Editorial Afiliada à Associação Médica Brasileira
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Diretoria 2009-2010 Presidente - Omar Lupi - RJ Vice-presidente - Bogdana Victória Kadunc - SP Secretária-geral - Maria de Lourdes Viegas - RJ Tesoureira - Maria Fernanda Gavazzoni - RJ 1a secretária - Célia Luiza P. Vitello Kalil - RS 2o secretário - Emerson de Andrade Lima - PE
Jornal da SBD Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida a seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano XIII - n. 3 - maio-junho - 2009 Coordenador médico - Paulo R. Cunha Conselho editorial - Omar Lupi, Bogdana Victória Kadunc, Maria Fernanda Gavazzoni, Célia Kalil e Emerson de A. Lima Coordenação editorial - Approach Edição - Tatiana Gentil - Reg. MT n. 22.375 Redação - Erika Drumond Editoração eletrônica - Nazareno N. de Souza e Samuel Peixoto Contato publicitário - Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17o andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ CEP: 20090-003 E-mail: imprensa@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: 6.000 exemplares Impressão: Sol Gráfica
Sumário
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A
importância de um estágio no exterior para jovens dermatologistas não deixou margem a dúvidas sobre qual das reportagens desta edição deveria ocupar lugar de destaque na capa do JSBD.A matéria despertará enorme interesse naqueles que acompanham nossas notícias, pois é certo que essa atividade trará novos conhecimentos ligados ao ensino da dermatologia. A SBD acredita que patrocinar projetos como esse é uma forma de cumprir sua missão gloriosa: a de abrir caminhos para o engrandecimento da especialidade no Brasil. As experiências de jovens que passarão um período em centros avançados nos Estados Unidos ou Europa certamente mudarão para melhor suas perspectivas profissionais. Esse objetivo já é antigo, e sua conquista agora traz Prof. Dr. Paulo júbilo e entusiasmo ao presidente Omar Lupi, que pôde vivenciar pessoalmenR. Cunha te os resultados positivos de empreitada similar quando fez seu pós-doutorado nos Estados Unidos. O leitor poderá acompanhar mais detalhes a respeito do projeto, que abre, de maneira democrática, por meio de concurso, valiosas oportunidades aos jovens dermatologistas. Outra reportagem que quero destacar é a que trata da situação atual da dermatologia na Grécia, país que desde a Antiguidade viveu um elevado grau de sofisticação cultural. A entrevista com o professor Andreas Katsambas, atual presidente da Academia Europeia de Dermatologia, tem como ponto de partida o grego Hipócrates, pai da medicina moderna, e passa por temas como o sentimento de orgulho por ter sido a Grécia o berço da filosofia, da medicina, da democracia e da poesia. Constatamos que lá a proporção de dermatologistas é de um para 10 mil habitantes, e que nos últimos anos um grande número de profissionais, principalmente os mais jovens, tem mostrado interesse crescente em dermatologia estética e Lasers.Trata-se de reportagem imperdível, pois traz informações histórico-culturais sobre a medicina, além da atual conjuntura da dermatologia naquele país. Nesta edição, o Dr.Vidal fala sobre o mito dos “Filhos da Lua”. O artigo despertou o interesse da SBD em desenvolver programa social para auxiliar a população desvalida de albinos que vive na distante ilha de Lençóis, pertencente ao arquipélago de Maiaú, no Maranhão.Trata-se do Projeto DermAção, envolvendo dermatologistas da regional do Maranhão e de outros estados, além de autoridades governamentais maranhenses. A reportagem que mostra o trabalho desenvolvido para a realização do nosso Congresso de Belém em setembro próximo motivará os dermatologistas a comparecer ao maior evento anual da nossa Sociedade, que conta com a presidência do Dr. Mario Miranda. A ousadia do formato do Teraderm, que ocorreu em São Paulo, em maio, com apresentações sintéticas abordando terapêuticas dermatológicas e o que há de novo em terapêutica, mostrou que o evento atendeu às expectativas dos participantes – preencheu totalmente os anseios de aprendizado de uma plateia que excedeu uma miríade de dermatologistas interessados e atentos às informações passadas de maneira telegráfica e completa pelos apresentadores. Para ser econômico nas considerações sobre o Teraderm, diria que foi um marco e dificilmente deixará de ocorrer anualmente sob o patrocínio da SBD. Na seção “Profissões e Dermatoses Ocupacionais”, a professora Alice discorre sobre a ocupação dos pedreiros. Os dermatologistas que colecionarem o Jornal da SBD, com o passar do tempo, terão material de alto nível científico sobre as diferentes dermatoses ocupacionais. Vale a pena ler os comentários oriundos de dermatologistas das mais diferentes áreas do Brasil sobre o valor científico da recém-lançada Surgical & Cosmetic Dermatology, revista da SBD que nasce de forma gloriosa, tendo como editora a competente Dra. Bogdana Victória Kadunc. Boa leitura!
Palavra do Presidente Notas Direto de Paris: Ana Beatris Rossi Dermatologia na Grécia Título de Especialista em Dermatologia Locais Exóticos e Pitorescos 64o Congresso de Dermatologia Eleições CFM Dermação Teraderm Profissões e Dermatoses Ocupacionais Grandes Mulheres da Humanidade Resenha Departamentos Regionais Serviços Credenciados
Capa alternativa
Sociedade Brasileira de Dermatologia
Paulo R. Cunha - Coordenador médico do Jornal da SBD
Matéria de capa Oportunidade para todos
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Palavra do Presidente
Omar Lupi
Caro dermatologista,
P
oucas coisas me são mais claras do que os benefícios intensos que a SBD terá, nos médio e longo prazos, com a implementação do “Projeto Residentes”. Acreditamos que o apoio incondicional aos residentes e especializandos de dermatologia oriundos dos serviços credenciados pela SBD é crucial para o futuro. O suporte logístico para que possam participar dos eventos científicos promovidos por nossa Sociedade, bem como a estruturação de um módulo de gerenciamento de carreiras médicas e consultórios de dermatologia, pode ser auxílio inestimável para essa nova geração. A ideia de aprofundar a discussão sobre como melhor gerenciar carreiras médicas nos deixou tão entusiasmados, que extrapolou a proposta inicial restrita aos residentes e estendeu-se para o projeto Doc.Manager. A partir desta edição, os associados vão receber uma série de fascículos que acompanhará o Jornal da SBD nos próximos seis números. No entanto, se há um projeto específico que me fascina é o das bolsas científicas de estudo no exterior. A experiência, dependendo do perfil do candidato, pode ser decisiva na formação de massa crítica de conhecimentos e networking, algo que considero fundamental para o futuro da SBD. Aprofundar parcerias com instituições sérias no exterior, contando com o intercâmbio
contínuo de dermatologistas, é mais do que uma necessidade no campo profissional. A iniciativa amplia horizontes e perspectivas, permitindo ao estudante a inserção em um ambiente de estímulo, com liberdade de pensamento e ousadia, algo que, às vezes, pode fazer falta na área acadêmica brasileira. Posso testemunhar tal fato de forma veemente, pois minha carreira teve como divisor de águas o período de pós-doutorado no exterior. Parece-me ser compromisso da SBD democratizar esse acesso, estendendo-o a todos os interessados e capacitados, por meio de critérios justos, claros e baseados no mérito profissional. Da mesma maneira, estudamos a possibilidade de muito em breve expandir o intercâmbio no exterior para os demais associados. Esses novos projetos são importantes meios na tentativa de ajudar a formar uma nova geração de dermatologistas mais integrada e adaptada às demandas dos novos tempos; e capaz de entender que sua carreira deve ser planejada e estruturada como qualquer outro investimento de longo prazo. A formação do médico demanda longo tempo, além de sacrifício pessoal, dedicação e enfrentamento de incertezas. É justo e desejável que a carreira receba os cuidados meticulosos e a atenção que emprestamos a outros investimentos de longo prazo que fazemos na vida. Acredito que profissionais que planejam suas carreiras e que procuram dar um formato específico a suas aspirações devem tornar-se a regra, e não a exceção. Vamos permitir que o acaso seja o molho da salada, mas não o prato principal da refeição. Cabe à SBD auxiliar o desenvolvimento dessa nova formatação profissional, atuando como agente facilitador e, por que não dizer, como marco regulatório para todos os dermatologistas. Tenho procurado imprimir na gestão atual minhas concepções mais íntimas, pois acredito muito nas palavras de Pedro Poveda: “Ponha a serviço da comunidade o teu modo de ser e te sentirás abençoado”.
Omar Lupi Presidente da SBD 2 Jornal da SBD Ano XIII n. 3
Notas Conhecimento para todos: Unesco lança biblioteca mundial na internet A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em ação conjunta com a Biblioteca do Congresso Americano e a Biblioteca de Alexandria, lançou, em abril, a Biblioteca Digital Mundial (BDM). Raro acervo literário e artístico espalhado por 32 bibliotecas de 19 países está disponível on-line em sete línguas, português entre elas. O visitante poderá conferir mais de 1.000 documentos digitalizados – manuscritos, livros raros, além de filmes, gravações sonoras, ilustrações e fotos. Bibliotecas nacionais e instituições culturais do Brasil, Estados Unidos, Uganda, China, França e outros países contribuíram com o acervo. Para visitar a biblioteca, basta acessar o site www.wdl.org.
Terapia celular e engenharia tecidual A Fecomércio-SP recebeu, no dia 4 de julho, dermatologistas de todo o Brasil para o I Simpósio Nacional de Terapia Celular e Engenharia Tecidual da SBD. O evento foi dividido em três módulos: as bases celulares e moleculares das células-tronco; terapia celular; e engenharia tecidual. “A escolha dos temas teve como objetivo atualizar os conceitos sobre as células-tronco, incluindo suas possíveis fontes e restri-
ções. A partir daí, compor um panorama da utilização dessas células com abordagens terapêuticas promissoras na dermatologia e cirurgia plástica”, afirma a coordenadora do evento, Paula Dadalti Granja. O formato de aulas de, em média, 20 minutos deu mais dinamismo às apresentações, marcando um momento histórico para a SBD.
Solapso
JAAD
No dia 24 de abril, ocorreu a primeira reunião da Sociedade Latino-Americana de Psoríase (Solapso) em Buenos Aires, Argentina. O evento, organizado pelo Prof. Edgardo Chouela, presidente da entidade, contou com mais de 400 participantes de toda a América Latina. Do Brasil, estiveram presentes Jesus Santamaría (PR), Paulo Oldani (RJ) e Ricardo Romiti (SP), representando a SBD, que ministrou a palestra “Interleucinas 12 e 23”. O Prof. Alan Menter (EUA), nome de destaque internacional no estudo da psoríase, discorreu sobre o tema “Psoriasis: una enfermedad inflamatoria sistémica. Su visión actualizada”. A Solapso foi criada em novembro de 2008 com o objetivo de fomentar o desenvolvimento e o avanço da investigação da psoríase na América Latina e estimular o intercâmbio acadêmico entre os diferentes países do continente.
O artigo "Tropical dermatology: tropical diseases caused by protozoa", de autoria de Omar Lupi (RJ) e Jackson Pinto (MG), além de um time internacional de autores dos EUA e Peru, foi capa da edição de junho do Journal of the American Academy of Dermatology. A publicação aborda as principais doenças causadas por protozoários de uma forma atualizada e completa. Foto do barbeiro (Trypanosoma cruzi), inseto transmissor da doença de Chagas, ilustrou a capa.
