostrar-se ferramenta útil na avaliação e prognóstico da DA. J Invest Dermatol. 2008;128:882-9. Metotrexate x ciclosporina na psoríase: efetividade, qualidade de vida e segurança O objetivo desse estudo foi comparar a efetividade, qualidade de vida e efeitos colaterais dos tratamentos com metotrexate e cilcosporina em um contexto refletindo a prática clínica normal. A mudança média de Pasi com relação à linha de base após 12 semanas foi de 58% no grupo do metotrexate e 72% no grupo da ciclosporina, mostrando ser a ciclosporina mais efetiva do que o metotrexate. Entretanto, o tratamento com metotrexate ou ciclosporina para a psoríase crônica em placas resultou em controle satisfatório da doença e melhora da qualidade de vida, com efeitos colaterais toleráveis. Br J Dermatol. 2008; 158:116-21

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Teledermatologia em expansão na SBD A

telemedicina começou a ser desenvolvida em meados do século XX, em função dos desafios impostos pela guerra fria. A corrida espacial e os enfrentamentos bélicos exigiram que as grandes potências encontrassem meios de garantir assistência à saúde dos astronautas e soldados, localizados a milhares de quilômetros dos centros médicos. A partir de então, o setor não parou mais de crescer. Sua popularização teve início na década de 1990, em virtude dos custos mais acessíveis das novas tecnologias e dos serviços de telecomunicação. Segundo o dr. Ivan Semenovitch, coordenador do Departamento de Teledermatologia da SBD, a telemedicina está atualmente bastante desenvolvida nos países considerados de primeiro mundo, em especial nos EUA. No Brasil, sua utilização ainda é pequena se considerarmos o tamanho de nosso país. “A telemedicina brasileira está hoje restrita a alguns centros universitários, principalmente em São Paulo e Rio Grande do Sul”, explica. Nesse meio, cabe destacar a Rute (Rede Universitária de Telemedicina), iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue), sob a coordenação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O projeto, que visa à integração e ao aprimoramento das ações de telemedicina existentes, além de incentivar o surgimento de futuros trabalhos, já reúne cerca de 60 instituições, entre hospitais e centros universitários. Para o dr. Ivan Semenovitch, um dos principais benefícios trazidos pela telemedicina é a maior facilidade na divulgação do conhecimento científico.“Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a existência de um canal de fácil acesso a grande parte da população médica permite que profissionais que não têm condições de se deslocar para os grandes centros se mantenham atualizados sem dispêndio de tempo ou dinheiro”, observa. Pensando nisso, foi criado o Departamento de Teledermatologia da SBD, uma das principais realizações da atual presidência da entidade e que atende às inúmeras solicitações dos associados nos últimos anos. “Com a criação do novo Departamento de Teledermatologia, a SBD mostrou estar antenada com as novas tecnologias que estão surgindo e preocupada com a divulgação de conhecimento

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Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a existência de um canal de fácil acesso a grande parte da população médica permite que profissionais que não têm condições de se deslocar para os grandes centros se mantenham atualizados sem dispêndio de tempo ou dinheiro

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científico para todos os seus sócios, principalmente aqueles que residem longe das capitais”, afirma o coordenador. Formado pelos drs. Ivan Semenovitch, Carlos Roberto Antônio, Francisco George Barros Leal Jr. e Andréa Miranda Godoy, o departamento vem realizando periodicamente videoconferências que podem ser assistidas ao vivo, por associados de qualquer parte do país, através do site www.sbd.org.br/medicos. As palestras acontecem sempre na última segunda-feira de cada mês, às 21h, e abordam assuntos do momento, assim como temas de interesse geral dos dermatologistas, os quais podem dirimir suas dúvidas de forma rápida e econômica. As atividades do departamento foram inauguradas em janeiro, com a videoconferência “Ecos do 2o Simpósio Internacional de Laser”, proferida pelo dr. Alexandre Filippo. Em abril, o dr. Omar Lupi apresentou as novidades do Annual Meeting da AAD, palestra que foi assistida por mais de 300 sócios. No mês seguinte, integrando os eventos do Dia Mundial sem Tabaco — comemorado em 31 de maio — o dr. Marcus Maia falou sobre as conseqüências do tabagismo na pele. Em junho, foi a vez da profa. Maria Fernanda Gavazzoni esclarecer as principais dúvidas sobre cosméticos para cabelos. “Entre os temas escolhidos para as próximas palestras


estão ‘Atualização no tratamento da psoríase’,‘Cosméticos na gravidez’ e ‘Alopecia androgenética feminina’”, informa o dr. Ivan.As conferências já realizadas podem ser assistidas na íntegra através da página da SBD na internet, bastando acessar o link “Palestra On-Line” no espaço reservado aos sócios. Outra possibilidade aberta pela telemedicina é a discussão a distância de casos clínicos, serviço já disponível no site da SBD. Através dessa ferramenta, o associado pode divulgar seus casos clínicos e compartilhar suas dúvidas com os demais profissionais da dermatologia. “O objetivo desse espaço é criar um fórum de discussão sobre o diagnóstico e a terapêutica de moléstias observadas no consultório, ambulatório ou enfermaria em que o associado atua”, explica o coordenador da mídia eletrônica da SBD, dr. Paulo Ricardo Criado. “Esse tipo de ferramenta permite, por exemplo, que um médico no Rio de Janeiro consulte um colega da Região Norte sobre um caso suspeito de alguma doença tropical rara”, complementa o dr. Ivan Semenovitch. Além de sua aplicabilidade na educação e na pesquisa, a telemedicina pode também ser utilizada na prática médica,

