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Março / Abril 2003 1

JSBD l Ano VII n o 4

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Sumário

X P E D I E N T E

Sociedade Brasileira de Dermatologia Filiada à Associação Médica Brasileira

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Calendário Coluna da Diretoria Palavra do Tesoureiro

DIRETORIA 2003 - 2004 Presidente Márcio Santos Rutowitsch (RJ) Vice-Presidente Sérgio Talarico Filho (SP) Secretário-Geral José Ramon Varela Blanco (RJ) Tesoureiro Celso Tavares Sodré (RJ) 1o Secretário Samuel Henrique Mandelbaum (SP) 2a Secretária Lúcia Helena F. Arruda (SP) Diretora de Biblioteca Ivonise Follador (BA) Diretor Geral e Operacional Marco Antônio S. Abreu Rocha

SBD

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Painel

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Diretor responsável: Jackson Machado Pinto (MG) Jornalista responsável: Tatiana Gentil- Reg. no 22.375 Redação: Tatiana Gentil e Andréa Fantoni Conselho editorial: Márcio Santos Rutowitsch (RJ), Sérgio Talarico Filho (SP), José Ramon Varela Blanco (RJ), Celso Tavares Sodré (RJ), Samuel Henrique Mandelbaum (SP), Lúcia Helena F. Arruda (SP), Ivonise Follador (BA) Editoração eletrônica: Nazareno Nogueira de Souza e Tatiana Gentil Contatos Publicitários: Marco Antônio S. Abreu Rocha e Tatiana Gentil A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/18º andar Rio de Janeiro – RJ - CEP: 20090-003 E-mail: comunicacao@sbd.org.br Assinatura anual: R$ 100,00 Número avulso: R$ 20,00

Meeting recebe dermatologistas em clima de paz Confraternização entre presidentes Biossegurança: estudo traça algumas atitudes de prevenção contra acidentes

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Esta é uma publicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, dirigida aos seus associados e órgãos de imprensa. Publicação bimestral - Ano VII – nº 4 Março / Abril - 2003

Coluna da Ombudswoman

O passo-a-passo de um consultório exemplar Propaganda médica: uma questão de ética Ato médico ainda está em discussão no Congresso Uso da flutamida em dermatologia será observado pela Anvisa

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Projeto regulamenta uso da talidomida ABRINQ promove encontro para divulgar doenças da pele Um flash na pele: a fotografia como aliada ao tratamento Interdic@s Serviços Credenciados Livro Departamentos

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Regionais Bulário


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Calendário

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MAIO

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Encontro baiano de Terapêutica Dermatológica - BA Reunião Mensal - MG Reunião Científica - AL II Jornada Paraibana de Dermatologia - Campina Grande II Jornada Catarinense de Dermatologia - Florianópolis Reunião Ordinária de Dermatologia - ISCMPA/UFRGS Curso Teórico-Prático - RS 4ª Renião Dermatológica Ordinária - UNIFESP 1º Encontro de Terapêutica Dermatológica Clínica e Cirúrgica - UNIFESP Workshop de Dermatologia - AL Conferência/Curso - RN Reunião de discussão de casos clínicos ao vivo - RN Reunião Mensal - Regional RJ Reunião de Casos Clínicos - AL Reunião de Casos Clínicos - MA Reunião Mensal - PI Jornada Amazonense de Dermatologia - AM Reunião de Casos Clínicos - CE Triangular Reunião Científica Mensal - EMESCAM

04 05 a 07 06 11 11 13 13 e 14 14 25 25 25 27 27 27 e 28 28 28 28 28

Reunião Mensal - MG XXII Jornada Norte-Nordeste - Aracajú-SE XXI Jornada Goiana de Dermatologia Reunião Científica - AL Reunião Ordinária de Dermatologia - ISCMPA/FFFCMPA 5ª Reunião Dermatológica Ordinária - Fac.Med.de Botucatu II Jornada Paranaense de Dermatologia - Cascavel 113ª Jornada Dermatológica Paulista - Fac.Med.de Botucatu Regional Mensal - RJ Reunião de Casos Clínicos - AL Reunião de Casos Clínicos - MA Curso de Dermatoscopia - PI Reunião Científica - AM Workshop - Correção de Cicatrizes - RN Reunião de Casos Clínicos - CE Reunião Mensal - BA Curso de Crioterapia - PI Reunião Científica Mensal - HUCAM

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JUNHO

Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional

BA MG AL PB SC RS RS SP

Regional SP Regional AL Regional RN Regional RN Regional RJ Regional AL Regional MA Regional PI Regional AM Regional CE Rio de Janeiro Regional ES Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional Regional

MG SE GO AL RS SP PR SP RJ AL MA PI AM RN CE BA PI ES


Janeiro / Fevereiro 2003 JSBD l Ano VII no 4 3

Coluna da Diretoria

Márcio Rutowitsch

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SBD tem participado ativamente das reuniões na Associação Médica Brasileira onde está sendo discutida a nova tabela de honorários médicos, com a hierarquização dos procedimentos e as áreas de atuação de cada especialidade. Na última reunião, em 19 de março, foi discutida a isonomia dos preços das consultas e o critério proposto pela AMB de basear a hierarquização nas regiões anatômicas do corpo. Nesta reunião, a SBD esteve representada pelo Dr. Hamilton Ometo Stolf (SP), que se manifestou pela isonomia do preço da consulta, por considerar mais justo e agregador. Novas discussões serão agendadas pela AMB, que aguarda o pronunciamento de todas as sociedades científicas. Da mesma forma, o dermatologista que desejar dar a sua opinião sobre o assunto deverá encaminhar um e-mail para a SBD, que será avaliado por esta Diretoria.

Auditoria aprova contas da SBD A empresa Boucinhas & Campos/Soteconti - Auditores Independentes S/C entregou, no mês de março, o relatório sobre as contas do exercício findo em dezembro de 2002. É com grande satisfação que anunciamos que o parecer foi entregue sem ressalvas. Os controles contábeis e financeiros foram considerados totalmente satisfatórios e em evolução. Como o relatório é apresentado com resultados comparados, 2001 2002, divulgamos os números apresentados pela auditoria. Receitas Operacionais (em reais) (31 de dezembro de 2001 e 2002) 2002 2001 2.866.056 2.561.201 Despesas Operacionais (2.336.538) (2.642.756) Resultado dos períodos 529.518 (493.572)

Podemos observar que a SBD se equilibrou, embora sempre devamos considerar que esse equilíbrio é delicado, pois ainda dependemos do apoio da indústria farmacêutica e de outras empresas. Apesar de esta dependência ter diminuído consideravelmente, 20% do orçamento é proveniente desses recursos - o que o torna imprescindível à nossa sobrevivência. A manutenção dos controles implantados e a profissionalização da administração, agora enriquecida com a criação do Conselho Fiscal, é ponto crucial na cristalização dessa recuperação.

P a l a v r a d o Te s o u r e i r o

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oi com alegria que recebi a iniciativa do diretor do nosso Jornal, Dr. Jackson, de publicarmos aqui uma coluna da Tesouraria da SBD, na qual tentaremos deixá-los a par do que ocorre com as finanças de nossa Sociedade. Devemos iniciar parabenizando a Diretoria da gestão de 2002, que sob a presidência do Prof. Fernando Almeida, com a outorga de plenos poderes dada pelo Conselho Deliberativo e a solidariedade de todas as Regionais, conseguiu equilibrar a situação de descontrole econômico/financeiro em que nos encontrávamos no final de 2001, ocasionada por equívocos administrativos/contábeis acumulados em diversas gestões anteriores. Ao iniciarmos nossa gestão, encontramos a Sociedade equilibrada financeiramente, apesar de algumas

Celso Sodré receitas previstas dependerem de acordos ainda não celebrados. Nos foi apresentado um orçamento muito bem elaborado, com o qual concordamos e que temos cumprido satisfatoriamente, e um sistema de controle de receitas e despesas bastante eficiente. São muitos os produtos e serviços oferecidos pela Sociedade, de maneira absolutamente democrática a todos os sócios, tais como Biblioteca, Educação Médica Continuada, Anais Brasileiros de Dermatologia, Jornal da SBD, Mídia Eletrônica, Campanha e Programa de Prevenção ao Câncer da Pele, Congresso Brasileiro de Dermatologia, Departamentos, Conselho Deliberativo, Prova do Título de Especialista e muitos outros em andamento, além daqueles que projetamos iniciar. O objetivo de nossa Diretoria é,

sem perder a qualidade, tentar reduzir custos através da racionalização das despesas. Ao mesmo tempo em que tentamos aumentar a captação de recursos, preferencialmente sem onerar os sócios, para podermos oferecer mais e melhor para todos, independente do local onde residam. Para tanto, é imprescindível que todos os sócios se engajem e demonstrem às possíveis fontes destes recursos o quanto eles são importantes para todos e para cada um de nós. Até a próxima!


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Painel

Coluna da Ombudswoman

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Luna Azulay

gradeço as palavras de carinho e incentivo por esta nova tarefa que estou desempenhando. Como tudo que é novo, necessitamos algum tempo para atender e preencher a finalidade e a função desta coluna. Muitos colegas interrogaram sobre aspectos associativos como presença ou não do seu nome no livro dos associados (Anuário), requerendo algumas vezes esclarecimentos que foram sendo dados caso a caso. Com relação à solicitação de acesso aos Anais Brasileiros de Dermatologia, via eletrônica, esclarecemos que todo sócio terá esta possibilidade. Estão disponíveis no site da SBD os resumos dos volumes desde o ano de 2000, já que os artigos completos até 1999 haviam sido compilados em CD-ROM para os sócios. Os artigos na íntegra devem ser solicitados na Biblioteca da SBD; quanto às publicações estrangeiras, sugerimos que sejam usados os serviços da nossa Biblioteca, que está pronta para atender às solicitações. Dúvidas de caráter científico também podem ser esclarecidas solicitando revisão bibliográfica à nossa biblioteca, que aliás é uma das melhores em Dermatologia, da América Latina. Também fui interrogada sobre a maneira de pontuação para Educação Médica Continuada -

EMC-D, mostrando preocupação e interesse em acumular os pontos que finalmente traduzem a tentativa de atualização do associado, mostrando como a EMC-D ganhou importância na nossa Sociedade. Todos estes pontos mostram na realidade o desejo de participação na vida associativa, do ponto de vista científico e organizacional, apontando ao fortalecimento da nossa Sociedade. Também recebemos pedido de informação sobre participação do sócio nos Departamentos da SBD. No dia 25 de abril, haverá a reunião de Presidentes de Regionais, do Conselho Deliberativo, das Comissões e Departamentos da SBD. É o momento para que o associado encaminhe formalmente suas sugestões e solicitações para melhor atendermos as necessidades dos colegas. Continuem escrevendo, mantendo os canais abertos para esta comunicação.

No dia 15 de março aconteceu a reunião do Conselho Fiscal da Sociedade Brasileira de Der matologia. O encontro foi no Rio de Janeiro, com a participação do presidente do Conselho, Dr. Josemir Belo dos Santos (PE), e os integrantes Dr. Eugênio Pimentel (SP) e Dra. Cleide Ishida (RJ). O especialista em finanças, José Vieira, e o assessor jurídico, Antônio Carlos Neto, também participaram da reunião. Na ocasião, foram deliberadas algumas questões e também solicitadas documentações para posteriores críticas e emissões de parecer.

Preparem-se para partir rumo à terra do tango. O XV Congresso IberoLatino Americano de Dermatologia será entre os dias 21 e 25 de outubro, no Centro de Convenções Hilton Buenos Aires, em Buenos Aires, na Argentina. Além do programa científico intenso e variado, o encontro possibilitará atividades culturais pela charmosa capital. Visite o site da organização: www.xvcilad.org. Outras informações podem ser obtidas através do telefax (54-11) 49531505.