Segunda edição de Doenças Sexualmente Transmissíveis Editada pela Atheneu, a segunda edição do livro Doenças sexualmente transmissíveis, de Walter Belda Jr., foi lançada durante o I Teraderm, ocorrido nos dias 22 e 23 maio, na Fecomércio, em São Paulo. A primeira edição teve lançamento em 1999. Jornal da SBD
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Direto de Paris Por Ana Beatris Rossi
Desde que comecei a trabalhar na indústria farmacêutica, quando encontro amigos e colegas nos congressos, quase sempre ouço a mesma pergunta:“Mas o que você faz exatamente?” Nesta edição, decidi falar um pouco sobre a atividade do médico dermatologista na indústria farmacêutica.
O
médico pode colaborar com a indústria farmacêutica de diversas formas: como consultor, investigador ou full time employee. Esse profissional também se submete às premissas de ética médica e tem o dever de aplicar o padrão do rigor cientifico e de oferecer informação de qualidade em quaisquer funções que exercer. As áreas mais comuns de atuação do médico na indústria são:
consentimento esclarecido para os pacientes que participam dos estudos, acompanha os estudos com especial atenção à segurança dos pacientes que participam, avalia e apresenta seus resultados e o risco/benefício do produto de forma honesta e transparente, interage com autoridades sanitárias e comitês de ética, organiza, com a equipe de assuntos regulatórios, o dossiê de submissão para registro e, por fim, responde às questões das autoridades sanitárias.
Suporte ao marketing: Responsável pela revisão e aprovação do material de comunicação – que deve seguir normas específicas da propaganda médica de cada país; preparação de materiais científicos, posters, publicações, organização do programa científico de simpósios; treinamento da força de vendas, entre outras tarefas. Essa posição é a mais frequente, pois permite a flexibilidade de trabalho em tempo parcial.
Farmacovigilância: Quando o produto registrado é comercializado, a indústria tem obrigação de manter uma base de dados atualizada sobre os efeitos adversos relatados e enviar regularmente (em geral uma vez ao ano) relatório a todas as autoridades sanitárias dos países em que o medicamento é comercializado. O médico é responsável por receber, analisar, classificar, obter informações suplementares necessárias e reportar-se regularmente ao dossiê de segurança.
Pesquisa: Colabora na elaboração e validação de novos métodos de avaliação e diagnóstico, como farmacogenômica e escalas de avaliação clínica; analisa moléculas e seus mecanismos de ação, identificando possíveis alvos a serem estudados (por exemplo, uso de inibidores de calcineurina na dermatite atópica ou psoríase); identifica possíveis áreas de interesse para a pesquisa de novas moléculas e também pode ser responsável pela elaboração do protocolo de estudo de prova de conceito (primeiro estudo feito em humanos). Desenvolvimento: Para uma nova molécula ou alguma indicação, o desenvolvimento clínico dura pelo menos cinco anos e é dividido em três fases: a primeira estabelece a segurança, inclui os estudos de farmacocinética e de irritação, sensibilização, fotoalergia e fototoxicidade; a fase dois define dose, duração e população; e a fase três inclui estudos multicêntricos confirmatórios de segurança e eficácia. O médico elabora o plano de desenvolvimento do produto, faz a revisão de literatura, prepara com o estatístico os protocolos de estudos das três fases, seleciona e treina os investigadores para cada estudo, elabora o
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Conclusão: Na indústria farmacêutica o trabalho de equipe é que dá o tom dos resultados. Como os muitos elos de uma corrente, cada profissional tem sua importância, e o médico é um deles. Há grande diversidade de experiências e formações: biólogos, farmacêuticos, químicos e estatísticos, todos trabalhando juntos para pesquisar, desenvolver e registrar um novo produto. Uma vez registrado, são os “marqueteiros” que participam ativamente nas discussões, seguidos dos consultores, que vão ajudar a posicionar o produto e a identificar as vantagens e os benefícios de acordo com a situação mundial e local de cada país.
Ana Beatris Rossi é dermatologista formada pela Unicamp, com título de especialista pela SBD e mestrado em clínica médica. Ocupa hoje a posição de diretora médica mundial de pesquisa e desenvolvimento na divisão de produtos de prescrição dermatológicos e dermatologia estética do grupo Johnson & Johnson, em Paris, França. É membro da Academia Americana de Dermatologia (AAD) desde 1998 e da Academia Europeia de Dermatologia (EADV) desde 2000.
O que você achou do primeiro número da Surgical & Cosmetic Dermatology?
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ançada em maio, e fruto de uma parceira da SBD com a SBCD, a revista Surgical & Cosmetic Dermatology tem tido excelente aceitação por parte dos dermatologistas. Já no primeiro número, o periódico dá indícios de que terá vida longa e que conquistará ainda mais leitores. A editora-chefe Bogdana Victória Kadunc atribui a performance satisfatória da Surgical à alta qualidade dos trabalhos enviados e a um crescente apetite dos leitores por documentação científica nas áreas da cirurgia dermatológica, Laser e cosmiatria. Os associados buscam análises e artigos competentes e é isso que a revista mostra. “Fiquei agradavelmente surpresa com o grande número de manifestações positivas que a publicação gerou entre os associados. Esse fato é muito estimulante e nos anima a investir esforços cada vez maiores para termos uma revista de bom nível e que permita tornar reconhecida a experiência dos dermatologistas brasileiros nas áreas cirúrgica e cosmiátrica”, afirma Bogdana. A boa receptividade pode ser sentida pelos e-mails recebidos pela SBD, destacados abaixo:
“A nova revista da SBD em parceria com a SBCD vai ocupar um grande espaço na nossa dermatologia. Atualmente, muitos procedimentos de cirurgia dermatológica, Laser e cosmiatria são feitos em clínicas privadas, dificultando a elaboração de documentação científica que a publicação possibilita. Na maioria das vezes, mostramos os casos mais interessantes em aulas realizadas em eventos dermatológicos; no entanto, não os publicamos. A chegada da revista vai estimular os serviços dermatológicos públicos e privados do país à realização de mais trabalhos nessas áreas de atuação do dermatologista, com vistas à publicação. Isso possibilitará mostrar para os colegas de outros países nossa larga e longa experiência na cirurgia dermatológica, Laser e cosmiatria, e difundirá para todos o fato de que a dermatologia brasileira trabalha em alto nível e não deve nada a nenhum país do mundo.” Alexandre Filippo Coordenador do Departamento de Laser “Achei a revista excelente. Passamos a ter um espaço adequado para as publicações relacionadas à cirurgia e cos-
miatria, principalmente estas últimas, num momento em que precisamos mostrar uma dermatologia completa, madura e apta a atender o paciente de forma completa e segura.” Emmanuel França Chefe do Serviço de Dermatologia da Universidade de Pernambuco (UPE) “A revista Surgical & Cosmetic Dermatology veio preencher, com refinada qualidade, um vazio na dermatologia brasileira. A cirurgia dermatológica e a cosmetologia nacionais, tão respeitadas até em nível internacional, agora dispõem de um meio de divulgação específico para seus trabalhos. A revista, que já nasceu grande não só pela editora que a publica, mas também por ser uma publicação oficial da SBD com o apoio da SBCD, está sendo preparada para a indexação, que, acredito, não tardará, considerando a qualidade dos artigos e a visibilidade internacional que terá por seu título. Como praticante e entusiasta da cirurgia dermatológica, parabenizo os editores pela brilhante ideia da revista.” Lauro Lourival Lopes Filho Presidente da SBD – Regional Piauí
A revista está linda. Vai ser uma honra ter um artigo nela publicado. Abraços,
Foi com muito orgulho que recebi a nova revista da minha Sociedade. Vocês estão de parabéns!!!
Dr. Sergio Serpa (RJ) - Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica
Grace Caldas Carretta – Brasília
Esta revista é uma conquista de todos nós. Parabéns a todos, principalmente a Bogdana. Terei o maior prazer em colaborar. Dr. Paulo Barbosa – Bahia
Parabéns à SBD e SBCD e a todos que se esforçaram para o lançamento desta revista; achei o conteúdo fantástico, bem como a didática!!! Parabéns e obrigada!!! Virgínia Batista – Recife
Parabenizo a todos que se empenharam na publicação desta nova revista, que chega para engrandecer mais ainda nossa Sociedade. É uma revista de alto nível, com assuntos bem escolhidos e que ajudará bastante no nosso aperfeiçoamento na área de cirurgia dermatológica e no dia a dia de nossas atividades. Ela vai sacramentar a dermatologia atual como especialidade clínico-cirúrgica, além de preencher uma lacuna em termos de publicações na área cirúrgica! Péricles Anuar Brocos Auad – Goiás
A revista está excelente, parabéns aos editores pela iniciativa e a todos nós, que usufruímos da qualidade, que, tenho certeza, continuará. Maria Valderez Nuta da Silva Mendes – São Paulo Jornal da SBD
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Dermatologia na DE OLHO NO MUNDO
H
Grécia
ipócrates de Cós (460-377 a.C.), uma das personalidades mais importantes da história da saúde e unanimemente considerado o “Pai da medicina moderna” é membro de uma família que por várias gerações praticava cuidados em saúde. Natural da Grécia, foi o criador da renomada escola de medicina na ilha de Cós, onde estudantes aprendiam a diagnosticar doenças por meio da observação em lugar da teoria. Sua popularidade se deve à extensa coleção de tratados médicos (coleção hipocrática) que influenciou enormemente a arte e a ciência médica até o século XVIII.Também é grego o entrevistado dessa edição: Andreas Katsambas, um dos grandes nomes da dermatologia naquele país. Formado em 1968 pela Universidade de Atenas, com especialização em dermatologia/venereologia no Hospital A. Sygros, Katsambas tem mais de 170 publicações, dois livros traduzidos para o italiano e o russo, além de diversas publicações em mídia especializada em medicina em seu país. O dermatologista grego tem como áreas de interesse a psoríase, os distúrbios de pigmentação, a dermatologia estética e a fotobiologia. Acompanhe entrevista gentilmente concedida ao Jornal da SBD.