campo em que a dermatologia desfruta de vantagens sobre outras especialidades.“No caso da dermatologia, a telemedicina é bastante interessante, pois a maior parte dos diagnósticos pode ser feita pela simples visualização das lesões, sem necessidade de contato com o doente”, observa o dr. Ivan. Apesar de recentes, as ações de teledermatologia da SBD têm recebido atenção crescente por parte da diretoria. Com a construção da nova sede da entidade, maior espaço será destinado às atividades do departamento. Os equipamentos também serão aprimorados, havendo ampliação do software que viabiliza as palestras on-line. “No futuro, pensamos em utilizar a estrutura da teledermatologia da SBD para transmissão de aulas e cursos, integrando a Educação Médica Continuada em Dermatologia”, explica o coordenador. “Vivemos em um país cujas distâncias dificultam e encarecem o contato contínuo entre colegas e instituições de ensino e pesquisa. Daí a grande importância de uma tecnologia que acabe com essas distâncias e estimule a troca de conhecimento dermatológico”, conclui. Jornal da SBD

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Participação de associados em eventos médicos

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Dra. Cláudia Maia, membro da Diretoria da SBD

SBD não recomenda que seus associados participem de eventos sem a chancela do Conselho Federal de Medicina, da Associação Médica Brasileira ou da própria entidade. Segundo a secretária-geral, dra. Ryssia Alvarez Florião, os associados já conhecem esse paradigma. “Antes, porém, não havia sido normatizado.Agora, após reunião, resolveu-se comunicar formalmente, através de carta, o que foi estabelecido depois de estudo desenvolvido pela Diretoria”, afirma. O texto foi incluído no site da entidade, e, posteriormente, encaminhado através do Jornal da SBD.“Ficou esclarecido e divulgado que os associados são orientados e estimulados a participar de eventos com a chancela da SBD, do CFM e da AMB”, ressalta. “Noto que nós e a sociedade civil respeitamos a SBD porque através de seus membros é oferecido conhecimento confiável e ético. Também nos orgulhamos de pertencer à SBD, por essa incentivar o atendimento médico criterioso e a preservação da lealdade para com os pacientes que nos procuram. Essa união estabelece a amizade, a confiança e o respeito entre colegas. Além disso, a SBD está sempre a serviço do desenvolvimento da dermatologia, bem como fiel ao compromisso de zelar pela qualidade profissional de seus associados. Sendo então

A Tesoureira da SBD, dra. Cláudia Maia, foi recentemente convidada para participar como palestrante de evento sobre medicina estética, promovido por entidade afim, que aconteceu na Bahia. Ela declinou do convite junto à empresa organizadora. No entanto, ficou surpresa ao saber que seu nome constou no folheto de divulgação do congresso. Diante disso, segundo a especialista, foi enviada carta para a entidade questionando a inclusão indevida de seu nome e solicitando reparação. “Quero deixar bem claro que, caso meu nome seja vinculado a qualquer outra entidade que não seja a SBD, será de forma indevida. Sempre trabalhei, trabalho e vou trabalhar para a SBD, sociedade à qual sou fiel por atender plenamente a meus anseios como dermatologista”, adverte a dra. Cláudia Maia. reconhecida pelas entidades máximas da área médica, o CFM e a AMB, das quais recebe estimulante apoio. Portanto, faz-se necessário neste momento evidenciar para os colegas médicos de outras especialidades e para a população brasileira o real potencial da nossa tão querida SBD”, exalta a dra. Ryssia Alvarez Florião.

Dra. Ryssia Alvarez Florião, secretária-geral da SBD

Painel

Omar Lupi no board do JAAD O atual vice-presidente e presidente eleito para a próxima gestão da SBD, Omar Lupi, a partir de primeiro de junho e pelo período de cinco anos integra o corpo editorial do Journal of the American Academy of Dermatology.

17o Congresso da EADV – Paris 2008 Entre os dias 17 e 21 de setembro, acontecerá em Paris o 17o Congresso da Academia Européia de Dermatologia e Venereologia (EADV). As 129 sessões previstas abarcarão os diversos

campos da dermatologia, e grande espaço será destinado às novidades da área. São esperados debates interessantes, com a presença maciça das delegações não européias. “A alta porcentagem de aceitação dos convites para participação nas sessões representa um sinal significativo da aprovação da programação pela comunidade científica”, fala Alberto Giannetti, presidente da EADV.A programação social inclui coquetel de boas-vindas e uma noite de atrações e música no Arts Forains Museum (100 euros por pessoa). Mais informações no site http://www.eadv2008.com. Jornal da SBD

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Amor à flor da pele No mês dos namorados, casais dermatologistas contam suas histórias