Em Janeiro, o Dr. Chao Lung Wen (SP) e o Dr. Mauro Enokihara (UNIFESP), receberam a taça “Melhor Trabalho” do Fórum Internacional de Telemedicina - 2003, pela tese sobre Câncer da Pele. O trabalho foi apresentado durante o evento que aconteceu em Londres.


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Meeting recebe dermatologistas em clima de paz

O Meeting é considerado o evento mais concorrido da especialidade

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pesar dos temores da Guerra contra o Iraque, os dermatologistas brasileiros puderam aproveitar sem sustos o 61st Annual Meeting of the American Academy of Dermatology. O evento foi realizado na cidade de San Francisco, na Califórnia. Por razões óbvias, forma registrados bem menos participantes que nos anos anteriores, inclusive americanos. Mas nem por isso perdeu sua relevância. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Márcio Rutowitsch (RJ), o congresso foi bastante proveitoso no campo científico. Várias novidades foram apresentadas, principalmente na área de laser. “Acredito que esta será a área de maior expansão da dermatologia nos próximos anos” – declarou. O Dr. Márcio destaca entre os lançamentos uma loção que promove a repigmentação dos pêlos brancos, loiros e ruivos antes da depilação a laser. A loção apresen-

“Acredito que o laser será a área de maior expansão da dermatologia nos próximos anos” Marcio Rutowitsch

ta um composto de melanina encapsulada, que se deposita no folículo piloso sem manchar a pele. Ela deve ser aplicada com pelo menos duas semanas de antecedência à remoção dos pêlos. De acordo com o presidente, os trabalhos científicos apresentados no congresso americano demonstram um resultado positivo de 75% a 90% dos casos tratados. O coordenador do Departamento de Laser da SBD, Dr. Alexandre Filippo (RJ), acompanhou as evoluções na área com os Drs. Maurício Martins (PR) e Nuno

Osório (SP), também membros do departamento. Para eles, esta foi uma grande oportunidade para trocar idéias sobre como melhorar a relação profissional e comercial entre usuários e comerciantes. - O que me chamou a atenção foi o lançamento de um aparelho de radiofreqüência que combina alta energia com pré e pós cooling, chegando a 250j / cm quadrado, sem causar qualquer dano à epiderme. As indicações são para acne severa e cicatricial, rugas finas, elevação de sobrancelhas, lifting na região cervical e estrias. Mas devemos aguardar outros trabalhos que mostrem as vantagens do aparelho – comenta o coordenador. Novos softwares para a fotodermatoscopia também se destacaram no evento. Segundo o coordenador do Departamento de Imagem da SBD, Dr. Guilherme Almeida (SP), cerca de 12 empresas apresentaram formas variadas de armazenamento destes dados. Ele observou que nos Estados Unidos a luz polarizada vem se firmado como o melhor meio para obtenção de imagem, ao invés da dermatoscopia tradicional. “Foi desenvolvida uma lupa com luz polarizada para diagnóstico macroscópico de lesões vasculares e pigmentadas, trazendo uma nova forma de recurso diagnóstico rápido e eficaz para nossos pacientes”, acrescentou.

Cosmiatria em alta

A cosmiatria, um dos campos de maior interesse para os dermatologistas, também esteve bem representada. A Dra. Dóris Hexsel (RS), coordenadora deste departamento na SBD, participou das sessões mais concorridas do congresso. Um estudo desenvolvido pela especialista foi comentado em todas as salas onde se discutiu o uso da toxina botulínica, inclusive no simpósio sobre o tema.


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Ela destaca três palestras sobre acne com resultados promissores para a especialidade. A primeira é da Dra. Julie Harper, da Universidade do Alabama, que falou sobre a questão hormonal e a acne. “Ela comentou que acne é manifestação de hiperandr o g enismo em algumas mulheres e enfatizou a importância do tratamento hormonal”, lembrou a especialista. Em sua experiência clínica, a dermatologista americana considera o uso de uma nova droga, que combina pr ogestina drospirenona com estrógeno etinil-estradiol, como um dos medicamentos mais promissores no combate à doença. Já a Dra. Leslie Baumann, da Universidade de Miami, proferiu uma palestra sobre o uso de vitaminas e seus benefícios para a pele. “Ela comentou que o uso tópico da niacinamida, um derivado da niacina, componente do complexo B, possui propriedades antiinflamatórias, o que justificaria o seu uso no tratamento da acne”, destacou a Dra. Dóris. Por último, ela observou o uso

de doses baixas de isotretinoína em lugar do tratamento convencional, como foi abordado pelo Dr. John Strauss. “A isotre t i n o í n a oral controla eficazmente a seborréia e a acne. Porém, é um medicamento que deve ser sempre monitorado pois, apesar da maioria dos efeitos serem dose-dependentes, o mais preocupante deles – teratogenicidade - não é.” Na palestra do Dr. Strauss, ele alerta para a adoção de medidas como a solicitação não apenas de dois testes de gravidez por difere n t e s métodos, a orientação quanto ao uso de duas formas de contracepção simultaneamente, e a necessidade da assinatura do termo de consentimento pela paciente. O documento deverá enfatizar o risco de transtornos depressivos, que, segundo a opinião do médico, está relacionado a outros fatores, e não à isotretinoína. A dermatologista Zoe Diana Draelos, em sua palestra “Top 10 Cosmetic Do’s, Don’ts for Women with Sensitive Skin”, discutiu as melhores apostas em cosméticos para peles sensíveis. Ela enfatizou a importância do conhecimento dos componentes da fórmula e deu recomendações na escolha de produtos para combater a irritação das peles sensíveis. Por exemplo: deve-se preferir produtos em pó, pois são fáceis de remover e con-

Credibilidade brasileira: Dra. Dóris coordenou um trabalho muito comentado no Meeting

tém poucos ingredientes que causam irritação a pele; evitar formulações à prova d´água, pois requerem um solvente para remoção que prejudica a camada protetora da pele; preferir utilizar máscara para cílios de cor preta às coloridas; preferir delineadores em lápis aos líquidos; optar por sombras em tons pastéis e terra; utilizar filtros solares físicos; preferir bases cosméticas a base de silicone. A Dra. Dóris também notou o resurgimento do silicone nos Estados Unidos, tema apresentado em várias palestras e no Curso de Preenchimento, ministrado pelo Dr. Derek Jones e pela Dra. Rhoda Narris. Foram apresentados estudos acompanhados pelo FDA para futura aprovação, utilizando a técnica de micro-gotas. Ela destaca o pronunciamento do Dr. David Duffy, uma das maiores autoridades americanas no assunto, que afirmou ter tratado mais de 5 mil pacientes ao longo de cinco anos sem nenhum efeito colateral. “Por outro lado, o Dr. Rappaport apresentou diversos maus resultados, contrariando o seu uso.”, completa. Na opinião dos dermatologistas, o 61st Annual Meeting of the American Academy of Dermatology perdeu apenas pela presença dos colegas. Porém, os americanos conseguiram suprir com o de sempre: profissionalismo, alto teor científico e hospitalidade.


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Confraternização entre presidentes

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onvidado a participar do jantar oferecido pelo Dr. Fred Castrow, então presidente da Academia Americana de Dermatologia (AAD), Dr. Marcio Rutowitsch aproveitou a ocasião para estreitar o relacionamento entre as entidades. Conversaram sobre os projetos em comum e os planos para o futuro. O Dr. Raymond Cornelison Jr., que assumiu a AAD após o evento, falou sobre um programa de assistência dos dermatologistas a países subdesenvolvidos onde a saúde encontra-se em condições precárias, como o Haiti e Nigéria. Ele sugeriu a participação da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e convidou o presidente brasileiro a voltar aos Estados Unidos para conhecer o projeto.

Fred Castrow e Marcio Rutowitsch

Biossegurança: estudo traça algumas atitudes de prevenção contra acidentes

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controle de segurança nos consultórios é um desafio para os profissionais da área de saúde. Para se ter uma idéia da exposição sofrida pelos médicos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, entre 170 e 200 milhões de pessoas no mundo são portadores crônicos da hepatite C. Esse número é cinco vezes maior do que o da Aids. A transmissão do vírus ocorre em exposições percutâneas ou mucosas envolvendo sangue ou qualquer outro material biológico contendo sangue. A Hepatite B e a Aids são transmitidas de forma semelhante. A especialista em dermatologia, Dra. Nara Regina Nunes Vieira (MG), elaborou um estudo intitulado “Biossegurança, Recomendações e Precauções Universais” que trata sobre recomendações de segurança contra exposições biológicas. A pesquisa é baseada nas recomendações de 1987 da agência de saúde americana, Centers for Disease Control and Prevention (CDC). A pesquisa discorre sobre atitudes que devem ser tomadas pelos profissionais para evitar

Cuidados simples devem ser incorporados à rotina do dermatologista

a possibilidade de contaminação. Usar equipamentos de proteção individual, lavar cuidadosamente as mãos, ter cuidados especiais contra acidentes pérfuro-cortantes e evitar solução de continuidade da pele, principalmente das mãos, são algumas delas.

De acordo com o estudo, o risco de infecção por HIV é de 0,3 % após uma punção percutânea. O de transmissão percutânea com sangue contaminado por HBV, por exemplo, é de 2 a 40 %. “As precauções universais devem admitir a premissa de que qualquer profissional e qualquer paciente podem ser portadores de doenças infectos contagiosas. O objetivo é evitar que ocorra qualquer troca de sangue entre o trabalhador de saúde e o paciente” – afirma a Dra. Nara Vieira. – “Evitar o contato com sangue é a principal maneira de prevenção, entretanto, a vacina para a Hepatite B e o tratamento pós-exposição com imunoglobulina completam o programa de prevenção pós-contato” - explica. Prevenções como lavar as mãos imediatamente após a remoção das luvas ou após contato com sangue e fluidos corporais com água corrente e sabão e, em seguida, passar solução de PVPI ou álcool iodado, são fundamentais. No caso de exposição acidental de mucosas, a pessoa deve lavar imediatamente o local atingido com soro fisiológico.