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População: 11 milhões de habitantes Moeda: euro Idioma: grego Dermatologistas: um para cada 10 mil habitantes
Entrevista com Andreas Katsambas* feita pelo Prof. Paulo Cunha
Jornal da SBD: Como é a formação dos dermatologistas na Grécia? Há muitas instituições formando especialistas? Andreas Katsambas Andreas Katsambas: O treinamento em dermatologia é realizado nos departamentos das universidades e em algumas clínicas estatais bem organizadas. Há 12 centros dermatológicos certificados para especialização em dermatologia. São três anos de dermatologia e um ano de clínica e em breve isso mudará para quatro anos de dermatologia/venereologia, incluindo mais seis meses de cirurgia e seis meses de clínica. Depois de concluído esse período, os profissionais fazem os exames do National Board (Conselho Nacional). JSBD: Como é o mercado nessa especialidade? Qual a proporção de dermatologistas para a população da Grécia? AK: O mercado de trabalho é satisfatório. Dermatologistas-venereologistas podem seguir a carreira acadêmica, bem como trabalhar em clínicas particulares ou no serviço público de Saúde. A proporção é de cerca de um profissional para 10 mil habitantes. JSBD: Como são os serviços dermatológicos nas esferas pública e privada? AK: Os serviços dermatológicos são muito bons, tanto nos hospitais públicos quanto nas práticas privadas. Na esfera pública, há desde pequenas unidades com dois ou três médicos até unidades de maior porte, que contam com número variável de profissionais entre três e 10. Dermatologistas-venereologistas nos hospitais públicos têm o apoio de especialistas de laboratório e outros médicos, como microbiologistas, patologistas, radiologistas, cirurgiões plásticos e endocrinologistas; em contrapartida, na prática privada, cooperam com os grandes centros ou hospitais, atendendo a suas necessidades. Nos últimos anos, um grande número de profissionais, principalmente os mais jovens, tem mostrado interesse em dermatologia estética e Lasers. JSBD: A Grécia é o berço da filosofia, da democracia, da literatura e da medicina ocidentais. Poderia comentar esses aspectos? AK: Todos sabem que a democracia surgiu com os gregos, e naturalmente sentimos muito orgulho de nosso país por ter lançado essa importante semente para a evolução da civilização ocidental. Muitos dos aspectos fundamentais da medicina ocidental se originaram na Grécia e, desde então, se espalharam por todo o mundo. Apesar de terem sido
adaptados para atender aos tempos modernos, ainda têm grande influência nos dias de hoje. O Juramento de Hipócrates talvez seja o texto médico grego mais conhecido, e todos os médicos gregos fazem esse juramento prometendo unir esforços para manter uma série de padrões éticos e profissionais. Embora o mundo atual seja muito diferente daquele em que viveram nossos ancestrais e se façam necessárias adequações às medidas da vida moderna, a sabedoria e a filosofia de grandes pensadores como Hipócrates, Aristóteles, Péricles, Sólon e Sócrates, para citar apenas uns poucos, é a base de nosso patrimônio cultural a partir da qual buscamos desenvolver o futuro. JSBD: Quais são os principais desafios das sociedades médicas da Grécia? AK: Garantir melhores condições de trabalho; aumentar o nível e os meios educacionais; proteger nossa especialidade contra leigos, como esteticistas, que infelizmente interferem em nosso trabalho, “roubando” nossos pacientes. JSBD: Conte-nos um pouco sobre sua experiência como presidente da EADV. AK: Como faço parte da EADV há muito tempo, tendo, aliás, atuado como secretário-geral por vários anos, sempre sonhei em coroar minha carreira como presidente da EADV. Ao alcançar esse papel de grande prestígio, é uma honra ter oportunidade de liderar essa importante Academia, e espero que algumas de minhas ideias e minha experiência ajudem a tornar o futuro mais brilhante e, junto com as de predecessores e sucessores, fixem minha marca na história. Meu objetivo é ampliar o escopo da Academia, elevando seu status para alcançar um alto nível internacional. Para tanto, iniciamos um processo de colaboração com a China, intercâmbio que permitirá aos membros da EADV e seus colegas chineses interagir e compartilhar experiências em várias sessões científicas. Em breve, a Índia deverá aliar-se também a esse conceito, e tenho esperança de que, ainda durante minha presidência, seja possível colaboração com a América Latina, incorporando países como o Brasil nessa iniciativa de amplo alcance, buscando estabelecer uma ponte entre a EADV e as sociedades internacionais.
* Membro de diversas sociedades médicas europeias e internacionais, foi presidente do Comitê de Premiação da Liga Internacional de Sociedades Internacionais (Ilds); participou do Comitê de Relações Internacionais da Academia Americana de Dermatologia (AAD) e atualmente preside a Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV). Jornal da SBD
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Título de Especialista da SBD: meio eletrônico marca avanço na qualidade do exame
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63a edição do exame para obtenção do Título de Especialista em Dermatologia (TED) da SBD trouxe uma novidade este ano: os candidatos inscritos realizaram a prova teórico-prática por meio eletrônico, diferente dos anos anteriores, em que era impressa. A mudança significa um avanço na qualidade das imagens, facilitando o entendimento dos candidatos. “A prova teórico-prática deste ano trouxe o que consideramos uma modificação importante. Foi toda feita em computador, permitindo homogeneidade e qualidade de imagens, avaliando principalmente a capacidade diagnóstica e de conduta dos candidatos. Acreditamos ser esse o caminho mais adequado para os futuros exames e esperamos que eles possam ser cada vez mais eficazes em selecionar os especialistas”, ressalta o presidente da Comissão do TED, Bernardo Gontijo, acrescentando que Belo Horizonte foi o local escolhido para concentrar todos candidatos. Habitualmente, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife eram as principais sedes de aplicação dos exames. Realizado no dia 31 de maio, o TED visa medir o conhecimento dos profissionais que têm boa formação em dermatologia. Para Bernardo Gontijo, presidente da Comissão do TED, alcançar o Título de Especialista significa a coroação do médico por sua dedicação à dermatologia. “O Título de Especialista em Dermatologia é o reconhecimento da qualidade do profissional e de sua formação adequada. Embora equivalente ao título do MEC, o título da AMB/SBD possui um diferencial: é concedido por meio de prova”. Segundo Gontijo, a dermatologia é a especialidade da moda – não pelo interesse científico das doenças de pele, mas pelo desejo de retorno financeiro imediato com a realização de procedimentos cosméticos, o que nem é associado à busca de sólida fundamentação científica.“A SBD tem compromisso com a qualidade de seus membros e uma das ferramentas de aferição é o TED”, completa. Prestaram o exame 345 candidatos, dos quais 250 foram aprovados. Eles tiveram 60% de acerto em cada parte do exame, dividido em dois turnos: durante a manhã, das 9h às 12h, responderam a 80 questões objetivas teóricas sobre dermatologia clínica, laboratorial, cirúrgica e cosmiatria; na parte da tarde, das 13h às 18h, os candidatos foram subme-
Candidatos durante o exame da SBD
Prova teórico-prática deste ano foi realizada por computador
tidos a 30 questões objetivas teórico-práticas. A comissão do exame é constituída pelos professores Jackson Machado Pinto, Silvio Alencar Marques, Artur Antonio Duarte, Lia Cândida Miranda de Castro, José Hermênio Cavalcante Lima Filho, José Antonio Sanches Junior, Ana Maria Ferreira Roselino e Hadoc Maria Denise Fonseca Takahashi, todos eleitos pelo Conselho Deliberativo da SBD. As questões elaboradas passam obrigatoriamente pela aprovação unânime da banca. “São divididos os temas entre os membros da comissão de forma a abranger todo o conteúdo da especialidade.Todas as questões são posteriormente revistas pela comissão, que discute seus pontos relevantes, sugere modificações e seleciona o conteúdo”, explica Gontijo. O TED tem convênio com a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), e com a organização da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep). A SBD deseja boas-vindas aos dermatologistas aprovados no exame. Jornal da SBD
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Filhos da Lua Ilha dos Lençóis abriga a maior comunidade de albinos do país em pleno litoral maranhense Por Vidal Haddad
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udo começou com dona Sebastiana Silva, filha de um português com uma albina, que carregou seus sonhos e genes para a distante ilha de Lençóis – pertencente ao arquipélago de Maiaú, um dos mais atrasados da costa brasileira –, a 20 horas de São Luís, no Maranhão. Ao longo dos anos, o sol forte do trópico iluminou a formação de uma comunidade de albinos na ilha, referência global nesse tipo de pele, contabilizando em sua história mais de 100 pessoas de pele rósea, cabelos claros e olhos cinza-azulados. Por volta do início dos anos 80, a comunidade foi descoberta pela civilização e cunhada de “Filhos da Lua” pela
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extinta revista Manchete, em razão da cor clara, em contraste com a de outros moradores da ilha, e pelo hábito de ficar em casa durante o dia, assim se protegendo do sol inclemente, só saindo à noite para pescar e realizar outros afazeres. Resolvi conhecer a região em 2005, após ver um poster com membros dessa comunidade em um congresso de dermatologia. Localizada à distância de 160km a oeste de São Luís, lá não há médicos nem outro meio de sobrevivência a não ser a pesca. De súbito fiquei interessado pela história e o destino da população albina. Muitos dos Filhos da Lua morreram de várias doenças relaciona-
Locais Exóticos e Pitorescos das à exposição solar, principalmente em decorrência de tumores cutâneos. Os albinos com quem pude conversar relataram-me a presença da doença. Lá eles vivem isolados, sem ensino e longe de qualquer contato médico. Nas aproximadamente 100 palhoças de madeira e folhas de babaçu, em que vivem cerca de 300 pescadores, 30 são portadores de albinismo, ou seja, 10% dessa população sofre do problema. O mais curioso é que há quase 30 anos a ilha era considerada a maior colônia do mundo.Vários moradores se espalharam pelas cidades do litoral, em busca de atendimento médico e preocupados com os cânceres de pele. Hoje, é possível encontrá-los em Apium-Açu, Serrano do Maranhão e, principalmente, no município de Cururupu, de onde se pega o barco com destino à ilha de Lençóis, trajeto que se faz em mais sete horas. Os que ficaram na ilha somam suas desventuras referentes ao albinismo – é difícil encontrar um que não tenha “feridas que não saram” – às lendas cheias de esperança da volta de dom Sebastião, rei de Portugal desaparecido na batalha nas dunas do deserto de Alcácer-Quibir contra os mouros, em 1578, no Marrocos. Os moradores da ilha não acreditam que o jovem rei tenha morrido,
mas, sim, que, depois da derrota, dom Sebastião atravessou o oceano e buscou refúgio em seu palácio feito de ouro, cristais e diamantes, escondido nas profundezas das águas da praia dos Lençóis. Dom Sebastião anda pelas dunas brancas nas noites de lua cheia (assim como os Filhos da Lua) transformado em touro negro com uma estrela na testa. Quem ferir a estrela quebrará o encanto, e o rei tomará conta de Lençóis com suas riquezas, trazendo um tempo de felicidade e prosperidade para aquele povo sofrido. Filhos da Lua, dom Sebastião, sol tórrido, mesclas de esperança e desespero, de alegrias e tristezas. O que os albinos da ilha precisam é de acompanhamento constante, e não de ser considerados curiosidades folclóricas. São doentes, não lendas, com grandes riscos de desenvolver cânceres de pele. A comunidade dos albinos, mesmo em seu atual pequeno número, seria um bom ponto de atuação para a SBD, pois são pessoas que necessitam de proteção e cuidados. O alerta de Vidal surtiu efeito: a SBD, por ocasião da XXVIII Jornada Norte-Nordeste de Dermatologia, em agosto, levará à ilha dos Lençóis uma equipe de dermatologistas com todos os equipamentos necessários para orientar e atender àquela população.