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m 1989, os dermatologistas Hermênio Lima e Rosilene de Souza venceram concurso promovido por um laboratório médico com apoio da SBD e tiveram de ir à sede da entidade, no Rio de Janeiro, para receber o prêmio. Mal sabiam que o destino lhes reservava recompensa ainda maior.“Na fila nos conhecemos e nos interessamos mutuamente”, conta o dr. Hermênio sobre o estopim da união de quase 10 anos que gerou duas filhas. Assim como eles, muitos associados da SBD também tiveram a dermatologia como cupido. Foi o caso de Sarita Martins e Márcio Lobo, que se conheceram no Serviço Dermatológico da Universidade Federal de Pernambuco, ele, professor titular da disciplina e ela, residente. O romance começou quatro anos depois. “A convivência do dia-a-dia foi aprofundando a amizade até o nascimento do amor”, diz a médica. O hospital foi também o local de origem do amor de Maria Silvia Laborne e Jackson Machado-Pinto, quando ela começou a residência no prédio da clínica de DST, onde ele trabalhava.“Daí nasceu uma afinidade e uma sintonia que se mantêm após 23 anos”, afirma Jackson. Com a presidente da SBD, dra. Alice Alchorne, o interesse pela dermatologia surgiu por influência do namorado, Maurício. “Conheci melhor a especialidade através dele e dos amigos do Serviço Dermatológico, e fiz então a escolha pela dermatologia”, conta ela.A aproximação dos dois se dera dois anos antes, quando Alice cursava a Faculdade de Medicina da USP e Maurício estagiava no Hospital das Clínicas da Universidade.“Ele foi à festa junina que a minha turma promoveu para angariar fundos para a formatura e lá ficamos bastante tempo conversando. Após dois meses começamos a namorar”, lembra a médica. Mais do que a especialidade, foi a própria SBD que uniu os doutores Ricardo Lima e Rosane Alves.“Nos conhecemos estu-

dando dermatologia, no Hospital Universitário Gaffrée Guinle, da UNIRIO, e mantivemos o contato através dos eventos dermatológicos.Até que em uma reunião mensal da SBD-RJ, em outubro de 1996, começamos a namorar”, lembra Ricardo. Já a dermatologista Mônica Azulay sempre disse que não se casaria com um médico, muito menos de sua especialidade. Eros, contudo, tinha outros planos. No caso, foi o saudoso prof.Antônio Carlos Pereira Jr. que tentou juntar sua assistente de consultório e David Azulay. “Ele veio bater no meu ouvido que ela estava descompromissada, mas aí já era tarde, porque já estávamos saindo. Mas valeu a intenção e, por isso, ele foi nosso padrinho de casamento”, recorda David sobre o início da relação que gerou três filhos. Além de ponto de partida, a especialidade constitui também pano de fundo de inúmeros relacionamentos. Caso dos drs. Omar Lupi e Andréia Mateus, que se conheceram na enfermaria de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj. “Nossa vida pessoal é, até certo ponto, entrelaçada com a vida profissional e sempre teve como cenário a dermatologia, através da qual nos conhecemos. Nossos filhos, que ainda são pequenos, já freqüentaram mais congressos e jornadas dermatológicas do que muitos associados da SBD”, brinca o vice-presidente da entidade. A presença constante da dermatologia na vida dos casais é vista geralmente como fator agregador. Para Ricardo e Alessandra Romiti, pais de Luísa e Gustavo, o fato de trabalharem na mesma área contribui para uma relação mais compreensiva.“Fica mais fácil entendermos as dificuldades do dia-adia e as solicitações da profissão”, observam.“Dessa forma, temse uma dimensão melhor do mundo e dos personagens que povoam o quotidiano de nossas práticas e nossos interesses na dermatologia, o que facilita o entendimento das situações”,

Drs. Alice e Maurício Alchorne “Facilita muito o fato de sermos da mesma área, pois temos os mesmos eventos, mesmos materiais didáticos, mesmos colegas e amigos.”

Drs. Tereza e Oswaldo Delfini “Estamos sempre discutindo, pesquisando e estudando juntos, o que proporciona uma soma de experiências.”

Drs. Andréia Mateus e Omar Lupi “Nossa vida pessoal é, até certo ponto, entrelaçada com a vida profissional e sempre teve como pano de fundo a dermatologia, através da qual nos conhecemos.”

Drs. Sarita Martins e Márcio Lobo “A dermatologia foi o início de tudo. São 26 anos de convivência de muita harmonia e amor.”

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endossa o dr. Azulay. A tolerância deve ser ainda maior quando o fluxo de atividades profissionais é intenso, como acontece com o dr. Omar Lupi.“Além do consultório, me ocupo com a docência e o trabalho institucional na SBD. E a Andréia não só compreende como também ajuda”, afirma o médico. Outro ponto positivo é a maior facilidade para planejar a participação em reuniões, jornadas e congressos, e também para programar as férias. “Temos a vantagem de poder viajar sempre juntos para os encontros dermatológicos, podendo dar uma 'esticadinha' para conhecer lugares novos e interessantes”, apontam os drs. Ricardo e Alessandra Romiti. Ricardo Lima e Rosane compartilham dessa opinião: “Sempre participamos dos eventos juntos e aproveitamos para viajar, unindo o útil ao agradável. Ter companhia é um incentivo a mais para a atualização científica”. Os benefícios não param por aí. Para Jackson e Maria Silvia, o interesse comum pela especialidade ajuda a manter uma relação de troca de experiências, tanto pessoais quanto profissionais. “Estamos sempre discutindo casos difíceis ou dividindo preocupações, dúvidas e sucessos.Além de diversas outras coisas que temos em comum, a paixão pela dermatologia nos aproxima mais!”, afirmam. Os doutores Oswaldo e Tereza Delfini também aproveitam o trabalho comum para somar experiências. “Estamos sempre discutindo, pesquisando e estudando juntos.” Para Alice e Maurício Alchorne, o fato de trabalharem na mesma área não só contribuiu, como continua colaborando com a aproximação do casal. “Facilita termos os mesmos eventos, mesmos materiais didáticos, mesmos colegas e amigos, e ainda contarmos com a ajuda mútua nas atividades profissionais”, observam. A relação pessoal tende a facilitar a consulta profissional, permitindo que as dúvidas sejam prontamente dirimidas, o que é ainda melhor quando as áreas de atuação do casal são diferentes. “Contudo, é sempre bom tomar cuidado para não exagerar na dose de conversas sobre pacientes e problemas com o consultório”, alerta Ricardo Romiti. Além disso, quando os casos clínicos são o assunto, e os argumentos giram em torno do diagnóstico e tratamento