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Alguns procedimentos que acontecem rotineiramente nos consultórios dermatológicos são de alto risco. Nesses casos, o médico deve sempre utilizar avental, óculos, máscara e luvas. Um exemplo clássico do perigo é o tratamento de dermoabrasão, porque há o contato com grande quantidade de sangue. O uso de máscara não é suficiente para fugir de riscos. O médico deve usar capacete para cobrir a face e o pescoço, além de avental, luvas e gorro, pois as partículas de sangue são menores que os poros das máscaras e conseguem atravessá-las. Já foi demonstrada a presença de partículas de HPV e HIV na fumaça do laser. O aspirador de fumaça é 98,6%

“A mão de apoio não deve estar tão próxima do bisturi”, garante a médica

eficaz, quando usado a uma distância de 1 cm da área atingida. Quando usado a uma distância de 2 cm a eficácia cai para 50%. A aplicação de membranas entre a pele e o laser, podem funcionar como proteção contra sangramentos e partículas bacterianas e virais presentes na fumaça. Porém deve-se verificar qual é o material e sua influência na eficácia do tratamento. Os mesmos preparativos devem ser aplicados na eletrocirurgia, pois tam-

bém foram isolados vírus de Hepatite B nas ponteiras de eletrocautérios. Em relação ao transplante de cabelo, procedimento no qual ocorre sangramento abundante, é preferível o uso do punch manual aos de rotação eletrônica que provoca muitos respingos. Os acidentes com seringas são preocupantes e podem ser evitados com o descarte logo após o uso, em recipientes de paredes rígidas, próprios para este fim. “E lembre-se: a maioria dos acidentes acontece quando as seringas são reencapadas, portanto, não faça isso. Também não retire as agulhas e lâminas de bisturi com a mão, e sim, utilizando a pinças” – observa a Dr. Nara Vieira

O passo-a-passo de um consultório exemplar

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ocê está interessado em montar o seu consultório? Se já possui um, ele está equipado de forma adequada para atendimento dos pacientes? O Jornal da SBD vai publicar nas próximas edições, algumas dicas sobre os cuidados com o ambiente de trabalho. A atenção aos detalhes - que vão desde a escolha do piso à forma de higienização da sala – é primordial. As particularidades dos projetos arquitetônicos dos consultórios ou de clínicas particulares precisam ser bem conduzidas e devem seguir rigidamente as normas técnicas da

Anvisa. Para iniciar, indicamos a observação da Resolução RDC n.º 50/2002, que regulamenta o planejamento físico de todos os estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS). Os interessados podem consultar as regras da Anvisa estabelecidas pela Resolução no endereço http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/arq/index.htm. Para os que estão iniciando a carreira e pretendem montar o próprio consultório, o primeiro passo é conseguir uma licença para funcionamento. Os interessados devem procurar a Vigilância Sanitária Estadual

A decoração deve respeitar às normas da Anvisa

ou Municipal da região. Esses órgãos são os responsáveis pelas inspeções. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, alguns estados, como São Paulo e Minas Gerais, possuem legislação específica e a mesma deverá ser seguida.


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Propaganda médica: uma questão de ética

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dermatologia no Brasil é vista como especialidade de carreira promissora, sendo hoje uma das mais concorridas para residência e especialização. De acordo com a Dra. Maria Ester Massara Café (MG), membro da Comissão de Ética da SBD, o mercado está difícil para os especialistas. “Muitas vezes lançase mão dos anúncios publicitários na intenção de se divulgar um trabalho, um tratamento ou apenas conseguir um lugar ao sol. É mister que a propaganda médica seja ética, verdadeira, evitando-se autopromoção, sensacionalismo e ligações ilícitas com a indústria farmacêutica” – afirma. O Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) preparam uma resolução que irá atualizar as normas sobre a participação de médicos em comunicados ou anúncios veiculados na mídia. Isso porque o CFM vem constatando um aumento significativo de propaganda médica nos últimos anos. De acordo com o código de ética do CFM, o médico não deve “permitir que sua participação na divulgação de assuntos médicos, em qualquer veículo de comunicação de massa, deixe de ter caráter exclusivamente de esclarecimento e

9 a Edição do Código de Ética Médica, lançada em 2001

educação da coletividade”. Mas seria possível publicar anúncios publicitários de clínicas e dos próprios profissionais? Para o membro da Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD, Dr. José Ramon Varela Blanco (RJ), existem condições para a veiculação destes anúncios. Dentre elas, o médico deve ter registro de especialidade no CFM. “A regra é clara e está fundamenta na resolução do CFM 1036/80, artigo 4. Nos casos de clínicas, as peças publicitárias devem trazer o nome do diretor técnico“. De acordo com o conselheiro, não é recomendável o uso de fotografias antes e depois de tratamentos não comprovados. Uma outra questão que tange a ética se refere a matérias jornalísticas. É comum o repórter publicar os telefones dos entrevistados, e

neste caso, não está configurado ilícito ético. “O que vai determinar a possibilidade de infração é o contexto. O CFM procura evitar casos de autopromoção e sensacionalismo” - afirma Ramon. As penas para os casos de abusos vão desde a advertência sigilosa à cassação do registro do médico. “A fiscalização de clínicas e de serviços se dá nos moldes do imposto de renda. Todas as informações são aceitas como verdadeiras. No caso de denúncia, cabe averiguar se está configurada a infração à legislação vigente” - explica. De acordo com o conselheiro, embora tenha aumentado o uso de publicidades duvidosas, poucas denúncias são feitas nos conselhos. Ele também afirma que as normas visam preservar a profissão. “A seriedade no exercício da profissão não é apenas ter capacidade técnica, e sim, preservar os conceitos éticos que beneficiarão não só o profissional, mas a imagem pública da Medicina” - completa. A médica Maria Ester concorda. “Cabe ao médico, dentro dos limites éticos de sua profissão, zelar por ela, não colocando em praça pública a medicina como mercadoria barata e sem qualidade, apenas mais um produto de consumo. Segundo especialistas de marketing, na área de medicina, a melhor propaganda é o boca a boca. O cliente satisfeito é o seu melhor veículo de divulgação” – conclui.


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Ato médico ainda está em discussão no Congresso

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ara o diretor do Conselho Federal de Medicina, Dr. Luiz Salvador de Sá, o principal objetivo da regulamentação do Ato Médico é esclarecer de quem é a competência de examinar, diagnosticar e prescrever receitas. Para ele a idéia é simples. “Quem tem um filho doente e vai ao posto de saúde quer ser atendido por quem? Claro que por um médico. É um dever e um direito da classe ter a sua regulamentação. Não entendo como é possível negarem isso, se as outras classes já o têm” - afirma. A medicina é uma prática muito antiga e, por isso, nunca teve seus campos

de trabalhos definidos. Tramita na Comissão de Assuntos Sociais do Senado o projeto de Lei nº 25/02, proposto pelo então senador Geraldo Athoff, que regulamenta o ato médico. Em seguida, será encaminhado para a votação no Congresso Nacional. O Conselho Federal de Medicina está fazendo uma campanha de conscientização e mobilização voltada para os colegas, a sociedade e os parlamentares sobre sua importância. “A população tem que saber que quem medica é o médico. O que para muita gente ainda não é claro” - comenta o Dr. Luiz Sá.

Ainda de acordo com ele, a receptividade dos parlamentares para a aprovação da lei é muito boa. “Consideramos que seja fundamental essa aprovação. Ela é normativa, diz o que é ato médico, fala sobre procedimentos, diagnósticos e tratamentos. Foi feita respeitando as outras áreas. Não queremos tirar nada de ninguém” – declara o Dr. Edmund Baracat, secretário geral da Associação Médica Brasileira e presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. A norma também evitará o esvaziamento da profissão. “Estamos respeitando o direito do médico sem restringir os outros profissionais. Esperamos que a lei seja aprovada este ano” – encerra o secretário.

Anvisa e SBD promovem pesquisa sobre flutamida. Dermatologistas devem participar pelo site

A

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está promovendo, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, uma pesquisa para identificar o uso da flutamida na especialidade. A iniciativa foi adotada após algumas manifestações do público sobre a matéria publicada na revista Isto É (“Beleza de alto risco”, edição nº1743), que abordava os efeitos colaterais do medicamento. O questionário para os dermatologistas está disponível no site http://www.anvisa.gov.br/questufarm/. Para que a classe dermatológica seja ouvida, é fundamental a participação do maior número possível de entrevistados. Só assim será possível obter informações precisas a respeito da necessidade e importância da prescrição da flutamida em pacientes com patologias dermatológicas. De acordo com a Anvisa, os dados serão utilizados na elaboração de uma dissertação de mestrado profissionalizante, e pretende fornecer subsídios para que futuras medidas regulatórias tomadas pela instituição não estejam em desacordo com a necessidade dos profissionais e dos pacientes, garantindo a segurança de ambos.


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Projeto regulamenta uso da talidomida O Projeto de lei que trata do controle do uso da talidomida foi aprovado no dia 25 de março pelo Plenário do Senado Federal. A proposição determina, entre outras coisas, que o medicamento somente poderá ser fornecido com prescrição em formulário especial e numerado, retido pela farmácia, e que não poderá ser um estabelecimento comercial. Seu fornecimento será feito “exclusivamente pelos programas expressamente qualificados pela autoridade federal competente, vedado seu fornecimento em cartelas ou amostras desacompanhadas de embalagem, rótulo ou bula”. O projeto estabelece também que o rótulo e a embalagem devem exigir ostensivamente a proibição de seu uso por mulheres grávidas ou sob o risco de engravidar. Convidados a representar a SBD no grupo que estuda a talidomida no Ministério da Saúde, os Drs. Gerson Penna e Andréa Ramos comentam o Projeto aprovado pelos senadores.

A cerca do Projeto de Lei Nº 1641 de 1999 Gerson Penna e Andréa Ramos *

A

legislação em torno da Talidomida (TAL) data da década de 60 quando ela foi banida do mercado mundial pelo efeito colateral - teratogenicidade - sobre embriões humanos. Por mais de 30 anos o Brasil foi o único produtor de TAL, em escala comercial, para suprir o Programa Nacional de Controle de Hanseníase. A TAL [(+/-) alpha (N-pthalimido)glutarimide] devido à sua potente ação anti-inflamatória, imunomoduladora e anti-angiogênese, vem sendo resgatada como um agente terapêutico significativo na prática médica atual em outras especialidades (infectologia, reumatologia, oncologia) para além da dermatologia. Nos últimos 10 anos há na literatura mais de 60 ensaios clínicos publicados envolvendo TAL, e atualmente mais de 200 outros ensaios estão em andamento com esse fármaco. Em 1997, em fórum específico para o assunto, reuniram-se o FDA (Food and Drug Administration), o NIH (National Institutes of Health) e

o CDC (Centre for Disease Control and Prevention) para iniciar uma discussão sobre a legislação do possível uso da droga nos Estados Unidos (EUA). Em 1998, o FDA concedeu registro à TAL fabricada naquele país, o que também reacendeu a discussão sobre o uso clínico da droga, e uma série de proposições vem surgindo na literatura acerca da legislação envolvendo o uso da TAL. A França também já fabrica sua talidomida, utilizada sob rigorosa legislação. O Japão também já discute a possibilidade de importação desse fármaco e isso fará com que a TAL volte a circular, em escala comercial, nos continentes americanos, europeu e asiático. Merece, portanto, destaque a iniciativa do Senador Lúcio Alcântara (militante parlamentar histórico da área da saúde) ao apresentar um projeto de lei sobre a matéria. O texto final, após as emendas apresentadas, é amplo e confere maleabilidade ao poder executivo para rever sua legislação técnica (grifo nosso) sobre o assunto.

Seguindo a tendência científica internacional o texto aprovado proíbe o uso em gestantes, e aponta para a possibilidade do uso da TAL em mulheres em idade fértil, obrigando o poder público a discutir e disponibilizar todos os métodos contraceptivos para mulheres que necessitarem usar o medicamento, sem dúvida um enorme avanço. Há, entretanto, ao nosso ver, a necessidade de rever o Art.2º do texto aprovado quando diz: “a talidomida não será fornecida ou vendida em farmácias comerciais....”. Ora o Brasil tem um dos melhores sistemas de fármaco-vigilância de outras drogas teratogênicas, que são vendidas em farmácias sob monitoramento rigoroso da autoridades competentes de vigilância sanitária em todo o país. Nos EUA, o uso da TAL é monitorado por um sistema um sistema denominado S.T.E.P.S. (System for Thalidomide Education and Prescri bing Safety), trata-se de sistema de fácil implantação que permite monitoramento diário do uso da droga naquele país. Destaque merece também o enorme trabalho desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, em 2001, ao compor a Comissão Ministerial que foi encarregada da revisão da legislação técnica sobre TAL no Brasil. A SBD cumpriu, dentro dos prazos estipulados, a tarefa solicitada e lamentavelmente a portaria ainda não foi revisada, o que certamente o será por força da lei ora em questão. Quem sabe possamos refletir juntos (comunidade científica, poderes executivo e legislativo) chegar a um consenso sobre o assunto e acelerar o processo de resgate desse importante fármaco, onde o Brasil detém a maior experiência internacional. * Gerson Penna (DF) é sócio efetivo da SBD e Doutor em Medicina Tropical. Andréa Ramos (MG) é sócia efetiva da SBD e Mestre em Dermatologia.