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64 Congresso da SBD promete agitar Belém A cidade abrigará em setembro maior evento da dermatologia do país
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umenta a expectativa para o grande evento da dermatologia brasileira: Belém receberá cerca de três mil dermatologistas para as atividades que serão desenvolvidas no Centro de Convenções Hangar, um dos maiores e mais bem equipados da América Latina, entre os dias 5 e 9 de setembro.Até o fechamento desta edição, segundo o presidente do 64o Congresso de Dermatologia, Mario Miranda, o número de inscritos superava em 25% a expectativa da comissão organizadora. Uma área de 24 mil metros quadrados abrigará congressistas e participantes da indústria farmacêutica. Este ano serão realizadas até 16 sessões simultâneas durante os cinco dias de evento.As atividades científicas vão incluir cursos práticos nas modalidades "Painel de Procedimentos ao Vivo", com transmissão simultânea e em vídeo. No sábado, dia 5, haverá duas sessões de cosmiatria e duas de Laser, em que profissionais de dermatologia farão demonstrações, em pacientes previamente selecionados, de métodos corretos de aplicação das técnicas. "O programa procurou contemplar demandas da rotina diária do dermatologista e foi elaborado a partir de trocas de ideias entre membros de um colegiado que incluiu integrantes da Comissão Científica do Congresso,
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representando praticamente todos os estados da Federação, bem como aqueles da Comissão Científica da SBD.Tal espírito traduz-se na logomarca escolhida para o evento, que simboliza as atividades e áreas de atuação da dermatologia moderna", explica Mario Miranda. Em "Tire suas Dúvidas com os Departamentos", o associado terá contato direto com os departamentos especializados, como Dermatologia e Medicina Interna, Dermatopatologia, Psicodermatologia, Hanseníase, Micologia e Teledermatologia. Seis palestrantes internacionais em evidência na produção científica mundial vão trazer assuntos de grande interesse da categoria e novas técnicas desenvolvidas no exterior. Cada um fará duas conferências, e a seleção de temas engloba: nevos, melanoma, síndromes dermatológicas de câncer familiar, neoplasias melanocíticas, herpes genital, cirurgia dermatológica, dermatite atópica,entre outros."Procurou-se trazer a experiência de colegas de centros de excelência em dermatologia,da mesma forma objetivando contemplar as acima referidas atividades e áreas de atuação da nossa especialidade. Assim sendo, teremos experts nos campos da clínica,cirurgia,pesquisa e diagnose das Américas e Europa debatendo novos conhecimentos, controvérsias e condutas", afirma.
Um dos Simpósios mais importantes do congresso será o dos Anais Brasileiros de Dermatologia, que irá celebrar a reindexação da publicação oficial da SBD ao Medline. Os editores científicos do periódico vão abordar temas relacionados à qualidade, atualidade e visibilidade dos Anais, além do passo a passo da submissão eletrônica dos artigos publicados. A sessão ocorrerá no dia 7 de setembro, das 14h às 16h. Para participar do 64o Congresso da SBD, os interessados devem fazer suas inscrições apenas on-line, no site www.sbd.org.br. Atividades sociais A programação social será repleta de festas e atividades. No dia 6 de setembro, a cantora Fafá de Belém fará o show de abertura na Arena Cultural do Hangar, às 19h. Na segunda-feira, dia 7, às 18h10, acontecerá a festa Arraial da Pavulagem, na área de exposição do Hangar. A festa de confraternização do congresso será realizada na terça-feira, dia 8, às 20h30, na sede Campestre da Assembleia Paranaense, embalada pela Banda Mocotó Elétrico e DJ Tarrika. Além disso, estarão disponíveis para
congressistas e familiares passeios a resorts da costa atlântica, como Salinópolis, mistura equilibrada de praias oceânicas, manguezais e ilhas selvagens; ilha do Mosqueiro, uma das mais belas ilhas fluviais do Pará, com mais de 20km de praias de água doce; e ilha do Marajó, maior ilha fluviomarinha do mundo, na foz do rio Amazonas. Responsabilidade social e ambiental Seminários com foco em hanseníase para estudantes de medicina e profissionais de saúde que atuam no Programa de Saúde da Família (PSF) e feiras de artesanato com associações comunitárias são as principais ações de responsabilidade social previstas no evento, que incluirá também atividades visando à diminuição do impacto ambiental.. Jornal da SBD
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A cidade das mangueiras Segunda cidade mais populosa da Região Norte, com cerca de 1,5 milhão de habitantes, Belém é conhecida como A Metrópole da Amazônia. Suas belezas naturais, posição geográfica privilegiada e o vasto patrimônio cultural são algumas de suas qualidades marcantes. "Belém passa por reestruturação de sua rede hoteleira atrelada à oferta crescente de serviços qualificados no setor de eventos. Cidade moderna, em perfeita harmonia com a natureza, Santa Maria de Belém do Grão-Pará oferece múltiplas atrações históricas, turísticas e culturais, ao sabor de culinária internacionalmente reconhecida", ressalta Mario Miranda. Caminhar pelos túneis verdes é roteiro certo para quem deseja conhecer a cidade que integra em sua paisagem o passado e o presente. A arquitetura do italiano Antônio Landi e o barroco jesuítico do século XVII dividem áreas com as modernas estruturas de um dos maiores centros de convenções da América Latina. Espaços restaurados contam a trajetória da fundação de Belém – o Forte do Castelo, a Casa das Onze Janelas, o Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves, o Museu Paraense Emílio Goeldi – revelando a natureza da Amazônia e seus encantos. Conhecer Belém implica contato com o majestoso dos momentos áureos da Belle Époque a exemplos do Theatro da Paz e Palacete Bolonha. Por meio de cores, cheiros e sabores, a capital do Pará pode ser descoberta em suas frutas exóticas, ervas e comidas típicas, de origem indígena, como o tacacá, o pato no tucupi e a maniçoba. Belém oferece oportunidades de negócios nos mais diversos segmentos da economia, seja no comércio, serviço, turismo ou indústria. É também a saída brasileira para o corredor de integração com as Guianas e o Caribe, e conta com um dos mais modernos aeroportos do país, o Internacional de Val-de-Cans, portão de entrada da Amazônia Oriental. A cidade apresenta intensa miscigenação cultural e racial resgatando heranças indígenas, africanas e portuguesas, características que a singularizam.
Passeios de um dia: Mosqueiro – Ilha do Mosqueiro, localizada a 80km de Belém, praia de areias claras e água doce com ondas. Localizada na costa oriental do rio Pará, no braço sul do rio Amazonas, em frente à baía de Santo Antônio, liga-se à capital pela ponte Sebastião R. Oliveira. Sua orla apresenta mais de 20km de praias de água doce com ondas fracas, muito frequentadas por jovens. Abriga o Parque Ecológico da Ilha do Mosqueiro com 182 hectares. Icoaraci – A 25km de Belém, é o maior centro de produção de cerâmica marajoara e tapajônica, concentrando artesãos que dali tiram a argila para a confecção de peças artesanais. Em várias lojas pode-se ver todo o processo de produção da cerâmica, desde a extração da matéria-prima até a decoração das peças.
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Salinas – Salinópolis é o nome oficial do município, também conhecido como Salinas, que dista cerca de 220km da capital do estado. Sua economia gira em torno do turismo e da pesca. É o balneário preferido dos belenenses, que no mês de julho lotam a cidade. As praias são de areia fina e branca, e águas de tonalidade verde-acinzentada, devido aos sedimentos carregados pelo rio Amazonas.A praia do Atalaia (a mais popular) é aberta à circulação de carros.A variação de maré é intensa, e muitos carros são surpreendidos pela maré alta. A paisagem é formada por praias, rios, furos, igarapés, mangues e dunas, em meio às quais se encontra o "lago da coca-cola", cujo nome se deve a suas águas doces, escuras e geladas.
Doc.Manager: conhecimento ao alcance do dermatologista
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partir desta edição, o Jornal da SBD disponibiliza aos leitores um programa de gestão voltado para os dermatologistas brasileiros: o Doc.Manager. Idealizado pela SBD e desenvolvido pela editora Doc, a publicação virá encartada no Jornal e abordará, em seis fascículos, temas relevantes para o médico aprimorar e desenvolver suas habilidades. A Relação Médico/Paciente é o primeiro assunto contemplado. A intenção é oferecer aos profissionais noções avançadas que envolvem o exercício da profissão, auxiliando no relacionamento com os pacientes, o dia a dia nos consultórios e os principais cuidados para preservar os profissionais e seus clientes. Os demais temas que estarão disponíveis aos associados são: Qualidade na Recepção; Planejamento de Carreira; Marketing Pessoal; Recursos Humanos; Comunicação e Mídia para Médico; Design, Layout e Decoração de Consultórios; e Gerenciamento de Consultório.“Ainda predomina a concepção de que a carreira do médico deve ser composta por uma sucessão de eventos aleatórios. No entanto, os grandes investimentos de tempo e os esforços empregados na carreira médica necessitam de planejamento e de investimento direcionado para resultar em um objetivo pleno e satisfatório; começamos a considerar então uma nova situação: a gestão de carreiras”, endossa o presidente Omar Lupi. O diretor da editora Doc, Renato Gregório, em cuja opinião a iniciativa pioneira visa auxiliar o médico no exercício da profissão, diz ter notado interesse explícito da SBD em aprimorar o conhecimento de seus sócios, algo que o presidente da SBD procura sempre reforçar em sua gestão.
“Acredito que aprimorar habilidades, em especial nas áreas de Gerenciamento, Finanças Médicas, Administração e Gestão de Carreira, é essencial para o crescimento profissional na dermatologia”, conclui Lupi.
Revista Doc.Manager A edição maio/junho da revista Doc.Manager, publicação voltada para o gerenciamento da carreira médica, entrevistou oito presidentes das maiores sociedades médicas do país para saber como esses profissionais administram hoje a necessidade de se adquirir conhecimento na área de Gestão de Saúde. Foram entrevistados Omar Lupi (presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia), José Carlos de Almeida (presidente da Sociedade Brasileira de Urologia), Jaime Natan Eisig (presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia), Romeu Krause (presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia),Antônio Carlos Chagas (presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia), Mário Motta (presidente da Sociedade Brasileira de Oftamologia), Nilson Roberto de Melo (presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) e Elza Dias da Silva (presidente da Academia Brasileira de Neurologia).
Campanha de Valorização do Dermatologista inova em 2009 Conforme anunciado pelo presidente Omar Lupi aos representantes das regionais na primeira reunião anual dos gestores da SBD, a diretoria está planejando um formato inovador para a Campanha de Valorização do Dermatologista. Ao invés da campanha de publicidade – que implica alto investimento durante um tempo reduzido de exposição em mídia – a SBD está fechando um projeto para produzir um quadro sobre temas da especialidade na TV. Jornal da SBD
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Oportunidade para todos Atividades do “Projeto Residentes” garantem a estudantes que buscam o desenvolvimento profissional as ferramentas necessárias para chegar lá
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ançado em junho, o “Projeto Residentes” da SBD, em parceria com a marca de dermocosméticos RoC, dará a dermatologistas pós-graduandos, residentes e especializandos que atuam em serviços credenciados a oportunidade de aprimorar a formação profissional por meio de diversas atividades. A principal delas é a possibilidade de o estudante fazer um intercâmbio no exterior. A realização do desejo de aprender uma nova língua e de conhecer culturas diferentes agora ficou mais perto. A SBD reconhece o esforço de cada um desses associados e os recompensa após a árdua trajetória de três anos de estudos. No primeiro ano de residência, os estudantes que se inscreverem receberão fascículos preparados especialmente para os auxiliar na elaboração de posters científicos, conferências, artigos, casos e estudos clínicos, bem como no projeto do próprio consultório. No segundo ano, os residentes serão convidados para algum congresso de relevância nacional em dermatologia. O evento escolhido para este ano é o II Simpósio de Cosmiatria e Laser, em dezembro, no Rio de Janeiro. No terceiro ano, o estudante participará do “Trabalho de investigação”, concurso de artigos científicos que oferece aos autores dos quatro melhores, além de ampla exposição e divulgação, bolsa de estudos de dois meses no exterior para aperfeiçoamento. Os primeiros contemplados desta última etapa logo serão conhecidos: estudantes que cursaram o terceiro ano de dermatologia em serviço credenciado da SBD enviaram seus trabalhos nas áreas de cosmiatria, fotoproteção ou dermatologia tropical. No dia 31 de julho, o site da entidade divulgará os vencedores que terão a oportunidade de levar o nome da SBD para o exterior, além de trazer para o Brasil as novidades, técnicas e pesquisas lá encontradas e realizadas.“Fiz uma parte da faculdade no exterior e foi uma experiência incrível. Defrontar-se com uma realidade bem diferente daquela com que estamos acostumados ajuda muito a crescer. A experiência pessoal é riquíssima, já que para estar num país com língua diferente é necessário esforço para se comunicar no idioma... E o conhecimento que se adquire, nem se fala; ele soma bastante à bagagem estudantil e pessoal”, declara Manuela Boleira, de 25 anos, estudante do segundo ano de residência na Policlínica Geral do Rio de Janeiro.