de alguma doença, nem sempre reina o consenso. “Como em tudo na vida, há coisas boas e ruins no fato de sermos da mesma área. Geralmente, consultamos um ao outro. Porém, algumas vezes condutas e abordagens terapêuticas são distintas e podem levar a uma bela discussão científica”, conta o dr. Hermênio. Para o dr. Jackson, esses embates profissionais são bastante positivos. “Cada um tem sua maneira de ver as coisas, e discutir isso nos faz ver ângulos que de outra maneira seriam ignorados”, observa. Muitas vezes, a intercessão entre casamento e profissão vai além da constante troca de idéias. Diversos casais de dermatologistas compartilham o mesmo local de trabalho, seja o consultório particular, seja o serviço dermatológico.“Para tornar mais fácil o convívio profissional, eu e Tereza fazemos o possível para não interferir em nossas individualidades”, explica Oswaldo Delfini. Com 26 anos de união, Sarita e Márcio acreditam que o fato de conviverem 24 horas por dia — no hospital, no consultório e em casa — nunca atrapalhou a relação. “Nunca brigamos por esse motivo, pelo contrário, nos tornamos mais amigos e parceiros.Acho que quando existe um amor verdadeiro, nada atrapalha”, declara a dermatologista. Na maior parte dos casos, porém, os horários de trabalho não coincidem, e a convivência profissional durante a prática diária é pequena. No início da amizade, no despertar da paixão, na consolidação do matrimônio. Em diversas histórias de amor, médicos dermatologistas viram sua especialidade ultrapassar os limites da carreira para interferir diretamente nas decisões do coração. Os testemunhos aqui apresentados são apenas uma pequena amostra das uniões construídas a partir da dermatologia. Pois, nessa área, mais do que em qualquer outra, o amor está literalmente à flor da pele.

Drs. Rosane Alves e Ricardo Lima “A dermatologia nos traz não apenas a realização profissional como também nos trouxe a realização afetiva.”

Drs. Alessandra e Ricardo Romiti “Trabalhando na mesma área, fica mais fácil entendermos as dificuldades do dia-a-dia e as solicitações da profissão.”

Drs. Mônica e David Azulay “A dermatologia sem dúvida foi o que nos fez encontrar e aproximar. Daí para frente, as coisas se sucederam de forma independente do nosso interesse pela especialidade.”

Drs. Maria Silvia Laborne e Jackson Machado-Pinto “Além de diversas outras coisas que temos em comum, a paixão pela dermatologia nos aproxima mais!”

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Eventos

Tudo pronto para o o

63 Congresso da SBD A organização do 63o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a ser realizado entre 6 e 10 de setembro de 2008, no Centro de Convenções do Ceará, em Fortaleza, aguarda a participação de mais de três mil dermatologistas. Segundo o dr. Heitor Gonçalves, o evento promete contribuir de forma definitiva para a formação cientifica da dermatologia brasileira. No conjunto de assuntos que serão abordados no 63o CSBD estão novidades, tais como as relacionadas à hanseníase: os fármacos, usados principalmente no controle das reações imunológicas; haverá também palestras dos renomados pesquisadores professor Marcelo Mira (PUC Curitiba) e professor Fernando Cunha (USP Ribeirão Preto). No campo da biotecnologia, serão apresentados tratamentos para psoríase, focalizando alguns produtos biológicos que acabam de entrar no mercado. Recém-lançados nos Estados Unidos, os equipamentos de alta complexidade no tratamento da pele, que unem laserterapia, infravermelho e IPL (sigla da expressão luz intensa pulsada em inglês), bem como a terapia fotodinâmica (PDT), integram as novidades tecnológicas que serão apresentadas no evento. Também serão realizados cursos práticos, com transmissão ao vivo, sobre a combinação de tratamentos: toxina botulínica, pellings, laser e preenchimento cutâneo. Segundo o dr. Heitor Gonçalves, essa atividade possibilitará a partici-

pação de maior número de dermatologistas. “Também serão ministrados simpósios teóricos, enfocando as últimas novidades na área”, completa. A programação social também está excelente. Afinal, a cidade de Fortaleza oferece diversas atrações turísticas e culturais. Participe.

Participe!