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58º Congresso Brasileiro de Dermatologia

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ABRINQ promove encontro para divulgar doenças da pele

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o dia 13 de março, a Fundação Abrinq, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia e o Instituto Itaú Cultural, promoveu em São Paulo o “Encontro de Voluntários com Organizações Sociais do Programa Adotei um Sorriso”. O encontro é o primeiro de uma série iniciada pela Dermatologia, que tem como objetivo informar as organizações que participam do programa sobre temas das especialidades voluntárias. Realizado no Instituto Itaú Cultural, o evento reuniu representantes de 31 organizações sociais e voluntários. O coordenador do programa “Adotei um Sorriso”, José Eduardo de Andrade, destacou a importância da experiência envolvendo a ação voluntária de dermatologistas. “Precisamos capacitar os representantes das organizações sociais para identificar as possíveis demandas a serem encaminhadas aos especialistas” – explicou. O Dr Fernando Almeida (SP), coordenador dos projetos sociais da Sociedade Brasileira Dermatologia, destacou a iniciativa da SBD e da Fundação Abrinq. “O trabalho solidário busca alternativas para garantir às crianças, adolescentes e jovens uma melhor condição de vida” - ressaltou. Encerrando a abertura, falou o Dr. Reinaldo Tovo Filho (SP), em nome do comitê de dermatologistas voluntários de São Paulo. Ele agradeceu a disponibilidade dos voluntários e dos represen-

Representantes das organizações sociais assistem palestra sobre Dermatologia.

tantes das organizações sociais. Na seqüência, os palestrantes falaram sobre exposição solar na infância, dermatoses infecto-contagiosas e DST. Encerrando as aulas, o vice-presidente da SBD, Dr. Sérgio Talarico (SP), apresentou o tema “Dermatoses inestéticas”. Para ele, este é um assunto tratado de forma inadequada pela mídia. “Hoje, cada vez mais os jovens procuram os serviços públicos solicitando a retirada de piercings e tatuagens, sem conhecer as dificuldades e lesões que muitas vezes são produzidas durante o procedimento” - finaliza.

“Temas Especiais” trará especialistas em assuntos atuais

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m dos principais diferenciais do 58º Congresso Brasileiro de Dermatologia será a seção Temas Especiais, que contará com exposições de médicos de renome sobre temas avançados. “São exames que ouvimos falar no nosso dia-adia, mas ainda temos muitas dúvidas a respeito” – comenta o membro da Comissão Científica, Dra. Lúcia Martins Diniz (ES). Serão abordados temas como “Citocinas e Pele” (Dr. Fausto E. Lima Pereira), “Prions em Dermatologia” (Dr. Omar Lupi - RJ), “Aplicações da Imunohistoquímica no diagnóstico das neoplasias indiferenciadas” (Dra. Mariângela Ester Marques - SP) e “Genes Supressores de tumores e oncogêneses” (Dr. Yuri Drumond Louro). “Acredito que grande parte dos colegas esteja ávida por conhecer estes assuntos. Vai ser compensador, depois da programação notur na acordar cedo” – brinca a Dra. Lúcia. O 58º Congresso Brasileiro de Dermatologia, uma das principais atividades promovidas pela SBD, será realizado em Vitória (ES) de 6 a 10 de setembro. A expectativa é reunir mais de três mil pessoas. Os interessados em participar terão até o dia 31 de julho para se inscrever. Depois desta data serão efetuadas inscrições somente no local do evento. As informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3088-4023/30615604 ou pelo site www.vitoriaparadermatologia.com.br .


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Um flash na pele: a fotografia como aliada ao tratamento

ma imagem vale mais do que mil palavras. A frase reforça a convicção de que a fotografia é uma grande aliada nos diagnósticos. “É a expressão de uma doença, naquele momento evolutivo, com nuances muitas vezes não percebida in vivo" afirma o Dr. Emmanuel França (PE), um especialista em fotografias der matológicas. Para ele, nenhum texto poderá descrever com tanta precisão uma imagem capturada com boa qualidade. - A dica é conhecer primeiro os princípios básicos: a relação do objeto fotografado com a luz ambiente, a distância da máquina etc. No caso das imagens dermatológicas, a relação entre a lesão e a topografia corporal - ensina França. Para ajudar nos diagnósticos, o ideal é fotografar uma área maior do lugar

onde está a lesão, e fazer outra com maior aproximação. O Dr. Andrelou Vallarelli, de Campinas, organizou uma apostila que ensina desde a história da fotografia a dicas de equipamentos. “Para os que se aventuram no mundo digital é fundamental avaliar a relação custo-benefício entre os equipamentos amadores e profissionais. Aqueles que acreditam que a fotografia convencional não será absorvida pela digital enganam-se. Creio que seja uma questão de tempo” - comenta. Na hora do ensaio fotográfico, a relação médico-paciente deve ser respeita. Cabe ao profissional explicar a importância da foto para o controle da doença. “A ciência do paciente sobre a importância do recurso é fundamental. A imagem pode servir como referência para um pro-

Foto: Andrelou Vallarelli

Dr. Emmanuel França

cedimento cirúrgico ou contribuir para a evolução do conhecimento médico-científico” - comenta o Dr. Emannuel França. De acordo com ele o paciente deve ser informado que a sua identidade será preservada. Também considera prudente reservar um lugar especial no consultório ou no hospital para a tomada das fotos. Além disso, os pacientes devem assinar um termo de consentimento para a segurança jurídica do médico.

Foto: Emmanuel França

Baquiamento dos dedos das mãos

Algumas dicas fotográficas

por Andrelou Vallarelli

O uso da fotografia no ensino médico está transformando os cursos e os investimentos das universidades mais avançadas. É o caso da Universidade de Rochester, em Nova York, que está incluindo no programa de residência da pediatria aulas sobre equipamentos, tecnologia e imagem no atendimento infantil. Enquanto essa evolução não chega amplamente às universidades brasileiras, o jeito é seguir as dicas de quem entende do assunto. A melhor opção de câmera convencional é a reflex mono objetiva 35 mm, ou single lens reflex - SLR. Quem usa óculos poderá encontrar dificuldades em ver os limites da área da imagem através do visor, o ideal é testar a câmera antes de decidir pela compra. As câmeras reflex são um avanço, pois o fotógrafo enxerga exatamente o que vai fotografar. A iluminação é fundamental, sempre que possível utilize

Candidíase-erosio interdogotales-mão

um flash acoplado à câmera através de um cabo de sincronismo para se obter um volume maior da foto. O flash eletrônico tem como vantagem a potência e temperatura de cor constante, baixo consumo de energia, emissão de pequenas quantidades de calor e preço acessível. O equipamento digital deve levar em conta a resolução: quanto maior, melhor em princípio a qualidade da imagem. São limitadas em relação à rapidez na obtenção da imagem, correção da perspectiva e fidelidade da reprodução das cores. Foi lançado um novo sensor, criado pela Foven, que captura a imagem digital de forma mais sofisticada que o sistema CCD. Um sensor captura as cores de forma semelhante a uma película tradicional, triplicando a resolução e aproximando-se dos resultados obtidos nos cromos. O tamanho do arquivo significa a quantidade de informações que ele contém. Depende das dimensões de imagem (altura e largura em polegadas), a resolução e a profundidade da cor.


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Interdic@s www.docguide.com

É o site do Doctor´s Guide, um guia completo e atualizado com notícias recentes sobre artigos, pesquisas e trabalhos publicados. O mais interessante no site é a possibilidade de personalizar a página de acordo com o interesse do internauta, inclusive com a seleção do idioma. É possível escolher os temas mais relevantes para a prática médica, de acordo com as necessidades e interesses do pesquisador. O site oferece informação de mais de 2.000 jornais especializados, além do acesso gratuito ao Medline.

www.aslms.org

Site da American Society for Laser in Medicine and Surgery. Traz informações sobre as atividades organizadas pela Sociedade, textos selecionados para os associados, utilizações do laser em cirurgias. Tem links para sites de associados da ASLMS nos Estados Unidos, Coréia, Índia, Austrália e Espanha. Na seção Public Info / Laser Revolution existe um texto sobre a revolução que o laser causou nas cirurgias dermatológicas.

www.especialistasdermatologia.com

Site em espanhol, que funciona como um guia para os dermatologistas. É possível encontrar os endereços de todas as sociedades científicas e fundações relacionadas à especialidade, além do calendário de eventos internacionais e a listagem com todos os hospitais que possuem serviço de dermatologia no mundo.

www.xvcilad.org

Para quem deseja saber informações do XV Congresso Ibero-latinoamericano de Dermatologia, que acontece em outubro, na Argentina. Segundo os organizadores do evento, todas as conferências terão tradução simultânea para português. No link “Conheça a Argentina”, uma visita aos principais pontos turísticos da capital e cidades vizinhas.


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Serviços Credenciados

✔O Serviço de Dermatologia da

Universidade de Taubaté, coordenado pelo Dr. Samuel Henrique Mandelbaum, é o mais novo do Estado de São Paulo, credenciado pela SBD em setembro de 2001. O serviço realiza anualmente, quatro cursos abertos aos sócios efetivos da sociedade. A programação inicia no dia 24 de maio, com workshop sobre Lifting facial, ministrado pela Dra. Bogdana Kadunc. Ela é chefe do Serviço de dermatologia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, com grande experiência em Cirurgia Dermatológica. As vagas para o workshop são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelos fones (12) 2334422, no setor de dermatologia, com a secretária Maysa, ou ainda, com o Dr. Samuel pelos telefones (12) 3921-5455 / 3942-8549 ou 3942-2502.

✔No dia oito de março, o Serviço

de Dermatologia do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos teve uma rotina diferente. Lá foram realizadas 38 biópsias, 16 cirurgias, 15 crioterapias e 10 cauterizações químicas, nas pessoas que tiveram diagnósticos de lesões pré-malignas e malignas, durante a Campanha contra o Câncer da Pele. Essa foi a primeira

participação do CHPGB na Campanha. A primeira etapa foi no dia 8 de fevereiro, no pavilhão de exposições do Expo Center Norte, na qual médicos e residentes do CHPGB atenderam a mais de 1900 pessoas. Para participar, os interessados fizeram inscrições prévias em postos instalados nas estações do Metrô de São Paulo e nas sedes do Rotary Club. “Acreditamos que o modelo com inscrições antecipadas, exames realizados em um local amplo e, ainda, com a possibilidade do tratamento dos casos, seja o mais adequado para as campanhas contra o Câncer da Pele” – afirma o Dr. Mário César Pires, que junto com os doutores José Roberto P. Pegas e Paulo Ricardo Criado são os responsáveis pelo serviço.

✔A

Clínica Dermatológica da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, chefiada pelo Dr. Jackson Machado Pinto, completará 86 anos no dia 15 de abril. Ela foi fundada em 1917 pelo Prof. Antônio Aleixo. Para marcar a data haverá um encontro, entre os dias 17 e 21 de abril, na Pousada Gravatás, no balneário de Búzios, no Rio de Janeiro. Aguarda-se a participação de todos os preceptores e ex-alunos. Haverá ainda uma

jornada de Dermatogia Pediátrica na Santa Casa nos dias 16 e 17 de maio. Os interessados podem ligar para (31) 3238-8751. Outra novidade da Casa é a recente aquisição de um equipamento de fototerapia de mãos e pés que somar-se-á aos já existentes PUVA e UVB de banda estreita.