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Os destinos que a SBD ofereceu são lugares de referência e, sem dúvida, pretendo participar do projeto no ano que vem abordando algum subtema da área de medicina tropical, como hanseníase, leishmaniose ou micoses. Manuela Boleira
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As universidades Ludwig-Maximilian-University, em Munique, Alemanha, e as americanas Carolina do Sul, em Charleston, e do Texas, em Houston, são os centros de ensino que assinaram convênio de parceria com a SBD. Além disso, a SBD em parceria com a Academia Americana de Dermatologia (AAD) e a Foundation for International Dermatologic Education (FIDE) darão a quatro jovens bolsas para participar da Academia Americana no ano que vem, em Miami.“Os destinos que a SBD ofereceu são lugares de referência e, sem dúvida, pretendo participar do projeto no ano que vem abordando algum subtema da área de medicina tropical, como hanseníase, leishmaniose ou micoses”, completa Manuela. O participante mais bem colocado poderá escolher a universidade de sua preferência. Os demais candidatos ficarão com as vagas remanescentes, podendo também fazer suas escolhas de acordo com a classificação. A bolsa, válida para a segunda quinzena de setembro ou outubro deste ano, incluirá passagem aérea de ida e volta em classe econômica, hospedagem em alojamento da universidade e seguro saúde. “Ganhar bolsa para conhecer a realidade da dermatologia lá fora e levar o que sabemos é muito importante. Fora que não há custo; ficar hospedado em ambiente que lhe permite conhecer o dia a dia de profissionais que fazem o mesmo que você, mas em outro lugar do mundo, é uma grande experiência de vida”, revela Tatiana Hadlich, pós-graduanda do primeiro ano da Policlínica e formada em 2007 pela Universidade Gama Filho. Clarissa Carames, formada pela Estácio de Sá, em 2006, e agora residente do primeiro ano da Policlínica,
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undada em 1801, a University of South Carolina (USC) é instituição de ensino superior localizada em Columbia, maior cidade do estado da Carolina do Sul, Estados Unidos. A universidade tem aproximadamente 27 mil estudantes em mais de 350 cursos de graduação, mestrado e doutorado em diversos campi. Sua divisão de dermatologia em Charleston oferece diagnóstico e tratamento de doenças dermatológicas em crianças e adultos, como as que acometem cabelos e unhas, bem como cirurgia de cancro de pele, rejuvenescimento da pele, procedimentos com Laser, entre outros. O serviço é coordenado por Annette Lynn, certificada pela Academia Americana de Dermatologia (AAD). Hoje o estado possui 66 instituições de educação superior, entre elas, 33 públicas e 30 privadas. Desse total, 15 são universidades; as demais, faculdades.
sonha em aprofundar seus conhecimentos num curso fora do país e demonstra empolgação equivalente para participar do projeto seletivo. “Sou superacadêmica, sempre pensei em fazer algo no exterior e agora mais do que nunca, com a possibilidade tão próxima de conquistar uma bolsa no terceiro ano. Eu já tinha planos de fazer um curso fora quando terminasse a pós-graduação, pela vontade de conhecer um serviço de outra língua, que recebe às vezes maior investimento, num lugar de primeiro mundo.” Clarissa revela ter interesse em abordar em seu trabalho, doenças relacionadas ao estado emocional, como o vitiligo e a psoríase. A mineira Carolina Cotrim, de 26 anos, pósgraduanda da UniRio afirma que as atividades do “Projeto Residentes”, sobretudo o intercâmbio no exterior, é uma grande oportunidade de aprendizado e crescimento. "A iniciativa estimula o residente a expandir seus conhecimentos, motivando-o profissionalmente, já que proporciona uma possibilidade de contato com pessoas referenciadas da dermatologia de outros países’’, afirma ela, que escolheu a profissão por influência do pai, também dermatologista. Formada em 2007 pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a estudante acabou de retornar dos Estados Unidos, onde esteve em março desse ano para o Meeting da AAD, em São Francisco. A viagem fez parte do “Prêmio Jovem Dermato-
logista’’ promovido há 5 anos pela SBD-RJ.“Na ocasião, tive a chance de conhecer dermatologistas de outros países, trocar informações, e absorver conhecimentos que farão parte da minha prática como dermatologista’’, assinala. Há três anos,Thaís Sakuma, saiu de Mato Grosso do Sul para fazer a residência em dermatologia no Rio de Janeiro, e hoje cursa o último ano da especialidade na UniRio. Ela acrescenta que o programa de intercâmbio oferecido pela SBD contribui para fortalecer a formação e a carreira do dermatologista, além de ser uma ótima oportunidade de conhecer a prática profissional de sua área em países como Estados Unidos e Alemanha. "Presenciar o dia a dia de dermatologistas, discutir diagnósticos e tratamentos, bem como avaliar a evolução dos pacientes é algo que acrescenta bastante no desenvolvimento da nossa profissão. O 'Trabalho de Investigação' abre portas para que essa experiência seja possível", constata Thais que pretende seguir a carreira acadêmica.
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Esforço da SBD nacional e das regionais para eleição ao CFM Ação conjunta visa eleger candidato que melhor represente os interesses da Sociedade
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SBD realizou, pela primeira vez em sua história, articulação com as 23 regionais para analisar as chapas candidatas às eleições do Conselho Federal de Medicina (CFM), nos dias 1o e 2 de julho. O objetivo foi escolher, em cada estado, o representante que melhor se coaduna com os interesses da SBD e de seus associados. Para isso, os presidentes das regionais se reuniram com os candidatos de cada estado aprofundando as discussões de interesse da dermatologia e enviaram suas sugestões de votos, todas avaliadas pela SBD. Após esse processo, os associados receberam uma newsletter com a relação das chapas apoiadas pela Sociedade. “Essa ação inédita representa um marco na aproximação da SBD às regionais.Tentamos ainda eleger um representante direto dentro dos quadros do CFM, algo que infelizmente não ocorreu, em razão da falta de tempo do profissional da dermatologia. No entanto, vamos continuar com o trabalho conjunto. Estamos verdadeiramente atentos e conscientes da importância desse trabalho para alcançar objetivos comuns”, resume o presidente Omar Lupi. Segundo José Ramon Varela Blanco, conselheiro e membro da Comissão de Ética da SBD e diretor do Cremerj, “é preciso estimular a participação dos dermatologistas nos processos tanto do CFM, quanto dos Conselhos Regionais, além da Academia de Medicina e sociedades estaduais ligadas à AMB, para recuperarmos os tempos de destaque que já tivemos, como com Sebastião de Prado Sampaio, Nelson Proença, Antar Padilha Gonçalves, Antonio Carlos Pereira Júnior, Sylvio Fraga e Rubem David Azulay”. A presidente da SBD-MG, Maria de Fátima Melo Borges, declarou satisfação pela proximidade do trabalho da SBD junto aos presidentes das regionais. Uma das metas da Sociedade para os próximos anos, em sua opinião, deverá ser o trabalho permanente a fim de aumentar a representatividade política nos órgãos que regem a atividade profis-
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sional. “Acho que essa ação da SBD, no sentido de conhecer a situação das candidaturas ao CFM em cada estado e depois divulgar as sugestões de cada regional, recomendando o voto naquele candidato que melhor represente os interesses da dermatologia brasileira, significa que a entidade está atenta às questões políticas que envolvem direta ou indiretamente nossa atuação profissional e interessada em orientar o voto consciente de nossos associados. Esse trabalho conjunto se fortalece nas duas direções: no nível nacional mostra que estamos engajados e coerentes; e no nível regional, que não é uma atitude isolada de uma diretoria, e sim uma ação da Sociedade Brasileira de Dermatologia”, relata. A delegada da SBD-PE e conselheira efetiva do Cremepe desde 2004, Silvia da Costa Carvalho Rodrigues, que não se candidatou à reeleição alegando necessidade de renovação dos quadros políticos do CFM, também vê com bons olhos o trabalho realizado pela SBD. “Entendo que a ação da SBD foi muito importante e representa a expressão de preocupação da especialidade em participar e ter como representantes no Conselho Federal de Medicina médicos que possam desempenhar papel ativo nas discussões de política de saúde nacional e defender os interesses da classe médica como um todo. Independente dos resultados obtidos na eleição, considero importantíssimo que as sociedades de especialidades levem à consciência de seus associados o importante papel de participar das decisões que dizem respeito à categoria médica.”, alega Silvia, que ocupará o cargo de conselheira no Cremepe até outubro deste ano.
DermAção O DermAção é um projeto da SBD nacional criado para divulgação e apoio de ações solidárias e educacionais, como, por exemplo, o Amigos da Escola, em parceria com a TV Globo, bem como das ações locais de cada Regional e dos Serviços Credenciados.
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Um acampamento diferente Crianças e adolescentes com dermatoses graves descobrem no Dermacamp que não estão sozinhas no mundo
á quase 10 anos, crianças portadoras de dermatoses graves encontram no Dermacamp oportunidade para lutar contra o preconceito e amenizar a discriminação que sofrem por conta de suas enfermidades. É o caso de Winny Dias, de 20 anos, portadora de ictiose lamelar.“Cada pessoa tem suas diferenças, uns são mais altos, outros mais baixos, mais magros ou mais gordos, com olhos verdes, castanhos ou pretos, pele clara, escura etc. Essas diferenças fazem de cada um de nós, seres especiais. E o Dermacamp realiza o sonho de cada criança que, por exemplo, gostaria de entrar em uma piscina e era barrada, que não queria ir à escola, pois muitos de seus colegas zombariam de sua diferença. O projeto veio ajudar jovens portadores de dermatoses e dermatites severas, ensinando-lhes que vale a pena lutar para ganhar um ‘lugarzinho’ na sociedade”, assinala Winny, monitora do projeto há dois anos. Idealizado por Samuel Mandelbaum e desenvolvido pelo Centro de Estudos Dermatológicos Dr. Abrahão Rotberg, do Serviço de Dermatologia da Universidade de Taubaté – Unitau, o projeto reúne em um acampamento cerca de 35 crianças e adolescentes
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com idade entre nove e 13 anos, que participam de atividades lúdicas, esportivas e criativas voltadas para estimular o autoconhecimento e a convivência com a diversidade. O Dermacamp conta hoje com mais de 107 crianças e quase 50 voluntários em seu cadastro, incluindo médicos, enfermeiros e monitores dos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraíba e São Paulo. A ideia do acampamento foi inspirada no Camp Horizon, idealizado pelo médico norte-americano Howard Pride. “Eu e Maria Helena, minha mulher, que é enfermeira especializada em dermatologia, entramos em contato com o Dr. Howard, dermatologista pediátrico, que nos orientou a partir de sua experiência. No final de 2001, fizemos o primeiro acampamento Dermacamp, na ocasião com 12 crianças”, relata Mandelbaum, na época presidente da SBD-Resp. O Dermacamp realiza um intercâmbio com o Camp Horizon,
Prêmio Fazendo a Diferença Em dezembro de 2004, Samuel Mandelbaum foi o primeiro estrangeiro a receber o prêmio “Members Making a Difference Award” (em português “Membros que Fazem a Diferença”), maior prêmio de voluntariado em dermatologia do mundo, concedido pela Academia Americana de Dermatologia (AAD). O reconhecimento mundial demonstra a importância de trabalhos que envolvam novas (e divertidas) formas de tratamento para jovens acometidos por graves doenças de pele.“Foi uma honra enorme. Deus me ajudou a ser um instrumento para que isso acontecesse”, relata Mandelbaum.