Dermatologia Solidária A Comissão Organizadora do 63o CSBD vai investir em ações de responsabilidade social. “Vamos empregar nossos esforços como profissionais médicos para contribuir com a sustentabilidade do nosso país”, afirma o dr. Heitor Gonçalves. Entre os projetos está a “Campanha para a arrecadação de brinquedos educativos junto aos congressistas”. Na área de exposição será montado um espaço chamado “Cantinho dos Brinquedos”, para que o associado deposite sua doação. Segundo a comissão, tudo o que for arrecadado será distribuído para entidades que prestam assistência a crianças carentes portadoras de neoplasias malignas, como a Casa do Menino Jesus e a Associação Peter Pan. Jornal da SBD

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Fronteiras da Dermatologia

Imuno-histoquímica A

imuno-histoquímica é atualmente, em certas situações, indispensável para a correta prática da dermatopatologia. Novos anticorpos vêm sendo lançados no mercado, melhorando ainda mais a acuidade diagnóstica ou, no campo da pesquisa, abrindo novos caminhos. Abordaremos sucintamente alguns desses avanços. A caracterização imunofenotípica de infiltrados linfóides é uma das grandes aplicações da IMH, podendo auxiliar na distinção dos linfomas e pseudolinfomas, e sendo indispensável na classificação dos linfomas. Há anticorpos já incorporados à rotina diagnóstica: para linfócitos T (CD3, CD45RO, CD43, CD2, CD5, CD7), subpopulação T helper (CD4) e T citotóxico/supressor (CD8), dos quais destacamos o CD7, antígeno cuja expressão é a mais precocemente perdida pelos linfócitos epidermotrópicos na micose fungóide. Quanto aos linfócitos B, estão disponíveis o CD20 e CD79a. Este último, mais recentemente introduzido, tem a vantagem da positividade em algumas proliferações B CD 20 negativas. Além disso, o CD79a marca também os plasmócitos, ao contrário do CD20. Há também marcador específico de plasmócitos (CD138). No tocante aos linfomas B, alguns anticorpos novos vieram auxiliar sua classificação; assim, para o linfoma B de células do centro folicular, ao marcador disponível há bastante tempo, CD10, veio somar-se o Bcl 6, expresso também nas células normais do centro germinativo do folículo linfóide. Quanto ao linfoma B do manto, além do CD5, temos o mais recente ciclina D1; para o linfoma da zona marginal, o anticorpo recentemente disponibilizado Irta-1 (immunoglobulin superfamily receptor translocation associated 1), e para o linfoma B de grandes células difuso, tipo perna, além do Bcl2, temos o mais recente MUM 1 (myeloma associated oncogene transcriptionally activated). Também recente, o anticorpo CD123, positivo nas células dendríticas plasmocitóides, proliferadas na hematodermia bastante agressiva, com fenótipo de linfócito natural killer (CD56 +), além de CD4+ e CD123+, por vezes associado ao vírus Epstein-Barr.

Em relação às lesões melanocíticas, há anticorpos marcadores já disponíveis há tempos; são o S100, HMB-45, Melan-A, também conhecido como Mart-1 (melanocyte antigen recognized by T lymphocyte). De uso mais recente e não muito popular é o Ac contra tirosinase. Um dos mais recentes Ac é o Mift-1, proteína nuclear envolvida no desenvolvimento dos melanócitos e na regulação da síntese de melanina. É positiva nos nevos e no melanoma maligno, e usualmente negativa nos MM desmoplásicos. Pode-se expressar também em macrófagos, fibroblastos, linfócitos, células de Schwann e músculo liso. Talvez não se popularize por não ser vantajoso em relação aos já disponíveis, nem em sensibilidade, nem em especificidade. No tocante aos agentes infecciosos, principalmente os virais, ao lado dos anticorpos para citomegalovírus, vírus de Epstein-Barr, herpes vírus humano (HHV) 1 e 2, papilomavírus humano (HPV), temos atualmente o anticorpo para o vírus da varicela-zóster (antígeno de HHV-3) e para HHV-8 do sarcoma de Kaposi, este último ajudando a distinguir essa entidade de outros processos vasculares neoplásicos ou não. O HHV-8 também é positivo nos linfomas associados ao HIV. Em relação a antígenos bacterianos, nada de novo de interesse dermatológico veio a se somar aos anticorpos para micobactérias e para Bartonella henselae e B. quintana, ambas agentes da angiomatose bacilar e a primeira da doença da arranhadura do gato. Em relação à pesquisa, anticorpos disponibilizados mais recentemente para investigação dos receptores Toll-like, relacionados com a imunidade inata contra agentes infecciosos de todos os tipos, têm criado várias linhas de pesquisa. Vinculada a esses estudos, a expressão do Inos (inducible nitric oxide synthase), de capital impor tância para o macrófago exercer a função de defesa contra microorganismo invasores, tem sido o foco de muitos estudos.

Neusa Yuriko Sakai Valente Dermatopatologista e médica-pesquisadora do LIM-53 da Divisão/Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Dermatopatologista do Hospital do Servidor Publico Estadual – SP

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u l t o s V da Dermatologia

Dr. Edson Virgilio Martins Por dra. Débora Teresa da Silva Ormond, presidente da SBD-MT

Regional Apresentamos o dr. Edson V i r g i l i o Martins, atualmente tenente-coronel médico da Reserva da Dr. Edson Virgilio Martins Polícia Militar (PM)/MT; cirurgião dermatológico do Centro de Referência de Alta e Média Complexidade (Cermac) da Secretaria Estadual de Saúde; e médico responsável pelo Serviço Dermatológico do Hospital Geral Universitário da Faculdade de Medicina da Universidade de Cuiabá (Unic). Nasceu em Cuiabá-MT, graduando-se em medicina em 1981, pela Universidade Federal de Juiz de Fora-MG, onde conheceu o dr. Carlos Adolpho de Carvalho Pereira, que o incentivou a ingressar no Curso de Pós-Graduação em Dermatologia, fazendo vários amigos que contribuíram para sua formação: dr. Aloisio