✔O

Anexo de Dermatologia do Hospital das Clínicas da UFMG, chefiado pelo Dr. Antônio Carlos Martins Guedes, acaba de comprar um aparelho de PUVA.

✔A

Clínica Dermatológica do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo, chefiada pela Dra. Bogdana Victoria Kadunc, organizou para 2003 uma extensa programação de workshops sobre vários temas em cirurgia dermatológica. Os inter essados podem obter informações através do telefone (011) 3241 3665.

✔A

Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp está completando 40 anos. Para comemorar, convida os ex-alunos de medicina a se cadastrarem no site www.fcm.unicamp.br, onde serão divulgadas as atividades programadas para a data.


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Literatura

Departamentos Departamento de Cirurgia Dermatológica

Os livros-texto dermatológicos usualmente reservam às úlceras uma abordagem tímida, em espaço diminuto e conteúdo restrito, e, não raro, até mesmo uma ausência total de menção. Com os conhecimentos recentemente disponíveis no âmbito da fisiopatologia das feridas, nos mecanismos de cicratização e com o advento de novos recursos terapêuticos, o tema já fazia por merecer um tratamento digno e abrangente. “Abordagem multipr ofissional do tratamento das feridas”, editado por Silvia A. Jorge e Sônia Regina P. E. Dantas, enfermeiras do Hospital das Clínicas da Unicamp, é uma obra informativa e útil aos que se interessam pelo tema. Bernardo Gontijo O livro foi doado pela Editora Atheneu à Biblioteca da SBD

O Departamento de Cirurgia Dermatológica, chefiado pelo Dr. Carlos D´Aparecida Santos Machado Filho (SP), está conduzindo diversas atividades. Entre elas, a elaboração de guidelines sobre lipoaspiração com solução tumescente. Também foram criados para leigos panfletos sobre carcinoma basocelular e espinocelular, cirurgia dermatológica em geral, unha encravada, cicatrizes e telangiectasias. Uma das diretrizes do departamento é intermediar estágios entre os serviços credenciados e os colegas titulados que estejam interessados em r eciclagem na área de cirurgia dermatológica. A idéia é oferecer oportunidades de atualização a esses profissionais. A criação de cursos, tais como, anatomia da face, anatomia do couro cabeludo, bloqueios, solução expansora em cirurgia dermatológica e outros diversos tipos de cirurgia, também estão na pauta do departamento. Departamento de Cosmiatria De acordo com a Dra. Dóris Hexsel (RS), coordenadora do Departamento de Cosmiatria, o departamento está envolvido na elaboração de guidelines sobre seis temas de grande interesse para a Dermatologia Cosmiátrica. Também são metas desenvolver atividades práticas para a qualificação dos sócios. No segun-

do semestre deste ano, serão organizados cursos na área de Dermatologia Cosmiátrica visando qualificá-los para a realização de procedimentos cosmiátricos em seus consultórios. A coordenadora gostaria de receber sugestões. “Precisamos saber sobre as demandas dos nossos sócios. Esta é outra forma para tornar nosso departamento mais interessante” - solicita. Os interessados em participar devem encaminhar sugestões para o departamento através do e-mail dohexel@zaz.com.br. Departamento de Hanseníase e Doenças Infecciosas e Parasitárias Os departamentos de Hanseníase e Doenças Infecciosas e Parasitárias da SBD estão promovendo a I Jornada Brasileira de Dermatologia Sanitária, no dia 24 de maio, no Hotel Regente, em Belém, no Pará. Serão abordados temas sobre Hanseníase, Leishmaniose, Úlcera Genital, Lesões Dermatológicas em DST, Sífilis e Micoses Profundas. O evento conta com o apoio do Ministério da Saúde, da Universidade do Estado de Pará e da SBD - Regional Pará. Os interessados devem contatar para o telefone (91) 2497333 ou pelo e-mail: jornadadermato@hotmail.com Departamento de Dermatologia Integrativa Segundo o Coordenador do Departamento de Dermatologia Integrativa,


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Dr. Roberto Azambuja (SP), tem sido crescente o interesse dos médicos, incluindo os dermatologistas, por meios complementares de tratamento em vista da progressiva difusão das ligações e influências recíprocas entre mente e corpo. “Atualmente, têm recebido cada vez maior atenção os aspectos não físicos das dermatoses, seja como conseqüência delas seja como antecedentes de sua instalação. Por causa disso, muitos dermatologistas estão buscando informações e formação em áreas de medicina complementar e de atuação no nível psicológico” – afir ma. O departamento está contatando os colegas que estejam procedendo dessa maneira, com a meta de ter uma relação de quem faz o quê em apoio ao tratamento dermatológico. Quem já estiver atuando nessas áreas, e por desconhecimento, não for procurado, por favor, comunique-se pelo e-mail rda@yawl.com.br . Departamento de Dermatologia Pediátrica A pesquisa do Departamento de Dermatologia Pediátrica constatou que 30, dos 42 serviços credenciados da SBD que responderam ao questionário, possuem ambulatórios pediátricos. A coordenação solicita aos serviços que ainda não enviaram resposta que, por favor, entrem em contato pelo e-mail frocarneiro@hotmail.com.br

Departamento de Laser Uma seção de classificados de equipamentos de laser. Esta é a novidade que o Dr. Alexandre Filippo (RJ), após sugestão do Dr. Emannuel França (PE), pretende implantar nas próximas edições do Jornal da SBD. “Muitas vezes compramos equipamentos mais caros através de intermediários, quando seria melhor tratar direto com colega que está vendendo”, afirma. À frente do Departamento de Laser da SBD desde janeiro, Dr. Alexandre já está colocando em prática alguns projetos para os sócios. O primeiro deles pode ser conhecido no site da SBD – um cadastro nacional dos der matologistas usuários de laser. A iniciativa tem como objetivo estreitar a comunicação entre os sócios interessados na área, além de promover a união da classe. Para se cadastrar, os sócios deverão entrar na área restrita e preencher o questionário on-line. A partir daí, o departamento pretende manter uma comunicação permanente e direta com os interessados. Os dermatologistas que desejarem anunciar a venda ou interesse em comprar os equipamentos no Balcão do Laser deverão encaminhar as especificações completas dos produtos para a redação do Jornal da SBD, pelo e-mail jornal@sbd.org.br. Para o cadastro no site, basta acessar: www.sbd.org.br/laser_form

Departamento de Alergia O 14º Encontro da Sociedade Americana de Dermatite de Contato foi realizado no dia 20 de março, em São Francisco, nos Estados Unidos. Lá foram apresentados vários trabalhos sobre o tema. O Departamento de Alergia foi representado pela coordenadora, Dra. Ida Duarte (SP). Ela apresentou o tema “Dermatites de Contato em Adolescentes”, resultado do trabalho realizado na Clínica de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo. “O café da manhã, o almoço e o coquetel que aconteceu no final da reunião, foram compartilhados entre todos os participantes, o que permitiu um contato importante entre diversos ‘lideres da dermatite de contato’ mundial” – conta a Dra. Ida Duarte. Ela ressalta a importância da participação dos colegas nesses eventos. “Vamos participar!” - convida. Os interessados podem obter informações através do e-mail idaduarte@terra.com.br A coordenadora também lembra que durante os dias 19 e 21 de setembr o, será realizado o “The 14º Intenational Symposium on Contact Dermatitis e The Ásia – Pacific Enveronmental & Occupa tional Dermatology Symposium ”, na cidade de Seul, na Coréia. E atenção: aqueles que forem apresentar trabalhos terão as taxas de inscrições gratuitas. Maiores informações podem ser encontradas no site ww.iscd2003.com


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Regionais

Santa Catarina

Diretoria realiza 1 Jornada da gestão a

O evento reuniu cerca de 80 dermatologistas

Nos dias 07 e 08 de Março, em Joinville, no Hotel Tannenhof, foi realizada a 1ª Jornada Catarinense de Dermatologia. Cerca de 80 dermatologistas participantes, de Santa Catarina e do Paraná, ouviram atentos às palestras dos doutores da Universidade de São Paulo, Cyro Festa Neto e Dra. Zilda Najjar. O encontro foi encerrado com um jantar típico da culinária alemã, no restaurante do próprio hotel. De acordo com o presidente da regional, Vicente Pacheco Oliveira, uma das propostas básicas da nova gestão é a divulgar a marca da SBD. O objetivo é tornar a Sociedade cada vez mais conhecida entre os profissionais de saúde da

comunidade. A exemplo disso, durante a jornada, cada sócio ganhou um "pin" de lapela com o logo da SBD. Também foi estimulada a aquisição por sócios, de aventais e guarda-pós com a logomarca. “Queremos que o sócio seja também vetor de divulgação da marca” - explica Oliveira. “Estamos, juntamente com a nossa diretoria, preparando com carinho nossos os eventos para o biênio 2003-2004. Este ano terá quatro eventos“ – continua. O próximo será a 2ª Jornada Catarinense, nos dias 3 e 4 de maio. Os interessados em participar podem obter informações pelo telefone (48) 222-2288 ou pelo e-mail: sbdregionalsc@ilhadamagia.com.br.

Fluminense

Mini-triangular em Niterói O primeiro encontro da regional Fluminense, presidida pela Dra. Maria Del Pilar Biot, foi no dia 15 de março, no Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói, no Rio de Janeiro. Considerado pela diretora uma mini-triangular, o evento teve a participação de médicos dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. “Reunir este número de pessoas em uma ensolarada manhã de sábado é um sucesso” - fala. Um dos atrativos da reunião foram às apresentações de um grande número de casos ao vivo, 14 ao todo. A Dra. Denise Steiner ministrou palestra sobre Terapêutica da Alopecia Androgênica. Na ocasião, também foram sorteadas duas inscrições para o 58º Congresso Brasileiro. A próxima edição será no sábado, dia 15 de abril, e, estão programadas várias apresentações ao vivo. Ainda serão sorteadas mais outros dois ‘’passaportes” para o Congresso. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2719-0411.