A DERMA que permite receber crianças e monitores de lá nos acampamentos brasileiros, e também enviar pessoas daqui para os acampamentos americanos.“Desde 2002 eu já fui seis vezes, e levamos quatro monitores. Recebemos também quatro crianças americanas para conhecer nosso acampamento: duas em 2006 e duas em 2007”, afirma Mandelbaum. Durante o ano são realizadas outras ações, envolvendo pais, familiares, médicos e monitores voluntários, que avaliam os resultados das crianças no projeto. Os encontros, em média quatro por ano, acontecem sempre em datas comemorativas (Páscoa, festa junina, Dia das Crianças e Natal). Os únicos pré-requisitos para participar do Dermacamp dizem respeito à criança, que deve necessariamente estar em tratamento com algum dermatologista e frequentando escola. O projeto não envolve custo algum, e todos participam gratuitamente. Segundo ele, a grande dificuldade é conseguir patrocínio. O acampamento se mantém por meio de par-
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cerias com indústrias farmacêuticas, doações e vendas de camisetas com a marca Dermacamp. Apesar da adversidade, o programa deu tão certo, que, a pedido das crianças, os organizadores resolveram criar o DermaTeenCamp, para adolescentes entre 15 e 17 anos. “Descobri esse mundo mágico aos 13 anos, em 2001. Minha vida mudou muito desde então e ainda está mudando. Quando eu era acampante, não me sentia incomodada ao tirar a blusa de frio naquele calor e por saber que ninguém iria me olhar assustado; entrar numa piscina sem ninguém me perguntar. Costumo responder tudo, mas também gosto de ficar na minha e às vezes fingir que minha diferença não é tão visível e que todos estão acostumados a ver pessoas assim como eu. E lá eu não precisava fingir, eu simplesmente podia ser quem eu sou”, ressalta Winny, que cursa o primeiro período de enfermagem na Universidade Nove de Julho, em Santo Amaro (SP).
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SBD realiza maior evento de atualização em terapias dermatológicas do país
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Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realizou, nos dias 22 e 23 de maio, em São Paulo, o 1o Teraderm, que anunciou as grandes novidades e últimas tendências no campo terapêutico na dermatologia. Com formato moderno e ágil, e considerado o maior encontro da terapia dermatológica do Brasil, o evento foi um verdadeiro sucesso e alvo de elogios. Cerca de 1.200 inscritos tiveram a oportunidade a assistir a palestras de 100 renomados dermatologistas da SBD, que abordaram as novidades em procedimentos, drogas e doenças, mostrando atualização condensada nas principais áreas da especialidade. Além do rico conteúdo científico das apresentações, o formato das palestras – em talk show e com no máximo cinco minutos de duração – foi uma das características mais marcantes do concorrido evento. Ao final de cada bloco, eram oferecidos 10 minutos para discussão dos temas apresentados, como fotobiologia, oncologia, cosmiatria, terapia celular e Laser, entre outros, e a oportunidade de os participantes tirarem suas dúvidas. Nos intervalos ainda lhes foi possível conhecer algumas novidades apresentadas pela indústria farmacêutica. A abertura oficial do Teraderm, no dia 22, contou com palestra coordenada pelo presidente Omar Lupi e por
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Dilhermando Augusto Calil, representante da regional paulista da SBD. O tema em discussão foi “Novos antivirais tópicos e sistêmicos”, que apresentou um novo medicamento para o tratamento do herpes labial. A fotoproteção também ganhou destaque na abertura, quando foram abordadas as vantagens e características dos fotoprotetores inorgânicos, orgânicos e bioativos, entre outros itens relacionados ao tema. No bloco sobre drogas, outras substâncias foram temas de palestras, entre elas os antifúngicos, a talidomida, a isotretinoína, o metotrexato, a ciclosporina e a acitretina. Quanto às doenças dermatológicas, os palestrantes abordaram assuntos como o melanoma e as pesquisas em torno da vacina para o câncer de pele em fase avançada; doenças bolhosas e os tratamentos atuais; doenças infecciosas e hanseníase; alergia dermatológica causada por dermatoses ocupacionais; terapia celular e engenharia tecidual; queloides e cicatrização. No bloco sobre procedimentos foi apresentado o que há de mais atual em termos de tratamentos com Laser, peeling, cirurgia dermatológica, rejuvenescimento facial, toxina botulínica, preenchimento e cosmiatria em geral.
Os associados que participaram do simpósio terão a oportunidade de rever, através do Teraderm on line, o conteúdo abordado. Mediante uma senha, que em breve será enviada pela SBD, o associado terá acesso à programação do evento pela web. Quem não compareceu ao Teraderm também terá chance de assistir às aulas, mediante o pagamento de uma taxa.Todas as informações referentes ao Teraderm on line serão divulgadas através de newsletters, e-mails e disponibilizadas no site da SBD - EM BREVE!
“Podemos dizer que o Teraderm foi um sucesso, pois apresentou formato inovador e ágil. O consistente conteúdo das palestras foi bem aproveitado por todos, e os debates após as apresentações permitiram aprofundar os assuntos pela troca com os colegas”, ressalta Omar Lupi, presidente da SBD. “Eu acho que o modelo do Teraderm tem finalidade única. Não se trata de Educação Médica Continuada, pois parte do princípio de que quem assiste é conhecedor dos assuntos e só veio ouvir a opinião de outros especialistas. Isso explica por que as palestras duram apenas cinco minutos. Não é para aprender sobre a dermatose, e sim para saber como está a terapêutica atual por um expert no assunto. Acredito que o Teraderm veio para ficar”, reafirma Clarisse Zaitz, coordenadora do evento.
Em tempo, gostamos muito do Teraderm, parabéns à equipe. Silmara Pennini Parabéns a todos pelo evento, que foi um sucesso. Tânia Regina Silva Farias Parabéns a todos vocês da SBD pelo Teraderm. Foi muito bom!!!! Erica de Magalhães Holanda
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Profissões e Dermatoses Ocupacionais
Pedreiros Esse ramo da construção civil está entre os que mais sofrem com dermatoses ocupacionais. Evitar o contato com agentes irritantes é o primeiro passo para diminuir a penetração de alérgenos em meio aos pedreiros
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difícil estimar o número de doentes nessa profissão. Sabe-se, no entanto, que em quase todos os países do mundo, os pedreiros são os profissionais da construção civil mais afetados por alguns tipos de dermatose ocupacional (DO), o que confere grande importância médica e social à doença. Pode-se afirmar que 100% dos pedreiros têm dermatite de contato irritativa (DCI) em algum grau, e 50%, dermatite de contato alérgica (DCA). Os principais fatores condicionantes de DO nesse segmento são: as intempéries (frio, calor, vento, umidade, luz); traumatismos; microtraumatismos que facilitam a penetração de substâncias irritantes e alergizantes; higiene (dificuldades locais e problemas sociais); dificuldade de controle médico (contratos
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Alice O. A. Alchorne
Cimento seco
Dermatite de contato alérgica por bota de borracha
Dermatite de contato alérgica disidrosiforme por cimento
Dermatite de contato irritativa com ulcerações por cimento molhado
temporários); e má utilização de equipamentos de proteção individual (EPI). Os grandes vilões são o cimento e os EPI. O nome cimento, aliás, é impróprio, pois também significa adesivo, compreendendo as resinas e colas; melhor seria a expressão conglomerante hidráulico, que é um aglomerante (ligante) usado na construção civil.Trata-se de pó obtido pela moagem do clínquer (calcário mais argila calcinados a 1.400ºC) com gesso. Com a adição de água, forma-se pasta de pequenos cristais muito aderentes entre si (“pega”) que, ao secar, endurece. Misturado à areia e à cal forma a argamassa. Se se adicionam pedras britadas, forma o concreto, que por sua vez se transforma em concreto armado pelo acréscimo de metais.
Há dois tipos básicos de cimento: o natural e o artificial. Este último pode ser do tipo Portland, com inúmeras variedades conforme a necessidade, e o aluminoso, que tem 50% de óxido de alumínio. O nome Portland foi criado pela semelhança do material com a pedra de Portland, muito utilizada em construção civil na Inglaterra. O cimento Portland comum é uma combinação de óxidos (de silício, ferro, alumínio, magnésio, enxofre e, em maior quantidade, óxido de cálcio) e álcalis em pequena quantidade. Recebe vários aditivos para melhorar suas propriedades: aceleradores de “pega”, anticongelantes, antioxidantes, corantes, fungicidas, incorporadores de ar, impermeabilizantes, plastificantes. Os EPI mais utilizados nessa profissão são os de borracha.
Dermatite de contato irritativa e alérgica. O cimento é muito irritante (alcalino, abrasivo, higroscópico e pelo calor das reações químicas); causa ressecamento da pele, ceratose palmoplantar e peri e subungueal, e eczema de contato irritativo. Quando se adiciona água ao cimento, formam-se silicato de cálcio e hidróxido de cálcio, com ph 13, o qual, junto com oclusão, pressão e atrito dos calçados, desencadeia “queimaduras químicas”, com bolhas, necrose e ulcerações. Os principais alérgenos nessa profissão são o cimento, os aditivos da vulcanização da borracha dos EPI (carbamatos, thiurans, mercaptobenzotiazóis, parafenilenodiamina, hidroquinona), resina epóxi e medicamentos tópicos. Os alérgenos do cimento são metais contaminantes (cobalto, níquel e principalmente o cromo hexavalente) e os aditivos. Na DCA pelo cimento as lesões são disidrosiformes na região lateral dos dedos e anterior dos punhos ou placas eritêmato-escamosas que se cronificam, tornando-se ceratósicas e fissuradas. Face e membros podem estar comprometidos, mas raramente o quadro se generaliza. Os demais alérgenos causam lesões eritêmato-escamosas nas mãos e nos antebraços.
Diagnóstico É feito por meio do teste de contato com a bateria-padrão.
Tratamento Segue as orientações dos eczemas em suas diferentes fases evolutivas (aguda, subaguda e crônica).
Prognóstico Não é bom, devido à presença do cromo VI em muitos produtos domésticos e profissionais. Cura em apenas 10% dos acometidos (em 40% há recidivas, e em 50% as lesões são permanentes).