Cury Gamonal, prof. dr. Jacy da Silva (in memoriam), prof. dr. João Mansur (cirurgia), dra.Tereza Feital, dra.Maria Cristina Mansur (cosmiatria) e o dr. Milton Silas (micologia). Retornou a Cuiabá-MT em 1993, ingressando no Ipemat, centro de referência estadual, e na Polícia Militar. Incentivador e primeiro presidente da SBD Regional Mato Grosso, posteriormente ocupou vários outros cargos. Foi professor substituto da UFMT, membro conselheiro do CRM-MT por vários anos, diretor de Saúde da Polícia Militar de MT e diretor de Saúde da Caixa de Preferência da PM/MT. O dr. Edson Virgilio Martins representa para nós, dermatologistas mato-grossenses, além de excepcional profissional, um grande incentivador do crescimento de nossa Regional com sua humildade característica e generosidade com seus colegas, estudantes de medicina e pacientes. Companheiro, brincalhão (com ou sem seu violão), solidário, de bom papo e coração.

Mato Grosso

Rua Barão de Melgaço, 2754 - Sala 203 78020-902 - Cuiabá - MT Tel.: (65) 3028-2579 / 3623-7753 email: sbd.mt@terra.com.br Fundação: 23 de setembro de 1992

Número de associados: 48

Diretoria 2007-2008 Presidente Dra. Débora Teresa da Silva Ormond Vice-Presidente Dr. Flávio Catarino Barbosa Garcia Secretário-Geral Dr. Renato Roberto Liberato Rostey Tesoureira Dra. Sandra Franco de Assis Diretores Científicos Dra. Elizabeth Vaz de Figueiredo M. Batista Dra. Graciela Araújo do Espírito Santo Coordenadores da CNPCP Dr. Navantino Reiners Borba Dr. Roque Rafael de Oliveira Neto

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Linha do tempo

Prof. dr. Paulo Cunha

1987 – Promovida no país a primeira Campanha de Combate ao Câncer da Pele. Idealizada por Jarbas Porto quando este presidia a SBD-RJ.

1988 1988 – Promulgada a Constituição Brasileira, primeira após a redemocratização do país. 1988 – Aquisição da primeira sede própria da SBD, durante a presidência do prof. René Garrido Neves. Endereço: Avenida Nilo Peçanha, 26, no Centro do Rio de Janeiro. 1988 – A Inflação acumulada do ano de 1988 foi de 1.037,56%. 1988 – 1a Reunião de Cirurgia Dermatológica, promovida pela SBDRESP sob a presidência do prof. dr. Maurício Alchorne. Coube a coordenação ao dr. Ival Peres Rosa, então chefe de clínica dermatológica do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. Neste mesmo ano, foi criada a SBCD, tendo sido seu primeiro presidente o prof. Sampaio.

1989 1989 – Queda do Muro de Berlim.

1990 1990 – Fernando Collor de Mello primeiro Presidente da República eleito por voto direito após a ditadura militar e promulgação da Constituição de 1988.

1991 – Primeira Guerra do Golfo.

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Serviços Credenciados

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

1987

1991

O Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) realizou no dia 14 de junho sua II Jornada Dermatológica. O evento, coordenado pelo prof. dr. Renan Bonamigo, contou com cerca de 150 participantes e abordou os seguintes temas: Pioderma gangrenoso, Banco de pele, Melanoma, Pele e obesidade, Estafilococcias, Micoses profundas, Particularidades das malassézias e Dengue, além de promover uma sessão de casos clínicos. Os assuntos foram apresentados pela dra. Ligia Ruiz e por professores do Rio Grande do Sul e São Paulo.

Santa Casa do Rio de Janeiro O Instituto de Dermatologia Prof.Azulay, da Santa Casa do Rio de Janeiro, apoiou a realização do XXII Congresso de Dermatologia da Associação dos Ex-Alunos do Prof. Azulay, realizado nos dias 21 e 22 de junho. O evento contou com mais de 200 inscritos. No primeiro dia, foram realizados 12 cursos práticos e, no segundo dia, diversas aulas teóricas foram ministradas por alunos e ex-alunos do homenageado. Ao final, além das merecidas homenagens ao prof. Azulay, houve um delicioso e tradicional churrasco de confraternização. A Associação convida todos os ex-alunos do prof. Azulay a participar do correio interno do serviço que leva o nome do professor. Envie a solicitação de sua inclusão para info@dermato-santacasa.com.br.

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro O Serviço de Dermatologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) realizará no dia 26 de julho, no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, a I Jornada de Dermatologia Pediátrica. O evento homenageia a profa. Gabriela Lowy, dermatologista pioneira, reconhecida e respeitada internacionalmente, que se tem dedicado obstinadamente ao estudo das doenças dermatológicas, sobretudo em crianças. Mais detalhes no site www.sbdrj.org.br.