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a presidente da SBD-Resp, Dra. Alice Alchorne. Algumas considerações relevantes foram feitas na ocasião. Em relação à classe médica, o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Dr. José Erivaldes Guimarães Oliveira, sugere a diminuição do número de escolas e a racionalização das vagas, e ainda a intensificação do diálogo da classe com as autoridades governamentais. Já o Dr. Álvaro Nagib Atallah, professor adjunto da Unifesp, ressaltou a importância do exercício da medicina baseado em evidências para torna-lo menos dispendioso. E para o Dr. José Luiz Gomes do Amaral, outra questão inadiável é a definição de ato médico. Os representantes de diferentes planos de saúde também participaram e fizeram uma análise objetiva das dificuldades pela qual passam, devido ao desgaste do atual modelo de saúde. Ressaltaram que embora o médico seja parte que menos onera o sistema, as pers-


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Bulário

DIPROGENTA* DIPROPIONATO DE BETAMETASONA SULFATO DE GENTAMICINA INDICAÇÕES: Indicado para o alívio de manifestações inflamatórias das dermatoses sensíveis aos corticosteróides e quando complicadas por infecção secundária causada por microorganismos sensíveis à gentamicina, ou quando houver suspeita de tais infecções. CONTRA-INDICAÇÕES: Contra-indicado em pacientes com história de reações de sensibilidade a qualquer um dos seus componentes. DIPROGENTA não está indicado para uso oftálmico. Corticosteróides tópicos estão contra-indicados em vacínia, varicela e tuberculose da pele. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: O tratamento deverá ser descontinuado em caso de irritação ou sensibilização decorrente do uso de DIPROGENTA. Qualquer dos efeitos colaterais relatados após o uso sistêmico de corticosteróides, inclusive supressão supra-renal, pode ocorrer também com o uso tópico, especialmente em lactentes e crianças. O uso tópico de antibióticos ocasionalmente favorece o crescimento de microorganismos não-sensíveis, incluindo fungos. Caso ocorra ou caso surjam irritação, sensibilização ou superinfecção, o tratamento com a gentamicina tópica deverá ser interrompido e substituído por terapia adequada. Uso durante a gravidez e lactação: O produto deve ser usado durante

a gravidez unicamente quando os benefícios presumidos justifiquem o risco potencial ao feto. Este produto não deve ser usado em pacientes grávidas em grandes quantidades ou por períodos prolongados. Não deve ser utilizado durante a lactação. Uso pediátrico: Foram relatados em crianças recebendo corticosteróides tópicos: supressão do eixo hipotálamo/hipófise/supra-renal, síndrome de Cushing, retardo do crescimento, demora no ganho de peso e hipertensão intracraniana. As manifestações de supressão adrenal em crianças incluem baixos níveis de cortisol plasmático e ausência de resposta à estimulação com ACTH. As manifestações de hipertensão intracraniana incluem fontanela tensa, cefaléia e papiledema bilateral. REAÇÕES ADVERSAS: Reações adversas relatadas com o uso de corticosteróides tópicos incluem: ardência, prurido, irritação, ressecamento, foliculite, hipertricose, erupções acneiformes, hipopigmentação, dermatite perioral, dermatite de contato. Os efeitos colaterais mais freqüentes com o uso de curativos oclusivos incluem: maceração cutânea, infecção secundária, atrofia cutânea e miliária. O tratamento com gentamicina pode produzir irritação transitória (eritema e prurido) que em geral não requer descontinuação do tratamento. POSOLOGIA: Aplicar sobre toda a superfície atingida, duas vezes ao dia, pela manhã e à noite. Em alguns pacientes, o tratamento de manutenção ideal pode ser obtido com aplicações menos freqüentes. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - Reg.MS nº 1.0093.0031

ELOCOM Furoato de mometasona - não-fluorado INDICAÇÕES: Indicado para o alívio das manifestações inflamatórias e pruriginosas das dermatoses sensíveis aos corticosteróides como psoríase e dermatite atópica. CONTRA-INDICAÇÕES: Pacientes sensíveis ao furoato de mometasona, a outros corticosteróides ou a qualquer um dos componentes da fórmula. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: Em geral, a absorção sistêmica de potentes corticosteróides tópicos tem produzido supressão do eixo hipotálamo-pituitário-adrenal reversível, hiperglicemia, manifestações da síndrome de Cushing e glicosúria em alguns pacientes. Se ocorrer irritação ou sensibilização com o uso de ELOCOM Creme ou Pomada, a medicação deverá ser suspensa e instituído tratamento adequado. Em caso de infecção, deverá ser instituído o uso de um agente antimicótico ou antibiótico apropriados. Qualquer um dos efeitos secundários relatados com o uso de corticosteróides sistêmicos, inclusive supressão da supra-renal, também poderá ocorrer com a administração tópica de corticosteróides, principalmente em crianças e lactentes. A absorção sistêmica de corticosteróides tópicos poderá aumentar se forem tratadas áreas extensas ou com o uso de técnica oclusiva. O uso de corticosteróides tópicos em crianças deverá ser limitado à mínima dose compatível com um regime terapêutico efetivo. O tratamento crônico com corticosteróides poderá interferir no crescimento e desenvolvimento das crianças. ELO-

COM Creme ou Pomada não é indicado para uso oftálmico. Uso Durante a Gravidez e a Lactação: Como a segurança do uso de ELOCOM durante a gravidez não está estabelecida, corticosteróides tópicos só deverão ser utilizados durante a gestação apenas se o possível benefício justifica o risco potencial para o feto. Corticosteróides não devem ser usados em mulheres grávidas em grandes quantidades ou durante períodos prolongados. Não se sabe se a administração tópica de corticosteróides pode resultar em absorção sistêmica suficiente para produzir quantidades detectáveis no leite materno. REAÇÕES ADVERSAS: As reações adversas locais, muito raramente relatadas com o uso de ELOCOM Creme a 0,1%, incluem parestesia, prurido e sinais de atrofia cutânea. As reações adversas locais, raramente relatadas com o uso de ELOCOM Pomada a 0,1%, incluem ardor, prurido, formigamento/dor aguda momentânea local e sinais de atrofia cutânea.. As seguintes reações adversas locais foram relatadas pouco freqüentemente com o uso de outros corticosteróides tópicos: irritação, hipertricose, hipopigmentação, dermatite perioral, dermatite de contato alérgica, maceração da pele, infecção secundária, estrias e miliária. POSOLOGIA: Deverá ser aplicado em uma fina camada nas áreas afetadas, uma vez por dia. Não fazer uso de curativos oclusivos. Reg. MS n° 1.0093.0182 - VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

DIPROSONE* DIPROPIONATO DE BETAMETASONA (Equivalente a 0,5mg/g de Betametasona) INDICAÇÕES: DIPROSONE* Creme, Pomada ou Loção é indicado para o alívio de manifestações inflamatórias e pruriginosas tópicas das dermatoses sensíveis aos corticosteróides, inclusive psoríase. DIPROSONE* Loção é especialmente apropriado às áreas pilosas, incluindo o couro cabeludo. CONTRA-INDICAÇÕES: DIPROSONE* é contra-indicado em pacientes com histórico de reações de sensibilidade ao dipropionato de betametasona, a outros corticóides ou a qualquer componente do produto. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: Caso ocorra irritação ou sensibilização com o uso de DIPROSONE, o tratamento deverá ser interrompido e sucedido de medicação adequada. Qualquer dos efeitos colaterais relatados com o uso sistêmico de corticosteróide, incluindo supressão supra-renal, também pode ocorrer com o uso tópico de corticosteróide, especialmente em lactentes e crianças. DIPROSONE* tem demonstrado ser supressor do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal com aplicação repetidas de 7 g/dia. A absorção sistêmica dos corticosteróides tópicos eleva-se quando extensas áreas são tratadas ou quando se emprega a técnica oclusiva. Caso ocorra supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal deve-se reduzir a freqüência de aplicação, suspender o uso do corticosteróide ou ainda substi-

tuí-lo por um coticosteróide menos potente. DIPROSONE* não é recomendado para uso oftálmico. Uso Durante a Gravidez e a Lactação:DIPROSONE* não deve ser usado em grandes quantidades ou por período prolongado de tempo, em gestantes. Em casos de amamentação simultânea, deve-se optar entre a descontinuidade do fármaco ou a descontinuidade da amamentação. Uso Pediátrico: Pacientes pediátricos podem demonstrar maior susceptibilidade que pacientes adultos à supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal induzida por corticosteróides tópicos, bem como aos efeitos característicos dos corticosteróides exógenos.REAÇÕES ADVERSAS: A maioria das reações adversas relatadas são transitórias, de intensidade leve a moderada, como aderência, ressecamento, prurido e irritação. Raramente reações adversas como formigamento, irritação, tensão ou rachadura da pele, calor, descamação laminar e perilesional, exantema folicular, atrofia da pele, eritema e telangiectasia são relatadas. POSOLOGIA: Aplicar DIPROSONE* Creme ou Pomada em quantidade suficiente para encobrir toda a área afetada, uma ou duas vezes ao dia (de manhã e à noite). Aplicar algumas gotas de DIPROSONE* Loção na área afetada, espalhando-a cuidadosamente. Geralmente são feitas duas aplicações diárias (de manhã e à noite). A duração do tratamento pode variar de uns poucos dias a um período mais extenso, de acordo com a resposta clínica, não devendo exceder quatro semanas sem que seja feita uma reavaliação do paciente. Reg. MS n° 1.0093.0033 - VENDA SON PRESCRIÇÃO MÉDICA

CECNOIN® Isotretinoína Gravidez proibida! Risco de malformação! FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES: Cecnoin® 10mg e 20mg - caixas com 30 cápsulas USO ADULTO INDICAÇÕES: Cecnoin® está indicado no tratamento de formas graves de acne (nódulo-cística) e acne resistente a terapêuticas anteriores. CONTRAINDICAÇÕES: Cecnoin® é contra-indicado nos seguintes casos: gravidez (ver "Gravidez e lactação"), insuficiência renal ou hepática, hipervitaminose A, pacientes com valores lipídicos sangüíneos excessivamente elevados, hipersensibilidade à droga ou a algum de seus componentes. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: A doação de sangue de pacientes durante e até um mês após tratamento com Cecnoin® a mulheres com risco de gravidez deve ser evitada. A função hepática deve ser examinada antes e um mês após o início do tratamento, e subseqüentemente em intervalos trimestrais. Os lipídios séricos (valores em jejum) também devem ser examinados, antes e um mês após o início da terapêutica, e também no final do tratamento. "Peeling" deve ser evitado em pacientes em uso de Cecnoin® e por um período de 5-6 meses após o tratamento devido ao risco de cicatrização hipertrófica em áreas atípicas. Depilação química deve ser evitada em pacientes em uso de Cecnoin® e por um período de 5-6 meses após o tratamento devido ao risco de dermatite. Gravidez e lactação: Cecnoin® é altamente teratogênico. É, portanto, contra-indicado para mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar enquanto estiverem sob tratamento. Existe um risco extremamente alto de nascimento de uma criança deformada no caso de gravidez durante a administração de Cecnoin®, em qualquer quantidade, mesmo durante curtos períodos. Todos os fetos expostos podem potencialmente ser afetados. Cecnoin® é contra-indicado a mulheres com potencial de engravidar a menos que a paciente do sexo feminino satisfaça todas as seguintes condições: · seja portadora de acne resistente às terapêuticas convencionais; · seja confiável na compreensão e no cumprimento das instruções; · seja capaz de cumprir as medidas anticoncepcionais obrigatórias; · seja informada por seu médico sobre o perigo de engravidar durante e um mês após tratamento com Cecnoin® e seja advertida sobre a possibilidade de uma falha do método anticoncepcional; · a paciente confirme que compreendeu as precauções; · a paciente apresente um teste de gravidez negativo duas semanas antes de iniciar a terapêutica. Recomenda-se a repetição mensal do teste de gravidez; · a paciente utilize um anticoncepcional eficaz sem interrupção durante um mês antes do início da terapêutica com Cecnoin®, durante a terapêutica e um mês após a descontinuação da terapêutica; · a paciente inicie a terapêutica com Cecnoin® somente no segundo ou terceiro dia do próximo período menstrual normal; · no caso de repetição do tratamento, ela deverá também utilizar as mesmas medidas anticoncepcionais ininterruptas um mês antes, durante e um mês após a terapêutica com Cecnoin®. Inclusive pacientes do sexo feminino que normalmente não utilizam métodos anticoncepcionais devido à infertilidade devem ser aconselhadas a fazer o mesmo, enquanto estiverem recebendo Cecnoin®, seguindo as instruções acima.