Prevenção No nível primário, além dos exames médicos admissionais e periódicos, educação, uso adequado de EPI – nos alérgicos à borracha pode-se usar PVC (vinil); é também empregado sulfato ferroso adicionado ao cimento, o que reduz o cromo hexavalente em cromo trivalente, menos alergizante. No nível secundário, apesar das medidas de proteção e do tratamento dos doentes, muitas vezes é necessário o afastamento temporário ou definitivo do trabalho, com a difícil reabilitação profissional. Jornal da SBD
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Grandes Mulheres da Humanidade
Ana Néri, a matriarca da enfermagem brasileira
Muitos já ouviram falar em Ana Néri, mas nem tantos talvez conheçam a fundo sua vida e seu valor para a enfermagem brasileira e mundial. Uma mulher preocupada em ajudar o próximo e que, ao perder o marido, decidiu largar tudo para proteger os militares brasileiros convocados para a Guerra do Paraguai. Enquanto nossos combatentes lutavam de um lado, Ana, querida por todos, permanecia de outro, sempre na retaguarda, empenhada em cuidar com dedicação e valentia dos feridos pela guerra. Pioneira na enfermagem no Brasil, a baiana fez jus à valorosa profissão que tanto honra nosso país. Leia abaixo, pequena biografia dessa mulher que é símbolo da enfermagem brasileira. Ana Justina Ferreira Néri (1814-1880) nasceu na vila Cachoeira do Paraguaçu, no interior da Bahia. Aos 23 anos, casou-se com Isidoro Antônio Néri, oficial da Marinha. Desde jovem, Ana aprendeu a ser independente e diligente – viúva aos 29 anos, teve de cuidar dos três filhos: Justiniano, Isidoro e Pedro Antônio. Os dois primeiros tornaram-se médicos; o último, militar. Em 1865, os três foram convocados para a Guerra do Paraguai. Em agosto daquele ano, Ana enviou ofício ao presidente da província da Bahia, Manuel
Pinho de Sousa Dantas, oferecendose para trabalhar como enfermeira voluntária. Seu objetivo era cuidar dos feridos de guerra e estar mais perto dos filhos. Em seguida rumou para o Rio Grande do Sul, onde aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo e cuidou de mais de seis mil soldados internados. Logo depois atuou em Salto, Humaitá, Curupaiti e Assunção, tendo-se destacado em todos os lugares por que passou. Na capital paraguaia, sitiada pelo Exército brasileiro, improvisou com recursos próprios uma enfermaria, onde também passou a morar. Ao final da guerra, em 1870, Ana regressou ao Brasil com três órfãos de soldados, e os educou graças à pensão concedida por D. Pedro II. O governo imperial a condecorou com medalhas e, em 1926, Carlos Chagas homenageou-a atribuindo seu nome à primeira escola oficial brasileira de enfermagem de alto padrão. Pelo Exército foi denominada "Mãe dos Brasileiros". Em 1938, mediante decreto de 12 de maio, o então presidente Getúlio Vargas instituiu o "Dia do Enfermeiro", quando todos os hospitais e escolas de enfermagem do país celebram a memória dessa grande mulher.
Foto: Adriana Lisboa
Resenha Nascido em Goiânia, em 1962, Flávio Carneiro transferiu-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 80 e há seis anos mora em Teresópolis, região serrana do estado. Além de escritor, crítico literário, roteirista e professor de literatura, é professor de graduação e pós-graduação em literatura brasileira e comparada, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Com 11 livros publicados e dois roteiros para cinema, Flávio ganhou vários concursos literários, como o 3o Prêmio Barco a Vapor 2007, com o romance A distância das coisas; Prêmio Jabuti 2007, com o romance A confissão; Prêmio União Brasileira de Escritores de 1994 de Melhor Conto, com Da matriz ao beco e depois, entre outros. Participou, ainda, de algumas antologias, como Os cem menores contos brasileiros do século e foi corroteirista, em parceria com Adriana Lisboa e André Sturm, do filme Bodas de papel, vencedor do Prêmio Especial do Júri do Festival de Cinema de Pernambuco, em 2008.
O LEITOR AMOROSO Flávio Carneiro
Eoutra,ramgorda, duas meninas. Uma, esguia, alta, cabelos livres, bonita. A sardenta, cabelos excessivamente crespos, meio arruivados, seios enormes. A primeira adorava ler, mas não tinha dinheiro para comprar livros. A segunda possuía um tesouro de fazer inveja a toda criança devoradora de histórias: um pai dono de livraria. O leitor de Clarice Lispector já terá percebido que se trata do conto Felicidade clandestina. O que seduz na história é a criação de um erotismo clandestino por natureza, porque se instala não entre corpos de homens, mulheres, mas entre peles especiais: a de uma menina leitora e certo livro desejado. No início, vemos a menina esguia passar por cima das humilhações que a outra lhe impõe, consciente de que só através do sacrifício pode ter, emprestados, os livros que a filha do livreiro não lê mas guarda em casa como instrumentos de poder. Entre as duas, o pacto é claro: eu lhe ofereço seu objeto de desejo, e em troca você deixa que eu realize o meu prazer. E se o objeto de desejo da menina são os livros, o prazer da outra é o exercício da crueldade. Um dia, ela dá início ao meticuloso processo de tortura chinesa. Meio casualmente, como se aquilo não significasse tanto para ela e para a outra – para a manutenção do pacto –, comenta que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. No dia seguinte ela teria o livro em suas mãos, pensou, numa súbita alegria, bastava ir à casa da outra, pegar emprestado, como combinaram, e ler. Pois no dia seguinte lá estava a menina, o cabelo solto, imperdoavelmente bonitinha. O plano secreto da outra, no entanto, mal começara, e certamente não seria ainda daquela vez que o livro seria vivido, comido, dormido por aquela que o desejava. Disse-lhe, à entrada da casa, que o livro estava emprestado, voltasse amanhã. Todos os dias, por um tempo indeterminado, a menina bonita cumpria seu doloroso ritual: bater à porta, ouvir um ainda não, amanhã talvez. A dor passava a fazer parte da conquista, o livro com certeza a aguardava, a ela que o queria tanto que suportava o sofrimento de sentir as olheiras se cavando devagar, diariamente. Como num rito de passagem, a menina aos poucos amadure-
ce: a dor e o desejo tecendo a rede onde o erótico se deita. O livro, seu querido, não é para ela apenas papel e tinta mas pele cintilante, corpo, um corpo cujo calor ela apenas adivinha. Numa das visitas, a brincadeira toma outro rumo. Enquanto a menina ouve, silenciosa, mais uma recusa, a mãe da outra aparece. Após um diálogo constrangedor, de frases entrecortadas, a mãe descobre enfim o motivo daqueles encontros regulares à porta de sua casa e diz à menina, diante da filha:‘E você pode ficar com o livro por quanto tempo quiser’. Pelo tempo que quisesse é a promessa tão esperada de um amor infinito. E também, talvez melhor, é a promessa de um amor sem posse: ela não é a dona do livro. Não ser dona lhe tira o peso de possuir, deixa-a mais leve para viver, para experimentar seu prazer. Por outro lado, como só vai devolver o livro quando quiser, pode fazer de conta que é dona dele. Agora, a leitora tem – desse jeito diferente, só dela – seu texto desejado. Passada a tempestade, leitora e livro se encontram na conquistada metamorfose: “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.” O final da história nos mostra uma leitora amorosa vivendo a clandestina delícia do encontro. Como se fosse mágica, a menina se transforma em personagem do seu próprio conto de fadas, escrito na espera de cada dia, e balança agora com seu rei, atravessada de orgulho e pudor, como uma rainha delicada.
Felicidade clandestina, de Clarice Lispector (Rocco, 160 páginas, R$ 26)
Flávio cedeu gentilmente este texto, publicado em seu livro Entre o cristal e a chama: ensaios sobre o leitor, pela EdUERJ, em 2001.
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SBD é Verde em julho no Riozoo Residentes participarão de sorteio para o 64º Congresso da SBD
Em função do grande número de eventos ocorridos em junho e para coincidir com as férias escolares, o Dia do Meio Ambiente da SBD foi remarcado para o dia 18 de julho, no Riozoo. Com apoio do laboratório Theraskin, a Sociedade quer, por meio do evento, chamar atenção do grande público para a importância dos programas de proteção ambiental.A Campanha “SBD é Verde” distribuirá folhetos educativos confeccionados em papel reciclado alertando todos sobre a questão, assim como panfletos de campanhas anteriores, como a do câncer de pele, psoríase, DST e antifumo. Médicos e voluntários participantes usarão camisetas e bonés com slogan da campanha e imagem do puma, também conhecido como suçuarana ou onça-parda, animal adotado recentemente pela SBD. Haverá uma placa indicativa com a logomarca da SBD no espaço que o animal ocupará no zoo. O puma é felino ameaçado de extinção cuja pelagem é desprovida de manchas. Por isso, o slogan da campanha é "Apague a mancha da extinção. Clareie suas ideias". Segundo Maria Fernanda Gavazzoni, tesoureira da SBD,
com a ajuda da Fundação Riozoo, o material “SBD é Verde” também será encaminhado às escolas públicas do município e do estado vinculadas ao projeto Amigos da Escola, que tem o apoio da Sociedade.Além disso, os residentes participantes vão concorrer a um pacote completo com passagens e diárias para o 64o Congresso Dermatológico de Belém. A Campanha visa fortalecer o nome da SBD perante a população e propagar a campanha para outras regiões do Brasil por meio de regionais que também desejem abraçar a causa ecológica. “Mais de um milhão de pessoas passam pelo Riozoo durante o ano, e a intenção é esclarecê-las quanto à associação entre o desmatamento desenfreado e as grandes alterações ecológicas, cujas consequências também incluem o ressurgimento e propagação de doenças como as viroses emergentes e a leishmaniose”, resume Maria Fernanda.
Departamentos
Departamento de Laser
O curso “Laser & Lazer”, promovido pelo Departamento de Laser no dia 25 de abril, em Angra dos Reis, reuniu dermatologistas para discutir temas como Lasers fracionados em aplicações faciais e extrafaciais, além de novidades na área veiculadas pelo Congresso da Academia Americana.“O encontro agrega todos os dermatologistas que trabalham com essa modalidade e notamos que a SBD está fazendo o caminho certo. O próximo passo é criar consenso junto à indústria para todos lucrarem com esse procedimento. Nesse aspecto, a dermatologia tem de andar em parceria com a indústria para diminuir custos de manutenção e dar mais qualidade ao trabalho dos dermatologistas, evitando transtornos jurídicos e a não manutenção”, observa o coordenador Alexandre Filippo. Para Gabriel Gontijo, o evento foi excelente oportunidade para discutir as dificuldades que envolvem a compra de tecnologias tão caras. “Pudemos conhecer de perto a limitação e os entraves burocráticos que a indústria de Laser enfrenta, bem como os encargos de impostos que incidem no valor desses aparelhos. O resultado final, positivo para ambos os lados, colaborou para melhorar ainda mais a relação dos médicos com as empresas de Laser. A importância de
compartilhar com os colegas a experiência de dificuldades e sucessos que enfrentam quando ingressam nesse ramo da dermatologia, é outro ponto que destaco”, ressalta Gontijo, que apresentou pesquisa comparando custos e benefícios dos aparelhos de Laser fracionado disponíveis no Brasil. O material será publicado em breve na revista Surgical & Cosmetic Dermatology. David Azulay enfatiza também que a troca de experiências entre dermatologistas e a indústria acrescenta a todos. “Vimos aqui a relação dos médicos com as máquinas, dos médicos com a indústria e os aspectos jurídicos disso tudo. Queremos melhorar nossa relação com elas”, explica. Emmanuel de França foi outro que elogiou o evento e a iniciativa da SBD: “Eu achei muito bom.Tivemos público relativamente numeroso; as pessoas conseguiram ouvir diversos assuntos com calma e tranquilidade, e tivemos atualização do que aconteceu no Meeting da AAD. Espero que a SBD mantenha o apoio ao grupo de Laser, realizando eventos desse nível.”
possível reconhecer as principais características atuais dos casos de farmacodermias atendidos por esses 10 serviços credenciados pela Sociedade. Agradecemos o esforço desses serviços, particularmente dos responsáveis pelas notificações e dos chefes dos serviços, e esperamos que o tema desperte cada vez mais a atenção dos dermatologistas brasileiros.