Confira nossas dicas culturais e dê também sua indicação, pelo e-mail comunicacao@sbd.org.br

Recomende

Exposições Brasília: Nippon – 100 anos de integração Brasil-Japão: Entre samurais, quimonos, porcelanas e origamis, a exposição apresenta a cultura nipônica através dos seus aspectos ar tísticos, aliando elementos tradicionais e modernos. Um módulo é dedicado à imigração japonesa no Brasil e à cultura nipo-brasileira. De 5 de agosto a 12 de outubro, no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (Tel.: 61 3310-7087), ter a dom, das 9h às 21h. Entrada gratuita.

Alô alô,Terezinha (estréia 4 de julho) (Brasil, 2008) Documentário sobre o grande comunicador brasileiro Abelardo Barbosa, o Chacrinha. O diretor Nelson Hoineff fez uma enorme pesquisa para contar a vida do apresentador no formato de um programa de TV. Além dos famosos bordões e da inconfundível buzina de Chacrinha, o público assistirá aos ídolos da época, como Roberto Carlos e Gilberto Gil.

Recife: Leonardo Da Vinci: Mostra de desenhos do artista italiano, com mais de 300 esboços de botânica, arquitetura e grandes invenções. Também são exibidos documentários sobre Da Vinci. Até dezembro de 2009, no Instituto de Cultura Brasil-Itália (Tel.: 81 3221-4112). Seg, das 9h às 17h, ter a sex, das 9h às 21h, e sáb, das 9h às 13h. Entrada gratuita.

Os desafinados (estréia 15 de agosto) (Brasil, 2006) O filme de Walter Lima Jr. narra a trajetória de cinco amigos que, na década de 60, formam uma banda de Bossa Nova e desembarcam em Nova York com o sonho de tocar no Carnegie Hall. De volta ao Brasil, eles acompanham o cenário político e musical do país. Com Rodrigo Santoro,Alessandra Negrini, Cláudia Abreu, Selton Mello, Ângelo Paes Leme e Jair Oliveira.

Meu irmão é filho único (estréia 4 de julho) (Mio Fratello è Figlio Único, França/Itália, 2007) O longa conta a história de dois irmãos, um fascista, outro comunista, que se apaixonam pela mesma mulher. O filme acompanha 15 anos da vida dos personagens, por meio da conturbada história sociopolítica da Itália nas décadas de 1960 e 70.

Departamentos

Dra. Márcia Senra apresenta trabalho

Psicodermatologia marca presença no 5o Simpósio de Primavera da EADV

A

psicodermatologia ganhou espaço no 5o Simpósio de Primavera da Academia Européia de Dermatologia e Venereologia (EADV), que aconteceu em Istambul, na Turquia, entre os dias 22 e 25 de maio de 2008. Durante o evento, foi promovido o encontro da Sociedade Européia de Dermatologia e Psiquiatria (ESDaP). O programa do encontro incluía 13 cursos, 18 simpósios e quatro conferências, além de sessões sobre as novidades da área. O destaque da programação foi a conferência do prof. dr. Stephen Katz, intitulada “Advances and Opportunities in Skin Biology and Skin Disease Research”. A dra. Márcia Senra, coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da SBD, participou como palestrante, apresentando o tema “A utilização da psicoterapia breve dinâmica em transtorno de estresse pós-trauma em pacientes dermatológicos”.

Logo após o evento, a dra. Márcia seguiu para Giessen, na Alemanha, a convite do prof. dr. Uwe Gieler, a fim de conhecer o Serviço de Psicodermatologia da Universidade Justus-Liebig. “O prof. Uwe coordena um grupo de terapeutas que dão suporte aos pacientes nas áreas de arteterapia, musicoterapia, terapia de grupo e terapia individual, tanto para os pacientes internados como para os ambulatoriais, complementando o tratamento dermatológico”, explica a médica, que teve a oportunidade de apresentar a esse grupo a palestra “Transtorno de estresse póstrauma em pacientes dermatológicos no Hospital Público Geral de Ipanema”.“Todo esse conhecimento compartilhado reforça a importância de ampliar os estudos na área de psicodermatologia, já que a conexão pele-cérebro é a base da observação de que um enorme grupo de doenças dermatológicas é exacerbado pelo estresse psicológico” aponta a dra. Márcia Senra. Jornal da SBD

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Regionais Piauí Paraná Bahia

Minas Gerais Goiás Rio de Janeiro

Piauí

No último dia 31 de maio, foi realizado o I Curso Itinerante de Cosmiatria, na cidade de Teresina, no Piauí. Patrocinado pelo Departamento de Cosmiatria da SBD, o curso foi ministrado pelas médicas Bertha Tamura e Lilian Odo, e contou com a participação ativa de vários dermatologistas do estado. O evento foi composto por aulas teóricas no período da manhã e procedimentos práticos de toxina botulínica, preenchimentos e peelings durante a tarde. “Todos os participantes foram unânimes em afirmar a excelência do curso”, declarou o presidente da SBD-PI, dr. Lauro Lourival Lopes Filho.

Rio Grande do Sul Pernambuco

Paraná

A SBD-PR realizou evento na área de cosmiatria, constando de três módulos. O curso validou pontos no Programa de Educação Médica Continuada em Dermatologia. As atividades aconteceram nos dias 12 de abril, 17 de maio e 14 de junho, na Associação Médica do Paraná, tendo a participação de médicos da capital e do interior do estado, além de convidados de outras regionais. No primeiro módulo, com 98 participantes, a coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD, dra. Denise Steiner, trouxe sua grande experiência em toxina botulínica e tratamentos combinados no rejuvenescimento facial, tratamento clínico do envelhecimento e alopecia da mulher. No segundo módulo, a dra. Célia Kalil, secretária da SBD, demonstrou, para 75 participantes, as tecnologias com laser. No terceiro módulo, o dr. Jayme de Oliveira Filho falou sobre preenchedores, cuidados com a pele durante menopausa, pré e pós-parto.