Caso ocorra gravidez, apesar dessas precauções, na vigência do tratamento com Cecnoin® ou no mês seguinte, há um grande risco de malformação muito grave do feto (envolvendo em particular o sistema nervoso central, o coração e os grandes vasos sangüíneos). Há também risco elevado de aborto espontâneo. Foram documentadas as principais anormalidades fetais humanas associadas à administração de Gravidez proibida! Cecnoin®, as quais incluíram: hidrocefalia, microcefalia, anormalidades no ouvido externo Risco de má-formação (micropina, canais auditivos externos pequenos ou ausentes), microftalmia, anormalidades cardiovasculares, dismorfia facial, anormalidades na glândula do timo, deficiência do hormônio paratireóideo e malformação cerebelar. A isotretinoína é altamente lipofílica, sendo a passagem da droga para o leite materno muito provável. Devido ao potencial de efeitos adversos, o uso de Cecnoin® deve ser evitado durante a lactação. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: A terapêutica concomitante de Cecnoin® e vitamina A deve ser evitada, pois os sintomas de hipervitaminose A podem ser intensificados. Raros casos de hipertensão intracraniana benigna, "pseudotumor cerebral", têm sido relatados após uso de Cecnoin® e tetraciclina. Portanto, tratamento suplementar com tetraciclina deve ser evitado. O efeito de preparações de microdoses de progesterona pode ser reduzido pela interação com isotretinoína. Portanto, preparações de microdoses de progesterona ou "minipills" não devem ser usadas. REAÇÕES ADVERSAS /COLATERAIS: A maioria dos efeitos adversos do Cecnoin® está relacionada à dose. Com a dose recomendada, a relação risco-benefício é geralmente aceitável, considerando a gravidade da doença. Sintomas relacionados com hipervitaminose A: os seguintes sintomas são os efeitos indesejáveis mais freqüentemente relatados do Cecnoin® - secura de pele e mucosas, isto é, de lábios, mucosa nasal (epistaxe), faringe (rouquidão) e olhos (conjuntivite, opacidade da córnea, e intolerância a lentes de contato). Pele e anexos: exantema, prurido, dermatite facial, sudorese, granuloma piogênico, paroníquia, distrofia ungueal, aumento na formação de tecidos de granulação, queda persistente de cabelos, alopécia reversível, acne fulminante, hirsutismo, hiperpigmentação, fotossensibilidade. Desordens do sistema musculo-esquelético: dores musculares, dores articulares, hiperostose e outras alterações ósseas, tendinite. POSOLOGIA: A resposta terapêutica a Cecnoin® e seus efeitos adversos são dose-dependentes, variando de acordo com o paciente. Há necessidade de ajuste individual da dosagem durante o tratamento. O tratamento com Cecnoin® deve ser iniciado com 0,5 mg/kg diário. Para a maioria dos pacientes, a dose varia de 0,5-1,0 mg/kg. Pacientes com doença muito grave ou com acne em tronco podem necessitar de doses diárias maiores, até 2,0 mg/kg. A dose acumulativa de 120 mg/kg por tratamento tem sido documentada para aumentar a taxa de remissão e prevenir recorrência. A duração da terapêutica em pacientes individuais, entretanto, varia em função da dose diária. Remissão completa da acne ocorre geralmente nas 16-24 semanas de tratamento. Uma melhora adicional da acne é geralmente observada após descontinuação do tratamento. Na maioria dos pacientes a resolução completa da acne é obtida com um único curso de tratamento. No caso de recorrência evidente, um novo curso de tratamento com Cecnoin® deve ser prescrito, com a mesma dose diária e dose acumulativa prévia. Deverá existir, entretanto, um intervalo de pelo menos oito semanas antes de reiniciar o tratamento. As cápsulas deverão ser ingeridas durante as refeições, uma ou duas vezes ao dia. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA ATENÇÃO: RISCO PARA MULHERES GRÁVIDAS. CAUSA GRAVES DEFEITOS NA FACE, NAS ORELHAS, NO CORAÇÃO E NO SISTEMA NERVOSO DO FETO. Para maiores informações, leia a bula completa presente na embalagem do produto.

ISOACNE* Isotretinoína INDICAÇÕES:Isoacne* (Isotretinoína oral) está indicado para tratamento de acne grave (nodulocística) e acne refratária. CONTRA-INDICAÇÕES: Isoacne* (Isotretinoína oral) é contra-indicado em gravidez, insuficiência renal ou hepática, hipervitaminose A, perfil lipídico excessivamente elevado, hipersensibilidade à droga ou a algum de seus componentes. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: Isoacne* (Isotretinoína oral) deve ser prescrito apenas por médicos com experiência em uso de retinóides sistêmicos e que entendam o risco de teratogenicidade do produto. Evitar a doação de sangue durante e até um mês após o tratamento. Avaliar a função hepática e a lipidemia de jejum antes e um mês após o início do tratamento; durante o tratamento, avaliar em intervalos trimestrais. Depressão, sintomas psicóticos e raras tentativas de suicídio e suicídio foram relatados nos pacientes tratados com Isoacne* (Isotretinoína oral), embora uma relação causal não tenha sido estabelecida. Cuidados especiais precisam ser tomados em pacientes com histórico de depressão e com ocorrência de sinais de depressão durante o tratamento. Avaliar o risco-benefício devido à osteopatia que pode gerar. Evitar associar com anticoncepcionais progestacionais androgênicos. "Peeling" e depilação química devem ser evitados durante o uso de Isoacne* (Isotretinoína oral) até 5-6 meses após o tratamento (risco de cicatrização hipertrófica). Precauções para grupos de pacientes especiais Há necessidade de controle clínico e laboratorial freqüente nos pacientes de alto risco (com diabetes, obesidade, alcoolismo ou distúrbios do metabolismo lipídico). Gravidez e lactação Isoacne* (Isotretinoína oral) é altamente teratogênico, sendo contra-indicado para mulheres grávidas ou que possam engravidar durante e até 1 mês após o término do tratamento, a menos que utilizem métodos contraceptivos eficientes. Caso ocorra a gestação, o médico deve ser avisado imediatamente e suspender o uso do Isoacne* (Isotretinoína oral). Devido ao potencial de efeitos adversos, o uso de Isoacne* (Isotretinoína oral) deve ser evitado durante a lactação. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Evitar associação de Isoacne* e vitamina A (risco de hipervitaminose A), tetraciclina (risco de "pseudotumor cerebral") e pre-

parações de microdoses de progesterona (pode ter seu efeito reduzido). REAÇÕES ADVERSAS/COLATERAIS: A maioria dos efeitos adversos de Isoacne* (Isotretinoína oral) está relacionada à dose. Os principais são os sintomas relacionados com a hipervitaminose A (secura de pele e mucosas, com surgimento de exantema, prurido, sudorese, granuloma piogênico, paroníquia, distrofia ungueal, aumento da formação de tecidos de granulação, queda persistente de cabelos, alopecia reversível, acne fulminante, hirsutismo, hiperpigmentação, fotossensibilidade, entre outros). Mais raramente, temos, artralgia, mialgia, alterações ósseas, alterações comportamentais (depressão), cefaléia, aumento da pressão intracraniana, convulsões, casos isolados de distúrbios visuais, hipoacusia, náuseas, doença inflamatória intestinal, elevações transitórias e reversíveis de transaminases, alguns casos de hepatite, broncoespasmo, leucopenia, hipo ou hiperplaquetose, anemia, elevação da taxa de hemossedimentação, infecções locais ou sistêmicas por microorganismos gram-positivos (Staphylococcus aureus), linfadenopatia, hematúria, proteinúria, pancreatite e vasculites, entre outros. Pode-se, tam bém, encontrar um aumento de triglicerídeos e colesterol séricos e hiperuricemia. POSOLOGIA: A dose de Isoacne* (Isotretinoína oral) varia de 0,5-1,0 mg/kg/dia, podendo, em alguns casos, chegar até 2,0 mg/kg/dia. A dose cumulativa é de 120 mg/kg por tratamento, sendo que, na maioria dos pacientes (> 60%), a resolução completa da acne é obtida com um único curso de tratamento. No caso de recorrência, novo curso de tratamento com Isoacne* (Isotretinoína oral) deve ser prescrito, com a mesma dose diária e dose cumulativa prévia, porém, existindo um intervalo de, pelo menos, oito semanas. Ingerir as cápsulas durante as refeições, uma ou duas vezes por dia. ATENÇÃO: RISCO PARA MULHERES GRÁVIDAS. CAUSA GRAVES DEFEITOS NA FACE, NAS ORELHAS, NO CORAÇÃO E NO SISTEMA NERVOSO DO FETO. Reg.M.S. n* 1.0093.0212 VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DE RECEITA


Março / Abril 2003 III

JSBD l Ano VII n o 4

DIPROSALIC* DIPROPIONATO DE BETAMETASONA ÁCIDO SALICÍLICO Pomada e Solução INDICAÇÕES: DIPROSALIC* pomada possui ação antiinflamatória, antipruriginosa, antialérgica e ceratolítica e está indicado no tratamento tópico de dermatoses hiperceratósicas e crônicas que respondem à terapia com corticosteróides. DIPROSALIC* solução é indicado no tratamento tópico da psoríase e dermatite seborréica do couro cabeludo. CONTRA-INDICAÇÕES: DIPROSALIC* está contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade a qualquer de seus componentes. PRECAUÇÕES: Se ocorrer o desenvolvimento de irritação ou sensibilização durante o uso de DIPROSALIC*, o tratamento deve ser descontinuado. Em presença de infecção, deve ser instituída terapia antimicrobiana. Os corticosteróides e o ácido salicílico são absorvidos por via percutânea e, por esta razão, em pacientes que fazem tratamentos prolongados, existe a possibilidade do surgimento de ações sistêmicas decorrentes desta absorção, incluindo supressão adrenal principalmente em crianças. O uso de curativo oclusivo, ou em áreas extensas, aumenta a possibilidade de efeitos sistêmicos. Se ocorrer excessiva secura da pele, aumento da irritação ou descamação indesejável, DIPROSALIC* deve ser descontinuado temporariamente. DIPROSALIC* não deve ser usado nos olhos, nem em outras superfícies mucosas. Uso durante a gravidez e lactação: O produto deve ser usado durante a gravidez unicamente quando os benefícios presumidos justifiquem o risco potencial ao feto. Este produto não deve ser usado em pacientes

grávidas em grandes quantidades ou por períodos prolongados. Por não se saber se a administração tópica de corticosteróides pode resultar em absorção sistêmica suficiente para produzir quantidades detectáveis no leite materno, deve-se decidir entre descontinuar a lactação ou interromper o tratamento, levando em conta a importância do tratamento da mãe. Uso pediátrico: Os pacientes pediátricos podem apresentar maior suscetibilidade do que os pacientes adultos à supressão do eixo hipotálamo-hipófise-supra-renal induzida pelos corticosteróides tópicos ou exógenos, em função da maior absorção devido à grande proporção da área de superfície corporal para o peso corporal. Foram relatados em crianças recebendo corticosteróides tópicos: supressão do eixo hipotálamo-hipófise-supra-adrenal, síndrome de Cushing, retar do do crescimento, demora no ganho de peso e hipertensão intracraniana. As manifestações da supressão adrenal em crianças incluem baixos níveis de cortisol plasmático e ausência de resposta à estimulação com ACTH. As manifestações de hipertensão intracraniana incluem fontanela tensa, cefaléia e papiledema bilateral. REAÇÕES ADVERSAS: As seguintes reações adversas locais têm sido relatadas com o uso de corticosteróides tópicos: ardor, prurido, irritação, secura da pele, foliculite, hipertricose, erupções acneiformes, hipopigmentação e dermatite de contato. As seguintes reações adversas podem ocorrer mais freqüentemente quando se faz uso de curativo oclusivo: maceração da pele, infecção secundária, atrofia da pele, estrias e miliária. POSOLOGIA: Deve-se aplicar uma quantidade de DIPROSALIC* pomada ou DIPROSALIC* solução suficiente para cobrir a área afetada, 2 vezes ao dia, massageando levemente o local, após sua aplicação. Em alguns pacientes, a freqüência das aplicações pode ser reduzida de acordo com a evolução do quadro dermatológico. Reg.MS nº 1.0093.0032 - VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