Informe: notificações das farmacodermias 2007-2008
O Departamento de Alergia e Dermatoses Ocupacionais da SBD, na gestão 2007-2008, realizou levantamento junto aos serviços credenciados sobre a frequência das farmacodermias e as principais características clínicas a elas relacionadas. Entre abril de 2007 e dezembro de 2008, os seguintes serviços participaram do estudo: Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Ambulatório de Dermatologia Sanitária do Rio Grande do Sul, Complexo Hospitalar Heliópolis de São Paulo, Santa Casa de Curitiba, Hospital Universitário Dr. Domingos Leonardo Cerávolo de Presidente Prudente, Serviço de Dermatologia da Universidade Federal do Pará, Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo, Serviço de Dermatologia da PUC de Campinas, Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Goiás e Serviço de Dermatologia do Hospital dos Servidores Públicos Municipais de São Paulo. Foram notificados 156 casos de reações medicamentosas, com idade média de 49 anos, 55% pacientes do sexo feminino, 27% com diagnóstico histopatológico, 60% atendidos ambulatorialmente, e 1,9% com evolução desfavorável (óbito). O número médio de medicamentos em uso foi de 3,9 por paciente, e as drogas mais citadas foram diclofenaco, dipirona, fenitoína e carbamazepina.As reações cutâneas mais diagnosticadas foram exantema, urticária, eritema multiforme e reações eczematosas. Mesmo diante da amostra relativamente pequena, é
Departamento de Teledermatologia
O Departamento de Teledermatologia da SBD transmitiu, no dia 15 de junho, a palestra “Avaliação prática da micose fungoide em consultório”, ministrada pela Dra. Flávia de Freire Cássia. Na aula, realizada via internet para os associados, foram abordados os aspectos práticos da micose fungoide (linfoma cutâneo primário de células T), doença rara e de diagnóstico difícil, especialmente nos estádios iniciais. Segundo a Dra. Flávia Cássia, o enfoque da aula foi a abordagem diagnóstica e terapêutica da doença no consultório do dermatologista.
Departamento de Alergia Dermatológica e Dermatologia Ocupacional
O 3o Simpósio Latino-Americano de Alergia Dermatológica e o 1o Simpósio de Dermatologia Ocupacional do Cilad serão realizados nos dias 25 e 26 de setembro na Fecomércio, São Paulo. Jornal da SBD
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Regionais Maranhão
Minas Gerais
Pernambuco
Rio Grande do Norte
Rio de Janeiro
São Paulo
SBD-RJ dá nova formatação aos cursos de cosmiatria A SBD-RJ promoveu o primeiro dos cinco módulos do Curso de Atualização em Cosmiatria, no dia 1o de maio, no Rio de Janeiro. O objetivo do curso é aprimorar a formação e a prática dos dermatologistas, além de fortalecer a área de atuação na especialidade. Peelings superficiais e médios: faciais e corporais foi o tema abordado nesse módulo, que teve as inscrições esgotadas em apenas 10 dias. Segundo a secretária Claudia Alcântara, o formato do evento foi um sucesso. Cada módulo é precedido de aula teórica, e logo após são realizados os procedimentos práticos. "Desse modo, os participantes têm a oportunidade de consolidar o conhecimento no tema abordado e discutir questões relacionadas", ressalta. Os próximos módulos são: toxina botulínica: pontos clássicos, avançados e hiperidrose axilar; preenchimentos; dermatocosmiatria: terapêutica tópica com ativos e formulações multifuncionais para prevenção e tratamento do envelhecimento cutâneo; e depilação e tratamento do fotoenvelhecimento.
Minas Gerais recebe III Jornada Sudeste de Dermatologia Com o objetivo de reunir dermatologistas da Região Sudeste foi realizada a III Jornada Sudeste de Dermatologia, nos dias 1o e 2 de maio, em Belo Horizonte. Maria de Fátima Borges, presidente da SBDMG, afirmou que a programação foi bastante abrangente e contemplou temas de todas as áreas da especialidade, como dermatologia geral e pediátrica, cosmiatria, hanseníase e cirurgia dermatológica. A intenção foi estimular a atualização e o aperfeiçoamento profissional dos dermatologistas da Região Sudeste e dar continuidade à tradição dessa jornada antes realizada em Búzios (RJ) e Vitória (ES). A diretoria da SBD foi representada no evento por sua tesoureira, Maria Fernanda Gavazzoni.
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Maria Paulina Kede, Carlos Barcauí e Cláudia Alcântara, organizadores do curso de atualização em cosmiatria da SBD-RJ
"Os cursos de atualização em cosmiatria da SBD-RJ serão realizados durante todo o ano, tendo como prioridades o treinamento prático e intensa troca entre professores e alunos. Além disso, os participantes recebem apostila referente ao tema, assim como um CD do curso prático para consolidar o aprendizado. Mais do que isso, estabelecemos estreita relação entre os participantes, os palestrantes e a Regional Rio, para que possam expressar suas necessidades profissionais", pontua Claudia.
Rio de Janeiro O 23o Congresso da Associação dos ex-alunos do Prof. Azulay ocorreu nos dias 15 e 16 de maio, no Colégio Brasileiro de Cirurgiões. O evento contou com a participação de 214 pessoas. Ao final, o Prof. Azulay recebeu por intermédio do Dr. Carlos Barcauí, atual presidente da SBD-RJ, a homenagem dos presentes por sua enorme contribuição intelectual e moral à regional.
Rio Grande do Norte
Da esq. para dir.: a vice-presidente, Patricia Freire, a tesoureira Kelly França, a coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD, Andreia Mateus, o chefe do Serviço de Dermatologia da UFRN, Pedro Trindade, o presidente da SBD-RN, Sidney Costa e a secretária-geral, Larissa Morais
A Regional Rio Grande do Norte recebeu, em 30 de maio, a coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD, Andreia Mateus, para a realização de um workshop de peelings superficiais e médios no Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Na mesma oportunidade, o presidente da SBD, Omar Lupi, aproveitou para visitar as dependências do referido serviço e congratulou os colegas potiguares pela excelente estrutura do departamento. O presidente da SBD-RN, Sidney Augusto da Cruz Costa, por sua vez, disse que o serviço tem evoluído a cada dia e que os elogios “são fruto de trabalho intenso e dedicado”.
Maranhão São Paulo Entre os dias 5 e 7 de agosto, São Luís, no Maranhão, vai sediar a XXVIII Jornada Norte/Nordeste de Dermatologia, um dos maiores eventos dermatológicos das regiões. Adelson Marinho, presidente da SBD-MA, disse que o objetivo é renovar conhecimentos dos dermatologistas sobre os temas da atualidade, apresentar a diversidade cultural, as belezas culturais e o acervo arquitetônico do estado. Na ocasião serão discutidos temas como dermatologia cosmética, cirurgia dermatológica, dermatologia oncológica, dermatoses infecciosas, entre outros. Para obter mais informações e inscrever-se visite o site www.sbd-ma.com.br.
O Centro de Convenções Rebouças foi palco do I Simpósio Nacional de Dermatite Atópica, realizado no dia 30 de maio, pela Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA) e com o apoio da SBD-Resp. Cerca de 500 dermatologistas e profissionais da saúde das mais diversas áreas receberam informações sobre novas abordagens na terapêutica dessa complicação. Além do tratamento com o uso de medicamentos, a prevenção, a educação e a importância dos grupos de apoio foram alguns assuntos explorados no evento.
Pernambuco A SBD vai promover o 2o Simpósio Nacional de Hanseníase, no Internacional Palace Hotel, em Recife (PE), no dia 25 de julho. Até o dia 17, os associados quites com a SBD pagam R$ 70 pela inscrição. O valor para residentes e especializandos de serviço credenciado da Sociedade é de R$ 50. Diagnóstico clínico da hanseníase, tratamento e novas perspectivas, novos métodos laboratoriais, hanseníase e gravidez são alguns dos assuntos previstos para o evento.
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Serviços Credenciados
Unifesp
A nova página do Serviço do Departamento de Dermatologista da Unifesp é a http:// www. unifesp.br/dderma, que acaba de receber certificação internacional pela HONcode (Health On The Net Foundation), o que a consagra como único site de departamento universitário do Brasil com o atestado de qualidade. Universidade Federal Fluminense A chefe do Serviço de Dermatologia da HUAP/UFF, Sandra Durães, comunica que Flávio Barbosa Luz obteve a primeira colocação no concurso para professor adjunto de dermatologia da universidade, realizado de 11 a 15 de maio. Há 19 anos o concurso não era realizado. Faculdade de Medicina do ABC O curso de formação em dermatoscopia da Faculdade de Medicina do ABC, sob coordenação de Francisco Macedo Paschoal, será realizado nos dias 28 e 29 de agosto e 25 e 26 de setembro. Os interessados devem inscrever-se na secretaria do Serviço pelo número (11) 4993-5476 (falar com Silmara) ou pelo e-mail dermatologia@fmabc.br. Universidade Federal do Espírito Santo Foi inaugurado em 15 de abril o Serviço de Dermatologia Prof. Delio Delmaestro, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).A nomeação homenageia o professor e agradece sua grandiosa contribuição à frente do serviço. Delmaestro aposentou-se em janeiro
deste ano, e em seu lugar assumiu a Dra. Lucia Martins Diniz.
Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais
Chefiado por André Piancastelli, o Serviço do Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais (HPMMG) adquiriu, em maio, todo o equipamento necessário para a realização de cirurgia micrográfica de Mohs (retirada de tumores de pele). O procedimento será coordenado pelo dermatologista e cirurgião Glaysson Tassara Tavares.
Unoeste
Dermatologistas do oeste paulista reuniram-se para o primeiro encontro do ano, em 20 de junho, no Hospital Regional de Presidente Prudente. Na ocasião foram apresentadas as palestras "Úlceras em Dermatologia" e "Curativos", pelo Dr. Paulo Cunha e José Roberto Pegas, respectivamente.
Campanha Psoríase no Paraná
A campanha sobre psoríase realizada no final do ano passado transcorreu com sucesso, afirma o prof. Luiz Carlos Pereira, coordenador do evento, promovido pela Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. Cerca de 360 pessoas, ele informa, receberam folders com orientações e informações sobre a doença. Dermatologistas atenderam a nove pacientes portadores de psoríase, que buscaram novos tratamentos. A Prefeitura Municipal de Curitiba cedeu uma tenda para a divulgação da campanha.
Policlínica Geral do Rio de Janeiro
Omar Lupi é o novo chefe do serviço de dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro (PGRJ), substituindo o Prof. Marcius Peryassú, que estava à frente do setor desde 1973. Com mérito histórico indiscutível, a Policlínica, fundada em 1881, foi o primeiro serviço de dermatologia do Brasil. Em cerimônia realizada no dia 29 de maio, Marcius Peryassú agradeceu o trabalho e a dedicação constantes de todos na dermatologia da Policlínica e desejou boa sorte a seu sucessor: "Eu só tenho a agradecer por todos esses anos de trabalho. Entrei de uma maneira feliz e estou saindo mais feliz ainda. Tenho certeza de que o serviço está em boas mãos com o Omar", completou. Estiveram presentes o coordenador do Departamento de Teledermatologia, Ivan Semenovitch, a diretora de Ações Institucionais, Cláudia Maia, a coordenadora do Departamento de Cosmiatria, Andreia Mateus, e a diretora da Policlínica, Eliana Carvalho Silva.
Solenidade reúne dermatologistas e equipe do Serviço de Dermatologia da Policlínica
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