Bahia No dia 27 de maio foi realizado o I Concurso de Redação da SBD-BA, com o tema “Pele, proteja quem nos protege”. Participaram alunos matriculados do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental de 27 escolas da rede municipal de Salvador. “A maioria das escolas correspondeu às nossas expectativas. Disponibilizaram sala adequada e horário específico para que todos os inscritos pudessem participar do concurso”, observou a professora Gilda Cedraz, coordenadora do projeto. Participaram em média 30 alunos por escola. Segundo a

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profa. Gilda Cedraz, o projeto recebeu total apoio da Secretaria Municipal de Educação, em especial do secretário, prof. Carlos Soares. As cinco melhores redações de cada escola serão enviadas para a coordenação do concurso e avaliadas por comissão julgadora formada por três profissionais habilitados. Serão premiados os autores das três melhores redações. A entrega dos prêmios ocorrerá no dia 16 de agosto, durante o I Simpósio Nacional de Hanseníase.


Minas Gerais

Da esq. para dir. os drs. Hector Cáceres e esposa, Katyuska Bailon, Maria Ester M. Café, Flávia Bittencourt e Bernardo Gontijo

A SBD-MG realizou, nos dias 30 e 31 de maio, a XVII Jornada Mineira de Dermatologia, com grande participação dos associados. O evento foi marcado pela excelência das palestras, contando com inúmeros convidados, entre os quais o dr. Hector Cáceres, de Lima, Peru. A cidade de Ouro Preto, sede do evento, proporcionou ambiente favorável à confraternização de todos os participantes.

Goiás

Rio de Janeiro

Entre os dias 19 e 21 de abril, foi realizado o 4o DermaRio, no Centro de Convenções do Hotel Windsor,na Barra da Tijuca. Segundo o presidente do evento, dr. Carlos Barcaui, o DermaRio se expandiu graças à credibilidade alcançada nas edições anteriores e ao trabalho em equipe da atual diretoria da SBD-RJ. No primeiro dia, foram realizados diversos cursos teóricos e práticos, além do VI Encontro de Cirurgiões Dermatológicos do Rio de Janeiro. Nos demais dias, os participantes puderam assistir a palestras sobre os mais variados temas, que foram divididos de forma a contemplar a dermatologia como um todo. Além do elevado nível científico, o DermaRio tem como característica marcante a descontração, cujo ponto alto foi a festa de confraternização realizada no bairro mais carioca do Rio de Janeiro, a Lapa.

Rio Grande do Sul

Drs. Marilene C. Silvestre (pres. SBD-GO), Carmélia M. S. Reis (pres. SBD-DF), Alice A. Alchorne (pres. SBD), Elza G.Silva (pres. SBD-MS)

Ocorreu de 24 a 26 de abril, em Goiânia-GO, a 10a edição da Radeco (Reunião Anual dos Dermatologistas do Centro-Oeste), organizada pela SBD-GO. O evento contou com a par ticipação de grande número de dermatologistas da região. Foram discutidos temas relevantes da dermatologia por palestrantes do Centro-Oeste, São Paulo e Rio de Janeiro, e oferecidos cursos práticos no Serviço de Dermatologia do HC/UFG. O evento contou com o prestígio da presidente da SBD, dra. Alice Alchorne.

No último dia 16 de maio, a SBD-RS ofereceu a seus associados workshop de Técnicas Avançadas de Preenchimento com Esthélis, ministrado pela dra. Denise Steiner. O encontro foi realizado em Por to Alegre e contou com 54 par ticipantes, que puderam obser var as demonstrações e tirar suas dúvidas com a palestrante. Jornal da SBD

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Pernambuco

Da esq. para dir. os drs. Emerson de Andrade Lima, Mariana de Andrade Lima, Irene Espindola, Omar Lupi e Andréia Mateus

A XVI Jornada Pernambucana de Dermatologia reuniu cerca de 300 especialistas de todo o país, nos dias 12, 13 e 14 de junho, no Recife antigo. O encontro foi marcado pela discussão de temas atuais e relevantes, apresentados por 48 palestrantes, entre os quais o vice-presidente da SBD, dr. Omar Lupi, e os membros do Departamento de Laser, drs. Alexandre Filippo, Valéria Campos e Roberto Mattos. O evento contou com 22 estandes da indústria farmacêutica. Os cursos práticos, ministrados no Hospital da Unimed Recife, tiveram todas as vagas preenchidas e permitiram a habilitação dos dermatologistas em proce-

dimentos consagrados pela especialidade. Os Serviços Credenciados apresentaram casos clínicos, os quais foram discutidos por professores e pela platéia, em formatação inovadora e produtiva, muito elogiada pelos presentes. No coquetel de abertura, o presidente da Regional Pernambuco e também da Jornada, dr. Emerson de Andrade Lima, e o dr. Omar Lupi falaram sobre a importância dos eventos regionais para o aprimoramento científico dos dermatologistas brasileiros. No encerramento, foi oferecida aos par ticipantes a festa “Pernambuco de todos os ritmos”.

Jornal da SBD

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