POLARAMINE* MALEATO DE DEXCLORFENIRAMINA INDICAÇÕES: Indicado para o alívio sintomático de algumas manifestações alérgicas, como urticária, angioedema, rinites vasomotoras, eczemas alérgicos, dermatite atópica, dermatite de contato, reações a drogas, a soros, a sangue, a picadas de insetos e para o alívio de pruridos de origem não-específica. CONTRA-INDICAÇÕES: Hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou a outros anti-histamínicos de estrutura química similar. POLARAMINE não deve ser usado em prematuros ou recém-nascidos e em pacientes que estejam fazendo uso de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs). PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: Os pacientes que operam máquinas ou dirigem veículos devem ser advertidos da possibilidade de sonolência. Os anti-histamínicos devem ser usados com cautela em pacientes portadores de glaucoma, úlcera péptica estenosante, obstrução piloroduodenal, hipertrofia prostática, asma brônquica, doença cardiovascular, hipertireoidismo. Pode causar excitação em crianças de baixa idade e maior sedação e hipotensão em pacientes com mais de 60 anos. A experiência com esta substância em pacientes grávidas não é suficiente para provar sua segurança em relação ao desenvolvimento fetal. Não foi estabelecido se POLARAMINE é excretado no leite humano e, portanto, deve haver precaução na administração a lactantes. INTERAÇÕES

MEDICAMENTOSAS: Os IMAOs prolongam e intensificam os efeitos dos anti-histamínicos, podendo ocorrer hipotensão grave. O uso concomitante de anti-histamínicos com álcool, antidepressivos tricíclicos, barbitúricos e outros depressores do SNC podem potencializar os efeitos sedativos da dexclorfeniramina. A ação dos anticoagulantes orais pode ser diminuída por anti-histamínicos. REAÇÕES ADVERSAS: Discreta ou moderada sonolência pode ocorrer com o uso do maleato de dexclorfeniramina. Outros possíveis efeitos colaterais são hipotensão, sedação, agitação, boca seca, anorexia, fraqueza, cefaléia, nervosismo, poliúria, azia, diplopia, sudorese, disúria, urticária e choque anafilático. POSOLOGIA: POLARAMINE Comprimidos e POLARAMINE Líquido - Adultos e crianças maiores de 12 anos: 1 comprimido ou 5 ml, 3 a 4 vezes por dia. Não ultrapassar a dose máxima de 12 mg/dia. Crianças de 6 a 12 anos: 1/2 comprimido ou 2,5 ml, três vezes por dia. Um máximo de 6 mg diários. Crianças de 2 a 6 anos: 1/4 comprimido ou 1,25 ml, três vezes por dia. Um máximo de 3 mg diários. POLARAMINE Repetabs: Adultos e crianças maiores de 12 anos: 1 drágea pela manhã e outra ao deitar. Em determinados casos mais resistentes, seria recomendável a administração de 1 drágea a cada 8 horas. Reg. MS no 1.0093.0082 VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

ROACUTAN® Isotretinoína Apresentação Caixas com 30 cápsulas de 10mg ou 20mg. USO ADULTO Composição Gravidez proibida! Isotretinoína Indicações Risco de má-formação fetal! Formas graves de acne, nódulo-cística e conglobata, e acnes resistentes a terapêuticas anteriores. Contra-indicações Grávidas (altamente teratogênico) ou com potencial para engravidar, a menos que utilizem medidas contraceptivas antes, durante e até 1 mês após o tratamento; lactação; insuficiência hepática; hiperlipidemia excessiva; hipervitaminose A; hipersensibilidade ao medicamento. Precauções e advertências Evitar doação de sangue, dermabrasão agressiva e depilação química. Cuidados especiais em pacientes com história de depressão e ao dirigir ou operar veículo à noite. Examinar função hepática e lipídeos sangüíneos periodicamente, principalmente em pacientes com diabetes, obesidade, alcoolistas ou dislipidêmicos. Descontinuar o medicamento na diarréia hemorrágica. Interações medicamentosas: vitamina A, tetraciclina e microdoses de progesterona. Efeitos colaterais São reversíveis e dose-dependentes. Os mais freqüentes são secura de pele e mucosas. Outros: dermatite facial, fotossensibilidade, artralgia, mialgia, elevação de transaminases e hiperlipidemia. Posologia Iniciar com 0,5 mg/kg/dia. Geralmente, a dose diária varia de 0,5-1,0 mg/kg. Recomenda-se dose cumulativa de 120 mg/kg por tratamento. Ingerir as cápsulas durante as refeições, uma vez ao dia. Via de administração Oral. Registro MS - 1.0100.0182 Informações detalhadas sobre o produto encontram-se disponíveis sob solicitação a Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. - Caixa Postal 1513 - CEP 01059-970. PRODUTOS ROCHE QUÍMICOS E FARMACÊUTICOS S. A BOTOX* Toxina Botulínica Tipo A Congelada a vácuo estéril Uso Adulto e Pediátrico FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO Frasco-ampola contendo 100 unidades de Toxina Botulínica Tipo A congelada a vácuo estéril. (*) Cada unidade (U) corresponde à dose intraperitonial letal média (DL-50) de BOTOX® (toxina botulínica tipo A), reconstituído, calculada em camundongos. Estas unidades são exclusivas para BOTOX ® (toxina botulínica tipo A) e não são intercambiáveis com outras preparações contendo toxina botulínica. INDICAÇÕES BOTOX® (toxina botulínica tipo A) é indicado para o tratamento do estrabismo e blefarospasmo associado® com distonia, incluindo blefarospasmo essencial benigno ou distúrbios do 7º nervo em pacientes com idade acima de 12 anos. BOTOX (toxina botulínica tipo A) é também indicado para o tratamento de: - Distonia cervical - Espasmo hemifacial - Espasticidade muscular. - Linhas faciais hipercinéticas. - Hiperidrose focal palmar e axilar. CONTRA-INDICAÇÕES BOTOX® (toxina botulínica tipo A) é contra-indicado em indivíduos com conhecida hipersensibilidade a qualquer ingrediente contido na for mulação, e na presença de infecção no local da aplicação. A toxina botulínica tipo A está contra-indicada em casos de antecedentes de hipersensibilidade a qualquer dos componentes do produto, quando há distúrbios generalizados da atividade muscular, em tratamento concomitante com antibióticos aminoglicosídeos ou spectinomicina, em distúrbios do sangramento de qualquer tipo, no caso de tratamento com anticoagulantes ou quando há algum motivo para evitar injeções intramusculares e durante a gravidez e a amamentação. CUIDADOS E ADVERTÊNCIAS BOTOX* (toxina botulínica tipo A) DEVE SER APLICADO SOMENTE POR MÉDICO PREVIAMENTE TREINADO PARA USO CORRETO DO PRODUTO. A toxina botulínica do tipo A, princípio ativo do BOTOX ® (toxina botulínica tipo A), é uma substância com propriedades inibidoras da contratura muscular, indicada para a melhora da espasticidade muscular, do estrabismo e do blefarospasmo, das linhas hipercinéticas da face (rugas)®e da hiperidrose (suor excessivo) das axilas e das palmas das mãos. BOTOX (toxina botulínica tipo A), em sua embalagem intacta, pode ser conservado tanto em freezer em temperatura de - 5ºC ou em geladeira entre 2º e 8º C. O seu prazo de validade de 24 meses encontra-se impresso na embalagem externa. Verifique sempre o prazo de validade antes de usá-lo. Nunca use medicamentos com o prazo de validade vencido, pois® pode ser prejudicial à sua saúde. Antes de utilizar o medicamento, confira o nome no rótulo, para não haver enganos. Não utilize BOTOX (toxina botulínica tipo A) caso haja sinais de violação e/ou danificações no lacre do frasco-ampola. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se estiver amamentando. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre suas recomendações de cuidados após a aplicação das injeções. Pacientes sedentários devem ser advertidos no sentido de reassumirem suas atividades lenta e cuidadosamente após a administração de BOTOX® (toxina botulí-

nica tipo A). Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. Com o uso da toxina botulínica podem ocorrer efeitos indesejáveis, dependendo do local onde o medicamento foi injetado. Solicite ao seu médico explicações a respeito das reações indesejáveis possíveis no seu caso. Em caso de qualquer dificuldade para engolir, falar ou para respirar que o paciente apresente, o médico deve ser contatado imediatamente. Os pacientes com distonia cervical (torcicolo espasmódico) devem ser informados sobre a possibilidade de apresentar dificuldade para engolir (disfagia) que pode ser de intensidade muito leve, mas que também pode ser grave. Como conseqüência da disfagia, há a possibilidade de ocorrer aspiração e/ou falta de ar, tendo sido relatados raros casos de pneumonia e/ou óbito. A disfagia pode persistir por duas a três semanas após a injeção, mas foi relatada duração de até cinco meses após a injeção. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento. A toxina botulínica tipo A está contra-indicada em casos de antecedentes de hipersensibilidade a qualquer dos componentes do produto, quando há distúrbios generalizados da atividade muscular, em tratamento concomitante com antibióticos aminoglicosídeos ou spectinomicina, em distúrbios do sangramento de qualquer tipo, no caso de tratamento com anticoagulantes e durante a gravidez ou amamentação. Durante o tratamento com BOTOX® (toxina botulínica tipo A) o paciente somente deve dirigir veículos ou operar máquinas depois de consultar o médico a respeito do assunto no seu caso. NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO Armazenar o produto congelado a vácuo em um freezer, a uma temperatura de -5 *C ou inferior ou em geladeira entre 2º e 8ºC. Administrar dentro de 4 horas após a retirada do freezer ou geladeira e reconstituição. Durante essas 4 horas, o produto reconstituído deve ser armazenado sob refrigeração (4*C a 8ºC). O reconstituído deve ser claro, incolor e livre de partículas. Todos os frascos, incluindo os frascos com prazo de validade vencido, e os equipamentos utilizados com a droga devem ser cuidadosamente descartados, conforme é normalmente realizado com todos os detritos de origem médica. PRAZO ®DE VALIDADE BOTOX (toxina botulínica tipo A) apresenta prazo de validade de 24 meses e não deve ser utilizado após a data de vencimento. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS O efeito da toxina botulínica pode ser potencializado por antibióticos aminoglicosídicos ou quaisquer outras drogas que interfiram com a transmissão neuromuscular. Os pacientes que fazem uso dessas drogas devem ser cuidadosamente observados quando forem tratados com BOTOX® (toxina botulínica tipo A). Recomenda-se cautela em pacientes tratados com com polimixinas, tetraciclinas e lincomicina. O uso de relaxantes musculares deve ser feito com cautela, recomendando-se redução da dose inicial do relaxante, ou utilização de drogas de ação intermediária como o vecurônio, em vez dos relaxantes musculares de ação mais prolongada. REAÇÕES ADVERSAS Foram reportados casos de erupção difusa na pele e casos de edema local na pálpebra logo após a aplicação e que se prolongaram durante vários dias. POSOLOGIA AS DOSES RECOMENDADAS PARA BOTOX ® (TOXINA BOTULÍNICA TIPO A) NÃO SÃO APROPRIADAS PARA USO COM OUTRAS PREPARAÇÕES DE TOXINA BOTULÍNICA. A posologia e método de administração dependem do paciente, da localização e da extensão do comprometimento dos grupos musculares envolvidos. A injeção deve ser intramuscular. O uso em pacientes idosos não requer adaptação da posologia, recomendando-se as mesmas doses do adulto. Em crianças a posologia deve ser calculada em função do peso corporal.


Jornal da SBD - Nº 4 Março / Abril 2003